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UNIVERSIDADE DE LISBOA 

 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO  
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
A ANÁLISE DE CONTEÚDO  
 
 
 
Docente: Hélia Oliveira  
 
 
 
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO  
 
 
Discente: Sónia Cristina Fernandes da Cruz 
 
14­04­2015 
 

Índice  
 
Introdução     2 

 

Descrição do processo de análise de conteúdo     3 / 4 

 

Apresentação e discussão dos resultados da análise de conteúdo     4 / 5 / 6 
Conclusão     7 

 
 

Anexo 1­ Guião da  Entrevista      8 / 9 /10 / 11 /12 
Anexo 2­ Protocolo da entrevista­ Entrevista A      12 / 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18 / 19 /20 /21 / 22 
/ 23 / 24 /25 
Anexo 3 ­ Protocolo da entrevista­ Entrevista B     25 / 26 / 27 / 28 / 29 / 30 / 31/ 32/ 33 / 34 
Anexo 4­ Grelha de análise de conteúdo­ Entrevista A     35 / 36 

 

Anexo 5­ Grelha de análise de conteúdo­ Entrevista B      35/ 36/ 37/ 38 / 39 
Anexo 6­ Grelha de análise de conteúdo comparativa­ Entrevista A e B     40/ 41/ 42/ 43/ 44 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Introdução: 
O presente trabalho desenvolve­se no âmbito da Unidade Curricular de Análise Qualitativa de 
Dados, do 1º ano de Licenciatura em Educação e Formação, no Instituto de Educação da 
Universidade de Lisboa. 
Este trabalho incide sobre a análise de conteúdo de dois blocos temáticos de duas entrevistas 
realizadas no 1º semestre na Unidade Curricular de Introdução à Investigação Educacional. 
Os dois blocos temáticos que foram analisados neste trabalho são: Integração no mercado de 
trabalho/ Profissão (Bloco D) e Identidade/ Visibilidade (Bloco F). 
O objectivo deste trabalho é realizar a análise de conteúdo das respostas dadas pelo entrevistado 
e pelo entrevistado de um outro grupo a escolha dos blocos temáticos que já referi anteriormente. 
Por fim, este trabalho encontra­se estruturado nos seguintes pontos: a presente Introdução que 
consiste numa apresentação geral do conteúdo juntamente com a organização do trabalho; uma 
segunda parte que contém a descrição do processo de análise de conteúdo, tendo como principal 
finalidade descrever a forma como foi realizada a análise de conteúdo das entrevistas, a sua 
análise comparativa dos resultados obtidos: como se procedeu e que aspectos foram considerados 
para a análise de conteúdo das respostas dos dois entrevistados aos dois blocos temáticos das 
entrevistas; como se procedeu a análise comparativa das respostas dos dois entrevistados aos 
blocos temáticos que já referi anteriormente e por fim como se procedeu para realizar a síntese 
das respostas dos entrevistados; a terceira parte do trabalho encontra­se a apresentação e 
discussão dos resultados que consiste na análise das respostas dadas por cada um dos 
entrevistados e a análise comparativa/ Discussão das respostas de ambos os entrevistados; por 
último será apresentado a conclusão, onde é feita uma síntese de análise de conteúdo e uma 
retrospectiva sobre o presente trabalho.   
 
 
 
 
 
 

 

 
Descrição do processo de análise de conteúdo 
Numa primeira etapa, procedi a leitura das entrevistas que foram realizadas  no 1º semestre na 
Unidade Curricular de Introdução à Investigação Educacional quer a que eu tinha realizado quer 
a do grupo que eu selecionei. 
No entanto ao ler a entrevista do primeiro grupo que eu selecionei, deparei­me com a minha 
primeira dificuldade que foi o facto de esta entrevista ter pouca informação relativamente a um 
dos blocos temáticos: Integração no mercado de trabalho/Profissão e a solução encontrada foi a 
seleção de uma nova entrevista. 
De seguida, elaborei várias grelhas para definir as categorias, subcategorias e os indicadores das 
duas entrevistas.  
Para definir essas mesmas categorias e subcategorias baseei­me no guião também ele feito no 1º 
semestre. 
Acabei por fazer apenas duas categorias para ambas as entrevistas que são:  
­O percurso profissional   
­Opinião/Representações sobre a visibilidade em Educação e Formação. 
A partir destas categorias começaram a evidenciar­se divisões em subcategorias. 
As subcategorias que eu escolhi também elas foram baseadas no guião que como já referi foi 
realizado no 1º semestre e são as seguintes: 
­Na categoria do “ Percurso Profissional” na entrevista A defini quatro subcategorias: “Funções 
desempenhadas, “Locais de trabalho”, “ Funções que actualmente desempenha e em que locais”, 
“Dificuldades no exercício da profissão” e “ Perspetivas futuras enquanto profissional”  
­ Na categoria de “ Opinião/Representações sobre a visibilidade em Educação e Formação” na 
entrevista A defini apenas uma subcategoria “ Imagem pessoal dos profissionais em Educação e 
Formação” 
Na entrevista B, como já referi anteriormente, defini as mesmas categorias. 
Na categoria do “ Percurso Profissional” defini 5 subcategorias: “Funções desempenhadas, 
“Locais de trabalho”, “ Funções que actualmente desempenha e em que locais”, “Papel do 
Instituto na sua inserção profissional” e “ Perspetivas futuras enquanto profissional”. 

 

 a subcategoria “ Locais de trabalho”.  Finalmente.  Para a realização da análise comparativa das respostas dos dois entrevistados aos dois blocos  temáticos acabei por fazer também uma mapa conceptual onde comparava os aspectos que eram  semelhantes e diferentes nas duas entrevistas.  Estas duas categorias foram divididas em subcategorias quer na entrevista A quer na entrevista  B.  Primeiramente irei abordar as subcategorias da categoria: “ O percurso Profissional”   O entrevistado A na subcategoria “Funções desempenhadas” desempenhou três funções: “  Formador. num laboratório de aprendizagens e num “banco de tempo” já o entrevistado B.  Para a análise do conteúdo. Coordenador e tradutor” já o entrevistado B desempenhou apenas 2 funções:  “Construtor de guiões pedagógicos e foi coordenador de uma equipa”.­Na categoria de “ Opinião/Representações sobre a visibilidade em Educação e Formação” defini  3 subcategorias: “ Imagem pessoal dos profissionais em Educação e Formação”.  Relativamente. para a realização da síntese das respostas dos entrevistados limitei­me apenas a  comparar as respostas do entrevistado A e as respostas do entrevistado B      Apresentação e discussão dos resultados da análise de conteúdo   A proposta de trabalho apresentada foi que cada estudante realizasse a analise de conteúdo das  respostas dadas pelo seu entrevistado e pelo entrevistado de um outro grupo a sua escolha de dois  blocos temáticos: Integração no mercado de trabalho/Profissão e Identidade/Visibilidade. o entrevistado A trabalhou numa  associação. defini duas categorias para ambas as entrevistas: O percurso  profissional e Opinião/Representações sobre a visibilidade em Educação e Formação.  Ao realizar esta análise comparativa deparei­me com algumas dificuldades. especialmente em  perceber como iria definir as subcategorias e os seus respectivos indicadores.  trabalhou em apenas dois locais na ISQLerning e UNYLEYA.   A amostra foi constituída por dois licenciados em Educação e Formação (antigas ciências da  Educação).     4  . “ Imagem social  dos profissionais em Educação e Formação” e “Soluções para uma melhor identificação da  profissão”.

 a “ Imagem pessoal dos profissionais em Educação e Formação”.  A subcategoria “ Papel do instituto na sua inserção profissional” foi apenas abordada na  entrevista B em que entrevistado diz que o Instituto foi fundamental devido ao estagio que fez  pois permitiu o contacto com o mercado profissional. competências(. falta abordar as subcategorias da categoria: “ Opinião/Representações sobre a  visibilidade em Educação e Formação”  Enquanto na entrevista A foi apenas definida uma subcategoria que é a “Imagem pessoal dos  profissionais em Educação e Formação” na entrevista B foram definidas três subacategorias: “  Imagem pessoal dos profissionais de Educação e Formação”. o entrevistado  diz apenas que gostaria de se manter nas  áreas que mais gosta já o entrevistado B. em que o entrevistado diz que a principal dificuldade é a falta de financiamento.Esta subcategoria incide sobre as funções que cada entrevistado “desempenha actualmente e em  que locais”. enquanto na entrevista A. tal como já referi  anteriormente:     5  .  A subcategoria “ Dificuldades no exercício da profissão” foi apenas definida como subcategoria  da entrevista A. o entrevistado A. em que o entrevistado diz que tal como em todas as profissões o profissional deve  mostrar trabalho.  o entrevistado não pensa muito sobre o “assunto” já na entrevista B.). actualmente faz a tradução de um livro e esta integrado num  projecto do levantamento do patrimonio de arquitectura de Lisboa.   Por fim. Já o entrevistado B.  Relativamente. a ultima subcategoria “ Perspetivas futuras enquanto profissional da Educação e  Formação” . na entrevista A. o  entrevistado refere que “a maioria das pessoas continua a não saber o que é um licenciado em  Educação e Formação”  E a ultima subcategoria da entrevista B diz respeito as “Soluções para uma melhor identificação  da profissão”.  Na subcategoria da entrevista B “ Imagem social dos profissionais de Educação e Formação”. o entrevistado refere a  visibilidade desta licenciatura.  Da análise comparativa das duas entrevistas emergiram duas categorias..  Finalmente. diz que pretende continuar ligado a área do Elearning.. “ Imagem social dos profissionais  em Educação e Formação” e “ Soluções para uma melhor identificação da profissão”. trabalha  na Unyleya como coordenador pedagógico dos cursos.

