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Capítulo 12 Microestutura dos polímeros Jane Proszek Gorninski Claudio de Souza Kazmierczak PPGEC - Unisinos
Capítulo 12
Microestutura dos polímeros
Jane Proszek Gorninski
Claudio de Souza Kazmierczak
PPGEC - Unisinos

Livro: Materiais de Construção Civil Organizador/Editor: Geraldo C. Isaia

Polímeros na Construção Civil • o setor da construção, é considerado o segundo maior consumidor de

Polímeros na Construção Civil

o setor da construção, é considerado o segundo maior consumidor de polímeros, depois do setor de embalagens;

aplicações não-estruturais, como aplicações estruturais;

demanda pelos polímeros deve-se, entre outros fatores, as suas propriedades de durabilidade, resistência, versatilidade na produção e baixo custo.

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Aplicações Não - estruturais: • são adotados, entre os diversos usos, como encanamentos, tubulações, cabos elétricos,

Aplicações

Não - estruturais:

são

adotados,

entre

os

diversos

usos, como

encanamentos, tubulações, cabos elétricos, reservatórios, isoladores, impermeabilizantes, adesivos, pisos, foros, divisórias e janelas. Na linha dos revestimentos, encontram-se as tintas as resinas e outros materiais que atuam como proteção e acabamento superficial.

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Aplicações Estruturais: • São utilizados na produção pai néis, lajes e vigas, como sanduíches, compósitos reforç

Aplicações

Estruturais:

São utilizados na produção painéis, lajes e vigas, como sanduíches, compósitos reforçados, concretos poliméricos entre outros .

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Os tipos de polímeros • Os polímeros podem ser naturais, aqueles originados de plantas e animais;

Os tipos de polímeros

Os polímeros podem ser naturais, aqueles originados de plantas e animais; a madeira, a borracha, o algodão, a lã, o couro e a seda.

Outros polímeros naturais, como as proteínas, os amidos, as celuloses, são também importantes para processos biológicos e fisiológicos nas plantas e nos animais.

A partir da determinação das estruturas moleculares destes materiais, e de pesquisas na área de desenvolvimento de polímeros tornou-se possível realizar a síntese de polímeros. Dentre os polímeros sintéticos encontram-se os plásticos, borrachas e as fibras.

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Origem e composição química dos polímeros sintéticos • A matéria prima que dá origem ao polímero

Origem e composição química dos polímeros sintéticos

A matéria prima que dá origem ao polímero chama-se monômero.

O monômero é obtido natural.

a

partir

do petróleo

ou

do

gás

Entretanto, os monômeros podem ser obtidos da madeira, álcool, carvão e até do CO 2 , pois todas essas matérias primas são ricas em carbono, átomo principal que constitui os materiais poliméricos.

A forma mais econômica e abundante de se obter a matéria prima para síntese os polímeros é através da destilação dos componentes do petróleo.

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Fundamentos importantes relacionados a estrutura química dos polímeros • Constituição dos polímeros (hidrocarbonetos); • Carbono é

Fundamentos importantes relacionados a estrutura química dos polímeros

Constituição dos polímeros (hidrocarbonetos);

 

Carbono

é

tetravalente,

compartilha

quatro

elétrons,

formando assim quatro ligações interatômicas;

Se um átomo estiver rodeado por quatro outros átomos, este preferencialmente compartilhará elétrons com seus vizinhos, ou seja, cada átomo contribuirá com um elétron formado-se a ligação covalent e e a molécula formada será dita saturada.

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Hidrocarbonetos insaturados Entretanto se um átomo de carbono não estiver rodeado por outros quatro átomos, este

Hidrocarbonetos insaturados

Entretanto se um átomo de carbono não estiver rodeado

por outros quatro átomos, este formará ligações com

carbonos adjacentes como

como oo eteno,

eteno,

Hidrocarbonetos insaturados Entretanto se um átomo de carbono não estiver rodeado por outros quatro átomos, este

As moléculas com ligações covalentes duplas ou triplas

são chamadas de insaturadas.

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Conceituação • Polímeros são materiais compostos por macromoléculas. Essas macromoléculas são cadeias compostas pela repetição de

Conceituação

Polímeros são materiais compostos por macromoléculas.

Essas macromoléculas são cadeias compostas pela

repetição de uma unidade básica, chamada de mero;

chama-se monômero a unidade isolada que deu origem

ao mero;

Podem existir centenas, milhares ou centenas de milhares

de moléculas encadeadas numa molécula polimérica;

Grau de polimerização, geralmente simbolizado pela sigla

DP ou n, é o número de meros presentes na cadeia

polimérica.

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Reações de polimerização Polimerização por Adição: • São aquelas formadas pela reação sucessiva de monômeros contendo

Reações de polimerização

Polimerização por Adição:

São

aquelas

formadas

pela

reação

sucessiva

de

monômeros contendo dupla ligação carbono-carbono,

denominados monômeros vinílicos.

 

O termo vinílico é aplicado a todos

os monômeros

contendo dupla ligação carbono-carbono.

nCH 2

CH

CH

(

CH 2

CH

 
 

Y

Y

) n

onde Y pode ser um grupo substituinte como hidrogênio,

alquil, aril, nitrila, éster, cetona, éter ou halogênio.

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Exemplos de poliadição • Quando o substituinte é o clor o forma-se o policloreto de vinila

Exemplos de poliadição

Quando o substituinte é o clor o forma-se o policloreto de

vinila (PVC);

Quando temos substituintes como o flúor forma-se o

politetrafluoretileno (PTFE);

Quando temos um grupamento metila forma-se então o

polipropileno (PP).

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Reações de polimerização Polimerização por condensação: • As reações de condensaç ão se notabilizam pela eliminação

Reações de polimerização

Polimerização por condensação:

As

reações

de

condensação

se

notabilizam

pela

eliminação de uma pequena molécula (geralmente água,

álcool

)

durante o processamento da reação.

 

Uma reação de condensação típica é a de esterificação,

onde um álcool reage com um ácido orgânico, gerando um

éster conjuntamente com a eliminação de uma molécula

de água.

Nesse tipo de reação, os gr upos químicos responsáveis

pela reação são o grupo hidroxila (OH - ) no álcool e o

grupo ácido carboxílico (HO-C=O) no ácido.

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Exemplos de policondensação • Através deste tipo de polimerização são obtidas as poliamidas, resinas alquídicas, fenol-formaldeídos,

Exemplos de policondensação

Através

deste

tipo

de

polimerização

são

obtidas

as

poliamidas, resinas alquídicas, fenol-formaldeídos,

poliésteres, conforme exemplo:

Exemplos de policondensação • Através deste tipo de polimerização são obtidas as poliamidas, resinas alquídicas, fenol-formaldeídos,

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Peso molecular numérico médio (Mn) • onde ni = Ni = número de cadeias de um

Peso molecular numérico médio (Mn)

onde ni = Ni = número de cadeias de um determinado

tamanho, Mi é a massa molar de uma determinada cadeia

i e nt é o número total de cadeias.

Peso molecular numérico médio (Mn) • onde ni = Ni = número de cadeias de um

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Peso molecular ponderal médio (Mw) • onde, wi é a quantidade em gr amas de material

Peso molecular ponderal médio (Mw)

Peso molecular ponderal médio (Mw) • onde, wi é a quantidade em gr amas de material

onde, wi é a quantidade em gramas de material com massa molar igual a Mi.

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Estrutura das macromoléculas • Homopolímeros O polímero que é constituído apenas de um tipo de mero,

Estrutura das macromoléculas

Homopolímeros

O polímero que é constituído apenas de um tipo de mero,

é denominado homopolímero. Ex.: PVC

Copolímeros

Quando há mais de um tipo de mero na composição do

polímero, este é designado copolímero, e os monômeros

que lhes dão origem, comonômeros. E.: SBR

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Classificação das cadeias dos copolímeros • Os copolímeros estão classificados de acordo com a disposição dos

Classificação das cadeias dos copolímeros

Os copolímeros estão classificados de acordo com a disposição dos monômeros nas cadeias poliméricas.

Os copolímeros cujas unidades químicas não seguem qualquer ordenação, dispondo-se ao acaso, são chamados de copolímeros estatísticos.

No outro extremo, quando há perfeita regularidade de constituição, dispondo- se as unidades químicas diferentes de modo alternado, são chamados de copolímeros alternados.

Se ao invés de uma unidade química de cada tipo, alternam-se seqüências de unidades químicas iguais, o produto é denominado copolímero em bloco.

No caso particular de esses blocos existirem como ramificações poliméricas do esqueleto principal da macromolécula, o copolímero é dito grafitizado ou enxertado (graft copolymer).

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Copolímeros clássicos e os comonômeros que lhe deram origem Copolímero Sigla Meros Copolímero de Butadieno -

Copolímeros clássicos e os comonômeros que lhe deram origem

Copolímero

Sigla

Meros

Copolímero de Butadieno - Estireno

SBR

Estireno e Butadieno

Copolímero de Etileno-Acetato de Vinila

EVA

Etileno e Acetato de Vinila

Copolímero de Acrilonitrila-Butadieno-Estireno

ABS

Acrilonitrila, Butadieno e Estireno

Copolímero

tribloco

de

Estireno-Buatadieno-

SBS

Estireno, Butadieno e Estireno

Estireno

Elastômero de Etileno -Propileno

EPR

Etileno e Propileno

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Estrutura das cadeias poliméricas • Os polímeros podem ter suas cadeias sem ramificações, admitindo conformação em

Estrutura das cadeias poliméricas

Os polímeros podem ter suas cadeias sem

ramificações, admitindo conformação em zigue-zague -

polímeros lineares ou podem apresentar ramificações,

cujo grau e complexidade pode ir até o extremo da

formação de retículos, resultando então o que se

denomina polímero reticulado, ou polímero com

ligações cruzadas, ou polímero tridimensional.

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Estrutura das cadeias poliméricas Livro: Materiais de Construção Civil Organizador/Editor: Geraldo C. Isaia

Estrutura das cadeias poliméricas

Estrutura das cadeias poliméricas Livro: Materiais de Construção Civil Organizador/Editor: Geraldo C. Isaia

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Características de fusibilidade • Os polímeros lineares ou ramificados, que permitem fusão por aquecimento e solidificação

Características de fusibilidade

Os polímeros lineares ou ramificados, que permitem fusão

por aquecimento e solidificação por resfriamento,

constituem os chamados termoplásticos.

Os polímeros que, por aquecimento ou outra forma de

tratamento, assumem

reticulada,

tornando-se

chamados termorrígidos.

a

estrutura

insolúveis

e

tridimensional,

infusíveis,

são

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Termorrígidos • Os polímeros termorrígidos , também conhecidos como termofíxos, reagem quimicamente formando ligações cruzadas entre

Termorrígidos

Os polímeros termorrígidos, também conhecidos como termofíxos, reagem quimicamente formando ligações cruzadas entre as cadeias e se solidificam. Estes polímeros são moldados ainda na forma de pré-polímero, antes da cura e da formação das ligações cruzadas.

Termorrígidos • Os polímeros termorrígidos , também conhecidos como termofíxos, reagem quimicamente formando ligações cruzadas entre

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Relação estrutura x propriedades • A viabilidade de cristalização está rela cionada a uma configuração regular

Relação estrutura x propriedades

A viabilidade de cristalização está relacionada a uma configuração regular das cadeias, o que é obtido nos polím eros sindiotáticos e isotático.

Outros fatores que afetam a cristalinidade:

A intensidade das forças intermoleculares, também tem um papel importante na cristalinidade dos polímeros. As ligações hidrogênio ou mesmo as forças dipolo são possíveis entre as cadeias aumentando a possibilidade de cristalização comparado a forças de Van der Walls, que ocorrem entre as macromoléculas apolares.

A cristalinidade não é favorecida em moléculas poliméricas formadas por meros complexos ou ramificados, como o poli-isopreno. Estas desfavorecem o empacotamento do polímero.

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Representação esquemática de um esferutilo polimérico Livro: Materiais de Construção Civil Organizador/Editor: Geraldo C. Isaia

Representação esquemática de um esferutilo polimérico

Representação esquemática de um esferutilo polimérico Livro: Materiais de Construção Civil Organizador/Editor: Geraldo C. Isaia

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