DOC. ETPM.

001 – PROJETO EDUCATIVO
Edição 2013-2016 |Revisão 02
01 de setembro de 2014

PROJETO EDUCATIVO

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ÍNDICE

ÍNDICE.................................................................................................................................................................. 2
1.

INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................. 4

2.

VISÃO, MISSÃO, PRINCÍPIOS E VALORES ................................................................................................... 5

3.

2.1.

Visão .................................................................................................................................................... 5

2.2.

Missão ................................................................................................................................................. 5

2.3.

Princípios e Valores............................................................................................................................. 5

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA ................................................................................................................... 7
3.1.

Caracterização do Meio ...................................................................................................................... 7

3.2.

Caracterização da Escola..................................................................................................................... 8

3.3.

Órgãos de Direção e de Gestão Escolar............................................................................................ 10

4.

RESULTADOS DA AUTOAVALIAÇÃO ......................................................................................................... 11

5.

OBJETIVOS................................................................................................................................................. 12

6.

5.1.

Objetivos Estratégicos ...................................................................................................................... 12

5.2.

Metas................................................................................................................................................. 12

ESTRATÉGIAS............................................................................................................................................. 14
6.1.

Alunos................................................................................................................................................ 14

6.1.1.

Medidas de Promoção para o Sucesso Escolar ......................................................................... 14

6.1.2.

Desenvolvimento Integral, Realização Pessoal e Criação de Valor para o Aluno ..................... 15

6.1.3.

Práticas de Ensino e Assunção de Responsabilidades............................................................... 16

6.2.

Família ............................................................................................................................................... 17

6.3.

Comunidade envolvente................................................................................................................... 17

6.3.1.

Parcerias e Protocolos ............................................................................................................... 17

6.3.2.

Projetos...................................................................................................................................... 18

6.3.3.

Atividades Escola  Comunidade............................................................................................. 18

6.3.4.

Ligação aos Antigos Alunos ....................................................................................................... 18

7.

OFERTA FORMATIVA................................................................................................................................. 19

8.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR.................................................................................................................... 20
8.1.

Matrizes curriculares ........................................................................................................................ 20

8.1.1.
8.2.

Atividades de organização curricular ........................................................................................ 20

Programas das Disciplinas ................................................................................................................ 20

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8.3.

Articulação Interdisciplinar .............................................................................................................. 20

8.4.

Horários Escolares............................................................................................................................. 20

9.

CONSTITUIÇÃO DAS TURMAS................................................................................................................... 21

10.

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS....................................................................................................... 22

10.1.

Critérios Gerais de Avaliação........................................................................................................ 22

10.2.

Critérios gerais de correção/classificação.................................................................................... 24

10.3.

Participação da Comunidade Educativa na Avaliação ................................................................. 24

10.4.

Monitorização e Avaliação do Ensino e das Aprendizagens ....................................................... 24

11.

DISPOSIÇÕES FINAIS ............................................................................................................................. 25

11.1.

Divulgação..................................................................................................................................... 25

11.2.

Vigência ......................................................................................................................................... 25

11.3.

Avaliação ....................................................................................................................................... 25

ANEXOS ............................................................................................................................................................. 26

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1. INTRODUÇÃO
O Projeto Educativo é o principal documento de referência da escola, constituindo-se como o núcleo de ação da mesma.
Enquanto instrumento de autonomia, o seu conteúdo traduz a orientação educativa da escola e explicita os princípios,
os valores, as metas e as estratégias a médio prazo, em ciclos de três anos, segundo os quais a ESCOLA TÉCNICA E
PROFISSIONAL DE MAFRA se propõe cumprir a sua função educativa.
A mudança do paradigma educativo dos nossos tempos abriu de novo a discussão sobre o verdadeiro valor do ensino
profissional na construção de uma sociedade mais informada e mais apta para enfrentar os desafios de uma economia
global. Na construção de uma sociedade mais justa, apta e qualificada que responda às necessidades emergentes do
mercado de trabalho caberá aos pais e encarregados de educação a escolha de um projeto educativo capaz de
responder aos desafios do futuro e com o qual se identifiquem. Sendo o ensino profissional uma modalidade de
educação, inserida no ensino secundário, que se caracteriza por uma forte ligação com o mundo profissional, a
aprendizagem é valorizada sobretudo pelo desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, em
articulação com o sector empresarial local, como motor do desenvolvimento regional.
Humanismo, Qualidade e Inovação como cultura de escola traduz bem aquilo que consideramos ser a nossa missão,
ministrar um ensino de reconhecida qualidade na preparação para o exercício das atividades profissionais. A Escola
Técnica e Profissional de Mafra tem por isso o objetivo de formar alunos de elevado nível científico e técnico
procurando estimular a formação de jovens capazes de colocar as suas competências ao serviço da comunidade em
articulação com os parceiros de formação, bem como procurar reforçar o envolvimento das famílias e da comunidade.

Através de um processo de monitorização constante, a escola pretende acompanhar o sucesso individual de cada
aluno, tornando-o independente e autónomo através de uma formação prática, estruturada num plano individual
visando a aquisição e o desenvolvimento de competências técnicas relevantes para a qualificação profissional
promovendo a inserção no mundo do trabalho e a formação ao longo da vida. Com o objetivo de estimular e promover
a empregabilidade dos seus alunos através da valorização das suas competências, a escola é responsável por
acompanhar o desenvolvimento de projetos, nos quais os alunos demonstram as suas competências e os saberes a
toda a comunidade educativa.

Este projeto educativo é operacionalizado num plano de atividades plurianual que procura responder às necessidades
do currículo, bem como a experiência no domínio técnico, prático e tecnológico, reforçando as linhas orientadoras e o
desenvolvimento profissional de acordo com o perfil da ANQEP e de acordo com o roteiro das profissões
regulamentadas pelas entidades reguladoras.
Este documento foi construído com a participação e envolvimento da comunidade educativa.