  Também apenas o entrevistado B referiu a “Imagem social dos profissionais de Educação e  Formação” dizendo que a maioria das pessoas continua a não saber o que é um licenciado em  Educação e Formação.  Ambos os entrevistados referem as suas perspetivas futuras enquanto profissional em Educação e  Formação. na entrevista A.   E apenas o entrevistado B referiu o “Papel do Instituto na sua inserção profissional” dizendo que  o papel do Instituto foi fundamental devido ao estágio que lhe permitiu o contacto com o  mercado profissional. o entrevistado diz não pensar muito nesse “assunto” já na entrevista B.    6  .­O percurso profissional    ­Opinião/Representações sobre a visibilidade em Educação e Formação.   Ambos os entrevistados referem a imagem pessoal dos profissionais em Educação e Formação.   Na entrevista A podemos observar que o entrevistado actualmente desempenha varias funções  como a tradução de um livro.  Apenas o entrevistado A referiu as “Dificuldades no exercício da profissão” dizendo que a  principal dificuldade que encontra e a falta de financiamento.  Em relação ao percurso profissional. no entanto já ambos os  entrevistados desempenharam a função de coordenador. o entrevistado continua a querer fazer as coisas que mais gosta já o  entrevistado B quer continuar ligado a área do elearning. o  entrevistado refere a visibilidade desta licenciatura.  Verifica­se que desempenharam funções completamente diferentes. levantamento do património de arquitectura de Lisboa ao contrario  do entrevistado B que desempenha apenas funções na UNYLEYA como coordenador  pedagógico dos cursos.  na entrevista A. ambos os entrevistados referiram as funções  desempenhadas. funções que actualmente desempenham e as  perspetivas futuras enquanto profissional. o seus locais de trabalho.  Um dos entrevistados já trabalhou numa associação. num laboratório de aprendizagens e num  “banco de tempo” já o entrevistado B trabalhou em duas empresas que são: ISQLerning e  UNYLEYA.

 o entrevistado A. no caso  do entrevistado A e “manter as três coisas que mais gosta” e no caso do entrevistado B é  “continuar ligado a área de Elearnig”   Finalmente.Por fim. já o entrevistado B trabalhou em locais  completamente diferentes como na ISQElerning e na Unyleya .. trabalha na Unyleya como coordenador pedagógico dos cursos..).  desempenharam funções de coordenador. actualmente  o entrevistado A esta a fazer o levantamento do patrimônio de arquitectura de Lisboa já o  entrevistado B. na subcategoria “ Locais de Trabalho”. os dois entrevistados têm percursos bastante diferentes. ambos ambicionam continuar a trabalhar nas áreas que mais gostam. trabalhou em associações.  No que diz respeito as diferenças.  competências(.  laboratórios de aprendizagem e “bancos de tempo”.     7  . observei que apesar de ambos os entrevistados terem tirado a  mesma licenciatura Ciências da Educação. cada profissional deve mostrar trabalho. também ambos os entrevistados na subcategoria “Funções desempenhadas”.  Também na subcategoria “Funções que desempenham actualmente” podemos observar que  também nesta subcategoria.  Em relação as semelhanças foi nomeadamente na subcategoria “Perspetivas futuras enquanto  profissional de Educação e Formação” apesar de ambos os entrevistados terem ditos respostas  bastante distintas. observei também que houve aspectos que foram mais “aprofundados”  numa entrevista do que na outra que é o caso da subcategoria “Dificuldades no exercício da  profissão” na entrevista A e na entrevista B a subcategoria “Papel do Instituto na sua inserção  Profissional”.  Ao longo da entrevista.       Conclusão  Após concluída a análise de conteúdo verifiquei algumas semelhanças e diferenças entre ambas  as entrevistas. também o entrevistado B referiu “Soluções para uma melhor identificação da profissão”  dizendo que como em todas as profissões. tiveram percursos bastante diferentes.  Por exemplo.

 nomeadamente na construção das grelhas de  análise de conteúdo para as entrevistas e na definição das categorias e subcategorias penso ter  conseguido ultrapassado esse problema e ter realizado um trabalho minimamente satisfatório.  Identificar espaços e áreas de actuação dos profissionais de Educação e Formação.  Compreender como perspectivam a sua identidade e visibilidade profissionais.         Anexos       Anexo 1  Guião da Entrevista   GUIÃO DE ENTREVISTA SEMI­DIRETIVA A UM PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO E  FORMAÇÃO    TEMA: Espaço de Intervenção Profissionais de Educação e Formação.  Recolher dados sobre a actividade dos profissionais de Educação e Formação e as ​ funções que  desempenham. Percurso Académico e  Profissional    OBJETIVOS GERAIS:  Caracterizar percursos académicos de profissionais de Educação e Formação. falta referir que apesar de ao início ter bastantes dificuldades em  perceber o que era pretendido para este trabalho.      TÓPICOS PARA O  BLOCOS  OBJETIVOS  FORMULÁRIO DE  NOTAS  TEMÁTICOS  ESPECÍFICOS  PERGUNTAS    8  .  Este trabalho permitiu­me perceber  a grande versatilidade do curso e as suas saídas profissionais  como também perceber como se procedia a análise de conteúdo de uma entrevista.Para concluir este trabalho.  Perceber como os profissionais de Educação e Formação avaliam a formação que lhes foi  proporcionada pela universidade.

     Conhecer o percurso  académico do  entrevistado.   Auscultar razões da  decisão por esta área  de estudos.A   Legitimação da  entrevista   B   Percurso Académico  anterior à ​ formação  universitária    Informar o  entrevistado sobre a  temática e a finalidade  da entrevista     Sublinhar a  importância da  participação do  entrevistado para o  sucesso do trabalho.     Motivar o  entrevistado.     Garantir o anonimato e  a confidencialidade  das informações  prestadas.    Pedir autorização  para gravar a  entrevista   Proporcionar ao  entrevistado um ambiente  que lhe permita estar à  vontade e falar livremente  sobre os seus pontos de  vista   Que razões o/a  levaram a entrar na  licenciatura em  Ciências da  Educação?     Como foi o seu  percurso escolar até à  entrada na  licenciatura em CE?    Razões da escolha CE   Percurso escolar até à  entrada na universidade     9  .     Referir a  disponibilidade para  fornecer os resultados  do trabalho.

Conhecer a opinião  acerca da  licenciatura/mestrado  em Ciências da  Educação     Perceber de que forma  é que os licenciados  avaliam a formação  que lhes foi dada na  faculdade     Obter elementos para a  caracterização do  estágio   C   Licenciatura   (ou mestrado e   Licenciatura de 3  anos)   Recolher informações  que permitam  D   identificar os espaços  Integração no  onde se desenvolve a  mercado de trabalho/   acção do profissional  Profissão   de Educação e  Formação     Quais as expectativas  que construiu no  início do curso?     Como evoluíram  essas expectativas?     Actualmente. no caso dos  licenciados de 5 anos e de  mestrado no caso da formação  actual     Importância do  estágio/avaliação     Competências adquiridas  durante o estágio   Caracterização do percurso  profissional     Balanço das dificuldades e  formas de as ultrapassar     Caracterização da área de  intervenção     10  . como  avalia a formação que  lhe foi proporcionada  durante a  licenciatura/mestrado ?     Quais os pontos  fortes?     E quais os pontos  fracos?     Que aspectos não  foram contemplados  no curso e pensa que  deveriam ser?     Como tem tentado  superar as lacunas da  formação inicial?     Que importância teve  para si a escolha da  área de  especialização?     Qual o contributo do  estágio no panorama  geral da sua  formação?     Pode falar­nos um  pouco do seu  percurso profissional?     Ao terminar o curso.  quais as dificuldades  que encontrou na  Processo de adaptação à  faculdade     Avaliação da formação dada  pela faculdade   Pontes fortes e fracos da  licenciatura/mestrado     Competências adquiridas na  licenciatura/mestrado     Relação teoria/prática     Sugestões para uma alteração  curricular     O que deve proporcionar a  formação inicial/o que  proporcionou     Processo de decisão para  escolher a área de  pré­especialização.

 que outro tipo  de formação tem  seleccionado?     Que razões o/a têm  levado a optar pela  formação?     Que relação tem essa  formação com a  formação inicial?     Que relação tem essa  formação com as    Funções desempenhadas     Obstáculos/dificuldades     Satisfação profissional/opinião     Competências aprendidas no  mundo do trabalho   Sobre a profissão   Local de trabalho /local de  aprendizagem     Expectativas sobre a profissão   Tentar apreender se  existe um projecto de  formação próprio e  como ele se liga com a  formação inicial e com  as funções que o  trabalhador  desempenha     11  .Recolher informações  que permitam  identificar as áreas de  intervenção do  profissional em  Educação e Formação   Conhecer os percursos  de formação contínua     Identificar linhas  orientadoras dos  projectos de formação   E   Formação ao longo  da vida   inserção no mundo do  trabalho?     Qual o papel da  faculdade na inserção  profissional?     Quais os locais onde  tem trabalhado?     Que tipo de funções  tem exercido?   Actualmente que  funções desempenha  e em que local?     Quais as principais  dificuldades com que  se tem deparado?  Como as ultrapassou?     Como se sente  enquanto  profissional?     Quais as suas  perspectivas futuras  enquanto  profissional?       Após a sua formação  inicial.

