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PARA AVIACAO eonia @ Testos ASAS - ESCOLA DE AVIACAO DARCY BANCI - Zoo0® UTIL PARA CANDIDATOS AOS CURSOS DE: PR PC FR - DOV INDICE ‘Assunto PREAMBULO. : Fee Mabisina Mato I- INTRODUCKO A METEOROLOGIA. 5(21)7833-6525 8733874 IL~ ATERRA E 0 SISTEMA SOLAR.. TIL - ATMOSFERA TERRESTRE..esevstetees IV - CALOR E TEMPERATURA.. \V ~ PRESSAO ATMOSFERICA. \VI- ATMOSFERA PADRAO. VII ~ ALTIMETRIA..ssessssees el ASAE gey 8 BOOLA DE aviac A VIII - UMIDADE ATMOSFERICA.. Macao IX - HIDRO, LITO E VISIBILIDADE.. X - NUVENS & NEVOEIROS.. XY- VENTO..esessnee Al ~ PROCESSO ADIABATICO... XIII - MASSAS DE AR E FRENTES., XIV ~ CONDIGGES MET ADVERSAS AO VOO.. XV - COv1GOs METAR € SPECI.... XVI - PREVISOES METEOROLOGICAS... XVII - ABREVIATURAS... XVIII - GaBARITO DE TESTES... Breuiograia, CARTAS wove Resumo METAR/SPECI .. PREAMBULO. um. _:@eropayegante, 0 conhecimento das condicées meteorolégicas é de vital importaincia, Muitas profissées sofrem direta ou indiretamente a influénda da’ meteorologia, entretanto, um plloto comerdal, militar, “dé turismo, etc, tem que aprender e conviver com a opcdo devenfrentar ou evitar os’ pefigas de’ um mau tempo. Atualmente, como quase todas as empresas no mundo, ha necessidade de conjugar ‘seguranca-economia-lucro-conforto para. os Usuarios de aeronaves que cruzam um espaco aéreo, Infelizmente, as estatisticas mostram que ainda s&o altos os indices de acidentes por influéncia de fatores meteorolégicos. Os acidentes fatais da aviac3o geral indicaram que um tergo dos pilotos nao tinham conhecimento das Condicées de tempo nos locais das catdstrofes. Esta obra pretende abarcar_ um Bequeno ndimero de temas, de modo a tornar um Futuro plloto, habil para enfrentar as condicées adversas ao véo, Atualizada em 25 de outubro de 2008 Caerruvo r- Inrropugio A MerzoRoLoGia Antes de sair para uma viegem 0 motorista se informa do estado das estradas e 0 marinheiro do mar. Cada um se interessa em saber em que condiciio se encontra o meio pelo qual se vai aventurar. Para 0 aviador este meio € 0 ar. Este ar sofre mudancas em seu estado!e em seu aspecto complexo geralmente dificil de prever. A meteorologia é a ciéncia que. estuda os fenémenos que ocorrem na -atmosfera: Sua utilidade tem sido verificada em diversas dreas: organizagbes de aviagSo civil, para quem o conhecimento das condicées do tempo em diferentes altitudes & vital; as empresas de transporte precisam ser avisadas__ sobre tempestades, as usinas de eletricidade precisa saber se vai fazer frio para estimar a. demanda de energia; os agricultores, para planejar a Plantagéo e proteger a colheita; as grandes confeccées, para o planejamento da produgio de roupas, principalmente de inverno, e as pessoas querem saber como sera seu fim de semana, A meteorologia, quanto & maneira. como & estudada atualmente, divide-se em: | 1. meteorologia pura - estudo puro da ciéncia meteorolégica, isto é, 0 seu estudo & dirigido Para 0 campo da pesquisa (sinética, dinSmica, climatolégica, etc), 2. meteorologia aplicada - estudo para emprego ou aplicacdo pratica, dentro das diversas atividades humanas (maritima, industrial, hidrolégica, agricola, aerondutica, etc). Esta publicaggo € voltada para 0 campo da meteorologia aplicada, especificamente o da meteorologia aerondutica, que compreende o estudo dos processos fisicos que ocorrem na atmosfera, tendo em vista a economia e a seguranca das atividades aéreas, Este tipo de servico _estéestruturado para. fornecer Informages meteorolégicas dividindo-se em: observacao, divulgacdio, coleta,_ ani e exposigio. 2) gbservacio - & a verificagao visual e instrumental dos elementos que representam as condig6es meteorolégicas, num dado momento e num dado local, podendo ser realizada pela: Estacio Meteorolégica ie SuperS (ENS) Estago Meteoroldgica “de Altitude (EMA) (realizada através da radiossondagem) e Estacio de Radar Meteorolégico (ERM). ®) divilgacéo - & a transmisséo dos dados ebservades para que outros locals tomem Sonhecimento das condicdes reinantes num. E aerédromo e nos demais (INTRANET) ©) coleta - & a recepco dos dados de ume determinada regio para um conhecimento mais amplo das condicSes meteorolégicas. &) anise - & 0 estudo e a interpretagio das observagées coletadas, tendo em vista 0 apoio Zerondutico a ser fornecido sob forma de previsio do tempo. (WAFC, CNMA, CMA, CMV, com). €) .exposicao -. dos dados, observados ou Previstos, para consulta dos usuarios. (AIS, telefone e www.tedemet.aer.mil.br) Na conferéncia de Chicago, em novembro de 1944, houve um encontro que deu origem 3 Organizagio de Aviaco Civil Internacional (OACI), onde ficou estabelecido que os paises membros mantivessem um servico meteorolégico com a finalidade de garantir aos usuatios as informagées necessérias & seguranca das operacbes aéreas, no que diz respeito as condigSes atmosféricas. Para fornecer previsées, em escala global, em formato padronizado e uniforme, foi criado o S-Tema Mundial de Previsio de Area, com dois centros mundiais (WAFC) em Washington © Londres e diversos centros nacionais de meteorologia aeronautica (CNMA). ‘A meteorologia aerondutica no Brasil est estruturada sob a forma de uma rede de centros meteorolégicos (RCM) e uma rede de estagdes Meteorolégicas (REM). Essas atividades slo de Fesponsabilidade do Comando da Aeronautica, através do Departamento de Controle do Espaco Aéreo (DECEA). Rede de Centros Meteorolégicos: ~ Centro Nacional de Meteorologia Aeronautica (GNMA) — € 0 principal centro meteorolégico do SISCEAB, t8m_por_finalidadepreparar_cartas Teteorolégicas de tempo significative e repassar aos demais centros da rede as previsdes recebidas dos WAFC. > Centro Meteorolégico de Vigilancia (CMV) — associado a0 ACC da FIR, tem por finalidade monitorar as condigées meteorolégicas reinantes ha sua area de vigilncia, visando apoiar os 6rgaos de tréfego aéreo e as aeronaves. ~ Centro meteorolégico de Aerédromo (CMA) — localizado em zerédromos com a finalidade de Prestar_servicos e apoio meteorolégico 3 navegaco aérea, + Centro Meteorolégico Militar (CMM) — presta apoio meteorolégico espectico & aviagao militar Rede de Estacies Meteorolégicas 4 ~ Estagio Meteorolégica de Superficie (EMS) — tem por finalidade efetuar a coleta e o Processamento de dados meteorolégicos de superficie para fins aeronduticos. ~ Estaco Meteorolégica de Altitude (EMA) — coleta dados, através de Radiossondagem, nos diversos niveis da atmosfera, z ~ Estacdo de Radar Meteorolégico (ERM) — faz vigilancia cconstante na area de cobertura’ dos radares e divulga as informacies obtidas para os Centros Meteorolégicos de-Vigiléncia. ~ 0 DECEA coordena esses servigos, através do Servico Regional de Pratecdo ao Véo (SRPV) e dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Trafego Aéreo (CINDACTA). I. 1—RESUMO Divisio da meteorologia Pura: pesquisa (climatologia) Aplicada:aplicagao pratica (agricola, aerondutica) Informacées meteorolégicas Observacao: superficie (EMs), altitude (EMA) e Radar (ERM) Divulgagéo: INTRANET Coleta: banco OPMET o Andlise: - WAFC - CNMA - CMA — (CMM —CMV ‘exposicao AlS-telefone-www.redemet.aer.mil.br Produtos METAR SBLO 101500Z 09003KT 6000 RA FEW020 BKN100 20/20 Q1016 TAF SBGR 2015002 2018/2118 12005KT 2000 “DZ BR FEWOOS BKNOZ0 TN18/2106Z 1x30/21172 Sistema Mundial de Previsdo de Area CRW [enna ‘NMA Paris [Londres Frankfurt as. [ena cn Cairo Melboume NMA Nova Doli ohne wielngton Brastiia Estrutura da Meteorologia Aeronautica no Brasil 1. 2- TESTES 01- O ramo da meteorologia aplicada que compreende 0 estudo dos processos fisicos que ocorrem na atmosfera, visando economia, eficiéncia seguranca das _atividades aeronduticas, é a: a) agricola; ©) industrial; b) dindmica; W) aerondutica. 02- Dos ramos da meteorologia abaixo aquele que pertence & meteorologia pura é a: a) agricola; b) industrial; ©) hidrolégica; BH cimatolégica, 03- A meteorologia aeronéutica, no Brasil, é de responsabilidade do(a): LX) DECEA; ¢) OACT; b) ANA‘ d) GER. 04- A fase da informacgo meteorolégica que constitui a verificacdo visual e instrumental das condigées meteoroldgicas denomina-se: observacéo; b) coleta; 5 5 4d) exposicao. O5- A observacéo meteorolégica_realizada através do radiossonda denomina-se: de altitude; b) de superficie; ©) visual; 4) climatolégica. 96- Das alternativas abaixo, a que ndo pertence ao ramo da meteorologia aplicada é: a) maritima; b) agricola; ©) industrial; Bindtica, ne * 07- Meteorologia é a ciéncia que’ estuda os Fenémenos que ocorrem na: ae a) ltosfera; \(b) atmosfera terrestre; ©) égua; d) mesosfera.” 08- A observac3o meteorolégica confeccionada na EMS denomina-se a) superior; ~ b) de altitude; Olde superficie; 4d) industrial! 09- As observacies meteoroléaicas, quando utilizadas para fins de previsio so: | a) corrigidas; anelisadas; ©) arquivadas; “qh expostas. 10- A observacdo meteorolégica de’ superficie relata as condigées: a) da pista; b) do nivel do mar; ¢) da torre de controle; 4) de acordo com a solicitacéo. 11- Dentre as altemativas abaixo, indique a que contenha somente cidades onde esto localizados ‘9s centros de previsio de drea mundial: a) Frankfurt € Miami Washington e Londres; c) Tokio, Paris e Londres; d) Washington, Tékio e Cairo. 12: O centro responsavel pela preparacdo das - cartas de tempo significativo é o: a) CMA; b) CMV; SBL.CNMA; d) CMM, 13- 0 centro meteorolégico de aerédromo esti localizado nos: Phaerédromos; b) ACC; ©) APP; d) CINDACTA‘S. 14- Dos érgéos abaixo, quais- normalmente * ficam localizados junto as AIS: a) CMA e CNMA; EMS e CMA; ) EMA e CMV; CMM e ERM. 45- A rede de centros meteorolégicos tem como principal atividade o(a): 2) fazer radiossondagem; 8) observacsio de dados meteorolégicos; (' ems) ©) processamento de-dades meteorolégicos; — de previsdes meteorolégicas. 6 Capitulo 11 - A TerRA E 0 SISTEMA SOLAR A Terra pertence ao sistema solar cujo centro. Sol, em torno do qual giram pelo espaco os Blanetas de seu sistema, todos iluminados. 0 sistema solar faz parte da galéxia conhecida como Via Lactea,” Il. 1 - MOVIMENTOS DA TERRA A Terra possui dois movimentos_principais: rotagao e translacio (ou revaluicsa). 1, fotagéo = & executado em torno.do_préprig ode este parateste a cada 24 horas. E Tesponsavel pelo dia e noite, cm o conseaiiente -Bguscimento djumno ¢ o resfriamento noturno. 2. translagao_ou_revolugao - € ex 20. redor do Sol numa érbita eliptica quase croular. E completado em 365 dias e 6 horas, A Terra gira ao redor do Sol ‘com’ uma inclinacio de 23° 27" (ediptica). Essa inclinagao faz com que o Sol incida perpendicularmente na. ixa que vai do trdpico de cAncer ao trépico de @apricornio. A maior ou menor incidéncia solar é © fator determinante para que existam as gstacdes do ano. Em seu movimento de translagio a Terra ocupa pontos especiais sobre a elipse descrita. Estes pontos sao: aXGolstioes)- ponto da érbita em que 0 Sol atinge seu afastamento maximo do equador, limitando os trépicos”No dia 21 de junho a Terra encontra-se mais afastada do Sol (afélio), com 0 Sol incidindo sobre 0 trépico de. c4ncer, “Ocorrendo o vero no hemisfério norte e inverno no hemisfério“sul. No dia 22 de dezembro a ‘Tetra encontra-se mais prdxima do Sol (periélio), com: Sol incidindo sobre 0 trépico de Capricérnio, ocorfendo o vero no hemisfério sul € o inverno, o hemisfério norte. »)@quindca>— ponto da drbita em que o sol Incide sobre 0 equador, registrando uma igual ‘duracd0-do dig-€-da noite (20 de marco e 23 de setembro). ee se ee ee “e 2 A indinacéo do eixo de rotacio da Terra é Praticamente constante. Por isso, a cada seis ‘meses um hémistério esta mais voltado para Sol que 0 outro. Quando no hemisfério mais iluminado € verdo,’no menos iluminado é inverno. Os dois instantes do ano em que a iluminacao € maxima-num hemisfério e- minima no outro so, respectivamente, os solsticios de yeraa ede Invern, que marcato inicio oficial dessas eStagGes. A primavera @ 0 outorio-comegain nos equinécios, os dois instantes do ano em que os hemisférios norte... sul-.sS0 - igualmente iluminados, Te II. 2 - PARALELOS E MERIDIANOS A esfera terrestre & dividida em dois hemisférios, 0 do notte e o do sul eo limite entre os dois € o equador. Os circulos paralelos 20 equador e que vao em direcdo aos pélos so 0s paralelos e sua disténcia ao equador é a Jatitude, Os Girculos perpendiculares ao equador so os meridianos e a distancia de um metidiano ao meridiano padréo de 0° (qu de Greenwich) é a longitude. 1, latitudes tropicais: zona entre o trépico Gincer no hemisfério norte e 0 tapico de Capricsmio no hemisfério sul; 2. latitudes equatoriais. imediatamente em torno do equador terrestre; 3. latitudes temperadas: zona entre 0 trépico & 0 irculo polar; 4. latitudes polares: zona entre os circulos Polares € os respectivos pélos. I,3-RESUMO __ Movimentos da terra: Rotacdo a cada 24 horas é responsavel pelos dias e pelas noites. Translacao ou revoluggo a cada 365 dias e que Juntamente com a ecliptica di origem as. estacies do ano. Pontos funcionais: Solsticios - afélio com a Terra mais distante do sol @ 21 de junho (versio no norte € inverno no sul) peridlio com a Terra mals préxima do sol a 22 de dezembro (vero no sul e inverno no norte) i Equindcios com o panto médio a 20 de marco e 23 de setembro i Latitudes Equatoriais - préximas ao equador Tropicais - entre os trépicos (de Cancer e 0 de Capricémio) Temperadas - entre 0 trépico e 0 crculo polar Polates - entre o circulo polar ¢ 0 pélo IL. 4- TESTES 01- A latitude compreendida entre 0 trépico e 0 circulo polar denomina-se: ! a) artica; ob) temperada; ©) tropical; 4) equatorial, 02- Numa aeronave em véo constata-se que a temperatura diminui gradativamente na medida ocorre devido a(ao): 2) aumento da umidade do ar; b) gradiente térmico vertical; ¢) variagao da densidade do ar; 4) posigio da terra em relacéo a0 Sol. 03- Os dois instantes do ano em que o Sol incide exatamente sobre a linha do Equador denominam-se: a) solsticios; Prequindcios; 04- Com a Terra: na posi¢go dos equinécios temos: A primavera ou outono; b) verdo no hemisfério sul; ©) inverno no hemisfério sul; 0) 0 afalio.” b) ectfpticay ) latitude. 05- Préximo ao dia 22 de junho ocorre o solsticio, sendo verao para o hemisfério norte inverno para o hemisfério sul. Isto ocorre quando o sol esta a pino no: DA topico de Cancer? b) Equador; — ©) tr6pico de Capricémio; @) circulo polar artico, em que segue rumo a latitudes maiores; isto _ 7 96- © movimento que a Terra faz em torno de seu proprio eixo, responsavel pelos dias e peles noites chama-se: dX rotagio; ) revolugo; b) translacao; ¢) ecliptica. 07- As estacdes do ano ocorrem em func3o do(a): a) movimento de rotacao; b) movimento de rotacéo e ecliptica; movimento de transla¢ao e ecliptica; d) parte liquida e sélida da terra. 08-0 vero do hemisfério norte ocorre quando a Terra se acha no: a) periélio; ‘afélio; ) equinécio; d) ponto mais préximo, 09- Para um observador situado no hemisfério sul, 0 Sol de verso permanece sempre: a) a0 norte do equador; b) na vertical do trépico de Cancer; ¢) menos horas acima do horizonte; d). - sul do equador. 10- A latitude compreendida entre 0 trépico de Cncer e 0 trépico de Capri¢érnio denomina-se: a) polar; ‘topical; ©) temperada; ¢) equatorial, 31- Para um observador situado na linha do Equador, préximo ao dia 22 de marco, ele estard com 0 sol: a) no hemisfério sul; b) no hemisfério norte; . ©) sobre a linha do equador; d) na posicgo mais distante. 12- Sendo 12 horas local em uma determinada lonitude, teremos a(ao): 3) oeste mais tarde; _b) sul mais cedo; jorte mais cedo; » este mais tarde 8 i (Cariruto 111 - ATMOSFERA TERRESTRE s A atmosfera terrestre é uma. massa _de ar inodora, incolor e insipida, presa a Terra pela 2¢80_da_arevidadé, “acompanhando-a em. seus movimentos, Ul. 1 - COMPOSICAO DA ATMOSFERA O.ar que compe a atmosfera ¢ uma mistura mecinica de diversos “gases: (nitrogénio’ 78%, sxigénlo 21% € outros gases 19 <3 0 venor de daiia,_slemento_mais. importante para_a_meteofologia, ndo “Taz "parte "da Composico do ar atmdsférico, usando-o!apenas como meio de transporte, variando de 0/a'4%%. Do ponto de vista “meteorol gio 0, ar dlassifica-se em: -seco ‘apresenta 0% de vapor de agua Umido —:de 0a 4% de vapor de agua 7 Saturado :4% de vapor de Squat gt > _Qar seco contém mais nitrogénio e oxigénio (clemeritos mais pesados que o vapor dé agua), tornando-o mais pesado e mais denso. SECO nitrogéaio 78% | | nitrogi 75% oxigénio 21% | | oxigénio 20% ‘outros 1% | | outros % vapordedgua 0% | | vapordedgua’ . 4% III.2 - CAMADAS DA ATMOSFERA A atmosfera terrestre € subdividida em gamadas mals ou menos concéntricas Supstficie da Terra, As camadas ‘sio as seguintes: 1. to - 6 a camada mais ‘baixa da atmosfera_ onde “se produzem os “principals Ienémenos meteorolégicos. A maioria ‘dos vGos_ es dias atuais qcorre dentro desta camada, que estende-se sobre o equador até 17 ou 19 km de altura, de 13 a 15 km nas latitudes temperadas e de 7 a 9 km nos pélos. A troposfera presenta ice 0 decréscimo da com mento da altitude reciente térmico), ria ordem de 2°C/1,000 pés 10,659C/100 metros. Este gradiente, pelo fato de ser superior 2 02°C, é denominado Positivo. 2, Kopopouse - estrelta zona de transiczo que seotte 2 Wopostera da estratosfera, possuindo Se3.a5 km de espesstra: A caracteristica principal da tropopausa é a isotermia, isto é, a temperatura permanece Spistante na vertical. Deve-se ressaltar que a apgngs no sentido isotermia ocorre vertical, portanto a \ Topopausa € mais fria. no Equador onde esté mals distante da Terra. 3. estratosfera - camada sequinte A tropopausa qué se estende aproximadamente até 70 km de altitude, onde tem inicio a difusso da luz, Ocorre na estratosfera uma concentracéo de gz6nio entre 20 e 50 km funcionando como filtro ‘Seletivo dos ralos ultravioleta, 4._fonosfera - camada que se" esternde eproximactamre km de altitude. Na ionosfera tem inicio a filtra tiva da ‘adiagao_solar. Ela absorve a radiacéio muito Pefietramte do Sol, composta de raios_gama, ralos_X e ultrevioleta_penetrante, tornando-a lonizada. Essa ionizagéo facilita a reflexéo de 5 exosfera - camada seguinte a ionosfera estendendo-se verticalmente até aproximadamente 1.000 km de altitude. A Gasiee foo arms me ge, gradativamente com o espaco interplanetério. ldo exerce efeito direto de filtragem seletiva ‘sobre a radiacSo solar, inte 8 estratosfera .. ante ate-4 3 IIL 3 - PROPRIEDADES DA ATMOSFERA ~ A quantidade de energia solar que atinge 0 limite superior da atmosfera apresenta um valor Guase constante de 194"cal/cm’/min, que é a Constante solar, sendo insolagdo a quantidade de energia solar que atinge a superficie terrestre, apés sofrer os efeitos da filtragem seletiva. a filtraem_seletiva que a atmosfera exerce sobre a radiacSo solar processa-se através da ibsorcgao, difusdo e reflexdo. absor<20, difuséo e reflexéo. 1.@bs076%0)- a_absorcio mais importante € a que ocorre na ionosfere, pela quel as formas de ‘ehergia mais penetrantes e perigosas 3 vida, tais Taios_X“€ raios ultravioleta penetrantes chocam-se com os.,atomos da atmosfera, alterando-thes as estruturas com ‘diminacSo de elétrons, ionizando-os e sendo, or este fato, absorvidos. = Qs raios ultravioletas suaves,..isto é, de grande comprimento de onda, penetram_até oz6nid da estratosfera. A radiagao infravermelha. 