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As crises convulsivas são relatadas em escrituras literárias desde os pri- mórdios. Há mais de 4000 anos já existiam relatos em textos sumérios e egípcios de crises convulsivas, on- de estas eram relacionadas a espíri- tos. Apenas no século VI aC, a es- cola hipocrática na Grécia sugeriu que a causa das convulsões tinham causas orgânicas e provavelmente originavam-se no cérebro. Porém mesmo assim a crença do sobrena- tural nas convulsões prevaleceu por muito tempo e apenas no fim da idade média voltou novamente a hipótese de ser visto como uma en- fermidade. No final do século XIX escolas inglesas deram grandes contribuições na descrição do qua- dro clínico e origem de diferentes tipos de epilepsia, juntamente com essa nova visão surgiram também cirurgias para remover cicatrizes no cérebro que, provavelmente, cau- savam as convulsões.

(Marino, 2009)

Trabalho proposto pela disciplina Neurociências II, do curso de Psi- cologia, com a finalidade de pes- quisa sobre a epilepsia. Servindo como requisito parcial para apro- vação na disciplina.

Orientado pela professora Natasha Bazhuni.

E Realizado pelos alunos: Aline Vilas Boas Matos Claudete Santos da Mota

Débora Milena dos Santos

Idailma Sônia Mota Dantas

Naíne Morais da Conceição

Romilda Sousa

Silvonei Gonçalves

Mota Débora Milena dos Santos Idailma Sônia Mota Dantas Naíne Morais da Conceição Romilda Sousa Silvonei
Mota Débora Milena dos Santos Idailma Sônia Mota Dantas Naíne Morais da Conceição Romilda Sousa Silvonei

ALGUMS TIPOS DE CRISES E A REGIÃO DO CÉ- REBRO AFETADA

Crise generalizada primária: envolve simul- taneamente todo o cérebro

Crise tónico-clónica generalizada (“Grande Mal“) Neste tipo de crise o paciente perde a consci- ência, cai e pára temporariamente de respirar, podendo, inclusivamente, perder o controle dos esfíncteres anal e vesical. É a forma mais co- mum. O nome desta forma advém do fato de nu- ma primeira fase todos os músculos do corpo apresentarem uma contração ininterrupta, logo seguida de uma série de contrações rítmicas cur- ta. O episódio dura cerca de mais de um minuto e é seguido de um período de relaxamento e sono- lência e, por vezes, de dor de cabeça; Pequeno Mal Esta forma de epilepsia caracteriza-se por uma perda de consciência tão breve que o paci- ente nem chega a mudar de posição. Nestes pou- cos segundos o paciente pode apresentar um olhar fixo, um rápido pestanejar, movimentos de mastigação ou um movimento rítmico breve de uma extremidade.

Crise parcial (focal): envolve apenas uma área do cérebro (foco) Crise parcial simples Neste caso o paciente mantém-se acordado e consciente, sendo que os sintomas são variáveis em função da área cerebral afetada. Assim, o paciente pode apresentar movimentos bruscos e súbitos de uma parte do corpo ou, experiênciar odores estra- nhos ou uma distorção do ambiente que o rodeia, náuseas ou sintomas emocionais, como um medo ou ira inexplicáveis; Crise parcial complexa Neste caso o paciente não responde aos estímu- los. Pode apresentar um olhar fixo, movimentos de mastigação ou atividade aleatória. Após a crise ele não recorda nada do episódio. Coma epiléptico Ocorre quando um paciente sofre uma série de crises generalizadas, umas após as outras, sem che- gar a recuperar a consciência entre elas. É uma situ- ação grave, que põe em risco a vida e que necessita de tratamento urgente.

DIAGNOSTICO E SINTOMAS

Para caracterizar a epilepsia, é indispensável haver recorrência espontânea das crises com intervalo de no mínimo 24 horas entre elas. Um episódio único não é indicativo da síndrome. Ouvir a história do paci- ente e o relato das pessoas que presenciaram a crise também ajuda a determinar o diagnóstico.

a crise também ajuda a determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar - se de

Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença. Os sintomas das crises convulsivas que identificam a epilepsia durante a convulsão são perda temporária da consciência; Espasmos musculares intensos pro- duzindo contrações por todo o corpo; Rotação acen- tuada da cabeça para um lado; Dentes firmemente cerrados; Incontinência urinária. E após a convulsão são dores de cabeça; confusão mental temporária; fadiga intensa. Normalmente, o paciente não se lembra do que ocorreu durante a crise.

COMO E ONDE INTERVIR

Para tratar a epilepsia deve determinar a sua origem. Embora ainda não se conheça com pre- cisão o mecanismo fisiopatológico destas descargas elétricas caóticas, sabe-se que podem ser provoca- das por um estímulo exagerado dos neurônios: por exemplo, quando um grupo de neurônios mais sen- síveis do que o normal é repentina e exagerada- mente ativado, de forma espontânea ou como res- posta a um estímulo reduzido, sem a moderação e o equilíbrio que o normal funcionamento do cérebro necessita. (Autor desconhecido, 2012)

ALGUNS MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO CLOBAZAN FENITOÍNA CARBAMAZEPINA FENOBARBITAL