Você está na página 1de 6

ELETRICIDADE BÁSICA ROTEIRO DA EXPERIÊNCIA 05 OSCILOSCÓPIO

1 – Introdução

O osciloscópio é basicamente um dispositivo de visualização gráfico que mostra sinais elétricos no tempo.

O osciloscópio pode ser utilizado entre outras funções para :

Determinar diretamente o período e a tensão de um sinal;

Determinar indiretamente a freqüência de um sinal;

Localizar avarias em um circuito;

Medir a diferença de fase entre dois sinais periódicos;

Como muitas grandezas físicas são medidas através de um sinal elétrico, o osciloscópio é um instrumento indispensável em qualquer tipo de laboratório, e em situações tão diversas como o diagnóstico médico, mecânica de automóveis, prospecção mineral, etc. O osciloscópio permite obter os valores instantâneos de sinais elétricos rápidos, a medição de tensões e correntes elétricas, e ainda freqüências e diferenças de fase de oscilações.

e ainda freqüências e diferenças de fase de oscilações. Fig. 1 – Painel Frontal do Osciloscópio.

Fig. 1 – Painel Frontal do Osciloscópio.

O monitor de um osciloscópio, mostrado na Fig. 01, é normalmente, um retângulo de 10cmx8cm, subdividido em quadrículos que permitem a leitura dos sinais visualizados. No modo X-Y os eixos vertical e horizontal representam só tensões,

enquanto que no modo Y-t a direção vertical representa tensões e a direção horizontal representa o tempo. As escalas de tensão e tempo são variáveis e controladas pelos seletores de amplificação e base de tempo.

2. Aspectos funcionais dos osciloscópios

2.1 - Circuito de Entrada

Os sinais são aplicados ao osciloscópio através das entradas Y e TRIGGER EXT que apresentam uma resistência interna de entrada de 1 Mohm. Normalmente, os osciloscópios dispõem de duas entradas, mas também se encontram aparelhos com quatro entradas. Junto de cada entrada Y encontra-se o seletor do tipo de acoplamento ao

módulo de amplificação com o qual se seleciona a escala do monitor. A Fig. 2 apresenta o esquema do circuito de entrada onde se pode ver o seletor de comutação entre os vários tipos de acoplamento. O comutador permite selecionar o tipo de acoplamento: AC, DC,

ou GND. O amplificador de ganho variável controla a escala de monitorização dos sinais.

variável controla a escala de monitorização dos sinais. Fig. 2 - Esquema do circuito de entrada.

Fig. 2 - Esquema do circuito de entrada.

O acoplamento pode ser :

DC (acoplamento contínuo) – O sinal na entrada é aplicado diretamente ao circuito de amplificação.

AC (acoplamento filtrado) - Só a componente variável no tempo do sinal é aplicada ao amplificador, a componente contínua é filtrada pelo capacitor C.

GND - O sinal presente na entrada é curto-circuitado com a massa. Esta posição do comutador é usada sempre que se pretende ajustar o nível de tensão zero, também designado por linha de base.

A Fig. 3 apresenta a visualização de um

respectivamente.

sinal V y nos

modos AC, DC e GND,

Fig. 3 – Sinal V y nos modos AC, DC e GND (GD). 2.2 -

Fig. 3 – Sinal V y nos modos AC, DC e GND (GD).

2.2 - Seleção do modo de entrada

Este comutador (ou conjunto) permite selecionar o modo de amostragem dos vários canais de entrada do osciloscópio:

CH1 - mostra apenas o canal 1

CH2 - mostra apenas o canal 2

ALT - mostra alternadamente varrimentos completos de cada um dos canais. Para que a alternância não seja perceptível o varrimento deve apresentar um período inferior a 1/n da persistência da retina do olho humano, onde n é o número de canais amostrados. Para dois canais, por exemplo, um período de 50 Hz é suficiente

CHOP - a apresentação dos dois canais é efetuada num único varrimento completo do feixe de elétrons por partilha de tempo. A comutação efetua-se a elevada freqüência (100 kHz) de forma a garantir que a distância entre traços consecutivos seja inferior ao diâmetro da mancha luminosa. Deste modo a seqüência de pequenos traços é percebida como uma linha contínua. No entanto, se a freqüência de varrimento for superior a 1 kHz, pode observar-se um traço descontínuo.

