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Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula -

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Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula - 05

AULA 05: Atos ilícitos. Responsabilidade civil. Responsabilidade contratual e extracontratual.

Olá amigos!

A aula de hoje talvez seja a mais “tranquila” entre as que foram apresentadas até aqui. É de boa aplicabilidade prática e de fácil assimilação. Ao analisar questões que se referem aos atos ilícitos e à responsabilidade civil tenha em mente a situação de inferioridade na qual é colocado aquele que sofre o dano (em relação àquele que o causa) e que esta situação será sempre levada em consideração pelo direito. Imagine as situações na prática, ficando clara esta ideia, você poderá acertar questões mesmo sem um domínio absoluto do assunto.

Sumário

 

- Atos Jurídicos

2

- Ato ilícito e o abuso de direito (art. 186 e

3

-

Excludentes de ilicitude (art.188)

7

- Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954)

10

- A

12

- O risco e a teoria do

14

- Classificações da responsabilidade civil

15

- O

dano

16

- A responsabilidade civil e a reparação do

17

- O nexo causal

19

- Os efeitos da responsabilidade civil quanto aos titulares da ação ressarcitória e quanto aos

devedores da

20

- A Coautoria e a

22

- Outras situações (arts. 939 e 940):

23

-A responsabilidade civil e sua relação com a esfera penal

24

- QUESTÕES E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS

26

- LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS E

47

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A responsabilidade civil poderá ter origem em um ato que a princípio é lícito (como, por exemplo, a contratação de uma obrigação), mas que no seu inadimplemento (no seu não cumprimento) pode gerar a necessidade de indenizar. E a responsabilidade civil poderá se originar pela não observação de determinadas regras de convívio em sociedade.

Portanto, a responsabilidade pode advir de um não cumprimento contratual diz responsabilidade civil ¹contratual ou negocial, ou poderá advir de um não respeito a regras de convívio em sociedade e, neste caso, diz responsabilidade civil ²extracontratual ou aquiliana.

No Código Civil de 2002, a responsabilidade civil extracontratual ou aquiliana está baseada em dois dispositivos legais, quais sejam: o art. 186 que trata do ato ilícito, e o art. 187 que trata do abuso de direito.

Passemos agora ao seu estudo mais detalhado!

- Ato ilícito e o abuso de direito (art. 186 e 187).

O ato ilícito, embora também decorra da vontade do agente, produz efeito jurídico involuntário, gera obrigação de reparar o dano.

Conforme lição de Flávio Tartuce 2 :

De início, o ato ilícito é o ato praticado em desacordo com a ordem jurídica, violando direitos e causando prejuízos a outrem. Diante da sua ocorrência, a norma jurídica cria o dever de reparar o dano, o que justifica o fato de ser o ato ilícito fonte do direito obrigacional. O ato ilícito é considerado um fato jurídico em sentido amplo, uma vez que produz efeitos jurídicos que não são desejados pelo agente, mas somente aqueles impostos pela lei”.

Assim, estaremos no campo dos atos ilícitos se o agente, por ¹ação ou ²omissão voluntária, pratica ato contra o direito, com ou sem a intenção manifesta de prejudicar, no entanto ocasiona o prejuízo, ocasiona dano a outrem.

Observe que para o Direito Civil existirá interesse no ato ilícito se houver dano a ser reparado (um dano a ser indenizado).

2 Manual de Direito Civil, vol. Único, ed. Método, 2ª ed., pg. 418.

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Veja, então, que no art. 186 existem duas características marcantes:

¹A violação de direito e o ²dano a outrem.

No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não observa os limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.

O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na

medida de sua execução.

Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize o abuso de direito basta que a pessoa seja titular de um direito e que, na utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites.

Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será objetiva ou seja, independente de culpa.

Os conceitos de responsabilidade objetiva (que independe de culpa) e de responsabilidade subjetiva (que depende da comprovação de culpa) são bastante importantes e você verá isso no decorrer desta aula.

Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do Conselho Nacional de Justiça: “Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.

O Código Civil de 2002 (como vimos acima no art. 187) considera o

abuso de direito um ato ilícito, isto porque, extrapolar os limites de um direito em prejuízo de outra pessoa merece uma resposta, em virtude de consistir em violação a princípios de finalidade da lei.

Aquele

que

transborda

os

limites

aceitáveis

de

ocasionando prejuízo, deve indenizar.

um

direito,

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A diferença básica entre os institutos vistos acima (ato ilícito e abuso de direito) é que no primeiro o ato já nasce ilícito e assim também serão suas consequências; já no segundo o ato nascerá lícito, mas será ilícito o exercício abusivo de suas prerrogativas.

Ainda sobre o art. 187 temos o enunciado 413 da V Jornada de Direito Civil que reforça a orientação do atual código quanto ao princípio da sociabilidade, presente no mencionado artigo:

“Os bons costumes previstos no art. 187 do CC possuem natureza subjetiva, destinada ao controle da moralidade social de determinada época; e objetiva, para permitir a sindicância da violação dos negócios jurídicos em questões não abrangidas pela função social e pela boa-fé objetiva”.

- Excludentes de ilicitude (art.188)

O artigo 188 do CC enumera casos de exclusão de ilicitude. São os atos lesivos que não são considerados ilícitos.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

I - os praticados em ¹legítima defesa ou no ²exercício regular de um direito reconhecido;

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover ³perigo iminente.

Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

Portanto não se esqueça, há três casos excepcionais que não constituem atos ilícitos apesar de causarem lesões aos direitos de outrem, isto ocorre porque a própria norma jurídica lhes retira a qualificação de ilícito. São eles:

A legítima defesa;

Exercício regular (ou normal) de um direito reconhecido;

Estado de necessidade (quando há perigo iminente).

Vamos ver cada um deles!

(quando há perigo iminente). Vamos ver cada um deles! 1. A legítima defesa é considerada como

1. A legítima defesa é considerada como excludente de responsabilidade civil, se com o uso moderado de meios necessários

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alguém repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

Observe que existe um ato que é praticado contra um agressor, mas os meios utilizados para esta defesa devem ser apenas aqueles estritamente necessários. A legítima defesa pode ser real ou, então, pode ser putativa.

A legítima defesa putativa ocorre quando uma pessoa imagina estar sofrendo uma agressão, mas na realidade isso não está acontecendo. Nesta situação se a pessoa tomar alguma atitude com a intenção de se defender deste perigo imaginável, ainda caberá indenização para o prejudicado. Como também caberá indenização se houver excessos na defesa.

Assim, para que ocorra a legítima defesa é preciso:

Que a ameaça ou a agressão ao direito seja atual ou iminente;

Que seja injusta;

Que os meios utilizados na repulsa sejam moderados, isto é, não vão além do necessário para a defesa;

Que a defesa seja de direito.

2. O exercício regular ou normal de um direito reconhecido

exclui qualquer responsabilidade pelo prejuízo, por não ser um procedimento que fere ao direito. Parte-se do princípio que quem usa de um direito seu não causa dano a ninguém. Como exemplos podemos citar a pessoa que executa uma construção nos parâmetros permitidos por lei em determinado terreno, mas que acaba por prejudicar o imóvel vizinho, ocultando a sua visão ou recepção solar.

imóvel vizinho, ocultando a sua visão ou recepção solar. Mas cuidado! Conforme já explicado anteriormente, se

Mas cuidado! Conforme já explicado anteriormente, se houver abuso do direito será configurado ato ilícito.

se houver abuso do direito será configurado ato ilícito. 3. O estado de necessidade é a

3. O estado de necessidade é a situação encontrada no inciso II:

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover ³perigo iminente.

Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

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O estado de necessidade consiste na ofensa do direito alheio (deterioração ou destruição de coisa pertencente a outrem ou lesão a uma pessoa) para remover perigo iminente, quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário e quando não exceder os limites do indispensável para a remoção do perigo.

Assim, por exemplo, age em estado de necessidade quem destrói a propriedade alheia para salvar vida de alguém.

Para que se configure o estado de necessidade, exige-se:

Perigo atual que ameace um bem jurídico, não provocado voluntariamente pelo agente;

Prejuízo indispensável para evitar o dano iminente;

Limitação do prejuízo ao necessário para a sua remoção;

Proporção maior do dano evitado em relação ao dano infligido.

Embora a lei declare que a o estado de necessidade (inciso II do art. 188) e a legítima defesa (art. 188, inciso I) não tipificam um ato ilícito, em determinados casos, sujeitam o autor do dano à reparação. É o que encontraremos nos arts. 929 e 930:

Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.

Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado.

Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, inciso I).

Portanto, se a pessoa lesada, ou dono da coisa destruída ou deteriorada não forem culpados do perigo, estes terão direito a indenização e o autor do dano será responsável pela reparação, ficando, contudo, com ação regressiva contra seu causador.

“Ficou complicado. Vocês podem esclarecer melhor isto?”

Sim. Observe que nas hipóteses dos arts. 929 e 930 existem terceiros envolvidos. Ocorre mais ou menos o seguinte:

¹Paulo lesa ²José, mas em virtude de causa provocada por ³Mário (causador do perigo). Nesta situação, ²José, não é o culpado pelo perigo

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e fará jus a indenização paga por ¹Paulo que lhe causou dano. ¹Paulo, por sua vez, terá direito de ação (regressiva) contra ³Mário (o verdadeiro culpado pelo perigo).

Observe que não há como não associarmos o assunto Atos ilícitos (arts. 186 a 188) com a Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954). Pois o dano, principal efeito dos atos ilícito, gera a obrigação de reparação, a responsabilização civil.

- Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954).

Para que uma pessoa seja responsabilizada civilmente e assim surja o dever de indenizar, três 5 são os pressupostos 6 que devem estar presentes, quais sejam:

a) Fato lesivo voluntário ou conduta humana, causado pelo agente por ação ou omissão, que ocasione dano a outrem, ainda que exclusivamente moral. Normalmente ocorre uma ação positiva ou seja, o sujeito pratica uma ação que ocasionará o dano. Já a omissão é mais trabalhosa para ser comprovada, uma vez que se precisa provar que existia um dever de agir e também que se tivesse ocorrido esta ação, o dano não se teria concretizado. O fato poderá estar relacionado tanto a ato próprio como a ato de terceiro e que esteja sob a guarda da pessoa.

b) Ocorrência de um dano, seja ele ¹patrimonial (material) ou ²moral (extrapatrimonial). Não pode haver responsabilidade civil sem a existência de um dano, é também necessário que exista prova, real e concreta, desta lesão.

c) Nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente. É uma ligação virtual entre a ação e o dano resultante. A causa do dano deve ser o comportamento do agente. Este nexo ficará afastado, excluindo a responsabilidade, por exemplo, se o

5 Existe divergência entre os doutrinadores sobre quais são os pressupostos do dever de indenizar. Alguns acrescentam aos três a conduta, o nexo e o dano - a culpa genérica ou lato sensu. Nós optamos por explicar a culpa em separado, por uma questão didática, mas vale o esclarecimento. 6 Vocês também poderão encontrar estes pressupostos como elementos da responsabilidade civil.

- A Culpa. Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi

- A Culpa.

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Conforme já explicamos, a culpabilidade no campo do direito civil envolve ¹a culpa stricto sensu (ou aquiliana) e ²o dolo.

Não há de se confundir os conceitos de dolo e de culpa que são bastante distintos, mas as consequências, no que diz respeito às indenizações civis, serão as mesmas.

A indenização baseia-se no dano sofrido, no entanto a culpa poderá ser analisada. Veja o que dizem os artigos 944 e 945:

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

No artigo 945 aparece a figura da culpa concorrente, que trará a diminuição dos efeitos do ato ilícito como consequência.

“E o que vem a ser a culpa concorrente?”

A concorrência de culpas se dá quando tanto o agente quanto a vítima agem com culpa. A culpa da vítima acaba por diminuir a culpa do agente. Portanto, quando a vítima também concorreu para o evento danoso, com sua própria conduta, é comum a indenização ser concedida pela metade ou em fração diversa, dependendo da contribuição da vítima. Pois como ambas as partes cooperaram para o evento, não seria justo que uma só respondesse pelos prejuízos.

não seria justo que uma só respondesse pelos prejuízos. Mas atenção! Quando ocorre culpa exclusiva da

Mas atenção!

Quando ocorre culpa exclusiva da vítima não há de se falar em indenização, porque, aqui, a outra parte não contribuiu para o evento danoso.

Quando

se

tem

a

culpa

como elemento necessário para a

caracterização

do

dever

de

indenizar, estaremos diante da

responsabilidade subjetiva esta depende da culpa do agente

causador do dano.

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Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.

Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.

Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

O princípio que rege a profundidade de alcance da responsabilidade, até onde ela atingirá o patrimônio da pessoa que deve indenizar, é o princípio da responsabilidade patrimonial. Ou seja, a pessoa deverá responder com seu patrimônio pelos prejuízos causados a terceiros.

A responsabilidade deverá ser total, cobrindo o dano em todos os seus aspectos, de modo que todos os bens do devedor, com exceção dos inalienáveis, respondam pelo ressarcimento.

Além disso, a obrigação de prestar a reparação transmite-se com a herança e o lesado poderá demandar o espólio até onde este alcançar o saldo positivo deixado pelo de cujus aos seus sucessores.

“O que isto quer dizer?”

Quer dizer que os herdeiros responderão até os montantes deixados como herança. Os herdeiros não responderão com seu patrimônio pessoal.

Continuando!

Em tese, apenas o lesado ou seus herdeiros teriam legitimação para exigir a indenização do prejuízo, porém, atualmente, se tem admitido que a indenização possa ser reclamada pelos que viviam sob a dependência econômica da vítima.

Havendo direito à reparação do dano, surge à liquidação, que é a operação de vai concretizar a indenização, fixando o quanto e o modo do ressarcimento.

Este ressarcimento não poderá exceder o valor do dano causado por não se permitir enriquecimento indevido. Ao credor se deve dar aquilo que baste para restaurar a situação ao status quo ante, sem acréscimos nem reduções.

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Para se chegar ao quantum devido, de acordo com os arts. 944 e 945 deverá o magistrado analisar o grau de culpa do lesante e se houve participação (culpa) do lesado:

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

O juiz deverá analisar também:

A situação da vítima e do causador do dano;

A influência de acontecimentos exteriores ao fato prejudicial (visto que a responsabilidade civil requer nexo de causalidade entre o dano e a ação que o produziu);

A possibilidade de lucro obtido pela vítima com a reparação do dano.

- O nexo causal.

O nexo causal vem a ser o vínculo entre o prejuízo sofrido e a ação. Para caracterizar este nexo, basta que se verifique que o dano 11 não ocorreria se o fato não tivesse acontecido.

Você precisa tomar cuidado com a negação da causalidade, as excludentes de responsabilidade.

As principais excludentes de responsabilidade civil são: o estado de necessidade; a legítima defesa (já vistos quando analisamos os excludentes de ilicitude do art. 188); a culpa da vítima; o fato de terceiro; o caso fortuito ou força maior 12 e a clausula de não indenizar.

11 O dano poderá ter um efeito indireto, como por exemplo, quando uma pessoa quebra a vitrine de uma loja, e por causa desta atitude objetos são furtados da loja. Terá que indenizar o vidro e também os objetos que foram furtados, por ser dano indireto, embora efeito necessário da ação de quebrar a vitrine.

