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JUSTIFICATIVAS PARA APLICAÇÃO DO

MÉTODO DE ANÁLISE HIERÁRQUICA


Valério P. Salomon
Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG/UNESP)
Caixa Postal 205 – CEP 12.500-000 – Guaratinguetá/SP
salomon@feg.unesp.br

José Arnaldo B. Montevechi


Edson O. Pamplona
Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI)
Caixa Postal 50 – CEP 37.500-000 – Itajubá/MG
arnaldo@iem.efei.br ou pamplona@iem.efei.br

Área temática:
Pesquisa Operacional (Avaliação e Apoio à Tomada de Decisão)

ABSTRACT:
Throughout a bibliographical research about some comparisons of the Analytic Hierarchy Process
and others Multiple -Criteria Decision Methods, this paper presents some reasons for managers or
industrial engineers justify their choice for this method when the applying of one of these methods is
necessary.

KEYWORDS:
AHP, Decision Support, Multiple -Criteria Decision Methods

RESUMO:
O presente trabalho apresenta justificativas para a escolha, por parte de engenheiros de produção, pelo
Método de Análise Hierárquica em situações onde a utilização de um método de auxílio à decisão por
múltiplos critérios for necessária. Para isto, foi conduzida uma pesquisa bibliográfica envolvendo trabalhos
comparativos deste método com alguns de seus similares.

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
1 - INTRODUÇÃO
Ao abordar a melhoria dos processos de compras, SALOMON (1998) encontrou presente em diferentes
propostas – por exemplo, as planilhas de fornecedores de DESAI (1996), a formação de preços
baseada em incentivos à qualidade de WINDHAM (1995) e a seleção de fornecedores pelo critério do
custo total mínimo proposta por QUELHAS e QASSIM (1996) – uma inconveniência em comum: a
adoção de valores críticos de maneira arbitrária. Esta arbitrariedade poderá se transformar numa barreira
para empresas que optem pela utilização dos modelos propostos e não possuam conhecimento para
especificar estes valores críticos. Como solução para este problema foi proposta, com sucesso, a
utilização do Método de Análise Hierárquica (AHP – Analytic Hierarchy Process ).

O caso citado, anteriormente, representa uma situação típica em que um método de auxílio à decisão por
múltiplos critérios (MDCM – Multiple-Criteria Decision Method) se mostra útil, ou, até, necessário.
Para tentar justificar a escolha pelo AHP, serão apresentados neste artigo diversos estudos comparativos
entre este método e outros MCDM. Nota-se que, no desenvolvimento deste trabalho será considerado
que o leitor possui algum conhecimento a cerca de como o AHP “funciona” e de outra ferramenta,
atualmente, bem conhecida do engenheiro de produção: os conjuntos Fuzzy, propostos por ZADEH
(1965).

2 - MÉTODOS DE AUXÍLIO À DECISÃO POR MÚLTIPLOS


CRITÉRIOS
O MCDM, como o próprio nome sugere, é utilizado em situações em que se considera mais de um
critério, por exemplo: custo, qualidade, atendimento, etc. Basicamente, este métodos trabalham com a
mesma ferramenta principal, a matriz de decisão. A tabela 1 representa a matriz de decisão utilizada em
uma situação em que se deseja analisar três alternativas de acordo com cinco critérios diferentes.

Critério 1 Critério 2 Critério 3 Critério 4 Critério 5


Alternativa 1 a11 a12 a13 a14 a15
Alternativa 2 a21 a22 a23 a24 a25
Alternativa 3 a31 a32 a33 a34 a35
Tabela 1 - Matriz de decisão

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Na matriz de decisão, os a ij representam o desempenho das alternativas i segundo os critérios j. A
maneira com que um MCDM trabalha os aij é que o torna diferente dos demais. Métodos como o
ELECTRE (Elimination and Choice Translating Reality) fornecem apenas a ordenação das alternativas
com base em princípios de dominância. Outros métodos fornecem, além desta ordenação, uma medida do
desempenho das alternativas, considerando todos os critérios (desempenho global). Devido a esta
limitação, o método ELECTRE não será incluído neste trabalho. Mesmo assim, existem vários métodos
que fornecem valores de desempenho global das alternativas, já utilizados com sucesso em diversas
situações, merecendo ser citados:

• AHP, proposto por SAATY (1977);

• Método de Análise em Redes (ANP – Analytic Network Process), também desenvolvido por
SAATY (1996);

• Abordagem de Decisão Fuzzy (FDA – Fuzzy Decision Approach) baseada em conjuntos Fuzzy e
proposta por LIANG e WANG (1992);

• MACBETH (Measuring Attractiveness by a Categorical Based Evaluation Technique) proposto


por BANA E COSTA e VASNICK (1994);

• TOPSIS (Technique for Order Preference by Similarity to Ideal Solution), cujo desenvolvimento
se deve a HWANG e YOON (1981).

