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DESEQUILÍBRIOS A ATENUAR NA REDE URBANA NACIONAL

O acentuado desequilíbrio da rede urbana portuguesa evidencia


evidencia--se:
• pela dimensão dos centros urbanos (Doc.
(Doc. 1) - predomínio de pequenos núcleos urbanos
urbanos,, fraca
representatividade das cidades de média dimensão e dois grandes centros urbanos
urbanos:: Lisboa e
Porto (demograficamente macrocéfala);
• pela repartição geográfica - forte concentração urbana no Litoral
Litoral,, onde sobressaem as áreas
metropolitanas (litoralização);
• pelo nível de funções (Doc.
(Doc. 2)
2) - predomínio das funções de nível superior e das restantes funções
urbanas nas principais áreas urbanas do Litoral,
Litoral, com destaque para Lisboa e Porto (sistema urbano
monocêntrico).
monocêntrico ).
O sistema urbano nacional apresenta, assim, uma clara bipolarização - predomínio de duas cidades
de nível hierárquico superior, Lisboa e Porto, que estendem a sua influência a todo o país.
país.

_________

Doc. 1 – Hierarquia das cidades portuguesas


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segundo o número de habitantes, 2001
Doc. 2 – Índice de centralidade dos centros urbanos

O desequilíbrio da rede urbana nacional é, simultaneamente,


simultaneamente, causa e efeito das assimetrias
regionais que caracterizam o nosso País e, apesar do reforço demográfico e funcional das cidades de
média e pequena dimensão, tende a persistir. Tem como principais consequências
consequências::
• a redução da capacidade de inserção das economias regionais na economia nacional;
• a limitação das relações de complementaridade entre os diferentes centros urbanos e, como tal, do
dinamismo económico e social;
• a limitação da competitividade nacional no contexto europeu e mundial, pela perda de sinergias (ou
esforço simultâneo) que uma rede urbana equilibrada proporciona.
Um maior equilíbrio da rede urbana nacional possibilita uma maior coesão territorial e social,
social, daí
a importância das políticas de ordenamento urbano,
urbano, que poderão promover o desenvolvimento
regional pela adopção de medidas que:
• potencializem as especificidades de cada região;
• facilitem a coordenação de acções ao nível da administração local;
• reforcem a complementaridade entre os diferentes centros urbanos;
• permitam desenvolver cidades e sistemas urbanos do Interior que funcionem como pólos regionais de
desenvolvimento..
desenvolvimento

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt