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Relatório de Gestão

VOLUME I

Relatório de Gestão VOLUME I Prestação de Contas 2014
Relatório de Gestão VOLUME I Prestação de Contas 2014
Relatório de Gestão VOLUME I Prestação de Contas 2014

Prestação de Contas

2014

Relatório de Gestão VOLUME I Prestação de Contas 2014

RELATÓRIO E CONTAS 2014

VOLUME I

RELATÓRIO DE GESTÃO

1. INTRODUÇÃO

2. RECURSOS HUMANOS

3. SALDO ORÇAMENTAL

4. RECEITA

4.1. RECEITA PRÓPRIA

4.2. TRANSFERÊNCIAS OBTIDAS

4.3. TAXA DE EXECUÇÃO DA RECEITA

5. DESPESA

5.1. DE EXTRA-PLANO E AS GRANDES OPÇÕES DO PLANO

DESPESA

5.2. POR CLASSIFICAÇÃO ORGÂNICA

5.3. TAXA DE EXECUÇÃO DA DESPESA

DESPESA

6. PRINCIPAIS INDICADORES ORÇAMENTAIS

7. ANÁLISE PATRIMONIAL

7.1. ATIVO

7.2. FUNDOS PRÓPRIOS

7.3. PASSIVO

7.4. RESULTADOS DO PERÍODO

7.5. INDICADORES PATRIMONIAIS

8. LIMITE DA DÍVIDA TOTAL

9. CONCLUSÃO

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES

SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA

EDUCAÇÃO

SAÚDE

AÇÃO SOCIAL

VOLUME II

HABITAÇÃO E SERVIÇOS COLETIVOS

SERVIÇOS CULTURAIS, RECREATIVOS E RELIGIOSOS

ENERGIA

TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

COMÉRCIO E TURISMO

SERVIÇOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CONTAS 2014

1. BALANÇO

VOLUME III

2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

3. MAPAS DE EXECUÇÃO ORÇAMENTAL

3.1. RESUMO DO ORÇAMENTO

3.2. MAPAS DE CONTROLO ORÇAMENTAL

3.2.1. CONTROLO ORÇAMENTAL

DA DESPESA

3.2.2. CONTROLO ORÇAMENTAL DA RECEITA

3.2.2.1. Mapa do Controlo Orçamental da Receita

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3.2.2.2.

Certificação de valores recebidos do EOEP

61

3.3.

EXECUÇÃO ANUAL DAS GRANDES OPÇÕES DO PLANO

65

EXECUÇÃO

3.2.3. DO PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS

67

EXECUÇÃO

3.2.4. DO MAPA DE ATIVIDADES MAIS RELEVANTES

81

3.4. FLUXOS DE CAIXA E CONTAS DE ORDEM

103

3.4.1. MAPA RESUMO

105

3.4.2. FLUXOS

DE

CAIXA POR CLASSIFICAÇÃO ECONÓMICA

109

3.5. OPERAÇÕES

DE TESOURARIA

125

 

VOLUME IV

ANEXO ÀS CONTAS 2014

4.

ANEXOS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

 

4

 

4.1. CARATERIZAÇÃO DA ENTIDADE

11

4.2. NOTAS AO BALANÇO E À DEMOSTRAÇÃO DE RESULTADOS

17

4.2.1. EXPLICAÇÃO DO ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

19

4.2.2. IMOBILIZADO - ATIVO BRUTO E AMORTIZAÇÕES

47

4.2.3. CONTAS DE ORDEM

53

4.2.3.1. Desagregação das Contas de Ordem

55

4.2.3.2. Listagem de Garantias e Cauções

59

4.2.4. MAPA DAS PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

79

4.2.5. DEMONSTRAÇÃO DO CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS

83

DEMONSTRAÇÃO

4.2.6. DOS RESULTADOS FINANCEIROS

87

4.2.7. DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

DEMONSTRAÇÃO

91

4.2.8. MAPA DOS CUSTOS POR FUNÇÕES

95

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4.2.11. IMOBILIZADOS QUE NÃO FOI POSSÍVEL VALORIZAR

167

4.2.12. BENS DO DOMÍNIO PÚBLICO QUE NÃO SÃO OBJETO DE AMORTIZAÇÃO

209

4.3.

NOTAS SOBRE O PROCESSO ORÇAMENTAL E RESPETIVA EXECUÇÃO

229

4.3.1.

MODIFICAÇÕES AO ORÇAMENTO

 

231

4.3.1.1. Modificações

ao orçamento da

Receita

233

4.3.1.2. Modificações

ao orçamento da

Despesa

245

4.3.2.

MODIFICAÇÕES ÀS GRANDES OPÇÕES DO PLANO

273

4.3.2.1.

Modificações ao Plano Plurianual de Investimentos

275

4.3.3. CONTRATAÇÃO ADMINISTRATIVA - SITUAÇÃO DOS CONTRATOS

289

4.3.4. TRANSFERÊNCIAS E SUBSÍDIOS

 

307

4.3.4.1. Transferências Correntes Despesa

309

4.3.4.2. Transferências

Capital Despesa

363

4.3.4.3. Subsídios concedidos

 

371

4.3.4.4. Transferências Correntes Receita

375

4.3.4.5. Transferências

de Capital Receita

379

4.3.4.6. Subsídios Obtidos

 

383

4.3.5.

ENDIVIDAMENTO

391

4.3.5.1. Empréstimos

393

4.3.5.2. Outras Dívidas a Terceiros

 

397

INSTRUÇÃO TC

5. INSTRUÇÃO N.º 1/2001 - TC

VOLUME V

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C O N T A S

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ANEXO

V - Mapa de Fundos de Maneio

11

ANEXO

VII - Relação dos funcionários em acumulação de funções

23

ANEXO

VIII

- Relação Nominal dos Responsáveis

27

ANEXO

IX - Dívidas de Terceiros

31

MANUAL DE SISTEMA DE CONTROLO INTERNO

95

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1.

INTRODUÇÃO

O

presente relatório de gestão, referente ao exercício de 2014, apresenta-se como o primeiro de 5 volumes

que compõem a prestação de contas do Município de Sintra. Os princípios contabilísticos subjacentes à elaboração da prestação de contas anual são os previstos no POCAL – Plano Oficial de Contas das Autarquias Locais, aprovado pelo Decreto-lei 54-A/99, de 22 de fevereiro, com as alterações vigentes, sendo as contas anuais certificadas pela sociedade de revisores oficiais de contas Amável Calhau, Ribeiro da Cunha e Associados, SROC.

Ao longo deste documento será apresentada uma análise da situação financeira do Município de Sintra a 31 de dezembro de 2014, centrada nas áreas orçamental, patrimonial e de resultados, reportando os níveis de endividamento e o posicionamento face aos objetivos estabelecidos por via do orçamento de estado (OE) de 2014.

Contexto

nacional

O OE de 2014 caracterizou-se pela manutenção de medidas de contenção orçamental, visando em termos

estratégicos a diminuição do défice público, através da redução da despesa pública com educação, saúde, transferências para as autarquias, não esquecendo a principal despesa corrente - os vencimentos da função pública. As reduções salariais entre 2,5% e 12% para rendimentos acima de 675 euros substituíram, no primeiro semestre do ano, os cortes nas remunerações entre os 3,5% e os 10%, estabelecidos no OE 2011 e que foram aplicados a salários superiores a 1 500 euros, mas que no final daquele período viriam a ser consideradas inconstitucionais.

Ao nível da receita com impostos a previsão do OE 2014 apontava para um crescimento da cobrança de verbas em sede de IRS e de IRC, e uma quebra do IVA, optando o governo por manter a taxa máxima deste imposto na restauração. Em 2014, em matéria de política fiscal, o destaque incidiu na reforma do IRC, com o imposto a baixar dos 25 para 23% e o regime simplificado a ser alargado para empresas com faturação até 200 mil euros.

Em termos de resultados e de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, na sua publicação de 27 de fevereiro de 2015 sobre as contas nacionais trimestrais e anuais preliminares, em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% em volume, após ter diminuído 1,4% no ano anterior. Este comportamento foi determinado pela procura interna, que passou de um contributo para a variação do PIB de -2,4% em 2013 para 2,0%, refletindo uma recuperação do consumo privado e, em menor grau, do investimento. O contributo da procura externa líquida foi negativo, situando-se em -1,1% (contributo de 1,0% em 2013), refletindo um crescimento mais intenso das importações de bens e serviços relativamente ao observado nas exportações.