3 - COMPARAÇÃO DO AHP COM OUTROS MÉTODOS


3.1 - AHP e FDA
GOTHB e WARREN (1995) selecionaram o AHP e a FDA (Fuzzy Decision Approach) para o estudo
de um caso relacionado com a administração de um hospital: a decisão de se continuar com o
equipamento de arquivamento e recuperação de dados de radiografias em filmes, ou implementar a
utilização de um equipamento novo baseado em tecnologia digital. Estas eram as duas alternativas, e foram
denominadas antigo e novo, respectivamente. Três critérios principais foram considerados: custo,
produtividade e risco. Os valores subjetivos foram fornecidos por médicos, considerados especialistas
por sua experiência. As tabelas 2 e 3 trazem as matrizes de decisão para o caso, utilizando-se os dois
métodos.

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Produtividade Risco Custo
Antigo 0,117 0,688 0,613
Novo 0,883 0,312 0,387
Tabela 2 - Matriz de decisão obtida com a utilização do AHP

Da tabela 3 observa-se que, pela FDA, os desempenhos das alternativas antiga e novo em cada critério
são conjuntos Fuzzy trapezoidais. Estes valores foram obtidos através da opinião dos especialistas sobre
o desempenho das alternativas em cada sub -critério. Todos valores de desempenho foram ponderados
pelos pesos dos sub-critérios, também atribuídos pelos especialistas através de conjuntos Fuzzy
(preestabelecidos por LIANG e WANG, 1991).
Pode-se observar, ainda, que os dados da tabela 3 não estão normalizados como os da tabela 2, estando
inclusive os dados de custo, em milhares de dólares por ano.

Produtividade Risco Custo


Antigo (0,06; 0,18; 0,20; 0,44) (0,34; 0,65; 0,66; 0,81) (570, 600, 670, 708)
Novo (0,33; 0,65; 0,65; 0,88) (0,29; 0,60; 0,61; 0,85) (803, 850, 910, 960)
Tabela 3 - Matriz de decisão obtida com a utilização da FDA

Para comparar os resultados obtidos pelos dois métodos, a margem de superioridade da nova alternativa,
MSN, foi calculada pela equação 1, onde antigo e novo são os desempenhos globais das respectivas
alternativas:

novo− antigo
MSN = (1)
antigo

A comparação foi conduzida em conjunto com uma análise de sensibilidade dos métodos ao peso
atribuído para cada critério. Da tabela 4, observa -se que, para ambos métodos, as alternativas obtiveram
desempenhos similares: em apenas duas “políticas” houve uma variação superior a 25%; embora uma
alternativa diferente tenha superado a outra em duas políticas, apenas na política que prioriza os riscos (a
quarta política) houve diferença significativa.

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
AHP FDA
Política antigo novo MSN antigo novo MSN
Peso maior para a produtividade 0,381 0,619 62% 0,345 0,585 70%
Pesos iguais 0,470 0,530 13% 0,445 0,555 25%
Peso maior para os custos 0,501 0,499 -0.4% 0,510 0,525 3%
Peso maior para os riscos 0,523 0,477 -9% 0,445 0,520 17%
Peso um pouco maior para os riscos
0,390 0,535 37% 0,400 0,475 19%
e menor para a produtividade
Peso um pouco maior
0,415 0,525 27% 0,420 0,490 17%
para os custos e os riscos
Peso um pouco maior para os riscos 0,425 0,575 22% 0,400 0,500 25%
Peso um pouco maior para a
0,360 0,575 60% 0,420 0,520 24%
produtividade
Peso um pouco maior para os riscos
0,410 0,595 45% 0,420 0,525 25%
e menor para os custos
Tabela 5 - Sensibilidade à política administrativa

Segundo GHOTB e LEWIS (1995), ambos os métodos foram considerados úteis na abordagem desta
complexa decisão e nenhum pôde ser constatado superior ao outro. Entretanto, o AHP apresentou como
vantagens forçar o decisor a pensar na decisão de uma maneira lógica (hierárquica) e verificar a
inconsistência de seus julgamentos e como desvantagens, o limite aconselhado de no máximo 9 elementos
comparados, simultaneamente, pelo cérebro humano (MILLER, 1956) e estas comparações foram
consideradas mais difíceis e “tediosas” que a classificação através de conjuntos Fuzzy.

