Você está na página 1de 315

O
Cyclo
das
Gerações
 
 
 Cardoso
de
Miranda


Cardoso
de
Miranda


O Ciclo das
Gerações

1939



Nota
de
Edição
Eletrônica

O autor deste livro era primo de meu avô, Henrique
Miranda Sá. Com meu pai e com ele, aprendi a me
interessar, amar e respeitar meus antepassados. O
interesse de outros parentes, dos quais alguns nem
conheço, me fizeram mandar fazer uma cópia
eletrônica deste livro depois de quase destruir o livro
xerocopiando-o. Creio que se trata do trabalho mais
completo sobre os descendentes do Sargento-Mor
Gregório Francisco de Miranda e seu filho, nossos
antepassados comuns. Por isto, resolvi colocá-lo à
disposição de quem quiser.

A versão eletrônica ficou com a paginação diferente


da original em papel. Os números entre parênteses
no índice apontam para esta nova formatação. As
notas acrescentadas por algum leitor foram
acrescentadas com a esperança de que possam ser
úteis.

L.S. Miranda Sá Jr.

Campo Grande, fevereiro-2010

2
 

Notas
na
folha
de
rosto:


Francisco
Matheus
Rondon
361


Ignes
de
Castro
30


D.
João
III
–
p.
32


Diogo
Ramalho
–
221


Luiza
Grinaldi
–
223


Marcus
de
Azeredo
Continho
259


Pinto
Coelho
312


Aura
Vaz
p.
234


João
Ramalho
p.
285


Jorge
Morgan
324


Grinaldi
336


Nota
–
Duque
Estrada
–
ver
nob.
Fluminense


Crispin
...reiro
–
257
256


Antonio
de
Mariz
–
O
velho
–
p.
257
–
261
272


José
Joanes
Teixeira
de
Gouvêa
325



João
Ramalho
–
p.
285


Bento
do
Amaral
Coutinho
31



 3


MÁRIO ALOYSIO CARDOSO DE MIRANDA

do Instituto das Ordem dos Advogados Brasileiros

do Instituto Histórico de Petrópolis

do Instituto de Estudos Genealógicos de São Paulo

Do
autor:
(trabalhos
históricos)



“A
Questão
do
Chaco”
–
Petrópolis,
1932



“Le
Chaco
Boreal”
–
Paris,
1932



“Joaquim
Nabuco”
–
Petrópolis,
1933



“Dantzig”
–
Rio,
1936



“Palavras
ephemeras”
–
Rio,
1937



“O
cyclo
das
gerações”,
1939


A
meu
Pai


e
ao
meu
Filho


“A
Genealogia
investiga
o
passado,
identifica
o
presente
e
resguarda
o
futuro”.


GUMBLETON
DAUNT
 
 


4
 


“Não
vás.
Aqui
serão
teus
dias
mais
serenos,
que
na
terra
natal
a
própria
dor

doe
menos...


E
 fica,
 porque
 é
 melhor
 morrer
 (ai,
 bem
 sei
 eu!)
 no
 pedaço
 da
 terra
 em
 que

agente
nasceu!”


Menotti
del
Pichia


A
Raça
não
tem
morte
que
não
seja


A
dum
corpo
cansado
que
tombou.


Mas,
sobre
o
corpo,
intensamente
adeja


A
força
original
que
se
despeja


Nas
vidas
novas
que
ele,
em
si
criou.


Bendita
maravilha
e
encantamento


De
longe
eras,
sempre
em
movimento,


Sempre
igual,
sempre
velho
e
sempre
novo.


Herculano
Bebordão




 5


Genealogia


A genealogia é uma das mais belas e úteis


ciências, quando cultivada em função da
Terra e do Sangue.

A preocupação absorvente da Gleba e da


Família, do apego ao chão e às tradições
domésticas, fecunda as raízes das árvores
genealógicas, que são áridas e frias,
inexpressivas e mudas quando redundam
em simples enumeração de ascendentes e
descendentes.

6
 

Florescem os seus ramos, enfeitam-se de cor
e de som, animam-se, enchem-se de vida,
esmaltam-se de glória sentida e
compreendida, quando investigamos
nos alfarrábios e tiramos do pó o espírito
dos antepassados, para viver suas
existências, comungar suas dores, beber
suas lições, impregnar-nos de suas virtudes
e do heroísmo de seus martírios.
Se o brasileiro se apaixonasse pela sua
Terra e pela sua Gente, pela comuna cuja
gleba seus avós lavoraram, essa paixão
longe de desenvolver qualquer regionalismo,
lhe daria uma alta e humana compreensão
da Vida, da verdade da História e do sentido
cristão da Pátria – pátria admirável e bela,
que é a mesma paisagem conhecida e amiga
que nos habituamos a contemplar da janela
da casa paterna e que nossos mortos
levaram na retina para o seio da terra
abençoada, pátria que é ossuário de nossos
heróis e relicário de nossos santos,
prolongamento glorioso da célula municipal
que nossos avós criaram e que nós ajudamos
a fazer grande, pátria que, em séculos de
lutas e de bravura, os que vieram antes de
nós construíram, pátria bendita, pátria
santa, que temos que legar engrandecida
aos que vierem depois de nós.


 7

Que no dia em que fecharmos os olhos para
sempre, seja nosso último pensamento para
os Antepassados, cujo sangue herdamos e
soubemos honrar, para a Terra, que eles nos
deixaram e que amanhamos com carinho,
em suma para a Pátria, cuja eternidade será
o consolo do nosso próprio fim e cuja
imortalidade colocaremos na última prece,
sob a benção do nosso Deus, do Deus de
nossos Maiores...

Bacon, entre os fantasmas que reputava


ilusões do espírito humano, assinalou os
fantasmas de casta, “Idola tribus”, isto é, os
erros da espécie, mal inerente à natureza
humana.
Não vale a pena apreciar os exageros em
que incorre essa teoria, mas é interessante
ver nela a preocupação dos filósofos em
estabelecer normas comparativas para o
estudo da psicologia experimental.
Mesmo sem aceitá-los, poderíamos tomar
para objeto formal dum estudo que
revelasse o ciclo das gerações, os princípios
de Galton, observando, na lei que criou, que
os pais determinam a metade das
características do filho, os quatro avós a
quarta parte, os oito bisavós a oitava parte,

8
 

e a outra oitava parte os outros
ascendentes.
E se o mendelismo é hoje uma doutrina que
domina na genética, podemos com
segurança afirmar que, afastadas as
hipóteses transformistas, sobraram da obra
de Carlos Darwin quatro teses que hão de
influir poderosamente no problema da
transmissão hereditária que há quarenta
anos preocupa a biologia.

As leis da herança imediata, do atavismo,


da herança homócrona e da herança fixa
constituem bases científicas curiosas para a
genealogia, cujo estudo, uma vez
generalizado, documentará preciosamente
a história, onde se verificará que não só os
filhos têm muitas propriedades herdadas
dos pais, como outras que seus progenitores
não tiveram, mas tiveram seus avós ou
antepassados anteriores; que essa herança
aparece no descendente, em geral na mesma
idade em que apareceu no ascendente e
raras vezes antes; que as propriedades não
herdadas mas adquiridas por acomodação
poder ser transmitidas e assim fixadas na
espécie.
Viver, e sobreviver em outrem – é inclinação
e aspiração imperativas da natureza e, por


 9

isso, a família é uma instituição natural que
o cristianismo ungiu, erigindo em
sacramento o matrimônio que a inicia.
Triste engano de Platão pretender que a
família se opõe à organização nacional.
Triste concepção esta de sua filosofia pagã,
de que é corollaria a doutrina perniciosa
dos que pretendem fazer do Estado tutor dos
indivíduos, roubando da família o direito
sagrado e inalienável da educação.

A família é a grande inspiradora das


virtudes cívicas e só quem, sob seu influxo,
conhece a piedade filial, pode ter pela Pátria
um amor de filho.
Separar a idéia da Pátria da idéia da
Família, tanto é corromper esta quanto
inutilizar aquela.

Mortos
 que
 baixastes
 à
 sepultura
 na
 terra
 do
 Brasil
 –



auscultae
 junto
 á
 gilla
 da
 Pátria
 os
 desígnios
 da

Providência
e
insulflae
nos
vossos
descendentes
o
desejo
de

ajudá­los
e
de
cumpri­los...


10
 


Institutos
e
Obras

A heráldica, como diz Arnaldo de Mattos
(“Brasonário de Portugal” vol. 1, intr., Gaia
– MCMXXXIV) “... faz parte integrante da
história pátria, pois nasceram quase a par,
razão porque é um dos seus melhores
intérpretes”. É este o motivo pelo qual
vicejam nos mais adiantados países,
notáveis institutos de heráldica e
genealogia: “Academia Portuguesa de
Heráldica e Genealogia”, “Instituto


 11

Português de Heráldica”, “Instituto de
Estudos Genealógicos”, no Brasil; “College
of Arms of the Noblesse”, no
Canadá;”American Heraldy Society”, “The
New York Genealogical and
Bibiliographycal Society”, “Institute of
American Genealogy”, “New England
Historic Genealogical Society”,
“Genealogical Society of Utah”, todos nos
Estados Unidos; “The Society of
Genealogists”, College of Arms”,
“International College of Heraldy”, todos na
Inglaterra; “Societé Suisse d’Heradique”,
“Societé Vaudoise de Genealogie”, “Real
Sociedad Hispano-Americana de Genealogia
y Heráldica”, no México; “Colégio Araldico”,
“Reale Commissione Araldica Lombar-
da”, “Consulta Araldica del Regno”, na
Itália; “Polskie Towarzystwo Heraldyezne” e
“Kolegium Heraldycznego”, na Polônia;
“Institut Historique et Héraldique”, na
França; “Verein Herold”, na Alemanha;
“Heraldische Gessenllschaft Alder”, na
Áustria, etc. etc.
Numerosas publicações de valor são
editados por essas instituições, cumprindo
citar como as mais importantes o Almanack
de Gotha e o Annuaire de la Noblesse de
France.

12
 

No Brasil, já possuímos a Revista do
Instituto de Estudos Genealógicos e o
Anuário Genealógico Brasileiro, ambos de
São Paulo.
Os que se interessam pelos estudos
genealógicos podem consultar, no que se
refere a origens portuguesas, as seguintes
obras, além das que vão citadas neste
trabalho: “Nobiliário”, de Manso de Lima;
“Brazões”, de Braancamp Freire;
“Nobiliário”, de Rangel Macedo; “Thesouro
da Nobreza de Portugal”, de Frei Manoel de
Sto. Antonio; “História de Portugal
Restaurado”, pelo Conde da Ericeira;
“Nobiliário”, por Damião de Goes;
“Chorographia Portugueza”, pelo Padre A.
C. Costa; “Nobiliário”, por Manoel de
Souza; “Nobiliário”, por Joseph de Caledo;
“Theatro Genealógico”, de Haro; e os
Nobiliários de D. Antonio de Lima, de
Gomes de Mello, de Christovão Alão de
Moraes, etc., etc.


 13

Árvores
Dinásticas


Os lusitanos príncipes e reis,
Dos da guerreira casa primitiva,
Que com o voto e o querer da gente altiva,
O solo consagrou, a língua e as leis,
Aquela de alma grave e aventurosa,
Que de áurea fama orna o brasão de Aviz,
Dinastia prolífica e ditosa,
Que Aljubarrota, a Ceuta e Arzila esposa,
E em Sagres a Índia e a América prediz!
Magalhães de Azeredo

14
 

E’ praxe fazer perceber às notas
genealógicas dos nobiliários a árvore da
Dinastia Nacional. Mas como o leitor
facilmente sobre o assunto poderá
consultar o Almanak de Gotha deste ano
ou o “Nobiliário Sul-Riograndense”, de
Teixeira de Carvalho (e. de 1937, Porto
Alegre, p. 11), lembrei-me que seria talvez
interessante iniciar este trabalho com um
estudo cronológico dos soberanos
portugueses e brasileiros, valendo-me do
curioso quadro, que comprovei e
completei e anotei, de Antonio Joaquim
Alves, publicado em 1878, em Vianna de
Castello:

Reis
de
Portugal


DOM AFONSO I, o Conquistador – por


cognome, batizado com o nome de
Affonso Henriques. Nasceu em Guimarães,
no ano de 1109, casou com a Rainha Dona
Mafalda, reinou 46 anos, viveu 76, morreu
em Coimbra, no ano de 1185 e jaz em Sta.
Cruz de Coimbra. 1


























































































1
Seu
pai,
o
Conde
Dom
Henriques,
de
Borgonha,
nasceu
em
1035,
casou
com

D.
Tareija
e
morreu
aos
77
anos,
no
cerco
de
Astorga,
a
1
de
Novembro
de

1112.
Seu
corpo
foi
trasladado
para
a
Sé
de
Braga
em
1513,
pelo
Arcebispo

Dom
Diogo
de
Souza.



 15

DOM SANCHO I, o Povoador. Nasceu em
Coimbra, no ano de 1154. Casou com Dona
Dulce, reinou 26 anos, viveu 57, faleceu
em 1211, em Coimbra e jaz em Sta. Cruz de
Coimbra.

DOM AFFONSO II, o Gordo. Nasceu em


Coimbra, em 1185. Casou com Dona
Urraca, reinou 12 anos, viveu 38, morreu
em 1223, em Coimbra e jaz em Alcobaça.

DOM SANCHO II, o Capello. Nasceu em


Coimbra, em 1202. Casou com Dona
Mercia, reinou 24 anos, viveu 46, morreu
em 1248, em Toledo e jaz nessa cidade.

DOM AFFONSO III, o Bolonhez. Nasceu


em Coimbra, em 1210. Casou em primeiras
núpcias com Dona Mathilde e em
segundas com Dona Brittes. Reinou 31
anos, viveu 69, morreu em 1279, em
Lisboa e jaz em Alcobaça.

DOM DINIZ I, o Lavrador. Nasceu em


Lisboa, em 1261. Casou com Dona Isabel,
reinou 46 anos, viveu 64, morreu em 1325,
em Santarém e jaz em Odivellas.

16
 

DOM AFFONSO IV, o Bravo. Nasceu em
Coimbra, em 1290. Casou com Dona
Brittes, reinou 32 anos, viveu 67, morreu
em 1357, em Lisboa e jaz na Sé dessa
cidade.

DOM PEDRO I, o Justiceiro. Nasceu em


Coimbra, em 1320. Casou em primeiras
núpcias com Dona Constança e em
segundas com Dona Ignez. Reinou 10
anos, viveu 47, morreu em 1367, no
Extremoz e jas em Alcobaça.

DOM FERNANDO I, o Formoso. Nasceu


em Coimbra, em 1345. Casou com Dona
Leonor, reinou 17 anos, viveu 38, morreu
em 1383, em Lisboa e jaz em Satarem.

DOM JOÃO I, de Boa Memória. Nasceu em


Lisboa, em 1357. Casou com Dona Filipa,
reinou 48 anos, viveu 76, morreu em 1433,
em Lisboa e jaz na Batalha. 2

DOM DUARTE I, o Eloqüente. Nasceu em


Vizeu, em 1391. Casou com Dona Leonor,
reinou 5 anos, viveu 47, morreu em 1438,
em Thomar e jaz na Batalha.


























































































2
Com
Dom
João
I,
inicia‐se
em
Portugal
o
reinado
da
Casa
de
Aviz
(assim

chamada
por
ser
Dom
João
I
Mestre
de
Aviz).
Não
houve
interrupção
de

Dinastia
por
ser
D.
João
I
filho
de
Dom
Pedro
I



 17

DOM AFFONSO V, o Africano, Nasceu em
Cintra, em 1432. Casou com Dona Isabel,
reinou 43 anos, viveu 49, morreu em 1481,
em Cintra e jaz na Batalha.

DOM JOÃO II, o Perfeito. Nasceu em


Lisboa, em 1455. Casou com dona Leonor,
reinou 14 anos, viveu 40, morreu em 1495
em Alvor e jaz na Batalha.

DOM MANOEL I, o Virtuoso. Nasceu em


Alcochete, em 1469. Casou em primeiras
núpcias com Dona Isabel, em segundas
com Dona Maria e em terceiras com Dona
Leonor. Reinou 26 anos, viveu 52, morreu
em 1521, em Lisboa e jaz em Belém.

DOM JOÃO III, o Piedoso. Nasceu em


Lisboa, em 1502. Casou com Dona
Catharina, reinou 36 anos, viveu 55,
morreu em 1557, em Lisboa e jaz em
Belém.

DOM SEBASTIÃO I, o Desejado. Nasceu


em Lisboa, em1554. Reinou 21 e viveu 24
anos conhecidos. Desapareceu na África,
no ano de 1578, durante a batalha de
Alcacerquibir.

18
 

DOM HENRIQUE I, o Casto. Nasceu em
Lisboa, em 1512. Reinou 1 ano e meio,
viveu 68 anos, morreu em 1580, em
Almeirim e jaz em Belém. 3

Sob
 o
 jugo
 castelhano,
 que
 durou
 de
 1580
 a
 1640,
 de



Dom
Henrique
I
(Cardeal
Dom
Henrique)
a
Dom
João
IV

(Duque
 de
 Bragança),
 reinaram
 os
 três
 Fillipes:
 Fillipe
 I

(Fillipe
 II
 em
 Espanha)
 o
 Prudente,
 Fillipe
 II,
 o
 Pio
 e

Fillipe
III,
o
Grande.


DOM JOÃO IV, o Restaurador. Nasceu em


Villa Viçosa, em 1604. Casou com Dona
Luiza. Reinou 16 anos, viveu 52, morreu
em 1656, em Lisboa e jaz em São Vicente
do Fora. 4

DOM AFFONSO VI, o Vitorioso. Nasceu


em Lisboa, em 1643. Casou com Dona
Maria Francisca, reinou 12 anos, viveu 40,
morreu em 1683, e jaz em Belém.


























































































3
Após
sua
morte,
tentou
apoderar‐se
do
trono
Dom
Antonio,
Priror

do
Crato,

filho
do
Infante
Dom
Luiz
e
neto
de
Dom
Manoel
I.
Nascera
Dom
Antonio
em

1531
e
veio
a
falecer
no
desterro,
em
França,
no
ano
de
1593,
com
a
idade
de

64
anos.
Jaz
em
Paris.



4
Com
Dom
João
IV
inicia‐se
em
Portugal
o
reinado
da
Casa
de
Bragança
(assim

chamada
por
ser
Dom
João
IV,
Duque
de
Bragança).
Mas
ainda
aí
não
houve

solução
de
continuidade
na
Dinastia,
pois
Dom
João
IV,
8º
Duque
de
Bragança,

descendia
em
linha
direta
e
varonil
do
I
Duque
de
Bragança,
Dom
Affonso,
filho

de
Dom
João
I.



 19

DOM PEDRO II, o Pacífico. Nasceu em
Lisboa, em 1648. Casou em primeiras
núpcias com Dona Maria e em segundas
com Dona Maria Sofia. Reinou 23 anos,
viveu 58, morreu em 1706, em Lisboa e jaz
em São Vicente de Fora.

DOM JOÃO V, o Magnânimo. Nasceu em


Lisboa, em 1689. Casou com Dona
Marianna. Reinou 43 anos, viveu 61,
morreu em 1750, em Lisboa e jaz em São
Vicente de Fora.

DOM JOSÉ I, o Reformador. Nasceu em


Lisboa, em 1714. Casou com Dona
Marianna Victoria, reinou 26 anos, viveu
63, morreu em 1777, em Lisboa e jaz em
São Vicente de Fora.

DONA MARIA I, a Piedosa. Nasceu em


Lisboa, em 1734. Casou com Dom Pedro,
reinou 39 anos, viveu 82, morreu em 1816
no Rio de Janeiro e jaz em Lisboa, na
Basílica do Sagrado Coração. 5


























































































5
Com
a
ascensão
ao
trono
de
Dona
Maria
I,
não
se
quebrou
a
linha
varonil
na

dinastia,
pois
Dona
Maria
I
casou
com
seu
tio
o
Infante
Dom
Pedro
(que

assumiu
o
título
de
Dom
Pedro
III),
filho
de
Dom
João
V.


20
 

DOM JOÃO VI, o Clemente. Nasceu em
Lisboa, em 1767. Casou com Dona Carlota
Joaquina. Reinou 19 anos, viveu 59,
faleceu em 1826, em Lisboa e jaz em São
Vicente de Fora.

DOM PEDRO IV, o Libertador. Nasceu em


Queluz, em 1798. Casou em primeiras
núpcias com Dona Leopoldina e em
segundas com Dona Amélia. Reinou 2
anos, viveu 36, morreu em 1834, em
Queluz e jaz em São Vicente de Fora. 6

DONA MARIA II, a Constitucional. Nasceu


no Rio de Janeiro, em 1819. Casou com
Dom Augusto em primeiras núpcias e em
segundas com Dom Fernando. Reinou 19
anos, viveu 34, morreu em 1853, em Lisboa
e jaz em São Vicente de Fora. 7


























































































6
Com
Dom
Pedro
IV
(Dom
Pedro
I
no
Brasil)
extingue‐se
a
linha
varonil
no

trono
português.
Aliás,
a
descendência
portuguesa
de
Dom
Pedro
extinguiu‐se

por
completo
com
o
falecimento
de
Dom
Manoel
II.
Sua
descendência
varonil

no
Brasil
extingue‐se
com
Dom
Pedro
II,
continuando
a
família
com
a

descendência
da
Princesa
Dona
Isabel.
A
linha
varonil
da
dinastia
portuguesa

foi
mantida
pelos
descendentes
de
Dom
Miguel.

7
Dom
Fernando
que,
consoante
às
leis
do
Reino,
assumiu
o
título
de
Dom

Fernando
II,
nasceu
em
29
de
outubro
de
1816.
Foi
regente
na
menoridade
de

seu
filho,
durante
dois
anos.
Viveu
69
anos,
morreu
em
Lisboa
em
1885
e
jaz

em
São
Vicente
de
Fora.



 21

DOM PEDRO V, o Esperançoso. Nasceu em
Lisboa, em 1837. Casou com Dona
Estephania. Reinou 8 anos, viveu 24,
morreu em 1861, em Lisboa e jaz em São
Vicente de Fora.

DOM LUIZ I, o Bom. Nasceu em Lisboa,


em 1838. Casou com Dona Maria Pia,
reinou 28 anos, viveu 51, morreu em
Cascaes, em 1889 e jaz em São Vicente de
Fora.

DOM CARLOS I, o Sacrificado. Nasceu em


Lisboa, em 1863. Casou com Dona Amélia,
reinou 19 anos, viveu 45, morreu em
Lisboa, em 1908 e jaz em São Vicente de
Fora.

DOM MANOEL II, o Exilado. Nasceu em


Lisboa, em 1889. Casou com Dona Augusta
Victoria, reinou 2 anos, viveu 43, morreu
em 1932, em Londres e jaz em São Vicente
de Fora.

22
 

Imperadores
do
Brasil


DOM PEDRO I, o Fundador do Império.


Nasceu em Queluz, em 1798. Casou com
em primeiras núpcias com D. Leopoldina e
em segundas com Dona Amélia. Reinou 9
anos, viveu 36, morreu em 1834, em
Queluz e jaz em São Vicente de Fora.

DOM PEDRO II, O Magnânimo. Nasceu no


Rio de Janeiro, em 1825. Casou com D.
Thereza Christina, reinou 58 anos, viveu
66, morreu em Paris, em 1891 e jaz em
Petrópolis.

A linha varonil do fundador da monarquia


portuguesa subsiste anos descendentes de
D. Miguel I, que nasceu em Queluz, em
1802, faleceu, com 64 anos, em 1866, em
Carlsruhe, e jaz em Engelberg.

Entre os Bragança brasileiros, a linha


varonil é hoje a da Casa de França. E’
assim que S. A. I. o Príncipe Dom Pedro,
filho da Princesa Dona Isabel, neto
materno de Dom Pedro II e bisneto de
Dom Pedro I (Dom Pedro IV de Portugal),
tem por seu pai, o Príncipe Conde d’Eu,
como décimo nono avô, em linha direta,
sem quebra de varonia, a São Luiz (Luiz
IX), rei da França.


 23

Ribeyrolles, no seu “Brasil Pitoresco”, 8
atribui aos Puris e Coroados a origem do
nome Campos dos Goytacazes, que
significaria (Goaitacomopi) Campos das
Delícias.

Carneiro da Silva 9 já dizia que os Puris e


Coroados, “mistura de Uetacazes, e outras
Nações”, eram inimigos declarados e
viviam em acirrada e persistente luta.

Donde se há de deduzir que, se tão ferozes


adversários concordaram um dia em dar
ao lugar idêntico nome, tal região
realmente se assemelhava, pela doçura de
suas paisagens, pela amenidade de seu
clima, pela abundância de suas águas,
pela fertilidade de seu solo, a um
verdadeiro campo de delícias.

E de fato assim é. Em tudo e por tudo. 10


























































































8 
Tomo
I,
Rio
–
1859.

9

“Memória
topographica
e
histórica
sobre
os
Campos
dos
Goytacazes”
p.
25,

Lisboa
–
1819.


“A
história
econômica
do
Império
é
o
Parahyba.........................................
Ainda

10

permanecem
no
fim
do
século
passado
e
na
alvorada
deste
século
os
vestígios

da
grandeza
do
vale
que
se
estende
desde
as
planícies
de
Campos
até
as

montanhas
da
divisa
Minas‐S.
Paulo..............................
A
riqueza
do
Império
é

Campos”.
–
Manoel
Filho
“O
caminho
da
penetração”.


24
 

A
Gleba


A quem não impressiona, por exemplo, a
fisionomia lírica e graciosa dessa Villa
Rica fluminense? Tem um sabor
quinhentista as tradições de sua cultura, e
os templos vetustos que nossos
antepassados ali levantaram espelham, na
opulência manuelina de suas linhas
coloniais, a crença revolta e a mística
inquieta desse povo de bandeirantes
audazes.

Como exala um perfume intenso o teu


solo, que gerações de homens fortes e de
mulheres belas pisaram em séculos
sucessivos de grandeza...


 25

O ar singelo e romântico das hortas
familiares; o suave colorido de que se
reveste o descampado dos arredores
bucólicos; a sugestão das sacadas antigas,
debruçadas para ruas históricas, em cujo
lagedo trepidava, pelas manhãs
ensolaradas de outros tempos, a
cadeirinha domingueira da Senhor que ia
à missa...

Como tudo isso é evocativo, e é


fluminense, e é brasileiro e é campista há
trezentos anos...

Filho, neto, bisneto, trineto, tetraneto de


campistas, por parte de Pai e por parte de
Mãe, nasci e passei a minha infância no
mesmo velho e autentico solar fluminense
onde nasceu meu Pai e morreram meus
avós.

Ainda guardo recordações dessa


abundância e desse fausto que encheram
do seu bucólico social e da sua fartura
econômica as terras do antiqüíssimo
engenho da Fazenda Grande de Sto.
Antônio do Becco, em cujo paço patriarcal
vim ao mundo, como última geração de
uma dinastia anciã de Cavalheiros
Fidalgos da Casa Real, que por ali, pelos
Campos dos Goytacazes, assentaram um

26
 

dia suas tendas de emigrantes idealistas,
torturados pelo sonho ecumênico da raça,
e confundiram sua vida com a do novo
Império e doaram capelas, erigiram
igrejas, fortes magníficos, perpetuando
uma grei e continuando um reino.

Vi pela última vez na minha meninice a


Casa Grande da Fazenda, o Solar de Sto.
Antônio, 11 por uma manhã dolorosa de
luto, escolhida e preparada pelo destino
com véus de tristeza e de viuvez para que
nela findasse uma época: nesse dia, atrás
das enormes portas de carvalho rijo dos
seus aposentos, morreu queimada minha
tia-bisavó e madrinha, que criara meus
Pais e meus Tios, última abencerragem da
monarquia doméstica do século XIX, coeva


























































































 Constam
 do
 Tombamento
 do
 Serviço
 do
 Patrimônio
 Histórico
 e
 Artístico



11

Nacional
 (Arquitetura
 Civil
 –
 Campos
 –
 E.
 do
 Rio)
 os
 últimos
 solares
 dos

Miranda:
o
Solar
de
Sto.
Antônio,
propriedade
de
Tarcísio
de
Miranda,
filho
do

Major
João
Gregório
Francisco
de
Miranda,
e
o
Solar
do
Visconde
(bem
como
a

sua
 Capela
 de
 N.
 Sra.
 do
 Rosário),
 propriedade
 de
 Francisco
 Pereira
 de

Miranda
 Pinto
 filho
 de
 D.
 Anna
 Gregória
 de
 Miranda
 Pinto,
 casada
 com

Domingos
Pereira
Pinto.


O
 primeiro
 é
 a
 Casa
 Grande
 da
 Usina
 de
 Sto.
 Antônio
 e
 o
 segundo
 a
 sede
 da

Fazenda
dos
Visconde.


A
Usina
de
Sto.
Antônio
começou
a
funcionar
a
17
de
Agosto
de
1884,
quando

era
propriedade
do
Comendador
Antônio
Manoel
da
Costa,
tio‐avô
do
atual

dono,
Sr.
Tarcisio
de
Miranda,
e
tio‐bisavô
do
autor.
Faleceu
o
Comendador
em

1902,
deixando
a
Usina
e
a
Fazenda
Grande
a
seus
sobrinhos,
filhos
de
sua

sobrinha
D.
Luiza
de
Almeida
Costa
de
Miranda,
casada
com
o
Major
João

Gregório
Francisco
de
Miranda,
e
à
sua
irmã,
Dona
Luiza
Maria
do
Nascimento

Costa,
falecida
a
13
de
Agosto
de
1913.



 27

do primeiro reinado, vítima de um
acidente inexplicável e pavoroso, que
confusamente se disse então ter tido
origem no oratório, quando, é hora das
rezas, velas acesas tombaram sobre flores
rústicas de papel...

Veio o inventário, a partilha, a indiferença


pelo acervo de tradições da Casa, a
dispersão final.

Quando muitos anos depois de ter deixado


a terra natal, voltei, numa peregrinação
de saudade, sob o imperativo atávico do
regresso aos pagos, à pátria pequena da
Odisséia de Homero, e entrei de novo no
antigo casarão, um sopro de abandono
tinha passado por ele. Austeros desnudos,
frios, os velhos tetos de caixão com
apincelamentos de talha dourada, onde se
sentia, no lugar dos antigos lustres
aparatosos de cristal, o vazio da pilhagem
do tempo e do desleixo... Salas imensas e
desertas, despidas dos móveis esplêndidos
de jacarandá, dos panos de Arrás, das
louças de Serves, das porcelanas raras,
dos bronzes severos, como pareciam
maiores e como eram lúgubres...

28
 

Apertou-me o coração lembrar que tudo
aquilo significava na minha gente uma
grande incompreensão do passado, desse
passado que ali pairava pelos desvãos e
que ali acumulara os sonhos, as ilusões, os
sofrimentos, as alegrias de gerações
inteiras do meu sangue...

Derrubadas as mangueiras que se


enfileiravam outrora, hierárquicas e
solenes, defronte da fachada nobre e
tranqüila de quatorze janelas solarengas.
Muralhas desfeitas, gradis decorativos de
ferro arrancados, fonte de mármore que
bradas, a capela de altares plephoricos
profanada...

Integravam ainda a moldura setecentista


do scenário, a torre heráldica e pitoresca,
ao lado da senzala isolada, senhorial como
uma nota melancólica que as eras que se
foram deixaram na planície, e as duas
palmeiras irmãs, litografadas por
Ribeyrolles setenta e oito anos atrás,
ainda cheias de majestade e de grandeza,
miradoiros da história campista.

A colunata claustral do pátio, galeria


decorada de balcões ornamentais,
quadrilátero sombrio mas imponente,


 29

impressionando ainda pelo seu significado
arquitetônico...

O pombal e o corta-vento, os jardins


destruídos, os terraços desmantelados,
todos os vestígios de uma civilização
apurada que se desdobrou na velha e
gloriosa província, criou o patriarcado
indígena e veio desses fidalgos
portugueses que se surgem do fundo dos
séculos e trazem no esplendor medieval
de suas armas o signo que atravessou as
idades.

Deles lá ficou a velha fazenda, brazonada


e em ruínas, adormecida à beira dos
tempos...

Como é fácil a imaginação animá-la,


revivendo uma manhã longínqua de
cavalhadas... Peões, damas, lanças,
bandeiras, ornamentos multicores, plumas
ao vento, colgaduras suntuosas nas
janelas, onde se debruçam as damas de
outras eras e os últimos fidalgos que
usaram Dom...

São Salvador dos Campos dos Goytacazes,


a velha cidade fluminense que nossos avós
fundaram, por uma tarde bíblica de
descoberta, à margem do Parahyba...

30
 

A
Unidade
do
Sangue

Naquelas planícies poéticas e heróicas,
vivera o indígena mais bravo do litoral e
ali os jesuítas foram erguer os muros de
suas reducções e de suas escolas,
disseminando a Fé enquanto, à sombra
dos solares rudes, fidalgos emigrados
espalhavam o Império. Dessa junção
admirável de ideais n’alma portuguesa,
brotou a glória das estripes, amparadas na
probidade dos varões, envoltas no halo
feminino da impoluta dignidade das
matronas, iluminadas pela graça das
donzelas.


 31

Foi recordando o clarear de um dia de
antanho, a entrada da primavera, numa
manhã quente de roça e julgando ver o sol
penetrar pelas venezianas antigas, ouvir o
canto plangente do carro de bois ecoando
em accentos vários pelos campinaveis
afora e perceber, no beiral do quarto onde
nasci, molhos de cactos vivos, sedosos no
veludo de sua floração, álacres no seu
colorido abundante, eriçados nas hastes
espalmadas de recortes bizarros – que me
lembrei de escrever estas linhas,
convocando para o culto da família, na
sua expressão histórica e cristã mais
ampla e mais significativa, para o culto
das gerações passadas cujo sangue
herdamos, cujas tradições nos cumpre
manter e cujas virtudes devem ser o
apanágio dos descendentes, todos aqueles
que sentem no fundo d’alma a saudade
das lagoas onde se espelha o perfil esguio
dos coqueiros, todos que trazem nas
pupilas deslumbradas a nostalgia da
planície, todos aqueles que compreendem
a poesia rural da gleba, rolando em ritmos
bárbaros, através das madrugadas claras,
pelas almas da Gente e pelos caminhos da
Terra, cantando a paz virgiliana dos
sonhos bons, na época do trabalho e da
força, da Tradição e do Sangue.

32
 

Nós não somos um povo em formação. A
predominância do elemento português
não só nos deu a unidade territorial,
religiosa, moral, intelectual, cívica e
sentimental, como imprimiu um caráter
psicológico definitivo à família humana
brasileira, criando o nosso tronco racial,
cuja defesa o Presidente Getúlio Vargas
encareceu recentemente, quando,
recebendo os membros do Conselho de
Imigração e Colonização, disse que,
embora necessitando aumentar sua
densidade demográfica, o Brasil deveria
reservar-se o direito de escolher as
correntes migratórias e seguir nessa
escolha o critério histórico que é o da
formação luso-brasileira.

O velho chavão do povo em fase evolutiva


é deprimente, ridículo e anti-científico.
Somos, para os que o repetem, uma eterna
criança de quatrocentos anos.

Preferível se torna adotar a realidade da


afirmativa daquele diplomata que em
nossa formação rápida observou que
tínhamos atingido a virilidade sem passar
pela infância.


 33

Nacionalidade formada, consciente dos
seus foros individuais, já o éramos em
pleno século XVII, capazes de reagir
contra a ameaça de absorção estrangeira e
repelir do nosso solo, sem auxílio da
metrópole, o invasor que aqui pretendia
iniciar, como em terra abandonada, uma
nova colonização, alheia ao sangue e às
tradições do povo.

Inútil pretender levantar-se contra a força


pacífica da realidade: se para ser
brasileiro não é preciso ser descendente
de português, o brasileiro que é
descendente de portugueses é brasileiro
duas vezes.

Mas não precisa distingui-los assim, aos


brasileiros, separá-los, pondo de lado uma
imensa maioria e de outro uma minoria
vexada pelo crime involuntário da
ascendência diversa.

Não só o sangue português se espalha,


com uma larga capacidade de penetração,
como os privilégios da ascendência
portuguesa se adquirem com a plena
adaptação ao ambiente criado pela
formação portuguesa.

34
 

Erro seria negar aos que partilham dessa
raça que é o próprio cerne do país o
direito de se considerarem diferentes
daqueles cujos antepassados não
cooperaram na obra secular de
sedimentação da nacionalidade, cujos
avós não partilharam dos sofrimentos
comuns da nossa História, cujos
ascendentes não ajudaram a adquirir as
nossas glórias e não se misturaram às
dores anônimas e às conquistas penosas
das gerações que se sucederam no afan de
construir uma Pátria.

Como muito bem ponderou Jackson de


Figueiredo, para o maior pensador da
idade moderna, Mauras, todas as
manifestações da vida humana têm um
sabor essencialmente político. Ele as julga
de acordo com a experiência: de onde
vieram? Os seus ascendentes que ação
exerceram entre os homens? Que hipótese
se pode formular sobre a sua ação no
futuro?

“Maurras jamais abandonou este traçado,


que é todo o bom senso em matéria de
investigação social e se encontrará em
Aristóteles, nos mais eminentes
pensadores católicos, e em Augusto


 35

Comte, em Le Play, afinal de contas, em
quantos não se limitaram a fantasiar sobre
a vida social”. 12

Realmente, se “a unidade social é a


família”, se “é ela o principal agente
criador e conservador da alma dos povos”,
é errôneo e subversivo “crer que nós não
formamos sociedade senão com nossos
contemporâneos, desconhecer o império
das gerações anteriores, fazer prevalecer a
solidariedade no espaço sobre a
continuidade que é a solidariedade no
tempo”.

Na continuidade da família 13 repousam a


eternidade e a santidade das Pátrias. É no
culto da família que se inicia o amor pela
extensão humana e territorial da casa
paterna, pelo prolongamento social e
material do lar, pelo desdobramento deste
em outros lares ligados pela mesma fé,
pela mesma história, pelos mesmos
interesses, pela mesma língua, pelas

























































































12 

–
J.
de
Figueiredo,
“Affirmações”
p.
p.
279
e
seg.,
Rio
–
192

13
“A
grandeza
das
nações
funda‐se
sobre
a
grandeza
e
a
moralidade
das

famílias,
as
quais
são
os
viveiros
dos
bons
cidadãos
e
dos
soldados
fortes,
A

história
ensina
que
a
corrupção
dos
costumes
no
seio
das
famílias
foi
o
indício

de
uma
decadência
pública,
e
que
a
força
passada
e
ainda
presente
dos
povos

nortistas
derivou
em
grande
parte
da
compacidade,
fecundidade
e
saúde
de

suas
famílias”.
–
Cogliolo,
apud
Spinola
“Anotações
ao
Código
Civil
Brasileiro”

v.
III,
p.
18,
São
Paulo.


36
 

mesmas aspirações, pelos mesmos
sofrimentos suportados em comum e pelas
mesmas glórias conquistadas pelo comum
esforço.

Conhecer e venerar os antepassados é


investigar, para melhor mantê-lo, o
patrimônio moral e intelectual deles
recebido, é apuraras qualidades de
coração que deles nos vieram na herança
sentimental das gerações.

Pelo sangue se transmite a tradição, e


legar intactas aos filhos as tradições
positivas da nacionalidade é a missão que
nos quiseram confiar os que vieram antes
de nós.

Glória à família, pela sua obra heróica na


construção da Pátria, pelo conchego
ameno que proporcionou às dores de
nossos avós, pelo carinho com que
enfeitou as ilusões de nossos pais, pelo
que nos ensinou de bom e de santo entre
as velhas paredes da casa ancestral, pela
sua fidelidade à raça, pela sua lealdade
para com a Nação.


 37

A genealogia é uma das grandes ciências 14
auxiliares da História. Estudá-la e
conhecê-la é estudar e conhecer a Pátria
da qual a Família é a célula.

Foi sob a sombra dos ramos novos do


tronco peninsular das velhas famílias
portuguesas que o Brasil cresceu.

Felizes do que podem ensinar os filhos a


se mirar no exemplo dos antepassados,
porque é da continuidade da virtude que
brota o heroísmo e é das qualidades
morais, intelectuais e físicas,
aperfeiçoadas de geração para geração,
que saem as raças fortes e os povos viris.

Entendem alguns que fazer genealogia é


catalogar a nobreza e a esta desprezam
por não ser coisa que se adquira.c


























































































14

“...
ciência
cuja
importância
ninguém
contesta,
e
todos
consideram
como

auxiliar
precioso
da
história
e
até
da
biologia
(encarada
pelo
lado

psicológico)...”
Eugênio
de
Castro,
no
Prefácio
da
“Dependência
dos
Ios.

Marqueses
de
Pombal”,
por
Sá
e
Costa,
XII,
Porto
–
1937.
(O
P.
Luiz
Moreira
de

Sá
e
Costa,
da
Companhia
de
Jesus,
revelou‐se
nessa
valiosíssima
obra
um
dos

mais
notáveis
genealogistas
modernos
e
a
paciência
deixou,
com
ele,
de

chamar‐se
benedictina
para
ser
jesuítica.
Seu
trabalho
de
grande
investigação

coloca‐o
no
mesmo
plano
dos
grandes
genealogistas
portugueses
da

atualidade,
como
o
Sr.
Dr.
Affonso
de
Ornellas,
o
Sr.
Conde
de
São
Paio
(Dom

Antônio),
os
Srs.
Drs.
Mancelos
Sampaio,
Oliveira
Rodrigues
e
Rodrigo

Rodrigues,
e
outros
ilustres
valores).


38
 

A
Nobreza


Mas não só a genealogia não tem por fim
enumerar aristocratas, como a fidalguia
não é o corolário político de sistemas de
governo, mas uma simples questão de
origem, que independe da apreciação do
filho das ervas e desdenha o ridículo
despeito do mal nascido.

A democracia só tem por fim igualar


perante a lei os cidadãos de um mesmo
país, como garantia da justiça que deve
ser distribuída, humana e
equitativamente, a todos os filhos de
Deus. Não pode, porém, pretender
nivelar, perante a sociedade e o
julgamento dos outros, os que provém de
camadas de sangues diferentes.


 39

Estaremos prontos a comparecer, lado a
lado com o nosso semelhante que praticou
igual delito, diante de idêntico tribunal. É
a contribuição cívica a que nos obriga o
equilíbrio do regime.

Mas ninguém nos forçará a abrir as portas


de nossa casa senão àqueles que julgarmos
dignos de atravessar os seus umbrais.

Não preconizo aqui a nobreza no sentido


de classe social, pois este livro não é
político embora o pudesse fazer desde que
ela é ainda hoje admitida nas próprias
democracias, como um clã aberto,
accessível aos valores novos.

Estas páginas são de genealogia e


perscrutam a nobreza herdada, ainda que
seja bom sempre esclarecer que a
Genealogia, como ciência, não se restringe
à investigação exclusiva de árvores
nobiliárquicas, mas à reconstituição de
todas as famílias, por mais modestas, no
sentido de buscar a contribuição pessoal
na obra comum de engrandecimento da
Pátria.

40
 

“Privilegiado ou rico te poderei eu fazer,
mas nobre não, porque a nobreza é
herança dos antepassados”. 15

Estas palavras que alguém colocou


outrora nos lábios do Imperador
Sigismundo, expressam bem o valor
daquilo que ninguém pode tirar de outrem
ou comprar a peso de dinheiro, ou mesmo
conquistar a golpes de audácia e talento.

Humilhante a farsa que engendram certos


compradores de títulos e fazedores de
árvores genealógicas. Não só um título
nobiliárquico não se vende (irrita e nula é
a transação), 16 como bem sabem os que se
prestam ao triste papel de vendê-lo que
um título não constitui nobreza. Há
titulares plebeus e fidalgos que não são
titulares.

Assim, mesmo que legítima se


considerasse a cessão de um título por
particular a estranho, fidalgo continuaria
o primitivo titular se fidalgo fosse e plebeu
o seu suposto herdeiro se fosse plebeu.



























































































“Nobiliarquia
Portuguesa”,
por
Antônio
de
Villas
Boas,
p.
29,
Lisboa
–
1717,

15

“Divitem
aut
exemptum
te
facere
possum,
nobilem
vero
minime”.


Na
Espanha,
todavia,
há
títulos
vinculados
à
gleba
e
que
passam
ao
novo

16

dono
quando
as
terras
são
vendidas.
Como,
porém,
a
autorização
do
Rei
é

necessária,
o
novo
titular
é
considerado
como
portador
de
uma
mercê
nova.



 41

No Brasil Império numerosos títulos não
hereditários foram concedidos, por justa
recompensa, a homens insignes ou varões
probos de modesta origem.

Por outro lado, descendentes de


muitíssimas casas nobres, da velha e
autêntica fidalguia da península, aqui
prolongaram o seu nome sem nunca terem
sido citados ou terem tido até hoje a
oportunidade de ostentar um título.

“A verdadeira nobreza 17 não pode dá-la o


Príncipe, por mais amplo que seja o seu
poder”, afirmou, com muito senso, Villas
Boas. 18 Um Imperador ou Rei pode fazer
titulares, mas nunca fará nobres, se
fidalguia de sangue já não tiverem de seus
maiores os que, por qualquer soberano,
forem distinguidos.

Uma ascendência legítima não se forja ou


falsifica. É fácil aos linhagistas, com os
recursos e a técnica de que dispõem, os
arquivos e tombamentos, desfazer o

























































































17
Embora
transformações
semânticas
tenham
igualado
no
léxico
nobreza
e

fidalguia,
há
de
fato
real
diferença,
como
se
entendia
em
linguagem
vernácula

de
armaria,
e
que
é
bom
lembrar:
nobres
são
os
recentemente
agraciados
ou

introduzidos
na
aristocracia;
fidalgos
os
de
antiga
linhagem.
O
Rei
faz
os

nobres,
os
fidalgos
fizeram
o
Rei.

