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Macroeconomia III

segundo semestre - 2014

Ronaldo Nazaré

UFOP

15 de Setembro de 2014

Macroeconomia III segundo semestre - 2014 Ronaldo Nazaré UFOP 15 de Setembro de 2014

Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Modelos de Ciclos Reais de Negócios Referência Bibliográfica Leitura obrigatória : Essas notas de aula: em

Referência Bibliográfica

Leitura obrigatória:

Essas notas de aula: em construção. Logo, mantenham-se atualizados. Disponível na biblioteca. Capítulo 12 de: FROYEN, R. Macroeconomia. 4 ed. Saraiva, 2002. Disponível na biblioteca. Capítulo 27 de: BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. 5 ed. Pearson, 2007.

Leitura não obrigatória:

BREVIK, F. e GARTNER, G. Teaching Real Busincess Cycles to Undergraduates. University of St. Gallen Discussion Paper No. 2004-5. Janeiro, 2004. Notas de aula do Prof. Brian Krauth http://www.sfu.ca/ bkrauth/econ808/808_lec5.pdf Livro texto do Prof. Matthias Doepke, da Universidade de Northwestern http://faculty.wcas.northwestern.edu/ mdo738/book.htm Schmidt, C.A.J. (org.) (2013) Questões da Anpec - Macroeconomia - Questões comentadas das provas de 2004 a 2013. 3a ed. São Paulo: Campus As notas de aula foram retiradas dos textos supracitados (quase sempre ipsis litteris), mas não substituem a leitura dos mesmos. Adicionalmente, essas notas de aula foram elaboradas exclusivamente para auxiliar as aulas de Macroeconomia III da UFOP. Comercialização não permitida.

foram elaboradas exclusivamente para auxiliar as aulas de Macroeconomia III da UFOP. Comercialização não permitida.

Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Alguns

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Alguns fatos sobre os ciclos de negócios:

Tipo de flutuação encontrado na atividade econômica agregada das nações que organizam seu trabalho principalmente em empresas de negócios.

Um ciclo consiste em expansões que ocorrem ao mesmo tempo em muitas atividades econômicas seguidas por recessões, contrações e recuperações igualmente generalizadas que se fundem com a fase de expansão do ciclo seguinte.

Variáveis econômicas podem ser classificadas como:

1. Procíclicas: aumentam durante as expansões e caem nas contrações.

2. Contracíclicas: aumentam nas recessões e caem nas expansões.

3. Acíclicas: não se movimentam ao mesmo tempo que o ciclo de negócios.

Como estabelecer as datas: começa num fundo. Pico: ponto mais alto da atividade econômica.

Ciclo completo vai de um fundo (vale) até o próximo passando por um pico.

Hipótese inicial é de que a produção e o emprego tem um padrão de crescimento básico (tendência) e que os ciclos de negócios representam as flutuações em torno da tendência.

de crescimento básico (tendência) e que os ciclos de negócios representam as flutuações em torno da

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Um ciclo de negócios completo consiste de uma expansão e uma contração.

dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um ciclo de negócios completo consiste de uma expansão
dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um ciclo de negócios completo consiste de uma expansão

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Todos

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Todos os ciclos de negócios são parecidos, no que diz respeito à relação entre as variáveis macroeconômicas. Um exemplo:

os ciclos de negócios são parecidos, no que diz respeito à relação entre as variáveis macroeconômicas.
os ciclos de negócios são parecidos, no que diz respeito à relação entre as variáveis macroeconômicas.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Fatos

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Fatos estilizados dos ciclos de negócios.

O objetivo de qualquer modelo de ciclos de negócios é o de explicar o maior número de fatos possíveis.

de negócios. O objetivo de qualquer modelo de ciclos de negócios é o de explicar o
de negócios. O objetivo de qualquer modelo de ciclos de negócios é o de explicar o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios A

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

A teoria de ciclos reais é um desenvolvimento da teoria novo-clássica, que por sua vez, evoluiu da economia clássica original.

Para os economistas novo-clássicos, os modelos macroeconômicos úteis precisam ter duas características:

1. os agentes otimizam (modelos microfundamentados, com os agentes maximizando a função de utilidade, as firmas maximizando os lucros e expectativas racionais);

2. os mercados se equilibram. Isso também é válido para os teóricos dos modelos de ciclos reais de negócios.

Esses teóricos concordam que todos os mercados se equilibram, inclusive o mercado de trabalho. Vale lembrar que essa visão contrasta com a visão keynesiana de que o mercado de trabalho não se equilibra.

Modelo keynesiano: desemprego involuntário.

Modelos de ciclos reais de negócios e novo-clássicos: todo desemprego é voluntário.

desemprego involuntário. Modelos de ciclos reais de negócios e novo-clássicos: todo desemprego é voluntário.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Diferenças

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Diferenças entre os modelos de ciclos reais de negócios e novo-clássicos.

Causas de flutuações no produto e emprego.

Ciclos reais de negócios: “originárias de variações nas oportunidades reais da economia privada” King e Plosser, AER, 1984. Em outras palavras, isso significa mudanças causadas por fatores como choques na tecnologia, variações nas condições ambientais, alterações nos preços reais (relativos) de matérias-primas importadas (por exemplo, petróleo bruto) e mudanças nas alíquotas tributárias.

Modelos de ciclos reais de negócios: flutuações do produto e emprego no curto prazo são oriundas dos choques tecnológicos nos mercados competitivos com preços e salários totalmente flexíveis. Assim, as movimentações do produto real podem ser encaradas como movimentos no nível natural do produto, e não desvio dele.

Ou seja, para esses economistas, a fonte de flutuações está nos choques reais, e não nos nominais.

