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2

Sumário

1 Avisos Gerais sobre a Disciplina

5

2 Introdução

17

3 Vetores no Plano e no Espaço

19

4 Sistemas de Coordenadas em plano e espaço

161

5 A Reta no Plano e no Espaço

173

6 O Plano no Espaço

187

7 Posições Relativas

225

8 Perpendicularismo e Ortogonalidade

259

9 Ângulos

275

10 Distâncias

289

11 Mudança de Coordenadas

321

12 As Cônicas

393

13 Superfícies Quádricas

441

A Matrizes

525

B Sistemas Lineares

551

3

4

SUMÁRIO

Capítulo 1

Avisos Gerais sobre a Disciplina

1.a aula - 25.02.2014 - Aeronáutica e Ambiental

1.1 Página na web da disciplina

A página da disciplina SMA300-Geometria Analítica tem o seguinte endereço:

1.2 Endereço de email dos professores

O endereço de email dos professores que ministrarão a disciplina SMA300-Geometria Analítica

são:

prof. Daniel Levcovitz : lev@icmc.usp.br

prof. Farid Tari : faridtari@icmc.usp.br

prof. Hermano de Souza Ribeiro : lev@icmc.usp.br

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos : jeppc@icmc.usp.br

prof. Marcelo Souza Castro: : marcelo.castro@icmc.usp.br

profa. Maria do Carmo Carbinatto : mdccarbi@icmc.usp.br

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira : regilene@icmc.usp.br

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki : smtanaka@icmc.usp.br

prof. Wagner Vieira Leite Nunes : wvlnunes@icmc.usp.br

5

6

CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

1.3 Salas dos professores no ICMC

As salas dos professores, no ICMC, que ministrarão a disciplina SMA300-Geometria Analítica serão:

prof. Daniel Levcovitz : sala 4-116

prof. Farid Tari : sala 4-109

prof. Hermano de Souza Ribeiro : sala 3-121

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos : sala 4-218

prof. Marcelo Souza Castro: : sala 3-130

profa. Maria do Carmo Carbinatto : sala 4-238

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira : sala 3-213

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki : sala 4-242

prof. Wagner Vieira Leite Nunes : sala 3-128

1.4 Telefones/Ramais dos professores

Os telefones/ramais dos professores, no ICMC, que ministrarão a disciplina SMA300-Geometria Analítica são:

prof. Daniel Levcovitz : (3) 73-9753

prof. Farid Tari : (3) 73-9679

prof. Hermano de Souza Ribeiro : (3) 73-9733

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos : (3) 73-9718

prof. Marcelo Souza Castro: : (3) 73-6602

profa. Maria do Carmo Carbinatto : (3) 73-9737

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira : (3) 73-8627

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki : (3) 73-9735

prof. Wagner : (3) 73-9745

1.5.

HORÁRIO DAS AULAS

7

1.5 Horário das aulas

Os horários das aulas da disciplina SMA300-Geometria Analítica serão:

prof. Daniel Levcovitz :

Engenharia de Automação - Turma 6:

3.as-feiras, das 14:20 às 16:00, na sala B7, do Bloco B, da EESC 5.as-feiras, das 16:20 às 18:00, na sala D8, do Bloco D, da EESC

prof. Farid Tari :

Engenharia Eletrônica - Turma 5:

3.as-feiras, das 14:20 às 16:00, na sala C7, do Bloco C, da EESC 5.as-feiras, das 16:20 às 18:00, na sala C7, do Bloco C, da EESC

Engenharia de Produção - Turma 7:

3.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala B7, do Bloco B, da EESC 5.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala B7, do Bloco B, da EESC

prof. Hermano de Souza Ribeiro :

Engenharia Civil - Turma 11:

2.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala C5, do Bloco C, da EESC 4.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala C5, do Bloco C, da EESC

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos :

Engenharia Mecânica - Turma 8:

2.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala C10, do Bloco C, da EESC 4.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala C10, do Bloco C, da EESC

prof. Marcelo Souza Castro: :

Engenharia Computação - Turma 4:

2.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 20, do Bloco Laranja, campus II 4.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 20, do Bloco Laranja, campus II

Engenharia de Materiais e Manufaturas - Turma 13:

2.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 24, do Bloco Laranja, campus II 4.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 24, do Bloco Laranja, campus II

profa. Maria do Carmo Carbinatto :

Bacharelado em Ciências da Computação B - Turma 3:

3.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 4-005, do ICMC 5.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 4-005, do ICMC

Bacharelado em Química - Turma 14:

3.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 4, do Bloco Q5, da Química 4.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 4, do Bloco Q5, da Química

8

CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira :

Engenharia de Mecatrônica - Turma 9:

3.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 26, do prédio da Eng. Mecatrônica 5.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 26, do prédio da Eng. Mecatrônica

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki :

Bacharelado em Matemática - Turma 1:

3.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 4-001, do ICMC 5.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 4-001, do ICMC

Bacharelado em Ciências da Computação A - Turma 2:

3.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 4-003, do ICMC 4.as-feiras, das 10:10 às 11:50, na sala 4-003, do ICMC

prof. Wagner Vieira Leite Nunes :

Engenharia Aeronáutica - Turma 10:

3.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 31, Bloco Vermelho, do Campus II 5.as-feiras, das 8:10 às 9:50, na sala 31, Bloco Vermelho, do Campus II

Engenharia Ambiental - Turma 12:

3.as-feiras, das 14:20 às 16:00, na sala 1 do Prédio da Ambiental, Campus II 5.as-feiras, das 16:20 às 18:00, na sala 1 do Prédio da Ambiental, Campus II

Outras informações podem ser obtidas no seguinte endereço da web:

1.6 Ementa da disciplina

A ementa da disciplina SMA300-Geometria Analítica é a seguinte:

1. Vetores no plano e no espaço: definição, propriedades, operações, módulo, ângulo

2. Dependência linear de um conjunto de vetores

3. Bases do plano e do espaço

4. Mudanças de bases

5. Bases ortogonais

6. Matrizes ortogonais

7. Produto escalar, produto vetorial duplo produto vetorial, produto misto de vetores

8. Sistema de coordenadas cartesianas, polares no plano e no espaço

1.7. BILBIOGRAFIA

9

10. Distâncias e ângulos entre retas, reta e plano, palno e plano

11. Classificação cartesiana das curvas e superfícies

12. Estudo elementar das curvas e superfícies: Cônicas e Quádricas

13. Classificação métrica das cônicas

14. Redução de uma cônica a sua forma normal

15. Eixos e focos das cônicas

16. Noções sobre quádricas

No final das notas encontram-se dois apêndices que tratam de questões relacionadas com matrizes e sistemas lineares, cujas idéias e técnicas serão utilizadas ao longo do desenvolvi- mento do conteúdo. Outras informações podem ser obtidas no seguinte endereço da web:

1.7 Bilbiografia da disciplina

Os livros sugeridos para a disciplina SMA300-Geometria Analítica serão:

Boulos, P. & Boulos, V. - Exercícios Resolvidos de Geometria Analítica

Boulos, P. & Oliveira, J.C. - Geometria Analítica

Callioli, C.A & outros - Matrizes, Vetores e Geometria Analítica

Outras informações podem ser obtidas no seguinte endereço da web:

1.8 Notas de aula

No endereço

estarão disponíveis as notas de aula da disciplina SMA300-Geometria Analítica, relativas ao conteúdo desenvolvido pelo professor Wagner, em sala de aula. As notas de aula serão atualizadas semanalmente.

10

CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

1.9 Horários de monitoria da disciplina

Os monitores da disciplina SMA300-Geometria Analítica, para as engenharias, serão:

(PAE) Maycon Sullivan Santo Araujo - kako@icmc.usp.br ou kako.sull@yahoo.com.br

(PAE) Césas Augusto Esteves das Neves Cardoso - caenc@icmc.usp.br ou caenc7@gmail.com

(PAE) Alex Carlucci Rezende - alexcrezende@gmail.com ou arezende@icmc.usp.br

(PAE) (Voluntária) Liliam Carsava Merighe - liliam.merighe@gmail.com

(do SMA) Marcus Vinicius Pereira de Moraes - marcus21_12@hotmail.com

(do SMA) Luan Derick - luanderick10@gmail.com

Além desses, há os monitores específicos da disciplina SMA300-Geometria Analítica, para as seguintes turmas:

Matemática: Pedro Paulo Santos Vieira - pedro.vieira@usp.br

Bacharelado em Computação: Tales Prates Correia - tales.correia@usp.br

Física e Química: Matias Gomes dos Santos Neto - mathias_neto_28@hotmail.com

Os monitores das engenharias, ministrarão aulas de exercícios semanalmente e dará plan- tões de dúvidas semanalmente. Os horários e locais destas monitorias das engenharias serão:

Plantão de dúvidas: de 2.a à 5.a-feira, das 19:00 às 21:00, na sala 3-012 do ICMC

Aula de exercícios: de 2.a à 5.a-feira, das 19:00 às 21:00 na sala C10 da EESC

Observação: Nas aulas de exercícios ministradas pelos monitores, serão passados exercí-

cios para os alunos resolverem, durante a aula de exercícios, e entregues ao monitor. Aos alunos que acertarem mais de 70 desses exercícios, será adicionado 0.5 na nota da prova subsequente. Outras informações podem ser obtidas no seguinte endereço da web:

1.10 Horário de atendimento dos docentes da disciplina para suas respectivas turmas

Os horários de atendimento da disciplina SMA300-Geometria Analítica, ministradas pelos professores serão:

prof. Daniel Levcovitz : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00 na sala do professor.

1.11.

LISTAS DE EXERCÍCIOS

11

prof. Farid Tari : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00 na sala do professor.

prof. Hermano de Souza Ribeiro : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00, na sala do

professor.

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00,

na sala do professor.

prof. Marcelo Souza Castro: : todas 3.as-feiras e 5.as-feiras, das 13:00 às 14:00, na

sala do professor.

profa. Maria do Carmo Carbinatto : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00, na sala

do professor.

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00,

na sala do professor.

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki : todas ?.as-feiras, das ??:00 às ??:00, na sala do

professor.

prof. Wagner Vieira Leite Nunes : todas 3.as-feiras, das 16:00 às 18:00, na sala do

professor.

Outras informações podem ser obtidas no seguinte endereço da web:

1.11 Listas de exercícios da disciplina

As oito listas de exercícios da disciplina SMA300-Geometria Analítica, podem ser encontradas na seguinte página da web:

1.12 Freqüência na disciplina

Uma condição necesssária (mas não suficiente) para o aluno ser aprovado na disciplina SMA300-Geometria Analítica, é que sua frequência na disciplina, que denotaremos por F , seja maior ou igual a 70 . A lista de presença da disciplina será controlada. Só serão aceitas ASSINATURAS ou NOME COMPLETO POR EXTENSO na lista de presença. Qualquer outro modo NÃO será aceito e será colocado falta na lista de presença.

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CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

1.13 Critério de avaliação e aprovação da disciplina

A avaliação da disciplina SMA300-Geometria Analítica, constará de duas provas, a primeira

prova, que será denotada P 1 , valendo 2 da nota final, a segunda prova, que será denotada

5

P 2 , valendo 3 5 da nota final, ou seja, a média final, que denotaremos por MF , será dada pela

seguinte fórmula:

MF

= . 2 P 1 + 3 P 2

5

.

Para ser considerado aprovado na disciplina, a média do aluno na disciplina deverá ser maior ou igual a 5.0 e sua frequência ser maior ou igual a 70 , ou seja:

5.0 MF

e

70 F.

Outras informações sobre os dois itens acima podem ser encontradas no seguinte endereço da web:

1.14 Prova substitutiva da disciplina

O aluno que não obtiver média para aprovação na disciplina SMA300-Geometria Analítica,

poderá se submeter a assim denominada prova substitutiva , cujo valor denotaremos por

PS .

A nota desta prova entrará na lugar da nota da prova que o aluno perdeu e a média será calculada como no item ( 1.13 ), substituindo-se a nota prova perdida pela nota da prova substitutiva, ou seja,

M

= . 2 PS + 3 P 2

5

ou

M

= . 2 P 1 + 3 PS

5

.

SOMENTE poderá fazer a prova substitutiva o aluno que não obteve aprovação na disciplina, ou seja, se

MF < 5.0 .

Se, após a prova substitutiva, o aluno obtiver

M 5.0 ,

sua média final será igual a 5.0 , ou seja,

MF = 5.0 .

Observação 1.14.1 O conteúdo da prova substitutiva será todo o conteúdo desenvolvido durante a disciplina fixada pelos docentes da mesma.

Outras informações sobre o item acima podem ser encontradas no seguinte endereço da

web:

1.15.

DATAS DAS AVALIAÇÕES

13

1.15 Datas das avaliações, prova substitutiva e de recupe- ração da disciplina

As datas das provas da disciplina serão:

prof. Daniel Levcovitz:

Engenharia de Automação - Turma 6:

prof. Daniel Levcovitz: Engenharia de Automação - Turma 6: – 1.a PROVA: 10 de abril -

1.a PROVA:

10 de abril - 5.a-feira - sala D8, do Bloco D, da EESC, às

16:00 horas. Matéria: até sistemas de coordenadas.

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala B7, do Bloco B, da EESC

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala B7, do Bloco B, da EESC

prof. Farid Tari:

Engenharia Eletrônica - Turma 5:

da EESC prof. Farid Tari: Engenharia Eletrônica - Turma 5: – 1.a PROVA: 10 de abril

1.a PROVA:

10 de abril - 5.a-feira - sala C7, do Bloco C, da EESC., às

16:00 horas. Matéria: até sistemas de coordenadas.

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala C7, do Bloco C, da EESC

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala C7, do Bloco C, da EESC

Engenharia Produção - Turma 7:

C7, do Bloco C, da EESC Engenharia Produção - Turma 7: – 1.a PROVA: 10 de

1.a PROVA:

10 de abril - 5.a-feira - sala B7, do Bloco B, da EESC, às

8:00 horas. Matéria: até sistemas de coordenadas.

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala B7, do Bloco B, da EESC

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala B7, do Bloco B, da EESC

prof. Hermano de Souza Ribeiro:

Engenharia Civil - Turma 11:

1.a Prova: 9 de abril - 4.a-feira - sala C5, do Bloco C, da EESC

2.a Prova: 11 de junho - 4.a-feira - sala C5, do Bloco C, da EESC

Prova Substitutiva: 25 de junho - 4.a-feira - sala C5, do Bloco C, da EESC

prof. José Eduardo Prado Pires de Campos:

Engenharia Mecânica - Turma 8:

1.a Prova: 9 de abril - 4.a-feira - sala C10, do Bloco C, da EESC

14

CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

2.a Prova: 11 de junho - 4.a-feira - sala C10, do Bloco C, da EESC

Prova Substitutiva: 25 de junho - 4.a-feira - sala C10, do Bloco C, da EESC

prof. Marcelo Souza Castro:

Engenharia de Computação - Turma 4:

1.a Prova: 9 de abril - 4.a-feira - sala 20, do Bloco Laranja, Campus II

2.a Prova: 11 de junho - 4.a-feira - sala 20, do Bloco Laranja, Campus II

Prova Substitutiva: 25 de junho - 4.a-feira - sala 20, do Bloco Laranja, Campus II

Engenharia Materiais e Manufaturas - Turma 13:

1.a Prova: 9 de abril - 4.a-feira - sala 24, do Bloco Laranja, Campus II

2.a Prova: 11 de junho - 4.a-feira - sala 24, do Bloco Laranja, Campus II

Prova Substitutiva: 25 de junho - 4.a-feira - sala 24, do Bloco Laranja, Campus II

profa. Maria do Carmo Carbinatto:

Bacharelado em Ciências da Computação - Turma 3:

1.a Prova: ?? - ?.a-feira - sala 4-005, do ICMC

2.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-005, do ICMC

Prova Substitutiva: ?? de ? - 3.a-feira - sala 4-005, do ICMC

Bacharelado em Química - Turma 14:

1.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4, do Bloco Q5, do IQSC

2.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4, do Bloco Q5, do IQSC

Prova Substitutiva: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4, do Bloco Q5, do IQSC

profa. Regilene Delazari dos Santos Oliveira:

Engenharia Mecatrônica - Turma 9:

dos Santos Oliveira: Engenharia Mecatrônica - Turma 9: – 1.a PROVA: 10 de abril - 5.a-feira

1.a PROVA:

10 de abril - 5.a-feira - sala 26, do Prédio da Eng. Meca-

trônica, às 8:00 horas. Matéria: até sistemas de coordenadas.

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala 26, do Prédio da Eng. Mecatrônica

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala 26, do Prédio da Eng. Mecatrônica

profa. Sueli Mieko Tanaka Aki:

1.16.

GABARITOS DAS PROVAS

15

1.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-001, do ICMC

2.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-001, do ICMC

Prova Substitutiva: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-001, do ICMC

Bacharelado em Ciências da Computação - Turma 2:

1.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-003, do ICMC

2.a Prova: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-003, do ICMC

Prova Substitutiva: ?? de ? - ?.a-feira - sala 4-003, do ICMC

prof. Wagner Vieira Leite Nunes:

Engenharia Aeronáutica - Turma 10:

Vieira Leite Nunes: Engenharia Aeronáutica - Turma 10: – 1.a PROVA: 10 de abril - 5.a-feira

1.a PROVA:

10 de abril - 5.a-feira - sala 31, do Bloco Vermelho, Campus

II, às 8:00 horas. Matéria: até sistemas de coordeandas (página 172 das notas de aula).

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala 31, do Bloco Vermelho, Campus II

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala 31, do Bloco Vermelho, Campus

II

Engenharia Ambiental - Turma 12:

10 de abril - 5.a-feira - sala 1, do prédio da Eng. Ambiental,

Campus II, às 16:00. Matérira: até sistemas de coordenadas (página 172 das notas de aula).

