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PRTG – monitorando totalmente sua rede e infraestrutura

No começo era apenas um servidor e um pequeno switch. A empresa cresce e com o tempo a
infraestrutura começa a ficar mais ampla (não obrigatoriamente tão mais complexa). Porém chega um dia
no qual muitos dispositivos estão presentes, de vários tipos e essencialmente cada um deles bastante
crítico para algumas importantes tarefas.
Esta situação é extremamente comum nas empresas em desenvolvimento, cujo crescimento se dá de
forma relativamente rápida. Nesta hora se a equipe de TI não dispuser de muitos dados que se traduzam
em informação de qualidade, eventos que causem alguma pane ou comprometimento na infraestrutura
não serão facilmente percebidos ou localizados. Mais do que isso. O acompanhamento de alguns
indicadores especialmente escolhidos pode auxiliar bastante uma ação proativa dos profissionais de TI
ajudando-os a descobrir problemas e evitá-los antes mesmo de terem acontecido.
Parece bom demais para ser verdade? Nem pense nisso. A categoria de software de monitoração de rede
e infraestrutura não é nova e há várias alternativas no mercado. Há softwares gratuitos de boa qualidade,
há softwares extremamente complexos cujo custo não pode ser absorvido por muitas empresas. E existem
produtos que julgo mais “inteligentes”, dentre os quais o PRTG, objeto deste teste.
A empresa alemã Paessler, autora do PRTG, conseguiu em minha opinião um equilíbrio muito interessante
entre riqueza de recursos, facilidade de uso e custo de implantação. Um sistema que se propõe monitorar
a infraestrutura não pode ser algo tão ou mais complexo que a própria infraestrutura, algo que exija
semanas de implantação. Já vi soluções muito intrincadas.
Este será o meu primeiro texto sobre o PRTG, pois há espaço para muitas discussões, dicas e
informações. Neste texto vou apresentar as características gerais e os recursos que usei em primeiro
lugar.
Usando o PRTG – o ambiente da implantação
Tive a possibilidade de fazer um teste especial com o PRTG uma vez que não foi apenas um estudo do
produto. Fiz uma implantação de fato da solução em uma rede razoavelmente complexa. Este seria o
melhor cenário para testar os recursos de monitoração, um caso REAL.
O cenário em questão era composto de :
- 4 localidades
- 4 servidores físicos
- 4 servidores virtuais
- 7 links de Internet
- 15 pontos de acesso WiFi
- 5 impressoras de rede
- 4 roteadores duais (gerenciamento de dois links)
- 9 switches
A quantidade de usuários nestas diferentes redes locais, formam uma grande rede com mais de 160
usuários.
Uma das primeiras grandes diferenças do PRTG é que ele não exige um servidor exclusivo para ele. Pode
até ser feito isso, mas não é necessário. Alguns produtos exigem servidores físicos ou virtuais para
hospedar a solução. O PRTG foi instalado em um Windows Server 2008 R2 em uma das sedes da referida
empresa. Este W2008 R2 era casualmente o servidor de arquivos e Active Directory da rede e a presença
do PRTG não afetou em nada o desempenho percebido por mim e pelos usuários.
Como contei antes a empresa está dividida em 4 sedes distintas. Isso não foi obstáculo para uso do
PRTG. A saber, nestas localidades está em uso um roteador da CISCO (RV042) que além de gerenciar
dois links de Internet (dual wan), tem capacidade de estabelecer uma conexão VPN entre as localidades e
a sede principal. Dessa forma tudo se passa como se fosse uma grande rede nas 4 localidades. E neste

