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Revista Cerrado Sustentável A revista Cerrado Sustentável é um projeto experimental desenvolvido como Trabalho de
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Revista Cerrado Sustentável

A revista Cerrado Sustentável é um projeto experimental desenvolvido como Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás - UFG.

Cerrado Sustentável

Edição, reportagens e diagramação: Rhadá Costa. Orientação: Prof. Msc. Lisbeth Oliveira

Leia na íntegra aqui:

Prof. Msc. Lisbeth Oliveira Leia na íntegra aqui: http://issuu.com/r_costa/docs/revista_cerrado_sustent_vel_site
APAE
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CRC/GO
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Empresário, oriente seu profissional contábil a destinar parte de seu Imposto de Renda diretamente a

Empresário, oriente seu profissional contábil a destinar parte de seu Imposto de Renda diretamente a projetos sociais de amparo à criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode ser destinado até 1% do imposto de renda relativo ao lucro real das Pessoas Jurídicas e 6% do imposto de renda apurado anualmente pelas Pessoas Físicas.

imposto de renda apurado anualmente pelas Pessoas Físicas. A doação não traz nenhum ônus ao contribuinte,

A doação não traz nenhum ônus ao contribuinte, uma vez que é totalmente deduzida do IR Devido. Além disto, você exerce seu direito de cidadão ao saber que parte de seu tributo será aplicada em uma ação efetivamente social de seu município. O resultado você pode acompanhar de perto!

seu município. O resultado você pode acompanhar de perto! Os profissionais contábeis estão aptos a realizar

Os profissionais contábeis estão aptos a realizar este repasse, sendo orientados pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC) de Goiás por meio do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC), que atua com o intuito de sensibilizar os profissionais contábeis sobre a importância das ações de voluntariado para a construção de uma sociedade mais solidária.

O repasse é realizado para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (Funcriança/FIA), que estão credenciados a receber as contribuições de pessoas físicas e jurídicas a serem utilizadas no financiamento de programas e ações de proteção à criança e ao adolescente. Os Fundos são previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente em seu art. 260 e regulamentados pela Lei 8.242/91, sendo administrados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, formados por representantes da sociedade civil e do governo.

Para realizar uma simulação de quanto você pode destinar, acesse: www.tributoacidadania.org.br

você pode destinar, acesse: www.tributoacidadania.org.br Entre em contato com o CRC Goiás e saiba mais: 62
você pode destinar, acesse: www.tributoacidadania.org.br Entre em contato com o CRC Goiás e saiba mais: 62
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Entre em contato com o CRC Goiás e saiba mais:

62 3240-2211 ou www.crcgo.org.br/funcrianca

Consulte também nossa consultoria especializada gratuitamente:

62 4141-8002 / 8402-6212 ou impostosolidario.infos@gmail.com

Revista HOJE
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Economia

Bom, Justo e Limpo cia no que nos rodeia – na paisagem, na biodiversidade, na
Bom, Justo e Limpo
cia no que nos rodeia – na paisagem,
na biodiversidade, na economia e nas
tradições. Portanto, é impossível igno-
rar as relações entre o prato, o planeta
e a responsabilidade socioambiental.
Assim, também contribui para a criação
e fortalecimento de toda uma economia
solidária, voltada à produção, proteção
e divulgação de alimentos artesanais.
defender o consumo destes produ-
tos e tradições regionais, temos que

trabalhar principalmente em defesa dos produtores e comunidades locais, respeitando as questões ambientais e

Rede

Os produtos artesanais defendidos apenas protegidos regionalmente, mas ganham projeção internacional, sendo divulgados em todo mundo pela rede Terra Madre, realizado anualmente na mundial das comunidades produtoras de alimento. O trabalho é focado em quatro eixos. A primeira linha são os chefs de cozinha, pois são peças fun- damentais na divulgação da produção artesanal. Hoje é imprescindível que o gastrônomo seja consciente de sua res-

- das culturas. Justo pois respeita às

diversidades culturais, tradições e a -

mento e condições justas para todos

tiva socioambiental é articulada em três elementos principais,

o

alimento deve ser bom, justo

os envolvidos no processo, desde

e

limpo – características que se

a

produção até a comercialização e

- consumo”, explica Kátia Karam.

é saboroso e capaz de estimular e

satisfazer os sentidos. Mostrando

o conceito da ecogastronomia. É

são excluídos do mercado por

uma questão puramente política

e não de qualidade. Limpo se re-

fere ao ponto de vista ambiental

e apoiando efetivamente os produ-

com práticas que respeitem o ciclo do meio ambiente e sazonalidade

responsabilidade, seguindo, assim,

a alimentação com a consciência e

produtores e não simples consumi-

dores, pois tendo informação sobre como nosso alimento é produzido

tores, nos tornamos parceiros no processo de produção”.

w Food

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Pelo bom, limpo e justo

Presente em 150 países, o Slow Food, mix de associação e movimento, é defensor da vida simples, da valorização das tradições culinárias e dos produtores locais. Em Goiás, o principal pólo é a cidade histórica de Pirenópolis

