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Ano I • Nº 8 • Fevereiro 2000 • R$ 5,00

www.embalagemmarca.com.br

entrevista: roberto banfi, da sadia • logística – roubo de cargas


Carta do editor
Só beleza não põe a mesa
E n­can­tar o con­su­mi­
dor, di­fe­ren­ciar o pro­
du­to pela cor e pelo
de­sign, à atra­ção pelo visu­
al, ao pre­ço, a em­ba­la­gem
deve con­quis­tar quem faz
pro­pi­ciar bar­rei­ra ade­qua­
da à per­da ou à entrada de
aro­mas, por exem­plo, a
bri­lho, cau­sar im­pac­to no a com­pra e paga. Tra­ta-se pos­si­bi­li­da­de de re­jei­ção
pon­to-de-ven­da. . . Es­ses e de uma de­ci­são ra­cio­nal. do alimento au­men­ta. Se
in­con­tá­veis ou­tros con­cei­ Mas, do ân­gu­lo da de­ci­são não ti­ver bar­rei­ra à gordu­
tos mer­ca­do­ló­gi­cos são emo­cio­nal, cha­me­mos ra, trans­for­ma-se numa
re­cor­ren­tes em pa­les­tras, as­sim, quem de­ci­de é quem es­pé­cie de ímã ou es­pon­ja
se­mi­ná­rios e li­vros em que con­so­me – no caso, cães e para poei­ra no pon­to-de-
o tema em­ba­la­gem é abor­ ga­tos. Aí sim, mais do que ven­da, ma­tan­do o po­der de
da­do. A re­por­ta­gem de capa em qual­quer segmento, atra­ção do belo de­sign fei­
des­ta edi­ção, fei­ta por Gui­ pode-se fa­lar em mar­ke­ to no com­pu­ta­dor. Aí,
lher­me Ka­mio, co­lo­ca em ting sen­so­rial. Es­ses ani­ quem re­jei­ta é quem com­
pau­ta um tema que pa­re­ce mais, como às vezes fa­zem pra. Se a em­ba­la­gem não é
não ser le­va­do na de­vi­da os se­res hu­ma­nos, só que­ re­sis­ten­te na mo­vi­men­ta­
con­ta em pro­je­tos de em­ba­ rem o que é bom. Têm faro ção e no trans­por­te, o cus­to
la­gem de ra­ções para ani­ e pa­la­dar apu­ra­dís­si­mos e au­men­ta. São mui­tas,
mais de es­ti­ma­ção. A ques­ não se dei­xam en­ga­nar en­fim, as pos­si­bi­li­da­des de
tão é: a quem a em­ba­la­gem ape­nas pelo as­pec­to do que per­da – e por­tan­to, as opor­
deve aten­der, ao bi­cho ou lhes ser­vem. tu­ni­da­des de ga­nho.
ao dono do bi­cho? Não adian­ta a em­ba­la­gem
É cla­ro que, quan­to ao ser ape­nas bo­ni­ta. Se não Wilson Palhares
Espaço aberto
uti­li­zar Em­ba­la­gem­Mar­ca como de­di­ca­das a esta im­por­tan­te em­ba­
fon­te de pes­qui­sa. Vo­cês es­tão efe­ la­gem.
tuan­do um tra­ba­lho de ex­tre­ma Mi­rel­la Lan­cel­lot­ti Del Prio­re
com­pe­tên­cia e se­rie­da­de. Su­ces­so Ana­lis­ta de mercado
em 2000. Al­can Alu­mí­nios do Bra­sil
Luiz Pa­trí­cio Bar­bo­sa Jú­nior São Pau­lo – SP
Bras­pack
Ipo­ju­ca – PE A re­da­ção agra­de­ce o elo­gio e a cor­

A pro­vei­to a opor­tu­ni­da­de para


pa­ra­be­ni­zá-los pela qua­li­da­de das
re­ção da in­for­ma­ção so­bre o merca­
do de cer­ve­ja. Quan­to ao es­pa­ço
de­di­ca­do ao se­tor de alu­mí­nio, in­for­

M ais uma vez, vo­cês es­tão de


pa­ra­béns. É a pri­mei­ra vez que re­ce­
in­for­ma­ções de Em­ba­la­gem­Mar­
ca. Sou de­sig­ner e tra­ba­lho na área
de de­sen­vol­vi­men­to de produtos e
ma­mos que foi pro­por­cio­nal às res­
pos­tas da­das ao ques­tio­ná­rio en­via­
do às em­pre­sas para a ela­bo­ra­ção da
bo uma re­vis­ta com capa me­ta­li­za­ embalagens, por­tan­to te­nho a ne­ces­ re­por­ta­gem.
da (Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a nº7). Ela é
tão in­te­res­san­te que a man­do re­gu­
la­rmen­te para os Es­ta­dos Uni­dos,
si­da­de de bus­car cons­tan­te­men­te
in­for­ma­ções que me au­xi­liem no
meu tra­ba­lho, e a re­vis­ta, de fato,
C om­ple­men­tan­do a ma­té­ria
“Pers­pec­ti­vas 2000”, este ano o
para meu pes­soal que fala por­tu­guês me aju­da mui­to. se­tor de embalagens es­ta­rá for­te­
e que co­nhe­ce o Bra­sil. Con­ti­nuem Ma­ria Isa­bel de Oli­vei­ra men­te en­vol­vi­do com ques­tões
no bom ca­mi­nho que vo­cês es­tão De­sig­ner am­bien­tais. A ex­pres­são “sour­ce
tri­lhan­do. Mui­to su­ces­so em 2000. Krys Belt do Bra­sil re­duc­tion” ga­nha for­ça se­guin­do a
Ar­nold Die­sen­druck Lon­dri­na – PR ten­dên­cia in­ter­na­cio­nal de re­du­zir
Ar­nold Com
São Pau­lo – SP A s re­por­ta­gens de Em­ba­la­gem­
cada vez mais o peso das embala­
gens. Além dis­to, po­de­mos sen­tir

N a qua­li­da­de de lí­de­res mun­diais


na fa­bri­ca­ção de pa­péis téc­ni­cos e
Marc ­ a são real­men­te mui­to com­
ple­tas. Pa­ra­béns.
Sil­va­na Reis
uma gran­de mo­vi­men­ta­ção da
in­dús­tria e de seus re­pre­sen­tan­tes
vi­san­do ao maior rea­pro­vei­ta­men­to
es­pe­ciais, en­tre os quais pa­péis para Ge­ren­te de ne­gó­cios das embalagens pós con­su­mo. A
ró­tu­los e embalagens fle­xí­veis, gos­ Cro­da do Bra­sil ex­pec­ta­ti­va para este ano é de que o
ta­ria de pa­ra­be­ni­zar a sua re­vis­ta Cam­pi­nas – SP con­su­mi­dor se cons­cien­ti­ze de seu
não só pela qua­li­da­de dos tex­tos
como tam­bém pela linha edi­to­rial.
Se­gu­ra­men­te sua re­vis­ta me man­te­
P a­ra­béns pelo ar­ti­go “Pers­pec­ti­
vas 2000” (Em­ba­la­gem­Mar­ca 7),
im­por­tan­te pa­pel no elo da re­ci­cla­
gem, dis­pon­do cor­re­ta­men­te as
embalagens após o seu uso.
rá atua­li­za­do quan­to às ten­dên­cias que faz uma boa aná­li­se dos di­ver­ Lu­cia­na Pel­le­gri­no
de mercado. sos se­to­res. Coor­de­na­do­ra de Meio Am­bien­te
An­to­nio Ri­bei­ro Mar­cos Sil­vei­ra ABRE - Associação Brasileira de
Di­re­tor-ge­ral Pa­vax Co­mér­cio e Em­ba­la­gem
Ahls­trom Pa­per Group do Bra­sil Re­pre­sen­ta­ções Ltda São Pau­lo - SP

G
São Pau­lo – SP

os­ta­ria de pa­ra­be­ni­zá-los pela L


Ba­rue­ri – SP

i a úl­ti­ma edi­ção de Em­ba­la­


P
Emb
a­ra­béns por man­ter o ní­vel.
­ a­la­gem­Mar­ca con­ti­nua ex­ce­
ex­ce­len­te re­vis­ta, que é mui­to útil gem­Mar­ca, que está sim­ples­men­te len­te. Su­ces­so sem­pre.
para o meu tra­ba­lho. de­mais. Po­rém, en­con­trei al­guns José An­to­nio Cor­ral Dias
Vera Ro­dri­gues Pias­si da­dos que não ba­tem com mi­nhas Ge­ren­te de de­sen­vol­vi­men­to
Se­brae in­for­ma­ções. Te­lex­pel – In­dus­trial Ltda
Goiâ­nia – GO 1 – Pá­gi­na 18 – segundo a Niel­sen, São Pau­lo – SP

P a­ra­be­ni­zo a to­dos que fa­zem


esta re­vis­ta pela qua­li­da­de e pro­fun­
a lata de alu­mí­nio pos­sui 22% e não
18% do mercado de cer­ve­jas, como
foi pu­bli­ca­do.
A do­rei o site de vo­cês e achei
mui­to in­te­res­san­te o con­teú­do da
di­da­de das in­for­ma­ções que são 2 – Pá­gi­na 21 – achei que vo­cês re­vis­ta.
apre­sen­ta­das em suas re­por­ta­gens. de­ram pou­ca im­por­tân­cia à lata de Re­na­ta Kao­ru Ta­ka­ta
Tais ca­rac­te­rís­ti­cas me per­mi­tem alu­mí­nio, pois poucas li­nhas fo­ram São Pau­lo – SP
4 – embalagemmarca • fev 2000
G os­ta­ría­mos de es­trei­tar o re­la­
cio­na­men­to en­tre nos­sa empresa e
im­por­tân­cia para to­mar­mos no­vas
de­ci­sões de co­mer­cia­li­za­ção jun­to
fa­mí­lia das embalagens plás­ti­cas e
va­lo­ri­zou aque­las trans­pa­ren­tes das
esta con­cei­tua­da re­vis­ta. No final aos nos­sos clien­tes e for­ne­ce­do­res. quais o PVC foi o pio­nei­ro e con­ti­
de março, a Akza Ltda pro­mo­verá o Em Re­ci­fe, a re­vis­ta é lei­tu­ra men­ nua de­sen­vol­ven­do mercados cada
se­mi­ná­rio “Re­vo­lu­ção no mun­do sal não só de pro­fis­sio­nais, mas vez mais di­ver­si­fi­ca­dos. Gos­ta­ría­
da em­ba­la­gem: se­gu­ran­ça na tam­bém de es­tu­dan­tes re­cém-for­ mos de ver Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­a
em­ba­la­gem pri­má­ria”. Se­ria mui­to ma­dos que atuam em di­ver­sos seg­ re­co­nhe­cen­do o valor de cada um
in­te­res­san­te se Emb­ al
­ agem­Marc ­a men­tos li­ga­dos a em­ba­la­gem. dos ma­te­riais, in­clu­si­ve o PVC, por
pu­des­se pu­bli­car algo so­bre o even­ Igor Ar­chi­po­vas mais que sua pre­fe­rên­cia pelo PET
to, pois cre­mos que o es­ta­re­mos Con­cept Pla­nejamento em seja ní­ti­da, e co­lo­ca­mo-nos à dis­po­
di­vul­gan­do da me­lhor ma­nei­ra pos­ Marketing e Comunicação si­ção para aju­dá-los nes­sa in­te­res­
sí­vel, haja vis­to a pe­ne­tra­ção da Re­ci­fe – PE san­te ta­re­fa.
re­vis­ta na in­dús­tria far­ma­cêu­ti­ca,
que é nos­so pú­bli­co-alvo.
Ro­se­mary Car­va­lho Tei­xei­ra
F o­mos brin­da­dos na edi­ção de
de­zem­bro com a re­por­ta­gem “Tec­
Alain J. M. Bes­se
Di­re­tor su­pe­rin­ten­den­te
Rio­nil Com­pos­tos Vi­ní­li­cos Ltda
Akza Ltda no­lo­gia em car­gas”, uma vez que Rio de Ja­nei­ro – RJ
São Pau­lo – SP coin­ci­diu com a ins­ta­la­ção do ci­ta­do
sis­te­ma de ras­trea­men­to de car­gas Agra­de­ce­mos as ­ob­ser­va­ções. Uma
Ver se­ção “Even­tos”, na página 48. nos veí­cu­los de nos­sa empresa. res­pos­ta mais de­ta­lha­da está na

M i­nha as­si­na­tu­ra é re­cen­te, e


apro­vei­to para elo­giar o ní­vel de
Ha­rol­do de Pai­va Ri­bei­ro
Abra­hão Otoch & Cia Ltda
For­ta­le­za – CE
pá­gi­na 34.
Mensagens para EmbalagemMarca
Redação: Rua Arcílio Martins, 53
in­for­ma­ções da re­vis­ta.
Ta­thia­na Mar­ce­li
Edit Im­press Design Grá­fi­co
A re­vis­ta Em­ba­la­gem­Mar­ca
tem, como a maior parte do pú­bli­co
CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel: (11) 5181-6533
Fax: (11) 5182-9463
redacao@embalagemmarca.com.br
Rio de Ja­nei­ro – RJ con­su­mi­dor, o há­bi­to de con­fun­dir

E as embalagens de PVC com emba- As men­sa­gens re­ce­bi­das por car­ta,


e-mail ou fax po­de­rão ter tre­chos não
m­ba­la­gem­Mar­ca nos su­pre de lagens de PET, cha­man­do to­das de
es­sen­ciais eli­mi­na­dos, em fun­ção do
in­for­ma­ções de to­das as ca­te­go­rias PET. A Rio­nil, fa­bri­can­te e de­fen­so­ es­pa­ço dis­po­ní­vel, de modo a dar o
de embalagens, suas apli­ca­ções e ra há 20 anos de com­pos­tos de PVC maior nú­me­ro pos­­sí­vel de opor­­tu­ni­da­
ti­pos de ró­tu­los e fe­cha­men­tos. para embalagens rí­gi­das no Bra­sil, des aos lei­to­res. As men­sa­gens po­de­
Para nós, da área de mar­ke­ting, não vem aqui re­cri­mi­nar o PET, um rão tam­­bém ser in­se­ri­das no site da
es­sas in­for­ma­ções são de ex­tre­ma plás­ti­co que veio agre­gar valor à revista (www.embalagemmarca.com.
br).
Em­ba­la­gem­Mar­ca agra­de­ce e re­tri­bui DIL Consultores em Design Mil­ler Free­man
os vo­tos de fe­liz 2000 a: Du Pont Mo­bil Films do Bra­sil
EAC Lec­ce Pen Com­pany Na­dir Fi­guei­re­do
a10 Design Edi­to­ra Abre de Pá­gi­na Na­tu­ra
Abi­graf Edi­to­ra Abril – Gru­po Exa­me OPP Pe­tro­quí­mi­ca/Tri­kem
Abi­ma Edi­to­ra Abril – Nú­cleo Via­gem Or­na­re
Abi­plast/Sin­di­plast Equi­pe de Marketing da An­tarc­ti­ca OZ Design
Abre Fe­nix­med Pan­crom Grá­fi­ca e Fo­to­li­to
Al­can Fos­fer­til/Ul­tra­fer­til Pla­no de Pro­pa­gan­da
An­thea Comunicação Ga­ze­ta Mer­can­til Por­tal Pu­bli­ci­da­de
Avery Den­ni­son Grá­fi­ca Edi­to­ra Ca­mar­go Soa­res Prin­tec Comunicação
B+G De­sig­ners Grá­fi­ca Es­pí­ri­to San­to Pru­mo Comunicação
Bar­co Grá­fi­cos Bur­ti Reed Ex­hi­bi­tion Com­pa­nies
BASF Gru­po Bra­sil Rio Re­fi­na­ções de Mi­lho Bra­sil
Bench­mark Iga­ras Re­fri­ge­ran­tes Pa­ke­ra
Bra­si­la­ta Ima­je Rho­dia
Bra­sil­co­te Ima­tion Rho­dia-ster
Bun­ge Li­mi­ted In­press As­ses­so­ria de Comunicação Roof Pu­bli­ci­da­de
Bu­reau Di­gi­tal Ban­dei­ran­te ITW Hi-Cone Schmal­bach-Lu­be­ca/Whi­te Cap
Ca­ra­mu­ru Alimentos John­son&John­son SIG Com­bi­bloc do Bra­sil
CEG – Com­pa­nhia Dis­tri­bui­do­ra de K&M/Da­ve­ne Sunny­va­le
Gás do Rio de Ja­nei­ro Kro­nes Ta­pon Co­ro­na/Ta­cin
Cia. Ca­ci­que de Café So­lú­vel Ma­dia As­so­cia­dos Tex­xud
Cis­per Málaga Produtos Metalizados The Group World­wi­de Part­ners
CIV Man­tei­ga Avia­ção TV1
Cos­mé­ti­cos Niely Má­qui­na da No­tí­cia Uni­ver­si­da­de Anhem­bi Mo­rum­bi
CSN MD Pa­péis Whea­ton do Bra­sil
Dan­zas Lo­gís­ti­ca Mde­sign WNP&P Comunicação
Des­ta­que Comunicação Mer­co­sul Mar­cas e Pa­ten­tes Xan­dô

fev 2000 • embalagemmarca – 5


fevereiro 2000
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

8 24
Reportagem ENTREVISTA: MARCAS
redacao@embalagemmarca.com.br ROBERTO BANFI A Coca-Cola em ní­vel
O di­re­tor de mar­ke­ting mun­dial e o Gua­ra­ná
Flávio Palhares da Sadia con­ta como a An­tarc­ti­ca no Bra­sil
flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio qua­li­da­de faz a mar­ca uti­li­zam equi­ties de
guma@embalagemmarca.com.br triun­far, aqui e lá fora suas gar­ra­fas de vi­dro
Leandro Haberli para re­for­çar a ima­gem

12
leandro@embalagemmarca.com.br CAPA
Thays Freitas
thays@embalagemmarca.com.br Quem a em­ba­la­gem
de pet food deve
Colaboradores atrair e con­quis­tar: o
Adélia Borges, Fernando Barros, ani­mal de es­ti­ma­ção
Josué Machado, Luiz Antonio Maciel
ou o seu dono?
Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado

Administração
Marcos F. Palhares (Diretor)

32
Eunice Fruet (Financeiro) FLEXÍVEIS
Na guer­ra dos sa­bões
Departamento Comercial
em pó, os sachês
comercial@embalagemmarca.com.br
Wagner Ferreira de fil­mes plás­ti­cos
ga­nham es­pa­ço
Circulação e Assinaturas
assinaturas@embalagemmarca.com.br

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LOGÍSTICA
Cesar Torres
Ra­ras se­gu­ra­do­ras
Público-Alvo ainda fa­zem apó­li­ces
Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que con­tra rou­bo de car­ga.
ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia
LEITES As embalagens de

18
e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­
ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para Num mercado em que trans­por­te po­dem aju­
alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­ um nú­me­ro cres­cen­te dar a re­du­zir as per­das
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem de mar­cas bus­ca
como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
des­ta­car-se pelo sabor,
com a ca­deia de em­ba­la­gem. A re­vis­ta é dis­
tri­buí­da gra­tui­ta­men­te a ór­gãos go­ver­na­men­ a em­ba­la­gem pode
tais, uni­ver­si­da­des, cen­tros de pes­qui­sa, as­so­ ser o di­fe­ren­cial
cia­ções, im­pren­sa e agên­cias de propaganda.

Fotolito e Impressão
Novo Fotolito Editora Gráfica

Tiragem
6 500 exemplares

EmbalagemMarca
é uma publicação mensal da E MAIS
Bloco de Comunicação Ltda. Carta do Editor ......................... 3
Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
FOTO de capa: THE IMAGE BANK

Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP ESPAÇO ABERTO ........................... 4


Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463 MATERIAIS .................................... 28
www.embalagemmarca.com.br TECNOLOGIA................................ 30
O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é PET X PVC..................................... 34
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
DESIGN DISPLAY ........................................ 40

22
mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da A evo­lu­ção do EVENTOS ...................................... 48
Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­ visual do re­fri­ge­ran­te ONDE ENCONTRAR ..................... 49
sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem de la­ran­ja Su­ki­ta
ne­ces­sa­ria­man­te a opi­nião da re­vis­ta. ALMANAQUE ................................ 50
ENTREVISTA

O segredo é valor agregado men­te a qua­li­da­de. É den­tro des­sa


di­re­triz que, nos úl­ti­mos anos, a
empresa com sede em Con­cór­dia
(SC) vem trans­for­man­do seu per­fil,
de modo a agre­gar a suas ca­rac­te­rís­
ti­cas ori­gi­nais a es­pe­cia­li­za­ção
como empresa de alimentos pro­ces­
sa­dos para con­su­mo final.
O eixo des­sa mu­dan­ça se re­su­me
em duas pa­la­vras: valor agre­ga­do.
Atuan­do na área de produtos ali­
men­tí­cios in­dus­tria­li­za­dos con­ge­la­
dos e res­fria­dos, à base de ma­té­rias-
pri­mas di­ver­si­fi­ca­das, para aten­der
às ne­ces­si­da­des e expectativas do
con­su­mi­dor mo­der­no, a Sadia está
hoje so­li­di­fi­ca­da como empresa de
clas­se mun­dial em seu segmento.
Ofe­re­ce cer­ca de 400 produtos no
mercado in­ter­no brasileiro e ex­por­
ta mais de 100 itens para cin­qüen­ta
paí­ses. Em ter­mos de po­si­ção, está
en­tre as maio­res ex­por­ta­do­ras do
foto: andré penteado

Bra­sil, é a sex­ta empresa agroin­dus­


trial e pro­du­to­ra de alimentos da
Amé­ri­ca La­ti­na e está en­tre as dez
maio­res ex­por­ta­do­ras de pro­teí­nas