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De acordo com a síntese da execução orçamental da Direção Geral do Orçamento o saldo deficitário provisório das administrações públicas ascendeu a –7.074 milhões de euros (-8.835,5 milhões de euros em 2013) traduzindo, assim, uma melhoria de 1.761,5 mi lhões de euros face a igual período do ano anterior. Contribuiu para este resultado a evolução da despesa, com uma redução de 1,4%. De referir que o ajustamento do lado da despesa contribuiu com cerca de 68% para a melhoria do saldo orçamental face ao ano precedente.

De acordo com este documento, a Administração Local apresentou, em 2014, e com base em dados provisórios, um saldo superavitário de 392,8 milhões de euros (-62,6 milhões de euros em 2013) contribuindo, assim, para a redução do défice do Es tado. Este apuramento resulta da informação reportada por 265 municípios, com um saldo de 400,3 milhões de euros, tendo sido estimado para os restantes municípios (43) um saldo deficitário de -7,5 milhões de euros.

Perímetro municipal

O exercício ficou marcado pela reorganização de todo o setor empresarial local (SEL) do Município, onde através de deliberação em 28 de fevereiro de 2014, a assembleia municipal aprovou um novo modelo que visava a substituição da solução anterior então em vigor. Este novo modelo assentou na dissolução das empresas municipais EDUCA, EEM e HPEM, EEM, com a internalização das respetivas atividades no Município, com exceção da recolha e transporte de resíduos que foi internalizada nos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra, e na transformação da SINTRA QUORUM, EEM, que se consubstanciava na internalização da atividade relativa à gestão do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO) e na gestão de outros equipamentos culturais.

Atendendo à complexidade destas operações, as ativi dades foram internalizadas em momentos distintos, tendo sido garantidas pelas empresas até à sua concretização. Assim, ao nível da HPEM, EEM, a atividade de limpeza urbana foi internalizada em março e a de recolha e transporte de resíduos em abril. Os contratos celebrados com os principais prestadores de serviços (SUMA e ECOAMBIENTE) foram objeto de cedência da posição contratual no decorrer do segundo semestre. Tais operações implicaram a negociação e assunção de dívidas por parte da autarquia, apuradas e reduzidas para cerca de 7,7 milhões de euros. No final de 2013 as dívidas reclamadas sobretudo por estes credores eram na ordem dos 10,3 milhões de euros.

Quanto à EDUCA, EEM, a empresa municipal não apresentava dívidas em atraso junto de terceiros desde 2012, após ter negociado um acordo de pagamentos com os SMAS, e cujo contrato foi transferido para a CMS ainda no primeiro semestre do ano, no seguimento de deliberação do executivo relativa à transferência da maioria das posições contratuais detidas por esta empresa municipal. Assim, desde maio que a gestão de refeitórios e complexos desportivos municipais se encontra plenamente a ser efetuada pelo Município.

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Relativamente ao novo modelo pensado para a SINTRA QUORUM, EEM, e não obstante a expectável viabilidade na empresa assim configurada, o Tribuna l de Contas, por via do acórdão proferido em sessão da 1.ª secção de 29 de setembro de 2014, recusou o visto ao processo de transformação da empresa, pelo que o Município ficou obrigado a dissolver a empresa nos termos do Regime Jurídico do Setor Empresarial Local (RJAEL). Assim, em 25 de novembro de 2014, a Assembleia Municipal deliberou a liquidação da empresa com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2015.

Ainda, no âmbito da SINTRA QURUM, EEM, concretizou-se a internalização das pessoas afetas ao MASMO, tendo-se iniciado em 2015, na sequência de liquidação da empresa, a internalização das restantes pessoas. No que concerne, à Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, e de acordo com entendimento do Tribunal de Contas, não é conferido aos municípios a detenção da propriedade e dos poderes de gestão de escolas de natureza profissional, defendendo aquele Órgão que esta atividade não se integra no feixe das atribuições municipais, pelo que o Município encontra-se a estudar a melhor alternativa para poder dar continuidade ao desenvol vimento da atividade daquele equipamento. No entanto, é de referir que, mais recentemente, estão previstas alterações legislativas, com carater de urgência, que irão permitir às autarquias, de forma inequívoca, deter escolas municipais.

A reestruturação do SEL no Município de Sintra, determinou, também, a dissolução da Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES), tendo esta sido extinta em 29 de dezembro de 2014, procedendo-se à incorporação dos ativos e passivos no balanço do Município (deliberação de câmara de 10 de março de

2015).

No total das atividades internalizadas, mais de 500 pessoas foram integradas na CMS e nos SMAS, encontrando-se a decorrer os últimos procedimentos concursais.

O impacto financeiro da internalização destas entidades nas contas do Município é visível ao nível dos subsídios concedidos, atendendo ao facto destas atividades deixarem de ser financiadas através da celebração de contratos-programa e agora, na esfera do Município, estarem repartidas por diversas rubricas ao nível do funcionamento e das grandes opções do plano. Assim, a partir do mês de março, com a internalização do pessoal das empresas EDUCA, EEM, HPEM, EEM, e do MASMO, assiste-se a um acréscimo dos custos com pessoal, situação idêntica ao nível dos fornecimentos e serviços externos.

Sem acesso a financiamento municipal, as empresas em liquidação fizeram face aos encargos suportados no primeiro semestre, sobretudo até fevereiro, com transferências de equilíbrio efetuadas pelo Município, nos termos impostos pelo RJAEL e num total de 8,1 milhões de euros.

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Em termos intermunicipais, e perante o novo conceito de endividamento na Lei das Finanças Locais, com efeitos a partir do exercício de 2014, passou a ser fundamental aos municípios associados da AMTRES, o controlo dos resultados da Tratolixo, EIM, SA, atendendo ao limite de acréscimo do endividamento estabelecido na alínea b) n.º 3 do artigo 52.º daquele regime. Neste sentido, a renegociação da dívida desta empresa com o consórcio bancário, conseguida por intermédio do Município de Sintra, foi fundamental, tendo conseguido a empresa intermunicipal reduzir, de forma acentuada, os encargos com os juros anuais e acordado um novo período de carência e de alargamento do prazo de amortização do project finance. Tais negociações tiveram um impacto substancial nos resultados de 2014 da Tratolixo, EIM, SA, e inclusivamente nos resultados de 2013, cujo apuramento final ocorreu, conforme previsto, no decurso de 2014. Desta forma, não foi necessário aos municípios da AMTRES fazer a segunda transferência de equilíbrio relativa ao exercício de 2013, nem nenhuma por conta de 2014. No final do último exercício a dívida bancária da Tratolixo, EIM, SA, ascendia a 146,5 milhões de euros, representando mais do dobro da dívida bancária municipal.

Em 2014, não foi só o setor empresarial local que s ofreu alterações. Internamente operacionalizou-se a restruturação dos serviços municipais, com a publicação da estrutura nuclear em 8 de janeiro de 2014, estrutura essa que teve de absorver as competências inerentes às atividades então internalizadas.

Perante estas diligências o executivo e os serviços concentraram-se sobretudo na garantia das atividades correntes, cujas adjudicações tiveram em linha de conta a redução de encargos em 15% imposta por despacho a todas as unidades ao nível dos processos de aquisição de bens e serviços.

Tal esforço de redução da despesa procurou ser a resposta a um orçamento cuja receita havia sido planeada em 160 milhões de euros, face à expetativa da quebra de transferências do Estado em pelo menos 8 milhões de euros e simultaneamente ser o ano de assunção das posições passivas das empresas municipais, nomeadamente da HPEM, EEM.

No final do ano apurou-se uma receita na ordem dos 161,9 milhões de euros, sem recurso a financiamento bancário e que refletiu a dimensão do orçamento do Município, constituído por 98,4 milhões de euros de receita própria e 48,8 milhões de euros de receita proveniente de transferências da Administração Central. Quanto à despesa, esta ascendeu a 123,6 milhões de euros, repartida por 105,8 milhões de despesa corrente e 17,9 milhões de euros de despesa de capital.

Desta forma, a execução do orçamento gerou um saldo orçamental de 48,4 milhões de euros, resultado de uma poupança corrente de 37,4 milhões de euros, revelador de um equilíbrio orçamental em que o nível de receita corrente foi superior em 49% à despesa corrente.

