Patologia da Construção

Patologia e Terapia das Construções
Patologia
Estuda os sintomas, os mecanismos, as causas e as origens dos direitos das
construções civis, ou melhor, estuda as partes que compõem o diagnóstico do
problema.
Terapia
Estuda a correção e a solução dos problemas patológicos em uma construção.
Sintomas Patológicos
São lesões, danos, efeitos ou manifestações patológicas, podem ser escritos e
classificados, orientando um primeiro diagnóstico.
Sintomas mais comuns: fissuras, eflorescência, flechas excessiva, manchas, corrosão
das armaduras, ninhos de concretagem, deslocamento de revestimento, etc.

Origem dos Problemas
10%

28%

4%

Execução
Materiais
Projeto

40%

18%

Planejamento
Uso

Lei da Evolução dos Custos

Custo de Intervenção

Lei de Sitter
150
125
100
50

25
0
tempo 1

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5

0
tempo 2

tempo 3

tempo 4

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2

Terapia
É recomendável que, após qualquer intervenção, sejam tomadas medidas de
proteção e implantação de um programa de manutenção periódica.
Fundações

3

Rasas (Diretas)

Blocos

Fundação Corrida para Alvenarias

Sapatas

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- Centradas

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- Excêntricas

4

PROFUNDAS
- Estacas
Metálicas
Trilhos

Perfis I

Pré-fabricadas

Franki

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Broca

Raiz
5

Patologias de Fundações
Recalque diferenciado
Fissuras

Rompimento de tubulações

Instabilidade do Solo
Aterros e encostas
Excesso de cargas
Reforma do edifício pra outros fins ou novos andares
Alterações nas características do terreno
Argilas secas e argilas com água
Movimentação do terreno
Sismos
Ações químicas sobre as fundações
Fundações inadequadas – área insufiente
Ex: Taxa do terreno = 0,5 kg/cm2
Uso inadequado
Projetado para residência e uso em biblioteca

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Ampliação
2 ton
1,0 m
1,0 m
6

Projeto de dois pavimentos e uso de 3 ou 4 pavimentos
Mudança de medição do terreno
Argila + água (Limoeiro do Norte)
Ideal é ter uma inclinação ao redor das edificações de 2 a 4% para escoamento das
águas.
Esta água pode vir das chuvas ou do lençol freático
Marés
Para edificações próximas à praia: ex. Beira mar de Fortaleza, devem existir
drenos bem projetados, inclusive com poços de coleta e bombeamento.
Rupturas de Canalizações
Alterações produzidas por recalque do terreno
Conseqüências – fissuras
Origens – Movimentações sísmicas
Vibrações – Tráfego pesado – bate estaca – explosões e implosões
Retrações e/ou expansões de argilas
(Limoeiro do Norte)
Raízes e arvores – Efeito de cunha
Muito perigosa – acácia
Perigosa – carvalho
Pouco – cedro
Alterações Químicas
Sulfato de sódio
Sulfato de magnésio
Sulfato de cálcio
Elementos que reagem com o álcalis do cimento
Exemplo: Bloco em Caucaia
Consequências dos Recalques
Fissuras de cortante
Trincas diagonais em alvenarias e muros
Aberturas nos encontros de paredes
Desajustes nos forramentos de portas e janelas

Região do solo que
poderá sofrer recalque
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7

REPAROS

17 andares, 4% de inclinação,
8% Itália TP
Exemplo: Edifícios em Santos/SP
98 edifícios fora de prumo na orla santista

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Reforço de Fundação

8

Pilares

Altura de concretagem .................. 2 metros

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Cuidados na Concretagem
- Limpeza prévia
- Estanqueidade de formas
- Prumos
- Alinhamento
- Vibrações
- Ninhos ou vazios (bexigas)
- Garantia do cobrimento
- Traços
- Curas

9

Espaçadores
Cuidados na Concretagem - ANTES
- Revisão de Projetos – Arquitetura /instalações/Estrutura
-Concretagem de equipamento
Betoneira

