Você está na página 1de 82
Universidade Federal de Uberlândia Instituto de Genética e Bioquímica Disciplina de Bioquímica – Curso de
Universidade Federal de Uberlândia Instituto de Genética e Bioquímica Disciplina de Bioquímica – Curso de
Universidade Federal de Uberlândia
Instituto de Genética e Bioquímica
Disciplina de Bioquímica – Curso de Ciências Biológicas

Metabolismo energético Fermentações e Respiração

Celular

Ciências Biológicas Metabolismo energético Fermentações e Respiração Celular Glicólise Prof. Monica Soares Costa

Glicólise

Ciências Biológicas Metabolismo energético Fermentações e Respiração Celular Glicólise Prof. Monica Soares Costa

Prof. Monica Soares Costa

 A segunda lei da termodinâmica = entropia do universo aumenta durante todos os processos
 A segunda lei da termodinâmica = entropia do universo aumenta durante todos os processos
 A segunda lei da termodinâmica = entropia do universo aumenta durante todos os processos
 A segunda lei da termodinâmica = entropia do universo aumenta durante todos os processos
A segunda lei da termodinâmica = entropia do universo aumenta durante todos os processos
químicos e físicos, embora o aumento da entropia não ocorra necessariamente no próprio
sistema reagente.

Energia livre - Definição: Expressa a quantidade de energia capaz de realizar trabalho em uma temperatura e pressão constante

/ /
/
/

Sentido de uma reação química

Reações espontâneas = os produtos têm menos energia livre que os reagentes = libera energia disponível para realizar trabalho:

ΔG = (-) Reação exergônica
ΔG = (-) Reação exergônica

Reações não espontâneas = os produtos têm mais energia livre que os reagentes = consome energia disponível para realizar trabalho:

ΔG = (+) Reação endergônica
ΔG = (+) Reação endergônica
 Acoplamento de reações  As variações de energia livre padrão são aditivas  A
 Acoplamento de reações  As variações de energia livre padrão são aditivas  A

Acoplamento de reações As variações de energia livre padrão são aditivas

A transferência de grupos fosforil é um evento central no metabolismo. Igualmente importante é a transferência de elétrons em reações de óxido-redução.

CARREADORES INTERMEDIÁRIOS
CARREADORES INTERMEDIÁRIOS
reações de óxido-redução. CARREADORES INTERMEDIÁRIOS NAD + FAD Síntese de ATP esta acoplada ao fluxo de

NAD +

FAD
FAD
Síntese de ATP esta acoplada ao fluxo de elétrons
Síntese de ATP esta acoplada ao fluxo de elétrons

Carreadores de elétrons nas células Estrutura do NAD + e NADH

Carreadores de elétrons nas células Estrutura do NAD + e NADH
 Glicó lise : Degradação da glicose;  Gliconeo gênese : Formação da glicose; 
 Glicó lise : Degradação da glicose;  Gliconeo gênese : Formação da glicose; 

Glicólise: Degradação da glicose;

Gliconeogênese: Formação da glicose;

Glicogenólise: Degradação do glicogênio

Glicogênese: Formação do glicogênio;

da glicose;  Glicogenó lise : Degradação do glicogênio  Glico gênese : Formação do glicogênio;
 Porque a glicose precisa ser armazenada na forma de Glicogênio???? Ela influenciaria no pressão
 Porque a glicose precisa ser armazenada na forma de Glicogênio???? Ela influenciaria no pressão
 Porque a glicose precisa ser armazenada na forma de Glicogênio???? Ela influenciaria no pressão

Porque a glicose precisa ser armazenada na forma de Glicogênio????

Ela influenciaria no pressão osmótica, podendo levar a uma osmolridade muito alta, situação

incompatível com a vida.

Ela influenciaria no pressão osmótica, podendo levar a uma osmolridade muito alta, situação incompatível com a
 1 – Conceito:
1 – Conceito:

A glicólise ou Via glicolítica compreende uma série de reações catalisadas por enzimas, as quais acarretam na liberação de moléculas de PIRUVATO a partir de uma molécula de GLICOSE.

moléculas de PIRUVATO a partir de uma molécula de GLICOSE. 1 glicose (6 carbonos) 2 moléculas
1 glicose (6 carbonos) 2 moléculas de piruvato (3 carbonos) ATP e NADH
1 glicose
(6 carbonos)
2 moléculas de piruvato
(3 carbonos)
ATP e NADH

A glicose é imprescindível para algumas células como as hemácias e o tecido nervoso.