12 Se o evento danoso foi resultado de caso fortuito ou força maior, deixa de existir o elemento culpa, deixando de existir a responsabilidade. Neste caso, existem dois elementos: um de ordem interna que é a inevitabilidade do evento, e outro de ordem externa que é a ausência de culpa do agente. A alegação de caso fortuito ou força maior cabe ao réu, ou a pessoa que está sendo acusada de ter cometido o ato.

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Todos os casos de excludentes de responsabilidade deverão ser devidamente analisados e comprovados, porque sua comprovação deixa o lesado sem a composição do dano sofrido.

- Os efeitos da responsabilidade civil quanto aos titulares da ação ressarcitória e quanto aos devedores da indenização.

Titulares da ação ressarcitória:

No momento da consumação do fato lesivo surge para o lesado a pretensão de indenização, mas seu direito de crédito apenas se concretiza com a decisão judicial. Além disso, tal direito transmite-se com a herança. Assim temos o art. 943:

Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem- se com a herança.

O direito de ressarcimento do dano atinge a todos os efetivamente experimentarem o prejuízo. As pessoas jurídicas, públicas ou privadas, poderão propor ação fundada em dano material e em dano moral objetivo.

Devedores da indenização:

Como vimos o dano é pressuposto da responsabilidade civil e terá obrigação de repara-lo aquele para qual a lei impôs tal responsabilidade.

Em regra, a obrigação de reparar o dano será individual, mas nem sempre vai ser direta (como já vimos nas espécies de responsabilidade), será indireta, por exemplo, quando a pessoa responder por fato de outrem, por animais ou coisas sob sua guarda.

A responsabilidade direta e a responsabilidade indireta:

A responsabilidade direta, simples ou por fato próprio - é a que decorre de um fato pessoal do causador do dano, resultando, portanto, de uma ação direta de uma pessoa ligada à violação ao direito ou ao prejuízo ao patrimônio, por ato culposo ou doloso.

A responsabilidade complexa ou indireta - é aquela que só poderá ser vinculada indiretamente ao responsável. Compreende: A ¹responsabilidade

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por fato de terceiro; a ²responsabilidade pelo fato do animal; e a ³responsabilidade pelo fato da coisa.

¹Responsabilidade por fato de terceiro, art. 932:

O artigo 932 é muito importante para fins de prova

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua

companhia;

II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas

mesmas condições;

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e

prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue

por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores

e educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

O fato de terceiro não exclui a responsabilidade, mas aquele que ressarcir o dano causado por outrem, se este não for seu descendente, absoluta ou relativamente incapaz, poderá reaver o que pagou.

Com relação a responsabilidade civil dos incapazes e a reparação do dano há outro artigo no código:

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios suficientes.

Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil:

41 Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.

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²Responsabilidade pelo fato do animal, caso do art. 936:

Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.

³Responsabilidade pelo fato da coisa:

Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

O art. 931 é caso de responsabilidade objetiva (independente de culpa).

Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.

O titular do domínio ou possuidor, ao usar coisa inanimada que lhe pertencer ou que tem permissão para possuir, pode originar acidentes lesivos ao patrimônio e à integridade física do terceiro, caso em que deverá reparar o dano causado. Como exemplos podemos citar os prejuízos resultantes de: ruína total ou parcial de um edifício; queda de árvore; instalações domésticas; queda de elevador por falta de conservação.

Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

Funda-se na obrigação geral de não colocar em risco a coletividade.

- A Coautoria e a Solidariedade.

Se houver coautoria ou cumplicidade no fato lesivo, responderão estas pessoas solidariamente, de acordo com o art. 942.

Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co- autores e as pessoas designadas no art. 932.

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Assim a solidariedade possibilita que qualquer um dos codevedores seja demandado pelo total da dívida, permite que o titular do crédito possa exigir de qualquer deles o que lhe é devido e instaura o direito de reembolso do devedor, que, demandado pelo débito solidário, satisfez a dívida por inteiro. Este direito de reembolso ou direito de regresso está autorizado nos arts. 930 e 934:

Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado.

Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, inciso I).

Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.

- Outras situações (arts. 939 e 940):

- A responsabilidade do demandante por dívida não vencida está no art. 939:

Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros correspondentes, embora estipulados, e a pagar as custas em dobro.

Estamos falando de excesso de pedido, onde o autor, movendo ação de cobrança de dívida, pede mais do que aquilo a que faz jus.

Por este motivo, o demandante de má-fé deverá esperar o tempo que falta para o vencimento, descontar os juros correspondentes e pagar as custas em dobro. Se agiu de boa-fé, deverá pagar tão somente as custas vencidas na ação de cobrança, de que decairá, por ser intempestiva.

- A responsabilidade por dívida já solvida rege-se pelo art. 940:

Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

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Este artigo trata do excesso de pedido, e tem por finalidade impedir que se exija uma segunda vez, dívida que já foi paga no todo ou em parte.

Art. 941 diz: As penas previstas nos arts. 939 e 940 não se aplicarão quando o autor desistir da ação antes de contestada a lide, salvo ao réu o direito de haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido.

Portanto, se o credor desistir da ação, antes da outra parte ter respondido, não se aplicarão as penas previstas, salvo se o réu (devedor) tiver tido algum prejuízo por conta da ação.

-A responsabilidade civil e sua relação com a esfera penal.

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Trata-se do princípio da independência relativa da responsabilidade civil em relação à criminal. O indivíduo poderá não ser penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável, sem ter que prestar contas de seu ato na esfera criminal.

No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à existência do fato ou de quem seja o seu autor, se estas questões já estiverem decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-las na esfera civil.

Assim, podemos definir a responsabilidade civil como a aplicação de medidas que obriguem alguém a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiro em razão de: ato próprio; ato de pessoa por quem ele responde; ou de fato decorrente de coisa ou animal sob sua guarda; ou, ainda, de simples imposição legal.

Outro assunto que, por vezes, é pedido em provas é a responsabilidade civil relacionada aos contratos de transporte, tal temática é encontrada nos artigos abaixo (A cobrança deste assunto, quando ocorre, tende a literalidade da lei. Se você tiver dúvidas com relação a algo, por favor, entre em contato conosco):

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Art. 733. Nos contratos de transporte cumulativo, cada transportador se obriga

a cumprir o contrato relativamente ao respectivo percurso, respondendo pelos

danos nele causados a pessoas e coisas.

§

em razão da totalidade do percurso.

§ 2 o Se houver substituição de algum dos transportadores no decorrer do percurso, a responsabilidade solidária estender-se-á ao substituto.

Art. 734. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade.

Parágrafo único. É lícito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem

a fim de fixar o limite da indenização.

Art. 735. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.

Art. 736. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito gratuitamente, por amizade ou cortesia.

Parágrafo único. Não se considera gratuito o transporte quando, embora feito sem remuneração, o transportador auferir vantagens indiretas.

1 o O dano, resultante do atraso ou da interrupção da viagem, será determinado

Chegamos ao final de mais uma aula, e mais uma vez reiteramos o pedido de que façam todas as questões propostas, e caso fiquem em dúvida entrem em contato através do fórum.

Até a próxima.

Aline & Jacson

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- QUESTÕES E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS

1. UEPA 2013/Polícia Civil/ Delegado. Sobre o regime de responsabilidade civil e a obrigação de indenizar, assinale a alternativa correta.

a)

O

Código Civil de 2002 provocou modificações substanciais no regime

de responsabilidade civil próprio do ordenamento jurídico brasileiro,

tendo adotado como regra geral a apuração de responsabilidade de modo objetivo, vale dizer, independentemente de culpa.

b)

A

indenização deve ser medida pela extensão do dano, de modo que

havendo excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e os prejuízos sofridos pela vítima, poderá o juiz reduzir, equitativamente,

a

indenização.

c)

O

dono ou detentor do animal deve ressarcir todos os danos por eles

causados, ainda que haja comprovação da existência de culpa da vítima ou motivo de força maior.

d)

A

indenização por injúria, difamação ou calúnia somente poderá ser

arbitrada caso o ofendido demonstre o prejuízo efetivamente sofrido.

e)

O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, de modo que a indenização restará frustrada caso os seus responsáveis não disponham meios suficientes de fazê-lo.

Comentário:

Alternativa aerrada. Não existe um consenso sobre qual seria a regra para o modo de apuração da responsabilidade. Deste modo existem os dois modos de apuração da responsabilidade: o subjetivo - quando se tem a culpa como elemento necessário para a caracterização do dever de indenizar (dependerá da culpa do agente causador do dano), e o objetivo, para o qual o ordenamento dispensa a culpa para o dever de indenizar, bastando ¹o dano, ²a autoria e ³o nexo causal, o que se denomina responsabilidade objetiva.

Alternativa bcorreta.

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

Alternativa cerrada.

Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.

Alternativa derrada.

Art. 953. A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido.

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Parágrafo único. Se o ofendido não puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, eqüitativamente, o valor da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso.

Alternativa eerrada.

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

Gabarito letra B.

2. FGV 2012/OAB/Exame de Ordem. João dirigia seu veículo respeitando todas as normas de trânsito, com velocidade inferior à permitida para o local, quando um bêbado atravessou a rua, sem observar as condições de tráfego. João não teve condições de frear o veículo ou desviar-se dele, atingindo-o e causando-lhe graves ferimentos.

A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.

a) Houve responsabilidade civil, devendo João ser considerado culpado por sua conduta. b) Faltou um dos elementos da responsabilidade civil, qual seja, a conduta humana, não ficando configurada a responsabilidade civil. c) Inexistiu um dos requisitos essenciais para caracterizar a responsabilidade civil: o dano indenizável e, por isso, não deve ser responsabilizado. d) Houve rompimento do nexo de causalidade, em razão da conduta da vítima, não restando configurada a responsabilidade civil.

Comentário:

No caso desta questão, João não infringiu nenhuma norma de trânsito, ou seja sua conduta não ocasionou o dano, mas sim, a conduta do bêbado que que por estar nestas condições não tomou as precauções necessárias.

Assim, um dos requisitos da responsabilidade civil a conduta, não se concretizou, houve rompimento do nexo de causalidade, não podendo ser caracterizada a responsabilidade civil.

Gabarito letra D.

3. FGV 2012/OAB/Exame de Ordem. Mirtes gosta de decorar a janela de sua sala com vasos de plantas. A síndica do prédio em que Mirtes mora já advertiu a moradora do risco de queda dos vasos e de possível dano aos transeuntes e moradores do prédio. Num dia de forte ventania, os vasos de Mirtes caíram sobre os carros estacionados na rua, causando sérios prejuízos.

Nesse caso, é correto afirmar que Mirtes Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline

Nesse caso, é correto afirmar que Mirtes

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a) Poderá alegar motivo de força maior e não deverá indenizar os lesados.

b) Está isenta de responsabilidade, pois não teve a intenção de causar prejuízo.

c) Somente deverá indenizar os lesados se tiver agido dolosamente.

d) Deverá indenizar os lesados, pois é responsável pelo dano causado.

Comentário:

Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

Gabarito letra D.

4. FGV 2011/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal. A respeito do ato ilícito, é correto afirmar que

a)

O

Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa,

ainda que para a remoção de perigo iminente.

b)

Comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano seja exclusivamente moral.

c)

Não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, desde que seja titular de um direito

e

o esteja exercendo.

d)

Quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda os limites do indispensável, não configurará ato ilícito.

e)

Atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes.

Comentário:

Alternativa “a” errada.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente.

Alternativa “b” correta.

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Alternativa “c” errada.

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Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Alternativa “d” errada.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito

reconhecido;

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de

remover perigo iminente.

Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

Alternativa “e” errada.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito

reconhecido;

Gabarito letra B.

5. FGV 2011/OAB/Exame de Ordem. Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à situação acima, é correto afirmar que Ricardo

a) Não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade.

b) Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade.

c) Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa.

d) Praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano.

Comentário:

Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de

remover perigo iminente.

Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

Gabarito letra B. Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi

Gabarito letra B.

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6. FGV 2010/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas. Com relação à responsabilidade civil, analise as afirmativas a seguir.

I. A responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele depende de culpa in eligendo ou in vigilando, a qual é, no entanto, presumida juris tantum.

II. O incapaz não pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar, recaindo sempre o dever de indenizar apenas sobre as pessoas por ele responsáveis.

III. Mesmo tendo agido licitamente, no caso de prejuízo causado para remoção de perigo iminente, o autor do dano fica obrigado a indenizar a vítima, caso esta não seja culpada pelo perigo.

Assinale:

a) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas

b) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

c) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

d) Se somente a afirmativa II estiver correta.

e) Se somente a afirmativa III estiver correta.

Comentário:

Afirmativa I errada.

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Afirmativa II errada.

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

Afirmativa III correta.

Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.

Gabarito letra E.

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7. FGV 2009/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas. A respeito da responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, é correto afirmar que:

a) Não há responsabilidade na ausência de vínculo empregatício.

b) A responsabilidade do empregador ou comitente depende da comprovação de sua "culpa in eligendo" ou "culpa in vigilando".

c) A responsabilidade do empregador exclui a do empregado.

d) O empregador que ressarcir a vítima poderá reaver o que houver pago em ação contra seu empregado.

e) Não há responsabilidade quando o empregador ou comitente é pessoa física.

Comentário:

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.

Gabarito letra D.

8. FGV 2008/TCM-RJ/Auditor. A principal função da responsabilidade civil é:

a) Sancionatória.

b) Punitiva.

c) Retributiva.

d) Educativa.

e) Compensatória.

Comentário:

A

função da responsabilidade é servir como sanção civil, punindo o lesante

e

desestimulando a pratica de atos lesivos, mas é também, principalmente,

a

garantia ao direito do lesado, tendo natureza compensatória, mediante a

reparação do dano causado a vítima.

Gabarito letra E.

CESPE 2013/TRT 10ª Região (DF e TO) /Analista Judiciário. Julgue os itens seguintes com base nas regras atinentes à responsabilidade civil.

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9. Se uma criança com onze anos de idade for vítima de atropelamento com resultado morte, seus pais poderão ingressar com ação de indenização por danos morais sob o argumento da configuração de hipótese de dano em ricochete.

Comentário:

O dano em ricochete é aquele dano que irá atingir outras pessoas além da

que sofreu o dano.

Para exemplificar, vamos pensar em uma situação em que um filho único

que sustentava seus pais já idosos, é atropelado e morto. Neste caso caberá a seus pais intentar uma ação de indenização por danos morais sob

o argumento de dano em ricochete, uma vez que não foi só o filho que morreu que sofreu o dano.

Item correto.

10. CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. O Código Civil brasileiro

não aborda a responsabilidade civil por danos provenientes das coisas que

caírem ou forem lançadas da janela de um apartamento e caírem em lugar indevido.

Comentário:

Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

Item errado.

CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens.

11. O incapaz não responde pelos prejuízos que causar a terceiros, pois a

obrigação de indenizar recai sempre sobre os seus representantes legais.

Comentário:

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

Item errado.

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12. O grau de culpa do ofensor não constitui critério indenização patrimonial.

Comentário:

para se

fixar a

Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

Item errado.

CESPE 2012/TJ-AL/Analista Judiciário Especializado. A respeito de responsabilidade civil, assinale a opção correta.

