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1. (Unicamp-2011)

Quando vitaminas atrapalham

Consumir suplementos de vitaminas depois de praticar exercícios físicos pode reduzir a sensibilidade à insulina, o hormônio que conduz a glicose às células de todo o corpo. Temporariamente, um pouco de estresse oxidativo – processo combatido por algumas vitaminas e que danifica as células – ajuda a evitar o diabetes tipo 2, causado pela resistência à insulina, concluíram pesquisadores das universidades de Jena, na Alemanha, e Harvard, nos Estados Unidos. Desse estudo, publicado em maio na PNAS, participaram 40 pessoas, metade delas com treinamento físico prévio, metade sem. Os dois grupos foram divididos em subgrupos que tomaram ou não uma combinação de vitaminas C e E .Todos os subgrupos praticaram exercícios durante quatro semanas e passaram por exames de avaliação de sensibilidade da glicose à insulina antes e após esse período. Apenas exercícios físicos, sem doses adicionais de vitaminas, promovem a longevidade e reduzem o diabetes tipo 2. Ao contrário do que se pensava, os resultados negam que o estresse oxidativo seja um efeito colateral indesejado da atividade física vigorosa:

ele é na verdade parte do mecanismo pelo qual quem se exercita é mais saudável. A conclusão é clara: nada de antioxidantes

depois de correr. (Adaptado de “Quando vitaminas atrapalham”. Revista Pesquisa FAPESP 160, p.40, junho de 2009).

a) Por se tratar de um texto de divulgação científica, apresenta recursos linguísticos próprios a esse gênero. Quais são eles?

Transcreva dois trechos em que esses recursos estão presentes.

b) O experimento em questão concluiu que as vitaminas atrapalham. Explique como os pesquisadores chegaram a essa

conclusão.

2. (Unicamp-2012)

O parágrafo reproduzido abaixo introduz a crônica intitulada Tragédia concretista, de Luís Martins.

O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os

poetas concretistas podem ser homens práticos. (Luís Martins, Tragédia concretista, em As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132).

a) Compare lábio e lábia quanto à forma e ao significado. Considerando a especificidade do poeta, justifique a ocorrência dessas

duas palavras dentro da crônica.

b) Explique por que a palavra todavia é usada para introduzir um dos enunciados da crônica.

3. (Unicamp-2011)

Os dicionários de meu pai

Pouco antes de morrer, meu pai me chamou ao escritório e me entregou um livro de capa preta que eu nunca havia visto. Era o dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Ficava quase escondido, perto dos cinco grandes volumes do dicionário Caldas Aulete, entre outros livros de consulta que papai mantinha ao alcance da mão numa estante giratória. Isso pode te servir, foi mais ou menos o que ele então me disse, no seu falar meio grunhido. E por um bom tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções, sem falar das horas que eu o folheava à toa. Palavra puxa palavra e escarafunchar o dicionário analógico foi virando para mim um passatempo (desenfado, espairecimento, entretém,solaz, recreio, filistria). O resultado é que o livro, herdado já em estado precário, começou a se esfarelar nos meus dedos. Encostei-o na estante das relíquias ao descobrir, num sebo atrás da Sala Cecília Meireles, o mesmo dicionário em encadernação de percalina. Com esse livro escrevi novas canções e romances, decifrei enigmas, fechei muitas palavras cruzadas. E ao vê-lo dar sinais de fadiga, saí de sebo em sebo pelo Rio de Janeiro para me garantir um dicionário analógico de reserva. Encontrei dois, mas não me dei por satisfeito, fiquei viciado no negócio. Dei de vasculhar livrarias país afora, só em São Paulo adquiri meia dúzia de exemplares, e ainda rematei o último à venda na Amazon.com antes que algum aventureiro o fizesse. Eu já imaginava deter o monopólio (açambarcamento, exclusividade, hegemonia, senhorio, império) de dicionários analógicos da língua portuguesa, não fosse pelo senhor João Ubaldo Ribeiro, que ao que me consta também tem um, quiçá carcomido pelas traças (brocas, carunchos, busanos, cupins, térmitas,cáries, lagartas-rosadas, gafanhotos, bichos-carpinteiros). Hoje sou surpreendido pelo anúncio dessa nova edição do dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Sinto como se invadissem minha propriedade, revirassem meus baús, espalhassem aos ventos meu tesouro. Trata-se para mim de uma terrível (funesta, nefasta, macabra, atroz, abominável, dilacerante, miseranda) notícia. (Adaptado de Francisco Buarque de Hollanda, em

Francisco F. dos S. Azevedo, Dicionário Analógico da LínguaPortuguesa: ideias afins/thesaurus. 2ª edição atualizada e revista, Rio de Janeiro:

Lexikon, 2010).

a) A partir do texto de Chico Buarque que introduz o dicionário analógico recentemente reeditado, proponha uma definição

para esse tipo de dicionário.

b) Mostre a partir de que pistas do texto sua definição foi elaborada.

4. (FUVEST-2010)

Leia estas duas estrofes da conhecida canção “Asa-Branca”, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira.

Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João, Eu perguntei a Deus do céu, ai Por que tamanha judiação.

Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro, não chores não, viu, eu voltarei, viu, meu coração.

a)

Indique uma palavra ou expressão que possa substituir “Qual” (primeira estrofe), sem alterar o sentido do texto.

b)

Na segunda estrofe, substitua a palavra “viu” por outra que cumpra a mesma função comunicativa que ela tem no texto.

c)

Nessas estrofes, os únicos recursos poéticos utilizados são rima e ritmo? Justifique sua resposta.

5.

(Unicamp-2010)

 
os únicos recursos poéticos utilizados são rima e ritmo? Justifique sua resposta. 5. (Unicamp-2010)  

a) Qual é o pressuposto da personagem que defende o acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa? Por que esse

pressuposto é inadequado?

b) Explique como, na tira ao lado, esse pressuposto é quebrado.

