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NOSSA EXISTÊNCIA EFÊMERA.

Conforme o livro mais perigoso e incomum da Bíblia.
O que um cristão deve saber antes de morrer!
Existe vida após a morte?

A morte é a origem de todas as religiões e se não houvesse medo da morte talvez
não houvesse deuses. O Eclesiastes é normalmente incluído entre os livros sapienciais
das Escrituras hebraicas, porque suas visões da vida não são fruto de nenhum tipo de
revelação divina (em contraste, por exemplo, com Profetas), mas de uma profunda
compreensão do mundo e de como ele funciona. Porém, diferentemente de outros livros
sapienciais, como Provérbios, a perigosa e espantosa sabedoria transmitida pelo
Eclesiastes não se baseia no conhecimento acumulado por gerações de sábios; é
baseada nas observações de um homem enquanto pensa na vida em todos os seus
aspectos e na certeza da morte.
À primeira vista parecerá mais como algo que Nietzche ou Madelyn Murray-O'Hair
talvez disseram, ao invés da Bíblia. Estas afirmações aparentam ter mais em comum
com um filósofo existencialista como Jean Paul Sartre que Salomão. Os rabinos que
viviam na época do AT freqüentemente lutavam com textos assim. Eles debatiam se
Eclesiastes “sujava as mãos” ou não, isto é, se era ou não um livro inspirado e canônico
que transmitia santidade quando manuseado. A questão é feita ainda hoje. J. Stafford
Wright pergunta de uma forma bem evidente.
“Deveria o livro... permanecer na Bíblia? Não seria melhor admitir de uma vez que as
contradições e afirmações não-ortodoxas, que têm alegrado céticos e confundido mentes
devotas, seriam bem melhor empregadas em escritos para a Associação Imprensa
Racionalista que para a Biblioteca do Espírito Santo? É uma questão que deve ser
encarada. Se não existe uma interpretação satisfatória do livro – satisfatória, isto é, do
ponto de vista cristão – não há razão lógica para mantê-lo na Bíblia” (133).
Na verdade a filosofia do Eclesiastes (Carpe diem) já existia 2.200 a.C, no antigo
Egito, gravado numa laje hoje no museu de Leide. Mais ainda, como os diálogos
poéticos de Jô, o Eclesiastes é uma espécie de livro “anti-sapiencial”, no sentido em que
usas visões são contrárias às visões tradicionais de um livro como Provérbios, que
insiste basicamente em que a vida basicamente faz sentido e é boa, que “o mal é punido
e o comportamento correto, recompensado”.

O Testemunho de Eclesiastes - O livro de Eclesiastes certamente que desperta uma
grande curiosidade por parte dos leitores. As filosofias do “sábio”, filho de Davi (cf.
Ec:1:1), sobre a vida pós-morte, apresenta uma grande recusa da possibilidade de
existir vida em um estado intermediário antes da ressurreição. Do início ao fim de
Eclesiastes, vemos que Salomão segue um princípio e segue essa linha em seus
pensamentos. A lógica presente no livro é que não existe vida após a morte. A partir
disso, é comum vermos o autor igualar a morte dos homens com a dos animais.
Nem tanto para o autor do Eclesiastes, que chama a si mesmo de
Professor/Mestre/Pregador (Koheleth/Quoheleth em hebraico). Quando me pergunto
quem escreveu o Eclesiastes – para além de a resposta concreta já ter variado desde
Salomão ou alguém de sua elite até qualquer membro de qualquer elite na Palestina ou
fora dela por volta do século III a.C.
Ao contrário, a vida freqüentemente não faz sentido, e no final todos nós – sábios ou
tolos, justos ou ímpios, ricos e pobres – morreremos. E esse é o fim da história.
Não há melhor maneira de identificar a ampla mensagem do livro que simplesmente
analisar suas poderosas linhas iniciais. Nela o autor se identifica como filho de Davi e
rei de Jerusalém (Ecl 1:1). O autor em outras palavras, DIZ SER ninguém menos que
Salomão – conhecido em outras tradições como “o homem mais sábio da Terra”. Os
estudiosos, porém, têm uma razoável certeza de quem quer que tenha escrito o livro,
NÃO PODERIA SER SALOMÃO. Seja como for, sua declaração de abertura
praticamente diz tudo (Ecl 1:1-6,8-11). Por outro lado, Bíblia de Jerusalém sustenta que
a atribuição a Salomão não passa de mera ficção literária do autor ou autores. Muitos
questionam a unicidade do autor, e defendido que foi escrito por duas, três, quatro e até
oito mãos distintas.
A palavra-chave aqui é vaidade. Toda vida é vaidade (vazio, inutilidade, absurdo).
Hevel -“fugaz”, “efêmero” e tudo no mundo é destinado logo a acabar – até mesmo nós.
Ela passa rapidamente, e se acaba e dar valor e importância em demasia às coisas deste
mundo é inútil, vão: todas as coisas são fugazes, efêmeras.
Disfarçado de Salomão, este autor d pregador desconhecido diz que tentou de tudo
para dar sentido à vida. (Ecl: 1:16-2:23) Ecl 2:11; 2:17; 2:20. No final ele chega à sua
conclusão: “Eis que a felicidade do homem é comer e beber, desfrutando do produto
do seu trabalho” (Ecl: 2:24).
“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos
animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos
têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma,
porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos
voltarão ao pó” (cf. Eclesiastes 3:19, 20)
A razão pela quais os homens não terem vantagem nenhuma sobre os animais é que
o destino dos dois é o mesmo após a morte. Nisso fica claro que Salomão não cria em
uma natureza dualista do ser humano, com uma alma imortal que o diferenciasse dos
animais. Isso implicaria em uma evidente vantagem dos homens sobre os animais!
Aliás, já vimos que até aos animais foi designado o mesmo termo “nephesh hayyah”
que foi designado aos seres humanos (cf. Gn. 2:7; Gn. 1:20).