Mudanças nas preferências individuais (consumo vs lazer, por exemplo) também implicam em flutuações no produto. Aqui vale destacar o papel das bases microeconômicas do modelo.

exemplo) também implicam em flutuações no produto. Aqui vale destacar o papel das bases microeconômicas do

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Choques

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Choques na tecnologia: Funções de produção no mundo real se modificam. A crescente utilização de computadores por exemplo representou um choque tecnológico sem precedentes. Instalações e métodos de produção no entanto podem não funcionar tão bem quanto espera-se levando a interrupções na produção. De uma maneira geral modificações na tecnologia aparecem na forma de choques na produção.

Choques Climáticos e Desastres Naturais: Muitos setores da economia dependem do clima. Atividades agrícolas são extremamente dependentes das condições de chuva-seca como por exemplo no NE brasileiro. El niño é um tipo de choque climático que provoca alterações na produção em diversos setores da economia.

Choques Monetários: Variações nas taxas de juros e na inflação produzem efeitos diversos na economia. A política monetária possui efeitos reais no curto prazo pelo menos que podem produzir variações no produto.

Choques Políticos: Governo através de mudanças na política antitruste, legislação tributária, política de gastos provoca alterações na produção.

Mudanças de Hábito: Mudanças de hábito e preferência dos consumidores provoca o fechamento/abertura de indústrias numa cadeia produtiva provocando alterações na produção.

dos consumidores provoca o fechamento/abertura de indústrias numa cadeia produtiva provocando alterações na produção.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Essas

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Essas características são as mesmas apresentadas pelo modelo clássico. Mas quais as diferenças, então?

Para os clássicos, em geral, as mudanças supracitadas ocorrem lentamente. No curto prazo elas são estáveis e esses fatores, na verdade, servem para determinar o crescimento de longo prazo.

Os teóricos de ciclos reais de negócios afirmam que essas variáveis do lado da oferta são também a causa de flutuações de curto prazo no produto e no emprego.

Diferença entre os teóricos de ciclos reais de negócios e os novo-clássicos:

os economistas novo-clássicos entendem mudanças imprevistas na demanda agregada, resultantes, por exemplo, de “surpresas monetárias”, como a principal causa de flutuações no produto e no emprego.

Os novo-clássicos dão mais importância a mudanças imprevistas na demanda como a principal fonte de flutuações cíclicas no produto. Outros fatores, como os ressaltados pelo ciclos reais de negócios, recebem menos atenção.

cíclicas no produto. Outros fatores, como os ressaltados pelo ciclos reais de negócios, recebem menos atenção.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Diferenças

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Diferenças entre os modelos de ciclos reais de negócios e keynesianos.

Os modelos keynesianos têm como princípio central o fato de que a demanda agregada seja um fator importante na determinação do produto e do emprego no curto prazo.

Como vimos, os modelos de ciclos reais de negócios defendem que fatores do lado da oferta determinam flutuações de curto prazo no produto e no emprego.

reais de negócios defendem que fatores do lado da oferta determinam flutuações de curto prazo no

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Expectativas

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Expectativas racionais

Lucas e Sargent: a economia keynesiana havia ignorado a totalidade das implicações do efeito das expectativas sobre o comportamento. As pessoas formam expectativas tão racionalmente quanto podem com base nas informações disponíveis. Três implicações:

1. A crítica de Lucas (1976): os modelos macroeconômicos devem incorporar as expectativas de maneira explícitas. Também, os modelos não devem permitir que as variáveis econômicas dependam exclusivamente de valores atuais e passados de outras variáveis. Lucas argumentava que se as políticas fossem alteradas, a maneira como as pessoas formam suas expectativas também se alterava, deteriorando as estimativas dos modelos que não conseguiriam capturar o que aconteceria com a economia após as novas políticas.

as estimativas dos modelos que não conseguiriam capturar o que aconteceria com a economia após as

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Porque

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Porque os teóricos de ciclos reais de negócios rejeitam a explicação novo-clássica da causa de flutuação de curto prazo no produto?

1. Evidências empíricas sobre o papel de mudanças imprevistas na demanda agregada para a determinação do produto são um tanto confusas.

2. Erros de previsão da demanda agregada que podem explicar flutuações grandes e custosas no produto, viola, em última instância, o postulado de que os agentes otimizam.

“Se as informações sobre moeda e o nível geral de preços importassem muito para as decisões econômicas, as pessoas poderiam gastar recursos relativamente baixos para obtê-las rapidamente”. Robert Barro, 1989.

A moeda tem pouco importância para os ciclos dos negócios.

baixos para obtê-las rapidamente”. Robert Barro, 1989. A moeda tem pouco importância para os ciclos dos

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios Duas

Aspectos Centrais dos Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Duas interpretações possíveis para a teoria de ciclos reais de negócios.

1. Fatores reais da oferta são mais importantes do que influências nominais do lado da demanda.

2. Choques monetários, e outros choques nominais do lado da demanda, não têm nenhum efeito significativo sobre o produto e o emprego. Muitos modelos de ciclos reais de negócios nem sequer incluem moeda como uma variável.

sobre o produto e o emprego. Muitos modelos de ciclos reais de negócios nem sequer incluem

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Artigo Seminal sobre Ciclos Reais de Negócios Kydland, Finn E.;

Artigo Seminal sobre Ciclos Reais de Negócios

Kydland, Finn E.; Prescott, Edward C. (1982). “Time to Build and Aggregate Fluctuations”. Econometrica 50

Finn Kydland - University of California, Santa Barbara http://www.econ.ucsb.edu/people/faculty_directory.html?f=finn_kydland

Edward C. Prescott - Arizona State University

https://my.wpcarey.asu.edu/directory/people/profile.cfm?person=2147709

Kydland e Prescott dividiram o Prêmio Nobel de Economia em 2004 pela contribuição sobre os ciclos de negócios.

