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FACULDADES DE TECNOLOGIA SENAC EM SANTA CATARINA

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GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

MANUAL DE ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS:

graduação e pós-graduação

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL ADMINISTRAÇÃO REGIONAL EM SANTA CATARINA PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL Bruno Breithaupt

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2012 Senac Santa Catarina

FICHA CATALOGRÁFICA

Silva, Eli Lopes da. Manual de elaboração de trabalhos acadêmicos: graduação e pós-graduação. Eli Lopes da Silva. Florianópolis – SENAC/DR. 2.ed. 2011. 43p.

1. Trabalhos acadêmicos. 2. Normas da ABNT. 3. Técnicas de pesquisa.

Florianópolis, fevereiro de 2012.

APRESENTAÇÃO

Este manual foi organizado com o objetivo de orientar os alunos dos

cursos superiores do Senac/SC, na elaboração dos seus trabalhos

acadêmicos.

Na apresentação de um trabalho científico alguns aspectos devem

ser considerados dentro do seu grau de importância, obrigatórios e/ou

opcionais, dependendo do contexto.

O documento reúne as orientações da Associação Brasileira de

Normas Técnicas - ABNT com o intuito de normatizar e de auxiliar nas dúvidas

que surgem no processo de elaboração dos trabalhos desenvolvidos nos

cursos de graduação e pós-graduação.

Rudney Raulino

Diretor Regional do Senac em Santa Catarina

LISTA DE FIGURAS

SUMÁRIO

Figura 1: Estrutura do trabalho acadêmico Figura 2: Capa modelo Senac/SC Figura 3: Folha de rosto modelo Senac/SC Figura 4: Folha de aprovação Figura 5: Dedicatória Figura 6: Agradecimentos Figura 7: Exemplo de resumo Figura 8: Lista de siglas e abreviaturas Figura 9: Sumário Figura 10: Referências Figura 11: Margens Figura 12: Parágrafos e espaçamentos Figura 13: Paginação Figura 14: Formatação de ilustrações Figura 15: Formatação de tabelas Figura 16: Formatação de Quadros Figura 17: Formatação de Artigo Figura 18: Formatação de Artigo - continuação Figura 19: Estrutura de uma Resenha

1 INTRODUÇÃO 08 15 2 ESTRATÉGIAS DE PESQUISA 08 16 2.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 09 17 2.2
1
INTRODUÇÃO
08
15
2
ESTRATÉGIAS DE PESQUISA
08
16
2.1
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
09
17
2.2
PESQUISA DOCUMENTAL
09
18
2.3
PESQUISA EXPERIMENTAL
09
18
2.4
PESQUISA QUASE-EXPERIMENTAL
10
19
2.4.1
Com pós-teste e dois grupos
10
20
2.4.2
Quase-experimental de séries cronológicas
10
21
2.4.3
Ex post facto
10
21
2.5
LEVANTAMENTO (SURVEY)
10
22
2.6
ESTUDO DE CASO
11
24
2.7
PESQUISA-AÇÃO
11
24
2.8
PESQUISA ETNOGRÁFICA
11
25
2.9
CONSTRUÇÃO DE TEORIA (GROUNDED THEORY)
12
26
2.10
PESQUISA DE AVALIAÇÃO
12
27
2.11
PROPOSIÇÃO DE PLANOS E PROGRAMAS
12
27
2.12
PESQUISA DIAGNÓSTICO
12
38
2.13
PESQUISA HISTORIOGRÁFICA
12
38
3
TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS
13
40
3.1
OBSERVAÇÃO
13
3.2
OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE
13
3.3
ANÁLISE DOCUMENTAL
13
3.4
ENTREVISTA
13
3.5
PAINEL
14
3.6
GRUPO FOCAL (FOCUS GROUP)
14
3.7
QUESTIONÁRIO
14
3.8
HISTÓRIA ORAL E HISTÓRIA DE VIDA
15
3.9
OUTRAS TÉCNICAS
15
4
ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO
15
4.1
CAPA
16
4.2
FOLHA DE ROSTO
16
4.3
FICHA CATALOGRÁFICA
17
4.4
FOLHA DE APROVAÇÃO
17
4.5
DEDICATÓRIA
18
4.6
AGRADECIMENTOS
19
4.7
EPÍGRAFE
19
4.8 RESUMO 19 4.9 ABSTRACT 20 4.10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES 20 4.11 LISTA DE TABELAS 20
4.8
RESUMO
19
4.9
ABSTRACT
20
4.10
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
20
4.11
LISTA DE TABELAS
20
4.12
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
21
4.13
LISTA DE SÍMBOLOS
21
4.14
SUMÁRIO
21
4.15
DESENVOLVIMENTO
22
4.16
REFERÊNCIAS
22
4.17
GLOSSÁRIO
23
4.18
APÊNDICES
23
4.19
ANEXOS
23
4.20
ÍNDICE
23
5
FORMATAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
23
5.1
FORMATO E FONTE
23
5.2
MARGENS
23
5.3
PARÁGRAFOS E ESPAÇAMENTOS
24
5.4
PAGINAÇÃO
25
5.5
ILUSTRAÇÕES
26
5.6
TABELAS
26
5.7
QUADROS
27
6
CITAÇÕES
27
6.1
CITAÇÃO INDIRETA
28
6.2
CITAÇÃO DIRETA
28
6.3
CITAÇÃO DE CITAÇÃO
29
6.4
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCRITA DE CITAÇÕES
29
6.4.1
Supressões
29
6.4.2
Acréscimos
30
6.4.3
Indicação de erro ortográfico
30
6.4.4
Destaque de parte da citação
30
7
REFERÊNCIAS
31
7.1
LIVROS
31
7.1.1
Um autor
32
7.1.2
Dois ou três autores
32
7.1.3
Quatro autores ou mais
32
7.1.4
Organizados por um autor
33
7.2
CAPÍTULOS DE LIVROS
33
7.3
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO E TESES DE DOUTORADO
33
7.5 TESES OU DISSERTAÇÕES DISPONÍVEIS ONLINE 34 7.6 ARTIGOS DE REVISTA OU PERIÓDICOS CIENTÍFICOS 34 7.7
7.5
TESES OU DISSERTAÇÕES DISPONÍVEIS ONLINE
34
7.6
ARTIGOS DE REVISTA OU PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
34
7.7
ARTIGOS DE REVISTA EM MEIO ELETRÔNICO
35
7.8
TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO
35
7.9
DOCUMENTOS COM ACESSO EXCLUSIVO EM MEIO ELETRÔNICO
36
7.10
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AUTORIA
36
7.11
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O EDITOR
36
7.12
OUTROS
37
8
PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS
37
8.1
ARTIGO CIENTÍFICO
37
8.2
PAPER
39
8.3
MONOGRAFIAS
39
8.3.1
Monografia de graduação
39
8.3.2
Monografia para obtenção do grau de mestre
39
8.3.3
Monografia para obtenção do grau de doutor
40
8.4
RESENHA CRÍTICA
40
9
NORMAS DA ABNT
41
REFERÊNCIAS
42
  • 1 INTRODUÇÃO

A metodologia pode ser entendida como a disciplina que estuda/lida com os métodos. Para Thiollent (2004), a metodologia está relacionada à própria epistemologia (origem, alcance e justificação do conhecimento) ou ainda com a filosofia da ciência. No nível prático, trata das técnicas de pesquisa, além de ser considerada a forma de condução da mesma. Lakatos e Marconi (2009) definem o método como atividade sistemática e racional que permite alcançar o objetivo da pesquisa, traçando o caminho a ser seguido para viabilização e execução da mesma. Do ponto de vista de Thiollent (2004), o método refere-se à estratégia de pesquisa, termo usado também por Martins e Theóphilo (2009) e diferencia-se da técnica por ter um escopo mais amplo. Para o autor, a técnica de pesquisa está relacionada a como fazer a pesquisa, à criação e uso de instrumentos de coletas de dados, ou seja, à parte operacional da pesquisa. Definir a estratégia a ser implementada na pesquisa é tão importante quanto a própria definição do objeto de estudo. Métodos ou estratégias de pesquisa diferentes podem conduzir o pesquisador a diferentes resultados. Desta forma, o método deve estar intimamente ligado aos objetivos da pesquisa, àquilo que se quer alcançar com a mesma e não ser uma escolha meramente ilustrativa apenas para cumprir um ritual acadêmico. Ao viajar, por exemplo, a escolha do meio de transporte como carro ou helicópetero, fornece duas visões do caminho completamente diferentes. O que é preciso ter certeza é se o método, ou estratégia de viagem viabilizará os objetivos que se pretende alcançar. No capítulo seguinte, discute-se as principais estratégias. A justificativa metodológica para a pesquisa deve ser evidenciada no trabalho acadêmico em um diálogo com vários autores, não somente aqueles apresentados neste manual.