3.2 - AHP e MACBETH


Em uma primeira observação, pode parecer que o MACBETH (Measuring Attractiveness by a
Categorical Based Evaluation Technique) apresenta fortes semelhanças com o AHP: “assim como o
AHP e outros métodos multicritérios de apoio à decisão, compreende duas importantes fases, de

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estruturação e de avaliação” (SCHMIDT, 1995). Porém, existem grandes diferenças nas maneiras com
que as fases são conduzidas, que vão além das diferenças de nomenclatura.

No MACBETH, os critérios de uma decisão – denominados de Ponto Vista – são “operacionalizados”


por indicadores. Na fase de avaliação, também existem como no AHP julgamentos entre alternativas aos
pares, utilizando-se de matrizes. As principais diferenças estão nas escalas utilizadas nos julgamentos e na
validação destes, que no MACBETH também pode ser obtida através da verificação da coerência teórica
e da coerência semântica, além da consistência. O MACBETH permite a verificação visual da
consistência, uma vez que na matriz de julgamentos os valores de “diferença de atratividade” devem
aumentar da esquerda para a direita e de baixo para cima, devido a uma necessária ordenação antes dos
julgamentos.

SCHMIDT (1995) focalizou o Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade


Federal de Santa Catarina (PPGEP/UFSC), sob o ponto de vista dos alunos, num estudo comparativo
dos dois métodos em questão. A decisão a ser tomada era “Como aperfeiçoar a competitividade do
PPGEP/UFSC?”.

A aplicação começou muito bem conduzida, inclusive observando que “foi utilizada como uma ilustração,
não como uma evidência conclusiva, até porque seria necessário uma maior abrangência, utilizando não
apenas os alunos diretamente ligados ao programa, mas também envolvendo o coordenador do curso,
professores, administração e comunidade”. Entretanto, também conforme observado, “os alunos fornecem
uma amostra significativa dos critérios a serem levados em consideração quando da avaliação”. Porém, um
equívoco foi cometido ao se afirmar que “o modelo proposto não apresentava alternativa, por se tratar de
uma aplicação apenas no PPGEP-UFSC”. Se isto fosse verdade não seria necessária a tomada de
decisão, pois a existência de apenas uma alternativa não requer estudos decisórios, mas sim mandatários.
Na verdade, como o modelo foi estruturado na figura 1 e como foi desenvolvida a aplicação do AHP a
partir deste, a decisão apresentava sete alternativas (“condições necessárias para se atingir o objetivo
principal”), erroneamente denominadas de sub-critérios. No entanto, mesmo com este erro na
denominação das alternativas, o modelo apresentado na figura 1 não está errado, ou seja, este modelo
permitiu chegar-se nos valores que se propõem auxiliar à tomada de decisão em questão: os desempenhos
globais das alternativas.

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Figura 1 - Modelo de decisão segundo o AHP (SCHMIDT, 1995)

Para se chegar à matriz de decisão apresentada na tabela 6, foram realizados julgamentos aos pares entre
os critérios e depois entre as alternativas para cada critério. Todos estes julgamentos ocasionaram razões
de consistência inferiores a 7,5% e uma razão de consistência global também inferior aos 10%
recomendados por SAATY (1991).

Formação Contribuição para Qualificação


competitiva a comunidade para pesquisa
Qualidade
0,1968 0,0774 0,2162
das aulas
Infra-estrutura
0,1614 0,3272 0,4133
de trabalho
Qualidade
0,1840 0,2089 0,1556
dos docentes
Valorização da
0,2399 0,2943 0,0652
dissertação/tese
Remuneração
0,1509 0,0294 0,0897
(bolsa)
Quantidade de
0,0209 0,0273 0,0236
alunos “entrantes”
Renome
0,0460 0,0354 0,0365
do curso
Tabela 6 - Matriz de decisão segundo o AHP

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Utilizando-se um software para auxiliar à análise de sensibilidade aos pesos dos critérios, verificou-se que
a alternativa infra-estrutura de trabalho domina todas as outras alternativas, a menos quando o peso da
formação competitiva for superior a 77%, passando a ser dominada pela valorização da
dissertação/tese.