18 
Idem,
idem.


42
 

embuste. E só por uma ascendência
fidalga comprovada, que penetre na noite
dos tempos, para mostrar como descende
de homens ilustres que foram coetaneos
das nações no seu nascedouro heróico, é
que alguém, independentemente do
assentimento dos potentados efêmeros ou
das formas de governo, se pode ter por
fidalgo de linhagem. 19

É essa uma das maneiras pelas quais Deus


honorat partem in filiis: 20 honra o pai para
que os filhos sejam nobres. Mas a glória
dos filhos não deve ser unicamente a que
herdaram dos pais. 21 Esse esplendor
procedido dos antepassados 22 só é digno
de respeito quando perpetuado no mérito
dos descendentes. 23 Pois “não há
verdadeira nobreza sem o adorno da
virtude própria, e merecimentos
adquiridos: consistem estes e aquela nos
feitos heróicos obrados em defesa da fé,


























































































A
Ordenação
(lib.
I,
tit.
65,
par.
26)
distingue
os
fidalgos
de
Cota
da
armas

19

dos
fidalgos
de
linhagem.
Aqueles
são
os
que
fundam
a
nobreza
só
no
escudo

ou
no
brasão
de
armas;
estes
os
de
nobreza
antiga,
que
procede
de

antepassados
fidalgos
e
são
chamados
também
fidalgos
de
solar.

20 
Eccles.
з

21 
“Glória
filiorum
parentes
eorum”
Prov.
18

22 
“Quaedam
maiorum
claritas”,
Aristóteles


“Virtude
dos
passados
já
quase
feito
natureza
nos
descendentes”,
Villas

23

Boas,
p.
16



 43

no acrescentamento da Pátria e na boa
administração da República”. 24

O conhecimento da fidalguia dos


avoengos só satisfaz quando repousa na
consciência da nobreza própria. Daquele
conhecimento deve derivar essa
consciência, desde que ele seja, para os
que o sabem e compreendem, um estímulo
e um incitamento. 25

Nada mais belo do que verificar-se que


“dos avós se deriva a nobreza dos
descendentes e a continuação dos anos a
fez mais ilustre, reconhecendo-se a glória
adquirida pelos pais naturalizada no
sangue nobre dos filhos”. 26

Aliás, o contrário é sempre melancólico


motivo de compreensível escárnio e
também pode-se acrescentar que nada
mais doloroso do que lembrar-se dos avós
apenas para alardear seu nome e não para
seguir-lhes os exemplos. 27


























































































24 
Villas
Boas,
idem,
p.
351.

25
“É
grande
motivo
para
o
bom
procedimento
a
memória
da
nobreza
e
ações

gloriosas
dos
antepassados”
Idem,
idem
p.
346

26 
Idem,
idem
p.
346

27

“Quando
exumamos
antepassados
é
para
dos
seus
sarcófagos
tirar
insígnias

e
veneras
com
que
nos
adornemos”,
Laet
“Discurso”
–
p.
24,
Rio
1920.


44
 

Como sob o ponto de vista de monarquia
americana, de regime monárquico que se
consolidava na América, marchávamos no
século XIX, paradoxalmente, da
monarquia para a aristocracia, quando a
inversão desses fatores foi sempre na
evolução dos povos a razão de ser da
ordem tradicional, e como vulgarmente
interpretam por ahi a aristocracia rural
observada por economistas na nossa
formação como sinônimo de nobreza
improvisada e fidalguia efêmera,
deduzindo disso os sociólogos indígenas
que não possuímos verdadeira
aristocracia, é justo esclarecer que se, de
fato, não temos aristocracia hoje,
nunca deixamos de possuir aristocratas,
no sentido de que a exclusão da nobreza,
como classe à parte e coesa, na
história nacional, não impediu até hoje,
entre nós, de legitimas e velhas famílias
fidalgas. 28

Dessas famílias patriarcais, pilares de


nossa sólida estrutura social cristã,
extravasaram da colônia para o Império
de deste para a República numerosos
elementos de valor que pesaram e pesam


























































































 45

na vida política do país, prolongando no
tempo a influência da velha fidalguia que
fez Portugal e construiu o Brasil.
“Esta
nobreza
da
terra,
numerosa
e
ilustrada,
com
as

idéias
 renovadas
 nos
 grandes
 centros
 de
 cultura

européia,
quando
a
corte
portuguesa
se
transmigra,
e

aqui
 se
 instala,
 acorre
 para
 junto
 do
 rei,
 domina
 no

paço
e
consegue,
afinal,
preponderar,
mesmo
sobre
a

chusma
dos
emigrados,
vindos
em
tropel,
na
comitiva

real”.
–
Idem,
p.
371.


“Compreende­se
 agora
 porque
 a
 independência
 se



consuma
 com
 este
 ar
 festivo
 de
 parada,
 no
 meio
 de

uma
 cavalgada
 estrepitosa,
 como
 se
 o
 príncipe
 e
 os

seus
 companheiros
 viessem
 de
 uma
 caçada
 à
 raposa

nos
 seus
 parques
 do
 sertão.
 Só
 a
 ação
 evolvente
 e

absorvente
da
nobreza
da
terra,
cercando
e
isolando

inteiramente
 o
 jovem
 regente,
 é
 capaz
 de
 explicar
 o

fato
do
próprio
supremo
representante
do
dominador

se
fazer
paradoxalmente
o
centro
da
reação
contra
o

dominador.”


“Desde
 o
 momento
 em
 que
 o
 príncipe,
 libertando­se

das
influências
dos
senhores
do
país,
se
torna
suspeito

de
infidelidade
aos
olhos
destes,
o
ambiente
político
se

lhe
 faz
 para
 logo
 irrespirável:
 e
 é
 forçado
 a
 abdicar.

Isto
 prova
 que
 acima
 do
 poder
 da
 realeza,
 há,
 na

colônia,
 um
 poder
 mais
 forte
 ainda:
 o
 poder
 da

aristocracia
nacional”


Idem
p.
371.


“Ou
se
governa
com
eles
(os
nobres),
ou
sem
eles
não

se
governa”.
Idem
p.
372.


46
 

Disso deveremos ter consciente orgulho.
Orgulho de arayano-mediterraneo, tipo
radical português, argamassa humana
magnífica que caldeou o luso, o celtibero,
o visigodo, e formou essa gente forte e
esplêndida que, quer queiram ou quer não
queiram seus despeitados demolidores,
constitui, em linhagem filosófica, um
suppositum admirável, conjunto psico-
fisiológico extraordinário, esclarecido e
capaz, dotado das melhores qualidades
dos mais belos atributos.

Na velha e gloriosa Província,


empreendedores e audaciosos,
inteligentes e corajosos, desenvolvem a
grandeza comunal, como donos de
engenho e de escravos, os netos dos
senhores de baraço e de cutelo que tinha
tido morgadios no Douro e no Minho.

E se perscrutarmos os horizontes remotos


da genealogia dessas gentes fidalgas,
iremos entroncá-las na “nobreza que
ajudou a fazer a época manuelina e tem o
seu tríplice monumento no Livro de
Armeiro Mor, no Livro da Nobreza, de
Antonio Godinho, e no teto oitavado e
dourado da Sala dos Veados de Sintra, os
três grandes tomos heráldicos da


 47

aristocracia portuguesa do princípio do
século XVI”. 29

O que os deve desvanecer, pela


oportunidade de verificar que as
qualidades atávicas se apuram no joeirar
das gerações e que é curioso observar
como, através dos tempos, uma missão
histórica vem sendo atribuída a certas
famílias e como, na vida das Pátrias,
muitas vezes se pode refletir sobre a
providencial consciência de, em idades
diversas, competir a solução de idênticos
problemas da grandeza nacional a homens
do mesmo sangue, como se os avós
tivessem transmitido aos netos o segredo
do êxito de empreendimentos que
previam se terem de renovar um dia, e
como se Deus tornasse bem de família a
missão de garantir o futuro do País.

Já um dia disse um brasileiro ilustre que


“... se a nobreza antiga, cessando embora
como instituição política, não deixou
ainda de ser um fato honroso com todas as
suas conseqüências e pendências, deve-o à
natureza das coisas, contra qual todas as


























































































29 
História
da
Colonização
Portuguesa
do
Brasil
–
Vol.
I
p.
10,
Porto
–
1921


48
 

revoluções, e mesmo todos os atos
legislativos, têm sido e são impotentes”. 30

O sobrenome de Miranda tem origens


remotíssimas e difíceis de precisar com
absoluta segurança.

“... o motivo ordinário de tomar sobrenomes


foi o primeiro que apontamos, que procedeu
(para distinção de pessoas) das terras,
quintas, vilas, ou lugares em que vivam, ou
de que eram senhores, de sorte que são
poucos os sobrenomes mais antigos de
Portugal, a que não corresponda a algum
lugar do mesmo nome. Estes se conhecem
pela preposição de, que os acompanha, de
que alguns fazem maior mistério do que
nela há, porque não serve de mais do que
mostrar a diferença, que há, entre os
sobrenomes, que se tomavam de solar, e os
que tiveram outra origem...” Assim Villas
Boas (pp. 17 e 18).

A indébita apropriação dos sobrenomes,


tão comum no Brasil, onde com os
escravos e agregados, se desenvolveu o
péssimo hábito português dos bastardos
espalharem ingloriamente nomes ilustres,
tornou-se verdadeira calamidade,

























































































30 
João
Mendes
de
Almeida,
“Notas
genealógicas”,
V,
São
Paulo
–
1886.



 49

impondo a necessidade de imediatas
medidas do governo na defesa das
legítima propriedade do nome civil, cuja
defesa precisa ser regulamentada como a
de nome comercial, consoante se faz em
outras nações.O legislador português
(ord. lib. 5 tit. 92) cominava penas aos que
usassem sobrenomes que não lhes
pertencessem. Mas já do abuso se
queixava Villas Boas em 1727. E mesmo
Garcia de Rezende, insurgindo-se contra o
abuso das armas.

É assim quase impossível, como no


sobrenome de Miranda, seguir por um
caminho seguro, sem se perder no atalho,
na averiguação das exatas origens da
quase totalidade dos apelidos
portugueses. Mesmo as próprias
31
investigações genealógicas são, graças
ao pouco escrúpulo de certos autores,
bastante falhas. 32

























































































31

“...
universalmente
os
nossos
fazem
fundador
da
Casa
de
Bragança
ao
Santo

Condestavel,
o
que
é
absurdo...”
(Dom
Antonio
Caetano
de
Souza,
tomo
I,
C

CVI).
Note‐se,
de
passagem,
que
as
três
Casas
que
reinaram
em
Portugal

constituem
uma
mesma
Dinastia,
provindo
a
Casa
de
Bragança
da
de
Aviz
e
a

de
Aviz
da
de
Borgonha.
O
atual
Duque
de
Bragança,
Príncipe
Dom
Duarte

Nuno,
é
descendente,
em
linha
direta
e
varonil,
de
Dom
Affonso
Henriques

(Vide
“Almanach
de
Gotha”
a.
1830
e
1848
p.
p.
42
e
62).



“Escreveu
o
Conde
D.
Pedro
este
seu
Nobiliário
tão
desordenada
e

32

confusamente,
como
da
superficial
lição
dele
se
collige,
que
parece
procurou,

com
cuidado,
não
ser
de
todos
entendido.
Para
este
intento,
usou
de
grande

artifício,
intrincando
a
continuação
das
famílias
e
as
pessoas
delas,
com
tão


50
 

Origem
dos
Sobrenomes


Os Miranda, segundo Villas Boas,
tomaram o sobrenome da cidade de
Miranda onde tiveram a Alcaidaria-mór. 33

Reza, realmente, a tradição que Ruy


Lourenço de Távora adotou o nome de sua
Alcaidaria, que era a de Miranda do
Douro, no tempo do Sr. Dom João I. E vem
dessa época também a tradição piedosa de
acrescentarem sempre os Miranda ao seu
nome próprio o de Francisco, como
continuação da penitência que a si mesmo
impôs Ruy Lourenço de Távora quando se

























































































acertada
correspondência,
na
mesma
desordem
e
confusão,
que
admira
o

engenho
com
que
o
traçou,
e
a
maioria,
que
para
tal
maranha
lhe
foi

necessária.Conseguiu
o
Conde
por
este
meio
a
sua
pretensão:
resultarem
dela

grandes
erros
nas
Árvores
de
Nobreza,
que
os
genealogistas
até
agora

ordenaram;
porque
não
atinando
a
desmaranhar
o
artificioso
enredo
deste

livro,
os
cometeram
notáveis,
faltando
nas
genealogias,
ou
sobejando
ou

trocando
os
progenitores”.
–
Lavana,
prefácio
no
“Nobiliário
de
D.
Pedro,

Conde
de
Barcellos”,
Roma
–
1662.


Vide
também
“Nobiliarchia
Portugueza
–
Tratado
de
Nobreza
Hereditária
e

Política”,
Villas
Boas,
edição
correta
de
Antonio
Monteiro
de
Campos,
Lisboa

1754

33
A
Casa
de
Bragança,
quando
ducal,
tinha
“...
dezoito
Alcaidarias
mores,
a

saber:
de
Villa
Viçosa,
Monçarás,
Arrayolos,
Monforte,
Souzel,
Altes
do
Chão,

Borba,
Évora
Monte,
Ourem,
Porto
de
Moz,
Barcellos,
Villa
do
Conde,
Melgaço,

Bragança,
Monte
Alegre,
Piçonha
e
Outeiro”.
–
D.
Antonio
Caetano
de
Souza

“História
Genealógica
da
Casa
Real
Portuguesa”,
tomo
6,
p.
648.



 51

fez frade franciscano, desgostoso por ter
entregue a cidade sob sua guarda aos
castelhanos, incluindo na boa fé com uma
mensagem falsa do seu Rei.

Quando, quatro séculos depois, um


Miranda veio de Braga seiscentista
prolongar deste outro lado do Atlântico a
velha família (já entre nós uma das mais
antigas e tradicionais famílias
fluminenses), ao nome de Francisco a
tradição tinha acrescentado o de Gregório,
que se perpetuou no Brasil sob o
patrocínio austero de São Gregório
Magno, 34 o pontífice erudito em cujas
obras, em certa época, a reação contra a
cultura greco-romana foi aprender em
latim. Mas a orago da Alcaidaria do infeliz
e heróico Ruy Lourenço de Távora era
Santa Maria Maior (Nossa Senhora da
Assunção) e as mulheres da família nunca
esqueceram, entre as outras tradições
suaves da casa, a manutenção desse nome
da devoção trasmontana de Miranda


























































































34
Os
Miranda
são
Gregorios
entre
os
homens
e
Gregorias
entre
as
mulheres.
A

persistência
do
nome
na
linha
direta
e
nas
colaterais
é
uma
tradição
fidalga
e

cristã.
Ainda
na
atual
geração:
Dr.
Gregório
Pereira
de
Miranda
Pinto,
José

Gregório
de
Miranda,
Dr.
Gregório
de
Miranda
Pinto.


52
 

Acha Pinho Leal 35 a origem do nome da
localidade em Mir-andul, por ocasião da
invasão árabe de 716, de que Miranda
seria uma corruptela, mas nos parece
muito mais lógico o particípio latino
aplicado anteriormente pelos romanos
àquela zona poética, que deveria ser
admirada, pelo esplendor da sua natureza
abrupta e grandiosa. 36


























































































35 

“Portugal
antigo
e
moderno”
–
v.
5,
p.
p.
328
e
329
–
Lisboa
–
1875

36
 
 Entre
 os
 escudos
 dos
 doze
 pares
 a
 que
 se
 refere
 Camões,
 os
 heróis
 das

canções
 de
 gesta,
 palatinos
 de
 Carlos
 Magno,
 encontramos
 um
 escudo
 com
 a

exata
 disposição
 heráldica
 do
 escudo
 português
 dos
 Miranda.
 Virá,
 com
 o

escudo,
 o
 nome
 de
 fora,
 para
 a
 vila
 portuguesa?
 A
 fonte
 de
 consultar:
 D.

António
 Caetano
 de
 Souza
 (História
 Genealógica
 da
 Casa
 Real
 Portuguesa

como
 página
 CXCIV,
 Lisboa,
1737)
 informa
 que
o
 rei
 D
 Manual
 Mandou
fazer

um
armorial
para
por
da
Torre
do
Tombo
(Livro
da
Nobreza,

por
Fernão
das

Minas,
dos
reis
cristãos
e
nobre
de
linhagem
do
reio,
e
senhoris
de
Portugal),
o

qual
 se
 encontraria
 na
 gaveta
 15
 da
 Casa
 da
 Coroa
 do
 dito
 arquivo,

encadernado
em
veludo
com
as
chapas
douradas...




 53

Teoria
da
Heráldica

Os Miranda, de Campos, E. do Rio (São
Salvador dos Campos dos Goytacazes,
antiga Província do Rio de Janeiro) são
originários de Braga (Freguesia de São
Salvador de Joannes) e possuem as
seguintes armas, 37 registradas nos livros
VI e VII, fls. 206 e 160 respectivamente, do
Cartório da Nobreza: de ouro, com aspa
de vermelho, carregada ou acompanhada

























































































37

As
armas
primitivas
dos
Miranda
constam
do
Celebre
teto
do
palácio
de

Cintra,
porem
desfalcadas
das
flores
de
lis
verdes,
embora
na
História
da

Colonização
Portuguesa
no
Brasil
(Porto,
1921),
comentando
os
brasões
das

72
estirpes
que
ali
figuram,
haja
referencia
às
flores
de
lis
verdes
dos
Miranda.


As
armas
de
Simão
de
Miranda,
capitão
da
armada
de
Pedro
Álvares
Cabral,
ou

dos
Mirada,
são
as
acima
descritas..



Pinho
Leal
(Portugal
Antigo
e
Moderno
v.
5

p.
328,
Lisboa,
1875)
diz
o

seguinte:
“Miranda
é
também
um
apelido
nobre
em
Portugal
tomado
ou
dessa

vila
(Miranda
do
Corvo
u
de
Pedentes)
ou
da
cidade
do
meso
nome
em
Trás
os

Montes.
O
primeiro
que
com
ele
se
acha
é
Gonçalo
Paes
de
Miranda.
Têm
os

Miranda
brasão
darmas
completo,
que
é
–
em
campo
d’ouro,
aspas
de
púrpura,

firmada
entre
quatro
flores
de
lis,
de
verde.
Elmo
d’aço
aberto
por
timbre
de

lis
das
armas.
Outros
do
mesmo
apelido
usam
das
mesmas
armas,
mas
o

timbre
é
uma
aspa
d’ouro,
carregada
das
quatro
flores
de
lis
das
armas,
uma

em
cada
ponta.
Outros,
trazem
em
campo
d’ouro
duas
haspas
de
púrpura
em

banda””.



Santos
Ferreira
(Armorial
Português,
v
I,
p
219,
Lisboa,
1920)
descreve:

“Miranda
–
de
ouro,
com
aspas
de
vermelho,
com
quatro
flores
de
lis
verdes.

Timbre:
uma
flor
de
li
do
escudo,
ladeada
de
seis
plumas
de
ouro,três
a
cada

parte,
lias
uma
aspa
de
ouro
Carregada
de
quatro
flores
de
lis
verdes.

D’or,
au

sautoir
de
geules,
acompagné
de
quatre
fleurs
de
lis
de
sinople.
Cimié
un
fleu

de
lis
de
l’écu
accostee
de
six
plumets
d’or;
“alias”,
unsautoir
d’or
chargé
de

catre
fleur
de
lis
de
l’ecu.



54
 

em orla por quatro flores de lis verdes.
Timbre: 38 uma flor-de-lis do escudo,
ladeada de seis plumas de ouro, três a
cada parte.

Como em 1847 (decreto imperial de 15-4-


1847) aparece na linha primogênita um
título, o de Brasão de Abbadia, o timbre,
nas armas, assenta desde então sobre o
“coronel” 39 de barão.

Essas armas são plenas, 40 só as tendo


usado com diferença 41 o Sargento-Mor 42
Gregório Francisco de Miranda e o I Barão





























































































“...
o
timbre
(ou
tymbre)
é
de
maior
estima
que
as
armas:
porque
podendo

38

os
homens
de
geração
humilde
ter
escudos,
hão
de
ter
rasos,
e
sem
timbre,

porque
este
concede
somente
a
pessoas
principais”.
–
Villas
Boas
“Nobiliarchia

Portuguesa”
–
p.
226,
Lisboa
–
1717.
“O
timbre
deve
assentar
sobre
o
elmo...

como
que
constituindo
com
ele
um
corpo
único,
e
tendo
a
mesma
frente”.
–

Santos
Ferreira,
idem,
p.
154.


A
coroa
que,
no
escudo
das
famílias
titulares,
assenta
sobre
o
elmo,
é

39

chamada
em
heráldica
de
“coronel”.

40
“Armas
plenas,
puras,
legítimas
e
verdadeiras
são
as
armas
de
domínio
e
de

família,
 sem
 quebra
 ou
 diferença,
 e
 só
 pertencem
 aos
 chefes
 dos
 Estados
 ou

das
 casas
 nobres”.
 –
 Santos
 Ferreira,
 idem,
 p.
 16,
 Vol.
 III.


“O
chefe
de
linhagem
é
obrigado
a
trazer
as
Armas
direitas,
sem
diferença,
ou

mistura
 de
 outras
 algumas
 Armas”
 –
 Villas
 Boas,
 idem,
 p.
 223.


“Chefe
 de
 linhagem
 quer
 dizer
 cabeça
 da
 família
 e
 geração
 de
 onde
 vem
 os

mais
daquele
apelido...”
Idem,
idem


41
A
diferença
nas
armas
do
Sargento‐Mor
era
uma
brica
de
prata
com
um

trifolio
verde
e
nas
do
Barão
um
brica
de
ouro
com
uma
banda
verde

(Certidões
passadas,
a
requerimento
do
Autor,
pelo
Arquivo
Nacional
da
Torre

do
Tombo,
a
5
de
Setembro
de
1938).

42
O
posto
de
Major
é
o
que
corresponde,
na
atual
hierarquia
do
Exército,
ao

antigo
de
Sargento‐Mor
de
Ordenanças
ou
de
Milícias.
A
denominação

primitiva
era
Sargento‐Maior
ou
Sargento‐Major,
tendo
sido
posteriormente

simplificada
com
a
queda
do
primeiro
vocábulo.
–
(vide
Gustavo
Barroso,

“História
Militar
do
Brasil”,
p.
100).



 55

de Abbadia, Tte. Cel. Gregório Francisco
de Miranda, por que ambos as requereram
em vida dos respectivos pais e a diferença
figura no escudo justamente para
distinguir as armas do filho das do pai ou
a dos filhos segundos das do primogênito.

Os esmaltes ornamentais de um escudo


são os seguintes: metais – ouro e prata;
cores – vermelho, azul, verde, negro e
púrpura; pelles – arminhos e veiros.

Nas armas dos Miranda, o campo do


escudo é de ouro (o primeiro dos metais),
a aspa (peça honrosa de primeira ordem)
é de vermelho (primeira das cores
heráldicas) e a aspa tem em orla quatro
flores-de-lis, a flor heráldica por
excelência.

O escudo é de forma arredondada, a


forma clássica do escudo português, e
franchado, isto é, partido em aspa.

Sendo peça ou figura heráldica, o atributo


que pode ser representado sobre campo
do escudo e oito peças honrosas da
primeira ordem (as mais antigas da
armaria), a aspa dos Miranda é
justamente uma delas, com o chefe, a
faixa, a pala, a banda contra-banda, a cruz

56
 

e a asna. Aliás, destas peças, o chefe, a
cruz e a aspa são as únicas que não podem
ser desdobradas em peças de menor
largura ou multiplicadas em figuras
pequenas.

Afirma Santos Ferreira que nenhuma peça


honrosa pode ser timbre na heráldica
puritana e Egon Prates diz que é vedado
também à peça honrosa figurar na
diferença.

A aspa é formada pela sobreposição da


banda e da barra e estende os braços aos
quatro ângulos do escudo, devendo a sua
largura ser igual à quarta parte da largura
do escudo, dimensões somente variáveis
em caso de estar a aspa acompanhada.

Tem a aspa em volta, nas armas dos


Miranda, as flores de lis, em comemoração
da tomada de Baeça, a 30 de Novembro de
1227. 43

Julgam erroneamente alguns que as


flores-de-lis, freqüentes nos escudos
portugueses, constituam a concessão dos
reis de França. Assim acontece de fato



























































































“As
aspas
que
se
adquiriram
por
sucessos
ou
batalhas
que
aconteceram
no

43

dia
de
santo
André
e,
por
esta
razão
as
puseram
em
suas
armasos
que
se

achavam
na
tomada
de
Baeça”
Villas
Boas
,
idem
p
221.



 57

algumas vezes, principalmente quando
assentam sobre campo azul, mas em geral
não há tradição francesa no uso da flores-
de-lis 44 que não sejam de ouro.

Ao contrário do que acontece com a flor-


de-lis, não é comum na armaria
portuguesa o uso da aspa. E há apenas
cinco escudos em que, como no dos
Miranda, a aspa vem acompanhada de
flores-de-lis. Nos outros quinze que
ostentam aspa (em três, desdobrada) vem
esta acompanhada de uma estrela de três
crescentes ou carregada de arruelas,
escudetes de Portugal, cruzes, vieiras.

As armas dos Duques de Bragança tinham


aspa, de vermelho como a dos Miranda,
que nas linhas bastardas era de prata.

O elmo, que é sempre de prata, é, nas


armas dos Miranda, aberto, posto a três
quartos e guarnecido de ouro, como
compete ao escudo que serviu a pelo
menos três gerações fidalgas.


























































































44
“...
os
franceses
chamam
liz
à
açucena,
isto
é,
ao
lilium
candidum,
gênero

lilium;
enquanto
que
a
flor
heráldica
é
a
representação
da
Sprekelia

formosíssima,
gênero
amaryllis,
bem
vulgar
nos
jardins
de
Portugal
e
da

Espanha...”
Santos
Ferreira,
idem,
p.
86.


58
 

Completam o elmo, além do timbre a que
já nos referimos, o virol e o paquife.

Vale a pena trasladar para estas notas as


eruditas explicações de Santos Ferreira:

“O virol é um rolo torcido de estofo das


cores dos esmaltes principais do escudo, e
dele nasce o paquife que ornamenta o
escudo a um e outro lado. Assenta
discretamente sobre a parte mais alta do
elmo”. 45

“As cores do paquife, assim como as do


virol devem ser as dos esmaltes principais
do escudo...”

“O paquife deve ser composto por quatro


peças do estofo, duas a cada lado, todas
coloridas das cores do primeiro e do
segundo esmalte do escudo; sendo o
anverso das duas de cima, da cor
propriamente dita que houver nesses
esmaltes, e o reverso, isto é o forro, de
amarelo ou de branco, conforme o metal
que houver nos ditos dois esmaltes for
ouro ou prata.


























































































45 
–

p.
163.



 59

As duas peças de baixo serão
inversamente coloridas, isto é, terão o
transverso amarelo ou branco; e o reverso
ou forro da cor já referida”. 46

Eis os esclarecimentos e símbolos que


Santos Ferreira oferece para o metal e as
cores das armas dos Miranda: 47 “Ouro – É
o primeiro dos metais. Representa-se na
gravura por um miúdo ponteado.
Sinonymia: amarelo, de topázio”. 48

“Verde – Tem esta cor o terceiro lugar


entre as cores heráldicas. Representa-se
na gravura por traços diagonais, paralelos
ao que une o ângulo direito do chefe ao
ângulo esquerdo da ponta. Sinonymia, em
antigos documentos da armaria
portuguesa: de sinopla, de esmeralda”. 49

“Vermelho – Tem esta cor o primeiro lugar


entre as cores heráldicas. Representa-se

























































































46 
p.
123.

47


“...
cor
vermelha
que
se
chama
goles
e
corresponde
ao
fogo...
verde
se

nomeia
Sable,
corresponde
à
água.
Dos
metais,
o
Ouro
significa
a
nobreza,
a
fé,

sabedoria,
fidelidade,
constância,
poder
e
liberdade”.
–
Villas
Boas,
idem,
p.

219.

48 
p.
119,
vol.
III.

49 
p.
161.


60
 

na gravura por traços verticais. Alguns
autores portugueses têm pretendido
estabelecer distinção entre esta cor e o
que eles chamam sanguinho. 50 Tal
distinção não tem porém fundamento
algum. Sinonymia: de goles, de sangue, de
rubi”. 51

Pelo seu admirável simbolismo, pela alta


origem, por tudo o que significa de
tradição e de glória, nada há como o
brasão de armas para sintetizar o culto
nobilíssimo da família. 52

Compete o seu uso, porém àqueles que de


fato, por direito inconteste, pertencem.
Julgam alguns, erroneamente, que
podem, a seu talante, adotar um escudo
de armas. 53 Isto constituiria um absurdo

























































































50
A
aspa
é
indicada,
indistintamente,
nas
armas
dos
Miranda
como
de
púrpura,

de
vermelho
ou
de
sanguinho.
Como
de
sanguinho
figura
nas
cartas
de
Brasão

atuais
da
família.

51 
Pág.
162.

52

“...
ca
mais
nobre
cousa
he,
a
mais
santa
ama
o
homê
a
seu
parente

alonguado:
por
divido,
se
bom
he,
que
amar
ao
mais
chegado,
se
faleçudo
he”.
–

Conde
D.
Pedro,
“filho
do
muy
nobre
Rey
Dom
Dionis”,
“Nobiliário”,
no

Prólogo.
Ed.
de
Lavaña,
em
Roma
–
MDCXL,
por
Estevan
Paolinio.

53
E
isto,
entre
outros
motivos
porque
“pelas
armas
se
prova
o
domínio
da

capela,
sepultura,
ou
edifício
em
que
estão
fixas”
(Ricius
in
Colect.
Decif.,
pág.
5

Colect.
1608;
Pereira
decif.
24
n.
7;
Them.
3
p.
decif.
282
n.
56).


“Pela
Ordenação,
do
lib.
5
d.
tit.
92,
se
manda
que
toda
a
pessoa
de
qualquer

qualidade
e
condição
que
seja
novamente
tomar
Armas
que
de
direito
lhe
não

pertençam,
pêra
sua
fazenda,
a
metade
para
quem
o
acusar
e
a
outra
metade

para
os
cativos.
E
mais
perderá
toda
honra,
e
privilégio
de
Fidalguia,
linhagem

e
pessoa
que
tiver,
e
será
havido
por
plebeu,
assim
nas
penas
como
nos

tributos
e
peitas,
sem
nunca
poder
gozar
de
privilégio
algum,
nem
honra
que



 61

tão ridículo e teria por corretivo, em
certos países, medidas policiais tão
simples, como se alguém entre nós
entendesse de repente de iniciar sua
correspondência em papel timbrado com a
firma comercial de outrem.


























































































por
razão
de
sua
linhagem,
pessoa
ou
de
direito
lhe
pertença”.
–
Villas
Boas,

idem,
224.


62
 

Filhos
d’Algo

Fidalgos de solar, fidalgos de linhagem,
fidalgos de geração – assim eram
designados pelas Ordenações, pelos Reis
de Armas, pelos linhagistas aqueles
portugueses nos quais se reconhecia
verdadeira e antiga nobreza.

Afora as simples Cartas de Brasão,


encontramos registradas nos Livros de
Tombo Cartas de Antiga Nobreza e Brasão
ou Cartas de Brasão, Nobreza e Fidalguia,
onde dos fidalgos de solar se diz que eram
de família de solar conhecido.

A Ordenação (lib. I tit. 65, par. 26)


distingue os Fidalgos de linhagem dos
Fidalgos de Cota de armas, atribuindo a
estes uma nobreza fundada apenas no
escudo e brasão de armas e àqueles um
nobreza antiga, procedente de
antepassados fidalgos.


 63

Castelo Branco 54 (intr. ao v. II) esclarece
que na sua obra “... vão designados com o
título de Fidalgos de Geração os que
consta descenderem por varonia de
Fidalgos de antigo solar, e os que
procedem igualmente por varonia de Avós
que foram fidalgos da Casa d’El-Rei”.

Gregório Francisco de Miranda, 55


cavalheiro professo na Ordem de Cristo,
natural e batizado na Freguesia de São
Salvador de Joannes, Arcebispado de
Braga, filho legítimo de João Francisco de
Miranda e de Dona Maria Lopes de
Miranda, era Fidalgo de solar, de
linhagem de geração.

Chegou ao Brasil em 1756 e seguiu logo


para a vila de São Salvador dos Campos
dos Goytacazes, Parahyba do Sul,
Capitania do Rio de Janeiro, onde foi
Sargento-Mor das Ordenanças. Aí
constituiu família e até hoje existe a sua
descendência em seis linhas diretas.


























































































54
José
Barbosa
Canaes
de
Figueiredo
Castello
Branco,
“Costados
das
Famílias

Ilustres
de
Portugal”,
Lisboa
–
1829


Sanches
de
Baena
“Archivo
Heráldico‐Genealógico”
Vol.
I
p.
246,
Lisboa
–

55

1872


64
 

Era o Sargento-Mor Gregório Francisco de
Miranda Cavalheiro Fidalgo da Casa Real
por sucessão aos seus maiores, título dos
mais antigos da nobreza da Península 56 e
que até o ano de 1572 designa os
verdadeiros fidalgos de Portugal, com
acrescentamento nos livros d’El-Rey.

Como Sargento-Mor, gozava também


Gregório Francisco de Miranda de nobreza
política, que é o foro concedido aos altos
cargos e profissões honrosas para
distinguir as pessoas que os exercendo
têm, por sua função e posição, direito às
distinções conferidas aos nobres, como
acontecia aos Coronéis, Tenentes-
Coronéis, Mestres de Campo, Capitães
Mores, Sargentos Mores, Capitães de
Infantaria,57 etc.

Deixou Gregório Francisco de Miranda um


filho varão do mesmo nome: Gregório
Francisco de Miranda, 58 cavaleiro fidalgo
da Casa Real por sucessão aos seus
maiores, cavaleiro professo na Ordem de

























































































56 
Ord.
lib.
2
tit.
60
e
lib.
5
tit.
120



“Os
advogados
gozam
de
nobreza
adquirida
ainda
que
lhes
falte
a

57

hereditária”.
–
Villas
Boas.


Sanches
de
Baena
–
“Archivo
Heráldico‐Genealógico”
vol.
I
p.
246,
Lisboa
–

58

1872;
Barão
Smith
de
Vasconcellos
“Archivo
Nobiliarchico
Brasileiro”,
p.
23,

Lausanne,
MLCCCCXVIII



 65

Cristo, militar, fazendeiro e político,
homem de grande visão administrativa, de
grande tino econômico e de grandes
qualidades morais. Nele, o primeiro
brasileiro da família, recebem os Miranda,
pela primeira vez no Brasil, um dom da
Coroa do novo Império; foi agraciado com
o título de Barão de Abbadia a 15 de Abril
de 1847 e recebe também a Imperial
Ordem de Cristo. 59

Sua irmã, Dona Maria Gregória de


Miranda, foi, por casamento, Baronesa da
Lagoa Dourada 60 e sua filha Dona Ana
Gregória de Miranda Pinto recebeu,
depois de viúva, o título de Baronesa de
São Vicente de Paula. 61

A concessão desta graça foi motivada pela


extrema caridade da filha do Barão de
Abbadia e o próprio povo lhe entregou o
pergaminho imperial: A Baronesa de São
Vicente de Paula era bem uma neta de
Dona Marianna Francisca de Assumpção


























































































Distingue‐se
a
fita
vermelha
da
de
Portugal
pela
orla
verde.
Aliás,
a
orla
de

59

outra
cor
e
a
coroa
imperial
diferenciaram
na
monarquia
as
ordens
herdadas

de
Portugal
e
que
eram
Christo,
Aviz
e
Santiago


B.
S.
de
Vasconcellos,
“Archivo
Nobiliarchico”,
pág.
250.
–
Uma
rua
ao
lado
do

60

Fórum,
em
Campos,
é
chamada
rua
da
Baronesa
em
sua
homenagem
(Horácio

Souza
“Cyclo
Áureo”
p.
144,
Campos
–
1935).
A
rua
foi
traçada
em
1879
e

aberta
em
terrenos
na
sua
maioria
doados
pelo
Barão
da
Lagoa
Dourada.

61 
B.
S.
de
Vasconcellos,
“Archivo
Nobiliarchico”
p.
469


66
 

de Miranda, que a piedade popular
chamou a Bemaventurada. No solar do
Visconde, na localidade do seu nome, 62
em Campos, vive seu filho, Francisco
Pereira de Miranda Pinto.

O Barão de Abbadia deixou ainda um filho


varão, o Cônsul João Gregório Francisco
de Miranda, e este dois varões, o Major
João Gregório Francisco de Miranda e os
Dr. Gregório de Miranda.

Ainda sem quebra de varonia,


asseguraram os últimos a sucessão da
casa, o que aliás até hoje se vem dando.
Mas era uma mulher a predestinada para
padroeira da família, aquela doce Dona
Marianna Francisca, cuja santidade
amável foi a iluminura das crônicas
heróicas do Sargento-Mor, que passou
altaneiro pela existência acidentada com
desempeno e destemor.

A
Bemaventurada!


Suave Rainha Santa da minha gente, boa e


afável, figura dolorida e carinhosa, tocada
de brandura, que parece se desprender de


























































































Estação
de
Don’Anna,
3º
distrito
de
Campos.
D.
Anna
Gregória
de
Miranda

62

Pinto
deu
as
terras
para
o
leito
da
linha
férrea,
inaugurada
em
21‐12‐1873.



 67

uma tela ascética das Senhoras Infantas...
Foi sob a sua benção que floresceu entre
nós a tradição das mulheres dignas,
tradição nunca desmentida, que faz com
que nas épocas de maior decadência das
últimas gerações paire imaculada, acima
das misérias do tempo, a santa resignação
das mulheres. Sim, porque se alguma vez
os Miranda não têm mantido à altura dos
antepassados e o sangue se diluiu por aí,
fraco, seguindo a linha descendente da
Província que ajudaram a fazer grande, no
entretanto firmes, integérrimas, fortes
como as santas mulheres do Evangelho,
nossas avós, nossas mães, nossas esposas,
nossas irmãs, nossas filhas têm preservado
a honra da raça e o nome da
Bemaventurada.

68
 

O
Testamento
do
Sargento
Mor

Na véspera de sua morte, com letra ainda
firme, como firme se mantivera pela vida
afora o seu caráter inquebrantável,
assinava o Sargento-Mor o seu
testamento, que assim começava:

“Em nome de Deus, Amen. Eu, Gregório


Francisco de Miranda, estando doente, de
cama, porém muito em meu perfeito juízo,
que Deus Nosso Senhor foi servido dar-
me, considerando a certeza da morte e a
incerteza da hora dela, faço este meu
testamento, para declaração e
cumprimento de minha última vontade,
pela maneira seguinte:


 69

Primeiramente, encomendo minha alma a
Deus Nosso Senhor, que a criou, e remiu
com o preciosíssimo sangue de Seu
unigênito Filho Nosso Senhor Jesus
Christo, para que pelo valor infinito dele e
por Sua Sacratíssima Paixão e Morte me
perdoe meus pecados...”

Depois de declarar o seu legítimo


consorcio com D. Marianna Francisca da
Assumpção e os dois filhos que desse
consórcio tivera, Gregório e Maria,
constituía sua mulher tutora dos filhos e
seu primeiro testamenteiro; pedia que o
sepultassem na Igreja da Ordem do
Carmo; distribuía esmolas por todos os
pobres da Freguesia de São Salvador,
pelas viúvas e órfãos, pelas instituições de
caridade, pelos afilhados que residiam em
terras de sua fazenda, pelas Capelas,
Irmandades e Igrejas; determinava que,
cumpridas essas disposições, o que
remanescesse da terça passasse à sua
mulher e a seus filhos e findava pedindo
“às justiças de Sua Alteza Real” que
fizessem executar suas últimas vontades.
Datado e assinado a 28 de Março de 1808,
esteve o testamento fechado e lacrado
apenas por um dia, pois a 29 seguinte o

70
 

Dr. Juiz de Fora José de Azevedo Cabral o
abria e mandava cumprir.

Nos anos de 1808 e 1809, Dona Marianna


Francisca da Assumpção deu
cumprimento, conforme consta dos
competentes recibos nos autos, a todos os
legados do Sargento-Mor, que atingiam a
soma de cinco contos de réis.

Satisfazendo a vontade do extinto foram


feitos os seguintes sufrágios nesses dois
anos que se seguiram à sua morte:
“capela” de missas (a trezentos e vinte réis
cada missa pelo Pe. Manoel José; meia
“capela” de missas, pelo P. Manoel
Martins Monteiro; cinqüenta missas pelo
P. Domingos Ribeiro da Costa; uma
“capela” de missas pelo P. José Antonio
Guedes; idem pelo P. Francisco Gomes de
Oliveira; cinqüenta missas (que
importaram em 16$000) pelo P. Euzébio
Mendes; uma “capela” de missas, por Frei
Matheus de Christo; uma “capela” 63 de
missas pelo P. José da Cruz Domingues;
cinqüenta missas pelo P. Manoel Pereira



























































































Uma
“capela”
constava
de
cinqüenta
missas.
Como
o
preço
uniforme
por

63

missa
é
em
todas
as
certidões
de
320
réis;
como
nos
recibos
de
cinqüenta

missas
o
preço
global
é
de
16$000;
e
como
nesse
recibo
de
“capela”
esta
ficou

por
16$000,
deduzi
o
cálculo
acima,
fiado
na
uniformidade
dos
preços.



 71

das Neves; uma “capela” de missas, por
Frei Luiz de Sta. Clara.

Frei Antonio de Sta. Elias Krucsu firma


dois documentos, um datado de Vila da
Victoria, 30 de Novembro de 1810, outro
do Rio de Janeiro, 10 de Março de 1811,
atestando que disse cem missas por alma
do Sargento-Mor.

Donde se deduz que o Sargento-Mor


Gregório Francisco de Miranda teve de
sufrágio quinhentas e setenta e cinco
missas.

Frei Isidoro de Santa Thereza Pinto cobra


e recebe a 15 de Janeiro de 1817, a
avultadíssima soma de novecentos e
oitenta e dois mil e noventa réis por “hum
officio de 7º dia, que no dia 6 de Abril de
1808 se fez na Igreja da Venerável Ordem
3ª. por alma do falecido Sargento-Mor
Gregório Francisco de Miranda, no qual se
dispendeu a quantia de novecentos e
oitenta e dois mil e noventa réis a saber
em Cera, Sacerdotes, Armação, Música...”

Também a 11 de Junho de 1817, o P.


Coadjutor Francisco de Andrade Lima
recebe a pingue quantia de setecentos e
setenta e dois mil duzentos e setenta réis

72
 

declarando: “Importou o funeral do
Sargento-Mor Gregório Francisco de
Miranda em setecentos e setenta e dois
mil duzentos e setenta réis, a saber cera,
armação, Música, Irmandades que
acompanharam, da Igreja do Rosário, do
Terço e Boa Morte – Missas de corpo
presente – off. e acompanhamento para a
Ordem Ven. Do Carmo, onde foi
sepultado, envolto no hábito dos
cavalheiros de Cisto; Pároco, fábrica e
sacristão...”

Só em 12-04-1831 subscreve D. Marianna


Francisca da Assumpção “em casa de
morada do Tenente Coronel Gregório
Francisco de Miranda”, seu filho, procura-
ção, com poderes impressos, aos Lic.
Venâncio Xavier Coutinho e Antonio José
Gonçalves, para prosseguirem o
inventário do Sargento-Mor.

Mas já em 1834, o Tte.-Cel. Gregório


Francisco de Miranda dirigia-se ao Ilmo.
Juiz Municipal dizendo que pelo
“falecimento de sua Mãe, Dona Marianna
Francisca da Assumpção, ficou o Suppe.
Testamento da mesma, e na posse de seus
bens; e como tal obrigado a concluir as
contas do Testamento de seu falecido Pai,


 73

o Sargento-Mor Gregório Francisco de
Miranda, que haviam sido começadas a
prestar pela dita sua falecida Mãe,
Testamenteira de seu defunto marido...”

Todas as delongas tinham provindo da


exigência, que fora difícil cumprir, do
Promotor, o qual achava necessário que
dos autos constasse a certidão de batismo
dos afilhados do Sargento-Mor, por este
beneficiados em seu testamento.

A 13 de Setembro de 1834, finalmente,


encerrava-se o inventário do Sargento-
Mor, que deixara em 1808 um fortuna de
trezentos contos, em moeda da época.
Facilitara o prosseguimento do feito o
seguinte requerimento de seu genro, o
futuro Barão da Lagoa Dourada:

“Ilmo. Snr. Juiz Municipal

Diz José Martins Pinheiro, como cabeça de


sua mulher, que, no testamento com que
faleceu o Pai desta, o Sargento-Mor
Gregório Francisco de Miranda, lhe
deixou este a ela, e a outro seu filho, que é
o Tenente - Cel. Gregório Francisco e de
Miranda, o remanescente da sua terça,
depois da morte de sua mulher, Dona
Marianna Francisca da Assumpção, já

74
 

falecida. E porque o suplicante tem noticia
de que nas contas do Testamento do dito
seu falecido Sogro, o Promotor pusera
dúvida no cumprimento de várias verbas,
exigindo documentos para mostrar que
elas foram bem cumpridas além daqueles
fá juntos pela Testamenteira, como por
exemplo quitação em lugar de recibos e
certidões de batismo de alguns legatários,
a quem o Testador beneficiou como seus
afilhados, para se mostrar que o eram, e
que por outra parte estas exigências são
principalmente em benefício dos
herdeiros do remanescente, para se
acautelar que não se gaste mais do que
aquilo de que o Testador dispôs, quer o
suplicante assinar Termo de que por sua
parte, em nome de sua mulher, aprova e
há por bem feitas e por bem provadas com
os documentos juntos nos autos, todas as
despesas que dos mesmos autos
constam...”

Prolongara-se por vinte e cinco anos o


inventário do Sargento-Mor, em cuja
descendência encontramos vários
advogados. Tinham-se atrasado um pouco
as justiças de Sua Alteza Real...


 75

A 13 de Maio de 1850, o Escrivão José
Diogo de Freitas comparecia à residência
da Baronesa d’Abbadia, Dona Maria Isabel
de Aguiar Cardoso Gusmão de Miranda,
nora do Sargento-Mor, viúva do Tte-
Coronel Gregório Francisco de Miranda, 1º
Barão d’Abbadia, e tomava por termo as
primeiras declarações da Baronesa, como
inventariante dos bens com que, ab
intestato, falecera seu marido a 25 de
Fevereiro daquele ano.