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Em termos patrimoniais, destaca-se o acréscimo do i mobilizado, que representa 91% do ativo total, consequência da transferência dos imobilizados da EDUCA, EEM, nomeadamente as benfeitorias em equipamentos escolares e desportivos, no âmbito do processo de liquidação da empresa (ao nível da HPEM, EEM, MASMO e AMES o impacto não é significativo). Em sentido inverso, procedeu-se ao desreconhecimento das participações financeiras na EDUCA, EEM, e HPEM, EEM, o que implicou uma redução dos investimentos financeiros e dos saldos das respetivas provisões constituídas.

Ao nível do passivo verificou-se um desagravamento de 19,4 milhões de euros, situando-se no final do a no de 2014, em cerca de 157,7 milhões de euros. Deste montante, 77,5 milhões de euros traduzem-se em dívidas a pagar, das quais 67,8 milhões de euros é dívida bancária. Nenhuma desta divida corresponde a pagamentos em atraso, observando-se as imposições l egais nesta matéria, que permitem desta forma ao Município usufruir de 100% dos seus fundos disponíveis aquando da assunção de compromissos.

Não obstante a execução orçamental do Município de Sintra não conduzir a pagamentos em atraso, não se impondo os objetivos previstos nos últimos OE, que determinam aos municípios detentores de divida há mais de 90 dias a redução obrigatória de dívida, em pelo menos 10%, o Município tem vindo a reduzir o seu nível de endividamento e planeia uma redução massiva do mesmo, de forma estratégica, atendendo, em especial, à posição desconcertante causada pela Tratolixo, EIM, SA. Com efeito, em caso de desequilíbrio desta empresa, os municípios da AMTRES terão ultrapassado as margens possíveis de endividamento previstas na alínea b) do n.º 3 do artigo 52.º da Lei das Finanças Locais.

Quanto aos resultados do exercício, e embora a gestão direta das atividades que foram internalizadas se traduza em acréscimos em rubricas pontuais, nomeadamente custos com pessoal e fornecimentos e serviços externos, no cômputo geral verificou-se uma economia de custos, refletida ao nível dos custos operacionais (-9,5 milhões de euros), e por conseguinte o resultado líquido do exercício cresceu cerca de 55%, em relação ao período homólogo, tendo atingido os 24,5 milhões de euros

Outras

notas

Para uma melhor perceção dos resultados apresentados neste relatório importa ter presente algumas questões essenciais, que se apresentam como os fatores excecionais que justificam as diferenças materialmente relevantes entre saldos patrimoniais, resultados do exercício e níveis de realização da receita e da despesa orçamental, quando comparados os valores registados entre períodos homólogos, designadamente:

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Redução do endividamento imposta pela Lei do OE 2014 – os municípios e as entidades do setor empresarial local continuam sujeitos ao cumprimento de metas em termos da dívida em atraso há mais de 90 dias, a qual se mantem inexistente para a Autarquia de Sintra desde julho de 2012. Mas o OE 2014 passou ainda a impor a utilização do acréscimo da receita do IMI, resultante do processo de avaliação geral dos prédios urbanos, na redução do endividamento de médio e longo prazo. No final deste exercício, os serviços de finanças notificaram o Município em como não havia lugar à constituição de uma aplicação junto da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), constatando-se, desta forma, que o crescimento da receita deste imposto não derivou do processo geral de avaliação dos imóveis. Ou seja, a causa deste crescimento está relacionada com o fim de isenções, uma vez que a taxa de imposto não subiu.

• A operacionalização da LCPA – a complexidade desta lei continua a criar dúvidas, nomeadamente no que respeita à assunção parcial ou total de compromissos. O entendimento do Tribunal de Contas tem- se vindo a generalizar para o pedido do compromisso integral, apesar das explicações no manual de procedimentos da Direção Geral do Orçamento (DGO), relativo à LCPA, que permitem adotar um entendimento contrário.

• Previsão da receita municipal para efeito do cálculo dos fundos disponíveis de curto prazo – no estrito cumprimento da LCPA, o Município de Sintra tem assumido compromissos limitados à disponibilidade de receita de curto prazo. Para esta previsão são observados critérios de prudência que não se compadecem com o cálculo da média dos dois últimos exercícios, conforme preveem as regras do POCAL e disponibilizadas por alguns sistemas de informação, que calculam desta forma e automaticamente os fundos disponíveis para o período. Assim, as previsões municipais têm em consideração apenas o comportamento em relação ao último período homólogo, pois a evolução atual do mercado interno cria muitas incertezas ao nível da coleta conseguida com impostos diretos.

• Transferências de equilíbrio – o exercício de 2014 incorpora o efeito da realização de várias transferências ao abrigo do art.º 40.º da Lei 50/2012, de 31 de agosto, nomeadamente para as empresas municipais no âmbito do seu processo de liquidação, 4,5 milhões de euros para a HPEM, EEM e 3 milhões de euros para a EDUCA, EEM.

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• Incorporação de ativos e passivos das empresas municipais – o imobilizado bruto municipal sofreu um acréscimo na ordem dos 65 milhões de euros, relativo à transferência das benfeitorias feitas em edifícios escolares pela EDUCA, EEM com impacto, em termos líquidos, no capital próprio do Município. Simultaneamente, passou a refletir-se na mesma rubrica de capitais próprios os saldos inerentes às operações de liquidação das empresas, tais como, e no caso da EDUCA, EEM, a cedência da posição contratual relativa ao acordo de pagamento dos SMAS, ou à assunção de custos, cuja faturação foi emitida às empresas municipais até à emissão do vis to do Tribunal de Contas, como no caso particular da HPEM, EEM. Ao todo, as operações de internalização implicaram um aumento dos fundos próprios da CMS em 26,7 milhões de euros.

• Retificação da escritura de transmissão global dos ativos da Cacém Polis, SA – em 2011 esta escritura não arrolou, por lapso, 5 parcelas incorporadas no Plano Pormenor do Cacém, avaliadas em 1,5 milhões de euros e que implicaram igualmente um crescimento do capital próprio do Município, o qual havia sido reduzido pela avaliação operada no exercício de 2013, que não contemplou estas parcelas, não obstante o valor contabilístico se encontrar refletido nas demonstrações financeiras de liquidação da empresa.

• Análise exaustiva do património imóvel – não se encontram, ainda, a ser registados nas demonstrações financeiras municipais de 2014 os terrenos cedidos ao Município em sede de aprovação de alvarás de loteamento, não obstante a sua inventariação. Com efeito, aguarda-se por diretrizes mais precisas da CCDR. Durante o ano de 2015 está previsto um levantamento e avaliação destes ativos, atividade esta que se insere no âmbito de um processo de verificação do ativo imobiliário municipal, o qual está a ser revisto, numa primeira fase, para valores patrimoniais superiores a 500 mil euros, com especial incidência no património valorizado no balanço final.

• Desreconhecimento de subsídios ao investimento – durante o exercício de 2014 procedeu-se à anulação de saldos devedores, no montante de 1,2 mi lhões de euros, reportados ao financiamento de encargos suportados pelo Município, no âmbito do projeto do Polis da Vila de Sintra e dos projetos das EB2,3, Colaride, Padre Alberto Neto, Serra das Minas, Juromenha e Terrugem, em virtude das entidades financiadoras não considerarem ilegíveis tais encargos.

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2. RECURSOS HUMANOS

No final de 2014 o Município de Sintra apresentava 2.865 colaboradores, um aumento de 1,1% em relação

ao ano anterior, ou seja, mais 261 colaboradores. Tal efeito foi sobretudo o resultado da internalização dos colaboradores das empresas municipais em processo de liquidação (+328) e simultaneamente a saída de 119 colaboradores.

Os 2.871 colaboradores do Município são maioritariamente assistentes operacionais (61%) enquanto que os

quadros superiores representam cerca de 14% do total de colaboradores.

O Município de Sintra procedeu a uma reestruturação dos serviços, tendo sido aprovada uma estrutura

nuclear publicada pela deliberação n.º 19/2014 de 8 de janeiro, do Diário da República, 2ª Serie, com as alterações publicadas em Diário da República, 2.ª Série, n.º 134 de 15 de junho de 2014. Assim a atual estrutura orgânica apresentava 1 direção municipal, 11 departamentos e 39 unidades orgânicas equiparadas a divisões, gabinetes e serviços, dos quais se destaca o departamento de educação com 1.282 colaboradores (44,6%).

