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Proposta Pedagógica do Município de Londrina

Proposta Pedagógica do Município de Londrina 2009

2009

Orientações curriculares

Orientações curriculares SECRETARIA DE EDUCAÇÃO / DIRETORIA DE ENSINO GERÊNCIA DE APOIO TÉCNICO PEDAGÓGICO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO / DIRETORIA DE ENSINO GERÊNCIA DE APOIO TÉCNICO PEDAGÓGICO ASSESSORIA PEDAGÓGICA DE ARTE

Laura Célia Sant’ Ana Cabral Cava 1

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Artes

Fundamentos teórico-metodológicos

Entre todas as linguagens, a arte – “quatro letras: a língua do mundo” – é a linguagem de um idioma que desconhece fronteiras, etnias, credos, épocas. (Martins, 1998).

A arte 2 permeia nossas vidas, o nosso dia a dia, mas às vezes não percebemos sua

presença. De acordo com Cava (2008), ela aparece nas apresentações artísticas de rua ou em locais

próprios, nas apresentações circenses, no design dos diversos objetos, nos bordados, nos entalhes,

na arquitetura, na interferência urbana, registrada em muros, como a marca dos grafiteiros, em

praças, paredes, em igrejas e também nas revistas, jornais, outdoors, fotografias, cartazes, televisão,

cinema e tantos outros. Enfim, vivemos rodeados de arte e a partir destas constatações, duas

reflexões tornam-se pertinentes: o que é arte? Onde a arte surge na história da humanidade?

Começando pelo primeiro questionamento, podemos afirmar que essa é uma definição

difícil, pois a arte possibilita inúmeras interpretações, depende do contexto a que se refere e varia de

acordo com a sociedade e a época. Mas pensando na arte como atividade humana ligada a

manifestações de ordem estética, feita a partir de percepção, emoções e idéias, com o objetivo de

mexer com emoções e sentimentos de um ou mais espectadores, compreendemos que a

necessidade de criar, recriar, transformar a matéria e se expressar são características de quem faz

arte. De acordo com Pareyson (1989, p.32), no jogo da criação, “a arte é um tal fazer que, enquanto

faz, inventa o por fazer e o modo de fazer”.

A arte nos possibilita “dialogar com o mundo”, expressão esta que Paulo Freire (1996), já

mencionava ao referir-se à leitura, para ele, a leitura é bem mais que decodificar palavras: é ler o

mundo. Sendo assim, podemos também dizer que a arte propicia essa leitura de mundo, ela nos faz

1 Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual de Londrina /UEL. Especialista em Arte-Educação/UEL e Educação Infantil/UEL. Docente do curso de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná/UNOPAR. Coordenadora da Especialização em Metodologias para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental: oficinas pedagógicas / UNOPAR. 2 Quando nos referimos à disciplina de Artes grafa-se com letra maiúscula e a arte em geral com letra minúscula.

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compreender de forma mais crítica, sensível e aguçada, as cores, as formas, as texturas, outras culturas, a natureza, os objetos, os fatos, as pessoas, o mundo e a nós mesmos. Em relação à origem da arte ou de manifestações artísticas diversas, entendemos que ela acompanha o homem desde sua origem. Lá na pré-história, muito antes da escrita ser inventada, ela já estava presente. O homem primitivo percebia cores, formas, texturas, sons, gestos e movimentos com a intenção de se comunicar, de dar sentido a algo que fosse significativo à sua existência e a arte preencheu essa necessidade. As imagens impressas naquelas paredes das cavernas pré- históricas revelavam um conhecimento de mundo que o homem primitivo construiu. Por intermédio da expressão artística, segundo Martins (1998), compreendemos o pensamento de um povo, seus ritos, suas religiões, seus costumes e suas culturas, revelando também os diferentes tipos de relações entre os indivíduos dentro de uma determinada sociedade. A arte compreende estas manifestações culturais, que vão desde a pré-história até a contemporaneidade.

E na educação, que contribuições essa área do conhecimento traz?

A disciplina de Artes, na escola, não tem como finalidade ilustrar conhecimentos, festas

cívicas ou escolares. Como toda área do conhecimento, tem como objetivo a construção e aquisição de conhecimento. Para muitos professores, a palavra arte está relacionada apenas com: dom, intuição, técnicas e produção, como resultado, pensam que os professores de Artes, não pensam, “só fazem”, excluem a possibilidade de observação, reflexão e compreensão da arte, não compreendem a arte como conhecimento, apenas como “realização manual de técnicas”, conseqüentemente acreditam ser apenas este, o objetivo de Artes, desenvolver a habilidade do aluno e ensiná-lo inúmeras técnicas. Ao trabalhar com Artes, o aluno é estimulado à reflexão, investigação, experimentações, comparações, a ter curiosidade, levantar hipóteses, ao trabalho em equipe, proporcionando desta forma o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético. A educação em Artes propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e esse pensamento artístico amplia, a sensibilidade, criatividade, percepção, originalidade, flexibilidade, reflexão, imaginação, inventividade, o senso crítico e o senso estético, possibilita também, ao aluno, um grande crescimento e um aumento de sua capacidade de visualização e memória visual, além de ajudá-lo a resolver problemas de ordem técnica e estética. De acordo com Bosi (2001),

o trabalho de arte passa pela mente, pelo coração, pelos olhos, pela garganta,

pelas mãos; e pensa e recorda e sente e observa e escuta e fala e experimenta e não recusa nenhum momento essencial do processo poético. (p.71).

] [

De acordo com os PCNs de Arte, Brasil (1997), o conhecimento em Artes possibilita ao

aluno reconhecer as diversidades, construir uma auto-imagem positiva, a se integrar com o grupo, pois a maioria das propostas artísticas é desenvolvida em grupos, proporcionando também a construção de sua autonomia.

O ensino em Artes amplia o repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estético,

artístico e contextualizado, aproximando-o do universo cultural da humanidade nas suas diversas representações.

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Quando falamos em estética, é bom lembrarmos que estética não está ligada apenas ao campo artístico, um físico, um professor, uma dona de casa, dentre outros, podem ter uma

experiência estética. Podemos ter uma experiência estética diante da natureza, de um objeto, de uma música, uma dança, um filme, uma situação, um fato, uma obra de arte, etc. Para alguns filósofos, o prazer do “Belo” é o prazer estético.

O belo da experiência estética, não diz respeito ao “feio e bonito”, “gosto ou não gosto”

superficial, que segue rígidos padrões de beleza convencionados. Este belo, que iremos abordar a

seguir, diz respeito a uma beleza subjetiva, sensível, carregada de significado. A experiência estética

é um olhar mais profundo, mais intenso, sobre as coisas em geral, é um olhar que vai além de

formas, cores, padrões, temáticas, moda dentre outros. A beleza, não é um valor universal, pois o que é belo para alguns, às vezes, não é belo para

outros, pelo fato de sermos seres singulares, cada pessoa tem um jeito único e próprio de ser, de ver

e interpretar as coisas. O nosso conceito de beleza está relacionado com a nossa idade, nossa

cultura, o nosso sexo, nosso jeito de ser e também o momento em que estamos vivendo. Quando falamos de arte, falamos também em algumas de suas características: emoção, prazer, encantamento, sentimentos que estão intimamente ligados à experiência estética, sendo assim, podemos perceber que a experiência estética está ligada à sensibilidade, portanto ao trabalharmos com a disciplina de Artes, estimulamos o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e estético.

Em uma abordagem sobre experiência estética, feita por Duarte Júnior (1988), dois exemplos nos facilitam a compreensão: um diz respeito a um médico que atende um paciente com problema de fígado e, ao relatar a sua experiência a um colega, diz: “estou atendendo um caso muito bonito”. Ao dizer isso, não significa que ele tenha um sentimento mórbido, que veja beleza em uma doença patológica, mas que seu sentimento de “belo” provém da própria ciência que exerce. O ato de compreensão e de atuação, fundado numa forma teórica, configura um todo harmônico e equilibrado, percebido como “belo”. O outro exemplo é do matemático, Poicaré (apud DUARTE JR., 1988), que dizia que a primeira coisa que ele verificava em uma equação era sua qualidade estética, isto é, se ela se mostrava bela. Para alguns, matemática pode parecer um monstro de sete cabeças, no entanto, para outros uma equação pode ser bela e é dessa beleza que estamos falando.

A construção e compreensão de um saber e a articulação de determinados dados nos

proporcionam essa experiência, nos faz ver beleza onde os outros não vêem. Para Costa (2004), uma marcha fúnebre pode ser bela, porque a beleza vem da emoção que temos diante de uma obra de arte quando percebemos o que o artista tenta transmitir. A beleza

vem também da sensação de conseguirmos ver o mundo da maneira que pensamos ter sido a intenção do artista.

O exemplo a seguir deixa mais claro a relevância de sensibilizarmos nossos alunos em

relação á arte, de propiciarmos a apreciação, reflexão e compreensão de seus códigos. De acordo

com Costa (2004,p.25),

Há alguns anos, Steve Fossett, um balonista norte-americano que tentava dar a volta ao mundo em um balão, acabou tendo que pousar, sem combustível, em um pequeno povoado da Índia, a 500 quilômetros de Nova Délhi, capital do país.Os habitantes, que jamais haviam visto um balão e não falavam uma palavra em inglês,

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pensaram que aquele objeto colorido e cheio de luzes fosse um templo religioso enviado pelos deuses. Assim como o entendimento do que é um balão depende da cultura de cada um, os objetos artísticos, para serem percebidos como arte e apreciados esteticamente, têm que, de alguma forma, fazer parte do universo cultural de quem os percebe e aprecia.

Frente a uma obra de arte a experiência da beleza, tem como finalidade conduzir o espectador ao mundo do belo, mas não um belo superficial, mas um belo subjetivo, repleto de significados que nos sensibiliza, nos eleva, nos toca.

Durante a realização de propostas artísticas, principalmente o desenho, a criança brinca,

canta, conversa sozinha, desenvolve, portanto, a oralidade, a imaginação e ainda, como já foi dito

anteriormente, cria estratégias, diante de possíveis imprevistos, ela faz experimentações, utiliza

agrupamentos, combinações, constrói, reconstrói e resignifica a matéria. Essa manipulação de

materiais diversos afronta a criança, a pensar, repensar, criar, transformar, provocando-a sempre a

experimentar, isso nos remete a Bachelard (1986), em seus dizeres,

O próprio papel, com seu grão e sua fibra, provoca a mão sonhadora pra rivalidade da delicadeza. A matéria é, assim, o primeiro adversário do poeta da mão. Possui todas as multiplicidades do mundo hostil, do mundo a dominar.

A disciplina de Artes pode ser percebida como porta de entrada a uma compreensão mais

significativa das questões sociais.

Outra questão relevante da arte é seu aspecto lúdico, pois para a criança, ela é como se

fosse um jogo, uma brincadeira. O lúdico se relaciona com a brincadeira e com o jogo, no jogo,

contém o desafio, acionando o corpo e a mente. Tem caráter integrador, propiciando ao aluno o

desenvolvimento de habilidades que envolvem identificação, análise, síntese, comparação, ajudando-

o assim, a conhecer suas próprias possibilidades.

Ao fazermos esta analogia entre o fazer artístico e o jogo e a brincadeira, faz-se necessário

ressaltar a relevância do brincar na vida da criança. Nos dizeres de Chateau (1987), perguntar por

que a criança brinca, é perguntar por que ela é criança. “A infância serve para brincar e para imitar”.

Sendo assim, Chaparède in Chateau, (1987), diz ser uma aprendizagem necessária à idade adulta.

Em relação aos materiais, Benjamim faz alusão à capacidade e facilidade da criança em

criar, a partir de um pedaço de pau, um brinquedo, isto porque tanto a arte como a brincadeira

permeiam no campo da imaginação, criação e fantasia. Para o autor,

nada é mais próprio da criança que combinar imparcialmente em suas

construções as substâncias mais heterogêneas [

relação aos materiais que a criança: um simples fragmento de madeira, uma pinha

ou uma pedra reúnem na solidez e na simplicidade de sua matéria toda uma plenitude das figuras mais diversas (BENJAMIM, 1987, p. 246).

ninguém é mais sóbrio com

] [

]

As atividades lúdicas são indispensáveis para apreensão dos conhecimentos artísticos e

estéticos, pois possibilitam o desenvolvimento da percepção, imaginação, fantasia e dos sentimentos.

De acordo com, (FERRAZ e FUSARI, 1999, p.84), “o brincar na aula de Arte, pode ser um jeito da

criança experimentar novas situações, ajudando a compreender e assimilar mais facilmente o mundo

cultural e estético em que está inserida”.

Todas as linguagens e modalidades artísticas são relevantes para o desenvolvimento da

criança, mas é dada maior ênfase ao desenho entre as demais linguagens. Derdyk (1994, p.50) diz

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que enquanto a criança desenha ou cria objetos, brinca de faz-de-conta e experimenta sua capacidade imaginativa, ampliando sua forma de pensar o mundo no qual está inserida. Para ela,

] [

existem companheiros, a criança é dona de suas próprias regras. Neste jogo solitário, ela vai aprender a estar só, „aprender a ser só‟. O desenho é o palco de

suas emoções, a construção de seu universo particular. O desenho manifesta o desejo da representação, mas também o desenho, antes de tudo, é medo, é opressão, é alegria, é curiosidade, é afirmação, é negação. Ao desenhar, a criança passa por um intenso processo vivencial e existencial. Derdyk (1994, p.50)

a criança desenha, entre outras coisas, para divetir-se. É um jogo onde não

Desta forma, podemos concluir que, se as atividades artísticas, para a criança é como se fossem uma brincadeira, um jogo e se ambos, arte e lúdico, são tão relevantes ao desenvolvimento pleno da criança, então os dois deverão permear sua cultura lúdica, deverão estar presentes na escola.

A ARTE COMO CONHECIMENTO

a linguagem da arte propõe um diálogo de sensibilidades, uma conversa

prazerosa entre nós e as formas de imaginação e formas de sentimento que ela nos dá.

] [

(Martins, 1988, P. 43).

Compreendida como área de conhecimento, a arte, apresenta relações com a cultura por meio das manifestações expressas em bens materiais (bens físicos como: pintura, escultura, desenhos, dentre outros) e imateriais (práticas culturais coletivas como: música, teatro, dança, etc.). Olhando a arte por uma perspectiva antropológica, é possível considerar que toda produção artística e cultural é um modo pelo qual os sujeitos entendem e marcam a sua existência no mundo. A arte é conhecimento construído pelo homem através dos tempos, portanto, importante na escola, ela é um patrimônio cultural da humanidade e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber. Sendo assim, tratar a arte como conhecimento é ponto fundamental e condição indispensável para o enfoque contemporâneo do ensino e aprendizagem de Artes. Conta nos PCNs de Arte, Brasil (1997) que,

No percurso criador específico da arte, os alunos estabelecem relações entre seu

conhecimento prévio na área artística e as questões que um determinado trabalho desperta entre o que querem fazer e os recursos internos e externos de que dispõe entre o que observam nos trabalhos dos artistas, nos trabalhos dos colegas e nos

que eles mesmos vêm realizando [

] (PCNs, 1997).

A arte é linguagem, portanto, uma forma de expressão e comunicação humana, ela tem um papel fundamental, envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais e isso já é suficiente para que se justifique sua presença na vida escolar.

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Por ser uma linguagem, é uma forma de expressar emoções, idéias, vivências entre outros, é também, uma forma de comunicação. Quando dizemos comunicação, pressupõe que não seja isolada, que exista um outro para que haja essa comunicação. E a compreensão dessa comunicação, só se torna possível, se o outro decodificar a mensagem, sendo assim, tornamos a enfatizar a importância da arte na escola propiciando à criança, que ela se expresse e compreenda certos dos códigos artísticos.

Quando nos referirmos à disciplina de Artes, a comunicação se dá por intermédio de formas, cores, texturas, volumes, sons, movimentos, gestos, expressões dentre outros. Para que haja uma compreensão melhor desta área do conhecimento tão relevante no desenvolvimento pleno do aluno, faz-se necessário um breve retorno histórico, a partir da década de

70.