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2. VISÃO, MISSÃO, PRINCÍPIOS E VALORES
2.1. Visão
Pretendemos que a escola seja reconhecida como entidade de referência no concelho ao nível da formação profissional,
empregabilidade e ligação ao meio.

2.2. Missão
Impõe-se como Missão fundamental em todo o trabalho educativo desenvolvido na Escola Técnica e Profissional de
Mafra, o compromisso que assumimos na educação dos nossos alunos: formar jovens cidadãos autónomos, responsáveis,
criativos, competentes e empreendedores. Preocupa-nos não só formar alunos sabedores, dotados de espírito crítico e
competentes a nível profissional de acordo com o perfil específico de cada curso de formação estabelecido pela ANQEP,
mas também cidadãos educados, atentos ao próximo, disciplinados, assertivos e respeitadores das leis civis, éticas e
morais.

2.3. Princípios e Valores
A prática educativa que tem lugar na Escola Técnica e Profissional de Mafra rege-se por princípios que visam promover
integralmente a pessoa, criando uma “cultura” de escola e uma identidade. A educação deve estar dirigida para a pessoa
na sua totalidade, não descurando qualquer dimensão fundamental do ser humano. A educação é essencialmente
formação da personalidade e abarca o domínio intelectual, cognitivo, afetivo, volitivo, interpessoal e social. Visa então o
saber, a autonomia e o encontro da felicidade pessoal. Deste modo, as metas e finalidades educativas, visadas por todas
as atividades pedagógicas na nossa Escola, distribuem-se tendo em conta as dimensões: pessoal, intelectual e cívica.
A responsabilidade primeira e inalienável pela educação dos adolescentes e jovens cabe aos pais ou àqueles que os
substituem. A Escola é, assumindo esta evidência tantas vezes olvidada, um prolongamento dessa ação fundamental.
Deste modo, a colaboração mútua entre Agentes Escolares - Direção, Orientadores Educativos, Professores e Auxiliares e os Pais/ Encarregados de Educação é necessária e incontornável para que ocorra um desenvolvimento pleno e
harmonioso dos Alunos. O contato e a relação entre os Orientadores Educativos, Professores, e Pais/ Encarregados de
Educação devem, pois, ser regulares, francos e cooperantes.
Constitui-se por excelência na abordagem ao mundo profissional a aquisição, por parte dos alunos, do aprender a fazer
indispensável à área profissional na qual pretendem enveredar, possibilitando, de uma forma integrada, estabelecer uma
relação entre a componente teórica e a prática, acedendo, deste modo, a uma teoria impregnada pela prática e a uma

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prática refletida. Considera-se determinante a valorização do sucesso e a busca de práticas inovadoras, operacionalizadas
através de projetos de curso que reforcem as competências técnicas de acordo com o perfil profissional da ANQEP.

Reconhece-se a importância de adequar e diferenciar as estratégias de ensino associadas à utilização das tecnologias da
informação e comunicação estimulando o desenvolvimento global dos alunos nas áreas cognitiva, afetiva, relacional, social
e psicomotora, de forma a certificar os conhecimentos e competências adquiridos e contribuir para a melhoria da
qualidade do sistema educativo. O Sistema de Gestão da Qualidade permite a medição dos diferentes campos da atividade
pedagógica, de modo a avaliar a sua eficácia, valorizando simultaneamente a participação dos alunos. Assim, compete aos
intervenientes no processo educativo, nomeadamente aos professores o desenvolvimento de práticas com vista à
redefinição e o ajustamento de processos e estratégias para a melhoria contínua.

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3. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
3.1.

Caracterização do Meio

Na confluência das rotas comerciais de uma região diversificada, fazendo a ligação entre a Capital e o Oeste, e com uma
frente de mar de cerca de 11 km, o Concelho de Mafra ocupa uma inequívoca centralidade. Situado na Área
Metropolitana de Lisboa, faz fronteira com os Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Sintra, Sobral de Monte Agraço
e Torres Vedras. O Concelho divide-se em 17 freguesias (Azueira, Carvoeira, Cheleiros, Encarnação, Enxara do Bispo,
Ericeira, Gradil, Igreja Nova, Mafra, Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés, Santo Isidoro, São Miguel de Alcainça,
Sobral da Abelheira, Venda do Pinheiro e Vila Franca do Rosário), dispersas por uma área de 291 km2, marcada por
vales encaixados e elevações de perfil acentuado, seguramente na génese do atual modelo de ocupação humana.
Inevitavelmente marcado pela construção do Real Palácio e Mosteiro de Mafra pelo rei D. João V no século XVIII, este
território apresenta vestígios de ocupação humana em diversos períodos da história, criando contrastes e oferecendo uma
diversidade de Património única e patente em todas as Freguesias. A configuração atual do Concelho de Mafra data da
grande reforma do Poder Local realizada no século XIX pelo regime liberal. Em 1855, agruparam-se sete antigos
Municípios (Mafra, Ericeira, Carvoeira, Cheleiros, Enxara dos Cavaleiros, Gradil e Azueira) e uma antiga circunscrição
eclesiástica (Enxara do Bispo), dando assim origem ao Concelho de Mafra como hoje o conhecemos. Às 13 freguesias
então criadas, juntaram-se mais quatro no século XX, chegando-se às atuais 17. As origens administrativas deste
território são distintas e dinâmicas, razão pela qual o Concelho de Mafra possui uma herança histórica e patrimonial
ímpar. Mafra, Ericeira e Cheleiros gozaram de estatuto municipal desde a época medieval, ao mesmo tempo que
Carvoeira, Gradil e Enxara do Bispo seguiam caminhos de progressiva autonomia. A reforma manuelina de inícios do
século XVI reforçou o poder autárquico de Mafra, Ericeira e Cheleiros e lançou as bases de duas novas centralidades:
Enxara dos Cavaleiros e Carvoeira. Mas, foi apenas com o novo mapa oitocentista que o conjunto ganhou dimensão e
unidade.
O trajeto da história levou-nos a uma organização territorial que é agora repensada por via da reestruturação
administrativa do país. A verdade é que, desde o século XX, o Concelho reflete a dualidade profunda que virá a
constituir a sua matriz cultural metropolitana. De um lado, a cultura erudita, produtora de obras imponentes, na linha
da tradição europeia, cujo exemplo paradigmático é o Palácio Nacional de Mafra, com a sua biblioteca, a basílica com
os seus seis órgãos (conjunto único no mundo) e os famosos carrilhões. Do outro, a cultura popular, que é saloia, com
os seus artesãos de tradição mediterrânica, vivendo do cultivo da pequena horta e seus pomares, mas também
marítima, com os homens do mar que vivem do comércio do pescado. Tal é reflexo da diversidade do seu património
natural, que ainda hoje permanece intocado. Além da Tapada, autêntico ecomuseu, e do Jardim do Cerco, contíguo à
Real Obra mandada construir por D. João V, o olhar perde-se nos vales do Arquiteto, da Ribeira de Cheleiros e da
Carvoeira, ou nos pontos de costa desde São Julião ao Porto Barril, muito frequentados por banhistas e surfistas. Este
território pode ser apreciado percorrendo os trilhos e os caminhos, num espaço onde a ruralidade convive com os

