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Norma

Portuguesa

NP

EN ISO 140-5

2000

Acústica

Medição do isolamento sonoro de edifícios e de elementos de

construção

Parte 5: Medição in situ do isolamento sonoro a sons aéreos de

fachadas e de elementos de fachada (ISO 140-5:1998)

Acoustique

Mesurage de l’isolation acoustique des immeubles et des éléments de construction

Partie 5: Mesurages in situ de la transmission des bruits aériens par les éléments de

façade et les façades (ISO 140-5:1998)

Acoustics

Measurement of sound insulation in buildings and of building elements

Part 5: Field measurements of airborne sound insulation of façade elements and

façades (ISO 140-5:1998)

ICS

91.060.10; 91.120.20.19

DESCRITORES

Acústica; edifícios; fachadas; paredes; portas; pavimentos;

janelas; isolamento sonoro; controlo do ruído; medições

acústicas; ensaios; cálculos matemáticos; equipamento para

ensaio; relatórios definições

CORRESPONDÊNCIA

Versão Portuguesa da EN ISO 140-5:1998

HOMOLOGAÇÃO

Termo de Homologação Nº 615/2000, de 2000-11-17

ELABORAÇÃO

CT 28 (DGA)

EDIÇÃO Setembro de 2002

CÓDIGO DE PREÇO

X008

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Instituto Português da

X008 © IPQ reprodução proibida Instituto Português da ualidade Rua António Gião, 2 PT – 2829-513

ualidade

Rua António Gião, 2 PT – 2829-513 CAPARICA

PORTUGAL

Tel. (+ 351) 21 294 81 00

E-mail: ipq@mail.ipq.pt

Fax. (+ 351) 21 294 81 01

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NORMA EUROPEIA EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENN EUROPEAN STANDARD

EN ISO 140-5

Agosto 1998

ICS: 91.060.00; 91.120.00

Descritores: Acústica, edifícios, fachadas, sons aéreos, isolamento sonoro, ensaios, ensaios in situ,

ensaios acústicos, medições acústicas

Versão Portuguesa

Acústica. Medição do isolamento sonoro de edifícios e de elementos de construção-

Parte 5: Medição, in situ, do isolamento sonoro a sons aéreos de fachadas e de elementos de fachada

(ISO 140-5:1998)

Akustik - Messung der schalldämmung in gebäuden und von bauteilen - Teil 5:

Messung der lutfshalldämmung von fassadenelementen und fassaden am bau (ISO 140-5:1998)

Acoustique - Mesurage de

l’isolation acoustique des

immeubles et des éléments de

construction - Partie 5:

Mesurages in situ de la

transmission des bruits aériens

par les éléments de façade et

les façades

(ISO 140-5:1998)

Acoustics - Measurement of

sound insulation in buildings

and of building elements –

Part 5: Field measurements of

airborne sound insulation of

façade elements and façades

(ISO 140-5:1998)

A

que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade.

Esta Norma Europeia foi ratificada pelo CEN em 1998-08-14.

Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define

as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.

Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais

correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.

A

língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e

presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra

presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN ISO 140-5:1998, e tem o mesmo estatuto

notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.

Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha,

Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo,

Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

CEN

Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization

Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas

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Preâmbulo

O

em colaboração com o Comité Técnico CEN/TC 126 "Propriedades acústicas dos elementos de construção e

dos edifícios" sob cuja competência esta Norma fica doravante.

Deve ser atribuído, a esta Norma o estatuto de norma nacional, quer por publicação de um texto idêntico,

quer por adopção, até Fevereiro de 1999, e todas as normas nacionais que estejam divergentes devem ser

emendadas até Fevereiro de 1999.

De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, são obrigados a implementar esta Norma

Europeia os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica,

Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países

Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

texto da Norma Internacional ISO 140-5:1998 foi preparado pelo Comité Técnico ISO/TC 43 “Acústica”

Nota de endosso

O

qualquer modificação.

NOTA: As referências normativas a Normas internacionais são indicadas no Anexo ZA (normativo)

texto da Norma Internacional ISO 140-5:1998 foi aprovado pelo CEN como uma Norma Europeia sem

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1 Campo de aplicação

presente parte da Norma prescreve dois grupos de métodos (métodos de elementos e métodos globais)

para medição do isolamento sonoro a sons aéreos de fachadas e de elementos de fachada. Os métodos de

elementos destinam-se a avaliar a redução sonora de um elemento de fachada, por exemplo uma janela. O

método de elementos, considerado mais rigoroso, utiliza um altifalante como fonte sonora. Outros métodos

de elementos, menos rigorosos, consideram a utilização do ruído de tráfego existente. Os métodos globais

destinam-se, por outro lado, a avaliar a diferença de nível sonoro exterior/interior nas condições reais de

tráfego. Os métodos globais mais rigorosos utilizam o tráfego real como fonte sonora. Pode também ser

utilizado um altifalante como fonte sonora. No quadro 1 é apresentado um resumo geral dos métodos

referidos.

método de elementos com altifalante conduz à obtenção de valores de redução sonora aparente que, em

certas circunstâncias [por exemplo, tomando em conta a exactidão da medição (ver 7.1)], pode ser

comparado a redução sonora medida laboratorialmente, de acordo com as normas ISO 140-3 ou ISO 140-10.

O

A

Recomenda-se este método quando o objectivo da medição é a avaliação do comportamento de um dado

elemento de fachada relativamente ao seu comportamento em laboratório.

método de elementos com tráfego rodoviário tem a mesma finalidade que o método de elementos com

altifalante. É particularmente útil quando, por qualquer razão prática, o método de elementos com altifalante

não pode ser utilizado. Estes dois métodos produzem, muitas vezes, resultados não muito diferentes entre si.

método de tráfego rodoviário tende a originar resultados, do valor da redução sonora, mais baixos que o

O

método com altifalante. No anexo D acrescenta-se, a este método com tráfego rodoviário, os métodos que

integram o tráfego aéreo e ferroviário.

O

dado local, relativamente a um ponto de medição exterior colocado a 2 m dessa fachada. Recomenda-se este

método global com tráfego rodoviário conduz à determinação da redução sonora, real, da fachada, para um

O

método quando o objectivo da medição é a avaliação do comportamento da fachada global, incluindo as

transmissões marginais, numa posição determinada relativamente ao ruído proveniente de ruas vizinhas. O

resultado não pode ser comparado com o das medições de laboratório.

método global com altifalante conduz à determinação da redução sonora de uma fachada relativamente a

O

um ponto de medição exterior colocado a 2 m dessa fachada. Este método é particularmente útil quando, por

qualquer razão prática, não pode ser utilizada a fonte de ruído real. O resultado obtido não pode ser

comparado com o proveniente de medições em laboratório.

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Im pr essã o NP EN ISO 140-5 2000 p. 6 de 32 Quadro 1 –

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2000

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Quadro 1 – Resumo geral dos diferentes métodos de medição

No.

