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sexta-feira, 22 Janeiro de 2010 PME 19

AGA distinguida com estatuto


PME Excelência
desta matéria-prima, tendo em a suprir as nossas necessidades
vista “não só o ‘core business’ da quer de reflexão ou formação
empresa mas também outras uti- quer de produtos ou serviços es-
lizações, formatos e aplicações, pecíficos”.
nomeadamente industriais, com A participação em activida-
destaque para o sector de alimen- des e conferências promovidas
tação, bebidas, e farmacêutico”. pelo cluster possibilita à AGA a
O cliente está no centro da oportunidade de estar presente
atenção da AGA e a busca con- em encontros de profissionais
tínua de novas soluções para o das suas áreas de actuação, ten-
satisfazer faz parte do ADN da do acesso à actualidade do seu
empresa. Assim sendo, “a inova- mercado, clientes, parceiros e
ção é um dos vectores estratégicos concorrentes.
da empresa, sendo prioritário o
desenvolvimento e o aperfeiçoa- Crescimento de 15%
mento de novas soluções para os
nossos clientes”, afirmou Mocte- Para comprovar o bom desem-
zuma. penho da AGA, em 2009 a em-
presa registou um crescimento de
Participação no HCP cerca de 15% nas suas vendas, em
contraciclo com o clima econó-
Estando a falar na área da saú- mico existente em Portugal, Eu-
de, é impossível não referir quais ropa e América do Norte.
as principais vantagens da asso- O segredo é, segundo Moc-
ciação existente com o Health tezuma, “procurar antecipar as
Jorge Moctezuma, administrador da AGA. Cluster Portugal (HCP), o Pólo necessidades e vicissitudes do
de Competitividade da Saúde. mercado e dos nossos clientes e
A AGA – Álcool e Géneros Ali- co da adequabilidade do investi- é também “um estímulo à conti- Para o administrador da AGA, parceiros”.
mentares foi recentemente distin- mento feito ao longo dos últimos nuidade do investimento na bus- estas são indiscutíveis. Por outro lado, o administra-
guida pela Cotec Portugal com o anos em produtos relevantes e ca permanente de novas soluções A cooperação e o intercâmbio dor da AGA referiu que a “contí-
estatuto PME Excelência. inovadores para o mercado”. capazes de satisfazer as necessida- de experiências entre as empresas nua globalização das actividades
Em declarações à ‘Vida Econó- “A AGA, e a sua família de des dos nossos clientes”, referiu. associadas, com vista ao respecti- da AGA faz parte dos objectivos
mica’, Jorge Moctezuma, admi- trabalhadores, sentem-se hon- Paralelamente, a AGA procura vo desenvolvimento, são funda- estratégicos da empresa”.
nistrador da AGA, afirma que a rados em ser uma das 124 PME associar o “know-how” no sector mentais. “Hoje procuramos en-
atribuição desta certificação sig- distinguidas com este estatuto”, do álcool a técnicas inovadoras contrar nos associados da HCP FERNANDA SILVA TEIXEIRA
nifica “o reconhecimento públi- salientou Jorge Moctezuma. Este para desenvolver produtos à base o complemento que nos ajuda fernandateixeira@vidaeconomica.pt

Francisco
Manual de Frascati
A fronteira do Jaime Quesado
Gestor do Programa
Operacional
melhora acções de I&D

Portugal 2010 Sociedade do Há cerca de 15 anos que a OCDE


Conhecimento faz do financiamento da I&D na
Europa o seu trabalho. O “Manual
de Frascati” foi desde sempre a sua