No original hebraico a palavra aqui utilizada por Salomão (cf. 3:19) é ruachespírito. Os seres humanos possuem o mesmo espírito-ruach dos animais e, por isso,
não possuem nenhuma vantagem sobre eles. Isso nos mostra claramente que o nosso
espírito-ruach não é uma “alma imortal” ou algo que garanta imortalidade levando
consigo consciência e personalidade após a morte, pois, se assim fosse, o espírito-ruach
dos humanos seria gritantemente diferenciado do espírito-ruach dos animais, e Salomão
não os igualaria.
É evidente que em vários aspectos temos vantagens sobre eles; quando, porém, a
questão é a natureza e destinos pós-morte, ambos são absolutamente igualados (cf. Ecl.
3:19)
A razão pela qual tudo é “hevel” é que todos morrem, e esse é o final da história:
“TUDO É O MESMO PARA TODOS; UMA SORTE ÚNICA, PARA O JUSTO E O
PARA O ÍMPIO, PARA O BOM E O MAU, O PURO E O IMPURO, para quem se
sacrifica como ao que não se sacrifica, PARA O BOM E O PECADOR; (...) O
MESMO DESTINO CABE A TODOS” Ecl. 9:2-3).
Mesmo nesta vida, antes da morte, recompensas e punições não são dadas segundo o
mérito; tudo depende do acaso. (Leia Ecl. 9:11-12).
Para este autor, NÃO HÁ UMA BOA VIDA APÓS A MORTE para aqueles que
foram sábios, bons, fiéis e justos, ou punição para aqueles que morrem em seus pecados.
NÃO HÁ RECOMPENSAS OU PUNIÇÕES DEPOIS DA MORTE – a vida é só o
que há, e, portanto deve ser acalentada enquanto a temos.
Na frase memorável do professor, “um cão vivo vale mais do que um leão morto” (Ecl.
9:4). E ele explica por quê: “Os vivos sabem ao menos que morrerão; OS MORTOS,
porém, NÃO SABEM NADA... NÃO HÁ PARA ELES RETRIBUIÇÃO, uma vez que
sua lembrança é esquecida. Seu amor, ódio e ciúme já pereceram, E ELES NUNCA
MAIS PARTICIPARÃO DE TUDO O QUE SE FAZ DEBAIXO DO SOL” (Ecl: 9:5-6).
Ademais, seu refrão repetido por todo o livro é que, dada a impossibilidade final de
compreender este mundo e ter uma noção do que acontece, A melhor coisa que podemos
fazer é desfrutar ávida enquanto a temos. Em sete oportunidades no livro ele diz aos
leitores que eles DEVEM “COMER, BEBER E SER FELIZES” (Ecl 5:17; Ecl 8:15).
Fica claro, diante de todas as evidências, passagens bíblicas, bem como a linha de
raciocínio que Salomão segue desde o seu início, que ele não cria de maneira nenhuma
em qualquer “alma imortal” que sai do corpo no instante da morte. A visão de Salomão
não é única, mas reflete uma regra do AT: não existe a imortalidade da alma.
Outro argumento bastante utilizado por alguma parte dos defensores da imortalidade
intrínseca com relação ao livro de Eclesiastes é que ele não acreditava que pudesse
existir vida em qualquer era futura. Sendo assim, o argumento deles é que, se nos
basearmos no livro de Eclesiastes como evidente prova contra o estado intermediário,
teríamos que negar também qualquer vida futura – até mesmo por meio de uma
ressurreição – porque (segundo eles) Salomão não acreditava em nenhum tipo de vida
para nenhuma era.