Método

Referência

Resultado

Campo de aplicação

 

de Elementos

     
       

electnico

Método recomendado para avaliar

a

elementos de fachada

redução sonora aparente de

1

Com altifalante

Secção 5

R’ 45

2

Com tráfego

rodoviário

Secção 6

R’ tr,s

Método alternativo ao No. 1

quando se dispõe de ruído de

tráfego rodoviário adequado

3

Com tráfego

ferroviário

Anexo D

(informativo)

R

rt,s

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Método alternativo ao No. 1

quando se dispõe de ruído de

tráfego ferroviário adequado

4

Com tráfego

aéreo

Anexo D

(informativo)

R’

at,s

Método alternativo ao No. 1

quando se dispõe de ruído de

tráfego aéreo adequado

 

Global

     

5

Com altifalante

Cláusula 5

D

D

ls,2m,nT

ls,2m,n

Alternativa aos métodos Nos. 6, 7

e

8

6

Com tráfego

rodoviário

Cláusula 6

D

D

tr,2m,nT

tr,2m,n

Método recomendado para avaliar

o

uma fachada exposta ao ruído de

tráfego rodoviário

isolamento sonoro global de

7

Com tráfego

ferroviário

Anexo D

(informativo)

D

D

rt,2m,nT

rt,2m,n

Método recomendado para avaliar

o

uma fachada exposta ao ruído de

tráfego ferroviário

isolamento sonoro global de

8

Com tráfego

aéreo

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Anexo D

(informativo)

D

D

at,2m,nT

at,2m,n

Método recomendado para avaliar

o

uma fachada exposta ao ruído de

tráfego aéreo

isolamento sonoro global de

2 Referências normativas

As normas seguintes contêm disposições que, através de referência neste texto, constituem disposições desta parte da ISO 140. À data de publicação, as edições indicadas encontravam-se em vigor. Dado que todas as normas podem ser sujeitas a revisão, as partes que tenham estabelecido acordos baseados nesta parte da norma devem analisar a possibilidade de aplicação de edições mais recentes das normas abaixo indicadas. Os membros do IEC e da ISO possuem os registos de normas internacionais actualmente em vigor.

ISO 140-2:1991,

Acoustics-Measurement of sound in building and of building elements-Part 2.

ISO 140-3:1995,

Determination, verification and application of precison of precison data. Acoustics – Measurement of sound insulation in buildings and of building elements – Part 3: Laboratory measurements of airborne sound insulation of building elements.

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ISO 354:1985,

ISO 717-1:1982,

IEC 60651:1979,

IEC 60804:1985,

IEC 60942:1988,

IEC 61260:1995,

Acoustics – Measurement of sound absorption in a reverberation room.

Acoustics-Rating of sound insulation in buildings and of building elements-Part 1:

Airborne sound insulation.

Sound level meters

Integrating-averagong sound level meters.

Sound calibrators

Electroacoustics – Octave band filters and fractional – Octave band filters.

3 Definições

Para efeitos da presente Norma, são aplicáveis as definições dadas na norma ISO 140-3 e as que a seguir se

indicam.

: Dez vezes o logaritmo decimal da

razão entre a média, na superfície e no tempo, do quadrado da pressão sonora e o quadrado da pressão sonora

3.1

nível médio de pressão sonora numa superfície de ensaio, L

1,s

de referência, sendo a média na superfície tomada sobre a totalidade da superfície de ensaio, incluindo os

efeitos devidos à reflexão do provete de ensaio e da fachada; é expresso em decibéis.

nível médio de pressão sonora numa sala, L : Dez vezes o logaritmo decimal da razão entre a média,

3.2

no espaço e no tempo, do quadrado da pressão sonora e o quadrado da pressão sonora de referência, sendo a

média no espaço tomada sobre a totalidade da sala com excepção das zonas em que a radiação directa duma

fonte sonora ou o campo sonoro próximo das fronteiras (parede, janela) têm influência significativa; é

expresso em decibéis.

2

3.3

contínuo e estacionário que, dentro do intervalo de tempo da medição, tem a mesma pressão sonora

: Valor do nível de pressão sonora de um ruído

nível de pressão sonora contínuo equivalente L

eq

quadrática média que o ruído em causa, e cujo nível é variável com o tempo; é expresso em decibéis.

3.4

provete de ensaio e a potência sonora

redução sonora, R: Dez vezes o logaritmo decimal da razão entre a potência sonora W 1 incidente no

W

2

transmitida pelo provete:

NOTA: A expressão “perda de transmissão sonora” (TL) também se utiliza em países de língua inglesa. É equivalente a “redução

sonora”.

R

= 101

g ⎜ ⎛ W

W

1

2

dB

(1)

3.5 redução sonora aparente, R’ : Dez vezes o logaritmo decimal da razão entre a potência sonora incidente

W 1 no provete de ensaio e a potência sonora total transmitida para o local receptor, a qual é subdividida nas

parcelas W 2 e W 3 , correspondendo a primeira à potência sonora transmitida pelo provete e a segunda à potência sonora transmitida por via marginal.

R

'

=

101

g

W

1

W

2

+

W

3

db

(2)

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3.6 redução sonora aparente, R’ 45° : Medida do isolamento sonoro a sons aéreos de um elemento de

construção quando a fonte sonora é um altifalante e quando o ângulo de incidência é de 45 °. O ângulo de

incidência do ruído é definido entre o eixo do altifalante, dirigido para o centro do provete de ensaio, e a

normal à superfície da fachada. A redução sonora aparente é calculada pela equação (3):

em que:

L 1,s

L 2

S

A

R

'

45

0

=

L

1,

s

L

2

+

101

S ⎞ ⎟ db

g

A

1,5 db

(3)

é o nível médio de pressão sonora na superfície do provete de ensaio, tal como definido em 3.1;

é o nível médio de pressão sonora no local receptor, tal como definido em 3.2;

é a área do provete de ensaio, calculada como se indica no anexo A;

é a área de absorção sonora equivalente do local receptor.

NOTA: Esta equação é baseada na hipótese de que o ruído incide segundo um único ângulo - 45° - e que o campo sonoro do local

receptor é perfeitamente difuso.

3.7

construção quando a fonte sonora é o ruído de tráfego e a posição do microfone exterior está sobre a

superfície de ensaio. A redução sonora aparente é então calculada pela equação (4):

redução sonora aparente, R’ tr,s : Medida do isolamento sonoro a sons aéreos de um elemento de

em que:

L

eq,1,s

L

S e A

eq,2

R

'

tr s

,

=

L

eq

,1,

s

L

eq

,2

+

101

S

A

g

dB

3,0 dB

(4)

é o valor médio do nível de pressão sonora contínuo equivalente na superfície do provete de

ensaio incluindo os efeitos de reflexão derivados do provete de ensaio e da fachada;

é o valor médio do nível de pressão sonora contínuo equivalente no local receptor;

são definidos como em 3.6.

3.8

da fachada, L

diferença de nível, D

1,2m

2m

: Diferença, em decibéis, entre o nível de pressão sonora exterior, medido a 2 m

, e a média no espaço e no tempo do nível de pressão sonora, L 2 , no local receptor:

D

2

m

=

L

1,2

m

L

2

(5)

NOTA: Se for utilizado o ruído de tráfego como fonte sonora, a notação é Dtr,2m.

3.9 Diferença de nível padronizado, D 2m,nT : Diferença de nível, em decibéis, correspondente a um valor de

referência do tempo de reverberação no local receptor:

D

2m,nT

=

D

2m

+

10 lg

⎝ ⎜

T

T

0

dB

⎟ ⎠

em que T 0 = 0,5 s.

NOTA:

D ls,2m,nT.

Se for utilizado o ruído de tráfego como fonte sonora, a notação é Dtr,2m,nT.