6 absor malor__proporgéo nos _niveis .inferiores principaimente pelo vapor de agui Ge) quando a luz passa através de um meio cujas particulas tenham diémetro menor que 0 comprimento de onda da prépria luz, uma parte dela é espalhada ou difundida em todas as direcGes. A difusdo é efetiva para.as ondas de ‘menor comprimento ¢ a luz de mais facil difusao ha atmosfera é @ de cor azul, j4 que esta tem 0 mesmo tamanho das diminutas particulas de matéria e moléculas de ar, que dispersam mais o azul que as outras cores, dando esta coloraga 20 céu. PA cifuséo_vem_a_ser, portanto,. 0. processo respansavel la reducéo da visibilidade, pois a \uz_emitids por_um corpo poderd ser difundida antes de alcangar_@ nossa retina, dando-nos a impressdo de restrigao & visibilidade. A difusdo da luz visivel comega na est a natureza Tuminosa é tefletida de volta para_o ago, principalmente pelas ,nuvens e pela superficie da terra, Com vistas a0 efeito de reflexo, chama- a razio entre o total de_energia_refietida para o total _de_eneria incidente, sendo o albedo médio da terra de 35%, (As superficies brancas ¢. lisas so boas refletoras, possuindo um albedo elevado. ) 111.4 - RESUMO Composigao Nitrogenio 718% Oxigénio's 225° “21% Outros gases Vapor de agua niveis_inferiores, sendo em parte: absorvidos entre 20 e 50 km de altitude pela camada de_ 3(2fiexGo) uma boa parte da radiagio solar de Camadas = 1ONOSFERA TERRI Rab EI ESTRATOSFERA ‘TROPOPAUS! a va19Km TROPOSFERA! 2/1000 pez 07 doom Ansolacao — quantidade de energia solar que atinge 2 superficie. Albedo ~ relago entre a energia solar refletida a energia solar incidente. IIL.5 - TESTES 1- A absorcdo de energia mais penetrante e perigosa vida, tem inicio na camada di a) exosfera; jionosfera; ¢) tropopausa; d) estratosfera. 02- Das alternativas relacionadas _abaixo, indique aquela que apresenta menor albedo: a) neve; b) topo de nuvem; eg) floresta; d) terreno irregular. 03- A porcéo da energia solar que atinge a Terra apés sofrer os efeitos da filtragem seletiva por parte das camadas atmosféricas, denomina-se: a) albedo; b) radiacéo; ©) reflexdo; insolacio. 04- A camada da atmosfera que apresenta maior concentracZo gasosa, maior grau de concentracado molecular e sofre o efeito direto do aquecimento da superficie terrestre, denomina- se: a) exosfera; baixa atmosfera; “ire (3 Pee 05- As porcentagens de oxigénio e de nitrogénio Waters: terrestre séo respectivamente de: b) ionosfera; d) estratosfera. 2178; b) 78 e 21; ¢) 31. e 68; 2) 68e 31. 06- Com o gradiente da troposfera e uma temperatura a 10.000 pés de mais 3°C, temos a) menos 179¢; ¢) mais 17°C; b) menos 20°C; vt] mais 235 ste fat = sak tea 3c] xo 10 07- Um determinado volume dear é considerado saturado quando. contém: vapor de gua suficiente para ocupar parte do" polume, ‘equivalente a: a) 1%; 496 ¢ ©) 21%; d) 78%. ‘ 08- A camada da atm ‘temperatura do ar decresce 0,65°C/100°pi; detiomina-se: * a) tropopausa. troposfera; ) estratosfera; —_-..~d) atmosfera superior. 09- © vapor de agua apresenta peso molecular menor que © do oxigénio e do nitrogénio,, como conseqiiéncia, sabe-se que 0 af seco 6: a) mais aquecido ¢ instavel; b) menos denso que o ar saturado; ‘ais pesado que o ar saturado; ) mais estavel nos niveis baixos. 10- As superficies mais caras e_brilhantes tefletem melhor a luz solar e, portanto possuem_ albedo: a) nulo; b) médio; c) menor; pa elevado. oe 11- A tropopausa é uma camada com pouca espessura, que normalmente varia de: a) 1a2km; 3a 5 km; ¢) 100 a 200 m; ‘4) 300 a 400 m. iu ofa) @A.constante térmica; (ise Feanin) b) gradiente térmico positivo; ©) difusdio da luz; d) absorcio da energia solar. A principal caracteristica da tropopausa é 13- Dos elementos abaixo aquele que n3o faz arte da composicio do ar atmosférico & a) oxigénio; b) argénio; Vapor de dgua; —_d) rltrogénio. 14- Dentre as alternativas relacionadas. abaixo, indique a que representa uma das. princpais fungées da camada de ozénio, em funcSo. da seletividade da radiacgo solar. absorver a radiagao ultravioleta; b)Yefratar a radiacao infravermelha; ©) impedir a passagem do didxido de carbono; d) difundir a luz visivel, fs A tropopausa é mais fria: Scie Soes?s 15- Considerando a temperatura na superficie de 25°C e 0 gradiente térmico da tropasfera, 2 uma altura de 15.000 pés a temperatura sera de eLmenos 59°C; c) menos-30°C; b) mais 5°C; d)0°c. 952 Ae npn 16- A camada da atmosfera que possui_uma altitude meédia de 18.000" Metros, sobre 0 equador e onde ocorrem os fendmenos meteorolégicos mais irrportantes para a aviacSo, denomina-se: 2) tropopause; b) estratosfera; ayfnenos 273°C; b) menos 273 K; ¢) menos 273°F; d) o°c. % 11- Com a Terra nei) 0s dias mais longos ccorrem no hemisfériosul e, portanto neste hemistério temos menor: a) radiago solar; b) insolacao; Deiradiacag terrestre; ¢) isotermia, 12- A temperatura de 16°C negatives equivalé em Kelvin a: >a)257; ~c) 289; Dyeeyeuasiet d) 299, - ¢4d73? Ke 259 9 {/13- A conveccao é maxima: | a) no verdo sobre o mar; Db no vero sobre a terra; c) nas florestas; d) no inverno sobre os oceanos. 13 14- & temperatura de 22° Celsius equivale n2 escala Fahrenheit i a) menos 729F; Penis ie aay ) ¢) mais 22°F; OF, fc f-. £4; 4 Oe eae 15- A equivaléncia’_efitre/ as, esealas, termométricas CelsiuS “e Fahrenheit, : ocorre . menos: = a) 20 graus; ©) 40 graus; ” b) 30 graus; ) 50 Gaus. conversio da “energia térmica:’em™ eletromagnética © a reconversao desta em calor denominani-se: a) condugio; ©) adveccao; b) radiaggo; d) conveccao. 17- A temperatura de 100°C equivale na escala Fahrenheit a: a),0; ein»; 18- A variagio da temperatura no sentido vertical, na escala Fahrenheit é de: a) 2°F/1000 pés; b) 3,69F/1000 pés; ©) 0,65°F/100m; ) 35,69F/1000 pés b) 100°; d) 273°. 19- A temperatura de 30°F equivale em Celsius a a) -1°C; ¢) -22°C; b) 86°C; 4) 0°c, 20- No cédigo TAF uma temperatura minima de -10°C, prevista ocorrer as 10Z do dia 20 tera a seguinte codificagio: a) TN10/20102; c) TNM10/20102; b) Tx10/1020002; a) TMN10/1020102. 14 Cirtrino V - Pressio ATMOsFERICA © ar tem um peso, assim como todos os liquidos, portando o ar exerce uma forca em todas as direcdes © sobre todos’ os objetos © setes vivos que se encontram merguihades nele. Catculando a forca exercida por unidade de superficie, obtém-se 0 valor da pressio. Esta pressco € denominada_pressio. atmosférica. O Primeiro a determinar o valor da presséo atmosférica fet Evangelista ‘Torricelli, matemético, fisico e inventor. italiano. 0 experimento que ele realizou em 1643 serve até hoje de base para a fabricagio de barémetros, que medem a pressio atmosférica. meteorologia aerondutica a unidade dé pressdo_ utilizad= € 0 hectopascal (hPa). V.1 - VARIACGES DA PRESSAO 4 variacdo com a altitude - a presstio atmosférica diminui com 0 aumento da altitude nna razao de 1 hPa para cada 30 pés. No nivel do mar a pressdo é maior porque hé uma maior coluna de ar. Quando se sobe menos ar haveré, €; Por isso, menos press ele exerce, Re 2. varia¢éo coma temperatura - & inversamente Proporcional 4 temperatura. O ar frio é mais Pesado que o ar quente, portanto exerce uma Pressio maior. J. variagéo com 2 densidade - densidade & massa por unidade de volume, portant» quanto maior a massa, maior a densidade, portanto mais pressdo, 4. variago dindmica - & causadé pelos destor cnlus horizontals de massas de ar (frentes). 5. variagio didvia ~ a vatiagio diétia pode ser considerada como uma maré beramét) ca, que é bastante forte nae | it zis, porém ssdvereee fas latitudes acma de 60°. A presséo é mais elevada as 10 i e 22 h (hora local) e mais baixa 3 04 h e 16 h (hora local) Borouerro> LEMUR x reesei Ne BARGento VOGiGipA A fercsA0 Presso atmosférica (hPa) i V. 2 REDUCOES DA PRESSAO Como as estagées meteorolégicas nao estiio todas localizadas @ uma -mesma altitude, -faz-se necessério corrigir as pressées para as diferencas de altitudes, rebatendo todas para um nivel de referéncia'comum, © do mar. = 1. pressio” da estagéo ou da pista (QFE) - Quando se 18 um barémetro num dado ponto da Superficie da Terra, tém-se o valor que o ar atmosférico esté exercendo desde ‘seu limite superior até 0 referido ponto. A este valor de Pressio dé-se 0 nome de “pressao da estacio”, Como os barémetros das estacbes meteorolégicas aeronduticas esto instalados no mesmo nivel da pista, o valor do QFE nestas estagSes representa a pressdo atmosférica_ao nivel da pista, 2. pressdo ao nivel do mar (QFF) ~ para anélise da. presséio atmosférica de uma determinada regidio, ha necessidade do rebatimento de todos os valores de QFE para um mesmo nivel, no caso © nivel do mar, A presstio da estagfio quando reduzida ao nivel do mar, sob concicées da atmosfere real passa a chamar-se QFF, utilizada apenas para fins meteorolégicos. y altinetra (QNH) > & @ pressio da estagio reduzida ao nivel do mar de acordo com 0s parametros da atmosfera padrio, sendo ada_para fins aerondilicos, <édificada no METAR/SPECT logo apés a temperatura. Exemp! METAR SBMT 2210002 21005KT 5000 BR SCT020 OVCO80 20/18°9L018 (ajuste do altimetro de 1018 hPa) 4. presso padréo (QNE) - é a presso padre a0 nivel do mar, cujo valor é de 1013,2 hPz V. 3 - SISTEMAS DE PRESSAO Quando 2 pressao reduzida ao nivel do mar (GFF) de cada estacaio meteoroldgica é analisada nos centros de previsio, verifica-se um aumento ou um decréscimo uniforme para um ponto, denominado centro. d. sistemas fechados 4) alta presséo - centro ou sistema que apresenta pressdes mais elevadas no seu centro; @ partir dele as pressdes vao diminuindo gradativamente para a periferia do sistema. 4) baixa pressdo ~ centro ou sistema que apresenta pressGes mais baixas no seu centro; a partir dele as pressées vo aumentando gradativamente para a periferia do sistema. Gaw~ Ve 5 (CM) ICR \Nite7/ \Si027/ ie 014 BOM TEMPO Ap TOMTO 2, sistemas abertos @) cista ou cunha - area alongada de alta Pressdo, ou sistema aberto de alta pressdo a partir dele as pressdes diminuem Para a periferia do sistema. 4) cavado ~ area alongada de baixa pressio, ou sistema aberto de baixa pressdo a partir dele as presses aumentam para a periferia do sistema. Np (“ Wey) eZ, 3. col ou colo - regiio compreendida entre dois centros de alta e dois centras de baixa pressdo €M cuja regio 0s ventos so fracos e variéveis. B A A colo. Barémetro de merctirio 8arémetro anerdide Temos assim que o barémetro mede a Presséo e o bardgrafo registra a pressdo. As isdbaras so linhas que unem os pontos de mesma pressdo, tragadas de 2 em 2 hPa, ndmeros pares, num mapa meteoroldgico. V.4 — RESUMO Variacdes da pressio Altitude — inversamente proporcional (1 hPa/30 pés) ‘Temperatura — inversamente proporcional Densidade ~ diretamente proporcional Dindmica ~ associada aos sistemas frontais Didria ~ maré barométrica (maximas 10h e 22h, minimas 04 h e 16 h) Redugies da pressio Pressdo da estacdo ou da Pressdo reduzida ao nivel médio do mar (meteorologia) QFF Ajuste de altimetro (aerondutica) QNH Pressio padrao a0nivel.do mar QNE, valor 1.013,2 hPa (atmosfera padrao) Sistemas de presséo Sistemas fechados — centro de alta presséo e centro de baixa ‘Sistemas abertos ~ crista ou cunha e cavado 16 Colo Isdbaras - linhas que unem pontos de mesma press, tragadas de 2 em 2 hPa. Instrumentos — barémetro (mede) e bardgrafo (registra) - TESTES 017 0 sistema de presséo denominado cavado é ‘Um sistema barico de press&o: Sia a) alta e aberto; b) baa e aberto; Oaltaefechado; —d) 02- A presséio atmosférica reduzida ao nivel do mar para fins meteoroligicas, é conhecida como: a), QNE; b).QNH; Morr; od) OFE. 03- A pressdio atmosférica medida ao nivel da pista de um aerddromo, possui a sigla: a) QNI ) Quando o valor das isébaras aumenta a fedida que se afasta do centro de um sistema de pressdo, tem-se um(a): a) crista; b) cunha; ©) alta pressdo; d) baixa pressdo. 09- 0 QFE de um aerédromo situado a 900 pés de altitude é'de 992 hPa, nestas condigdes sabe- se que 0 QNH éde: 2);1022 hPa; b) 1013 hPa; c) 962 hPa; d) 900 hPa. 10- Com a elevacio do aerédromo de 2.100 pés © 0 QNH de 1018 hPa, sabe-se que o QFE é de: a) 1013 hPa; 948 hPa; ©) 2.100 pés; ‘@) "1092 hPa, 11- A pressao atmostérica codificada no.cédigo METAR € o: b) QFF; oF SBYONH. = (42> com presséo da estacio de 945 hPa e Bresso reduzida a Tivel do mar dé" 1012 hi Sabe-se que a elevacio do aerédromo é de: a) 2.010 metros; 2.010 pés; c).1012 hPa; ‘d) 1.340 pés, As. A pressdo padro ao nivel do mar é de: 1013,2 hPa; b) 1022 hPa; ‘c) 1015,5 hPa; d) 1010,1 hPa. 4- A elevaco de um aerédromo pode ser obtida através da diferenca entre: * a) QNE e QNH; b) ONE e QFF; c) QNH e QFF. 2YQNH e QFE 15- A pressio atmosférica é exercida: a) apenas verticalmente; b) em todos os sentidos; c) em nenhum dos sentidos; ) apenas horizontalmente. 16- As presses atmosféricas minimas ocorrem Rormalmente, em hora local, as: a) 00h e 12h; b) 12h e 24h; ©) 04h e 16h; d) 10h e 22h. 17- Assinale 2 altemnativa que apresenta caracteristicas de um centro de baixa pressao: a) stratocumulus; —_b) furacio; ©) corrente de jato; —_d) nevoeiro pés-frontal. 18- Isdbaras so linhas que unem pontos de igual: a) pressio; b) temperatura; ©) umidade; 4) vento. 19- Os elementos meteorolégicos que sempre decrescem com 0 aumento da altitude séo: a) pressao e densidade; b) umidade e densidade; c) pressao e temperatura; d) temperatura ¢ umidade. 20- Assinale a alternativa que representa o nivel onde os valores do QFF e QFE sdo sempre iguais: a) pista; b) padrao; ©) do mar; 4) de 500 hPa. NMM= WIVEL Med &O MAR Carituto VI - ATMosFERA PADRAO A atmosfera padréo internacional conhecida como ISA (ICAO STANDARD ATMOSPHERE) foi definida para .ser empregada como parametro médio de medida, © ser comparada com a ztmosfera real em qualquer tempo. V1.1 - PRINCIPAIS CARACTERISTICAS 1. af - seco (78% de nitrogénio, 21% de oxigénio e 1% de outros gases); 2. latitude - latitude média de 45°; 3. nivel - nivel do mar, que seré sempre identificado como nivel padrSo; 4, temperatura ao nivel do mar - 15°C; 5. gradiente térmico - 0,65°C/100 m, Por um habito criado nos meios aeranauticos, costuma-se chamar a temperatura padriio de ISA, portanto, ISA para uma determinada altitude, nada mais é que a temperatura padraio Para aquela altitude, oN =5°C| 15°C - 10°C =|50c 2°C/1.000 pés ou 25°C - 20°C =! 10.000 pés sec - 15°C =| 6. altitude - 20.000 metros, formada pela tToposfera até 11.000 metros e pela tropopausa de 11.000 a 20.000 metros. Como a temperatura diminui 0,65°C/100 m, a temperatura padréo da tropopausa é de menos 56,5°C. 20,000 m tropopausa -56,5°C m troposfera poe NS 7. pressdo ao nivel do mar - 1013,2 hPa, 760 mm de mercitio ou 29,92 polegadas de mercirio. © sradiente de pressio estabelecido & de 1hP2/30 pés ou 9 metros, podendo ser utilizado Somente até 4.000 pés. y NIVEL PRO v7 VI.2 ~CONDICAO ISA A andlise da temperatura, para a verificacéio do desempenho da aeronave, .é feita pela comparacéo entre a temperatura verdadeira e a temperatura padrao (ISA) esta comparagao foi denominada “condic&o ISA", representada ‘por “ISA +" ou “ISA —" Ex 1- Qual a condicéo ISA para uma aeronave que voa no FL100 com temperatura verdadeira de 0°c? ISA para 0 FL100 = -5°C O-(-5)=045 =+5 =ISA+5 2- Determine a temperatura verdadeira Para o F1200 sabendo-se que ela'foi representada ‘por ISA-8: TV=ISA-8 TV 25-8 TW= 233 V1.3 - ALTITUDES 1. altura - distancia vertical que separa um ponto no espaco da superficie do solo (QFE): 2, altitude indicada - distancia vertical que separa um ponto no espago do nivel do mar (QNH). 3. altitude-pressao - distancia vertical que separa um ponto no espago do nivel padrao (QNE), 4. elevagio - distancia que separa um ponto na ‘Superficie ao nivel do mar (distancia entre QFEe QNH) atitude| pressac| HEC os VI. 4—RESUMO v/ Valores og Ar ~ seco Ses Nivel de referéncia — nivel do mar Temperatura padro ao nivel do mar — 15°C (gradiente térmico de 29C/1.000 pés) Altitude - 20.000..metros (até 11.000 m troposfera, de 11,000 a 20.000 m tropopausa) Pressio padrao ao nivel do mar - 1013,2 hPa, 760 mm Hg ou 29,92 pol Hg (1hPa/30 pés) #L= Nive milo 18 Altitudes Altura ou altitude absoluta — distancia para o nivel da pista (QFE) Altitude indicada ~ distdncia para o nivel do mar (QNH) Altitude-pressdo (FL) —- distancia para o nivel padréo (QNE 1013,2 hPa) VI. 4 - TESTES O1- A distancia vertical que’ separa uma aeronave do nivel padrao do mar, denomina-se: a) nivel; b) altitude; ©) altura; d) altitude-presséi 02- Em um dado instante a temperatura no FL230, é de ~41° Celsius, portanto a condigéo de temperatura para o referido nivel é ISA: a) menos 10°C; b) menos 05°C; ©) mais 05°C; d) mais 10°C, 03- Conforme a atmosfera padréio, uma aeronave no FLOSO estaré sujeita a uma temperatura de: a) -109C; bj 05°C; <) +05°C; ) +10°C, 04- Considerando 0 gradiente térmico padréio e @ temperatura ao nivel do mar de 25° Celsius, a uma altitude de 12,000 pés, a temperatura sera de: a) 24° C negativos; ©) 1° C positive; b) 9° C negativos; ) 15° C positivos. Q5- Ao nivel do mar a pressiio parcial do nitrogénio é aproximadamente de: a) 200 hPa; b) 400 hPa; ¢) 600 hPa; d) 790 hPa, 06- Segundo os conceitos da ISA, a altura da troposfera padro em metros, é de: a) 10.000; b) 11.000; ©) 20.000; 4) 30.000. 07- Na atmosfera padréo a temperatura da tropopausa é de: a) 50°C negatives; b) 56,5°C negativos; ¢) 40°C negativos; ) 55,6°C negativos. 08- A temperatura do ar a 20.000 pés de altitude & de 20° C negativos. Considerando 0 Gtadiente térmico padréo a 5.000 pés tem-se temperatura de: a) 10°C negativos; ©) 10°C positivos; b) 05°C negativos; d) 20°C positives. Q9- De acordo com os parametros estabelecides pela atmosfera padriio para cada 60 pés de altitude a presséo decresce em média: a) LhPa; b) 2 hPa; ©) 3 hPa; d) 4 hPa, 10- Na atmosfera padre, as condigdes de pressio e de temperatura sfo respectivamente: a) 1013,2 hPa e 15°C; b) 29,92 mm Hg e 20°C; ¢) 760 mm Hg €.09C;. @) 1013,2 hPa e 09C. 11- A temperatura no cume de uma montanha de 5.500 pés de altitude igual a ISA menos 4. Com estes valores, conclui-se que a temperatura ambiente no referido ponto é de: a) 0°c; b) +5°C; ©) -5°C; d) +159C, 12- A condic&o de temperatura ISA-5, para o FL100, corresponde a: a) 0°¢; 6) -10°C; ©) -50C; d) +5°C. 13- A condicio de temperatura ISA-15 corresponde, para o FLO7S, a: a) 0° Celsius; b) menos 14° Celsius; Ouae 15° Celsius; d) menos 30° Celsius. 14- A temperatura de menos 20°C, para o F250, pode ser representada por: a) ISA +5; b) ISA + 10; C)ISA + 15; ¢) ISA + 20. 15- 0 gradiente térmico na atmosfera padréo é de 0,65°C/100 m e que a ISA na base da tropopausa é menos 56,5°C. Qual seré a ISA no topo da tropopausa, considerando uma espessura de 4,000 m para a camada? a) -19,5°C; b) -37,50C; ©) -56,5°C; d) -76,5°C. 16- Considerando a pressaio ao nivel do mar de 1019,2 hPa. A que distancia vertical desse nivel sera encontrada o nivel padrao: a) 120 pés abaixo; —_b) 180 pés abaixo; ©) 120 metros abaixo; d) 180 pés acima. 17- Considerando 0 nivel padro a 300 pés abaixo do nivel real do mar, nesta condicdo 2 pressio ao nivel do mar (QNH) é de: a) 1023 hPa; b) 1003 hPa; ©) 1013 hPa; ¢) 1025 hPa tt | re 18- Uma aeronave sobrevoa Séo Paulo na altitude de 5,000 pés. Sabendo-se que a elevacio do local é de 2.400 pés, conclui-se que a referida aeronave encontra-se na altura de: a) 2.600 pés; b) 5.000 pés; ©) 7.400 pés; ) 2.400pés. 19- Considerando o QNH de 1001,2 hPa, a que distancia vertical desse nivel serd encontrado 0 nivel padrao: a) 99 pés acima; b) 360 pés acima; ©) no nivel do mar; d) 360 pés abaixo. 