A
ani­mais do mun­do.
Nes­ta en­tre­vis­ta, Ro­ber­to Ban­fi, di­re­
l­gu­mas em­pre­sas bra­si­lei­ tor de mar­ke­ting e ven­das da empre­
ROBERTO BANFI, ras cons­ti­tuem ver­da­dei­ sa, fala da es­tra­té­gia da Sadia para
diretor de marketing ros exem­plos de que, ape­ trans­for­mar-se numa das poucas
sar das eter­nas ad­ver­si­da­ mar­cas bra­si­lei­ras re­co­nhe­ci­das no
e vendas da Sadia, des e in­cóg­ni­tas que ex­te­rior como sím­bo­lo de qua­li­da­de
conta como a ca­rac­te­ri­zam a eco­no­mia su­pe­rior, da im­por­tân­cia da em­ba­la­
do país, é pos­sí­vel cres­cer, mesmo gem para isso e do que é ne­ces­sá­rio
empresa mudou de num mun­do glo­ba­li­za­do em que a para continuar avan­çan­do.
agroindústria para pa­la­vra de or­dem pa­re­ce ser a en­tre­
ga dos pon­tos, seja fe­chan­do, seja Em que mo­men­to a Sadia de­ci­diu
fornecedora mundial ven­den­do a casa. A Sadia S.A. é um que de­ve­ria es­pe­cia­li­zar-se como
de produtos des­ses exem­plos. Na maior parte dos empresa de alimentos, isto é, como
anos que se se­gui­ram à sua fun­da­ção, pro­du­to­ra e dis­tri­bui­do­ra de produ-
alimentícios com em 1944, a empresa no­ta­bi­li­zou-se tos ali­men­tí­cios in­dus­tria­li­za­dos
altos índices de pela qua­li­da­de de seus produtos na com alto valor agre­ga­do?
área agroin­dus­trial e na de alimentos Foi há uns sete ou oito anos, quan­do
sofisticação e qual o de­ri­va­dos prin­ci­pal­men­te de carne. re­sol­veu dei­xar de ser uma mera
A ri­gor, a Sadia sem­pre ca­mi­nhou agroin­dús­tria para es­pe­cia­li­zar-se e
papel da embalagem
em sin­to­nia com as ne­ces­si­da­des do vi­rar uma empresa de alimentos.
nesse processo mercado, prio­ri­zan­do per­ma­nen­te­ Des­de en­tão, o es­for­ço para en­trar

8 – embalagemmarca • fev 2000


mais e mais em produtos in­dus­tria­ Isso de cer­ta forma ava­li­za a afir­ da cam­pa­nha res­sal­tan­do o “S” da
li­za­dos de valor agre­ga­do vem se ma­ção de que a mar­ca é o maior mar­ca e do tra­ba­lho nos pon­tos-de-
in­ten­si­fi­can­do. pa­tri­mô­nio de uma empresa, que é ven­da, as embalagens fo­ram in­cluí­
pre­ci­so di­ri­gir to­dos os es­for­ços das na­que­le es­for­ço? Quais fo­ram
Mas a Sadia ainda é pre­do­mi­nan­te­ para a cons­tru­ção das mar­cas. Há as prin­ci­pais mu­dan­ças, no caso?
men­te uma agroin­dús­tria, não é? quan­to tem­po é as­sim na Sadia? Sem dú­vi­da as embalagens fo­ram
Sim, ainda so­mos mui­to for­tes na A mar­ca Sadia foi cons­truí­da pas­so- in­cluí­das na­que­le es­for­ço, na cam­
agroin­dús­tria. Ba­si­ca­men­te, 65% do a-pas­so, eu di­ria ti­jo­lo a ti­jo­lo, com pa­nha “Sadia – O S do Nos­so Bra­
nos­so ne­gó­cio ainda é agroin­dús­ con­sis­tên­cia, vi­são es­tra­té­gi­ca e sil”. Esse é um tra­ba­lho con­tí­nuo,
tria. Hoje so­mos a sé­ti­ma maior mui­to, mui­to cui­da­do. Eu di­ria que um pro­ces­so, não é um tra­ba­lho


empresa do mun­do em pro­ces­sa­ esse cui­da­do com a mar­ca vem des­ fi­ni­to. As prin­ci­pais mu­dan­ças
men­to de aves e uma das lí­de­res em de o co­me­ço. Evi­den­te­men­te, a fo­ram pon­tuais em al­gu­mas fa­mí­
pro­ces­sa­men­to de suí­nos. Con­se­ lias. Um caso tí­pi­co foi a mu­dan­ça
qüen­te­men­te, o ta­ma­nho do tra­ba­ fei­ta nos por­cio­na­dos, isto é, qui­bes,
lho in­te­gra­do na agroin­dús­tria aca­ba Não dá para al­môn­de­gas e me­da­lhões. Foi uma
sendo mui­to im­por­tan­te. Não se operar produto de mu­dan­ça ra­di­cal no visual da em­ba­
pode – e nem que­re­mos – fazer uma la­gem. As co­res, a apre­sen­ta­ção, a
mu­dan­ça ra­di­cal. Em ou­tras pa­la­ alto valor agregado ti­po­lo­gia fo­ram to­tal­men­te re­for­mu­
vras, não que­re­mos aban­do­nar com­ sem uma marca forte. la­das. Isso per­mi­tiu um re­sul­ta­do
ple­ta­men­te nos­sas ori­gens. Que­re­ mui­to po­si­ti­vo no pon­to-de-ven­da.
mos ser cada dia mais re­co­nhe­ci­dos É a marca que per-
como uma empresa de alimentos, Qual foi o re­sul­ta­do?
mite passar de for-
nos ter­mos mais am­plos pos­sí­veis. Per­ce­be­mos um au­men­to de ven­
necedor de matéria- das, sem que hou­ves­se um au­men­to
Ope­rar com produtos de alto valor pro­por­cio­nal de des­pe­sas de mar­ke­
prima
agre­ga­do é pos­sí­vel sem uma mar­ca ting, nem de mar­ke­ting pro­mo­cio­
tão forte quan­to a mar­ca Sadia e a fornecedor nal no pon­to-de-ven­da.


ou­tras?
Sem dú­vi­da, não. Por­que é jus­ta­
de produtos Exis­tem pes­qui­sas so­bre como o
men­te a mar­ca que per­mi­te uma sofisticados . con­su­mi­dor per­ce­be a mar­ca?
pas­sa­gem de uma empresa da Para o con­su­mi­dor, Sadia sig­ni­fi­ca,
condição de me­ra for­ne­ce­do­ra de mais que tudo, um aval de se­gu­ran­
ma­té­ria-pri­ma ou de produtos partir do mo­men­to que mar­ca se ça, de qua­li­da­de do pro­du­to. Te­mos
agroin­dus­triais para a de fornece­ tor­nou um com­po­nen­te mais im­por­ com­pro­va­ções mui­to vá­li­das disso.
dora de pro­du­tos so­fis­ti­ca­dos, de tan­te, de­di­cou-se mais aten­ção ao Fa­ze­mos, anual­men­te, uma pes­qui­
valor agre­ga­do, que dão se­gu­ran­ça as­sun­to. Mas uma pro­va de que essa sa so­bre como a mar­ca é per­ce­bi­da.
ao con­su­mi­dor final. Essa pas­sa­ aten­ção vem des­de o co­me­ço é que Hoje no Bra­sil ela equi­va­le e mui­tas
gem, em ter­mos mer­ca­do­ló­gi­cos, há 25 anos a mes­ma agên­cia de pro­ vezes su­pe­ra as me­lho­res mar­cas de
cha­ma-se “stretching”, ou es­ti­ca­ pa­gan­da, a DPZ, cui­da da mar­ca. ori­gem mul­ti­na­cio­nal que ope­ram
men­to, da mar­ca, que se transforma nes­te país.
em aval para vá­rias ca­te­go­rias de A pro­pó­si­to, qual o sig­ni­fi­ca­do da
produtos. mar­ca Sadia? A Sadia tem-se no­ta­bi­li­za­do tam­
Vem da as­so­cia­ção de sí­la­bas for­ bém pelo gran­de nú­me­ro de lan­ça­
Esse aval exis­te na men­te do con­su­ ma­das com as le­tras ini­ciais e fi­nais men­tos, trin­ta em mé­dia por ano.
mi­dor brasileiro para a mar­ca da ra­zão so­cial ori­gi­nal, S. A. Con­ Ago­ra mesmo aca­ba de lan­çar a
Sadia? cór­dia, de quan­do a empresa foi linha light. O con­su­mi­dor con­se­gue
In­dis­cu­ti­vel­men­te. Tan­to é que, em fun­da­da, em 1944. ab­sor­ver esse volume?
pes­qui­sas para sa­ber qual a mar­ca de No ano pas­sa­do, en­tre mo­di­fi­ca­
pei­xe in­dus­tria­li­za­do ou de piz­za que Em 1998 a Sadia in­ves­tiu for­te­men­ ções, aper­fei­çoa­men­tos e lan­ça­men­
mais ven­de, vá­rias vezes foi ci­ta­da a te na re­vi­go­ra­ção da mar­ca (US$ 9 tos, fo­ram co­ber­tos 55 produtos.
mar­ca Sadia. Es­sas pes­qui­sas fo­ram milhões em cam­pa­nha de mar­ke­ Esse rit­mo vai ter de continuar, por­
fei­tas an­tes de lan­çar­mos as li­nhas ting), para en­fren­tar a entrada de que a cada dia te­mos de atua­li­zar e
Piz­za­ria e 7 Mares, de pei­xes. novos pla­yers no segmento. Além ofe­re­cer ao mercado mais produtos

fev 2000 • embalagemmarca – 9


atua­li­za­dos, que se­guem tan­to há­bi­ 40, 60 milhões de pes­soas cujo con­ ção das gran­des re­des de va­re­jo,
tos atuais quan­to há­bi­tos fu­tu­ros. A su­mo con­sis­te em sim­ples­men­te elas re­cor­rem cada vez mais a mar­
empresa in­ves­te mui­to em pes­qui­sa, sa­tis­fa­zer a de­man­da fi­sio­ló­gi­ca de cas pró­prias. Isso ocor­re de ma­nei­
jus­ta­men­te para criar há­bi­tos de co­mer, de se ali­men­tar. Para es­ses ra sig­ni­fi­ca­ti­va no segmento em que
con­su­mo. A pro­va dis­so foi o lança­ consumidores a Sadia ofe­re­ce des­de a Sadia atua?
mento da Piz­za­ria Sadia. fran­go in­tei­ro con­ge­la­do ou res­fria­ O segmento em que atua­mos exi­ge
do a produtos de ela­bo­ra­ção sim­ gran­de in­ves­ti­men­to em con­tro­le de
An­tes não exis­tia o há­bi­to de con­su­ ples, como mor­ta­de­la e lin­güi­ça. qua­li­da­de. Não é qual­quer for­ne­ce­
mo de piz­za? Vêm de­pois os consumidores do dor que pode ofe­re­cer mar­ca pró­pria
Cla­ro, mas era re­la­ti­va­men­te pou­co se­tor in­dus­tria­li­za­do, que no Bra­sil para esse tipo de pro­du­to. Não
em ter­mos de con­su­mo de piz­za são de­ze­nas de milhões. Em ter­cei­ro va­mos es­que­cer que quan­do um


con­ge­la­da. Com a nos­sa entrada, está o con­su­mi­dor do pe­río­do pós- Car­re­four, um Pão de Açu­car, co­lo­
esse con­su­mo vi­rou uma ca­te­go­ria in­dus­tria­li­za­ção, que é o con­su­mi­ ca a mar­ca pró­pria, fica com a res­
de vul­to. Hoje so­mos lí­de­res, com o pon­sa­bi­li­da­de de mar­ca pró­pria. Em
prin­ci­pal mar­ket sha­re. De­sen­vol­ve­ Os produtos . ter­mos de pro­du­to pe­re­cí­vel é mais
mos essa ca­te­go­ria, e fazer isso é um di­fí­cil para o va­re­jis­ta en­con­trar for­
ficam obsoletos cada
dos ob­je­ti­vos da nos­sa empresa. ne­ce­do­res de con­fian­ça. Além dis­so,
vez mais rápido. Isso é na Sadia não te­mos ca­pa­ci­da­de dis­
O con­su­mi­dor con­se­gue ab­sor­ver po­ní­vel para for­ne­cer mar­ca pró­pria
válido não só para
esse volume tão gran­de de lan­ça­ no gran­de va­re­jo na­cio­nal.
men­tos? Por­que não é só a Sadia produtos de alta
que lan­ça novos produtos e no­vas Os su­per­mer­ca­dos in­cen­ti­vam a
ca­te­go­rias.
tecnologia, como os com­pa­ra­ção dos produtos so­men­te
Eu di­ria que sim. O con­su­mi­dor, computadores. Vale em fun­ção do pre­ço. Essa prá­ti­ca
mun­dial­men­te, é cada dia mais ávi­ não tra­ria ris­cos para os pró­prios
do, por­que os produtos fi­cam ob­so­ também para su­per­mer­ca­dos, na me­di­da em que
le­tos cada vez mais ra­pi­da­men­te. consumo de alta rota- re­duz a ren­ta­bi­li­da­de dos produtos e


Isso não é vá­li­do só para a alta tec­ pri­va o con­su­mi­dor de ter aces­so às
no­lo­gia, como com­pu­ta­do­res, cujo ção, como o de ali- suas mar­cas pre­fe­ri­das?
ci­clo de vida se mede em me­ses, mentos Vol­te­mos às três on­das de con­su­mo
não em anos. Vale tam­bém para de que fa­lei an­tes. É in­te­res­san­te
con­su­mo de alta ro­ta­ção, como ali­ no­tar que não se tra­ta de uma di­vi­
mentos. Não va­mos es­que­cer tam­ são geo­grá­fi­ca. É uma di­vi­são na
bém que o con­su­mi­dor brasileiro dor an­te­na­do, ou mo­der­no. Esse pró­pria loja: exis­te o con­su­mi­dor
fi­cou mui­to de­sin­for­ma­do de atua­li­ está vol­ta­do para uma qua­li­da­de de ex­tre­ma­men­te so­fis­ti­ca­do e ao
za­ções e novos há­bi­tos de con­su­mo, vida me­lhor, que pas­sa por uma mesmo tem­po tem con­su­mi­dor que,
de novos sa­bo­res que mun­dial­men­te me­lho­ra da ali­men­ta­ção. Para ele por ra­zão de po­der aqui­si­ti­vo, é real­
es­ta­vam con­fir­ma­dos há dé­ca­das. ofe­re­ce­mos a linha Sadia Light e men­te hu­mil­de e com­pra ape­nas
Com a aber­tu­ra do mercado foi uma sé­rie de ou­tros produtos à base para sa­tis­fa­zer uma ne­ces­si­da­de
aber­to um le­que de exi­gên­cias. Isso de con­ve­niên­cia – e, como nos fi­sio­ló­gi­ca. O pre­ço ainda per­ma­ne­
se vê em vá­rios produtos. A Sadia, de­mais ca­sos, de qua­li­da­de. ce o gran­de fa­tor, o alvo, o ele­men­to
como for­ne­ce­do­ra de produtos que central na ne­go­cia­ção. Mas não é só
vão des­de o con­su­mo mais sim­ples Essa va­rie­da­de não im­pli­ca um isso. Mais e mais co­me­çam a ter
até o con­su­mo mais so­fis­ti­ca­do, per­ es­for­ço mui­to gran­de no re­la­cio­na­ im­por­tân­cia a va­li­da­de, a qua­li­da­de
ce­beu isso ra­pi­da­men­te. men­to com o va­re­jis­ta? do pro­du­to, a qua­li­da­de de sabor, a
A in­ter­na­cio­na­li­za­ção e a con­cen­tra­ qua­li­da­de da em­ba­la­gem, a qua­li­da­
O se­nhor po­de­ria ex­pli­car? ção do va­re­jis­ta exi­gem cada vez de de apre­sen­ta­ção. Cres­ce tam­bém
Cos­tu­mo di­zer que no mercado mais um pre­pa­ro di­fe­ren­cia­do de a im­por­tân­cia do tra­ba­lho no pon­to-
brasileiro exis­tem as fa­mo­sas três mar­ke­ting e ven­das. O es­for­ço no de-ven­da. Hoje, mais e mais o tra­ba­
on­das, de Tof­fler. A primeira é a re­la­cio­na­men­to com o va­re­jis­ta sem lho de pon­to-de-ven­da é um di­fe­re­
onda do se­tor pri­má­rio, re­pre­sen­ta­ dú­vi­da re­quer uma aten­ção mui­to cial que nós, for­ne­ce­do­res, ofe­re­ce­
da pelo que al­guns cha­mam de maior que no pas­sa­do. mos às gran­des re­des. A Sadia, por
“con­su­mi­dor da en­xa­da”. São 30, Com a cres­cen­te for­ça de ne­go­cia­ exem­plo, tem um exér­ci­to de pro­

10 – embalagemmarca • fev 2000


mo­to­res e re­po­si­to­res nas gran­des O se­nhor não di­ria que, no pon­to- Exis­te al­gu­ma ne­ces­si­da­de da
re­des. São mais de mil no Bra­sil de-ven­da, a em­ba­la­gem, como Sadia que as embalagens não es­te­
in­tei­ro. su­por­te da mar­ca, pode sig­ni­fi­car o jam aten­den­do?
êxi­to ou o fra­cas­so do pro­du­to? É im­por­tan­te ter­mos um apor­te
Como empresa ex­por­ta­do­ra, a Sem dú­vi­da. É uma peça ex­tre­ma­ cons­tan­te de atua­li­za­ção a respeito
Sadia cer­ta­men­te de­di­ca es­pe­cial men­te im­por­tan­te do pon­to de vis­ do que acon­te­ce no mun­do in­tei­ro,
aten­ção às embalagens de seus ta da co­mu­ni­ca­ção. Al­gu­mas por­que hoje o Bra­sil está in­se­ri­do
produtos. As embalagens bra­si­lei­ mu­dan­ças de embalagens às vezes no mun­do. O Bra­sil não está atra­sa­
ras aten­dem às ne­ces­si­da­des que são su­fi­cien­tes para de­fen­der ou até do, mas um for­ne­ce­dor na­cio­nal de
um pro­du­to pre­ci­sa ter hoje não só ga­nhar al­guns pon­tos em mar­ket em­ba­la­gem pode e deve man­ter-se


para ser ex­por­ta­do, mas tam­bém sha­re. Em­ba­la­gem é a pri­mei­ra atua­li­za­do e ofe­re­cer cons­tan­te­
para com­pe­tir no mercado in­ter­no? co­mu­ni­ca­ção no pon­to-de-ven­da, é men­te atua­li­za­ções em níveis mun­
A em­ba­la­gem bra­si­lei­ra tem qua­li­ diais. O que é lan­ça­do no mercado
da­de para en­fren­tar as das me­lho­res externo pode vir a ser um pro­du­to
pro­ce­dên­cias. Além dis­so, em­pre­ A tendência é ofe­re­ci­do no mercado brasileiro
sas como a nos­sa têm um sour­cing ter cada dia mais qua­se que ime­dia­ta­men­te. O que
pra­ti­ca­men­te mun­dial. Assim, o está fal­tan­do mesmo é me­lho­rar o
nos­so for­ne­ci­men­to de ma­té­ria-pri­ produtos que po­der aqui­si­ti­vo da po­pu­la­ção do
ma ou de em­ba­la­gem não é li­mi­ta­ ofereçam garantia de nos­so país, que não é com­pa­rá­vel
do ao que está dis­po­ní­vel no mer­ ao po­der aqui­si­ti­vo da maio­ria dos
cado na­cio­nal. Faze­mos com­pras qualidade, de shelf- paí­ses do he­mis­fé­rio nor­te.
em níveis in­ter­na­cio­nais e com­pras life e, ao mesmo
via in­ter­net, te­mos co­ta­ções até em A empresa ex­por­ta para cin­qüen­ta
níveis in­ter­na­cio­nais e te­mos bench­ tempo, appeal de paí­ses. A mar­ca Sadia é cla­ra­men­te
mark cons­tan­te de nos­sos téc­ni­cos, re­co­nhe­ci­da fora do país como
moderno e de prático.
nos­sos com­pra­do­res. Eles têm pre­ uma mar­ca bra­si­lei­ra?
sen­ça cons­tan­te em fei­ras in­ter­na­ O produto é um con- Em al­guns paí­ses, mui­to. É o caso


cio­nais e estão a par do que acon­te­ da Ará­bia Sau­di­ta, em que a mar­ca
ce de me­lhor e mais atua­li­za­do no
junto – o conteúdo e a Sadia é pra­ti­ca­men­te tão forte quan­
mun­do. Nes­se pon­to, sem dú­vi­da, embalagem . to no Bra­sil, evi­den­te­men­te que
não te­mos pro­ble­mas. com bem me­nos produtos que no
Bra­sil. Lá, em qual­quer pro­du­to à
A Sadia tra­ba­lha com gran­de va­rie­ base de fran­go, a mar­ca Sadia é
da­de de for­ma­tos e ma­te­riais de ex­tre­ma­men­te im­por­tan­te. Con­se­ re­co­nhe­ci­da, é um si­nô­ni­mo, por­
em­ba­la­gem – fle­xí­veis em ge­ral, qüen­te­men­te, é um di­fe­ren­cial mui­ que há mais de vinte anos es­ta­mos
cry-o-vac, vi­dro, car­to­na­dos. Quais to im­por­tan­te, ainda mais quan­do ex­por­tan­do com a mar­ca para lá.
as prin­ci­pais ten­dên­cias de uso em se sabe que no Bra­sil mais de 80% Ou­tro país em que a mar­ca Sadia
cada um des­ses ma­te­riais? das de­ci­sões de com­pra são fei­tas tem ra­zoá­vel pre­sen­ça no gran­de
A ten­dên­cia é ter cada dia mais no pon­to-de-ven­da. En­tão, a res­ va­re­jo é Por­tu­gal. So­mos re­co­nhe­
produtos que ofe­re­çam ga­ran­tia da pon­sa­bi­li­da­de da em­ba­la­gem é cru­ ci­dos como a ter­cei­ra mar­ca bra­si­
qua­li­da­de, de shelf-life do pro­du­to cial. Isso é mais acen­tua­do no Bra­ lei­ra mais co­nhe­ci­da na Argentina,
e, ao mesmo tem­po, um appeal de sil, que tem si­mul­ta­nea­men­te as e ago­ra es­ta­mos en­tran­do em ou­tros
mo­der­no e de prá­ti­co. Isso é a gran­ três on­das de que fa­lei an­tes, do paí­ses do Mer­co­sul, sem­pre com a
de ten­dên­cia, por­que o pro­du­to em que em ou­tros paí­ses, onde o con­ mar­ca. O de­sa­fio que ti­ve­mos no
si é um con­jun­to en­tre o con­teú­do e su­mi­dor é mais cons­tan­te. Fe­liz­ iní­cio – o da pro­nún­cia da mar­ca na
a em­ba­la­gem. De nada adian­ta um men­te, tam­bém no Bra­sil já se nota Argentina, onde se fa­la­va Sá­dia –
pro­du­to ser mui­to bom se a em­ba­la­ uma di­fe­ren­ça sen­sí­vel na atitude foi ven­ci­do. Hoje o pes­soal já fala
gem, ao ser aber­ta, pode cor­tar os do con­su­mi­dor: Está, cada dia mais, Sadia, mar­ca que é re­co­nhe­ci­da
de­dos do con­su­mi­dor, ou se a aber­ len­do ró­tu­los, ana­li­san­do, cui­dan­do como de qua­li­da­de. No segmento,
tu­ra exi­ge mui­to tem­po, não ofe­re­ da saúde e da se­gu­ran­ça ali­men­tar. so­mos vice-lí­de­res, in­cluin­do as
ce o fa­tor con­ve­niên­cia. O pro­du­to En­fim, não está com­pran­do gato mar­cas ar­gen­ti­nas. Con­se­gui­mos
é um con­jun­to en­tre ma­té­ria-pri­ma, por le­bre. Nis­so a em­ba­la­gem tem isso en­fa­ti­zan­do sem­pre a di­fe­ren­
o pro­du­to em si e a em­ba­la­gem. um pa­pel fun­da­men­tal. cia­ção de qua­li­da­de.