Se

…(6)

for

utilizado

um altifalante, é

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3.10.Diferença de nível normalizado, D 2m,n : Diferença de nível, em decibéis, correspondente à área de

absorção sonora de referência do local receptor:

D

2m,nT

=

D

2m

+

10 lg

A

A

0

dB

…(7)

em que A 0 = 10 m 2 .

NOTA: Se for utilizado o ruído de tráfego como fonte sonora, a notação é Dtr,2m,n. Se for utilizado um altifalante é Dls,2m,n.

4 Equipamentos

4.1 Generalidades

O

O

0 ou 1, de acordo com a IEC 60651 ou IEC 60804. A cadeia de medição deve ser calibrada por utilização de

equipamento de medição do nível de pressão sonora deve respeitar as exigências de um aparelho de classe

microfone a utilizar nas medições deve ter um diâmetro máximo de 13 mm.

um calibrador acústico de classe 1 ou superior, de acordo com a IEC 60942.

Os filtros de banda de um terço de oitava e, se aplicável, os filtros de banda de oitava, devem respeitar as

exigências da IEC 61260.

O

ISO 354.

equipamento de medição do tempo de reverberação deve respeitar as exigências estabelecidas na norma

4.2 Altifalante

A

sonora em cada banda de frequências de interesse sejam inferiores a 5 dB, com as medições efectuadas sobre

direccionalidade do altifalante, em campo livre, deve ser tal que as diferenças locais do nível de pressão

uma superfície imaginária que possua a mesma dimensão e orientação do provete de ensaio.

NOTA: Se o método com altifalante for adaptado a grandes provetes de ensaio, ou seja, a provetes em que uma das suas dimensões

ultrapasse 5 m, podem ser aceites diferenças até 10 dB. Este facto deve ser assinalado no relatório de medição.

5

Medição com altifalante

5.1 Generalidades

Para este efeito, são descritos dois métodos, o de elementos e o global.

O

particulares, pode ser comparado à de redução sonora obtida em laboratórios para os respectivos elementos

método de elementos com altifalante conduz a uma estimativa da redução sonora que, em circunstâncias

de fachada.

O método global com altifalante permite quantificar o isolamento sonoro a sons aéreos de uma fachada

inteira, ou mesmo de um edifício completo, numa situação particular. Este resultado não pode ser comparado

com as medições realizadas em laboratório.

5.2 Princípio de medição

O altifalante é colocado numa ou mais posições, fora do edifício, a uma distância d da fachada, com o ângulo

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O nível médio de pressão sonora é medido, quer directamente sobre o provete de ensaio (método de

elementos) ou a 2 m de distância da fachada (método global), como também no local receptor.

Seguidamente, calcula-se a redução sonora aparente R’ 45° ou a diferença de nível D

ls,2m

.

R’ 4 5 ° ou a diferença de nível D ls,2m . Legenda 1 – Normal

Legenda

1 – Normal à fachada

2 – Plano vertical

3 – Plano horizontal

4 – Altifalante

Figura 1 – Geometria do método de elementos com altifalante

5.3

O

frequências considerada. Se as medições forem realizadas por bandas de um terço de oitava, devem ser

utilizadas frequências centrais de 100 a 3150 Hz, pelo menos, e de 50 Hz a 5000 Hz, de preferência. Se as

medições forem realizadas em bandas de oitava, devem ser utilizadas frequências centrais de 125 a 2000 Hz,

pelo menos, e de 63 Hz a 4000 Hz, de preferência. Além disso, as diferenças entre os níveis de potência

sonora em bandas de um terço de oitava pertencentes a uma determinada banda de oitava não devem ser

superiores a 6 dB na banda de oitava de 125 Hz, a 5 dB na banda de 250 Hz, e a 4 dB nas bandas de

frequências mais altas.

Em todas as bandas de frequências relevantes, o nível de potência sonora da fonte sonora deve ser suficientemente elevado de forma a estabelecer um nível de pressão sonora no local receptor que exceda o nível do ruído de fundo em 6 dB, pelo menos.

campo sonoro estabelecido deve ser estacionário e apresentar um espectro contínuo na gama de

Produção do campo sonoro

5.4 Posição do altifalante

A posição do altifalante e a distância d à fachada devem ser escolhidas por forma a minimizar a variação do nível de pressão sonora no provete de ensaio. Isto implica que a fonte sonora deva ser, preferencialmente, colocada no solo. Alternativamente, a fonte sonora pode ser colocada à maior altura possível acima do solo.

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A distância r da fonte sonora ao centro do provete de ensaio deve ser pelo menos 5 m (d > 3,5 m) para o

método de elementos com altifalante, e pelo menos 7 m (d > 5m) para o método global com altifalante. O

ângulo de incidência das ondas sonoras deve ser de (45 ± 5)° (ver figura 1).

5.5 Medições no local receptor

5.5.1 Generalidades

O

de

de

de

também, o nível de ruído de fundo L b .

nível médio de pressão sonora é obtido, no local receptor, utilizando um único microfone, que é deslocado

posição em posição, ou com um conjunto de microfones fixos, ou, também, com um microfone móvel ou

movimento oscilante. Para todas as posições da fonte sonora, deve ser feita a média energética dos níveis

pressão sonora associados às diferentes posições do microfone. Complementarmente, deve determinar-se,

5.5.2 Posições do microfone

Devem ser utilizadas, no mínimo, cinco posições do microfone em cada local de medição a fim de se obter o

nível médio de pressão sonora do campo sonoro estabelecido. Estas posições devem ser distribuídas,

uniformemente, dentro do espaço máximo disponível em cada local.

Os afastamentos seguintes são valores mínimos e devem ser aumentados sempre que possível:

0,7 m entre posições de microfone;

0,5 m entre qualquer posição de microfone e as fronteiras do local ou objectos no local;

1,0 m entre qualquer posição do microfone e a fonte sonora.

Se se utilizar um microfone móvel, o raio do varrimento deve ser pelo menos 0,7 m. O seu plano de rotação

deve ser inclinado de forma a cobrir uma porção abrangente do espaço do local e não deve estar situado em

nenhum plano que defina um ângulo de 10° com qualquer parede. A duração de cada período de varrimento

não deve ser inferior a 15 s.

5.5.3

Medem-se os níveis do ruído de fundo para assegurar que os resultados obtidos no local receptor não são

afectados por ruído perturbador, tais como os ruídos exteriores ao local de ensaio, o ruído eléctrico do

equipamento de medição, ou as interferências eléctricas de comunicação entre a fonte e os sistemas de

medição.

O

do sinal de ensaio e do ruído de fundo combinados. Se a diferença entre estes níveis for menor do que 10 dB

mas superior a 6 dB, devem ser calculadas as correcções do nível do sinal de acordo com a equação (8):

nível de ruído de fundo deve estar, pelo menos, 6 dB (e de preferência mais do que 10 dB) abaixo do nível

Correcções relativamente ao ruído de fundo

L

=

10 lg(10

L

sb

/10

10

L

b

/10

)dB

…(8)

em que:

L é o nível do sinal corrigido, em decibéis;

L

L

sb

b

é o nível do sinal e do ruído de fundo combinados, em decibéis;

é o nível do ruído de fundo, em decibéis.

