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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROMOTOR DE JUSÌIÇA DA DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO DA COMARCA DE FOZ DO IGUAÇU

ESTADO DO PAMNA

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REQUERENTE: FUNDAçÃO IGUASSU. Entidade privada sem fÌns

de lucro, organização rêconhecida pela Assembléia Legislativâ do Estado

do Paraná como de Utilidade Pública Estadual através da lei No. 16.466 de

22 de Fevereiro de 2010, sito a Avenida Juscelino Kubistchek, 1819 -

Térreo - Sala 03,,- Edifício Solar dos Girassóis - Vila Paraguaia - Foz do

lguaçu - Paraná - Telefones: (45) 3027 1904 (Fixo) e (45) 9945 6000 (Cel.)

- E-mail: fundacaoiguassu@gmail.com, vem mui respeitosamêntê à

presença de Vossa Ëxcelência, REQUERER

MEDIDAS DE PROVIDÊNCIAS COM PEDIDO DE URGÊNCIA

contÍa Município de Foz do lguaçu em face do EDITAL DE

CONCORRÊNCIA PÚBLICA PARA OUTORGA DE CONCESSÃO DE

USO DE ESPAÇO PÚBLICO VISANDO A EXPLORAÇÃO DE

AÌIVIDADES TURÍSïICAS NO IV]ARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS, EM

FOZ DO IGUAÇU, PAMNÁ, que, em afronta às normâs da Lei Federal n.o

8.6ô6i93 e suas altelações cominado com o artigo 37 da Constituição

Federal, na forma quê êstá, lesâ direito líquido de Licitantes e ainda, acarreando enormes prejuízos ao patÍimônio público municipal, ânte os

seguintes fatos e fundamentos de direito que passa a aduzir:

FUNDAçÃO IGUASSU Pab a Cidadaniã, â tnteg6ção dos Povos ê o Oê6envolvimento Sudênráv€l

aVJKl8'19 Sala03-Íéíeo Ed Sola. dos Gnassó s - Vila Paraguala CEP85864000 Ìets: (5545) 30271904 (Fixo BR) (5545)99456000 (ce.) CNPJ 044524920001/07 (Fundàção)

Foz dô lguâç!_PR

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I . DOS FATOS

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lSuar tìr

A FUNDAÇAO IGUASSU. entidade Íêconhecida pela Assembléia

Legislativa Estadual como de Utilidade Pública do Êstado do Paraná pelâ

lei No. 16.466 de 22 de Fevereiro de 2010 indiscutivelmente é uma

entìdade que há mais 10(dez) anos atua na defesa da cidadania, da

integraçâo dos povos e o desenvolvimento sustentável junto ao poder público e a sociedade, mormente na preservação do meio ambiente e cultura local na regìão trinacional, com especial atenção na defesa do

patrimônio público, seja: lvlunicipal, Estaduãl ou Federal.

Assim sendo, a requerente vem acompanhando todos os passos no

que se refere a tercêrização; oulorga de concessão públìca para a

exploração do Marco das Três Fronteiras, promovendo diversas ações no

sentido de conscientizar o poder público municipal sobre afrontâ as

normas legais que defendem a preservação do patrimônio público.

Êntre outras açÕes de conscientização da população destâca-se a

distribuìção de panfletos, eÈtrevistas em jornais e rádios, íazendo

fÌequentes manifestações na Tribuna da Câmara dos Vereadores e em

reuniões administÍativas realizando inteÍpêlaçôês púbìicas âos

governantes e membros da sociedade civil e audièncias públicas.

principalmente através de requerimentos e ofícìos à Prefeitura e Câmara dos Vereadores de Foz do lguaçu. senão vejamos:

DOCUIVIENTO ANEXO No. 01 - Panfleto sob título de Proposta para

Compatibilizu o Projeto da Segunda Ponte com o Parque Tuistico

TinacÌonal entre AR-BR-Py onde deixa claro o interesse de "Salvaguardar a Zona TuÍística (ZT-4) na Região do Marco das 3 Fronteìras do tráfego intenso de caminhões e com propósito de constituìr um Parque Turístico