 

ESTRUTURA

 

ORGANIZACIONAL

CMS

DIREÇÕES MUNICIPAIS

DEPARTAMENTOS

GABINETES

   

DIREÇÕES MUNICIPAIS

DEPARTAMENTOS

GABINETES

 

DM-APG

10

DFP

162

GPR/VER

47

DSE

128

DRH

93

AUGI

22

DGT

78

DSI

84

GCP

20

DGP

418

DCD

279

GJN

24

DPPE

20

DED

1.282

GIRC

20

GPDM

13

SUB-TOTAL

1.900

GAEM

 

8

SGRU

5

 

GLAE

44

SUB-TOTAL

672

 

GAMQ

55

 

GAOM

12

GCOR

26

   

GRIA

 

4

   

SMIC

17

   

SUB-TOTAL

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Qualificação Profissional

2012

2013

2014

Qua dros Superi ore s

diri ge nte , técni co superi or e

     

e spe cia l ista i nformá tico

402

396

416

 

a ssi ste nte té cnico,CSAE, té cni co

     

Qua dros Té cni cos

i nformá tico

605

587

634

Qua dros Ope raciona is

a ssi ste nte opera ci ona l

1.597

1.549

1.747

 

pol ícia /fi sca l muni ci pa l ,

     

outros

ga bi ne te s de apoi o, a ve nça s,

105

78

74

outros

 

Total

2.709

2.610

2.871

 

Designação

2012

2013

2014

(1) T ra bal ha dores com vínculo por te mpo

2.816

2.743

2.685

i

nde termina do (i ncl uí D iri ge nte s)

(2) T ra bal ha dores em mobi l ida de / ce dê ncia de outra s e nti da de s

14

11

270

(3) T ra bal ha dores em mobi l ida de / ce dê ncia noutras e ntida des

165

165

104

(4) T ra bal ha dores com contrato a te rmo

0

0

0

(5) Outros tra bal ha dores (GAP e

44

21

20

a

ve nça dos)

 

Recursos humanos utilizados

     

(1)+(2)-(3)+(4)+(5)

2.709

2.610

2.871

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R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã

3. SALDO ORÇAMENTAL

A execução orçamental de 2014 gerou um saldo positivo de 48,4 milhões de euros, a transitar para gerência de 2015, com a receita cobrada a ser amplamente superior à despesa paga.

Este saldo é composto pela formação de poupança corrente de 37,4 milhões de euros, cumprindo-se, assim, o princípio do equilíbrio orçamental determinado no ponto 3.1.1. do POCAL, que estabelece que o orçamento deve prever os recursos necessários para cobrir todas as despesas, devendo as receitas correntes ser pelo menos iguais às despesas correntes.

No que se refere ao saldo de capital, verificou-se um défice entre as receitas e as despesas pagas no montante de 13,2 milhões de euros, o qual foi totalmente coberto pelo saldo corrente remanescente.

Considerando a despesa realizada, a qual foi paga em cerca de 99,5%, ainda assim, verifica-se um saldo positivo, no montante de 47,8 milhões de euros, com a criação de poupança corrente de 37 milhões de euros.

Unid: €

Unid: €

Receita liquidada e despesa realizada

Receita cobrada vs despesa realizada

Receita cobrada vs despesa paga

(

1)

Re ceitas

corre nte s

142.767.565

142.767.565

(

2)

De spes a s correntes

105.739.304

105.342.727

 

(3)=(1)-(2)

Saldo corrente

 

37.028.261

37.424.839

(

4)

Re ceitas de capita l

4.362.110

4.362.110

(

5)

De spes a s de ca pital

17.828.485

17.568.510

 

(6)=(4)-(5)

Saldo de capital

 

- 13.466.375

-13.206.400

(

1)+(4)

Re ceitas

tota is

147.129.675

147.129.675

(

2)+(5)

De spes a s totais

123.567.789

122.911.236

(

7)

Sa ldo ge rê ncia a nte rior + repos . nã o abatida s pa ga mentos

24.192.703

24.192.703

 

(8)=(3)+(6)+(7)

Saldo orçamental

47.754.589

48.411.142

R E L A T Ó R I O

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2 0 1 4

R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã

4.

RECEITA

A receita cobrada pelo Município ascendeu a cerca de 161,6 milhões de euros, registando um decréscimo

de 5,9% (-10,2 milhões de euros) face ao período homólogo de 2013.

milhões de euros) face ao período homólogo de 2013. A receita é constituída por receitas próprias,

A receita é constituída por receitas próprias, 98,3 milhões de euros (60,9%), transferências da

Administração Central, 48,8 milhões de euros (30,2%) e pela incorporação de 14 milhões de euros (8,7%) do saldo da gerência anterior. A restante receita (outras receitas) é completada pelas receitas do ano anterior cobradas no exercício de 2014, com uma expressão residual (0,2%).

       

Un id: €

 

Receita

 

dez-12

dez-13

dez-14

Var.

Var. %

Recei tas própri as

105.351.838

94.426.619

98.347.630

3.921.011

4,2%

Tran sferênci as

55.546.066

59.152.468

48.782.045

-10.370.423

-17,5%

Passi vos financeiros

5.500.000

0

0

0

-

Outras receitas Sald o de gerênci a

1.295.447

3.891.195

440.399

-3.450.796

-88,7%

28.190.543

14.282.093

14.000.000

-282.093

-2,0%

Total

195.883.894

171.752.375

161.570.074

-10.182.301

-5,9%

A redução

transferências da Administração Central e da diminuição das outras receitas.

verificada

na

receita

cobrada

é consequência

do corte de 10,4 milhões

4.1. RECEITA PRÓPRIA

de euros

das

A receita própria ascendeu a 98,3 milhões de euros, registando um acréscimo de 3,9 milhões de euros (+4,2%) face ao ano transato.

R E L A T Ó R I O

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R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã

A receita própria foi, essencialmente, constituída pela cobrança de impostos, 81 milhões de euros, que representam 82,3% do total, acrescendo, ainda, os rendimentos de propriedade, 6,8 milhões de euros, venda de bens e serviços correntes, 3,3 milhões de euros, outras receitas correntes, 3,9 milhões de euros, e taxas multas e outras penalidades, 2,8 milhões de euros.

A receita de impostos reduziu 294,5 mil euros e foi constituída por 77,1 milhões de euros de impostos diretos e 3,9 milhões de euros de impostos indiretos.

       

Unid: €

 

Impostos

 

dez-12

dez-13

dez-14

Var.

Var. %

Impostos diretos

74.177.189

76.391.307

77.084.872

693.565

0,9%

IMI+CA

50.146.607

46.495.657

51.244.046

4.748.389

10,2%

IUC+IMV

8.261.449

10.096.189

10.226.312

130.123

1,3%

IMT+SI SA

9.757.165

13.047.763

11.168.234

-1.879.528

-14,4%

Derra ma

6.011.969

6.751.699

4.446.280

-2.305.419

-34,1%

Impostos indiretos

7.735.389

4.861.456

3.873.408

-988.048

-20,3%

Lotea mento e obra s

287.361

345.845

526.282

180.438

52,2%

Ocupa çã o da via pública

5.834.783

3.133.439

2.500.665

-632.774

-20,2%

Publici da de

974.688

742.974

359.713

-383.261

-51,6%

Outros

638.556

639.199

486.748

-152.451

-23,9%

Total

81.912.578

81.252.764

80.958.280

-294.483

 

-0,4%

Em relação aos impostos diretos verificou-se um aumento de 693,6 mil euros, registando-se em 2014 o valor mais elevado dos últimos três exercícios.

O IMI teve um acréscimo significativo de 4,7 milhões de euros, apesar da taxa se manter nos 0,39%,

consequência sobretudo do fim de isenções. No entanto, o impacto foi inócuo no total dos impostos, face à menor receita cobrada ao nível da derrama (-2,3 mil hões de euros) e do IMT (-1,9 milhões de euros). Ao nível do IUC, a receita cobrada em 2014 foi semelhante à registada no ano anterior, verificando-se um ligeiro aumento de 130,1 mil euros (+1,3%).

