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Sistema de Gestão Pedagógica On-Line Trabalho de Licenciatura

RESUMO

Este trabalho apresenta uma proposta para desenvolvimento de uma aplicação para
gerenciamento informatizado On-line de uma instituição de Ensino, concretamente na
área Pedagogia, usando a Linguagem PHP e a Base de Dados MYSQL. O Sistema Web
permitirá à instituição realizar actividades de acompanhamento Pedagógico de seus
cursos, possibilitando aos docentes a publicação dos resultados das avaliações dos
estudantes, e por sua vez dar aos estudantes a possibilidade de aonde quer estejam,
obtiverem resultados das avaliações realizadas assim como ter acesso a materiais de
apoios disponibilizados pelos docentes.

Neste trabalho concebeu-se, configurou-se o web-site com o objectivo de melhorar a


qualidade do processo de ensino e aprendizagem, disponibilizando a qualquer altura a
possibilidade de os estudantes e docentes interagirem sem que obrigatoriamente estejam
no mesmo lugar.

A proposta aqui trazida, é direccionada ao Curso de Informática do ESTEC - UP.


Embora este projecto tenha sido direccionado, o mesmo poderá ser implementado nos
restantes cursos da UP, assim como em qualquer instituição de ensino que pretenda uma
aplicação igual.

Palavras Chaves: Sistema de Informação, Base de dados, Internet, Gestão de


Informação

Cláudio Ângelo Nhancale 1


Sistema de Gestão Pedagógica On-Line Trabalho de Licenciatura

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ARPANET - Advanced Research Projects Agency Network

CGI - Common Gateway Interface

ESTEC - Escola Superior Técnica

FTP - File Transfer Protocol

HTML - HyperText Markup Language

HTTP - Hypertext Transfer Protocol

ICMP - Internet Control Message Protocol

PEA - Processo de Ensino e Aprendizagem

PHP - Hypertext Preprocessor ou Personal Home Page Tools

SGBD - Sistema de Gestão de Base de Dados

SGML - Standard Generalized Markup Language

SI - Sistema de Informação

SQL - Structured Query Language

SSH - Secure Shell

SSL - Secure Sockets Layer

TCP/IP - Transmission Control Protocol/Internet Protocol

TI - Tecnologias da Informação

TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação

UP - Universidade Pedagógica

URL - Uniform Resource Locator

WEB - World Wide Web

WWW - World Wide Web

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1:- Roteadores..............................................................................................13

Figura.2: - Funcionamento da web...........................................................................15


Figura 3:- Arquitectura do PHP...............................................................................24

Figura 4: - Funcionamento das Tecnologias Apache + PHP + MySQL...................27

Figura 5:- Estrutura do Sistema ..............................................................................31

Figura 6:- Login do sistema.....................................................................................32


Figura 7:- Casos de uso Principal............................................................................34

Figura 8:- Diagrama de Classes...............................................................................35

Figura 9:- Diagrama de sequencia para o caso de uso Lançar notas........................36

Figura 10:- Tela para selecção da cadeira..................................................................37


Figura 11:- Tela para lançamento de notas................................................................38
Figura 12:- Tela para lançamentos de Textos de apoio.............................................38
Figura 13:- Tela para download de arquivos.............................................................38
Figura 14:- Tela para Consulta de Notas...................................................................39
Figura 15:- Tela para cadastro de um estudante........................................................40
Figura 16: Cadastro de um Docente..........................................................................40
Figura 17: - Acesso ao servidor remotamente............................................................43
Figura 18:- Administração remota da base de dados.................................................44
Figura 19:- Tela Principal do Administrador............................................................52
Figura 20:- Tela para cadastro de um Docente a uma Disciplina.............................52
Figura 21:- Tela principal do Docente......................................................................53
Figura 22:- Impressão da Pauta.................................................................................53
Figura 23:- Tela principal do estudante....................................................................54
Figura 24 : Tabelas Existentes na Base de dados.....................................................58

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Ameaças a segurança Web.....................................................................17


Tabela 2 Exemplo de tags HTML..........................................................................21
Tabela 3 Descrição dos Actores do sistema..........................................................33
Tabela 4 Testes a realizar e resultado esperado......................................................42

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CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

As Tecnologias da Informação e comunicação são uma componente indispensável nas


organizações, na medida que as soluções tecnológicas automatizam processos e são fonte
de vantagens competitivas através da análise de cenários, apoio ao processo decisório e
definição e implementação de novas estratégias organizacionais. Assim, cresce a
preocupação com a colecta, armazenamento, processamento e transmissão da informação,
justamente porque a disponibilidade da informação certa, no momento certo, para o
tomador de decisão, é requisito fundamental para a melhoria contínua da qualidade e
competitividade organizacionais, o que implica em considerar a crescente relevância dos
sistemas de informação.

As novas tecnologias de informação e comunicação constituem instrumentos de trabalho


adaptados às novas exigências impostas pela Sociedade da Informação, nomeadamente a
flexibilidade em espaço e tempo, acessibilidade, individualização e interactividade,
possibilitando uma maior disponibilidade e uma generalização do acesso à educação.

Todo este processo implica uma reflexão sobre o papel da educação na Sociedade da
Informação e o âmbito de intervenção dos elementos que integram o sistema educativo,
bem como o equacionar de aspectos mais específicos, como a disponibilidade, o custo, a
acessibilidade, a sensibilização e a credibilização.

As TIC’s baseadas na Internet são hoje um meio potencialmente privilegiado para a


difusão da informação no seio das instituições ligadas ao ensino. Estamos a viver numa
época de rápido desenvolvimento das tecnologias de informação, com o acesso a redes
globais de computadores, ao correio electrónico, a bases de dados, a bibliotecas virtuais,
e a uma enorme oferta de software. Esse progresso está a provocar mudanças enormes na
organização da nossa vida e do nosso trabalho.

As Instituições de ensino bem como as demais instituições sociais, sofrem e exercem


influência na sociedade em que se encontram. Neste contexto as instituições de ensino
necessitam de manter uma ligação harmoniosa com a sociedade em que se insere,

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devendo adoptar modos de ensinar, aprender administrar adequados à nova realidade


social, sendo obrigados mais cedo ou mais tarde, a incluir em seus modelos de ensino e
administrativos as novas Tecnologias conforme o desenvolvimento.

A massificação do uso das TIC’s por parte das empresas, universidades e governos, gera
uma enorme necessidade de interligação de diferentes sistemas para o fluxo e intercambio
de Informação (Localmente ou Remotamente) de forma rápida e “segura”. Neste contexto
a Internet Poderá desempenhar um papel preponderante.

Recorrendo a Internet, o presente trabalho apresenta uma proposta de implementação de


um sistema que permita o gerenciamento pedagógico On-line, isto é desenvolver um
sistema que permita aos Gestores, Estudantes, Docentes e os demais actores possam a
qualquer hora e sem precisar de se deslocar, acessar a informações de natureza
académica, tudo de forma fácil pela Internet. A grande vantagem para toda a comunidade
académica é que tudo é feito de maneira informatizada e On-line, disponibilizando às
informações de cada interveniente em qualquer lugar e a qualquer hora do dia.

1.1 Importancia do Tema

Considerando que as novas tecnologias trazem consigo múltiplas vantagens para os


profissionais nos diferentes sectores de actividade, é de extrema importância a adopção
de mecanismos e soluções que facilitem a actividade do homem e promovam o
dinamismo, eficácia, eficiência e imagem de profissionalismo as instituições e seus
actores.

A crescente necessidade de partilha, acesso e disponibilidade de informação remotamente


disponíveis 24 horas por dia em qualquer lugar obriga a criação de sistema de apoio
pedagógico nas instituições de ensino, tudo isto com vista a dar o cobro as necessidades
da área Administrativas.

1.2 Formulação Do Problema

O curso de Bacharelato e licenciatura em ensino de Informática, é leccionado na UP


desde 2004, e esta afecto ao ESTEC, Departamento de Manutenção Industrial. O curso

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iniciou com 20 estudantes, e no presente momento conta com um universo de 150


estudante subdivididos em 4 níveis, nomeadamente 1º ano, 2º ano, 3º ano e 4º ano.
Durante o PEA os estudantes deparam-se com diversas dificuldades, uma delas é a
dificuldade em ter acesso em tempo útil aos seus resultados académicos (notas de testes,
assim como resultados da pauta), principalmente nos finais de semestre, pois as pautas
têm sido publicadas tardiamente. Esta situação cria um stress emocional nos estudantes,
obrigando-os quase que sempre a deslocarem as vitrinas da faculdade para saberem dos
seus resultados, e eventualmente se for o caso, prepararem-se para a recorrência.
Por outro lado a crescente procura das instituições de ensino superior no pais,
especificamente a UP, obriga que ano após ano, mais estudante sejam admitidos na
instituição, tornando cada vez mais complexo o processo de administração dos cursos e
das turmas em moldes manuais.
As Instituições de Ensino, sofrem e exercem influência na sociedade em que se encontra.
Assim, as inovações tecnológicas criadas em outros contextos, mais cedo ou mais tarde,
batem às suas portas, pedindo para entrar. Uma das tecnologias que tem evoluído de uma
forma impressionante são as redes de Computadores e consequentemente a Internet, dai
que as Instituições de Ensino não podem ficar aparte desta situação.

O problema de pesquisa, resume-se em: “Como Implementar um Sistema de Gestão


Pedagógica On-line?”.

1.3 Hipóteses

1- Os sistemas de Informação baseados na Internet são fundamentais para a


melhoria do Processo de administração Pedagógica nas instituições de ensino.

2- A ausência de um site para a gestão pedagógica On-line atrasa o processo de


divulgação de resultados aos estudantes, assim como dificulta o acesso ao
material de apoio que os Docentes disponibilizam

3- A não existência de sistemas de Informação para gestão Pedagógica em


instituições de ensino, em nada influencia o processo de ensino e aprendizagem

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4- A demanda de estudantes que concorrem a UP, especificamente ao curso de


Informática a medida que os anos vão passando, torna mais complexo o
processo de administração Pedagógica.