13. O menor de dezoito anos de idade responde pelo prejuízo a que der

causa, mesmo que, para isso, tenha de entregar a totalidade de seus bens.

Comentário:

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

Item errado.

14. Considere que Pedro tenha sido emancipado por seus pais logo após

ter atropelado Joana, que faleceu em decorrência do atropelamento. Nessa

situação, os pais de Pedro não respondem solidariamente pelos atos por ele praticados.

Comentário:

Atentem para o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil:

41 Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.

Item errado.

15. A indenização mede-se sempre pela extensão do dano causado.

Comentário: Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula

Comentário:

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Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

Item errado.

16. Considere que Miguel, menor emancipado voluntariamente pelos pais, dirigia o carro de João quando colidiu com o portão da casa de Maria. Nessa situação, são solidariamente obrigados a reparar os danos causados a Maria o menor, seus pais e o proprietário do veículo.

Comentário:

Mesmo caso da questão 6 em que usamos o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil.

41 Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.

Item correto.

17. Para que aquele que praticou ato ilícito esteja obrigado a reparar o

dano, basta que seja demonstrado o dolo.

Comentário:

Vimos em aula que os requisitos para que haja a responsabilização civil são: o dano, o nexo e a conduta do agente.

Item errado.

CESPE 2012/TJ-PA/Juiz Substituto. Acerca da responsabilidade por fato de outrem, julgue os itens.

18. Locadora de veículos tem responsabilidade subsidiária pelos danos

causados a terceiro pelo locatário no decorrer da utilização do carro locado.

Comentário:

Caro aluno, em regra a responsabilidade é pessoal, ou seja, a própria pessoa que praticou o ato será responsável por ele.

No entanto, há casos expressos no CC/2002 em que outras pessoas serão responsabilizadas responsabilidade civil por atos de terceiros.

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

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I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua

companhia;

II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas

condições;

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e

educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a

concorrente quantia.

Perceba que a locadora de automóveis não está no rol acima, portanto, só será responsabilizada se o acidente ocorrer por conta de algum defeito no carro que foi alugado.

Item errado.

19. Se, ao conduzir veículo de propriedade dos pais, o filho menor, culposamente, causar dano a terceiro, a vítima, para obter reparação civil, terá de demonstrar que o dano foi causado pelo menor, por culpa in vigilando dos pais.

Comentário:

A responsabilidade neste caso é objetiva dos pais, por força do art. 932.

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

Neste caso a vítima precisará comprovar o dano, o nexo entre o dano e a conduta do menor para obter a reparação civil. Pois o fundamental é a reparação do dano ao lesado. A responsabilidade já é objetiva independente da verificação da culpa.

Item errado

20. Estará afastada a responsabilidade dos pais pela reparação de danos a terceiro causados por filho menor emancipado por outorga, dada a perda do poder de direção dos atos do filho.

Comentário:

Outra questão envolvendo o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil:

41 Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.

Item errado. Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi -

Item errado.

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21. Em regra, o patrão é responsável pela reparação de dano decorrente

de ato praticado por seu preposto, ainda que com desvio de suas

atribuições.

Comentário:

Mesmo que o empregado que causou o dano esteja agindo com desvio de suas funções, caberá a seu patrão a reparação deste dano. Posteriormente poderá o patrão cobrar o valor da indenização do empregado alegando que este estava agindo com desvio de função.

Item correto.

22. CESPE 2012/TCDF. Se violarem direito e causarem dano a outrem,

tanto a ação quanto a omissão voluntária, ou mesmo involuntária, implicam

prática de ato ilícito.

Comentário:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Destacamos isto na parte teórica da aula, os elementos indispensáveis para a configuração do ato ilícito, dentre os quais: o Fato lesivo voluntário causado pelo agente por ação ou omissão, que ocasione dano

a outrem, ainda que exclusivamente moral.

Item errado.

23. CESPE 2012/TJ-PI/JUIZ. Considerando que, em determinada festa,

a explosão de uma garrafa de refrigerante cause danos a algumas pessoas.

Para acionar judicialmente o fabricante, será necessária a demonstração da ocorrência de conduta culposa.

Comentário:

Preste atenção! A responsabilidade neste caso é objetiva, independentemente de culpa.

Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

Item errado.

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24. CESPE 2012/TRE-RJ/Analista Judiciário. A responsabilidade civil

não depende de apuração na esfera criminal.

Comentário:

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Conforme comentamos na parte teórica da aula este item foi considerado correto pelo CESPE.

25. CESPE 2012/MPE-PI/Promotor de Justiça. No ordenamento jurídico brasileiro, para que haja responsabilidade civil, é preciso que haja conduta ilícita.

Comentário:

Como vimos em aula para que haja a responsabilidade civil é preciso que estejam presentes três requisitos: a conduta ou ato, o dano e o nexo de causalidade entre eles.

Item errado.

26. FCC 2012/TRT 4ª Região/Juiz. Ao arbitrar indenização decorrente

de responsabilidade civil,

a)

No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a morte dos alimentados.

b)

Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz poderá reduzir o valor da indenização.

c)

No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, excluídos os demais prejuízos que tenha sofrido.

d)

O

grau de culpa jamais interfere no valor da indenização.

e)

Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho,

a

indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes,

incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que

se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser paga mensal e periodicamente.

Comentário: Alternativa “a” está errado. Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e

Comentário:

Alternativa “a” está errado.

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Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:

I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;

II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima.

Alternativa “b” está correta.

Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

Alternativa “c” está errada.

Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

Alternativa “d” está errada.

Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

Alternativa “e” está errada.

Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu.

Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez.

Gabarito letra B.

27. FCC 2012/TRT 6ª Região/Técnico. Sendo o patrão responsável pela reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele,

a) É obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa.

b) Só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa.

c) Não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo esmo ato, em processo criminal, por insuficiência de prova.

d) Só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for condenado no processo criminal.

e) A obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano.

Comentário: Direito Civil para SEFAZ に PA. Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi - Aula

Comentário:

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Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Gabarito letra A.

28. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Considere:

I. Os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua

companhia.

II. O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e

prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

III. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se

albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos.

IV. Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime,

pela totalidade da quantia ilícita resultante da conduta do meliante.

Segundo o Código Civil brasileiro, são responsáveis pela reparação civil, ainda que não haja culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros acima referidos, as pessoas indicadas APENAS em

a) I e II.

b) I, II e III.

c) II e III.

d) II, III e IV.

e) I e IV.

Comentário:

Observe os artigos:

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

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IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Deste modo, são responsáveis pela reparação civil, ainda que não haja culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros acima referidos,

as pessoas indicadas nas afirmações I, II e III.

Gabarito letra B.

29. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Artur mora sozinho em um edifício residencial com vinte unidades. Seu apartamento possui grades nas janelas

e terraço envidraçado. Ontem, ele foi trabalhar, permanecendo no

apartamento apenas sua empregada doméstica diarista. Quando retornou do trabalho, sua rua estava interditada tendo em vista que havia sido lançado um vaso de flores de uma das janelas do edifício em que ele reside,

acarretando a morte de um pedestre. Artur, preocupado com o ocorrido, consultou sua advogada e foi corretamente informado de que ele

a) Não possui responsabilidade civil, uma vez que, conforme previsto na lei, o envidraçamento de seu terraço é fato excludente de responsabilidade.

b) Só possui responsabilidade civil pelo ocorrido se tiver concorrido culposamente para a ocorrência do evento.

c) Não possui responsabilidade civil, tendo em vista que a sua ausência do local dos acontecimentos exclui por si só a sua responsabilidade.

d) Possui responsabilidade civil pelo acontecimento apenas se for comprovado que na sua unidade habitacional estava presente sua empregada doméstica na hora em que ocorreram os fatos.

e) Possui responsabilidade civil pelo acontecido independentemente da existência de culpa de sua parte.

Comentário:

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Gabarito letra E.

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30. FCC 2012/TRT 11ª Região/ Analista. De acordo com o Código Civil brasileiro, no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, no pagamento

a) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da vítima.

b) Apenas das despesas com o tratamento da vítima, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da vítima.

c) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo período máximo de dois anos.

d) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo período máximo de cinco anos.

e) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia pelo período máximo de dez anos.

Comentário:

Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:

I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;

II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima.

Gabarito letra A.

31. ESAF 2007/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL. Se um escritor, culposamente, não entregar ao editor, no prazo estipulado no contrato, a obra prometida, a sua responsabilidade, quanto ao fato gerador, será:

a) Objetiva

b) Indireta

c) Contratual

d) Direta

e) Subjetiva

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Comentário:

O importante nesta questão é verificarmos que o ato danoso ocorreu

em virtude de uma obrigação pré-existente, ou seja, contrato ou negócio jurídico bilateral. Segundo seu fato gerador a responsabilidade pode ser contratual ou extracontratual.

A responsabilidade contratual abrange o inadimplemento ou mora

relativos a qualquer obrigação, ainda que proveniente de negócio jurídico

unilateral como o testamento, a procuração ou a promessa de recompensa, ou da lei como a obrigação de prestar alimentos. E a responsabilidade extracontratual compreende, por seu turno, a violação dos deveres gerais de abstenção ou omissão, como os que correspondem aos direitos reais, aos direitos de personalidade ou aos direitos do autor.

O caso apresentado na questão escritor que culposamente não

entrega a obra prometida, dentro do prazo estipulado no contrato

caracteriza a responsabilidade contratual.

Gabarito letra C.

32. ESAF 2006 MTE/AFT. O empregador ou comitente, por ato lesivo de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício de trabalho que lhes competir ou em razão dele,

a) Responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil, pouco importando que se demonstre que não concorreu o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte.

b) Responde subjetivamente pelo dano moral e patrimonial.

c) Tem responsabilidade civil objetiva por não existir presunção juris tantum de culpa, mas não poderá reaver o que pagou reembolsando-

se da soma indenizatória despendida.

d) Tem responsabilidade civil subjetiva por haver presunção juris

tantum de culpa in eligendo e in vigilando.

e) Não tem qualquer obrigação de reparar dano por eles causado a terceiro.

Comentário:

O CC/2002 estabeleceu, também, a responsabilidade objetiva,

aquela que independe de culpa. Isto, por exemplo, é o que ocorre no que diz respeito aos empregadores e comitentes pelos atos de seus empregados, serviçais e prepostos de acordo com o art. 932 e 933.

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

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II

- o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas

condições;

 

III

- o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos,

no

exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e

educandos;

 

V

- os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a

concorrente quantia.

 

Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros

ali

referidos.

Gabarito letra A.

33. ESAF 2006/CGU/AFC- ÁREA CORREIÇÃO. A falta de cautela ou atenção em relação a uma pessoa, animal ou objeto sob os cuidados do agente, que provoca dano a alguém, é considerada quanto ao conteúdo da conduta culposa

a) Culpa in comittendo.

b) Culpa in abstrato.

c) Culpa in custodiendo.

d) Culpa in concreto.

e) Culpa in omittendo.

Comentário:

Observe que a questão traz a figura da culpa indireta. Como falamos em aula, você deve dominar alguns conceitos nas questões que envolvem a responsabilidade indireta, quais sejam:

Culpa in ilegendo - está relacionada a má escolha do preposto.

Culpa in vigilando está relacionada a falta de atenção com o procedimento de outrem, cuja pessoa é responsável.

Culpa in custodiendo está relacionada a falta de cuidados na guarda de algum objeto ou animal.

Há também:

Culpa in comittendo é a que resulta de um ação do agente.

Culpa in omittendo é a que resulta de uma omissão do agente. (Cabe ressaltar que este último tipo de culpa só terá relevância para o direito quando havia o dever de não se omitir).

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Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.

Assim, este artigo presume a culpa in custodiendo do dono do animal, vale ressaltar que esta presunção não é absoluta, pois admite a inversão do ônus da prova, permitindo-lhe provar culpa da vítima ou força maior.

Gabarito letra C.

34. ESAF 2006/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL. Constituem caso de responsabilidade civil por ato de outrem, exceto

a) Os pais, pelos filhos menores que estiverem sob seu poder e companhia, mesmo se comprovado que agiu de maneira incensurável quanto à vigilância e educação do menor.

b) O tutor ou curador, pelos atos praticados pelos pupilos e curatelados, tenha ou não apurado sem culpa.

c) O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho ou por ocasião dele.

d) Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, menos para fins de educação, pelos seus hóspedes e moradores, havendo, ou não, culpa in vigilando e in eligendo.

e) Os que houverem participado nos produtos do crime, mesmo os que não participaram do delito mas receberam o seu produto.

Comentário:

Para esta questão vamos utilizar novamente o art. 932: (atente para a importância deste artigo)

Art. 932 São também responsáveis pela reparação civil:

I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua

companhia;

II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas

condições;

III

- o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos,

no

exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

IV

- os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se

albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até

a concorrente quantia.

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Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Observe que a banca mudou uma palavra e alterou o fim do inciso IV, modificando o seu significado.

Gabarito letra D.

35. ESAF 2004 PGE-DF/PROCURADOR. Marginais foragidos de uma penitenciária estadual assaltaram uma residência, causando danos materiais e morais. Demandado judicialmente, o Estado deixou de ser condenado, em primeiro grau, a indenizar a família vítima da violência, pois o dano não haveria decorrido direta e imediatamente da ação/omissão estatal. Assinale a opção correta.

a) A teoria sobre o nexo causal que inspirou o julgador a isentar o Estado de responsabilidade civil foi a da equivalência das causas.

b) A teoria sobre o nexo causal que inspirou o julgador a isentar o Estado de responsabilidade civil foi a da interrupção do nexo causal.

c) Na hipótese de responsabilidade civil objetiva, como a descrita no enunciado da questão, pouco importa se a vítima do ato danoso agiu culposamente, concorrendo para a sua ocorrência, vez que não se exige, no caso, a comprovação de qualquer culpa para a imposição do dever de indenizar.

d) A responsabilidade civil objetiva do Estado, na presente hipótese, decorre da incidência do Código de Defesa do Consumidor sobre as relações entre o Poder Público e o Administrado.

e) Caso os marginais sejam condenados criminalmente pelos crimes cometidos contra a família do enunciado da questão, essa condenação fará coisa julgada no juízo cível, obrigando o Estado a ressarci-la pelos danos amargados, devendo ser reformado, pelo Colendo Tribunal de Justiça, o entendimento inicial, esposado pelo MM. juízo singular de que não haveria o dever de indenizar por parte do Estado.

Comentário:

Para esta questão vamos utilizar uma decisão do STF, que diz: A

responsabilidade do Estado, embora objetiva por força do disposto no art. 107 da Emenda Constitucional n. 01/69 (e atualmente, no §6º do artigo 37 da Carta Magna), não dispensa, obviamente, o requisito, também objetivo, do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuída a seus agentes e a dano causado a terceiros. No caso, é inequívoco que o nexo da causalidade inexiste e, portanto, não pode haver a incidência da responsabilidade prevista no §6º da atual Constituição. Com efeito o dano decorrente do assalto por uma quadrilha de que participava um dos evadidos da prisão não foi o efeito necessário da omissão da autoridade pública que o acórdão recorrido teve como causa a fuga dele, mas

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resultou de concausas, como a formação da quadrilha, e o assalto ocorrido cerca de vinte e um meses após a evasão. Recurso extraordinário conhecido e provido”.

