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QI ESCOLAS E FACULDADES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

Administração

CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO A dministração F inanceira ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 2º Ciclo Versão

Financeira

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A dministração F inanceira ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 2º Ciclo Versão 2014/2 Coordenação Pedagógica –
A dministração F inanceira ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 2º Ciclo Versão 2014/2 Coordenação Pedagógica –

2º Ciclo

Versão 2014/2

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QI ESCOLAS E FACULDADES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

AULA 1

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FINANÇAS EMPRESARIAS

2 CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

3 DEFINIÇÃO DE FINANÇAS

3.1 Agentes Econômicos

3.1.1

3.1.2

3.1.3

Indivíduos

Empresas

Governos

3.2 Fluxo das Finanças

3.3 Funções das Finanças

3.3.1 Financiamentos

3.3.2

3.3.3 Investimentos

Fundos

4 FUNÇÕES E OBJETIVOS DO GERENTE FINANCEIRO

4.1

4.2 Rentabilidade

4.3 Planejamento Financeiro

4.4 Administração do Capital Fixo ou Permanente

4.5 Funções Rotineiras

Liquidez

4.5.1 Relações Bancárias

4.5.2 Política de Crédito

4.5.3 Alternativas de Investimentos

4.5.4 Transações Imobiliárias

4.6 Dilema do Gerente Financeiro

5

5

6

6

6

6

6

6

7

7

7

7

7

7

8

8

8

8

8

8

8

9

9

9

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

4.6.1

Liquidez (envolve aspecto financeiro)

9

4.6.1.3 Rentabilidade (envolve aspecto econômico)

9

5

DIFERENÇA ENTRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E A CONTABILIDADE

10

5.1 Administração Financeira

10

5.2 Contabilidade

10

6

TIPOS DE INVESTIMENTOS

11

6.1

Tipos e Características dos Investimentos

11

7

REVISÃO DE CONTABILIDADE BÁSICA

12

7.1 Balanço Patrimonial

12

7.1.1 Balanço Patrimonial Simplificado (modelo básico)

13

7.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

14

AULA 2

15

8

ANÁLISES ECONÔMICO-FINANCEIRAS

15

8.1

Conceito Análise Econômico-Financeiras

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8.2 Objetivos das Análises Econômico-Financeiras

8.3 Métodos de Análise

8.3.1

8.3.2 Coeficiente ou percentagem

8.3.3

8.3.4 Diferença Absoluta

Quociente

Índice

15

15

16

16

16

16

9 ANÁLISE FINANCEIRA

17

9.1

Conceitos e Particularidades

17

9.2

Liquidez

18

9.3

Solvência

18

9.4

Sistemática de Cálculo

19

10

ANÁLISE VERTICAL

19

10.1 Conceito

19

10.2 Objetivo

19

10.3 Característica

20

10.4 Metodologias de Cálculo

20

11

ANÁLISE HORIZONTAL

20

11.1 Conceito

20

11.2 Objetivos

20

11.3 Características

20

11.4 Metodologia de Cálculo

21

12

ANÁLISE ECONÔMICA

22

12.1 Conceito e Particularidades

22

12.2 Objetivos

22

12.3 Fontes de Informações

22

12.4 Aspectos Avaliativos

22

 

AULA 3

24

13

ANÁLISE FINANCEIRA CURTO PRAZO - FLUXO DE CAIXA

24

13.1 Avaliação da Capacidade Financeira em Curto Prazo

26

13.2 Cálculos dos Indicadores Financeiros de Curto Prazo

29

13.3 Interpretação dos Resultados

33

 

AULA 4

34

14

AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FINANCEIRA EM LONGO PRAZO

34

Vamos Praticar

38

14.1

Cálculos dos Indicadores Financeiros de Longo Prazo

39

14.1.1 - Interpretação dos Resultados

AULA 5

43

44

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

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1

ANÁLISE VERTICAL

 

44

14.2

Conceito

44

14.3

Objetivo

44

14.4

Procedimentos de Cálculo

44

14.4.1

Identificação

Percentual dos Elementos

44

14.5

Práticas de Análise Vertical DRE e BALANÇO PATRIMONIAL

45

OBS.: veja exemplo na vídeo-aula (Deduções / ROB x 100)

14.5.1 Cálculos de Percentuais das Contas de Resultado DRE

14.5.2 Interpretação dos dados percentuais das Contas de Resultado DRE

14.5.3 Interpretação dos dados percentuais das Contas Patrimoniais - BP

14.5.4

14.5.5 PASSIVO

OBS.: veja exemplos na vídeo-aula:

ATIVO

Clientes /ativo circulante x 100 Ativo circulante / ativo total x

45

46

47

50

50

51

52

52

52

 

AULA 6

53

15

ANÁLISE HORIZONTAL

53

15.1 Conceito

53

15.2 Objetivo

53

15.3 Procedimentos de Cálculo - Igualdade dos Valores Monetários

53

15.4 Práticas de Análise Horizontal DRE e BALANÇO PATRIMONIAL

55

15.5 Interpretação dos Dados Percentuais das Contas de Resultados DRE

57

15.6 Interpretação dos dados percentuais das Contas Patrimoniais - BALANÇO

PATRIMONIAL

61

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

15.6.1 ATIVO

61

15.6.2 PASSIVO

62

 

AULA 7

64

16

ANÁLISE ECONÔMICA - LUCRATIVIDADE E RENTABILIDADE

64

16.1 Conceituações

64

16.2 Fonte de Informações

65

16.2.1 Lucratividade

65

16.2.2 Indicadores Econômicos

65

16.2.3 Rentabilidade

67

16.3 Situação Prática Lucratividade e Rentabilidade

68

 

16.3.1 Interpretação dos Resultados da Lucratividade

71

16.3.2 Interpretação dos Resultados da Rentabilidade

73

AULA 8

75

17

ANÁLISE ECONÔMICA - TAXA DE RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO

75

17.1

Situação Prática Taxa de Retorno sobre o Investimento

79

1.1.2.1 Interpretação dos Resultados

REFERÊNCIAS

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AULA 1

1 INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FINANÇAS EMPRESARIAS

Atualmente as organizações estão cada vez mais voltadas a atender sobremaneira as mudanças de necessidades de seus atuais e futuros clientes, aliado, ainda, às constantes evoluções tecnológicas que vem transformando as rotinas operacionais.

A administração financeira não poderia deixar de evoluir neste contexto, pois sua interferência no crescimento e desenvolvimento das organizações é essencial, considerando a sua participação direta no que diz respeito a viabilidade de investimentos, independentemente do mercado de atuação.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Dentro desta ótica ela exige cada vez mais que seus profissionais conheçam as necessidades de um mercado novo e em crescimento, devendo estar preparados para tomar as decisões fundamentais para o sucesso organizacional.

Daí que o ato de gerenciar envolve as quatro funções elementares Administração e visa à
Daí
que
o
ato
de
gerenciar
envolve
as
quatro
funções
elementares
Administração e visa à obtenção de lucro.
PLANEJAR
ORGANIZAR
LUCRO
CONTROLAR
DIRIGIR

da

Figura 1 - Esquema de Funções Básicas da Administração

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2 CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Zdanowicz (2006), expressa com clareza o conceito de administração financeira, como sendo a captação dos recursos necessários e a sua eficiente aplicação para que a empresa possa operar de acordo com os objetivos e metas estabelecidos por seus administradores.

3 DEFINIÇÃO DE FINANÇAS

Podemos definir finanças como a parte da administração que controla os movimentos financeiros ocorridos entre os principais agentes econômicos.

3.1 Agentes Econômicos

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Os agentes econômicos envolvem as empresas, os indivíduos e os governos que estão em constante interação entre si, recebendo, gastando ou investindo recursos. Utilizando, na maioria das vezes, as instituições financeiras como intermediários neste processo.

3.1.1 Indivíduos

Remunerados pelas empresas, retornam parte destes recursos pelo consumo dos produtos produzidos pelas empresas, e outra parte, repassam para o governo através de impostos.

3.1.2 Empresas

Geram receitas pela comercialização de seus produtos, em contrapartida, desembolsam recursos com a remuneração dos indivíduos, com gastos na transformação, se indústria, ou aquisição de mercadorias, se comércio, nos investimentos e no pagamento de impostos ao governo.

3.1.3 Governos

Arrecadam recursos via cobrança de impostos, gerando gastos com a remuneração do funcionário público e investem em infraestrutura em prol da população.

