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As etapas do feedback

Embora as empresas estimulem e valorizem a prática do feedback como um otimizador de resultados, pesquisas recentes mostram que
cerca de 80% dos gestores não praticam o feedback com suas equipes ou o fazem de forma incompleta e insatisfatória.
O fato é que dar e receber feedback envolve emoções e sentimentos que muitos não querem ou não estão preparados para enfrentar.
Falar e ouvir verdades, às vezes doloridas, nem sempre faz parte da rotina de chefes e subordinados. O ponto de vista do outro nem
sempre é aceito e ambos os lados da hierarquia temem que isso atrapalhe o bom convívio do dia-a-dia. Por isso, é importante ressaltar
que o feedback não é um instrumento de manifestação de poder e só faz sentido se for construtivo e dado com atitude positiva, com a
finalidade de desenvolver o colaborador.
Como vencer essas barreiras? Como tornar o feedback uma real ferramenta para o sucesso?
Em primeiro lugar, o gestor deve saber que o processo de feedback saudável é construído no cotidiano da relação com sua equipe.
Transparência nas relações, honestidade e sinceridade são ingredientes obrigatórios para se construir não só um feedback proveitoso
como uma relação duradoura com sua equipe. E isso deve ser trabalhado em "doses homeopáticas" para que se construa uma relação de
confiança.
Porque um bom feedback só é possível quando existe essa relação de confiança. Quando ambas as partes sabem dos propósitos, dos
resultados alcançados, dos métodos empregados e das dificuldades encontradas.
Ao contrário do que muitos gestores praticam, feedback não deve ser dado semestralmente ou no período que a empresa exige. Ele
deve ser construído ao longo do tempo, com pequenos elogios ou repreensões no cotidiano da equipe. O feedback semestral (o mais
praticado pelas empresas) é só o desfecho e a consolidação de tudo o que foi falado e vivido até ali.
Dito isso, chegou a hora do feedback formal. A hora dessa consolidação. Como se preparar? O que falar? Como falar? Algumas etapas
devem ser cumpridas para melhores resultados.

1 – Prepare-se

Nenhum funcionário gosta de receber um feedback mal estruturado, improvisado e sem a devida atenção por parte do gestor. É um
momento especial para o colaborador e assim deve ser entendido pelo gestor. Portanto, prepare-se. Colete informações relativas ao
período em que você está avaliando. Resgate o contrato de metas estipulado para o período e anote todos os pontos que você quer
abordar na conversa.

2 – Faça o acolhimento positivo

Receba bem seu colaborador, com conversas amenas e um "quebra-gelo". Lembre-se de que a situação não é a mais corriqueira e
simples para ele. Ele tem expectativas e ansiedades com relação a essa conversa. Saiba entender e amenizar isso.

3 – O que deu certo?

Comece sempre pelo contrato de metas proposto para o período. Analise prioritariamente os pontos positivos, aqueles em que seu
colaborador teve destaque, baseando-se em fatos. Não economize nos elogios. Ninguém deixará de ser produtivo porque foi elogiado. A
verdade é o inverso. Quanto mais valorizado seu colaborador se sentir, melhor.
Procure se lembrar de fatos pouco óbvios, que decorram da sua percepção. A entrega do plano acordado é fundamental, mas algumas
atitudes ou evoluções que você pôde observar no cotidiano também farão a diferença.

4 – O que não deu certo?

Após investir no que deu certo, passe para o que não funcionou. Volte ao contrato de metas e repasse todos os itens que não foram
entregues. Expresse seus pontos, não esquecendo de basear-se em fatos. Traga à tona situações ocorridas e as posturas e atitudes que
você não gostou ou que não contribuíram para o resultado, sempre agindo de forma neutra e imparcial. Não tenha receio de falar a
verdade. Se ela for dita com transparência e sem palavras ofensivas, será bem recebida. Lembre-se que vocês estão ali para
desenvolver o colaborador e para encontrar a resolução de problemas.

5 – Escuta ativa

Tente entender do seu colaborador o que faltou, onde ele acha que estão as falhas. Deixe que ele faça uma auto-análise da situação e
que discorra sobre seu ponto de vista. Pergunte ao seu colaborador o que ele propõe, que desafios ele pretende vencer a partir dessa
conversa.

6 – Plano de ação e monitoramento

Baseando-se em toda a conversa, estabeleça um novo contrato de metas que seja feito em conjunto com o colaborador, estipulando
objetivos claros, se possível com data para execução. Lembre-se de estipular metas voltadas para os resultados e também metas de
competências a desenvolver. É fundamental que o colaborador saia da conversa tendo em mente o QFQQ: quem faz o quê quando.
Verifique o entendimento pedindo um breve resumo da conversa.
Saiba que ele, provavelmente, não irá cumprir esse plano de ação se não tiver um suporte do gestor. Portanto, é fundamental o
acompanhamento, a presença, o incentivo e a repreensão, quando necessários. Entenda o seu papel e sua responsabilidade nessa
situação e atue servindo ao seu colaborador. Ele irá te agradecer!

Cada Um É Cada Qual

Lembra daquela piada que você considerava um quebra-gelo infalível? De repente, ninguém riu. Como foi possível? È simples: na era da
customização, nada mais é infalível. As mensagens precisam atrair, motivar e convencer. E não há uma maneira uniforme de faze-lo.

Da mesma forma que ninguém motiva ninguém (no máximo cria condições para que as pessoas se automotivem), ninguém atrai ou
convence ninguém. As pessoas se deixam atrair e se permitem convencer à medida que se estabelecem vínculos de simpatia, interesse e
credibilidade.

E o que gera vínculos? Depende. Das pessoas, da cultura da organização e do público-alvo, do momento. Cabe ao palestrante (ou
facilitador do seminário) estar bem equipado. Veja o que V. pode fazer:

Informações: Conhecer a empresa não basta. È importante saber o momento pelo qual a empresa está passando, a razão da palestra ou
seminário e como ele é percebido pelas pessoas presentes. A oportunidade de aprendizado é um castigo ou um prêmio? É vista como
tempo bem empregado? O que aconteceu logo antes? Imagine, por exemplo, uma palestra que é parte de uma convenção. Se a
convenção é um momento de celebração, a receptividade será completamente diferente de uma palestra proferida logo após uma
bronca do CEO.