2.a Prova: 10 de junho - 3.a-feira - sala 1, do prédio da Eng. Ambiental, Campus

1.a PROVA:

sala 1, do prédio da Eng. Ambiental, Campus – 1.a PROVA: II – Prova Substitutiva: 24

II

Prova Substitutiva: 24 de junho - 3.a-feira - sala 1, do prédio da Eng. Ambiental, Campus II

Outras informações sobre os itens acima podem ser encontradas no seguinte endereço da web:

1.16 Gabaritos das provas da disciplina

Os gabaritos das provas da disciplina SMA300-Geometria Analítica, que serão aplicadas du- rante o desenvolvimento da mesma, estarão à disposição dos alunos, logo após as mesmas terem sido aplicadas, e se encontrarão no seguinte endereço da web:

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CAPÍTULO 1. AVISOS GERAIS SOBRE A DISCIPLINA

1.17 Trancamento da disciplina

A data máxima para o trancamento da disciplina SMA300-Geometria Analítica é 28 de março .

Procure a seção de graduação da sua unidade para maiores esclarecimentos de como proceder o trancamento.

1.18 Números de aulas

O número total de aulas a serem ministradas, serão de 28/30 aulas, sendo que 3 destas serão

destinadas às avaliações.

1.19 Calendário USP

O início do semestre será no dia 17 de fevereiro e o término do mesmo será no dia 8 de julho .

Não haverá aula nos seguintes dias/semanas:

de 17 à 21 de fevereiro: recepção aos calouros

de 3 à 5 de março: carnaval e cinzas

de 14 à 19 de abril: semana santa

21 de abril: Tiradentes

1 de maio: dia do trabalho

2 e 3 de maio: recesso

12 de junho: jogo do Brasil

17 de junho: jogo do Brasil

19 de junho: Corpus Christi

20 e 21 de junho: recesso

23 de junnho: jogo do Brasil

26 de junho jogo da copa em São Paulo

1 de julho: jogo do Brasil

1.20 Observações finais

Capítulo 2 Introdução

2.a aula - 27.02.2014 - Aeronáutica e Ambiental

Estas notas serão utlizadas no curso de Geometria Analítica. Elas possuem todos os elementos que serão desenvolvidos durante o semestre. Ao final destas notas encontram-se a bibliografia utilizada na criação destas notas e dois apêndices que irão auxiliar no desenvolvimento dos itens a serem desenvolvidos.

17

18

CAPÍTULO 2. INTRODUÇÃO

Capítulo 3 Vetores no Plano e no Espaço

3.1 Introdução

Neste capítulo apresentaremos um elemento muito importante da Geometria Analítica,no espaço (ou no plano), a saber, o vetor . O conjunto onde faremos nossos estudos será o espaço tridimensional (ou bidimensional), que será indicado por R 3 (ou R 2 ) que usalamente será denominado de espaço (ou plano ).

Os pontos do espaço R 3 (ou do plano R 2 ), serão indicados pelas letras latinas:

A ,

B , ··· .

As retas do espaço R 3 (ou do plano R 2 ), serão indicadas pelas letras latinas minúsculas:

a ,

b , ··· ,

e os planos do espaço R 3 , serão denotados pelas letras gregas minúsculas:

α ,

β , ··· .

Nossas atenções serão voltadas para o espaço. Poderemos fazer um estudo análogo para o plano R 2 . Para tanto basta adaptar em sua grande maioria as definições e propriedades que iremos desenvolver a seguir.

3.2 Vetor no Espaço

Começaremos introduzindo a seguinte noção:

Definição 3.2.1 Sejam A , B dois pontos do espaço. O par ordenado (A , B) daremos o nome de segmento orientado .

O ponto A será dito origem e o ponto B será dito extremidade do segmento orien-

tado (A , B) . Geometricamente, podemos representar o segmento orientado (A , B) da seguinte forma:

19

20

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Observação 3.2.1

✸ B (Extremidade) A
B
(Extremidade)
A

(Origem)

1. Um segmento orientado da forma (A, A) será dito segmento orientado nulo (ou

simplesmente, segmento nulo ).

orientado nulo (ou simplesmente, segmento nulo ). ( A, A ) 2. Dois segmentos orientados serão

(A, A)

2. Dois segmentos orientados serão ditos iguais se suas origens coincidem e suas

extremidades também coincidem. Neste caso escreveremos

(A , B) = (C , D) .

(A, B) = (C, D) se, e somente se, A = C e ✸ B
(A, B) = (C, D) se, e somente se,
A = C
e
B = D

A = C

B = D

3. Se os pontos A e B são diferentes (isto é, A ̸= B ) então

(A , B) ̸= (B , A) ,

isto os segmentos orientados (A , B) e (B , A) são diferentes.

(A , B) ✸ (B , A) ✰
(A , B)
(B , A)

A

B

Notação 3.2.1 Um segmento geométrico , de extremos nos pontos A e B , será indicado

AB .

O comprimento de um segmento geométrico AB será a distância do ponto A ao

ponto B e será indicado por

AB .

Com isto temos as seguintes definições:

Definição 3.2.2 Definimos o comprimento do segmento orientado (A , B) , como sendo

o comprimento do segmento de reta que une os pontos A e B, isto é

AB ,

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

21

Definição 3.2.3 Sejam A , B , C , D pontos do espaço.

1. Diremos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) têm mesmo comprimento

se os segmentos geométricos AB e CD têm o mesmo comprimento, ou seja, se a distância do ponto A ao ponto B for igual a distância do ponto C ao ponto D , ou ainda

AB = CD .

D ✣ AB = AD ✸ B C
D
AB = AD
B
C

A

2. Suponhamos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) não são o segmento orientado nulo.

Diremos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) determinam a mesma direção ,

se a reta que contém o segmento geométricos AB e a reta que contém o segmento

geométrico CD são paralelas, incluindo-se, o caso em que as retas coincidem.

Neste caso, diremos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) são paralelos e

escreveremos

(A , B) (C , D) .

Caso contrário, diremos que os segmentos orientados (A, B) e (C, D) têm direções

diferentes ou não paralelos .

r As retas r e s são paralelas s C ✒ B ✠ D A
r
As retas r e s são paralelas
s
C
B
D
A

E , F , G , H estão sobre uma mesma reta t

t G H ✠ ✒ F E
t
G
H
F
E

22

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Na situação da figura acima, temos que os segmentos orientados (A , B) , (C , D) têm mesma direção, assim como os segmentos orientados (E , F) , (G , H) .

3. Suponhamos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) (diferentes do segmento nulo) têm a mesma direção (ou seja, são paralelos).

(a) Suponhamos que as retas que contém os segmentos geométricos AB e CD são distintas (veja a figura abaixo).