Se a diferença entre os níveis for menor ou igual a 6 dB em qualquer das bandas de frequências, usa-se a correcção de 1,3 dB, correspondente a uma diferença de 6 dB. Nesse caso, os valores de D n , D nT ou R’

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indicam-se no relatório de medição, de forma a que fique suficientemente clarificado que os valores

apresentados constituem o limite da medição [ ver i) da secção 9].

5.5.4

termo correctivo constante na equação (6), o qual se relaciona com a área de absorção sonora equivalente

do recinto receptor, é determinado a partir do tempo de reverberação, medido de acordo com a norma

O

Medição do tempo de reverberação e determinação da área de absorção sonora equivalente

ISO 354 e calculado pela fórmula de Sabine:

A =

0,16 V

T

…(9)

em que

A

V

T

é a área de absorção sonora equivalente, em metros quadrados;

é o volume do local receptor, em metros cúbicos;

é o tempo de reverberação do local receptor, em segundos.

Segundo a norma ISO 354, a medição do tempo de reverberação, a partir da curva de decaimento, inicia-se

0,1 s após a fonte sonora ter sido desligada, ou com base num nível de pressão sonora que se situe alguns

decibéis abaixo do nível a partir do qual se inicia o decaimento. Deve utilizar-se um intervalo que não seja

menor que 20 dB nem tão elevado que o decaimento observado não possa ser aproximado por uma linha

recta. O limite inferior deste intervalo deve ficar pelo menos 10 dB acima do nível de ruído de fundo.

O

seis. Devem ser utilizadas, pelo menos, três posições de microfone e uma posição de altifalante, com duas

leituras em cada caso.

Podem ser utilizados microfones móveis que respeitem as exigências preconizadas em 6.3.2. No entanto, o

período de varrimento não deve ser inferior a 30 s.

NOTA: Se o tempo de reverberação for demasiado pequeno (por exemplo, menor que 0,4 s), a utilização de um microfone móvel

pode revelar-se problemática.

número mínimo de medições de decaimento requerido, para cada banda de frequências de medição, é de

5.6 Método de elementos com altifalante

5.6.1

Se o objectivo da medição é obter resultados tão comparáveis quanto possível com os das medições em

laboratório, deve ser adoptado o seguinte procedimento:

a) verificar se o elemento de fachada sujeito a ensaio está de acordo com as especificações de construção e

Requisitos de ensaio

se encontra adequadamente montado de acordo com as instruções do fabricante;

b) estimar o valor da redução sonora da fachada para assegurar que a transmissão sonora através da parede que circunscreve o provete de ensaio não contribui significativamente para o nível de pressão sonora estabelecido no local receptor.

Se o objectivo da medição é comparar o isolamento sonoro de uma janela com os resultados das medições em laboratório, para além dos passos anteriores deve verificar-se se a área da abertura de ensaio é representativa da existente nos laboratórios e se o nicho da abertura e a posição da janela nesse nicho não se afasta das exigências expressas na norma ISO 140-3.

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5.6.2 Medições na superfície exterior do elemento de fachada

Determina-se o nível médio de pressão sonora L 1,s na superfície do elemento em ensaio. Realizam-se as

medições, com o microfone fixado directamente ao provete de ensaio real de forma que o seu eixo se

encontre paralelo ao plano da fachada, dirigido para cima ou para baixo, ou apontando na direcção normal ao

provete em ensaio. A distância do provete em ensaio ao centro da membrana do microfone é dependente do

diâmetro deste e deve ser, no máximo, 10 mm, se o eixo do microfone for paralelo à superfície do elemento

em ensaio, e, no máximo, 3 mm se o eixo for normal à superfície em causa. Se o microfone estiver fixo, deve

ser preso ao provete em ensaio com uma fita adesiva resistente. O microfone deve ser equipado com um

pára-vento hemisférico (ver figura 2).

Se forem realizadas medições simultâneas, no interior e no exterior, no caso do microfone se encontrar

fixado ao provete em ensaio, só devem ser utilizados tipos de microfone, incluindo os respectivos cabos, que

demonstrem não afectar o isolamento sonoro do provete em ensaio.

Devem escolher-se entre três e dez posições de medição, em função da diferença dos níveis de pressão

sonora entre as posições consideradas. Devem distribuir-se uniformemente as posições de medição, todavia

de forma assimétrica sobre a superfície de medição. Recomenda-se que se comece com três posições do

microfone (n=3). Se a diferença do nível de pressão sonora entre duas posições, numa banda de frequências,

for maior do que n, deve aumentar-se o número de posições de medição até dez. Se o provete em ensaio for

montado numa reentrância da fachada, devem escolher-se sempre dez posições de medição. Se a diferença de

níveis de pressão sonora entre as posições de medição for superior a 10 dB, este facto deve ser referido no

relatório de medição.

Como alternativa a várias posições fixas, é permitida a utilização de um microfone de varrimento, contando

que a distância ao elemento de fachada possa ser mantida constante e que o nível de ruído de fundo seja

mantido, pelo menos, 10 dB abaixo do nível do sinal.

Seguidamente, faz-se a média das

n posições de medição de acordo com a equação (10):

L

1,s =

10 lg(10

L

1

/ 10

+

10

L

2

/ 10

+

+

10

L

n

/ 10

)

10 lg(n) dB

…(10)

em que L 1 , L 2 , …, L n

são os níveis de pressão sonora nas posições 1,2,…,n.

NOTA: A diferença dos níveis de pressão sonora dependem, entre outras coisas, da altura h acima do solo, de reentrâncias, das

varandas e da posição do provete em ensaio.

acima do solo, de reentrâncias, das varandas e da posição do provete em ensaio. Figura 2

Figura 2 – Microfone com pára-vento

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5.7 Método global com altifalante

5.7.1 Exigências de ensaio

Não se colocam exigências especiais.

5.7.2 Medições defronte da fachada

Deve colocar-se o microfone no centro da face exterior da fachada. A distância respectiva deve ser:

a) (2,0 ± 0,2) m a partir do plano da fachada, ou

b) 1,0 m a partir duma balaustrada ou de outra saliência idêntica.

A altura do microfone de ser 1,5 m acima da cota do pavimento do local receptor.

Se o componente principal da fachada é um elemento inclinado, como um telhado, deve escolher-se uma

posição de medição que fique mais afastada do telhado do que a parte projectada da componente vertical da

fachada. Se o local considerado tiver mais do que uma parede exterior, ou for muito amplo, ver 5.7.3. Por

fim, regista-se o nível de pressão sonora medido

L

1,2m .

NOTA: Devido a efeitos de interferência não controláveis, podem ocorrer erros sistemáticos, em especial nas baixas frequências.

5.7.3

Se o local for muito amplo, ou tiver mais do que uma parede exterior, normalmente não é possível efectuar a

medição com uma única posição da fonte. Nesses casos, devem ser adoptadas várias posições da fonte, cada

uma em concordância com o descrito em 5.5. O número de posições é dado pelas características direccionais

do altifalante e pela área da fachada (ver 4.2).

Grandes recintos ou fachadas compreendendo mais do que uma parede exterior

5.7.4

Se tiverem sido utilizadas várias posições da fonte, calcula-se a diferença de nível para cada posição e

efectua-se a sua média de acordo com a equação (11):

Processamento dos resultados das medições

D

ls,2m

= −

1

n

10 lg

10

D /10

i

⎞ ⎟

dB

…(11)

em que:

n

D

é o número de posições da fonte;

i é a diferença de nível para cada combinação fonte-receptor.

6 Medições com tráfego rodoviário

6.1 Generalidades

Descrevem-se dois métodos, o de elementos e o global, utilizando o ruído de tráfego rodoviário. Os métodos correspondentes à utilização dos ruídos de tráfego ferroviário e aéreo são descritos no anexo D.

O método de elementos com tráfego rodoviário conduz a uma estimativa da redução sonora aparente que, em

circunstâncias particulares, pode ser comparado ao correspondente valor da redução sonora obtido laboratorialmente.

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NOTA: Devido ao ruído de fundo, a medição por este método fica normalmente limitada a R’w < 40 dB.

método global, com ruído de tráfego rodoviário, quantifica o isolamento sonoro a sons aéreos de toda

fachada, ou mesmo de um edifício completo, numa situação determinada. Este resultado pode não ser

comparável ao índice de redução sonora obtido num laboratório.

O

6.2 Princípio

Se o ruído incidente sobre o provete em ensaio for proveniente de diferentes direcções, e com intensidade

variável (por exemplo, ruído de tráfego em ruas congestionadas), a redução sonora ou a diferença de nível é

obtida a partir dos níveis sonoros contínuos equivalentes, medidos em função da frequência, em ambos os

lados do provete em ensaio.

6.3 Exigências de ensaio

Durante as medições, o ruído de fundo no local receptor deve situar-se, pelo menos, 10 dB abaixo do nível

de pressão sonora contínuo equivalente medido. Utiliza-se, assim, o ruído de tráfego existente que incide

sobre o provete em ensaio para a geração do estímulo sonoro. O tempo de medição deve incluir a passagem

de

Para ter em conta possíveis flutuações do ruído de tráfego, medem-se os níveis sonoros contínuos

equivalentes, simultaneamente, em ambos os lados opostos do provete. Devem ser evitados periodos calmos,

ou

50 veículos, pelo menos.

seja, períodos em que o ruído de tráfego não exceda o ruído de fundo em mais de 10 dB.

NOTA: As correcções para o ruído de fundo, conforme o descrito em 5.5.3, não podem ser geralmente efectuadas.

6.4

Quando as medições são realizadas por bandas de um terço de oitava, devem utilizar-se bandas de

frequências com frequências centrais de, pelo menos, 100 Hz a 3150 Hz, com preferência de 50 Hz a 5000

Hz. Quando as medições são realizadas por bandas de oitava, devem ser utilizadas bandas de frequência com

frequências centrais de, pelo menos, 125 Hz a 2000 Hz, com preferência de 63 Hz a 4000 Hz.

Gama de frequências

6.5

Método de elementos com tráfego rodoviário

6.5.1 Generalidades

Se o objectivo da medição é comparar os resultados obtidos com os provenientes de ensaios em laboratório,

ou

se possível, o procedimento indicado em 5.6. Se, por qualquer razão prática, não for aplicável esse

procedimento, o método de elementos com tráfego rodoviário pode ser uma alternativa. Contudo, em

qualquer caso, devem ser respeitadas as exigências de ensaio apresentadas em 5.6.1.

NOTA: Em certas circunstâncias pode ser necessário aplicar o método de elementos com tráfego rodoviário mesmo que as exigências prescritas na presente norma não sejam integralmente respeitadas. Se os resultados de tais medições forem apresentados, todos os desvios relativamente a esta norma devem ficar registados.

obter resultados que sejam representativos do comportamento de um elemento de fachada, deve seguir-se,

6.5.2 Produção do campo sonoro

No que respeita às medições devem ser cumpridas as seguintes exigências:

a) O tráfego deve escoar-se, aproximadamente, segundo uma linha recta dentro de um ângulo de visão situado entre ±60 ° a partir da fachada; dentro deste ângulo, são permitidos desvios à linha de tráfego

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dentro de um ângulo de ±15 ° definido pela tangente à linha de tráfego na intersecção desta com a

normal à fachada (ver figura 3).

b) O ângulo de elevação, tomado a partir do ponto de menor distância entre a fachada e a linha de tráfego,

deve ser inferior a 40 °.

c) Deve ser possível dispôr de uma visão da totalidade da fachada, livre de obstáculos, a partir de toda a

largura da linha de tráfego.

d) A distância horizontal mínima entre a linha de tráfego e a fachada deve ser a maior distância entre, pelo

menos três vezes a largura da fachada, a ser ensaiada, e 25 m (ver nota em 6.5.1).

da fachada, a ser ensaiada, e 25 m (ver nota em 6.5.1). Legenda 1 Ponto receptor
da fachada, a ser ensaiada, e 25 m (ver nota em 6.5.1). Legenda 1 Ponto receptor
da fachada, a ser ensaiada, e 25 m (ver nota em 6.5.1). Legenda 1 Ponto receptor

Legenda

1 Ponto receptor

2 Linha de tráfego

NOTA: s

é a distância entre o ponto receptor e a linha de tráfego;

s 0 é a distância horizontal entre o ponto receptor e a linha de tráfego;

H

é a diferença de altura entre o ponto receptor e a linha de tráfego.

Figura 3 – Condições em linhas de tráfego rectas e longas.

6.5.3 Medição do nível sonoro contínuo equivalente

Coloca-se o microfone sobre a face do provete em ensaio voltada para o exterior, como se refere em 5.6.2. Se a fachada for plana, sem reentrâncias ou varandas, devem usar-se três posições do microfone, assimetricamente, distribuídas sobre a superfície de medição. Se a fachada possui grandes reentrâncias ou varandas, devem usar-se cinco posições do microfone. Regista-se o nível de pressão sonora medido L 1,eq,s .

As medições são realizadas no local receptor como se refere em 5.5. Se forem utilizadas posições do microfone discretas, pode usar-se uma posição de medição no interior para cada posição do microfone no exterior.

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6.5.4 Medição do tempo de reverberação e cálculo da área de absorção sonora equivalente

Procede-se como em 5.5.4.

6.6 Método global com tráfego rodoviário

6.6.1 Generalidades

Não há outras restrições para além das apontadas em 6.3.

6.6.2 Produção do campo sonoro

Não há exigências especiais.

6.6.3

Coloca-se o microfone no lado exterior da fachada, em posição central, sendo a distância a observar a

seguinte:

a) (2,0 ± 0,2) m do plano da fachada; ou

b) 1,0 m de uma balaustrada ou outra saliência semelhante.

A altura do microfone deve ser 1,5 m acima da cota do pavimento do local receptor.

Se a componente principal da fachada é um elemento inclinado, como um telhado, deve ser escolhida uma

posição de medição que fique mais afastada do telhado do que a parte projectada da componente vertical da

fachada. Se o local considerado tiver mais do que uma parede exterior, coloca-se o microfone em frente de

cada uma das fachadas, e regista-se o nível de pressão sonora

Medição dos níveis sonoros contínuos equivalentes

medido L 1,eq,2m .

NOTA 1: Devido a efeitos de interferência não controláveis, podem ocorrer erros sistemáticos, em especial nas baixas frequências.

As medições no local receptor são realizadas conforme o descrito em 5.5.

NOTA 2: Para além das medições em terços de oitava ou bandas de oitava, podem ser realizadas medições ponderadas pela malha

A .

6.6.4

Processa-se conforme descrito em 5.5.4.