Isso não me impressiona. Embora haja pessoas (muitas pessoas!) que alegam saber o
que acontece a nós quando morremos. A VERDADE É QUE, que, já viu a "alma"
separada do corpo? Todos os fenômenos são naturais; só os ingênuos os relacionam a
deuses e demônios. A matéria é a única realidade; o corpo, uma combinação de átomos
e matéria pensante; o corpo, não a alma, sente, vê, ouve, pensa. Não há imortalidade,
não há reencarnação, não há inferno ou paraíso, não há corpo reduzido ao pó
voltar à terra, nem outro mundo.
Minha suspeita, nas palavras de Bart D. Erhman, é que o professor estava certo, “QUE NÃO HÁ VIDA APÓS A MORTE, que esta vida é só o que há”. Isso, porém,
não deve desesperar. Deve nos levar a desfrutar da vida ao máximo, pelo maior tempo
que pudermos e de todas as formas possíveis, apreciando especialmente os momentos
preciosos da vida que podem nos dar prazer inocente: relacionamentos íntimos, famílias
amorosas, boas amizades, boa comida e boa bebida, mergulharmos no trabalho e na
diversão, fazendo o que gostamos.
A vida é tudo o que há. Seja como for, a idéia de que esta vida é o que existe não
deve ser motivo de desespero e abatimento, mas exatamente o contrário. Deve ser uma
fonte de alegria e sonhos – alegria de VIVER O MOMENTO e os sonhos de fazer do
mundo um lugar melhor, mais agradável, cultivar nossas amizades, festejar nossas vidas
familiares, ganhar e gastar dinheiro, quanto mais melhor, tanto para nós quanto para os
outros. Viver a vida na plenitude, com a coragem de falar quando se torna preciso e
coragem de calar quando o silêncio é necessário. Fazer o possível para amar, praticar a
caridade – é um presente, e não estará conosco por muito tempo.”
Para finalizar, o autor cético do Eclesiastes é explicito em dizer que Deus não
recompensa o justo com riqueza e prosperidade. A religião de Israel, ao tempo da
redação do Eclesiastes, não concebia uma vida após a morte nem a ressurreição dos
mortos. Na verdade, a doutrina do Sheol, como observa C.S. Lewis, exigia do israelita
uma retidão e honestidade praticamente sem paralelos na história, pois não esperava
uma recompensa transcendente.
Então, por que há sofrimento? Ele não sabe. E Ele era conhecido como o “homem mais
sábio” que já viveu! (Discordo, pois convocou e escravizou para trabalhos forçados 30
mil homens, junto com outros 70 e 80 mil pedreiros. (1 Reis 5:13-18).
Deveríamos abstrair algo com isso. Ou seja, trabalhar para aliviar o sofrimento dos
outros, sem esperar nenhuma recompensa celestial de um ser imaginário sobrenatural.
Se o “Espírito Santo” dirigia os ensinamentos dele e ele conta um “engano”, seria o
mesmo que afirmássemos que o Espírito Santo “inspirou errado” e escreveu mentiras e
enganações na Bíblia Sagrada, o que é um ultraje contra a divindade. Se, contudo,
tomarmos o outro ponto (de que Salomão não estava inspirado), então deveríamos
também negar a Bíblia como regra de fé, pois ela não seria considerada “segura” em
seus ensinamentos. Bem, depois o NT, veria a corrigir e os teólogos criaram novas
formas e ensinamentos bíblicos neotestamentários. Na visão de Paulo, a imortalidade
está ligada unicamente à ressurreição dos mortos. A ressurreição é o único fundamento e
penhor da esperança do crente a fim de atingir uma vida eterna e imortalidade na volta
do Senhor e Salvador Jesus Cristo.
“Que importam em questões inacessíveis à razão, essas novelas criadas por nossas
incertas imaginações? Que importa que os pais da Igreja dos quatro primeiros séculos