1.4 Justificativa

Com vista a solucionar o problema acima supracitada, Como contribuição este trabalho
traz a superfície, dentro das suas possibilidades uma proposta de implementação de
sistema que permita fazer uma gestão Pedagógica On-line, por forma a melhorar
Processo de Ensino Aprendizagem (PEA) , bem como no processo de administração
pedagógica e gerenciamento institucional.

1.5 Objectivos Do Trabalho

O presente trabalho tem como objectivos os seguintes:

Geral:

§ Conceber um Sistema Para Gestão Pedagógica On-line.

Específicos:

§ Conceber um Sistema Para lançamentos e Consulta de Notas via Internet

§ Identificar as tecnologias usadas para a o desenvolvimento do sistema e suas


vantagens.
§ Identificar as vantagens que o sistema poderá trazer para a melhoria da qualidade
dos Serviços Administrativos e Pedagógicos.

§ Identificar políticas de uso do Sistema na Universidade Pedagógica e testar a sua


funcionalidade.

1.6 . Metodologias

Para a realização do presente trabalho as metodologias usadas foram:

1. Revisão e análise Bibliográfica relacionada com o tema;

2. Trabalho de campo realizado na Escola Superior Técnica, no Departamento de


Manutenção Industrial.
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3. Entrevistas aos Estudantes do curso de Informática

1.7 Estrutura do trabalho

O trabalho apresenta primeiro fundamentos teóricos que trazem conceitos teóricos sobre
redes de computadores, conceitos de servidores no geral e com mais ênfase nos
relacionados ao servidor de ficheiros para sustentar a parte prática.

§ O capítulo 1 ilustra uma visão geral do trabalho, apresentando desde a introdução


problematização, a justificativa e os objectivos a serem alcançados.

§ O capítulo 2 trata da revisão bibliográfica.

§ O capítulo 3 descreve as diferentes tecnologias utilizadas para a concepção do


sistema aqui proposto.

§ O capítulo 4 descreve o processo de desenvolvimento do sistema de informação


que dá título a esse trabalho, da análise e implementação à sua operacionalidade

§ O capítulo 5 apresenta a conclusão, recomendações e referências bibliográfica

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CAPÍTULO II

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Sistemas de Informação

A visão mais tradicional sobre o conceito de software limita-se a considerá-lo como um


conjunto de programas, constituído por blocos de código. Outros autores englobam ainda
neste conceito a documentação de apoio que é produzida. No entanto, quando falamos
actualmente do componente lógico que serve de suporte às necessidades das
organizações, o conceito mais abrangente normalmente utilizado é o de sistemas de
informação. Tal como em muitas outras situações no domínio da informática, não existe
uma definição formal e consensual deste conceito.

Sistemas de informação (SI) é um conjunto de componentes inter-relacionados


trabalhando juntos para colectar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações
destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização
(Stair, 1998). Além de dar suporte ao processo decisório, à coordenação e ao controle,
sistemas de informação podem também auxiliar gerentes e trabalhadores a analisar e
solucionar problemas.

Os sistemas de informação estão difundidos por todas as estruturas organizacionais,


tornando-se ferramenta essencial de qualquer actividade empresarial. Tal abrangência
aumenta a procura por profissionais com conhecimento para desenvolver, implantar e gerir
sistemas que actuem no suporte às actividades operacionais e forneçam informações para
auxiliar decisões de gerência e estratégias para a organização.

2.1.1 Perigos que ameaçam os Sistemas de Informação


A evolução tecnológica, os problemas técnicos, as perturbações profundas do ambiente,
as condições desfavoráveis ao nível das instalações, as falhas humanas e as deficiências
das instituições socais, políticas e económicas são factores suceptiveis de por em perigo
um bom funcionamento dos sistemas de Informação. Os sistemas podem se ameaçados
por actos deliberados ou involuntários, cuja origem pode ser interna ou externa. Os
períodos de indisponibilidade, por exemplo, podem ser atribuídos a uma única grande
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avaria, ou a quebras frequentes e/ou degradação de serviços. A frequência e a duração das


perturbações, mesmos menores, devem ser tidas em conta quando se fala de segurança.
Tanto os grandes como os pequenos acidentes podem ter repercussões nefastas no
funcionamento e utilização do sistema e igualmente prejudiciais para o bom andamento
de uma organização.

Os factores técnicos que levam as falhas dos sistemas de informação são muitos, por
vezes mal aprendidos, e em constante evolução. Podem tratar-se de avarias ou não
funcionamento do hardware ou de software informático ou das comunicações, causados
por erros, sobrecargas, ou outros problemas de exploração ou de qualidade. Estes
problemas podem derivar de um elemento interno do sistema (hardware e periféricos,
tais como uma unidade de memoria, um conjunto de sistemas informáticos ligados em
rede, ou em sistemas distribuídos assim com de software)

Os problemas técnicos podem ter origem em agressões deliberadas contra o sistema. Os


vírus, tantas vezes introduzidos no sistema através de software contaminado, como os
cavalos de Tróia são meios utilizados para travar, falsificar, ou destruir as funções
normais do sistema.

A diversidade dos utilizadores do sistema e o seu variado grau de sensibilização ,


formação e interesses, torna ainda mais difícil a questão de segurança.

A falta de formação e de acompanhamento, no diz respeito a segurança e a sua


importância, perpetua a ignorância relativamente a boa utilização do sistema de
segurança. Sem formação apropriada, os operadores e os utilizadores podem não ter
consciência de eventuais prejuízos provocados pela má utilização dos sistemas.

A escolha de uma password deve-se ter conta quando se fala de segurança, pois poucos
utilizadores recebem instruções sobre a necessidade desta medida de segurança ou sobre
a forma de escolher uma password. Desta forma acabam por escolher passwords
demasiados evidentes e faceis de decifrar. Muitos utilizadores por falta de formação,
depois de entrar no sistema, ao sair deixam ficar os terminais activos ligados a rede sem
qualquer vigilância, e acabam por deixar abertas as portas de controlo de acesso a áreas
de alta segurança.

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A utilização deliberadamente abusiva de um acesso autorizado e o acesso não autorizado


ao sistema com fins condenáveis, de vandalismo sabotagem, fraude, ou roubo, constituem
outras ameaças à viabilidade do sistema de uma organização. Pessoas com acesso
autorizado ao sistema podem constituir uma ameaça ao sistema, pois este devido a vários
factores (fadiga, falta de preparação, negligencia, etc.) podem contribuir para o
funcionamento inadequado do sistema em causa.

2.2 A Internet
A Internet é uma vasta rede, composta pela interligação de diversas redes de
computadores privadas e públicas de diversos países, governamentais, científicas e
educacionais, assim como indivíduos, através do globo.
A Internet foi desenvolvida a partir da ARPANET, criada em 1969 pela Advanced
Research Projects Agency (ARPA), do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Era
uma rede única, com o objectivo de compartilhar dados e criar um sistema de correio
electrónico de forma descentralizada. A ideia era tornar a rede o menos vulnerável
possível a ataques de potências estrangeiras ou actos terroristas, por isso sem
centralização, de forma que se um ponto fosse atingido, os outros continuariam
funcionando.
O desenvolvimento dessa rede continuou na década de 70, a partir da criação do TCP/IP
(Transmission Control Protocol / Internet Protocol), grupo de protocolos de comunicação
que é ainda a base da Internet. No início dos anos 80 o Departamento de Energia dos
Estados Unidos e a NASA foram conectados à ARPANET, actuando como espinha
dorsal.

2.2.1 Estrutura da Internet

A Internet é uma interligação de diversas redes através do protocolo TCP/IP. Quando


dois computadores não estão conectados directamente através da mesma rede física, os
pacotes são encaminhados ao seu destino por roteadores. A função dos roteadores é
encaminhar para fora da rede local os pacotes endereçados a computadores situados em
outras redes (Tanenbaum, 1995).

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Figura 1: Roteadores

Na Figura, o computador “A” está enviando dados ao computador “B”, e os dois


encontram-se em redes distintas, ambas conectadas à Internet através de seus roteadores.
O roteador deve para isso estar conectado fisicamente a outras redes, que através de seus
próprios roteadores irão decidir se o pacote se destina a elas ou se deve ser encaminhado
adiante até encontrar seu destino. Por isso, os roteadores também são chamados de
“gateways” (portões) de saída de uma rede (Tanenbaum, 1995).
Dessa maneira a Internet, apesar de ser composta por várias redes, se comporta
logicamente como uma única rede onde qualquer computador pode enviar e receber
pacotes de informação a qualquer outro.

2.2.2 Serviços Disponíveis na Internet

A Internet fornece uma conexão lógica entre diversos computadores, permitindo a troca
de informações entre eles. Para ocorrer essa troca é preciso que tanto o computador de
origem como o de destino troquem informação em um formato padronizado (protocolo)
que ambos entendam.
Também é preciso que em ambos os computadores existam softwares que enviem e/ou
recebam a informação nesse formato através da rede. Em alguns casos, um dos
computadores funciona como servidor, enviando a informação, e o outro como cliente,
recebendo a informação. Em outros casos, cada um dos computadores funciona tanto
como cliente como servidor. Esses conjuntos de protocolo e software são chamados de
serviços. Alguns serviços da Internet se tornaram tão populares, que é quase impossível
pensar em utilizar a Internet sem eles. Muito disso se deve ao fato de os seus protocolos

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serem de domínio público, permitido que dois computadores acessando o mesmo serviço
sempre consigam trocar informações, independente de quem é o fabricante do software
utilizado, tanto para o servidor como para o cliente.

§ Telnet
Através desse serviço é possível conectar-se e controlar remotamente outro computador.
Através de uma interface de linha de comando, é possível executar programas no
computador remoto. É utilizado para configurar computadores remotamente, editar e
compilar programas, bem como utilizar programas predefinidos para consultar
informação.

§ FTP
Através do serviço FTP (file transfer protocol – protocolo de transferência de arquivos) é
possível acessar um directório no computador remoto (o servidor) e mover ou copiar
arquivos entre o servidor e o cliente, bem como apagar ou mudar atributos de arquivos,
criar ou remover directórios no servidor. O serviço de FTP é um dos mais utilizados da
Internet.

§ E-Mail
O correio electrónico é um dos principais serviços da Internet. Através dele, pode-se
enviar mensagens entre computadores. Os servidores de e-mail armazenam e distribuem
as mensagens, enquanto que os clientes de e-mail acessam os servidores para visualizá-
las remotamente.

