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ANAIS DA V SEMANA FARMACÊUTICA DO VALE DO SÃO FRANCISCO Realização: Apoio:

ANAIS DA V SEMANA FARMACÊUTICA DO VALE DO SÃO FRANCISCO

Realização:

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Área 1: Assistência Farmacêutica, Farmácia Clínica e Farmácia Hospitalar

Área 1: Assistência Farmacêutica, Farmácia Clínica e Farmácia Hospitalar

FARMÁCIAS SATÉLITES: VIABILIDADE E BENEFICIOS NA GESTÃO HOSPITALAR Rita de Cássia Nascimento Oliveira 1 ,

FARMÁCIAS SATÉLITES: VIABILIDADE E BENEFICIOS NA GESTÃO HOSPITALAR

Rita de Cássia Nascimento Oliveira 1 , Paula Edilene Ribeiro Marcula 2 , Tâmalla Rebbeca Novais Nery 2 , Daniele de Oliveira Simão 1 , Marianna Ribeiro de Oliveira 1

1 Colegiado/Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil. 2 Hospital Dom Malan/IMIP, Farmácia.

Introdução: A farmácia hospitalar realiza atividades imprescindíveis ao funcionamento estrutural e organizacional do hospital, através de ações de gestão farmacêutica, garantindo a prática das atividades clínicas. A criação de Farmácias Satélites, por sua vez, de acordo com a estruturação de cada hospital, mostra-se como alternativa efetiva para redução dos custos e otimização do serviço e o cuidado aos pacientes. Objetivos:

Determinar a viabilidade e os benefícios da implantação da farmácia satélite em um hospital referência materno infantil na cidade de Petrolina, Pernambuco. Metodologia:

Foi realizada uma investigação farmacoeconômica breve, através de estudo observacional. A pesquisa foi realizada no Hospital Dom Malan/IMIP no município de Petrolina-PE, através de dados contidos no sistema informacional geral do hospital, MV2000 de Gestão Hospitalar, implantado no ano de 2013. Foram colhidas informações referentes ao uso de materiais e medicamentos, sendo este um dos grandes determinantes do custo operacional da instituição, e a quantidade de procedimentos realizados no hospital no período de setembro a novembro de 2013, inicio da implantação da farmácia satélite e do sistema informacional, e após um ano de implantação no setor. Resultados: A implantação do sistema informacional no hospital permitiu a gestão hospitalar o acesso a dados concretos e fidedignos na gestão de produtos da unidade. A análise dos dados farmacoeconomicos da instituição, mostrou um aumento na quantidade de procedimentos realizados e consequente aumento da produtividade hospitalar. O gasto geral com os procedimentos no ano de 2013, nos períodos de 01 de setembro a 31 de novembro, logo após instalação da farmácia satélite e do sistema informacional, foi de

aproximadamente R$ 140 mil. No ano de 2014, analisando o mesmo período, houve um gasto

aproximadamente R$ 140 mil. No ano de 2014, analisando o mesmo período, houve um gasto de R$ 180 mil. O aumento no custo dos setores analisados, se deve a um maior controle de estoque e saídas de produtos, possibilitado pela instalação e consolidação da farmácia satélite e do sistema informacional, e um maior rigor em relação a saídas de medicamentos e material médico-hospitalar. Conclusão: A instalação e manutenção de farmácias satélites no hospital Dom Malan/IMIP, mostrou-se viável e necessária, pois permite um controle de estoque adequado e otimização dos gastos no setor, evitando perdas e desperdícios dos produtos utilizados, possibilitando uma maior produtividade e eficácia na prestação de serviço na unidade.

Palavras-chaves:

medicamentos.

Farmacoeconomia,

Serviço

de

Farmácia

Hospitalar,

Estoque

de

ESTUDO SOBRE A ADEQUAÇÃO DE RECEITAS MÉDICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE EM PETROLINA-PE Lais

ESTUDO SOBRE A ADEQUAÇÃO DE RECEITAS MÉDICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE EM PETROLINA-PE

Lais Alves Marques 1 , Ezequiel Gomes de Freitas 1 , Andressa Lunara Nunes Silva 1 , Gerfeson de Araújo Silva 1 , André Santos da Silva 2 .

1 Discente, Curso de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, PE 2 Docente, Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, PE

Introdução: Atualmente, em nosso país, são elaboradas milhares de receitas médicas por ano, especialmente provenientes da Atenção Primária de Saúde. Entretanto, a inadequação de receitas podem ocasionar erros na dispensação e na utilização de medicamentos, velando a problema de inefetividade e insegurança farmacoterapêutica. Objetivo: Avaliar, de acordo com os critérios legais, a adequação das receitas médicas na Atenção Primária de Saúde do município de Petrolina- PE. Metodologia: Estudo observacional transversal, realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Petrolina, por meio de um formulário avaliativo como instrumento de investigação da adequação legal das receitas, obtidos a partir da legislação brasileira vigente. Selecionaram-se 328 receitas, cujos critérios da pesquisa incluíram todas realizadas no período de agosto a dezembro de 2014 em distintas UBS, exceto as receitas de controle especial. A amostra por UBS corresponde à razão entre o número de indivíduos cadastrados na rede de atenção primária, erro amostral de 5,5% e IC 95%. O projeto foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética e Deontologia em Estudos e Pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (CEDEP/UNIVASF, nº 0008/130514). Resultados: Observou-se que em 100% das receitas avaliadas, nenhuma atendia plenamente os critérios obrigatórios da legislação vigente, sendo 149 (45,42%) inadequadas quanto à legibilidade, 301 (91,77%) não estavam escritas por extenso, 58 (17,68%) não apresentaram a Denominação Comum Brasileira, e 100% não constavam o endereço do consultório ou residência do prescritor. Conclusão: Através do estudo, pode-se observar uma

inadequação legal nos receituários, que desperta a necessidade de trabalhos multiprofissionais para conscientização e

inadequação legal nos receituários, que desperta a necessidade de trabalhos multiprofissionais para conscientização e mudança de hábito dos profissionais prescritores em prol da segurança e efetividade da farmacoterapia, e ao uso racional de medicamentos da população na Atenção Primária de Saúde.

Palavras-chaves: Receitas, Atenção Primária, Adequação legal, Uso Racional.

Apoio: PIVIC CNPq - UNIVASF.

HANSENÍASE: DOENÇA HIPERENDÊMICA NO VALE DO SÃO FRANCISCO, UMA REVISÃO DE LITERATURA. Ezequiel Gomes de

HANSENÍASE: DOENÇA HIPERENDÊMICA NO VALE DO SÃO FRANCISCO, UMA REVISÃO DE LITERATURA.

Ezequiel Gomes de Freitas¹, Andressa Lunara Nunes Silva¹, Lais Alves Marques¹, Maria Tais de Moura Fontes Araújo¹, Michelly Bezerra dos Santos Rabelo ², Tais de Lima Novais¹

¹ Acadêmico do Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE. ² Fisioterapeuta, Servidora Municipal de Santa Maria da Boa Vista- PE.

Introdução: A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leprae (M. Leprae). A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Manifesta-se através de lesões de pele que se apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade (AMARAL, 2008). A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória. É considerada curável, e quanto mais precocemente diagnosticada e tratada mais rapidamente se cura o paciente. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). Objetivos: Levantar informações sobre a hanseníase, uma doença considerada hiperendêmica na região do vale do São Francisco. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido seguindo as normas de um estudo exploratório, por meio de uma pesquisa bibliográfica. Buscando dados relevantes sobre a doença em questão e a importância do tratamento correto. Resultados: A Hanseníase necessita de um diagnóstico rápido e preciso e uma indicação de tratamento correta, contudo, o que ocorre com frequência é um atraso no diagnóstico e abandono de tratamento. Segundo Reiners (2007), o abandono do tratamento é um problema comum encontrado no Brasil, o que provoca anulação do efeito farmacoterapêutico. Bakirtzief (2006) associou esse abandono à falta de informação fornecida durante a consulta com o médico, uma vez que a terapia contra a hanseníase apresenta uma série de reações adversas, como coceira excessiva na pele e efeitos no sistema nervoso central. A partir desse estudo, percebeu- se que os pacientes que não obedeceram ao tratamento, justificou o abandono ao

aparecimento dessas reações indesejadas, que por não terem sido informadas pelo médico, julgaram ser um

aparecimento dessas reações indesejadas, que por não terem sido informadas pelo médico, julgaram ser um prejuízo provocado pelo uso dos medicamentos. Nesse contexto reforça-se a importância do profissional farmacêutico, que é essencial durante um tratamento farmacoterapêutico, por possuir formação específica em medicamentos. Segundo Paschoal (2007), outro problema encontrado no tratamento da hanseníase é o diagnóstico tardio, sendo responsável pelo expressivo número de casos de incapacidades observado em vários pacientes. Conclusão: É notório que a problemática enfrentada no tratamento da hanseníase está claramente associada à falta de informação prestada aos pacientes. Desta forma, Araújo (2005), ressalva a importância de proporcionar assistência farmacêutica aos pacientes hansênicos. Tendo em vista que a assistência farmacêutica não está restrita à produção e distribuição de medicamentos, mas abrange um conjunto de procedimentos necessários à promoção, prevenção e recuperação da saúde, individual e coletiva, centrado no medicamento. O tratamento da hanseníase deve ser realizado por meio de um trabalho interdisciplinar, com atuação do profissional médico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta e psicólogo, através da educação em saúde, promovendo uma relação entre todos os profissionais e o paciente no intuito de ajuda-lo durante o tratamento.

Palavras-Chave: Hanseníase, tratamento, assistência farmacêutica.

Referências

AMARAL, E, P; LANA, F, C, F. Análise espacial da Hanseníase na microrregião de Almenara/MG. UFMG, Belo Horizonte, 2008.

SAÚDE, M da. Hanseníase. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília/DF, 2011.

REINERS, A, A, O. Produção bibliográfica sobre adesão/não-adesão de pessoas ao tratamento de saúde. Universidade Federal do Mato Grosso. Departamento de enfermagem, 2007.

BAKIRTZIEF, Z. Identificando barreiras para aderência ao tratamento de hanseníase. Universidade Católica de São

BAKIRTZIEF, Z. Identificando barreiras para aderência ao tratamento de hanseníase. Universidade Católica de São Paulo, Sorocaba/SP, 2006.

PASCHOAL, V, D, A. Avaliação da importância do diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase em relação ao custo do tratamento. Departamento de Enfermagem, USP, 2007.

ARAÚJO, A, L, A. Assistência farmacêutica como um modelo tecnológico em atenção primária à saúde. Revista de Ciências Farmacêuticas básicas e aplicada, 2005.

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA: CONTRIBUIÇÃO NA PREVENÇÃO DE ENFERMIDADES E NA RECUPERAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO Andressa

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA: CONTRIBUIÇÃO NA PREVENÇÃO DE ENFERMIDADES E NA RECUPERAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO

Andressa Lunara Nunes Silva 1 , Lais Alves Marques 1 , Ezequiel Gomes de Freitas 1 , Gerfeson de Araújo Silva 1 , André Santos da Silva 2 .

1 Discente, Curso de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, PE 2 Docente, Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, PE

Introdução: De acordo com a Resolução nº 338/2004, a Assistência Farmacêutica trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e ao seu uso racional, que incluem ações que disciplinam a prescrição, a dispensação e o consumo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente existem no Brasil, aproximadamente, 20 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, o que representa pelo menos 10% da população brasileira. Os idosos chegam a constituir 50% dos multiusuários de medicamentos. Por conseguinte, é comum encontrar, em suas prescrições, dosagens e indicações inadequadas, interações medicamentosas, associações e redundâncias (uso de fármacos pertencentes a uma mesma classe terapêutica) e medicamentos sem valor terapêutico. Tais fatores podem gerar reações adversas aos medicamentos, algumas delas graves e fatais (MOSEGUI et al., 1999). Objetivos: Analisar como a assistência farmacêutica colabora na prevenção de enfermidades e na recuperação da saúde do idoso e estabelecer a partir do estudo reflexões que contribuam para uma adequação positiva no sistema de saúde. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica a partir de artigos, monografias, dissertações e teses através de uma busca eletrônica de banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde e do google acadêmico, utilizando como critério ser recente e específico ao tema. Resultados: Fatores que acompanham o envelhecimento, como o maior consumo de fármacos devido a maior prevalência de enfermidades crônico-degenerativas, aumentam a incidência dos problemas associados

aos medicamentos (CARVALHO et. al, 2013). A apresentação de dificuldades para adesão ao tratamento foi

aos medicamentos (CARVALHO et. al, 2013). A apresentação de dificuldades para adesão ao tratamento foi relatada na maioria dos estudos como um dos principais agravantes para a saúde do idoso, tornando a irracionalidade do uso de medicamentos um fator desfavorável para sua saúde. A assistência farmacêutica utilizada como medida interventiva contribui para a prevenção de doenças e promoção da saúde em idosos, através da indicação do melhor recurso terapêutico a ser utilizado. Conclusão: O envelhecimento populacional requer adequações no sistema de saúde que promovam o uso racional de medicamentos. É necessário que o uso do medicamento esteja sempre associado à orientação de um profissional farmacêutico. Somente o acesso ao medicamento é insuficiente para a promoção da saúde do idoso, pois se utilizado inadequadamente, pode gerar novas enfermidades ou agravo das existentes.

Palavras-chave: Assistência Farmacêutica, medicamento, saúde do idoso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Brasília, [2015]. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>.

Carvalho D.M.O., Rocha R.M.M., Freitas R.M. Investigação de problemas relacionados com medicamentos em uma instituição para longa permanência para idosos. Rev. Eletrônica de Farmácia 2014; 24-41.

MOSEGUI, G. B.G.; ROZENFELD, S.; VERAS, R. P.; VIANNA, C. M. M. Avaliação da qualidade do uso de medicamentos em idosos. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.35, n.5, p.437-444, 1999.

Brasil. Ministério da Saúde. Resolução nº 338 de 6 de maio de 2004. Aprova a Política de Assistência Farmacêutica. Diário Oficial da União, Brasília, 2014; SeçãoI nº 96.

ANÁLISE DE SITUAÇÃO DE SAÚDE DE JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE: TUBERCULOSE. Taís de Lima Novais¹, Camila

ANÁLISE DE SITUAÇÃO DE SAÚDE DE JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE: TUBERCULOSE.