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principais centros urbanos, que se desenvolvem alicerçados como suporte das diversas povoações e onde se centraliza
um conjunto de equipamentos de apoio.
A grande maioria dos trabalhadores por conta de outrem está afeta ao sector terciário (9.671), seguindo-se o
secundário (4.785) e primário (271), segundo os dados mais recentes (2006). Tal informação traduz bem a vocação da
estrutura produtiva no Concelho de Mafra, sendo que as atividades económicas com maior expressão são: comércio
por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e de bens de uso pessoal e doméstico; atividades imobiliárias,
alugueres e serviços prestados às empresas; construção; indústrias transformadoras; e outras atividades de serviços
coletivos, sociais e pessoais. Apesar do arranque tardio do sector industrial, a realidade é que, atualmente, o Concelho
de Mafra apresenta um conjunto de espaços com tal vocação, dos quais se destacam o Núcleo Empresarial de Mafra e a
Zona Industrial da Venda do Pinheiro, que agregam empresas de pequena e média dimensão. A dinâmica empresarial
tem vindo a acentuar-se, sobretudo, na última década. Se em 1995 se contavam 1.307 empresas com 9.463
trabalhadores, em 2005 estes números aumentaram, respetivamente, para 2.878 e 20.495. Ainda assim, a proporção
de microempresas era, em 2006, de 96,2% do total, o que traduz bem a tipologia produtiva. O sector do turismo
constitui, indiscutivelmente, uma janela de oportunidades, atendendo às características territoriais do Concelho e à
multiplicidade de produtos que este tem para oferecer. Atualmente com 76.749 residentes, valor que traduz um
aumento de 41% (o maior à escala de Portugal Continental), face ao último censo (2001-2011), e uma taxa de
natalidade de 13‰ (a média nacional é de 9,4‰), antevê-se a manutenção de um cenário de crescimento demográfico
nos próximos anos.
Relativamente às habilitações literárias da população, verifica-se que predomina o 1.º ciclo do ensino básico (21,2%),
sendo que apenas 13,1% têm habilitação superior. A taxa de analfabetismo centra-se em 20,2%, enquanto a nacional é
de 19,2%. As freguesias com maior percentagem de habitantes com o ensino superior são: Venda do Pinheiro (16,0%);
Ericeira (15,9%); Mafra (15,8%) e Carvoeira (15,6%).

3.2.

Caracterização da Escola

Historial
A Escola Técnica e Profissional de Mafra foi fundada no ano letivo de 2006/2007, criando respostas credíveis para a
necessidade sentida ao nível do Ensino Profissional de nível Secundário, no Concelho de Mafra. Tendo iniciado a sua
atividade num dos edifícios mais emblemáticos de mafra, o complexo cultural da quinta da raposa, em 2008 transita para
um novo edifício na avenida movimento das forças armadas, após obras de reabilitação.

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Características físicas
A escola funciona num edifício reestruturado e que permite vários espaços e recursos de relevância pedagógica: 1
laboratório de eletricidade e eletrónica; 1 laboratório de Informática; 1 auditório; 12 salas de aulas teóricas; 1 sala de
Tecnologias da Informação e da Comunicação; 2 salas de projeção com quadros interativos; 1 biblioteca e 1 sala de
alunos, serviços administrativos, sala de professores e gabinetes de trabalho. Além dos espaços de lazer para os alunos
existe ainda um bar/refeitório, um Ginásio para a realização de Educação Física, protocolado com uma instituição do
Concelho.
Características da comunidade educativa
Quanto à comunidade educativa a escola é constituída por 18 docentes, 6 não docentes e 1 psicólogo. O corpo docente
é na sua generalidade experiente com 3 a 20 anos de serviço. 14 docentes são profissionalizados e 4 são formadores da
área técnica. Os não docentes tem habilitações ao nível do ensino básico e secundário. A escola tem uma autorização
de funcionamento (APF n.º 167) para uma lotação de 322 alunos, contando atualmente com cerca de 300 alunos
distribuídos por 12 turmas, 4 por ano de formação. Os alunos que frequentam a escola são oriundos dos concelhos de
Mafra, Sintra, Torres Vedras e Loures, numa área geográfica que dista até 50kms. Ao nível socioeconómico os alunos
estão englobados nos indicadores já referidos na caraterização do meio, sendo essencialmente provenientes de famílias
do meio rural de nível socioeconómico médio-baixo. Do universo escolar, 134 alunos beneficiam de ação social; 65 no
escalão 1 e 69 no escalão 2. Quanto aos pais e encarregados de educação as habilitações situam-se maioritariamente
ao nível dos 1.º e 2.º ciclos, sendo que o concelho regista ainda uma taxa de analfabetismo na ordem dos 20,2% em
comparação com a média nacional de 19,2%.
Segurança e vigilância
A escola tem organizado o seu sistema de segurança com base na legislação aplicável em vigor e Manual de
Autoproteção (MAP) atualizado e validado pela entidade reguladora ANPC.
Serviços de apoio facultativos
Constituem os serviços de apoio facultativos, o bar/refeitório.
Projetos emblemáticos
Em articulação com o plano de atividades (PAA) a escola tem organizado projetos de curso como reforço da formação
profissional. Destacando-se: no curso de apoio à infância; o inglês no pré-escolar; Kidzania e Encant ´arte. Nos cursos de
eletricidade, eletrónica, automação e telecomunicações os projetos Lusovolt, DDGomes e Feérica. No curso de
informática; o projeto Notelab e Isimplex. Associado aos projetos, a escola participa todos os anos em atividades de
reconhecida notoriedade, são exemplo a oeste infantil e futurália.