fev 2000 • embalagemmarca – 11


capa

animal exige
proteção
Num mercado bilionário, embalagens para pet food devem
satisfazer cães e gatos, não só quem compra para eles

n
Guilherme Kamio

os úl­ti­mos anos, o Bra­ Evolução do mercado

1 140 000 000


sil vem apre­sen­tan­do
crescimento no­tá­vel

997 500 000


t Volume (Toneladas)
em alguns mercados,

825 000 000


contrariando a regra geral da estag-
US$ Faturamento (Dólares)
nação ou da queda. É o que acon­te­
632 500 000

ce no segmento de pet food, o de


alimentos para ani­mais de es­ti­ma­
504 000 000
482 600 000

ção. Nú­me­ros da An­fal-Pet, di­vi­são


da Associação Na­cio­nal dos Fa­bri­
286 000 000

can­tes de Alimentos para Ani­mais,


mos­tram que no ano pas­sa­do o
faturamento des­se mercado che­gou

Fonte: ANFAL Pet


1 090 000
a qua­se 1 bilhão de dólares, re­sul­ta­
420 000
220 000

380 000

550 000

750 000

950 000

do que con­so­li­da o boom na década


de 90. A es­ti­ma­ti­va de crescimento
em 2000 gira ao re­dor de 15% em
re­la­ção a 1999, e para os pró­xi­mos ser efi­caz não apenas como meio de são cada vez mais so­fis­ti­cados os
anos a pers­pec­ti­va é ainda mais comunicação para conquistar quem ma­te­riais e os in­cre­men­tos para
ge­ne­ro­sa. Cal­cu­la-se que o volume com­pra o pro­du­to – o dono do em­ba­la­gem, o que dá a me­di­da da
de ven­das re­pre­sen­te ape­nas 28% bicho. Ela precisará conquistar tam­ mo­vi­men­ta­ção des­sa in­dús­tria.
da ca­pa­ci­da­de de con­su­mo da po­pu­ bém quem efe­ti­va­men­te o con­so­me O mercado de rações para cães e
la­ção de pets, es­ti­ma­da em 25 mil- – o bicho. Para isso é fundamental gatos di­vi­de-se en­tre ra­ções se­cas e
hões de cães e 11 milhões de ga­tos. que a embalagem res­guar­de a in­te­ úmi­das. En­quan­to a lata de aço pre­
Fren­te a esse pa­no­ra­ma, a em­ba­ gri­da­de de seu con­teú­do. Ocorre do­mi­na como em­ba­la­gem para as
la­gem as­su­me pa­pel de peso na afir­ que muitas vezes a re­cu­sa do ani­mal úmi­das, que têm par­ti­ci­pa­ção res­tri­ta
ma­ção de­fi­ni­ti­va do cos­tu­me da por de­ter­mi­na­da ra­ção pode ser fru­ em ven­das, as ra­ções se­cas mos­tram
com­pra de alimento in­dus­tria­li­za­do to de uma em­ba­la­gem ine­fi­caz. maior pro­pen­são a trans­for­ma­ções e
para animais domésticos. Com a Devido a es­ses fa­to­res, os fabri- up­gra­des. Isso acon­te­ce sobretudo
expansão do mercado, daqui para a cantes vêm se empenhando cres- pela alta com­pe­ti­ti­vi­da­de, que gera
frente deverá ganhar cada vez mais centemente em agre­gar qua­li­da­de às uma ba­ta­lha cons­tan­te em bus­ca da
expressão um aspecto hoje de certa ra­ções, pro­ces­so que pas­sa obri­ga­ me­lhor saí­da fren­te ao apa­ren­te an­ta­
forma ignorado: a embalagem deve to­ria­men­te pela em­ba­la­gem. Assim, go­nis­mo en­tre so­fis­ti­ca­ção e ra­cio­na­

38 – embalagemmarca • fev 2000


li­za­ção de cus­tos em em­ba­la­gem. são de mercado, pois o foco es­ta­va
O gran­de pro­ble­ma des­sa in­dús­ cen­tra­do nas cha­ma­das “ra­ções de
Resistência ao papel
tria é que as ra­ções têm ca­rac­te­rís­ti­ com­ba­te”, produtos stan­dard com Mui­to uti­li­za­da em pet food no ex­te­
cas que po­ten­cia­li­zam a im­por­tân­ me­nor valor agre­ga­do. rior, a em­ba­la­gem de pa­pel en­con­tra
cia do as­pec­to pro­te­tor da em­ba­la­ O saco mo­no­ca­ma­da de po­lie­ti­le­ es­pa­ço li­mi­ta­do na in­dús­tria na­cio­nal
gem. Mais que uma boa re­sis­tên­cia no, con­tu­do, não ofe­re­ce bar­rei­ras e ten­ta re­to­mar o mercado per­di­do
me­câ­ni­ca, para evi­tar do­res de ca­be­ to­tais. “Exis­tem li­mi­ta­ções, prin­ci­ para os filmes plásticos. As em­pre­
ça nos pro­ces­sos de es­to­ca­gem, pal­men­te no que­si­to mi­gra­ção de sas re­lu­tam em ex­pe­ri­men­tar algo
trans­por­te e ma­nu­seio, e uma se­la­ gordura”, diz Eli­sal­do Ro­dri­gues di­fe­ren­te, pelo es­tig­ma que embala­
gens de papel dei­xa­ram no passado
gem efi­cien­te, im­pe­din­do a ação de Buzo, ge­ren­te de su­pri­men­tos da
ou por aco­mo­da­ção. É o que pen­sa
in­se­tos e acon­di­cio­na­men­to ex­ces­ Ro­yal Ca­nin do Bra­sil, tra­di­cio­nal
An­to­nio Lo­pes Ri­bei­ro, di­re­tor ge­ral
si­vo de ar no in­te­rior dos sa­cos, o empresa do se­tor. Ou­tros res­sal­tam da Ahls­trom Si­bil­le Bra­sil, re­pre­sen­
foco re­cai cada vez mais so­bre a que tal em­ba­la­gem é mui­to sus­ce­tí­ tan­te da Ahls­trom Pa­per Group, lí­der
ques­tão das bar­rei­ras. Além do com­ vel a tro­cas de aro­ma – em cer­tos em em­ba­la­gens de pa­pel para pet
ba­te a agen­tes no­ci­vos aos alimen- pon­tos-de-ven­da o odor das ra­ções food nos EUA e na Eu­ro­pa. “De­sen­
tos, como luz e oxi­gê­nio, há o pro­ che­ga a ser in­su­por­tá­vel, e não ra­ra­ vol­vemos pro­je­tos com al­guns fa­bri­
ble­ma da alta oleo­si­da­de na com­po­ men­te o pet food é exposto, no pon- can­tes, mas o in­te­res­se de­fi­nhou”,
si­ção do pet food, que aca­ba fa­vo­re­ to-de-venda, ao lado de produtos con­ta. Segundo ele, al­gu­mas mar­cas
cen­do a mi­gra­ção de gordura para o qui­mi­ca­men­te agres­si­vos, como que re­cu­sa­ram o uso de pa­pel aqui o
ex­te­rior da em­ba­la­gem. sabão em pó. De ol­fa­to apu­ra­do, os uti­li­zam no ex­te­rior.
pets aca­bam re­jei­tan­do a ra­ção. “Os To­dos os con­sul­ta­dos pela Ahlstrom
Poeira e aromas ani­mais tam­bém exi­gem uma em­ba­
ale­ga­ram ques­tões de cus­to para jus­
ti­fi­car o de­sin­te­res­se. “São ra­zões
“A gordura pode se jun­tar à poei­ra, la­gem pro­te­to­ra”, se­n­ten­cia João
ques­tio­ná­veis, já que a em­ba­la­gem
com­pro­me­ten­do a ima­gem do pro­ Prior, se­cre­tá­rio exe­cu­ti­vo da An­fal- de pa­pel per­mi­te um visual mais
du­to e re­sul­tan­do em de­vo­lu­ções”, Pet. atraen­te que o plás­ti­co, ofe­re­ce hoje
co­men­ta Rod­ney Le­bre, ge­ren­te de pro­te­ção ade­qua­da e é to­tal­men­te
mar­ke­ting da So­cil, uma das gran­ Resinas e filmes
re­ci­clá­vel”, afirma. Em geral, a em­ba­
des em­pre­sas do segmento. Se não A ex­plo­são de mercado trans­for­ la­gem da Ahls­trom tem três ca­ma­das
bas­tas­se, a em­ba­la­gem de pet food mou o pet food em ni­cho es­tra­té­gi­ de pa­pel. A externa é um cou­ché de
deve ainda pro­por­cio­nar bar­rei­ra à co para fornecedores de re­si­nas e alto bri­lho, que per­mi­te aca­ba­men­to
tro­ca de aro­mas, para pre­ser­var o fil­mes es­pe­ciais. Es­ses su­pri­men­tos fino, sem ra­chaduras na im­pres­são
sabor do alimento – afinal, cães e ga­nha­ram es­pa­ço com a in­va­são (“efeito catapora”); na in­ter­me­diá­ria,
ga­tos têm ol­fa­to apu­ra­dís­si­mo. A dos produtos com ape­lo pre­mium e um pa­pel não-ab­sor­ven­te garante
bar­rei­ra à umi­da­de; e a ca­ma­da in­ter­
bus­ca de no­vas so­lu­ções em ma­te­ su­per pre­mium no segmento, re­la­ti­
na pro­te­ge con­tra a mi­gra­ção de gor­
riais dei­xa trans­pa­re­cer a preo­cu­pa­ va­men­te re­cen­te, e com a ten­dên­cia
dura. “No ex­te­rior não se uti­li­
ção em tor­nar a em­ba­la­gem de pet mar­can­te de di­ver­si­fi­ca­ção za tanto plástico quanto
food cada vez mais im­per­meá­vel. através de ra­ções cada vez aqui”, diz Ri­bei­ro, que
Isso ex­pli­ca a subs­ti­tui­ção do mais es­pe­cí­fi­cas – light, espera “ver a vir­tu­de
saco de pa­pel, que rei­na­va ab­so­lu­to para fi­lho­tes, para ani­ eco­ló­gi­ca do pa­pel
no segmento até o iní­cio dos anos mais ido­sos, em tra­ta­ afir­mar-se”.
90, pelos sa­cos de fil­mes plás­ti­cos. men­to mé­di­co, etc. Esse
A em­ba­la­gem de pa­pel en­tão dis­po­ le­que de ni­chos mais e
ní­vel apre­sen­ta­va pro­ble­mas de fra­ mais es­pe­cí­fi­cos per­mi­te
gi­li­da­de, com alta per­fu­ra­ção dos agre­gar valor ao pro­du­to
sa­cos e mi­gra­ção ex­ces­si­va de gor- tam­bém através da em­ba­la­
dura, cau­san­do gran­des per­das ao gem.
lon­go da ca­deia pro­du­ti­va. A rá­pi­da Evo­luin­do a ca­te­go­ria, evo­lui
as­cen­são dos filmes plásticos fez do tam­bém a exi­gên­cia do con­su­mi­
fotos: andré godoy

saco mo­no­ca­ma­da, ba­sea­do em dor, e a so­fis­ti­ca­ção tor­na-se ine­vi­


blends de po­lie­ti­le­no de bai­xa den­si­ tá­vel. Fren­te a esse mo­men­to de
da­de (PEBD) e de bai­xa den­si­da­de mercado, as pers­pec­ti­vas sor­riem
li­near (PEBDL), a op­ção da maio­ria para a dis­se­mi­na­ção dos fil­mes
das em­pre­sas numa hora de ex­pan­ coex­tru­da­dos e, num es­tá­gio um

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pou­co à fren­te, aos coex­tru­da­dos man­ce que os mo­no­ca­ma­da. A
com la­mi­na­ção – que sim­bo­li­zam, maio­ria dos pro­fis­sio­nais ou­vi­dos
atual­men­te, o que há de me­lhor em en­ten­de que o fil­me coex­tru­da­do
es­tru­tu­ra mul­ti­ca­ma­da para em­ba­ sim­ples é uma saí­da viá­vel e ten­de
la­gem fle­xí­vel. a di­fun­dir-se pro­gres­si­va­men­te
enquanto os pre­ços im­pe­di­rem uma
Saída criativa par­ti­ci­pa­ção maior dos mul­ti­ca­ma­
A coex­tru­são é ba­si­ca­men­te a fu­são da com la­mi­na­ção. Des­tes úl­ti­mos,
de ma­te­riais dis­tin­tos para a for­ma­ já po­dem ser en­con­tra­das, em li­nhas
ção de um fil­me com es­tru­tu­ra mul­ es­pe­ciais, embalagens la­mi­na­das
ti­ta­re­fa. Assim, é pos­sí­vel com­bi­nar em po­liés­ter ou po­li­pro­pi­le­no, para
numa só pa­re­de as ca­rac­te­rís­ti­cas in­ten­si­fi­car bar­rei­ras, res­guar­dar a
ne­ces­sá­rias para cui­dar de pro­ble­ im­pres­são e dar bri­lho.
mas dis­tin­tos. “A coex­tru­são sig­ni­ Es­ses avan­ços, po­rém, não
fi­ca fle­xi­bi­li­da­de, per­mi­tin­do a de­cre­tam o fim próximo do saco
fotos: divulgação

cria­ção de fil­mes de acor­do com mo­no­ca­ma­da. Ele ainda en­con­tra


ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas, e ten­de a ni­cho em li­nhas de com­ba­te e em
se fir­mar como saí­da cria­ti­va para sa­ca­rias gran­des, mor­men­te aci­ma
as em­pre­sas”, afir­ma con­vic­to de três qui­los. Nes­se caso, pesa a
Do­me­ni­co Mac­chia, ge­ren­te da dis­po­ni­bi­li­da­de de tec­no­lo­gia, pois
Dow Quí­mi­ca na área de ven­das pou­cos fa­bri­can­tes con­se­guem
em po­lie­ti­le­no. A Dow, aliás, é for­ en­cher au­to­ma­ti­ca­men­te sa­cos de
ne­ce­do­ra da linha de po­lie­ti­le­no de gran­des vo­lu­mes com es­tru­tu­ras
bai­xa den­si­da­de li­near Eli­te, que já com­ple­xas, o que fa­vo­re­ce a es­co­
vem sen­do em­pre­ga­da em vá­rias lha da em­ba­la­gem com via­bi­li­za­ção
emba-lagens de pet food, coex­tru­ téc­ni­ca me­nos com­pli­ca­da.
da­das ou mul­ti­ca­ma­da, prin­ci­pal­
men­te na ca­te­go­ria pre­mium. Mais tecnologia
Como a preo­cu­pa­ção com a A es­tru­tu­ra coex exi­ge má­qui­nas
re­la­ção cus­to/be­ne­fí­cio é de­ci­si­va, es­pe­cí­fi­cas, e a maio­ria das con­ver­
o saco coex­tru­da­do tam­bém é uma te­do­ras que aten­de o segmento está
al­ter­na­ti­va com­pen­sa­do­ra, pois tem in­ves­tin­do para dis­po­ni­bi­li­zar a tec­
Embalagens de produtos premium
cus­to me­nor de pro­ces­so que os e super premium, como estas, no­lo­gia aos seus clien­tes. A Rho­to­
la­mi­na­dos e ofe­re­ce me­lhor per­for­ aliam qualidade e simplicidade plás, empresa si­tua­da em Ba­rue­ri

Fornecedores se movimentam
Es­ti­ma-se em cer­ca de 7 700 to­ne­la­ de po­lie­ti­le­nos para con­ver­te­do­res Já os ba­sea­dos em ca­ta­li­
das o volume de re­si­na plás­ti­ca de em­ba­la­gens de pet food. A OPP sa­do­res me­ta­lo­ce­nos, como
con­su­mi­da ao ano pelo mercado de aca­ba de lan­çar no­vas li­nhas de a linha Eli­te, da Dow Quí­mi­
embalagens para pet food. Isso dá po­lie­ti­le­no de bai­xa den­si­da­de ca, têm como prin­ci­pais vir­
a me­di­da da im­por­tân­cia do seg­ li­near, que têm no aumento da re­sis­ tu­des a se­la­gem em meio à
mento para os for­ne­ce­do­res de tên­cia me­câ­ni­ca seu prin­ci­pal aper­ so­li­di­fi­ca­ção da re­si­na (hot
ma­té­ria-pri­ma e de fil­mes es­pe­ciais, feiçoamento, segundo Cas­si­nel­li. tack) e adap­ta­bi­li­da­de a
que se en­tu­sias­mam com o po­ten­ No lado con­cor­ren­te, a Po­li­te­no tam­ pro­ces­sos au­to­ma­ti­za­dos,
cial do segmento. “Esse volume bém dis­po­ni­bi­li­za li­nhas es­pe­ciais diz Do­me­ni­co Mac­chia,
pode che­gar a 30 000 to­ne­la­das, de po­lie­ti­le­nos, prin­ci­pal­men­te os ge­ren­te da empresa na área
fo­men­ta­do prin­ci­pal­men­te pela ten­ de­ri­va­dos do oc­te­no. “Eles ofe­re­cem de ven­das em po­lie­ti­le­no.
dên­cia de ven­da em por­ções me­no­ mais re­sis­tên­cia e ca­pa­ci­da­de de A aber­tu­ra da eco­no­mia faci­
res”, prevê Luís Fer­nan­do Cas­si­nel­ se­la­gem que os oriun­dos do bu­te­ li­tou o aces­so não só aos
li, ge­ren­te de de­sen­vol­vi­men­to de no”, explica Ri­car­do Pel­le­gri­ni, coor­ po­lie­ti­le­nos es­pe­ciais, mas
Embalag
pro­du­to da OPP Pe­tro­quí­mi­ca, res­ de­na­dor de de­sen­vol­vi­men­to de pro­ tam­bém a re­si­nas nobres, usa­das filme d
pon­sá­vel por 42% do for­ne­ci­men­to du­to da empresa. como “adi­ti­vos” em sa­cos mul­ti­ca­

40 – embalagemmarca • fev 2000


(SP), por exem­plo, in­ves­tiu pe­sa­do prin­ci­pal pro­ble­ma a ser com­ba­ti­ para as li­nhas Faro e Top Cat
em má­qui­nas coex­tru­so­ras para do, para me­lho­rar a apa­rên­cia das im­pres­são em ro­to­gra­vu­ra oito
acom­pa­nhar o up­gra­de do se­tor. embalagens do segmento, a mar­ca­ co­res, pro­ces­so dis­po­ni­bi­li­za­do
“Hoje dis­po­ni­bi­li­za­mos coex­tru­so­ ção ex­ces­si­va dos grãos na pa­re­de pela Rho­to­plás através de uma
ras para fun­dir até três ma­te­riais, da em­ba­la­gem, causada sobretudo má­qui­na ita­lia­na Ro­to­mec.
sem con­tar a la­mi­na­ção pos­te­rior”, pela pres­são nos pa­le­tes. “É um O apri­mo­ra­men­to da qua­li­da­de
destaca Luís Sca­to­li­ni, ge­ren­te pro­ble­ma dos fle­xí­veis nas sa­ca­rias grá­fi­ca, no entanto, não pa­re­ce ser a
in­dus­trial da Rho­to­plás, que pro­ces­ gran­des, que res­pon­dem por cer­ca ve­de­te do mo­men­to. Mui­tos as­si­na­
sa cer­ca de 60 to­ne­la­das de embala- de 90% de nos­sa pro­du­ção.” lam o exa­ge­ro em de­sign grá­fi­co no
gens para pet food men­sal­men­te. Araú­jo res­sal­ta o pre­do­mí­nio da es­tá­gio ini­cial da ca­te­go­ria, com
No cam­po da im­pres­são, a es­tru­ fle­xo­gra­fia en­tre as embalagens do uso ex­ces­si­vo de fo­tos e po­lui­ção
tu­ra coex tam­bém im­põe van­ta­ se­tor, pois as ti­ra­gens vêm di­mi­ visual. Como o mo­men­to já é ou­tro,
gens. “Blends es­pe­ciais de po­lie­ti­le­ nuin­do. Ge­ral­men­te as em­pre­sas de ex­pan­são de fren­tes num seg-
no evi­tam o cha­ma­do “efei­to ca­ta­ con­tam com for­ne­ci­men­to pul­ve­ri­ mento afir­ma­do, exis­te quem de­fen­
po­ra”, que é a ra­cha­du­ra da im­pres­ za­do en­tre di­ver­sas con­ver­te­do­ras, da a sim­pli­fi­ca­ção da arte nas
são pelo ex­ces­so de ma­nu­seio e por e nem to­das dis­po­ni­bi­li­zam a ro­to­ embalagens. De acor­do com Car­los
pro­ble­mas de es­to­ca­gem e em­pi­lha­ gra­vu­ra. Apesar dis­so, al­guns vêm Kua­da, as­sis­ten­te de mar­ke­ting da
men­to”, diz Ro­ber­to Araú­jo La­cer­ apos­tan­do na con­tra­cor­ren­te. A Grand­food/Pre­mier Pet, empresa
da, só­cio exe­cu­ti­vo da La­dal, con­ Ro­yal Ca­nin, por exem­plo, pre­co­ que apos­ta nas li­nhas pre­mium e
ver­te­do­ra de Rio Cla­ro (SP) que ni­za a im­pres­são em ro­to­gra­vu­ra, e su­per pre­mium, a pa­dro­ni­za­ção das
pro­ces­sa fle­xí­veis para pet food a Mo­gia­na, dona da mar­ca Gua­bi, embalagens, para fa­ci­li­tar a iden­ti­
des­de 1985. Araú­jo apon­ta como traz em suas no­vas embalagens fi­ca­ção pelo comprador e criar uma