acreditassem que a alma era corporal? Que importa que Tertuliano, contradizendo-se,
decidisse que a alma é corporal, figurada e simples ao mesmo tempo? Teremos mil
testemunhos de nossa ignorância, porém nem um só oferece vislumbre da verdade”
(Voltaire, Sobre a Alma, Cap.1)
A esperança bíblica primitiva era sempre voltada à ressurreição, e não à
imortalidade da alma. A crença na alma imortal não apenas desqualifica e tira a
importância da ressurreição, como também a anula como sem sentido, uma vez que
todos iríamos continuar no Céu ou no inferno do mesmo jeito sem ela. Então, aquilo
que antes era o evangelho simples, puro e sincero, onde a alma era naturalmente mortal
por causa do pecado e o homem poderia se tornar imortal na ressurreição da alma e do
corpo, se tornou a maior bagunça, e dali para frente começaram a dar margens a uma
série de outras grandes heresias que foram surgindo com o passar dos tempos.
Dentre tais heresias, destaca-se a crença no purgatório, a intercessão dos santos (criada e
inventadas pela habilidade dos sacerdotes a partir do terceiro século d.C), a da
preexistência da alma, a da reencarnação, a da comunicação ou evocação dos mortos, a
das rezas aos mortos, e por ai vai.
O Cristianismo já estava infectado pela primeira mentira pregada pela
serpente – que “certamente não morrerás” (Gn.3:4), que era e é a base para todos os
demais enganos e mentiras perpetuados até os nossos dias. A partir do momento em que
alguns «pensadores recentes e fanáticos» começaram a implantar a semente da
imortalidade da alma no seio da Igreja antiga, uma série de outras heresias destrutivas
começou a entrar na Igreja como o fruto deste processo. Existe um grande arsenal de
provas bíblicas contra a imortalidade da alma, e mais um outro arsenal insuperável de
provas históricas de que os primeiros Pais da Igreja jamais deram crédito a essa heresia.
Hoje podemos rejeitar essa doutrina profana e colocá-la no mesmo lugar onde ela se
encontrava na época dos supostos apóstolos: das portas para fora da Igreja Cristã e
alicerçada unicamente no mais puro paganismo.
Será que todo mundo realmente conhece a história do velho Gilgamesh? O
paralelo mais conhecido entre o épico e a Bíblia é, claro, a história do Dilúvio a seção
da Bíblia que realmente tambem parece ligado a mitologia suméria é o livro de
Eclesiastes. O escritor do livro que nos informa, em Eclesiastes. 12:9-10, que, no curso
de composição que ele lia muito, presumindo que tudo o que ele poderia ter em suas
mãos naqueles dias antes do empréstimo inter-bibliotecas e na Internet. A partir de
evidências internas, é óbvio que ele leu alguma versão do épico de Gilgamesh. É
fascinante ver que a história, já muito antiga por tempos bíblicos, circularam tão
amplamente no Oriente Médio.
"Gilgamesh, encha a barriga com as coisas boas; dia e noite de dança e ser feliz, festa e
alegrar-se. Deixe sua roupa ser fresca, banhar-se na água, valorizar a criança pequena
que detém yourhand, e fazer sua esposa feliz em seu abraço, por isso também é a sorte
do homem. Observe como este é semelhante ao Ecl. 9: 7-9. O narrador do livro, o
pregador, aconselha:
"Vá comer o pão com prazer, e beber o seu vinho com um coração alegre, pois Deus já
aprovou o que você faz. Deixem as vossas vestes ser sempre branco; não deixe faltar
óleo sobre a tua cabeça. Desfrute a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua
vida vã, os quais ele te deu debaixo do sol, porque essa é a sua porção na vida. "

Muito mais poderia ser dito sobre isso, mas, como o objetivo deste estudo é ser algo
mais resumido. Creio que o que já foi transmitido é o suficiente para vermos que a
também a doutrina católica da intercessão dos santos não tem qualquer fundamento
bíblico, e que não passa de uma lenda engenhosamente inventada pela imaginação
humana através de homens que se desviaram da verdade e já se entregaram às fábulas.
Julgam os homens a religião necessária porque, estando a ela afeitos, sentem um
vácuo sempre que o crescer do conhecimento destrói a fé. A religião é uma
monstruosidade, uma doença ou uma patifaria. Não apresenta argumentos racionais,
mas sim emoções, que suscitam a crença na vida futura. Quanto ao restante do livro
sagrado, cheio de incoerências, divergências, contradições, plágios, lendas e mitos,
pecado hereditário, escatologia... Esqueça tudo, pois não foi escrito pelo dedo de um
imaginário Deus invisível, teológico, falho, otiusus, com poderes de super-homem, e
nem é de inspiração divina. A hipótese de um Deus é inútil para a explicação e
compreensão do mundo.
“Se, numa discussão, um dos muitos que gostariam de saber tudo, mas se recusam a
aprender qualquer coisa, nos perguntar a respeito da continuação da VIDA APÓS A
MORTE, a resposta mais adequada e mais correta é:
“Após a morte você será o que era antes de nascer.” — Arthur Schopenhauer
"É provável que Deus não exista. Então pare de se preocupar e comece a curtir a
vida”.
Para saber mais: http://www.castro.to/artigos/rel_kohelet.htm