Prioridade global
Qualidade as aulas 0,192
Infra-estrutura de trabalho 0,232
Qualidade dos docentes 0,179
Valorização da dissertação/tese 0,204
Remuneração (bolsa) 0,128
Quantidade de alunos “entrantes” 0,022
Renome do curso 0,043
Tabela 7 - Vetor de decisão segundo o AHP

A conclusão do estudo foi que na concepção dos alunos, a formação competitiva é um ponto primordial
para se alcançar o aperfeiçoamento competitivo do PPGEP/UFSC, neste critério, a valorização da
dissertação/tese contribui significativamente. Entretanto, na avaliação global das prioridades, a alternativa
que mais se destacou foi a infra-estrutura de trabalho. A análise de sensibilidade revelou que pequenas
mudanças nos julgamentos não variaram a ordem de prioridade dos critérios.

O passo seguinte no estudo de SCHMIDT (1995) foi a aplicação do método MACBETH. Para o
problema de decisão analisado anteriormente pelo AHP, a decisão a ser tomada passa a ter o seguinte
enunciado: “quais os pontos de vista são relevantes para aperfeiçoar a competitividade do
PPGEP/UFSC, sob a visão dos alunos do curso ?” sendo complementado por “qual a relação de
importância entre os pontos de vista fundamentais para efeito de valoração do desempenho do
programa”?

Reuniu-se um grupo de alunos e deu-se uma explicação sobre o método. A seguir, estes alunos
determinaram os pontos de vista e seus descritores, considerados como relevantes para a resolução do
problema, conforme apresentado na tabela 8 e na figura 2.

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Pontos de vista Descritores
Custo de material, custo de moradia, custo de alimentação e
PV 1 Remuneração (bolsa)
custo de transporte
Infra-estrutura para
PV 2 Biblioteca, computadores, laboratório e local de estudo
pesquisa
Qualidade dos docentes Número de projetos, número de alunos envolvidos nos projetos
PV 3
para pesquisa e publicações nacionais e internacionais
Valorização da
PV 4 Contribuição científica
dissertação/tese
Número de alunos por
PV 5 Número de orientados
orientador
Qualidade dos docentes Clareza de exposição, capacidade de motivação e habilidade na
PV 6
para formação utilização dos recursos audiovisuais
PV 7 Quantidade de alunos Número de alunos em sala de aula
PV 8 Incentivo à pesquisa Incentivo dado aos alunos a lerem e escreverem artigos
Homogeneidade de
PV 9 Formação dos alunos
formação
Consultoria e prestação Número de consultorias por ano e número de dissertações
PV 10
de serviço (teses) que solucionam diretamente problemas reais
Treinamentos e cursos Número de cursos e/ou treinamentos direcionados para a
PV 11
para a comunidade comunidade
Número de defesas vs. número de alunos “entrantes”, e número
PV 12 Renome do curso
de candidatos vs. número de vagas
Infra-estrutura para Salas de aula (iluminação, ventilação, conforto), biblioteca e
PV 13
formação laboratórios de fácil acesso aos alunos
Tabela 8 - Pontos de vista relevantes para a aperfeiçoar a competitividade do PPGEP/UFSC

Em seguida, os pontos de vista foram ordenados e os seus respectivos pesos globais determinados. Para
obter-se esta ordenação, questionou-se a “diferença de atratividade” que julgava -se existir: passar do pior
nível para o melhor nível, segundo outro ponto de vista. Isto deve ser feito para todos os pontos de vista.
Os resultados destas comparações foram colocados numa matriz para que os pontos de vista pudessem
ser ordenados. Após a ordenação, foi necessário julgar, em termos qualitativos, as diferenças de
atratividade. Entretanto, como estes julgamentos devem ser realizados entre os treze pontos de vistas,

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desobedeceu-se, assim, ao limite de comparações simultâneas estipulado por MILLER (1956) de sete,
mais ou menos dois, elementos.