Em 1971, com a lei nº 5692, foi criado o componente curricular “Educação Artística”. A lei determinava que fossem abordados conteúdos de música, teatro, dança e artes plásticas nos cursos de 1º e 2º graus, com um único professor para dominar essas linguagens. Por não ser disciplina, profissionais de outras áreas do conhecimento ministravam essas aulas (fato este, que ainda permanece em muitas escolas atuais) e que, por melhor que fossem suas intenções, não tinham embasamento teórico, não tinham a formação específica da área, as aulas eram fragmentadas, sem contextualização histórica, cada dia uma técnica diferente enfim, havia uma confusão e distorção em relação aos conteúdos e objetivos da disciplina. Em meados dos anos oitenta, professores de Educação Artística começaram a se reunir em seminários, grupos de estudos, congressos e outros, para discutir questões relacionadas ao ensino de Artes. Desses encontros constituiu-se um movimento denominado Arte-Educação, inicialmente com a finalidade de conscientizar e organizar profissionais de Educação Artística. O movimento Arte-Educação ampliou discussões sobre a valorização e o aprimoramento deste profissional. As idéias e princípios multiplicaram-se em diversas regiões do Brasil. O objetivo dessas reuniões era formar associações que discutissem questões referentes aos cursos de Educação Artística, desde a Educação Infantil até a Universidade, pois a situação em que as aulas vinham sendo ministradas era caótica. Infelizmente ainda hoje é comum as aulas de Artes serem confundidas com lazer, terapia, descanso das aulas “sérias”, o momento para fazer a decoração da escola, as festas, comemorar determinada data cívica, preencher desenhos fotocopiados ou mimeografados, isto é, prontos para serem coloridos, e muitas outras posturas e ações equivocadas. Os encontros e congressos, do movimento arte-educação, gerou concepções e novas metodologias para o ensino e a aprendizagem de Artes nas escolas. Eles contribuíram para uma pequena mudança, conquistando assim, um espaço no cenário nacional, se bem que há muito a percorrer.

Finalmente, nos anos 90, a disciplina de Artes, antiga Educação Artística, é reconhecida como disciplina, consta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394), aprovada em 20 de dezembro de 1996, em seu artigo 26, parágrafo 2º que: “O ensino da Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

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Em relação à nomenclatura, na lei (LDB nº 9.394/96) no artigo 26, parágrafo 2º e nos PCNs de Arte (BRASIL,1997), que foi distribuído por todo Brasil, veio como ARTE, no entanto, somente no início de 2006, no artigo 26 da LDBEN nº 9394/96 e a Resolução nº 01/2006 CNE/CEB é que o nome da disciplina altera-se, informando às Escolas Municipais que ofertam o Ensino Fundamental de 1ª a 4ª séries e de 5ª a 8ª séries, que terão suas Matrizes Curriculares alteradas a partir de 2006 na nomenclatura da disciplina de “Educação Artística” (0701) para “Artes” (0725). Desta forma oficialmente a disciplina chama-se ARTES. Outra questão relevante envolvendo a disciplina de Artes, diz respeito à LEI 10.639, de 9 de Janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial de Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências.

Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B: Art. 26- A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. §1º O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. §2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial na áreas de Educação Artística e de Licenciatura e História Brasileiras. Art. 79-B O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como “Dia nacional da Consciência Negra”. Art.2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 9 de janeiro de 2003.

Apesar de ressaltarmos a relevância da Lei e apresentá-la nesta proposta pedagógica, lembramos que sempre sugerimos o conhecimento e apreciação de obras de arte, seus produtores e manifestações artísticas em geral. Ao apresentarmos os eixos: apreciar e refletir, juntamente com a contextualização histórica, salientamos que a leitura deveria ser aberta, de acordo com a preferência do professor (a) ou do assunto abordado, sem direcionamentos e sem preconceitos a esta ou aquela obra e seu produtor. As leituras são sugeridas tanto de obras de arte eruditas como as de cultura popular, as renomadas, como também as pouco conhecidas (do bairro, cidade, regionais, nacionais e internacionais), as antigas e as contemporâneas e assim por diante, portanto, quando mencionamos “obras de arte diversas”, subentende-se que a escolha aconteça sem distinção de época, cultura e etnia.

A alteração mais recente, em relação à disciplina de Artes, diz respeito ao projeto de Lei que o senado aprovou que inclui a disciplina de música nas grades curriculares das escolas. A Lei n.º 11.769, publicada no dia 18/08/08 no do Diário Oficial da União, inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira a música como disciplina obrigatória. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - nº 9.394/96), que já determina o aprendizado de arte nos ensinos fundamental e médio, mas sem especificar o conteúdo. Pelo projeto, o ensino musical deveria ser

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conteúdo obrigatório, mas não exclusivo do ensino de Artes no currículo regular da educação básica. Os sistemas de ensino terão três anos letivos para se adaptar às exigências estabelecidas. Ainda é muito cedo para tecermos comentários, mas como para ministrar a disciplina de música, a lei não determina que seja o profissional específico da área, fica a cargo do professor regente, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Como esta proposta já contempla o ensino da música, seus conteúdos e objetivos, até o momento, nada será alterado, sendo assim, continua a cargo do professor regente ministrar essas aulas.

CAMPOS CONCEITUAIS DA DISCIPLINA DE ARTES

“A arte é um caminho que leva para regiões que o tempo e o espaço não regem”. Marcel Duchamp

Nossa abordagem, em relação ao conhecimento em Artes, se baseia nos Parâmetros Curriculares de Arte, Brasil (1997), que se baseiam na Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa e, segundo esta mesma autora, sua Proposta Triangular é construtivista, interacionista, dialogal e multicuturalista, é uma proposta pós-moderna que apresenta a articulação de três Eixos ou Campos Conceituais que envolvem a Produção, a Fruição e a Reflexão no ensino das Artes. Isto é, em uma aula de Artes, esses três Eixos deverão se articular, não importando a ordem. Apesar de suas especificidades, esses Campos Conceituais são interdependentes e articulam-se entre si, abrangendo todos os aspectos do objeto de estudo. Veja a seguir os Eixos ou Campos Conceituais de Artes.

Produção: é a produção do aluno e de produtores de arte em geral, é o fazer, a criação, é a parte prática. Na educação, esse fazer diz respeito ao conhecimento artístico do aluno e está relacionado com o processo criativo.

Fruição: a palavra fruir origina-se da palavra usufruir, isto é, oportunizar o aluno a ver, ouvir, sentir, assistir a manifestações artísticas do universo relacionado à arte (obras de arte, peças teatrais, espetáculos de danças, concertos musicais e outros), é a apreciação significativa e essa apreciação significativa diz respeito ao conhecimento estético e está relacionado à apreensão do objeto artístico em seus aspectos sensíveis e cognitivos.

Reflexão: é pensar sobre o trabalho artístico pessoal, sobre o trabalho artístico dos colegas de sala de aula e sobre o trabalho artístico de produtores de arte em geral, refletir sobre as formas encontradas na natureza e em culturas diversas e também, é a compreensão da arte como processo cultural e histórico. A reflexão articula-se com o conhecimento contextualizado, pois envolve o contexto histórico (político, econômico e sociocultural) dos objetos artísticos e contribui para a compreensão de seus conteúdos explícitos e implícitos, possibilitando um aprofundamento na investigação desse objeto.

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Para Antunes (2005), quando o professor traz para o contexto do aluno os conteúdos a serem apreendidos, conectando esses conteúdos com sua sala de aula e com o cotidiano dos alunos, ele estará explorando contextos, certamente estará contribuindo para transformar informação em conhecimento.

Linguagens da disciplina de Artes

A arte não reproduz o que vemos, ela nos faz ver. Paul Klee

Vamos refletir um pouco em torno das quatro linguagens de Artes, (artes visuais, música, dança e teatro), que propõe os PCNs, Brasil (1997). As linguagens artísticas dizem respeito à invenção, à expressão e à imaginação. Quando se alia os elementos formais de cada uma das linguagens das artes visuais, da dança, do teatro e da música aos sentidos humanos (ver, olhar, cheirar, sentir, tocar, falar), torna-se possível (re)criar e expressar a experiência humano-social de diferentes formas.

Artes Visuais

Como havíamos mencionado no início deste texto, vivemos rodeados por imagens. As imagens se encontram por toda parte. Para Camargo (apud REZENDE, 2005), a imagem foi o primeiro meio de comunicação com o outro, ela, a imagem, constrói significado e esse significado é simbólico. Esse mesmo autor nos diz que dialogamos com o mundo por intermédio das imagens, portanto, torna-se necessário a alfabetização visual. Aprender a ler imagens vem primeiramente da necessidade de compreensão do próprio mundo natural e depois, da construção e compreensão do mundo da cultura. As imagens exercem uma função, como não são alheias aos fatos e acontecimentos, elas revelam lugares, costumes, tempos, enfim, se comunicam. Ver significa conhecer, perceber, apropriar-se de algo. Pela visão alcançamos as pessoas, os objetos, às formas, enfim, o mundo ao nosso redor. Ver também é um exercício de construção perceptiva, onde os elementos selecionados e o percurso visual podem ser educados. Mas afinal, por que estamos falando sobre imagens? É porque, o assunto diz respeito às artes visuais e isso nos remete às imagens. As artes visuais têm como objeto de estudo a imagem e nela encontramos as formas, as linhas, as cores, as texturas, entre outros. Imagem é tudo que se vê:

imagem digital, computadorizada, televisiva, cinematográfica, placas e sinais, gravura, desenho, pintura, escultura, etc.

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Coll (2000) ao abordar as formas visuais e a maneira, pela qual os nossos olhos identificam as coisas no mundo, diz ser esses códigos visuais importantes para as pessoas se conduzirem em diferentes locais com independência, pois são formadas por desenhos, formas, cores que têm significados especiais como o semáforo, as placas de trânsito, os sinais que indicam onde ficam as saídas de emergência, o banheiro dentre outros. Todos devem conhecer e respeitar esses sinais visuais.

Para Cava (2008), A junção entre os meios tecnológicos, os meios audiovisuais, mais as artes plásticas e os sinais visuais, pertence às artes visuais. Portanto quando nos referimos às artes visuais, estamos falando de: desenho, pintura, colagem, gravura, construções tridimensionais (sucata, modelagem, escultura, instalação) imagens fotográficas, cinematográficas, televisivas, virtuais etc. Consta nos Referenciais Curriculares Nacional de Educação Infantil (RCNEIs), Brasil (1998, p.85) que,

As Artes Visuais expressam, comunicam e atribuem sentido a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura, na gravura, na arquitetura, nos brinquedos, bordados, entalhes etc. O movimento, o equilíbrio, o ritmo, a harmonia, o contraste, a continuidade, a proximidade e a semelhança são atributos da criação artística. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, intuitivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo às Artes Visuais.

Nos RCNEIs, Brasil, (1998), consta que no cotidiano da criança as artes visuais estão

presentes. Quando a criança rabisca e desenha no chão, na areia e nos muros, nos objetos, nas paredes, no próprio corpo, ao utilizar materiais encontrados ao acaso como: gravetos, pedras, carvão

e outros, as artes visuais estão sendo utilizadas para expressar experiências sensíveis.

A proposta contemporânea para o ensino e aprendizagem em Artes sugere trabalhar com

muitas imagens como: obras de arte, outdoors, propagandas (tanto estáticas como em movimento), cartazes, convites, encartes, entre outros, em sala de aula, pois, com tantas imagens a nossa volta, a alfabetização visual torna-se uma necessidade, precisamos estimular nossos alunos a ver e aprender

a ver. Mas como nossos alunos podem aprender a ver? Como estimulá-los?

A leitura de imagens constitui-se em canais de conhecimento, aprimorando, desse modo, a

sensibilidade, a criticidade e a imaginação. As pessoas só conseguem ver, perceber determinados detalhes, nuances daquilo que conhecem que observam com atenção, por isso a necessidade de trabalhar com imagens, principalmente, obras de arte, para aprender interpretá-las, propiciando assim, o desenvolvimento do senso crítico e estético dos alunos. Um médico, por exemplo, olha um exame de ultra-som e entende certos significados que uma pessoa leiga não compreende isso porque, ele conhece o assunto e aprendeu a decodificar aquelas imagens. Quando educamos o olhar dos nossos alunos, no sentido de diante de uma imagem, eles percebam cores, formas, texturas, temáticas, intenções, conceitos, mensagens e outros. No caso da obra de arte, certamente compreenderão melhor os códigos artísticos.

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Ao levar uma imagem, para a sala de aula, habilidades de percepção, intuição, raciocínio e imaginação atuam. É bom que desde cedo os alunos tenham contato com obras artísticas, conhecendo o artista, a obra, as técnicas utilizadas, alguns aspectos formais, o contexto em que foi realizada, dentre outros. Para (Barbosa, 1991: p. 107):

Quando o aluno observa obras de arte e é estimulado e não obrigado a escolher uma delas como suporte de seu trabalho plástico a sua expressão individual se realiza da mesma maneira que se organiza quando o suporte estimulador é a paisagem que ele vê ou a cadeira de seu quarto

O importante é que o professor não exija representação fiel, pois a obra observada é suporte interpretativo e não modelo para os alunos copiarem. Assim estaremos ao mesmo tempo preservando a livre-expressão, importante

conquista do modernismo [

]

e nos tornando contemporâneos.

Para Cava (2007), a leitura de obra de arte propicia que o aluno conheça a obra e seu produtor além de desenvolver a percepção, observação, sensibilidade e a construção de conhecimento em Artes, e quando ele observa, analisa e tece comentários, sobre a obra analisada, será estimulado a desenvolver a oralidade, autonomia e descontração.

AVALIAÇÃO EM ARTES VISUAIS

O que devemos avaliar em arte visuais? O aluno

Utiliza o pensamento visual, simbolizando seu sentir/pensar através das diversas modalidades expressivas das artes visuais?ARTES VISUAIS O que devemos avaliar em arte visuais? O aluno Experimenta os códigos da linguagem

Experimenta os códigos da linguagem visual? Como?das diversas modalidades expressivas das artes visuais? O organiza o espaço? Como? Utiliza-se tanto de trabalhos

O organiza o espaço? Como?visuais? Experimenta os códigos da linguagem visual? Como? Utiliza-se tanto de trabalhos bidimensionais como de

Utiliza-se tanto de trabalhos bidimensionais como de trabalhos tridimensionais?da linguagem visual? Como? O organiza o espaço? Como? Trabalha as cores? De que forma? Cria

Trabalha as cores? De que forma?trabalhos bidimensionais como de trabalhos tridimensionais? Cria cores novas? Elabora novas formas? Elabora novas

Cria cores novas?trabalhos tridimensionais? Trabalha as cores? De que forma? Elabora novas formas? Elabora novas texturas? Utiliza o

Elabora novas formas?Trabalha as cores? De que forma? Cria cores novas? Elabora novas texturas? Utiliza o material? Como?

Elabora novas texturas?cores? De que forma? Cria cores novas? Elabora novas formas? Utiliza o material? Como? Dança Toda

Utiliza o material? Como?cores novas? Elabora novas formas? Elabora novas texturas? Dança Toda ação humana envolve a atividade corporal.

Dança

Toda ação humana envolve a atividade corporal. A criança constantemente utiliza dela para buscar conhecimento de si mesma e daquilo que a rodeia, relacionando-se com objetos e pessoas. Ela corre, pula, gira, sobe nos objetos, pois sente necessidade de experimentar seu corpo, para seu domínio e também construção de sua autonomia. A ação física representa a primeira forma de aprendizagem da criança, estando a motricidade ligada à atividade mental. Ela se movimenta pelo prazer do exercício, para explorar o ambiente, adquirir melhor mobilidade e se expressar com liberdade. Possui um vocabulário gestual fluente e expressivo. Enfim, a ação física é necessária para que a criança harmonize de maneira integradora as potencialidades motoras, afetivas e cognitivas.

Artes

Orientações curriculares

13

Ao refletir sobre a presença e relevância da dança na vida das pessoas, segundo Cava e

Minari (2004) 3 , percebe-se que desde o nascimento a criança já trabalha com elementos da dança como o equilíbrio, com a relação do espaço do seu corpo e de seu corpo no espaço e a fluência de seus movimentos.

