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Alessandra 163.

401
Daniela 163.392
Danielle 163.395
Geisa 163.381
Joyce 163.388
Marcos 163.419
Michelle 163.383
Verônica 163.397

Variáveis que Contribuem com a Violência Familiar:
Opiniões de Um Grupo Universitário

Universidade Braz Cubas
Mogi das cruzes
2002
Variáveis que Contribuem com a Violência Familiar:
Opiniões de Um Grupo Universitário

Trabalho de iniciação
científica apresentado ao
curso de Letras da UBC
como requisito para
disciplina de Metodologia
Científica
Professora: Elzira Teixeira
A. Oliveira

Universidade Braz Cubas
Mogi das cruzes
2002
AGRADECIMENTOS

Nós, alunos do 1º semestre do Curso de Letras, primeiramente, agradecemos a Deus
por nos dar a capacidade de aprendizagem.
À professora Elzira Teixeira A. Oliveira que nos orientou dando conselhos, opiniões e
fazendo correções...
Também, aos componentes do grupo que teve disponibilidade e se desempenhou com
a finalidade de obter um resultado adequado.
Enfim, a todos que de alguma maneira ajudaram à realização e concretização desta
monografia, pois sem eles, com certeza, teríamos mais dificuldades e contratempos além dos
que já tivemos.
SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 - A Violência Familiar .....................................................................................6
OBJETIVOS .............................................................................................................................9
Gerais .....................................................................................................................................9
Específicos ..............................................................................................................................9
HIPÓTESE ..........................................................................................................................10
CAPÍTULO 2 - Método..........................................................................................................11
Resultados ............................................................................................................................12
CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES...................................................................................15
REFERÊNCIAS .....................................................................................................................16
APÊNDICES ...........................................................................................................................17
JUSTIFICATIVA

Estamos buscando compreender quais as causas que levam pais a espancar seus
próprios filhos (as) e, ou maridos violentarem suas esposas.
Aprender métodos que sejam suficientes para diminuir a violência familiar.
Nosso trabalho se encontra dentro das normas ABNT, preocupando assim a buscar
maior aperfeiçoamento e conhecimento sobre Violência Familiar que possa nos auxiliar nas
atividades da educação.
CAPÍTULO 1 - A Violência Familiar