Do somatório desta preferências resulta o vetor de decisão apresentado na tabela 9, neste caso obtido
com a utilização de um modelo computacional desenvolvido na linguagem GAMS (General Algebraic
Modeling System) que também verificou a inconsistência e as incoerências dos julgamentos.

Prioridade global
Remuneração (bolsa) 0,0744
Infra-estrutura para pesquisa 0,0850
Qualidade dos docentes para pesquisa 0,0614
Valorização da dissertação/tese 0,0708
Número de alunos por orientador 0,0579
Qualidade dos docentes para formação 0,0862
Quantidade de alunos 0,0626
Incentivo à pesquisa 0,0836
Homogeneidade de formação 0,0201
Consultoria e prestação de serviço 0,1086
Treinamentos e cursos para a comunidade 0,1074
Renome do curso 0,0779
Infra-estrutura para formação 0,1039
Tabela 9 - Vetor de decisão segundo o AHP

Para análise de sensibilidade da posição relativa dos pontos de vista na ordenação global, recorreu-se ao
mesmo software utilizado na aplicação do AHP. Concluiu-se que para pequenas variações nas taxas de
substituição de cada ponto de vista não ocorrerão mudanças, isto é, não ocorrerá inversão na ordenação
dos pontos de vista.

De acordo com os julgamentos, os pontos de vista consultoria e prestação de serviço, treinamento e


cursos para a comunidade e infra-estrutura para formação apresentam uma diferença de atratividade
muito fraca entre eles, e mostram uma importância relevante para que seja atingido o objetivo principal

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aperfeiçoar a competitividade do PPGEP/USFC. Entretanto, deixou-se claro que a aplicação não foi
conclusiva: os “decisores”, os pontos de vista e os descritores não foram esgotados.

Os equívocos cometidos no desenvolvimento do trabalho de SCHMIDT (1995) não o invalidam nem,


muito menos, diminuem a sua importância! Deve-se ressaltar, primeiramente, seu caráter pioneiro, ou seja,
se por um lado a inexperiência da pesquisadora contribuiu para a execução de alguns dos equívocos
anteriormente citados, por outro, uma grande contribuição do trabalho foi a apresentação de alguns
tópicos que ainda não estavam claros a respeito das metodologias abordadas. Por exemplo, a fase de
estruturação de um modelo de decisão se tornou fonte para diversos trabalhos: MONTIBELLER NETO
(1996), ENSSLIN et al. (1997a), ENSSLIN et al. (1997b) e ENSSLIN et al. (1997c), entre outros. No
entanto, cumpre ressaltar que como não foi afirmado por SCHMIDT (1995) se o mesmo grupo de alunos
realizou os mesmos julgamentos nas aplicações do AHP e do MACBETH, a divergência dos resultados
na aplicação dos métodos não pode ser generalizada. Aliás, este tipo de abstração necessitaria de mais
trabalhos comparativos entre os métodos, que infelizmente não vieram a acontecer, tornando raro o
trabalho narrado neste item.

3.3 - AHP e TOPSIS


O método TOPSIS (Technique for Order Preference by Similarity to Ideal Solution), cujo
desenvolvimento se deve a Hwang e Yoon (1981) é um MCDM cujo uso apresenta alguns apelos como
simplicidade (o que implica na facilidade de aplicação) e o modo como aborda um problema de decisão,
comparando duas situações hipotéticas: ideal e indesejável.

SANTANA (1996) conduziu um estudo comparativo dos métodos AHP, ELECTRE e TOPSIS
abordando o tema Localização Industrial: a escolha da sede para uma nova fábrica de automóveis no
estado de Santa Catarina. As alternativas eram as cidades de Joinville, Blumenau e Imbituba; e os
critérios eram condições de infra-estrutura básica, facilidades para transporte internacional,
capacitação da mão-de-obra local, potencial das indústrias de apoio, e potencial para expansão da
capacidade instalada. Para aplicação do ELECTRE e do TOPSIS, ouviu-se técnicos da “SDECT” (?) e
especialistas do BADESC e do BRDE (“dois bancos regionais de desenvolvimento”), obtendo-se para

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
cada um dos critérios pesos de, respectivamente, 0,20; 0,25; 0,20; 0,25; 0,10 e, também, a matriz de
decisão que relaciona cada alternativa ao conjunto de critérios apresentada na tabela 10.