Rhadá Costa “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em
Rhadá Costa
“É inútil forçar os ritmos da vida.
A arte de viver consiste em
aprender a dar o devido tem-
po às coisas”. A frase é de Carlo Petrini,
fundador do movimento Slow Food. As
premissas, ao mesmo tempo tão simples
e tão signi cativas, contidas em suas
palavras são a base de um movimento
que resgata as tradições de um dos atos
Carlo Petrine - Fundador do Slow Food

mais básicos do ser humano: comer. Prática esta que vem sendo resigni - cada e perdendo suas características

essenciais com a globalização e padro- zinação dos hábitos alimentares. Para

o movimento, melhorar a qualidade

da alimentação e arranjar tempo para saborear é uma forma simples de tor- nar não só o cotidiano mais prazeroso, mas também de fomentar uma rede de relações harmoniosas e responsáveis. Fundado como uma associação ‘enogastronômica’ (de vinhos e alimen- tação) pelo ativista alimentar Carlo Pe- trini na pequena cidade de Bra no norte

da Itália, em 1986, seu objetivo inicial era de apoiar e defender a boa comida, o prazer gastronômico e um ritmo de vida mais lento. Mais tarde, esta iniciativa foi ampliada para abranger a qualidade de vida e, como conseqüência lógica, a própria sobrevivência do planeta. O Slow Food adota, assim, uma oso que se desdobra em uma mudança de paradigma não só gastro- nômico, como cultural, econômico e so- cioambiental. Um estilo de vida baseado no desenvolvimento sustentável, que vai contra a rapidez e a massi do mundo globalizado. “O Slow Food não

é só uma alternativa ao fast food, mas

uma forma de chamar atenção para toda

a produção que está embutida neste esti-

lo de vida, onde existe uma homogenei-

zação e padronização da produção, que retira e exclui do mercado os pequenos produtores locais e as tradições culiná- rias regionais”, defende Kátia Karam, antropóloga, produtora rural e líder do Convivium Pirenópolis. Para o movimento, a forma como nos alimentamos tem profunda in uên-

Slo

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| Hoje - Dezembro de 2010

| Hoje - Dezembro de 2010

do Barú identificação dos produtos, entra em cena outra vertente fundamental do Sloow Food, que

do Barú

identificação dos produtos, entra em cena outra vertente fundamental do Sloow Food, que é a criação de verda- deiras redes solidárias de produção:

as Fortalezas, que são pequenos pro- jetos dedicados a auxiliar grupos de produtores a preservar seus produ- tos artesanais de qualidade de forma cooperativista, contemplando todas

as etapas desde a coleta, comerciali- zação e distribuição. No Estado de Goiás, a Fortaleza da Castanha de Barú é o grande des- taque. Ela está sendo desenvolvida na área em torno de Pirenópolis, em colaboração com duas associações:

a ADCC (Associação de Desenvol-

vimento Comunitário do Caxambu)

e o CENESC (Centro de Estudos e

Exploração Sustentável do Cerra- do). O primeiro projeto, na região de Caxambu, envolve cinco famílias na coleta, processamento e venda da castanha. O segundo reúne agricul- tores, pesquisadores e ambientalistas interessados em introduzir técnicas sustentáveis para gerir os recursos do Cerrado. As Fortalezas têm um único

objetivo, que é a defesa dos produtos

artesanais, mas sua organização respei-

ta as características regionais. ”Quando

uma comunidade vira fortaleza, ela tem

que criar padrões de produção, uma espécie de norma de boas práticas. O diferencial é que estas normas respei- produtiva. É a própria comunidade que decide como será estabelecida sua or-

ganização, o que, claro, também é feito de acordo com as leis vigentes. A co- munidade de Caxambu já desenvolve este padrão e estamos trabalhando com mais duas comunidades, de Bom Jesus

e de Santo Antônio, para que possam

se adequar a esta proposta”. Kátia ainda explica que nas Fortalezas do Barú, por exemplo, tiveram de ser criadas normas espe- cíficas, já que o Barú envolve uma

atividade extrativista de acordo com a proposta de agricultura fa-

miliar do Cerrado. “Criamos dentro da Fortaleza algumas normas para que a produção fosse feita de forma compatível com uma agricultura sustentável. Na Fortaleza, o pro- dutor não pode ser apenas coletor, ele tem que trabalhar em todo o processo de produção, o qual tem que ser feito de forma coletiva e não individual. Isto é necessário para assegurar a viabilidade futura do barú, a proteção da biodiversida- de, os preços justos e que os lucros

sejam igualmente divididos. As questões ambientais também são observadas, não se pode, por exem- plo, retirar todos os frutos, é preci- so deixar uma cota para os animais responsáveis por fazer a disseminação

e repovoamento destas sementes”. Além da Fortaleza do Barú, a região Centro-Oeste conta com mais cinco comunidades de alimento abraçadas pelo Slow Food: Agro- extrativistas do Cerrado de Goiás (Agrotec); Produtores de conservas de frutas do Cerrado de Pirenópolis; Produtores de Marmelada de Santa Luzia, em Goiás; Produtores de va- riedades de amendoim do Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso; e Agroecologistas do Portal da Ama- zônia, também em Mato Grosso. “Vários são os alimentos que mesmo não sendo Fortalezas também são de- fendidos por meio das comunidades do alimento. Na região Centro–Oeste temos a farinha de Jatobá, cajuzinho, pequi, marmelo e amendoim ,entre outros”, completa Kátia.

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Economia

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ponsabilidade socioambiental. Outros dois eixos são os produtores e também os pesquisadores, que contribuem ao mapear os vários potenciais dos produ-

tos tradicionais. E ainda os jovens, que são fundamentais para perpetuar esta

- tura do festival, e o também nacional

de Teresa Corção e Manoel Carvalho. Todos sob curadoria do crítico e profes-

Desde o ano 2002, um festival de

cinema inteiramente dedicado ao tema

do movimento sob o olhar do cinema”,

as Fortalezas e o Terra Madre.

- também foram convidados a vivenciar

levamos para fazer um roteiro que acom-

reunidas informalmente pessoas que

pratos servidos por vários chefs locais.

mas são livres para criar e desenvolver

e incentivo das tradições culinárias.

da cidade”, completa. explica Kátia Karam.

desde 2006 e conta, atualmente, com

à visitação como a Fortaleza do Barú,

Fazenda Babilônia e vários outros. palco, entre os dias 16 a 19 de setembro, do primeiro festival realizado no Brasil de Cinema e Alimentação. - dos como Terra Madre, de Ermanno

Foram visitados laticínios de leite or-

Biodiversidade em 2003 na Itália, que

de 5 mil produtores de alimentos de 1.600 comunidades do ramo, com

Babilônia e outros roteiros alternativos

do ramo, com Babilônia e outros roteiros alternativos Cine Pireneus 2 Fortaleza está comprometido com a

Cine Pireneus 2

Fortaleza

está comprometido com a pro-

teção dos alimentos tradicionais, para isto, defende que a única forma de produção que pode oferecer uma perspectiva de de- senvolvimento é aquela baseada na sabedoria popular de comu- nidades locais em harmonia com os ecossistemas que as cercam. Neste sentindo, desenvolve dois produtos artesanais. O primeiro é a Arca do sabores de produtos ameaçados - mento está li- c comunidade. Quando dize- mos extinção, não falamos de vista físi- co, do desa-

parecimen-

to daquele

alimento na

n a t u r e z a , mas do pon- to de vista

sociocultu-

r a l . C a d a

a l i m e n t o traz consi-

produção, de vida, ritos e cele- sociabilidade. A Arca do Gosto, criada em referência a Arca de que deles dependem a sobrevi- vência de uma comunidade e de suas tradições”, afirma Kátia.

Filme Terra Madre, exibido no Festival de Cena do Cinema Slow Food
Filme Terra Madre, exibido no Festival de
Cena do
Cinema Slow Food
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História
História

História

Desbravadores do Brasil

História Desbravadores do Brasil JK e Gaúcho, juntos na boléia do trator, derrubaram a última árvore,

JK e Gaúcho, juntos na boléia do trator, derrubaram a última árvore, um jatobá de 45 m de altura, que simbolizava a última barreira para estabelecer a ligação Norte-Sul do Brasil por meio da Belém- Brasília. Era 31 de janeiro de 1959

Rhadá Costa

nardo Sayão, o construtor de estradas. Ele teve o crânio fraturado, braço e perna esquerdos também. Meia hora

O carioca Bernardo Sayão foi atingido

depois, perto das três tarde, passou um Cessna, do patrulhamento, lançando comida aos operários. Os homens deitaram-se no chão em forma de cruz. O Cessna se foi e veio um helicóptero que conseguiu pousar na clareira, onde

estavam os homens desesperados e o

to de terra que se fazia para romper a

fechada para dar passagem à rodovia Belém-Brasília. Afetada pelo movimen-

re de 40 metros, quando cortava a mata

por um gigantesco galho de uma árvo-

H á

51 anos morria um dos ícones

da História do Brasil: Bernardo

Sayão. Era 15 de janeiro de 1959.

caiu sobre a barraca onde estava Ber-

desbravador aventureiro semimorto.

Reitor da Universidade de Brasil, Pedro Calmon, proferindo discuro em 31 de janeiro de 1059, em frente ao último jatobá, em Açailandia – Maranhão.

404040404040400000000000 | HHHojeojojojojoojojojeeee --- AbAbAbAbAbAbAbrilrrrrriiiilllllllllll dededededededededededededededde 222222011010111

40 | Hoje - Abril de 2011

2 2 2 2 2 2011 01 01 1 1 40 | Hoje - Abril de

George Yunes, mais conhecido como Gaúcho, foi braço direito de Bernardo Sayão e comandou o trecho goiano da Belém-Brasília. A revista HOJE resgata a história deste pioneiro

Às sete da noite, Bernardo Sayão morre no ar, sem nenhum socorro. Na manhã seguinte, a Cidade Livre acorda com a notícia da Rádio Nacional de Brasília e do serviço de alto-falantes. Nesse dia, o único em quase quatro anos de construção, tudo parou. Esta história trágica e todo o pioneirismo são fatos conhecidos por quem aprecia e estuda a História do Centro-Oeste e do grande monumento

da Belém-Brasília. O que poucos sabem

é que, além do pioneirismo incontes-

dessa história homens decisivos para o sucesso da empreitada e que compar- tilhavam com Sayão o mesmo espírito desbravador. Um deles foi o seu braço direito: George Yunes, mais conhecido por todos como “Gaúcho”. Em entre- vista a HOJE, ele contou que conheceu Sayão por acaso, quando um dia ele mecânica que Gaúcho administrava

à época. O carro estava todo com-

prometido, fruto das longas viagens do pioneiro. Gaúcho o consertou com então que recebeu o convite de Sayão para se juntar a ele em sua comitiva de desbravadores. Gaucho, então, não pensou duas vezes e aceitou o convite. Ao lado de Bernardo, participou e contribuiu ativamente para que vários momentos históricos para o Estado fossem concretizados.

