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ANAIS DO XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CIRURGIA DO CBACV E I CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIRURGIA DO CBCAV

Conteudo ABDOMEM AGUDO EM EQUINO INDUZIDO POR PERFURAÇÃO INTESTINAL POR CORPO ESTRANHO

10

Achados radiográficos e tomográficos em displasia coxofemoral bilateral de um

11

Adequação do sistema de haste intramedular bloqueada na estabilização de osteotomia intertrocantérica varizante em cães estudo ex

12

Adrenalectomia laparoscópica para tratamento de carcinoma adrenocortical em um cão

13

Aplicabilidade da técnica de

aspiração folicular videolaparoscópica por acesso lateral em ovelhas

14

Amputação de dígito medial em Veado Catingueiro (Mazama Gouazoubira Fischer [Von Waldheim], (1814) de Vida Livre

com artrite séptica

15

APLICAÇÃO DO PORTAL ÚNICO (SILS TM ) POR ACESSO HERNIARIO UMBILICAL PARA CRIPTORQUIDECTOMIA EM CÃO

16

Artrodese tibiotársica com placa híbrida em cão de 17 anos

17

Associação da técnica de rinotomia dorsal à quimioterapia antineoplásica no tratamento de carcinoma intranasal em cão

Relato de casos

18

AVALIAÇÃO CITOLÓGICA DE LAVADO DA BOLSA GUTURAL POR ENDOSCOPIA DE EQUINOS HÍGIDOS: ESTUDO EXPERIMENTAL

19

AVALIAÇÃO DA ULTRAESTRUTURA DA SUPERFÍCIE ARTICULAR DE OVINOS E EQUINOS SUBMETIDOS À LAVAGEM ARTICULAR COM RINGER LACTATO A DIFERENTES TEMPERATURAS

20

AVALIAÇÃO DO AZUL BRILHANTE NA COLORAÇÃO DA CÁPSULA ANTERIOR DO CRISTALINO DE CÃES SUBMETIDOS À FACOEMULSIFICAÇÃO - 20 CASOS

21

Avaliação do estresse oxidativo em células-tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo do omento maior de coelhos (Oryctolagus cuniculus)

22

Evaluation of serum levels of alkaline phosphatase, calcium and phosphorus after induced bone failure in horses

23

Avaliação dos reflexos tibial cranial e extensor radial do carpo pré e pós bloqueio anestésico em gatos Evaluation of cranial tibial and extensor carpi radialis reflexes before and after anesthetic block in cats

24

Avaliação laparoscópica e ultrassonográfica da reatividade peritoneal de equinos submetidos à enterotomia experimental de cólon menor e tratados com heparina pela via subcutânea

25

AVALIAÇÃO TERMOGRÁFICA DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA APÓS A UTILIZAÇÃO DE MANTAS DE QUITOSANA, HIDROXIAPATITA E COLÁGENO EM FALHAS ÓSSEAS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE EM OVINOS

26

Azul de tripano a 0.025% no treinamento de capsulotomia curvilínea contínua em olhos de suínos

27

.Caracterização de cálculos vesicais em coelhos (Oryctolagus cuniculus) submetidos a alo-transplante parcial de vesícula

urinária

30

CERATOMA DO COXIM EM UM ÃO CERATOMA CUSHIONS IN A DOG

31

Palavras-chave: calos, estrato córneo, tumores

31

Key words: callus, stratum corneum, epithelial tumors

31

COLECTOMIA PARCIAL PARA TRATAMENTO DE MEGACÓLON SECUNDÁRIO À FORMAÇÃO DE CALO ÓSSEO INTERVERTEBRAL EM FELINO

32

COLICISTECTOMIA PARA TRATAMENTO DE ADENOMA PAPILIFORME DA VESÍCULA BILIAR - RELATO DE CASO

33

Comparação da perda celular endotelial após a realização de duas etapas distintas do procedimento de DSEK em bulbos

oculares de suínos

34

Comparação das técnicas de osteotomia para avanço da tuberosidade tibial (TTA) e nivelamento do platô tibial (TPLO) para correção de ruptura do ligamento cruzado cranial em cães com o sistema de baropodometria

35

Key words: Osteotomy. Kinetic. Canine. Orthopaedic

35

CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ESTENOSE ESOFÁGICA POR PERSISTÊNCIA DE ARCO AÓRTICO DIREITO EM DOIS FELINOS

36

CORREÇÃO DE FRATURA DE CRISTA TIBIAL APÓS AVANÇO DA TUBEROSIDADE TIBIAL (TTA) COM TÉCNICA DE TTA MODIFICADA

37

CRIPTORQUIDECTOMIA BILATERAL VIDEOLAPAROSCÓPICA EM FELINO - RELATO DE CASO VIDEOLAPAROSCOPIC BILATERAL CRYPTORCHIDECTOMY IN FELINE - CASE REPORT

38

DENS IN DENTE BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CÃO: RELATO DE CASO CASE REPORT: DENS IN DENT BILATERAL IN FIRST MOLAR-MANDIBULAR IN DOGS

39

DENS INVAGINATUS BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CADELA - RELATO DE CASO

40

Palavra-chave: fístulas, osteólise, papila gengival, polpa dentária. Keywords: fistula, osteolysis, dental papila, dental pulp

 

40

DENS INVAGINATUS BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CADELA: RELATO DE CASO

41

Keywords: Tooth, fistula, osteolysis, dental abscesso

41

DERMÓIDE: ESTUDO RETROSPECTIVO DE 22 CASOS EM CÃES DE 2000 A 2013

42

DESVITALIZAÇÃO EXTRACORPÓREA DE AUTOENXERTO ÓSSEO CORTICAL COM NITROGÊNIO LÍQUIDO ESTUDO EXPERIMENTAL EM TÍBIA DE OVELHAS

43

DETERMINAÇÃO DE ESCORE PARA DOENÇA ARTICULAR EM EQUINO E CORRELAÇÃO COM O RESULTADO APÓS ARTROSCOPIA

44

Determinação do índice de normalidade da distância atlantoaxial dorsal em cães de raças toy

45

Dioctophyma renale em testículo de cão: relato de caso

46

DISRAFISMO ESPINHAL OCULTO EM CÃO: RELATO DE CASO

47

Efeito de diferentes concentrações de barbatimão (Stryphnodendron barbatimam) na cicatrização de feridas por segunda intenção em ratos Wistar

49

Efeitos da antissepsia da superfície ocular sobre a unidade formadora de colônias de micro-organismos em cães submetidos a diferentes tratamentos

50

Eletrorretinografia em Cervos do Pantanal (Blastocerus dichotomus) mantidos em cativeiro

51

ENXERTOS LIVRES DE PELE DE ESPESSURA TOTAL: RELAÇÃO ENTRE TEMPO DE CIRURGIA, TEMPERATURA DA PELE E DO ENXERTO E SOBREVIVÊNCIA DO ENXERTO

52

ESTUDO RETROSPECTIVO DE 22 CASOS DE SEQUESTRO CORNEAL EM GATOS (2000-2013) RETROSPECTIVE STUDY OF

22

CASES OF CORNEAL SEQUESTRATION IN CATS (2000-2013)

53

Estudo retrospectivo de prolapso retal em ovinos: aspectos epidemiológicos e abordagens cirúrgicas

54

Evolução clínica de ruptura de gastrocnêmio em bovino da raça Nelore

55

Exérese de tumor maligno da bainha de nervo periférico por meio da técnica de laminectomia dorsal em cão

56

EXÉRESE DE TUMOR RETAL POR ABORDAGEM ANAL EM UM CÃO EXCISION OF RECTAL TUMOR BY ANAL APPROACH IN A

DOG

57

EXPOSIÇÃO VIDEOASSISTIDA DA FLEXURA PÉLVICA PARA O TRATAMENTO DE SABLOSE

58

Fechamento do espaço nefroesplênico em um equino por laparoscopia: relato de caso

59

FLAP PEDICULAR EM DEFEITO EM PINA: RELATO DE CASO

60

Fratura bilateral de tíbia tratada com a técnica plate-rod em Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla) - Relato de caso

61

Fratura de base de corno relacionada com carcinoma de células escamosas em vacas Nelore

62

Fratura de base de corno relacionada com carcinoma de células escamosas em vacas Nelore

63

FRATURA DE OSSO HIOIDE EM CÃO

65

Fratura de rádio como complicação de imobilização com pinos transcorticais e gesso em égua: relato de caso

66

Hematoma peniano em um ovino da raça Dorper: relato de caso

67

Hemipelvectomia parcial como tratamento de estenose do canal pélvico decorrente de fraturas múltiplas de pelve em cão Relato de caso

68

Hidronefrose secundária à urolitíase em coelho (Oryctolagus cuniculus) Relato de Caso

69

HIGROMA DE CARPO EM OVINO RELATO DE CASO

70

Imobilização de fratura de mandibula com arco metálico e cerclagem em bezerro: relato de caso

71

Insucesso de tratamento conservativo do timpanismo de bolsa gutural bilateral com cateter de Foley: relato de caso

72

Intussuscepção

ceco-cólica

73

Intussuscepção uterina em uma cadela

74

Laqueadura de Trompa Videolaparoscopica em Mico-Leão-de-Cara-Dourada (Leontophitecus chrysomelas)

75

Leiomioma Ovariano em Égua

76

LESS (Laparoendoscopic Single-Site Surgery) na realização de criptorquidectomia videolaparoscópica em um gato

MANEJO TERAPÊUTICO DE UM GATO COM MELANOMA AMELÂNICO CONJUNTIVAL: QUIMIOTERAPIA CONVENCIONAL

77

NEOADJUVANTE À ENUCLEAÇÃO E QUIMIOTERAPIA METRONÔMICA ADJUVANTE RELATO DE

80

Membrana amniótica humana criopreservada no tratamento de perfuração de córnea em gatos

81

MUCOCELE ZIGOMÁTICA EM CÃO RELATO DE CASO

82

MUMIFICAÇÃO FETAL ASSINTOMÁTICA EM CAVIDADE ABDOMINAL DE GATA ACOMETIDA POR ADENOCARCINOMA MAMÁRIO

83

Nefrectomia e ovariohisterectomia pelo mesmo acesso laparoscópico em cadela

84

Nefrotomia videolaparoscópica na remoção de cálculo coraliforme em um canino avaliação de viabilidade da técnica proposta

86

Neoformação óssea e osteointegração de biomateriais micro e nanoestruturados em ovinos

87

Obstrução biliar causada por platinosomose

88

OSSO ESPONJOSO LIOFILIZADO DE CÃO UTILIZADO COMO ENXERTO PURO E ASSOCIADO A PLASMA RICO EM PLAQUETAS OU MEDULA ÓSSEA EM FALHAS ÓSSEAS INDUZIDAS EM COELHOS ESTUDO

89

Key-words: surgery, cancellous bone graft, freeze-drying

89

OSTEOSSARCOMA AXIAL INTRATORÁCICO: RELATO DE CASO

91

Osteossíntese com placa de compressão dinâmica em fratura de olécrano em ovino

92

OSTEOSSÍNTESE DE ESCÁPULA EM GATO-PALHEIRO (Leopardus colocolo)

93

Osteotomia corretiva para wry nose” (nariz torto) em potra

94

Osteotomia em cunha de redução em deformidade angular de equino

95

Ovariectomia videolaparoscópica ou convencional em cadelas: análise hemodinâmica e álgica

96

Ovariosalpingohisterectomia por celiotomia ou videoassistida por dois portais em cadelas: avaliação de dor frente à utilização de dipirona e escopolamina

97

Ovariosalpingohisterectomia por celiotomia ou videoassistida por dois portais em cadelas: avaliação inflamatória e peroxidação lipídica resultados parciais

98

Ovino como modelo experimental de regeneração óssea e biocompatibilidade com o uso de biomateriais

99

PARÂMETROS OFTÁLMICOS EM ESPÉCIMES DE CÃES SELVAGENS DA FAUNA BRASILEIRA (Cerdocyon thous), MANTIDOS

EM CATIVEIRO

100

PNEUMECTOMIA PARA O TRATAMENTO DE RABDOMIOSSARCOMA EMBRIONÁRIO EM CÃO RELATO DE UM CASO

101

POLIMELIA E DUPLICAÇÃO DE CÓLON E ÂNUS EM POODLE RELATO DE CASO

102

Propriedade osteocondutora de enxertos ósseos esponjosos caninos liofilizados e esterilizados por irradiação gama estudo em coelhos

103

PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO INICIAL DE ARTROSCOPIA EM EQUINO: AVALIAÇÃO PELOS EXAMES FÍSICO, TERMOGRÁFICO E DO LÍQUIDO

104

PROVÁVEL EXTRUSÃO AGUDA DE NÚCLEO PULPOSO NÃO COMPRESSIVA EM CÃO (HANSEN TIPO III): RELATO DE CASO

 

105

Reconstruction with scrotal flap in dog with mastocytoma grade I Case report

106

RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA COM MALHA DE POLIPROPILENO ASSOCIADA A RETALHO DE OMENTO APÓS RESSECÇÃO DE CONDROSSARCOMA DE

107

Reconstrução de câmara anterior após laceração corneal traumática em equino

108

Rendimento e de viabilidade de células mesenquimais derivadas do tecido adiposo coletadas do omento maior, tecido

adiposo perirrenal e bolsa adiposa interescapular em coelhos (Oryctolagus cuniculus)

REPARAÇÃO DE LARINGE COM FLAPE UNIPEDICULADO DE MÚSCULO ESTERNO-HIÓIDEO APÓS FRATURA E AVULSÃO DE

CARTILAGEM TIREÓIDEA EM CÃO RELATO DE CASO

REPARO DE LESÃO PENETRANTE COMPLEXA EM PAREDE TORÁCICA DE CÃO COM FLAPE UNIPEDICULADO DE MÚSCULO

109

110

RETO ABDOMINAL RELATO DE CASO

111

Reparo laparoscópico de hérnia pleuroperitoneal congênita utilizando malha de polipropileno em um cão

112

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA COMO FATOR DETERMINANTE NO PROGNÓSTICO DE SCHWANNOMA MALIGNO EM PLEXO

BRAQUIAL DE CÃO RELATO DE CASO

113

Sinusite em equinos: Estudo retrospectivo de 17 casos (2009 2014): Causas, agentes etiológicos e sensibilidade aos antibióticos

114

TÉCNICA OPERATÓRIA PARA BIOPSIA OSTEOCONDRAL EXPERIMENTAL POR ARTROSCOPIA EM OVINOS E EQUINOS

115

Teste lacrimal de Schirmer, pressão intraocular e biometria ocular em Cervos do Pantanal (Blastocerus dichotomus)

mantidos em cativeiro

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: UM RECURSO A MAIS PARA AVALIAR O COMPORTAMENTO DE BIOMATERIAL EM

116

LEITO RECEPTOR DE TÍBIA DE COELHO

117

Toxoplasmose e Neosporose em cães portadores de distúrbios neurológicos

118

Transposição do ducto e orifício do teto para correção de defeito anatômico em vaca: relato de caso

119

Key words: transposition, teat, ruminants

119

Transposição e avanço da tuberosidade tibial para tratamento da luxação medial de patela associada à ruptura do ligamento cruzado cranial em

120

Tratamento cirúrgico de fraturas em aves: estudo retrospectivo (15 casos)

121

Tratamento cirúrgico de pneumotórax espontâneo em cão causado por bolha pulmonar relato de caso

122

Ureterocalicostomia laparoscópica em suínos estudo experimental

123

URETERONEFRECTOMIA LAPAROSCÓPICA PARA REMOÇÃO DE DIOCTOPHYMA RENALE ALOJADO EM RIM E URETER DIREITOS RELATO DE CASO

124

Uso da toracoscopia para correção da persistência do 4 o arco aórtico em cão da raça

125

Uso de tenoscopia associada à infusão intrassinovial de antibiótico no tratamento de tendossinovite séptica em equino

Uso de tomografia e Ressonância Magnética como exame auxiliar para diagnostico de menigoencefaleite necrosante em

cães: relato de caso

127

USO DO PORTAL ÚNICO

(SILS TM ) PARA OVARIOHISTERECTOMIA VIDEOASSISTIDA EM FÊMEA CANINA

128

Utilização da técnica de sifonagem para esvaziamento do cólon dorsal direito em caso de sablose: relato de caso

129

Determinação do índice de normalidade da distância atlantoaxial dorsal em cães de raças toy

130

Utilização do Micro Trepano de Richter como alternativa de remoção de distiquíase em 57 cães

131

Utilização do trocater Adapt TM para procedimentos laparoscópicos em equídeos

132

Valores da pressão intraocular (PIO) e do Teste da Lágrima de Schirmer em lobos-guará (Chrysocyon brachyurus - Illiger,

1815), do Criadouro Científico da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Araxá/MG - Brasil

133

VALORES DO TESTE LACRIMAL DE SCHIRMER I, PRESSÃO INTRAOCULAR E MICROBIOTA CONJUNTIVAL EM ESPÉCIMES ADULTAS DE PACAS DA FAUNA BRASILEIRA (Cuniculus paca), MANTIDOS EM

134

A UTILIZAÇÃO DO XENOENXERTO DE TÚNICA ALBUGÍNEA BOVINA NA ABDOMINOPLASTIA EM RATOS SUBMETIDOS A

LASERTERAPIA

135

Alterações radiográficas em 37 cães com fraturas e luxações vertebrais toracolombares

139

ANESTESIA EM JACARÉ-AMERICANO (ALLIGATOR MISSISSIPIENSIS) PARA AMPUTAÇÃO DE MEMBRO - RELATO DE CASO

 

143

ARTERIOGRAFIA DO PAVILHÃO AURICULAR DE BOVINOS (Resultados Parciais)

147

Avaliação da interação biológica entre polímero de poliuretana de mamona acrescido de carbonato de cálcio e tecido

ósseo de equinos

Avaliação das consequências do toque e manipulação medular ocorridos para remoção do disco intervertebral extruso

151

em cães com DDIV toracolombar

155

Avaliação endoscópica de lesões gastroduodenais em caninos portadores de mastocitoma cutâneo

158

CICATRIZAÇÃO DE FERIDA CUTÂNEA EM CÃO APÓS TRATAMENTO COM LASER GaAlAs

162

EMITIDO EM 830 nm : RELATO DE CASO

162

CISTOPEXIA VIDEOASSISTIDA APÓS CISTOCELE EM CÃO: RELATO DE CASO

166

Cistoplastia em ratos empregando o enxerto de túnica albugínea bovina conservada em mel

169

Colelitíase associada à coledocolitíase em cães: quando realizar a colecistectomia? Relato de Caso

173

COMPLEXO GENGIVITE ESTOMATITE FARINGITE FELINO RELATO DE CASO

177

COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS DE RUMINOSTOMIA EM BOVINOS JOVENS: RELATO DE CASO

180

COMPLICAÇÕES TRANS E PÓS-OPERATÓRIAS DE RUMENOSTOMIA EM UMA MINI VACA COM INTRODUÇÃO

184

COMPLICAÇÕES TRANS E PÓS-OPERATÓRIAS DE RUMENOSTOMIA EM UMA MINI VACA COM INDIGESTÃO VAGAL RELATO DE CASO

188

CORREÇÃO DE DEFORMIDADE AURICULAR EM EQUINOS A CAMPO COM HASTE DE POLIPROPILENO- RESULTADOS PARCIAIS

192

Criocirurgia no tratamento de granuloma lepróide em um cão Relato de caso

196

DESCRIÇÃO DA VENOGRAFIA DOS DÍGITOS DE BOVINOS JOVENS CONTIDOS EM DECÚBITO LATERAL E EM POSIÇÃO QUADRUPEDAL - Resultados Parciais

199

Desenvolvimento de formas farmacêuticas para odontologia veterinária

203

Diagnóstico precoce e tratamento conservativo na contratura do músculo infraespinhoso Relato de caso. Early diagnosis and conservative manegement of infraspinatus muscle contracture - Case report

207

DIPROSOPIA EM BEZERRO IDENTIFICADA DURANTE CESARIANA: Relato de caso

211

Doença do disco intervertebral caudal em um Basset Hound relato de caso

215

EFEITOS DO ESTERÓIDE DECANOATO DE NANDROLONA EM LESÕES ÓSSEA LOCALIZADAS NA PORÇÃO PROXIMAL DA TÍBIA DE RATOS

220

Emprego de túnica albugínea autóloga como reforço de sutura em herniorrafia perineal unilateral em três cães

223

ENXERTO CUTÂNEO EM UM FELINO: RELATO DE CASO

227

ENXERTOS LIVRES DE PELE DE ESPESSURA TOTAL ASSOCIADOS A CÉLULAS TRONCO MESENQUIMAIS DE ORIGEM ADIPOSA EM MODELO MURINO

230

ESTUDO HISTOLÓGICO DA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CIRÚRGICAS SINTETIZADAS COM COLA CIRÚRGICA A BASE DE 2-

OCTIL CIANOCRILATO (DERMABOND ® ), ÉSTER DE CIANOCRILATO (SUPERBONDER ® ) E SUTURA CONVENCIONAL EM GATAS DOMÉSTICAS APÓS OVARIOSALPINGOHISTERECTOMIA - RESULTADOS PARCIAIS

234

Excisão cirúrgica associada à quimioterapia no tratamento de tumor venéreo transmissível causando compressão medular em um cão

237

FOTOBIOESTIMULAÇÃO EM FERIDA POR DEISCÊNCIA DE SUTURA PERINEAL EM DOIS CÃES: RELATO DE CASOS

241

Hiperplasia Mamária em Felino: Relato de caso Clínico-Cirúrgico

245

Iridectomia em um cão com seclusão pupilar

248

Manipulação cirúrgica da medula espinhal em cães submetidos à hemilaminectomia toracolombar dorsolateral