Infra-estrutura Transporte Mão-de-obra Indústrias Expansão de


básica internacional local de apoio capacidade
Joinville 2 3 5 3 3
Blumenau 2 3 4 2 3
Imbituba 1 5 2 1 5
Tabela 10 - Matriz de decisão para o ELECTRE e o TOPSIS

De acordo com o princípio da concordância, conclui-se pelo ELECTRE que a alternativa Joinville
domina as demais alternativas, mas não se pode fazer maiores considerações acerca da relação entre as
alternativas Blumenau e Imbituba. Alterando-se os limites de concordância e de discordância os
resultados não foram sensivelmente alterados. Isto implica que a única conclusão definitiva é que a opção
Joinville seria a mais atrativa.

Para o TOPSIS a localização selecionada seria aquela que apresentasse o menor afastamento da solução
ideal (A +) e, ao mesmo tempo, a maior distância da solução indesejável (A– ). Com os dados da tabela 10,
tem-se:

A + = {2, 5, 5, 3, 5}

A – = {1, 3, 2, 1, 3}

As distâncias (∆−i e ∆+i ) das diversas alternativas (Ai ) com relação às soluções ideal e indesejável são

calculadas, respectivamente, pelas equações 2 e 3, onde a +j são os componentes da solução ideal A + e

a −j são os componentes da solução indesejável A– :

∆+i = ∑ a ij − a +j (2)

∆−i = ∑ a ij − a −j (3)

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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Deve ser selecionada a alternativa que obter o maior valor para o coeficiente de priorização, ϕi , definido
pela expressão 4:

∆−i
ϕi = (4)
∆−i + ∆+i

Com os dados do problema em questão temos a relação de distâncias, mostrada na tabela 11.

∆+ ∆- ϕ
Joinville 0,70 1,40 0,67
Blumenau 1,05 1,05 0,50
Imbituba 1,40 0,70 0,33
Tabela 11 - Relação de distâncias segundo o TOPSIS

Da tabela 11 verifica-se que Joinville seria a localização mais atrativa segundo o TOPSIS, pois garante a
menor distância (0,70) em relação à solução ideal e, simultaneamente, a maior distância (1,40),
comparativamente à solução indesejável. A alternativa Blumenau seria a segunda de melhor desempenho,
dado o conjunto de critérios.

Para a utilização do AHP, um julgador (no caso, o Diretor de Desenvolvimento Industrial de Santa
Catarina) realizou comparações aos pares, de tal forma que os critérios (infra-estrutura básica,
transporte internacional, mão-de-obra local, indústrias de apoio e expansão de capacidade)
obtiveram, respectivamente, os pesos 0,14, 0,34, 0,14, 0,34 e 0.04. O índice de consistência dos
julgamentos entre os critérios foi igual a 0,0386. Desse modo, o vetor de priorização das localizações ficou
configurado conforme apresenta a tabela 12. Ou seja, novamente, Joinville seria a alternativa mais
atrativa. Porém, desta vez, seguida Imbituba.

Prioridade global
Joinville 0,3924
Blumenau 0,2712
Imbituba 0,3364
Tabela 12 - Vetor de decisão segundo o AHP

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
O principal resultado observado do caso estudado foi a convergência para Joinville como alternativa a ser
escolhida pelos três métodos. SANTANA (1996) considerou que pelo fato do AHP “assegurar a análise
da consistência dos julgamentos, o modelo de Saaty parece, em princípio, mais robusto do que os outros
dois”. O TOPSIS foi considerado o mais simples dos métodos estudados. A possibilidade de tratar
quantitativamente um conjunto de variáveis qualitativas foi uma importante caraterística observada em
todos os métodos estudados, que se constitui numa vantagem em comparação com métodos
fundamentados no fluxo de caixa descontado, que necessitariam de transformações para valores
monetários, como ressaltado por SANTANA (1996).

Recentemente, ZANAKIS et al. (1998) realizaram comparações entre o AHP, o ELECTRE, o TOPSIS e
mais dois outros métodos através de dados simulados. Os resultados obtidos pelo AHP e pelo TOPSIS
voltaram a apresentar similaridades, mas os resultados do TOPSIS e do ELECTRE, desta vez,
apresentaram alguma distância.

