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MÁQUINAS PENSANTES

O texto faz uma abordagem crítica sobre a correlação entre máquinas e mentes no uso de suas atribuições, envolvendo sintaxes de atividades nelas envolvidas. O texto tem uma linguagem densa em suas categorizações e traz argumentos suficientes para quem deseja aprofundar-se na temática da teoria computacional da mente.

Palavras-chave: Cérebro, Computador, Operações lógicas, Neurônios.

Pedro N. L. Terceiro

Resumo do texto “Máquinas Pensantes”, de Steve Pinker

O autor expõe a sua narrativa abordando duas questões importantes: “O que possibilita a inteligência?” e “O que possibilita a consciência?”. Através desses questionamentos o autor descreve fatos e eventos importantes na construção do processo cognitivo humano a partir das coisas existentes. Primeiro relata significados fazendo paralelos com coisas inanimadas mas que possuem em si aspectos de certa forma racionais em sua existência. Entretanto, o autor não se preocupa em descrever a “inteligência” das coisas inanimadas mas das que têm vida e seu aspecto relacional com o meio. De fato, expõe de forma racional a questão do raciocínio presente na mente humana e a estimulação para “n” formas de ação ao serem estimuladas. É que não existe uma regra “x” para as reações humanas, mas “x”, “y”, “z” etc. Para provar que computadores tem inteligência, sem serem emotivos obviamente, concentra sua tese na afirmação de que inteligência é soma de informações que se reproduzem, não casualmente mas sob a égide de uma lei específica para tal. E essa informação é demonstrada por meio de símbolos que representam os acontecimentos. Como no computador, onde os símbolos são armazenados, torna-o capaz de interagir com o ser humano numa operação esperando que comandos sejam acionados para a realização de tarefas. E, diz o autor, se os símbolos incorporados pela máquina forem verdadeiros, certamente o resultado de suas operações será verdadeiro. Com isso, um sistema inteligente depende não exclusivamente de suas estruturas externas em si, mas das operações capazes de obter resultados de verdade. Além disso, acontece uma interação entre o homem e a máquina, onde esta se torna crescente à medida que aumenta a sua complexidade. A teoria computacional da mente ganha reforço com a criação do computador,

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porque, como criação inteligente, além de conseguir processar velozmente tarefas de cálculo, processa também inúmeras opções de comandos alternativos caso tenha de resolver situações já anteriormente designadas, com operações que desencadeiam outras, e assim sucessivamente, de forma quase que ilimitada, chegar à verdade. A autor aborda a questão da diferença e correlação entre papéis causais e inferenciais com objetivo de dar sentido aos significados neste mundo em que vivemos, tanto para o homem quanto para a máquina. Os significados armazenados são então, na esfera /da inteligência artificial, instrumentos processados numa capacidade que pode naturalmente ultrapassar a capacidade humana de processamento, superando velhas expectativas humano-filosóficas. Especificamente a capacidade do cérebro em articular o processamento de informações é tão extensa que é capaz de devotar cientistas à pesquisa de neurônios e suas funções e interligações (outputs e inputs) com a questão do raciocínio, armazenamento e processamento de informações, tanto na transdução como na finalidade dos processos. Para os behavioristas era impossível a evolução dos processos mentais e seus significados. A inteligência artificial faz com que isso seja superado em muito e conclua numa evolução infinita de conexões de bips e suas finalidades. A inteligência cognitiva se processa por meio de associações às representações, cujos valores se processam por meio do conhecimento adquirido e leva um tempo variável para o raciocínio. Difere assim da inteligência artificial que não processa o desconhecido, enquanto que a humana consegue supor sobre novos significados por inferência. Além disso consegue também utilizar diversos processos de armazenamento e conexões para associação a esses dados, utilizando para isso uma linguagem própria denominada mentalês, para captação, processamento e saída de conteúdos. A inteligência artificial trabalha com um sistema denominado rede neural com base em associativas, diminuindo assim o tempo para uma resposta rápida (processamento da informação). Através de associações de informações criam-se conexionismos para resultados. Semelhante ao nosso cérebro, que usa conexões, sejam excitatórias ou inibitórias, as máquinas utilizam semelhantes processos com base em valores lógicos, por meio de classes e sub-classes. E uma diferença entre a máquina e o cérebro humano está presente: capacidade de discernir entre classes, em virtude da noção de indivíduo presente em alguns casos. A capacidade de operar da máquina baseia-se logicamente nas estruturas concernentes ao processo da própria lógica onde apenas o associacionismo não basta. A mente utiliza recursos de memórias episódicas e semânticas para armazenamento de dados por meio de recursividade onde sentenças são sobre-colocadas criando uma estrutura hierárquica de proposições sobre proposições, onde todo o processo neural se

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estabelece nas perspectivas de autoconhecimento, acesso à informação e sensibilidade. Além disso, o autor faz uma série de exposições sobre a teoria computacional da mente e seus paralelos nas engenharias de máquinas pensantes desenvolvidas até então. Homens e máquinas têm processos semelhantes de armazenamento e acesso de memórias (sejam de curta ou longa duração) em conexões de inputs e outputs neuronais ou bytianos. Além disso, menciona avanços tecnológicos, como chips implantados em partes do cérebro substituindo funções neuronais setoriais. Até então tudo isso é possível. Mas, para o autor, apesar de sua extensa e matemática exposição sobre a correlação binomial cérebro/máquina e bases para a teoria computacional da mente, não consegue extrair da própria ciência um conceito explicativo sobre a sensibilidade, sequer uma teoria, embora ela exista em muitas de nossas atitudes, percepções e ações, e não intitulá-la com uma ilusão cognitiva como querem os filósofos. De fato, conclui que a sensibilidade faz parte do observador, o qual a utiliza para mensurar valores e reforçar conceitos presentes na sua memória, subjetividade e existência.

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