 2 – Importância:
2 – Importância:
2.1 – Fisiológica:
2.1 – Fisiológica:

Geração de energia

Conservação da energia derivados

Formação de macromoléculas

2.2 – Patológica:
2.2 – Patológica:

Degenerativa

da energia – derivados Formação de macromoléculas 2.2 – Patológica: Degenerativa  3 – Local: Citosol

3 – Local:
3 – Local:

Citosol

da energia – derivados Formação de macromoléculas 2.2 – Patológica: Degenerativa  3 – Local: Citosol
da energia – derivados Formação de macromoléculas 2.2 – Patológica: Degenerativa  3 – Local: Citosol
 4 – Origens:
 4 – Origens:

ALIMENTOS

 4 – Origens: ALIMENTOS
 4 – Origens: ALIMENTOS
 4 – Origens:
 4 – Origens:

GLICOGENÓLISE

 4 – Origens: GLICOGENÓLISE GLICONEOGÊNESE

GLICONEOGÊNESE

 4 – Origens: GLICOGENÓLISE GLICONEOGÊNESE
 5- Especializações
 5- Especializações
 5- Especializações 5.1 – Glicólise Aeróbica = Utilização de O 2 ; Ocorre na mitocôndria;

5.1 Glicólise Aeróbica = Utilização de O 2; Ocorre na mitocôndria;

= Utilização de O 2 ; Ocorre na mitocôndria; 5.2 – Glicólise Anaeróbica = Ocorre na

5.2 Glicólise Anaeróbica = Ocorre na ausência de oxigênio; Células que não possuam mitocôndria; Quando não há oxigenação suficiente para atender a demanda energética;

- Muitos tecidos, incluindo as células sanguíneas vermelhas e brancas, a medula renal, os tecidos
- Muitos tecidos, incluindo as células sanguíneas vermelhas
e brancas, a medula renal, os tecidos do olho e os músculos
esqueléticos , dependem da glicólise anaeróbica para pelo
menos uma porção suas necessidades de ATP.
e os músculos esqueléticos , dependem da glicólise anaeróbica para pelo menos uma porção suas necessidades
 5- Especializações 5.2 – Glicólise Anaeróbica
 5- Especializações
5.2 – Glicólise Anaeróbica

A falta de mitocôndria, ou a velocidade da glicólise aumentada, em

geral está relacionada com algum aspecto da função celular.

Por exemplo:

Eritrócitos maduros não têm mitocôndrias, pois o metabolismo

oxidativo pode interferir na sua função de transporte de oxigênio ligado à Hb.

Um pouco de ácido láctico produzido na pele é secretado no suor,

onde atua como um agente antimicrobiano

Muitos tumores grandes utilizam a glicólise anaeróbica para a

produção de ATP devido à falta de capilares que nutrem a sua

estrutura.

utilizam a glicólise anaeróbica para a produção de ATP devido à falta de capilares que nutrem
utilizam a glicólise anaeróbica para a produção de ATP devido à falta de capilares que nutrem
A via glicolítica

A via glicolítica

 6 – Fatores Nutricionais:
6 – Fatores Nutricionais:

Glicose

Oxigênio

Pi

Mg 2+

6 – Fatores Nutricionais: Glicose Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima
6 – Fatores Nutricionais: Glicose Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima

Ácido pantotênico (Vit B5) Coenzima A Niacina (Vit B3)

Riboflavina (Vit B2)

Tiamina (Vit B1)

Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima A Niacina (Vit B3) Riboflavina
Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima A Niacina (Vit B3) Riboflavina
Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima A Niacina (Vit B3) Riboflavina
Oxigênio Pi Mg 2 + Ácido pantotênico (Vit B5) – Coenzima A Niacina (Vit B3) Riboflavina
 6 – Fatores Nutricionais:
6 – Fatores Nutricionais:

“Deficiência em qualquer um desses fatores nutricionais podem comprometer a glicolise, consequentemente a produção de energia terá que acontecer por outra via”.

