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Objectivos:

Familiarizar-se com os conceitos de optica geométrica

Compreender o funcionamento do microscópio

Treinar a utilização do equipamento de óptica.

Introdução

A

óptica

é

um

ramo

da

que

estuda

a

luz

ou, mais amplamente,

a

radiação eletromagnética, visível ou não. A óptica explica os fenômenos

de reflexão,

de <a href=reflexão , refração outras coisas . " id="pdf-obj-1-50" src="pdf-obj-1-50.jpg">

outras coisas.

e

difração, a interação

entre

a

luz

e o meio, entre

Óptica geométrica: Trata a luz como um conjunto de raios que cumprem o princípio de Fermat. Utiliza-se no estudo da transmissão da luz por meios homogêneos (lentes, espelhos), a reflexão e a refração.

A lupa é o instrumento óptico de ampliação mais simples que existe. Sua principal finalidade é a obtenção de imagens ampliadas, de tal maneira que seus menores detalhes possam ser observados com perfeição.

A lupa, também é chamada de microscópio simples e consiste em uma lente convergente, logo, cria imagens virtuais.

Em linhas gerais, qualquer lente de aumento pode ser considerada como uma lupa. Há tipos que constam de um suporte contendo a lente, uma armação articulada, onde é colocada a lâmina que contém o objeto a ser observado e um espelho convergente (o condensador) para concentrar os raios luminosos sobre o objeto. Este deve ser colocado a uma distância da lente, menor que a distância focal da mesma.

As lunetas astronômicas são instrumentos ópticos de aproximação, são usadas na observação de objetos muitos distante.

As lunetas astronômicas são instrumentos formados por dois sistemas ópticos distintos: uma lente objetiva de grande distância focal que proporciona uma imagem real e invertida do objeto observado, e uma lente ocular com distância focal menor que proporciona uma imagem virtual e invertida do objeto.

A principal diferença entre as lunetas astronômicas e terrestres é, além do porte, a posição da imagem. Aquelas apresentam a imagem final invertida, e essas apresentam a imagem na posição real do objeto já que possuem um sistemas de lentes adicionais entre a objetiva e a ocular.

O microscópio composto, ou simplesmente, microscópio, é um instrumento óptico utilizado para observar regiões minúsculas cujos detalhes não podem ser distinguidos a olho nu.

É baseado

no conjunto de

duas lentes.

A primeira

é

a

objetiva que é

fortemente convergente (fornece uma imagem real e invertida)

e possui

pequena distância focal, fica voltada para o objeto e forma no interior do aparelho a imagem do mesmo. A segunda é ocular também com pequena distância focal, menos convergente que a objetiva, permite ao observador ver essa mesma imagem, ao formar uma imagem final virtual e direita.

Teoria

Imagens de lentes delgadas

lentes convexas convertem:

 

Feixes paralelos ao eixo optico em feixes que passam no foco da lente no outro lado da lente

Feixes que passam

no

foco

da

lente antes

da

lente para feixes

paralelos ao eixo óptico depois da lente

Feixes que passam no centro da lente não são desviadas

pequena distância focal, fica voltada para o objeto e forma no interior do aparelho a imagem

O olho

O olho humano funciona como uma lente convexa, que tem uma distancia focal variavel. A imagem do objecto y é projectada na retina, que é sensivela a luz. Assim a imagem é transmitida ao cérebro através do nervo da visão. A distância óptima para ler é de 25 cm.

pequena distância focal, fica voltada para o objeto e forma no interior do aparelho a imagem

O microscópio

Em princípio um microscópio de luz consiste de uma lente com distância focal L 1 curta( por exemplo f= +20mm) e uma lente com distância focal L 2 maior ( por exemplo f= 50mm). Assim um objecto pequeno é amplificado com a lente L 1 (objectiva) e a respectiva imagem real é observada com uma lupa L 2 (ocular) que produz uma imagem virtual ampliada.

Para obter um resultado óptimo da ampliação o objecto é posicionado ligeiramente fora da maior do que o objecto.

A

ocular

é

posicionada

de

forma

a

que

a imagem intermédia fica

ligeiramente dentro da distância focal da ocular. Assim a ampliação do microscópio pode ser escrita como o produto das ampliações objectiva e da ocular:

 O microscópio Em princípio um microscópio de luz consiste de uma lente com distância focal

equação 1

.