      12  .  como são vistos os  dos profissionais em  Educação e Formação  pela sociedade em  geral?     E pelos  empregadores?     E no seu local de  trabalho?     O que pensa da sua  actividade  profissional?     Considera­se um(a)  profissional em  Educação e  Formação? Porquê?     Que poderá ser feito  para que se passe à  identificação com  uma profissão?     O que tem sido feito  nesse sentido?     Deseja acrescentar  algum aspecto que  não tenha sido  contemplado nesta  entrevista?     Reconhecimento da  formação superior  especializada em  Educação e Formação     Identificação com uma  profissão     Visibilidade da  formação em Educação  e Formação/Ciências  da Educação     Como a promover   Locais / funções  possíveis   Propostas de mudança   Organizações             Agradecer a  colaboração.F   Identidade  /visibilidade   G   Finalização da  entrevista   Reconhecer a imagem  social dos  profissionais em  Educação e Formação     Captar a existência de  sentimentos de  identificação com uma  profissão     Identificar a existência  de organizações  agregadoras dos  profissionais em  Educação e Formação     exigências do  mercado de trabalho?     Que expectativas tem  de continuidade da  sua formação?     Em seu entender.

  Entrevistador (E) – Ana Rita Dias. depois o resto foi cá em Portugal. depois entrei na primária em Portugal.     S ­ O meu percurso escolar? (pausa) olha.  Data e hora: 18­12­2014; 18:30h.    Anexo 2  Protocolo da Entrevista­ Entrevista A    Entrevista a: Uma licenciada em Ciências da Formação. quando entrou para 10º ano?       13  .  Transcrito a: 19­12­2014.  Entrevista nº1. pela faculdade de psicologia e ciências  da educação da Universidade de Lisboa.  Local: Espaço Fá.     E ­ E que curso é que escolheu ahh.     Bloco 1     E ­ Ahm.  Transcrição por:    Ana Rita Dias;  Bibiana Baptista;    Renata Batista;    Sónia Cruz.  Entrevistado (S) – Irene Santos. na altura ainda se  chamava primária. foi bastante variado porque eu comecei com o  pré­escolar em França. queríamos começar primeiramente por conhecer um pouco do seu recurso escolar até à  entrada no curso. e em Portugal. depois tive em Moçambique.

 portanto.     E ­ Ah ok.     S ­ Aaa. (pausa).    14  .     E ­ E com que intuito é que entrou para esse curso.     E ­ Mais para as ciências.     S ­ Ainda. portanto. era capaz de tirar biologia. escolher o curso de  ciências da educação?     S ­ Olha. botânica (pausa). quando terminou o 12º a levaram aaa. eu não sei porque eu não vou. letras. já que era tão abrangente?     S ­ Quer dizer. assim. artes e saúde ou ciências biológicas. não.S ­ O curso? Saúde.     E ­ Pronto.     E ­ E que razões é que.     S ­ Se calhar não se chamava ci. Mas eu sei que eu queria  trabalhar na área da educação mas que não fosse ser professora. Eu não vos sei dizer  como é que cheguei a essa conclusão mas eu lembro­me dee. era desporto.     E ­ Saúde? Uma área muito diferente da atual. não vos sei explicar isso. de dizer isto. é que agora o curso de saúde é muito específico mesmo para saúde. não tem muito a  ver com ciências.     S ­ Pois na altura era mais. aaaa. era a área de ciências. eu não era muito virada para a literatura (pausa) e gostava muito da biologia. ainda gosto muito. posteriormente.

 hoje em dia.     S ­ Eu na verdade.     E ­ A senhora não tinha bem a noção. porque eu não me lembro de fazer um  percurso de pesquisa. então ela foi à procura. Enfim. depois eu já  não queria aquilo.     E ­ Também é uma das razões pelas quais as pessoas. coitada. (entrevistador diz sim sim e ela prolongou a frase) mas  que não queria ser veterinária.  também é essa. foii. mas quero trabalhar na educação. eu acho que foi a minha mãe que andou à procura. então do que é que queria?     S ­ Pois eu lembro­me que um dia resolvi que queria ir estudar o comportamento dos animais.  porque eu gostava das ciências. Aaa e quais eram as expectativas que a senhora tinha antes de ingressar no curso. o que ela encontrou. não é?. entram no nosso curso.     E ­ (Ri) Ok. (pausa) porque eu  inventava assim umas coisas que eu queria e ela depois andava à procura.  expectativas em relação à faculdade?       15  . foi muito simpática comigo.   E ­ E como a senhora anteriormente referiu que o curso era muito pouco reconhecido. eu não quero ser  professora. eu acho que ela sofreu. não sei.     E ­ E resultou então em ciências da educação. como é  que teve acesso?     S ­ Também não vos sei dizer. lembro­me de pensar sobre o assunto e de dizer: não. (pausa) depois lá descobriu.     S ­ Eu acho que foi isso. ta/andava muito  preocupada comigo e com o que eu ia estudar.

 outras referências. com adultos. Eu sei  lá o que é que o curso iria ser que encontrei. que é a relação com a prática.     E ­ Pronto.     E ­ Pronto.  melhoraria?     S ­ Eu lembro­me que na altura uma coisa que eu criticava era que tava muito focado sobre a  educação escolar (pausa) e (pausa) que eu queria abordar outras formas. então a sua sugestão passava por abordar áreas que não fossem tao específicas com a  escola e com a família. eu acho que já na altura que. aaa. já lá vai. durante a licenciatura.  outras.S ­ Uui. eu acho que já na altura (pausa) aaa (pausa).     E ­ Ee. mais de 20 anos. eu acho que já na altura eu achava  uma coisa que eu acho que hoje em dia tá mais grave. E era muito. com não sei o que. mas lembra­se mais ou menos das disciplinas e das matérias lecionadas?     S ­ Sim. os pontos fortes.  nós todos lidamos com crianças.  então. então atualmente como é que avaliava essa formação. era muito ou a escola ou a família. por  exemplo os pontos fracos.     S ­ Não sei se vocês têm a noção de que já passaram 20 anos. para mim. olhando para o plano curricular. (pausa) Eu  acho que quem trabalha educação pode começar a trabalhar em educação mesmo (pausa) sei lá. não sei. Eu acho  que esse primeiro é o ponto central. em termos de criticar. circulava entre os dois polos. nós ensinamo­nos uns aos    16  . Mas eu queria pensar noutras estruturas.     E ­ Não tem assim uma pequena noção? (pausa)    E atualmente consegue avaliar (interrompida). espaços de educação. de uma forma gera. certo? Não tem mais nenhuma? (pausa 10s)     S ­ Depois. o que é que hoje.

 Não tava confusão nem baralhada. eu acho que é  muito importante a teoria. como é que escolheu a área do seu mestrado? Já tinha  umas ideias mais claras?     S ­ Eu não tava baralhada.     E ­ Uma conjunção entre os dois. Mas isso não tem a ver com (es)tar confusa.  Eu gosto muito de estar com o campo aberto. (pausa)     E ­ Aaa. Qual foi a área que escolheu para fazer o  mestrado?     S ­ Eu fiz mestrado na área de formação de adultos. Mas aaa. depois em    17  . então a sugestão é passar mais da teoria para a prática.     E ­ Pronto. portanto?     S ­ Aaa. não.     Bloco 2     E ­ De seguida iremos passar mais para o seu mestrado. tava um pouco confusa. Tava era  com um campo aberto.outros coisas e acho que nós podemos e devemos (acentuação no “e devemos”) ir exercendo.     S ­ (Pausa) Aaa. Eu quero aquela área e vou­me aproximar e depois  aos poucos eu é que lhe vou dar forma conforme aquilo que aparecer.     E ­ Pronto. como é que se deu esse processo de decisão. quando entrei para o curso? Não. mas o meu tema foram crianças. e  isso alimenta­nos a nossa reflexão porque torna­nos o nosso projeto de estudo muito mais rico. eu acho que ela fica enriquecida se a prática também for aumentada. sim. tinha um tema e tava aberto. visto que a senhora quando entrou para a  licenciatura estava um pouco baralhada. não quer dizer que seja diminuir a teoria (Rita diz sim sim sim).

 depois de fazer o curso. “o que eu acho é isto. fuii. sobretudo cabo verdianos. percebi que o trabalho importante. Não sei se vocês trabalham com  miúdos. e… Não havia problemas de  aprendizagem prrr. e é uma situação que é muito diferente daquilo que eu  vivo no quotidiano e foi um grande desafio e ao mesmo tempo toda a gente fala muito sobre isso. mas isso não tinha nada a ver com a capacidade de  aprendizagem.  toda a gente tem opiniões. e dar­se por isso. Também havia guinienses. o ano letivo começa no Outono e a gente atravessa o Outono e o Inverno e    18  . euu. havia ali uns bairros que tinham sido construídos  por emigrantes cabo verdianos. era nas Portas de Benfica. então as crianças não aprendem porque gostam. o mestrado foi um bocado uma. mas a gente. Aquele bairro é assim.relação ao mestrado. a  comunicação social fala muito e por exemplo. Portas de Benfica…  Vocês conhecem? Já ouviram falar?     E ­ Eu não conheço. a comunicação social fala muito de crimes e de  não sei quê e tatata. E eu no meu quotidiano não vi isso. Ou seja. (aaa). E eu fui  trabalhar para uma associação lá.     E ­ Tinha uma quinta?     S ­ Como?     E ­ Não? A quinta das Fontainhas?     S ­ Não. não. o que eu acho é aquilo”. pronto e é uma coisa um bocado confusa  porque eu trabalhava com os miúdos. Juntou­se uma oportunidade com uma  necessidade. Havia algumas situações de pobreza importante; algumas  situações de precaridade de vida importante. trabalhava com as famílias. assim por aí além. o investimento importante da  nossa parte. é um bairro que foi…. toc toc toc. um bairro na altura chamado Fontainha. fazia desabrochar assim os miúdos. eu fui trabalhar numa associação em…  Num bairro. ali nas Vendas Novas. as  crianças aprendem por lá.     S ­ As Fontainhas já não existem. E sobretudo. mas já ouvi falar. pronto.