Taís de Lima Novais¹, Camila Dias de Sousa¹, Ezequiel Gomes de Freitas¹, Jacyara Pereira da Silva¹, Laysa Cerqueira Ferreira¹, Maria Tais de Moura Fontes Araújo¹, Renata Ramos Alves¹,

¹ Acadêmico do Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE.

Introdução: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium turbeculosis, o “bacilo de Koch”, que acomete principalmente os pulmões, mas que pode ocorrer também em outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos, intestino e meninges. Atualmente, o Brasil em conjunto com 21 países em desenvolvimento constitui 80% dos casos mundiais de tuberculose, um problema de saúde que requer prioridade, (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). Segundo o DATASUS, Jaboatão dos Guararapes registrou 439 óbitos por tuberculose das vias respiratórias no período de 2002 a 2012. Objetivos: Levantar informações sobre a tuberculose, e realizar um estudo exploratório sobre a doença na cidade de Jaboatão dos Guararapes, correlacionando-a com possíveis fatores de risco. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido seguindo as normas de um estudo exploratório, por meio de uma pesquisa bibliográfica. Buscando dados relevantes sobre a doença em questão e sobre a sua epidemiologia na região de Jaboatão dos Guararapes no período de 2002 a 2012. Resultados: Os resultados indicaram que na região ocorre um alto índice de tuberculose, sobretudo na população com idade entre 40 e 59 anos, sendo eles principalmente o grupo do sexo masculino. Quanto aos imunodeficientes, os mais variados estudos apontam a maior morbilidade e letalidade da tuberculose, sendo a AIDS, um dos fatores de maior casualidade de tuberculose. Observa-se que jovens estão afastados do grupo de risco, embora ainda haja um acometimento preocupante dos mesmos, bem como idosos acima de 80 anos. Os resultados da associação entre a raça e a tuberculose merecem uma posterior discussão pois, embora não tão significativo existem estudos que se mostram contraditórios aos resultados encontrados em Jaboatão. Conclusão: Por fim, conclui-se que apesar das

várias limitações da análise, Jaboatão dos Guararapes segue a totalidade brasileira e mundial, sendo contrária

várias limitações da análise, Jaboatão dos Guararapes segue a totalidade brasileira e mundial, sendo contrária apenas quanto ao grupo risco “raça”. Vê-se ainda que, apesar de elevado número de tuberculosos em Jaboatão dos Guararapes, os fatores de risco são, na sua maioria, passíveis de prevenção ou redução.

Palavras-Chave: Tuberculose, grupos de risco, estudo epidemiológico.

REFERÊNCIAS Portal da saúde. Informações de Saúde (TABNET). Disponível em:

<http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02> Acesso em: 25 de maio de

2014.

Ministério da Saúde. Rede de Avaliação e Capacitação para a Implementação dos Planos Diretores Participativos. Disponível em:

<http://web.observatoriodasmetropoles.net/planosdiretores/produtos/pe/PE_Avalia%C3%

A7%C3%A3o_PDP_Jaborat%C3%A3o_dos_Guararapes_mar_2010.pdf> Acesso em: 25 de maio de 2014.

NEVES, D. P., DIAS. M. R., CUNHA, A. J. L. A., CHIBANTE, A. M. S. Rendimento de variáveis clínicas, radiológicas e laboratoriais para o diagnóstico da tuberculose pleural*. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v30n4/v30n4a05.pdf> Acesso em: 25 de maio de 2014.

VENDRAMINI,

S.

H.

F.,

VILLA, T. C. S., GONZALES,

R.

I.

C., MONROE. A. A.

Tuberculose

no

Idose:

Análise

do

Conceito.

Disponível

em:

<http://www.scielo.br/pdf/rlae/v11n1/16565.pdf> Acesso em 25 de maio de 2014.

COMPROMETIMENTO E COMPLICAÇÕES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS FRENTE A SÍNDROME DA ANOREXIA-CAQUEXIA: UMA REVISÃO Maria

COMPROMETIMENTO E COMPLICAÇÕES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS FRENTE A SÍNDROME DA ANOREXIA-CAQUEXIA:

UMA REVISÃO

Maria Taís de Moura Fontes Araújo 1 , Érica Martins de Lavor 1 , Ícaro Oliveira Nejaim 1 , Mariana Gama e Silva 1 , Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Tarcísio Cícero de Lima Araújo 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

1 Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A anorexia-caquexia é uma síndrome multifatorial frequente em pacientes oncológicos, particularmente em etapas avançadas, sendo caracterizada pela perda de apetite e diminuição progressiva de tecido adiposo e muscular resultando, portanto, na redução do peso corporal e em um baixo desempenho orgânico, elevando assim, a morbimortalidade dos acometidos por essa patologia. Tal complicação é o principal fator de debilidade em pacientes cancerosos e, pode estar associado à própria doença ou a medicamentos utilizados durante o tratamento. Objetivos: Compreender a correlação existente entre a síndrome da anorexia-caquexia e a neoplasia maligna por meio de levantamentos bibliográficos. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas seguintes bases de dados: PUBMED, SCIELO, MEDLINE, LILACS e Science Direct, cujas palavraschaves utilizadas foram: anorexia, neoplastic, cachexia sendo o período considerado da busca, o compreendido entre 2002 a 2014. Resultados: De acordo com os resultados de Camargo et al. (2014), 61% dos pacientes oncológicos apresentaram anorexia-caquexia, a qual foi acentuada por sintomas gastrintestinais como náusea, vômito, saciedade precoce, diarreia e outros. Martignoni et al (2003) observaram que pacientes portadores de câncer pancreático apresentam síndrome da anorexia-caquexia (SAC) em uma frequência maior que pacientes com câncer em outras partes do corpo. Segundo Bruera et al. (2003) e Khan et al (2003), mais da metade dos pacientes com câncer apresentam a SAC (síndrome da anorexia-caquexia), sendo essa também a responsável por cerca de 20% das mortes em pacientes com neoplasia. Campos e Matias

(2004) relacionaram a SAC a fatores desencadeados pelo próprio câncer, como alterações mecânicas do trato

(2004) relacionaram a SAC a fatores desencadeados pelo próprio câncer, como alterações mecânicas do trato gastrointestinal, ou pela utilização de medicamentos, além de relatarem uma menor tolerância dos pacientes ao tratamento antineoplásico e maior sensibilidade aos efeitos secundários. Conclusão: A síndrome da anorexia-caquexia é a complicação mais observada em pacientes com câncer avançado portadores de tumores gastrointestinais, uma vez que, os mesmos apresentam distúrbios nutricionais mais frequentes que os demais. Além disso, tal quadro é ainda mais acentuado pelas complicações metabólicas, hormonais e fisiológicas apresentadas pelos pacientes oncológicos como resposta a doença e/ou ao tratamento, resultando em uma diminuição da qualidade de vida do paciente, bem como, no aumento da mortalidade.

Palavras-chaves: Síndrome da caquexia-anorexia, câncer, morbimortalidade.

Área 2: Legislação, Administração e Gestão Farmacêutica

Área 2: Legislação, Administração e Gestão Farmacêutica

Área 3: Prospecção Tecnológica e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos

Área 3: Prospecção Tecnológica e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos

POTENCIAL INOVADOR DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS COM Morus nigra L. Nathália Andrezza Carvalho de Souza 1

POTENCIAL INOVADOR DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS COM Morus nigra L.

Nathália Andrezza Carvalho de Souza 1,3 , Pedrita Alves Sampaio 1,3 , Aline Silva Guimarães 1,2 , Luciano Augusto de Araújo Ribeiro 3 , Pedro José Rolim-Neto 4 , Jackson Roberto Guedes Almeida da Silva 3 , Larissa Araújo Rolim 1,3

1 Central de Análise de Fármacos, Medicamentos e Alimentos - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina- PE, Brasil 2 Colegiado de Pós-Graduação em Ciências dos Materiais Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro-BA, Brasil 3 Colegiado de Ciências Farmacêuticas Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina- PE, Brasil 4 Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos Universidade Federal de Pernambuco, Recife- PE, Brasil

Introdução: Os produtos naturais estão ganhando força nas pesquisas nacionais, sendo mais requisitados também nas indústrias como fonte de novos produtos. Amoreira é uma planta de origem da Ásia, que se adaptou as condições climáticas do Brasil. As plantas pertencentes ao gênero Morus (Moraceae) apresentam propriedades medicinais relatadas na literatura, que incentivou a buscar resultados também nos depósitos de patentes. Objetivo: Realizou-se uma prospecção tecnológica da Morus nigra L., a fim de analisar os depósitos de pedidos de patentes em bancos de inovação e tecnologia nos últimos anos. Metodologia: O estudo foi realizado com base nos pedidos depositados na base europeia Espacenet, contando com patentes depositadas e concedidas em mais de 90 países, incluindo o Brasil, além do banco de dados brasileiro Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil (INPI). A pesquisa foi realizada em janeiro de 2015 e foram utilizadas como palavras-chave os termos “Morus nigra”, “medicamet” ou “medicamento” e “food supplement” ou “suplemento alimentar”. Os termos em inglês foram utilizados para as buscas internacionais, enquanto que os termos em português para a busca em base nacional, sendo considerados válidos os documentos que apresentassem esses termos no título e/ou resumo. Foram analisados todos os pedidos de patente existentes até o presente momento. Resultados: Foi considerado o número

de pedidos de patentes pela base de dados com o termo Morus nigra que resultou

de pedidos de patentes pela base de dados com o termo Morus nigra que resultou 4 registros na INPI, entre 2002 a 2011 e 20 na Espacenet entre 1967 a 2012. A pesquisa com palavras chave associadas “Morus nigra and medicament” resultou em 3 registros internacionais entre 1998 a 2003, sendo que a mesma patente foi depositada duas vezes, e elas relacionam a utilização da Morus nigra como agente ativo anti-hiperglicemiante obtendo-se medicamentos inovadores para o tratamento da diabetes, e nenhum nacional, enquanto que “Morus nigra and food supplement” resultou em 1 resultado internacional em 2011 e nenhum nacional. Diferentemente do resultado para os termos isolados que totalizam 84.330 depósitos internacionais (Espacenet) e 20 nacionais. Conclusão: A partir das bases consultadas, foi possível comprovar que os depósitos de patentes com a Morus nigra L., ainda são poucos, também foi perceptível a existência de um grande número de patentes em âmbito internacional em relação às registradas nacionalmente, sendo necessário então, principalmente no Brasil, um incentivo para pesquisa e inovação na área, visto que os produtos naturais são alternativas para o desenvolvimento de novos fármacos.

Palavras-chave: Morus nigra L., prospecção tecnológica, patentes

Apoio: CNPq, Fapesb, UNIVASF.

PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA DE INOVAÇÕES A PARTIR DE PLANTAS OU DERIVADOS DA FAMÍLIA BROMELIACEAE João Marcel

PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA DE INOVAÇÕES A PARTIR DE PLANTAS OU DERIVADOS DA FAMÍLIA BROMELIACEAE

João Marcel Porto Alves 1 , Emanuella Chiara Valença Pereira 1 , Sandra Valquiria Ferreira de Souza 1 , Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida 1 , Pedro José Rolim-Neto 2 , Larissa Araújo Rolim 1

1 Central de Análise de Fármacos Medicamentos e Alimentos (CAFMA) - Universidade Federal do Vale do São Francisco UNIVASF, Petrolina-PE, Brasil 2 Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos (LTM) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Recife-PE, Brasil

Introdução: A família Bromeliaceae, é quase exclusivamente originária das Américas, principalmente das florestas tropicais composta por 56 gêneros e mais de 2700 espécies aproximadamente. A família apresenta uma longa história de uso etnobotânico, associada aos povos americanos nativos, como fonte de fibras, alimentos, forragens e medicamentos, além de uso ornamental e místico. Considerando o grande número de espécies dessa família, poucas delas foram fontes de inovação tecnológica até o momento. Objetivo: Este trabalho buscou avaliar o desenvolvimento tecnológico relacionado com estudos das plantas da família Bromeliaceae. Metodologia: Foram analisados a base europeia “Espacenet” por meio do seu sistema de buscas online, contando com patentes depositadas e concedidas em mais de 90 países, incluindo o Brasil. A pesquisa foi realizada em janeiro de 2015 e foram utilizadas como palavra-chave o termo “Bromeliaceae”, onde foram realizadas buscas nas mais diversas áreas, com o foco na aplicação farmacêutica ou médica. Resultados: A pesquisa do depósito de patentes demostrou que até o momento há poucos registros que referenciem a família Bromeliaceae, encontradas apenas 20 documentos até o presente momento. Destas patentes podemos classificá-las da seguinte forma: 50% se relacionam com a agricultura; 25% tratam da bioquímica ou áreas afins; e 25% têm relação farmacêutica cosmética ou médica. Sendo que daquelas da área farmacêutica a primeira aplicação tecnológica data

de 1982, correlacionando efeitos anti-inflamatório e anticoagulante de algumas espécies da família. Após mais de

de 1982, correlacionando efeitos anti-inflamatório e anticoagulante de algumas espécies da família. Após mais de 15 anos sem inovações, surge um novo trabalho que emprega as propriedades antitrombóticas de plantas de diversas famílias botânicas inclusive Bromeliaceae. No ano 2000 surge um trabalho buscando uma nova formulação cosmética segura, para isso empregou diversas plantas de varias espécies e famílias incluindo Bromeliaceae. No ano de 2002 foi depositada, por brasileiros, patente de um cosmético contendo mais que 0,01% de bromelina, extraída principalmente das plantas da Bromeliaceae. A patente mais recente data de 2007 e visa desenvolver cosméticos capazes de reparar o dano na pele a partir de formulações com plantas de diversas espécies, incluindo Bromeliaceae. Conclusão: A partir desse trabalho é possível observar que apesar do número expressivo de espécies, há poucas inovações tecnológicas empregando plantas ou derivados da família Bromeliaceae.

Palavras-chave: Bromeliaceae, patentes, ciências farmacêuticas.