A dança também se faz presente nas manifestações populares, no folclore, na vida social

das pessoas, faz parte das culturas humanas e sempre integrou o trabalho, as religiões e as atividades de lazer. Ela é um bem cultural inerente à natureza humana. Na escola, a dança pode desenvolver a compreensão da capacidade de movimento da criança e maior entendimento do funcionamento de seu corpo, possibilitando assim, a utilização de seu corpo com expressividade, com maior inteligência, autonomia, responsabilidade, criatividade e sensibilidade. Ou seja, o conteúdo de Dança vai muito além de danças que estão na mídia ou danças

relacionadas às datas comemorativas. De acordo com Cava e Minari (2004), o conhecimento em Dança conscientiza cada vez

mais sobre a importância dela para o desenvolvimento sinestésico, cognitivos e sensíveis dos alunos.

A educação pela dança proporciona ao aluno uma experiência através dos sentidos que são:

TÁTIL - Sentir os movimentos e seus benefícios para o seu corpo. - Sentir os movimentos e seus benefícios para o seu corpo.

VISUAL - Ver os movimentos e transformá-los em atos. - Ver os movimentos e transformá-los em atos.

AUDITIVO - Ouvir a música e dominar seu ritmo. - Ouvir a música e dominar seu ritmo.

COGNITIVO - Raciocínio, ritmo, coordenação. - Raciocínio, ritmo, coordenação.

MOTOR - Esquema corporal. Esquema corporal.

A dança é muito mais que uma simples atividade física, mais do que movimentos para

desenvolvimento da coordenação motora, um mero momento de lazer e descontração contra o stress ou passos pré-determinados para a apresentação em datas comemorativas. A dança é uma experiência sensível e deve ser usada em sala de aula, pois se trata de uma das linguagens artística.

O educador deve articulá-la com as demais linguagens e também trabalhá-la de forma interdisciplinar,

isto é, unir a dança com a música, teatro e artes visuais e trabalhar também com outras áreas do conhecimento, com expressividade e criatividade. Os conhecimentos advindos da dança devem se articular com a percepção do espaço, peso

e tempo. A dança é uma forma de integração, expressão individual e coletiva, onde o aluno exercita a

atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade. Como atividade lúdica, permite a experimentação e a criação, no exercício da espontaneidade. Contribui à consciência e à construção de sua imagem corporal, aspectos fundamentais para seu crescimento individual e sua consciência

social.

Consta nos PCNs de Arte, Brasil (1997), que nas atividades coletivas, as improvisações darão oportunidade ao aluno de experimentar a plasticidade de seu corpo, de exercitar suas potencialidades motoras e expressivas. Na interação coletiva poderá reconhecer semelhanças e contrastes, coordenando expressões e habilidades com respeito e cooperação.

3 CAVA, Laura Cabral; MINARI, Ana Paula. Texto retirado da apostila: Dança na Escola, preparado para o curso de formação continuada a professores regentes de oficinas da Rede Municipal de Londrina. Londrina, 2004.

Artes

Orientações curriculares

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No planejamento das aulas, o professor deve considerar o desenvolvimento motor do aluno, ele deve também observar suas ações físicas e habilidades naturais. Veja algumas sugestões dos conteúdos a serem aplicados:

AVALIAÇÃO EM DANÇA

O que devemos avaliar em dança? O aluno

Exercita o pensamento sinestésico, simbolizando seu sentir/pensar através do movimento corporal?EM DANÇA O que devemos avaliar em dança? O aluno Opera com os códigos dessa linguagem?

Opera com os códigos dessa linguagem?seu sentir/pensar através do movimento corporal? Elabora movimentos expressivos? Movimenta-se com

Elabora movimentos expressivos?movimento corporal? Opera com os códigos dessa linguagem? Movimenta-se com naturalidade? Salta, gira, anda, corre

Movimenta-se com naturalidade?os códigos dessa linguagem? Elabora movimentos expressivos? Salta, gira, anda, corre expressivamente? Faz curvas,

Salta, gira, anda, corre expressivamente?movimentos expressivos? Movimenta-se com naturalidade? Faz curvas, estica, torce, balança o corpo respondendo a

Faz curvas, estica, torce, balança o corpo respondendo a pulsações rítmicas?com naturalidade? Salta, gira, anda, corre expressivamente? Improvisa movimentos? Planeja coreografias? Música A

Improvisa movimentos?torce, balança o corpo respondendo a pulsações rítmicas? Planeja coreografias? Música A música permeia nossas

Planeja coreografias?respondendo a pulsações rítmicas? Improvisa movimentos? Música A música permeia nossas vidas, ela está presente

Música

A música permeia nossas vidas, ela está presente no nosso dia-a-dia, na televisão, nas

ruas, nas igrejas, consultórios, no cinema, no carro, nas escolas, dentre outros e nós, na grande

maioria, nos relacionamos muito bem com ela. Dessa forma, de acordo com Andrade e Cava (2007),

podemos dizer que a música torna-se uma “companheira” para todas as horas, pois, quem nunca fez uma faxina com o rádio ou o aparelho de som ligado? Quem já se aborreceu com um vizinho barulhento que gosta de ouvir música às 3 horas da madrugada?

O bebê, por exemplo, muito antes de estar no mundo, lá no ventre materno, segundo

pesquisas, já reconhece a voz da mãe, convive com o ritmo das pulsações do coração de sua mãe e com ruídos. Desde a infância, os sons dos objetos e brinquedos, as vozes dos pais e das pessoas próximas chamam a atenção da criança e ela reage de diversas formas, uma delas é emitindo sons. Ao nosso redor, combina-se uma infinidade de sons produzidos pela natureza ou pelas pessoas. Esses sons, Para Andrade e Cava (2007), fazem parte da vida dos seres humanos desde as civilizações mais primitivas. O homem primitivo comunicava-se através de murmúrios da voz, a partir dos sons e ritmos de seu próprio corpo (batimento cardíaco, andar, respirar, etc.) e também

sons vindos da própria natureza (barulho dos ventos, movimentos das árvores, chuvas, o cantar dos pássaros e outros).

A música, como forma de expressão do ser humano, traz consigo a possibilidade de

exteriorizar as alegrias, as tristezas e as emoções mais profundas. Ela faz emergir nas pessoas emoções e sentimentos que as palavras são, muitas vezes, incapazes de evocar; a música impulsiona a expressão corporal fazendo com que o corpo vibre com a excitação que o abala. Na escola a música pode acontecer por meio da musicalização.De acordo com Feres:

Artes

Orientações curriculares

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a vivência musical promovida pela musicalização permite, na criança, o

desenvolvimento da capacidade de expressar-se de modo integrado, realizando movimentos corporais enquanto canta ou ouve uma música. “O canto é usado como forma de expressão e não como mero exercício musical”. (Feres, 1989 apud Joly, 2003, p. 116).

] [

Ainda Com essa mesma autora, “dizer que uma pessoa é musicalizada significa dizer que ela possui sensibilidade para os fenômenos musicais e sabe expressar-se por meio da música cantando, assobiando ou tocando um instrumento etc.” (Feres, 1989 apud Joly, 2003, p. 116). Nascemos com um valioso instrumento musical que é a voz. Para Andrade e Cava (2007), a voz bem usada na sala de aula proporciona rica vivencia musical e a execução de atividades que não precisam de nenhum outro recurso material. De acordo com Andrade e Cava (2007), deve-se estar atento ao fato da musicalização ser um processo constituído de elementos especificamente musicais. Um professor que canta com seus alunos durante a entrada na sala de aula está oferecendo a eles um tipo de vivência, mas essa vivência não pode se limitar apenas a essa atividade. O professor bem fundamentado usa esses momentos de vivência cotidiana na escola, conectados a outros momentos nos quais a criança tem a oportunidade de criar e/ou compreender conceitos musicais a partir da vivência. Ainda com Andrade e Cava (2007), qualquer proposta de ensino que considere a diversidade cultural, precisa abrir espaço para o aluno trazer música para a sala de aula, acolhendo- a, contextualizando-a oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em atividades de apreciação e produção. A diversidade permite ao aluno a construção de hipóteses sobre o lugar de cada obra no patrimônio musical da humanidade, aprimorando sua condição de avaliar a qualidade das próprias produções e as produções de outros. Quase nunca a música é ensinada nas escolas, com a justificativa de não existir um profissional formado em música, o professor regente, sente-se inseguro em ministrar essas aulas, pois acredita que para trabalhar com música precisa saber tocar um instrumento, compreender partituras, conhecer a vida de todos compositores eruditos, dentre outros. Certamente um professor formado em música seria mais adequado, mas, na falta deste profissional, devemos trabalhar com as possibilidades que temos e não excluir essa oportunidade e esse direito do aluno, que são as aulas de Arte e suas linguagens.

AVALIAÇÃO EM MÚSICA

O que devemos avaliar em música? O aluno

Exercita o pensamento musical, simbolizado através de sons e silêncios o seu sentir/pensar?EM MÚSICA O que devemos avaliar em música? O aluno Elabora e reproduz estruturas rítmicas, linhas

Elabora e reproduz estruturas rítmicas, linhas melódicas? Canta? Compõe? Improvisa?através de sons e silêncios o seu sentir/pensar? Cria efeitos sonoros vocais, instrumentais e corporais? É

Cria efeitos sonoros vocais, instrumentais e corporais?rítmicas, linhas melódicas? Canta? Compõe? Improvisa? É capaz de criar seu próprio sistema notacional? Teatro

É capaz de criar seu próprio sistema notacional?linhas melódicas? Canta? Compõe? Improvisa? Cria efeitos sonoros vocais, instrumentais e corporais? Teatro Artes

Teatro

Artes

Orientações curriculares

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Provavelmente, em algum momento, já nos perguntamos quando o ser humano começou a representar, por que o fez e como teriam sido as primeiras apresentações. Segundo estudiosos, na pré-história, os homens primitivos já tinham necessidade de representar para expressar suas alegrias, tristezas e dúvidas, comunicando-se com os deuses, em rituais de magia e celebrações. Mas o teatro propriamente dito, com atores e platéia surge na Grécia antiga em homenagem ao deus Dionísio.

O teatro permitiu e permite que narremos fatos e que por intermédio da ação dramática os representemos. São necessidades humanas o recriar da realidade em que vivemos e o transcender dos limites dessa mesma realidade. O jogo teatral pode ser relacionado aos processos de imitação, simbolização e de jogo que permeiam a infância, sendo assim, é inerente ao homem. O teatro está presente em diversas culturas de vários tempos e lugares. Os exercícios de expressão dramática estão relacionados à fantasia e a imaginação, ao mundo do sonho e da representação, desenvolvendo a comunicação e a criatividade. Pelo seu modo de ser, a linguagem teatral desperta nas crianças maiores aquela antiga sensação das brincadeiras de quando eram pequenas, do faz-de-conta. Os textos, no teatro, são transformados por meio da linguagem gestual. Essa linguagem se desenvolve pela observação do cotidiano e no confronto texto/gestos. O texto teatral também pode vir a ser um objeto de imitação e de crítica por parte dos alunos. Os gestos imitados e reconstruídos podem ser armazenados na memória e podem ser repetidos no processo de construção da linguagem teatral. O aluno estabelecerá uma relação de trabalho com os outros, unindo imaginação, prática e observação de regras. Por isso, a experiência com teatro na escola amplia a capacidade dos alunos de dialogar, negociar, tolerar e conviver com as diferenças. Conta nos PCNs de Arte, Brasil (1997) que,

A criança ao começar a freqüentar a escola, possui a capacidade da teatralidade como um potencial e como uma prática espontânea vivenciada nos jogos de faz-de- conta. Cabe à escola estar atenta ao desenvolvimento eficaz, para aquisição e ordenação progressiva da linguagem dramática. Deve tornar conscientes as suas possibilidades, sem a perda da espontaneidade lúdica e criativa que é característica da criança ao ingressar na escola. O teatro, no processo de formação da criança, cumpre não só a função integradora, mas dá oportunidade para que ela se aproprie crítica e construtivamente dos conteúdos sociais e culturais de sua comunidade mediante trocas com seus grupos. No dinamismo da experimentação, da fluência, criativa propiciada pela liberdade e segurança, a criança pode transitar livremente por todas as emergências internas integrando imaginação, percepção, emoção, intuição, memória e raciocínio. PCNs de Arte, Brasil (1997, p.84)

De acordo com Cava (2007), assim como a dança e a música, trabalhar com teatro na escola não é apenas representar peças no final do ano. Muitos pais e professores confundem o teatro na escola com escola de teatro, ambos têm objetivos diferentes. O objetivo de uma escola de teatro é formar atores e atrizes de teatro, diferente, portanto, do objetivo do teatro na escola, os professores não podem esperar a mesma qualidade estética de uma apresentação na escola, com uma apresentação de uma peça teatral, também não é objetivo da escola formar atores mirins.

Artes

Orientações curriculares

17

Compete à escola oferecer um espaço para a realização dessa linguagem, um espaço mais livre e mais flexível para que a criança possa ordenar-se de acordo com a sua criação.

AVALIAÇÃO EM TEATRO

O que devemos avaliar em teatro? O aluno

Exercita o pensamento “como se”, simbolizando e agindo como alguém/algo, além de si próprio? próprio?

Utiliza e compartilha o tempo e o espaço cênico? Como?e agindo como alguém/algo, além de si próprio? Mantém a ação dramática de personagens? Planeja e

Mantém a ação dramática de personagens?Utiliza e compartilha o tempo e o espaço cênico? Como? Planeja e executa cenários? Utiliza expressivamente

Planeja e executa cenários?cênico? Como? Mantém a ação dramática de personagens? Utiliza expressivamente cada uma das partes do corpo?

Utiliza expressivamente cada uma das partes do corpo?dramática de personagens? Planeja e executa cenários? Improvisa? Utiliza-se da linguagem cênica para expressar

Improvisa?Utiliza expressivamente cada uma das partes do corpo? Utiliza-se da linguagem cênica para expressar seu

Utiliza-se da linguagem cênica para expressar seu pensamento/sentimento?expressivamente cada uma das partes do corpo? Improvisa? Encaminhamentos metodológicos A disciplina de Artes, na

Encaminhamentos metodológicos

A disciplina de Artes, na escola, não tem como finalidade ilustrar conhecimentos, festas

cívicas ou escolares. Como toda área do conhecimento, tem como objetivo a construção e aquisição de conhecimento. De acordo com Cava (2008), há um grande equívoco em achar que nas aulas de Artes tudo é válido, tudo é bonito, tudo é certo, o professor não faz intervenções, não dá explicações, pensar que a disciplina está apenas ligada ao fazer, ao lazer, à espontaneidade e à expressividade. Outro equívoco, é achar que as aulas de Artes, não precisam de planejamento. A aula de Artes deve ser planejada, o professor deve ter bem claro o que irá propor e quais os objetivos pretende atingir. Para Cava (2007), o professor como mediador entre os conteúdos de Artes e o aluno, deve fazer suas intervenções, nos momentos oportunos, quando necessário. Existe um pensamento equivocado, advindo da Escola Nova, de que o professor não deve fazer nenhum comentário sobre o

trabalho de seu aluno, para não interferir em seu processo de criação. É importante que o professor instigue seu aluno à reflexão sobre a arte de forma mais ampla, e também, em relação aos conteúdos de Artes que estão sendo trabalhados, que aceite suas contribuições, esclareça dúvidas, converse com ele, sugira determinados procedimentos, explique novamente, caso perceba que o aluno não compreendeu, propicie rodas de conversas, dentre outros. O que o professor não deve fazer é interferir no trabalho, apagar desproporções, ditar as cores que o aluno deverá utilizar direcionar o trabalho, segundo o seu gosto, o seu “padrão de beleza” e muito menos retocá-lo, para ficar mais “bonitinho”, pois irá para uma exposição!

O professor deve propiciar o manuseio de diferentes materiais como: pincéis, giz de cera,

lápis de cor, carvão, tinta, canetinhas etc. E também realizar os trabalhos em diferentes suportes 4

4 Suportes: Diz respeito à superfície onde é realizado um trabalho, por exemplo, um desenho ou pintura, pode ser feito em um suporte de papel, no muro, no chão, na tela, no corpo, dentre outros.