Declarava herdeiros a Baronesa os


seguintes filhos: João Gregório Francisco
de Miranda, casado; D. Anna Gregória de
Gusmão Miranda, casada com Domingos
Pereira Pinto; D. Marianna Francisca de
Miranda Sá, casada com Chrisanto Leite
Pereira de Sá; D. Antonia de Gusmão
Miranda Manhães, casada com o Dr.
Joaquim Manhães Barreto; D. Rita de
Gusmão Miranda Martins, casada com
Constantino José Martins Guimarães; D.
Maria Izabel de Gusmão Miranda, solteira,
com a idade de 28 anos; D. Gregória
Francisca de Gusmão Miranda, solteira,
com a idade de 24 anos; D. Brazileira
Campista de Gusmão Miranda, com a
idade de 19 anos e emancipada pelo Juízo
dos Órfãos.

76
 

Deixara o Barão d’Abbadia uma fortuna
imensa em fazendas, sítios, casas,
escravos, jóias, prataria e móveis, que
atingiria em moeda de hoje, num cálculo
bastante exato, a soma de quarenta mil
contos. Era a herança do Sargento-Mor
bem gerida e melhor aumentada, herança
que se originara dos avultados bens
trazidos de Portugal na transmigração
política do século XVIII e fora protegida
pelo êxito dos empreendimentos
econômicos em Campos, apesar do fausto
de que sempre apreciaram cercar o
Sargento-Mor, o Barão e seus
descendentes, até com certa
perdulariedade, um pouco característica
da família. 64


























































































64

A
typographia
em
que
se
imprimiu
essa
primeira
folha
campista

(O
Correio

Constitucional)
foi
trazida
da
Fraca
por
um
professor
que
os
ilustres

fazendeiros
campistas
Manoel
Pinto
Netto
da
Cruz
(depois
barão
de
Muriahé)

e
Gregório
Francisco
de
Miranda
(depois
barão
de
Abbadia)
mandaram

contratar
na
Europa
para
o
fim
de
ensinar
a
língua
francesa
às
suas
filhas.

–

Mucio
da
Paixão,
“Movimento
Literário
em
Campos”
pag.
Ii,
1924.




 77

A
Baronesa
d’Abbadia

Sobreviveu a Baronesa a dois de seus
filhos, João Gregório, o único varão, e
Gregória, uma das mais moças das filhas,
e a três de seus genros, Domingos Pereira
Pinto e Joaquim Manhães Barreto, que
indicara para testamenteiros, e
Constantino Martins Guimarães.

Teve a ventura porém de assistir o


desabrochar da larga descendência e
morreu cercada de netos e bisnetos.

78
 

Seu testamento, datado de 11 de Abril de
1860, rezava assim: “Em nome de Deus,
Amen. Eu a Baronesa d’Abbadia, nascida,
criada e educada na Religião Católica
Apostólica Romana, em cuja fé me tenho
conservado, e espero morrer, tendo-me
deliberado fazer o meu testamento como
faço da minha livre vontade, e em meu
perfeito juízo, declaro as disposições de
minha última vontade pela forma
seguinte...” “... declaro que quando venha
a falecer quero que meu Corpo seja
vestido com o habito de minha Ordem
Terceira de Nossa Senhora do Carmo, e
conduzido de casa por quatro pobres à
escolha de meu testamenteiro para o meu
calexe, sendo depois da encomendação de
costume levado para o cemitério da dita
minha Ordem Terceira de Nossa Senhora
do Carmo, devendo o meu enterro ser
feito sem pompa alguma, e com a maior
simplicidade possível, e em hora noturna.
Aos quatro pobres que me conduzirem
como fica dito, meu testamenteiro dará
imediatamente a cada um deles a quantia
de doze mil réis livres de décima...”

Distribuía a seguir a Baronesa numerosos


legados em dinheiro, jóias de família e
escravos entre os seus netos. contemplava


 79

também com donativos pecuniários
muitos escravos e a outros deixava “livres
como se de ventre livre nascessem”.

Instituía seus filhos herdeiros dos


remanescente de sua terça e terminava:
“... peço a todos os meus filhos e genros
que não vejam nas minhas disposições o
menor sinal de maior estima por este ou
aquele pois sempre dediquei e atualmente
dedico a todos igual amor, amizade e
consideração; e se por ventura notarem
qualquer desigualdade nas minhas
disposições atribuirão a certas
considerações que na qualidade de mãe,
cabeça de tão numerosa família, julguei
que devia atender por circunstâncias que
me pareceram dignas da minha atenção.
Tenho concluídas minhas disposições de
última vontade e peço às Justiças do
Império hajam de lhes dar
cumprimento...”

No dia 13 de Abril de 1860, à rua Direita,


na residência da Baronesa, foi lavrado
pelo Tabelião João Valentim de Figueiró, e
perante as testemunhas Francisco Antonio
de Sampaio Guimarães, Joaquim Pereira
Pinto, Manoel Moreira Soares, José de
Azevedo Mello e Raphael Augusto de

80
 

Vasconcellos, o termo de aprovação do
testamento.

Falecida a Baronesa a 22 de Janeiro de


1869, foi aberto o seu testamento, a 23 de
Janeiro de 1870, em casa do Juiz
Municipal Provedor dos Resíduos, Dr.
Joaquim Manoel de Araújo.
*
 No
 próximo
 texto:
 Nota
 manuscrita
 acrescenta
 neste
 ponto
 acrescenta
 o

sobrenome
“Pereira
de”


O termo de aceitação do testamenteiro


(Chrisanto Leite Pereira de Sá) foi lavrado
pelo escrivão José Diogo de Freitas a 3 de
Fevereiro de 1870 e as primeiras
declarações reconheciam a 21 do mesmo
mês, como herdeiros:

- D. Anna Gregória de Miranda Pinto,


viúva de Domingos Pereira Pinto;

- D. Marianna de Miranda Sá, casada com


CLPereira
de
Sá

Chrysanto Leite* Sá;

- D. Antonia de Gusmão Miranda, viúva do


Dr. Joaquim Manhães Barreto;

- D. Rita de Gusmão Miranda Martins,


viúva de Constantino José Martins;

- D. Brasileira Campista de Miranda Pinto,


casa da com José Pereira Pinto; e


 81

- a viúva de João Gregório Francisco de
Miranda, D. Maria Antonia de Carvalho de
Miranda, e seus filhos: Gregório
Francisco, solteiro, de 22 anos, acadêmico
de Direito em São Paulo; D. Marianna de
Miranda Menezes, casada com o Cap.
Antonio de Souza Menezes, lavrador em
São João da Barra; João Gregório
Francisco de Miranda, de 14 anos,
estudante no Rio de Janeiro, e Maria
Antonia Cecília de Miranda, de onze anos.

Já a 13 de Outubro de 1869, D. Maria


Antonia de Carvalho de Miranda, perante
o Dr. Juiz de Órfãos José Antonio
Fernandes Lima, prestava juramento como
tutora de seus filhos menores João
Gregório e Maria, órfãos com o
falecimento de seu marido o Cônsul João
Gregório Francisco de Miranda, ocorrido a
8 de Maio de 1866.

A fls. 296 dos autos do inventário de sua


avó, a Baronesa d’Abbadia, veio a se
habilitar pessoalmente como herdeiro
João Gregório Francisco de Miranda, com
o seguinte documento:

“Dom Pedro II, pela Graça de Deus


Imperador Constitucional e Defensor
Perpétuo do Brasil. Faço saber aos que a

82
 

presente carta de emancipação virem, que
João Gregório Francisco de Miranda, filho
legítimo do falecido João Gregório
Francisco de Miranda e Dona Maria
Antonia de Miranda me enviou a dizer por
sua petição que tendo atingido a idade de
vinte anos tinha além disso o necessário
juízo e capacidade para bem reger e
administrar sua pessoa e bens e ser
considerado apto para todos os atos da
vida civil, pedindo-me lhe houvesse de
mandar passar sua carta de emancipação
para com ela ser como tal havido e
considerado.

E visto seu requerimento e certidão de


idade que apresentou, e de que foi ouvido
o Curador Geral dos Órfãos, que nada
opôs, antes se conformou com a pretensão
do suplicante: Hei por bem havê-lo por
emancipado, apto e de idade legítima para
reger sua pessoa, receber e administrar
seus bens e mando às autoridades a quem
o conhecimento desta pertencer a
cumpram e guardem, e como tal a hajam e
lhe mandem entregar seus bens.

O Imperador Constitucional e Defensor


Perpétuo do Império do Brasil o mandou
pelo Doutor Agapito da Veiga Junior Juiz


 83

dos Órfãos da cidade de Campos dos
Goytacazes.

Dada e passada nesta cidade de Campos


dos Goytacazes, aos dois dias do mês de
Outubro do ano do Nascimento de Nosso
Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e
setenta e cinco, 53° da Independência e do
Império. Desta quatro mil réis e de
assinatura cinco mil réis. Eu, João José
Pimenta Bueno, escrivão o subscrevo. (a.)
Didimo Agapito de Veiga Junior. N° 1 Res.
30$000. Pg. trinta mil réis de selo.
Campos, 2 de Outubro de 1875. Martins. S.
Carneiro”.

O Major João Gregório Francisco de


Miranda veio a casar-se com Dona Luiza
de Almeida Costa de Miranda e desse
consorcio teve numerosos filhos, dos quais
sobreviveram nove, e destes estão vivos
sete.

Faleceu muito moço esse bisneto do


Sargento-Mor, mas teve a ventura de
deixar a numerosa prole entregue ao
carinho desvelado dos tios avós, que a um
de seus filhos mandaram estudar em
Paris, a outro em Roma e a outro em São
Paulo, de onde voltou formado em Direito

84
 

para participar, como seus avoengos, da
vida política da Província.

O Major João Gregório Francisco de


Miranda morreu a 2 de Janeiro de 1898 e
pertencendo, como toda sua família, à
Ordem do Carmo, foi enterrado na Igreja
dessa confraria, ao lado de seu Pai, de seu
Avô e de seu Bisavô.


 85

O
Sarg.
Mor
Gregório
Fr.
de
Miranda

Dos retratos que existem, a litogravura
colorida do Sargento-Mor, curioso
65
camafeu do século XVIII que usou a
Baronesa da Lagoa Dourada, revela, no
fundador do ramo brasileiro da família,
uma fisionomia enérgica de fidalgo
ousado e temerário, rompante no seu
fardão bordado de Cavalheiro da Casa
Real, com a comenda de Christo
fulgurando de vermelho-sangue; o grande
quadro a óleo do Barão, em trajo de Corte,
indica, na atitude ereta e no olhar sereno,
o soldado que percorreu todos os postos
da carreira militar e ali está, de pé, ao
lado do seu solar, no descanso civil da
refrega. 66


























































































65 
De
que
é
depositário
o
autor.

66
No
arquivo
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
de
Campos
consta
o
termo
da

Mesa
de
10
de
Novembro
de
1850,
que
mandava
fazer
o
retrato
do
Barão,

“para
ser
colocado
no
lugar
competente”.
Aparece
aí
a
Casa
Grande
da
Fazenda

da
Abbadia,
imponente
construção
portuguesa
de
linhas
conventuais.


Do
Cônsul
João
Gregório
Francisco
de
Miranda,
único
filho
varão
do
Tte.‐Cel.

Gregório
Francisco
de
Miranda
e
pai
do
Major
João
Gregório
Francisco
de

Miranda,
não
há
retrato.


86
 

A fotografia do Major João Gregório
Francisco de Miranda estampa a última
geração do século e do regime, ingênua e
displicente, ostentando galões gritantes
mas pacíficos.

“Em meados do século XVIII deixou 67


Portugal, seu país natal, Gregório
Francisco de Miranda e estabeleceu-se em
Campos. Nobre por nascimento, tinha em
seu escudo as armas dos Miranda.
Fazendeiro e sitiante, dentro de pouco
tempo tornou-se um dos mais ricos da
capitania.

Freqüentando a casa do rico fazendeiro


Agostinho Francisco da Cruz, casado com
D. Maria das Neves Filha, enamorou-se da
jovem Maria Francisca da Assumpção,
filha do casal, de quem ficou noivo, por
consentimento dos pais.

Resolveu então dar maior incremento ao


seu negócio e, reunindo todos os seus
haveres, partiu para a Bahia, onde
comprou um grande sortimento de
fazendas e o seu enxoval.


























































































Trabalho
publicado
em
Campos,
em
1932,
pelo
ilustre
historiador
patrício,

67

Dr.
Alberto
Lamego,
sob
o
título
“O
Sargento‐Mor
Gregório
Francisco
de

Miranda,
Tronco
de
Campistas
Ilustres”.



 87

No regresso, a embarcação em que vinha e
que trazia avultado carregamento que
comprara deu à costa perto de S. João da
Barra, tudo perdendo-se, só salvando a
vida. A este tempo, era falecido seu
futuro sogro e esse sucesso inesperado foi
a causa do rompimento com a sua sogra,
que não esteve mais pelo consorcio, por
instigações de um irmão da sua noiva.

Não obstante a oposição de sua família, a


jovem Maria da Assumpção continuou fiel
ao eleito do seu coração, e foi tirada por
justiça da casa materna, casando-se com
ele em 1770.

Nessa época era servidor da comarca do


Espírito Santo e que tinha jurisdição em
Campos, o Dr. José Ribeiro Guimarães
Athayde que, achando-se aí em correição,
tomou partido da referida sogra e expediu
dois mandados: um para que o Juiz de
Órfãos não entregasse a legítima de sua
mulher e outro para intimar a José
Francisco Monsão, afim de que ficasse
ciente, como seu fiador, de que a mesma
legítima não estava obrigada pelas dívidas
anteriores ao casamento, sendo os ditos
mandados juntos aos autos de inventário
do falecido sogro.

88
 

Com poucos haveres, pois perdera quase
toda sua fortuna no naufrágio referido,
teria, certamente, passado privações, se
não viessem em seu auxílio, o seu parente
desembargador Salazar e o seu amigo
João da Costa Luiz.

Decorrido algum tempo, congraçou-se


com a sua sogra, e o ouvidor, “conhecendo
que não havia motivos para persistir na
atitude tomada, mandou-lhe entregar a
legitima, dedicando-lhe depois uma boa
amizade em todo o decurso de seu
ministério”. Já não lhe faria falta,
entretanto, a legitima de sua esposa, pois
tinha sido novamente bafejado pela
fortuna, graças aos esforços que fez para
adquiri-la.

Gozando de grandes prestígios, pelo seu


caráter enérgico e inquebrantável, em
1785 era Sargento-Mor da Ordenança do
Terço da vila de S. Salvador, exercendo
também o cargo de Juiz de Órfãos. Foi
nesse tempo, em 6 de Janeiro de 1871, que
chegou a vila o Dr. José de Alvarenga
Barros Freire, que substituíra o Dr.
Manoel Gusmão na ouvidoria do Espírito
Santo.


 89

Logo após a sua chegada, tomou para seus
primeiros amigos: o capitão Francisco
Henrique de Miranda e o Dr. Pedro
Rodrigues Ferrão (além de outras pessoas
de péssimo caráter), conhecidos aquele
por indigno, falta de honra e ladrão, como
o mostraram seus os seus procedimentos
nos ofícios de escrivão da câmara,
partidor de órfãos e escrivão eclesiástico,
e este de não melhor reputação, celebre
pelas façanhas e crimes praticados no Rio
de Janeiro e Cabo-frio, de onde fugira
aceleradamente, quando teve notícias da
chegada do ouvidor do distrito.

Procedendo-se, no dia 12 do dito mês, à


eleição de Juiz ordinário de barrete, fez
eleger, com suborno notório, para esse
cargo o referido capitão Francisco
Henrique de Miranda, contra a vontade
“dos republicanos e homens bons do
povo”, não obstante ser advertido por
alguns deles das más qualidades do seu
protegido, que nunca tinha servido cargo
algum, nem mesmo o de almotacé, apesar
dos maiores empenhos. Sendo eleito, por
maioria de votos, o alferes Joaquim
Gomes Moreira, com admiração de todos
foi proclamado juiz Francisco de Miranda.

90
 

Publicado o resultado da eleição, que
produziu a pior impressão entre os
assistentes, o sargento-mor Gregório
Francisco de Miranda, que tomara parte
na votação, levantou-se indignado e
lavrou o seu protesto contra a farsa
representada na velha casa da câmara:
“Francisco de Miranda, o filho do ex-
carcereiro Joaquim Henrique Leitão, era
inelegível juiz; além de ser mulato sem
honra, lisura e consciência, tinha já sido
expulso dos cargos de escrivão do
auditório eclesiástico e partidor, por
ladrão e inepto”. A afronta lançada ao
novo juiz tinha de ser castigada e na casa
do ouvidor discutiram-se os meios que
deviam ser empregados para a
perseguição do sargento-mor, firmando-se
para esse fim um pacto entre o mesmo
ministro, escrivão da câmara José Bayam
da Motta e Dr. Ferrão Branco Miranda,
deixando a cada um a escolha das armas
de combate, as mais pérfidas, embora.

O primeiro ato contra ele partiu do


Corregedor que em 1 de Março,
suspendeu-o do cargo de Juiz de Órfãos,
sem justa causa, mas recorrendo a vítima
para a Relação do Rio de Janeiro, ordenou
que fosse reintegrado no lugar.


 91

Logo a seguir, o Dr. Ferrão, nomeado
promotor do juízo de Ausentes, requereu
uma devassa para provar que o dito
sargento-mor havia desencaminhado, de
sociedade com o ex-ouvidor Dr. Manoel
Carlos da Silva Gusmão a quantia de
3:144$089 rs. Ainda desta feita, não surtiu
efeito a calúnia, porque o suplicado
apresentou o conhecimento da entrega do
dinheiro feito à boca do cofre, no Rio de
Janeiro. Vencidos na peleja contra a honra
do Sargento-Mor, não desanimaram.
Possuía ele uma fazenda com engenho
real de fabricar açúcar, em terras
pertencentes aos índios Guarulhos e,
como o seu vizinho Mathias de Souza
Sobreira invadira os rumos dessa
propriedade, requereu ao ouvidor “a
retificação do foro de aforamente ao
primeiro emphyteuta, padre Antonio
Ramos de Macedo”. Este padre vendera a
fazenda a Caetano José Cardoso, de quem
foi adquirida pelo requerente. Tinha as
seguintes confrontações, determinadas na
escritura de aforamento: “Principia em
uma cerca que fica abaixo da Igreja matriz
da Aldeia de Guarulhos e corre rio acima
até o sítio que foi de Ignácio Ferreira, com
uma laguna de fundos, correndo aquela
dita cerca pelo brejo que olha para o sítio

92
 

de Luiz Antonio Pinto e daí pela beira da
estrada da Frexeira, até onde se acha uma
picada, rumo do norte, quarta de
nordeste, que vai sair a outra estrada
também da Frexeira, dividindo-se sempre
até preencher a mencionada laguna de
fundos, com a mesma estrada, correndo
para a lagoa das Pedras e continuando a
dita testada beira rio, até junto à barra do
Muriaé, dividindo-se com o sítio que foi
do casal do falecido José de Souza, com os
fundos que direitamente lhe pertencem”.

Ao seu requerimento lançou o ouvidor o


despacho: “Quando a demarcação que se
está fazendo chegar ao terreno do
suplicante, requeira”, e quando chegou o
momento oportuno, jurou suspeição e deu
de aforamente terras ao Dr. Ferrão, ao
escrivão e amigos, compreendendo as do
requerente e de outros que as possuíam
por títulos de compras, de arrematações e
por heranças.

Os prejudicados recorreram ao Vice-Rei


Luiz de Vasconcellos e Souza, que
ordenou ao ouvidor que suspendesse a
demarcação, levando tudo ao
conhecimento do Secretário de Estado, D.
Martinho de Mello Castro. Nesse


 93

documento oficial, 68 que descrevia muitos
atentados cometidos por aquele ouvidor
“imprudente, precipitado, perturbador da
administração da justiça e subornador de
eleições”, se referia às violências contra o
Sargento-Mor: “Todo intento do ouvidor
era macular o crédito do Sargento-mor
Gregório Francisco de Miranda e de seu
antecessor Dr. Manoel Carlos da Silva
Gusmão (de quem havia acabado de
sindicar) sobre a quantia de três contos e
tantos mil réis, que, tendo sido entregues
ao Sargento-mor para remeter para esta
cidade e entrar no Cofre do Juízo dos
Ausentes de lá, se pretendia figurar
distraída, ao mesmo tempo em que esta
quantia tinha sido entregue sem demora
culpável na Tesouraria Geral dos Ausentes
desta cidade, quando se removeram
alguns embaraços que ocorreram no
provimento do novo tesoureiro, por se
achar seqüestrado e fugido o antigo”.



























































































Carta
do
Vice‐Rei
Luiz
de
Vasconcellos
e
Souza
ao
Secretário
d’Estado
Dom

68

Martinho
de
Mello
e
Castro,
datada
do
Rio
de
Janeiro
22
de
Dezembro
de
1784.


Alberto
Lamego
“Terra
Goytacá”
IV
vol.
p.
120


Na
devassa
aberta
pelo
Vice‐Rei,
a
3
de
Abril
de
1784,
consta
a
seguinte

informação
do
Desembargador
Antonio
José
Cabral
de
Almeida,
datada
de
17

de
Maio
de
1784:
“...
sendo
Campos
uma
terra
que
está
principiando
a
civilizar‐
se,
com
grande
utilidade
deste
Estado,
se
não
deve
praticar
com
ela
summum

jus
que
o
ouvidor
faz
degenerar
em
injustiças,
como
as
praticadas
com
o

Sargento‐Mor
Gregório
Francisco
de
Miranda”.
–
Idem,
p.
139.


94
 

A decisão do Vice-Rei mais exacerbou a
cólera do implacável e rancoroso
corregedor; ele havia proclamado por
todos os cantos da vila que o Sargento-
Mor seria preso, acorrentado e enviado
para a fortaleza da Ilha das Cobras.

Com o coração tisnado pelo ódio e onde


fervia a vingança, não lhe foi difícil
descobrir um novo fundamento para
perseguir o homem que tivera a audácia
de contrariar seus desejos.

Em 1784, “houve umas dúvidas entre um


seu cunhado e sua sogra” sobre a herança
paterna, e, indo os autos ao procurador de
lá, licenciado João Leite da Silva Escobar,
lhos pediu para mandá-los ao Rio de
Janeiro, afim de obter o parecer de um
advogado e em caminho “se destroncou
um mandado sem interesse algum, que
não foi mais achado”.

Não perdeu o ouvidor a ocasião que se lhe


deparava para perseguir o Sargento-Mor,
mandando intimá-lo para entregar em
juízo o documento extraviado, sob pena
de prisão, embora as partes interessadas
tivessem desistido dele.


 95

Ainda uma vez falharam os planos do
temível ouvidor; a ambicionada presa
fugiu para o Rio de Janeiro e procurou
amparo do Vice-Rei, apresentando a sua
queixa a ele, não tendo poderes para
suspender aquele magistrado, limitou-se a
ordenar que regressasse imediatamente
para a sede da ouvidoria, único meio de
trazer a concórdia à terra goytacá.

A longa representação que o Sargento-


Mor apresentara ao Vice-rei contra o
ouvidor assim terminava: “Este Ministro,
Exmo. Snr., não tem outra lei mais que a
sua vontade; ele tem aterrado não só o
suplicante, como todos aqueles que não
seguem o partido do seu gosto e dos
ambiciosos lisongeiros que o cercam para
mais consternar os Povos dos Campos;
neles fixou a sua residência deixando a
cabeça da comarca, a título de tombar as
terras da Aldeia de Guarulhos, sendo que
esta diligência não pode ocupar mais
tempo que o de 20 a 30 dias, tanto mais
que já foram tombadas pelo Ouvidor
Francisco Salles Ribeiro e, para
acomodação de sua ouvidoria nos mesmos
Campos, tem feito obras de grande custo,
às despesas da Câmara, como quem
espera passar nesse lugar o tempo de seu

96
 

julgado. O suplicante acha-se estabelecido
com uma fábrica de engenho e com
negócio dos mais avultados de terras e
tem duas embarcações no mar; deve-se-
lhe bastante dinheiro e todo este fundo
está a ponto de se perder ou arruinar-se.
V. Ex. que foi providencialmente desti-
nado para fazer a fortuna e a felicidade
que logram os fiéis vassalos de S.
Majestade em todo o continente do seu
governo; V. Ex. cuja poderosa mão corta
os despotismos e castiga as insolências,
digne-se suspender um ministro suspeito e
capital inimigo do suplicante, desarman-
do-o da autoridade com que sustenta a sua
vingança, ministro que não conhece
superior nem igual, que publica que na
sua comarca só ele manda e pode. E por
tudo se prostra aos pés de V. Ex. para o
valer e livrar da opressão, rogando que,
sendo servido informar-se desta verdade,
à custa do suplicante, está pronto com a
sua fazenda e toda despesa, desde que
seja cometida a diligência para esse fim a
qualquer pessoa de maior confiança”.

Tudo o que alegara o Sargento-Mor ficará


provado na devassa tirada pelo Ouvidor
Geral do Crime Dr. Antonio José Cabral de
Almeida, por ordem do Vice-rei.


 97

O Sargento-Mor faleceu em 19 de Março
de 1808 69 e foi sepultado na Igreja do
Carmo desta cidade. A sua esposa, que
vira a luz do dia em 15 de Agosto de 1753,
baixou ao túmulo na mesma igreja, em 5
de Dezembro de 1833, com cheiro de
santidade.

O casal deixou um filho que teve o mesmo


nome Gregório e que foi depois Barão da
Abbadia, de quem nos ocuparemos em
outro artigo”. 70

“É útil escavar no passado e levantar do pó


dos túmulos aqueles que passaram pela
vida, deixando uma doce recordação dos
seus feitos.” Dizia Justo Lipsio que a
história dos tempos antigos se escreve
mais seguramente que a dos modernos,
porque as cinzas dos mortos não se temem
e dos vivos até as sombras se respeitam.



























































































Aliás,
29
de
Março.
O
seu
testamento
está
do
próprio
punho
datado
de
28
de

69

Março
de
1808.


Estudo,
também
de
1932,
do
mesmo
eminente
conterrâneo,
sob
o
título
“O

70

Barão
da
Abbadia,
Gregório
Francisco
de
Miranda”.


98
 

O
1º
Barão
d’Abbadia

Um dos campistas mais proeminentes do
último século, que bem merece ser
lembrado, foi Gregório Francisco de
Miranda, o Barão da Abbadia. Genito do
Sargento-Mor de igual nome e de D. Maria
Francisca da Assumpção, nasceu em
Campos, aos 27 de Setembro de 1794 e
faleceu em 25 de Fevereiro de 1850 sendo,
como seus pais, sepultado na Igreja do
Carmo, desta cidade.

Tinha apenas 18 anos, quando tomou


praça no 12º Regimento de Milícias com o
posto de alferes. Dois anos mais tarde, em
1814, casou-se com D. Maria Isabel de
Gusmão, filha do desembargador Manoel
Carlos da Silva Gusmão e de D. Anna Rosa
de Aguiar Cardoso, abastados fazendeiros.


 99

Em 1816 foi elevado ao posto de tenente
do esquadrão de cavalaria da milícia e
promovido, em 1820, a capitão; em 1826, a
coronel agregado do 20º batalhão de
milícias e em 1828 a comandante do 18º
batalhão. Criada a Guarda Nacional, foi
em 1832, nomeado o primeiro capitão da
sua Companhia e depois tenente-coronel,
comandante.

Por diversas vezes, foi eleito vereador da


Câmara, constando dos seus Anais os
serviços prestados à cidade.

E por duas vezes também teve ocasião de


cooperar no apaziguamento dos ânimos,
quando a ordem pública foi alterada. A
primeira, em 1824, quando o comandante
militar, José Eloy Pessoa, tentou sublevar
o país. Unindo-se ao comandante do
esquadrão de cavalaria, Joaquim Silvério
dos Reis Montenegro, frustrou os planos
daquele que, desesperado, mandou
prendê-lo e transportá-lo para Macaé, com
instruções secretas para deter também a
Joaquim Silvério. Ali esteve 6 dias
incomunicável, e, sendo mandado depois
para o Rio de Janeiro, respondeu perante
o Conselho de Guerra, ficando provada a
sua inocência e ilesa a sua honra.

100
 

A segunda vez, em 1833, quando o povo
brasileiro, sem governo, se insurgia em
todos os pontos do país. Campos não ficou
indemne do contágio da febre
revolucionária. Mais de 400 pessoas
amotinadas se reuniram na praça de S.
Salvador; mas ali comparecendo Gregório
de Miranda, conseguiu, pelo seu prestígio,
acalmar os ânimos, persuadindo a todos
de que o jovem imperador tudo havia de
fazer pelo bem de seu povo.

A sua bolsa sempre esteve aberta para as


premências do Estado. Concorreu com
grandes donativos para o monumento
elevado no Rio de Janeiro em honra a D.
Pedro I, para o fabrico da fragata campista
depois chamada “D. Francisca”, para as
despesas feitas com a estrada de Campos
ao Rio e com as lutas da Independência.
Grande benemérito da Santa Casa, tem o
seu retrato no salão de honra.

Em 1844 foi nomeado comandante


superior da Guarda Nacional e, quando S.
Maj. D. Pedro II visitou esta cidade em
1847, elevou-o a Barão da Abbadia.

Em 1844, quando foram vendidos os bens


do morgadio do Visconde de Asseca,
Antonio Maria Correia de Sá e Benevides


 101

Velasco da Câmara, que abrangia bens em
Campos e em S. João da Barra, arrematou-
os de sociedade com José Martins Pinheiro
(Barão da Lagoa Dourada), Joaquim
Manhães de Barreto e Domingos Pereira
Pinto. Esse morgadio constava de
fazendas, estabelecimentos de criação,
terras aforadas perpetuamente e
arrendadas temporariamente, matas, gado
vacum, muar e cavalar, escravos, móveis e
semoventes. Incorporada ao mesmo
morgadio se achavam as fazendas do
Cupim e do Visconde e os campos de
criação denominados de S. Luiz, Antunes,
VALÉRIO, Cerco da Vermelha, Coqueiros,
Campo Novo, Cotia, Boa Vista, Cruzes e
Mulaco.

O Barão da Abbadia, como sua mãe D.


Maria Francisca da Assumpção, a quem o
povo denominara – a Bemaventurada, -
era amigo dos pobres.

Os seguintes fatos contestam o seu


boníssimo coração. Quando ia para o Rio
de Janeiro, descansava algumas vezes na
casa de um tal Luiz, que morava em
Imboassica. Em uma das suas viagens,
encontrou o seu conhecido, que vinha
preso por ter desencaminhado um

102
 

depósito de... 400$000 rs. Indagado do
motivo da prisão, voltou a Macaé,
providenciou quanto ao pagamento do
mandado, sendo o nobre homem
restituído à liberdade. Um moço seu
parente, guiado pelos conselhos de certo
padre, escreveu um artigo insultuoso
contra o Barão. Sendo demitido do lugar
que ocupava, por intercessão de amigos,
empenhou-se ele para que o seu
desafeiçoado fosse reintegrado no lugar

De outra feita, tendo uma moça perdido o


seu pai, que apenas lhe deixara uma
escrava que lhe tinha dado em vida, a sua
madrasta dela tomou posse e não quis
entregar-lhe. Ciente o Barão do que se
passava, chamou a sua filha (para que a
oferta fosse mais significativa) e disse-lhe:
“Filha, toma este dinheiro e compra a
escrava a D. F. Essa senhora faz o que tu
nunca deves fazer e oferece a essa pobre
moça, pois assim principiarás a saborear
uma boa ação”. E ela cumpriu as
determinações de seu pai.

O Barão de Abbadia, além dos filhos que


morreram em tenra idade, deixou mais os
seguintes:


 103

- João Francisco de Miranda; 71

- D. Anna Gregória de Miranda Pinto,


casada com Domingos Pereira Pinto;

- D. Marianna Francisca de Miranda Sá,


casada com o Dr. Chrysanto Leite Pereira
de Sá;

- D. Antonia Gregória de Miranda


Manhães, casada com o Dr. Joaquim
Manhães Barreto;

- D. Maria Gregória de Miranda Baglione,


casada com Miguel Almir Baglione; 72

- D. Maria Izabel Gusmão de Miranda


Lima, casada com o cel. Francisco Antonio
Pereira de Lima;

- D. Rita de Gusmão Miranda Martins,


casada com Constantino Martins
Guimarães e





























































































João
Gregório
Francisco
de
Miranda,
casado
com
D.
Maria
Antonia
de

71

Carvalho
de
Miranda.

72

–
D.
Gregória
Francisca
e
não
Maria
Gregória.
Esta
filha
do
Barão
era
solteira

e
tinha
24
anos
quando
o
pai
morreu.
Já
era,
porém,
falecida
quando
a

Baronesa
d’Abbadia
fez
o
seu
testamento,
a
11
de
Abril
de
1860.
A
Baronesa

recomenda
expressamente
aí
que
o
seu
testamenteiro
faça
rezar
duas
missas

pela
alma
de
sua
falecida
filha
Gregória.


Casou
D.
Gregória
Francisca
na
família
Baglione.


104
 

- D. Brasileira Campista de Miranda Pinto,
casada com José Pereira Pinto.

No naufrágio do vapor “Hermes”, ocorrido


em Macaé aos 28 de Novembro de 1861,
faleceram vários membros dessas famílias:
Domingos Pereira Pinto Filho, Gregório
Leite de Miranda Sá, José Leite de
Miranda Sá.

Na atual geração de campistas se


encontram muitos dos seus descendentes
que tanto honram à nossa terra”.


 105

Carta
de
Brasão

- Selo com as armas da República
Portuguesa. 73 – Antonio Oscar de Fragoso
Carmona, Presidente da República
Portuguesa, faço saber, que havendo-me
requerido o Excelentíssimo Senhor Dr.
Mario Aloysio Cardoso de Miranda
(Petrópolis, Brasil) que no Arquivo
Nacional da Torre do Tombo se lhe
passasse por certidão o teor da carta de
brasão, passada a dez de Agosto de mil
oitocentos e sete a Gregório Francisco de
Miranda e registrada no Cartório da
Nobreza a folhas cento e sessenta do livro
sétimo, e obtendo despacho do Diretor do
dito Arquivo, o Doutor Antonio Eduardo
Simões Baião, na data do dia vinte e nove



























































































–

Certidão
da
Carta
de
Brazão,
Nobreza
e
Fidalguia,
passada
a
10
de
agosto

73

de
1807
ao
primeiro
barão
de
Abadia.


106
 

do mês de Agosto de mil novecentos e
trinta e oito, em seu cumprimento se
procedeu à competente busca e no livro
acima citado foi achado o documento
pedido, que é do teor seguinte:

“Dom João, por graça de Deus, Príncipe


Regente de Portugal e dos Algarves,
d’Aquem, e d’Além Mar em África, Senhor
de Guiné, e da Conquista, Navegação,
Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia, e da
Índia et coetera: Faço saber aos que esta
minha Carta de Brasão de Armas, de
Nobreza e Fidalguia virem, que Gregório
Francisco de Miranda, Cavalheiro Fidalgo
da minha Casa Real me fez Petição
dizendo que, pela Sentença de
Justificação de sua Nobreza a ela junta,
proferida e assinada pelo meu
Desembargador, Corregedor do Cível da
Corte e Casa da Suplicação, o Doutor Luiz
Dias Pereira, subscrita por Cypriano
Antonio Rodrigues Neves, escrivão do
mesmo Juízo, se mostrava que ele é filho
legítimo de Gregório Francisco de
Miranda, Cavalheiro Professo na Ordem
de Cristo, Cavalheiro Fidalgo da minha
Casa Real, e Sargento Mor das
Ordenanças de Vila de São Salvador dos
Campos dos Goitacazes, Paraíba do Sul,


 107

Capitania do Rio de Janeiro, a quem se
passou Brasão de Armas aos dezenove de
junho de mil oitocentos e dois, e de sua
mulher Dona Maria Francisca da
Assumpção. Neto, por parte paterna, de
João Francisco de Miranda, e de sua
mulher Dona Maria Lopes. Neto, por parte
materna, do Alferes Agostinho Francisco
da Cruz e de sua mulher Dona Maria das
Neves Pinto, e que os ditos seus Pais e
Avós são pessoas nobres da ilustre família
de Miranda, que neste reino são Fidalgos
de linhagem, cotta de Armas e de solar
conhecido, e como tais se trataram com
cavalos e criados, e toda a mais ostentação
própria da Nobreza, sem que em tempo
algum cometessem crime de leza
Majestade Divina ou Humana; pelo que
me pedia ele Suplicante, por Mercê, que,
para a memória de seus Progenitores não
se perder, e clareza da sua Antiga
Nobreza, lhe mandasse dar minha Carta
de Brasão de Armas da dita Família, para
delas tão bem usar na forma que as
trouxeram e foram concedidas aos ditos
seus Progenitores, e vista por mim a dita
sua petição e sentença, e constar de todo o
referido, e que a ele, como descende da
mencionada família lhe pertence usar e
gozar de suas Armas, segundo o meu

108
 

Regimento, e Ordenação da Armaria, lhe
mandei passar esta minha Carta de
Brasão, delas na forma que aqui vão
Brazonadas, Devizadas e Eluminadas, com
cores e metais segundo se acham
registradas no Livro do Registro das
Armas da Nobreza e Fidalguia destes meus
Reinos, que tem Portugal meu principal
Rei de Armas: a saber um Escudo e nele as
Armas dos Mirandas, que são em campo
de ouro uma aspas sanguínea, entre
quatro flores de lis de verde; elmo de
prata aberto guarnecido de ouro; paquife
dos metais e cores das Armas; timbre uns
penachos de ouro, e entre eles uma flor de
lis do Escudo, e por diferença uma brica
de ouro com uma banda verde; o qual
Escudo e Armas poderá trazer e usar tão e
somente 74 o dito Gregório Francisco de

























































































74
A
pessoa
aqui
se
confunde
com
a
sua
ascendência
e
descendência
direta.

Somente
os
antepassados
de
Gregório
Francisco
de
Miranda
tinham
o
direito
a

essas
armas,
que
aí
se
reconhece
competirem
somente
a
ele
e
“...
seus
filhos
e

descendentes
que
descenderem
por
legítimo
matrimônio”,
conforme
o
que

estabelecia
D.
Affonso
V,
em
1471.
A
legítima
propriedade
do
brasão
de
armas

dos
Miranda
é
dessa
família,
tronco
dos
demais
do
nome,
que,
dela
advindo,
as

terão
esquarteladas
com
outras
e
não
puras.
“...
pelas
demonstrações
e
sinais

das
Armas
são
os
Louvores

e
seus
serviços,
e
trabalho
perpetuados
não

somente
a
eles
mas
aos
que
deles
descendem...”
estabelecia
Dom
Manoel,
em

1512.
E
já
antes,
Dom
Duarte,
em
1438,
dizia
que
o
brasão
de
armas
das

famílias
fidalgas,
quando
adjudicado
a
“...
homens
fidalgos
muito
honrados,

cristãos
velhos
legítimos,
sem
raça
alguma
de
judeu,
mouro,
gentio
ou
outra

infecta
nação...”
o
era
“...
para
eles
e
todos
de
sua
linhagem
que
deles
vierem
e

descenderem...”
Não
é
difícil
averiguar
a
linha
autêntica
dos
sobrenomes,
pois

só
a
esta
compete,
na
sua
simplicidade
hierárquica
e
nobilíssima,
as
velhas

armas
da
linhagem
primitiva,
sem
mistura
ou
composição.
A
Martim
Affonso

de
Miranda,
por
exemplo,
que
não
era
ascendente
de
Gregório
Francisco
de

Miranda,
foram
concedidas,
em
1629,
por
Felipe
III,
durante
a
dominação



 109

Miranda, assim como as trouxeram e
usaram os ditos Nobres e antigos Fidalgos
seus Antepassados, em tempo dos
Senhores meus Antecessores, e com elas
poderá entrar em Batalhas, Campos,
Rettos, Escaramuças e exercitar todos os
mais atos lícitos da Guerra e da Paz, e
assim mesmo as poderá trazer em seus
Firmais, Anéis, Sinetes, e Divisas, pô-las
em suas Casas, Capelas e mais Edifícios, e
deixá-las sobre sua própria sepultura, e
finalmente se poderá servir, honrar,
gozar, aproveitar deles em tudo, e por
tudo como à sua Nobreza convém, com o
que quero, e me apraz que haja ele todas
as Honras, Privilégios, Liberdades, Graças,
Mercês, Isenções e Franquezas que hão e
devem haver os Fidalgos e Nobres de
antiga linhagem, e como sempre de tudo
usaram e gozaram os ditos seus
antepassados: pelo que mando aos meus
Desembargadores, Corregedores,
Provedores, Ouvidores, Juízes, e mais
Justiças de meus Reinos e em especial aos
meus Reis de Armas, Arautos e
Passavantes, e a quaisquer outros oficiais,
e pessoas a quem esta minha carta for

























































































espanhola,
as
armas
soi‐disant
dos
Miranda,
com
as
flores
de
lis
de
vermelho
e

aspa
por
timbre,
quando
as
armas
verdadeiras
dos
Miranda
têm
flores
de
lis
de

verde
e
flor
de
lis
entre
as
plumas
por
timbre.


110
 

mostrada, e o conhecimento dela
pertencer, que em tudo lha cumpram e
guardem, e façam cumprir e guardar como
nela se contem, sem dúvida nem embargo
algum que nela seja posto, porque assim é
minha mercê: O Príncipe Regente Nosso
Senhor o mandou por Antonio da Silva
Rodrigues, Escudeiro cavalheiro de sua
Casa Real, e seu Rei de Armas Portugal
Francisco de Paulla Campos, Escrivão da
Nobreza destes Reinos e suas conquistas, a
fez em Lisboa aos dez dias do Mês de
Agosto do Ano do Nascimento de Nosso
Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e
seis e Eu Francisco de Paulla Campos a fiz
e subscrevi – Rei de Armas Portugal – e eu
Francisco de Paulla Campos a fiz Registrar
e assinei. Francisco de Paulla Campos”. –

E não se dizia mais na dita carta de brasão


aqui trasladada bem fielmente ao rogo do
Suplicante o Excelentíssimo Senhor
Doutor Mario Aloysio Cardoso de Miranda
(Petrópolis, Brasil) e lhe mandei passar
esta, quando em Direito possa valer. Dada
nesta cidade de Lisboa aos cinco dias do
mês de Setembro do ano de mil
novecentos e trinta e oito, tendo sido
conferida pelo Diretor do Arquivo
Nacional da Torre do Tombo, o Doutor


 111

Antonio Eduardo Simões Baião, que nela
mandou pôr o selo branco e a assinou e
rubricou em todas as suas páginas, como
manda o número quatro do artigo vinte e
quatro do Regulamento deste Arquivo
aprovado por Decreto de quatorze de
Julho de mil novecentos e dois e tabela
primeira a ele anexa. Esta vai escrita em
sete laudas de papel. Emilia da Piedade
Carvalho Felix, terceiro conservador do
Arquivo Nacional da Torre do Tombo a
fez.

O Diretor (a.) Antonio Eduardo Simões


Baião

112
 

Os
Miranda


(Miranda Pinto, Martins Pinheiro,
Gusmão Miranda,Cardoso de Miranda,
Miranda Menezes, Pache de Faria,
Almeida Miranda, Menezes Povoa, Pereira
Pinto, Miranda Sá Sobral, Manhães
Barreto, Rodrigues Peixoto, Coelho de
Almeida, Sá Barroso, Cavalcanti de
Albuquerque).

O Sargento-Mor Gregório Francisco de


Miranda, nasceu em Braga (Portugal), em
1736, veio para o Brasil em 1756,
constituiu família em Campos em 1770 e aí
faleceu aos 29 de Março de 1808. Era filho
de João Francisco de Miranda (1695-
1796), Cavalheiro Fidalgo da Casa Real de
Portugal, natural de São Salvador de
Joannes, e de D. Maria Lopes de Miranda
(1702-1760).


 113

Casou-se com D. Marianna Francisca da
Assumpção Cruz Pinto de Miranda (15-08-
1753, 5-12-1833), filha do Alferes Agostinho
Francisco da Cruz e de D. Maria das Neves
Pinto Cruz.

Desse consorcio nasceram dois filhos:

- D. Maria Gregória (de Miranda?)


Martins Pinheiro, Baronesa da Lagoa
Dourada, 75 que casou com José Martins
Pinheiro, Barão da Lagoa Dourada (12-11-
1801, 29-7-1876), 76 e- o Barão de Abbadia.

I) Barão de Abbadia, Tte.-Coronel Gregório


Francisco de Miranda (22-9-1795, 25-2-
1850), casado com D. Maria Isabel de
Aguiar Cardoso Gusmão de Miranda,
Baronesa de Abbadia (1796, 22-1-1869),

























































































75
Sua
caridade,
virtude
extremada
de
todas
as
mulheres
da
família,
deixou

uma
prova
tocante
na
carta
que
antes
de
suicidar‐se
escreveu
o
Barão
seu

esposo.
Entre
as
angústias
morais
que
lhe
precederam
a
morte,
não
esquecia

de
dizer:
“Deixo
inclusos
25$000
para
me
fazer
o
obséquio
de
entregar
cinco

mil
réis
a
cada
um
dos
seguintes...
que
é
um
donativo
de
um
mês
que
se
vence

no
dia
31
do
corrente
,
determinado
por
minha
mulher,
porque
eu
lhes
paguei

até
o
fim
de
Junho
próximo
passado...”

76
Inúmeras
iniciativas
úteis
lhe
deve
Campos,
quando
da
sua
gestão
na

Presidência
da
Câmara
Municipal.
Por
ocasião
da
primeira
visita
do
Imperador

a
Campos,
em
25
de
Março
de
1847
(voltou
depois
a
13
de
Junho
de
1875,
a
22

de
Novembro
de
1878
e
a
24
de
Junho
de
1883),
o
Barão
da
Lagoa
Dourada

solenemente
lhe
entregou
a
chave
da
cidade,
de
ouro,
“...
feita
às
expressas

próprias
e
disse
as
seguintes
palavras:
“Senhor!
A
Câmara
Municipal
tem
a

subida
honra
de
apresentar
a
V.
M.
a
chave
da
Cidade,
com
a
segurança
da

fidelidade,
amor
e
respeito
que
os
campistas
consagram
à
Augusta
Pessoa
de

V.
M.
I.
...”,
ao
que
o
Imperador
respondeu
com
o
seu
natural
laconismo:
“Com

muito
prazer
a
recebo”,
‐
Horácio
Souza
“O
Cyclo
Áureo”
p.
364
–
Campos
–

1935.