6. (Unicamp-2011)

ao lado, esse pressuposto é quebrado. 6. (Unicamp-2011) a) Nessa tira de Laerte a graça é

a) Nessa tira de Laerte a graça é produzida por um deslizamento de sentido. Qual é ele?

b) Descreva esse deslizamento quadro a quadro, mostrando a relação das imagens com o que é dito.

7. (UFMG-2009)

Leia este texto:

Pressupostos são conteúdos implícitos que decorrem de uma palavra ou expressão presente no ato de fala produzido. O pressuposto é indiscutível tanto para o falante quanto para o ouvinte, pois decorre, necessariamente, de um marcador lingüístico, diferentemente de outros implícitos (os subentendidos), que dependem do contexto, da situação de comunicação.

(FIORIN, J. L. O dito pelo não dito. In: Língua Portuguesa, ano I, n. 6, 2006. p. 36-37. (Adaptado)).

Observe este exemplo: “João parou de fumar”.

Nesse enunciado, é a presença da expressão “parar de” que instaura o pressuposto de que João fumava antes.

Leia, agora, estas manchetes:

1. Petrobrás é vítima de novos furtos (O Tempo, Belo Horizonte, 8 mar. 2008).

2. Dengue vira risco de epidemia em BH (Estado de Minas, Belo Horizonte, 9 abr. 2008).

Com base nas informações dadas acima e considerando essas duas manchetes de jornal, INDIQUE:

a)

os pressupostos que delas se depreendem.

b)

os marcadores lingüísticos responsáveis pela instauração desses conteúdos implícitos.

8.

(UFMG-2008)

 

Analise este slogan de uma empresa gráfica:

O NOSSO PRODUTO É UMA BOA IMPRESSÃO

EXPLIQUE de que modo se explora, nesse slogan, a polissemia.

9. (FUVEST-2011)

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.

Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pela posse e pelo uso da linguagem, falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo e repentino vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres e aplicações desse novo e preciso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. E é este, e não outro, antes de tudo, o essencial proveito de tal ensino.

(J. Mattoso Câmara Jr., Manual de expressão oral e escrita. Adaptado).

a) Transcreva o trecho em que o autor trata da relação da linguagem com o pensamento.

b) Transcreva o trecho em que o autor trata da relação da linguagem com a fisiologia.

c) Segundo o autor, qual é o “essencial proveito” do ensino da língua?

10. (Unicamp-2008)

O texto abaixo é extraído de artigo jornalístico no qual se comparam duas notícias que chamaram a atenção da imprensa brasileira no mês do outubro de 2007: de um lado, o caso do entre o senador Renan Calheiros e a jornalista Mônica Velhoso; de outro, o artigo em que o apresentador de TV Luciano Huck expressa sua indignação contra o roubo do seu relógio Rolex.

Aparentemente, o que aproxima todos esses personagens é a disputa por um objeto de desejo. No caso dos assaltantes

de Huck, por estar no pulso de um “bacana”, mais que um relógio, o objeto em questão aparece como um equivalente geral que

pode dar acesso a outros objetos (

de sua mulher, a igualmente famosa apresentadora global Angélica, um relógio

desse calibre é sinal de prestígio, indicando um lugar social que, no Brasil, costuma “abrir portas” raras vezes franqueadas à

maior parte da população. (

Mais afinado com as tradições patriarcais de seu estado natal, Renan aparece nos noticiários,

bem de acordo com a chamada “preferência nacional”dos anúncios de cerveja. Daí que não seja possível, em ambos os

).Presente

)

episódios, associar os casos em questão àquele “obscuro objeto de desejo” que dá título a um dos mais instigantes filmes de Luís Buñuel. Tratava-se, para o cineasta, de mostrar como um desejo singular, único, podia engendrar um objeto de grande opacidade. Em direção oposta, tanto na parceria Calheiros/Veloso, quanto no confronto Huck/assaltantes, há uma espécie de exibição ostensiva dos objetos em jogo, como que marcando a coincidência de desejos que perderam sua singularidade para cair

na vala comum das banalidades. (Adaptado de Eliane Robert Moraes, Folha de São Paulo, 14/10/2007, grifos nossos).

a) Um dos usos de aspas é o destacar elementos no texto. Explique a finalidade desse destaque nas seguintes expressões

presentes no texto: “bacana, “abrir portas”, e “preferência nacional”“.

b) No caso de “obscuro objeto de desejo”, as aspas marcam o título de um filme de Buñel. Explique como a referência a esse

título estabelece uma oposição fundamental para a argumentação do texto.

11. (FUVEST-2008)

I. Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas pérolas (

).

(Mateus, 7:6)

II. Você pode atirar pérolas aos porcos. Mas não adianta nada atirar pérolas aos gatos, aos cães ou às galinhas porque isso não

tem nenhum significado estabelecido. (Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos).

a) Considerando-se que o texto II tem como referência o texto I, qual é a expressão que, de acordo com Millôr Fernandes, tem

um “significado estabelecido”?

b) No texto I, os significados dos segmentos “não deis aos cães o que é santo” e “nem atireis aos porcos as vossas pérolas”

reforçam-se mutuamente ou se contradizem? Justifique sucintamente sua resposta.

12. (Unicamp-2008)

12. (Unicamp-2008) a) No primeiro quadrinho, a menção a ‘palavrões’ constrói uma expectativa que é quebrada

a) No primeiro quadrinho, a menção a ‘palavrões’ constrói uma expectativa que é quebrada no segundo quadrinho. Mostre como ela é produzida, apontando uma expressão relacionada a 'palavrões', presente no Primeiro quadrinho, que ajuda na construção dessa expectativa.

b) No segundo quadrinho, o cômico se constrói justamente pela quebra da expectativa produzida no quadrinho anterior. Entretanto, embora a relação pressuposta no primeiro quadrinho se mantenha, ela passa a ser entendida num outro sentido, o que produz um riso. Explique o que se mantém o que é alterado no segundo quadrinho em termos de pressupostos e relações entre as palavras.