Tendo isso em vista, a decisão baseou-se na Teoria da Interrupção do Nexo Causal.

Gabarito letra B.

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- LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS E GABARITO.

1. UEPA 2013/Polícia Civil/ Delegado. Sobre o regime de

responsabilidade civil e a obrigação de indenizar, assinale a alternativa correta.

a)

O

Código Civil de 2002 provocou modificações substanciais no regime

de responsabilidade civil próprio do ordenamento jurídico brasileiro,

tendo adotado como regra geral a apuração de responsabilidade de modo objetivo, vale dizer, independentemente de culpa.

b)

A

indenização deve ser medida pela extensão do dano, de modo que

havendo excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e os prejuízos sofridos pela vítima, poderá o juiz reduzir, equitativamente,

a

indenização.

c)

O

dono ou detentor do animal deve ressarcir todos os danos por eles

causados, ainda que haja comprovação da existência de culpa da vítima ou motivo de força maior.

d)

A

indenização por injúria, difamação ou calúnia somente poderá ser

arbitrada caso o ofendido demonstre o prejuízo efetivamente sofrido.

e)

O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, de modo que a indenização restará frustrada caso os seus responsáveis não disponham meios suficientes de fazê-lo.

2. FGV 2012/OAB/Exame de Ordem. João dirigia seu veículo

respeitando todas as normas de trânsito, com velocidade inferior à permitida para o local, quando um bêbado atravessou a rua, sem observar as condições de tráfego. João não teve condições de frear o veículo ou desviar-se dele, atingindo-o e causando-lhe graves ferimentos.

A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.

a) Houve responsabilidade civil, devendo João ser considerado culpado por sua conduta.

b) Faltou um dos elementos da responsabilidade civil, qual seja, a conduta humana, não ficando configurada a responsabilidade civil.

c) Inexistiu um dos requisitos essenciais para caracterizar a responsabilidade civil: o dano indenizável e, por isso, não deve ser responsabilizado.

d) Houve rompimento do nexo de causalidade, em razão da conduta da vítima, não restando configurada a responsabilidade civil.

3. FGV 2012/OAB/Exame de Ordem. Mirtes gosta de decorar a janela de sua sala com vasos de plantas. A síndica do prédio em que Mirtes mora já advertiu a moradora do risco de queda dos vasos e de possível dano aos transeuntes e moradores do prédio. Num dia de forte ventania, os vasos

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de Mirtes caíram sobre os carros estacionados na rua, causando sérios prejuízos.

Nesse caso, é correto afirmar que Mirtes

a) Poderá alegar motivo de força maior e não deverá indenizar os lesados.

b) Está isenta de responsabilidade, pois não teve a intenção de causar prejuízo.

c) Somente deverá indenizar os lesados se tiver agido dolosamente.

d) Deverá indenizar os lesados, pois é responsável pelo dano causado.

4. FGV 2011/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal. A respeito do ato ilícito, é correto afirmar que

a)

O

Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa,

ainda que para a remoção de perigo iminente.

b)

Comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano seja exclusivamente moral.

c)

Não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, desde que seja titular de um direito

e

o esteja exercendo.

d)

Quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda os limites do indispensável, não configurará ato ilícito.

e)

Atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes.

5. FGV 2011/OAB/Exame de Ordem. Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à situação acima, é correto afirmar que Ricardo

a) Não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade.

b) Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade.

c) Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa.

d) Praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano.

6. FGV 2010/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas. Com relação à responsabilidade civil, analise as afirmativas a seguir.

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I. A responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele depende de culpa in eligendo ou in vigilando, a qual é, no entanto, presumida juris tantum.

II. O incapaz não pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar, recaindo sempre o dever de indenizar apenas sobre as pessoas por ele responsáveis.

III. Mesmo tendo agido licitamente, no caso de prejuízo causado para remoção de perigo iminente, o autor do dano fica obrigado a indenizar a vítima, caso esta não seja culpada pelo perigo.

Assinale:

a) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas

b) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

c) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

d) Se somente a afirmativa II estiver correta.

e) Se somente a afirmativa III estiver correta.

7. FGV 2009/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas. A respeito da responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, é correto afirmar que:

a) Não há responsabilidade na ausência de vínculo empregatício.

b) A responsabilidade do empregador ou comitente depende da comprovação de sua "culpa in eligendo" ou "culpa in vigilando".

c) A responsabilidade do empregador exclui a do empregado.

d) O empregador que ressarcir a vítima poderá reaver o que houver pago em ação contra seu empregado.

e) Não há responsabilidade quando o empregador ou comitente é pessoa física.

8. FGV 2008/TCM-RJ/Auditor. A principal função da responsabilidade civil é:

a) Sancionatória.

b) Punitiva.

c) Retributiva.

d) Educativa.

e) Compensatória.

CESPE 2013/TRT 10ª Região (DF e TO) /Analista Judiciário. Julgue os itens seguintes com base nas regras atinentes à responsabilidade civil.

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9. Se uma criança com onze anos de idade for vítima de atropelamento com resultado morte, seus pais poderão ingressar com ação de indenização por danos morais sob o argumento da configuração de hipótese de dano em ricochete.

10. CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. O Código Civil brasileiro

não aborda a responsabilidade civil por danos provenientes das coisas que caírem ou forem lançadas da janela de um apartamento e caírem em lugar

indevido.

CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens.

11. O incapaz não responde pelos prejuízos que causar a terceiros, pois a

obrigação de indenizar recai sempre sobre os seus representantes legais.

12. O grau de culpa do ofensor não constitui critério indenização patrimonial.

para se

fixar a

CESPE 2012/TJ-AL/Analista Judiciário Especializado. A respeito de responsabilidade civil, assinale a opção correta.

13. O menor de dezoito anos de idade responde pelo prejuízo a que der

causa, mesmo que, para isso, tenha de entregar a totalidade de seus bens.

14. Considere que Pedro tenha sido emancipado por seus pais logo após

ter atropelado Joana, que faleceu em decorrência do atropelamento. Nessa

situação, os pais de Pedro não respondem solidariamente pelos atos por ele praticados.

15. A indenização mede-se sempre pela extensão do dano causado.

16. Considere que Miguel, menor emancipado voluntariamente pelos pais,

dirigia o carro de João quando colidiu com o portão da casa de Maria. Nessa

situação, são solidariamente obrigados a reparar os danos causados a Maria o menor, seus pais e o proprietário do veículo.

17. Para que aquele que praticou ato ilícito esteja obrigado a reparar o

dano, basta que seja demonstrado o dolo.

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CESPE 2012/TJ-PA/Juiz Substituto. Acerca da responsabilidade por fato de outrem, julgue os itens.

18. Locadora de veículos tem responsabilidade subsidiária pelos danos

causados a terceiro pelo locatário no decorrer da utilização do carro locado.

19. Se, ao conduzir veículo de propriedade dos pais, o filho menor,

culposamente, causar dano a terceiro, a vítima, para obter reparação civil,

terá de demonstrar que o dano foi causado pelo menor, por culpa in vigilando dos pais.

20. Estará afastada a responsabilidade dos pais pela reparação de danos a

terceiro causados por filho menor emancipado por outorga, dada a perda

do poder de direção dos atos do filho.

21. Em regra, o patrão é responsável pela reparação de dano decorrente

de ato praticado por seu preposto, ainda que com desvio de suas

atribuições.

22. CESPE 2012/TCDF. Se violarem direito e causarem dano a outrem,

tanto a ação quanto a omissão voluntária, ou mesmo involuntária, implicam prática de ato ilícito.