Área 4: Tecnologia, Produção e Controle de Qualidade de Fármacos, Medicamentos e Cosméticos

Área 4: Tecnologia, Produção e Controle de Qualidade de Fármacos, Medicamentos e Cosméticos

AVALIAÇÃO DA ADEQUABILIDADE DE MÉTODO CROMATOGRÁFICO FARMACOPEICO NA DETERMINAÇÃO DE TEOR DE NIFEDIPINO Nathália

AVALIAÇÃO DA ADEQUABILIDADE DE MÉTODO CROMATOGRÁFICO FARMACOPEICO NA DETERMINAÇÃO DE TEOR DE NIFEDIPINO

Nathália Andrezza Carvalho de Souza 1,3 , Aline Silva Guimarães 1,2 , Luciano Augusto de Araújo Ribeiro 3 , Pedro José Rolim-Neto 4 , Larissa Araújo Rolim 1,3

1 Central de Análise de Fármacos, Medicamentos e Alimentos - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina- PE, Brasil 2 Colegiado de Pós-Gradução em Ciências dos Materiais Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro-BA, Brasil 3 Colegiado de Ciências Farmacêuticas Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina- PE, Brasil 4 Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos Universidade Federal de Pernambuco, Recife- PE, Brasil

Introdução: A tecnologia farmacêutica visa o desenvolvimento de formas farmacêuticas, assim como aprimoramento de formulações já existentes. O nifedipino é um fármaco é praticamente insolúvel em água, sendo bastante estudado na área tecnológica a fim de melhorar sua solubilidade e biodisponibilidade, favorecendo a diversidade de amostras para serem analisadas com esse fármaco. A avaliação da adequabilidade do método se faz necessária visto que o método descrito na farmacopeia americana utiliza como analito o nifedipino matéria prima, de forma isolada. Objetivo: Avaliar a adequabilidade do método cromatográfico por CLAE-DAD descrito na Farmacopeia Americana (USP) para determinação quantitativa de nifedipino na presença de excipientes, em diferentes amostras. Metodologia: A análise cromatográfica foi realizada de acordo com Farmacopeia Americana (2014), com exceção da utilização da água como diluente no preparo das amostras, sendo recomendado o uso de metanol:acetonitrila:água (25:25:50). O doseamento foi realizado em três diferentes amostras: comprimido de referência (Adalat® Oros 60 mg), dispersão sólida (DS) de nifedipino e Eudragit® L100 e complexo de inclusão (CI) de nifedipino com β-ciclodextrina, em triplicata. Para verificação da adequabilidade do método foram realizados os paramentos de linearidade, limite de detecção (LD) e quantificação (LQ), precisão e exatidão. Resultados: Na avaliação da

adequabilidade o método se mostrou linear (com equação: área = 6816,37.concentração – 8508,45) com coeficiente

adequabilidade o método se mostrou linear (com equação: área = 6816,37.concentração 8508,45) com coeficiente de regressão de 0,996 (R 2 ), com LD = 0,56 μg/mL e LQ = 1,87 μg/mL. Bem como, preciso e exato com coeficientes de variação inferiores a 5%. No doseamento do comprimido de referência (Adalat® Oros) o teor de nifedipino foi cerca de 126% (± 4,25%), verificou-se que o mesmo está fora do padrão, uma vez que, a faixa permitida para o doseamento é de 90 a 110%. Os resultados foram satisfatórios para as partículas de DS, na qual a média obtida foi de 26% (± 3,23%), e no CI, a média foi de 21% (± 0,98%). A redução do teor de nifedipino nas amostras de DS e CI é evidenciada devido metodologia de obtenção dos sistemas, em que é necessário uma quantidade maior de excipiente para incremento da solubilidade do nifedipino. Conclusão: O método cromatográfico da USP demonstrou-se adequado para quantificação do nifedipino em três diferentes amostras e apresentou valores para linearidade, precisão, exatidão e limite de quantificação e detecção satisfatórios.

Palavras-chave: doseamento, CLAE-DAD, comprimido, dispersão sólida e complexo de inclusão.

Apoio: CNPq, Fapesb, UNIVASF.

DETERMINAÇÃO DE TEOR DE PARACETAMOL EM COMPRIMIDOS CONTENDO CAFEÍNA POR CLAE E ESPECTROFOTOMETRIA NO UV-

DETERMINAÇÃO DE TEOR DE PARACETAMOL EM COMPRIMIDOS CONTENDO CAFEÍNA POR CLAE E ESPECTROFOTOMETRIA NO UV- VIS

Francisco Glaudson Granja Parente¹; Géssica Paim Pereira Franco¹; Laerte da Silva Diniz¹; Paloma Mendes Chagas¹; Paula Larissa Alencar da S. Martins¹; Larissa A. Rolim²

¹Graduandos em Farmácia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco; ² Centro de Análise de Fármacos, medicamentos e alimentos (CAFMA), UNIVASF, Petrolina PE

Introdução: Paracetamol é um analgésico e antipirético pertencente à classe dos derivados do p-aminofenol. Esse fármaco se apresenta como um pó branco, inodoro e ligeiramente hidrossolúvel. É necessário que se faça a validação de métodos que ofereçam a garantia que as medições químicas sejam de qualidade e confiabilidade. Os parâmetros analíticos exigidos nessa validação são: Seletividade, linearidade e faixa de aplicação, precisão, exatidão, limite de detecção, limite de quantificação e robustez. Objetivo O objetivo desse trabalho foi realizar um estudo de doseamento do paracetamol em comprimidos contendo cafeína, utilizando o método farmacopeico para determinação do teor de paracetamol. Metodologia: Foram analisados comprimidos contendo paracetamol e cafeína de três marcas (A, B, C), adquiridos em farmácias comercias na cidade de Petrolina-PE. As metodologias de escolha foram espectrofotometria UV-visível e cromatografia líquida de alta eficiência CLAE, descritas na farmacopeia Brasileira, 5ª edição. Para os dois métodos foi construída curvas padrões, utilizado substância química de referencia (SQR) do paracetamol. Resultados: As curvas padrões demonstraram valores de coeficiente de correlação linear (R²) iguais a 0,9939 e 0,9686, para as análises em espectrofotometria e CLAE, respectivamente. No que se refere à quantificação do paracetamol por espectrofotometria, verificou-se a impossibilidade deste doseamento por conta da interferência que a cafeína proporcionou, gerando valores superestimados. A molécula da cafeína apresenta muitos elétrons desemparelhados que lhes confere regiões denominadas cromóforos, que absorvem energia em determinados comprimentos

de onda. Possivelmente esta característica assemelhou-se bastante ao do paracetamol (que absorve energia em 256

de onda. Possivelmente esta característica assemelhou-se bastante ao do paracetamol (que absorve energia em 256 nm), prejudicando a análise por este método. Os valores de variabilidade na concentração do paracetamol encontrados para as marcas A, B e C por espectrofotometria foram iguais a 18,62%, 13,53%, 12,58%, respectivamente. Para o CLAE os seguintes valores foram determinados: Marca A (19,35%), Marca B (28,14%) e Marca C (33,06%). Todos estes valores se encontram acima da variabilidade permitida pela Farmacopeia Brasileira na monografia de doseamento do paracetamol, que permite uma variação de ± 10% em relação à dose disposta na descriminação do medicamento, que neste caso foi de 500 mg. No gráfico de CLAE houve uma separação dos picos do paracetamol (tempo de retenção médio de 1,053 minutos) e da cafeína (tempo de retenção médio de 1,99 minutos). Entretanto, também ocorreu à superestimação dos valores, que ultrapassaram os limites de variação farmacopeicos. O baixo valor de R² (0,9686) provavelmente promoveu a ineficácia dos resultados obtidos pelo CLAE, uma vez que o valor ideal para tal coeficiente é acima de 0,99, o que demonstraria uma boa linearidade. Alguma falha operacional pode ter contribuído para a obtenção dos valores superestimados. Conclusão: Por conseguinte, é possível afirmar que nenhum dos métodos utilizados foi adequado para se realizar o doseamento do paracetamol, sobretudo por este se encontrar em associação. Para descartar a metodologia através do CLAE serão necessárias novas análises, tanto para as amostras como também para a curva padrão. Torna-se interessante a utilização do paracetamol como único princípio ativo do medicamento, servindo de validação para o método.

Palavras-chaves: Paracetamol, doseamento, CLAE, espectrofotometria.

Apoio: UNIVASF.

DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ISONIAZIDA NA PRESENÇA DE RIFAMPICINA POR DIFERENTES METODOLOGIAS Manoel José de

DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ISONIAZIDA NA PRESENÇA DE RIFAMPICINA POR DIFERENTES METODOLOGIAS

Manoel José de Lima Neto 1 , Emanuella Chiara Valença Pereira 1 , Marlete Corrêa Faria 1 , Renan Antas Magalhães 1 , Maria Clara Silva Santos 1 , Délis Galvão Guimarães 1 , Larissa Araujo Rolim 1 .

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, é provavelmente a doença infectocontagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. A isoniazida é um fármaco antibacteriano, é utilizada concomitantemente com a rifampicina, que atua inibindo a RNA-polimerase DNA-dependente de micobactérias e de outros microorganismos para o tratamento da tuberculose. A 5ª Edição da Farmacopeia Brasileira cita a utilização de Cromatografia Liquida de Alta Eficiência (CLAE) e Espectrofotometria no UV-vis como métodos de doseamento da isoniazida em comprimidos, entretanto, não se têm dados da eficiência desses métodos para dosar a isoniazida quando ela está em associação com a rifampicina em comprimidos. Objetivo:

Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo a determinação do teor de isoniazida na presença de rifampicina com base e metodologia descrita na 5ª Edição da Farmacopeia Brasileira. Metodologia: Foram utilizados os métodos de Espectrofotometria e CLAE para realizar o doseamento de isoniazida e isoniazi da associada a rifampicina. Referente ao método de Espectrofotometria, as amostras foram diluídas em solução de HCl 0,01M e a leitura da absorbância foi feita a 265nm. Para o método de CLAE foi obtida uma solução a 0,32mg/mL das amostras em fase móvel (Tampão fosfato e metanol). A partir desta solução, obteve-se mais 4 soluções com concentrações de 0,256mg/mL, 0,288mg/mL, 0,352mg/mL e 0,384mg/mL. O detector utilizado foi ultravioleta a 254nm. Ambos os resultados foram expressos em forma de curva de calibração. Resultados: para o método empregando Espectrofotometria

mostrou-se linear, uma vez que forneceu resultados diretamente proporcionais à concentração da isoniazidada para cada

mostrou-se linear, uma vez que forneceu resultados diretamente proporcionais à concentração da isoniazidada para cada solução conforme observado na figura 1.

para cada solução conforme observado na figura 1. Na análise por CLAE foi analisado a linearidade

Na análise por CLAE foi analisado a linearidade do método a partir da curva de calibração. O método mostrou-se linear, uma vez que forneceu resultados diretamente proporcionais à concentração da isoniazida das amostras, dentro de uma determinada faixa de concentração. O coeficiente de correlação (r) de 0,995 permite uma estimativa da qualidade da curva obtida, pois quanto mais próximo de 1,0, menor a dispersão do conjunto de pontos experimentais e menor a incerteza dos coeficientes de regressão estimados (Figura 2).

Quando a amostra foi submetida a cromatografia líquida de alta eficiência pode-se observar que a
Quando a amostra foi submetida a cromatografia líquida de alta eficiência pode-se observar que a

Quando a amostra foi submetida a cromatografia líquida de alta eficiência pode-se observar que a Rifampicina não interferiu no cromatograma (Figura 3), uma vez que seu pico não foi detectado e que o tempo de retenção da isoniazida, confirmada pelo espectro UV (Figura 4), coincidiu com os dados obtidos com a solução feita com o padrão (contendo apenas isoniazida).

espectro UV (Figura 4), coincidiu com os dados obtidos com a solução feita com o padrão
Conclusão: Conclui-se que o método presente na Farmacopeia Brasileira 5ª Ed. Pode ser utilizado para
Conclusão: Conclui-se que o método presente na Farmacopeia Brasileira 5ª Ed. Pode ser utilizado para

Conclusão: Conclui-se que o método presente na Farmacopeia Brasileira 5ª Ed. Pode ser utilizado para determinação do teor de isoniazida também quando esta estiver em associação com a rifampicina, uma vez que a rifampicina não causa interferências na identificação da Isoniazida pelos métodos descritos na 5ª edição da Farmacopeia Brasileira.

Palavras-chaves: Isoniazida, Rifampicina, CLAE, Espectrofotometria.

Área 5: Tecnologia, Produção e Controle de Qualidade de Alimentos

Área 5: Tecnologia, Produção e Controle de Qualidade de Alimentos

PRESENÇA DE ADULTERANTES EM MÉIS COMERCIALIZADOS NAS FEIRAS LIVRES DA CIDADE DE PETROLINA – PE

PRESENÇA DE ADULTERANTES EM MÉIS COMERCIALIZADOS NAS FEIRAS LIVRES DA CIDADE DE PETROLINAPE

João Victor Rodrigues Pinheiro 1 ; Josileide Gonçalves Borges 1 ; Cedenir Pereira de Quadros 1 ; Roxana Braga de Andrade Telles 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: O mel é um produto líquido, viscoso, muito consumido e apreciado pela população. No Brasil são elaborados pelas abelhas Apis mellifera a partir do néctar das flores e composto basicamente por água, açucares, minerais e água. Por apresentar um alto valor agregado, muitas vezes, ocorrem práticas de adulterações e falsificações. A Instrução Normativa nº11 de 20 de outubro de 2000 do MAPA é a Legislação Brasileira vigente que trata dos critérios de qualidade dos méis, definindo os limites mínimos e máximos para os constituintes. Objetivos: O objetivo do trabalho foi identificar possíveis fraudes em amostras de méis de Apis mellifera comercializados em feiras livres na cidade de PetrolinaPE. Metodologia: As nove amostras foram adquiridas aleatoriamente em feiras livres na cidade de Petrolina PE, analisadas em triplicata e codificadas como PNZ. As análises foram realizadas nos Laboratórios de Química Analítica e Química Geral e Inorgânica da UNIVASF Campus Petrolina. O índice de HMF foi determinado pelo método espectrofotométrico a 284 e 336 nm usando solução de Carrez e bissulfito de sódio, o Índice de Formol foi determinado pela titulação de amostras de mel, misturadas a solução de formol a 35% com NaOH 0,01 N até atingir pH 8,0. A reação qualitativa de Fiehe permite detectar a presença de açúcar invertido usando éter e solução clorídrica de resorcina e a reação de Lugol permite detectar glicose comercial e amido usando iodo e iodeto de potássio, resultando uma solução de coloração, de vermelho-violeta a azul, e a reação de Lund baseia-se na precipitação de proteínas naturais do mel pelo ácido tânico, a leitura é feita após 24 horas, indicando a presença de mel puro quando variar de 0,6 a 3,0 mL no fundo da proveta Resultados: As amostras de Petrolina apresentaram valores

médios de HMF entre 13,98 e 50,92 mL.kg - 1 estando dentro dos limites estabelecidos

médios de HMF entre 13,98 e 50,92 mL.kg -1 estando dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Na avaliação do Índice de Formol o resultado médio obtido a partir das amostras de méis de A. mellifera de Petrolina variou de 0,12 a 0,451 meq.g -1 . Todas as amostras apresentaram resultados negativo para reação do Lugol, adulteração com adição de glicose comercial ou xaropes de açúcar, bem como resultado negativo no teste de Fiehe indicando que não houve alteração e/ou adulteração do produto com açúcar invertido. Para reação de Lund as amostras apresentaram teores entre 0,2 e 2,0 mL, contudo duas amostras PNZ3 e PNZ2 apresentaram inconformidades. Conclusão: As amostras analisadas em sua maioria apresentaram-se dentro dos padrões estabelecidos pela legislação vigente (IN nº11 de 20 de outubro de 2000 do MAPA), entretanto duas amostras (PNZ3 e PNZ2) apresentaram-se desconformes para a reação de Lund indicando diluição do mel ou perdas durante o processamento do produto, contudo como a legislação vigente não menciona esta análise como obrigatória.

Palavras-chaves: mel, adulterantes, qualidade, legislação.

Apoio: UNIVASF.

IOGURTE GREGO COM CALDA DE GOJI BERY: ANÁLISE FÍSICO- QUÍMICA E SENSORIAL Aline Aquino dos

IOGURTE GREGO COM CALDA DE GOJI BERY: ANÁLISE FÍSICO- QUÍMICA E SENSORIAL

Aline Aquino dos Santos 1 , Érica Costa Santos 1 , Gabriela Olinda de Paiva 1 , Maria Eduarda Oliveira Nery de Barros 1 , Silvana Helena de Carvalho Nogueira 1 , Kaline Stela Pires Bezerra 1, Josileide Gonçalves Borges 1 .

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE.

Introdução: Iogurte grego é conhecido pela sua cremosidade e pelo alto teor de proteína, tornando-se um ótimo alimento para todos os tipos de pessoas em diferentes faixas etárias por apresentar inúmeros benefícios à saúde. A calda da fruta goji berry, além de melhorar o sabor, tem alto poder antioxidante, é rica em vitamina C e possui ação potente no combate a doenças como câncer, aterosclerose e diabetes. Objetivos: Objetivou o desenvolvimento do iogurte grego com calda de goji berry e realização de teste sensorial e físico-químico do produto. Metodologia: Iogurte elaborado a base de leite por processo de fervura do produto e adição de iogurte grego, com posterior fermentação e retirada do soro. A calda foi elaborada utilizando a fruta goji berry desidratada, com adição de água e açúcar e aquecimento. Foram realizados testes de composição centesimal onde são analisados: umidade, lipídios totais, proteína bruta e cinzas do iogurte segundo a metodologia oficial de análises, AOAC (1984) onde a umidade foi obtida por gravimetria convencional, em que as amostras ficaram em estufa na temperatura de 105°C até peso constante. Os teores de proteína bruta e cinzas, nas amostras foram determinados por Kjeldahl e mufla. O teor de lipídios totais foi determinado por Blig- Dyer e os percentuais de carboidratos foram calculados por diferença entre 100 e a soma das porcentagens de umidade, proteína bruta, lipídios totais e cinzas. Para a realização dos testes sensoriais foram convidados 40 provadores não treinados, homens e mulheres entre a idade de 18 e 44 incluindo alunos, professores e funcionários pertencentes ao quadro da UNIVASF. Foram realizados testes de aceitação do produto, através da análise sensorial, pelo teste de escala hedônica atribuindo notas aos atributos cor, odor, sabor e impressão global.

Também foram realizados testes de intenção de compra com escala de 5 pontos. Resultados: A

Também foram realizados testes de intenção de compra com escala de 5 pontos. Resultados: A polpa do iogurte apresentou em sua composição lipídio (5,30%), minerais (0,5%), proteínas (17,46%) e carboidratos (0,03%). A composição da calda de Goji Berry apresentou lipídios (0,10%), minerais (0,66%), proteínas (2,86%) e carboidratos (4,8%). No teste de aceitabilidade 47,5% dos provadores afirmaram que gostaram muito do produto. Quanto à aparência, aroma, cor e sabor cerca de 37,50%, 47,5%, 35,9%, 60% respectivamente, se enquadraram no parâmetro gostei muito. No teste de intenção de compra 40% dos provadores afirmariam que certamente comprariam o produto e 32,5% que provavelmente comprariam. Conclusão: O produto desenvolvido apresentou nutritivamente adequado ao consumo de diversas faixas de idade. Também apresentou um baixo teor calórico, uma considerável quantidade de proteínas. Os testes sensoriais comprovaram a boa aceitabilidade do produto pelos provadores mostrando o seu potencial de mercado.

Palavras-chaves: Iogurte grego, Goji Berry, análise físico-química, análise sensorial.

Apoio: UNIVASF.

PERFIL FÍSICO – QUIMICO E SENSORIAL DE LICOR DE CHOCOLATE COM MARACUJÁ Charles Rosendo de

PERFIL FÍSICOQUIMICO E SENSORIAL DE LICOR DE CHOCOLATE COM MARACUJÁ

Charles Rosendo de Oliveira Muniz 1 , Anderson Lucas de Lavor 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Ayla Ribeiro Soares 1 , Kaline Stela Pires Bezerra 1 , Josileide Gonçalves Borges 1

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: O licor é uma bebida alcoólica doce bastante apreciada devido,

principalmente, ao disfarce que seus sabores conferem à sensação gustativa do álcool.

Graças à diversidade de sabores, esses produtos conseguem agradar ao paladar de um

grande público consumidor. Destacam-se os sabores de frutas, que além de únicos,

associam valores nutritivos à bebida. Objetivo: Determinar perfil físico-químico e

sensorial de licor de chocolate e maracujá. Metodologia: Para elaboração do licor a polpa

de maracujá em solução de álcool de cereais foi macerada por cinco dias. Então foi

adicionado xarope de açúcar, água, leite condensado, chocolate em pó e envasado em

frasco âmbar para ser envelhecido durante um mês antes dos testes. Foram realizados

testes de composição centesimal do licor onde a umidade foi obtida por gravimetria, em

que as amostras ficaram em estufa na temperatura de 105°C até peso constante. Os

teores de proteína bruta e cinzas, nas amostras foram determinados segundo

metodologia AOAC por Kjedall e mufla. O teor de lipídios totais foi determinado pelo

método BlighDyer, os percentuais de carboidratos foram calculados por diferença entre

100 e a soma das porcentagens de umidade, proteína bruta, lipídios totais e cinzas. Para

a realização dos testes sensoriais foram convidados aleatoriamente 40 provadores não

treinados, dentre homens e mulheres entre a idade de 18 e 33 anos incluindo alunos,

professores e funcionários pertencentes ao quadro da UNIVASF. Foram realizados testes

de aceitação do produto, através da análise sensorial, pelo teste de escala hedônica

atribuindo notas aos atributos cor, aparência, aroma, sabor e impressão global. Também

foram realizados testes de intenção de compra com escala de 5 pontos. Resultados: Na

análise centesimal a bebida mostrou possuir lipídios (1,79%), proteínas (0,39%), minerais

(0,21%) e carboidratos (34,47%).

O teste de aceitabilidade mostrou que a maioria das pessoas gostou muito do sabor (60%),
O teste de aceitabilidade mostrou que a maioria das pessoas gostou muito do sabor (60%),

O teste de aceitabilidade mostrou que a maioria das pessoas gostou muito do sabor (60%), aroma (57,50%) e impressão global (57,50%); quanto à aparência e a cor, cerca de 42,50% e 45% respectivamente, se enquadrou no parâmetro gostei”. No teste de intenção de compra 45% dos provadores afirmariam que comprariam o produto. Conclusão: As análises mostraram que o produto é nutritivo e a avaliação sensorial mostrou que a bebida teve boa aceitação e potencial de compra pelos provadores mostrando ser um bom investimento econômico.

Palavras-chave: Licor, chocolate, maracujá, perfil centesimal, sensorial.

Apoio: UNIVASF.

AVALIAÇÂO DAS MELHORES CONDIÇÔES DE PRODUÇÂO DE ENZIMAS CELULASES POR ASPERGILLUS NIGER Isabela Cristina Barbosa

AVALIAÇÂO DAS MELHORES CONDIÇÔES DE PRODUÇÂO DE ENZIMAS CELULASES POR ASPERGILLUS NIGER

Isabela Cristina Barbosa de Andrade 1 , Ananda Fonseca Gonçalves 1 , Gabriella Almeida Gomes 1 , Juliana Anielle Ribeiro de Sá 1 , Cicero Oliveira Corcino 1 , Josileide Gonçalves Borges 1 .

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: O uso e produção de enzimas fúngicas tem se tornado uma das áreas de

maior interesse biotecnológico. Dentre as enzimas de importância industrial produzidas

por fungos estão às celulases que atuam na hidrólise de substratos celulósicos e são

amplamente utilizadas na indústria de panificação, cervejeira, antibióticos e ácidos

orgânicos. Objetivo: Este trabalho objetivou avaliar as melhores condições de cultivo para

produção de celulases de Aspergillus niger por fermentação semi-sólida. Metodologia: O

fungo Aspergillus niger foi copiado em placas de Batata Dextrose Agar (BDA) por 7 dias

em temperaturas de 28 à 30º C. Os substratos sólidos de casca de coco e bagaço de

cana-de-açúcar foram cortados, secos e moídos. O meio de cultivo foi constituído de 6

gramas de substrato e 4 ml de tampão fosfato em pH de 4 a 7. Os meios foram

autoclavados a 121º C por 15 minutos, sendo inoculados os esporos do fungo e

encubados a 30º C por 7 dias. A atividade de celulases dos extratos enzimáticos foi

testada usando CMC e DNS, com a leitura realizada em espectrofotômetro a 540 nm e a

atividade quantificada através de uma curva de glicose. Resultados: A atividade de

celulase usando o bagaço de coco variaram de 0,85-1,35 mg/mL de glicose liberada,

sendo que no pH 7,0 foi apresentado o maior valor. A cana de açúcar apresentou valores

entre 0,99 a 1,47 mg/mL, sendo 5,0 o pH mais favorável. Conclusão: Embora todos as

condições testadas mostrassem favoráveis a biotransformação, o substrato cana de

açúcar no pH 5,0 liberando 1,47 mg/mL de glicose foi a melhor condição testada para a

produção de celulases por Aspergillus niger .

Palavras-chaves: fermentação, celulases, bagaço de cana de açúcar, bagaço de coco.

Apoio: UNIVASF.

BARRA DE CEREAL PROTEICA: DESENVOLVIMENTO, ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA E SENSORIAL Manoel José de Lima Neto 1

BARRA DE CEREAL PROTEICA: DESENVOLVIMENTO, ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA E SENSORIAL

Manoel José de Lima Neto 1 ; Leonardo Felipe Gonçalves Barbosa 1 ; Cid José Barbosa Almeida Sobrinho 1 ; João Paulo Martins Lira 1 ; João Victor Rodrigues Pinheiro 1; Josileide Gonçalves Borges 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: As barras de cereais são alimentos nutritivos de fácil aceitabilidade pelo

consumidor, além de serem alimentos práticos que podem ser levados para qualquer

lugar e consumidos a qualquer momento. A adição de grãos como a linhaça e gergelim

tem o potencial de auxiliar no controle do colesterol devido ao seu teor de fibras.

Objetivos: Este trabalho objetivou desenvolver uma barra de cereal proteica e

caracterizá-la através de testes físico- químicos e sensoriais. Metodologia: A barra de

cereal foi elaborada com aveia em flocos, granola, gergelim, banana desidratada, linhaça,

mel e albumina. Foram realizados testes de composição centesimal onde a umidade foi

obtida por gravimetria, em que as amostras ficaram em estufa na temperatura de 105°C

até peso constante. Os teores de proteína bruta e cinzas, nas amostras foram

determinados segundo metodologia AOAC por Kjedall e mufla. O teor de lipídios totais foi

determinado pelo método Soxlet e os percentuais de carboidratos foram calculados por

diferença entre 100 e a soma das percentagens de umidade, proteína bruta, lipídios totais

e cinzas. Para a realização dos testes sensoriais foram convidados 35 provadores não

treinados, homens e mulheres entre a idade de 18 e 38 anos, incluindo alunos,

professores e funcionários pertencentes ao quadro da UNIVASF. Foram realizados testes

de aceitação do produto, através da análise sensorial, pelo teste de escala hedônica

atribuindo notas aos atributos cor, sabor, aparência, aroma e avaliação global numa

escala de 7 pontos. Também foram realizados testes de intenção de compra com escala

de 5 pontos. Resultados: Nos testes de composição centesimal foram encontrados na

barra de cereal: lipídios (2,41%), minerais (2,42%), proteínas (4,16%) e carboidratos

(79,98%). Nos testes sensoriais os atributos sabor, aroma e aparência tiveram 42,85% de

aceitação e o atributo cor e avaliação global 48,57% de aceitação. Nos testes de intenção

aceitação e o atributo cor e avaliação global 48,57% de aceitação. Nos testes de intenção de compra 31,42% afirmaram que comprariam o produto desenvolvido. Conclusão: A barra de cereal mostrou ter um elevado teor de proteínas e mostrou ter uma boa aceitabilidade nos testes sensoriais mostrando o seu potencial econômico para comercialização.

Palavras-chaves: barra de cereal, testes sensoriais, análises físico-químicas.

Apoio: UNIVASF.