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3.2 Fluxo das Finanças

CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 3.2 Fluxo das Finanças Figura 2 - Fluxo de Finanças 3.3 Funções

Figura 2 - Fluxo de Finanças

3.3 Funções das Finanças

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

As funções das finanças dentro das estruturas empresariais centralizam-se em três decisões fundamentais:

3.3.1 Financiamentos

Relativo às formas de captação de recursos longo prazo, normalmente de terceiros, ou seja, fontes externas à empresa, usadas no mais das vezes para aquisição de bens de uso duráveis.

3.3.2 Fundos

São as formas de captação de recursos de curto prazo, mais usual, decorrentes da atividade fim ou do processo produtivo da organização identificado como fontes internas, usadas essencialmente para o capital de giro da empresa.

3.3.3 Investimentos

Estabelecendo quais as melhores alternativas para o sucesso organizacional.

4 FUNÇÕES E OBJETIVOS DO GERENTE FINANCEIRO

Os gestores ou gerentes financeiros administram ativamente as finanças de todos os tipos de empresas, sejam elas financeiras ou não financeiras, grandes ou pequenas, privadas ou públicas. Eles desempenham uma variedade de tarefas, tais como:

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4.1 Liquidez

Acompanhar a disponibilidade de recursos financeiros diários da organização, visando honrar os compromissos assumidos com terceiros (capacidade de pagamento). Ex.: Verificar diariamente os saldos bancários disponíveis nas contas correntes da empresa, visando identificar o montante de recursos financeiros para pagar as dívidas com vencimento naquele dia.

4.2 Rentabilidade

Acompanhar os resultados obtidos pela empresa (capacidade de gerar lucro), visando à remuneração dos recursos financeiros investidos pelos sócios ou investidores. Ex.: Identificar se as vendas efetuadas estão com a margem de lucro projetada para o produto a ser comercializado.

4.3 Planejamento Financeiro

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Envolve as projeções dos fluxos de receitas (vendas, entradas), custos e despesas (gastos, custos, saídas) operacionais a serem ocorridas em determinados períodos futuros. Ex.: Elaboração do Fluxo de Caixa semanal ou mensal.

4.4 Administração do Capital Fixo ou Permanente

Controlam as conservações, manutenções ou aquisições das máquinas, equipamentos e bens imóveis ou móveis existentes na organização. Preservação dos bens para um melhor aproveitamento. Ex.: Controle e manutenção dos bens fixos da empresa, tais como: veículos, máquinas e equipamento e móveis e utensílios.

4.5 Funções Rotineiras

4.5.1 Relações Bancárias

Relativas à aquisição de empréstimos ou financiamentos junto a instituições financeiras, bem como buscar as menores taxas de juros para minimizar os gastos financeiros. Ex.: Contatar os bancos visando efetuar uma operação de Desconto de Duplicatas para antecipação de recebíveis.

4.5.2 Política de Crédito

Está relacionado à concessão ou não de crédito a seus clientes em suas vendas. Ex.: Avaliar em quantas parcelas a empresa pode financiar seus clientes.

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4.5.3 Alternativas de Investimentos

Envolve a decisão sobre em que ativos (tangíveis e intangíveis) a empresa deve

investir. Ex.: Aquisição de uma nova máquina de produção de bens, verificando se

seus investimentos trarão o retorno esperado.

4.5.4 Transações Imobiliárias

Envolve as relações comerciais junto ao segmento imobiliário. Ex.: Compra ou

venda ou aluguel de imóveis para a empresa.

4.6 Dilema do Gerente Financeiro

FINANCEIRA

(LIQUIDEZ)

OPERACIONAL

REAL ECONÔMICA LUCRO (RENTABILIDADE)
REAL
ECONÔMICA
LUCRO
(RENTABILIDADE)

CAPACIDADE

Figura 3 - Dilema do Gerente Financeiro

4.6.1 Liquidez (envolve aspecto financeiro)

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

É a capacidade que a empresa possui ou não em pagar seus compromissos em

dia junto a terceiros, sendo dividido em dois tipos de Liquidez:

A. Liquidez Técnica ou Operacional é a capacidade que a empresa possui em

honrar seus compromissos em dia com terceiros, através de seu processo

operacional;

B. Liquidez Real é a capacidade financeira que a empresa possui em honrar seus

compromissos em dia com terceiros, através da venda e um ou mais itens do

ativo fixo.

4.6.1.3 Rentabilidade (envolve aspecto econômico)

É a capacidade que a empresa possui de gerar lucro ou desempenho positivo.

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5 DIFERENÇA ENTRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E A CONTABILIDADE

Apesar dos gestores financeiros utilizarem os demonstrativos contábeis para

realizarem suas analises e avaliações, e, em algumas vezes, tomarem a decisão

baseados nestes relatórios, existem uma diferença significativa destas duas áreas

na estrutura das organizações.

5.1 Administração Financeira

A Administração Financeira tem como finalidade a sustentação das atividades

da empresa, envolvendo o planejamento e o controle das entradas e saídas de

recursos. Adota o REGIME DE CAIXA (foco no movimento dos recursos que entram

no caixa da empresa), ou seja, reconhecendo as receitas, os custos e as despesas

somente quando efetivamente ocorrerem no caixa da organização.

5.2 Contabilidade

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A principal finalidade da contabilidade será de registrar os fatos contábeis que

afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas das organizações,

reconhecendo as receitas auferidas pela empresa no momento da venda do produto,

mercadoria ou serviço e as despesas quando efetivamente ocorrerem (independente

de ter entrado o recurso no caixa no caixa). Ex.: venda à prazo. Adota o REGIME

DE COMPETÊNCIA.

Quadro 1 - Administração Financeira X Contabilidade

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA REGIME DE CAIXA Relevante quando efetivamente recebidos ou pagos pelo caixa da empresa.
ADMINISTRAÇÃO
FINANCEIRA
REGIME
DE
CAIXA
Relevante quando
efetivamente
recebidos ou
pagos pelo caixa
da empresa.
CONTABILIDADE REGIME DE COMPETÊNCIA Fato registrado na data da efetiva venda ou compra.
CONTABILIDADE
REGIME
DE
COMPETÊNCIA
Fato registrado na
data da efetiva
venda ou compra.

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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

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6 TIPOS DE INVESTIMENTOS

Outro tema que faz parte do cotidiano da gestão financeira de uma empresa diz

respeito aos investimentos dos quais a empresa poderá utilizar acordo com suas

necessidades.

6.1 Tipos e Características dos Investimentos

Figura 4 - Tipos e Características de Investimentos

POUPANÇA

AÇÕES • ALTA LIQUIDEZ • BAIXA RENTABILIDADE • MÉDIA SEGURANÇA • ALTA LIQUIDEZ • ALTA

AÇÕES

AÇÕES • ALTA LIQUIDEZ • BAIXA RENTABILIDADE • MÉDIA SEGURANÇA • ALTA LIQUIDEZ • ALTA RENTABILIDADE

ALTA LIQUIDEZ BAIXA RENTABILIDADE MÉDIA SEGURANÇA

ALTA LIQUIDEZ ALTA RENTABILIDADE BAIXA SEGURANÇA (varia de acordo com o mercado).

• MÉDIA SEGURANÇA • ALTA LIQUIDEZ • ALTA RENTABILIDADE • BAIXA SEGURANÇA (varia de acordo com
IMÓVEIS VEÍCULO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS • BAIXA LIQUIDEZ • ALTA RENTABILIDADE • ALTA SEGURANÇA (varia

IMÓVEIS

VEÍCULO

IMÓVEIS VEÍCULO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS • BAIXA LIQUIDEZ • ALTA RENTABILIDADE • ALTA SEGURANÇA (varia de

MÁQUINAS E

EQUIPAMENTOS

BAIXA LIQUIDEZ ALTA RENTABILIDADE ALTA SEGURANÇA (varia de acordo com a localização)

BAIXA LIQUIDEZ BAIXA RENTABILIDADE BAIXA SEGURANÇA

BAIXA LIQUIDEZ ALTA RENTABILIDADE ALTA SEGURANÇA

Liquidez: trata-se de um investimento líquido de fácil vendagem, fácil solvência,

isto é, pode ser rapidamente trocado por moeda. Sempre voltado à

transformação em dinheiro.

Rentabilidade: faz referência ao fato de que um investimento é rentável quando

tem um alto retorno sobre o capital investido. Um algo a mais sobre aquilo que

foi investido, mesmo que em alguns centavos.

Segurança: faz associação ao grau de risco, que ao ser minimizado, oferecerá

menores chances de “perdado investimento. Tranquilidade quanto aos

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aspectos da liquidez e rentabilidade.

Lembrete: Um negócio raramente será atendido por todas as caraterísticas supracitadas.

7 REVISÃO DE CONTABILIDADE BÁSICA

Conceito de Contabilidade: é a ciência que registra os movimentos que afetam

as situações patrimoniais, financeiras e econômicas das organizações.