13. (FUVEST-2010)

Observe este anúncio.

no segundo quadrinho em termos de pressupostos e relações entre as palavras. 13. (FUVEST-2010) Observe este

a) Na composição do anúncio, qual é a relação de sentido existente entre a imagem e o trecho “quem é e o que pensa”, que faz

parte da mensagem verbal?

b) Se os sujeitos dos verbos “descubra” e “pensa” estivessem no plural, como deveria ser redigida a frase utilizada no anúncio?

14. (Unicamp-2010)

NÃO LEVE GATO POR LEBRE

SÓ BOM BRIL É BOM BRIL

a) Explique a expressão idiomática por meio de duas paráfrases.

b) Mostre como a dupla ocorrência de BOM BRIL no slogan ‘SÓ BOM BRIL É BOM BRIL’, aliada à expressão idiomática, constrói a

imagem do produto anunciado.

15. (FUVEST-2010)

Leia o seguinte texto:

Um músico ambulante toca sua sanfoninha no viaduto do Chá, em São Paulo.Chega o “rapa”* e o interrompe:

_ Você tem licença?

_ Não, senhor.

_ Então me acompanhe.

_ Sim, senhor. E que música o senhor vai cantar?

*rapa: carro de prefeitura municipal que conduz fiscais e policiais para apreender mercadorias de vendedores ambulantes não licenciados. Por extensão, o fiscal ou o policial do rapa.

a) Para o efeito de humor dessa anedota, contribui, de maneira decisiva, um dos verbos do texto. De que verbo se trata?

Justifique sua resposta.

b) Reescreva o diálogo que compõe o texto, usando o discurso indireto. Comece com: O fiscal do “rapa” perguntou ao músico

16. (FUVEST-2011)

Examine esta propaganda de uma empresa de certificação digital (mecanismo de segurança que garante autenticidade, confidenciabilidade e integridade às informações eletrônicas).

e integridade às informações eletrônicas). a) Aponte a relação de sentido que existe entre a mensagem

a) Aponte a relação de sentido que existe entre a mensagem verbal e a imagem.

b) Forme uma frase correta e coerente com base em um verbo derivado da palavra “burocracia”.

c) “Estar com os dias contados” é uma das dezenas de locuções formadas a partir do substantivo “dia”. Crie uma frase em que

apareça uma dessas locuções (sem repetir, é claro, a locução utilizada na propaganda acima).

17. (FUVEST-2012)

Leia este aviso, comum em vários lugares públicos:

Leia este aviso, comum em vários lugares públicos: a) As pessoas que não gostam de ser

a) As pessoas que não gostam de ser filmadas prefeririam uma mensagem que dissesse o contrário. Para atender a essas

pessoas, reescreva o aviso, usando a primeira pessoa do plural e fazendo as modificações necessárias.

b) Criou-se, recentemente, a palavra “gerundismo”, para designar o uso abusivo do gerúndio. Na sua opinião, esse tipo de

desvio ocorre no aviso acima? Explique.

18. (Unicamp-2010)

“Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.” No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfiômetro’: mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele.” (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como

funcionam os tours pelas favelas cariocas. Pesquisa FAPESP no. 165, 2009, p.90-93).

a) Explique o que o autor identifica como “um interessante paradoxo”.

b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral.

Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal.

19. (FUVEST-2007)

Muitos políticos olham com desconfiança os que se articulam com a mídia. Não compreendem que não se faz política sem a mídia. Jacques Ellul, no século passado, afirmava que um fato só se torna político pela mediação da imprensa. Se 20 índios ianomâmis são assassinados e ninguém ouve falar, o crime não se torna um fato político. Caso apareça na televisão, o que era um mistério da floresta torna-se um problema mundial. (Adaptado de Fernando Gabeira, Folha de S. Paulo).

a) Explique a distinção, explorada no texto, entre dois tipos de fatos: um, relacionado a “mistério da floresta”; outro,

relacionado a “problema mundial”.

b) Reescreva os dois períodos finais do texto, começando com “Se 20 índios fossem assassinados

necessárias.

20. (FUVEST-2008)

e fazendo as adaptações

Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se dão ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e o destaque conferidos às poucas previsões que acertam. (Marcelo

Leite, Folha de S. Paulo).

a)

jornalistas

Reescreva o trecho “Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o com “Embora os ”

b) No trecho “Quando o fazem não é decerto com a ênfase (

21. (FUVEST-2008)

)”,

a que idéia se refere o termo grifado?

Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.

(Sêneca, Sobre a tranqüilidade da alma. Trad. de J.R. Seabra Filho).

a) Segundo Sêneca, a solidão e a comunicação devem ser vistas como complementares porque ambas satisfazem um mesmo

desejo nosso. É correta essa interpretação do texto acima? Justifique sua resposta.

b) “(

reescreva o trecho acima, iniciando-o com “Nossa aversão à multidão

)

a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.” Sem prejuízo para o sentido original, ”

22. (Unicamp-2009)

Em transmissão de um jornal noturno televisivo (RedeTV, 7/10/2008), um jornalista afirmou: “Não há uma só medida que o governo possa tomar.”

a) Considerando que há duas possibilidades de interpretação do enunciado acima, construa uma paráfrase para cada sentido

possível de modo a explicitá-los.

b) Compare o enunciado citado com: Não há uma medida que só o governo possa tomar. O termo ‘só’ tem papel fundamental

na interpretação de um e outro enunciado. Descreva como funciona o termo em cada um dos enunciados. Explique

23. (Unicamp-2012)

Os enunciados abaixo são parte de uma peça publicitária que anuncia um carro produzido por uma conhecida montadora de automóveis.

abaixo são parte de uma peça publicitária que anuncia um carro produzido por uma conhecida montadora

a) A menção à Organização Mundial da Saúde na peça publicitária é justificada pela apresentação de uma das características do

produto anunciado. Qual é essa característica? Explique por que o modo como a característica é apresentada sustenta a referência à Organização Mundial da Saúde.

b) A peça publicitária apresenta duas orações com o verbo caber. Contraste essas orações quanto à organização sintática. Que

efeito é produzido por meio delas?