Perfis: Procure traçar o perfil do público-alvo. Não se limite a profissão, cargo e nível de escolaridade. Há muitos modelos que elucidam
perfis psicológicos. O Center for Creative Leadership, por exemplo, acredita em 4 perfis básicos, que são:
REALISTA: Pessoa que aprecia os dados e as informações, é “pé no chão” e racional.
ESTRUTURAL: Valoriza a ordem, o controle e a precisão.
AFETIVO: Preocupa-se com sentimentos, emoções, entusiasmo, prazer e principalmente pessoas
VISIONÁRIO: Tem uma mente transformadora. Está sempre de olho no futuro e valoriza a iniciativa, a inovação e a fantasia.
Conhecendo o perfil de seu público, V. pode elaborar sua palestra ou seminário realçando os aspectos aos quais ele será mais sensível, a
saber:

REALISTA: Esse público não vai se deixar levar pelo seu humor ou simpatia. Se V. fizer muita preleção, ele pode achar que está
perdendo tempo. Dê exemplos concretos sobre o resultados obtidos com o conteúdo que V. está trazendo.Faça-o perceber rapidamente
quais são os ganhos de estar lá. Capriche nas informações, estatísticas, casos.

ESTRUTURAL: Precisa em primeiro lugar respeita-lo. Ao se apresentar, dedique um bom tempo ao seu currículo. Como o estrutural
gosta de ordem e sequência, uma explanação sobre os objetivos e etapas da palestra ou seminário será bem vinda. Procure colocar seu
conteúdo em etapas também, abuse do passo-a-passo.

AFETIVO: Seja simpático e interativo. Conte piadas, proponha jogos, discussões em pequenos grupos e dinâmicas. Use pouca exposição
oral.

VISIONÁRIO: Faça perguntas intrigantes. Abuse de imagens – tanto desenhos como metáforas, lendas e parábolas. Provoque o raciocínio
e a fantasia. Não seja dogmático nem conclusivo. Humor, só se for refinado.

A maioria das pessoas é forte em duas dessas variáveis e nem tanto nas outras duas. V. pode deduzir seus perfis em função de suas
profissões e/ou da cultura da organização.

Evidentemente, V. não pode se ater a só uma metodologia, para não cansar o público. È óbvio também que o ser humano é mais
complexo do que uma tipologia, por isso V. pode e deve ousar um pouco, mas lembre-se:

Use a intuição
Confie no que sua voz interna que está lhe dizendo. È por meio da intuição que captamos as pessoas, portanto a chance de erro é
pequena

Vá aos poucos
Se, por exemplo, V. quiser usar humor, comece com alguma coisa engraçadinha, não com uma piada longa. Se o público rir é porque
está com vontade de rir, e se não rir, você não vai ficar sem graça.

Esteja atento aos sinais


O público dá sinais o tempo todo. Preste atenção neles. Não se atenha apenas aos que estão nitidamente gostando. Procure conquistar
os demais.

Um grupo não é um bando de pessoas


Ele tem uma dinâmica própria. Pessoas podem ter comportamentos e apreciações diferentes do que teriam individualmente quando
estão em grupo.
O meio é a mensagem
Lembra-se do velho mote? Além de considerar o perfil do seu público, a forma precisa ser coerente com o conteúdo. A mensagem é o
mais importante, mas não se separa de seu estilo nem da sua metodologia

Pensar é Preciso mas, Realizar é Excelência

O princípio e o fim da excelência profissional e pessoal está na qualidade de pensar e realizar. Possuímos uma máquina maravilhosa e
única de toda a espécie existente no nosso planeta, o nosso cérebro, mas infelizmente utilizamos, em média, menos de 7 % da sua
capacidade. Você já pensou o que poderíamos fazer com os demais 93% da nossa capacidade?
Para continuarmos a caminhada rumo a evolução da humanidade será essencial conhecermos um pouco mais sobre nossa capacidade
cerebral. Nosso cérebro está composto de algumas características importantes para a sua reflexão:
• Ele é formado por 10 bilhões de células e 10 bilhões de neurônios;
• Pesa aproximadamente 1,5 quilo, corresponde à 2% do corpo humano;
• Dormindo, recebe e envia durante o sono 50 milhões de mensagens por segundo;
• Acordado, em estado de alerta, recebe e envia 100 milhões de impulsos elétricos por segundo;
• Cada neurônio mede 25 mícrons;
• Consome 20% do total do oxigênio que respiramos;
• Não sente dor, uma vez aberta a caixa craniana, ao tocar o cérebro ele é insensível;
• É um sistema construído no formato auto-organizado, tudo funciona precisamentel;
• É um equipamento humano que vêm sem manual de proprietário, funciona sozinho;
• O cérebro envelhece a partir dos 20 anos, muito mais rápido que o corpo;
• A mente não envelhece; somente empobrece por falta de uso do pensar e realizar.
Mas infelizmente, está cientificamente provado que, o nosso cérebro está muito mais voltado para repetir as coisas do que para inovar
ou criar. Temos cerca de 60 mil pensamentos por dia, o problema é que 95 % são quase os mesmos de ontem.
Para que o processo de excelência, inovação e criatividade tenha êxito, deverá haver novas e diferenciadas exigências no nosso
mecanismo cerebral, será necessário seu pleno uso em harmonia com as diversas competências humanas.

O autor americano Bob Piki comenta que apenas 3% das pessoas pensam, 7% das pessoas pensam que pensam e 90% das pessoas pensam
que não tem que pensar coisa alguma.
Estamos vivendo uma crise de pensamentos no mundo, com escassez de profissionais que pensam, alguns desses pensamentos pode
transformar, de forma abrupta, toda paz e a economia do planeta, basta que para isso se realize o pensamento de uma guerra.
Todos nos temos um certo Piloto Automático ligado 24 horas por dia, mas não percebemos. Esse Piloto Automático se liga
espontaneamente, muitas vezes rápido demais, e é nesse momento que perdemos as oportunidades que o mundo e as pessoas nos
oferecem. Pare e pense, há quanto tempo você faz o mesmo caminho da sua casa para o trabalho?, há quanto tempo você dá o mesmo
beijo na sua esposa ao chegar em casa?, há quanto tempo você atende seu paciente da mesma forma?, há quanto tempo você não
planeja a sua vida e a sua carreira para a excelência?
Muitas vezes desejamos coisas melhores e diferentes, gostaríamos que as oportunidades aparecessem em nossa vida como um passe de
mágica, mas continuamos a fazer as mesmas coisas de sempre, ligando constantemente o nosso Piloto Automático. Pense nisso.

Quero lembrar e lhe dar os parabéns, você nasceu perfeito, com todos os recursos físico e mental disponível, você é capaz, inteligente
e com um grande potencial de ser e ter muito sucesso e ser feliz. Recebemos uma nova oportunidade todos os dias, quando acordamos,
você já se deu conta disso?

Atualmente o nosso planeta, em todos os campos da ciência, está acelerado em uma velocidade e ritmo sem precedentes na história da
humanidade de forma maravilhosa cheia de perigos e oportunidades. As distâncias encurtaram de forma assustadora, qualquer negócio
que dependa de uma tela ou um telefonema poderá ser executado em qualquer hora e parte do mundo. Vivemos um processo
globalizado com vertentes de evolução e principalmente de muitas revoluções.

Cada um de nós tem um papel fundamental no processo revolucionário das mudanças, mas devemos cuidar atentamente da nossa
qualidade de vida, devemos evitar a qualquer custo a nossa SOBREVIVÊNCIA, temos que cuidar das coisas básicas, muitas vezes
esquecidas, diante do ritmo exagerado e impaciência que estamos conduzindo, temos que lembrar de regar as nossas oportunidades,
buscando conhecimento, aprendizagem e estar sempre atualizado. Temos que cuidar carinhosamente dos nossos relacionamentos, quer
sejam profissionais ou familiares, temos que estar atentos para perceber e enxergar o que está acontecendo a nossa volta e finalmente
estarmos preparados para as mudanças, com isso estaremos trilhando a correta estrada da nossa SUPERVIVÊNCIA.

A supervivência dos profissionais e principalmente das empresas, nos dias de hoje, devem apreciar e refletir sobre o cliente. Temos que
reconhecer que o processo da qualidade é básico, a qualidade total é elementar, a satisfação do cliente é obrigação e o encantamento
do cliente é somente a sobrevivência do negócio. Devemos trabalhar para que os nossos produtos e os nossos serviços sejam o sonho do
nosso cliente, do nosso líder, da nossa equipe, da nossa empresa e da nossa sociedade.

Para alcançar o sucesso a nossa empresa e seus produtos e serviços deverão estar na mente e no coração de todos, e se possível, sermos
desejados e mais do que isso sermos amados pelos nossos clientes, somente assim estaremos garantindo a plenitude da excelência.
Um dos grandes segredos dos profissionais e das organizações de sucesso está em conseguir transformar os problemas em pensamentos
de oportunidades. Você já parou para pensar que tudo em nossa vida se inicia no pensamento?. Germano de Novais tem um livro com o
título "Somos o que Pensamos ", quem tudo modifica, transforma, transmuta e transfigura é o nosso pensamento, somos o que
pensamos.

Uma casa antes de ser uma casa, foi um pensamento, um suicídio antes de acontecer, foi um pensamento, uma vitória, antes de ser
vitória, foi um pensamento vitorioso plantado no subconsciente. Um romance, antes de ser um livro, foi um pensamento, uma estátua,
antes de ser tirada do mármore ou gesso, foi um pensamento. Todas as realizações, de início, foram e sempre serão um pensamento.

O autor recomenda que antes de dormir você faça mentalmente seus pedidos, desejos e determinem as metas a serem alcançadas,
agradecendo ao mesmo tempo a sabedoria, a vida, as suas realizações, imaginando-se atingindo todos os seus desejos e realizando
todas as suas metas e objetivos. O nosso cérebro trabalha durante o sono, portanto tudo o que você desejar e mentalizar antes de
dormir será pensado no como deverá ser feito e como deverá ser realizado.

Mas não deixe tudo para a sua mente, ajude-a, quando acordar se deseje um ótimo dia, afirmando que será uma pessoa alegre, bem
humorada e divertida - ninguém gosta de ficar do lado de pessoas pessimistas e negativistas - diga a si mesmo que é competente e que
tudo o que fizer durante o dia dará certo e será feliz com isso.

Você aprendeu muitas coisas na escola como: matemática, gramática, mas ninguém lhe ensinou OPERÁTICA, mas agora chegou a hora
de você colocar toda experiência e conhecimento em operação e em prática, você será capaz de fazer, de acontecer, de encontrar um
caminho e o pensamento será seu instrumento de realização.

Acredite e mentalize o seu sucesso, está com você a oportunidade de encontrar e realizar a magia do ENTUSIAMO, que em grego
significa "o sopro de Deus ". Reflita sobre isso.

Currículum
• Jefferson Leonardo
• Bacharel em Adm. de Empresas e Ciências Sociais - SP
• Pós-Graduado em Recursos Humanos - SP
• Mestre em Engenharia da Produção - RS
• 27 anos de vivência empresarial ( Multi e Nacionais )
• Professor Universitário de Graduação e Pós-Graduação ( SP e RS )
• Consultor de empresas , instrutor , conferencista e palestrante
• Pesquisador de Mágicas e Ilusionismo como aprendizagem
• Sócio Diretor da Inovativa Consultoria Organizacional

Assertividade na Comunicação Empresarial

A prática da assertividade rotineira é um dos grandes benefícios que uma empresa pode instituir. Ela possibilita economia de
tempo, valorização das pessoas, objetividade, produtividade e motivação no trabalho, além de produzir satisfação junto ao cliente
externo em função da qualidade dos contatos com a organização. Isso se obtém com funcionários felizes, que adotam
posicionamentos diretos, firmes e transparentes incorporados à própria cultura da empresa.
Poderíamos afirmar, sem muita margem de erro, que o uso incipiente da assertividade é o grande mal que impede o entendimento
adequado entre as pessoas, promove mal-entendidos que afetam as relações e presta um enorme desserviço às empresas com geração
de prejuízos de toda ordem, decorrentes de falhas graves na comunicação.
O problema já começa pela dificuldade das pessoas em entender o que caracteriza uma postura assertiva. Em segundo lugar, vem a de
acreditar que ela realmente é decisiva para mudar o rumo das coisas. Por último a mais difícil: adotá-la como caminho e colocá-la em
prática.
Para nivelar o entendimento, poderíamos dizer que uma pessoa assertiva é aquela que, nos seus contatos com os outros, apresenta o
seguinte perfil:
* Expressa seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma;
* Adota sempre uma posição clara e transparente, sem disfarces ou vias indiretas;
* Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial (não tendenciosa);
* É firme, quando necessário, sem ferir ninguém;
* Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o de outrem.
O uso da assertividade pode ser um fator determinante para a diferenciação entre uma posição de "chefia" e o exercício da efetiva
liderança. Isto porque os contatos com uma pessoa assertiva não deixam dúvidas quanto às suas intenções, seus motivos e à forma pela
qual age ou busca seus objetivos, disseminando confiança e trazendo segurança aos demais com os quais convive.
Isso naturalmente faz com que estas pessoas queiram se aproximar dela, ou procurem ouví-la sempre que precisarem adquirir certeza
sobre qualquer assunto ou tomar uma decisão para o qual não se sintam seguras.
Sempre que a postura assertiva for característica de um membro da equipe, ao invés de recair sobre o líder formalmente constituído,
acontecerá um desvio natural da ascendência deste último para o primeiro, ou seja: quem acaba liderando efetivamente é o membro da
equipe que detém a confiança do grupo, e não quem, na escala da hierarquia da organização, detém o "poder".
Isto poderia ser um foco de conflito, não fosse o próprio perfil do líder assertivo, que lhe proporciona maturidade no uso de sua
ascensão sobre o grupo, e lhe garante suficiente habilidade para neutralizar uma "dissidência" que só traria prejuízos para ambas as
facções resultantes. Esse líder natural saberá como, sem esvaziar a chefia formal, direcionar adequadamente as ações da equipe e
canalizá-las para a otimização do resultado coletivo, com conseqüente maximização de benefícios para a instituição.
Isto porque sua assertividade impede que atue de forma não transparente ou desleal, ou de uma maneira que o coloque em rota de
colisão com a autoridade formal da organização para a qual trabalha. Quando discorda de posturas pessoais ou da política vigente, o
líder assertivo normalmente deixa nítida a sua opinião, e consegue fazê-lo sem passar a impressão de que poderá consistir-se em
ameaça para as pessoas ou para a concretização das ações das quais discorda. E sempre que a discordância ultrapassar os limites que
possa admitir, como cumprir algo que atropele seus valores e princípios, ele certamente irá expor a situação de forma inequívoca e
serena, e pedirá afastamento do cenário de conflito, mas é pouco provável que se submeta sem colocar sua posição. Essa serenidade e
transparência geralmente são os componentes que contribuem para que seja compreendido e respeitado, mesmo quando discorda, e lhe
garantam o espaço de volta quando tudo é superado, restabelecendo a situação de harmonia.
O ideal seria que todas as pessoas em função de liderança se preocupassem em desenvolver sua assertividade de forma a catalizar
efetivamente as energias de sua equipe, sem necessidade de uma “escala” em algum membro da equipe que tenha mais ascensão sobre
os demais. Bastaria que no exercício de sua função adotasse como regra:
* Trabalhar com metas pré-definidas;
* Aplicar sanções mas promover estímulos continuamente;
* Ir direto ao assunto, sempre com respeito;
* Se ater aos fatos, sem atingir pessoas;
* Dirigir com descontração e avaliar com critérios claros;
* Encorajar os outros a proceder da mesma forma;
* Encontrar tempo para pensar e planejar;
* Não cultivar tensões emocionais ou físicas;
* Colaborar para que outras pessoas também as evitem;
* Criar um clima saudável, que evita doenças e absenteísmo, duas grande pragas dos ambientes pesados nas empresas;
* Estabelecer harmonia com superiores, colegas e colaboradores.
Uma vez incorporada, tal atitude não tardará a promover resultados visíveis, lembrando que o tempo necessário dependerá de todo um
histórico nas relações entre ele e sua equipe. É claro que, caso sua postura anterior tiver sido o oposto da que agora está adotando,
levará bem mais tempo para que a equipe se disponha a acreditar que a mudança é para valer. A persistência e a total transparência de
propósitos serão, neste caso, decisivas para que a transformação obtenha credibilidade e comece a produzir efeitos.
Se você ocupa uma posição de liderança e pretende começar da maneira certa, experimente adotar o seguinte:
* Informe aos outros o que você quer;
* Atenda às suas próprias necessidades. Analise e peça esclarecimentos sobre solicitações que lhe sejam feitas;
* Enfrente os problemas que surgem o mais cedo possível, não os adie;
* Pratique o uso de frases simples; faça declarações breves e diretas;
* Não use preliminares nem retóricas inúteis;
* Não dê explicações excessivas;
* Não divulgue antecipadamente idéias ainda não conclusivas;
* Não faça suposições: busque sustentação em fatos e dados.
Desnecessário dizer que a prática constante de tal postura acaba gerando um padrão que se dissemina por toda a instituição, e acaba
por formar as bases de uma nova cultura.
Por último, para que possa, daqui a mais uns tempos, mensurar os resultados da mudança, registre a data em que começou a utilizar as
novas regras, parta da premissa de que a persistência inevitavelmente promoverá a confiança das pessoas, tenha a paciência como uma
aliada a mais da sua assertividade, e boa sorte!
Delegação é Coisa Séria

Alguns gerentes ainda pensam que delegar é simplemente transferir para alguém em quem confiam o poder de agir por eles. Os
resultados na eficiência e eficácia da estrutura organizacional têm mostrado que é bem mais complexo do que isso.
A função gerencial tem na delegação uma de suas mais importantes ferramentas. Seu objetivo é promover a descentralização das
decisões, aproximando-as de onde acontecem as ações. Significa transferir poder e responsabilidade para o subordinado, cabendo a
quem delega a adoção de um enfoque em resultados. Isto significa dizer que, com a delegação, a preocupação do Gerente tem que ser
com o que precisa ser feito, ficando a cargo do executante o como.
A forma como a execução é conduzida para se chegar aos resultados desejados, se levada dentro de princípios éticos, é da competência
de quem executa. O deslocamento efetivo do poder (powershift) só acontece quando existe respaldo para as ações delegadas, ou seja,
quem delega respeita a decisão tomada por quem recebeu a delegação.
Um fator imprescindível para o sucesso da delegação é a avaliação das pessoas para quem se delega. Não se trata puramente do fator
confiança no caráter dessas pessoas. Boa parte dos gerentes caem no erro de delegar responsabilidades para pessoas que consideram
"confiáveis" em termos de lisura e lealdade, e negligenciam o aspecto mais importante: o da competência para tomar decisões
acertadas. Isso pode atingir proporções incontroláveis se levarmos em consideração que um incompetente entusiasmado em buscar
resultados pode às vezes provocar mais danos do que o faria alguém não tão comprometido, porém competente. Este, pelo menos, faria
uso de técnicas e ações sistematizadas que o levariam a decisões mais conscientes na hora de estabelecer seu plano de ação.
O antídoto para evitar uma delegação desastrosa é a capacitação das pessoas para quem se deverá delegar responsabilidades. Muito
freqüentemente gerentes, no afã de demonstrar reconhecimento pelas pessoas que se empenham na equipe, acabam transformando
excelentes técnicos em péssimos líderes, simplesmente porque executar bem é completamente diferente de fazer acontecer. Aos
líderes compete fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas, e isso tem uma multiplicidade de envolvimentos para a qual a
pessoa a ocupar tal posição precisa ser preparada por meio de um cuidadoso processo de educação e treinamento. Esta preparação não
só elimina o medo de decidir, por parte do subordinado, como provê confiabilidade em suas decisões por parte da chefia, pela certeza
de que haverá convergência para as metas a serem perseguidas. Para que a delegação funcione satisfatoriamente é necessário obedecer
a alguns requisitos básicos. Assim, antes de efetivar a transferência de poder, é necessário que o Gerente:
· Só delegue autoridade e responsabilidade a quem tenha capacidade
· Se reserve tempo para tirar dúvidas dos funcionários durante o processo de delegação
· Não confunda delegação com papel do funcionário
· Só delegue o que não fuja ao seu controle, definindo com os subordinados como se fará o acompanhamento.
· Aproveite eventuais erros para treinar os subordinados.
· Atribua inicialmente uma pequena escala de autoridade na delegação
· Promova motivação, treine e estimule a iniciativa dos subordinados
É preciso evitar que uma escolha que vise reconhecer um mérito acabe por se transformar em castigo para o subordinado escolhido, ao
invés do estímulo que se pretendia promover, e ainda colocar em risco o retorno em forma de competência para as ações delegadas.
Delegar é coisa séria, conseqüência de um planejamento consciente e de responsabilidade gerencial. Não se preocupar com tais
quesitos pode representar um alto preço para a preservação do cargo de ambos e, por extensão, para a sobrevivência da própria
organização.