114
 

filha do Desembargador Carlos da Silva
Gusmão e de D. Anna Rosa Aguiar
Cardoso Gusmão.

Desse consorcio,* nasceram os seguintes


filhos: a) Rachel, que morreu solteira, * b)
Cônsul João Gregório Francisco de Miranda
(1815, 8-5-1866), que casou com D. Maria
Antonia de Carvalho de Miranda. 77 Desse
consorcio nasceram os seguintes filhos: I)
Dr. Gregório de Miranda, que do seu
matrimônio com D. Antonia Pache de
Faria de Miranda deixou os filhos Pery,
Sylvio e João. II) D. Marianna de Miranda
Menezes, de cujo matrimônio com o Cap.
Antonio de Souza Menezes nasceram os
seguintes filhos:

- D. Maria Izabel Menezes de Miranda


Pinto, casada com o Dr. Gregório de
Miranda Pinto;

- D. Maria da Penha de Miranda Menezes


Povoa, casada com Antonio Povoa de
Brito; 78



























































































Senhora
de
extraordinária
beleza
e
grades
dotes
artísticos.
Numa
das
visitas

77

do
Imperador
a
Campos,
D.
Maria
Antonia
cantou
para
S.
M.
trechos
da

“Norma”,
de
Bellini,
no
sarau
dos
primos
Carapebús.


Filhos:
Aracy,
Raul
(oficial
do
exército),
Mary,
Helion
(professor
da

78

Faculdade
de
Medicina),
Sylvia
e
Octavio
(oficial
do
exército).



 115

- D. Maria da Assumpção de Miranda
Menezes Salles, 79 casada com Francisco
Salles;

- D. Izabel de Miranda Menezes Povoa de


Brito; casada com Francisco Povoa de
Brito; 80

- Prof. João de Miranda Meneses, casado


com D. Ignácia Menezes; 81

- Josephino de Miranda Menezes, casado


com D. Francisca de Barros Menezes; 82

- D. Josepha Leonor de Miranda Menezes.

III) Major João Gregório Francisco de


Miranda 83 (1855, 2-1-1898), de cujo
consorcio com D. Luiza de Almeida Costa
Miranda, falecida a 29-7-1900, nasceram
os seguintes filhos:


























































































79 
Filhos:
Nilton
(médico)
e
Osvaldo.


Filhos:
Lucy,
casada
com
Feliciano
Motta;
Nelson,
casado
com
D.
Maria

80

Carlota
de
Moraes
Barreto
Povoa;
Inah;
Nelly,
casada
com
Gastão
Graça;

Genaro
(engenheiro);
Nair;
Oswaldo
(médico),
casado
com
D.
Gersonita
de

Miranda
Povoa;
Maria
José;
Arlette,
casada
com
o
Dr.
Francisco
da
Costa

Nunes.

81 
Filhos:
Odette,
Gilda,
Clélia,
Carmen
e
Mário
(oficial
do
exército).

82 
Filhos:
Nelson,
Donato,
Chrysanto,
Manoel,
Josephino
e
Adahyl.

83 
Foi
esforçado
vereador
à
Câmara
Municipal
de
Campos.



116
 

- Dr. Felix de Miranda; 84

- Benedicto de Almeida Miranda, casado


com D. Maria Francisca Cardoso de
Miranda; 85

- D. Anna de Miranda Azevedo, casada


com Olavo Elias de Azevedo; 86

- Tarcisio de Almeida Miranda, casado


com D. Alice Maciel de Miranda; 87

- Geraldo de Almeida Miranda;

- José Gregório de Miranda, casado com


D. Antonieta de Araújo Cardoso de
Miranda; 88

- Sebastião de Almeida Miranda;

D. Maria da Glória de Miranda Carvalho,


casada com Titelman Pimentel de
Carvalho Silva; 89

























































































84 
Foi
deputado
federal
pelo
Estado
do
Rio.

85 


Filhos:
Antonio,
Maria
Luiza
e
Benedicto.

86 

Filhos:
Olavo,
Annita,
Suzette,
Emiliano,
Feliciano,
Paulo
e
Floriano.


Filhos:
Gerson,
casado
com
D.
Maria
Figueira
de
Mello
de
Miranda;

87

Gersonita,
casada
com
o
Dr.
Oswaldo
Povoa;
Oswaldo,
casado
com
D.
Vera

Alves
Manhães
de
Miranda;
Tarcisio;
Fernando.


Filho:
Mário
(advogado),
casado
com
D.
Arlette
de
Toledo
Rezende
Cardoso

88

de
Miranda

89 
F



 117

- Paschoal de Almeida Miranda, casado
com D. Lilia de Azevedo Miranda. 90

IV) D. Maria Antonia Cecília de Miranda


Serra, casada com o Dr. Faria Serra.

c) – Baronesa de São Vicente de Paula, D.


Anna Gregória de Gusmão Miranda Pinto,
casada com Domingos Pereira Pinto.
Desse consorcio nasceram os seguintes
filhos:

I) Dr. Gregório Pereira de Miranda Pinto,


91
casado com D. Anna Maria da Rocha
Miranda Pinto; 92



























































































ilhos:
Hélvia
e
Carlos.

90 
Filhos:
José
e
Diva.

91
Muito
fez,
quando
vereador,
pela
iluminação
a
gás
em
Campos
e
vários

outros
melhoramentos.
Conjuntamente
com
diversos
membros
de
sua
família,

auxiliou
seu
tio
o
Barão
da
Lagoa
Dourada
nos
grandes
serviços
prestados
ao

exército
por
ocasião
da
Guerra
do
Paraguai.
Remeteu,
com
seu
tio
Lagoa

Dourada
e
outros
vereadores,
o
seguinte
despacho
telegráfico
dirigido
a
D.

Pedro
II,
por
ocasião
da
inauguração
do
telégrafo
em
Campos,
a
2
de
Dezembro

de
1869
e
que
foi
o
primeiro
telegrama
partido
de
Campos:
“A
Câmara

Municipal
de
Campos,
por
si
e
em
nome
de
seus
munícipes,
cumprimenta

respeitosamente
a
V.
M.
Imperial
e
sua
Augusta
Família,
por
cuja
saúde
e

prosperidade
faz
os
mais
ardentes
votos.
Senhor!
É
sumamente
grato
à

população
de
Campos
ver
inaugurada
a
linha
telegráfica
desta
cidade,
no
dia

em
que
todo
país,
transportado
de
júbilo,
festeja
o
aniversário
natalício
do
seu

excelso
Imperador.
Digne‐se,
pois,
V.
M.
I.
aceitar
esta
saudação
como
a

expressão
da
veneração
e
firme
adesão
que
os
habitantes
deste
município

consagram
ao
trono
de
V.
M.
I.”


Foi,
com
sua
tia
a
Baronesa
da
Lagoa
Dourada,
grande
benfeitoria
do
Asilo

92

da
Lapa.
Promoveu
a
fundação
da
Associação
das
Protetoras
do
Asilo,
com
a

presença
e
sob
a
presidência
da
Princesa
Izabel.


118
 

II) José Pereira de Miranda Pinto, de cujo
casamento com D. Francisca de Miranda
Pinto, nasceu Domingos Pereira de
Miranda Pinto, casado com D. Anna Rosa
de Miranda Pinto; 93

III) Domingos Pereira Pinto Filho;

IV) Jeronymo Pereira de Miranda Pinto,


de cujo casamento com D. Anna Sá de
Miranda Pinto nasceram os seguintes
filhos: Chrysanto, Anna, Domingos,
Jeronymo, Adolpho, Jorge, Marianna,
Octavio, Alice e Fernando de Miranda
Pinto;

V) Francisco Pereira de Miranda Pinto, de


cujo casamento com D. Olivia Barretto de
Miranda Pinto nasceram os seguintes
filhos: Dr. Gregório Pereira de Miranda
Pinto; D. Maria Isabel de Miranda Pinto;
D. Rosa de Miranda Pinto Carneiro,
casada com Licínio Carneiro. 94


























































































93
Filhos:
José,
Ignácio,
Gregório,
Ignácia,
Francisca
(casada
com
Ary
Meirelles)

e
Maria
do
Rosário
(casada
na
família
Padilha).

94 
Filho:
Paulo



 119

d) – D. Marianna Francisca de Gusmão
Miranda Sá, casada com o Dr. Chrysanto
Leite Pereira de Sá. 95

Desse consorcio nasceram os seguintes


filhos:

1. D. Maria Gregória de Miranda Sá


Sobral, de cujo casamento com José
Gomes Sobral nasceram os seguintes
filhos: João de Miranda Sá Sobral, casado
com D. Maria da Penha Serra Sobral; Dr.
Chrysanto de Miranda Sá Sobral, casado
com D. Evelina Guimarães Sobral; José de
Miranda Sá Sobral; Francisco de Miranda
Sá Sobral, casado com D. Maria
Guilhermina de Miranda Sá Sobral; D.
Marianna de Miranda Sá Sobral; Antonio
de Miranda Sá Sobral; Dr. Protogeneo de
Miranda Sá Sobral, casado com D.
Sebastiana de Castro Barcellos Sobral;
Acelino de Miranda Sá Sobral, casado com
D. Neria Silva Sobral.

II) Chrysanto Leite de Miranda Sá, 96


casado com D. Maria Guilhermina Felday
(Feldhagen -LS). *


























































































95 
Foi
ativo
vereador
à
2ª
Câmara
Municipal
de
Campos.

96 
Muito
fez
pelo
fornecimento
de
água
potável
a
Campos.


120
 

III) D. Anna de Miranda Sá Pinto, casada
com Jeronymo Pereira de Miranda Pinto;

IV) Gregório de Miranda Sá;

V) José de Miranda Sá;

VI) D. Marianna de Miranda Sá Barroso,


casada com Joaquim Gomes Barroso;

VII) D. Joanna de Miranda Sá Amberger,


casada com Carlos Amberger;

VIII) D. Thereza de Miranda Sá Faria,


casada com Albano de Miranda Faria;

IX) D. Gregória de Miranda Sá.

e) D. Antonia Gregória de Gusmão Miranda


Magalhães Barreto, casada com o Dr.
Joaquim Manhães Barreto. Desse
consorcio nasceram os seguintes filhos: I)
Manoel de Miranda Manhães Barretto,
casado com D. Rosa Martins Manhães
Barretto. II) D. Maria Isabel de Miranda
Manhães Rodrigues Peixoto, casada com o
Dr. Manoel Rodrigues Peixoto. 97


























































































Eminente
político
e
homem
de
letras.
Nasceu
em
Campos
a
1
de
Agosto
de

97

1843
e
aí
também
faleceu
a
29
de
Setembro
de
1919.
Foi
o
primeiro
Prefeito

de
Campos
“...
de
volta
à
Pátria,
nesse
mesmo
ano
de
1868,
contraiu

matrimônio
com
a
Exma.
Sra.
D.
Maria
Isabel
de
Miranda
Manhães,
senhora
de

peregrinos
dotes
de
beleza
e
coração,
filha
do
Dr.
Joaquim
Manhães
Barretto
e

da
Exma.
Sra.
D.
Antonia
Gregória
de
Miranda
Manhães,
e
neta
dos
Barões
da



 121

f) D. Rita de Gusmão Miranda Martins
Guimarães, casada com Constantino
Martins Guimarães. Desse consorcio
nasceu D. Maria Isabel de Miranda
Martins Coelho de Almeida, casada com
Antonio Coelho de Almeida.

g) D. Maria Isabel de Gusmão Miranda


Lima, casada com o Cel. Francisco Antonio
Pereira Lima. 98

h) D. Gregória Francisca de Gusmão


Miranda Baglione, casada com Miguel
Almir Baglione. 99

i) D. Brasileira Campista de Gusmão


Miranda Pereira Pinto, casada com José
Pereira Pinto. Desse consorcio nasceram
os seguintes filhos: Gregório Francisco, 100
José Manoel Carlos e Brasileiro de
Miranda Pinto.


























































































Abbadia”.
–
Múcio
da
Paixão
“Movimento
Literário
em
Campos”
p.
69,
Rio
–

1924.


A
Usina
São
João
foi
de
sua
propriedade
e
por
ele
inaugurada
a
24
de
Julho

98

de
1884.


Fazendeiro
e
agricultor,
foi
vice‐cônsul
da
França
em
Campos
até
Abril
de

99

1850.

100
Foi
um
dos
últimos
irmãos
da
antiqüíssima
Real
e
Imperial
Irmandade
de
N.

S.
dos
Passos,
que,
no
Brasil
‐
Colônia,
no
Brasil
‐
Reino
e
no
Brasil
‐
Império,

era
em
Campos
o
reduto
da
velha
nobreza.


122
 

ADDENDA:


D. Francisca Fernandes de Miranda Pinto,


casada com José Pereira de Miranda Pinto
(segundo filho da Baronesa de São
Vicente de Paulo) consorciou-se em
segundas núpcias com o Dr. Didimo
Agapito da Veiga. Essa senhora era irmã
do Cons. José Fernandes da Costa Pereira

Do casamento de João de Miranda Sá


Sobral (filho da filha primogênita de D.
Marianna Francisca de Gusmão Miranda
Sá, quarta filha do Barão) com D. Maria
da Penha Serra Sobral nasceram os
seguintes filhos: Maria da Glória, Nair e
Dulce.

Do casamento de Francisco de Miranda Sá


Sobral (irmão do precedente) com D.
Maria Guilhermina de Miranda Sá Sobral
nasceram os seguintes filhos: José, Maria
Chrysantina e Mariano Henriques.


 123

Do casamento do Dr. Protogeneo de
Miranda Sá Sobral (irmão do precedente)
com D. Sebastiana de Castro Barcellos
Sobral nasceram os seguintes filhos: José
e Maria da Conceição.

Do casamento de Acelino de Miranda Sá


Sobral (irmão do precedente) com D.
Neria Silva Sobral nasceram os seguintes
filhos: Maria Thereza, José Manoel, Elza,
Irene, Paulo e Nadir.

Do casamento de Chrysanto Leite de


Miranda Sá (segundo filho de D. Mariana
Francisca de Gusmão Miranda Sá) com D.
Maria Guilhermina Felday * (Feldhagen)
de Miranda Sá nasceram os seguintes
filhos: Chrysanto, Henrique, Francisco,
Marianna e Ottilia. O primogênito,
Coronel Chrysanto de Miranda Sá, não se
casou; Henrique veio a casar-se com D.
Zulma de Miranda Sá e teve desse
consorcio os filhos José Carlos, Luiz e
Zulma: Francisco casou-se com D. Nair de
Miranda Sá e desse consorcio veio uma
filha de nome Heloisa; Ottilia casou-se
com Jeronymo Sá de Miranda Pinto e
desse consorcio nasceram Chrysanto,
Anna Maria e Carlos Alfredo.

124
 

Do casamento de D. Marianna de Miranda
Sá Barroso (sexta filha de D. Marianna
Francisca de Gusmão Miranda Sá) com
Joaquim Gomes Barroso nasceram os
seguintes filhos:

Joaquim, Manoel, Chrysanto, Gregório,


Luiz, Pedro, Mário e Paulo.

Desses, Gregório de Miranda Sá Barroso


casou-se com D. Risoleta Tivená Barroso e
desse consorcio nasceu um filho de nome
Áttila; Pedro de Miranda Sá Barroso
casou-se com D. Noêmia Simões Barroso e
desse consorcio nasceram Isabel, Cariana,
Francisco e Magdalena; Mario de Miranda
Sá Barroso casou-se com D. Eulina Franco
Barroso e desse consorcio nasceu um filho
de nome Mario; Paulo de Miranda Sá
Barroso casou-se com D. Edeslinda Serpa
Barroso e desse consorcio nasceram os
filhos Paulo, Isabel e Anna Maria.

Do casamento de D. Joanna de Miranda Sá


Amberger (sétima filha de D. Marianna
Francisca de Gusmão Miranda Sá) com
Victor Carlos Amberger nasceram os
seguintes filhos: Irma, Carlos, Berta,
Maria Isabel e Yolanda.


 125

O Dr. Carlos de Miranda Sá Amberger
casou-se com D. Maria do Carmo Neves
Amberger, nascendo desse consorcio os
filhos Carlos e Luiz Carlos.

Do casamento de D. Thereza de Miranda


Sá Faria (oitava filha de D. Marianna
Francisca de Gusmão Miranda Sá) com
Albano de Miranda Faria nasceu o Dr.
Antonio de Miranda Sá Faria que se casou
com D. Ida Faria, nascendo desse
consorcio uma filha de nome Nair.

Do casamento de D. Maria Isabel de


Miranda Martins Coelho de Almeida (filha
de D. Rita de Gusmão Miranda Martins,
sexta filha do Barão) com Antonio
Custódio Coelho de Almeida, nasceram os
seguintes filhos:

a) D. Maria Martins de Almeida Manhães,


de cujo casamento com Manoel Martins
Manhães descenderam: Maria Alice de
Almeida Manhães, de cujo casamento com
Mario Bastos Manhães nasceram Mario e
Alice; Consuelo, casada com o Dr. Alpheu
da Silva Gomes; Maria José, de cujo
casamento com Ivan Carneiro nasceram
Rosanie e Geraldo; Manuel; Tylda.

126
 

b) D. Rosa Martins de Almeida Manhães,
de cujo casamento com José Martins
Manhães descendem: Maria da Penha de
Almeida Manhães Barroso, de cujo
casamento com Francisco Octaviano de
Almeida Barroso nasceram Wanda e
Francisco; Anna Maria de Almeida
Manhães; Maria Stella de Almeida
Manhães.

c) D. Rita Martins de Almeida Manhães,


de cujo casamento com Alexandre Martins
Manhães descendem: Manuel de Almeida
Manhães, de cujo casamento com D. Nadir
Calheiros Manhães nasceram Glória,
Consuelo, Nadir, João Baptista e Manuel;
Antonio Didino de Almeida Manhães, de
cujo casamento com D. Cinira Cavalcanti
de Albuquerque Manhães nasceram
Alexandre, Herculano, Carlos Alberto e
Eduardo Ferdinando.

d) Custódio Coelho de Almeida, de cujo


casamento com D. Beatriz Sobral Coelho
de Almeida descendem: Custódio,
Vicente, Maria Albina e Beatriz.


 127

e) Constantino Coelho de Almeida, de
cujo casamento com D. Albertina Bezamat
Coelho de Almeida descendem: Mara
Isabel, de cujo casamento com o Dr.
Gastão Pache de Faria nasceram Fúlvia,
Eziodo, Thais e Laizil; Albertina Dulce,
casada com o Dr. Arnaldo Branco.

f) Dr. Paulino Coelho de Almeida.

g) Antonio Custódio Coelho de Almeida.

h) Medro Maria Coelho de Almeida,


casado com D. Branca Moura Coelho de
Almeida.

Do casamento de D. Maria Izabel de


Miranda Manhães Rodrigues Peixoto
(filha de D. Antonia Gregória de Gusmão
Miranda Manhães Barreto) com o Dr.
Manoel Rodrigues Peixoto nasceu D.
Waldimira Manhães Peixoto, casada com
Gizele Peixoto.

128
 

Dos filhos do casamento de Jeronymo
Pereira de Miranda Pinto (quarto filho da
Baronesa de São Vicente de Paulo) com D.
Anna Sá de Miranda Faria, o Dr.
Crysantho Sá de Miranda Pinto casou-se
com D. Maria Rita Sobral Marehand
Bittencourt de Miranda Pinto, nascendo
desse consorcio duas filhas, Clotilde e
Rosaria; Jeronymo Sá de Miranda Pinto
casou-se, em núpcias sucessivas, com duas
filhas do Dr. Crysantho Leite de Miranda
Sá, Ottilia e Marianna.


 129

Os
Cardoso
Moreira


(Araújo Silva, Araújo Cardoso, Nabuco de
Araújo, Cardoso de Miranda, Motta Maia,
Machado Cardoso, Magarinos Torres,
Pereira Porto, Domingues Tinoco, Martins
Júnior, Aguiar Cardoso)

O Comendador José Cardoso Moreira era


primo da Baronesa d’Abbadia e por três
vezes a sua família se veio a unir com a do
Barão, de tal forma que já é secular a
aliança dos Cardoso e dos Miranda.
Cabem aqui assim, ainda neste primeiro
volume do nobiliário fluminense a que nos
propomos, rápidas notas genealógicas dos
Cardoso Moreira, 101 outra tradicional
família campista.

























































































101
Solar
de
Sta.
Helena,
situado
na
localidade
denominada
Cardoso
Moreira,

em
Campos
(Lamego
Filho,
“A
Planície
do
Solar
e
da
Senzala”
p.
135,
Rio
–

1934)


Outra
casa
tradicional
dos
Cardoso
Moreira
é
aquela
onde
funcionou
até
há

pouco
tempo
o
Palace
Hotel,
em
Campos,
e
cujo
magnífico
parque
foi

infelizmente
mutilado.



130
 

O Comendador José Cardoso Moreira, a
quem Campos e o Estado do Rio devem
inúmeros benefícios, como a Estrada de
Ferro de Carangola, a intensificação da
navegação fluvial, do serviço de bondes,
etc., casou-se com Dona Maria da
Conceição Machado Cardoso, 102 desse
consorcio nasceram os seguintes filhos:

I) – Antonio Cardoso Moreira, que casou


em segundas núpcias com D. Anna de
Araújo Cardoso, 103 filha de Antonio de
Araújo Silva e D. Josepha do Espírito
Santo Fernandes de Araújo Silva (irmã do
Dr. Manoel Fernandes, casado com D.
Marianna da Motta Maia Fernandes e de
Domingos Fernandes, casado com D.
Francisca da Motta Maia Fernandes). 104

Filhos:

























































































O
Comendador
Cardoso
Moreira
era
português
de
nascimento,
possuía
várias

condecorações
brasileiras
e
faleceu
a
20
de
Outubro
de
1889.
Seu
bisneto

Carlos
Bastos
Magarinos
Torres
possui
esplêndido
retrato
a
óleo
que
dele
a
de

sua
mulher
tirou
em
fins
do
século
passado,
pintor
de
grande
nomeada.


102 
Falecida
a
16
de
Fevereiro
de
1900.


Irmã
de
Manoel,
Amélia,
Emilia,
Francisca,
José
e
Eugênio
de
Araújo,
e
de

103

Maria,
casada
com
Antonio
Martins
da
Silva
Júnior


D.
Francisca
e
D.
Marianna
da
Motta
Maia
Fernandes
eram
irmãs
do
Conde

104

da
Motta
Maia.
Do
consorcio
da
primeira,
nasceu
D.
Maria
do
Carmo,
que
casou

com
o
Dr.
Eduardo
de
Menezes.



 131

a) - Antonio Cardoso Moreira, que casou
com D. Carmem Araújo Cardoso Moreira,
filha do Dr. Ernesto Basílio de Araújo. 105

b) – José de Araújo Cardoso, que casou


com D. Carolina Manhães Barreto
Cardoso, filha de Manoel Manhães
Barreto.

c) – D. Antonietta de Araújo Cardoso de


Miranda, que casou com o Cap. José
Gregório de Miranda, filho do Major João
Gregório Francisco de Miranda, 106

d) – Arthur de Araújo Cardoso, que casou


com D. Elisa Tavares Cardoso, filha do
Cel. João Tavares. 107

II) D. Paulina Cardoso Pereira Porto,


casada com Jayme Augusto Pereira Porto.
Filhos: Antonio, Antonio Augusto, José
Antonio, Jayme e Paulina.



























































































Filhos:
Antonio
Araújo
Cardoso
Moreira
Júnior,
Lourdes,
Carmem,
Laura,

105

Fernando,
Aloysio,
Roberto,
Dulce,
Sérgio
e
Paulo.

106 
Filhos:
Mario
Aloysio
Cardoso
de
Miranda
e
Maria
Isabel
(falecida).

107 

–
Filhos:
Arthur
Cardoso
Filho,
Dulce,
Elvia
e
Emma.


132
 

III) D. Helena Cardoso Bastos, casada com
o Desembargador Carlos Bastos. Filhos: a)
Ophelia, casada com José Carlos Souto
Costa; b) – Orminda; c) Alice, casada com
o Dr. Francisco Eugenio Magarinos Torres.
Filhos: Francisco Eugênio e Carlos Bastos
Magarinos Torres.

IV) D. Maria Cardoso Tinoco, casada com


José Antonio Domingues Tinoco. Filhos:
a) Etelvina, casada com Albino Pacheco;
b) Carlos, que casou com D. Conceição
Cardoso de Mello; c) Adalberto; d) Edina,
casada na família Raposo; e) José, que
casou na família Faria.

V) D. Sophia Cardoso Chaves, casada com


Manoel Martins Chaves. Filhos: a)
Sebastiana, casada com o Dr. José Thomaz
Nabuco de Araújo; b) Isabel, casada com
Thomé Guimarães; c) Obertal, que casou
com D. Odetta Siqueira Chaves ; d) Olivia,
casada com o Dr. Ignácio de Moura; e)
Laertes.


 133

Das famílias neste trabalho citadas, sobre
uma linha segunda dos Miranda
(Monteiro Teixeira de), sobre os Araújo e
os Pereira Pinto nos é possível publicar
curiosos dados genealógicos inéditos,
coligidos pelo Conde de Sarapuhy e pelo
Marques de Itanhaem e completados pelo
Conde de Iguassú, cujo manuscrito
pudemos copiar graças à nímia gentileza
do Comte. Candido Torres de Guimarães.

134
 

O
Conde
de
Iguassú

Foi o Conde de Iguassú, J. Pedro Caldeira
Brant, casado, em primeiras núpcias, com
D. Cecília Rosa de Araújo Vahia, filha
única do Conde de Sarapuhy, Bento
Antonio Vahia e sua mulher a Condessa D.
Rita Clara de Araújo.

Conseguiu o Conde Iguassú, de seu


parente o Marques de Itanhaem (Manoel
Ignácio de Andrade Souto Maior), uma
memória curiosa que, acrescida das notas
de seu sogro, lhe permitiu completar a
árvore genealógica de sua primeira
mulher, em interessante e desconhecido


 135

estudo que nos veio às mãos e que nos dá
oportunidade de ampliar as origens dos
Araújos, ligados aos Cardoso Moreira, e
aos Azeredo Coutinho, dos Pereira Pinto,
ligados aos Miranda (Miranda Pinto) e de
um ramo colateral desses mesmos
Miranda (os Monteiro Teixeira de
Miranda).

Era o Conde de Iguassú filho dos


Marqueses de Barbacena, cujo brasão,
com as armas dos Caldeiras, dos Oliveiras
e dos Hortas, usava. Nasceu a 20 de Junho
de 1814 e faleceu a 18 de Fevereiro de
1881, sendo-nos lícito hoje afirmar, à vista
dos documentos inéditos examinados, que
foi ele notável genealogista, dedicado e
criterioso pesquisador.

Gentil-Homem da Imperial Camara, Moço


Fidalgo com exercício, Comendador de
Cristo, Grã-Cruz de Sto. Estanislau, da
Rússia, e de São Fernando, das Duas
Sicilias, foi também o Conde de Iguassú
Embaixador Extraordinário em Nápoles e
senhor de grandes terras em São João do
Meriti.

Casou-se em segundas núpcias, com D.


Maria Izabel de Bragança, filha legítima

136
 

da Marquesa de Santos e do Imperador D.
Pedro I.

No próximo volume, daremos à


publicidade os escritos do Conde de
Iguassú sobre os títulos de Souza, Duque
Estrada, Oliveira Leitão, Motta Leite,
Vahia e Furtado de Mendonça, preciosos
para um nobiliário fluminense como os
que seguem, sobre os títulos de Monteiro
Teixeira de Miranda, Araújo e Azeredo
Coutinho.

Que motivos de ordem psicológica, de


recalque sentimental, teriam levado esse
genro de D. Pedro I e da Marquesa de
Santos a assim, com tanto empenho, tão
acuradas pesquisas, comprovar as boas
origens de sua primeira mulher?

É bem provável que os desgostos do


segundo matrimônio com a irrequieta D.
Maria Isabel de Bragança, o levassem a
demonstrar que, em tudo o mais superior,
não era inferior a I Condessa de Iguassú,
na genealogia, à II Condessa...


 137


Família
Monteiro
Teixeira
de
Miranda



CAPÍTULO
I


§ 1.

CONDE D. FAFES SARRACINS. Senhor de


Lantrozo, e outras terras dentre Douro e
Minho. Casado com D. ..............Mendes,
irmã de D. Fernão Mendes, o Velho de
Bragança, e ambos filhos de D. Mendes
Adão de Bragança. Vide o Livro Velho das
Linhagens do Conde D. Pedro, no Tomo 1º
das Provas da História Genealógica da
Casa Real Portuguesa, por D. Antonio
Caetano de Souza, páginas 182 e 191.
Tiveram a

138
 

§ 2.

D. GODINHO FAFES. Senhor das mesmas


terras de seu Pai. Edificou em Fonte
arcada um Mosteiro da Ordem de S.
Bento. Casado com D. Sancha Fernandes,
filha de Fernão Mendes de Bragança. Vide
a mesma obra, Tomo I das Provas, à
página 191. Tiveram a

§ 3.

D. FAFES LUZ. Senhor de muitas terras, e


Alferes Mor do Conde D. Henrique de
Portugal. Casado com D. Broulhe Viegas,
filha de D. Egas Paes, Senhor da Torre.
Vide a mesma obra, Tomo I das Provas, à
página 191. Tiveram a

§ 4.

D. EGAS FAFES. Senhor de muitas terras.


Casado com D. Uryaca Mendes, filha de D.
Mem de Souza, Senhor da Casa de Souza.
Vide a mesma obra, Tomo I das Provas,
páginas 156 e 191; assim como a História
Genealógica do mesmo autor Tomo I parte
1ª, página 232. Tiveram a


 139

§ 5.

D. MEM VIEGAS. Senhor de muitas terras.


Casado com D. Maria Pires, filha de Pedro
Viegas. Vide a mesma obra Tomo I das
Provas, página 179. Tiveram a

§ 6.

D. EMIGIO MENDES TEIXEIRA. Primeiro


Senhor de Teixeira, e com jurisdição civil
e crime na Província de Tras os Montes.
Casado com D. Maria Paes, filha de D.
Pavo Novaes, e de sua mulher D. Mar.
Soares. Vide a mesma obra, Tomo I das
Provas, páginas 156 e 179. Tiveram a

§ 7.

D. ESTEVÃO ERMIGUES DE TEIXEIRA.


Segundo Senhor de Teixeira, e de outras
terras. Casado com D. Urraca Gomes
Zagonha, filha de D. Gomes Viegas de
Penagati. Vide a mesma obra, Tomo 1º das
Provas, página 156. Tiveram a

140
 

§ 8.

D. MARTIM ESTEVES TEIXEIRA. Terceiro


Senhor de Teixeira, e de outras terras,
casado com D. Ermingonça Soares, filha
de Soeiro Corrêa. Vide a mesma obra,
Tomo 1º das Provas, página 156. Tiveram a

§ 9.

D. FERNÃO MARTINS TEIXEIRA. Quarto


Senhor de Teixeira, e de outras terras.
Casado com D. Beatriz Martins, filha de
Martim Vasques. Vide a mesma obra,
Tomo 1º das Provas, páginas 151 e 156.
Tiveram a

§ 10.

D. MARTIM FERNANDES DE TEIXEIRA.


Quinto Senhor de Teixeira, e de outras
terras. Casado com a filha de Paes Esteves
de Beja, Meirinho Mayor dentre Douro e
Minho. Vide a mesma obra, Tomo 1º das
Provas, página 151.


 141

§ 11.

D. ESTEVÃO MARTIM DE TEIXEIRA.


Sexto Senhor de Teixeira, e de outras
terras. Casado com D. Maria de Macedo,
de Vila Pouca de Aguiar. Tiveram a

§ 12.

D. JOÃO TEIXEIRA DE MACEDO. Sétimo


Senhor de Teixeira, e de outras terras,
Alcaide Mor da Vila Pouca de Aguiar, e de
Monte Alegre. Coronel Mor das Províncias
de Beja, Minho, Traz os Montes, que era a
mesma coisa que hoje Governador.
Contador Mor do Reino e do Conselho de
Sua Majestade. Casado em segundas
núpcias com D. Maria da Cunha. Tiveram
a

§ 13.

DUARTE TEIXEIRA DE MACEDO. Senhor


de muitas terras etc. etc. Casado com D.
Catharina Martins de Souza, filha de

142
 

Fernão Martins de Souza, de Riba
Farnego. Tiveram a

§ 14.

MARTIM TEIXEIRA DE MACEDO. Senhor


de muitas terras etc. etc. Casado com D.
Thereza da Silva e Mendonça. Tiveram a

§ 15.

ESTEVÃO TEIXEIRA DE MACEDO. Senhor


de muitas terras etc. etc. Casado com D.
Anna Borges de Carvalho, irmã ou filha de
Amador Borges de Carvalho. Tiveram a

§ 16.

VASCO MARTINS TEIXEIRA. Senhor de


muitas terras etc. etc. Casado com D.
Maria Pires Teixeira de Medeiros, neta de
um dos dois irmãos do Senhor de Alcalá
de Hernares que se refugiaram neste
reino, e servira à Sereníssima Casa de
Bragança, como consta de seus Registros.
Tiveram a


 143

§ 17.

GASPAR MARTINS TEIXEIRA DE


MEDEIROS. Senhor de muitas terras etc.
etc. Casado com D. Joanna Teixeira de
Miranda, filha de Gonsalo Teixeira de
Miranda, Cavalheiro professo da Ordem
de Cristo, Mestre de Campo de Auxiliares
do Terço da Vila Real, Juiz de Órfãos, e
proprietário da Vila de Lamas de Brelhão,
mercê que se lhe concedeu em atenção aos
seus serviços, como diz a Carta original.
Serviu demais em África à sua custa,
achando-se com muito valor, e honra em
todos os choques que naquela houve, e foi
armada cavalheiro em Ceuta onde
militava à sua custa. Era filho de Aleixo de
Miranda, Fidalgo da Casa Real,
Comendador da Pitisqueira na Ordem de
Cristo, e foi secretário da Rainha D.
Catarina de Gusmão. Tiveram a

§ 18.

BENTO TEIXEIRA DE MIRANDA. Senhor


de muitas terras etc. etc. Casado com sua
Prima D. Izabel Teixeira Vahya de

144
 

Mesquita, filha de Jacome Teixeira Vahya
de Mesquita, e de sua mulher D. Izabel
Teixeira de Araújo. Era D. Izabel Teixeira
Vahya de Mesquita parenta em oitavo
grau de seu marido, por descender
igualmente de João Teixeira de Macedo
por D. Francisca Teixeira. Era Bento
Teixeira de Miranda Cavalheiro professo
na Ordem de Cristo, Juiz de Órfãos,
proprietário da Vila de Lamas, Capitão de
Infantaria, Senhor da Quinta chamada dos
Paços de Bom Regalo, e Fidalgo de antiga
linhagem. Tiveram três filhos, a saber:

1. Luiz Vahya Monteiro Teixeira de


Miranda. Vide § 19.

2. Francisco Teixeira Vahya de Miranda.

3. D. Felicianna Teixeira Vahya de


Miranda.

§ 19.

LUIZ VAHYA MONTEIRO TEIXEIRA DE


MIRANDA. Senhor de muitas terras etc.
etc. Veio para o Rio de Janeiro em 1725,
com seu primo irmão o Governador e
Capitão General do Rio de Janeiro Luiz


 145

Vahya Monteiro, na qualidade de seu
ajudante de Ordens, com patente de
Capitão de Infantaria. Chegou a ser
Tenente General, Comendador da Ordem
de Cristo, e Fidalgo da Casa Real, como
seus antepassados. Faleceu na cidade do
Rio de Janeiro, com mais de 85 anos de
idade. Casado com D. Roza da Motta
Leite, natural da cidade do Rio de Janeiro,
filha de D. João da Motta Leite, natural de
Portugal, e sua mulher D. Sebastianna da
Silva Pereira, filha de Francisco d’Oliveira
Leitão, natural de S. Porto, e Fidalgo da
Casa Real, que se estabelecendo na cidade
do Rio de Janeiro tomou em foro perpétuo
uns terrenos, edificou o Trapiche da
Cidade, e Casas, e instituiu o prazo
chamado dos Trapixeiros. Tiveram 6
filhos, a saber:

1. BARTOLOMEO JOZÉ VAHYA.


Vide
§
20.


2. D. LUIZA. Freira.

3. D. ROZA. Freira.

4. FREI FRANCISCO.

5. FREI LUIZ.

146
 

6. D. SEBASTIANNA, casada com Nuno
Henrique, cavalheiro muito distinto da
Província de Beira, que veio para o Rio de
Janeiro com patente de capitão de
cavalaria. Tiveram dois filhos, Luis e
Sebastianna, que, depois da morte de seus
Pais, foram chamados para Portugal por
seus parentes.

§ 20.

BARTHOLOMEO JOSÉ VAHYA. Natural da


cidade do Rio de Janeiro, onde faleceu
com mais de 60 anos, a 9 de Agosto de
1800. Foi Mestre de Campo, militou com
distinção debaixo das ordens de seu
Padrinho o Conde de Bobadella, na
Província do Rio Grande do Sul, e no
Paraguai; cavalheiro professo da Ordem
de Cristo e Fidalgo da Casa Real. Senhor
de várias propriedades na cidade, e
província do Rio de Janeiro. Deveria ter
herdado o morgado, e mais bens em
Portugal; porém não tendo querido ir a
Portugal, nem mandado tomar posse,
passaram todos esses bens para o herdeiro
de Francisca Teixeira Vahya de Miranda.
Casou com a sua Tia por afinidade D.
Maria Roza Furtado de Mendonça, viúva


 147

de seu Tio Dr. Ignácio José da Motta Leite.
Não teve filhos deste casamento. Teve de
D. Francisca Josefa de Azeredo Coutinho,
filha de D. Luisa Sebastianna de Azeredo
Coutinho, e de seu marido Manuel de
Souza de Andrade, três filhos naturais que
abaixo transcrevo, que foram legitimados
por carta régia da Rainha D. Maria I,
concedendo-lhes o direito de herdarem
bens, e honras, como se fossem de
legítimo matrimônio. Casou em segundas
núpcias com D. Leonarda Mathilde
Furtado de Mendonça. Sem descendência.

I BENTO ANTONIO VAHYA. Vide § 21.

II D. ROZA. Nascida no 1º de Agosto de


1777, e falecida em Abril de 1839. Casada
com o Coronel Francisco Xavier dos
Santos. Tiveram 2 filhos, a saber:

1. DR. BARTHOLOMEO JOSÉ VAHYA. Juiz


de Direito na Província de Piauí. Faleceu
solteiro.

148
 

2. D. MARIA casou com Bento Garcia do
Amaral. Faleceram sem descendência.

3. D. IGNÁCIA nasceu a 10 de Janeiro de


1779, e faleceu a 14 de Janeiro de 1810.
Casada com o Cap. José Alves Moreira.
Tiveram um filho único.

1. EDUARDO ALVES MOREIRA. Capitão


de Cavalaria, falecido a 19 de Outubro de
1872 com 30 anos de idade. Casado com D.
Feliciana Meirelles, falecida a 23 de
Outubro de 1874. Tiveram três filhos, a
saber:

1. JOSÉ MEIRELLES ALVES MOREIRA.


Casado com D. Jeronima Fortunato de
Brito, filha legítima de José Fortunato de
Brito, e de sua mulher D. Carolina Meyer
Fortunato de Brito. Tiveram:

1. D. ANNA; 2. EDUARDO; 3. JOSÉ; 4.


FELICIANO; 5. LUIZ.

2. EDUARDO MEIRELLES ALVES


MOREIRA.


 149

3. D. ANNA. Faleceu a 18 de Dezembro de
1858. Casou a 5 de Agosto de 1857 com seu
primo, o Dr. João Pedro Carvalho de
Moraes.

§ 21.

BENTO ANTONIO VAHYA. Conde de


Sarapuí, Gentil Homem da Câmara de Sua
Majestade, e Comendador da Ordem de
Cristo. Nasceu a 8 de Abril de 1783, e
faleceu no 1 de Dezembro de 1843. Casado
com sua prima D. Rita Clara de Araújo,
que nasceu a 12 de Agosto de 1790, e
faleceu a 22 de Janeiro de 1867, filha de
José Caetano de Araújo Vieira e de sua
mulher D. Anna Joaquina de Motta Leite.
Tiveram duas filhas.

1. D. ANNA, nasceu a 14 de Janeiro de 1810


e faleceu a 20 de Maio de 1810.

2. D. CECILIA. Vide § 22.

§ 22.

D. CECILIA ROZA D’ARAÚJO VAHYA.


Nasceu a 8 de Novembro de 1820 e faleceu

150
 

a 9 de Fevereiro de 1846. Dama da
Imperatriz. Casou a 21 de Agosto de 1838
com Pedro Caldeira Brant, Conde de
Iguassú, filho do Marques de Barbacena, e
de sua mulher D. Anna Constança
Guilhermina de Castro Cardoso. Tiveram
um único filho.

1. FELISBERTO, nasceu a 5 de Agosto de


1859, faleceu a 17 de Dezembro de 1884.

CAPÍTULO
II


§ 1.

FRANCISCO TEIXEIRA VAHYA DE


MIRANDA. Natural de Portugal e Fidalgo
da Casa Real. Casado em primeiras
núpcias com D. Serafina Borges Machado
de Faria, filha de Antonio Borges Machado
de Faria; em segundas núpcias com D.
Felipa Mendes de Oliveira, neta paterna
de Antonio de Souza Machado, Capitão
Mor de Vila Pouca de Aguiar, e neta
materna de João Rodriguez de Oliveira,
cavalheiro professo da Ordem de Cristo,
secretário do Sereníssimo Infante D.
Duarte, Vedor Geral da Província de Traz


 151

os Montes, e Fidalgo da Casa de Bragança,
e de sua mulher D. Anna Mendes filha de
Antonio Mendes, Moço Fidalgo.

Filha do 1º Matrimônio.

1. D. FELICIANA TEIXEIRA DE MIRANDA.


Vide § 2.

Filhos do 2º Matrimônio.

2. RODRIGO TEIXEIRA VAHYA DE


MIRANDA. Vide § 5.

3. FREI BENTO JOSÉ.

4. DOMINGOS, faleceu em Goa.


Inquisidor da Fé.

5. MANUEL ANTONIO TEIXEIRA,


presbítero, que foi para o Brasil.

6. ANTONIO TEIXEIRA DE MIRANDA.

7. D. THEREZA TEIXEIRA DE MIRANDA.

8. D. SEBASTIANNA LUIZA DE MIRANDA.

152
 

§ 2.

D. FELICIANA TEIXEIRA DE MIRANDA.


Casada com Antonio Machado Pinto,
cavalheiro professo na Ordem de Cristo,
Pagador Geral das Tropas da Província de
Traz os Montes, Instituidor do Morgado
de Bornes, cavaleiro armado de singulares
qualidades. Tiveram 2 filhos, a saber:

1. GERVÁSIO JOAQUIM MACHADO


PINTO VAHYA DE MIRANDA. Vide § 3.

2. D. SEBASTIANNA JOAQUINA
EUFRAZIA MACEDO VAHYA DE
MIRANDA. Vide § 4.

§ 3.

GERVÁSIO JOAQUIM MACHADO PINTO


VAHYA DE MIRANDA. Casado com D.
Josefa Maria de Sá Delgado. Capitão Mor
da Vila Pouca de Aguiar. Cavaleiro
professo da Ordem de Cristo. Não tiveram
sucessão, de maneira que a casa passou à
sua irmã do § 4.


 153

§ 4.

D. SEBASTIANA JOAQUINA EUFRÁZIA


MACEDO VAHYA DE MIRANDA. Casada
com Francisco José de Souza Machado
Canavaro, Cavaleiro professo na Ordem
de Cristo, Fidalgo da Casa Real, Coronel
do Regimento de Cavalaria de Bragança,
natural de Villa Pouca de Aguiar, e Senhor
do Morgado de Canavaro, e de outros
bens. Tiveram dois filhos, a saber.

1. PEDRO ANTONIO DE SOUZA


MACHADO CANAVARO.

2. D. MARIA BENEDICTA DE SOUZA


MACHADO PINTO VAHYA DE MIRANDA.
Casada com Antonio do Vale Souza e
Menezes, da Vila de Thomas, junto à
Coimbra, e Fidalgo da Casa Real. Tiveram
sucessão.

154
 

§ 5.

RODRIGO TEIXEIRA VAHYA DE


MIRANDA. Filho de Francisco Teixeira
Vahya de Miranda, e de sua segunda
mulher D. Felipa Mendes de Oliveira.
Capitão Mor da Villa Pouca de Aguiar,
Fidalgo da Casa, e Senhor do Morgado, e
mais terras que por direito legítimo
pertenciam ao seu primo Bartholomeo
José Vahya, residente no Brasil. Casado
com D. Josefa Margarida d’Almeida
Carneiro Pinto Guedes de Carvalho, filha
de Caetano Pinto Borges Guedes de
Carvalho, Senhor da Quinta de Alijo e de
seu antigo morgado aí instituído por seu
quarto Avô João Gonçalves de Carvalho,
Senhor do antiqüíssimo privilégio de Aigo
de Alijo, cavaleiro de honor, e de espada à
cinta, concedida a seu ascendente Gonsalo
Vaz, o Moço, filho natural de Gonsalo Vaz
Guedes, o Velho; primeiro Senhor de
Murça, pelo Senhor Rei D. João I de
gloriosa memória, em atenção aos grandes
serviços que o dito Gonsalo Vaz, o Moço,
fizera na batalha contra el Rei de Castella,
em companhia do mesmo Monarca, e
sendo Escudeiro de Lança del Rei, Gonsalo
Vaz, o Velho, seu Pai, segundo se expressa
aquele grande Monarca na sua Carta


 155

Régia datada em Santarém no ano de
1442, a qual se conserva, e se acha
registrada na Torre do Tombo, no Livro
das Mercês das Províncias de Traz os
Montes, e Beira; onde também consta que
o filho do dito Gonsalo Vaz, o Moço, de
quem foi sucessor João Gonsalves de
Carvalho, foi cavaleiro votado del Rei D.
Duarte, e Meirinho Mor da Província de
Traz os Montes. Tiveram a:

1. FRANCISCO ANTONIO VAHYA


TEIXEIRA DE MIRANDA. Seguiu o estado
eclesiástico, e serviu ao Sereníssimo
Senhor D. Gaspar, Arcebispo Primaz,
sendo Ministro na sua Relação. Foi Abade
junto a Niarma, e voltou para o serviço da
mesma Cúria, onde fio Desembargador na
Relação, Juiz dos Casamentos, e
Examinador Sinodal.

