Você está na página 1de 58
ANJOS E SOLDADOS 1
ANJOS E SOLDADOS
1
Índice 1. Guerra no céu 13 2. Batalha de gigantes 19 3. Anjo da morte
Índice
1. Guerra no céu
13
2. Batalha de gigantes
19
3. Anjo da morte
23
4. O homem que lutou com um anjo
27
5. Guerra invisível
31
6. Anjos e soldados da linha de frente
35
7. A batalha dentro da mente
39
8. Anjos no final do grande conflito
45
9. A celebração da batalha
49
10. A última batalha
53
Para outros materiais:
/DomingosEspeciais
ANJOS E SOLDADOS
3
ANJOS E SOLDADOS 4
ANJOS E SOLDADOS
4
Apresentação Domingos Especiais O programa de Domingos especiais, é um programa voltado para as lideran-
Apresentação
Domingos Especiais
O programa de Domingos especiais, é um programa voltado para as lideran-
ças de jovens que querem experimentar um “algo a mais” em suas igrejas.
A ideia é envolver o máximo de jovens durante os domingos que forem deter-
minados pela Associação/Missão, como sendo de responsabilidade dos jovens.
Objetivos:
1. Desenvolver os jovens nas várias áreas de atuação da igreja.
2. Ter durante os domingos especiais todas as funções de uma igreja funcio-
nando de forma exemplar.
3. Ter cultos bem organizados e bem frequentados durante os domingos à noite.
Para desenvolver este programa, sugerimos que a liderança JA siga os
seguintes passos:
1. Faça uma reunião da liderança JA e assumam o compromisso de desenvol-
ver o projeto “Domingos Especiais”.
2. Conversem com o pastor e com a comissão da igreja para que toda a igreja
esteja envolvida no projeto.
3. Façam propaganda para a igreja e desafio em os membros a trazerem os
convidados para a programação.
Esta fase de preparação pode ser feita com vigílias e outros métodos de mo-
bilização da igreja.
4. Escolham os melhores pregadores do distrito ou convidem pastores ou pre-
gadores de outros distritos para participarem dos domingos.
5. Os jovens devem estar divididos em equipes para o melhor funcionamento
do projeto.
Sugerimos algumas destas possíveis equipes. São elas:
A. Amigo + Amigo:
Amigo + Amigo. São os jovens que estarão dispostos a fazer um contato pes-
soal com amigos e parentes para que estes estejam na igreja. Para ter sucesso em
um convite, recomendamos:
ANJOS E SOLDADOS
5
1. Que o convite seja feito sem medo ou vergonha de estar convidando para ir
1. Que o convite seja feito sem medo ou vergonha de estar convidando para
ir
a uma programação na igreja.
2.
Que o convite seja pessoal e que no ato do convite já seja combinado a hora
e
o local que se encontrarão para irem JUNTOS a programação.
B. Louvor:
A equipe de louvor deve ter em mente que o seu trabalho é tão importante
quanto o do pregador.
Dicas importantes:
1. Treinem as músicas. É importante saber com antecedência quais músicas a
equipe de louvor irá dirigir.
2. Chegar 1 hora antes na igreja, para testar som, testar o microfone e para
orarem.
3. Providenciar letra para toda a congregação. A música mais conhecida da
igreja, é completamente desconhecida para os convidados.
C. Programação:
É importante que esta equipe esteja na igreja pelo menos 1 hora antes do
início do culto. Esta equipe é o coração do programa.
Os responsáveis desta equipe devem checar a equipe de louvor, a mensagem
musical e todos mais que estarão envolvidos no programa do dia.
Para que não haja surpresas desagradáveis, é recomendável que durante a
semana seja feito um contato telefônico com as pessoas que desempenharão al-
guma parte no programa.
Esta equipe é responsável por fazer o programa acontecer com a melhor qua-
lidade possível. Medindo a qualidade:
1. Pontualidade no início do programa.
2. Pessoas treinadas para desenvolver a sua parte.
3. Não permitir “buracos” na programação.
4. Anunciar o próximo dia de reunião
5. Programação sugestiva: (pode ter início as 19h, 19h30 ou as 20h)
20h00 - Boas vindas, oração e início do louvor.
20h20 - Sorteio de brindes entre os convidados.
20h25 - Mensagem musical
20h30 - Uma música para preparar para a mensagem.
20h35 - Sermão.
21h10 - Cântico e oração final.
21h15 - Confraternização - comes e bebes.
Esta é uma sugestão básica. Crie momentos especiais de oração de confrater-
nização para variar a cada domingo.
ANJOS E SOLDADOS
6
D. Amigos do coração: Jovens que possuem o dom de servir. Estes jovens devem estar
D. Amigos do coração:
Jovens que possuem o dom de servir. Estes jovens devem estar sentados em
lugares estratégicos na igreja para poderem ajudar os convidados nos seguintes
aspectos:
1. Ajudar os convidados a encontrarem os textos bíblicos
2. Depois que o convidado entrar na igreja, a equipe “Amigos do coração”
deve ir até onde ele está sentado e cumprimentar novamente, criando um clima
de amizade.
3. Caso os convidados estejam acompanhados de crianças, a equipe “Amigos
do Coração” deve estar atento para, caso precise, pegar as crianças e levar para
fora da igreja. Desta forma os pais terão tranquilidade em assistir o culto.
E. Equipe: Alô amigo.
Esta equipe deve pegar os nomes dos convidados ao final do culto com a equi-
pe da recepção e durante a semana cada membro desta equipe ora por seus nomes.
Na quinta-feira esta equipe deve fazer um contato telefônico com as pessoas.
A conversa deve ser algo mais ou menos assim:
- Alô.
- Alô.
- É a senhora Marina?
- Sim, sou eu
- Que alegria em poder falar com a senhora
- Hmmmmm
- Eu sou o Paulo da Igreja Adventista do 7º dia, que está fazendo os domingos
especiais.
- Sei.
- Só estou ligando para dizer que nos últimos dias temos orado pela senhora
e pela sua família e para dizer que ficamos muito felizes com a sua presença no
último domingo.
- Há eu também gostei muito.
- Mas estamos ligando para confirmar a sua presença neste próximo domingo.
O tema será muito bonito. Contamos com a sua presença.
F. Equipe: Algo+
Esta equipe é responsável em desenvolver em todos os eventos ou em alguns
dias, um momento pós culto.
Este momento pode ser com um chá com biscoitos, suco, pipoca etc. A ideia é
que aconteça algo+ do que o culto.
G. Equipe: Cuidados especiais
Esta equipe precisa fazer uma visita na igreja alguns dias antes para verificar
alguns detalhes do tipo.
ANJOS E SOLDADOS
7
1. Ver se as lâmpadas da frente da igreja estão em bom funcionamento. Se não
1. Ver se as lâmpadas da frente da igreja estão em bom funcionamento. Se não
estiver deve providenciar a troca.
2. Ver se o terreno da igreja precisa de limpeza. Se tiver mato, ele deve ser
tirado.
3. Ver o que pode ser melhorado nos banheiros. Se o convidado for ao banhei-
ro ele vai se sentir bem?
Estes são alguns itens que devem ser vistos na semana anterior ao programa,
mas a cada domingo esta equipe deve checar a parte física da igreja para ver o
que pode ser feito para que os convidados possam se sentir bem em visitar a
“nossa casa”.
H. Equipe: Oração
A equipe de oração deve escolher um lugar especial. Este grupo também deve
fazer uma escala com membros da igreja. Quanto mais pessoas envolvidas melhor.
Durante o programa de domingo, esta equipe deve estar reunida no local es-
colhido para a oração e interceder pelo pregador. Durante o sermão devem ser
feitas orações e leituras bíblicas em prol do derramamento do Espírito Santo.
I. Equipe: Recepção
Sua igreja tem uma boa recepção? Se sim, ótimo. Eles podem fazer esta parte
a cada domingo. Se não existir nenhuma equipe, os jovens podem fazer este tra-
balho em sintonia com o Ministério da Mulher da igreja local.
Esta equipe deve ser formada por pessoas sorridentes e de bem com a vida. A
ideia não é simplesmente cumprimentar, mas é criar um ambiente agradável para
o convidado. As pessoas que não fazem parte da igreja NÃO DEVEM SER CHAMA-
DAS DE VISITA, mas eles são os nossos
CONVIDADOS. Pode ser feito um cadastro
na porta da igreja com nome e telefone. Não mais do que estas duas informações.
A equipe de recepção deve dizer que estes dados serão necessários para o sorteio
durante o programa.
A equipe de recepção são os guardiões dos convidados. Por isto, devem cui-
dar para que eles se sintam bem na igreja.
Ai está este grande projeto. As igrejas que estão participando vibram com o
resultado. Os jovens, depois de participar desta coordenação, ficam mais ativos e
unidos. Experimente este PLUS no Ministério Jovem.
ANJOS E SOLDADOS
8
Responsabilidades: Data Pregador Telefone Observações: ANJOS E SOLDADOS 9
Responsabilidades:
Data
Pregador
Telefone
Observações:
ANJOS E SOLDADOS
9
ANJOS E SOLDADOS 10
ANJOS E SOLDADOS
10
Para outros materiais: /DomingosEspeciais ANJOS E SOLDADOS 11
Para outros materiais:
/DomingosEspeciais
ANJOS E SOLDADOS
11
ANJOS E SOLDADOS 12
ANJOS E SOLDADOS
12
1 Guerra no Céu Introdução Em dezembro de 2014, o Britânico Gareth Jones, de 25
1
Guerra no Céu
Introdução
Em dezembro de 2014, o Britânico Gareth Jones, de 25 anos, postou uma foto
em seu Facebook e Instagram. A selfie foi tirada no North Head Cliff, em Sydney,
na Austrália, do alto de um penhasco de 90 metros de altura. Na foto é possível
ver somente as pernas e os pés de Gareth e o abismo, é de tirar o folego ver seus
tênis coloridos contrastando com o mar e com as ondas a 90 metros, penhasco
abaixo. Jones um praticante de base jumping (saltos a partir de penhascos, pré-
dios, antenas, pontes, etc.) mostra em seu face fotos de incríveis aventuras, mas a
foto em questão é emblemática. Ela ficou mundialmente famosa, pois no domin-
go, 07 de dezembro, alguns dias depois de ter sido postada, Jones e três amigos
voltaram ao mesmo local, saltaram uma cerca de proteção, indo à borda do pre-
cipício e, ao tentar tirar uma foto do nascer do sol, Jones acabou escorregando e
caindo para a morte. É possível ver mais dados e fotos do assunto nos links abaixo:
http://extra.globo.com/noticias/mundo/atleta-postou-foto-em-mon-
te-dias-antes-de-cair-morrer-exatamente-no-mesmo-local-14788232.
html#ixzz3LYC9ep1a, ou ainda em inglês: http://www.dailymail.co.uk/news/
article-2867604/British-tourist-BASE-jumper-25-took-haunting-final-photo-90-
-metre-cliff-fell-death-from.html (Observação- O ideal é mostrar a foto no telão)
Um momento no alto de um lugar paradisíaco virou uma tragédia. A alegria
virou choro, a paz transformou-se em desespero.
No Céu tudo era perfeito. Os anjos viviam em suprema alegria e paz, mas Deus
não criou seus filhos robotizados, obrigados a obedecer. Assim como em North
Head Cliff, na Austrália, cercas sinalizavam sobre o perigo da desobediência, os
anjos também foram claramente advertidos do perigo do pecado, mas não eram
muros intransponíveis que os cercavam e sim o amor e cuidado de Deus. Assim
como as leis físicas trazem equilíbrio e condições de vida a terra, a lei moral tra-
zia equilíbrio e condição de felicidade ao Céu. A lei é a expressão do Caráter de
Deus. O Senhor criou seus filhos realmente perfeitos, possuíam tudo, inclusive
liberdade.
Guerra no Céu
O primeiro capítulo da guerra que envolve a todos nós começou no coração
de um anjo perfeito: Lúcifer. “Deus o fez [a Lúcifer] bom e formoso, tão seme-
lhante quanto possível a Si próprio.” E. G. White, The Review and Herald, 24 de
Setembro, de 1901.
Isaías 14:12-14: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como
ANJOS E SOLDADOS
13
foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu
foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu
subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da
congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais
altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”
Ezequiel 28:12-17: “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de
Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de
sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras pre-
ciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira,
o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos;
no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda
ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pe-
dras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado
até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o
teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte
de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.
Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria
por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que
te contemplem.”
Ao permitir que o orgulho o dominasse e desejar ser igual a Deus, Lúcifer
começa a espalhar dúvidas sobre o amor de Deus, questionar a necessidade de
obedecer aos seus mandamentos. Logo o descontentamento, como um vírus,
contaminou o céu.
Num raciocínio simplista, alguém poderia perguntar não seria melhor não ter
criado o causador do mal? Ou o destruir logo de início? Quanto sofrimento pode-
ria ter sido poupado? Não é sábio seguir este caminho e tentar entender coisas
que estão muito acima de nós. Os mistérios de Deus ficarão claros na eternidade,
quando teremos a mente expandida. Mas com o pouco do conhecimento que
temos de Deus, revelados pela natureza, pela Palavra e pelo próprio Filho, vemos
um Deus de amor e também de justiça. Se houvesse destruído a Lúcifer imediata-
mente todos os seres criados passariam a obedecer a Deus por medo e não como
resposta de gratidão ao seu Amor.
Aqueles que argumentam que Deus não deveria criar os maus e perdidos, en-
tram num caminho obscuro, pois seguindo esta linha, então Deus não deveria
ter criado a Terra, nem Adão e Eva e não estaríamos aqui; a justiça de Deus seria
manchada, pois teria usado Sua onisciência para criar somente obedientes. Deus
amou a Lúcifer, aos anjos caídos, aos perdidos da Terra e a cada um de nós, mes-
mo antes de existirmos e Seu amor e justiça exigem que cada um tenha chance
de escolher seu destino eterno, todos os esforços serão feitos pelo céu para que
a decisão correta seja tomada. E os registos do céu estarão lá na eternidade para
que não fique nenhuma dúvida da justiça de Deus ao determinar o destino final
dos anjos e soldados desta batalha.
Apocalipse 12:7-9: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram
ANJOS E SOLDADOS
14
contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevale- ceram; nem
contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevale-
ceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a
antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim,
foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”
Guerra na Terra
Não temos detalhes do conflito no céu, mas fica claro que a primeira parte
desta guerra foi na mente de cada anjo e no tempo certo cada um foi convocado
e dizer de que lado estava no Grande Conflito.
Agora vamos analisar algo importante! Você acha que Adão e Eva teriam algu-
ma chance na batalha contra o mal? Imagine Satanás e milhares de anjos vindo
diretamente ao Éden para confrontar e tentar o casal recém criado.
Deus, em Sua sabedoria estabeleceu regras para a Batalha entre o bem e o
mal. O livre arbítrio deve ser respeitado, porém temos o poder do Céu ao nosso
lado para nós dar a vitória. Existem regras que nos protegem, como por exemplo:
I Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus
é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, jun-
tamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
Deus impõe limites até à tentação, compatível à idade, a circunstâncias.
Não houvesse regras e todo poder do inferno seria lançado sobre os filhos de
Deus. Baseado nestes princípios não foi permitido um ataque direto a Adão e Eva.
A tentação estava reduzida a um local e a uma prova de sua lealdade. Esta tenta-
ção poderia ter sido vencida, mas infelizmente a escolha de Adão e Eva os colocou
do lado errado da Batalha do bem contra o mal em rebelião contra o Céu.
Interessante notar que a estratégia de Satanás ainda é a mesma usada no Éden.
Levanta mentiras, como por exemplo: Ser Cristão é chato, pois tudo que é legal é
proibido, e paralelo a isso apresenta propostas e faz as pessoas acreditarem que
caso não recebam o que ele propôs serão infelizes. No jardim, Adão e Eva tinham
acesso livre a todos os lugares, menos um, a todas as frutas, menos uma. Em nossos
dias a realidade é a mesma, temos liberdade de fazer tanta coisa legal, tantas opor-
tunidades de divertimento, amizade, alegria. E algumas coisas que Deus proíbe ou
permite é, no tempo certo, para o nosso próprio bem estar e salvação. Se Deus hou-
vesse concedido a Adão e Eva uma fruta só, como, por exemplo, a banana e proi-
bido todas as outras, logo eles enjoariam e para todo lugar que olhassem teriam
tentação, mas é exatamente ao contrário, receberam todas, menos uma. Há segu-
rança em se manter no caminho estreito, alegria verdadeira e eterna na obediência.
A guerra no céu e suas consequências deixam claro ao universo que felicidade de
verdade é caminhar dentro o plano de Deus, o Criador.
Guerra no Coração
Numa guerra todos sofrem, a escassez de recursos, mentiras, inocentes são
atingidos, existem atrocidades e mortes a cada instante. Na Batalha do Bem con-
ANJOS E SOLDADOS
15
tra o Mal todos têm sofrido. Violência, abusos, injustiças, a lista é interminável. De alguma
tra o Mal todos têm sofrido. Violência, abusos, injustiças, a lista é interminável. De
alguma forma cada ser humano está envolvido nesta guerra.
Muitos têm filosofado sobre por que existe o sofrimento. É verdade que Deus,
às vezes, usa o sofrimento como elemento didático (Salmos 119:67-71), mas na
verdade o mundo padece porque estamos em guerra contra um inimigo cruel.
Ele é o causador do mal.
Preço do Livre Arbítrio:
Deus paga muito caro por conceder livre arbítrio para o ser humano. Nossas
escolhas egoístas machucam as pessoas. Nas batalhas e guerras do mundo ma-
terial, de vez em quando, balas perdidas atingem pessoas inocentes, crianças em
casa que nada tinham a ver com a guerra. Na batalha do bem contra o mal isso
também ocorre. Por exemplo, um homem usa seu livre arbítrio para embriagar-se
e depois dirige com seu carro, um jovem sobre o efeito de drogas comete furtos.
Alguém dominado por baixas paixões e vícios. Estes indivíduos se tornam candi-
datos para se tornarem armas nas mãos do inimigo para atingir pessoas inocen-
tes. Relatos de pessoas que entram em escolas atirando em crianças, ou absurdos
acidentes de trânsito são exemplos de balas perdidas. As consequências do gran-
de conflito atingem a todos nós.
Mas a boa notícia é que a batalha tem data para acabar e Deus sairá vitorio-
so. E mais, o exército poderá ser ressuscitado. Isso é o sonho de todo o general.
Ver seus bravos soldados bem no final do conflito saudáveis e comemorando a
vitória. Este é o quadro final do conflito. Para os fiéis filhos de Deus nenhuma con-
sequência ou dor desta guerra serão eternas. Não há nenhuma dúvida de quem
será o vencedor no grande conflito. Na cruz do Calvário o Senhor Jesus impôs
uma ferida mortal no inimigo. E um dia as feridas serão curadas e lágrimas serão
enxugadas. Apocalipse 21:1-4.
Neste exato momento uma batalha está ocorrendo aqui em nossa igreja, se
nossos olhos fossem abertos veríamos uma cena indescritível, Anjos de Deus,
poderosos, magníficos ao lado dos filhos de Deus aqui presentes, protegendo e
apoiando o trabalho do Espírito Santo, mas também veríamos um filme de terror,
anjos maus buscando atrapalhar, distrair. Tem uma batalha acontecendo agora.
Dentro do teu coração. Quem será o Senhor da tua vida? A decisão de abando-
nar o pecado será tomada por aqueles em quem o Espírito Santo trabalha neste
instante?
Conclusão
Qual posição ocuparemos na Batalha? Assim como aconteceu com os anjos,
na mente do ser humano existe uma decisão a ser tomada. Uma guerra ocorre
agora em teu coração e em tua mente. Os que estiverem ao lado de Satanás serão
participantes de sua derrota e punição. Os que estiverem ao lado de Cristo serão
participantes das glórias eternas no céu.
Deixe bem claro ao universo de que lado você está nesta batalha. Estamos na
ANJOS E SOLDADOS
16
reta final da guerra, as mais sangrentas batalhas estão a nossa frente. O inimigo é
reta final da guerra, as mais sangrentas batalhas estão a nossa frente. O inimigo
é poderoso. Mas não lutamos sozinhos, ao nosso lado estão Pai, Filho e Espírito
Santo dando poder. Nós, simples soldados, estamos protegidos pelo exército do
Céu, os nobres anjos. Marchemos bravamente rumo a Vitória pelos méritos de
Cristo Jesus.
Logo nosso General anunciará:
“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Uni-
verso inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra
por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por
todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos
mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito
gozo, declaram que Deus é amor.” Ellen White, Grande Conflito. P.678
Pastor Aryel Marques de Paula
Missão Oeste Paranaense
ANJOS E SOLDADOS
17
ANJOS E SOLDADOS 18
ANJOS E SOLDADOS
18
2 Batalha de Gigantes Introdução Alguma vez você já parou pra pensar que nossa vida
2
Batalha de Gigantes
Introdução
Alguma vez você já parou pra pensar que nossa vida aqui na terra é uma cons-
tante batalha? Até que Jesus volte para nos buscar enfrentaremos diversas lutas
contra inimigos que se unem algumas vezes para tentar vencer-nos.
Hoje, Deus nos trouxe a este lugar para dar-nos uma grande certeza:“Que nes-
ta grande batalha, Ele pelejará por nós”. Queremos permitir que a Palavra de Deus
nos alimente espiritualmente nesta ocasião e nos fortaleça com a certeza de que
não estamos sozinhos.
Aproveite para permitir que Deus seja o comandante da sua vida em todo e
qualquer momento. Abra seu coração para ouvir a Sua voz falando a você.
Texto bíblico:
Josué 10:25 – “Então, Josué lhes disse: Não temais, nem vos
atemorizeis; sede fortes e corajosos, porque assim fará o Senhor a todos os vossos
inimigos, contra os quais pelejardes”.
Entendendo o Contexto Histórico: Preocupados com o acordo de paz entre
Israel e os moradores de Gibeão, cinco reis dos amorreus uniram-se numa confe-
deração contra os gibeonitas (Js 10:1-5). Esses reis entendiam que Gibeão estava
protegido por Josué e seu Deus. Então, a única maneira de conseguir vencer esta
batalha era unindo as forças. E foi exatamente o que eles fizeram. Se uniram e cer-
caram Gibeão. Estes, reconhecendo o enorme risco que corriam, pediram socorro
a Josué: “sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos” (v.6).
I - JOSUÉ SOCORRE OS GIBEONITAS (Js 10.6). Os gibeonitas enfrentaram
uma situação muito difícil, porém, com sabedoria. Sem qualquer receio, manifes-
taram sua necessidade de ajuda, e uma autêntica fé em Deus, considerando-O
como Aquele que tem mais poder que todos os reis e demais chefes juntos.
A resposta de Josué foi imediata: reuniu seu exército e partiu em socorro de
Gibeão (v.7). Ele tinha certeza de que o Senhor dos Exércitos estava com ele: “E
o Senhor disse a Josué: não os temas, porque os tenho dado na tua mão; ne-
nhum deles parará diante de ti” (v.8). Josué e seus valentes saíram de Gilgal e
caminharam durante toda a noite, cerca de trinta e dois quilômetros a oeste de
onde estavam (v.9). Após uma renhida batalha, os amorreus fugiram, mas Israel
os perseguiu (v.10). Josué estava consciente de que a experiência e a coragem
de seus homens não eram suficientes. Porém, sua certeza de vitória era a mesma
do profeta Jeremias: “O SENHOR está comigo como um valente terrível; por isso,
ANJOS E SOLDADOS
19
tropeçarão os meus perseguidores e não prevalecerão” (Jr 20:11). Este episódio ajuda-nos a aprender algumas
tropeçarão os meus perseguidores e não prevalecerão” (Jr 20:11).
Este episódio ajuda-nos a aprender algumas lições espirituais nos momentos
de batalha contra nossos inimigos:
Ação imediata. Diante do perigo Josué decidiu agir imediatamente para ven-
cer as ciladas do inimigo. Precisamos ser ágeis. A decisão de lutar é o primeiro pas-
so para a vitória. Algumas pessoas ficam a vida toda olhando para os problemas,
mas não tomam a decisão de lutar para mudar a situação. Ao invés disso ficam
esperando que as coisas melhorem sem fazer nenhum esforço.
Estratégias Inteligentes. Josué e seu exército de homens valentes caminha-
ram 32 km durante toda a noite e ao amanhecer estavam preparados para a luta,
antes que o inimigo tivesse tido tempo de preparar-se para a batalha. Precisamos
estar dispostos a surpreender e não ser surpreendidos.
Marcharam em direção ao monte. A cidade de Gibeão estava situada numa
região montanhosa, o que significa que o exército de Josué subiu em direção à
vitória. Aqui está o segredo do sucesso. Caminhar para frente e para o alto. Pés na
terra e olhos no céu.
II - DEUS PELEJA A FAVOR DE SEU POVO (Js 10:10,11). Deus interveio, in-
tervém e sempre intervirá a favor do seu povo (Is 42:13). O Senhor não permitiu
que os inimigos de Israel escapassem com vida. No momento em que fugiam à
descida de Bete-Horom, o Todo-Poderoso surpreendeu-os, lançando sobre eles,
do céu, grandes pedras de gelo. “E foram muito mais os que morreram das pedras
da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada” (v.11).
Aquela batalha era do Senhor! Cumpriu-se, então, o que o salmista cantaria
no futuro: “Àquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade é para
sempre” (Sl 136:17).
Apesar da participação humana ser necessária, o que se faz determinante é a
vontade e a presença de Deus. Em diversas situações na Bíblia o Senhor deixou
claro aos seus servos que a peleja seria Dele.
O ser humano luta, mas é Deus quem dá a vitória.
III – O ÂNIMO DE JOSUÉ APÓS A VITÓRIA EM GIBEÃO (Js 10:25). A cada vi-
tória, Josué buscava ao Senhor, que prontamente o animava e concedia-lhe as di-
retrizes para as batalhas (v.25). Deus em nenhum momento abandonou seu povo.
Ao contrário, o Senhor sempre pelejou a favor de seus filhos (Êx 14:14).
Josué não assumiu a prerrogativa de um vencedor arrogante, mas reafirmava aos
seus homens que “assim fará o Senhor a todos os vossos inimigos” (v.25). Ele apenas
dizia: “Não temais, nem vos espanteis; esforçai-vos e animai-vos” (v.25). Desse modo
seus inimigos não podiam impedir o povo de Deus de herdar a terra da promessa.
