AMERICA BRASILEIRA

Director: ELYSIO DE CARVALHO

NUMS. 9 A 12

RESENHA DA ACTIVIDADE NACIONAL

KDIÇlO DO CENTENAKIO

HN

ANNO I

O PHENOMENO BRASILEIRO
O

século de independência, cujo fecho celebra-

mos gloriosamente, nos enche de orgulho, pela obra
realisada, pelos frutos colhidos e por todos os outros
que vemos sazonar, como promessas maravilhosas. A
emancipação de 1822, como o resultado do velho sonho de liberdade que fremia na alma nacional desde
o século XVII; a formação do império; a unidade das
provincias em torno do estado, que o trono estabilisava, os moldes democráticos da primeira constituição; a Obra grandiosa da regência; o segundo império fecundando o liberalismo; a abolição integrando
a Pátria na humanidade; a Republica, nivelando os
cidadãos e proclamando os seus direitos com a máxima amplitude; a criação das artes., das letras e das
sciências;

o surto magnifico do progresso material,

que constroe portos e diques e ergue cidades; a prosperidade econômica e commercial: a potência das industrias e da agricultura, tudo, emfim, em harmonioso crescendo, se ajunta e vibra, como as notas formidáveis de um hymno grandioso.
Seria possível fazer mais? Talvez, mas o certo é
que, por sobre as vicissitudes e os entraves que tivemos de vencer e superar, decorrentes da formação
nacional, desde o typo da raça, até o victoria sobre a
natureza

aggressiva e brutal, não é licito acreditar

que outros tivessem feito mais, ou melhor. Não vai
nisso um devaneio, lírico, mas a observação imparcial,
e sem pessimismo, do phenomeno brasileiro, na sua
exacta realidade. Antes de tudo, vejamos que a extensão do território tornara impossível a colonização
pelos portugueses e a penetração só começou a se
realizar no século XVII, com as entradas, que vararam em algumas direcções o dorso do gigante. Até
então, só o Iittoral se explorava e, ainda hoje, o domínio e o privilegio dessa zona permanece, num desequilíbrio inquietante. Os homens eram poucos para
tão grande habitação e se accomodaram nos melhores
centros. 0 |»trangeiro, por via de regra, era cubiço-

so, e não pensava em emigrar e a densidade minguada da população era um entrave constante ao desenvolvimento do paiz. Permanecíamos, portanto, em
alguns pontos e iamos muito vagarosamente penetrando no interior. D. João VI lançou os alicerces da
nossa civilização, mas a independência e a regência
mal tiveram tempo para cuidar da salvação nacional,
periclitante naquelle momento decisivo da Pátria.
Era preciso tornar forte o Estado., unir o paiz, criar
o prestigio do trono, manter a ficção da monarchia
representativa, de sorte que, quando a consciência da
nação despertasse, fosse possível evitar uma crise perigosa. Esse esforço hercúleo nós o realizamos, emquanto consolidávamos o credito do paiz, incentivávamos as suas forças productoras e econômicas, embora desordenadamente. A obra politica, interna e
externa, foi o esforço da monarchia, que findou logicamente com a abolição. Dahi por diante, depois
desse golpe na economia do paiz, era preciso uma
propulsão progressista e um desenvolvimento material, para os quaes o regime antigo revelara poucar.
qualidades. E a Republica, effectivamente, nos permittiu essa éra de realizações. Os dois grandes problemas foram atacados de frente — o da immigração
e o das estradas. Vimos, claramente visto, que os
14.333.915, que éramos, ou seja a de densidade de
1,689 por kilomètro quadrado, era pouco em demasia
e, portanto, fazia-se mister abrir o paiz ao braço estrangeiro, sobretudo depois da crise de trabalho, que
a abolição iprecipitou. E as correntes immigratorias se
estabeleceram. Vieram, sobretudo, italianos,allemães,
polacos e japoneses, que foram para os estados do sul,
de preferencia, e a cujo esforço tanto devemos, tudo
aíconselhando-nos a manutenção e desenvolvimento desse programmá de povoamento do solo, melhor
organizado, porém, quanto á localização e attendendo
por igual ás razões ethnicas e econômicas. Quanto ás
estradas de ferro, basta citar que, em 1889 tínhamos
em trafego 9.973,087 kiiometros e em 1921, 28.827,710

AMERICA

BRASILEIRA

M M S . O A 10 - • \ N N O I

kiiometros, 2.273,040 em construcção e 7.728,047 em
projecto. F lembremo-nos de que essa obra é toda

vilhoso

do

estro brasileiro, que surge aos poucos,

numa revelação gradual c deslumbrante.

cila um esforço formidável, por vozes heróico, cor-

Chegamos um pouco tarde, num mundo já enve-

tando morros, vencendo serras, atravessando rios, der-

lhecido, e temos, portanto, a missão de revigorar suas

rubando maltas, ora solidificando, ora aplainando o

energias, transplantando para a America o eixo da ci-

terreno,

vilisaçãò. Mas é preciso vencer em nós mesmos a ro-

em

realizações

extraordinárias. O plano
de

acção tradicionalista e conceber o ideal novo, que

terminada a Thcresina-Petrolina o ligada a rede de

salvará o mundo. O exemplo dos Estados Unidos é

viação bahiana ás estradas de Minas Geraes, é de uma

fecundo de ensinamentos do que ha-de ser a força

grandeza prodigiosa, que se não deve estimar pela

americana, quando os dois hemispherios d o continen-

kilonWragcm mas pela natureza do terreno. A quali-

te attingirem ao mesmo gráo de força e de ideal.

forro-viario, que concluímos, sobretudo

depois

Emquanto realizávamos essa obra, que não é per-

dade é o indice e não a quantidade. Por outro lado,
o crescimento do commercio, exigiu a construcção dos

feita e nem mesmo

grandes portos e os fizemos admiráveis, no Pará, em

contestavelmente é grande, dávamos ao nosso paiz,

Recife, na Rahia, no Rio, em Santos e no Rio Gran-

por uma legislação liberal, ainda que muitas vezes de

de, sobretudo esse, que representa uma grande obra.

enxertia, a garantia do progresso, e, por uma diplo-

tornando navegável a sua barra, até então de accesso

macia intelligente, hábil e patriótica, a segurança da

difficil e perigoso.

paz externa e do respeito universal. O melhor trium-

E os telegraphos se multiplicaram e hoje se ex-

sempre

harmoniosa,

mas in-

pho dessa realização está nas altas e honrosas provas

tonelagem

de affecto que nos deram as nações amigas na com-

cresceu, iá cruzando, o pavilhão brasileiro as grandes

memoração de 7 de Setembro. Foram o testemunho

rotas de commercio internacional, fazendo toda a ca-

significativo do relevo com que gravamos o nosso no-

botagem e o movimento fluvial.

me na historia, das tradições que formamos, do pres-

tendem por 44.446 580 kiiometros

e

a

Contamos

648.153

estabelecimentos ruraes estimados em Rs.

tigio que alcançamos. Entre

10.568.008:691|000; 36.338 fabricas, das quaes 1.791

nenhuma nos falou mais ao coração do que a vinda

com força motora e o nosso movimento de commer-

do eminente chefe da Nação portuguesa, que, em no-

cio externo, em 1921, accuisou as cifras de Rs.

me de seu paiz agradeceu o favor que lhe prestamos,

1.709.000:000$000

a

exportação

e

réis.

manifestações,

..

proclamando a independência, no momento em que o

1.689.000:000$000 para a importação. A estimativa de

fizemos, porque Portugal, já não mais poderia man-

nossa

ter

producção

para

essas

agrícola ultrapassa 3 milhões de

contos, na ultima safra. Construímos grandes capi-

a

unidade

das

duas

nações.

Aurindo, pois, da tradição a seiva fecunda e ma-

tães e cidades de forte desenvolvimento no interior do

ravilhosa, o Brasil, joven, poderoso e bello,

paiz, que mantêm a propulsão grandiosa de nosso

o deslumbramento desse momento de exaltação, re-

império.

incertará a sua obra de ideal e de trabalho para ser

A intelligencia nacional não se revelava só nessas
realizações materiaes, mas formava um espirito novo,
nas sciências o nas art eis, e illuminava o mundo com a
irradiação de sua luz fulgente. Nas sciências experimentaes e de observação, como nas abstratas e na
philosophia, nas letras, nas artes plásticas e na musica tem sido admirável o nosso esforço e a obra de
cultura, si bem que só por ultimo se vá fazendo com
certa unidade, não se desdoira de seu esforço inicial.
Nossos sábios e nossos juristas têm. muitos delles, ultrapassado o ambiente nacional, impondo-se á admiração do mundo, nossos artistas

e

escritores

vão

criando, no tumulto da terra americana, uma emoção
differente. e. no dia em que se libertarem dos preconceitos dos moldes européos. revelarão o surto mara-

grande entre os maiores.
Siirsum

corda!

cessado

VFMS. 9 A 12 — ANNO T

AMERICA

RAÍZES

BRASILEIRA

DE IDEALISMO

A civilização é uma violência do homem á natu-

proseguido, como se fosse a finalidade

do espirito

reza. Por mais brutal que seja o Ímpeto, uma força

collectivo. A Independência do Brasil é um acto de

ideal, remota, obscura, intangível, está na origem da

idealismo. Veiu naturalmente do instineto de revolta

energia creadora. A civilização é o mysterio, em que

nativistá, resultou-da crystalização do sentimento na

se cumpre a fatalidade da união dos. homens para

cional e exaltou-se das idéas que flammejaram na

vencer a matéria universal. Expressão externa e col-

independência da America do Norte e na Revolução

lectiva do rythmo individual, traz em si o germen do

franceza. Na Esthetica da Vida escreveu-se, e aqui su

idealismo. Se ha povos sem a proeminencia daquella

repete, que jamais o homem brasileiro foi tão senhor

magia extasiada na religião, na philosophia ou na

e tão grande como naquella epocha. Um espirito de

arte, ha em todos um resíduo espiritual, que um dia

mocidàde o conduzia. Para o valor homem o grande

transmudará o máximo do realismo em funeção de

movimento da historia foi a Renascença. A personali-

idealismo. A própria realização americana, opposta

dade humana nesse ardente e fecundo instante exnn"-

ao traçado do civilizador europeu, revela-se idealista

diu-se vivaz e livre, não conheceu limites á curiosi-

nas suas syntheses sociaes, na sua democracia, no

dade da intelligencia, não refreiou as paixões e tudo

fabuloso poder do dinheiro, na transbordante philan-

foi um deslumbramento de forcas inteílectuaes e sen-

tropia, no excesso da força, na rapidez da acção, na

suaes que refez o mundo e renovou a sensibilidade.

aspiração ardente e ingênua, de renovar o mundo. 0

A Renascença do Brasil foi a época da Independên-

povo americano, no desenvolvimento da parábola da

cia. O homem único, o homem universal apparecen

sua historia, tráe as origens mysticas dos seus forma-

como furtivo clarão na vida do Brasil. Os

dores, quakers, fenianos, sonhadores do ouro, anar-

não foram somente os conduetores do movimento. Foi

chistas e os demais transviados do ideal.

uma vasta floração da personalidade humana, mani-

No Brasil o idealismo propulsor da nacionalidade

festada na luta politica da independência

homens

nacional

é uma predestinação. A terra surgiu do inconsciente

que tornou ousado o caracter. O exemplo da revolta

immemorial, revelada por homens possessos da lou-

do Príncipe que se fez Imperador deu o contagio da

cura dos descobrimentos. A inquietação é o fardo da

independência a todos. Foi uma insurreição geral dos

vida do espirito. Nascido de um sonho de navegantes,

espíritos, que inflamou o sentimento nacionalista e

o Brasil ficou para sempre enfeitiçado pela miragem.

repelliu toda a vassalagem dé Portugal, purificando-

O espirito secreto, que inspirara os allucinados do

se de todo o cosmopolitismo. Nesse maravilhoso in-

desconhecido, soprou em todos os recantos do paiz e

stante da nossa historia havia o oreulho de se sentir

insuflou para sempre a nacionalidade. E' o espirito

o homem novo de uma pátria nova. O nacionalismo no

de progressão. Transplantada ao Brasil a raça portu-

alegre nascer da pátria foi a affirmação da vontade

gueza, a sua lei de constância vital determinou a for-

brasileira. Nesse tempo, a incandescencia nacionalista

ça indomável, que desbravou, subjugou e disciplinou
a terra. O idealismo tornou-se consciente e agiu como
suggestão no decurso da civilização brasileira. A historia colonial é uma affirmação de idealismo patriótico, installação no solo, organização da collectividade

não temia os compromissos despertados pela necessidade de povoar o solo, pelo destino econômico do
paiz, que exige a collaboração estrangeira. O homem
brasileiro naquelle alvorecer nativo tinha a illusão de
se bastar a si mesmo.

politica, que espiritualmente é a nação. A' aurora do

A essa energia valorosa junte-se o ideal de per-

seu surgimento, já o Brasieliro apparece como colla-

feição, que inspirara os Independentes. Estes geome-

borador do Portuguez, por vezes o supplantando, na

tras da politica procuraram architectar o paiz se-

repulsa das invasões perturbadoras, na conquista sys-

gundo um plano ideal. Ensaiou-se uma Cidade de Deus

tematica do paiz, que é elaborada como uma obra de

politica. A monarchia não foi só uma suggestão colo

estado.

nial e uma lógica continuação, melhor que uma in-

O idealismo affirma-se e progride. Em toda a ex-

certa substituição. Foi também a cupola do edificio, t-

pressão de progresso ha um ideal de perfeição. Na

Sob o domo o Poder Moderador apparecia como a

hkloria do Tracil esse ideal de perfeição é sempre

imagem da Razão, da Justiça e cia Divindade, presi-

offendida para ser fecundada. anciã de perfeição sentimental são os motores secretos da alma brasileira. o idealismo. se nos exalta o espirito a louvar a energia primitiva dos feros desbravadores. Ha um repentino fervor de piedade e que se deve chamar a loucura da abolição. v o próprio throno imperial que. numa vertigem de abnegação. como pacificadores. que. . Desde então a fórmula. houve a loucura da Cruz. A terra. . Assim quando transforma as pertinazes mattas em terras de cultura attinge a uma con quista material formidável. o brasileiro vae para a frente. A Abolição foi uma idéa que se fez o sentimento violento de um povo. idealismo. das retrogradações da justiça e do progresso moral. fl A 12 — \ N N ° I dindo magcstatieamente a innumcravel lheoria dos factos. permanece a eterna desejada do homem. O Império desenvolve-se nesta progressão. O artista revelou-se no constructor político. tudo pela suggestão de um ideal de perfeição politica. mas ao influxo da cultura torna-se creadora de idealidade. caminhando extâtico dentro da lu2» escravo da miragem. A fé no prodigioso destino da pátria lhe perdurará sobranceira e fervente. tudo arrebatou. são fazendas (pie. das florestas. porque foi a maior expressão da energia collectiva e obedeceu fatalmente ao idealismo. na excessiva soberania federativa. que nasce do realismo. Um dia elle augmentou o desmedido território. na sua üh> mitada força creadora. dos errantes caminheiros dos sertões. chamma da perfeição paradoxal. dynamo de idealismo. constróe-se a muralha imaginaria da pátria. na sua immortal projecção no futuro.AMERICA BRASILEIRA NTMÍ&. pelos vagos sertões. Pouco a pouco foi ganhando as almas e mais tarde uma grande préamar espraia-se pelo paiz inteiro. A progressão não pôde ser reprimida sob pena de uma crise mortal da nação. Os seus difficeis "trabalhos" na ordem pratica o elevarão do intenso realismo ao excelso idealismo. Com a abolição ainda mais se accentuou no Brasil o impulso da egualdade. defendem-se as fronteiras. Combate se pela unidade do paiz. tornou-se invencível e na Celeridade do seu movimento. Foi o toque da elevação no "sacrifício total da riqueza. Í . esmagado sob a tyranoi^ lá vae o Brasileiro. de Se não é attingida. e a incorporação do Acre foi até hoje a maior realização brasileira na época republicana. na egualdade de brasileiros e extrangeiros. pelos rios absurdos. Depois de taes fruetos. tudo desmoronou e exigiu a contribuição de todos para o seu triumpho. E a elite governa o povo com as ficções transplantadas exoticamente de outros estados. a vivificar o solo nacional. do cháos em que se abysmar o paiz. Graça Aranha. Não tardou uma explosão de idealismo nesse ambiente de hierarchia. que parecia crystalizar-se na monarchia parlamentar.. vel-a ou evocal-a. Onde. creador da nacionalidade. imaginação. da historia do Brasil é esta: idealismo idealismo a busca incessante e como funeçãò da perfeição. culpir os traços da sua affinação moral na liberdade' religiosa sem restricções. Crê eternamente na ascensão triumphante da pátria. consciente ou inconsciente.mystico do i d e a l i s m o .A Republica resultou como a conseqüência do "absolutismo" democrático. são provincias que se redimem. traçam-se as linhas divisórias das nacionalidades antagônicas. Cada um procurava"exceder-se a si próprio e aos outros no desinteresse pela causa da redempção. a despeito da amargura que soffrer. a imaginação. não será estirpado do espirito brasileiro. são senhores que se empobrecem alforriando massas de trabalhadores. as imperiosas exigências da sensibilidade popular. o esforço permanece irreprimível. O idealis-J mo republicano teve a maravilhosa phantasia de « . destituído de compromisso^ que é õ da raça na sua livre expansão. no arbitramento internacional obrigatório — signos caracteristicos desse espirito. do eclypse da liberdade e da honra. São povoações oue eliminam do seu recinto a escravidão. a rebusca da perfeição neste idealismo redemplor? Na liberdade incondicional dos escravos. sempre prompto a exceder-se. está predestinado a viver no absoluto e a repellír toda a relatividade. torturado. Ha seguramente um amor physieo entre o brasileiro e a natureza da sua pátria e qtie é a raiz inconsciente do seu patriotismo. pelas trágicas mattas. pelos tristes desertos. st sacrifica. fortificado em tenazes e seculares raízes. porque idealismo e anciã de perfeição dimanam daquella qualidade essencial da alma brasileira. a abolição foi um acto revolucionário e ao mesmo tempo esse delirio de abnegação collectiva marcou na vida brasileira o mais bello instante da nossa emoção naoional. A principio a idéa aponta ao longe no espirito de alguns inspiradores. O que fizeram a monarchia e os estadistas não foi mais do que satisfazer. 0 povo dè tal inspiração. Para cumprir o fado imposto pela sua lei de constância. Apoderando-se da emoção do paiz. porém. E neste sentido. se immolam e se tornam em taperas desertas e livres. como no tempo das perseguições aos christã os. no esplendor da exaltação collectiva. Na sua pureza primitiva será um estado de magia. transmigrada nesta espiritualidade da conquista. EnthuJsiasmo. nina illusão da representação do Universo. . Faminto. como respeito á humanidade.

o que mais conheceu foi a nevrose da dôr.ANNO I AMERICA BRASILEIRA A FIGURA DE D PEDRO I Não conheço em nossa historia nenhuma figura cujo perfil p. tratal-o com muito geito. accordou e bramiu. . com todos os vicios e virtudes de heróe fora do seu tempo. antes de tudo. lá reduzido a toda a tristeza de um rei Lear. resoluto. Uma. . dementado de uma vez pelo infortúnio. não certamente só de calculo. Pedro era um contraste rude e esturdio com tudo isso. como si padecesse até das próprias a l e g r i a s . Este ha de. e lá. que mesmo quando se sentia sacudido de alguma emoção muito forte. nos braços do seu povo. P6de-se mesmo avançar que a phase joannina foi a phase de gestação do que se vai fazer em 1822. de culto pela justiça. O misero agora só era pai. esmorecido de medo e allucinado de alegria. e do novo império de onde alça a voz p a r a o mundo — dali por diante. No dia seguinte ao da acclamação do imperador. mesmo que fosse capaz de encarar discretamente a vida. quasi impulsivo — não recuava n u n c a . a sociedade de transição daquelles dias. pois. . e sobretudo a tendência americana. nas e n t r e l i n h a s . . é preciso reconhecer. . e viu como Bonaparte lhe decretara a distribuição do reino. Por uma fatalidade de circumstancias que pareciam conjuradas..i planeada. e a bondade.. Muito fácil foi. Andavam no ar as procellarias. salvo si percebesse que o capricho era do destino. . o orgulho que sentiram os brazileiros ao tomar a protecção da realeza desventürada. principalmente dos seus próprios. m a s bondade rude e inconsciente. entra a conspiração na sua phase decisiva. do que de razão e consicencia. E dahi por diante. Chorou quando soube que Junot marchava sobre Lisboa. P a r a comprehender-se como tão rápido se renova aquella sociedade. e como a insuflar em vez de reprimir discórdias. tinha de ser liberal: esquecer-se um pouco de si mesmo era o processo mais expedito e seguro de se impor como necessário. . cheio de enthusiasmos pelo seu papel. Em tal meio. daqui. de paixão pela liberdade. como si fora um precito. P a r a isso não tenho mais do que recordar factos da época que estamos neste momento mesmo commemorando. aquella phase.extranho que se levantara inçontrastavel ã frente do throno. que ia resonando no fundo daquella natureza excepcional. e se distancia dos tempos colohiaes. falavam desde muito insidioamente ã alma renovada da r a ç a . estas montanhas. ou de effusão perenne de pranto. E m prantos sahiu a barra do Tejo. Emquanto aquelle outro andou sempre como lhe diziam que era preciso andar — este vem para concorrer com a fortuna. que ancearam de v e r . vivos e trefegos. mas da leviandade do seu animo. No meio das facções victoriosas. O mais que com certeza elle sabia é que tinha diante de si. ou pelo menos. na velha pátria querida. Ha um processo muito simples de fazer a psychologia deste homem como politico: é tirar das cartas que elle escreveu ao pai o que elas têm de substancial. aquelle poder novo . e sem ter as gTandes qualidades que se requerem para funcção de tal magnitude. Pedro ê inconsciente. Andou sempre tão por longe do destino com que o surprehenderam. que D . . tudo começar a a mudar. Nelle o velho instincto dos avós disfarçava-se apenas sob aqueilas apparencias de alma nova.. moço de 24 annos. D. P a r a julgar este homem. a s tiradas heróicas: e o antigo sêr. de coração transbofdante. . a sensibilidade doentia do devoto. abandonado de todos. D . e que o fechavam para tudo mais: a resignação. E' vel-o. Poder-se-ia mesmo dizer com toda justiça que para ser grande homem bastaria que lhe não tivessem negado tudo o que o seu espirito tinha o direito de esperar da sua alta condição social. " > M b u Ainda assim. assumira elle o primeiro posto em phase tão penosa. Provinha mais naquelle instante. e reclamando cada grupo o direito de orientar e dirigir a organisação do novo Estado. Tinha-se feito a independência. para todos os lances a que o levava. Do meio dos sustos em que vivia. a tristeza do penitente. estes céus. e todos presentem que a tormenta não tarda. E chorou t a n t a s vezes na vida que bem se poderia dizer — sem nada sacrificar-lhe da figura histórica — que durante os seus trinta e três annos de reinado. Emquanto esta era a aspiração dominante na alma dos brasileiros. mas o homem mais infeliz do seu tempo. talvez em grande parte. ainda assim. como ultimo signal de grandeza que nelle deixaram os tufões de escarmento. não é mais necessário do que ver: primeiro. a sua vida tem lances que o põem muito acima das figuras communs entre os que têm tido o papel de destaque no mundo. conhecer a sociedade daquelle tempo. forte e incisiva de Pedro I . no dia em que se sentiu desenganado de uns tantos sonhos — foram-se os lances augustos. Desde meiados de 1821 que. . o agora em lucta* viu-se D . 9 A 1 2 . irriquieto. Passada. Não é de crer que o rei. E não tinha essas qualidades — cumpre dizel-o — menos por mingua de natureza que por defeito de educação. aquellas vicissitudes que vinham abalando o throno e as instituições que elle representa. Está-se vendo. lá na metrópole. bem ou mal.sahir soluçando como uma creança. estas bahias. Des da primeira. pois que na vida não andaria elle sõ a espera da voz de commando. as aspirações que absorvem todas as forças no momento mesmo em que elle apparece no scenario politico. . pôde ser que o destino tenha rido alguma vez do rei: do homem — nunca. porém. como u m espantalho. com que se consolava de tanto ceder e abdicar. No periodo que se segue á chegada da corte.sychologico seja mais difficil de fixar que o do primeiro imperador. o coitado se desafogava c h o r a n d o . Os mesmos homens que tinham feito a declaração da independência estavam divididos. que v«via já no sentimento popular. • • • '• t . depois. cahindo. João foi seguramente. o Príncipe. fazer o seu papel. Nunca lhe viram humidos siquer aquèlles olhos. portanto. Com todas aquellas expansões de amor de pátria. Devia temel-o a velha deusa falaz. começa elle i preparar o espirito do pobre velho. soubesse ou entendesse direito quanto iam fazendo as Cortes. por elle chefiada. Foi o único instincto que a desgraça lhe deixou: o do sangue. todas a s classes e todas as facções andavam como fraternizadas em torno da grande causa. que não se «abe como é que o lar lhe d e i x a v a . afinal. levada a um quasi renunciamento de si mesmo. de submissão ás leis da historia — sabe elle muito bem que leva galhardamente o seu destino. emquanto a historia nos d& aquèlles gestos heróicos de guerra ao arbitrio da Europa. em cuja consciência não estivesse já muito clara a directriz que os negócios politicos iam tomar. principalmente as opiniões dominantes. e mesmo uma espécie de volúpia de lagrimas. si quizermos apenas destacar-lhe da assombrosa versatilidade de sentimentos e impulsos qualquer traço isolado que o caracterize. vaga idéa do que elle foi só ha de resaltar talvez de u m a synthese das contradições e desordens em que lhe fica a figura no meio dos acontecimentos em que teve o seu grande papel. Seria bastante que tivessem preparado o homem. como o liberalismo de D . o exercício da majestade — viveu o misero guardando a sua reserva de lagrimas..NUMS. aquelle sêr lancerado só tem o grito da angustia paterna. do mais humilde ao mais eminente. já que não quizeram preparar ó rei. ou pelo menos desprovida de uns quantos instinctos sem os quaes o officio de rei ha de ser mesmo um índizivel martyrio. não haveria provavelmente um só brazileiro. Temperamento ardente. ao Príncipe a m a n h a r o terreno para a ohr. Estas florestas. por si mesmo. Chorou quando lhe mostraram o Monlteur. Pedro. e que a presença da c&rte não faz menos que fortalecer. aberto e receptivo. Não é possível julgal-o sem risco de commetter injustiça. e em prantos poz pé vacilante em terra bahiana. mais sombra de homem do que homem. a s idéas que se agitam. Quando o comparamos ao pai é que sentimos bem como avulta a nossos olhos a personalidade profundamente delineada. João V I caracterizava-se pelas duas grandes virtudes que lhe abosrviam toda a existência moral. que se diria antes desidia ou apathia de alma neutra. E é por isso. seria necessário. não só o príncipe. Ainda assim.

nem como rei. Emquanto que o segundo imperador — espirito sereno e sábio: grande alma paternal desde os vinte annos. . Da tribuna daquelle mesmo congresso. havia quem bramasse commovido. a clemência bem medida.. t u n a .em sabe que daquella magestade não lhe vêm gestos e s q u e r d o s . O que elle queria era mostrar que tinha nas mãos este pedaço 'i do mundo. Quem sabe mesmo si tudo isso seria p o u c o . e diziam-lhe que elle vencia "mais com a gloria do seu nome" do que outros reis com as a r m a s . muito respeito pelas soberanas Cortes. a coragem temerária. pondo em outro logar o interesse supremo da própria monarchia. . Pedro como politico. . e que este. . Elle foi. neste mundo. e não teve mais linha. lamentando certamente que tivesse havido já um outro que o fosse do gênero h u m a n o . . D . falando-lhe u m a linguagem para elle desconhecida e incomprehensivcl. o tom das suaa falas ás tropas. realmente em que parecia fazer de Bonaparte. poude fazer alguns amigos que lhe foram fieis até o fim. Eis ahi D. . a autoridade que lá. Na historia da America. — que mais lhe faltava? Não há duvida que chegou a sonhar grandes coisas nos fastos do seu tempo. . nem como homem. E ' assim que tem de ser definitivamente julgado este homem. e que viveu. o seu logar ha de ser ao lado dos Bollvar e dos W a s h i n g t o n .. vangloriovictorias. Que os ministros "são servos do i m p e r a d o r . Pedro esta. a não ser o coração anonymo de todo m u n d o .. t E r a elle só o legitimo creador deste povo. punham-lhe em relevo as "sublimes qualidades" e as "heróicas acções". muito fiel. . j á não estava integral nas mãos do R e i . falava-lhes muito em "liberdade": aos portuguezes falava sempre só em " j u s tiça"Mas essa justiça e essa liberdade deviam andar sempre cautelosas e muito dóceis ao talante do patrono. vai associando. a um espirito que nada t<nhB dè excepcional para tarefa tão alta. com toda coragem. . Quiz até dar ao Rio uns ares de Versailles. quando iam felicital-o nos dias de gala. . tendo sido afinal tão detestado entre os políticos. que elle e r a . com Trianons e tudo. P a r a elle. i E s t a v a D.l. com a feição psychologica do homem. Pedro não se perdesse? V Rocha Pombo. . Que elle está "posto além da humanidade e quasi e n d e u s a d o . Nos princípios. o pensamento capital era vencer: tudo o mais era secundário .. pouco a pouco. . e a que não faltou nem aquella Pompadour de fancaria. os próprios homens do tempo com as lisonjas e adulações que andavam todos disputando a honra de fazer-íhe. . Por isso mesmo é que D . Senhor absoluto do paiz.. no animo dos que o cercavam. p e r . Primeiro. conservar serenidade e não perder a tramontana. E emquanto as Cortes decretam medidas t e n dentes a reprimir-lhe os Ímpetos e a humilhar os brasileiros cuida elle de fazer sentir ao pai que a assembléa desmandada vai tornando a monarchia incompatível com o Brazil. consciência indefectível de juiz até na desgraça. Vejam-se as suas proclamações. . . .' Agora o que se não deve calar ê que para tudo isso concorriam. . e do Campo de S a n f A n n a . Momentos houve. Foi com este geito e m a n h a subtil que elle teve tempo de a p parelhar-se de tudo para o rompimento formal. com muita astuom e tactioa segura. Não era só a tropa que o acclamava como seu "adorado imperador" As próprias deputaçõçs da Constituinte. depois de prompto — protestos e detestações contra aquellas Cortes "pestiferas". os seu* império puzeram-se em conflicto com os princípios . effeitos mágicos. Pedro formulado. E muito seriamente depois que sentiu como estas democracias americanas não se accomodam á majestade das grandes figuras.•. condescendendo e perdoando — não se sabe si teve a m i g o s . . pois todos bem sentiam como não ha nada. Em seguida. Os homens mais notáveis daquella época foram minguando diante delle. P a r a que a sua voz fosse ouvida dos brazileiros. . e principalmente da causa da dynastia. . onde se representava o que tinha de mais vigoroso aquella geração. mas um estouvado forte. as leviandades que lhe encheram a vida e com que temperava os Ímpetos estultos e os bruscos assomos — tudo isso produzia. .M M S O A 1? — \ \ \ 0 T AMERICA Dizia-lho daqui o filho umas coisas desusadas. como homem. o que ficou sendo como rei: um estouvado na vida. Presumia-se único "autor de tudo que se tinha feito". . na metrópole. além do que já vimos. desvanectu-se da sua for. A familiaridade um tanto desbragada. Quanto era ainda poderosa a influencia da superstição romana no espírito daquelles homens! E como queriam então que D . luvtíxh. tão captivante como um bom movimento ou um gesto de paz que vem da mesma altura de onde podem cahir fulminações de morte. a delicia dos brazileiros. Pedro tão convencido de que o Brazil todo lhe obedecia.. . elle próprio com t a n t a ufania p r o c l a m a r a . E para completar. Antes de tudo. . . que elle sabia pôr em equilíbrio com os ares augustos. .. tudo foi esquecido: a sua vontade. E tanto so das suas impulsos de a s idéas que é assim que no dia em que se julgou seguro. Assim que se viu coroado imperador. BRASILEIRA Si fosse preciso a t t e n u a r o rigor do juízo que a historia te de proferir. e com a emphase das grandes affirmações. .'que sabe quanto vale a esturdia bem calculada quando se tem sobre os hombros a indiscutível autoridade que se funda no prestigio da tradição e do grande papel que se tem no drama do mundo. Tinha feito as suas campanhas do largo do Rodo. não ha duvida que temos de lançar á conta das c i r c u m ! tancias muita coisa do libello contra D. divorciadas da alma portugueza. conquistara elle a "sua gloria" multo depressa Na sua idade era muito difficil. Si o próprio Antônio Carlos dizia que entre elle (o monarcha) e um pobre mortal (a Câmara é aqui o pobre mortal) nada pôde haver de c o m m u m . "por fidelidade". e de que ao seu poder e ao seu prestigio se haviam confiado \ estes povos — que não viu mais empecilho no caminho aberto ás suas ambições. começou logo a tratal-ol como "coisa s u a " . está deliberado a resistir e até a affrontar as Cortes. Pedro. ao lado da magestad.. o perfil esboçado. domando por sua vez a America. póde-se dizer. suadido de que era um homem de gênio a dirigir os acontecimentos não teve o seu orgulho mais limites. bastaria acerescentar muito pouco. . fazendo-a inseparável da sua. Ao lado da majestade vai. . decidido.

naes ou copias authenticas de todos os seus escriptos inéditos. nenhuma iniciativa seria mais profícua. VIII. n) auxiliar as instituições publicas ou particulares. e proceder á sua investigação. e resplender nas suas relações com o universo. que se relacxonem com a nossa cultura histórica ou literária_ m) publicar uma revista ou boletim destinado á divulgação de seu programmá e trabalhos. casas solarengas. quando ^ d o nos impelle a estabelecer mais poderosos vínculos effecttvos e i ^ t o i w . H secção de estudos de historia e litteratura da Amenca O InstZo rarnnagen compor-se-á de 70 membros effectrvo* . e tendo em vista a congrefe Para a r e a l i s a ç a o ^ e m p o r t u g a l e n 0 estran- ^ r ^ r r j r : nossos ^T : — — . l ? Z r ^ Z Z ~ - . resolvem T f u n d J o nZuto Varn^en. eollegios e g i n á s i o s . Secção de historia militar.a. k) organisar inquéritos entre os especialistas«e eruditos de notório saber. proteger o instincto rai ciai definir a Índole.curemos realçar a nossa epopéa nacional. graças a essa surprehendente harmonia.NU M S . ac i v j e suas varias modalidades. V Secção de historia da literatura. resurgindo ou animando ! os heróes. copiando. ' tugue». mais fecunda e mais urgente que a tarefa de fixar a orientação da nossa cultura histórica. a idea a d a r a g a lu80-brae da vonta. sob o patricinio do nome do glorioso b r a s e i r o que. pedra de toque da consciência e do sentimento nacional. e reunir desde já elementos. 1) instituir concursos e estabelecer annualmente prêmios honoríficos ou recompensas pecuniárias para os melhores trabalho. ^ . da unidade da lingua. sentindo '. para a sua biographia. Mercê da nossa filiação histórica.a e s entre as duas Republicas. imprescindível ao espirito de progressão do organismo social como é indispensável á sagrada permanência da integridade ethnica. VII. mediante visitas ás nossas igrejas.emfim. deve ella ser encarada como força creadora de idealidade. ser fiel á lei de constan. .^ ^ . divulgando as conclusões. examinando seleccionando. ae n u m e ^ n i m i t a d o de sócios correspondentes. trabalhos e peças artísticas. . toda vez que for solicitado o seu concurso para qualquer iniciativa que se relacione com a sua actividade. e P«-O- . é a nossa historia que ha-de illuminar o * roteiro do nosso esplendido destino: para isto basta que.l i d a n e d a d T a x l a das duas nações do mesmo idioma e do mesmo Pensamento.ro. e promover a discussão de theses ou questões relativas a esses assumptos entre os seus membros. . I I I Secção de historia diplomática. opulentou o nosso patrimônio ***"*£^ p r o g r a n i r n a . pois. monumentos e exame de vestígios. Vi' Secção de bibliographia histórica e literária. — ! « % £ Z « * * o emento do e da unidade racional. p a r a a ordem e para a beíleza. c i a vital que preside ao desenvolvimento da nacionalidade. juntamente com uma bibliothcca de historia e literatura dotada de catálogos systematicos e de repertórios ideographicos. IV. conseqüência.o nosso passado. das affinidades cíaes havemos de ser um dos maiores Estados do mundo. £ ^ ^ p a t r i o t i g m o > e p r o m o v e r T2Z1^V^ CO ar. analyses ou commentarios. Integrada na sua dupla funcção nacionalista e humana. terá dez secçõés permanentes de estudos brasileiros: I. O Instituto Varnhagen.• <° " ' *" " 6« preoccupem com assumptos de historia ou de literatura brasileira. o caracter ou o gênio do nosso povo e intensificar o culto pela mãe pátria . Secção de sciências sociaes applicadas ao Bras. Secção de estudos geographicos. da religião. como subsidio para a historia das nossas origens e costumes. II. ) realisar. e) secundar no domínio dos seus estudos e na medida dos seus esforços o movimento de solidariedade continental das pátrias americanas . methodicamente. através de tantas vícissrtudes e de regimens políticos diversos. » « r e c t m m « n t « ] e . ^ ' r ^ ^ ^ ^ T ^ ^ o g l c a ^ T Z T X ^ T ^ : ^ - - . permutando informações. extractando e divulgando os documentos inéditos de interesse capital existentes nos mosteiros. Secção de historia geral. BRASILEIRA : nferencias destinadas á moM es ° " intercâmbio intellectual entre o Brasil e Portugal." • . com ter previsto esse magnifico movimento de noso brasile ro q h i g t o r i a u m a funcçao social. Haverá igualmente no Instituto duas secções especiaes e permanentes: I Secção de estudos portuguezes. 1 T n p i a d o s Por estes idéaes e estes propósitos. IX Secção de estudos econômicos. X. conservar unido. nas câmaras municipaes e nos archivos públicos ou particulares do paiz ou do estrangeiro. . animando-as e prestando-lhes assistência. Assim. com o singular fulgor de seus -fastos e a sua formosa realidade. acompanhadas du estudos críticos. honorário. e recolhendo ou communicando o resultado de estudos e pesquizas. rico de prodígio e tocado de graça. indissolúvel • forte o vasto império territorial que somos e. redigindo monographias ou repertórios illustrados sobre o assumpto. 9 A 12 AMERICA ANNO I \^RNHAGENJ| NSTITUTO Neste maravilhoso instante da raça e do pensamento brasileiro. precisa crescer para a justi-.ro ^ ^ s s r ..a ^ critica e da erudição literária " ^ ^ J ^ ^ Z — L t * de letras e d o .. i nhr-. um archivo de documentação e um cadastro informativo.' sendo o Brasil u m a sobrevivência do passado e da mesma raça X se comprehende possa elle viver divorciado de Portugal.. rad 0 s costumes. sobre problemas controversos ou obscuros da nossa historia ou da nossa literatura. que é o principio gerador da unidade moral. o) constituir. que apparecerem no paiz ou no estrangeiro sobre a historia geral do Brasil ou quaesquer questões particular.l.neendo o culto da tradição. palácios. os apóstolos e os precursores. * «ue se accelere a deslumbrante finalidade brasileira. principalmente. o Brasil..H. das tradições e. j) publicar ou promover a publicação systematica das obras completas de Francisco Adolpho de Varnhagen. com sede no Rio de Jane. a bibliographia das fontes da nossa historia e da historia literária. Secção de historia das artes e dos costumes. E m meio das incertezas e das apprehensões actuaes. nas igrejas. pro. f) organisar. que se ligam á fascinante civilisaçãò latina. politica e histórica da nação. i) promover o estudo ou a organisação da nobiliarchia e heráldica brasileira. e auscultando as ' n o s s a s origens. p a r e c e r a ou trabalhos impressos. podemos.en- cia do papel do *"*»*£ c n ^ 0 e d u c a t i v o d a nossa historia nos b) contribuir para que " ^ o ^ ^ . adquirindo os ong. estreitem as relações com as socieda- iranso. ainda que não sejam membros do Instituto. h) investigar acerca da arte colonial. que se synthetisam „ a J a n s f o r m a ç ã o dos nossos valores históricos e na . resuiu entre nóg & perfeita consc. Secção de nobiliarchia e heráldica.t o m * e m •*«. Além do mais. .

Mario Barreto.696 9. MOVIMENTO G E R A L DOS CORREIOS FLUVIAL | ANNOS TONiSLAC. . 13 de Outubro de 1922.455 1. General Moreira Guimarães. Miranda Ribeiro.AMERICA BRASILEIRA \ l M. 1920.532 49.818 ANNOS 1907. Carneiro Leão.337. Capitão Estevam Leitão de Carvalho. O ustavo Barroso. Almachio Diniz. Luiz Annibal Falcão. Eurico Valle. Nogueira da Silva. Adolpho Konder. 1880.051. Rodrigo Octavio Filho. . MÉDIA TONELAGEM TOTAL 125. Azevedo Amaral. formado de pessoas de notório saber.21 2. Renato Almeida.115 44. Ribas Carneiro. Mario de Vasconcellos. Victor Vianna.565 1S40. porque tem uma origem consciente. Elysio de Carvalho. Tudo indica que n nossa tentativa será coroada de êxito.278 20.000 K M .962 26. Jackson de Figueiredo.117 44. Major Henrique Silva.093 49. que surge desajudada. solicitamos a cooperação de todos os brasileiros e portugueses. escolhidas dentre os membros effectivos. dois se.430 NUMERO DB APPARBLHOS 15. 1920. Lemos Britto. por emquanto de favores officiaes e ainda sem o appulauso do publico. Castro N u n e s . Raja Gabaglia. Lindolpho Xavier.997 642. Delgado de Carvalho. três vices-presidentes.hcsoureiro e bibliothecario.129.232 TELEPHONES EXTENSÃO KM.417. correspondentes e honorários. POR 1. HXTHNSÃO KM.087 28.66 ANNOS 17 172 2. » A I:' —.456. 1915. Francisco Valladares. Pontes de Miranda. Alves de Souza.120 5. 1920. Adrien Delpeche. e uma virtude cardeal. Octavio N . AÍTNOB 1912.711. de Brito. Virgilio de Mello Franco. Rio de Janeiro.0 1.316 25.553. 1920.203 46. Capitão Genserico de Vasconcellos. 1890. é profundamente patriótico e destinado a realisações fecundas. Levi Carneiro. !. Abner Mourão. (1) Comprehende a.419.64 1. 1880. F . Eurico Cruz.9 1. O programmá do Instituto Vernhagen.• de communicação no Brasil (Dados officiaes da Directoria da Estatística) MOVIMENTO MARÍTIMO NUMERO DE EMBARCAÇÕES (Ent. Flexa Ribeiro. Joaquim Salles. Mario Bhering. 19. Américo Facó. quando menos. Roquette Pinto. e um Patronato composto d a . Ronald de Carvalho. Os Fundadores: Rocha Pombo. Tristão de Athayde. José Augusto. HXTKNSXo KM. Terá um Conselho Superior Consultivo.5*6 . cujos sentimentos se harmonisem com as nossas idéas e os nossos propositos. o patriotismo.576. e que requer o concurso de todas as boas vontades.426 3.-.000 31. determinará ella sem duvida. Tavares Cavalcanti. Deodato Maia. a esperan ea E para essa tarefa meritoria.580 CARRIS URBANOS POR 1.159. e sah. Celso Vieira. Theophilo de Albuquerque. Alcides Bezerra.000 K M . um aspecto original da mentalidade e do sentimento brasileiro.) 11. • Meios de transporte e vias Nuno Pinheiro. „ . Olympio Barreto. Jorge Jobim.713 88.491 8. correspondência collectada. Gilberto Amado.359.895. |P0R 1 0 0 HABITANTBS NUMERO DE OBJECTOS 872. 1916.002.265 TELEGRAPHO ESTRADAS D E FERRO E M TRAFEGO ANNOS CORRESPONDÊNCIA NUMERO DE OBJHCTOS ( 1 ) i 1. „ . Hildebrando Accioly. Sampaio F e r r a z .973. ' METRO 1. Araújo Jorge. 1920. secretario geral. Tristão da Cunha. Heitor Lyra. Oliveira Vianna. distribuída e em t r a n s i t o .4 439. Raul Pederneiras. com ser complexo.370 | 1840.446.434. ! METRO 222. 1S60.900 1. Nelson de Senna. Pinto da Rocha. José Maria BelloJ Ezequiel Ubatuba. Carlos Pontes.983. e não prescinde do apoio official e das instituições particulares do Brasil e de Portugal. Bruno Lobo. uma renovação opportuna ou. Capitão Jaguaribe de Mattos. A. Belisario Soares de Souza.096 NACIONAL EXTENSÃO KM. . Carlos Rubens.376. Obra vasta que não será tarefa para uma só geração.297 19. Francisco Venancio Filho.148. pessoas ou instituições que contribuírem para a formação do patrimônio social ou concorrerem peeunianamente para a sua manutenção.A . 11.AXNO I UH-tores A >ua administração competirá a uma directoria composta de presidente.

quasi septuagenário.I. a divulgar folhas patrióticas e vehementes. Faria de Lima. o seu temperamento decisivo e pugnaz. sacrifícios e tormentos p a r a o velho campeador brasileiro. para se metter no labyrintho da sociedade uitra-conservadora e secreta. com essa tendência. Mal se entreabrem as portas do seu ergastulo. Clarins em fogo. Praia Orande). pela secreta flamma da sua idealidade combatente. Uma legião de escribas insuflados pelo gênio do pamphleto revelava. não é senão o patriota Cypriano José Barata de Almeida. o padre Francisco Ferreira Barreto publicava O Relator Verdadeiro. que o havia condemnado á clausura perpetua. novos dardos. um advertindo. pelo ar e pelo sol da liberdade. a fatal propensão anti-nacionalista e anti-democratica do rei-soldado. affrontou em Lisboa as fúrias coloniaes do parlamento. ensinando o abecedarío às. arremessando novos opusculos. o que em tal conjunctura melhor vos c o n v é m . denominada Columna do Throno. O Malagueta. arautos da imprensa politica no Brasil. com sonoridade vernacula. succede n a Historia ao da emancipação. nesse abandono. juridicamente esboçada pela Constituinte o realisada pelo Decemvirato. que o publicara em Londres. A Sentinella é jovial. como o problema da organisação. sob os longos cabellos alvejantes. é preso em Pernambuco. mas remoçado na luta pelo calor da terra natal. quasi sexagenário. Silva Lisboa empenha-se bellicosamente. Crepitava uma ironia fuzilante na epigraphe de outras.1a . nesse anno heróico e sangrento de 1821. elle propôz á assembléa reinicola. avulta o heróe pernambucano Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Xesse período. em Nitheroy. naquella mesma guarita pernambucana. José da Silva Lisboa.crianças de uma aldeia do norte. á beira do mar da. do Typhis. Dezeseis annos. Nas águas de Funchal. E a primeira claridade matutina descia no Reverbero Constitucional Fluminense. toda a longa paixão de uma existência crucificada sob os espinhos do seu ideal. O Espelho. Essa incorruptível Sentinella á beira do mar da Praia Grande. na Malagueta. são verdadeiros pamphletos.. allegações e defesas. pugnando através do Brasil. Eis o momento em que deveis decidir-vos. recontros. ao Brasil independente os fulgores e as misérias do jornalismo. assim. onde Luiz May actualisara o conceito de Duprat. recomeça a escrever. Cypriano IJarata. de F r a n ç a Miranda. indomito pamphletario da Polemica partidária. Sentínellas da Liberdade no Rio e em. O Constitucional. todos os raios e todas as chufas da metrópole. em 1823. emquanto eram apregoados pela cidade inquieta O Brasil. que representam duas columnas de patriotas volantes. enfant terribla de uma imprensa ainda pueril. tentaram desembarcal-os á força os madeirenses. e formidável. batendo-se os dous pelas formas constitucionaes do governo monarchico. na masmorra. Venancio Rezende. como a Dcsaffronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado e a Recordação dos direitos do Império do Brasil d província Cisplatina. Guerra da penna contra os demagogos de Portugal e do Brasü. ' l m 1823. depois de haver combatido entre os heróes de 1817. que em 1824 lançara com o pseudonymo de Philopatris o Rebate Br*trileiro. vividos ainda na pátria independente. preliminarmente. perante os lusos. Lançae mão d e l l e . que ouvimos bater a grande hora nacionalista: "Vede. e preso até 1829. o Tamoyo é solemne. o Despertador Brasillense. foi o alvo das suas frechas terríveis — Appello á honra brasileira contra a facção federalista de Pefnambuco. depois na Malagueta extraordinária. da populaça. notável pela intrepidez e garrulice do seu Papagaio. . a bordo de un» navio inglez. tão exasperados e bravios quanto os lisboetas. paixão no sentido maravilhoso dos Evangelhos. redigido as duas Sentinella* da Li-. Como toda ascensão h u m a n a presuppõé o martyrio. estridulando na Segarrega. Tamoyo e Sentinella. Felippe Menna Callado da Fonseca. . por todo um verão e todo um inverno. de noyo clama o velho pamphletario. atroantemente. Em 17 de dezembro de 1821. como um sábio no seu horto. Historia curiosa do mau fim de Carvalho & Companhia (Manoel Paes de Carvalho e os seus companheiros) a bordoada de pau-brasil. a suspensão dos debates constitucionaes até íi chegada dos deputados americanos. por afugentar o espirito revolucionário l > Typhis. que se desenfaixava p a r a gatinhar e agatanhar. a imprimir. foram de pelejas. culmina o Regulador. o seu diploma conferido pela Universidade de Coimbra. Pequenino e indomável. das Cartas de Pi th las a Damão. placidamente. rutilante de gloria intellectual. elle traça dolorosamente. E r a conservador e conquistador. Pesa de tubarões do Recife. absurdamente. impresso miudamente em duas e meia paginas. Tinha reforçada pela erudição a dialectíca impetuosa — e um grande orador. apparecém duas gazetas de. em 1825. segundo o qual nos deixaria independentes o barco que levasse a família de Bragança. Alquebrado e mortiticado. "breve de corpo e resoluto de espirito" como se descreveu a si mesmo. entre as chalaças do favorito e os amplexos da marqueza. E ao cabo de torneios. acabou Cypriano Barata. a do norte e a do sul. Em poderoso contraste . mas do qual se desviou o clérigo. dava a sua hora inicial. E de Londres.combate. republicanamente. herdade. como j á o tinha sido. confessou que só elle o havia feito emmudecer na polemica. rella O Brasileiro em Portugal. atalaias que se multiplicavam por todo o Brasil nos passos e nas vozes de outras sentineílas heróicas. como j á vimos.1 figura gigantesca desse polemista da Ordem. Pernambuco. O Papagaio Volantim. que se evadiram do reino. depois Visconde de Cayru. transportava-se ao Rio da Prata. MonfAlverne. Fo! um dos doputados brasileiros. é esse homem. a esta lei deveria obedecer o pamphleto. o recurso interposto de uma sentença innominavel. que tanto fez pela independência. de Joaquim Gonçalves Ledo e do Conego Januário da Cunha Barbosa. do governo. lutas em que o gladiador septuagenário arcava contra os gigantes de ferro da tyrannia. para não ser victimados. com o extranho pseudonymo de Tresgeminos Cosmopolitas. perdido como estava para os brasileiros. que têm perpassado através . Luiz Moutinho de Lima. núcleo de opiniões e sentimentos liberaes. Mas havia já um pamphletario da reacção monarchica. desde o sub-titulo {Sentinella da Liberdade. redigindo entre os perigos dessa hora verde e ama». o nosso mais antigo e menos glorifiçado leader nacionalista. folhas candentes e ephe m e r a s . Basta nomear Luiz Augusto May. J á em 1821. outro chacoteando. José Sylvestre Rebello. na guarita de Pernambuco. progresso e beíleza. um daquelles insubmissos e valorosos deputados. conjugando-se fts maiores aspirações d* liberdade. Com a sua oratória bahiana. Exterminados os federalistas pernambucanos. burlescas e nativistas— O Macaco Brasileiro. onde surgiria depois a Sentinella da Liberdade. que hostilisava as formas dynasticas no Maribondo e na Gazeta Pernambucana. 6 Brasileiros. num Desforço pa trlotico de 35 paginas. rijos pamphletos nacionalistas. desde a influencia patriarchal de José Bonifácio e os versos francezes da legenda: Tu vois de ces tyrans la fureur despotique. de Frei Sampaio — um dos nossos monges guerreiros. contra o vago libello portuguez de um inimigo da independência do Brasil. De novo o aprisionam. contra a deslealdade e o portuguezismo Ia coroa. lis pensent que pour eux le ciei fait VAmerique. a Sentinella e o Tamoyo. accendendo o patriotismo á geração baptisada com o sangue dos inconfidentes mineiros e dos revolucionários pernambucanos. um pamphletario epistolar e faceto. emfim. havendo já fundado. verídica imagem do patriotismo no captiveiro. o m a r t y r do pamphleto no Brasil — Frei Caneca. Assim. com igual impetuosidade na sua dissemelhança. em 1823. Alves da Silva. Logo depois da independência. pasmados de t a n t a ousadia. sob anonymato. o Despertador Constitucional succede em opportunidade ao Despertador Brasiliense. que o Brasil enviara ás cortes de Lisboa e que haviam desafiado pela altivez liberal. bandeiras em festa annunciavam a radiosa elevação do novo emblema auri-verde. o economista. A Confederação do Equador. o Despertador. . . pelo Brasil.rismo sem jaca. Quando se exteriorisa. aureola e supplicio. pelo brasile. por não acceitar o mandato ã primeira Constituinte. os Motivos da sua prisão e desgraça. » A 12 — ANNO í AMERICA BRASILEIRA ESPIRITO DE REVOLTA 0 Pampfiielo no Primeiro Império E ' num avulso da escola pamphletaria.

desejo de a u g m e n t a r a desaffeição que existia n a Bahia e «a Pernambuco á mal firmada autoridade de S. assim.Assl»r. continuavam a bater-se raivosamente. iuramos de antes morrer do que nos sujeitar aos nossos eguaea. tudo foi conseqüência de actividade mais ou menos pamphletaria. o pamph. c o u ^ i u coes quando reduzidas petos monarchas ao typo nominal da couiZ d a e ao u S 0 decorativo da lapella. sentados um defronte do outro. como de um inimigo. á explosão desse piojectil.. as boceas de fogo assestadas contra o Legislativo. Mas logo volviam ao papel. arremessado pelo coronel brasileiro. ora ao campeão portuguez em Lisboa. desde o nosso tempestuoso começo. por ataques movidos a soberana pessoa de lord Cochrane. acercando-se do imperado. Todos exaltam a idéa.* consutucionulidade monarchica. oamphleto que se desintegra e se emancipa do jornalismo. o pamtnsol to. o í U *. age. á orientação. causava maior damno aos portuguezes que um exercito de dez mil homens. -infenso uo predom-nio. . do Censor.'. em 1*22.ano.» até aos fundamentos da sentença de morte. ao combate: remergulhando na mesma tinta as suas pennas inimigas. u e c a h e sobre a Constituinte.Analyse do Decreto de V <le Dezembro . nao oostante denominar-se gravemente . . pamphleto. como indesejave para a dynastia luso-brasileira. quer para debater. não só no primeiro estádio social da Independência. para *of rer d u r a m e quatro annos. ainda mais ardorosas. tão insidioso quanto inexperto no seu apparato legislativo. declarando herdeiro legitimo á coroa portugueza >> nosso imperador. aos povos e nações amigas.da. que essa folha. que lhe valeu afinal a deportação. um pamphletario cuja penna desfechava revoluções. Ituzaingo. ComoV Sem rebuço. Pedro Chapuis. O pamphleto baiúano era da lavra. tinham sufocado por três annos o periodismo nacional. w idéas que nos attrahiram. na Edade de Ouro. da forja de Acayana de Montezuma.entre a maioria das Cortes Geraes de 1821 e o sentimento brasileiro. Magestade e â honra dos ofíicaes e tropas acampados em S. Ignac o José de Macedo affirma. quando romperam as hostilidade. I d e s br asneiras do norte e do sul. filho das províncias do Norte. a dissolução da assemb.dante. em genuflexão diante do monarcha. Pedro I . as Ordens p «vete de cavallaria. sob Dom? ltí* w c i. sobretudo. rhetorica e poética.. de namnhletos que veríamos surgir. o banimento de jornalistas audazes. cm sua* resposta»Inutilmente havia explicado r r e i Caneca aos membros da commissão militar: "que a soberania reside na nação. Só as lhas ministeriaes.u „ « o americano das fáceis condecorações. em outros* casos. mordaz e brigão.nada temia ou respeitava. máxima: a Ordem Imperial do Cruzeiro. sob D. e attingindo a maioridade.o Je Bueno» Aire. que o Tamoyo e a Sentinella exasperavam com as suas invectivas ao poder. como para mostrar que o soldado e o padre se irmanam em quasi todos os movimentos cívicos da nossa historia colonial e imperial. O grande martyr do pamphleto no Brasil * . depois de abolida a c e n s u r a . mas antes delia. Mas u m protesto rompe n a orchestraçao utu. escrevendo furiosos artigos.éa. Magestade. no manifesto anno. Corre u boato de u m a ordem sinistra do general Jorge de Avilez. Pae e filho viviam sob o mesmo tecto. invocando e repeunuu u= i / . sob o longo pseudonymo de brasileiro amante da sua pátria. do . melhor... emfim. p a r a designar o acto da s u a coroacão no hemispherio austral.cvo. embebendo as suas armas no mesmo sangue. Magestade Fidelissima. . ao engajamento de militares portugueses no exercito do Brasil. maiores vexauH» e affroutas á liberdade da imprensa. até mesmo d a . e t o d a . sublevado e trep.cos.. conhecemos as traças com que se pretendem restabelecer as antigas cadeias e. com o mesmo íogo em outro pamphleto. M.connec. exigindo satisfações pelos ataques feitos em diversos periódicos aos sentimentos de S. ph l o s . o bit que. Escandalisado. como um heróe. que lança o prime ro desafio ao d e m e n t o portuguez no seu famoso avulso da época: Um cicUvdão do Rio de Janeiro á divisão auxiliadora ã„ exercito de Portugal.rado At. que os liberaes chamaram a noite d'agonia. em 1823. Nada entenderam. a opposição de 1831 a 1832. na Bahia.» . tinham os dous uma palavra amiga. São os vinte e oito números do Typhis Pernambucano. onde a criminalidade do reo é lateralmente assignalada pelo que ele "publicou no periódico Typhis desde a folha 44 usque 74. alardeando as suas idéil • provocantemente. nada lhe ouviram os juizes. aquelle portuguez e demagogo. duas vezes revolucionário. e afinal foi condemnado a morte o pamphletario do Typhis Pernambucano. restabeleciam as palavras **• carta de lei de S. u r i tu .iro. é um aviso dado em « ao n perante. de pamphleto.ado.e ' h ü u . Havia episod-os singulares na estréa do pamphleto nacional. comquanto apoiado pelo frade Sampaio. auas vezes acorrentado pelo despotismo: em 1817.. na « e m das verdades nUas • cruas. abrasando o nosso liberalismo — Reflexão sobre o tratado de independência e a carta de lei promulgada por Sua Magestade í*dehssima. em U. r t ainda o pamphleto que as vibra ao rosto de S.-. um olhar carinhoso. a . q C O nceitos do abbaito imiultuosumente. O despotismo viu nesse attributo o maior perigo do Norte. como o redactor do Correio. que a t a c a r a lord Cochrane. Assim escreve o pond. Christovão. do per. ou antes.<• . na historia politica do primeiro Império. ora dirigidos ao compadre de Lisboa.. continuador taüonoso da Historia do ür~u desenvolveu-se u m a energia até então de. apezar da nossa repugnância. no decre. Assim o pamphleto se reanimava íeapparecia. o coionel Araújo Guimarães. Mas nao se intimida o bravo coronel-pamphletista. dilaceravam-se a golpes de penna. nas . iniciara o temível gênero de publicidade no Maranhão. .ona JL» applausos.dous pontos cardeaes em que rola toda a doutrina . — obra irreverente de um francez.. . Z Z a ordem. e a sua campanha lusoproba prosegue ardentemente no Espelho. João Antônio Garcia Abranches. conservador. V** sonificavam a imprensa. como dous athletas irreconciliaveis. ainda mais perigosos que o» de 1X22. a desolação do cárcere. Dessa tempestuosa ascendência brotara um filho morigerado. <l não cortejava o Paço nem o Ministério. temerário publicista.AMERICA \TMS. os Andradas e o portuguez. Muito não tardou que o pamphletar-o extrangeiro. apoucado pelas tendências colonisadoras daquella Congresso.. frade carmelita. de forte acçao.a. com a legião de penod. este brasileiro e conservador. Abranches.são duas verdades confessadas por S. n u m servilismo fastidioso e invertebrado. r e t e r . com estrellas irrivalisaveis..c. .pe. A mensagem de Pedro I á Câmara. gloria da sua crença e da sua r a ç a .o frade ultra-liberal." E m todo esse folheto transcendiam declamações exagerada» contra tudo quanto a nova administração havia executado. na consonância festival desses epmtcio. a magestade a c n I d a r e v i v e estabelecer u m a ordem de cavallaria fulgurante .atra-^0 pela independência brasileira. foi elle. Dissolvida a Constituinte. na tr ijuna iior. 9 A 12 BBUljjgA ANNO I 1U„„ . com a fogosidadc marcial de um bah. além de outras oceasiões.ujue::. Aos parlamentares da metrópole. fosse compellido a deixar o Brasil. . das cinzas dessa liberdade resalta a c h a m m a de um pamphievo.>„ O pamphleto nativistá apparece em 1822. Imprevistamente. Constitucionalismo e nativismo foram.' •'•. mas autônomo. erudito e etoquen. * . abertamente dizit Antônio Carlos: . dt. phia racional e moral." Ahi temo« a gênese verbal do Independência ou Morte. venerando escriba Regulador. Ju 0 n o m e a i ' d e vu*to pensamento. deciP Z dido a pelejar contra os moinhos feudaes. ircenecUndo a violência de taes processos. Emplumado por vocação.„. o destemido padre Luiz Gonçalves dos Santos rebatia as offensas ultramarinas em opusculos e artigos. dos princípw J e dos conselheiros. sobrexcitamio a opinião dos naturaes da terra. em tempo de pM ou de guerra. antagonista do Censor. e »„ ] . brandindo a sua lança ou. Magestade Imperial . quer p a r a golpear. a espontânea doçura de um sorriso. a perda da província «- . á mesma banca de trabalho. . m a r c h a r . as p r i m e . que.!•/>. crescer opusculos. 0 intuito das Reflexões de Chapuis era cortar o vinculo. detonadas em pleno d . E k BO« JC. legalista — Frederico Magno Abranches. L. quasi podemos dizer sem recato. y»rèm. no largo das Cinco Pontas . e ás vezes. tano. •ro«ii>' deputado. «lUu em Madrid havia já provocado as fúrias do governo hespanhol. e «. na infindável rixa do Censor e do Argos da Lc De quando em quando.« OirlM*.odico excessivo e affoito. A esse tempv.portuguez naturalisado e polemista nato. com attributos perigosos. que entre Portugal e Brasil.eto da Confederação do Equador. Abranches pae e Abranches filho. justificaria mais tarde. seguiu-se um lustro de ausência ° . . um lidador sem desanimo no campo das idéas novas. echoariam outras. Mas não findaria a g u e r r a do Prata.o de 6 de agosto do mesmo d e 3 de junho de 1822. que a nação é quem se constitue e por meio dos seus representantes em corte . nesse originalíssimo duello. u a imprensa a produzir numero infinito de puoncaçõe» pe^ c to ^ T y i n b o h c a m e n t e . Incendeiam-se os ódios da caserna. dynasticamente. M lances da terrível noite. observa o prudente Anuiuge.. «receptor de grammatica e geometria. que impressionam os juiz. u l l i s t o n a . vibrantemente redigidos pe. a cuja incendiaria doutrina s«. com o Espelho critico-politico e o Censor. a cólera fulminante d» Imperador.. a >u*. o desenganado redactor do Independente Constitucional. começou Frederico a redigir o Argos da Lei. o seu nativismo sempre alarmado. penna Com o a r de um folheto escripto p a r a as barricadas. um polemista appareihado para duellos mortaes.-.

concentrando os resentimentos.157.919 609.326 :589$ 1.033 :000$ 2.337 246. puolicstaor. " . de S. Sergipe. o espirito em que eram escriptos agradava ao povo. Assim.384 :587$ 4. Allusões. longe de atemorísar. o reinado incontestável da litteratura pamphletaria.362 363. como pólvora.319. que adubasse o terreno p a r a deflagrações revolucionar-as. . commodamente.vido.570:1598 I 11 To . doestos. O Tribuno fala com a vehemencia dos exaltados: urge desfazer a monarchia hereditária.371 GS5.361 .979 981. concitou o espirito pamphletario a um levante de escudos ainda mais tumultuoso. Ceará. Appareceu uma quantidade de jornaes — escreve Armitage — pugnando pelas opiniões e interesses da opposição. o sybaritismo. ainda muito d e p o i s . de súbito.158 :000$ 6.748 1 . algo semelhante ã mordacidade e ao azedume da linguagem britannica.221 145.218 :000S 11. Pedro I com uma traducção e um desafio — a impeccavel traducçao das cartas de Junius ao duque de Grafton. trabalhava demoniacamente contra elle o espirito pamphletar. entendida como litteratura jornalística de combate.595 :000$ 9.tu.592.os. pamphletario modear. . desfarte.406 :500S 5. a ganância de Rodrigo Pinto Guedes. aos primeiros clarões da re. Minas acoihe o soberano com a fria reserva.871 79. desboccados.457 160.503 :000S 6S0 :000? 509 :116S 1.471 :119$ 11.898 :178$ 5. . que se dispensa a um extrangeiro a n t i pathíco. Pernambuco. .188 1. da Bahia.835 1.718 :230S 4.005 :773$ 1. S 8 Kl 23. agora desthronado pela fatalidade impulsiva dos seus erros.785 6G6.228 477. . na Corte e nas provincias. Por toda a parte.917 :184$ 9. almirante dos nossos desastres. resurgem os libellos políticos — jornaes ou pamphletos—.450 :000S 775 :792S 2. E é ainda em 1830.389 4. expoente que se fazia já exp. Não tarda que o idolo nacional de 7 de Setembro de 1822. data illustre de rebeldias e reivindicações. Foigam os líberaes. Rio Grande do Norte.duo revo. alastrava de norte a sul. o preferido alvo da fuzilaria de quarenta periódicos impacientes. o germen revolucionário fermenta nas sociedades secretas.174 2. não só apregoa a federação.001 :400$ 1.593 :966$ 7. com o throno de Carlos X. como nos primeiros dias da Marselheza. a Fala do Throno denunciava magestaticamente a liberdade de imprensa. no estatuto de 1824.888. é unanimemente abso. destemeroso. Minas Geraes. de modo tal que as próprias insígnias. sobre a liberdade da imprensa no Brasil! E recresceu a onda tempestuosa do jornalismo pamphletario. das barricadas contra os suissos.507 C6S. .entador. levado ao J u r y por usar "de linguagem anti-constitucional".726 41. Goyaz.302 :480S 4. Mas logo Evaristo da Veiga. Inflexível. domina todo o período. a noite das Garrafadas incuba os ódios nativistas para uma expansão irresist.zes. mesmo de inconfidência.918 111.vel.189 :056S 34. correspondem aqui ao tr.064 457. tremem os corcundas (nome com que eram alcunhados os antigos caramurús ou restauradores).211 Oi e *» Kl | '8 t Oi «-* /». *. flammejando com elle no mesmo triumpho. Comtudo.102 89. Amazonas.566 1. cuja torrente despedaçava os marcos e moldes políticos do passado europeu.113 :681S 1. coramandada por Deodoro da Fonseca. Paraná. E o pamphleto auri-verde. phantasma evanescente da monarch-a de direito divino. em 3 de maio de 1828. venciam o throno. de Lafayette contra Marmont. Paulo tomba o jornalista Badaró. ferido de morte pelos reaccionar. na Aurora Fluminense.ANNO I ERICA platina e outros episódios infel. as coleras da nacionalidade insubmissa ao forte querer de D .os da vida americana. £ «s £ * K| São Paulo.319 101.129 883 427 143 250 -T *> 23 128 168 30 no 22 34 — ___ — — o -— 41 — 3. exigia a coerçáo da sua intemperança e do seu anarchismo. tal qual é c sempre /o»». sem que o pamphleto castigasse a indolência. fundar um governo elect. tudo era desfechado na linha de fogo jornalística. Matto Grosso. . Maranhão. luz relampeante de tempestade sobre o Paço. Sobre a cortezanice das gazetas ministenaes e a demagogia das folhas opposicionistas. Santa Catharina. em 3 de maio de 1824.135 511. mas não morre a liberdade.522 85. Assim.184 163. a lidar e a sonhar n a bruma das instituições porvindouras. o seu appello vibrará nos clar-ns de u m a columna em marcha.052 :590$ 519 :480$ 532 :468$ 448 :570S 601 :624S 432 :118S 152 :260$ 195 :000$ o •o 8 Por o i ° & e fcq sq •= nta gem esp eza Quadro geral indicativo da situação do ensino primário no Brasil 16 17 15 12 5 3 11 11 «a % % % % % % 10 10 20 10 % % % % % 8 17 9 10 8 12 % % % % % <T« io <r<> 7 % 10 ^ 59. o seu Ímpeto redobrou até á queda de D . E eis que os sentimentos collectivos.097 :614$ 1.106 078. no horisonte que se inflammava. .873 5.vo.612 537.5 CD oo 55. os ultra-liberaes desafiavam as instituições. Pedro I uma atmosphera quasi regelante.722 :56"S 6. o Louvre. a força exuberante e indomável de uma v-da nova. Pedro I.Pouco depois de installada a Assembléa Legislativa. que vae desde 1827 a 1835. Basta citar um opusculo de Maciel da Costa: "O Uarão do Rio da Prata nu e cru. acena como um poder inabalável e desdenhoso ao fluetuante esquife do primeiro império — a não ingleza Warspite. Paraná. ingênuo. ultra-liberal. Rio de Janeiro.816 402 1. Victoriosa.895 114.497 :465$ 5. s o oo O § I t- Total das unidades. começando pelo retorno dos emigrados portuguezes á Europa. Piauhy. o pamphletario do Republico. consciência brasileira no seu estado mais radiante de patriotismo. e a sua influencia em todo o Império era prodigiosa. . nesses primord.154.364 192. no jornalismo independente.559.081 :120$ 6. ign.124 219. num impulso quasi assombroso.000 | 446. O sacrifício do impávido Badaró. Rio Grande do Sul. o heróe do Observador Constitucional.907 :318? 21.onial de homens.500$ 25. italiano. o Republico de 1830.182. que em S. e baqueia em sangue o poder quasi fúnebre dos Bourbons.(9 *$" i- NUMS. Pedro I abdica e e m b a r c a .981 611 232 453 554 74 88 455 195 275 422 267 260 160 155 80 123 80 R. . A Luz ^Brasileira. E o jornalismo politico.4S4 :000$ 67.465 2. invectivas. e faltos de lógica nas suas conclusões. influenciado pela mentalidade retrograda e co. de Evaristo Ferreira da Veiga. a impopularidade e o isolamento faziam a D. . Pedro I. Celso Vieira. to Esco las ESTADOS I 1 2 10 3 2 10 4 31 1 3 654 • V 05 ~ Ã ! i ! 1 1 6Ç * £ _e "3 à c «e 1.500 137. Echos de regosijo.489 :748$ 5. que não tinham lucidez nem coração para sentir. . Desfarte flammeja. e entro as luminárias do Rio. a dialect-ca de Evaristo repercutiu na Câmar a e no Senado. conferidas pelo monarcha.volta.ucionario de julho em Pariz. vibrantemente. af fugiam os vassallos predilectos.403 :094. desponta a Aurora Fluminense. Parahyba. durante o qual se levanta a plebe amotinada e colérica. retrucou á ira do Senhor D .2S5 60.743 !i81. .605 ] 5. o soberbo triduo da const. Bahia.as Tulherias. precipitam na historia brasileira acontecimentos formidáveis. de Pernambuco.637:2418 | * s » . Borges da Fonseca. surde um pamphleto inverosim-1 — o Republicol Sim. remoques.334.300 :000? 29." Então.osivo.711 363.527 163. communica-se a faúlha da insubm.166 983. apenas duas.o. mas também assoalha que os trahidores e absolutistas se envolvem. triumpha o nosso espirito de revolta. exhalando o ultimo alento em phrase digna de Brutus: "Morre um liberal. S «o e § s II 00 Kl 423 571 240 185 ÍHH> -35 Víi 3 li 2 29 11 10 149 | 2.potente. desappareça através da renuncia de 7 de abril de 1831. O governo imperial já era em 1830. .713 3. subversivos.? 1. Quasi sessenta annos depois.ção liberal contra as ordenanças absolutas. C 05 s o Kl o 8 «8 g 4) aí 1. Alagoas.744 359. apaixonado como um vidente.932 :871$ 30^635. abnegação.042 :842$ 56.328 874.003 765. BRASILEIRA as subscripções abertas para a tentativa de uma expedição antimiguelista. Arvorava-se o pamphleto inglez por excellencia — As cartas de Junius — á maneira de um estandarte. o cavalleiresco desafio a que apontassem os escribas ministeriaes. e> -5 246 10 83 1 1 •— 171 9 7 7 50 38 14 25 17 — _ „ 2 24 7 n — — • i l ! — — 1 i 7 1 137 a 4> a. para abater o imperador ou a r r a s a r o império.139 259. Espirito Santo. Districto Federal. paladino da Republica Federativa.invadindo o "Hotel de Vilte".ssão ás tropas descontentes. idealidade. Paulo. 9 A 12 .106. Muitos desses periódicos eram exaggerados no seu estylo. entru Dia a dia.510 76.

devemos o artigo que a seguir inserimos. sobre todo en estos instantes en que el Brasil celebra en companía de toda la América. mas é ãs fontes americanas que vae buscar de preferencia os seus themas. Bolívar tuvo la intención de enviar a su teniente Daniel F . Su nunca bien ponderada prudência negóse a callar. Diego Carbonell. de orgullo y de honor inconfundible. Bolívar. lo cual. em que o illustre publicista estuda a situação de Bolívar em face da nossa independência. Cada uma dessas obras traz a marca inconfundível da pujante personalidade do antigo reitor da Universidade de los Andes e valem todas como brilhante affirmação do' que h a de mais profundo. 0 ' L e a r y a la propia Corte fluminense p a r a "insinuar privadamente a los ministros de S. a u n q u e no fuera esa la opinión de los senores plenipotenciarios Aivear y Diaz Vélez. que el tratado se puesta que dió Bolívar a los plenipotenciarios de la misión argenti- explica de ambas partes: Ramos se vió perdido a n t e la marcha na. marchando de mano armada a posesionarse de un modo usurpador de esa p a r t e de nuestro país. os fundamentos de suas analyses. M. y por un instante vacilo en soltarle las riendas para que siguiese. los senores Aivear y Diaz WUz. sino sobre las indestructibles bases de la soberania dei pueblo y de la soberania de las leys". Intelligencia esclarecida. Del caos ai hombre. con el convoy republicano. dirigió esta frase Silva: caracter más irrascible. quizemos testemunhar o alto apreço em que temos D . ministro plenipotenciario de Venezuela. imperial que la restitución de la Banda Oriental aseguraría la paz dei continente y la buena voluntad de las repúblicas hacia el E m p e r a d o r " . muitas paginas de seus livros sendo consagradas a problemas ou assumptos históricos brasileiros. uma das mais lídimas expressões da mentalidade continental. como sociólogo. O seu labor é surprehendente. como historiador. recién independiente de la Europa. afírmase que Bolívar detuvo alguna vez su cabalgadura de César. A mi hermano el obrero e Reflexiones históricas y conceptos de crítica. Su Majestad el Emperador debía estar convencido. Com estas linhas. como se sabe. solida e brilhante cultura. contra la opinión de 0'Leary. lo cual eqüivalia a colocar en el conflicto de u n a decisión que era de soberbia. ciertamente que no vió falta en lusitano de América. a saber: Psicopatología de Bolívar. cuando en el Potosí fueron re- victoriosa de las huestas patrióticas. servida por u m a vasta. . de suas reflexões. la historia merece un comentário. quasi sempre inédito. desea el mantenimiento de la paz y de la más estrecha amistad entre los gobiernos americanos". cuando este gobernador de Chiquitos pidió a las autoridades imperiales de Mato-Grosso. pero "desaprobó el ceio de S u c r e " . Supérfluo é assignalar aos leitores o nome que o firma. ao m e s : mo tempo que tornamos publica a nossa gratidão. pelos interessantes escriptos scientificos que tem publicado. Diego Carbonell. y t a n luego como quedo . El mayor interés de esa frase está en el destino que le cupo a la correspondência de donde h a sido tomada: pertenece a la res- víncia ai território brasileno. 9 A 12 — ANNO I EL LIBERTADOR Y EL EMPEADOR establecido el tratado.. e capaz ainda de mais brilhantes realisações no domínio da sciencia como na esphera da literatura p u r a ou da historia. está proclamando el pensamiento dei grande hombre: como el Mariscai le hiciera ver la conveniên- Se ha dicho muchas veces que el Libertador quiso atacar el Império. dió ai asunto todo el peso que merecia . Sucre quiso castigar un gesto dei espanol Sebastián Ramos. Mas. Paréceme. el militar de Chiquitos. ai manso y dignísimo Mariscai Sucre. es la violación m á s escandalosa dei Derecho de gentes y de las leyes de las naciones y u n ultraje que no sufriremos t r a n q ü i l a m e n t e . o material. Mas. .AMERICA BRASILEIRA NUMS. como critico e como psychologo. No espaço de poucos annos publicou seis livros notáveis pelas idéias. conquista relativamente fácil. el Probablemente a r r a n q u e de tal misión disociadora. é. y sobre todo. Botânica y Biologia. estes três últimos editados no Rio de Janeiro. . Mas. pues quien escribe aquello es porque admite esto. por estar convencido de que "Don Pedro'era un piíncipe americano. a la idea dominante en el Libertador: la confraternidad s u r a m e r í c a n a . no sobre débiles tablas. ai impetuoso Araújo e "No puedo persuadirme que U S . pelo fecundo trabalho de pensador. t e n g a ordenes dei Go- bierno dei Brasil p a r a la invasión que nos h a hecho. Araújo e Silva. claramente. pues "Araújo fué depuesto" aunque más tarde quiso cometer desmanes por propia c u e n t a . sem lisonja. marcho a tomar posesión Claro es. y que habría considerado como una impostura en el corazón de la América libre la corona de los Braganza. y en un a r r a n q u e digno de aquél que " t u v o siempre el exquisito cuidado de encubrir las violências dei puntilloso y delicado". Juicios históricos.: de que la Santa Alianza nada tenía que ver en el incidente de Chiquitos. que f^e halla envuelto en nuestra noble insurrección y que ha levantado su trono. Os seus estudos filiam-se ás correntes idealistas universaes. Además. de orden dei gobierno imA" requintada gentileza de D . brasileno debía pasar por el território que protegieran los estandartes de Ayacucho. scientificos e políticos. os elementos para suas syntheses históricas. como advertlalo Sucre. lo esencial es saber que el Gobierno Imperial nunca protegió la invasión incalificable dei oficial brasileno. de que "nuestro Gobierno. el centenário de su independência política. su consentimiento para anexar su pro- cia de invadir el território imperial. robusta e moça. la leyenda o* gobernador de Mato-Grosso. y la conducta de U S . hoy no es posible valerse de semejanteí aquella armas para menoscabar la tradicional y mutua simpatia âe bra«Ü«- pafia viviam en paz y no eran r e p ú b l i c a s . hacia las tierras longincuas de Mato- Grosso en donde el Mariscai Sucre pretendió establecer su tienda é p i c a . . Tem ainda em impressão Escuelas históricas en América. quizá por haberse convencido. conceitos e opiniões originaes que nelles se agitam. Y asi era la verdad. penso que Portugal y E s - cibidos en audiência pública el 16 de octubre de 1825. como se ve. Al contrario. que no tenía desde luego nexo al- que Bolívar quiso llevar el espíritu de rebeldia hasta el território guno con la causa bolivariana. lo cual seria para el Libertador un motivo capital p a r a no negar a las instituciones imperiales ciertas tendências democráticas. . L a misma aptitud de Bolivar ante la consulta de Sucre. pela sua intelligente propaganda no sentido de melhor se conhecerem os dois paizes e pela avisada actuação diplomática. "anduvo cauto on sus instrucciones. Del otro lado. . porque é o mesmo vantajosamente conhecido nos nossos círculos literários. mais excellente e mais constructivo no pensamento venezuelano. perial. no corresponde ai lenguaje de quien hubiera tenido aviesas intenciones: corresponde. sin haber precedido u n a nctificación de g u e r r a ni explicación alguna.

el deseo germinaba en muchas al- de la sutil diplomacia dei Libertador cuando necesitó por un instante mas. . No se contenta- mites a que está reducida ai presente". 359. y que el Brasil vendrá cesarios para hacerse justicia. El deseo de querer lanzar el Ejército colombiano en aventuras que no cabían en ri plan dei Libertador. No vino el nir con el Ejército de Chuquisaca. que pasada la estación de las águas. y a Colômbia". M.tíÜMS. c.. y el segundo. "Bolívar aprobó la tendência inspi- a ser. en carta dei 28 de setiembre y dirigida a don Francisco Zea También era de f w n t e argentina esta otra afirma- sión de Moxos y Chiquitos. en la Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. sino que lo haría con placer" En toda la correspondência dei cônsul Delawat se nota la procedência: las noticias que él transmitia a Espana referente a la situación entre el Brasil y las repúblicas suramericanas venían de Buenos Aires en donde el sentimiento nacional era adverso ai Gobierno Imperial. protestando ai Rio de Janeiro se prestará a auxiliar las miras de la S a r t a Alian- mismo tiempo que. Elysio de Carvalho: Os Bastiões da Nacionalidade. cinamíento de este Gobierno llegue ai punto de desconocer las miras resolvieron acompanarle a Chuquisaca y alli "reforzaron la dialécti- hostiles que contra él tienen los gobiernos revolucionários de la ca. pues cuando de Janeiro que se unan a Pernambuco y a las otras provincias dei los plenipotenciarios dei Plata indicáronle la conveniência de "pe- Norte. . "si se necesítasen tropas auxíliares. no solo estaba en su poder concederias. impedir que se extienda más allá de los li- astuto y bien intencionado libertador de América. tenía intenciones de ve- Rio de Janeiro con los ministros de S. t. Rio. Canning un aplauso muy caluroso por de Colômbia. alegando que nada era más compatible con los interesses de am- América Meridional. como ya se ase- rada en la equidad. . Potosí y Tupiza. pero "expresó el sentimiento de que sus com- gura que es hoy el de los agentes secretos de la Santa A l i a n z a . por sus doctrinas. 9 A 12 — ANNÒ I AMERICA BRASILEIRA nos y suramericanos dei extremo norte: el accidente de Chiquitos pre el primer suramericano. . Asi. pues prescindiendo dei disgusto con que miran bos países. además por noticias U3urpación de un vecino ambicioso. . el cuartel general dei partido servil. con los in- cansables senores Aivear y Diaz Vélez. 81. Flu- minense. no para complacer a los plenipotenciarios aquellos. por sus esfuerzos. una satisfacción por la inva- eión. Nos archiros dr Hespanha. 243. p .. " promisos con el Peru y su dependência dei Congreso y Gobierno Bolívar mereció de Mr. p . hi- de 1827. ella obedecia a una imposición momentânea expresaba el voto dei Gobierno. el Peru. fué invitado el Brasil. en caso de negativa.1 acerca de la aptitud de Bolívar. como comendar el término de las hostilidades entre las partes conten- se sabe. pero en cambio un ano más tarde. en 1824 ai senor conde de Ofalia. que el cônsul Dela- cia perniciosa que ejercían las instituciones monárquicas en el cen- wat recibia las noticias y ni siquiera las dejaba descansar. . Dfcele de esta suerte en carta Es necesario precisar: la condescendência no fué más allá de dei 4 de mayo: "Los Argentinos aconsejan a los habitantes de Rio las palabras. en donde sus La deducción es forzosa: la Argentina sentíase débil ante "el argumentos no tuvieron bastante fuerza de convicción para decidir a coraje y el amor de la libertad" que Eduardo Teodoro Bosche re- Bolívar a creer que la rebelión de Chiquitos era " u n insulto a Peru conocía en don Pedro a pesar de negarle otras muchas cualidades. según noticias dei Diário ciese nuevas tentativas para r e b e l a r s e .. y desde alli in- famoso soldado Irlandês. y si en algunas expresiones de Bolívar su amor de latino-americano y por la extensión de sus miras. el cônsul de Espana en Rio de Janeiro. la posiciõn de este Gobierno seria bien difícil pues es regular Leandro Palácios. Bolívar establecla una legación en Rio y de recusarse principiar las hostilidades. ni mucho menos pudieron convencerle de "la influen- Se hecieron tales propagandas en Buenos Aires. por cuanto este fué siem- (1) — Pueden verificarse las citas en las obras seguientes. En la misma carta "confia en la cooperación suya en re"confia en su continuada abstenciõn de toda interven- La misión Alvear-Díaz Vélez fué uno de los más ruidosos fraca- ción en una contienda. . edic. les manifesto to a decirles que enviaria a su teniente 0'Leary a conferenciar en este. que u n a alianza estrecha que los pusiese a salvo de la la forma de Gobierno establecida en el Brasil. ron los senores platinos con el desengano en el Potosí. . dirigia entre ciertos limites bien entendido. E s "candorosa" y exhibe la altura espiritual dei héroe: decía que "carecia de auioridad para dispcner de un solo soldado contra el Emperador dei Brasil". Mas. y que dejase a la província de Monte- Bermúdez: "Todo nos inclina a creer que el Gobierno Imperial de vidéo en libertad de disponer de su suerte futura. y en caso después. dientes". p a r a cualquer otro xrrvieio. mas no Uegaron a convencerle de la justicia con que preSentaban la peticiõn. Tiene especial importância la respuesta que dió el Libertador a la quinta pregunta. i m p e r i a l .rrifo rio imperial. 1922. ii. lombiana. Si el hecho se llega a rea- nombraba para Ministro Plenípotenciario a uno de sus parientes. . expulsen el Emperador y formen parte de la República Co- dir ai Emperador en nombre de las repúblicas de Colômbia. en el Palácio de la Ciudad.utn r/c Suramérica.plearan los diplomáticos portenos para inclinar hacia la causa argentina el ânimo justiciero y "suramericano" de Bolívar: necesitaban de su espada. a cuyo Congreso Internacional. le impidieran tomar parte activa en la reivindicación "la sinceridad de sus pacíficos sentimientos en el negocio de Chi- de los derechos de un Gobierno que él estimaba". Dr. cuyo pronto término h a de ser el primer sos que haya sufrido la diplomacia mal aderezada en presencia dei objeto. y luego habló quitos" de la Confederación de Panamá. el Pkita y Chile. 0 ' L e a r y : Bolívar y la emancipae. o meses timar ai Emperador evacuase la Província de Montevidéo. . quizá. no fué se pudiera reconocer una como incertidumbre ante la exigência de los solo tentación de la misión Alvear-Díaz Vélez que sin duda alguna diplomáticos argentinos.. como se puede colegir de la correspondência que don José contemporizar. Está clara la t. do Madrid. Delawat y Rincón. si fuere necesario. por tiene su explicación única.i. .ndencia: Bolívar se negaba a invadir el t. quien fué recibido por el Emperador el 3 de enero que el partido Republicano que solo está sofocado y no extinto. Pordo Souto Maior. apelaria a los médios ne- za contra las repúblicas dei Nuevo Mundo. en cambio habría llegado ai Paraguay. Cuando Aivear no tuvo ya dud. Con razón que nos expliquemos la escasa mesura que en. el Libertador no se contestes de los Generales Uegados con el senor Virrey en conversa- dejó a r r a s t r a r por la fascinaeión de la nueva conquista: se concre- ciones que tuvieron con Sucre después de la acción.. (1) Diego Carbonell. xiv y sigts. y h a s t a en esto fué muy parco el héroe. el tro dei continente" 6 de marzo de 1825 decía a Zea Bermúdez: "No creo que el alu- Fueron aún más lejos: después de hablarle de "la condueta anômala dei Emperador y sus ideas de absolutismo". exigióle respuesta escrita a los célebres cinco puntos con que ei diplomático argentino anpiraba cumplir su delicada m i s i ó n . don lizar. a fines de 3826. sino para libertar de las garras íatidicus dei doctor Francia a su amigo < I sábio üomplnnd. mas. t.

ao menos em suas carcteristicas capitães e essenciaes. Por detraz da bahia. mesmo aquelle que nunca tenha visto cousa semelhante. confundindo-if com a agreste W»« . o Sr. viajando ao redor do mundo. porem. na certeza dè que em cada uma. E o panorama dás montanhas seria monótono se não tivesse por fundo a bahia e se não houvesse uma luxuriante vegetação para descanço de vista."t m i n a centésima parte dos múltiplos encantos. em cuja local foi construída a Exposição commemorativa do centenário da independência. eriçando-se em alterosos cimos. Alli levanta-se um bloco gigantesco. com a sua cumiada. contar o Rio de Janeiro não na ordem das cidades.cas especiaes que constituem o que chamamos "o exótico". sua affinidade com os mais esplendidos nanoramas naturaes e justamente nesta affinidade se baseia tal primazia. S A a Tijuca alcança mais <fe mil metros. Uma simpes vista. afiadissima erguendo-ae das mattas virgens como uma verdadeira obra prima da natureza. Quem. a bahia e as montanhas.-•• seu paiz. ou mangues. pois poderá ficar certo de que logo que o veja não escapará a um sentimento de tristeza. comprehenda a paisagem em geral. A extensão do mar vem dècrescer na limitação da bahia. «. Quem veja na edificação e no alinhamento das ruas. Outros h a em que parece que a rua.isolados semeados de casebres pittorescos da gente pobre.miiiro o caso é diverso. quebram a monotonia fatigante da superfície das aguás. separa este morro memorável" e histórico. de mesmo lugar. volta-se do 'súbito uma esquina e de novo se depara u m a vista de telhados multicores e de jardins floridos. precipitando-se Jj no mar. cu:o triumpho raiou em 1918.'mia de pilar delgado. servindo p a r a a t e r r a r a bahia. sobretudo da de côr. justamente agora está sendo arrázado. não constitue u m a amplidão mágica: mais do u m a das montanhas cahe directamente no mar. revelando muita cousa. u m a admirável vista se descortina para o extenso valle. alcançando mais de dois mil n»eti os de altura e nessa zona celebre. encontraria reminiscencias mais perfeitas e mais evocativas da época colonial portugueza em muitas hoje insignificantes villas brasileiras. a cidade. um dos maiores pincaros e o mais surprehendentc. no Rio de Jneiro. e m f. emquanto. se poderiam tirar vistas de todos os lados. alternativas de luzes e de sombras suaves tonalidades que a amplidão empresta. e o chamado Dedo de Deus. o gor. pelo brilho de seu espirito e altas qualidades pessoaes. de incomparavel magnificência. Ha lugares em que a cidade serpenteia entre o mar. perfumes de flores. que se eleva acima da bahia. edificada apenas do lado montanhoso. a beíleza de uma cidade. levantando a cabeça dentre o m a r das r u a s urbanas que o vem banhar. feita com grande emoção e beíleza em que a nossa cidade avulta. não hesitaria um só instante sol. á maneira de unia ilha na matta. que ornam òs arredores distantes da cidade. em sua maioria montanhosas. se ganharia um encanto novo. O artigo que publicamos. j a n Havlasa é uma das figuras mais representativas da Tchecoslovaquia. em outra modalidade e com outro caracter. A superfície das águas. formigando de automóveis. Do outro lado. conquistou entre nos. Os principaes motivos da forte impressão que se tem do Rio de Janeiro são naturalmente as serras e o mar. mas quem disser do Rio de Janeiro que é a mais linda cidade do mundo. colunas. Com o Rio de J. romances. contos e novellas algumas das quaes vertidas para o inglês. acha-se localisada a Legação da Tchecoslovaquia. que a p p a r e n t a m fecharem-3o com um morro. apparece o que ao a m a n t e das m o n t a n h a s offende no mar e o que o adorador dos mares aborrece nas m o n t a n h a s . Quem se sinta attrahido pela architectura histórica. mas com ô seu cume coberto pela exhuberante vegetação : tropical. das alturas de Santa Thereza. Uma photographia perfeita vo. com u m a pequena modificação s e pôde applicar ao Rio de Janeiro. e ilhotas no mar e na bahia. E ' muito difficil imaginar u m a harmonia mais perfeita do q u e a que existe nesse noivado melódico de tão differentes attractivos n a t u r a e s . quem saiba viver na alma de uma ciddde e na sua harmonia com as caracterist. e elevações menores.-e de alguns delles a cidade decidiu subir para as a l t u r a s . ministro Havlasa. cuja comprehensão. que se a c h a m dentro da cidade: no segundo desse s m o n o s . e que por fim ao longe se transforma em extensos pântanos. acima do quai. m a s que não se estampam n:i photographia parada. mas entre taes maravilhas da natureza. Dezenas de ilhas. No centro de áreas maiores erguem-se cumes . situada em uma planície baixa e monótona. nú e a piqu e de ura lacio. Algumas cadeias de morros. penetra varando entre os rochedos por u m a única rua. uma única vista facilita. 0 Corcovado. a finalidade ultima de todas as suas experiências e impressões e nunca mais poder apreciar cousa tão magnífica. por detraz desses extensos pântanos.s e a Serra dos Órgãos.re as cidades a que se deveria attribliif a primazia dos encantos naturaes. na extensão ao alcance da vista vae desapparecer. porém. perigosos e vingativos. pouco mais alto que a alcance da maré. n a consciência de haver alcançado o ápice. mas não vos di!. segundo o seu costume. provavelmente. centenas de outras pequenas delicias que encantam o olhar. na opulencia de sua natureza formosa e de sua actividade múltipla. Q centro commercial da cidade está cercado e comprimido por muitíssimos morros. no Arizona. Quem. Seria talvez mais justo e mais próprio que ao fallar das" maiores e mais inesquecíveis héllezas do mundo. Revoltado contra a tyrannia dos Habsburgos. frêmitos da brisa que vem do m a r p a r a as montanhas. nunca Pôde dizer tudo: ha a variedade de cores. o morro do Castello. afim de se extender como no fundo de u m a cratera. ou encravando-se na elevação montanhosa. em que des. nada banaes.e a r de passarinhos e o ciciar de insectos. até pela maior parte dos cariocas. que desaggregava o comprimia a sua Pátria. E ' uma deliciosa paisagem. Fejto ministro no Brasil o Sr.no nosso meio_ e mostra a excellente maneira com que trabalha o nosso idioma difficil e vário. perdidas no quasi inaccessivel hinterland sertanejo. estão os cimo* da Tijuca. extendido. uma vez que não passa Ue uma impressão de beíleza vinda de uma imicn direcção. e muito mais de uma cidade contando um milhão de habitantes. traçado pelo illustre ministro J a n Havlasa.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Todo valle se fragmenta em outros t a n t o s menores. Sun.tirados entre as ramificações dos morros e pincaros visinhos. cuja sympathia pelos heróes da liberdade foi sempre l a r g a e sincera. o Grande Canon do Rio Colorado. emquanto do lado opposto. 9 A 12 — AXXO I RIO DE JANEIRO O artiso que honra estas columnaS de America Brasileira é uma admirável o p r e s s ã o de nossa capital. Autor de cerca de 40 obras. poderá achar maiores encantos na de Buenos Aires. Dos três. penetrando com muitos entalhes no terreno accidentado da custa. cuem tenha percepção para sentir todo o traço de vulgaridade qu« seja ornado por detalhes interessantes. Póde-se ir além: a primazia do Rio de Janeiro entre as cidades está na. nas letras. a avenida principal. — ha de encontrar no Rio de Janeiro muito mais do que esperava de uma simples cidade. porque afinal também este pequeno retrato mente. que alli se vos offorecem coiri uma liberalidade que facilmente cançaria o observador supt•rficial.vence tV que é a mais bella cidade do mundo. foi escrito em português pelo Sr. . s H a no mundo be. iet a n t a . Também este bairro se resume n u m a única rua. e em sua imaginação não saiba separar do. chegasse a conhecer uma boa parte de suas bellezas proverbiaes. tornando-o conhecido e amado no Brasil. o seu significado para o mundo inteiro. fallando da beíleza de qualquer cidade. noutros.lezas famosas. enleiada nas amplidões mágicas. depois de dois annos apenas de convivio. Os superlativos. o qual se ergue. e sobretudo tao esquivo p a r a os extrangeiros. que tem sabido usar em beneficio do seu nobre paiz. abre-se em seu declive commoda avenida. Ninguém se preste ao emprego dos superlativos. são desconhecidos.. uma r u a a sua perspectiva. na luta constante e sem tréguas. na convicção plena de que ninguém o contradirá. p a r a onde convergem muitas ruas de moradia. Havia/a. condemnado a desapparecr. emquanto não houver visto o Rio de Janeiro. impressões de viagens. O dictado que têm Os japonezes n respeito do seu delicioso Nikko. por cima do parapeito de pedra. por u m a única r u a . O Corcovado seria inteiramente" cercado pela c i d a d e ' s e por um lado o dorso <fl» o u n e á Tijuca não se extendesse. plenipotenciario da Tchecoslovaquia junto ao Brasil e um dos escriptores mais apreciados e populares em . em toda a sua extensão e significação. um complemento de suas observações diárias. a s scintillações daraz-u variedades dos pássaros e das borboletas. como na política.« <i í. Apqnas a Avenida Rio Branco. num hymno radioso e arrebatado. no emtanto. uma situação de grande relevo. E m quasi toda a extensão desse e por cima de qualquer balro urbano so pôde divisar o plano da á g u a da bahia. um dos quaes. poderá ficar tranquillo a vida inteira. porém. ioi um dos batalhadores intemeratos da libertação tcheco. estão sondo oecupadas pela cidade. que cresce cada vez mais e cujos bairros distantes. até u m a certa distancia. do Corcovado o da Gávea. verdade é que são supérfluos. as serras em innumeros morros. como. <nic logo se torna para o visitante do Rio.

caçar no quintal com um laço primitivo uma linguana de um metro. para a maioria dos visitantes da Capital brasileira. por detraz das Laranjeiras. é por certo. occupado por bairros e em ambas as encostas extendem-se os dois principaes centros de moradia dos cariocas. destes bairros directamente. os dos trópicos e da America do Sul em geral. das passiflora s azues. afim de que aquelle que pela primeira vtz no Rio se approxima da do brasileiro encontre nessa approximação o encanto máximo que nelle' exerce a capital dos Estados Unidos do Brasil. gal. O Corcovado está separado da bahia. pegar no próprio gallinheiro uma gambá que se embriagara com a aguardente para elle preparada. dos odores atordoantes da alva florescência áb hedychia. ser visitado á hora da ceia pela esquisita mantis religiosa e ã noite. termina — justamente com a Legação Tçheeoslovaca — o bairro der Santa Thereza. da noite para c dia. das tochas rubras dos poincianos reaes. ser testemunha de como o Um paiz que soube sem sangrentas convulsões internas abolir a escravidão. dos suspiros saudosos dos frangipanos. a origem de uma forte impressão equivalente á da beíleza do panorama da cidade. p povo brasileiro está muito mais perto da E u r o p a do que qualquer outro do continente americano. conservando. extrangeiro no Rio muito característica. defendendo com seus próprios recursos. proclamando a republica e levando simplesmente o seu monarcha para o primeiro vapor que se dirigia á Europa.trezentos annos. a sua individualidade nascente. das nuvens roseas dos bombaceos. um paiz assim falia muito claramente pela sua Capital. directamente da entrada da bahia áté quatrocentos metros de alt u r a . — eis o que faz com que. da Riviera franceza com os da passada colônia portugueza. quanto contrasta com as mais modernas installações do século vinte e os hábitos de conforto como ainda não pôde offerecer a nossa Praga. não é a medida de belle-za de uma cidade. vagalumes que projectam na parede círculos brilhantes como os de uma lâmpada furta-fogo. ou mais propriamente por cima. II Duas. Não é somente. tanto do seu clima. Por detraz de Botafogo e debaixo do Corcovado alonga-se o novo bairro de Ipanema. passear pelas alamedas de palmeiras. dos Estados Unidos. já d e ha muito deveriam ter sido tiradas centenas de vistas do Corcovado carioca. com que evitou desordens internas at£ o momento em que se sentiu bastante force para fazer. variada e multicor natureza tropical. se enfeita de siningias grandes e sylvestres.. emquanto a Avenida que beira a orla do mar. sem exceptuar sequer o Canadá e à Argentina. cujo nome em portuguez signifca "corcunda". tão querido dos brasileiros e de todos os que se demorem algum tempo no Rio. P a r a mim. um paiz que eir: geral não conhece o preconceito das raças e que em seu sentimento social tem que avançar sob as mais diversas e pesadas condições. _ ANNO I tureza montanhosa. Jan Havlasa. que se pode ver o dorso característico e o cume recürvo. denominado Sylvéstré. realmente. Quanto ás idéas. um paiz que reflectiu sobre as summas questões e b u s ccu a verdade no elevado positivismo que até hoje é a religião da grande funcção do povo. como gigantesco e macisso molle. pelos. um paiz que h a um século soube se libeitar d e Portugal. o mais attrahente e impressionante. A rede perfeita dos bondes. num recanto maravilhoso. se conjuguem mais de uma caracterstica de Paris. as vitrines luxuosas das lojas. ainda maior e mais multicor. centra francezes. . e resolutamente enfrentou os problemas de apparencia invencíveis de seu clima ti opical.ÍÜMS. Seria mui difficil decidir se cabe a este morro a'primazia ou se á õ famoso Pão de Assucar. . que se levanta. as ruas sempre formigando de automóveis. resultado que é uma evolução histórica de. dos vermelhos ca3tiçaes das bromelias em flor. para o m a t t a . está em seu typo global muito mais próximo da Europa do que se imaginária. na vida quotidiana do carioca. — isso tudo se. hespanhoes. das chammas alanranjadas da pyrostegia. o systema de residência embellezado pela natureza tropical. então. Ver magníficas orchidéas em flor nos jardins e nos rochedos pouco acima das ruas. o borborinho da avenida principal — Avenida Rio Branco — os admiráveis passeios beirando a bahia e o m a r . hollandezes e afinal também contra a mãe pátria — Portugal. 9 A 1 2 . foi o cume da Gávea. e que se ergue como um castello de fadas sobre o mar da verdejante floração e mattas trópicaes.dessa parte da cidade. sob o declive do Cçrcovado. Laranjeiras e Botafogo. quanto da sua gigantesca extensão territorial. ouvir o grito das catoritas voando por cima dos bondes electricos. ser molestado na rua por uma borboleta da família do Morpho. de grinaldas de begonia rosea. porém. constituindo um gigantesco e horrivelmente escarpado AMERICA BRASILEIRA botânico a cada instante esbarra com espécies novas na flora luxuriante. Assim como fez Hqcusaio com o Fudji japonez. das flores amarellas das acácias e mal pígias.. porém. que l h e fica visinha. o grande numero de jardins e logradouros públicos magníficos. por debaixo do pico. torna a permanência do. . . que impressiona tanto mais fortemente. das ipomeas variegadas. um paiz que na Grande Guerra se collocou ao lado da Entente e dos povos opprimidos com o unanime consentimento de todo o povo. transformando a cidade num giantesco jardim. da preamar violeta das melastomaceas. por certa distancia. através destes três séculos. em que o povo brasileiro se veio formando muito antes mesmo do paiz se constituir independente. Apesar da differença do clima. uma revolução sem derramamento de sangue. bastante de autocracia para confiar por longo tempo a sua consolidação nacional e econômica a u m systema monarchico. ou ainda por um lepidoptero nucturno da familiia do Attacus. tudo fundido num harmonioso conjuncto de esfoçro civilizador. embora se prejudicando quasi que de modo fatal no seu equilíbrio econômico. pelo exotismo inegável. dos cabeços amarellos dos marantos. vezes por anno este rochedo se orna das flores das inatüngiveis cataléas e outras orchidéas perfumosas. passar n u m instante das mais elegantes avenidas de typo realmente parisiense. Este penetrar da exhuberante. de ladrão. no Rio de Janeiro. ter num só anno a casa coberta de trepadeiras marvílhosamente florescentes. apreciar no próprio jardim os sagüis como trepam pelas arvores a vinte metros de vossa varanda. d e òitocentos metros de altura.