252

MÉTODO IMUNOMAGNÉTICO ASSOCIADO AO MEIO MESENCULT ® NA OBTENÇÃO DE CÉLULAS- TRONCO MESENQUIMAIS DA MEDULA ÓSSEA DE COELHOS

255

Morfotelometria ultrassonográfica de vacas de alta lactação

259

Mucocele de Glândula Zigomática em uma cadela Relato de caso

263

Nanopartículas de ouro conjugadas com curcumina e sua ação na osteoartrite experimental em camundongos

267

Nefrectomia total laparoscópica para tratamento de hidronefrose em um felino

271

OSTEOSSÍNTESE UMERAL EM GANSO (Anser ansers) COM UTILIZAÇÃO DE PINOS INTRAMEDULARES E FIO DE CERCLAGEM RELATO DE CASO

274

OVARIOHISTERECTOMIA E ORQUIECTOMIA EM SAGUI-DE-TUFO-PRETO (Callithrix penicillata) RELATO DE 35 CASOS278

OVARIOHISTERECTOMIA VIDEOASSISTIDA EM CADELA COM OVÁRIOS REMANESCENTES E PIOMETRA DE CORNOS UTERINOS RELATO DE CASO

281

OZONIOTERAPIA COMO ADJUVANTE NO CONTROLE DA DOR ARTICULAR RELATO DE DOIS CASOS

285

Padronização de biofilme à base de amido para aplicação em sistema transdérmico

289

Piometra em Chinchila (Chinchilla laniger): abordagem clínica-cirúrgica Relato de Caso

292

PRESERVAÇÃO DO MEMBRO UTILIZANDO A TÉCNICA DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL EM CÃO COM OSTEOSSARCOMA

295

Primeiro relato de Dioctophyma renale em gato doméstico no Rio Grande do Sul, Brasil

299

Protocolo fisioterapêutico em nove cães com doença do disco intervertebral toracolombar submetidos à cirurgia descompressiva

302

Protocolo fisioterapêutico em três cães com doença do disco intervertebral cervical submetidos à cirurgia descompressiva

306

Reação cutânea difusa secundária ao uso de corante azul patente em felina

310

REPRODUÇÃO EXPERIMENTAL DA DOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVA, POR MEIO CIRÚRGICO ASSOCIADO À TERAPIA

CONDROPROTETORA EM RATOS

313

Axial Rotational Genicular Flap After Excision of Fibrosarcoma in a Dog

316

RETALHO DE AVANÇO ASSOCIADO AO TRIÂNGULO DE BÜRROW APÓS EXERESE DE CISTO INFUNDIBULAR EM UM CÃO:

RELATO DE CASO

DEEP CIRCUMFLEX ILIAC AXIAL PATTERN FLAP FOR TREATMENT OF DEFECT AFTER NEOPLASIA EXCISION IN A DOG: CASE

320

REPORT

324

RETALHO DE PADRÃO AXIAL TUBULAR TORACODORSAL EM GATO: RELATO DE CASO

328

SEIO DERMÓIDE EM CÃO LEÃO DA RODÉSIA

332

Sertolioma com Metástase Abdominal em um Cão

336

TÉCNICA CIRÚRGICA RECONSTRUTIVA DE FACE COM O USO DE TELA DE POLIPROPILENO APÓS REMOÇÃO DE FIBROSSARCOMA NASAL - RELATOS DE TRÊS CASOS

340

TERMOGRAFIA DOS DÍGITOS DE BOVINOS JOVENS APÓS APLICAÇÃO INTRARRUMINAL DE OLIGOFRUTOSE - Resultados

parciais

344

Torção uterina em cabra Relato de caso

348

TRATAMENTO CIRÚGICO DE PROLAPSO DE RETO EM OVINOS - Resultados parciais

351

Tratamento cirúrgico do Carcinoma Bronquioalveolar em um cão: Relato de caso

354

TROMBOSE VENOSA ESPLÊNICA EM CÃO COM MASTOCITOMARELATO DE CASO

358

URETROSTOMIA PERINEAL EM CAPRINO COM AGENESIA PENIANA - RELATO DE CASO

362

Uso de decanoato de nandrolona (Deca-Durabolin ®) como estimulante da proliferação óssea em fratura de úmero com

união retardada

366

Uso de Leflunomida na artrite erosiva em um cão relato de caso

370

UTILIZAÇÃO DA SONDA DE FOLEY COMO EXPANSOR CUTÂNEO NO TRANS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ONCOLÓGICA EM

CÃO- RELATO DE CASO

378

10

ABDOMEM AGUDO EM EQUINO INDUZIDO POR PERFURAÇÃO INTESTINAL POR CORPO ESTRANHO ACUTE ABDOMEN IN EQUINE INDUCED BY FOREIGN BODY BOWEL PERFURATION Oliveira, N.F.O.¹; Passos, M.B.¹; Melotti, V.D.¹; Andrade, L.R.¹; Trindade, C.J.T.¹, Sales, J.V.F.¹; Saquetti, C.H.C.²

1. Residente no Hospital Escola de Grandes Animais da UnB (marcelpassos@yahoo.com.br)

2. Oficial Veterinário da PMDF e Cirurgião contratado do Hospital Escola de Grandes

Animais da UnB Obstruções extraluminais e aderências como causas de cólicas cirúrgicas em equinos são bem relatadas, porém, perfurações intestinais causadas por corpo estranho perfurante são menos comuns. Um equino adulto, macho, de salto, foi encaminhado ao Hospital Veterinário de Grandes Animais da UnB no dia 22 de maio de 2014, com sinais de síndrome de obstrução do intestino delgado. Imediatamente após a celiotomia foi encontrado uma região de aderência que englobava a linha média, um segmento do jejuno e o ápice do ceco. Durante a dissecção da aderência foi localizado um arame de aproximadamente 12 centímetros que perfurava a parede do jejuno e alcançava a parede abdominal. A

área afetada encontrava-se isolada pela deposição de fibrina. Após a retirada do arame e liberação dos segmentos optou-se pela anastomose termino-terminal do jejuno para remover a área envolvida. Foram removidos aproximadamente 60 centímetros de jejuno. Após três dias da cirurgia o equino apresentou dor aguda, refluxo enterogástrico e à palpação transretal, alças de intestino delgado distendidas. Foi realizada uma laparotomia em estação pelo flanco esquerdo na qual se constatou uma obstrução intraluminal na região da anastomose. Após desfeita a compactação optando-se por uma nova anastomose. Posteriormente à cirurgia, o animal desenvolveu peritonite séptica. Foram realizados lavados peritoneais por quatro dias consecutivos. Cada lavado foi realizado com três infusões de 10 litros de solução ringer com lactato e drenado aproximadamente o mesmo volume. Ao final de cada procedimento foi deixado metronidazol na dose de 15 mg/kg na cavidade peritoneal. O animal apresentou melhora clínica após o lavado peritoneal e recebeu alta no dia 14 de julho de 2014.

Palavras Chave: perfuração de intestino delgado, síndrome cólica, anastomose

Key Words: small intestine perforation, colic syndrome, anasmotosis

11

ACHADOS RADIOGRÁFICOS E TOMOGRÁFICOS EM DISPLASIA COXOFEMORAL BILATERAL

DE UM MINI-BOIZEBUÍNO.

Radiographic and tomographic findings in a Mini Zebu cattle with bilateral hip dysplasia

Sales, J.V.F.¹; Trindade, C.J.T.¹; Andrade, L.R.¹; Passos, M.B.¹; Moreti, B.M.²; Oliveira, B.J.N.A.²; Silva, A.S.³ Borges, J.R.J. 4

1.

Residente no Hospital Escola de Grandes Animais da UnB (marcelpassos@yahoo.com.br) 2. Médico Veterinário Autônomo 3. Médico Veterinário do Laboratório de Patologia Veterinária da UnB

4.

Professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília

Displasia coxofemoral é caracterizada por malformação do acetábulo com lesões articulares degenerativas

secundárias, sendo uma afecção pouco relatada em ruminantes. O diagnóstico de lesões coxofemorais em bovinos é

dificultado devido à ausência de padronização radiográfica para a espécie, e em alguns casos o investimento em

diagnósticos complementares de imagem torna-se economicamente inviável. Um bovino macho da raça Mini-boi

Zebuíno, de 2 anos, foi atendido no Hospital Escola de Grandes Animais da UnB (HVET-UnB), com o histórico de

claudicação grau 4 (1 a 4) em ambos membros pélvicos e decúbito na maior parte do tempo, após trauma em região

pélvica há 60 dias. Ao exame clínico foi notada intolerância ao exercício, encurtamento do arco do passo, amiotrofia

severa dos glúteos e musculatura dos membros pélvicos, além de hipertrofia dos músculos peitorais e sensibilidade

dolorosa com crepitação á palpação da articulação coxofemoral. Foram realizadas as projeções radiográficas látero-

lateral e ventro-dorsal com aparelho portátil modelo Leonardo System DR, e em busca de complementar o diagnóstico

radiográfico realizou-se Tomografia Computadorizada em aparelho helicoidal HiSpeed GE, com cortes axiais de 3mm

de espessura e auxílio de reconstruções multiplanares. Observou-se os seguintes achados: erosão óssea e irregularidade

anatômica nas cabeças femorais direita e esquerda; perda da superfície cartilaginosa em maior amplitude na porção

central e dorsal (exposição do osso subcondral), com erosão mais acentuada na cabeça femoral direita; neoformação

óssea (osteófitos) e erosão em ambas as fossas acetabulares, com formação de esquírolas na borda caudal do acetábulo

esquerdo. Os achados supracitados indicaram severa osteoartrose coxofemoral bilateral com lise parcial das cabeças

femorais. O animal veio a óbito devido à pneumonia aspirativa pós anestesia. Na necropsia foram observados

além dos achados anteriores, moderada irregularidade da linha epifisária e da porção interna do osso subcondral, e

acentuado rasamento acetabular. A associação dos achados clínicos, anatomopatológicos e por imagem

permitiram concluir que o animal apresentava Displasia Coxofemoral bilateral associada à osteoartrose severa.

Palavras Chave: Osteoartrose coxofemoral, ruminante, claudicação. Key Words: Hip

osteoarthritis, ruminant, lameness

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ADEQUAÇÃO DO SISTEMA DE HASTE INTRAMEDULAR BLOQUEADA NA ESTABILIZAÇÃO DE OSTEOTOMIA INTERTROCANTÉRICA VARIZANTE EM CÃES ESTUDO EX VIVO.

Adequacy of interlocking nail system in the stabilization of intertrochanteric varus osteotomy in dogs - study in cadavers.

Carneiro, L.Z. 1 ; Mistieri, M.L.A. 1 ; Pascon, J.P.E. 1 ; Teles, G.D. 1

1 Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana. carneiro_le@hotmail.com

Displasia coxofemoral é afecção ortopédica frequente em cães de médio e grande porte. Caracteriza-se pelo desenvolvimento anormal da articulação e instabilidade articular em animais em crescimento, resultando em má formação de cabeça/cólo femoral e acetábulo com gravidade variável. Dentre as opções cirúrgicas de tratamento, destacam-se técnicas corretivas, bastante recomendadas em animais jovens, como a osteotomia intertrocantérica varizante (OIV). Esta visa diminuir o ângulo de inclinação da cabeça femoral, comumente aumentado em casos displásicos, por meio da ressecção de cunha óssea na metáfise proximal do fêmur. Vários implantes já foram utilizados na promoção de estabilização dos segmentos ósseos pós OIV, porém não foram encontrados relatos da utilização de hastes intramedulares bloqueadas (HIB) para este propósito. Sabendo-se que as HIBs são mais resistentes que as placas ósseas em estabilização de fraturas diafisárias de fêmur, o presente trabalho visou adequar um sistema HIB para estabilização pós OIV. Quatro fêmures provenientes de cadáveres caninos, pesando entre 15 e 25 kg, foram submetidos às osteotomias intertrocantéricas, com remoção de cunha óssea de 20 graus na face medial. Dois kits disponíveis no mercado foram testados para a estabilização dos fragmentos. Notou-se que os orifícios proximais da haste e seu guia não eram compatíveis com o fragmento proximal gerado no fêmur para técnica de OIV. Para que estes orifícios pudessem ser bloqueados, precisariam estar alocados mais próximos à extremidade da haste e com a distância entre eles diminuída. As hastes disponíveis no mercado possuíam uma distância da extremidade até o centro do primeiro orifício de dois centímetros e entre os orifícios de um centímetro e meio e após as adequações essas distâncias passaram a ser ambas de um centímetro, permitindo que o segmento proximal do fêmur alojasse os dois parafusos. Tal adequação exigiu também que o próprio guia de introdução da haste fosse reconfeccionado sob medida pela fábrica de implantes, seguindo os novos orifícios criados. Com relação ao método de introdução da haste intramedular, foi necessária modificação tendo sua introdução de forma normógrada a partir do trocanter maior, e não mais realizada na fossa intertrocantérica, direcionando-se a haste para o canal medular do segmento distal. Desta forma, foi possível preservar o ângulo gerado a partir da retirada da cunha óssea. Com a realização de tais adequações, foi possível a utilização do sistema de HIB na estabilização dos fêmures estudados, com bloqueio de todos os orifícios das hastes. Acredita-se que o método seja promissor em OIVs mas sua aplicação deverá ser comparada com outros métodos de estabilização pós OIV em um número maior de espécimes e sua resistência na estabilização de fragmentos metafisários testada por meio de ensaios biomecânicos antes de sua aplicação em casos clínicos. Palavras chave: Displasia coxofemoral, canino, ortopedia.

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ADRENALECTOMIA LAPAROSCÓPICA PARA TRATAMENTO DE CARCINOMA ADRENOCORTICAL EM UM CÃO

Laparoscopic adrenalectomy for treatment of adrenocortical carcinoma in a dog

WIECHETECK, F.S. 1* , GUEDES, R.L. 1 , FERANTI, J.P.S. 2 , OLIVEIRA, M.T. 2 , KASPER, P.N. 2 , DORNBUSCH, P.T. 1 , GOMES, C.4, BRUN, M.V. 2

1 Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor de Ciências Agrárias, Rua dos Funcionários 1540, Bairro Juvevê, Curitiba, PR, 80035-050, Brasil. *Autor para correspondência: wiecheteck@hotmail.com

2 Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Veterinária, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Av.

Roraima 1000, Bairro Camobi, Santa Maria, RS, 97105-900, Brasil.

3 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Curitibanos, SC, 89520-000, Brasil.

RESUMO O carcinoma adrenocortical inibe a síntese de corticotropina no hipotálamo, cessando a produção do hormônio adrenocorticotrófico na adenohipófise. Com essa ausência hormonal, a adrenal interrompe a produção de cortisol e por desuso ocorre hipoplasia e atrofia, porém continua a produzir cortisol de forma desordenada gerando sinais de hiperadrenocorticismo. Atualmente o tratamento de escolha para o neoplasma da adrenal é a adrenalectomia total e a abordagem laparoscópica torna-se uma opção viável e vantajosa. Um canino fêmea, raça beagle, 9 anos, apresentando sinais de hiperadrenocorticismo foi diagnosticado com neoplasma de adrenal direita e encaminhado para adrenalectomia total videolaparoscópica. Foram utilizados para o acesso quatro portais de videocirurgia, dispostos em região hipogástrica direita, sendo dois deles de 10mm, um de 5mm e outro de 3mm de diâmetro. A glândula adrenal foi cuidadosamente dissecada com o auxílio de pinças de videocirurgia e durante o trans-operatório houve uma pequena laceração da veia frênico abdominal que culminou em uma hemorragia, contornada com a clipagem utilizando dois clipes de titânio. O canino apresentou excelente recuperação pósoperatória e recebeu alta hospitalar 48 horas após a cirurgia, sendo que os sinais de hiperadrenocorticismo desapareceram cerca de duas semanas após a realização da cirurgia. Há um ano da realização do procedimento o animal encontra-se bem, sem sinais de recidiva tumoral e de síndrome de cushing. A opção pela abordagem laparoscópica proporcionou menos invasibilidade de acesso cirúrgico, período de convalescença reduzido e magnificação da imagem para uma dissecção mais acurada da glândula adrenal. Palavras-chave: glândula adrenal, neoplasma, videocirurgia, cães.

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APLICABILIDADE DA TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO FOLICULAR VIDEOLAPAROSCÓPICA POR ACESSO

LATE RAL E M OVE LHAS

Application the e ndos copic ovum pick-up with late ral access in shee ps

MARIANO, R.S.G. 1* ; USCATEGUI, R.A.R. 1 ; BARROS, F.F.C. 1 ; PERECIN,

R.N. 1 ; NAKAGHI-PADILHA, L.

C. 1 ; CORREA, V.J. 1 ; CANUTO, L.E.F. 4 ; AMBROGI, M. 1 ; OLIVEIRA, M.C. 2 ; SILVA, M.A.M. 3 , TEIXEIRA, P.P.M. 1,2 ; VICENTE, W.R.R 1 .

1 FCAV/UNESP-

Univ.

Estadual

Paulista,

Jaboticabal,

São

Paulo.

*Autor

para

correspondência :

2 UNICENTRO- Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava, Paraná 3 UPF Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul.

4 UFAL Universidade Federal de Alagoas A aspiração folicular por videolaparoscopia

reprodutiva em pequenos ruminantes, por ser pouco invas iva, proporc ionar rápida recuperação e permitir ser

é uma técnica que vem sendo amplamente usada como biotécnica

realizada várias vezes na mesma fêmea. No entanto, uma das complicações da técnica é a depressão

cardiorrespiratór ia, além do refluxo de conteúdo rumina l, ambos acarretados pela posição de trendelemburg

(inc linação do paciente utilizada com intuito de deslocar cranialmente as vísceras, a fim de facilitar a visão do

campo cirúrgico e espaço de trabalho). Com o objetivo de evitar esta intercorrência foi realizado um estudo em 24

ovelhas adultas, divididos em dois grupos de 12 anima is comparando a técnica convencional em trendelemburg

(GC), com a técnica em decúbito lateral direito e inclinação ventral da cabeça de 10º (GL) - Comitê de Ética

009761/13. O protocolo anestésico utilizado f oi c lopromazina (0,5 mg/ kg) c lor idrato de tramadol (4 mg/kg) como

pré-medicação, e cetamina (5 mg/kg) , midazolam (0,25 mg/ kg) como indutor, e manutenção mediante infusão

contínua destes fármacos. A instituição dos porta is do GL foi realizada no f lanco esquerdo, acessado por três

portais laparoscópicos respeitando a triangular videocir úrgica, inserindo os portais na fossa isquiá ica, sendo um na

porção média de forma mais caudal e os outros dois , ma is craniais, um mais dorsal e o outro mais ventral. Para o GC

se instituiua entrada dos portais da forma tradic ional da técnica, pe la região ventral. O pneumoperitônio

utilizados para ambos os grupos foi de 8 mmHg , com insuf lação de CO 2 a 5 L/min. A aplicabilidade das técnicas,

momentos transoperatórios e os tempos final de cirurgia foram comparados entre os grupos experimenta is. O tempo

desde o acesso cirúrgico até a aspiração do ovário esquerdo, ovário direito e o tempo cirúrgico total foram similares

para ambos os grupos, sendo que a aspiração folicular na pos ição convenc ional teve um tempo total de 42± 2

minutos e por acesso lateral 50±3 minutos. Ambas técnicas foram realizadas com sucesso em todos animais, exceto em

um anima l na técnica lateral no qua l a aspiração do ovár io direito não foi poss íve l por dif iculdade na visua

lização e apreensão. Assim, conc lui-se que a técnica de aspiração laparoscópica por acesso lateral esquerdo com

uso de três portais é viável e não compromete o tempo cirúrgico signif icativamente em relação ao posic

ionamento convencional em trendelemburg, sendo que a duração total do procedimento tende a diminuir com o

treinamento da equipe cirúrgica. Este novo acesso permit iu minimizar as intercorrências de refluxo e depressão

respiratória para causadas pela técnica convencional, a lém de se mostrar eficiente ao acesso do trato geniturinário, inc

luindo os

ovár ios , permitindo eficiente recuperação oocitária.

Palav ras

-Chave : aspiração folic u lar, v ide o la pa rosc opia , tre nde le mb urg, n ovo ace ss o.

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AMPUTAÇÃO DE DÍGITO MEDIAL EM VEADO CATINGUEIRO (MAZAMA GOUAZOUBIRA FISCHER

[VON WALDHEIM], (1814) DE VIDA LIVRE COM ARTRITE SÉPTICA.

Amputation of the medial claw in Veado Catingueiro (Mazama gouazoubira Fischer [von Waldheim] 1814) with free life with septic arthritis BARSSALHO, M. A 1 ., FRAGA, F.O 1 ., OLIVEIRA, K.S 1 ., ALMEIDA, D.A 2 ., FERNANDES, G.H 2 ., RODRIGUES, M 3 ., DOS SANTOS, G.G.F 4 ., CRUVINEL, T.M.A 4 ., CHOLFE, B.F 4 .