FUNDAçÃO IGUASSU

PaÊ â cidadarìâ, a lntgÉçâo dG Povos eo Dèsèívolviúêntô

sustêntavel

AVJK18l9-Salâ03

Téreô-EdSolêrdosGrâssóis

Via Paraglaia CEP 85 864-000 _ Fozdo guaç!PR

Ìes (55 45) 30271904 (Flxo BR) (55 45) 99456000 (Cel) CNPJ: 044524920001/07 (Fúndação)

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furúção

ÌguaJju

Trinacional, antigo sonho de nossa comunidade regional fronteiriça,

deslocar o projeto da 24. Ponte BR-PY dos atuais 250 metros do Marco

FÍonteìriço Brasileiro para 720 metros Rio Paraná acima junto a Zona de

Comércio e Serviço Portuário (ZCSP), zonas essas estabelecidas pelo

Plano DiÍetor do Município".

Tal procedimento se fez necessário em razáo do município de Foz do

lguaçu, bem como a União, não terem respeitado a legislação vigente do

Plano Diretor Municipal que determina área de Zona Turística (ZT-4) no

entorno do Marco das 3 Fronteiras.

DOCUMENTO ANEXO No. 02 - Maniíesto do lguassu No. 01 -

veiculado em Dezembro de 2010 - Tílulo: PONTE AMEAçA TRÍPLlcE

FRONTËIRA

DooUMENTO ANEXo No.03 - l\4anifesto do lguassu No.02 -

Datado de - Veiculâdo em Março de 2014 - Título: PONTE SIM (Para o

TuÍismo) - PARQUÊ SIM (Turismo e Lazer) - "Queremos nossas cidades

não só para automóveis e caminhÕes. Queremos nossas cidades também

para ãs pessoas".

DOCUMENTO ANEXO úo. 04 - Oficio OO2]2O15-GP da Fundação

lguassu para o Prefêito Municipal dê Foz do lguâçu Reni Clóvis de Souza

Pereira datado de 03 de FeveÍeiro de 2015 - MUDANçA NA

LOCALIZAÇÃO DA SÉGUNDA PONTE BRASIL-PARAGUAI - Requerendo

a inteÍvenção do Prefeito para o desìocamênto do Projeto da Segunda

Ponte, trasladândo-a paft a Zona de Comércio e Serviço Portuário

(ZCSP), visando sâlvaguardar a Zona Turístìca (ZT-4) do Tráfego de

Caminhõês. Este documento retrata peÍeitamente que forã realjzado um proc€sso licitatório federal atravês.do DNIT - Departãmento Nacional de lnfraêstrutura e Transporte, no mesmo local em que o MunìcípÌo de Foz do

FUNDAÇÃO IGUASSU

Paraâ Cidadania, a lntêgração dc Povos èo Dese.volvinento

sustêntávêl

AVJK1819-Sala03 ÌéÍeô - Ed Solardos Gtrassóis -Vila Paraglaiâ CEP 85 864 000 - Foz do gúaç!PR

Íers (5545) 30271904 (Frxo BR) - (55 45)99.45 6000 (Cê1.) CNPJ: 044524920001/07 (Fundação)

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fuÍÍlaçao

ItuôrJü

lguaçu pretende âtrâvés de licitação outorgar a concessão de serviços públicos pâra exploração comercial âtravés do tudsmo no Marco das 3 Fronteiras. Assim sendo, o município não está Íespeitando a licìtação

federal adjudicada em fase inicial de execuçáo da obra da 2a. Ponte, no

que se refere ao local da nova ponte internacional.

Portanto, tal obra está invadindo uma área de propriedade do município,

no entanto, o município, ao invés de solucionar o problema administrativo

da mudança do local da 2a. Ponte parâ 720 metros rio Paraná acima para

situá-lã numa ZCSP - Zona de Comércio e Serviço Portuário, resolveu em

Ílagrante desrespeito ao interesse público lançar um edital licitatório para

concessão de serviÇo público naquele local.

Tal desrespeìto se configura em face da obra pertinente a 24. Ponte sêr realizada no mesmo local objeto da concessâo que pretende pÍaticar, um

veÍdadeiro absurdo.

A ação do municÍpio caracteriza clarâmente a possibilidade de prejuízos e

danos irrepâráveÌs ao erário público e iniciatlva privada.