20- Em relagéo a ISA, pode-se afirmar que a mesma: a) € completamente seca; b) é invariavelmente instavel; ©) apresenta médio teor de umidade relativa; d) apresenta baixa quantidade de nitrogénio. 21- A pressio padrio ao nivel do mar corresponde a: a) 29,91 Pol Hg; b) 760 mm Hg; c) 1013,2 hP; dd). 5°C. 22- A atmosfera padréo também é conhecida por: a) ISA; b) Nivel; ) VRB; d) ICAO. 23- Determine a temperatura verdadeira para o F120, sabendo-se que a condig&o é ISA + 9: a) 18°C; b) 15°C; ) 0°c; d) -90C. 24- Determine a condigo ISA para o FL210, sabendo-se que a temperatura verdadeira € de - 20°C: a) +229¢; b) +79¢; ©) -27°C; ) -470C, 25- Determine o valor do QNH sabendo-se que o nivel padrao encontra-se 510 pés acima do nivel médio do mar: a) 996,2 hPa; b) 1013,2 hPa; €) 1020,2 Pa; d) 1030,2 hea 19 20 Capituto VII — ALTIMETRIA VII. - ALTIMETRO © altimetro € um bardémetro aneréide Galibrado para indicar altitude em lugar de pressdo, utilizando a atmosfera Padrao como base. © altimetro possui um oto que permite Selecionar na janela de ajustagem a pressio desejada para servir de referéncia. Apés 0 ajuste © altimetro passaré a indicar a distancia da aeronave para este nivel de referéncia © altimetro indica a distincia da aeronave Para o nivel de pressio que foi selecionada como ajuste. Na figura abaixo diversas aeronaves encontram-se numa mesma altitude, e cada uma apresenta uma indicacao diferente, isto se deve a0 fato de estar ajustadas para pressdes diferentes. O altimetro indica a disténcia da aeronave até a linha de pressio colocada como ajuste. \VII.2 - AJUSTES ALTIMETRICOS 4. QFE - numa aeronave pousada em um aerédromo, ajustada para o QFE do local, o altimetro indicaré zero pé, por no. existir ‘enca entre a pressdo do ajuste e a presstio do local. Decolando com este ajuste a aeronave Passard a indicar a distancia dela para o nivel do aerédromo, sua altura, também conhecida como altitude absoluta, Quando for inserida no altimetro-a presso do local o mesmo indica zero pé. © proceso inverso também. € valido, colocando zero pé aparecers “ha janéla “a” pressio” do lécal, ~dar < le “ajuste a zero”, para o QFE. Para a maioria-dos.altimetros 0 uso do QFE & impossivel em aerédromos situados acima de 2.000 pés, pois eles nao comportam a pressio do local e, além disso, as cartas de aproximacso indicam altitude e nao altura. 2. QNH - quando inserido no altimetro de uma aeronave pousada no aerédromo, 0 mesmo Passaré a indicar a elevacéio do aerédromo ¢ quando em véo a sua distancia para (altitude indicada), © QNH no Brasil & utilizado para pouso e decolagem, n&o podendo ser utilizado para vos €m rota, pois nao existem estagées informantes em némero suficiente. Quando o altimetro for ajustado para zero pé, aparecera a pressio do local (QFE), quando for ajustado para a elevacdo do aerédromo, aparecera a pressio do nivel do mar (QNH). 3. QNE — quando inserido no altimetro de uma aeronave, 0 mesmo passard a indicar a distancia Para o nivel padrao (altitude-presséio ou FL) utilizado no Brasil para vos em rota. VIL3 °- UTILIZACAO NO BRASIL DOS AJUSTES ALTIMETRICOS Quando no solo a eronave recebe da torre de controle o QNH, este ajuste serd utilizado até uma determinada altitude, conhecida como altitude de transicé Ao atingir @ altitude de transigio o piloto ajustaré para o valor da pressdo padrao QNE e prosseguiré com este ajuste, passando a voar em nivel de véo. Por ocasigo do pouso, a aeronave voard com © ajuste QNE até um determinado nivel, conhecido como nivel_de_transicao, onde ajustaré para o QNH do aerédromo de destino. nivel de transicao seré informado pelo érgéio de tréfego aéreo ou obtido pelo piloto, quando o érg80 apenas presta ‘servico de informacio de vSo, sempre em conformidade com uma tabela de acordo, com 0 QNH do momento e a altitude de transicao. VII. 4 - ERROS ALTIMETRICOS Uma aeronave voando em rota com o altimetro ajustado para a pressio padrdo, est dentro das condigies da atmosfera padrao, e como 05 componentes que influem na indicagio do altimetro, pressio e temperatura, dificilmente se comportam de acordo com aquela atmosfera, ele no apresenta uma indicacéio correta: 4. e170 de pressdo: 0 erro de presséo ocorre Sempre que a pressio real ao nivel do mar QNH for diferente da presso padrao QNE. 2) QNH mator que o QNE Quando uma aeronave ajustada QNE Sobrevoa uma regio, onde a presséo real 20 Bivel do mar QNH for maior que 1013,2 hPa bs _ 21 dados: FLL00 QNH = 1020,2 hPa FLO et NP. MSL: FLL00 igual a 10.000 pés, distncia da aeronave até o nivel padréo. QNH 1020,2 hPa, presso real maior que .a padrao, portanto nivel padrao acima do nivel do mar. (1020,2 ~ 1013,2) X 30 7 x 30 = 210 ft AI = 10.000 +210 AI = 10.210 pés b) QNH menor que 0 QNE Quando uma aeronave ajustadaQNE sobrevoa uma regio, onde a presso real 20, nivel do mar QNH for menor que 1013,2 hPa, Dados: FLO80 QNH = 1003,2 hPa. FLOBO ca FLO80 igual a 8.000 pés, disténcia da aeronave até 0 nivel padrao, QNH = 1003,2 hPa, presso real menor que a padrao, portanto nivel padrao abaixo do nivel do mar. (1003,2 - 1013,2) x 30 AI = 8.000 - 300 AL = 7.700 ft -10 x 30 = -300 ft 2. erro de temperatura: ocorre devido a diferenca entre a temperatura real e a temperatura padréo (ISA) para o nivel considerado. Na atmosfera padro existe uma relacaio entre valores de pressdo, altitude e temperatura: ex. 850 hPa = 5.000 ft = 5°C, portanto para o altimetro , 5°C é igual a 5.000ft; assim em “A” (na figura abaixo) o altimetro esté com uma indicagéo correta, em “B" mais alto e em “C” mais baixo, sc ore ts refha cam 22 © cAlculo do erro de temperatura poderé ser realizado de duas maneiras: 4) matematicamente. para cada 10°C de diferenca entre a temperatura real e a temperatura padrao (ISA), para o nivel considerado, haver’ 4% de erro na altitude presséio, ou pela férmula: (T= ISA) X04 X FL a.1 temperatura real maior que 2 padrao: estando o ar mais quente que o padréo, a aeronave estaré voando adma da altitudé- pressio. Exemplo: Dados: verdadeira +150C. FLOS0 altitude-pressdo 5.000 pés, ISA para 5,000 pés = 50C Diferenca entre a temperatura verdadeira e a ISA de 10°C, corresponde a 4% de erro; 4% de 5.000 pés = 200ft - mais quente e mais alto: 5.200 pés. FLO50 e temperatura (15-5)X0,4xX50 10 0,4x 50 4X50= +200 5000 + 200 = 5.209 pés a2 temperatura real menor que a padrao: estando 0 ar mais frio que 0 padréo, a aeronave estara voando abaixo da altitude-pressao. Exemplo: Dados: FL100 e — temperatura verdadeira -10°C FLL00 altitude-presséio 10.000 pés, ISA para 10.000 pés = -59C, Diferenca entre temperatura verdadeira e a ISA € de °C, corresponde a 2% de erro, e 2% de 10.000 pés = 200 pés , mais frio e mais baixo = 9.800 pés [-10~(-5)] X0,4x 100 [-10 +5] X 0,4 100 “5X0,4X 100-2. 100 = -200 10000 - 200 = 9.800 pés altitude corrigida para erro de temperatura Temperatura pa nat geome ea FL ) Utilizando © computador de vo Exemplo - Dados FL100 com temperatura de 0°C 3. erro combinado: temperatura e pressao (erro combinado) afetam simultaneamente o altimetro ajustado QNE. De posse do erro combinado, icula-se a altitude verdadeira, isto é, a altitude corrigida para erro de presséio ¢ Lemperatura, Exemplo: - Dados: FL100, Temperatura +5°C, QNH 1.018,2 hpa Erro de préssdo 1018,2 - 1013,2 = 5 hPa x 30 = 150 pés Erro de temperatura [+5 (-5)] = 10°C 10°C = 4% Ou [+5~(-5)] X 0,4 X 100 [45 + 5] X0,4 x 100 4X 100 = 400 pés Erro combinado +150 + 400 = 550 ft AV = 10.000 + 550 = 10.550 ft 10 X 0,4 X 100 VIL. 5 - ALTITUDE-DENSIDADE A poténcia dos motores, o rendimento das hélices, a” sustentacdo das asas, diminuem quando a densidade do ar diminui, Como a densidade do ar esta relacionada com a temperatura, a performance de uma aeronave no & a mesma com temperaturas diferentes. Uma aeronave pousada em um aerédromo com temperatura real diferente da ISA, estaré com densidade diferente do padréo, portanto é como se a aeronave estivesse decolando de um ponto mais alto ou mais baixo. O calculo da altitude-densidade pode ser feito através do computador ou pela formula AD = AP + 100 (T- ISA) AD = altitude-densidade AP = altitude-pressio T= temperatura verdadeira ISA = temperatura padréo para a altitude- pressao considerada ‘mais pista Dados:altitude-pressdo ....-ssssssseeese2.000 pés temperatura... aoe r A Encontrer: altitude-densidade ‘AD = 2.000 + 100 (25 ~ 11) AD = 2.000 + 100 (14) AD = 2.000 + 1.400 AD = 3.400 pés VII. 6 - RESUMO Altimetro é 0 instrumento que indica a disténcia em relagao a um ponto de referéncia colacado como ajuste. Ajustes altimétricos QFE (ajuste a zero) indica altura da aeronave QNH indica a altitude indicada da aeronave’ QNE indica a altitude-pressaio da aeronave Eros altimétricos Erro de pressio: -QNH maior que 0 QNE aeronave voando acima. -QNH menor que 0 QNE aeronave voando abaixo Erro de temperatura ~ temperatura maior que a ISA aeronave voando acima ~ temperatura menor que a ISA aeronave voando abaixo. PTA (pressio temperatura alta - aeronave voando mais alta). PTB (presséo e temperatura baixa - aeronave voando mais baixa), VII. 7 - TESTES 01- Uma aeronave voanc'> em nivel de voo estard com seu altimetro ajustado: a) QNH; b) QNE; ©) OFF; d) QFE. 02- Uma aeronave no FL100 sobrevoa uma regio cuja pressao ao nivel do mar é de 1022,2 hPa. Nestas condigées o altimetro da aeronave . apresenta: a) erro de indicaco para menos; b) erro de pressao para menos; ©) erro de indicagao para mais; d) nenhum erro altimétrico. @3- Uma aeronave sobrevoa uma regio no FLO50, com a presséo ao nivel do mar de 1008,2hPa, conclui-se que o altimetra apresenta: @) erro de indicacao para mais; b) indicacio de 4.850 pés; ©) erro de indicacao para menos; ¢) indicacdo de 5.150 pés. 23 04- Uma aeronave sobrevoa 0 Congonhas no FLO8O, a elevacdo da pista ¢ de 2.700 pés e o QNH no momento do sobrevéo € de 1018,2 hPa. Com estas informagées, tem-se que a altura do v6o é de: a) 5.300 pés; c) 8.000 pés; b) 5.450 pés; ) 5.150 pés. 05- Uma aeronave sobrevoa um aerédromo, na altitude-pressfo de 10.000 pés, 0 QNH no momento do sobrevéo é de 1007,2 hPa e a elevacéo do aerddromo é de 3.000 pés. Com base nestas informagées, pode-se afirmar que a altura do vo é aproximadamente, em pés, de: a) 3.000; 'b) 6.82¢ ©) 7.000; d) 7.180. 06- Uma aeronave sobrevoando uma regio no FLO90, com QNH no momento de 1020,2 hPa, estaré voando na altitude: a) presséo de 9.210 pés; b) indicada de 9.210 pés; ©) pressiio de 8.790 pés; d) indicada de 8.790 pés. 07- Uma aeronave que sobrevoa uma regitio no FLO70, onde 0 QNH no momento é de 1002,2 hPa, encontra-se na altitude: a) pressdo de 6.670 pés; b) verdadeira de 7.000 pés; ©) verdadeira de 6.670 pés; ) press&o de 7.330 pés. 08- Uma aeronave sobrevoa a 5.000 pés de altura um aerédromo cuja elevaggo é de 1.170 pés. © QFE no momento do sobrevéo é de 970,2 hPa. Com base nestas informacées sabe-se que a referida aeronave estara na altitude-pressdo de: a) 5.000 pés; 8 6.170 pés; (09- Uma aeronave sobrevoa Brasilia no FLOGO. A elevacao da pista é de 2.310 pés e 0 QNH no momento do sobrevéo é de 1008,2 hPa. Com, estas informagées, tem-se: a) altitude-presséio de 5.850 pés; b) altura de 3.390 pés; ©) altitude indicada.de 6.150 pés; ) QFE de 931,2 hPa. b) 6.050 pés; ) 6.290 pés. 24 10- Um piloto voando com o altimetro ajustado QNE, por ocasiéo do pouso ajusta-o para o QNH, A regiéo onde procedeu ao ajuste é denominada: a) nivel de transicio; ») altitude.de transicao; ©) altitude-presséo; d) elevago da pista. 11- © altimetro de uma aeronave fornece seus valores, baseado... na _pressdo _atmosférica, Portanto: @) com o aumento da presséo a indicago aumenta; b) com 0 aumento da presstio a indicagéo diminui; ©) com o ajuste padre indicara a altura da act; 4d) marcaré sempre 0 mesmo valor quando em vo reto € horizontal. 12- Em relacao ao altimetro, pode-se afirmar que: a) 0 mesmo utiliza a presstio atmosférica estética do ar; 5) © mesmo ‘utiliza a pressio atmosférica dinamica do ar; ©) € um instrumento que relaciona a altitude com a presséo real; ¢) € um instrumento que relaciona a altitude com a umidade relativa do ar. 13- Uma aeronave encontra-se-pousadaem um determinado aerddromo, com elevacgo de 3.850 és, onde a presso real ao nivel do mar, no momento, é de 1009,2 hPa, Nestas condigdes 2, indicacdo do altimetro, ajustado QNH é der qq’ ae a) 3.970 pés; 3.850 pés; yo ©) zero; 4) 3.730 pés. 14- Uma aeronave encontra-se Pousada num Berédromo no instante que o ajuste a zero é de 930 hPa e 0 QNH do local é de 1007 hPa. Com estas _informagées, sabe-se que a altitude pressdo da aeronave é de: a) 2.130 pés; b) 2.310 pés; ¢) 2.510 pés; d) 2.490 pés, 15- O piloto de uma aeronave voando no FLO85 20 constatar que a altitude verdadeira é de 8.800 pés, condluiu que a presséio ao nivel do mar é de: a) 1003,2 hPa; ©) 1013,2 hPa; b) 1010,2 hPa; d) 1023,2 hPa, EF2 ERRO v6 Resch) T= ERRy ve tenferatuen | EC=ER CodBivhse 16- Uma aeronave voando no FLO8O, com temperatura verdadeira de 6° negativos, estaré com altitude verdadeira: a) igual a altitude densidade; b) maior que a altitude-pressao; ©) menor que a altitude-pressiio; 4) igual a altitude-pressao. 17- Uma “aeroiiave sobrevoa uma regigo no FL100, considerando que a temperatura no nivel & de 5° Celsius negativos, estarg:————___—. a) de acordo com a ISA; b) abaixo da AP indicada; ) acima da AP indicada; ) 2.000 pés acima da AP indicada. 18- Uma aeronave no FLO80 sobrevoa uma Tegidio cuja temperatura do ar, no referido FL, & de mais 5°C, A mesma estaré voando: a) com ajuste QNH; b) em condigo ISA; ) abaixo da sua AP indicada; ) acima da sua AP indicada. 19- Um véo noturno no FLO60, sobre uma regidio bastante montanhosa, onde a temperatura do ar exterior é de menos 5° Celsius, é considerado: a) seguro; b) em condigies 1SA; ) normal para véo fora de aerovia; 4) perigoso em virtude de erro altimétrico, 20- Uma aeronave voando com temperatura do ar no FL menor que a temperatura padro para © referido nivel, tem-se: a) menor arrasto; b) menor sustentacdo; ©) altitude densidade maior que a altitude- Pressdo; 4) aeronave voando abaixo da altitude- pressio, 21- Uma aeronave sobrevoa uma regio no FLI20. Considerando que a temperatura neste nivel, € de menos 10 graus Celsius, condui-se que a aeronave estaré: 2) com altitude verdadeira maior que altitude- pressio; b) na altitude indicada; ©) acima da AP indicada; 4) abaixo da AP indicada, 22- Uma aeronave voando no FL110, com QNH de 1010,2 hPa, temperatura de 03°C, estaré numa altitude verdadeira de a) 11.700 pés; b) 10.650 pés; ¢) 11.350 pés; 4d) 10.9100 pés. 23- Em um nivel de transigéo de 4.000 pés, ajustou-se o altimetro para 0 QNH do aerédromo de 1024,2 hPa. Do relato podemos afirmar: a) a aeronave estava com inseguranca altimétrica; b) 0 altimetro passou a indicar 4.330 pés; ©) 2 indicagZo altimétrica passou a ser de 3.670 pés; d) 2 aeronave passou a ter erro de indicagio altimétrica. 24- Uma aeronave decola de um aerédromo conde 0 QNH no momento é de 1004,2 hPa. Ao atingir a altitude de transicfo de 5.000 pés mudou para o ajuste previsto e com a mudanca o altimetro passou a indicar: 2) 5.270 pés h) 5.000 pés; ©) 4.730 pés; 3 9.300 pés. 25- Uma aeronave no FLO90, com temperatura de 7° Celsius positives, sobrevoa uma regio onde a pressdo reduzida ao nivel do mar é de 1002,2 hPa. Segundo as informagies a referida aeronave estaré voando na altitude: 2) verdadeira de 9.090 pés; b) verdadeira de 9.000 pés; ©) pressio de 8.970 pés; d) densidade de 10.000 pés. 26- A altitude real de uma aeronave, voando em nivel de véo: a) é sempre invaridvel; b) cresce na direcao de pressdes mais baixas; ) decresce na direcio de pressées mais altas; d) decresce na dire¢o de pressies mais baixas. 27- Considerando: altitude-pressio de 6.000 pés, temperatura menos 2°C e QNH de 1006,2 hPa. A altitude verdadeirg-da aeronave sera de: 2) 6.090 pés ( 5.670 pés; ¢) 5.910 pés; 1) 6.330 pés. 28- Considerando-se: FL120, temperatura de menos 13°C; QNH de 1023,2 hPa, tem-se: a) altitude-pressao de 11.700 pés; b) altitude indicada de 12.492 pés; 6) altitude-densidade de 12.400 pés; @) altitude verdadeira de 12.108 pés. 25 29- Uma aeronave no FLO90 com temperatura de menos 3°C sobre uma localiciace com QNH igual a 1002,2 hPa tera’ a) altitude indicada igual a 9.330 pés; b) altitude-densidade igual a 8.400 pé ©) altitude verdadeira igual a 8.670 pés; d) erra de indicagao altimétrica para menos. 30- Considerando a elevagio do aerédromo de 2.500 pés e a temperatura do ar & superficie de 5°C positivos, temos altitude-densidade, em pés, dez a) 2.000; ©) 2.400; b) 2.100; d) 2.500. 31- Considerando a elevagio de um aerédromo de 3.000 pés e a temperatura do ar de mais 20° Celsius, a altitude-densidade ser de: a) 3.500 pés; b) 4.000 pés; ©) 4.100 pés; d) 4.400 pés. 32- Uma aeronave sobrevoando uma regio no FL120, onde a temperatura externa é de menos 20°C, tera altitude-densidade, em centenas de , de a) 149; c) 109; b) 131; 4) 105. 