Equipamentos de transportes

Vibradores

Equipamentos de Slump Test

Formas para CP’s
EPI’s

- Check de Andaimes
- Check de Formas - Cobrimentos/Prumos/Alinhamentos/Segurança
- Dobramentos e Posicionamento das Armaduras
- Previsão de Juntas
-Previsão de Concretagem em Tempo Frio/quente/chuva/demorado/iluminação
- Dimensionamento de Equipes
- Check de Traço/Qualidade dos Materiais/Quantidade de Materiais
Cuidados na Concretagem - ANTES
- Preparo/Transporte Lançamento de Concreto
- Compactação/Vibração do Concreto
- Estanqueidade de Formas/Segurança de Formas-Pessoal sob lastro – Não
movimentar as formas cheias, concreto pode fissurar.
- Moldagem de CP’s para 3,7,28 dias
- Posicionamento de Armaduras – Principalmente as negativas
- Níveis e espessuras de lajes – equipamentos adequados
- Pessoal – Eletricista/Bombeiro/Ferreiro/Engenheiro/Técnico
Cuidados na Concretagem - DEPOIS
- Cura
- Retirada de escoras/Reescoramentos/Desformas
- Reparação de possíveis defeitos – Vazios/Bexigas

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Ensaio de Carbonatação
O ensaio de carbonatação nada mais é do que a aplicação de solução de
fenolftaleína ou timolftaleína no interior do concreto com o objetivo de detectar a
mudança ou não de suas características superficiais. Para a realização do ensaio,
deve-se retirar lascas do concreto com o auxilio de uma marreta, por isso o mesmo é
considerado ensaio semidestrutivo.
Ao se aplicar a solução no concreto, a mesmo muda de coloração, partindo do
incolor para o lilás (caso não tenha havido mudança de Ph). Sabe-se que a superfície
do concreto se altera ao longo do tempo quando em contato com elementos
existentes na atmosfera, tal com, dióxido/monóxido de carbono, etc. Outro fator,
bastante influente na capacidade de avanço desta frente de carboidrato é a
qualidade do concreto, ou seja, seu teor dd vazios, sua resistência à compressão,
dentre outras. No caso, a área central (passivada) referese aquela em que a
armadura, ainda se encontra passivada, ou seja, ambiente em que está inserida a
armadura, ainda tem capacidade de protegê-la, pois o Ph existente ainda é
considerado alcalino.

Ensaio de determinação de teor de cloretos
Este ensaio é basicamente laboratorial. Após a retirada do pó de concreto
com o auxílio de furadeira elétrica, leva-se o material colhido ao laboratório para
medir o teor de cloretos (CR) existente no interior do concreto. Por norma, este teor
não deve ultrapassar a quantidade de 500mg/g em relação à água do amassamento.
Com este ensaio pode-se verificar a capacidade do concreto de se desencadear um
processo corrosivo à armadura, isto, se houverem outros agentes inerentes ao
processo, tal como, alta umidade, alta temperatura e uma diferença de potencial.
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Ensaio de determinação de aderência
O ensaio de determinação de aderência é bastante utilizado em revestimentos
como, rebocos, emboços e revestimentos cerâmicos. Para sua determinação, utilizase aparelhos laboratoriais, onde o mesmo traciona a amostra fazendo com que esta
reação seja medida e demonstrada num dinamômetro acoplado ao aparelho. Por
norma, esta resistência não deve ser inferior a 0,3 MPa, ou seja, 3Kgf/centímetros
quadrados.

Pastilha metálica
Substrato
Cola

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12

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Deslocamento de Argamassa e emboço

Resistência de Aderência Superficial
Exigências variáveis em função das condições de exposição:
_ Fachadas e forros – 0,5 a 0,7 MPa
_ Revestimentos internos – 0,20 a 0,30 Mpa

Resistência de Aderência
entre placa cerâmica e
argamassa de
assentamento

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Exigências da NBR 13749:1996
Para emboço e camada única
Parede
Parede
Parede
Parede
Teto

LOCAL
Interna
Interna
Externa
Externa

ACABAMENTO
Pintura ou base para reboco
Cerâmica ou laminado
Pintura ou base para reboco
Cerâmica

Ra
>0,20
> 0,20
> 0,30
> 0,30
> 0,30

Resistência de aderência superficial ao emboço

Resistência de aderência entre emboço e substrato

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Rutura do emboço
Há várias formas de ruptura do emboço
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Deslocamento de chapisco

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Substrato

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Tratamento de superfície
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Frissuras e trincas