DOCUIVIENTO ANEXO No. 05 - Ofício 003/2015-GP encaminhado a

Câmara dos Vereadores de Foz do lguaçu dia 03 de Fevereiro de 2015.

Nessa ocasião o Presidente da Fundação lguassu fez uso da Tribuna

dessa Casa de Leis, solÌcitando apoio político dos vereadores no sentido

de que administrativamente fosse sensibilizado o governo federal e municipal paÍa a mudança do locâl da ponte pretendidâ, distando-a no

mínimo 720 metros rio Paraná acima posição atual do projeto do DNIT

para salvaguardar a Zona Turístaca (ZT-4) do entorno do Marco das 3

Fronteiras do tráfego intenso de caminhões.

FUNDÀçÂO IGUASSU PâÍa â cidadania, a lntêgÉção dG Povos ê o Dêsenvolvimênto Suêtônlável

Ed Solar dos Gnâssóls VilaPaEguara

AVJK1819 Sala03 Ìéíêo

CEP 85 864 000 - Foz do lgLaçu PR

Ìels:(55 45)30271904 (Fixô BR) (55 45) 99456000 (Ce ) CNPJ:044524920001/07

(Fundação)

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fureçao

lguâriu

Contudo, Excelência, nenhuma providência Íoi tomãda. Ao contrário. Para surpresa de toda comunidade, além da omissão do Município, o editâl para

Concessão da Exploração do lvlarco das 3 Fronteiras pela iniciativa

privadâ está eivado de vícios e irrègularidades, e em não sendo tomadas

as providências cabíveìs por esse respeitado Fiscal da Lei, estâÍemos

incoíendo em risco de gÍaves danos e prejuizos irrêparáveis a pÍincipal

atividade econômica do municipio.

DA NÃo oBSERVÂNctA DAs NoRMAS LEGA|S E AFRoNTA

AO MEIO AMBIENTE

ConfoÍme,consta todã documentação anexa, a requerente

inicialmente realizou denúncia por escrìto ao TRIBUNAL DE CONTAS DA

uNlÃo (DocUMENTO ANÊXO No. 06), enfãtizando mais de 21 graves

irregularidades licitatórias no Edital para a construçâo da Segunda Ponte Brasil-Paraguai que, atrâvés de denúncia da requerente junto ao TCU -

Tribunal de Contas da União, houve a suspensão do referido processo

licitatório, sendo lançado novo Editâl paÍa o mesmo objeto, não

obseryando o Plano Diretor do Município de Foz do lguâçu de 2006 4

construção da ponte ficará dentro de áreã de preservação e expânsão da atividade turística do município, deÍìnida pelo Plano Diretor do Municipio original de 2006, fe ndo ainda a Resolução do CONAMA 001/ 86 descrita

no DOCUMËNTO ANEXO No. 07 referente ao Manual Rodoviário de

Conservação e Monítoramento e Controle Ambientaìs do DNIT (Página 14 e 15), situando a obra nâ área de influência direta do atrativo turístico do MARCO DAs TRÊS ÊRoNTElRAs, sendo totâlmente inviável e absurdo o

lançamento de Processo Licitatório pelo Município, sem que se Íesolva o afastamento da construção da ponte ao mínimo 720 metros do Marco da

FUNDAçÃO IGUASSU

Para a Cidadania, a lntêgÊçáo dos Povos e o Dêsenvolvinêntô Su.têntavel

AVJKlSrg sala03-Té(eo EdSolârdosGkassóis-ViaParaglaìa cEP B5 864-000 - Foz do lg!aç!-PR

Íes:15545)302?1904(FxoBR)

(5s 45) 9945 6000 (Ce ) CNPJ 044524920001/07 (FundâçãÔ)

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fuÍnêçao

lgua!ru

Três Fronteiras Brâsileiro. Mais uma vez, repetimos, caso não seja

suspenso o processo Licitatório Municipal de Exploração do Marco das

Três Fronteiras, será dê enormes prejuízos ao patrimônio público, turístico,

sendo que esta situação fora totalmente comunicada ao Município de Foz

do lguaçu, conforme acima mencionado.