História

A comitiva referida no trecho acima, a qual Gaucho foi convidado

a integrar, teve inicio ainda nos anos 40. Em 1941, Getúlio Vargas escolheu Bernardo Sayão para dirigir a im- plantação de uma Colônia Agrícola

no interior de Goiás. A colônia seria primeira de uma série de 8 que se pretendia implantar no Oeste do país, como parte da famosa “Marcha para

o Oeste”. Sayão foi dirigir a CANG

(Colônia Agrícola Nacional de Goiás), que pretendia fundar fazendas para atrair famílias que iriam habitar o

sertão goiano. “A colônia administra- da por Sayão era a mais bem gerida

e promissora de todas. Interessante

lembrar que a essa época ele fez uma pequena reforma agrária, onde cada família recebia de 4 a 6 hectares de ter- ra”, relata “Gaúcho”. Em 1944, Sayão concluiu a estrada de 142 km que liga- va a Colônia Agrícola, hoje Município

de Ceres, à cidade de Anápolis.

Fotos: arquivo de família

de Ceres, à cidade de Anápolis. Fotos: arquivo de família Comitiva de Bernando Sayão e George
de Ceres, à cidade de Anápolis. Fotos: arquivo de família Comitiva de Bernando Sayão e George

Comitiva de Bernando Sayão e George Yunes construindo a Belém-Brasília

Em 1958, Sayão iniciou seu maior desafio: desbravar a floresta para construir a Belém-Brasília. Ele foi en- carregado por Juscelino Kubitschek de construir a estrada chamada por ele de Transbrasiliana. Crendo que a construção de Brasília já se encontrava bem encaminhada, Sayão aceita dirigir pessoalmente as obras da rodovia. Gaucho esteve com ele nos principais momentos desse épico movimento, sendo o comandante do trecho goiano.

Desbravadores: A Belém Brasília

Antes da Belém-Brasília, o Pará estava isolado do resto do País. Para se ter uma idéia, para se chegar a Belém, só por via aérea ou marítima. Outra opção, a mais penosa, seria via terres-

tre, através de picada aberta na mata, partindo do Maranhão, seguindo a região costeira, passando por Santa Helena, Viseu, Bragança e chegando à capital paraense através da região do Salgado. Por essa rota também vinham rebanhos de outras regiões. Muitos - pe, da qual faziam parte Gaúcho, na empreitada da construção da rodovia no trecho que cortaria a selva amazô- nica. Entre eles, além do alto custo, a presença de índios, animais selvagens e doenças tropicais ameaçavam a con- tinuidade do projeto. Para o projeto da Belém-Brasília foram criadas duas frentes de serviço:

de Brasília até determinado ponto e de Belém até o mesmo local, onde aconte- ceria o encontro das duas partes

Abril de 2011 - Hoje | 41

História to com machados, terçados, facões e pequenas ferramentas de uso manual, munidos de determinação
História
to com machados, terçados, facões e
pequenas ferramentas de uso manual,
munidos de determinação e bravura
para enfrentar o cansaço e a fadiga.
O que parecia irrealizável se foi con-
vertendo, aos poucos, em realidade.
“Todos nos diziam que éramos lou-
cos em investir em uma empreitada
dessas, de desbravar daquele jeito
o interior do País. As pessoas não
do Sul na ligação da Belém-Brasília
As pessoas não do Sul na ligação da Belém-Brasília da estrada. A Belém-Brasília, com 2.772 km,

da estrada. A Belém-Brasília, com 2.772 km, dos quais 450 dentro

da selva amazônica, corta os Estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. No acampamento de Gaúcho, em Cercadinho, JK, e comitiva com- posta de embaixadores ministros e os comandantes Dr. Waldir Bouhid, Dr. Sayão e George Yunes marcaram o dia de encontro das turmas do norte

e

para dia 31 de janeiro de 1959. Nesta data, JK e Gaúcho, juntos na boléia

do trator derrubaram a última ár- vore, um jatobá de 45 m de altura,

escolhido para vir abaixo como sendo

a última barreira para estabelecer a

ligação Norte-Sul do Brasil. Na selva maranhense de Açailândia, próximo ao local onde Bernardo Sayão mor- reu dezessete dias antes, a caranava presidencial composta de dez aviões comerciais e da FAB presenciavam

os momentos em que, no meio da sel-

va, tiveram que improvisar soluções

para transportar o maquinário e so- lucionar problemas e imprevistos que iam surgindo durante o trabalho de

- bol e um Bairro em sua homenagem.