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3.3.

Órgãos de Direção e de Gestão Escolar
Direção de Escola
Direção de Escola

Sistema de Gestão de Qualidade | Recursos Humanos | Comunicação e Sistemas de Informação

Prestação do Serviço Educativo

Assembleia
Pedagógica

Conselhos de
Turma

Coordenação de
curso

Outras Equipas
Pedagógicas

Orientadores
Educativos

Apoio à Infância

Secretariado de
Exames

CQEP

Área Administrativa

Outros
Serviços

Técnico ORVCC

Serviços Administrativos

Papelaria /
Reprografia

Eletrónica e
Automação

Bar / Refeitório

Serviço de
Limpeza

Gestão
Equipamentos
Informáticos

Marketing,
Relações Pub.
Publicidade

O funcionamento orgânico e suas competências estão explicitados no Regulamento Interno.

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4. RESULTADOS DA AUTOAVALIAÇÃO
Da autoavaliação e análise SWOT consideramos que se constitui como áreas de excelência as parcerias e protocolos
estabelecidos; o processo de desenvolvimento e acompanhamento da prova de aptidão profissional e a
empregabilidade pós estágio. Como áreas a melhorar considerou-se importante a aposta num crescimento ao nível do
investimento em recursos materiais para a formação. A aposta no acompanhamento mais efetivo dos ex-alunos ao
nível da empregabilidade e ainda a concretização de mais um projeto de curso para a área do marketing, relações
públicas e publicidade.

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5. OBJETIVOS
5.1.

Objetivos Estratégicos

Para a Escola Técnica e Profissional de Mafra, a finalidade da educação é o desenvolvimento integral da pessoa do
Aluno e de todos os membros da Comunidade Educativa. Inerente a esta finalidade educativa fundamental, procura a
Escola atingir as metas seguintes: o reconhecimento da formação por parte dos alunos no âmbito do ensino profissional;
obter a satisfação do tecido empresarial / parceiros e consolidar os índices de empregabilidade. Quanto ao primeiro
objetivo pretende-se que a escola seja a primeira opção dos alunos relativamente ao ensino profissional valorizando as
aprendizagens obtidas. Quanto ao segundo objetivo pretende-se consolidar a satisfação dos nossos parceiros em
termos da qualidade da formação, garantindo a crescente procura na nossa escola de profissionais qualificados que
respondam às necessidades do mercado de trabalho. Quanto ao terceiro objetivo pretendemos que a comunidade
valorize a capacidade da escola no estreitamento de ligações ao mundo profissional através da colocação dos seus
alunos no mercado de trabalho consolidando os níveis de empregabilidade.
OB1: Atingir o reconhecimento da formação por parte dos alunos no âmbito do ensino profissional
OB2: Obter a satisfação do tecido empresarial / parceiros
OB3: Consolidar os índices de empregabilidade

Os objetivos estratégicos são definidos para um ciclo de gestão de três anos. Encontram-se igualmente expressos e
operacionalizados no Plano Anual de Atividades.

5.2.

Metas

Pretendem-se atingir algumas metas para reforçar e consolidar os objetivos estratégicos traçados. Como metas
prioritárias e para monitorização do projeto educativo consideram-se as seguintes:
Resultados académicos: prevenir a taxa de abandono escolar e promover o sucesso através da taxa de conclusão de
curso superior a 80%. Consolidar a taxa de empregabilidade, ora seja na sequência de estágio, ora em estágio
profissional através do IEFP, ora ainda a colocação em bolsa de emprego, cuja taxa se situe ao nível dos 75%. Definimos
como meta articulada preferencialmente o emprego através das empresas de reconhecido mérito e protocoladas com
a escola.
Resultados sociais: A escola promove reuniões periódicas com os delegados e subdelegados de turma com o objetivo
de melhorar o desempenho dos alunos, mas também permitir e incentivar atividades desenvolvidas na escola por
iniciativa dos alunos e pais. Para cada curso e ainda neste âmbito, desenvolvemos projetos de solidariedade com
intervenção dos alunos através de uma ajuda efetiva à comunidade. São exemplo disso, a parceria com o rotary club de
mafra, nas campanhas de recolha de alimentos, colaboração com a autarquia ao nível da educação pré-escolar e com