Patrimônio: Sob o ponto de vista contábil, é o conjunto de bens, direitos e

obrigações vinculados a uma pessoa qualquer (física ou jurídica) que constitui um

meio indispensável para que esta realize seus objetivos.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Os bens e direitos representam os aspectos POSITIVOS do patrimônio (aquilo

que a pessoa TEM), por isso a chamamos de ATIVO.

As obrigações representam os aspectos NEGATIVOS do patrimônio (aquilo

que a pessoa DEVE), por isso a chamamos de PASSIVO.

A diferença entre o Ativo e o Passivo representa o PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL)

de uma determinada pessoa.

7.1 Balanço Patrimonial

Quadro 2 - Estrutura Básica Balanço

Ativo

Passivo

Bens

Obrigações

 

Patrimônio Líquido (PL)

Direitos

Recursos Próprios

Ativo: O Ativo compreende os bens e os direitos da entidade (patrimônio bruto

da entidade). Representa as aplicações de recursos e suas contas serão

dispostas em ordem decrescente de acordo com o seu nível de liquidez.

Passivo: O passivo compreende as obrigações da entidade perante terceiros.

Representa as contas de recursos de terceiros aplicados na organização (origem

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de recursos) e suas contas serão colocadas em ordem decrescente de acordo com o grau de exigibilidade ou aquele que vencer primeiro. Patrimônio Líquido: Representa a diferença entre o Ativo (bens e direitos) e o Passivo (obrigações) de uma pessoa física ou jurídica. Representa as contas de recursos próprios investidos na organização e suas contas serão demonstradas em ordem decrescente de importância de obrigação junto aos investidores, ou seja: Capitais, Reservas e Lucros. Conta: É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel. Por isto elas devem ser tratadas com seriedade pelos contadores e empresários. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua gestão, como as compras, as vendas, os pagamentos, os recebimentos, são registrados em livros próprios através das contas.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

7.1.1 Balanço Patrimonial Simplificado (modelo básico)

Quadro 3 - Balanço Patrimonial Simplificado

ATIVO

PASSIVO

CIRCULANTE Caixa Banco conta Corrente Clientes a Receber Duplicatas a Receber Estoque de Mercadorias Despesas Pagas Antecipadamente NÃO CIRCULANTE Realizável em Longo Prazo Valores a Receber em Longo Prazo Adiantamentos a Diretores Investimentos Participações em Sociedade Controladas Obras de Arte Imobilizado Imóvel Veículos Móveis e Utensílios (-) Depreciações e Amortizações Intangível Marcas e Patentes Desenvolvimento de Novos Produtos

CIRCULANTE Fornecedores Salários a Pagar Duplicatas a Pagar Impostos a Recolher Empréstimos Bancários Credores Diversos NÃO CIRCULANTE Financiamentos em Longo Prazo Empréstimos de Coligadas PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Capital Social Subscrito (-)Capital Social a Integralizar Reservas De Capital Estatutária Para Contingências Lucros Prejuízos Acumulados

SOMA DO ATIVO

SOMA DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

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7.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

Essa demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geralmente num lapso de tempo de um mês ou um ano.

Quadro 4 - Modelo Simplificado do Demonstrativo de Resultado do Exercício

ITENS

R$

1. RECEITA OPERACIONAL BRUTA Venda de Produtos ou Mercadorias Venda de Serviços

 

2. DEDUÇÕES Devoluções de Produtos ou Mercadorias Descontos Concedidos Incondicionalmente Impostos Faturados

 

3. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

(1 2)

4. CUSTOS OPERACIONAIS Custo dos Produtos ou Mercadorias Vendidas Custo dos Serviços Prestados

 

5. LUCRO ou PREJUÍZO OPERACIONAL BRUTO

(3 4)

6. DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Administrativas Despesas com Pessoal Despesas Comerciais Despesas Financeiras Despesas Tributárias Outras Receitas (+) e Despesas ( - )

 

7. LUCRO ou PREJUÍZO OPERACIONAL LÍQUIDO

(5 6)

8. RESULTADO NÃO OPERACIONAL Receitas Não Operacional (entradas de recursos) Despesas Não Operacionais (saídas de recursos)

 

9. LUCRO LÍQUIDO, antes dos IMPOSTOS.

(7 8)

10. PROVISÕES DE IMPOSTOS Provisão para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica Provisão para a Contribuição Social Lucro Líquido

 

11. LUCRO LÍQUIDO, antes das PARTICIPAÇÕES.

(9 10)

12. PARTICIPAÇÕES NOS RESULTADOS Participações de Administradores Participações dos Empregados Participações de Debentures Participações de Partes Beneficiárias

 

13. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

(11 12)

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À medida que os conteúdos forem sendo desenvolvidos exemplos práticos sobre estas estruturas serão realizadas visando facilitar o entendimento destas demonstrações contábeis.

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AULA 2

8 ANÁLISES ECONÔMICO-FINANCEIRAS

As abordagens apresentadas a seguir envolverão aspectos essencialmente teóricos, seu aprofundamento com casos práticos e a aplicabilidade das fórmulas correspondentes serão demonstrados posteriormente.

8.1 Conceito Análise Econômico-Financeiras

A principal finalidade destas análises será informar aos gestores a exata situação que a empresa se encontra naquele momento. Utilizando as demonstrações financeiras será possível estudar e avaliar, com base nos elementos patrimoniais e de resultados, as melhores decisões a serem tomadas sobre questões presentes e futuras da organização.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

8.2 Objetivos das Análises Econômico-Financeiras

Para Zdanowicz, inúmeros são os objetivos das análises, na qual relacionaremos adiante, mas uma das principais envolve a qualificação do processo de tomada de decisão, através de procedimentos numéricos e estatísticos relativo a dois ou mais períodos, a fim de auxiliar ou instrumentalizar os gestores a conhecer a situação da organização.

Outros relevantes objetivos a serem utilizadas tais análises, envolvem conforme abaixo:

Analisar a capacidade de gerar lucros no período;

Avaliar as condições de honrar com as obrigações com pontualidade;

Calcular a rentabilidade sobre o capital investido, tanto próprio quanto total;

Implantar controles internos;

Estimar a situação financeira de curto, médio e longo prazo.

8.3 Métodos de Análise

Segundo os autores Walter e Braga, para se efetuar as análises econômico- financeiras das organizações utilizamos diversos métodos de cálculos, a utilização irá variar em função do ramo de atividade ou do tamanho da empresa que está sendo avaliada. Servem para facilitar o entendimento. Os mais importantes são:

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8.3.1 Quociente

É determinado pela relação existente entre duas ou mais contas, grupo ou

subgrupo de contas, indicará quantas vezes um contém o outro ou a proporção de

um em relação ao outro que se pode calcular a liquidez e a rentabilidade.

8.3.2 Coeficiente ou percentagem

É quanto cada componente patrimonial ou de resultado representa em relação

ao todo do qual ele faz parte, realizando as análises, comparações e interpretações

entre dois ou mais períodos consecutivos.

8.3.3 Índice

É a avaliação do aumento ou da diminuição dos valores que expressam os

elementos patrimoniais ou de resultados, em determinada série histórica de

exercícios sociais, podendo ocorrer em termos nominais quando não se leva em

consideração a inflação do período e, em termos reais quando se elimina o efeito

inflacionário, fazendo um comparativo com o setor econômico.

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8.3.4 Diferença Absoluta

É a apuração quantitativa e qualitativa dos recursos captados e injetados na

organização, estudando a forma como esses recursos foram aplicados, baseando-se

na diferença entre os saldos de início e fim do período, a valores constantes, para

determinar o fluxo de movimentação financeira.

Quadro 5 - Principais Métodos e Técnicas de Avaliação das Organizações

QUOCIENTE

COEFICIENTE OU PERCENTAGEM

ÍNDICES

POR DIFERENÇA ABSOLUTA

Í N D I C E S POR DIFERENÇA ABSOLUTA Confronto entre dois ou mais valores
Í N D I C E S POR DIFERENÇA ABSOLUTA Confronto entre dois ou mais valores
Í N D I C E S POR DIFERENÇA ABSOLUTA Confronto entre dois ou mais valores
Í N D I C E S POR DIFERENÇA ABSOLUTA Confronto entre dois ou mais valores

Confronto entre dois ou mais valores heterogêneos (diferentes).

Relação da parte com o todo o qual faz parte.

Série de períodos com valores homogêneos, escolhendo um como base de confronto (terá que ser escolhido um ano como ano-base).