“No meu segundo ano de mandato quando o George Yunes - o gaúcho, chegou para cá, abrindo a Belém- -Brasília, veio junto o progresso, pois as coisas chegavam mais rápido já que tinha estrada para transportar as mercadorias e tudo mais”, relem- bra em uma entrevista para o Portal Araguaína Online o primeiro prefeito eleito da cidade, Anatólio Carneiro. Gaucho pode acompanhar a inau- guração de Brasília e da Belém-Brasília e todo desenvolvimento de que goza o País nos tempos atuais – o qual, com certeza, passou pela rota da Belém-Brasília e pelas mãos e espírito empreendedor de homens como George Yunes.

to e a construção de várias importan-

a falta de equipamentos adequados,

Gaúcho estão relacionadas intima-

mente também com o desenvolvimen-

situações climáticas extremas como calor ou chuvas. Na fase inicial os

ca eram pesadas e grandes. “Éramos

pioneiros e desbravadores em todos

os sentidos”, completa George Iunes. A Belém-Brasília e atuação de

para sempre a integração da Amazô- nia no cenário nacional. Mas, até o dia 31 de janeiro de

foi o idealizador e construtor da Hidrelétrica da Usina do Corujão, a

longe das nossas famílias por longos períodos”, relada George Iunes, o “Gaúcho”, que hoje reside na capital goiana e fala com emoção e orgulho ao poder ver hoje o resultado do que ajudou a construir: o desenvolvimen- to de toda região Centro-Oeste, de Goiânia e de Brasília. Segundo Gaúcho, vários foram

primeira fonte energética da localida- de, que à época era o principal núcleo populacional localizado às margens da Rodovia Belém-Brasília. Na cida- de de Araguaína, George Yunes foi gerente proprietário da Companhia de Engenharia que administrava a construção da Belém-Brasília. Hoje, a cidade conta com um Estádio de Fute-

acreditavam que iria dar certo. Mas, não desistimos. Passamos por cima de

Parceria Visionária: George Yunes “Gaúcho” e Bernardo Sayão

enfrentadas pelos desbravadores Ber- nardo Sayão, os comandantes George Iunes “Gaucho”, Dr. Waldir Bouhid e toda a comitiva. Era árduo trabalho

tes cidades do interior goiano. Na região de Araguaína, Gaúcho também

homens se lançavam ao desmatamen-

Gaúcho também homens se lançavam ao desmatamen- Visão Paronâmica da Belém-Brasília 42 | Hoje - Abril

Visão Paronâmica da Belém-Brasília

42 | Hoje - Abril de 2011

42 | Hoje - Abril de 2011

lançavam ao desmatamen- Visão Paronâmica da Belém-Brasília 42 | Hoje - Abril de 2011 42 |
S.O.S Meia Ponte 36 36 | Hoje - Julho de 2011 | Hoje - Julho
S.O.S Meia Ponte
36 36
| Hoje - Julho de 2011
| Hoje - Julho de 2011
Ponte 36 36 | Hoje - Julho de 2011 | Hoje - Julho de 2011 Meia

Meia Pont e:

um grito de s ocorro

Goiânia é cortada por 55 cursos d’água, cujo maior expoente é o rio Meia Ponte, que se encontra em situação crítica de degradação ambiental e, além de todas as pressões antrópicas, é vítima da especulação imobiliária e da ocupação urbana desordenada. Em seu curso, um grito de socorro.

Rhadá Costa e Janaina Gomes

O capital Goiânia, observa a degradação brutal de seus mananciais. Um dos mais expressivos

exemplos desse crime ambiental é rio Meia Ponte. Goiânia, atualmente com uma população superior a 1 milhão e 300 mil habitantes, enfrenta sérias consequ- ências oriundas da forma de ocupação e uso do solo aliados à grande concentração populacional. Desta

forma, cursos d’água, como os do rio Meia Ponte, que passam pela capital, tornam-se alvo direto e indireto dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela exposta às doenças de veiculação hídrica. Goiânia, embora planejada, cresceu além do inocentemente esperado (a expectativa era de que - meiramente pensado foi reformulado. Os manan- ciais, que inicialmente seriam preservados, foram inteiramente circundados por residências, comércio

e indústria. Contudo, a falta de rigor da legislação, da monitoração e a especulação imobiliária resultou numa expansão urbana descontrolada que, por sua vez, provocou danos nos cursos d’água que serpen- teiam o núcleo urbano.

Agressões desenfreadas

Com o crescimento vertical da cidade na zona

de alta densidade, o lençol freático sofreu danos espe- ocorre por várias razões: pela redução da recarga com

a impermeabilização do solo, devido às garagens sub-

terrâneas; alguns edifícios bombeiam constantemente por meio de poços artesianos que são perfurados

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O curso da morte Goiânia é cortada por 55 cur- sos d’água, cujo maior expoente
O curso da morte
Goiânia é cortada por 55 cur-
sos d’água, cujo maior expoente
é o rio Meia Ponte. As ocupações
de áreas de preservação ambiental
para fins de moradia, como as
ocupações nas margens de seus
córregos, ocasionam graves trans-
tornos ambientais para a cidade e
riscos para a população que em sua
totalidade é marcada pela vulnera-
bilidade econômica e social, baixa
renda e desemprego. O Meia Ponte
pode estar comprometido desde a
Meia Ponte, o tecnólogo em
Telecomunicações e Informática
e Ambientalista, responsável
pelos blogs http://meiaponte.
org/ e www.guiaecologico.wor-
dpress.com, Ernesto Augustus
perdeu as contas de quantas
vezes percorreu sua extensão.
A última delas partiu de caiaque
de Aparecida de Goiânia até
Pontalina, cerca de 170 km rio
abaixo. “A situação já foi pior.
“nascente até a foz”, sendo que o
ápice da poluição ocorre na capital.
O superintendente de Recur-
sos Hídricos da Secretaria Estadual
de Meio Ambiente e Recursos Hí-
dricos, Augusto de Araújo Almeida
Meus amigos contam que o rio
era bastante poluído até as dé-
cadas de 70 e 80. Apesar de fazer
só o tratamento primário, a ETE
foi importante para o início de
preservação do rio; comprovei
isso durante minhas descidas”,
- lembra.
ções do Meia Ponte, especialmente
em Goiânia, ter melhorado, e dos
esforços do poder público, com a
O ambientalista destaca
que a Saneago tem um termo
criação da Estação de Tratamento
de compromisso com a Agência
Municipal de Meio Ambiente
aquém do necessário. “Não é pre-
ciso ser especialista para perceber,
basta chegar próximo à margem.
Ainda existem estações clandesti-
nas, os resíduos sólidos ainda vão
para o rio”.
Apaixonado pela bacia do
Público de eliminar todos os
pontos de lançamento de es-
2013. “Ainda percebemos muito
esgoto clandestino. Os córregos
Cascavel e Vaca Brava não deve-
riam ter poluição”, aponta.

S.O.S Meia Pontee Vaca Brava não deve- riam ter poluição”, aponta. como meio de baratear a conta junto e Vaca Brava não deve- riam ter poluição”, aponta. como meio de baratear a conta junto

como meio de baratear a conta junto à concessionária do serviço de tratamento de água. “Essas práticas, juntamente com outros fatores como canalização dos cór-

regos e retirada da vegetação ciliar, são os grandes responsáveis pela degradação

e risco à perenidade dos cursos d’águas

da cidade. Corre-se o risco, inclusive, de reduzir a vazão e alimentação dos lagos -

mam Miraci Kuramoto e Celene Cunha M. A. Barreira, especialistas responsáveis pelo estudo Rio Meia Ponte e córregos que serpenteiam a cidade de Goiânia. A professora do Instituto de Estu- dos Sócio-Ambientais, Ciências Geoam- bientais e programa de pós-graduação Planejamento Urbano e Regional, Celene Cunha destaca que o impacto do pro- cesso de impermeabilização da planície de inundação do Rio Meia Ponte não é imediato. “Em médio e longo prazo traz sérios riscos para a preservação do rio e para as pessoas que possam vir a habitar nestas regiões. O lençol freático é muito próximo da superfície, favorecendo

o processo de alagamento, como já é

frequente na região da Vila Rosa e Vila Roriz, bairros atingidos pelas enchentes na época das cheias”, informa.

Ajuste de conduta

Apesar de um termo de ajustamen-

e Agência Municipal de Meio Ambiente

- to de 100% do esgoto que chega até o rio,

ainda não é possível notar muita melho- ra na qualidade de suas águas. Ainda existem vários pontos de lançamento de esgoto in natura no rio, direcionados pela própria Saneago. O esgoto clandes-

tino está longe de ser erradicado, pois a

o infrator seja pego, a punição é pratica-

mente inexistente, visto que o número de reincidências é grande. A Estação de Tratamento de Es- inaugurada em 2004, que prometia ser a salvação do rio, só faz o tratamento pri- mário do esgoto, sendo que praticamente metade da carga orgânica retorna ao rio e continua contribuindo com seu alto grau de poluição. É necessário, no mínimo, a segunda etapa do tratamento, que eli- mina mais de 90% da matéria orgânica, além da coleta e tratamento de todo o esgoto da capital e região metropolitana. De acordo com dados da própria Saneago, a ETE tem capacidade para tratar 75% dos esgotos coletados da população da capital. Ainda segundo a pasta, a ETE também tem se preocupado em revitalizar a vida aquática, com a criação de um projeto de piscicultura, nomeado João Bennio Baptista.

Há futuro?

Meia Ponte:

igual ao Tietê

Quase dois anos depois de um relatório da Agência Nacional qualidade das águas do rio Meia Ponte na região metropolitana de Goiânia é péssima, a Fundação águas do rio como ruins, em re- latório emitido em janeiro deste ano. Em ambos os casos o Meia Ponte foi comparado ao rio Tietê, de São Paulo. das águas se deu em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 - ação são compostos pelo Índice de do Conselho Nacional de Meio Ponte obteve meros 25 pontos. As piores avaliações do rio se deram nos quesitos lixo flutuante ou acumulado nas margens, cheiro, considerado fétido ou de ovo po- dre, quantidade de sedimentos, presença de coliformes fecais ou termotolerantes, fosfatos e oxigê- nio dissolvido.

ou termotolerantes, fosfatos e oxigê- nio dissolvido. “Se população cobrasse mais, teríamos mais
ou termotolerantes, fosfatos e oxigê- nio dissolvido. “Se população cobrasse mais, teríamos mais

“Se população cobrasse mais, teríamos mais resultados”, alerta o ambientalista Ernesto Augustus, na foto observando o Meia Ponte

Como encontrar um caminho para o equilíbrio entre a manutenção

dos recursos hídricos e o desenvolvi- mento? O tema e possíveis soluções para escassez de água são debatidos nas universidades, sociedade, fóruns

e por especialistas de todo mundo.

Duas coisas são essenciais: cons- cientização e educação ambiental, acompanhadas de comprometimento, engajamento e responsabilidade dos gestores públicos que, mais do que preservar, tem que estar dispostos a investir na reversão de quadros como

o que ocorre no Meia Ponte. “É necessário um comitê de ba- cia atuante, pois hoje é possível fazer

o planejamento por meio das bacias

hidrográficas. Temos o exemplo da Hidrovia no Rio Araguaia - Tocantins, que traria um grande dano ambiental, mas devido aos estudos da UFG o pro- jeto foi abortado”, diz a professora da instituição, Celene Barreira. O representante da Semarh, Au- fortalecimento dos comitês de bacia, especialmente o do Meia Ponte, é um importante caminho para preservação. “Não é só o governo que vai resolver, é preciso que a sociedade esteja envolvi-

da, usuários civis e privados, junto com os gestores na elaboração das políticas.

O Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte

foi renovado agora e iniciaremos em agosto o planejamento estratégico. Hoje, os usuários de água estão mais

A qualquer preço

- sobre a situação da área do Setor Goiâ- nia 2. Técnicos do Conselho Regional de

- Engenharia, Arquitetura e Agronomia

ções S/A, Condomínio Reale. De

acordo com estudos a construção

-

-

junto, que será decisivo para uma ação Pesquisadores do Instituto de UFG concordaram em participar das

discussões, que estão sendo feitas com

a orientação da Amma.

A especulação imobiliária também ameaça os cursos do rio na cidade. Caso recente ocorreu no Setor Goiânia 2, envolvendo

o Rio Meia Ponte e o Ribeirão

João Leite – provocando prejuízo irreparável ao meio ambiente. As obras estão suspensas desde o dia 22 de março, de acordo com

objetivo de se chegar a uma conclusão

urbano ambiental que hierarquiza

sobre a viabilidade ou não de interven-

o

melhor uso dos terrenos, indica

ções na área. “O empreendimento foi

o

tipo de ocupação do solo, que

aprovado no início dos anos 80, quan- do não existia legislação ambiental e

complementa o Plano Diretor -- indicam os tipos de uso do solo. A

urbana que coibia a ocupação destas áreas. Foi muito comum ocupar os fundos de vale, fundo de rio, e são várias áreas em Goiânia, incluindo a do Goiânia Shopping. Os gestores

natureza é implacável. Goiás é o estado que mais recebe imigrantes do Brasil, portanto, alvo de aden- samento urbano. Goiânia deve seguir as orientações previstas,

pois se não cuidarmos seremos

professora Celene. A professora da UFG lembra ainda que hoje existem instrumentos legais para coibir a degradação. “A legislação Plano Diretor e a Carta de Risco – instrumento de planejamento

a nossa capital tem instrumentos

legais para ter um crescimento ordenado e sustentável”.

impermeabilização do solo e en- chentes. Uma cidade jovem como

uma outra São Paulo, com grande

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| Hoje - Julho de 2011

| Hoje - Julho de 2011

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S.O.S Meia Ponte bilhão por ano. “Segundo a Agência Rio Meia Ponte é uma das
S.O.S Meia Ponte bilhão por ano. “Segundo a Agência Rio Meia Ponte é uma das

S.O.S Meia Pontebilhão por ano. “Segundo a Agência Rio Meia Ponte é uma das mais críticas do bilhão por ano. “Segundo a Agência Rio Meia Ponte é uma das mais críticas do

bilhão por ano. “Segundo a Agência Rio Meia Ponte é uma das mais críticas do país, por isso estamos estruturando

mais 1,5 bilhão para esgoto, e direcio- nando nossos esforços para a região metropolitana, onde o rio está mais poluído. 2,5 milhões já estão encami- nhados por meio de recursos próprios, PACs 1 e 2, onerosos via BNDES e parcerias com as prefeituras, por meio de FGTS. O Meia Ponte é vital para a vida de Goiânia e entorno, e de todo

o Estado. O rio deve ser revitalizado

e preservado hoje e sempre”, conclui. O ambientalista Ernesto Au- gustos lembra o compromisso que a Saneago tem com a Amma e MP de

até 2013 eliminar todos 25 os pontos de lançamento sob sua responsabilidade. “Se população cobrasse mais, teríamos mais resultados. As pessoas imaginam que o rio é poluído em toda a sua ex- tensão. Alguns locais, se recuperados, poderiam ser cartão postal da cidade,

a exemplo do lindo Rio Dourado, um

Leite, que nasce em Abadia de Goiás,

mas que ainda não sofre com a degra- dação”, anima-se o ambientalista, cujo maior sonho é ver o rio despoluído. “Já existe problema de escassez de água Ponte, portanto, temos que acelerar a implementação das políticas. Não exis-

te atividade humana que não precise da

água para prosperar”, enfatiza.

que não precise da água para prosperar”, enfatiza. organizados, existe uma exigência maior das licenças e

organizados, existe uma exigência maior das licenças e outorgas. Eles estão conscientes que são os maiores interessados”, explica. O presidente da Saneago, Nilson Freire, aproveita para alertar que o sistema de abastecimento de Goiânia, alimentado pelos rios João Leite e Meia Ponte, que atualmente produz