Área 6: Análises Clínicas

Área 6: Análises Clínicas

PESQUISA DE PARASITOS EM AMOSTRAS DE SOLO COLETADOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO

PESQUISA DE PARASITOS EM AMOSTRAS DE SOLO COLETADOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO CAMPUS- PETROLINA, PERNAMBUCO

Carlos Alberto Leite Filho 1 , Elionai Bernardo da Silva 1 , Flávia Keile Souza Macedo 1 , Gerfeson Araújo Silva 1 , Iza Araújo Moura 1 , Antônio Wilton Cavalcante Fernandes 2

1 Graduandos do curso de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil. 2 Professor substituto do Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução Os parasitos são encontrados com frequência em áreas que proporcionam condições necessárias para a conclusão do seu ciclo biológico e sua transmissão. Entre os helmintos parasitas destacam-se, pela elevada prevalência e ampla distribuição, aqueles que necessitam do solo para sua transmissão, denominados de geo-helmintos. A ocorrência desses resulta da

presença de indivíduos infectados, como animais caninos e felinos, da contaminação fecal do solo, das condições favoráveis ao desenvolvimento das fases do ciclo biológico, e do contato entre indivíduos saudáveis e o solo contaminado. Objetivos Pesquisar a presença de parasitos em amostras de solo da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) - Campus Centro - Petrolina- PE. Metodologia Foi avaliado o solo das áreas internas da UNIVASF em cinco pontos de coleta, locais nos quais os animais permanecem maior parte do tempo. A coleta do material foi realizada conforme a metodologia utilizada por Santarém, Santor e Bergamo (1998). 5 amostras em triplicata foram analisadas pelo método parasitológico de Faust e colaboradores (1939) adaptado. Todos os procedimentos de preparo e análise do material foram realizados no Laboratório de Parasitologia da UNIVASF, sob orientação do professor responsável. Resultados

Do total de 5 amostras de solo analisadas, 3 (60%) foram positivas quanto a presença de ovos de

Ascaris spp, cistos sugestivos da presença de Entamoeba coli e Endolimax nana. Dessa forma,

apenas duas áreas do campus não estavam contaminadas por parasitos. Quanto ao método

analítico aplicado, os resultados indicam que o referido método poderá ser utilizado rotineiramente

e com confiabilidade nos laboratórios de diagnóstico, desde que cumprida todas as

recomendações e boas práticas laboratoriais. Cabe ressaltar que, a presença de enteroparasitas

no solo, como também na água ou em alimentos, além de sua importância específica, é

no solo, como também na água ou em alimentos, além de sua importância específica, é um importante indicador biológico de contaminação fecal. Conclusão Conforme os resultados obtidos, o solo de distintas localidades da Universidade apresentou contaminação ambiental de caráter zoonótico, ocorrência diretamente relacionada com a presença de cães no Campus. Assim, a investigação da prevalência de parasitos e a padronização de métodos práticos e sensíveis, tornam-se imperativos para a avaliação da contaminação do solo e para a adoção de medidas sanitárias adequadas.

Palavras-chave: Solo, Geo-helmintos, Parasitos, Enteroparasitas, zoonoses.

Referências FAUST, E.C. et al. Comparative efficiency of various technics for the diagnosis of Protozoa and helminths in feces. J. Parasit., 25:241-62, 1939.

SANTARÉM, V.A.; SANTOR, I. F.; BERGAMO, F.M.M. Contaminação, por ovos de Toxocara spp, de parques e praças públicas de Botucatu, São Paulo, Brasil. Rev Soc Bras Med Trop, v. 31, n. 6, p. 529-32, 1998.

ATIVIDADE da Commiphora leptophloeos FRENTE A Staphylococcus spp. ISOLADOS DE MASTITES EM RUMINANTES Isamara Ferreira

ATIVIDADE da Commiphora leptophloeos FRENTE A Staphylococcus spp. ISOLADOS DE MASTITES EM RUMINANTES

Isamara Ferreira da Silva 1 , Xirley Pereira Nunes², Mateus Matiuzzi Costa ³

1 Laboratório de Microbiologia e Imunologia Animal, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil. ²Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do Sã Francisco, Petrolina-PE, Brasil. ³Colegiado de Zootecnia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina- PE, Brasil.

Introdução: Os Staphylococcus spp., são apontados como os principais patógenos isolados em casos de mastite em ruminantes. O grande problema são os surgimento de cepas resistentes aos antimicrobianos utilizados no tratamento da enfermidade. Assim, é importante a descoberta de alternativas ao uso desses medicamentos. Objetivos: avaliar in vitro a capacidade antimicrobiana do extrato etanólico bruto (EEB) da casca e folha da Commiphora leptophloeos como alternativa ao uso de antibióticos contra Staphylococcus spp., proveniente de leite mastitico. Metodologia: A atividade antimicrobiana do EEB da casca e folha frente aos isolados de Staphylococcus spp., de leite mastitico, será avaliada através ensaio/teste de microdiluição baseado no documento M07-A9 (CLSI, 2012).

Consiste na distribuição de 200 μL de caldo Mueller- Hinton em microplacas; 200 μL da

solução estoque do extrato serão acrescidos ao primeiro poço e, após homogeneização, transferidos para o segundo e assim sucessivamente. Será pesado ainda 0,25 g dos extratos bruto, sendo suspensos em 10 mL de etanol (95% P.A.), obtendo-se uma solução estoque na concentração de 25.000 μg/mL. Uma vez realizada as diluições seriadas, serão obtidas as seguintes concentrações finais: 12.500; 6.250; 3.125; 1.562,5; 781,3; 390,6; 195,3 e 97,6 μg/mL. A concentração bactericida mínima (CBM), será definida como a menor concentração do extrato etanólico em estudo capaz de causar a morte do inóculo. Resultados: Embora todos os extratos testados tenham exibido ação antimicrobiana, menores valores de CBM foram registrados para o extrato da casca. O extrato da folha apresentou maior atividade na concentração 3,125 μg/mL (36 /60) e o

EEB da casca na concentração 781,2 μg/mL (25/60). Conclusão: Observou-se uma alta sensibilidade dos

EEB da casca na concentração 781,2 μg/mL (25/60). Conclusão: Observou-se uma alta sensibilidade dos Staphylococcus spp. provenientes de casos de mastites em ruminantes, quando submetidos aos extratos da folha e casca da Commiphora leptophloeos.

Palavras-chaves: Ruminantes, Mastites, Staphylococcus spp., Umburana de Cambão

Referências CLSI. Methods for Dilution Antimicrobial Susceptibility Tests for Bacteria That Grow Aerobically; Approved Standard-Ninth Edition. CLSI document M07-A9. Wayne, PA:

Clinical and Laboratory Standards Institute, 2012.

Apoio: CAPES, UNIVASF.

PESQUISA DE PARASITOS EM BANHEIROS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO, CAMPUS PETROLINA

PESQUISA DE PARASITOS EM BANHEIROS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO, CAMPUS PETROLINA -PE

Érica Martins de Lavor 1 , Christiane Adrielly Alves Ferraz 1, Clara Rafaela Ribeiro Santana 1 , Janna Jara Gonçalves de Miranda 1 , Daniella Barreto Santana 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: Os enteroparasitos constituem um grave problema de saúde pública nos países em desenvolvimento e estão diretamente relacionados à condições sanitárias inadequadas. Os estudos sobre a prevalência dos parasitos em locais contaminados, fornecem informações úteis sobre a extensão do problema de saúde pública, e estão sendo bastante utilizados para orientar os crescentes esforços para controlar as parasitoses. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo analisar a ocorrência de parasitos em diversos elementos dos banheiros da Univasf, Campus Centro, Petrolina- PE. Metodologia: Foram coletadas 76 amostras provenientes de dois banheiros da Univasf, um feminino (50 amostras) e um masculino (26 amostras). Os elementos analisados foram a descarga (botão), torneira, maçaneta da porta e o assento do vaso sanitário. O método de coleta do material foi o da fita adesiva transparente sobre lâmina de vidro. Esta fita foi aplicada diversas vezes à superfície de cada elemento a ser examinada e posteriormente, colada sobre a lâmina devidamente identificada. A leitura foi realizada em microscopia óptica com aumentos de 100 e 400 vezes. Resultados: Das 76 amostras analisadas, 7 (9,2%) estavam contaminadas com ovos de helmintos (Ancylostoma sp.) e cistos de protozoários (Endolimax nana, Entamoeba sp. e Giardia lamblia), parasitos comumente encontrados em fezes humanas. Elementos dos banheiros como trincos, assentos e descargas, apresentaram-se contaminados. Conclusão: O estudo mostrou a real possibilidade de infecção parasitária oriunda dos elementos analisados. Os banheiros podem ser considerados uma importante via de transmissão de parasitos, sendo assim é necessária a conscientização da importância de hábitos de

higiene, pois essa é uma das principais ações que geram resultados positivos no controle das

higiene, pois essa é uma das principais ações que geram resultados positivos no controle das parasitoses.

Palavras-chaves: Parasitos intestinais, Contaminação, Banheiros.

Área 7: Farmacologia e Toxicologia

Área 7: Farmacologia e Toxicologia

RESISTÊNCIA DOS TUMORES À QUIMIOTERAPIA: UM DESAFIO NO TRATAMENTO DO CÂNCER Ícaro Oliveira Nejaim 1

RESISTÊNCIA DOS TUMORES À QUIMIOTERAPIA: UM DESAFIO NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Ícaro Oliveira Nejaim 1 , Érica Martins de Lavor 1 , Maria Taís de Moura Fontes Araújo 1 , Mariana Gama e Silva 1 , Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

1 Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A deficiência em mecanismos de regulação da divisão celular, apoptose, senescência celular e reparo do DNA faz com que cânceres evoluam em um processo contínuo de expansão clonal e acúmulo de mutações. Existe uma dinâmica complexa que envolve estímulos entre o microambiente tumoral e os subtipos celulares, a qual é capaz de exercer uma pressão seletiva, promovendo a expansão de variantes celulares mais resistentes. Sendo a aquisição de resistência à quimioterapia a principal causa de recaídas após boa resposta inicial ao tratamento, faz-se necessário o desenvolvimento de mecanismos para evitar tal fenômeno. Objetivos: Esse trabalho tem como objetivo compreender os mecanismos relacionados ao tratamento capazes de promover a resistência tumoral. Metodologia: Para a realização desse estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas seguintes bases de dados: SCIELO, PUBMED, MEDLINE, LILACS e Science Direct usando os termos: Evolução clonal e Resistencia multidrogas no período de 2004 a 2015. Resultados: Concordando com a ideia de que medicamentos causam uma pressão seletiva, Mullighan et al. (2008) fazem uma comparação entre amostras genéticas de pré-tratamento e pós-recaída em leucemia linfoblástica aguda. constatando que os clones majoritários presentes na amostra pós-recaída estão frequentemente em menores quantidades nas amostras pré-tratadas. Em um estudo realizado por Delbaldo et al. (2004) em câncer de pulmão foi possível observar que terapias duplas aumentavam a taxa de regressão do tumor e a sobrevida do paciente em cerca de um ano, enquanto terapias triplas também aumentaram a taxa de resposta, mas a elevada toxicidade do tratamento não permitiu o aumento da sobrevida. Para Pepper et

al. (2009) e Wargo et al. (2007) uma das alternativas terapêuticas seria tornar o câncer

al. (2009) e Wargo et al. (2007) uma das alternativas terapêuticas seria tornar o câncer uma doença crônica, uma vez que, o uso de drogas de alta citotoxicidade inibem a relação competitiva que existe entre as próprias células tumorais, provocando um aumento relativo da população resistente. Conclusão: Diversos fatores podem levar ao desenvolvimento de resistência, inclusive a própria terapia. Tratamentos atuais como as terapias multidrogas visam à remissão completa do tumor, sendo o maior desafio driblar a capacidade de adaptação evolutiva das células neoplásicas.

Palavras-chaves:

multidrogas.

câncer,

microambiente

tumoral,

expansão

clonal,

resistência

ANGIOGÊNESE TUMORAL COMO ALVO TERAPÊUTICO EM MODELOS EXPERIMENTAIS COM SARCOMA S180 Osmar Galvão dos Santos

ANGIOGÊNESE TUMORAL COMO ALVO TERAPÊUTICO EM MODELOS EXPERIMENTAIS COM SARCOMA S180

Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Érica Martins de Lavor 1 , Mariana Gama e Silva 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Ícaro Oliveira Nejaim 1 , Maria Taís de Moura Fontes Araújo¹, Rosemairy Luciane Mendes 1 .

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: conceituada como a formação de vasos sanguíneos a partir de vasos pré- existentes, a angiogênese tem papel fundamental na progressão tumoral, uma vez que fornece oxigênio e nutrientes ao tumor. O sarcoma-180 (S180) é uma linhagem tumoral bastante usada em estudos in vitro e in vivo e se destaca por seu potencial angiogênico, tornando-o viável para estudos que visam a angiogênese como alvo terapêutico. Objetivos: realizar um levantamento bibliográfico de estudos realizados com a linhagem S180 que usam a angiogênese como alvo antitumoral. Metodologia: realizou-se uma pesquisa bibliográfica utilizando as palavras chave angiogenesis, therapy e sarcoma 180, nas seguintes bases de dados: PUBMED, MEDLINE, SCIELO, LILACS e Science Direct. Foram selecionados artigos publicados entre 2004 e 2014, sendo priorizados aqueles que continham todas ou alguma das palavras chave no título. Resultados: Yeom et al. (2009) provou que o tratamento com altas doses de ácido ascórbico em camundongos transplantados com S180, inibiu significativamente a expressão gênica de VEGF (Fator de crescimento do endotélio vascular), bFGF (Fator de crescimento de fibroblasto básico) e metaloproteinase MMP-2 - proteínas intrinsicamente relacionadas com a angiogênese tumoral -, contribuindo para a redução do tumor. Lee e colaboradores (2006) mostraram que a 2’-hidroxi-4’-metoxichalcona, uma forma hidroxilada da chalcona, possui forte atividade antiangiogênica (68,4%), justificada pela acentuada inibição da expressão de bFGF. Visando o conhecido êxito da Terapia Fotodinâmica de Tumores (PDT), Gamaleia et al. (2012), sintetizou um fotossensibilizador imunoconjugado de hematoporfirina com

anti-VEGF e aumentou a eficácia do tratamento tumoral reduzindo o tamanho do tumor dos camundongos

anti-VEGF e aumentou a eficácia do tratamento tumoral reduzindo o tamanho do tumor dos camundongos portadores de S180 através da supressão da angiogênese. Por sua vez, Niu et al. (2012) usaram a angiogênese como alvo de supressão tumoral, por meio da downregulation dos níveis de VEGF, no trabalho em que utilizaram o tratamento a base de um polissacarídeo oriundo do cogumelo Agaricus blazei. Em trabalhos realizados por Zhang et al. (2006), os animais portadores de S180 tiveram o tumor inibido através da inibição da angiogênese, após tratamento com Grateloupia longifolia, um polissacarídeo isolado de alga marinha. Ohta et al. (2008) mostraram que, quando submetidos a uma dieta rica em própolis, células endoteliais sofriam apoptose, levando os animais portadores de S180 a terem significante supressão da angiogênese tumoral, indicando mais uma vez, ser esse um alvo importante na terapia contra tumores. Yang e colaboradores (2012) testaram o potencial antiangiogênico do extrato metanólico de Fissistigma cavaleriei, e consideraram que a inibição da angiogênese (que alcançou 72%, na maior dose avaliada) foi a principal causa da inibição do crescimento tumoral do S180. Conclusão: o S180 apresenta-se como um modelo adequado para estudos que objetivam a angiogênese como alvo terapêutico, favorecendo a possibilidade de desenvolvimento de novos fármacos antitumorais.