Para curiosidade, pois é um artigo difícil para o momento:

http://www.minneapolisfed.org/research/prescott/papers/timetobuild.pdf

pois é um artigo difícil para o momento: http://www.minneapolisfed.org/research/prescott/papers/timetobuild.pdf

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 1.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

1. De acordo com a teoria dos ciclos reais, choques de oferta são transitórios e choques de demanda são permanentes.

4 1. De acordo com a teoria dos ciclos reais, choques de oferta são transitórios e

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 1.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

1. De acordo com a teoria dos ciclos reais, choques de oferta são transitórios e choques de demanda são permanentes.

Falso. No modelo de ciclos reais de negócios, os choques de oferta são permamentes, uma vez que alteram o produto potencial da economia. Os choques de demanda não são capazes de afetar variáveis reais (produto potencial, por exemplo), mas apenas o nível de preços. Schmidt (2013).

são capazes de afetar variáveis reais (produto potencial, por exemplo), mas apenas o nível de preços.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 2.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

2. Os modelos Novos Keynesianos incorporam as expectativas racionais, mas observam que a economia demora mais para retornar para o equilíbrio por causa da rigidez de preços e salários.

mas observam que a economia demora mais para retornar para o equilíbrio por causa da rigidez

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 2.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

2. Os modelos Novos Keynesianos incorporam as expectativas racionais, mas observam que a economia demora mais para retornar para o equilíbrio por causa da rigidez de preços e salários.

Verdadeiro. Essa é uma síntese do pensamento novo-keynesiano: combinação entre rigidez de preços e salários (coerente com a abordagem keynesiana tradicional) e expectativas racionais. Schmidt (2013).

rigidez de preços e salários (coerente com a abordagem keynesiana tradicional) e expectativas racionais. Schmidt (2013).

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 4.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

4. De acordo com a teoria dos ciclos reais, mudanças antecipadas de política monetária não têm efeitos reais sobre a economia.

com a teoria dos ciclos reais, mudanças antecipadas de política monetária não têm efeitos reais sobre

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013 Questão 4 4.

ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2013

Questão 4

4. De acordo com a teoria dos ciclos reais, mudanças antecipadas de política monetária não têm efeitos reais sobre a economia.

Verdadeiro. Se a mudança é antecipada, os agentes econômicos já incorporam tais informações às suas decisões de consumo e investimento. Quando a mudança é implementada ela não é capaz de afetar o produto real. Schmidt (2013).

de consumo e investimento. Quando a mudança é implementada ela não é capaz de afetar o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios “ Os

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Os modelos de ciclos reais de negócios vêem as variáveis econômicas agregadas como resultados das decisões tomadas por muitos agentes individuais, agindo de forma a maximizar sua utilidade, sujeitos às possibilidades de produção e às restrições de recursos. Como tal, os modelos têm uma base firme e explícita na microeconomia.” Plosser, Charles, 1989. “Understanding Real Business Cycles”, Journal of Economic Perspectives, vol. 3(3), pages 51-77.

Charles, 1989. “Understanding Real Business Cycles”, Journal of Economic Perspectives, vol. 3(3), pages 51-77.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Objetivos: 1.

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Objetivos:

1. Examinar como agentes econômicos otimizadores reagem a mudanças nas condições econômicas.

2. Implicações de suas reações para o comportamento de variáveis econômicas agregadas.

nas condições econômicas. 2. Implicações de suas reações para o comportamento de variáveis econômicas agregadas.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Como avaliar

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Como avaliar todo o conjunto de indivíduos de uma população?

Os modelos de ciclos reais de negócios supõem que o comportamento de todo o grupo pode ser explicado por um único indivíduo, o agente representativo.

O agente representativo tem como objetivo maximizar sua função de utilidade em cada período de sua vida.

Ele obtém utilidade de duas fontes: consumo e lazer.

Nosso agente representativo tem a seguinte função utilizada:

U t = U(c t , le t )

(1)

onde c é o consumo e le é lazer. Há um trade-off trabalho-lazer. O subscrito t denota que a variável pode mudar ao longo do tempo.

e le é lazer. Há um trade-off trabalho-lazer. O subscrito t denota que a variável pode

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios O produto

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

O produto no modelo é dado pela seguinte função de produção:

y t = z t F(K t , N t )

(2)

onde y é a quantidade de produto na economia, resultante do emprego de quantidades dadas de capital, K e trabalho, N no período t. O termo z t representa “choques” no processo de produção, dados os níveis dos insumos (mão de obra e capital). Para exemplos de possíveis choques, ver slide 9. Observe que capital e trabalho não são fixos.

de obra e capital). Para exemplos de possíveis choques, ver slide 9. Observe que capital e

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios O agente

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

O agente representativo pode escolher entre consumo e poupar a cada período. Ou seja:

y t = c t + s t

(3)

onde s t é a poupança, que quando somada ao consumo, c t , resulta na renda y t . Temos que poupança hoje aumenta o consumo futuro, pois serve para aumentar o estoque de capital no período seguinte:

K t+1 = s t + (1 δ)k t

onde o estoque de capital no período t + 1 é igual à poupança no período t mais a parte do estoque de capital (1 δ) que sobrou no período t, onde δ é a taxa de depreciação do capital.