ADD - os sinais presentes nos canais 1 e 2 são somados e mostrados.

2.3 - Seleção do Modo de Funcionamento

a) Modo X-T

Neste modo de funcionamento observamos no monitor os sinais presentes nas entradas CH1 e/ou CH2 em função do tempo.

b) Modo X-Y

Neste modo de funcionamento observamos no monitor o sinal do canal CH1 em função do sinal do canal CH2.

3 - Medidas com o osciloscópio

Pode-se realizar uma série de medidas com o osciloscópio. Algumas delas serão exploradas nesta seção.

3.1

- Período e Freqüência

Se um sinal se repete no tempo, ele possui uma freqüência f, medida em Hz. Um

sinal repetitivo também possui outro parâmetro, o período. O período (T) é o tempo que um determinado sinal repetitivo demora para completar um ciclo. Assim, freqüência e período são recíprocos.

um ciclo. Assim, freqüência e período são recíprocos. Fig. 4 – Medição de Período 3.2 -

Fig. 4 – Medição de Período

3.2 - Tensão (Diferença de Potencial)

A tensão é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos de um circuito.

Normalmente, um desses pontos pode ser a massa (terra, 0V) do circuito, mas nem sempre. Por exemplo, pode-se medir a tensão de pico a pico de um sinal (Vpp), que é a diferença entre o valor máximo e mínimo deste sinal.

3.3 - Diferença de Fase

A diferença de fase entre duas formas de onda senoidais pode ser determinada por

uma simples regra de três.

duas formas de onda senoidais pode ser determinada por uma simples regra de três. Fig. 5

Fig. 5 – Medição de defasagem.

3.4 – Realização Correta de uma Medida

Quando utilizamos o osciloscópio para a medição simultânea de duas grandezas simultâneas (dois canais), devemos tomar cuidado com a conexão das referências (terras) das duas ponteiras. Internamente, o osciloscópio irá conectar as duas referências(garras pretas). Assim, deve-se sempre tomar o cuidado de se ligar os dois terras no mesmo ponto do circuito. Caso contrário, o osciloscópio irá conectar internamente dois pontos distintos do circuito. A Fig. 6 apresenta dois exemplos de ligação para exemplificar a ligação errônea e a correta.

para exemplificar a ligação errônea e a correta. Fig. 15 – Exemplos de Medição Errônea e

Fig. 15 – Exemplos de Medição Errônea e Correta com o Osciloscópio. A questão do terra das ponteiras.

B - PARTE PRÁTICA

Realizar a montagem dos circuitos mostrados na Fig. 16 e medir :

Tensão de pico e pico a pico na carga;

Corrente de pico e pico a pico na carga;

Defasagem entre tensão e corrente na carga;

Utilizar o gerador de funções Trio, que apresenta dois bornes de saída. Um deles com resistência interna de 50ohmse outro com resistência de 600ohms. Utilizar a saída de 50ohms. Utilize as seguintes freqüências para realizar as medidas :

60 Hz

300 Hz

1 kHz

10 kHz

Utilize uma tensão de alimentação com amplitude de 5 V de pico.

uma tensão de alimentação com amplitude de 5 V de pico. Fig. 16 – Circuitos a

Fig. 16 – Circuitos a serem montados

REFERÊNCIAS

[1] STOUT , MELVILLE – Curso Básico de Medidas Elétricas , Vol. 1 e Vol. 2, Editora da USP. [2] ZBAN, P. – Instrumentos e Medidas em Eletrônica, Mc Graw Hill do Brasil. [3] Bertulini, O. – Princípio de Funcionamento do Osciloscópio, dez. 1996.