Se os segmentos geométricos

AC

e

BD

não se interceptam, diremos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) têm mesmo sentido , ou seja, unindo-se as origens e as extremidades dos segmentos geométricos em questão, os segmentos geométricos obtidos não se interceptam.

Caso contrário, isto é, e os segmentos geométricos

AC

e

BD

se interceptam, ou seja, unindo-se as origens e as extremidades dos segmentos geométricos em questão, os segmentos geométricos obtidos, se interceptam, diremos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) têm sentidos contrários ou opostos .

As retas que contém os segmentos geométricos AB e CD são paralelas e distintas

C B D A Os segmentos AC e BD se interceptam
C
B
D
A
Os segmentos AC e BD se interceptam
H F G E
H
F
G
E

Os segmentos EG e FH não se interceptam

Na situação ilustrada acima, temos que os segmentos orientados (A , B) e (C , D) têm mesma direção e sentidos opostos, enquanto os segmentos orien- tados (E , F) e (G , H) têm mesma direção e sentido.

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

23

(b) Suponhamos que as retas que contém os segmentos geométricos AB e CD coincidem (veja a figura abaixo).

Consideremos os pontos A e B do espaço, tais que o ponto A não pertença àa reta que contém os segmentos geométricos em questão (a saber a reta que

contém os segmentos geométricos AB e CD ) e o ponto B seja tomado de modo que o segmento orientado (A , B ) tenha mesma direção e sentido do segmento orientado (A , B) (como no item (a)).

Para obtermos a situação acima, basta tomar uma reta paralela à reta que contém os pontos A e B , pelo ponto A e sobre esta escolher o ponto B de modo conveniente (como no item (a)).

Se os segmentos orientados (A , B ) , (C , D) têm mesmo sentido, diremos que os segmentos orientados (A , B) , (C , D) têm mesmo sentido .

Caso contrário (isto é, se os segmentos orientados (A , B ) , (C , D) têm senti- dos opostos) diremos que os segmentos orientados (A , B) , (C , D) têm sentidos contrários ou opostos .

Os segmentos geométricos AB e CD estão sobre uma mesma reta

D C B B ′ A A ′
D
C
B
B ′
A
A ′

( A , B ) e (C , D) têm mesmo sentido

(A , B) e (A , B ) têm mesmo sentido

Na situação ilustrada acima, os segmentos orientados (A , B) e (C , D) terão mesma direção e sentido.

Na situação abaixo a situação é diferente.

24

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Os segmentos geométricos AB e CD estão sobre uma mesma reta

C D B B ′ A A ′
C
D
B
B ′
A
A ′

Os segmentos geométricos A C e B D se interceptam

(A , B) e (A , B ) têm mesmo sentido

Observação 3.2.2

1. Notemos que, só faz sentido estudar o sentido de vetores que têm a mesma direção .

2. Suponhamos que os pontos A e B, do espaço, são distintos (isto é, A ̸= B).

Então, os segmentos orientados (A , B) e (B , A) :

(a)

têm o mesmo comprimento (pois os segmentos geométricos AB e BA têm mesmo comprimento);

(b)

têm a mesma direção (pois os segmentos geométricos AB e BA estão sobre uma mesma reta, a reta que contém os pontos A e B);

(c)

e têm sentidos opostos (vide ilustração abaixo).

B B ′ A A ′
B
B ′
A
A ′

Os segmentos geométricos A B e B A se interceptam

(A , B) e (A , B ) têm mesmo sentido

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

25

Definição 3.2.4 Sejam A , B , C , D pontos do espaço. Diremos que os segmentos orientados são equipolentes , indicando por

se, e somente se:

(A , B) (C , D)

1. ou ambos são o segmento nulo;

2. ou nenhum é o segmento nulo e têm mesmo comprimento, direção e sentido.

Com isto temos a:

B D A C
B
D
A
C

AB = CD , (A , B) (C , D) e têm o mesmo sentido

Proposição 3.2.1 A relação tem as seguintes propriedades:

1. (A , B) (A , B) (reflexiva);

2. Se (A , B) (C , D) então (C , D)

(A , B) (simétrica);

3. Se (A , B) (C , D) e (C , D) (E , F) , então (A , B) (E , F) (transitiva),

isto é, a relação é uma relação de equivalência no conjunto formado por todos os segmentos orientados do espaço.

Demonstração:

De 1.:

Como o segmento orientado (A , B) têm mesmo comprimento, direção e sentido do seg- mento orientado (A , B) , ou seja

(A, , B) (A , B) .

De 2.:

Como o segmento orientado (A , B) é equipolente ao segmento orientado (C , D) , temos o segmento orientado (A , B) têm mesmo comprimento, direção e sentido do segmento orientado

26

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

(C , D) , ou seja, o segmento orientado (C , D) têm mesmo comprimento, direção e sentido do segmento orientado (A , B) ,. Portanto

(C , D) (A , B) .

De 3.:

Como o segmento orientado (A , B) é equipolente ao segmento orientado (C , D) , o seg- mento orientado (A , B) têm mesmo comprimento, direção e sentido do segmento orientado (C , D) . Por outro lado o segmentos orientado (C , D) é equipolente ao segmento orientado (E , F) logo, o segmento orientado (C , D) têm mesmo comprimento, direção e sentido do segmento orientado (E , F) . Portanto o segmento orientado (A , B) têm mesmo comprimento, direção e sentido do segmento orientado (E , F) , isto é,

(A , B) (E , F) ,

completando a demonstração do resultado.

Com isto temos a:

Definição 3.2.5 Fixado um segmento orientado (A , B) não nulo, definimos a classe de equipolência associada ao segmento orientado (A , B) , como sendo o conjunto formado

por todos os segmentos orientados que são equipolentes ao segmento orientado (A , B) . Neste caso diremos que o segmento orientado (A , B) é um representante da classe

de equipolência associada ao segmento orientado (A , B) .

Observação 3.2.3

1. Todos os segmentos orientados abaixo pertencem a uma mesma classe de equipo- lência de (A , B)

✼ ✼ ✼ ✼ ✼ ✼ ✼ B ✼
B

A

2. Seja (A , B) um segmento orientado, não nulo.

Dois quaisquer elementos da classe de equipolência de (A , B) são equipolentes entre si.