Assim requer-se respeitosamente que Vossâ Excelência tome as devidas providências legais objetivando a SUSPENSÃO DO PROCÉSSO LtctTATÓRlO DO MARCO DAS TRES FRONTEIRAS até que se resolva os vícios e os graves erros legais, medida esta que somente irá benefìciar

o patrìmônio púbìico, o meio ambiente e o turismo de nossa cidade.

DOS VíCIOS DO EDITAL COM POSSiVEL DIRECIONAMENTO PARA EMPRESAS ESPECÍFICAS.

No que se refere a Vicios do Edital, está descaradamente

comprovado que o presente certame está direcionado para emprêsas

especificas, tendo em vista os seguintes ítens elencados no Editâl para a

apresentação de capacidadè técnica, que somente certas empresas

poderão cumprir e fazer a maior pontuação para vencer o cedame, senão

vejamos:

DA SOLICITAçÃO DO EDITAL:

PARTE III .

DOS DOCUMENTOS DE HABILITAçÃO E DAS

PROPOSTAS TÉCNICAS E DE PREçO.

1. A licitante individual, ê, no cãso de CONSÓRclo, no

mínimo '1 (uma) das CONSORCIADAS deverão

apresentar, para comprovação de qualificação técnica, alternativâmenle:

FUNDAçÂO IGUASSU

Pãra aCidadania, a lnGgEçãodos

Ed So1ârdos

PovG e o D4envolvim€nto Sústenlivel

AVJK1819 Saa03-ïéÍeo

GÍêssórs 'Vlla Pàraouaia CEP85864000'FÔzdolguaçuPR

Ìêrs: (55 45)30271904

(Fi:Ò BR) (5545)99456000 (Cel)- oNPJ 044524920001/07 (Êundâçâo)

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fuíìjação

Ìgua$u

A. Ulú (um) atestado de qualificâção técnica emitido por pessoa(s)

jurídica(s) de direito público ou privado, que comprovem ã empresã ter

prestado ou estar prestando serviços compatíveis em características e pe.tinentes como o objeto da prêsente LICITAçÃO, sobre as parcelas

sâber, gerenciamento de atrativos

mais relêvantes aqui descritas, a

turísticos com visitação acima de '100

mil visitantes/ano

Ora. Ficã caracterìzado que a exigência de emprêsas que operam locais de visitaçáo âcimâ de 100 milvisitantes ano, restringê a participação

no certame de outras empresas. lsto porque é de conhecimento notório

que empresas que operam esse número de visitantes é êxtfemamente

restrito. mesmo ã nível nacional, por exemplo: Bondinho do Pão de

Açúcar. CataÍatas. Macuco Safari. etc

EmboÍa exìstam diversas oulras empresas privadas que opêrâm

equipamentos própíios de visitação turística cuja partìcipação no certame

em tela contribuiria substancialmente para melhor qualidade e prêço justo

dos serviço a serem prestados, o que beneficiará o consumidor final.

Entretanto a restrição imposta no edital inviabiliza a participação dessas

empresas em pÍejuízo do município, da atividade turística e do

consumidor.

Fica evidente que a elãboraçáo do edital conduz ao direcionamento para administÍadores especíÍìcos. (Bondinho do Pão de Açúcar no Rio de

Janeiro o Macuco SarafÌ de Foz do lguaçu). Evìdente que a intenção é

restringir a participação de outras empresas de porte mêdio ou pequeno.

Assim, o certame será fraudulênto. lnclusive fortês rumores no "trade"

turístico de suposto vencedor. lmagine.

FUNDAçÂO IGUASSU

Pará aCidadania,a lnGgraçãodos Povos e o Desénvolvimento SGtentiivel

AVJKlSl9-Saâ03 ÌéÍeo - Ed Sôlâ. dos Girassos Vilâ Pê.âg uá a - CEP 85 864_000 Fozdo guaçu PR Iels: (55 45) 3027lg04 (Fixo BR)- (55 45) 9945 6000 (Cel)- CNPJ 0'14524920001/07 (Fundação)

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tuúaéo

lEua5ru

É certo que pode contar nos dedos os locâis turísticos de nosso país

com GERÉNCIAMENTO (cobrançâ de ingresso) acima de 100 mil

visitantes. Temos em nosso País aproximadamente 6.000 município, da

forma que está elaborado o editãì, vemos claro e ceÍto o direcionamento,

devendo ser revisto pelo município de Foz do lguaçu, não somente as

injustiças, mâs oportunizando a outras empresas a paÍtìcipar do certame.