2 m 3 /s, está no limite. “Por isso que a Saneago tem investido 600 milhões de reais: 200 milhões na represa, 200 milhões na Estação de Tratamento Mauro Borges Teixeira e o restante na adutora de quase 12k, que vai, praticamente, duplicar a oferta. A previsão é que de início passe para

4 m 3 /s, com previsão de com o novo

sistema chegar até 8 m 3 /s. A entrega está prevista para julho de 2012. Também tem sido investido cerca de 107 milhões em interceptores no Meia Ponte, para evitar que os dejetos cheguem até o rio, contribuindo para o processo de despoluição, atuando principalmente nos 30 km de rio que cortam a capital. Estamos licitando mais 215 milhões para o sistema de esgotamento sanitário, cuja meta é atingir 95% da coleta e temos a pre- visão também de ampliar as estações de tratamento existentes”, revela os investimentos previstos. Nilson Freire lembra que nos últimos cinco anos foram investidos 1 bilhão no sistema, e que a Saneago está

viabilizando para que seja investido 1

Fotos: http://www.meiaponte.org/fotos_selecao_meiaponte

Paisagem bucólica no Meia Ponte no município de Aloândia. Ainda é possível recuperar áreas degradadas

Mais o que ne cessário, vital

- ranaíba, abrange 38 municípios

e tem como principal rio o Meia

Ponte, cuja extensão é de 546,372 km com nascente localizada na

Serra dos Pireneus nos limites do município de Itauçú e Taquaral de Goiás, a aproximadamente 1.000 metros de altitude e cerca de 80 km a noroeste de Goiânia. Meia Ponte possui a pequena área de 12.180 km², correspondendo

a somente 3,6% da área total do

estado, mas concentra em seus limites 48% da população de Goiás. A proximidade de gran- des centros urbanos, incluindo a capital, proporciona uma região extremamente vulnerável à de-

gradação ambiental.

Vital para milhares

O trajeto fluvial inclui re- giões de intensa agropecuária como áreas de forte concentração

feita a maior captação de água para o consumo humano e, paradoxalmente, aonde a degradação do rio chega ao ponto máximo. A captação da água

para abastecimento público é realizada

à jusante do encontro do córrego São

Domingos com o rio Meia Ponte. Da Avenida Perimetral Norte até

a BR-153, percurso localizado dentro

da área de estudo, o rio Meia Ponte passa em sua margem direita pelo Se- tor Urias Magalhães, Setor Urias Ma-

princípio do “poluidor pagador”, ou seja, que arque com o que polui, com objetivo de coibir a prática de destina- ção direta”, informa o superintendente Os recursos hídricos necessitam de novas formas de gestão que sejam capazes de proporcionar planejamento à crescente instalação de empreendi- mentos. A população humana na bacia -

tou em mais de 25% em uma década.

Industrial de Goiânia, Loteamento

Rasmussem, Bairro Feliz, Vila Morais

e Vila Yate; e na margem esquerda

Leste, Vila Fróes, Vila Monticelli, Setor Negrão de Lima, Vila Mutum, Parque

A Semarh tem procurado os poluidores e tentado tomar medidas cabíveis, conforme os instrumentos preconizados na lei 13.123, que estabe- lecem normas de orientação à política estadual e ao sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos e ampliam as responsabilidades. “Con- tudo, o único instrumento de gestão até hoje é a outorga pela captação da água; estamos trabalhando para implementar também a outorga pelo

Medidas urgentes

pelos Setores Goiânia 2, Santa Geno- veva e Jaó. As águas do rio Meia Ponte são aproveitadas para diversas atividades dentre elas a irrigação, recreação, des-

sedentação de animais, abastecimento - tes domésticos e industriais.

Este fato evidencia a necessidade planejar o uso do recurso hídrico, sob penalidade dos municípios pertencentes à bacia sofrerem gran- des problemas relacionados ao uso deste recurso.

O preço da água

A elaboração o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do

Rio Meia Ponte, em parceria com

a ANA, cujo objetivo final é o

enquadramento dos corpos hídri- trechos do rio conforme os usos que lhe são dados, é um projeto importante encabeçado pela Se- marh que visa coibir à degradação. “Desta maneira conseguiremos racionalizar os processos de des- poluição do rio. Atualmente, as pessoas pagam pelo transporte água em si, portanto, outra questão interessante do Plano de Bacias é

a permissão da cobrança pelo uso

da água. Esta cobrança tem caráter didático pedagógico e condomi- nial, ou seja, dividido por todos os

usuários, cujo recurso arrecadado deve ser investido no local onde foi consumida a água. Hoje pagamos pelo alto custo do tratamento, se o recurso é investido no “produtor de água”, evita-se o desperdício

e proporciona-se água para po-

pulação, barateia-se o custo do tratamento”, diz Augusto.

barateia-se o custo do tratamento”, diz Augusto. O Plano de Bacias prevê a cobrança pelo uso

O Plano de Bacias prevê a cobrança pelo uso da água. Hoje, as pessoas pagam pelo transporte somente. “A cobrança tem caráter didático, pedagógico e condominial”, explica o superintendente da Semarh, Augusto Netto.

explica o superintendente da Semarh, Augusto Netto. Rio Meia Ponte no município de Pontalina 40 |

Rio Meia Ponte no município de Pontalina