(4)

As escolhas do agente representativo afetam o produto agregado, o emprego, o consumo e a poupança. Essas escolhas, por sua vez, são afetadas por mudanças no ambiente econômicos.

o emprego, o consumo e a poupança. Essas escolhas, por sua vez, são afetadas por mudanças

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Efeitos de

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Efeitos de um Choque Tecnológico Positivo

Vamos supor um choque teconológico positivo, temporário e exógeno.

Será representado por um aumento no termo z t . Por exemplo, um aumento de z ot inicial para z 1t mais alto.

Dados os valores de K t e N t , há uma elevação exógena em y t .

inicial para z 1 t mais alto. Dados os valores de K t e N t
inicial para z 1 t mais alto. Dados os valores de K t e N t

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Efeitos de

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Efeitos de um Choque Tecnológico Positivo

No que o choque aumenta a produtividade do agente representativo, para os mesmos K t e N t . O produto também aumenta para y 1 . Com o aumento da produtividade (e do produto) o agente representativo pode reagir trabalhando mais, mudando o nível de uso de mão de obra para N 1 , e o produto para y 1 .

pode reagir trabalhando mais, mudando o nível de uso de mão de obra para N 1
pode reagir trabalhando mais, mudando o nível de uso de mão de obra para N 1

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Efeitos de

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Efeitos de um Choque Tecnológico Positivo

O choque tecnológico foi temporário.

O que o agente representativo fará com o produto extra? Lembre-se da equação (3). Ele pode poupar ou consumir.

Sabendo que o choque tecnológico foi temporário, podemos supor que o agente representativo irá aumentar a poupança para consumir mais no futuro. Com a poupança mais alta, como vimos na equação (4), teremos investimento maior, e por conseguinte, estoque de capital maior no período seguinte. Isso eleva o produto no período seguinte.

O efeito do choque se dá através de vários períodos.

E se o choque fosse permanente? O que faria o agente representativo?

Ele teria o mesmo incentivo a poupar?

períodos. E se o choque fosse permanente? O que faria o agente representativo? Ele teria o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Efeitos de

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Efeitos de um Choque Tecnológico Positivo

Não.

O agente representativo teria incentivos a poupar menos e aumentar o consumo no período presente.

Como o efeito do choque permanente, o agente representativo notando que o produto estará alto por um período mais longo, pode reduzir o incremento do nível de uso de mão de obra (redução do esforço).

Choques de longa duração sobre a produtividade resultam em mudanças no produto, no estoque de capital e no emprego, que persistem por muitos períodos.

a produtividade resultam em mudanças no produto, no estoque de capital e no emprego, que persistem

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios Efeitos de

Um Modelo Simples de Ciclos Reais de Negócios

Efeitos de um Choque Tecnológico Positivo

Crítica keynesiana ao modelo novo-clássico (compartilha a abordagem de equilíbrio do modelo de ciclos reais de negócios).

Não conseguem explicar a persistência dos ciclos de negócios no mundo real.

Porém a resposta dos teóricos dos ciclos reais de negócios é que a reação otimizadora dos agentes às mudanças nas condições econômicas têm efeitos de longa duração e podem, assim, explicar períodos de atividade econômica persistentemente alta ou baixa.

têm efeitos de longa duração e podem, assim, explicar períodos de atividade econômica persistentemente alta ou

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Monetária

O papel da política monetária é o de determinar o nível de preços. Um política desejável seria a que resultasse em crescimento lento e constante da oferta de moeda, implicando em inflação relativamente baixa.

A política monetária tem pouco ou nenhum efeito nos resultados do setor real da economia.

relativamente baixa. A política monetária tem pouco ou nenhum efeito nos resultados do setor real da

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Fiscal

A política fiscal afeta o produto e o emprego nos modelos de ciclos reais de negócios. No entanto, isso não acontece como nos modelos keynesianos, com efeitos sobre a demanda agregada. Nos modelos de ciclos reais de negócios, a política fiscal afeta o lado da oferta, como mudanças na carta tributária sobre a renda dos trabalhadores ou sobre o retorno do capital. Isso afeta a escolha de agentes otimizadores. Afeta a escolha, por exemplo, entre lazer e consumo.

A política fiscal nos modelos de ciclos reais servem para minimizar as distorções tributárias sem prejudicar a provisão de serviços governamentais necessários (como defesa).

minimizar as distorções tributárias sem prejudicar a provisão de serviços governamentais necessários (como defesa).

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Macroeconômica em um Modelo de Ciclos Reais de Negócios

Política Fiscal

POLÍTICA FISCAL E MONETÁRIA PARA OS MODELOS DE CICLOS REAIS DE NEGÓCIOS:

Ambas devem atuar juntas visando minimizar os custos totais da inflação e da distorção tributária. Isso é muito diferente da visão keynesiana de políticas ótimas de estabilização monetária.

distorção tributária. Isso é muito diferente da visão keynesiana de políticas ótimas de estabilização monetária.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios Críticos dos

Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Críticos dos modelos de ciclos reais de negócios: a teoria dos ciclos reais de negócios não oferece uma explicação empiricamente plausível para as flutuações econômicas.

Dentre essa críticas, podemos destacar duas:

1. A importância dos choques tecnológicos para explicar ciclos dos negócios observados.

2. A importância da mudanças observadas no emprego poderem ou não ser, de fato, explicadas como escolhas voluntárias de agentes econômicos.

observadas no emprego poderem ou não ser, de fato, explicadas como escolhas voluntárias de agentes econômicos.

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios A importância

Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios

A importância dos Choques Tecnológicos

A crítica principal questionar se os choques tecnológicos são grandes o suficiente para causar flutuações econômicos do tipo e tamanho que observamos.