23. CESPE 2012/TJ-PI/JUIZ. Considerando que, em determinada festa,

a explosão de uma garrafa de refrigerante cause danos a algumas pessoas. Para acionar judicialmente o fabricante, será necessária a demonstração da ocorrência de conduta culposa.

24. CESPE 2012/TRE-RJ/Analista Judiciário. A responsabilidade civil

não depende de apuração na esfera criminal.

25. CESPE 2012/MPE-PI/Promotor de Justiça. No ordenamento

jurídico brasileiro, para que haja responsabilidade civil, é preciso que haja conduta ilícita.

26. FCC 2012/TRT 4ª Região/Juiz. Ao arbitrar indenização decorrente

de responsabilidade civil,

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a)

No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a morte dos alimentados.

b)

Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz poderá reduzir o valor da indenização.

c)

No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, excluídos os demais prejuízos que tenha sofrido.

d)

O

grau de culpa jamais interfere no valor da indenização.

e)

Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer

seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho,

a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes,

incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser paga mensal e periodicamente.

27. FCC 2012/TRT 6ª Região/Técnico. Sendo o patrão responsável pela

reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele,

a)

É

obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa.

b)

Só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa.

c)

Não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo esmo ato, em processo criminal, por insuficiência de prova.

d)

Só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for condenado no processo criminal.

e)

A

obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o

dano.

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companhia.

II. O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e

prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

III. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se

albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes,

moradores e educandos.

IV. Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime,

pela totalidade da quantia ilícita resultante da conduta do meliante.

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Segundo o Código Civil brasileiro, são responsáveis pela reparação civil, ainda que não haja culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros acima referidos, as pessoas indicadas APENAS em

a) I e II.

b) I, II e III.

c) II e III.

d) II, III e IV.

e) I e IV.

29. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Artur mora sozinho em um edifício residencial com vinte unidades. Seu apartamento possui grades nas janelas e terraço envidraçado. Ontem, ele foi trabalhar, permanecendo no apartamento apenas sua empregada doméstica diarista. Quando retornou do trabalho, sua rua estava interditada tendo em vista que havia sido lançado um vaso de flores de uma das janelas do edifício em que ele reside, acarretando a morte de um pedestre. Artur, preocupado com o ocorrido, consultou sua advogada e foi corretamente informado de que ele

a) Não possui responsabilidade civil, uma vez que, conforme previsto na lei, o envidraçamento de seu terraço é fato excludente de responsabilidade.

b) Só possui responsabilidade civil pelo ocorrido se tiver concorrido culposamente para a ocorrência do evento.

c) Não possui responsabilidade civil, tendo em vista que a sua ausência do local dos acontecimentos exclui por si só a sua responsabilidade.

d) Possui responsabilidade civil pelo acontecimento apenas se for comprovado que na sua unidade habitacional estava presente sua empregada doméstica na hora em que ocorreram os fatos.

e) Possui responsabilidade civil pelo acontecido independentemente da existência de culpa de sua parte.

30. FCC 2012/TRT 11ª Região/ Analista. De acordo com o Código Civil brasileiro, no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, no pagamento

a) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da vítima.

b) Apenas das despesas com o tratamento da vítima, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da vítima.

c) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo período máximo de dois anos.

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d) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo período máximo de cinco anos.

e) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia pelo período máximo de dez anos.

31. ESAF 2007/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL. Se um escritor, culposamente, não entregar ao editor, no prazo estipulado no contrato, a obra prometida, a sua responsabilidade, quanto ao fato gerador, será:

a) Objetiva

b) Indireta

c) Contratual

d) Direta

e) Subjetiva

32. ESAF 2006 MTE/AFT. O empregador ou comitente, por ato lesivo de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício de trabalho que lhes competir ou em razão dele,

a) Responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil, pouco importando que se demonstre que não concorreu o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte.

b) Responde subjetivamente pelo dano moral e patrimonial.

c) Tem responsabilidade civil objetiva por não existir presunção juris tantum de culpa, mas não poderá reaver o que pagou reembolsando- se da soma indenizatória despendida.

d) Tem responsabilidade civil subjetiva por haver presunção juris tantum de culpa in eligendo e in vigilando.

e) Não tem qualquer obrigação de reparar dano por eles causado a terceiro.

33. ESAF 2006/CGU/AFC- ÁREA CORREIÇÃO. A falta de cautela ou atenção em relação a uma pessoa, animal ou objeto sob os cuidados do agente, que provoca dano a alguém, é considerada quanto ao conteúdo da conduta culposa

a) Culpa in comittendo.

b) Culpa in abstrato.

c) Culpa in custodiendo.

d) Culpa in concreto.

e) Culpa in omittendo.

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34. ESAF 2006/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL. Constituem caso de responsabilidade civil por ato de outrem, exceto

a) Os pais, pelos filhos menores que estiverem sob seu poder e companhia, mesmo se comprovado que agiu de maneira incensurável quanto à vigilância e educação do menor.

b) O tutor ou curador, pelos atos praticados pelos pupilos e curatelados, tenha ou não apurado sem culpa.

c) O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho ou por ocasião dele.

d) Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, menos para fins de educação, pelos seus hóspedes e moradores, havendo, ou não, culpa in vigilando e in eligendo.

e) Os que houverem participado nos produtos do crime, mesmo os que não participaram do delito mas receberam o seu produto.

35. ESAF 2004 PGE-DF/PROCURADOR. Marginais foragidos de uma penitenciária estadual assaltaram uma residência, causando danos materiais e morais. Demandado judicialmente, o Estado deixou de ser condenado, em primeiro grau, a indenizar a família vítima da violência, pois o dano não haveria decorrido direta e imediatamente da ação/omissão estatal. Assinale a opção correta.

a) A teoria sobre o nexo causal que inspirou o julgador a isentar o Estado de responsabilidade civil foi a da equivalência das causas.

b) A teoria sobre o nexo causal que inspirou o julgador a isentar o Estado de responsabilidade civil foi a da interrupção do nexo causal.

c) Na hipótese de responsabilidade civil objetiva, como a descrita no enunciado da questão, pouco importa se a vítima do ato danoso agiu culposamente, concorrendo para a sua ocorrência, vez que não se exige, no caso, a comprovação de qualquer culpa para a imposição do dever de indenizar.

d) A responsabilidade civil objetiva do Estado, na presente hipótese, decorre da incidência do Código de Defesa do Consumidor sobre as relações entre o Poder Público e o Administrado.

e) Caso os marginais sejam condenados criminalmente pelos crimes cometidos contra a família do enunciado da questão, essa condenação fará coisa julgada no juízo cível, obrigando o Estado a ressarci-la pelos danos amargados, devendo ser reformado, pelo Colendo Tribunal de Justiça, o entendimento inicial, esposado pelo MM. juízo singular de que não haveria o dever de indenizar por parte do Estado.

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1.B

11.E

1.B 11.E 2.D 3.D 4.B 5.B 6.E 7.D 8.E 9.C 10.E 12.E 13.E 14.E 15.E 16.C

2.D

3.D

4.B

5.B

6.E

7.D

8.E

9.C

10.E

12.E

13.E

14.E

15.E

16.C

17. E

18.E

19. E

20.E

14.E 15.E 16.C 17. E 18.E 19. E 20.E 21.C 31.C 22.E 23.E 24.C 25.E 26.B

21.C

31.C

22.E

23.E

24.C

25.E

26.B

27.A

28.B

29.E

30.A

32.A

33.C

34.D

35.B

22.E 23.E 24.C 25.E 26.B 27.A 28.B 29.E 30.A 32.A 33.C 34.D 35.B
21.C 31.C 22.E 23.E 24.C 25.E 26.B 27.A 28.B 29.E 30.A 32.A 33.C 34.D 35.B