mas que funciona por 30 dias e as versões comerciais que têm seu custo em função do número máximo de sensores que podem ser implantados. O PRTG se baseia completamente no conceito de sensores. ambientes de software. A analogia acaba por aqui. Eu instalei e testei o produto nesta modalidade. Possivelmente o médico responsável determinou alguns parâmetros que são críticos para ele e definiu que se.cenário híbrido. servidores. Penso que ficou bem ilustrado. grau de oxigenação do sangue. Dessa forma o PRTG acaba mostrando todas as possibilidades me permitindo escolher aqueles de minha preferência que podem não ser os sensores mais comuns escolhidos pelo próprio PRTG. mas imagine um paciente em uma UTI de hospital. se forem escolhidos muito mais sensores do que aqueles que são realmente importantes será necessário contratar uma versão mais cara. o batimento cardíaco ultrapassar 120 bpm. Eu explico. Uma observação importante!!! O PRTG está disponível em vários idiomas.) e exibir em um monitor estes dados. Ao acrescentá-los existe a opção de também já acrescentar sensores automaticamente (todos aqueles pertinentes ao equipamento) ou apenas registrá-lo com um sensor básico e deixa para o administrador do PRTG acrescentar os sensores que desejar para cada um deles. Os tais sensores existem no produto com uma riqueza de opções impressionante. A quantidade de itens que pode ser monitorada é grande a ponto de exigir alguns cuidados. etc. acrescentando-os ao sistema. Se escolhermos sensores demais nosso ambiente de monitoração fica excessivamente denso e difícil de identificar o que realmente é mais delicado e importante. inclusive o Português falado no Brasil. A inclusão de um dispositivo é feita por seu endereço de rede e nesta hora o PRTG pode fazer a inclusão automática dos sensores mais comuns ou incluir todos os sensores possíveis para um dispositivo. Como o produto é licenciado pela quantidade de sensores que podem ser usados. tanto no aspecto técnico como comercial. Estes SENSORES são capazes de ler a informação em regime periódico (a cada minuto. Ele tem alguns aparelhos conectados ao seu corpo que acompanham as informações consideradas mais sensíveis por seus médicos. por exemplo. um alerta seja emitido ou que um SMS seja enviado para o médico. esta é a alternativa para redes híbridas. Provavelmente batimentos cardíacos. O produto dispõe de uma versão gratuita que gerencia um número limitado de sensores (10). Mas não é suficiente apenas colecionar e exibir as informações. mesmo que eu tenha depois removido 70% dos sensores alocados. A rede e a infraestrutura da empresa é tão crítica como a saúde do paciente sendo observado. Há sensores para diversos tipos de hardware. Porém eu acabei por optar pelo idioma inglês na interface do produto apenas e tão somente porque eu ainda me sinto mais à vontade para buscar por alguns elementos. Eu gostei muito da última opção. a cada 10 segundos. rede local e rede remota o PRTG deu-se igualmente bem. Essencialmente todo sensor está ligado a um dispositivo com endereço de rede. um endereço IP. pressão arterial. em inglês. O PRTG dispõe de um interessante recurso chamado “Network Auto-Discovery” capaz de vasculhar a rede em busca de todos os dispositivos. Aliás. uma versão ilimitada. termos relacionados à rede. etc. etc. usar VPN entre as localidades. Mas não posso deixar de registrar o fato do produto estar totalmente traduzido e bem traduzido!! Usando o PRTG – implantando os sensores A analogia não é perfeita nem das melhores. etc. nível de glicose. . Mas não é só isso. As traduções dos termos técnicos (quando aplicável) está bastante apropriada e correta e quem preferir vai poder usar desta forma com todo o conforto e comodidade.

serviços de DNS. . é legal saber que o PRTG olha e chama a atenção para valores não muito esperados. São parâmetros que estão de forma pouco normal bem abaixo da média.. Vamos aos exemplos: SERVIDORES : disponibilidade (PING). Oracle e MySQL. uso de memória total. . IMAP. pois a memória livre está em 12%. Curiosamente há abaixo dois sensores com alerta do tipo “U” em laranja. pois o disco de dados está com menos de 10% espaço livre. IMAP.. resposta HTTP (para tela de configuração).. uso de memória. Na tela abaixo há um singelo controle que montei para algumas impressoras de uma das sedes onde monitoro a disponibilidade e tempo de resposta (ping). Há também um alerta amarelo. espaço livre nos discos. ou seja. Alguns servidores com seus sensores – clique para ampliar IMPRESSORAS : disponibilidade (PING). páginas impressas e acesso à interface HTTP. A saber. Área de Trabalho remota. embora não seja problema. Um deles tem um alerta vermelho. páginas impressas por minuto. A figura abaixo mostra alguns servidores monitorados de uma das sedes da empresa. algo um pouco mais complexo. POP. uso de CPU e memória pelo Hyper-V.. desempenho de SQL Server. uso de CPU total. bytes trafegados. diferentes para cada tipo de dispositivo vou citar apenas alguns como exemplo. “unusual” – não usual. etc. a inclusão de sensores desenvolvidos pelo usuário. quantidade de páginas impressas. Outros são mais complexos onde aparecem inclusive máquinas virtuais Hyper-V ativas. SMTP. RDP e HTTP. pacotes ou MB trafegados na rede. Uma das impressoras (SAMSUNG) está conectada via Printer Server USB e por isso não tem a variável de páginas impressas (o que está sendo monitorado é o printer server no qual se conecta a impressora). resposta a solicitação HTTP (web server).. reposta a acesso FTP. resposta dos serviços DNS. mas possível.Adicionando sensores manualmente – clique para ampliar Como são centenas de sensores distintos. Alguns deles apenas há sensores de resposta (PING) . o produto permite por meio de uma interface documentada.