  • 2 ESTRATÉGIAS DE PESQUISA

Martins e Theóphilo (2009) afirmam que preferem utilizar o termo estratégias de pesquisa como referência aos diversos meios de abordar e analisar dados empírios nas Ciências Sociais Aplicadas, embora, segundo os autores, o termo mais utilizado na literatura é delineamento. Este manual utiliza esses autores como referência para a classificação das estratégias, pela completude do trabalho apresentado por eles embora, como afirmado anteriormente, a discussão acerca das estratégias escolhidas (visto que a escolha pode envolver mais de uma estratégia) nos trabalhos acadêmicos deve levar em conta um diálogo com vários autores e deve ter, principalmente, uma relação direta com o que se pretende com a pesquisa. Como se trata de um manual, um guia prático, não se expõe aqui exaustivamente cada estratégia. O objetivo é introduzir o assunto para que, na escolha da estratégia o aluno possa ter um ponto de partida e, conforme já dito, será importante um diálogo com vários autores para uma boa justificativa metodológica.

  • 2.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

“Trata-se de pesquisa necessária para a condução de qualquer pesquisa científica”. (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 54). Ela busca aprofundar um assunto através de discussão com os teóricos da área, com a utilização de livros, periódicos, teses, dissertações, entre outros materiais. Na fase de pesquisa bibliográfica, é aconselhável que se faça fichamentos do material pesquisado, para posterior localização e utilização. Medeiros (2009) apresenta vários modelos de fichamento, entre eles:

· ficha de indicação bibliográfica: apresenta as referências bibliográficas da obra; · ficha de transcrição: contém uma transcrição de trechos de uma obra, com as devidas referências bibliográficas; · ficha de resumo: reduz o texto a suas ideias principais; · ficha de comentário: apresenta uma avaliação de uma obra, ou parte dela. O uso de fichamentos é recomendável não somente quando estamos diante de uma pesquisa, mas em todo o percurso acadêmico.

  • 2.2 PESQUISA DOCUMENTAL

A pesquisa documental envolve a análise de documentos diversos que vão desde diários, arquivos, gravações, correspondências até fotografias, mapas ou filmes. Martins e Theóphilo (2009) apontam como principal diferença entre a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental o fato de que, enquanto a primeira utiliza fontes secundárias, a segunda utiliza fontes primárias. Nesse caso, os materiais são compilados pelo autor da pesquisa, visto que não foram ainda objetos de estudos anteriores.

  • 2.3 PESQUISA EXPERIMENTAL

Busca as relações causais entre variáveis. Geralmente os experimentadores podem controlar as variáveis das quais deseja-se estudar os efeitos.

O experimento é uma estratégia de pesquisa que busca a construção de conhecimentos através de resultados cientificamente comprovados – conhecimentos passíveis de apreensão de condições de controle, legitimados pela experimentação e comprovados pelos níveis de significância das mensurações. (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 56).

Os experimentos são mais utilizados nas Ciências Naturais, como a Biologia, a Química e a Física, não sendo muito comuns em Ciências Sociais Aplicadas, como afirmam Martins e Theóphilo (2009).

  • 2.4 PESQUISA QUASE-EXPERIMENTAL

Trata-se de pesquisa na qual não se tem controle total sobre as variáveis. Martins e Theóphilo (2009) classificam este tipo de pesquisa em três subtipos.

  • 2.4.1 Com pós-teste e dois grupos

A estratégia consiste em utilizar dois grupos sendo que um vai receber tratamento experimental e o outro não. Após o tratamento, faz-se uma análise comparativa entre os grupos.

  • 2.4.2 Quase-experimental de séries cronológicas

Para esta estratégia a ideia é aplicar vários pré-testes a um mesmo grupo, ao longo do tempo (por isso ela é caracterizada como série cronológica) e compara-se os resultados.

  • 2.4.3 Ex post facto

Como o próprio nome indica, esta estratégia consiste em fazer uma análise das variáveis após o fato ter ocorrido. Este tipo de pesquisa lida com variáveis que não são manipuláveis, tais como estudos demográficos, de classe social, entre outros.

  • 2.5 LEVANTAMENTO (SURVEY)

É uma estratégia mais indicada quando o pesquisador necessita levantar informações para análise de fatos e descrições. Este tipo de pesquisa também é chamado de Survey.

O conteúdo das perguntas de levantamento cobre quatro áreas fundamentais de conteúdo: dados pessoais, dados sobre comportamento, dados relativos ao ambiente (circunstâncias em que os respondentes vivem) e dados sobre nível de informações, opiniões, atitudes, mensurações e expectativas. (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 61).

  • 2.6 ESTUDO DE CASO

A estratégia de estudo de caso é notadamente de característica qualitativa, visto que objetiva analisar uma unidade social específica. “É uma categoria cujo objeto é uma unidade que se analisa aprofundamente” (TRIVIÑOS, 1987, p. 133). Quando se faz um estudo de caso, nem sempre tem-se as perguntas estabelecidas à priori, visto que a complexidade do objeto de estudo tende a aumentar à medida que ele vai sendo conhecido. É preciso saber estabelecer bem as fronteiras do objeto de estudo e seu contexto. Martins e Theóphilo (2009) afirmam que o que vai garantir suficiência para construção de uma teoria que consiga explicar o recorte da realidade explorada são a robustez analítica, a lógica das conclusões e a defesa das apropriações que forem feitas sobre o caso. Lembram ainda, os autores, que uma questão mal formulada pode ser comprometedora para todo o estudo. Sugerem ainda que seja construída uma teoria (Grounded Theory) – estratégia apresentada adiante neste manual – sobre a realidade investigada.

  • 2.7 PESQUISA-AÇÃO

Um dos mais conhecidos pesquisadores deste tipo de estratégia no Brasil é, certamente, Michel Thiollent. Ele afirma que há diversas definições possíveis, mas propõe um conceito.

A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. (THIOLLENT, 2004,

p.14).

Segundo definição do autor, fica em aberto a questão de valores, pois a pesquisa-ação não diz respeito ao tipo de ação nem ao grupo social. O importante é que haja ação por parte das pessoas envolvidas no problema que está sendo observado. Há também um papel ativo do pesquisador. Em organizações, a ação pode ser a resolução de problemas de ordem técnica.

  • 2.8 PESQUISA ETNOGRÁFICA

Pesquisa etnográfica tem como propósito analisar modos de vidas de grupos sociais. Trata-se de analisar significados culturais de um dado grupo. Importante destacar que não se faz pesquisa etnográfica apenas com a aplicação de questionários, sem conhecimento do grupo. Ela exige uma imersão do pesquisador no ambiente pesquisado. Este tipo de pesquisa pode ser utilizada para análise de estilos de vida, estudos de comunidades online, de tribos, entre outros grupos.

  • 2.9 CONSTRUÇÃO DE TEORIA (GROUNDED THEORY)

É uma estratégia na qual o pesquisador busca construir uma teoria a partir de vários conceitos estudados. Martins e Theóphilo (2009) sugerem que o pesquisador deve começar com um modelo parcial de conceitos. Os resultados apresentados devem ser considerados provisórios, uma vez que novos constructos teóricos poderão surgir e ser incorporados, futuramente, à teoria construída.

  • 2.10 PESQUISA DE AVALIAÇÃO

“É uma estratégia de investigação para avaliar programas, projetos, políticas etc.” (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 80). Entre os exemplos de aplicação da pesquisa de avaliação, os autores apresentam: avaliar volume de vendas antes e após uma campanha de marketing; avaliar desempenho de funcionários antes e depois de um determinado treinamento; avaliar políticas como terceirização ou reformulação de estrutura da organização, entre outros.

  • 2.11 PROPOSIÇÃO DE PLANOS E PROGRAMAS

Objetiva apresentar soluções para problemas organizacionais que já foram diagnosticados. Tenta-se propor modelos a serem aplicados em situações práticas, tais como elaboração de um plano financeiro; estruturação de um sistema de informações, entre outros.

  • 2.12 PESQUISA DIAGNÓSTICO

A pesquisa diagnóstico visa explorar um ambiente para levantar seus respectivos problemas. Martins e Theóphilo (2009) apontam esta estratégia como adequada aos pesquisadores-consultores.

  • 2.13 PESQUISA HISTORIOGRÁFICA

É uma estratégia típica de pesquisadores que são historiadores, pois tem o propósito de construir categorias que dão conta de explicar a história do assunto proposto. Normalmente utiliza-se de fonte oficiais, escritas e documentadas, mas pode se valer também de dados orais.

  • 3 TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS

As estratégias necessitam de técnicas para análise de informações, coleta de dados e evidências que o pesquisador necessita para elaborar e desenvolver conclusões em sua pesquisa. Martins e Theóphilo (2009) classificam como dados primários aqueles coletados na fonte e como dados secundários dados provenientes de arquivos, de bancos de dados, de estatísticas, entre outros. A seguir as principais técnicas.

  • 3.1 OBSERVAÇÃO

Observação não se resume apenas a ver o que está acontecendo. Deve haver um planejamento do que será observado, o que se pretende com a observação, como coletar e registrar os dados. “A observação é uma técnica de coleta de informações que utiliza os sentidos para obtenção de determinados aspectos da realidade.” (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 86).

  • 3.2 OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE

Originada a partir das pesquisa do antropólogo Malinowski, a observação participante é uma técnica de coleta de dados na qual o pesquisador assume um papel ativo. Isso significa que o observador pode participar do contexto que está sendo observado, modificando-o. Esta técnica requer que o pesquisador obtenha a confiança por parte dos pesquisados.

  • 3.3 ANÁLISE DOCUMENTAL

A análise documental é uma técnica de coleta de dados que se assemelha ao levantamento de referências bibliográficas, com a diferença que as buscas se dão em materiais que não foram editados, tais como cartas, memorandos, relatórios, entre outros. Deve-se tomar cuidado, portanto, com o grau de confiabilidade dos documentos que são utilizados na pesquisa.

  • 3.4 ENTREVISTA

As entrevistas são classificadas como estruturadas quando há um roteiro definido e não estruturadas quando a conversa é livre. Também pode-se fazer uma entrevista semiestruturada, na qual há um roteiro que permite uma certa liberdade na condução da conversa com os entrevistados.

Martins e Theóphilo (2009) fazem algumas recomendações sobre o uso desta técnica, tais como: planejar a entrevista tomando o cuidado de delinear os objetivos; procurar conhecer o entrevistado; tentar não manifestar opiniões durante as entrevistas; ouvir mais e falar menos; evitar divagações; usar gravador somente com a concordância do entrevistado e, caso necessário, formular questões secundárias durante a entrevista.

  • 3.5 PAINEL

É um tipo especial de entrevista realizada em intervalos regulares com as mesmas questões, com o intuito de verificar as evoluções das respostas ou opiniões apresentadas.

  • 3.6 GRUPO FOCAL (FOCUS GROUP)

Grupo focal é um tipo de entrevista realizada em grupo, com a presença de um moderador.

Os participantes influenciam uns aos outros pelas repostas às ideias, às experiências e aos eventos colocados pelo moderador, e dessa maneira são registradas as opiniões-

síntese das discussões estimuladas/orientadas por um moderador

[..]

As

características gerais do Focus Group são o envolvimento dos participantes, a heterogeneidade demográfica do grupo e a geração de dados e informações necessárias

aos objetivos da investigação. (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 90).

Gatti (2005) lembra que os participantes devem ter alguma vivência com o tema que será discutido nas reuniões de Grupo Focal. É possível, com esta técnica, observar a multiplicidade de pontos de vista e de significados que, com outros meios, seria difícil captar.

  • 3.7 QUESTIONÁRIO

O questionário é um instrumento composto por um conjunto ordenado de perguntas a respeito das variáveis que se quer analisar. Caso seja necessária intensa interação entre o pesquisador e os pesquisados, este tipo de técnica não é recomendada. É recomendável que a aplicação de um questionário seja precedida de um pré-teste, com um grupo de colaboradores, com vistas a descobrir possíveis falhas na elaboração das perguntas e/ou questões como falta de clareza e objetividade. Outro cuidado importante é a definição do tipo de cada questão (aberta/fechada), o uso de escalas e também na amarração entre questões, como no caso de não perguntar o nome do cônjuge se o respondente diz que é solteiro.

  • 3.8 HISTÓRIA ORAL E HISTÓRIA DE VIDA

História oral é um documento transcrito a partir de um relato do pesquisado, no qual é importante destacar a entonação, as ênfases, os silêncios, entre outras características reveladas durante o relato. História de vida envolve a pesquisa em diários, autobiografias e outros documentos com objetivo de reconstruir a história de vida do pesquisado.

  • 3.9 OUTRAS TÉCNICAS

Outras estratégias de pesquisa podem ser consideradas dependendo do trabalho a ser realizado, tais como análise de conteúdo, análise do discurso, escalas sociais e de atitudes – todas essas apresentadas por Martins e Theóphilo (2009), além de outras que sejam condizentes com a pesquisa que será realizada.

  • 4 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

O trabalho acadêmico deve ter a seguinte estrutura:

Figura 1a

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO

Estrutura do trabalho: PARTE EXTERNA

Figura 1b

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO

Estrutura do trabalho: PARTE INTERNA – pré-textuais

LOMBADA

   

CAPA

0
0
 
 

Fonte: o autor.

 

Elementos opcionais

Elementos obrigatórios

13 6 Sumário Epígrafe 12 5 Lista de símbolos Agradecimentos 11 Abreviaturas 4 Dedicatória e siglas
13
6
Sumário
Epígrafe
12
5
Lista de símbolos
Agradecimentos
11
Abreviaturas
4
Dedicatória
e siglas
3
10
Lista de tabelas
Folha de aprovação
2
9
Lista de ilustrações
Errata
Resumo na língua
8
1
Folha de rosto
estrangeira
Resumo na língua
7
vernácula

Fonte: o autor.

Figura 1c

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO

Estrutura do trabalho: PARTE INTERNA – textuais

Figura 1d

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO

Estrutura do trabalho: PARTE INTERNA – pós-textuais

Conclusão Índice Desenvolvimento Anexo Introdução Apêndice 14 Glossário Referências Elementos opcionais Elementos obrigatórios
Conclusão
Índice
Desenvolvimento
Anexo
Introdução
Apêndice
14
Glossário
Referências
Elementos opcionais
Elementos obrigatórios

4.1 CAPA

Fonte: o autor.

A capa deve conter os elementos essenciais que identificam o trabalho: nome da instituição, autor, título e subtítulo (se houver), local, ano.

Figura 2 - Capa modelo Senac/SC

FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC FLORIANÓPOLIS Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais Maria Helena de Castro
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC FLORIANÓPOLIS
Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais
Maria Helena de Castro da Silva Santos
GESTÃO POR PROCESSOS EM MODA

Florianópolis

2010

Fonte: o autor.

  • 4.2 FOLHA DE ROSTO

A folha de rosto deve conter elementos que identifiquem a obra, bem como caracterizar a natureza do

trabalho.

Figura 3 - Folha de rosto modelo Senac/SC

Maria Helena de Castro da Silva Santos

GESTÃO POR PROCESSOS EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA:

estudo de caso na gerência das Confecções Nova Moda

Trabalho de Conclusão de Último Semestre apresentado à Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, como requisito parcial para a obtenção do título de Tecnólogo em Processos Gerenciais

Orientador: José da Silva

Florianópolis

autor: centralizado
autor: centralizado
título: grafado em caixa alta
título: grafado em caixa alta

subtítulo: grafado sem destaque

natureza do trabalho: alinhamento do meio para a direita, com nome da instituição e natureza do trabalho

orientador
orientador
  • 2010 cidade e ano: centralizados

Figura 1c APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO Estrutura do trabalho: PARTE INTERNA – textuais Figura 1d APRESENTAÇÃO

Fonte: o autor.

  • 4.3 FICHA CATALOGRÁFICA

A ficha catalográfica deve ser elaborada com o auxílio do(a) bibliotecário(a) da Faculdade, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano. Sua localização é no verso da folha de rosto.

  • 4.4 FOLHA DE APROVAÇÃO

Deve conter autor, título e subtítulo (se houver), natureza do trabalho, banca examinadora, local e data de aprovação.

Figura 4 - Folha de aprovação

Maria Helena de Castro da Silva Santos

GESTÃO POR PROCESSOS EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA:

estudo de caso na gerência das Confecções Nova Moda

Trabalho de Conclusão de Último Semestre apresentado à Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, como requisito parcial para a obtenção do título de Tecnólogo em Processos Gerenciais

______________________________________ José da Silva (Orientador) – Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis

______________________________________ Maria Clara da Silva - UFMG

______________________________________ Ana Cláudia Santos - UFMG

Florianópolis

2010

autor: centralizado
autor: centralizado
título: grafado em caixa alta
título: grafado em caixa alta

subtítulo: grafado sem destaque

natureza do trabalho: alinhamento do meio para a direita, com nome da instituição e natureza do trabalho

avaliadores: comece pelo orientador

cidade e ano: centralizados
cidade e ano: centralizados

Fonte: o autor.

4.5 DEDICATÓRIA

Não há normatização para essa página. A sugestão é o formato a seguir:

Figura 5 - Dedicatória

Aos meus pais, pela amizade e força.

Fonte: o autor.

  • 4.6 AGRADECIMENTOS

Os agradecimentos são apresentados àqueles que, de alguma forma, contribuíram para a elaboração do

trabalho. O título “AGRADECIMENTOS” deve ser centralizado no topo da página. O texto deverá ter espaço entre

linhas de 1,5, fonte tamanho 12 e respeitar o tipo de letra utilizado no desenvolvimento do texto.

Figura 6 - Agradecimentos

AGRADECIMENTOS

Ao meu orientador, José da

Silva, pelo apoio em todos os momentos. Aos meus colegas de classe, especialmente à Maria da Glória, pelas críticas.

  • 4.7 EPÍGRAFE

Fonte: o autor.

Uma epígrafe é composta de uma citação, seguida da indicação de autoria. Normalmente relacionada com o conteúdo do trabalho. Como sugestão de formatação, utilize a mesma estrutura da dedicatória (Figura 5). A epígrafe deve ser elaborada com base na NBR 10520.

  • 4.8 RESUMO

A NBR 6028:2003 recomenda que o resumo tenha entre 150 e 500 palavras.O resumo precisa destacar o objetivo, a metodologia, os resultados e conclusões. Deve ser composto de parágrafo único, sem tabulação. Optou-se no Senac/SC pelo espacejamento entre linhas simples, com a mesma fonte utilizada nos elementos textuais. Optou-se também por inserir no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco) palavras-chave. As palavras- chave devem vir separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto e mesma fonte utilizada nos elementos textuais.

Figura 7 - Exemplo de resumo

RESUMO

No contexto da pós-modernidade, a escola precisa romper com o modelo tradicional de ensino, baseado no instrucionismo. Uma nova opção estaria numa proposta construtivista, com os professores lançando mão de um uso mais adequado e efetivamente inovador de tecnologias digitais na educação. Contudo, as tecnologias digitais, por si só, não trarão avanços significativos para os processos de aprendizagem. Isso só será possível com novas estratégias pedagógicas. Para investigar essa possibilidade, foi realizada uma ação-pesquisa num curso de graduação de Sistemas de Informação. Objetos de aprendizagem foram utilizados em atividades presenciais, num laboratório de informática. Os alunos interagiram com os objetos e compartilharam idéias com colegas e com o professor no desenvolvimento das atividades de aprendizagem. Imediatamente após o uso de cada um dos objetos de aprendizagem, foi realizado um grupo focal, nos quais alguns alunos trocaram idéias sobre a experiência de aprendizagem. Os estudantes demonstraram um interesse significativo por esse uso da tecnologia como meio para assegurar a sua própria aprendizagem. Os resultados da pesquisa revelaram, sobretudo, a importância das interações, entre alunos e deles com o professor, provocadas pela forma como os objetos de aprendizagem foram utilizados. Constatou-se, ainda, que o uso de objetos de aprendizagem, da mesma forma que outros recursos da informática aplicados na educação, demanda uma formação docente adequada.

Palavras-chave: Objetos de aprendizagem. Tecnologias na educação. Interatividade.

4.9 ABSTRACT

Fonte: o autor.

O Abstract é o resumo apresentado em Língua Inglesa. Também é um elemento obrigatório. Segue a mesma formatação do resumo em Língua Portuguesa.

  • 4.10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES

É um sumário de ilustrações. Apresente nesta lista as ilustrações, fotografias, gráficos, mapas, plantas e outros objetos semelhantes.

  • 4.11 LISTA DE TABELAS

É um sumário de tabelas. Também é um elemento opcional. Caso existam quadros no trabalho, a lista de tabelas poderá ser intitulada “Lista de tabelas e quadros” e os elementos deverão figurar na ordem em que aparecem no texto.

  • 4.12 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS É uma relação de abreviaturas e siglas utilizadas no texto, devendo ser apresentada em ordem alfabética.

Figura 8 - Lista de siglas e abreviaturas

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial.

Fonte: o autor.

4.13 LISTA DE SÍMBOLOS

Se houver lista de símbolos, ela deve ser inserida antes do sumário e sua formatação pode obedecer a mesma formatação da lista de siglas e abreviaturas.

4.14 SUMÁRIO

O sumário é uma enumeração dos capítulos e das seções que fazem parte do texto, com a localização (número da página) em que se encontram. A palavra título deve ser centralizada e escrita com a mesma tipologia das seções primárias. Utiliza-se a numeração progressiva, conforme NBR 6024:2003, até a seção quinária. Os números de página, capítulos e seções devem ser indicados através de números arábicos. Elementos pós-textuais não são numerados e os elementos antecedentes ao sumário não aparecem no mesmo. Optou-se, neste manual, pela seguinte forma de divisão de capítulos e seções e recomenda-se o uso de fonte Arial ou Times New Roman.

1 SEÇÃO PRIMÁRIA COM FONTE 14 NEGRITO CAIXA ALTA 1.1 Seção secundária com fonte 14, negrito, caixa baixa. 1.1.1 Seção terciária com fonte 12 negrito caixa baixa

1.1.1.1 Seção quaternária com fonte 12, itálico, caixa baixa

1.1.1.1.1 Seção quinária com fonte 12, sublinhado, caixa baixa

  • a) Alínea a, com fonte 12, sem destaque, ordenadas alfabeticamente.

  • b) Alínea b, com fonte 12, sem destaque, ordenadas alfabeticamente.

    • - Subalínea, sem ordenação.

    • - Subalínea, sem ordenação.

Um exemplo de sumário com essa formatação pode ser visto na Figura 9.

Figura 9 - Sumário

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

 

6

2

TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS

ESTRATÉGIAS DE PESQUISA

 

7

3

 

14

Observação

3.1

 

14

Entrevista

3.2

 

15

Questionário

3.7

 

16

4

ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

18

REFERÊNCIAS

 

40

Fonte: o autor.

  • 4.15 DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento deve ser composto, pelo menos, pelas seguintes partes, divididas em um ou mais capítulos cada uma:

  • a) Introdução: deve apresentar a natureza do trabalho, os objetivos, o tema que está sendo investigado,

objetivando situar o leitor.

  • b) Corpo do texto: compreende revisão da literatura, estratégia de pesquisa e a exposição da própria pesquisa

em si.

  • - A revisão de literatura deve trazer citações diretas e indiretas, indicadas conforme a NBR 10520:2002.

  • - A metodologia deve tratar dos métodos e técnicas utilizados.

  • c) Conclusão: deve reforçar as descobertas e as conclusões que o autor possa tirar a partir delas, bem como

suscitar investigações futuras.

  • 4.16 REFERÊNCIAS

As referências devem conter todos os autores citados no texto. Elas devem vir em ordem alfabética por autor, alinhadas à esquerda, em espaço simples entre si e com espaço duplo entre cada uma (Figura 10). No caso do autor figurar mais de uma vez, não utilizar o travessão e sim repetir o nome do autor. Caso o autor figure duas vezes com o mesmo ano, utilizar letras minúsculas para evidenciar a repetição do autor no mesmo ano. Exemplo:

SILVA, Maria da Penha. Discurso moderno. São Paulo: Editora XX, 2009a. SILVA, Maria da Penha. Modernidade. São Paulo: Editora XX, 2009b.

