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APOSTILA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Profª Ana Flávia Guedes Greco

APOSTILA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Profª Ana Flávia Guedes Greco

Aula 1 Introdução à Equações Diferenciais

1.1 INTRODUÇÃO A EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

Uma Equação Diferencial é uma relação que envolve como incógnita uma função e suas derivadas ou diferenciais ou equação diferencial é uma equação que contêm derivadas”. Vejamos alguns exemplos:

Exemplo 1.1. O movimento de um pêndulo simples de massa m

e comprimento l é descrito pela função ()t que satisfaz a equação diferencial:

d

 

2

dt

2

g

l

sen

0

Nesta equação a incógnita é a função ()t . Assim θ é a variável dependente e t é a variável independente.

equação a incógnita é a função  () t . Assim θ é a variável dependente

Exemplo 1.2. Em um sistema massa-mola composto de um corpo de massa m preso a uma mola com constante elástica k, sujeita a uma força de

dx

dt

e uma força externa

Fext (t ) F0 cost o deslocamento da massa xt() satisfaz a equação diferencial:

Nesta equação a incógnita é a função xt() . Assim x

é a variável dependente e t é a variável independente.

Nesta equação a incógnita é a função xt () . Assim x é a variável dependente

resistência

F

r



v

2

d x

dx

m

dt

2

dt

kx F

0

m dt 2   dt  kx F  0 cos  t  
m dt 2   dt  kx F  0 cos  t  

cos

t

Exemplo 1.3. Um circuito RC é um circuito que tem um resistor de resistência R, um capacitor de capacitância C e um gerador que gera uma diferença de potencial V ()t ligados em

série. A carga Qt() no capacitor satisfaz a equação diferencial:

Nesta equação a incógnita é a função Qt() . Assim Q é a variável dependente e t é a variável independente.

Nesta equação a incógnita é a função Qt () . Assim Q é a variável dependente

R

dQ dt C 1

Q



V t

Exemplo 1.4. Numa região do plano em que não há cargas elétricas o potencial elétrico
Exemplo 1.4. Numa região do plano em que não há cargas elétricas o potencial elétrico u ( x , y ) em
cada ponto ( x , y ) da região satisfaz a equação diferencial:
d u
2
d u
2
 0
dx dy
2
2
Nesta equação a incógnita é a função u ( x , y ) . Assim u é a variável dependente e x e y são as
variáveis independentes.

As Equações Diferenciais podem ser classificadas quanto ao Tipo, Ordem e Grau:

(a) Quanto ao tipo uma equação diferencial pode ser ordinária ou parcial. Ela é ordinária se as

funções incógnitas forem funções de somente uma variável, ou seja, contém somente uma variável independente. Caso contrário ela é parcial. Nos exemplos 1.1, 1.2, 1.3 as Equações Diferenciais são Ordinárias e no exemplo 1.4 a Equação Diferencial é Parcial.

(b) Quanto à ordem da equação diferencial, ela representa a mais alta derivada da função incógnita

que ocorre na equação. As equações dos exemplos 1.1, 1.2, 1.4 são de 2ª ordem enquanto a

equação do exemplo 1.3 é de 1ª ordem.

(c) Quanto o grau da equação diferencial, ele representa o valor do expoente para a derivada mais

alta da equação, quando a equação tem a “forma” de um polinômio na função incógnita e em suas derivadas, como por exemplo:

Ay By Cy Dy

(3)

(2)

(1)

(0)

0

As equações dos exemplos 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4 são todas de 1º grau.

Exemplo 1.5. Vamos classificar as equações quanto ao Tipo, Ordem e Grau:  2 3
Exemplo 1.5. Vamos classificar as equações quanto ao Tipo, Ordem e Grau:
2
3
d
y    dy 
2
2
 
f
 f 
(b)
2
3
3
2
d y
d y
dy
 
 0
(c)
3
2
 
dx
 
 
dx
     
dx
  

(a)

 

dx

2

 

dx

0

 x  

 

y

 

0

1.2 SOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DIFERENCIAL

A solução é uma função que quando substituída na equação diferencial a transforma numa identidade. As soluções podem ser: geral, particular, explícita ou implícita.