33- Uma aeronave encontra-se no FL100 com temperatura real no referido nivel de 0°C, Com base nestas informagies pode-se afirmar que @ altitude-densidade da aeronave, em pés é de: a) 10.100; b) 9.500; ¢) 10.100; 4d) 10.500, 34- Um helicéptero encontra-se pousado no topo de um edificio de 600 pés de altura. Sabendo-se que 0 edificio encontra-se em uma cidade situada a 2.400 pés de altitude e 0 QNH no momento é de 1021,2 hPa. Sabe-se que a altitude pressaio do helicoptero € dk a) 2.400 pés; ©) 3.000 pés; b) 2.760 pés; d) 3.240 pés. 35- Uma aeronave decola de um aerédromo situado @ 2,500 pés de altitude. Determinar a temperatura. do momento da _decolagem, sabendo-se que a mesma é ISA + 12°C: a) 22°C; b) 279¢; ©) 17°C; d) 10°C. (Cosmo Vint - umtpave atmosrénica A Saue existe na atmosfera em trés estados fisicos: sdlido, liquido e gasoso. No estado sélido tome 2 forma de neve, granizo, granizo pequeno, nuvens € nevoeiro congelante. Como liquide de chuvisco, chuva, nuvem: e: nevoeiro:: No“ estado gasoso € conhecida como vapor de gua. VIII. 1 - MUDANCAS DE ESTADO A gua estando no estado sélido necessita de Suantidade. de_calor. para_passat_para .o estado liquide (fusdo). Se continuar absorvendo calor, ela passara para o estado de vapor (evaporacio). Quando no estado de vapor, hd ecessidade da liberagéo do calor para o retorno 20 estado liquido (condensac&o). Se. continuar liberando calor ela“ voltaré’ & forma sdlida (si A Solicticagao Sublimagéo Na passagem de estado: sélido — liquido > gasoso hd absorcao de calor e na passagem de estado: gasoso -> liquido -> sélido ha liberaco de calor, na mesma quantidade. Este calor Utilizado é denominado calor latente. Esta propriedade da agua é muito importante Fo controle da amplitude térmica, ndo permitindo que a temperatura do ar suba muito durante o dia e nem baixe muito durante a noite. A passagem tanto do sélido para 0 gasoso como do gasoso para,o sdlido, denomina-se sublimacao. VEIL, 2 - CICLO HIDROLOGICO © volume de agua existente na Terra é& Praticamente constante, mas estd em continuo Movimento gragas 4 aco do calor do Sol e da forca da gravidade. ‘As guas evaporam com 0 calor. O vapor sobe as alturas, onde por agdo das _baixas temperaturas, condensa-se ou sublima-se em finissimas gotas ou cristais de gelo, formando as nuvens, As nuvens sao levadas pelo vento. Se em seu Percurso passarem por zonas mais frias, suas gotas ou cristais se unem e caem por acdo da Gravidade, dando origem a precipitagio. So See ee Baty ERS Troonacso Obs, Para a formacio das nuvens é Necessario: resfriamento, umidade elevada e niicleos de condensagio’ (particulassdlidas~ em ‘suspensao, tais como: sal, fumaca, Poeira, etc). Para que ocorra a precipitagdo é necessério que as gotas de dgua tenham peso suficiente ~ para precipitarem, este peso é atingido Pelo aumento de tamanho ou pela coalescéncia (junco de gotas que se acham separadas), ' VIII. 3 - MEDIDA DE UMIDADE 1. umidade relativa - & a quantidade de vapor de agua no ar relativamente (comparado) com o maximo que ele consegue reter 4 mesma temperatura e € expressa em Porcentagem variando de 0% a 100%. A umidade relativa é medida diretamente pelo higrémetro, indiretamente pelo psicrémetro e registrada pelo higrégrafo. ‘Vapor de Sigua O% 2 4%] Umidade relativa [0% 50% | 75% | 100% | 2. temperatura do ponto de orvatho ~ & definida como a temperatura de saturacéo do ar por, Tesfriamento, sob pressio constante sendo medido indiretamente pelo psicrémetro; que é um Conjunto de dois termémetros: bulbo seco ¢ bulbo imido. A temperatura do ponto de orvalho & informada no cédigo METAR/SPECI juntamente com a temperatura do ar. A comparacdo. entre esses dois valores permite uma avaliaclo da umidade. Quanto mais préximos, ar mais Gmido; quanto mais afastados, ar mais seco. Ex: 25/15 - temperatura do ar 25°C e ponto de orvaiho 15°C 20/20 - temperatura do ar 20°C e ponto de orvalho 20°C (ar saturado) METAR SBKP 211000Z 12008KT 5000 . -DzZ OVCOIS 20/18 QI018 3. umidade absoluta - & a relagéo entre a masse do vapor de agua contida no ar e o volume e, é expressa em gramas de vapor de dgua por metro cuibico de ar. 4. umidade especifica - & a relagao entre a massa do vapor de dqua e a massa do ar timido e é expressa em gramas de vapor por quilograma de ar Gimido. VIII. 4 — RESUMO Giclo_hidrolégico: evaporagio, condensagio ou sublimaco e precipitacao. Umidade retativa - varia de 0% @ 100%. Temperatura do ponto de orvalho ~ temperatura de saturagio do ar por resfriamento. Umidade absoluta - massa do vapor por volume Umidade especitica - massa do vapor por massa do ar imido VIII. 5 - TESTES 01- Quando a proporco de vapor de égua atinge 1 por cento do volume de ar considerado, pode- se afirmar que a umidade relativa é de: a) 25 %; b) 50%; ©) 75%; ) 100 %, 02- A temperatura na qual o ar se satura por resfriamento, sem acréscimo de vapor de gua, denomina-se: 8) umidade absoluta; b) umidade especifica; _) umidade relativa; d) temperatura do ponto de orvalho. 03- Quanto mais préximos estiverem os valores da temperatura do ar e do ponto de orvalho ‘temos: a) ar mais seco; sb) ar mais Gmido; ©) menor umidade; ) menor precipitacaio. 04- Um volume de ar encontra-se saturado com umidade relativa de: a) 4%; b) 25%; ©) 75%; d) 100%. 05- A condensagio do vapor de dgua na atmosfera ocorre se: a) a densidade do ar diminuir; b) a pressio atmosférica baixar; ©) a temperatura do ar aumentar; ) existir ntideos de condensacao. 06- A passagem do vapor de agua diretamente para o estado solide denomina-se: a) fuséo; b) congelacdo; ) sublimaciio; d) condensagao. 27 07- O psicrémetro 6 um instrumento que fornece indiretamente: 'a) umidade relativa € ponto de orvalho; b) temperatura e umidade relativa; ) ponto de orvalho e pressio; d) pressdo e temperatura. 08- Um volume de ar que se satura com 200 gramas de vapor de agua, possuindo 150 terd umidade retativa de: a) 40%; ©) 75%; b) 50%; ¢) 100% 09- No METAR SBST 031300Z 00000KT 2000 HZ ‘SCTO10-BKNO70 23/18 Q1014, tem-se: a) temperatura do ar de 18°C; b) ar saturado; ) temperatura do ponto de orvalho de 18% d) pressio da estagéio de 1014 hPa 10- E certo dizer: a) um volume de ar consegue reter até 20% de vapor de agua; b) a agua que evapora, leva da superficie liquida 0 calor latente de vaporizacao; ©) a sublimacio ¢ passagem do estado sélido para 0 estado liquido; d) umidade absoluta ¢ 2 massa de vapor de gua por unidade de massa de ar seco. 11- A passagem do vapor de agua para o estado liquido, denomina-se: a) saturacao; c) evaporacéo; b) sublimagao; ¢) condensacio. 12- 0 instrumento meteorolégico que mede a umidade relativa denomina-se: a) pluviémetro; b) higrémetro; c) barémetro; ¢) tetémetro. 413- Se um volume de ar contém 3% de vapor de gua, pode-se afirmar que a umidade relativa é de: a) 25%; x¢) 75%; b) 50%; d) 100%. \4; Com relacéo ao ar seco 0 ar timido é: a) mais leve e mais denso; 'b) mais leve e menos denso; ) mais pesado e mais denso; ) mais pesado e menos denso. 15- A agua da superficie passa para a atmosfera pelo processo de: a) saturacdo; 1b) evaporacio; c) condensacéo; d) resfriamento. Gor Xx ‘[HEDROMETEOROS, LITOMETEOROS E VISIBILIDADES 1X. 1- HIDROMETEOROS ‘Também conhecidos como higrometeoros, so fendmenos meteorolégicos;; formados: por agua, que ocorrem pela condensago, congelacdo ou sublimaggo do vapor de dgua. Classificam-se em: 5 1. depositades: sio os hidrometeoros que se formam sobre uma superficie, podendo ser: a) orvalho - goticulas de agua que se formam pela condensacdo do vapor de dgua em contato com uma superficie resfriada pela radiacSo terrestre noturna. b) geada - camada fina de gelo que se forma Pela sublimacdo do vapor de agua em contato com uma superficie resfriada pela radiacio terrestre noturna. E evidente que a temperatura desta superficie deve estar a 0°C ou menos. Também tem origem pelo congelamento do orvatho. 2. em suspensdo. s30 os hidrometeoros que flutuam na atmosfera, tais. como nuvem, evoeiro e névoa-timida, Este capitulo tratara apenas da névoa-Gmida, os demais esto explicados em capitulo especifico. a) névoa-timida - goticulas de dgua em suspensdo, semelhante ao nevoeiro, com a diferenca de que as gotas sio mais dispersas e geralmente menores. Ocorre com umidade relativa de 80% ou mais e com visibilidade horizontal entre 1.000 e 5.000 metros, indusive ‘os extremos. A névoa-timida difunde a cor azul- cinza 3. precipitades. qualquer uma ou todas as formas de particulas de agua, tanto liquidas como sélidas que caem das nuvens. © vapor de agua na atmosfera, quando encontra nticleos de condensa¢ao (particulas de sal, de fumaca, borrifos de agua do mar, etc) condensa-se ou mesmo sublima sobre eles e forma gotfculas de agua ou cistais de gelo. Com © movimento da atmosfera, estas goticulas ou cristais aumentam de tamanho pela maior quantidade de vapor de Agua ou pela uniéo entre elas (coalescéncia), atingindo o peso para precipitarem, A precipitagio é intensidade e carter. classificada em tipo, a) tipos: liquidos e sélides liquidos: Chuvisco - gotas de &gua com diametro menor que 0,5 mm, dando a impréssdo de flutuarem no ar. O chuvisco constitui-se no hidrometeoro precipitado que mais restringe a visibilidade horizontal. Chuva_-. gotas. de... agua, _visivelmente Separadas ¢ com diémetro minimo de 0,5 mri —sélidos: nea eee Neve - precipitagéo em forma de flocos. 0 ~ Processo assemelha-se ao da chuva e do chuvisco, ocorrendo apenas quando a temperatura esté préxima de 0°C. Granizo pequeno - precipitacio em forma de pedras que chegam & superficie com diémetro inferior a 5 mm. Granizo - precipitacio em forma de gros de gelo que chegam ao solo com didmetro igual ou maior que 5 mm. b) intensidade - é 0 volume de Agua que cai na unidade de tempo. A intensidade é indicada nas informacgées meteoroldgicas através dos sinais de: ~leve + forte Sem qualquer sinal moderada. ¢) cardter:- por caréter de precipitacdo, entende- se 0 aspecto de continuidade com que ela ocorre, podendo ser: Continuo - quando a precipitacSo permanecer ininterrupta, pelo menos durante o periodo de uma hora consecutiva. Intermitente - quando ocorrer com pequenas interrupgGes. Pancada - quando a precipitagao ocorrer em periodos de tempo muito curtos, porém com intensidade geralmente forte. Instrumentos A precipitacio pode ser obtida por meio de pluviémetros e sua medida € dada em milimetros. Os registradores de precipitacéio sao conhecidos como pluviégrafos. A distribuicao geral da precipitacao sobre uma dada regizio 6 representada por meio de linhas que ligam pontos de precipitagdes iguais, denominadas “isoietas”. 1X, 2 - LITOMETEOROS Sao mindisculas particulas sélidas_- em suspenséo na atmosfera que ocorrem com visibilidade entre 0000 e 5.000 metros e umidade relativa inferior 2 80%. Os principais so: 1. névoa seca - é constituida por grande concentracao de particulas sdlidas em suspensio na atmosfera. A névoa-seca difunde a cor vermelha, 2 fumaca - presenca no ar de forma concentrada de mindsculas particulas resultantes da combustao incompleta. A fumaga difunde a cor azul, 3. poeira - presenga no ar de particulas sélidas, como a argila e a terra em particulas mi finas. A poeira difunde a cor amarela. Nota: 0 enfoque de parametros técnicos para diferenciar alguns ~ hidrometeoros dos litometeoros deve-se ao fato da dificuldade de diferenciag3o visual. Normalmente utiliza-se a visibilidade e a umidade relativa. Tebela para decotificagéo dos fendmenos meteoraldgicos nos diversos cédigos e cartas Fendmeno [SIG Wx | Codigos ] Névoa dmida__| ——— | __BR | Nevoeiro =e wars PeiChvIES 3 De UL TT Chu ee huva MLL Granizo A Sk Pancada Vis Nevoa seca | CO | Hz Poeira Sp [oe Fumaga ves lesry Nao” Wazinnancas | codiica | _¥C IX. 3 - VISIBILIDADES Visibilidade, para fins aeronduticos, & definida como a maior distancia em que um objeto, pode ser visto e identificado, quando observado de encontro .a um fundo brilhante. O grau de Gificuldade para ver e identificar este objeto depende da transparéncia da atmosfera, que por sua vez depende do grau de impurezas presentes. 29 1 = tipos de visibilidade Para fins meteorolégicos a visibilidade é classificada em: a) visibilidade horizontal: é observada num mesmo plano ao longo dos 360° em torno do ponto de observacdo (pista), AA visibilidade horizontal € estimada através do conhecimento da disténcia entre pontos de referencia e a estacio de observacao (carta de visibilidade). Nas informacées - METAR, SPECI e TAF codifica-se a visibilidade predominante, ‘em metros com quatro’ algarismos ¢.logo apés o grupo de vento, “obédecendo ao seguinte crite : inferior a 800 m — _ incrementos de 50 m. de 800 a 5.000 m— inérementos de 100 m. de 5.000 a 9.000 m—Dincrementos de 1.000 m. 10.000 m ou mais —=> 9999 VRLEEK enReO MEMOIR e *ussibilidade predominante & 0 maior valor -de visibilidade, que cubra, pelo menos, a metade do circulo do horizonte. Ex: METAR SBFL 031200Z 20010KT 5000 BR SCTO20 25/23 Q1018 (visibilidade horizontal de 5.000 metros) b) visibilidade vertical: dist3ncia maxima em que um observador, dentro das condicées de céu obscurecido, possa ver na vertical. Céu obscurecido 6 definido como sendo aquele em que o fenémeno redutor da visibilidade, prejudica no sentido horizontal e vertical A Visibilidade vertical é codificada no METAR, SPECI € no TAF somente em condicbes de céu obscurecido, no campo —destinado nebulosidade, pelo grupo W (visibilidade vertical) Ex: METAR SBMT 311000Z 31004KT 0300 FG wvo02 15/15 91023 (Visibilidade vertical de 200 pés) ¢) alcance visual na pista (AVP ou RVR): disténcia. maxima 20 longo de uma pista de pouso, medida através de visibilémetros © codificada no METAR/SPECI, quando puder ser determinada precedida da letra R, caso necessério, pelo-ntimero-da'pista e, pare o caso de pistas paralelas, aquele nlimero sera seguido da letra L para a pista da esquerda, R para a pista da direita e C para a pista central. 30 Ex: SPECI SBSP 2009152 12004KT 0350 R35/0400 17/0300 FG OVCD08 10/10 1020 (RVR na pista 35 de 400 metros € na pista 17 de 300 metros). Durante a observacio, se o alcance visual na pista estiver variando, 0. mesmo seré seguido da Tetra U (que indica aumento), ou a‘lefra'D (que ica diminuic0), ou ainda da letra N (quando nao houver nenhuma variaco). Ex: R32/0900U Se o alcance visual na pista for maior que 2.000 metros, o valor seré precedido da letra P se for menor que 50 metros, serd precedido da letra M. Ex:R19/P2000 (maior que 2.000 metros) R22/MO0S0 (menor que 50 metros) 1X. 4— RESUMO Hidrometeoros ~ Depositados: orvalho e geada - Em suspenséo: nuvem, nevoeiro e névoa- mida(visibilidade 1.000 2 5.000m, umidade relativa:80% ou mais) - Precipitados: Liquidos - chuvisco e chuva Sélidos - neve, granizo pequeno e granizo Litometeoros névoa seca, pocira e fumaca visibilidade 0000 a 5.000m, umidade relativa: inferior a 80% Horizontal, vertical e alcance visual na pista IX. 5 - TESTES O1- 0 fenémeno provocado por goticulas de gua em suspenséo na atmosfera que confere aos objetos a distinca uma tonalidade azul- cinza, denomina-se: a) névoa-seca; 6) névoa-imida; ¢) ponto de orvalho; 4d) poeira. 92- No METAR, apenas as letras DZ significam: a) neve moderada; —_b) chuva leve; ©) granizo forte; @) chuvisco moderado. 03- No METAR quando um fenémeno meteorolégico for qualificado com intensidade forte, o mesmo sera precedido do sinal de: ) adigao; b) divisai ¢) subtragio; d) multiplicacao. a 04- Define-se coalescéncia como sendo o(a): a) condensago do chuvisco; b) condensacio do nevoeiro; ¢) proceso que origina a precipitacso; ¢) proceso que origina a condensacao. 05- Dos fendmenos abaixo, litometeoro que mais prejudica a vi ar & superficie: 2) chuvisco; ~c)fumaga; ~~ b) nevoeiro; Oya a 06- Dentre as alternativas abaixo, indique aquela que apresenta. somente hidrometeoros precipitados: a) geada, neve e granizo; sb) chuva, chuvisco e neve; ©) orvalho, chuva e fumaca; d) geada, orvalho e chuvisco. 07- Em um aerédromo a visibilidade horizontal é de 1.200 m e a umidade relativa é de 60%, nestas condiges pode-se afirmar que o ‘elemento redutor da visibilidade é: xa) fumaca; b) nevoeiro; ©) trovoada; 4) néyoa-tmida. 08- Quando a precipitagio ocorrer em perfodo de tempo muito curto e com forte intensidade, serd classificada quanto ao cardter em: a) forte; t 14- No cédigo TAF a abreviatura TSRA, significa: a) neve; Sa 3 b) chuva; ) pancada moderada de chuva; (d) trovoada com precipitacdo. 15- Segundo acordos_internacionais, a visibilidade informada no METAR é a: a) minima; b) maxima; ©) obliqua; (6) predominante. 16- No METAR SBPA 031000Z 03003KT 1500 R11/1800 R29/1600 BR BKNOO6 BKNO8O 17/17 1013, tem-se: 2) névoa-seca; b) alcance visual na pista 29 de 1.600 metros; ©) ar seco; 4) visibilidade horizontal de 1.800 metros. 17- No METAR SBCR 031000Z 00000KT 5000 HZ SCTO30 25/20'Q41009, tem-se: 2) ponto de orvalho de 20°C; b) chuva moderada; ) chuvisco leve; ) umidade relativa de 100%, 18- A névoa-imida é um hidrometeoro em Suspensio que prejudica 0 piloto: a) somente durante o pouso; b) somente durante a decolagem; ) somente no vo em rota; ¢) tanto para pouso como para decolagem. 19- No METAR SBCT 111300 1200SKT 2000 BR NSC 10/09 Q1020; foi observado 2) aerédromo fechado visual por falta de visibilidade; 5) o ar encontrava-se saturado; ©) névoa-seca; @) chuva moderada 3a 20- Quando for codificado no METAR; “TSRA” sabe-se que esté ocorrendo: aa) trovoada com neve; b) trovoada e chuva simultaneamente; d) neve e chuva alternadamente; d) trovoada e chuva alternadamente. 32 ‘Capiruto x- NUvENs & NevoErRos X. 1 - NUVENS As nuvens so compostas de goticulas de agua ou de diminutos cristais de gelo. E o resultado direto do esfriamento,do ar até que sé verifique a condensaco ou sublimacao e sao consideradas como tais sempre que suas bases se formarem a partir de 30 metros de altura. As nuvens com temperaturas entre 0 e -10°C sio compostas, em sua maior parte , de goticulas de gua superesfriada, Essa condico pode produzir a formagio de gelo sobre as aeronaves. Quando a temperatura estd abaixo de -109C, a tendéncia € que elas sejam compostas em sua maioria de Gistais de gelo, Estratforme (ou em camada) ~ possui grande desenvolvimento horizontal com —_pouco desenvolvimento vertical. Cumuliforme (ou forma protuberante) - possi grande desenvolvimento vertical com pouco desenvolvimento horizontal. b) estrutura fisi Lquidas - séo as nuvens constituldas por gotfculas de agua, formadas através da condensagio em baixas alturas, onde as temperaturas so positivas. Sdlidas - so as nuvens compostas de cristais de gelo, formadas através da sublimacio, em alturas elevadas, onde as temperaturas so negativas. Mistas - sio as nuvens constituidas tanto de goticulas de agua como de cristais de gelo, formadas através da condensacdo. ou sublimacéo, em alturas médias, onde as temperaturas esto na faixa de 0°C. Obs. As nuvens de desenvolvimento verti também séo classificadas como mistas. ©) estagios de formagio - os estigios sao definidas em funcéo das alturas médias das bases em que se formam as nuvens: Baixas (LI g4i on) ) de 30m a 2.000m em qualquer latitude ($1 médias € MISA) de 2.000m a 4.000m nas latitudes polares ( AC] dy de 2.000m a 7.000m nas latitudes temperadas; de 2.000m.a 8,000m nas latitudes tropicais IN Altas {3 QUA) a acima das nuvens médias d) géneros - as nuvens so distribuidas em 10 SN (dez) géneros exclusives, isto significa que uma dada nuvem sé pode pertencer a um. tinico género Baixas Stratus ) ‘Stratocumulus: (Sc) Médias Nimbostratus (Ns) Altocumulus (Ac) — Altostratus’ ~ ——~——~(As)~ en Alias AOLWA DAG WAVGsE Med, AS Girrus «@ Girrocumutus i) Girrostratus Desenvolvimento vertical ua Sin) ‘Cumulus: (cu) Cumulonimbus(te4) (Cb) Ha certos tipos de nuvens que surgem no céu que por causa de suas. caracteristicas especificas no se enquadram na classificacio internacional. Séo as nuvens que se originam por Processos diferentes das j4 conhecidos ou entéo, surgem em niveis muito elevados. Séo as chamadas nuvens especials. Estas nuvens so: Nuvens nacaradas - surgem nas altas latitudes, semelhantes aos Cirrus, entre 20 e 30 quilémetros de altura, onde os processos Convectives extremamente violentos elevam o vapor de agua. Nuvens noctilucentes - surgem nas latitudes temperadas entre 80 e 90 quilémetros de altura, Ainda ha dividas sobre a sua constituicio fisica. Trilhas de condensaco - so nuvens que se formam por sublimac3o ou condensacéo do vapor de agua na esteira de uma aeronave. 2. descric¢do das nuvens a) Stratus (St)-- camada de nuvem comumente cinza com base bastante uniforme, a qual pode apresentar precipitagiio na forma de chuvisco. Quando o sol é visivel através da nuvem, seu contorno é claramente distinguido. b) Stratocumulus (Sc) - banco, lengol ou camada de nuvem acinzentada ou esbranquicada que tém partes escuras compostas de massa ou rolos arredondados, os quais podem estar soldados entre si ou apresentar aberturas nas dreas mais finas. E a nuvem que caracteriza o equilibrio condicional (turbuléncia apenas dentro da nuvem) PUUYUUUUUWEUYUUBEDEYEUUUEUUY Lig nimbostratus altostratus ALTO CUM ULI, cirrostratus 33 cirrocumulus CIRRUS: cumulus © Nimbostratus (Ns) = cam cinza-escura que cobre quase semp* e @ suficientemente espessa pare ocilieciiss® ou a lua,'A base parece dif precipitacio de chuva ou neve abundantemente, mals ou mencs continuss. vezes 0 Nimbostratus pode ser confundico com Altostratus, dado que é de igual espess porém a sua cor cinza mais escura € 8 uma superficie inferior distinta € que diferencié-la com o Altostratus. d) Altostratus (As) - lencol de nuvem cr ou azulada de aparénda uniforme que cobe parcial ou totalmente 0 céu € que possui finas 0 bastante para revelar o sol pelo vagamente. Com esta nuvem pode occ precipitagio na forma de chuva ou neve carter continuo. e) Altocumulus (Ac) - banco, lencol < camada de nuvens brancas ou cinzentas, ten geralmente sombra propria. Numa atmo: instével © desenvolvimento vertical alcanca © solo). Os altocumulus iden turbuléncia nos niveis médios. 4) Cirrus (Ci) - nuvens destacadas na form: filamentos delicados e esbranquicados, bancos leitosos e ou faixas estrcitas. nuvens tém uma aparéncia fibrosa ou sedoss. - espécie cirrus uncinus indica, geraiment nticleo da corrente de jato. 9) Girrocumulus (Cc) - grupo, camada de nuvem fina e branca sem so’ propria, composta de pequenos granulos, uni ou separados. Os Cirrocumulus indicam em ¢: a base da corrente de jato e também turbulénci em niveis altos. h) Cirrostratus (Cs) - véu transparente esbranquicado de aparéncia acetinada, Gu: cobre parcial ou totalmente o céu e em gers produz 0 fenémeno do halo (um anel lumin ao redor do sol ou da lua). Nota: as nuvens Ci, Cc e Cs, nunca precipitam. 1) Cumulus (Cu) - nuvens destacadas quase sempre densas e com contornos bem definidos, que se desenvolvem na vertical na forma de montes em elevagtes, ou torres, de onde a parte ga paeae ri VE2E <2 A BOA a cave FLOR. neve pode ocorrer com a espécie de grande Cumulus também conhecido como Cumulus congestus (TCU) j) Cumulonimbus (Cb) - € a nuvem de tovoada, sendo densa e pesada com consideravel extensio vertical na forma de uma montanha ou torre gigantesca. Pelo menos parte de sua porgéo superior € em geral fibrosa ou esiriada, muitas vezes parecendo-se com uma bigorna ou vasta pluma. © aspecto sombrio e ameagador dos Cumulonimbus habitualmente aumentado pelos relampagos e trovées que deles se originam. Pode ainda ser agravado por fortes pancadas de chuva, neve e granizo. 3. espécies de muvens ~ algumas espécies de nuvens existem além das 10 dlassificaces acima, tais como: 2) unonus - forma especial de cirrus, chamada popularmente de “rabo-de-galo” e cujo nivel € caracterizado por ventos fortes associados & corrente de jato. ‘b) castellanus ou castellatus - certo numero de nuvens cumuliformes assentadas numa base comum, ©) mamma ou mammatus - protuberancias pendentes, como sacos ou seios, na parte inferior de uma nuvem. Sao indicativos de forte turbuléncia. 4. informacées meteorolégicas a) METAR/SPECI e TAF As informages sobre a quantidade, altura e 0 tipo das nuvens serdo limitadas 3s nuvens de significado operacional Nuvens de significado operacional so todas as nuvens com base abaixo de 5000 pés (1500 metros) ou nuvens cumulonimbus (CB) ou cumulus congestus (TCU), em qualquer altura. De acordo com instrugéo do DECEA codificam- seno METAR e SPECI nuvens até 10.000 pés. 2) quantidade - a verificacio da quantidade de nuvens é feita dividindo-se 0 céu em oito partes iguais ou citavos, para cada camada de nuvem, sendo codificada através das abreviaturas: SKC - Sky clear (céu claro 0/8), néo utilizada FEW - Few (pouca nebulosidade de 1 a 2/8), SCT - Scattered (céu parcialmente nublado ou nebulosidade esparsa de 3 a 4/8), *BKN - Broken (céu nublado de 5 @ 7/8) “OVC — Gverecast (céu encoberto 8/8). * constituem teto 35 altura - corresponde & distincia vertical que separa a base da nuvem da pista. A medida da altura das bases das nuvens é feita, na maioria das vezes por estimativa visual, podendo também ser feita por meios instrumentais, nas estagdes que possuiem equipamentos eletrénicos (projetor luminoso, tetémetro, etc) Para fins opcracionais de planejamento de véo, a altura da base das nuvens é informada em centenas de pés (incrementos de 30 metros). po - a identificacéo dos tipos de nuvens em fungio da experiéncia de quem- observa. Somente as nuvens Cumulonimbus (CB) ¢ cumulus congestus (TCU) so codificadas. Exemplo: ‘SCT020 - nuvens esparsas (de 3 a 4 oitavos) a 2.000 pés ou 600 metros de altura, FEWO33CB - poucos CB (1 a 2/8) 2 3.300 pés ou 990 metros de altura Nota: Teto - Altura, acima do solo ou-dgua, da base da mais baixa camada de nuvens, abaixo de 20,000 pés (6000m) que cobre mais * metade do céu (BKN ou OVC). Se ndo existir nebulosidade abaixo de 5.000 pés, nuvens CB e TCU, nenhuma restricgo na visibilidade vertical e a abreviatura CAVOK nao for apropriada, serd usada a abreviatura NSC (No Significant Cloud) b) CARTA SIG WX PROG quantidade - para qualquer nuvem, menos CB e TCU, serio empregadas para representar a quantidade, as abreviaturas: FEW, SCT, BKN e OVC ‘Apenas para o CB e TCU serdo utilizadas as abreviaturas: ISOL (isolated) isolado; OCNL (occasional) ocasional; FRQ (frequent) frequente; EMBD (embedded) embutido. tipo - abreviaturas internacionais ACAS (altocumuulus e altostratus) altura - nas cartas para véos baixos (SFC/FL250) as alturas seréo informadas em altura sobre a superficie. Nas cartas para véos altos (FL250/FL630) as alturas sergo representadas em nivel de véo, topo sobre base. 36 X. 2- NEVOEIRO Define-se nevoeiro como o fendmeno resultante da condensag3o ou sublimacéo do vapor de gua junto ao solo, representando um grande perigo para as aeronaves nas operagies de pouso e decolagem: pela reducdio do teto e Visibilidade. 1. condigées - 0 nevoeito ocorre com umidade relativa entre 97 e 100%, visibilidade horizontal inferior a 1.000 metros e vento fraco. 2, tipos ~ segundo a origem de formasio, os evoeiros so classificades em dois grupos nevoeiros de massa de ar e nevoeiros frontais. 2) nevoeiros de massas de ar ~ so aqueles que se formam dentro de uma mesma massa de ar. Podem ser: nevoeiro de —_radiacac forma-se em conseqiiéncia da radiacéo terrestre noturna, Se a0 pér-do-sol o grupo de temperatura no METAR, apresentar valores de 20/14, significa que oco\i 'é saturagao do ar se este se resfriar até 14°C, porém se a temperatura baixar para 12°C, haveré um excesso de vapor que-ird condensar se formando o nevoeiro. Este processo é facilitado pela auséncia de nuvens (céu claro). Ocorre principalmente na primavera e inverno, nas noites sem nuvens e com vento calmo ou Fraco. nevoeiro de advecofo. forma-se pelo resfriamento do ar que se movimenta horizontalmente. Classifica-se em: 1. nevoeiro de vapor - ocorre quando 0 ar frio da superficie da terra, desloca-se sobre uma superficie liquida mais quente. O vapor desprendido por esta superficie € condensado quando resfriado. E comum sobre rios, lagos, pantanos, e em especial tem lugar no outono e inverno. 2. nevoeiro maritimo - forma-se sobre o mar quando 0 ar quente e timido do continente ou outra superficie liquida desloca-se sobre agua muito fria. O ar quente e timido perderd calor Por contato, ocorrendo a condensacao. E muito comum e talvez o mais extenso dos nevoeiros, ocorrendo principalmente na primavera e vero. 3. nevoeiro de brisa - forma-se quando o ar quente © imido dos oceanos deslaca-se sobre as ~ egies costeiras mais frias. O ar quente e Gmido perderé calor © se condensard. Ocorre Normalmente no inverno. 4. nevoeiro orografico ou de encosta — 0 ar destocando-se ao longo de uma encosta, vai resfriando-se & medida que vai subindo até atingir a condensacao. 5. nevoeiro glacial - forma-se nas regiées Polares onde as temperaturas . encontram-se abaixo de 30°C negativos. Devido as baixas temperaturas, hd a sublimacio do vapor de gua, que produz micro cristais de gelo no ar. 4) nevoeiros frontais ~ sio os nevoeiros que ocorrem associados aos temas frontais, ou sseja, na periferia das massas de ar, préximos as, frentes. Surgem pela condensagdo da umidade evaporada durante a precipitacio na massa de ar fria. Como este tipo de nevoeiro sempre ocorre na massa de ar fria, ele podera estar antes da frente (pré-frontal) quando associado 3 frente quente, ou depois da frente (pés-frontal) quando associado a frente fria. 3. informagées meteorolégicas - Independent do principio de formacdo, os nevoeiros para fins de codificagio sao classificados em: 2) nevoeiro de superficie (FG) - também conhecido como nevoeiro de céu visivel, restringe apenas a visibilidade horizontal, nao causando restricio 8 visibilidade vertical em virtude de formar-se nos primeiros niveis da superficie. Codificado através da abreviatura FG seguida da codificagio das nuvens. METAR SBSP 210500Z 12004KT 0400 FG SCTOO5 BKNOBO 10/10 Q1023 b) nevoeiro de céu obscurecido (FG)- este tipo de nevoeiro, além de restringir a visibilidade horizontal também reduz a visibilidade vertical. Codificado através da abreviatura FG seguida do grupo que indica a visibilidade vertical. METAR SBGR 210900Z 15002KT 0250 09/0300 R27/0200 FG VVOOL ‘11/11 Q1018 a ee ¢) banco de nevoeiro (BCFG) - nevoeiro esté localizado em pontos isolados, distantes do local de observagio. Codificado com visibilidade horizontal igual ou superior a 1.000m. METAR SBKP 011100Z 23004KT 1200 BCFG SKC 15/14 Q1024 d)_nevoeiro parcial (PRFG)- quando o nevoeiro cobrir parte do aerédromo, distante do ponto de observacéo. Codificado com visibilidade horizontal igual ou superior a 1.000 metros. METAR SBPA 3109002 01004KT 1500 PRFG ovco08 10/10 Q1021 €) nevoeiro baixo (MIFG) - quando 0 nevoeiro estender-se verticalmente até uma altura maxima de 2 metros. SPECI SBCT 0912152 35003KT 0800 MIFG BKNO20 OVC1O0 14/14 Q1015 X. 3 - RESUMO pret ee sf sera eer eee oe e ey ee ee eccrine en comer sare eee ae Nevosiras Condicées: visibilidade inferior a 1.000m e umidade relativa maior ou igual a 97% e vento fraco. Tipos: massa de ar 1. de radiacao — céu claro, vento fraco, noite, inverno. 2. de advecgio Vapor rios € lagos Maritimo, mar De brisa litoral Orografico ‘montanha Glacial pdlos frontais pré-frontal frente quente pés-frontal frente fria Codlticagao de superficie - reduz a visibilidade horizontal céu obscurecido - reduz a visibilidade horizontal ea vertical bancos - bancos isolados BCFG parcial - cobre uma area PRFG baixo - abaixo de 2 metros de altura MIFG X. 4- TESTES 01- Camada de nuvem com base comumente no estégio médio, com bastante precipitacao, sem turbuléncia, com coloragio cinzé-escuro € com grande espessura, so caracteristicas da nuvem: b) NS; d) ST. 02- Dentre as nuvens ‘do éstagio médio, uma costuma nao produzir precipitagdo e quando 0 faz, esta nao atinge o solo (virga). Este género de nuvem denomina-se: a) altocumulus; c) Cumulonimbus; b) Nimbostratus; 4) Cirrostratus. 03- No METAR SGAS 0301002 01005KT 0250 FG Wo01 02/02 Q1022, tem- a) visibilidade horizontal de 2.500 metros; b) nevoeiro de superficie; ¢c) visibilidade vertical de 30 m; d) QFE de 1022 hPa. (04- No METAR SBGL 151000Z 00000KT 2000 -DZ BR BKNOOS OVCO8O 17/17 Q1020, tem-se: a) chuva leve; b) chuvisco moderado; €) céu nublado a 8.000 pés; d) céu nublado a 150 metros. 05- A nuvem em que se observa mais ‘comumente o fenémeno do halo é a: a) AS; b) Cl; cs; acc. 06- Das nuvens abaixo, aquela cuja constituicdo fisica é de cristais de gelo: b) AS; d) CB. 07- A nuvem altostratus apresenta-se mais comumente sob a forma de: a) bancos isolados; b) fibras delgadas e retilineas; ©) camada de grande desenvalvimento vertical; ¢) camada de grande extensio horizontal 38 08- O nevoeiro formado pelo resfriamento noturno, em noites, sem nuvens, especialmente no inverno e primavera, denomina-se nevoeiro: 2) maritimo; b) orografico; ©) de radiacao; d) de advecgao. 09- Das alternativas relacionadas _abaixo, indique aquela em que nao hd elementos necessarios 8 formacSo de nevoeiros a) escassez de nticleos higroscépicos; b) resfriamento do ar. por.razao fisica;..... ©) inverséo da temperatura de superficie; d) existéncia de elevada umidade relativa. 10- Nuvens isoladas, com textura fibrosa, sem sombra propria, geralmente de cor branca e frequentemente de um brilho sedoso, é a definicao da nuvem: a) Cirrus; b) Cumulus; ©) Stratus; ) Nimbostratus. 11- Dentre as nuvens especificadas abaixo, uma costuma produzir precipitagées do tipo chuvisco. Este género de nuvem denomina-se: a) Altocumulus; b) Stratus; ©) Altostratus; ) Nimbostratus. 12- As alturas das bases das nuvens, no METAR, so fornecidas e a) dezenas de pés; b) milhares de pés; ©) unidades de 30 metros; d) incrementos de 100 metros. 13- Segundo 0 Atlas internacional de nuvens, as nuvens médias nas latitudes polares estendem- se de 2,000 metros de altura até: a) 3.000 metros; b) 4.000 metros; ¢) 5.000 metros; d) 6.000 metros. 14- A nuvem do estdgio médio que indica turbuléncia é a: a) cS; b) Sc; CAC; a) AS. 15- Nuvem isolada, densa, de contornos bem definidos e que apresenta a sua base sensivelmente horizontal é a: a) NS; ©) SC; 16- 0 grupo SCTO30, codificado no METAR, significa: a) céu encoberto a 3.000 pés; b) céu nublado a 900 metros; ¢) teto a 900 metros; d) nuvens-esparsas a 900 metros: 17-O deslocamento horiz ld ftio sobre uma Soperficie liquid, ligeiramente mais quente, poderé condensar o vapor desprendido por essa superficie, formando nevoeiro: a) de brisa; b) de vapor; ©) maritimo; 4) orografico. 18- Apés a passagem de uma frente fria, poderé ocorrer nevoeiro: a) pés-frontal; b) de vapor; ¢) maritimo; 4) orografico, 19- Nuvem do estdgio baixo, cinzentada, ‘que tem partes escuras, composts de massa ou Folos arredondados e que possui turbuléncia apenas no seu interior, sdo caracteristices da nuvem: a) ST; b) Sc; ON dcr 20- As condigdes meteorolégicas que favorecem a formacao do nevoeiro de radiaggo séo: a) céu claro, verito fraco umidade alta; b) céu encoberto, vento fraco e umidade baixa; ©) nticleos de condensagao, umidade alta e vento forte; ¢) céu claro, vento forte e ar seco, Capiru.o XI - VenTo Vento é um movimento horizontal de ar provocado por uma diferenca de pressao entre dois pontos. xi. - VENTO 4. forca do gradiente de pressio - a forga do gradiente de pressio é aquela formada pela diferenca de pressao entre dois pontos, em uma mesia superficie. Dois pontos a superficie, ambos com a mesma presséo atmosférica de 1018 hPa e, consequentemente na mesma densidade e na mesma temperatura estario em equilfbrio. Este equilibrio entre os dois pontos faz com que néo haja nenhum movimento de ar entre eles, nesse caso 0 vento é camo. Ming a Toe nes Se, a pressio em um dos pontos for de 1018hPa e a presséo em outro ponto for de 1010hPa, existira uma diferenca de densidade entre os dois pontos. © ar tender a equilibrar a diferenga, fluindo do ponto de maior pressio, para 0 ponto de menor pressio. pene ee s01ghPa Tones FORCAS QUE ATUAM SOBRE © Se por outro lado a presséo em um ponto for de 1020 hPa e no outro ponto a pressao for de 1004 hPa, para a mesma distancia, haverd ventos mais fortes. Pa fooa hea Em capitulos anteriores foi visto que o tragado das isdbaras ¢ feito de 2 em 2 hPa em nimeros pares e portanto, para uma dada distancia, quanto maior a diferenca de pressao, mais préximas estardo entre si as isdbaras ¢ mais intensos os ventos. Conduséo: - 0 vento sopra em funcao de uma diferenca de pressio; ~ 9 vento sopra da pressdo maior (alta pressao) ara a pressio menor (baixa presséo); = quanto maior a diferenga de pressao entre dois, Bontos haveré ventos mais fortes; e = quanto mais proximas estiverem as isdbaras, maior 2 velocidade do vento. 0g O vento que sopra regido somente pela forca do gradiente de pressio, 6 denominado de vento barostréfico. 39 2. forca de Coriolis - se a Terra néio possuisse 0 movimento de rotaco o ar fluiria diretamente da alta para a baixa pressio. Isto realmente ocorre no movimento do ar em pequenas disténcias, mas quando ele flui sobre grandes distancias, é desviado, em consequéncia desse movimento. A forca aparente que provoca o desvio, para a esquerda no hemisfério. sul e para a direita no hemisfério norte & conhecida como forca de Coriolis. Ela é mais’ forte nos pélos e decresce até zero no equador. © vento que flui regido pelas forcas do gradiente de pressdo e Coriolis é denominado vento geostréfico, 3. fora centrifuga - quando se considera o vento fluindo paralelo as isoipsas (linhas de mesma. altitude-pressdo). sobre uma distancia curta, este vento sera geostréficn, porque as isoipsas so consideradas retilineas e sobre 0 vento estaraéo agindo apenas as forgas do gradiente de presséio e Coriolis. Quando se considera 0 vento fluindo ao longo das isoipsas de um sistema de altas pressdes ou baixas pressées, linhas circulares hé que se considerar 0 efeito centrifugo. Os ventos que fluem equilibrados pelas forgas do gradiente de press&o, Coriolis e centrifuga, ‘sao denominados ventos gradientes. Nas latitudes equatoriais e tropicais, em que 0 efeito de Coriolis é bastante desprezivel, os ventos s&o equilibrados elas forgas do gradiente de pressao e centrifuga, so os ventos ciclostréficos. Gradiente de Centrifuga Seaeae, Coriélis i Barostrofico | x.x.xx.x ‘Geostrofico XXKXK | KKK Gradiente KKK | KKK | ORI Ciclostréfico | xx xxx xxx | FeovA 4. forga de atrito - 0 vento que fiui préximo a superficie da terra sofre influéncia direta desta Superficie, modificando tanto a diregéo como a velocidade, esta influ8ncia é denominada forca de atrito. QO vatrito da. superficie. .é..efetivo até 600 metros, denominado “nivel gradiente”. A camada ‘atmosférica compreendida entre a superficie e o nivel gradiente,-é-chamada “camada-de fricgao” € @ atmosfera total acima dela é denominada “atmosfera Jlivre”..A camada de-friccao, por. sua vez, divide-se em duas camadas: a -camada limite, que se estende da superficie até 100 metros e a camada de transicao, que se estende de 100 metros a 600 metros. Os ventos que sopram dentro da camada ite stio chamados: de ventos de superficie e os que fluem na canada de transicio so chamados ventos superiores ou de altitude. A FD (Cama de vanes Cw cases te Xd. 2 - CIRCULACAO DOS VENTOS Como foi visto, a forca do gradiente de pressiio, faz com que o vento sopre da alta para a baixe pressio, sofrendo, no entanto, efeito da forga de Coriolis que provoca um desvio para a esquerda no hemisfério sul € para a direita no hemisfério norte. Em fung3o destas forcas que atuam sobre 0 vento, os centros de pressio adquirem caracteristicas préprias em cada hemisfério. Hemistério Sul alta presséo - vento divergente, anticiclénico, anti-horério, NOSE, bom tempo, vento fraco & afundamento. baixa pressio - vento convergente, ciclénico, horario, NESO, mau tempo, vento forte ¢ Hemisfério Norte alta press3o - vento divergente, anticiclénico, hordrio, NESO, bom tempo, vento fraco é afundamento, baixa pressio - vento convergente, ciclénico, anti-horario, NOSE, mau tempo, vento forte & elevacio. 18, 39 A ew té Hemisfério sul | Hemisfério norte DWC vert ee CONV Ekg emit Nota. Pode ser verificado, através da figura, que uma aeronave no hemisfério sul voando de um centro de baixa para um centro de alta pressio, terd vento de esquerda e, por conseguinte deriva para a direita, Da mesma forma se a aeronave estiver voando de um centro de alta para um centro de baixa no hemisfétio sul, teré vento de direita deriva para a esquerda. Xd. 3 - COMO O VENTO E DESCRITO. ‘A observacéo completa do vento compée-se dos seguintes elementos 1. diregao~ a direcéo do vento é definida como a direcéo de onde sopra o vento. E expressa em graus, de 10 em 10 graus, em relac3o ao norte Seogréfico (norte verdadero) quando para fins meteorolégicos e em relagio ao norte magnético quando para fins de trafego aéreo. 2. velocidade - é a distancia horizontal Percorrida Por uma particula de ar durante a unidade de tempo, expressa em nés (knots) (KT). Ex: 09008KT (vento ‘com “diregdo 90 graus e velocidade de 08 nés). 