Conclusão
Hoje a Palavra de Deus nos ensinou muitas coisas. Aprendemos que não de-
ANJOS E SOLDADOS
20
vemos depender de nossas próprias forças, inteligência, estratégias ou recursos, quando estivermos enfrentando uma
vemos depender de nossas próprias forças, inteligência, estratégias ou recursos,
quando estivermos enfrentando uma luta, problema, crise, conflito, tribulação,
sofrimento, etc. É o Senhor quem nos garante a vitória. Portanto, depositemos
nEle toda a nossa confiança. O Senhor pelejará por nós (Êx 14:14).
Ilustração e Apelo
Um homem ainda moço, ficou viúvo. Tinha uma filhinha. Um de seus amigos
convidou-o para passar alguns dias em seu lar, mas ele resolveu enfrentar a situ-
ação em sua própria casa, a despeito das muitas lembranças da esposa, que nela
havia. Ao vir à noite, leu a Bíblia e fez oração com a criança. Em seguida, vestiu-lhe
um pijama, colocou-a cama e retirou-se para o quarto para descansar. O jovem
viúvo, porém, não conseguia dormir. Era meia-noite quando ouviu os soluços da
criança. Levantou-se e abraçou-a. Disse-lhe então a menina: - Papai, não quero
chorar, quero ser forte, mas não consigo
Paizinho, você já viu uma noite tão es-
cura quanto essa? É tão escura que não posso ver-lhe o rosto. Mas, não é verdade,
paizinho, que embora não posso ver seu rosto, você me ama? O pai estreitou-a
nos braços e poucos minutos depois a criança estava dormindo. Então, voltando
a seu quarto, ele se ajoelhou e, usando quase as mesmas palavras de sua filhinha,
orou a seu Pai Celestial: - Pai, a noite é muito escura. Quase não posso ver-Te o
rosto, mas sei que me amas, e que posso confiar em Ti.
Sim, na hora da crise, da angústia e da dor; quando tudo parece que vai des-
moronar, é a hora de buscarmos a Deus; é hora de consultar o Senhor, de nos ape-
garmos pela fé nas mãos de Jesus, pois Ele prometeu: “não temas, porque eu sou
contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo,
e te sustento com a minha destra fiel.” (Is. 41:10)
Quando buscamos a direção de Deus podemos ter a certeza que Ele nos res-
ponderá.
O inimigo tem dado com ímpeto em sua vida espiritual? Na família? No casa-
mento? Nos filhos? Em sua fé?
Amigo, hoje Cristo lhe estende a mão. Está ansioso para lhe ajudar. Aceite esse
Amigo e Ajudador em sua vida.
Eduardo Neto
Associado do Ministério Jovem Associação Sul Paranaense
ANJOS E SOLDADOS
21
ANJOS E SOLDADOS 22
ANJOS E SOLDADOS
22
3 Anjo da Morte Introdução Você sabe quais são os incêndios mais terríveis e famosos
3
Anjo da Morte
Introdução
Você sabe quais são os incêndios mais terríveis e famosos da história? Segue
uma pequena lista:
1. Grande incêndio de Roma
No ano 64 d.C., o imperador Nero decidiu atear fogo em Roma. Embora não
existam muitos registros daquela época, acredita-se que Nero tivesse o sonho
de reconstruir a cidade a seu gosto. A utopia do governante destruiu mais de um
quarto da cidade.
2. Grande incêndio de Londres
Em 1666, Londres foi consumida por um incêndio que destruiu 85% da cidade
entre os dias 2 e 9 de setembro. O fogo começou por volta da 1h da manhã em uma
padaria que, na época, fornecia pães para o rei Charles II. Como as casas eram feitas
de madeira, as chamas logo se espalharam, atingindo monumentos (como a Igreja St
Margaret) e as docas do rio Tâmisa, nas quais litros de combustível estavam armaze-
nados. As autoridades da época, temendo os prejuízos da reconstrução, se recusaram
a derrubar algumas casas para impedir o avanço do fogo. Após 7 dias, alguns edifícios
foram destruídos e o incêndio pôde ser contido. Apesar de ter devastado 430 acres de
Londres (1,74 km2), o Grande Incêndio deixou apenas 16 mortos…
3. Grande incêndio de Chicago
Em 1871, ano anormalmente seco na história de Chicago, o fogo deixou 90
mil desabrigados, 300 mortos e causou um prejuízo de 200 milhões de dólares.
“O Grande Incêndio de Chicago” começou com a queda de um lampião em um
estábulo e foi propagado pelo vento.
4. O Circo Hartford, Estados Unidos – 1944
A grande tenda que cobria o picadeiro do circo pegou fogo e matou cerca de
200 pessoas. Por conta de uma impermeabilização à base de gasolina, a tenda
caiu em menos de oito minutos.
5.
Cidade do Texas, Estados Unidos – 1947
O
fogo detonou 2,3 mil toneladas de fertilizantes, resultando na maior explo-
são industrial da história dos Estados Unidos. O incêndio derrubou mais de mil
prédios e deixou cerca de 600 mortos.
ANJOS E SOLDADOS
23
6. Tóquio, Japão – 1923 A cidade de Tóquio foi arrasada por um forte terremoto
6. Tóquio, Japão – 1923
A cidade de Tóquio foi arrasada por um forte terremoto e um incêndio na
sequência. Algumas estimativas colocam o número de vítimas próximo a 142 mil.
7. Halifax, Nova Escócia – 1917
Esta foi a cena da maior explosão acidental feita pelo homem na história. Um
navio de carga carregado com munição colidiu com um cargueiro e pegou fogo.
Recentemente, o Brasil passou por uma experiência dramática, o incêndio da
Boate Kiss, em Santa Maria, que deixou 242 mortos, em sua maioria jovens…
Ouvir falar de grandes incêndios sempre nos traz um certo desconforto, pois
podemos tentar imaginar a dor e o desespero de quem passa por uma situação
dessas. Todo incêndio deixa após si um rastro de destruição, perdas, dor e sofri-
mento…
Hoje vamos estudar a história de um dos maiores incêndios registrados na
Palavra de Deus, a destruição de Sodoma e Gomorra. Esse incidente teve a parti-
cipação direta de anjos de Deus, que atuaram como anjos da morte e ao mesmo
tempo, anjos de salvação…
I. ANJOS DE DEUS SÃO ENVIADOS A SODOMA E GOMORRA
Os anjos estão intimamente ligados com tudo o que acontece em nosso pla-
neta. Eles são ministros de Deus para executar Sua vontade e, em alguns casos,
derramar os juízos de Deus sobre a Terra.
Gênesis 18:20 - os habitantes de Sodoma e Gomorra viviam como se Deus não
existisse. Cada um fazia o que desejava, e dia a dia seu pecado foi aumentando
até exceder os limites da misericórdia de Deus.
Às vezes, pensamos que podemos deixar para depois as mudanças tão neces-
sárias em nossa vida espiritual, contudo, corremos o risco de exceder os limites da
misericórdia de Deus e perder a oportunidade de salvação. Hoje Deus te convida
para uma nova vida, aproveite essa oportunidade!
Gênesis 19:1-5 - Anjos de Deus são enviados para Sodoma com um propósito
duplo: salvar a família de Ló e destruir a cidade com seus moradores ímpios.
Mesmo em dias de juízo e destruição, os filhos de Deus podem contar com a
proteção do Senhor e de Seus anjos.
Há momentos em nossa vida que parece estarmos sozinhos na batalha contra
o mal. Dá-nos a impressão de que ninguém está vendo nosso esforço por sermos
fieis, parece que não está valendo a pena nosso sofrimento. Mas há um Deus que
enxerga todas as coisas. Ele conhece nossas lutas e no tempo certo Ele vai nos
livrar de todo perigo! Devemos continuar firmes!
II. ANJOS DE DEUS PROTEGEM A FAMÍLIA DE LÓ
Os anjos chegam a Sodoma e Ló os recebe sem reconhecer que eram anjos de
ANJOS E SOLDADOS
24
Deus… Ele os acolhe em sua casa, prepara alimento para eles e ajeita um quarto
Deus… Ele os acolhe em sua casa, prepara alimento para eles e ajeita um quarto
para descansarem naquela noite e então seguirem viagem no dia seguinte. Con-
tudo, os moradores de Sodoma perceberam que Ló tinha visitas, e começaram
a gritar e exigir que Ló tirasse seus dois “visitantes” para que aqueles homens
ímpios abusassem sexualmente deles.
Naquela época o homossexualismo era uma prática comum na cultura de Sodo-
ma, mas contrária à vontade de Deus. Nem sempre a cultura é um bom padrão para
nortear nossos princípios. Temos a Palavra de Deus que deve nos orientar e guiar.
Embora devamos respeitar cada pessoa, independentemente de sua opção
sexual, a vontade de Deus deve ser suprema em nossa vida, e desde o início, o
plano de Deus para a sexualidade humana era que o homem deixaria pai e mãe,
se uniria à sua mulher, e ambos se tornariam uma só carne (Gn 2:24)!
No plano de Deus a intimidade sexual é uma bênção, mas dentro do casamen-
to entre um homem e uma mulher. Qualquer variação nesse plano original de
Deus não resultará em bênçãos e paz.
Hoje nossa cultura tem admitido cada vez mais a liberdade sexual e o homos-
sexualismo. Devemos nos lembrar de que temos a obrigação de respeitar e amar
todas as pessoas à nossa volta, independente de seu estilo de vida. Mas não pode-
mos nos deixar influenciar por costumes que vão na contramão do plano de Deus!
Se você precisar optar entre os hábitos de sua cultura e a orientação da Bíblia,
não tenha dúvida: é muito mais seguro confiar na Palavra do Senhor!
Naquele momento crítico de tentativa de abuso, os anjos saem da casa e fe-
rem os sodomitas com cegueira (Gn 19:10-11) para preservarem a Ló e sua família.
III. ANJOS DA MORTE X ANJOS DE SALVAÇÃO
Ao amanhecer os anjos ordenaram que Ló e sua família abandonassem a cida-
de e fugissem para os montes.
Depois de Ló ter saído da cidade, os anjos executam sua tarefa de destruição:
tornando-se em anjos de morte, fazem descer fogo do céu para a destruição de
Sodoma e Gomorra!
Assim como no Egito Deus enviou um anjo destruidor para tirar a vida dos
primogênitos egípcios que não confiavam no Senhor, em Sodoma Deus envia
dois anjos com a tarefa dupla de destruir as cidades ímpias, mas ao mesmo tempo
livrar a família de Ló…
Chegará o tempo em que os anjos de Deus se tornarão em anjos de morte,
derramando os juízos de Deus sobre a Terra novamente. Nesse tempo, os que en-
tregaram sua vida a Cristo serão libertados da destruição assim como aconteceu
com Ló e seus familiares.
Se nos dias finais os anjos de Deus serão para morte ou para socorro, depende
de nossa comunhão com Deus, de nossa entrega, de nossa caminhada diária com
o Senhor. Nossas escolhas e atitudes de hoje, definem nosso futuro eterno!
ANJOS E SOLDADOS
25
Conclusão O pecado é extremamente ofensivo a Deus! No tempo certo Ele vai derramar Seus
Conclusão
O pecado é extremamente ofensivo a Deus! No tempo certo Ele vai derramar
Seus juízos sobre os que desonram Sua lei e Sua vontade. Não podemos perder
isso de vista…
Embora os anjos de Deus, em alguns momentos específicos da história ter-
restre tenham sido anjos de morte, executando os juízos do Senhor, podemos
descansar na promessa de que “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que
O temem e os livra!” (Sl 34:7) Podemos contar sempre com a proteção e cuidado
dos anjos de Deus!
Devemos aproveitar as oportunidades que Deus nos dá para abandonar o pe-
cado e fazer a vontade dEle.
Nem sempre a cultura será boa guia para os jovens cristãos. Como servos de
Deus devemos viver por padrões mais elevados que a cultura de nosso mundo
instável!
Neste momento Deus deseja libertar você de todos os juízos que virão sobre
os ímpios, Ele deseja conceder paz e felicidade a você e sua família. Aceite o con-
vite da graça!
Pastor Moises Mora
Associação Norte Catarinense
ANJOS E SOLDADOS
26
4 O homem que lutou com um anjo Introdução Muitas pessoas tem uma imagem distorcida
4
O homem que lutou com um anjo
Introdução
Muitas pessoas tem uma imagem distorcida de quem é Deus. O veem como
um Deus vingativo, mau, arbitrário, como aquele investigador secreto que sem-
pre está a espreita só para punir aqueles que lhe desobedecem. Isso porque du-
rante séculos a Igreja Católica Apostólica Romana, especialmente durante a Ida-
de Média, transmitiu ao mundo uma caricatura de Deus e não uma imagem real
acerca de quem Ele é, com sua essência, o amor.
Na realidade, já no segundo século da era cristã, um indivíduo chamado Mar-
cion, começou a divulgar a ideia de que na Bíblia havia dois deuses, um Deus do
Antigo Testamento e outro do Novo Testamento. O Deus do A.T. era um deus
como esse que falamos acima, mau, vingativo e cruel. Enquanto o deus do N.T.
, Jesus, era o verdadeiro Deus, o Deus bom, amoroso, cheio de compaixão. Em
verdade, até hoje muitas pessoas ainda insistem nessa ideia absurda da existência
de dois deuses na Bíblia, o da Antigo e o do Novo Testamentos.