Em alguns períodos há choques positivos e negativos ocorrendo em diferentes setores, ou limitados a algum deles. Durante outros, os choques podem atingir todos os setores ao mesmo tempo.

Talvez os choques reais no lado da oferta (incluindo choques tecnológicos) sejam de fato importantes, mas não tão importantes.

os choques reais no lado da oferta (incluindo choques tecnológicos) sejam de fato importantes, mas não

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios Mudanças Voluntárias

Questões sobre Modelos de Ciclos Reais de Negócios

Mudanças Voluntárias no Emprego

Nos modelos de ciclos reais de negócios, mudanças no emprego acontecem quando os agentes econômicos respondem a mudanças nas condições econômicas. Lembre dos exemplos de choques temporários e choques permanentes. As mudanças no emprego são voluntárias e desejáveis, pois os agentes são otimizadores.

Os críticos dizem que para essa hipótese ser válida a curva de oferta de mão de obra teria que ser muito plana, para que a oferta de mão de obra pudesse, de fato, variar muito, para uma dada variação do salário real (oferta de mão de obra muito sensível com relação a variações no salário real).

Os críticos acreditam exatamente o contrário: uma curva de oferta agregada de mão de obra muito inclinada, sendo, portanto, os dados mais consistentes com a explicação keynesiana.

agregada de mão de obra muito inclinada, sendo, portanto, os dados mais consistentes com a explicação

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Mais sobre Diferenças e Semelhanças entre os Novo-Clássicos e Teóricos

Mais sobre Diferenças e Semelhanças entre os Novo-Clássicos e Teóricos dos Ciclos Reais de Negócios

Fonte Schmidt (2013), páginas 310 e 311.

Os economistas novos-clássicos acreditam que:

os agentes otimizam; os mercados se equilibram (preços totalmente flexíveis).

A teoria dos ciclos reais concorda e pressupõe que salários e preços se alteram (no curto prazo) de modo a ajustar automaticamente os mercados, não levando em conta qualquer restrição de imperfeição dos mercados.

Mas isso não é novo-clássico? Qual a diferença?

levando em conta qualquer restrição de imperfeição dos mercados. Mas isso não é novo-clássico? Qual a

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Mais sobre Diferenças e Semelhanças entre os Novo-Clássicos e Teóricos

Mais sobre Diferenças e Semelhanças entre os Novo-Clássicos e Teóricos dos Ciclos Reais de Negócios

A diferença reside nas flutuações econômicas.

Os novo-clássicos viam as mudanças imprevistas na demanda agregada, resultantes de “supresas monetárias”, como a principal causa das flutuações no produto e no emprego.

Já os teóricos dos ciclos acreditam que são as mudanças em fatores reais no lado da oferta que determinam as flutuações.

Os novos-clássicos não descartam o papel das variáveis do lado da oferta de seus modelos; apenas dão menos atenção a preferências individuais como causa das flutuações.

do lado da oferta de seus modelos; apenas dão menos atenção a preferências individuais como causa

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 0.

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Questão 6

0. Os ciclos econômicos devem ser vistos como flutuações do produto natural na economia e, portanto, a política macroeconômica não tem qualquer papel para estabilizar o produto.

produto natural na economia e, portanto, a política macroeconômica não tem qualquer papel para estabilizar o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 0.

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Questão 6

0. Os ciclos econômicos devem ser vistos como flutuações do produto natural na economia e, portanto, a política macroeconômica não tem qualquer papel para estabilizar o produto.

Verdadeiro. Nesta abordagem, a economia sempre se econtra no nível de pleno emprego; portanto, os ciclos econômicos são flutuações do produto natural (não seria possível alcançar nível de emprego maior com os fatores e a tecnologia existentes). A política econômica não é capaz de afetar o nível de produto. Schmidt (2013).

os fatores e a tecnologia existentes). A política econômica não é capaz de afetar o nível

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Questão 6

1. A substituição intertemporal de mão-de-obra é o canal de transmissão através do qual choques tecnológicos afetam o nível de emprego.

de mão-de-obra é o canal de transmissão através do qual choques tecnológicos afetam o nível de

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 1.

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Questão 6

1. A substituição intertemporal de mão-de-obra é o canal de transmissão através do qual choques tecnológicos afetam o nível de emprego.

Verdadeiro. De acordo com essa teoria, os trabalhadores escolhem o melhor momento para oferecer mão de obra. Se o salário real aumenta, os trabalhadores oferecem mais trabalho no presente e menos trabalho no futuro. O choque tecnológico ao afetar a produtividade do trabalho impacta o salário real, o que leva a uma substituição intertemporal da mão de obra. Schmidt (2013).

do trabalho impacta o salário real, o que leva a uma substituição intertemporal da mão de

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 2.

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Questão 6

2. Em modelos de ciclos reais, a moeda é exógena e neutra, mesmo a curto prazo.

- Prova de 2011 Questão 6 2. Em modelos de ciclos reais, a moeda é exógena

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Questão 6

2. Em modelos de ciclos reais, a moeda é exógena e neutra, mesmo a curto prazo.

Falso. Nesta teoria, a moeda é de fato neutra (política monetária não afeta nível de produto nem de emprego). Porém, ela é endógena: flutuações do produto causam mudança na oferta de moeda e não o contrário. Schmidt (2013).

Porém, ela é endógena: flutuações do produto causam mudança na oferta de moeda e não o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 3.

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3. Flutuações da taxa real de juros, provocadas por choques monetários anunciados, não têm efeitos sobre o produto e o emprego na economia.

real de juros, provocadas por choques monetários anunciados, não têm efeitos sobre o produto e o

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3. Flutuações da taxa real de juros, provocadas por choques monetários anunciados, não têm efeitos sobre o produto e o emprego na economia.