Figura 10 - Referências

REFERÊNCIAS

ALLY, Mohamed. Designing effective learning objects. In:

MCGREAL, Rory. Online education using learning objects. New York: RoutledgeFalmer, 2004. p.87-97.

BARBIER, René. A pesquisa-ação. Brasília: Liber Livro Editora, 2004.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues (Org.). Repensando a pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1999.

Fonte: o autor.

  • 4.17 GLOSSÁRIO

O glossário apresenta o significado de termos técnicos utilizados no texto ou palavras que requerem explicação de seu sentido.

  • 4.18 APÊNDICES

Os apêndices são documentos elaborados pelo autor do trabalho e que, geralmente, servem pra comprovar sua argumentação. Exemplo são os questionários aplicados, os roteiros de entrevistas, entre outros. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A, Apêndice B), seguidas de travessão e do título.

  • 4.19 ANEXOS

Os anexos são documentos não elaborados pelo autor. Como exemplo podemos citar as leis, portarias, entre outros. Não é recomendável apresentar nos anexos documentos que podem ser facilmente localizados em biblioteca ou na internet. Assim como os apêndices, os anexos também são identificados por letras maiúsculas (Anexo A, Anexo B), seguidas de travessão e do título.

  • 4.20 ÍNDICE O índice se refere a palavras ou frases citadas no texto. Caso seja apresentado, utilizar a norma NBR 6034.

    • 5 FORMATAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO

Normatizado pela NBR 14724. Esta norma define a apresentação de trabalhos acadêmicos. A seguir detalha-se a forma de apresentação gráfica dos elementos que fazem parte de um trabalho acadêmico.

  • 5.1 FORMATO E FONTE

Os trabalhos devem ser impressos em papel no formato A-4 (210 x 297 mm). Optou-se por utilizar tamanho 12 para o texto e para as referências bibliográficas; tamanho 10 para as citações longas (mais de 3 linhas), sendo que estas devem apresentar um recuo de 4 cm da margem esquerda do texto. A partir dos elementos textuais (até o final do trabalho), pode-se fazer a impressão no anverso e no verso.

  • 5.2 MARGENS

Margem superior igual a 3 cm, inferior igual a 2 cm, esquerda 3 cm e direita 2 cm para o ANVERSO (Figura

11a).

Figura 11a Figura 11b APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO Margens - anverso Margens
Figura 11a
Figura 11b
APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO
APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO
Margens - anverso
Margens - verso
3 cm
3 cm
Esquerda e superior: 3 cm.
Direita e inferior: 2 cm.
3cm
2cm
2cm
3 cm
2cm
Direita e superior: 3 cm.
Esquerda e inferior: 2 cm.
2cm
Fonte: o autor.
Fonte: o autor.
  • 5.3 PARÁGRAFOS E ESPAÇAMENTOS

O texto deve ser digitado com espaço entre linhas de 1,5 e fonte tamanho 12. Citações longas (mais de 3 linhas), notas de rodapé, legendas e referências bibliográficas devem ter espaço simples. Para citações longas, além de espaço simples, utilizar fonte tamanho 10, com recuo de 4 cm a partir da margem esquerda. Título de capítulos e seções devem ser alinhados à esquerda. Entre títulos de capítulos ou seções e o texto um espaço de 1,5. O parágrafo deve ser recuado 1,25 cm da margem esquerda. Não deve haver espaços entre parágrafos. As seções primárias devem começar em nova página e sempre no anverso. (Figura 12).

Recuo de 1,25 cm no parágrafo

Figura 12 - Parágrafos e espaçamentos

3 APORTES METODOLÓGICOS

  • 1 espaço de 1,5

3 APORTES METODOLÓGICOS 1 espaço de 1,5 Muitos trabalhos em educação, sejam eles dissertações ou teses,

Muitos trabalhos em educação, sejam eles dissertações ou teses, têm como preocupação fazer uma análise de um recorte da realidade. Envolvem-se ou mobilizam-se os atores da escola, professores, alunos ou gestores, e apresentam-se resultados da análise, sem produzir qualquer mudança no campo onde se deu a pesquisa. Além disto, os relatórios de pesquisa muitas vezes acabam amontoados em estantes de bibliotecas, onde raramente são consultados.

  • 1 espaço de 1,5

Historicamente, o termo pesquisa tem sido associado a complexas elaborações de especialistas e estudiosos que têm produzido volumosos trabalhos ditos científicos, redigidos numa linguagem inacessível ao comum dos homens e que, via de regra, permanecem nas prateleiras das bibliotecas, rotulados como coisa de intelectual e que, como tais, não têm nada a ver com a vida real. Essas produções têm sido reconhecidas como inúteis ou pouco utilizadas para resolver os problemas que têm afligido a humanidade. (SILVA, 1991, p.17).

  • 1 espaço de 1,5

Recuo de 4 cm na citação longa

Recuo de 4 cm na citação longa

É claro que o fato dessas pesquisas não provocarem mudanças na sala de aula não as invalida ou desqualifica, pois são muitas vezes objetos de novos estudos e trazem à tona reflexões importantes sobre a educação.

  • 1 espaço de 1,5

  • 1 espaço de 1,5

3.1 Pesquisa-ação ou ação-pesquisa?

A possibilidade de intervenção no ambiente para produção de uma pesquisa abre as portas para que outras produções as tomem como exemplo.

Figura 11a Figura 11b APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO Margens - anverso Margens
Figura 11a Figura 11b APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO APRESENTAÇÃO DE TRABALHO ACADÊMICO Margens - anverso Margens

Fonte do texto tamanho 12,

espaço 1,5 entre linhas

Fonte 10,

espaço simples

Fonte: o autor.

5.4 PAGINAÇÃO

A numeração somente deve figurar a partir da primeira página do texto, após o sumário, mas as páginas

são contadas desde a folha de rosto. (Figura 13). O número deve ser em algarismo arábico e grafado no canto

superior direito. No caso de impressão em anverso e verso, a numeração do verso deve figurar no canto superior esquerdo.

Figura 13 - Paginação

Sumário Lista de símbolos Lista de abreviaturas e siglas Lista de tabelas Lista de ilustrações Resumo
Sumário
Lista de símbolos
Lista de
abreviaturas e siglas
Lista de tabelas
Lista de ilustrações
Resumo na
língua estrangeira
Resumo na
língua portuguesa
Epígrafe
Agradecimentos
Dedicatória
Folha de aprovação
Errata
Folha de rosto
Páginas contadas e
não numeradas

Fonte: o autor.

5.5 ILUSTRAÇÕES

As ilustrações podem ser desenhos, esquemas, fotografias, mapas, plantas, entre outros. Recomenda-se inserí-las o mais próximo possível do texto ao qual elas se referem. A ilustração deve ser mencionada dentro do texto em forma cursiva ou entre parênteses. Qualquer tipo de ilustração deve ser identificada na parte superior, sendo que na parte inferior deve-se fazer referência à fonte consultada, como o exemplo da figura 14.

Figura 14 - Formatação de ilustrações

5.5 ILUSTRAÇÕES As ilustrações podem ser desenhos, esquemas, fotografias, mapas, plantas, entre outros. Recomenda-se inserí-las o
5.5 ILUSTRAÇÕES As ilustrações podem ser desenhos, esquemas, fotografias, mapas, plantas, entre outros. Recomenda-se inserí-las o

Neste caso, o autor deve figurar na lista de referências:

BARBIER, René. A pesquisa-ação. Brasília: Liber Livro, 2004.

5.6 TABELAS

A apresentação de tabelas deve seguir as Normas de Apresentação Tabular, da FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (1993), como apresentado na Figura 15.

Figura 15 - Formatação de tabelas

5.5 ILUSTRAÇÕES As ilustrações podem ser desenhos, esquemas, fotografias, mapas, plantas, entre outros. Recomenda-se inserí-las o

Neste caso, o autor deve figurar na lista de referências:

GOMES, Thiago Simões. Estoque e teoria das restrições: uma análise da viabilidade da estocagem do café arábica. Revista CEPPG, Catalão, ano 13, n.22, jan./jun. 2010.