De fato, é muito importante sabermos como enxergamos nosso Deus, porque
isso sem dúvida refletirá nossa qualidade de relacionamento com Ele. Hoje vere-
mos na experiência de Jacó e seu encontro com um Ser celestial uma verdadeira
fotografia do rosto de Deus, o Deus do A.T. Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o ver-
dadeiro e único Deus, o Deus de toda a Bíblia.
Vamos juntos? Está preparado? Então feche seus olhos e vamos orar por esse estudo.
Onde essa história começa?
Essa história começa no livro de Gênesis, cap. 27:32-36, quando Jacó, incenti-
vado por sua mãe, Rebeca, engana seu pai Isaque e toma posse da benção que
estava reservada ao primogênito Esaú. Depois de consumado seu engano, Rebe-
ca e o próprio Isaque temem pela vida de Jacó, pois sabiam do que Esaú era capaz
de fazer com seu irmão quando seu pai falecesse. Certamente Jacó seria morto.
Por isso, Jacó fugiu da presença do seu irmão Esaú e foi viver com a família de seu
tio Labão (Gn. 28:1 e 2)
Esaú estava decidido, assim que tivesse oportunidade mataria o seu irmão
mais novo, Jacó, e se vingaria do que ele havia feito. Mas ele não sabia da visão
que seu irmão havia tido quando estava em Harã. Você lembra qual foi a visão?
Vamos ver juntos? (Gn. 28:10-16).
No momento em que Jacó está fugindo do seu irmão, Deus tem uma revela-
ção a ele, e diz claramente que o abençoaria, o traria de volta para aquela terra e
multiplicaria grandemente sua descendência.
ANJOS E SOLDADOS
27
Mas por que Deus disse isso a Jacó? Porque Ele se revelou a um pecador
Mas por que Deus disse isso a Jacó? Porque Ele se revelou a um pecador e
que estava fugindo de seu próprio engano? Aqui existe uma lição para nós. Deus
nunca desiste dos seus filhos! Ele quer te mostrar que mesmo quando você está
envergonhado por seu pecado e fugindo da voz do Espírito Santo em sua cons-
ciência, Ele vai ao seu encontro. Você pode tentar fugir de tudo e de todos, mas
não fuja de Deus, porque mesmo que você faça de uma pedra o seu travesseiro
no meio de um deserto, ali o Senhor vai revelar a você o Seu amor e vai atraí-lo
para Seus braços.
O Engano sempre encontra o enganador
A viagem de Jacó continuou até chegar na casa de seu tio Labão. Quando viu
a filha mais moça de Labão, Raquel, Jacó ficou profundamente apaixonado e pro-
pôs a Labão que desse a mão de sua filha em casamento para ele. Labão aceitou,
em troca de sete anos de serviço em sua fazenda. Mas o que era isso em troca de
uma vida inteira ao lado de Raquel? Ele aceitou a proposta.
No entanto quando chegou o grande dia do casamento, Labão enganou Jacó
entregando a ele não Raquel, mas Lia, a irmã mais velha. Jacó não a amava, mas
assumiu esse relacionamento e trabalhou mais sete anos pela mão de Raquel
também. Dessa forma Jacó atraiu para si muitos problemas, mas Deus, mesmo
assim, em Sua infinita misericórdia, o abençoava.
A situação com Labão e seus filhos foi ficando insustentável, então o Senhor
disse a Jacó: É hora de voltar (Gên. 31:1-3). Jacó começa a jornada de volta para sua
terra depois de 20 anos longe de casa, longe de seu irmão, fugindo de sua própria
consciência e, de alguma maneira, tentando viver em paz.
Mas Jacó sabia que agora teria que encarar face a face seu irmão Esaú, e ele
definitivamente não estava animado para esse encontro. Seu irmão era um ex-
celente caçador e havia se tornado um bom guerreiro também, acompanhado
sempre por um pequeno exército de homens dispostos a matar ou morrer por
ele e com ele.
A Bíblia diz que Jacó estava, na verdade, morrendo de medo, e também, com
razão, afinal de contas ele mandou mensageiros se encontrarem antes com Esaú
e eles descobriram que Esaú estava vindo ao encontro deles com quatrocentos
homens (Gên 32:6). Mas Jacó não estava totalmente sozinho, afinal Deus havia lhe
feito uma promessa: De que estaria com ele e o guardaria por onde quer que ele
fosse. Jacó sentiu a presença dos Anjos de Deus com ele e sua família. Veja o que
diz o Espírito de Profecia sobre isso: “De novo o Senhor concedeu a Jacó um sinal
do cuidado divino. Enquanto ele viajava do Monte Gileade, em direção ao sul,
dois exércitos de anjos celestiais pareciam cercá-lo, atrás e adiante, avançando
com o seu grupo, como que para protegê-los. Jacó lembrou-se da visão em Betel
tanto tempo antes, e o coração sobrecarregado se lhe tornou mais leve com esta
prova de que os mensageiros divinos que lhe haviam trazido esperança e cora-
gem em sua fuga de Canaã deveriam ser os guardas de sua volta. E ele disse: ‘Este
ANJOS E SOLDADOS
28
é o exército de Deus. E chamou o nome daquele lugar Maanaim’ – ‘dois exércitos
é o exército de Deus. E chamou o nome daquele lugar Maanaim’ – ‘dois exércitos
ou bandos.’ Ellen G. White, PP, pg. 195.
O Encontro transformador
Mesmo depois de sentir a presença dos anjos de Deus, Jacó tentou resolver o
seu problema do seu jeito e enviou vários presentes a seu irmão Esaú na tentativa
de comprar o seu perdão. Mas isso não lhe trouxe nenhuma segurança, antes, sua
ansiedade e preocupação só aumentavam. Mas naquela noite, Jacó viveria a mais
impressionante experiência da sua vida, um encontro com um ser celestial!
Vamos ler como foi esse encontro no cap. 32: 22-29.
Jacó fica sozinho na vale de Jaboque quando, de repente, recebe a visita de
um ser até então desconhecido para ele, e começam a lutar. Jacó estava sozinho,
mas não se renderia facilmente, sem resistência. Depois de lutarem por um bom
tempo, a Palavra de Deus diz que o ser desconhecido tocou sua coxa deslocando
sua articulação. Quando Jacó percebeu que não se tratava de um homem qual-
quer, mas de um ser celestial ele se rendeu, agarrou-se aos pés desse ser e disse:
“não te deixarei ir se não me abençoar”.
Aqui Jacó reconheceu que estava lutando com o próprio Senhor e por isso suplica
por uma benção. Vejam o que diz o Espírito de Profecia: “A luta continuou até perto
do romper do dia, quando o estranho colocou o dedo à coxa de Jacó, e este ficou
manco instantaneamente. O patriarca discerniu então o caráter de seu antagonista.
Soube que estivera em conflito com um mensageiro celestial, e por isto foi que seu
esforço quase sobre-humano não ganhara a vitória. Era Cristo, o ‘Anjo do concerto’,
que Se havia revelado a Jacó. O patriarca estava agora inválido, e sofria a mais crucian-
te dor, mas não O quis largar. Todo arrependido e quebrantado, apegou-se ao Anjo;
chorou, e Lhe suplicou invocando uma bênção.” Ellen G. White, PP, pg. 197.
O Senhor não nos nega as suas bênçãos, antes, ele quer nos abençoar com as
mais ricas bênçãos (Efésios 1:3). No entanto, antes de abençoar Jacó Deus preci-
sava transformar Jacó, e por isso pergunta: “qual é o seu nome?” Uma pergunta
um tanto estranha, não acha? Será que o Senhor não sabia qual era o nome desse
filho de Isaque? Claro que sabia, mas então porque a pergunta?
Deus estava naquele momento acessando o mais íntimo pensamento do cora-
ção de Jacó. Ele sabia que ao pronunciar seu nome, Jacó teria a oportunidade de
humilhar-se perante o Senhor reconhecendo quem ele realmente era, um homem
pecador, enganador. E foi isso mesmo o que aconteceu. Jacó verbalizou o que sua
consciência já queria ter dito há muito tempo: Meu nome é Jacó (desabafo).
É como se Jacó dissesse: Eu sou um enganador! Eu reconheço que sou um
pecador! Por favor retire de mim esse sentimento de culpa! Retire de mim esse
medo de encarar meu passado! E é aqui que algo maravilhoso acontece: Imedia-
tamente o Senhor olha pra ele face a face e diz (verso: 28): “Seu nome não será
mais Jacó, mas Israel, porque lutou com Deus e com os homens, e prevaleceu
ali o abençoou”.
e
ANJOS E SOLDADOS
29
Depois dessa experiência fantástica com Deus, Jacó dá àquele lugar um nome especial: Peniel, que
Depois dessa experiência fantástica com Deus, Jacó dá àquele lugar um nome
especial: Peniel, que significa: “Vi a Deus face a face e a minha vida foi poupada”.
Conclusão
A esta altura você deve estar se perguntando: Ok, mas o que tudo isso tem a
ver com aquela história do início, Marcion e a falsa interpretação de dois deuses,
um deus mau do A.T. e um deus bom do N.T.?
Acontece que depois desse encontro com um anjo, que na realidade, ele des-
cobriu ser o próprio Senhor, a vida de Jacó, agora Israel, nunca mais foi a mesma,
isso porque ele foi transformado por completo. O medo foi embora, a culpa desa-
pareceu. Prova disso foi a sua atitude logo cedo.
Gên 33:1-3 diz que depois de arrumar sua família e servos para o encontro
com Esaú, ele mesmo agora passa à frente de todo mundo e encontra-se com seu
irmão. Nesse momento (verso 4) Esaú torna-se um tipo de Jesus quando age da
mesma maneira que o Pai amoroso do filho pródigo agiu quando este voltou para
casa depois de ficar um tempo perdido, longe do pai.
Mas não para por aí, Israel agora está tão feliz que olha para o seu irmão Esaú
e diz no verso 10: “Se agora achei graça aos teus olhos, peço-te que aceites o meu
presente, porque vi o teu rosto, e é como se tivesse vendo o rosto do próprio Deus”!
Vejam queridos que coisa maravilhosa! Jacó há poucas horas tinha lutado com
o próprio Senhor! Ele havia visto face a face a Jesus! Tanto que chamou aquele
lugar Peniel, que significa “vi a Deus face a face e minha vida foi poupada”, ou seja,
ele poderia identificar as características que viu no rosto do Senhor. E ao olhar
para seu irmão ele identifica as mesmas características em seu rosto! E agora eu
te pergunto: - Como está o rosto de Esaú nesse momento?
-Irado? Bravo? Cheio de rancor, ódio e vingança? Ou Esaú tem um rosto sorri-
dente, feliz, contente, cheio de perdão?
Querido amigo, esse é o rosto de Deus. O verdadeiro Deus, o único Deus! O
Deus de toda a Bíblia. O mesmo Deus que no Novo Testamento curou paralíticos,
cegos, surdos, mudos, libertou endemoninhados, alimentou uma multidão, etc. E
esse mesmo Deus hoje olha pra você e diz: Filho, eu quero fazer o mesmo que fiz
com Jacó na sua vida. Eu quero te perdoar, eu quero curar as feridas da alma e do
coração, eu quero te devolver a alegria de viver ao meu lado. Deixe Jesus entrar
em seu coração hoje, deixe Ele transformar você por inteiro. Olha para seu rosto
amoroso cheio de compaixão agora e aceite o Seu convite enquanto junto canta-
mos o hino “Deus de Israel”. Venha à frente pois quero orar por você.
Pastor Joni Oliveira
Associação Central Paranaense
ANJOS E SOLDADOS
30
5 Guerra invisível Introdução A história do nosso mundo contém em si a história de
5
Guerra invisível
Introdução
A história do nosso mundo contém em si a história de muitas guerras. Vários
soldados e sobreviventes de inúmeros conflitos armados já foram encaminhados
a consultórios psiquiátricos a fim de buscar cura para severos traumas decorren-
tes das coisas que se vê em um campo de batalha. Mas, e se houvesse uma guerra
invisível? Como ela seria? Ela machucaria menos as pessoas nela envolvidas? Hoje
vamos descobrir a resposta pela Bíblia.
A Bíblia diz assim: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem
e os livra” (Sl 34:7). Esse texto indica que a menos que você tenha experiências
sensoriais incomuns e consiga ver anjos ao seu lado realizando sua obra, você
já foi, tem sido e continuará a ser “liberto” de situações de perigo que passaram
desapercebidas para você. Seria como se você estivesse cotidianamente andan-
do num campo de batalha, cheio de minas explosivas e balas perdidas das quais
você é escudado e libertado por guerreiros de elite, altamente treinados para a
guerra e eficientes em cumprir a tarefa de mantê-lo vivo!
Por outro lado, a Palavra de Deus afirma: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo,
vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém
para devorar” (1 Pe 5:8). Isso indica que a menos que você tenha acesso direto
ao mundo sobrenatural das trevas, você está constantemente cercado por um
inimigo poderoso e cruel, disposto a te destruir diante da menor oportunidade,
mas ainda assim você não o vê!
A guerra invisível é real e envolve todos os seres humanos na face da terra. Mes-
mo que alguns dos seus agentes estejam longe do acesso dos olhos humanos, os
efeitos das atuações desses poderes são claramente distinguidos ao nosso redor.