§ World Wide Web (WWW)


A expressão “world wide web” significa “teia global”. Seu uso se popularizou tanto, que
actualmente tem se refereciado a web como sendo a propria Internet são a mesma coisa.

2.3 O Ambiente WEB

O ambiente web (World Wide Web, WWW ou simplesmente “a web”) consiste


basicamente em uma ferramenta de visualização remota de documentos de hipertexto
(Abrams, 1996). Foi criado por um pesquisador do CERN (Centre European pour la
Recherche Nucleaire – Centro Europeu de Pesquisa Nuclear) chamado Tim Berners-Lee,
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com a finalidade de permitir o fácil acesso a informação pela Internet, através do uso de
hiper texto.

Para isso, implementa três ferramentas importantes:

a) Um protocolo de transmissão de dados – HTTP;


b) Um sistema de endereçamento próprio – URL;
c) Uma linguagem de definição de hiperdocumentos – HTML

2.3.1 Funcionamento da WEB

A finalidade da web é acessar documentos de hipertexto remotamente. Estes documentos


residem em um servidor web, que é acessado a partir do navegador do cliente através de
um endereço, ou URL. Utilizando do protocolo HTTP, o cliente envia uma requisição de
documento para o servidor. Este localiza o documento, e o envia ao cliente. O documento
solicitado pode ser um documento de hipertexto em formato HTML, uma Figura, um
arquivo de texto ou qualquer outro formato de arquivo suportado pelo navegador.
Normalmente, um hiperdocumento é composto por vários arquivos individuais que são
enviados pelo servidor e montados no cliente conforme determinado pelos tags HTML
(Nielsen, 2000). Esse processo é ilustrado pela Figura abaixo:

Figura.2 : Funcionamento da web


A URL, além de conter somente o nome do servidor, também informa o caminho e o
nome do arquivo solicitado dentro do servidor. Por exemplo, a URL

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“http://alunos.escola.edu.br/professor/disciplina/programa.htm” identifica o documento


de hipertexto “programa.htm” localizado na pasta “/professor/disciplina” do computador
“alunos.escola.com.br”. Esse comportamento é controlado pelo software chamado
“servidor web”. Sua função é de receber as requisições de página vindas dos clientes, na
forma de URL, interpretá-las e enviar um retorno na forma de documentos, na maior
parte das vezes documentos HTML (Nielsen , 2000).

2.3.2 Conexão com Banco de Dados

Conforme Rowe (1998), existem basicamente três maneiras de acessar bancos de dados
através da Internet:
1. A aplicação local conecta-se directamente a um servidor de banco de dados
através da Internet utilizando o protocolo TCP/IP;
2. Através de um modelo multi-camadas, em que a aplicação divide-se em uma parte
local que envia solicitações à parte localizada no servidor que acessa o banco de
dados e remete os resultados;
3. O acesso ao banco de dados é feito no servidor, e os resultados são visualizados
através de um navegador web.

Existem considerações importantes de segurança e desempenho que devem ser feitas a


respeito de cada método. No primeiro, existe um risco de ocorrência de conexões não
autorizadas ao banco de dados. A solução ideal referente à segurança, é que o banco de
dados não esteja exposto, e só possa ser acessado pelas aplicações que rodam no servidor,
como no segundo e terceiro casos. No primeiro e no segundo caso, existe uma sobrecarga
da largura de banda causada pelos dados brutos trafegando entre o servidor e o cliente.
No terceiro caso, como a interface web é pública, também é possível um acesso não
autorizado, tornando obrigatória a utilização de mecanismos de segurança de dados.

2.3.3 Segurança de Dados na WEB

A World Wide Web foi criada com o propósito de facilitar o acesso da informação de
qualquer parte, sem muita preocupação com segurança. Figueiredo (1999), classifica as
ameaças à segurança de dados em quatro categorias:
a) Ameaça à Integridade – Ataques que provoquem alteração ou perda de dados;
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b) Ameaça à Confidencialidade – Acesso ou exposição não autorizada de dados


restritos;
c) Ameaça à Disponibilidade – Ataques que impedem o acesso ao site;
d) Ameaça à Autenticidade – O invasor se faz passar por outro usuário (roubo de
senhas).
O primeiro passo para garantir a segurança em um sistema de acesso a banco de dados
via interface web é detectar os pontos fracos em que o sistema estaria vulnerável a
ataques:
TIPO DE ATAQUE COMO OCORRE
§O invasor consegue conectar-se remotamente ao servidor
Contra a Integridade por um serviço que npermita causar dano (Telnet, FTP,
ODBC,etc)
§ Por conexão remota
Contra a Confidencialidade
§ Por interceptação dos dados
§ Um servidor pirata se identifica aos outros como sendo o
seu;
Contra a Disponibilidade
§ Inundação do servidor com requisições para sobrecarregar
ou derrubar o serviço
§ Quando não há autenticação de senhas
§ Roubo de senhas
Contra a Autenticidade § Após a autenticação da senha, as páginas exibidas estão
em uma área não segura, permitindo o acesso a área restrita
através da URL
Tabela 1: Ameaças a segurança na WEB

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CAPÍTULO III

DESCRIÇÃO DAS TECNOLOGIAS USADAS

Este capítulo fala das tecnologias usadas para o desenvolvimento do sistema. Pelo que
estão listadas abaixo as tecnologias usadas e, de seguida, encontra-se uma abordagem
detalhada de cada uma delas.

A implementação de Sistemas de Informação baseados em web depende da definição de


diversas variáveis:
a) Instalar um provedor próprio ou alugar o serviço de um host;
b) A plataforma de hardware e sistema operacional;
c) O software servidor de web;
d) Configurações de segurança do servidor e do website;
e) O gerenciador de bancos de dados a utilizar;
f) A linguagem de programação;
g) O uso de ferramentas de prototipação / geração de código.

As tecnologias usadas para o desenvolvimento do Sistema proposto foram:

§ Navegador Web

§ Servidor Apache

§ Base de dados MySQL

§ Linguagem PHP

§ HTML

§ Modelação UML

3.1 Navegador Web

Um navegador Web, (também conhecido como web browser ou simplesmente browser) é


um programa que habilita os seus utilizadores a interagirem com documentos HTML
hospedados em um servidor Web. A maior colecção interligada de documentos

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hipertexto, dos quais os documentos HTML são uma substancial fracção, é conhecida
com a World Wide Web (www).

Os navegadores comunicam com servidores Web usando primariamente o protocolo


HTTP para recuperar páginas Web, que são identificadas pela URL http//:Endereço do
servidor Web

3.2 Servidor Apache

O Apache é um servidor Web extremamente configurável, robusto e de alta performance


desenvolvido por uma equipe de voluntários (conhecida como Apache Group) buscando
criar um servidor web com muitas características e com código fonte disponível
gratuitamente via Internet. Segundo a Netcraft (http://www.netcraft.com/), o Apache é
mais usado que todos os outros servidores web do mundo juntos.

Foi criado em 1995 por Rob McCool, então funcionário do NCSA (National Center for
Supercomputing Applications), Universidade de Illinois.

Faz parte como tecnologia principal da Apache Software Foundation, responsável por
mais de uma dezena de projectos envolvendo tecnologias de transmissão via web,
processamento de dados e execução de aplicativos distribuídos.

O servidor é compatível com o protocolo HTTP versão 1.1 (especificado pelo documento
RFC2616). As suas funcionalidades são mantidas através de uma estrutura de módulos,
podendo inclusive o utilizador escrever seus próprios módulos - utilizando a API do
software.

Segundo Lozano (2001) o servidor Apache é o líder do mercado, com mais de 60% dos
sites de toda a Internet. Entre os tópicos responsáveis por sua popularidade podemos
destacar:

§ Instalação e configuração muito simples;

§ Suporte a SSl, Suporte a CGI’s, suporte a Base de Dados, grande suporte técnico
em forums de discussão

§ Estabilidade, escalabilidade, segurança quando bem configurado

§ Suporta diversas plataformas (Linux, Solares, UNIX, IBM OS/2, Windows e


outros);
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§ Foi criado para atender as demandas dos maiores provedores e sites Web

3.3 Base de dados MySQL

O MySQL é um sistema de gestão de base de dados (SGBD), que utiliza a linguagem


SQL (Structured Query Language - Linguagem de Consulta Estruturada) como interface.
Actualmente é usado em mais de 6 milhões de computadores em todos os continentes,
que vão desde instalações em grandes corporações a específicas aplicações embarcadas.
Além disso, o MySQL tornou-se a escolha de uma nova geração de aplicações, que
utilizam o modelo LAMP ( Linux, Apache, MySQL, PHP).

O sucesso do MySQL deve-se em grande medida à fácil integração com o PHP incluído,
quase que obrigatoriamente, nos pacotes de hospedagem de sites da Internet oferecidos
actualmente. Empresas como Yahoo! Finance, MP3.com, Motorola, NASA, Silicon
Graphics e Texas Instruments usam o MySQL em aplicações de missão crítica.

É reconhecido pelo seu desempenho e robustez e também por ser multi-tarefa e multi-
usuário. A própria Wikipédia, utiliza o MySQL para gerir o seu banco de dados,
demonstrando que é possível utilizá-lo em sistemas de produção de alta exigência e em
aplicações sofisticadas.

O MySQL tornou-se a mais popular base de dados open source do mundo porque possui
consistência, alta performance, fiabilidade e é fácil de usar

O MySQL foi criado para ser ágil, e por isso decidiu não implementar recursos que
geram muito Overhead, como , locks, subselects e níveis de isolamento, stored
procedures, two-fase commit, foreign keys. É frequentemente considerado um sistema
mais "leve" e para aplicações menos exigentes, sendo preterido por outros sistemas como
o PostgreSQL (Lozano,2001).

Segundo PEREIRA e LEITE (2001) pode-se dizer que o MySQL apresenta as seguintes
vantagens.