Observamos no texto de Bock, Furtado e Teixeira (1989) que a violência é um
conjunto da vontade de Ter uma conduta hostil com a finalidade de destruir, podendo ser
proposital ou não.
Agredir é uma forma de violência e não é a única. É preciso entender como o meio
social incita e mantém suas características violentas que podem ser estimuladas para que o
cidadão dê conta de si mesmo.
A violência permanece ocorrendo devido às posições sociais de muitas pessoas que
procuram ter melhores condições de vida, assim, cometendo algum tipo de delito.
Porém, segundo Goldberg (1984) a violência despreza a solução de problemas em
relação as divisões de classes sociais.
Para o autor são seus impulsos interiores que estão em busca de seu comportamento
impaciente e agressivo, ele acredita que o acomodamento é covardia de seu obscuro interesse
que se tornou fixo.
Observa Goldberg (1984), estamos conscientes de que cada vez mais é maior o
número de pessoas presas do narcisismo, estado em que você está preso do seu próprio ego.
Azevedo e Guerra (1995), dizem que os pesquisadores estão procurando saber o que
leva os seres humanos a agredir fisicamente e socialmente uma criança.
E através deste estudo eles conseguiram colocar no papel internacional os problemas
existentes, obtiveram opiniões sobre estes, e ao mesmo tempo conseguiram minimizar os
problemas em nossa realidade. Em alguns países quase acabaram com as queixas. Entretanto,
pela gravidade do problema, se não houver uma redução adequada, estas poderiam deixar
seqüelas muito graves.
Há também entre eles a discordância que deixam dúvidas entre os estudiosos, e através
dessas, propuseram discussões do aspecto da violência, fazendo uma análise crítica de
aprendizado sobre o fenômeno (a violência).
Dimenstein (1999), analisa os direitos das crianças, que segundo ele, vem se
aprimorando cada vez mais depois do primeiro passo dado em 1959, com a aprovação desses
direitos na Assembléia Geral das Nações Unidas.
À partir daí, o país criou estatutos e fundou organizações que auxiliam e ajudam a
melhorar a vida de muitas crianças. Ele explica que a carência de cidadania está visualizada
no menor rejeitado pela sociedade e que uma imensa quantidade de garantia à criança não saiu
do papel da constituição.
Conclui-se através de Dimenstein (1999), que a cada ano que se passa aprimoram-se
mais os direitos, porém, menos são cumpridos.
Em uma edição da Revista Professor (2001), relata a história de uma criança que teve
seus direitos violado por seus próprios pais, contou com a atitude de uma professora que teve
coragem de denunciar a violência que o próprio pai cometeu contra a menina.
“A menina de 7 anos, tirava a roupa, agarrava e mordia os colegas. Não se alimentava
e tinha nojo dos próprios cabelos, que lavava na torneira várias vezes por dia, a pequena tinha
mordidas e manchas no corpo, além de um corte entre as sobrancelhas que não cicatrizava
nunca. Desconfiada de abuso sexual, a diretoria chamou a mãe e deu a ela um prazo para
buscar uma solução. A nova professora descobriu a terrível realidade – a garotinha era vítima
do próprio pai – de forma quase prosaica. “Fora da sala, pergunte quem havia ensinado a
morder daquele jeito”, lembra. Bastou para que ela contasse tudo o que acontecia em casa.”
Esta criança sofreu violência física, como: manchas das agressões que ficaram em seu
corpo e um corte no rosto. E, também, sofreu grandes danos psicológicos, pois, ela tinha nojo
de seus próprios cabelos, não comia e mordia seus colegas de escola.
Em um exame de corpo de delito foi comprovado que a menina sofria abuso sexual e
seus pais perderam a guarda.
Guerra (1985), tenta explicar o que talvez esteja levando os pais a cometerem tamanha
violência, segundo ele, as crianças estão sendo punidas por atitudes normais que toda criança
tem.
As crianças brincam, choram, bagunçam e fazem vários tipos de coisas que, muitas
vezes, não agradam aos adultos, levando alguns deles ao ato brutal de espancá-las.
Visualizamos também que alguns pais usam de violência como uma desculpa para corrigir
seus filhos, estas correções podem vir pelo fato de não quererem que seus filhos façam
peraltices como subir ao telhado, fazerem suas necessidades na roupa, por estarem chorando,
ou não querendo se calar, e até mesmo por quererem ir ao seu colo num momento em que os
pais não desejem dar tal afeto.
No caso de meninos um pouco maiores, o caso não é diferente, só se muda os motivos,
como não fazerem lições, por se descuidarem em suas “obrigações” do lar, gastarem algum
troco sem consultar seus pais, enfim, por motivos relevantes.
Mas, não são apenas as crianças que sofrem com a violência dentro de seu lar, no texto
“Violência contra a Mulher” de Santos e Oliveira (2000), podemos observar que o machismo
de certa forma pode gerar a violência.
O machismo forma uma crença que faz com que o homem seja visto sempre como um
ser superior, ativo e forte, sendo então a mulher fraca e inferior, passando a ser violentada
fisicamente e psicologicamente. Destaca-se que a falta de dinheiro não é o único problema,
considerando-se fatores importantes como stress, a educação e as condições familiares.
Concluímos que a violência contra a mulher deve ser punida como qualquer ação que
cause dor ou sofrimento.
Guerra (1986) cita em seus estudos Guelles (1986) mencionando que há um grande
número de fatores que explicam a violência, mas, ele analisa basicamente as características
sociais e psicológicas do agressor e a situação contextual do próprio ato violento.
Entre estes fatores ele destaca a posição social do país, seus valores e sua socialização
anterior (se o agressor de repente já sofreu, ou assistiu a algum tipo de violência em sua
infância, dentro do seu próprio lar). Ele também faz uma análise psicológica como traços de
personalidade, problemas que afetem seu sistema nervoso, situações de stress que o agressor
possa estar vivendo em sua vida conjugal ou econômica como desemprego, isolamento social
e dificuldades financeiras.
Estes, para o mesmo autor, são fatores que podem gerar agressões, mas, ele deixa claro
que estes são problemas metodológicos que devem ser enfrentados e debatidos no ponto de
vista teórico.
OBJETIVOS

Gerais
Adquirir conhecimentos e contribuir com as variáveis que favorecem a Violência
Familiar.