Os impostos indiretos registaram uma variação negativa de 988 mil euros, consequência dos decréscimos

da receita com a ocupação da via pública (-632,8 mi l euros) e com a publicidade (-383,3 mil euros).

R E L A T Ó R I O

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G E S T Ã O

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Relativamente à ocupação da via pública, de salientar que a menor cobrança verificada está relacionada com o facto de os dois últimos períodos homólogos incorporarem receitas extraordinárias provenientes de processos judiciais referentes a valores reclamados de anos anteriores, nomeadamente os valores recebidos da Lisboagás: 3,2 milhões de euros em 2012 e 881 mil euros em 2013. Em média, e por ano, o Município arrecada cerca de 2,5 milhões de euros com esta receita, decorrente da atividade normal e reportada, sobretudo, à cobrança da taxa de ocupação do subsolo (Lisboagás: 2 milhões de euros; DIGAL:

79,5 mil euros) e do solo (DIGAL: 94 mil euros; Lis boagás: 50 mil euros; Petrogal: 46 mil euros; GÁSCAN: 33 mil euros, entre outros), as quais se têm mantido s em qualquer atualização desde 2013. Em relação à publicidade, o decréscimo verificado está relacionado com a implementação do “licenciamento zero”, com repercussão ao nível das receitas referentes a horários e ocupação do espaço público, que a partir de junho de 2013 dizem respei to, unicamente, a novos pedidos ou alterações. Em 2014 a receita com publicidade corresponde essencialmente à sinalização direcional e a outdoors.

Em sentido inverso, aumentou a cobrança de taxas a unidades empresariais relativas a licenças de obras e loteamentos, com um acréscimo relativo superior a 50%, reforçando, assim, a tendência de recuperação do ano anterior, após o ano 2012 ter culminado com doi s anos consecutivos de quebra na receita. No ano de 2014, os processos de licenciamento de obras mais expressivos foram o da Arneg Portuguesa (OB 437/2007), 48 mil euros, da Atlantic Pharma (OB123/2013), 21 mil euros, e do Grupo Auchan (OB 150/2014), 16 mil euros.

As outras receitas próprias registaram um acréscimo de 4,2 milhões de euros (+32%) em relação ao período homólogo de 2013, justificado pelo crescimento das rubricas de outras receitas correntes e venda de bens e serviços correntes.

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R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã
       
Unid: €
Unid: €

Outras receitas próprias

 
 

dez-12

dez-13

dez-14

 

Var.

Var. %

Taxas multas e outras penalidades

3.282.481

2.963.934

2.760.583

-203.351

-6,9%

Mercad os e

feira s

469.225

414.396

391.812

-22.584

-5,4%

Lote amento s e o bra s Manu ten çã o e in sp eção de eq uip amento

340.387

342.679

122.261

-220.417

-64,3%

606.682

597.050

614.320

17.270

2,9%

Ta xas de emo lumentos de s erviços pre stado s

425.135

269.523

81.346

-188.177

-69,8%

Juro s de mo ra

489.710

349.176

806.655

457.479

131,0%

Co imas e

pen alid ade s po r con tra-o rd.

403.311

312.241

346.271

34.030

10,9%

Outras Rendimentos da propriedade Pa rticipa ções n os lucro s de ad m. pú blica

548.030

678.869

397.917

-280.952

-41,4%

17.400.998

7.167.036

6.814.137

-352.899

-4,9%

9.970.353

1.477.358

770.437

-706.921

-47,9%

Juro s - s ocied ad es fina nceiras Re nda s Outros Venda de bens e serviços correntes Ve nda de b ens Se rviços

904.859

303.730

54 1.247

237.517

78,2%

6.432.677

5.308.681

5.358.992

50.311

0,9%

93.109

77.268

143.461

66.194

85,7%

1.730.772

1.774.155

3.280.469

1.506.314

84,9%

514.486

574.488

484.663

-89.825

-15,6%

229.173

240.653

1.889.067

1.648.414

685,0%

Re nda s

987.113

959.013

906.739

-52.275

-5,5%

Outras receitas correntes

115.760

17.275

3.948.164

3.930.889

22755,0%

Venda de bens de investimento

167.959

492.418

373.275

-119.143

-24,2%

Te rren os

155.943

72.418

83.275

10.857

15,0%

Ed ifício s

10.990

420.000

290.000

-130.000

-31,0%

Outros

1.027

0

0

0

-

Outras receitas de capital

741.289

759.038

212.722

-546.316

-72,0%

Ind emnizaçõ es

14.460

16.918

14.311

-2.607

-15,4%

Co mpen sa ção urba nística

726.829

737.796

197.384

-540.412

-73,2%

Outras

0

4.324

1.027

-3.297

-76,3%

 

Total

23.439.260

13.173.855

17.389.350

 

4.215.495

 

32,0%

As taxas multas e outras penalidades ascenderam a 2,8 milhões de euros e registaram um decréscimo de 203,6 mil euros (-6,9%), consequência da quebra de receita com taxas cobradas a particulares referentes a loteamentos e obras (-220,4 mil euros) e das taxas de emolumentos e serviços prestados (-188,2 mil euros).

Ao nível das taxas municipais cobradas junto dos pa rticulares, a manutenção de inspeção de elevadores foi

a receita que teve maior expressão financeira (cerca de 600 mil euros/ano). É sobre esta receita que recai a

expetativa de perda total, caso a competência seja retirada aos municípios, conforme projeto-lei existente.

Ao nível dos juros de mora verificou-se um incremento da receita, cujo valor arrecadado foi equivalente à receita conjunta dos dois últimos exercícios (96%). Este acréscimo está relacionado com a recuperação de impostos municipais, por parte da administração tributária, principalmente o IUC (757 mil euros).

Os rendimentos da propriedade tiveram uma receita de 6,8 milhões de euros, relacionada, sobretudo, com

o contrato de concessão com a EDP (4,2 milhões de euros), o contrato de concessão referente ao posto de

abastecimento da BP na Av. dos Bons Amigos, no Cacém (1 milhão de euros) e a distribuição de excedentes dos SMAS do exercício de 2013 (770,4 mil euros).

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A venda de bens e serviços correntes totalizou 3,3 milhões de euros, tendo-se registado um acréscimo de

1,5 milhões de euros, reflexo da internalização das atividades da EDUCA, EEM, nomeadamente da receita com os refeitórios escolares (durante o ano 2014 foram servidas 2,6 milhões de refeições), 1,1 milhões de euros, e os complexos desportivos, 458,7 mil euros, para o período compreendido entre maio e dezembro.

 

2010

2011

2012

2013

2014

re fe ições fornecid as

2.420.978

2.626.250

2.611.640

2.48 9.932

2.652.073

As outras receitas correntes registaram um nível de cobrança significativo, efeito de uma transferência financeira efetuada pelos SMAS, no montante de 3,9 milhões de euros, no âmbito das operações contabilísticas do processo de internalização da atividade de recolha de resíduos sólidos urbanos nos SMAS operacionalizada em abril. Esta transferência deve-se ao facto de, em momento consentâneo, não ter sido possível efetivar a cedência da posição contratual das principais prestações de serviços contratadas pela HPEM, EEM, tendo os respetivos encargos continuado a ser faturados à empresa municipal até à obtenção do visto do Tribunal de Contas, ocorrido em julho (no caso da prestação de serviços da SUMA) e em agos to (no caso da prestação de serviços da EcoAmbiente).

A venda de bens de investimento totalizou 373,3 mil euros e corresponde, sobretudo, ao recebimento da

terceira tranche, no montante de 290 mil euros, da venda da Quinta da Amizade.

Relativamente à restante receita de capital, o valor arrecadado advém, principalmente, da compensação urbanística, o qual em 2014, não incorporou em termos orçamentais o montante de 530 mil euros (registado já em 2015), referente ao processo de obras de licenciamento do Grupo Auchan (OB180/2014). Não obstante, o montante em causa já foi considerado como proveito do exercício.

A receita de capital não contempla empréstimos bancários, uma vez que o financiamento de curto prazo

contratado de 6 milhões de euros não teve qualquer utilização, tendo sido retirado em sede de revisão, e

em relação ao financiamento de médio e longo prazo não existem novas contratações desde 2011.

4.2. TRANSFERÊNCIAS OBTIDAS

As

decréscimo quer ao nível das transferências correntes quer ao nível das transferências de capital, no

montante global de 10,4 milhões de euros.

transferências da Administração Central ascenderam a 48,8 milhões de euros, observando-se um

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Uni d: €

 

Transferências obtidas

 

dez-12

dez-13

dez-14

Var.

