Você está na página 1de 1
Efeitos do extrato aquoso de folha de Syzygium cumini e compostos fenólicos sobre atividade da

Efeitos do extrato aquoso de folha de Syzygium cumini

e compostos fenólicos sobre atividade da ADA em

eritrócitos expostos a condições hiperglicêmicas

Carolina dos Santos Stein 1 , Karine Santos de Bona², Paula Eliete Rodrigues Bitencourt³, Lariane Oliveira Cargnelutti 3 , Maria Beatriz Moretto 4

¹ Aluna de graduação do curso de Farmácia da UFSM, autora e apresentadora. ² Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSM, co-autora. ³ Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM, co-autoras. 4 Professora da disciplina Bioquímica Clínica II da UFSM, Orientadora nos Programas de Pós graduação em Ciências Farmacêuticas e em Farmacologia da UFSM.

INTRODUÇÃO O Diabetes mellitus (DM) é uma desordem metabólica

crônica, cujo principal fator é a hiperglicemia, o qual está

associado a danos à membrana e morte de eritrócitos (RBCs) 7 . Em condições de stress metabólico o nucleosídeo adenosina (Ado) pode ser sintetizado a partir da rápida degradação do trifosfato de adenosina e lançado no espaço extracelular 3 . Uma vez nesse espaço, a Ado se difunde na superfície de células, auxiliando na manutenção da integridade tecidual, modulação do sistema imune e da ação da insulina no metabolismo da glicose em diferentes tecidos 5 . A enzima adenosina deaminase (ADA) é imprescindível

no metabolismo de purinas, catalisando a desaminação irreversível da adenosina a inosina 4 .

Os flavonóides são compostos que apresentam uma gama de atividades farmacológicas, como anti- inflamatórios,e antioxidantes. Dentre estes compostos, destacam-se, por exemplo, a rutina (RT), o ácido gálico (AG) e o ácido clorogênico (AC) 1 . O estudo de plantas medicinais também tem revelado que o Syzigium cumini é o componente majoritário de preparações (extratos e chás, por exemplo) utilizadas no tratamento do DM 6 . O extrato aquoso da folha de S. cumini (Asc), além de conter substâncias como RT, AG e AC, comprovadamente inibiu a atividade da ADA, in vitro, no soro e células de pacientes, tanto diabéticos quanto hiperglicêmicos 2 . Desse modo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a ação do ASc e dos compostos encontrados em maior quantidade nesse extrato sobre a atividade da ADA em RBCs expostos a elevadas concentrações de glicose in vitro.

MATERIAIS E MÉTODOS

concentrações de glicose in vitro. MATERIAIS E MÉTODOS Pré-incubação (30 minutos a 37ºC) - Ácido
Pré-incubação (30 minutos a 37ºC) - Ácido clorogênico 20µM, 80µM e 120µM - Rutina 40µM,
Pré-incubação (30 minutos a
37ºC)
- Ácido clorogênico 20µM,
80µM e 120µM
- Rutina 40µM, 80µM e 120µM
-Ácido gálico 50µM, 100µM e
Adição de glicose
30mM por 2h a 37ºC
Incubação das maiores
concentrações dos
compostos e da
combinação deles, além
do Asc 500μg/mL, em
condições hiperglicêmicas
200µM

Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Santa Maria

(0049.0.243.000-08)

A atividade da ADA foi diminuída em

condições hiperglicêmicas tanto pelos compostos

individualmente quanto pela combinação dos mesmos, porém não foi tão efetiva frente à diminuição provocada pelo ASc. CONCLUSÃO Pode-se concluir que a alteração na atividade da ADA causada pelo Asc pode estar relacionada com um mecanismo diferente daquele exercido pelos compostos encontrados em maior concentração nesse extrato.

A inibição da atividade da ADA pelo ASc pode

conduzir a um aumento dos níveis de adenosina, que pode levar a um equilíbrio do processo inflamatório e trombótico do DM.

RESULTADOS

do processo inflamatório e trombótico do DM. RESULTADOS Dados expressos em média ± SEM. Diferenças
do processo inflamatório e trombótico do DM. RESULTADOS Dados expressos em média ± SEM. Diferenças

Dados expressos em média ± SEM. Diferenças estatisticamente significativos foram determinadas por ANOVA de uma via, seguido pelo teste post-hoc de Duncan (#p<0,05 comparado com controle; *p<0.05 comparado com G 30mM; ** p<0.01 comparado com G 30 mM; ***p<0.0001 comparado com G 30 mM; n=12).

Agradecimentos: CNPq, FAPERGS

Referências Bibliográficas

¹ CHARAMI, M.T. et al. Antioxidant and antiinflammatory activities of Sideritis perfoliata subsp. perfoliata (Lamiaceae). Phytother Res. v.22, n.4, p.450-4, 2008. ² DE BONA, K.S. et al. Erythrocytic enzymes antioxidant status in people with type 2 diabetes: beneficial effect of Syzygium cumini leaf extract in vitro. Diabetes Res. Clin. Pract., 94, 84-90, 2011. ³ DEUSSEN, A. Metabolic flux rates of adenosine in the heart. Naunyn Schmiedeberg’s Arch Pharmacol., 362, 351-363, 2000.

4 FRANCO, R. et al. Cell surface adenosine deaminase: much more than an ectoenzyme. Progr. Neurobiol., 52, 283-294, 1997.

5 HASKÓ, G., CRONSTEIN, B.N. Adenosine: an endogenous regulator of innate immunity. Trends Immunol., 25, 33-39, 2004.

6 HELMSTADTER, A. Syzygium cumini (L.) Skeels (Myrtaceae) against diabetes 125 years of research. Pharmazie, 63, 91-101, 2008. 7 LEBECHE, D., DAVIDOFF, A.J., HAJJAR, R.J. Interplay between impaired calcium regulation and insulin signaling abnormalities in diabetic cardiomyopathy. Nat. Clin. Pract. Cardiov.asc. Med., 5, 715-724, 2008.