Palavras-chaves: angiogênese, terapia, sarcoma-180.

Apoio: UNIVASF.

AVALIAÇÃO ANTITUMORAL DO EXTRATO ETANÓLICO BRUTO DA CNIDOSCOLUS URENS (L.) ARTHUR EM CAMUNDONGOS PORTADORES DO

AVALIAÇÃO ANTITUMORAL DO EXTRATO ETANÓLICO BRUTO DA CNIDOSCOLUS URENS (L.) ARTHUR EM CAMUNDONGOS PORTADORES DO SARCOMA-180

Valesca Resende de Oliveira 1 , Érica Martins de Lavor 1 , Ícaro de Oliveira Nejaim 1 , Mariana Gama e Silva1, Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Jackson R. Guedes da Silva Almeida 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A seleção de espécies vegetais para pesquisa e desenvolvimento baseada na alegação de um dado efeito terapêutico, pode constituir um valioso caminho para descoberta de novos fármacos mais efetivos, menos tóxicos e/ou com novos mecanismos de ação. Cnidoscolus urens (L.) Arthur é uma espécie pertencente à família Euphorbiaceae conhecida popularmente no Nordeste brasileiro por “urtiga” e “cansanção” e, estudos etnofarmacológicos demonstram propriedades anti-inflamatória, antisséptica, analgésica e antitumoral. Atividades in vitro evidenciaram o potencial antitumoral da espécie. Objetivos: Avaliar a inibição tumoral do extrato etanólico bruto da Cnidoscolus urens (L.) Arthur (Cu-EtOH) em camundongos Swiss portadores de Sarcoma-180 ascítico. Metodologia: Utilizou-se 16 camundongos Swiss fêmeas divididos em 4 grupos. Após 48 horas da indução do tumor, os animais foram submetidos a tratamento com o Cu-EtOH nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, por via oral, durante 7 dias. O acompanhamento do crescimento tumoral foi realizado diariamente pela aferição da medida da circunferência abdominal com auxílio de fita métrica e pela variação do peso do animal. No oitavo dia, os animais foram anestesiados, e com auxílio de seringa mediu-se volume de líquido ascítico presente no peritônio do camundongo e realizou-se avaliação de viabilidade celular pelo método de incorporação do Azul de Tripan determinada em câmara de Neubauer. Os dados foram analisados através do programa estatístico GraphPad Prism® 5, pelo teste t de Student e os valores expressos como média ± SEM. Os protocolos utilizados atendem os padrões éticos estabelecidos pelo comitê de ética da UNIVASF e estão registrados sob protocolo nº 0012/040713. Resultados: Experimentações in vitro demonstraram atividade

antitumoral nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, como descrito por Lavor, 2014. in

antitumoral nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, como descrito por Lavor, 2014. in vivo, os resultados obtidos não foram tão satisfatórios. Comparando-se o grupo controle e os grupos tratados com Cu-EtOH nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg não pode-se observar diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, na proporção de células inviáveis/células viáveis, ou seja, não houve variação significativa na porcentagem de viabilidade celular. A administração do extrato reduziu a circunferência abdominal e o peso corporal dos camundongos quando comparados ao controle negativo (CN), resultados estes que estão diretamente relacionados à diminuição do volume de líquido ascítico observada com os respectivos tratamentos. Conclusão: Apesar do Cu-EtOH ter apresentado efeito citotóxico in vitro, tal efeito não pode ser observado in vivo nas doses de 25, 50, 100 mg/kg, pois não apresentaram aumento significativo na proporção de células inviáveis/viáveis em relação ao CN. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos tratados com Cu-EtOH, porém esses diferiram do CN o que pode indicar uma possível atividade antitumoral desse extrato.

Palavras-chaves: Antitumoral, Cnidosculus urens, Sarcoma-180.

Apoio: UNIVASF, NEPLAME.

ATIVIDADE VASORELAXANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Annona vepretorum (ANNONACEAE) EM AORTA ISOLADA DE RATO Ayla

ATIVIDADE VASORELAXANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Annona vepretorum (ANNONACEAE) EM AORTA ISOLADA DE RATO

Ayla Ribeiro Soares 1 , Fernando Vanraj Silva Rodrigues 1 , Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida 1 , Luciano Augusto de Araújo Ribeiro 1 .

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A Annona vepretorum Mart. (Annonaceae) é uma espécie endêmica do Brasil, conhecida popularmente como “araticum” e “pinha da Caatinga”. As folhas e raízes são amplamente usadas na medicina popular principalmente na região nordeste, no entanto não há relatos na literatura a respeito de sua ação sobre a musculatura lisa cardiovascular. Objetivos: Esse trabalho teve como objetivo realizar uma triagem farmacológica in vitro do óleo essencial das folhas de Annona vepretorum (OEAV), investigando um possível efeito relaxante sobre o músculo liso da aorta isolada de rato. Metodologia: A aorta torácica foi isolada de ratos Wistar (Rattus norvegicus) machos, e depois de limpa foi cortada em anéis aórticos com 5 mm cada. Os anéis foram suspensos individualmente por hastes de aço inoxidável e presas através de fios de algodão a transdutores de força, e submersas em cubas de vidro contendo 10 mL da solução de Krebs a 37 °C e aerados com mistura carbogênica (95% de O 2 e 5% de CO 2 ) em um sistema de banho para órgãos isolados, acoplado a amplificador de força e conectado a um computador para monitoramento das contrações. Após estabilização do órgão, contrações foram induzidas com solução de fenilefrina a 10 -6 M e o relaxamento com solução de acetilcolina 10 -6 M para verificar a integridade do endotélio vascular. Após uma segunda contração induzida por fenilefrina, a concentração máxima de 729 µg/mL de OEAV foi adicionada a cuba e os registros armazenados através do software DATAQ. Resultados: Os dados obtidos mostraram que o OEAV apresentou uma porcentagem de relaxamento de 59,95 ± 9,30 em anéis aórticos com endotélio e 87,04 ± 4,83 em anéis aórticos sem endotélio. Conclusão: Com base nos resultados apresentados, observou-se

que o OEAV possui efeito vasorrelaxante na presença ou ausência de endotélio, entretanto neste ultimo

que o OEAV possui efeito vasorrelaxante na presença ou ausência de endotélio, entretanto neste ultimo o relaxamento foi bastante significativo.

Palavras-chaves: Annona vepretorum, efeito relaxante, aorta.

Apoio: UNIVASF.

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO EXTRATO ETANÓLICO DA Triplaris gardneriana SOBRE O MÚSCULO LISO VASCULAR

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DO EXTRATO ETANÓLICO DA Triplaris gardneriana SOBRE O MÚSCULO LISO VASCULAR

Ayla Ribeiro Soares 1 , Maria Alice Miranda Bezerra Medeiros 2 , Xirley Pereira Nunes 1 , Luciano Augusto de Araújo Ribeiro 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil 2 Pós-Graduação em Recursos Naturais do Semiárido, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A Triplaris gardneriana, uma planta da família Polygonaceae, é conhecida popularmente como pajeú e apresenta grande importância na medicina popular pelo uso de suas folhas, casca e raiz em diversas patologias, entre elas alguns distúrbios circulatórios. No entanto, não há na literatura estudos farmacológicos que determinem sua atividade farmacológica sobre a musculatura lisa vascular. Objetivos: Este trabalho avaliou, em uma abordagem in vitro, uma suposta atividade relaxante do extrato etanólico bruto da T. gardneriana (TG-EtOH) sobre o músculo liso da aorta isolada de rato. Metodologia: A aorta torácica foi isolada de ratos Wistar (Rattus norvegicus) machos, que depois de limpa foi cortada em anéis aórticos com 5 mm cada. Os anéis foram suspensos individualmente por hastes de aço inoxidável e presas através de fios de algodão a transdutores de força, e submersas em cubas de vidro (10 mL) contendo solução de Krebs a 37 °C e aerados com mistura carbogênica (95% de O 2 e 5% de CO 2 ) em um sistema de banho para órgãos isolados, acoplado a amplificador de força e conectado a um computador para monitoramento das contrações. Após estabilização do órgão, contrações foram induzidas com solução de fenilefrina 10 -6 M e o relaxamento com solução de acetilcolina 10 -6 M para verificar a integridade do endotélio vascular. Após uma segunda contração induzida por fenilefrina, a concentração máxima de 729 µg/mL de TG- EtOH foi adicionada a cuba e os registros armazenados através do software DATAQ.

Resultados: A partir dos dados obtidos, observou-se uma porcentagem de contração de 9,74 ± 5,13

Resultados: A partir dos dados obtidos, observou-se uma porcentagem de contração de 9,74 ± 5,13 para anéis aórticos com endotélio e uma porcentagem de relaxamento de 11,43 ± 11,33 para anéis aórticos sem endotélio. Conclusão: Os anéis aórticos com endotélio, pré-contraídos com fenilefrina, não apresentaram relaxamento após a adição da concentração máxima do TG-EtOH, entretanto observou-se um efeito contracturante pouco significativo. Já nos anéis aórticos sem endotélio, constatou-se um pequeno relaxamento. Portanto, sugere-se que a discreta atividade relaxante derivada do TG-EtOH ocorra na ausência do endotélio funcional, enquanto na sua presença haja inferência de uma singela contração.

Palavras-chaves: Triplaris gardneriana, vasorrelaxante, músculo liso, aorta.

Apoio: UNIVASF.

ATIVIDADE FARMACOTERAPÊUTICA DE BIDENS PILOSA : UMA REVISÃO SISTEMÁTICA Camila Mahara Dias Damasceno¹, Andréa

ATIVIDADE FARMACOTERAPÊUTICA DE BIDENS PILOSA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Camila Mahara Dias Damasceno¹, Andréa Cristina de Freitas Rodrigues Valeriano¹, Isabel Dielle Souza Lima Pio¹, Milla Gabriela Belarmino Dantas¹, Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida².

1. Colegiado de Pós-Graduação Ciências da Saúde e Biológicas, Universidade Federal do Vale do São

Francisco, 56.304-205, Petrolina/PE, Brasil.

2. Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, 56.304-205, Petrolina/PE,

Brasil.

Introdução: A pesquisa por alternativas terapêuticas a partir de plantas utilizadas tradicionalmente vem crescendo nos últimos anos. Neste cenário destacam-se diversos estudos sobre a utilização de Bidens pilosa, espécie bastante comum em países da América do Sul, Ásia e África. Objetivos: A revisão sistemática realizada objetivou examinar as evidências farmacoterapêuticas sobre o uso de Bidens pilosa em ensaios pré-clínicos e analisar e sintetizar as informações existentes. Metodologia: Foram usados os termos “Bidens”, “Bidens pilosa”, “Biden pilosa”, “Bidens pilosas”, “Picão” e “Picão- Amarelo” na recuperação de artigos publicados em quatro bases de dados:

PUBMED/MEDLINE, SCIELO, LILACS, SCOPUS e SCIENCEDIRECT, no período de janeiro de 2009 a junho de 2014. Foram selecionados artigos originais, abordando o efeito farmacológico e terapêutico da planta e suas variedades a partir de ensaios com animais, publicados nos idiomas português ou inglês. Resultados: Dos 432 artigos identificados, apenas oito cumpriram todos os critérios estabelecidos, sendo 50% do Japão, 25% da China,12,5% de Camarões e 12,5% do Brasil. Os estudos apontam para atividades antidiabética, antioxidante, antialérgica, anti-inflamatória, analgésica, antitumoral, antiviral, e hepatoprotetora. A forma de utilização da planta teve pouca variabilidade, permanecendo os extratos aquosos, hidroetanólico ou de acetato de etila proveniente do uso das partes superiores da planta. Conclusão: Observa-se que todos os testes em

animais aqui relatados obtiveram resultados positivos significantes, representando um caminho produtivo na descoberta de

animais aqui relatados obtiveram resultados positivos significantes, representando um caminho produtivo na descoberta de novos tratamentos. No entanto, mais estudos são necessários para avaliar o perfil de segurança, o conjunto de indicações e até mesmo os aspectos toxicológicos da Bidens pilosa e assim seguir para estudos em humanos.

Palavras-chaves: Bidens, farmacologia, flavonoides, plantas medicinais.

MÉTODOS ALTERNATIVOS PARA AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA: UMA REVISÃO Tarcísio Cícero de Lima Araújo¹, Maria

MÉTODOS ALTERNATIVOS PARA AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA: UMA REVISÃO

Tarcísio Cícero de Lima Araújo¹, Maria Tais de Moura Fontes Araújo 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

¹Laboratório de Oncologia Experimental, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina PE, Brasil.

Introdução: A toxicidade aguda é aquela em que os efeitos tóxicos em animais são produzidos por uma única ou por múltiplas exposições a uma substância, por qualquer via, por um curto período, inferior a um dia (FIOCRUZ). Geralmente as manifestações ocorrem rapidamente. O estudo dessas reações é baseado em testes que buscam classificar e apropriadamente rotular substâncias de acordo com o seu potencial de letalidade ou toxicidade como estabelecido pela legislação (VALADARES, 2006). Alguns testes alternativos vêm sendo empregados no lugar do método convencional para determinação da toxicidade aguda, a fim de minimizar a quantidade de animais nos experimentos. Objetivos: Realizar revisão bibliográfica a fim de conhecer os métodos alternativos para avaliação da toxicidade aguda e compará-los ao método convencional. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório, realizado por meio de pesquisas nas bases científicas PubMed, MEDLINE e outras bases acadêmicas, no qual foram utilizadas as palavras chaves fixed-dose procedure, toxicidade aguda, toxicity tests e DL50. O período de busca ficou compreendido entre os anos de 1990 e 2015. Resultados: De acordo com BOTHAM (2004) nos anos 90 a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento adotou três novos métodos como alternativa para a determinação da Dose Letal 50% (DL 50) que são: o teste de dose fixa, o método de Toxicidade Aguda de Classe (TAC) e o método “up and down. O método convencional, DL 50, consiste na dose de uma substância capaz de matar 50% da população em experimento. A dose fixa evita utilizar a morte dos animais como o objetivo final e baseava-se na observação de sinais claros de toxicidade decorrentes da exposição a uma série de doses fixas (VAN DEN HEUVEL et al, 1990). O Teste TAC utiliza-se das doses fixas, porém o objetivo final não ausenta a morte dos animais. Segundo SOUZA et al (2011) o “up and down” estima

com eficiência a dose letal, baseado na teoria do delineamento sequencial, reduzindo o tamanho amostral.

com eficiência a dose letal, baseado na teoria do delineamento sequencial, reduzindo o tamanho amostral. Porém, segundo BOTHAM (2004), a substituição total de testes em animais requer uma quantidade considerável de novos ensaios de desenvolvimento, seguido de validação, o que exigirá um mínimo de 10 anos. Conclusão: Verificou-se que os três testes alternativos ao DL 50, utilizam-se de um número menor de animais e preservam o bem estar do animal, mostrando-se mais coniventes com os aspectos éticos para o uso de animais experimentais.