 assim. quer dizer.     E ­ Pronto. e portanto de ler coisas  e fiquei com vontade de estudar.     E ­ E no que é que consistia esse trabalho?     S ­ O. Parecem flores  mesmo. e ao mesmo tempo o facto de tar ali proporcionou­me a  possibilidade de estudar. de seguida iremos focar­nos mais na sua entrada no mercado de trabalho. uma  espécie de esqueleto do meu pensamento. foi um trabalho de campo.06) e agente. e portanto juntou­se um bocado das duas coisas: o de ter vontade de  perceber o que era a realidade que eu vivia e destacável daquilo que é o ruído todo. ruído todo da comunicação social. toda a gente  tem muita coisa a dizer. foi pesquisa.     R ­ E pode dizer qual foi o contributo que essas experiências tiveram para a sua formação geral. de repente os miúdos desabrocham.     R ­ Pronto. e portanto me aproximar da  faculdade.  por assim dizer?     E ­ Imenso! Imenso porque permitiu­me construir o meu. E perceber como é que funcionava este tal crescimento  das crianças. mas quais eram as suas expectativas em relação ao mundo do trabalho  quando viu o seu curso concluído?       19  . tive a oportunidade de trabalhar no projeto de investigação e. passado algum tempo  (aaa). Já referiu  algumas experiências. fez um estágio. Ou não?     S ­ Eu. e a gente vê todo o trabalho que tivemos a fazer. Bom posto isto. a minha forma de pensamento. Na altura era a faculdade de psicologia e ciências da educação. e a seguir ao mestrado.a gente vai passando (9. acompanhei no fundo três turmas. conseguir separar­me deste. foi de observação de… Fiz observação e fiz entrevistas a crianças em dois bairros. ou ainda durante este. e distinguir. fiz na  Cova da Moura e fiz na Portela e portanto acompanhei.

 ou seja. Isso no fundo abriu uma  nova etapa da minha vida que foi juntar vários trabalhos ao mesmo tempo: trabalhar em  formação (aaa) e trabalhar em projetos. houve uma parte do estágio que eu fiz. muitas vezes. têm  esta coisa da precaridade. eu sempre  trabalhei com miúdos. Desde adolescente que eu sempre lidei muito com. que eu trabalhava bem com os miúdos. sem ser em férias. Como os nossos trabalhos. a coisa aconteceu muito naturalmente. nas férias. nessa associação e eles aí viram que eu trabalhava. e portanto eles viram que eu me  dava bem com os miúdos e viram que eu me dava bem com as famílias. trabalhava em colégios. não é? E durante o estágio houve  assim algumas atribulações e portanto houve coisas que me correram bem.S ­ Olha. trabalhei muito com  miúdos. Ou seja. pronto. Que há pessoas que ficam  assustadas. não é? E que eu me dava bem com as famílias e portanto eles depois precisaram  muito e chamaram­me. não.     E ­ E ficou ai quantos anos? Como é que foi o seu percurso profissional a seguir a essa  experiência até hoje?     S ­ Então eu tive lá com os miúdos durante três anos e depois ao fim desses anos (aaa) por um  lado esta associação desenvolveu um curso para jovens destes bairros para trabalharem com  crianças. com miúdos (aaa). depois a gente entra  em drama ‘ai porque é que isto não corre bem? Porque não sei o quê e tal? Será que vou  conseguir? E às tantas conseguem. que eu me dava bem com os  miúdos.     S ­ E… E depois houve uma. que é aquela coisa de  (es)tar num bairro que era diferente. portanto foi dado formação sobre o desenvolvimento infantil e sobre o trabalho com  crianças e simultaneamente fui trabalhar num projeto de investigação. dentro do curso da licenciatura.     E ­ As dúvidas normais. portanto.  foram assim três áreas que eu fui juntando sempre. são trabalhos que a gente ganha a recibos veeerdes e não sei    20  . não me assustava. de intervenção e trabalhar também em investigação.  desse bairro. quando terminei o curso nós tínhamos o  estágio integrado dentro do. É que eu já tinha prática anterior.

 digamos assim escolar. que têm dinheiro. a gente tem  que se mexer... temos que estar presentes. quando houver trabalho nós podermos entrar. que me ajudou. pronto.  comunitário. (pausa) E eu vou dar duas horas ou três a outra pessoa  e não tem que ser a esta que. educadores eee. A ideia é ali é termos tipo zero e  portanto estarmos sempre a trocar. num espaço chamado laboratório de aprendizagens..     S ­ Um banco de tempo é como se fosse uma associação (aaa) e é. Então a ideia é que são trocas de  serviços. tem tempo. (pausa). Lá havia toda uma dinâmica a desenvolver com professores:  era um espaço de encontro entre professores.. se calhar.. (pausa) E então desenvolvemos aí vários projetos.  digamos assim (aaa) em que as pessoas se inscrevem. No fundo a ideia do banco é mesmo a  ideia dos bancos.  podem ser trocas em grupo e eu.  portanto propor projetos etc. normalmente o serviço que nós prestamos é dentro de uma área    21  . se eu preciso de ajuda para … (pausa). Mas também com a  comunidade e de fazer ligações entre o espaço. só que a gente em vez de ter dinheiro. Arrumar a minha estante  dos livros. temos que participar em encontros.. estabelecer  contactos com instituições etc. Pronto. que a gente quer ter muito. imaginemos que eu sei  fazer napperons.  o banco do tempo vai me dar. e portanto por exemplo. e o espaço não escolar. no qual um foi muito importante. (pausa) Trabalhei lá sete anos. a gente vai ter que mexer­se. a gente nunca tem aquele trabalho que é só um. Por exemplo.. Então paga­se em trocas individuais. mas em que a moeda de troca é sempre o tempo. (pausa) que infelizmente vai acabar  eee. que é. entããão. é uma chamada plataforma. vai uma pessoa a minha casa e teve a  ajudar­me durante duas horas… Ou três. eu peço ao banco de tempo uma pessoa que me ajude a fazer essa tarefa e… (pausa). não.. uma relação de trabalho com essas  instituições para quando houver. sei lá. depois entretanto entrei a trabalhar na Câmara de  Cascais. quando haver. e em vez  de ser uma coisa que acumula. e a ideia é que as pessoas troquem  serviços. A ela se calhar  interessa­lhe aprender a andar de patins (pausa). Porque se calhar.  porque eu criei desde início e coordenei até 2013 foi um banco de tempo. fornecer essa pessoa e. Vocês já  ouviram falar nos bancos de tempo?     E ­ Muito sinceramente não. (pausa) e termos relação.quê. mas se calhar a ela não lhe interessa nada os meus napperons.

 Entre elas. que se chama Ivan  Illich. eu sei tocar piano. Eu sei. foi muito  um banco de tempo com esta base de troca de saberes. E a  formar professores! Tivemos uma miúda de dezoito anos a ensinar professores a fazer origamis. eu  sei. ou o ciclo da lã… Havia assim uma série de coisas.  Tínhamos um miúdo com doze anos que jogava xadrez com um senhor mais velho e temos muita  gente nova a ensinar informática aos mais velhos; temos os mais velhos a ensinarem. início do século XX (pausa) eee estou    22  . que se desenvolveu ali. eu sei fazer surf. no fundo. outros que sabem menos… Que é muito  aquilo que a escola marca! A ideia ali… Eu espero que vocês encontrem no vosso (pausa) no  vosso percurso agora de formação. sei lá. um pedagogo que é muito importante. tudo o que a gente possa imaginar. não é? Que há uns que sabem mais. e portanto quando alguém fosse aprender não tinha um  professor. aos mais novos. E ele fez uma crítica feroz à escola. (aaa) orientar­me na montanha.  Atualmente olhem em 2013 fiz a tradução de um livro de port. por  exemplo a tricotar. ele é europeu. que a gente. uma lista de  pessoas e dos saberes que elas sabem. Ivan Illich trabalhou muito no México. Pronto. Pronto  e…     E ­ E atualmente?     S ­ Atualmente (es)tou assim num período de transição.francês para português com uma  senhora velhota (pausa) ahhhh estou atualmente a fazer um levantamento do património de  Lisboa de arquitetura entre o século XIX e o século XX.de uma coisa que a gente conhece: eu sei falar inglês. E nós depois  conseguirmos estabelecer essa troca de saberes com as escolas e com professores e portanto pôr  pessoas que não tinham nada a ver com educação. eu sei pintar unhas. já não me lembro de que país…  Acho que era do… Do México e não sei quê. E portanto organizar espaços de trocas de  saberes.. Pronto. E portanto (pausa) com idades variadas. tinha vários professores disponíveis. Eu (es)tou a dizer isto porque  efetivamente isto tornou­se um espaço muito interessante de troca de saberes. eu sei (pausa) organizar  viagens. eu sei cozinhar.. e a proposta  dele era que o sistema público fosse um sistema (pausa) que organizasse. e eu acho que o banco de tempo.. não é? E uma coisa que eu acho muito interessante é que retira a ideia  de hierarquia.  E então inverte­se a coisa. a trabalhar com as escolas..

 e pronto que é muito feito por arquitetos  (pausa) e os arquitetos têm uma visão muito especial da coisa porque a cidade é feita por nós. a gente aprende e o que nós e  o que nós aprendemos faz­nos pensar para quando formos fazer a seguir já repensamos como é  que vamos fazer a cidade. há duas coisas neste momento que é (pausa) as áreas. sobre o urbanismo (pausa) fazendo ligação à  comunidade portanto ter uma perspetiva mais de interação.prestes a ir passar uma temporada em França trabalhar num centro (pausa) de urbanismo. de debate etc. (pausa) ahh que também trabalham muito à base destes  projetos financiados pela comunidade europeia têm o mesmo problema. mais pedagógica com as escolas  também mais participativa (pausa). (pausa) para todos nós que trabalhamos nestas áreas (pausa) é uma área sempre  difícil porque há projetos que terminam e depois não se sabe quando vão começar (pausa) as  instituições também associações etc.     E ­ E quais são as dificuldades que têm encontrado agora nesta fase atual da sua vida. eee que  é um centro. diz que no fundo nós vivemos em conjunto (pausa) e a  ideia de cidade é menos a ideia de cidade de Lisboa. quadro comunitário e não sei que que define os financiamentos e os programas  para períodos de quatro anos (pausa) cada vez que passem quatro anos ficamos a espera do que  vai acontecer a seguir e portanto há ali um período de interrogação que não sabemos o que vai  acontecer a seguir (pausa). como referiu anteriormente?     S ­ Bem. a vida em conjunto portanto e ali é muito a ideia deee (pausa)  trabalhar este espaço de debate sobre a cidade. e depois temos em  Portugal. visto que  ta ainda numa fase de transição. um espaço de encontro. temos esta coisa particular que é a área social de intervenção que é muito cortada pelos  financiamentos (pausa)    23  . esta área que é muito social  (pausa) projetos de intervenção (pausa) em áreas vulneráveis ah são muitos projetos que são  financiados pela comunidade europeia (pausa) e a comunidade europeia tem aquilo a que se  chama o QREN. do Porto ou não sei que mas é a cidade de  vida em conjunto e nós fazemos coisas e quando a gente faz coisas. há um período sem financiamento portanto é um período assim meio  complicado. é  um conceito muito bonito que se chama cidade educativa (pausa) que é de um pedagogo  importante também que é o Paulo Freire.

 sim. eu gosto de Lisboa. à imensa coisa para fazer no mundo. eu neste momento não (es)tou a receber dinheiro (pausa). (pausa)     E ­ E durante essa formação. formação de adultos etc. a senhora atualmente sente­se realizada como profissional?     S ­ Quer dizer. o trabalho que (es)tou a fazer é voluntário (pausa) ahhh é voluntário  porque é uma causa que gosto. No sentido  que contribui para a sua presença lá? (pausa)     S ­ Quer dizer. ensinam    24  . e elas foram (pausa)  e elas são lideradas.   E ­ Essa é então a sua maior preocupação? (pausa)     S ­ Ahhhh. têm algumas pessoas que são presenças chaves (pausa) que têm uma maior  intervenção própria mais do que eu concordar ou não. coisas muito interessantes (pausa) e  pronto o que é preciso é ir encontrando essas coisas (pausa) e fazendo. não tem nada haver (pausa) foram  coisas muito distintas. têm a área das organizações. o cursoo. eu acho que a gente tem de pensar no que é que nos faz feliz (pausa) porque  trabalho à muito. embora eu aproximei­me deles porque é uma área de interesse minha  (pausa) e portanto é a tal coisa a gente acha as coisas não é por acaso porque nós temos áreas de  intervenção. o meu curso foram fundamental algumas pessoas.. eu neste momento  (es)tou desempregada. (pausa). falta é dinheiro.     E ­ Então. é pensar quee nós existimos e a nossa  formação atravessa a formação delas (pausa) portanto elas desenvolvem um trabalho. são duas coisas  distintas (pausa) pronto eu acho que é preciso aprender a viver com pouco (pausa) são de facto  coisas distintas. qual é que acha que foi o papel do instituto? (pausa). quer dizer trabalho não falta (pausa). pessoas (pausa) ahhh  e pessoas quee criaram (pausa) ahhh pessoas que desenvolveram muito algumas áreas e quee  (pausa) desenvolveram áreas e que ensinaram dentro dessas áreas quee vocês tem por exemplo:  história da Educação. neste momento este levantamento do  património (pausa) e esta relação com o urbanismo em França.

 pessoas que se  encontram. mínimo uma vez por mês. já falou que tinha ideia de agora ir passar uma temporada para França certo?   Quais e que são. eu acho que isso é o mais importante. antigas  ciências da Educação são vistos pelas sociedade em geral? (pausa). da psicologia (pausa) agora vou trabalhar com arquitetos e urbanistas e (es)tou feliz  por essa mistura. um pouco o seu parecer sobre os profissionais da  Educação?  Por exemplo. o que seja para ler  coisas. pra apresentar trabalhos. no seu entender o que acha que os profissionais da Educação e Formação. uma vez por mês. iremos tentar perceber. sei que começam a dizer ah não sei quê a educação nho nho.esse trabalho e depois não quer dizer que a gente siga tudo aquilo que elas dizem.  investigação (pausa). discutir o que fazem. eu não penso nisso (pausa) hmmmm (pausa) quer dizer  isso faz­se na base do trabalho que a gente faz e que a gente sente. mas o facto de  elas levarem a cabo coisas que elas acreditam. não é uma questão. as suas expectativas futuras? As metas que ainda pretende alcançar a nível  profissional?     S ­ (pausa) Olha eu gosto da ideia de manter várias áreas em simultâneo. (pausa)     E ­ E quais. mas sei lá eu    25  . várias áreas de trabalho  (pausa) eu acho muito importante estar ligada a grupos de reflexão (pausa). formação. eu acho que isso é muito importante  (pausa) eee eu gosto de estar ligada a universidade também por causa disso (pausa) eee portanto  as minhas expectativas e puder manter estas três coisas que é: intervenção. Na sociedade em geral ou  nos trabalhos que já executou?     S ­ Essa para mim. apresenta como é que a gente  consegue entrar em relação com os outros em termos de trabalho (pausa) eu não penso nessa  categoria “ciências da educação” (pausa) quer dizer eu sempre trabalhei muito com pessoas da  sociologia. uma vez por semana.     Bloco 3     E ­ De seguida. pronto.

 ou no seu caso das  ciências de educação avaliam a formação que lhes foi proporcionada pela universidade. exato. com os ah…  seguintes objetivos: Caracterizar os percursos académicos de profissionais de educação e de  formação. não há problema. sempre estudei muito psic.    26  . ah… perceber como os profissionais da educação e na formação. portanto não existe fronteira (pausa). tudo bem. Mais uma vez obrigada pela colaboração. vocês e nós. mas também não entro nessa conversa de discutir.também tenho as minhas reservas em relação à psicólogos e não sei que e ainda bem que eu sou  das ciências da Educação..  identificar os espaços e áreas de atuação dos profissionais de educação e de formação e recolher  os dados sobre a entrevista dos profissionais e compreender a sua perspetiva e… e da identidade.     E ­ Pronto.  Entrevistador 1 – Ah… Devo garantir que esta garante o seu anonimato. eu não  identifico essa fronteira (pausa) gosto muito de psicologia e sociologia   (pausa) sempre estudei muito psicologia.. Então eu queria basicamente saber quais são as razões  que a levaram a entrar na licenciatura de ciências de educação.  e da identidade…    Entrevistado – exato.   Entrevistador 1 – … mas pronto. ah… nós queríamos fazer­lhe uma entrevista. e era isto.ah sociologia agora (es)tou  a começar urbanismo (pausa).        Anexo 3  Protocolo da Entrevista­ Entrevista B  Entrevista  Entrevistador 1 – Filipa  Entrevistador 2 – Raquel     Entrevistador 1 – Boa tarde. simplesmente  vai ser gravada…  Entrevistado – claro que sim.

 ou seja. ah… fiz o 12º ano em… na área de  cientifico ou natural. entrei em ciências da educação e pensei que dentro das  ciências da educação depois podia fazer o primeiro ano e depois talvez tentar mudar para  psicologia. ah… e daí ter  efetuado as provas de ingresso nesse sentido. ah… o que não se veio a verificar. ou seja. ou seja. ou seja. normalmente as pessoas vêm da área das letras. muito bem. ah… escolhi… coloquei em segundo lugar as ciências da educação.  ah… para entrar e acabei por entrar em ciências da educação. a minha primeira escolha não foi  ciências da educação embora depois. ah… fui um    27  . não sabia muito bem quais seriam. muitas  vezes não de uma área ligada às ciências. logo ao início.  Entrevistador 1 – e como é que foi o seu percurso escolar até a entrada na licenciatura de  ciências da educação?   Entrevistado – bom.  Entrevistado – ok.     Entrevistador 1 – e… ah… quando entrou no curso quais era as expetativas que tinha  logo ao inicio?  Entrevistado – bom. não é?! fui um bocado às cegas. comecei a tomar gosto pela licenciatura e decidi continuar e  abandonei a ideia de passar para psicologia. pronto. hm… como já referi mas não tive média suficiente. ah… sendo que por volta do 11º / 12º ano apercebi­me  que gostaria eventualmente de seguir. vi que tinha diversas disciplinas de  psicologia e… como tal foi essa uma das razões que me levaram a inscrever no curso. digamos assim. a minha primeira  escola foi psicologia. isso é o que acontece muitas vezes com colegas nossos. mas a minha formação base é na  área das ciências. ah… expetativas sinceramente não… não sabia muito bem aquilo que  ia. hm… uma carreira ligada à psicologia. então a principal razão foi não ter entrado em psicologia.  ah… como não entrei em psicologia. por exemplo as saídas profissionais no futuro ou  como é que seriam. eu iniciei a licenciatura em ciências da  educação. comecei a gostar.  ah… ciências de educação sinceramente não foi a minha primeira escolha. como é que estaria estruturado o currículo de toda a licenciatura. tenha gostado.  Entrevistado – pois exatamente.   Entrevistador 1 – pois exato. ou seja. a  candidatar­me a entrada. ah… e… por me parecer na altura que ciências da educação tinha algumas  disciplinas que se tocavam. eu não sabia não sabia muito bem ah… no que é que  o curso consistia. ah… o meu percurso escolar. exatamente e foi o que me aconteceu a mim. não vinha.