Dinâmicas para Que as Quero

Segundo Lewin o canal Cognitivo é o do aprendizado racional, obtido por meio de informações e dados. O canal da Conduta envolve a
prática. Valores abarca o nível emocional, o envolvimento, bem como a descoberta e renovação de nossas crenças e paradigmas. A
porta de entrada para este último canal é a dinâmica de grupos.
Para Lewin, não importa onde o aprendizado inicia, e é mais interessante que ele comece onde houver mais receptividade.

Por outro lado, ao se analisar as dinâmicas sob a ótica do americano David Kolb – criador da Teoria da Aprendizagem Experimental , o
processo de aprendizado se realiza em quatro etapas (Vivência, Observação, Conceituação e Experimentação), percebe-se que as
dinâmicas também propiciam Vivências, só que metafóricas.

As dinâmicas sempre oferecem um cenário externo às tarefas corriqueiras dos participantes. O descompromisso com a tarefa faz com o
que o participante dedique mais atenção ao processo, daí o aumento das chances de aprendizado. Mas é importante que a Observação e
a Conceituação também se realizem – e de preferência imediatamente após a dinâmica, caso contrário o aprendizado gerado pela
vivência pode evaporar.
As dinâmicas oferecem outras vantagens, como a integração sócio-afetiva. Criar, divertir-se e descobrir em grupo acaba por gerar uma
maior abertura para as trocas vindouras.

Mas nem tudo são flores quando se fala em dinâmicas: é preciso saber aplicá-las e, sobretudo é preciso considerar o perfil do grupo com
o qual se está atuando: Qual é a cultura da empresa? Ela é receptiva ou não a dinâmicas? Qual o grau de exposição que as pessoas estão
acostumadas? Nenhuma das condições nos obriga a eliminar as dinâmicas, mas sim a usá-las de formas diferentes. Por exemplo, é
possível solicitar aos participantes que compartilhem seus insights com o grupo todo (o que envolve muita exposição), em subgrupos,
em duplas ou que os escreva individualmente (o que diminui a exposição gradativamente).

Mas vamos ao aspecto mis importante: dinâmicas são prazerosas. E como é mais fácil obter dedicação daquilo que dá prazer, gera
resultados.

Estimulando a mudança através do Treinamento


Experiencial

Nos últimos anos, tenho ouvido alguns depoimentos quanto à usual aplicação de treinamentos convencionais. Fala-se muito em teoria,
em processos de mudança, em adaptabilidade funcional, em metodologias avançadas, mas quando tenta-se aplicar tudo o que foi
abordado em um treinamento, observa-se um grande paradigma: de que forma transpor o conteúdo teórico para o contexto corporativo?

Conforme Daniel Goleman, autor do Best Seller Inteligência Emocional, “As emoções ensinam mais do que processos racionais”.
Pesquisas recentes demonstram que a aplicação da metodologia de Treinamentos Experienciais é 80% mais eficaz, em relação aos 20%
dos treinamentos tradicionais. Os conceitos-chave para esta real aprendizagem confirmam-se através de dois aspectos: Vivência e a
descoberta por si mesmo.

A abordagem vivencial torna-se mais atraente, pois combinam-se 03 elementos essenciais para o aprendizado: recursos da natureza,
espírito de aventura e o uso adequado das habilidades pessoais na superação dos desafios colocados para o grupo. Nesse conjunto, o
panorama da educação experiencial legitima-se, pois a vivência promove a real assimilação, através das mudanças comportamentais
visíveis, durante e após o processo.

A atividade experiencial baseia-se em uma metodologia de ensino, conhecida como Treinamento Outdoor, Treinamento ao Ar Livre e
Ecotreinamento. Relaciono alguns exemplos de atividades que podem ser realizadas, desde um contexto mais básico até um mais
inovador: Rapel, Arvorismo, Expedições, Tirolesa, Rafting, Equitação, Pára-quedismo duplo, dentre outras.
Diante desse novo cenário de Educação Corporativa, há um grande cuidado que deve-se ter, no que diz respeito à escolha das atividades
e a sua metodologia aplicada. Algumas consultorias acabam desenvolvendo “pacotes fechados”, onde a construção das situações não
segue uma co-dependência e sua abordagem faz-se, apenas, através da “atividade pela atividade”. Ao desenvolver-se e aplicar-se um
treinamento experiencial, é preciso fazê-lo de forma totalmente customizada e única, suprindo cada realidade organizacional. Dessa
forma, os resultados são mensuráveis, pois os participantes vivenciam conflitos e soluções integradoras, devido à alternância de
exercícios ao ar livre e situações reais, análogas às das empresas.

Nesse prisma, a atividade experiencial acaba fomentando a construção coletiva e a reconstrução humana de cada participante. Quando
processos vivenciais são bem aplicados, o ser humano reconhece fraquezas, administra melhor seus conflitos e potencializa a mudança.
Qualidade de Vida no Trabalho