§ Portabilidade (suporta praticamente qualquer plataforma actual)

§ Compatibilidade (existem drivers ODBC, JDBC e .NET e módulos de interface


para diversas linguagens de programação, como C/C++, Python, Perl, PHP e
Ruby)

Cláudio Ângelo Nhancale 20


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§ Excelente desempenho e estabilidade

§ Pouco exigente em termos de recursos de hardware

§ Facilidade de uso

§ É um Software Livre

§ Melhor interligação com o PHP

§ Não tem limites no tamanho de registros

§ Melhores facilidades de administração (backup, recuperação de erros, etc)

Desvantagens :

§ Não suporta transacções, roolbacks nem subselects

§ Ignora a integridade referencial, deixando nas mãos do programador e da


aplicação

3.4 Linguagem HTML

Hyper Text Markup Language é uma linguagem de formatação de documentos de


hipertexto. Sua finalidade é descrever a estrutura de um hiperdocumento. Essa linguagem
tem como base a linguagem SGML (Standard Generalized Markup Language) usada para
descrever a estrutura geral de vários tipos de documentos. Os documentos escritos em
HTML são feitos no padrão ASCII e contém o texto do documento propriamente dito
mais as “tags” (etiquetas) de marcação. As tags HTML são palavras-chave contidas entre
parênteses angulares (“<” e “>”), e servem para indicar os elementos do documento, a
estrutura, a formatação e os vínculos de hipertexto com outros documentos ou com
médias incluídas.
Utilizamos as tags para mudar o aspecto e tamanho das letras, publicar imagens e
animações, inserir links (ligações com outras páginas). É possível aninhar várias tags,
fechando-as na ordem inversa da abertura. Vejamos alguns exemplos de tags:
TAG DESCRISÃO
<html>...</html> Início e fim do hiper documento
<Head>...</Head> Início e fim do cabeçalho
<Title>...</Title> Início e fim do título
<Body>...</Body> Início e fim do corpo do texto

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<H1>...</H1> Início e fim do cabeçalho do 1º nível


<H2>...</H2> Início e fim do cabeçalho do 2º nível
<P>...</P> Início e fim de um parágrafo
<Table>...</Table> Início e fim da tabela
<IMG SRC = “nome_do_arquivo” Inserção de Figura
<A HREF = “link”>nome do Hiperlink ( referência a um outro
link<A/> documento)

Tabela 2 : Exemplo de tags HTML

3.5 Linguagem PHP

PHP significa: Hypertext Preprocessor. realmente, o produto foi originalmente chamado


de “Personal Home Page Tools”; mas como se expandiu em escopo, um nome novo e
mais apropriado foi escolhido por votação da comunidade

PHP é uma linguagem de Programação executada ao lado do servidor. É suportado por


todos os servidores web e sistemas operativos. Este tipo de código é incluido entre o
código HTML – linguagem basica de criação de páginas Web. E os seus comandos são
executados no servidor, ao contrario do Javascript, que é executado no computador
cliente. Constitue uma alternativa atractiva para Web Developers que estao interessados
em criar códigos dinamicos de uma forma facil, rapida e bastante flexivel. (Pereira e
Leite, 2002).

PHP é uma linguagem que permite criar sites WEB dinâmicos cujo código pode ser
embebido em código HTML permitindo efectuar determinadas operações, tais como, o
acesso a informação armazenada na base de dados, possibilitando uma interacção com o
usuário através de formulários, parâmetros da URL e links. A diferença de PHP com
relação a linguagens semelhantes a Javascript é que o código PHP é executado no
servidor, sendo enviado para o cliente apenas html puro. Desta maneira é possível
interagir com bancos de dados e aplicações existentes no servidor, com a vantagem de
não expor o código fonte para o cliente. Isso pode ser útil quando o programa está
lidando com senhas ou qualquer tipo de informação confidencial.

Cláudio Ângelo Nhancale 22


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3.5.1 O que pode ser feito com PHP?

Basicamente, qualquer coisa que pode ser feita por algum programa CGI pode ser feita
também com PHP, como colectar dados de um formulário, gerar páginas dinamicamente
ou enviar e receber cookies.

PHP também tem como uma das características mais importantes o suporte a um grande
número de bancos de dados, como dBase, Interbase, mSQL, mySQL, Oracle, Sybase,
PostgreSQL e vários outros. Construir uma página baseada em um banco de dados torna-
se uma tarefa extremamente simples com PHP.

3.5.2 PHP e HTML

Segundo Pereira e Leite (2002) a parte mais interessante do HTML que afecta o PHP são
os formulários, sendo estes a chave capaz de transferir os dados inseridos pelo utilizador
para o script PHP para processamento. Deste modo, a interacção com os Inputs do
utilizador torna-se de primordial importância já que com esta possibilidade o PHP
permite gerar código dinâmico de acordo com o pedido efectuado.

O HTML é especialmente indicado para a formatação de páginas Web. É utilizado pelos


programadores para descrever o conteúdo de páginas.

Os formulários HTML permitem recolher dados dos utilizadores deixando-os preencher


campos apropriados para o efeito. Estes formulários podem ser compostos por vários
elementos tais como: botões, rádio buttons, selection list, input boxes, capazes de permitir
um grau de interacção com o utilizador final suficientemente satisfatório. Todos estes
elementos são indicados usando HTML tags, sendo possível haver mais que um
formulário por documento HTML.

Para utilizar formulários no PHP é necessário existir dois ficheiros; o ficheiro


“index.html” ( onde o utilizador efectuara os Inputs) e o ficheiro “script.php” que contem
os comandos PHP que irão processar os dados inseridos no formulário. Mas, o ponto
forte do PHP reside na possibilidade de efectuar conexões a base de dados. Ao interagir
com bases de dados, vai permitir uma maior funcionalidade por parte de quem acede,
pois consoante os Inputs dos utilizadores obter-se-ão respostas imediatas sobre a forma
de páginas HTML. Pelo que sendo possível efectuar conexões a base de dados,
poderemos interagir com esta de modo a criar páginas HTML instantâneas consoante o
Cláudio Ângelo Nhancale 23
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pedido do utilizador. Deste modo, o dinamismo requerido na criação deste tipo de


páginas, poderá ser assim conseguido com recurso a um cliente Web (browser), servidor
Web (ex. Apche), servidor de base de dados ( Ex. MySQL), e uma ferramenta que
permita ligar estes servidores (por exemplo o PHP).

3.5.3 Arquitectura e Funcionamento do PHP

Em termos simples pode-se dizer que o PHP é o lado servidor de uma arquitectura
conhecida como Cliente/Servidor. O código PHP ao ser embebido no código HTML tem
que ser reconhecido pelo servidor. Para que o interpretador reconheça a existência de um
Script PHP embebido, atribui-se a extensão “.php” ao ficheiro. A partir desse momento, o
motor PHP correrá o Script automaticamente sempre que for solicitado.

Além de poder manipular o conteúdo de páginas HTML, o PHP também pode enviar
Headers http. Desta forma é possível definir cookies, redimensionar utilizadores, e
efectuar a sua autenticação. Além de fornecer uma conectividade excelente a base de
dados, permite efectuar a integração com bibliotecas externas, capazes de tornarem quase
ilimitado o âmbito da sua aplicação.

O diagrama apresentado a seguir da uma ideia de como o PHP actua.

1 2

Página Web PHP Servidor de


4 Base de
3
Dados

Figura 3 : Arquitectura do PHP (fonte: Pereira e Leite, 2002)

Consideremos então a titulo ilustrativo o cenário hipotético onde se pretende obter


resultados de uma base de dados e visualizá-los num Browser.

1. O cliente solicita a página a partir do browser ao servidor http. Este, verificando que
o código HTML contem embebido um Script PHP chama o modulo PHP para
efectuar o processamento.

Cláudio Ângelo Nhancale 24


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2. se no script existirem comando que abrem uma ligação a uma base de dados, o PHP
trata de efectuar essa ligação

3. os dados pretendidos são então extraídos da base de dados sendo enviados pelo PHP
ao servidor http em formato HTML.

4. o servidor Web envia os dados ao browser cliente sendo estes visualizados numa
página HTML devidamente formatada. Deste modo ao visualizarmos no browser o
“source” da página o código fica oculto, pois o que o servidor enviou foi o Output
devidamente processado, sendo este o resultado final visível.

3.5.4 Potencialidade do PHP

A sua extensibilidade e portabilidade a varias plataformas (Linux, Unix, Windows), e


acima de tudo a sua versatilidade e robustez conjugadas com as características e
funcionalidades de uma linguagem moderna, vem tornar possível um conjunto de
possibilidades de importância vital para o seu sucesso, tais como

§ Embeber o código PHP no seio do HTML;

§ Processar dados provenientes de formulários;

§ Comunicar e interagir com base de dados de forma persistente, e

§ Efectuar cálculos complexos

3.5.5 A base de dados MySQL e o PHP

Para o PHP interagir com uma base de dados SQL, independentimente da base de dados,
existem 3 comandos básicos que devem ser utilizados:

§ O que faz a ligação com o servidor da base de dados

§ O que selecciona a base de dados a ser utilizada; e

§ O que executa um “query” SQL

- A ligação com o servidor de base de dados MySQL em PHP é feita atraves do comando
mysql_connect, que tem a seguinte sintaxe

Mysql_connect(“endereço do servidor”,”utilizador”,”password”)

Cláudio Ângelo Nhancale 25


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Os parametros são bastantes simples : o endereço do servidor, o nome do utilizador e a


password para a ligação. A função retorna um valor inteiro, que é o identifcadordas
ligação estabelecida.

$conexão = mysql_connect(“$server”,”$username,”$password”)

Se a ligação for bem sucedida , isto é, existir um servidor no endereço especificado que
possua o utilizador com a password fornecida), o identificador da ligação fica
armazenado na variável $conexão.

- Para seleccionar a base de dados que se pretende utilizar, utiliza-se o comando


mysql_select_db, que tem a seguinte sintaxe:

Mysql_select_db(“nome da base de dados”, $conexão

Neste caso os parametros são: o nome da base de dados que se pretende utilizar e o
identificador da conexão que retornado pela função anterior.

O comando para executar uma query SQL é a seguinte:

Mysql_query(“query que se pretende executar”)

3.6 Apache + PHP +MySQL, por que utilizar três?

Respondendo a essa questão Lozano (2001) apresentou os seguintes argumentos:

§ Porque fornecem tudo o que é necessário para construir aplicações e sites Webs
sofisticados, e de maneira mais simples do que outras alternativas.
§ Porque não trazem elevados custos de licença, por usuário
§ Porque fornecem produtividade, performance, escalabilidade, segurança e
confiabilidade
§ E porque são softwares livres

O mesmo autor afirma que, tanto o Apache quanto o MySQL e o PHP funcionam
nativamente em qualquer versão do Windows, Linux, Unix, Solares, etc.