Monitoro também o Firewall (Endian). bem como os roteadores DUAIS (dois links) em questão. Access points WiFi monitorados pelo PRTG e seus sensores Monitoração de Links de Internet e entre as sedes Falar que Internet ativa e estável é importante nas empresas é total redundância. Descobri que existe uma situação incomum na qual o AP responde ao PING.Impressoras monitoradas pelo PRTG e seus sensores ACCESS POINTS WiFi : não existe um conjunto de sensores específicos para este tipo de dispositivo. links e DNS monitorados pelo PRTG e seus sensores . Além disso. pois alguns roteadores permitem que sejam avaliadas suas variáveis internas. Dessa forma descubro se o AP está no ar e se está operacional. Monitoro a resolução de nomes via DNS (que se falhar já é um forte indicativo de problema de link). Mas configurei o sistema para checar a disponibilidade e tempo de resposta (PING) e resposta da interface HTTP que é usado para configuração dos APs. Usando os sensores do PRTG criei um grupo de monitoração apenas dos recursos ligados à Internet. Roteadores. um simples teste de PING me permite ver se uma sede está conectada à outra (último sensor) e dessa forma de uma só vez reforço o teste da Internet bem como a saúde deste link. Mas esta simples já me serve para saber se as conexões estão sadias. mas não funciona e nestes casos o acesso HTTP está inativo. Sei que o PRTG pode ir mais longe neste ponto. algo que ainda vou me aprofundar e fazer. Pode haver outras formas de monitorar estes APs.

Cada um destes alertas vermelhos ou amarelos podem ser comunicados para a equipe de TI de muitas formas. Mas o administrador pode alterar estes parâmetros segundo o seu próprio conceito e seu próprio entendimento mudando estes limites.Usando as informações dos sensores Estes sensores mostrados são apenas um mínimo exemplo do que se pode obter com o PRTG. como por exemplo. pelo envio de e-mail para um administrador ou para um grupo responsável pela infraestrura. mas provavelmente quem está lendo este texto já deve ter percebido ou pensado. E isso é muito simples de ser compreendido. . por exemplo. espaço em disco no servidor herda um parâmetro automático do sistema o qual determina que abaixo de 10% é situação vermelha(problema) e abaixo de 20% é apenas um alerta amarelo. Neste momento há um alerta amarelo neste sensor. Veja por exemplo o gráfico do uso de memória no servidor dos últimos 30 dias. Visão parcial da árvore com todos os sensores – clique para ampliar Um detalhe importante não foi comentado. pois há apenas 11% livre. mas o administrador da rede poderá exibilos todos de uma só vez e rapidamente saber o que está verde (está OK) e o que está vermelho (errado ou problema). Isso vale para todos os tipos de sensores. Eles foram mostrados em pequenos grupos. Um sensor alocado pelo PRTG. Mas como o PRTG sabe diferenciar um do outro? É muito simples. Pequeno exemplo mesmo. Mas além dos sensores vistos individualmente há diversos gráficos que têm uma importância imensa no processo de análise e principalmente na operação de prevenção de problemas.

De forma análoga os gráficos me ajudam a analisar outro problema reportado pelos sensores. Analisando o gráfico abaixo vemos que em 30 dias houve um decréscimo de 10% para 8% no espaço livre. Conclusões que posso tirar.Uso de memória nos últimos 30 dias – clique para ampliar Neste gráfico vejo que de uma forma praticamente constante a quantidade de memória livre vem caindo sistematicamente. Usa o recurso e não o devolve apropriadamente para o sistema operacional. mas isso deve ser programado para nos próximos 30 dias no máximo. Posso não ter ampliar o espaço amanhã. Em pouco tempo entrará em alerta vermelho. Deve ser feita uma busca seletiva do tal programa e enquanto não se descobre o real vilão da memória. senão impossível. caso contrário em alguns dias o servidor pode entrar em colapso por causa de falta de memória. bem como tantas outras ainda por coletar e monitorar. Eu sei que ainda há uma quantidade colossal de informações a absorver e interpretar. Uso de HD nos últimos 30 dias – clique para ampliar Estes são apenas dois exemplos muito simples de como observar os sensores de forma evolutiva é importante e como isso pode ajudar a antecipar problemas. Se nada for feito entre 3 e 4 meses este servidor entrará em colapso por falta de espaço para arquivos. ter esta visão e poder agir antes que algo ruim acontecesse. programar um “restart” deste servidor é uma medida eficaz e necessária. vazamento de memória. Mas enquanto isso posso olhar sempre que quiser a coleção de eventos críticos que aconteceram acompanhados pelo PRTG (tela abaixo). . perto de 8%. o espaço em disco muito baixo. com algumas variações para cima e para baixo (algum tipo de movimentação de arquivos). Isso provavelmente significa que algum programa que roda neste servidor tem um defeito de programação conhecido como “memory leak”. ou seja. Sem o PRTG seria muito difícil.