Assim como o ar é invisível para nós apesar de sermos gentilmente envolvi-
dos e sustentados por ele em todos os momentos da nossa vida, e assim como
o invisível vento se transforma repentinamente em um furação que destrói pro-
priedades e vidas impiedosamente, assim os poderes espirituais invisíveis cuidam
ou causam destruição cada qual conforme a sua disposição e natureza, e vemos
claramente o resultado de sua obra no mundo.
Como ocorre essa guerra invisível?
A guerra entre o bem e o mal é travada em várias áreas diferentes. Tanto no
simples campo das ideias (doutrinas, filosofias) quanto no campo do comporta-
mento (atitudes, ações). Por exemplo: Leiamos Gênesis 3:1-6
Nesse texto, o primeiro que retrata a guerra espiritual na Bíblia, percebemos
ANJOS E SOLDADOS
31
que Deus (o Senhor), Satanás (a serpente) e a humanidade (Adão e Eva) estão envolvidos
que Deus (o Senhor), Satanás (a serpente) e a humanidade (Adão e Eva) estão
envolvidos numa trama que envolve ideias e comportamentos.
Deus havia previamente dito que a consequência de se comer o fruto da ár-
vore do conhecimento do bem e do mal seria a morte (“certamente morrereis”
Gn 2:17), mas a serpente enganosamente contradiz o que o Senhor havia dito
(“certamente não morrereis” Gn 3:4). Essa contradição lançou sobre a humanida-
de a necessidade de responder ao desafio de Satanás em termos de crença e de
comportamentos com suas respectivas consequências.
Veja o argumento a seguir:
Crendo em Deus
eles não comeriam do
fruto (comportamento)
e
jamais morreriam (con-
sequência)
Crendo na serpente
eles comeriam do fruto
(comportamento)
e
enfrentariam a morte
(consequência)
O comportamento de tomar do fruto e comer demonstrou de forma prática
qual foi a decisão humana e então a morte entrou no mundo.
A guerra invisível machuca as pessoas de forma visível.
Sim, a guerra invisível machucou todas as pessoas de forma visível. A Bíblia
diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo
pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque to-
dos pecaram” (Rm 5:12). A partir da queda, pecado e morte acompanham todos
os seres humanos com uma única exceção, Jesus Cristo, o único que morreu para
perdoar os pecados dos seres humanos (1 Pe 2:24) e não por ter algum pecado
em sua vida (Hb 4:15).
Vemos todos os dias, em nossa sociedade, os efeitos visíveis da guerra invisí-
vel. Engano, pecado e morte nos relembram dessa triste guerra constantemente.
Como resultado dessa guerra invisível vieram a existir as muitas consequên-
cias ruins que podemos ver em nosso mundo. Famílias em crise, miséria, doenças
e tantos problemas quantos existem.
O centro da guerra invisível.
De todos os problemas causados pelo pecado, o maior deles é a morte. Per-
dermos a vida ou estarmos separados daqueles que amamos é a pior consequên-
cia do pecado. Podemos perceber que a própria guerra em si, desde sua origem,
gira em torno desse assunto.
Deus disse: Certamente morrereis.
Satanás disse: Certamente não morrereis.
Por causa da importância desse assunto sabemos que as crenças e comporta-
mentos humanos que surgem em função da ideia da morte estão no centro desta
guerra invisível, e a Bíblia nos ajuda a nos posicionarmos diante dela de forma
ANJOS E SOLDADOS
32
inteligente e em harmonia com a Palavra do Senhor. Muitas pessoas em nossa sociedade são
inteligente e em harmonia com a Palavra do Senhor.
Muitas pessoas em nossa sociedade são ensinadas através de inúmeras filoso-
fias e religiões espiritualistas (espiritismo, budismo, hinduísmo, etc.) que a morte
faz parte de um processo de evolução espiritual, através de um grande número de
reencarnações de uma suposta alma imortal. A Bíblia, no entanto, contradiz essas
crenças dizendo que aos homens é dado morrer “uma só vez” (Hb 9:27), sendo a
morte a “última inimiga” a ser vencida e não uma forma de evoluirmos (1 Co 15:26),
de maneira a concluir que a alma pode morrer se escolher o pecado (Ez 18:4).
Todo pecador é mortal (Rm 6:23). Mesmo Satanás, sendo um anjo, está destinado
à morte por ter se tornado pecador (Ez 28:19) e será eliminado do universo (Ml 4:1).
Quais as consequências de se crer nas doutrinas espiritualistas e de se
crer na Bíblia?
As consequências de crer em filosofias espiritualistas são amplas, mas as duas
mais importantes são as seguintes:
1) Descrença sobre a Palavra de Deus e seus ensinos sobre a morte.
Uma vez que tais filosofias pregam exatamente o contrário do que a Bíblia diz
e muitas pessoas acabam preferindo se afastar da revelação bíblica.
2) Rejeição da mensagem da salvação através de Jesus.
Caso os espiritualistas estivessem corretos, a salvação viria através da reen-
carnação pela qual cada pessoa vai evoluindo e purificando a si mesma de seus
pecados de supostas vidas passadas. Para os espiritualistas Jesus foi um grande
mestre, um bom homem, evoluído, mas não Deus ou Salvador.
Mas na Bíblia a salvação vem através da fé em Jesus, aquele que sendo Deus
(Jo 1:1) se fez carne (Jo 1:14) e morreu para nos perdoar e purificar (1 Jo 1:9).
Conclusão
A guerra invisível se torna visível pelos enganos pregados em nosso mundo,
pelo pecado tão presente em nossa sociedade e pela morte que ameaça nossa
vida em todos os momentos.
Mas sabemos que Jesus é o vencedor dessa guerra invisível. Ele venceu o Dia-
bo, os demônios, o pecado e a morte e na vitória dele nós somos mais que ven-
cedores (Rm 8:37).
Anjos do Senhor estão ao nosso redor para nos livrar de perigos no mundo, mas
acima de tudo o Espírito Santo está sobre nós para nos guiar em toda a verdade.
Pastor Samuel Camilo
Associação Sul Paranaense
ANJOS E SOLDADOS
33
ANJOS E SOLDADOS 34
ANJOS E SOLDADOS
34
6 Anjos e soldados da linha de frente Introdução: O assunto sobre os anjos é
6 Anjos e soldados da linha de frente
Introdução:
O assunto sobre os anjos é incrivelmente intrigante e curioso. Quase todo
mudo deve ter pelo menos uma curiosidade sobre este tema. Um menino muito
curioso sobre este assunto, em toda oração que se fazia na Igreja ele se concen-
trava, fechava seus olhos e quando menos se esperava abria os olhos rapidamen-
te. Na sua ideia infantil pensava que talvez pudesse ver um anjo mais descuida-
do que não tivesse tempo de se esconder antes dele abrir seus olhos. Coisa de
criança. Mas não parou por aí sua insistência com os anjos. Durante algum tempo
o menino, agora um jovem, deixava papel e caneta em cima da mesa da sala e
orava a Deus pedindo que autorizasse o seu anjo da guarda a escrever seu nome.
O assunto é mesmo muito curioso. Pensar que em todos os momentos existe um
anjo, um ser celestial ao seu lado não desperta sua curiosidade?
Os anjos são seres sob as ordens de Deus. E outras vezes, é o Próprio Deus em
forma angelical, como no caso de Manoá e sua esposa. Não são poucas as vezes
em que na Bíblia Sagrada anjos trazem aos filhos de Deus ordens que, se segui-
das, traria grande sucesso. Uma destas histórias sem dúvida é a de Sansão. Seu
Pai, Manoá, e sua mãe eram habitantes de uma pequena cidadezinha, Zorá. Este
casal teve o privilégio de receber o Anjo do Senhor (Cristo Jesus) duas vezes. Já
não bastasse receber a visita de um anjo ainda receber também a notícia de um
milagre, incrível! Manoá não possuía filhos pois sua esposa era estéril. Mas este
casal possuía uma coisa muito mais importante, fidelidade a Jeová (A Verdade
Sobre os Anjos, p. 115). No Caso deles o Anjo do Senhor não veio apenas anunciar
o milagre, mas também instruir como cuidá-lo. Sabemos que Sansão foi o homem
mais forte do mundo. Também sabemos que ele se desviou dos planos originais
de Deus. Mas também sabemos que se voltou ao Senhor (Juízes 16:28) e que seu
nome está escrito na “Galeria dos Heróis da Fé” (Hebreus 11:32).
É bom ter um final feliz. Mas como seria bom se junto ao final feliz também
houvesse uma história feliz. Infelizmente não foi sempre assim com Sansão.
Quando seus pais receberam a visita do Anjo do Senhor, mais do que se abster de
bebida forte e não cortar seu cabelo, Sansão devia ser submisso a toda vontade
do Senhor. É exatamente aqui que muitos jovens têm deixado de ter uma história
feliz. Não podemos escolher algumas dentre todas as ordens de Deus para seguir
e deixar as que não nos agradam de fora. Se assim fizermos, nossa história pode
até ter um final feliz, graças a Deus, mas será cheia de tristezas pelo caminho. San-
são precisava entender que foram seus pais que receberam as instruções do Anjo
ANJOS E SOLDADOS
35
do Senhor para criá-lo. Ele sabia o que Deus esperava dele como juiz de Israel.
do Senhor para criá-lo. Ele sabia o que Deus esperava dele como juiz de Israel. É
bem fácil entender pela vida de Sansão que todas as vezes que não seguimos os
conselhos dados por Deus através de anjos e de Sua palavra, sofrimentos, tristeza
e derrotas estão logo à frente.
Outra lição que aprendemos do homem mais forte do mundo, é que força
sem Deus tem prazo de validade. Sansão estava mais confiante de que sua força
poderia resolver qualquer problema, do que de usar a sua força para o propósito
para o qual Deus lhe concedera tal privilégio. Sansão que se achava tão forte e
indestrutível perdeu na queda de braço para uma mulher que, com certeza, era
muito mais fraca do que ele. Esta derrota não aconteceu por falta de força ou
habilidades, mas por arrogância. Não teriam muito dos nossos jovens hoje con-
fiando mais em seus talentos, habilidades ou inteligência do que nas ordens de
Deus e Seus anjos? Os anjos estão sob as ordens imediatas do Deus que nunca
perde batalhas. Mas não lutam sem que sejam solicitados. Existe uma citação de
Ellen White incrível sobre isso:
“Vi anjos maus contendendo por pessoas, e anjos de Deus a resistirem-lhes.
Difícil foi a luta. Os anjos maus estavam corrompendo a atmosfera com sua influ-
ência venenosa, e amontoando-se em torno dessas pessoas a fim de adormecer-
-lhes as sensibilidades. Santos anjos observavam ansiosamente e aguardavam
para repelir o exército satânico. Não cabe, porém, aos anjos santos, o controlar a
mente dos homens contra a sua vontade. Caso eles cedam ao inimigo, e não fa-
çam esforços para resistir-lhe, então os anjos de Deus pouco mais podem fazer do
que restringir o exército de Satanás, para que não destrua, até que seja dada mais
luz aos que estão em perigo, a fim de os mover a despertarem a volver-se para
o Céu em busca de socorro. Jesus não comissionará os santos anjos a livrarem os
que não fazem nenhum esforço para ajudarem a si mesmos”. Testemunhos Para
a Igreja, v.1, p. 345.
Este texto deixa muito claro e real o Grande Conflito entre Cristo e Satanás
nesta terra. O inimigo de Deus não brinca quando se trata de fazer mal aos filhos
de Deus para entristecê-Lo. Porém, Deus, no Seu imenso amor pelos seus filhos,
não lhes permite lutar a sós.
“Se Satanás vê que está em perigo de perder uma pessoa, ele se ativa ao má-
ximo para conservá-la. E quando o indivíduo é despertado para o perigo em que
se encontra, e aflita e fervorosamente busca forças em Jesus, o inimigo teme per-
der um cativo, e chama um reforço de seus anjos a fim de encurralarem a pobre
pessoa, formando um muro de trevas em torno dela, de modo que a luz do Céu
não chegue até onde ela está. Se, porém, a pessoa em perigo persevera, e em sua
impotência se lança sobre os méritos do sangue de Cristo, nosso Salvador escuta
a fervorosa oração da fé, e envia reforço daqueles anjos magníficos em poder, a
fim de a libertar.” Ibidem, pp. 345 e 346.
Depois de ler este texto é muito mais fácil de entender: “Ao som da fervorosa
ANJOS E SOLDADOS
36
oração todo o exército de Satanás treme”. Ibidem, p. 346. Outro personagem bíblico que teve
oração todo o exército de Satanás treme”. Ibidem, p. 346.
Outro personagem bíblico que teve o privilégio de ver estes seres angelicais
foi Davi. É tão difícil falar sobre Davi porque conhecemos praticamente tudo so-
bre ele. Desde sua escolha inesperada para ser rei de Israel, passando pela tão
famosa batalha com o gigante Golias, seu adultério e assassinato no caso de Bate-
-Seba e Urias, os muitos conflitos com seus filhos e por fim, seu imenso desejo de
construir o templo de Deus, mas que não foi realizado por ele.
Davi assistiu à comitiva de anjos que acompanhavam a arca da aliança casti-
garem Uzá que, impaciente com os bois e presunçoso com relação a Deus, pôs
a mão na arca da aliança. Davi, o homem segundo o coração de Deus também
viveu altos e baixos com Deus. Assim como nós temos nossos altos e baixos. Num
destes baixos, Deus permitiu que Davi escolhesse um de três castigos (II Samuel
24:10-17). Nesta ocasião Davi pôde ver o Anjo do Senhor, que por sua mão já havia
matado setenta mil homens do povo, e clamou por misericórdia.