Var. %

Transferências correntes

48.466.035

51.998.364

45.005.932

-6.992.432

-13,4%

Fundo e quili brio fi na nce iro

7.909.083

10.545.444

11.715.626

1.170.182

11,1%

Fundo s ocial municipal

5.009.514

5.009.514

5.009.514

0

0,0%

Pa rticipaçã o IRS

15.384.898

15.384.898

11.698.379

-3.686.519

-24,0%

Refe ições e transportes e s cola res

2.349.182

3.020.112

1.581.103

-1.439.010

-47,6%

Enriqueci me nto curri cula r 1.º Ci clo

4.255.388

3.620.595

1.116.073

-2.504.522

-69,2%

Té cnica s açã o educa tiva /pe ss oal n docente

12.526.947

12.973.213

13.051.851

78.637

0,6%

CAF - prol onga mento de horário

575.903

916.302

424.405

- 491.897

-53,7%

Outra s tra ns fe rê ncia s correntes

455.119

528.286

408.982

- 119.304

-22,6%

Transferências de capital

7.080.031

7.154.104

3.776.113

-3.377.991

-47,2%

Fundo e quilíbri o fina nce iro

5.272.722

2.636.361

1.301.736

-1.334.625

-50,6%

Coopera ção té cni ca f ina nce ira

3.950

4.309.793

2.262.090

-2.047.703

-47,5%

Pa rticipaçã o comunitá ria e m proje tos

1.596.677

92.841

0

-92.841

-100,0%

Outra s tra ns fe rê ncia s de ca pital

206.682

115.109

212.287

97.178

84,4%

Total

55.546.066

59.152.468

48.782.045

-10.370.423

 

-17,5%

As transferências correntes cifraram-se nos 45 milhões de euros, registando-se uma redução generalizada das rubricas, nomeadamente na participação no IRS (-3,7 milhões de euros), no enriquecimento curricular do 1º ciclo (-2,5 milhões de euros) e nas refeições e transportes escolares (-1,4 milhões de euros).

A redução ao nível do IRS é consequência do facto do Município ter abdicado de 1% da taxa de participação máxima no IRS (5%).

Relativamente à redução nas transferências do Ministério da Educação, as mesmas são o resultado de uma menor comparticipação por aluno ao nível do enriquecimento curricular (262,50€/aluno até jun/2013 e 150,00€/aluno a partir set/2013), bem como nas refeições escolares do 1.º ciclo (0,53€/refeição até jun/2014, não tendo ainda sido recebido qualquer montante por conta do ano letivo 2014/2015). Em relação ao ensino pré-escolar o valor recebido mantem-se nos 31,99€/mês por aluno.

Quanto ao Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), a cobrança superior de 1,2 milhões de euros (+11,1%), em termos da receita corrente foi, no entanto, compensada pela diminuição no FEF de capital.

As transferências de capital ascenderam a 3,8 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de 3,4 milhões de euros, em parte pelo decréscimo do FEF capital (-1,3 milhões de euros). A rubrica cooperação técnica financeira reflete o financiamento do Estado em 2014, para a construção da escola EB 2,3 Visconde de Juromenha, no montante de 2,2 milhões de euros.

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4.3. TAXA DE EXECUÇÃO DA RECEITA

Em 2014 foi orçada uma receita total de 160 milhões de euros, tendo-se verificado uma taxa de execução de 101% (161,6 milhões de euros cobrados), com a generalidade das rubricas a registarem taxas de execução na ordem dos 100%.

Unid: € Execução orçamental da receita Orçado Cobrado Taxa execução
Unid: €
Execução orçamental da receita
Orçado
Cobrado
Taxa execução

Receita corrente

141.799.134

142.767.565

100,7%

Impos tos diretos

75.724.000

77.084.872

101,8%

Impos tos indire tos

3.753.237

3.873.408

103,2%

Taxa s, multa s e outra s pe nalida de s

2.918.600

2.760.583

94,6%

Re ndime ntos de proprieda de

5.742.622

6.814.137

118,7%

Trans ferências corre ntes

46.401.854

45.005.932

97,0%

Ve nda de be ns e s e rviços

3.299.564

3.280.469

99,4%

Outra s re ceita s corre nte s

3.959.257

3.948.164

99,7%

Receita capital

3.901.536

4.362.110

111,8%

Ve nda de be ns de inves time nto

200.670

373.275

186,0%

Trans ferências de ca pita l

3.477.866

3.776.113

108,6%

Outra s re ceita s de capita l

223.000

212.722

95,4%

Outras receitas

14.299.330

14.440.399

101,0%

Re pos ições não a ba tidas pa ga mentos

299.330

440.399

147,1%

Saldo da Gerê ncia

14.000.000

14.000.000

100,0%

Total

160.000.000

161.570.074

101,0%

Analisando a evolução da execução da receita, verifica-se que, nos últimos dois anos, os valores cobrados corresponderam aos valores orçados, demonstrando, assim, uma coerente estimativa da receita, suportada na previsão dos fundos disponíveis no exercício, que remetem para uma média de 140 milhões de euros o nível de receita corrente municipal. A exceção do exercício de 2012 refere-se, sobretudo, à distribuição extraordinária de resultados transitados dos SMAS.

do exercício de 2012 refere-se, sobretudo, à distribuição extraordinária de resultados transitados dos SMAS. 29

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G E S T Ã O

2 0 1 4

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5.

DESPESA

A

despesa realizada pelo Município ascendeu a 123,6 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de

26,9 milhões de euros (-17,9%) face ao período homólogo de 2013.

de euros (-17,9%) face ao período homólogo de 2013. A redução foi mais acentuada na despesa

A redução foi mais acentuada na despesa corrente (-15,2 milhões de euros) que na despesa de capital

(-11,8 milhões de euros), constatando-se sobretudo a redução de subsídios e transferências correntes e a

aquisição de bens de capital.

       

Unid: €

 

Despesa por natureza económica

 

dez-12

dez-13

dez-14

Var.

Despesa Corrente

129.044.712

120.898.856

105.739.304

-15.159.552

Pessoal

41.081.405

43.637.715

45.888.951

2.251.236 4.329.992 -485.124 -7.536.151 -13.874.174 154.669 -11.753.811 -10.860.816 -1.673.989

2.251.236

4.329.992

-485.124

-7.536.151

-13.874.174

154.669

-11.753.811

-10.860.816

-1.673.989

Aqui siçã o de bens e serviços

40.492.295

29.624.485

33.954.477

Juros e outros enca rgos

3.760.469

2.038.721

1.553.597

Tra nsferência s correntes

20.149.290

22.856.779

15.320.629

Subsídios

22.788.909

22.120.067

8.245.893

Outra s despesa s correntes

772.344

621.089

775.758

Despesa de Capital

54.769.118

29.582.296

17.828.485

Aqui siçã o de bens de ca pita l

8.213.607

15.280.716

4.419.901

Tra nsferência s de ca pi ta l

7.652.830

3.248.916

1.574.926

Pa ssivos fina ncei ros

38.902.681

11.052.664

11.833.658

780.994

Despesa Total

183.813.830

150.481.152

123.567.789

-26.913.362

R E L A T Ó R I O

D E

G E S T Ã O

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5.1. DESPESA DE EXTRA-PLANO E AS GRANDES OPÇÕES DO PLANO

O orçamento da despesa pode ser estruturado nas vertentes extra-plano, que incluiu o funcionamento e a

amortizações de empréstimos, e grandes opções do plano (GOP), que traduzem a atividade desenvolvida pelo Município.

As despesas inscritas no extra-plano ascenderam a 73,1 milhões de euros, repartida por 61,3 milhões de euros de despesas de funcionamento e 11,8 milhões de euros de amortização de empréstimos, absorvendo

58% da despesa corrente e 59,1% da despesa total. Relativamente a igual período do ano anterior verificou-

se um acréscimo de 2,7 milhões de euros (+3,8%).

 
Unid : €
Unid : €

Despesa realizada - extra plano

 
 

dez-12

dez-13

dez-14

Var.