24. (Unicamp-2012)

Que efeito é produzido por meio delas? 24. (Unicamp-2012) a) Podemos relacionar os termos miséria e
Que efeito é produzido por meio delas? 24. (Unicamp-2012) a) Podemos relacionar os termos miséria e

a) Podemos relacionar os termos miséria e pobreza, presentes no TEXTO II, a dois conceitos que são abordados no TEXTO I.

Identifique esses conceitos e explique por que eles podem ser relacionados às noções de miséria e pobreza.

b) Que crítica é apresentada no TEXTO II? Mostre como a charge constrói essa crítica.

25. (FUVEST-2009)

Examine a tirinha e responda ao que se pede.

(FUVEST-2009) Examine a tirinha e responda ao que se pede. a) O sentido do texto se

a) O sentido do texto se faz com base na polissemia de uma palavra. Identifique essa palavra e explique por que a indicou.

b) A tirinha visa produzir não só efeito humorístico, mas também efeito crítico. Você concorda com essa afirmação? Justifique

sua resposta.

26. (Unicamp-2008)

A carta abaixo é reproduzida foi publicada em outubro de 2007, após a declaração sobre a legalização do aborto feita por Sérgio Cabral, governador do estado do Rio de Janeiro.

”as mães faveladas são uma fábrica de produzir

marginais”, cabe indagar: essas mães produzem marginais apenas quando dão a luz ou também quando votam? (Juarez R. Vanitez,

Sacrameto-MG, seção Painel do leitor, Folha de São Paulo, 29/10/2007).

Sobre a declaração do governador fluminense, Sérgio Cabral, de que

a) Há uma forte ironia produzida no texto da carta. Destaque a parte do texto em que se expressa essa ironia. Justifique.

b) Nessa ironia, marque-se uma crítica à declaração do governador do Rio de Janeiro. Entretanto, em função da presença de

uma construção sintática , a crítica não incorre em uma oposição. Indique a construção sintática que relativa essa crítica. Justifique.

27. (Unicamp-2009)

Reportagem da Folha de São Paulo informa que o presidente do Brasil assinou decreto estabelecendo prazos para o país colocar em prática o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unifica a ortografia nos países de língua portuguesa. Na matéria, o seguinte quadro comparativo mostra alterações na ortografia estabelecidas em diferentes datas:

Após as reformas de 1931 e 1943:

Êles estão tranqüilos, porque provavelmente não crêem em fantasmas.

Após as alterações de 1971:

Eles estão tranqüilos, porque provavelmente não crêem em fantasmas.

Após o novo acordo, a vigorar a partir de janeiro de 2009:

Eles estão tranquilos, porque provavelmente não creem em fantasmas.

Sobre o acordo, a reportagem ainda informa:

As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais

dizer que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia. (

28/09/2008).

)

(Adaptado de E. Simões, “Que língua é essa?”. Folha de S.Paulo, Ilustrada, p. 1,

a) O excerto acima supõe que alterações ortográficas modifiquem o modo de falar uma língua. Mostre a palavra utilizada que

permite essa interpretação. Levando-se em consideração o quadro comparativo das mudanças ortográficas e a suposição expressa no excerto, explique o equívoco dessa suposição.

Ainda sobre a reforma ortográfica, Diogo Mainardi escreveu o seguinte:

Eu sou um ardoroso defensor da reforma ortográfica. A perspectiva de ser lido em Bafatá, no interior da Guiné-Bissau, da mesma maneira que sou lido em Carinhanha, no interior da Bahia, me enche de entusiasmo. Eu sempre soube que a maior

barreira para o meu sucesso em Bafatá era o C mudo [como em facto na ortografia de Portugal] (

radical”. Revista VEJA, p. 129, 8/10/2008.)

)

(D. Mainardi, “Uma reforma mais

b) O excerto acima apresenta uma ironia. Em que consiste essa ironia? Justifique.

28. (FUVEST-2011)

Leia o seguinte texto.

Flagrado na Ilha de Caras, Fernando Pessoa disse que está bem mais leve depois que passou a ser um só.

LISBOA – Em pronunciamento que pegou de surpresa o mercado editorial, o poeta e investidor Fernando Pessoa anunciou ontem a fusão dos seus heterônimos. Com o enxugamento, as marcas Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro passam a fazer parte da holding* Fernando Pessoa S.A. “É uma reengenharia”, explicou o assessor e empresário Mário Sá Carneiro. Pessoa confessou que a decisão foi tomada “de coração pesado”: “Drummond sempre foi um só. A operação dele é enxutinha. Como competir?”, indagou. O poeta chegou a pensar em terceirizar os heterônimos através de um call-center** em Goa, mas questões de gramática e semântica acabaram inviabilizando as negociações. “Eles não usam mesóclise”, explicou Pessoa.

(http://www.revistapiaui.com.br. Adaptado).

*Holding [holding company]: empresa criada para controlar outras empresas. **Call-center: central de atendimento telefônico.

a) Esse texto tem apenas finalidade humorística ou comporta também finalidade crítica? Justifique sua resposta.

b) Por que o “call-center” mencionado no texto seria localizado especificamente em Goa?

29. (FUVEST-2010)

Uma nota diplomática* é semelhante a uma mulher da moda. Só depois de se despojar umaelegante de todas as fitas, rendas, joias, saias e corpetes, é que se encontra o exemplar não correto nem aumentado da edição da mulher, conforme saiu dos prelos da natureza. É preciso desataviar uma nota diplomática de todas as frases, circunlocuções, desvios, adjetivos e advérbios, para tocar a ideia capital e a intenção que lhe dá origem. (Machado de Assis).