Falso. Uma vez que a taxa de juros real foi afetada, haverá substituição intertemporal de mão de obra, já que o salário pode ficar mais (ou menos) atraente do que o salário futuro, em função da taxa de juros. Schmidt (2013).

o salário pode ficar mais (ou menos) atraente do que o salário futuro, em função da

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios ANPEC - Macroeconomia - Prova de 2011 Questão 6 4.

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Questão 6

4. Os modelos de ciclos reais explicam as recessões a partir da ocorrência de retrocessos tecnológicos ou choques adversos de oferta.

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Questão 6

4. Os modelos de ciclos reais explicam as recessões a partir da ocorrência de retrocessos tecnológicos ou choques adversos de oferta.

Verdadeiro. Retrocessos tecnológicos afetam negativamente a produtividade do trabalho (e de demais fatores), o que reduz o produto, uma vez que haverá queda na remuneração real do fator afetado e, consequentemente, haverá redução na oferta deste fator. Schmidt (2013).

queda na remuneração real do fator afetado e, consequentemente, haverá redução na oferta deste fator. Schmidt

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Ciclos Econômicos Nos Estados Unidos: http://www.nber.org/cycles/cyclesmain.html No

Ciclos Econômicos

Nos Estados Unidos:

http://www.nber.org/cycles/cyclesmain.html

No Brasil:

http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumChannelId=4028808126B9BC4C0126BEA1755C6C93

No Brasil: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumChannelId=4028808126B9BC4C0126BEA1755C6C93

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Convenções do Modelo

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Convenções do Modelo

Em muitos casos os modelos de ciclos reais de negócios (e também os modelos novos-clássicos), são formalizados considerando agentes que vivem num horizonte infinito. Essa formulação traz resultados importantes mas exigie um tratamento numérico mais complicado. Para lidarmos com um modelo formal menos complicado, vamos supor um esquema mais simples, com os agentes vivendo por apenas dois períodos. Esse modelo poderá ilustrar ideias centrais da teoria dos ciclos reais de negócios. Esses modelos são conhecidos como modelo de gerações sobrepostas. Como funcionam? No mundo existe um sequência de gerações que se sobrepõem. Em cada período nasce uma geração de consumidores. Cada consumidor vive dois períodos. No primeiro período, ainda jovem, o consumidor trabalha. Já no segundo período, o consumidor agora idoso, se aposenta e vive de sua poupança realizada no período anterior. O superescrito denota o período em que o indivíduo nasceu, enquanto o subscrito denota o período atual. Por exemplo: c t t é o consumo no período t do consumidor nascido no ano t.

Analogamente, c t+1

t + 1, quando ele está idoso. Os indivíduos se preocupam apenas com o consumo.

t

é o consumo desse mesmo consumidor, mas no período

está idoso. Os indivíduos se preocupam apenas com o consumo. t é o consumo desse mesmo

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

Um consumidor nascido no ano t tem a seguinte função utilidade:

U(c t t , c t+1 t ) = ln(c t t ) + β ln(c t+1 t )

(5)

onde β é o fator de desconto, que mede a impaciência do indivíduo com respeito ao consumo futuro.

Temos que 0 < β < 1.

A oferta de trabalho é fixa. Assim, os indivíduos não se importam com o lazer, não tem que fazer escolha entre trabalho e lazer.

Note que em cada período de tempo existem exatamente dois indivíduos: um jovem trabalhador e um idoso aposentado.

Adicionalmente, a função de utilidade U (·) é estritamente concava: U > 0 e U < 0.

Adicionalmente, a função de utilidade U ( · ) é estritamente concava: U > 0 e

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

Em cada período o indivíduo jovem oferta uma unidade de trabalho e recebe a renda do trabalho, w t .

Essa renda w t pode ser usada tanto para o consumo no período atual, c t t , quanto para poupança, k t .

A restrição orçamentário do indivíduo jovem é dada por:

c t t + k t = w t

(6)

onde o consumo mais a poupança é igual à renda do trabalho.

jovem é dada por: c t t + k t = w t (6) onde o

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

No período t + 1, o indivíduo que nasceu em t fica idoso e se aposenta. Esse indivíduo terá emprestado k t para a firma investir no período t e receberá r t+1 como retorno, quando se aposentar.

Uma fração de k t se deprecia e não é retornado ao consumidor. Essa fração é 0 < δ < 1 e é a taxa de depreciação.

Então, a restrição orçamentária do idoso aposentado é a seguinte:

t

c t+1

= (1 δ + r t+1 )k t

(7)

ou seja, o consumo é igual ao retorno recebido pela da poupança.

t c t + 1 = (1 − δ + r t + 1 ) k

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

O indivíduo nascido no período t maximiza a utilidade sujeito às restrições orçamentárias e toma os preços como dados. Segue o problema:

max ,k t ln(c t t ) + β ln(c t

c t t ,c t

t+1

t+1

sujeito às restrições orçamentárias,

c t t + k t = w t

c t+1 t = (1 δ + r t+1 )k t

)

(8)

(9)

(10)

c t t + k t = w t c t + 1 t = (1

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

Podemos usar as restrições para eliminar o consumo como variável de escolha, resolvendo para o consumo em cada uma das restrições. Assim, o indivíduo irá escolhar apenas o quanto poupar para maximizar sua utilidade.

c t t =

w t k t

t

c t+1

= (1 δ + r t+1 )k t

(11)

(12)

