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Norma

Portuguesa

NP 37

2009

Arredondamento dos valores numéricos

Arrondissage des valeurs numériques

Rounding of numerical values

ICS

01.020; 01.040; 01.140; 07.020

DESCRITORES

Números; arredondamento (números); exactidão

CORRESPONDÊNCIA

HOMOLOGAÇÃO

Termo de Homologação n.º 215/2009, de 2009-09-30

A presente Norma resulta da revisão da NP 37:1961 (Ed. 2)

ELABORAÇÃO

IPQ

3ª EDIÇÃO

Outubro de 2009

CÓDIGO DE PREÇO

X002

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Preâmbulo

Esta NP constitui uma actualização da norma editada em 1961, então elaborada com base num estudo efectuado pelos Professores Eng.º Manuel Corrêa de Barros e Dr. Diogo Pacheco de Amorim, em que se procurou salvaguardar ao máximo o texto original.

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NP 37

2009

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Introdução

Ao indicar-se, na prática corrente, a massa dum produto, as dimensões dum objecto, a densidade duma

substância, etc., empregam-se sempre valores numéricos arredondados, sendo o grau de arredondamento

variável com a exactidão com que se pretende exprimir esse valor.

Muitas vezes, é necessário somar valores arredondados ou calcular as suas médias. A regra de

arredondamentos deve ser tal que haja, quanto possível, compensação dos erros cometidos, para mais e para

menos, ao arredondar cada um desses valores, com o fim de obter para a soma ou para a média um valor que

não apresente, sistematicamente, erro por defeito ou por excesso.

Objectivo e campo de aplicação

A

numéricos.

presente Norma destina-se a estabelecer a metodologia a utilizar no arredondamento dos valores

2

Termos e definições

Para os fins da presente Norma aplicam-se os seguintes termos e definições:

2.1 ordem “n

Na

expoente a que é necessário elevar 10 para se obter a unidade da casa. Por exemplo, as dezenas, as unidades

e as décimas, são respectivamente as casas de ordem 1, de ordem 0 e de ordem -1.

representação decimal dum número, é designada por ordem “n” duma casa, ou do algarismo desta casa, o

2.2

Substituí-lo por outro número em que os algarismos, cuja ordem é inferior à de uma determinada casa, foram

trocados por zeros, se pertencem à parte inteira, ou suprimidos, se pertencem à parte decimal, e em que o

algarismo correspondente a essa última casa se manteve inalterado, ou se aumentou de uma unidade,

conforme se indica a secção 4.

arredondar um número

2.3

Algarismos que se substituíram por zeros ou suprimiram.

parte desprezada do valor a arredondar

2.4

Casa abaixo da qual se suprimiram ou substituíram por zeros os algarismos. Para indicar a casa arredondada,

deve dizer-se, por exemplo: arredondar às dezenas, às unidades, às décimas, etc, ou, o que é o mesmo,

arredondar à casa de ordem “n”, por exemplo, de ordem 1, de ordem 0, de ordem -1, etc.

casa arredondada

3

Considerações teóricas

3.1

Deve procurar cometer-se, ao arredondar, um erro tão pequeno quanto possível. Não há por isso dúvida

de

que, se a parte desprezada principia por qualquer dos algarismos 0, 1, 2, 3 ou 4, deve manter-se inalterado

o algarismo da casa arredondada e de que, se a parte desprezada principia por 6, 7, 8 ou 9, ou é constituída

por um 5 seguido de algarismos dos quais pelo menos um é diferente de zero, o algarismo da casa arredondada deve ser aumentado de uma unidade.

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Se a parte desprezada é constituída por um 5, ou por um 5 seguido apenas de zeros, já pode haver

dúvidas sobre a regra a seguir.

Às vezes, sabe-se de antemão que o valor a arredondar, simplesmente aproximado, apresenta erro por

excesso ou por defeito (sempre ou, pelo menos, com maior probabilidade); deve então, no primeiro caso,

manter-se inalterado o algarismo da casa arredondada e aumentá-lo de uma unidade no segundo.

3.2

Sendo a parte desprezada, como em 3.2, constituída por um 5 ou por um 5 seguido apenas de zeros, e não

havendo motivos para saber se o valor a arredondar apresenta, com maior probabilidade, erro por excesso ou

por defeito, deve procurar-se uma regra que conduza, com igual probabilidade, a arredondamentos para um

valor superior ou para um valor inferior; isto com o fim de evitar que as somas ou as médias de valores

arredondados venham a apresentar cumulativamente erros sistemáticos por excesso ou por defeito. Com

efeito, quando a parte desprezada é constituída apenas por zeros, o arredondamento – se é que pode ainda

chamar-se assim – não provoca alteração do valor a arredondar; consiste, quando muito, numa supressão de

zeros na parte decimal. Quando a parte desprezada principia por 1, 2, 3 ou 4, ou, principiando por 0, contém

algum algarismo significativo, o arredondamento provoca alteração para menos. Quando principia por 6, 7, 8

ou 9, ou, principiando por 5, contém qualquer outro algarismo significativo, provoca alteração para mais.

Para restabelecer a simetria, é necessário que, quando a parte desprezada é constituída por um 5, ou por um 5

seguido apenas de zeros, o arredondamento provoque alteração ora para mais, ora para menos, com igual

probabilidade. O critério mais simples, adoptado em todos os países que publicaram normas sobre este

assunto, é conservar, nesse caso, inalterado o algarismo da casa arredondada, ou aumentá-lo de uma unidade,

conforme esse algarismo for par ou ímpar.

3.3

Há conveniência em manter inalterado o algarismo da casa arredondada quando é par, e em aumentá-lo

de uma unidade quando é ímpar, em vez de, como podia igualmente fazer-se, o manter se é ímpar e aumentar

se é par. Com efeito, se o valor arredondado tiver, posteriormente, de ser dividido por 2, dispensa-se desta

maneira novo arredondamento. Vejam-se, por exemplo, as dimensões dos formatos normais dos papéis,

obtidas, umas das outras, por divisão ao meio e arredondadas segundo esta regra. O número de

arredondamentos foi reduzido ao mínimo e, por estes se fazerem ora para mais, ora para menos, as

dimensões arredondadas dos formatos menores diferem o menos possível dos valores exactos.

3.4

A consideração do caso duvidoso tem tanto maior importância quanto menor for o número de algarismos

que constituem a parte desprezada. Com efeito, se a parte desprezada tem só um algarismo, o caso duvidoso

3.5

é um em dez; se tem dois, um em cem; se tem três, um em mil; e assim sucessivamente. Se considerarmos o

conjunto dos números reais, que é um contínuo, o caso deixa de ter sentido. Trata-se, portanto, de uma regra

para aplicação prática a valores resultantes, como todos os que a técnica utiliza, de medidas afectadas de erro

ou de cálculos mais ou menos aproximados.

4 Regras de arredondamento

Quando se deseja arredondar um número à casa de ordem n, de acordo com o que foi dito em 2.1, deve

observar-se qual o algarismo que está na casa de ordem n-1.

4.1 Se o algarismo correspondente à casa de ordem n-1 é menor que 5, o número arredondado mantém

inalterado o algarismo de ordem n.

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EXEMPLOS:

Número

Arredondamento

Resultado

11341

dezenas

11340

342,53

décimas

342,5

4.2

algarismo de ordem n.

EXEMPLOS:

Se o algarismo de ordem n-1 é maior que 5, o número arredondado tem o aumento de uma unidade no

Número

11346

342,57

Arredondamento

dezenas

décimas

Resultado

11350

342,6

4.3

diferente de zero, procede-se como em 4.2.

EXEMPLOS:

Se o algarismo de ordem n-1 é 5, e há, nas casas de ordem n-2, n-3, etc., pelo menos, um algarismo

Número

11345,01

342,552

Arredondamento

dezenas

décimas

Resultado

11350

342,6

4.4

n-3, etc., há três casos diferentes a considerar:

Se o algarismo de ordem n-1 é igual a 5 e não há algarismos, ou há apenas zeros, nas casas de ordem n-2,

4.4.1

o

O valor a arredondar apresenta, com maior probabilidade, erro por excesso do que por defeito, como é

caso dos valores resultantes de certos métodos de medição. Procede-se então como em 4.1.

4.4.2

o

deixavam resto, e o dos que resultam de certos métodos de medição. Procede-se então como em 4.2.

O valor a arredondar apresenta, com maior probabilidade, erro por defeito do que por excesso, como é

caso dos valores resultantes de divisões ou extracções de raízes com dízimas, interrompidas quando ainda

4.4.3 Não há motivos para supor que o valor a arredondar apresenta, com maior probabilidade, erro por

excesso ou por defeito. Obtém-se então o valor arredondado:

a)

Somando uma unidade ao algarismo de ordem n, se este for ímpar.

EXEMPLOS:

Número

11335

342,55

43,735

Arredondamento

Resultado

dezenas

11340

décimas

342,6

centésimas

43,74

b) Mantendo inalterado o algarismo de ordem n, se este for par.

EXEMPLOS:

Número

Arredondamento

Resultado

11345

dezenas

11340

342,65

décimas

342,6

43,745

centésimas

43,74

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4.5

valores mais exactos que seja possível obter, a não ser que se considerem os erros cometidos nos

arredondamentos anteriores, para aplicação das regras 4.4.1 ou 4.4.2.

EXEMPLOS:

Os números arredondados não devem ser obtidos a partir de valores já arredondados, mas a partir dos

Número

15 489

Arredondamento

dezenas

centenas

milhares

Resultado

15 490

15 500

15 000

Se este último valor fosse obtido por arredondamento a partir dos valores arredondados anteriores

sucessivamente, sem atenção a que o erro cometido nesse arredondamento era por excesso, o valor

arredondado seria 16 000.

4.6

conservar, nos seus resultados, pelo menos mais um algarismo significativo do que se deseja conservar no

resultado do cálculo final. Evita-se assim, na maior parte dos casos, que os arredondamentos dos resultados

dos cálculos preliminares influam no valor arredondado fornecido pelo cálculo final.

Quando há a fazer cálculos, cujos resultados vão entrar, como dados, num cálculo posterior, convém

5 Desvios

Recomenda-se que sempre que o legislador, regulamentador ou utilizador destas regras considere existir

fundamento para determinar o enviesamento da regra de arredondamento deve expressá-lo claramente nos

actos decisórios respectivos.