Outra situação é

a

comprovação do ATESTADO DE

OUALIFICAÇÃO TÉCNICA exigida pelo edital, podendo o ceÍificâdo ser

emitido por órgáo público ou privado. É €vidente quê não dêmonstra

seriedade ,q uando se pode emitir atestado por pessoa de direito privado.

Se falamos em espãço público para explorãção comercial da atividade turistica, falamos em poder público. Então, os atestados deveriam ser somente emitido pelo poder público que explora o turismo em forma de

concessão pública.

NO QUE SE REFËRE A APRESENTAçÃO DE PROPOSTA

TÉCNlcA, temos o seguinte:

Confirma-se mais uma vez nitidamente o direcionamento para

empresas específicas, assim descritos:

A NOTA DE CADA PROPOSTA TECNICA sera composta pelos valoÍes reÍerentes a Experiência Técnica da Empresa e os Estudos Técnicos apresentâdos, conÍorme se pode observar na tabela 1.

Tabela 2. Detalhamento da pontuação referente ao tempo de

experiência da empresa.

A. GERÊNCIAMENTO COI\4PLEXO TURiSTICO

4.1. Mâis de '10 ânos

100

(pontos)

FUNOAçÃO IGUASSU

Parâ a ôidâdania,â lntegração dos Povos e o Dêsênvolvim€nto Sustentávèl

ÌéÍeo

AVJKl819-Salà03

Êd Solardos Grassós-Vila Pârâquâlâ -CEP 85 864 000 Foz do lglaçL-PR

Ìes:{s545)3027

1904(FxoAR)-(s545)99456000

(Cè )-CNPJ:044524920001i07

(Fudação)

A.3. Mâis de 02 ê menos Oe OS

25

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9;

tuídação

lguartu

(pontos)

Desta forma, percebe-se que o Licitante que está no ramo de

turismo em nosso país 05 ânos, em Foz do lguaçu está sêndo

gÍavemente discriminado por aqueles que estão 10 anos. Ferindo

totalmente o princípio da isonomia, princípio consâgrado em nossa

Constituiçáo FederâI. Mais umâ vez, deverá o município rêver este ítem para assegurar ampla oportunidade visando mêlhor competitividade e

lisuÍa ao processo.

Outrâ aberração é a:

GÊRENctAMENTo ou opERActoNALtzAçÃo DE PASSEtos DE

BARCOS

E.1. lVlAlS DE 07 anos

E.3. Enhe!1 e 03 anos

;

90

(pontos)

20 (pontos)

Umã verdadeira aberração. Será que não está sendo lânçado um

Editâl para especialistas em passeio de barco, tendo em vista 50 ponto de diferença entre quêm tem de 01 a 03 anos e aquele licitãntê que está 07 anos. Na verdade este item deverá ser totâlmente excluído por não se tratar o objeto principal o de PASSEIoS DE BARCOS, inclusive está claro quando o edìtal explicita que oi passeios de barcos a serem explorados são opcionais.

o MAIoR DoS ABSURDoS ESTÁ EM SoLICIïAR CAPACIDADE

TÉcNIcA EM GÊRENCIAMENTo DE coNSÌRUçÃo ATRATIVoS

TÚRíSTICoS EM ÁREAS COM REGULAMENTAÇÀo AMBIENTAL

ESPECÍFICA (APPS, UC, ÊTC)

Quâl â diferença em construções normais e construções turísticâs. Pesquisamos e não encontramos. E evidente que está direcionado para

ÊUNDAÇÁo rGUAssu PaË aCìdadania,â ìntègráção d6 Povo3ê o Oesenvolvimento SGíenlível

AVJK1819-sâlâ03 TéÍeo

Ed Solar dôs Gnâssós VilaParaguãa cEP 85 864-000 Fozdo lqlaçu PR

Ìe s:{55 45) 30271904 (F xo BR)- (55 45) 9945 6000 (Ce ) CNPJ:044524920001/07

(Fundação)

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furniqo

ÌguâJJU

licitante que participou de certames desta natureza. Se manter este

item, estaremos novamente :mpedindo uma imensidáo de empresas idôneas, empresas sérias, as quãis poderiam participar normalmente,

interferindo novamente nas questões atinentes a qualidade e preço. Mais

um item que deve seÍ revisto pelo Poder Púbico.

Outra questão que não está bem explicada é:

TABELA 3. DETALHAMENTO DA PONTUAçAO REFRERENTÉ

AOS ESTUDOS TÉCNICOS.

Todos os itens estão em desâcoÍdo principalmente porque o Edital

aceita Alestado de empresa privada. Estas solicitaçÕes também devem ser

Íevistas tendo em vista a falta de EFICÁClA dos atestados solicitados.

DO FUNDAMENTO JURÍDICO

Dos Princípios quê norteiam o processo licitatório

A licitação é um procedìmento administrativo, ou seja, uma série de

atos sucessivos e coordenados, voltada, de um ìado, a atender ao

interesse público, pela escolha do negócio mais vantâjoso para a

Administração Pública, e de, outro a garantir a Legalidade, princípio de fundãmental impoÍtância para que os particulârês possam disputar entre si,

de forma justa, a participâção em contratações que as pessoâs jurídicas

de direito público enlendam realizar.

FUNOAçÃO IGUASSU

Para a Cidadania,a lntsgração dos PovGe o O€ëf,volvimento Sustêntávêl

AVJKl819-Sãa03 ÌéÍeo'

Ed sóiârdos GÍassós-Vlla Pârâqúala cEPô5864000 Foz do lg!âçú_PR

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fu açlo

18uaÍru

Desta forma, como retro mencionado, a Licitação, objetivando

selecionar â proposta mais vantajosa parâ a Administração, deve

obedecer: o PÍincípio da lsonomia entrê os concorrentes, para que se obtenha condìções que permitam sindicaÍ a observância dos princípios da

Legalidade, da Vinculação ao Edital, lmpessoalidade, da Moralidade, e da Probidade AdministÍativa, sem o que restam,

comprometidas a validade da própria licitação e a consecução seus

objetivos, como definido no caprf do art. 30. da Lei 8.666/93:

"aú.3o. A Licitacão destina-se a qarantir a obseruância do

púncípio constitucional da isonomia e a selecionar a orooosta mais vantaiosa.para a Administracâo e será processada e iuloada em estrita conformidade com os prtncí,ios básicoa da leqalidade, da impessoalidade. da moralidade. da iqualdade. da publicidade. da

probídade administrativa. da vinculacão ao instru mento convocatório,

do iulqamento obietivo e dos que lhes são correlatos

"

(gÍiÍou-se)

Com fulcro em tais preceitos legais,

se apresentam como o âlicerce das

administrativos e devem ser obedecidos,

validade e eficácìa da licitação pública.

é de se saber que os princípios

normas que regem os atos

sob pena de restar frustrada a

Do Princípio da lsonomia

Dentro do procedimento Iicitatório é fundamental que se mantenha â transparència, a probidade, a moralidade e os princípios éticos, o princípio dã lsonomia, do julgamento igualitário ofertado a todos os licitantes que

participam do certame,

Um processo, desprovido do mãis fundamental de todos os princípios, seria fútil e poderia seÍ comparado a um teatÍo fantoches,

promovido somente com o escopo ludibriar os dispositivos legais e

FUNDAçÃO IGUASSU

Paraa Cidadania,a

lntêgração dc Pov€ èo Dêsenvolvihênto Sustedâvêl

AVJK1819 Sala03-Ìércô Ed Solardos GÍaÉsóis'Via PaÌaqlaiâ - CEP 85 864 000 Fozdo lguaçu PR

ÌeLs: (s5 45) 30271904 (Fiaó BR) {5545) 9945 6000 (Cel) CNPJ 044524920001/07 (Fundação)

'11

legitimar uma irÍegularidade evidente.-

b

furÍlaçao

ÌSudJtu

A Carta [/agna, com clareza e cristalinidade exige o Princípio da lsonomiã para os procedimentos licitatórìos no ârt. 37, XXI:

Ressalvados os casos especiÍìcados na legislâção, as obras de

serviços, compras e alienaçõês sêÍâo contratados mediante processo de

licitação pública que assequre iqualdade de condicões a todos os

concorrente, com cláusuìas que estabeleçam obrigaçóes de pagamento,

mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica e

indìspensáveis à gârantia de cumprimento das obrigaçÕes" (grifou-se).

