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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.298.708 - RS (2011/0303757-1)

RELATOR

: MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES

AGRAVANTE

: CLEBER QUINTANA STRACK

ADVOGADO

: FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(S)

AGRAVADO

: MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO

PROCURADOR

: JOÃO CACILDO PRZYCZYNSKI E OUTRO(S) EMENTA

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. PODER DE POLÍCIA. COBRANÇA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. JUROS MORATÓRIOS. TERMO A QUO. CITAÇÃO VÁLIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES , Relator
1.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES , Relator

A jurisprudência recente deste Sodalício tem orientado no sentido de que os

juros moratórios incidentes sobre honorários advocatícios sucumbenciais têm

como termo a quo a data da citação do executado e não o trânsito em julgado do título executivo. Precedentes do STJ.

ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento:

"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a), sem destaque e em bloco." A Sra. Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3a. Região), os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília (DF), 27 de novembro de 2012.

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.298.708 - RS (2011/0303757-1)

RELATOR

: MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES

:

:

AGRAVANTE

CLEBER QUINTANA STRACK

ADVOGADO

FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(S)

AGRAVADO

:

PROCURADOR :

MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO JOÃO CACILDO PRZYCZYNSKI E OUTRO(S)

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES (Relator):

Trata-se

de agravo regimental no agravo em recurso
de
agravo
regimental
no
agravo
em
recurso

especial

interposto

por

CLEBER QUINTANA STRACK em face de decisão assim ementada (fl. 84):

PROCESSUAL CIVIL. JUROS MORATÓRIOS EM FACE DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. TERMO A QUO. CITAÇÃO DO EXECUTADO.

Nas razões do agravo regimental, a parte agravante sustenta que a incidência dos

juros moratórios deve ter como termos a quo o trânsito em julgado da decisão que fixou

honorários, sendo este o marco inicial de sua exigibilidade (e não a citação do executado).

É o relatório, no que interessa à presente análise.

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.298.708 - RS (2011/0303757-1)

EMENTA

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. PODER DE POLÍCIA. COBRANÇA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. JUROS MORATÓRIOS. TERMO A QUO. CITAÇÃO VÁLIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A jurisprudência recente deste Sodalício tem orientado no sentido de que os

juros moratórios incidentes sobre honorários advocatícios sucumbenciais têm como termo a quo a data da citação do executado e não o trânsito em julgado do título executivo. Precedentes do STJ.

2. Agravo regimental a que se nega provimento. VOTO
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES (Relator):

A decisão agravada deve ser mantida em todos os seus termos, tendo em vista que

agravo regimental não afastou nenhum dos fundamentos utilizados na decisão agravada.

A esse respeito, observa-se uma mudança de entendimento da jurisprudência

dominante do STJ acerca da quaestio deduzida, sendo que a orientação dominante perfilha-se

no sentido de que o termo a quo dos juros de mora nos cumpriemento de sentença no qual se

discute o recebimento dos honorários advocatícios é a intimação do executado para o cumprimento

da sentença (e não o trânsito em julgado do título executivo).

Nesse sentido, além dos precedentes já colacionados na decisão agravada, apontam-se

também os seguintes:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE

INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES. ATO JURÍDICO PERFEITO. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. JUROS MORATÓRIOS EM FACE DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEMANDA AJUIZADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N. 11.960/09. INAPLICABILIDADE DOS ÍNDICES OFICIAIS DA CADERNETA DE POUPANÇA. TERMO A QUO DOS HONORÁRIOS. CITAÇÃO DO DEVEDOR NO PROCESSO DE EXECUÇÃO.

1. Não há falar em violação dos arts. 458 e 535, ambos do Código de Processo

Civil quando o aresto recorrido adota fundamentação suficiente para dirimir a controvérsia, sendo desnecessária a manifestação expressa sobre todos os

argumentos apresentados pelos litigantes.

2. Conforme o entendimento jurisprudencial do STJ, a Lei n. 11.960/09, que

alterou os critérios de cálculo dos juros moratórios e da correção monetária das condenações impostas à Fazenda Pública, não é aplicável nas demandas ajuizadas em época anterior a sua vigência.