1-

Medico veterinário residente do Hospital Veterinário Dr. Halim Atique” UNIRP

2-

Aluno Centro universitário de Rio Preto UNIRP

3-

Doutorado do programa de biotecnologia animal UNESP campus Botucatu

4-

Docente do curso de Medicina Veterinária do Centro universitário de Rio Preto UNIRP

E-mail: mi_medmet@yahoo.com.br A artrite interfalângica distal séptica é uma afecção comum em bi ungulados, sendo muitas vezes necessária a

amputação do dígito acometido. Devido a biomecânica da locomoção desses animais em se tratando dos membros

pélvicos o peso é distribuído com maior intensidade nos dígitos laterais e nos membros torácicos nos dígitos

mediais, norteando assim a decisão de optar por um tratamento conservativo ou amputação do dígito. Após

aproximadamente 15 dias da lesão séptica na articulação é possível visibilizar lise óssea e aumento da distancia

entre as falanges. A artrite infecciosa pode ocorrer devido a traumas onde ocorre a formação de hematomas

adjacentes a articulação, infecção por via hematógena, causas iatrogênicas e feridas perfurantes. Este trabalho tem

como objetivo relatar a intervenção cirurgia em um veado catingueiro com luxação exposta e artrite séptica. Foi

encaminhado ao Setor de Atendimento Clínico Cirúrgico de Animais Selvagens (SACCAS), localizado no Hospital

Veterinário “Dr. Halim Atique”, no dia 20\06\2014, pela Polícia Militar Ambiental de São José do Rio Preto, um veado

catingueiro (Cetartiodactyla: Cervidae), macho, adulto, vítima de atropelamento. Foi realizada contenção química com

cetamina (15mg/kg) e xilazina (0,1 mg/kg) para fins de exames físicos, clínicos e complementares, no qual foram

diagnosticados: fratura em púbis e fratura no chifre esquerdo, no qual optou-se tratamento conservativo para ambos; e

luxação exposta da falange distal medial do membro pélvico esquerdo e artrite interfalângica séptica, com presença de

lise óssea e necrose do coto proximal do tendão flexor digital profundo. Devido a exposição, necrose tecidual, terapia

antimicrobiana não efetiva e por se tratar do digito medial, optou-se pela amputação do digito. Na cirurgia, foi utilizado

como medicamento pré-anestésico: cetamina e xilazina na mesma dose citada na contenção química, indução e

manutenção com propofol (2mg/kg), anestesia regional intravenosa (Bier) utilizando 2 ml lidocaína injetável e

antibiose, 2 ml amicacina. Foram amputados a segunda e a terceira falanges mediais, e realizado sutura captonada.

No tratamento pós-cirúrgico foram utilizados, terapia antimicrobiana com enrofloxacina (2,5mg/kg), por sete

dias; analgesia com cloridrato de tramadol (4mg/kg), por cinco dias e dipirona (25mg/kg), por cinco dias. O animal

ficou com curativo fechado no membro amputado por dez dias, sendo realizados curativos, a cada dois dias, até a

remoção da sutura. O animal ainda está em tratamento no hospital veterinário, aguardando consolidação das demais

fraturas, para então ser reintroduzido na natureza.

Palavras-chave: Veado catingueiro; Amputação de dígito; artrite interfãngeana distal séptica; SACCAS;

Key words: Veado catingueiro; claw amputation; distal interphalangeal septic arthritis, SACCAS

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APLICAÇÃO DO PORTAL ÚNICO (SILS TM ) POR ACESSO HERNIARIO UMBILICAL PARA CRIPTORQUIDECTOMIA EM CÃO

SINGLE INCISION LAPAROSCOPIC SURGERY (SILS TM ) BY UMBILICAL HERNIAL APPROACH TO CRYPTORCHIDECTOMY IN A DOG

TIOSSO, C.F. 1 ; VOORWALD, F.A. 2 ; BRUN, M.V. 3 ; CRIVELARO, R.M. 1 ; LIMA, T.B. 1 ; VICENTE, W.R.R. 4

1 Doutorando do Programa de Pós-graduação em Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP; 2 Docente Depto. Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Faculdade Integrado de Campo Mourão; 3 Docente Depto. de Clínica de Pequenos Animais, UFSM; 4 Docente Depto. de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal, FCAV/UNESP. Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castelanne, s/n, Zona Rural, Jaboticabal/SP, Brasil. *autor para correspondência: caiotiosso@gmail.com

O criptorquidismo é a ausência do testículo no escroto, como consequência da falha da migração a partir da sua posição intra-abdominal, causada por fatores genéticos e associadas à alterações endócrinas e extrínsecas, resultando em alterações na espermatogênese, maior risco de torção testicular, alterações histológicas progressivas, e desenvolvimento de neoplasias. O aumento do interesse em abordagens cirúrgicas minimamente invasivas tem sido impulsionada, pela necessidade de reduzir a morbidez relacionadas à manipulação e feridas cirúrgicas, visto que resultam em risco potencial de complicações como hérnia, lesão de órgãos internos, dor e sangramento. Objetivou- se o tratamento laparoscópico de criptorquidismo abdominal em cão, SRD, 4 anos, 20kg, utilizando-se portal único

SILS TM , por meio de acesso abdominal via abertura de hérnia umbilical. Após realização da tricotomia e antissepsia da região abdominal, realizou-se incisão de 2,5 cm da pele em cima da hérnia umbilical, por onde introduziu-se trocater

SILS TM , seguido do estabelecimento do pneumoperitônio com CO 2 , em fluxo de 1,5L/min e pressão intra-abdominal máxima de 12mmHg. Após esta etapa, realizou-se a inspeção da cavidade abdominal com auxílio de uma ótica de 10mm, seguida de introdução de pinça laparoscópica de apreensão tipo Babcock de 5mm de diâmetro e 42cm de comprimento, por um dos canais de trabalho, para manipulação do testículo nitidamente atrofiado. Em outro canal, foi inserida pinça com corte e coagulação simultâneos para corte e eletro-cauterização do plexo pampiniforme, ducto

deferente e músculo cremaster interno, possibilitando a liberação e retirada do testículo e do trocater SILS TM , pelo acesso herniário. Realizou-se herniorrafia e rafia de subcutâneo e pele. O tratamento videolaparoscópico de

criptorquidismo unilateral, utilizando-se o trocater SILS TM por meio de acesso herniário umbilical, mostrou-se efetivo, de fácil e rápida execução. Entretanto, a ausência de triangulação das pinças e ótica, limitou a movimentação dos instrumentos, tornando o procedimento um pouco mais trabalhoso quando comparado a aplicação de mais

trocateres. Porém, pode-se concluir que a utilização do trocater SILS TM em uma falha pré- existente da parede abdominal, possibilita significativa redução dos riscos potencias de múltiplas incisões, como lesão de órgãos internos, manipulação, dor, sangramento e formação de novas hérnias. Palavras-chave: Portal único, laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva, criptorquidismo, canina Keywords: Single-port, laparoscopy, minimally invasive surgery, cryptorchidism, canine

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ARTRODESE TIBIOTÁRSICA COM PLACA HÍBRIDA EM CÃO DE 17 ANOS Tibiotarsal arthrodesis with plate hybrid in dog with 17 years RIBEIRO, J.O. 1 ; BUENO, C.M. 1 ; SANTOS, L.O. 1 ; KIHARA, M.T. 1 ; MORAES, P.C. 2 ; CANOLA, J.C. 2 ; De NARDI, A.B. 2 ; MINTO, B.W. 2 ; DIAS, L.G.G.G. 2

1 Aprimorandos da FCAV UNESP Jaboticabal, SP. juliana.oribeiro@yahoo.com.br

2 Docentes da FCAV Veterinária

Sabe-se que as fraturas de tíbia são frequentemente encontradas em cães e gatos. Estima-se que cerca de 20% das

fraturas sejam oriundas desta região. Esta característica ocorre em detrimento da restrita cobertura muscular

adjacente ao tecido ósseo. Tal propriedade também diminui o aporte sanguíneo extra ósseo nos estágios iniciais da

consolidação da fratura, não obstante, 15% destas fraturas são contaminadas. Para intervenção cirúrgica podem ser

utilizados diversos métodos de fixação como, pino intramedular, fixador esquelético externo e placa e parafusos. A

escolha do método de fixação fundamenta-se na classificação da fratura, no coeficiente de comprometimento muscular

e no grau de infecção do local. O presente relato tem como objetivo expor o sucesso alcançado em abordagem

cirúrgica ao utilizar placa óssea angulada projetada especificamente para artrodese tibiotársica esquerda. Um

cão, sem raça definida, de 17 anos de idade e 13 kg fora submetido ao atendimento clínico cirúrgico no Hospital

Veterinário da FCAV, UNESP Jaboticabal, devido à colisão automobilística há 2 dias. Ao exame radiográfico

visibilizou-se fratura oblíqua curta em terço distal de tíbia e fíbula esquerdas (do tipo II), exposta, com fissuras sobre o

eixo longitudinal do fragmento distal (até a epífise distal). Em decorrência da particularidade do caso, ou seja, por se

tratar de paciente senil, pequeno fragmento distal, com várias fissuras e presença de contaminação, optou-se por utilizar

um método de fixação transarticular por meio de placa não convencional customizada. Em decorrência a fratura

exposta, optou-se por realizar o tratamento antimicrobiano, e após 28 dias realizou-se a osteossíntese de tíbia com

artrodese tibiotársica. A placa foi confeccionada em ângulo de 135º, proximalmente com espessura de 3.5 mm,

decrescendo gradualmente até a porção distal com medida de espessura de 2 mm. A inserção da placa decorreu

conforme a descrição literária da técnica, na face medial, após remoção das superfícies articulares envolvidas. No pós-

operatório optou-se pela realização de tala de Robert Jones modificado por 30 dias, com trocas a cada cinco dias. Haja

vista a gravidade da lesão e a idade do animal a escolha da artrodese fora determinante para o sucesso cirúrgico, já que

a inserção de placa para osteossíntese tibial ficaria inviável pela impossibilidade da fixação dos parafusos distais. A

customização da placa, obtida pela mensuração das medidas do membro contralateral, permitiu satisfatória

osteossíntese, já que os implantes não comprometeram a fissura longitudinal do seguimento distal. Este implante

possuía sete orifícios proximais e dez distais à angulação. A extrapolação desta técnica para este caso permitiu a

construção de uma placa óssea adequada ao membro acometido. O paciente foi avaliado aos 7, 14, 21, 30, 60, 90 e

120 dias de pós-operatório. Aos 30 dias de pós- operatório deambulava com leve claudicação e aos 90 dias observou-se

radiograficamente consolidação primária da fratura, fusão das articulações curetadas e deambulação excelente. Desta

forma, conclui-se que a customização da placa para o animal, o tratamento prévio da exposição óssea e as trocas de

talas foram fundamentais para o sucesso do caso.

Palavras-chave: placa customizada, cão, artrodese, exposição óssea Key words: custom plate, dog, arthrodesis, bone exposure

UNESP

Jaboticabal, Departamento de Clínica e Cirurgia

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ASSOCIAÇÃO DA TÉCNICA DE RINOTOMIA DORSAL À QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA NO TRATAMENTO DE CARCINOMA INTRANASAL EM CÃO RELATO DE CASOS Technical Association of the dorsal rhinotomy quimioterpia in the treatment of intranasal carcinoma in a dog - cases report

SERAFIM, E.L 1 , PAZZINI, J.M 2 *, DE NARDI, A.B 3 , HUPPES,R.R 4 , FERREIRA, M.G.P.A 5 , ROCHA, C.E.B.S 6 , BORTOLÓTI, R.V³, BUENO, C.M 7 , MINTO, B.W³, DIAS, L.G.G.G³, MORAES, P.C³, CALAZANS, S.G³

Resumo - Os tumores intranasais representam cerca de 1 a 2% das neoplasias que acometem cães, apresentam alta capacidade de invasão local, com potencial metastático relativamente baixo. Os sinais clínicos observados são epistaxe, espirros, corrimento nasal, e em alguns casos deformidade facial. O presente trabalho tem objetivo de relatar dois casos de carcinoma intranasal em cão que foram submetidos a técnica cirúrgica de rinotomia dorsal como parte do tratamento. Foi atendido no hospital veterinário dois pacientes com histórico semelhante de dispnéia, epistaxe e corrimento nasal mucopuruleto, e aumento de volume em osso nasal. Realizou-se exames hematológicos, bioquímicos, radiografia de tórax (pesquisa de mestástase), e eletrocardiograma, sendo os resultados obtidos não apresentavam alterações dignas de nota. Sendo assim, procedeu-se rinotomia com abordagem cirúrgica dorsal da cavidade nasal por meio de uma janela no osso nasal nos dois pacientes. Após acessar a cavidade nasal, com auxílio de aspirador cirúrgico e curetagem, realizou-se a retirada do material que encontrava-se de maneira homogênea na região de coanas, seios nasais e paranasais. Ao término, realizou-se lavagem da cavidade nasal com solução fisiológica 9%, em seguida, procedeu-se o reposicionamento de janela óssea realizada no osso nasal. Após realizou-se fixação desta com fios de cerclagem e fio nylon 0. Ao término aplicou-se metilmetacrilato nas bordas desta janela para evitar o extravasamento de ar para o subcutâneo, e realizou-se redução de espaço morto com caprofyl 3.0 e dermorrafia com nylon 3.0. O material foi encaminhado para exame histopatológico, em ambos os casos o laudo confirmou a presença de carcinoma nasal. No pós operatório recomendou-se limpeza da ferida cirúrgica com solução fisiológica. Foi prescrito Cloridrato de Ranitidina (2mg/kg/BID, 10 dias) como protetor gástrico, Cefalexina (30mg/kg/BID, 10 dias) como terapia antibiótica, Cloridrato de Tramadol (3 mg/kg/TID/ 7 dias) e Diripona (25mg/kg/TID, 7 dias) como analgesia, Meloxican (0,1mg/kg/ SID, 3 dias) como terapia antiinflamatória.O pós operatório evoluiu bem, e com dez dias do procedimento cirúrgico retirou-se os pontos. Institui-se em um dos pacientes protocolo associando inibidor da COX-2 (5 mg/kg/SID) à carboplatina (300mg/m 2 a cada 21 dias/ seis sessões). No presente momento, a neoplasia encontra-se em remissão e a paciente está sendo tratada com n-Acetil Cisteína (10 mg/kg/BID) e inibidor de COX- 2. Para o outro paciente institui-se protocolo quimioterápico com carboplatina (300mg/m 2 a cada 21 dias/ três sessões) associado à doxorrubicina (30mg/m 2 a cada 21 dias/ três sessões). No presente momento, a neoplasia encontra-se em remissão e a paciente está sendo tratada com quimioterapia metronômica com ciclofosfamida (10mg/m²/ SID/ANR). A técnica de rinotomia associada ao tratamento quimioterápico foi eficiente por ter promovido melhora dos sinais clínicos, proporcionado qualidade de vida aos pacientes.

Palavras chave: Cirurgia paliativa, neoplasia intranasal, canino

1 Médico Veterinário, Mestrando em Cirurgia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP Jaboticabal

2 Médica Veterinária, Doutoranda em Cirurgia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP Jaboticabal

3 Professor Dr. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária.da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP Jaboticabal.
4

5 Médica Veterinária, Doutoranda em Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP Jaboticabal.

6 Médico veterinário autônomo na CEO Criocirurgia e enfermidades oncológica Campinas SP.

7 Residente em Cirurgia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP Jaboticabal. *Correspondência: josipazzini@hotmail.com

Professor Dr.de técnica cirúrgica da Faculdade Ingá Maringá-PR.

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AVALIAÇÃO CITOLÓGICA DE LAVADO DA BOLSA GUTURAL POR ENDOSCOPIA DE EQUINOS HÍGIDOS: ESTUDO EXPERIMENTAL CYTOLOGICAL EVALUATION OF GUTTURAL POUCH LAVAGE IN ENDOSCOPY OF EQUINE HEALTHY: AN EXPERIMENTAL STUDY WATANABE, M.J. 1 ; GALLUZZI, C.D.¹, CARVALHO, M.G.¹, MAGALHÃES, P.C. 1 ; ALVARENGA, M.L. 1 ; SOUZA, K.L. 1 ; TAKAHIRA, R.K. 1 ; ALVES, A.L.G. 1

1- Universidade Estadual Paulista Unesp, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia FMVZ. Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária. Autor para correspondência: watanabe@fmvz.unesp.br

As bolsas guturais, ou divertículos ventrais da tuba auditiva, são um par de bolsas, direita e esquerda, posicionadas

dorsocauldalmente à nasofaringe, delimitadas rostralmente pelo osso esfenohioide, ventralmente com a laringe e o

esôfago, e caudalmente com a articulação atlantoaxial. As possíveis funções das bolsas guturais incluem equilíbrio de

pressão sobre a membrana timpânica, adjuvante na flutuação da cabeça, câmara de ressonância para a

vocalização e contribui para o resfriamento do sangue que é fornecido ao encéfalo, especialmente durante o exercício.

As bolsas guturais podem ser examinadas através de exames físicos e complementares como a endoscopia, a

ultrassonografia e a radiografia. A citologia da bolsa gutural foi descrita como método complementar para o

diagnóstico em casos clínicos de suspeitas de guturocistites, mas pode ser imprescindível em casos subclínicos ou em

situações de detecção precoce de alterações da bolsa gutural. A citologia da bolsa gutural através do lavado percutâneo

com agulha espinhal foi descrito como método diagnóstico em casos clínicos, mas principalmente em casos

subclínicos, uma vez que foi sugerido que alterações subclínicas da bolsa gutural podem causar enfermidade

respiratória, porém, há risco de lesão das estruturas vitais em contato com as bolsas guturais durante este tipo de

procedimento. A realização do lavado por via endoscópica teria a característica de ser um método minimamente

invasivo, com possibilidade de inspeção e realização do lavado de maneira guiada. Objetivou-se avaliar a

realização do lavado das bolsas guturais de equinos hígidos por meio de endoscopia e achados citológicos. Para

tanto, foram utilizados 10 equinos adultos, hígidos, machos e fêmeas, pesando em media 306 kg. Para o procedimento,

os equinos foram contidos em tronco e sedados com detomidina. O fibroscópio foi introduzido pela cavidade nasal,

conduzido pelo meato ventral e na região da nasofaringe o óstio externo da bolsa gutural foi aberto com o auxílio de

uma pinça de biópsia. Após a introdução do fibroscópio na bolsa gutural, 40 mL de solução de NaCl foi instilada

através do canal de trabalho e a ponta do fibroscópio posicionado no assoalho do compartimento medial onde foi

recuperado com auxílio de seringas descartáveis. O lavado das bolsas guturais direita e esquerda totalizou 20

lavados. O tipo celular mais comum observado foi de células epiteliais ciliadas, que é o tecido que reveste toda a

superfície da bolsa, com mediana de 74%, seguidas das células cuboides, com mediana de 15% e células de

goblet, com mediana de 3%, porém, estas não aparecem nos lavados de bolsa gutural realizados via percutânea, o que

pode indicar que essas células provavelmente encontravam-se no trato respiratório anterior, e foram levadas à bolsa

gutural durante a prévia passagem do endoscópico, pela narina e nasofaringe. Também foram observados neutrófilos,

linfócitos e macrófagos em porcentagens que variaram entre os cavalos. O lavado de bolsa gutural por via endoscópica

possibilitou a obtenção de amostras para o exame citológico, assim como a guturocistoscopia. Porém, deve-se

considerar na interpretação da citologia que células do trato respiratório anterior podem estar presentes na amostra.

Palavras chave: equino, bolsa gutural, endoscopia, citologia.

20

AVALIAÇÃO DA ULTRAESTRUTURA DA SUPERFÍCIE ARTICULAR DE OVINOS E EQUINOS SUBMETIDOS À LAVAGEM ARTICULAR COM RINGER LACTATO A DIFERENTES TEMPERATURAS. Articular surface ultrastructural evaluation in sheeps and horses submitted to articular irrigation with Ringer lactate in different temperatures. BEZERRA, K.B. 1 ; STIEVANI, F.C. 1 ; CIENA, A.P. 2 ; RICI, R.E.G. 3 ; SILVA, L.C.L.C. 4

1 Pós-graduandos Departamento de Cirurgia FMVZ-USP; 2 Prof. Dr. do Depto de Educação Física IB-UNESP;

3 Especialista de laboratório do Departamento de Cirurgia FMVZ-USP; 4 Prof. Dr. do Depto de Cirurgia FMVZ- USP, email: kaiobarrosbezerra@hotmail.com

A artroscopia tem função diagnóstica e terapêutica na doença articular. Mesmo com as modalidades de imagem

mais modernas, ainda é considerada como padrão ouro no diagnóstico de problemas articulares em equinos. Sabe- se que as características físico-químicas das diferentes soluções de infusão podem determinar alterações estruturais na

superfície da cartilagem. Apesar da existência de estudos baseados na busca de um fluido ideal para irrigação durante a artroscopia, com foco principal nas características bioquímicas do líquido, poucos trabalhos testaram características físicas destes fluidos, como a temperatura, objetivo do presente estudo. Na primeira etapa do projeto foram utilizados

12 ovinos SRD, com idades entre um ano e dois meses e um ano e quatro meses, divididos em quatro grupos de seis

articulações, sendo testadas quatro temperaturas do Ringer lactato utilizado para infusão articular por artroscopia (5, 12,

25 e 38 ºC). Para avaliação de cada grupo foram coletadas biopsias osteocondrais comparativas da articulação

femoropatelar para análise da ultraestrutura de superfície cartilagínea por microscopia eletrônica de varredura, imediatamente antes do início da infusão do líquido e após uma hora de irrigação. Na segunda etapa do experimento

foram utilizados seis equinos da raça Puro Sangue Árabe, com idade variando de 7 a 10 anos, divididos em três grupos

de quatro articulações. A solução de Ringer lactato foi utilizada nas temperaturas 5, 25 e 38 °C e nessa espécie as

biopsias osteocondrais foram colhidas da articulação radiocárpica, sendo avaliadas por microscopia eletrônica de varredura antes e após o término de uma hora de lavagem. Os frascos de Ringer lactato foram condicionados numa câmara de controle de temperatura seis horas antes do início do procedimento cirúrgico e daí foram retirados um a um para conexão no sistema de irrigação articular. Um dispositivo do tipo datalogger com registrador de temperatura foi conectado a um probe de medição e posicionado no meio articular durante todo o procedimento para controle da temperatura. A ultraestrutura da superfície articular foi avaliada segundo escore de alterações referentes à delaminação superficial e exposição de filamentos de colágeno, sendo as notas atribuídas variando de 0 (sem alteração) a 5 (delaminação e formação de rede de filamentos intensas). As imagens foram avaliadas por três avaliadores cegos e as médias das notas atribuídas foram tabuladas para posterior análise estatística entre os grupos. As temperaturas intra- articulares dos grupos em ambas as etapas do experimento foram diferentes significativamente, demonstrando que as

técnicas de condicionamento e irrigação articular foram eficientes em manter a temperatura do meio. Apesar de ocorrer processo de delaminação e exposição de fibras colágenas no processo de lavagem articular, não houve diferenças

estatísticas entre as médias dos escores dentro ou entre os grupos de articulações dos ovinos e equinos. Desta forma, conclui-se que a lavagem articular pode levar a alterações superficiais da cartilagem em sua ultraestrutura independente

da temperatura empregada. Protocolo CEUA/FMVZ-USP: 2591/2012.