A ampliação da objectiva é dada por:

 O microscópio Em princípio um microscópio de luz consiste de uma lente com distância focal

equação 2

Aparelhos de óptica, como lupa, microscópio e telescópio aumentam o ângulo visual Ɛ para Ɛ´. Assim a ampliação óptica é definida como:

 O microscópio Em princípio um microscópio de luz consiste de uma lente com distância focal

equação 3

Com base na equação 2 a ampliação do microscópio é dada por:

 O microscópio Em princípio um microscópio de luz consiste de uma lente com distância focal

equação 4

Procedimentos Experimentais

  • 1. pegou-se em duas lentes sendo uma com f= 20mm para objectiva e uma lente de f=50mm para ocular montando-se assim um microscópio;

  • 2. com base no microscópio montado no 1º passo observou-se a pulga de um cão;

  • 3. usou-se a equação 4 para calcular a ampliação do microscópio;

  • 4. usando um condensador de f=

6 cm

e uma

lente

convexa de f=

50mm montou-se um projector de diapositivos;

  • 5. determinamos a ampliação do objecto projectado no passo 4º;

  • 6. usando uma lente de f= +300mm para objectiva e uma lente de f=

50mm para ocular, preparou-se um telescópio de Kepler e observou- se objectos a longa distância;

  • 7. estimou-se a ampliação do telescópio de Kepler;

  • 8. montou-se um telescópio de Galileu para observar objectos a longa distância usando uma lente de f= +300mm para objectiva e uma lente de f= -50 mm para ocular;

  • 9. Com o microscópio de Galileu estimou-se a ampliação dos objectos observados.

Resultados

  • 1- Para determinar a ampliação do Microscópio deve-se ter em conta a distância entre a lente objectiva e a lente ocular. Usando a fita métrica obteve-se (f= 31 cm)

Dados:

t= 31 cm = 0,31 m

f objectiva = 20 mm = 0,020 m

f ocular = 50 mm = 0,050 m

s o = 25 cm = 0,025 m

determinando a ampliação usando a equação 4 tem-se:

Γ Micr =

0,031m 0,025m

0,020m

0,050m =0,775m

  • 2- determinando a ampliação do objecto projectado no passo 4º temos:

Dados:

b= 50 cm= 0,5m

g= 6,5 cm= 0,065 m

determinando a ampliação usando a equação 3 tem-se:

Γ

experimental =

b

  • = 0,065m 0,5m =0,076m

g

Γ teórico = 0,077 m

  • 3- Montamos o telescópio de Kepler com os seguintes dados:

f objectiva = +300 mm= 0,3 m

f ocular = 50 mm= 0,05 m

estimando a ampliação do telecópio de Kepler usando a equação usada no passo aterior temos:

0,3m Γ= f objectiva f ocular = 0,05m =6, 0
0,3m
Γ= f objectiva
f ocular
=
0,05m =6, 0

A primeira lente (o objetivo) incidirá o objeto um pouco além do ponto focal da segunda lente (a ocular). Isto cria uma imagem intermédia real. Esta imagem intermediária é agora o objecto para a ocular (Em utilização astronomia o objecto está a uma distância muito grande para

que a imagem intermediária é muito próximo do foco de ambas as lentes). Porque este objeto está dentro do ponto focal da ocular, a imagem final será apresentado ampliado e invertido, como mostrado. Também se pode ver neste diagrama que o campo de visão é significativamente aumentada a partir da imagem anterior e que o telescópio Kepler vai mostrar uma parte muito maior da imagem (não uma ampliação maior). A ampliação de ambas destes instrumentos é a razão entre a distância focal da objectiva de comprimento focal ocular. Para esses telescópios a ampliação é 0,3m/0,05m= 6X.

  • 4- Montamos o telescópio de Galileu usando a mesma equação e os seguintes dados temos:

f objectiva = +300 mm= 0,3 m

f ocular = -50 mm=- 0,05 m

estimando a ampliação do telescópio de Galileu tem-se

Γ= f objectiva f ocular

= 0,3m

0,05m

=−6

A distância focal da objectiva é maior do que a distância entre as duas lentes. Isso explica por que o telescópio é menor em comprimento do que a versão de Kepler. Porque os raios incidentes a partir do topo e da parte inferior do objecto nunca se cruzam no ponto focal, a imagem é vista como estando na posição vertical. Esta é uma imagem virtual assim chamado porque o olho recebe os raios como se houvesse uma imagem, mas na realidade não há nenhuma imagem final que pode ser visto em uma tela.

Discução e Conclusão

Através deste experimento pudemos comprovar experimentalmente a relação entre configurações de lente e ampliações de objeto em um projetor obtendo através de cálculos o valor da lente utilizada na experiência, também o comportamento da imagem em relação à distância focal.

Para um microscópio observamos a relação ente distancia focal e ampliação obtida para cada configuração de pares de lente todos os resultados apresentarem-se próximos à teoria.

Para os telescópios as observações estavam de acordo com o esperado de acordo com a teoria.

Foi possível observar o funcionamento de aparelhos muito usados no cotidiano.

Os diversos instrumentos ópticos estão intimamente ligados às nossas vidas. Através de recursos relativamente simples foram capazes de revolucionar a humanidade, seja propiciando prazer e conforto ou mesmo, ajudando aos homens na busca de suas origem ou de um aprimoramento científico.