Entre saldos de mesma conta contábil.

como ano-base). Entre saldos de mesma conta contábil. Análise da razão entre os valores. Análise Vertical
como ano-base). Entre saldos de mesma conta contábil. Análise da razão entre os valores. Análise Vertical
como ano-base). Entre saldos de mesma conta contábil. Análise da razão entre os valores. Análise Vertical
como ano-base). Entre saldos de mesma conta contábil. Análise da razão entre os valores. Análise Vertical

Análise da razão entre os valores.

Análise Vertical ou de Estrutura.

Análise horizontal ou de Evolução.

Análise das aplicações e fontes de recursos.

Fonte: adaptado de Zdanowicz, José Eduardo. Estrutura e Análise das Demonstrações Contábeis

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É importante destacar que, para efetuarmos o estudo das Análises Econômico-

Financeiras das organizações, é necessário, obrigatoriamente, separar a Análise

Econômica, que envolve todos os aspectos relativos à Lucro, da Análise

Financeira, que em sua base envolve todos os aspectos relativos à liquidez e

solvência.

Segue abaixo um esquema para melhor compreensão desta divisão da Análise

Financeira que serão abordadas com maior detalhamento nas próximas aulas.

Quadro 6 - Divisão da Análise Econômico Financeira

ANÁLISE ECONÔMICA Análise da Lucratividade Análise da Rentabilidade Análise da Taxa de Retorno sobre o
ANÁLISE ECONÔMICA
Análise da Lucratividade
Análise da Rentabilidade
Análise da Taxa de Retorno
sobre o Investimento

9 ANÁLISE FINANCEIRA

ANÁLISE FINANCEIRA Análise Financeira Curto Prazo - Liquidez Análise Financeira Longo Prazo - Solvência Análise
ANÁLISE FINANCEIRA
Análise Financeira
Curto Prazo - Liquidez
Análise Financeira
Longo Prazo - Solvência
Análise Vertical
Análise Horizontal

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

9.1 Conceitos e Particularidades

A

Análise

Financeira

examina,

de

forma

criteriosa

os

dados financeiros,

comparando-os com as condições internas e externas que possam afetar a

organização.

A análise dos fatores internos da empresa envolve essencialmente:

a) O desenvolvimento do ciclo operacional.

b) A capacidade gerencial.

c) Os controles internos.

d) A motivação dos colaboradores.

e) O nível tecnológico disponível.

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Em contrapartida os fatores externos à organização, aqueles que influenciam ou que poderão vir a impactar em suas atividades operacionais, devem ser analisados sob os seguintes aspectos:

a) Fatores de ordem política.

b) Ordem social.

c) Ordem econômica.

d) Ordem setorial.

9.2 Liquidez

Em linhas gerais a liquidez refere-se à capacidade financeira que a organização possui para pagar os compromissos assumidos em dia com terceiros, ou seja, disponibilidades suficientes para honrar suas dívidas.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A liquidez tem relação direta com o período de curto prazo, dessa forma para se

efetuar o estudo da análise financeira, devemos comparar os bens e direitos realizáveis e as obrigações que ocorrerão nos próximos 365 dias.

Circulante, tais como: caixa, bancos,

aplicações, acrescidos dos créditos realizáveis e dos estoques, inclusive os

transformáveis, compõem a base referência dos bens e direitos.

Assim sendo, as contas do

Ativo

Enquanto as exigibilidades são compostas pelas contas do Passivo Circulante, cujas principais são: fornecedores, as provisões e as obrigações fiscais, trabalhistas e financeiras.

9.3 Solvência

A solvência é a medida de avaliação da capacidade financeira de longo prazo

para satisfazer os compromissos assumidos perante terceiros.

Comercialmente, uma empresa solvente é identificada quando os bens e direitos alocados no seu Ativo forem superiores as suas exigibilidades, constantes no Passivo, garantindo, dessa forma que a qualquer momento as dívidas serão cobertas.

É importante esclarecer, entretanto, que Liquidez e Solvência não são palavras

sinônimas. Pois nem sempre os bens e direitos disponibilizados no Ativo da empresa possuem alta liquidez.

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Uma empresa precisa ter liquidez (dinheiro de forma imediata para pagamento das dívidas assumidas) e solvência (honrar compromissos de longo prazo, através de seu patrimônio e direitos à receber).

9.4 Sistemática de Cálculo

Esta análise, ainda, é um dos meios pelo qual os gestores identificam, através dos INDICADORES FINANCEIROS, qual a capacidade que a organização possui em honrar ou não seus compromissos assumidos com terceiros (PASSIVO), a qualquer tempo, ou seja, curtos ou longos prazos.

Para se realizar os estudos desses indicadores financeiros é fundamental relacionar os grupos, as classificações ou subgrupos de contas do ATIVO com os grupos, as classificações e subgrupos de contas do PASSIVO ou PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Dessa forma pode-se afirmar que o Balanço Patrimonial é a principal fonte de informações para a elaboração do estudo da Análise Financeira de uma organização, pois são os dados deste demonstrativo que sustentam os cálculos efetuados.

10 ANÁLISE VERTICAL

10.1 Conceito

A Análise Vertical que também é conhecida como ANÁLISE DE ESTRUTURA diz respeito ao processo de estudo comparativo entre períodos que busca avaliar, em termos percentuais, qual a participação de cada elemento contábil, patrimonial ou de resultado, em relação ao GRUPO ou SUBGRUPO de contas ou a CLASSIFICAÇÃO a qual pertence.

10.2 Objetivo

O estudo da Análise Vertical tem por finalidade analisar o comportamento destes elementos contábeis no período avaliado, identificando se eles sofreram alguma alteração relevante no resultado, que exija uma avaliação mais detalhada dos dispositivos contábeis.

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10.3 Característica

Como característica básica a Análise Vertical busca transformar os valores monetários de uma Demonstração Financeira em coeficientes percentuais, não havendo necessidade de inflacionar ou deflacionar os valores dos respectivos elementos contábeis.

10.4 Metodologias de Cálculo

A formulação de cálculo desta análise é relativamente simples, bastando dividir

o valor indicado em cada conta (elemento) contábil em relação ao valor total a qual

pertence, multiplicando por 100, para transformação em percentagem ou percentual.

11 ANÁLISE HORIZONTAL

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

11.1 Conceito

A Análise Horizontal, igualmente denominada como ANÁLISE DE EVOLUÇÃO,

busca estudar as variações reais ocorridas ou não dos valores dispostos em cada CONTA, CLASSIFICAÇÃO, GRUPO ou SUBGRUPO de contas contábeis existentes no Ativo, Passivo ou Patrimônio Líquido (Balanço Patrimonial PB), assim como no

Demonstrativo de Resultado (DRE).

11.2 Objetivos

A principal finalidade da Análise Horizontal será avaliar as tendências ou comportamentos dos elementos contábeis, tanto das contas patrimoniais (PB) como de resultado (DRE), num período de tempo superior a dois anos.

11.3 Características

A. Identificar as tendências futuras dos elementos contábeis das demonstrações

financeiras, avaliando os motivos de um crescimento ou redução significativa.

B. É necessário que a análise seja de períodos iguais, através da igualdade de

valores.

C. Deve ser determinado um PERÍODO-BASE e a partir dele fazer todos os

ajustes monetários, inflacionado ou deflacionando as respectivas comparações.

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O PERÍODO-BASE pode ser qualquer ano ou mês da série histórica, desde que não seja um período atípico (períodos em que a empresa auferiu grandes lucros ou grandes prejuízos).

11.4 Metodologia de Cálculo

Para a realização do presente cálculo, inicialmente deve-se corrigir todos os valores monetários inseridos nas Demonstrações Financeiras, baseado nos índices de inflação calculados por órgãos competentes, transformando os dados percentuais referenciados ao mesmo PERÍODO-BASE.

Para o cálculo dos índices se usa a técnica de números índices, em que todos os valores são iguais a 100% (PERÍODO-BASE).

Aplicando-se uma regra de três obtêm-se os percentuais dos períodos seguintes. A variação que exceder a 100% ou que faltar para 100% será o que vamos interpretar como análise de evolução ou involução em relação ao PERÍODO-BASE.

Em síntese:

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Análise Vertical - (de estrutura)

Análise Horizontal - (de evolução)

Analisar a participação de cada elemento contábil em relação ao total ao qual pertence.

Analisar as variações reais dos valores de cada elemento contábil.

Identificar qual alteração relevante eles sofreram no seu valor.

Identificar as tendências ou comportamentos desses elementos.

Calcular dividindo o valor da conta pelo valor total a qual pertence e multiplicar por 100. O resultado será em %.

Calcular igualando os valores. Definindo um período-base (qualquer ano ou mês que não seja atípico) e ajustar os valores a esta base.

Igualar o período-base a 100%. Calcular os percentuais dos períodos seguintes através da regra de três.

