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tudo sobre Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Os relâmpagos
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Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Os relâmpagos – clarões
Raios, relâmpagos e trovões
Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
Os relâmpagos – clarões rápidos que vemos no céu - não passam de cargas
elétricas muito intensas, os raios, que descarregam a eletricidade
acumulada nas nuvens de tempestades.
Você pode não acreditar, mas a natureza do raio da tempestade é a mesma
das faíscas das experiências de Tales de Mileto. Ao atritar o âmbar na lã de
sua roupa, Tales deve ter visto algumas pequenas faíscas, semelhantes às
que vemos quando esfregamos a sola dos sapatos no carpete e depois
encostamos a mão na maçaneta da porta. Para chegarmos a esta
conclusão, muitos curiosos arriscaram a pele, como você verá a seguir.
PRA NÃO ESQUECER
O que é raio?
Um clarão que vemos no céu, acompanhado de estrondo que chamamos trovão.
Cargas elétricas muito intensas, que descarregam a eletricidade acumulada nas nuvens de
tempestade.
Tales de Mileto viu
ao
esfregar um âmbar na sua roupa de lã.

Capítulo 1

Para compreender o fenômeno

O que é relâmpago?

1 Para compreender o fenômeno O que é relâmpago? Todo mundo via mas não sabia o

Todo mundo via mas não sabia o que era

William Gilbert descobriu que o fenômeno não era virtude só do âmbar, mas o primeiro a desconfiar do relâmpago foi Otto von Guericke, ao botar pra funcionar a primeira ‘máquina’ de eletricidade estática. Ele procurou fazer uma bola de composição que ele julgava semelhante à da Terra, encaixou nela uma manivela e apoiou o conjunto numa base de madeira para que seu assistente girasse a bola com muita velocidade ao mesmo tempo em que a atritava com a mão, protegida por uma luva grossa. Ao acioná-la à noite, Guericke notou as faíscas e os estalos que o atrito produzia e deduziu que eram da mesma natureza dos relâmpagos e dos trovões. Só não sabia como provar isso.

e dos trovões. Só não sabia como provar isso. PRA NÃO ESQUECER Quem primeiro desconfiou que

PRA NÃO ESQUECER

Quem primeiro desconfiou que as faíscas produzidas por atrito eram da mesma natureza dos raios?

Tales de Miletoproduzidas por atrito eram da mesma natureza dos raios? William Gilbert Otto von Guericke O inventor

William Gilbertatrito eram da mesma natureza dos raios? Tales de Mileto Otto von Guericke O inventor da

Otto von Guerickemesma natureza dos raios? Tales de Mileto William Gilbert O inventor da primeira máquina de eletricidade

O inventor da primeira máquina de eletricidade estática foi:

William GilbertMileto William Gilbert Otto von Guericke O inventor da primeira máquina de eletricidade estática foi: Otto

Otto von Guerickede Mileto William Gilbert Otto von Guericke O inventor da primeira máquina de eletricidade estática foi:

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Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Maquininhas de eletricidade estática
Raios, relâmpagos e trovões
Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
Maquininhas de eletricidade estática viraram moda na época de
Guericke. Festa que não tivesse um show desses, com os convidados
passando um choquinho básico de mão em mão, não estava com
nada! Isso até Pieter van Musschenbroek quase matar seu assistente
com uma tremenda descarga de toda a eletricidade armazenada
numa garrafa – a famosa garrafa de Leyden –, que é a primeira
maneira de guardar eletricidade que se tem notícia.
PRA NÃO ESQUECER
O primeiro recipiente usado para armazenar eletricidade foi:
Uma caixa
Uma pilha
Uma garrafa
Pieter van Musschenbroek quase matou seu assistente com uma
guardada na sua
de Leyden.
matou seu assistente com uma guardada na sua de Leyden. Conseguiram até engarrafar, mas não sabiam

Conseguiram até engarrafar, mas não sabiam o que

O jeito foi chegar até o raio

A garrafa de Leyden também virou moda e Benjamim Franklin resolveu usá-la numa experiência muito louca. Empinou uma pipa durante um temporal e acabou engarrafando um raio!.O que Guericke desconfiava era mesmo verdade: a faísca da sua máquina de eletricidade estática e o raio eram de mesma natureza. Depois de tantos perigos e choques, continuava tudo na mesma: ninguém sabia o que, de fato, fazia as coisas ficarem eletrizadas. Isso porque ninguém sabia da existência do átomo e de seus incríveis segredos

da existência do átomo e de seus incríveis segredos PRA NÃO ESQUECER Benjamim Franklin soltou pipa

PRA NÃO ESQUECER

Benjamim Franklin soltou pipa durante um temporal porque:

Era um maluco que não sabia o que faziaBenjamim Franklin soltou pipa durante um temporal porque: Queria tomar um choque mortal Pretendia chegar até

Queria tomar um choque mortalum temporal porque: Era um maluco que não sabia o que fazia Pretendia chegar até o

Pretendia chegar até o raio para descobrir se aquilo era eletricidade estáticaque não sabia o que fazia Queria tomar um choque mortal Na sua famosa experiência, Franklin

Na sua famosa experiência, Franklin usou o que, além da pipa?

Uma latinhaera eletricidade estática Na sua famosa experiência, Franklin usou o que, além da pipa? Um arame

Um arameeletricidade estática Na sua famosa experiência, Franklin usou o que, além da pipa? Uma latinha Uma

Uma garrafa de Leydense aquilo era eletricidade estática Na sua famosa experiência, Franklin usou o que, além da pipa?

Eletricidade estática Podemos dizer que tudo é elétrico, já que todas as matérias são compostas por átomos, e que todo os átomos têm elétrons. (Veja átomo e eletrização por atrito) Ao atritar dois corpos de materiais diferentes (e que portanto têm números diferentes de elétrons) se obtém eletricidade estática, que ao contrário da eletricidade dinâmica, não se move.

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tudo sobre Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Átomo e
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Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
Raios, relâmpagos e trovões
Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
Átomo e eletrização por atrito
Átomo e eletrização por atrito

Toda matéria é composta por átomos. E o átomo tem um núcleo central que contém nêutrons e prótons. Ao redor do núcleo, girando no limite de velocidade do universo, estão os elétrons. Prótons e elétrons têm as menores cargas elétricas que existem. Os cientistas decidiram chamar a carga do elétron de NEGATIVA e a do próton de POSITIVA. Quando esfregamos dois materiais diferentes, um deles pode “ arrancar” elétrons do outro. Por isso, dizemos que o material que tomou os elétrons ficou NEGATIVO, e aquele que perdeu elétrons ficou POSITIVO. Esta é uma das formas de eletrizar um corpo e se chama eletrização por atrito.

PRA NÃO ESQUECER

Quando esfregamos dois materiais diferentes, o que ocorre com seus elétrons?

Ficam quentesdois materiais diferentes, o que ocorre com seus elétrons? Morrem de cócegas Um deles ‘arranca’ elétrons

Morrem de cócegasdiferentes, o que ocorre com seus elétrons? Ficam quentes Um deles ‘arranca’ elétrons do outro O

Um deles ‘arranca’ elétrons do outroocorre com seus elétrons? Ficam quentes Morrem de cócegas O material que perdeu elétrons ficou elétrons

O material que perdeu elétrons ficou

elétrons ficou

e o que ganhou

Festa elétrica nas nuvens

As nuvens de tempestade são, basicamente, uma grande festa de partículas de poeira, vapor d’água, cristais de gelo e de gases que compõem a atmosfera. Todos esses materiais estão em atrito constante, ganhando e perdendo elétrons, e isso faz a nuvem inteira ficar mais e mais eletrizada. No melhor da festa aparecem alguns ‘bicões’. São as correntes de ar quente, que sobem, e as de ar frio, que descem que, junto com a força da gravidade, acabam com a brincadeira, separando as partículas. As que perderam elétrons (cargas positivas) vão para o topo da nuvem. As que ganharam elétrons (cargas negativas), descem para a base da nuvem. Essa separação de cargas é chamada de polarização. E isso boa coisa não vai dar

é chamada de polarização. E isso boa coisa não vai dar Atmosfera (do grego atmós ,

Atmosfera (do grego atmós , que quer dizer gás, e sphaîra que quer dizer esfera), é a camada de gases que envolve um planeta ou um satélite. A atmosfera da Terra é uma espécie de ‘casca de gases de várias camadas’. Sua espessura tem mais de 800 quilômetros, embora não tenha um limite definido, já que desaparece gradualmente no espaço. Os gases que compõem a atmosfera – nitrogênio, 78%, oxigênio, 21%, argônio, 0,9% e outros gases, 0,1% – tal como os outros corpos, estão sujeitos à atração gravitacional da Terra. Portanto, a densidade do ar diminui à medida que nos afastamos da superfície. Cerca de 98% do ar que existe na atmosfera está na zona mais próxima da superfície, até uma altitude de cerca de 30 km. Nas camadas mais altas, o ar é muito rarefeito: lá só existem os gases mais leves. Sem a atmosfera, a Terra seria árida e sem vida como a conhecemos.

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tudo sobre Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Uma atração
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tudo sobre Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno Uma atração fatal
Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
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Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno

Uma atração fatal

1 – Para compreender o fenômeno Uma atração fatal Como todos os opostos, as cargas positivas
1 – Para compreender o fenômeno Uma atração fatal Como todos os opostos, as cargas positivas

Como todos os opostos, as cargas positivas e as negativas se atraem sempre e não querem se desgrudar, mesmo que o movimento do ar e a força da gravidade forcem a separação. Toda essa atração cria um enorme campo elétrico de milhões de volts na nuvem, o que acaba atraindo um mundo de cargas positivas do solo. As moléculas de ar que estão no meio deste verdadeiro ‘cabo de guerra’ já não resistem a essa imensa força de atração e se quebram para dar passagem à corrida de elétrons rumo às cargas positivas do solo. Essa corrida de elétrons e o ‘atropelamento’ das moléculas que estão no meio do caminho entre a nuvem e o solo geram uma enorme quantidade de energia térmica, luminosa e sonora: é o que chamamos de relâmpago e trovão.

PRA NÃO ESQUECER

Entre a nuvem de tempestade e a terra existe

Um campo de guerraNÃO ESQUECER Entre a nuvem de tempestade e a terra existe Um campo elétrico Um cabo

Um campo elétricoa nuvem de tempestade e a terra existe Um campo de guerra Um cabo de guerra

Um cabo de guerrae a terra existe Um campo de guerra Um campo elétrico O raio é resultado de

O raio é resultado de uma enorme atração entre as cargas negativas

da

e as cargas positivas do

Campo elétrico Para entender o que é campo elétrico, penteie seu cabelo. Depois, aproxime o pente do cabelo, sem tocá-lo. Você vai perceber que os fios serão atraídos pelo pente. Esta força de atração é a comprovação da existência de um campo elétrico entre o seu cabelo e o pente. Ao atritar o pente sobre o cabelo, alguns elétrons migram dos fios para o pente, ou seja: seu cabelo perde elétrons e fica carregado positivamente, enquanto que o pente, que ganhou elétrons, fica carregado negativamente. Como as cargas opostas se atraem, o pente parece ter o poder de atrair o seu cabelo.

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Raios, relâmpagos e trovões Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno O que seus olhos
Raios, relâmpagos e trovões
Capítulo 1 – Para compreender o fenômeno
O que seus olhos não vêem
A corrida de elétrons da nuvem para o chão se dá em passos de 50 metros cada, a 100
quilômetros por segundo. Quando o primeiro elétron da fila, o líder, chega a uns 20 metros,
uma descarga elétrica se inicia de um ponto mais alto e pontudo do solo e fecha o circuito,
formando um “fio condutor” que liga a terra à nuvem. As cargas negativas presentes no líder
rumam em grande velocidade para o solo. As mais próximas do chão dão início à descarga e
é isso o que ocorre a todos os elétrons da fila, numa velocidade tão incrível que o ar ao
redor se ilumina e chega a 30.000ºC. O ar aquecido ao redor do canal se expande e gera, a
poucas centenas de metros, uma onda de choque supersônica, e em distâncias maiores,
uma onda sonora intensa que se propaga em todas as direções: são os trovões.
que se propaga em todas as direções: são os trovões. PRA NÃO ESQUECER Dizer que o
que se propaga em todas as direções: são os trovões. PRA NÃO ESQUECER Dizer que o
que se propaga em todas as direções: são os trovões. PRA NÃO ESQUECER Dizer que o

PRA NÃO ESQUECER

Dizer que o raio cai é:

Certo, porque o raio é formado nas nuvens.PRA NÃO ESQUECER Dizer que o raio cai é: Errado, porque o raio é um encontro

Errado, porque o raio é um encontro de cargas elétricas a uns 20 metros do solo. do solo.

A temperatura do ar ao redor do raio chega a

37° Cencontro de cargas elétricas a uns 20 metros do solo. A temperatura do ar ao redor

3.000° Cum encontro de cargas elétricas a uns 20 metros do solo. A temperatura do ar ao

30.000° Cum encontro de cargas elétricas a uns 20 metros do solo. A temperatura do ar ao

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