Cláudio Ângelo Nhancale 26


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A Figura abaixo mostra esquematicamente como funcionam estas três tecnologia quando
associadas:

Navegador
Web Internet PHP

Servidor Web (APACHE)

MySQL

Figura 4: Funcionamento das Tecnologias Apache + PHP + MySQL (fonte: Lozano,


2000)

O papel de cada um dos elementos da Figura é como se segue:

§ Navegador Web: Interface com o usuário

§ Apache : conectividade, segurança e auditoria

§ PHP : Lógica de Aplicação

§ MySQL : acesso e armazenamento de informações

3.7 Modelação UML

Almeida e Dalrot (2001) citado por Furlan (1998) escreveram que “ UML é a linguagem
padrão para especificar, visualizar, documentar e construir artefactos de um sistema e
pode ser utilizada com todos os processos ao longo do ciclo de desenvolvimento e através
de diferentes tecnologias de implementação.

O objectivo da UML é descrever qualquer tipo de sistema, em termos de diagramas


orientado a objectos. Naturalmente, o uso mais comum é para criar modelos de sistemas
de software, mas a UML também é usada para representar sistemas mecânicos sem
nenhum software ( Almeida e Dalrot, 2001).

Cláudio Ângelo Nhancale 27


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3.8.1 Fases do Desenvolvimento de um Sistema em UML

Existem cinco fases no desenvolvimento de sistemas de software: análise de requisitos,


análise, design (projecto), programação e testes. Estas cinco fases não devem ser
executadas na ordem descrita acima, mas concomitantemente de forma que problemas
detectados numa certa fase modifiquem e melhorem as fases desenvolvidas anteriormente
de forma que o resultado global gere um produto de alta qualidade e performance.

3.8.1.1 Análise de Requisitos

Requisitos são as necessidades apresentadas pelo cliente , as quais o produto deve


atender para resolver.
A especificação de requisitos é um documento que contem a descrição de cada
funcionalidade e/ou necessidade do sistema, definido juntamente com o cliente ou
beneficiário do sistema. A especificação de requisitos deve evitar ao máximo termos
ambíguos ou duvidosos, podem ser no futuro ponto de discórdia ou controvérsia com o
beneficiário do sistema.
Esta fase captura as intenções e necessidades dos usuários do sistema a ser desenvolvido
através do uso de funções chamadas "use-cases". Através do desenvolvimento de "use-
case", as entidades externas ao sistema (em UML chamados de "actores externos") que
interagem e possuem interesse no sistema são modelados entre as funções que eles
requerem, funções estas chamadas de "use-cases".

3.8.2.2 Análise

A fase de análise está preocupada com as primeiras abstracções (classes e objectos) e


mecanismos que estarão presentes no domínio do problema (Nuno & O’nell, 2004)
As classes são modeladas e ligadas através de relacionamentos com outras classes, e são
descritas no Diagrama de Classe. As colaborações entre classes também são mostradas
neste diagrama para desenvolver os "use-cases" modelados anteriormente, estas
colaborações são criadas através de modelos dinâmicos em UML.
Nesta fase análise, só são modeladas classes que pertençam ao domínio principal do
problema do software, ou seja, classes técnicas que gerenciem banco de dados, interface,
comunicação, concorrência e outros não estarão presentes neste diagrama.

Cláudio Ângelo Nhancale 28


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3.8.2.3 Design (Projecto)

Na fase de design, o resultado da análise é expandido em soluções técnicas. Novas


classes serão adicionadas para prover uma infra-estrutura técnica: a interface do usuário e
de periféricos, gerenciamento de banco de dados, comunicação com outros sistemas,
dentre outros. As classes do domínio do problema modeladas na fase de análise são
mescladas nessa nova infra-estrutura técnica tornando possível alterar tanto o domínio do
problema quanto a infra-estrutura. O design resulta no detalhamento das especificações
para a fase de programação do sistema.

3.8.2.4 Programação

Na fase de programação, as classes provenientes do design são convertidas para o código


da linguagem orientada a objectos. Dependendo da capacidade da linguagem usada, essa
conversão pode ser uma tarefa fácil ou muito complicada. No momento da criação de
modelos de análise e design em UML, é melhor evitar traduzi-los mentalmente em
código. Nas fases anteriores, os modelos criados são o significado do entendimento e da
estrutura do sistema, então, no momento da geração do código onde o analista conclua
antecipadamente sobre modificações em seu conteúdo, seus modelos não estarão mais
demonstrando o real perfil do sistema. A programação é uma fase separada e distinta
onde os modelos criados são convertidos em código.

3.8.2.5 Testes

Na fase de teste executa-se o sistema construído afim de descobrir um erro. Testa-se cada
rotina ou processo detalhadamente, bem como a integração de todos os processo e a
aceitação. Um sistema normalmente é rodado em testes de unidade, integração, e
aceitação. Os testes de unidade são para classes individuais ou grupos de classes e são
geralmente testados pelo programador. Os testes de integração são aplicados já usando as
classes e componentes integrados para se confirmar se as classes estão cooperando uma
com as outras como especificado nos modelos. Os testes de aceitação observam o sistema
como uma " caixa preta" e verificam se o sistema está funcionando como o especificado
nos primeiros diagramas de "use-cases".
Por fim, o sistema será testado pelo usuário final e verificará se os resultados mostrados
estão realmente de acordo com as intenções do usuário final.

Cláudio Ângelo Nhancale 29


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CAPÍTULO IV

SISTEMA DE GESTÃO PEDAGÓGICA ON-LINE

O sistema de gestão Pedagógica On-line é um sistema com suporte via Web, concebido
para facilitar os diversos processos referentes as actividades de gestão pedagógica tais
como: registo de notas, cadastro de estudantes e docentes no sistema, download de textos
de apoio, consulta de notas e pautas através da Internet.
Estão previstos como utilizadores do sistema , os usuários cadastrados, quer sejam
docentes, estudantes assim como administradores do sistema.

4.1 DISPONIBILIDADE DO SISTEMA

O Sistema Estará disponível na Web de modo que seja possível aceder a partir de
qualquer lugar, bastando para tal conectar-se a Internet, aceder ao Web Site da UP, e
seleccionar a opção Gestão Pedagogica ,
Na página de acesso ao sistema, o usuário terá de introduzir seu Username e sua
Password, para aceder as informações que deseja e que estejam relacionadas com o
usuário em questão.

4.2 ESTRUTURA DO SISTEMA

O website foi organizado em três secções, uma para cada tipo de usuário que faz uso do
dele. Todas as funções e serviços oferecidos a um tipo de usuário estão contidos em sua
secção, enquanto que as secções de outros tipos de usuários ficam ocultas. O sistema foi
concebido para ser usado pelos seguintes utilizadores:

§ O(s) Administrador(es) do Sistema


§ Os Estudantes e,
§ Os Docentes

Cláudio Ângelo Nhancale 30


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WEB-SITE

Login

Estudantes Docentes Administrador

Consultar Notas Inserir e editar Cadastrar utilizadores


de Notas
Consultar Pauta Cadastrar Disciplinas
Lançamento de
Baixar Material Editar utilizadores
Pauta

Consultar Pauta de Upload de Gerenciar o Sistema


Recorrência Material
Emitir Relatórios
Alterar seus dados Alterar seus
dados Cadastrar docente a
uma Cadeira

Figura 5 Estrutura do Sistema

4.2.1 O Administrador do Sistema

O Administrador do sistema é responsável pela manutenção do sistema e , portanto,


possui acesso a todos os menus do sistema . Este usuário não participa activamente nas
actividades do sistema, intervindo sempre que necessário. Terá acesso a todas as
funcionalidades do sistema. Será o usuário responsável por cadastrar novos usuários no
sistema, quer sejam Professores, assim como Alunos, tendo cada um sua senha de
entrada. O Administrador será o responsável em realizar todas as outras tarefas de
administração do portal.

Cláudio Ângelo Nhancale 31


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4.2.2 Aos Estudantes

§ Consulta de Notas de testes , Pautas


§ Acesso aos conteúdos programáticos e já ministrados, com área para realizar o
download de materiais didácticos disponibilizados pelos professores.
4.2.3 Aos Docentes

O professor deverá identificar-se através de uma login e password e poderá:


§ Efectuar Registro e lançamento de notas dos Estudantes.
§ Consulta de informações sobre suas turmas,
§ Disponibilizar o material didáctico para uso dos estudantes como Brochuras,
apresentações, listas de exercícios, trabalhos e bibliografia.

4.3 OPERACIONALIDADE DO SISTEMA

Quanto à sua operação, o sistema devera atender aos seguintes pré-requisitos


§ Sua utilização deve ser simples e indistinguível do uso de um website qualquer,
assim o conhecimento prévio de navegação na Web deverá ser pré-requisito
suficiente para a utilização do sistema;
§ Não necessita de instalação de software no cliente remoto e ser independente de
plataforma, bastando possuir um navegador de Internet instalado e uma conexão;
§ A velocidade de acesso às informações deve ser confortável.

4.4 LOGIN DO SISTEMA

Para que os usuários acedam ao sistema deveram Introduzir o “username”, o ”password”


e escolher a área onde pretende aceder, conforme mostra a Figura abaixo:

Figura 6: Login do Sistema

Cláudio Ângelo Nhancale 32


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Em caso do usuário não digitar a senha ou o Password será emitida uma mensagem
pedindo que este digite o dado em falta:

4.5 DIAGRAMAS

4.5.1 Diagrama de Casos de Usos

O diagrama de Casos de Uso mostra atores (pessoas ou outros usuários do sistema), casos
de uso (os cenários onde eles usam o sistema), e seus relacionamentos. Um diagrama de
caso de uso permite mostrar para que serve o sistema (a utilidade do sistema), ignorando
a forma como está organizado internamente.