2. BENTO JOSÉ VAHYA TEIXEIRA DE


MIRANDA. Vide § 6.

156
 

§ 6.

BENTO JOSÉ VAHYA TEIXEIRA DE


MIRANDA. Fidalgo da Casa Real,
Cavaleiro professo da Ordem de Cristo e
Capitão Mor da Vila Pouca de Aguiar.
Casado com D. Luiza Joaquina Álvares
Teixeira Pinheiro, sua parenta filha do
Capitão Francisco Teixeira Álvares e de
sua mulher D. Francisca Pinheiro. Tiveram
muitos filhos.

§ 7.

D. THEREZA TEIXEIRA DE MIRANDA.


Filha de Francisco Teixeira Vahya de
Miranda e de sua mulher D. Felipa
Mendes de Oliveira. Casada com Rodrigo
Teixeira Leite. Tiveram um único filho,
que foi Sacerdote, Vice Reitor, etc. etc. da
cidade de Braga, e Administrador do
Santuário de Parafita.

§ 8.

D. SEBASTIANNA LUIZA DE MIRANDA.


Filha de Francisco Teixeira Vahya de
Miranda e de sua segunda mulher D.


 157

Felipa Mendes de Oliveira. Casada com
Francisco José de Souza Rabello,
Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo.
Capitão Mor de Soutelo, na Província de
Beira. Tiveram a:

1. JACINTO JOSÉ VAHYA TEIXEIRA DE


MIRANDA E SOUZA. Cônego na Sé de
Lamego.

2. D. BERNARDA DELFINA. Religiosa no


Convento das Chagas de Lamego.

3. D. JOAQUINNA ANGELICA
GERTRUDES VAHYA TEIXEIRA DE
MIRANDA E SOUZA. Casada com
Francisco Antonio Álvares de Araújo
Borges, Capitão Mor de Abreiro.

4. FRANCISCO JOZÉ DE SOUZA RABELLO


VAHYA DE MIRANDA. Cavaleiro professo
na Ordem de Cristo, e Capitão Mor de S.
João Pesqueira. Casado com D. Rosa Luiza
de Araujo, irmã do seu cunhado Francisco
Antonio Álvares de Araújo Borges, e
ambos filhos de Antonio de Araújo Borges,
Capitão Mor de Abreiro, Tem sucessão.

158
 

CAPÍTULO
III


§ 1.

D. FELICIANNA TEIXEIRA VAHYA DE


MIRANDA. Filha de Bento Teixeira de
Miranda, e de sua mulher D. Isabel
Teixeira Vahya de Mesquita. Casada em
Mirandella com José Maria Gervazio
Prothagio de Siqueira, Cavaleiro professo
na Ordem de Cristo. Tiveram a

§ 2.

ANTONIO DA VEIGA DE SIQUEIRA.


Capitão Mor de Mirandella. Casado com
D. Maria Joaquina Sermento Pimentel,
filha do Capitão Mor da Villa de Chacim.
Tiveram a

1. JOZÉ MARIA DA VEIGA DE SIQUEIRA.


Capitão Mor de Mirandella. Casado com
D.F.................. filha de Nicoláo José de
Souza, e de sua mulher D. Isabel de
Mesquita, Senhores do antigo morgado de
Solares no Conselho de Anciaens, fundado


 159

por D. Gonsalo de Moraes, Bispo que foi
do Porto.

2. JOSEFA LUIZA VAHYA DE SARMENTO.


Vide § 3.

§ 3.

D. JOSEFA LUIZA VAHYA DE SARMENTO.


Casada em Villa de Torre de Moncorvo
com Luiz Camelo de Castro e Gamboa,
Fidalgo da Casa Real, Senhor do
antiqüíssimo morgado de S. Antonio,
instituído na mesma vila por Antonio
Domingos de Carvalho, Escudeiro Fidalgo
da Casa Real, como diz a mesma
instituição. Tiveram a

1. LEONOR

2. D. MARIANNA

3. ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO


VAHYA SARMENTO E CASTRO, Vide § 4.

160
 

§ 4.

ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO


VAHYA SARMENTO E CASTRO. Fidalgo
da Casa Real, e Capitão Mor da Torre de
Moncorvo. Casado com D. Francisca
Antonia Botelho de Moraes e
Vasconcellos, filha de José Luiz Cameiro
de Vasconcellos, Cavaleiro professo na
Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa Real, e
natural da Torre de Moncorvo, e de sua
mulher D. Josefa de Moraes Sarmento.
Tiveram a

1. ANTONIO LUIZ DE CARVALHO VAHYA


SARMENTO. Fidalgo da Casa Real,
Morgado e Chefe da Casa

2. ANTONIO MANUEL DE CARVALHO


VAHYA SARMENTO. Fidalgo da Casa Real
e Tenente do Regimento de Infantaria de
Bragança.


 161

Os
Araújo


(onde aparecem os Pereira Pinto)

CAPÍTULO
I


§ 1.

JOSÉ CAETANO DE ARAÚJO VIEIRA.


Nasceu em Pernambuco em 1724, e faleceu
na cidade do Rio de Janeiro, em 25 de
Dezembro de 1766. Casado com D. Cecília
Freire de Macedo Pereira, nascida em
Pernambuco a 2 de Dezembro de 1718, e
falecida na cidade do Rio de Janeiro a 28
de Fevereiro de 1789, sendo irmã legítima

162
 

do Tenente General, Governador de
Benguella, Francisco Xavier de Macedo
Pereira, igualmente natural de
Pernambuco, que faleceu na cidade do Rio
de Janeiro em Agosto de 1798.
Acompanhou ao seu cunhado Tenente
General para Benguella, e toda a família
com grande riqueza voltou de Benguella
para se estabelecer na cidade do Rio de
Janeiro no ano de 1763. Tiveram a

§ 2.

JOSÉ CAETANO DE ARAÚJO VIEIRA,


nascido em Benguella a 6 de Março de
1759, batizado a 19 de Março do mesmo
ano, sendo Padrinho seu Tio Francisco
Xavier de Macedo Pereira. Veio para o Rio
de Janeiro com seus Pais e Tios em 1763
tendo 4 anos de idade. Foi para Lisboa
seguir os estudos em 5 de Julho de 1770, e
voltou para o Rio de Janeiro a 7 de Julho
de 1776. Casou a 8 de Maio de 1777 no Rio
de Janeiro com D. Anna Joaquina da
Motta Leite, natural do Rio de Janeiro, e
filha do Dr. Ignácio José da Motta Leite, e
de sua mulher D. Maria Rosa Furtado de
Mendonça. Faleceu a 5 de Abril de 1806, e
sua mulher D. Anna Joaquina a 18 de


 163

Agosto de 1810, na cidade do Rio de
Janeiro. Tiveram a:

1. D. ANNA CECILIA DA MOTTA LEITE,


Vide Cap. II.

2. FRANCISCO XAVIER DE ARAÚJO.


Nasceu a 24 de Outubro de 1775, e faleceu
a 2 de Abril de 1821. Casou a 7 de Agosto
de 1809 com D. Anna Josefa de Menezes,
que faleceu de parto a 7 de Janeiro de
1813. Sem sucessão.
Vide
Cap.
III.

3. JOSÉ CAETANO DE ARAÚJO,

4. BARTHOLOMEU JOSÉ DE ARAÚJO.


Nasceu a 10 de Maio de 1781 e faleceu
solteiro a 20 de Setembro de 1826. Guarda
Roupa de Sua Majestade D. Pedro I, etc.

5. D. CECILIA QUESOBINA FREIRE DE


MACEDO. Nasceu a 2 de Julho de 1787, e
faleceu a 30 de Maio de 1859. Entrou para
o Convento d’Ajuda em 1796, professou
em 1805, tomando o nome de Madre
Cecília Quesobina de S. José, e foi
Abadessa do mesmo Convento por muitos
anos.

6. D. RITA CLARA DE ARAÚJO. Nasceu a


12 de Agosto de 1790, e faleceu a 22 de

164
 

Janeiro de 1867. Foi herdeira principal de
seu irmão Francisco Xavier de Araújo.
Casada com seu primo Bento Antonio
Vahya, sendo o casamento celebrado a 22
de Janeiro de 1809. Com sucessão.

7. IGNÁCIO JOSÉ DA MOTTA LEITE E


ARAÚJO. Nasceu no 1 de Agosto de 1791,
foi primeiro para a Inglaterra para estudar
os preparatórios, e depois seguiu para a
Universidade de Coimbra a ultimar seus
estudos; porém, infelizmente, faleceu
doido em Lisboa a 22 de Fevereiro de 1819.

CAPÍTULO
II


§ 1.

D. ANNA CECÍLIA DA MOTTA LEITE.


Nasceu a 8 de Agosto de 1779 e faleceu a
19 de Junho de 1818. Casada com João
Pedro Carvalho de Moraes, natural da
cidade do Rio de Janeiro, Coronel de
Milícias, Gentil Homem da Câmara de Sua
Majestade, e Comendador da Ordem de
Cristo; faleceu a 15 de Maio de 1845, com
66 anos de idade. Tiveram a
Vide
§
2.



 165

1. D. MARIA JOSEFINA DA MOTTA LEITE.

2. PEDRO CARVALHO DE MORAES.


Vide
§
3.


§ 2.

D. MARIA JOSEFINA DA MOTTA LEITE.


Nasceu a 10 de Outubro de 1797, e faleceu
a 19 de Março de 1829. Casada com o
Tenente Coronel Antonio Pereira Pinto,
Natural do Rio de Janeiro. Faleceu em
1830. Tiveram 4 filhos, a saber:

I ANTONIO PEREIRA PINTO, natural do


Rio de Janeiro, nasceu a 20 de Março de
1819. Faleceu a 5 de Junho de 1880,
casado com D. Maria da Glória Gavião
Peixoto, natural da cidade de S. Paulo, e
filha do Veador de S. M. I., Bernardo José
Pinto Gavião Peixoto, e da sua mulher D.
Anna Policena de Andrade Vasconcellos,
naturais da cidade de S. Paulo. Tiveram 5
filhos, a saber:

1. D. MARIA JOSEFINA PEREIRA PINTO.


Casada com Antonio Álvares de Andrade.

166
 

Tiveram um filho: Alberto Pereira Pinto de
Andrade.

2. ANTONIO PEREIRA PINTO, casado com


D. Maria Miquelina Vianna Ribeiro,
natural da cidade de S. Paulo, filho do
Comendador Antonio José Ribeiro,
natural de Portugal, e de sua mulher D.
Rita Vianna Ribeiro, natural de S. Paulo.
Tiveram os seguintes filhos: a) ANTONIO,
b) RAFAEL, c) GUSTAVO, d) CARLOS.

a) ANTONIO. Casou em segundas núpcias


com D. Anna Blandina da Silva Prado
(Condessa Pereira Pinto). – Houve 3
filhas: 1) Margarida; 2)Alice; 3) Aurora.

3. D. ANNA CECÍLIA PEREIRA PINTO.

4. CARLOS. Faleceu na cidade de S. Paulo


a 4 de Setembro de 1868, com 18 anos de
idade .

5. BERNARDO.

II. D. ANNA CECÍLIA PEREIRA PINTO.


Natural do Rio de Janeiro. Faleceu solteira
, a 20 de Janeiro de 1871.


 167

III. JOÃO CARLOS PEREIRA PINTO.
Natural do Rio de Janeiro, casado com D.
Carolina Luisa Ferreira de Oliveira, filha
do Chefe da Esquadra Pedro Ferreira de
Oliveira, e de sua mulher D. Carolina
Cecília de Campos e Oliveira. Tiveram 3
filhos, a saber:

1. D. CECÍLIA, casada com o Conde de


Estrella, filho (Joaquim Manuel
Monteiro). Tiveram a) JOAQUIM, b)
CAROLINA.

2. D. EDELVIRA, casada com o Capitão


Tenente Custódio José de Mello. Tiveram
a) JOÃO, b) HEITOR, c) EDELVIRA, d)
HORTÊNCIA, e) –

3. D. HORTÊNCIA, casada com o Dr.


Hermano Cardoso da Silva Ramos.
Tiveram a) HORTÊNCIA, b) CAROLINA,
c) EDGARD, d) GUSTAVA, e) –

IV. D. RITA CLARA PEREIRA PINTO,


natural do Rio de Janeiro, casada com
Carlos Eugênio Figueirôa Nabuco de
Araújo, filho do Conselheiro José Paulo

168
 

Figueirôa Nabuco de Araújo, e de sua
mulher, D. Maria Emilia Contreiras; neto
paterno do Barão de Itapoan (José
Joaquim Nabuco de Araújo), Senador do
Império, etc. etc., e de sua mulher, a
Baronesa do mesmo título (D. Ismeria de
Figueirôa Barbuda).

Tiveram 5 filhos, a saber:

1. D. MARIA EUGÊNIA.

2. BENTO. Faleceu no dia 13 de Outubro


de 1867, com 7 anos de idade.

3. D. CECÍLIA.

4. D. ANNA RITA.

5. CARLOS EUGÊNIO.

§ 3.

PEDRO CARVALHO DE MORAES Vide
§
1


Natural do Rio de Janeiro, tendo nascido a


3 de Junho de 1809, e falecendo em
Bruxelas a 31 de Dezembro de 1860. Moço
Fidalgo, Guarda Roupa de Sua Majestade,
Encarregado de Negócios em várias cortes
da Europa, e condecorado com várias


 169

Ordens. Casado com D. Maria Amália
Nascentes de Azambuja, filha de Manuel
Theodoro de Azambuja, e de sua mulher
D. Maria Rita Nascentes Pinto, naturais do
Rio de Janeiro.

Tiveram 2 filhos, a saber:

I. JOÃO PEDRO CARVALHO DE MORAES,


natural do Rio de Janeiro, e Moço Fidalgo.
Casado em primeiras núpcias com a sua
prima D. Anna Meirelles Alves Moreira,
falecida a 18 de Outubro de 1858, filha do
Capitão Eduardo Alves Moreira, e de sua
mulher D. Felicianna Meirelles, naturais
do Rio de Janeiro, sem descendência.
Casado em segundas núpcias, a 17 de
Janeiro de 1863, com sua prima D. Isabel
Leonor da Motta Leite e Araújo, filha de
Luis da Motta Leite e Araújo e de sua
mulher D. Anna Vieira de Carvalho,
naturais do Rio de Janeiro, Tiveram a

1. PEDRO

2. LUIS

3. JOÃO

4. THEREZA

170
 

II. D. ANNA, natural de Paris, faleceu em
Paris em 1858, com 19 anos de idade.

CAPÍTULO
III


§ 1.

JOSÉ CAETANO DE ARAÚJO, Vide Cap. I


§ 2. Nasceu a 28 de Outubro de 1783 e
faleceu na sua chácara do Monte no Rio
Comprido, na cidade do Rio de Janeiro, a
29 de Agosto de 1823. Foi Major de tropa
de linha, e casou com a sua prima D.
Michaela Josefina de Alves Froes, filha de
Luis de Alves Froes, e de sua mulher D.
Maria Ignácia da Motta Leite. D. Michaela
nasceu no Rio de Janeiro a 10 de Outubro
de 1774, e faleceu na mesma cidade a 5 de
Abril de 1852.

Tiveram 3 filhos, a saber:

1. D. ISABEL LEONOR DA MOTTA LEITE E Vide
§
2


ARAÚJO


 171

2. JOSÉ CAETANO DE ARAÚJO. Nasceu a
7 de Janeiro. Bacharel da Academia de S.
Paulo. Endoideceu a 15 de Março de 1845,
falecendo a 11 de Outubro de 1855.

3. LUIS DA MOTTA LEITE E ARAÚJO Vide
§
3.


§ 2.

D. ISABEL LEONOR DA MOTTA LEITE E


ARAÚJO. Natural do Rio de Janeiro, tendo
nascido a 11 de Janeiro de 1812, e
falecendo na mesma cidade a 22 de
Outubro de 1859. Casou no 1 de Maio de
1826, com Marques de Lages (João Vieira
de Carvalho) Senador do Império,
Conselheiro de Estado, Tenente General,
Gran Cruz da Ordem de Aviz, etc. etc., que
nasceu em Olivença, em Portugal a 16 de
Outubro de 1781, e faleceu na cidade do
Rio de Janeiro no 1 de Abril de 1847.

Tiveram 2 filhos.

1. D. ISABEL, falecida de menor idade.

172
 

2. JOSÉ VIEIRA DE CARVALHO. Nasceu
na cidade do Rio de Janeiro a 18 de Abril
de 1830, e faleceu a 26 de Maio de 1866.
Moço Fidalgo, e Bacharel da Academia de
Olinda. Casou em 1852 com D. Maria
Adelaide Pereira Pinto Furtado de
Mendonça, natural do Rio de Janeiro,
filha de Francisco Samuel da Paz Furtado
de Mendonça, natural do Algarve, e de sua
mulher D. Anna Josefina Pereira Pinto,
filha do Chefe de Esquadra José Pereira
Pinto, e de sua mulher D. Maria Genoveva
Souto Maior. Tiveram a

1. D. MARIA DA GRAÇA

3. D. RITA, falecida de menor idade. O


Marques de Lages já mencionado foi
casado de primeiras núpcias com D.
Sebastianna Marques Portella, que faleceu
em 1824, e era filha do Marechal do
Exército, Alexandre Eloy Portella, e de sua
mulher D. Joaquina Marques de Souza.
Tiveram 4 filhos, a saber:

I. ALEXANDRE VIEIRA DE CARVALHO,


Conde de Lages, nasceu a 21 de Fevereiro
de 1817, e faleceu a 11 de Dezembro de
1876. Veador de S. M. Casou em 1848 com


 173

D. Maria Caetana d’Almeida, filha do
Visconde de Macaé (José Carlos Pereira
d’Almeida Torres), e de sua mulher a
Viscondessa do mesmo título.

Tiveram a

1. ALEXANDRE ELOY. Falecido solteiro.

2. JOSÉ CARLOS

3. D. MARIA. Falecida com 19 anos de


idade a 19 de Agosto de 1874.

4. SEBASTIÃO

II. D. JOAQUINA VIEIRA DE CARVALHO.


Nasceu a 7 de Fevereiro de 1820, e faleceu
a 12 de Dezembro de 1850. Casada com o
Dr. Manuel da Silveira Rodrigues. Sem
sucessão.

III. JOÃO VIEIRA DE CARVALHO. Nasceu


a 4 de Fevereiro de 1821, e faleceu a .....

IV. D. ANNA VIEIRA DE CARVALHO. Vide
§
3



Nasceu a 26 de Julho de 1823, e faleceu no

174
 

1 de Agosto de 1850. Casou a 16 de
Outubro de 1843 com Luis da Motta Leite e
Araújo.

§ 3.

LUIS DA MOTTA LEITE E ARAÚJO, Vide


Cap. III § 1. Nasceu na cidade do Rio de
Janeiro a 21 de Junho de 1861. Bacharel da
Academia de Olinda. Casou a 16 de
Outubro de 1843 com D. Anna Vieira de
Carvalho, filha do Marques de Lages, e da
sua primeira mulher D. Sebastianna
Marques Portella. Vide acima. Tiveram 2
filhos.

1. D. ISABEL LEONOR DA MOTTA LEITE E


ARAÚJO, nasceu na cidade do Rio de
Janeiro a 11 de Outubro de 1844, casou a
17 de Janeiro de 1863 com seu primo João
Pedro Carvalho de Moraes.

2. MIGUEL JOSÉ DA MOTTA LEITE E


ARAÚJO.


 175

Os
Azeredo
Coutinho
do
Rio
de
Janeiro

(Annes de Araújo, Alz, Azevedo, Sodré,
Grimaldi, Rangel, Coutinho e Mello,
Tavares da Silva, Barcellos)

§ 1.

1. JOÃO TIRANT. Foi um fidalgo francês,


que dizem os nobiliários ser de sangue
real de França. Veio à Espanha servir na
guerra contra os Mouros, e foi Rico
Homem del Rei D. Affonso VI de Leão;
casou com D. Mayor Garcez de Aza, filha
de D. Garcia Garcez de Aza, Conde de
Navarra, e de sua mulher D. Elvira Peres
da Trava, neta pela parte paterna de D.
Garcia Ordonhez, Conde de Navarra e
Cabre, descendente por varonia do Rei D.
Fanelo 2º de Leão, e de sua mulher, a
Rainha D. Urraca, que era filha do Rei D.
Garcia, o Conde de Navarra, e da segunda
mulher, D. Estefânia, filha dos Condes de
Barcelona. Teve o dito João Tirant deste
matrimônio:

176
 

2. FOANNE ANIS. Casou com D.
Hermenengarda Gonsalves, filha de D.
Gonsalo Mendes da Maya, chamado o
Bom, lidador que foi adiantado do Rei D.
Affonso Henriques e um dos maiores
Senhores e melhores generais daquele
tempo, o qual descendia de varão em
varão do Infante D. Antonio Ramires, a
quem comumente chamam D. Alboazat,
filho do Rei D. Ramiro 2º de Leão. Nasceu
desta aliança:

3. RODRIGO ANNES DE ARAÚJO, foi o


primeiro que usou o sobrenome de Araújo,
por ser Senhor do Castelo e terra de
Araújo; casou com D. Maria Aloez Daca,
filha de D. Álvaro Rodriguez Daca, neta de
D. Rodrigo Alz Daca, filha de D. Maria
Pires de Ambia, bisneta por esta parte de
Pedro Paez de Ambia e de sua mulher D.
Maria Fernandes de Gondiaens, terceira
neta de D. Payo Aires de Ambia, e de sua
mulher D. Maria Rodriguez de Bayão, que
era filha de D. Rodrigo Affonso de Bayão,
rico homem, e ilustríssimo fidalgo como
quarto neto de D. Arnaldo, Sr. de Bayão
por varonia. Deste casamento nasceu:

4. IRVILO DE ARAÚJO, foi Sr. de Araújo e


da Torre e Casa de Lobios. Casou com D.


 177

Moinha Rodriguez, filha do Conde D.
Rodrigo Vela Ozório, e de sua mulher a
Condessa D. Alamberte, que dizem quase
todas as Crônicas da Espanha, e o mesmo
Conde D. Pedro, ser Irmã de um Rei da
França; neta pela parte paterna do Conde
D. Vela Ozório, e da Condessa D. Moinha
Forjas, que descendia do Conde D. Mendo,
que era irmão de Dezidério, Rei dos
Longobardos, e bisneta de D. Ozório,
chamado o Santo, e da Condessa D.
Urraca Nunes, sua mulher e prima, que
era bisneta do Rei D. Ramiro 2º de Leão, e
da Rainha D. Paterna. Foi filho deste
matrimônio:

5. RODRIGO ANNES DE ARAÚJO. Foi


fidalgo de Galiza, Sr. de Araújo e outros
estados, e deste procederam os Marqueses
de Monte Belo, Alcaides Mores de
Ciadozo, e muito grandes casas, assim de
Portugal, como também da Espanha.
Casou com ................... e teve entre
outros:

6. VASCO RODRIGUEZ DE ARAÚJO E


AZEVEDO. Foi o primeiro que usou o
sobrenome Azevedo, que tomou do
Senhorio do lugar de Azevedo, junto da
Vila de Betanças, em Galiza. Passou a

178
 

Portugal com outro irmão seu, e casou
neste Reino com D. Leonor Pires Velho,
sobrinha do dito seu irmão, e filha de
Pedro Annes Velho, o qual era filho de
João Velho, Embaixador do Rei D. Diniz
ao Rei D. Pedro de Aragão, para lhe pedir
por mulher a Rainha Santa Isabel.
Nasceram deste matrimônio vários filhos e
filhas que seguiram o sobrenome de
Araújo, como se vê no título destes, e nas
notas do Marques de Monte Belo, no
nobiliário do Conde D. Pedro. Entre eles
houve:

7. RODRIGO VASQUES AZEVEDO. Viveu


em Portugal, na Província do Minho e foi
chefe da família de que tratamos. Casou
com ......................

8. JOAO RODRIGUEZ DE AZEVEDO, filho


de Rodrigo Vasquez de Azevedo, e de sua
mulher D. .............................................
Viveu nos reinados de D. Affonso 5º, e D.
João 2º, aos quais serviu muito nas
guerras do seu tempo contra Castella. Foi
Alcaide Mor de SEABRA, e teve a sua Casa
na Vila de Guimaraens; casou com D.
Ignez Gonsalves de Araújo, filha de
Gonsalo Rodriguez de Araújo e neta de
outro fidalgo do mesmo nome que foi


 179

Mordomo Mor do Rei D. Fernando, e por
sua mulher Sra. dos Coutos de Villar de
Yaras Cidraes, casal de Donnas, terras de
Lindozo, e das Jogadas e Portejos de
Castro Savoeiro, e de sua mulher D. Maria
de Ribeira. Tiveram a

9. ALVARO RODRIGUEZ DE AZEVEDO,


filho de João Rodriguez de Azevedo e de
sua mulher D. Ignez Gonsalves de Araújo.
Casou com D. Ignez Gonsalves da
Fonseca, filha de Bartholomeo Gomes
Fonseca, morador em Guimaraens, e de
sua mulher D. Branca Coelho, dos Coelhos
da Casa de Filgueiras e Vieira, e
descendente do famoso Egas Moniz, Aio
do Rei D. Affonso Henriques; neta de
Bartholomeo Gomes Brito, e bisneta de
Pedro Godins de Brito, da família dos
Godins de Beja, e de sua mulher Thereza
Gonsalves da Fonseca, pela qual era
terceira neta de Nuno Gonsalves de Ávila,
fidalgo castelhano e aio do Infante D.
Henrique, irmão do Rei D. Duarte, e de
sua mulher Joanna Mendes da Fonseca
Coutinho, filha de Diogo da Fonseca
Coutinho, Alcaide Mor de Marialva,
parente em grau muito próximo dos
antigos Condes de Marialva, e com a
mesma ascendência dos Condes de

180
 

Marialva, Condes de Borba, Condes de
Redondo, Marechais do Reino e Senhores
de Alriouval. Houve os filhos seguintes:

10. JOÃO ALZ DE AZEVEDO, que se segue.

10. BALTHAZAR DE AZEVEDO, que tirou


brasão com as Armas de Azevedos, a 23 de
Dezembro de 1730, o qual registrou no
livro daquele ano fl. 34. Passou a militar
no Brasil, onde serviu com muito valor na
Capitania do Espírito Santo, em que foi
Provedor da Fazenda Real, como consta
da Provisão do mesmo ofício passada ao
seu sobrinho Marcos de Azevedo, a quem
ele deixou por seu herdeiro, como na
mesma Provisão se declara.

10. FRANCISCA DE AZEVEDO, mulher de


Nuno Alz.

10. MAGDALENA DE AZEVEDO, mulher


de Francisco Sodré.

10. GASPAR DE AZEVEDO DA FONSECA,


Cônego de Braga.

10. LUIZ DE AZEVEDO.

10. JOÃO ALZ DE AZEVEDO, casou com


Isabel Leite, filha de .................. Tiveram
os filhos seguintes:


 181

11. LANSAROTE DE AZEVEDO.

11. BELCHIOR DE AZEVEDO, que também


serviu na Capitania do Espírito Santo, e
onde foi Capitão Provedor dos defuntos e
ausentes, como consta da Provisão do
mesmo Ofício passada ao seu sobrinho
Marcos de Azevedo.

11. BALTHAZAR DE AZEVEDO.

XI. LANSAROTE DE AZEVEDO, casou com


D. Isabel Dias Sodré, filha de
.................... Tiveram os filhos seguintes:

12. MIGUEL DE AZEVEDO.

12. MARCOS DE AZEVEDO.

12. HELENA DE AZEVEDO, mulher de


Belchior do Canto Viegas.

12. PAULA DE AZEVEDO, mulher de *


Diogo Ramalho, de quem teve Francisco
de Azevedo, que casou no Brasil

182
 

XII. MIGUEL DE AZEVEDO. Passou ao
estado do Brasil em que serviu 22 anos, foi
Capitão e Governador da Capitania do
Espírito Santo, por nomeação de Vasco
Fernandes Coutinho, o Moço, segundo
Senhor e Capitão Donatário da mesma
Capitania. Esteve em muitas batalhas com
os Gentios, sobre os quais alcançou muitas
vitórias, e favorecendo-lhe da mesma
sorte a fortuna contra os holandeses, que
naqueles tempos infestavam o Estado do
Brasil. Foi senhor de um engenho na
mesma Capitania, célebre pelos milagres
que nele obrou o venerável Padre
Anchieta, como escreveu o Padre Simão
de Vasconcellos na sua vida, Liv. 5, Cap. II,
§ 1 e 3, o qual também em outros lugares
da mesma obra torna a repetir o seu
nome. Tirou brasão com as armas dos
Azevedos no ano de 1604, provando ser
descendente de João Rodriguez de
Azevedo, Capitão em Guimaraens, de
quem dissemos no N° 8, que deu princípio
a esta família. Casou com D. Luiza Correa,
filha bastarda de Pedro Alz Correa (Irmão
inteiro de D. Luiza * Grimaldi, mulher de
Vasco Fernandes Coutinho, o Moço, 2º
Senhor donatário da Capitania do Espírito
Santo) que a houve em D. Antonia de
Abreu, que não chegou a receber, neta de


 183

outro Pedro Alz Corrêa, que tio do
Príncipe Felisberto de Sabóia, de d’onde
passou com seu Pai a Portugal, foi Capitão
em Arzilla, e de Tanger, e de sua mulher
D. Catharina Grimaldi, fidalga saboiana
da ilustríssima família de Grimaldi de
Genova, que foram Príncipes de Mônaco, e
bisneta de Simão Corrêa que foi valido do
Rei D. Manuel, Capitão de Arzilla e teve a
honra de armar cavaleiro ao Rei D. João
3º, e foi Mordomo da Infanta D. Brites, a
quem acompanhou a Sabóia, e de sua
mulher D. Thereza. Tiveram a

13. LUCAS DE AZEVEDO, que voltando da


Inglaterra morreu sem geração.

13. PEDRO ALZ CORREA DE AZEVEDO,


tesoureiro mor da Sé de Évora.

13. SIMÃO CORREA DE AZEVEDO, que se


segue.

13. FR. ANTONIO DA BAHIA, do Convento


da Piedade.

13. D. BRITES.

13. D.BRITES. (Religiosa no Convento do


Paraíso em Évora)

184
 

13. D. CANDIDA. (Religiosa no Convento
do Paraíso em Évora)

13. D. GRIMALDA. (Religiosa no Convento


do Paraíso em Évora)

13. D. ISABEL. (Religiosa no Convento do


Paraíso em Évora)

XIII. SIMÃO CORRÊA DE AZEVEDO. Viveu


na Vila de Moura, e onde se casou com D.
Catharina Cotel, filha de Braz Lopes Cotel,
e de sua mulher D. Maria Coelho, naturais
da mesma Vila. Tiveram a:

14. MIGUEL DE AZEVEDO CORRÊA, que


se segue.

14. BRAZ CORRÊA, cônego em Évora.

14. LUIZ, faleceu menino.

14. ANTONIO, faleceu menino.

14. D. MARIA, freira no Paraíso de Évora.

XIV. MIGUEL DE AZEVEDO CORRÊA.


Casou em Estremoz com D. Luisa Rolim * ,


 185

filha de Manuel de Faria da Costa, e de D.
Catharina de Landim. Tiveram a:

15. SIMÃO CORRÊA DE AZEVEDO, que se


segue.

15. MANUEL DE FARIA ROLIM, morreu


sem geração.

15. FR. PEDRO. (Religioso eremita de S.


Paulo)

15. FR. ANTONIO. (Religioso eremita de S.


Paulo)

15. D. PAULO. (Religioso no Paraíso de


Évora)

15. D. MAYOR. (Religioso no Paraíso de


Évora)

15. D. CANDIDA DE AZEVEDO, mulher de


D. Rodrigo Corrêa de Mello.

15. D. BRITES.

XV. SIMÃO CORRÊA DE AZEVEDO.


Sucedeu na Casa de seu Pai, por cavaleiro
da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa Real,
Coudel Mor da Câmara de Évora, casou
com D. Águida Maria da Corte Real, filha

186
 

de José Chaves de Abreu, Cavaleiro da
Ordem de Cristo, e de D. Francisca
Antonia Henrique Corte Real, filha de
Christovão Borges Corte Real, e de sua D.
Isabel Henriques, naturais de Lisboa.

Tiveram a:

16. CHRISTOVÃO CORRÊA DE AZEVEDO:


Faleceu sem geração.

16. JOZÉ CORRÊA DE AZEVEDO. Deão da


Sé de Évora.

16. FR. MIGUEL DE AZEVEDO. Monge da


Ordem de S. Jerônimo.

16. JOÃO CORRÊA DE AZEVEDO. Frade


da Ordem de S. Bento d’Aviz, e Cônego da
Sé de Évora.

16. MANUEL CORRÊA DE AZEVEDO


CÔRTE REAL, que se segue.

XVI. MANUEL CORRÊA DE AZEVEDO


CÔRTE REAL. Sucedeu na Casa de seus
Pais por morte de seu irmão primogênito,
sem descendência, Fidalgo da Casa Real, e
Deão da Sé de Évora, foi casado com D.
Marianna Pestana de Affonseca, filha


 187

herdeira do Dr. João Mendes da Costa,
Corregedor de Évora, e de sua mulher D.
Francisca Pestana d’Affonseca, filha de
Rui Pires Pestana, natural de Almendral, e
de D. Antonia Pestana d’Affonseca.
Tiveram a:

17. D. FRANCISCA ANTONIA AZEVEDO


CÔRTE REAL, que se segue.

XVII. D. FRANCISCA ANTONIA AZEVEDO


CÔRTE REAL. Nasceu em Maio de 1716, e
sucedeu na casa de seus Pais por falta de
filho varão; casou em Évora no 1 de Maio
de 1730 com Antonio Saldanha de Oliveira
de Souza e Abreu, filho inteiro de João
Pedro de Saldanha de Oliveira e Souza,
14º Senhor dos Morgados de Oliveira, Val
de Sobrados Bercavano, da Quinta de
Zinhgera, e Comendador de S. Martinho
de Santarém, e de Torre, e de Santa Maria
de África na Ordem de Cristo, e de sua
mulher D. Josefa Maria Margarida Pereira,
filha, que veio a ser herdeira, de Gaspar de
Abreu Freitas, do Conselho do Rei e do da
sua Fazenda, e Embaixador na Inglaterra,
Comendador da Ordem de Cristo; e de sua
mulher, D. Ignácia Pereira, irmã inteira de
Antonio de Bastos Pereira, Procurador da

188
 

Fazenda, do Conselho da Rainha, e
Chanceler Mor do Reino; o qual Gaspar de
Abreu Freitas, foi filho de Luiz de Abreu
Freitas, fidalgo da Casa Real, Comendador
da Ordem de Cristo, e irmão inteiro de D.
Áquila de Alves Freitas, mãe de José
Chaves de Abreu, por cuja linha ficava
sendo D. Francisca de Azevedo Corte Real
prima de 3º grau de seu marido Antonio
de Saldanha. Tiveram a:

18. D. MARIANNA DE SALDANHA DE


AZEVEDO E TAVORA, que se segue.

18. D. ANNA JERONIMA DE SALDANHA


DE AZEVEDO E TAVORA, que nasceu a 30
de Abril de 1732, em 1753 estava ajustada
para casar em Lisboa com Vasco Martins
de Siqueira e Souza, herdeiro da casa de
seu irmão Ruy Vaz de Siqueira,
Comendador de S. Vicente de Beira, cujo
casamento não teve lugar.

18. D. JOSEFA DE SALDANHA DE


AZEVEDO E TAVORA, que nasceu a 4 de
Outubro de 1737, assim como mais dois
que morreram pequenos.


 189

XVIII. D. MARIANNA DE SALDANHA DE
AZEVEDO E TAVORA. Nasceu a 11 de
Julho de 1731, e como herdeira da casa de
seus Pais, casou em 1751 com D. José Paulo
de Câmara, filho de D. Francisco Estevão
Xavier da Câmara, e de sua mulher, D.
Francisca Xavier de Castro, neto por parte
paterna de D. José Rodrigo da Câmara,
segundo Conde de Ribeira, e da sua
mulher a Condessa Constância Emilia de
Rohan, de Francisco Rohan, Príncipe de
Soubise na França, e da Princesa Anna
Chabot de Rohan, D. Francisco Estevão foi
pensionista do Colégio de S. Paulo.
Cônego do Patriarcal, depois deixado a
vida eclesiástica foi Coronel de Cavalaria
no Alentejo. D. Francisca Xavier de Castro,
sua mulher, foi irmã inteira de D. Isabel
de Castro, mulher de D. Rodrigo de
Alemcastro, gentil Homem da Câmara do
Infante D. Manuel, e filha de João Corrêa
de Lacerda, Capitão de Cavalaria na corte,
Mestre de Campo, e Governador do
Castelo de Outas, e Setubal, e de sua
mulher, D. Luiza Fontoura Carneiro. Com
poucos anos de casada faleceu D.
Marianna, deixando as filhas seguintes:

190
 

XIX. D. MARIA ROSA DE ROHAN DA
CAMARA E SALDANHA, que nasceu a 28
de Janeiro de 1753, e depois teve outra
irmã de quem não sabemos o nome.

§ 2.

12. MARCOS DE AZEVEDO, filho *


segundo de Lansarote de Azevedo e de sua
mulher, D. Isabel Dias Sodré, foi cavaleiro
da Ordem de Cristo, Moço Fidalgo da Casa
Real, passou também para o Brasil com
seu Irmão Miguel de Azevedo, onde serviu
toda a sua vida na Capitania do Espírito
Santo, em que foi Capitão, e não se
distinguiu menos que o dito seu irmão nas
ocasiões que se lhe ofereceram de pelejar
com os inimigos daquela conquista.
Descobriu as minas de esmeraldas, no
Sertão da mesma Capitania, como escreve
o Padre Simão de Vasconcellos, onde lhe
acrescenta por engano o apelido de
Coutinho, que só principia a unir-se com o
de Azevedo em seus descendentes. Foi
também Provedor da Fazenda Real, na
mesma Capitania, por provisão feita em
Lisboa por Francisco Ferreira a 26 de
Outubro de 1607, registrada na Casa de
Mina no Liv. 12 nos Registros, a fl. 5, de


 191

Janeiro de 1608 na Chancelaria, a fl. 244.
Provedor da Fazenda dos defuntos e
ausentes por provisão do Rei D. Felippe de
Portugal, passada por Francisco de
Alvarenga a 20 de Julho de 1598, nas quais
provisões o declara o mesmo Monarca **
fidalgo de Geração, e de Cota d’Armas,
Ouvidor Geral e Capitão Governador da
mesma Capitania, por nomeação de
Francisco de Aguiar Coutinho, 3º Senhor e
Capitão Donatário dela, passada em
Lisboa a 12 de Julho * de 1605. Havia
nascido em Guimaraens *, testou na Vila
de Vitória (Uma das três que naquela
Capitania fundou o seu sogro) a 19 de
Maio de 1618, e o seu testamento se
conserva com o Inventário dos seus bens
no cartório de Henrique Miguel Esquites
de Portes, escrivão dos Órfãos da mesma
Capitania. Casou com D. Maria Coutinho
de Mello (a quem alguns chamam D.
Maria de Mello Coutinho *, e assim se
escreve na justificação que no ano de 1683
fez seu bisneto Diogo de Azeredo
Coutinho. Temos, porém, por certo, que
seu primeiro sobrenome foi o de
Coutinho, porque deste modo está escrito
no testamento de seu marido), a qual era
natural da mesma Capitania, irmã inteira
de Vasco Fernandes Coutinho, ♣ o Moço,

192
 

segundo Sr. Donatário, por cujo
falecimento, sem sucessão de sua mulher,
D. Luisa Grimaldi, passou este senhorio ao
seu sobrinho Francisco de Aguiar
Coutinho, filho de Ambrozio de Aguiar
Coutinho, Governador das Ilhas dos
Açores, e neto de Pedro Affonso de Aguiar,
e de D. Antonia de Vilhena Coutinho.
Deste, pela mesma causa de falta de
descendência, passou a sua Irmã D.
Joanna de Castro, que se achava casada
com Antonio Gonsalves da Câmara,
Comendador da Ordem de Cristo, que se
verificou em seu filho Ambrozio de Aguiar
Coutinho, que foi o 4º Senhor Donatário, e
deste passou a seu filho Antonio Luiz
Gonsalves da Câmara Coutinho, Almotacé
Mor do Reino, Vice Rei da Índia, o qual
veio a ser o 5º e último Senhor Donatário
desta família de Coutinho, não passando o
mesmo Senhorio a seus filhos por havê-lo
vendido a um particular da Bahia, como
escreve o autor da América Portuguesa.
Ambos filhos de Vasco Fernandes
Coutinho, o grande fundador, e primeiro
Senhor Donatário da referida Capitania
em 50 léguas de terra pela costa, e direito
de Saga e Castella, por mercê do Rei D.
João 3, feito de Jaro e Herdade para ele, e
seus descendentes ao ano de 1525,


 193

.................... havidos em Anna Vaz de
Almada, como consta dos testamentos de
seu filho Vasco Fernandes Coutinho Moço,
e o de seu genro Marcos de Azevedo,
Netos pela parte paterna de Jorge de
Mello, por alcunha, O Lages, Copeiro Mor
do Reino e Alcaide Mor de Paiva Redondo,
e de sua mulher, D. Branca Coutinho, filha
de Vasco Fernandes Coutinho, Senhor de
Bastos e Monte Longo, e de sua mulher, D.
Maria de Lima, filha dos primeiros
Viscondes da Vila da Cerveira; neta de
Irmão Coutinho, Senhor de Armar e
Penagião (o qual era irmão de D. Vasco
Fernandes Coutinho, 1º Conde de
Marialva, de quem foi bisneta e herdeira
da sua casa D. Guiomar Coutinho, que
veio a ser Infanta deste Reino, por haver
casado com o Infante D. Fernando, filho
legítimo do Rei D. Manuel) e foi também
Senhor de Bastos e Monte Longo, por
haver casado com D. Maria Coutinho, filha
herdeira de Ruy Vaz Coutinho, Senhor de
Bastos, e de Monte Longo, e de sua
mulher, D. Branca Vilhena, filha de
Henrique Manuel, Conde de Cea e Cintra,
que era bisneto de S. Fernando, o 3º de
Castella, e de sua mulher D. Brites de
Souza. Sendo esta D. Brites de Souza
mulher do Conde de Cea, bisneta do Rei

194
 

D. Affonso 3 de Portugal; e em D. Branca
Coutinho, mulher de Jorge de Mello, de
quem se trata mais acima, bisneta por
varonia de Gonsalo Vasques Coutinho,
segundo Marechal do Reino, e sétimo
Senhor do Couto de Leomil, e de sua
mulher D. Leonar de Azevedo, filha de
Gonsalo Vasques de Azevedo, 1º Marechal
do Reino, e de D. Ignez Affonso de
Albuquerque, filha de D. João Affonso de
Albuquerque, descendente por varonia do
Rei D. Diniz, de Portugal. Bisnetos de
Martinho Affonso de Mello, Copeiro Mor
do Reino, Alcaide Mor de Paiva e Redondo
(Irmão inteiro de Garcia de Mello, Alcaide
Mor de Serpa, de quem descendem o
Monteiro Mor e Porteiro Mor do Reino, e
de sua mulher, D. Guiomar de Menezes,
filha de Gonsalo Nunes Barreto, Alcaide
Mor de Faro, ascendente dos Conde do Val
dos Reis, Duque de Gandia, Príncipe de
Osquibeca, e outras casas ilustres.

Terceiros netos de João de Mello, copeiro


Mor do Reino, e Alcaide de Serpa e
Redondo, Guarda Mor do Rei D. Duarte, e
Senhor de Ferreira de Alves, de quem foi
filho D. Rodrigo Affonso de Mello, 1º
Conde de Olivença, cuja filha herdeira, D.


 195

Felipa de Mello, casou com o Sr. D.
Álvaro, da Casa de Bragança, e são
ascendentes dos Duques de Cadaval) e de
sua mulher, D. Isabel da Silveira, filha de
Nuno Miz da Silveira, Senhor de Friena,
Coudel Mor do Reino, escrivão das
Raridades, e ascendente dos Condes
Sortella, Oriola, Sargedas. E, finalmente,
quartos netos de Martim Affonso de Mello,
o Velho, Guarda Mor do Rei D. João 1º,
Alcaide Mor de Évora, e Olivença, Senhor
de Barbacena, o qual era sexto neto, por
varonia, de D. Pedro Prasseires,
contemporâneo do Conde D. Henrique,
pai do nosso primeiro Rei, D. Affonso
Henriques, em quem o Conde D. Pedro dá
princípio a família de Mello, e de sua
mulher D. Briolonja de Souza, filha de
Martinho Affonso de Souza, Senhor de
Mortagoa, bisneta, por varonia, do Rei
Affonso 3º, de Portugal. Consta do brasão
d’armas de Carlos Manuel Tavares da
Silva, e o trazem todas os genealogistas do
Reino em título de Mello e Coutinho.
Nasceram deste matrimônio os filhos
seguintes, cujos nomes se escrevem aqui
pela mesma ordem que seu Pai os
declarou no seu testamento, que são sete:

196
 

13. JOÃO DE AZEREDO COUTINHO DE
MELLO, que casou com a sua parenta D.
Maria de Azeredo, filha de
.......................... , e teve geração que se
acha quase extinta.

13. BELCHIOR DE AZEREDO COUTINHO


DE MELLO, que se segue.

13. FREI MIGUEL DE S. MARCOS,


religioso reformado de S. Francisco.

13. DOMINGOS DE AZEREDO COUTINHO Pag
249



E MELLO.

13. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO


DE MELLO.

13. D. HELENA COUTINHO DE AZEREDO,


mulher de Duarte de Albuquerque de
Mello.

13. D. ISABEL COUTINHO DE AZEREDO.

XIII. BELCHIOR DE AZEREDO COUTINHO


E MELLO. Nasceu na Capitania de seu
Avô, e passou a viver na cidade do Rio de
Janeiro, onde casou com D. Antonia de
Gouvêa, filha de Miguel Gomes Brabo, e
de sua mulher D. Isabel Pedroza de


 197

Gouvêa, neta de Rui Dias Brabo, e de sua
mulher D. Antonia Rodriguez, bisneta de
Miguel Gomes Brabo, Escudeiro Fidalgo,
terceira neta de Fernão Gomes Brabo, que
teve o mesmo foro, e quarta neta de
Martim Gomes Brabo, fidalgo galego.
Tiveram os seguintes filhos, são três:

14. BELCHIOR HOMEM DE AZEREDO, que


morreu degolado na Bahia, por matar
inocentemente a sua parenta D. Maria
Coutinho e seu marido Antonio, na Ilha
Grande.