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

27

De fato, se os segmentos orientados (C , D) e (E , F) estão na classe de equipolência de (A , B) , então

e

(C , D) (A , B)

(E , F) (A , B) .

Logo, da Proposição ( 3.2.1 ) item 3., segue que

(C , D) (E , F) .

3. Se o segmento orientado (C , D) está na classe classe de equipolência do segmento orientado (A , B) , então o segmento orientado (A , B) estará na classe classe de equipolência do segmento orientado (C , D) .

De fato, se o segmentos orientado (C , D) está na classe de equipolência de (A , B) , então

(C , D) (A , B) .

Logo, da Proposição ( 3.2.1 ) item 2., segue que

(A , B) (C , D) ,

isto é, o segmento orientado (A , B) estará na classe classe de equipolência do segmento orientado (C , D) .

4. Das duas Observações acima segue que qualquer elemento da classe de equipolên- cia pode ser tomado como um representante da respectiva classe.

Além disso, cada segmento orientado é representante de um única classe (se ele fosse representante de duas classes essas duas classe teriam que ser iguais).

5. Conclusões:

(a)

Todo segmento orientado, não-nulo, pertence a uma única classe de equipo- lência (a classe definida por ele);

(b)

Se duas classes tiverem um segmento orientado em comum, elas deverão ser iguais, ou seja, duas classes de equipolência ou são iguais ou são disjuntas (isto é, não têm elementos em comum).

Deste modo, o conjunto formado por todos os segmentos orientados não-nulos fica dividido, por meio da relação de equipolência , em subconjuntos não- vazios e disjuntos dois a dois (que são as classe de equipolência, isto é, os conjuntos formados pelos segmentos orientados equipolentes entre si).

Agora estamos preparados para introduzir o conceito mais importante deste capítulo, a saber:

Definição 3.2.6 Um vetor do espaço (ou do plano) é uma classe de equipolência de segmentos orientados, não nulos.

28

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Dado um segmento orientado (A , B) não nulo, o vetor correspondente a classe de equipolência do segmento orientado (A , B) será indicado por

ou seja,

AB ,

AB = {(E , F) ; (E , F) (A , B)}

.

.

Em geral, denotaremos um vetor por:

a, b , ··· ,

(3.1)

isto é, letra latina minúscula, com uma seta em cima. No caso acima, não estaremos interessados quem é um segmento orientado que representa o mesmo. O conjunto formado por todos os vetores do espaço (ou do plano, respectivamente) será indicado por V 3 ( V 2 , respectivamente).

Para o caso de segmentos nulos temos a:

Definição 3.2.7 Definimos o vetor nulo , que será indicado por O , como sendo o con-

junto formado por todos os segmentos orientado nulos, isto é,

Observação 3.2.4

O = {(A , A) ; A pertence ao espaço (ou ao plano) } .

.

(3.2)

1. Um vetor é um conjunto formado por segmentos orientados.

2. Se o vetor for o vetor nulo ,ele será formado pela coleção dos segmentos orientados (A , A) , onde A é um ponto do espaço (ou do plano).

3. Se ele não for o vetor nulo, teremos que ele será o conjunto formado por todos os segmentos orientado que são, dois a dois, equipolentes entre si.

Logo NÃO podemos desenhar um vetor, mas SIM um segmento orientado que o representa (isto é, um representante da classse equipolência definida pelo vetor).

Vetor AB

⃗ Vetor O
Vetor O
✼ ✼ ✼ ✼ ✼ ✼ ✼ B ✼
B

(A , A)

A

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

29

Assim como fizemos com segmentos orientados podemos comparar vetores, como veremos a seguir:

Definição 3.2.8 Sejam ae b vetores não nulos (ou seja, a, b V 3 (ou V 2 ) e a, b ̸= O ).

Diremos que os vetores ae b são paralelos (ou determinam uma mesma direção),

indicando por

ab ,

se um segmento orientado que é representante do vetor a, for paralelo a um segmento

orientado, que é representante do vetor b , isto é, se o segmento orientado (A , B) é um

representante do vetor ae o segmento orientado (C , D) é um representante do vetor

(A , B) (C , D) .

b , então

(E , F) representante de c

F

A

⃗ a⃗ ∥ b e a⃗ ∥ ⃗c B E ✣ ✢ ✢ D
a⃗ ∥ b
e
a⃗ ∥ ⃗c
B
E
D

C

(A , B) representante de a

 

(C , D) representante de

b

Por definição, o vetor nulo O , é paralelo a todo vetor ae escreveremos

O a.

Observação 3.2.5 A Definição ( 3.2.8 ) acima, não depende da escolha dos representan-

tes dos vetores ae b .

De fato, se tomarmos representantes diferentes dos vetores ae b , por exemplo, se o

segmento orientado (E , F) é um outro representante do vetor ae o segmento orientado

(G , H) é um outro representante do vetor B, deveremos ter

(E , F) (A , B)

e

(G , H) (C , D) ,

pois os segmetos orientados (A , B) e (E , F) são representantes do vetor a, isto é, da mesma classe de equipolência. De modo análogo, os segmento orientados (G , H) e (C , D) são representantes do

vetor b .

Como

(E , F) (A , B) ,

pois os segmentos orientados (E , F) e (A , B) pertencem à mesma classe de equipolência,

e

(A , B) (C , D)

e

(G , H) (C , D) ,

30

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

pois os segmentos orientados (A , B) , (C , D) e (G , H) , pertencem à mesma classe de equipolência, segue

(E , F) (G , H) ,

mostrando que a Definição acima independe dos representantes que escolhemos para

cada um dos vetores ae b .

Quando os vetores têm mesma direção, podemos introduzir a seguinte:

Definição 3.2.9 Se os vetores ae b forem paralelos e não nulos, diremos que eles têm

mesmo sentido , se um segmento orientado representante do vetor atem mesmo sentido

de um segmento orientado representante do vetor b , isto é, se o segmento orientado

(A , B) é um representante do vetor ae o segmento orientado (C , D) é um representante

do vetor b , então os segmentos orientados (A , B) e (C , D) têm mesmo sentido.

Veja ilustração abaixo.