 pronto foi mais isso. ah… a formação. preparou­nos  para muitos desafios que nós de fato depois viemos encontrar no mercado de trabalho. foi mais por aí. ah… eu acho que a formação foi… que nos foi proporcionada foi  bastante relevante. não é?! Em contexto  de trabalho. ou seja. ah… porque nos preparou de facto para o mercado de trabalho. sim. se calhar não ficariam tão bem preparados. sim ah… como avalia a formação que lhe foi  proporcionada?  Entrevistado – pronto. efetuei  os cinco anos de licenciatura.pouco às cegas. não è?! Ah…sendo que o nosso último  ano. ou seja. eu sou do período pré… pré Bolonha. para  explorar uma serie de vertentes das ciências da educação. que  posso referir é que muitas vezes ah… e isto sente­se especialmente nas disciplinas mais teóricas  embora eu compreenda que a teoria é a base da prática é o que sustenta depois a prática no  terreno. não é que exista propriamente pontos fracos. mas muitas vezes. depois com o passar do tempo então fui­me apercebendo quais seriam as saídas  profissionais e fui começando a ganhar algum gosto. o que é  que vocês atualmente se optassem por fazer a licenciatura. porque na altura a licenciatura era cinco anos. não se encontra em  correspondência entre a teoria e depois a prática que nós levamos a cabo no dia­a­dia. ah… portanto eu avalio de forma bastante  positiva toda a formação que nos foi administrada ao longo da licenciatura.     Entrevistador 1 – E atualmente como é que avalia a formação que lhe foi proporcionada  durante a licenciatura e se fez mestrado?  Entrevistado – Não pronto. e já estando algum tempo no mercado de trabalho. nós tivemos cinco anos para.  ah… é essa a questão não é?     Entrevistador 1 – sim. ou o último semestre.  Entrevistador 1 – e… quais é que acha os pontos mais fracos?  Entrevistado – os pontos mais fracos. exatamente…  Entrevistador 1 – … sem ele  Entrevistado – … e por ser tão condensado. ah… portanto ah… a nossa formação também na altura pautou­se muito pela  investigação que é algo interessante e positivo. já não me recordo bem era já mesmo o estágio.    28  . nem sequer sei se isso é possível   Entrevistador 1 – ser é mas não temos assim muitas saídas…  Entrevistado – pois. eu sou.  ainda bem que existe essa opção de efetuar logo o mestrado.

 outro curso familiarizado com materiais pedagógicos utilizados na formação.  nomeadamente um curso de Etutores que é algo vocacionado para. fazer investigações no  terreno.  não tinha fornecido o suficiente. ou que gostaria que tivesse sido mais aprofundado ou mais  explorado. estamos numa empresa. ou seja. ou  seja existiram pequenas formações que eu fui efetuando. o estágio é muito importante ah…  porque é aquele. ah… depois  não tem qualquer reflexo na nossa prática diária. ah… direcionadas para a área na qual  eu estava a trabalhar. não é?! Ah… e que complementaram eventualmente alguma lacunas que  eu sentisse. pronto foi através de pequenas formações que  efetuei e que permitiram evoluir um pouco mais. as lacunas que teve na sua formação inicial?  Entrevistado – é assim ah… eu já depois de terminar a licenciatura eu entrei no mercado  de trabalho e entrei na área das tecnologias educativas. acho que o curso está de facto bem estruturado. nesse sentido  o curso está muito bem estruturado. portanto não existe nenhuma componente que eu sinta  efetivamente falta ou que pense neste momento que gostaria que tivesse sido dado esta ou aquela  competência.   Entrevistador 1 – e qual foi o contributo do estagio no panorama geral da sua formação?    Entrevistado – é assim o estagio foi muito importante. não é?! Ah… isso permitiu­nos ter  uma perspetiva logo muito real do quê que poderia vir a ser o nosso futuro. ou seja efetuei. tive a oportunidade de fazer alguns cursos de pequena duração. ah… no caso permitiu­nos e deu­nos logo a oportunidade  desde muito cedo contactar com licenciado em ciências da educação. é o passar para a realidade não é?! é o passar daquela realidade de faculdade e  de repente estamos com um horário de trabalho. não é?! Ah… e já depois de eu ter  terminado a licenciatura fui. ah… estamos com    29  . que eu sentisse naquele momento e que senti que se calhar a licenciatura ainda não. tem uma forte  também componente de investigação. efetuei  também outro.    Entrevistador 1 – e que aspetos não foram complementados no curso que pensa que  deveriam ter sido?  Entrevistado – É assim não existe assim nenhum aspeto em particular que eu possa  indicar que não tenha sido.ah… poderão eventualmente existir disciplinas que sendo excessivamente teóricas. de efetuar estágios ainda que fosse estágio curricular. acho que o curso tem uma forte componente prática que é ótimo.   Entrevistador 1 – Como é que tem superar a. para o Elerning.

 a nossa visão muda um bocadinho mesmo. Ah…  surgiu­me uma oportunidade de efetuar um estágio profissional numa empresa que é  ISQElerning e esse estágio profissional estaria relacionado com as tecnologias educativas. alguém que já tem experiência. é um momento também de  muita. ah… estive lá durante o  período do estágio profissional. concretamente o meu trabalho era a construção de guiões  pedagógicos para o desenvolvimento de cursos em formato Elerning. não é?! Ah…    30  . ah… foi a oportunidade de começar a colocar na prática algumas  noções e alguns conceitos que nós adquirimos ao longo da licenciatura. seis/sete anos ah… entretanto recebi um convite para a empresa onde estou  atualmente que é unyleya ah… e uma vez que tinha oportunidade ah… de ficar com funções um  bocadinho diferentes. isso sem duvida. ah… e portanto o estágio. gera uma vontade de nos  superarmos. claro que sim. ah… é um momento de grande aprendizagem de facto.outros profissionais. faz agora em Janeiro dois anos que  estou aqui.  para ISQElerning e… e estive lá a trabalhar como pedagoga.    Entrevistador 1 – Então acha que o instituto foi fundamental na sua inserção. ficar com funções de coordenação de uma pequena equipa aceitei este  desafio e estou neste momento aqui na unyleya á dois anos. então eu terminei a minha licenciatura em Junho/Julho. ah… e passado dois/três meses.  não estou bem recordada. não sei bem que nome atribuir à  minha função. ah… mas pronto estava. alguém que  nos orienta. ah… entrei para essa empresa como digo. mas pronto nessa altura. seis. ah… e  foi aí que eu entrei de facto no mercado de trabalho. aquilo que nós. sem duvida que sim. eu senti um pouco isso muita vontade de mostrar aquilo que nos sabemos. lá está o estágio  curricular que nós fizemos e que foi­nos proporcionado através do instituto. pelo menos o meu estágio não é?! E resumindo aquela  que é a minha experiência.    Entrevistador 1 – Pode falar­nos um pouco do seu percurso profissional até agora?    Entrevistado – Sim com certeza. ao longo  do trabalho…     Entrevistado – Sim.  que nós podemos efetivamente fazer e isso gera alguma criatividade. ah… e a nossa visão. muda  mesmo não é?! Ah… temos alguém que nos orienta. depois ah… a empresa gostou do meu trabalho eu também gostei  daquilo que estava a fazer e fizeram mesmo um contrato de trabalho e estive nessa empresa sete  anos.

    Entrevistador 1 – E quais é que foram as maiores dificuldade que sentiu quando acabou  a licenciatura?   não sei. trás alguma satisfação. depois com a definição de estratégias de objetivos.  Entrevistador 1 – e atualmente quais são as funções que desempenha aqui nesta empresa?   Entrevistado – Pronto. eu acho  que isso é transversal a qualquer jovem licenciado. e… e algo que me dá. digamos assim.traz­nos uma enorme mais­valia e permite­nos entrar logo em contacto com o mercado  profissional portanto. ah… as funções que eu desempenho são basicamente a  coordenação pedagógica dos cursos que nos vamos desenvolvendo. portanto para mim  já é algo natural.  esta ligada à formação à distancia. que é o ok terminei esta fase da minha  formação o que é que eu vou fazer agora? Será que vou conseguir rapidamente entrar no  mercado de trabalho? Será que quando entrar vai ser algo precário ou vai ser algo estável? Ah…  será que vou conseguir corresponder às espectativas que têm sobre mim? Será que vou conseguir  desempenhar bem o meu papel? pronto acho que não. claro que sim.  pronto é toda a gestão da formação.  ah… mas eu acho que essas duvidas são transversais a qualquer recém licenciado e não são  exclusivas a um licenciado em ciências da educação   Entrevistador 1 – sim eu acho que isso agora também não e só no final do curso que nos  preocupa mas logo quando entramos…  Entrevistado – sim exatamente. ah… esta empresa também está ligada ao Elerning. quer dizer eu acho que não são propriamente dificuldades são incertezas. ah… passando pela  construção dos materiais formativos propriamente dito e também pela avaliação da formação. é algo que eu já faço à algum tempo. no fundo eram mais incertezas e duvidas.   Entrevistador 1 – E como é que se sente a fazer esse trabalho?   Entrevistado – sinto­me bem é assim. ah… ou seja. ou seja. ah… talvez a cair um bocadinho na rotina e começamos a sentir­nos  talvez não cansados mas um pouco… quer dizer sim se calhar a palavra correta é um bocado    31  . sim foi essencial. claro que sim. desde  que terminei a licenciatura foi logo este caminho que eu comecei a percorrer. ou seja desde o contacto  inicial com o cliente. ah… eventualmente com o passar  do tempo começamos.

 que eu já falei á pouco e que estava. como tinha referido. ainda realizei uma formação em gestão de projetos também acaba por ser importante uma    32  . não é porque todo o meu percurso profissional tem sido. eu imagino no futuro a continuar ligada a  esta área do Elerning. que é vocacionado para depois o etutor poder  dar formação através do curso da formação a distancia. ah… foi o curso que Etutores.  Entrevistador 1 – E quais é que são as suas espectativas futuras enquanto profissional?  Entrevistado – É assim enquanto profissional. um bocado cansados de estarmos constantemente a desempenharmos as mesmas  funções. teve  logo muito relacionado com o Elerning. o captivehate. como. ah… depois  efetuei também. esse tipo de ferramentas e estou a lembrar­me  agora. não sei se conhecem        Entrevistador 1 / Entrevistador 2 – Não    Entrevistado – pronto é um curso que é. sim. mas  funções mais de gestão de equipa mas sempre ligada a esta área da formação e do Elerning. ou seja dar­nos as competências  necessárias para podermos ser nós a formar à distancia e não só presencialmente. teve.cansados. lá está para não  cairmos a monotonia e para não ser ok aqui vamos para mais um dia. não é?! É isso que tento fazer. sim gosto. tem sido nesta  área ah… e penso que também através das competências que já adquiri e do know how que já  tenho que irei continuar ligada a esta área. gostaria se calhar de ter um.    Entrevistado – …é o que é e cabe­nos a nós arranjar estratégias para nos auto motivar e  para… para tentarmos que cada trabalho que nós efetuamos tenha algo diferente.   Entrevistador 2 – após a sua formação inicial que outro tipo de formação tem  selecionado?    Entrevistado – bom. gosto daquilo que faço.  relacionados com a formação onde ah… aprofundávamos um pouco mais ah… algumas  ferramentas nomeadamente o flash. um pequeno curso em materiais pedagógicos.   Entrevistador 1 – então gosta bastante daquilo que faz…   Entrevistado – sim. foi aquela formação que eu. ah… mas…  Entrevistador 1 – É o que se arranja. sim. talvez com… gostaria eventualmente de coordenar  uma equipa um bocadinho maior. e  que esteve ah… um bocado relacionada com o mercado de trabalho onde eu entrei. temos de tentar acrescentar  alguma coisa de positivo. funções não tão operacionais.

 na área do elerning para mim é  sempre formação que será bem vinda e que. digamos assim.  Entrevistador 2 – que relação tem essa formação com a formação inicial?  Entrevistado – não sei. de frequentar.. por exemplo a formação de professores  é claro que a formação complementar  teria sido outra totalmente diferente. BOU C. portanto esta é uma daquelas áreas em que a formação ao longo da vida e essencial. ah… já nos  deu tudo o que precisamos. não é?! Em constante  atualização e é muito importante que nós estejamos a par das ultimas tendências.  Entrevistador 2 – que expectativas tem de continuidade da sua formação?  Entrevistado – é assim. eu gosto muito de receber formação. não é?! Eu acho que  o próprio mercado de trabalho onde nos nós inserimos é que cria a necessidade de realizar­mos a  formação A. com o elerning se  tivesse a começar a desenvolver uma atividade referente. se eu não estivesse relaciona com . na área das tecnologias da informação.  Entrevistador 2 – pois…  Entrevistado – …Não nos podemos sentar e parar e pensar que a licenciatura.  quer dizer acho que isso é em todas as áreas não é?! . é um complementar não é?! Acaba por complementar. de forma alguma. ah… das ultimas coisas que estão a fazer nesta área dos desenvolvimentos que  existem. ah… tudo o que  seja formação nesta área.. esta formação acaba por ser um pouco mais  direcionada para aquilo que é a nossa realidade e para as lacunas que nós eventualmente  sentimos no dia­a­dia ah… se eu estivesse.  do mercado. é preciso mais é preciso uma constante    33  . ou seja. que eu gosto efetivamente de.vez que todo o nosso trabalho acaba por estar dividido em projetos de diversos clientes é  importante termos algumas noções básicas de gestão de projetos para conseguirmos corresponder  não só as espectativas que a empresa tem sobre nos mas também as espectativas que os clientes  depositam em nos. ah…  até porque esta área devido a sua volatilidade está em constante mudança. não. gosto mais de receber do que  propriamente dar…  (Risos)  … porque sinto que são sempre momentos de aprendizagem. a formação  inicial acaba por ser um pouco mais genérica.

  considero que sim porque é isso que eu faço todos os dias.  formação de adultos. não é?! portanto nós se  reportarmos a sociedade em gera eu acho que a maioria das pessoas continua a não saber o que é  que é um licenciado em ciências da educação não é como dizer que sou jornalista ou sou médico. vários conhecimentos que fomos adquirindo na licenciatura e mais tarde em formações  complementares.    Entrevistador 2 – ah… no seu entender como são vistos os profissionais em educação e  formação ah pela sociedade em geral?    Entrevistado – é assim.reciclagem. formação de professores ah… eu acho que já  existe bastante visibilidade e o trabalho dos licenciados nas ciências de educação é reconhecido. ah… sinceramente gosto do que faço ah… não me vejo a mudar assim  radicalmente de área ah… portanto neste momento estou satisfeita com a minha função e com o  trabalho que desempenho  Entrevistador 2 – considera­se um profissional em educação e formação?  Entrevistado – se eu me considero um profissional em educação e formação? Sim. ouvir o que está a ser feito. à se calhar à 15 anos  atras ninguém sabia ao certo o que é que fazia uma pessoas licenciada em ciências da educação  se calhar já existem nichos de mercado que sabem perfeitamente o que é que faz um licenciado  em ciências da educação não é?! E porquê?! Porque existiu lá alguém ou existiram lá pessoas  licenciadas em ciências da educação que mostraram o seu valor. o que é que eu penso? Penso que é uma  atividade gratificante ah… é a oportunidade de colocar em prática ah… muita coisa que de facto  fomos. embora cada vez mais exista. ah… visibilidade  e visibilidade que somos nós próprios que a criamos não é?! Porque se aqui.    Entrevistador 2 – o que pensa da sua atividade profissional?    Entrevistado – ai está uma boa questão.  ah… dentro de pequenos nichos de mercado que estejam muito relacionados com a formação. ah… existe muito sempre aquela ideia que o licenciado em  ciências da educação não tem muita visibilidade porque não sabe bem o que é que faz não é?!  Ah… e eu acho que isso acaba por ser a verdade. é preciso aprender ah… novas práticas. portanto…  (risos)    34  . ou seja é muito  importante a formação. mostraram as suas práticas e  foram elas próprias criando a visibilidade que nós tanto ansiamos. formação ao longo da vida.

  não é? Ah. ou seja. espero que…    Entrevistador 1 – ah isso vai ser de certeza    Entrevistado ­ …espero que sejam mais duas profissionais a acrescentar algo positivo ao  nome das ciências de educação e que encontrem o vosso lugar e… e o vosso espaço neste. cada um dos licenciados em ciências da educação  ah… mostrar trabalho. sinceramente não me lembro em nada de especial. não penso. muitos  anos.o que poderá ser feito para que se passe á identificação como uma profissão?   Entrevistado – ah… pois não sei eu acho que é considerado um trabalho que tem vindo a  ser feito.    Entrevistador 1 – pronto agradecemos imenso a sua colaboração e a sua disponibilidade.    Entrevistado – obrigada           35  . não é?!. o nosso  trabalho e progressivamente isso será reconhecido. mostrar o nosso valor ah… e naturalmente a  sociedade e o mercado de trabalho acabará por reconhecer que realmente aquele pessoal das  ciências da educação se calhar já merecem ah… obter um nome não é?! Ah…  Entrevistador 2 – pois…  Entrevistado – eu acho que isso. eu acho que é… cada um de nós. ou seja. acho que nos cabe a nós trabalhar todos os dias para isso e se vocês falarem  eventualmente com outros licenciados penso que esta será uma opinião geral. não nos podemos esquecer que as ciências da  educação não são a licenciatura em ciências da educação não existem assim a muitos. neste  mundo das ciências da educação. ah…  espero que esta entrevista vos seja útil. relativamente recente. ah… e ainda escontra.. ah… não existe  nada muito em concreto que nos possamos efetivamente fazer para que as ciências da educação  passem a ser uma profissão ah não ser todos os dias demonstrarmos o nosso valor.     Entrevistador 2 – Para finalizar deseja acrescentar alguns aspeto que não tenha sido  contemplado na sua entrevista?    Entrevistado – não. é algo recente. ainda se  encontra a procurar o seu espaço e a sua afirmação digamos assim. mostrar competência.. e um processo nada nasce e fica logo efetivo.

)portanto foi  dado formação  sobre o  desenvolvimento  infantil e sobre o  trabalho com  crianças”  “(....)Atualmente  olhem em 2013 fiz a  tradução de um livro  de port.                        Anexo 4  Grelha de análise de conteúdo­ Entrevista A  Categorias    Subcategorias                              Percurso  Profissional                 Funções       desempenhadas             Indicadores      Formadora              Coordenadora            Tradutora      Unidades de  Registo   “(..francês para  português”    “(...)nessa  associação e eles aí    36  .)coordenei até  2013 foi um banco  de tempo”      “(.....

....            Locais de trabalho        Associação            Laboratório de  aprendizagens             Banco do Tempo   viram que eu  trabalhava..) Pronto. que eu  trabalhava​ ”    “(. que eu  me dava bem com  os miúdos.)eee portanto as  minhas expectativas e  puder manter estas    37  . sim.  (pausa)... depois  entretanto entrei a  trabalhar na Câmara  de Cascais.)Ahhhh.....francês para  português”      “(.)estou  atualmente a fazer  um levantamento do  património de  Lisboa de  arquitetura”    Dificuldades no  exercício da  profissão      Falta de  financiamento   “(..)​  ​ Atualmente  olhem em 2013 fiz a  tradução de um  livro de  port. são duas  coisas distintas            “(... quer  dizer trabalho não  falta (pausa). falta é  dinheiro. num  espaço chamado  laboratório de  aprendizagens”    “(.)eu criei desde  início e coordenei  até 2013 foi um  banco de tempo”              Actualmente que  funções  desempenha e em  que locais           Tradução de um  livro          Levantamento do  patrimonio de  arquitectura de  Lisboa          “(.

..  Opinião/Represent ações sobre a  visibilidade em  Educação e  Formação   Perspetivas  futuras enquanto  profissional    Manter as três  coisas que mais  gosta   três coisas que é:  intervenção...  formação.)a construção de  guiões pedagógicos  para o  desenvolvimento de  cursos em formato  Elerning”    “(.  não é uma questão.)Essa para mim.)surgiu­me uma  oportunidade de  efetuar um estágio    38  .  investigação”  Imagem pessoal  dos profissionais  em Educação e  Formação     Não pensa muito  nessa categoria   “(.) coordenação  de uma pequena  equipa”              “(..  eu não penso nisso”   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­­   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­­   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­­   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­­   ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ ­                    Anexo 5  Grelha de análise de conteúdo­ Entrevista B    Categorias    Subcategorias    Indicadores    Unidades de  Registo               Percurso  Profissional        Funções  desempenhas    “Construtora” de  guiões pedagógicos  (Pedagoga)          Coordenadora de  uma equipa  “(....

)entretanto  recebi um convite  para a empresa onde  estou atualmente  que é unyleya”    Trabalha na Unyleya  como coordenadora  pedagogica dos  cursos   “(.     Perspetivas  futuras enquanto  profissional     Continuar ligada a  área do elearning        (. eu  imagino no futuro a  continuar ligada a  esta área do  Elerning   Imagem pessoal  dos profissionais  Existe bastante  visibilidade dos  “(.  não é?! Ah…  traz­nos uma  enorme mais­valia e  permite­nos entrar  logo em contacto  com o mercado  profissional  portanto.)eu acho que já  existe bastante    39  ...)o estágio  curricular que nós  fizemos e que  foi­nos  proporcionado  através do instituto.)entretanto recebi  um convite para a  empresa onde estou  atualmente que é  unyleya ah               Papel do Instituto  na sua inserção  profissional          Foi fundamental  devido ao estágio  que permitiu o  contacto com o  mercado  profissional        “(.....      ISQLERNING  Locais de trabalho             UNYLEYA   Actualmente que  funções  desempenha e em  que locais       profissional numa  empresa que é  ISQElerning”      “(...)”É assim  enquanto  profissional. sim foi  essencial...

 mostrar  o nosso valor ah…                                          40  ..)portanto nós se  reportarmos a  sociedade em geral  eu acho que a  maioria das pessoas  continua a não saber  o que é que é um  licenciado em  ciências da  educação”      Cada profissional  deve mostra  trabalho..    A maioria das  pessoas continua a  não saber o que é  um licenciado em  Ciências da  Educação    “(.)… cada um de  nós. mostrar  competência. cada um dos  licenciados em  ciências da educação  ah… mostrar  trabalho.  competencias    “(...  Opinião/Represent ações sobre a  visibilidade em  Educação e  Formação   em Educação e  Formação    Imagem social dos  profissionais em  Educação e  Formação        Soluções para uma  melhor  identificação da  profissão   profissionais em  Ciências da  Educação    visibilidade e o  trabalho dos  licenciados nas  ciências de  educação é  reconhecido.

                                                  Anexo 6   Grelha de análise de conteúdo comparativa­ Entrevista A e B    Categorias    Subcategorias    Indicadores    Unidades de  Registo     41  .

.)a construção de  guiões pedagógicos  para o  desenvolvimento de  cursos em formato  Elerning”  “(.. depois  entretanto entrei a  trabalhar na Câmara  de Cascais.)eu criei desde  início e coordenei até  2013 foi um banco de    42  ....francês para  português”  (Entrevista A)    “(...) coordenação de  uma pequena equipa”  (Entrevista B)                            Locais de trabalho   Associação....                      Percurso  Profissional                          Funções  desempenhadas    Formadora.)portanto foi dado  formação sobre o  desenvolvimento  infantil e sobre o  trabalho com  crianças”  “(.  Tradutora                              “Construtora” de  guiões pedagógicos  (Pedagoga)..  Coordenadora.  Coordenadora de  uma equipa           “(.) Pronto....  Laboratório de  aprendizagens.)coordenei até  2013 foi um banco de  tempo”  “(.  Banco do Tempo                             “(... que eu  trabalhava​ ”  “(..)nessa associação  e eles aí viram que eu  trabalhava.. que eu  me dava bem com os  miúdos. num  espaço chamado  laboratório de  aprendizagens”  “(.)Atualmente  olhem em 2013 fiz a  tradução de um livro  de port.

)surgiu­me uma  oportunidade de  efectuar um estágio  profissional numa  empresa que é  ISQElerning    (.....francês para  português”    “(.        Actualmente que  funções  desempenha             ISQLERNING                UNYLEYA      tempo”​ (Entrevista  A)        “(..)entretanto recebi  um convite para a  empresa onde estou  actualmente que é  unyleya”​ (Entrevista  B)    43  .)​  ​ Atualmente  olhem em 2013 fiz a  tradução de um livro  de port....  Levantamento do  patrimonio de  arquitectura de  Lisboa              Trabalha na Unyleya  como coordenadora  pedagogica dos  cursos     “(.)estou atualmente  a fazer um  levantamento do  património de Lisboa  de arquitetura”​ (  Entrevista A)      (.....)entretanto recebi  um convite para a  empresa onde estou  actualmente que é  unyleya ​ (Entrevista  B)              Tradução de um  livro.

 quer dizer  trabalho não falta  (pausa).Dificuldades no  exercício da  profissão  Falta de  financiamento   “(...  investigação”  (Entrevista A)     (. são duas  coisas  distintas​ (Entrevista  A)    Papel do instituto  na sua inserção  profissional     Foi fundamental  devido ao estágio  que permitiu o  contacto com o  mercado  profissional   ​ “(. eu  imagino no futuro a  continuar ligada a  esta área do  Elerning  (Entrevista B)  Perspetivas futuras  enquanto  profissional        44  . (pausa)...​ (Entrevista  B)      Manter as três coisas  que mais gosta                Continuar ligada a  área do elearning   “(..  sim. falta é  dinheiro..)Ahhhh..  não é?! Ah…  traz­nos uma enorme  mais­valia e  permite­nos entrar  logo em contacto  com o mercado  profissional portanto.)”É assim  enquanto  profissional.  formação..)o estágio  curricular que nós  fizemos e que foi­nos  proporcionado  através do instituto.)eee portanto as  minhas expectativas  e puder manter estas  três coisas que é:  intervenção.  sim foi  essencial.

)Essa para mim...)portanto nós se  reportarmos a  sociedade em geral  eu acho que a  maioria das pessoas  continua a não saber  o que é que é um  licenciado em  ciências da  educação”  (Entrevista B)      Cada profissional  deve mostra  trabalho.)eu acho que já  existe bastante  visibilidade e o  trabalho dos  licenciados nas  ciências de  educação é  reconhecido..  (Entrevista B)    A maioria das  pessoas continua a  não saber o que é  um licenciado em  Ciências da  Educação    “(. mostrar  competência... mostrar  o nosso valor ah…                    45  ..          Opinião/Represent ações sobre a  visibilidade em  Educação e  Formação           Imagem pessoal  dos profissionais  em Educação e  Formação       Imagem social dos  profissionais em  Educação e  Formação      Soluções para uma  melhor  identificação da  profissão   Não pensa muito  nessa categoria           Existe bastante  visibilidade dos  profissionais em  Ciências da  Educação     “(.  eu não penso nisso”  (Entrevista A)    “(.)… cada um de  nós..  não é uma questão. cada um dos  licenciados em  ciências da educação  ah… mostrar  trabalho.  competências    “(..

       46  .