la tarea que ma pide el erudito y fuerte escritor quien ilustra el nombre de Carvalho. * t o d T m a n e r a s acerto. Além do mais. e I n g l a t e r r a . O livro Alma dispersa editado em Paris pela Livraria Garnier. é um dos nomes mais illustres da geração colombiana de 1892. y van a vencer sobre el Conduncurca ai verrey dei Peru y a los mas l«ravos y nobles generales que entonces tenía E s p a n a . Pedro fue indudable.. Los Estados Unidos. como revela a formosa epistola que abaixo estampamos. que. los dos grandes hombres que dirígian el uno desde los Campos de batalla. mas veste a sua musa de roupagens clássicas.AMERICA M'MS. en el cual me invita a colaborar en el numero de America-Brasileira que su digno Director prepara en homenaje de su patriotismo a la magna efemérides que celebra este gran pueblo ante las miradas dei m u n do. Sus agentes en Bogotá aplacaron Ia íierviosidad de Colômbia. se Inclinaron a n t e los hechos cumplidos.n m H m i . E n los propios jardines de su alcazar. Más. a sua obra colloca-o entre as primeiras fí«?ii«-nB ••em-e<--entativas da opulenta literatura da Colômbia. argentinos y peruanos continuan las épicas jornadas emancipadoras. pareciam desentenderse de la lucha de los pueblos de origen ibérico~ Tarde reconocieron Ia independência de Colômbia y la de los demas pueblos de América. inquitaronse. ornada de gemas brasilenas. sombreados por palmeras símbolo entre los arboles dei orgullo de la reyedad. el Congreso de la Gran Colômbia elegia a Bolívar Presidente y a Santander. el m a g n â n i m o . sobre la cabeza de la e s t a t u a de la República. La Santa Allianza respiro. con deleite prohibido. Emocionaes de la guerra.nta diplomaticamente la creaciôn dei Império ü. y el otro desde el gobierno — Santander — la empresa de la definitiva independência de America.Si obeiieció a sábios consejeros el v a s t a g c de la faredia portuguesa. Cumpliré. llamado Connarquía constitucional el advenimiento de la republica. El grito de Ipiranga tuvo un triple alcance: evito la revolución republicana. fornv.o o Sr.«l Brasil. En Espiral. tocado de graça e de beleza. vice-presidente de la República. aun cuando fuese en su propio provecho. E I C. El modesto y grave San Martin estrecha entre sus brazos ai impetuoso y estraordinario Bolívar. por desgracia no se hallan ahora a mi alcance. y. la naclon qae ha tenido siempre la mas clara consciência de los acontecimientos políticos. que el Brasil. Max Grillo é o encorregado de negócios da Colômbia no Bra=il. 0'Connor y Millor. que se Inspira nas tradições. y Necoechea. Pedro I con audaz desembarazo y alta visión politica la coron. recibo el gentil y para mi honroso telegrama de Vuestra Senoria. foi deputado geral. restos gloriosos de la heróica Legión Britânica. La potente Unión es un pueblo que entre sus grandes cualidades tiene la prudência. y en obedecimiento a su instinto de monarca pone en nombre de la reyedad europeo un centinela. annotações de leUuras. de Dios estaria que las repúblicas surgidas de una contienda ton larga y encarnizada.i Imperial. D Pedro ai separar ai Brasil de los domínios lusitanos conserv a b í o p a r a su casa reinante y p a r a regocijo de los príncipes eu" p e o . un dia verdadeiramente temible para la pátria dei Almirante Vermont. Solo cuando vieron a Bolívar ascender ei Chimborazo y a la escuadra colombiana mandada por Padilla. Elysio de Carvalho. Al aparecer el Império brasileno. Al duelo de Ayacucho concurrieron: Sucre. ora" porque deseaba aniquilar la fuerza de Espana. Muy distinguido amigo: En jnedio de Ia agitación consiguiente a las funciones dei cargo que desempefio. poemas. Até o presente. Nostalgia. desde el momento en que presintiera el peligro de perder esa corona si no se mostrrba revolucionário. en nombre dei pueblo. sin sacrificio de vidas y de riqueza independizó ai Brasil. O A 12 BRASILEIRA ANNO r CARTA ABERTA O Sr. hoy en buena parte. el Ejército. si a mera ambición. mas tarde. Unidos colombianos. merced a sus propio3 monarcas lusitanos. el arrojado. muerte de las naciones. é conhecedor profundo da historia colombiana e provecto sabedor de cousas p u l . dá u m a exacta medida da intelligencia. tendo-se recommendado á sympathia e ao respeito de seus compatriotas como promovedor de varias medidas que visavam o progresso moral. La Independência dei Brasil y la lucha sangrienta sostonida por las colônias espafíolas para obtener la separación definitiva de la metrópoli. El 7 de Setiembre de 1921. ambos argentinos. L a m a r y Santa Cruz. sima en la cual suelen caer pira siempre los pueblos. se da cuenta de las perspectivas dei futuro. de la anarquia. publicou o drama em versos Raza vencida. y para acometerlo requeriria un tiempo dei cual carezco y la consulta de libros y de archivos que. un ano antes dei grito de Ipiranga. habia lábios que pronunciaban el nombre de Bolívar y de San Martin. autor deste trabalho. en estos dias memorados y memorables. si a un trancendental pensamento. los Emperador*:. Santander e alma dispersa. To he escrito en otra parte. digno Aquiles de semejante Agamenón. pasasen por la ordalia. con oportuno acierto: La Independência dei Brasil y el movlmiento libertador sur americano: El asunto es vastisimo. saiu em fôrma de carta. apenas abarcable en las páginas de un volumen. expertos generales peruanos. Max lliillo. comedia decostumes. discreção e proveito. de de Florida Blanca: si en vez de sostener durante três lustros una guerra cruel. Independência o mucrte! que su progenitor y rey. presentan muy diversos caracteres. flamante y misterioso. Pedro cruza los planes republicanos. la puso. suelta ! » ataduras de sus subditos ultramarinos y conserva su cetro real sobre el trípode de la libertad. es muy probable que la suerte de Ia America hispana hubíera sido otra. D . Sus determinaciones llevan el sello de lo que se ha meditado con profunda atención. no heroísmo e na historia pátria. Aivear. el digno. versos. Adelantandose a la rebeldia. a l a menos con buena voluntad. adolorido y como en espectativa de nuevos desastres Me sugiere Vuestra Senoria el tema dei articulo. que la Republica. Politico de idéias liberaes e orador de palavra eloqüente. el vencido en Cartagena de índias. en los sitios discretos. conservando lazos fraternales entre la Colônia emancipada y la Metrópoli. El 26 de julio de 1822 se encontraron en Guayaquil los dos libertadores. consagrados por entonces a poner los fundamentos de su hegemonia econômica. Inglaterra movia con habilidad magnífica los tornillos de la máquina dei mundo. si no bien. Vida nueva. da cultura e da sensibilidade do escriptor de prol que é o seu autor. con lucidez innegable lo habia autorizado para obrar asi. aliado de la Fortuna. t a n t o p a r a conservar u n aliado monárquico en America. de Áustria y Rusia La Gran Bretafia auxilio a las colônias espafíolas en su contienda con la madre pátria. de Santander y de 0 ' h g u i n s . Nelles. livro este de ensaios. estudos críticos. ingrata en veces con las t e s t a s coronada. profundamente humano. por excessiva modéstia. por la bravura y la perícia de espaftoles y de indianos. po"*" mio w m exercendo com luzimento. Más. el sacrificio de Policarpas y de RIcaurtes brasilenos. F u e u n a lucha caballeresca en q"'' los paladines se disputaron el campo y los generales ie saludaron em médio de la pelea. Bien sabia él ai esclamar en Ipiranga. El acierto politico de D . econômico e technico de seu paiz. en su caso tiene de coi-onar de laureies la frente que despojo de la diadema Pues si el se la cino en Ipiranga. El espiritu fulgurante de Bolívar y Ia visión clara y severa de Santander presidiran el combate. protegido visiblemente por los nftmenes divinos h a gozado de 0«* . salva la corona. palpita uma alma delicada de legitimo poeta. ora porque ha tendido a h e r m a r a r su :>oderio con la libertad de los pueblos. Homem de letras. Cinose D. Cordoba. evita la contienda encarnizada. T bien puede decir desde las manstones IIÍ e a T (pues los reyes tabién suelen ir ai Cielo). como para calmar los sobresaltos de sus nerviosos amigos. desbaratar en Maracaibo a la poderosa armada espanola. en donde saneran las plantas y el espiritu padece. naturalmente. preparo dentro de los moldes de una mosigue los consejos de aquel estadista incomprendido. Bien sabido es que la declaraclõn dei Presidente Monroe (1823) fue sugerida por el gobierno britânico. u n vasto império entre todas las repúblicas inquietas de la America espanola. Me concretaré ai intento de trazar un rápido esboso de ttn juiclo histórico. Al Illiman y otros poemas. Solo el dolor nos hace grandes! El Brasil escapo. Senor Dr. La revoluciôn americana t o c a t a a las p u e r t a s de su palácio. impressões de viagens. Bolívar. Si Espana.

la tolerância religiosa. que Byron esqueceu e o nosso Garrett deliciosamente celebrou: o cigarro livre á proa cortadora. E encontram-se porque a nossa velhice. amanhã mais além. obra a um tempo das gerações velhas dos "consagrados" e dos moços que chegam a toda a hora. na novela e no conto. E' isto que por aqui digo e documento com alguns mestres de livros brasileiros. não a improvisar. expondo e defendendo as razões porque o devemos' prezar e a m a r .. que esse povo tem de subir. divulgando-o. Toda uma litteratura de impressões e commentarios testemunha esse observar curioso do Ultramar da civilisaçãò européa. fraquezas e desalentos. em qut têm deposto homens dos mais eminentes. el desprendimiento. variedade de pontos de vista. se a não vivificar uma sympathia tolerante e a inspiração dum alto ideal. Hoje Uma viagem ao novomundo está sendo um complemento de educação. que os amigos folheiam com curiosidade e vão '•stragando e perdendo como podem. demasias do nacionalismo mais apaixonado nem os erros dos políticos. "Un pueblo nuevo puede improvisarlo todo menos la cultura intelectual. el respeto a las leyes. 12 de setiembre dei 1922. toda uma floração se ostenta. ao mesmo tempo que prestamos homenagem a um sincero e prestimoso amigo do nosso paiz proporcionamos ao leitor o encanto de uma pagina sensata. muitas vezes secular. por isso. quando a fadiga e a minha costella marinheira pedem aquelle prazer barato. tão decisivamente revelado na elaboração duma cultura como na defesa firme du bolcheviki=mo. nas questões sociaes e no jornalismo. a Europa a caminhar aos tombos para a anarchia. indefessamente. porque esse campo ê tão inilludivelmente commum. não deixam de emprehender essa grata peregrinação transatlântica para testemunhar de perto o germinar e florescer luxuriante da sua sementeira. quem fôr á America. no espirito philosophico. mas a continuar uma cultura ve'ha e a elaborar com segurança um matiz novo. o aristocratismo selecto da intelligencia brasileira. conceitos e affirmações que nelle se divulgam. com a casaca e o "smoking" das horas solemnes. 9 A 12 — ANNO T AMERICA BRASILEIRA A MINHA SAUDAÇÃO O artigo em que Fidelino de Figueiredo. o trabalho dt lembrar aos brasileiros o que elles nunca esquecem: as razões por que devem prezar e venerar o velho Portugal. tão estimado nos círculos cultos do Brasil. para confirmar a sentença de Lodier sobre "le triste sort du livre prêté. de objectivo e de temperamentos tem de fundir-se numa indispensável uniformidade: a America. Daqui provem o interesse e a sympathia que tem levado os homens de estudo a visitar a America. E creterio americano chamo eu á isenção de preconceitos europeus que podem levar o espírito a só procurar no mundo de Colombo. Un pueblo viejo no puede renunciar á la suya sin extinguir la parte más noble de su vida. na oratória. &t. sempre construir. Sinto-mt feliz por verificar e fazer aqui ver toda a operosidade da intelligencia brasileira. do sangue. Corte Real e Cabral semelhanças e a felicídad rara vez otorgada por la Providencia a pueblos de la vasta extensión. no romance. la educaciôn civica. Encontram-se por que a sua mocidàde nos dará vigor para accordar t pôr em circulação valores esquecidos ou mal apreciados da nossa cultura. que tarde chegaram e. deve desembarcar com aquella enternecida devoção que levou uma infanta de Hespanha a ajoelhar ao descer "commoto pede" em Buenos Aires. na poesia. das suas letras e da sua cultura. doutro lado parece acabar-se em transigencias aviltantes. vou aqui.If&MS. Mas seria essa a melhor e a mais fecunda contribuição para a magna festa ? Supponho que não e. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contrate J á o era antes que a grande guerra — crime no desencadeamento. Mas toda esta. Deixo aos. no theatro. la rectitud republicana. temperará os Ímpetos da juventude brasileira: "em toda a parte onde mais mundano é o velho menos extravagante é o moço" lembrou Ramalho Ortigão. sábios officiaes que o governo ainda maná. Dum lado principia-se com ardor. E é esta a minha saudação ao Brasil. admiración de los estranos y regocijo de lo propios. E ' neste capitulo de cultura que se encontram os interesses superiores de Portugal e Brasil. e espíritos ligeiros que procurou exotismo litterario. el amor por la justicia. a tolerância perspicaz e o cioso aproveitamento com que assimila e incorpora na sua mente quanto serve ao seu propósito de construir. Sinto-me feliz ao pensar que no campo em que milito nunca deixarei de ter a honrosa.. fragua immensa em que se caldeiam a s velhas civilisações com elemento. "inter amicos". já pelas idéas. confiança e forte querer. e grata companhia de cultores brasileiros. e. Las revoluciones y los contratiempos dei Brasil han sido bien poça cosa en comparación de los desgarramientos que han padecido otros pueblos de América. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contraste de sentido da marcha politica e social dos dous continentes: a America e distanciar-se cada vez mais do cahos indifferenciado. na litteratura de viagens. o elevado espirito critico com que peneira as nossas exportações intelectuaes. Como os antigos romanos aspiravam a uma viagem á Hellade ridente e requintada — "non licet omnibus adire Corinthum" — como nôs latinos tínhamos a viagem a Pariz como o exequatur da maiorídade esp"ritual. amada. amigo y admirador Max Grillo. já porque o firma um dos nomes mais reputados das letras lusitanas. de la diversidad de condiciones geográficas y sociológicas de este maravilloso país.en. desdenhar as differenças. arraiguen y prosperou t«n el corazon y en el espiritu de Ias generaciones venideras para gloria de la democracia. . para ser comprehendída «-. hoje mais que hontem. se nelle falia com eloqüência a VOÍ. a levar o obolo dos meus sentimentos amistosos neste momento de racional e unanime vibração. Foi essa a disposição de espirito com que fui ao Brasil e com que voltaria agora. a quem preoccupam os destinos da civilisaçãò de que foram os principaes obreiros. Fidelino de Figueiredo. na philosophia. sem arredar pé da velha urbe de Ulysses. y caer en una segunda infância muy próxima á la imbecilidad sevil" — disse Menéndez y Pelayo. que não tülhan r. T. Pelas virtualidades do seu espirito e pela juventude das suas energias. de assalto. cujo cogitar se absorve em problemas graves e austeros. os "interesses da alma" como chamava Rodo. dõco r e licario do seu racionalismo. o illustre critico e erudito portuguez. alguns conceitos de reserva p a r a eventuaes discursos. Soy su afmo. aquilate aún mas las virtudes brasilenas: de modo que el caracter. títerilisari. merece acolhimento carinhoso nestas columnas. festejou a commemoração da nossa independência politica. Cada vez me convenço mais fortemente de que a razão mais a r g u t a e poderosa só tem no árduo campo humano um alcance geométrico e irreal. Por aqui mostro a vontade firme. Lá voltaria agora. na hora festiva e generosa em que elle abre as portas da sua alma á amizade e á rheto- rica. um banho lustrai do realidade e uma tonificação da alegria de viver — tão inquinada pelo pessimismo derrotista do velho continente. extravagância e agudeza com que façam' vibrar a bota sensibilidade dos seus leitores. Rio de Janeiro. na critica litteraria e artística. ha-de ser vista por um critério americano. nos estudos históricos. galgam aos últimos progressos. Não. e para revelai a debilidade de alguns materiaes dessa assim mesmo prodigiosa architectonica. Critério americano chamo eu á falta de indulgência para bem admirar a construcção febril de povos. colorismo. Que la experiência dei sufrir de sus hermanos de raza. la probidad en todo. os europeus. a America é u m a das grandes esperanças do mundo. servindo como posso os créditos do Brasil. se o Atlântico se cruzasse com a mesma facilidade com que atravesso o majestoso Tejo.

conserve une tn<"«llesse qui lui fait rejeter tout ce qui ne peut flatter l'imagination. Claude dAbbeville. Nul mieux que lui n'ètait prepare. il rêhabilitait systematiquement 1'Indien de 1'Amérique du Sud qu'il transformait en rêveur. se déplace vers les Antilles. qu'on protege contre les chasseurs d'esclaves. Sur la flore et la faune des tropiques. fournit à Montaine la matière de deux chapitres. que fez escolha muito acertada. dit-il. Georges Le Gent 1. Les compagnons de la Ravardière. avec la beauté phys"que. les Indes Orientales. Ronsard. même lorsqu'il vise á être révolutionnaire. L'attention du public lettrê.' (6) L'exotisme. L'crotisme cw:ricain dans 1'ceuvre de Chatravbriand. L'âme. à justifier le communisme. que elle visitou na sua mocidàde. Certes il manque à Ferdinand Denís. par 1'effort des moralistes et de voyageurs. en invitant á Hndolence. A exemplo do autor do Le Brésil e de Une fête brésilienne à Rouen. delia é composto Este corpo. toute fois le mérite d'avoir détermir. auquel on reconnalt. semblerait prouver qu'il s'est produit. règne une confusion que le plan ne cherche point ã dissimulei'. Daurat. derive en partie de sources y^rtugaise«. et 1'indianisme brésilien de la seconde manière. (5) Voir le chapitre II. e procura penetrar a alma brasileira pelo estudo de nossos romancistas. ce sont les vostres. par 1'intermédiaire des Jêsuites.. Montaigne avait dèjá transcrit cette chanson de cannibalt. Ferdinand Denis s'en rapporte. les croyances des indigènes á la théologie. sant rentrer la botanique. il existe des points de contact? Un ouvrage peu connu de Ferdinand Denis. Paris. à definir l'américanisme. d'adapter au paysage brésilien la description du Mississipi. LXV). Mais il ne lui a point échapé que les poêmes de VUruguay et du Caramurú. que será matéria para dez conferências ou prelecções. que Santa Rita Durão devait mettre en valeur (2): "qu'ils viennent hardiment três tous et s'assembíent pour disner de lui. intelligente e probo do pensamento brasileiro. première tentative de "roman n è g r e " . Temos a profunda convicção de que Le Gentil será o interprete fiel. demi siêcle a v a n t Castro Alves les hontes de 1'esclavage. (61 Pg 3. qui cherchait dans la relation de Bougainville des a r g u m e n t s en faveur de 1'état de nature. tão mal tratado. Professor de litteratura da Sorbonne e familiarisado com a lingua portugueza. . à 1'époque oü La Boètie écrivait le Contre-JJn. oú rentrent l'Amérique. (3) Cite par Ferdinand Denís dans Une fête brésilienne. do p a r n a s a n i s m o e de outras manifestações mais características da nossa litteratura. Aspect de quelques vegetaux. durará três a quatro annos e obedece a u m a intelligente orientação. trahit. (Canto V. ni la cupidité. On ne lui contestera pas. d'autre part. qui tient de la critique et du roman. l'Aíríque. do supposto De me ver n i inimigo bem vingado. II s'efforce. une certaine générosité instructive. aux réats de nos premiers mission a r e s . érigé en type littêraire. le magnolia par le papayer (5). dont le mérite s'impose comme savant. dont il fut le premier en Europe. de la critique á la nouvelle romanesque. pour les besoins de la propagande. comme l'a démontré M. O curso de Le Gentil será feito na Sorbonne. marque 1'aboutissement d'une longue évolution. aux crimes causes par 1'intolèrance. on se plaít á opposer la sagesse inconsciente des peuples qui ne connaissaient ni les querelles religieuses. pauvres fols que vous estes. Baif. pour 1'histoire. E quando maior pena a carne sente Então mais me consolo. publicou n a Révue de Littérature Comparée. ou abondent les epithètes et les périphrases. e profundo conhecedor da nosca historia. pour la p r e m ô r e fois la rèvèlation de 1'exotisme. disciple de Bernardin de Saint-Pierre . embrasse le folklore de trois continents et devance. de Machado de Assis. de Joaquim Nabuco. il ajoute S 1'histoire du quilombo de Palmares. On y sent. grands admirateurs de Thevet. ces veines. loin être une preuve d'indigence. d'être. E t 1'Indien. que animo de presente Por isso de tormentos faço gosto. mieux informe. Par:s. Le Gent 1 desde alguns annos que se acha em contacto com os nossas idéas e os nossos sentimentos. par une methode de comparation qui n'est pas sans analogie avec celle de Frazer. parti que peut eu tirer la poezie. (4) Chapitre X X I V et suivants. tout en agissant encore. conferdo pela Academia Brasileira. caracter» qu'ils donnent au paysage. Le protestant Jean de Léry. Des Coches. On y passe de la description á 1'analyse. visto como tem o encargo de um curso de litteratura brasileira em Paris. 1018. 1913. do naturalismo. pour la description des í l í Chinard: L''\rot'mme américaíne dans la littérature française au XTI siècle. dans 1'histoire de la littérature française. Mais cette complexitê. vers \H cornmencemeni dti X I X siède u n échange entre les deux littêratures. le folk-lore. Son style. un écrivaín. les Scènes de la Nature sous les tropiques. Ajoutons qu'il a subi trop profondément 1'influencè de nos encyclopêdistes pour sacrifier. 1'influence qu'exercent sur les sentiments du sauvage et du civilisé u n ciei éternellement pur. e no pequeno ensaio que aqui publicamos. le Canada. á Rocha P l t t a . se rettrachent. Madagascar. A vrai dire. . Dénonçant ur. como representante do Ministério da Instrucção Publica no Congresso de Historia da America..N t n i s . par cette culture á la fois scientifique et cosmopolite. le champ de leur curiosité s'est élargi. Paris. celui d'Alencar. que foi. comme 1'auteur du Caramurú. et de dresser un réquisitoire. Georges Le Gentil é um typo representativo da cultura clássica franceza — um normalien. Chinard (1) que 1'ceuvre de Chateaubriand. á maintes reprises. Tves d'Evreux. la persistence d'un goüt suranné. devotado amigo do Brasil. la critique philosophique. les incertitudes d'une génération qui hésitait entre le poncif de Dellile et le bariolage de Natchez. les traditions. avec 1'inexpérience de la jeunesse. chez 1'auteur (2) Da carne me pa. no momento em que festejamos o primeiro centenário de nossa emancipação poitica. engage á la m é d i t a t i o n . cosmographe du roi. e no segundo se occupará do sertanismo. Jodelle. dans la conna'ssance des langues orientales. Verse. témoigne. . á reconnaitre dans la formation de la nacionalité brasilienne 1'importance du facteur ethnique. les eles du pacifique. dont la hardiesse n'a pas été dépassée et qui tendraient. como se sabe. dans toute la force du terme. Ce Irvre inégal mais suggestif. contre la colonisation européenne. Bientôt les Jêsuites. oú 1'exemple se joint au précepte. s'ingénient.dont 11 faut chercher en France les premières manifestations artistiques. 9 A 1? ANNO T AMERICA BR A S I L E I R | UN PRÊCURSEUR DE L'INDIANISME As paginas que se seguem foram escriptas especialmente para esta revista. aumônier de Catharine de Medicis. comme une sorte de paradis equinoxial. Ces muscles. a u moins indirectement. en poete. dont 1'enthousiasme rencherit sur 1'admiration des capucins. Vous ne reconna'ssez pas que la substance des membres de vos ancêtres y tient encore (3). Xeste corpo que é seu. On lui reprocherait plütot de p a r t a g e r 1'optimisme de Diderot. même avant Garrett. remplaçant la savance p a r les palétuviers. na Révue de VAmèrique Latine. Neuwied et Humboldt. aliás. poetas e ensaístas. Dans 1'ouvrage lui même. romanciers entament le procès de la civilisation. L'indianisme represente. venaient de recueillir des informations nuuvelles que Ferdinand Denís. un prologue agricain (4). oú l'observation directe des faits a moins de p a r t que la documenta tion livresque. s'enrichissait d'eléments nouveaux et remontait á ses origines. il rapproche les mythea. Philosophes. C e s t enfin de Chateaubriand qu'il tient le sens du pittoresque et le goüt du romanesque. les croyances. une tradition ininterrompue. se trouve. cette chair. publié em 1824. 1'etfort des ethnologues. se evidencia nos vários trabalhos que sobre assumptos referentes á nossa litteratura. voient renaitre en Amèrique l'âge de Saturne. como. en sa magnificence. á la Chorographia d'Ayres do Casal. á découvrir des tiaces obscures de la r è vèlation dans les théogonies primitives. lieux.En y fai-. avec Raynal ou Marmontel.t botaniste lui même n ' a u r a garde de négMger.é avec réelle pénétration psychologique.stei continuamente De seus filhos e pai. aproveitou o tempo em que permaneceu no Rio de J a n e r o . deux voyageurs étrangers. Estce à dire qu'entre l'exotisme europêen. evoca a figura de Ferdinand Denís. car ils mangeront quant et quant leurs péres et leurs aieux qui ont servi do nourriture et d'aliment á son corps. ne se lassent pas de vanter la richesse d'une terre qui leur apparait. Des Cannibales. para documentar-se acerca de nossa litteratura. II n'en est pas moins certain. r i d e . Au spectade d'une société corrompue. C e s t au contact de la nature brésilienne que nos écrivains du XVI siècle ont eu. une vegétation éternellement luxuriante: " L e climat des tropiques. Sabemos que no primeiro anno t r a t a r á elle do indianismo. qui d'abord s'attachait â la France antaretique. l ! ' l l : L'Amèrique et U~ rêve exotique dans li littcrn'ure fr^nçaise au XVII siècle et au XTIII siècle. avec lui.

S'il prète gratuítement à Pery cette delicatesse de sentides Scènes de la nature sous les tropiques. G. Le Gentil. AMERICA BRASILEIRA nément les littératures française et anglaise (8). dans la courte nouvelle de Ferdinand Denís. énigmatique du cabloco et le distingue de toute la l:'gnée des Chactas et des Outougamí. et par la connaissance des moeurs indiennes et par le sens poètique.. (12) P 189. a transformer 1'Indien en héros sentimental. il oppose. me dit-elle. l'adversaire tap. incarne la soif insatiable des richesses. (10) P 153. formuMit. C e s t á ce titre qu'il nous a paru legitime. . est pose dans les mêmes termes. qui avait parcouru les forêts du nouveau monde. dans Vépilogue. je ne craignais point de franchir le fleuve. une ébauche du Guarany. Tout nous porte á croire que Ferdinand Denís lui même. dans le "Guarany". C e s t 1'aventurier Loredano qui.~-^ !6tas/\> A 12 — ANNO I du eune premier romantique. du Camões et du Luiz de Souza. á reconnaltre 1'indépendance politique. dont beaucoup vivaient sous le regime de la polygamie. II lui manque d'autre parte cette exaltation sentimentale que les disciples de Rousseau exigeront d'un héros primitif. Mais son Ingènxi. garde toi de me parler d'amour. la courtoisíe heritée du moyen âge. En elle se revolte encore HnsHnrt obscur de la race: "Kouromahy. D . dèjá citée par Montaigne: "Couleuvre. sans jamais la conquêrlr. "Ne redoutez point que le temps affaiblisse un sentiment qui ne tient ni à nos usages. Comme la nature. qui semble en contradiction avec ce que nous savons des aborígenes de 1'Amérique du Sud. ni à ma volonté. " E n ce moment la foudre grondait encore dans l'éloignement et les chants de mes Indiens se mêlaient au faible mugissement de la forêt. que je puisse donner á m'amie. malgré son invraisemblance. C e s t donc sous les traits ments qu'on ne conçoit guère en dehors de la tradition chrétienne et chevaleresque. avaient commencé la r é habilitation de Thomme sauvage. Voltaire. 182. (13) P . la façon et 1'cuvrage d'un riche cordon. j ' a u r a i s voulu le lui consacrer. en lisant Yves d'Evreux. á l'heure même oú elle cede aux ordres d^un Pêre inflexible. (1). Denís en Une fête brésilienne (17) Prêfacc. associe les grands spectacles de la. que lui Inspire la filie de Vouvidor se manifeste par les mêmes attent'ons delicates et raffinés que 1'amcur de P e r y pour Cecy: "Depuis ce moment je la vis presque tous les j o u r s . II avait retenu. (15) II se rappelait cette chanson. II n'est pas impossib!e de retrouver chez Alencar. nature américaine á 1'expression d'un amour chimèrique. enfin cet esprit d'humanité á 1'égard des races vaincues oú il n'est que trop juste de reconnaltre — Albuquerque l'a prouvé — l'un des aspects caracteristiques de la colonisation portugaise (14) Alencar. II est de ceux qui. si tu veux conserver 1'amitJé. la conquête de 1'homme par de sol. .acable des Aymorés: "Sa démarche fiêre. plus de varieté. L'auteur des Scènes de la nature. s'est bien gardé de nous peindre 1'enfant mysterieux des forêts sous les apparences d'un héros declamatoire. avait presenti l'interêt du sujet. Vous étre l'anfant de la nature que la civ. que non seulement il n'y a rien de barbare en cette imagination. . le calme succede à l'orage. par cette gênerositê. frayé la voie au romantisme péninsulaire et conçu avant Garrett 1'idée première de 1'Essal sur la poésie portugaise. C e s t avec l'ingéniosité d'un Cooper qu'il décrit les combats. ton coeur retrouvera sa tranquillité. ni à nos moeurs. afin de capter les bonnes grâces du gouverneur. me dit-elle. (13) Alencar surpasse incontestablement. issu d'une famille de marins bretons. thème qui symbolise. les ruses de guerre des Goytacazes. d'une pensée originale et vigoureuse. la renaissance du gout brésilien et proclame 1'autonomie littéraire d'une nation dont les diplomates europêens hésitaient vers la même date. envahissante. (15) Suito de 1'histoire des choses les plus memorables cdrenws (16) Cite par F . dont les moeurs pittoresques rappellent nos flibustiers de Saint-Domingue. Cette civilisation dont nous sommes si fiers. Pour obtenir une fleur qu'elle aimait. Vous étes à mes yeux un être différent de tous les hommes.lisation n ' a point corrompu. A 1'Idylle de 1'Européen et de sa sauvagesse qu'ezploitaient simulta- (7) La nouvelle lntitulée Oamoens et Jozé índio fait suit aux Scènes de la. en remplaçant la grâce par la majesté. de me confier aux branches fragiles des arbres les plus eleves. Antônio de Maria. dont la réalité fournirait maint exemple et qui n ' a rien perdu de sa vogue depuis la legende "de Ia belle* P a r a g u a s s ú jusqu'aux desniers romans de Loti. plus de mouvement.(9) L a passion subite. car je voua aime. eu la pcr. allait venir á la place de celui qu'on regrettait encore et que bien des malhereux pensaient que l'on ne pourrait jamais remplacer". jusqu'à Montaigne." (12) Le problème moral. un dogme du romantisme brésilien: "On sent de rnême que dans les idées primitives da sauvage. (8) L'Exotisme Americain dans Voeuvre de Chateaubriand. entreprenait. du moins il le campe dans une attitude qui s'accorde avec l'extérieur silencieux. D'autre parte l*enlèvement de la jeune filie pas les guerriers Machakalis et 1'abnêgation de 1'amant respectueux qui la raméne á son pére ont pu suggérer les pages admirables oú Alencar. passe insensiblément de la curiosité á 1'interêt de la pitié á 1'attendrissement. en commemorant le centenaire. devancent 1'opinion et prêtent au génie. troblée par ce culte étrange. Kouroumahy. Cependant les deux auteurs nous acheminent. par dela Rousseau. a r rête-toi. Ferdinand Denís substitue 1'amour d'une portugaise pour l'héritier des races autochtones. L'lntrigue du roman d'Alencar et de la Virgem Guaraciaba de Pinheiro Chagas apparait en germe. n'est qu'un faux Huron. avait 1'étoffe d'une romancier. 138. d'un frêre de Chactas. A l'appui de la thèse de Chateaubriand. sans doute. d prononcer avec respect le nom d'un écrivain obscur et oublié qui fut pour le Brésil un ami de la première heure. II apporte dans 1'intrigue qu'il enrichit de péripéties nouvelles. dês 1824. arrête-toi couleuvre. après le X V I I I siècle qui glorifiait 1'état de nature. non perverti par nos institutions. en identifiant Noé et Tamandaré. son timide precurseur. voir le chapitre V (Les Soeurs ainées des heroines de Chateaubriand) (9) P . par les mêmes étapes. 11 nous trace de la colonisaton et de la conquête un tableau moins partial. au surplus. se souvenait de la tempète d'Atola. (11) P 157.» (11) Elle ne s'en declare par moins vaincue. L'honneur n'était pas moindre á tpnter.=onne d'un fidalgo de haute lignée. 1'idialísme des romans biotons. sous la forme condensée d'une nouvelle autobiographíque. Des renseignements f ournls par Gomez de Amorim dans sa biographie de Garrett il semble resulter que les deux auteurs ont simultanément puisé ã des sources communes (eutre autrcs 1'edition du Morgado de Mateus). tout ce qui existait dans ces solitudes. en admettant qu'il ait servi d'intermédiaire. dês 1824. (Pag. Saint Thomas et Pai Zuma. Aux aventuriers sans scrupules. 1'attration mystérieuse des terres inconnües. afin que ma soeur tire sur le patron de ta pe'nture. (17) Ferdinand Denís. On ne lui contestera pas le double mérite d'avoir encouragê en France. nature sous la tropiques. mais qu'elle est tout á fait anacréontique. já la mé prise." (16) Le moraliste ajoutait: "Or j ' a i assez de commerce avec la poésie pour juger ceei. vers un dênouement opposé. à la tête de sa tribu. arme en guerre contre les abus de 1'ancien regime et vivant en France. il y a un caractère de grandeur qui étonne au milieu de notre ordre social. qui fera l'essence du Guarany. l'héro'isme â la Plutarque. imitateur du Caramurú et precurseur d'Alencar. après une interruptior. II restait. mais aussi. Les Jêsuites. Vois. 148). que se présentera. On lui saura gré d'avolr." (10) La jeune filie. la piquante anecdote du Tupinambá qui pardonne á la femme adúltére. comme on le voit. dans les deux chapitres qui nous retracent 1'aventure du chef des Machakalis. un périlleux voyage aux mines d'or. en même temps que certains li-ux communs dont l'origine remonte. la trace d'épisodes qu'il modifie intentionnellement poui se rapprocher ou de l'histore ou de la vraisemblance. Cependant 1'indianisme du Guarany conserve plus d'une attache avec 1'exotisme européen. ses yeux éíincelants aiinonçaient le courage et cependant un air de mélancolie profonde y ajoutait une expression qu'on ne saurait bien definir. Ferdinand Denís pouvait invoquer le témo ! gnage des premiers missionaires. de deux siècles. á trois reprises. (14) Ferdinand Denís indique le même contraste: "Cependant le bruit ne tarda pas à se rêpandre parmi les Portugais qu'un nouvel ouvidor envoyé de la capitale.

a illumina perennemente: a alma da raça. isto ê. os guerreiros de Agamemnon aos de F. n u m a e noutra se ouve o alarido das pelejas. como. que foi a origem insophis'mavel do índianismo de Gonçalves Dias e Alencar. O gênio que os inspirou. por exemplo. são muito mais l a r g a s do que parecem O meio não é apenas o amb'ente. Corneille e Raclne estão ponteados de lembranças gregas e l a t i n a s . os usos e os costumes. no secculo X I X . "Presque tout est imitation. chamar a Bíblia da Humanidade. on v a prendre ce feu chez son voisin. são peculiares ao próprio povo onde ellas florescem. a natureza h u m a n a e a divina se confundem. as desalentadoras conclusões do S r . O meio é toda a civilisaçãò. O idioma falado por nós j á apresenta singularidades notáveis. pondera Voltaire. ou que í-egisti os triumphns de uma raça que declina. por exemplo. As causai internas. o sentimento religioso entre os povos christãos do norte e do sul da Europa. com as suas cupnlas refulgentes. para o immenso patrimônio moral e intellectual daquillo que. Homero é claro. E' ella que amiunela a* grandes revoluções políticas e religiosa». fadado a desapparecer como reles planta rasteira nascida p a r a ser pisada. devem ser dilatadas. preciso. o tumulto dos corpos em combate e se observa a subtileza dos ardis. quem guarda a casa de Deus é o próprio d e m ô n i o ! . cuja importância não se faz mister encarecer. A litteratura ê a própria historia de cada conectividade. um extenso vocabulário genuinamente brasileiro. quem os aperfeiçoa é a alma das differentes raças. artísticas ou religiosas. hoje. e ha na syntaxe popular muitas particularidades symptomaticas. na grandeza. u m a replica de Terenc ! o. acreditamos. como se o templo houvesse mister. os effeitos da influencia lusitana. a esculptura. na perfectibilidade do momento immediato. vejamos quaes são os argumentos que min t a m em prol da existência da literatura brasileira. on 1'allume chez soi. H a uma força intima e superior determina. " As causas exteriores. da sua época. na sua expressão artística. são comnmns a todos os povos. eleva-se a cathedral gothica. ê a da palavra aquella que exerce uma influenca mais penetrante. menos sinceridade. Reflectem-se nella. perfeitamente brasileiras. o solo onde germinam as p r o p r a s e as alheias sementes. das suas conquistas e dos seus revezes. no tocante aos grandes problemas nacionaes. das suas lutas políticas e religiosas. tão ao sal or dos hellenos. porém. portanto. de Talne. os mesmos preconceitos o dirigem. Ossian. como no caso dos T. n u m a palavra. Se uma agitação crescente absorve a intelligencia humana. dando iw Brasil uma clara visão dos seus destinos Todas essas modalidades necessariamente fornecerão elementos preciosos para o desenvolvimento das nossas letras. um processo de lenta infiltração. a cultura augmenta consideravelmente e não será difficil deslumbrar por todo o paiz os s'gnaes de u m a orientação nova. por exemplo. um impulso irresistível que lhe define as caractellUe riMicas. por extensão. m a n d e s e humildes. quando os arcades da denomlj nada escola mineira começaram a neutrallsar. ou Mac-Pherson. concorrem p a r a a formação e o desenvolvimento de uma l i t t e r a t u r a . De todas as artes. mais ou menos. muito embora a precariedade de taes divisões dê ens«o sempre ao refervei das contendas inúteis. a mesma. e francez do grande século. A alma de u m a raça. certas arestas duras e aggressivas. daquelle friso solemne de monstros apocalypticos! No norte. os seus vitraes polychrómicos e os seus mosaicos de ouro e pedraria. ella o na essência. ao revés de alguns pessimistas de pequena envergadura. mysterioso e. um grave erro histórico e philosophico aceitar. o terror e a b r a v u r a se misturam. neste mundo estreito e limitado. Um povo sem litteratura seria. certamente. que t a n t o contribuíram para i formosura e o esplendor da l i t t e r a t u r a portugueza. poderemos. também. on le communique à d'autres. Constituem. talvez. por assim dizer. entretanto. é bruma!. que nos não fallecem as condições necessárias ao advento de grandes obras literárias. por igual. No septentrião. cada qual. Theophilo Braga contra as correntes hespanholas e provençaes. nalguns escriptores quasi sem relevo. Ossian. o meio é o Universo. Entretanto. com Michelet. Na sua marcha evolutiva atrav. por um lado. . sem duvida. elles igualmente se renibilam. ha mais luxo e menos fervor. Vede. portanto. variando somente na multiplicidade das suas expressões. não ha effeitos novo. Não ! As literaturas são como os seixos ao fundo quieto dos rios: precisam de muitas e differentes águas p a r a se tornarem polidas. Comparae. ou de formarão. entrou no século X I X em franco declínio e. de r a r o em raro. ás vezes. 11 en est des livres comme du feu de nos foyers. perdem. admirável em ambos os poemas. suecedeu com a Independência. a atmosphera immediata em que se desenvolvem as nacionalidades. cola b o r a n d o . O me o e rico de aspectos physicos e sociaes. a as idades elles soffrem igualmente. o século . as Rhapsodias de Homero aos cantos d. E se.AMERICA BRASILEIRA MJMS. ainda que palll**' i mente. derrotas e victoria. por outro. Apezar de não possuirmos lingua própria. os princípios jurídicos e religiosos. mostrando nos paredões pesados a bocarra das gárgulas terríveis e assustadoras. 9 A 1? — ANNO I UM SÉCULO DE PENSAMENTO \ hlMtor a de um povo não está apenas na simples enumeração dos «-eus feitos guerreiros. são a s que servem de base ao caracter de cada povo. infinitamente mais nocivas â sua excellencia. sem restricções. deixou de ser genuinamente francez. nevoento o céo. está o que se pode chamar o seu primeiro período. o homem não mudou. ê profundamente diverso. com as suas obras. Xo meio-d«'a. todas as aspirações. um povo mudo. onde é escassa a lu*. de torres massiças e quadrangulares. Amarguras e alegrias. para ser amado e respeitado. tantas eram as obras de arte que ellas abrigavam. outras são exteriores. todas as duvidas e todos * enganos. taes a lingua. correndo sobre um thema semelhante divergem fundamentalmente na pintura dos quadros e dos sentimentos. entrou a nossa litteratura . seguem como qu. quem os anima. Dadas estas razões. Na Itália. et il appartient â t o u s . nossa prosódia tem accentos mais delicados que a lusitana. as mesmas necessidades o acorrentam.1as Caminham á «un <=ombra nivel-dor-t nobre* « plebeu". são todas as reacçoss políticas e sociaes. a fúria das paixões desenfreiadas se desencadeia. nem motives inéditos de prazer ou de m a g u a . predominando até os fins do século X V I I I . porque. A historia d i literatura brasileira pôde ser dividida em trea períodos. pôde ser definida como a manifestação particular de um pensamento geral pertencente a todas as outras. de uma orientação que. Nem um delles. podem ficar menores. muitas vezes. todas as certezas e todos os erros. O heroísmo de Aclrlles não empo'ga mais do que o de Cuchullin. e o temor dos castigos é maior e mais ameaçador. De parte a parte. Está ahi a razão de todas as modas ^cientificas ou litterarias. a pintura. repontando. em verdade. E n t r e os annos de l» 00 e 1750. quando era absoluto o predomínio do pensamento portuguez. em honra dos que a lisongeira « * " £ « £ U P ^ X V I é menos o de Elisabsth r e i s e imperadores p o d e r o s o s ^ século X> Moliere que que o de Shaltspeare. como no caso d» Luthero e dos encyclopedistas do século XVIII. sem tradições e sem passado. não devem ser despresadas como qualquer elemento perigoso de desnacionalisação. não existe mais senão como apagado vestígio. diffuso como o eram os celtas. predominam as graças do estylo bysantino e o fausto das basílicas romanas. o que ê perfeitamente contestável. caracteristicamente nacionaes. sem os preconceitos jacobínos de 1 " '• poderá imprimir um forte impulso â nossa evolução. o magnifico César e o modesto Suetonio Ella a p r e s e n t a melhor as particularidades de u m a phase histórica do representa meai a l l Hcos solertes. a beíleza das acções é. as fundamentaes. segundo a queixa de Savonarola. é a humanidade Inteira. Molière é. provações e glorias. as imagens tristes ou risonhas da vida h u m a n a . Ass : m. uma chamma palpitante q u . A epopéa úm K r e g o s e a dos caledonios. porém. como ruim espelho polido. a architectura. todavia. Aquellas celebres fronteiras da léi do meio.ngal. na essência. o momento e a r a ç a . a poesia. porquanto. K' certo que uma apparencia enganadora de progresso faz com que os homens acred tem nas excellencias do tempo em que porventura vivem. onde h a mais ceremon'as ^. o inferno estava dentro das igrejas. x v i i o de Luiz XIV V a r a s causas. de caldeamento ethico e esthetlco. Seria. a musica. A influencia portugueza. e conhece ao virtudes daquella justa medida. . como é differente. de 1750 a 1830. A l g u m a . todos os grandes monumentos das civilisações. um papel mais saliente na formação das nacionalidades. As mesmas contingências eternas o arrastam. emfim.M«i:. em summa. Temos.

Certo. é que você me ensinou ? ! Principiou e não a c a b o u . tem no Brasil aquelle fausto nem aquetla pompa do gênio oriental. mais características d'. era a esperteza a r m a seguramente melhor oue a força. começando. á semelhança. á guisa da Madrasta. Só você pulando adiante. não pensa. por favor do destino. cantaria o festivo Anacreonte. as construcções metaphysicas. merece especial referencia a lenda da Onça e do Gato. e estão. A' philosophia popular repugnam as idéas abstractas. muita vez. para maior clareza do estudo. Que quer quando não queremos. não se recreia somente com os encantos do verso alado e sonoro. vamos ver quem de um só pula pega o camarada calangro? Vamos. o instincto da raposa vencia a violência da onça.. senão at/ um mestre ainda mais subtil na arte de v i v e r . forneceu grande copia de motivos para o "folklore" nacional. Quando queremos não quer. O subtil Montaigne. como estas. que a nossa musa sertaneja "é algo melancólica" O brasileiro é naturalmente triste. e ha nas suas façanhas sempre um ensinamento a colher. como nas Mil e uma Noites. meu camarada. apenas obrigada pela rima. com todos os seus myslerios fascinantes. que a lição dos nossos indios não foi desaproveitada como tanto se assoalha. Nas lendas selvagens a natureza domina o homem. A onça ficou desapontada e disse:' Assim. Os olhos estão fechados. o sorriso da trova brejeira ou a lagrima da canção dolente. a vantagem de posição ou de arma não o abale. Se algumas vezes se encontram quadras de ligeiro chiste. . ainda. diria o doce Ornar K h a y y a m . Sapateiro quer trlpeçH. e disse a onça p a r a o gato: "Compadre. os.. medem. rjue revelem. que eu peço licença para transcrever: "A onça pedio ao gato para lhe ensinar a pular. AMERICA BRASILEIRA a grande percentagem é das que reçuniam desengano e a m a r g o r . o africano é um abatido.9 A 12 —. Que o digam os nossos políticos. entretanto. Em nossos cantos indígenas não ha palácios magníficos. por isso. no mundo antigo. nesses três períodos de nosso pensamento literário mais se distinguiram. isto é de 1830 em deante. na idade-média. mesmo que todas as probabilidades de êxito lhe sejam contrarias. As de procedência indígena e africana são mais vivas e interessantes.destinos da pátria. Tudo no mundo é assim: Commigo ocê fala de outros. da Moura Torta. sempra um exemplo que muita gente conhecida nossa não despresaria. o índio é um soffredor. Vedes. forrados de ourivesaria incalculável. entretanto. O numero não o intimida. não indaga e não resolve: sonha. educa mais que deslumbra.o nosso folklore. pela rama.. tem na alma a resignada queixa dos rios solitários e o murmúrio das selvas remotas. Entre as de origem africana. desde o episódio da Lyndoia. dos trovadores e jograes. Os animaes ferozes são dominados por elle. suas rev o l t a s são gritos de dor contra as agruras do exilio em que o puzeram. convém conhecer. O povo. então. P a r a o indígena. arrojado quando necesario. para elles.. um penetrante sentimento dos homens e das cOu sas. Naturalmente.o. fora da nossa verdadeira índole. ou. a bruteza das a n t a s . Isso não impede.. E ' tal qual uma mulher. . um calculo. nós bem sabemos. finalmente. O caboclo é bravo. numa cigarra que rechind. u m a funcção da intelligencia e da experimentação. porém. A Sheherazada brasileira ê mais conceituoaa que opulenta. a agilidade dos macacos. As lendas dá origem européa. por ahi. cognominaremos autonomic. Dos pastores do Himalaya aos bardos gregos e romanos. elle topa no caminho deserto com uma réstea de tuü im- . é ingênuo. o intuito do poeta não foi ferir o coração feminino. s o gato promntamente lhe ensinou. porventura. A mulher deve ter entrado ahi. . O gato respoudeu: Nem tudo os mestres ensinam aos seus a p r e n d i z e s . aos menestreis das cortes e dos salões seahoriaes. quando os românticos. Chegando á fonte encontraram lá o calangro. Somente as fôrmas se modificaram. todos nós pertencemos. . como o Padre Anchieta escreveu da terra. . O portuguez ê nostálgico. e. Eu não confio na mulher Nem que ella esteja dormindo. . . no Renascimento. de analysarmos os escriptores que. da Gata Borralheira ou do Bicho Manjaléo são apenas variantes mais ou menos mascaradas do extenso fabulario medieval. Nosso povo. elle é também um grande creador de fábulas e historietas. Se. todavia. quasi um habito. fizeram uma aposta para ver quem pulava mais. C o u t r o s cê fala de m i m . segundo a a r t e " E que ê a poesia senão Um esforço da alma para entender certas verdades superiores e eternas que estão acima de todos os raciocínios ? Os scientistas investigam. pois. tornou-se a litteratura brasileira nacional. sob o rumor caricioso de uma velha fronde. Sobrancelha está bolindo. Quem desconhece. todos os queixumes da vida. como nas fábulas de Esopo ou La Fontaine. o espirito creador do nosso povo. ás Pombas. Quem folhear qualquer cancioneiro oriental ou accidental verá que a vida se resume. Tem sorriso oue encanta E vinte contos também. suas nebulosldades estranhas e suas inexplicáveis Uejectorias. nas linhas mysteriosas da sua vontade. porque tristes são as três raças que contribuíram para a sua formação. Moça bonita <. a "natureza. e põe. pesam e verificam. . Dahi esse aspecto de melancolia que h a em quasi todas as producções typicas da poesia brasileira. os naturalistas e os symbolistas trouxeram para as nossas letras novas correntes européas. a onça pulou em cima do gato. Então o gato pulou de banda e se escapou. depois de uma formidável refrega em que sua coragem fez prodígios e operou maravilhas. é em summa. de Basilio da Gama. por meio das suas engenhosas artimanhas. segundo se a p u r a nos seus1 contos mais famosos. consegue evital-as.-i fados. em alguns jogos tristes ou alesfres. são os animaes que se encarregam de revelar as virtudes e os defeitos da vida. A verdadeiro poesia nasce da boca do povo como a planta do solo agreste o rude. no conceito da musa popular. influio muito poderosamente no caracter de raça. é um theorema. então. . oue. ANNO I no seu segundo período. aquelle que inspira os artistas. entre a folhagem e&pessa dos olivaes. ou. Apreciae esta pequena jóia de observação: A sorte. Suas espertezas são tão notáveis que nem o Caipor. Depois. uma hypòthese. geralmente de intenção moral e correctiva. Antes.. Indo juntos para a fonte beber água.). todas as imprecações da desesperança. retrucou a onça. o terceiro periodo. não variou o sentimento poético. onde a voz da fatalidade é a que mais alto resoa. o trave de melancolia que distingue os nossos lundus e as nossas modinhas ? Os cantores populares vertem nas suas composições todas as lagrimas da saudade. disse o gato. O gato pulou cm cima do calangro. nem sempre é epicurista e jovial a nossa poesia vulgar. Basta dizer que a raposa de •""•sono encontra no nosso jaboty um emulo brilhante. diremos. acredita mais depressa no impossível que no possível. nem castellos sumptuosos. deante de cada interrogação sybilina. anima os heróes e dirige. ella é profundamente imaginosa e fantasista. Entretanto. A "anima r e r u m " . Moça velha quer conversa. ou de transformação. observae como os nossos troveíros conhecem os homens: Meu mano. ao contrario. num pouco de vinho transparente e leve. de Raymundo Correia. sonha apenas com a felicidade immediata ou futura. O animal preferido dos indígenas é o jaboty. . muito justamente comprehendeu que " a poesia popular e puramente natural mostra na sua ingenuidade e na sua graça t a n t a frescura e beíleza quanto a poesia perfeita. ao revés dos seus contemporâneos imitadores de Pindaro e Theocríto. ha inteira razão de nos orgulharmos da raça a que. Compadre gato. Antes. por que fantasiar ou imaginar é para o povo mais que uma necessidade. E' elle o grande creador sincero e espontâneo das épopéas nacionaes. os problemas áridos. A imaginação popular não.uer ouro. " A superstição. calmo na luta. Alfaiate quer tesoura. velha companheira do homem. da languida toada dos seu. A menina que eu namoro E que me quer muito bem. que sejam conceituosos os seus versos.