Palavras-chaves: Toxicidade Aguda, Estudo Comparativo, DL 50.

Área 8: Química

Área 8: Química

DETERMINAÇÃO DO FATOR DE PROTEAÇÃO SOLAR UVB in vitro DE AZOCOMPOSTOS INÉDITOS DERIVADOS DO PARACETAMOL

DETERMINAÇÃO DO FATOR DE PROTEAÇÃO SOLAR UVB in vitro DE AZOCOMPOSTOS INÉDITOS DERIVADOS DO PARACETAMOL

Victória Laysna dos Anjos Santos 1 , Débora Caroline Marques de Souza 1 ; Arlan da Assis Gonsalves 1 ; Cleônia Roberta Melo Araújo 1 .

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: Dentre as radiações emitidas pelo sol, a mais nociva é a radiação ultravioleta (RUV), devido ao seu alto poder energético. O uso de protetores solares tornou-se uma necessidade, uma vez que estes funcionam como medida de prevenção contra os efeitos deletérios da radiação solar. Os filtros solares orgânicos são compostos por moléculas capazes de absorver e converter a RUV em uma energia de menor intensidade, o que reduz os danos na pele humana. Estes são principalmente compostos aromáticos com grupos carboxílicos apresentando, em geral, grupos retiradores de elétrons e moléculas que apresentam sistemas de duplas conjugadas. Azocompostos (AZ) apresentam a seguinte estrutura geral RN=NR e podem ser preparados através de reações de azoacoplamento, possibilitando a formação de estendidos sistemas de duplas conjugadas

o que potencializa a absorção da radiação, sendo considerado, o uso destes compostos

como filtros solares orgânicos. Objetivos: Diante do exposto, o presente trabalho propõe

a determinação do fator de proteção solar UVB (FPS-UVB) de quatro azocompostos

sintetizados a partir do paracetamol, denominados PSu, PTo, PAn e PAs. Metodologia:

O FPS-UVB foi determinado in vitro pelo método de Mansur et al., no qual foram preparadas soluções etanólicas dos AZs nas concentrações de 3,0; 0,3; 0,15; 0,075 mmol/L para realização da análise espectrofotométricas entre 260-400 nm em triplicata.

Por fim, o FPS-UVB foi determinado empregando-se a seguinte equação: FPS = FC • -

320 EE() • I() • Abs() (An. Bras. Dermatol., 61, 167, 1986). Resultados: Todos os quatro análogos analisados apresentaram alta absorbância tanto na região UVA quanto UVB e UVC. Porém, verificou-se que dentre os quatro azocompostos, o que apresenta

menor atividade fotoprotetora UVB é o PAs , pois este requer uma concentração de 3,0

menor atividade fotoprotetora UVB é o PAs, pois este requer uma concentração de 3,0 mmol/L para apresentar seu valor de FPS-UVB 23,07 ± 0,48, valor este que se assemelha aos demais compostos, porém em uma concentração dez vezes menor (0,3 mmol/L). O composto que obteve maior FPS-UVB foi o PSu que na concentração de 0,3 mmol/L apresentou FPS 27,18 ± 0,12, enquanto que PAn e PTo apresentaram o FPS de 26,34 ± 0,84 e 21,77 ± 0,11, respectivamente. Todas as substâncias analisadas apresentaram FPS acima do mínimo preconizado pela ANVISA, por meio da RDC Nº 30 de 1º de junho de 2012, no qual se encontra determinado que o FPS de protetores solares deve ser maior que 6. Conclusão: Inicialmente verificou-se que todos os produtos de azoacoplamento permitiram a obtenção de moléculas com atividade fotoprotetora. Em adição, o PSu se mostrou dentre as demais, a molécula com maior potencial fotoprotetor promissor, visto que a mesma absorveu a radiação UVA e UVB, e o seu FPS-UVB na concentração de 0,3 mmol/L (27,18± 0,12) foi comparável ao da Benzofenona (28,97±0,69), um filtro solar comercial, na mesma concentração.

Palavras-chaves: Azocompostos, Paracetamol, Filtro químico.

Apoio: UNIVASF e CNPq.

DESENVOLVIMENTO SINTÉTICO DE NOVO ANTIPARASITÁRIO UTILIZANDO ABORDAGEM DE HIBRIDAÇÃO MOLECULAR Maísa Cavalcanti

DESENVOLVIMENTO SINTÉTICO DE NOVO ANTIPARASITÁRIO UTILIZANDO ABORDAGEM DE HIBRIDAÇÃO MOLECULAR

Maísa Cavalcanti Coelho 1 , Charles Rosendo de Oliveira Muniz 1 , Ingrid Araújo de

Moraes 1 , Eric Alencar Araújo Souza 1 , Edilson Beserra de Alencar Filho 1

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A leishmaniose é uma doença negligenciada endêmica no estado de Pernambuco. Seu tratamento usa medicamentos tóxicos e de difícil administração. Assim, é urgente a necessidade de buscar novas entidades químicas, aumentando a chance do surgimento de novos quimioterápicos. Objetivos: Sintetizar compostos inéditos com potencial leishmanicida, a partir de hibridação molecular, determinando as condições sintéticas. Metodologia: Os compostos finais serão híbridos de um aduto de Morita- Baylis-Hilman (ABMH) com nitroimidazóis (secnidazol e metronidazol). A síntese possui três etapas: na primeira, o intermediário 2-[hidroxi(2-nitrofenil)metil]prop-2-enonitrila (composto 1), foi sintetizado a partir de 2-nitrobenzaldeído e acrinolitrila, numa reação catalisada por DABCO e submetida à agitação e banho de gelo. Realizou-se Cromatografia em Coluna para purificação (Acetato de Etila/Hexano). O composto (2), intermediário ácido, foi produzido a partir da hidrólise de (1), com mistura de água e ácido sulfúrico 1:1, refluxo a 100ºC (adaptação de metodologia da literatura). O produto foi precipitado com água gelada, filtrado à vácuo (sólido marrom obtido). Esta etapa é inédita no sentido da geração deste ácido. Ambas as reações foram acompanhadas por Cromatografia em Camada Delgada (CCDA). Resultados: Considerando o projeto em fase de execução (2014-2015), os compostos (1) e (2) foram obtidos (conhecimento prévio do grupo - composto (1); CCDA comparativa e literatura (Composto (2)), estando em análise espectroscópica. Os rendimentos foram 92,1% e 56,7% respectivamente. Conclusão: (1) e (2) foram sintetizados. Será melhor estudada a segunda etapa visando rendimento superior e continuidade do Projeto 2014-2015.

Palavras-chaves: leishmaniose, hibridação molecular, quimioterápico. Apoio: CNPQ; UNIVASF.

Palavras-chaves: leishmaniose, hibridação molecular, quimioterápico.

Apoio: CNPQ; UNIVASF.

Área 9: Produtos Naturais

Área 9: Produtos Naturais

ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE ESPÉCIES DO GÊNERO CNIDOSCOLUS EM ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS: UMA REVISÃO Érica Martins de

ATIVIDADES BIOLÓGICAS DE ESPÉCIES DO GÊNERO CNIDOSCOLUS EM ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS: UMA REVISÃO

Érica Martins de Lavor 1 , Mariana Gama e Silva 1 , Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Icaro Oliveira Nejaim 1 , Maria Taís de Moura Fontes Araújo 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: Pertencente à família Euphorbiaceae, o gênero Cnidoscolus é constituído por 140 representantes distribuídos exclusivamente na América tropical, sendo bem representado no Brasil (18 espécies), onde são utilizados etnofarmacologicamente para o tratamento de diversas patologias. Objetivos: o objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica sobre as atividades biológicas de espécies do gênero Cnidoscolus descobertas por meio de estudos pré-clínicos. Metodologia: para a realização desse estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados: SCIELO, PUBMED, MEDLINE, LILACS e Science Direct cujas palavraschaves utilizadas foram Cnidoscolus, Euphorbiaceae, biological activity e o período considerado foi de 2000 a 2014. Resultados: Foram encontradas publicações referentes a atividades biológicas do gênero somente a partir do ano de 2010, como a de Miranda-Velasquez et al. (2010) que demostraram que o tratamento com o extrato aquoso de Cnidoscolus Chayamansa reduziu de forma significativa a atividade da enzima Hidrometil Glutaril Coenzima-A redutase (HMG-CoA) em células Vero mantidas em cultura, corroborando com os estudos in vivo, os quais indicaram redução significativa dos níveis séricos de colesterol em ratos hipercolesterolêmicos. Adaromoye et al. (2011) sugerem que o tratamento com o extrato metanólico de C. aconitifolius atenua a disfunção renal induzida por etanol, reduzindo para níveis normais as enzimas renais, além de aumentar a capacidade antioxidante por meio da elevação das enzimas catalase e superóxido dismutase. Além disso, estudos realizados por Onasanwo et al. (2011) e Oyagbemi. (2011) indicam que essa espécie apresenta atividade anti-inflamatória e antidiabética, respectivamente. Oyagbemi et al.

(2013) demostraram que a C. aconitifolius apresenta atividade hepatoprotetora e nefroprotetora associadas a

(2013) demostraram que a C. aconitifolius apresenta atividade hepatoprotetora e

nefroprotetora associadas a desnutrição energético-proteica. Neste estudo foi observada

redução dos níveis das enzimas hepáticas e renais. As atividades fibrinogenolítica e pró

coagulante do extrato etanólico das folhas de C. urens foram sugeridas por Menezes et al.

(2014). Segundo Gomes et al. (2014) as partes aéreas da C. quercifolius apresentam

atividade anti-inflamatória, reduzindo o edema de pata e a migração de leucócitos para

cavidade intraperitoneal induzido por carragenina. As diversas atividades biológicas

apresentadas por essas espécies podem ser explicadas pela presença de metabólitos

secundários, majoritariamente os terpenos, como por exemplo, a favelina, deoxifavelina,

favelanona, 3 β-O-cinamoil-lupeol e 3 β-O-dihidrocinamoil-lupeol, obtidos a partir das

cascas de C. quercifolius. Conclusão: A partir desses dados é possível perceber a

importância dos estudos pré-clínicos na busca de produtos naturais com potencial

farmacológico direcionando a descoberta de novos fármacos que apresentem menor

toxicidade e que podem avançar para estudos clínicos.

Palavras-chaves: Cnidoscolus, Atividades biológicas,Terpenos.

Referências

ATIVIDADE FARMACOTERAPÊUTICA DE BIDENS PILOSA : UMA REVISÃO SISTEMÁTICA Andréa Cristina de Freitas Rodrigues

ATIVIDADE FARMACOTERAPÊUTICA DE BIDENS PILOSA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Andréa Cristina de Freitas Rodrigues Valeriano¹,Camila Mahara Dias Damasceno¹, Isabel Dielle Souza Lima Pio¹, Milla Gabriela Belarmino Dantas¹, Jackson Roberto Guedes Da Silva Almeida².

1. Colegiado/Departamento de Pós-Graduação Ciências da Saúde e Biológicas, Universidade Federal do

Vale do São Francisco, Petrolina/PE, Brasil.

2. Colegiado/Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco,

Petrolina/PE, Brasil.

Introdução: a pesquisa por alternativas terapêuticas, a partir de plantas utilizadas tradicionalmente, vem crescendo nos últimos anos. Neste cenário destacam-se diversos estudos sobre a utilização de Bidens pilosa, espécie bastante comum em países da América do Sul, Ásia e África. Objetivos: a revisão sistemática realizada objetivou examinar as evidências farmacoterapêuticas sobre o uso de Bidens pilosa em ensaios pré-clínicos e analisar e sintetizar as informações existentes. Metodologia: foram usados os termos “Bidens”, “Bidens pilosa”, “Biden pilosa”, “Bidens pilosas”, “Picão” e “Picão- Amarelo” na recuperação de artigos publicados em quatro bases de dados:

PUBMED/MEDLINE, SCIELO, LILACS, SCOPUS e SCIENCE DIRECT, no período de janeiro de 2009 a junho de 2014. Foram selecionados artigos originais, abordando o efeito farmacológico e terapêutico da planta e suas variedades a partir de ensaios com animais, publicados nos idiomas português ou inglês. Resultados: dos 432 artigos identificados, apenas oito cumpriram todos os critérios estabelecidos, sendo 50% do Japão, 25% da China,12,5% de Camarões e 12,5% do Brasil. Os estudos apontam para atividades antidiabética, antioxidante, antialérgica, anti-inflamatória, analgésica, antitumoral, antiviral, e hepatoprotetora. A forma de utilização da planta teve pouca variabilidade, permanecendo os extratos aquosos, hidroaetanólico ou de acetato de etila proveniente do uso das partes superiores da planta. Conclusão: observa-se que todos os testes em

animais aqui relatados obtiveram resultados positivos significantes, representando um caminho produtivo na descoberta de

animais aqui relatados obtiveram resultados positivos significantes, representando um caminho produtivo na descoberta de novos tratamentos. No entanto, mais estudos são necessários para avaliar o perfil de segurança, o conjunto de indicações e até mesmo os aspectos toxicológicos da Bidens pilosa e assim seguir para estudos em humanos.

Palavras-chaves: Bidens, farmacologia, flavonoides, plantas medicinais.