Específicos
Identificar as variáveis que contribuem com a violência familiar, apontadas por um
grupo de universitários.
HIPÓTESE

Não existem variáveis significativas que contribuem com a Violência Familiar, nas
opiniões de um grupo de universitários.
CAPÍTULO 2 - Método

Sujeito

A amostra foi composta por 12 sujeitos selecionados aleatoriamente sendo 6 do sexo
masculino e 6 do sexo feminino, todos alunos de uma universidade particular do Estado de
São Paulo.

Instrumento

Foi elaborado um questionário pelo grupo de estudo, constando variáveis que
contribuem com a Violência Familiar.
Constou de 4 questões, três positivas e uma negativa. Todas afirmativas.

Concorda Não
Questões
Concorda

1 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da
criança.

2 A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento
quando adulto.

3 O machismo leva o homem a cometer violência.

4 A divisão social não causa violência.

Procedimento

Foi feito um contato com a universidade, solicitando sua autorização para a realização
da pesquisa. Os questionários foram aplicados em um intervalo de aula e foi oferecido aos
alunos a orientação necessária.
Resultados

Tabela

Obtivemos o seguinte resultado:

Questões Freqüência que %
concordam

1 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da 12 100%
criança.

2 A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento 12 100%
quando adulto.

3 O machismo leva o homem a cometer violência. 8 67%

4 A divisão social não causa violência. 4 33%
Gráfico
Variáveis que contribuem com a Violência Familiar:
Opiniões de um grupo universitário

120%

100%

80%

60%

40%

20%

0%

A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança. A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando adutlo.
O machismo leva o homem a cometer violência. A divisão social não causa violência.
Análise de Dados

Na pesquisa quantitativa a 1º questão: “A violência Familiar prejudica o rendimento
escolar da criança” obteve 100% (12 pessoas) da aprovação dos estudantes.
Na 2º questão “A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando
adulto”, também obteve um percentual favorável, ou seja, 100% (12 pessoas) dos
pesquisados.
Na 3º questão “O machismo leva o homem a cometer violência”, mais da metade dos
entrevistados concordaram, ou seja, 67% destes (8 alunos).
Enquanto, na 4º e última questão houve apenas 33% (4 pessoas) de aprovação por
parte dos estudantes.
CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES

Em nosso trabalho de Iniciação Científica ficou visto que um grupo de alunos
universitários estão bem informados em relação a 1º questão “A violência familiar prejudica o
rendimento escolar da criança”, pois, segundo Zenti (2001) e Gentile (2001) num artigo
retirado da Revista do Professor (2001) “A violência familiar prejudica a criança no seu
rendimento escolar”.
Na 2º questão “A criança que sofre Violência Familiar tende a ser violento quando
adulto” percebemos que o estudante universitário, também são bem informados, pois, para
Guelles (1986) a criança que sofreu violência anteriormente em seu lar tende a ser violento
quando adulto.
Na 3º questão “O machismo leva o homem a cometer violência” falta informações aos
grupos de alunos universitários sobre o que afirma Santos (2000) e Oliveira (2000) “O
machismo leva o homem a cometer a violência”
E por fim a última questão, Bock (1989) e Goldberg (1984) afirmam que “A divisão
social não é a única causa da violência”, os alunos estão mal informados.
Em nosso trabalho de Iniciação Científica relacionado com as variáveis que
contribuem com a Violência Familiar, existe a necessidade de mais referências. Os estudos a
serem feitos poderão Ter como sugestão as seguintes propostas:
Dentro das salas de aulas, os professores estão preparados para bater de frente com
essa questão?
Será que a Universidade está orientando para os malefícios da violência familiar?
Será que a sociedade e os governantes tem dado à base familiar necessária para evitar
a violência dentro da família?
REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Maria Amélia e GUERRA, Viviane: “A violência na infância e na adolescência”
(1995), São Paulo: Editora Rabe.