3. cardter rajada - & 0 pico maximo da velocidade, informada quando a velocdade maxima ultrapassar @ velocidade média em 10 < Ls Ls Lc Lia x Lé x [i i nés ou mais, Esta velocidade serd indicada logo apés a velocidade média, precedida da letra G. Ex: 22012G25KT (vento com dirego 220 graus, velocidade média 12 nés e rajada de 25 nés), Nota: 1- vento calmo: assim considerado quando a velocidade estiver abaixo de O1KT e codificado através do grupo 00000KT. 2- vento variando: quando a variagio da direc do vento for de 60° ou mais, podendo ser codificada de duas maneiras: Diresdes extremas: para variagio de 60° ou mais, porém menor de 180° e velocidade igual ou superior a trés nds. 31010KT 280V350 VRB: 1- Para variagio de 60° ou mais, porém menor de 180° e velocidade média inferior a 3KT; VRBO2KT 2. Para variagSo de 180° ou mais independente da velocidade. VRB25KT Ex ME“R SBBU 211500Z 31009KT 9999 SCTO2U 30/20 Q1019 Vento soprando de 310 graus com velocidade de 9 knots XI. 4 - CIRCULACAO GERAL As regides equatoriais recebem mais energia solar que as regiées polares. Este maior ac’ ecimento do equador provoca uma regido de baixa presso, criando um fiuxo de ar na superficie dos pélos para o equador e em altitude do equador para os pélos. A circulagao geral na atmosfera apresenta trés aspectos. 4. confluéncia intertropical (CIT) - também conhecida com o ITCZ (intertropical confluence zone) ou FIT (frente intertropical), 6 a regio da confluéncia dos ventos de superficie que fluem dos pélos; esta confluéncia provaca na regio uma drea de mau tempo. A CIT oscila latitudinalmente entre 15°N e 12°S, mantendo uma posiggo média de 6°N, Posicionando-se sempre no hemisfério que estiver no vero, devido 8s pressées mais elevadas do hemisfério oposto. 2. arculagéo inferior (até 20.000 pés) — No paralelo 30° de cada hemisfério, existem centros de altas pressées estacionarios, denominados “cinturées de anticicones”. As altas pressdes, 41 desses paralelos fazem com que o vento flua na diregéo das baixas pressées do equador, criando um fluxo de ar constante, denominado ventos alisios, predominando de sudeste no hemisfério sul e nordeste no hemisfério norte. 3. circulago superior (acima de 20.060 pes) - 8 distribuicao dos ventos nos niveis superiores tem origem nas latitudes equatoriais e tropicais, no retorno dos ventos da circulacao inferior para os polos. Os ventos da circulacio superior apresentam diregao predominante de oestz, devido a forca de Coriolis, onde podem ser destacados os seguintes ventos: a) corrente de jato - a corrente de jato foi assim chamada, por ter sido descoberta durante 2 Segunda ‘Guerra Mundial quando os bombardeiros americanos se cirigiam ao Japao. E uma estreita corrente de ar de grande velocidade a0 redor do globo, em forma de ondas. Eis suas caracteristicas fisicas mais importantes: -niimero: duas em cada hemisfério. -largura: 400 km, embora chegando as vezes até 500 km, espessura ou profundidade variando muito, atingindo 7 km em certas condicdes; ~velocidade: minima de 50 nés, sendo mais intensa_no outono e inverno sobre os continentes, somente representada na SIG WX PROG quando a velocidade for de 80 nés ou mais; Modelo de uma corrente de jato: as correntes de jato sao corpos de ar movendo-se rapidamente, € ocorrem = principalmente nas latitudes temperadas. diregio: sua direcdo é de oeste em ambos os hemisférios; entretanto ha uma de este menos importants 42 ocorréncia: aparece na quebra da tropopausa; Nebulosidade: o tipo comum de nuvem associada a corrente de jato 0 Cirrus uncinus ou.rabo-de- galo que surge na parte central da corrente com seus tufos indicando para. onde sopra o vento. Na base da corrente os cirrocumulus indicando a turbuléncia a ela associada. turbuléncia: CAT (turbuléncia de oéu claro) e representagao na SIG WX PROG: por se tratar de um fenémeno meteoroldgico significative, a corrente de jato possul uma representacaio conforme exemplo. — Wh Hp > MirAs O& newer b) contra-alisios - constituem-se no retorno dos alisios, recurvando para os pdlos inidalmente de noroeste 1» hemisfério sul“e sudoeste no Hemisfério Norte, sobre as latitudes médias ente 5° e 15° de cada hemisfério. ©) Jatos de este - ocorrem normalmente acima de 40.000 pés sobre as latitudes equatoriais e tropicais de cada Hemisfério e se propagam até 208, sendo mais intensos no verdo, atingindo velocidades entre 50 e 69 nés. d) ventos Krakatoa - os ventos Krakatoa predominam de este, acima da tropopausa e acima da corrente de Berson, com velocidades que as vezes ultrapassam 2 100 nés. ©) vortices polares - as circulagées superiores dos dois hemisférios a partir das latitudes tropicais comecam a se definir acompanhando a rotago da terra, em espirais de oeste para este, até os respectivos pélos. Este movimento do ar retornando para os pélos por efeito do arrasto proveniente da rotacdo da Terra vai espiralando em torno dos hemisférios, indo terminar sob a forma de vértices muito velozes e chamados de vértices polares. XI.5 - CIRCULACAO SECUNDARIA OU REGIONAL Constitui” certas perturbagdes de menor amplitude dentro da circulagio geral, em certas regides do globo terrestre. Estes fluxos secundérios, tanto podem ser perturbacdes atmosféricas, como podem também ser fluxos secundérios ocorrendo localmente por efeitos orograficos ou puramente geogréficos, tais como: : 1...brisas — sio..circulagées locais que ocorrem sobre regides litoraneas, em conseqiiénda da diferenca de aquecimento entre a terra e a équa. ~ a) maritima - (do mar paraa terra) a radiagio solar aquece mais facilmente uma superficie Solida.que.uma.liquida, assim_sendo,-o ar em contato com a terra se aquece mais rapidamente durante 0 dia, tornando-o menos denso e com menor press&o, a0 passo que 0 ar em contato com a superficie liquida permanece mais frio € com maior pressao, criando um fluxo de ar do mar para a terra. A brisa maritima penetra terra adentro 20 a 30 km, com velocidade em torno de 10 nds, sendo mais intensa no verdo e a tarde. b) terrestre - (da terra para o mar) durante a noite processo se inverte, provocando um fluxo dear da terra para o mar. A’brisa terrestre penetra 20 a 25 km mar adentro e com velocidade inferior & brisa maritima, sendo mais intensa no inverno de madrugada. risa martina {em NG 2. ventos de vale e montanha a) de vale - (sobe durante o dia) o aquecimento diurno, provocado pela radiago solar no fundo dos vales e suas encostas Provoca aquecimento do ar por contato, Este ar aquecido torna-se mais leve e menos denso e comeca a subir, ao mesmo tempo em que o ar do centro do vale desce. b) de montanha - (desce durante a noite) o resfriamento noturno, provocado. pela radiagdo terrestre das montanhas e suas encostas Provoca 0 resfriamento do ar por contato. Este ar mais frlo @ mais denso desce ao longo das encostas na direcio do fundo dos vales, ao mesmo tempo em que oar do centro do vale sobe. vento de 3. ventos anabéticos e catabsticos a) anabaticos - (sobe durante o dia) quando uma encosta alongada é aquecida durante o dia pela radiaggo solar, 0 ar em contato com ela se aquece e tende a se elevar ao longo desta encosta, b) catabaticos - (desce durante a noite) quando 2 encosta se resfria por radiagio terrestre, o ar em contato com ela se resfria tende a descer ao longo desta encosta. 4. mongies - so creulagées termais que ocorrem em determinadas regides do globo provocadas pela diferenca de temperatura entre ‘© mar e 0 continente. S40 idénticas as brisas s6 que em larga escala. a) de vero - (do mar para a terra) nesta estaco do ano a temperatura do continente & alta em relagio a temperatura da agua do oceano, criando uma area de baixa presséo no continente e, portanto um fluxo de ar Gmido do oceano para o continente. QO exemplo mais conhecido de moncées so as chamadas mongies da india. b) de inverno - (da terra para o mar) nesta estacdo a temperatura do continente é baixa em relacéo 4 temperatura da agua do oceano, criando uma area de baixa presséio no mar e, portanto em fluxo de ar seco do continente para © oceano, 5 efeito fone’ - ventos que sopram perpendicularmente a uma montanha, sao forcades @ subir mecanicamente ao longo da 43 encosta (barlavento). Descem do outro lado (sotavento) e véo se aquecendo, constituindo em ventos quentes e secos, denominados ventos fohen XI.6 —RESUMO Forga do gradiente'de préssio'é 4 forca que’d * origem ao vento, fazendo-o fluir da alta para a baixa pressid. Quanto maior a diferenca de pressio = entre dois pontos e quanto mais. préximas ‘as isdbaras maior a velocidade do vento. Coriolis no hemisfério sul provoca um desvio para a esquerda e no hemisfério norte para a direita. Atrito até 600 metros de altura, onde nos primeitos 100 metros flui o vento de superficie. ‘Como 0 vento é descrito Direcdo: de onde vem Velocidade: em KT Rajadz. acima da média em 10KT ou mais Circulago geral CIT. entre 15°N @ 1295, sempre no verio Inferior. até 20.000 pés, alisios predominando de SE no hemistério sul e NE no hemisfério norte Superior: acima de 20.000 pés; predomina de oeste; corrente de jato Circulago secundéria Brisa: maritima do mar para a terra - dia terrestre da terra para o mar - noite Vento: de vale sobe durante 0 dia de montanha desce durante a noite Vento: anabatico sobe durante o dia catabatico desce durante a noite Mongées: de vero do mar para a terra de inverno da terra para o mar Fohen: ar quente e seco que desce a sotavento das montanhas. XI. 7 - TESTES 01- Os ventos pertencentes 8 circulago superior possuem uma predominancia de: a) oeste; b) leste; ©) sudeste; d) nordeste. 44 02- Em uma carta sinética & medida que as, isdbaras estiverem mais préximas entre si, os ventos na regigio estardo mai a) calmos; b) fracos; ©) fortes; d) varidvels. 03- O efeito de Coriolis passa a se manifestar daramente a partir do(a): a) camada limite;-" =~ 6) nivel gradiente; ©) camada de transicéo; d) nivel de transicSo. 04- Das alternativas abaixo indique o vento ertencente a circulacdo regional a) brisa; b) alisios; c) ventos de oeste; d) corrente de jato. 05- Os fluxos dos ventos tendem a soprar: a) 20 longo das isoipsas; b) ao longo das isotermas; ¢) das presses mais baixas para as mais altas; id) das pressées mais altas para as mais baixas. 06- Ventos alisios, no hemisfério sul, predominam de: a)NE; (b)SE; NW; d) SW. 07- Os ventos fortes em altitude, normalmente so identificados pela presenca das nuven: (a) citriformes; b) convectivas; ©) Cumulonimbus; d) cumuliformes. 08- Os ventos alisics, no hemisfério norte, predominam de: a) NE; b) SE; c)NW; — d) SW. 09- As circulagdes atmosféricas divergentes, com sentido NOSE, localizam-se nas: (2) altas presses no hemisfério sul; b) baixas pressdes no hemisfério sul; ¢) altas pressdes no hemisfério norte; d) baixas pressdes no hemisfério norte. 10- © centro de um sistema ciclénico no hemisfério sul, apresenta pressées: a) mais elevadas no centro; .b) aumentando para a periferia; ) diminuindo para a periferia; ) sem variaco para o centro. 11- Os ventos que resultam do efeito direto do gradiente de presso, denominam-se: a) gradientes; b) geostréficos; €) barostréficos 4) ciclostréficos. 12- Das condigies abaixo, aquela que esté relacionada com um anticicénico é o(a): 2) chuva; b) chuvisco; ©) trovoada; 4) céu claro. 13+ A-circulagdo que desce a noite ao longo das encostas por efeito de gravidade, denomine-se: a) fohen; b) de vale; - ) anabatico; d) catabatico. 14--Uma-aeronave no hemisfério-sul,-voando-no FLO80 e com ventos de direita estaré: a) voando para um centro de baixa pressio; b) com altitude de pressio diminuindo; €) voando para um centro de alta pressio; 4) com altitude verdadeira aumentando. 15- Ventos quentes e secos que descem a sotavento de grandes elevacies, apés ter subido a barlavento, so considerados ventos: a) anabaticos; b) de vale; ©) geostréficos; d) fohen. 16- A corrente de jato é mcis intensa no: a) verao sobre 0 oceano; b) inverno sobre o oceano; ©) verdo sobre os continentes; d) inverno sobre os continentes. 17- Uma acft voando de Porto Alegre RS, para o Rio de Janeiro RJ, onde os valores do QNH s&o, respectivamente de 1018 e 1005 hPa, terd: a) deriva para a direita; b) derive para a esquerda; ©) vento de cauda; d) vento de proa. 18- Uma acft, no hemisfério sul, mantendo rumo 120 graus, sobrevoa o centro de um anticicione. Ao se aproximar da periferia do referido centro a aeronave receberé ventos de: a) proa; b) cauda ©) direita; d) esquerda. 19- A camada de atrito estende-se da superficie até a altura de: a) 100 m; ¢) 600 m; b) 200 m; d) 2.000 m. 20- © vento é considerado de rajada quando 2 velocidade maxima excede a velocidade média em: a) 5 nés ou mais; b) 8 nés ou mais; ¢) 10'nés ou mais; ) 15 nds ou mais. hb bib! ve Carrruto XII - PRocesso ADIABATICO Na atmosfera & medida que uma parcela de 2r se eleva, vai encontrando _pressdes atmosféricas externas cada vez menores e, conseqiientemente, ira. se _—_expandindo proporcionalmente variagéo dessa pressio, Provocando resfriamento por expanséo. O processo inverso seria considerar a referida parcela descendo e encontrando pressdes cada vez maiores, provocando compressio e conseqlientemente seu aquecimento. Se a expansio e a compressdio ocorrerem ‘sem troca de calor com o meio ambiente, se diz proceso adiabitico. XII. 1 - TRANSFORMAGOES ADIABATICAS 1. adiabitica seca — & a variacéo da temperatura sofrida por uma parcela de ar seco (da superficie até a base da nuvem), onde a variacio da temperatura é de 1°C para cada 100 metros. 2. adiabatica dmida'- € 0 proceso adiabitico de uma parcela de ar saturada (da base 2o topo da nuvem), onde a variagio da temperatura é de 0,6°C para cada 100 metros. © valor da razio adiabética dmida é menor Porque, quando ha condensacdo do vapor de agua, ha liberacéo de calor. Dessa forma a temperatura no sofre uma queda de 1°C/100 m pois parte do calor liberado pela condensacdo é somado, 0 que resulta em uma variacgo menor. Gradientes térmicos com valores superiores a 19C/100_m, isto é, maiores que a razdo adiabatica seca, so denominados superadiabaticos. © valor maximo é de 3,42°C/100 me recebe 0 nome de gradiente autoconvectivo. Da mesma forma que a temperatura resftia iec/i00m ou 0,6°C/100m a temperatura do Ponto de orvalho resfria na razéo de 0,2°C/100m. 6.000 m 45 XII 2 - NIVEL DE CONDENSACAO CONVECTIVA (NCC) A medida que uma parcela de ar se eleva, val se resfriando adiabaticamente e a diferenca entre sua temperatura e a temperatura do ponto de orvalho iré diminuindo de modo gradual. De mesma forma que a temperatura decresce na razdo de 19C/100 m, a temperatura do ponto de orvalho .decresce na. razéo de 0,2°C/100. m. ~ Quando a diferenca entre os. dois valores tornar- se nulo, isto é, quando as duas temperaturas se igualam, a parcela de ar-se satura e, a partir dat comeca @ condensacio"do" vaporsdé agua e ‘a consequente formato’. “de” nebulosidade convectiva. A. altura deste nivel:'serd aquela,. da nebulosidade convectiva, calculada pela férmula: yH= 125 (T-Td) onde: : H ~ altura da base da nuvem em metros. T= temperatura a superficie. Td - temperatura do ponto. de orvalho a superficie. &x: temperatura de 30°C e ponto de orvalho de 22°C, ou seja, 30/22. A base da nebulosidade convective estard: H = 125(30-22) H=125 X8 H = 1.000m Este método no pode ser aplicado a todos os tipos de nuvens e sim as formadas por correntes convectivas. XII. 3 - EQUILIBRIO DA ATMOSFERA A atmosfera real possui gradiente térmico que varia desde valores negativos (inverséo térmica) até um valor maximo de 3,429C/100 m. A comparagéo do valor do gradiente térmico da atmosfera com o valor da razso adiabatica determinard a condigéo de equilibrio. 1. equilibrio do ar seco a) equilforio instével - num determinado instante © gradiente térmico do ar ambiente é maior que a razio adiabatica seca, como por exemplo, 1,5°C/100 m. Com 30°C & superficie, a 1.000m de altura a temperatura do ar ambiente seré de 15°C. Uma parcela de ar elevando-se pela razdo adiabatica seca (19C/100 m), atingiré os mesmos 1.000 metros com temperatura de 20°C. A parcela estaré mais quente e, portanto, mais leve que o ar ambiente tendendo a subir cada vez mais, caracterizando o ar instavel. 46 4) equilitrio estével — Considerando agora 0 gradiente térmico do ar ambiente menor que a azo adiabética seca, como por exemplo, 0,5°C/100 m. Com 30°C & superficie, a 1.000 metros de altura @ temperatura do ar ambiente sera de 25°C. Uma parcela de ar elevando-se pela razdo adiabatica seca (19C/100 m), atingird 05 mesmos 1.000 metros com. temperatura de 20°C. A parcela estaré mais fria e, portanto, mais pesada que o ar ambiente tendendo a descer,-caracterizando o-ar-estével A parcela de at, na realidade, no consegue sair da superficie, toda vez que ela é forcada a se elevar torna-se mais fria e mais pesada que o ar ambiente, ©) equilierio neutro ou indiferente - Se num outro instante o gradiente térmico do ar ambiente é igual 8 razéo adiabatica seca. Com 30°C & superficie, a 1.000 metros de altura a temperatura do ar ambiente seré de 20°C. Uma parcela de ar elevando-se pela razao adiabatica seca (1°C/100m), atingira os mesmos 1.000 metros com temperatura de 20°C. A parcela estara com a mesma temperatura do ar ambiente e, portanto, com a mesma densidade permanecendo em repouso, caracterizando o equilibrio neutro o} 4S%C/300m 9,5°C/100m —_19C/190m 2. equilibrio do ar saturado Para se determinar as condigées de equiliorio do ar saturado, deve-se estabelecer sua relacio com a razdo adiabatica timida, uma vez que a arcela de ar considerado é saturada (0,6°C/100 m). 2) equilibrio instével - gradiente térmico maior que a razao adiabatica imida, isto é, maior que 0,69C/100 m. b) equilibrio estavel - gradiente -tén menor que a razdo adiabatica Umida, isto é, aN menor que 0,6°C/100 m. ©) equillorio neutro ou indiferente - gradiente térmico igual & razio adiabitica imida, isto é, igual a 0,6°C/100 m. xa. 4 = - CONDICGES’ DE ~~ TEMPO ASSOCIADAS AO EQUILIBRIO DO AR -0.tipo-de. equilibrio da atmosfera determina instével tes ascendentes, Ruvens cumuliformes, precipitagdo de carater de Pancadas, visibilidade inrestiita € turbulenda. 