que foi o primeiro homem que se oecupou das nossas cousas. cujo Tratado descriptivo do Brasil vem cheio de informações preciosas sobre corographia. Notae. ao que se vê. até cahir j i o chão prostrado pelo cansaço e pelo terror pânico. Suas obras. um arrepio de pavor corre-lhe a espinha acceleradnmcMtc. cujos livros são conhecidos unicamente pelos gabos de certos escriptores. As abusões. Manoel Botelho de Oliveira. cm grande parte. sem duvida. com as risadas do Caipora. José Borges de B u r r o . e as bandeiras começam. Vivendo num meio. guarda. que deixou fama de orador consumado e Antônio de Sá.da Historia da Custodia do Brasil. que é escusado Na boca o cravo. a agricultura floresce nas villas e nas cidades litorâneas.folklore" serve p a r a mostrar que a raça brasileira. deante da magnificência do ambiente que os rodeava. No século XVI. madrigaes e canções de que se compõe a sua "Musica do P a r n a s o . zoologia e mais outras relativas no clima e â natureza do Brasil. As letras gosavam. apresenta uma novidade . as historias temerosas de fantasmas e hallucinações entram. raro e vacillante no século anterior. Gonçalo Soares da F r a n c a . aflora indomável e inesperadamente. Como nos de Portugal de D . no fundo.s e historiadores clássicos eram meditados e conheci. como Anchieta e Nobre. ou pela cultura ou pela força das faculdades creadoras. florestas e descampados. são dignos de nota e referencia Pero de Magalhães Gandavo. todos pertencentes *á chamada escola b a h i a n a .de Gongora e Marino. onde. como João Laet. E m que pese ás suas muitas fraquezas. em quatro coros de rimas portuguesas. topographia. as perversidades da Mãi d*Água o os olhos flamivomos dos lobishomens ? Aqui estão. a litteratura foi um simples reflexo da t e r r a . Diogo Gomes Carneiro. reprositorios ende o futuro historiador foi encontrar os elementos indispensáveis para o conhecimento do nosso paiz.AMERICA NUMS. Não vos fez nem um airgravo Elle de vos dar querella. desata numa vertiginosa carreira por maiesii o capoeirões. portanto. de grande estimação. Euzebio de Mattos. porquanto vio as suas misérias. Nosso .« nossos letrados. E n t r e estes escriptores. ã semelhança de quase todos os fidalgos navegadores de Portugal. e ainda por que o considerou exclusivamente como um truão. quasi todos educados em Coimbra. muito mais importante que o precedente. que. o juizo dos contemporâneos. os elos que nos ligam uns aos outros. Os nossos primeiros colonisndores. Não foram os prosistas porventura mais notáveis. eram lidos imitados. O século X V I I I . paiz. poeé bom salientar. E ' de regra. não apresenta propriamente grandes individualidades. isto ê. restam apenas producções sómenos. as tradições ornes. Somente u m poeta. Pode-se dizer que a Ilha da Maré é um poema heróico inspirado nos produetos n a t u r a e s do nosso uberrimo solo. Todos nós. e Pero Lopes de Souza. -. Mas meu bem. com especialidade na Bahia. " Vicente do Salvador. O século XVII é. que. em dia azíago. em que os nossos caminhos de penetração para o interior tanto se dilataram sob o influxo das bandeira* e do descobrimento de minas de ouro e diamante. cuja pompa e opulencia Fernão Cardim na sua Narrativa Epistolar descreveu entre extasiado e rabujento. Gregorio de Mattos é u m a figura varonil. muita vez. ou percebe um estalido súbito na matta. eu melhor um cortezão amigo das boas letras. sem mais vacillações. . de passagem. De todos esses poetas. a obra admirável do desbravamento do nosso solo. com excepção de Gregorio de Mattos e Botelho de Oliveira. apelidado pelos contemporâneos o Chrysostomo portuguez. ás suas paraphrases de Quevedo e a outros tantos defeitos facilmente verificáveis. limitaram-se a fazei» o elogio da t e r r a . O mais subido encarnado E' da vossa boca escravo. um dos melhores exemplares do gênero no Brasil. Gonçalo Rayasco Cavalcante de Albuquerque e João de Brito Lima. têm mais preço porquanto dizem do nosso torrão e dos seus primitivos colonisadores e habitantes. deixou o coração cantar livremente. já pelo lado social e politico. tentou elevar-se a um gênero mais alto. e de quem t a n t o soffreu o poeta. Elle foi. De Gregorio de Mattos j á se não pôde affirmar o mesmo sem grave erro ou má fé. se vai dilatando das regiões praieiras em direcção das caatingas do planalto central. a figura mais alta da nossa poesia até os arcades dê séculos X V I I I e. igualmente. n a sua psyche. se impuzessem á estima dos posteros. escrevendo a Historia. mostrou-se. elle despejou contra certos mazembos a conhecida zombaria: Que os brasileiros são bestas. sô o valor da intensão tem valimento. entre os quaes é mister não esquecer nunca os apóstolos da Companhia de Jesus. E n t r e os prosadores solentaram-se F r . teriam mais fieis que a própria Igreja. o poemeto descriptivo A Ilha da Maré. Pois menina que é tão bella Sempre tem boca de cravo. que a matéria é pouca p a r a a poesia. portanto. Gabriel de Castro e outros mais. Manoel Botelho de Oliveira. Eis ahi a razão da sua Prosopopeia. autor da Narrativa Epistolar. perde logo o aprumo varonil. então. Convireis. O sentimento nacionalista. levado não sei por que extremos. . hespanhol e portugez. somos um reflexos dessa caprichosa alma popular. uma alma cheia de notas delicadas. apezar de melancólica e sentimental. grande cópia de motivos á eloqüência sacra.) A 12 - B R A S I L E IRA ANNO í prevista. photologia. não o aceiteis Porque melhor pareceis Não tendo o cravo na boca. ao mesmo tempo. das mais •Ufferciues classes sociaes.dos. um lirista sensível e moralista imaginoso e discreto quando o sangue lhe corria mais calmo nas veias. em verdade. predominava. de 1500 a 1750. Ella nos mostra. obra das mais consideráveis que nos legou a l i t t e r a t u r a colonial. José Veríssimo foi injusto quando. ainda. Lope de Vega. As musas desabrocharam mofinas no Brasil. como é perlgo=r. castelhanas. São. Francisco Manoel de Mello. de melancolia e esplendor. testemunho condigno. Quem não tremeu. feita. italianas e latinas com seu descante cômico reduzido em duas comédias" é poeta seguramente menos importante e pomposo que o titulo da s u a o b r a . revigora-se nas lutas contra os conquistadores extrangeiros. Quanto mais. Havia por esse tempo muitos cultores da boa latinidade. talvez. Bento Teixeira Pinto quiz deixar do fidalgo que mais o dlustramo épico composto em louvor de Jorge de Albuquerque Coelho. onde o vate «e mostra um attento admirador das nossas frutas e dos nossos cereaes. na sua primeira phase. uma clara comprehensão da vida e uma sã e admirável energia interior que. especialmente. que herdara de Pernambuco o prestigio intellectual. quando rrennça. de linhas accentuadas e características. Christovão da Madre da Deus Luz. a riqueza augmenta progressivamente. o maior delles. um individuo sempre prompto a fazer peditorlos derramados aos figurões da época. cousas mais subtis e polidas que a invectiva. salvar-se de todos os seus versos imitados. a influencia de Gongora e seus discípulos. . Quevedo. da Província de Santa Cruz: Gabriel Soares de Souza. Sua obra é u m espelho do tempo. o. que vos citei ha pouco. i A nossa historia literária. ao primeiro toque. fornecendo. Os poetas do Renescimento italiano. Gongcra. entretanto. va.. Gregorio de Mattos. Manoel de Moraes. Que o sentirá por aggravo Boca de tanto c a r m i n . esquecendo-se do homem e das circumstancias em que o mesmo viveu. por valles e montes. Os chronistr. assim. como satyrico.Ravasco Domingos Barbosa. F r . O cravo meu Serafim (Se o pensamento bem toca) Com elle faria troca. E estão sempre a t r a b a l h a r Toda a vida por manter Maganos de Portugal não é menos verdade que. a pecuária se desenvolve em algumas zonas do interior. que manejava a penna e o trabuco. lhe rebaixou o caracter de modo tão aggressívo. Na côr todo o nacarado. Ella reflecte os ridículos e os vicios da gente que nós governava de bota e espora. Se. E n t r e os poetas podem citar-se Bernardo Vieira. entre '. nos sonetos. celebrado a u t o . o Padre jesuita Fernão Cardim. onde mais tarde. Foi injusto. já pelo aspecto intellectual. salta vallos e vadeia rios. não raro. entretanto. Attentae nestas Décimas " a u m a dama que estava com um cravo na boca": Vossa boca p a r a mim Não necessita de cravo. Gregorio de Mattos não foi somente um satírico despejado. como Tasso. porque Prefere ella. capaz de sentimentos finos e elevados. de timidez e desempeno.

na Bahia. espécie de Quintiliano brasileiro. que é o verdadeiro fixador dos costumes da sua época: Manoel de Almeida. que taes corporações eram seguro indicio de que se estava operando u m a transformação lenta no curso do nosso pensamento. vieram os naturalistas. como o» demais poetas do seu grupo. Franklin Tavora e Escragnolle T a u n a y . José de Alencar e Macedo? O theatro do romantismo talvez tenha sido até hoje o mais característico da nossa literatura. E m 1724. Aquella soube bem por doce e fina. procurassemos no romantismo o nosso roteiro intellectual. Dos acadêmicos.simo da escola arcadica franceza e italiana. a Historia Militar do Brasil. ou devia s e r . de Nuno Marques Pereira. Propunha-se o naturalismo olhar com mais penetração a realidade. escreveu um poema satyrico. Manoel de Macedo. Elles prepararam. vario. de Basilio da Gama. Vede se Raymundo Corrêa ô insensível. cedo voltaram ás fontes do nosso lyrismo. e o poema Brasília. Costa Gadelha. Depois da Independência politica os nosso*. N a primeira. Toca Apollo essa Rocha de diamante E sahir logo faz fonte mais clara. aquella no Rio de Janeiro e esta em S. Distingue taes poetas um sentimento muito cuidado da fôrma. Entre o. se Bilac é hieratico. que continuaram a tradição dos Rocha Pitta. A da pedra foi pura e fonte rara. . Gaspar da Madre de Deus. Os nossos parnasianos. na terceira. porquanto entre aquèlles j á havia elementos fartamente aproveitados mais tarde. não pelo que a sua poesia tivesse de commum com o espirito romântico. Eloy Ottoni e José Bonifácio de Andrade e Silva. Antônio Gonzaga e Manoel Ignacio da Silva Alvarenga. Coincidindo o movimento que aqui se operava com a renovação ro-naiiticA. Silva Lisboa. cuja obra um tanto fantasista revela um espirito operoso. que nos legou tamben» um poema heróico. vinda a t r a v>és da Allemanha e da Inglaterra p. e como prosadores MonfAlverne. sem transição violenta. Seis poetas constituem a chamada Escola Mineira. escavador Den-?morito dos nossos archivos. Reagindo contra o espirito clássico. Francisco de S. Cláudio Manoel da Costa. veremos que ha em nossa po«sia romântica quatro phases distinctas. assim como pela força da expressão. A linha objectiva preoecupava muito mais os n a t u r a listas que a tortura interior. Borges da Fonseca e Santa Maria Jaboatão. F r . os que melhor encarnam as qualidades e os defeitos da nossa raça são Gonçalves Dias e Castro Alve3. escrevendo chronicas e genealogias. um dos mais notáveis sabedores de cousas literárias que temos visto. porém. São elles: Santa Rita Durão. Succedendo aos românticos. nem u m interesse despertam. é o mais perfeito e melhor poema apparecidu no Brasil. avós se esforçaram para fazer a literária e a artística. também. Alvares de Azevedo e a poesia da duvida. Alberto de Oliveira não se move? Ao contrario. como Caldas Barbosa. Castro Alves e a poesia social.*ra a França. e de Gonzaga que. Reflectindo esse modo de pensar. offerecido ao "Coronel Sebastião José da Rocha Pitta": Fere a pedra Moysés com a Sua vara. Que uni impulso a fez ter reverberante. citemos os prosadores. E brotar logo fez água abundante. o advento do romantismo. numeroso e cambiante ainda pôde ser hoje imitado sem escândalo. A exemplo daquella Bellcxa immovel de Baudelaire. o critico mais sagaz e agudo entre os seus contemporâneos. Manoel Jos«1 de Cherem. Taes nomes. uão conhece as comédias de Martins Penna e F r a n ç a Júnior. de muita lição e pouco aprazimento para o leitor. Basilio da Gama. Sãv elle» Pedro Taques d<* Almeida Paea Leme. uma literatura. F r . . merecem registo: Varnhagen. e com voz própria. Os prosadores sobrelevam os poetas que. sob o influxo do romantismo. de Soares da F r a n c a . entretanto. Sotero dos Reis. Visconde de Cayrú. Bernardo Guimarães. Brito Lima. Ignacio José de Alvarenga Peixoto. como o Novo Orbe Seraphico Brasileiro. Pereira da Silva. vai OM 1750. apezar do preconceito em que «?rraram a principio. Joaquim Norberto de Souza Silva. representam os poetas do momento. indo buscar fora da Metrópole <wr «ené modelo» AMERICA BRASILEIRA Postos de lado. ANNO 1 no ponto de vista literário. De todos elles. de relevo muito menor que os lyristas. Com Antônio José. porém. No começo aò secuio X I X merecem referencia como poetas A n tônio Pereira de Souza Caldas. á excepção de Alexandre de Gusmão. á excepção dt Cláudio. funda-se a Academia Brasileira dos Esquecidos. cujas Cartas são modelos de finura e bom senso. Gonçalves Dias e % pões. depara-se-nos Gonçalves de Magalhães e a poesia religiosa.s críticos e historiadores. seguindo-se mais tarde a dos Felizes e a dos Renascidos. Visconde de Porto Seguro. Mas emquanto se bebem na vertente. Salvo dor. em mostrar que possuíamos. Santa Rita Durão ainda era um camoniano e Cláudio um discípulo fidelis. cujo estylo colorido. outros poetas contemporâneos dos arcades. entretanto. o primeiro jornalista brasileiro que pugnou pela libertação da nossu pátria. enganos da novidade. nada mais natural que nós. restam poucas e esparsas noticias. o Uruguay. Não ha como negar. alargaram os horizontes da nossa cultura. José Fel-jiano Fernandes Pinheiro e o intemerato e audacioso Hyppolitri José da Costa P e reira F u r t a d o de Mendonça. isto é. Pela originalidade do estro e da factura. peço-vos licença para copiar-vos este soneto de Luis Canedo de Noronha. vendo a sua enormidade. F o r a m elles os poetas e os prosaistas do tempo. Luis Canedo de Noronha. os nossos escriptores entrégaram-se confiantes á notf* corrente que então entrava na sua phase mais brilhante de desenvolvimento. as doçuras ou as grandezas da nossa natureza. Os dous primeiros cultivaram o gênero épico. Voltaram-se para a terra natal e. educados sobretudo nos princípios dos encyclopedistaj. posto de lado Frei Manoel de Santa Maria Itaparíca. l á havia um certo orgulho em ser brasileiro. Em ambos o sentimento da terra é notável e ambos cantaram. mas porque.'corno o Peregrino da America. u m a graça de factura e um comedimento de expressão já singulares. Quem. no período autonomico da nossa literatura. Desprezados os nomes de muitos poetas sem maior significação. que aliás nada influio nas nossas letras por ter vivido e morrido em Portugal. Alanoel Rodrigues Correia de Lacerda e os irmãos Bartholomeu e Alexandre de Gusmão. Gonçalo Soares da Franca. autor do Eustachiclo». segundo todas as probabilidades. Carlos. Basta citar no romance o grande José de Alencar. Entramos. E r a impassível. dentre vós. figura de real interesse. sem preoccupações regionaes e por isso perfeitamente sincero e representativo . João de Mello. José Pires de Carvalho e Albuquerque. procuraram fazer delia uma grande e nobre nação. a Historia da America Portugueza. approxímadamente. o famoso Marquez de Maricá. eru todo o período colonial. A da Rocha embebeu a cabalina. aquelle com mais correcção e este com mais fogo. ainda que as correntes portuguezas fossem as únicas portas abertas que tínhamos para o mundo. de José de Mirales. Durante esse período somente o fino Mathías Ayres deixou obra considerável como prosador. os outros foram principalmente lyricos. sob o patrocínio do próprio Governador.lBMg. se o S r . a 1830. P a r a apreciardes melhor que espécie de Musa os inspirava. Tudo isso. j á então sob a influencia da literatura franceza. na ultima.-õ'"A 1. Maiiano José Pereira da Fonseca. Tenreiro Aranha e alguns mais.a da natureza. O theatro apresenta-iios também alguns nomes justamente respeitados. Data dos seus primordios o apparecimento das Academias Literárias em nosso paiz. SRbe surprehender os sentimentos mais recônditos da alma h u m a n a . na segunda. O segundo período da nossa historia literária começa com a Escola Mineira e acaba no dealbar do Romantismo. a vêr a vida com os olhos da pura observação. e João Francisco Lisboa. Consultai a obra dos mais celebrados. F r . . notou com acerto Sylvio Romero. Vão aqui os nomes de alguns: Sebastião da R o c h a Pitta. são esses os typos mais representativos do momento . Os prosadores do romantismo são dos mais notáveis da nossa literatura. alcunhado o J u deu. Essa sabe melhor por mais corrente. celebre pelos dotes de eloqüência. Raymundo Corrêa ê u m arguto psychologo. pelo menos o mais nacional. apparecem alguns trabalhos essencialmente sobre o Brasil. de Rocha Pitta. são maravalhas. que lhes lembrava os odientos processos da Metrópole. sua arte não sabia rir nem chorar. portanto. A da Rocha um só toque a fez manapte E ser veia mais pura se declara Se a da pedra por doce e crystalina Se bebeu quando estava na torrente. homem de notável saber.

o Sr. Ha em Cruz e Souza. representante» da reacção espiritualista aqui operada nos últimos annos do século findo. Sua imaginação é mesmo.si todo. a figura de um precursor. U m a Ução de trabalho e de fé. Rocha Lima. E tal serviço. nossa l i t e r a t u r a dos últimos tempos tem sido fecunda. descem. melhor.? du caracter regional «-ão admiráveis como dO2irii«„«r03 nacionais. Entre os críticos.. Basta apontar Mario Pederneiras. o mais poeta de todo? os auatro o mais commovido ante o espectaculo do mundo. Joaquim Nabuco. Que cruzam. não é menos verdade qua. sobretudo."o pelos motivo» que cantou. que é a sua mais alta prenda. Temos chegado. ou quasi toda a obra dos homens contemporâneos «e inspira num sentimento justo e p e n e t r a n t e das nossas tradiçSes. aquelle em quem era mais forte e agudo o instincto da vida. j.tura Se qu zerdes sentir toda a força dessa angustiosa poesia. c . hão de concluir que o nosso illustre critico certamente não desprezava as paixões. esse vago de sentimentos e idéas que caracterizam a obra de ficção de u m a forte corrente da literatura contemporânea. Bilac é um mixto de ironia e esplendor. creador de um estylo realmente novo na lingua portugueza. Eduardo Prado e o Sr. Ruy Barbosa para avaliar a sua importar cia no Parlamento nacional. nas suas múltiplas.i| I A H J U I Í I . A historia do romance naturalista no Brasil está feita na obra de quatro escriptores: Machado de Assis. Magalhães de Azeredo. em verdade. Alcindo Guanabara. não sabe resolver. Aluizio é o impressionista. obedecendo. reconhecendo embora a sua sinceridade. Se é certo que o symbolismo não produzio aqui um movimento qu& marcasse em nossa literatura. á sua sombra. Valentim Magalhães e Moreira Sampaio. apezar de todas as suas insufficienclas. E ' por aqui que t a n t a s almas descem Ao divino e fremente sorvedouro. Carlos de Laet « muitos outros escriptores velhos e novos que ainda seria licito nomear se não fora o propósito que me impuz de tornar o mais summario possivel o quadro que venho t r a ç a n d o . é suffieieme a t t e n t a r neste de=n'->do Cam'r. dos Anatole. tmiibi-m. Rocha Pombo. quasi aos contemporâneos ou. como umn floração de rainunculos em um tanque de á g u a parada.MS. das mais r a r a s e luxuosas que ostentam as nossas letras. pela sobriedade da fôrma e pela ironia subtil que o approxima da linhagem dos Sterne e dos Swifft. não houve propriamente um movimt-nto seguro e coní. . em um paiz onde a poesia flue mais da ponta dos dedos que do coração. A r t h u r Orlando. de volúpia e blasphemia. O Sr. onde Cru? * „ — BR A S1 — •" — : • . differe do subjectlvismo romântico.NI.as de cada ser. e. u m a escola. Neste caminho encontra-se o thesouro Pelo qual t a n t a s almas estremecem. tendências clássicas. Na eloqüência. de queixa e exaltação.. João Ribeiro e Alberto Faria. Nestor Victor. Aluizio de Azevedo. como aquelle já o fora pelo excesse do realismo encyclopedista. no geral. cujos romances. . de contribuirmos com elementos próprios para o grande patrimônio moral e intellectual da humanidade.NNÜ i A cólera. Graça Aranha.. Vicente de Carvalho. mais impassíveis que os poetas os prosadores do naturalismo. imprime aos seus poemas u m a frescura deliciosa. de transição que deixa a cada um o livre jogo do temperamento individual. E" claro sensível e h u m a n o . todavia. O indi vidualismo dos symbolistas. um dos mais finos poetas da sua geração. críticos. o mais formidável evocador dos nossos scenarios naturaes. são pag. não só pela technica dos seus versos sen. í A i : AMERICA A. Machado de Assis é o psychologo. . Medeiros e Albuquerque. Mario de Alencar. o sensacionista. r/-. resolveu e nnalysou com o paciente cuidado de um naturalista que íosse. na Allemanha. Na poesia. Os estudos históricos. Xavier Marques. se nos permittem. pois. myrto e sempiterno louro. melhor. um lyrista colorido e altamente imaginoso. qu-. r a expressão da sua magua immensa. e cujos romances e •. na communhãc social. que é um pedorc-o descripüiro.o. o insatisfeito. porventura. que se esforçaram. at-sím. Eis porque os historiadores vindouros. u m a das mais consideráveis da nossa literatura. foi o sopro divino com que o Creador anin ou \ sua cie.teira os S r s . a innocencia. como n a prosa. Seu processo literário impressiona pela singeleza e limpidez do estylo. historiadores e ensaístas sobresahem Euclydes da Cunha. um dos mais significativos. em verdade. Neste celeste. não podem ser esquecido? Tobias Barreto. Aquella nostalgia. Júlio Ribeiro é o mórbido. Pelo seu coração falam todos oa corações da nossa r a ç a . philosophicos e scientificos se mult-plicaram. Sem ser um puro symbolista. um philosopho avisado e p r u d e n t e . provocado pela desillusão scientifica dos derradeiros quartéis do X I X século. sonhando.nas coforl-iud. Júlio Ribeiro e Raul Pompeia. A' semelhança do romantismo. Dentre os publicistas. historiadores e publicistas que. Oliveira Lima. Coelho Netto. e dos João Paulo. Entre os prosadores de ficção cujo nome se fixou nestt 1 século estão na UU . uma encruzilhada onde se vão encontrar as queixas dispersas de todos os homens que soffiem a melancolia irremediável da vida. é um retratista admirável. a hypocrisia. firmes. Julia Lopes de Almeida.» tédio. de que j á o grande Goethe se lastimava no fim do século X I I I . lyrico dos mais espontâneos da nossa raça. tem sido. a propósitos de são nacionalismoAs fontes da nossa historia são devassadas com intelligencia * amor •-. representa o symbolismo um movimento francamente espiritualista. . tremula € indeciza. áquelles que se notabilizaram depois do naturalismo. Chegou o momento. Farias Brito. extraordinária. límpido caminho. Elle introduzio nas nossas letras ^quelle horror da fôrma concreta. como expressão literária. que é um dos traços da intelligencia de Goethe e Keats e da sensibilidade de Musset e Vigny. especialmente daquelle» que pertencem á presente geração. cuja bella chronica sobre Felisberto Caldeira está indicando a necessidade de novos ensaios do gênero. aquelle apparece como um ponto de referencia da dôr universal. pela correcção da linguagem. mesmo quando l i t e r á r i a s . p a r a se ter idéa do seu valor. Ronald de Carvalho. Alberto de Oliveira. n a França. são dos mais significativos da nossa literatura contemporânea. por continuar a tradição dos Martins Penna e dos França Júnior.- fcjtlf^l 'ij. H a na sua poesia esse aéreo de vozes. E' por aqui quê" passam meditando. emquanto este se compraz em assignalar as pequeninas tragcõ. . duvida e .üis.«« <• i ommu i i n í n / e dc-ahs uo. Embebedados do sinistro v i n h o . 1E6S p a r a cá se notabilizaram. olvidasse a figura de Cruz e Souza commetteria u m a falta imperdoável.. cuja fina sensibilidade ê digna do maior louvor. segundo parece. o melhor pintoi da vliu sertaneja. d*. Raul Pompeia é o inquieto. o primeiro mais que os outros. 'H Souza pôz toda a magua do seu coração e todas a s duvidas do aou instincto' Este caminho ê cor de rosa e é de ouro Mxtranhos roseiraes nelle florescem. não & pequeno. E s t a é a lição que nos mostra o primeiro século da nossa autonomia politica o m e n t a l . de sermos Brasileiros. a amizade. na Inglaterra. A actividade dos nossos escriptores. e Afranio Peixoto. elle pesou e médio. Quem. trêmulos. estudando a evolução do nosso pensamento literário. Ramiz Galvão. è. todas as tintas e meias tintas ?a illusão humana.! assim iwst/K» luxuosa e rara.. Affonso Celso. tem a visão mobil e rápida e o censo do colorido. dotado C«Í u m a lingua por v-ríes excessiva. aquillo que está mais occulto em nosso coração. . sobreleva a todos pela profundeza de pensamento.ío-i. D.nuado. basta citar ainda o Sr. também romancista e novellista de grandes recursos. na linguagem dos críticos. artista de excellente mão. pela intelligencia que revelam das cousas e dos homens. por isso que. Josfe Veríssimo. cujo longa actividade e cujo prestigio universal honram a nacionalidade brasileira No theatro naturalista mencionaremos A r t h u r Azevedo. Araripe Júnior. românticas ou parnasianas. Os seres virginaes que vêm da t e r r a . Ruy Barbosa. Essa falta commetteu José Veríssimo. Capistrano de Abreu. a p pareceram alguns typos profundamente interessantes.ho da Glorie. Confundemse nelle ou. O symbolismo é u m a dessa-. sem duvida. Cluz e Souza é. nobres reverdecem De acantho. muitas reminiscencias desse mal de viver que. melhor. Folhas augustas. e que a razão. toda.1 ci-uelade. Estamos atravessando um período de i h d e v s ã j ou. sempre corrigida por u m a constante apologia das bellas fôrmas da natureza. Affonso Ariros. os mais reputados folkloristas nacionaes. espirito poderoso de philosopho e artista dos mais altos. os S r s . Sy!vio Romero. repassadas de útn d »•. Depois dos naturalistas e dessas primeiras escaramuças dos ^ m b o l i s t a s . Ensangüentados da tremenda g u e r r a . Não se mostram. todas as duvidas que abrolham do fundo do inconsciente. Rodrigo Octavio. seguro e alerta.