Linhas “Top Cat” e “Faro”, da marca Guabi: impressão em rotogravura oito cores, da Rhotoplás

ma­da. Nes­se cam­po, desta­ rá­pi­da e re­sis­ten­te, além de ri­gi­dez, MU 842/PE, por exem­plo, pos­si­bi­li­ta
ca-se a fa­mí­lia Surlyn, da para evi­tar pro­ble­mas de ma­nu­seio o uso de at­mos­fe­ra mo­di­fi­ca­da, de
Du Pont, uma re­si­na io­no­ e es­to­que, como amar­ro­ta­dos e lar­go uso nos EUA e já usa­da pela
mé­ri­ca já em­pre­ga­da em mar­ca­ção dos grãos”. No entanto o Ro­yal Ca­nin no Brasil. Se­gun­do
di­ver­sas embalagens de Surlyn ainda não ofe­re­ce re­sis­tên­ Ro­sia­ne Die­gues, téc­ni­ca em fle­xí­
pet food por garantir bar­ cia sa­tis­fa­tó­ria à mi­gra­ção de aro­ veis da Mo­bil, é com­pli­ca­do via­bi­li­
rei­ra à gordura e pos­si­bi­li­ ma, reco-nhece Soller. zar mu­dan­ças tão ra­di­cais a cur­to
tar re­du­ções de es­pes­su­ra, Uma al­ter­na­ti­va para sa­nar esse pra­zo. “A saí­da é con­ven­cer a
segundo o coor­de­na­dor de pro­ble­ma seriam fil­mes es­pe­ciais de in­dús­tria da qua­li­da­de des­sa apli­ca­
embalagens da empresa, po­li­pro­pi­le­no bi-orien­ta­do (BOPP) ção e ten­tar im­ple­men­tá-la pas­so a
Wal­mir Sol­ler. Com a Surlyn com la­mi­na­ção em acrí­li­co, dis­po­ni­ pas­so”, diz. De acor­do com Ce­cí­lia
há considerável ga­nho de bi­li­za­dos pela Mo­bil Films do Bra­sil. Vero, tam­bém da Mo­bil, é pos­sí­vel
pro­du­ti­vi­da­de em pro­ces­sos Apesar de iné­di­tos no mercado de uma even­tual com­bi­na­ção da la­mi­
de en­va­se au­to­ma­ti­za­do pet food na­cio­nal, a empresa apos­ na­ção em acrí­li­co com o po­lie­ti­le­no
em com
a Mobil (form-fill-seal), ele diz, “pois o ta que as van­ta­gens de tal com­bi­na­ usa­do pela maio­ria das fa­bri­can­tes,
material pro­por­cio­na se­la­gem mais ção conquistarão o setor. O fil­me 35 re­du­zin­do o im­pac­to das ino­va­ções.

fev 2000 • embalagemmarca – 41


iden­ti­da­de, é es­sen­cial. “De­ci­di­ ten­de a mo­vi­men­tar os ou­tros jo­ga­
mos não pôr fo­tos em nos­sas do­res, o que é po­si­ti­vo, segundo
embalagens, mas ape­nas si­lhue­tas Mar­ques. “É ine­vi­tá­vel: as di­fe­ren­
de ani­mais, para bus­car um equi­lí­ cia­ções em em­ba­la­gem são ra­pi­da­
brio grá­fi­co”, ar­gu­men­ta. “Vi­mos o men­te ab­sor­vi­das pelo mercado,
quão forte é essa ten­dên­cia no ex­te­ pois a com­pe­ti­ção vem se acir­ran­do
rior” , conta Kuada. “Dessa forma, cada vez mais.”
re­for­ça­mos o ape­lo pre­mium do Por ou­tro lado, Rod­ney Le­bre,
nos­so pro­du­to.” ge­ren­te de mar­ke­ting da So­cil, outro
gran­de pla­yer do mercado, diz que
Praticidade, inovação sen­te fal­ta da apre­sen­ta­ção de no­vas
Trans­pon­do a ques­tão do visual, so­lu­ções. “Gos­ta­ría­mos de agre­gar
em­pre­sas do se­tor dão os pri­mei­ros al­ças para trans­por­te, es­tru­tu­ras
fotos: divulgação

Herói Bidu:
pas­sos para con­quis­tar pú­bli­co ino­ easy-open e ou­tras fa­ci­li­da­des, mas apelo infantil
van­do em pra­ti­ci­da­de da em­ba­la­ fal­tam saí­das viá­veis, em ter­mos de
gem. “É um es­tá­gio ainda em­brio­ cus­tos e pro­ces­so. Acho que o con­ do ape­lo con­se­gui­do pela Mo­gia­na
ná­rio no Bra­sil, mas que já re­pre­ su­mi­dor não pa­ga­ria a mais por com a as­so­cia­ção da mar­ca He­rói a
sen­ta mui­to para o con­su­mi­dor”, isso”, ex­pli­ca. Le­bre acha que o um per­so­na­gem, no caso o cão Bidu,
pon­de­ra João Prior, da An­fal-Pet. gran­de pas­so para esse es­tá­gio ainda de Mau­rí­cio de Sou­za – a crian­ça
É o caso do re­cen­te lançamento está para ser dado. “O aces­so a tam­bém in­flui nas com­pras para seu
Re­cei­ta da Na­tu­re­za, ra­ção pre­ in­cre­men­tos deve fi­car mais fá­cil pet, e tais ino­va­ções ge­ram em­pa­tia.
mium da Mo­gia­na apresentada no da­qui a al­guns anos”, diz. “Não são me­lho­ras em pra­ti­ci­da­de,
for­ma­to stand up pouch, que dei­xa Além da pra­ti­ci­da­de em si, o foco mas que tor­nam os mo­men­tos de
o pro­du­to em pé, e com zí­per para no fu­tu­ro pode ser o de pro­por­cio­nar com­pra e uso do pro­du­to uma di­ver­
fa­ci­li­tar a aber­tu­ra e a con­ser­va­ção pra­zer ao con­su­mi­dor – ou melhor, são”, diz um pro­fis­sio­nal que pede
do pro­du­to. “De­sen­vol­ve­mos a ao comprador – através da em­ba­la­ para não ser iden­ti­fi­ca­do. Segundo
em­ba­la­gem com apoio do Cetea gem, se­guin­do o na­tu­ral ca­mi­nho de ele, isso atual­men­te não acon­te­ce por
(Cen­tro de Tec­no­lo­gia de Em­ba­la­ mar­ke­ting vi­sí­vel nos alimentos para cau­sa do ve­lho pro­ble­ma, sem­pre
gem do ITAL), após ob­ser­var­mos con­su­mo hu­ma­no. Um exem­plo é o ci­ta­do: no­vi­da­des cus­tam caro.
ca­sos se­me­lhan­tes no ex­te­rior”,
con­ta Gil­mar Mar­ques, ge­ren­te de
mar­ke­ting da empresa. A ex­pe­riên­
A lata de aço de olho nas rações secas
cia, iné­di­ta no mercado na­cio­nal,
O pet food tam­bém gera mercado se di­fe­ren­cial. “Es­ta­mos ma­pean­do
para o aço, ma­té­ria-pri­ma pre­do­mi­ o se­tor de pet food, em bus­ca de
nan­te no segmento de ra­ções úmi­ opi­niões para apre­sen­tar uma em­ba­
das. A fun­cio­na­li­da­de e a im­per­mea­ la­gem que aten­da às suas ne­ces­si­
bi­li­da­de da lata de aço são os prin­ci­ da­des, prin­ci­pal­men­te para as ven­
pais trun­fos para o acon­di­cio­na­men­ das em gran­des por­ções”, vis­lum­
to de tal tipo de ra­ção, cujas ca­rac­ bra. Como van­ta­gens, Adriana Stec­
te­rís­ti­cas im­pe­dem o uso de embala­ ca real­ça a con­ser­va­ção da ra­ção
gens fle­xí­veis. Mas como a par­ti­ci­ por mais tem­po, sem a ne­ces­si­da­de
pa­ção dos en­la­ta­dos é res­tri­ta no de uso de ou­tro re­ci­pien­te para
segmento, ba­ten­do na casa dos acon­di­cio­nar embalagens já aber­tas,
15%, for­ne­ce­do­res bus­cam tra­ba­lhar “e o forte ape­lo da reu­ti­li­za­ção da
já em 2000 a di­fu­são da lata de aço em­ba­la­gem, para uso do pró­prio
como em­ba­la­gem po­ten­cial tam­bém ani­mal ou ou­tro qual­quer”. Além de
para as ra­ções se­cas. co­mo­di­da­de para o con­su­mi­dor, a
De acor­do com Adria­na Stec­ca, em­ba­la­gem de aço se­ria me­nos sus­
ge­ren­te de mar­ke­ting da Com­pa­nhia ce­tí­vel à ação de agen­tes ex­te­rio­res
Si­de­rúr­gi­ca Na­cio­nal – CSN, tra­ta-se (ar, luz, aro­mas). Assim, di­mi­nui­ria o
de um po­si­cio­na­men­to es­pe­cí­fi­co ín­di­ce de re­jei­ção da ra­ção por parte
para o mercado brasileiro, onde há do ani­mal, e ques­tões lo­gís­ti­cas
Receita da Natureza: stand up gran­des chan­ces de acei­ta­ção des­ seriam facilitadas.
pouch com zíper

42 – embalagemmarca • fev 2000


tendência

o enriquecido
mercado de leites
A embalagem pode ser o diferencial num mercado em que, para
destacar-se, os produtos com sabores e aditivos se multiplicam

o
Leandro Haberli

mercado sem­pre enxergou com bons olhos Ma­te­riais à parte, os fa­bri­can­tes in­ves­tem cada vez
o crescimento do número de consumidores mais em ex­ten­sões de linha e em produtos di­fe­ren­cia­dos
preocupados com saúde e bem-es­tar. para frear o avan­ço dos con­cor­ren­tes. “De­pois que as
Afinal, essa ten­dên­cia já reverteu em mar­cas re­gio­nais pas­sa­ram a ter gran­de al­can­ce de mer­
lu­cros sig­ni­fi­ca­ti­vos para vá­rios se­to­res da eco­no­mia, cado, co­me­ça­mos a pri­mar pela di­fe­ren­cia­ção e por
como o de alimentos: de 1990 a 1998, a indústria ali­ agre­gar valor a nos­sos produtos”, re­su­me An­tô­nio Car­
mentar mul­ti­pli­cou por seis o faturamento de produtos los Pra­do, di­re­tor de mar­ke­ting do Gru­po Vi­gor.
com ape­lo light/diet – com bai­xa ca­lo­ria e sem açú­car, O mercado se complicou a partir de 1994, com a
res­pec­ti­va­men­te. es­ta­bi­li­za­ção eco­nô­mi­ca. As em­pre­sas re­cla­mam que,
Ago­ra é o segmento de lác­teos que está en­con­trando apesar do au­men­to na de­man­da de lei­tes, a nova reali­
naquela tendência um filão com boas pos­si­bi­li­da­des de dade trouxe poderosos concorrentes es­tran­gei­ros para o
ex­pan­são, o mercado de lei­tes di­fe­ren­cia­dos. Nele, mercado na­cio­nal. A maioria optou pelo uso de em­ba­la­
produtos com ele­men­tos fun­cio­nais, níveis de gordura gens as­sép­ti­cas, cujo uso se generalizou – e a abun­dan­te
re­du­zi­dos e sa­bo­res es­pe­ciais já se tornaram im­pres­cin­ quan­ti­da­de de mar­cas de lei­te em caixinhas levou o
dí­veis para que as di­fe­ren­tes mar­cas man­te­nham suas produto a ser negociado pe­las gran­des re­des de su­per­
ven­das em níveis prós­pe­ros. mer­ca­dos como com­mo­dity, a preços achatados.
Um dos re­sul­ta­dos mais pal­pá­veis des­se pro­ces­so
Fornecedores atentos – Ante tais pers­pec­ti­vas, os tem sido o rit­mo qua­se fre­né­ti­co com que as em­pre­sas
for­ne­ce­do­res de embalagens assépticas para produtos lác­teas lan­çam novos produtos, com maior valor agrega­
lác­teos co­me­çam a di­ver­si­fi­car op­ções de fe­cha­men­to e do, a fim de diferenciar-se. Para ficar num só exem-plo:
já pen­sam em al­te­rar o de­sign tra­di­cio­na­lis­ta das cai­xi­
nhas lon­ga vida, ca­te­go­ria que acon­di­cio­na mais de 60%
do lei­te in­dus­tria­li­za­do con­su­mi­do no país.
Cor­ren­do por fora na dis­pu­ta pelo for­ne­ci­men­to de
ma­te­riais para embalagens de lei­tes apa­re­ce o PET, que
já é co­gi­ta­do por al­guns fa­bri­can­tes de produtos lác­teos
– embora, por enquanto, o alto cus­to e os pro­ble­mas de
bar­rei­ra apre­sen­ta­dos ainda exijam aná­li­ses mais mi­nu­
foto: divulgação

cio­sas para seu em­pre­go em lei­tes. Por sua vez, o se­tor


vi­drei­ro, so­be­ra­no em embalagens para lei­te até o final
da década de 60, tam­bém tem vol­ta­do seu olhar para
Vigor Club:
esse promissor mercado. No caso, res­tri­ções lo­gís­ti­cas para o público infantil
re­pre­sen­tam as maio­res di­fi­cul­da­des a superar.

18 – embalagemmarca • fev 2000


As dez maiores empresas de laticínios no Brasil

Empresas Recepção anual de leite Número de produtores


(em mil litros)

1997 1998 1997 1998


Nestlé 1 412 608 1 357 832 35 089 28 920
Parmalat 857 238 814 224 21 040 16 052
Itambé 730 422 752 628 18 250 15 369
Paulista 672 742 625 577 24 481 22 162
Elegê 607 198 602 514 38 537 34 402
Grupo Vigor 295 155 287 830 8 142 6 442
Batávia/Agromilk 273 570 274 022 11 125 10 393
Fleischmann Royal 166 000 184 000 4 000 3 000
Danone 166 949 144 429 1 426 651
Laticínios Morrinhos 105 060 121 297 4 300 4 250
TOTAL 5 286 942 5 164 353 166 390 141 641
Leco, aposta da Vigor no segmento Fonte: Associação Brasileira de Produtores de Leite - Leite Brasil. CNA/Decom e PENSA

dos 187 itens pro­du­zi­dos pela Vi­gor atual­men­te, 45 são Incrementos como esse po­dem aju­dar a con­so­li­dar a
lan­ça­men­tos re­cen­tes. “Para entrar no mercado, as no­vi­ fi­de­li­da­de de mar­ca no mercado de lei­tes. Pro­du­tos com

foto: divulgação
da­des re­ce­be­ram generosas do­ses de ape­lo pre­mium”, maior valor agre­ga­do re­pre­sen­tam uma ten­dên­cia, na
res­sal­ta o di­re­tor de mar­ke­ting da Vi­gor. visão do de­par­ta­men­to de mar­ke­ting da Te­tra Pak. De
A empresa opera no segmento de leite com cinco qualquer forma, ainda que se note alguma inclinação de
produtos diferenciados, entre os quais se des­ta­ca a Vi­ta­ consumidores mi­gran­do para as embalagens in­di­vi­
mi­na Leco, cujo êxito de ven­das im­pul­sio­nou duas duais, a tendência estaria longe de se consolidar. Fa­bri­
no­vas ver­sões: Fru­tas Ver­des e Light. Para crian­ças, can­tes de embalagens assépticas ar­gu­men­tam que os
apos­tou na linha Vi­gor Club, onde sobressai a Gro­se­lha cus­tos para o de­sen­vol­vi­men­to de novos produtos fi­ca­
Vi­ta­mi­na­da ao Lei­te, pro­du­to com forte ape­lo in­fan­til, ram pro­por­cio­nal­men­te mui­to ele­va­dos após a co­mo­di­
dis­po­ní­vel em embalagens assépticas de 200ml. A Te­tra ti­za­ção do setor.
Pak é fornecedora exclusiva da Vi­gor para leites. Do lado dos usuários, Ja­cques Gon­ti­jo, vice-pre­si­
den­te co­mer­cial da Itam­bé, ter­cei­ra maior fa­bri­can­te de
Novas alternativas – O pro­ces­so de co­mo­di­ti­za­ção la­ti­cí­nios do país, faz coro a essa tese, mas re­co­nhe­ce
do mercado de lei­tes passou a exercer pressão por que a evo­lu­ção das embalagens é ine­vi­tá­vel. “Não só a
mudanças nas em­ba­la­gens. Porém, alterações no for­ma­ aber­tu­ra, como tam­bém o ma­nu­seio, terão de ser fa­ci­li­
to das caixinhas têm sido di­fi­cul­ta­das, devido aos al­tos ta­dos ao con­su­mi­dor”, ele pre­vê. Por isso, a Itam­bé tem
investimentos ne­ces­sá­rios. Ade­mais, os pe­que­nos pro­ in­ten­si­fi­ca­do o uso de embalagens assépticas com tam­
du­to­res de lei­te têm resistido a pa­gar mais por no­vas pas que dis­pen­sam te­sou­ras ou fa­cas para sua aber­tu­ra.
op­ções de em­ba­la­gem. Em termos de ta­ma­nhos, a empresa teve ex­pe­riên­cia
Mas no­vas al­ter­na­ti­vas têm sido desenvolvidas. com lei­tes em embalagens de 200ml. Os re­sul­ta­dos não
Re­cen­te­men­te, a própria Te­tra Pak lançou a Te­tra Pris­ animaram, revela Gontijo. “É uma ques­tão de cul­tu­ra”,
ma As­sep­tic, de 250ml. Ela re­pre­sen­ta uma boa pos­si­bi­ acre­di­ta. “O con­su­mi­dor no Bra­sil ainda pre­fe­re com­
li­da­de para lei­tes di­fe­ren­cia­dos, pois per­mi­te con­su­mo prar uma em­ba­la­gem com 1 li­tro de
por­cio­na­do, prá­ti­ca ha­bi­tual nos Estados Unidos. Já lei­te a duas com 500ml”. Mes­mo
ha­via no mercado uma ver­são de 330ml, mas essa ca­pa­ as­sim, a empresa não elimina a
ci­da­de foi con­si­de­ra­da ex­ces­si­va para o pú­bli­co in­fan­til, hipótese de usar embalagens de
prin­ci­pal fi­lão dos lei­tes com sabor. me­nor ca­pa­ci­da­de. “Para o fu­tu­ro,
Além de pos­si­bi­li­tar im­pres­são di­fe­ren­cia­da so­bre nos­sa in­ten­ção é ex­plo­rar esse
seu fil­me me­ta­li­za­do, como o sis­te­ma pho­to pro­cess, mercado através de can­ti­nas es­co­
que ga­ran­te bom de­sem­pe­nho em lo­cais de ven­da por la­res, lan­cho­ne­tes e lo­jas de con­ve­
im­pul­so, a Te­tra Pris­ma As­sep­tic tem ou­tro di­fe­ren­cial. niên­cia”, adianta Gontijo.
Seu pro­ces­so de fe­cha­men­to, ba­ti­za­do de pull-tab, é
com­pos­to por uma pe­lí­cu­la pro­te­to­ra me­ta­li­za­da, que, Embalagens menores ainda não
re­ti­ra­da, per­mi­te o con­su­mo na pró­pria em­ba­la­gem. deslancharam: questão de cultura

fev 2000 • embalagemmarca – 19


As embalagens as­sép­ti­cas uti­li­za­das pela Itam­bé são
for­ne­ci­das ape­nas pela Te­tra Pak. Na linha de lác­teos
re­fri­ge­ra­dos, en­tre­tan­to, não há ex­clu­si­vi­da­de, e a
empresa tem negociado tam­bém com a norte-americana
In­ter­na­tio­nal Pa­per, presente no Bra­sil des­de 1996.

Hegemonia ameaçada? – A In­ter­na­tio­nal Pa­per


vem diversificando a pro­du­ção de embalagens não
refrigeradas, para complementar sua linha ga­ble top Di­fe­ren­ciar para atrair
(topo trian­gu­lar ou pi­ra­mi­dal), que requer re­fri­ge­ra­ção.
“Es­ta­mos tam­bém au­men­tan­do a pro­du­ção de embala­ A bus­ca de di­fe­ren­cia­ção na pro­du­ção de lei­tes, além
gens de 200ml, do tipo slim, de perfil mais estreito”, de uma ten­ta­ti­va de man­ter consumidores fiéis a mar­
conta Nel­son Iwao, ge­ren­te co­mer­cial. cas, é uma estratégia vol­ta­da a di­re­cio­nar pro­du­tos
Além da In­ter­na­tio­nal Pa­per e da Te­tra Pak, há ou­tro diversos a gru­pos específicos de consumidores. As
con­cor­ren­te no mercado de embalagens assépticas. Tra­ mudanças de mercado deflagradas pelo aces­so a
ta-se da SIG Com­bi­bloc, atuan­do no Bra­sil des­de 1997. embalagens as­sép­ti­cas tor­naram essa ação fun­da­men­
As embalagens for­ne­ci­das para a Amé­ri­ca La­ti­na têm tal para po­ten­cia­li­zar ven­das e evi­tar pre­juí­zos.
sido im­por­ta­das dos EUA e da Ale­ma­nha, mas a empre­ O mix de produtos lác­teos da Ba­tá­via, controlada da
Parmalat, ilus­tra bem o que os gran­des fa­bri­can­tes vêm
sa tem pla­nos de inau­gu­rar uma fábrica na Amé­ri­ca do
fa­zen­do nesse sentido. A empresa ofe­re­ce lei­tes re­gu­
Sul em bre­ve. O ob­je­ti­vo é con­quis­tar 5% do mercado
la­res, outros reforçados com cál­cio e fer­ro, e aca­ba de
na­cio­nal de embalagens as­sép­ti­cas.
lan­çar um lei­te com Ôme­ga 3, áci­do gra­xo que aju­da a
Em fe­cha­men­tos, a SIG Com­bi­bloc ofe­re­ce uma re­du­zir a vis­co­si­da­de san­güí­nea. “Bus­ca­mos ofe­re­cer
tam­pa plás­ti­ca que dis­pen­sa o uso de ins­tru­men­tos cor­ um tipo de lei­te para cada ne­ces­si­da­de do con­su­mi­
tan­tes, a Com­bi­top. “Que­re­mos in­ten­si­fi­car ou­tros dis­ dor”, diz Cláu­dio Írie, ge­ren­te de mar­ke­ting da Ba­tá­via.
po­si­ti­vos que es­te­jam ali­nha­dos com a forte ten­dên­cia O se­tor de lác­teos da Par­ma­lat se­gue a mes­ma linha.
de con­ve­niên­cia exi­gi­da pelo consu­mi­dor”, sa­lien­ta Em 1999, a empresa, se­gun­da maior em la­ti­cí­nios no
Raul Fa­ria, di­re­tor da empresa para a Amé­ri­ca La­ti­na. Bra­sil, atrás da Nestlé, lan­çou três lei­tes es­pe­ciais. De
Um diferencial da Combibloc é que permite acon­di­ olho no crescimento dos mo­di­fi­ca­dos para con­su­mo
cio­nar produtos com par­tes só­li­das, como io­gur­tes com in­fan­til, foi de­sen­vol­vi­do o Par­ma­lat Pri­mei­ro Cres­ci­
pe­da­ços de fru­ta.  Outra no­vi­da­de da marca é uma men­to, um lei­te es­pe­cial para crian­ças de 1 a 3 anos. O
fotos: divulgação

Par­ma­lat Zymil, por sua vez, é vol­ta­do a consumidores


em­ba­la­gem as­sép­ti­ca de 2 li­tros. Além de estimular o
com in­to­le­rân­cia a lac­to­se, es­pé­cie de açú­car na­tu­ral
giro dos produtos, a vi­sua­li­za­ção no pon­to-de-ven­da é
do lei­te. Já o Par­ma­lat Ôme­ga 3 visa ao pú­bli­co preo­cu­
va­lo­ri­za­da em fun­ção do maior es­pa­ço ocu­pa­do na gôn­
pa­do com pro­ble­mas car­día­cos. “A linha de lei­tes es­pe­
do­la. É uma embalagem adequada tam­bém para uso ciais nas­ceu por­que é preciso aten­der, cada vez mais, a
ins­ti­tu­cio­nal, em ba­res e res­tau­ran­tes, lembra Faria. ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas dos consumidores”, in­for­ma
Além de embalagens assépticas, o de­par­ta­men­to de mar­ke­ting da Par­ma­lat, que, na
no­vi­da­des para acon­di­cio­na­men­to de au­sên­cia de seu res­pon­sá­vel, res­pon­de ins­ti­tu­cio­nal­
lei­tes têm sur­gi­do também na área de men­te pela empresa.
fle­xí­veis. A Du Pont vem dis­po­ni­bi­
li­zan­do um novo mé­to­do e ga­ran­te é ca­paz de ga­ran­tir pra­zos de va­li­da­de se­me­lhan­tes aos
que os cus­tos são baixos. Tra­ta-se de das assépticas: até seis me­ses sem re­fri­ge­ra­ção. Os
um sis­te­ma as­sép­ti­co de en­va­se para sa­chês me­no­res com­por­tam 200ml, mas ver­sões maio­
lí­qui­dos e ou­tros produtos vis­co­sos res po­dem ser pro­du­zi­das, com ca­pa­ci­da­de de até 2
em sa­chês mul­ti­ca­ma­da de alta bar­ li­tros, me­dian­te sim­ples ajus­tes no equi­pa­men­to.
rei­ra. Segundo o fabricante, o sachê O que se pode concluir de tanta movimentação no
mercado de leites em busca de diferenciação indica, mais
uma vez, que a embalagem tem e terá papel decisivo no
esforço das marcas para conquistar market share. Afinal,
Embalagem quando os produtos, para se diferenciarem, multiplicam-
de 2 litros e se às dezenas – e até às centenas – em sabores, aditivos,
fechamen- “fatores” e elementos funcionais, de certa forma, aos
toCombi-
top, da SIG olhos do consumidor, se tornam, se não iguais, muito
Combibloc parecidos. O diferencial é a embalagem.