2. estabilidade - uma atmosfera estavel caracteriza-se por _nuvens _. estratificadas, Precipitacao leve e continua, visibilidade restrita e auséncia de turbuléncia. XII. 5 - ESTABILIDADE OU INSTABILIDADE CONDICIONAL Quando 0 gradiente térmico for maior que a azo adiabatica seca, o ar sera instavel, da mesma forma quando for menor que a razio adiabatica-Umida, o ar sera estavel. © equilfbrio condicional é determinado quando uma parcela de ar se eleva dentro de um ar com gradiente entre a razdo adiabatica Umida e a raz&o adiabatica seca. Na figura 0 gradiente térmico do ar ambiente, desde a superficie até 0 topo da nuvem é de 0,89C/100 m. Da superficie até a base da nuvem o gradiente de 0,8°C/100m é menor que a razio adiabitica seca, caracterizando o equilibrio estavel. Dentro da nuvem o gradiente de 0,8°C/100m € maior que a raz3o adiabatica mida, caracterizando 0 equilibrio _instavel, Portanto a umidade do ar é o elemento condicionante. Neste caso o ar seco é denominado condicionalmente estavel e o ar saturado condicionalmente instavel. A principal caracteristica deste tipo de atmosfera é a formagdo de nuvens stratocumulus. XII. 6 - INSTABILIDADE ABSOLUTA OU MECANICA Quanto maior for o gradiente térmico do ar ambiente maior seré o grau de instabilidade da atmosfera. A instabilidade que ocorre com o gradiente autoconvectivo , (3,42°C/100 m), considerado 0 gradiente maximo, provoca o maior grau de instabilidade, denominada instabilidade absoluta, Com 0 gradiente autoconvectivo o ar torna-se muito mais frio acima da superficie, provocando afundamento pelo peso e o ar superaquecido bem mais leve a superficie sobe com violéncia; originando fenémenos meteorolégicos violentos, tais como: tornado, tromba-d’agua, etc. XII. 7 — RESUMO ‘Temperatura: azo adiabatica seca = 19C/100m razio adiabatica mida = 0,6°C/100m Ponto de orvalho = 0,2°C/100 m NCC H = 125(T-Td) GT > RA instabilidade GT As latitudes temperadas no permitem a formacio de massas de ar, por serem regides onde as estacies do ano sao bem definidas. ©) temperatura - quando a massa de ar se desloca para outras regides, apresenta contraste de temperatura marcante com a nova area. Este contraste determina sua classificacio em fria e quente. Ci. frias (k - kalt) - quando se deslocam sobre superficies mais quentes ; trazem 0 frio. 2. quentes (w - warm) - quando se deslocam sobre superficies mais frias; trazem 0 lor. Internacionalmente as massas de ar séo identificadas pela unido das letras. Ex: mPk - maritima, polar, fria mA - maritima drtica (Artico oceano) Tw - continental, tropical, quente cA continental antértica continente) 2. caracteristicas das massas de ar 2) fria - a massa fria que se desloca sobre superficie mais quente, este contato faz com que © af sofra um aquecimento, tornando-o mais eve © menos denso, provocando sua elevacio e consegiiente instabilidade. Com isso tem-st nuvens cumuliformes, precipitaco de cardter de Bancadas, visibilidade boa, turbuléncia é 49 io adiabtica b) quente - a massa de ar quente se desloca sobre superficie mais fria. Este contato faz com que 0 at sofra um resfriamento, tornando-o mais pesado e facilitando sua saturaco consegiiente estabilidade. Com isso tem-se: nuvens estratiformes, precipitegdo levee continua, visibilidade restrita, sem turbuléncia e gradiente térmico menor que a razio adiabética. gradiente térmico maior que a raz Massa fria =I Massa quente XIII. 2 - FRENTES ‘ Uma massa ‘de ar avangando na direco. de outra massa de ar determina, no? seu limite dianteiro, uma faixa de eparacdo"’entre’ elas denominada frente. Portanto frente nada mais & do que a frente da massa de ar que avanca. Esta regio sofre a conseqiiéncia direta da descontinuidade, provocando a formacio de diversos fenémenos meteorolégicos denominados frontais. Sendo a massa de ar frio mais densa que a massa de ar quente, esta permanece sempre por baixo, isto é a indinacao da frente sempre se dara para o seu lado. Cada uma das massas de ar possui no seu centro a maior pressdo, portento na periferia, onde se localiza a frente, localiza-se o centro de baixa pressio. 1. tipos de frente a) frente fria - a frente € denominada fria quando a massa de ar frio desloca a massa de ar quente, ocupando o seu lugar. E evidente que a massa de ar frio é mais densa que a massa de ar quente, por isso as frentes frias so mais répidas, instdveis e violentas que as demais frentes. 50 caracteristicas: * cor - na carta sinéptica a frente fria é representada por intermédio de uma linha azul; + deslocamento - no hemisfério sul desloca-se de sudoeste para nordeste e no —_hemisfério norte de noroeste para sudeste. Este movimento obedece ao movimento das massas de ar; 0. -_diminui_com_a_aproximacio da frente e aumenta apés a passagem; + temperatura - aumenta com a aproximac3o da frente a diminui apés a passagem;- + ventos hemisfério sul: pré-frontais de NW, frontais de W e pés-frontais de Sw; hemisfério norte: pré-frontais de SW, frontais de W e pés-frontais de NW. + nevoeiro - 0 nevoeiro associado & frente fria ecorre na regio pés-frontal, denominado por isso, de nevoeiro pés-frontal. + nuvens - 0 ar quente é elevado sobre a Tampa frontal conduzindo a umidade e sofrendo esfriamento por expansdo, condensando e formando a nebulosidade frontal. Esta umidade condensada espalha-se para a dianteira da frente formando as nuvens Cirrus, que é um dos sinais caracteristicos de aproximagio de uma frente fria. Seguem-se depois as nuvens do tipo Girrocumulus, —Altocumulus, Cumulus e Cumulonimbus. 4) frente quente - a frente & denominada quente quando a massa de ar quente desloca a massa de ar frio, ocupando o seu lugar. Quando a massa de ar quente avanga sobre uma mais fria, seu deslocamento seré lento, devido a pouca densidade do ar quente tornando a frente quente mais lenta e menos violenta. caracteristicas: + cor- na carta sinéptica a frente quente é representada por intermédio de uma linha vermetha; + deslocamento - no hemisfério sul desloca- se de noroeste: para sudeste e no hemisfério norte de sudoeste para nordeste; + presséo e temperatura - a variac3o da pressdo e da temperatura sera a mesma da frente fria, entretanto a variaggo € pouco = acentuada que mal se percebe; + _ventos — hemisfério sul: ‘pré-frontais de SW, frontais de W e pés-frontais NW; ‘hemisfério norte: pré-frontais de NW, frontais de W e pés-frontais de-SW; Phew tees + nevoeiro - 0 nevoeiro associado & frente quente dcorre na regio pré-frontal, denomiriado ‘Por isso de hevoeira prefrontal; € = * _ nuvens: podemos conhecer a aproximaco de uma frente quente pela seqiiéncia de Rebulosidade, Esta seqiiéncda comeca com o aparecimento de Cirrus, depois Cirrostratus, Altostratus, Nimbostratus e finalmente Stratus. ©) frente estacionéria - & denominada frente estacionaria quando uma frente __perde velocidade e seu deslocamento é bastante desprezivel, isto é, quando as duas massas de ar atingem 0 equilibrio. As condigdes de tempo em.uma, frente estacionéria so semelhantes as encontradas i1a frente que perdeu deslocamento, em geral menos intensas. Uma caracteristica da frente estacionaria € que 0 tempo assaciado a ela persiste numa érea por varios dias. q) frente cdusa - define-se como frente odusa _o encontro de duas frentes de caracteristicas diferentes, este encontro ocorre associado a uma baixa pressao, conhecida como ciclone extra tropical, Existem dois tipos de odusiio: ocluso fria e Oclusdio quente. Uma oclusio seré fria quando, apés ocorrer 0 encontro das duas frentes, 0 ar + mais frio permanece na superficie; e oclusao quente quando apés 0 encontro o ar menos frio Permanece na superficie. A frente oclusa é representada na carta sinéptica por uma linha roxa ©) froritogénese - frente em formacéo, isto é, inicio do destocamento de uma massa de ar. 2) frontélise - frente em dissipacdo, isto é, quando entre as duas massas de ar comeca haver um equilibrio, toriando-as homogéneas. 9) linha de instabilidade - as frentes frias mais velozes desenvolvem entre 50 e 300 milhas néutices & sua dianteira, uma linha de Cumulonimbus denominada’ “pré-frontal” ou “linha de instabilidade", geralmente mais intensos que os formados na prépria frente. L 2. simbologia das frentes_ pen : tet Frente fria ee ee Frente quente D> fERMELHA Frente estacionaria AM _rrenteocus eMAgAe DA PENT ee ge Cp entop hice tia BHAGED on Fee cn 5c ln Francie fed PM PRUE “wr Owe 8 -gy— Frontogénese quente ee ey Frontélise quente —V — VV — Lina de instabitidade XIIL3 — RESUMO Massas de ar: classificagao Natureza da superficie: m-— maritima ¢- continental Regiées de origem P= polar E equatorial T — tropical A attica e antértica Temperatura k-fria w—quente Caracteristicas Fria Instével, nuvens cumuliformes, precipitacéo em forma de pancadas, visibilidade boa com turbuléncia e gradiente térmico maior que a razio adiabatica. Quente Estével, nuvens estratiformes, precipitacio levé © continua, visibilidade restrita, sem turbuléncia, © gradiente térmico menor que a razao adiabética. Frentes Frente fria . Desiocamento HS ~ SW para NE “ ee. Pressio ~ diminui e depois aumenta Temperatura - aumenta e depois diminui Vento: pré-frontal NW frontal W_pés-frontal SW Nuvens - Cl, CC, AC, CU, CB Nevoeira — pés frontal Frente quente Deslocamento HS ~ NW para SE Presséio ~ diminui e depois aumenta ‘Temperatura - aumenta e depois diminui Vento: . pré-frontal SW frontal W" pés-frontal NW Nuvens - CI, CS, AS, NS, ST ‘ Nevoeiro' pré-frontal Frente estacionaria Praticamente sem deslocamento Frente oclusa Encontro de duas frentes Frontogénese Frente em forma, > Frontdlise frente em dissipagio Linha de instabilidade Linha de mau tempo que precede as frentes frias. XIIL. 4 - TESTES 01- Em principio 0 aumento da temperatura, numa regidio sob a influéncia de uma massa de ar tropical, determina a aproximacao de um(a): a) frente quente; b) massa de ar polar; c) confiuéncia tropical; d) nevoeiro pré-frontal. 02- Os sistemas frontais frios de grande intensidade normalmente so acompanhados de forte instabilidade, podendo ocasionar a) inversGes de temperatura; b) nevoeiros pré-frontais; ©) trovoadas dindmicas; 4d) ondas estacionérias. 03- Uma frente quente se aproxima de um determinado aerédromo; ao fazer um pouso uma zeronave poderé encontrar: a) nevoeio frontal; b) linha de instabilidade; ©) turbuléncia mecSnica; 4d) cicione termal 52 (04- Frente em formagiio denomina-se: a) frente fria; b) frontogénese; ©) frontdlise; d) ocluséo. 05- Em uma regiéo hd uma massa de ar polar. Se formar um sistema _anticiclénico impulsionando-a na diregdo de uma massa de ar tropical, haverd a formacgo de um(a): a) frente fria; b) sistema frontal quente; ©) oclusdo; d) nevoeiro pré-frontal. 06- Das alternativas abaixo, a que estd associada 20 sistema frontal quente é aquela em que: a) nunca ha formaggo de nebulosidade cumuliforme; 'b) 0 vento pré-frontal possui direcao noroeste; ©) poderd haver formacio de CB; 4) a precipitacao ocorre predominantemente em carter de pancadas, 07- uma massa de ar tropical maritima ao deslocar-se sobre uma superficie bastante resfriada poderé determinar a ocorréncia de: a) pancadas de-chuva; b) nuvens cumuliformes; <) instabilidade atmosférica; 4) névoas restringindo a visibilidade. 08- Os sistemas frontais ocorrem normalmente entre: a) um cavado e uma alta; b) um cavado e uma baixa; ©) dois sistemas de alta; ¢) dois sistemas de baixa; 09- Quando uma frente deixa de ter contato ‘com o solo para elevar-se sobre a superficie de outra frente, temos a formagao de uma: a) frente oclusa; b) frontdlise; ) frente quente; 4) frontogénese. 10- Uma aeronave no hemisfério sul voando na direc de um sistema frontal frio, ao aproximar- se do sistema verificard: a) fortes ventos de esquerda; ) queda brusca na temperatura; ) aumento da instabilidade do ar; ¢) visibilidade restrita por nevoeiro. 11- Em qualquer tipo de frente a rampa frontal ‘sempre se indlina para o lado do ar: a) mais frio; b) mais quente; ©) menos denso; 4) menos instdvel 12- Quando da aproximaggo de um sistema frontal frio no hemisfério sul, tem-se: a) vento noroeste, pressiio em declinio temperatura em elevacdo; b) vento sudoeste, pressio em elevacao e temperatura em elevacio: ¢) nuvens Cirrus, presséio em elevacéio e vento noroeste; = @) nevoaire ~pré-trontal, vi pressio em declinio. fifo riordest@ 13- Apés a passagem de uma frente fria em um determinado aerédromo, poderé ocorrer a seguinte condic&o de tempo: a) visibilidade restrita; b) temperatura em ascenséo; ¢) instabilidade atmosférica; 4d) presséo em deciinio. 14- Grandes volumes de ar, caracterizados pela estabilidadé —atmosférica’ e — conseqiiente formago de névoas e nevoeiros, denominam-se: a) frente fria; b) ciclones tropicais; ©) massas de ar quente; d) sistema frontal ocluso. 15- Dentre as nuvens relacionadas abaixo, indique a que primeiramente antecede as aproximacoes frontais: a) AC; b) ci; OST; a)as. 16- Com relao ao destocamento dos sistemas frontals frios. Pode-se afirmar que os mesmos se deslocam: a) de nordeste no hemisfério sul b) de nordeste no hemisfério norte ©) predominantemente de sudoeste no hemisfério sul d) predominantemente de sudoeste no hemistério norte Carituco XIV - ConDIcdEs METEOROLOGICAS ADvERSAS Ao V60 XIV.1 - TURBULENCIA Para uma aeronave em véo, a atmosfera & considerada turbulenta quando hé irregularidade no movimento do fluxo do ar, resultante de varios fatores, tais como: —_aquecimento diferenciado do solo e obstaculos naturais. Esse movimento irregular do fluxo de ar, mais conhecido como turbuléncia, exerce um significativo efeito no véo podendo, até mesmo, comprometer a atividade aérea. ‘As aeronaves respondem de maneira diversa acio da turbuléncia, tendo em vista as diferencas de velocidade, de tamanho e de peso, além da superficie das asas e da altitude de véo. 1. tipos de turbuléncia 2) turbuléncia convectiva ou térmica - é causada pelas variagbes térmicas verticais da atmosfera, quando superiores a 19C/100 metros, produzem dentro e fora das nuvens, correntes verticais considervets, so capazes de interferir no movimento horizontal das aeronaves. Estando associada as variagdes térmicas, pode-se concluir que quanto mais quente estiver & superficie, mais intensa seré a turbuléncia, portanto ela é mais significativa, por exemplo no vero, a tarde e sobre 0 continente. Caso as correntes ascendentes ocorram associadas 4 umidade alta, haverd a formacio de nuvens cimulos que daré ao piloto uma indicago visual da presenga da turbuléni convectiva. y 2) turbuléncia mecénica - & a turbuléncia provocada pelo ar que sopra perpendicularmente 2 um obstaculo. Bi. turbuléncia orogrdfica - 6 a turbuléncia provocada pelo ar que sopra perpendicularmente 2 uma cordilheira. Ocorre a sotavento e sua Intensidade é em conseqiiéncia da velocidade do vento € da altura do relevo. As ondas estacionarias, lambém conhecidas como ondas orogréficas ou ondas de montanha, so fenémenos que esto associados & turbuléncia orografica, Estas ondas possibilitam a formacao de nuvens rotoras no interior de suas cristas, indicando forte turbuléncia € a formacao de nuvens lenticularis na parte’: superior da crista, indicando turbuléncia moderada ou forte. b2. turbuléncia mecanica de solo - a topografia acidentada € as edificaces podem provocar desvios no fluxo horizontal do ar atmosférico: Geralmente, os efeitos estéo relacionados com a altura dos obstéculos; quanto mais acidentada a topografia e quanto mats forte 9 vento, mais intensa ¢ mais alta serd a turbuléncia, ©) turbuléncia dinémica ci. frontal - é a turbuléncia causada pela ascensao do ar quente na rampa frontal. Quanto mais quente, (imido e instével estiver 0 ar, maior a intensidade da turbuléncia, As turbuléncias frontais mais severas esto _normalmente associadas as frentes frias rapidas; entretanto podem ocorrer associadas. a qualquer sistema frontal. 2. turbuléncia em ar claro (CAT) - é definida como uma turbuléncia sem nenhuma adverténcia visual. Em geral a CAT mais importante & encontrada associada & corrente de jato. Numa corrente de jato completamente organizada, os ondulantes ramos de ventos de alta velocidade, que se toram muito pronunciados nas proximidades da érea dos ventos mais fortes, produzem intensas zonas de cortante onde se observa a mais intensa turbuléncia de ar claro. No inverno e sobre os continentes, a corrente de jato é mais intensa e como conseqiiéncia a probabilidade de ocorréncia de CAT seré sempre mais comum e mais severa. 54 G3. oradiente (ou cortante) do vento (windshear) ~ ocorre quando existe variaggo na velocidade do vento ou em sua direcSo dentro de uma curta disténcia. © tempo e€ 0 espaco sdo curtos, mas oferecem grandes perigos, como o- microburst (microssurto) que tem didmetro inferior a 4 km. A windshear aparece na maioria das vezes associada 85 trov8@daS; excesso de peso produzido pelo actimulo ue gelo poderé romper a antena deixando a tipulagio em situacio ainda mais complicada. 4. informagées meteorolégicas a) carta SIG WX PROG YW leve moderado forte XIV.3 - TROVOADAS Define-se trovoada como o conjunto de fendmenos que se produzem associado a uma nuvem Cumulonimbus. Este tipo de fenémeno meteorolégico constitui-se num dos maiores riscos para a atividade aérea, pois é responsavel por uma série de fatores capazes de comprometer a seguranga de vo. Durante uma trovoada, podem ocorrer fenémenos como” ventos fortes, _granizo, relampagos, turbuléncia, formacdo de gelo chuva intensa 1. estégios da trovada - 0 ciclo de vida de uma trovoada passa por trés _estigios, 56 consecutivos, cuja duracdo e _intensidade, dependeréo dos fatores que deram origem ao fenémeno. a) estégio de Cumulus ou formagio - embora nem todas as nuvens Cumulus crescam o Suficente para produzir uma trovoada, a primeira fase do cico de vida de um Cumulonimbus: denomina-se “Cumulus Este estiégio € caracterizado pela predomingncia de Correntes ascendentes desde os niveis inferiores, Passando pelo interior da nuvem e subindo além de seu topo, O diametro da nuvem neste estagio varia entre 3 a 8 quilémetros e o topo situa-se entre 5 a 8 quilémetros, b. estdgio de maturidade (ou. madureza) - com as continuas correntes ascendentes durante © estégio de Cumulus, cada vez mais vapor de gua se condensa; as goticulas e os cristais de gelo dentro da nuvem tornam-se mais ‘Numerosos e aumentam de tamanho. Quando os tamanhos das goticulas e dos cristais de gelo aumentam a tal ponto que seu peso no possa ser mais suportado pelas correntes ascendentes, comegam @ cair da nuvem. © inicio da Precipitaco sobre a superficie indica o inicio do estagio de maturidade. Neste estagio jé no existem apenas Correntes ascendentes, pois as _correntes descendentes foram produzidas pelo movimento da queda das gotas de chuva ou de aranizo. Neste estdgio ocorrem os trovées, turbuléncia, constituindo 0 estégio mais perigoso da trovoada. © ar das correntes descendentes no vem Tepousar sobre a superficie da terra, mas choca- se contra a superficie, produzindo ventos fortissimos e intensas orcas. _cortantes. (windshear). diémetro tipico da nuvem é de 10 km, e 0 topo atinge alturas que variam de 8 a 20 km. ©) estagio de dissipagio - & medida que as correntes descendentes se intensificam, devido 20 aumento gradativo da precipitacdo, as ascendentes se enfraquecem. Como resultado toda a nuvem se tora uma grande érea de correntes descendentes, caracterizando 0 estagio de dissipacdo da trovoada, Durante esta fase, ventos fortes dos nivels Superiores transformam o topo da nuvem numa grande massa de Cirrus em forma de “bigorna’’. 2. tipos de trovoada - quanto ao processo de formacao, as trovoadas classificam-se e a) de massas de ar ~ so aquelas que ocorrem No interior de uma mesma massa de ar. al. convectivas ou termais - sio as que se formam por convecgéo. O aquecimento da superficie produz o aquecimento do ar por contato e 0 ar aquecido se eleva formando as nuvens Cumulus que podem evoluir até chegarem ao Cumulonimbus. Sao mais: freqiientes durante o dia no verdo sobre a terra € 8 noite no inverno sobre o mar. 2. orograficas - as trovoadas orogréficas sao assim denominadas devido & origem dos movimentos verticais por aco mecénica das elevagdes montanhosas. Sdo intensas e persistentes, dependendo somente da velocidade do ar Gmido em choque com as montanhas e da instabilidade local. Esse tipo de trovoada ocorre a barlavento das montanhas. a3. advectivas - & primeira vista parece impréprio associar advecgao com trovoadas, mas a adveccéo 6 apenas 0 mecanismo inicial. As “trovoadas advectivas ocorrem pela adveccio do ar frio sobre éreas quentes, quase sempre Correntes maritimas quentes. A parte inferior da camada se aquecerd por contato, elevando-se e iniciando a formacgo das trovoadas. Também Scorrem devido ao fluxo de ar imido e aquecido por baixo de ar instdvel, As trovoadas advectivas acontecem & noite, especialmente nas madrugadas de inverno, por isso so chamadas de “noturnas”, e | sdo normalmente menos intensas que as termais e menos comuns que todas as demais. ) frontais ou dinamicas - so as trovoadas que se formam associadas aos sistemas frontais. Podem ocorrer em qualquer época do ano e 2 qualquer hora do dia. Séo as trovoadas frontais, de linha de instabilidade e as que se formam na zona de convergéncia intertropical. As trovoadas dinamicas, associadas as frentes frias, so sempre mais comuns e mais interisas Nas frentes quentes, j4 que mais estaveis, raramente ocorrem, ‘As trovoadas formadas nas linhas de instabilidade séio as mais violentas, piores até que as das frentes trias. 