Nem sempre vemos os anjos, mas sabemos que nos acompanham. Quando
Davi pôde ver o anjo destruidor suplicou por misericórdia. Será que este mesmo
Davi lembrou que anjos de Deus também estavam ao seu redor quando decidiu
adulterar com Bate-Seba? Será que Davi lembrou que anjos de Deus, que, com
certeza, estavam com ele na batalha contra o gigante e quase invencível filisteu,
também estavam com ele quando decidiu usar todo seu poder para matar um
único e fiel homem do seu exército?
Prezado jovem: se tão somente lembrássemos que estamos sempre em com-
panhia dos anjos de Deus aqui nesta terra, imagine o grande número de coisas
que não faríamos por consagração ou constrangimento. Eles não estão ao nosso
lado para apontar nossos erros. Estão ao nosso lado para nos influenciar para os
acertos:
Estamos informados pelas Escrituras quanto ao número, poder e glória dos
seres celestiais, sua relação com o governo de Deus e também com a obra da re-
denção. “O Senhor tem estabelecido o Seu trono nos Céus, e o Seu reino domina
sobre tudo.” Sl. 103:19. E diz o profeta: “Ouvi a voz de muitos anjos ao redor do
trono.” Ap. 5:11. No salão de recepção do Rei dos reis, assistem eles - como “an-
jos Seus,magníficos em poder
ministros Seus, que executais o Seu beneplácito”,
“obedecendo à voz da Sua palavra”. Sl. 103:20 e 21. – A Verdade Sobre os Anjos,
pp. 9 e 10.
Devemos nos valer da influência santificadora dos anjos de Deus aqui nesta
terra. São enviados do Senhor e nos acompanham a todo instante para nosso
bem:
“Os anjos são enviados em missões de misericórdia aos filhos de Deus”. Ibi-
dem, p. 10.
Todas as vezes nas quais Sansão e Davi esqueceram-se da companhia, so-
corro, ajuda e observação dos seres angelicais, causaram para si mesmos, e para
outros, sofrimentos e perdas que não precisariam ser experimentadas. Como será
ANJOS E SOLDADOS
37
sua vida com relação ao convívio com os anjos de hoje em diante? Quando ligar
sua vida com relação ao convívio com os anjos de hoje em diante? Quando ligar
o computador lembrará que anjos de Deus estão ao seu lado vendo sua tela?
Quando entrar no seu quarto e imaginar que está sozinho para fazer o que bem
entender, perceberá que está acompanhado deste enviados de Deus? Quando a
influência dos amigos quiser lhe derrubar a fé, suplicará pelo socorro deste exér-
cito que, sob a ordem de Deus, não perde batalhas? Quando receber convites
para festas inadequadas para um jovem cristão lembrará que o anjo de Deus
aguardará ansioso sua resposta? No seu namoro, os anjos de Deus poderão acom-
panhar todo o tempo sem precisar fechar os olhos de tristeza? Quando escolher
as roupas, usaria as mesmas para desfilar do lado do seu anjo se todos os vissem,
inclusive você?
Lembre: Os anjos de Deus são amigos inseparáveis escolhidos por AQUELE
que ama você para acompanhá-lo sempre. Sempre!
“O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” - Salmos
34:7
Pastor Rodrigo Machado
Associação Sul Riograndense
ANJOS E SOLDADOS
38
7 Batalha dentro da mente “Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo,
7
Batalha dentro da mente
“Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo, foi e enfor-
cou-se.” Mt 27:5
Introdução:
Nos pântanos costeiros da Califórnia, o verme, invisível a olho nú, Euhaplor-
chis californiensis, libera seu macabro controle mental sobre o peixe. Mas antes
de fazer isso é preciso passar pelos corpos de um caramujo e de um pássaro. Bem,
esse verme danado se origina de um ovo microscópico que se aninha no estôma-
go de aves marinhas. As fezes das aves infectadas contêm milhares de ovos do
verme cerebral que são comidos por caramujos daquela região. Os ovos acabam
chocando dentro da concha do caramujo e as larvas do verme cerebral se alimen-
tam das gônadas do caramujo, dominando seu sistema reprodutor, sugando a
energia que o caramujo aplicaria na reprodução. O caramujo agora só vai formar
filhotes de vermes cerebrais pelo resto da vida.
Uma vez bem alimentados, os vermes nadam para fora do caramujo e iniciam
sua jornada para dentro do desavisado peixinho, o Killifish. Eles penetram no corpo
do peixe através da pele e das guelras. Lá dentro migram até a cavidade cerebral do
peixe. Aparentemente o peixe é normal, age como se fosse saudável: nada, come,
se reproduze, põe ovos. Mas, ao observarmos o cérebro do peixe podemos contar
mais de milhares de minúsculos cistos contendo os vermes cerebrais.
De repente o peixe começa a ter um comportamento estranho e impulsivo.
Os vermes microscópicos literalmente assumem o comando do peixe e quanto
maior o número de vermes no cérebro mais estranhamente o peixe agirá. O com-
portamento é totalmente controlado pelos vermes cerebrais, que secretam subs-
tâncias desconhecidas alterando a química cerebral do peixe e afetando seus
neurotransmissores. Quando chega a essa fase, o destino do peixe está traçado.
Estranhamente ele começa a saltar para fora d’água e se exibir para os predado-
res, os pássaros marinhos de que falamos no início. O peixe simplesmente sinaliza
ao pássaro: “Me coma!” Quando o pássaro come o killifish o ciclo de vida do ver-
me recomeça!
(fonte: http://diariodebiologia.com/2012/07/verme-domina-o-cerebro-do-
-peixe-e-o-faz-cometer-suicidio/#.VJEyZIu9WN0)
O terrível destino do Killifish nos lembra da triste história de Judas, que foi
usado por um inimigo invisível e que o levou ao ato final de desespero.
ANJOS E SOLDADOS
39
Parasita domina o cérebro A Mente de Judas A brecha Tal como o peixe killifish,
Parasita domina o cérebro
A Mente de Judas
A brecha
Tal como o peixe killifish, aparentemente Judas tinha uma fissura, uma brecha,
um caminho para sua mente. Era seu ponto fraco!
“Mas um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, que mais tarde iria traí- lo, fez
uma objeção: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos po-
bres? Seriam trezentos denários”. Ele não falou isso por se interessar pelos pobres,
mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar
o que nela era colocado” Jo 12:4-5.
Judas era muito capaz tecnicamente, tanto que foi escolhido pelos discípulos
como tesoureiro, mas no fundo, tinha um amor pelo dinheiro e pelo poder que o
dinheiro pode trazer.
De fato, todas as vezes que o vemos errando, o dinheiro está envolvido.
“Judas dirigiu- se aos chefes dos sacerdotes e aos oficiais da guarda do templo
e tratou com eles como lhes poderia entregar Jesus. A proposta muito os alegrou,
e lhe prometeram dinheiro. Ele consentiu e ficou esperando uma oportunidade
para lhes entregar Jesus quando a multidão não estivesse presente” Lc 22:4-6.
O Perigo da Auto Confiança
Seguro de sua capacidade Judas não percebeu os ataques do inimigo. Talvez,
tenha se julgado tão inteligente que pensou ser até mais inteligente do que Jesus.
Cego, não percebia que estava sendo usado pelo diabo.
Mas Jesus não o deixaria sem aviso, na noite da cerimônia do lava pés, Jesus
lavou os pés de seu traidor e durante a ceia o alertou.
“Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o
tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que
estavam no mundo, amou- os até o fim. Estava sendo servido o jantar, e o Diabo
já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus” Jo 13:1-3.
Há muitas pessoas na atualidade seguindo uma filosofia que diz que devemos
seguir nosso coração, seguir nossos sentimentos e confiar em nós mesmos, mas a
Bíblia alerta que o pecado deixou ‘brechas’, por onde Satanás e seus anjos traba-
lham nossos desejos para o mal.
“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: Estou sendo tentado por
Deus. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um,
porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido.
Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se
consumado, gera a morte” Tg 1:13-15.
A tentação tem um instigador, um promotor, ela não é um produto natural do
universo. A tentação é iniciado pelo planejamento de um ser, acompanhado de
seus comparsas que intencionalmente promovem meios de se disfarçar e ocupar
a mente de seus hospedeiros, tal como o parasita do killifish, dominando seus
ANJOS E SOLDADOS
40
pensamentos, a despeito de conservar a aparência normal de suas vítimas. Je- sus foi muito
pensamentos, a despeito de conservar a aparência normal de suas vítimas. Je-
sus foi muito claro em alegar que ao satisfazermos a tentação, entregamos nossa
mente ao Diabo, no sentido em que ele passa a ser nosso ‘pai’ por estar substi-
tuindo o lugar de Deus em nossa mente.
“Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele.
Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há ver-
dade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da
mentira” Jo 8:44.
Controle
Em outras palavras, quem controla você é Deus ou o Diabo, é você quem decide.
Aqui vivemos numa batalha mental, só há dois lados. O mundo e as pessoas
estão se enganando quando pensam que podem ficar neutros ou que há ques-
tões irrelevantes para o inimigo. Ele espreita nossos pontos fracos, se infiltra em
nossas igrejas tal como estava infiltrado entre os discípulos.
Mas, uma vez que a pessoa compreende isso e decididamente se entrega ao
controle do inimigo, este ganha liberdade para usá-lo da maneira como achar
melhor e descartá-lo como lhe é de costume fazer quando não vê mais utilidade
em seus hospedeiros.
Assim foi com Judas:
“Respondeu Jesus: ‘Aquele a quem eu der este pedaço de pão molhado no pra-
to’. Então, molhando o pedaço de pão, deu- o a Judas Iscariotes, filho de Simão.
Tão logo Judas comeu o pão, Satanás entrou nele. ‘O que você está para fazer, faça
depressa’, disse- lhe Jesus. Mas ninguém à mesa entendeu por que Jesus lhe disse
isso. Visto que Judas era o encarregado do dinheiro, alguns pensaram que Jesus
estava lhe dizendo que comprasse o necessário para a festa, ou que desse algo aos
pobres. Assim que comeu o pão, Judas saiu. E era noite” Jo 13:26-29
A Mente de Pedro
A mente de Pedro apresenta um campo de lutas espirituais semelhantes a
Judas. Pedro era vaidoso, impetuoso. Em alguns momentos tanto foi usado por
Deus, como pelo Diabo. O que nos mostra o quanto esta batalha é diária!
Pedro escolhendo se deixar governar por Deus.
“Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. Respondeu Je-
sus: ‘Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne
ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus’”. Mt 16:16
Aqui está Pedro sendo usado por Deus!
Mas o mesmo Pedro também teve momentos difíceis e sinistros.
Pedro escolhendo se deixar dominar pelo inimigo
“Então ele começou a ensinar- lhes que era necessário que o Filho do homem
sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos
ANJOS E SOLDADOS
41
sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse. Ele falou
sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse. Ele
falou claramente a esse respeito. Então Pedro, chamando- o à parte, começou
a repreendê- lo. Jesus, porém, voltou- se, olhou para os seus discípulos e repre-
endeu Pedro, dizendo: ‘Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de
Deus, mas nas dos homens’” Mc 8:31-33.
Aqui está novamente Pedro, mas desta vez sendo usado pelo Diabo.
Toda vez que tentamos desestimular o serviço missionário da igreja, toda vez
que nos opomos a projetos de sacrifício pela igreja, que é o corpo de Cristo, toda
vez que lutamos contra o sistema de alimentação da igreja por meio de dízimos
e ofertas, toda vez que nos opomos ao serviço de voluntários que se doam pela
missão da igreja, como a Missão Calebe e outros semelhantes, estamos fazendo o
mesmo que Pedro! Estamos tentando fazer Cristo desistir da cruz e tomar o cami-
nho fácil e, nisso, estamos sendo a voz de Satanás.
Quando pensamos nas coisas dos homens, nos tornamos como Judas!
Como Pedro foi livre do Poder de Satanás?
Você sabe que naquela noite em que Jesus foi traído por Judas, Pedro tam-
bém o negou! Você sabe que Pedro enfrentou o cantar do galo, mas por que ele
terminou diferente de Judas?
Tal como Judas, Pedro foi avisado de que estava em perigo! Mesmo orando
pouco, mesmo negando, não deixou seu mestre. Esteve com ele no jardim, no
pátio onde o negou publicamente e foi evidenciado que aquele inocente, que o
havia prevenido, estivera o tempo inteiro o defendendo.
“’Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei
por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça
os seus irmãos’. Mas ele respondeu: ‘Estou pronto para ir contigo para a prisão e
para a morte’. Respondeu Jesus: ‘Eu lhe digo, Pedro, que antes que o galo cante
hoje, três vezes você negará que me conhece’”
Pedro terminou aquela noite diferente de Judas porque ao ouvir o galo,
ele lembrou e ele se rendeu! Reconheceu sua tolice! Reconheceu que tinha um
parasita em si mesmo - um inimigo - e o arrependimento rompeu o domínio de
seu inimigo sobre sua mente.