OBS.: a variação maior será a evolução e a menor a involução, em relação ao período-base.

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12 ANÁLISE ECONÔMICA

12.1 Conceito e Particularidades

Tanto para Machado como para Zdanowicz, a análise econômica tem por finalidade estudar o desempenho que cada produto, linha de produtos / serviços ou unidades de negócios contribuiu para a geração de lucros na empresa.

A essência deste estudo é a relação de todos os aspectos pertinentes às atividades operacionais vinculados ao processo produtivo, às características comerciais e a distribuição destes produtos ou serviços para o mercado.

Sua importância tem relação direta com os seguintes aspectos:

a) Avaliação do desempenho econômico interno e externo no período;

b) Viabilidade econômica da organização em longo prazo;

c) Necessidade de tomar decisões rápidas para corrigir alguma anomalia;

d) Fornecimento de dados e informações para a análise de projetos de investimentos;

e) Área de planejamento para a construção de cenários.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Em síntese o conceito de Análise Econômica envolve o estudo realizado nas organizações, em determinado período, visando avaliar sua capacidade de gerar lucro ou obter desempenho positivo.

12.2 Objetivos

Como foco essência, a Análise Econômica tem por finalidade demonstrar, por meio de indicadores, como os gestores estão utilizando os recursos próprios e de terceiros investidos na organização para atender a geração de resultados.

12.3 Fontes de Informações

Este estudo requer a utilização do Balanço Patrimonial (BP ) e o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), este último o mais relevante.

12.4 Aspectos Avaliativos

Neste aspecto temos que entender que quando uma empresa decide investir $ 1,00 no ATIVO OPERACIONAL (meio produtivo - aquisição de matéria-prima ou

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máquina e equipamentos), ela tem sempre como objetivo de buscar o retorno do valor aplicado com alguns centavos adicionais.

No mesmo sentido, procurará fazer com que cada $ 1,00 que foi aplicado, seja devolvido o maior número de vezes possível.

A receita total (RT) da empresa será o resultado dos centavos adicionais

auferidos, combinado à velocidade de circulação do dinheiro ocorrido em

determinado período de tempo, normalmente em períodos mensais.

A esses acréscimos de centavos adicionais relativos a cada $ 1,00 que foi

aplicado é usualmente chamado de LUCRATIVIDADE TOTAL ou MARGEM BRUTA DE LUCRO.

Ao número de vezes que todo $ 1,00 investido retorna ao caixa da organização chamamos de ROTAÇÃO ou GIRO.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

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AULA 3

13 ANÁLISE FINANCEIRA CURTO PRAZO - FLUXO DE CAIXA

Como destacado anteriormente a Análise Financeira é utilizada para medir a capacidade que a empresa tem em pagar suas dívidas junto a terceiros.

Em linhas gerais é uma forma de avaliar também o desempenho da empresa na administração de seu Fluxo de Caixa, ou seja, se ela está gerando recursos financeiros suficientes para honrar os compromissos assumidos. Na qual podemos resumir em uma fórmula bem elementar:

Na qual podemos resumir em uma fórmula bem elementar: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA O Fluxo de Caixa é

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

O Fluxo de Caixa é o principal instrumento de planejamento e de controle para o acompanhamento das movimentações financeiras ocorridas durante determinado período de tempo, ratificando o que foi visto anteriormente em que a Administração Financeira se preocupa efetivamente com o ingresso ou o desembolso de recursos ocorridos no caixa da empresa. Daí o sentido da identificação do REGIME DE CAIXA.

Para implementar e manter um fluxo de caixa eficiente é necessário estabelecer outros controles financeiros, como contas a receber, contas a pagar, estoques etc

como contas a receber, contas a pagar, estoques etc Coordenação Pedagógica – Cursos Técnicos Pág. 24

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QI ESCOLAS E FACULDADES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Ao analisarmos o Fluxo de
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CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Ao analisarmos o Fluxo de Caixa acima, identificamos algumas situações que
merecem atenção:

a) os valores previstos para vendas a vista em alguns dias não foram realizados de acordo com previsto.

b) em alguns dias do mês a empresa recebeu o valor total das duplicatas previsto, nos demais dias os valores recebidos foram inferior ao previsto;

c) nos dias 3 e 4 houveram desembolso não previstos para combustível e manutenção de veículos nos respectivos valores de R$ 120,00 e de R$

250,00;

d) no dia 05 estava previsto um valor relativamente baixo de vendas que não se realizou e, para o dia estava previsto uma saída expressiva de recursos para pagamento de folha de pagamento e impostos.

Toda vez que ocorrer falta de recursos implicará na revisão das estratégias da empresa, devendo, entre outros, observar os seguintes aspectos: renegociar com fornecedores o pagamento das obrigações; revisar o sistema de cobrança; fazer uma promoção das mercadorias; trabalhar com estoques mínimos; reduzir os prazos nas vendas a prazo; programar melhor as compras; vender bens e equipamentos ociosos.

No caso de ocorrência de sobra de recursos a empresa poderá aplicá-lo de forma planejada em: estoques; mercado financeiro; antecipar o pagamento de obrigações mediante desconto financeiro; ativo imobilizado, entre outros.

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Vale ressaltar que a sobra de caixa pode ocorrer de forma transitória, por alguns

dias e logo em seguida essa sobra ser utilizado para quitar os compromissos, assim,

é fundamental fazer uma análise da situação da empresa no curto, médio e longo

prazo, para que ela não seja descapitalizada e passe a depender de recursos de

terceiros.

Existem diversas formas de construir um fluxo de caixa, o ideal é contemplar

informações pertinentes àquilo que é previsto em contraponto ao realizado.

Para efetuarmos a Análise Financeira de uma organização são utilizadas

inúmeras fórmulas que buscam, no momento do estudo, demonstrar de forma mais

clara possível à situação de liquidez e de solvência desta empresa.

Entretanto cabe destacar que tais fórmulas podem variar de estrutura, conforme

a visão de cada autor, muito embora o resultado final, normalmente, seja muito

semelhante.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

13.1 Avaliação da Capacidade Financeira em Curto Prazo

Este tipo de análise vincula-se diretamente com o Fluxo de Caixa, relacionado à

liquidez, e serve para avaliar como foi o desempenho do capital de giro que circulou

no período analisado pela organização. O termo curto prazo envolve essencialmente

aquelas contas patrimoniais que possuem o prazo máximo de um ano.

A. CAPITAL CIRCULANTE (CC) - a análise do capital circulante, conhecido por

Capital de Giro, é efetuada pela diferença absoluta (em dinheiro), positiva ou

negativa, entre o valor dos Recursos existentes no Ativo Circulante (todos os valores

e bens que a empresa possui) e o montante de Recursos existentes no Passivo

Circulante (todos os valores que a empresa deve, em curto prazo).

AC > PC = CAPITAL CIRCULANTE POSITIVO (CCP) ou próprios.

AC < PC = CAPITAL CIRCULANTE NEGATIVO (CCN) ou

terceiros.

ONDE AC = ativo circulante. PC = passivo circulante.

> maior que

< menor que

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Dica: fatores que afetam a liquidez de uma empresa estão localizados no AC e no PC.

B. LIQUIDEZ INSTANTÂNEA (LI) também conhecida como LIQUIDEZ

IMEDIATA, busca avaliar a capacidade financeira da empresa em liquidar, de uma

só vez, os compromissos assumidos de curto prazo perante terceiros, apenas

considerando os recursos efetivamente à disposição da organização.

Os valores em disponibilidades envolvem as seguintes contas contábeis: Caixa,

Bancos conta Corrente, Numerários em Trânsito e Aplicações (financeiras) de

Imediata Liquidez.

Trânsito e Aplicações (financeiras) de Imediata Liquidez. Observações: Onde: LI = Liquidez imediata D =

Observações:

Onde:

LI

= Liquidez imediata

D

= Disponibilidades

PC = Passivo Circulante

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Não será relevante a análise de liquidez instantânea isoladamente.

Medidas satisfatórias para empresas industriais e comerciais estão na faixa de 0, 08 e 0,12. (

C. LIQUIDEZ SECA (LS) - avaliar a capacidade financeira em curto prazo da

empresa, incluindo, além das disponibilidades, também os direitos a receber

imediatos em relação às dívidas assumidas com terceiros.

imediatos em relação às dívidas assumidas com terceiros. Onde: LS = Liquidez Seca D = Disponibilidades

Onde:

LS = Liquidez Seca

D = Disponibilidades

VRL= Valores a Receber Líquidos

PC = Passivo Circulante

Ajustes a serem realizados:

Deduzir das contas de clientes, os títulos descontados ou negociados;

Deduzir a provisão para crédito de liquidação duvidosa (em torno de 3% do total

dos créditos);

Deduzir os devedores duvidosos ou incobráveis.