No caso de medições ponderadas pela malha A, quando se normalizam os valores dos parâmetros D nT e D n

devem utilizar-se, respectivamente, o tempo de reverberação e a área de absorção sonora associado à banda

de frequências centrada em 500 Hz.

Medição do tempo de reverberação e cálculo da área de absorção sonora equivalente

6.6.5 Processamento dos resultados da medição

No caso de terem sido utilizadas várias posições do microfone no lado da fonte emissora, calcula-se a diferença do nível de presão sonora para cada uma das posições consideradas e toma-se a média respectiva de acordo com a equação (12):

em que:

D tr,2m

=

10 lg ⎜ ⎛ 1

n

10

D

i

/10

dB

…(12)

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n é o número de posições do microfone no lado da fonte emissora;

D i

é a diferença do nível de pressão sonora para cada combinação fonte-receptor.

7 Exactidão

7.1 Generalidades

O

acordo com o método apresentado na norma ISO 140-2 e ser verificada, de quando em quando, em especial

quando é feita alguma alteração no procedimento ou na instrumentação usada.

NOTA 1: Os requisitos numéricos para a repetibilidade são dados na norma ISO 140-2.

NOTA 2: Uma vez que o isolamento sonoro de janelas e pequenos elementos de fachada depende das suas dimensões, o isolamento

sonoro pode variar consideravelmente, na prática, se acaso o elemento de construção tiver uma área diferente da ensaiada em

laboratório. É pouco provável que os provetes de ensaio (em particular os envidraçados) com relações de áreas até 2:1 apresentem

diferenças no isolamento sonoro, quando este se traduz por um valor único, superiores a 3 dB. Uma área superior à que foi

ensaiada, conduz, geralmente, a um isolamento sonoro inferior.

procedimento de medição deve fornecer uma repetibilidade satisfatória. Esta deve ser determinada de

7.2

Caso a variação dos níveis de pressão sonora entre as diferentes posições do microfone, no exterior, seja

inferior a 10 dB, o valor do índice de redução sonora aparente ponderado R’ 45°,w , obtido por este método,

pode ser 0 a 2 dB mais elevado do que o correspondente índice de redução sonora R w medido num

laboratório, admitindo-se que as condições de montagem, incluindo a dimensão do nicho, e o tipo e

dimensões do provete em ensaio são idênticas. Em bandas de frequências discretas, os desvios podem tornar-

se

também ser tida em conta. A título de comparação, as medições laboratoriais têm revelado possuir uma

reprodutibilidade, tal como se define na norma ISO 5725-1, de cerca de 2 dB para o valor de R w .

elevados, em especial nas frequências inferiores a 250 Hz. A reproductibilidade dessas medições deve

Método de elementos com altifalante

7.3

A

Método global com altifalante

reprodutibilidade tem mostrado ser da ordem de 2 dB.

7.4

A

Métodos global e de elementos com tráfego rodoviário

exactidão dos métodos de elementos e global com tráfego rodoviário não é conhecida.

8

Apresentação de resultados

Para o estabelecimento do isolamento sonoro a sons aéreos de um elemento de fachada e de uma fachada, a

diferença do nível D nT

medição, com uma casa decimal, em forma de tabela e/ou gráfica. Nos gráficos do relatório de ensaio o nível de pressão sonora, em decibéis, deve vir representado em função da frequência numa escala logarítmica, utilizando-se as seguintes medidas:

5 mm para bandas de terços de oitava,

20 mm para 10 dB.

Para este efeito torna-se preferível a utilização de um modelo conforme o exposto no anexo E. Sendo este, apenas, um pequeno exemplo do relatório de ensaio, deve adicionalmente registar-se toda a informação importante relacionada com o elemento em ensaio, com o procedimento de ensaio, e com os resultados de ensaio.

ou a redução sonora aparente R’ devem ser dados para todas as bandas frequências de

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Se se pretenderem valores expressos por bandas de oitava a partir de valores determinados usando bandas de

um terço de oitava, estes valores devem ser calculados a partir dos três valores da banda de um terço de

oitava integrantes de cada banda de oitava, através da equação (13):

X

oct

= − 10 lg

3

n =

1

10

X

1 / 3

oit

/10

3

…(13)

em que X é a diferença de nível normalizado, a diferença de nível padronizado, ou o a redução sonora

aparente.

9 Relatório de ensaio

No relatório de ensaio deve constar:

a) a referência a esta parte da norma ISO 140;

b) o nome da instituição que realizou as medições;

c) a identificação do local de ensaio;

d) o nome e morada da instituição ou pessoa que encomendou o ensaio (cliente);

e) a data de ensaio;

f) a descrição dos elementos de fachada ou da fachada;

g) o volume do local receptor;

h) a área da superfície de ensaio;

i) o índice de redução sonora aparente, a diferença de nível padronizado, ou a diferença de nível

normalizado, em função da frequência, e os correspondentes valores ponderados;

j) a informação sobre o ruído de fundo;

k) a informação sobre o método de ensaio que tenha sido utilizado;

l) e quaisquer desvios a esta parte da norma ISO 140.

Para a determinação do valor do índice respectivo deve ser consultada a norma ISO 717-1.

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Anexo A

(normativo)

Determinação da área S

Quando se determina a redução sonora para um elemento de fachada, por exemplo uma janela ou uma porta,

a área S é igual à área da abertura livre onde a janela ou a porta é montada. A área S que é utilizada deve

constar do relatório de medição.

Quando se determina o índice de redução sonora para a totalidade da fachada de um local receptor, a área S é

igual à área da parte da fachada que pode ser vista do local receptor.

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Anexo B

(normativo)

Controlo da transmissão sonora através da parede envolvente do provete de

ensaio

Para este efeito, deve cobrir-se o provete em ensaio, e só este, no lado interior com 10 cm de espessura de lã

mineral coberta com, pelo menos, duas placas de gesso com 13 mm de espessura cada, medindo-se então o

isolamento sonoro. Se as medições revelarem uma melhoria no isolamento sonoro menor do que 6 dB em

toda a gama de frequências ou partes dela, a transmissão sonora através da parede envolvente é

inaceitavelmente alta. Nesse caso, para as frequências em que a melhoria é inferior a 6 dB, não podem ser

efectuadas comparações rigorosas com as medições efectuadas em laboratório.

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Anexo C

(informativo)

Exemplos de verificação de requisitos de ensaio

C.1 Avaliação de um provete de ensaio

Para verificar se um provete de ensaio é idêntico ao ensaiado em laboratório, devem ser realizadas as

seguintes verificações:

tipo de construção da janela; espessura e tipo de vidro; número de panos; espaço de ar entre panos;

tipo de gás no interior de um envidraçado estanque;

número de vedações;

a existência de uma vedação protectora ( em janelas com os caixilhos ligados);

tipo e material do caixilho.

C.2 Verificação das condições de montagem

Para assegurar que a montagem é efectuada de acordo com as instruções do fabricante, podem ser realizados

um, ou mais, de entre os seguintes testes:

exame visual;

desmontagem total ou parcial;

verificação acústica, por exemplo, ensaiando o provete de ensaio depois de ter sido guarnecido o espaço

entre o caixilho e a parede. Se houver uma diferença no isolamento sonoro, significa que existem frinchas.