14. D. MARIA COUTINHO DE AZEREDO E


MELLO, que se segue.

14. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO.

XIV. D. MARIA COUTINHO DE AZEREDO


E MELLO. Casou no Rio de Janeiro com
Pantalião Duarte Velho, Senhor de
Engenho de Irajá, de cujo recebimento fez
assento na Sé da mesma cidade no 1º de
Julho de 1637, o qual se acha no Livro dos
casamentos daquele ano, a fl. 119. Tiveram
os seguintes filhos, que são quatro:

198
 

15. PANTALIÃO DUARTE VELHO, que
faleceu sem geração.

15. D. MARIA COUTINHO DE AZEREDO E


MELLO, que se segue.

15. D. ANTONIA DE AZEREDO


COUTINHO, mulher de Francisco Alz de
Mattos.

15. D. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO,


mulher de Lucas de Canto, Capitão
naquela cidade, de cuja descendência não
temos notícia alguma.

XV. D. MARIA COUTINHO DE AZEREDO E


MELLO. Foi batizada no Rio de Janeiro a
21 de Março de 1638. Foram seus
padrinhos seu Avô Belchior de Azevedo, e
a sua Bisavó Isabel Pedrosa de Gouveia.
Casou na mesma cidade a 14 de Julho de
1652, sendo seu padrinho D. Luiz de
Almeida, Governador de lá, com Lucas da
Silva Tavares, natural de Lisboa, de onde
passou ao Brasil na aramada do Conde de
Vila Pouca, pelo que se lhe deu o hábito de
Cristo com vinte mil réis de Tença, o qual
recebeu por carta de 29 de Maio de 1651,
foi Capitão no Rio de Janeiro, e voltando a


 199

Lisboa, Vedor das obras desta cidade.
Filho de Manuel Nuno da Silva, Cavaleiro
da Ordem de Cristo, que recebeu em
Novembro de 1647, Vedor das obras da
cidade de Lisboa, o qual entregou a
bandeira da Câmara de Lisboa a D. Álvaro
de Abranches, no dia feliz da aclamação
do Rei D. João 4º, e a Sua Majestade as
chaves da mesma cidade, e de sua mulher,
D. Maria Garcez; neto de Francisco da
Silva Tavares. Vedor das obras públicas,
morreu degolado por matar
inocentemente a sua mulher, D. Brites de
Gouvêa; bisneto de outro Lucas da Silva
Tavares, Vedor das obras da cidade de
Lisboa, e de sua mulher D. Catharina
Tavares. Tiveram dois filhos.

16. FRANCISCO DA SILVA, que se segue.

XVI. FRANCISCO TAVARES DA SILVA.


Nasceu no Rio de Janeiro, passou a Lisboa
na companhia de seu Pai que vinha preso
por causa de umas alterações que
houveram na mesma cidade, deixando
ficar suas irmãs, e a sua mãe, e não
querendo tornar para a sua pátria, ficou
em Lisboa, onde foi Vedor da mesma
cidade, casou três vezes, a primeira vez

200
 

com D. Maria da Gama Lobo, filha de
...................... Tiveram uma filha.

17. IGNEZ FLÁVIA DA GAMA LOBO, que


casou por eleição sua com Veríssimo
Pinto, natural de Alenquer, casado
segunda vez com a sua parenta D. Julia
Máxima da Silva, filha de ...................... ,
Contador das Contas do Reino, e de sua
mulher, D. Violanta da Silva, filha de
Vicente da Silva, tesoureiro do Consulado,
e Contador das Contas do Reino, e de sua
mulher D. Maria Reboredo Carneiro; e
neta por seu Pai de Matheus da Rocha
Pereira e de sua mulher, D. Isabel da
Silva, filha de Diogo da Silva, instituidor
de uma Capela em S. Vicente de Fora.
Tiveram 3 filhos.

17. LUCAS NICOLAO TAVARES DA SILVA,


que se segue.

17. DR. JOÃO EVANGELISTA. Cônego


regular de Santo Agostinho, que depois
faleceu Vigário do Socorro, em Lisboa, foi
qualificador do Santo Ofício, Examinador
das três Ordens Militares, Deputado da
Bulla de Cruzada, e um dos maiores
letrados do seu tempo.


 201

17. MIGUEL NUNO SILVA, que passou ao
Brasil, e havendo casado nas Minas,
morreu sem geração. Casou a terceira vez
com D. Thereza Gabriella do Amaral,
natural de Leira, onde se recebeu na
freguesia de Monte Redondo a 29 de
Outubro de 1705; e ela foi batizada na Sé,
a 18 de Março de 1688, filha de Antonio
Castes, e de sua mulher, D. Thedia
Pereira; neta por seu Pai de João Cortes, e
de sua mulher, Andreza Vieira, pela parte
materna neta de Manuel de Almeida
Falcão, superintendente que foi das
participações de Beja, Tenente de Mestre
de Campo General, e Governador de
Serpa, Aranches, e Saramenha, e sua
mulher, D. Maria do Amaral. Tiveram dois
filhos.

17. ANTONIO DO AMARAL DA SILVA,


Sacerdote do hábito de S. Paulo, depois de
haver sido religioso da Trindade.

17. CARLOS MANUEL TAVARES DA


SILVA, cavaleiro da Ordem de Cristo, e
familiar do Santo Ofício, por carta de 16
de Março de 1743. Tirou brasão com as
armas dos Silvas, Azevedos, Coutinhos e
Mellos, a 26 de Março de 1745, do qual se

202
 

prova toda a ascendência que lhe damos
neste título.

17. LUCAS NICOLAO TAVARES DA SILVA,


filho de Francisco Tavares da Silva, e de
sua segunda mulher, D. Julia Máxima da
Silva, nasceu junto à Freguesia do Paraíso,
faleceu em uma quinta junto ao Convento
das Religiosas da Conceição de Laz, a 8 de
Julho de 1750, e por disposição sua foi
sepultado na Igreja das mesmas
Religiosas, onde tinha uma filha. Casou
em Lisboa com D. Maria Magdalena
Trigueiras Samedo e Vasconcellos, filha
de Manuel de Azevedo da Silva, e de sua
mulher, D. Guiomar Rui Grades
Trigueiros, filha de João Trigueiros
Somedo, dos Trigueiros de Torres Vedras,
e de sua mulher, D. Thereza Rui Grades;
neta de João Pereira Trigueiras, e de sua
mulher, D. Guiomar de Alz e Cunha, filha
de Antonio Madeira da Cunha, e de sua
segunda mulher, D. Maria de Siqueira,
instituidores do Morgado de Cadafais;
bisneta de João Trigueiros Pereira,
cavaleiro fidalgo da Casa Real, e de sua
mulher e parenta, D. Isabel Trigueiros, 3ª
neta de Francisco Pereira Semedo, e 4ª
neta de Rui Pereira e de sua mulher, D.
Francisca Trigueiros, a qual era filha de


 203

Sebastião Semedo, e de sua mulher, D.
Brites Trigueiros, dos verdadeiros
Trigueiros e Pereiras deste Reino, como
consta no brasão de seu neto Sebastião
Semedo, de Torres Vedras, e moço da
Câmara do Rei D. Sebastião, passado no
ano 1577. Tiveram dois filhos.

18. MIGUEL NUNO DA SILVA DE


AZEREDO COUTINHO, que por morte de
seu Pai sucedeu na sua casa.

18. MARIA ANNA JOSEFA. Religiosa no


Convento da Luz, no qual professou, em
Fevereiro de 1747, com o nome de Sóror
Maria Anna Josefa de Jesus.

§ 3.

XIV. D. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO,


filha de Belchior de Azeredo Coutinho, e
de sua mulher, D. Antonia de Gouveia,
nasceu no Rio de Janeiro, onde fez
testamento a 20 de Junho de 1692 e
codecílio em 1694, o qual foi aprovado
pelo tabelião José Correa Ximenes e o

204
 

testamento por f. .................... do Couto.
Casada com Manuel de Gouveia, natural
da Vila de Obidos, e Senhor de Engenho
no Rio de Janeiro, como consta do
testamento de sua mulher, filho de João
Gouvêa, e de sua mulher D. Maria de
Obidos, como se prova das inquisições do
seu filho Frei Ignácio de Gusmão. Tiveram
3 filhos.

15. FREI IGNACIO DE GOUVEA, Religioso


Carmelita Calçado, da Província do Rio de
Janeiro, no qual professou em 1688.

15. MANUEL DE GOUVEA, que voltando a


Obidos, morreu casado, e dele não
sabemos outra coisa. Foi filho mais velho.

15. D. THEREZA DE GOUVEA, que casou,


sem a aprovação de seus parentes, com
Antonio Rodrigues de Leão, de quem
houve bisnetos casados.


 205

§ 4.

XIII. DOMINGOS DE AZEREDO


COUTINHO E MELLO, filho quarto de
Marcos de Azeredo, e de sua mulher, D. 15
Fami
la
vol

Maria Coutinho de Mello. Nasceu na I
–
p
145
143


Capitania de seu Avô, onde foi batizado a


18 de Maio de 1596, e vendo que nela lhe
faltavam ocasiões de se poder adiantar no Ângela.
Tino

vol
I
p
239

serviço de seu Monarca por haver amizade
as guerras que ali nos faziam os Bárbaros
Guaranis e Tupiniquins e ditadores do
País, afim de nos ................. o
estabelecimento nela; tendo-se
domesticado algumas aldeias deles, e
havendo se retirado os mais para o
interior dos Sertões, onde todo o seu
cuidado era esconder-se dos portugueses,
passou ao Rio de Janeiro, onde eram mais
freqüentes as embarcações para Portugal,
com o projeto de passar a este Reino,
movido pela esperança de achar todo o
apoio nos ilustres parentes que tinha na
Corte e amplíssimo teatro para as
melhores ações nos dilatados domínios da
Monarquia Espanhola, de que então fazia
parte a de Portugal. E tradição que
estando já embarcado e fora de fazer vella
no dia seguinte para Lisboa, o foi buscar a
bordo Chrispim da Cunha Ferreiro,

206
 

cidadão principal daquela cidade, e
dissuadindo-o da viagem que empreendia,
lhe ofereceu para esposa uma filha,
grandemente dotada. Aceitou Domingos
de Azeredo a oferta, movido das
conveniências do dote, e da qualidade da
esposa, e desembarcou o seu fato,
assentou a sua casa no Rio de Janeiro,
onde se achava vivendo pelos anos de
1645, em que lembrou ao Rei D. João 4º
para o ocupar no descobrimento das
Minas de esmeraldas, que seu Pai
descobrira, mandando o mesmo Senhor a
Duarte Corrêa Vasques Annes, que então
governara o Rio de Janeiro, cuidasse com
a maior diligência no estabelecimento das
ditas Minas, coisa tão importante ao
serviço da Casa e bem dos seus Vassalos, e
ordenando-lhe expressamente que para o
dito efeitos tratasse com os filhos de
Marcos de Azeredo. Em conseqüência
desta ordem, mandada a Duarte Corrêa,
em Carta de 7 de Dezembro de 1644,
tratou este Governador do dito
estabelecimento com Domingos de
Azeredo Coutinho, e o seu irmão Antonio
de Azeredo Coutinho, os quais, vendo que
aquilo era agrado de S. Majestade, se lhe
ofereceram não só para ir ao dito
descobrimento, mas para o fazerem à sua


 207

custa, esperando que o mesmo Senhor
lhes faria ao depois mercês
correspondentes ao seu trabalho e
despesas. Não era para rejeitar esta oferta.
O Governador a aceitou, nomeando o
Capitão descobridor e administrador das
ditas Minas das esmeraldas, e de todas as
mais que pudesse descobrir, e o poder de
levar, às suas ordens, o gentio das Aldeias
que quisessem, e uma companhia de 50
portugueses, e com todos os mais poderes
que S. Majestade havia sido servido
conceder-lhe, com a Administração das
Minas do Estado do Brasil, o que tudo se
prova da Provisão que lhe passou para o
mesmo efeito, dada no Rio de Janeiro a 12
de Agosto de 1645, e registrada nos Livros
da Câmara da Vila da Vitória, a fl. 34, cujo
teor, tirando algumas palavras menos
substanciais, é o seguinte:

“Duarte Corrêa Vasques Annes,


Governador do Rio de Janeiro, e
Administrador das Minas de S. Paulo, e
das mais deste Estado, etc. etc. por quanto
S. Majestade, que Deus guarda, me ordena
por Carta de 7 de Dezembro do ano
passado, que trate com todo o cuidado de

208
 

estabelecimento das Minas de Esmeraldas
que diz haver no Sertão da Capitania do
Espírito Santo já descobertas, por Marcos
de Azeredo e que também foram alguns
religiosos da Companhia de Jesus, e
particularmente o Padre Ignácio de
Siqueira, ordenando-me que trate com os
ditos Religiosos, e com os ditos filhos de
Marcos de Azeredo, a saber Domingos de
Azeredo Coutinho, e Antonio de Azeredo
Coutinho se ofereceram para ir a suas
custas por serviço de Sua Majestade
esperando de Sua Real Grandeza mercês
iguais ao serviço que nisso fizeram,
ajustando me com a dita Carta e Ordem
que o dito Senhor nela me dá, e como
Administrador das Minas deste Estado,
Hey por bem e serviço do dito Senhor de
nomear para o dito descobrimento,
emtabulamento das ditas Minas das
Esmeraldas do Sertão da dita Capitania do
Espírito Santo aos ditos Domingos de
Azeredo Coutinho e Antonio de Azeredo
Coutinho para que em companhia dos
ditos religiosos vão tratar delas; e sendo
caso que para algum impedimento ou falta
de licença não possam ir os ditos
Religiosos, que vão os ditos Domingos de
Azeredo Coutinho e Antonio de Azeredo
Coutinho, a quem em nome de Sua


 209

Majestade concedo faculdade que possam
levar 50 portugueses homens brancos, e os
Gentios das Aldeias que para isso
houverem de mister na forma da dita
Carta de Sua Majestade, e lhes encarrego
da dita diligência com ação em que o
Serviço do dito Senhor vai tão
interessado, de cuja parte lhes manifesto,
que o dito Senhor lhes manda fazer as
mercês que for servir descobrindo a Serra
como na dita Carta declara. Pelo que
ordeno ao Capitão Mor da dita Capitania
do Espírito Santo, e a todos os oficiais de
Justiça, Fazenda e Guerra dêem aos ditos
Domingos de Azeredo Coutinho, e
Antonio de Azeredo Coutinho a ajuda e
favor que lhes seja necessário. Com
combinação e para melhor efeito do dito
entabulamento concedo por esta maneira
que passo aos ditos Domingos de Azeredo
Coutinho, e Antonio de Azeredo Coutinho,
e a cada um em particular, e a ambos
juntos todos os poderes que com
administração das Minas deste Estado Sua
Majestade há servido conceder-me
......................... e as pessoas que forem
ao dito descobrimento, e Índios que os
acompanharem vejam e obedeçam as suas
ordens, e mandados como se fossem, por
mim dadas, e tudo isto assim se entenderá

210
 

no descobrimento das ditas Minas de
Esmeraldas, como nas mais da que
tenham notícia de ouro, prata e outros
gêneros, em que também lhes encarrego
façam diligência ........................

Dado nesta cidade do Rio de Janeiro sob


meu sinal e selo das minhas armas, aos 12
de Agosto de 1645”.

Desempenharam fielmente a promessa


Domingos de Azeredo Coutinho e seu
Irmão, Antonio de Azeredo Coutinho, indo
por vezes ao dito descobrimento como o
atesta o Padre Simão de Vasconcellos.
Porém não correspondeu o sucesso às
esperanças, para que havendo crescido as
matas, se ocultaram desta arte as ditas
Minas, e não foi possível dar com elas.

O Padre Vasconcellos o diz – E depois


deste o Capitão Marcos de Azeredo, que
trouxe quantidade considerável delas, e
por diversos outros tempos fizeram a
mesma jornada seus filhos e outras
pessoas; porém sem efeito por terem os
tempos cegado os caminhos, crescendo o
mato, e escondendo ao homem estas
riquezas.


 211

Casou Domingos de Azeredo Coutinho
com D. Antonia Tenreiro da Cunha,
natural do Rio de Janeiro, filha de *
Chrispim da Cunha Tenreiro, da mais *
nobre família da mesma cidade, como
consta do instrumento de justificação de
Diogo de Azeredo Coutinho o qual
Chrispim da Cunha foi natural de Évora, e Guarani
p.
99

das famílias dos seus sobrenomes,
aparentado também com as de Souza,
Carvalhos, Paes, Ferreiras Falcões,
Vidigaes, os quais eram fidalgos e
comendadores da Ordem de Cristo, como
consta de um brasão que a 8 de Janeiro de
1643 tirou o seu Pai Dr. Francisco Paes
Ferreira, e se conserva no poder de seu
descendente Sebastião da Cunha
Coutinho Rangel, e de sua mulher, D.
Isabel * Velho de Martins, irmã inteira de
Diogo de Maris, 2º Provedor da Fazenda
Famílias‐19
janeiro
vol.
II
p.
519.”.

Real da mesma cidade, ambos filhos * de
Antonio Maris, o Velho, e de D. Isabel
Velho. Tiveram os filhos seguintes, que
são 3. *

212
 

14. CHRISPIM DA CUNHA TENREIRO, que
foi Coronel no Rio de Janeiro, e onde
casou com D. Bárbara da Silva, filha de
.........................

14. MARCOS DE AZEREDO COUTINHO E


MELLO, que se segue.

14. DOMINGOS DE AZEREDO


COUTINHO, que casou com D. Maria
Coelho, filha de ....................... e tiveram
a MANUEL DE AZEREDO, de quem só
sabemos que foi Capitão no Rio de
Janeiro, e não temos notícia de que
casasse e deixasse descendência.

14. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO. *


Apontamento: “p. 333”.

14. D. ISABEL TENREIRO DA CUNHA.

14. D. ANNA TENREIRO DA CUNHA,


mulher de Francisco Machado, teve filhos
que morreram sem geração.

14. D. JOANNA TENREIRO DA CUNHA.

14. D. HELENA DE AZEREDO COUTINHO,


mulher de Antonio Pimenta Tello ou de
Carvalho, tia do Mestre de Campo Manuel
Pimenta Tello. Tiveram a:


 213

15. D. CLARA DE AZEREDO COUTINHO,
mulher de João de Castro Pinto.

15. D. MARIA E D. CANDIDA, que


faleceram sem estado.

14. MARCOS DE AZEREDO COUTINHO E


MELLO. Nasceu no Rio de Janeiro, e onde 1ª
Família

Vol
I
p.
145

foi Capitão e casou com D. Paula Rangel
de Macedo (Irmã inteira de D. Catharina
da Sa. Sandoval, mulher de Francisco
Sodré Pereira, Moço Fidalgo, e Coronel da an.
a.
Latino

vol.
I
p.
239

Infantaria, e filho do Senhor das Águas
Velhas, e de cujo matrimônio descendem
os Sodré, do Rio de Janeiro) filha de João
Gomes da Silva, Capitão de Infantaria e
Governador da Fortaleza de S. Antonio da
Bahia no tempo da guerra dos Holandeses,
e depois havendo passado ao Rio de
Janeiro, Capitão da Fortaleza de S. João
da Barra da mesma cidade, Provedor da
Fazenda Real, e Juiz de Órfãos que serviu
a 28 de Fevereiro de 1632, em que tinha 50
anos de idade, e mais de 26 de assistência
na terra, o que tudo consta de uma
certidão da Câmara da mesma cidade,
passada em seu favor no dito ano, por se
querer a propriedade do mesmo ofício, e
de sua mulher, D. Maria Maris, filha de

214
 

Diogo Maris Loureiro,* segundo Provedor
da Fazenda Real do Rio de Janeiro, (irmão
inteiro de Antonio de Maris Loureiro,
Prelado Administrador daquela diocese,
antes de sua erecção em Bisbado) e de sua
mulher D. Paula Rangel de Macedo (irmã
inteira de Belchior Rangel, que pelos anos
de 1614 era um dos Capitães da Conquista
do Maranhão, debaixo das ordens de seu
Capitão Mor Jerônimo de Albuquerque, e
dele faz menção o Autor dos Anais
Históricos do Estado do Maranhão, desde
o N° 248 até 318, onde se achará um
testemunho de sua qualidade, e também
irmã inteira de Balthazar Rangel de
Macedo, que, casando com D. Joanna de
Souza, filha de Ambrósio de Souza, e de
D. Jarta de Azevedo, e neta de D. Jorge de
Souza, Comendador de Azambuja, e 3º
Avô por varonia de Julião Rangel Souza
Coutinho e seus Irmãos; filha de Julião
Rangel de Macedo, O Velho, Fidalgo da
Casa Real, e Capitão da Conquista do Rio
de Janeiro, em que serviu com muito valor
contra o gentio que naqueles tempos nos
traziam inquietos em repetidos ataques, e
onde vivia pelos anos de 1583, em que por
ausência do Governador e Ouvidor Geral
Salvador Corrêa de Sá, lhe ordenou o Rei
d. Felipe I, de Portugal, que servisse no


 215

lugar do Ouvidor Geral da mesma cidade,
e o que ele obedeceu tomando posse do
dito emprego a 28 de Junho do mesmo
ano, e de sua mulher D. Brites Sardinha,
irmã de D. Pedro Fernandes Sardinha,
primeiro Bispo de todo Estado do Brasil;
bisneta a dita Paula Rangel de Macedo,
por parte de seu Avô, Diogo de Maris, de *
Antonio de Maris, O Velho, primeiro
Procurador da Fazenda Real na mesma
cidade, e de sua mulher Isabel Velho
natural da Capitania de S. Vicente. João
Gomes da Silva tinha passado a militar no
Brasil, era filho de Braz Gomes de
Sandoval, e de sua mulher, D. Helena da
Silva, filha de João Gomes da Silva, valido
del Rei D. Sebastião, e ascendente das
ilustres Casas de Marquez de Alegrete, e
Conde de Tarouca. Nasceram deste
matrimônio os seguintes filhos, que são 6.

15. IGNÁCIO RANGEL DE AZEREDO


COUTINHO, que se segue.

15. D. CATHARINA COUTINHO DE


MELLO. * P. 266

15. D. MARIA COUTINHO DE MELLO. * 273

15. D. PAULA RANGEL DE MACEDO. * 274

216
 

15. D. LUISA GRIMALDI COUTINHO. * 309

15. D. BRITES DE AZEREDO COUTINHO. *


310

XV. IGNÁCIO RANGEL DE MACEDO DE


AZEREDO COUTINHO, nasceu no Rio de
Janeiro, onde foi Capitão e faleceu com 24 na.
Glat.
vol.
4
p.

anos de idade, casou 3 vezes, a primeira 424
445


com a sua parenta D. Isabel Rangel de


Macedo, filha de Amador de Lemos de “363

................. e de sua mulher, D. Isabel
Rangel de Macedo, filha do Dr. Francisco
Affonseca Diniz, e de D. Isabel Rangel de
Macedo *, filha de Catharina Abreu de
Souto Maior, natural da Ilha da Madeira,
moço fidalgo da Casa Real, e de sua
mulher, D. Isabel Rangel de Macedo, filha
de Julião Rangel de Macedo, o Velho, e de
D. Brites Sardinha, dos Rangeis do Rio de *
Pequenas
marcas
na

forma
de
xis,
a

Janeiro. O dito Dr. * Francisco de primeira,
do
lado

Affonseca Diniz, foi natural do Rio de direito
do
texto,

grafado
com
caneta

Janeiro, sobrinho de Pedro Homem de azul
ao
lado
do
nome

“D.
Isabel
Rangel
de

Albernaz, aclamador de D. João IV na Macedo,...”.
A
segunda

marca
está
do
lado

mesma cidade, e por este serviço Prelado esquerdo
ao
lado
do

nome
“Francisco
de

Administrador daquela diocese, foi filho Affonseca
Diniz,...”,

de D. Jorge Fernandes da Affonseca, também
com
caneta

*
Ao
fim
da
página

azul.

consta
a
seguinte

natural de Buracos, Bispado de Coimbra, * anotação
grafada

com
caneta

e de sua mulher, D. Brites da Costa vermelha:
“na.
G.

Latino
vol.
7
p.

168”.



 217

Homem, natural do Rio de Janeiro, neto,
por parte paterna, de Francisca da
Affonseca, natural de Aveiro, e de sua
mulher, D. Juliana Nunes, natural de
Lisboa, e, pela parte materna, neta de
Aleixo Manuel, natural da Ilha do Fayal, e
de sua mulher, Francisca da Costa
Homem, natural da Ilha da Terceira. Não
teve descendência do primeiro casamento.
Casou segunda vez com Victória Maciel
Tourinho, filha de .............................
Tiveram 4 filhos, a saber:

16. ESTEVÃO RANGEL DE AZEREDO


COUTINHO, que se segue.

16. MARCOS DE AZEREDO COUTINHO,


que casou em Campos dos Goitacazes. *
Anotação em caneta vermelha: “an. Glat. vol 4 p. 442”.

16. ANTONIO AZEREDO COUTINHO,


morreu sem geração.

16. D. ÚRSULA DE AZEREDO COUTINHO,


mulher de João Dias de Espínola.
Morreram sem geração. Casou a terceira
vez com a sua prima irmã D. Isabel de
Azevedo Coutinho, filha de Luiz Cabral de
Távora, e de sua tia, D. Isabel Tenreiro da

218
 

Cunha. Deste casamento não teve
descendência

XVI. ESTEVÃO RANGEL DE AZEREDO


COUTINHO. Nasceu no Rio de Janeiro, no
lugar a que chamam Pendotiba. Casou
com D. Catharina de Sá Leão, batizada na
Freguesia da Vila de S. Antonio de Sá,
filha de Domingos de Sá Leão, e de D.
Maria de Barros, filha de Domingos de
Barros, e de D. Cecília Freire Ribeiro, filha
de Francisco Freire Ribeiro, e de D.
Catharina Pimenta.
an.
Glat.
vol
4
cyclo

424

Tiveram 3 filhos:

17. IGNÁCIO RANGEL DE AZEREDO


COUTINHO, que casou com D. Isabel
............... e parece que faleceram sem
geração.

17. DOMINGOS DE LEÃO SÁ, que no ano


de 1747 estudava no Seminário de Belém
na Bahia.

17. JOSÉ.


 219

§ 5.

XV. D. CATHARINA COUTINHO DE


MELLO, filha de Marcos de Azeredo
Coutinho de Mello, e de D. Paula Rangel
de Macedo, casou no Rio de Janeiro (onde
faleceu) com Luis de Barcellos Machado,
Senhor de Engenho Velho em Meriti, e de
muitas fazendas de gado nos Campos de
Goitacazes, no lugar que chamam Capivari
Furado; filho de Jozé de Barcellos
Machado, O Velho, e de sua mulher D.
Bárbara de Madureira; neto, por parte
paterna, de Luiz Barcellos Machado, O
Velho, neto, por parte materna, de
Antonio de Madureira, natural de
Vimioso, de onde passou ao Brasil, e
depois de viúvo de D. ................... de
Maria, filha de ................... que foi
religioso da Companhia de Jesus. Era filho
de Gonsalo Vaz do Rego, e de sua mulher,
D. Maria de Madureira, filha de Antonio
Des de Madureira, e de sua mulher,
Antonia Garcia de Gamboa. E o dito
Gonsalo Vaz do Rego, filho de outro de
seu nome e sobrenome, e de sua mulher,
Isabel Velho, o que tudo se prova de um
instrumento de sua ascendência, feito no

220
 

Rio de Janeiro a 12 de Dezembro de 1714,
pelo Frei Antonio de Madureira de Jesus,
Religioso Carmelita Calçado, o qual era
irmão inteiro de João de Madureira
Machado, Senhor de Engenho de
Madureira no Riachão, e filhos ambos de
Ignácio de Madureira, irmão inteiro de
Luis de Barcellos Machado, marido de D.
Catharina Coutinho de Mello.

Tiveram deste matrimônio, entre outros


filhos, a 4, que são os seguintes, faltando-
nos notícias dos outros.

16. JOSÉ BARCELLOS MACHADO, que se


segue.

16. D. BARBARA DE MADUREIRA, mulher


de José de Moura Côrte Real, natural do
Rio de Janeiro, Capitão Mor Governador
da cidade de Assumpção de Cabo Frio,
Senhor de Engenho de Parati, no
recôncavo, e irmão do Frei João de Moura,
religioso reformador de S. Francisco do
Rio de Janeiro. Sem geração.

16. D. PAULA RANGEL DE MACEDO.

16. IGNÁCIO DE MADUREIRA MACHADO,


que sucedeu a seu Pai no Engenho Velho
em Meriti, em que morreu. Casou com D.


 221

Thereza Maciel, filha de João Velho
Barreto, Senhor de Engenho da Pavuna, e
de sua mulher, D. Maria Tourinho; de cujo
matrimônio sabemos só que teve dois
filhos.

17. JOÃO VELHO BARRETO, que viveu em


1754. Senhor do Engenho Velho, de Meriti,
casou com D. Sebastianna, de quem só
sabemos que é sobrinha de João Areas de
Aguirre, Senhor de Engenho em Portella,
e Mestre de Campo do Regimento dos
Auxiliares do Rio de Janeiro e de sua
Comarca.

17. D. ................., mulher de João de


Abreu de Vargas.

XVI. JOSÉ BARCELLOS MACHADO.


Sucedeu na casa e morgado de Capivari
Furtado que o seu Pai instituíra nos
Campos dos Goitacazes, onde viveu.
Casou com D. Barbara .................... .
Tiveram a:

222
 

XVII. CAETANO DE BARCELLOS
MACHADO, que sucedeu na casa, e
morgado e casou com D. Luisa Pinto de
Sampaio, filha de ............ Tiveram a:

XVIII. JOÃO JOSÉ DE BARCELLOS


MACHADO, que por morte de seu Pai
sucedeu na casa e morgado de Capivari
Furtado. Casou no Rio de Janeiro com D.
Francisca, filha de José Lins Sayão,
Cavaleiro da Ordem de Cristo, fidalgo da
Casa Real, e faleceu na Capitania das
Minas Gerais, e era Coronel de Cavalaria
de Auxiliares, e Secretário do Governo das
mesmas Minas, natural de Lisboa, e de sua
mulher, D. Catharina de Velasco, filha de
Domingos Rodrigues Távora, Tenente
Coronel de Ordenanças da mesma cidade,
e de sua mulher, D. Francisca Mauricia de
Velasco, filha de João Pinto de Affonseca,
Sargento Mor de Infantaria, e de sua
mulher, D. Catharina de Velasco, filha de
D. Fernando de Mulina Velasco, a qual era
neta, pela parte paterna, de D. João de
Mulina, natural de Castella, de onde
passou a Portugal, com o emprego de
Auditor Geral de Gente de Guerra de
Lisboa.


 223

§ 6.

XVI. D. PAULA RANGEL DE MACEDO,


filha de D. Catharina Coutinho de Mello, e
de Luis de Barcellos Machado. Casou com
José Barreto de Faria, Senhor de Engenho
do Rio Grande, e Padroeiro da Capela do
Senhor dos Passos no Convento do Carmo,
onde jaz sepultado em Jazigo próprio, e
para seus descendentes, filho de Francisco
Barreto de Faria, também Senhor de
Engenho, e natural da mesma cidade,
onde casou com D. Isabel Velho Maris,
irmã inteira de D. Anna Tenreiro da
Cunha, mulher de Domingos de Azeredo
Coutinho, neto de Diogo de Faria, natural
de Lisboa, de onde passou ao Rio de
Janeiro; foram frutos deste matrimônio os
seguintes 3 filhos:

17. D. IGNÁCIA DE AZEREDO COUTINHO,


mulher de seu parente José de Azeredo
Coutinho de Macedo, Senhor de Engenho
do Rio Grande, e Capitão da Companhia
da Nobreza do Rio de Janeiro, e havendo
durado somente dez meses a sua união
por haver ela falecido depois do dito
tempo, foi fruto deste matrimônio um
filho.

224
 

17. D. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO,
mulher de seu parente Sebastião Martins an.
G
Latino
vol.

.ano
7
p.
169

Coutinho Rangel, irmão de seu cunhado
José Azeredo Coutinho de Macedo,
Senhor de Engenho e Capitão da Nobreza an.
Gen.

antes do dito seu Irmão. Tiveram 4 filhos, Latino
vol.

7
p.
168”

a saber:

18. JOZÉ BARRETO DE FARIA, religioso


carmelita calçado, com o nome de Frei
José de Santa Isabel.

18. VASCO FERNANDES COUTINHO.

18. D. BRITES ISABEL DE MARIZ, mulher


de seu Primo João Maris da Silva *,
Tenente de Cavalaria no Rio de Janeiro,
onde nasceu.

18. D. BARBARA DE MADUREIRA, mulher


de seu primo, Sebastião Gomes Pereira,
Senhor de Engenho de Paetendiba,
Tenente da Companhia da Nobreza.


 225

17. D. CATHARINA COUTINHO DE
MELLO, mulher de Egas Moniz da Silva,
fidalgo da Casa Real, Senhor de um
morgado em Torres Vedras, dos quais foi
filho João Muniz da Silva, que sucedeu no
mesmo foro e morgado de seu Pai, e casou
com a sua Prima Irmã D. Brites Isabel de
Maris.

§ 7.

XV. D. MARIA DE MELLO COUTINHO,


filha de Marcos de Azeredo Coutinho, e de
D. Paula Rangel de Macedo, casou com
Sebastião Gomes Pereira, que foi Senhor
de uma casa opulenta no Rio de Janeiro, e
dele não temos mais notícia. Tiveram a:

16. JOÃO GOMES PEREIRA, em quem se


continua a família.

16. MARCOS DE AZEREDO, que foi


religioso da Companhia de Jesus.

16. FR. SEBASTIÃO DOS MÁRTIRES,


religioso dos reformados de S. Francisco
da Província do Rio de Janeiro.

226
 

16. FR. MANUEL DA VISITAÇÃO, religioso
Carmelita Calçado e Prior do seu
Convento no Rio de Janeiro.

XVI. JOÃO GOMES PEREIRA, filho de D.


Maria de Mello Coutinho e de Sebastião
Gomes Pereira. Foi Senhor de Engenho da
Paetendiba e Tenente da Companhia da
Nobreza.

17. JOSÉ GOMES PEREIRA.

17. D. MARIA DE AZEREDO COUTINHO.

17. D. ANNA DE AZEREDO COUTINHO.

17. D. ANTONIA DE AZEREDO


COUTINHO.

17. D. BRITES DE AZEREDO COUTINHO.

§ 8.

XV. D. PAULA RANGEL DEMACEDO, filha


de Marcos de Azeredo Coutinho * e de sua 259


mulher, D. Paula Rangel de Macedo, casou


no Rio de Janeiro, com Domingos Pereira “.an.
G.
Latino

vol.
ano
7.
p.
267



 227

da Silva, natural de Lisboa, onde foi
batizado na Freguesia de Madalena, o
qual passou àquela cidade com patente de
Capitão de Infantaria de sua guarnição.
Foi Senhor de Engenho de Itauna, e teve
boa casa, tratando-se com luzimento, e
como qualquer dos cavaleiros principais
daquela cidade, e serviu nos empregos
civis de república, o que tudo provou seu
filho nos anos de 1703, de que se lhe
passou instrumento que se acha no
Cartório da Nobreza, onde ele o meteu por
ocasião do Brasão que tirou. Era filho de
Paulo Fernando Pereira, e de sua mulher,
D. Maria Francisca da Silva. Faleceu no
Rio de Janeiro a 22 de Maio de 1698, e jaz
sepultado no Colégio da Companhia de
Jesus da mesma cidade, como Irmão que
era dela, em cuja sepultura se sepultou
também sua mulher, D. Paula Rangel de
Macedo, que faleceu a 16 de Agosto de
1680. Tiveram a:

16. CLEMENTE PEREIRA DE AZEREDO


COUTINHO, que se segue.

16. D. ANDREZA DE GRIMALDI


COUTINHO, mulher de Constantino de
Paiva Pereira, com quem se recebeu no 1

228
 

de Outubro de 1700, o qual era filho de
Estevão de Oliveira Vargas, pessoa muito
principal daquela terra, e havendo as
Minas, tiveram descendência de quem nos
falta notícias.

XVI. CLEMENTE PEREIRA DE AZEREDO


COUTINHO, filho de D. Paula Rangel de
Macedo, e de Domingos Pereira da Silva,
nasceu no Rio de Janeiro, a 23 de Outubro
de 1673, foi batizado na Freguesia de
Nossa Senhora da Candelária, sendo seus
padrinhos Luiz de Barcellos Machado e D.
Maria de Oliveira. Foi Senhor de Engenho
de Itaúna e Guaxindiba, sitos na Freguesia
de S. Gonsalo da outra parte da enseada
do Rio de Janeiro, e nas Minas Gerais,
para onde se passou depois do ano de
1709, e foi Senhor de Engenho do Arraial
da Velha, junto à Vila Real, e Nossa
Senhora da Conceição, chamado
vulgarmente de Sabará, da qual foi *
Capitão Mor, e em que se achava pelos
anos de 1715, em que fez testamento, a 17
de Fevereiro. Tirou Brasão com as armas
dos Azeredos e Coutinhos no ano de 1717,
o qual se acha registrado no Cartório da
Nobreza. Faleceu no ano de 1739 no seu


 229

Engenho de Itaúna. Casou a 16 * de Abril
de 1698, dias antes do falecimento de seu
Pai, na Igreja de Nossa Senhora d’Ajuda,
com D. Helena de Andrade de Souto
Maior, irmã inteira de José de Andrade,
Senhora da Casa, e Engenho de Gericinó,
sendo seus Padrinhos seu meio irmão
Ignácio de Souza Pereira, e D. Francisca
da Ponte Maciel, e D. Ignez de Andrade de
Souto Maior, irmãs inteiras de seu sogro.
Os Pais de D. Helena foram Ignácio de
Andrade de Souto Maior, e D. Anna de
Alanção e Luna, natural de S. Paulo. Era
ela filha de Ignácio de Andrade de Souto
Maior, Senhor da mesma Casa, e Senhor
do Engenho de Gericinó, Pedra d’Água,
Novo, Meriti e outros, em que completava
o número de sete, que fazia de sua casa
uma das de mais opulência daquela
Capitania, o qual houve a sua filha D.
Helena de Andrade, de sua mulher, D.
Anna de Alanção e Luna, natural da
cidade de S. Paulo. Foram Avós paternos
de D. Helena, Ignácio de Andrade
Machado, natural da Vila de Praia, na Ilha
Terceira, e das famílias dos seus apelidos
da mesma Ilha; o qual passou ao Rio de
Janeiro onde foi Capitão, Senhor do
Engenho da Pedra, e teve boa casa, e de
sua mulher, D. Helena de Souto Maior

230
 

Cardoso, natural do Rio de Janeiro, a qual
sobreviveu o seu marido, e por assistir no
seu Engenho da Pedra foi muito conhecida
pela circunstância de a chamarem de
Viúva da Pedra. Por parte de seu Avô
paterno, Ignácio de Andrade Machado,
era D. Helena bisneta de Antonio
Fernandes Botelho, natural da dita Vila da
Praia, morador no lugar das Fontainhas,
onde tinha as suas fazendas, e de sua
mulher, Francisca de Ponte Maciel, pela
qual foi terceira neta de Diogo da Ponte
Maciel, e de sua segunda mulher,
Catharina Gaspar Machado, por quem
vinha a ser quarta neta de Gaspar
Gonsalves Machado, Senhor do lugar
Ribeira Seca, na mesma Ilha, e da sua
segunda mulher, Clara Gil Fagundes, filha
de Gil de Borba, e de sua mulher, Beatriz
Rodriguez Fagundes, quinta neta, pelo
dito Gaspar Gonsalves Machado, de
Gonsalo Annes de Affonseca, natural de
cidade de Lages, no Reino de Algarve,
fidalgo da Casa do Infante D. Henrique, e
de geração e varonia de Affonseca, o qual
passou a Ilha Terceira, no ano de 1450,
com seu primeiro donatário, Jacome de
Borges, que o havia convidado àquela
povoação com promessa de uma grande
data de terra, a qual fielmente satisfez


 231

naquela parte da Ilha que hoje chamam
Paul das Barcas, de que ele tomou posse, e
ficando na mesma Ilha fundou o lugar de
Ribeira Seca, de que alguns a apelidaram,
chamando-o Gonsalves Annes de Ribeira
Seca, e outros apelidaram chamando-o
Gonsalo Annes de Lagos, da Pátria em que
nasceu, foi Governador da Capitania da
Praia, por ausência do seu donatário. Foi
um dos mais nobres povoadores que
entraram naquela Ilha, sendo naqueles
tempos tão qualificados os que concorriam
a povoar países que se descobriram de
novo. Depois de ter tomado posse das suas
terras, voltou Gonsalo Annes a Lisboa,
para conduzir a aquela Ilha a sua mulher,
Maria Annes de Andrade Machado. Gaspar
Gonsalves nasceu pouco depois de chegar
com a circunstância de ser o primeiro
homem que nasceu em toda Ilha. Mecia
Annes de Andrade Machado foi filha de
Dr. João Machado, natural de Lisboa, o
qual também passou a mesma Ilha, de que
teve o Governo político e civil por espaço
de 47 anos; neta de Pedro Machado, do
Conselho do Rei, e seu Desembargador do
Paço, o qual foi filho de João Esteves da
Vila Nova, Alferes Mor do Rei D. João, de
boa memória, e de sua mulher, Leonor
Gonsalves Machado, Irmã inteira de D.

232
 

João Machado, Bispo de Coimbra, que
trasladou os ossos da mãe de Santo
Antonio, de quem era parente, por ela
proceder também dos Machados, da parte
de fora, em que estavam, para dentro da
Igreja de S. Vicente de Fora, filhos de
Álvaro Gonsalves Machado, Governador
das Justiças do Reino, e com a mesma
ascendência dos Machados, Senhores de
Entre Homem e Cavallo, que depois foram
Marqueses de Monte Belo, o que assim
justificou Diogo de Barcellos Machado no
ano de 1533, para tirar o seu Brasão. Por
parte de sua avó paterna, D. Helena de
Souto Maior, era D. Helena de Andrade
bisneta de Belchior da Ponte Maciel,
natural da Ilha Terceira, e Senhor de uma
quinta no lugar do Porto Martim, o qual
também passou ao Rio de Janeiro, e de
sua mulher, Ignez Gonsalves Serra, filha
de Pedro Affonso e de sua mulher, Maria
Serra de Pedro Martins, morador da Ilha
da Madeira, e de sua mulher, a terceira
neta de Roque da Ponte Maciel, e de sua
mulher, Maria Álvares Cardoso Gonsalves
de Souto Maior, a quem chamaram o
Cavaleiro, por sua qualidade, e de sua
mulher, Margarida Cardoso, filha de
Henrique Cardoso, natural de Lamego, o
qual passou a Ilha Terceira


 233

acompanhando a sua irmã, Ignez Martins
Cardoso, mulher de Álvaro Martins
Homem, primeiro Senhor e Capitão da
Praia, onde casou com Beatriz Affonso
Homem, e eram filhos de Martim Annes
Cardoso, fidalgo da Casa dos Infantes, da
antiga Casa dos Senhores da Honra de
Cardoso, em Lamego; quarta neta do
mesmo Diogo de Ponte Maciel, de quem já
acima falamos, o qual viveu no lugar de
Beljardim de S. Caetano, saindo da Vila da
Praia, onde teve as suas fazendas, e de sua
primeira mulher, Margarida Coelho.
Finalmente, quinta neta de João da Ponte,
Senador de Angra, assim chamado por ser
um dos três Senadores que levou consigo
para a dita Ilha, Jacome de Bruges, para
que com o seu Conselho de dirigisse o
Governo dela.

