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XIII Encontro de Iniciação Científica
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Iniciação Científica
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CARACTERIZAÇÃO DE CÉLULAS SOLARES POR QE E IV COM VARIAÇÃO DE TEMPERATURA

Autor: Paulo Henrique Dias Vieira (Bolsista PIBITI-IME) phdvthb@gmail.com Orientador: Wagner Anacleto Pinheiro Maj QEM D.C. IME anacleto@ime.eb.br

SEÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA E DE MATERIAIS SE/4

SEÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA E DE MATERIAIS – SE/4 Introdução e Objetivo Nos últimos anos, há

Introdução e Objetivo

Nos últimos anos, há uma crescente preocupação global acerca de formas de se obter energia. A poluição gerada pelo uso contínuo de petróleo e carvão está alarmante, e grupos ambientais pressionam cada vez mais as autoridades pela busca de novas fontes energéticas limpas. A energia hidrelétrica, tida como limpa, é responsável por grandes impactos ambientais: a quantidade de gás carbônico que as florestas inundadas liberam contribui significativamente para o aumento do Efeito Estufa. A energia eólica, por sua vez, necessita de uma vasta área para que se gere pouca energia. A energia nuclear é alvo de críticas pelo perigo que ela apresenta e pela questão do lixo nuclear, que não possui tratamento, e muitas vezes é enterrado em áreas isoladas. Esses motivos fazem o mundo dar cada vez mais atenção aos dispositivos fotovoltaicos. A geração de energia elétrica a partir da luz solar vem se tornando alvo principal de muitas pesquisas nas últimas décadas, e recentemente o Brasil também se lançou nesse campo. A potência do sol na superfície terrestre é de 1 kW por metro quadrado; como a eficiência real das células solares ainda está muito aquém da teórica (5) , muito se pesquisa para entender o funcionamento delas. Este trabalho foi motivado por esse cenário, e visa uma melhor compreensão do comportamento de um dispositivo fotovoltaico em diferentes temperaturas.

Metodologia

Para que o objetivo fosse alcançado, foram necessárias as seguintes ferramentas:

Células-padrão de silício e arseneto de gálio e célula solar de CdS/CdTe. Equipamento de medida IV SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE CURVA DE DADOS IV DE CÉLULAS SOLARES; MODELO SCD1 da PV Measurements. Equipamento de medida de eficiência quântica SISTEMA DE MEDIDA DE RESPOSTA ESPECTRAL DE CÉLULAS SOLARES modelo QEX7 da PV Measurements. Dois dispositivos termoelétricos (placa de Peltier).

Resultados

Com os equipamentos de medida IV e QE, foram obtidas as curvas respectivas para as células de Si, GaAs e CdS/CdTe. Foram escolhidas as temperaturas de 10°C como mínima e 60°C como máxima, com uma variação de 10ºC para cada medida feita. Em alguns casos, algumas temperaturas não foram possíveis de serem estabilizadas, seja por superaquecimento do dispositivo termoelétrico, seja por condensação de água na superfície da célula. Uma vez obtidas as curvas, compararam-se os valores de Isc e Voc, e observou-se que enquanto os valores de Isc permaneciam praticamente constantes, os valores de V oc

eram diretamente proporcionais ao inverso da temperatura absoluta. O estudo indica que

a temperaturas mais baixas o rendimento da célula solar tende a ser maior, mas não se

pode concluir nada acerca de uma temperatura ótima - que leve a um rendimento máximo por conta da condensação de água na superfície da célula solar, o que impede

a passagem da luz solar.

da célula solar, o que impede a passagem da luz solar. Figura 1. Gráficos IV a

Figura 1. Gráficos IV a diferentes temperaturas para a célula de Si.

Gráficos IV a diferentes temperaturas para a célula de Si. Figura 2. Gráfico de Voc versus

Figura 2. Gráfico de Voc versus o inverso da temperatura para a célula de Si.

Voc versus o inverso da temperatura para a célula de Si. Figura 3. Gráfico de QE

Figura 3. Gráfico de QE por comprimento de onda a diferentes temperaturas para a célula de Si.

Conclusões

Com base nos dados obtidos, pode-se concluir que a variação de temperatura se comporta qualitativamente segundo a teoria prevê: a eficiência quântica e o valor da tensão de circuito aberto diminuem com o aumento da temperatura de modo aproximadamente linear (3) . A variação de temperatura para coleta dos dados experimentais ficou limitada devido ao problema de condensação de umidade. Para trabalhos futuros sugere-se a confecção de uma câmara a vácuo para que, sob baixas temperaturas, a célula possa continuar trabalhando sem a condensação de água em sua superfície. Ademais, o trabalho cumpriu os objetivos propostos.

Referências

1. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Peltier_effect#Peltier_effect>. Acesso em 20 de fev. 2012.

2. FONASH, S. J. Solar cell device physics. 2. ed.

3. GRAY, J. L. The Physics of The Solar Cells. In: Handbook of Photovoltaic Science and Engineering. Eds. Luque, A.; Hegedus, S. John Wiley & Sons Ltda. 2003.

4. NEAMEN, D. A. Semiconductor physics and devices: basic principles. 3. ed.

5. WIKIPEDIA. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012.

em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa
em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa

Agradecimentos:

em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa
em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa
em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa
em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa

Ministério da Defesa

em <http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_cell>. Acesso em 25 de fev. 2012. Agradecimentos: Ministério da Defesa