Então, temos o seguinte problema de otimização sem restrição:

max {ln(w t k t ) + β ln((1 δ + r t+1 )k t )}

k

t

(13)

sem restrição: max { ln( w t − k t ) + β ln((1 − δ

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

Note que o problema também poderia ser resolvido utilizando um lagrangeano, resolvendo (12):

c t

t+1

1 δ + r t+1

= k t

E substituindo em (11), tal que:

c t t = w t

c

t

t+1

1 δ + r t+1

O lagrangeano ficaria assim:

w t = c t t +

c

t

t+1

1 δ + r t+1

max

c t t ,c t

t+1

ln(c t t ) + β ln(c t+1

t

) + λ w t c t t

t c t+1 1 − δ + r t+1
t
c
t+1
1 − δ +
r t+1

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

Mas vamos resolver o problema sem restrição, como na equação (13).

max {ln(w t k t ) + β ln((1 δ + r t+1 )k t )}

k

t

Condições de primeira ordem:

k t :

1

(1 δ + r t+1 )

)k t

(w t k t ) + β (1 δ + r t+1

k t =

βw t (1 + β)

= 0 ⇒ (14) (15)
= 0 ⇒
(14)
(15)

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento do Consumidor

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento do Consumidor

O que aprendemos com k t =

βw t

(1+β) ?

1. Independente do retorno sobre o capital, r t+1 , o consumidor jovem irá poupar

k t =

βw t

(1+β) de sua renda do trabalho, w t .

2. O valor de β é importante. Quanto maior β, menos impaciente é o consumidor e mais ele irá poupar. Analogamente, quanto menor β, menor será a poupança.

3. No limite, quando β 1, o consumidor iria poupar a metade de sua renda; ou quando β 0, a poupança seria nula, tudo seria consumido no primeiro período, sendo o consumidor muito impaciente.

Esse resultado é muito importante: haverá choques de produtividade em nossa economia. O valor do retorno sobre o capital, r t+1 , depende desses choques, e o consumidor desconhece esse valor.

O valor do retorno sobre o capital, r t + 1 , depende desses choques, e

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento da Firma

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento da Firma

Além dos consumidores, nossa economia tem uma única firma competitiva que produz o produto utilizando k t1 e o trabalho l t . O trabalho é ofertado pelo consumidor jovem, enquanto a oferta de capital é proveniente da poupança do consumidor idoso. A taxa de aluguel do capital é r t e o salário real w t . A função de produção exibe retornos constantes de escala e é do tipo Cobb-Douglas:

f(l t , k t1 ) = A t l

α

t

k

1α

t1

(16)

Temos que 0 < α < 1; A t é o parâmetro de produtividade, que é a fonte de choque na economia.

1 (16) Temos que 0 < α < 1 ; A t é o parâmetro de

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento da Firma

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento da Firma

Vamos assumir que esse parâmetro A t está sujeito à variações aleatórias. O problema de maximização da firma no ano t é:

t1 A t l

max

l t ,k

α

t

k

1α

t1

w t l t r t k t1

Condições de primeira ordem:

(17)

l t :

k t1 :

α−1 1−α A t αl − w t = 0 (18) t k t−1 α
α−1
1−α
A t αl
− w t = 0
(18)
t
k t−1
α
−α
A t (1 − α)l
k t−1 − r t = 0
(19)
t

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Comportamento da Firma

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Comportamento da Firma

Usando o fato de que o trabalhador jovem oferta exatamente uma unidade de trabalho, l t = 1, podemos usar as CPOs para resolver para o salário e a taxa de aluguel do capita como uma função de k t1 :

w t = A t αk

1α

t1

α

r t = A t (1 α)k t1

(20)

(21)

Como a função de produção exibe retornos constantes de escala, a firma não tem lucros no equilíbrio. Podemos verificar isso, plotando (20) e (21) em (17):

t1 A t l

max

l t ,k

t1 A t l

max

l t ,k

α

t

α

t

k

k

1α

t1

1α

t1

A t αl

A t αl

α−1 1−α α−1 −α l t − A t (1 − α)l (22) t k
α−1
1−α
α−1
−α
l t − A t (1 − α)l
(22)
t
k t−1
t
k t−1 k t−1
α
1−α
α
1−α
− A t (1 − α)l
= 0
(23)
t
k t−1
t
k t−1

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Condições de Equilíbrio

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Condições de Equilíbrio

Note em (20) que o salário, w t é proporcional ao parâmetro da produtividade, A t . Como essa é a fonte de choques, podemos concluir que o salário é procíclico (aumentam durante as expansões e caem nas contrações). Ver slides 3 e 6.

Para fechar o modelo, temos que especificar restrição de recursos da economia nos mercados de bens, trabalho e capital. No tempo t, a restrição de recursos da economia é:

c t t + c

t1

t

+

k t = A t l

α

t

k

1α

t1

+ (1 δ)k t1

(24)

O lado esquerdo da igualdade estão os bens consumidos pelo consumidor jovem, c t t , do idoso aposentado, c t1 , que nasceu em t 1, e a poupança do consumidor jovem, k t . No lado direito encontram-se todos os bens que estão disponíveis:

produção corrente e o que restou do estoque de capital depois da depreciação.

A restrição para o mercado de trabalho é l t = 1, uma vez que o consumidor jovem oferta uma unidade de trabalho.

No mercado de capital, precisamos ter que o capital ofertado pelo consumidor idoso (k t1 ) seja igual ao capital demandado pela firma (k t1 ). Não é preciso escrever essa igualdade explicitamente.

t

seja igual ao capital demandado pela firma ( k t − 1 ). Não é preciso

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Condições de Equilíbrio

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Condições de Equilíbrio

Em resumo, vimos que a economia é descrita por:

1. O problema do consumidor.

2. O problema da firma.

3. A restrição de recursos da economia.

4. Uma sequência aleatória de parâmetros de produtividade {A t }

t=1 .