NP EN ISO 140-5 2000 p. 23 de 32 Anexo D elect ró nico docum

NP EN ISO 140-5

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Anexo D

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(informativo)

Medições com ruído de tráfego aéreo e ferroviário

D.1 Introdução

O

diferentes caminhos de propagação durante cada operação aérea. Isto acontece ao mesmo tempo que varia a

composição do ruído em frequência. Desta forma, os métodos de medição, descritos, relativos à redução do

ruído de tráfego aéreo, na vizinhança de aeroportos, transmite-se para o interior dos edifícios através de

ruído de tráfego aéreo em edifícios são baseados em descritores de ruído integrados no tempo.

D.2 Generalidades

Descrevem-se dois métodos, o método de elementos e o global, com tráfego aéreo.

O

condições, pode ser utilizado para estimar o isolamento sonoro de um elemento de construção particular.

método de elementos fornece uma estimativa do valor da redução sonora aparente que, em determinadas

Contudo, este método deve ser usado cuidadosamente pois não se conhece a exactidão da medição.

O

edifício, relativamente a uma posição de medição situada a 2 m à frente da fachada. Este resultado não pode

ser comparado com o devido a medições realizadas em laboratório.

método global quantifica o isolamento sonoro a sons aéreos de toda uma fachada ou mesmo de todo um

D.3 Definições

Para os fins deste anexo, aplicam-se as seguintes definições.

D.3.1 Nível de exposição sonora: o nível de exposição sonora de um acontecimento sonoro discreto é dado

pela equação (D.1):

em que

p(t)

–t

t 2

L

E

=

10 lg

1

t

0

t

2

t

1

p

2

(t)

2

p

0

dt

é a pressão sonora instantânea;

…(D.1)

é um intervalo de tempo estipulado, suficientemente longo para conter todos os

ruídosimportantes de um evento determinado;

todos os ruídosimportantes de um evento determinado; p 0 é a pressão sonora de referência, com
todos os ruídosimportantes de um evento determinado; p 0 é a pressão sonora de referência, com
todos os ruídosimportantes de um evento determinado; p 0 é a pressão sonora de referência, com
todos os ruídosimportantes de um evento determinado; p 0 é a pressão sonora de referência, com
todos os ruídosimportantes de um evento determinado; p 0 é a pressão sonora de referência, com

p 0

é a pressão sonora de referência, com p 0 = 20 µPa;

t 0

é a duração de referência, com t 0 =1 s.

NOTA: O nível de exposição sonora é também designado por “nível de pressão sonora de um evento isolado”

D.3.2 Diferença de nível de exposição sonora, D E2m : Diferença entre o nível de exposição sonora exterior, L E1,2m , e a média espacial do nível de exposição sonora, L E2 , no local receptor:

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D E2m = L E1,2m L E2

…(D.2)

NOTA: Se for utilizado o trafego aéreo como fonte sonora, a notação é D at,E2m . Se for utilizado o tráfego rodoviário, é D rt,E2m .

D.3.3 Diferença de nível de exposição sonora padronizado D E2m,nT

um valor de referência do tempo de reverberação no local receptor:

em que:

T 0 = 0,5 s.

D

E

2

m nT

,

=

D

E

2

m

+ 10 lg

T

T

0

dB

: diferença de nível correspondente a

…(D.3)

NOTA: Caso seja utilizado como fonte sonora o ruído de tráfego aéreo, a notação é Dat,E2m,nT. Se for utilizado o tráfego

ferroviário, é Drt,E2m,nT.

D.3.4 Diferença de nível de exposição sonora normalizado, D E2m,n : Diferença de nível correspondente a

um valor de referência da área de absorção sonora no local receptor:

em que:

A 0 = 10 m 2 .

D

E

2

m n

,

=

D

E

2

m

+ 10 lg

A

A

0

dB

…(D.4)

NOTA: Caso seja utilizado como fonte sonora o ruído de tráfego aéreo, a notação é Dat,E2m,n. Se for utilizado o tráfego

ferroviário, é Drt,E2m,n.

D.3.5 Redução sonora aparente, R’

construção quando a fonte sonora é o ruído de tráfego aéreo e a posição de microfone exterior se encontra

: Medida do isolamento sonoro a sons aéreos de um elemento de

at,s

sobre a superfície do elemento em ensaio; é calculado a partir da equação (D.5):

em que:

L

E1,s

L

S

E2

R

'

at

,

s

=

L

E

1,

s

L

E

2

+

10 lg

S

A

dB

3

dB

…(D.5)

o valor médio do nível de exposição sonora na superfície do provete em ensaio, incluindo

é

os efeitos de reflexão a partir do provete em ensaio e da fachada.

é

é a superfície do provete em ensaio;

o valor médio do nível de exposição sonora no local receptor;

D.3.6 Redução sonora aparente, R’ rt,s : Medida do isolamento sonoro a sons aéreos de um elemento de construção quando a fonte sonora é o ruído de tráfego ferroviário e a posição do microfone exterior se encontra sobre a superfície de ensaio; é calculada a partir da equação (D.6):

R

'

L

= −

, 1,

rt s

E

s

L

E

2

+

10 lg

S ⎞ ⎟ dB

A

3

dB

…(D.6)

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em que

L

E1,s

L

S e A

E2

é o valor médio do nível de exposição sonora na superfície do provete em ensaio incluindo os

efeitos de reflexão a partir do provete em ensaio e da fachada.

é o valor médio do nível de exposição sonora no local receptor;

são definidos como em D.3.5.

D.4 Instrumentação

Ver 4.1.

D.5 Medições

D.5.1 Generalidades

Utiliza-se o ruído de tráfego aéreo e ferroviário e como fonte sonora. O nível de pressão sonora é medido

simultaneamente no exterior e interior em posições determinadas, sendo então calculado o descritor de ruído

relevante.

D.5.2 Exigências de ensaio

Os níveis de pressão sonora que resultam do tráfego, tanto no exterior como no interior, devem ser

suficientes para assegurar que as medições não são afectadas pelo ruído de fundo dentro da gama de

frequências de interesse.

D.5.3 Gama de frequências

Se as medições são realizadas em bandas de um terço de oitava, devem ser utilizadas bandas de frequências

centrais de, pelo menos, 100 Hz a 3150 Hz, com preferência de 50 Hz a 5000 Hz. Se as medições são

realizadas em bandas de oitava, devem ser utilizadas bandas de frequências com frequências centrais de, pelo

menos, 125 Hz a 2000 Hz, com preferência de 63 Hz a 4000 Hz.

D.5.4 Método de elementos

D.5.4.1 Generalidades

Se a finalidade da medição é comparar os resultados com as medições de laboratório ou obter resultados

representativos do comportamento de um elemento de fachada, deve seguir-se, caso seja possível, o

procedimento descrito em 5.6. Se, por razões práticas, esse procedimento não for aplicável, este método, de

elementos com tráfego aéreo ou ferroviário, pode constituir uma alternativa. Contudo, as exigências de ensaio dadas em 5.6.1 devem, em todos os casos, ser respeitadas.

NOTA: Em certas circunstâncias pode tornar-se necessário aplicar o método de elementos com tráfego aéreo ou ferroviário apesar das exigências prescritas na presente norma não serem integralmente respeitadas. Se os resultados de tais medições forem apresentados, todos os desvios a esta Norma devem ficar registados.