20 – embalagemmarca • fev 2000


suavidade a
design

da
Um histórico passo-a-passo mostrando como a Sukita saiu de sob o

1 2 3
fotos: divulgação

u ma sé­rie de sua­ves in­-


ter­ven­ções, cul­mi­nan­do
com uma mu­dan­ça mais
ra­di­cal. Assim pode ser
interpreta­da a his­tó­ria dos su­ces­si­
vos re­de­se­nhos da em­ba­la­gem do
re­fri­ge­ran­te Su­ki­ta, mar­ca que
ga­nhou maior di­fu­são a partir do
in­ten­ção de uma gui­na­da na es­tra­té­
gia co­mer­cial da empresa. Essa úl­ti­
ma “ci­rur­gia plás­ti­ca”, no entanto,
não sur­giu ao aca­so. É re­sul­ta­do de
lon­go pro­ces­so de adap­ta­ção da
em­ba­la­gem, com o in­tui­to de sem­pre
dei­xá-la atua­li­za­da.
Si­mas destaca que, já em 1991,
quan­do sua agên­cia pas­sou a tra­ba­
lhar com a mar­ca, em­bo­ra fos­se
obri­ga­tó­ria a men­ção ao con­teú­do
de suco na­tu­ral de la­ran­ja em to­dos
os re­fri­ge­ran­tes si­mi­la­res, so­men­te
a Su­ki­ta pas­sou a ex­plo­rar tal atri­
bu­to como um valor agre­ga­do. Já
ano pas­sa­do de­vi­do a um in­ten­so A di­fe­ren­ça é a em­ba­la­gem no ano re­tra­sa­do, a mar­ca afir­mou-
pro­je­to de mar­ke­ting. “En­quan­to as co­las e os gua­ra­nás se se como mar­ca sol­tei­ra, sain­do do
A cam­pa­nha da ga­ro­ta Su­ki­ta e do dis­tin­guem no gos­to com fa­ci­li­da­de, gran­de guar­da-chu­va da fa­mí­lia de
“tio”, idea­li­za­da pela agên­cia Ca­ril­lo os re­fri­ge­ran­tes de la­ran­ja são mui­to re­fri­ge­ran­tes Brah­ma. Esse foi o
Pas­to­re, ge­rou gran­de re­per­cus­são e se­me­lhan­tes”, ar­gu­men­ta An­to­nio fa­tor que pos­si­bi­li­tou maior in­de­
acen­tuou a in­ten­ção de­fi­ni­ti­va da Mu­niz Si­mas, di­re­tor da DIL pen­dên­cia na cria­ção da em­ba­la­
Brah­ma, dona da mar­ca, de di­ri­gir o Consultores em Design, agên­cia gem, o que cul­mi­nou com a ra­di­ca­
pro­du­to ao pú­bli­co ado­les­cen­te. Ao res­pon­sá­vel pe­las trans­for­ma­ções li­za­ção no úl­ti­mo re­de­sign.
lado das ações de mar­ke­ting, o re­de­ nas embalagens da Su­ki­ta há qua­se De acor­do com Si­mas, o ra­di­ca­
sign da em­ba­la­gem do re­fri­ge­ran­te dez anos. “Aí, o que faz a di­fe­ren­ça lis­mo foi a forma en­con­tra­da para
tor­nou-se es­sen­cial e acom­pa­nhou a é o de­sign da em­ba­la­gem”, ele diz. “en­fren­tar a con­cor­rên­cia de fren­te,

7 8 9
o radicalismo
guarda-chuva dos refrigerantes Brahma para tornar-se marca solteira

4 5 6

con­for­me de­ter­mi­na­ção do fa­bri­ Vida própria, mas com os equities preservados


can­te”. A gran­de la­ran­ja es­ti­li­za­da,
que al­guns cha­mam de es­pi­ral e Pas­so-a-pas­so, a evo­lu­ção em cada Fo­tos 6 e 7 – A uni­da­de com os
ou­tros de tur­bi­lhão, acen­tua a bus­ca re­de­sign da em­ba­la­gem da Su­ki­ta. de­mais re­fri­ge­ran­tes Brah­ma era
da Brah­ma pelo pú­bli­co jo­vem. Na ne­ces­sá­ria. Su­ki­ta en­tra­va nas pro­mo­
Fo­tos 1 e 2 – As pri­mei­ras embala- ções ge­rais dos re­fri­ge­ran­tes, como
cam­pa­nha de mar­ke­ting, a em­ba­la­ gens Su­ki­ta. Os re­fri­ge­ran­tes Brah­ma as do Car­na­val e da Copa de 1994.
gem se man­te­ve como forte item de man­ti­nham uni­da­de visual.
pro­pa­gan­da, tan­to que em al­guns Fo­tos 8 e 9 – Segundo re­de­se­nho,
Fo­tos 3, 4 e 5 – Pri­mei­ro re­de­se­ em 1995, com ob­je­ti­vo de mo­der­ni­zar a
pon­tos mon­tou-se um to­tem com a nho, em 1993. A Su­ki­ta, vice-lí­der no mar­ca. Mais des­ta­que para o suco
forma do pro­du­to. Essa foi mais segmento de re­fri­ge­ran­tes sabor na­tu­ral de la­ran­ja; la­ran­ji­nha mais rea­
uma das fer­ra­men­tas uti­li­za­das para la­ran­ja, co­me­ça a ga­nhar vida pró­ lis­ta, re­for­çan­do o appetite appeal.
pria, po­rém pre­ser­van­do os equi­ties.
di­vul­gar a cam­pa­nha. O lo­go­ti­po é ver­de, as le­tras são Fo­tos 10 e 11 – Ter­cei­ro re­de­sign,
“Mu­dan­ças tão drás­ti­cas só são mais in­for­mais e apa­ren­tam mo­vi­ em 1999. A la­ran­ja foi es­ti­li­za­da e
pos­sí­veis com o apoio de cam­pa­nha men­to. A gran­de preo­cu­pa­ção é in­cor­po­rou o mo­vi­men­to do lo­go­ti­
trans­mi­tir mais sabor: a bo­li­nha se po; apli­ca­da so­bre fun­do bran­co,
pu­bli­ci­tá­ria”, re­for­ça o di­re­tor da trans­for­ma numa la­ran­ji­nha e a tar­ja mu­dou ra­di­cal­men­te a apre­sen­ta­ção.
DIL. A nova em­ba­la­gem, po­rém, “con­tém suco na­tu­ral de la­ran­ja” A Su­ki­ta en­fren­ta em­ba­la­gem-a-em­
man­te­ve os equi­ties da mar­ca: ver­de ga­nha des­ta­que. Nes­sa épo­ca, a ba­la­gem o lí­der da ca­te­go­ria (Fan­ta).
Brah­ma já di­ri­ge o pro­du­to para o O multi­pack de doze la­tas dá ên­fa­se
para o lo­go­ti­po e o de­se­nho da pú­bli­co ado­les­cen­te com a cam­pa­ à mar­ca, ago­ra in­de­pen­den­te dos
la­ran­ja, como explicado ao lado. nha Aven­tu­ra de Ver­da­de. de­mais re­fri­ge­ran­tes Brah­ma.

10 11
marcas

a reestréia da
contour
foto: André Godoy

A garrafa que ajudou a construir o poder


da Coca-Coca volta com força total

d
e vol­ta à cena – de do som úni­co que a gar­ra­fa pro­duz
onde aliás a Coca- ao ser aber­ta”, con­ta Fer­nan­do Maz­
Cola pa­re­ce ter-se za­ro­lo, di­re­tor de mar­ke­ting da
dado con­ta de que Coca-Coca no Bra­sil.
nun­ca de­ve­ria ter Na ver­da­de, ne­nhum pro­du­to
saí­do – a mais fa­mo­ está tão as­so­cia­do à sua em­ba­la­gem
sa em­ba­la­gem da his­tó­ria, a gar­ quan­to Coca-Cola, e ne­nhu­ma
ra­fa de vi­dro de 237ml do re­fri­ em­ba­la­gem é tão fa­cil­men­te iden­ti­
ge­ran­te mais con­su­mi­do no pla­ fi­ca­da quan­to a cha­ma­da gar­ra­fa
ne­ta. Com seu for­ma­to in­con­ con­tour. Mes­mo no es­cu­ro é pos­sí­
fun­dí­vel, que lem­bra um cor­po vel re­co­nhe­cê-la – bas­ta apal­pá-la.
de mu­lher, a cha­ma­da gar­ra­fa Tal é a for­ça da­que­le íco­ne que sua
con­tour, íco­ne de con­su­mo e ima­gem pas­sou a ser im­pres­sa nas
de­sign cria­do em 1915 que se la­tas e seu per­fil, apro­xi­ma­do, foi
con­sa­grou por seu ir­re­sis­tí­vel ado­ta­do para as di­fe­ren­tes me­di­das
po­der de atra­ção e en­can­ta­men­ de gar­ra­fas de PET do pro­du­to. Em
to, está sen­do “re­lan­ça­da” no ou­tras pa­la­vras, a mar­ca Coca-Cola
mun­do in­tei­ro. – uma das mais va­lio­sas do mun­do
Para quem de al­gu­ma forma – não se fez ape­nas por aque­les atri­
se re­la­cio­na com em­ba­la­gem, bu­tos e por sua re­co­nhe­ci­da­men­te
mais do que um sim­ples re­for­ço in­ci­si­va atua­ção no mar­ke­ting e na
do mix de embalagens de um pro­ pro­pa­gan­da. Como lem­bra Maz­za­
du­to, o even­to pode ser ana­li­sa­do ro­lo, “en­tre os inú­me­ros atri­bu­tos
como uma tese com­pro­ba­tó­ria da que atraem o con­su­mi­dor de Coca-
po­de­ro­sa re­la­ção da em­ba­la­gem Cola, o for­ma­to da gar­ra­fa de 237ml
com a mar­ca à qual ser­ve de apoio. é o que me­lhor aten­de seu de­se­jo”.
A Coca-Cola rea­li­zou pes­qui­sas Na gar­ra­fa con­tour, segundo o di­re­
em di­ver­sos paí­ses para con­fir­ tor de mar­ke­ting da empresa, “a
mar o que se tor­nou o exem­plo ex­pe­riên­cia de to­mar Coca-Cola é
mais elo­qüen­te des­sa re­la­ção. vi­vi­da de forma in­te­gral”.
“As pes­qui­sas in­di­ca­ram que No Bra­sil, o “re­lan­ça­men­to” da
essa em­ba­la­gem é um dos pi­la­ gar­ra­fa de vi­dro one way se dará em
res mais im­por­tan­tes da mar­ dois mo­men­tos, in­for­ma Maz­za­ro­
Garrafa Contour usada na
edição especial comemorativa
ca, jun­ta­men­te com a ques­tão lo. No pri­mei­ro se­mes­tre, será uti­li­
do Natal de 1997 da fór­mu­la se­cre­ta, da cor, do za­da em ati­vi­da­des de amos­tra­gem
sabor do pro­du­to, do tato e até e de tes­te. Em fe­ve­rei­ro e março,

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es­ta­rá pre­sen­te em even­tos que
in­te­gram a cam­pa­nha mun­dial de Mix completo de embalagens
re­po­si­cio­na­men­to da mar­ca, por da Coca-Coca, agora com a
si­nal inau­gu­ra­da no país em janeiro, inconfundível contour de
237ml (primeira à esquerda)
com o lema “Cur­ta Coca-Cola”,
adap­ta­ção do in­glês “En­joy Coca-
Cola”. No segundo se­mes­tre, a con­
tour pas­sa­rá a fazer parte per­ma­
nen­te do mix de embalagens do
re­fri­ge­ran­te, como já ocor­re em

fotos: divulgação
di­ver­sos paí­ses.
Em­bo­ra seja des­car­tá­vel e se
pres­te em cer­ta me­di­da a en­fren­tar
pela di­fe­ren­cia­ção de for­ma­to a
con­cor­rên­cia de re­fri­ge­ran­tes de
mar­cas re­gio­nais e po­pu­la­res – as
cha­ma­das “tu­baí­nas” – a em­ba­la­
gem de for­ma­to in­con­fun­dí­vel não PET. Não por me­nos, as cam­pa­nhas in­ten­ção de ocu­par es­pa­ço de outras
está sen­do uti­li­za­da com essa fi­na­ mais re­cen­tes de Coca-Cola in­sis­ embalagens, como a lata de alu­mí­nio
li­da­de, afir­ma o ge­ren­te de mar­ke­ tiam em que “nada tem seu for­ma­to, e a gar­ra­fas re­tor­ná­vel. O pú­bli­co
ting da Coca-Cola. No entanto, nada tem seu sabor”. alvo da contour, segundo Mazzarolo,
como ele lem­bra, “qual­quer ação Mas, ao que afirma o executivo é o con­su­mi­dor jo­vem, des­con­traí­do,
que se faça para re­for­çar a ima­gem da Coca-Cola, não é com­ba­ter as que “pega, abre e con­so­me o re­fri­ge­
da mar­ca é im­por­tan­te e con­tri­bui “tu­baí­nas” o que a gi­gan­te trans­na­ ran­te di­re­to da gar­ra­fa”. É um fil­me
na­que­le sen­ti­do”. cio­nal com sede em Atlan­ta, nos já vis­to, com final fe­liz. Ou me­lhor,
O fato é que o cha­ma­do “efei­to EUA, ob­je­ti­va com a gar­ra­fi­nha de é um re­vi­val de uma his­tó­ria qua­se
tu­baí­na” – isto é, o avan­ço de re­fri­ vi­dro. O que ela está fa­zen­do é o que secular em que a in­te­gra­ção do con­
ge­ran­tes acon­di­cio­na­dos em emba- se con­ven­cio­nou cha­mar de “mar­ke­ su­mi­dor com o pro­du­to e seus atri­
lagens de PET, mais ba­ra­tas que as ting sen­so­rial”. A Coca-Cola al­me­ja­ bu­tos únicos con­sa­gra­ram a mar­ca
gar­ra­fas de vi­dro e as la­tas de alu­ ria, com o “re­lan­ça­men­to” e com a de forma ir­re­ver­sí­vel.
mí­nio, so­bre as mar­cas lí­de­res – cam­pa­nha de apoio (R$ 100 milhões
ocor­re no mun­do in­tei­ro, segundo só no Bra­sil), re­for­çar o con­cei­to de
Maz­za­ro­lo. Assim, o in­ves­ti­men­to uni­que­ness re­pre­sen­ta­do pe­las sen­sa­
em re­for­ço da ima­gem única da ções su­pos­ta­men­te de­to­na­das pelo
gar­ra­fa se­ria uma forma de en­fren­ ato de abrir e con­su­mir o re­fri­ge­ran­te
tar a mas­si­fi­ca­ção re­pre­sen­ta­da pelo na con­tour. Nem mesmo ha­ve­ria a

Guaraná Antarctica segue a mesma


De­ci­di­da­men­te, a ques­tão da forma uni­fi­can­do a ima­gem do pro­du­to.
da em­ba­la­gem – o per­fil úni­co, a Ago­ra, guar­da­das as li­mi­ta­ções de
cor, os tra­ços sin­gu­la­res – como forma da lata, o re­ci­pien­te de alu­mí­
ins­tru­men­to de re­for­ço da mar­ca nio e o de vi­dro se as­se­me­lham.
pa­re­ce es­tar na or­dem do dia. No Para isso, a DM9DDB, que de­sen­vol­
mesmo mo­men­to em que a Coca- veu o novo visual da lata, re­pro­du­ziu
Cola in­ves­te for­te­men­te em ní­vel em sua su­per­fí­cie os baixos re­le­vos
mun­dial para des­ta­car os ape­los de ca­rac­te­rís­ti­cos da gar­ra­fa de 300ml
sua con­sa­gra­da gar­ra­fa de vi­dro de do pro­du­to e tam­bém seu ró­tu­lo.
237ml, a An­tarc­ti­ca faz algo se­me­ Como ocor­re com a gar­ra­fa con­tour
lhan­te. Em janeiro úl­ti­mo che­gou da Coca-Cola, pes­qui­sas in­di­ca­ram,
ao mercado na­cio­nal a nova lata do segundo a An­tarc­ti­ca, que “a gar­ra­fa
Gua­ra­ná An­tarc­ti­ca, com de­sign de vi­dro está in­cor­po­ra­da na pre­fe­
que res­ga­ta a cor ver­de e a iden­ti­ rên­cia do con­su­mi­dor e é um pa­tri­
da­de visual da gar­ra­fa de vi­dro, mô­nio da mar­ca”.

fev 2000 • embalagemmarca – 25


pet
MATERIAIS

energia em
Primeiro energético nacional se diferencia pela embalagem

d
uas sin­gu­la­ri­da­des mar­ in­je­ta­do na pré-forma. A so­pra­gem
cam o First One Ato­mic é fei­ta es­pe­cial­men­te por aque­ci­
Energy Drink, mais men­to, pela Po­li­pet. “A es­pes­su­ra
novo lan­ça­men­to da da gar­ra­fa é maior, para con­ser­var
In­dús­trias Reu­ni­das de me­lhor os ga­ses e con­fe­rir no­bre­za”,
Be­bi­das Ta­tu­zi­nho – 3 destaca Aron Aha­ro­ni, só­cio-ge­ren­
Fa­zen­das (IRB), dona das aguar­ te da Po­li­pet.
den­tes Ve­lho Bar­rei­ro, Ta­tu­zi­nho e 3 César Rosa res­sal­ta que a em­ba­
Fa­zen­das: é o pri­mei­ro ener­gé­ti­co la­gem de PET aca­ba sain­do mais
fa­bri­ca­do na Amé­ri­ca La­ti­na e se cara que a lata de alu­mí­nio, mas
des­ta­ca por vir em PET, ao contrário ga­ran­te maior in­de­pen­dên­cia, já que
dos demais, to­dos im­por­ta­dos, que a em­pre­sa não de­pen­de tan­to de
usam lata de alu­mí­nio de 200ml, ques­tões de im­por­ta­ção de ma­te­rial.
em­ba­la­gem já iden­ti­fi­ca­da com essa “Qual­quer ação de mer­ca­do ines­pe­
ca­te­go­ria de be­bi­das. ra­da po­de­ria nos dei­xar sem em­ba­
A for­ma e o de­sign do frasco la­gens”, diz. A IRB es­pe­ra con­quis­
fo­ram con­ce­bi­dos in­ter­na­men­te na tar share de 25% na ca­te­go­ria dos
IRB. O pro­ces­so foi lon­go e cheio energéticos já no pri­mei­ro ano.
de de­ta­lhes, pois o ob­je­ti­vo prin­ci­
pal era a bus­ca de di­fe­ren­cia­ção – Mais dezoito
por isso, não se re­cor­reu a um “O pú­bli­co jo­vem das clas­ses A e B
mo­de­lo já exis­ten­te de recipiente. O não con­su­mia nos­sos pro­du­tos,
re­sul­ta­do agra­dou à IRB. Segundo es­pe­cial­men­te as aguar­den­tes, o que
Cé­sar Rosa, pre­si­den­te da em­pre­sa, nos in­co­mo­da­va e bo­ta­va em xe­que
além do im­pac­to vi­sual, ga­ran­ti­do o fu­tu­ro da em­pre­sa”, diz Rosa. A
pela cor gra­fi­te, ou­tras van­ta­gens da IRB apos­tou, en­tão, no lan­ça­men­to
em­ba­la­gem são sua pro­prie­da­de tér­ do soft drink First One, que abriu
mi­ca, pois trans­fe­riria ca­lor das ca­mi­nho para no­vos pro­je­tos. Para a
mãos para o pro­du­to em ve­lo­ci­da­de via­bi­li­za­ção do energético, a em­pre­
bem me­nor que a lata. Ademais, sa in­ves­tiu cer­ca de 2 mi­lhões de
pode ser retampado. “Per­ce­bi, em dó­la­res em tec­no­lo­gia.
fes­tas, que as pes­soas be­bem me­ta­ En­tu­sias­mado com o re­tor­no já
de de nos­so pro­du­to, tam­pam, co­lo­ ob­ti­do e or­gu­lhoso pelo fato de a
cam no bol­so da cal­ça e vol­tam a IRB ter sido pio­nei­ra em fa­bri­car tal
dan­çar. As la­tas li­mi­tam essa fle­xi­ pro­du­to na Amé­ri­ca La­ti­na, Rosa
bi­li­da­de”, co­men­ta Rosa. adianta que pre­pa­ra o lan­ça­men­to
Nem tudo, po­rém, foi fei­to para de mais dezoito be­bi­das, entre elas
di­fe­ren­ciar o Ato­mic das ou­tras mar­ um ener­gé­ti­co light, iné­di­to no
cas. O ob­je­ti­vo do tom gra­fi­te na mundo. “Os jo­vens que­rem no­vi­da­
em­ba­la­gem é lembrar a lata de alu­ de, pro­du­tos mo­der­nos, por isso
mí­nio, fa­ci­li­tan­do ao con­su­mi­dor o ar­ris­ca­mos tudo nes­sa li­nha”, ele
foto: divulgação

re­co­nhe­ci­men­to do tipo de be­bi­da. diz. A ques­tão da em­ba­la­gem, que


O pig­men­to da re­si­na é tra­zi­do, com sem­pre causou in­se­gu­ran­ça na IRB,
ex­clu­si­vi­da­de, dos Es­ta­dos Uni­dos e Espessura maior: barreira e nobreza “está sob controle”.