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Estufamento EPU

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Esmalte

Metamerismo – Planicidade

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Gretamento

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Minimizar Patologias
Elaboração de um projeto (especificação dos materiais; critério/escolha do
revestimento, logística, geometria, procedimentos executivos, controle/avaliação
das etapas de execução, manutenção preventiva).
Argamassas
Introdução ao concreto
Argamassas são misturas íntimas de um ou mais aglomerantes, agregados
miúdos e água. Alem dos componentes essenciais das argamassas, podem ser
adicionados outros com o fim de melhorar determinadas propriedades. As pastas
são misturas de aglomerante mais água. As pastas são pouco usadas devido ao seu
alto custo e aos efeitos secundários causados pela retração.
Os aglomerantes podem ser utilizados isolados ou adicionados a materiais
inertes.
Quando misturamos a uma pasta um agregado miúdo, obtemos o que se
chama de argamassa. As argamassas são assim constituídas por um material ativo –
o aglomerante – e um material inerte – o agregado. A adição do agregado miúdo à
pasta, no caso das argamassas de cimento, bastaria o produto e elimina em parte as
modificações de volume; no caso das argamassas de cal, a presença da areia, além
de oferecer as vantagens acima apontadas, ainda facilita a passagem de anidrido
carbônico do ar, que produz a recarbonatação do hidróxido de cálcio.

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As argamassas são empregadas para assentamento de tijolos, blocos,
azulejos, etc.
Servem ainda para revestimento das paredes e tetos, e nos reparos de peças
de concreto. A escolha dd um determinado tipo de argamassa está condicionada às
exigências da obra.
De um modo geral as argamassas devem satisfazer as seguintes condições,
dependendo de sua finalidade.
Resistência mecânica
Compacidade

Impermeabilidade
Constância de volume

Aderência
Durabilidade

Para a obtenção de um produto de boa qualidade, é necessário que todos os
grãos do material inerte sejam completamente envolvidos pela pasta como também
a ela estejam perfeitamente aderidos, além disso, os vazios entre os grãos do
agregado devem ser inteiramente cheios pela pasta.
Classificação das argamassas
Dependendo do ponto de vista considerado, podemos apontar várias
classificações para as argamassas. Algumas estão citadas abaixo.
Classificação segundo ao emprego
Comuns quando se destinam a obras correntes, podendo ser:
- Argamassas para rejuntamento nas alvenarias
- Argamassas para revestimentos
- Argamassas para pisos
- Argamassas para injeções
- Argamassas refratárias, quando devem resistir a elevadas temperaturas.
Classificação segundo o tipo de aglomerante
- Argamassas aéreas – cal aérea, gesso etc.
- Argamassas hidráulicas – clã hidráulica e cimento
-Argamassas mistas – Argamassa com um aglomerante aéreo e um hidráulico
Classificação segundo a dosagem
- Pobres ou magras – Quando o volume de aglomerante é insuficiente para encher
os vazios do agregado
- Cheias – Quando os vazios do agregado são preenchidos exatamente pela pasta
- Ricas ou gordas – Quando houver excesso de pasta.
Propriedades das argamassas
Trabalhabilidade
A determinação do traço e consequentemente da qualidade de cal que deve
entrar na composição de uma argamassa devem estar orientadas tendo em vista o
aspecto da mistura. As argamassas para revestimentos deverão apresentar-se como
uma massa coesa que possui uma trabalhabilidade apropriada. As argamassas de cal
são muito mais coesas do que as de cimento de mesmo traço, pois elas necessitam
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de menos aglomerante que as de cimento tornam-se mais trabalháveis pela a adição
de cal. As argamassas de cal retém por mais tempo a água de amassamento.
Resistência Mecânica
As argamassas de cal são poucos resistentes, sua resistência compressão aos
vinte e oito dias varia de 0,2 a 0,6 Mpa podendo se tomar um valor médio de 0,4
Mpa.
Retração
As argamassas de cal apresentam redução de volume que será maior se as
porcentagens de água e cal forem elevadas. A ocorrência de fissura nas argamassas
de cal recém-colocadas é devido a secagem muito rápida pela ação do sol e do vento.
As fissuras surgirão também quando a retração da argamassa endurecida for
impedida.
Estabilidade de volume
Os efeitos que podem ocorrer no reboco são devidos à ação do intemperismo
o devido à falta de estabilidade de volume.
Resistência ao intemperismo
As argamassas de cal aérea não resistem à água, por isso nos revestimentos externos
deve-se empregar argamassas e cal hidráulica ou de cimento.
Resistência à ação do fogo
As argamassas de cal resistem a elevadas temperaturas, servindo como
proteção dos elementos construtivos de madeira, aço, concreto, etc.
Revestimento de gesso puro
A pasta de gesso na proporção de dez quilos de gesso para 6 a 7 litros de água
serve para revestimento interno a execução de placas e blocos para divisões
9nternas. As argamassas de gesso também servem para revestimentos internos.
Argamassas hidráulicas
As argamassas hidráulicas resistem à ação da água e resistem
satisfatoriamente quando imersas na água. As argamassas hidráulicas mais comuns
entre nós são preparadas com cimento portland.
Traços de argamassas
em volumes
A seguir estão relacionados alguns traços de argamassas e suas aplicações que
servirão como roteiro para as sobras:
- Argamassa de alvenaria de tijolo cerâmico.
- Cimento, cal e areia fina
- Cal, pozolana e areia fina
Argamassas para alvenaria de blocos de concreto e tijolos de vidro
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- Cimento e areia fina
- Cal, pozolana e reia fina
Argamassas para alvenaria de pedras
- Cimento e areia fina
- Cal, pozolana e areia fina

