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Agradecemos ao Senhor por Suas Bênçãos

Presidente Gordon B. Hinckley

Nossas bênçãos são grandes. ( . . . ) Marchemos sem medo para difundir entre todos os povos a
retidão do Senhor.

Irmãos, esses dois dias foram maravilhosos. A inspiração e o poder do Espírito Santo esteve
conosco. Juntos nos regozijamos. Ao encerrarmos esta conferência, temos todas as razões para agradecer
ao Senhor por Suas bênçãos.
A música foi maravilhosa. Fomos elevados e edificados pelos coros e corais que cantaram para nós.
As orações aproximaram-nos mais do Senhor, e os que discursaram, falaram com o poder do Espírito
Santo.
Este século extraordinário está agora gradualmente chegando ao fim. Por um lado, foi um período
vergonhoso da história do mundo. Foi o pior de todos os séculos, com mais guerras, mais desumanidade
entre os homens, mais conflitos e problemas do que qualquer outro século na história do mundo. Foi a
época mais sangrenta de todas. Um período no qual o adversário da verdade exerceu sua maléfica
influência de destruição, miséria e dor sobre milhões e milhões, como podemos ver pelo que está
acontecendo na Iugoslávia. O Pai de todos nós deve chorar quando olha para baixo e vê Seus filhos
brigarem.
Mas em grande parte, este foi o melhor de todos os séculos. Na longa história do mundo nunca
houve século como este. A expectativa de vida do homem aumentou em mais de 25 anos. Pensem nisso.
É um milagre. Os frutos da ciência são visíveis em todos os lugares. A maioria de nós vive mais; vive
melhor. Esta é uma época de grande compreensão e conhecimento. Vivemos num mundo de grande
diversidade. Ao aprendermos mais e mais uns com os outros, nossa satisfação aumenta. Esta era foi de
instrução. Os milagres da medicina moderna, dos meios de comunicação e de transporte são quase
inacreditáveis. Tudo isso trouxe novas oportunidades para nós, as quais devemos agarrar e aproveitar
para o avanço da obra do Senhor.
Acima de todos esses dons espetaculares, temos a restauração do evangelho de Jesus Cristo com
toda a surpreendente autoridade e bênçãos que a acompanham. Esta é, sem dúvida, a dispensação da
plenitude dos tempos, que traz consigo coisas que jamais serão tiradas novamente da Terra.
Acredito que Pedro estava falando para nós quando disse:
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que
anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." (I Pedro 2:9)
Agora, irmãos, voltemos para casa determinados interiormente a agir um pouco melhor do que
antes. Todos nós podemos ser um pouco mais bondosos, um pouco mais generosos, mais sensíveis em
relação aos outros. Podemos ser um pouco mais tolerantes e amigáveis para com aqueles que não são de
nossa fé, fazendo um esforço extra para mostrar respeito por eles. Não podemos nos dar ao luxo de ser
arrogantes e de nos julgarmos corretos. É nossa obrigação ajudar as pessoas, não somente as que
pertençam à Igreja, mas todas. O interesse e respeito dos não-membros pela Igreja será maior se agirmos
dessa forma.
Fico muito feliz por estarmos prestando auxílio humanitário como Igreja quando ocorrem graves
dificuldades. Temos feito muitas coisas para ajudar e abençoar a vida de muitas pessoas que não são de
nossa fé, mas que também são filhas do Pai Celestial. Enquanto tivermos recursos, continuaremos a fazê-
lo. Agradecemos a todos que contribuíram para esse auxílio.
Trabalhemos continuamente para fortalecer nossa família. Que os maridos e as esposas cultivem o
espírito de absoluta lealdade entre si. Não sejamos insensíveis, mas procuremos constantemente criar um
espírito de amor e respeito mútuos. Devemos tomar cuidado com a crítica, a raiva e o desrespeito para
com o próximo.
Pais, protejam sua família. Criem seus filhos em luz e verdade como Cristo ordenou. Dêem a eles
muito amor, mas não os estraguem. Prestem-lhes seu testemunho. Leiam juntos as escrituras. Guiem-nos
e protejam-nos. Não há bênção ou responsabilidade maior do que a de cuidar daqueles que o Senhor lhes
deu. Orem juntos. Nada substitui a oração familiar quando todos se ajoelham perante o Senhor.
Sejamos um povo honesto e íntegro, fazendo sempre o que é certo, em todas as circunstâncias.
Nossas bênçãos são grandes. Temos uma tremenda responsabilidade. Ajoelhemo-nos e imploremos
ao Senhor que nos guie. Depois, levantemo-nos, ergamos a cabeça e marchemos sem medo para difundir
entre todos os povos a retidão do Senhor.
Para encerrar, sinto-me inspirado a anunciar que, juntamente com todos os templos que estamos
construindo, tencionamos reconstruir o Templo de Nauvoo. Isso será possível graças à contribuição
muito generosa de um membro da Igreja e sua família. Somos-lhe gratos. Isso ainda levará algum tempo,
mas os arquitetos já começaram a trabalhar. Esse templo não terá muito movimento, pois ficará um tanto
isolado, mas esperamos que fique cheio no verão; e o novo prédio será um monumento às pessoas que
construíram o primeiro, às margens do Rio Mississipi.
Repito o que disse antes. Amo vocês. Deixo-lhes minha bênção e meu testemunho desta grande e
extraordinária obra dos últimos dias. "Deus vos guarde" até que voltemos a nos reunir, em seis meses, eu
oro em nome de Jesus Cristo. Amém.