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LIQUIDEZ CORRENTE (LC) - avalia a capacidade financeira da empresa em saldar seus compromissos assumidos com terceiros em curto prazo, considerando os meios circulantes do ativo.

em curto prazo, considerando os meios circulantes do ativo. Ajustes a serem realizados : Onde: LC
em curto prazo, considerando os meios circulantes do ativo. Ajustes a serem realizados : Onde: LC
em curto prazo, considerando os meios circulantes do ativo. Ajustes a serem realizados : Onde: LC
em curto prazo, considerando os meios circulantes do ativo. Ajustes a serem realizados : Onde: LC

Ajustes a serem realizados:

Onde:

LC = Liquidez Corrente; D = Disponibilidades; VRL = Valores a Receber Líquidos Er = Estoques Reavaliados PC = Passivo Circulante

Além das correções dos Valores a Receber, corrigir os estoques, considerando os seguintes aspectos:

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Deduzir os estoques obsoletos e aqueles itens cuja rotação é quase nula;

Analisar o critério utilizado para a valorização do estoque, a fim de evitar uma superavaliação ou subavaliação dos mesmos.

Exemplo Prático

Com base nas demonstrações contábeis da Comercial RUMOCERTO Ltda., entre os anos de 20X1 a 20X3, em milhares de $, efetuar a análise financeira de curto prazo.

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Tabela 1 - Exemplo de Informações do Balanço Patrimonial

 

COMERCIAL RUMOCERTO LTDA. BALANÇO PATRIMONIAL (Em M$)

 
 

EXERCÍCIOS SOCIAIS

 

EXERCÍCIOS SOCIAIS

ATIVO

20X1

20X2

20X3

PASSIVO

20X1

20X2

20X3

CIRCULANTE Caixa e Bancos Aplicações de Liquidez Imediata Contas a Receber Duplicatas em Cobrança Bancária (-) Provisão para Devedores Duvidosos Estoques de Mercadorias

92.663

130.362

208.889

CIRCULANTE Fornecedores Impostos e Taxas a Recolher Contribuição Social a Recolher Ordenados e Gratificações a Pagar Provisão para o Imposto de Renda

52.683

82.386

118.912

18.543

24.760

18.947

47.069

70.134

94.911

4.052

7.221

0

897

1.220

2.523

17.974

28.269

53.478

468

1.518

2.839

558

696

1.524

2.222

3.059

6.615

(536)

(838)

(1.576)

1.826

5.889

11.933

52.072

70.254

136.516

Outras Contas a Pagar

201

566

91

NÃO CIRCULANTE Realizável em Longo Prazo Valores a Receber em Longo Prazo Adiantamento de Salários em Longo Prazo

9.856

17.111

21.624

NÃO CIRCULANTE

3.499

0

8.085

2.087

1.263

142

Financiamentos Bancários

3.499

0

8.085

49

36

36

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

46.337

65.087

103.516

2.038

1.227

106

Capital Capital Social

31.000

42.000

58.000

 

31.000

42.000

58.000

Investimentos Participação em Coligadas

1.501

2.354

3.510

 

1.501

2.354

3.510

Reservas Reserva de Capital

9.947

10.963

20.683

 

98

1.693

1.788

Imobilizado Veículos (-) Depreciação Acumulada Marca de Comércio

6.268

13.494

17.972

Reservas de Lucros

9.849

9.270

18.895

6.675

14.128

18.889

(415)

(647)

(930)

Lucros

5.390

12.124

24.833

8

13

13

Lucros Acumulados

5.390

12.124

24.833

TOTAL DO ATIVO

102.519

147.473

230.513

TOTAL DO PASSIVO E PL

102.519

147.473

230.513

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

13.2 Cálculos dos Indicadores Financeiros de Curto Prazo

A. CAPITAL CIRCULANTE

Fórmula AC > PC ou AC < PC

20X1

20X2

20X3

$92.663 > $52.683 = $39.980

$130.362 > $82.386 = $47.976

$208.889 > $118.912 = $89.977

Evidencia-se em todos os períodos um CCP, capital circulante positivo,

lembrando que se trata da análise do capital de giro da empresa.

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100000

90000

80000

70000

60000

50000

40000

30000

20000

Gráfico 1 - Capital Circulante

20X1 20X2 20X3
20X1
20X2
20X3

B. LIQUIDEZ INSTANTÂNEA ou IMEDIATA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

FÓRMULAS

20X1

20X2

20X3

D = somatório dos valores correspondes ao caixa + aplicações de liquidez imediata do respectivo período (ano) do balanço acima.

Metodologia de cálculo

D = Disponível (contas mais usuais: Caixa, Bancos, Aplicações Financeiras de curto prazo e Numerário em Trânsito) PC = Passivo Circulante (considera-se o valor total do Circulante)

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Gráfico 2 - Liquidez Instantânea

0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 20X1 20X2 20X3 C. LIQUIDEZ SECA
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
20X1
20X2
20X3
C. LIQUIDEZ SECA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

VRL = somatório dos valores correspondes ano a ano das contas a receber (17.974) + (558) duplicatas a receber deduzidos (- 536) de provisão para devedores duvidosos do balanço acima.

20x1

20x2

20x3

LS

Metodologia de cálculo D e PC Os valores destes componentes da fórmula, já foram explicados no índice de liquidez instantânea ou imediata. VRL = Valores a Receber Líquidos (contas mais usuais:

Clientes, Duplicatas a Receber ou em Cobrança, Créditos ou Contas a Receber, em resumo valores que a organização tem a receber).

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Gráfico 3 - Liquidez Seca

1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 20X1 20X2 20X3 D. LIQUIDEZ CORRENTE
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0
20X1
20X2
20X3
D. LIQUIDEZ CORRENTE

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

20x1 20x2 20x3
20x1
20x2
20x3

Metodologia de cálculo D, VRL e o PC Os valores destes componentes da fórmula, já foram explicados nos índices de liquidez instantânea e seca. Er = Estoques Reavaliados (contas usuais: Estoques de Produtos Prontos, em Transformação e de Matérias-primas, Estoque de mercadorias).

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Gráfico 4 - Liquidez Corrente

1,8 1,75 1,7 1,65 1,6 1,55 1,5 1,45 20X1 20X2 20X3 13.3 Interpretação dos Resultados
1,8
1,75
1,7
1,65
1,6
1,55
1,5
1,45
20X1
20X2
20X3
13.3 Interpretação dos Resultados

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Conforme se pode observar pelos resultados obtidos através dos indicadores financeiros de curto prazo a empresa acima, nos três anos avaliados, apresentou plena capacidade financeira de honrar seus compromissos com terceiros.

Através da análise do capital circulante, observa-se que no triênio o Ativo Circulante (bens e direitos) sempre foram superiores às dívidas com terceiros (Passivo Circulante), indicando que o capital de giro foi próprio, ou seja, gerado pela atividade comercial da empresa e que o Fluxo de Caixa foi adequadamente utilizado no processo de controle dos movimentos financeiros ocorridos neste período na organização.

Muito embora os indicadores de liquidez imediata e seca mostram quedas no período, no contexto empresarial isso não é relevante, pois nestes índices não há a integridade do patrimônio de curto prazo da empresa. Mesmo assim a liquidez seca no último ano avaliado apresenta o índice de 0,61, significando que naquele ano, somente com o disponível e com os créditos a receber líquidos, a empresa possuía 61% dos recursos para pagar as dívidas com terceiros. O índice de liquidez corrente, a mais importante desta análise, demonstra, igualmente, que os bens e direitos que a empresa possui em curto prazo sempre foram superiores aos compromissos do mesmo prazo. No ano de 20x2, para cada $1,00 devido a empresa possuía $ 1,58 de direitos, aumentando nos anos de 20x1 e 20x3 em que o valor que a empresa possuía era igual a $ 1,75, ou seja, $ 0,75 a mais em relação às dívidas.

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AULA 4

14 AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FINANCEIRA EM LONGO PRAZO

Esta avaliação financeira está diretamente ligada à Solvência da empresa, ou

seja, qual a relação da totalidade do patrimônio existente na organização com a

totalidade das dívidas por ela assumida.

Assim sendo, para este estudo, serão utilizadas todas as contas patrimoniais

existentes nos períodos avaliados.

A. SOLVÊNCIA GERAL (SG) - mede a capacidade de liquidez da empresa a

qualquer tempo, considerando a totalidade do patrimônio existente na organização

em relação ao montante das dívidas realizadas pela organização.

ao montante das dívidas realizadas pela organização. Onde: SG = Solvência Geral. AT = Ativo Total.

Onde:

SG = Solvência Geral.