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jovens e adultos com deficiência. Reforçamos a nossa experiência com o trabalho voluntário ao nível do projeto de
curso Kidzania e Encant´arte, este último dirigido essencialmente para as escolas TEIP, nomeadamente na apelação e
chelas. Na tentativa promover a inserção no mercado de trabalho a escola põe em funcionamento o GAIVA; Gabinete
de Apoio e Inserção à Vida Ativa. Projeto em parceria com a Ação Social da Câmara e IEFP de Torres Vedras. Este
departamento promove semanalmente o contacto com ex-alunos, com o objetivo de acompanhar e articular a bolsa de
emprego.
Reconhecimento da comunidade: A escola pretende corresponder à imagem positiva que a comunidade tem da escola
através do envolvimento nas atividades de entidades externas de reconhecido mérito, reforçando o número de
parcerias e protocolos. Este trabalho conjunto, que a Direção e coordenadores de curso acompanham é o resultado de
reuniões de acompanhamento do processo de integração dos alunos nas respetivas empresas, e constante adaptação
do perfil profissional às necessidades reais das empresas. A crescente consolidação da taxa de empregabilidade acima
da média do concelho, contrariando não só a tendência nacional, mas também a percentagem obtida na carta
educativa, é um fator importante na escolha por parte dos pais deste projeto. Realizamos como prática de escola e
fator de motivação o reconhecimento do mérito através de cerimónias públicas.

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6. ESTRATÉGIAS
De forma a atingir as metas identificadas pretende-se a intervenção preventiva ao nível do sucesso e abandono escolar,
indo ao encontro das expetativas e dificuldades de cada aluno. Com o objetivo de tornar os alunos mais competitivos,
autónomos e responsáveis a escola desenvolve projetos, workshops e academias de apoio ao estudo, conferindo-lhes a
robustez ao nível dos conhecimentos profissionais e académicos, como chave dos desafios do futuro. Quanto à ligação
à comunidade e famílias, num concelho cujos recursos socioeconómicos são baixos, a escola emerge como fator de
desenvolvimento local na atração do investimento. Pretendemos uma constante atualização na formação dos jovens
garantindo assim o acesso à inovação e atitude empreendedora entregando à sociedade jovens capazes de colocar as
suas competências ao serviço da comunidade. O plano anual de atividades torna-se o mecanismo de operacionalização
e desenvolvimento destas estratégias.

6.1. Alunos
6.1.1. Medidas de Promoção para o Sucesso Escolar
As medidas de promoção do sucesso escolar têm o objetivo de assegurar o cumprimento da escolaridade obrigatória e
combater a exclusão escolar.
a)

Planos de Acompanhamento Pedagógico orientados para a Turma ou Individualizados
São elaboradas ações de acompanhamento avaliação da evolução da turma/curso, registadas em ata de
conselho de turma, com o objetivo de corrigir as assimetrias ao nível do sucesso escolar. São também
elaboradas para os alunos medidas adicionais de avaliação que permitam a superação das dificuldades e
concretização do plano modular de curso, nomeadamente através dos trabalhos de execução técnica. São
ainda tomadas como medidas de acompanhamento e promoção do sucesso escolar, as determinações
previstas na portaria 550C/2004. Assim, a escola promove semanalmente um momento de recuperação de
avaliações para todos os alunos que necessitem, bem como desencadeia três épocas de exames por ano letivo.
Para situações de claro insucesso escolar, pode ainda mediante requerimento do aluno e diferimento da
direção, o desenvolvimento da avaliação em modelo de portefólio. Estes planos integram o projeto educativo,
como anexo, contudo, num formato de arquivo independente (dossiê próprio).

b) Serviços de Psicologia e Orientação
Cabe ao SPO em articulação com a Direção promover ações de orientação escolar e profissional e de apoio ao
desenvolvimento psicológico dos alunos.

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c)

Adequação dos Apoios aos Alunos com Necessidades Educativas Especiais
Cabe ao SPO realizar uma avaliação técnico-pedagógico onde se identificam as razões que determinam as
necessidades educativas especiais do aluno, e estipular os apoios especializados para promover o seu sucesso
em articulação com perfil profissional estabelecido pela ANQEP.

d) Ação Social Escolar
Na promoção do sucesso escolar devem-se desenvolver através da ação social escolar medidas destinadas a
compensar os alunos economicamente mais carenciados, mediante critérios objetivos e de discriminação
positiva, previsto na lei.
e) Medidas de Prevenção da Desistência e do Abandono
São medidas preventivas e de combate ao abandono escolar, a constante monitorização do professor
orientador educativo e coordenador de curso sobre a gestão de expetativas, assiduidade, pontualidade e
sucesso escolar dos alunos, reportadas na caderneta do aluno. Situações prematuramente detetadas são
imediatamente encaminhadas para o SPO, que acompanha o processo em articulação com a Direção.
6.1.2. Desenvolvimento Integral, Realização Pessoal e Criação de Valor para o Aluno
a)

Atividades de Animação e Complemento Curricular
As atividades de animação e complemento curricular fazem parte integrante da avaliação dos alunos, tendo
particular incidência na autoavaliação e heteroavaliação aos módulos, uma vez que se destinam ao
enriquecimento do currículo e desenvolvimento de competências. Fazem parte destas atividades, as definidas
internamente pelas estruturas pedagógicas, bem como os concursos externos.

b) Apoios educativos
Constituem oferta de apoio educativo as academias de português, matemática, física e química. Estas visam a
preparação e o reforço das aprendizagens para atingir o sucesso nos exames nacionais.
c)

Projetos e Academias
Em articulação com o plano de atividades (PAA) a escola tem organizado projetos de curso como reforço da
formação profissional. Destacando-se: no curso de apoio à infância; o inglês no pré-escolar, no qual equipas de
alunos previamente selecionados se deslocam às instituições de ensino pré-escolar protocoladas, com o
objetivo de desenvolverem atividades lúdico-pedagógicas com as crianças. O projeto Kidzania, já com 5 anos
de existência, promove anualmente partilha de experiências e a prática no entretenimento infantil. No projeto
Encant ´arte equipas de alunos do curso de apoio à infância deslocam-se às instituições localizadas em
território TEIP, com o objetivo de dinamizarem peças teatrais. Nos cursos de eletricidade, eletrónica,
automação e telecomunicações os projetos Lusovolt, DDGomes e Feérica. Projetos de âmbito técnico-prático
no qual os alunos podem por em prática as aprendizagens realizadas em contexto de sala de aula. No curso de