Palavras-chave: Artroscopia, Cartilagem, Microscopia eletrônica, biopsia osteocondral. Keywords: Arthroscopy, Cartilage, Eletronic microscopy, osteochondral biopsy.

21

AVALIAÇÃO DO AZUL BRILHANTE NA COLORAÇÃO DA CÁPSULA ANTERIOR DO CRISTALINO DE CÃES SUBMETIDOS À FACOEMULSIFICAÇÃO - 20 CASOS STAINING THE ANTERIOR CAPSULE WITH BRILLIANT BLUE IN EYES OF DOGS SUBMITTED TO PHACOEMULSIFICATION 20 CASES

NEUMANN, C. F. 1 ; DUTRA, K. P.¹; MACEDO, M. B. B.¹; CARBONI, T.¹; ALBUQUERQUE, L. 1 ; PIGATTO, J.A.T. 1 1 Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil. carolina_neumann@yahoo.com.br

A capsulotomia curvilínea contínua é um passo fundamental na cirurgia de catarata, especialmente no que se refere à

técnica de facoemulsificação. Esse procedimento torna-se difícil de ser realizado nos casos em que a cápsula anterior da lente não é visibilizada devido à ausência parcial ou total do reflexo de fundo de olho. Diversos métodos tem sido utilizados para tornar a cápsula anterior mais visível, incluindo o uso de corantes vitais. O azul brilhante

0.5% tem sido utilizado com segurança na coloração da cápsula anterior da lente durante a remoção da catarata em humanos. No entanto, ao se consultar a literatura não foram encontrados estudos relatando a sua utilização em animais com este propósito. Objetivou-se por intermédio de estudo prospectivo avaliar a eficácia do azul brilhante 0.5% na coloração da cápsula anterior do cristalino de 20 bulbos oculares de cães portadores de catarata madura submetidos à facoemulsificação. Foram realizadas avaliações quanto à intensidade da coloração da cápsula anterior durante a capsulotomia. Os parâmetros anotados foram classificados de forma subjetiva de acordo com a intensidade onde: (-) ausente; (+) leve; (++) moderado; (+++) intenso. Como protocolo pré-operatório utilizou-se colírios antibióticos, antiinflamatórios esteroides e não esteroides, além de midriáticos. As condutas operatórias foram realizadas sob anestesia geral e utilizando-se microscópio cirúrgico. Todos os procedimentos foram realizados por um mesmo cirurgião. Em todos os pacientes procedeu-se a conduta operatória iniciando pelo posicionamento dos pacientes em decúbito ventral com ventroflexão do pescoço e realizando-se antissepsia da área operatória com iodopovidona 0.2%. Após realizou-se a colocação do pano de campo adesivo estéril e a blefarostase mecânica do bulbo do olho. Em seguida córnea foi incisada com bisturi de ângulo reto de 15º e a câmara anterior foi preenchida por uma bolha de ar. Ato contínuo, foi injetado 0,1ml de corante através da incisão utilizando uma seringa de insulina e uma cânula de 27 G. Após 1 minuto foi realizada injeção de substância viscoelástica dispersiva.

A capsulotomia circular curvilínea foi realizada com auxílio de cistítimo ou pinça de Utrata. Em todos os casos o

azul brilhante ficou impregnado na cápsula anterior permitindo a sua visibilização durante a capsulotomia e a remoção da catarata. Em sete bulbos dos olhos classificou-se a coloração como intensa, em oito bulbos dos olhos a coloração foi moderada e em cinco a cápsula anterior corou-se levemente. A partir dos resultados obtidos nesse estudo, foi possível concluir que o corante azul brilhante 0.5% foi eficiente para coloração da cápsula anterior do cristalino de cães com catarata submetidos à facoemnulsificação.

Palavras-chaves: azul brilhante, catarata, facoemulsificação. Key words: brilliant blue, cataract, phacoemulsification.

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AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO EM CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS DERIVADAS DO

TECIDO ADIPOSO DO OMENTO MAIOR DE COELHOS (ORYCTOLAGUS CUNICULUS)

Evaluation of oxidative stress in derived mesenchymal stem cells from adipose tissue of the greater omentum of

rabbits (Oryctolagus cuniculus)

PINTO FILHO, S.T.L. 1* ; MACHADO, A.K. 2 ; CADONÁ, F.C. 3 ; TREICHEL, T.E. 4 ; ARAMBURÚ JR 1 , J.S.; DALMOLIN, F. 1 ; ROSA, M.P. 5 ; DAMIÃO, G.K. 5 ; CRUZ, I.B.M. 2 ; BRUN, M.V. 1 ; ANDRADE, C.M. 1 ; PIPPI, N.L. 1

1 Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil. *Autor para correspondência. E-mail: saulovet2011@hotmail.com

2 Programa de Pós-graduação em Farmacologia, UFSM.

3 Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica, UFSM.

4 Curso de Medicina Veterinária, FAI Faculdades, Itapiranga, SC, Brasil.

5 Curso de Medicina Veterinária, UFSM.

As células tronco mesenquimais (MSCs) são definidas como uma população de células-tronco somáticas presentes em

regiões perivasculares de todos os tecidos adultos, em pequenas quantidades, incluindo a medula óssea (MO), o tecido

adiposo (ADSCs), o periósteo e tecido muscular. A produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), entre outras, é

parte integrante do metabolismo e é observada em diversas condições fisiológicas. O objetivo deste trabalho é

mensurar o estresse oxidativo em ADSCs do omento maior de coelhos (Oryctolagus cuniculus). Foram utilizados três

coelhos, machos adultos, Nova Zelândia Branco, clinicamente sadios oriundos do Biotério Central da UFSM. Após a

remoção cirúrgica asséptica do omento maior, o mesmo foi levado em recipientes estéreis, contendo solução de Hanks

ao laboratório, sendo efetivado o isolamento das MSCs. A seguir, as células foram depositadas em frascos de cultura

celular, contendo meio de cultivo (DMEM) com soro fetal bovino e suplementado com penicilina/estreptomicina e

anfotericina B. Foram realizados os repiques celulares até a quinta passagem e em cada uma avaliou-se a viabilidade

celular e parâmetros de estresse oxidativo. O ensaio de quantificação de DNA dupla fita por fluorimetria utilizando o

corante Picogreen® demonstrou que na quarta passagem das MSCs dos animais 2 e 3 houve pequena quantidade de

DNA livre no meio, com diferença significativa em relação a primeira passagem, o que indica assim uma menor

citotoxicidade em relação a primeira passagem. A diclorofluoresceína diacetato (DCFH-DA) revelou diminuição

da taxa total de EROs na terceira, quarta e quinta passagens dos animais 1 e 2, sendo que no coelho 1 houve diferença

significativa. O teste também revelou alta taxa de EROs na segunda passagem nos três animais estudados. Concluí-se

que a maior quantidade de EROs foi detectada na segunda passagem e que a menor quantidade de células lesionadas

ocorreu na quarta passagem.

Palavras-chave: cirurgia, ERO, coelhos, CTM. Key words: surgery,

ROS, rabbits, MSCs. Aprovação CEUA/UFSM: parecer nº 060/2012.

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EVALUATION OF SERUM LEVELS OF ALKALINE PHOSPHATASE, CALCIUM AND PHOSPHORUS AFTER INDUCED BONE FAILURE IN HORSES

XAVIER, J. P.¹, NÓBREGA, F. S. ¹, SEOLIM, M. B. ¹, ZOPPA, A. L. V.¹

1 - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, nº 87, Cidade Universitária, São Paulo/SP, 05508-270, Brasil. Email: joyce.xavier@usp.br.

O tecido ósseo é um tipo especializado de tecido conjuntivo formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. As células são: os osteócitos, que se situam em cavidades ou lacunas no interior da matriz; os osteoblastos, produtores da parte orgânica da matriz; e os osteoclastos, células gigantes, móveis e multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo, participando dos processos de remodelação dos ossos. Uma forma de avaliar a atividade osteoblástica ou osteoclástica dos ossos é através da mensuração dos marcadores do metabolismo ósseo. Dentre os marcadores da formação óssea, encontra-se a fosfatase alcalina total (FAT).

Seis equinos hígidos, machos orquiectomizados com idades entre 5 e 9 anos foram submetidos a procedimento cirúrgico para confecção de falha óssea nos ossos terceiros metacarpianos, sendo que em um dos membros a falha foi preenchida por biomaterial à base de poliuretana de mamona e fosfato de cálcio, e o contralateral não recebeu preenchimento, servindo como controle da reparação óssea. A partir de coletas seriadas de sangue foram mensurados os níveis séricos de fosfatase alcalina, cálcio e fósforo totais a fim de verificar se é possível predizer a atividade osteoblástica durante a fase de reparação óssea a partir destas variantes. As concentrações médias de cálcio e fósforo em todos os momentos de avaliação sob o teste de variância para medidas repetidas ANOVA não provou diferença entre seus valores, com P>>0,05. Isto indica que a oscilação entre os valores de cálcio e fósforo devem ser considerados acaso e estatisticamente iguais. Dessa forma, estes parâmetros não demonstraram significância como marcadores da reparação óssea. Entretanto, a fosfatase alcalina demonstrou

alterações compatíveis com o aumento da atividade osteoblástica

O pico de concentração de fosfatase alcalina 30 dias

após o procedimento cirúrgico coincide com o tempo para formação e expressividade da atividade do calo fibroso, e aumento na produção da matriz extracelular. Desta forma, este marcador pode ser utilizado para monitorar o processo de reparação óssea, desde que não haja alterações na função hepática dos animais monitorados que

influenciariam a concentração de FAT.

Palavras-chave: equino, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, falha óssea.

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24

AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TIBIAL CRANIAL E EXTENSOR RADIAL DO CARPO PRÉ E PÓS BLOQUEIO ANESTÉSICO EM GATOS EVALUATION OF CRANIAL TIBIAL AND EXTENSOR CARPI RADIALIS REFLEXES BEFORE AND AFTER ANESTHETIC BLOCK IN CATS

TUDURY, E. A 1 ; FIGUEIREDO, M. L. 1 *; FERREIRA, D.R.C. 1 ; FERNANDES, T.H.T 1 ; ARAÚJO, B.M. 1 ;

BONELLI, M. A. 1 ; DIOGO, C.C. 1 ; SANTOS, C.R.O. 1 ; ROCHA, N.L.F.C. 1 ; ARAÚJO, R.F. 1

1 Departamento de Medicina Veterinária (DMV), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); *Autora para correspondência. Rua Mário Campelo, n.201, Várzea, Recife PE. E-mail: marcellalf@gmail.com

Resumo Os reflexos extensor radial do carpo e tibial cranial são considerados miotáticos, mas recentemente isso foi

colocado em dúvida em trabalho realizado em cães. Objetivou-se verificar se a resposta aos reflexos extensor radial do

carpo e tibial cranial em gatos, antes e após o bloqueio anestésico do plexo braquial e lombossacral, respectivamente,

depende ou não do arco reflexo miotático. Foram selecionados 55 gatos encaminhados para gonadectomia eletiva e

divididos aleatoriamente em: grupo 1 29 gatos para teste do reflexo extensor radial do carpo e grupo 2 26 gatos

para teste do reflexo tibial cranial. Todos receberam xilazina, quetamina e tramadol como parte do protocolo

anestésico. No grupo 1, o reflexo extensor radial do carpo foi testado após a indução anestésica e 15 minutos após

bloqueio do plexo braquial com lidocaína. Antes da realização do bloqueio, 55,17% apresentaram o reflexo extensor

radial do carpo diminuído e 44,83%, normal, enquanto que após o bloqueio, 68,96% diminuído e 27,59%, normal.

Em nenhum dos animais o reflexo se apresentou aumentado ou ausente antes dos bloqueios. No grupo 2, os reflexos

tibial cranial, flexor e patelar foram elicitados nos 52 membros pélvicos após indução anestésica e novamente 15

minutos após a anestesia epidural. Antes da realização do bloqueio, 15,38% dos animais apresentaram o reflexo

tibial cranial diminuído e 84,62% normal, enquanto que após o bloqueio 26,92% apresentaram reflexo diminuído e

73,08%, normal. Em nenhum dos gatos o reflexo se apresentou aumentado ou ausente nas diversas avaliações. Quanto

à presença de ambos reflexos antes e após o bloqueio anestésico, não houve diferença significativa a 1% (P=0,013).

Com base nesses resultados, conclui-se que os reflexos extensor radial do carpo e tibial cranial em gatos não são

estritamente reflexos miotáticos, pois não dependem do arco reflexo para ocorrer, podendo ser uma resposta

idiomuscular. Sendo assim, não são reflexos confiáveis para o exame neurológico em gatos.

Palavras chaves: reflexo miotático, reflexo idiomuscular, exame neurológico, felina

Key words: myotatic reflex, idiomuscular reflex, neurological exam, feline

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AVALIAÇÃO LAPAROSCÓPICA E ULTRASSONOGRÁFICA DA REATIVIDADE PERITONEAL DE

EQUINOS SUBMETIDOS À ENTEROTOMIA EXPERIMENTAL DE CÓLON MENOR E TRATADOS COM

HEPARINA PELA VIA SUBCUTÂNEA

Laparoscopic and sonographic peritoneal reactivity evaluation of horses subjected to experimental small

colon enterotomy and treated with subcutaneous heparin

ALONSO, J.M. 1 ; WATANABE, M.J. 1 ; ALVES, A.L.G. 1 ; RODRIGUES, C.A. 1 ; KAUER, D.P.; HUSSNI, C.A. 1

1- UNESP - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia- FMVZ.

Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária. Autor para correspondência: juliana.alonso@fmvz.unesp.br As afecções do cólon menor são causas frequentes de síndrome cólica. A enterotomia é rotineiramente

empregada para a remoção de fecalitos, enterólitos e corpos estranhos. Nas enterotomias o trauma cirúrgico resulta em

peritonite devido à manipulação e ao próprio acesso cirúrgico. Objetivou-se estudar a reatividade peritoneal após

enterotomia seguida de abrasão do cólon menor em equinos tratados ou não com heparina. Foram compostos dois

grupos experimentais de cinco equinos cada sendo estes o grupo controle (GC) e grupo tratado com heparina (GT).

Ambos os grupos foram submetidos à laparotomia e enterotomia de cólon menor através da via paralombar direita em

posição quadrupedal. Os aniamis do GT receberam heparina (150 UI/Kg, SC, BID, 5 dias). Realizou-se

acompanhamento ultrassonográfico com 12 horas, 1, 2, 4, 6, 10 e 14 dias de pós-operatório e exame laparoscópico ao

15° dia. Avaliou-se o líquido peritoneal quanto à quantidade, ecogenicidade, homogenidade, floculação e presença de

fibrina. Padronizou-se um esquema de escores na quantificação dos parâmetros. Para a avaliação laparoscópica, a

região do acesso cirúrgico foi submetida à anestesia local com Lidocaína a 2% associada a vasoconstrictor. A incisão

de pele foi de 2 cm; o acesso videoassistido através da cânula EndoTIP com endoscópio em seu interior; induziu-se o

pneumoperitônio com CO 2, e a pressão abdominal foi mantida em15mmHg. Foram realizados dois bloqueios

anestésicos e incisões de aproximadamente 1,5 cm por onde foram introduzidas duas cânulas de 11 mm e pinças

atraumáticas intestinais do tipo Babcock. Foi estabelecida uma sequência sistemática de avaliação da cavidade

abdominal; realizou-se uma avaliação do cólon menor e da região submetida à enterotomia. As pinças e cânulas foram

retiradas, foi realizada a síntese de pele em padrão simples separado com fio nylon 0. Ao exame ultrassonográfico

observou-se resposta inflamatória para ambos os grupos, entretanto o líquido peritoneal do GT apresentou maior

ecogenicidade durante o tratamento com heparina, devido a maior quantidade de hemácias na cavidade abdominal. No

exame laparoscópico, se observou discreta reatividade peritoneal difusa para ambos os grupos, sendo esta mais elevada

para o GT, que apresentou aspecto discretamente mais hemorrágico. A associação do exame ultrassonográfico e

laparoscópico permitiu avaliar detalhadamente a cavidade abdominal. O exame ultrassonográfico possibilitou a

avaliação da inflamação peritoneal difusa, e a laparoscopia permitiu a análise detalhada não só da inflamação cavitária,

como também do segmento submetido à enterotomia, com observação direta das estruturas. Macroscopicamente não

foram observadas diferenças entre os grupos quanto à utilização da heparina pós-enterotomia de colon menor.

Palavras chave: cólon menor, enterotomia, heparina, laparoscopia, ultrassonografia.

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AVALIAÇÃO TERMOGRÁFICA DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA APÓS A UTILIZAÇÃO DE MANTAS DE

QUITOSANA, HIDROXIAPATITA E COLÁGENO EM FALHAS ÓSSEAS INDUZIDAS

EXPERIMENTALMENTE EM OVINOS

THERMOGRAPHIC ASSESSMENT OF THE INFLAMMATORY RESPONSE FOLLOWING QUITOSAN,

HIDROXYAPATITE AND COLAGEN IMPLANTATION IN EXPERIMENTAL THIRD AND FORTH

METACARPAL BONE DEFECTS IN OVINE

NÓBREGA, F. S.; BACCARELLI, D. C.; LHAMAS, C. L.; PARETSIS, N. F.; ZOPPA, A. L. V.

fernandanobrega.vet@gmail.com

Palavras chave: termografia, ovino, inflamação, biomaterial Keywords: thermography, ovine, inflammation, biomaterial

A termografia é método diagnóstico que envolve o registro de padrões térmicos cutâneos gerados pela emissão de calor

de superfície, formando um mapa de cores. Tecidos traumatizados têm temperatura alterada devido à alteração no fluxo

sanguíneo associado ao aumento na atividade metabólica local com perfusão sanguínea alterada.

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade da termografia na detecção de inflamação após a utilização de manta à

base de quitosana, hidroxiapatita e colágeno em falhas ósseas induzidas experimentalmente em ovinos. Foram

realizadas falhas ósseas bilaterais de 5 mm nos III /IV metacarpianos de ovinos com o auxílio de trefina. Um dos

membros recebeu a manta de óssea (membro tratado) e o outro não (membro controle). Os exames termográficos foram

realizados semanalmente até os 60 dias de pós-operatório. Os resultados parciais foram avaliados de acordo com a

média dos valores de temperatura encontrados em cada animal, avaliando o grupo de acordo com os dados semanais

pós-operatórios.

As médias foram comparadas de acordo com o teste F e não foram observadas variações estatísticas entre os membros

onde foram implantados o biomaterial e os membros controle (p= 0,745). O nível de significância foi definido em

5% (p < 0,05). Também de acordo com este teste foram determinados os dias 7 e 14 como picos de temperatura (p=

0,367). Ocorreu diminuição de temperatura nos dias subsequentes.

O presente trabalho possibilitou a determinação da termografia como ferramenta auxiliar no acompanhamento pós-

operatório de ovinos submetidos à falhas ósseas induzidas experimentalmente, por tratar-se de método não invasivo, de

fácil realização, precoce e sensível à resposta inflamatória presente no modelo experimental proposto.

CEUA FMVZ/USP 2688/2012

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AZUL DE TRIPANO A 0.025% NO TREINAMENTO DE CAPSULOTOMIA CURVILÍNEA CONTÍNUA EM

OLHOS DE SUÍNOS

Anterior capsule staining using 0.025% trypan blue in eyes of pigs

KADIGIA P.D. 1 ; ALBUQUERQUE, L. 1 ; CARBONI, T. 1 ; WERNER, K. 1 ; PIGATTO, J.A.T. 1

1 Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Av. Bento Gonçalves, 9090, Bairro Agronomia, Porto Alegre, RS.[kadi.dutra@gmail.com].

A capsulotomia circular contínua (CCC) é difícil de ser realizada principalmente na ausência de reflexo do

fundo do olho. O treinamento desta técnica tem sido normalmente realizado com a utilização de olhos de

suínos. Na tentativa de facilitar a visibilização da cápsula anterior do cristalino vários corantes vitais têm sido

utilizados. Objetivou-se avaliar o azul de tripano a 0.025% na coloração da cápsula anterior da lente de suínos

para o treinamento de capsulotomia curvilínea contínua. Foram avaliados 12 bulbos oculares de suínos com

seis meses de idade provenientes de abatedouro com Inspeção Federal. Com auxílio de microscópio cirúrgico

realizou-se incisão de córnea utilizando bisturi de lâmina metálica de 3.2mm. Para coloração da cápsula anterior

foi utilizado 0,1ml de Azul de tripan a 0.025% sob uma bolha de ar. Após 1 minuto a câmara anterior foi

preenchida com substância viscoelástica a base de metilcelulose a 2% e o excesso de corante removido. Com

auxílio de cistítimo e pinça de utrata realizou- se a capsulotomia curvilínea contínua. Foram realizadas

avaliações quanto a intensidade e homogeneidade da coloração da cápsula anterior durante a CCC. Os

parâmetros anotados foram classificados de forma subjetiva qualitativa de acordo com a intensidade da

coloração, onde: (-) ausente; (+) leve; (++) moderado; (+++) intenso. Em todos os olhos a cápsula anterior foi

corada de maneira leve. Em nenhum dos olhos foi observada a impregnação do endotélio da córnea pelo azul

de tripan a 0.025%. Conclui-se que o azul de tripan a 0.025% pode ser utilizado para permitir visibilização e o

treinamento da capsulotomia curvilínea contínua em olhos de suínos.