(a) Chama-se solução geral à família de todas as soluções que verifica a equação diferencial e

2

possui constantes arbitrárias. Por exemplo: y Ax Bx C é a solução geral da equação diferencial

3

d y

dx

3

0 .

(b) Chama-se solução particular de uma equação diferencial à solução obtida a partir da solução

geral impondo condições iniciais ou de contorno. Por exemplo:

2 2 x 3 é a solução particular da

y 5 x

3

equação diferencial d y

dx

3

0 .

(c) Chama-se solução explícita a solução que pode ser expressa na forma y = f(x), isto é, a variável

dependente (função) pode ser isolada e igualada a uma expressão, a qual é função apenas da

variável independente (não ambígua). Por exemplo:

diferencial

1 dy

x dx

y 0

.

y Ce

x 2 2
x
2
2

é solução explícita da equação

(d) Chama-se solução implícita a solução que expressa na forma f(x, y) = 0, isto é, a variável

dependente (função) não pode ser isolada e igualada a uma expressão que dependa apenas da

variável independente, ou quando isto for possível (será ambígua). Por exemplo:

diferencial

y

n(y)

 

x

2 n(x)

x

1

C

é

solução

implícita

da

equação

(

x

1)

2

y

x

2

(

y

1)

dy

dx

0

.

Como identificar se uma solução proposta é solução da equação diferencial?

Para identificar se uma solução proposta é solução de uma equação diferencial, basta substituir a solução encontrada no lugar onde a variável dependente (função) aparece na equação, e se após os cálculos feitos, a equação se transformar em uma identidade, então a função encontrada é solução da equação diferencial.

Exemplo 1.6. Vamos verificar se a função dada é solução das seguintes equações diferenciais: y
Exemplo 1.6. Vamos verificar se a função dada é solução das seguintes equações diferenciais:
y
"4 ' 4
y
y
e
x
;
y e 2
x
(a)
 x
2
y y
'
 
0;
y
e
2
(b)

1.3 PROBLEMAS DE VALOR INICIAL E DE CONTORNO

Uma equação diferencial satisfazendo algumas condições adicionais, relativas tudo à mesma variável independente é denominado Problema de Valor Inicial, caso essas condições adicionais se referem a mais de um valor da variável independente é denominado Problema de Valor de Contorno.

Geralmente as condições iniciais serão dadas para o instante inicial, já as condições de contorno aparecem quando nas equações de ordem superior os valores da função e de suas derivadas são dadas em pontos distintos.

Exemplo 1.7. O problema y” + 2y’ = e x com y(π) = 1 e y’(π) = 2 é um problema de valor inicial, pois as duas condições adicionais são ambas dadas no ponto x = π. Já o problema y” + 2y’ = e x com y(0) = 1 e y’(1) = 1 é um problema de valor de contorno, pois as condições adicionais são dadas em diferentes pontos x = 0 e x = 1.

adicionais são dadas em diferentes pontos x = 0 e x = 1. Lembre-se: Se são

Lembre-se: Se são conhecidas condições adicionais, podemos obter soluções particulares para a equação diferencial e se não são conhecidas condições adicionais poderemos obter somente a solução geral.

Exemplo 1.8. Vamos determinar a Solução Particular para a equação y C1sen x C2 cosx com as seguintes condições iniciais: y(0) = 1 e y’(0) = 2.

EXERCÍCIOS

1.

Classifique as seguintes equações diferenciais quanto ao Tipo, Ordem e Grau:

 

(a)

 

2

d

dx

y

2

2

3

y

dy  

dx

xy

0

(d)

dy

  dx

  x

5

3

(b)

y

4

x

  

3

d

dx

y

3

   

x

2

   

2

d y

dx

2

   

x

  dy   dx

(

sen y

)

0

(e)

2

z

t

2

   4   

2

x

z

2

  

1

 

(c)

z

u

2

z

v

 

2

1

(f)

e

y

2

d

dx

y

2

    2

dy  

dx

2

1

2.