Por parte de sua mãe, D. Anna de Alanção


e Luna, era a mesma D. Helena de
Andrade Souto maior, neta de D. João
Matheos Rendorre de Quevado e Luna,
*fidalgo castelhano, natural da cidade de
Coira, de onde passou ao Brasil em
socorro da Bahia, que se achava tomada
pelos holandeses, embarcando na armada

234
 

do General d. Fradique de Toledo, que
saiu do porto de Cádiz para o da Bahia no
ano de 1625, com a praça de soldado raso,
em que vencia mais de três escudos por
mês, além do soldo ordinário, em atenção
à sua qualidade. Retomada a Bahia,
passou à cidade de S. Paulo, em serviço da
coroa, e depois de se achar casado nela
serviu na restauração de Pernambuco
contra os mesmos holandeses, com uma
companhia à sua custa. Foi sua mulher D.
Maria Bueno da Ribeira, *natural da
cidade de S. Paulo, pela qual vinha a ser
D. Helena de Andrade Souto Maior
bisneta de Amador Bueno da Ribeira,
natural da mesma Capitania, Capitão Mor,
Governador, Provedor da Fazenda Real,
Administrador Geral das Aldeias do
Padroado, e Ouvidor Geral da mesma
Capitania, de que tomou posse a 11 de
Fevereiro de 1627, vassalo tão fiel que,
havendo sido aclamado Rei, pelo povo
daquela Capitania, ele não consentiu,
gritando, a evidente perigo de sua vida,
que só vivesse o Senhor D. João IV, seu
Rei e Senhor, e que pela fidelidade de
vassalo queria morrer na sua defesa, de
que tudo se fez assento que se conserva no
Livro da Câmara da Vila de S. Vicente,
cabeça de toda a Capitania; e de sua


 235

mulher, D. Bernarda Luiz Camacho, pela
qual era D. Helena de Andrade Souto
Maior terceira neta de Domingos Luis,
Cavaleiro da Ordem de Cristo, Fundador e
Padroeiro da Igreja da Nossa Senhora da
Luz, da mesma cidade de S. Paulo,
chamado vulgarmente o Carvoeiro, por
haver nascido em Santa Maria do
Carvoeiro de Portugal, de onde passou ao
Brasil, e de sua mulher, Anna Camacho,
pela qual era quarta neta de Gonsalo
Camacho, natural de Portugal, e de sua
mulher, Catharina Ramalho, filha de João
Ramalho, natural de Boazelas, Comarca
de Vizeu, * Capitão Mor, e Alcaide Mor da
Vila de Santo André, primeira povoação
de Serra acima, o qual testou em 1580, e
faleceu em S. Paulo, com mais de 120 anos
de idade. Por parte de seu Bisavô, Amadeo
Bueno da Ribeira, foi 3º neto de
Bartholomeo Bueno da Ribeira, natural de
Sevilha, de onde passou a São Paulo em
que se acha, no ano de 1599, com o seu Pai
Francisco Ramires de Torre, *e de sua
mulher, Mecia Pires, filha de Salvador
Pires, e de sua mulher, Mecia Fernandes,
chamada pelos Índios da Terra, Messiuça,
que quer dizer Mecia, A Grande, e neta de
Salvador Pires, natural da cidade do
Porto, em Portugal, e de Maria Rodriguez,

236
 

natural da mesma cidade do Porto, filha
de Garcia Rodriguez e de Isabel Velho;
bisneta de João Pires, o Gago, natural da
mesma cidade, em Portugal, que passou
deste Reino a São Paulo, já viúvo, levando
consigo seus filhos Manuel Pires, e
Salvador Pires, e na cidade de São Paulo
fundou a Casa de Misericórdia, e o altar
de Santo Cristo no Colégio dos Padres da
Companhia, e foi progenitor da família
Pires em São Paulo, tão distinta naquela
cidade que alcançou um Alvará de S.
Majestade de para que só ela e a dos
Camargos pudessem servir na Câmara da
mesma cidade, para melhor dizer que um
membro de cada uma destas duas famílias
fizesse parte da Câmara. Por seu Avô D.
João Matheos Rondon e Sra. Era D.
Helena de Andrade Souto Maior bisneta
de D. Pedro Metheos *Rondom, Regedor e
Alcaide Mor da Vila de Olanha pelo estado
de fidalgo, e de sua mulher D. Magdalena
Clemente de Alanção Cabeça de Vaca, os
quais eram fidalgos notórios de vingar 500
soldos segundo os foros da Espanha, e as
famílias de Rondom, que não cede, a de
Luna, Alanção e Cabeça de Vaca tão
ilustres na Espanha como é notório, o que
tudo consta de uma justificação feita em
Madrid no ano de 1639 perante o Alcaide


 237

D. Gregório Lopes de Mendicadal, sendo
escrivão Eugênio Lopes a requerimento de
D. José Rondom de Luna e Quevedo, outro
filho seu que estava para passar esse ano
ao Brasil, ao qual se passou Instrumento
de lá que se conserva o original em poder
de José de Andrade de Souto Maior pelo
ano de 1746. Nasceram deste matrimônio:

17. D. ANNA DE ALANÇÃO E LUNA, que


nasceu a 21 de Abril de 1699, dia em que
caiu aquele ano na 2ª oitava de Páscoa,
sendo a hora de seu nascimento a meia
noite, foi batizada na Freguesia de Nossa
Senhora da Candelária pelo Vigário do
Padre Thomé de Freitas; Padrinho Luis
Telles Barreto de Menezes, seu Primo, e
sua Tia D. Francisca de Ponte Maciel.
Casou com Bento Rodriguez de Andrade,
natural ................... e Sargento Mor. Sem
geração.

17. D. HELENA DE ANDRADE DE SOUTO


MAIOR COUTINHO, que se segue mais
abaixo.

17. IGNÁCIO, que faleceu apenas nascido.

17. CARLOS, que faleceu apenas nascido.

238
 

17. CARLOS DE AZEREDO COUTINHO,
que nasceu às 7 horas da manhã do dia 17
de Fevereiro de 1705, foi batizado na casa
dos Pais, na sua Capela, pelo Padre
Gregório Caldeira de Mello; Padrinho
Constantino de Paiva Pereira, marido de
sua Tia, D. Andreza de Grimaldi, e sua
Irmã, D. Antonia de Alanção e Luna.
Faleceu ainda solteiro, e sem geração, no
ano de 1739, quinze dias depois de ter
falecido seu Pai.

17. D. IGNÁCIA DE ANDRADE DE SOUTO


MAIOR, nasceu ao romper do dia a 20 de
Junho de 1709, foi batizada na mesma
Capela de seus Pais, no Engenho Itaúna,
pelo mesmo Vigário Gregório Caldeira de
Mello; padrinhos João de Souza Pereira, e
D. Maria Coutinho, Tia de seu Pai, e viveu
solteira, em companhia de sua Irmã, D.
Helena.

17. D. HELENA DE ANDRADE DE SOUTO


MAIOR COUTINHO, do N° 17 *acima 306

mencionada, filha de Clemente Pereira de
Azeredo Coutinho e de D. Helena * de
Andrade Souto Maior do N° 16, § 8,nasceu
no seu Engenho de Itaúna a 30 de
Setembro de 1700 e foi batizado na
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de


 239

Magé, pelo Vigário Antonio Gomes
Homem, sendo seu padrinho Paulo
Martins da Gama, e as sua Tia D. Andreza
de Grimaldi. Casou no Rio * de Janeiro.
Casou com Manuel Pereira Ramos, cujo
recebimento se fez na casa deste a 16 de
Agosto de 1721, sendo padrinhos Ayres
Saldanha de Albuquerque, Governador
atual da mesma cidade, e Manuel Corrêa
Vasques. Nasceu Pereira *Ramos no Rio
de Janeiro, em que foi batizado na
Freguesia da Sé, a 5 de Abril de 1682. Seus
Pais o fizeram aplicar aos estudos que ele
seguiu com aproveitamento, e teria feito
aos maiores progressos pelo excelente
talento de que a natureza o dotou, se os
continuasse a seguir até ciências maiores.
Porém as riquezas das Minas, que naquele
tempo atraiam não só aos que viviam a
muita distância das Minas, não podiam
deixar de produzir nele muito efeito.
Deixou os estudos, e passou a Minas
Gerais, onde viveu muitos anos, possuindo
muitas horas, e fazendas rendosas, foi
Capitão de Infantaria, e com esta patente
serviu onze anos, baixando com ela das
Minas em que se achava em socorro da
cidade do Rio de Janeiro, invadida por
franceses no ano de 1713, acompanhando-
o Antonio de Albuquerque Coelho,

240
 

Governador das Minas e General do
mesmo socorro. Foi Capitão Mor da Vila
do Ribeirão do Carmo, hoje cidade de
Mariana, instituído no lugar do seu
nascimento, fechou o seu assento nos seus
engenhos de Marapicú e Cabuxú, havendo
conservado o que possuía em Minas, o do
Garma, que depois alienou pela
dificuldade da administração. Ali todo o
seu cuidado foi aumentar as suas fazendas
para deixar um bom patrimônio a seus
filhos, obrigando o Governador do Rio de
Janeiro, na ocasião das últimas guerras
da Colônia, e todos os paisanos a
aparecerem na cidade, e passarem mostra
nos seus regimentos, e causando-lhe esta
ordem detrimento por haver de tirar do
seu serviço durante o tempo das mostras
muitos homens que ele trazia ocupados no
serviço e na administração de suas
fazendas, requereu ao Governador
referido, pedindo que lhe fizesse isentá-
los e dispensá-los da execução de sua
ordem. Concedendo-lhe o Governador o
que pediu como condição que eles se
encarregariam de arregimentar todos os
moradores da Freguesia da Nossa Senhora
da Conceição de Marapicú e Juari, e
faculdade de formar companhias e
nomear-lhes os capitães, para estarem


 241

prontos à servir na defesa daquela cidade
se ocasião se pedisse, para cujo efeito lhe
passou patente de Capitão Mor daquele
distrito, que se compreendia nos limites
das duas referidas Paróquias. Aceito o
encargo para seguir a isenção que
pediram, e passando mostra em suas
milícias achou muitos daqueles moradores
sem armas. Não pode sofrer o seu coração
que se conservassem assim. Mandou
comprar espingardas, que o mesmo
Governador depois ajustou a instância
sua, e distribuiu-as gratuitamente pelos
que achou desarmados. Fundou a
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição
de Marapicú, em benefício de todos que
habitavam nas suas terras, olhando mais
para o bem comum daquele povo que para
as comodidades de sua família; pois
podendo edificar a Freguesia que fundou
contigua à sua cãs, para lhe servir ao
mesmo tempo de Capela, pelo contrário, a
erigiu em distância dela, que ao depois lhe
foi necessário fundar uma Capela para a
sua família, que consagrou a Nossa
Senhora de Guadalupe. Não satisfeito de
haver edificado a Freguesia à sua custa,
passou a constituir-lhe seu dote, dando-
lhe com este título 50 braças de terra
vizinha à mesma Igreja e obrigando-se a

242
 

dar o azeite necessário para a sua lâmpada
por um contrato feito com o Bispo daquela
diocese, ficando ele com o padroado e
sepulturas, e tribuna da mesma Freguesia
para si e seus descendentes. Tem uma
grande instrução de história sagrada, que
deve a uma continuada lição da Bíblia, da
qual se diverte de quando em quando a
sua lição para os poetas latinos,
principalmente Virgílio com quem gasta
alguma parte do tempo ocioso.
Familiarizou-se bastante com as Musas,
das quais é favorecido quando se lhe faz
necessário o seu influxo. A sua
conversação é agradável pelas notícias
com que sabe adorná-la, o ânimo tão
sincero e tão revestido de tanta bondade
como o experimentam todos os moradores
da Freguesia em que vive, entre os quais
ele conserva a boa harmonia, e a paz,
acomodando com a sua autoridade as
dissenções que se excitam entre eles, e
expulsando daquele distrito os que
perturbam o sossego com que ele quer que
todos vivam nas suas terras, por cujo
motivo o chamam ali seu Juiz
Conservador. É * filho de Thomé Álvares
do Couto Moreira, e de sua mulher D.
Michaela Pereira de Faria e Lemos. Neto
pela parte paterna de outro Thomé


 243

Álvares de Couto Moreira, e de sua
mulher, D. Maria de Araújo. Este Thomé
Álvares do Couto Moreira nasceu na
quinta do Zenha, de que seus Pais eram
Senhores, na Freguesia de S. Salvador de
Moreira do Conselho de Maia, Bispado do
Porto e foi Senhor das Quintas de Eirado,
Realheiros, e do Praso de Nicontes, do que
se lhe fez empregamento no ano de 1688,
por escritura que fez João de Brito,
Tabelião daquela Comarca, no dito ano, e
por uma morte que fez, se retirou para o
Rio de Janeiro, onde depois faleceu,
havendo mandar vender tudo que possuía
em Portugal, e feito passar àquela cidade
a sua mulher, e alguns filhos que tinha
dela antes de se haver passado à América.
De sua descendência se acharam as
memórias em título de Couto Moreiras, do
Porto. Por parte de sua Mãe é neto de
Francisco de Lemos de Faria, natural da
Ilha do Fayal, e de sua mulher, D. Isabel
Pereira de Carvalho, filha de Gaspar de
Carvalho, Senhor de Engenho de
Pendotiba no Rio de Janeiro, e de sua
mulher Margarida Gomes de Oliveira, de
Capitania do Espírito Santo, e filha de
Antonio de Carvalho, e de sua mulher
Camila Jorge, dos primeiros povoadores
da mesma Capitania. Bisneto de Gaspar de

244
 

Abreu Lima, e de sua mulher, D. Maria
Faria e Lemos, pela qual é 4º neto de
Manuel de Lemos e Faria, irmão inteiro de
Gaspar de Lemos e Faria, Capitão de
Infantaria da Ilha do Fayal, o qual testou
na Vila de Horta, da mesma Ilha, no ano
de 1587 (dispondo que o enterrassem na
cova de seu bisavô Pedro de Lemos e
Faria, o Velho, o qual foi um dos primeiros
povoadores que passaram à Ilha do Fayal,
não só pela antiguidade de seu transito,
mas também pela qualidade de seu
sangue, porque do brasão de seu neto
Pedro de Lemos e Faria, tirado no ano de
1575, se declara que era homem fidalgo, e
o seu filho Pedro de Lemos e Faria se acha
filiado e matriculado entre os fidalgos da
Casa de Sua Majestade, como sobrinho de
D. Álvaro da Costa, de quem são
descendentes por varonia os Condes de
Sousel, e os Armeiros Moraes do Reino, e
por fêmea todas as Casas e Mestres, e da
primeira grandeza do Reino. Era o dito
Pedro de Lemos e Faria, o Velho, filho de
Luiz Annes de Faria, 5º neto por varonia
legítima do famoso Nuno Gonsalves de
Faria, progenitor dos Farias, e bem
conhecido nas Histórias e Nobiliários do
Reino, pela famosa defesa do Castelo de
Barcellos, e de sua mulher, D. Brites de


 245

Lemos e Siqueira, filha de João Gomes de
Lemos, 2º Senhor de Frota, e ascendência
dos que hoje possuem a mesma casa. A
descendência que Pedro de Lemos de
Faria, O Velho, deixou no Fayal, difundiu-
se depois para outras ilhas, nas quais se
aliaram nos filhos e netos com a primeira
nobreza delas, como se pode ver no Padre
Cordeiro, Livro 6, página 326, N° 224, e
Livro 7, página 439, N° 43, e Livro 8,
página 462, N° 31. O mesmo atesta
Jeronymo de Brum e Silveira, Capitão Mor
atual da Ilha do Fayal, o qual havendo se
lhe pedido notícias desta família, deu o
seguinte: Os Lemos e Farias são dos
primeiros povoadores da Ilha do Fayal e
da Governança dela, e como tais
estimados dos seus primeiros donatários
como se vê do testamento de D. Francisca
Côrte Real, filha de Jorge da Orta,
segundo donatário, e de sua mulher, D.
Isabel da Côrte Real, a qual D. Francisca
diz no seu testamento feito no 1 de
Dezembro de 1538 – por conhecer Jorge
Peixoto, e Christovão de Lemos são
homens de boa consciência e bom viver,
confio eu minha alma, e os faço meus
herdeiros e testamenteiros – o qual
testamento se encontra nos Resíduos,
Tomo da Prsor. Fl. 259, e o mesmo Jorge

246
 

de Orta, segundo donatário, testou em
1549 (dito Tomo fl. 273) a favor do dito Pe.
de Lira de Mendonça, varão desta família,
a quem deixou a sua terça, que corre em
um dos ramos de Lemos. Destes Lemos,
aliados com outras famílias nobres, têm
saído pessoas ilustres em Armas e em
Letras, como foi o Arcebispo de Goa, D. Fr.
Christovão de Lemos, de quem faz menção
o Padre Cordeiro, página 412, N° 429. O
Pr. Francisco Furtado, religioso da
Companhia, que vem no Synoptico da
Companhia, e na biblioteca lusitana Verbo
Francisco, e outros mais que na ilha
ocuparam os primeiros postos e cargos da
república, e deixaram instituições de
capela e outras obras pias entre as quais é
boa testemunha a fundação do Convento
de Religiosos de Nossa Senhora do Carmo,
que fez Helena de Aboim da Silveira (e
filha do referido Gaspar de Lemos e Faria)
mulher do Capitão Mor desta ilha,
Francisco Gil da Silveira. Desta antiga e
ilustre família foi ramo Manuel de Lemos
e Faria, até que o Capitão Mor Jeronymo
de Brum nos relata ser do número dos
sujeitos mais distintos que produziu esta
família Jorge de Lemos de Bitancourt, que
no ano de 1618 povoou o Maranhão à sua
custa, e por este serviço foi Comendador


 247

da Ilha de S. Maria, na Ordem de Cristo,
em que teve mais duas Comendas, uma
das quais deixou ao seu Irmão D.
Francisco de Bitancourt Avilla Lemos
Vasconcellos, cujos descendentes se
conservam ainda hoje na Terceira. Acham-
se Memórias do referido Jorge de Lemos,
nos Anais Históricos do Maranhão.
Nasceram deste matrimônio 12 filhos, a
saber:

18. JOÃO PEREIRA RAMOS DE AZEREDO


COUTINHO

§ 9 * 303

18. D. MICHAELA JOAQUINA PEREIRA DE


FARIA E LEMOS. Religiosa no Convento
de Nossa Senhora da Conceição de Madre
Villo, junto de Lisboa, onde professou com
o nome de Sóror Michaela Joaquina
Archangela de Sta. Anna.

18. MANUEL PEREIRA RAMOS E FARIA,


batizado a 16 de Julho de 1728. Presbítero
Secular.

248
 

18. D. HELENA DE ANDRADE DE SOUTO
MAIOR COUTINHO DE AZEREDO.
Religiosa do mesmo Convento da
Conceição, tendo o nome de Sóror Helena
José Angélica da Glória.

18. CLEMENTE DE LEMOS DE AZEREDO


COUTINHO E MELLO, nascido a 31 de
Outubro de 1731. Foi um militar ilustre, e
Governador da Capitania do Maranhão.
Faleceu na cidade de Lisboa a 13 de
Fevereiro de 1774.

18. IGNÁCIO DE ANDRADE DE SOUTO


MAIOR RONDON. § 10. N° 18. * 306

18. FRANCISO DE LEMOS DE FARIA


PEREIRA COUTINHO. Nasceu a 5 de Abril
de 1735 no Rio de Janeiro. Foi para
Portugal, estudou na Universidade de
Coimbra, e tomou grau de Dr. em Cânones
em 1754. Reitor do Colégio dos Militares
em 1761. Juiz Geral das Ordens Militares
em 1767. Desembargador da Casa de
Suplicação em 1768. Logo depois foi
promovido em um lugar do Tribunal da
Inquisição, em Lisboa, e no Vigário
Capitular de Coimbra. Reitor da
Universidade de Coimbra em 14 de Maio
de 1770, e pouco depois foi eleito Bispo de
Coimbra, e recebeu ao mesmo tempo o


 249

título de Conde de Arganil. Exerceu estes
lugares até á sua morte, que teve lugar em
22 de Abril de 1822.

18. D. ANNA DE ALANÇÃO E LUNA.


Religiosa no Convento de Nossa Senhora
do Desterro do Rio de Janeiro

18. THOMÉ DO COUTO MOREIRA E


AZEREDO. Morreu apenas batizado.

18 D. MARIA COUTINHO DE MELLO E


AZEREDO. Religiosa no Convento de
Nossa Senhora do Desterro do Rio de
Janeiro.

18. THOMÉ. Faleceu apenas batizado.

18. JOSÉ MANUEL PEREIRA RAMOS.


Batizado a 20 de Junho de 1743.

§ 9. * 301

XVIII. JOÃO PEREIRA RAMOS DE


AZEREDO COUTINHO. do § 8. Nº 18.
Nasceu a 2 de Julho de 1722 no Rio de
Janeiro, e faleceu em Lisboa a 6 de
Fevereiro de 1779. Formou-se em Cânones
na Universidade de Coimbra e tomou grau
de Dr. em 19 de Julho de 1744, e foi Lente

250
 

da mesma Universidade, Desembargador
do Paço, Procurador da Coroa, e Ministro
da Junta de Exame do Estado e
Melhoramentos temporal das ordens
regulares no Reino del Rei D. José de
Portugal. Gozou de toda a estima do Rei
D. José e da Rainha D. Maria I. Serviu com
o Ministro Marques de Pombal,
merecendo toda a sua confiança, e foi sem
dúvida uma das maiores notabilidades de
seu tempo. Casou em Lisboa com D. Maria
do Cordal Ramalho da Fonseca Arnaut do
Rivo, filha única de José Ramalho de
Oliveira, * 308 e de sua mulher, D. Anna
Thereza Arnaut do Rivo. Tiveram 4 filhos
nascidos em Portugal.

19. MANUEL PEREIRA RAMOS DE


AZEREDO COUTINHO RAMALHO. Moço
fidalgo, Desembargador e Senhor do
Morgado junto a Condeixa em Portugal.
Casou com D. Maria da Conceição Pereira
de Sá, filha legítima do Marechal de
Campos José Antonio Pereira Lacerda.
Teve sucessão, que existe em Portugal.

19. JOSÉ RAMALHO DE OLIVEIRA DE Ver.an.4
p.m.p
295



AZEREDO COUTINHO. Moço Fidalgo. p.
321



 251

19. FRANCISCO DE LEMOS PEREIRA DE
FARIA COUTINHO. Moço Fidalgo e
Desembargador, Senhor do Morgado de
Marapicú perto da cidade do Rio de
Janeiro. Veio para o Brasil, e casou com a
sua Prima D. Maria Carolina Pinto Coelho
da Cunha, filha de Antonio Caetano Pinto
Coelho, e de sua mulher, D. Anna
Casemira Furtado Leite, Vide § 14 Nº 20.
Tiveram 3 filhos nascidos no Rio de
Janeiro, a saber: an.
G.
13.vol.

anos
p
93


20. FRANCISCO DE LEMOS PEREIRA DE


FARIA COUTINHO, Visconde de Aljezur.
Veador da Imperatriz do Brasil D. Thereza
Christina Maria, Moço Fidalgo, e Senhor
do Morgado de Marapicú. Casou com D.
Maria Rita da Cunha, natural de Lisboa, e
Viscondessa do mesmo Título. Sem
sucessão.

20. JOÃO PEREIRA RAMOS DE AZEREDO


COUTINHO, casou com o “....L
vol.
4
p.343


20. D. ANNA CAROLINA DE LEMOS DE


AZEREDO COUTINHO, casou com o seu
Primo Modesto Casemiro Pinto Coelho da
Cunha. Sem sucessão, filho de Modesto
Casemiro Pinto Coelho da Cunha, e de D.
Anna Teixeira da Mota do § 14.

252
 

19. D. THEODORA ARNAUT DO RIVO,
casou com seu Primo Manuel Ignácio de
Andrade Souto Maior Pinto Coelho § 10 Nº
19.

§ 10. * “302”

289
p


XVIII. IGNÁCIO DE ANDRADE SOUTO p
315




MAIOR RONDON do § 8, Nº 18., Fidalgo 306


Cavaleiro da Casa Real Comendador da
an.
G.
Latino
vol.
7

Ordem de Cristo, e Instituiu o morgado de p.
265


Mato Grosso em Novembro de 1780, e


Brigadeiro dos Reais Exércitos. Nasceu no
Rio de Janeiro a 10 de Agosto de 1733, e
faleceu a 6 de Julho de 1815. Casou em
Minas Gerais a 30 de Outubro de 1780 com
a sua Prima D. Antonia Joaquina de Ataíde
Portugal, filha do Coronel Luiz José Pinto
Coelho de Cunha, e de sua mulher D.
p.
314

Antonia Joanna Miranda da Costa, filha
de José Lourival da Corte e de sua mulher
D. Leonor de * Miranda, do § 13, Nº 18.
Tiveram 3 filhos, a saber:

19. MANUEL IGNÁCIO DE ANDRADE DE


SOUTO MAIOR PINTO COELHO. * “Marquês de


 253

Itanhaém”Nasceu a 5 de Maio de 1782,
batizado a 5 de Junho de 1782, na Capela
do Morgado de Marapicú, e faleceu nesta
corte a 17 de Agosto de 1867. Senhor do
Morgado de Mato Grosso. O Imperador D.
Pedro I lhe concedeu as seguintes graças:
de Marques de Itanhaém, Gentil Homem
da Câmara, e a Comenda de Cristo; o
Imperador D. Pedro II, as seguintes de
Estribeiro Mor, e a Grã Cruz da Ordem de
Cristo. Foi Tutor do Imperador D. Pedro II
desde 1833 até 1840. Era demais
condecorado com várias gran cruzes
estrangeiras. Casou em primeiras núpcias
com a sua Prima D. Theodora Arnaut do
Rivo, filha de seu Tio João Pereira Ramos
de Azeredo Coutinho, e de sua mulher D.
Maria Pardal Ramalho da Fonseca Arnaut
do Rivo, do § 9, Nº 18. Casou em segundas
núpcias com D. Francisca Pinto Ribeiro,
falecida sem sucessão. Casou em terceiras
núpcias com D. Joanna Pinto, irmã da sua
segunda mulher, faleceu sem sucessão.
Casou de quartas núpcias com D. Maria
Angelina Beltrão da Silva, que faleceu a 16
de Setembro de 1867, um mês depois do
seu marido. As suas esposas de 1 a 4 foram
Damas de honra das Imperatrizes D.
Leopoldina e D. Thereza. *

254
 

an.
G.
Bras.
vol.
III

p.
52


FILHO DO 1º MATRIMÔNIO

20. IGNÁCIO DE ANDRADE DE SOUTO


MAIOR PINTO COELHO. Moço Fidalgo.
Nasceu a 31 de Janeiro de 1809, e faleceu
solteiro a 12 de Outubro de 1836.

FILHO DO 4º MATRIMÔNIO

20. MANUEL IGNÁCIO DE ANDRADE DE


SOUTO MAIOR PINTO COELHO. Fidalgo.
Nasceu a 25 de Maio de 1835. Casou com
D. Leocádia Augusta Pinto, filha legítima
de Caetano Pinto. Tiveram 2 filhos, a
saber:

21. PEDRO AFFONSO DE ANDRADE


SOUTO MAIOR PINTO COELHO.

21. MANUEL IGNÁCIO DE ANDRADE


SOUTO MAIOR PINTO COELHO.

19. LUIS JOSÉ PINTO COELHO. Nasceu


em Abril de 1783, e faleceu solteiro a 19 de
Março de 1810. Foi Capitão de Cavalaria e
Coronel de Milícias.


 255

19. IGNÁCIO DE ANDRADE SOUTO
MAIOR. Gentil Homem da Câmara. Casou
com D. Roza Moreira da Costa. Faleceu
em Abril de 1843 sem sucessão. Tendo
falecido poucos dias antes da mulher.

§ 11.

XV. D. LUISA GRIMALDI COUTINHO * 262


do § 4, Nº 15. filha de Marcos de Azeredo
Coutinho e de D. Paula Rangel de Macedo,
casou com José Rodriguez da Costa.
Tiveram a:

16. D. MARIA JOSEFA GRIMALDI


COUTINHO. Casou com o seu parente
Antonio de Azeredo Coutinho § 19. Nº 16. p.
26



§ 12. )
“1ª
Família
Vol.
I,
p.

150”2


XV. D. BRITES DE AZEREDO COUTINHO


do § 4, Nº 15, filha de Marcos de Azeredo
Coutinho, e D. Paula Rangel de Macedo,
casou com Diogo Figueira Brabo. Tiveram
4 filhos, a saber:

16. FRANCISCO DO AMARAL COUTINHO,


que foi Coronel. Viveu no Rio de Janeiro,
São Paulo e Minas Gerais. Casou em São

256
 

Paulo, faleceu em Goiás, e não sabemos da
sua descendência.

16. BENTO DO AMARAL COUTINHO, que


foi conhecido pelo valor com que servia,
assim nas Minas Gerais como no Rio de
Janeiro, em que deu a vida pela Pátria,
passado de uma bala na ocasião da
invasão dos franceses.

16. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO,


casado com D. Joanna Maria de Sá, filha
de Luiz Barbosa de Sá, e de sua 1ª mulher an.
G.
Latino
vol.
I‐p.

208

D. Maria da Silva.

16. D. ANNA DO AMARAL E SILVA, casou


com Gaspar Brito Soares, filho de Cosme
de Brito e de D. Maria de Abreu. Tiveram 2
filhos, a saber:

17. D. MARIA JOSEFA DE AZEREDO


COUTINHO. Casou com Antonio Caetano an.
G
Latino
nº
7
p.
4‐12”,
b)


Pinto Coelho, filho de Francisco Pinto Antonio
Pinto
Coelho...‐
.an.
G
B
N
I

Coelho, Moço Fidalgo, e de D. Maria de p.
262”,



Castro e Silva, filha de Pedro Ferreira D.
Magdalena
de
Ataíde,...


Souto Maior, Fidalgo da Casa Real, e D. an.
G.
B.
vol.
9,
p.
280”.




Felidade de Castro e Silva. Neto pela parte D.
Manuel
Mascarenhas


paterna de Antonio Pinto Coelho, Moço
.an.
Gen.
Latino.
vol.
VII.
p.
12”.

Fidalgo, Senhor de Filgueiras, e de D.
Francisca de Ataíde, irmã inteira de
Almeida 1º Conde d’Avintes, e ambos


 257

filhos de D. Antonio de Almeida, e de D.
Magdalena de Ataíde, filha de Manuel
Mascarenhas, Senhor da Torre. Segundo
neto de Francisco Pinto da Cunha, e de D.
Francisca de Noronha. Terceiro neto de
Gonsalo Pinto e de Beatriz da Cunha.
Quarto neto de Francisco Vaz Pinto e de
D. Maria de Valença. Quinto neto de
Gonsalo Vasques Guedes, e de D. Maria
Pereira Pinto, filha de Nuno Álvares Pinto.
Sexto neto de Álvaro Vasques Guedes e de
D. Anna Isabel de Mesquita. Sétimo neto
de Gonsalo Vaz Guedes, Senhor de Murça.
Tiveram 4 filhos, a saber:

314

18. LUIZ JOSÉ PINTO COELHO do § 13.*

18. FRANCISCO PINTO COELHO DO


314

AMARAL COUTINHO *

18. JOÃO PINTO COELHO DO AMARAL


COUTINHO.

17. JOÃO DE GUARDA COUTINHO, casou


com D. Maria da Rocha Viegas. Tiveram a:

258
 

18. BENTO FIGUEIRA DA ROCHA, casado
com D. Josefa da Cruz Lemos (Vide Árvore
dos Duques Estradas Capítulo 30), filha de
Pedro Zina Ribeiro, e de D. Helena da
Cruz e Lemos, filha de Paulo da Matta; e
.an.
G.
Latino
vol.
I
p.

D. Jeronyma de Lemos. Neta paterna de 208

Pedro Freire Ribeiro, O Velho, e de Anna
de Duque Estrada, que serviu na
restauração de Pernambuco, e de D.
Theodosia da Rosa e Aguiar, filha de Nuno
Fernandes de Aguiar e de D. Magdalena
da Roza; e neta de João Duque Estrada,
natural de Anvers, de onde passou ao
Reino de Portugal, e de sua mulher D.
Anna de Paraty, filha de Henrique Paraty
de Souza e de D. Maria Rosa. Tiveram
uma única filha, a saber:

19. D. HELENA FREIRE DUQUE ESTRADA,


casou a primeira vez com Francisco
Anotações:
a)
Em
verde
“Gen.

Antunes Leão de Sá; casou pela segunda Fluminense”,
e,
b)
em

vermelho:
“.an.
G.
Latino
vol.
I

vez com seu Parente Miguel Rangel de p.
208”

Souza Coutinho, terceiro neto por varonia
de Balthazar Rangel de Macedo, e de D.
Joanna de Souza, de que se trata nesta
Árvore dos Azeredos Coutinhos § 4 N° 14.
Para a descendência vide árvore dos
Duque Estradas, Capítulo 30.


 259

§ 13

XVIII. LUIZ JOSÉ PINTO COELHO DA


CUNHA. Teve o foro de Fidalgo e foi

“###
vol.
I
p.
167”


Coronel de Cavalaria. Casou com D.
Antonia Joanna de Miranda e Costa filha José
Ferreira
da
Costa



e
D.
Leonor
de
Miranda.

de José Ferreira da Costa e de D. Leonor ‐
“p.
307.


de Miranda. Tiveram a 6 filhos, a saber:

19. LUIZ JOSÉ PITNO COELHO DA


CUNHA. Faleceu solteiro.

19. ANTONIO CAETANO PINTO COELHO


DA CUNHA do § 14.

19 FELÍCIO MONIZ PINTO COELHO DA


CUNHA do § 15. *321

19. FRANCISCO D’ASSIZ PITNO COELHO


DA CUNHA. Faleceu Solteiro.

19. JOSÉ LUIZ PINTO COELHO DA


CUNHA do § 16. * “328”.

19. D. ANTONIA JOAQUINA DE ATAÍDE


PORTUGAL, casou com seu Primo, o
Brigadeiro Ignácio de Andrade Souto
Maior Rondon, do § 10. * “306”

260
 

§ 14.

XIX. ANTONIO CAETANO PINTO


COELHO DA CUNHA, Fidalgo, e Coronel Rev.
48.m
p.
290

ou
240

de Cavalaria, casou com D. Anna Casemira
Furtado Leite, filha do Capitão Mor
Manuel Furtado Leite de Mendonça, e D.
Ignácia Custódia de Sá, filha de Custódio
de Sá, natural de Portugal, e de D. Anna
Ignácia Pires de Oliveira Leite, e de
Ignácia Pires de Arruda. Tiveram 7 filhos,
a saber:

20. CORONEL ANTONIO CAETANO M.
Cocais
p.
72”
e



PINTO COELHO DA CUNHA, casado pela ####
v
I
p.
175


primeira vez com D. Maria de Araújo;


casou a segunda vez com D. Joanna de
Araújo, irmã de primeira mulher. Teve do
primeiro casamento:

21. D. MARIA OLINTA PINTO COELHO,


casada com seu Primo Irmão Antonio
Feliciano Pinto Coelho da Cunha, filho do
Barão e Baronesa de Cocais.

21. ANTONIO OLINTO PINTO COELHO


DA CUNHA, Dr. em Medicina, casado com
D. Luiza de Lemos.


 261

20. JOSÉ FELICIANO PINTO COELHO DA
CUNHA, Coronel Barão de Cocais, e Vedor
de Sua Majestade a Imperatriz, casado
com D. Antonia Thornazia de Figueiredo
Neves. Tiveram 4 filhos, a saber:

21. D. ANNA CASEMIRA PINTO COELHO,


casada com Bernardo Antonio Nascentes
Pinto, natural do Rio de Janeiro. Com
descendência.

21. D. JULIA AMALIA PINTO COELHO,


casada com seu Primo Irmão Ovídio Cesar
Pinto Coelho, filho de Modesto Casemiro
Pinto Coelho da Cunha, e de D. Anna
Maria Teixeira de Motta.

21. ANTONIO FELICIANO PINTO


COELHO, casado com a sua Prima Irmã D.
Maria Olinda Pinto Coelho, filha do
Coronel Antonio Caetano Pinto Coelho da
Cunha, e de D. Maria de Araújo.

21. D. ANTONIA JOSEFINA PINTO


COELHO, casada com Seu Primo João
Jacinto de Aguiar Leite Pinto. Vide Nº 21.

262
 

20. LUIZ JOSÉ PINTO COELHO DA
CUNHA. Faleceu solteiro.

20. FRANCISCO D’ASSIZ PINTO COELHO


DA CUNHA, casado com a sua Sobrinha D.
Eliza Pinto Coelho da Cunha, filha de
Joaquim Roberto de Carvalho Macedo, e
de D. Anna Amália Pinto Coelho da
Cunha. Tiveram 5 filhos, a saber:

21. D. ELIZA.

21. FRANCISCO.

21. D. FRANCISCA.

21. CARLOS.

21. D. ELOISA.

20. MODESTO CASEMIRO PINTO


COELHO DA CUNHA, casado com Anna Rev.
arg.
p.m.
p.
295

Maria Teixeira da Motta. Tiveram 11
filhos, a saber: * “Solares p. 33”

21. MODESTO CASEMIRO PINTO


COELHO DA CUNHA, casado com sua


 263

Prima Irmã D. Anna Carolina de Lemos de
Azeredo Coutinho. Vide § 9. Nº 20. * 305

21. DR. VIRGÍLIO AUGUSTO PINTO


COELHO, casado com D. Maria Eugenia
de Paula Santos.

21. OVIDIO CESAR PINTO COELHO,


casado com a sua Prima Irmã D. Julia
Amália Pinto Coelho. Com descendência.

21. JOAQUIM HORACIO PINTO COELHO.

21. CARLOS GORÁCIO PINTO COELHO,


casado com D. Amalilla Fernandes Leão. *
“.Rev. arg. p. m. p. 295”.

21. JOÃO CARLOS PINTO COELHO,


casado com a sua Prima D. Antonia de
Figueiredo Neves. * “Dos lados deste texto constam
anotações de difícil leitura, do lado esquerdo do texto: “.an.. g. b. vol.
am 12 p. 105”(?). Do lado direito parece constar: “vol. 15 p. 38 a Família
Figueiredo p. 38”

21. CARLOS AUGUSTO PINTO COELHO.

21. AMÉRICO D°.

21. JOSÉ.
an.
G.
Latino
vol.
ano
7
p.

148”.



Rev.
G.
B.
vol.
ano
4
p.

452‐árvore

20. D. ANNA AMALIA PINTO COELHO DA
CUNHA, casada com Joaquim Roberto de a.g.
ano
5
p.
229


264
 

Carvalho Macedo, natural de São Paulo.
Tiveram 10 filhos, a saber:

21 D. MARIA CAETANA DE CARVALHO


MACEDO, casada com o seu Primo Emílio
Soares de Gouvêa Horta. Com
descendência.
Ang.
B.
vol.
I
p.
252


21. D. EMÍLIA AMÁLIA DE CARVALHO
.Rev.
G.
B.
vol.
ano
4
p.



MACEDO. Faleceu solteira.
an.
G.
Latino
vol.
ano
7‐
p.
149

21. D. JOAQUINA AMÁLIA DE CARVALHO
MACEDO, casada com o seu Primo José 


Maria de Aguiar Leite Pinto. Com an.
G.
Latino
vol.
ano
7‐


p.
14945

descendência.
2


21. D. ANNA CAROLINA DE CARVALHO,


casada com Pedro Alves de Souza
Coutinho. Com descendência.

21. FRANCISCO DE ASSIZ DE CARVALHO


MACEDO.

21. D. ESCOLÁSTICA JOAQUINA DE A. G.
B.
vol.
3‐p.



393”


CARVALHO MACEDO, casada com o
Capitão José Maria da Cunha Porto. Com B. A
Família
Fig.

p.
87

descendência.

21. JOZÉ DE CARVALHO MACEDO.


 265

21. D. ELISA PINTO COELHO DA CUNHA,
casada com seu Tio Francisco d’Assiz Pinto
Coelho da Cunha.

21. ANTONIO AUGUSTO CARVALHO DE


MACEDO, casado com D. Amélia de Souza
Coutinho. Com descendência.

20. D. MARIA CAROLINA PINTO COELHO p.
305



DA CUNHA, casada com seu Primo
Francisco de Lemos Pereira de Faria
Coutinho. Vide § 9. Nº 19.

§ 15.

XIX. FELÍCIO MONIZ PINTO COELHO DA


CUNHA. Fidalgo, casou com D. Marianna
Manuella Furtado Leite, filha do Capitão L. vol. 4-p. 332 -
Revista 290 --314
Mor Manuel Furtado Leite de Mendonça, e
de D. Ignácia Custódio de Sá, filha de A Família Fig. p.
87 - M. Cocais p.
Custódio de Sá, natural de Portugal, e de 69

D. Anna Ignácia Pires de Oliveira Leite, 


natural de São Paulo, filha de Maximiano


de Oliveira Leite, e de D. Ignácia Pires de
Arruda. Tiveram 9 filhos, a saber:

266
 

20. MANUEL FURTADO LEITE PINTO
M.
Cocais
p.
69

COELHO, casado com D. Cândida de
Souza Coutinho. Tiveram dois filhos.

21. JOÃO BAPTISTA FURTADO LEITE


F.
L.
vol.
4
p.
332

PINTO COELHO, casado com D. Isabel de
Souza Coutinho. Com descendência.

21.FELÍCIO MONIZ DE MAGALHAENS,


casado com D. Procina Cerqueira. Policena
Pinto

20. D. ANNA FELICIA PINTO COELHO DA F.
L.
vol.
4
p.
332
e




CUNHA, casada com o Capitão Ignácio Revista
a.
p.
m.
pág.
291,292

Mendes de Magalhaens. Tiveram 11 filhos,
a saber:

21. FELÍCIO MONIZ PINTO COELHO,


casado com D. ........................

21. D. MARIA MANUELA, casada com o


Capitão José Pereira Pinto Bastos, natural
de Portugal. Com descendência.

21. ANTONIO ALVES PINTO COELHO.


Faleceu solteiro.


 267

21. LUIS, dito.

21. IGNÁCIA, faleceu solteira.


Solares
31

e
Revista

292

21. JOSÉ.
F.
L.
vol.
4‐p.
332

21. D. MARIA DA CONCEIÇÃO.

21. D. BARBOSA.

21. D. ANTONIA.

21. PEDRO NOLASCO.

E outros que não temos informações.

20. JOÃO EGAS MONIZ PINTO COELHO


DA CUNHA, casado com D. ..............
Tiveram 4 filhos.

21. D. FRANCISCA. M.
Cocais
p.
69


21. D. MARIA.

21. D. JOANNA * + artnr p.122

21. D. MARIANNA * “Art. Resende 2º vol. 122.

268
 

20. D. MARIANNA FLORINDA, casada com
o Senador, Dr. em Medicina Antonio M.
Cocais
69
e


F.
L.
vol.
4‐p
33

Gonsalves Gomide, natural de Minas.
Tiveram 7 filhos, a saber:

21. D. EMILIA ANGELICA DE ATHAÍDE


GOMIDE, casada com João Morgan,
natural da Inglaterra. Com descendência.

21 D. EMÍLIA PERPÉTUA DE ATHAÍDE F.
L.
vol.
4
p.
333



GOMIDE, casada com Patrício Martins de
Oliveira, natural de Minas. Com
descendência.

21. D. EMÍLIA BÁRBARA DE ATHAÍDE


Jorge
Morgan

GOMIDE, casada com Jorge Morgan,
natural da Inglaterra. Com descendência.

21. D. EMÍLIA LUIZA DE ATHAÍDE


GOMIDE, casada com o Dr. Jerônimo
Máximo Nogueira Penido, natural de
Minas. Com descendência.

21. D. EMÍLIA ANTONIA. Faleceu de


menoridade.

21. D. EMÍLIA – Dito

21. COMENDADOR EMÍLIO GOMIDE


PINTO COELHO DA CUNHA, casado com


 269

D. Emília Rosa de Oliveira, natural de
Minas. Com descendência. * F. L. vol. 4 p. 334.

20. D. MARIA CÂNDIDA. Faleceu solteira.

20. FELÍCIO MONIZ PINTO COELHO DA


CUNHA, casado com D. Domitila de
Castro Canto e Mello. Tiveram 2 filhos.

21. COMENDADOR DA ORDEM DE


CRISTO FELÍCIO PINTO COELHO DE
MENDONÇA E CASTRO, natural de Minas,
casado com D. Anna Alves de Oliveira,
natural de São Paulo. Com descendência.

21. D. FRANCISCA PINTO COELHO DE


MENDONÇA E CASTRO, casada com o seu
Tio materno, o Brigadeiro José de Castro
Canto e Mello, Gentil Homem da Câmara,
e natural de São Paulo. Tiveram uma
única filha, D. Escolástica Pinto Coelho de
Mendonça e Castro, casada com o Dr. José
Soares Teixeira de Gouvêa. Com
descendência.

270
 

20. D. EMERENCIANNA CLAUDOMILLA,
casada com o seu Primo, o Capitão José de
Aguiar Vasconcellos de Mendonça, natural
da Ilha de S. Miguel. Tiveram 11 filhos, a
saber.

21. D. MARIA ISABEL DE AGUIAR LEITE


PINTO, casada com seu Primo Francisco Os
próximos
11
(onze)
textos

estão
assinalados
com
um

Paes Rabello Horta. Com descendência. pequeno
xis
de
caneta

vermelha.
Até
21.
“ANTONIO.

Dito.”
na
página
327

21. JOSÉ MARIA DE AGUIAR LEITE
PINTO, casado com a sua Prima D.
Joaquina Amália de Carvalho Macedo.
Vide N° 21. Com descendência.

21. FRANCISCO DE SALLES AGUIAR


LEITE PINTO. Faleceu solteiro.

21. D. ANNA CASEMIRA DE AGUIAR


LEITE PINTO, casada com seu Primo
Álvaro Borges de Rego, natural da Ilha de
S. Miguel. Com descendência.

21. D. CAROLINA CLAUDOMILLA DE


AGUIAR LEITE PINTO, casada com o seu
Primo João Cabral de Vasconcellos Leite,
natural da Ilha de S. Miguel. Não sabemos
se tiveram descendência.


 271

21. D. EMMERENCIANA AUGUSTA DE
AGUIAR LEITE, casada com Antonio de
Abreu Leite. Com descendência.

21. ANTONIO JACINTO DE AGUIAR LEITE


PINTO, casado com D. Anna. Com
descendência.

21. JOÃO JACINTO DE AGUIAR LEITE


PINTO, casado com sua Prima D. Antonia
Josefina Pinto Coelho. Vide N° 21.

21. D. FRANCISCA. Faleceu solteira

21. D. ANNA. Faleceu em menoridade.

21. ANTONIO. Dito.

20. ANTONIO PINTO COELHO DA


CUNHA. Faleceu solteiro.

20. EGAS MONIZ PINTO COELHO DA


CUNHA, casado em 1ª núpcias com D.
Anna .......... e em 2ª com D. Emília
...............

272
 

§ 16.

XIX. JOSÉ LUIZ PINTO COELHO DA


CUNHA, Fidalgo do § 13, N° 19, casou com F.
Lime
vol.
4
p.
346
314”.


.an.
G.
B.
vol
I‐102



D. Lourença Maria de Abreu e Mello, Rev.
Arq.
P.
M.
p.
301”.


Pedro
nono
vol.
I
p.
156
–

natural das Minas, filha do Coronel Tronco
v.I
p.
71”.



Manuel do Valle Amado, e de D. Maria Revista
304.


Cardoso de Abreu e Mello, filha de Lionel


de Abreu e Lima e de D. Maria Ignácia
Pires de Oliveira Leite, e de D. Ignácia
Pires de Arruda. Tiveram 14 filhos, a
saber:

20. D. MARIA JOSÉ DE ATHAÍDE E Rev.
Arq.
p.
m.
p308


MELLO, casada com João Felisberto


Carneiro de Miranda, natural das Minas.
Tiveram 13 filhos:

21. JOÃO MARIA.

21. JOSÉ MARIA.

21. FELISBERTO MARIA.

21. ANTONIO MARIA. an.
#
b
vol.
ano
5.
p.
217


21. MODESTA MARIA.


 273

21. FRANCISCO MARIA

21. D. GUILHERMINA MARIA, casada com


seu Tio Lourenço José Pinto Coelho da R.
Arq.
p.m.
304(ou
309)


Cunha. Vide

21. D. LOURENÇA MARIA

21. D. MARIA JOSÉ, casada com seu Tio


Lourenço José Pinto Coelho da Cunha.
Vide

21. D. GENEROSA MARIA

21. D. IGNÁCIA MARIA

21. LOURENÇO MARIA, faleceu em


menoridade.