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Argamassas para ladrilhos hidráulicos e cerâmicos
- Cimento e areia peneirada
- Cimento, cal e areia fina peneirada
- Cal, pozolana e areia fina
Argamassas para ladrilhos de mármore e granitos
- Cimento e areia fina
- Cal, pozolana e areia fina
Argamassa para tacos de madeira
- Cimento e areia fina
- Cimento, cal e areia fina.
Corrosão
Tipos de corrosão
Corrosão Uniforme
- Ataque de toda superfície metálica
- Diminuição da espessura
- Formação de pilhas de ação local
- Desgaste de fácil acompanhamento
- Leva as falhas significativas do equipamento
Corrosão do Pites
- Localizada, com formação de cavidades de pequena extensão e razoável
profundidade
- Características de materiais metálicos formadores de películas protetoras
(passiváveis)
- Pilha ativa-passiva, com rompimento de camada passiva
- Pequena área anódica e grande área catódica.
- Difícil acompanhamento
Corrosão Por Concentração Diferencial
- Pilhas de concentração iônica diferencial
- Ânodo – área com menor concentração
- Cátodo – área com maior concentração
Corrosão por Aeração Diferencial
- Pilhas de aeração diferencial
- Ânodo – área com menor concentração
- Cátodo – área com maior concentração
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- Interface de saída de uma estrutura do solo ou da água para a atmosfera.
Corrosão em Frestas
- Pilhas de aeração diferencial (meio gasoso) e de concentração iônica diferencial
(meio líquido)
- Juntas soldadas com chapas superpostas, juntas rebitadas, ligações roscadas,
revestimentos com chapas aparafusadas.
- Evitar frestas
Corrosão Filiforme
- Filmes de revestimentos, especialmente tintas
- Pilha de aeração diferencial provocada por defeito no filme de pintura.
Corrosão Galvânica
- Pilhas de eletrodos diferentes
- Maior ddp, maior corrosão.
- Menor relação entre a área catódica e anódica – Desgaste menor e mais uniforme
da área anódica.
- Presença de íons metálicos (de materiais mais catódicos) no eletrólito – Oxidação
do metal, devido à redução destes íons.
Corrosão Seletiva
- Formação de par galvânico devido a grande diferença de nobreza entre dois
elementos de uma liga metálica
Corrosão Grafítica
- Ferros fundidos cinzentos e ferro nodular, usados em tubulações de água, esgotos,
drenagem.
- Grafite é mais catódico que o ferro
- Revestimento interno com argamassa de cimento
Corrosão por Dezincificação
- Ligas de zinco, especialmente latões com alto teor de zinco, sendo o zinco o
material mais anódico.
- Tratamento térmico de solubilização da liga, ou uso de ligas com elementos
inibidores como As e Sb.
Corrosão Associada ao Escoamento de Fluidos
- Aceleração dos processos corrosivos devido a associação do efeito mecânico com a
ação corrosiva
Corrosão – Aerosão
-Erosão – Desgaste mecânico provocado pela abrasão superficial de uma substância
sólida, líquida ou gasosa.
- Desgaste maior do que se apenas o processo corrosivo ou erosivo agisse
isoladamente
- Tubulação, permutadores, pás de turbina.
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Corrosão com Cavitação
- Cavitação – Desgaste provocado em uma superfície metálica devido a ondas de
choque do líquido, oriundas do colapso de bolhas gasosas
- Cavitação surge em zona de baixa pressão onde o líquido entra em ebulição
formando bolhas (de vapor do líquido), as quais ao tomarem contato com zonas de