Conclusão
Cada pessoa pode decidir a quem vai se entregar! Há dois poderes que con-
trolam tudo, ou você será de um, ou será de outro! Jesus Cristo não é um ser
fraco, semelhante a Satanás! Todas as vezes em que Ele apenas falou, o Diabo e
seus anjos maus não O puderam resistir. Não é uma batalha entre iguais! Mas o
problema é o campo de batalha! A sua mente! Nela, o inimigo tem a vantagem
do terreno conquistado em nossa natureza pecaminosa, porém, pela graça, você
pode decidir a quem entregar o domínio deste terreno.
ANJOS E SOLDADOS
42
Apelo “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor
Apelo
“Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz,
com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor. Evite as controvérsias tolas
e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém
brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve cor-
rigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conce-
da o arrependimento, levando- os ao conhecimento da verdade, para que assim
voltem à sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os aprisionou para
fazerem a sua vontade” 2 Tim. 2:22-26.
Pastor Ericson Danese
Associação Norte Paranaense
ANJOS E SOLDADOS
43
ANJOS E SOLDADOS 44
ANJOS E SOLDADOS
44
8 Anjos no final do grande conflito Introdução: Boa Noite! Antes de mais nada, eu
8 Anjos no final do grande conflito
Introdução:
Boa Noite!
Antes de mais nada, eu quero agradecer a presença de cada um de vocês aqui
nesta noite! É muito bom termos a oportunidade de nos reunirmos para con-
versar sobre temas tão instigantes! Ao longo desta série de Domingos Especiais,
temos estudado o tema “Anjos e Soldados”, e eu tenho certeza de que você tem
aprendido, descoberto, refletido sobre muitas realidades que até então lhe pas-
savam despercebidas
Na noite de hoje não será diferente! Curiosos?! Vamos então ao texto desta noite:
Texto: Apocalipse 14:6-12
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para pro-
clamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo,
dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do
seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a
todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação.
E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a bes-
ta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este
beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira;
e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cor-
deiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso
nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que
receber o sinal do seu nome. Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que
guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Contexto
Poucos textos da bíblia são considerados tão importantes e ao mesmo tempo
são tão mal compreendidos. Este é um daqueles textos bíblicos acerca do qual
temos bastante conhecimento, mas pouquíssima compreensão
Nenhum pro-
blema com o texto! Mas sim, problemas com a nossa percepção e compreensão
da mensagem do texto
Objetivos
O Objetivo do nosso estudo (ou de nossa conversa, como vocês preferirem)
nesta noite, é compreendermos a essência da mensagem contida neste texto,
ANJOS E SOLDADOS
45
uma vez que entendemos que, como filhos de Deus, temos o privilégio (e a res-
uma vez que entendemos que, como filhos de Deus, temos o privilégio (e a res-
ponsabilidade) de compartilharmos esta mensagem com todas as pessoas.
Argumentação
Quando pensamos nas três mensagens angélicas, sabemos e reconhecemos
que elas constituem a base de uma mensagem específica que temos a oportuni-
dade de compartilhar com as pessoas nos dias de hoje. Acontece aqui o primeiro
problema: Nós não temos compartilhado estas mensagens!
Quero convidá-los a pensarmos e analisarmos atentamente algumas ques-
tões referentes a esta realidade:
Por que não temos falado sobre as três mensagens angélicas de Apocalipse
14:6-12?
Será que a nossa compreensão sobre o conteúdo destas mensagens não tem
comprometido nossa motivação em compartilhá-las?
Será que temos conferido a este texto “cores e matizes” que nem mesmo nós
apreciamos, e portanto, nos desestimulamos a compartilhar?
Por padrão (“em condições normais de temperatura e pressão
”),
este é um
texto que lemos e ‘percebemos’ um ar pesado, grave
Se você pudesse conferir
a este texto um ‘emoticom’, certamente não seria nenhum ‘emoticom’ que suge-
risse felicidade, alegria
Esta nossa percepção faz justiça ao texto? Vamos analisar atentamente:
Para começar, vamos entender o porquê de enxergarmos neste texto cores e
matizes tão dramáticas (usando uma linguagem musical: o porquê insistimos em
ouvir este texto em tons menores
Existem algumas palavras (e expressões) que nos assustam neste texto, nova-
mente, não pelas palavras em si, mas pela pouca compreensão que temos do real
sentido que elas possuem, sobretudo quando entendidas em consonância com o
caráter de Deus. São elas: “Temei a Deus”, “Juízo”, “Ira de Deus”, para ficar apenas
nestas três
Pense comigo (e procure acompanhar a linha de raciocínio): Quando você lê
este texto, como você imagina a face de Deus? Quando você lê este texto, você
sente desejo de se aproximar de Deus e lhe dar um abraço, ou você (seja sincero
consigo mesmo!) sente medo do que Deus possa fazer com você, caso você não
o ‘adore’?
Pois bem, de posse destas percepções acerca do ‘humor’ de Deus, me respon-
da agora: Esta percepção faz justiça à realidade de quem Deus é? Esta percepção
concorda com a expressão ‘Evangelho Eterno’ contida no verso seis, e que define
o que são estas três mensagens angélicas?
Vamos tentar compreender a partir de uma rápida análise do caráter de Deus.
Como Deus é? João, discípulo de Jesus, afirma no início de seu Evangelho que
“ninguém jamais viu a Deus”, mas que “o Filho Unigênito (Jesus) O revelou”. O
próprio Jesus deixou isto muito claro em suas palavras aos discípulos: “Quem vê
ANJOS E SOLDADOS
46
a mim, vê ao Pai ” Portanto, se eu quero entender o caráter de Deus,
a mim, vê ao Pai
Portanto, se eu quero entender o caráter de Deus, Jesus é a
minha referência.
Quero destacar dois pontos com relação a isto: Primeiro, Jesus era uma pessoa
feliz! Evidência disto? Crianças gostavam de estar com Jesus! Adultos aprendem
a dissimular, a fazer coisas que não gostam, a estar com quem não simpatizam
Mas crianças não!
Jesus era simpático, agradável e sociável! Evidência disto? As pessoas gosta-
vam da presença de Jesus, os pecadores o convidavam para as refeições, ele era
convidado para jantares e festas de casamento. Inclusive, Ele fora duramente criti-
cado pelos fariseus pelo fato de manter uma vida social tão vibrante, e na compa-
nhia de pessoas tão reprováveis (pelo menos, sob o ponto de vista dos fariseus
Não devemos confundir a simpatia de Jesus com frivolidade. Mas não podemos
esconder ou negar a realidade de que Jesus era alguém que despertava o melhor
das pessoas (e o pior dos fariseus
).
Poderíamos dizer que Jesus tinha uma per-
sonalidade magnética, ele era ‘atraente’, no sentido de atrair as pessoas para Si.
Ele chegou ao ponto de declarar que quando Ele fosse levantado sobre a terra
(em clara alusão à sua crucificação), ele atrairia todos a Ele. Reconhecemos que o
caráter de Deus foi plenamente revelado por Jesus Cristo na cruz do Calvário, ou
seja, ao entendermos o caráter de Deus, Deus se torna potencialmente ‘irresistí-
vel’, a ponto de Paulo declarar: “O Amor de Cristo nos motiva” (2Co 5:14).
João foi o único dos discípulos a testemunhar esta revelação plena do caráter
de Deus, operada por Jesus na Cruz do Calvário
Não é por menos que, anos
depois, ele vai sintetizar o caráter de Deus nas seguintes palavras: “Deus É Amor”
(1Jo 4:8).
Por que gasto tempo com estas considerações? Simples, é porque você precisa
entender quem é o Deus que está sendo apresentado nas mensagens angélicas!
Um Deus bravo, que não vê a hora de condenar ou encontrar erros nos seres hu-
manos não encontra eco no que a Bíblia traz sobre o caráter do verdadeiro Deus!
Agora, não podemos ignorar a realidade de que há milhares de anos no pas-
sado, no céu surgiu um anjo que quis ser como Deus, quis tomar o lugar de Deus
Era Lúcifer
E ele não conseguiu! Também não podemos ignorar o fato de que,
não conseguindo se tornar semelhante a Deus, ele tem tentado tornar Deus se-
melhante a ele! Ou pelo menos é isto que ele quer que você acredite, que Deus é
como ele. Então entenda: O Diabo é o acusador
Deus não é o acusador
Deus
é o Salvador!
A essência da Tríplice Mensagem Angélica, não é sobre um Deus que está vindo,
com raiva, disposto a “quebrar tudo”
É verdade que o livro de Apocalipse possui
uma declaração em que se demonstra “pena” dos moradores da terra, pois alguém
desce à terra cheio de raiva, fúria, ódio, pois sabe que pouco tempo lhe resta
Mas
atenção! Este alguém que desce furioso não é Deus
É Satanás! Compensa conferir
este texto! Apocalipse 12:12: “Ai da terra e dos moradores dela, porque o diabo des-
ceu até vós, e tem grande ira, pois sabe que pouco tempo lhe resta ”
ANJOS E SOLDADOS
47
Entendam, os Anjos de Apocalipse 14 possuem um “Evangelho Eterno” para pregar a todas as
Entendam, os Anjos de Apocalipse 14 possuem um “Evangelho Eterno” para
pregar a todas as pessoas deste mundo. Evangelho é a transliteração da palavra
grega ‘Euangelion’ (pronuncia-se ‘euanguélion’) que significa ‘boas notícias’!
Agora lhe pergunto: Que boa notícia existe em você passar às pessoas a im-
pressão (equivocada!) de que Deus está bravo com elas? De que elas têm que
fazer tudo o que elas não querem e Deus quer, pois senão “o bicho vai pegar”?
Precisamos compreender o texto desta noite a partir da compreensão corre-
ta do caráter de Deus, e de como esta compreensão correta influiência todas as
nossas ações e motivações.
Quando eu entendo a realidade do Amor de Deus, me sinto motivado a amá-
-lo também. Amando-O, sinto prazer em adorá-Lo! Mas não apenas adorá-Lo no
sentido de obedecê-Lhe (precisaríamos gastar outra meia hora apenas para en-
tendermos o sentido de duas palavras chaves aqui: temer e adorar
),
mas adorá-
-lo no sentido de gostar dEle! Não teme-Lo no sentido de ter medo dEle, mas no
sentido de reverenciá-Lo com profunda admiração (esta é a tradução que melhor
respeita o sentido da palavra temor utilizada neste texto
admiração
admirem
a Deus e deem Glória a Ele!!! pois está chegando o dia em que Ele fará justiça!)
Entendendo quem Deus é, não preciso ter medo do Seu juízo, pois o Juízo de
Deus não é desfavorável a mim! É desfavorável sim ao diabo, e por consequência,
se algo vai atingir o diabo, vai atingir a todos os que estiverem com ele!
Por isto que a essência deste evangelho eterno é a proclamação de que Deus
é Bom, Ele é amor e Ele venceu! Compensa estar ao lado dEle! Ele está vindo para
resolver o problema do pecado de uma vez por todas, ou seja, não compensa
ficar ao lado do pecado, do lado que perdeu a batalha!
Babilônia perdeu a batalha
Os perdedores estão em Babilônia
Não há por-
que permanecer em Babilônia
Não é uma mensagem contra você
É uma mensagem a favor de você! Deus
está ao seu lado
O diabo está contra você!
Conclusão
É um verdadeiro privilégio ser um soldado, um verdadeiro “Guerreiro da Últi-
ma Geração”!
É um privilégio saber e entender que o pecado e o mau, nossos inimigos es-
tão com os dias contados
Que o nosso Grande General está vindo para ope-
rar o maior resgate de todos os tempos, e que sim, podemos nos aliar aos Anjos
de Apocalipse 14 e, como Soldados Guerreiros desta Última Geração, proclamar,
com confiança e alegria “Boa (excelente!!!) Notícia Eterna” de que Jesus está vol-
tando para nos buscar!
Pastor Otacílio Porfírio
Associação Catarinense
ANJOS E SOLDADOS
48
9 A celebração da batalha Introdução Algumas pessoas fazem o seu anjo precisar de “hora
9
A celebração da batalha
Introdução
Algumas pessoas fazem o seu anjo precisar de “hora extra”. Talvez alguns
anjos precisem de reforço no trabalho de proteger alguns humanos
Tem gen-
te que dá muito trabalho para o seu anjo. Vive se arriscando em aventuras ra-
dicais ou se metendo em situações perigosas. Vamos acompanhar algumas
pessoas que deram muito trabalho para seu anjo? (https://www.youtube.com/
watch?v=69re5MCCBq8 - controle o volume do áudio). Os anjos tiveram muito
trabalho com esses humanos!
Existe um trabalho que os anjos gostam mais de fazer do que salvar pessoas
da morte. Eles preferem conduzir pessoas para a vida eterna. Vamos acompanhar
uma dessas histórias em Atos: 8: 26-40?
I – O ANJO CONDUZ AO ENCONTRO
O evangelista-médico Lucas, autor de Atos, dá muita atenção ao ministério dos
anjos. Várias passagens de seus dois livros bíblicos fazem referência a esse grupo
de seres celestiais (Lc. 1:38; At. 10:7 ; Lc. 2:9; At. 12:7). Nesse texto que acabamos de
ler, temos mais uma ação de um anjo em função da salvação de um ser humano.
O texto começa destacando a obediência de Filipe. Ele não sabia por que ou
para que deveria ir naquela direção indicada pelo anjo, mas, por se tratar de uma
ordem vinda do céu, ele obedeceu prontamente. Esse é um exemplo a ser segui-
do por todos nós, quando recebermos uma mensagem do céu devemos obede-
cer, mesmo sem entender tudo.