⃗ a⃗ e b têm mesmo sentido B ✣ D ✣ C A (A ,
a⃗ e b têm mesmo sentido
B
D
C
A
(A
, B) representante de a⃗
(C , D) representante de
b

De modo análogo, se os vetores ae b forem paralelos (e diferentes do vetor nulo), diremos que eles têm sentidos contrários ou opostos , se um segmento orientado repre-

sentante do vetor atem sentido contrário de um segmento orientado representante do

vetor b , isto é, se o segmento orientado (A , B) é um representante do vetor ae o seg-

mento orientado (C , D) é um representante do vetor b , então os segmentos orientados

(A , B) e (C , D) têm sentidos contrários. Veja ilustração abaixo.

⃗ a⃗ e b têm sentidos opostos B ✣ C ✢ D A (A ,
a⃗ e b têm sentidos opostos
B
C
D
A
(A
, B) representante de a⃗
(C , D) representante de
b

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

31

Observação 3.2.6 A Definição ( 3.2.9 ) acima, não depende da escolha dos representan-

tes dos vetores ae b .

De fato, se tomarmos representantes diferentes dos vetores ae b , por exemplo, o

segmento orientado (E , F) com representante de ae o segmento orientado (G , H) com

representante de b , deveremos ter

(E , F) (A , B)

e

(G , H) (C , D) ,

pois os segmentos orientados (A , B) e (E , F) são representantes do vetor a, isto é, da mesma classe de equipolância e, de modo análogo, os segmentos orientado (G , H) e

(C , D) são representantes do vetor b .

Como os segmentos orientados

(E , F)

e

(A , B)

têm mesmo sentido (pois pertencem a mesma classe de equipolência), se os segmentos orientados

e

têm mesmo sentido e os segmentos orientados

(A , B)

(C , D)

(G , H)

e

(C , D)

têm mesmo sentido (pois pertencem a mesma classe de equipolência), segue que os segmentos orientados

(E , F)

e

(G , H)

têm mesmo sentido, mostrando que a Definição ( 3.2.9 ) acima, independe dos represen-

tantes que escolhemos para cada um dos vetores ae b . De modo análogo, pode-se mostrar que o mesmo ocorre no caso dos segmentos ori- entados

e

terem sentidos opostos. A verificação deste fato será deixada como exercício para o leitor.

(A , B)

(C , D)

Outro conceito importante é dado pela:

Definição 3.2.10 Dado um vetor a, definimos a norma ou comprimento do vetor a,

indicada por

a,

como sendo o comprimento de um segmento orientado que o representa, isto é, se o segmento orientado (A , B) é um representante do vetor a, então

a= AB .

.

32

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

1. Notemos que, a Definição ( 3.2.10 ) , acima não depende da escolha dos represen- tantes do vetor a.

De fato, se tomarmos um representante diferente dos vetor a, por exemplo, se o segmento orientado (C , D) é um outro representante do vetor a, deveremos ter

(C , D) (A , B) ,

pois os segmentos orientados (A , B) e (C , D) são representantes do vetor a, isto é, da mesma classe de equipolância.

Como os segmentos orientados

(C , D)

e

(A , B)

têm mesmo comprimento, pois pertencem a mesma classe de equipolência, temos que

a= CD ,

isto é, o comprimento do vetor a, independe da escolha do segmento orientado que o representa.

2. Um vetor atal que

a= 1

será dito vetor unitário (isto é, um vetor de comprimento 1 , também chamado de versor ).

3. Vale observar que, um vetor não nulo, fica inteiramente caraterizado se conhecer- mos seu comprimento, sua direção e seu sentido, isto é, se fixarmos um compri- mento, uma direção e sobre esta um sentido, existe um único vetor que satisfaz a todos esses elementos.

4. Suponhamos que os pontos A e B são distintos.

Neste caso, como vimos anteiormente, os segmentos orientados

(A , B)

e

(B , A)

têm mesmo comprimento, direção e sentidos opostos.

Devido a estes fatos, o vetor BA será denominado vetor oposto do vetor AB .

Notemos que, estes dois vetores têm mesmo comprimento, direção e sentidos opos- tos, e assim utilizaremos a seguinte notação:

.

AB = BA .

Em geral, dado um vetor a, não nulo, o vetor que tem mesma norma, direção e sentido oposto do vetor aserá denominado vetor oposto do vetor aserá indicado

por

a.

As propriedades que caracterizam o vetor asão: tem mesmo comprimento, mesma direção e sentido oposto do vetor a.

3.2.

VETOR NO ESPAÇO

33

Um resultado que será muito importante ao longo deste capítulo é dado pela:

Proposição 3.2.2 Dado um vetor ae um ponto A , podemos encontrar um único ponto B, de modo que

AB= a,

isto é, existe um único ponto B, de modo que o segmento orientado (A , B) seja um representante do vetor a.

Demonstração:

Notemos que, se o vetor afor o vetor nulo, basta considerarmos

e

e

assim teremos

o ponto

.

B = A ,

a= O = AA= AB ,

B = A

será o único com a propriedade acima.

Suponhamos agora, que a̸= O . Construção do ponto B :

Consideremos (C , D) , um segmento orientado, que representa o vetor a, isto é,

CD= a.

C

D ✼
D

Encontremos um ponto B, sobre a reta paralela a reta tal modo que

(A , B) (C , D) .

A

←→

CD , que passa pelo ponto A , de

34

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

A D C
A
D
C

B

Deste modo temos que o segmento orientado (A , B) será um representante do vetor a, isto é,

AB= a,

pois, por construção, os segmentos orientados (A , B) e (C , D) terão mesma direção, sentido

e comprimento. Unicidade do ponto B :

Suponhamos que os segmentos orientados

(A , B)

e

(A , B )

são representantes do vetor a. Então, deveremos ter

(A , B) (A , B ) ,

isto é, os segmento orientados (A , B) e (A , B ) têm mesmo comprimento, direção e sentido,

o que implicará que

B = B ,

completando a demonstração do resultado.

A

B ′ = B ✼
B ′ = B

3.3.

ADIÇÃO DE VETORES

35

Observação 3.2.8 Observemos que se os segmentos orientados (A , B) e (C , D) são equi- polentes (isto é, têm mesmo comprimento, direção e sentido) então os vetores

AB

e

CD

são iguais, isto é,

(A , B) (C , D) ,

implicará que

AB= CD .