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informática; o projeto Notelab e Isimplex, equipas de alunos previamente selecionadas se deslocam às
empresas protocoladas, com o objetivo de colaborarem e reforçarem as equipas de trabalho.
d) Projeto de Responsabilidade social, cívica e ambiental (inclui “Educação para a cidadania”, “educação para a
Saúde” e “eco-escolas”)
A escola pretende por em funcionamento um projeto de responsabilidade social designado “um abraço por um
sorriso” que é desenvolvido em três grandes áreas: no âmbito social de apoio, solidário e voluntariado;
“envelhecer com amor”, no qual os alunos do curso de apoio à infância se deslocam aos lares de 3.ª idade para
dinamização de atividades lúdico-pedagógicas. No âmbito da educação para a cidadania; “gestos solidários”, os
alunos em articulação com o rotary club de mafra, colaboram na recolha de bens alimentares e respetiva
distribuição. No âmbito da educação para a saúde; em articulação com o centro de saúde de mafra, são
promovidas na escola ações de sensibilização para o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis.
e) Dimensão artística
A escola pretende implementar uma academia de teatro com abertura aos antigos alunos desenvolvendo as
competências ao nível da representação em articulação com a docente da disciplina de expressão corporal,
dramática e musical. No entanto ao nível da formação artística, já ocorre nos conteúdos modulares do curso
de apoio à infância.
f)

Promoção do Mérito – Motivação para o Sucesso
Realizamos como prática de escola e fator de motivação o reconhecimento do mérito através de cerimónias
públicas. São exemplo a entrega dos diplomas e bolsas de mérito. Também constitui prática da escola a
partilha de experiências com antigos alunos, sobre a sua prática profissional e percurso enquanto alunos da
instituição. Promove-se ainda com caracter sistemático a apresentação pública de trabalhos realizados nas
diferentes disciplinas para toda a comunidade educativa.

6.1.3. Práticas de Ensino e Assunção de Responsabilidades
a)

Contrato com os alunos: Compromisso e Responsabilidade
Para a concretização do plano de curso cada aluno está obrigado a realizar horas de formação prática;
estruturada num plano individual. A Formação em Contexto de Trabalho, designado como estágio encontra-se
inserida num programa, previamente definido e de acordo com protocolo específico entre os parceiros e a
Escola Técnica Profissional de Mafra. A Formação em Contexto de Trabalho tem uma duração de 840 horas
repartidas de acordo com o Plano Curricular do Curso. Antecede esta formação a assinatura do contrato de
estágio, sendo intervenientes a escola, o aluno, o coordenador de curso e a empresa. O contacto com os
centros de estágio é feito através de uma entrevista/reunião, para uma explicação das condições da realização
da formação em contexto de trabalho. A afetação dos alunos é feita de acordo com os critérios de seleção dos

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centros de estágio e as preferências expressas pelos alunos. O acompanhamento dos estágios é feito através
da realização de reuniões de supervisão, tendo sempre presentes o estagiário e os dois orientadores (um
orientador da Escola Técnica e Profissional de Mafra e um orientador da Instituição).
b) Tecnologias de Informação e Comunicação
Como prática de escola, os alunos desenvolvem apresentações das diferentes disciplinas com recurso às novas
tecnologias da informação e comunicação. Estas apresentações são realizadas em contexto de apresentação
pública.

6.2.

Família
Pretende-se o envolvimento ativo dos pais e encarregados de educação no processo de valorização das
aprendizagens e sucesso dos seus filhos. A escola no seu plano de atividades contempla uma rubrica de “escola
de pais” no qual se pretende o debate de temas pertinentes para a formação e desenvolvimento de uma
cidadania plena. Constitui ainda um momento privilegiado de contacto com os pais, a reuniões de
atendimento semanal dos professores orientadores educativos nas quais se atualizam os dados sobre a
assiduidade, pontualidade, progressão na avaliação, provas de aptidão profissional e estágios. Constitui ainda
uma aposta de escola, a reunião anual com as associações de pais e encarregados de educação das escolas da
nossa área de influência, com o objetivo de partilhar resultados, experiências e o projeto educativo.

6.3.

Comunidade envolvente
Com o objetivo do enriquecimento curricular, a escola desenvolve sessões e dinamiza aulas em articulação
com o docente da disciplina e profissionais com experiência e reconhecido mérito partilhando as boas práticas
com os nossos alunos. Desenvolvem-se ainda workshops práticos para os alunos com empresas parceiras.

6.3.1. Parcerias e Protocolos
A escola tem atualmente cerca de 150 protocolos reflexo do reconhecimento que a comunidade tem pelo
trabalho efetuado pela escola, os quais se articulam pelo seu grau de importância estratégico. É uma
crescente preocupação da Direção e dos coordenadores de curso a manutenção e a melhoria destas
parcerias mantendo-as ativas e dinâmicas. Estas constituem-se como forte ligação ao meio, permitindo
operacionalizar a oferta formativa, melhorar as práticas na formação e permitir a integração dos alunos no
mercado de trabalho, assegurando fortes taxas de empregabilidade.

