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Hipoglicemiantes

Terapia farmacológica do Diabetes Mellitus

Diabetes: insulina, aumento de glicemia, hipertensão, doces...

O primeiro slide demonstra a variação de glicose no corpo em determinadas


horas do dia. A depender do horário do dia tem picos maiores ou menores da
glicose durante o dia. Para esta glicose aparecer no meu corpo precisa ser
produzida ou consumida. O nosso organismo tem a possibilidade de liberar
glicose na corrente sanguínea e nós temos a possibilidade de ingerir alimentos
que são ricos em carboidratos, que quando chega ao nível intestinal se
transforma em açúcar e é absorvida e conseqüentemente as taxas de glicose
aumenta. O limite da glicose no organismo é de 70-99. Até 110 a pessoa tem
uma propensão a desenvolver diabetes.

A taxa glicose é regulada pelo pâncreas e pelo fígado. O pâncreas é


subdividido em 2 tipos de células: as células alfa e as células beta. As células
alfa produzem o glucagon, ele estimula ao fígado a liberar no organismo a
glicose. Toda vez que o corpo se submete ao um estado de estresse, o fígado
está liberando glicose para produzir energia, até um momento que esta taxa de
glicose chega a uma taxa ótima e o corpo não precisa mais de glicose. Quando
chega a esta taxa ótima, o pâncreas começa a produzir pelas células beta uma
substância chamada de insulina. Esta insulina elas vão dar uma ordem para o
fígado parar de liberar glicose e ela é capaz de estimular alguns tecidos do
corpo, principalmente o músculo e tecido adiposo, a captar esta glicose que
estar circulando para gerar energia (ATP). Eu preciso de insulina: 1) para parar
de liberar glicose; 2) para estimular aos tecidos captar a glicose -> energia.

Resistência a insulina: mesma na presença de insulina os tecidos periféricos


não conseguem captar por muito tempo, ai a pessoa mesmo tendo insulina, ela
não estar captando a glicose, ai os níveis de glicose aumentam -> diabetes
mellitus.

Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2:

Se eu tiver um problema no meu pâncreas pode estar diminuindo a produção


de insulina -> conseqüentemente a glicose não vai ser captada pelos tecidos, o
fígado vai ficar desestimulado e fica faltando glicose na corrente sanguínea.

Tem pessoas que desenvolve ou nasce na infância com a chamada diabetes


mellitus tipo 1, é quando o pâncreas não estar funcionando, é quando as
células beta pancreáticas não estão produzindo a insulina, ai tem um defeito na
célula beta. Existem as células beta.

O diabetes tipo 2 acontece uma readaptação das células beta, o pâncreas tem
células beta, mas não conseguem lançar uma qtd ideal de insulina na corrente
sanguínea, logo o paciente não consegue a baixar os níveis de glicose. Elas
funcionam, mas não de forma suficiente.

A diabetes gestacional tem praticamente os mesmo surgimento do tipo 2, mas


é classificada separadamente.

Nos dois tipos os níveis de glicose são altos e isto cria uma resistência à
insulina.

Outras doenças podem levar a distúrbio do pâncreas, como um tumor de


pâncreas, doença intestinal agudo/ crônica, a própria hipertensão. Tudo isso
pode levar ao surgimento da diabetes.

Hoje tem que se preocupar com 3 doenças que podem aparecer juntas:
hipertensão, diabetes mellitus e dislipidemia (colesterol) -> trinca da morte.
Quem sofre das 3 tem a síndrome metabólica ou plurimetabólica.

O único tratamento para diabetes do tipo 1 é a insulina.- dependente de


insulina.

Sinais e sintomas do diabetes: se tem muita glicose no sangue tem na urina


também (formiga). O primeiro sinal de diabetes -> poliúria (excesso de urina),
se faz muito xixi, tem muita vontade de beber água (sede)->polidipsia

Os principais órgãos que poderiam ser atacados -> os rins (nefropatia


diabética) é um dano renal, tem a polifagia, que é comer demais, tem dores,
dormências, cãibras (que pode estar associado à liberação de alguns eletrólitos
na urina- potássio), o excesso de glicose na urina pode causar lesão em alguns
nervos ou em pequenos vasos, isso reflete no rim, no olho (retinoplatia
diabética- que causa visão turva ou perda de visão do paciente), lesão de
pequenos nervos periféricos causando neuropatia periférica (vai perdendo a
sensação dolorosa, a sensibilidade), a presença excessiva de glicose vai
dificultando a circulação, a coagulação, a resposta inflamatória, levando a
necrose e a amputação. Tem outros danos também no cérebro, os pequenos
vasos podem sofrer um acidente vascular encefálico. Pode ter também
acidente vascular periférico, pode ter também comprometimento cardíaco
(insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio).

Tratamento para diabetes: 4 opções

Secretador de insulina; estimula o pâncreas a secretar insulina, só pode usar


esta droga, caso pâncreas tenha condição de produzir e liberar insulina –
diabetes tipo 2. Tem 2 tipos de drogas que faz esta função: sulfoniluréias e
meglitinidas.
Sensibilizadores de insulina: atua no fígado fazendo com que o fígado não
libere a glicose ou nos tecidos para tentar captar a glicose. Isso faz com que a
qtd de glicose diminua. Estes fármacos são: biguanidas, tiazoilidinedionas.

Inibidores da absorção de carboidratos: os carboidratos são absorvidos pelas


enzimas gliconidase, este fármaco vai inibir estas enzimas e não vão deixar
que os carboidratos sejam absorvidos. Assim os níveis de glicose vão diminuir.
Os fármacos são da classe dos inibidores da alfa-glicosidase: h-dose, glucobai.

Insulinoterápicos: quando as células não estão mais produzindo insulina. É


usado em ultimo estagio. Se a glicemia estiver em 100-110, bota o cidadão
para malhar e manda fechar a boca, com dieta e exercício, ela consegue
abaixar sozinha. Se não resolver faz a monoterapia oral, se não resolver,
associação com os fármacos, se na resolver a droga + insulina, o ultimo caso é
só a insulina. Os fármacos são: injetáveis e insulinas em geral.

Tabela de todas as drogas que existem para tratar à diabetes.

Os secretagogos se dividem em dois grupos:

Os sulfoniluréias ou sulfas: clorpropamida, libenzamidas (dalnil), glibenzamida