*Nota diplomática: comunicação escrita e oficial entre os governos de dois países, sobre assuntos do interesse de ambos.

a) É correto afirmar que, segundo o texto, uma nota diplomática se parece com o “exemplar não correto nem aumentado da

edição da mulher”? Justifique sua resposta.

b) Tendo em vista o trecho “para tocar a ideia capital e a intenção que lhe dá origem”, indique um sinônimo da palavra “capital”

que seja adequado ao contexto e identifique o referente do pronome “lhe”.

30. (FUVEST-2009)

Leia o trecho abaixo, extraído de um conto, e responda ao que se pede.

Eu estava ali deitado olhando através da vidraça as roseiras no jardim fustigadas pelo vento que zunia lá fora e nas venezianas de meu quarto e de repente cessava e tudo ficava tão quieto tão triste e de repente recomeçava e as roseiras frágeis e assustadas irrompiam na vidraça e eu estava ali o tempo todo olhando estava em minha cama com minha blusa de lã as mãos enfiadas nos bolsos os braços colados ao corpo as pernas juntas estava de sapatos Mamãe não gostava que eu deitasse de sapatos deixe de preguiça menino! mas dessa vez eu estava deitado de sapatos e ela viu e não falou nada ela sentou-se na beirada da cama e pousou a mão em meu joelho e falou você não quer mesmo almoçar? (Luiz Vilela. Eu estava ali deitado).

a) O texto procura representar um “fluxo de consciência”, ou seja, a livre-associação de idéias do narrador personagem. Aponte

dois recursos expressivos, presentes no texto, que foram empregados com essa finalidade.

b) Cite, do texto, um exemplo de emprego do discurso direto.

31. (Unicamp-2010)

Nessa propaganda, há uma interessante articulação entre palavras e imagens.

do discurso direto. 31. (Unicamp-2010) Nessa propaganda, há uma interessante articulação entre palavras e imagens.

a) Explique como as imagens ajudam a estabelecer as relações metafóricas no enunciado “Mesmo que o globo fosse quadrado, O GLOBO seria avançado”.

b) Indique uma característica atribuída pela propaganda ao produto anunciado. Justifique.

32. (Unicamp- 2011)

ao produto anunciado. Justifique. 32. (Unicamp- 2011) (Adaptado de

(Adaptado de http://www.orkut.com.br/Main#community?cmm=525458. Acesso em 20/12/2010)

A comunidade do Orkut “Eu tenho medo do Mesmo” foi criada em função do aviso bastante conhecido dos usuários de elevadores: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”.

a) Explique o que torna possível o jogo de palavras “Mesmo, o maníaco dos elevadores” usado pelos membros dessa comunidade.

b) Reescreva o aviso de forma que essa leitura não seja mais possível.

33. (UFMG-2007)

Leia estes trechos:

TRECHO 1 “Substantivo é a palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral.” (CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do Português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 171).

TRECHO 2

Que coisa!

“As coisas nadam, crescem, vibram, voam, flutuam. Alguma coisa acontece no meu coração. Coisa é música aos ouvidos. Coisa é notícia. Coisa é causa de tudo e de nada. O Coisa-ruim é coisa do outro mundo. E deste também. Mas isso é

coisa feita. Coisas do arco-da-velha. Coisa e tal e tal e coisa. São tantas coisinhas miúdas. Coisíssima nenhuma. A coisa em si.

Cada coisa em seu lugar. Não me venha com coisas. A coisa foi por água abaixo. Coisa de louco! [

uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Até que se prove o contrário. Mas esse papo meu tá qualquer coisa, de modo que, se for impossível dizer coisa com coisa, não pense duas vezes: vote na coisa. Seja com a coisa uma só coisa. Coisifique-se!

Porque uma coisa é certa:

]

De repente mil coisas! (PERISSÉ, Gabriel.http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=14&rv=Colunistas. Acesso: 30 mar. 2005).

Com base na leitura desses dois trechos, REDIJA um texto dissertativo relacionando a definição de substantivo (Trecho 1) com as possibilidades de uso e de referência que a palavra “coisa”, como substantivo, adquire no Trecho 2.

34. (FUVEST-2012)

Leia com atenção o seguinte texto:

A onipresença do olho mágico da televisão no centro da vida doméstica dos brasileiros, com o poder (imaginário) de tudo mostrar e tudo ver que os espectadores lhe atribuem, vem provocando curiosas alterações nas relações entre o público e o privado. Durante pelo menos dois séculos, o bom gosto burguês nos ensinou que algumas coisas não se dizem, não se mostram e não se fazem em público. Essas mesmas coisas, até então reservadas ao espaço da privacidade, hoje ocupam o centro da cena

televisiva. Não que o bom gosto burguês deva ser tomado como referência indiscutível da ética que regula a vida em qualquer sociedade. Mas a inversão de padrões que pareciam tão convenientemente estabelecidos nos países do Ocidente dá o que pensar. No mínimo, podemos concluir que a burguesia do terceiro milênio já não é a mesma que ditou o bom comportamento

dos

dois séculos passados. No máximo, supõe-se que os fundamentos do contrato que ordenava a vida social entre os séculos

XIX

e XX estão profundamente abalados, e já vivemos, sem nos dar conta, em uma sociedade pós-burguesa, num sentido

semelhante ao do que chamamos uma sociedade pós-moderna. (Maria R. Kehl, in Bucci e Kehl, Videologias: ensaios sobre televisão).

a) O que a autora do texto quer dizer, quando se refere ao “poder de tudo mostrar e tudo ver”, atribuído à televisão, como “imaginário”?

b) Indique a palavra do primeiro período que tem o mesmo significado do prefixo que entra na formação da palavra “onipresença”.

c) Indique uma palavra ou expressão do texto que corresponda ao sentido da palavra “ética”.