E os tecidos que são dependentes dele para obter essa energia??
E os tecidos que são dependentes dele para obter essa energia??
de energia terá que acontecer por outra via”. E os tecidos que são dependentes dele para
de energia terá que acontecer por outra via”. E os tecidos que são dependentes dele para
de energia terá que acontecer por outra via”. E os tecidos que são dependentes dele para
 7 – Visão Geral da Glicólise:
7 – Visão Geral da Glicólise:

A glicólise apresenta uma sequência de 10 passos e pode ser divida em 2 fases:

Fase preparatória: 5 primeiros passos; Fase de pagamento: 5 passos restantes;

FASE PREPARATÓRIA

Nesta fase 2 moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar a molécula de glicose para sua quebra em 2 partes com 3 carbonos.

FASE DE PAGAMENTO

Nesta fase 4 moléculas de

ATP são produzidas. Assim

o produto líquido são 2 moléculas de ATP, uma vez que 2 moléculas de ATP

foram investidas na fase

anterior.

Gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase Fosfogliceratoquinase Fosfogliceratomutase Enolsase Piruvato quinase
Gliceraldeído 3-fosfato
desidrogenase
Fosfogliceratoquinase
Fosfogliceratomutase
Enolsase
Piruvato quinase
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos Equeçao geral - Glicose + 2NAD
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos Equeçao geral - Glicose + 2NAD
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos Equeçao geral - Glicose + 2NAD
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos Equeçao geral - Glicose + 2NAD
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos
Saldo – 2ATP + 2NADH + 2H + 2piruvatos

Equeçao geral - Glicose + 2NAD + 2ADP + 2Pi 2Piruvato + 2NADH + 2H + 4ATP+ 2H2O

G°´ das reações que ocorrem na glicólise

G’

G°´ das reações que ocorrem na glicólise  G’  -16,0 +1,7 -14,2 -22,8, +7,5 +6,3

-16,0

+1,7

-14,2

-22,8,

+7,5

+6,3

-18,5

+4,4

+7,5

-31,4

Acoplamento de reações
Acoplamento de reações

Oxidação total da glicose na via glicolítica = 200 kJ/mol

Oxidação total da glicose (Via aeróbia) = 2.870kJ/mol

PONTOS DE REGULAÇÃO DA VIA GLICOLÍTICA

-Hexoquinase Glicose-6-P (produto)

-Fosfofrutoquinase I AMP e ADP ATP e Citrato

-Piruvato quinase ATP

VIA GLICOLÍTICA -Hexoquinase Glicose-6-P (produto) -Fosfofrutoquinase I AMP e ADP ATP e Citrato -Piruvato quinase ATP
 10 – Glicólise Anaeróbica 10.1 – Fermentação Láctica
10 – Glicólise Anaeróbica
10.1 – Fermentação Láctica

Local: Citosol Reação:

 10 – Glicólise Anaeróbica 10.1 – Fermentação Láctica Local: Citosol Reação: Piruvato L a c
 10 – Glicólise Anaeróbica 10.1 – Fermentação Láctica Local: Citosol Reação: Piruvato L a c
 10 – Glicólise Anaeróbica 10.1 – Fermentação Láctica Local: Citosol Reação: Piruvato L a c
 10 – Glicólise Anaeróbica 10.1 – Fermentação Láctica Local: Citosol Reação: Piruvato L a c

Piruvato

Lactato

 10 – Glicólise Anaeróbica 10.2 – Fermentação Etanólica
10 – Glicólise Anaeróbica
10.2 – Fermentação Etanólica

Local: Citosol Reação:

10.2 – Fermentação Etanólica Local: Citosol Reação: p i r u v a t o Piruvato

piruvato

Piruvato Descarboxilase
Piruvato
Descarboxilase
Alcool desidrogenase
Alcool
desidrogenase

Acetaldeido

Local: Citosol Reação: p i r u v a t o Piruvato Descarboxilase Alcool desidrogenase Acetaldeido

Etanol

A importância da regeneração do NAD +

A importância da regeneração do NAD +

A importância da regeneração do NAD +
 11 – Glicólise Aeróbica
11 – Glicólise Aeróbica

Local: Mitocôndria

 11 – Glicólise Aeróbica Local: Mitocôndria m.m.e m.m.i
 11 – Glicólise Aeróbica Local: Mitocôndria m.m.e m.m.i

m.m.e

m.m.i

 11 – Glicólise Aeróbica Local: Mitocôndria m.m.e m.m.i
ESTUDO DIRIGIDO 1) Quais são os pontos de regulação da Via glicolítica? Quais estruturas são

ESTUDO DIRIGIDO

1) Quais são os pontos de regulação da Via glicolítica? Quais estruturas são capazes de inibir estes pontos de regulação? 2) Quais fatores nutricionais podem influenciar na Via glicolítica? Cite e explique de que forma eles podem influenciar na via glicolítica (pelo menos 3 fatores). 3) A deficiência de niacina (Vit B3) causa a pelagra, uma doença caracterizada por dermatite, diarréia e demência (3D) que pode levar a morte. Cite um das coenzimas derivadas da niacina e a reação dependente dela. 4) Cite 2 compostos de alta energia que estão presentes na via glicolítica e explique sua importância. 5) Esquematize a Via Glicolítica (intermediários com os nomes apenas das enzimas irreversíveis. Esquematizar também ATP, e NADH

a Via Glicolítica (intermediários com os nomes apenas das enzimas irreversíveis. Esquematizar também ATP, e NADH
“ A síntese e a degradação de vários materiais biológicos dependem do fluxo me moléculas
“ A síntese e a degradação de vários materiais biológicos dependem do fluxo me moléculas

A síntese e a degradação de vários materiais biológicos dependem do fluxo me moléculas e de energia

através do ciclo do ácido cítrico. Este

ciclo pode ser comparado a uma roda d’água.”

Lyle leduc/Gamma Liaison

através do ciclo do ácido cítrico. Este ciclo pode ser comparado a uma roda d’água.” Lyle
através do ciclo do ácido cítrico. Este ciclo pode ser comparado a uma roda d’água.” Lyle
Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via Local: Mitocôndria
Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via Local: Mitocôndria
Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via
Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via

Local: Mitocôndria

Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via Local: Mitocôndria m.m.e
Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via Local: Mitocôndria m.m.e

m.m.e

m.m.i

Glicólise Aeróbica = Se existe O2 disponível o piruvato segue por esta via Local: Mitocôndria m.m.e
Para a maioria das células eucarióticas e muitas bactérias, vivendo em condições aeróbicas e oxidando
Para a maioria das células eucarióticas e muitas bactérias, vivendo em condições aeróbicas e oxidando

Para a maioria das células eucarióticas e muitas bactérias, vivendo em condições aeróbicas e oxidando seus componentes a CO 2 e H 2 O, a glicólise é apenas o primeiro estágio para

a oxidação completa da glicose.

componentes a CO 2 e H 2 O, a glicólise é apenas o primeiro estágio para
componentes a CO 2 e H 2 O, a glicólise é apenas o primeiro estágio para
Respiração celular A respiração celular é um termo empregado em um sentido microscópio, referindo-se aos

Respiração celular

A respiração celular é um termo empregado em um

sentido microscópio, referindo-se aos processos

moleculares que envolvem o consumo de CO 2 e a formação de CO 2 pelas células, daí o nome de respiração CELULAR.

Ela pode ser dividida em 3 estágios:

Estágio 1: Produção de Acetil-CoA

Estágio 2: A oxidação do Acetil-CoA

Estágio 3: Transferência de elétrons e fosforilação

oxidativa.

Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase Complexo de 3 enzimas 5 grupos prostéticos
Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase Complexo de 3 enzimas 5 grupos prostéticos
Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase Complexo de 3 enzimas 5 grupos prostéticos

Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase

Complexo de 3 enzimas

Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase Complexo de 3 enzimas 5 grupos prostéticos

5 grupos prostéticos

Complexo multienzimático: Piruvato desidrogenase Complexo de 3 enzimas 5 grupos prostéticos
Complexo da Piruvato desidrogenase
Complexo da Piruvato desidrogenase

Complexo da Piruvato desidrogenase

Complexo da Piruvato desidrogenase
Complexo da Piruvato desidrogenase
Complexo da Piruvato desidrogenase

Complexo da Piruvato desidrogenase

Complexo da Piruvato desidrogenase
O ciclo cítrico é constituído de oito reações do ácido sucessivas. À medida que o
O ciclo cítrico é constituído de oito reações do ácido sucessivas. À medida que o

O ciclo

cítrico é constituído

de oito reações

do ácido

sucessivas.

À

medida

que

o

acetil-CoA

é

oxidado para liberar

CO 2

,

a

energia

oriunda

dessa

oxidação

é

na forma de coenzimas

conservada

reduzidas

NADH

e

FADH2

de coenzimas conservada reduzidas NADH e FADH2 O oxaloacetato é regenerado a cada volta do ciclo.

O oxaloacetato é regenerado a cada volta do ciclo. Portanto, uma

molécula de

oxaloacetato é capaz de participar da oxidação de muitas moléculas

de acetil-CoA

PRODUTOS
PRODUTOS

PRODUTOS

PRODUTOS

REGULAÇÃO DO CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO. O ciclo é regulado na altura de seus 3 passo exergônicos.

REGULAÇÃO DO CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO. O ciclo é regulado na altura de seus 3 passo
O segundo e o terceiro estagio da respiração celular ocorre na mitocôndria . Mas nós
O segundo e o terceiro estagio da respiração celular ocorre na mitocôndria . Mas nós
O segundo e o terceiro estagio da respiração celular ocorre na mitocôndria . Mas nós

O segundo e o terceiro estagio da respiração celular ocorre na mitocôndria.

Mas nós vimos que há produção de energia no citoplasma da célula, na forma de ATP e NADH + H

Como esse NADH é transportador para dentro da mitocôndria??

LANÇADEIRA MALATO ASPARTATO. ( FÍGADO, RINS E CORAÇÃO)

Aspartato transaminase citosólica Malato desidrogenase citosólica Malato desidrogenase mitocondrial Aspartato
Aspartato transaminase
citosólica
Malato desidrogenase
citosólica
Malato desidrogenase
mitocondrial
Aspartato transaminase
mitocondrial

LANÇADEIRA DO GLICEROL FOSFATO. ESTE SISTEMA PREDOMINA NOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS E NO CÉREBRO.

LANÇADEIRA DO GLICEROL – FOSFATO. ESTE SISTEMA PREDOMINA NOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS E NO CÉREBRO .
 A fosforilaçao oxidativa é o estágio final do metabolismo produtor de energia nos organismos
 A fosforilaçao oxidativa é o estágio final do metabolismo produtor de energia nos organismos

A fosforilaçao oxidativa é o estágio final do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbios.

Ela ocorre na mitocôndria e envolve a redução de O 2 e H 2 O, com os elétrons doados pelos carreadores.

O fluxo de elétrons é altamente exergônico e o fluxo de elétrons promove uma força eletromotriz a qual direciona a síntese de ATP.

é altamente exergônico e o fluxo de elétrons promove uma força eletromotriz a qual direciona a

Qual a função do Transporte de Elétrons no Metabolismo

A energia derivada da oxidação dos combustíveis metabólicos é, em última análise, convertida em ATP.

A energia liberada pela oxidação de nutrientes (Energia temporariamente transportada NADH e FADH 2 ) é usada pelos organismos na forma de energia química do ATP.

usada pelos organismos na forma de energia química do ATP. • A produção do ATP na

A produção do ATP na mitocôndria é o resultado da fosforilação oxidativa, na qual o ADP é fosforilado para formar ATP.

oxidativa , na qual o ADP é fosforilado para formar ATP. • As moléculas de NADH

As moléculas de NADH e FADH 2 , geradas no catabolismo transferem elétrons para o oxigênio numa série de reações conhecidas coletivamente como cadeia transportadora de elétrons.

coletivamente como cadeia transportadora de elétrons . • O oxigênio, o aceptor de elétrons final, é
coletivamente como cadeia transportadora de elétrons . • O oxigênio, o aceptor de elétrons final, é

O oxigênio, o aceptor de elétrons final, é reduzido a água.

• Células vivas possuem um circuito biológico, no qual utiliza um composto reduzido como fonte
• Células vivas possuem um circuito biológico, no qual utiliza um composto reduzido como fonte

Células vivas possuem um circuito biológico, no qual utiliza um composto reduzido como fonte de elétrons para gerar energia.

Ex: A glicose é oxidada enzimaticamente por uma série de reações enzimáticas e os elétrons liberados fluem espontaneamente por meio de carreadores intermediários, até uma outra espécie química como O 2

intermediários , até uma outra espécie química como O 2 Esse fluxo de elétrons é exergônico

Esse fluxo de elétrons é exergônico porque o O 2 possui maior afinidade por elétrons do que os carreadores intermediários de elétrons

elétrons do que os carreadores intermediários de elétrons O fluxo de elétrons promove uma força eletromotriz

O fluxo de elétrons promove uma força eletromotriz a qual direciona a síntese de ATP, o qual será

utilizado para a realização de trabalho biológico.