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6.3.2. Projetos
Em articulação com o plano de atividades (PAA) a escola tem organizado projetos de curso como reforço da
formação profissional. Destacando-se: no curso de apoio à infância; o inglês no pré-escolar; o projeto
Kidzania, e o projeto Encant ´arte. Nos cursos de eletricidade, eletrónica, automação e telecomunicações os
projetos Lusovolt, DDGomes e Feérica. No curso de informática; o projeto Notelab e Isimplex. Projetos de
âmbito técnico-prático no qual os alunos podem por em prática as aprendizagens realizadas em contexto de
sala de aula.
6.3.3. Atividades Escola  Comunidade
Constituem atividades da comunidade em que a escola participa a feira das profissões; o dia mundial da
criança, no evento da “oeste infantil”; o dia do município e atividades de âmbito social promovidas pela
APERCIM, Santa Casa da Misericórdia, Casa mãe do Gradil; Comunidade Vida e Paz; Fundação CEBI; e Centro
Social e Paroquial da Ericeira. Constitui atividade da escola para a comunidade, os workshops com as
associações de pais e encarregados de educação e o desenvolvimento do projeto “um abraço por um sorriso”
e ainda o “arraial saloio”.
6.3.4. Ligação aos Antigos Alunos
A escola pretende iniciar uma prática anual com a realização de um jantar anual com os antigos alunos.
Como referido nos pontos anteriores é prática da escola convidar antigos alunos para a partilha de boas
práticas em aulas de formação técnica. Mantendo-se o canal de comunicação do GAIVA com o
acompanhamento do percurso profissional dos alunos diplomados.

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7. OFERTA FORMATIVA
Constitui oferta formativa da escola, os cursos profissionais de nível IV, de dupla certificação com 3440h de formação.
Em funcionamento e com experiência reconhecida destacamos as seguintes áreas de formação:
Curso de Técnico de apoio à Infância; portaria 1 283/2006;
Curso de Técnico de Eletrónica e Telecomunicações; portaria 979/2005;
Curso de Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores; portaria 889/2005;
Curso de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos; portaria 897/2005;
Curso de Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade; portaria 1 286/2006.

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8. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
8.1. Matrizes curriculares
As matrizes curriculares cumprem o determinado na legislação em vigor. No âmbito da sua autonomia na gestão do
currículo foram implementados os ajustamentos considerados adequados à prossecução dos objetivos inscritos neste
Projeto Educativo, estando os tempos letivos organizados em 60 minutos.
(Os planos curriculares de curso encontram-se em anexo em documento próprio).

8.1.1. Atividades de organização curricular
As atividades de organização curricular respondem a uma necessidade de consolidação e reforço dos
conteúdos programáticos dos módulos e de cada disciplina em cada curso. Tem como objetivo o
enriquecimento da aprendizagem que são expressas nas planificações dos módulos.
8.2. Programas das Disciplinas
As disciplinas dos cursos dividem-se na componente sociocultural, científica e técnica. Estas estão organizadas de
acordo os planos curriculares em anexo e respeitam os regulamentos e programas validados pela ANQEP.
8.3. Articulação Interdisciplinar
Constitui especificidade do ensino profissional a articulação das componentes de formação de acordo com o perfil
profissional da ANQEP.
8.4. Horários Escolares
As aulas decorrem no período compreendido entre as 9.00h e as 18.00h. de 2.ª a 6.ª feira. De acordo com o horário
apresentado.

Horas
09:00-10:00

2.ª Feira

S

3.ª Feira

S

4.ª Feira

S

5.ª Feira

S

6.ª Feira

S

Intervalo: 10 minutos

10:10-11:10
Intervalo: 10 minutos

11:20-12:20
Intervalo: 10 minutos

12:30-13:30
13:30-14:30
Intervalo: 10 minutos

14:40-15:40
Intervalo: 10 minutos

15:50-16:50
Intervalo: 10 minutos

17:00-18:00

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9. CONSTITUIÇÃO DAS TURMAS
Na organização das turmas do ensino secundário profissional de nível IV, constitui-se como critério legal o seguinte:
Podem concorrer ao ensino secundário profissional, nível IV todos os alunos cuja habilitação mínima seja o 9.º ano ou o
legalmente equivalente. Idade limite de 20 anos, sendo as turmas constituídas entre os 24 e os 30 alunos de acordo
com a legislação em vigor, como consta do regulamento interno.

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10. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS
10.1. Critérios Gerais de Avaliação
De acordo com a portaria 550C/2004 que define os critérios e os momentos de avaliação, cuja especificidade permite o
acompanhamento de alunos que apresentem dificuldades de progressão na aprendizagem, dotando-os de
competências específicas nas áreas de formação. São adotadas como principais estratégias as seguintes:
Avaliação Negociada de Recuperação
De acordo com o regulamento interno da escola, o aluno tem a oportunidade de uma segunda avaliação ao módulo,
quando na primeira não obtiver classificação positiva. Esta segunda avaliação negociada pode tomar a forma de uma
prova de recuperação, um trabalho, um relatório ou uma prova de oralidade.
Épocas Especiais
Estes momentos de avaliação decorrem em prazo definido pela Direção Pedagógica e destinam-se aos alunos que não
tenham conseguido obter sucesso nos momentos anteriores.
Em caso de dificuldades de progressão nas diferentes disciplinas, é proposto, em Conselho de Turma/Curso, um plano de
estratégias para superar o insucesso, adequadas a cada caso. A aplicação das estratégias definidas, traduzidas em
diferentes ações corretivas, é avaliada no Conselho de Turma/Curso seguinte, sendo a sua eficácia reajustada/corrigida em
caso de necessidade. Este plano figura na ata do referido Conselho, comunicando estas deliberações ao aluno e ao
respetivo encarregado de educação, e responsabilizando-os no processo.
Especificamente em algumas disciplinas são ainda utilizadas outras estratégias como o trabalho de grupo ou trabalhos de
execução técnica de modo a potenciar a motivação e facilitar a apreensão dos conteúdos temáticos, diversificando as
formas de avaliação e progressão.
A avaliação de cada módulo exprime a conjugação da auto e hétero avaliação dos alunos e da avaliação realizada pelo
professor, em função da qual este e os alunos ajustam as estratégias de ensino-aprendizagem e acordam novos processos
e tempos para a avaliação do módulo.