35. (UFMG-2010)

“Como é difícil reconstituir os acontecimentos! Lembrar o ano em que tudo começou já exige esforço. Distribuir os fatos pelos meses não consigo. Mas ordenar os sentimentos é para mim totalmente impossível.”

*Embora “Helga” não faça parte da primeira edição do livro, a interpretação do trecho reproduzido acima independe da leitura do conto.

REDIJA um texto, explicando o funcionamento do conector destacado nesse trecho do conto “Helga”*, do livro Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles.

36. (Unicamp-2009)

36. (Unicamp-2009) Leia os seguintes artigos do capítulo VII do novo Código Civil (Lei no. 10.

Leia os seguintes artigos do capítulo VII do novo Código Civil (Lei no. 10. 406, de 10 de Janeiro de 2002). Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:

a) Os enunciados que introduzem os artigos 1.548 e 1.550 têm sentido diferente. Explique a diferença, comparando, do ponto

de vista morfológico, as palavras nulo e anulável.

b) Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001), infringência vem de infringir (violar, transgredir, desrespeitar) +

ência. Compare o processo de formação dessa palavra com o de incompetência, indicando eventuais diferenças e semelhanças.

37. (Unicamp-2012)

Há notícias que são de interesse público e há notícias que são de interesse do público. Se a celebridade "x" está saindo com o ator "y", isso não tem nenhum interesse público. Mas, dependendo de quem sejam "x" e "y", é de enorme interesse do público, ou de um certo público (numeroso), pelo menos. As decisões do Banco Central para conter a inflação têm óbvio interesse público. Mas quase não despertam interesse, a não ser dos entendidos. O jornalismo transita entre essas duas exigências, desafiado a atender às demandas de uma sociedade ao mesmo tempo massificada e segmentada, de um leitor que gravita cada vez mais apenas em torno de seus interesses particulares.

(Fernando Barros e Silva, O jornalista e o assassino. Folha de São Paulo (versão online), 18/04/2011. Acessado em 20/12/2011).

a) A palavra público é empregada no texto ora como substantivo, ora como adjetivo. Exemplifique cada um desses empregos

com passagens do próprio texto e apresente o critério que você utilizou para fazer a distinção.

b) Qual é, no texto, a diferença entre o que é chamado de interesse público e o que é chamado de interesse do público?

38. (Unicamp-2012)

I. pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil;

II. por infringência de impedimento.

) (

I. de quem não completou a idade mínima para casar;

) (

VI. por incompetência da autoridade celebrante.

Os verbetes apresentados em (II) a seguir trazem significados possíveis para algumas palavras que ocorrem no texto intitulado Bicho Gramático, apresentado em (I).

a) Descreva o processo de formação das palavras invendável e imprestável e justifique a afirmação segundo a qual o uso que

Vicente Matheus fazia da língua portuguesa “nem sempre era aquele reconhecido pelos livros”.

b) Explique por que o texto destaca que Vicente Matheus “criou uma pérola da linguística e da zoologia”.

39. (Unicamp-2012)

O

texto abaixo é parte de uma campanha promovida pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas).

Surfamos a Internet, Nadamos em revistas

A

Internet empolga. Revistas envolvem.

A

Internet agarra. Revistas abraçam.

A

Internet é passageira. Revistas são permanentes.

E

essas duas mídias estão crescendo.

Um dado que passou quase despercebido em meio ao barulho da Internet foi o fato de que a circulação de revistas aumentou nos últimos cinco anos. Mesmo na era da Internet, o apelo das revistas segue crescendo. Pense nisto: o Google existe há 12 anos. Durante esse período, o número de títulos de revistas no Brasil cresceu 234%. Isso demonstra que uma mídia nova substitui uma mídia que já existe. Uma mídia estabelecida tem a capacidade de seguir prosperando, ao oferecer uma experiência única. É por isso que as pessoas não deixam de nadar só porque gostam de surfar. (Adaptado de Imprensa, n. 267, maio 2011, p. 17.)

a) O verbo surfar pode ser usado como transitivo ou intransitivo. Exemplifique cada um desses usos com enunciados que aparecem no texto da campanha. Indique, justificando, em qual desses usos o verbo assume um sentido necessariamente figurado.

b) Que relação pode ser estabelecida entre o título da campanha e o trecho reproduzido a seguir? Como essa relação é sustentada dentro da campanha?

A Internet empolga. Revistas envolvem.

A Internet agarra. Revistas abraçam.

A Internet é passageira. Revistas são permanentes.

40. (Unicamp-2007)

Matte a vontade. Matte leão.

Este enunciado faz parte de uma propaganda afixada em lugares nas quais se vende o chá Matte Leão. Observe as construções abaixo, feitas a partir do enunciado em questão:

Matte a vontade Matte a sede Matte à Vontade

a) Complete cada uma das construções com palavras ou expressões que explicitem as leituras possíveis relacionadas à

propaganda.

b) Retome a propaganda e explique o seu funcionamento, explicitando as relações morfológicas, sintáticas e semânticas

envolvidas.

41. (FUVEST-2009)

Leia o seguinte texto, extraído de uma biografia do compositor Carlos Gomes.

No ano seguinte [1860], com o objetivo de consolidar sua formação musical, [Carlos Gomes] mudou-se para o Rio de Janeiro, contra a vontade do pai, para iniciar os estudos no conservatório da cidade. “Uma idéia fixa me acompanha como o meu destino! Tenho culpa, porventura, por tal cousa, se foi vossemecê que me deu o gosto pela arte a que me dediquei e se

seus esforços e sacrifícios fizeram-me ganhar ambição de glórias futuras?”, escreveu ao pai, aflito e cheio de remorso por tê-lo

Nada mais lhe posso dizer nesta ocasião, mas afirmo que as minhas

contrariado. “Não me culpe pelo passo que dei hoje. [

intenções são puras e espero desassossegado a sua bênção e o seu perdão”, completou. (http://musicaclassica.folha.com.br).