Palavras-chave: azul de tripan, catarata, suinos

Key words: tripan blue, cataract, pigs

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BLOQUEIO RETROBULBAR COM LEVOBUPIVACAÍNA E LIDOCAÍNA EM GATOS

Retrobulbar block levobupivacaine and lidocaine in cats

XAVIER, G.D. 1 , EURIDES, D. 1 ; MOTA, F.C.D. 1 ; SOUZA, L.A. 2 ; GONÇALVES, G.F. 3 ; SILVA, L.P.V. 1

1 Universidade Federal de Uberlândia. Brasil. duvaldo@ufu.br

2 Universidade Federal de Goiás. Brasil.

3 Universidade Federal da Fronteira Sul. Campus Realeza. Brasil

RESUMO

A levobupivacaína tem demonstrado promover redução no tempo de instalação da anestesia local, induzindo com mais agilidade o bloqueio sensitivo sendo menos cardiotóxica quando comparado à lidocaína, sendo, indicado para pacientes com função cardíaca comprometida. Objetivou-se avaliar a anestesia retrobulbar

em gatos com cloridrato de levobupivacaína 0,5% e cloridrato de lidocaína 2%, ambos sem vasoconstritor. Quatorze gatos foram separados em dois grupos e submetidos à medicação pré-anestésica com maleato de acepromazina e propofol. Realizou-se bloqueio retrobulbar no canto medial das pálpebras do bulbo ocular direito com cloridrato de levobupivacaína 0,5% (Grupo I) e lidocaína 2% (Grupo II). Avaliou-se os momentos M 0 : seis horas antes da MPA, M 1 : 15 minutos após a MPA, quando foi feita a administração do anestésico. Assim como nos períodos M 2 :

15, M 3 : 30, M 4 : 45 e M 5 : 60 minutos após bloqueio anestésico. A duração do bloqueio com lidocaína foi de 50 minutos, e de 65 com a levobupivacaína, sem variação da pressão arterial sistólica. Os anestésicos promoveram bloqueio dos reflexos corneano e oculocefálico, sendo que com a levobupivacaína ocorre perda da sensibilidade e retorno dos reflexos corneanos mais rápidos que a lidocaína. Não foram notadas alterações na coloração da conjuntiva palpebral e bulbar e descentralização do bulbo ocular. Os fármacos ocasionam anestesia retrobulbar em gatos, sendo que levobupivacaína promove aparecimento de prurido na conjuntiva bulbar e palpebral, maior redução na produção de lágrima e aumento da pressão intraocular.

Palavras-chave: anestesia, nervo, bulbo ocular, órbita óssea, Felis catus

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BROCA DE DIAMANTE NO TRATAMENTO DE ÚLCERA EM UM POTRO: RELATO DE CASO

The use of a diamond burr for the treatment of an indolent corneal ulcer in a foal: case report

DUTRA, K.P. 1 ; DE ALBUQUERQUE, L. 1 ; REITER, G.G. 1 ; MARTINEZ, T. 1 ; PIGATTO, J.A.T. 1

1 Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Av. Bento Gonçalves, 9090, Bairro Agronomia, Porto Alegre, RS. [kadi.dutra@gmail.com].

A córnea devido a sua localização está sujeita a diversos traumas que em muitos casos necessitam reparação cirúrgica. Úlcera indolente de córnea caracteriza-se por uma erosão superficial e persistente normalmente decorrente de defeitos de adesão do epitélio corneano ao estroma adjacente. Inúmeras técnicas têm sido propostas para o tratamento desta afecção incluindo debridamento com broca de diamante. A broca de diamante tem sido empregada em humanos e cães para tratamento de úlcera indolente de córnea. Objetiva-se relatar o uso de broca de diamante para o tratamento de úlcera indolente de córnea em um potro. Um equino, com dois meses de idade, da raça Quarto de Milha, fêmea, foi encaminhado ao Serviço de Oftalmologia Veterinária da UFRGS apresentando desconforto ocular. Ao exame oftálmico observou-se fotofobia, blefarospasmo, secreção ocular e úlcera de córnea central com bordos desprendidos com cerca de 6 mm de diâmetro no bulbo do olho esquerdo. O bulbo do olho direito apresentava-se sem alterações. Foi indicado com o tratamento com uso de broca de diamante utilizando-se contenção física e anestésico tópico. Utilizando-se a broca de diamante foi removido o epitélio da área comprometida até 2 mm além da borda da lesão. Prescreveu-se colírio de tobramicina 0,3%, a cada 6 horas, durante 15 dias e colírio a base de flurbiprofeno sódico, a cada 6 horas durante 15 dias. Além disso, sulfato de atropina a 1% a cada 24 horas durante 3 dias. Não foram observadas complicações durante o procedimento. Após dez dias, a coloração com fluoresceína foi negativa. Não houve recidiva da úlcera durante um período de seis meses de observação. Pode-se concluir que a broca de diamante foi eficaz no tratamento de úlcera indolente de córnea em um equino.

Palavras-chave: úlcera de córnea, debridamento, equino.

Key words: corneal ulcer, debridment, horse.

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.CARACTERIZAÇÃO DE CÁLCULOS VESICAIS EM COELHOS (ORYCTOLAGUS CUNICULUS)

SUBMETIDOS A ALO-TRANSPLANTE PARCIAL DE VESÍCULA URINÁRIA

Characterization of bladder stones in rabbits (Oryctolagus cuniculus) underwent partial alo-transplant urinary

bladder

PINTO FILHO, S.T.L. 1* ; DALMOLIN, F. 1 ; PINHO, R.M. 2 ; OLIVEIRA, M.T. 1 ; FELIN, D.F. 2 ; ROSA, M.P. 3 ;

FARIA, K.L. 2 ; VARGAS, A.R. 2 ; DAMIÃO, G.K. 3 ; BRUN, M.V. 4 ; LOPES, S.T.A. 4 ; ANDRADE, C.M. 4 , GODOY, C.L.B. 4 , PIPPI, N.L. 4

1 Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil. *Autor para correspondência. Rua João Batista da Cruz Jobim, 115/203 Santa Maria, RS. Cep. 97060-330. E-mail:

2 Programa de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde, UFSM.

3 Curso de Medicina Veterinária, UFSM.

4 Departamento de Clínica de Pequenos Animais, UFSM.

A urina é uma solução estável e qualquer variação no grau de saturação, do pH urinário e concentração dos inibidores

da cristalização pode alterar o equilíbrio existente e dar origem a urolitíase. A susceptibilidade do coelho para

alterações no trato urinário inferior é muitas vezes atribuída a um excesso de cálcio ingerido na dieta, uma vez que já

está comprovado que o excesso de cálcio leva a uma hipercalcemia, hipercalciúria e formação de depósitos de cálcio

na urina. Mas, apesar do metabolismo único do cálcio ser um grande fator predisponente para a doença, é necessário

ter em atenção que existem outros fatores que predispõem a alterações urinárias. O objetivo deste trabalho é

caracterizar os cálculos vesicais encontrados em coelhos submetidos a alo-transplante parcial de vesícula urinária.

Foram utilizados 25 coelhos adultos, fêmeas, clinicamente saudáveis, as quais foram divididas em dois grupos e

submetidas à cistectomia de aproximadamente 30% da bexiga, sendo operadas aos pares, fazendo a troca dos enxertos

entre si. O retalho era suturado junto a bexiga remanescente do outro animal em plano único, com fio absorvível de

poliglactina 910 5-0 em padrão contínuo simples, de modo sero-submucoso. O GI (12 animais) foi tratado com

ciclosporina (10mg/kg), via IV durante o período de avaliação de até 30 dias e o GII (13 animais) tratado com alo-

enxerto de células tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo (ADSCs) de coelhos, em dose única aplicada

lateralmente a sutura vesical durante a cirurgia, com o mesmo período de avaliação do GI. Ambos os tratamentos eram

utilizados com o objetivo de evitar a rejeição do enxerto vesical. A análise dos cálculos foi realizada com o Kit para

Análise de Cálculo K008 ® (Bioclin/Quibasa). Os resultados demonstraram que 58,3% (7/12) dos animais do GI

apresentaram cálculos vesicais, sendo que no GII somente 38,5% (5/13) apresentaram. Em ambos os grupos a

composição dos urólitos foi variada, sendo encontrados carbonato, fosfato, cálcio, magnésio, amônio, urato e

cistina. Não foi encontrado em nenhum dos grupos estudados oxalato na composição dos urólitos. De acordo com os

resultados encontrados neste estudo concluí-se que os animais tratados com ADSCs produziram menor quantidade de

cálculos vesicais quando comparados aos tratados com ciclosporina no período estudado.

Palavras-chave: urolitíase, cirurgia, ciclosporina, CTM.

Key words: urolitiasis, surgery, cyclosporine, MSC.

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CERATOMA DO COXIM EM UM ÃO CERATOMA CUSHIONS IN A DOG

MARTINI, A. C. 1* ; GOUVEIA, M. C. P. 2 ; MENEGASSI, C. C. 3 ; SILVA JÚNIOR, J. L. Q. 3 ; ARRUDA, F. P. 4 ; PESCADOR, C. A. 5 ; SOUZA, R. L. 5

1 Doutoranda em Ciências Veterinárias, Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 2367, 78060-900, Boa Esperança, Cuiabá, MT, Brasil, *autor para correspondência:

andresa.martini@hotmail.com, 2 Graduando do curso de Medicina Veterinária, UFMT, 3 Pós-graduanda em

residência Médica Veterinária UFMT Cuiabá MT; 4 Mestrando em Ciências Veterinárias, UFMT Cuiabá

MT; 5 Professor adjunto do curso de Medicina Veterinária, UFMT Cuiabá MT.

O ceratoma do coxim consiste em um tumor tegumentar benigno localizado no estrato córneo epidérmico que acomete

superfícies palmares ou plantares de coxins digitais metacarpianos ou metatarcianos, também conhecido como

ceratoderma, tiloma ou tilose, é decorrente de atrito e pressão crônicas em regiões onde há tecido mole

insuficiente entre pele e osso subjacente, levam à dor e claudicação. Esse tumor acomete cães de meia-idade,

normalmente cães de corrida ou cães com sobrepeso. As lesões apresentam-se como placas e nódulos circulares firmes

e bem definidos de hiperceratose compacta que se projeta sobre a superfície tegumentar. O objetivo deste trabalho é

relatar um caso de ceratoma de coxim plantar em um cão, descrevendo seus aspectos clínicos, etiopatogênicos e

terapêuticos. Foi atendida pelo serviço de clínica-cirúrgica do hospital veterinário da Universidade Federal de Mato

Grosso uma cadela, sem raça definida, de dez anos, pesando 8,3 Kg, score de sobrepeso evidente e rotina

sedentária. Apresentava- se hígida ao exame clínico, contudo evidenciou-se lesões irregulares, de aspecto nodular e

ulceradas no terceiro dígito do membro pélvico esquerdo, claudicação e dor a palpação na região acometida. Ao

exame radiográfico denotou-se edema de tecidos moles sem acometimento ósseo. Realizou-se à avaliação pré-

anestésica (hemograma completo, perfil renal, hepático, radiografia torácica e eletrocardiograma), não evidenciando

contra- indicações cirúrgicas. Por apresentar comprometimento na marcha, associada a severidade das lesões no coxim

e interdígitos, essa paciente foi submetida à osteotomia do terceiro dígito do membro pélvico esquerdo e o dígito

extirpado submetido à análise histológica que evidenciou hiperceratose acentuada, acantose e projeções epidermais que

se estendiam à derme e reação granulomatosa acentuada na camada papilar, confirmando a suspeita diagnóstica de

ceratoma do coxim. O prognóstico do ceratoma do coxim é variável, dependendo da gravidade da lesão e da

cronicidade. Animais que permanecem expostos a atrito e pressão ou com terapia negligenciada, tornam-se

predispostos a evolução maligna. A osteotomia do dígito é indicada visto que apenas a excérese do nódulo, acarreta

recidivas em aproximadamente 20 meses.

Palavras-chave: calos, estrato córneo, tumores epiteliais.

Key words: callus, stratum corneum, epithelial tumors

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COLECTOMIA PARCIAL PARA TRATAMENTO DE MEGACÓLON SECUNDÁRIO À FORMAÇÃO DE CALO ÓSSEO INTERVERTEBRAL EM FELINO

Subtotal colectomy for megacolon treatment due to intervertebral periosteal callus in feline patient VOORWALD, F.A. 1* ; FRIOLANI, M. 2 ; TIOSSO, C.F. 2 ; SANTOS, I.R.C. 3 ; TONIOLLO, G.H. 4

1 Docente Depto. Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Faculdade Integrado de Campo Mourão; 2 Doutorando do Programa de Pós-graduação em Cirurgia Veterinária, FCAV/UNESP; 3 Médica Veterinária Autônoma; 4 Docente Depto. Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal, FCAV/UNESP. *autor para correspondência:

O megacólon é caracterizado por dilatação acentuada do cólon, que compromete seu peristaltismo e motilidade,

resultando em constipação e coprostase. Tem origem congênita ou adquirida, traumática, mecânica, metabólica, neurológica, tumoral, comportamental, endócrina ou idiopática. A retenção fecal e distensão colônica por períodos prolongados, resulta em desidratação e solidificação das fezes, devido à contínua absorção de água e toxinas

bacterianas das fezes retidas, resultando em fecaloma e alterações irreversíveis na musculatura e nervos colônicos. Objetiva-se relatar o caso de um felino, SRD, um ano de idade, 2,5kg, com queixa de anorexia, apatia, obstipação, retenção urinária e paralisia de membros pélvicos após atropelamento, há 10 meses. Ao exame clínico detectou-se desidratação, dor à palpação abdominal, cólon distendido com consistência firme, vesícula urinária repleta, paralisia de membros pélvicos e ausência de sensibilidade dolorosa. Os exames laboratoriais resultaram em anemia normocítica normocrômica e aumento da creatinina e uréia séricas. Ao exame radiográfico observou-se fratura de T12

e T13, proliferação óssea e aumento da radiopacidade em canal medular entre T12-T13, cólon impactado

distendido por material fecal e repleção vesical exagerada. O diâmetro do cólon superava a medida de duas vezes a largura do corpo da 7ª vértebra lombar, confirmando diagnóstico de megacólon e fecaloma, secundário à compressão medular. Na laparotomia exploratória constatou-se cólon dilatado com 5cm de diâmetro, com conteúdo solidificado e inércia colônica. Realizou-se colotomia para remoção das fezes, ligadura e transecção dos vasos cólico direito, médio cólico e mesentérico caudal, seguida de colectomia parcial preservando-se válvula ileocólica, 1cm do cólon ascendente e descendente, com correção da disparidade de tamanho luminal por angulação da transecção. Realizou-se anastomose término-terminal ileocólica por meio de sutura padrão simples interrompido não perfurante total, com fio poliglecaprone25 4-0. Após lavagem da anastomose e cavidade abdominal, procedeu- se omentalização da sutura, síntese da cavidade abdominal, redução subcutânea e dermorrafia. No pós-operatório, o paciente apresentou episódios de diarréia intercalados de fezes amolecidas, que cessou dez dias após a colectomia. A monitoração durante 30 dias de pós-operatório fez-se necessária, devido ao maior tempo para cicatrização colônica, secundário à alta atividade da colágenase na submucosa desta porção intestinal, que pode comprometer a evolução cicatricial. A abordagem cirúrgica da coluna vertebral não foi realizada, devido à ausência crônica de sensibilidade dolorosa nos membros pélvicos, indicando lesão nervosa irreversível. A retenção fecal e urinária pode ser atribuída à formação de calo ósseo e compressão medular entre T12-T13, comprometendo inervação

parassimpática colônica e simpática vesical. A colectomia parcial foi eficaz para tratamento do megácolon pós- traumático do paciente, e a denervação do esfíncter uretral por transecção dos nervos pudendo e hipogástrico, é recomendada para possibilitar o esvaziamento vesical. Entretanto, o manejo da bexiga neurogênica pós-traumática é um desafio para os cirurgiões, e novos procedimentos minimamente invasivos, como a esfincterotomia endoscópica uretral, devem ser aprimorados para garantir melhor qualidade de vida para esses pacientes. Palavras-chave: Colectomia, megacólon, fecaloma, felino, bexiga neurogênica Keywords: Colectomy, megacolon, feline, neurogenic bladder

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COLICISTECTOMIA PARA TRATAMENTO DE ADENOMA PAPILIFORME DA VESÍCULA BILIAR - RELATO DE CASO COLICISTECTOMY AS TREATMENT OF PAPILIFORM GALLBLADDER ADENOMA CASE REPORT

BONFADA, A.T. 1 ; CAIRES, L.P. 2 ; MARTINS, T.B. 3 ; DÓREA NETO, F.A. 4 ; SCHAFFER, D.H. 5 ; DE NARDI, A.B. 6

1 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (UNESP),Campus de Jaboticabal, SP e docente do curso de Medicina Veterinária da UNIME, Lauro de Freitas-BA,. Email: adamasb@yahoo.com.br

2 Aprimoranda do Programa de Aprimoramento em Cirurgia Veterinária da UNIME, Lauro de Freitas-BA.

3 Discente do curso de Medicina Veterinária, UNIME, Lauro de Freitas.

4 Docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador.

5 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal dos Trópicos UFBA, Salvador.

6 Docente do Programa de Pós-graduação em Cirúrgica Veterinária, UNESP,Campus de Jaboticabal, SP

Os adenomas de vesícula biliar são neoplasias relativamente raras, descritas em cães e ovinos, porém mais encontrado em bovinos jovens. Objetiva-se com este trabalho descrever o diagnóstico e tratamento de um caso de adenoma papiliforme na vesícula biliar de um canino. Foi atendido no Hospital Veterinário, um canino, fêmea, da raça Poodle, com 12 anos de idade, apresentando histórico de nódulo ulcerado em mama. Ao exame físico, o animal apresentava abdômen levemente distendido, além da neoplasia em cadeia mamária. Os exames de radiografia de tórax em três incidências, hemograma, dosagem sanguínea de ureia e creatinina estavam sem alterações dignas de nota. No entanto, a alanina transaminase e a fosfatase alcalina, apresentaram-se com níveis elevados. Ao exame ultrassonográfico, identificou-se presença de uma massa cística com conteúdo e celularidade em região cranial ao rim direito. Com estes resultados, procedeu-se a realização de laparotomia exploratória, sendo observado aumento de volume em vesícula biliar, com presença de conteúdo denso e espesso. Após tentativa de esvaziamento manual sem sucesso, optou-se pela realização de colecistectomia. A vesícula biliar removida foi submetida à avaliação histopatológica. Na análise o epitélio exibia transformação neoplásica com formação de múltiplas projeções papiliformes curtas e intraluminais, apoiadas em estroma fibrovascular e revestidas por camada única ou dupla de células poliédricas bem diferenciadas, além de anisocariose e anisocitose leves, sem evidência de figuras mitóticas. Diante dessas características, foi diagnosticado adenoma papiliforme na vesícula biliar. O pós- operatório imediato transcorreu sem complicações, e não houve presença de sinais de complicações e recidivas decorridos 400 dias da cirurgia. Pode-se concluir que a colecistectomia foi fundamental para o diagnóstico e tratamento de adenoma papiliforme em uma cadela de 12 anos.

Palavras- chave: obstrução biliar, lama biliar, doença hepática.

Keywords: Adenoma Papiliforme, cholecystectomy, gallbladder.

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COMPARAÇÃO DA PERDA CELULAR ENDOTELIAL APÓS A REALIZAÇÃO DE DUAS ETAPAS

DISTINTAS DO PROCEDIMENTO DE DSEK EM BULBOS OCULARES DE SUÍNOS

Comparison of endothelial cell loss after performing two different steps of the DSEK in eyes of swine

ALBUQUERQUE, L.¹; PIGATTO, J.A.T. 1

1 Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Uma córnea translúcida é fundamental para a manutenção visual. A falência endotelial pode ser considerada uma das

principais causas de perda da transparência corneana. Nessas situações o transplante endotelial é considerado uma

ótima alternativa para tratamento das desordens do corneanas. No entanto, ao consultar a literatura não foram

encontradas referências identificando em qual momento da cirurgia de transplante lamelar posterior ocorre maior dano

às células endoteliais do botão doador. Objetivou- se avaliar e comparar as repercussões de duas etapas do transplante

lamelar posterior sobre o endotélio da córnea de suínos utilizando a microscopia eletrônica de varredura. Utilizaram-se

30 bulbos oculares de 20 suínos, mestiços (1/2 Large White ½ Landrace), machos, com seis meses de idades e com

peso médio de 100 kg. Os bulbos oculares foram oriundos de suínos após o abate humanitário realizados em um

frigorífico local. Foram designados dois grupos experimentais. No G1 constituído por 10 bulbos oculares, foi avaliado

o

dano ao endotélio da córnea após a confecção do botão doador. No G2, formado por 20 bulbos oculares, foi avaliado

o

dano ao endotélio da córnea após a inserção do botão doador no leito receptor utilizando introdutor de Busin. Perdas

celulares ocorreram e variaram de acordo com o grupo estudado. A perda endotelial média do G1 foi 8,41% e no G2

17,31%. As diferenças foram estatisticamente significativas entre os grupos estudados. No presente estudo e nas

condições experimentais realizadas foi possível concluir que a inserção do botão doador induziu maiores danos ao

endotélio corneano de suínos, comparativamente à sua criação.