AT = Ativo Total.

PE = Passivo Exigível (Circulante + Não Circulante)

Exemplo: Base de informação Tabela 1 Exemplo de Informações do Balanço

Patrimonial Comercial Rumocerto Ltda (vide aula 3)

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

FÓRMULA

20X1

20X2

20X3

Resultado:

< 1 PASSIVO a descoberto, ou seja, o ATIVO não é suficiente para cobrir as OBRIGAÇÕES assumidas com terceiros. = 1 ATIVO em total compromisso com recursos de terceiros, (empresa estará em estado de pré-insolvência). > 1 ATIVO superior às dívidas assumidas com terceiros, a qualquer tempo.

Percebe-se que no triênio em questão, para cada ano, o ATIVO é suficiente para

cobrir as obrigações assumidas, pois apresentaram resultado > 1.

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Pág.
34

QI ESCOLAS E FACULDADES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

B. GRAU DE ENDIVIDAMENTO (E) - expressa o comprometimento da empresa

com os capitais de terceiros nela alocados, ou seja, em quanto compromete todo o

patrimônio com as dívidas existentes. É estabelecido através da relação entre o

capital de terceiros e o total do patrimônio.

Onde:

E = Endividamento.

AT = Ativo Total.

PE = Passivo Exigível (Circulante + Não Circulante)

Exemplo: Base de informação Tabela 1 Exemplo de Informações do Balanço

Patrimonial Comercial Rumocerto Ltda (vide aula 3).

Patrimonial – Comercial Rumocerto Ltda (vide aula 3). FÓRMULA 20X1 20X2 20X3 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

FÓRMULA

20X1

20X2

20X3

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Observação: quanto mais próximo de zero, menor será o grau de endividamento

da empresa. Pode ser considerado índice satisfatório se o grau for igual a 0,5 ou

50%, indicando um equilíbrio em termos de distribuição de recursos próprios e de

terceiros aplicados no ativo.

C. GRAU DE GARANTIA DE CAPITAIS DE TERCEIROS (GT) - este índice

procura informar a garantia que os capitais próprios, Patrimônio Líquido, oferecem

aos capitais de terceiros, Passivo Exigível, aplicados na massa patrimonial ativa da

empresa.

Exigível, aplicados na massa patrimonial ativa da empresa. Onde: GT = Grau de Garantia de Capitais

Onde:

GT = Grau de Garantia de Capitais de Terceiros

PL = Patrimônio Líquido.

PE = Passivo Exigível (Circulante + Não Circulante).

Exemplo: Base de informação Tabela 1 Exemplo de Informações do Balanço

Patrimonial Comercial Rumocerto Ltda (vide aula 3).

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FÓRMULA

20X1

20X2

20X3

Resultado

> 1 indicará que o ATIVO da empresa foi constituído em maior volume por recursos de terceiros, (preocupante para os credores). = 1 indicará que o ATIVO da empresa foi constituído por financiamentos próprios e de terceiros proporcionalmente em

50%.

< 1 indicará que o ATIVO foi constituído em maior volume com recursos próprios da empresa. (maior segurança aos credores que emprestaram capital a empresa).

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Percebe-se que no triênio em questão, para cada ano, o ATIVO foi constituído em

maior volume por recursos de terceiros, pois apresentaram resultado > 1.

D. GRAU DE LIQUIDEZ GERAL (LG) demonstra a situação financeira da

organização em longo prazo, ou seja, indica a relação entre a totalidade dos

recursos de curtos e longos prazos próprios da empresa com a totalidade dos

capitais de terceiros, igualmente de curtos e longos prazos aplicados na empresa.

igualmente de curtos e longos prazos aplicados na empresa. Onde: LG = Grau de Liquidez Geral
igualmente de curtos e longos prazos aplicados na empresa. Onde: LG = Grau de Liquidez Geral
igualmente de curtos e longos prazos aplicados na empresa. Onde: LG = Grau de Liquidez Geral
igualmente de curtos e longos prazos aplicados na empresa. Onde: LG = Grau de Liquidez Geral

Onde:

LG = Grau de Liquidez Geral

AC = Ativo Circulante.

ARLP

=

Ativo

Realizável

em

Longo

Prazo.

PE = Passivo Exigível (Circulante + Não Circulante).

Exemplo: Base de informação Tabela 1 Exemplo de Informações do Balanço

Patrimonial Comercial Rumocerto Ltda (vide aula 3).

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FÓRMULA 20x1 20x2 20x3 LG
FÓRMULA
20x1
20x2
20x3
LG

Resultado

< 1 Situação preocupante, pois a empresa em longo prazo não possui recursos suficientes para honrar seus compromissos perante terceiros, no mesmo período de tempo. = 1 Indicará que a empresa possui recursos suficientes em longo prazo apenas para cumprir seus compromissos assumidos com terceiros. > 1 Indicará que a empresa possui recursos mais que suficientes em longo prazo para honrar os compromissos assumidos perante terceiros, sobrando recursos para reinvestimento ou novos investimentos.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Percebe-se que no triênio em questão, para cada ano, a empresa possui recursos

mais que suficientes em longo prazo para honrar os compromissos assumidos

perante terceiros, sobrando recursos para reinvestimento ou novos investimentos,

pois apresentaram resultado > 1.

E. GRAU DE IMOBILIZAÇÃO DE CAPITAL PRÓPRIO (ICP) - indica quanto de

recursos próprios da organização foram direcionados para financiar os bens e

direitos que compõem o ativo permanente, que estão relacionados no ATIVO NÃO

CIRCULANTE, no subgrupo de contas: Investimentos, Imobilizado e Intangível.

Onde:

ICP = Grau de imobilização de capitais próprios.

AP = Ativo Permanente (Investimentos + Imobilizado + Intangível).

PL = Patrimônio Líquido.

Exemplo: Base de informação Tabela 1 Exemplo de Informações do Balanço

Patrimonial Comercial Rumo certo Ltda (vide aula 3).

Patrimonial – Comercial Rumo certo Ltda (vide aula 3). Coordenação Pedagógica – Cursos Técnicos Pág. 37

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FÓRMULA

20X1

20X2

20X3

Resultado

< 1 Indicará que os recursos próprios foram plenamente suficientes para financiar os bens e investimentos existentes no ATIVO permanente da organização. = 1 Indicará que os recursos próprios foram suficientes apenas para financiar os bens e investimentos existentes no ATIVO permanente da organização. > 1 Indicará que houve necessidade de capitais de terceiros para financiar os bens e investimentos existentes no ATIVO permanente da organização.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Percebe-se que no triênio em questão, para cada ano, os recursos próprios foram

plenamente suficientes para financiar os bens e investimentos existentes no Ativo

permanente da empresa, pois apresentaram resultado < 1.

Vamos Praticar

A partir das demonstrações financeiras do Supermercado QUASEDEGRAÇA

Ltda., no triênio 20X1 a 20X3, elabore a Análise Financeira da empresa, através dos

indicadores de longo prazo.

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Tabela 2 - Balanço Patrimonial

 

SUPERMERCADO QUASEDEGRAÇA LTDA

 
 

BALANÇO PATRIMONIAL (em M$)

 

ATIVO

20X1

20X2

20X3

PASSIVO

20X1

20X2

20X3

CIRCULANTE

120.194

194.283

340.236

CIRCULANTE

117.968

231.121

416.953

Caixa

451

790

1.451

Fornecedores

101.861

175.169

285.742

Banco Conta Corrente Contas a Receber

5.671

8.420

15.590

Outras Obrigações

16.107

55.952

131.211

a Pagar

6.195

13.752

32.742

Duplicatas em

14.394

7.696

500

NÃO CIRCULANTE

20.977

44.413

117.191

Cobrança

Adiantamentos a

9.272

13.049

41.226

Financiamento em

20.977

44.413

117.191

Funcionários

Longo Prazo

Estoque de

84.211

150.576

248.727

Mercadorias

PATRIMÔNIO

108.038

148.078

174.723

LÍQUIDO

NÃO CIRCULANTE

126.789

229.329

368.631

Capital

35.000

35.000

70.000

Realizável em Longo Prazo Valores a Receber em Longo Prazo Investimentos

3.808

4.644

4.845

Capital Social

45.000

45.000

80.000

3.808

4.644

4.845

Capital Social a Integralizar

-10.000

-10.000

-10.000

18.704

20.320

94.744

Reservas

73.038

113.078

104.723

Participação em

18.704

20.320

94.744

Reservas de Lucros

35.147

55.354

81.999

Outras Empresas

Imobilizado

104.277

204.365

269.042

Reserva de Capital

37.891

57.724

22.724

Imobilizações

104.277

204.365

269.042

Técnicas

TOTAL DO ATIVO

246.983

423.612

708.867

TOTAL DO

246.983

423.612

708.867

PASSIVO/PL

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

14.1 Cálculos dos Indicadores Financeiros de Longo Prazo

A. SOLVÊNCIA GERAL (SG)

Fórmula 20X1 20X2 20X3
Fórmula
20X1
20X2
20X3
Prazo A. SOLVÊNCIA GERAL (SG) Fórmula 20X1 20X2 20X3 Metodologia de cálculo AT = Ativo Total

Metodologia de cálculo AT = Ativo Total (somatório de todo o Ativo, ou seja, todo o patrimônio da empresa). PE = Passivo Exigível (somatório de todas as dívidas com terceiros da empresa).

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1,8

1,6

1,4

1,2

1

0,8

0,6

0,4

0,2

0

Gráfico 5 - Solvência Geral

1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Gráfico 5 - Solvência Geral 20x1 20x2 20x3

20x1

20x2

20x3

B. GRAU DE ENDIVIDAMENTO (GE)

Fórmula

20X1

20X2

20X3

GRAU DE ENDIVIDAMENTO (GE) Fórmula 20X1 20X2 20X3 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Metodologia de cálculo * PE =

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Metodologia de cálculo * PE = Passivo Exigível (somatório de todas as dívidas com terceiros da empresa). AT = Ativo Total (somatório total do Ativo, ou seja, todo o patrimônio da organização).

* Passivo Exigível = Passivo Circulante + Passivo Não Circulante

80%

70%

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%

Gráfico 6 - Grau de Endividamento

50% 40% 30% 20% 10% 0% Gráfico 6 - Grau de Endividamento 20x1 20x2 20x3 Coordenação

20x1

20x2

20x3

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C. GRAU DE GARANTIA DE CAPITAIS DE TERCEIROS

ADMINISTRAÇÃO C. GRAU DE GARANTIA DE CAPITAIS DE TERCEIROS Fórmula 20X1 20X2 20X3 Metodologia de cálculo
Fórmula 20X1 20X2 20X3
Fórmula
20X1
20X2
20X3

Metodologia de cálculo PE = Passivo Exigível (somatório de todas as dívidas com terceiros da empresa). PL = Patrimônio Líquido (é a diferença entre o Ativo Total e o Passivo Exigível, são os capitais próprios da empresa, sua constituição envolve:

Capital, Reservas e Lucros, além de Doações).

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Gráfico 7 - Grau de Garantia de Capitais de Terceiros

3,5

3

2,5

2

1,5

1

0,5

0

de Garantia de Capitais de Terceiros 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 20X1 20X2

20X1

20X2

20X3

D. GRAU DE IMOBILIZAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS (ICP)

20X3 D. GRAU DE IMOBILIZAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS (ICP) Fórmula 20X1 20X2 20X3 Coordenação Pedagógica –
Fórmula 20X1 20X2 20X3
Fórmula
20X1
20X2
20X3

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Metodologia de cálculo AP = Ativo Permanente (são os bens fixos da empresa, envolvem Investimentos + Imobilizado + Intangível, que são subgrupos do Ativo Não Circulante). PL = Patrimônio Líquido (é a diferença entre o Ativo Total e o Passivo Exigível, são os capitais próprios da empresa, sua constituição envolve: Capital, Reservas e Lucros, além de Doações).

Gráfico 8 - Grau de Imobilização de Capitais Próprios

2,5

2

1,5

1

0,5

0

de Imobilização de Capitais Próprios 2,5 2 1,5 1 0,5 0 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 20X1 20X2 20X3

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

20X1 20X2 20X3 E. LIQUIDEZ GERAL (LG) 20X1 20X2 20X3
20X1
20X2
20X3
E. LIQUIDEZ GERAL (LG)
20X1
20X2
20X3

Metodologia de cálculo AC = Ativo Circulante (somatório direto para esta classificação de conta). ARLP = Ativo Realizável em Longo Prazo (somente o valor correspondente a este subgrupo). PE = Passivo Exigível (somatório de todas as dívidas com terceiros da empresa).

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1

0,8

0,6

0,4

0,2

0

Gráfico 9 - Liquidez Geral

1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Gráfico 9 - Liquidez Geral 20X1 20X2 20X3 14.1.1 -

20X1

20X2

20X3

14.1.1 - Interpretação dos Resultados

É preocupante a situação financeira desta organização, todos os indicadores direcionam para uma situação de insolvência em um futuro próximo, a necessidade de mudanças é imediata, é necessário que seus administradores tomem decisões drásticas de contenção de despesas.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Apesar de ainda apresentarem índices satisfatórios na solvência geral, há uma nítida tendência à queda e que nos próximos anos deverá chegar a patamares de igualdade, o que indicaria que todo o patrimônio da empresa estaria comprometido com dívidas junto a terceiros. Situação esta comprovada pelo aumento gradativo e preocupante do endividamento que no último ano (20X3) chegou ao índice de 0,75 ou 75%.

Não há qualquer segurança aos capitais de terceiros investidos na empresa, pois os indicadores sempre foram maiores que a unidade, indicando que o ATIVO total é constituído em maior volume por recursos de terceiros.

Tais preocupações são ratificadas pelo índice de liquidez geral, que relaciona os direitos da empresa com suas dívidas no mesmo período, se verifica que em nenhum dos anos avaliados a empresa possuía recursos para honrar seus compromissos com terceiros, cujo ano de 20x3, para cada $ 1,00 devido à empresa dispunha apenas de $ 0,65.

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AULA 5

1 ANÁLISE VERTICAL

Antes de colocarmos em prática como fazer uma Análise Vertical das

demonstrações contábeis de uma organização, vamos inicialmente relembrar o que

diz o conceito bem como os objetivos, além dos procedimentos de determinação do

percentual relativos a este estudo.

14.2 Conceito

É o processo de estudo comparativo entre períodos que busca avaliar, em termos

percentuais, qual a participação de cada elemento contábil, conta patrimonial ou

conta de resultado, em relação ao GRUPO ou SUBGRUPO de contas ou a

CLASSIFICAÇÃO a qual pertence. Aí que se justifica o termo também utilizado como

de Estrutura.

14.3 Objetivo

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Tem por objetivo analisar o comportamento destes elementos contábeis no

período avaliado, identificando se eles sofreram alguma alteração relevante no

resultado, que exija uma avaliação mais detalhada das peças contábeis disponíveis.

14.4 Procedimentos de Cálculo

14.4.1 Identificação Percentual dos Elementos

Para a identificação dos percentuais de cada elemento contábil, é necessário

dividir este elemento pelo valor total ao qual pertence, multiplicando o índice

encontrado por 100.

Obs.: Utilizando os recursos das planilhas Excel, basta dividir os valores monetários e colocar a célula na condição de percentagem que automaticamente será identificado o percentual correspondente àquela equação.

Vamos agora para o estudo prático da Análise Vertical

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14.5 Práticas de Análise Vertical DRE e BALANÇO PATRIMONIAL

Com base nas Demonstrações Contábeis dos exercícios sociais do quadriênio abaixo, em M$, efetuar a Análise Vertical ou de Estrutura da Empresa de Alimentos DONALÚCIA S/A.

Tabela 3 - Exemplo de Informações do Demonstrativo do Resultado do Exercício e do Balanço Patrimonial

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (em M$) Empresa de Alimentos DONALÚCIA S/A ANÁLISE VERTICAL

 

CONTAS

2.0X0

2.0X1

 

2.0X2

2.0X3

$

%

$

%

$

%

$

%

RECEITA OPERACIONAL BRUTA (ROB) Venda de Produtos e Serviços

1.301.868

100,0

4.737.406

100,0

17.219.361

100,0

24.931.068

100

1.301.868

100,0

4.737.406

100,0

17.219.361

100,0

24.931.068

100

DEDUÇÕES

(141.225)

10,8

(470.738)

9,9

(1.901.396)

11,0

(3.014.134)

12,1

Devoluções de Vendas

(141.225)

100,0

(470.738)

100,0

(1.901.396)

100,0

(3.014.134)

100

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (ROL) CUSTOS OPERACIONAIS

1.160.643

89,2

4.266.668

90,1

15.317.965

89,0

21.916.934

87,9

(614.577)

47,2

(2.776.088)

58,6

(14.209.006)

82,5

(18.594.827)

74,6

Custo das Mercadorias Vendidas

(433.006)

70,5

(2.126.700)

76,6

(12.998.936)

91,5

(14.005.817)

75,3

Custo dos Produtos Vendidos

(181.571)

29,5

(649.388)

23,4

(1.210.070)

8,5

(4.589.010)

24,7

LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB) DESPESAS OPERACIONAIS

546.066