]

a) Sobre o advérbio “porventura”, presente na carta do compositor, o dicionário Houaiss informa: usa-se em frases

interrogativas, especialmente em perguntas delicadas ou retóricas. Aplica-se ao texto da carta essa informação? Justifique sua

resposta.

b) Cite duas palavras, também empregadas pelo compositor, que atestem, de maneira mais evidente, que, daquela época para

hoje, a língua portuguesa sofreu modificações.

42. (FUVEST-2007)

Salão repleto de luzes, orquestra ao fundo, brilho de cristais por todo lado. O crupiê* distribui fichas sobre o pano verde, cercado de mulheres em longos vestidos e homens de black-tie**. A roleta em movimento paralisa o tempo, todos retêm a respiração. Em breve estarão definidos a sorte de alguns e o azar de muitos. Foi mais ou menos assim, como um lance de roleta, que a era de ouro dos cassinos maravilhosa para uns, totalmente reprovável para outros se encerrou no Brasil. Para surpresa da nação, logo depois de assumir o governo, em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra pôs fim, com uma simples penada, a um dos negócios mais lucrativos da época: a exploração de jogos de azar, tornando-os proibidos em todo o país. ( )

(Jane Santucci, “O dia em que as roletas pararam”, Nossa História).

* crupiê: empregado de uma casa de jogos ** black-tie: smoking, traje de gala

a) No texto acima, a autora utiliza vários recursos descritivos. Aponte um desses recursos. Justifique sua escolha.

b) A que fato relatado no texto se aplica a comparação “como num lance de roleta”?

43. (Unicamp-2010)

sua escolha. b) A que fato relatado no texto se aplica a comparação “como num lance

Nessa propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma representação de dicionário.

a) Qual é essa representação? Ela é adequada ou inadequada? Justifique.

b) Explique como o uso da expressão “bom pra burro” produz humor nessa propaganda.

44. (Unicamp-2010)

burro” produz humor nessa propaganda. 44. (Unicamp-2010) Quino, Toda Mafalda . São Paulo: Editora Martins Fontes,
burro” produz humor nessa propaganda. 44. (Unicamp-2010) Quino, Toda Mafalda . São Paulo: Editora Martins Fontes,

Quino, Toda Mafalda. São Paulo: Editora Martins Fontes, 6ª. Edição, 2003.

Nessa tirinha da famosa Mafalda do argentino Quino, o humor é construído fundamentalmente por um produtivo jogo de referência.

a) Explicite como o termo ‘estrangeiro’ é entendido pela personagem Mafalda e pelo personagem Manolito.

b) Identifique duas palavras que, nessa tirinha, contribuem para a construção desse jogo de referência,explicando o papel delas.

45. (UFMG-2009)

Leia este trecho de diálogo:

CHICÓ Que invenção foi essa de dizer que o cachorro era do major Antônio Moraes?

JOÃO GRILO Era o único jeito do padre prometer que benzia. Tem medo da riqueza do major que se péla. Não viu a diferença? Antes era “Que maluquice, que besteira!”, agora “Não vejomal nenhum em se abençoar as criaturas de Deus!” (SUASSUNA, Ariano. Auto da

compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. p. 24).

Levando em consideração o fato de que essa obra pertence ao gênero dramático, REDIJA um texto, explicando a função das aspas no trecho transcrito.

46. (FUVEST-2007)

Sair a campo atrás de descobridores de espécies é uma expedição arriscada. Se você não é da área,vale treinar um “biologuês” de turista. Mas, mesmo quem não tem nada a ver com o pato-mergulhão ou a morfologia da semente da laurácea, pode voltar fascinado da aproximação com esses especialistas. De olhos nos livros e pés no mato, eles etiquetam a natureza, num trabalho de formiga. São minoria que dá nome aos bois e a plantas, aves, mosquitos, vermes e outros bichos. (Heloisa Helvécia, Revista da Folha).

a) Transcreva do texto as expressões que mais diretamente exemplificam o “biologuês” mencionado pela autora.

b) Tomada em seu sentido figurado, como se deve entender a expressão “dar nome aos bois”, utilizada no texto?

47. (FUVEST-2009)

Leia a seguinte fala, extraída de uma peça teatral, e responda ao que se pede.

Odorico - Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para receber a confirmação, ratificação, a autenticação e, por que não dizer, a sagração do povo que me elegeu. (Dias Gomes. O Bem-Amado: farsa sócio-político-patológica em 9

quadros).

a) A linguagem utilizada por Odorico produz efeitos humorísticos. Aponte um exemplo que comprove essa afirmação. Justifique

sua escolha.

b) O que leva Odorico a empregar a expressão “por que não dizer”, para introduzir o substantivo “sagração”?

48. (FUVEST-2012)

Leia a seguinte mensagem publicitária, referente a carros, e responda ao que se pede:

POTÊNCIA, ROBUSTEZ E TRAÇÃO 4WD. PORQUE TEM LUGARES QUE SÓ COM ESPÍRITO DE AVENTURA VOCÊ NÃO CHEGA.

a) A mensagem está redigida de acordo com a norma padrão da língua escrita? Se você julga que sim, justifique; se acha que

não, reescreva o texto, adaptando-o à referida norma.

b) Se a palavra “só” fosse excluída do texto, o sentido seria alterado? Justifique sua resposta.

49. (FUVEST-2012)

Leia este texto:

A correção da língua é um artificialismo, continuei episcopalmente. O natural é a incorreção. Note que a gramática só se atreve a meter o bico quando escrevemos. Quando falamos, afasta-se para longe, de orelhas murchas. (Monteiro Lobato, Prefácios

e entrevistas).

a) Tendo em vista a opinião do autor do texto, pode-se concluir corretamente que a língua falada é desprovida de regras?