Palavras-chave: Ceratoplastia endotelial, transplante de córnea, endotélio da córnea

Key words: Endothelial Keratoplasty, corneal transplant, corneal

endothelium

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COMPARAÇÃO DAS TÉCNICAS DE OSTEOTOMIA PARA AVANÇO DA TUBEROSIDADE TIBIAL (TTA) E NIVELAMENTO DO PLATÔ TIBIAL (TPLO) PARA CORREÇÃO DE RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL EM CÃES COM O SISTEMA DE BAROPODOMETRIA

Márcio Poletto Ferreira 1 ; Cássio Ricardo Auada Ferrigno 2 ; Alexandre Navarro Alves de Souza 1 ; Daniela Fabiana Izquierdo Caquias 3 e Adriana Valente de Figueiredo 4

A ruptura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) é uma das principais afecções ortopédicas em pequenos animais, existindo mais de cem técnicas para tratamento desta afecção em cães, porém o tratamento ideal para esta condição ortopédica permanece indeterminado. A falha ou resultados indesejados comumente observados após o tratamento com os procedimentos tradicionais de estabilização passiva, promoveu incentivo para o desenvolvimento de abordagem alternativa para a instabilidade do joelho. Nas últimas décadas, foram desenvolvidas técnicas que evitam a movimentação anormal do joelho por conseguir estabilidade dinâmica através da alteração da geometria óssea e, dentre elas, destacam-se as técnicas de osteotomia para nivelamento do platô tibial (TPLO) e a osteotomia para avanço da tuberosidade tibial (TTA), como sendo as mais utilizadas atualmente. São poucos os estudos clínicos que avaliam o joelho e sua funcionalidade após as cirurgias de TPLO e TTA. O apoio precoce do membro no pós-operatório é uma das principais vantagens da TPLO e TTA, e este apoio pode ser avaliado de forma subjetiva (tabela com graus de claudicação), mas a análise cinética do movimento em plataforma de pressão destaca-se por proporcionar mensuração objetiva do uso do membro durante a deambulação. O objetivo deste trabalho é comparar as técnicas de osteotomia para avanço da tuberosidade tibial (TTA) e osteotomia para nivelamento do platô tibial (TPLO) na estabilização de joelhos de cães com ruptura de ligamento cruzado cranial, por avaliação subjetiva e objetiva através da análise em plataforma de pressão (baropodometria). Foram avaliados 27 cães adultos acima de 20 quilos e com RLCCr unilateral, submetidos aos procedimentos de TTA (12 cães) ou TPLO (15 cães). Estes pacientes foram avaliados no período pré- operatório e aos 14, 30, 60 e 90 dias de pós- operatório com tabela de graduação da claudicação (dois Médicos Veterinários), escala de análise visual (deambulação pelo proprietário), exames radiográficos mensais (consolidação da osteotomia), tabela de graduação da recuperação do uso do membro (proprietário) e apoio em plataforma de pressão (baropodometria). Os animais foram separados nos grupos de acordo com a angulação do platô tibial (APT) e, baseado na recomendação clínica, foi utilizado TPLO para qualquer APT e TTA para APT de até

27 o . Em ambos os grupos foi observada recuperação funcional do membro operado estatisticamente

significativa, tanto nas avaliações subjetivas, como na avaliação objetiva em plataforma de pressão. Não não houve diferença entre os grupos na recuperação do apoio do membro com RLCCr. Conclui-se que os procedimentos cirúrgicos de TPLO e TTA foram eficientes em promover melhora do apoio em cães com ruptura do ligamento cruzado cranial unilateral.

Palavras-chave: Osteotomia. Cinética. Canino. Ortopedia. Key words: Osteotomy. Kinetic. Canine. Orthopaedic

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CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ESTENOSE ESOFÁGICA POR PERSISTÊNCIA DE ARCO AÓRTICO

DIREITO EM DOIS FELINOS

SURGICAL CORRECTION OF ESOPHAGEAL STENOSIS BY RIGHT AORTIC ARCH PERSISTENCE IN TWO CATS

FREITAS, I. B. 1 , MARKS, A. 1 , MARTINS, R.C. 1 , DUTRA, L.H. 1 , SANTALUCIA, S. 2 FERANTI, J. P. S. 2 , KREBS, T. 2 , SCHOSSLER, J.E.W. 3 , RAISER, A.G. 3

1 Programa de Residência em Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Camobi, Santa Maria, RS 97105-900, Brasil. E-mail: itallobf@gmail.com

2 Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, UFSM.

3 Professor Doutor Titular do Departamento de Pequenos Animais, UFSM.

A Persistência de arco aórtico direito (PAAD) caracteriza-se por uma anomalia congênita do anel vascular que promove

estreitamento extraluminal esofágico e, consequentemente, dilatação esofágica parcial, tendo como principais sinais

clínicos regurgitação, dificuldade respiratória e emagrecimento. Está alteração é rara em felinos, dessa forma, relatam-

se dois casos de persistência do arco aórtico direito em gatos sem raça definida, um macho e uma femea, da mesma

ninhada, com 2 anos de idade, 3kg, que evidenciavam episódios de regurgitação recorrente do conteúdo alimentar semi-

digerido e, esporadicamente, diarreia. O proprietário relatou aumento de volume, na região cervical, pós prandial, que

após massagem desaparecia. Ao exame físico o paciente encontrava-se ativo, bom estado nutricional, adequadamente

hidratado e mucosas normocoradas. Os animais foram subemtidos a radiografia simples e contrastada, que demonstrou

dilatação esofágica parcial e cranial à silhueta cardíaca sugestivo de anomalia de anel vascular. Com base no histórico,

sinais clínicos e achados radiográficos, o diagnóstico presuntivo foi de dilatação esofágica secundária a anomalia de

anel vascular. cada um dos pacientes foi submetido a toracotomia exploratória para confirmação diagnóstica e

tratamento. Foi administrada cefalexina 30 mg.kg -1 , como profilaxia antimicrobiana, 30 minutos antes da intervenção

cirúrgica. O acesso foi realizado pelo quarto espaço intercostal esquerdo, sendo identificada dilatação esofágica e anel

constritor (constatando-se persistência do arco aórtico direito). Realizou-se divulsão e exposição do ligamento arterioso

com pinça mixter, efetuada dupla ligadura (uma junto à aorta e outra junto à artéria pulmonar), com fio polipropileno

3-0, seguida de secção do ligamento com tesoura de Potts. A dilatação da área estenótica foi desfeita com a passagem

oroesofágica de uma sonda de Folley nº 22 cujo balonete foi posicionado caudal à estenose, insuflado e recuado

cranialmente, o que favoreceu, também o esvaziamento do esôfago cranial. A toracorrafia consistiu em aproximação

das costelas com mononáilon-0, miorrafia do escaleno, serrátil ventral e grande dorsal com poligalactina 3-0, em

padrão contínuo e sutura da pele com mononáilon 4-0, padrão Wolff. Como terapia pós-operatória instituiu-se a

administração de tramadol 3mg.kg -1 , TID, por 3 dias, dipirona 25mg.kg -1 , BID, 5 dias, e meloxicam 0,1 mg.kg -1 , SID, 2

dias. A alimentação foi fornecida já no mesmo dia da intervenção cirúrgia, com ração pastosa, em pequenas

quantidades, e o paciente mantido internado nas primeiras 24 horas para observação, recebendo alta após esse período.

Não houve nenhuma alteração de vômito ou regurgitação nos 60 dias de acompanhamento pós-operatório. Conclui-se

então que a intervenção cirúrgica é procedimento que define o tipo de anomalia vascular e permite sua correção.

Palavras-chave: toracotomia, anomalia, ligamento arterioso, regurgitação, cirurgia.

Key words: thoracotomy, anomaly, arteriosus ligament, regurgitation, surgery.

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CORREÇÃO DE FRATURA DE CRISTA TIBIAL APÓS AVANÇO DA TUBEROSIDADE TIBIAL (TTA) COM TÉCNICA DE TTA MODIFICADA.

CORRECTION OF FRACTURE TIBIAL CREST AFTER TIBIAL TUBEROSITY ADVANCEMENT (TTA) WITH TTA MODIFIED TECHNIQUE.

Gianuzzi, L.L. 1 ; Prada, T.C 2 .; Minto, B.W 3

1-

Graduando do 8 período da Universidade Metodista de São Paulo

2-

Mestrando do serviço de ortopedia e neurocirurgia da FCAV- Unesp Jaboticabal

3-

Professor do departamento de clínica e cirurgia veterinária da FCAV- Unesp Jaboticabal

Resumo As osteotomias corretivas são técnicas desafiadoras que exigem treinamento especializado e aquisição de materiais específicos. Apesar disso, elas têm sido cada vez mais utilizadas e estudadas na rotina clínica veterinária no mundo. Diversas variações quanto ao modelo e à técnica de aplicação vem sendo desenvolvidas e aperfeiçoadas, em busca do aperfeiçoamento da técnica cirúrgica e desenvolvimento de implantes mais acessíveis para aquisição. O avanço da tuberosidade tibial (TTA) consiste na estabilização do platô tibial perpendicular ao tendão patelar por meio do avanço da tuberosidade tibial. Embora a TTA seja atualmente uma das principais técnicas cirúrgicas para a correção da RLCCr, esta não esta livre de complicações como rompimento de menisco, fraturas tibiais, luxação patelar medial, artrite asséptica, granulomas e até mesmo rejeição do implante. Nosso objetivo é relatar uma correção cirúrgica para a complicação de fratura de crista tibial após realização da TTA. O relato trata-se de um cão com diagnóstico confirmado de ruptura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) que foi operado utilizando a técnica de TTA. Após 3 dias de cirurgia o proprietário nos relatou que o animal estava com o apoio do membro operado próximo do normal, porém após 5 dias da cirurgia o animal retornou ao hospital com histórico de trauma assistido no dia anterior e edema generalizado do membro. Após um exame radiográfico constatou-se uma fratura proximal de crista tibial, no local de inserção do parafuso mais proximal da placa. O animal foi encaminhado novamente para cirurgia e foi utilizada uma variação da técnica de TTA. Realizou-se a retirada do cage que foi substituído por um enxerto de asa ilíaca em forma de cunha com o mesmo diâmetro da base do cage (9mm) e 3 parafusos corticais de 3,5mm com o comprimento de 40 mm, sendo o mais proximal inserido primeiramente estabilizando a crista junto com o enxerto e os outros dois foram inseridos após a remoção da placa com o intuito de estabilizar por total a crista da tíbia. Ao final do procedimento cirúrgico foi realizado o teste de compressão tibial, que se apresentou negativo. Concluímos que tal variação realizada foi capaz de substituir a técnica original com sucesso.

Palavras-chave: TTA, ruptura do ligamento cruzado cranial, joelho, osteotomias, platô tibial.

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CRIPTORQUIDECTOMIA BILATERAL VIDEOLAPAROSCÓPICA EM FELINO - RELATO DE CASO

VIDEOLAPAROSCOPIC BILATERAL CRYPTORCHIDECTOMY IN FELINE - CASE REPORT

1 SANTOS, B.S.; 1 TORRES, V.N.; 1 CUNHA, R.F.; 1 MOTTIN, T.S.; 1 BARCELLOS, R.R.; 1 SCHERER, S.;

1 SANCHOTENE, N.G.; 1 BECK, C.A.C.

1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Faculdade de Veterinária: Av. Bento Gonçalves,

9090, Porto Alegre, RS, Brasil. Contato: brunalincao@yahoo.com.br Criptorquidia é a ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal devido ao descenso incompleto ou à interrupção no trajeto normal de migração da cavidade abdominal para a bolsa escrotal. Trata-se de uma alteração uni ou bilateral, sendo mais frequente a ocorrência unilateral. Animais criptorquídicos possuem alta probabilidade de tumores testiculares. Na veterinária a orquiectomia é o tratamento de eleição para o criptorquidismo podendo ser realizada pelos acessos convencional, videolaparoscópico ou vídeo-assistido. O presente relato objetiva descrever o diagnóstico de testículos ectópicos intra-abdominais seguido da remoção através da cirurgia videolaparoscópica utilizando a técnica de dois portais. Um felino, macho, de 1 ano de idade, com 3,2 kg de massa corpórea, sem raça definida (SRD) foi encaminhado ao Serviço de Endoscopia e Videocirurgia do Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para a realização de uma laparoscopia exploratória, pois existía a suspeita de que o anial fosse criptorquida. Ao exame clínico, verificou-se através de palpação digital do saco escrotal a ausência de ambos testículos. No exame ultrassonográfico abdominal não houve a confirmação de que os testículos fossem ectópicos, por conseguinte, foi indicada a laparoscopia exploratória para a realização do diagnóstico

e possível tratamento. O procedimeto cirúrgico iniciou com uma incisão de aproximadamente 0,5 cm de

comprimento, 1 cm cranial à cicatriz umbilical. Após acessada a cavidade abdominal, o trocáter de 5 mm foi introduzido, o pneumoperitônio com pressão de 10 mmHg foi instituído e a ótica de 4 mm de diâmetro com ângulo de visão de 0º foi introduzida. Sob visualização, foi determinado o local para a colocação do segundo trocáter de 5 mm, localizado na linha média ventral, 1 a 2 cm cranialmente ao último par de mamas. A cânula foi utilizada para a inserção das pinças de Reddick-Olsen e do eletrocoagulador bipolar, sendo, assim, denominado de portal de trabalho. Foi realizada a inspeção da cavidade abdominal e a posterior localização de dois testículos ectópicos, os quais foram

fixados à parede abdominal através de sutura transparietal, para a posterior cauterização e secção dos vasos testiculares

e do ducto deferente. Posteriormente, realizou-se a remoção dos testículos criptorquídicos pelo portal de trabalho.

A ótica e o primeiro trocáter foram retirados e o CO 2 remanescente foi drenado. A síntese das incisões foi realizada em

três planos, sendo a pele realizada com náilon e a musculatura e o subcutâneo com ácido poliglicólico. A metodologia aplicada mostrou-se eficaz, constituindo uma importante abordagem na clínica cirúrgica de pequenos animais. A escolha pela técnica com dois portais objetiva minimizar o trauma cirúrgico pela redução do número de portais e

consequente minimização da lesão tecidual. Verificou-se que a técnica pode ser utilizada com sucesso para o diagnóstico e terapêutica nos casos de criptorquidismo bilateral em gatos, com as possíveis vantagens que o acesso demonstra em relação à cirurgia convencional, como menor lesão à parede e estruturas abdominais, menor desconforto e dor no pós-operatório.

Palavras-chave: felino, criptorquidismo bilateral, cirurgia videolaparoscópica.

Key Words: feline, bilateral cryptorchidism, videolaparoscopic surgery.

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DENS IN DENTE BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CÃO: RELATO DE CASO

CASE REPORT: DENS IN DENT BILATERAL IN FIRST MOLAR-MANDIBULAR IN DOGS

SILVA, P.H.S.¹; ABDALLA, S.L.²; MARQUES, J.L.R. 3 ; CAMPOS, A.C.S. 3 ; MARTINS, T.C. 3 ; SILVA, M.F.A.,

1 Residente em Medicina Veterinária da UFF, palomahelena.vet@gmail.com 2 MV Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas 3 Acadêmica de Medicina Veterinária da UFRRJ 4 Professor Associado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

O termo dens in dente, também denominado dens invaginatus, é utilizado para definir uma anomalia de

desenvolvimento (malformação) de dentes resultante de invaginação da papila durante o desenvolvimento dentário. Observa-se profunda invaginação de esmalte e dentina, podendo se estender desde a coroa até o ápice da raiz dentária. Normalmente é bilateral. O animal pode apresentar grandes lesões peri-apicais ao raio-x, e podem ser observados sinais clínicos de dor, hiporexia e fístulas sub-mandibulares. O diagnóstico pode ser clínico e radiográfico. O aspecto clínico

da

morfologia da coroa afetada pode variar de normal a uma forma incomum, a depender do tamanho da invaginação;

no

aspecto radiográfico, o esmalte aparece bem delineado dando a impressão de “um pequeno dente dentro de

outro”. Como tratamento pode-se optar pelo endodôntico convencional ou extração dentária. O presente estudo tem como objetivo relatar o caso de um animal com má formação dentária, Dens in dente, da espécie canina, fêmea, raça Lhasa-apso, com 6 anos de idade e histórico de halitose, normorexia e fratura dentária. Foi levada ao Serviço de Odontologia do Hospital Veterinário Cães e gatos 24 horas para profilaxia oral e, durante a inspeção de cavidade, sem anestesia, foi observado apenas acúmulo de cálculo e fratura completa do segundo incisivo maxilar esquerdo. No dia do tratamento odontológico sob anestesia geral inalatória foi realizada a extração da raiz do segundo incisivo maxilar esquerdo, além de raspagem e polimento. Após o tratamento periodontal, com auxílio de um

explorador foram observadas lesões de invaginação de esmalte, características de dens in dente, nas coroas, próximas às furcas dos dentes primeiros molares mandibulares direito e esquerdo. Para concluir o diagnóstico foram realizadas

radiografias intra-orais, nas quais observou-se lise óssea ao redor das raízes dentárias, indicando lesão peri-apical, raízes convergentes e presença de áreas de maior radiopacidade impedindo visualização da morfologia da câmara pulpar, definindo-se o diagnóstico de dens in dente. Após fechado o diagnóstico foi sugerido ao proprietário duas possibilidades de tratamento, endodôntico convencional ou extração dentária, o proprietário optou pelo tratamento de extração dos dentes acometidos pela malformação. Após 10 dias houve boa cicatrização gengival, melhora na ingestão

de alimentos secos e na mastigação, o que sugeriu a possibilidade de existir dor anteriormente, sinal clínico não

relatado antes pelo proprietário. Neste caso a precocidade do diagnóstico, com auxílio dos exames clínico-físico e radiográfico sob anestesia geral inalatória, e a exodontia como tratamento de escolha, propiciaram ao animal melhoria

na qualidade de vida, pois caso as lesões peri-apicais evoluíssem, o cão correria o risco de apresentar fístulas sub-

mandibulares e de fratura patológica de mandíbula, devido à grande área de osteólise que ocorre ao redor das raízes na maioria dos casos de dens in dente.

Palavras-chave: dente; cães; dens invaginatus Key-words: tooth; dogs; dens invaginatus

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DENS INVAGINATUS BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CADELA - RELATO DE CASO

DENS INVAGINATUS BILATERAL IN MOLAR - MANDIBULAR IN DOG - CASE REPORT

MARQUES, J.L.R. 1 ; MARTINS, T.C. 1 ; CAMPOS, A.C.S. 1 ; ABDALLA, S.L. 2 ; SILVA, M.F.A. 3 1 Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da UFRRJ, julianamarques.vet@gmail.com

2 MV Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas

3 Professor Associado do Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária da UFRRJ

O termo dens in dente, também denominado dens invaginatus, é utilizado para designar alteração no desenvolvimento

estrutural do elemento dental, descrito pela invaginação da papila dental que começa na coroa e frequentemente se estende para a raiz, antes da calcificação primaria. O presente trabalho relata um caso de uma cadela, SRD, com quatro anos de idade atendida no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas, com histórico de halitose e encaminhada ao serviço de odontologia para profilaxia e limpeza oral. À inspeção da cavidade oral, sem anestesia, observou-se apenas acúmulo de cálculo. No dia do tratamento odontológico sob anestesia geral inalatória foram visualizados aumentos de volume circulares com 2mm de diâmetro caracterizando-se como fístulas em linha muco gengival na região alveolar da raiz mesial do primeiro molar mandibular direito e na raiz distal do primeiro molar mandibular esquerdo, além de presença de invaginações em esmalte na face vestibular próximas às furcas dos dentes. Para concluir o diagnóstico foram realizadas radiografias intra-orais do primeiro molar mandibular esquerdo e do primeiro molar mandibular direito, nas quais foram observados halos de osteólise ao redor das raízes de ambos os dentes, com raízes convergentes

e área radiopaca em região coronal, impedindo a visualização da morfologia do canal. O diagnostico final caracterizou-

se por fístulas devido aos abcessos dentários e presença de dens invaginatus. Com base nos achados optou-se pela

realização de exodontia do primeiro molar mandibular direito e primeiro molar mandibular esquerdo, tendo sido observadas em ambos os dentes lesões invaginantes em esmalte e em região de colo dentário, assim como ausência de tecidos vitalizados aderidos à superfície das raízes, demonstrando abcesso dentário. Decorridos 10 dias de tratamento o animal apresentou boa cicatrização gengival e obteve alta. O Médico Veterinário deve realizar exame clínico oral criterioso, e exames complementares como radiografias intra-orais não devem ser negligenciados, para que o

diagnóstico seja o mais precoce possível, como no caso apresentado. Um diagnóstico tardio pode gerar lesões em tecidos adjacentes, intensa osteólise, que pode levar a fratura de mandíbula e/ou maxila. Desta forma a precocidade do diagnóstico é determinante para a escolha e consequente execução do tratamento.