GÊNERO CYMBOPOGUS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA João Victor Rodrigues Pinheiro 1 ; Roxana Braga de Andrade

GÊNERO CYMBOPOGUS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

João Victor Rodrigues Pinheiro 1 ; Roxana Braga de Andrade Teles 1 ; Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida 1 ; Xirley Pereira Nunes 1

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: O gênero Cymbopogon pertence à família Poaceae, possui quatro espécies e é amplamente conhecido por suas propriedades medicinais. Apresenta como principais classes de constituintes químicos os compostos fenólicos, taninos, flavonoides, terpenoides, entre outros. Na literatura, para as espécies do gênero, existem relatos de atividades tais como inseticida, antimicrobiana, antifúngica, antiviral e citotóxica. A adesão ao uso de medicamentos está limitada pela grande gama de efeitos colaterais e ineficácia farmacológica. A procura de novas entidades químicas que podem atuar como moléculas promissoras para o tratamento de patologias é crescente. No entanto, a carência de estudos com as espécies pode cercear a busca de novas atividades biológicas que podem ser testadas cientificamente aumentando as possibilidades de utilização das plantas medicinais. Objetivos: O objetivo do trabalho foi realizar uma análise, através de uma revisão sistemática, dos trabalhos presentes na literatura sobre o gênero Cymbopogus na área de interesse da fitoquímica realizados com as espécies desse gênero, e ainda destacar atividades biológicas comprovadas. Metodologia: Uma revisão sistemática foi realizada durante os meses de outubro e novembro de 2014, por meio de consulta às bases de dados SciELO, Lilacs, PubMed, DARE, Cochrane Library, Banco de Teses CAPES (teses e dissertações) e SCOPUS. A partir da associação entre termos, em inglês, selecionados no Descritor em Ciências da Saúde (DeCS) do Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Cymbopogon, phytochemical. Os termos foram cruzados como descritores de assuntos seguindo a lógica booleana da seguinte forma: "Cymbopogon" AND "phytochemical". Resultados: A pesquisa realizada sem filtros identificou 69 artigos nas bases de dados com a seguinte distribuição: 04 na SCIELO, 03 na LILACS, 09 de

PUBMED e 53 de SCOPUS. Contudo, 14 foram indexados em dois ou mais bancos de

PUBMED e 53 de SCOPUS. Contudo, 14 foram indexados em dois ou mais bancos de dados e foram consideradas apenas uma vez, resultando em 55 trabalhos. Após uma triagem dos títulos, resumos e texto completo, 16 artigos foram selecionados. Os trabalhos que não se enquadraram na área de conhecimento de Fitoquímica foram excluídos. As espécies Cymbopogon winterianus e Cympopogon citratus foram as mais exploradas. Dos 16 estudos selecionados, 07 (43,75%) foram realizados com óleos essenciais, seguido do extrato aquoso das folhas. As atividades antioxidante e antibacteriana estão em maior número nos estudos, seguidas da antinociceptiva, inseticida, anti-inflamatória, hipotensora e depressora do sistema nervoso central. Conclusão: Esses dados nos mostram que os testes realizados apresentaram atividades relevantes implicando em um caminho promissor na descoberta de novas substâncias como também na ratificação do conhecimento popular. Ressalta-se o baixo número de estudos com isolamento de substâncias e sua posterior identificação química e ainda a necessidade de maiores estudos na área com avaliações farmacológicas, isolamento de princípios ativos e determinação de mecanismos de ação.

Palavras-chaves: Cymbopogon, farmacologia, fitoquímica, plantas medicinais.

FITOQUÍMICA DE CRESCENTIA CUJETE L. (BIGNONIACEAE): UMA REVISÃO SISTEMÁTICA Juliana Leles Silva 1 , Iza

FITOQUÍMICA DE CRESCENTIA CUJETE L. (BIGNONIACEAE): UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Juliana Leles Silva 1 , Iza Miranda Melo Paulo 2 , Sirley Sharliny Gomes Campos 1 , Karina Shayene Duarte de Moraes 1 , Tamires dos Santos Almeida 1 , Xirley Pereira Nunes 1,2

1 Colegiado de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil. 2 Pós-Graduação em Recursos Naturais do Semiárido, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A espécie Crescentia cujete L. pertence à família Bignoniaceae, amplamente distribuída na região da América do Norte e América do Sul. No Brasil, é uma espécie endêmica, presente em 14 estados brasileiros, mas não encontrada na região Sul. É muito utilizada para ornamentação devido ao formato dos seus frutos, e tem importante papel na medicina popular na região do Vale do São Francisco, onde é conhecida como “árvore de cabaça”, porém poucos estudos fitoquímicos foram feitos com essa planta. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi fazer uma revisão sistemática da literatura sobre a espécie Crescentia cujete L. sobre estudos fitoquímicos e atividade biológica que tenham sido encontradas. Metodologia: Através de uma revisão sistemática entre os meses de Outubro e Novembro de 2014 foi realizado um levantamento com artigos publicados até o período da pesquisa, com consulta aos bancos de dados especializados Scielo, Lilacs, PubMed e SCOPUS. Foram utilizadas as palavras-chave “Crescentia” AND “cujete”, de acordo com a lógica booleana. A seleção dos trabalhos baseou-se no critério da área de interesse Fitoquímica, incluindo artigos publicados em qualquer idioma e artigos com a palavra-chave no título, resumo ou texto completo. Os artigos resultantes foram analisados manualmente e excluídos estudos pertencentes a outras áreas de conhecimento. Resultados: A pesquisa preliminar, sem uso de filtros, identificou 71 artigos, com 6 de Scielo, 4 de Lilacs, 11 de PubMed e 50 de SCOPUS. No entanto, entre os encontrados, 21 foram indexados em dois ou mais bancos de dados e foram

consideradas apenas uma vez, resultando em 50 trabalhos. Após uma triagem dos títulos, resumos e

consideradas apenas uma vez, resultando em 50 trabalhos. Após uma triagem dos títulos, resumos e texto completo, 14 artigos foram selecionados, enquanto o restante foi descartado por não pertencer à área de conhecimento de Fitoquímica. Os estudos com Crescentia cujete L. utilizaram diversos tipos de extratos, como o aquoso, etanólico, hexânico, metanólico e metil-etil-cetona. As análises fitoquímicas revelaram a presença de fenois, flavonoides, esteroides, terpenos e triterpenos, saponinas, cardenolideos, taninos, glicosideos, alcalóides e quinonas. Os testes biológicos mostraram que essa espécie possui atividades antimicrobiana, antioxidante, citotóxica e genotóxica. Alguns metabólitos foram isolados dos frutos e das cascas do caule, sendo eles furanonaftoquinonas, furofuranonaftoquinonas, iridoides e iridoides glicosilados. Conclusão: A presente revisão mostrou que existem poucos estudos sobre a espécie Crescentia cujete L. com isolamento de substâncias. Destaca-se a necessidade de pesquisas com outras partes da planta, como as folhas, diferentes avaliações farmacológicas e determinação de mecanismos de ação.

Palavras-chaves: Crescentia cujete, Fitoterapia, Revisão sistemática.

Apoio: FACEPE, CNPq.

ABORDAGEM ETNOBOTÂNICA E FITOQUÍMICA QUANTO AO USO MEDICINAL DA Mentha pulegium L. Charles Rosendo de

ABORDAGEM ETNOBOTÂNICA E FITOQUÍMICA QUANTO AO USO MEDICINAL DA Mentha pulegium L.

Charles Rosendo de Oliveira Muniz 1 , Anderson Lucas de Lavor 1 , Aline Aquino dos Santos 1 , Ayla Ribeiro Soares 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Xirley Pereira Nunes 1

1 Colegiado de Farmácia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A Mentha pulegium L. é uma espécie vegetal da família Lamiaceae de origem mediterrânea, utilizada desde a antiguidade na Europa meridional, África do norte e Ásia ocidental no combate à febre, resfriados, cólera, intoxicação alimentar, cólicas e bronquite. Também conhecida como poejo, menta-selvagem ou hortelãzinho, dentre outros nomes populares, trata-se de uma erva bastante aromática, devido à riqueza dos seus óleos essenciais, e de sabor refrescante característico. Objetivos: Este trabalho objetiva apresentar os aspectos etnobotânicos e fitoquímicos relacionados ao uso da Mentha pulegium L., além de suas características macro e microscópicas, e organizar todas essas informações de modo a produzir uma monografia. Metodologia: O levantamento de dados foi realizado durante o período de outubro de 2014 a janeiro de 2015, através de vários sítios online de referência no assunto, além de artigos científicos. Resultados: A importância medicinal da Mentha pulegium L. pode ser destacada pelas diversas atividades terapêuticas encontradas para a planta: digestiva, carminativa, colagoga, diaforética, emenagoga, expectorante, estimulante e diurética. Também é relatado seu potencial repelente, cicatrizante, antisséptico, antiespasmódico e anti- inflamatório. Os óleos essenciais do poejo são ricos em monoterpenos oxigenados e apresentam compostos sesquiterpênicos em menores quantidades. O aroma marcante da planta provém do seu constituinte majoritário, a pulegona, cuja concentração pode variar de 25 a 92% em seu óleo essencial, principal responsável por sua atividade repelente. No entanto, a pulegona é hepatotóxica e abortiva, devendo o óleo de poejo ser administrado com muito cuidado. Além da pulegona, ele contém beta-cubebeno (20%), borneol (6%), mentol (6%), isomentol (0,7%) e outros elementos minoritários. Conclusão: Apesar de o

uso do poejo ser um fato milenar, o conhecimento sobre o potencial terapêutico e também

uso do poejo ser um fato milenar, o conhecimento sobre o potencial terapêutico e também tóxico da espécie é deficiente, carente sobretudo de ensaios pré-clínicos e clínicos, e, uma vez a planta estando presente nos domínios fitogeográficos brasileiros da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, representa, dessa forma, um notável motivo para a pesquisa.

Palavras-chaves: Mentha pulegium L., poejo, Lamiaceae, óleos essenciais, pulegona.

Apoio: UNIVASF.

ALCALOIDES ISOLADOS DE ESPÉCIES DO GÊNERO ANNONA (ANNONACEAE) E SUAS PRINCIPAIS ATIVIDADES BIOLÓGICAS Mariana Gama

ALCALOIDES ISOLADOS DE ESPÉCIES DO GÊNERO ANNONA (ANNONACEAE) E SUAS PRINCIPAIS ATIVIDADES BIOLÓGICAS

Mariana Gama e Silva 1 , Érica Martins de Lavor 1 , Ícaro Oliveira Nejaim 1 , Maria Taís de Moura Fontes Araújo 1 , Osmar Galvão dos Santos Neto 1 , Valesca Resende de Oliveira 1 , Rosemairy Luciane Mendes 1

1 Laboratório de Oncologia Experimental, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina-PE, Brasil.

Introdução: A família Annonaceae possui cerca de 130 gêneros distribuídos principalmente em regiões tropicais e subtropicais do planeta. Dentre os principais gêneros está Annona L., cujos estudos farmacológicos e químicos em algumas das suas espécies indicaram a presença de compostos bioativos importantes, principalmente os alcaloides, que lhes confere diversas atividades biológicas. Objetivos: O objetivo desse trabalho foi investigar as principais atividades biológicas dos alcaloides presentes em espécies do gênero Annona. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica durante o mês de novembro de 2014 nas bases de dados especializadas (PubMed, SciELO e Lilacs) usando as palavras-chave “Alkaloids” e “Annona”. Resultados: Em estudo realizado por Sandoval et al. (2002) foram identificados alcaloides nas folhas e caules da espécie cubana endêmica Annona sclerophylla, que apresentaram atividade antimicrobiana. No trabalho desenvolvido por Martinez-Vazquez et al. (2014) foi avaliado

o efeito antidepressivo de um extrato de alcaloides das partes aéreas de Annona

cherimola em camundongos. Os resultados mostraram que o tratamento repetido com o extrato produziu efeitos do tipo antidepressivo em camundongos, facilitando o efeito antidepressivo dos fármacos imipramina e clomipramina, bem como produzindo aumento da liberação de dopamina e serotonina. Nas pesquisas desenvolvidas por Galvis (2010) extratos e frações de alcaloides obtidos da casca do caule de Annona cherimolioides

Triana & Planch foram avaliados quanto à atividade leishmanicida por citometria de fluxo

e atividade citotóxica na linhagem de células U937 em macrófagos peritoneais de

Hamster. De acordo com os resultados obtidos, a ótima atividade do extrato observada ocorreu devido

Hamster. De acordo com os resultados obtidos, a ótima atividade do extrato observada

ocorreu devido à presença de um composto alcaloide purificado obtido, no qual foi

determinada a presença de um núcleo aporfínico. Ainda na busca de novos agentes com

ação leishmanicida, alcalóides isolados de Annona squamosa foram testados contra as

formas promastigotas e amastigotas de Leishmania chagasi, utilizando o teste MTT e

células RAW 264.7. Observou-se que um alcaloide benzilisoquinolínico, O-

metilarmepavina, mostrou índice de inibição médio (CI 50 ) de 23,3µg/mL contra

promastigotas, e no ensaio de amastigotas, os valores de CI 50 variaram entre 13,5 a 28,7

µg/mL. A toxicidade mostrou resultados que variaram entre 43,5 a 79,9µg/mL. Dessa

forma, os resultados caracterizaram A. squamosa como fonte potencial de agentes

leishmanicidas (VILA-NOVA, 2011). Conclusão: Os dados avaliados demonstraram que

existe uma diversidade de alcaloides isolados de espécies do gênero Annona e que

muitos deles apresentam importantes atividades biológicas comprovadas, dentre as quais,

antimicrobiana, citotóxica e leishmanicida.

Palavras-chaves: Annona, Alcaloides, Atividades biológicas.

Referências

GALVIS, G. J. H.; OCAMPO, D. M.; OCAMPO, R.; GUTIERREZCARDENAS, P. D. A. Actividad tóxica de los extractos de la corteza de tallo de Annona cherimolioides (Annonaceae) sobre Artemia salina. Bol. Cient. Mus. Hist. Nat. Univ. Caldas [online]. v. 16, n.2, p. 17-22, 2012.

MARTINEZ-VAZQUEZ, M.; ESTRADA-REYES, R. Secondary metabolismin in Annonaceae: potencial source of drugs. Rev. Bras. Frutic. [online]. v. 36, n.1, p. 141-146,

2014.

SANDOVAL, L. D.; PAYO, H. A.; VELEZ, C. H. Estudio químico en espécies cubanas del género Annona II: Annona sclerophylla Safford. Rev Cubana Farm [online]. v.36, n.2, p. 107-111, 2002.

VILA-NOVA, N. S. Leishmanicidal activity and cytotoxicity of compounds from two Annonacea species cultivated in Northeastern Brazil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. v. 44, n.5, p. 567-571, 2011.

Apoio: UNIVASF.

Apoio: UNIVASF.