Artes

Orientações curriculares

18

como: papéis, papelão, muro, tecido, chão, quadro de giz etc. E de diferentes tamanhos e formas - papéis circulares, retangulares, quadrados, pequenos, grandes, médios, de variadas cores e texturas.

O espaço para que o aluno transite e manipule os materiais deve ser amplo, claro, arejado,

não só o espaço entre as carteiras, como também o espaço na carteira ou mesinha, para realizar as propostas artísticas. O material, a ser utilizado, deve estar ao alcance dos alunos.

É de fundamental relevância, que o professor esteja motivado para poder contagiar seus

alunos, com seu dinamismo e entusiasmo, mesmo sabendo que os materiais utilizados, por si só já

os motivam. A alegria de mexer com tintas, pincéis, cola, fantasias, instrumentos musicais, dentre outros já é bastante estimulador.

O grupo é muito utilizado nas aulas de Artes por facilitar na questão do espaço e por

propiciar a integração dos alunos. Essa integração propicia ao aluno o desenvolvimento da tolerância,

da autonomia e a compreensão da arte como linguagem. Em relação a situações aparentemente “problemáticas”, principalmente nos desenhos infantis, quanto às temáticas ou cores como: preto, marrom, etc. são freqüentes, no entanto, nem sempre essa situação significa problema. Existem inúmeros motivos para uma criança abordar determinadas temáticas e cores. Não é função do professor, resolver situações “aparentemente

problemáticas”, ele deve ser um observador, sensível, estar atento e ao detectar algo diferente, que possa ser um possível problema, isto é, depois de várias observações, de ouvir o que seu aluno tem

a dizer e com a persistência, do possível problema, o melhor procedimento seria encaminhar o caso

ao supervisor ou diretor que tomará as devidas providências, conversando com a família, orientando-

a a levar o aluno a um profissional da área, um psicólogo, por exemplo, se for o caso. O professor não precisa ser obrigatoriamente um artista plástico profissional, mas uma pessoa com sensibilidade curiosidade e responsabilidade. Pois como é possível estimular a curiosidade nos alunos, se ele manifestar, frente aos objetos e as propostas lançadas, receio, insegurança, desinteresse ou uma atitude passiva? Portanto, o que este profissional necessita é ter familiaridade com a disciplina, seus materiais e procedimentos, não só o professor como também o aluno. Essa familiaridade faz com que se sintam seguros diante de certos procedimentos, de imprevistos, da utilização de materiais e dos assuntos abordados. Muitos professores acreditam que para ministrar aulas de Artes, precisam saber inúmeras técnicas. Para ensinar Artes, é necessário que o professor tenha segurança no que faz e, para que isso aconteça, ele precisa vivenciar certas situações práticas como, saber fazer um trabalho de colagem, pintura ou outro, saber alguns procedimentos, principalmente diante de imprevistos, saber como manusear determinadas ferramentas e também, estudar para que tenha embasamento teórico, para isso, são importantes os cursos de formação continuada, as práticas pedagógicas e os grupos de estudos, para troca de experiência, fundamentação teórica e a vivência com a disciplina de Artes, teoria e prática caminhando juntos. É fundamental que esse educador se sinta seguro ao lançar uma proposta artística para melhor auxiliar seu aluno e transmitir-lhe confiança.

Orientações curriculares

19

De acordo com Cava (2007), não é a quantidade de técnicas que domina que determinará se um professor se desempenha bem ou não, mas sim seu envolvimento e compromisso em relação

à educação e mais especificamente à disciplina de Artes. Após realizarem as atividades, é muito importante que todos os trabalhos sejam expostos em painéis, paredes, varais, rodas de apreciação ou outros. Todos os trabalhos deverão ser expostos, inclusive os que, supostamente, saíram da proposta lançada e os alunos deverão fazer a leitura de seus trabalhos.

É muito importante a leitura do próprio trabalho. Essa leitura diz respeito à apreciação

estética, isto é, os alunos após o término de seus trabalhos irão apresentá-los aos demais alunos e ao professor e falarão sobre eles. Fazer a leitura do trabalho é comentar sobre o trabalho, o que fez, por que fez, que materiais e procedimentos utilizou, como se sentiu ao realizá-lo, enfim, descrever o seu processo de criação. O aluno poderá fazer sua leitura indo à frente da sala de aula, em seu lugar ou em círculo, que pode ser chamado de roda de apreciação dentre outros. Todos os trabalhos deverão ser apresentados, até os que, supostamente, “fugiram” da proposta lançada, será nesse momento que o professor se certificará se realmente o aluno fugiu da proposta ou se pensou de forma diferente, pois a lógica do pensamento infantil é diferente da lógica do pensamento do adulto. E também, será o momento de reflexão para o aluno que fugiu da proposta, pensar por que fugiu, repensar seu trabalho e fazer comparações com os outros trabalhos. Para Cava (2007), fazer a leitura dos trabalhos é extremamente relevante, será nesse momento que o aluno refletirá sobre o que fez, aprenderá a falar e ouvir, a esperar sua vez, ele será ouvido, tanto pelos colegas, como pelo professor, estimulando, dessa forma, o desenvolvimento de

sua auto estima, pois, ao ouvi-lo o professor estará respeitando-o e valorizando o que fez e como fez, também aprenderá respeitar o trabalho de seu colega e o professor por sua vez terá a oportunidade de conhecer melhor seu aluno e conseqüentemente estabelecer um vínculo afetivo entre eles.

A reflexão sobre o trabalho é importante, não só aos alunos, como fundamental aos

educadores. O conceito do Professor Reflexivo, isto é, aquele que reflete sua prática, foi idealizado por Donald Schön (1997), para ele, a proposta de formação de professores reflexivos salienta o aspecto da prática como fonte de conhecimento através da reflexão e experimentação.

Conteúdos e objetivos de Artes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental

Apresentaremos a seguir os conteúdos de Artes (artes visuais, dança, música e teatro) do ensino fundamental do 1º ao 5º ano.

A disciplina de Artes tem certas especificidades que a difere de outras disciplinas, uma

delas diz respeito aos conteúdos, pois são quase os mesmos, principalmente do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, o que vai mudar é o grau de complexidade. O professor trabalhará com as modalidades das artes visuais (desenho, colagem, pintura, modelagem, gravura, sucatas e outras) e as demais linguagens artísticas (dança, música e teatro) todos os anos, mas o foco, a exigência, os

Artes

Orientações curriculares

20

temas, as reflexões serão diferentes, a cada ano, as atividades deverão ser mais complexas, de acordo com a idade, curiosidade e maturidade dos alunos. Por exemplo: o professor pode lançar propostas de pintura do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, só que com exigências e expectativas diferentes em relação ao processo, às reflexões, às hipóteses levantadas, ao encaminhamento, ao tempo, à conclusão, a forma de avaliar, dentre outros, dos trabalhos realizados. Sugerimos ainda que utilizem trabalhos que explorem os sentidos (tato, audição, paladar e olfato), aulas interdisciplinares, rodas de conversas e o trabalho com projetos, etc.

 

1º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVOS

EIXO: PRODUZIR / FAZER ARTES VISUAIS

O Fazer artístico em Artes Visuais

 

Conhecimento e utilização de alguns dos elementos das artes visuais;

Utilizar os elementos das artes visuais (ponto, linha, cor, textura, etc.) a partir de seu próprio repertório, por meio de desenhos, pinturas, colagens, modelagens, dentre outros.

Experiências que envolvam a exploração dos sentidos;

Realizar experiências que envolvam a exploração dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição).

Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais;

Fazer trabalhos artísticos bidimensionais e tridimensionais.

Manipulação de materiais e suportes variados;

Explorar, aprofundar e utilizar as possibilidades oferecidas pelos materiais artísticos diversos (pincéis, giz de cera, lápis de cor, tinta, tesoura, cola, dentre outros)

Utilizar suportes variados (papéis de diferentes tamanhos, formas, cores e texturas).

EIXO: FRUIR / APRECIAR - ARTES VISUAIS

Apreciação estética em Artes Visuais

Conhecimento da diversidade de modalidades artísticas, como: (desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros);

Conhecer a diversidade de modalidades artísticas, como desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros;

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

Apreciação estética dos trabalhos artísticos;

Apreciar os próprios trabalhos artísticos, os trabalhos artísticos realizados pelos colegas, em sala de aula e por produtores de arte em geral.

Fazer visitas a museus, galerias, exposições e outros, para conhecer a obra original ou, caso isso não seja possível, trazer reproduções de obras de arte para dentro da sala de aula.

Fazer leitura de imagens (obras de arte, cartazes, propagandas, outdoors, catálogos, imagens televisivas, fotográficas, cinematográficas, etc.) a partir da observação, narração, descrição e interpretação;

Apreciar e estabelecer correlação das Artes Visuais com as experiências pessoais;

Artes

Orientações curriculares

21

 

1º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

EIXO: REFLETIR - ARTES VISUAIS

 

Reflexão Em Artes Visuais

 

Contextualização histórica em artes visuais.

 

Conhecer e refletir sobre algumas obras de arte e seus produtores de diferentes culturas, épocas e estilos. Refletir sobre o próprio trabalho e os trabalhos dos colegas.

 

Observar e refletir os elementos existentes na linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, textura.

Conhecer e freqüentar fontes de informação relativa às artes visuais

Conhecer e freqüentar fontes de informação (Internet, biblioteca, videoteca, museus, catálogos, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER DANÇA

 

O

fazer artístico em Dança

 

Conhecimento, experimentação e utilização expressiva do movimento e das formas de locomoção em situações cotidianas e em brincadeiras;

Conhecer e vivenciar várias formas de locomoção (arrastar, enrolar, engatinhar, etc) em situações cotidianas e em brincadeiras.

Utilização dos recursos de deslocamento e controle sobre o corpo e o movimento.

Propiciar a descoberta e exploração do movimento.

Participar de circuitos organizados pelo professor (a).

Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos;

Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas rítmicas como: (balança caixão, escravos de Jó, cirandas, etc).

Criações e improvisos em dança.

 

Criar, improvisar e dançar.

EIXO: FRUIR / APRECIAR - DANÇA

 

Apreciação estética em Dança

 

Apreciação estética da dança.

 

Apreciar os diversos tipos de danças e seus produtores, coreógrafos e dançarinos (as), nos diferentes estilos, épocas e culturas.

EIXO: REFLETIR - DANÇA

 

Reflexão em Dança

 

Reflexão e contextualização histórica em dança.

 

Conhecer e refletir algumas danças de diferentes culturas, épocas e estilos.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

 

EIXO: PRODUZIR / FAZER MÚSICA

 

O

fazer artístico em Musica

 

Utilização expressiva das qualidades dos sons e do silêncio em jogos, brincadeiras, criações e improvisações;

Participar de jogos e brincadeiras musicais que exporem as qualidades dos sons: (intensidade / sons fortes e piano, suaves) (altura / sons agudos e graves) (duração / sons curtos e longos) (timbre / diferentes tipos de sons humanos, de animais, de objetos e de instrumentos musicais).

Ouvir e cantar canções diversas.

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar

Artes

Orientações curriculares

22

 

1º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

diferentes ritmos.

Pesquisa de sons diversos com materiais variados.

 

Pesquisar e reproduzir sons diversos com materiais variados como (pedras, conchas, pedaços de madeira, etc.) e também sons retirados do próprio corpo (palmas, estalos de dedo, batida de pé, dentre outros).

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical.

memória musical;

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - MÚSICA

 

Apreciação estética em Música

 
 

Ouvir músicas de diversas culturas, épocas e estilos e ouvir os trabalhos realizados em sala de aula.

Apreciação estética de músicas variadas.

 

Assistir espetáculos musicais diversos em shows, apresentações de rua, etc.

 

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países. Participar de jogos e brincadeiras musicais. Improvisar sons, canções e dançar.

EIXO: REFLETIR - MÚSICA

 

Reflexão em Música

 

Reflexão sobre as produções musicais em geral.

 

Refletir sobre as produções musicais em geral, os diferentes estilos épocas e culturas de músicas, sobre o próprio fazer musical, sobre as brincadeiras cantadas e os trabalhos musicais realizados.

Contextualização histórica em música

 

Escutar e refletir a música de diferentes culturas, épocas e estilos.

Fontes de informações;

 

Conhecer e freqüentar fontes de informação (conservatório, rádios, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER TEATRO

 

O Fazer artístico em Teatro

 

Criações e improvisações, a partir de jogos e brincadeiras.

 

Realizar jogos e brincadeiras que envolvam o faz-de-conta, as encenações, o improviso.

Utilização de materiais diversos.

 

Utilizar materiais diversos como: figurino, máscaras, cenário, adereços (chapéus, lenços e outros).

EIXO: FRUIR / APRECIAR - TEATRO

 

Apreciação estética em Teatro

 

Apreciação estética do teatro.

 

Apreciar peças teatrais de diferentes gêneros, estilos, épocas

Artes

Orientações curriculares

23

 

1º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 
 

e culturas.

Conhecer os espaços cênicos da cidade;

 

EIXO: REFLETIR - TEATRO

Reflexão em Teatro

Reflexão sobre os trabalhos realizados em sala de aula e sobre as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre os próprios trabalhos e as peças teatrais assistidas.

Contextualização histórica em teatro.

Conhecer

e

refletir

o

teatro

como

produto

cultural

em

diferentes contextos.

 

Fontes de informações;

Utilizar fontes de informações como: (teatros, escola de teatro, reportagens, computador, biblioteca, videoteca, enciclopédias, catálogos, televisão e outros).

 

2º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVOS

1. EIXO I: PRODUZIR / FAZER ARTES VISUAIS

O fazer artístico em Artes Visuais

Conhecimento e utilização de alguns dos elementos das artes visuais;

Utilizar os elementos das artes visuais (ponto, linha, cor, textura, etc.) a partir de seu próprio repertório, por meio de desenhos, pinturas, colagens, modelagens, dentre outros;

Experiências que envolvam a exploração dos sentidos;

Realizar experiências que envolvam a exploração dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição).

Fazer releitura de obras de arte.

Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais;

Fazer trabalhos artísticos bidimensionais e tridimensionais.

Manipulação de materiais e suportes variados;

Explorar, aprofundar e utilizar as possibilidades oferecidas pelos materiais artísticos diversos (pincéis, giz de cera, lápis de cor, tinta, tesoura, cola, dentre outros)

Utilizar suportes variados (papéis de diferentes tamanhos, formas, cores e texturas).

EIXO II: FRUIR / APRECIAR - ARTES VISUAIS

Apreciação estética em Artes Visuais

Conhecimento da diversidade de modalidades artísticas, como: (desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros);

Conhecer a diversidade de modalidades artísticas, como desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros;

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

Apreciação estética dos trabalhos artísticos;

Apreciar os próprios trabalhos artísticos, os trabalhos artísticos realizados pelos colegas, em sala de aula e por produtores de arte em geral.

Fazer visitas a museus, galerias, exposições e outros, para conhecer a obra original ou, caso isso não seja possível, trazer reproduções de obras de arte para dentro da sala de aula.

Fazer leitura de imagens (obras de arte, cartazes, propagandas, outdoors, catálogos, imagens televisivas, fotográficas, cinematográficas, etc.) a partir da observação,

Artes

Orientações curriculares

24

 

2º ANO

 
 

CONTEÚDOS

   

OBJETIVOS

 

narração, descrição e interpretação;

Apreciar e estabelecer correlação das Artes Visuais com as experiências pessoais;

EIXO III: REFLETIR - ARTES VISUAIS

 

Reflexão em Artes Visuais

 

Contextualização histórica em artes visuais.

 

Conhecer e refletir sobre algumas obras de arte e seus produtores de diferentes culturas, épocas e estilos. Refletir sobre o próprio trabalho e os trabalhos dos colegas.

 

Observar e refletir os elementos existentes na linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, textura.

Conhecer e freqüentar fontes de informação relativa às artes visuais

Conhecer e freqüentar fontes de informação (Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, museus, catálogos, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER DANÇA

 

O

fazer artístico em Dança

 

Conhecimento, experimentação e utilização expressiva do movimento e das formas de locomoção em situações cotidianas e em brincadeiras;

Conhecer e vivenciar várias formas de locomoção (arrastar, enrolar, engatinhar, etc) em situações cotidianas e em brincadeiras.