Verifique se a função dada é solução da equação diferencial:

 

(a)

y

" y y e

4

'

4

x

;

 

x

y e

 

(d)

y "2 y ' y x; y 1

 

(b)

y

5

" y y

'

6

0;

y e

2

x

(e)

y

"

2

y

'

y

 

0;

y

2

e

x

xe

x

(c)

y

5

" y y

'

6

0;

y e

3

x

(f)

y

2

' 25y ;

y 5 tg (5 x )

 

3.

Nos problemas (a) à (d) determine C 1 e C 2 de modo que y C1 sen( x ) C2 cos( x ) satisfaça as

condições dadas. Determine se tais condições são iniciais ou de contorno.

(a)

y (0) 1, y '(0) 2

 

(d)

y (0) 1, y '() 1

(b)

y

(0)

1,

y

 

2

 

1

(e)

y (0) 0, y '(0) 0

GABARITO

Questão 2: (a) Sim, é solução (b) Sim, é solução (c) Sim, é solução (d) Não é solução (e) Sim, é solução (f) Sim, é solução.

Questão 3: (a) C 1 = 2 e C 2 = 1; condições iniciais (b) C 1 = 1 e C 2 = 1; condições de contorno

(c) C 1 = -1 e C 2 = 1; condições de contorno (d) C 1 = 0 e C 2 = 0; condições iniciais.

Aula 2 Método de Separação de Variáveis

2.1 DEFINIÇÃO

Seja uma Equação Diferencial M x, y dx N x, y dy 0 . Se M é uma função apenas da variável x, isto é M M x e N é uma função apenas da variável y, isto é N N y , então a equação dada fica na forma

M x dx N y dy 0

A expressão acima é chamada de equação separável. Isto é motivado pelo fato que é possível separar as funções de modo que cada membro da igualdade possua uma função com apenas uma variável. Desse modo, podemos realizar a integração de cada membro por um processo “simples”.

2.2 MÉTODO DE RESOLUÇÃO

Para resolvermos tal tipo de equação diferencial, como o próprio nome já diz, deveremos separar a variáveis, isto é, deveremos deixar o coeficiente da diferencial dx como sendo uma função exclusiva da variável x e o coeficiente da diferencial dy como sendo uma função exclusiva da variável y, e então integrarmos cada diferencial.

Exemplo 2.1. Vamos obter a solução geral e particular das equações diferenciais pelo método da separação das variáveis.

dy

dx

dy

dx

(a)

xy 0

para y (0) 3 .

(b)

y

x

 

0

para y(0) 1.

EXERCÍCIOS

Resolva as seguintes equações por separação de variáveis:

 

2

xdx y dy 0

 

dy xe

x

 

(a)

(g)

 

dx

 

2

y

(b) dy

dx

2

y x

3

(h)

x

e dx ydy y

0;

(0)

1

 

dy

(i) sen ( x ) dx ydy 0; y (0) 2

 

(c)

 

5 y

   

dx

(d)

dy

dx

5 x 3

(j)

  

xe

2

x

1

  

dx y

5

1

dy

0;

y

(0)

0

(e)

dy x

dx

  1 1

y

4

 

(k)

x

cos( x ) dx 16 y

5

dy 0; y () 0

 

(f)

ds

2 x

  0

 

(l)

x

2

1 dx

1

dy

0; y (

1)

 

1

dx

s

 

y

 
 

GABARITO

 
 

x

2

3

1

x

4

5 x

2

(a)

y

C

 

;

(b)

C

 

;

(c) ln( y ) 5 x C

;

(d)

y

3

x C

 

2

3

   

y

4

   

2

 

y

5

2

x

 

2

s

2

C ;

 

2

x

x

x

y 2

1

(e)

5

y

2

x C ; (f)

2

x

(g)

y

xe e

 

C ;

(h)

e

2

2

 

2

y

 

1

e

 

2

6

y

1

 

(i)

cos( )

x

   

1

;

 

(j)

x

y

;

 

(k)

x

sen ( x ) cos( x ) y y

6

1

 

2

2

6

2

 
 

x

3

4

(l)

3

x

ln

y 

3

Anotações:

3.1 DEFINIÇÃO

Uma Equação Diferencial

Aula 3 Equações Diferenciais de 1ª Ordem Exatas

M x, y dx N x, y dy 0 (I)

é dita exata se somente se, a diferencial da função F F x , y for nula, isto é,

dF  

F

x

dx  

F

y

dy 0

(II)

Assim (I) é dita equação diferencial exata se for proveniente de uma função do tipo F x, y C .

de uma função do tipo F  x , y   C . Teste: Se

Teste: Se M x , y e N x, y são funções contínuas com derivadas parciais primeiras contínuas em um retângulo do plano xy, então (I) é exata se e somente se

y

x

M x y

,

 M x y ,     N x , y  
 M x y ,     N x , y  

N x , y

 M x y ,     N x , y  

Exemplo 3.1. Vamos verificar se as equações diferenciais abaixo são exatas: x  y dx
Exemplo 3.1. Vamos verificar se as equações diferenciais abaixo são exatas:
x  y dx x  y dy  0
(a)
dy
y 9 x
2
(b)
dx  2 y x
    Exemplo x  xy dx  Ax  y dy 
Exemplo
x
 xy dx  Ax  y dy  0
3
3.2.
Vamos
4
determinar
o
valor
de
A
para
que
a
equação
diferencial
2
2
se torne exata.

3.2 MÉTODO DE RESOLUÇÃO CLÁSSICO

Para resolver a Equação Diferencial da forma M x, y dx N x, y dy 0 , devemos verificar se esta

equação é exata e em caso positivo, garantir que existe uma função F F x , y tal que

F M ,

y

x y

e

F N ,

y

x y

Na sequencia, tomamos a relação F x M x, y e integramos em relação à variável x para obter

F x, y  M x, y dx g ( y )

onde g g y é uma função apenas na variável y.

Agora, derivamos parcialmente esta última função F F x , y em relação à variável y:

F

y y

M x , y dx g '( y )

e identificamos esta derivada com a função N N x , y , para obter a expressão de g g y . A solução da equação diferencial exata será dada por:

F x, y C

3.3 MÉTODO DE RESOLUÇÃO ALTERNATIVO

Como no método anterior, para resolver a Equação Diferencial da forma M x, y dx N x, y dy 0 , devemos verificar primeiro se esta equação é exata e em caso positivo, basta integrar separadamente M x, y dx e N x, y dy . A solução geral será a soma dos resultados obtidos nas duas integrais.

será a soma dos resultados obtidos nas duas integrais. Lembre-se: Se as equações são exatas as

Lembre-se: Se as equações são exatas as soluções de ambas integrais são equivalentes, desta forma, se houver uma solução igual lembre-se de somar apenas uma única vez.

Exemplo 3.3. Vamos verificar se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolvê-las seguindo o
Exemplo 3.3. Vamos verificar se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolvê-las seguindo
o método alternativo.
x 1dx  y 1dy  0
3
(a)
x
2
 y dx  x  y dy  0
2
2
2
(b)

EXERCÍCIOS

Verifique se as equações diferenciais abaixo são exatas e resolva-as:

(a)

1 x dx dy 0

 

(f)

2

2 y dx x dy 0

 

(b)

dx (1x ) dy 0

 

(g)

5

y

15

dx x dy y

5

0;

2

 

3

5

 

(c)

2 yx 2 y dx x 2 x dy 0

2

 

(h)

x

2

y dx x 2 y dy 0; y 1 2



 

(d)

y x dx x dy 0

 

(i)

2 xy 3 dx x 4 y dy 0; y 1 2

2

 

 

(e)

y 9 x

2

dx 2 y x dy 0

 

(j)

2

x

3

xy dx

   

3

x

2

2

4

 

y dy

0;

y

(0)

1

 

GABARITO

 

(a)

x

x

2

2

y C

;

(b) Não é exata ;

(c)

x

2

y 2 xy C ; (d)

xy

x

2

2

C

;

 
 

2

3

x

3 yx y  

2

5

(e)

y

xy 3 x

C

 

;

(f) Não é exata

 

;

(g) 5 yx 15 x 24 ;

(h)

3

3

 

3

2

3 x y

 

(i)

x

2

2

y x y

3

2

7

;

(j)

x

2

2

y

2

 
 

3

2

 

Anotações:

Aula 4 Método dos Fatores Integrantes

4.1 INTRODUÇÃO

4.1.1 O QUE É UM FATOR INTEGRANTE?

Em geral, a equação diferencial M x, y dx N x, y dy 0 (I)

não é exata. Por vezes, entretanto, é possível transformar (I) em uma equação exata, mediante multiplicação de um fator adequado.