pressão mais alta são destruídas criando ondas de choque no líquido.
Corrosão por Turbulência
- Processo corrosivo associado ao fluxo turbulento de um líquido. Ocorre
particularmente quando há redução na área de fluxo.
- Aparecimento de bolhas gasosas (bolhas de ar) – impingimento
Corrosão Intergranular
- Corrosão nas regiões dos contornos do grão
- Grãos se destacam à medida que a corrosão se propaga
- ddp ocasionada pelas diferenças nas características dos materiais (meio do grão e
material vizinho ao contorno).
Corrosão Intergranular nos Aços Inoxidáveis
- Formação de uma região empobrecida (sensitização) em cromo ao longo dos
contornos do grão (precipitação de carbonetos de cromo).
- Aços austeníticos – 440 a 950°C
- Aços ferríticos – acima de 925°, sensitização mais rápida, número de meios
corrosivos é bem maior. Tratamento térmico prolongado ( 2 a 3 horas ) a 750°C.
Promovem a difusão do cromo da matriz para a região empobrecida, restaurando a
resistência à corrosão.
- Prevenção – Emprega-se aços inoxidáveis austeníticos com teor de carbono
inferior a 0,03% ou aços contendo Nb ou Ti, que fixam o carbono, não permitindo a
formação dos carbonetos de cromo.
- Aços inoxidáveis duplex (austeno-ferríticos) – Maior resistência à MzZn2.
- Ligas de alumínio-cobre – precipitado de CuAl2, mais nobre que a matriz. Agem
como cátodo, acelerando a corrosão da região vizinha.
- corrosão intergranular que os austeníticos com mesmo teor de carbono – a
precipitação de carbonetos é mais aleatória na estrutura.
Corrosão Intergranular de Liga de Alumínio
- Liga de alumínio magnésio, com mais de3% de magnésio, podem formar
precipitados de Mg2Al8 nos contornos dos grãos. Estes precipitados são corroídos.
- Também em ligas de alumínio-magnésio-zinco – precipitado de MgZn2.
- Ligas de alumínio-cobre – precipitado de CuAl2, mais nobre que a matriz. Agem
como cátodo, acelerando a corrosão da região vizinha.
- Precipitados são imprescindíveis para a elevação da resistência mecânica.
Frissuração por corrosão
- Corrosões que produzem trincas e que estão associadas a esforços mecânicos
(tensões residuais, ou conseqüentes do próprio processo corrosivo).
- Trincas intergranulares ou transgranulares
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Corrosão sob Tensão
- Material submetido a tensões de tração, aplicadas ou residuais, é colocado em
contato com um meio corrosivo específico.
- Fatores decisivos: dureza, encruamento, fases presentes.
- Propagação de trincas por corrosão sob tensão é geralmente lenta, até atingir, o
tamanho crítico para uma ruptura brusca.
Fissuração Induzida pela Pressão de Hidrogênio
- Hidrogênio no estado atômico tem grande capacidade de difusão em materiais
metálicos.
- Hidrogênio atômico migra para o interior e acumula-se em falhas existentes,
causando aumento de pressão no interior da falha.
- Falhas próximas à superfície: empolamento pelo hidrogênio.
Corrosão-fadiga
- Progressão de uma trinca a partir da superfície até a fatura, quando o material é
submetido a solicitações cíclicas.
- Processo corrosivo pode ser a causa do surgimento de uma trinca, por onde se
inicia a liga.
- Área anódica – base da trinca – região tensionada e encruada.
- Associação dos dois efeitos causa e falha do material em um número muito menor
de ciclos.
Corrosão de armaduras