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tecnologia

uma gela, outra


aquece
São latas que dispensam fontes externas
de energia. Elas fazem tudo sozinhas. E

u
parece que desta vez não é só ficção
ma em­ba­la­gem que ini­cial­men­te na in­dús­tria de
gela ou aque­ce seu be­bi­das.
con­teú­do em um Gris­ha Ge­vor­kian, do de­par­
mi­nu­to, sem dis­po­si­ ta­men­to de mar­ke­ting da
ti­vos ou fon­te de ener­gia ex­ter­nos. Fu­tech, conta que as pes­qui­sas
Desta vez parece não ser mais um para no­vas apli­ca­ções não
daqueles lançamentos que fazem pa­ram, por cau­sa do po­ten­cial
ruído, chamam a atenção e logo des­sa tec­no­lo­gia para o vas­to
caem no es­que­ci­men­to. É uma rea­ mer­ca­do de be­bi­das e ali­men­
li­da­de que, mesmo inviável por tos. “Ge­la­dei­ras e iso­po­res
enquanto para grandes volumes, li­mi­tam a fle­xi­bi­li­da­de do con­
dá a me­di­da do po­ten­cial de de­sen­ su­mi­dor”, ela diz. “O me­ca­nis­
vol­vi­men­to em sis­te­mas de em­ba­ mo Self-Coo­ling pode ser ins­
la­gens. A no­vi­da­de foi pro­je­ta­da ta­la­do du­ran­te a fa­bri­ca­ção e
pela em­pre­sa ame­ri­ca­na Fu­tech ocu­pa ape­nas cer­ca de 90 cm3
Corp., que batizou a tec­no­lo­gia de de es­pa­ço da em­ba­la­gem.” O
re­fri­ge­ra­ção de Self-Coo­ling e a de sis­te­ma, re­ci­clá­vel, não con­tém
aque­ci­men­to, de Heat’n’Eat. A ma­te­riais tó­xi­cos ou elé­tri­cos.
em­pre­sa as de­sen­vol­veu em par­ce­ Ba­si­ca­men­te, a tec­no­lo­gia
ria com a In­ter­na­tio­nal Ther­mal Self Coo­ling con­sis­te numa
Pac­ka­ging e com o apoio da NASA bom­ba re­fri­ge­ra­do­ra, que ex­trai
e do De­par­ta­men­to de Ener­gia dos ca­lor de um pon­to e o de­po­si­ta em
EUA (NREL). ou­tro. A água é usa­da como ele­ O protótipo mostra o espaço que
o dispositivo ocuparia na lata
men­to re­fri­ge­ra­dor. Ela é trans­for­
Vasto potencial ma­da em va­por, ab­sor­ven­do ca­lor
foto e ilustração: divulgação

O dis­po­si­ti­vo Self Coo­ling está da es­tru­tu­ra, e é de­po­si­ta­da já con­ Futech, o Self Coo­ling será ca­paz
sen­do im­plan­ta­do ini­cial­men­te em den­sa­da em uma câ­ma­ra. O ca­lor de ge­rar con­ve­niên­cia para o vare­
la­tas de alu­mí­nio e é ativado com en­tão é “re­jei­ta­do”, sen­do ar­ma­ze­ jo, pois o pre­ço um pou­co maior
o sim­ples pu­xar da tam­pa. Segundo na­do numa ou­tra câ­ma­ra, em vá­cuo da be­bi­da po­de­rá ser compensado
a Futech, é com­ple­ta­men­te in­ter­no par­cial. Além da pra­ti­ci­da­de para o pela redução dos cus­tos da re­fri­
e re­sis­te a lon­gos pe­río­dos de con­su­mi­dor, que pode levá-la a ge­ra­ção con­ven­cio­nal.
ar­ma­ze­na­gem. Ape­sar de a empre­ qual­quer lu­gar sem se preo­cu­par Es­pe­cu­la­ções so­bre pos­sí­veis
sa ga­ran­tir que a tec­no­lo­gia pode de an­te­mão com pro­ces­sos de re­fri­ usos tam­bém não ces­sam com a
ser uti­li­za­da em uma gama enor­me ge­ra­ção, já há es­pe­cu­la­ções para o tec­no­lo­gia Heat’n’Eat, que faz o
de apli­ca­ções, ela está cen­tra­da fu­tu­ro. Na argumentação da con­trá­rio da Self Coo­ling. Es­quen­

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tar pra­tos semipron­tos, des­con­ge­ Como funciona in­cor­po­ra­ção ain­da com­pro­me­te o
lar ali­men­tos, con­ser­var tem­pe­ra­ pre­ço fi­nal do pro­du­to, so­bre­tu­do
tu­ra em re­fei­ções lon­gas e em ser­ quando se trata de pro­du­tos com
vi­ços de de­li­very, es­te­ri­li­zar fer­ra­ bai­xo va­lor agre­ga­do. Mas, nas
men­tas mé­di­cas, der­re­ter bas­tões projeções da Futech, para um fu­tu­
de cola para apli­ca­ções com pis­to­ Bebida ro pró­xi­mo, o Self Coo­ling e o
la e até ser­vir para tor­nar me­nos Heat’n’Eat pro­me­tem ser saí­das
in­sos­sa a co­mi­da de exér­ci­tos em viá­veis para pro­du­tos com gran­de
ter­ri­tó­rios inós­pi­tos... A Fu­tech ape­lo pre­mium. A expectativa é de
vis­lum­bra di­ver­sos cam­pos para Evaporador que, com o ine­vi­tá­vel ba­ra­tea­men­
sua tec­no­lo­gia de aque­ci­men­to. to gra­dual des­sas tec­no­lo­gias, em
Condensador
O pro­ces­so Heat’n’Eat en­vol­ (Agente de breve comecem a surgir pon­tos-
ve a mis­tu­ra de dois ele­men­tos secagem com de-ven­da sem re­fri­ge­ra­do­res e
quí­mi­cos, ató­xi­cos e bio­de­gra­dá­ material para sem ven­ding ma­chi­nes, ou mesmo
veis, que rea­gem e ge­ram ca­lor. A mudança de o fim dos iso­po­res usa­dos por
fase)
tem­pe­ra­tu­ra de aque­ci­men­to é ven­de­do­res em es­tá­dios e even­tos.
re­gu­lá­vel, e per­mi­te pe­río­dos O cer­to é que exis­tem ni­chos aco­
va­riá­veis de ca­lor, como um fo­gão “Cool Can” lhe­do­res, onde es­sas tec­no­lo­gias
con­ven­cio­nal. Para acionar, basta se­riam bas­tan­te con­ve­nien­tes.
rom­per uma mem­bra­na que se­pa­ra niên­cia e de por­ções in­di­vi­duais Vale es­pe­rar para ver.
os dois ele­men­tos quí­mi­cos. O de ali­men­tos ten­de a cres­cer cada
fabricante afirma que o pro­ces­so vez mais, a Fu­tech en­xer­ga um Mais in­for­ma­ções po­dem ser
não gera ga­ses. fu­tu­ro pro­mis­sor para seus sis­te­ con­se­gui­das no site da Fu­tech
Como o mer­ca­do de con­ve­ mas ino­va­do­res. O cus­to para a (www.fu­tech.com)
materiais

flexibilidade na
Embalagens flexíveis entram firme no segmento de sabões em pó

h á produtos que, de tão

foto: andré godoy


acos­tu­ma­dos que es­ta­
mos, não ima­gi­na­mos
vê-los em ou­tra
em­ba­la­gem. É o caso dos sa­bões
em pó, que sus­ci­tam as­so­cia­ção
ins­tan­tâ­nea com a cai­xa de pa­pe­
lão. Sen­do as­sim, vale a pena
ar­ris­car, lan­çan­do no­vas apre­sen­
ta­ções para uma ca­te­go­ria cuja
em­ba­la­gem pra­ti­ca­men­te sig­ni­fi­ca
sua iden­ti­da­de? Pa­re­ce que sim,
pois os dois maio­res jo­ga­do­res do
mercado de sa­bões em pó, a Gessy
Le­ver e a Proc­ter & Gam­ble, lan­
ça­ram mão de ex­pe­riên­cias. Ace e Ariel, da Procter &
Am­bos com sa­cos de plás­ti­co fle­ Gamble: foco no Sudeste
xí­vel.
maior volume de sa­bão, no caso 2 preo­cu­pa­ção es­sen­cial a bus­ca por
Pote, um atrativo qui­los. “É o dobro do con­ven­cio­ uma em­ba­la­gem que com­bi­nas­se
O Ariel, da Proc­ter & Gam­ble, nal, o que pro­por­cio­na me­lhor qua­li­da­de de ma­te­rial com uma
estreou no mercado do Sudeste do re­la­ção cus­to/be­ne­fí­cio para as apre­sen­ta­ção visual im­pac­tan­te.
país em meados de 1999. Re­fle­xo con­su­mi­do­ras que tenham uma Para aten­der ao pri­mei­ro que­si­to,
do agres­si­vo mar­ke­ting para ar­re­ quan­ti­da­de gran­de de rou­pas para foi uti­li­za­da a re­si­na Eli­te, que
ba­tar mais fa­tias de mercado, o la­var”, pon­de­ra Nei­va Car­mo, forma uma fa­mí­lia de po­lie­ti­le­nos
sa­bão em em­ba­la­gem plás­ti­ca da di­re­to­ra de re­la­ções ex­ter­nas da fle­xí­veis da Dow Química e vem
Procter & Gamble in­cor­po­rou um Proc­ter & Gam­ble. Além dis­so, é sen­do uti­li­za­da numa sé­rie de
atra­ti­vo a mais para se­du­zir o con­ res­sal­ta­do o as­pec­to fun­cio­nal da ou­tras apli­ca­ções (veja reporta-
su­mi­dor: um pote em plás­ti­co rí­gi­ em­ba­la­gem no seu con­tex­to de gem de capa so­bre pet food, na
do, acom­pa­nha­do de do­sa­dor, para uti­li­za­ção: o saco de plás­ti­co fle­xí­ página 12 desta edição). Com
o acon­di­cio­na­men­to dos sa­qui­ vel tam­bém pro­te­ge con­tra a ação re­la­ção à im­pres­são, a es­co­lha foi
nhos. O pote é ven­di­do com uma da umi­da­de, ine­vi­tá­vel nas áreas pela ro­to­gra­vu­ra em oito co­res,
uni­da­de do sa­bão em pó no in­te­ de ser­vi­ço das re­si­dên­cias. dis­po­ni­bi­li­za­da pela Rho­to­plás.
rior, for­man­do um kit. Des­sa Para de­sen­vol­ver o pro­je­to do “Es­ses re­cur­sos dão as­pec­to
forma, o pro­du­to em saco fle­xí­vel Ariel em saco plás­ti­co, a P&G no­bre a um pro­du­to que mui­tos
fun­cio­na como es­pé­cie de re­fil, con­tou com a aju­da da Dow Quí­ po­de­riam con­si­de­rar de me­nor
no­vi­da­de que des­per­ta a aten­ção mi­ca, for­ne­ce­do­ra da re­si­na plás­ti­ valor agre­ga­do”, co­men­ta Luís
no pon­to-de-ven­da. ca, e da con­ver­te­do­ra pau­lis­ta Sca­to­li­ni, di­re­tor in­dus­trial da
A em­ba­la­gem plás­ti­ca traz Rho­to­plás. O pro­ces­so teve como Rho­to­plás. Ou­tra ca­rac­te­rís­ti­ca

32 – embalagemmarca • fev 2000


Estireno
área de serviço será 100%
que real­ça o pro­du­to através da mercado indicativas de que as tra­
nacional
em­ba­la­gem é a me­ta­li­za­ção es­pe­ di­ções cul­tu­rais da re­gião, como a Tor­nar o Bra­sil auto-su­fi­cien­te
cial do ró­tu­lo do pote de plás­ti­co la­va­gem de rou­pa em tur­nos co­le­ na pro­du­ção de es­ti­re­no, ma­té­ria-
rí­gi­do, “que mos­tra qua­li­da­de ti­vos – ca­rac­te­ri­za­da pe­las fol­cló­ pri­ma vi­tal na in­dús­tria de embala­
su­pe­rior e gera gran­de im­pac­to ri­cas la­va­dei­ras – pe­diam uma gens. Essa é meta da In­no­va,
visual”, de acor­do com Nei­va Car­ em­ba­la­gem com pro­te­ção contra a empresa pe­tro­quí­mi­ca do gru­po
mo. Se­guin­do a onda do Ariel, a umi­da­de, pois o sa­bão ge­ral­men­te ar­gen­ti­no Pe­rez Com­panc, que na
P&G lan­çou ou­tras mar­cas tam­ era dei­xa­do em su­per­fí­cies mo­lha­ se­gun­da se­ma­na de janeiro deu iní­
bém em em­ba­la­gem plás­ti­ca, no das. Pe­sou tam­bém o fa­tor eco­nô­ cio ao pro­je­to das ope­ra­ções de
caso o Ace e o Bold, com a mes­ma mi­co, já que o con­su­mi­dor nor­ pro­du­ção e co­mer­cia­li­za­ção de
po­lí­ti­ca de mercado. des­ti­no com­pra o pro­du­to em es­ti­re­no em sua uni­da­de do Pólo
vo­lu­mes me­no­res. Nes­sa me­di­da, Pe­tro­quí­mi­co de Triun­fo (RS). Em
Lí­der tam­bém ino­va a op­ção pelo saco plás­ti­co foi a se­tem­bro, a empresa pre­ten­de co­lo­
Se em time que está ga­nhan­do não saí­da mais con­ve­nien­te: além da car em ope­ra­ção a sua plan­ta de
se mexe, as mar­cas me­no­res pro­ pro­te­ção ade­qua­da, há fle­xi­bi­li­da­ po­lies­ti­re­no (PS), ten­do as­sim o
vam ser óti­mo cam­po para ex­pe­ de para se tra­ba­lhar com vo­lu­mes pri­mei­ro site in­te­gra­do na pro­du­
riên­cias tá­ti­cas. A Gessy Le­ver, di­fe­ren­cia­dos. ção do plás­ti­co na Amé­ri­ca La­ti­na.
de­ten­to­ra da mar­ca mais ven­di­da Já o Bri­lhan­te re­pre­sen­tou uma O pri­mei­ro pas­so foi dado em
do segmento, o Omo, re­sol­veu sur­pre­sa para a Gessy, segundo 1998, com a in­cor­po­ra­ção da uni­
ex­plo­rar o recurso da em­ba­la­gem seu de­par­ta­men­to de co­mu­ni­ca­ da­de de etil­ben­ze­no da Pe­tro­flex,
fle­xí­vel em ou­tras mar­cas, como ção. O feed­back até ago­ra tra­duz em Triun­fo. A Com­panc, prin­ci­pal
Bri­lhan­te e Ala, esta úl­ti­ma vol­ta­ uma acei­ta­ção ani­ma­do­ra por fa­bri­can­te de produtos es­ti­rê­ni­cos
da so­men­te ao mercado da re­gião parte dos consumidores dos gran­ na Argentina, está in­ves­tin­do 280
Nor­des­te. des cen­tros ur­ba­nos. Da­dos Niel­ milhões de dó­la­res para con­cre­ti­zar
O Ala, já dis­po­ní­vel há longo sen, no pe­río­do de se­tem­bro a o pro­je­to, re­fle­tindo a apos­ta do
tem­po, é re­sul­ta­do de pes­qui­sas de ou­tu­bro de 1999 e com­preen­den­ grupo no Mer­co­sul. A meta é des­lo­
do o Ariel, o Ace, o Bold e o Bri­ car o eixo de pro­du­ção do Bra­sil,
foto: divulgação

lhan­te, apon­tam que a “nova ca­te­ atual­men­te lo­ca­li­za­do em Cu­ba­tão


go­ria” re­pre­sen­tou 2,8% das ven­ (SP) e Ca­ma­ça­ri (BA), para a re­gião
das de sa­bão em pó nas lo­jas com Sul. Se­gun­do Mar­ce­lo Ca­lil Bian­
vinte a 49 check-outs. chi, di­re­tor co­mer­cial da In­no­va, “o
A re­gião me­tro­po­li­ta­na do Rio ob­je­ti­vo é abas­te­cer ple­na­men­te o
de Ja­nei­ro re­gis­trou a maior acei­ta­ mercado lo­cal, que tem im­por­ta­do
ção desse tipo de pro­du­to, com ven­ nos úl­ti­mos anos cer­ca de um ter­ço
das che­gan­do a 4,3% do total. Um do que con­so­me”.
bom co­me­ço, considerando as pro­ A In­no­va terá duas li­nhas de PS,
por­ções da no­vi­da­de: uma em­ba­la­ uma para pro­du­ção de cris­tal e
gem “sim­pli­fi­ca­da” e eco­nô­mi­ca, ou­tra para alto im­pac­to. Bianchi
em lugar das cai­xas de pa­pel. Es­tas prevê que o PS se tor­nará mais
úl­ti­mas estão ficando cada vez mais aces­sí­vel, fa­vo­re­cen­do suas apli­ca­
in­cre­men­ta­das, me­ta­li­za­das, com ções mais co­muns, como ma­te­riais
fil­mes plás­ti­cos en­vol­ven­do-as, di­ver­sos para embalagens e des­car­
Ala, da Gessy im­pres­são em alto relevo... Ou seja, tá­veis, cai­xas para CDs e com­po­
Lever: foco no Nordeste estão fi­can­do mais ca­ras. nen­tes de ele­tro­do­més­ti­cos.

fev 2000 • embalagemmarca – 33


plástico?
materiais

qual é o
Nem sempre os sinais básicos servem para Sím­bo­los que in­di­cam
saber de que resina é feita uma embalagem a re­ci­cla­bi­li­da­de e
iden­ti­fi­cam o po­lí­me­ro
que cons­ti­tui o pro­du­to

c
Wilson Palhares
1 Polietileno tereftalato

omo dis­tin­guir duas ou de PVC – ou de ou­tros po­lí­me­


PET
embalagens fei­tas de ros, como o PP (po­li­pro­pi­le­no), o
di­fe­ren­tes re­si­nas plás­ti­ PEAD (po­lie­ti­le­no de alta den­si­da­ Polietileno de
cas, po­rém com ca­rac­te­ de) etc. – são mais ade­qua­das. 2 alta densidade
rís­ti­cas fí­si­cas mui­to se­me­lhan­tes, Ocor­re que as pos­si­bi­li­da­des de
como trans­pa­rên­cia, bri­lho, fle­xi­bi­ iden­ti­fi­ca­ção sim­ples­men­te visual PEAD
li­da­de? Como um con­su­mi­dor des­ses ma­te­riais são mais com­ple­
pode, por exem­plo, sa­ber se o fras­ xa do que é co­lo­ca­do na ex­ce­len­te
3 Policloreto de vinila
co trans­pa­ren­te de xam­pu, ou a pu­bli­ca­ção Re­ci­cla­gem Me­câ­ni­ca
gar­ra­fa de óleo co­mes­tí­vel, é de do PVC – Uma Opor­tu­ni­da­de de
V ou PVC
PET (po­lie­ti­le­no te­ref­ta­la­to) ou de Ne­gó­cio, edi­ta­da pelo Ins­ti­tu­to do
PVC (po­li­clo­re­to de vi­ni­la)? Essa PVC. A fim de con­tri­buir nes­se Polietileno de
ques­tão é aqui co­lo­ca­da em con­se­ sen­ti­do, Em­ba­la­gem­Mar­ca está 4 baixa densidade
qüên­cia de car­ta en­via­da pelo lei­tor pre­pa­ran­do, para uma pró­xi­ma edi­
Alain J. M. Bes­se, di­re­tor su­pe­rin­ ção, re­por­ta­gem em que são abor­ PEBD
ten­den­te da Rio­nil Com­pos­tos da­dos não só os as­pec­tos téc­ni­cos,
Vi­ní­li­cos, quei­xan­do-se de que mas tam­bém os mer­ca­do­ló­gi­cos,
5 Polipropileno
Em­ba­la­gem­Mar­ca te­ria “ní­ti­da de de­sign, de cus­tos e de re­ci­cla­
pre­fe­rên­cia pelo PET” (veja a ín­te­ gem re­la­cio­na­dos com os di­fe­ren­
PP
gra da car­ta na se­ção Es­pa­ço tes ma­te­riais plás­ti­cos de em­ba­la­
Aber­to, na pág. 4). gem. Pro­fis­sio­nais e em­pre­sas da
Com a aju­da do sr. Bes­se e do área fi­cam con­vi­da­dos a co­la­bo­rar. 6 Poliestireno
pre­si­den­te do Ins­ti­tu­to do PVC, En­quan­to isso, a forma mais se­gu­ra
Fran­cis­co de As­sis Es­me­ral­do, ten­ de iden­ti­fi­car os di­fe­ren­tes ma­te­ PS
Fonte: instituto do PVC

ta­mos ela­bo­rar re­por­ta­gem que riais é ve­ri­fi­car, nas embalagens, os


mos­tras­se cla­ra­men­te as di­fe­ren­ças sím­bo­los que in­di­cam a re­ci­cla­bi­li­ Resinas não indicadas
7 anteriormente
en­tre am­bos os ma­te­riais e, sobretu­ da­de e iden­ti­fi­cam o po­lí­me­ro que
do, para que produtos e em que cons­ti­tui o pro­du­to, como mos­tra a
OUTROS
opor­tu­ni­da­des embalagens de PET ta­be­la ao lado.
logística

Alívio no roubo de
cargas
Sinalização nas embalagens ajuda a recuperar mercadorias

a
Leandro Haberli

té que ponto uma do roubo de cargas? Muito mais bem, para que pou­cos re­ce­bam
embalagem pode con­ do que se imagina. As em­pre­sas um va­lor alto, em caso de even­
tribuir para a redução se­gu­ra­do­ras tra­ba­lham sob uma tual dano ao item se­gu­ra­do. No
dos prejuízos causa­ ló­gi­ca sim­ples. Seus clien­tes mercado de se­gu­ros para trans­
dos por uma das mais prósperas pa­gam uma quan­tia pe­que­na, pelo por­te ro­do­viá­rio de car­gas, en­tre­
atividades informais no Brasil, a me­nos se com­pa­ra­da ao va­lor do tan­to, uma inade­qua­ção vem se
foto: andré godoy
Roubos de carga
Roubo de cargas no Estado de São Paulo no Brasil
1995 1996 1997 1998 1999*