Palavra-chave: fístulas, osteólise, papila gengival, polpa dentária. Keywords: fistula, osteolysis, dental papila, dental pulp

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DENS INVAGINATUS BILATERAL EM PRIMEIRO MOLAR MANDIBULAR EM CADELA: RELATO DE

CASO

CASE REPORT: DENS INVAGINATUS BILATERAL IN FIRST MOLAR-MANDIBULAR BITCH

CAMPOS, A.C.S. 1 ; ABDALLA, S.L. 2 ; MARQUES, J.L.R. 1 ; MARTINS, T.C.²; BOTELHO, R.P. 3 ; SILVA,

M.F.A. 3

¹Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da UFRRJ, carolvetcampos@outlook.com ²MV Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas 3 Professor Associado do Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária da UFRRJ

Dens invaginatus, também chamado de dens in dente, é uma falha no desenvolvimento da estrutura dentária caracterizada por invaginação do órgão do esmalte para o interior do dente. Esta anomalia dental ainda não possui prevalência relatada em cães na literatura. O tratamento desta afecção dentária em cão é adaptado da literatura humana, já que não estão disponíveis diretrizes para o tratamento ideal na literatura médica veterinária; deste modo, de acordo com a classificação clínica e morfológica da afecção, pode ser recomendada a realização de endodontia ou ser necessário o tratamento exodôntico. O presente trabalho relata um caso de dente invaginado em cadela, poodle, 5 anos, atendida no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas (SP). O animal apresentou ferida submandibular do lado direito, em região de primeiro molar mandibular direito, observada há cerca de seis meses. Realizou-se tratamento para a ferida e posteriormente biópsia de pele, com resultado de processo inflamatório. A partir do resultado da biópsia optou-se por avaliação odontológica com o animal anestesiado. O exame odontológico demonstrou presença de invaginações em esmalte na face vestibular próximo às furcas dos dentes primeiros molares mandibulares direito e esquerdo. A paciente foi então submetida a radiografias intra-orais e foram observadas modificações da estrutura dentária dos dentes envolvidos, destacadas por áreas radiopacas em região coronal impedindo visualização da morfologia do canal dos respectivos molares, grandes halos de osteólise ao redor das raízes destes dentes, ligação do meio externo com a polpa dentária do primeiro molar mandibular esquerdo e maior perda óssea em região de ápice da raiz mesial, indicando risco de fratura mandibular. A partir da análise radiográfica intra-oral diagnosticou-se fístula devido a abcesso dentário e mal formação característica de dens invaginatus. O proprietário optou por exodontia ao invés do tratamento endodôntico convencional. A seguir, foram realizados exames pré-operatórios: eletrocardiograma, hemograma e bioquímico, todos dentro dos padrões de normalidade, e a cadela então foi submetida a anestesia inalatória para execução da exodontia dos dentes afetados. Após a cirurgia odontológica notou-se lesões invaginantes em esmalte na região de colo do dente e ausência de tecidos vitalizados aderidos à superfície das raízes demonstrando abcesso dentário. Após 10 dias de tratamento da ferida o animal obteve alta com boa cicatrização, porém recomendou-se cuidados até remodelação óssea, devido ao risco de fratura mandibular. É relevante que o médico veterinário realize o exame clínico oral minucioso de cães, sob anestesia, evitando assim, o agravamento de afecções dentárias que podem ser negligenciadas em um exame superficial, e consequências como a fragilidade óssea descrita neste relato de caso. Para isso, o estabelecimento de diagnósticos precisos da cavidade oral e afecções dentárias se torna fundamental, o que somente poderá ser alcançado através do conhecimento das possíveis alterações dentais.

Palavras-chave: Dente, fístula, osteólise, abcesso dentário.

Keywords: Tooth, fistula, osteolysis, dental abscesso

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DERMÓIDE: ESTUDO RETROSPECTIVO DE 22 CASOS EM CÃES DE 2000 A 2013

DERMOID: A REVIEW OF 22 CASES IN DOGS FROM 2000 TO 2013

GANDOLFI, M.G. 1 ; GUBERMAN, Ú.C. 1 ; PERCHES, C.S. 1 ; MERLINI, N.B. 1 ; BARROS, R. 1 ; PARDINI, L.M.C. 1 ; RANZANI, J.J.T. 1 ; BRANDÃO, C.V.S. 1

1 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho”, Campus Botucatu.

Dermóide é o crescimento excessivo, focal e circunscrito de um tecido microscopicamente normal em um local inapropriado, sendo mais comum o comprometimento da córnea e conjuntiva. Este tecido pode ser constituído de epitélio queratinizado, epiderme, gordura, glândula sebácea, folículo piloso, vasos sanguíneos, tecido fibroso e até cartilagem, apresentando pelos a partir de sua superfície. Essa afecção tem caráter congênito e pode apresentar crescimento lento. Objetivou-se com este estudo avaliar a incidência de dermóide e as características epidemiológicas dos cães acometidos. Para isso foi realizado um levantamento retrospectivo dos casos de dermóide em cães atendidos no setor de Oftalmologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), campus Botucatu. Foram analisadas 5647 fichas clínicas de cães, atendidos nos anos de 2000 a 2013, avaliando-se a incidência da afecção, as variáveis de sexo, idade e raça dos pacientes acometidos, além das estruturas oculares acometidas e lateralidade da afecção. O dermóide foi diagnosticado em 21 cães, apresentando uma incidência 0,4% da casuística de cães atendidos no setor. Cinquenta e dois por cento dos casos eram fêmeas (11/21) e 48% eram machos (10/21). Noventa porcento dos animais (19/21) apresentavam idade inferior a um ano e 10% (2/21) foram observados em cães com idade entre quatro e cinco anos. As raças mais acometidas foram SRD (19%, 4/21), Lhasa Apso (10%, 2/21) e Teckel (10%, 2/21). As raças Bulldog Francês, Cocker americano, Dog alemão, Labrador, Mastim Napolitano, Pastor Alemão, Pequinês, Pinscher, Poodle, Rotweiller, Shihtzu, Spring Spaniel apresentaram apenas um caso cada, representando 5% dos casos atendidos para cada raça. Quanto à estrutura ocular acometida pelo dermóide, 43% (9/21) localizava-se em córnea, 24% (5/21) em córnea e conjuntiva, 14% (3/21) em conjuntiva, 5% (1/21) em córnea e limbo, 5% (1/21) córnea e pálpebra e 5% (1/21) conjuntiva e pálpebra. Noventa e seis por cento dos casos eram unilateral, sendo 48% (10/21) no olho direito e 48% (10/22) no olho esquerdo, e 5% (1/21) apresentou a alteração bilateral. Conclui- se que a incidência de dermóide é baixa em cães, acometendo principalmente animais com idade inferior a um ano, sem apresentar predisposição racial e sexual. Além disso, na maioria dos casos apresenta-se de forma unilateral, acometendo principalmente córnea e/ou conjuntiva.

Palavras-chave: Dermóide, Cão, Coristoma.

Key words: Dermoid, Dog, Choristoma.

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DESVITALIZAÇÃO EXTRACORPÓREA DE AUTOENXERTO ÓSSEO CORTICAL COM NITROGÊNIO LÍQUIDO ESTUDO EXPERIMENTAL EM TÍBIA DE OVELHAS

EXTRACORPOREAL DEVITALIZATION OF CORTICAL BONE AUTOGRAFT WITH LIQUID NITROGEN EXPERIMENTAL STUDY IN SHEEP TIBIAS

SILVA, R.B.¹; MACEDO, A.S. 2 ; MOURA, L.F.L. 3 ; GUTIERREZ, L.G. 3 ; D'AVILA, A.E.R. 3 ; ALBUQUERQUE, P.B. 3 ; DRIEMEIR, D. 3 ; ALIEVI, M.M. 3

1 Hospital Veterinário do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB), Brasília, DF, Brasil. * email para contato:

2 Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Jaboticabal, SP, Brasil.
3

Faculdade de Veterinária (FAVET) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

A cirurgia para preservação do membro ou Limb-sparing é uma técnica reconstrutiva que envolve ressecção da neoplasia óssea em bloco, associada ou não à artrodese da articulação adjacente, com a fixação do enxerto ósseo com placa ou haste intramedular bloqueada. A utilização de autoenxerto desvitalizado tem muitas vantagens quando comparado aos aloimplantes, entre elas a diminuição da reação imunológica, ausência dos riscos de transmissão de doenças, adequada conformação anatômica e menor custo. Dentre os meios utilizados para desvitalização extracorpórea de autoenxerto cortical ósseo, destaca-se o nitrogênio líquido, por manter as propriedades biomecânicas do osso e promover a morte das células neoplásicas com apenas um ciclo de submersão. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o nitrogênio líquido como método de desvitalização extracorpórea de autoenxerto ósseo cortical diafisário de tíbia em ovelhas. Foram utilizados 12 animais, divididos em dois grupos com seis cada, submetidos à osteotomia de um segmento ósseo de 7 cm, remoção do periósteo e medula óssea e fixação do enxerto com placa de compressão dinâmica estreita e 8 parafusos corticais de 4,5 mm. No grupo controle (GC), o enxerto foi reimplantado logo após sua remoção. No grupo nitrogênio líquido (GNL), o enxerto foi desvitalizado em nitrogênio líquido. Foram realizadas avaliações clínicas e radiográficas até o 180º dia de pós-operatório. A taxa global de incorporação das interfaces enxerto/osso receptor foi de 100% no GC, com um tempo médio de 75 dias, e de 91,67% no GNL, com tempo médio de 84,54 dias, não havendo diferença estatística entre os grupos. Com isso, é possível concluir que o nitrogênio líquido é um método adequado de desvitalização extracorpórea de autoenxertos ósseos corticais, já que não interfere na taxa e no tempo de incorporação das interfaces.

Palavras-chave: Ortopedia, neoplasia óssea, artrodese, ovinos. Key-words: Orthopaedics, bone neoplasm, arthrodesis, ovine.

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DETERMINAÇÃO DE ESCORE PARA DOENÇA ARTICULAR EM EQUINO E CORRELAÇÃO COM O

RESULTADO APÓS ARTROSCOPIA.

Score determination for articular diseases in horses and correlation with outcome after arthroscopy

SILVA, M.M. 1 ; HAGEN, S.C.F. 1 ; SPAGNOLO, J.D. 1 ; STIEVANI, F.C. 1 ; MANTOVANI, C.F. 1 ; BEZERRA, K.B. 1 ; UNRUH, S.M. 1 ; VENDRUSCULO, C.P. 1 ; SILVA, L.C.L.C. 1 .

1 Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Av. Orlando Marques de Paiva, 87. CEP 05508-270. Cidade Universitária. São Pailo-SP e-mail: silvalc@usp.br

O objetivo do estudo foi determinar escores, utilizando dados do exame clínico e procedimento artroscópico das

articulações metacarpo/metatarsofalangeanas (MCF/MTF) e tibiotársicas (TT) de equinos submetidos à artroscopia, e correlacionar com a frequência de satisfação frente ao resultado atingido. O estudo foi submetido e aprovado pela

CEUA da FMVZ-USP (2093/2010). Foi realizado estudo prospectivo com a compilação de dados obtidos através da avaliação clínica de equinos com doenças articulares não infecciosas, atendidos no HOVET-FMVZ/USP, incluindo técnicas de imagem e artroscopia. As articulações estudadas foram as MCF/MTF e TT. As lesões foram

pontuadas, para determinação de escore, em cada fase da avaliação do animal, sendo estas, a anamnese, o exame físico,

o exame radiográfico, o exame ultrassonográfico e o exame/procedimento artroscópico. Os proprietários ou os

médicos veterinários responsáveis pelos animais foram contatados, após tempo mínimo de seis meses da alta do animal, e convidados a responder questionário referente ao resultado. Essas informações foram relacionadas com os escores alcançados. Foram avaliadas 118 articulações, sendo 71 TT e 47 MCF/MTF. No sistema de escore proposto para as lesões articulares a pontuação relacionada à anamnese foi constituída por quatro parâmetros, variando de 2 a 13 pontos. O exame físico foi composto por 8 parâmetros, variando de zero a 30 pontos. O exame ultrassonográfico foi constituído por 11 parâmetros, o radiográfico por 10 parâmetros e o artroscópico por cinco parâmetros, sendo que a pontuação mínima para os três foi de zero ponto e as máximas de 34, 48 e 48, respectivamente, sendo que o escore total pode variar entre 2 e 173 pontos. A maioria das articulações estudadas apresentavam osteocondrite dissecante (87,6%), associada ou não a osteoartrite, geralmente detectadas ao exame radiográfico de pré-venda, sem tratamento prévio e com pouco tempo de evolução. Ao exame físico foi comum a presença de claudicação e efusão articular, sendo que a

presença de elevação de temperatura local e diminuição do ângulo de flexão estavam presentes particularmente nas afecções sediadas em articulação MCF. O escore mínimo encontrado foi de 16 o escore máximo foi de 73 pontos. As pontuações obtidas por exame foram submetidas ao teste de correlação de Spearman. As correlações positivas ocorreram apenas entre a anamnese e exames físico e radiográfico (p=0,01), e entre os exames radiográfico e o artroscópico (p=0,05). Obteve-se informações dos responsáveis por 44 animais, totalizando 68 articulações. Os responsáveis por 33 (75,0%) animais, totalizando 50 (73,5%) articulações estudadas, mostraram-se totalmente satisfeitos com o tratamento realizado e o desempenho atual dos animais. Todas as articulações relacionadas à insatisfação do responsável apresentavam escore maior que 40 pontos. O principal motivo para a insatisfação foi a continuidade da efusão articular, sendo que dos 11 animais relacionados a insatisfação, seis continuam em atividade atlética, com desempenho menor do que o esperado. A aplicação de sistema de escore para avaliação articular permite apresentar ao proprietário/responsável pelo animal qual a probabilidade de satisfação com o tratamento artroscópico proposto.

Palavras chave: Ultrassonografia. Radiografia. Exame clínico. Cavalo. Prognóstico.

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DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE NORMALIDADE DA DISTÂNCIA ATLANTOAXIAL DORSAL EM CÃES

DE RAÇAS TOY

Determination of the normal index of dorsal atlantoaxial distance in toy breed dogs

TUDURY, E.A. 1* , SILVA, A.C. 2 , FERNANDES, T.H.T. 2 , LACERDA, M.A.S. 2 , ARAÚJO, B.M. 2 , AMORIM,

M.M.A. 2 LEITE, J.E.B. 3

1* Professor Associado IV do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Rua Dom Manuel de Medeiros, s/n. CEP: 52171-900, Dois Irmãos, Recife, PE, Brasil. eat@dmv.ufrpe.br.

2 Discente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária da UFRPE. 3 Professora adjunta do Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE. RESUMO

O aumento da distância atlantoaxial dorsal é comumente usado como diagnóstico da subluxação entre o atlas e o áxis,

entretanto, não existem valores exatos que determinem o que é normal, assim objetivou-se determinar um índice de

normalidade da distância atlantoaxial dorsal de cães de raças toy, através de uma fórmula de coeficiente de correlação

dimensional (CCD), envolvendo a menor distância atlantoaxial dorsal e um parâmetro de forte correlação dentre sete

medidas de estruturas ósseas pertencentes as três primeiras vértebras cervicais. Foram utilizados 30 cães sadios (10

Miniatura Pincher, 10 Yorkshire Terrier, e 10 Poodles), e realizadas radiografias da coluna cervical em projeção

lateral com 90 e 45 graus de flexão, e ventro-dorsal, sendo mensurada a menor distância atlantoaxial dorsal

(MDAA) e outros sete parâmetros anatômicos vertebrais. Estes dados foram avaliados através do coeficiente de

correlação de Pearson. Para a obtenção das radiografias foi utilizado apenas contenção física. Após detecção do melhor

parâmetro de correlação, utilizou-se a fórmula CCD para obtenção do índice de normalidade da distância atlantoaxial.

Observou-se que o parâmetro anatômico de maior correlação com mensuração mais prática e confiável foi o

comprimento do processo espinhoso do áxis (CPEA), obtendo-se valor de índice médio de 0,06 e desvio padrão de

0,02. Estatisticamente os resultados obtidos entre a flexão de 90 e 45 graus foi considerado significativo (P < 0,0001), e

os índices de normalidade obtidos nas três raças não diferiram significativamente (P = 0,7366). Baseado nos resultados

obtidos, sugerimos para cães de raças toy, a utilização da distância atlantoaxial em 90 graus de flexão e do

comprimento do processo espinhoso do áxis, para obtenção do índice de normalidade da distância atlantoaxial através

da fórmula CCD = MDAA÷CPEA, com valor médio de 0,06 e limite máximo de 0,10.

Palavras-chave: atlas, áxis, instabilidade, neurologia, subluxação.

Keywords: atlas, axis, instability, neurology, subluxation

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DIOCTOPHYMA RENALE EM TESTÍCULO DE CÃO: RELATO DE CASO

Dioctophyma renale in dogs testicle: a case report

COSTA, B. D. 1 , TOCHETO, R. 2 , COLODEL, M. M. 2 , CAMARGO, M. C. 3 , GAVA, A. 2 , OLESKOVICZ, N. 2

1 Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal do CAV UDESC. E-mail:

2 Professor do Departamento de Medicina Veterinária do CAV UDESC

3 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal do CAV UDESC

RESUMO: Dioctophyma renale é um parasita nematoide que infesta cães, raramente o ser humano ou outras espécies domésticas e selvagens. A fêmea do parasita pode medir 100 cm e o macho até 45 cm de comprimento. O ciclo evolutivo é complexo, seus ovos contendo larvas de primeiro estágio são ingeridos por um anelídeo oligoqueta aquático e o hospedeiro definitivo é infectado pela ingestão destes anelídeos ou de hospedeiros paratênicos, como peixes e rãs. Este nematoide normalmente se instala no rim direito de cães, no entanto, existem relatos de migrações ectópicas, como, por exemplo, no estômago, na cavidade abdominal, fígado, bexiga, ureteres, uretra, região inguinal, bolsa escrotal, útero, ovários, linfonodos mesentéricos, glândula mamária, cavidade torácica e pericárdio. O verme se alimenta do parênquima renal, deixando somente a cápsula. O paciente pode manifestar sinais como ascite, peritonite, disúria, uremia, dor renal e hematúria ao final da micção, embora em geral os pacientes sejam assintomáticos. O presente relato tem por objetivo registrar a localização errática de Dioctophyma renale no testículo de um cão. Foi atendido no Hospital de Clínica Veterinária do CAV/UDESC um cão de aproximadamente quatro anos, sem raça definida, pesando 7,7 Kg, resgatado da rua após atropelamento, apresentando fratura pélvica. O mesmo foi encaminhado para osteossíntese pélvica e no mesmo procedimento foi realizada orquiectomia. Durante o procedimento cirúrgico observou-se que o testículo esquerdo apresentava-se alterado, sendo o material coletado e encaminhado para análise histopatológica. Nesta análise foi observada a presença de um espécime de Dioctophyma renale no interior do testículo, com formação cavitária focal, demonstrando destruição do parênquima testicular, circundada por moderado infiltrado de macrófagos e plasmócitos, sugestivos de orquite parasitária. Dentre os diversos relatos de localizações ectópicas do referido nematoide, nenhum relato foi encontrado relacionado à sua migração intratesticular. Pode-se concluir que o comportamento da infestação intratesticular se assemelha ao quadro observado no parasitismo renal, com destruição do parênquima. Acredita-se que a destruição teria sido completa se a orquiectomia não tivesse sido realizada.

PALAVRAS CHAVE: dioctophyma renale, testículo, cão KEYWORDS: dioctophyma renale, testicle, dog

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DISRAFISMO ESPINHAL OCULTO EM CÃO: RELATO DE CASO

OCCULT SPINAL DYSRAPHISM IN DOG: CASE REPORT

FRANCO, G.G. 1 , SIQUEIRA, E.G.M 1 ., PRADO, L.O.C. 1 , RANZANI, J.J.T. 2 , QUITZAN, J.G. 2 , MAMPRIM,

M.J. 3 , BRANDÃO, C.V.S. 2 , SOUZA, J.A.L. 1

1. Residente de Cirurgia de Pequenos Animais da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia FMVZ UNESP Campus de Botucatu.

Autor para correspondência: guilherme.franco.vet@gmail.com

2. Docente do Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Botucatu SP

3. Docente do Departamento de Reprodução e Radiologia Veterinária - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Botucatu SP

O termo disrafismo espinhal designa a fusão incompleta ou a malformação de estruturas ósseas e neurais da

coluna vertebral por erros no fechamento do tubo neural. No disrafismo espinhal oculto (DEO), a lesão resultante é

coberta por pele, sem exposição de tecido neural. Esta afecção é rara e frequentemente subdiagnosticada em medicina

veterinária. A espinha bífida foi previamente descrita em cães, com uma predisposição em buldogues ingleses jovens.

Em gatos, acredita-se que exista uma predisposição na raça Manx. A condição pode ocorrer em qualquer localização da

coluna vertebral, sendo mais comum na região lombossacra. A presença de sinais ou estigmas cutâneos associados está

descrita em até 80% dos casos em medicina humana, incluindo fossetas sacrococcígeas, sinus dermóides,

hemangiomas, lipomas, apêndices caudais, tufos pilosos e áreas de hiper ou hipopigmentação. Este relato tem como

objetivo apresentar um caso de disrrafismo espinhal oculto apresentando uma lesão do tipo lipomielomeningocele. Foi

atendido, no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina veterinária UNESP- Campus de Botucatu um cão

macho, 5 meses de idade, sem raça definida, pesando 8,8 kg. Como queixa principal, o proprietário relatou

incoordenação motora, fraqueza dos membros pélvicos, incontinência urinária e fecal desde o nascimento sem

piora progressiva. Ao exame físico e neurológico, foi constatada paraparesia ambulatória com aumento do tônus

muscular, ataxia e déficits proprioceptivos dos membros pélvicos. O diagnóstico foi realizado utilizando

ultrassonografia, radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética da coluna vertebral. A ressonância

magnética confirmou a suspeita diagnóstica de disrafismo espinhal oculto com presença de um lipomielomeningocele e

precisou sua topografia, demonstrando todo seu pertuito, originando-se de uma fenda em formato de cunha em região

caudal da lâmina dorsal de L4, partindo do canal espinhal à superfície da epiderme na região do estigma cutâneo. O

paciente foi submetido à laminectomia dorsal para exposição de desancoramento medula espinhal, realizou-se a

durotomia, e a massa associada a todo seu trajeto foram excisados. Logo após, a durorrafia foi realizada utilizando

padrão de sutura simples separado com fio de Polipropileno 6-0. Após 30 dias, do procedimento cirúrgico o paciente

estava em bom estado geral, apresentando melhora parcial na ataxia de membros pélvicos e na paraparesia. Observou-

se também resolução completa da incontinência fecal e somente episódios esporádicos de incontinência urinária. O

procedimento cirúrgico adotado resultou em uma recuperação parcial satisfatória dos sinais neurológicos associados e a

ressonância magnética da coluna vertebral foi um exame de extrema importância para a caracterização e localização a

lesão.