De como o trabalho pode deixar de ser um meio para ser um fim em si mesmo na busca da satisfação, em que pessoal e
profissional se fundem num conceito mais amplo
Via de regra a ausência de satisfação e motivação no trabalho esteve sempre associada a fatores externos: a vontade dos dirigentes da
empresa; o momento econömico, político e social; as demais idéias que se antepõem às nossas, etc. Quase ninguém se lembra de
associá-las à sua forma pessoal de encarar o mundo e sua responsabilidade nos elementos positivos ou negativos incorporados à sua
vida.
Uma nova compreensão do que seja qualidade de vida no trabalho começa a assumir conotação mais ampla e apresentar características
bem mais delineadas que a de simples ausência de conflitos e recursos no ambiente profissional.
Ela começa introvertendo a concepção da responsabilidade sobre aqueles efeitos indesejáveis, ou seja, ao invés do profissional colocar
a si mesmo no papel de paciente das ações da empresa e do seu contexto ambiental, ele adota uma postura pró-ativa, interagindo com
esse contexto para adequá-lo às suas expectativas, e não apenas submetendo-se a ele.
Introverter para ampliar: embora essa expressão sugira um paradoxo, a idéia é exatamente a de incorporar uma postura de olhar para
dentro antes de buscar culpados no ambiente externo, como se fôssemos apenas vítimas das pressões externas - a chamada "síndrome
de Pilatos". Significa que passamos, cada qual, a ser co-responsáveis pelo efeitos sentidos no ambiente de trabalho, que irá determinar
o índice de qualidade de vida a ser estabelecido em todo o seu contexto.
Na concepção anterior de busca de qualidade de vida entre chefia e subordinados, era comum encontrar-se gerentes adotando posturas
destorcidas de "solidariedade" para com sua equipe, tomando suas dores contra a empresa que pela sua visão não lhes proporcionava os
recursos necessários. Na maioria das vezes, porém, tal atitude era o caminho mais cômodo, uma vez que, na maioria das vezes, não se
preocupavam em esgotar todas as suas possibilidades gerenciais antes de jogar "o mico" para cima.
Por seu turno, cada funcionário faz o mesmo, buscando na chefia respostas para dificuldades que ainda não exploraram por seus
próprios meios.
O conceito atual de qualidade de vida no trabalho pretende promover o resgate da autoconfiança nas pessoas através da busca primeira
de suas próprias potencialidades. Essa prática, com o tempo, não se manterá restrita ao ambiente profissional, incorporando-se a tudo o
mais que se constituir no universo de cada um, dentro e fora das organizações por meio de ações sob controle de cada indivíduo
voltadas para a obtenção de resultados pessoais e de equipes através de uma maior interação com o meio, reduzindo os desgastes na
relação com as pessoas e buscando a harmonia com os recursos disponíveis, atuais e futuros.
Cabe ainda fazer uma abordagem de alguns fatores inerentes à política de pessoal das empresas, que podem igualmente contribuir
sobremaneira para elevar o padrão de sua ambiência interna. Tem-se a errônea impressão de que as pessoas temem e oferecem
resistência aos procesos de avaliação de desempenho. Na verdade acontece o contrário: as pessoas se desestimulam porque a falta de
uma avaliação efetiva se presta a abrir grandes espaços para ócio e inibir a competência.
O que se entendia por Qualidade de Vida no Trabalho vem mudando muito nos últimos anos. Há uma década apenas as empresas
achavam que promovê-la aos seus funcionários era oferecer-lhes um plano de saúde, um refeitório ou "tickets" de refeição, auxílio-
transporte, subsídios em alguns gêneros de primeira necessidade e algum outro benefício que às vezes era obrigação legal, e se agia
como se fossem concessões especiais.
Os empresários de hoje, a partir de referenciais internacionais, já se preocupam em tornar o ambiente de trabalho o mais atraente
possível para seus funcionários, considerando todo o seu contexto de necessidades de desenvolvimento e realização profissionais, além
do suprimento das outras puramente fisiológicas que já se praticava anteriormente.
O aprimoramento das teorias de administração coloca a satisfação do homem como aspecto fundamental para ativação de sua
capacidade de realizar e como mola propulsora para sua realização pessoal em harmonia com os objetivos institucionais.
O homem moderno acordou para a realidade de que passa a maior parte de sua vida envolvido com aspectos produtivos e profissionais,
e que precisa fazer disso algo que realmente lhe traga um retorno maior do que a pura sobrevivência. E descobriu ainda que o trabalho
pode ser uma fonte - talvez uma das maiores - de realização pessoal, a partir da identificação de seus ideais com a sua carreira na
organização, que lhe possibilitará torná-los realidade.
O trabalho está aos poucos deixando de ser um meio para se tornar um fim em si mesmo. Cada profissional está percebendo que é cada
dia mais difícil suportar empresas que fazem com que ele passe o dia inteiro nelas esperando pelo final do expediente para poder,
realmente, viver. Ele já está consciente de que ali dentro se concentra a maior parcela de sua capacidade de realização, e não quer
mais desperdiçá-la para uso apenas nos seus momentos de lazer.
O trabalho pode - e deve - se constituir numa fonte de prazer e concretização de planos de vida, sem necessariamente afastar o
trabalhador de sua vida externa, mas sim completando-se com ela. Essa nova mentalidade é que vem ao encontro dos atuais anseios
humanos: de fazer de sua vida um manancial de bem-estar que se estenda a todos os setores de atividade e a todas as áreas do
conhecimento, passíveis de se constituirem em experiências reais no seu cotidiano.
A Arte de Resolver Conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.


Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.
O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.
Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando
com violência palavras sem nexo.
Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.
Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao
bebê.
O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e
sangrava.
O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou.
O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.
Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um
combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a arte da reconciliação.
Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.
Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que
pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.
Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se
ferindo.
O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.
Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!
O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.
Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.
Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.
Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!
O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos.
Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...
Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.
Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.
O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você?
O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.
Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta!
Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco
de madeira, no jardim, um ao lado do outro.
Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.
Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui...
São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.
Não, falou o operário. Minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.
Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo
melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.
O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a
cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.
Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras
meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.
A Árvore dos Problemas

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu da seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra
elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se
encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as
duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um
grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por
que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
"Ah", respondeu o carpinteiro, "esta é a minha planta dos problemas.
"Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte."
"E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me
lembro de ter deixado na noite anterior..."

A Atitude de um Vencedor

Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a
bicharada da floresta e disse:

- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós
devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:

- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido.
Mas como descobrir ?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os
animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles tiveram uma idéia excelente.
O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:

- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil ? Como assim ?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será
consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais
cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que
uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:

- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.
Todos gritaram para a Águia:
- A senhora sabe, mas como sabe?
- É simples... eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um
deles disse para a montanha.

O primeiro leão disse:

- Montanha, você me venceu!


O segundo leão disse:

- Montanha, você me venceu!


O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse:

- Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.

E calmamente a águia completou:

- A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei
de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros!
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.

A Carroça

Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Aceitei com grande alegria e lá
fomos nós, humedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva.
Ele parou em numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:

- Está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.

- Isso mesmo - disse ele. É uma carroça vazia. Sabe porquê?

- Não, respondi intrigado.

Então, o meu pai colocou a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:

- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto. E, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e
inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa, ou quando eu mesmo, por distração, me vejo prestes a fazer o mesmo,
imediatamente tenho a impressão de estar a ouvir a voz do meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:

- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

A Casa Queimada

Um certo homem saiu em uma viagem de avião.


Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria.
Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservou em cima da água.
Ficou boiando à deriva, durante muito tempo, até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por tê-lo salvo da morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.
Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casa para ele.
Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção.
Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez
pudessem existir na ilha.
Um dia ele estava pescando e, quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o
resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual não foi sua
decepção ao vê-la toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra, chorando e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar,
e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem pena de
mim?"
Neste momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
"Vamos, rapaz?"
Ele se virou para ver quem lhe falava, e qual não foi sua
surpresa quando viu à sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:
"Vamos rapaz, nós viemos buscá-lo".
"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir buscá-lo naquele
barco ali
adiante."
Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus entes queridos.

