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Alessandra Daniela Danielle Geisa Joyce Marcos Michelle Verônica

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Variáveis que Contribuem com a Violência Familiar: Opiniões de Um Grupo Universitário

Universidade Braz Cubas Mogi das cruzes 2002

Variáveis que Contribuem com a Violência Familiar: Opiniões de Um Grupo Universitário

Trabalho de iniciação científica apresentado ao curso de Letras da UBC como requisito para disciplina de Metodologia Científica Professora: Elzira Teixeira A. Oliveira

Universidade Braz Cubas Mogi das cruzes 2002

AGRADECIMENTOS

Nós, alunos do 1º semestre do Curso de Letras, primeiramente, agradecemos a Deus por nos dar a capacidade de aprendizagem. À professora Elzira Teixeira A. Oliveira que nos orientou dando conselhos, opiniões e fazendo correções... Também, aos componentes do grupo que teve disponibilidade e se desempenhou com a finalidade de obter um resultado adequado. Enfim, a todos que de alguma maneira ajudaram à realização e concretização desta monografia, pois sem eles, com certeza, teríamos mais dificuldades e contratempos além dos que já tivemos.

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 - A Violência Familiar .....................................................................................6 OBJETIVOS .............................................................................................................................9 Gerais .....................................................................................................................................9 Específicos ..............................................................................................................................9 HIPÓTESE ..........................................................................................................................10 CAPÍTULO 2 - Método..........................................................................................................11 Resultados ............................................................................................................................12 CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES...................................................................................15 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................16 APÊNDICES ...........................................................................................................................17

JUSTIFICATIVA

Estamos buscando compreender quais as causas que levam pais a espancar seus próprios filhos (as) e, ou maridos violentarem suas esposas. Aprender métodos que sejam suficientes para diminuir a violência familiar. Nosso trabalho se encontra dentro das normas ABNT, preocupando assim a buscar maior aperfeiçoamento e conhecimento sobre Violência Familiar que possa nos auxiliar nas atividades da educação.

CAPÍTULO 1 - A Violência Familiar

Observamos no texto de Bock, Furtado e Teixeira (1989) que a violência é um conjunto da vontade de Ter uma conduta hostil com a finalidade de destruir, podendo ser proposital ou não. Agredir é uma forma de violência e não é a única. É preciso entender como o meio social incita e mantém suas características violentas que podem ser estimuladas para que o cidadão dê conta de si mesmo. A violência permanece ocorrendo devido às posições sociais de muitas pessoas que procuram ter melhores condições de vida, assim, cometendo algum tipo de delito. Porém, segundo Goldberg (1984) a violência despreza a solução de problemas em relação as divisões de classes sociais. Para o autor são seus impulsos interiores que estão em busca de seu comportamento impaciente e agressivo, ele acredita que o acomodamento é covardia de seu obscuro interesse que se tornou fixo. Observa Goldberg (1984), estamos conscientes de que cada vez mais é maior o número de pessoas presas do narcisismo, estado em que você está preso do seu próprio ego. Azevedo e Guerra (1995), dizem que os pesquisadores estão procurando saber o que leva os seres humanos a agredir fisicamente e socialmente uma criança. E através deste estudo eles conseguiram colocar no papel internacional os problemas existentes, obtiveram opiniões sobre estes, e ao mesmo tempo conseguiram minimizar os problemas em nossa realidade. Em alguns países quase acabaram com as queixas. Entretanto, pela gravidade do problema, se não houver uma redução adequada, estas poderiam deixar seqüelas muito graves. Há também entre eles a discordância que deixam dúvidas entre os estudiosos, e através dessas, propuseram discussões do aspecto da violência, fazendo uma análise crítica de aprendizado sobre o fenômeno (a violência). Dimenstein (1999), analisa os direitos das crianças, que segundo ele, vem se aprimorando cada vez mais depois do primeiro passo dado em 1959, com a aprovação desses direitos na Assembléia Geral das Nações Unidas. À partir daí, o país criou estatutos e fundou organizações que auxiliam e ajudam a melhorar a vida de muitas crianças. Ele explica que a carência de cidadania está visualizada

no menor rejeitado pela sociedade e que uma imensa quantidade de garantia à criança não saiu do papel da constituição. Conclui-se através de Dimenstein (1999), que a cada ano que se passa aprimoram-se mais os direitos, porém, menos são cumpridos. Em uma edição da Revista Professor (2001), relata a história de uma criança que teve seus direitos violado por seus próprios pais, contou com a atitude de uma professora que teve coragem de denunciar a violência que o próprio pai cometeu contra a menina. “A menina de 7 anos, tirava a roupa, agarrava e mordia os colegas. Não se alimentava e tinha nojo dos próprios cabelos, que lavava na torneira várias vezes por dia, a pequena tinha mordidas e manchas no corpo, além de um corte entre as sobrancelhas que não cicatrizava nunca. Desconfiada de abuso sexual, a diretoria chamou a mãe e deu a ela um prazo para buscar uma solução. A nova professora descobriu a terrível realidade – a garotinha era vítima do próprio pai – de forma quase prosaica. “Fora da sala, pergunte quem havia ensinado a morder daquele jeito”, lembra. Bastou para que ela contasse tudo o que acontecia em casa.” Esta criança sofreu violência física, como: manchas das agressões que ficaram em seu corpo e um corte no rosto. E, também, sofreu grandes danos psicológicos, pois, ela tinha nojo de seus próprios cabelos, não comia e mordia seus colegas de escola. Em um exame de corpo de delito foi comprovado que a menina sofria abuso sexual e seus pais perderam a guarda. Guerra (1985), tenta explicar o que talvez esteja levando os pais a cometerem tamanha violência, segundo ele, as crianças estão sendo punidas por atitudes normais que toda criança tem. As crianças brincam, choram, bagunçam e fazem vários tipos de coisas que, muitas vezes, não agradam aos adultos, levando alguns deles ao ato brutal de espancá-las. Visualizamos também que alguns pais usam de violência como uma desculpa para corrigir seus filhos, estas correções podem vir pelo fato de não quererem que seus filhos façam peraltices como subir ao telhado, fazerem suas necessidades na roupa, por estarem chorando, ou não querendo se calar, e até mesmo por quererem ir ao seu colo num momento em que os pais não desejem dar tal afeto. No caso de meninos um pouco maiores, o caso não é diferente, só se muda os motivos, como não fazerem lições, por se descuidarem em suas “obrigações” do lar, gastarem algum troco sem consultar seus pais, enfim, por motivos relevantes.

Mas, não são apenas as crianças que sofrem com a violência dentro de seu lar, no texto “Violência contra a Mulher” de Santos e Oliveira (2000), podemos observar que o machismo de certa forma pode gerar a violência. O machismo forma uma crença que faz com que o homem seja visto sempre como um ser superior, ativo e forte, sendo então a mulher fraca e inferior, passando a ser violentada fisicamente e psicologicamente. Destaca-se que a falta de dinheiro não é o único problema, considerando-se fatores importantes como stress, a educação e as condições familiares. Concluímos que a violência contra a mulher deve ser punida como qualquer ação que cause dor ou sofrimento. Guerra (1986) cita em seus estudos Guelles (1986) mencionando que há um grande número de fatores que explicam a violência, mas, ele analisa basicamente as características sociais e psicológicas do agressor e a situação contextual do próprio ato violento. Entre estes fatores ele destaca a posição social do país, seus valores e sua socialização anterior (se o agressor de repente já sofreu, ou assistiu a algum tipo de violência em sua infância, dentro do seu próprio lar). Ele também faz uma análise psicológica como traços de personalidade, problemas que afetem seu sistema nervoso, situações de stress que o agressor possa estar vivendo em sua vida conjugal ou econômica como desemprego, isolamento social e dificuldades financeiras. Estes, para o mesmo autor, são fatores que podem gerar agressões, mas, ele deixa claro que estes são problemas metodológicos que devem ser enfrentados e debatidos no ponto de vista teórico.