Reciprocamente, se

AB= CD

então, da Definição ( 3.2.6 ) de vetor, os segmentos orientados (A , B) e (C , D) serão equipolentes . Conclusão:

(3.3)

A seguir introduziremos várias operações com vetores que serão importantes no estudo da Geometria Analítica.

(A , B) (C , D) ,

se, e somente se,

AB= CD .

3.a aula - 6.03.2014 - Aeronáutica e Ambiental

3.3 Adição de Vetores

Observação 3.3.1 A seguir vamos introduzir uma operação de adição em V 3 (ou V 2 , respectivamente) , o conjunto formado pelos vetores do espaço (o conjunto formado pelos vetores de V 2 , respectivamente), isto é, vamos associar a cada para de vetores de V 3 (ou V 2 ),

( a, b ) ,

um terceiro vetor de V 3 (ou V 2 ), que indicaremos por

a+ b .

Para isto basta conhecermos um representante deste terceiro vetor. Procedemos do seguinte modo:

Consideremos um segmento orientado (A , B) que é representante do vetor a. Da Proposição ( 3.2.2 ), segue que existe um único ponto C , de modo que (veja a figura abaixo)

BC= b .

A

B

b ✼ a⃗
b
a⃗

C

36

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Deste modo fica determinado o segmento orientado (A , C) (veja a figura abaixo).

Com isto temos a:

A

B

✼ b a⃗
✼ b
a⃗

C

Definição 3.3.1 O vetor AC , será denominado vetor soma (ou adição) dos vetores a

com o vetor b , isto é,

Observação 3.3.2

a+ b = AC .

.

(3.4)

1. A Definição ( 3.3.1 ) acima, não depende da escolha dos segmentos orientados em questão.

De fato, se tomarmos um representante diferente do vetor a, por exemplo, o segmento orientado (A , B ) for um outro representante do vetor a, deveremos ter

(A , B ) (A , B) ,

pois (A , B) e (A , B ) são segmentos orientados representantes do vetor a, isto é, da mesma classe de equipolência.

Da Proposição ( 3.2.2 ), fixado o ponto B , existe um único ponto C , tal que (veja a figura abaixo)

B C = b .

A

B

✼

C

B ′ ✣
B ′

A

C

3.3.

ADIÇÃO DE VETORES

37

Deste modo, o segmento orientado (A , C ) será um outro representante para o

vetor a+ b , ou seja,

 

A C = a+

b .

Precisamos mostrar que:

(A , C ) (A , C) ,

deste modo, o vetor a+ b , independe da escolha dos segmentos orientados envol-

vidos.

Como

(A , B ) (A , B) ,

segue que os segmentos orientados (A , B ) e (A , B) têm mesmo comprimento, direção e sentido.

De modo análogo,

(B , C ) (C , B) ,

isto é, os segmentos orientados (B , C ) e (B , C) têm mesmo comprimento, direção

e sentido.

Logo os triângulos

∆ABC

e

∆A B C

serão congruentes (caso LAL).

Em particular, os segmento orientados (A , C) e (A , C ) têm mesmo comprimento

e direção e, além disso, terão o mesmo sentido, isto é,

(A , C ) (A , C) ,

ou seja, o vetor a+ b , introduzido na Definição ( 3.3.1 ) acima, independe das

escolhas feitas.

A

B ✼ C B ′ ✣ A ′
B
C
B ′
A ′

C

38

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

2. A Definição ( 3.3.1 ) nos diz que, para determinarmos um representante do vetor

a+ b , basta escolhermos um representante do vetor ae um representante do vetor

b , com origem na extremidade do representante do vetor ae "fechar"o triângulo,

ou seja (veja a figura abaixo)

a+ b = AC .

.

A

B

⃗ ✼ b ✶ a⃗ ⃗ a⃗ + b
b
a⃗
a⃗ + b

C

3. Podemos obter um representante do vetor a+ b de outra forma, a saber:

Determinarmos um representante do vetor a, da forma:

AB= a

e representante do vetor b , da forma:

AC= b ,

ou seja, com a mesma origem do vetor a, isto é, o ponto A (veja a figura abaixo).

A

B ✼ a⃗ ③ ⃗ b
B
a⃗
b

C

Com os pontos A , B e C , podemos construir um paralelogramo que tenha como três dos seus vértices, esses pontos.

Seja o ponto D o quarto vértice desse paralelogramo.

Então, um representante do vetor a+ b será o segmento orientado (A , D) (veja a

figura abaixo), isto é,

a+ b = AD .

.

3.3.

ADIÇÃO DE VETORES

39

A

B ✼ a⃗ ⃗ a⃗ + b ③ ⃗ b
B
a⃗
a⃗ + b
b

C

D

Para mostrarmos isto, basta verificar que, como ABCD é um paralelogramo, segue que os as retas

e

são paralelas.

Logo

BD = AC

e, além disso, os segmentos orientados

BD

←→

AC

(A , C)

e

(B , D)

têm mesmo sentido, pois os segmentos geométricos AB e CD não se interceptam, ou seja,

(A , C) (B , D) .

Logo o segmento orientado (A , D) será um representante para o vetor a+ b , como

queríamos demonstrar.

Temos as seguintes propriedades para a adição de vetores:

Proposição 3.3.1 Sejam a, b ,c V 3 (ou V 2 ). Então:

1. a soma de vetores, introduzida na Definição ( 3.3.1 ) , é associativa, isto é,

a+ ( b + c ) = ( a+ b ) + c .

2. a soma de vetores, introduzida na Definição ( 3.3.1 ) , é comutativa, isto é,

⃗ ⃗

a+ b = b + a.

3. existe um elemento neutro para a adição de vetores, introduzida na Definição

( 3.3.1 ) , isto é, o vetor O , tem a seguinte propriedade:

O + a= a,

para cada aV 3 (ou V 2 ).

40

CAPÍTULO 3. VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

4. existe um elemento oposto para a adição de vetores, isto é, dado um vetor aexiste um vetor, que indicaremos por a, de tal modo que

Demonstração:

De 1.:

a+ (−a) = O .

Da Proposição ( 3.2.2 ), temos que existem pontos B , C do espaço (ou do plano), tais que os segmentos orientados

(A , B) ,

(B , C)

e