4.2 DEFINIÇÃO

Uma função I x , y é um fator integrante de (I) se a equação

I x, y M x, y dx N x, y dy 0 (II)

é exata.

Exemplo 4.1. Vamos verificar se as funções dadas é fator integrante de y dx x dy 0 :

(a) 1/ x

2

(b) 1/ xy

4.3 RESOLUÇÃO COM EMPREGO DE UM FATOR INTEGRANTE

Se I x , y é fator integrante de (I), então (II) é exata e pode ser resolvida seja pelo Método de Equação Diferencial de 1ª ordem exata seja por integração direta, conforme visto nas Aulas 2 e 3. A solução de (II) é também solução de (I).

4.4 DETERMINAÇÃO DE UM FATOR INTEGRANTE

Do teste feito na Aula 3 para verificar se uma equação diferencial é exata, decorre que um fator integrante é solução de certa equação diferencial parcial. Ora, em geral, essa equação diferencial é mais difícil de resolver do que a própria equação diferencial original. Consequentemente, os fatores integrantes se obtêm, em geral, por inspeção. O êxito do método vai depender, então, da habilidade do calculista, em reconhecer ou vislumbrar, que determinado grupo de termos constitui uma diferencial exata dh x , y . Para tanto, a Tabela 1 poderá constituir boa ajuda.

Tabela 1

Grupo de Termos

 

Fator integrante I x , y

y dx x dy

1

 

2

 
 

x

 

y dx x dy

1

2

 

y

y dx x dy

1

 

xy

y dx x dy

 

1

x

2

y

2

y dx x dy

 

1

xy

 

y dx x dy

 

1

 

xy

n

 

y dx x dy

 

1

x

2

y

2

y dx x dy

 

1 1

n

 

n

,

x

2

y

2

ay dx bx dy (a, b são constantes)

 

a 1 b 1

 

x

 

y

Por vezes, um reagrupamento dos termos da equação diferencial facilita a visualização do fator integrante (ver definições (III) - (VI))

(a) Se

(b) Se

1

  M

N

  g x

N y

x

(

)

1

  M

N

  h y

M y x

(

)

, função de x somente, então

, função de y somente, então

I

x , y

I

x , y

e

e

g ( x ) dx

 h ( y ) dy

(c) Se a equação é homogênea e Mx Ny 0 , então

I

x , y

1

Mx My

(III)

(IV)

(V)

(d) Se a equação M x, y dx N x, y dy 0 pode ser colocada na forma y f x, y dx x g x, y dy ,

onde f x, y dx g x , y , então

I

x , y

1

xM yN

(VI)

Exemplo 4.2. Vamos determinar o fator integrante I de cada equação diferencial e resolvê-la, pelo
Exemplo 4.2. Vamos determinar o fator integrante I de cada equação diferencial e resolvê-la, pelo
Método de Equação Diferencial de 1ª ordem exata:
x
2
 y  x dx  xy dy  0
2
(a)
y e  x dy   y dx  0
2
y
(b)

EXERCÍCIOS

Determine o fator integrante apropriado para cada equação, e resolva-a:

(a)

( y 1) dx x dy 0

   

(c)

 

x

2

2 y dx   x dy 0

 

(b)

y dx x dy 0

   

(d)

 

2 y dx x dy 0

 

(a)

I (

x

)

1

2

 

y

1

C

GABARITO

(c)

(

I x

)

x

3

1

3

ln

x

y

2

C

 

x

x

x

x

x

(b)

 

2

1

y

(d)

2

 

I (

x

)

x

2

 

 

C

I ( x ) x x y C

 

x

x

Anotações:

Aula 5 Equações Diferenciais de 1ª ordem Lineares

5.1 DEFINIÇÃO

Toda Equação Diferencial de 1 a Ordem M x, y dx N x , y dy 0 é dita linear se ela puder ser

transformada na forma

dy dx

f x y

r x

.