3. condigGes de tempo associadas 4 trovoada a) turbuléncia - a turbuléncia que existe na trovoada € produzida pela combinacdo de intensas correntes ascendentes € descendentes ‘que podem produzir consideraveis alteracies na altitude da aeronave. E importante levar em conta que a turbuléncia € mais intensa na parte dianteira do Cumulonimbus, umentando de baixo para cima, até préximo ao nivel médio da nuvem. Dai em diante, a turbuléncia vai decrescendo até as proximidades do topo. b) Granizo - embora nao ocorra com frequéncia, a presenca do granizo nas trovoadas € o segundo maior perigo para 0 voo. E encontrado durante 0 estagio de maturidade e envolvido nas fortes correntes ascendentes que atuam acima do nivel de 0°C. 0 granizo pode, &s vezes, ser identificado visualmente pela coloragio esverdeada. ©) formacgo de gelo - numa regido de trovoada, os efeitos da formacdo de gelo ja nao oferecem tanto perigo quanto a turbuléncia e a0 granizo, Isto porque a pequena drea de formacéo, associada as grandes velocidades das aeronaves mais modernas ¢ aos sistemas antigelo existentes, minimizam 0s seus resultados. Entretanto, n&o convém negligenciar essa possibilidade porque ela munca ocorre isoladamente. Além disso, nada garante que 2 regio afetada por uma trovoada esteja sempre associada a poucos nticleos de Cumulonimbus. d) relampagos - sdo descargas elétricas que ecorrem devido ao aciimulo de cargas elétricas dentro da nuvem Cumulonimbus. Quando o cempo elétrico produzido por estas cargas ‘excede a capacidade isolante, a descarga ocorre. ‘A corrente flui em um canal com um didmetro de ums poucos centimetros, onde a temperatura atinge valores de cerca de 30 mil graus Celsius. ——— 57 Devido as altas temperaturas, 0 ar 20 seu redor expande-se em alta _velocidade comprimindo 0 ar vizinho. Estas compressées propagam-se em todas as direcGes produzindo uma onda sonora conhecida como trovéo. O relampago tende a fluir ao longo das partes metalicas externas, ndo penetrando no avido seguindo seu caminho na atmosfera, 0 uso de materiais ndo-metélicos na construgao de avides deve ser investigade, —devide A falta de capacidade destes materiais de blindar-o interior do avido. 4, técnicas dé vOo~ as condigées'de tempo de uma trovoada os fenémenos meteotoldgicos a ela associados sdo de tais proporcdes que’ a técnica de véo mais recomendada é a de EVITA- LOS. Entretanto,” nim, sempre isto pode, ser obedecido, portanto eis aqui, algumas'regras: = ao se aproximar de uma trovoada verifique em que estagio ela se encontra, ja que no estigio de Cumulus de dissipacao, 0 véo é praticavel apesar de desagradavel. = se 0 Cb for isolado circunde-o pela, esquerda, caso 0 véo seja no hemisfério sul, e pela direita no hemisfério norte, por se tratar de uma area de baixa pressio. E recomendavel, ainda, manter uma distncia de 30 km da tempestade. = nas trovoadas dindmicas se a base for alta e 0 relevo favordvel, existe a possibilidade de passar sob as formagées desde que o piloto mantenha uma altura minima de 1.000 m das_maiores elevacdes © possa evitar as precipitagdes, pois além da possibilidade de granizo, ha perigosas correntes descendentes. = se 0 equipamento permitir é preferivel procurar subir a niveis mais elevados, normalmente acima do FL300, onde os topos dos Cb podem tornar- se visiveis ou contorndveis com 0 auxilio do radar, Entre as temperaturas de 0°C e 10°C negatives 0 voo € desaconselhavel, pois ali seré encontrada a maior turbuléncia, formacdo de gelo e granizo. XIV.4'— RESUMO Turbuléncia: Convectiva - nuvens Cumulus, verdo, tarde. Mecdnica - orografica a sotavento das montanhas assodada &s nuvens rotaras lenticulares; mecnica de solo - atrito com o solo. 58 Dinamica frontal - deslocamento de massas de ar (frentes), maior ocorréncia em frente fria; CAT - corrente de jato; Windshéar - rriudang’ Briged nid diregso’ & ou velocidade do vento esteira de turbuléncia - Provocada pela corrida de decolagem de uma grande aeronave. Gelo: Ocorréncia temperatura abaixo de 0°C; do ar, da aeronave € das goticulas de aqua; Tipos Claro, cristal ou liso - ar com grandes gotis, instavel e temperatura entre 0 e 10°C; escarcha, amorfo, granulado ou opaco ~ ar com Pequenas gotas, estdvel 0 a -10°C e instavel de - 10.e - 20°C; geada - sublimacao, T voadas: Es..gios ‘Cumulus - correntes ascendentes Maturidade - correntes ascendentes descendentes, fase mais perigosa; Dissipagao - correntes descendentes, convectivas - & tarde, no verdo, em terra ¢ Madrugada, no inverno, no mar. orogrdficas - a barlavento das montanhas; advectivas - no mar e a noite, frontais: deslocamento de massas de ar, linha de instabilidade mais intensa Condi¢ées de tempo turbuléncia; granizo; gelo; retampago. Técnicas de véo Evitar sempre que possivel e contornar pela esquerda no hemisfério sul. XIV. 5 - TESTE: 01- A forte instabilidade e alto teor de umidade No ar so os principais elementos para que haja a formagio de: a) nevoeiros; ~b)-anticiclones; -- - ¢ ©) trovoadas isoladas; ¢) nuvens estratificadas. Turbuléncia din’mica provocada . pelo leslocamento de massas de ar denomina-se: a) frontal; b) convectiva; ©) windshear; 4) de ar claro. 93- A turbuléncia por cortantes a baixa altura, provocada pela variago brusca da intensicade &(0u) dire¢do do’ Vento ‘préximo’ 8 “superficie, denomina-se: a) advectiva; b) convectiva; ©) CAT; d) windshear, 04- A CAT é mais comum e intensa no: a) verdo sobre 0 oceano; b) inverno sobre 0 oceano; ©) vero sobre o continente; ¢) inverno sobre o continente. O5- Com relacao as turbuléncias orograficas, a Porgdo mais perigosa nas ondas estadonérias, Para uma aeronave em véo é a: a) barlavento e nas bases daquelas ondas; b) sotavento e nos topos daquelas ondas; ¢) sotavento e nas bases daquelas ondas; ) barlavento ¢ nos topos daquelas ondas; 96- A turbuléncia provocada pela corrente de jato € conhecida como turbuléncia: a) térmica; b) orografica; ©) em ar claro; d) de superficie. 07- A formacao de gelo em aeronaves, comum ‘no Brasil em Altostratus entre as temperaturas de 0° e menos 10° Celsius, € conhecida como: a) geada; b) gelo escarch ©) gelo claro; ) gelo o°c. O8- 0 tipo de gelo que se forma em aeronaves em véo, através da congelacdo relativamente lenta de grandes gotas " super-resfriadas, denomina-se: a) opaco; b) escarcha; ©) amorfo; d) cristal. 09- Uma aeronave ao sobrevoar uma regido com bastante nebulosidade estratificada e em temperatura negativa, poderd estar sujeita a formaco de gelo do tipo: a) claro; b) cristal; ©) aderente; d) escarcha. 10- As fases de uma respectivamente: a) Cumulus, maturidade e dissipacé b) Cumulus, maturidade e Cumulonimbus; ¢) Cumulus, Cumulonimbus e dissipaco; d) Cumulus, desenvolvimento e dissipacio. trovoada sao. 11- O relampago horizontal tem predomingncia no(a): a) traseira do CB; b) dianteira do CB; ©) lado direito do CB; d) lado esquerdo do CB. 12- As trovoadas de linha de instabilidade, quando associadas as frentes frias, normalmente sdo: a) mais estéveis; b) mais perigosas; C) de Facil dissipacio; d) de fraca intensidade. 13- Uma aeronave sobrevoa uma regio a 3.000 m de altitude, onde a atmosfera encontra-se estével, com bastante umidade, sendo de 12° Celsius a temperatura ao nivel do mar. Tal @eronave estard sujeita a: a) turbuléncia; b) formago de gelo; ¢) rajadas de vento; —_d) grandes térmicas. 14- As rajadas de vento & superficie, Provenientes de uma trovoada, ocorrem na fase denominada: a) Cumulus; ©) dissipacéo; b) maturidade; d) formacao. 15- A fase da trovoada na qual hd um certo equilibrio entre a quantidade de correntes ascendentes e descendentes, denomina-se: 2) Cumulus; b) formacao; ©) maturidade; d) dissipagao. 46- A trovoada que se forma com maior frequenca nas tardes de vero e sobre o b) orogréfica; d) frontal. 59 17- Dos fenémenos relacionados abaixo, indique aquele que normalmente ocorre associado as trovoadas: 2) crista; b) brisa maritima; ©) vento de rajada; d) litometeoro esparso. 18- A trovoada na fase de dissipagao apresenta ‘como caracteristica: a) turbuléncia maxima; b) relmpagos somente; ¢) rajadas de vento a superficie; d) corrente descendente somente. * 19- © deslocamento de. ar_produzido por aeronaves dé grande porte e/ou’ muito’ velozes, nas operagies. ‘de pouso e- decolagem, denomina-se: 2) cortante do vento; b) corrente dindmica; ©) convectiva termal; d) esteira de turbuléncia, 20- O ciclo de vida de uma trovoada (estéaios) passa por: a) 1 estagio; ©) 3 estagios; b) 2 estégios; d) 4 estagios. CapituLo XV CépiGos METAR E SPECI AS observacdes meteorolégicas & superficie para fins aeronduticos, elaboradas na Estacio Meteorolégica de Superficie (| 380 apresentadas em dois cédigos: METAT ECT 1. Nome do cédigo a) METAR — Nome do cédigo utilizado’ para a descri¢io completa das condiges meteorolégicas observadas em um —aerddromo;—‘Tem - -sua confecco de hora em hora, nas horas cheias, A quantidade de mensagens durante o dia dependeré do hordrio de funcionamento da estacio _meteorolégica. Logo teré um total maximo de 24 para as estagées H24, um total de 14 para as estages HJ e assim por diante. b) SPECI ~ Nome do cédigo utilizado para a descricSo completa das condicées meteorolégicas quando ocorrerem variages significativas entre 605 intervalos das observagbes regulares, 2. indicader de localidade - estabelecido pela OACI (Organizacio de viago-—Givil Internacional), constituido por quatro. letras, sendo que das quatro letras: a primeira indica uma regigo do globo, a segunda ¢ a inicial do pais que faz parte desta regio a terceira e quarta letras indicam o aeroporto do pais. Ex. S - América do Sul; B - Brasil, GL - de Janeiro) ; A - Argentina; EZ - Ezeiza (Buenos Aires) 3. dia do més @ hora da observagio - 0s dois primeiros algarismos indicam o dia do més da observagso € 05 quatro seguintes, seguidos da letra Z sem espacamento, 0 horério. No METAR seré hora chela; e no SPECI sera a hora da ‘observacio (diferente de 00). Para 0 caso de meia-noite serd usado 00002. Ex: 0615002 (dia 06 15:00 UTC) 4. vento & superficie Normaimente codificado por um grupo de inco algarismos indicando 0 vento médio dos dez minutos precedentes observacdo seguidos da unidade usada (KT). Os trés primeiros algarismos indicam a direcao e os dois ultimos 8 velocidade. a) diregéo - a diregéo € definida como a direcao de onde sopra o vento. E expressa em graus medidos a partir do norte verdadeiro (ou geografico) em trés algarismos, a partir de 360°, codificada de 10 em 10 graus. b) velocidade - a velocidade € dada em nds (KT) sendo a média de 10. minutos de observacdo. £ indicada “em dois algarismos quando abaixo de 100 nds. Vento de 100KT ou mais Se cotlfica ‘Gérii'a letra indicadora ~ Pe informado como P99KT. Rajada — Se Inte os _dez minutos a veloddade’ maxima exceder a velocidade média em 10 KT ou mais, esta’ velocidade “sera” reportada inserindo-se~ 2 letra G (Gusts — rajada), seguida do valor da rajada. &:, 13011KT direc#o 130° com velocidade de Li nds 412005KT alregéo 120° com velocidade de 05 nds O40P9SKT diregdo 40° com velocidade de 100 nds ou mais 36015G30KT direco 360° com velocidade média de 15 nds e rajada de 30 nds Obs. Vento calmo - & considerado assim para as velocidades abaixo de 1né 00000KT Vento variando: quando a variacdo da direcsio do vento for de 60° ou mais, podendo ser codificada de duas maneiras: Direcées extremas: para variacio de 60° ou mais, porém menor de 180° e velocidade igual ‘ou superior a trés nds. 31010KT 280V350 VRB: a)- Para variagao de 60° ou mais, porém menor de 180° © velocidade média inferior a 3KT; ‘VRBO2KT b) Para variacdo de 180° ou mais independente da velocidade. VRB2SKT 5. visibilidade horizontal - & a visibilidade horizontal predominante (180° ou mais do horizonte) € estimada nos 360° do horizonte ao Fedor do ponto de observacéo. Codificada em metros, com quatro algarismos, em incrementos assim especificados: de 0 a 800 metros de 50 em 50m de 800 a 5.000 metros de 100 em 100 m de 5.000 a 9.000 metros __de 1.000 em 1.000 m 9999 visibilidade predominante, sera informada a visibilidade minima quando esta for inferior a 1500 metros ou inferior a 50% da predominante e inferior a 5000 metros METAR SBSP 2312002 21003KT 2000 BR OvC010 20/18 1024 SPECI SBMT 100935Z OOOUOKT 2500 1300S -RA SCT020 BKNO30 15/13 QU018 METAR SBCX 011000Z 27003KT 8000 3800NE BR OVCOIO 10/09 Q1024 6 - alcance visual na pista (RVR) - 0 alcance visual na piste é fornecido nos aerédromos que ‘operam em pousos € decolagens de precisdo. E 0 valor médio dos 10 inutos precedentes a observaciio. Os valores sao fornecides em metros num grupo precedido pela letra R e sio incluidos nas mensagens sempre que for possivel informa los. A letra R pode ser seguida pelo nimero da pista, caso seja necessdrio. E, para o caso de pistas paralelas, aquele numero serd seguido da letra L(left) para indicar a pista da esquerda, R (right) para a pista da direita e C (center) para indicar a pista central. Quando, durante o perioto de dez minutos precedentes a observagc as variagies dos valores mostrarem uma tendéncia ascendente ou descendente, esta serd indicada por "U” (up) ou ™D” (down), respectivamente. Se nao houver qualquer tendéncia significativa, sera usado “N” (no change). Se o alcance visual na pista for maior que 2.000 metros, 0 valor sera precedido da letra Pe se for menor que SO metros, sera precedido da letra M. Ex.: RLO00-RVR de 1.000 m em todas as pistas, do foi possivel determinar a variagdo R10/0800U RVR de 800 metros na cabeceira da pista 10 aumentando: R27L/0500D RVR de 500 metros na cabeceira da pista 27 da esquerda, diminuindo R09/P2000 RVR maior que 2.000 metros na cabeceira da pista 09 R32R/MO0050 RVR menor que 50 metros na cabeceira da pista 32 da direita METAR SBGR 211000Z 21005KT 0100 R09/0200 R27R/0150 R27L/0200 FG OVCO10 10/10 Q1025 7. tempo presente significativo - este grupo indica 2 ocorréncia de fendmeno meteoroldgico na érea do aerédromo, codificado de acorda com a tabela abaixo, Ex. Existe chuva deseritor MI baixo BC banca © PRparcial__| VC vizinhangas ‘SH pancada TS trovoada Fendmenos de tempo #2" Precipitados Nao precipitados DZ_chuvisco SA arcia a [RA “chav FU fu a 'SN_neve HZ. névoa seca | ‘GR: granizo BR_névoa uinida == | GS_granizo pequeno_[ FG sievoeiro 1 Vizinhanga indica uma sitiag3o,ocorrida entre 8 km e 16 km do” ponto de réferéncia do aerédromo. : Ex: METAR SBPA 2318002 21020G30KT .2000 +TSRA, SCTO20 FEWO33CB EKNO80 30/23 quo23 8. nebulosidade - As informagées sobre a quantidade, altura © 0 tipo das nuvens seréo fimitadas 85 nuvens de significado operacional. ~ Nuvens de significado operacional séo todas as, Auvens com base abaixo de 5000 pés (1500 metros) ou nuvens cumulonimbus (CB) ou cumulus congestus (TCU), em qualquer altura. De'acordo com instrucio do DECEA codificam- se no METAR e SPECI nuvens até 10.000 pés. a) quantidade - a verificaco da quantidade de nuvens é feita dividindo-se 0 céu em cito partes iguais ou citavos, para cada camada de nuvem, sendo codificada através das abreviaturas: SKC - Sky clear (céu claro 0/8), nao utilizada FEW - Few (pouca nebulosidade de 1 a 2/8), SCT - Scattered (céu parcialmente nublado ou. nebulosidade esparsa de 3 a 4/8), “BKN - Broken (céu nublado de 5 a 7/8) OVC ~ Overecast (céu encoberto 8/8). * constituem teto altura - corresponde & distancia vertical que separa a base da nuvem da pista. Para fins operacionais de planejamento de véo, a altura da base das nuvens é informada em centenas de és (inctementos de 30 metros) tipo - @ identificacao dos tipos de nuvens é em funco da experiéncia. de quem observa. 62 Somente as nuvens Cumulonimbus (CB) ¢ Cumulus congestus (TCU) so codificadas. Ex: METAR SBMT 211300Z 21005KT 5000 HZ SCTO10 FEWO33CB OVCO80 24/15 Q1019 Obs. > Quando o céu estiver obscurecido, substituindo © grupo de nuvens sera informada a visibilidade vertical através do grupo WV, onde WW indica a visibilidade vertical; ~ Se no existir nebulosidade abaixo de Pes, nuvens CB e TCU, nenhuma restricao na visibiidade vertical e 2 abreviatura CAVOK nao for apropriada, seré usada a abreviatura NSC (No Significant Cloud) 000 9. CAVOK — este termo substitui 0s grupos de Visibilidade, alcance visual na pista, tempo presente e nebulosidade, sempre que as seguintes condigdes ocorrerem simultaneamente. a) visibilidade - 10 km ou mais, b) condigées de tempo - auséncia de trovoada e predpitacdo, ©) _nebulosidade - nenhuma nuvem abaixo de 1.500 metros (5.000 pés) e auséncia de cumulonimbus (CB) ou cumulus congestus (TCU) em qualquer altura, METAR SBMT 311000Z 23006KT 9999 SCTO8O 20/18 Q1018 (errado) METAR SBMT 311000Z 23006KT CAVOK 20/18 Q1018 (certo) 10. temperatura do ar e do ponto de orvalho ~ estas temperaturas serSo codificadas em graus Celsius inteiros ¢ em dois algarismos cada uma separada por uma barra. As temperaturas abaixo de 0°C sero precedidas da letra M (minus). Ex: SPECI SBCT 2500452 OO0OOKT 0100 FG Woo1 10/10 Q1020 LU. presséo - codifica-se 0 ajuste do altimetro (QNH) em hectopascals inteiros e em quatro algarismos, arredondando-se sempre para o inteiro inferior e sempre precedido da letra Q. EX METAR SAEZ 240600Z 04006KT 4200 -RA ®KNO20 01/00 Q1025 12. informacées suplementares a) fenémeno de tempo recente RE (recent): Fendmenos de tempo que foram observados durante a Ultima hora, mas nao na hora da observacao. METAR SBFI 291500Z 21008KT 4800 RA BKNOI8 OVCOBO 25/20 Q1019 RETS b) cortante do vento — ws(windshear) quando for informada por uma aeronave a windshear serd reportada no METAR /SPECI. METAR SBGR 191900Z — 19009KT 6000 SCT020 29/18 Q1015 WS ROO Exemplo de METAR/SPECI METAR __SBGR__1109002. . 03002KT.....0800 ROYO500U R27L/0300N R27R/0800D FG SCTOOS OVCO1O 10/10 Q1019 DECODIFICACAO. SBGR - Local - Aeroporto da América do Sul, Brasil, Guarulhos 110900Z - Dia do més e hora - dia 11 as 09 horas UTC 03002KT - Vento - direc&io 30 graus e velocidade de 02 nés 0800 - Visibilidade horizontal - 800 metros R09/0500U - RVR - 500 m na pista 09 aumentando, R27LJ0900N - RVR - 900 m na pista 27 da esquerda sem variacao. R27R/0800D - RVR - 800 m na pista 27 da direita diminuindo FG = Condicées de tempo - nevoeiro de ‘superficie SCTOOS — nebulosidade - nuvens esparsas ou céu_parcialmente nublado 2 500 pés (150 m) OVC010 ~ nebulosidade - céu encoberto a 1000 pés (300 m) — Teto de 1000 pés (300 metros) 10/10 - Temperatura do ar e do ponto de orvalho - temperatura do ar 10°C e ponto de orvalho de 10°C QU019 - Pressao - 1.019 hectopascals (QNH). XV.1 -TESTES 01- Como se codifica no cédigo METAR ou SPECI in vento com velocidade inferior a 01 né? a) 00000KT; b) CLM; ©) 0000; ) 9999. 02- Codifique no METAR ou SPECI vento com direcao variando de 10° 2 80° e com velocidade de 8 nds: a) VRBOBKT a80vo10; b) OLOVO80 VRBOBKT; c) 04008KT o10V080; d) VRBOSKT.