Superior Tribunal de Justiça

3. O termo inicial dos juros moratórios referente aos honorários advocatícios é o

momento em que ocorre a citação do devedor no processo de execução.

4. Agravo regimental não provido.

(AgRg no Ag 1369288/MS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 15/04/2011)

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. VERBA HONORÁRIA. TERMO INICIAL DA INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA. CITAÇÃO DO EXECUTADO. PRECEDENTES DO STJ. - A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que o termo inicial dos juros moratórios referentes aos honorários advocatícios é a data da citação do executado no processo de execução. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1143313/RS, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/05/2012, DJe 18/05/2012)

ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/05/2012, DJe 18/05/2012) AÇÃO RESCISÓRIA. IMPROCEDÊNCIA. EXECUÇÃO. CUMPRIMENTO

AÇÃO RESCISÓRIA. IMPROCEDÊNCIA. EXECUÇÃO. CUMPRIMENTO VOLUNTÁRIO, MEDIANTE DEPÓSITO DO VALOR DA SUCUMBÊNCIA - INEXISTÊNCIA DE MULTA ANTE O CUMPRIMENTO TEMPESTIVO DA SENTENÇA (CPC, ART. 475-J) - NÃO INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA - AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1.- No caso de improcedência, em que a sentença é meramente declaratória, os honorários advocatícios são estabelecidos por equidade (CPC, art. 20, § 4º), de modo que, fixados em percentual sobre o valor atualizado da causa, o depósito espontâneo do valor, no prazo legal (CPC, art.475-J) quita o débito, sem incidência de multa ou de juros de mora. 2.- De acordo com a jurisprudência desta Corte, o termo inicial de juros moratórios referentes a honorários advocatícios decorrentes da sucumbência é a data da citação do devedor para o processo de execução, o que não ocorreu no caso, ante o cumprimento espontâneo do julgado. 3.- Agravo Regimental improvido. (AgRg na ExeAR 3.225/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/03/2012, REPDJe 25/04/2012, DJe 20/04/2012)

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES. ATO JURÍDICO PERFEITO. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. JUROS MORATÓRIOS EM FACE DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEMANDA AJUIZADA

ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N. 11.960/09. INAPLICABILIDADE DOS ÍNDICES OFICIAIS DA CADERNETA DE POUPANÇA. TERMO A QUO DOS HONORÁRIOS. CITAÇÃO DO DEVEDOR NO PROCESSO DE EXECUÇÃO.

1. Não há falar em violação dos arts. 458 e 535, ambos do Código de Processo

Civil quando o aresto recorrido adota fundamentação suficiente para dirimir a controvérsia, sendo desnecessária a manifestação expressa sobre todos os argumentos apresentados pelos litigantes.

2. Conforme o entendimento jurisprudencial do STJ, a Lei n. 11.960/09, que

alterou os critérios de cálculo dos juros moratórios e da correção monetária das

condenações impostas à Fazenda Pública, não é aplicável nas demandas ajuizadas em época anterior a sua vigência.

3. O termo inicial dos juros moratórios referente aos honorários advocatícios é o

momento em que ocorre a citação do devedor no processo de execução.

4. Agravo regimental não provido.

Superior Tribunal de Justiça

(AgRg no Ag 1369288/MS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 15/04/2011)

Ademais, frise-se que não se trata de repetição de indébito tributário - circunstância submetida a regramento próprio esposado no Código Tributário Nacional -, o que ratifica a decisão a seguir transcrita em sua íntegra (fls. 84/85):

"Trata-se de recurso especial interposto por Cléber Quintana Strack, com fundamento nas alíneas "a", e "c", do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal/1988, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul assim ementado (e-STJ fl. 51):

Justiça do Rio Grande do Sul assim ementado (e-STJ fl. 51): AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO

AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA. COBRANÇA DE HONORÁRIOS. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. CITAÇÃO VÁLIDA NA EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE NOVO FUNDAMENTO CAPAZ DE CONDUZIR À REFORMA DA DECISÃO MONOCRÁTICA LASTREADA EM PRECEDENTES DESTA CORTE. AGRAVO DESPROVIDO. No recurso especial, a parte recorrente aponta violação dos arts. 331, 394 e 407 do Código Civil - CC, e 219, do Código de Processo Civil- CPC. Alega, em síntese, que o termo inicial dos juros de mora na cobrança de honorários decorre do trânsito em julgado da sentença. Não foram apresentadas contrarrazões (certidão à fl. 72 e-STJ). Juízo positivo de admissibilidade, subiram os autos a esta Corte. É o relatório. Passo a decidir. A pretensão recursal não merece prosperar. Sobre o tema, frisa-se que o termo inicial dos juros moratórios para cobrança de honorários advocatícios é o momento em que ocorre a citação do devedor no processo de execução. Nesse sentido, os seguintes precedentes:

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL - EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE SENTENÇA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - JUROS MORATÓRIOS - TERMO INICIAL - DATA DA CITAÇÃO DO DEVEDOR NO PROCESSO DE EXECUÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO IMPROVIDO. (AgRg no REsp 1.202.577/RJ, 3ª Turma, Rel. Min. Massami Uueda, DJe

10.11.2010)

PROCESSUAL CIVIL - EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - RECURSO ESPECIAL - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS - JUROS MORATÓRIOS - TERMO INICIAL - CITAÇÃO DO EXECUTADO.

1 - A Jurisprudência interativa do STJ firmou o entendimento de que nos

processos executórios de honorários sucumbenciais fixados em sentença definitiva, o termo inicial dos juros moratórios é data da citação do executado no processo de execução, e não da prolação da sentença que fixou a condenação ao pagamento da verba honorária executada.

2 - Recurso especial provido.

(REsp 1.160.735/PR, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJe 22.2.2010)

PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. 1. "O termo inicial dos juros moratórios relativos aos honorários de

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advogado impostos sobre o valor da causa é a data da citação do executado no processo de execução", Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO no REsp 720290/PR, , DJ 08/05/2006). Precedentes: (REsp 296.409/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe 21/09/2009; REsp 1060155/MS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, DJe 23/09/2008; AgRg no REsp 987726/MT, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, DJ

14/12/2007)

[ ] 5. Recurso especial provido. (REsp 1.132.350/RS, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 17.12.2009)

RECURSO ESPECIAL - EMBARGOS À EXECUÇÃO - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - JUROS MORATÓRIOS - TERMO INICIAL - DATA DA CITAÇÃO DO DEVEDOR NO PROCESSO DE EXECUÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO ESPECIAL PROVIDO. I - O termo inicial dos juros moratórios em honorários advocatícios fixados com base no valor da causa é a data da citação do executado no processo de execução, e não a data da sentença; II - Recurso Especial provido. (REsp 1.060.155/MS, 3ª Turma, Rel. Min. Massami Uyeda, DJe 23.9.2008)

ante tudo quanto exposto, NEGO PROVIMENTO
ante
tudo
quanto
exposto,
NEGO
PROVIMENTO

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. - O Termo inicial dos juros de mora na execução dos honorários advocatícios, incide desde a citação do executado na ação de execução. (AgRg no REsp 987.726/MT, 3ª Turma, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ 14.12.2007) Ante o exposto, NEGO SEGUIMENTO ao presente recurso especial. Publique-se. Intimem-se. Brasília (DF), 09 de fevereiro de 2012".

ao

AGRAVO

Assim,

REGIMENTAL.

É como voto.

Superior Tribunal de Justiça

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA

Número Registro: 2011/0303757-1

AgRg

no

REsp 1.298.708 / RS

Números Origem: 10600168901 70040342370 70041722315 70043872076

PAUTA: 27/11/2012

JULGADO: 27/11/2012

Relator Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN
Relator
Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN
Subprocuradora-Geral da República
Exma. Sra. Dra. ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS
Secretária
Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE
:
ADVOGADO
:
RECORRIDO
:
PROCURADOR :
CLEBER QUINTANA STRACK
FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(S)
MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO
JOÃO CACILDO PRZYCZYNSKI E OUTRO(S)
AGRAVO REGIMENTAL
AGRAVANTE
:
ADVOGADO
:

:

PROCURADOR :

AGRAVADO

CLEBER QUINTANA STRACK FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(S) MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO JOÃO CACILDO PRZYCZYNSKI E OUTRO(S)

ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Dívida Ativa não-tributária - Multas e demais Sanções

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a), sem destaque e em bloco." A Sra. Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3a. Região), os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator.