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RELATÓRIO TÉCNICO

PROJETO “ARAÇUAÍ: DE UTI EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA”


FEVEREIRO / MARÇO
2006

INTRODUÇÃO

O projeto “Araçuaí: de UTI Educacional a Cidade Educativa” foi implantado e implementado desde
2004 com objetivo de elevar o nível de aprendizagem das crianças e adolescentes do município. O
projeto é uma parceria entre o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento) e a Petrobrás: o
primeiro oferece a sua experiência educacional e metodológica e o segundo, apoio financeiro.

Atualmente, o projeto atende a 656 crianças e adolescentes em sete núcleos (Araçuaí - zona urbana,
Bois, Gema, Irmã Maria Gema, José Gonçalves, Malhada Preta e Olinto Ramalho), com a participação
de 64 Mães Cuidadoras e 52 Agentes Comunitários de Educação.

Durante dois anos, trabalhamos dentro das escolas, adaptando os saberes, fazeres e desejos da
comunidade, para ensinar as crianças a ler, escrever e fazer as quatro operações. Após essa fase,
investimos na “Cidade Educativa”, que é a etapa de consolidação do projeto.

O projeto “Araçuaí: de UTI Educacional a Cidade Educativa” é resultado de muitas discussões, entre
críticas e elogios. Alguns professores não concordam e não apóiam a idéia. Mas, em compensação, a
comunidade inteira participa e é uma de nossas principais parcerias, desfrutando, junto com os
envolvidos, dos avanços e conquistas.

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Neste ano de 2006, estamos iniciando uma nova etapa. A “Cidade Educativa”, além das atividades
desenvolvidas com as crianças voltadas para a alfabetização e a matematização, inclui no seu Plano
de Trabalho e Avaliação (PTA) outras tecnologias, buscando tornar o município sustentável.

As reuniões com as comunidades participantes foram realizadas com o objetivo de esclarecer sobre os
procedimentos da nova fase e para a reorganização das equipes (Mães Cuidadoras e Agentes
Comunitários de Educação) que atuaram anteriormente.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PERÍODO, DE ACORDO COM O PTA, SEUS OBJETIVOS,


METODOLOGIA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO PÚBLICO-ALVO.

• Formação de Mães Cuidadoras

Algumas alterações ocorreram nas equipes: pessoas que saíram porque mudaram da comunidade ou
conseguiram outro emprego e outras que passaram a se integrar à equipe. Isso se fez necessário
diante da demanda local.

A capacitação é uma necessidade para o aprofundamento das discussões sobre o trabalho, a


elaboração do PTA específico de cada núcleo e o fortalecimento da equipe.

Número de pessoas/comunidade:

- Núcleo de Araçuaí: 32
- Núcleo dos Bois: 14
- Núcleo Córrego da Velha: 16
- Núcleo Irmã Maria Gema: 20
- Núcleo José Gonçalves: 17
- Núcleo Malhada Preta: 12
- Núcleo Olinto Ramalho: 20

• Formação de Agentes Comunitários de Educação

Os Agentes Comunitários de Educação (ACE) também participaram da capacitação para reforçar os


objetivos do projeto e planejar as atividades propostas para 2006. Nas capacitações, discutimos sobre

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possíveis ações com o objetivo de contribuir para a transformação das nossas comunidades, como
alfabetização de adultos, atividades que reforcem o compromisso ambiental, exterminando a prática
de queimadas, destino ideal para lixo, água tratada, permacultura, grupo de produção e farmácias
alternativas.

• Pesquisa na comunidade

Para atender à demanda de sete bairros da cidade de Araçuaí, a equipe decidiu começar fazendo uma
pesquisa de diagnóstico, buscando conhecer melhor a história do local, sua gente, seus costumes e
sonhos.

Os bairros Arraial, Nova Esperança, Piabanha, Pedregulho e Corredor ficam afastados do centro da
cidade e neles se concentram as crianças que participam do projeto. Conhecer melhor esses bairros foi
uma experiência que nos permitiu descobrir o quanto nós podemos aprender com as pessoas e o
quanto elas podem contribuir com o trabalho. As realidades são, em alguns aspectos, muito peculiares
e em outros se mostram similares.

Na rua de “Baixo” e no “Beco da Sola”, a pesquisa se caracterizou pelo resgate cultural e elevação da
auto-estima das pessoas. Elas têm realidades semelhantes, pois são duas ruas praticamente
“esquecidas” pela administração pública e pelo desinteresse das pessoas, marcadas pelo tráfico de
drogas e pela prostituição. Ao mesmo tempo, são ruas de patrimônio histórico e de pessoas que ainda
sonham com mudanças. Essa descoberta foi fundamental para perceber que o rótulo de “pessoas
desinteressadas” não é real.

• Exposição

O trabalho de pesquisa realizado na cidade de Araçuaí foi mostrado nos próprios bairros, com a
confecção de livros que retratam a história do povo, mostras de fotografias antigas e atuais e de
desenhos.

Na noite da exposição, a população pôde conhecer os trabalhos de artesanato dos artistas locais, ver
peças de teatro, ouvir cantorias, rodas de versos e batuques, além de assistir a um filme. Todos esses
instrumentos de trabalho são utilizados para promover aprendizagem, participação, integração e
harmonia.

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Resgatar e conhecer as histórias trouxe estímulo para a população, estimulando-a a valorizar-se e a
acreditar que é capaz de transformar e buscar novos rumos de realização e conquista.

• Oficinas de tinta de terra

O trabalho com a tinta de terra sempre surpreende as pessoas. Embora a experiência faça parte das
tecnologias de aprendizagem das comunidades, ainda assim continua despertando fascínio entre elas.

As oficinas realizadas nas ruas de Baixo e do Beco da Sola (na cidade) reuniram uma roda de crianças
para confeccionar cartões. Primeiro, discutiu-se a origem da matéria-prima, de onde vem, o porquê
das cores, o modo de preparo e a utilização. Depois, o resultado: os cartões feitos pelas crianças
retratavam sentimentos, sonhos e alegria.

Os comerciantes e moradores do “Beco da Sola” observavam todo o movimento da atividade.


Gostaram e falaram do desejo de pintar suas lojas. Quando decidimos realizar o trabalho com eles,
pensamos que, a partir dessa ação, poderíamos mudar a “cara” do Beco, dando colorido e alegria
para as casas e seus moradores. Pintamos dois pontos de selaria (loja de fabricação de selas para
montagem de animais); o resto virá como acréscimo aos nossos objetivos propriamente ditos.

• Música

A oficina de música realizada pela equipe da cidade de Santo André (SP) trouxe novidade: a “ciranda”,
cantada e dançada de forma descontraída, alegre e bonita. Educadores de vários núcleos, dos
projetos “Ser Criança” e “Fabriqueta” participaram da atividade. Foi uma oportunidade de troca de
conhecimento e entrosamento entre pessoas de diferentes comunidades e que fazem o mesmo
trabalho.

A forma de trabalhar a música com as crianças, resgatando as melodias e versos, foi discutida e
avaliada pelo grupo. Conclui-se que a música é para ser cantada e interpretada, trazendo a magia
das histórias para as pessoas. Cantar tem que “fazer sentido” e não simplesmente cantar por cantar.

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• Cerâmica

A oficina de cerâmica iniciou-se com uma apresentação: Renata, coordenadora dessa atividade,
contou histórias que relatam como surgiu a argila e mostrou algumas curiosidades feitas com esse
material.

O texto “Mãos de Vento, Olhos de Dentro” foi a inspiração para que, de olhos vendados, as pessoas
pudessem moldar e fazer a sua criação com argila. A técnica de preparação do barro é muito
importante para a produção das peças. O interessante é que muitos que diziam “não levar jeito”
conseguiram fazer coisas incríveis. Concluída a oficina, as peças produzidas foram deixadas no
Fabriqueta.

• Mala de histórias

Essa oficina trouxe para o grupo o resgate das histórias contadas por nossos pais. Foram feitos
exercícios das técnicas de contação de histórias, aprimorando as experiências anteriores dos
educadores. O grupo teve a oportunidade de integrar e discutir sobre essa influência na
aprendizagem.

• Folia do Livro

Apenas uma “Folia do Livro” aconteceu este ano na cidade, mas os núcleos rurais já estão se
preparando para a realização de novas folias.

Os moradores dos bairros onde os Agentes Comunitários de Educação e Mães Cuidadoras atuam
estavam com saudade das noites descontraídas, com cantorias, batuques, teatros e folias. Como todos
estavam empolgados com a primeira folia do ano, a volta dos livros para a comunidade foi recebida
com muita alegria. Nem a chuva que ameaçava cair impediu que ela acontecesse.

As pessoas se juntaram para ornamentar o espaço de onde sairia a folia. Música e teatro foram
ensaiados. As músicas estão na “boca do povo”. O grupo trouxe para a abertura o teatro baseado no
livro “O circo”. Crianças e público fizeram parte do espetáculo e se deliciaram com as histórias de
magia, conhecimento e informação.

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• Cinema Itinerante

A primeira sessão de cinema em Araçuaí estreou junto com a exposição nos bairros. O cinema tem
reunido as pessoas à noite como um encontro de amigos. A comunidade deixa de lado a novela para
buscar novos conhecimentos, boa prosa e relacionamentos.

A data prevista para o início do Cinema Itinerante nos núcleos era 21 de abril e, de acordo com o
planejamento, os demais serão atendidos na seqüência.

• Clube do Vídeo

Este ano pretende-se investir mais na formação e crescimento das pessoas, para que elas sejam
verdadeiras protagonistas do trabalho. O Clube do Vídeo é um pretexto para isso. Todos os grupos
vão se reunir (de acordo com a disponibilidade das pessoas) para as sessões de cinema.

A cada sessão, um grupo fica responsável pela atividade, trazendo propostas de dinâmicas, discussões
e debates sobre os temas retratados nos filmes. O importante é promover um ambiente de integração,
harmonia e participação.

• Mobilização das comunidades

A primeira atividade na zona rural foi a mobilização das pessoas para iniciar o trabalho com as
reuniões. As capacitações, feitas com o intuito de motivar, aprimorar e revigorar o grupo, foram
realizadas e em seguida serão programadas as atividades com as crianças e comunidades.

Realizamos também um mapeamento destinado a expor os pontos luminosos das comunidades. Cada
participante pontuou as coisas boas que existem em sua comunidade, como rios, benzedeiras,
parteiras, igrejas, contadores de histórias e fonte de renda.

De acordo com o mapeamento, foi elaborado o planejamento das atividades que serão realizadas
com as crianças e a comunidade. As Mães Cuidadoras e Agentes Comunitários de Educação foram
distribuídos, de forma a atender o maior número possível de crianças.

Algumas dificuldades foram detectadas ao longo do trabalho: distância entre uma comunidade e outra
ou o fato de uma comunidade ter que se encontrar em dois ou três pontos diferentes, em função da

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distância entre as casas das crianças, já que não foi possível estabelecer um único ponto de encontro.
Em muitos lugares, o número de crianças ultrapassou o previsto.

• Bornal de Jogos

A atividade mais utilizada é o Bornal de Jogos. Brincando com jogos como “Pontuoteca”, “O Tombo”,
“Fera é Fera”, “Rapidinho” e “Construindo a Caixa”, as crianças aprendem matemática e conhecem o
alfabeto de forma descontraída e lúdica.

Elas desenvolvem o raciocínio lógico e aprender matemática torna-se tão fácil quanto manusear um
“dado”. As crianças da fase introdutória conhecem até o número seis, pois essa é a numeração dos
dados que usam nos jogos. É possível perceber que o uso de material concreto facilita a
aprendizagem, que avança gradativamente à medida que as crianças se exercitam nos jogos.

Em alguns lugares, as atividades acontecem com todas as crianças juntas (desde a fase introdutória até
a 5ª série). Aproveitamos esse momento para ensinar jogos como “Fera é Fera” e o “Tombo”, pois as
crianças que estão mais avançadas auxiliam as outras, tornando o ambiente harmonioso e facilitando
a aprendizagem.

• Banco do livro

No dia de 22 de fevereiro, iniciamos as atividades no “Banco do Livro” com três participantes.


Inicialmente, as atividades aconteceram normalmente: reuniões com a equipe para planejar o
trabalho, reformar livros, reorganizar o espaço físico, reformular o Plano de Trabalho e Avaliação e
receber as pessoas para as trocas.

A equipe participou de uma oficina de música promovida pela equipe de Santo André (SP), atividade
que contribuiu com o processo de formação da equipe para aprimorar a prática educativa.

Eles trouxeram para cá a ciranda, cantada e dançada de forma bem descontraída, alegre e bonita. Foi
também uma oportunidade de troca de conhecimento e entrosamento entre pessoas de diferentes
comunidades que desenvolvem o mesmo trabalho.

A forma de trabalhar a música com as crianças, resgatando as canções, os versos, foi discutida e
avaliada pelo grupo. Chegou-se à opinião consensual de que a música deve ser cantada, interpretada

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e usada como recurso para trazer histórias para as pessoas. Cantar tem que fazer sentido e não
simplesmente cantar por cantar.

O “Banco do Livro” propõe diversas atividades que podem ser realizadas com a comunidade, como as
rodas de viola e contação de histórias, que estimulam a criatividade dos Agentes Comunitários de
Educação e das Mães Cuidadoras.

“A oficina foi muito interessante, pois tivemos a oportunidade de conhecer as meninas da zona rural,
que fazem o mesmo trabalho que a gente. Houve uma troca de conhecimentos. As cirandas cantadas
foram alegres e principalmente discutidas. Todas as músicas e brincadeiras eram discutidas na roda e
colocadas dentro do trabalho junto com as crianças.”
José Vander e Cleber Ribeiro
Agentes Comunitários de Educação

• Outras atividades

Utilizamos a argila para construir letras, números e nomes com as crianças. Desenvolvemos ainda a
modelagem de algumas peças, permitindo que, a partir disso, elas possam criar frases.

As crianças colocam a “mão na massa” literalmente, criando-se um clima de puro prazer e alegria.
Alguns querem adivinhar a letra que o outro está fazendo antes mesmo de terminar. O legal é que
algumas crianças mais velhas ajudam as pequenas, trabalhando também a coordenação motora.

Os recortes de jornais e revistas são utilizados pelas crianças para montar cartazes com figuras e
nomes que elas acham interessantes. Cada criança trabalha conforme o seu nível de aprendizagem:
algumas recortam o alfabeto e sílabas, enquanto outras formam palavras e frases.

• Bornais de Livros e Algibeiras de Leitura

Outras atividades bastante utilizadas são os Bornais de Livros e as Algibeiras, nas quais trabalhamos
de forma variada: recortamos as sílabas retiradas de jornais e formamos as palavras mais bonitas dos
livros, fazemos desenhos, criamos outras histórias e discutimos sobre o que aprendemos com cada
livro.

O diagnóstico é realizado durante essas atividades, percebendo-se, ao mesmo tempo, as dificuldades


individuais e os avanços. O planejamento é feito de acordo com essa observação.

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• Grupo de produção

Em algumas comunidades, estamos iniciando, aos poucos, o grupo de produção. Primeiro,


conversamos com as pessoas, sondando seus interesses e as propostas que cada grupo tem, de
acordo com a matéria-prima disponível na comunidade e as habilidades das pessoas.

Na comunidade “Tesouras”, por exemplo, um grupo está se encontrando e se revezando nas casas
para fazer a “espiral de ervas e cheiro verde”, aproveitando o tempo de chuvas, que é ideal para o
plantio. No “Córrego do Piauí”, as mulheres têm um encontro marcado para experimentar uma receita
de doce de coco.

Na comunidade “José Gonçalves”, realizou-se a primeira conversa sobre experimentação de receitas e


para discutir questões referentes aos cuidados com o meio ambiente, focalizando a degradação do rio
Piauí.

GERENCIAMENTO DO PROJETO

O projeto “Araçuaí: de UTI Educacional a Cidade Educativa” está sob a coordenação geral do CPCD,
que é responsável pela metodologia, planejamento e execução. Cada um dos sete núcleos é
coordenado por cinco educadores, que acompanham as equipes, planejam e avaliam o trabalho.

DESEMPENHO DOS EDUCADORES

A capacitação proporcionou às equipes de trabalho muita motivação. Elas são constituídas


basicamente por mulheres, já que poucos homens participam. Apenas na cidade há um número maior
de homens jovens; nos demais núcleos, apenas um ou dois compõem a equipe.

Os educadores e educadoras se empenham efetivamente no trabalho de aprendizagem das crianças e


adolescentes. Buscam novas formas e instrumentos de aprendizagem, para atender aos diferentes
desafios de deficiência das crianças. Estabelecem um relacionamento transparente e amigável com os
moradores das comunidades e, nas atividades desenvolvidas, conseguem mobilizá-los e animá-los,
permitindo que eles se apropriem do trabalho.

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ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS E COMUNIDADES

As famílias são, em sua maioria, as nossas parceiras. Ainda existem famílias que representam um
desafio para a equipe, pois não acompanham a aprendizagem dos filhos. Outras também não se
empenham nesse desejo.

ENVOLVIMENTO DAS ESCOLAS ONDE OS PARTICIPANTES ESTUDAM

Nessa fase, as escolas ainda não são nossas parceiras. O compromisso do CPCD é exclusivamente
com as comunidades e entidades que nelas atuam. No Núcleo Córrego da Velha, por exemplo, a
Creche e a Brinquedoteca, mantidas pela Associar, apóiam o trabalho e estimulam a participação das
pessoas. Muitas atividades são realizadas conjuntamente em espaços cedidos por essas entidades.

ENVOLVIMENTO DAS ENTIDADES LOCAIS (PREFEITURA, GRUPOS DE JOVENS, CLUBE DE SERVIÇOS


ETC)

No núcleo, as associações das comunidades apóiam o projeto, cedendo espaços físicos disponíveis
para a realização das diversas atividades. Na comunidade dos Bois, por exemplo, a Associação de
Moradores contribui nesse aspecto. Outras instituições, como a Associar, são parceiras nas
comunidades em que atuam. Incentivam a participação dos moradores nas oficinas promovidas pelo
projeto e se dispõem a buscar soluções conjuntas para os problemas apresentados em cada
comunidade.

AVANÇOS OBTIDOS NO DESENVOLVIMENTO DOS OBJETIVOS DO PROJETO

• Índices qualitativos

- Acolhimento da comunidade para com o projeto.


- Comunidade entrosada com os objetivos do projeto.
- Pessoas satisfeitas e comprometidas.
- Crianças com o raciocínio aguçado.
- Comunidades que cedem espaços físicos para a realização das atividades.

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- Apoio dos pais para a realização do trabalho.
- Início dos grupos de produção.
- Motivação para o trabalho.

• Índices quantitativos

Agentes Comunitários de Educação – atuantes 50


Agentes Comunitários de Educação - capacitados 63
Mães Cuidadoras – atuantes 63
Mães Cuidadoras – capacitadas 78
Alunos beneficiados 740
Algibeiras utilizadas 28
Livros utilizados 115
Bornal de Livros utilizados 17
Cinema Itinerante – participantes em uma sessão 120
Comunidades atendidas 56
Escola beneficiada 01
Famílias atendidas 608
Folia do Livro realizada 01
Participantes da Folia 90
Jogos reproduzidos 139
Jogos criados 01
Oficinas Comunitárias 07
Tecnologias Comunitárias de Aprendizagem 10

Banco do Livro
Atendimento 53
Livros doados /recebidos 85
Trocas realizadas 225
Visitas/mês 37
Títulos no acervo 3.148
Livros no acervo 10.889

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Número de pessoas que estão trabalhando

N º de Agentes Comunitários N º de Mães


Comunidade Total
de Educação Cuidadoras
Araçuaí (zona urbana) 21 13 34
Bois 4 3 7
Córrego da Velha 4 8 12
Irmã Maria Gema 5 12 17
José Gonçalves 6 10 16
Malhada Preta 4 5 9
Olinto Ramalho 6 12 18
Total 50 63 113

Número de crianças atendidas

N º de comunidades
Núcleos N º de crianças freqüentes
atendidas por núcleo
Araçuaí (zona urbana) 130 7
Bois 88 05
Córrego da Velha 56 05
Irmã Maria Gema 110 10
Malhada Preta 68 08
Olinto Ramalho 143 10
José Gonçalves 145 11
Total 740 56

DIFICULDADES ENCONTRADAS NO DESENVOLVIMENTO DOS OBJETIVOS DO PROJETO

- Transporte para que as Mães-cuidadoras e Agentes Comunitários de Educação pudessem participar


do treinamento e do trabalho.
- A longa distância entre as comunidades para as Mães-cuidadoras atenderem as crianças.
- Dificuldade para a equipe se encontrar e realizar o planejamento, tendo em vista a distância
(Malhada Preta e José Gonçalves).
- As chuvas dificultam o acesso das pessoas às oficinas.

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- Comunidades que serão atendidas uma vez por semana.
- O número de Mães Cuidadoras, em algumas comunidades, não é suficiente para atender todas as
crianças que necessitam desse trabalho.
- Pouca opção de filme no acervo (a maioria já passou na cidade).
- Organizar a equipe de Agentes Comunitários de Educação e Mães Cuidadoras da cidade em um
horário.
- O grande número de comunidades por núcleo e as longas distâncias entre elas dificultam o
acompanhamento pela coordenação.

BREVE SÍNTESE

É importante conhecer o lugar onde o trabalho se realiza, ou seja, conhecer a realidade das crianças e
de suas famílias, obter informações sobre seus costumes e valores e integrá-las, garantindo, assim,
uma educação de qualidade.

Fazer do município de Araçuaí uma cidade educativa é um desafio para toda a equipe. As
capacitações propiciaram momentos de reflexão sobre a visão que as comunidades têm de si mesmas
e como cada uma poderá contribuir ao perceber que, se suas competências e habilidades forem
usadas em prol dessa realização, serão os instrumentos da transformação social.

Os conhecimentos, habilidades e atitudes são as dimensões que nortearão a conduta do trabalho


executado pelos educadores. O envolvimento das comunidades, a recuperação das crianças e
adolescentes, em suas deficiências na escrita, leitura e quatro operações, assim como o compromisso
com o ambiente em que se vive, são metas firmadas como essenciais para o desenvolvimento social
que o projeto propõe.

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ANEXOS

• Depoimentos

“Realizar um trabalho como este gera oportunidades e aprendizagens. Torna-se até difícil encontrar
palavras para descrever a quantidade de coisas preciosas que incluímos na nossa bagagem
profissional e pessoal.

Ao falar da proposta do Projeto Cidade Educativa, senti apoio e acolhimento tão grandes como o de
uma criança que há muito tempo estava esquecida num canto, sem colo e sem carinho. É como saciar
a fome de quem quer aprender, ensinar, evoluir e se desenvolver.”
Edilúcia Borges - Coordenadora do
Núcleo José Gonçalves

“As experiências que vivemos na infância é que nos fazem ser o que somos hoje.”
Hélder dos Santos Silva - Agente Comunitário de Educação
Núcleo Olinto Ramalho

“Agora, com o Projeto, nossa comunidade tem mais oportunidade de aprender coisas novas, como
reciclagem e permacultura. Vamos dar um grande passo para construir a nossa cidadania.”
Cléria Gonçalves Gomes - Agente Comunitária de Educação
Núcleo Malhada Preta

“Quando iniciei no Projeto, eu era muito fechada. Hoje converso com todo mundo, estou aprendendo
muitas coisas que estão enriquecendo a minha vida. Quero que o Projeto cresça mais ainda, porque
assim vou ter a oportunidade de crescer junto com ele.”
Flaviana Gonçalves de Sá - Agente Comunitária de Educação
Núcleo Malhada Preta

“Eu gosto muito do Projeto, porque ele traz benefícios para a nossa comunidade. E incentiva as
pessoas a não ficarem esperando as coisas caírem do céu, mostrando que temos que nos juntar e
fazer acontecer.”
Otelina das Graças Gonçalves - Mãe Cuidadora
Núcleo Malhada Preta

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“Eu aprendi que, por mais simples que seja a nossa comunidade, devemos valorizar as coisas que
temos, porque isso pode se tornar valioso. É uma vergonha, mas as pessoas só vieram a saber o
porquê do nome da comunidade depois do Projeto. Isso as crianças não sabem e não podemos deixar
as coisas morrerem.”
Adriana S . Santos de Oliveira - Mãe Cuidadora
Núcleo Olinto Ramalho

“Eu uso a palavra descoberta para avaliar o nosso trabalho, porque, além de descobrir coisas boas e
importantes, nos dá vontade de cada dia aprender mais.”
Jucilene Alves Souza - Agente Comunitária de Educação
Núcleo Olinto Ramalho

“Tudo o que fizemos aqui nesses dias foi e ainda será muito proveitoso, tanto para o trabalho na
comunidade quanto para a nossa vida. Por mais simples que seja a brincadeira, tem sempre uma lição
para nos transmitir.”
Eliane Pinheiro de Souza - Agente Comunitária de Educação
Núcleo Olinto Ramalho

“Espero que o nosso trabalho seja como o texto: que possamos semear sementes que irão dar bons
frutos e que seja de grande importância para todos.”
Marilha Alves de Oliveira - Mãe Cuidadora
Núcleo Olinto Ramalho

“A gente se conscientiza de que sozinho não consegue conquistar nem a metade das metas que
conquistamos quando temos mais pessoas ao nosso lado. Isso é que é trabalhar em conjunto.”
Maria Selma Batista dos Santos - Mãe Cuidadora
Núcleo José Gonçalves

“Cada roda em que estamos juntas aprendemos algo de novo. Levamos coisas boas para a nossa
comunidade: brincadeiras e receitas. É bom sermos unidos e determinados. Assim, faremos melhorias
em nosso lugar.”
Josefina Teixeira Dias - Mãe Cuidadora
Núcleo José Gonçalves

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“Estou percebendo que é muito importante a gente saber de tudo um pouco. Assim facilita a nossa
vida e ela melhora.”
Elias Fagundes - Agente Comunitária de Educação
Núcleo José Gonçalves

“Na vida, hoje em dia, muitas pessoas passam necessidades, porque não sabem fazer nada junto. Só
pensam em si mesmas. Não enxergam que juntos conquistamos mais coisas. A gente tem que
aprender a ser solidário um com o outro.”
Romilda Teixeira Alves - Mãe Cuidadora
Núcleo José Gonçalves

“No Projeto, as contas de mais e de menos são mais fáceis do que na escola. Aqui eu faço rapidinho e
lá eu demoro a aprender.”
Claudinei da Silva de Souza - 10 anos
Núcleo Olinto Ramalho

“Eu gostei do dia porque, com a brincadeira ‘esconde’, aprendi quanto era 103 + 7. Foi tão bom, que
eu nem queria ir para a minha escola. Queria estudar só aqui.”
Roberto da Silva - 10 anos
Núcleo Olinto Ramalho

“Na época que estudei, eu não achava um livro pra ler. Com o Projeto, as crianças estão podendo ler
muitos livros bonitos.”
Madalena Souza Gomes - Mãe de André
Comunidade N. S. Aparecida

“Eu quero agradecer por vocês darem continuidade ao trabalho e por incluírem a minha filha no
Projeto. Para mim, está sendo muito gratificante e com certeza, mais uma vez, eu sei que é a minha
filha que vai ganhar e sair vitoriosa nisso tudo.”
Ivanete Luiz Vieira - Mãe de Jaciara
Comunidade Lapinha

“Através da leitura, dos jogos e outras atividades, é que a gente percebe a dificuldade que os meninos
têm.”
Nenas de Fátima Ferreirrra - Mãe Cuidadora
Núcleo Gema

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“Gostei de ler o livro. Quando a gente lê correto, as dúvidas somem da cabeça da gente.”
Wedson Pereira Santos - 10 anos
Núcleo Gema

“Foi muito bom aprender a escrever o meu nome. Amanhã, quando eu chegar na escola, vou mostrar
pra todo mundo!”
Cleiton Nunes da Silva - 6 anos
Núcleo Gema

“Através do jogo ‘Dominó de Letras’, eu aprendi o alfabeto.”


Claudinilson Coelho dos Santos - 10 anos
Núcleo Gema

“O bom de ouvir as histórias de antigamente é que a gente nem imaginava as coisas que aconteciam
com os nossos avós. Eu nem sabia que se faz cobertor com algodão.”
Josilane Lopes da Silva - 14 anos
Núcleo Gema

“Se na nossa comunidade tivesse água, meu sonho se tornaria realidade. Gostaria de fazer uma horta
e trabalhar com essa meninada. Todos iriam contribuir com o que cada um tem, e assim seríamos
mais felizes.”
Vanda Maria de Jesus dos Santos - Mãe Cuidadora
Núcleo Gema

“Com as oficinas, a gente perde o medo e começa a acreditar que somos capazes de fazer tudo o que
quisermos. Nada é impossível!”
Adna Maria Ramos - Agente Comunitária de Educação
Núcleo Gema

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• Memória de reunião

Reunimos com a equipe de Mães-cuidadoras e Agentes Comunitários de Educação dos Núcleos Olinto
Ramalho e Córrego da Velha, para conversamos sobre o reinício das atividades do Projeto.
Participaram 36 pessoas.

Os grupos se mostraram entusiasmados com o retorno do trabalho. Para iniciar, fizemos a dinâmica
da “Piscada Fatal”, com objetivo de discutir a especificidade de cada situação que vamos encontrar e
para as quais devemos nos preparar para responder com soluções viáveis.

Discutimos sobre as expectativas do grupo e da comunidade em relação ao trabalho. Fomos


informados de que as pessoas perguntam sobre o trabalho e que as mães estão esperando o inicio
das atividades para envolver a comunidade.

Algumas pessoas desistiram, por não ter como conciliar o trabalho de casa com o Projeto; outras
desanimaram pela distância, mas se mostraram disponíveis, caso a gente precise delas dentro da
comunidade.

Conversamos sobre a nova proposta de trabalho, na qual vamos pensar a Cidade Educativa com
perspectiva de sustentabilidade. O grupo falou das dificuldades do ano passado e também dos
avanços. Fizemos avaliação e planejamos as atividades, com o objetivo de promover a transformação
social.

No Núcleo Olinto Ramalho, combinamos que a Mãe Cuidadora Gerliane fará parte da equipe, uma
vez que ela era do Núcleo Araçuaí e agora está morando na localidade.

Encerramos a reunião com alguns combinados: data para a capacitação, apoio logístico para o
coordenador e detalhes para a realização da capacitação.
Advete Santana / Helbert Rodrigues
Educadores CPCD

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• Relatório de Capacitação
Núcleos: Bois e Córrego da Velha

Introdução

A elaboração do Plano de Trabalho e Avaliação (PTA) para 2006 se fez em momentos distintos. A
equipe de coordenação participou de uma capacitação de aprimoramento na construção do PTA,
tendo em vista a sua viabilidade em cada setor e obedecendo a prazos previstos e pontuados. Nas
capacitações com os educadores, esse tema foi o ponto culminante, visto que o projeto prosseguiu
tendo como base o PTA.

As pessoas do trabalho de campo elaboraram o PTA considerando a avaliação anterior. Os pontos


negativos e positivos foram observados para, de acordo com eles, corrigir os rumos, propondo e
melhorando as ações.

Perfil das Equipes

A equipe do Núcleo Córrego da Velha é composta por 12 pessoas, entre mães-cuidadoras e Agentes
Comunitários de Educação que atuaram no ano de 2005. A maior dificuldade enfrentada no ano
anterior foi a suspensão e revezamento da coordenação, o que acarretou vários problemas dentro da
equipe, principalmente de relacionamento. Observou-se que as pessoas são duras com elas mesmas e
com os demais participantes.

Durante a capacitação, o clima de competição envolvia as pessoas em discussões desnecessárias,


provocando atraso na execução do planejamento previsto. Diante dessa realidade, foi necessário rever
o planejamento e retomar o foco com base nos princípios norteadores da formação da equipe.
Realizamos atividades e dinâmicas para aprofundar e harmonizar temas como ética, compromisso e
apropriação.

No Núcleo dos Bois, a equipe é heterogênea, sendo composta por participantes que atuaram em
2005, aspirantes ao trabalho e um que atuou em 2004 e depois evadiu por questões pessoais. É uma
equipe coesa e firmemente comprometida com a causa do Projeto.

Considerando a demanda do número de crianças e adolescentes a serem atendidos e o pedido de


duas participantes para se ausentarem do trabalho no primeiro mês, por questões de tratamento de

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 19


saúde, um participante que atuou anteriormente e teve uma participação dinâmica voltou a compor a
equipe.

Atividades Desenvolvidas

O primeiro momento foi dedicado à avaliação do trabalho anterior, pontuando os pontos negativos e
positivos da equipe e do trabalho.

No Núcleo dos Bois, os pontos positivos foram destacados pela participação incondicional da
comunidade e o avanço obtido no resultado da aprendizagem das crianças e adolescentes. No Núcleo
do Córrego da Velha, destacou-se a participação da comunidade, mas a aprendizagem das crianças
não alcançou índices satisfatórios.

As dinâmicas e textos executados como fonte de reflexão e aprofundamento dos temas


proporcionaram a retomada do crescimento da equipe. Detectou-se a necessidade de um
esclarecimento acerca de situações mal-resolvidas anteriormente, firmando-se o propósito de mudança
de comportamentos.

Na elaboração do Plano de Trabalho e Avaliação, foi detectada a falta de familiaridade com o


instrumento de trabalho e a ausência de avaliações substanciais sobre a prática educativa. Alguns
acordos foram firmados entre as partes. Uma nova coordenadora assumirá o trabalho e as questões
de relacionamento foram, a princípio, superadas.

Avanços Obtidos no Desenvolvimento dos Objetivos do Projeto

Índices Qualitativos

- E quipe aprimorada e afinada.


- Conteúdo de acordo com as necessidades de cada equipe e sua realidade.
- Elaboração do Plano de Trabalho e Avaliação.
- Boa organização dos grupos para a execução do trabalho.
- Contato com a comunidade e acolhimento das atividades do projeto.
- Exercícios de leitura e escrita.

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 20


- Compromisso das equipes.

Índices Quantitativos

- Participação de 45 pessoas na capacitação.


- Confecção de 30 jogos para o trabalho.
- Apresentação de quatro peças de teatro baseadas nos livros e casos contados.
- Elaboração de relatórios diários.
- Criação de quatro textos temáticos.
- Criação de dois poemas.

Breve Síntese

O convencimento das pessoas sobre a metodologia do trabalho é fundamental para o seu avanço.
Avaliou-se que a prática educativa baseada na realidade nos remeterá à transformação social das
comunidades e à sua sustentabilidade.

Os recursos existentes são sub-utilizados e, às vezes, desconhecidos. Valorizar o que a comunidade


sabe, faz e deseja é também estimulá-la na descoberta de suas potencialidades e habilidades como
instrumentos postos a serviço do bem comum e de seu desenvolvimento.

Vânia Coutinho - Coordenadora


Capacitação nos Núcleos dos Bois e Córrego da Velha

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 21


• Relatório de Capacitação
Núcleos: Malhada Preta, José Gonçalves e Olinto Ramalho
Mês de março - 2006

Perfil da equipe

As pessoas são simples e enfrentam muitas dificuldades onde moram, sobretudo a falta de transporte,
a pouca oferta de trabalho e a seca. Os maridos têm de viajar para trabalhar no corte de cana em
busca do sustento da família. Às vezes, há falta de água e de sonhos. As jovens têm como única
expectativa arranjar um casamento.

A equipe do Núcleo Malhada Preta é composta por nove pessoas: quatro Agentes Comunitários de
Educação e cinco Mães Cuidadoras. A maioria das jovens foi para Araçuaí estudar, desfalcando a
equipe.

O que mais chama a atenção no grupo é a simplicidade e a alegria dos participantes. Apesar de ser
um grupo com um ritmo de trabalho lento, as pessoas são esforçadas e dedicadas ao trabalho. É uma
comunidade em que as pessoas precisam andar muito para buscar água e quase não há plantações.
A principal fonte de renda vem da chapada, na época das frutas, quando as pessoas colhem e
vendem na cidade o que produzem.

Dezoito pessoas participaram da capacitação no Núcleo José Gonçalves, entre elas dois homens. São
pessoas alegres, acolhedoras, dispostas e dedicadas. Têm dificuldade em assimilar os assuntos e
tomar iniciativas, mas são pessoas acostumadas a fazer sacrifícios para ter o que querem. Sendo
assim, para a realização da capacitação, se dispuseram a caminhar cerca de três horas e meia por
dia. Vale lembrar que as chuvas provocaram muitos estragos nas estradas e as comunidades ficaram
isoladas.

Como sempre, as pessoas quase não têm fonte de renda. Os homens trabalham e ganham por dia e é
difícil encontrar quem ofereça emprego. Outros vão trabalhar no garimpo para tentar a sorte. Em
geral, a partir do mês de março, muitos vão para o corte de cana. As famílias sobrevivem
principalmente com o dinheiro dos programas do governo federal.

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 22


No Núcleo Olinto Ramalho, realizamos a capacitação com 18 pessoas. Como nos outros grupos, há
um número maior de mulheres e apenas um homem. É uma equipe criativa, falante, com iniciativa e
rápida capacidade de assimilação.

A comunidade localiza-se à beira da estrada e as plantações sustentam as famílias, quando há


colheita. Os homens também vão para o corte de cana e muitos jovens estudam à noite em Araçuaí,
indo de carona. Vários grupos de mulheres fazem doces para vender na cidade; outros obtêm renda
com a fabricação de cachaça e de um bananal.

Atividades Desenvolvidas

Como pretexto para aprofundar a discussão sobre o Projeto “Cidade Educativa”, trabalhamos o texto
“Sementes”. Foi possível fazer uma comparação do texto com o conceito de “transformação social”. A
partir daí, começamos a pensar que ações podem ser desenvolvidas dentro da comunidade, para que
haja essa transformação.

O grupo começou a se identificar com a história, a dar exemplos de comportamentos das pessoas
quando fazem alguma transformação, citando as transformações que o Projeto já conseguiu produzir
nas comunidades.

Realizamos também a dinâmica “Nave, Mina e Comandante” e discutimos como a atividade foi
planejada, quais os avanços conquistados, quais as dificuldades, o porquê delas.

Como é um trabalho em grupo, discutimos sobre nossa função, nosso papel e nosso compromisso. O
que é trabalhar na comunidade, qual a sua importância, como esse trabalho se desdobrará depois.
Conversamos também sobre quem é “mina”, quem é “nave” e quem é “comandante” e, quando essas
situações ocorrem, como devemos conviver com elas.

Foram citadas algumas situações ocorridas no ano passado dentro da comunidade, outras que podem
ainda acontecer. Foi possível rever a nossa postura diante dos problemas: percebemos que, na
maioria das vezes, procuramos caminhos tortuosos, abandonando a idéia de focar os pontos
luminosos.

Conversarmos sobre cada menino considerado “problema”, aquele que é difícil de se entrosar com o
grupo ou que é muito agressivo. Listamos as maneiras que vamos adotar para agir com eles,

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 23


contribuindo para a sua inclusão social. Foi uma discussão que envolveu muita coisa ao mesmo
tempo, abordando desde a metodologia, os comportamentos, as habilidades e atitudes.

Realizamos a dinâmica da tribo e dividimos o grupo em dois. As tribos estavam em guerra pela água e
cada tribo teria que criar seu figurino, sua língua e procurar uma estratégia para se defender da outra.
Durante a discussão nos grupos, foi possível notar como as pessoas são criativas em relação ao uso
dos materiais, utilizando jornais, flechas, plantas e penas para as apresentações.

Nos grupos, notamos ainda as divisões: alguns faziam a língua diferente, outros as roupas, outros os
adereços e havia até aqueles que queriam fazer um ritual para mostrar que eram mais fortes. O
resultado foi a criação e confecção de um dicionário com o significado das palavras criadas pelo
grupo.

Na dinâmica, não houve acordo entre as tribos. Voltamos para a roda e começamos a discutir como
foi o trabalho em grupo e por que não encontramos uma solução. Houve impasse: será que
poderíamos achar uma solução favorável a ambas as partes, mesmo falando línguas diferentes? Este
foi o desafio. Surgiram algumas propostas, como a utilização de gestos, e voltamos a conversar sobre
como trabalhar em grupo, a importância da comunicação, como valorizar e usar os recursos que
temos e como buscar soluções para os obstáculos.

Colocamos duas caixas no meio da roda: uma de prata, para colocar os pontos negativos que não
devem ser repetidos e que depois jogaríamos no rio; a outra era uma caixa de ouro, para guardar as
coisas boas e os elogios que contribuíram para atingir os objetivos do trabalho.

Combinamos que esses pontos positivos seriam utilizados para conseguir a transformação social.
Ressaltamos a importância da valorização do outro, as diversas habilidades do grupo e a busca de
crescimento e aprendizagem coletiva.
Para conhecer e ampliar a discussão sobre o Projeto, fizemos um mapeamento das comunidades.
Dividimos a equipe em comunidades e cada grupo levantou os pontos luminosos de sua comunidade.

No Núcleo Olinto Ramalho, foi possível realizar um trabalho de campo. O grupo entrevistou pessoas
como contadores de histórias e parteiras e depois montou as suas apresentações de acordo com o que
ouviram.
Em outros grupos, realizamos uma dinâmica que se propunha a desempenhar o papel de “agência de
viagem”. Nela, os participantes teriam que convencer outras pessoas a visitarem a sua comunidade.

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 24


O interessante e unânime foi que, quando colocávamos a proposta para fazer o mapeamento, as
pessoas ficavam desanimadas ou começavam a fazer piadas, porque não acreditavam que pudesse
existir coisa boa em suas comunidades. Na medida em que o trabalho ia sendo realizado, elas
começavam a lembrar de coisas interessantes: “Achei mais uma coisa que tem na minha
comunidade”; “Eu nunca tinha prestado atenção, mas tem isso lá”.

Nas apresentações, as pessoas começaram a descobrir coisas de sua própria comunidade ou das que
são vizinhas. As moradoras de Banco do Setúbal, por exemplo, não sabiam a razão do nome da
comunidade e descobriram nessa dinâmica.

As apresentações aconteceram de formas variadas: algumas em forma de mapas e outras em forma


de jornal.

Munidos de informações sobre o número de famílias, crianças, o que produzem, fazem e sonham,
sentamos e planejamos o trabalho com as crianças, o grupo de produção, o resgate de danças e de
festas tradicionais.

Próximos Passos

- Visitar as casas das crianças para realizar o diagnóstico.


- Fazer o diagnóstico com a classificação por níveis de aprendizagem.
- Planejar a Folia do Livro e o Grupo de Produção.

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 25


Quadros de atendimentos por comunidade

Malhada Preta

Nª de Dias de atendimento
Comunidade Educador responsável
Crianças (por semana)
Girau e Guariba 17 Cléria, Maria José e Sidinaila 04

Lapinha 18 Cássia, Flaviane e Jucely 02

Brejo 08 Cássia, Flaviane e Jucely 02

Tesoura 04 Sidinaila 02

Barriguda 18 Otelina e Elida 04

Tamburiu 03 Gorete 01

Atolero 04 Gorete 01

Água Branca 09 Gorete 02

TOTAL 81 18

José Gonçalves:

Nª de Dias de atendimento
Comunidade Educador responsável
Crianças (por semana)
Fazenda Velha 30 Beta, Elias e Maurivânio 04
Barreiro 30 Romilda, Jane e Rosiane 04
Salinas 15 Josefina e Mislene 04
José Gonçalves (em cima) 15 Gislene, Íris e Gislete 02
José Gonçalves (em baixo) 10 Gislene, Íris e Gislete 02
Córrego do Capão 05 Selma 01
Córrego do Piauí 06 Selma 01
Pinheiro 10 Selma 01
São Marcos (será dividido em Cida, Lívia e Pedrina
19 01
dois pontos)

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 26


Água Branca 06 Cida, Lívia e Pedrina 01

Santa Clara 09 Cida, Lívia e Pedrina 01

Cabeceira do Córrego 09 Cida, Lívia e Pedrina 01

TOTAL 164 23

Olinto Ramalho

Nª de Dias de atendimento
Comunidade Educador responsável
Crianças (por semana)
Ponte do Setúbal 17 Eliane e Sirley 03

Bom Jesus 02 Eliane e Sirley 01

Olinto Ramalho 10 Helder e Vanda 02

N. S. Aparecida 12 Helder e Vanda 02

Vargem de João Alves 06 Édina 04

São João Setúbal 28 Claudete, Lourdes, Ilda e Martinha 04

Cemitério de Adão 20 Lu, Roseli, Gerliane 04

Ponte do Gravatá * 15 Gabriela, Antônia e Jucilene 04

Banco do Setúbal 16 Adriana e Marília 04

Deutrude 08 - -

TOTAL 134 28

Edilúcia Borges - Coordenadora


Núcleos José Gonçalves, Malhada Preta e Olinto Ramalho

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 27


• Relatório de Capacitação
Núcleo: Gema

Introdução

Para dar início ao trabalho, fizemos uma capacitação com as Mães-cuidadoras e os Agentes
Comunitários de Educação. A oficina foi realizada na própria comunidade “Gema”. No primeiro
momento, a equipe se mostrou um pouco tímida e insegura. As pessoas estavam retraídas, não
falavam muito, mas no final começaram a se envolver e a expor suas idéias.

No primeiro dia, foi feita uma contextualização do Projeto em sua fase de “Cidade Educativa”, na qual
foram discutidas as propostas para este ano. Falamos sobre as experiências de trabalho do ano
anterior e das expectativas. Todos estavam felizes com a retomada do trabalho, pois até aquele
momento ainda não haviam tido notícias sobre a sua continuidade ou não.

A formação foi realizada com 21pessoas: três estavam fazendo pela primeira vez e 18 são Mães-
cuidadoras e Agentes Comunitários de Educação. Todas as discussões nos levaram a refletir sobre as
potencialidades de cada um e como aproveitá-las para realizar a Cidade Educativa.

Nos dias que se seguiram, foi feito a mapeamento da comunidade e cada grupo pôde falar dos
pontos luminosos da comunidade. Foi feito o campo de força (pontos positivos e negativos) pessoal e
do trabalho. Nessa dinâmica, percebi que as pessoas têm muita dificuldade em falar sobre o que é
negativo, mostrando-se perdidas, sem saber explicar.

Construímos então um retrato dos sonhos, buscando responder às questões: “O que quero?”, “Quais
as minhas habilidades?”, “O que tenho a oferecer?”. Nessa dinâmica, a equipe participou melhor e
todos falaram dos seus sonhos, do mais simples ao mais difícil.

O ponto mais forte foi o papel que o “Projeto Cidade Educativa” tem na vida dos pais e das crianças e
da necessidade que a comunidade tem em buscar recursos, para que não seja um lugar tão difícil de
se viver, onde não há sequer água.

Algumas propostas foram levantadas para realização ainda este ano, tendo sido elaborado o
planejamento do trabalho de campo. O diagnóstico será realizado com base no modelo anterior,
experimentado pela equipe.

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 28


Atividades desenvolvidas

Foram feitas as brincadeiras “Um é pouco, dois é bom, três é demais”, “Cadê o ganso?” e “Eu te
completo”. Cada brincadeira nos levou a refletir e a valorizar o outro e a si mesmo. Discutimos as
questões do trabalho e avaliamos as possibilidades da equipe.

Confecção de livro

A comunidade tem uma variedade de cores de terra que podem ser usadas para confeccionar tintas. A
proposta de fazer uma pesquisa sobre o assunto resultou na confecção de um livro sobre a história da
comunidade, ilustrado com desenhos pintados em tinta produzida pelo grupo.

Teatro

A equipe conseguiu montar cinco livros com as várias histórias recolhidas e depois fizemos a divisão
dos grupos e trocamos os livros, com o objetivo de conhecer o trabalho do outro. Os grupos ficaram
empolgados ao saber que uma outra pessoa faria a interpretação do seu trabalho. Enquanto isso,
trabalhamos a valorização do que é “meu” e do que é “nosso”, o coletivo.

Breve Síntese

Os desafios e as crenças fazem uma ponte com o objetivo que almejamos. O trabalho com o “Projeto
Cidade Educativa” nos possibilita observar o envolvimento das pessoas, sua evolução e sua busca por
avanços.

Nossas ações estratégicas estarão em conformidade com as habilidades e competências do grupo,


para alcançar o objetivo de transformação social que almejamos. Serão aquilo que temos de melhor
para oferecer ao Projeto e a toda comunidade, sempre detectando os seus pontos luminosos.
Pama Dourado - Coordenadora
Núcleo da Gema

Projeto “Araçuaí: De UTI Educacional à Cidade Educativa” 29


PLANO DE TRABALHO E AVALIAÇÃO - PTA
PROJETO ARAÇUAÍ: DE UTI EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA
COMUNIDADE CÓRREGO DA VELHA /2006

OBJETIVO: Desenvolver aprendizagem em prol da transformação social da comunidade do Córrego da Velha.


TÉCNICAS, DINÂMICAS E INDICADORES E TEMPO E
OBJETO DIMENSÃO PERGUNTAS IMPORTANTES INSTRUMENTOS EVIDÊNCIAS RESPONSÁVEL PÚBLICO ALVO
- Bornal de jogos. - Saber resolver as - 2 x /semana - Crianças e
- Como continuar o processo de quatro operações. - Mães adolescentes
alfabetização das crianças e - Ambiente harmonioso. Cuidadoras
adolescentes proporcionando a - Raciocínio lógico.
transformação social?
- Bornal de livros. - Ler corretamente e com - 2 x/semana - Crianças e
pontuação. - Mães adolescentes
- Gosto pela leitura. cuidadoras e
- Cuidado com livros e ACE
Aprendizagem Alfabetização objetos.
desenvolvida
- Criação de textos. - Criatividade. - 1 x /semana - Crianças e
- Contação de histórias. - Letra legível. - 1x/semana adolescentes
- Auto-estima elevada.

- Artes plásticas - Bom relacionamento. - 1x/semana - Crianças e


- Coordenação motora adolescentes
apurada.
- Como ampliar a alfabetização - Rodas de leituras. - Ler melhor. - 1x/semana - Comunidade
para os jovens e adultos, - Mais desinibido.
melhorando o seu desempenho?
- Rodas de contação de - Valorização das - 15/15 dias - Comunidade
histórias. histórias e casos.

- Folia do livro. - Boa freqüência. - 1x/mês - Comunidade e


- Maior número de livros equipe de
lidos. trabalho
- Envolvimento.

- Que atividades irão proporcionar - Rodas de conversas. - Protagonismo. - 1x/mês. - Comunidade e


maior apropriação do projeto para - Compromisso. equipe de
Aprendizagem a transformação social? trabalho
Desenvolvida Alfabetização
- Oficinas de produtos - Participação. - 15/15 dias - Comunidade e
fitoterápicos. - Conhecimento empírico equipe de
valorizado. trabalho
- Índice zero de doenças
casuais como gripes.

- Como estimular o cuidado com o - Oficinas de beleza. - Auto-estima elevada. - 1 x/mês - Comunidade e
corpo? - Banho diário. equipe de
- Dentes bem cuidados. trabalho
- Como estimular o cuidado com a - Oficina de produtos de - Saber cuidar de si e dos - 1x/mês - Comunidade e
casa, quintal, rios e comunidade? limpeza e higienização. outros; equipe de
- Bem-estar físico e trabalho
social.

- Campanhas educativas - Casa higienizada; - 1x/mês - Comunidade e


e coleta de lixo. - Quintais, ruas e vias equipe de
limpas; trabalho
- Lixo com destino
seguro.

- Como trabalhar com os - Coleta seletiva. - Queimadas zero. - 1x/mês - Comunidade e


proprietários o cuidado com a terra - Oficinas de reciclagem. - Recomposição do solo equipe de
sem queimadas e degradações? - Uso adubação verde e e terreno. trabalho
cobertura de solo. - Culturas (plantio)
- Trocas de sementes Diversificada.
(mucuna, acrotalária,
Aprendizagem Compromisso
feijão andu/guandu)
Desenvolvida ambiental
entre as comunidades.

- Como contribuir para o cuidado - Oficinas de - Criar novos hábitos - 1x/mês - Comunidade e
com a saúde? experimentação de alimentares. equipe de
alimentos. trabalho

- Oficinas com gestantes - Auto conhecimento. - 2/2 meses - Comunidade e


e idosos. - Auto-estima elevada. equipe de
- Cuidado com o corpo. trabalho
- Bom relacionamento.

- Hortas. - Comprometimento. - Diariamente - Comunidade e


- Alimentação equipe de
diversificada. trabalho
- Como contribuir para o cuidado - Oficina de - Envolvimento. - Realização: 1 - Comunidade e
com a saúde? permacultura. - Compromisso. vez. equipe de
- Uso de novas técnicas - Cuidado trabalho
de cultivo. diário.
- Aproveitamento do
Compromisso espaço físico.
Aprendizagem AmbientaL
Desenvolvida - Passeios. - Alegria. - 2/2 meses - Comunidade e
- Bem-estar. equipe de
- Boa convivência. trabalho
PLANO DE TRABALHO E AVALIAÇÃO
PROJETO: “ARAÇUAÍ DE U.T.I. EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA”
NÚCLEO JOSÉ GONÇALVES /2006

OBJETIVO: Promover a alfabetização e a transformação social com ações dinâmicas e criativas no Núcleo José Gonçalves

TÉCNICAS,
OBJETO DIMENSÃO PERGUNTAS IMPORTANTES DINÂMICAS E INDICADORES E EVIDÊNCIAS TEMPO E RESPONSÁVEL PÚBLICO ALVO
INSTRUMENTOS
- Quais as técnicas utilizaremos - Bornal de Jogos. - Nª de jogos utilizados. - Semalmente. - Crianças,
para melhorar a aprendizagem? - Bornal de Livro e - Nª de jogos criados. Jovens e
Algibeira. - Leitura e escrita. comunidades do
- Brincadeiras. - Matematização. Núcleo José
- Diagnóstico. - Nª de livros lidos. Gonçalves
- Planejamento. - Inovação.
- Cinema. - Vocabulário ampliado.
- Entrosamento. - 01 Vez por mês.
Alfabetização e - Interpretação de texto. (cinema)
Transformação Aprendizagem - Produção de texto.
Social
promovida - Como podemos utilizar o - Cozinha - Criação de receita. - Semanalmente - Crianças,
conhecimento individual para experimental. - N º de receitas experimentada. Jovens e
gerar aprendizagem? - Grupo de - Troca de experiência. comunidades do
Mulheres. - Uso do alternativo. Núcleo José
- Roda de causos. - Diálogo. Gonçalves
- Satisfação.
- Como discutir sobre o meio - Passeios. - Produção de texto. - Semanalmente - Crianças,
ambiente na aprendizagem? - Oficina de - Desenhos. Jovens e
brinquedo. - Poesia. comunidades do
- Coleta Seletiva. - Uso do alternativo. Núcleo José
- Mural. - Nª de mudas. Gonçalves
- Permacultura. - Nª de espirais e mandalas.
- Reflorestamento. - Alimentação variada.
- Preservação do meio ambiente.
- Margens do rio preservadas.
- Que formas inovadoras e - Teatro. - Alegria. - 01 vez por mês - Crianças,
criativas podemos trabalhar para - Contação de - Histórias criadas. Jovens e
que haja mais avanços na História. - Leitura e escrita. comunidades do
aprendizagem? - Colagem. - Matematização. Núcleo José
Alfabetização e - Argila. - Coordenação motora. Gonçalves
Transformação - Oficina com - Criatividade.
Social Música. - Nª de músicas criadas.
Aprendizagem
promovida - Supermercado - Resgate.
Educativo. - Domínio das quatro operações

- Qual a melhor forma de - Pedagogia das - Articipação. - 15/ 15 dias - Crianças,


envolver os pais na placas. - Entrosamento. Jovens e
aprendizagem das crianças? - Grupo de - Diálogo. comunidades do
mulheres. - Comunicação. Núcleo José
- Roda de - Interesse. Gonçalves
conversas.
- Visitas.

- De que forma ter a - Folia do Livro. - Nª de participantes. - 15/15 dias - Crianças,


participação da comunidade nas - Roda de Viola. - Nª de Folias realizadas. Jovens e
atividades do Projeto? - Nª de livros emprestados. comunidades do
Núcleo José
Gonçalves
- Quais as atividades que - Grupo de - Satisfação. - 1 vez/ mês - Crianças,
chamam mais a atenção e que Mulheres. - Conhecimento. Jovens e
temos há participação das - Leitura e escrita. comunidades do
crianças? - Troca de conhecimento. Núcleo José
- Nª de receitas experimentadas. Gonçalves
- Resgate de cantigas de roda.

- Bornal de Jogos. - Criatividade. -Semanalmente - Crianças,


- Brincadeiras. - Descontração Jovens e
- Gincanas - Leitura e escrita. comunidades do
Participação - Teatro com - Matematização. Núcleo José
fantoche. - Cooperação. Gonçalves
- Trabalho em equipe.
Alfabetização e
Transformação - Como incentivar as pessoas, - Cinema. - Nª de seções realizadas. - Mensal - Crianças,
Social visando uma maior participação - Folia do Livro. - Vocabulário ampliado. Jovens e
promovida das atividades do Projeto em - Cantoria. - Número de livros emprestados comunidades do
suas comunidades? - Roda de - Participação de toda a Núcleo José
Batuque. comunidade. Gonçalves

- Grupo de Jovens. - Resgate das danças. - 1vez/ mês - Crianças,


- Resgate das cantigas de rodas. Jovens e
- Descontração. comunidades do
- Atuantes. Núcleo José
- Protagonismo. Gonçalves
- Envolvimento.

- De que forma trabalhar com as - Grupo de - Participação. - 15/ 15 dias - Crianças,


pessoas a valorização do que mulheres - Apropriação. Jovens e
tem na comunidade? - Cantoria - Cooperação. comunidades do
- Nª de Receitas. Núcleo José
- Resgate Cultural. Gonçalves
- De que forma trabalhar com as - Farmácia - Pessoas mais saudáveis. Crianças, Jovens
pessoas a valorização do que Alternativa - Nª de remédios caseiros. - 01 vez/ mês e comunidades
tem na comunidade? - Roda de - Conhecimento. do Núcleo José
conversa Troca de experiência. Gonçalves
- Exposição

- Como valorizar o “eu e o - Grupo de Jovens. - Auto-estima. - 01 vez/ mês - Crianças,


outro”? - Alegria. Jovens e
- Desinibidas. comunidades do
- Bem-estar. Núcleo José
- Reflexão. Gonçalves
Alfabetização e
Transformação - Qual a importância de resgatar - Dinâmicas. - Harmonia. - 15/ 15 dias - Crianças,
Participação
Social e valorizar os costumes já - Teatro. - Confiança. Jovens e
promovida esquecidos dentro das - Bornal de Livros. comunidades do
comunidades? Núcleo José
Gonçalves
- Rodas de Violas e - Respeito. - 01 vez/ mês - Crianças,
batuque. - Conhecimento. Jovens e
- Danças - Identidade Cultural. comunidades do
folclóricas. - Nª de danças. Núcleo José
- Roda de Versos. - Nª de versos. Gonçalves
- Folia do Livro. - Prazer.
- Motivação.
- Curiosidade.
- Resgate.
PLANO DE TRABALHO E AVALIAÇÃO - PTA
PROJETO ARAÇUAÍ: DE UTI EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA
COMUNIDADE DOS BOIS /2006

OBJETIVO: Contribuir para a Transformação Social visando a auto sustentabilidade da comunidade dos Bois.

PERGUNTAS ATIVIDADES, TÉCNICAS E TEMPO E


OBJETO DIMENSÕES INDICADORES E EVIDÊNCIAS PÚBLICO ALVO
IMPORTANTES INSTRUMENTOS RESPONSÁVEL
- Quais as atividades a serem - Permacultura. - Autonomia. - 1 x /semana - Mães e pais
desenvolvidas na comunidade - Produção de produtos sob - Auto-estima elevada. - 15/15 dias cuidadores e
para garantir a auto orientação baseada na - Indice zero de doenças comunidade
sustentação? fitoterapia. casuais como gripes.

- Oficina de Cuidados - Banho diário, casa - 1x/semana - Crianças e


básicos com a saúde. higienizada e espaço limpo. adolescentes e
- Oficinas de produtos de - Cuidados básicos de higiene mães e pais
higiene e limpeza. e limpeza. cuidadores
Transformação Empoderamento
Social Social
- Culinária - Cuidado no preparo dos - 15/15 dias - Crianças e
alimentos. adolescetnes,
- Novos hábitos alimentares. equipe de
trabalho e
comunidade
- Horta nos quintais - Aumento do número de - 1x/semana - Comunidade
hortas nos quintais. - Cuidado diário e equipe de
- Diversidade na alimentação. trabalho
- Como fazer da alfabetização - Bornal de livros. - Melhorar leitura. - 1x/semana - Crianças e
um instrumento de - Auto confiança. adolescentes
transformação social? - Placas - Melhorar leitura. - 2x/semana - Crianças e
- Leitura e escrita desenvolvida. adolescentes
- Envolvimento da família.
- Compromisso.
- Ampliar a leitura.
- Folia do livro - Entrosamento. - 1x/mês - Crianças e
- Bem estar social. adolescentes/c
- Aumento do hábito de ler. omunidade e
equipe de
Transformação Empoderamento trabalho
Social Social
- Bornal de jogos - Melhor raciocínio matemático. - 2x/semana - Crianças e
- Domínio das quatro adolescentes
operações.
- Bom relacionamento.

- Que atividades irão motivar o - Hortas - Cultivo de hortaliças. - Cuidado: diário - Comunidade
envolvimento comunitário? - Melhor alimentação.
- Mais saúde.
- Menos doenças.
- Oficinas de permacultura - Envolvimento. - 1 x/semana - Comunidade
- Compromisso. - Sr. João
- Respeito;
- Que atividades irão motivar o - Folia do livro - Cuidado com livros. - 2/2 meses - Comunidade,
envolvimento comunitário? - Auto-estima elevada. mães/paicuida
- Alegria. doras, agentes
- Entrosamento. comunitários
- Valorização das de Educação
manifestações culturais.
- Incentivo ao ato de ler.
- Que atividades irão motivar o - Oficinas de beleza - Maior cuidado de si. - 1/x mês - Mães/pai
envolvimento comunitário? - Auto-estima elevada. cuidadores e
- Cooperação agentes
comunitários
de Educação

Transformação Empoderamento - Oficina de culinária - Troca de receitas. - 1x/mês - Mães/pai


Social Social - Cooperação. cuidadores e
- Melhor aproveitamento dos agentes
recursos da comunidade. comunitários
de educação

- Como estimular o - Oficinas de artesanato em - Troca de experiências; - 1x/mês - Mães/pai


desenvolvimento comunitário barro - Aproveitamento da matéria cuidadores e
em prol da transformação prima local. agentes
social? - Melhorar e aumentar vasilhas comunitários
- Usar a cultura local para de educação
benefício da comunidade.
- Valorização da cultura local.
- Criatividade.
- Como estimular o - Oficina de remédios - Valorização do saber local. - 1x/semana - Mães/pai
desenvolvimento comunitário caseiros - Utilização dos recursos da cuidadores e
em prol da transformação natureza. agentes
social? - Diminuir o orçamento com comunitários
medicamentos. de educação.
- Diminuir o nível de
verminoses.
- Mais cuidado com a saúde da
mulher e das crianças.
- Como estimular o desejo do - Oficinas de relaxamento. - Bom-humor. - 1x/mês. - Mães/pai
bem-estar físico, social e - Confianças em si e nos cuidadores e
mental nas pessoas da outros. agentes
Transformação comunidade? - Auto-controle. comunitários
Bem-estar
Social - Harmonia. de educação
- Alegria.
- Oficinas de beleza - Beleza. - 2/2 meses - Mães/pai
- Auto-estima. Elevada. cuidadores e
agentes
comunitários
de educação.

- Roda de viola - Alegria. - 2/2 meses - Mães/pai


- Valorização dos artistas cuidadores e
locais. agentes
- Valorização do saber local. comunitários
- Acolhimento de educação.
Como promover a melhoria do - Cultivo de ervas - Aproveitamento dos recursos - Diariamente - Comunidade
ambiente e de seus recursos medicinais naturais. e Mães/pai
existentes? - Valorizar os saberes existentes cuidadores e
na comunidade. agentes
- Apropriação. comunitários
de educação

- Coleta seletiva de lixo - Ambiente limpo. - 2x/mês - Mães/pai


- Espaços comunitários cuidadores e
Transformação - Agradáveis. agentes
Bem-estar
Social - Cuidado com solo. comunitários
de educação e
comunidade

- Oficina de tinta de terra - Estética das casas. - mensalmente - Mães/pai


- Cuidado com o lar. cuidadores e
- Aproveitamento dos recursos agentes
existentes comunitários
de educação e
comunidade
PLANO DE TRABALHO E AVALIAÇÃO
PROJETO:”ARAÇUAÍ DE U.T.I. EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA”
NÚCLEO GEMA / 2006

OBJETIVO: Promover o desenvolvimento social da comunidade através da aprendizagem no Núcleo irmã Maria Gema.

TÉCNICAS, DINÂMICAS E INDICADORES E TEMPO E


OBJETO DIMENSÃO PERGUNTAS IMPORTANTES PÚBLICO ALVO
INSTRUMENTOS EVIDÊNCIAS RESPONSÁVEL
- O que fazer para - Contação de história. - Interesse. - Crianças, - 1 x/ semana
melhorar a - Bornal de Jogos. - Participação. adolescentes e
aprendizagem das - Teatro. - Satisfação. comunidade
crianças? - Brincadeiras. - Atuantes.
- Bornal de Livros. - Nª de história.
- Produção de texto.
- Matematização.
- Leitura e escrita.
Desenvolvimento
Aprendizagem
social promovido
- Pedagogia das Placas. - Nª de placas. - Crianças, - 3/3 meses
- Diagnóstico. - Nª de livros lidos. adolescentes e
- Desenhos. comunidade
- Vocabulário
ampliado.
- De que forma podemos - Permacultura. - Alimentação variada. - Crianças, - 1 vez / mês
fazer aprendizagem e - Técnica de plantio. adolescentes e
gerar oportunidade na - N º de mudas. comunidade
vida das pessoas? - Uso do alternativo.

- N º de livros - Crianças,
- Folia do Livro. - Emprestados. adolescentes e
- Nª de folias comunidade - 1 vez / mês
realizadas.
- Produção de texto.
- Conhecimento.

Desenvolvimento - Visitas. - Diálogo. - Crianças, - Mensalmente


Aprendizagem - Grupo de produção. - Nª de receitas adolescentes e
social promovido
- Farmácia alternativa. criadas. comunidade
- Alfabetização de jovens e adultos; - Troca de saberes.
- Leitura e escrita.

- Como gerar - Teatro - Inovação. - Crianças, - 1 x/ semana


aprendizado utilizando - Oficina de brinquedos. - Interesse. adolescentes e
técnicas criativas e - Criatividade. comunidade
dinâmicas? - Nª de brinquedos
- construídos.

- Criação de livros. - Nª de livros lidos e - Crianças,


construídos adolescentes e - Bimestralmente
comunidade
- Como gerar - Gincanas. - Participação. - Crianças, - 1 vez/ mês
aprendizado utilizando - Conhecimento. adolescentes e
técnicas criativas e - Brincadeiras. - Produção de texto. comunidade
dinâmicas? - Bornal de Livros. - Motivação.
- Passeios.

- Como ampliar a visão - Dinâmicas - Participação. - Crianças, - Semanalmente


de mundo dos ACE´s, - Bornal de Jogos - Reflexão. adolescentes e
Mães Cuidadoras e - Textos - Alegria. comunidade
comunidade através da - Teatro - Conhecimento.
aprendizagem? - Avaliação. - Desinibição.
- Confiança.
- Diálogo.
- Entrosamento.

Desenvolvimento - Quais atividades - Alfabetização de jovens e adultos. - Leitura e escrita. - Crianças, - 1 x/ semana
Aprendizagem podem promover a - Conhecimento. adolescentes e
social promovido
aprendizagem e a auto- comunidade
estima nas crianças e
comunidade? - Folia do Livro. - Alegria. - Crianças, - 01 vez por mês
- Número de livros adolescentes e
lidos comunidade
- Participação total da
comunidade

- Grupo de produção. - Troca de saberes. - Crianças, - 15/ 15 dias


- Rodas de cantoria e batuque. - Valorização. adolescentes e - 15/15 dias
- Resgate. comunidade
- Bem estar.
- Confiança.
- O que fazer para que - Reuniões. - Participação. - Crianças, - 15/15 dias
haja maior envolvimento - Grupo de produção. - Cooperação. adolescentes e - 15/15 dias
da comunidade? - Troca de receitas. comunidade

- Oficina de música. - Comunicação. - Crianças, - 01 vez/ mês


- Entrosamento. adolescentes e
comunidade

- Como aproximar a - Cinema. - Nª de seção - Crianças, - 1 vez/mês


comunidade das realizada. adolescentes e
atividades do Projeto? - Interesse. comunidade

- Folia do Livro. - Valorização. - Crianças, - 1 vez por mês


- Exposição. - Conhecimento. adolescentes e
Desenvolvimento Envolvimento - Descontração. comunidade
social promovido Comunitário - Leitura.

- Roda de conversa. - Desinibição. - Crianças, - 1 vez/mês


- Cantoria. - Diálogo. adolescentes e
- Brincadeiras. - Atuantes. comunidade

- Como mobilizar as - Grupo de Produção. - Participação. - Crianças, - 01 vez por mês.


famílias para que juntos - Criar momentos de reflexão. - Apropriação. adolescentes e
possamos alcançar - Encontros. - Assiduidade. comunidade
nossos objetivos? - Danças. - Comprometimento.
- Folia do Livro. - Troca de saberes.
- Diálogo.
- O que fazer para que - Cozinha experimental. - Nª de receitas - Crianças, - De 15 em 15
haja mais interesse e testadas. adolescentes e dias
participação da criança comunidade
do Projeto?
- Teatro com fantoches. - Leitura e escrita. - Crianças,
- Música. - Alegria. adolescentes e
comunidade

Como promover a - Contação de história. - Histórias criadas. - Crianças, - 15/15 dias


participação e o - Bornal de Jogos. - Nª de livros lidos. adolescentes e
entrosamento de jovens - Bornal de Livro. - Criação de jogos. comunidade
e adultos no Projeto? - Brincadeira. - Alegria.
Desenvolvimento - Torneios esportivos. - Criação de música.
Participação - Organização.
social promovido
- Bem-estar físico e
mental.

- Alfabetização de jovens e adultos. - Leitura e escrita. - Crianças, - Semanalmente


- Roda de conversas. - Matematização. adolescentes e
- Criação de jogos. - Vocabulário comunidade
- Bornal de Livros. ampliado.
- Conquista.
- Nª de jogos criados.
- Informação.
- Aprendizagem.
- Como desenvolver - Planejamento Coletivo. - Solidariedade. - Crianças, - Semanalmente
atitudes de respeito, - Rodas de conversas. - Diálogo. adolescentes e
participação e diálogo - Respeito as comunidade
de todos envolvidos? diferenças.
- Afetividade.
- Assiduidade.

- Brincadeiras. - Harmonia. - Crianças, - Diariamente


- Bornal de Jogos. - Persistência. adolescentes e
- Interesse. comunidade
- Troca de experiência.

- Como promover ações - Grupo de produções. - Melhoria da - Crianças, - Mensamente


visando a participação e qualidade de vida. adolescentes e
Desenvolvimento a transformação social - Confiança. comunidade
Participação
social promovido da comunidade? - Interesse.
- Ousadia.
- Bem-estar físico e
mental.

- Permacultura. - Conscientização. - Crianças, - Mensalmente


- Conservação do adolescentes e
meio- ambiente. comunidade

- Alfabetização. - -Atuantes. - Crianças, - Semanalmente


- Teatro. - Leitura e escrita. adolescentes e
- Oficina de Beleza. - Matematização. comunidade
- Comunicação.
PLANO DE TRABALHO E AVALIAÇÃO
PROJETO: “ARAÇUAÍ DE U.T.I. EDUCACIONAL À CIDADE EDUCATIVA”
NÚCLEO OLINTO RAMALHO / 2006

OBJETIVO: Promover a transformação social através do resgate cultural em nossas comunidades.