Ocorrências 1 620 1 920 2 160 2 604 1 625


RJ - (20%)
Prejuízos** 102,0 157,1 170,4 198,2 118,5
* Até outubro/99 ** Em R$ milhões Fonte: Mercado segurador e Setcesp Outros
estados -
con­cre­ti­zan­do ra­pi­da­men­te, des­ mos uma sé­rie de res­tri­ções à SP - (60%)
vir­tuan­do este ra­cio­cí­nio. Em acei­ta­ção de se­gu­ros”, ad­mi­te
(20%)
ou­tras pa­la­vras, o rou­bo de car­gas Ar­lin­do Si­mões Fi­lho, di­re­tor téc­
cresceu tan­to durante a década de ni­co e ju­rí­di­co da AGF Bra­sil
90 que a quan­ti­da­de de res­sar­ci­dos Se­gu­ros. As li­mi­ta­ções pas­sam
tor­nou-se qua­se tão ex­pres­si­va pela exi­gên­cia de es­col­tas ar­ma­
quan­to a de se­gu­ra­dos. das, de­fi­ni­ção de iti­ne­rá­rios e tar o ín­di­ce de re­cu­pe­ra­ção das
De 1995 a 1998, o pre­juí­zo ho­rá­rios, além do em­pre­go de car­gas rou­ba­das, que hoje não
com rou­bo de car­gas no Es­ta­do de sa­té­li­tes para ras­trea­men­to do ul­tra­pas­sa os 10%. Para ele­var
São Pau­lo sal­tou de R$ 102 mi- ca­mi­nhão. Si-mões ar­gu­men­ta esta taxa, que por ser bai­xa pesa
lhões para R$ 198,2 milhões, que es­sas ações são im­pres­cin­dí­ no or­ça­men­to das se­gu­ra­do­ras, a
segundo es­ti­ma­ti­vas do mercado veis, já que para al­guns ti­pos de em­ba­la­gem se­cun­dá­ria tem um
se­gu­ra­dor. Até ca­mi­nhões de com­ mer­ca­do­ria, como pneus, ci­gar­ros pa­pel im­por­tan­te. Atra­vés dela, o
bus­tí­vel têm sido alvo das qua­dri­ e me­di­ca­men­tos, não há taxa de pro­du­to pode ser iden­ti­fi­ca­do com
lhas. Só em janeiro des­te ano, se­gu­ro pré-de­fi­ni­da que com­por­te o uso de tec­no­lo­gias ca­pa­zes de
qua­tro das maio­res dis­tri­bui­do­ras as pos­si­bi­li­da­des de da­nos. Se­gun­ in­for­mar o lote e o fa­bri­can­te da
de ga­so­li­na ti­ve­ram, em mé­dia, do ele, nes­sas mer­ca­do­rias o ris­co car­ga rou­ba­da. “Hoje em dia,
150 ocor­rên­cias, três vezes mais dei­xa de ser du­vi­do­so para tor­nar- al­gu­mas mer­ca­do­rias, mes­mo
que no mês an­te­rior. In­di­ca­ti­vos se cer­to, con­di­ção que fez a lo­ca­li­za­das, não po­dem ser iden­ti­
como esses, alia­dos aos vul­to­sos im­por­tân­cia das es­tra­té­gias lo­gís­ fi­ca­das de ma­nei­ra le­gal”, lem­bra
va­lo­res en­vol­vi­dos no ne­gó­cio, ti­cas au­men­tar ain­da mais para as Ar­lin­do. Co­men­ta-se até que car­
tor­na­ram o mercado de se­gu­ro de trans­por­ta­do­ras. gas rou­ba­das e lo­ca­li­za­das pela
car­gas pou­co con­vi­da­ti­vo. Por po­lí­cia já ti­ve­ram de ser de­vol­vi­
isso, ape­nas seis se­gu­ra­do­ras, das Embalagem preventiva das aos la­drões, de­vi­do à fal­ta de
cer­ca de noventa que atuam no Ao lado das im­po­si­ções das se­gu­ iden­ti­fi­ca­ção.
mercado na­cio­nal, acei­tam tra­ba­ ra­do­ras, ou­tra me­di­da deve ser De fato, não es­ta­be­le­cer a
lhar com trans­por­te de car­gas. ana­li­sa­da an­tes de de­fi­nir um iden­ti­da­de da car­ga con­tri­bui para
Além de pou­cas op­ções, quem novo lote: a iden­ti­fi­ca­ção dos pro­ a ex­plo­são do nú­me­ro de ca­mi­
pro­cu­ra uma se­gu­ra­do­ra para fa­zer du­tos por meio de mar­ca­ções em nhões rou­ba­dos. Ape­sar de não
apó­li­ce de uma car­ga ro­do­viá­ria suas em­ba­la­gens. O pro­ce­di­men­ ha­ver le­van­ta­men­to exa­to, o cál­
en­con­tra inú­me­ros en­tra­ves na to, quan­do fei­to de ma­nei­ra ade­ cu­lo dos pro­fis­sio­nais da área é de
hora de fir­mar o con­tra­to. “Im­po­ qua­da, é im­por­tan­te para au­men­ que o trans­por­te ro­do­viá­rio res­
pon­da por mais da me­ta­de do pre­
juí­zo to­tal re­la­ti­vo a rou­bo de nhar em­pre­sas par­ti­cu­la­res de fra­cio­na­men­to de car­gas. Em vez
car­gas no país, que em 1999 foi es­col­ta e se­gu­ran­ça, con­tam com de con­cen­trar um gran­de va­lor em
es­ti­ma­do em R$ 500 mi­lhões. “O as fa­ci­li­da­des de um mer­ca­do um ca­mi­nhão, são empregados
as­sal­to a ca­mi­nhões vem subs­ti­ pa­ra­le­lo que cres­ce a cada dia. veí­cu­los me­no­res, de maneira a
tuin­do o rou­bo a ban­cos”, acre­di­ “Ti­ve­mos um caso de rou­bo de mi­ni­mi­zar os pre­juí­zos em caso
ta João Fer­rei­ra Lí­mia, di­re­tor da me­di­ca­men­tos em que a dis­tri­bui­ de rou­bo. “O pro­ble­ma des­sa
Pa­trol Bu­reau de Ge­ren­cia­men­to ção da mer­ca­do­ria, di­re­ta­men­te es­tra­té­gia é o au­men­to dos cus­tos
de Ris­co, em­pre­sa que as­ses­so­ra nos pon­tos-de-ven­da, le­vou ape­ ope­ra­cio­nais de trans­por­te”, cons­
trans­por­ta­do­ras e se­gu­ra­do­ras. O nas qua­tro ho­ras”, exem­pli­fi­ca ta­ta Pau­lo Ro­ber­to de Sou­za,
em­pre­sá­rio de­fen­de que as in­ves­ Lí­mia. Isso mos­tra que os la­drões as­ses­sor de se­gu­ran­ça do Set­cesp.
ti­ga­ções so­bre rou­bo de car­ga es­tão con­se­guin­do dri­blar mo­der­ “Essa di­fe­ren­ça se re­fle­te no pre­
de­ve­riam ser trans­fe­ri­das para as nas tec­no­lo­gias de se­gu­ran­ça e ço fi­nal do pro­du­to.”
se­cre­ta­rias es­ta­duais de Fa­zen­da, que não há como ga­ran­tir imu­ni­ Os nú­me­ros mos­tram que o
em con­jun­to com a po­lí­cia. (ver da­de con­tra a ação das qua­dri­lhas rou­bo de car­gas, além de ser um
qua­dro abaixo) es­pe­cia­li­za­das. “O ge­ren­cia­men­to pro­ble­ma de se­gu­ran­ça pú­bli­ca,
de ris­co con­se­gue ini­bir os as­sal­ di­fi­cil­men­te será eli­mi­na­do com
Regras básicas tos, mas não im­pe­di-los”, pon­de­ra ações iso­la­das, como o em­pre­go
Com os ser­vi­ços pres­ta­dos por Pe­dro Ra­mi­res Mar­tins, as­ses­sor de es­col­tas ar­ma­das. A es­ca­la­da
sua em­pre­sa, Lí­mia ga­ran­te já ju­rí­di­co do Sin­di­ca­to das Em­pre­ des­se tipo de cri­me e os pre­juí­zos
ter con­se­gui­do di­mi­nuir em até sas de Trans­por­tes de Car­ga do de­cor­ren­tes são aler­tas de que o
90% o ín­di­ce de ris­co para clien­ Es­ta­do de São Pau­lo (Set­cesp). país pre­ci­sa equa­cio­nar me­lhor
tes para os quais pres­ta ser­vi­ço, O Set­cesp tal­vez seja a fon­te os mon­tan­tes trans­por­ta­dos por
graças a uma sé­rie de re­co­men­ mais con­fiá­vel de in­for­ma­ções cada mo­dal. O fato é que, se­gun­
da­ções. As re­gras bá­si­cas são so­bre o pa­no­ra­ma do rou­bo de do o Mi­nis­té­rio dos Trans­por­tes,
duas. A pri­mei­ra é se­le­cio­nar a car­gas no país. Se­gun­do a en­ti­da­ o Bra­sil des­ti­na mais de 60% de
trans­por­ta­do­ra e o mo­to­ris­ta de de, ocor­re­ram 1 077 rou­bos no suas car­gas a ca­mi­nhões, mas
ma­nei­ra cri­te­rio­sa, o que in­clui Es­ta­do de São Pau­lo de ja­nei­ro a pro­fis­sio­nais da área acre­di­tam
afe­ri­ção da fro­ta. Es­ta­be­le­cer ou­tu­bro de 1998, ante 1 625 re­gis­ que tal va­lor é su­bes­ti­ma­do. O
uma rota sem pa­ra­das alea­tó­rias tra­dos no mes­mo pe­río­do de 1999. cres­ci­men­to do rou­bo de car­gas
tam­bém é es­sen­cial, já que a Cu­rio­so é que, ape­sar do au­men­to mos­tra que sub­me­ter par­ce­la tão
maio­ria dos as­sal­tos ocor­re em das ocor­rên­cias, o to­tal do pre­juí­ subs­tan­cial da eco­no­mia a vias
“con­d i­ç ões es­t á­t i­c as”, como zo se man­te­ve es­tá­vel (cer­ca de mal con­ser­va­das e sem con­di­
lem­bra o em­pre­sá­rio. R$ 120 mi­lhões). A ex­pli­ca­ção é ções de se­gu­ran­ça au­men­ta­rá
Mes­mo se­guin­do os con­se­lhos que mui­tas trans­por­ta­do­ras, orien­ ain­da mais os pre­juí­zos do país e
de es­pe­cia­lis­tas, de­ter a ação das ta­das (ou obri­ga­das) pe­las se­gu­ra­ os lu­cros da in­dús­tria que se
qua­dri­lhas es­pe­cia­li­za­das não é do­ras, têm ado­ta­do es­tra­té­gias de apoia nes­te tipo de cri­me.
sim­ples. Bas­ta lem­brar que, ape­
sar de os in­ves­ti­men­tos em ge­ren­ In­ves­ti­ga­ção fis­cal, uma forma de combate
cia­men­to de ris­co te­rem avan­ça­do
de cer­ca de 3% do fa­tu­ra­men­to O com­ba­te às qua­dri­lhas es­pe­cia­li­ de dri­blar o fis­co. “O caso dos
bru­to das trans­por­ta­do­ras, no iní­ za­das em rou­bo de car­ga deve ser ci­gar­ros é bem ilus­tra­ti­vo, já que
cio da dé­ca­da de 90, para algo em fei­to atra­vés de in­ves­ti­ga­ção fis­cal. nes­se pro­du­to in­ci­de uma taxa de
tor­no de 12% em 1999, não se A tese é de­fen­dida João Fer­rei­ra 77% de tri­bu­ta­ção”, ob­ser­va Lí­mia.
Lí­mia, di­re­tor da Pa­trol Bu­reau de “Por­tan­to, tra­ta-se tam­bém de um
re­gis­trou que­da nos as­sal­tos. Na
Ge­ren­cia­men­to de Ris­co. Se­gun­do cri­me de so­ne­ga­ção”, ele considera.
ver­da­de, a agi­li­da­de ope­ra­cio­nal
o em­pre­sá­rio, tal pro­ce­di­men­to fa­ci­ Com ex­pe­riên­cia em bus­cas de
ge­ra­da pela cha­ma­da era da in­for­ car­gas rou­ba­das, Lí­mia acre­di­ta que
li­ta­ria a pri­são dos re­cep­ta­do­res
ma­ção está fa­ci­li­tan­do a vida de das car­gas rou­ba­das, cri­mi­no­sos a par­ce­ria en­tre a po­lí­cia e os fis­
to­das as pes­soas, in­clu­si­ve a dos que ra­ra­men­te são iden­ti­fi­ca­dos. cais da Fa­zen­da se­ria po­si­ti­va nes­
la­drões. Além dis­so, a es­ca­la­da do Além dis­so, mui­tos dos pro­du­tos se tipo de ação. Sua conclusão: “O
rou­bo de car­gas mos­tra que as mais vi­sa­dos pe­los la­drões têm alta tra­ba­lho em con­jun­to eli­mi­na as
qua­dri­lhas, além de pos­suírem car­ga tri­bu­tá­ria, o que ca­rac­te­ri­za o li­mi­ta­ções téc­ni­cas e cons­ti­tu­cio­
ar­ma­men­tos ca­pa­zes de en­ver­go­ rou­bo tam­bém como uma ten­ta­ti­va nais que afe­tam as in­ves­ti­ga­ções.”

38 – embalagemmarca • fev 2000


Display
Sala lim­pa na CIV de Vitória, PE Ates­tan­do a qua­li­da­de
A Com­pa­nhia In­dus­trial de sig­ni­fi­ca para a CIV a pos­
Vi­dros (CIV) aca­ba de con­ si­bi­li­da­de de aten­der
cluir a cons­tru­ção de uma me­lhor aos clien­tes do
fotos: divulgação

sala lim­pa, na sua uni­da­de se­tor far­ma­cêu­ti­co, res­


de Vi­tó­ria de San­to An­tão pon­sá­vel por 10% das ven­
(PE). Cer­ca de 2,5 milhões das da vi­dra­ria no ano pas­
de reais fo­ram gas­tos para sa­do. A empresa de­tém
a con­cre­ti­za­ção do pro­je­to, 20% do mercado na­cio­nal
que in­te­gra o pla­no ge­ral de embalagens de vi­dro
de investimentos da para me­di­ca­men­tos, e pre­
empresa até 2001, or­ça­do tende chegar a 25%.
em 50 milhões de reais. A Se­gun­do Car­los Mau­rí­cio
sala lim­pa, um am­bien­te Melo, ge­ren­te in­dus­trial da
as­sép­ti­co e her­mé­ti­co para vi­dra­ria, a sala lim­pa gera
o ma­nu­seio de produtos, um gran­de di­fe­ren­cial
com­pe­ti­ti­vo, já que não
há si­mi­lar no país com a
ca­pa­ci­da­de de es­te­ri­li­za­
ção da ins­ta­la­da na CIV. Des­de o dia 2 de fe­ve­ “ras­pa­di­nha”. Cada
A cer­ti­fi­ca­ção e o re­co­ rei­ro, 32 mar­cas de pal­ unidade re­ce­be duas
nhe­ci­men­to in­ter­na­cio­ mi­to em con­ser­va es­tão nu­me­ra­ções, uma vi­sí­
nal já es­tão em fase de che­gan­do ao mercado vel e se­qüen­cial e ou­tra
con­clu­são, sob res­pon­ com o Selo de Qua­li­da­ co­ber­ta pela ca­ma­da
sa­bi­li­da­de da empresa de, cria­do pela An­fap – scratch-off, que poderá
norte-ame­ri­ca­na Cles­tra Associação Na­cio­nal ser ras­pa­da pelo con­su­
Clean Rooms. dos Fa­bri­can­tes de Pal­ mi­dor para a va­li­da­ção

Bom Dia de cara nova


mi­to. Tra­ta-se do pri­ do pro­du­to.
mei­ro selo brasileiro do A va­li­da­ção pode ser
O Café Bom Dia, no merca­ cai­xa de pa­pel-car­tão é liso, se­tor de alimentos fei­ta pelo te­le­fo­ne da
do des­de 1978, está com em con­tras­te com uma im­pres­so em pa­pel de An­fap: (11) 7203-0071
as embalagens re­for­mu­la­ xí­ca­ra de café. Para a ver­ se­gu­ran­ça, com tec­no­ ou pelo site da Tec­no­
das. De­sen­vol­vi­do pela são Tra­di­cio­nal, foi es­co­lhi­ lo­gia que im­pe­de a fal­ for­mas, grá­fi­ca es­pe­cia­
Mazz Design, o novo la­yout da a cor ver­me­lho-ce­re­ja, e si­fi­ca­ção. li­za­da em im­pres­sos de
tem o ob­je­ti­vo de re­ju­ve­ para a ver­são Ex­tra For­te, o O selo é auto-ade­si­vo e se­gu­ran­ça e res­pon­sá­
nes­cer a mar­ca, pio­nei­ra mar­rom é a cor pre­do­mi­ será sem­pre afi­xa­do na vel pelo de­sen­volvi­men­
em ca­fés es­pe­ciais no Bra­ nan­te. O café é tor­ra­do e la­te­ral dos ró­tu­los au­to­ to do selo (www.
sil e pri­mei­ra no mun­do a moí­do, em­ba­la­do a alto ri­za­dos. Pos­sui fun­do de tec­no­formas.ind.br).
re­ce­ber o cer­ti­fi­ca­do de vá­cuo, em embalagens for­ se­gu­ran­ça e con­tém Têm di­rei­to a uti­li­zar o
qua­li­da­de ISO 9002. A nova ma­das por ca­ma­das de uma área im­pres­sa com Selo de Qualidade da
em­ba­la­gem tem um visual po­liés­ter, nylon, po­lie­ti­le­no e tin­ta es­pe­cial anti-scan­ Anfap ape­nas as fá­bri­
forte, que destaca o pro­du­ alu­mí­nio, que bar­ram a ner, o que di­fi­cul­ta a cas que com­pro­va­rem
to na gôn­do­la. O fun­do da entrada de oxi­gê­nio. re­pro­du­ção por im­pres­ es­tar se­guin­do as nor­
so­ras co­lo­ri­das; tem um mas de­ter­mi­na­das pela
de­se­nho im­pres­so com Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria e
tin­ta fo­to­crô­mi­ca, que apre­sen­ta­rem lau­do de
ga­nha cor quan­do qua­li­da­de emi­ti­do pelo
ex­pos­to à luz; con­tém Bu­reau Ve­ri­tas, empre­
uma área im­pres­sa pelo sa de au­di­to­ria in­ter­na­
sis­te­ma scratch-off, o cio­nal ex­ter­na cre­den­
mesmo dos bilh­etes de cia­da pela entidade.
Display
Sadia investe pesado em linha light
A Sa­dia anun­ciou em ja­nei­ro sua que sua li­nha light deva re­pre­sen­tar
en­tra­da no pro­mis­sor mer­ca­do de 4% do fa­tu­ra­men­to da em­pre­sa no
ali­men­tos com bai­xos teo­res ca­ló­ri­ mer­ca­do do­més­ti­co, até o fi­nal do
cos, com a li­nha Sa­dia Light. A ano 2000. Para atin­gir essa meta, o
ex­pec­ta­ti­va de re­tor­no do investi­ mix de ali­men­tos light de­ve­rá ser
mento de R$ 4 milhões se ba­seia
no cres­ci­men­to que o mer­ca­do de
am­plia­do, já a par­tir de mar­ço.
Por en­quan­to, só há pro­du­tos ela­
Mag­gi re­no­va
pro­du­tos light/diet apre­sen­tou bo­ra­dos com pei­to de peru, mas linha de piz­zas
du­ran­te a dé­ca­da de 90. No to­tal, o até car­ne suí­na po­de­rá fa­zer par­te Como prin­ci­pal mar­ca de cu­li­ná­rios
vo­lu­me ne­go­cia­do cres­ceu mais de da li­nha com pou­cas ca­lo­rias. As da Nes­tlé, a Mag­gi está re­lan­çan­
seis ve­zes, pas­san­do de US$ 160 em­ba­la­gens, de­sen­vol­vi­das pela Dil do sua linha de piz­zas pron­tas con­
fotos: divulgação

mi­lhões em 1990, para US$ 1,1 Con­sul­to­res em De­sign e Co­mu­ni­


ge­la­das. Para isso, de­sen­vol­veu
bi­lhão em 1998, se­gun­do a As­so­ ca­ção de Mar­ke­ting, são vol­ta­das
bol­sas me­ta­li­za­das com ca­pa­ci­da­
cia­ção Bra­si­lei­ra das In­dús­trias de so­bre­tu­do a con­su­mi­do­res preo­cu­
de de 750g, que des­ta­cam o appe­
Ali­men­tos Die­té­ti­cos.A Sa­dia es­ti­ma pa­dos com a saú­de e a boa for­ma.
tite appeal, a ra­pi­dez e o modo de
As­sim, o vi­sual
pre­pa­ro dos produtos.
dos pro­du­tos
O ob­je­ti­vo da Nes­tlé é am­pliar em
des­ta­ca a ma­nu­
15% sua par­ti­ci­pa­ção em um mer­
ten­ção do sa­bor
cado que mo­vi­men­ta 11 000 to­ne­
dos ali­men­tos,
atra­vés de um la­das ao ano, só no Bra­sil. O
novo gra­fis­mo e de­sen­vol­vi­men­to das no­vas embal­
de um for­te agens con­su­miu investimentos de
ap­pe­ti­te ap­peal, cerca de 500 000 dó­la­res.
mes­mo ante a Por enquanto, os produtos se­rão
re­du­ção dos dis­tri­buí­dos ape­nas para as re­giões
ní­veis de Sul, Su­des­te e parte do Cen­tro-
gor­du­ra. Oes­te do Bra­sil.