Var. %

Funcionamento

69.479.139

59.355.923

61.256.518

1.900.595

3,2%

Pess oal

40.892.741

43.440.306

45.666.996

2.226.690

5,1%

Combus tiveis e lub rificantes Limpeza e higiene

596.452

545.860

484.119

-61.741 -11,3%

1.125.797

1.117.729

1.167.521

49.792

4,5%

Material de e scritó rio

188.160

227.294

171.604

-55.690 -24,5%

Prémios , condec., o fe rta s, a rt. honorif. dec.

66.838

36.095

21.736

-14.359 -39,8%

Água e eletricidad e

15.636.285

7.872.806

8.102.348

229.542

2,9%

Conservação de bens Locaçã o de e dificios Comunicações

460.908

41.662

24.677

-16.985 -40,8%

172.854

163.444

105.551

-57.892 -35,4%

466.730

326.330

278.833

-47.497 -14,6%

Seguros

105.695

345.022

295.501

-49.521 -14,4%

Publicid ade

76.901

64.697

43.002

-21.695 -33,5%

Vigilância e

s egurança

824.013

651.790

689.449

37.659

5,8%

As sistê ncia técn ica e outros trab. es pec.

278.987

222.379

238.283

15.904

7,2%

Enca rgos de cobrança de rece ita Juros e ou tro s encargos

4.060.609

1.775.349

1.837.020

61.671

3,5%

3.760.469

2.038.721

1.553.597

-485.124 -23,8%

Imp ostos e taxas Outras Amortização empréstimos

239.587

83.107

161.492

78.385

94,3%

526.114

403.335

414.790

11.456

2,8%

38.902.681

11.052.664

11.833.6 58

780.994

7,1%

 

Total

108.381.820

70.408.587

73.090.176

2.681.590 3,8%
2.681.590
3,8%

Este aumento de despesa está refletido, sobretudo, nas despesas com pessoal, que cresceram cerca de 2,2 milhões de euros em relação ao período homólogo, consequência da internalização dos colaboradores das empresas municipais e da atualização das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações, que passaram de 20% para 23,75%. O impacto destes encargos, foi minimizado pela redução dos vencimentos, na sequência dos cortes instituídos pela Lei do Orçamento de Estado de 2014, bem como pela redução de 581 mil euros nos encargos com avenças contratadas.

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Em relação à despesa com eletricidade e água, o aumento verificado, na ordem dos 229,5 mil euros, é, igualmente, proveniente do efeito da internalização, com o Município a assumir a gestão de várias instalações, assim como a despesa com limpeza e higiene, com um aumento de 49,8 mil euros, e vigilância e segurança, que sofreu um acréscimo de 37,7 mil euros.

Inversamente, destaca-se a rubrica juros e ouros encargos, cujo nível de despesa foi inferior face ao período anterior (-485,1 mil euros).

Ao nível dos passivos financeiros, no ano de 2014, o serviço da dívida atingiu 13,4 milhões de euros, relativo

a empréstimos de médio e longo prazo. A dívida bancária ascende a 67,8 milhões de euros.

Em 2014 o valor da amortização de empréstimos foi superior, mas o encargo com juros foi menor, reflexo, também, da renegociação conseguida junto da banca relativamente às condições do empréstimo da Cacém Polis, SA, com uma economia de 150 mil euros em 2014, e do facto das taxas de juro terem vindo a decrescer. Para a diminuição verificada contribuiu, ainda, a rubrica de outros juros que, em 2013, se encontrava influenciada em 125 mil euros pelo processo judicial relativo à construção do Centro de Ciência Viva de Sintra.

     

Unid: €

Serviço da dívida

 

dez-12

dez-13

dez-14

(1) Amortizações de empréstimos

38.902.681

11.052.664

11.833.658

Emp rés timos b ancá rios CP

5.500.000

0

0

Emprés timos bancá rios MLP

33.402.681

11.052.664

11.833.658

(2) Juros de empréstimos

3.725.886

1.863.076

1.537.702

Emp rés timos b ancá rios CP

199.148

0

0

Emprés timos bancá rios MLP

3.526.739

1.863.076

1.537.702

(3)=(1)+( 2) Serviço da dívida empréstimos

42.628.567

12.915.740

13.371.360

A dívida bancária tem vindo a diminuir, consequência do cumprimento do plano de amortizações e da não

contratação de novos empréstimos.

     

Unid: €

 

Evolução dívida bancária

   

dez-12

dez-13

dez-14

(

1) Capita l em dívida e m 01/ja n

124.121.773

90.715.069

79.662.406

(

2) Rece ita s de empré stimos CP

5.500.000

0

0

(

3) Rece ita s de empré stimos MLP

0

0

0

(

4) Amortizaçõe s

38.906.704

11.052.664

11.833.658

(

5) =( 1+2+3-4) Ca pital em dívida e m 31/dez

90.715.069

79.662.406

67.828.748

(6)=(5)-(1) Endividamento bancário

-33.406.704

-11.052.664

-11.833.658

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A despesa realizada com ações inscritas nas GOP atingiu os 50,5 milhões de euros, distribuídos por

despesas com transferências correntes e subsídios, 23,5 milhões de euros (46,6%), aquisição de bens e serviços, 20,4 milhões de euros (40,5%), investimento, 6 milhões de euros (11,9%) e outras despesas, 505,6 mil euros (1%).

Despesa realizada GOP

Tran sf. co rrentes e sub síd ios

Investimento direto e in direto

Aquis ição d e be ns e s erviço s

Outras des pes as

Total

ição d e be ns e s erviço s Outras des pes as Total dez-12 42.938.199

dez-12

42.938.199

15.866.437

16.285.236

342.138

75.432.010

42.938.199 15.866.437 16.285.236 342.138 75.432.010 dez-13 44.976.755 18.529.632 16.066.7 39

dez-13

44.976.755

18.529.632

16.066.7 39

499.439

80.072.565

18.529.632 16.066.7 39 499.439 80.072.565 dez-14 23.546.565 5.994.827 20.430.598

dez-14

23.546.565

5.994.827

20.430.598

505.623

50.477.613

Uni d: € Var. Var. % -21.430.190 52,4% -12.534.805 32,4% 4.363.859 127,2% 6.183 101,2% -29.594.952
Uni d: €
Var.
Var. %
-21.430.190
52,4%
-12.534.805
32,4%
4.363.859
127,2%
6.183
101,2%
-29.594.952
63,0%

As transferências correntes foram compostas, essencialmente, pelo apoio concedido às juntas de freguesia

(7,8 milhões de euros), pelo financiamento das atividades relacionadas com a educação, nomeadamente AEC, CAF, PAQUE, entre outras (3,3 milhões de euros), pelo apoio concedido às associações de bombeiros (1,4 milhões de euros) e por financiamento a outras instituições sem fins lucrativos (2,3 milhões de euros), que incluem o apoio ao CCDS (329,9 mil euros) e transferências para a AMES no âmbito da sua liquidação (469,6 mil euros).

Comparativamente com 2013, verificou-se uma redução de 940,8 mil euros na área da educação, principalmente nas atividades de enriquecimento curricular (-848,4 mil euros), e de 6,3 milhões de euros nas transferências para a AMTRES, que incluía naquele ano a regularização da cessão de créditos (2,2 milhões de euros), e transferências financeiras de equilíbrio de contas para a Tratolixo, EIM, SA, (4,2 milhões de euros).

A atribuição de subsídios totalizou 8,2 milhões de euros, tendo sido direcionada, sobretudo, para

coberturas de prejuízos efetuadas às empresas HPEM, EEM (4,5 milhões de euros) e EDUCA, EEM (3 milhões de euros). Em 2013, a despesa foi superior na sequência da celebração de contratos-programa com

as empresas municipais, que totalizaram 18 milhões de euros, e ainda 4 milhões de euros de coberturas de prejuízos.

O investimento direto no ano (aquisição de bens de capital), atingiu os 4,4 milhões de euros, destacando-se

a conclusão da construção da EB 2,3 Visconde de Juromenha (1,2 milhões de euros), iniciada no ano 2013, e

a obra de remodelação do mercado do Cacém (976,5 mi l euros).

A quebra registada nesta rubrica justifica-se, principalmente, pelo facto de em 2013 se ter procedido ao reconhecimento da sentença judicial relativa à empreitada de construção do Centro de Ciência Viva, no

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montante de 2,1 milhões de euros, e da obra de construção da EB 2,3 Visconde de Juromenha, iniciada no ano de 2013, no montante de 5,2 milhões de euros.