5.7 QUADROS

A diferença entre tabelas e quadros é que esses últimos apresentam textos. Geralmente servem para fazer comparações, descrições ou apresentar um esquema. Os quadros são considerados um tipo de ilustração e, portanto, seguem a mesma regra da ilustração, como se vê no exemplo da figura 16.

Figura 16 - Formatação de Quadros

5.5 ILUSTRAÇÕES As ilustrações podem ser desenhos, esquemas, fotografias, mapas, plantas, entre outros. Recomenda-se inserí-las o

Neste caso, o autor deve figurar na lista de referências:

GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. Neopragmatismo, Escola de Frankfurt e Marxismo. Rio de Janeiro: DP&A,2001.

6 CITAÇÕES

As regras para formatação de citação seguem a NBR 10520:2002. A norma apresenta diferentes formas de mencioná-las. Optou-se pelas seguintes regras, visando facilitar a leitura e compreensão do trabalho:

a) Sistema de chamada: sistema autor-data. Exemplo: (SILVA, 2006).

b) Notas bibliográficas repetidas: não utilizar expressões em latim como Ibid, Idem, Ibdem, op cit. As referências deverão ser repetidas quantas vezes precisarmos.

6.3

CITAÇÃO DE CITAÇÃO

c) Citações em idiomas estrangeiros: traduzir a citação no corpo do trabalho, com a versão original devendo ser apresentada em nota de rodapé.

  • 6.1 CITAÇÃO INDIRETA

Para citações indiretas, a indicação da página é opcional. Os elementos obrigatórios são o autor e o ano de publicação.

No texto:

Silva (2002) apresenta algumas características da pós-modernidade, comparadas à modernidade.

Nas referências bibliográficas:

SILVA, Marco. Sala de aula interativa. 3.ed. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.

  • 6.2 CITAÇÃO DIRETA

Para citações diretas, a indicação da página é obrigatória. No caso das citações curtas (até 3 linhas), a transcrição deve ser encerrada dentro do texto, entre aspas. Para as citações longas (mais de 3 linhas), a transcrição deverá vir em um parágrafo independente, com recuo de 4 cm da margem esquerda, fonte tamanho 10 e espacejamento simples entre linhas. O alinhamento deverá ser justificado.

No texto:

Papert (1993), quando aluno, também fazia esses questionamentos.

Atitudes negativas culturalmente divididas com relação aos professores são nutridas por experiências pessoais. Como criança rebelde eu via os professores como o “inimigo”. Então, com o tempo, estes sentimentos fundiram-se com uma posição teórica que teve a conseqüência ilógica de “demonizar” ainda mais os professores, identificando-os com os papéis aos quais a Escola os forçou. Eu antipatizava com os métodos coercivos da Escola, e eram os professores que aplicavam a coerção. (PAPERT, 1993, p.56).

Também me incomodou o fato de ser um aluno de computação e ver que meus professores não encontravam na própria área mecanismos ou instrumentos que pudessem auxiliá-los em suas práticas pedagógicas.

Nas referências bibliográficas:

PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

Recomenda-se evitar a citação de citação. Entretanto, quando uma informação tiver sido retirada de uma obra a qual não teve acesso ao texto original, passa a ser esse o último recurso. Neste caso, apresente a página na qual o autor menciona o outro. Optou-se pelo uso da expressão “citado por”, no lugar da expressão em latim “apud”.

No texto:

Freire (1997), citado por Cortella (2002, p.111), afirma que não há busca de saber sem finalidade, portanto, o saber pressupõe intencionalidade.

Nas referências bibliográficas:

CORTELLA, Mário Sérgio. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2002.

No texto:

Por este motivo, “Para me resguardar das artimanhas da ideologia, não posso nem devo me fechar aos outros” (FREIRE, 1997, p.151, citado por CORTELLA, 2002, p.150).

Nas referências:

CORTELLA, Mário Sérgio. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2002.

  • 6.4 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCRITA DE CITAÇÕES

Em algumas citações, podemos utilizar supressões, acréscimos, além de manter erros ortográficos dos autores citados, entre outras características. A seguir alguns casos mais comuns.

6.4.1 Supressões

Ao fazer supressões (eliminar parte do texto citado), indique entre colchetes que há uma supressão com uso de reticências.

No texto:

Na modernidade, a vida individual e coletiva era pensada quase exclusivamente a partir da idéia de um amanhã a ser construído e que uma vez alcançado, recompensaria esse indivíduo e esse coletivo pela

postergação do prazer exigido por aquele objetivo. [

]

Na pós-

modernidade, o futuro com valor predominante cede lugar ao presenteísmo, ao não adiantamento do prazer, à valorização da vida vivida

como bem de primeira grandeza. Um segundo traço da pós-modernidade aponta para uma tendência no sentido de heterogeneização, na contemporaneidade, em oposição à homogeneidade característica da época moderna. (SILVA, 2002, p.51).

Nas referências bibliográficas:

SILVA, Marco. Sala de aula interativa. 3. ed. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.

  • 6.4.2 Acréscimos

Os acréscimos também são apresentados entre colchetes, conforme exemplo abaixo.

No texto:

[ZDP] é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes. (VIGOTSKI, 1994, p.112).

Nas referências bibliográficas:

VIGOTSKI, Liev Semiónovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

  • 6.4.3 Indicação de erro ortográfico

Para indicar que há um erro ortográfico na citação, utilize a expressão sic (é um advérbio latino que significa “assim mesmo”) entre parênteses, após a expressão ou palavra com erro.

No texto:

Mas Paulo Freire já chamava a atenção para o fato de que não há uma trasmissão (sic) de conhecimento de um indivíduo A para um indivíduo B, mas uma construção conjunta que ocorre com ambos, mediatizados pelo mundo. (SILVA, 2006, p. 28)

Nas referências bibliográficas:

SILVA, Eli Lopes da. Uma experiência de uso de objetos de aprendizagem na educação presencial: ação-pesquisa num curso de sistemas de informação. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.

  • 6.4.4 Destaque de parte da citação

Para destacar (dar ênfase) a alguma parte de uma citação, a norma permite grifos (itálico, negrito ou sublinhado). Optou-se pelo destaque em negrito, com a indicação “grifo nosso” ao final da citação.

No texto:

A outra alternativa que os professores terão é continuar fazendo o que vêm fazendo: repetir as mesmas aulas de há vinte anos ou mais, usando as anotações em fichas já amareladas pelo tempo, fazendo no século XXI o ensino do século XIX. (MARINHO, 2002, p. 57, grifo nosso).

Nas referências bibliográficas:

MARINHO, Simão Pedro. Tecnologia, educação contemporânea e desafios ao professor. In:

JOLY, Maria Cristina Rodrigues Azevedo (Org.). A tecnologia no ensino: Implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. p.41-62.

7 REFERÊNCIAS

A elaboração das referências é normatizada pela NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Uma referência bibliográfica é constituída de:

Elementos essenciais: são os dados indispensáveis para identificação do documento referenciado.

Elementos complementares: objetivam caracterizar melhor o documento.

A norma permite que referências sejam escritas ao final de cada capítulo ou ao final do trabalho. Nos

trabalhos acadêmicos do Senac/SC, as referências devem vir no final, com o objetivo de facilitar a localização, por parte do leitor. A lista de referências deve ter as seguintes características:

Todas as linhas alinhadas somente à esquerda.

Em espaço simples entre si, mas separadas por espaço duplo entre uma referência e outra.

7.1 LIVROS

A regra geral para referenciar livros é a seguinte:

SOBRENOME DO AUTOR, prenome do autor. Título do livro: subtítulo quando houver. Número da edição. ed. Local: Editora, ano.

A norma estabelece que o grifo utilizado para o título pode ser negrito, itálico ou sublinhado. Optou-se pelo negrito com o objetivo de uniformizar os trabalhos acadêmicos do Senac/SC.

  • 7.1.1 Um autor

Quando há somente um autor, siga a regra geral apresentada anteriormente, observando o fato de que, havendo subtítulo, o mesmo não recebe grifo.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002.

VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. 3.ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2003.

No caso de livros em primeira edição, a mesma não precisa ser identificada.

SALES, Mione Apolinário. (IN)VISIBILIDADE PERVERSA: adolescentes infratores como metáfora da violência. São Paulo: Cortez, 2007.