3.4 - AHP e ANP


Há alguns poucos anos foi proposto por SAATY (1996) um novo MCDM, derivado do AHP, que
procurava solucionar uma de suas limitações: a necessidade de independência entre elementos de um
mesmo nível hierárquico. Nesta proposta, o AHP foi definido como “um caso particular” do ANP
(Analytic Network Process). SALOMON e MONTEVECHI (1997) apresentaram comparações entre
os métodos através de um exemplo ilustrativo: a estimação de qual era a empresa norte-americana líder no
mercado interno de fast-food. Para tanto, este problema foi analisado pelo AHP com uma hierarquia
simples, de três níveis, apresentada na figura 2 e, também, pelo ANP através da rede da figura 3.

Estimar o líder no
mercado fast-food

Propaganda Qualidade Outros

CRIAT PROM FREQ NUTR SABOR TAM PREÇO LOCAL . . . TRAD

McDonald’s Burger King Wendy’s

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
Figura 2 - Hierarquia para o problema do fast-food (SALOMON e MONTEVECHI, 1997)

A existência de dependências neste problema fica clara se for observado que, por exemplo, uma
diminuição no preço do produto afeta a propaganda que a empresa veicula com a criação de promoções,
ou com aumento da freqüência. O que uma empresa faz pode afetar às outras, o que sugere a existência
dependência entre as alternativas. A figura 3 traz a rede correspondente a esta hierarquia de três níveis.

Estimar o líder no
mercado fast-food

Concorrência

Outros Propaganda

Qualidade

Figura 3 - Rede para o problema do fast-food (SALOMON e MONTEVECHI, 1997)

A tabela 13 traz os resultados obtidos utilizando-se o AHP, o ANP e os valores reais, ou seja as vendas
do mês de março de 1993, segundo o MARKET SHARE REPORTER (1994 apud SAATY 1996).

Hierarquia Hierarquia
Rede Valores Reais
Simples Complexa
McDonald’s 0,4640 0,5427 0,5603 0,5823
Burger King 0,2305 0,2689 0,2778 0,2857
Wendy’s 0,3055 0,1884 0,1621 0,1320
Tabela 13 - Comparação entre os resultados do AHP e do ANP

No problema estudado, com o ANP foi obtida uma maior precisão nos resultados do que com o AHP.
Além disso, observa-se que ao se estudar um problema onde, a princípio, existem relações de
dependência entre elementos de um mesmo nível hierárquico com o AHP pode-se correr o risco de se
obter uma inversão de prioridades entre duas alternativas. Entretanto, para se chegar ao vetor de

Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
prioridades da hierarquia mostrada na figura 3 seriam necessários 79 julgamentos. Uma hierarquia mais
simples, com apenas três níveis hierárquicos e três critérios, necessitaria de 12 julgamentos. A rede
mostrada na figura 4 necessitaria de 624 julgamentos (22 julgamentos para a matriz dos pesos e mais 602
para a supermatriz).

4 - CONCLUSÕES
Muito embora a origem do auxílio à decisão por múltiplos critérios seja atribuída a obras que datam do
meio deste século (por exemplo, CHURCHMAN et al., 1957), este tema continua a fascinar
pesquisadores do mundo todo, como pôde ser observado através deste artigo.
A princípio, o objeto de estudo do presente trabalho seria apenas um MDMC (o AHP).
No entanto, o observa-se que também foi dada ao leitor, a oportunidade de conhecer outros métodos. Em
nenhum dos trabalhos apresentados na seção anterior concluiu-se que o método AHP seja um MCDM
inferior. Pelo contrário, os resultados obtidos pelos diferentes métodos, na maioria das vezes, foram
considerados similares e diversas vantagens da aplicação do AHP foram observadas em todos casos.

Da experiência observada nos estudos abordados, apresenta -se como conclusão que, se for decidido
utilizar-se um MCDM como ferramenta de auxílio à decisão, para responder a eminente decisão de qual
utilizar, a situação com que a decisão será tomada é que levará à escolha. Ainda assim, se se dispor de
tempo para tomar a decisão, se existirem no máximo nove alternativas, e se estas alternativas e os critérios
de decisão forem totalmente independentes, recomenda-se a utilização do AHP, esperando-se a obtenção
de bons resultados, senão ótimos!

5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Justificativas para Aplicação do Método de Análise Hierárquica. PAMPLONA, Edson de O. 19o ENEGEP. Rio de Janeiro, RJ, 1999.
Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.
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Em coautoria com Valério Antônio Pamplona Salomon e J. Arnaldo Barra Montevechi.

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