Quanto ao investimento indireto, registado através da rubrica transferências de capital, atingiu os 1,6 milhões de euros, destinando-se, basicamente, ao financiamento às juntas de freguesia (996,3 mil euros) e ao apoio concedido na área da ação social (350,5 mi l euros). A redução verificada face a 2013, está relacionada com o apoio para atividades de desporto e tempos livres (-1,7 milhões de euros), que incluía o contrato-programa para a gestão dos complexos desportivos (-725,6 mil euros), a indemnização relativa ao Pavilhão de Casal de Cambra (-371,6 mil euros) e apoios às igrejas (-125 mil euros). Verificando-se, ainda, reduções ao nível do financiamento concedido às juntas de freguesia, nomeadamente, no que se refere ao protocolo de limpeza e calcetamento (-308,9 mil euros) e à não atribuição de apoios financeiros pontuais ocorridos em 2013, no montante de 309 mil euros.

   

Unid: €

Despesa de investimento

 

dez-13

dez-14

Empreitada Cons truçã o EB2,3 Visconde Ju romenha

5.230.587

1.202.949

Res tante inves timento n a educação

351.439

474.157

Ação social

475.488

446.202

Aqu isição do Ho te l Neto

600.000

-

Aqu isição da Qu in ta da B ela Vista

802.700

-

Res tante inves timento n a hab. e se rv. coletivos

1.207.241

643.940

Inde mnizaçã o do Centro Ciência Viva de Sintra

2.100.480

-

Empreitadas na re de viária

2.760.128

495.208

Red e pública de baixa tens ão

483.606

369.763

Mercad os e feiras

1.072.106

998.498

Junta s de fre gues ia

1.614.291

996.336

Outros

1.831.565

367.774

 

18.529.631

5.994.827

Relativamente às despesas com a aquisição de bens e serviços, incorporam essencialmente o tratamento de resíduos sólidos urbanos (11,4 milhões de euros), aquisições de serviços relativos à gestão escolar para refeições e transporte (2,5 milhões de euros), aquisição de serviços relativos à limpeza pública (1,9 milhões de euros) e informatização (1,1 milhão de euros). O aumento desta rubrica é justificado pela internalização das atividades de refeições e transportes escolares e limpeza pública, que anteriormente eram registadas em subsídios.

Despesa por natureza orçamental

 
 

dez-12

dez-13

dez-14

Despesa extra - plano

108.381.820

70.408.587

73.090.176

Corrente

69.479.139

59.355.923

61.256.518

Cap ital

38.902.681

11.052.664

11.833.658

Despesa grandes opções plano

75.432.010

80.072.565

50.477.613

Corrente

59.565.573

61.542.933

44.482.786

Cap ital

15.866.437

18.529.632

5.994.827

Despesa total

183.813.830

150.481.152

123.567.789

Uni d: €
Uni d: €
183.813.830 150.481.152 123.567.789 Uni d: € Var. 2.681.590 1.900.595 780.994 -29.594.952 -17.060.147

Var.

2.681.590

1.900.595

780.994

-29.594.952

-17.060.147

-12.534.805

-26.913.362
-26.913.362

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D E

G E S T Ã O

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R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã

Analisando as GOP através da área funcional, verificou-se ao nível da educação, uma redução da despesa em cerca 11,1 milhões de euros, que é justificada pela não celebração dos contratos-programa com a EDUCA, EEM, e pela redução da despesa com as atividades de enriquecimento curricular face aos cortes do Ministério da Educação.

No que concerne à habitação e serviços coletivos, a diminuição verificada deve-se sobretudo ao facto do ano 2013 incluir transferências de equilíbrio para a Tratolixo, EIM, SA, no montante de 4,2 milhões de euros, e ainda a regularização da cessão de créditos com a AMTRES, que terminou em novembro de 2013, no montante de 2,2 milhões de euros. Em 2014, também, não foi celebrado contrato-programa com a HPEM, EEM, relativo à limpeza urbana (5,7 milhões de euros), tendo sido efetuadas coberturas de prejuízos, no montante de 4,5 milhões de euros. Ainda, ao nível desta função verificou-se uma diminuição de 1,4 milhões de euros, consequência da aquisição em 2013 do Hotel Netto em Sintra (600 mil euros) e da Quinta da Bela Vista no Cacém (802,7 mil euros).

Relativamente aos serviços culturais, recreativos e religiosos, a variação reside no facto do ano 2013 incluir

a despesa extraordinária de 2,1 milhões de euros, relativa ao processo judicial de indemnização do Centro de Ciência Viva, bem como o facto de em 2014 não terem sido celebrados os contratos-programa previstos para a atividade da SINTRA QUORUM, EEM, (em 2013 ti veram execução de 1,6 milhões de euros). Contribuiu, ainda, para a redução desta despesa a não celebração do contrato-programa com a EDUCA,

EEM, para a gestão dos complexos desportivos (cerca de 800 mil euros), o términus dos protocolos relativos

à colocação de relvados sintéticos (-463,9 mil euros), a indemnização em 2013 do processo judicial do

pavilhão desportivo de Casal de Cambra (-371,6 mil euros) e a não realização da exposição World Press Cartoon (-185,4 mil euros).

Ao nível das restantes funções, também se verificaram decréscimos, nomeadamente: funções gerais (-916,8 mil euros) e funções económicas (-2,4 milhões de euros).

A redução nas funções económicas deveu-se essencialmente à variação registada ao nível da rede viária e

transportes (-2,6 milhões de euros). A despesa realizada refere-se, essencialmente, à beneficiação e construção de eixos rodoviários diversos (867,6 mil euros), ao reforço de sinalização vertical e horizontal

(135,8 mil euros), à aquisição e expropriação de terrenos (183,4 mil euros) e à manutenção e conservação da linha do elétrico (97,8 mil euros).

R E L A T Ó R I O

D E

G E S T Ã O

2 0 1 4

R E L A T Ó R I O D E G E S T Ã

As outras funções espelham a despesa realizada no âmbito do financia mento atribuído às juntas de freguesia, cujo encargo do Município atingiu os 8,8 milhões de euros no ano de 2014, registando-se um decréscimo de cerca de 6% (-548,3 mil euros) em rel ação ao período homólogo de 2013. Ao abrigo de protocolos celebrados com as juntas de freguesia, o Município de Sintra atribuiu financiamento para espaços ajardinados, no valor de 4,6 milhões de euros (transferências correntes), limpeza e calcetamento, no montante de 996,3 mil euros (transferências de capital), manutenção de parques infantis, no montante de 582,8 mil euros (transferências correntes), apoio financeiro corrente, no valor de 2,5 milhões de euros, e outros apoios financeiros (transferências correntes) no valor de 132,4 mil euros.

 

R E L A T Ó R I O

D E

G E S T Ã O

2 0 1 4

         

Unid: €

   

Despesa realizada - GOP por funções

           
           

Variação

 
 

dez-12

dez-13

dez-14

 

Absoluto

%

Funções Gerais

4.750.168

4.802.598

3.885.820

   

-916.777

80,9%

Serviços Gera is da Admi nistra çã o Públi ca

3.368.809

3.125.487

2.436.376

   

-689.111

78,0%

Racionalização dos Serviços

2.243.267

1.842.139

1.683.243

   

-158.896

91,4%

Apetrechamento dos Serviços

863.116

904.520

582.460

   

-322.060

64,4%

Comunicação e Imagem

262.427

378.828

170.672

   

-208.156

45,1%

Seg ura nça e Ordem Públ ica

1.381.359

1.677.110

1.449.445

   

-227.666

86,4%

Protecção Civil

1.375.784

1.666.427

1.448.739

   

-217.687

86,9%

Polícia Municipal

5.575

10.684

705

   

-9.978

6,6%

Funções Sociais

54.742.583

60.111.362

34.404.941

 

-25.706.421

57,2%

Educaçã o

22.390.922

22.278.758

11.173.840

 

-11.104.918

50,2%

Ensino não Superior

17.138.731

17.387.541

7.508.324

   

-9.879.216

43,2%

Serviços Auxiliares de Ensino

5.252.191

4.891.217

3.665.515

   

-1.225.702

74,9%

Saúde

260.340

200.924

154.761

   

-46.162

77,0%

Saúde Mé dico - Veterinária

260.340

200.924

154.761

   

-46.162

77,0%