Utilização dos recursos de deslocamento e controle sobre o corpo e o movimento.

Propiciar a descoberta e exploração do movimento.

Participar de circuitos organizados pelo professor(a).

Compreensão dos elementos básicos da dança

 

Compreender os elementos básicos da dança: o movimento,

 

o

corpo e o ritmo.

Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.

Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas rítmicas como: (balança caixão, escravos de jó, cirandas, etc).

5. EIXO: FRUIR / APRECIAR - DANÇA

 

Apreciação estética em Dança

 

Apreciação estética da dança.

 

Apreciar os diversos tipos de danças e seus produtores,

 

coreógrafos e dançarinos (as) nos diferentes estilos, épocas

e

culturas.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

EIXO: REFLETIR - DANÇA

 

Reflexão em Dança

 

Reflexão e contextualização histórica em dança.

 

Conhecer e refletir algumas danças de diferentes culturas, épocas e estilos.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

EIXO: PRODUZIR / FAZER MÚSICA

 

O

fazer artístico em Musica

 

Artes

Orientações curriculares

25

 

2º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

Utilização expressiva das qualidades dos sons e do silêncio em jogos, brincadeiras, criações e improvisações;

Participar de jogos e brincadeiras musicais que exporem as qualidades dos sons: (intensidade / sons fortes e piano, suaves) (altura / sons agudos e graves) (duração / sons curtos e longos) (timbre / diferentes tipos de sons humanos, de animais, de objetos e de instrumentos musicais).

Ouvir e cantar canções diversas.

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos.

Pesquisa de sons diversos com materiais variados.

 

Pesquisar e reproduzir sons diversos com materiais variados como (pedras, conchas, pedaços de madeira, etc.) e também sons retirados do próprio corpo (palmas, estalo de dedo, batida de pé, dentre outros).

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical.

memória musical;

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - MÚSICA

 

Apreciação estética em Música

 

Apreciação estética de músicas variadas.

 

Ouvir músicas de diversas culturas, épocas e estilos e ouvir os trabalhos realizados em sala de aula.

 

Assistir espetáculos musicais diversos em shows, apresentações de rua, etc.

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

Instrumentos: conhecer os vários tipos de instrumentos: de corda, de sopro, de percussão e eletrônico, Sugerimos um estudo mais aprofundado sobre instrumentos de percussão.

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países. Participar de jogos e brincadeiras musicais. Improvisar sons, canções e dançar.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical;

memória musical;

 

EIXO: REFLETIR - MÚSICA

 

Reflexão em Música

 

Reflexão sobre as produções musicais em geral.

 

Refletir sobre as produções musicais em geral, os diferentes estilos épocas e culturas de músicas, sobre o próprio fazer musical, sobre as brincadeiras cantadas e os trabalhos musicais realizados.

Contextualização histórica em música

 

Escutar e refletir a música de diferentes culturas, épocas e estilos.

Fontes de informações;

 

Conhecer e freqüentar fontes de informação (conservatório, rádios, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

Artes

Orientações curriculares

26

 

2º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

EIXO: PRODUZIR / FAZER TEATRO

O fazer artístico em Teatro

Criações e improvisações, a partir de jogos e brincadeiras.

Realizar jogos e brincadeiras que envolvam o faz-de-conta, as encenações, o improviso.

Utilização de materiais diversos.

Utilizar materiais diversos como: figurino, máscaras, cenário, adereços (chapéus, lenços e outros).

Confecção de bonecos de teatro

Confeccionar bonecos e máscaras de teatro.

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - TEATRO

Apreciação estética em Teatro

Apreciação estética do teatro.

Apreciar peças teatrais de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas. Conhecer os espaços cênicos da cidade;

EIXO: REFLETIR - TEATRO

Reflexão em Teatro

Reflexão sobre os trabalhos realizados em sala de aula e sobre as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre os próprios trabalhos e as peças teatrais assistidas.

Contextualização histórica em teatro.

Conhecer

e

refletir

o

teatro

como

produto

cultural

em

diferentes contextos.

 

Fontes de informações;

Utilizar fontes de informações como: (teatros, escola de teatro, reportagens, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, catálogos, televisão e outros).

Artes

Orientações curriculares

27

 

3º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVOS

PRODUZIR / FAZER ARTES VISUAIS

O fazer artístico em Artes Visuais

Conhecimento e utilização dos elementos das artes visuais;

Utilizar os elementos das artes visuais (ponto, linha, cor,

Experiências que envolvam a exploração dos sentidos.

textura, etc.) a partir de seu próprio repertório, por meio de desenhos, pinturas, colagens, modelagens, dentre outros;

Realizar experiências que envolvam a exploração dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição).

Fazer releitura de obras de arte.

Conhecer as cores primárias e realizar trabalhos utilizando- as.

Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais;

Fazer trabalhos artísticos bidimensionais e tridimensionais.

Manipulação de materiais e suportes variados;

Explorar, aprofundar e utilizar as possibilidades oferecidas pelos materiais artísticos diversos (pincéis, giz de cera, lápis de cor, tinta, tesoura, cola, dentre outros)

Utilizar suportes variados (papéis de diferentes tamanhos, formas, cores e texturas).

Criação de personagens e de histórias em quadrinhos.

Criar personagens e pequenas histórias em quadrinhos.

EIXO: FRUIR / APRECIAR - ARTES VISUAIS

Apreciação estética em Artes

Conhecimento da diversidade de modalidades artísticas, como: (desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros);

Conhecer a diversidade de modalidades artísticas, como desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros;

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

Apreciação estética dos trabalhos artísticos;

Apreciar os próprios trabalhos artísticos, os trabalhos artísticos realizados pelos colegas, em sala de aula e por produtores de arte em geral.

Fazer visitas a museus, galerias, exposições e outros, para conhecer a obra original ou, caso isso não seja possível,

Artes

Orientações curriculares

28

3º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

trazer reproduções de obras de arte para dentro da sala de aula.

Fazer leitura de imagens (obras de arte, cartazes, propagandas, outdoors, catálogos, imagens televisivas, fotográficas, cinematográficas, etc.) a partir da observação, narração, descrição e interpretação;

Apreciar e estabelecer correlação das Artes Visuais com as experiências pessoais;

EIXO: REFLETIR - ARTES VISUAIS

Reflexão Em Artes Visuais

Contextualização histórica em artes visuais.

Conhecer e refletir sobre algumas obras de arte e seus produtores de diferentes culturas, épocas e estilos.

Observar e refletir os elementos existentes na linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, textura, volume.

Compreender e respeitar as mudanças da arte de acordo com seu tempo e sua cultura.

Compreender a arte como manifestação cultural e valorizar tanto a arte popular como também a arte erudita.

Compreender os produtores de arte como agentes construtores da história e a importância da arte na vida do ser humano.

Conhecer e freqüentar fontes de informação relativa às artes visuais

Conhecer e freqüentar fontes de informação (livros, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, catálogos, televisão, cinema

e

outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER DANÇA

O fazer artístico em Dança

Conhecimento, experimentação e utilização expressiva do movimento e das formas de locomoção em situações cotidianas e em brincadeiras;

Conhecer e vivenciar várias formas de locomoção (arrastar, enrolar, engatinhar, etc) em situações cotidianas e em brincadeiras.

Utilização dos recursos de deslocamento e controle sobre o corpo e o movimento.

Propiciar a descoberta e exploração do movimento.

Participar de circuitos organizados pelo professor (a).

Compreensão dos elementos básicos da dança

Compreender os elementos básicos da dança: o movimento,

o

corpo e o ritmo.

Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.

Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas rítmicas como: (balança caixão, escravos de jó, cirandas, etc).

Criações e improvisos em dança.

Dançar, improvisar e recriar danças assistidas.

EIXO: FRUIR / APRECIAR - DANÇA

Apreciação estética em Dança

Apreciação estética da dança.

Apreciar os diversos tipos de danças e seus produtores,

coreógrafos e dançarinos (as) nos diferentes estilos, épocas

e

culturas.

Perceber a interferência de instrumentos em alguns tipos de danças como: castanholas, fitas, leques, etc.

EIXO: REFLETIR - DANÇA

Reflexão em Dança

Artes

Orientações curriculares

29

 

3º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

Reflexão e contextualização histórica em dança.

 

Conhecer e refletir algumas danças de diferentes culturas, épocas e estilos.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

EIXO: PRODUZIR / FAZER MÚSICA

 

O fazer artístico em Musica

 

Utilização expressiva das qualidades dos sons e do silêncio em jogos, brincadeiras, criações e improvisações;

Participar de jogos e brincadeiras musicais que exporem as qualidades dos sons: (intensidade / sons fortes e piano, suaves) (altura / sons agudos e graves) (duração / sons curtos e longos) (timbre / diferentes tipos de sons humanos, de animais, de objetos e de instrumentos musicais).

Ouvir e cantar canções diversas.

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos.

Pesquisa de sons diversos com materiais variados.

 

Pesquisar e reproduzir sons diversos com materiais variados como (pedras, conchas, pedaços de madeira, etc.) e também sons retirados do próprio corpo (palmas, estalo de dedo, batida de pé, dentre outros).

 

Pesquisar e produzir sons naturais e sons culturais.

Construir instrumentos sonoros.

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países;

 

Participar de jogos e brincadeiras musicais. Improvisar sons, canções e dançar. Cantar.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical.

memória musical;

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - MÚSICA

 

Apreciação estética em Música

 

Apreciação estética de músicas variadas.

 

Ouvir músicas de diversas culturas, épocas e estilos e ouvir os trabalhos realizados em sala de aula.

 

Assistir espetáculos musicais diversos em shows, apresentações de rua, etc.

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

Instrumentos: conhecer os vários tipos de instrumentos: de corda, de sopro, de percussão e eletrônico, Sugerimos um estudo mais aprofundado sobre instrumentos de corda.

REFLEXÃO EM MÚSICA

   

Reflexão em Música

   

Reflexão sobre as produções musicais em geral.

 

Refletir sobre as produções musicais em geral, os diferentes estilos épocas e culturas de músicas, sobre o próprio fazer

Artes

Orientações curriculares

30

 

3º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVOS

 
 

musical, sobre as brincadeiras musicais realizados.

cantadas

e

os

trabalhos

Compreender a importância e influência da música na vida do ser humano.

Contextualização histórica em música

Escutar e refletir a música de diferentes culturas, épocas e estilos.

Fontes de informações;

Conhecer e freqüentar fontes de informação (conservatório, rádios, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER TEATRO

O fazer artístico em Teatro

Criações e improvisações, a partir de jogos e brincadeiras.

Realizar jogos e brincadeiras que envolvam o faz-de-conta, as encenações, o improviso.

Experimentar e articular as expressões corporais, plástica e sonora.

Experimentação e articulação entre as expressões corporal, plástica e sonora.

Experimentar na improvisação estímulos diversos (temas, textos dramáticos, poéticos, jornalísticos, etc.) e também objetos, máscaras, situações físicas, imagens, etc.

Utilização de materiais diversos.

Utilizar e confeccionar materiais diversos como: figurino, máscaras, cenário, adereços (chapéus, lenços e outros).

Confecção de bonecos de teatro

Confeccionar bonecos e máscaras de teatro.

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - TEATRO

Apreciação estética em Teatro

Apreciação estética do teatro.

Apreciar peças teatrais de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas.

Conhecer os espaços cênicos da cidade;

 

EIXO: REFLETIR - TEATRO

Reflexão em Teatro

Reflexão sobre os trabalhos realizados em sala de aula e sobre as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre os próprios trabalhos e as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre a atuação dos atores.

Contextualização histórica em teatro.

Conhecer e refletir o teatro como produto cultural em diferentes contextos como: origem, nome da peça teatral, nome do diretor, atores, personagens, etc.

Fontes de informações;

Utilizar fontes de informações como: (teatros, escola de teatro, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

Artes

Orientações curriculares

31

 

4º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

EIXO: PRODUZIR / FAZER ARTES VISUAIS

O fazer artístico em Artes Visuais

Conhecimento e utilização dos elementos das artes visuais;

Utilizar os elementos das artes visuais (ponto, linha, cor,

Experiências que envolvam a exploração dos sentidos.

textura, etc.) a partir de seu próprio repertório, por meio de desenhos, pinturas, colagens, modelagens, dentre outros;

Realizar experiências que envolvam a exploração dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição).

Fazer releitura de obras de arte.

 

Conhecer

as

cores

primárias

e

secundárias

e

realizar

trabalhos utilizando-as.

 

Fazer desenho de observação.

 

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

 

Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais;

Fazer trabalhos artísticos bidimensionais e tridimensionais.

Manipulação de materiais e suportes variados;

Explorar, aprofundar e utilizar as possibilidades oferecidas pelos materiais artísticos diversos (pincéis, giz de cera, lápis de cor, tinta, tesoura, cola, dentre outros)

Utilizar suportes variados (papéis de diferentes tamanhos, formas, cores e texturas).

Compreender as cores primárias, secundárias e realizar trabalhos artísticos utilizando-as.

Criação de personagens e de histórias em quadrinhos.

Criar personagens e histórias em quadrinhos.

 

2. EIXO: FRUIR / APRECIAR - ARTES VISUAIS

Apreciação estética em Artes

Conhecimento da diversidade de modalidades artísticas, como: (desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros);

Conhecer a diversidade de modalidades artísticas, como desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros;

Apreciação estética dos trabalhos artísticos;

Apreciar

os

próprios

trabalhos

artísticos,

os

trabalhos

Artes

Orientações curriculares

32

4º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

artísticos realizados pelos colegas, em sala de aula e por produtores de arte em geral.

Fazer visitas a museus, galerias, exposições e outros, para conhecer a obra original ou, caso isso não seja possível, trazer reproduções de obras de arte para dentro da sala de aula.

Fazer leitura de imagens (obras de arte, cartazes, propagandas, outdoors, catálogos, imagens televisivas, fotográficas, cinematográficas, etc.) a partir da observação, narração, descrição e interpretação;

Apreciar e estabelecer correlação das Artes Visuais com as experiências pessoais;

EIXO: REFLETIR - ARTES VISUAIS

Reflexão em Artes Visuais

 

Contextualização histórica em artes visuais.

Conhecer e refletir sobre algumas obras de arte e seus produtores de diferentes culturas, épocas e estilos.

Observar e refletir os elementos existentes na linguagem

visual: ponto, linha, forma, cor, textura, volume, contrastes,

 

luz;

Compreender e respeitar as mudanças da arte de acordo com seu tempo e sua cultura.

Compreender a arte como manifestação cultural e valorizar tanto a arte popular como também a arte erudita.

Compreender os produtores de arte como agentes construtores da história e a importância da arte na vida do ser humano.

Conhecer e freqüentar fontes de informação relativa às artes visuais

Conhecer e freqüentar fontes de informação (livros, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, catálogos, televisão, cinema

e

outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER DANÇA

O fazer artístico em Dança

Conhecimento, experimentação e utilização expressiva do movimento e das formas de locomoção em situações cotidianas e em brincadeiras;

Conhecer e vivenciar várias formas de locomoção (arrastar, enrolar, engatinhar, etc) em situações cotidianas e em brincadeiras.

Compreender o funcionamento corporal e realizar várias formas de locomoção.

Utilização dos recursos de deslocamento e controle sobre o corpo e o movimento.

Propiciar a descoberta e exploração do movimento.

Participar de circuitos organizados pelo professor(a).

Compreensão dos elementos básicos da dança

Compreender os elementos básicos da dança: o movimento,

o

corpo e o ritmo.

Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.

Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas rítmicas como: (balança caixão, escravos de jó, cirandas, etc).

Criações e improvisos em dança.

Dançar, improvisar e recriar danças assistidas.

EIXO: FRUIR / APRECIAR - DANÇA

Apreciação estética em Dança

Artes

Orientações curriculares

33

 

4º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

Apreciação estética da dança.

 

Apreciar os diversos tipos de danças e seus produtores, coreógrafos e dançarinos(as) nos diferentes estilos, épocas e culturas.

EIXO: REFLETIR - DANÇA

 

Reflexão em Dança

 

Reflexão e contextualização histórica em dança.

 

Conhecer e refletir algumas danças de diferentes culturas, épocas e estilos.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

EIXO: PRODUZIR / FAZER MÚSICA

 

O fazer artístico em Musica

 

Utilização expressiva das qualidades dos sons e do silêncio em jogos, brincadeiras, criações e improvisações;

Participar de jogos e brincadeiras musicais que exporem as qualidades dos sons: (intensidade / sons fortes e piano, suaves) (altura / sons agudos e graves) (duração / sons curtos e longos) (timbre / diferentes tipos de sons humanos, de animais, de objetos e de instrumentos musicais).

Ouvir e cantar canções diversas.

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos.

Pesquisa de sons diversos com materiais variados.

 

Pesquisar e reproduzir sons diversos com materiais variados como (pedras, conchas, pedaços de madeira, etc.) e também sons retirados do próprio corpo (palmas, estalo de dedo, batida de pé, dentre outros).

 

Pesquisar e produzir sons naturais e sons culturais.

Construir instrumentos sonoros.

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países;

 

Participar de jogos e brincadeiras musicais. Improvisar sons, canções e dançar. Ouvir canções diversas. Cantar.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical;

memória musical;

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - MÚSICA

 

Apreciação estética em Música

 

Apreciação estética de músicas variadas.

 

Ouvir músicas de diversas culturas, épocas e estilos e ouvir os trabalhos realizados em sala de aula.

 

Assistir espetáculos musicais diversos em shows, apresentações de rua, etc.

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

Instrumentos: conhecer os vários tipos de instrumentos: de corda, de sopro, de percussão e eletrônico, Sugerimos um estudo mais aprofundado sobre instrumentos de sopro.

Artes

Orientações curriculares

34

 

4º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

EIXO: REFLETIR - MÚSICA

Reflexão em Música

Reflexão sobre as produções musicais em geral.

Refletir sobre as produções musicais em geral, os diferentes estilos épocas e culturas de músicas, sobre o próprio fazer musical, sobre as brincadeiras cantadas e os trabalhos musicais realizados.

Compreender a importância e influência da música na vida do ser humano.

Contextualização histórica em música

Escutar e refletir a música de diferentes culturas, épocas e estilos.

Fontes de informações;

Conhecer e freqüentar fontes de informação (conservatório, rádios, computador, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER TEATRO

O fazer artístico em Teatro

Criações e improvisações, a partir de jogos e brincadeiras.

Realizar jogos e brincadeiras que envolvam o faz-de-conta, as encenações, o improviso.

Experimentar e articular as expressões corporais, plástica e sonora.

Experimentação e articulação entre as expressões corporal, plástica e sonora.

Experimentar na improvisação estímulos diversos (temas, textos dramáticos, poéticos, jornalísticos, etc.) e também objetos, máscaras, situações físicas, imagens, etc.

Pesquisar, elaborar, fazer e utilizar cenário, figurino, maquiagem, adereços, objetos de cena, iluminação e som.

Utilização de materiais diversos.

Utilizar e confeccionar materiais diversos como: figurino, máscaras, cenário, adereços (chapéus, lenços e outros).

Confecção de bonecos de teatro

Confeccionar bonecos de teatro.

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - TEATRO

Apreciação estética em Teatro

Apreciação estética do teatro.

Apreciar peças teatrais de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas.

Conhecer os espaços cênicos da cidade;

 

Pesquisar e ler textos dramáticos e de fatos da história do teatro.

EIXO: REFLETIR - TEATRO

Reflexão em Teatro

Reflexão sobre os trabalhos realizados em sala de aula e sobre as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre os próprios trabalhos e as peças teatrais assistidas.

Contextualização histórica em teatro.

Conhecer

e

refletir

o

teatro

como

produto

cultural

em

diferentes contextos.

 

Fontes de informações;

Utilizar fontes de informações como: (teatros, escola de teatro, reportagens, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

Criação de personagens e de histórias em quadrinhos.

Criar personagens e histórias em quadrinhos.

 

Artes

Orientações curriculares

35

 

5º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

EIXO: PRODUZIR / FAZER ARTES VISUAIS

O fazer artístico em Artes Visuais

Conhecimento e utilização dos elementos das artes visuais;

Utilizar os elementos das artes visuais (ponto, linha, cor,

Experiências que envolvam a exploração dos sentidos.

textura, etc.) a partir de seu próprio repertório, por meio de desenhos, pinturas, colagens, modelagens, dentre outros;

Realizar experiências que envolvam a exploração dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição).

Fazer releitura de obras de arte.

 

Conhecer

as

cores

primárias

e

secundárias

e

realizar

trabalhos utilizando-as.

 

Fazer desenho de observação.

 

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

 

Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais;

Fazer trabalhos artísticos bidimensionais e tridimensionais.

Manipulação de materiais e suportes variados;

Explorar, aprofundar e utilizar as possibilidades oferecidas pelos materiais artísticos diversos (pincéis, giz de cera, lápis de cor, tinta, tesoura, cola, dentre outros).

Utilizar suportes variados (papéis de diferentes tamanhos, formas, cores e texturas).

Compreender as cores primárias, secundárias e realizar trabalhos artísticos utilizando-as.

Criação de personagens e de histórias em quadrinhos.

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - ARTES VISUAIS

Apreciação estética em Artes

Conhecimento da diversidade de modalidades artísticas, como: (desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros);

Conhecer a diversidade de modalidades artísticas, como desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros;

Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

 

Artes

Orientações curriculares

36

 

5º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVOS

Apreciação estética dos trabalhos artísticos;

Apreciar os próprios trabalhos artísticos, os trabalhos artísticos realizados pelos colegas, em sala de aula e por produtores de arte em geral.

Fazer visitas a museus, galerias, exposições e outros, para conhecer a obra original ou, caso isso não seja possível, trazer reproduções de obras de arte para dentro da sala de aula.

Fazer leitura de imagens (obras de arte, cartazes, propagandas, outdoors, catálogos, imagens televisivas, fotográficas, cinematográficas, etc.) a partir da observação, narração, descrição e interpretação;

Apreciar e estabelecer correlação das Artes Visuais com as experiências pessoais;

EIXO: REFLETIR - ARTES VISUAIS

Reflexão em Artes Visuais

Contextualização histórica em artes visuais.

Conhecer e refletir sobre algumas obras de arte e seus produtores de diferentes culturas, épocas e estilos.

Observar e refletir os elementos existentes na linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, textura, volume, contrastes, luz;

Compreender e respeitar as mudanças da arte de acordo com seu tempo e sua cultura.

Compreender a arte como manifestação cultural e valorizar tanto a arte popular como também a arte erudita.

Compreender os produtores de arte como agentes construtores da história e a importância da arte na vida do ser humano.

Conhecer e freqüentar fontes de informação relativa às artes visuais

Conhecer e freqüentar fontes de informação (livros, computador, biblioteca, videoteca, enciclopédias, catálogos, televisão e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER DANÇA

O fazer artístico em Dança

Conhecimento, experimentação e utilização expressiva do movimento e das formas de locomoção em situações cotidianas e em brincadeiras;

Conhecer e vivenciar várias formas de locomoção (arrastar, enrolar, engatinhar, etc) em situações cotidianas e em brincadeiras.

Compreender o funcionamento corporal e realizar várias formas de locomoção.

Utilização dos recursos de deslocamento e controle sobre o corpo e o movimento.

Propiciar a descoberta e exploração do movimento.

Participar de circuitos organizados pelo professor(a).

Compreensão dos elementos básicos da dança

Compreender os elementos básicos da dança: o movimento, o corpo e o ritmo.

Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.

Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas rítmicas como: (balança caixão, escravos de jó, cirandas, etc).

Criações e improvisos em dança.

Dançar, improvisar e recriar danças assistidas.

EIXO: FRUIR / APRECIAR - DANÇA

Apreciação estética em Dança

Artes

Orientações curriculares

37

 

5º ANO

 

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

Apreciação estética da dança.

 

Apreciar os diversos tipos de danças e seus produtores, coreógrafos e dançarinos (as) nos diferentes estilos, épocas e culturas.

EIXO: REFLETIR - DANÇA

 

Reflexão em Dança

 

Reflexão e contextualização histórica em dança.

 

Conhecer e refletir algumas danças de diferentes culturas, épocas e estilos.

Conhecer

e

freqüentar

fontes

de

informação

relativa

à

Conhecer e freqüentar fontes de informação (escola de dança, apresentações em locais públicos, Internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, enciclopédias, televisão, cinema e outros).

dança.

EIXO: PRODUZIR / FAZER MÚSICA

 

O fazer artístico em Musica

 

Utilização expressiva das qualidades dos sons e do silêncio em jogos, brincadeiras, criações e improvisações;

Participar de jogos e brincadeiras musicais que exporem as qualidades dos sons: (intensidade / sons fortes e piano, suaves) (altura / sons agudos e graves) (duração / sons curtos e longos) (timbre / diferentes tipos de sons humanos, de animais, de objetos e de instrumentos musicais).

Ouvir e cantar canções diversas.

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos.

Pesquisa de sons diversos com materiais variados.

 

Pesquisar e reproduzir sons diversos com materiais variados como (pedras, conchas, pedaços de madeira, etc.) e também sons retirados do próprio corpo (palmas, estalo de dedo, batida de pé, dentre outros).

 

Pesquisar e produzir sons naturais e sons culturais.

Construir instrumentos sonoros.

Conhecimento e audição de canções diversas;

 

Conhecer, ouvir e cantar canções diversas de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas tanto da produção brasileira como também a de outros países;

 

Participar de jogos e brincadeiras musicais. Improvisar sons, canções e dançar. Ouvir canções diversas. Cantar.

Criação

de

repertório

de

canções

para

desenvolver

a

Cantar com espontaneidade, expressividade e acompanhar diferentes ritmos, para desenvolver a memória musical;

memória musical;

 

8. EIXO: FRUIR / APRECIAR - MÚSICA

 

Apreciação estética em Música

 

Apreciação estética de músicas variadas.

 

Ouvir músicas de diversas culturas, épocas e estilos e ouvir os trabalhos realizados em sala de aula.

 

Assistir espetáculos musicais diversos em shows, nas ruas, etc.

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

Instrumentos: conhecer os vários tipos de instrumentos: de corda, de sopro, de percussão e eletrônico, Sugerimos um estudo mais aprofundado sobre instrumentos eletrônicos.

Artes

Orientações curriculares

38

 

5º ANO

CONTEÚDOS

 

OBJETIVOS

 

EIXO: REFLETIR - MÚSICA

Reflexão em Música

Reflexão sobre as produções musicais em geral.

Refletir sobre as produções musicais em geral, os diferentes estilos épocas e culturas de músicas, sobre o próprio fazer musical, sobre as brincadeiras cantadas e os trabalhos musicais realizados.

Compreender a importância e influência da música na vida do ser humano.

Contextualização histórica em música

Escutar e refletir a música de diferentes culturas, épocas e estilos.

Fontes de informações;

Conhecer e freqüentar fontes de informação (conservatório, rádios, computador, biblioteca, videoteca, DVDteca, televisão, cinema e outros).

EIXO: PRODUZIR / FAZER TEATRO

O fazer artístico em Teatro

Criações e improvisações, a partir de jogos e brincadeiras.

Realizar jogos e brincadeiras que envolvam o faz-de-conta, as encenações, o improviso.

Experimentar e articular as expressões corporais, plástica e sonora.

Experimentação e articulação entre as expressões corporal, plástica e sonora.

Experimentar na improvisação estímulos diversos (temas, textos dramáticos, poéticos, jornalísticos, etc.) e também objetos, máscaras, situações físicas, imagens, etc.

Pesquisar, elaborar, fazer e utilizar cenário, figurino, maquiagem, adereços, objetos de cena, iluminação e som.

Criar textos e encenar com o grupo.

 

Utilização de materiais diversos.

Utilizar e confeccionar materiais diversos como: figurino, máscaras, cenário, adereços (chapéus, lenços e outros).

Confecção de bonecos de teatro

Confeccionar bonecos de teatro.

 

EIXO: FRUIR / APRECIAR - TEATRO

Apreciação estética em Teatro

Apreciação estética do teatro.

Apreciar peças teatrais de diferentes gêneros, estilos, épocas e culturas.

Conhecer os espaços cênicos da cidade;

 

Pesquisar e ler textos dramáticos e de fatos da história do teatro.

12. EIXO: REFLETIR - TEATRO

Reflexão em Teatro

Reflexão sobre os trabalhos realizados em sala de aula e sobre as peças teatrais assistidas.

Refletir sobre os próprios trabalhos e as peças teatrais assistidas.

Contextualização histórica em teatro.

Conhecer

e

refletir

o

teatro

como

produto

cultural

em

diferentes contextos.

 

Fontes de informações;

Utilizar fontes de informações como: (teatros, escola de teatro, reportagens, computador, biblioteca, videoteca, enciclopédias, catálogos, televisão e outros).

Artes

Orientações curriculares

39

Procedimentos didáticos gerais: (1º ano ao 5º ano)

Artes Visuais

EIXO: PRODUZIR / FAZER

Elementos da linguagem visual: Os elementos das artes visuais são (linha, ponto, : Os elementos das artes visuais são (linha, ponto,

forma, textura, cor, volume, plano, luz, ritmo, movimento, equilíbrio). Sugestão: trabalhar com experimentações diversas, utilizando variados materiais e suportes de tamanhos, cores, formas e texturas diversas. Fazer trabalhos com tintas, giz de cera, carvão, lápis de cor, colagens, dentre outros. Explorar os sentidos (audição, tato, paladar e visão), por exemplo, para sentir diferentes texturas, nada melhor do que utilizar o tato para percebê-las e assim por diante.

Composições visuais: Diz respeito a trabalhos artísticos relativos às artes visuais Diz respeito a trabalhos artísticos relativos às artes visuais

(desenho, pintura, gravura, colagem, modelagem, construções com sucatas, trabalhos com imagens fotográficas, televisivas, cinematográficas, virtuais, etc).

Trabalhos Bidimensionais: C omposições que tenham duas dimensões. São : Composições que tenham duas dimensões. São

trabalhos que têm comprimento e largura, que são vistos geralmente de frente como o desenho, pintura, fotografia, etc.

Trabalhos Tridimensionais: Composições que tenham três dimensões: comprimento, : Composições que tenham três dimensões: comprimento,

largura e altura. São trabalhos que têm altura, largura, profundidade, volumes, côncavos, convexos, partes vazadas, que podem ser vistos por todos os ângulos como a escultura, modelagem, construções com sucata, instalação, etc.

Artes

Orientações curriculares

40

Materiais: O professor deve proporcionar ao aluno a utilização de materiais diversos. O professor deve proporcionar ao aluno a utilização de materiais diversos.

Em uma aula de pintura, principalmente nos anos iniciais, sugerimos que o professor deixe seus alunos experimentarem as tintas para descobrirem sozinhos, a partir de misturas, novas cores, sem ter a preocupação de ensinar o que são cores primárias e cores secundárias. Deixar que a própria criança perceba que na mistura de cores se obtém outras cores. Ensinar o que são cores primárias e secundárias a partir do 3º ano.

Suportes diversos: O suporte é o local onde são feitos os trabalhos artísticos, a : O suporte é o local onde são feitos os trabalhos artísticos, a

superfície, por exemplo: quadros, parede, muro, cartazes, fotografia, cartões etc.; As crianças, quando pequenas, utilizam muito o próprio corpo como suporte, a parede da sala, o chão, dentre outros.

Desenhos:

Desenhos Espontâneos: O aluno é quem determina o que vai realizar graficamente O aluno é quem determina o que vai realizar graficamente

(desenhar), segundo interesses e preocupações;

Desenhos de História: O professor lê uma história para a criança e pede para que : O professor lê uma história para a criança e pede para que

ela simbolize a história por intermédio do desenho;

Desenhos de Vivência: D esenho como registro de experiência é uma atividade que : Desenho como registro de experiência é uma atividade que

possibilitará à criança documentar vivências;

Desenhos com Tema: A partir de um tema, pré-determinado pelo professor, por A partir de um tema, pré-determinado pelo professor, por

exemplo, o circo, o aluno fará seu trabalho;

Desenhos de Memória: Representar algo, um objeto, que não esteja servindo de : Representar algo, um objeto, que não esteja servindo de

modelo, representá-lo por intermédio da lembrança, por exemplo, desenhe o quintal de sua casa;

Desenhos de Observação: Colocar um objeto sobre uma mesa, cadeira ou outro : Colocar um objeto sobre uma mesa, cadeira ou outro

lugar e pedir que os alunos o observem e o copie. Os desenhos ficarão diferentes, pois estarão em ângulos diferentes.