O Sistema proposto apresenta 3 actores , nomeadamente:


§ O Administrador
§ O Docente e,
§ O Estudante

Actores Processos
§ Cadastrar estudante
§ Cadastrar docentes;
Administrador
§ Cadastrar disciplinas;
§ Cadastrar docentes a uma disciplina;
§ Cadastrar estudante a uma disciplina;
§ Gerar relatórios estatísticos
§ Lançar notas
§ Lançar material de apoio
Docente § Alterar dados pessoais
§ Consultar notas e pauta

§ Alterar dados pessoais


Estudante § Consultar notas e pauta
§ Fazer download de material

Tabela 3: Descrição dos Actores do sistema

Cláudio Ângelo Nhancale 33


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Caso Principal
Consultar
notas e pauta Lançar notas

Lançar material
Estudante de apoio
Fazer download
de material

Alterar dados
pessoais
Docente
<<include>>

Efectuar
Cadastrar <<include>> Login
estudante

Cadastrar
disciplinas

Administrador
Cadastrar docentes
a uma disciplina
Cadastrar
docentes

Cadastrar
docentes a uma
disciplina

Figura 7: Casos de uso principal

Cláudio Ângelo Nhancale 34


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4.5.2 Diagrama de classes

O diagrama de classes demonstra a estrutura estática das classes de um sistema onde estas
representam as "coisas" que são gerenciadas pela aplicação modelada. Classes podem se
relacionar com outras através de diversas maneiras: associação (conectadas entre si),
dependência (uma classe depende ou usa outra classe), especialização (uma classe é uma
especialização de outra classe), ou em pacotes (classes agrupadas por características
similares). Todos estes relacionamentos são mostrados no diagrama de classes
juntamente com as suas estruturas internas, que são os atributos e operações.Um sistema
normalmente possui alguns diagramas de classes, já que não são todas as classes que
estão inseridas em um único diagrama e uma certa classes pode participar de vários
diagramas de classes.
Para o sistema proposto a diagrama de classes fica o seguinte:

ESTUDANTE NOTA CADEIRA


Codigo: int Codigodisciplina: int Codigodisciplina: int
Nome: string Nota: float Ano: String
contacto: int Datalançamento: date Semestre: string
apelido:sting 1 1..* Codigoestudante: int descrisao: int
1..* 1
Consultarnota:void Cadastrarnota: void Cadastradiscplina: void
Alterardados:void Consultarnota:void Consultardisciplina:void
Alterarnota:void Alterardados:void

1..*

1
MATERIAL DOCENTE
Id: int Codigodocente: int
Ano: float nome: string
Titulo: date 1..* 1 contacto: date
Descrisao: int

Inserirmaterial: void Cadastrarnota: void


Consultaaterial:void Alterarnota:void
Editar material:void

Figura 8 : Diagrama de Classes

Cláudio Ângelo Nhancale 35


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4.5.3 Diagramas de Sequência

Um diagrama de sequência mostra a colaboração dinâmica entre os vários objectos de um


sistema. O mais importante aspecto deste diagrama é que a partir dele percebe-se a
sequência de mensagens enviadas entre os objectos. Ele mostra a interacção entre os
objectos, alguma coisa que acontecerá em um ponto específico da execução do sistema.
O diagrama de sequência consiste em um número de objectos mostrado em linhas
verticais. O decorrer do tempo é visualizado observando-se o diagrama no sentido
vertical de cima para baixo. As mensagens enviadas por cada objecto são simbolizadas
por setas entre os objectos que se relacionam.
Diagramas de sequência possuem dois eixos: o eixo vertical, que mostra o tempo e o eixo
horizontal, que mostra os objectos envolvidos na sequência de uma certa actividade. Eles
também mostram as interacções para um cenário específico de uma certa actividade do
sistema.

Diagrama de sequencia para o caso de uso : Lançar Notas

de notas

sistema

as notas

5. preenche as notas

Figura 9: Diagrama de sequencia para o caso de uso Lançar notas

4.6 Descrição das interfaces

O interface entre o sistema e o resto do mundo ou seja os seus clientes é feito a partir de
uma rede ou da Internet. Mais especificamente os clientes acedem ao servidor web
através de um browser e o servidor por sua vez fornece-lhes um feedback.

Cláudio Ângelo Nhancale 36


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4.6.1 Interfaces com outras máquinas

A interface entre máquinas ou servidores é feita de forma automática pelos serviços que
se encontram a correr nas mesmas, ou seja, o software está preparado para lidar
automaticamente com serviços que se encontram a correr noutras máquinas. É no entanto
necessário, para que tal aconteça, que os serviços de Apache, PHP e MySQL estejam
correctamente configurados nas máquinas em que se encontram a correr.

4.6.2 Interface com o utilizador

A nível de interface com o utilizador, todas as funções que interessa que interajam com o
utilizador serão disponibilizadas através de um interface simples que permita ou através
de um simples click chamar a função ou através do preenchimento dos campos
necessários para a execução da função bastando clicar no botão que então faz a chamada
à função. Todas as funções que não interessa interagir com utilizador são chamadas por
outras funções ou métodos. Pretende-se disponibilizar o máximo de funções possíveis
mas que ao mesmo tempo não impeçam que o interface com o utilizador seja o mais
simples possível, desde que isso não comprometa a funcionalidade do software.

4.6.2.1 Lançamentos de Notas


Para o lançamento de notas o docente primeiramente devera seleccionar a cadeira a qual
pretende inserir as notas, para tal será mostrada a seguinte tela:

Figura. 10 : Tela para selecção da cadeira


Após ter seleccionado a cadeira, será mostrada a lista nominal da turma seleccionada
conforme mostra a tela:

Cláudio Ângelo Nhancale 37


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Figura 11: tela para lançamento de notas

4.6.2.2 Inserção de Material de Apoio


Para o docente inserir material de apoio (Exercícios, fichas, etc), este dever clicar na
opção Material de apoio, em seguidas será mostrada a tela abaixo:

Figura 12: Lançamentos de Textos de apoio

4.6.2.3 Download de material de apoio

Para efectuar o download de material de apoio (fichas, brochuras, exercícios, correcção


de testes, etc), o estudante deve clicar no link Material de Apoio, e em seguida
aparecerá a tela seguinte:

Figura 13: Tela para download de arquivos

Cláudio Ângelo Nhancale 38


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Para efectuar o download, bastara clicar no link Download do ficheiro que pretende
obter, em seguida aparecera uma janela com opção para gravar o ficheiro em um
directório.

4.6.2.4 Consulta de Notas


Para consultar as notas, o estudante deve clicar no link Ver Notas, e em seguida
aparecerá a tela seguinte:

Figura 14: Tela para Consulta de notas


4.6.2.5 Consulta de Pauta
Para consultar pauta, o estudante deve clicar no link Pauta, e em seguida aparecerá a tela
seguinte: Pauta de Frequência

Pauta de Exame

Pauta de Recorrência

Figura 14: Tela para Consulta da Pauta

4.6.2.6 Cadastro de um Estudante


Ao clicar no Link Cadastrar Estudante, será mostrada uma janela para a introdução dos
dados referentes ao estudante.

Cláudio Ângelo Nhancale 39


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Figura 15: Tela para cadastro de um estudante

4.6.2.6 Cadastro de um Docente


Para cadastrar um docente a uma disciplina , o administrador deve clicar no link
Cadastrar Docente, e em seguida aparecera a seguinte tela:

Figura 16: Cadastro de um Docente

Cláudio Ângelo Nhancale 40


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Os mesmos Procedimentos deveram ser seguidos para as restantes opções disponíveis


no Menu do Sistema.

4.7 Critérios de validação

Os tipos de testes que devem ser efectuados sobre esta ferramenta de são os seguintes:

4.7.1 Acesso

§ Testar com vários browsers se ocorrem erros ao aceder ao portal


§ Verificar se a informação que está a ser exibida corresponde ao que é esperado
§ Verificar se o sistema de autenticação está a funcionar correctamente e responde
ao nível de segurança que pretendemos

4.7.2 Uso

§ Verificar se os privilégios concedidos corresponde ao grau de acesso do utilizador


§ Testar se a criação de utilizadores está a funcionar correctamente
§ Criar novas disciplinas e
§ Inserir noticias (material de apoio) e verificar se estas ficam disponíveis
conforme o que é especificado

4.7.3 Testes a realizar com o utilizador

§ Verificar se a capacidade dos servidores a que se destina a ferramenta é adequada


ao funcionamento da mesma
§ Verificar se a largura de banda para transmissão dos dados é adequada à
ferramenta
§ Observar a facilidade de adaptação dos utilizadores finais ao uso da ferramenta
§ Verificar se a ferramenta corresponde às expectativas do cliente

4.7.4 Resposta Esperada do Software

Assim para os testes a efectuar enumerados no ponto acima, espera-se obter a seguinte
resposta:

Cláudio Ângelo Nhancale 41


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Teste a realizar Resultado esperado

Acesso
Testar com vários browsers se ocorrem Observar que site é compatível com a grande
erros ao aceder ao portal maioria dos browsers existentes e em
particular com os mais utilizados globalmente
e especificamente pelos que é conhecido que
são mais usados pelos utilizadores finais
Verificar se a informação que está a ser Verificar que a informação exibida no
exibida corresponde ao que é esperado browser corresponde ao que é esperado
Verificar se o sistema de autenticação Observar que o sistema de identificação de
está a funcionar correctamente e utilizadores está responder adequedamente e
responde ao nível de segurança que com segurança
pretendemos
Uso
Verificar se os privilégios concedidos A cada diferente tipo de utilizador só é
corresponde ao grau de acesso do permitido aceder aos menus que foram
utilizador especificado sendo que os outros são
invisíveis para ele caso não tenha privilégios
para os usar
Testar se a criação de utilizadores está a Os utilizadores são criados com sucesso
funcionar correctamente
Cadastrar novos Docentes, Estudantes, Verificar se os cadastors fooam efectuados
e disciplinas, notas com sucesso.
Efectuar Upload e Download de Verificar se os Uploads, assim como os
material de apoio Downloads, estão funcionando correctamente

Testes a realizar com o cliente (usuários)


Verificar se a capacidade dos servidores O tempo de resposta é adequado
a que se destina a ferramenta é
adequada ao funcionamento da mesma
Verificar se a largura de banda para O tempo de resposta é adequado mesmo com
transmissão dos dados é adequada à vários acessos simultâneos e sem que ocorram
ferramenta timeouts

Cláudio Ângelo Nhancale 42


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Observar a facilidade de adaptação dos O interface da aplicação é simples o suficiente


utilizadores finais ao uso da ferramenta para os utilizadores a que se destina

Verificar se a ferramenta corresponde Verificar se o cliente está satisfeito totalmente


às expectativas do cliente em caso de satisfação parcial acrescentar
funcionalidades ou reformular alguns
aspectos da ferramenta

Tabela 4 – Testes a realizar no sistema e resultado esperado

4.8 Administração da Base de Dados Remotamente


A administração remota da base de dados deverá ser efectuada pelo Administrador(s) do
sistema, bastando para tal no Browser, dentificar o endereço do servidor seguido da
palavra phpmyadmin ,como mostra a figura abaixo:

O phpMyAdmin é uma excelente ferramenta para gerenciamento de servidores MySQL e


que pode ser acessada de qualquer lugar a partir de um navegador WEB

Fig 17. Acesso ao servidor remotamente

Após este passo, é nos pedido para introduzir a Senha e a Password correctamente, e
seguidamente, é apresentada a tela que permite administrar a base de dados remotamente,
conforme ilustra a figura abaixo:

Cláudio Ângelo Nhancale 43


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Fig 18. Administração remota da base de dados

A administração remota usando o PhpMyAdmin permiti-nos efectuar todas as actividades


de administração, como se estivéssemos no servidor.