D.5.4.2 Produção do campo sonoro

Não existem restrições adicionais para além das apresentadas em D.5.2

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D.5.4.3 Medição do nível de exposição sonora

O

plana sem grandes reentrâncias ou varandas, devem ser usadas três posições do microfone distribuídas

assimetricamente sobre a superfície de medição. Se a fachada apresenta grandes reentrâncias ou varandas,

devem ser usadas cinco posições do microfone. Mede-se o nível de exposição sonora para cinco eventos de

ruído, pelo menos. O microfone pode ser deslocado entre os eventos de ruído. O nível de exposição sonora

medido para o evento i é registado como L E1i,s .

No local receptor devem ser utilizadas, no mínimo, cinco posições do microfone, distribuídas uniformemente

dentro do maior espaço possível do local. Pode ser utilizado um microfone móvel nos casos em que a

duração do evento de ruído é aproximadamente igual ou maior que o período do varrimento. Quando se

utiliza um microfone móvel o raio do varrimento não deve ser inferior a 0,7 m. O plano de rotação deve ser

inclinado de forma a cobrir uma larga porção do espaço útil do local e não deve situar-se em nenhum plano

que faça um ângulo de 10 ° com qualquer paramento do local. A duração do periodo do varrimento não deve

ser superior a 15 s.

As distâncias de separação seguintes são consideradas como valores mínimos e devem ser excedidas onde

for possível:

0,7 m entre posições do microfone;

microfone é colocado na face exterior do provete em ensaio, como descrito em 5.6.2. Se a fachada for

0,5 m entre qualquer posição do microfone e as fronteiras do local ou objectos no local;

1,0 m entre qualquer posição do microfone e o provete em ensaio.

Deve medir-se o nível de exposição sonora, no interior, para os mesmos eventos que o efectuado para as

medições no exterior. Se forem utilizadas posições do microfone discretas, é permitido utilizar uma posição

para cada posição de microfone no exterior. O nível de exposição sonora medido para o evento i é registado

como L E2i .

D.5.4.4 Medição do tempo de reverberação e cálculo da área de absorção sonora equivalente

Procede-se como especificado em 5.5.4.

D.5.4.5 Processamento dos resultados da medição

A redução sonora aparente R’ at,s ou R’ rt,s

de

calcular-se o índice de redução sonora aparente para cada posição, tomando-se a média de acordo com:

e o índice de redução sonora aparente R’ at,s,w ou R’ rt,s,w é calculado

acordo com o método apresentado na norma ISO 717-1. Se forem utilizados vários eventos de ruído, deve

R '

s

= −

10 lg ⎜ ⎛ 1

n

10

R

' / 10

i

dB

…(D.7)

em que:

n é o número de eventos de ruído;

R’ i é o valor da redução sonora aparente para o evento de ordem i.

NOTA: O valor da redução sonora aparente só pode ser utilizado para estimar o isolamento sonoro de um elemento de fachada, particular, em que não haja transmissão marginal significativa.

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D.5.5 Método Global

D.5.5.1 Produção do campo sonoro

Não se colocam outras restrições para além das apresentadas em D.5.2.

D.5.5.2 Medição do nível de exposição sonora

O

plano da fachada. O microfone deve ficar a uma altura de 1,5 m acima da cota do pavimento do local

receptor.

Se o componente principal da fachada for um elemento inclinado tal como um telhado, deve escolher-se a

posição de medição que fique mais afastada do telhado do que a parte projectada da componente vertical da

fachada. Se o local considerado tiver mais do que uma parede exterior, deve colocar-se o microfone em

frente da fachada para o nível mais elevado de ruído no exterior. Por fim, regista-se o nível de exposição

sonora L E1,2m .

NOTA 1: Devido a efeitos de interferência não controláveis, podem ocorrer erros sistemáticos nas baixas frequências.

NOTA 2: Quando é utilizado o ruído de tráfego aéreo como fonte sonora, acontece amiúde que o microfone exterior fica submetido

a um efeito de barreira diferente do da fachada. Nestes casos podem ocorrer diferenças sistemáticas comparativamente aos casos

em que isso não acontece.

Realizar as medições no local receptor como apresentado em 5.5. Se forem utilizadas posições discretas do

microfone é colocado na parte exterior da fachada, a meio da largura e a uma distância de (2,0 ± 0,2) m do

microfone, é possível utilizar-se uma posição para cada evento.

Deve medir-se o nível de exposição sonora para cinco eventos de ruído, pelo menos.

NOTA 3: Para além de medições em bandas de um terço de oitava ou oitava podem ser realizadas medições ponderadas pela malha

A.

D.5.5.3 Medição do tempo de reverberação e cálculo da área de absorção sonora equivalente

Proceder como especificado em 5.5.4.

D.5.5.4 Processamento dos resultados de medição

Se forem utilizados vários eventos de ruído, calcula-se a diferença de nível para cada evento e determina-se a

respectiva média de acordo com:

em que:

D

E

2

m

1

= − 10 lg

n

10

D

i

/10

dB

…(D.8)

n

é o número de eventos de ruído;

D i

é a diferença de nível para o evento de ordem i.

D.6 Exactidão

A exactidão da medição não é conhecida. Desta forma, os resultados da medição devem ser utilizados com

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D.7 Apresentação dos resultados

Ver secção 8.

D.8 Relatório de ensaio

Ver secção 9.

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Anexo E

(informativo)

Modelo para a apresentação de resultados referidos a bandas de um terço de

oitava

Este anexo fornece um exemplo de um modelo para a apresentação de resultados das medições realizadas in

situ do isolamento sonoro a sons aéreos de elementos de fachada e de fachadas. A curva dos valores de

referência, apresentada no modelo, é retirada da norma ISO 717-1, sendo aplicável a última versão desta

norma. As curvas de referência devem ser fornecidas ou, então, substituídas pela curva de referência já

deslocada, de acordo com o procedimento descrito na norma ISO 717-1. O exemplo em causa é dado para

R’ 45 . Este modelo pode ser utilizado, em conformidade, para os outros parâmetros.

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[1] ISO 140-10:1991,

[2] ISO 5725-1:1994,

Anexo F

(informativo)

Bibliografia

Measurement of sound insulation in buildings and of building elements – Part 10:

Laboratory measurements of sound insulation of small building elements.

Accuracy (trueness and precision) of measurement methods and results – Part 1:

General principles and definitions.

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Anexo ZA

(normativo)

Referências normativas a publicações internacionais e respectivas publicações

europeias

Esta norma europeia contém, através de referências datadas ou não, requisitos normativos mencionados em

outras publicações. Estas referências normativas são citadas nos locais apropriados do texto e as respectivas

publicações listadas nessa secção.

Futuras emendas ou revisões das publicações com referência datada serão aplicáveis a esta norma, somente

por emenda ou revisão desta norma.

Para referências não datadas é aplicável a última edição da referida publicação.

Publicação

Ano

ISO 140-2

1991

ISO 140-3

1985

ISO 354

ISO 717-1

1985

1996

Título

Acoustics – Measurement of sound insulation in

buildings and of building elements – Part 2:

Determination, verification and application of

precision data

Acoustics – Measurement of sound insulation in

buildings and of building elements – Part 3:

Laboratory measurements of airborne sound

insulation of building elements

Acoustics – Measurement of sound absorption in

a reverberation room

Acoustics

of

in

buildings and of building elements – Part 1:

Airborne sound insulation

Rating

sound

insulation

EN

EN 20140-2

EN ISO 140-3

EN ISO 354

EN ISO 717-1

Ano

1993

1995

1993

1996