5.2 TIPOS DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES

A)

homogênea se r ( x )

tem-se:

Equação Diferencial Linear Homogênea: Uma equação diferencial linear de 1 a Ordem é dita

dy

dx

 f x y

0

dy

y

isto é,

dy dx

  f x dx

f x y

0

. Assim pelo método da separação de variáveis,

E a solução geral da equação diferencial será:

 E a solução geral da equação diferencial será:   n  y  

n y  f x dx k

y C e 

f

x dx

, isto é,

y ( x ) C e

(

h x

)

, onde h ( x ) f ( x ) dx

.

B)

não-homogênea se r ( x ) 0 . Sendo assim, a solução da equação diferencial será:

Equação Diferencial Linear Homogênea: Uma equação diferencial linear de 1 a Ordem é dita

y x ( )  e  h x ( ) .   e
y x
(
)
 e
 h x
(
)
.
 
e r x dx C 
h x
(
)
(
)
 , onde h ( x )  f ( x ) dx
.

Exemplo 5.1. Vamos determinar a solução geral da equação diferencial:

de Método de Equações Diferenciais de 1ª ordem linear homogênea:

dx x

y 0

pelo Método

dy

1

Exemplo 5.2. Vamos determinar a solução geral pelo Método de Método de Equações Diferenciais de 1ª ordem linear não homogênea:

dy

dx

dy

dx

(a)

3 y e

3 x

(b)

x

2 y 4 x

2

EXERCÍCIOS 1. Determinar a solução das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 1ª Ordem: dy x
EXERCÍCIOS
1.
Determinar a solução das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 1ª Ordem:
dy
x
2
y
0
2 
y
0
;
y
(0)
2
(a)
dx 
(d)
dy dx 
dy
dy
 4 y  0
1 0 ;
y
y
(2)
2
(b)
dx
(e)
dx  x
dy
dy
1
 2 xy  0
y
0
;
y
(2)
4
(c)
dx
(f)
dx x
2.
Determinar a solução das Equações Diferenciais Lineares não Homogêneas de 1ª Ordem:
dy
x
y
x
dy
3
x
y
  1
x
(a)
dx
(d)
dx
dy
x
2
y
x
2
x
2
2
xy x
 
1;
y
(1)
0
(b)
dx 
(e)
dy dx 
dy
1
y
 cos
x
(c)
dx x
GABARITO
y  Cx
2
y  Ce
4 x
x
2
y  Ce
y  2 e 
2 x
4
; (f) y  2 x
y 
Questão 1: (a)
;
(b)
; (c)
; (d)
; (e)
x
2
x
3 x
C
x
C
cos x 
C
y 
y 
y sen x
Questão 2: (a)
4
2
x ;
(b)
4
x
2 ;
(c)
x
x
;
C 1 1
1
(d) y  x 
y 
e
x ;
(e)
2 x 2 x
2

Anotações:

Aula 6 Equações Diferenciais de 2ª ordem: Homogênea

6.1 DEFINIÇÃO

Toda Equação Diferencial de 2 a Ordem é dita linear se ela puder ser transformada na forma

a x

2

d y

dx

2

b x

dy

dx

c x y

r x

(

)

, onde a = a(x), b = b(x), c = c(x) e r = r(x) são funções conhecidas

somente da variável independente x.

6.2 EQUAÇÕES LINEARES HOMOGÊNEAS DE 2ª ORDEM

Para equações lineares de 2ª ordem, se r(x) 0 a equação é dita homogênea e se r ( x ) 0 a equação é dita não homogênea.