  • 7.1.2 Dois ou três autores

No caso de livros com dois ou três autores, siga a regra geral, separando os autores por ; (ponto e vírgula).

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia Científica. 6.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2007.

  • 7.1.3 Quatro autores ou mais

Livros com quatro autores ou mais, devem ser referenciados utilizando-se o autor principal, seguido da expressão “et al” (e outros).

CARVALHO, Alex Moreira et al. Aprendendo metodologia científica: uma orientação para os alunos de graduação. São Paulo: O Nome da Rosa, 2000.

  • 7.1.4 Organizados por um autor

No caso de coletâneas organizadas por algum autor, a entrada é pelo nome do responsável, seguida da definição do tipo de responsabilidade: Org. para organizador, Coord. para coordenador, Dir. para diretor. Caso haja mais de um responsável, identifica-se os autores, sem usar o plural para o tipo de responsabilidade.

ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Escola, currículo e avaliação. São Paulo: Cortez, 2003.

MIGNOT, Ana Chrystina Venancio; CUNHA, Maria Teresa Santos (Org.). Práticas de memória docente. São Paulo: Cortez, 2003.

  • 7.2 CAPÍTULOS DE LIVROS

Quando a referência tratar-se de capítulo de uma obra, identifica-se primeiro o autor do capítulo, título do capítulo, seguido da obra, sendo esta separada pela expressão In (que significa em). A regra geral é:

SOBRENOME, prenome. Título do capítulo. In: Referência completa da obra. Indicação das páginas do capítulo ou numeração do capítulo.

MARINHO, Simão Pedro. Tecnologia, educação contemporânea e desafios ao professor. In:

JOLY, Maria Cristina Rodrigues Azevedo (Org.). A Tecnologia no Ensino: Implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. Cap. 2.

MARINHO, Simão Pedro. Tecnologia, educação contemporânea e desafios ao professor. In:

JOLY, Maria Cristina Rodrigues Azevedo (Org.). A Tecnologia no Ensino: Implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. p. 41-62.

  • 7.3 DISSERTAÇÕES DE MESTRADO E TESES DE DOUTORADO

As referências de dissertações e teses devem conter os seguintes elementos essenciais:

SOBRENOME, prenome. Título: subtítulo (se houver). Ano. Tipo de documento. (Grau) – Instituição, Cidade.

SILVA, Eli Lopes da. Uma experiência de uso de objetos de aprendizagem na educação presencial: ação-pesquisa num curso de sistemas de informação. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.

MARINHO, Simão Pedro P. Educação na era da Informação: os desafios na incorporação do computador à escola. 1998. Tese (Doutorado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

PRESSER, Nadi Helena. Modelo de configuração organizacional para uma instituição de idosos. 2005. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Para facilitar a localização do documento, por parte do leitor, a referência ao ano pode ser repetida ao final.

MARINHO, Simão Pedro P. Educação na era da Informação: os desafios na incorporação do computador à escola. 1998. Tese (Doutorado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1998.

  • 7.4 CAPÍTULO DE LIVROS, DISSERTAÇÕES OU TESES

Segue-se o mesmo esquema de referências a um capítulo de livro, ou seja, o capítulo figura antes da monografia, cujo título deve ser precedido pela expressão In. Pode-se referenciar o capítulo, ao invés de referenciar as páginas ao final.

SILVA, Eli Lopes da. Objetos de Aprendizagem. In: Uma experiência de uso de objetos de aprendizagem na educação presencial: ação-pesquisa num curso de sistemas de informação.

  • 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais,

Belo Horizonte. p. 49-71.

SILVA, Eli Lopes da. Objetos de Aprendizagem. In: Uma experiência de uso de objetos de aprendizagem na educação presencial: ação-pesquisa num curso de sistemas de informação.

  • 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais,

Belo Horizonte. Cap. 2.

  • 7.5 TESES OU DISSERTAÇÕES DISPONÍVEIS ONLINE

Utiliza-se o mesmo critério das referências de teses ou dissertações impressas, acrescentando ao final:

Disponível em: <endereço eletrônico entre os sinais menor e maior>. Acesso em: dia mês abreviado ano.

SILVA, Eli Lopes da. Uma experiência de uso de objetos de aprendizagem na educação presencial: ação-pesquisa num curso de sistemas de informação. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte. Disponível em: <http://www.biblioteca.pucminas.br/teses/Educacao_SilvaEL_1.pdf>. Acesso em: 10 mar.

2010.

Não é recomendável referenciar materiais online em páginas com curta duração na rede. Os meses são abreviados pelas três primeiras letras, exceto maio que é escrito por extenso.

  • 7.6 ARTIGOS DE REVISTA OU PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Para referenciar artigos de revista ou periódicos científicos, siga a regra abaixo.

AUTOR. Título do trabalho. Título da revista, local, volume ou ano (se houver), número ou fascículo, páginas do artigo, mês ou intervalo (abreviado), ano

DÓRIA, Pedro. Privacidade em público. Super Interessante, Rio de Janeiro, n. 228, p.52-57, jul. 2006.

  • 7.7 ARTIGOS DE REVISTA EM MEIO ELETRÔNICO

Utiliza-se o mesmo critério usado em referências de artigo de revista, acrescentando ao final: Disponível em: <endereço eletrônico entre os sinais menor e maior>. Acesso em: dia mês abreviado ano.

PRESSER, Nadi Helena; SILVA, Eli Lopes da; SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos. Recursos de formulação e visualização de indicadores para apoiar processos de gestão educacional em IESs. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v.7, n. 2, p.247-259, jan./jun. 2010. Disponível em:

<http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/rst/rst.php?op=view_metadata&id=280>. Acesso em: 10 mar. 2010.

  • 7.8 TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO

Os trabalhos apresentados em eventos científicos devem ser referenciados de acordo com a seguinte

regra.

AUTOR. Título do trabalho. In: nome do evento, numeração. (se houver), ano, local. Documento (anais, atas, etc). Local: editora, ano da publicação. páginas.

Observe que o documento recebe destaque em negrito.

SILVA, Eli Lopes da. Desafios do uso de objetos de aprendizagem: uma pesquisa-ação que aposta na tecnologia e nas interações.In: Seminário Pedagogia em debate, 8., 2008, Curitiba.

Anais do VIII Seminário Pedagogia em Debate e III Colóquio Nacional de Formação de Professores. Curitiba: UTP, 2008. p. 91-91.

  • 7.9 DOCUMENTOS COM ACESSO EXCLUSIVO EM MEIO ELETRÔNICO

Os documentos com acesso exclusivo em meio eletrônico devem ser referenciados da seguinte forma.

AUTOR. título. Disponível em: <endereço eletrônico> . Acesso em: data.

DEMO, Pedro. Dissecando a aula. Disponível em:

<http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/dissecando.html>. Acesso em: 10 mar. 2010.

  • 7.10 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AUTORIA

    • a) Cidade não consta no documento

Caso a cidade não conste no documento, mas é possível identificá-la, colocar entre colchetes.

  • b) Não é possível determinar a cidade

Neste caso, usa-se a expressão [S.l.] entre colchetes, que significa sine loco (sem local). A expressão é escrita com S maiúsculo e l minúsculo.

KRIEGER, Gustavo; NOVAES, Luís Antonio; FARIA, Tales. Todos os sócios do presidente. 3.ed. [S.I.]: Scritta, 1992. Exemplo apresentado na NBR 6023.

  • 7.11 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O EDITOR

    • a) Não é possível determinar a editora

Neste

caso,

usa-se

a

expressão

[s.n.]

entre

colchetes,

que

significa

sine

nomine

(sem

denominação/nome). A expressão é escrita em letras minúsculas.

FRANCO, I. Discursos: de outubro de 1992 a agosto de 1993. Brasília, DF: [s.n.], 1993. Exemplo apresentado na NBR 6023.

  • b) Sem local e sem editora

Neste caso, usam-se as duas expressões, separadas por dois pontos. [S.l.:s.n.].

GONÇALVES, F.B. A história de Mirador. [S.I.:s.n.], 1993. Exemplo apresentado na NBR 6023.

7.12 OUTROS

A norma apresenta também exemplos de outros materiais passíveis de referenciação, mas não inclusos no presente manual.

Documento cartográfico (atlas, mapas, globo, entre outros).

Documentos jurídicos (legislações, decisões judiciais, entre outros).