Assumimos que já no primeiro período existe um idoso, que caiu de céu, e é dotado com algum capital k 0 .

t =1 . Assumimos que já no primeiro período existe um idoso, que caiu de céu,

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Condições de Equilíbrio

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Condições de Equilíbrio

Dada uma sequência de parâmetros de produtividade {A t } t=1 , um equilíbrio para

essa economia é uma alocação {c t {r t , w t } t=1 tal que:

t , c t1

t

, k t , l t } t=1 e um conjunto de preços

Dados os preços, a alocação {c t

consumidores e das firmas; e, Todas as restrições da economia são satisfeitas.

t , c t1

t

, k t , l t } t=1 dá as escolhas ótimas dos

da economia são satisfeitas. t , c t − 1 t , k t , l

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Modelos de Ciclos Reais de Negócios Um modelo de Ciclos Reais de Negócios Análise do Modelo

Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Análise do Modelo

Agora vamos analisar os ciclos de negócios na economia que construímos até aqui.

Podemos combinar a escolha ótima do consumidor jovem, na equação (15),

k t =

para obter:

βw t

1+β , com a expressão do salário, descrita na equação (20), w t = A t αk

k t = βA t αk

1 + β

1α

t1

1α

t1 ,

(25)

Essa equação mostra como um choque se propaga na economia.

O investimento depende da variação no estoque de capital.

Choques em A t tem efeito direto em k t , o capital que vai ser usado para produção no próximo período. Um choque temporário que faça com que o consumidor aumente seu consumo, fará com que a poupança futura seja menor, e por conseguinte, o produto. O consumidor deve otimizar o impacto do choque visando suavizar o consumo nos dois períodos de sua vida. Logo, um único choque pode causar um ciclo que se extende por vários períodos.

Os choques são propagados.

de sua vida. Logo, um único choque pode causar um ciclo que se extende por vários

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Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Análise do Modelo

Agora vamos ver como o consumo e o investimento, observando cada uma delas termos agregados, reagem a um choque.

No mundo real, o investimento agregado é mais volátil que o consumo agregado. Vamos verificar se isso é verdade no modelo.

Mas o que são investimento agregado e consumo agregado?

Vamos rearranjar a restrição de recursos da economia nos mercados de bens, trabalho e capital, dada na equação (24), mas agora da seguinte forma:

c t t + c

t1

t

+ k t (1 δ)k t1 = A t l

α

t

k

1α

t1

(26)

No lado direito, temos a produção no período t. A produção, por sua vez, é a soma do consumo agregado C t e o investimento agreagado I t , que está no lado esquerdo.

c t t + c

t1

t

C

t

+ k t (1 δ)k t1

I

t

=

α

A t l

t

k

1α

t1

Y

t

c t t + c t − 1 t C t + k t − (1

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Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Análise do Modelo

O consumo agregado pode ser computado como a diferença entre o produto e o investimento, e usando a equação (25)

C t = Y t I t = A t k

1α

t1

+ (1 δ)k t1 k t

=

=

A t k

1α

t1

+ (1 δ)k t1 βA t αk

1 + β

1α

t1

1

1 βα β A t k

1α

t1

+ (1 δ)k t1

(27)

k 1 + β 1 − α t − 1 1 − 1 β α −

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Análise do Modelo

Para o investimento agregado, usando o resultado anterior, temos que:

I t = Y t C t = A t k

1α

t1

=

=

A t k

1α

t1

βα

1

β

A t k

1

1 βα β A t k

1α

t1

+ (1 δ)k t1

A t k

1α

t1

+

βα

1

β

A t k

1α

t1

(1 δ)k t1

1α

t1

(1 δ)k t1

(28)

1 − β A t k 1 − α t − 1 − (1 − δ

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Análise do Modelo

Estamos interessados em entender as variações do consumo agregado e do investimento agregado, quando o parâmetro de choques tecnológicos se altera.

Vamos ver as mudanças relativas primeiro.

Lembrando o conceito de elasticidades: a elasticidade de uma variável x com respeito a outra variável y é a mudança percentual de x em resposta ao aumento de 1% em y. Matematicamente, as elasticidades podem ser computadas assim:

∂x x

∂y y

de x em resposta ao aumento de 1% em y . Matematicamente, as elasticidades podem ser

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Um modelo de Ciclos Reais de Negócios

Análise do Modelo

Usando a fórmula acima, a elasticidade de C t com respeito a A t , é:

∂C t

A

t

∂A t

C

t

=

1

βα 1β A t k

1α

t1

1

βα 1β A t k

1α

t1

+ (1 δ)k t1

< 1

(29)

Note que a elasticidade do consumo agregado com respeito a choques tecnológicos é menor que um.

t − 1 < 1 (29) Note que a elasticidade do consumo agregado com respeito a

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Análise do Modelo

Já a elasticidade de I t com respeito a A t , é:

∂I t

A

t

∂A t

I

t

=

βα 1β A t k

1α

t1

βα 1β A t k

1α

t1

(1 δ)k t1

> 1

(30)

Agora observamos que a elasticidade do investimento agregado com respeito a choques tecnológicos é maior que um.

Um aumento de 1% em A t implica em um aumento de mais um porcento no investimento, e menos de um porcento no consumo.

No nosso modelo, investimento é mais volátil. No mundo real também.

Obviamente, para comparar o tamanho exato dos efeito, devemos especificar os parâmetros (por exemplo, α e δ) e medidas das variáveis envolvidas, como k t .

devemos especificar os parâmetros (por exemplo, α e δ ) e medidas das variáveis envolvidas, como