6.3

CONSTANTES

EQUAÇÕES

LINEARES

HOMOGÊNEAS

DE

ORDEM

COM

COEFICIENTES

Como toda função constante real é contínua, então, dentre as equações diferenciais lineares, existe

um grupo de equações muito importante que é formado pelas equações cujas funções coeficientes

de

d

2

dx

y , dy dx

2

e y são constantes e neste caso, escrevemos simplesmente:

L y a

2

d y

dx

2

b

dy

dx

(

cy r x

)

6.4 SOLUÇÃO DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE 2ª ORDEM HOMOGÊNIA

A) Método do Polinômio Característico ou Polinômio Associado: Para resolver a equação homogênea com coeficientes constantes, devemos obter a equação característica associada à mesma, dada por:

2

abc 0

Como a equação característica é uma equação do segundo grau, ela possui exatamente duas raízes no conjunto dos números complexos.

Detalhando um pouco mais, observamos que quando os valores de a, b e c são reais, existem três possibilidades para a obtenção das raízes:

Caso 1 - Duas Raízes Reais Distintas: Quando a Equação Característica possui duas raízes reais distintas, isto é, 1 2  , a solução da Equação Diferencial linear de 2 a Ordem e homogênea, a coeficientes constante, será do tipo:

y x    c e  x  c e  x 1
y x
c e
x
c e
x
1
1
2
2

Caso 2 - Duas Raízes Reais Iguais: Quando a Equação Característica possui duas raízes reais iguais, isto é, 1 2  , a solução da Equação Diferencial linear de 2 a Ordem e homogênea, a coeficientes constante, será do tipo:

y x    ( c  c x e  ) x 1
y x
(
c
c x e 
)
x
1
2

Caso 3 - Duas Raízes Complexas Distintas: Quando a Equação Característica possui duas raízes

Complexas distintas, isto é, 1 2 C , sendo

de 2 a Ordem e Homogênea, a Coeficientes Constantes, será do tipo:

 

1

p

iq

e

 

2

p

iq

, a solução da EDO Linear

y  x  e  px .   C cos  q x
y 
x  e
px
.
 
C
cos
q x  C sen q x  
1
2

Exemplo 6.1. Vamos determinar a solução geral das Equações diferenciais de 2ª ordem pelo Método do Polinômio Característico:

(a)

2

d y

2

dy

10

 

0

2

 

y

dx

d

dx dx

2 y dy

dx

dx

dx

(b)

2

2

y

0

d

2

y

dy

(c)

2

8

16

y

0

Exemplo 6.2. Determine a solução particular da Equação diferencial de 2ª ordem obtida no exemplo anterior (b) dada as condições: y 03 e y '(0) 0

EXERCÍCIOS

Determinar a solução das Equações Diferenciais Lineares Homogêneas de 2ª Ordem:

 

2

d y

dy

   

d

2

y

dy

 

(a)

dx dx

2

2 y 0

 

(d)

dx

2

2

dx

y

 

0 ;

y

(0)

0

e y

'(0)

3

 

d

2

y

dy

   

d

2

y dy

 

(b)

dx

2

4

dx

4

y

0

(e)

2

dx dx

6

y

0 ;

y

(0)

2

e y

'(0)

0

(c)

d

2

y

2

dy

10

y

0

 

dx

2

dx

(a)

y C e

1

x

C e

2

2 x

 

;

(b)

y

e

GABARITO

x

  cos3

C

1

x C sen x

3

2

 

;

(c)

y

C C x e 2

1

2

x

(d)

3

y x e

x

 

;

(e)

y

4

5

e

3

x

6

5

e

2

x

Anotações:

Aula 7 Equações Diferenciais de 2ª ordem: não Homogênea

7.1 SOLUÇÃO DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE 2ª ORDEM NÃO HOMOGÊNIA

Para resolver equações diferenciais não homogêneas, onde r ( x ) 0 , seguiremos os seguintes

passos:

onde r ( x )  0 , seguiremos os seguintes passos: 1) Obtenha a solução

1) Obtenha a solução geral y h ( x ) da equação linear homogênea associada

utilizando o Método do Polinômio Característico, para isso faça r ( x ) 0 .

2) Pelo Método dos Coeficientes a Determinar, obtenha a solução particular

y p ( x ) para a Equação Diferencial de 2ª ordem.

3)