Documentos iconográficos (figuras, ilustrações, desenho técnico, entre outros).

Partituras.

8 PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS

Segundo Medeiros (2009), são consideradas publicações científicas: artigo, comunicação, paper, resenha crítica, dissertações científicas (monografias, teses, dissertações), entre outros.

8.1 ARTIGO CIENTÍFICO

Um artigo apresenta resultados de estudos e de pesquisas e, normalmente, é publicado em períodicos científicos. Medeiros (2009) afirma que os artigos são compostos, estruturalmente por: título, autor, credenciais do autor, resumo, corpo do artigo, referências bibliográficas.

Existem variações na forma de apresentação do artigo de acordo com as exigências do periódico ou evento no qual o mesmo será apresentado. A NBR6022:2003 – Artigo em publicação periódica científica impressa – determina a ordem dos elementos em um artigo (Figuras 17 e 18) :

Elementos pré-textuais: título e subtítulo, autores, resumo, palavras-chave.

– Elementos textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão. Pode ser subdividida em seções e subseções.

– Elementos pós-textuais: título e subtítulo em língua estrangeira, resumo em língua estrangeira, palavras-chave em língua estrangeira, notas explicativas, referências, glossário, apêndice, anexo.

Figura 17 - Formatação de Artigo

TÍTULO MODELO DE ARTIGO CIENTÍFICO: SUBTÍTULO.

RESUMO

Nome completo do autor

1

Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras. Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras. Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras. Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras. Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras. Resumo do trabalho, não ultrapassando 250 palavras.

Palavras-chave: Três a cinco. Separadas por ponto. Abaixo do resumo.

  • 1 INTRODUÇÃO

Obedecer a formatação indicada na NBR 14724. Obedecer a formatação indicada na NBR 14724. Obedecer a formatação indicada na NBR 14724. Obedecer a formatação indicada na NBR 14724. Obedecer a formatação indicada na NBR 14724. Obedecer a formatação indicada na NBR 14724.

  • 2 DESENVOLVIMENTO

No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página.

  • 1 Titulação do autor. email@doautor.

Fonte: o autor. Figura 18 - Formatação de Artigo - continuação

  • 3 CONCLUSÃO

No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página. No artigo não há necessidade de iniciar as seções primárias em nova página.

TÍTULO E SUBTÍTULO NA LÍNGUA ESTRANGEIRA

ABSTRACT

Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira. Resumo na língua estrangeira.

Keywords: Palavras-chave na língua estrangeira.

REFERÊNCIAS Referências conforme NBR 6023.

Fonte: o autor.

8.2 PAPER

Embora a tradução mais apropriada para paper seja ensaio, os acadêmicos não utilizam o termo na língua portuguesa. Geralmente trata-se de um texto escrito com o propósito de ser apresentado em forma de comunicação oral: congressos, seminários ou outro evento científico. Para Medeiros (2009) não se trata apenas de um relatório porque em um paper se espera interpretações pessoais de quem o escreve. O autor sugere que se estabeleça limites sobre o tema, determinando claramente os objetivos, desenvolvendo ideias e pontos de vista, apresentando evidência e finalmente concluindo o paper. Medeiros (2009) lembra ainda que no meio acadêmico o paper é utilizado em um sentido mais amplo, podendo se referir a uma comunicação científica, uma mesa-redonda ou até mesmo um artigo científico.

8.3 MONOGRAFIAS

Para Medeiros (2009) a diferenciação entre monografia, dissertação e tese, frequentemente apontada no meio acadêmico, tem origem infundada. Segundo o autor, tanto no nível de graduação, quanto na Pós-Graduação Lato Sensu (cursos de especialização) e na Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado), os trabalhos apresentam características dissertativas que os caracterizam como monografia. De acordo com Medeiros (2009), o parecer 977/65 do Conselho Federal de Educação é o culpado pela confusão conceitual, pois distingue tese (para conclusão do doutorado) de dissertação (para conclusão do mestrado). Em razão disto é que, nas referências bibliográficas, cita-se os termos tese e dissertação, já que os autores dos trabalhos também os referenciam dessa forma. Sugerindo intitulá-los todos como monografia, Medeiros faz diferença apenas entre os propósitos das monografias (de graduação, de mestrado, e de doutorado) e não entre os termos utilizados para classificá-las, como observa-se a seguir.

  • 8.3.1 Monografia de graduação

Este tipo de monografia constitui-se, geralmente, apenas de uma revisão bibliográfica (ou revisão de literatura). Entretanto, conforme Medeiros (2009), a monografia de graduação não precisa, necessariamente, deixar de lado o aspecto investigativo da pesquisa científica.

  • 8.3.2 Monografia para obtenção do grau de mestre

Também chamada de Dissertação de Mestrado pelo acadêmicos, é um trabalho no qual o pesquisador precisa aplicar um método de pesquisa mais robusta e, sobretudo, apresentar diferentes formas de análise da realidade e diferentes pontos de vista. (MEDEIROS, 2009).

  • 8.3.3 Monografia para obtenção do grau de doutor

Conhecida por Tese de Doutorado no meio acadêmico, é uma monografia que deve necessariamente apresentar um revisão crítica da literatura, utilizar estratégias de pesquisa bem definidas, elaborar argumentação e apresentação dos dados com maior rigor científico, além de aprofundar as ideias e avançar nos estudos de uma determinada área. (MEDEIROS, 2009).

8.4 RESENHA CRÍTICA

Uma resenha crítica é um trabalho que exige conhecimento de uma determinada obra. É uma forma de apresentar um trabalho de outro autor ao público e, portanto, requer não apenas conhecimento da obra como um todo, mas também da autoria e o uso de juízo de valores. A resenha crítica é também chamada de rescensão crítica. Lakatos e Marconi (1992) apresentam um modelo de estrutura de resenha (Figura 20).

Figura 20 - Estrutura de uma Resenha

  • 1. Referência bibliográfica

Autor(es) Título (subtítulo) Imprensa (local da edição, editora, data) Número de páginas Ilustrações (tabelas, gráficos, fotos, etc.)

  • 2. Credenciais do autor

Informações gerais sobre o autor Autoridade no campo científico Quem fez o estudo? Quando? Por quê? Onde?

  • 3. Conhecimento

Resumo detalhado das ideias principais De que trata a obra? O que diz? Possui alguma característica especial? Como foi abordado o assunto? Exige conhecimentos prévios para entender o assunto?

  • 4. Conclusão do autor

O autor fez conclusões? Onde foram colocadas? (final do livro ou dos capítulos?) Quais foram?

  • 5. Quadro de Referências do Autor

Qual o referencial teórico utilizado pelo autor? Que teoria serviu de embasamento? Qual o método utilizado?

  • 6. Apreciação

Julgamento da obra:

Como se situa o autor em relação às coerentes científicas, filosóficas, culturais? Como se situa o autor em relação às circunstâncias culturais, sociais, etc.? Mérito da obra: Qual a contribuição dada? Idéias verdadeiras, originais, criativas? Conhecimentos novos, amplos, abordagem diferente? Estilo: Conciso, objetivo, simples? Claro, preciso, coerente? Linguagem correta? Forma: Lógica, sistematizada? Há originalidade e equilíbrio na disposição das partes? Indicação da obra: A quem é dirigida – grande público, especialistas, estudantes?

Adaptado de (LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 91)

  • 9 NORMAS DA ABNT

As normas principais necessárias a elaboração de trabalhos acadêmicos e que também constam nas referências deste manual, são:

NBR 6022:2002:

Informação e documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa –

NBR 6023:2002:

Apresentação. Informação e documentação – Referências - Elaboração.

NBR 6024:2003:

Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento

NBR 6027:2003:

escrito – Apresentação. Informação e documentação – Sumário – Apresentação.

NBR 10520:2002:

Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação.

NBR 14724:2011:

Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação.

NBR 15287:2005:

Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: Informação e documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e documentação – Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: Informação e documentação – Sumário – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e documentação – Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15287: Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação. Rio de Janeiro, 2005.

FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993.

GATTI, Bernadete Angelina. Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e humanas. Brasília: Líber Livro,

2005.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2009.

MARTINS, Gilberto de Andrade; THEÓPHILO, Carlos Renato. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2009.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 11.ed. São Paulo: Atlas, 2009.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 13.ed. São Paulo: Cortez, 2004.

TRIVIÑOS, Augusto N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.