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO GLOBAL DE ESCOLA
Provas de Avaliação de
Conhecimentos

CONHECIMENTOS

Provas de Recuperação

AQUISIÇÃO
COMPREENSÃO
APLICAÇÃO

PARÂMETRO 1

140
pontos

Relatórios e Trabalhos Teóricos

Trabalhos de Execução Técnica
Pontualidade

5 pontos

Assiduidade

5 pontos

Comportamento

5 pontos

Empenho

5 pontos

RESPONSABILIDADE
ATITUDES E VALORES

Respeito pelas regras e normas da
Escola
Correta utilização / preservação das
Instalações Escolares e
Equipamentos afetos à Formação

PARÂMETRO 2

5 pontos
5 pontos

Capacidade de Iniciativa

5 pontos

Capacidade de Comunicação

5 pontos

Capacidade de trabalho em equipa
/ grupo

5 pontos

PARTICIPAÇÃO

PARÂMETRO 3

CAPACIDADE DE TRABALHO

ORGANIZAÇÃO

PARÂMETRO 4

CAPACIDADE DE
CONCRETIZAÇÃO DE TEORIAS
E PROJETOS

Participação / Colaboração nas
atividades do Plano Anual da Escola
Apresentação / Exposição de
trabalhos e relatórios
Cumprimento dos prazos definidos

5 pontos
5 pontos
5 pontos

PARÂMETROS 2,3,4
(Registo de Avaliação Modular - RAM)
[0-70[ pontos

[7-100[ pontos

[100-150[ pontos

[150-180[ pontos

[180-200] pontos

1

2

3

4

5

Fraco

Insuficiente

Suficiente

Bom

M. Bom

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10.2. Critérios gerais de correção/classificação

NOMENCLATURA DAS PROVAS DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
[0; 7[

FRACO

[7; 10[

INSUFICIENTE

[10; 15[

SUFICIENTE

[15; 18[

BOM

[18; 20]

M. BOM

10.3. Participação da Comunidade Educativa na Avaliação
A escola promove o processo de autoavaliação contínuo e periódico dos alunos, conforme definido neste Projeto
Educativo. A escola disponibiliza aos pais/ encarregados de educação e alunos os critérios de avaliação em vigor no
início de cada ano letivo e os registos de avaliação e assiduidade, no final de cada período letivo; promove reuniões
regulares e espaços semanais de atendimento aos pais e encarregados de educação, fomentando o acompanhamento
do percurso dos seus educandos e promove a participação dos representantes dos encarregados de educação e
delegados de turma nas reuniões intercalares de conselho de turma. Os pais e encarregados de educação devem
manter um contacto regular com a escola, comparecendo por iniciativa própria e quando solicitados, contribuindo para
a melhoria do processo ensino-aprendizagem. Devem ainda verificar o trabalho diário desenvolvido pelo seu educando
através da consulta e observação da respetiva caderneta escolar.
Os Serviços de Psicologia e Orientação participam nas reuniões de conselho de turma, emitindo parecer sobre a
avaliação dos alunos em acompanhamento. Na impossibilidade de participação, o seu responsável produzirá um
parecer escrito, a ser entregue, antecipadamente, ao diretor de turma que o apresentará ao respetivo conselho.

10.4. Monitorização e Avaliação do Ensino e das Aprendizagens
A escola tem definido em cronograma de atividades pedagógicas as reuniões de coordenação de área disciplinar nas
quais se realizam a monitorização dos resultados por disciplina e se adotam estratégias para a superação de situações
de eventual insucesso. Cabe ao coordenador a verificação do cumprimento das planificações dos módulos de cada
disciplina. Está implementado na escola o processo de avaliação do desempenho docente que implica observação de
aulas.

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11. DISPOSIÇÕES FINAIS
11.1.Divulgação
A divulgação do projeto educativo é feita articulando os seguintes procedimentos: professores, através de reuniões
pedagógicas; alunos através dos professores orientadores educativos e reuniões com a Direção. Na comunidade
educativa através de reuniões com pais e encarregados de educação. Empresas através das reuniões com os
coordenadores de curso.
11.2.Vigência
O presente projeto educativo tem um período de vigência de 3 anos.
11.3.Avaliação
A monitorização e avaliação do projeto educativo é realizada trimestralmente através dos relatórios de desempenho e
em reunião de assembleia pedagógica. O plano anual de atividades que concretiza e operacionaliza a estratégia do
projeto educativo é avaliado no final de cada ano letivo permitindo desta forma contribuir para uma parte da avaliação
do próprio projeto. Acresce ainda o relatório de autoavaliação anual.

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ANEXOS

Planos Curriculares dos Cursos Profissionais Autorizados pela (APF n.º 167)
Curso de Técnico de Apoio à Infância; portaria 1 283/2006;
Curso de Técnico de Eletrónica e Telecomunicações; portaria 979/2005;
Curso de Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores; portaria 889/2005;
Curso de Técnico de Eletrotecnia; portaria 917/2005
Curso de Técnico de Energia Renováveis; portaria 944/2005;
Curso de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos; portaria 897/2005;
Curso de Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade; portaria 1 286/2006;
Curso de Técnico de Comércio; portaria 996/2007;
Curso de Contabilidade; portaria n.º 914/2005;
Curso de Técnico de Secretariado; portaria n.º 915/2005;
Curso de Técnico Auxiliar de Saúde; portaria n.º 1 041/2010.

Planos Acompanhamento Pedagógico de Turma (PAPT)
Os Planos de Acompanhamento Pedagógico de Turma (PAPT) encontram-se registados e organizados em Dossiê próprio
na Direção.

Plano de Acompanhamento Pedagógico Individualizado (PAPI)
Os Planos de Acompanhamento Pedagógico Individualizados (PAPI) encontram-se registados e organizados em Dossiê
próprio na Direção.

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