Explique sucintamente.

b) Entre a palavra “episcopalmente” e as expressões “meter o bico” e “de orelhas murchas”, dá-se um contraste de variedades

linguísticas. Substitua as expressões coloquiais, que aí aparecem, por outras equivalentes, que pertençam à variedade padrão.

50. (FUVEST-2008)

O autoclismo da retrete

RIO DE JANEIRO – Em 1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em Lisboa. Logo no primeiro dia, tiveuma amostra das deliciosas diferenças que nos separavam, a nós e aos portugueses, em matéria de língua. Houve um problema no banheiro da redação e eu disse à secretária: “Isabel, por favor, chame o bombeiro para consertar a descarga da privada.” Isabel franziu a testa e só entendeu as quatro primeiras palavras. Pelo visto, eu estava lhe pedindo que chamasse a Banda do Corpo de Bombeiros para dar um concerto particular de marchas e dobrados na redação. Por sorte, um colega brasileiro, em Lisboa havia algum tempo e já escolado nos meandros da língua, traduziu o recado: “Isabel, chame o canalizador para reparar o autoclismo da retrete.” E só então o belo rosto de Isabel se iluminou. (Ruy Castro, Folha de S. Paulo).

a) Em São Paulo, entende-se por “encanador” o que no Rio de Janeiro se entende por “bombeiro” e, em Lisboa, por

“canalizador”. Isto permitiria afirmar que, em algum desses lugares, ocorre um uso equivocado da língua portuguesa? Justifique sua resposta.

b) Uma reforma que viesse a uniformizar a ortografia da língua portuguesa em todos os países que a utilizam evitaria o

problema de comunicação ocorrido entre o jornalista e a secretária. Você concorda com essa afirmação? Justifique.

51. (UFMG-2007)

Leia este trecho:

Programa de incentivo ao uso da língua portuguesa

“Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual. No primeiro ano, o “Ç” vai substituir o “S” e o “C” sibilantes, e o “Z” o “S” suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmenteos adoleçentes. O “C” duro e o “QU” em que o “U” não é pronunçiadoçerãotrokados pelo “K”, já ke o çom é ekivalente [ ] Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemático “H” mudo e todos os

acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O “CH” çeraçimplifikado para “X” e o “LH” pra “LI” ke da no mesmo e e mais façil [ ]

o governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçariasçempreforaum

um problema terivel para as peçoas, que akabamfikandokomterorde soletrar. Alemdiço, todos konkordaumke os çinais de pontuaçaumkomovirgulas dois pontos aspas e traveçaumtambemçaumdifiçeis de uzar e preçizamkair e olia falando çerio já

vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoasjaçeraumreçeptivas a koizaskomo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo

Os karioka talvez naum gostem de

e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziuxakauou kriminau [

akabar com os plurauporke eles gosta de falar xxx nos finau das palavra mas vaumakabar entendendo. Os paulistavaum adorar.

Os goiano vaumkerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambemja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çekolokar R no finaudakelas palavra no infinitivo jakeningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavrakeningempronunçiakomo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo

mundopronunçia como U ou I [

Naumvai te mais problema ningem vai te mais eçabarera pra çuaaçençaumçoçiau e segurança pçikolojikatodumundu vai iskrevesempriçertu i çi intende muitumelio i di forma mais façiu e finaumentitodumundu no Braziu vai çabeiskrevedireitu ate us jornalista uspubliçitariousblogeruusadivogadousiskrito i ate uspulitiko i u prezidenti. Oliaço ki maravilia!”

(http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/11/108883. Acesso: 3 jul. 2006).

No terçeiro ano [

]

]

]

os çinaudiinterogaçaum i diisklamaçaumkontinuam [

]

Com base na leitura desse trecho, REDIJA um texto, explicitando o ponto de vista do enunciador a respeito da reforma ortográfica proposta.

52. (UFMG-2007)

Leia esta “tirinha”:

52. (UFMG-2007) Leia esta “tirinha”: Leia, agora, este trecho: “Nessas alturas do campeonato, você acha que

Leia, agora, este trecho:

“Nessas alturas do campeonato, você acha que eu vou vestir a camisa da firma? Eu, não. O chefe pisou na bola: se ele tivesse pedido antes para mim – em time que está ganhando não se mexe! – ou para o Geraldo, que tem muita cancha, dava

para tirar de letra. Mas não: ele deu cartão vermelho para o Geraldo e me botou para escanteio. Agora que embolou o meio-de-

campo ele vem pedir para virar o jogo. Eu não. Eu vou lá só para cumprir tabela

toma! E o Geraldo, agora, tá com a bola toda e a concorrência, com ele, está show de bola ”

jogada. In: Língua especial:futebol e linguagem, São Paulo, Segmento, ano I, abr. 2006).

Eu bem que avisei o chefe: quem não faz,

(LAUAND, L. J. Muitas palavras numa só

Com base nas leituras feitas, REDIJA um texto, explicando o processo de incorporação de expressões próprias do futebol à linguagem cotidiana.

53. (Unicamp-2009)

53. (Unicamp-2009) É que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro .

É que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro .

sabido

a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira.

b) É possível afirmar que esse modo de falar caracterizado na tira é exclusivo do universo rural brasileiro? Justifique.

54. (Unicamp-2009)

Calvin é personagem de uma conhecida tirinha americana traduzida para várias línguas.

Justifique. 54. (Unicamp-2009) Calvin é personagem de uma conhecida tirinha americana traduzida para várias línguas.

a) A primeira tira é uma tradução portuguesa e a segunda, uma tradução brasileira. Dê um exemplo de uma diferença sintática

entre a tradução do português europeu e a do português brasileiro. Descreva essa diferença.

b) Explique a diferença de sentido entre os verbos ter e haver em “Tem que haver um jeito melhor de fazer ele comer!”, na

segunda tirinha.