Palavras chaves: disrafismo espinhal oculto, lipomielomeningocele, espinha bífida Key words: occult spinal dysraphism, lipomyelomeningocele, spina bifida

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EFEITO DA EUGENIA SULCATA NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS POR SEGUNDA INTENÇÃO EM

RATOS WISTAR

Effect of Eugenia sulcata in wound healing by secondary intention in rats Wistar PUNTEL, F.C. 1 , HARMATIUK, D. 1 , BEBBER, B.A. 1 , LUIZ, R.M. 2 , VIOTT, A.M. 3 , RUPPELT, B.M. 4 , ROCHA,

L.M. 4 , GUIRRO, E.C.B.P. 3

1 Discente na Universidade Federal do Paraná. 2 Médico Veterinário na Universidade Federal do Paraná. 3 Docente na Universidade Federal do Paraná. 4 Docente na Universidade Federal Fluminense.

A Eugenia sulcata é um arbusto encontrado no litoral do RJ a SC e, também, na bacia do Rio Paraná. Popularmente é

considerada cicatrizante, mas na literatura há carência de informações a esse respeito. O objetivo deste trabalho foi

avaliar o efeito da Eugenia sulcata na cicatrização por segunda intenção. Foram utilizados 35 ratos Wistar que foram

distribuídos em cinco grupos (n=7). Sob anestesia geral, realizou-se uma ferida cutânea circular com punch metálico de

8mm de diâmetro na região inter-escapular de cada animal. Curativos foram realizados a cada 12 horas utilizando-se:

G1 - NaCl 0,9%; G2 - pomada comercial à base de fibrinolisina, desoxirribonuclease e cloranfenicol; G3 - creme

lannete; G4 - Eugenia sulcata a 2% em creme lanette; G5 - Aloe vera in natura. Nos dias D2, D4, D7, D10 D14, D21 e

D30 um animal de cada grupo foi submetido à eutanásia e avaliou-se a presença de edema, crosta e infecção, em

escores; dias necessários à reparação tecidual completa; e área da ferida (software Quant versão 1.0.1). Um

fragmento foi retirado para avaliação histopatológica. Utilizou-se ANOVA seguido de Tukey para análise dos dados

paramétricos e Kruskal Wallis para os dados não paramétricos, com p<0,05. Macroscopicamente, não houve edema ou

infecção em nenhum grupo; não se observou crosta em G1 e G4, mas esta alteração foi observada até o 7° dia em G3 e

G5 e até o 10° dia em G2. O tempo necessário à cicatrização foi de 10 dias em G2 e G4 e de 14 dias em G1, G3 e G5.

Em D2, houve redução da ferida em G2; manutenção a área em G3, G4 e G5; e aumento da área em G1. Contudo, a

partir de D4, as áreas das feridas de todos os grupos foram semelhantes e a reparação tecidual completa ocorreu em

D10 no G2 e G4 e em D14 nos demais grupos, conforme segue a avaliação, em cm 2 , de D1 a D14 em G1:

0,676; 1,218; 0,444; 0,149; 0,021; 0; G2: 0,676; 0,546; 0,445; 0,134; 0; 0; G3: 0,676; 0,823; 0,459; 0,193; 0,169; 0;

G4: 0,676; 0,730; 0,584; 0,355; 0; 0; e G5: 0,676; 0,630; 0,484; 0,214; 0,025; 0. Verificou-se que o tratamento com

E. sulcata em creme lanette foi efetivo para reduzir a inflamação e a necrose, que não foram marcantes e

estenderam-se apenas até D4, enquanto que em G2 e G5 se observou inflamação e necrose até D7 e em G1 e G3

até D10, sendo mais severas em G3. A fibroplasia desenvolveu-se mais intensamente em G2, seguida por G1, G3, G5 e

G4. A reepitelização máxima foi observada no D7 em G2 e G4; em D10 no G1 e G3; e em D14 no G3. Diante dos

dados apresentados, observa-se que a E. sulcata apresentou resultados satisfatórios na avaliação macroscópica e

microscópica das feridas, tanto em comparação com o G2 (controle positivo) como em comparação com G5 (controle

de fitoterápico padrão para cicatrização). Conclui-se que a E.sulcata em creme lanette é efetiva na cicatrização por

segunda intenção em ratos Wistar.

Palavras-chave: cicatriz; Eugenia sulcata; pitanga negra selvagem; reparo tecidual Aprovado pela Comissão de Ética o Uso de Animais sob o protocolo n° 07/2013.

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EFEITO DE DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE BARBATIMÃO (STRYPHNODENDRON BARBATIMAM)

NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS POR SEGUNDA INTENÇÃO EM RATOS WISTAR

Effect of different concentrations of Stryphnodendron barbatimam in wound healing by secondary intention in

rats Wistar

PUNTEL, F.C. 1 , BEBBER, B.A. 1 , HARMATIUK, D. 1 , LUIZ, R.M. 2 , VIOTT, A.M. 3 , GUIRRO, E.C.B.P. 3 1 Discente na Universidade Federal do Paraná. 2 Médico Veterinário na Universidade Federal do Paraná. 3

Docente na Universidade Federal do Paraná. O Stryphnodendron barbatimam é um fitoterápico com ação cicatrizante devido às suas propriedades adstringentes,

pois a presença de tanino, flobafenos e glicídio solúvel resultam em efeito antibacteriano decorrente da precipitação de

proteínas nos tecidos lesados. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial de diferentes concentrações de S.

barbatimam sobre a cicatrização por segunda intenção. Utilizou-se 42 ratos Wistar distribuídos em seis grupos (n=6).

Sob anestesia geral, realizou-se uma ferida cutânea circular com punch metálico de 8mm de diâmetro na região inter-

escapular de cada animal e curativos foram realizados a cada 12 horas utilizando-se: G1 - NaCl 0,9%; G2 - pomada

comercial à base de fibrinolisina, desoxirribonuclease e cloranfenicol; G3 - Aloe vera in natura; G4 - solução aquosa

de barbatimão a 1%; G5 solução aquosa de barbatimão a 10%; G6 - solução aquosa de barbatimão a 25%.

Nos dias D2, D4, D7, D10 D14, D21 e D30 um animal de cada grupo foi submetido à eutanásia e avaliou-se a presença

de edema, crosta e infecção, em escores; dias necessários à reparação tecidual completa; e área da ferida (software

Quant versão 1.0.1). Um fragmento foi retirado para avaliação histopatológica. Utilizou-se ANOVA seguido de Tukey

para análise dos dados paramétricos e Kruskal Wallis para os dados não paramétricos, com p<0,05.

Macroscopicamente, não houve edema ou infecção em nenhum grupo. Em G2 não houve crosta, que foi observada até

D7 em G4 e G6; e até D10 em G1, G3 e G5. Foram necessários 10 dias para cicatrização em G2; 14 dias em G1, G3 e

G4; e 21 dias em G5 e G6. Em comparação a D0, a área das lesões em D2 foi reduzida em G2 e G4; manteve-se

inalterada em G3 e G6; aumentou em G1 e G5. As áreas (cm 2 ) de D0 a D21 foram: G1: 0,676; 1,218; 0,444; 0,149;

0,021; 0; 0; G2: 0,676; 0,546; 0,445; 0,134; 0; 0; 0; G3: 0,676; 0,630; 0,484; 0,214; 0,025; 0; 0; G4: 0,676; 0,558;

0,362; 0,165; 0,057; 0; 0; G5: 0,676; 0,838; 0,684; 0,194; 0,048; 0,031; 0; G6: 0,676; 0,769; 0,750; 0,344; 0,091;

0,034; 0. A inflamação foi melhor combatida a partir de D10 em G2 e G5 e esteve presente até D14 nos demais grupos.

Houve necrose até D10 em G2, G3 e G5; e até D14 em G1, G4 e G6. A fibroplasia atingiu escores mais altos em G2,

G3 e G1, respectivamente, sendo que nos grupos tratados com barbatimão manteve-se moderada até D30. A

reepitelização foi mais precoce em G2, que foi máxima em D10; seguida por G1, G3 e G4 em D14 e por G5 e G6 em

D21. A solução aquosa de barbatimão a 1% garantiu reparação tissular similar à Aloe vera, que é um fitoterápico

cicatrizante padrão. Conclui-se que a solução de S. barbatimam a 1% é efetiva na cicatrização por segunda intenção em

ratos Wistar. Todavia, concentrações mais elevadas retardam o processo cicatricial.

Palavras-chave: barbatimão; cicatriz; reparação tecidual; Stryphnodendron barbatimam Aprovado pela Comissão de Ética o Uso de Animais sob o protocolo n° 07/2013.

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EFEITOS DA ANTISSEPSIA DA SUPERFÍCIE OCULAR SOBRE A UNIDADE FORMADORA DE

COLÔNIAS DE MICRO-ORGANISMOS EM CÃES SUBMETIDOS A DIFERENTES TRATAMENTOS

Effects of ocular surface antisepsis on forming unit colonies of micro-organisms in dogs subjected to different

treatments

HONSHO, C.S. 1 ; ARAÚJO, C.L. 2 ; FERRACINI, C.C. 2 ; CEREJO, S.A. 3 ; MARTINS, C.H. 4 ; SOUZA, A.T. 1 ;

GARCIA, D.C. 1 ; DIAS, F.G.G. 4 ; ZACCHÉ, E. 5 , BRUNELLI, A.T.J. 1

1 Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária de Pequenos Animais da Universidade de Franca,

UNIFRAN/SP. R. Dr. Armando Salles de Oliveira, 201, CEP 14.404-600, Franca/SP. E-mail de contato:

2 Graduação em Medicina Veterinária da Universidade de Franca, UNIFRAN/SP.

3 Programa de Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária da Universidade de Franca, UNIFRAN/SP.

4 Programa de Pós-graduação em Ciências da Universidade de Franca, UNIFRAN/SP.

5 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA, UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, UNESP/Jaboticabal/SP. Diferentes técnicas de antissepsia da superfície ocular podem ser adotadas a fim de minimizarem os riscos das infecções pós-cirúrgicas, entretanto são parcos os registros asseverando a eficácia destas técnicas. Assim, dois métodos (bolus e gotejamento) para antissepsia, com soluções de iodopovidona a 0,1% e a 0,2% e salina a 0,9% foram idealizados. Empregaram-se oito cães da raça beagle de 18 meses de idade, machos e fêmeas sadios e sem sinais de doença ocular, que foram anestesiados e submetidos a ambos os tratamentos em intervalo de 15 dias. No Tratamento 1, realizou-se a antissepsia das superfícies oculares com 10 mL das soluções, administrando-as na forma de bolus, conforme os grupos GI0,1% (n=8), GI0,2% (n=8) e GIS (n=8). No Tratamento 2 (GII0,1%,n=8; GII0,2%, n=8; GIIS, n=8), realizou-se a antissepsia com as mesmas soluções e concentrações, no volume de 3mL, sob a forma de gotejamento (1gota/segundo). Todas as soluções foram preparadas no momento de sua utilização. Foram colhidas amostras da superfície ocular com suabe estéril antes (T0) e decorridos dois (T2) e sessenta (T60) minutos da antissepsia e as mesmas foram processadas para cultivo microbiológico imediatamente após a colheita. Foram contadas as placas que apresentaram de 30 a 300 colônias e os resultados foram expressos em UFC/mL. Na análise comparativa entre GI0,1%, GI0,2% e GIS, entre os momentos T0 e T2, foi verificada redução estatisticamente significativa de GI0,1% e GI0,2% com GIS (p<0,05 e p<0,001, respectivamente), da mesma forma em

GII0,1% e GII0,2% (gotejamento), apresentaram médias inferiores ao GIIS (p<0,001). Houve redução significativa em GI0,1% e GI0,2% comparativamente à GIS (p<0,01 e p<0,001, respectivamente), bem como em GII, com p<0,001 para ambas as diluições. Não houve diferença significativa nos tratamentos GI e GII nas diluições 0,1% e solução fisiológica (p=0,229 e p=0,435, respectivamente). Porém, na diluição 0,2% foi verificado que GII em T60 apresentou valores inferiores comparativamente a GI (p<0,05). Médias inferiores também foram verificadas em T2 comparativamente a T60 no GII (p<0,05). Concluiu-se que a adição de iodopovidona à solução fisiológica, nas concentrações 0,1% e 0,2%, se faz eficaz na redução de micro-organismos quando aplicada sob a forma de bolus ou gotejamento. Porém, a concentração 0,2%, na forma de gotejamento, apresentou maior eficácia no controle de micro-organismos até 60 minutos após sua utilização. Palavras-chave: antissepsia, iodopovidona, solução salina 0,9%. Keywords: antisepsis, povidone-iodine, saline solution 0.9%. Aprovado no CEUA sob o protocolo 012/12, em 19 de abril de 2012.

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ELETRORRETINOGRAFIA EM CERVOS DO PANTANAL (BLASTOCERUS DICHOTOMUS) MANTIDOS EM CATIVEIRO

Electroretinography in captive marsh deer (Blastocerus dichotomus)

CRIVELARO R.M.; 1 THIESEN R.; 3 ALDROVANI M.; 1 ROLA L.D.; 2 PERONI E.F.C.; 2 CURSINO M.S.; 2 SANTOS E.Z.; 2 DUARTE J.M.D.; 2 LAUS J.L. 1,*

1 Unidade de Oftalmologia, Departamento de Clínica e Cirurgia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, UNESP câmpus de Jaboticabal, SP, Brasil

2 Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos, Departamento de Zootecnia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, UNESP Jaboticabal, SP, Brasil

3 Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), câmpus Uruguaiana

Estudaram-se parâmetros eletrorretinográficos em espécimes de cervídeo da fauna brasileira (Blastocerus dichotomus). Foram utilizados três indivíduos, sendo duas fêmeas, mantidos em cativeiro. Os animais foram contidos quimicamente empregando-se a combinação de tiletamina com zolazepam, em diluição com xilazina 2%, empregando-se dardos. Para a eletrorretinografia (Handheld Multispecies ERG, Ocuscience, Rolla, USA), após 20 minutos de adaptação ao escuro, realizou-se protocolo flash simples com três intensidades de luz: 10, 3.000 e 10.000 mcd.s/m2 (fase escotóptica). Avaliaram-se a fase fotópica (cones) e a fotópica de alta intensidade (cone flicker). Os

valores médios, a 10 mcd.s/m 2 foram de 64,3 ± 83,1 µV para onda B e de 61,3 ± 42 ms para tempo implícito B. Os

valores a 3.000 mcd.s/m 2 foram de 45 ± 14 µV para onda A; de 156 ± 129 µV para onda B; de 16,4 ± 5,3 ms e de

44 ± 3,2 ms para os tempos implícitos das ondas A e B, respectivamente. O valores à 10.000 mcd.s/m 2 foram de 90 ± 77,5 µV, para onda A; de 191 ±158,3 µV, para onda B; de 17,5 ± 3,9 ms e de 39,7 ± 5 ms para tempos implícitos das ondas A e B, respectivamente. Os valores médios da fase fotópica foram de 11 ± 8,5 µV, para onda A; de 42 ± 31,5 µV , para onda B; de 13,1 ± 0,5 ms e de 25,3 ± 1,7 ms para tempos implícitos das ondas A e B respectivamente. Na fase fotópica de alta intensidade, foram de 57,3 ± 30,2 µV, para amplitude da onda B e de 25,2 ± 1,9 ms, para tempo implícito da onda B. Considerando-se a maneira como a pesquisa fora concebida e os resultados que dela foram extraídos, ratifica-se a assertiva, quanto à importância de se conhecerem valores de referência para cada espécie, visando ao diagnóstico das diversas enfermidades oftálmicas que estão sujeitos indivíduos de vida selvagem mantidos em cativeiro. Suporte: CAPES e CNPq (Proc. 300833/2010-5 e 133228/2012-6).

Palavras chave: cervo do pantanal, eletrorretinografia, padrão. Keywords: marsh deer, eletrorretinoghapy, standard.

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ENXERTOS LIVRES DE PELE DE ESPESSURA TOTAL: RELAÇÃO ENTRE TEMPO DE CIRURGIA, TEMPERATURA DA PELE E DO ENXERTO E SOBREVIVÊNCIA DO ENXERTO

FULL-THICKNESS SKIN GRAFT: RELATIONSHIP BETWEEN TIME OF SURGERY, SKIN AND GRAFT TEMPERATURE, AND GRAFT SURVIVAL

VIDOR, S.B. 1* ; VALENTE, F.S. 1 ; TERRACIANO, P.B. 2 ; ROLIM, V.M. 1 ; GARCEZ, T.N. 1 ; AYRES, L.S. 3 ; KIPPER, C.E. 4 ; PIZZATO, S.B. 5 ; DRIEMEIER, D. 6 ; CIRNE-LIMA, E.O. 2,6 ; CONTESINI, E.A. 6

1 Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, UFRGS; 2 Hospital de Clínicas de Porto Alegre; 3 Pós-Graduação em Ciências da Saúde, UFRGS; 4 Faculdade de Medicina, UFRGS; 5 Faculdade de Farmácia, UFRGS; 6 Docente Pós- Graduação em Ciências Veterinárias, UFRGS. *sil.bellini@gmail.com

Enxertos de pele sofrem lesão isquêmica pela própria natureza do procedimento cirúrgico. Nesse contexto, a anestesia pode interferir no sucesso da técnica, por alterar o equilíbrio hemodinâmico do paciente e o fluxo sanguíneo do leito receptor. O objetivo deste experimento foi testar em modelo de enxerto de pele de espessura total em ratos Wistar a correlação entre as variáveis: porcentagem de ulceração do enxerto (PU); tempo de cirurgia (TC); perda de temperatura da pele

durante a cirurgia (PT 0 ); diferenças de temperatura entre pele e enxerto em d 0 , d 5 e d 14 (DF 0 , DF 5 e DF 14 ). Enxertos de 12

mm de diâmetro foram executados no dorso de 25 ratos, em duas localizações anatômicas: cranial e caudal. Os ratos foram

distribuídos em cinco grupos (n=5): grupo E recebeu, no enxerto, 1x10 6 células tronco mesenquimais de origem adiposa em

200 µL de Solução Salina 0,9% (SS); grupo B recebeu 1x10 6 ADSCs em 200 µL de SS na borda do leito receptor; grupo

EB, metade da mesma suspensão na borda e outra metade no enxerto. Os grupos controle, EC e C, receberam apenas SS

no enxerto ou na borda respectivamente. Em ambiente controlado, mensurou-se a temperatura da pele com termômetro infravermelho (ST- 700®), configurado para emissividade de 0,98 µm, em três pontos do dorso dos animais, no início e no

fim da cirurgia, e nos dias 5 e 14. Mediram-se as temperaturas dos enxertos, da mesma forma, ao final da cirurgia e em d 5 e

d 14 . Em d 14 , os enxertos foram digitalizados e suas áreas mensuradas (software ImageJ) para cálculo de PU. A análise

estatística utilizou as Equações de Estimações Generalizadas (GEE). O cálculo da correlação entre os resíduos das

variáveis utilizou a correlação de Pearson. No grupo B, não foi possível calcular as correlações, porque a variável PU foi

constante. No grupo E, as correlações entre PT 0 e DF 0 e entre DF 0 e a DF 5 obtiveram níveis de significância de 0,05, sendo

negativa entre PT 0 e DF 0 . O grupo EB apresentou correlação entre TC e DF 0, com significância de 0,01, enquanto as correlações

entre DF 0 e DF 14 e entre TC e DF 14 foram significativas

negativas. No grupo C, a correlação entre PU e DF 0 foi negativa com significância de 0,01, e a correlação entre PT 0 e DF 5

foi significativa no nível de 0,05. Para o grupo EC, a correlação entre TC e DF 0 foi significativa no nível 0,05. Com os

resultados obtidos, conclui-se que, mesmo com diferentes tratamentos aplicados aos enxertos de pele de espessura total, o tempo de cirurgia e a perda de temperatura da pele durante a mesma podem interferir na porcentagem de viabilidade do enxerto em 14 dias de pós-operatório. A diferença de temperatura entre pele e enxerto no pós-cirúrgico, com a temperatura do ambiente controlada, pode ser um indicador de prognóstico do enxerto (CEUA-HCPA número 13-0414).

no nível 0,05. As correlações entre TC e DF 0 e TC e DF 14 foram

Palavras-chave: feridas de pele; cirurgia reconstrutiva; anestesia.

Key words: wound healing; reconstructive surgery; anesthesia.

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ESTUDO RETROSPECTIVO DE 22 CASOS DE SEQUESTRO CORNEAL EM GATOS (2000-2013) RETROSPECTIVE STUDY OF 22 CASES OF CORNEAL SEQUESTRATION IN CATS (2000-2013)

GUBERMAN, Ú.C. 1* ; MERLINI, N.B. 1 ; GANDOLFI, M.G. 1 ; PERCHES, C.S. 1 ; BARROS, R. 1 ; PARDINI, L.M.C. 1 ; RANZANI, J.J.T. 1 ; BRANDÃO, C.V.S. 1

1 Universidade Estadual Paulista