20. D. ANTONIA JOAQUINA DE ABREU E


MELLO, casada com Francisco Thomaz
Carneiro de Miranda, naturais de Minas.
Tiveram um único filho.

21. JOSÉ LUIZ CARNEIRO DE MIRANDA,


casado com D. Maria Magdalena. Tiveram
dois filhos.

274
 

21. JOSÉ MARIA PINTO COELHO DA
CUNHA, casado com D. Maria Claudia Art.
Resende
2º
vol.
p.
310


Vaz, naturais de Minas. Tiveram 2 filhos.

21. ANTONIO VAZ PINTO COELHO DA


CUNHA.

20. ANTONIO LUIZ PINTO COELHO DA F.
L.
vol.
4
p.
347


CUNHA.

20. LUIZ DA CUNHA PINTO COELHO,


casado com D. Marianna ............ naturais
R.
A.
P.
M.
vol.
XII
p.

de Minas. Tiveram 5 filhos: 308.


21. D. REGINA
nana
vol
I
p.
111‐118


F.
L.
vol.
4‐p.
347

21. LUIZ

21. JOSÉ

21. D. MARIA LUIZA Engenheiro
H.
Halfeld
p.
39


20. LOURENÇO JOSÉ PINTO COELHO DA A.G.
B.
Priesa.
p.
64‐
Rev.
Arq.
p.
m.



309
‐
D.
Maria
José
de
Abreu
e

CUNHA, casado em primeiras núpcias com Mello”:
“F.
L.
vol
4
p.
349
(8‐2

a sua Prima D. Maria José de Abreu e
Mello; em 2ª com a sua Sobrinha D.
Guilhermina Maria, em 3ª com a sua
Sobrinha D. Maria José, naturais de
Minas, filhas de João Felisberto Carneiro


 275

de Miranda e de D. Maria José de Athaíde
e Mello. Vide Nº 20. Teve do 1º
matrimônio duas filhas.

21. D. UMBELINA, faleceu em


menoridade.

21. D. MARIA.

21. D. LEONOR CAROLINA DE ABREU E Rev.
arq.
p.
m.
309



MELLO. Casada, sendo a 2ª mulher de
João Felisberto Carneiro de Miranda. Com
8 filhos:

20. FRANCISCO PINTO COELHO DA


CUNHA, casado com D. Anna ...............
naturais de Minas. Sem descendência.

20. D. FRANCISCA, faleceu de


menoridade.

20. BELMIRO PINTO COELHO DA CUNHA

20. MODESTO JOSÉ PINTO COELHO DA


CUNHA Rev.
arq.
p.
m.
309


20. BELMIRO JOSÉ PINTO COELHO DA


CUNHA

276
 

20. GENEROSA JOSÉ PINTO COELHO DA
CUNHA, casada com D. Felipe .................
naturais de Minas. Sem descendência.

20. D. GENEROSA QUEROBINA DE


ATHAÍDE E MELLO, casada com José Arq.
G.
B.
vol.
II,
p.
103

‐

vol.
##
p.
92
‐
Pompeu

Teixeira da Fonseca Vasconcellos, 250
‐
F.
L.
vol.
4
p.
348


naturais de Minas, filho do Visconde e


Viscondessa de Caeté.

Tiveram 6 filhos:

an.
G.
B.
vol.
ano
2
p.
106

21. D. GENEROSA SERAFINA –
Silva
Leme
vol.
4
p.

348


21. JOSÉ an.
G.
B.
vol.
I
–
260m


21. D. FRANCISCA

21. MANUEL
Rev.
Arq.
P.
M.
p.
304

309

21. JOÃO

21. D. LOURENÇA MARIA

§ 17.
p.
258”


XIV. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO


do § 4 N° 14, filho de Domingos de


 277

Azeredo Coutinho e de D. Antonia
Ferreira da Cunha do § 4 N° 13, foi
chamado e conhecido pela circunstância
do Porto para diferença de um Tio do
mesmo nome. Casou 3 vezes. A 1ª vez com
D. Isabel de Borges. Tiveram a:

15. COSME DE AZEREDO COUTINHO.


Vide § 18.

15. MARCOS DE AZEREDO COUTINHO. A


2ª vez com D. Francisca Cardoso, filha de
Ignácio Cardoso, e sobrinha de Miguel
Cardoso, cujo casamento causou muito
desgosto a todos os seus parentes. Teve
sucessão que se extinguiu em seus netos.

A 3ª vez com sua Parenta D. Anna da


Silva, irmã inteira de sua cunhada, D.
Paula Rangel de Macedo, mulher de seu
Irmão Marcos de Azeredo Coutinho e
Mello. Vide § 4, § 14.

278
 

§ 18.

XV. COSME DE AZEREDO COUTINHO, §


17, N° 15, filho de Antonio de Azeredo
Coutinho e de D. Isabel Borges. Foi
Senhor de Engenho em Itapacará, e casou
com D. Águida de Bitancourt, filha de
Francisco de Ávilla Bitancourt, natural da
Ilha Terceira, e de sua mulher D. Luiza de
Aguiar, filha de Nuno Fernandes de
Aguiar, 1º Provedor da Fazenda Real em
Angola.

Tiveram 6 filhos, a saber:

16. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO.


Vide § 19.

16. D. ANNA FERREIRA DA CUNHA. Vide


§ 20. * 338

16. D. LUIZA DE AZEREDO COUTINHO,


casou com João de Araújo do Amaral,
filho de Pedro Gatto de Araújo, e neto de
Francisco de Araújo Caldeira, e de D.
Francisca de Araújo, naturais da Ilha da
Madeira.

16. D. MARIA DE AZEREDO COUTINHO.


Vide § 21.


 279

16. D. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO,
casou com Bernardo Soares Proença,
Mestre de Campo de um regimento do Rio
de Janeiro, e senhor de uma boa fazenda
no caminho de Minas Gerais. Tiveram um
único filho, a saber:

17. ANTONIO DE PROENÇA DE AZEREDO


COUTINHO. Seguiu os estudos, e andando
na filosofia na ocasião em que se formou
uma Companhia de estudantes por causa
dos movimentos da Colônia, foi nomeado
Capitão dela. Por morte de seu Pai que se
sucedeu pouco depois, deixou a Capitania,
e retirou-se a viver na sua fazenda, onde
faleceu em 1753, não sabemos se foi
casado, e se deixou filhos.

16. D. BÁRBARA DE AZEREDO


COUTINHO. Faleceu solteira.

§ 19.

XVI. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO


do § 18, Nº 16, foi chamado por alcunha o
Flecha, por ser de estatura alta, e pouco

280
 

corpulento. Foi Senhor de Engenho em
Itapacará, e Capitão Mor da Vila de S.
Antonio de Sá, que chamam vulgarmente
de Macacu. Casou com a sua Parenta D.
Maria Josefa Grimaldi Coutinho, do § 11.
Tiveram um único filho, a saber:

17. MARCOS DE AZEREDO COUTINHO.


Serviu na defesa da Colônia na ocasião do
último sitio que lhe puseram os
Castelhanos, com patente de Alferes, e
que foi logo promovido depois de assentar
praça. Voltando para o Rio de Janeiro,
passou a Ajudante de Infantaria, patente
que deixou para viver na casa de seus Pais,
em que havia sucedido por seu
falecimento. Foi Tenente Coronel do
Regimento da Nobreza do Rio de Janeiro,
o Senhor de Engenho em Itapacará. Casou
duas vezes. A primeira vez com D. Joanna
Francisca de Vasconcellos, sobrinha do Pr.
Matheos de Pina, Provincial da Ordem de
S. Bento da Província do Brasil, e de cuja
Senhora teve um único filho, a saber:

18. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO.


Faleceu em menoridade.


 281

18. MANUEL ANTUNES DE AZEREDO
COUTINHO, casado com a sua Prima D.
Joaquina Custódia da Cruz Freire Duque
Estrada (Vide Título de Duque Estradas,
Capítulo 40), filha do Sargento Mor
Ambrosio Dias Raposo e de D. Anna Josefa
da Cruz Duque Estrada (Vide o mesmo
Título Capítulo 32). Tiveram filhos, a
saber:

19. D. ANNA CATHARINA. Religiosa do


Convento d’Ajuda.

19. MANUEL CUSTÓDIO DE AZEREDO


COUTINHO.

19. D. MARIA GRIMALDI DE AZEREDO


COUTINHO.

19. JOÃO MANUEL DE AZEREDO


COUTINHO.

19. D. JOAQUINA

19. D. CATHARINA

19. D. MARIANNA

282
 

19. AMBRÓSIO JOSÉ DE AZEREDO
COUTINHO.

§ 20.

XVI. D. ANNA FERREIRA DA CUNHA do §


334

18, N° 16, filha de Cosme de Azeredo
Coutinho, e de D. Águida de Bitancourt.
Casou com João Corrêa da Silva, Senhor
de Engenho e Capitão do Rio de Janeiro,
filho de Ignácio Corrêa da Silva e de D.
Helena Silva, irmã inteira de D. Paula
Rangel de Macedo, mulher de Marcos de
Azeredo Coutinho, do § 4, N° 14. Tiveram
2 filhos, a saber:

17. COSME DE AZEREDO COUTINHO,


Senhor de Engenho.

17. IGNÁCIO CORRÊA DA SILVA, casou


com a sua parenta D. Isabel Mariz, filha de
Diogo Rodriguez de Faria, Tenente
Coronel, e de D. Paula de Mariz. Não
temos notícia da sua descendência.


 283

§ 21.

XVI. D. MARIA DE AZEREDO COUTINHO


do § 18, filha de Cosme de Azeredo
Coutinho, e de D. Águida de Bitancourt.
Casou com Pedro Freire Ribeiro Duque
Estrada, sendo sua segunda mulher (Vide
Título de Duque Estrada, Capítulo 40),
filho de Pedro Freire Ribeiro, e de D. Anna
Duque Estrada (Vide Título de Duque
Estrada, Capítulo 8). Tiveram um único
filho, a saber:

17. JOÃO PEDRO FREIRE DE AZEREDO


COUTINHO. (Vide Título de Duque
Estrada, Capítulo 41.)

§ 22.

XIV. D. JOANNA DA CUNHA do § 4, N° 14,


filho de Domingos de Azeredo Coutinho e
de D. Antonia Ferreira da Cunha. Casou
com Francisco Martins Ribeiro, Senhor de
Engenho em Guaxindiba. Tiveram 2 filhos,
a saber:

284
 

15. SEBASTIÃO MARTINS COUTINHO, do
§ 23.

15. FR. MIGUEL DE AZEREDO


COUTINHO. Religioso Carmelita Calçado,
ex-provincial na sua província do Rio de
Janeiro.

§ 23

XV. SEBASTIÃO MARTINS COUTINHO do


§ 22, N° 15. Foi Senhor de Engenho de
Guaxindiba no Rio de Janeiro, e depois de
viúvo foi clérigo. Casou com D. Brites
Rangel de Macedo, filha do Dr. Francisco
d’Affonseca Deniz, e de D. Isabel Rangel
de Macedo, filha de Balthazar de Abreu
Souto Maior, natural da Ilha da Madeira,
Moço Fidalgo da Casa Real, e de D. Isabel
Rangel de Macedo, filha de Julião Rangel
de Macedo e de D. Brites Sardinha e de
quem já tratamos no § 4, N° 14, em Marcos
de Azeredo Coutinho. Neta paterna do Dr.
Jorge Fernandes d’Affonseca, e de sua
mulher D. Brites da Costa Homem, filha
de Aleixo Manuel, o Velho, e de sua
Mulher, D. Francisca da Costa Homem, de
quem já temos feito menção no § 4, N° 15
em Ignácio Rangel de Macedo de Azeredo


 285

Coutinho, onde também escrevemos os
Pais do Dr. Jorge Fernandes de Affonseca.
O Dr. Francisco d’Affonseca Deniz acima
mencionado era sobrinho de Pedro
Homem de Albernaz aclamador do Rei D.
João 4º no Rio de Janeiro, e por este
serviço nomeado Prelado Administrador
daquela diocese, e irmão inteiro de
Manuel d’Affonseca Homem, e de Mathias
da Costa Homem, Presbítero do hábito de
São Pedro. Tiveram 13 filhos, a saber:

16. D. JOANNA DE AZEREDO COUTINHO,


casou com seu parente João Gomes
Pereira, Senhor de Engenho de
Paitendiba, Vide § 7, Nº 16. Com sucessão.

16. FRANCISCO MARTINS COUTINHO


RANGEL, que foi presbítero secular,
visitador do Bispado do Rio de Janeiro,
pelo Bispo D. Francisco de S. Jerônimo.
Senhor do Engenho de Guaxindiba, que
pela sua morte legou ao seu sobrinho
Francisco Martins Coutinho, de que
tratamos neste § 23, Nº 17.

286
 

16. D. IZABEL DE AZEREDO COUTINHO,
casada com o seu parente Antonio de Sá
Barboza, pessoa muito principal. Sem
sucessão.

16. JOSÉ DE AZEREDO COUTINHO.


Faleceu apenas batizado.

16. D ANNA DE AZEREDO COUTINHO,


casada com Antonio Cardoso Barboza,
Senhor do Engenho para as partes de
Guaxindiba.

16. JOSÉ DE AZEREDO COUTINHO


MACEDO. Vide § 24.

16. D. BRITES RANGEL DE MACEDO,


casada com seu parente Antonio da Cunha
Falcão. Vide § 25, Nº 16.

16. SEBASTIÃO MARTINS COUTINHO


RANGEL, Capitão da Companhia da
Nobreza, e Senhor de vária fazendas em
Campos dos Goitacazes, onde faleceu.
Casou com a sua parenta D. Isabel de
Azeredo Coutinho. Tiveram sucessão. Vide
§ 6, Nº 17.

16. D. MARIA DENIZ COELHO, casada


com seu parente Luiz Barboza de Sá,
Tenente de Cavalos. Com sucessão.


 287

16. FR. BOAVENTURA DO MONTE
CARMELLO. Religioso Carmelita Calçado.

16. FR. JOÃO DE MARIZ. Religioso


formado em S. Francisco.

16. D. MICHAELLA COUTINHO DE


AZEREDO, casada com Miguel Monteiro
Barboza.

16. D. LUISA JOSEFA GRIMALDI


COUTINHO, casada com Antonio Dias
Delgado, Cavaleiro da Ordem de Cristo,
Senhor de Engenho e Mestre de Campo de
um dos regimentos de ordenança do Rio
de Janeiro, filho de Belchior Vaz de
Oliveira. Tiveram 9 filhos, a saber:

17. FRANCISCO MARTINS COUTINHO,


Senhor de Engenho de Guaxindiba, que
herdou de seu Tio Francisco Martins
Coutinho Rangel, de quem já tratamos em
§ 23, Nº 16.

17. D. MARIA JOSEFA GRIMALDI


COUTINHO. Religiosa em Maroilla.

17. D. ISABEL MICHAELLA COUTINHO Dº.


Dº.

288
 

17. BELCHIOR DE AZEREDO COUTINHO

17. D. CATHARINA DE AZEREDO


COUTINHO. Faleceu em menoridade.

17. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO.

17. D. CATHARINA. Religiosa em Maroilla.

17. JOSÉ DE AZEREDO COUTINHO E


MELLO.

17. D. ANTONIA SEBASTIANNA DE


MACEDO, casada com Sebastião Fagundes
Varella, o qual falecendo sem sucessão,
sua viúva casou em 2ª núpcias com o Dr.
Eusébio Álvares Ribeiro. Tiveram uma
filha.

18. D. ANNA FERREIRA DA CUNHA, que


casou com seu Primo José de Azeredo
Coutinho e Mello. Vide § 24, Nº 17.

§ 24.

XVI. JOSÉ DE AZEREDO COUTINHO DE an.
Gen.
Latino



MACEDO do § 23, Nº 16, filho de Sebastião vol.
7.
p.
168


Martins Coutinho e D. Brites Rangel de


Macedo. Nasceu no Rio de Janeiro, foi


 289

Capitão da Companhia da Nobreza,
Padroeiro da Capela de Nossa Senhora do
Pilar e S. José no Engenho do Rio Grande,
sito no distrito da Freguesia de S.
Gonçalo. Instituiu um morgado de seus
bens a 8 de Outubro de 1753, vinculando
com consentimento de seu filho único o
seu Engenho do Rio Grande com mais de
duas datas de terra de 128 braças de
testada, e outra na restinga de Araruama,
e com mais uma fazenda de gado nos
Campos dos Goitacazes com 4 currais, e
capacidade para mais, começando do
primeiro Monte da Piedade, e beirando o
Rio Macaé, e assim mais uma de
......................... casas na Rua Direita da
cidade do Rio de Janeiro, com a obrigação
dos sobrenomes de Azeredo Coutinho três
capelas de missas em cada um ano pela
alma dele instituidor, do seu filho, e de
sua mulher, e mais uma missa na primeira
segunda-feira do ano, dita na Capela do
Senhor dos Passos do Convento do Carmo,
pela alma do seu Sogro José Barreto de
Faria, Padroeiro dela, e ali sepultado,
assistindo à mesma missa dois pobres a
quem manda dar uma pataca de esmola a
cada um. Para administração do morgado
chamou em primeiro lugar o seu filho
único, como instituidor deste vínculo,

290
 

José de Azeredo Coutinho, e seus
descendentes, preferindo sempre os filhos
varões às fêmeas, e por falta desta linha se
chamaria a de seu Irmão Sebastião
Martins Coutinho Rangel, e seus
descendentes, e na falta destes às suas
Irmãs. Na falta de todos estes Irmãos e
descendentes se chamaria para herdar o
morgado as irmãs de sua mulher D.
Ignácia, e sua descendência, e faltando
mesmo esta linha, concede-se a faculdade
ao último administrador para poder
nomear um sucessor ao mesmo vínculo,
contanto que seja parente dos sobrenome
dos Azeredos Coutinhos, e no caso deste
último administrador não nomear
sucessor ao morgado, se chamará então
para herdar o morgado as parentas dos
mesmos sobrenomes que conservar mais
esplendor naquela época futura. Casou
com a sua parenta D. Ignácia de Azeredo
Coutinho, filha de José Barreto de Faria, e
de D. Paula Rangel de Macedo. Vide § 6,
Nº 17. Tiveram um único filho, a saber:

17. JOSÉ DE AZEREDO COUTINHO E


MELLO, que foi instituidor do mesmo
vínculo, instituído por seus Pais nos bens


 291

que ele tinha das legítimas de sua Mãe e
Avô. Casou em 1753 com a sua Prima D.
Anna Ferreira da Cunha, filha de sua Tia
D. Antonia Sebastianna de Macedo, e de
seu segundo marido o Dr. Eusébio Álvares
Ribeiro. Vide § 23, Nº 17. Com sucessão.

18. D.

18. D.

§ 25

XVI. D. BRITES RANGEL DE MACEDO do


§ 23, Nº 16, filha de Sebastião Martins
Coutinho, e de D. Brites Rangel de
Macedo. Casou com o seu parente Antonio
da Cunha Falcão, Senhor do Engenho
Novo, de Meriti, filho de Crispim da
Cunha Ferreira, e de D. Maria Ribeiro.
Neto de Crispim da Cunha Tenreiro, e de
D. Isabel de Macedo Falcão. Bisneto de
outro Crispim da Cunha, de quem
dissemos mais atrás ser natural de Évora,
fidalgo da Casa Rela, etc. etc. Vide § 4, Nº
13. Tiveram 11 filhos.

292
 

17. SEBASTIÃO DA CUNHA COUTINHO
RANGEL. Vide § 26.

17. D. BRITES ANNA DE AZEREDO


COUTINHO.

17. D. MARIA RIBEIRO. Religiosa do


Convento d’Ajuda.

17. D. ISABEL LUIZA DE GRIMALDI DE


AZEREDO.

17. D. ANTONIA, faleceu menina.

17. ANTONIO DA CUNHA FALCÃO, casado


com D. Brites, filha de Francisco Paes
Ferreira.

17. CRISPIM DA CUNHA TENREIRO.

17. D. PAULA RANGEL DE MACEDO,


Religiosa do Convento d’Ajuda.

17. FRANCISCO MARTINS TENREIRO.

17. MANUEL, faleceu menino.

17. D. LUISA SEBASTIANNA DE AZEREDO


COUTINHO. Vide § 27.


 293

§ 26.

XVII. SEBASTIÃO DA CUNHA COUTINHO


RANGEL, do § 25, Nº 17. Nasceu a 29 de
Abril de 1708, e foi batizado na Freguesia
de S. Antonio de Jacutinga. Residiu no Rio
de Janeiro, onde foi Alferes da Companhia
da Nobreza. Passou depois a viver na
Capitania da Paraíba do Sul, nos Campos
Goitacazes, em que foi Senhor do
Engenho de Santa Cruz, no qual se achava
vivendo no ano de 1748, em que havendo
uma revolução do povo da mesma
Capitania por se lhe haver negado vista a
carta em virtude da qual pretendia o
Visconde de Asseca, Martim Corrêa de Sá,
tomar posse da dita Capitania por morte
de seu Pai o Visconde, Diogo Corrêa de Sá,
foi negado pelo mesmo povo o que
passasse a Corte de Lisboa a fim de
representar a Sua Majestade as Vexações
que padeciam conservando-se a Capitania
no domínio do Visconde, e pediu-lhe fosse
servido incorporá-la à Casa, comprando-a
ao mesmo Visconde, ou mandando ajustar
para que o mesmo povo a pague, a qual
incumbência ele aceitou em benefício
comum daqueles moradores, embarcando
na frota do Rio de Janeiro, que chegou a
Lisboa a 23 de Junho de 1749. Na corte

294
 

soube representar tão vivamente as
injustiças e as extorsões que o povo do
Brasil padeciam vivendo nas Capitanias
que se conservavam em poder dos
Donatários, especialmente as que se
haviam praticado com o referido povo por
ocasião do requerimento que se intentou,
que Sua Majestade foi servido mandar que
se incorporassem à Coroa não só a
referida Capitania da Paraíba do Sul,
dando-se por ela um equivalente ao
Visconde de Asseca neste Reino, mas
também todas as mais Capitanias que
ainda hoje tivessem Senhor Particular,
compensando-se estes com os seus
equivalentes respectivos. Conseguindo o
negócio que deu ocasião ao seu embarque,
restituiu-se a sua casa na frota que se fez a
vela do porto de Lisboa para o Rio de
Janeiro no ano de 1753. Havendo chegado
a esta cidade no dia de S. Bartholomeu do
mesmo ano, e recebendo-o aqueles povos
como o seu libertador, pois o
apresentando as ordens que levava da
Corte, se tomou posse da dita Capitania
pela coroa pelo Ouvidor Geral da
Capitania do Espírito Santo, Francisco
Salles Ribeiro, a 30 de Novembro do
mesmo ano, a qual posse foi tão agradável
ao mesmo povo que a festejou com três


 295

dias de luminárias, cavalhadas, e no
terceiro dia expondo o Senhor na Matriz
da Vila de S. Salvador de Campos, capital
da mesma Capitania, e oficiando-se
solenemente, recitando um sermão de
ação de graças o Padre Fr. Jerônimo
Seixas, Religioso Carmelita Calçado, e
cantando-se solenemente um Te Deum.
Não satisfeitos os povos com estas
demonstrações de alegria, passaram ao de
agradecimento, publicando as vezes, não
queriam outro Capitão Mor e Governador,
e que ele devia ser eleito para este
emprego em conformidade das ordens de
Sua Majestade, que havia mandado ao
Senado da Câmara procedesse a esta
eleição com o Ouvidor Geral da Câmara,
em cujo estado nos representam este
negócio as últimas notícias recebidas pela
Frota de 1758. Nos seus primeiros anos se
aplicou as letras, e desta aplicação é parte
uma carta que escreveu em Lisboa em
defesa das Conquistas e Estados do Brasil,
e em que dá bastante a conhecer que
entende de política, e tem boa inspecção
da história portuguesa. Na Corte adquiriu
o conhecimento do idioma Francês, em
algumas composições que traduziu na
nossa língua, assim na Corte, como na
pátria tem mostrado que o escuta

296
 

benignamente Apolo. Casou com D. Isabel
Sebastianna Pedrozo de Moraes, que
nasceu a 19 de Julho de 1720, e foi
batizada na Matriz da mesma Vila de S.
Salvador de Campos, onde também fez o
seu recebimento a 13 de Abril de 1759,
filha do Dr. Álvaro Pessanha, Capitão Mor,
e Governador da mesma Capitania
andando na coroa por um seqüestro feito
ao Visconde, e de sua mulher D. Anna
Pedroso de Moraes. Neta por seu Pai de
Domingos Álvares Pessanha, natural da
Capitania do Espírito Santo, e de D. Isabel
Roza, natural da cidade de Assumpção de
Cabo Frio, e viúva de Pedro Manhães
Barreto do Cham. Neta por parte materna
do Capitão Domingos de Souza Barros,
natural de S. Paulo, e de sua mulher D.
Isabel Bicudo, natural da mesma cidade,
filha de Antonio Bicudo Leme, e de D.
Francisca Romeiro * Velho Cabral, filha de
Manuel da Costa Cabral, natural da Ilha
de São Miguel, e de D. Francisca Cardoso,
filha de Gaspar Vaz Guedes, e de sua
mulher D. Francisca Cardoso. Antonio
Bicudo Leme, já referido, era filho de Braz
Esteves Leme e de Margarida Bicudo de
Brito, neto de Pedro Leme e de Helena do
Prado; bisneto de Leonor Leme, e de Braz
Esteves, naturais * da Ilha da Madeira.


 297

Leonor Leme era filha de Pedro Leme, e
este passou a Capitania de S. Vicente, hoje
Capitania de S. Paulo, logo que se fundou,
em 2 de Outubro de 1564 justificou
perante o Dr. Braz Fragoso, Ouvidor Geral
do Brasil, que era filha de Antão Leme, da
Ilha da Madeira, irmão maior de Aleixo
Leme e Pedro Leme, Fidalgos todos nos
livros do Rei, e de Antonia Leme, mulher
de Pedro Affonso de Aguiar, e de Leonor
Leme, mulher de André de Aguiar, os
quais eram fidalgos e primos do Capitão
da Ilha da Madeira, e parentes em grau
próximo de D. Deniz de Almeida ,
Contador Mor, e de Diogo de Almeida,
Armador Mor, e de Diogo de Cabreira,
filho de D. Henrique de Souza, e de
Tristão Gomes da Meira, etc. etc. Tiveram
6 filhos, a saber:

18. JOAQUIM VELHO DE AZEREDO


COUTINHO. Faleceu menino.

18. JOSÉ JOAQUIM DA CUNHA DE


AZEREDO COUTINHO. Nasceu a 8 de
Setembro de 1742, foi batizado na Capela
de Santa Rita, do Engenho de Santa Cruz,
de seus Pais. Seguiu com a vida
eclesiástica, e renunciou sem discutir ao

298
 

morgado da casa, em favor de seu Irmão
imediato Sebastião da Cunha Azeredo
Coutinho. Foi Bispo de Pernambuco em
1794. Bispo d’Elvas em Portugal em 1806.
Recusou ser Bispo de Beja em 1818, por ele
dizer que não ambicionava aumento de
rendas. Foi nomeado Inquisidor Geral,
assim como Presidente da Junta do Exame
do Estado atual, e melhoramento
temporal das Ordens Religiosas em 1818.
Foi eleito deputado às Cortes de Lisboa em
1820 pela Província do Rio de Janeiro e
tomou assento a 10 de Setembro de 1820.
Faleceu em Lisboa a 12 de Setembro de
1831. Para mais esclarecimentos vide a sua
biografia na Revista do Instituto Histórico
do Rio de Janeiro, Tomo 7, página 106.

18. SEBASTIÃO DA CUNHA DE AZEREDO


COUTINHO. Coronel de Milícia, Fidalgo
da Casa Real, e herdou o morgado da casa
por renúncia que fez o irmão acima
mencionado. Nasceu no Rio de Janeiro a
22 de Janeiro de 1744.

18. CRISPIM DA CUNHA TENREIRO.


Faleceu menino.

18. DOMINGOS DE AZEREDO COUTINHO


E MELLO. Nasceu em Campos a 3 de
Junho de 1749. Foi Brigadeiro dos Reais


 299

Exércitos. Faleceu no Rio de Janeiro a 14
de Março de 1814 com 65 anos. Casou com
D. Maria Isabel de Azeredo Coutinho, que
faleceu a 21 de Outubro de 1779 com 22
anos. Tiveram um único filho, a saber:

19. a) MANUEL DA CUNHA DE AZEREDO


COUTINHO DE SOUZA CHICORRO.
Nasceu no Rio de Janeiro, e faleceu na
cidade de S. Paulo em 13 de Abril de 1839,
com 64 anos. Formado na Universidade de
Coimbra em Portugal e Secretário do
Governo em S. Paulo. Casou com D.
Catharina Fortunata Ricci de Lima,
natural de Portugal. Tiveram um único
filho, a saber:

20. a) JOÃO MARIA DE SOUZA


CHICORRO, casado com D. Carlota
Bauvaim. Sem sucessão.

18. D. MARIANNA DE AZEREDO


COUTINHO. Faleceu menina.

300
 

18. D. LUISA DE AZEREDO COUTINHO,
casada com o Coronel Cláudio José
Pereira da Silva.

18. D. BEATRIZ. Faleceu menina.

§ 27.

XVII. D. LUISA SEBASTIANNA DE


AZEREDO COUTINHO do § 25, N° 17, filha
de D. Brites Rangel de Macedo, e de
Antonio da Cunha Falcão. Casou com
Manuel de Souza de Andrade. Tiveram
uma única filha.

18. D. FRANCISCA JOSEFA DE AZEREDO


COUTINHO. Nasceu a 18 de Junho de
1749, e faleceu de parto a 22 de Abril de
1783. Teve 3 filhos naturais reconhecidos
por Carta Régia. Vide, do Mestre de
Campo Bartholomeo José Vahya,Vide
Título de Monteiro Teixeira de Miranda §
20.


 301

§ 28.

XIV. ISABEL TENREIRO DA CUNHA do §


4, N° 14, filha de Domingos de Azeredo
Coutinho e Mello e de D. Antonia Tenreiro
da Cunha do § 4, N° 13. Cuja sucessão por
descuido escrevemos depois da sua Irmã
D. Joanna Tenreiro da Cunha, que,
segundo a ordem que observamos nesta
genealogia, devia ter precedido, sendo ela
mais velha. Casou com D. Francisco
Cabral de Távora, Provedor da Fazenda
Real e Juiz dos Órfãos do Rio de Janeiro,
onde havia nascido, filho de D. Francisco
Cabral da Távora, Provedor da Fazenda
Real e Juiz dos Órfãos, e de sua mulher D.
Maria Maldonado, natural de S. Paulo no
Brasil, filha de Miguel Arias Maldonado,
natural de Gran Canária, Cavaleiro
Fidalgo da Casa Real, e da Ordem de
Cristo, e Capitão no Rio de Janeiro, e em
S. Paulo, e de sua mulher Maria de
Medeiros, da Capitania de S. Vicente.
Neto de D. Luiz Cabral da Távora, natural
de Beja, onde também nasceu o referido
filho seu, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real,
etc. etc.; e de sua mulher Antonia Góes
Froes, natural de Tanger. D. Francisco
Cabral de Távora, natural de Beja, e que
veio para o Brasil com o Pai, tinha os

302
 

seguintes irmão, a saber: um Religioso
Heremita Calçado de Santo Agostinho, em
Lisboa, Luiz da Costa Cabral, e Estevão
Gomes Cabral, e estes dois últimos
também passaram ao Brasil onde casaram.
Luiz da Costa Cabral foi Avô de D.
Francisco Matheus Rondon, como se vê no
Brasão d’Armas do Tenente General José
Arouche de Toledo Rondon. este Francisco
Matheus Rondon casou com D. Maria de
Araújo, irmã inteira de José de Góes de
Moraes, Capitão Mor, Governador e
Alcaide Mor, Provedor da Fazenda Real
em S. Paulo, ambos filhos de Pedro
Taques de Almeida, conforme se vê no
Brasão d’Armas dos Taques. Tiveram 4
filhos, a saber:

15. MIGUEL DE ARIAS MALDONADO,


Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem
de Cristo, Sargento Mor, e depois Coronel
no Rio de Janeiro, onde faleceu sem
geração legítima.

15. DIOGO DE AZEREDO COUTINHO,


fidalgo da Casa Real, e Cavaleiro da
Ordem de Cristo. Passou a estudar na
Universidade de Coimbra, onde se
formou. Foi Juiz de Fora na Aldeia Galega,
e faleceu moço. Justificou a sua


 303

ascendência conforme vem declarado
neste Título dos Azeredos Coutinhos
perante André da Costa Moreira, Ouvidor
Geral do Rio de Janeiro, a 14 de Maio de
1683, e sendo escrivão João Álvares de
Souza, incorporado na dita justificação as
provisões de Provedor da Fazenda Real
dos defuntos e ausentes, de Ouvidor
Geral, e de Capitão Governador da
Capitania do Espírito Santo, pelos quais
foi provido nos ditos ofícios que
pertenciam ao seu Bisavô Marcos de
Azeredo Coutinho do § 14 e cuja
justificação se passou instrumento que
conserva com seu poder Miguel Rangel de
Souza Coutinho.

15. FRANCISCO CABRAL DE TÁVORA.


Presbítero Secular.

15. D. ISABEL DE AZEREDO COUTINHO.


Terceira mulher de seu Primo Ignácio
Rangel de Azeredo Coutinho. Vide § 4 N°
15. Sem sucessão.

§ 29.

XIII. ANTONIO DE AZEREDO COUTINHO


E MELLO, do § 2, Nº. 13, filho de Marcos

304
 

de Azeredo, e de D. Maria Coutinho de
Mello do § 2, Nº. 12. Nasceu na Capitania
de seu Avô, da qual passou ao Rio de
Janeiro, onde vivia pelos anos de 1645,
com que foi nomeado Capitão
descobridor, e administrador das Minas de
Esmeraldas com seu Irmão Domingos de
Azeredo Coutinho do § 4, Nº. 13; onde
falamos nesta nomeação com mais
largueza, e acham-se Memórias dele na
Vida do Padre João de Almeida, escritas
pelo Padre Simão de Vasconcellos, a
página 252 Nº. 7. Casou com a sua parenta
D. Maria de Spinola. Tiveram 2 filhos, a
saber?

14. JOÃO DE AZEREDO COUTINHO E


MELLO. Faleceu solteiro.

14. D. PAULA DE GALLEGOS, que casou e


teve geração; mas da família do seu
marido inteiramente nos faltam notícias.

NOTA
233


Esclarecimentos sobre a Família de D.


Maria Coutinho de Mello, mulher de
Marcos de Azeredo § 2, Nº. 12.


 305

Irmão Coutinho, irmão de 1º Conde de
Marialva, de que trata no § 2 e Nº. 12, para
a sua ascendência veja História
Genealógica da Casa Real Portuguesa, por
D. Antonio Caetano de Souza, Tomo 3,
página 415, Tomo 12, Parte 2ª , página 893.

Para a ascendência de D. Henrique


Manuel, Conde de Cea, de quem trata no §
2, Nº. 12, e seu descendente dos Reis de
Castella, veja a mesma História
Genealógica, Tomo 12, parte 1ª , página
599; Tomo 12, página 382; e Tomo 12,
parte 2ª página 893. Como D. Brites de
Souza, mulher do Conde de Cea é
descendente do Rei D. Affonso 3º de
Portugal, veja a mesma História
Genealógica Tomo 12, Parte 1ª , página
599, e 222, assim como Tomo 1, página
177. Como D. Leonor Gonsalves de
Azeredo de quem trata em § 2, Nº. 12, é
descendente do Rei D. Deniz de Portugal,
provem de que ela é neta de João Affonso
de Albuquerque, que é neto do Rei D.
Diniz, como se pode ver na mesma
História Genealógica, Tomo 1º , página
245.

Da ascendência de Martim Affonso de


Mello, de quem trata o § 2, Nº. 2, Nº. 12,

306
 

página...., veja a mesma História
Genealógica, Tomo 12, Parte 2ª , página
893. Para a ascendência ainda mais
remota, veja a mesma História
Genealógica, Provas, Tomo I, página 149,
tratando de Men Soares de Mello, pai de
Affonso Mendes de Mello, de quem se
trata na mesma História Genealógica,
Tomo 12, Parte 2ª , página 893. Para
ascendência de D. Briolonja de Souza,
mulher de Martim Affonso de Mello, veja
a mesma História Genealógica, Tomo 3,
página 415. Para a ascendência de Martim
Affonso de Souza, Senhor de Mortagoa, e
pai de D. Briolonja de Souza, veja a
mesma História Genealógica, Tomo 3,
página 415; Tomo 12, Parte 2ª , página 701
e 874; assim como aí verá como D.
Briolonja de Souza descende do Rei D.
Affonso 3º , como diz no § 2, Nº. 12. Para a
ascendência dos Briteiros, veja a mesma
História Genealógica, Tomo 12, Parte 2ª ,
página 705, e nos Provas Tomos, páginas
157, 159 e 161.

Para a ascendência de D. Guiomar Gil de


Severoza, mulher de João Rodriguez
Briteiros, veja as Provas da mesma
História Genealógica, Tomo 1, página 151.
Para a ascendência de D. Ignez Lourenço


 307

de Souza, mulher de D. Martim Affonso
Chicosso, e filha de Lourenço Soares
Valladares, veja a mesma História
Genealógica, Tomo 12, Parte 1ª , página
245, e as Provas da mesma História
Genealógica, Tomo 1, páginas 158, 159 e
183.

308
 

Notas
Complementares

“O quam pulchra est casta generatio cum claritate...”
Ex libro Sapientae

“...las jararquias... son la forma natural, y por consiguiente divina, de lo


que es vario...
”Donoso Cortés “Pensamientos” p. 41, Madrid, ed. de 1934.

“A cultura da terra produz, com a abundância e com a saúde, virtudes e


amor da Pátria”.
Castilho “Quadros Históricos de Portugal” p. 90, Lisboa, 1905.

Falho, como todas as obras iniciais de


genealogia a que faltaram o préstimos de
muitos interessados, este trabalho se
ressente de numerosos defeitos e bastante
omissões, de que será escoimado pelos
esclarecimentos e retificações posteriores.


 309

A incoerência ortográfica, resultante da
falta de unidade da revisão, aderiram
dezenas de descuidos de outra natureza.

Era meu intuito fazer proceder às


comemorações do 4º Centenário da Cana
de Açúcar e dos Centenários de Portugal
um nobiliário da baixada fluminense,
onde velhas famílias portuguesas tinham
constituído no novo mundo a aristocracia
do açúcar. E pretendia fazer dois
trabalhos: um de genealogia, animada,
sentimental, encarada sob o ponto de vista
da tradição doméstica, e culto transmitido
da terra; outro, no romance, mais ou
menos histórico, da fase de transição entre
o engenho e a usina.

Vão dos dois, aqui, apenas duas amostras.


Enquanto os lazeres da advocacia e do
magistério me permitiram dispor de
tempo e paciência para assunto assim
minucioso, próprio das horas calmas e
vigílias quietas, coligi o material da obra
que me propusera e é parte dele, ajuntado
às pressas, longe de minhas vistas, o que
compôs este volume: Prefeito de
Petrópolis e Secretário do Interior e
Justiça do Estado, não pude, e tinha

310
 

obrigação de não poder, levar avante a
empresa sonhada.

Mister se fazia alguma referência mais


pormenorizada a certos solares, como o da
Abbadia 108 o dos Barões da Lagoa
Dourada, 109 a Quinta de Mirandela, 110 a
Casa do Carmo, até hoje na posse da
família. Mas também muitas árvores
genealógicas haveria a completar, na
ramaria complexa em que elas se
desdobram. 111



























































































Já
não
existe.
No
local
foi
levantada
a
atual
Usina.
Da
casa
privativa,
o
Barão

108

d’Abbadia,
havia
feito
retirar
o
brasão
d’Armas,
por
ocasião
do
casamento
de

uma
de
suas
filhas.

109
Onde
hoje
funciona
o
antigo
Liceu
de
Humanidades.
Num
dos
salões
dessa

casa
esteve
a
célebre
mobília
dourada
dos
Barões
da
Lagoa,
que
depois
passou

para
o
Solar
de
Sto.
Antonio,
onde
viveu
e
morreu
seu
sobrinho‐neto
João

Gregório
Francisco
de
Miranda.
A
sala
principal
se
conserva
intacta,
na
sua

suntuosa
decoração
primitiva:
de
uma
festa
principesca
aí
realizada,
guardou‐
se
até
hoje
inestimável
relíquia
–
um
vestido
da
Baronesa
da
Lagoa
Dourada,

bordado
a
ouro
pelas
mãos
seráficas
da
Bemaventurada.
Também
um
dos

carros
fechados
da
Fazenda
Grande
de
Sto.
Antonio
do
Becco
fora
do
serviço

desse
solar.


Em
Traz
os
Montes,
Portugal:
passou
a
mãos
estranhas
em
fins
do
século

110

passado
(XIX).

111
A
D.
Maria
Luiza
de
Almeida
Costa
Miranda,
casada
com
João
Gregório

Francisco
de
Miranda,
era
filha
de
Geraldo
Martins
de
Almeida
e
D.
Anna

Bernardina
do
Nascimento
Martins
de
Almeida,
avós
maternos
do
Dr.
Nilo
de

Alvarenga
(que
já
representou
Campos
na
Câmara
Federal),
de
cujo
casamento

com
D.
Anna
de
Alvarenga
nasceram
dois
filhos,
Fernando,
que
seguiu
a

carreira
diplomática,
e
Vera;
b)
D.
Eufemia
Fernandes
Souto
Ribeiro
do

Rosário,
sobrinha
de
D.
Josepha
do
Espírito
Santo
Fernandes
de
Araújo
Silva,

casou‐se
com
o
Dr.
Antonio
Ribeiro
do
Rosário
e
desse
matrimônio
nasceram

Antonio,
que
seguiu
a
carreira
eclesiástica,
Graziella
e
Sylvia;
c)
Um
irmão
de

D.
Maria
Machado
Cardoso
(mulher
do
Com.
Cardoso
Moreira)
João
Machado,

de
seu
casamento
com
D.
Quitéria
Machado,
teve
as
filhas
Maria,
Úrsula
e

Sebastiana.



 311

Os Miranda estão ligados aos Azeredo
Coutinho e a muitas outras famílias
fluminenses e não fluminenses. E a várias
casas de Portugal, a que aqui não me
aportei, por ter deixado para
empreendimento maior da parte referente
à península, que vai do século XVII aos
veneráveis tombos onde as linhas
legítimas de sucessão das famílias de
origem lusa se batizam e que são a galilé
de Pombeiro e a tapeçaria de Dom
Fernando.

Os Cardoso, de que os Cardoso Moreira do


séc. XIX são uma linha segunda, e os
Gusmão, de que os Miranda do séc. XVIII
descendem por linha feminina, estão no
Brasil há trezentos anos, tendo chegado a
Campos no sec. XVII.

Essas famílias, fluminenses de três


séculos, até hoje tem terras em Campos e
sempre ininterruptamente as tiveram:
nunca, portanto, o vínculo que as unia à
gleba se rompeu e, sem solução de
continuidade, a estripe rural se manteve
íntegra no Espaço e se prolongou fecunda
no Tempo.

Como aquela Austria Feliz do dístico


latino, os demônios do sangue se

312
 

estenderam pelo casamento, a outras
famílias e a outras províncias.

Mas o carvalho secular e originário, tendo


lançado raízes eternas no chão da sua
comuna, ali continua, vergastado pelo
nordeste, com a fronde desfeita pelas
intempéries, quase reduzido a tronco
algumas vezes, mas ainda de pé...

Deus conserve. E o sopro quente do nosso


afeto o revigore, e o orgulho dele nos
reabilite, e os olhos reconhecidos que para
ele havemos de voltar tenham a virtude de
reanimá-lo e o dom de rejuvenescê-lo.

Assim o desejam estas páginas e isso


pedem aos homens e às mulheres do
mesmo sangue.

Para que os velhos se confortem com a


certeza de que tem a quem transmitir a
lembrança do passado; para que os moços
se amparem no exemplo dos velhos e se
exaltem na memória do que puderam os
antigos do seu nome.

FIM


 313

Índice

Genealogia.................................. XI (6)

Institutos e obras......................XXV (11)

Árvores dinásticas.................... 27 (14)

A gleba......................................39 (25)

A unidade do Sangue.................49 (310

Nobreza.....................................55 (39)

Origem dos Sobrenomes.............69 (51)

Teoria da Heráldica....................79 (54)

Filhos d’algo........................ .....87 (63)

O Testamento do Sarg. Mor........95 (69)

A Baronesa d’Abbadia...............103 (78)

O Sarg. Mor G. F. de Miranda....115 (86)

O 1º Barão d’Abbadia.................129 (99)

Carta de Brasão.........................137 (106)

Os Miranda (Miranda Pinto, Martins


Pinheiro, Gusmão Miranda,Cardoso de
Miranda, Miranda Menezes, Pache de
Faria, Almeida Miranda, Menezes Povoa,

314
 

Pereira Pinto, Miranda Sá Sobral,
Manhães Barreto, Rodrigues Peixoto,
Coelho de Almeida, Sá Barroso,
Cavalcanti de Albuquerque,
etc.)........................................147 (113)

Os Cardoso Moreira (Araújo Silva, Araújo


Cardoso, Nabuco de Araújo, Cardoso de
Miranda, Motta Maia, Machado Cardoso,
Magarinos Torres, Pereira Porto,
Domingues Tinoco, Martins Júnior, Aguiar
Cardoso, etc. ..........................167 (130)

O Conde de Iguassú...................171 (135)

Os Monteiro Teixeira de Miranda


(Teixeira de Macedo, Vahya, Meirelles,
Souza Rabello, Sarmento e Castro, Veiga
de Siqueira, etc)........................175 (138)

Os Araújo (Pereira Pinto, Motta Leite,


Vieira de Carvalho, Carvalho de Moraes,
etc. .........................................199 (162)

Os Azeredo Coutinho (Annes de Araújo,


Alz, Azevedo, Sodré, Grimaldi, Rangel,
Coutinho e Mello, Tavares da Silva,
Barcellos, etc. ...........................213 (176)

Notas Complementares...............364 (309)


 315