E
stá aí um novo ano. Em do país é avessa ao risco, à aposta “cultura de cooperação” tem-se pedra angular. Agora a versão por-
tempo de profunda crise na inovação e à partilha de uma revelado mortífera para a sobre- tuguesa passou a existir. Trata-se da
global e num contexto de cultura de dinâmica positiva. Im- vivência das organizações. No obra de referência para a medição
incerteza e de indefinição, impõe- porta por isso mobilizar as capaci- novo Portugal 2010 só sobreviverá das despesas dedicadas à investiga-
se para Portugal um profundo dades positivas de criação de rique- quem conseguir ter escala e parti- ção e ao desenvolvimento.
choque operacional. Mais do que za. Fazer do empreendedorismo cipar, com valor, nas grandes redes A ocasião da sua publicação em
nunca, impõe-se a construção de a alavanca duma nova criação de de decisão. Num pequeno país, as português é uma oportunidade
uma nova plataforma de articu- valor que conte no mercado global empresas, as universidades, os cen- para reflectir sobre os indicadores
lação entre os diferentes actores dos produtos e serviços verdadeira- tros de competência políticos têm que este manual daquela organiza-
do país, destinada a mobilizar as mente transaccionáveis. que protagonizar uma lógica de ção permite obter e para extrair en-
“competências centrais” da socie- A falta de rigor e organização “cooperação positiva em competi- sinamentos que possibilitem tornar
dade e qualificá-las duma forma nos processos e nas decisões, sem ção” para evitar o desaparecimen- mais eficazes as políticas de I&D destinadas à realização de acções
estruturante como vias únicas de respeito pelos factores “tempo” e to. Querer cultivar a pequenez e em Portugal. O processo de deci- de I&D efectuadas em território
criação de valor e consolidação da “qualidade” já não é tolerável nos aumentá-la numa envolvente já de são e a definição de políticas devem nacional durante um determi-
diferença. Para novos tempos si pequena é firmar um atestado de assentar na racionalidade dos indi- nado período. O indicador mais
Portugal, a globais. Não se incapacidade e de falta de crença no cadores, que progressivamente se importante que resulta dessa me-
oportunidade é
“A matriz poderá, a pre- futuro. Por isso, importa potenciar têm qualificado e generalizado. O dição é a despesa interna bruta em
única. Impõe- comportamental da texto de uma e verdadeiramente reforçar uma “Manual de Frascati” tem exercido I&D, como percentagem do PIB.
se, de facto, um papel central na melhoria da De acordo com as estatísticas da
um sentido de ‘população socialmente “lógica secular
latina”, mais
“capacidade de cooperação” positi-
va, com dimensão estratégica capaz qualidade dos referidos indicadores OCDE, a percentagem dessa des-
e na sua internacionalização. pesa em I&D, em Portugal, é meta-
mudança es- activa’ do país é avessa admitir o não de se consolidar a médio prazo.
O enfoque do manual é a medi- de da média daquela que se verifica
tratégica neste cumprimento Pretende-se também um Por-
novo Portugal ao risco, à aposta na dos horários, tugal 2010 mais equilibrado do ção do total de despesas internas, na União Europeia.
2010 em que dos cronogra- ponto de vista de coesão social e
a marca terá de inovação e à partilha mas e dos ob- territorial. A crescente (e excessi-
passar por uma de uma cultura de jectivos. Não va) metropolização do país torna
agenda de con- cumprir este o diagnóstico ainda mais grave.
vergência.
Para Portu-
dinâmica positiva” paradigma é
sinónimo de
gal, a essência desta nova mudança ineficácia e de incapacidade estrutu-
A desertificação do interior, a in-
capacidade das cidades médias de
protagonizarem uma atitude de
OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO
estratégica tem de se centrar num ral de poder vir a ser melhor. Impor- catalisação de mudança, de fixação
conjunto de novas “ideias de con- ta por isso uma cultura estruturada de competências, de atracção de Empresa com rede de lojas procura investidor
vergência”, a partir das quais se de dimensão organizacional aplica- investimento empresarial são rea-
ponham em contacto permanente da de forma sistémica aos actores lidades marcantes que confirmam (dores) para expansão do negócio e alargamento
todos os que têm uma agenda de da sociedade civil. Há que fazer da a ausência duma lógica estratégi- ao mercado Ibérico das suas exclusividades.
renovação do futuro. Importa ace- “capacidade organizacional” o ele- ca consistente. Precisamos dum
lerar uma cultura empreendedora mento qualificador da “capacidade país com uma identidade colectiva Valores de referência: J 220.000 a J 260.000
no país. A matriz comportamental mobilizadora”. mais conseguida. O novo ano vai
da “população socialmente activa” A ausência da prática de uma ser decisivo nessa matéria.
Informação através de atisaude@gmail.com