Outro personagem importante dessa história é o etíope. Ele era muito amado
pelo céu e Deus comissionou um anjo para preparar o caminho para que aquele
homem encontrasse a felicidade real. Tudo indica que ele ainda não era comple-
tamente realizado. Ele era importante em seu país, bem sucedido no trabalho,
mas ainda vazio em seu interior. Tinha tudo que o dinheiro poderia comprar, mas
ainda sentia que faltava algo maior em sua vida. A situação dele é bem parecida
com a de muitas pessoas na atualidade. O etíope cuidava do tesouro do seu rei-
no, mas ainda não tinha encontrado o maior de todos os tesouros: Jesus em Seu
Evangelho. Muitas pessoas até vivem financeiramente confortáveis, mas não tem
o tesouro mais precioso: Jesus Cristo.
O eunuco foi a Jerusalém buscar uma benção no templo, mas recebeu a maior
benção na estrada quando voltava para casa. Ele não estava satisfeito com os rituais
dos quais havia participado e seu coração o incomodava por algo a mais. Deus sabia
disso, o Espírito Santo lia seus pensamentos e o anjo conduziu o apóstolo até ele.
ANJOS E SOLDADOS
49
A Bíblia diz que Filipe correu para salvar um pecador. Tento imaginar Filipe (que devia
A Bíblia diz que Filipe correu para salvar um pecador. Tento imaginar Filipe
(que devia ser um atleta) correndo ao lado da carruagem enquanto conversava
com o homem. Não é algo fácil, mas qualquer esforço em nome da salvação de
alguém é válido. Esse é um exemplo para nós. Devemos fazer nossos esforços
missionários sem hesitar.
II – A MENSAGEM DO ENCONTRO
Provavelmente, o Eunuco tinha comprado o rolo do livro de Isaías na sua ida a
Jerusalém e o estava lendo. Ele lia a Bíblia, mas não entedia. Essa é uma situação
muito atual, muitos leem as Escrituras, mas sem entender, e nós precisamos estar
prontos para explicar a Palavra de Deus para quem precisar. Aliás, você estaria
pronto agora?
A mensagem que o etíope vinha lendo no momento em que Filipe se apro-
xima da carruagem era o trecho de Isaías 53: 7 e 8 (Versão da Septuaginta - LXX).
O apóstolo chega com a abordagem certa e pergunta: entendes o que lê? Muito
esperto esse Filipe! Guiado pelo Espírito Santo, ele faz a pergunta certa para co-
meçar o diálogo.
O Eunuco está muito curioso sobre o que vinha lendo e pergunta: “a quem
se referem estas palavras?” Uma pergunta direta requer uma resposta direta, e é
o que Filipe faz. Ele explica: Se referem a Jesus Cristo. Aquele trecho trazia uma
mensagem de libertação e de perdão. Os versos mostram Jesus sendo humilhado
em favor dos seres humanos, sofrendo violência em nosso lugar. Esta é a mensa-
gem que converte, a mensagem de Jesus. Quando formos pregar as doutrinas,
Jesus precisa ser o centro. Jesus deve ser o centro da nossa vida, Ele deve ser o
centro das nossas ações. Devemos pregá-Lo com as nossas palavras e atitudes.
III – O RESULTADO DO ENCONTRO
Além de falar de Jesus, Filipe falou sobre como se tornar um discípulo dEle.
Certamente, em algum momento da conversa, Filipe explicou que o batismo é
o símbolo da entrega da vida a Jesus e que todos devem passar por ele. Filipe
também explicou que o batismo deve ser por imersão e em pessoas que compre-
endem que são pecadores e precisam de salvação. A explicação foi tão bem feita,
que o eunuco sentiu vontade de ser batizado. Perceba que quem toma a primeira
atitude em relação ao batismo é o eunuco. Essa é uma reação natural de quem
conhece a Cristo.
O etíope mandou a carruagem parar e toda a comitiva assistiu ao seu batismo
e, certamente, o anjo do começo da história também. A tradição diz que aquele
etíope foi um grande evangelista na Etiópia. Muitos se converteram com sua pre-
gação sobre Cristo.
Durante o batismo daquele homem, o anjo que conduziu Filipe estava em
festa pelo resultado do encontro. Não somente aquele anjo. Havia festa no céu
de todos os anjos (Lucas 15:10), porque mais um pecador tinha sido salvo. Aquele
ANJOS E SOLDADOS
50
vazio que existia dentro do eunuco desapareceu e a Bíblia diz que ele seguiu seu
vazio que existia dentro do eunuco desapareceu e a Bíblia diz que ele seguiu seu
caminho cheio de júbilo (Atos 8:39). É assim que acontece com quem se entrega a
Jesus. A vida triste e vazia, se enche de alegria e esperança.
Apelo:
Os anjos de Deus conduziram você até esta igreja nesta noite e você ouviu
sobre Jesus. Talvez você esteja, como o eunuco, vazio e triste procurando algo
que o preencha. Jesus é a resposta para a sua angústia. Mas é necessário que você
dê os passos que o eunuco deu. Conheça mais sobre Cristo e tome a decisão pelo
batismo. Quem gostaria de levantar e dizer: “Senhor Jesus, obrigado por ter me
conduzido até aqui. Quero me preparar para entregar a minha vida ao Senhor
através do Batismo”?
Pastor Felippe Amorim
IAESC
ANJOS E SOLDADOS
51
ANJOS E SOLDADOS 52
ANJOS E SOLDADOS
52
10 A última batalha “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com
10
A última batalha
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo,
e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primei-
ro.” I Tes. 4:16
Introdução
O contexto de I Tessalonicenses 4 é precedido pelo último texto do capitulo 3
que é um chamado à SANTIDADE com um claro propósito: O retorno de Jesus! Em
seguida, no capítulo 5, vemos recados de Deus dando claras DICAS àqueles que
querem em breve ir para o céu.
O capítulo 4 em si, começa com ênfase na santidade em contraste com a imo-
ralidade, “imundícia” (coisas imundas: concretas – atos, e abstratas – pensamen-
tos, caráter).
Nosso objetivo é descobrir quem são OS PROTAGONISTAS DO EVENTO que vai
definir para sempre o destino de ambos os grupos referidos no contexto: SALVOS,
vivos e mortos e PERDIDOS, vivos e mortos, e responder a seguinte pergunta: em
que grupo eu estarei?
A escolha começa HOJE, frente ao convite à santidade feito no verso 13, do
capítulo 3.
Desenvolvimento
O capítulo 4, de I Tessalonicenses, nos traz incríveis revelações concernentes
à segunda vinda de Jesus, e ainda desmente dois ensinamentos comuns, mesmo
no meio cristão: o arrebatamento secreto e o estado dos mortos, deixando claro
que a ressurreição em breve será uma realidade (doutrina que não pode coexistir
com a imortalidade da alma ou reencarnação).
Este capítulo também aponta quem está no comando deste evento – o MAIOR
ACONTECIMENTO DA HUMANIDADE DE TODOS OS TEMPOS E ÉPOCAS, quem são
os comandados, qual o objetivo deste evento e para quem é o mesmo.
Quem comanda o evento
Um Arcanjo.
A palavra ARCANJO, vem da palavra hebraica arkhaggelos, ou seja, o “Primei-
ro” o “Principal” Mensageiro, e no latim significa, O ANJO DA MAIS ALTA ORDEM
ou HIERARQUIA CELESTIAL.
De fato, este Anjo/Arcanjo é mencionado no episódio da luta com Jacó, no
qual é referido que ele havia lutado com DEUS e havia conseguido uma vitória – a
ANJOS E SOLDADOS
53
paz pela certeza do perdão dos pecados, e, anteriormente por ocasião da visita a Abraão
paz pela certeza do perdão dos pecados, e, anteriormente por ocasião da visita a
Abraão referindo-se à destruição de Sodoma e Gomorra.
No novo testamento, em Judas 9, este Arcanjo é referido na ocasião da res-
surreição de Moisés, e é revelado Seu nome: Miguel, que significa “Quem é igual
a Deus?”, numa interpretação latina, e do hebraico, MIKAEL – “ AQUELE QUE É SI-
MILAR A DEUS”.
De fato, a figura empregada nEle é uma figura de Alguém que ocupa ao mes-
mo tempo que um cargo DIVINO, um caráter de SERVO, que é humilde em servir
e dar a Deus, o Pai, a glória.
Estas características se encaixam com a pessoa de Jesus, conhecido por este
nome pela humanidade e com significado que somente se aplica à humanidade.
Jesus se tornou servo e deu exemplo de que um servo é o maior entre os
homens, cumpriu a profecia de Isaías de humilde sofredor, é apontado no Apoca-
lipse como Aquele que venceu a morte.
Jesus é o Único que é como Deus, justamente por ser apontado por João,
como o Criador (Jo.1:3). De modo contrário, um dos anjos quis ser igual a Deus e
usurpar o Seu trono, e foi expulso.
Jesus é Quem comanda este evento… Ele está à frente! A voz do Arcanjo é a
Sua voz! A mesma voz que ressuscitou Lázaro, agora ressuscita todos os mortos
em Cristo, justamente porque apenas Ele tem as chaves da morte e do inferno. O
que o mal fechou Ele vem e abre. Aqui não há batalha, porque ela já foi ganha, na
cruz. A batalha de Cristo sempre é ganha com humildade.
Os sonhos e planos que a morte tirou de você, Ele irá recuperar!
Quem são os comandados pelo Arcanjo Miguel?
Os anjos celestiais…
Fica nas entrelinhas desta narrativa, o ministério terrestre final dos anjos, seres
estes que são contados como “miríades” (Apoc. 5:11) em função da humanidade.
Podemos entender neste contexto, os anjos como os recepcionistas daqueles
que serão ressuscitados nesta ocasião.
Percebemos, que os vivos, que ficarem até este momento sem passar pela
morte, terão certa convivência com estes seres. Justamente pela presença deles
nos momentos críticos e de livramento.
Mas, para os que irão ressuscitar, deverá haver uma contextualização do mo-
mento em que estão, TEMPO E ESPAÇO, propriocepção (quem são eles mesmos
e que corpo novo é este que receberam) e nisto compreendemos um trabalho
psicológico feito pelos próprios seres celestiais, neste momento, VISÍVEIS E AUDÍ-
VEIS, para todo o tipo de orientação.
Anjos receberam ordens divinas do Pai, por ocasião da ressurreição de Jesus,
e neste momento o próprio Filho dá a ordem, a Voz do Arcanjo, para ressuscitar
os salvos que jazem no pó da terra, nos mares, rios, e os que nem mais existem,
porém que nunca foram esquecidos devido ao fato de seus nomes estarem regis-
ANJOS E SOLDADOS
54
trados no livro da vida. Compreendemos que será feita uma pequena reunião necessária de alguns
trados no livro da vida.
Compreendemos que será feita uma pequena reunião necessária de alguns
familiares, antes do início da viagem celestial, que será realizada pelos anjos como
obra final neste contexto terreno.
Objetivo e para quem foi preparado este evento
João 14:2 e 3 diz claramente para quem foi preparado este evento, para a hu-
manidade, para todos os que escolherem a salvação em Cristo Jesus. O retorno de
Jesus é o começo da viagem para quem terá como destino o céu!
O Objetivo: um arrebatamento universal e simultâneo.
A expressão “arrebatados JUNTAMENTE” em referência aos mortos que foram
ressuscitados e agora serão trasladados com os vivos transformados, mostra que
um arrebatamento de forma SECRETA e através dos tempos, não é um ensina-
mento bíblico.
“Vos levarei”: o mesmo que ocorreu com o profeta Elias, com Enoque, um ar-
rebatamento, um deslocamento de lugar no tempo e no espaço, acima das leis
físicas ou químicas.
As formas de sobrevivência conhecidas pela humanidade que, por milênios
apenas conheceu as sensações em um corpo pecaminoso e limitado, conhecerá
nos primeiros instantes de levitação ou condução o que é um corpo em glória,
pronto para uma existência sem fim, na presença de um Deus Santo – aqui enten-
demos porque a ênfase inicial do capitulo é a SANTIDADE… Somente em santida-
de poderemos conviver com quem é a SANTIDADE EM PESSOA.
Conclusão
Uma escolha a ser feita:
Deus nos oferece o direto de escolher a que grupo pertencer.
Salvos: vivos transformados ou mortos ressuscitados na 1ª ressurreição…
Perdidos: vivos que morrerão e mortos que permanecerão até a 2ª ressurreição…
O
conselho de Quem nos ama, é fazer a escolha certa.
O
chamado à santidade é feito HOJE, como um convite para adquirirmos ape-
go e alegria de conviver com Deus em nosso dia a dia. Deus nos dá a liberdade de
escolhermos viver com ele para sempre ou não.
Santidade é fruto de comunhão com Deus, fruto de perdão e confissão de
pecados. Santidade é o fruto do batismo do Espírito que ocorre diariamente, nos
capacitando para o céu.
Compreender o evento em si, no entanto, e não estar convivendo com Quem
comandará tal evento, resultará na maior tristeza e desespero que um ser huma-
no sentirá: sabendo e não tendo aceitado!
Pastor Marcio Xavier
Missão Ocidental Sul Riograndense
ANJOS E SOLDADOS
55
ANJOS E SOLDADOS 56
ANJOS E SOLDADOS
56