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CAPÍTULO V

CONCLUSÃO

Numa época em que os acontecimentos se sucedem a um ritmo nunca dantes imaginado,


tornando o rítmo de vida muito agitado com o consequente aumento da sua complexidade
e dimensão, só com a detenção de informação adequada e disponibilizada dentro de
“timings” razoáveis, é que se consegue enfrentar tais desafios. Assim, são os Sistemas de
Informação e a respectiva Tecnologia de Informação e Comunicação associada, que nos
permitem reduzir os níveis de incerteza com que nos deparamos diariamente, facilitando-
nos a tarefa de aquisição, tratamento e armazenamento da informação que concerne a
aprendizagem.

Este trabalho demonstra a aplicabilidade de soluções informatizadas no apoio às


instituições de ensino, e consequentemente ao processo de ensino e aprendizagem. O
resultado da pesquisa mostra que apesar de muitas condições adversas, como a falta de
recursos humanos, recursos materiais e financeiros de melhor qualidade, quando se faz
um planejamento e com poucos recursos, é possível desenvolver e se aplicar sistemas de
Informação que respondam as necessidades da instituição, quer sejam Universidades
publicas assim como escolas publicas, e que os mesmos sistemas, com uma boa
administração e manutenção podem durar muito tempo a servirem as instituições para as
quais foram concebidas tornando assim, o PEA mais dinâmico.
O sistema aqui propostos vem colmatar a grande dificuldade que actualmente a UP
possuí no que concerne ao flexibilização na divulgação dos resultados académicos aos
estudantes, assim como a disponibilização de material académicos disponibilizados pelos
Docentes.
O uso da interface web entretanto apresenta algumas desvantagens, quanto ao tempo de
espera de processos complexos e conjunto limitado de controles visuais. Entretanto,
verificou-se que essas limitações podem ser contornadas através do uso de estratégias de
ergonomia no desenvolvimento da interface, assim como a existência de um servidor com
requisitos minímos (velocidade de processamento, capacidade de armazenamento e
tamanho de memoria) em função do numero de usuários para a instituição a qual se
destina o sistema.
Cláudio Ângelo Nhancale 45
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5.1 RECOMENDAÇÕES

Sendo Sistemas de Informação, um tema vasto, e não sendo possível abranger todos os
aspectos em um único trabalho, recomenda-se que se que elabore mais trabalhos
relacionados, e que abranjam outras áreas que não foram abrangidas no presente trabalho,
pois só assim se poderá contribuir para o melhoramento da qualidade ensino, bem como
a qualidade do funcionamento das instituições de ensino.

Este trabalho, de forma alguma, esgota, ou pretendeu esgotar, as investigações em relação


ao modelo aqui proposto, pelo que recomenda-se que se criem condições para que o
sistema proposto seja implementado e que se dê continuidade às investigações para
validação e aperfeiçoamento das interfaces do sistema, assim como incorporação de mais
serviços.
Parte do gerenciamento de um sistema de Informação em rede consiste em monitorar a
rede de dados afim de evitar problemas e, quando necessário, solucionar problemas que
realmente acabem acontecendo. Pelo que uma recomendação importante é que exista
um(ou vários) Administradores por forma a gerenciar o sistema, garantirem o
funcionamento pleno do mesmo.
Para que o sistema possa ser implementado, é necessário que a Instituição disponha de
alguns requisitos básicos tais como: um Servidor Web para hospedar a página que será
disponibilizada via web, um Servidor de Base de Dados que armazenara a base de dados
MySQL.

Sendo o sistema proposto um sistema que irá guardar informações importantes para a
instituição em causa, faz-se necessária a implementação de fortes medidas de segurança,
quer a nível lógico, quer a nível físico. Tal necessidade agrava-se pelo facto de ser um
sistema que estará disponível na Web. Dentre estas medidas destacam-se:

§ Proteger o servidor web através de um firewall


§ Limitar o número de pessoas que possuem acesso de administrador ao servidor
web;
§ Se a máquina precisa ser administrada remotamente, estabelecer sempre conexões
seguras.

Cláudio Ângelo Nhancale 46


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§ Utilizar softwares de detecção de intrusão que possam monitorar as conexões para


o servidor;
§ Efectuar backups de informação regularmente

O servidor(es) onde estão a correr os serviços têm de ter uma capacidade de


processamento suficientemente para lidar com a quantidade prevista de pedidos, tem de
ter uma largura de banda que permita transferir os dados para o browser web com uma
rapidez satisfatória e capaz de evitar timeouts e é necessário existir espaço suficiente em
disco para guardar todos os dados necessários para o funcionamento tanto do portal como
para os documentos gerados por ele e todos os outros dados que interessa guardar como
notas dos alunos, estatística, etc.

Cláudio Ângelo Nhancale 47


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5.2 GLOSSÁRIO
A
ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network)
Rede de longa distância (WAN-Wide Area Network) criada em 1969 pela Advanced
Research Projects Agency (ARPA, actualmente Defense Advanced Projects Research
Agency, ou DARPA) em consórcio com as principais universidades e centros de pesquisa
dos EUA, com o objectivo específico de investigar a utilidade da comunicação de dados
em alta velocidade para fins militares. É conhecida como a Rede-Mãe da actual Internet e
foi colocada fora de operação em 1990, dado que estruturas alternativas de redes já
cumpriam o seu papel nos EUA.

B
Browser (Navegador/Vasculhador)
Programa de aplicação cliente que permite aceder, geralmente por meio de uma interface
gráfica, de maneira aleatória ou sistemática, a informações diversas, contendo textos,
imagens, gráficos, sons, etc. O acesso ao servidor remoto pode ser feito via rede local ou
modem.

C
CGI (Common Gateway Interface)
Aplicação servidora utilizada geralmente para processar solicitações do navegador
(browser) através de formulários HTML, enviando o resultado como páginas dinâmicas
HTML. Pode ser utilizado para ligação (gateway) a outras aplicações e bases de dados do
servidor. Exemplo de linguagens de programação, usadas geralmente na escrita de CGIs,
são: Perl, C, C++, VBScript e JavaScript.

Criptografia
É a técnica de codificar (encriptar) uma mensagem ou mesmo um ficheiro utilizando um
código secreto. Com o propósito de segurança, as informações nele contidas não podem
ser utilizadas ou lidas até serem descodificadas.

Cláudio Ângelo Nhancale 48


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D
Download
Processo de se transferir uma cópia de um ficheiro num computador remoto para outro
computador através da rede; o ficheiro recebido é gravado no disco do computador local.

F
Firewall
“Parede de fogo”. Dispositivo que controla o tráfego entre a Internet e um computador
ligado à mesma. Impede que utilizadores não autorizados entrem neste computador, via
Internet, ou que dados de um sistema caiam na Internet, sem prévia autorização. Assim,
um firewall é um sistema que, em última análise, impede a violação dos dados numa
Intranet.

FTP (File Transfer Protocol)


Protocolo padrão de transferência de ficheiros entre computadores, utilizado
normalmente para transmitir ou receber ficheiros via Internet.
H
Home Page
Página inicial de um sítio da Web, referenciada por um endereço electrónico. É a página
de apresentação de uma empresa ou instituição. Escrita em HTML, pode conter textos,
imagens, sons, ponteiros ou links para outras páginas ou outros servidores da Internet,
etc.
HTML (Hypertext Markup Language)
Linguagem padrão utilizada para escrever documentos para a Web. É uma variante da
SGML (Standard Generalized Markup Language), bem mais fácil de aprender e usar,
possibilitando a preparação de documentos com gráficos e ligações para outros
documentos, para visualização em sistemas que utilizam a Web.
HTTP (HyperText Transfer Protocol)
Este protocolo é o conjunto de regras que permite a transferência de informações na Web,
permitindo que os autores de páginas de hipertexto incluam comandos que possibilitem
ligações para recursos e outros documentos disponíveis em sistemas remotos, de forma
transparente para o utilizador.

Cláudio Ângelo Nhancale 49


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L
Ligações ou Hiperligações (Links ou HiperLinks)
São ponteiros ou palavras chaves destacadas num texto, que quando actuadas com o
clique do rato nos levam para o assunto desejado, mesmo que esteja noutro ficheiro ou
servidor.
Linguagem Script
São linguagens de programação cujo código fonte é interpretado pelo programa em
tempo de execução.
Login
O login é o nome digitado pelo utilizador para aceder ao servidor da rede. Para entrar na
rede, é necessário digitar uma identificação (login), seguida de uma senha (password).
S
Sítio (Site)
Conjunto de documentos (páginas HTML) Web interligados, alojados num ou mais
computadores, no seio de uma instituição ou entidade. No mundo virtual, é um endereço
cuja porta de entrada se designa por home page.
U
URL (Uniform Resource Locator)
Localizador de recursos universal. Sistema normalizado de atribuição de nomes, ou de
endereçamento, para documentos e outros meios, acessíveis através da Internet.
W
Web (World Wide Web, WWW)
Literalmente, teia de alcance mundial. Baseada em hipertexto, integra diversos serviços
da Internet que oferecem acesso, através de hiper-ligações, a recursos multimédia da
Internet. Responsável pela popularização da rede, que agora pode ser acedida através de
interfaces gráficos de uso intuitivo, como o Netscape Navigator ou o Microsoft Internet
Explorer, a Web possibilita uma navegação mais fácil pelos recursos da Internet.