Generalidades
Pode-se definir corrosão como a interação de um material com o ambiente, seja por
reação química, ou eletroquímica. Basicamente são dois os processos principais de
corrosão que podem sofrer as armaduras de aço para concreto armado: a oxidação e
a corrosão propriamente dita.
Por oxidação entende-se o ataque provocado por uma reação gás-metal, com
formação de uma película de óxido. Este tipo de corrosão é extremamente lento à
temperatura ambiente e não provoca deterioração substancial das superfícies
metálicas, salvo se existirem gases extremamente agressivos na atmosfera.
Este fenômeno ocorre, preponderantemente, durante a fabricação de fios e barras
de aço. Ao sair do trem de laminação, com temperatura da ordem de 900 Graus, o
aço experimenta uma forte reação de oxidação com o ambiente. A película que se
forma sobre a superfície das barras é compacta, uniforme e pouco permeável,
podendo servir até de proteção relativa das armaduras contra a corrosão úmida
posterior, de natureza, preponderantemente eletroquímica.
Por corrosão propriamente dita entende-se o ataque de natureza
preponderantemente eletroquímica, que ocorre em meio aquoso. A corrosão
acontece quando é formada uma película de eletrólito sobre a superfície dos fios ou
barras de aço. Esta película é causada pela presença de umidade no concreto, salvo
situações especiais e muito raras, tais como dentro de estufas ou sob a ação de
elevadas temperaturas maior que 80 Graus em ambiente de baixa umidade relativa
( U.R. menor que 50 Graus). Este tipo de corrosão é também responsável pelo
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ataque que sofrem as armaduras antes de seu emprego, quando ainda armazenadas
no canteiro. É o tipo de corrosão que o Eng. Civil deve conhecer e com a qual deve se
preocupar. É melhor e mais simples preveni-la do que tentar saná-la depois de
iniciado o processo.
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A Recuperação da Corrosão de Armaduras
A recuperação deste tipo de fenômeno patológico – corrosão de armaduras – é
delicada e requer mão-de-obra especializada. Consiste basicamente de três etapas,
designadas abaixo:
 Limpeza Rigorosa
Deve ocorrer de preferência com jato de areia e apicoamento de todo o concreto
solto ou fissurado, inclusive das camadas de óxidos/hidróxidos das superfícies das
barras.
Análise criteriosa da possível redução de secção transversal das armaduras atacadas.
Se viável esta análise será feita através de ensaios comparativos de resistência entre
peças sadias e as mais atingidas. Se necessário, colocar novos estribos e/ou novas
armaduras longitudinais. Sempre que se empregar solda, esta deve ser á base de
eletrodos, controlando-se o tempo e a temperatura a fim de evitar a mudança da
estrutura do aço, principalmente se este for de classe B (EB-3 da ABNT).
 Reconstrução do Cobrimento das Armaduras
Deve ocorrer preferencialmente com concreto bem adensado. Este cobrimento tem
a finalidade de:
_ impedir a penetração de umidade, oxigênio e agentes agressivos até as armaduras;
_ recompor a área de secção de concreto original;
_ propiciar um meio que garanta a manutenção da capa passivadora no aço.
OBSERVAÇÃO: Antes de qualquer recuperação, devem ser identificadas e
sanadas as causas. Caso isso não seja observado, corre-se o risco de acarretar
corrosão em outros locais por haver criado mais descontinuidade na estrutura, além
das que originalmente existiam.
BIBLIOGRAFIA
THOMAZ, Ercio. Trincas em edifícios. São Paulo: Pini, 1989
BELLMUNT, Rafael et all. Manual de diagnosis e intervención em estructuras de hormigón armado.
Barcelona: César
Vigueira, 2000
HELENE, Paulo; Pereira, Fernanda. Manual de Rehabilitación de Estructuras de Homigón: Reparación,
Refuerzo y Protección.
São Paulo: Bandeirantes, 2003
HELENE, Paulo R. L. Corrosão em armaduras para concreto armado. São Paulo:Pini, 1986
HELENE, Paulo. Manual para reparo, reforço e proteção de estruturas de concreto. São Paulo: Pini, 1992
MACHADO, Ari de Paula. Reforço de Estruturas de Concreto Armado com Fibras de Carbono. São Paulo:
Pini, 2002
VERÇOSA, Ênio José. Patologia das Edificações. Porto Alegre: Sagra, 1991.
CÁNOVAS, Manuel Fernández. Patologia e Terapia do Concreto Armado. São Paulo: Pini, 1998.
SOUZA, Vicente Custódio M. de RIPPER, Thomaz. Patologia, Recuperação e Reforço de Estruturas de
Concreto. São Paulo:
Pini, 1998. GENTIL Vicente. Corrosão. 3ed. São Paulo: LTC, 1996.
THOMAZ, Ercio. Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade na Construção. São Paulo: Pini, 2001.
CASCUO, Oswaldo. O controle da corrosão de armaduras em concreto. São Paulo: Pini, 1997

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