BOCK, Ana M. B.; FURTADO, Odair; M. de Lourdes T.: “Psicologias: Uma introdução ao
Estudo de Psicologia” (1989), São Paulo: Editora Saraiva.

DIMENSTEIN, Gilberto: “O Cidadão de Papel” (1999), São Paulo: Editora
Ática.

GOLDBERG, Jacob Pnheiro: “A Violência como fator desagregrado” (1984), São Paulo:
Editora ICC.

GUERRA, Viviane N. de Azevedo: “Violência de pais contra filhos: Procuram-se Vítimas”
(1985), São Paulo: Editora Cortez.

GUERRA, V. N. A. Violência de pais contra filhos: algumas indagações. In STEINER, M. H.
F. (org): “Quando a criança não tem vez” (1986), São Paulo: Pioneira.

SANTOS, Fernanda Ferreira e OLIVEIRA, Ingrid Rodrigues: “Violência Contra a Mulher”
(2000), Mogi das Cruzes: UBC-TGI.

ZENTI, Luciana e GENTILE, Paola. Revista do Professor. n. 141: “A vida invade a escola”
(2001), São Paulo: Editora Abril.
APÊNDICES
Curso: Idade: Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões

Concorda Não Concorda
1 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança.
2 A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto.
3 O machismo leva o homem a cometer violência.
4 A divisão social não causa violência.

Curso: Idade: Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões

Concorda Não Concorda
1 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança.
2 A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto.
3 O machismo não leva o homem a cometer violência.
4 A divisão social não causa violência

Curso: Idade: Sexo:

Pedimos a colaboração nas respostas para o Trabalho de Iniciação Científica.

Questões

Concorda Não Concorda
1 A Violência Familiar prejudica o rendimento escolar da criança.
2 A criança que sofre Violência Familiar tende ser violento quando adulto.
3 O machismo não leva o homem a cometer violência.
4 A divisão social não causa violência.
Tabela Referencial

AUTOR TÍTULO CID./ED. ANO RESUMO

BOCK, Ana M. B. et all “Psicologias: Uma S. Paulo / Ed. Saraiva 1989 Segundo Bock (et al), a violência é a vontade de Ter
introdução ao estudo” uma conduta hostil

GOLSBERG, Jacob P. “A violência como fator S. Paulo / Ed. ICC 1984 Segundo Goldberg, a violência é o resultado de
desagregado” impulsos interiores.

AZEVEDO, Maria GUERRA, “A violência doméstica” S. Paulo / Ed. Rabe 1995 Segundo Azevedo Guerra, há discordância que
Viviane deixam dúvidas entre os estudiosos.

DIMENSTEIN, Gilberto “O cidadão de papel” S. Paulo / Ed. Ática 1999 Segundo Dimenstein, os direitos da criança existe,
mas não saem do papel.

ZENTI, Luciana GENTILE, “Revista do Professor: A S. Paulo / Ed. Abril 2001 Segundo Zenti e Gentile, a violência levou o pai a
Paola vida invade a escola” violentar a própria filha.

GUERRA, Viviane N. de “Violência de pais contra S. Paulo / Ed. Cortez 1985 Segundo Guerra, os pais perdem facilmente a
Azevedo filhos” paciência com seus filhos.

SANTOS, Fernanda OLIVEIRA, “Violência contra a mulher” M. das Cruzes / UBC 2000 Segundo Santos e Oliveira, o machismo forma uma
Ingrid crença que o homem seja superior.

GUERRA, V. N. A. In “Quando a criança não tem S. Paulo / Pioneira 1986 Segundo Guerra, a violência pode vir de problemas
STEINER, M. H. Figueiredo vez” sociais ou psicológicos.

Considerações: Bock, Furtado, Teixeira (1989) e Goldberg (1984) acreditam que a violência vêm de instintos interiores, de uma conduta hostil. Já
Azevedo e Guerra (1995), acham que deve se fazer mais pesquisas para se definir a violência, Dimenstein (1999), defende os direitos que não saem do
papel. Segundo Zenti e Gentile (2001), a melhor forma de combatermos a violência é não se opor as denúncias. Para Guerra (1985 e 1986), Santos e
Oliveira (2000), as causas da violência podem estar relacionadas a problemas tanto sociais como psicológicos.