Desenho Cego: Em duplas uma criança copia a outra, primeiro uma serve de modelo : Em duplas uma criança copia a outra, primeiro uma serve de modelo

e a outra copia, depois se invertem os papéis, quem serviu de modelo, copia e quem copiou, serve de modelo. O detalhe é que no desenho cego, a criança não pode tirar o lápis do papel, nem apagar o desenho, ela olha para o contorno do seu par e vai conduzindo o lápis conforme percebe o contorno. É um desenho rápido, que deve acontecer sem a preocupação da cópia fiel e do erro

Pinturas:

Experiências com cor: Confeccionar tintas com elementos diversos da natureza : Confeccionar tintas com elementos diversos da natureza

e/ou industrializados como (condimentos, pigmentos, folhas, terra, flores, coloral, chá,

Artes

Orientações curriculares

41

beterraba e outros). OBS: Nas primeiras aulas de pintura, ao realizar uma atividade o aluno estará mais interessado na experimentação, no manuseio, na novidade, do que

no trabalho em si, o professor não deve ter grandes expectativas em relação a essa

primeira aula. Deixe-o explorar a vontade, ter familiaridade com o material, para depois, lançar sua proposta. Ensine seus alunos a manusearem de forma correta os materiais.

Cores Primárias: São cores puras que combinadas entre si, de duas em duas, dão : São cores puras que combinadas entre si, de duas em duas, dão

origem às demais cores (vermelho/magenta amarelo e azul). Conhecer cores primárias.

O professor pode propor que façam um desenho e/ou pintura, só utilizando cores

primárias, apresentar obras onde o pintor só utilizou cores primárias. O artista abstracionista Piet Mondrian utilizava em seus trabalhos cores primárias contornadas de

preto; Apresentar obras para os alunos e pedir que eles classifiquem quais cores predominam mais, as primárias ou as secundárias?

Cores Secundárias: Compreender as cores secundárias e realizar trabalhos : Compreender as cores secundárias e realizar trabalhos

artísticos utilizando-as. As cores secundárias se dão na mistura de duas cores primárias. Por exemplo:

(fazer uma tabelinha disto, mais ou menos do jeito que estou sugerindo abaixo)

azul + vermelho= roxo

azul + amarelo= verde

vermelho + amarelo= laranja.

Releitura : Fazer releitura de obras de arte: Releitura é ler novamente. Fazer uma eleitura: Fazer releitura de obras de arte: Releitura é ler novamente. Fazer uma

releitura de obra de arte é refazê-la, segundo a visão de quem a refaz, segundo seu estilo (seu jeito). Reler uma obra de arte é reinterpretá-la, é refazê-la, releitura é criação, não é cópia.

História em quadrinhos: Criação de personagens por intermédio do (desenho, : Criação de personagens por intermédio do (desenho,

pintura, massinha de modelar, papel machê, etc) e criação de histórias em quadrinhos. Outra sugestão é entregar uma tira (charge) curta de no máximo 4 quadrinhos, retirar o final e deixar que o aluno invente e desenhe um final para ela.

EIXO: APRECIAR / FRUIR

Apreciar: Conhecer e apreciar diversidade de modalidades artísticas, como: Conhecer e apreciar diversidade de modalidades artísticas, como:

(desenhos, pinturas, gravura, instalações, esculturas, fotografias, colagens, cinema, dentre outros). A apreciação em artes visuais diz respeito às leituras de imagens diversas (cartazes, cartões, outdoors, revistas, obras de arte, imagens televisivas,

cinematográficas, computadorizada, etc). O professor deve eleger imagens variadas e que sejam significativas às crianças, onde elas estabeleçam relações com o seu universo. Em relação às obras de arte deve ser levado em conta o sentido narrativo que

os alunos atribuem a elas. É aconselhável que os alunos sejam livres nas suas leituras,

Artes

Orientações curriculares

42

que possam tecer os comentários que quiserem e também, que todos do grupo participem.

Visitas: Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc. Realizar visitas a museus, galerias, exposições etc.

Entrevistas: Elaborar (com auxílio do professor), principalmente nos anos iniciais, Elaborar (com auxílio do professor), principalmente nos anos iniciais,

entrevistas com artistas visuais - locais ou regionais ou nacionais ou internacionais (pintores, escultores, ceramistas, gravadores, fotógrafos dentre outros).

Mural Cultural: Confeccionar para apreciação, conhecimento e reflexão um mural Confeccionar para apreciação, conhecimento e reflexão um mural

cultural, com recortes de jornal, revista, convites, catálogos e outros, onde o aluno trará de casa ou pesquisará na biblioteca, eventos culturais que estão acontecendo em sua cidade ou estado, sobre eventos artísticos em geral: espetáculos de danças, concertos musicais, espetáculos de teatro, exposições, apresentações circenses dentre outros.

Espaços: Conhecer os espaços culturais da cidade como galerias, salões de Conhecer os espaços culturais da cidade como galerias, salões de

exposições, museus, teatros, dentre outros;

Leitura de imagem: Ao ler uma imagem, o espectador/ leitor, no caso o aluno, deve Ao ler uma imagem, o espectador/ leitor, no caso o aluno, deve

observá-la atentamente, perceber detalhes, nuances, descrevê-la, decompô-la. Nesta leitura o aluno deverá perceber cores, formas, texturas, temática, os sentimentos que a imagem lhe provoca, a técnica utilizada dentre outros. Em uma aula de Artes, a leitura deverá ser de preferência, oral e o professor deverá ouvir a criança e respeitar sua interpretação. Aliás, o professor deverá ser mais um ouvinte do que um participante, ele deverá fazer intervenções, nos momentos oportunos, instigando os alunos a refletirem mais sobre a obra analisada, caso a leitura esteja sendo muito rápida ou com pouca participação.

Fio condutor: Fazer a leitura de duas ou mais obras de arte, estabelecer um paralelo Fazer a leitura de duas ou mais obras de arte, estabelecer um paralelo

entre elas, isto é, trabalhar com algumas obras simultaneamente, fazer analogias entre elas procurando encontrar um fio condutor, algo que elas têm em comum, por exemplo:

obras que abordam a mesma temática, como: (mulher - em estilos e épocas diferentes) para que os alunos possam fazer associações e refletirem sobre os diferentes estilos, épocas e culturas.

Aulas extraclasses: A leitura de obra de arte ou apreciação estética pode ser A leitura de obra de arte ou apreciação estética pode ser

também, na ida a museus, galerias, exposições etc. Essa proposta deve estar de acordo com a realidade da escola, com suas possibilidades. Caso a escola não tenha disponibilidade e/ou condições para fazer essas visitas extraclasses, o professor pode trazer manifestações artísticas diversas, para sala de aula e apresentá-la por intermédio de:fitas de vídeos, DVDs, TV, cartazes, cartões, convites, recortes de jornais e outros. Dessa forma o professor possibilita que seus alunos saibam sobre os eventos culturais de sua cidade, os locais onde esses eventos acontecem, inserindo-os assim, em seu contexto cultural.

Artes

Orientações curriculares

43

Leitura do Trabalho: apreciação do próprio trabalho, diz respeito à leitura desses apreciação do próprio trabalho, diz respeito à leitura desses

trabalhos, isto é: o aluno mostra seu trabalho à turma, comenta como o fez, quais

materiais utilizou, se foi prazeroso ou não, porque escolheu determinado tema, enfim, descreve seu processo de criação. Todos os trabalhos deverão ser expostos e lidos, mesmo os que “fugiram” da proposta lançada, esse será o momento, de reflexão sobre

o trabalho, sobre o fazer artístico, principalmente para aquele aluno que fugiu da

proposta, e também, do professor constatar se realmente ele “fugiu” ou não da proposta, pois a criança tem uma lógica, um jeito de pensar diferente da lógica dos adultos, muitas vezes ele não fugiu do tema, apenas o interpretou de forma diferente dos demais, é também uma oportunidade rica do professor conhecer melhor seu aluno

e estabelecer um vinculo afetivo entre professor e alunos. Para que a leitura dos

trabalhos aconteça, o professor, ao final das atividades, deverá expor os trabalhos, em algum local ou então pedir que apresentem os trabalhos indo à frente da sala, no próprio lugar ou em rodas de conversas que são chamadas de rodas de apreciação.

EIXO: REFLETIR

Reflexão: Durante o fazer artístico e a leitura dos próprios trabalhos e de obras de Durante o fazer artístico e a leitura dos próprios trabalhos e de obras de

arte, o professor deve provocar seus alunos, no sentido de refletirem sobre a obra de arte, seu produtor o contexto em que este artista viveu, dentre outras. A abordagem do professor deve despertar a curiosidade em seu aluno e não forçá-lo ao acúmulo de informações históricas, pois o objetivo de uma leitura de obra, nessa fase, é estimular a fruição, a apreciação e a percepção, de diferentes formas, cores, texturas, tamanhos, oportunizando-os desta forma, a ter contato com a arte, enfim, apresentar obras de arte para conhecimento, apreciação e reflexão.

Mudanças da arte: o professor que articula o conteúdo de Artes entre produzir, fruir, o professor que articula o conteúdo de Artes entre produzir, fruir,

refletir juntamente com o contextualizar, certamente proporcionará uma aula mais significativa a seus alunos. Isto quer dizer: o professor lança a proposta, seu aluno a executa, comenta e ouve os comentários dos colegas sobre o que foi realizado em sala de aula, em seguida, o professor apresenta uma obra de arte, que tenha alguma relação com o que foi feito, fornece informações sobre a obra apresentada, os alunos apreciam

e fazem associações entre os trabalhos realizados e a obra, enfim, uma aula

contextualizada. Essa aula certamente estimulará à reflexão e valorização em relação à arte, a compreensão das mudanças da arte de acordo com o seu tempo e sua cultura, o entendimento sobre as diversidades culturais e os diferentes tipos de arte e sua importância na vida do seu humano.

Refletir o fazer: o aluno também reflete durante o seu fazer, por exemplo, quando o o aluno também reflete durante o seu fazer, por exemplo, quando o

aluno está realizando um trabalho de colagem ou modelagem ou pintura ou qualquer outra modalidade, certamente ele estará refletindo sobre seu trabalho, sobre a organização dos elementos no suporte, sobre cores que irá utilizar dentre outros.

Artes

Orientações curriculares

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Portanto o eixo Refletir articula-se tanto com o eixo Apreciar como também com o eixo Produzir.

Contextualizar: Ao refletir e apreciar, determinadas manifestações artísticas de artes Ao refletir e apreciar, determinadas manifestações artísticas de artes

visuais, danças, músicas e teatro em contextos variados e sobre seus produtores, o professor e a turma estarão se remetendo ao contexto em que as manifestações aconteceram e trazendo informações sobre essas manifestações para o contexto da sala de aula, isto é, propiciará a classe, uma aula contextualizada, possibilitando assim, que os alunos façam associações entre seus trabalhos artísticos e essas manifestações artísticas diversas. Ao conhecer, apreciar e refletir variados tipos de manifestações artísticas de diferentes lugares, épocas e culturas, o aluno certamente entenderá a arte como produto cultural.

Fontes de informação: Conhecer e freqüentar lugares onde poderão obter Conhecer e freqüentar lugares onde poderão obter

informações, para conhecimento e também para pesquisa, em ARTES VISUAIS, DANÇA, MÚSICA E TEATRO - (fotos, cartazes, internet, biblioteca, videoteca, DVDteca, catálogos, televisão, livros, cinema e outros registros. Conhecer escola de dança, de teatro, museus, galeria, conservatórios, etc).

Dança

EIXO: PRODUZIR / FAZER

Formas de Locomoção: Realizar várias formas de locomoção, por intermédio de Realizar várias formas de locomoção, por intermédio de

jogos e brincadeiras que envolvam (correr, pular, girar, subir nos objetos, etc). A sugestão de brincadeiras para os anos iniciais são: “segue mestre”, “pega-pega”, “dança das cadeiras” dentre outros. Explorar o espaço, pedindo que os alunos inventem seqüências de movimentos em forma de circuitos, colocando obstáculos, por exemplo:

passar debaixo das cadeiras, rolarem, passar por cima da mesa, etc. Esta atividade poderá ser desenvolvida em duplas ou grupos. As atividades coletivas proporcionam a oportunidade da criança se integrar ao grupo, experimentar a plasticidade de seu corpo, exercitar suas potencialidades motoras e expressivas.

Estruturas rítmicas: Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas Utilizar brincadeiras que possibilitem a percepção de estruturas

rítmicas, isto é, brincadeiras que integrem o movimento e o ritmo como: Escravos de Jô, Balança Caixão, Serra Serra Serrador, dentre outras.

Funções do corpo: Conhecer as funções do corpo, que são: proteção, movimento e Conhecer as funções do corpo, que são: proteção, movimento e

estrutura. A atividade de dança na escola estimula a compreensão da capacidade de movimento, mediante um maior entendimento de como o corpo funciona.

Artes

Orientações curriculares

45

Criações e improvisos: Dançar com música ou sem música, isto é, pedir que os Dançar com música ou sem música, isto é, pedir que os

alunos realizem movimentos acompanhando o ritmo de uma música ou executar movimentos sem música, e também, fazer pequenas apresentações de improviso.

Dramatização de situações: dramatizar movimentos de situações do cotidiano, por dramatizar movimentos de situações do cotidiano, por

exemplo, uma partida de futebol, o movimento das jogadas, a torcida comemorando, ou então, o professor pode ler uma pequena história que tenha várias ações, poderá também, contá-la de improviso, por exemplo: Um grupo de crianças se perdeu na floresta, começaram a caminhar lentamente, mas aos poucos seus passos foram acelerando até que ouviram um barulho e começaram correr, no meio do caminho, tiveram que pular um pedaço de tronco que impedia a passagem [

Espaço: Desenhar no chão uma linha reta e outra com muitas curvas, pedir que um a Desenhar no chão uma linha reta e outra com muitas curvas, pedir que um a

um os alunos passem por cima delas, observando bem o caminho que estão fazendo, tem diferença entre um e outro? Num segundo momento pedir que eles experimentem em seus corpos como seria se mover reto ou se mover em curvas.

Muito espaço, pouco espaço: desenhar três círculos no chão um bem grande um : desenhar três círculos no chão um bem grande um

dentro menor e outro menor ainda, pedir que as crianças dancem, fora de todos os circulo, dentro de um, dentro do segundo e dentro do terceiro, todos juntos, perguntar se houve diferença, por quê? É fácil se mover sem espaço? O que preferem? Em um segundo momento, sozinhos e espalhados pela sala, pedir que dancem da forma que quiserem, mas prestando atenção no espaço que ocupam, a professora vai dando o comando para entrarem, ora no círculo grande, ora no círculo pequeno.

Movimentos expressivos: Realizar atividades que envolvam a imaginação e a : Realizar atividades que envolvam a imaginação e a

criatividade que reiterem a importância do movimento para expressar e comunicar idéias e emoções. Criar e realizar movimentos com bastante expressividade.

EIXO: APRECIAR / FRUIR

Apreciação e Reflexão: Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em

dança, que seguem os mesmos padrões da apreciação e reflexão em artes visuais, isto é: ver, apreciar, assistir e refletir a diversos tipos de dança, em espetáculos, em apresentações de rua, na escola e outros locais. Essas apresentações deverão ser tanto ao vivo, como por intermédio de fitas de vídeo, DVDs, TV, cinema, etc., de acordo com as possibilidades e realidade da escola. Apreciar, refletir e opinar também, sobre os próprios trabalhos de dança e os trabalhos realizados pelos colegas de sala de aula.

Interferência de Instrumentos: Perceber a interferência de instrumentos em alguns Perceber a interferência de instrumentos em alguns

tipos de danças como: (castanholas, fitas, leques, etc.).