A Cidade dos Resmungos

Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam
que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair.
Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os
irmãos das irmãs.
Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.
Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o
cesto no chão e gritou:
- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras estão cobertas de
florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha
abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.
Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riram que alguém como
ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na
praça da cidade.
Então segurando o cesto diante de si, gritou:
- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto.
Trocarei seus problemas por felicidade!
A multidão se aglomerou ao seu redor. Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da
vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.
Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada
polegada da corda, de um extremo a outro. Então ele disse:
Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.
Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher
o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.
Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto. Cada pessoa havia escolhido os seu próprio problema,
julgando ser ele o menor da corda.
Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou
reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.
Conto Árabe sobre os Sonhos

Uma conhecida anedota árabe conta que um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um
adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! - Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este,
após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do
palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com
cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer. Um dos grandes desafios da humanidade é
aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade
deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos,
grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor
e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

Inocente ou Culpado?

Conta uma lenda que, na Idade Média, um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade,
o autor do crime era uma pessoa influente no reino e, por isso, desde o primeiro momento, se procurou um bode expiatório para
acobertar o verdadeiro assassino.
O homem injustamente acusado de ter cometido o assassinato foi levado a julgamento. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo
e que teria poucas chances de sair vivo das falsas acusações. A forca o esperava!
O juiz, que também estava conluiado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao
acusado para que provasse sua inocência.
Disse o desonesto juiz:
— Como o senhor, sou um homem profundamente religioso. Por isso, vou deixar sua sorte nas mãos de deus. Vou escrever em um papel
a palavra INOCENTE e em outro a palavra CULPADO. Você deverá pegar apenas um dos papéis. Aquele que você escolher será o seu
veredicto.
Sem que o acusado percebesse, o inescrupuloso juiz escreveu nos dois papéis a palavra CULPADO, fazendo, assim, com que não
houvesse alternativa para o homem. O juiz, então, colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem,
pressentindo o embuste, fingiu se concentrar por alguns segundos a fim de fazer a escolha certa. Aproximou-se confiante da mesa,
pegou um dos papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu. Os presentes reagiram surpresos e indignados com tal atitude.

O homem, mais uma vez demonstrando confiança, disse:


— Agora basta olhar o papel que se encontra sobre a mesa e saberemos que engoli aquele em que estava escrito o contrário.
Lenda Oriental

Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou a beira de um oásis junto a um povoado e aproximou-se de um velho e
perguntou-lhe: "Que tipo de pessoa vive neste lugar?"
"Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?", perguntou por sua vez o ancião. "Oh, um grupo de egoístas e malvados.",
replicou o rapaz. "Estou satisfeito de haver saído de lá."
A isso, o velho replicou: "A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui." No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para
beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
"Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?" O rapaz respondeu: "um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas,
hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las." "O mesmo encontrará por aqui.", respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho: "Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
"Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará
outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, nossa atitude mental é a única
coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.
MORAL DA HISTÓRIA: Coloque dentro de você a idéia do sucesso. O primeiro requisito essencial a todo homem para encontrar vida digna
de ser vivida é ter uma atitude mental positiva.

O Caldereiro

Um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não estava funcionando bem.
Após escutar a descrição feita pelo engenheiro quanto aos problemas, fez algumas perguntas e dirigiu-se à sala de máquinas. Olhou,
durante alguns instantes para o labirinto de tubos retorcidos.
A seguir, pôs-se a escutar o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava. Com as mãos apalpou alguns tubos. Depois,
cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo, com o qual bateu apenas
uma vez em uma válvula vermelha.
Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro, no dia seguinte, enviou a conta ao dono do navio:
Total do serviço....: R$ 50.000,00

Quando o dono do navio recebeu a conta de R$ 50.000,00 queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante
quinze minutos e estava cobrando um absurdo por uma simples martelada. Solicitou imediatamente que ele lhe enviasse uma conta
detalhada.
No mesmo dia o caldeireiro enviou a conta detalhada:
Martelada...........: R$ 0,50
Saber onde martelar.: R$ 49.999,50
Total do serviço....: R$ 50.000,00

O Cego

Um publicitário passava por um mendigo cego todos os dias de manhã e à noite e dava-lhe sempre alguns trocos. O cego trazia
pendurado no pescoço um cartaz com a frase:
"Cego de Nascimento. Uma esmola por favor."
Certa manhã, o publicitário teve uma ideia: virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase. À noite, depois de um dia de
trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido o seu dia. O cego respondeu, muito contente:
- Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o
senhor escreveu no letreiro?
O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem
algo para o cego. A frase era:
"Em breve chegará a primavera e eu não poderei vê-la".
A maioria das vezes não importa O QUE DIZ, mas COMO DIZ, por isso tenha cuidado na forma como fala com as pessoas, pois isso tem
muito peso naquilo que quer dizer.

O Lascador de Pedras

Há muitos anos, vivia na China um jovem que ganhava o seu sustento quebrando pedras. Embora são e forte, o rapaz não estava
contente com seu destino, e queixava-se noite e dia.
Tanto blasfemou contra Deus, que seu anjo da guarda terminou aparecendo e lhe disse:
- Você tem saúde, e uma vida pela frente muitos jovens começam fazendo algo como você, por que vive reclamando?
- Deus foi injusto comigo, e não me deu oportunidade de crescer.
Preocupado, o anjo foi a presença do Senhor, pedindo ajuda para que seu protegido não terminasse perdendo sua alma.
- Seja feita a tua vontade – disse o Senhor – A partir de agora tudo lhe será concedido.
No dia seguinte, o rapaz quebrava pedras quando viu passar uma carruagem levando um nobre, coberto de jóias. Passando as mãos pelo
rosto suarento e sujo ele disse com amargura:
- Por que não posso eu ser nobre também? Este é o meu destino!
Então seu Anjo murmurou:
- Sê-lo-ás!
E ele transformou-se no dono de um palácio suntuoso, muitas terras e cercado de servidores. Costumava sair todos os dias com seu
impressionante cortejo, e gostava de ver seus antigos companheiros alinhados à beira da rua, olhando-o com respeito.
Numa destas tardes, o calor estava insuportável; mesmo debaixo de seu guarda-sol dourado e ele transpirava como no tempo em que
lascava pedras. Deu-se então conta de que não era tão importante assim: acima dele havia príncipes, imperadores, e ainda mais alto
que estes estava o sol, que não obedecia a ninguém – pois era o verdadeiro rei e falou:
- Ah, anjo meu! Por que não posso ser o sol? Este deve ser meu destino!
O Anjo escondendo sua tristeza diante de tanta ambição exclamou:
- Pois sê-lo-ás!
E logo o jovem rapaz foi sol, como era seu desejo. Enquanto brilhava no céu, admirado com seu gigantesco poder de amadurecer as
colheitas, ou queimá-las a seu bel-prazer, um ponto negro começou a avançar ao seu encontro. A mancha escura foi crescendo ele
reparou que era uma nuvem, estendendo-se a sua volta, e fazendo com que não mais pudesse ver a Terra e gritou:
- Anjo! A nuvem é mais forte do que o sol! Meu destino é ser nuvem!
- Sê-lo-ás! - respondeu o anjo.
E assim foi transformado em nuvem, e achou que havia realizado o seu sonho:
- Sou poderoso! - gritava, escurecendo o sol.
- Sou invencível! - trovejava, perseguindo as ondas.
Mas, na costa deserta do oceano erguia-se uma imensa rocha de granito, tão velha como o mundo e ele achou que a rocha o desafiava,
e desencadeou uma tempestade que o mundo nunca antes vira.
As ondas, enormes e furiosas, golpeavam a rocha, tentando arrancá-la do solo e atirá-la no fundo do mar. Mas, firme e impassível, a
rocha continuava no seu lugar. Soluçando ele disse:
- Anjo! a rocha é mais forte que a nuvem! Meu destino é ser uma rocha!
E transformou-se na rocha.
- Quem poderá vencer-me agora? - perguntava a si mesmo. – Sou o mais poderoso do mundo!
E assim se passaram vários anos, até que, certa manhã, sentiu uma lancetada aguda em suas entranhas de pedra, seguida de uma dor
profunda, como se uma parte de seu corpo de granito estivesse sendo dilacerada.
Logo ouviu golpes surdos, insistentes, e novamente a dor gigantesca. Louco de espanto gritou:
- Anjo, alguém está querendo me matar! Ele tem mais poder que eu, eu quero ser como ele!
Chorando exclamou o anjo:
- E sê-lo-ás!
E foi assim que ele voltou a lascar pedras.
Por que será que nunca estamos satisfeitos onde estamos? devemos aprender que temos exatamente aquilo que merecemos e confiar
em Deus pois Êle conhece as nossas necessidades.