Novos sucos no mercado Chá em PET de boca larga


Para co­me­mo­rar os 80 está lan­çan­do a li­nha Os adep­tos de exer­cí­ op­ções de be­bi­das nes­
anos de fun­da­ção e os Dan’Fresh de su­cos cios e fre­qüen­ta­do­res te ve­rão. A Brah­ma
30 de Bra­sil, a Da­no­ne fres­cos. Em em­ba­la­gens de aca­de­mias de gi­nás­ co­lo­cou no mer­ca­do dos
Te­tra Rex de 1 li­tro, ti­ca do Rio de Ja­nei­ro e dois es­ta­dos o Lip­ton
fa­bri­ca­das pela Te­tra do Rio Gran­de do Sul Ice Tea nos sa­bo­res
Pak, os su­cos têm os ga­nha­ram no­vas li­mão e pês­se­go. Lí­der
sa­bo­res de la­ran­ja in­te­ no mer­ca­do
gral (tam­bém em cai­xi­ na­cio­nal de
nhas Te­tra Slim, de 200 chás, com
ml, da Te­tra Pak), la­ran­ja 39,9% de
com cál­cio e la­ran­ja com par­ti­ci­pa­ção
pês­se­go e da­mas­co, (Niel­sen), o
to­dos na­tu­rais e sem Lip­ton é acon­
con­ser­van­tes. Com os di­cio­na­do em
no­vos pro­du­tos, a Da­no­ gar­ra­fas de
ne es­ti­ma um cres­ci­men­ PET de 500 ml
to de 30% no vo­lu­me de de boca lar­ga
ven­das da li­nha de com tam­pa de
su­cos fres­cos in­dus­tria­ ros­ca.
li­za­dos.

42 – embalagemmarca • fev 2000


Display
Para valorizar
a informação
Do jei­to que o bispo gos­ta
A cam­pa­nha da cer­ve­ja An­tarc­ti­ca
para o ve­rão, com co­mer­ciais na TV
es­tre­la­dos pelo ator Luiz Fer­nan­do
Gui­ma­rães e ma­te­rial grá­fi­co com
fotos da mo­de­lo Joa­na Pra­do, a
Fei­ti­cei­ra, começou com o slogan
acima. De repente, o mote virou
para “Do jeito que a gente gosta”
(fala-se que por exigência da Rede
Record, onde manda o bispo e o
personagem não é querido). Ao
que importa: as la­tas te­má­ti­cas
fo­ram de­sen­vol­vi­das pelo es­cri­tó­rio
de de­sign nor­te-ame­ri­ca­no Gian­ni­
no, que criou a em­ba­la­gem do
ci­gar­ro Marl­bo­ro. O de­se­nho pri­vi­
A li­n ha de pro­t e­t o­r es so­l a­r es le­gia co­res quen­tes, que lem­bram o
Sun­d own ga­n hou no­v as em­b a­l a­ ve­rão. Para dar sen­sa­ção de fres­cor,
gens, de­s en­vol­v i­d as pela a fi­gu­ra dos pin­güins fi­cou maior
Bench­m ark. Man­t en­d o a mes­m a
que na lata tra­di­cio­nal.
iden­t i­d a­d e vi­s ual, as em­b a­l a­
gens ago­r a têm for­m a­t o mais
ana­t ô­m i­c o, com maior pra­t i­c i­d a­
Aliando modernidade e tradição
de de uso, já que en­c ai­x a uni­ A em­ba­la­gem do ami­do de mi­lho pro­du­tos de con­su­mo do iní­cio do
for­m e­m en­t e na mão. A in­f or­m a­ Mi­lhe­na, da Nu­tril, foi re­for­mu­la­da. sé­cu­lo. O ami­do de mi­lho Mi­lhe­na
ção “não sai na água” ga­n hou Com a pro­pos­ta de aliar mo­der­ni­da­ é co­mer­cia­li­za­do em cai­xas de
mais des­t a­q ue para va­l o­r i­z ar de à tra­di­ção do pro­du­to, a nova 200g e 500g de pa­pel-car­tão, fa­bri­
uma das maio­r es van­t a­g ens do cai­xa ga­nhou a cor mar­rom para ca­das pela Ri­ge­sa Wes­twa­co. A
dar for­ma às mol­du­ras, ilus­tra­ções gra­ma­tu­ra do pa­pel-car­tão va­ria
pro­d u­t o, se­g un­d o o fa­b ri­c an­t e,
e ti­po­lo­gia, so­bre um fun­do ama­re­lo por cau­sa das di­men­sões das
a John­s on & John­s on.
em de­gra­dê para o bran­co. Os em­ba­la­gens (250g para a cai­xa
de­se­nhos na em­ba­la­gem são de me­nor e 300g para a maior).
Se­ra­gi­ni, tam­bém
fotos: divulgação

na pro­pa­gan­da
Pou­cos me­ses de­pois de criar
uma nova em­pre­sa de de­sign de
pro­du­tos, a Se­ra­gi­ni anun­cia a
cria­ção da agên­cia Se­ra­gi­ni/Pro.
A em­pre­sa pre­ten­de atuar em
to­dos os cam­pos da co­mu­ni­ca­
ção (já fa­zem par­te do gru­po a
Se­ra­gi­ni De­sign e a Far­né Se­ra­
gi­ni). A nova agên­cia vai atuar
em pla­ne­ja­men­to de co­mu­ni­ca­
ção, pro­pa­gan­da, pro­mo­ções e
mer­chan­di­sing, e es­pe­ra atin­gir
fa­tu­ra­men­to de 20 milhões de
reais até o fim do ano.

44 – embalagemmarca • fev 2000


Display
Prê­mio à se­gu­ran­ça
Pri­mei­ra goia­ba­da em nova em­ba­la­gem
fotos: divulgação

Es­ta­tís­ti­cas mos­tram que parte da con­


A Pei­xe, pri­mei­ra goia­ba­da bra­si­ fil­me trans­pa­ren­te que per­mi­te ta­mi­na­ção de pro­fis­sio­nais da saúde
lei­ra, lan­ça­da em 1898, ga­nhou me­lhor vi­sua­li­za­ção do pro­du­to, por doen­ças in­fec­cio­sas se dá por
nova rou­pa­gem e mu­dan­ças na real­çan­do a apa­rên­cia de doce meio de le­sões pro­vo­ca­das
fór­mu­la. O doce está sen­do apre­ ca­sei­ro. O ró­tu­lo do pro­du­to tam­ prin­ci­pal­men­te por in­je­ções. O
sen­ta­do em em­ba­la­gem flow pack, bém foi mo­di­fi­ca­do, ga­nhan­do la­bo­ra­tó­rio de ori­gem fran­ce­sa
de­sign mais mo­der­no. O ge­ren­te Sa­no­fi-Synthé­la­bo de­sen­vol­veu
de mar­ke­ting da Bom­bril-Ci­rio, um me­ca­nis­mo de se­gu­ran­ça
empresa que de­tém a mar­ca para as se­rin­gas do me­di­ca­
Pei­xe, diz que “o segmento de men­to Fra­xi­pa­ri­na, uti­li­za­do no
goia­ba­das em flow pack é o tra­ta­men­to de trom­bo­se, que
que tem re­gis­tra­do o maior per­mi­te iso­lar a agu­lha com um
crescimento nos úl­ti­mos man­chão plás­ti­co trans­pa­ren­te,
anos, re­pre­sen­tan­do 22% que re­co­bre a se­rin­ga após a
do mercado, mesmo pa­ta­ apli­ca­ção. A ino­va­ção, pre­mia­
mar do segmento de da pela Associação Fran­ce­sa
embalagens em lata, o de Em­ba­la­gem Far­ma­cêu­ti­ca,
maior do se­tor até ago­ra”. na ca­te­go­ria se­gu­ran­ça, está
che­gan­do ao Bra­sil.

Novelprint tem site novo


A No­vel­print, empresa do se­tor de ró­tu­los auto-ade­si­
Mock-up de co­po­liés­ter es­pe­cial vos, aca­ba de lan­çar seu novo site (www.no­vel­print.
com.br), que em­pre­ga re­cur­sos mul­ti­mí­dia de pon­ta,
Pre­sen­te em 85 paí­ses e dis­plays gi­gan­tes são fei­
dis­po­ni­bi­li­za­dos pelo soft­wa­re Flash. Na pá­gi­na, são
com ven­das su­pe­rio­res a tos a partir de um co­po­
apre­sen­ta­das in­for­ma­ções de­ta­lha­das so­bre ma­te­riais
700 milhões de dó­la­res liés­ter es­pe­cial, pro­du­zi­do
e má­qui­nas para a de­co­ra­ção de embalagens.
anuais, a mar­ca La­cos­te pela Eas­tman Che­mi­cal
está ex­pan­din­do sua atua­ Com­pany, o Eas­tar
ção prin­ci­pal, moda AN004. O ma­te­rial apre­
Ca­ra­cu, 100 anos de tra­di­ção
es­por­ti­va, através do sen­ta co­res vi­vas e idên­ti­
lançamento do per­ cas às do vi­dro do per­fu­ O ve­rão des­te ano está Pas­to­re de­sen­vol­veu
fu­me La­cos­te me, além de ter boa re­sis­ sen­do mo­ti­vo de celebra­ em­ba­la­gens es­pe­ciais: a
Ju­nior. Para a tên­cia a lí­qui­dos, o que ção para a cer­ve­ja es­cu­ra lata da cer­ve­ja foi re­mo­
divulgação do dis­pen­sa o uso de sis­te­ Ca­ra­cu. A es­ta­ção foi de­la­da, re­ce­ben­do um
novo item, mock- mas de de­su­mi­di­fi­ca­ção. es­co­lhi­da para co­me­mo­ logo di­fe­ren­te, com os 100
ups dez vezes Den­tro da ré­pli­ca su­per­di­ rar os 100 anos da mar­ca, anos em evi­dên­cia ao
maio­res que o men­sio­na­da é co­lo­ca­do com­ple­ta­dos em se­tem­ lado do tra­di­cio­nal tou­ro
fras­co ori­gi­ um fras­co em ta­ma­nho bro de 1999. Para mar­car que sim­bo­li­za a mar­ca. Os
nal fo­ram ori­gi­nal, para evi­tar que o a data, a agên­cia Ca­ril­lo carriers six­pack das la­tas
dis­tri­buí­dos con­su­mi­dor pro­ve a fra­ e das gar­ra­fas
em inú­me­ grân­cia violando os produ­ long-neck
ros pon­tos- tos expostos nas gôn­do­ tam­bém tra­
de-ven­da las. Me­dian­te in­te­res­se, a zem o cen­
da Eu­ro­pa e Eas­tman dis­po­ni­bi­li­za no te­ná­rio em
po­si­cio­na­ mercado brasileiro to­dos des­ta­que.
dos pró­xi­mo os plás­ti­cos pro­du­zi­dos
às gôn­do­las em sua ma­triz, nos
em que o Estados Unidos, in­clu­si­ve
pro­du­to é a linha de co­po­liés­ter uti­li­
ex­pos­to. Os za­da pela La­cos­te.

46 – embalagemmarca • fev 2000


EVENTOS

• Se­mi­ná­rio “Re­vo­lu­ção no
Mun­do da Em­ba­la­gem: Se­gu­ Bra­sil­pack’2000
ran­ça na Em­ba­la­gem Pri­má­ria”
Fei­ra In­ter­na­cio­nal de Em­ba­ os prin­ci­pais paí­ses de fora da
– pro­mo­vi­do pela Akza Ltda em
la­gem, reu­nin­do as prin­ci­pais Amé­ri­ca La­ti­na. A Bra­sil­pack
con­jun­to com a Hueck Fo­lien em­pre­sas da ca­deia de em­ba­la­ deverá reu­nir 350 ex­po­si­to­res de
GmbH da Ale­ma­nha. É vol­ta­do gem, en­va­se, aca­ba­men­to e ma­té­ 25 paí­ses, en­tre os quais Es­ta­dos
para a in­dús­tria far­ma­cêu­ti­ca e ria-pri­ma. É a se­gun­da edi­ção da Uni­d os, Ale­m a­n ha, Itá­l ia,
se­rão apre­sen­ta­dos os mais fei­ra, or­ga­ni­za­da pela Al­cân­ta­ra Argentina, Es­pa­nha e Tai­wan.
re­cen­tes de­sen­vol­vi­men­tos em Ma­cha­do e que nes­te ano fir­mou De 24 a 28 de abril no Anhem­bi,
embalagens de alu­mí­nio, com um acor­do com a Mes­se Düs­sel­ em São Pau­lo.
ên­fa­se na luta con­tra a fal­si­fi­ca­ dorf para a pro­mo­ção, divulga­ In­for­ma­ções:
ção e se­gu­ran­ça em me­di­ca­ ção e con­ta­tos co­mer­ciais para (11) 826.9111/7295.1229.
men­tos. Dia 28 de março no
Am­cham Bu­si­ness Cen­ter, em Cen­tro de Ex­po­si­ções Imi­gran­tes, in­dús­tria de be­bi­das na Amé­ri­ca
São Pau­lo. In­for­ma­ções: (11) em São Pau­lo, SP. In­for­ma­ções: La­ti­na. De 2 a 4 de agos­to, no
3901-0072 ou akza@ya­hoo.com info.mo­vlog@ree­dex­po.com.br Pa­vi­lhão Ver­de do Expo Cen­ter
Nor­te (SP). In­for­ma­ções: tel. (11)
• 12ª Fei­ra e Con­fe­rên­cia SCAA • Dru­pa 2000 – Maior fei­ra de ne­gó­ 3873-0081 ou pelo e-mail tecn­
– pro­m o­v i­d a pela SCAA cios dos se­to­res grá­fi­co e de em­ba­ beb@mfbr.com
(Associação Ame­ri­ca­na de Ca­fés la­gem mun­dial, que acon­te­ce de
Es­pe­ciais) en­tre 14 e 18 de abril cin­co em cin­co anos em Dus­sel­ • Ex­po­Drink – Fei­ra In­ter­na­cio­nal
em San Fran­cis­co (EUA) terá o dorf, Ale­ma­nha. De 18 a 31 de maio. de Be­bi­das. De 30 de agos­to a 1º
Bra­sil como tema do con­gres­so. In­for­ma­ções: tel. (11) 535-4799 ou de se­tem­bro no Expo Cen­ter Nor­
Ex­po­si­ção de má­qui­nas e equi­ pelo e-mail mdk@sti.com.br
pa­men­tos de em­pre­sas de todo
o mun­do e apre­sen­ta­ção das • FCE Phar­ma 2000 – Quin­ta edi­
Fis­pal 2000
estratégias das tor­re­fa­do­ras nor­ ção da ex­po­si­ção de for­ne­ce­do­res A maior fei­ra de alimentos da
te-ame­ri­ca­nas. In­for­ma­ções: (11) de em­ba­la­gens, equi­pa­men­tos, Amé­ri­ca La­ti­na está em sua
3067-0900. ma­té­rias-pri­mas e ser­vi­ços para a 16ª edi­ção, apre­sen­tan­do as
in­dús­tria far­ma­cêu­ti­ca na Amé­ri­ca úl­ti­mas ten­dên­cias em tec­no­
• Mo­vlog Show – Se­gun­da edi­ La­ti­na. De 5 a 7 de ju­lho, no Expo lo­gia, equi­pa­men­tos, ser­vi­ços,
ção da fei­ra in­ter­na­cio­nal de pro­ Cen­ter Nor­te (SP). In­for­ma­ções: in­su­mos e au­to­ma­ção. Du­ran­
du­tos, ser­vi­ços e equi­pa­men­tos tel. (11) 3873-0081 ou pelo e-mail te a fei­ra será rea­li­za­da a In­ter­
para ma­nu­seio, es­to­ca­gem e fce@mfbr.com ne­g ó­c ios/Ali­m en­t í­c io’2000,
uma ro­da­da de ne­go­cia­ções
lo­gís­ti­ca. De 9 a 12 de maio, no
en­tre em­pre­sas do se­tor ali­
• HBA South Ame­ri­ca – Ex­po­si­
men­tí­cio do Bra­sil e da Amé­ri­
ção in­ter­na­cio­nal de for­ne­ce­do­res
Em­bal­la­ge 2000 para a in­dús­tria cos­mé­ti­ca, em
ca La­ti­na que vai pro­mo­ver o
Pro­je­t o Com­p ra­d or, com
Um dos maio­res even­tos sua quinta edi­ção, mos­tran­do im­por­ta­do­res la­ti­no-ame­ri­ca­
so­bre embalagens do mun­ ma­té­rias-pri­mas, em­ba­la­gens, nos e ex­por­ta­do­res do Es­ta­do
do. Vai reu­nir mais de 2.500 equi­pa­men­tos, ter­cei­ri­za­ção e ser­ de São Pau­lo. A ex­pec­ta­ti­va
ex­po­si­to­res, sen­do que 1500 vi­ços. De 5 a 7 de ju­lho, no Expo dos or­ga­ni­za­do­res é que cer­ca
são fa­bri­can­tes de embala­ Cen­ter Nor­te (SP). In­for­ma­ções de 700 em­pre­sas par­ti­ci­pem
gens. Os or­ga­ni­za­do­res es­pe­ pelo tel. (11) 3873-0081 ou pelo do Pro­je­to, que tem o apoio do
ram para este ano 105.000 e-mail fce@mfbr.com Se­brae-SP. De 13 a 16 de
vi­si­tan­tes. De 20 a 24 de ju­nho no Pa­vi­lhão de Ex­po­si­
no­vem­bro em Pa­ris. In­for­ma­ • Tec­no­Be­bi­da 2000 – Ter­cei­ra ções do Anhem­bi, em São
ções na Pro­mo­sa­lons-Bra­sil, Pau­lo. In­for­ma­ções no telefone
ex­po­si­ção e con­fe­rên­cias in­ter­na­
pelo te­le­fo­ne (11) 881-1255. (11) 3758-0996.
cio­nais so­bre tec­no­lo­gia para a

48 – embalagemmarca • fev 2000


Como Encontrar

te (SP). In­for­ma­ções: tel. (11) 3063-


2911 ou pelo e-mail ex­po­drink@ N esta se­ção en­con­tram-se, em or­dem al­fa­bé­ti­ca, os nú­me­ros de te­le­fo­ne
das em­pre­sas ci­ta­das nas re­por­ta­gens da pre­sen­te edi­ção. Em­ba­la­gem­
Marc ­ a fica à dis­po­si­ção para outras in­for­ma­ções.
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tels. (11) 3758-0996 ou (21) 493- Batávia 0800-78-1234 Parmalat (11) 828-2000
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Cetea (19) 241-5222 Patrol Bureau de
Gerenciamento de Riscos
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de Transportes de Carga do
Henkel Loctite Adesivos Estado de S. Paulo)
• 9º Con­gres­so Bra­si­lei­ro de (11) 426-4011 (11) 954-7866
Em­ba­la­gem - “Agre­gan­do valor à
em­ba­la­gem” será o tema do even­ Innova SIG Combibloc (11) 828-9799
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pro­fis­sio­nais, en­tre exe­cu­ti­vos e (11) 7824-1330 Vigor (11) 6099-5500
em­pre­sá­rios, li­ga­dos a embala­
IRB – Indústrias Reunidas de
gens no Bra­sil e no Mer­co­sul. De Bebidas Tatuzinho-3Fazendas CORREÇÃO:
13 a 14 de se­tem­bro, com pro­gra­ (11) 263-1411 O telefone certo da Alcan, vei-
ma a ser con­fir­ma­do. In­for­ma­ções culado na última edição, é (11)
Itambé (31) 249-3821 7632-7119. O da Bekum do
pelo fone (11) 282-9722 ou e-mail: Brasil é (11) 246-9100.
abre@abre.org.br. Ladal (19) 535-3044
Almanaque
Es­pa­ço para me­ni­na grá­vi­da De novo os equi­ties
Nas dé­ca­das de 20 e 30 e da­de de di­fe­ren­cia­ção No uni­ver­so das mar­cas e
no iní­cio dos anos 40, ela dos produtos pela em­ba­ do que elas sim­bo­li­zam em

la­gem, as gar­ra­fas pa­dro­ ter­mos de ima­gem, co­mu­ni­


acon­di­cio­nou to­dos os
ca­ção e re­co­nhe­ci­men­to
re­fri­ge­ran­tes da Cia. ni­za­das já não exis­tem 1935
pelo pú­bli­co, a nor­te-ame­ri­
An­tarc­ti­ca Pau­lis­ta, da em re­fri­ge­ran­tes, a não
ca­na Avery Den­ni­son, uma
soda e do club soda ao ser em PET. Assim, se o
das gi­gan­tes mun­diais da
gua­ra­ná e à água tô­ni­ca. de­sign das an­ti­gas área de ade­si­vos para ró­tu­
1936

Até ser subs­ti­tuí­da, a “me­ni­nas grá­vi­das” vies­ los, nas­ci­da Kum Kleen na
partir de mea­dos da se a ser adap­ta­do às Ca­li­fór­nia, em 1935, foi de
década de 40, por ou­tra atuais tendências de cer­ta forma in­cons­tan­te nos
1946
gar­ra­fa tam­bém stan­dard, le­ve­za, re­sis­tên­cia me­câ­ seus pri­mei­ros vin­te anos
de per­fil mais mo­der­no, ni­ca e fa­ci­li­da­de de de exis­tên­cia. Nes­se pe­río­ 1958
a cha­ma­da “me­ni­na grá­ trans­por­te, elas di­fi­cil­ do, a lo­go­mar­ca da empresa
vi­da” foi a sen­sa­ção das men­te dei­xa­riam de ter mu­dou cons­tan­te­men­te,
me­sas no que se re­fe­re a seu es­pa­ço ga­ran­ti­do. com o ob­je­ti­vo de sem­pre
man­ter sin­to­nia com as
não al­coó­li­cos. Hoje, Com a pa­la­vra, a gar­ra­fa 1964
di­fe­ren­tes épo­cas e com
com a cres­cen­te ne­ces­si­ de vi­dro da Per­rier.
seus pró­prios ob­je­ti­vos e
rea­li­za­ções. Pas­sa­do esse
pe­río­do de ra­di­cais trans­
for­ma­ções da lo­go­mar­ca, a 1976
cor­po­ra­ção vem, des­de
en­tão, se aten­do mais aos
cha­ma­dos equi­ties, aque­las
ca­rac­te­rís­ti­cas ar­rai­ga­das
de um pro­du­to, mar­ca ou 1987
empresa. Só para re­gis­trar:
em 1998, úl­ti­mo dado con­
so­li­da­do, a Avery Den­ni­son
fa­tu­rou, no mun­do in­tei­ro, 1991
3,46 bilhões de dó­la­res.

Por que não tive essa idéia an­tes?


As tec­no­lo­gias de apli­ca­ção e de acon­di­cio­na­men­ O prin­cí­pio é ele­men­tar: cola, em­ba­la­gem e apli­
to do ba­tom fo­ram a fon­te de ins­pi­ra­ção dos en­ge­ ca­dor numa úni­ca uni­da­de. Sim­ples de­mais – só
nhei­ros da Hen­kel, na Ale­ma­nha, para in­ven­tar, que nin­guém pen­sou an­tes. Que tal co­me­çar a
em 1969, a hoje oni­pre­sen­te cola em bas­tão Pritt. ob­ser­var à nos­sa vol­ta?

50 – embalagemmarca • fev 2000

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