Música

Artes

EIXO: PRODUZIR / FAZER

Orientações curriculares

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Qualidades do som: As qualidades do som são: (sons graves e agudos – altura ) - As qualidades do som são: (sons graves e agudos altura) -

(longos e curtos duração) - (fortes e fracos intensidade) (diferentes sons: de objetos, das vozes humanas, dos animais e dos instrumentos timbre). Sugestão de atividade: vivenciar uma qualidade do som, a partir de uma brincadeira. O professor deverá utilizar a terminologia correta, no entanto, sem a preocupação com a memorização. Com crianças dos anos iniciais, é mais uma apresentação, é propiciar uma vivência músical, sensibilizá-la em relação à música. Por exemplo: Vamos brincar com a intensidade do som - Quanto eu bater forte no tambor vocês deverão se sentar e quando eu bater (fraco) o correto é falar piano, suave, no tambor, vocês deverão se levantar. Desta forma o aluno vivencia uma qualidade ou parâmetro do som (intensidade). Essa brincadeira seria um pré-requisito para uma aprendizagem futura, uma forma de introduzir um conteúdo e utilizar a terminologia correta de forma adequada e o mais importante, brincando.

Brincadeira do silêncio: Chamar a atenção dos alunos em relação aos sons, por Chamar a atenção dos alunos em relação aos sons, por

exemplo: o professor diz: Os sons estão em todas as partes. O carro que passa, os

animais, o trovão, as vozes das pessoas, o liquidificador, a televisão

ouvimos uma infinidade de sons. Mas

que você consegue ouvir o silêncio? Pedir que fiquem por alguns instantes em silêncio.

Em seguida anotem todos os sons que perceberam enquanto estavam em silêncio. Em outro momento o professor poderá fazer alguns questionamentos, como:

E o silêncio? Quais os lugares ou momentos em

Todo os dias nós

- Qual som estava mais distante?

- Qual som estava mais perto?

- Qual som era mais forte?

- Qual som era mais fraco?

- Qual som era mais estridente, mais fino?

- Qual som era mais grosso?

Enfim, trabalhar as qualidades dos sons.

Pesquisa de sons: Pesquisar e reproduzir diversos sons a partir de pesquisas de Pesquisar e reproduzir diversos sons a partir de pesquisas de

sons em diferentes objetos (pedaços de madeira, papel, pedras, água, garrafas, etc.) ou sons retirados do próprio corpo (bater palma, estalar o dedo, estalar a língua, bater os pés, etc).

Criações e improvisos: Criar sons, fazer improvisações, cantar e dançar : Criar sons, fazer improvisações, cantar e dançar

percebendo os sons e os ritmos existentes. Perceber e imitar os sons do meio circundante, de improviso, conforme o professor for determinado um som, como por exemplo, (som de chuva, de pessoas correndo, de veículos e outros) os alunos vão reproduzindo seus sons. Poderão também representar, em um segundo momento, além

Artes

Orientações curriculares

47

do som, o movimento, por exemplo: do cachorro imitar o som e o movimento do cachorro, desta forma, este será conteúdo de música, teatro e dança.

Brincadeiras e jogos: Participar de brincadeiras e jogos, criando sons e movimentos Participar de brincadeiras e jogos, criando sons e movimentos

próprios, por exemplo, separar em grupos, distribuir uma ficha a cada aluno, com uma imagem, de algum objeto, pessoas ou animais como - uma batedeira. Pedir ao grupo que imite o som e os movimentos desse objeto. OBS: Esse conteúdo é também, conteúdo de teatro e dança.

Seguir o pulso: Dado um pulso, ( que pode ser a batida no tambor ) os alunos em Dado um pulso, (que pode ser a batida no tambor) os alunos em

círculo deverão recitar seu nome. Em seqüência, a rodada seguinte deverá ser de 1º (o nome), 2º (uma palma), ou seja, um diz o nome e o seguinte, do círculo, bate uma palma. Próxima rodada: 1º, dizer o nome, o 2º bate palma e o 3º, dá um pulo (em seqüência). Passo seguinte: nome, palma, pulo, um gesto qualquer e assim por diante. Quanto maior a criança mais complexa a seqüência.

Explorar ritmos: Explorar ritmos internos (pulsação, batidas do coração) e externos Explorar ritmos internos (pulsação, batidas do coração) e externos

(ruídos que perceber ao seu redor).

Sentir o ritmo: Sentados em circulo, pedir que coloquem as mãos sobre o coração, e Sentados em circulo, pedir que coloquem as mãos sobre o coração, e

sinta as batidas, pedir que batam palmas no mesmo ritmo do coração, colocar uma musica com o ritmo bem marcado e pedir para que acompanhem batendo palmas, podem variar as palmas, batendo a mão no chão, no joelho, batendo o pé, batendo a mão com o colega.

Lento e rápido: Com as crianças espalhadas pela sala, pedir que sigam o comando : Com as crianças espalhadas pela sala, pedir que sigam o comando

de palmas da professora, para cada palma elas deverão fazer um movimento. Começar batendo palmas bem espaçadas depois ir aumentando o ritmo até ficar bem rápido, voltar ao lento e assim sucessivamente. Após a experiência com palmas apresentar uma musica lenta e uma rápida e pedir para que eles se movimentem de acordo com a música, sentar em circulo no final e conversar sobre a experiência.

Unindo os Fatores: (partes do corpo + espaço + ritmo): Propor que as crianças : (partes do corpo + espaço + ritmo): Propor que as crianças

movam uma parte do corpo em um espaço curvo num ritmo lento, deixar que elas experimentem por um instante e depois perguntar o que elas imaginaram com esses movimentos, passar essas imagens para o papel. Num segundo momento fazer: parte do corpo, espaço reto tempo lento, depois, parte do corpo espaço curvo, tempo rápido, e, parte do corpo espaço reto tempo rápido, e repetir a experiência da criação da imagem através do movimento. Pedir que cada aluno escolha a imagem que mais gostou e faça mais movimentos parecido com aquele, divida a sala em grupos com movimentos parecidos ou que agreguem os mesmos fatores, coloque uma musica e peça para que se movimentem todos juntos ou crie quadros, primeiro um grupo, depois o outro, essa é uma experiência de coreografia coletiva.

Artes

Orientações curriculares

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Criar Coreografias: A partir de uma coreografia assistida, o aluno seleciona alguns A partir de uma coreografia assistida, o aluno seleciona alguns

passos, que achar mais interessante, e cria novos passos, adaptando, dessa forma, passos que já existiam, com passos criados por ele.

Sonorizar histórias: Separados em dois grupos, explorar as possibilidades sonoras de Separados em dois grupos, explorar as possibilidades sonoras de

acordo com um determinado texto narrativo. Sonorizar a história utilizando sons (timbres) do próprio corpo. Cada grupo terá alguns minutos para ler o texto e sonorizá- lo. Logo após os ensaios, cada grupo deverá se apresentar aos demais grupos e os ouvintes deverão escutar a sonorização de costas (ênfase na audição e não na movimentação). Veja a seguir um exemplo de atividade de sonorização de histórias:

A história abaixo se encontra neste livro: IACOCCA, Liliana. Um Barulho da Cidade Coleção Toc Toc. São Paulo: Editora Ática, 2002.

Um barulho da cidade

Naquela manhã mamãe levou Bruno para um passeio até o parque. Bruno

gostava de andar na rua e observar tudo o que acontecia.

O edifício que estava construindo na esquina era tão alto que quase chegava nas

nuvens.

O

sinal estava fechado e eles tiveram que esperar na calçada.

Nossa, será que tem incêndio em algum lugar?

O

guarda foi muito gentil com eles.

Numa cidade grande tem sempre gente trabalhando.

No parque Bruno encontrou uma porção de amigos.

Sonorização de ImagemNo parque Bruno encontrou uma porção de amigos. - Apresentar duas obras de arte. Contextualizar as

- Apresentar duas obras de arte. Contextualizar as duas obras.

- Separar a turma em dois grupos, conversar sobre os elementos sonoros presentes nas obras.

- Explorar as possibilidades sonoras de acordo com a imagem.

- Criar um ambiente sonoro utilizando sons (timbres) do próprio corpo.

- Apresentar a sonorização para os colegas.

Classificar os sons: Classificar sons naturais (sons da natureza, canto dos pássaros, : Classificar sons naturais (sons da natureza, canto dos pássaros,

chuva, trovão, latido do cão, rio, etc.) e os sons culturais, que houve a interferência do ser humano para que existissem (sons de buzina, sirene, sino, carro, apito, etc.).

Artes

Orientações curriculares

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Cantar: cantar diferentes canções de diferentes formas (devagar/rápido, alto/baixo, cantar diferentes canções de diferentes formas (devagar/rápido, alto/baixo,

grosso/fino, etc.). Explorar diferentes timbres. Cantar e dançar acompanhando o ritmo da música;

Instrumentos: Conhecer alguns tipos de instrumentos e também, confeccionarem Conhecer alguns tipos de instrumentos e também, confeccionarem

alguns instrumentos. O professor deverá ter um local onde guardar alguns objetos como: pedrinhas, grãos, sementes, caixas, papéis, etc. Antes de começarem a confeccionar os instrumentos, por exemplo, um chocalho, o professor pode pedir que

seus alunos, em grupos, façam um trabalho de classificação e seriação dos elementos que irão utilizar: Classificação - pedrinhas para um lado, sementes para outro e assim sucessivamente, em seguida pode trabalhar também com a seriação. Seriação

o aluno continua a

pedrinha / semente / preguinhos pedrinha / semente / [

seqüência. Desta forma o professor trabalha conteúdos de matemática, antes de começarem conteúdos de música, propiciando a seus alunos uma aula interdisciplinar.

],

EIXO: APRECIAR / FRUIR

Apreciar e refletir: Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em música, Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em música,

que seguem os mesmos padrões da apreciação e reflexão em artes visuais, isto é:

ouvir, apreciar, assistir e refletir os diversos tipos de música, em espetáculos, em apresentações de rua, na escola e outros locais. Essas apresentações deverão ser tanto ao vivo, como por intermédio de fitas de vídeo, DVDs, TV, cinema, etc., de acordo com as possibilidades e realidade da escola. Apreciar, refletir e opinar também, sobre os próprios trabalhos musicais e os trabalhos realizados pelos colegas de sala de aula.

Músicas Variadas: Oportunizar o aluno a ouvir variados tipos de músicas, para que Oportunizar o aluno a ouvir variados tipos de músicas, para que

ele amplie seu repertório musical, apreciando músicas (popular, sertaneja, erudita/clássica e outras) e por fim, ouvir músicas de diversas culturas como, por exemplo: (indígena, espanhola, indiana e outras). Conhecer as letras das músicas e seus produtores.

Teatro

EIXO: PRODUZIR / FAZER

Elementos da linguagem teatral: ator, personagem, platéia, palco, sonoplastia, : ator, personagem, platéia, palco, sonoplastia,

cenário e outros.

Materiais: utilizar materiais diversos como figurino, máscaras, cenário, maquiagem, utilizar materiais diversos como figurino, máscaras, cenário, maquiagem,

adereços (chapéus, lenços e outros).

Artes

Orientações curriculares

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Jogos e brincadeiras: realizar jogos e brincadeiras a partir da narração de pequenas realizar jogos e brincadeiras a partir da narração de pequenas

histórias, lidas e/ou improvisadas pelo professor, que tenham algumas ações. Conforme o professor for narrando, os alunos vão encenando, por exemplo: Imaginem como é o recreio da escola ou então, encenem alguns acontecimentos deste recreio da escola, uma viagem de ônibus, um piquenique, um assalto, etc.Outra sugestão é imitar os sons, gestos e locomoção de certos animais. Brincar de “segue mestre”, etc. Este é também um conteúdo de dança.

Expressão gestual: esta atividade propõe o trabalho em duplas. Sentem-se com um esta atividade propõe o trabalho em duplas. Sentem-se com um

colega e pensem em uma situação para vocês representarem usando apenas os gestos. Por exemplo: Um está pedindo alguma coisa para o outro. Um vai chutar e o outro é o goleiro. Um está tentando vender alguma coisa para o outro. Pedir que os alunos apresentem aos colegas para que possam descobrir que cena criaram.

Jogos dramáticos: imitar um cego pedindo esmolas, uma lavadeira, etc., elaborar imitar um cego pedindo esmolas, uma lavadeira, etc., elaborar

gestos e falas para os personagens (exemplo: sons dos animais, sons da natureza, barulho de monstros, etc.).

Ações do cotidiano: criar e encenar ações a partir do próprio cotidiano (um cantor, criar e encenar ações a partir do próprio cotidiano (um cantor,

crianças brincando em um parque, jogo de futebol e outros), participar e desenvolver jogos dramáticos, pois eles são estímulos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades expressivas.

Linguagem corporal e verbal: Pedir aos alunos que se dividam em grupos de Pedir aos alunos que se dividam em grupos de

cinco elementos: Explique que um dos grupos atuará e os outros observarão.

- O primeiro grupo caminhará em ritmo normal pela classe, dizendo, em voz baixa,

uma frase previamente combinada, por exemplo: “Hoje é dia de festa”, “Parece que

vai chover” ou “Estou muito triste”!

- A frase é dita acompanhada de movimentos que levem à sua identificação.

- Os grupos que estão observando, mesmo que não ouçam a frase, devem perceber, pelos gestos, o sentimento nela expressado.

Jogo dos objetos perdidos – Desenvolver a observação, descrevendo um objeto em linguagem mímica. Desenvolver a observação, descrevendo um objeto em linguagem mímica.

- Trabalhe com toda a classe.

- Pedir ao aluno que diga o nome de quatro objetos que teriam sido perdidos: um chapéu, uma bengala, uma carta e um brinquedo, por exemplo.

- Proponha a todos que procurem os objetos e que, ao achá-los, inventem uma cena para demonstrar a situação de procurar e encontrar um objeto perdido.

- Um aluno que achou um chapéu, por exemplo, pode representar a seguinte cena:

“Uma velhinha faceira está sentada num banco de uma praça”. Ela adormece

e o vento leva seu chapéu para longe. Quando ela acorda, não acha o chapéu. Triste,

Artes

Orientações curriculares

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vai voltando para casa. No caminho, encontra outra velhinha com o seu chapéu. As

duas brigam. Aparece um guarda e, após grande discussão, consegue devolver o chapéu

à sua dona.

A cena envolve três alunos. O aluno que acha o objeto convida os colegas para

juntos criarem e apresentarem a cena para a classe.

Avaliação: Houve continuidade na história? O objeto perdido foi o elemento

central da representação? Em cena, as personagens foram logo identificadas? A

identificação deu-se pela postura? Pelo modo de andar? Pela expressão facial?

A representação do espaço foi adequada?

À visita - Expressão verbal e corporal - Desenvolver a observação a partir da visita a - Expressão verbal e corporal - Desenvolver a observação a partir da visita a

locais diversos.

- Escolha junto com as crianças, um local para uma visita: um parque, por exemplo. Determine que elementos do lugar devam ser observados.

verbalmente, as observações

realizadas.

-

Voltando

à

sala

de

aula,

os

alunos

relatarão

- Peça a eles que se organizem em grupos de quatro crianças e que reproduzam,

com o corpo, os elementos observados: uma árvore, um lago, um banco etc.

- A seguir, os alunos devem montar um mini espetáculo representando, na sala de

aula, o local visitado.

EIXO: APRECIAR / FRUIR

Apreciar e refletir: Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em teatro, que : Proporcionar ao aluno, uma apreciação e reflexão em teatro, que

seguem os mesmos padrões da apreciação e reflexão em artes visuais, isto é: ouvir,

apreciar, assistir e refletir os diversos tipos de gêneros teatrais, (teatro humano, de

bonecos, de sombra, etc.) de etilos, épocas e culturas diversas, assistir peças teatrais

em espetáculos, em apresentações de rua, na escola e outros locais. Essas

apresentações deverão ser tanto ao vivo, como por intermédio de fitas de vídeo, DVDs,

TV, cinema, etc., de acordo com as possibilidades e realidade da escola. Apreciar,

refletir e opinar também, sobre os próprios trabalhos de encenação e os trabalhos

realizados pelos colegas de sala de aula.

Visitas ao teatro: Conhecer os espaços cênicos da cidade e alguns grupos de teatro. Conhecer os espaços cênicos da cidade e alguns grupos de teatro.

Artes

Referências

Orientações curriculares

52

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