OBJETIVOS

Gerais
Adquirir conhecimentos e contribuir com as variáveis que favorecem a Violência Familiar.

Específicos
Identificar as variáveis que contribuem com a violência familiar, apontadas por um grupo de universitários.

HIPÓTESE

Não existem variáveis significativas que contribuem com a Violência Familiar, nas opiniões de um grupo de universitários.

CAPÍTULO 2 - Método Sujeito
A amostra foi composta por 12 sujeitos selecionados aleatoriamente sendo 6 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, todos alunos de uma universidade particular do Estado de São Paulo.

Instrumento
Foi elaborado um questionário pelo grupo de estudo, constando variáveis que contribuem com a Violência Familiar. Constou de 4 questões, três positivas e uma negativa. Todas afirmativas.

Questões

Concorda

Não Concorda

1

A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança.

2

A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto.

3 4

O machismo leva o homem a cometer violência. A divisão social não causa violência.

Procedimento
Foi feito um contato com a universidade, solicitando sua autorização para a realização da pesquisa. Os questionários foram aplicados em um intervalo de aula e foi oferecido aos alunos a orientação necessária.

Resultados

Tabela
Obtivemos o seguinte resultado:

Questões

Freqüência que concordam

%

1

A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança.

12

100%

2

A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto.

12

100%

3

O machismo leva o homem a cometer violência.

8

67%

4

A divisão social não causa violência.

4

33%

Gráfico Variáveis que contribuem com a Violência Familiar: Opiniões de um grupo universitário

120%

100%

80%

60%

40%

20%

0% A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança. O machismo leva o homem a cometer violência. A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando adutlo. A divisão social não causa violência.

Análise de Dados
Na pesquisa quantitativa a 1º questão: “A violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança” obteve 100% (12 pessoas) da aprovação dos estudantes. Na 2º questão “A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando adulto”, também obteve um percentual favorável, ou seja, 100% (12 pessoas) dos pesquisados. Na 3º questão “O machismo leva o homem a cometer violência”, mais da metade dos entrevistados concordaram, ou seja, 67% destes (8 alunos). Enquanto, na 4º e última questão houve apenas 33% (4 pessoas) de aprovação por parte dos estudantes.

CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES
Em nosso trabalho de Iniciação Científica ficou visto que um grupo de alunos universitários estão bem informados em relação a 1º questão “A violência familiar prejudica o rendimento escolar da criança”, pois, segundo Zenti (2001) e Gentile (2001) num artigo retirado da Revista do Professor (2001) “A violência familiar prejudica a criança no seu rendimento escolar”. Na 2º questão “A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando adulto” percebemos que o estudante universitário, também são bem informados, pois, para Guelles (1986) a criança que sofreu violência anteriormente em seu lar tende a ser violento quando adulto. Na 3º questão “O machismo leva o homem a cometer violência” falta informações aos grupos de alunos universitários sobre o que afirma Santos (2000) e Oliveira (2000) “O machismo leva o homem a cometer a violência” E por fim a última questão, Bock (1989) e Goldberg (1984) afirmam que “A divisão social não é a única causa da violência”, os alunos estão mal informados. Em nosso trabalho de Iniciação Científica relacionado com as variáveis que contribuem com a Violência Familiar, existe a necessidade de mais referências. Os estudos a serem feitos poderão Ter como sugestão as seguintes propostas: Dentro das salas de aulas, os professores estão preparados para bater de frente com essa questão? Será que a Universidade está orientando para os malefícios da violência familiar? Será que a sociedade e os governantes tem dado à base familiar necessária para evitar a violência dentro da família?

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Maria Amélia e GUERRA, Viviane: “A violência na infância e na adolescência” (1995), São Paulo: Editora Rabe.