Hipótese quimiosmótica De acordo com o modelo proposto por Mitchel a energia eletroquímica inerente da
Hipótese quimiosmótica De acordo com o modelo proposto por Mitchel a energia eletroquímica inerente da
Hipótese quimiosmótica De acordo com o modelo proposto por Mitchel a energia eletroquímica inerente da
Hipótese quimiosmótica De acordo com o modelo proposto por Mitchel a energia eletroquímica inerente da

Hipótese quimiosmótica

De acordo com o modelo proposto por Mitchel a energia eletroquímica inerente da diferença na concentração de prótons e da separação de cargas através da membrana mitocondrial interna a “força próton motriz” dirige a síntese de ATP, a medida que prótons fluem passivamente de volta para a matriz através de um poro de prótons associado à ATP sintase.

O gradiente de próton (diferença de cargas entre o espaço inter- membranar e a matriz) gera uma alteração conformacional na proteína ATPsintase a qual produzir o ATP

 A cadeia transportadora de elétrons possui uma série de transportadores como Ubiquinona, Citocromo e
 A cadeia transportadora de elétrons possui uma série de transportadores como Ubiquinona, Citocromo e

A cadeia transportadora de elétrons possui uma série de transportadores como Ubiquinona, Citocromo e Proteína

Ferro-Enxofre, os quais ficam inseridos

dentro das membrana mitocondrial;

A oxidação do NADH e FADH2 é

promovida pela cadeia transportadora

de elétrons, uma série de complexos proteicos contendo centros redox com afinidade progressiva por elétrons. São

eles: Complexo I, II, III e IV.

complexos proteicos contendo centros redox com afinidade progressiva por elétrons. São eles: Complexo I, II, III
Ubiquinona ou Coenzima Q – Ela tem capacidade de receber 2 elétrons . Se encontra

Ubiquinona ou Coenzima Q Ela

tem capacidade de receber 2 elétrons. Se encontra nas formas:

- Ubiquinna: Forma oxidada;

- Semiquinona: Recebeu 1 átomo de H +

- Ubiquinol: Forma reduzida (recebeu 2 átomos de H + ).

1)

2) Citocromo: Ele é capaz de carregar apenas 1 elétron por vez.

3) Proteínas Ferro-enxofre: Capaz de

1 elétron por vez. 3) Proteínas Ferro-enxofre: Capaz de Citocromo carregar 2 elétrons . Proteína Ferro-enxofre
1 elétron por vez. 3) Proteínas Ferro-enxofre: Capaz de Citocromo carregar 2 elétrons . Proteína Ferro-enxofre

Citocromo

carregar 2 elétrons.

Proteína Ferro-enxofre

Esquema geral de “fosforilação oxidativa” pela cadeia repiratória (Fosforilação de ADP, oxidação de NADH e FADH 2 )

de “fosforilação oxidativa” pela cadeia repiratória (Fosforilação de ADP, oxidação de NADH e FADH 2 )
de “fosforilação oxidativa” pela cadeia repiratória (Fosforilação de ADP, oxidação de NADH e FADH 2 )
 A transferência de elétrons e a síntese de ATP são obrigatoriamente acopladas, nenhuma reação
 A transferência de elétrons e a síntese de ATP são obrigatoriamente acopladas, nenhuma reação

A transferência de elétrons e a síntese de ATP são obrigatoriamente acopladas, nenhuma reação ocorre sem a outra;

A força próton motriz sozinha é suficiente para gerar ATP;

À medida que os íons H + fluem do espaço intermembranas para o lado da
À medida que os íons H + fluem
do espaço intermembranas para
o lado da matriz mitocondrial,
via subunidade Fo da
ATPsintase, o cilindro e a haste
rodam e as subunidades β de F1
mudam de conformação à
medida que a subunidade  se
associa a cada uma delas.
rodam e as subunidades β de F1 mudam de conformação à medida que a subunidade 
TERMOGENINA  É um desacoplador biológico da fosforilação oxidativa;  Presente no tecido adiposo marrom
TERMOGENINA  É um desacoplador biológico da fosforilação oxidativa;  Presente no tecido adiposo marrom

TERMOGENINA

É um desacoplador biológico da fosforilação

oxidativa; Presente no tecido adiposo marrom = proteção para recém nascido;

A oxidação de combustíveis ao invés de gerar energia gera calor;

A termogenina consegue fornecer um caminho alternativo para os prótons retornarem á matriz SEM passar pelo complexo F 0 F 1 da enzima ATPsintase.

alternativo para os prótons retornarem á matriz SEM passar pelo complexo F 0 F 1 da
alternativo para os prótons retornarem á matriz SEM passar pelo complexo F 0 F 1 da
DNP  É um desacoplador químico da fosforilação oxidativa;  São formados por ácidos fracos
DNP  É um desacoplador químico da fosforilação oxidativa;  São formados por ácidos fracos

DNP

É um desacoplador químico da fosforilação oxidativa;

São formados por ácidos fracos e possuem portanto alta

capacidade de protonar e desprotonar de acordo com o pH do

meio.

Conseguem modificar o gradiente de prótons SEM passar pelo canal F 0 da enzima ATPase, gerando como consequencia CALOR;

modificar o gradiente de prótons SEM passar pelo canal F 0 da enzima ATPase, gerando como
 São capazes de se associar em um dos complexos da enzima ATP ase e
 São capazes de se associar em um dos complexos da enzima ATP ase e
 São capazes de se associar em um dos complexos da enzima ATP ase e

São capazes de se associar em um dos complexos da enzima ATP ase e então INIBIR o consumo e a

produção de ATP;

ATP ase e então INIBIR o consumo e a produção de ATP; Inibidores Complexo Barbitúricos I

Inibidores

Complexo

Barbitúricos

I

(hipnóticos)

Rotenona

I

(inseticida)

Malonato (inibidor da succinato desidrogenase

II

Antimicina A

III

(antibiótico)

CN-, CO, Azida

IV

oligomicina

ATP sintase

DESACOPLADOR

INIBIDORDOR

Ocorre o consumo de O 2 e não produção de ATP

Ocorre o consumo de O 2 e não produção de ATP O consumo de O 2

O consumo de O 2 e a produção de ATP são inibidos

 Considerando que o valor de consenso para os íons H + bombeados para o
 Considerando que o valor de consenso para os íons H + bombeados para o
 Considerando que o valor de consenso para os íons H + bombeados para o

Considerando que o valor de consenso para os íons H + bombeados para o espaço intermembranas é 10 para o NADH e 6 para o FADH2, e que 4 íons

H + devem entrar no complexo ATPsintase para sintetizar 1 ATP, a razão é 2,5 para o NADH e 1,5 para o FADH2.

H + devem entrar no complexo ATPsintase para sintetizar 1 ATP, a razão é 2,5 para
Processo Produto direto   Glicólise 2NADH (citosólico) X 2,5 5 ATP 2ATP 2 ATP
Processo Produto direto   Glicólise 2NADH (citosólico) X 2,5 5 ATP 2ATP 2 ATP
Processo Produto direto   Glicólise 2NADH (citosólico) X 2,5 5 ATP 2ATP 2 ATP

Processo

Produto direto

 

Glicólise

2NADH (citosólico) X 2,5

5

ATP

2ATP

2

ATP

Oxidações do piruvato (1 glicose gera 2 piruvatos)

2NADH X 2,5

5 ATP

Oxidação do acetil CoA no ciclo do ác cítrico (2 piruvatos geram 2 Acetil-CoA)

6NADH X 2,5 2FADH2 X 1,5 2GTP ou 2ATP

15 ATP

3

ATP

2

ATP

Produção total por glicose

 

32 ATP

OBS: SERÃO 32 ATP S SE A LANÇADEIRA MALATO-ASPARTATO FOR UTILIZADA. CASO A LANÇADEIRA GLICEROL-3-FOSFATO FOR UTILIZADA SERÃO 30 ATP S

1) Quantas moléculas de NADH, FADH 2 e GTP/ATP são formadas a partir da oxidação
1) Quantas moléculas de NADH, FADH 2 e GTP/ATP são formadas a partir da oxidação

1)

Quantas moléculas de NADH, FADH 2 e GTP/ATP são formadas a partir da oxidação da

2)

glicose a CO2? E quantas dessas moléculas são formadas por meio da oxidação de 1 molécula de Acetil-CoA? De que modo a produção de ATP a partir da oxidação completa de uma molécula de glicose

3)

nos músculos e no cérebro se diferencia daquelas obtidas no fígado, no rim e no coração? Como a proteína termogenina, presente em altas quantidades no tecido adiposo marrom em

4)

recém-nascido, contribui para manutenção da temperatura corporal? Qual a diferença fundamental entre desacopladores e inibidores respiratórios?

5)

Qual a relação que existe entre a teoria quimiosmótica com a produção de ATP?