Cláudio Ângelo Nhancale 50


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5.3 BIBLIOGRAFIA

1. ALMEIDA, Alexandre et all, Pesquisa e desenvolvimento em UML, Unisul –


Universidade do sul, São paulo,2001

2. AROCA, Rafael: Tutorial MySQL, Apostilando.com, São Paulo, 2000

3. ARROYO, Alexandre dos Santos: Programação Para a Web Usando PHP,


Centro de Computação da Unicamp, campinas, 2002.

4. ABITEBOUL, Serge. Gerenciando dados na web. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

5. BARROS, Pablo. UML : Linguagem de Modelagem Unificada em Português,


Disponível em http://cc.uso.edu/uml

6. FIGUEIREDO, Bruno: Web Disign – Estrutura, concepção e Produção de sites


Web. 2ª Edição actualizada, FCA Editora 2004

7. FIGUEIREDO, António. Aspectos de segurança na web. Revista de Informação e


Tecnologia, Unicamp, Campinas, v.1, n.6, set. 1999.

8. LOZANO, Fernando, Apache + PHP + MySQL, SEPJ, 2001

9. MAXFIELD, Wade. Aprendendo MySQL & PHP. São Paulo: Makron, 2001.
398p.

10. NUNES , Mauro & O’NELL Henrique, Fundamental de UML, 3ª Edição


actualizada, FCA Editora, 2004

11. VICENTE, Luís Atilio: Desenvolvimento de Sites na Web em unidade de


Informação, Biblioteca Central – UNICAMP, Campinas, 2000

12. “MySQL: The World's Most Popular Open Source Database”, MySQL AB,
http://www.mysql.org/ Acesso: 18/10/2007

13. “Navegador Web – Wikipédia”, http://pt.wikipedia.org/wiki/Browser

14. “MySQL – Wikipédia”, Wikipédia, - http://pt.wikipedia.org/wiki/MySQL

15. “PHP: Hypertext Preprocessor”, PHP, http://www.php.net/ Acesso: 11/06/2008

Cláudio Ângelo Nhancale 51


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APÊNDICES
1- DESCRISÃO DAS INTERFACES

§ Tela Principal do Admnistrador

Figura 19: Tela Principal do Administrador

§ Tela para Cadastro de um Docente a uma Disciplina

Figura 20: Tela para cadastro de um Docente a uma Disciplina

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§ Tela Principal do Docente:

Figura 21 : Tela Principal do Docente

§ Impressão de uma Pauta

Cláudio Ângelo Nhancale 53


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Figura 22: Tela Para Impressão de uma pauta


Tela principal do Estudante

Figura 23: Tela do estudante

2 -CÓDIGO

§ Conexão com a base de dados

<?php

$servidor = "localhost";

$basedados = "monografia";

$usuario = "root";

$senha = "";

@$db = mysql_pconnect($servidor, $usuario, $senha);

if(!$db){

Cláudio Ângelo Nhancale 54


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echo "<script>javascript:alert('Erro: Não foi feita a conexão com o banco de dados.


Tente novamente.');window.location='index.php';</script>";}

mysql_select_db($basedados,@$db );

?>

§ Verificação da senha e Password de um usuário ao fazer o login

<?php

require("config.php");

$nome = $_POST["user"];

$código = $_POST['senha'];

if($nome == "") {print "<script>javascript:alert(' Digite o


Usuário');window.location='index.php';</script>";exit;

}if($código == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite a


Senha');window.location='index.php';</script>";

exit;}

$query = "SELECT * FROM estudante where login='$nome'";

$consulta = mysql_query($query);

$row = mysql_fetch_object($consulta);

$linhas = mysql_num_rows($consulta);

if ($linhas>0) {if ($row-> senha == $código){

session_start(); $_SESSION["nome"] = $nome;

$_SESSION["senha"] = $código;

$_SESSION["nome2"] = $row->nome;

$_SESSION["apelido"] = $row->apelido;

header("Location: frame.php");

Cláudio Ângelo Nhancale 55


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}else{print "<script>javascript:alert('Senha não


Confere');window.location='index.php';</script>";}}

else{print "<script>javascript:alert('Usuário não


Confere');window.location='index.php';</script>";}

mysql_close(@$db); ?>

§ Cadastro de um estudante na base de dados

<? php

require("config.php");

$nr = $_POST["nr_processo"];

$nome = $_POST["nome"];

$apelido = $_POST["apelido"];

$email = $_POST["email"];

$contacto = $_POST["contacto"];

$apelido = $_POST["apelido"];

$ano = $_POST["ano"];

$turma = $_POST["turma"];

$login = $_POST["login"];

$senha = $_POST["senha"];

$senha2 = $_POST["senha2"];

if($nr == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite o Numero de Processo


');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;} else {

$query = "SELECT * FROM estudante where nr_proc='$nr'";

$consulta = mysql_query$query);

$linhas = mysql_num_rows($consulta);

Cláudio Ângelo Nhancale 56


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if ($linhas>0) {print "<script>javascript:alert(' Nr De Processo ja


Existe');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}}if($nome == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite o


Nome');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}if($apelido == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite o


Apelido');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}if($ano == "n") {

print "<script>javascript:alert(' Escolha o


Ano');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}if($turma == "n") {

print "<script>javascript:alert(' Escolha a


Turma');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}if($login == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite o


Login');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}

if($senha == "") {

print "<script>javascript:alert(' Digite a


Senha');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;} else {

if($senha != $senha2) {

print "<script>javascript:alert(' Confirme a senha


Correctamente');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";exit;

}else {

$query = "SELECT * FROM estudante where senha='$senha'";

$consulta = mysql_query($query);

Cláudio Ângelo Nhancale 57


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$linhas = mysql_num_rows($consulta);

if ($linhas>0) {

print "<script>javascript:alert(' Senha ja


Existe');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

exit;}}}

$sql = "insert into estudante (`nr_proc`,`nome` ,`apelido` ,`ano` ,`contacto` ,`e-mail`


,`turma` ,`login` ,`senha` ) values
('$nr','$nome','$apelido','$ano','$contacto','$email','$turma','$login','$senha')";

$consulta = mysql_query($sql);

print "<script>javascript:alert('Cadastro efectuado com


Sucesso');window.location='cadastro_estudante.php';</script>";

mysql_close(@$db); ?>

4- Tabelas Usadas

Figura 24 : Tabelas Existentes na Base de dados

Cláudio Ângelo Nhancale 58


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ÍNDICE

RESUMO ..................................................................................................................................1
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ............................................................................2
LISTA DE FIGURAS ..............................................................................................................3
LISTA DE TABELAS .............................................................................................................4
CAPITULO I. INTRODUÇÃO...............................................................................................5
1.1 Importancia do Tema ...............................................................................................6
1.2 Formulação Do Problema........................................................................................6
1.3 Hipóteses ..................................................................................................................7
1.4 Justificativa ..............................................................................................................8
1.5 Objectivos Do Trabalho .........................................................................................8
1.6 Metodologias ............................................................................................................8
1.7 Estrutura do trabalho ...............................................................................................9
CAPÍTULO II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................. 10
2.1 Sistemas de Informação .................................................................................................. 10
2.1.1 Perigos que ameaçam os Sistemas de Informação ............................................... 10
2.2 A Internet ......................................................................................................................... 12
2.2.1 Estrutura da Internet ............................................................................................... 12
2.2.2 Serviços Disponíveis na Internet ........................................................................... 13
2.3 O Ambiente WEB ........................................................................................................... 14
2.3.1 Funcionamento da WEB ........................................................................................ 15
2.3.2 Conexão com Banco de Dados .............................................................................. 16
2.3.3 Segurança de Dados na WEB ................................................................................ 16
CAPÍTULO III. DESCRIÇÃO DAS TECNOLOGIAS USADAS.................................... 18
3.1 Navegador Web ......................................................................................................... 18
3.2 Servidor Apache ........................................................................................................ 19
3.3 Base de dados MySQL .............................................................................................. 20
3.4 Linguagem HTML..................................................................................................... 21
3.5 Linguagem PHP ......................................................................................................... 22
3.5.1 O que pode ser feito com PHP? .......................................................................... 23

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3.5.2 PHP e HTML ....................................................................................................... 23


3.5.3 Arquitectura e Funcionamento do PHP .............................................................. 24
3.5.4 Potencialidade do PHP ........................................................................................ 25
3.5.5 A base de dados MySQL e o PHP ..................................................................... 25
3.6 Apache + PHP +MySQL, por que utilizar três? ...................................................... 26
3.7 Modelação UML........................................................................................................ 27
3.8.1 Fases do Desenvolvimento de um Sistema em UML ........................................ 28
CAPITULO IV. SISTEMA DE GESTÃO PEDAGÓGICA ON-LINE ............................ 30
4.1 Disponibilidade do Sistema ...................................................................................... 30
4.2 Estrutura do Sistema .................................................................................................. 30
4.3 Operacionalidade do Sistema.................................................................................... 32
4.4 Login do Sistema ....................................................................................................... 32
4.5 Diagramas .................................................................................................................. 33
4.5.1 Diagrama de Casos de Usos................................................................................... 33
4.5.2 Diagrama de classes ............................................................................................... 35
4.5.3 Diagramas de Sequência ........................................................................................ 36
4.6 Descrição das interfaces ............................................................................................ 36
4.7 Critérios de validação ................................................................................................ 41
4.8 Administração da Base de Dados Remotamente ..................................................... 43
CAPÍTULO V. CONCLUSÃO ............................................................................................ 45
5.1 RECOMENDAÇÕES ..................................................................................................... 46
5.2 GLOSSÁRIO ................................................................................................................... 48
5.3 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................. 51
APÊNDICES ......................................................................................................................... 52

Cláudio Ângelo Nhancale 60