O Pão

Um casal de idosos comemora suas Bodas de Ouro após longos anos de matrimônio.
Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou:
"Por cinquenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo,
finalmente, degustar eu mesma essa gostosura".
Ela espalhou manteiga na parte de cima do pão e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito
satisfeito, beijou sua mão e disse:
"Minha querida, você acaba de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinquenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é
minha preferida. Sempre pensei que era você quem deveria tê-la, já que tanto a aprecia".

O Palestrante

Conta-se que um palestrante muito famoso ganhava muito dinheiro como expert em educação infantil, sobretudo com sua palestra
intitulada "Os 10 Mandamentos para os Pais bem sucedidos na Ciência do bem educar seus filhos", a qual versavam sobre sobre dez "Leis"
que todo pai e toda mãe deveriam seguir inexoravelmente. Dizia a todos como se comportarem diante do desafio de serem pais. Tinha
resposta para tudo e todos, porém era solteiro e sem filhos.

Certo dia, conheceu a Mulher de seus sonhos. Apaixonaram-se e casaram-se em seguida. Um ano depois, o casal foi abençoado com seu
primeiro filho. Não passou muito tempo e diante de uma nova realidade ele percebeu que sua Palestra melhor seria chamada de "As 10
Regras de Ouro indicadas para os Pais que desejassem ser bem sucedidos na Ciência do bem criar seus Filhos".

No ano seguinte, o casal teve mais um filho, e diante das novas dificuldades e desafios que surgiram, o palestrante refez sua Palestra,
passando chama-la de "As 10 Sugestões para os Pais bem sucedidos na Arte de criar seus Filhos".

Mais um ano e mais um filho. Não muito tempo depois do nascimento de seu terceiro filho, o palestrante mais uma vez se viu obrigado a
rever sua Palestra, a qual passou a ser apresentada com o título de "Tentativas para se criar os filhos nos dias de hoje".

Após o nascimento do quarto filho, o Palestrante mudou de profissão.

O Príncipe Chinês e a Flor

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do País estava às vésperas de ser coroado
Imperador, mas, de acordo com a lei, deveria se casar. Sabendo disso, resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte, inclusive
quem quer que se achasse digna de sua proposta que não pertencesse à corte.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e apresentaria um desafio. Uma
velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que
sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar à casa e relatar o fato à jovem filha, espantou-se ao saber que ela já sabia sobre o dasafio e que pretendia ir à celebração.
Então, indagou incrédula: — Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta
idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em loucura.
A filha respondeu: — Não, querida mãe. Não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei perfeitamente que jamais poderei ser a
escolhida. Mas é minha única oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias
e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio: — Darei a cada uma de vocês uma semente.
Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam
relacionamentos, costumes ou amizades.
O tempo foi passando. E a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e
ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com
o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia
após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho; mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado
e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e da sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das
circunstâncias, retornaria ao palácio na data e na hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na
companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes. Mas, cada jovem com uma flor mais bela do
que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada. Nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe passa a observar cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após
passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado, indicando a bela jovem que não levara nenhuma flor como sua futura esposa.
As pessoas presentes na corte tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque o príncipe havia escolhido
justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu: — Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor
da Honestidade. Pois, todas as sementes que entreguei eram estéreis.

O Sábio Samurai

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda
de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da
provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para observar os erros
cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a
reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho e sábio samurai aceitou o desafio. Foram todos para a praça da
cidade. Lá, o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os
insultos que conhecia, ofendendo, inclusive os seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu
impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro desistiu e retirou-se.
Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado tantos insultos e tantas provocações, os alunos perguntaram:
— Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de
se mostrar covarde e medroso diante de todos nós?
O sábio Samurai perguntou aos alunos:
— Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
— A quem tentou entregá-lo — respondeu um dos discípulos.
— O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. — Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os
carrega consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a serenidade, só se você permitir!
O Velho Pote Rachado

Um carregador de água, na Índia, levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava
atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim
da longa jornada entre o poço e a casa do Senhor para quem o carregador trabalhava. O pote rachado sempre chegava com água apenas
pela metade.
Foi assim por dois anos. Diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu Senhor. Claro, o pote perfeito
estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição. Sentia-se miserável por ser
capaz de realizar apenas a metade do que lhe havia sido designado fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote rachado, um dia, falou para o carregador à beira do poço:
— Estou envergonhado. Quero lhe pedir desculpas.

— Por que? — perguntou o homem. — De que você está envergonhado?

— Nesses dois anos — disse o pote — eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz
com que a água vaze por todo o caminho que leva à casa de seu Senhor. Por causa do meu defeito você não ganha o salário completo
dos seus esforços.

O carregador ficou triste pela situação do velho pote, e, com compaixão, falou:
— Quando retornarmos à casa do meu Senhor, quero que observes as flores ao longo do caminho.

À medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou muitas e belas flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu
ânimo. Mas, no fim da estrada, o velho pote ainda se sentia mal, porque, mais uma vez, tinha vazado a metade da água, e, de novo,
pediu desculpas ao carregador por sua falha.

O carregador, então, disse ao pote:


— Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço,
você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu Senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não
poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

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