TÉCNICAS, DINÂMICAS E TEMPO E PÚBLICO ALVO


OBJETO DIMENSÃO PERGUNTAS IMPORTANTES INDICADORES E EVIDÊNCIAS
INSTRUMENTOS RESPONSÁVEL
- Como gerar mais - Oficina com música. - Nª de músicas trabalhadas. - Semanalmente. - Crianças, jovens e
aprendizagem de - Passeios. - Nª de brinquedos adultos de todas as
qualidade? - Oficina de brinquedo. construídos. comunidades que
- Pedagogia das placas. - Nª de placas coladas. compõem o núcleo
- Recortes de revistas e - Conhecimento. Olinto Ramalho.
jornais. - Reciclagem.
- Supermercado - Leitura e escrita.
educativo. - Matematização.
- Vocabulário ampliado.
Transformação - Qual será o nosso - Folia do Livro. - Participação. - 01 vez por mês. - Crianças, jovens e
social Aprendizagem diferencial para fazer - Banca de Jornais e - Entrosamento. adultos de todas as
promovida aprendizagem com as revistas. - Nª de livros emprestado. comunidades que
crianças? - Descontração. compõem o núcleo
- Informação. Olinto Ramalho.
- Criticidade.
- Interação.
- Leitura e escrita.
- Matematização.
- Qual será o nosso - Bornal de Jogos. - Nª de jogos criados. - Semanalmente. - Crianças, jovens e
diferencial para fazer - Bornal de Livros e - Nª de jogos reproduzidos. adultos de todas as
aprendizagem com as Algibeira. - Nª de livros lidos. comunidades que
crianças? - Argila. - Produção de texto. compõem o núcleo
- Brincadeiras. - Desenhos. Olinto Ramalho.
- Teatro. - Vocabulário ampliado.
- Desinibição.
- Entrosamento.

- Cinema. - Interesse. - 01 vez por mês. - Crianças, jovens e


- Contação de história. - Nª de seções realizadas. adultos de todas as
- Participação. comunidades que
Transformação compõem o núcleo
social Aprendizagem Olinto Ramalho.
promovida
- De que maneira - Cozinha experimental. - Nª de histórias contadas. - Mensalmente - Crianças, jovens e
explorar os saberes e - Grupo de produção. - Nª de histórias criadas. adultos de todas as
fazeres da comunidade - Roda de Versos. - Produção de texto. comunidades que
para gerar - Nª de receitas compõem o núcleo
aprendizagem? experiementadas. Olinto Ramalho.
O que fazer para que Roda de viola. Nª de versos. Mensalmente - Crianças, jovens e
não haja apenas - Leitura e escrita. adultos de todas as
“fragmentos de - Matematização. comunidades que
aprendizagem” e sim - Resgate. compõem o núcleo
para que consigamos Olinto Ramalho.
mudar as crianças de
nível?
- Planejamento. - Troca de conhecimento. - Mensalmente - Crianças, jovens e
-Diagnóstico. - Alegria. adultos de todas as
- Cooperação. comunidades que
- Diversidade. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
Transformação
social Aprendizagem
promovida - Oficinas de jogos, - Interesse. - Semanalmente - Crianças, jovens e
teatro e contação de - Participação. adultos de todas as
história. - Inovação. comunidades que
- Pesquisa de novas - Criatividade. compõem o núcleo
brincadeiras. - Flexibilidade. Olinto Ramalho.
- Leitura e escrita.
- Matematização.
- Motivação.
- Como integrar a - Grupo de produção. - Nª de receitas - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
comunidade com o experimentas. dias adultos de todas as
Projeto? - Nª de encontros realizados. comunidades que
- Troca de saberes. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.

- Rodas de conversas. - Informação. - Semanalmente - Crianças, jovens e


- Brincadeiras. - Conhecimento. adultos de todas as
- Exposições. - Valorização. comunidades que
- Entrosamento. compõem o núcleo
- Diálogo. Olinto Ramalho.
- Participação.
Transformação
social Integração
promovida
- Permacultura. - Alimentação variada. - 01 vez por mês - Crianças, jovens e
- Nª de canteiros. adultos de todas as
- Nª de espirais. comunidades que
- Uso do alternativo. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.

- Folia do Livro. - Descontração. - Mensalmente - Crianças, jovens e


- Nª de livros emprestado. adultos de todas as
- Mobilização. comunidades que
- Interesse. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Quais as atividades - Cinema. - Nª de seções realizadas. - 01 vez por mês - Crianças, jovens e
que melhor contribuem - Participação. adultos de todas as
para que haja uma - Descontração. comunidades que
maior integração da compõem o núcleo
comunidade para com o Olinto Ramalho.
Projeto?
- Folia do Livro. - Nª de livros emprestado. - Mensalmente - Crianças, jovens e
- Roda de Viola e - Mobilização. adultos de todas as
batuque. - Interesse. comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
Transformação
social Integração
- Oficina de Beleza. - Auto estima. - Mensalmente - Crianças, jovens e
promovida
- Coral. - Bem estar. adultos de todas as
- Teatro. - Resgate. comunidades que
- Pintura das casas com - Desinibição. compõem o núcleo
tinta de terra. - Uso do alternativo. Olinto Ramalho.
- Embelezamento das casas.
- Criatividade.
- O que podemos - Grupo de jovens. - Participação. - Semanalmente - Crianças, jovens e
conseguir com a - Grupo de mulheres. - Apropriação. adultos de todas as
integração da - União. comunidades que
comunidade em nossas - Protagonismo. compõem o núcleo
atividades? - Convivência. Olinto Ramalho.
- Entrosamento.
- Desinibição.
Integração
- Farmácia alternativa. - Nª de remédios feitos. - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
- Alfabetização de jovens - Bem estar físico e mental. dias adultos de todas as
e adultos. - Pessoas mais saudáveis. comunidades que
- Leitura e escrita. compõem o núcleo
Transformação - Matematização. Olinto Ramalho.
social - Respeito.
promovida
- Quais as atitudes - Grupo de jovens. - Resgate. - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
tomar para promover a - Grupo de mulheres. - Respeito. dias adultos de todas as
transformação social - Protagonismo. comunidades que
através do resgate - Troca de saber. compõem o núcleo
cultural em nossas - Conhecimento. Olinto Ramalho.
comunidades?
Atitude - Alfabetização de jovens - Leitura e escrita. - Semanalmente - Crianças, jovens e
e adultos. - Matematização. adultos de todas as
- Informação. comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Quais as atitudes - Cinema. - Número de sessões - 01 vez por mês - Crianças, jovens e
tomar para promover a - Número de pessoas adultos de todas as
transformação social comunidades que
através do resgate compõem o núcleo
cultural em nossas Olinto Ramalho.
comunidades?
- Folia do livro. - Nª de livros emprestados. - Mensalmente - Crianças, jovens e
- Participação. adultos de todas as
comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Permacultura. - Alimentação variada. - Mensalmente - Crianças, jovens e
- Nª de canteiros. adultos de todas as
- Nª de espirais. comunidades que
Transformação - Uso do alternativo. compõem o núcleo
social Atitude Olinto Ramalho.
promovida - Roda de viola e - Descontração. - Mensalmente - Crianças, jovens e
batuque. - Mobilização. adultos de todas as
- Interesse. comunidades que
- Disposição. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Como estimular aos - Dinâmicas. - Reflexão. - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
jovens para que tomem - Brincadeiras. - Interpretação. dias. adultos de todas as
atitudes que tragam - Texto. - Entrosamento. comunidades que
melhorias para a - Bornal de livro e - Motivação. compõem o núcleo
comunidade? Algibeiras. - Confiança. Olinto Ramalho.
- Coletividade.
- Cooperação.
- Visão de mundo ampliada.
- De que forma buscar - Banca de jornais e - Vocabulário amplo. - Mensalmente - Crianças, jovens e
atitudes necessárias revistas. - Resgate. adultos de todas as
para o desenvolvimento - Torneios esportivos; - Músicas criadas. comunidades que
da comunidade? - Danças. compõem o núcleo
- Roda de viola. Olinto Ramalho.

- Cinema. Nª de seções realizadas. - Mensalmente - Crianças, jovens e


- Informação. adultos de todas as
comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Grupo de produção. - Uso do alternativo - Mensalmente - Crianças, jovens e
Transformação - Grupo de jovens. - Valorização. adultos de todas as
social Atitude - Aprendizagem. comunidades que
promovida - Compromisso. compõem o núcleo
- Confiança. Olinto Ramalho.
- Iniciativa.

- Folia do Livro. - Participação. - Mensalmente - Crianças, jovens e


adultos de todas as
comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Permacultura. - Alimentação variada. - Mensalmente - Crianças, jovens e
- Novas técnicas de plantio. adultos de todas as
- Meio ambiente preservado. comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Quais as maneiras de - Grupo de produção. - Troca de conhecimento. - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
usufruir o conhecimento - Farmácia alternativa. - Participação. dias adultos de todas as
do outro? Cozinha experimental - Pessoas mais saudáveis. comunidades que
- Uso do alternativo. compõem o núcleo
- Criatividade. Olinto Ramalho.

- Contação de história. - Nª de história contada. - 01 vez por mês - Crianças, jovens e


- Produção de texto. adultos de todas as
- Murais. comunidades que
- Leitura e escrita. compõem o núcleo
Transformação - Informação. Olinto Ramalho.
social Atitude
promovida
- Intercâmbio com outros - Entrosamento. - Bimestralmente - Crianças, jovens e
grupos. - Diálogo. adultos de todas as
comunidades que
compõem o núcleo
Olinto Ramalho.
- Como ampliar o nosso - Grupo de produção. - Alegria. - De 15 em 15 - Crianças, jovens e
conhecimento? - Rodas de conversas. - Diálogo. dias adultos de todas as
- Textos. - Troca de receitas. comunidades que
- Bornal de livro. - Nª de livros lidos. compõem o núcleo
- Desinibição. Olinto Ramalho.

- Banca de jornais e - Vocabulário ampliado. - 01 vez por mês - Crianças, jovens e


Transformação revistas. - Aprendizagem. - Responsáveis adultos de todas as
social Atitude - Informação. - Mães comunidades que
promovida - Reflexão. Cuidadoras, compõem o núcleo
- Criticidade. Agente Olinto Ramalho.
- Conhecimento. Comunitário de
Educação e
coordenação.
- Permacultura. - Mensalmente - Crianças, jovens e
- Cinema. - Meio ambiente preservado. adultos de todas as
- Uso do alternativo. comunidades que
- Alimentação variada. compõem o núcleo
Olinto Ramalho.