A versão PRTG Desktop Windows é incrivelmente sofisticada e com o uso das janelas. . abas com diversas categorias de informações. Safari. acabo usando mais a versão Web. mas o aplicativo tem uma apresentação bastante rica e agradável na versão Desktop. Claro que a interface Web consegue reproduzir toda funcionalidade. Confesso que no dia a dia. ganhamos acesso ao sistema. Chrome. tendo acesso a qualquer dado de qualquer dispositivo a apenas um ou dois cliques de mouse. Estão disponíveis para as plataformas iOS (iPhone) e Android. No site da empresa. etc. como o aplicativo está instalado no próprio servidor onde reside o PRTG. etc.com estão disponíveis aplicativos para smartphones para que o PRTG possa ser usado no celular em qualquer lugar.http://www. PRTG versão aplicativo Windows – clique para ampliar Mas havia outra surpresa preparada pelo PRTG para mim. Porém além desta forma há versão de aplicativos para vários ambientes. pois usando qualquer navegador como Internet Explorer.paessler. Firefox.Eventos críticos dos últimos dias – clique para ampliar Usando o console do PRTG – Web e Desktop O que torna o PRTG muito interessante e prático é sua forma de acesso.

. Relembro que há uma versão gratuita ilimitada que funciona por 30 dias. Isso inclui também um ano de suporte e atualizações gratuitas do software. A segunda tabela contém os custos para extensão do suporte por 12. 1000 sensores (uma quantidade extremamente generosa mesmo para redes médias tornando-se grandes) custa US$ 2. 10000. 20000.. 24 ou 36 meses após a expiração da contratação adicional.230.Exemplo das telas do PRTG usado em um smartphone Android Forma de contratação do produto A Paessler é extremamente clara e transparente. A versão Unlimited como o próprio nome sugere não impõe limite ao número de sensores que podem ser configurados em uma instalação do PRTG. suporte e atualização Convém explicar o que significam as versões UNLIMITED e CORPORATE (as duas últimas da primeira tabela). uma versão gratuita eterna que suporta 10 sensores e as contidas nas tabelas abaixo. A versão Corporate . A primeira tabela é o custo de licenciamento inicial do produto em função do número de sensores. Por exemplo. sejam 5000. Seus preços de listas (todos) estão publicados em seu site e a cobrança se dá em função da quantidade de sensores disponíveis para utilização. PRTG – custos de licenciamento.

Cada um usa aquilo que realmente precisa e quando precisa. Tive apenas uma situação que não ficou bem resolvida na minha implantação do PRTG que foi a impossibilidade de testar o funcionamento de um servidor DHCP. O que me chamou a atenção foram a grande simplicidade de uso. . Por isso mesmo o PRTG é essencial para descobrir pontos de possíveis falhas antes mesmos delas ocorrerem e manter tudo funcionando. acabei me valendo de um artifício para isso. facilidade de uso. um tipo novo de sensor. vários escritórios. como a descoberta de uma só vez da rede toda!!! Neste último caso possivelmente o administrador do PRTG desejará limpar vários sensores de que ele não precisa. Estas são as virtudes que vi no PRTG. mas é muito útil vasculhar a rede toda uma vez que por vezes são encontrados dispositivos esquecidos e que só assim são resgatados pela equipe de TI. O sensor para isso não está completo e por isso espero que em uma das próximas atualizações venha a acrescentar esta importante facilidade. porém ela pode ser instalada em servidores distintos. No Brasil há revendas habilitadas a vender o produto e até prestar serviços de implantação. um gráfico que eu não havia analisado ainda. Simplicidade. filiais. etc. A política de preços é clara e transparente. excelência técnica. nem que seja para desativá-los de vez. Não há um dia que eu o manipule que não encontro uma tela nova. O conceito de licenciamento por sensores é muito interessante e também democrático. O PRTG é um produto que vai se mostrando aos poucos. Conclusão É desnecessário justificar a importância de uma ferramenta deste tipo. em várias localidades. riqueza na quantidade e variedade de sensores e ser um incrível instrumento para realizar análises e tirar conclusões. bem como as condições de suporte e manutenção. Acesso via Web. as várias formas de ativação de sensores. publicada no site do produto. uma forma de organizar os segmentos de redes ou servidores e assim por diante. Não se discute. preço transparente. também por um rico aplicativo desktop e aplicativos para os smartphones são de grande destaque pela riqueza na exibição de informações de um lado e pela praticidade de levar um console PRTG no bolso e acompanhar eventos importantes. Afinal ter uma infraestrutura sem monitoração é como dirigir um carro às cegas. unidades fabris. desde a descoberta automática de todos os parâmetros de apenas um dispositivo.também é uma versão ilimitada em relação à quantidade de sensores.