De forma absoluta, e ainda trazendo o entendimento outros

mestres magnânimos, traz à baila os ensinamentos do brilhante jurista e doutrinador, o mestre Antonio Roque Citãdini, conselheiro do Tribunal de

Contas do Estado de São Pauìo, êm sua obra 'Comentários e

Jurisprudência sobre â Lei de LicitaçÕes PúblÌcas", 3a Ed., São Paulo:

Editora Max Limonad, 1999, pp.45 a 47:

"A iqualdade de todos os licitantes diante da Administracão é

princípio de máximo relevo. aiue decoríe do princípio constitucional

da iqualdade dos administrados, segundo o quâl estes estão perante a Adminishação êm situação de equiparação, vedados quaisquer

priviléqios ou distincões. Tal princípio é dogma constitucional, como

pode ser verificado pelo inciso XXl, do artigo 37 dâ Constituição Federal, e

pÍeceìto legal que estava presentê no Decreto Lei no 2.300/86,

revogado. Diz Hely Lopes Meirelles que "â igualdade entre os licitantes é o

princípio impeditivo da discriminação entre os pa icipantes do certamê,

que através de cláusulas que, no edital ou convite, favorêcãm uns em

ê outros. ouer

FUNOÁçÃO IGUÁSSU Para a Cidadâ.ia, a lntegração dos Povos êo De6e.vôlvimêntô Sustêntãvêl

AVJKl8l9-Sâê03 ÌéÍeo

Éd Soardos Gíassóis V â Paraglaia CEP85864-000-Fó2doLgúâç!PR

Ìe s:155 45)30271904

(Fixo BR)- (5545) 9945 6000 (Cel)- CNPJ 0'14s24920001/07 (Fundaçãô)

12

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,72:

fuÍdaçao

Ituartu

dêsiquale os iquais ou iquale os desiquãis'. A constìtuìção Federal é

veemente nesse ponto, segundo o Prof. José Afonso da Silva, ao dizer que

"a mesma confere a igualdade perante â lêi, sem distinções de qualquer

natureza". Assim. não se iustifica qualquer discriminacão promovida

pela Administracáo direta ou andireta. em detrimento de eventual

licitante. lmpÕe que todos os interessados acudam ao certame licitâtório

sem qualquer restrição que os desiguale perante a Administração Pública,

visando a contratação de obras, serviços, compras, locaçÕes e alienaçôes,

cumprindo ressâlvar que deve ficar assegurada a execução contratual,

apresentadas as garantias minimas legais que sustentem a idoneidade do

concorrente.". (grifou-se)

Não há que se dìscutir a supremâcia do pÍincípio da isonomia nos

procedimentos licitatórios. Cabê à Administraçâo primâr pelo seu ceÍtame,

para que nele, seiam respeitados os princípios basilares das concorrências

PúbI|CAS. CONFORME SALIENTAMOS ACIMA, ESTÁ EVIDENTE OS

VíCIOS NO PRESENTE EDITAL DEVENDO O MESI\JIO SER SUPENSO E

NOVAMENTE LANçADO, SEM VíCIOS, SEM DIRECIONAMENTO, COM

MAIOR CLARÊZA,

ll.3 - Da Vinculacão ao Lnstrumento Convocatório

Mister destacar a necessidade prìmordiai do respeito ao principio

fundamentâl do direito administrativo nos processos licitatórios, no que

tange à vinculação âo edital. A Administração tem o DEyEB de respeitar

aquÌlo que foi estabelecido pelo diploma editalício, não podendo, de foÍma alguma, esquivar-se das regras preliminarmente estabelêcidas.

Tal principio não é mera conveniência ou simples prêrrogativa legal

que pode ser facilmente desca.tada. Jaz aqui a fundamentação exordial de

todo e qualquer certame. Jamais poderia se falar no desrespeilo a tãl

FUNDÀçÃO IGUASSU Pára a Cidadania, a lrtegrâçáo dG Povoseo Desenvolvìmênto S ustentávêl

AVJK1819-sâa03 ÌéÍeo - Ed solardos GntssÒis 'Viia Pa.aguèia cEP 85 864 000 Fozdo gúâçu'PR

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tunâção

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princípio, este está atrelado a, praticamente, todos os demais princípios

arrolados pela legislação, doutrina e acêitos pela jurisprudência, a

lsonomia e o Julgamento Objêtivo são exemplos de princípios adstritos

diretamentè àquele.

Desatendendo esses preceitos, jamais poderá ser alcançado o

Julgamento Objetìvo, que imperará a subjetividade e o animus

contrahendi do julgador. Parí passu, também será impossível atingir o Princípio Constitucional da lsonomiâ, que estabelêce â igualdade de

condiçôes entre os participantes, é inconcebível comparar que empresas que recebem mais de'100 mìl turistas/ ano, possam ter mais privilégios de empresas que recebem 20 mil turistas/ano.

O presente PÉDIDO DE PROVIDËNClAS. versa sobre a afronta as normas legais, viGios licitatórios, que jamais poderiam ter acontecidos.

DO PEDIDO

Ante todo exposto, êm toda fundâmentação e documentos

acostados, vem, com o devido respêito a este órgão de justiça:

REQUERER, seja, de imédiato, tomada as medidas de providências

cabiveis. a fìm de SUSPENDÊR o EDITAL DE CONCORRÊNCIA

PÚBLICA PARA OUTORGA DE CONCESSSÃO DE USO DE ÊSPAÇO PÚBLICO PARA A EXPLORAçÂO DE ATIVIDADES TURISïICAS NO

MARCO DAS TRÉS FRONTÊIRA, ËM FOZ DO IGUAçU - PARANÁ, A flM de que a administração pública se ãtenha em observar as normas vigentes e sanar os vícios âqui apontados.

Justificamos através dãs condiçóês basilares para a concessão da

medida pretendida. Como bem pôde obseÍvãr Vossa Excelência, pelos

FUNDAçÃO IGUÂSSU

PaÍa â Cidadania,€ htêgtâção

dos Povc ô o Dêsenvolviú€nto Suslêntávl

AVJKi819 Sala03-Ìéíêo Ed Solardos GÍassórs -Viá Pâraguaia CEP85864000

Fozdo Ìguaçu-PR

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fatos e fundamentos jurídicos arrolados, inquestionável é a violaçâo do diÍeito líquido e certo da REQUERENTE em ver fluir de acordo com as

normas e princípios legâis pertinentes à mãtéria, o processo de Licitação

parâ Concessão de Exploração ComeÍcial do Marco das Três Fronteiras,

Vale ressaltar ainda, que o procedimento em tela terá o seu

desfecho pãra conhecimento do vêncedor na próxima 6a. Fêira, dia 20 de

Fevereiro de 2015, confoÍme edital, motivo pelo quâl necessário que se

faça medida interventiva de urgência, pois a demora será prejudicial aos interesses púbìicos ê privâdos envoìvidos no processo ìicitatório, cujo dano

poderá ser irreparável. Portanto pÍesentes, conforme demostrado no

inteiro teor o "Periculum in Mora" (Perigo na Demora) e "Fumus Boni Juris"

(Fumaça do Bom Direito).

Termos em que, pede deferimento.

Foz do lguâçu, 18 de Fevereiro de 2015

Arq. Nilso

Presid enteïa Fu

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irdh*o lguassu

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FUNDAçÃo rcuassu

Para a cidadánia, a lntegrâção dos

Povos 6 o DêsênvolviÍÍênto

Sustêniáve!

AVJKl819 Sala03

Ìérêô Ed Solardos GÍassós VilaParaguala CEP85864000 FozdolglaçuPR

Ìeis (5545) 3027 1904 (Fixa BR) (55 45)99a5 6000 (Cer) - CN PJ: 044524920001r07 (Fu.dâçêo)

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