BOCK, Ana M. B.; FURTADO, Odair; M. de Lourdes T.: “Psicologias: Uma introdução ao Estudo de Psicologia” (1989), São Paulo: Editora Saraiva.

DIMENSTEIN, Gilberto: “O Cidadão de Papel” (1999), São Paulo: Editora Ática.

GOLDBERG, Jacob Pnheiro: “A Violência como fator desagregrado” (1984), São Paulo: Editora ICC.

GUERRA, Viviane N. de Azevedo: “Violência de pais contra filhos: Procuram-se Vítimas” (1985), São Paulo: Editora Cortez.

GUERRA, V. N. A. Violência de pais contra filhos: algumas indagações. In STEINER, M. H. F. (org): “Quando a criança não tem vez” (1986), São Paulo: Pioneira.

SANTOS, Fernanda Ferreira e OLIVEIRA, Ingrid Rodrigues: “Violência Contra a Mulher” (2000), Mogi das Cruzes: UBC-TGI.

ZENTI, Luciana e GENTILE, Paola. Revista do Professor. n. 141: “A vida invade a escola” (2001), São Paulo: Editora Abril.

APÊNDICES

Curso:

Idade:

Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões
Concorda 1 2 3 4 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança. A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto. O machismo leva o homem a cometer violência. A divisão social não causa violência. Não Concorda

Curso:

Idade:

Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões
Concorda 1 2 3 4 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança. A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto. O machismo não leva o homem a cometer violência. A divisão social não causa violência Não Concorda

Curso:

Idade:

Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões
Concorda 1 2 3 4 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança. A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto. O machismo não leva o homem a cometer violência. A divisão social não causa violência. Não Concorda

Tabela Referencial
AUTOR BOCK, Ana M. B. et all GOLSBERG, Jacob P. AZEVEDO, Maria GUERRA, Viviane DIMENSTEIN, Gilberto ZENTI, Luciana GENTILE, Paola GUERRA, Viviane N. de Azevedo TÍTULO “Psicologias: Uma introdução ao estudo” “A violência como fator desagregado” “A violência doméstica” “O cidadão de papel” “Revista do Professor: A vida invade a escola” “Violência de pais contra filhos” CID./ED. S. Paulo / Ed. Saraiva S. Paulo / Ed. ICC S. Paulo / Ed. Rabe S. Paulo / Ed. Ática S. Paulo / Ed. Abril S. Paulo / Ed. Cortez M. das Cruzes / UBC S. Paulo / Pioneira ANO 1989 1984 1995 1999 2001 1985 2000 1986 RESUMO Segundo Bock (et al), a violência é a vontade de Ter uma conduta hostil Segundo Goldberg, a violência é o resultado de impulsos interiores. Segundo Azevedo Guerra, há discordância que deixam dúvidas entre os estudiosos. Segundo Dimenstein, os direitos da criança existe, mas não saem do papel. Segundo Zenti e Gentile, a violência levou o pai a violentar a própria filha. Segundo Guerra, os pais perdem facilmente a paciência com seus filhos. Segundo Santos e Oliveira, o machismo forma uma crença que o homem seja superior. Segundo Guerra, a violência pode vir de problemas sociais ou psicológicos.

SANTOS, Fernanda OLIVEIRA, “Violência contra a mulher” Ingrid GUERRA, V. N. A. In STEINER, M. H. Figueiredo “Quando a criança não tem vez”

Considerações: Bock, Furtado, Teixeira (1989) e Goldberg (1984) acreditam que a violência vêm de instintos interiores, de uma conduta hostil. Já Azevedo e Guerra (1995), acham que deve se fazer mais pesquisas para se definir a violência, Dimenstein (1999), defende os direitos que não saem do papel. Segundo Zenti e Gentile (2001), a melhor forma de combatermos a violência é não se opor as denúncias. Para Guerra (1985 e 1986), Santos e Oliveira (2000), as causas da violência podem estar relacionadas a problemas tanto sociais como psicológicos.