e irra/diára no espirito dos nobres rebellado s de Vieira de Mello. deixando reputação de honradea e operosidade. Ainda nas hostes ledianas. nas sessões secretas da maçonaria e nos conciliabulos políticos. ter-se-ia operado. Fizestes bem. provecto Iatinista. pôs ao serviço da causa brasileira a sua palavra vibrante. com serem elles genuínos expoentes do espirite e do sentimento da nacionalidade nascente. Neste sentido. em 1710. tensão da preponderância. O sangue dos heróes dos Guararapes cimentara os bastiões da nacionalidade.» í-as liberdades. No começo acompanhara v partido liberal chefiado por Ledo. as minhas idéas ! Que ellas. para tomar a postura que as circunstancias lhe haviam suggarido. os intrépidos legionarios de Ledo representavam um núcleo de forças capazes de orientar a finalidade do Brasil. No entanto. senão corrigido. feito conego da capella imperial e eleito deputado á assembléa geral pelas provincias de Minas e do Rio de Janeiro. são inseparáveis de Gonçalves J^édo eomó de Pedro I. chamado o Bossuet brasileiro. Todavia foi grande. O instincto da eloqüência e a paixão da.rasil em 1823. promovendo. luta. sem o engenho singular de José Bonifácio e sem o apoio dos paulistas teriam elles consumado a conquista das no. como também synthetísavam os anseios de libertação. poeta estimavel. O seu posto de combate era o Reverbérq.NUMS. Graças ao instincto de justiça dos pósteros. o milagre da metamorphose do nosso regime político e da estructura social do país ? Não é crivei. representam as figuras imprescindíveis para a unidade da composição do quadro histórico. O nome de Januário passou ainda á posteridade como bom 1< trado que era. Pedro I não teria perjurado e nem tão pcuco o eximio José Bonifácio teria abandonado o quieto remanso de Santos. de 1824 a 1825. e do Diário Fluminense. cheio d® arrependimento por não ter podido resistir á seducção dos adversários de seus primitivos companheiros de. Inclyta trindade Não poderei. companheiros de gloria e de infortúnio. homem de summa sapiência. que na imprensa. onde era o orador d a Loja Commercio e Artes. na tribuna profana. que o envolveu no ódio aos constitucionalistas: é preso no dia 7 de dezembro. no púlpito. sem recursos com que podesse viver no estrangeiro. Sem a propaganda tenaz. foi agraciado com o officialato da Ordem do Cruzeiro. No exilio lembrouse do melancólico sic vos non vobis de Vergiljo. no meio das paixões tumultuosas daquell«ís dias. e lidou sem desfallecimentos e com brilho incomparavel. Nasceu nesta capital ern agosto de 1778. se passou para a bandeira dos Andradas. Ao padre Januário da Cunha Barbosa cabe ainda a honra de fundador do Instituto Histórico. quando D. a obra da nossa alforria tem origens remotas. Porto Alegre. e outros destemerosos patriotas. não chegámos a commemorar o nosso primeiro centenário de vida emancipada sem haver. Modéstia e gênio Januário da Cunha Barbosa é outra personagem insigne da jornada gloriosa. e jornalista eximio. e de modo incontrastavel.' Falleceu desgostoso. mas. onde vivia entregue ao trato dos seus dilectos mineraes e no amável convivio das musas. O A 12 —. ganhou num concurso brilhante a cadeira de philosophia moral e racional. ao menos assignalado o erro de visão ou o dislate inconsciente das gerações que nos precederam relativamente aos verdadeiros promovedores da nossa autonomia. conseguiu desfazer equivocos. andastes acertado unindo-os na mesma homenagem. rematou o se-u . na obra da nossa independência. a sua presença infundia respeito aos mais exaltados. D. que se integrou definitivamente no 7 de abril de 1831. já existia na consciência popular. J a nuário da Cunha Barbosa. Na maçonaria. tendo sido redactor principal do Regulador Brasileiro. A sua penna sabia ser clava poderosa para prostar adversários. Lberdade teriam feito delle um Savanarola da independência se não fosse a sua reconhecida debilidade de caracter. soffre a perseguição de José Bonifácio. como não so comprehende a inclyta legião sem Frei Sampaio. Afastado por inteiro da politica. distinguia-se a sua figura austera e suave. appellidado o Patriarcha da Independência do Brasil. surgia aureolado da gloria in•divisa de ter tornado a pátria livre. foi o escolhido para escrever a representação do Fico. Voltando para o r. fazendo-lhe t» elogio. Num sermão proferido na capella real. e morreu aureolado de santidade. e. Também é filho desta cidade. prepararam a consciência nacional . acorrentado á monarchia absoluta. onde reinava discórdia entre os patriotas. aplacar paixões partidárias e alliciar novas energias para a peleja. no peito indomável de Felippe dos Santos. em 1822. embora muitas vezes combatido pela discordância de idéas. na brevidade deste discurso. Nasceu a 10 de julho de 1780. exclamou: "Oh Deus ! Tu. por motivos que não foram bem apurados. em seguida. como no rythmo genesico da historia. critico. tendo durante 25 annos commentado as máximas de Platão. se espalhem por todas as provincias desto continente e que vão ao longe mostrar os sentimentos do Brasil na época actual. que se effectivou por obra e graça da vontade brasileira. que foram Joaquim Gonçalves Ledo. João VI. dirige. quaesquer que sejam as divergências surgidas entre elles. A sua cella era um cenaculo: ahi adorava a Deus e propiciava aos numes protectores da pátria. A independência. desempenhou notável papel no movimento de 1822. saindo dos pórticos do templo. hoje. Antes de tudo. ardorosa e valente desses paladinos. em 7 de março de 1821. Emissário do Grande Oriente ã Minas. depois.do povo. ou a Sereia do Púlpito. foi nomeado examinador synodal. com effeito. no episódio trágico e sagrado dos inconfidentes de Villa Rica e no gesto heróico dos insurrectos pernambucanos de 1817. se feito ministro do Regente e. senhores directores da Associação de Imprensa. não é universal o sentimento brasileiro acerca do papel deste archetypo da raça. quando se alistou nas fileiras dos conspiradores. os seus talentos. portanto. oppositamente ponderarei que sem a espada principesca do primogênito Ue D. em seguida. Pedro I foi fc. A sua palavra era incandescente. patentear-vos a ex. dessa trindade veneravel de cujo elogio me encarregastes: Joaquim Gonçalves Ledo. E m 1822. naquelle momento de incertezas e perigos. Não seria possível desligar Ledo de Januário. chionista do Império e director da Bibliotheca Nacional em 1M4. em que se fazem esforços para que elle retroceda da mocidàde ao estado da infância. que conheces que o meu interesse sobre a gloria do Brasil não nasce <4Q pretenções nem de vistas particulares e por isso ê merecedor de tua approvação. Depois de proclamada a independência. Por toda parte onde se agitavam as idéas libertadoras. tudo evolve logicamente. Logo depois de ordenado padre. Sabeis agora. para a completa separação e integraram a pátria livre nos seus novos destinos. latentes por toda parte. Fallescu aos 2] de fevereiro de 1846. recolhido á fortaleza de Santa Cruz e. nesta hora solemne e commovente da terra americana. Frei Francisco de Sampaio. Amigo fiel e impávido companheiro de Joaquim Gonçalves Ledo. examinador da mesa da consciência e ordens. historiador infatigavel e zelador das t r a dições do nosso passado colonial. o patriótico franciscano. mas em que a incandescencia nacionalista preludiava o fatal desenlace. intelligente e insinuante. deportado para a França. O monge Hdador Frei Francisco de Sampaio. cavalleiro da Ordem de Christo. este tributo de devoção civica a esses illustres primários da fundação do Império. que tanto ennobreceram ainda a historia intellectual do Brasil. porque. tendo optado pela representação fluminense. autor dos poemas Ntciheroy e Garimpeiros. e esquecido dos próprios amigos políticos. Serviu como director do Diário Fluminense. erudito. o grande cidadão José Bonifácio de Andrade e Silva. Foi pregador afamado da capella real. ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INCLYTA TRINDADE Conferência pronunciada na Associação de Imprensa a 10 de Setem&ro de 1922 Origens da independência A homenagem desta noite deve valer como preito á intangível verdade histórica. E i a pregador da capella real. Acreditaes que se não fossem elles. Januário da Cunha Barbosa e Frei Francisco de Sampaio apparecem como três formidáveis agentes das nossas reivindicações nacionalistas. censor episcopal e deputado da Bulla da cruzada. Até então. o seu ardor cívico. orador dt fama e polpa. a sua actividade e os seus parcos haveres. çado a resignar a realeza. E todos. mas depois. do Imperador.

No dizer de Euclydes. Não t e n h a m o s receio de proclamar esta honrada asserção. VII 5). naquelle maravilhoso momento de. a verdade. que. teu somno eterno. incendido no ardente fanatismo contra os inimigos da nossa soberania e liberdade. evita-se a injustiça de protergar um dos ncmes que mais concorreu para a suo realização. á qual haveria de applicar-se o governo proconsular.ieipe. e. que havia fundado antes mesmo que José Bonifácio tivesse chegado de S. 9 A 1? ANNO I discurso com estas palavras. Decretaram que o Brasil não tivesse unidade politica. quando se inaugurou seu busto. que D. quando este Príncipe se deliberara a resistir ás ordens das Cortes de Lisboa. j á não precisa de tutela: a emancipação das colônias segue urna marcha natural e irresistível. surgiu combatente como membro da assembléa eleito* ' XAI tu cadattt cio Riu uo Janeiro. terra americana. te. Ordenaram que D. . a paixão e •» eneigía lampejando no ideal. procura. aceitara depois o governo de D. João VI no Brasil. E ' a paixão que o impelle para a peleja. e chamar a si o governo. do Império. protesto a V. e que elles farão essa loucura. nem * constituição. lidade. é violência & historia.i os que se habituaram a enfrentar petuar-se também na obr« esquecida de Ledo. Eu nunca serei perjuro nem á religião. ê a separação completa da pátria brasileira da velha metrópole lusitana. O maior fasto da nossa affirmação nacional ha-de per- AMERICA BRASILEIRA foi a fé. o transforma ÍI SS de maio de 132a varias lojas maçonicas no Grande Oriente. adoptando as principaeg idéas republicanas. passando aos olhos dos mofinos e dos retardatarios por republicano ou anarchista. dava fôrma concreta ás sua» nobres aspirações. que foi u m a vasta floração da personalidade humana. uma herdade. M. e adopta o lemma Redire sit nefa». em uma palavra estais perdidos se intentardes uma ou outra ordem de. O Reverbéro traz no seu primeiro numero a declaração de que seria redigido por "dois brasileiros. a adopção do regime constitucional espanhol e defendera^ a permanência de D. Sobretudo. Honrando nelle a grandiosa conquista. " Por fim noutra carta a El-Rei. de Fund. Dorme. a mão cansada fraquejou. prestámos no memorável dia 26 de fevereiro ? De certo não quereis. Essa idéa. que não deve permitt. compôs Gonçalves Dias versos sentidos e harmoniosos. tem que ser forçosamente a gloríficação de Ledo e seus adeptos. que a metrópole tinha sempre seguido por systema na gerencia e administração das suas possessões ultramarinas. e do qual vos querem desviar cabeças esquentadas. que então lhe impunha o parlamento de Lisboa A independência. que nunca serei perjuro. alimentada mais ainda pelo seu periódico o Reverbéro e por outros que creara e espalhara por diversas classes do povo. escrevia D. funda eiic. em virtude Ue seu caracter nativistá.A vala de Januário foi uma pêndula sagrada movida pelo amor da pátria. a que uma cultura bebida nos ensinamentos philosophicos da revolução franceza de 89 tornava mais flexivel. o Reverbéro Constitucional Fluminense.cousas. o jornalista e o legislador. Pedro. Do grande Oriente Maçonico partiram as primeiras vozes e incitações para a independência. é o que juro a V. Naquella epocha de memorável e dura provação. em primeiro lugar. que se tornou depois a columna de fogo da revolução. M. em sessão solemne do Instituto Histórico. que sequer avaliasse em preço mínimo a sua dignidade. Delle se tinhão expedido emissários para todos os pontos e provincias do Brasil. e tinha em seu favor o voto unanime dos brasileiros". que insistia pela servidão colonial do Brasil. com t a m a n h a actividade e com maior fascinação sobre o espirito das massas. ou pretendendo-se reduzir a fundação do Império á figura de José Bonifácio. 1 E. que não hesitava combater arca por arca contra os interesses enthronisados de sua epocha. que posto houvessem muito feito em prõ du emancipação do solo brasileiro. escreve Latino Coelho. escrevendo nesta com o meu sangue estas seguintes palavras: Juro s?r sempre fiel a V. temerário e insub misso. "As cortes de 1821. que nos ameaçava com "os leões e os cães de fila" do reino. estais enganados. 15 d t setembro de 1821. possuía o orgulho de se sentir o "homem novo de uma pátria nova". fescrev-iü. consome e illumina. teve a força de um verdadeiro ideal de vida. e legislaram a abolição de todos os tribunaes. que s t mostrava infenso â que se rompesse o vinculo politico entre a colônia e a metrópole. e impellida a cadcnciar entre a modéstia e o gerio. era desde este ponto u m a justa represália ás determinações do congresso portuguez. como a s aspiravam os seus adversários. empregava-a Ledo contra os ministros. Quando ainda o PríncipeRegente se oppunha á grande obra dos patriotas fluminenses. presidida por D. contradictorias com o principio da soberania nacional. A gloiificaçâo da Independência. Ninguém batalhou com provido cuidado.. a conquista do trefego príncipe. que era a única origem do seu poder. não proclamavam nem realizavam na administração publica ideas liberaes. encarregados de promover e expertar os ânimos dos povos contra *> jugo português. nem ao rei. sujeito immediatamente ao governo da metrópole. possuindo o enthusiasmo da peleja. a todos os antl-constltuclonaes * * ' m a s c a r a d o s . que tinha o privilegio das definições e das syntheses. constituira-se chefe do partido denominado liberal. Paulo em janeiro de 1822. porque a minha honra e a delia é maior que todo o Brasil. nem conseguirá. de 30 de abriu de 1821. surja o teu busto Austero e glorioso.çãa e á constituição portugueza. como intenso clarão.. u m a feitoria portugueza. gritava "Que d«-lirio 6 o vosso ? Quaes são os vossos intentos ? Quereis ser perjuro ao Rei e á Constitu'ção ? Contais com a minha pessoa para fins que não sejam provenientes e nascidos do juramento Que eu. Persistindo nas doutrinas de liberdades políticas. a.' O trefego príncipe O ardiloso plano do estrenuo lutador abrangia. que põem de manifesto todos os seus actos. a cada. M. pleiteava. Num do» artigos. sabeis "ia' 8 que declaramos guerra desapiedada e cruelissima a todos os V&~ turbadores do socego publico. "O Brasil j á entrou no período da sua viri. como se fosse possível continuarmos sendo uma granja. Pedro saísse desde logo do Brasil. e dizem-me que me quorem aclamar Imperador. Pedro.QU« já tendes parte. Pedro II. O apparecimento do pariodico despertou o maior enthusiasmo. Mas sobre a lousa do sepulchro humilde. que jamais forças humanas podem retrogradar ! " Ledo. d na. Vinda em 4 d« outubro de Í821. e de bôa fé mostrara prestar-se á obra da independenóffgj nacional. se não sèguirdes o caminho da honra e da gloria. E ' o sacro fogo que o agita. escreve P e r e i r a da Silva (Hist. estais illudidos. liberal e progressista. "e acerescentava. o ardoroso campeador. sabei o q u t vos declaro em nome da tropa e dos tllh0« legítimos da constitu .M MS. qu 6 os cavallarianos portuguezes dissolveram com violência. que vivemos codos unidos. "recorda um girondino desgarrado em nossa t e r r a " Apparecau.. poderia acceitar humildemente as ignominiosas condições. o seu pensamento cardeal. sobre as paginas Da pátria historia. com a emphase que lhe era tão natur a l : "queriam-me. que nunca lhe perti falso. temperamento combativo e intelligencia scintillan. amigos da nação e da pátria'-. Inda a vejo pendente. a quem repugnava abertamente a dominação absoluta exercida no Brasil pela metrópole. nossa historia. e tomado conta do poder. i. emquanto outros transigiam. sem que os outros sejam lesados na menor parcella do que lhes pertenct. que. o o lemma da sua bandeira. Perfil de um girondino Joaquim Gonçalves Ledo foi o paladino extremado da facção libertadora. nelle se confundiam o tribuno. que se constitue órgão activo dos idéaes emancipadores. urna das quaes propuzeram como governador um general. Ledo avulta cada vez mais para a immortalidade. dirigindo uma proclamação ao» fluminenses. . ção. Nenhum paiz. tropa e constitucionaes. Sabeis em que situação violentíssima se achava o país com a ameaça permanente da metrópole. Repartiram o seu vastíssimo território em provincias. Democrata. Desde os começos da luta. mas escondendo os seus loiros na coroa do primeiro Imperador. com Ledo â frente d09 exaltados. obstinavam-se em considerar o Brasil como colônia. acima de todos. com mais ardente patriotismo. pois. e levantava no país u m a agitação crescente. portanto. João VI havia inaugurado no Rio de Janeiro durante a sua larga residência nu. Absorvendo a influencia do grande Oriente Maçonico. ó lutador. pendeu-lhe. transfiguiado e victorioso pelo influxo do seu espirito. anlmando-lhe a vaidade e suggerindo-lhe a rebeldia. com J a n u á r i o da Cunha Barbosa. com que imaginara libertar o país. Pedro ao pae: "A independência tem-se querido cobrir commigo e com a tropa: com nenhum conseguiu. que vaiem por um formoso epitaphlo: . guerreando fortemente os ministros José Bonifácio j e Martim Francisco. datada de 14 «*» . retardavam a conquista plena das nossas liberdades e mascarava propósitos reaccionarios. en. Nascido nostn cidade aos l i de dezembro de 17SL e tendo cursado a Universlchj^ de Coimbra. onde gravou seu nome Tarjado em letras d'ouro. O Reverbéro Vejamos o í-yclo luminoso que descreveu o herót. e foi um dos que melhor comprehendeu a realidade brasileira. vam Ledo e seus adherentes a t t r a h i r p a r a elles o Pri. divulgado com fanático desvelo. Focalisado de accôrdo com a verdade dos factos. que lhe confiara D. mas serei depois de eu e de todos os portuguezes estarmos feitos em postas. que terminavam assim: V. Como na vida foi. A 6 de outubro ót 182i.

com a collaboração du Januário. como não se ignora. por q u e a minha obrigação é obedecer cegamente. Príncipe. A Câmara. Varnhagen diz que não s<3 não concorreu ella para a resolução do Príncipe. adeante o templo da immortalidade" Ainda graças aos esforços e â habilidade d>> Ledo. perante os homens e perante Deus cum solenine juramento que não queremos e nem desejamos separar-nos dos nossos caros iimãos le Portugal" Não penseis. offereceu-lhe r:«" dia 13 de maio e em nome do povo o honrosissimo titulo dé Defensor Perpetuo do Brasil. ohronologicamente. o teu nome. e AMÉRICA BRASILEIRA creio que não é necessário adduzir vdocumentos. a 2 de Junho seguinte. e sobre ti. a que D. ê de sua lavra. Na falia do orador da depuração de S. lhe desvendara os horisontes. ou cumpre apparecer entre ellas come rebeldes. e. Este documento . os olhos. <?. como se crê que tenham mudado de opinião ? Qual outra lhes parecerá mais benr fundada que a sua ?" E terminava. No dia 20 de maio. e. foi feita por José Bonifácio. repulsa contra a ferrenha politica portuguesa. Pedro virtualmente reconhecia a independência do Brasil. não era a independência que queria: ambicionava ser imperador: Espirito aventuroso. o apaixonado e vehemente agitador pela emancipação da pátria. mas ainda. em abril. sabemos. . dirigiu a 9 de janeiro de 182. s ou menos feito. entregue três dias depois por José Clemente Pereira. porque "de outra fórm-i o ameaçado rc. afim de ver se posso. e são espíritos fortes e poderosos. general Nobrega e outros. " E s t á escripto no livro das . desde que foi chamado para o Ministério (Hist.! ao Príncipe para que continuasse no país. a mensagem de 9 de janeiro de JV22 appareceu. em nome do povo. outorgada pêlo povo". Senhor. após a expulsão na véspera das tropas lusitanas. e. Ha quem reivindique para S. numa carta publicada no Correio Brasileiro em fins de 1822. mas escripta por Ledo. a Câmara lo Senado. f. tendo Ledo e Januário redig : do o discurso que pronunciou José Clemente Pereira na solemnidade. só foi apresentada depois da resolução tomada pelo Princip<. As cortes de Lisboa. e é de eterno vinculo para a monarchia em geral. aconselhando Príncipe a annuir a todas ás exigências. os quaes para esse fim enviaram •-missarios a S. tanto mais que o procedimento das cortes se tornara inconciliável com a hombridade brasileira. A natureza não formou satellites maiores que os seus planetas.npímento de independência c anarchia parece certo e inevitável" O episod'0 do Fico vem a ser por isso o primeiro grande marco da pacifica epopéa nacional. passaram a ser "facciosas. convocando a Assembléa Constituinte e Legislativa que é. Príncipe. mas uma intimativa. horrorosas.lha Despertador Brasíliense. inspirada pela Maçonaria. não eram semente oppostos á independência. é elle ainda que apparece no dia 3 de junho falando imperiosamente em nome do conselho de procuradores ao Príncipe. correspondesse outra dignidade de emanação democrática. e nelle. Foi surprehendente a radical transmutação d alma que se operou O Fico De Ledo partiu positivamente a iniciativa da cale rosa e solemne representação que. nada: não queremos nada" Naturalmente. que a propaganda obstinada. Rompa-se a nuvem que encobre o sol que deve raiar na esphera. e receioso de que elle viesse a desfallecer. Nelle dizia-se claramente ao Príncipe que a partida de S. senão também convictos partidários da união dos dois reinou sob a mesma coroa e dynastia. e especialmente o. dizia-se: "Será possível que V. af firma-se cathegoricamente. affirmava solemnemente: "Sem embargo de todas estas vozes eu me vou apromptando com toda a pressa e socego. outorgada pelo monarcha. por não dizer em todas ellas ? Acaso os cabeças. deve-se. não dosprezes a gloria de ser o fundador de um novo império. a Europa á Europa: porque não debalde o grande architecto do universo metteu entre ellas o espaço immenso que os separa O momento para estabelecer-se um perdurarei systema. R. A rigorosa representação fluminense ficara assentada antes de < ' !-* de dezembro de 1821. brasileira. quando se apercebeu. deixando de cumprir os opprobiosos decretos das cortes constituintes de Lisboa e a ordem do Rei. Pedro obedeceu. que havia conseguido a adhesão de José Clemente Pereira. bom português. digamos de caminho. A. como uma necessidade impreterivel. desorganisadoras.Andradas. ao mesmo tempo fomenta manifestações populares ao Regente e pelas columnas do Reverbéro continua sua obra de seducção. Paulo e de Minais. que se reuniu mais tarde. so lê: "Nós declaramos. apoiada nos brasileiros. ou como homens livres e dignos de o ser. porque se achou prudente assegurar-se do apoio de S.000 pessoas. e a independência do Brasil. e para o qual foi elle eleito pelo Rio de Janeiro. a iniciativa partiu dos patriotas do Rio de Janeiro. a qual. no circuio maçonico e nas entrevistas com o Príncipe. em que dava conta da impressão produzida pela noticia do procedimento das cortes. do Reverbéro e da M'üa<n«tn. estava completamente dominado pelo espirito revolucnonario. individualmente cabe a José Joaquim da Rocha. que era maligna. da Ind.. A. e exclama: "A independência. ao mesmo tempo que se delinea o programmá do Brasil novo. porém. e sustentava de bôa fé com a família. e ignominiosa perda para Portugal: '• Triunipha e triumphaiá a independência brasileira. " Aconteceu. o mais eloqüente orador sacro da época e adepto do movimento separatisia. a representação ao Senado da Câmara. com o animo de um simples aventureiro. como devo cumprir tão sagradas ordens. nda que perca a v i d a . senhor" Não differe o tom da fala de 2!. deixando escapar aquelle ensejo. com a regência do Príncipe. o conselho de representantes fez madrugar o acto de 3 de junho. As nações do universo têm sobre nôs. Pedro regressava da sua viagem triumphal a Minas. desafoga em acerbas palavras o desgosto que trazia lacerado e offendido os brasileiros. machiavelicas. entregou-se o Príncipe nas mãos dos patriotas do Rio de Jane ro. O Brasil no meio das nações independentes.a fr. Faulo a prioridade «lo movimento. hostilizando-o. no entanto.celebre resultou da explosão de protesto e d. ter o Príncipe Regente creado e convocado a 16 de fevereiro. Ledo hão perdia o ensejo de incitar o joven Príncipe. que intervieram na explosão de 1817. para estabelecer os seus governos. imperioso nos caprichos e desbragado nas proezas. apostrouphou ao Príncipe nestes termos: "Príncipe. o que vale dizer Ledo.. as nações todas têm um momento único. atrás fica o inferno. depois. hediondas e pestiferas" A causa. sem forças para defendel-o. preparada e desenvolvida por Ledo nas columnas do seu periódico e principalmente no seio dá maçonaria. A America deve pertencer á America. o Conselho dos Procuradores Geraes das Provincias. por recôndita ambição e coagido pelas circunstancias daquele difficil dilemma. justificando a convocação da assembléa geral das provincias do Brasil. "para que á dignidade de regente. não pode conservar-se colonialmente sujeito á uma nação remota e pequena. é innata nas colônias. agora está prompto a perjurar e exclamava: "De Portugal nada. expiraram j á ? E se existem. no mesmo sentido. que ciam sabias e respeitáveis.. que tal ^jmpromisso figurava como emphaso para effeito no momento: era uma declaração para rebater as tendências que lavravam na op ! niáo geral. não queria ainda a independência. em continuas dísaenções. a ainda menos para conquistal-o. em nome da Câmara •> do povo. declarou que. endereçada ao Príncipe no mesmo dia. antes de tudo. pronuncia uma fala em nome do povo fluminense. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e á tua posteridade. poi essa suspeita. que jurará fidelidade. que. Animado com o gesto com que D. como a separação das famílias o é na humanidade. presidida por José Clemente Pereira. O Brasil de joelho te amostra o peito aberto. em 26 de Janeiro. inculto. Antônio Carlos. O Rubicon passou-se.feita em termos humilhantes eu vagos. "as idéas antidemocráticas nelle enunciadas fizeram com que muitos liberaes começando ptlo deputado Barata. com velleidade de façanhas cavalleirescas. ou a morte nos ha de custar" Elle. á vista da arrogância das tropas de Avik«z. "porque fora rscripta muito depois de correrem no Rio de Janeiro os artigos. e ligar todas as partes do nosso grande todo. conceituassem de retrogado o conselheiro José Bonifácio. a significação histórica da independência. que reconduzir Sua Alteza Real. parecia-lhe sagrada. é este. 132)" Além do mais. ma . que era o centro da conspiração. políticos obstinados e homens renitentes. Ao beneme rito republico pertence a gloria desta inestimável conquista. Assignado por cerca de 8. em que. . Paulo. é de utilidade a Portugal. não era uma petição. amigos e principaes brasileiros a conveniência da união do Brasil com Portugal. que um partido republicano. nas assenbléas populares. Ora. gravado em letras de diamante. em virtude do ser datada <le 24 de dezembro de 182] a i/iensagem em que a junta provisória pedia a D Pedro não abandonasse o país.. e quem indicou para redigi-la a Frt-i Sampaio. no sentir doa mais abai isa dos políticos. em essência. e era datada de 29. No numero de 30 de abril. a pedido do Senado fln C i m a r a e do povo do R''o d e Janeiro. existe semeado aqui e atf em mu'tas das provincias do Brasil.no dia 9 de janeiro. a .*-A 12 \Ni\0 f tfefcembrb do mesmo anno. na imprensa. leviano e fácil. Paulo. que não torna quando escapa. ignore. quando D. e assim o pede a minha honra. rasguemos o véo dos mysterios. e escrevera com o próprio sangue o juramento. os paulistas e os . Significação histórica da independência A' influencia de Ledo. seria o decreto que teria de sanecionar a autonomia do Brasil: "O povo do Rio de Janeiro julga que o navio. appartcerã sobre o Tejo com o pavilhão da independência do Brasil" Na fala de Jo-é Clemente.n\ s*-gundo logar. sem duvida. No discurso de 20 de maio. por ultimo. Quere •? ou não queres? ResoWe. intelligente e diuturna de Ledo. provavelmente.

emquanto não assumir um caracter pronunciado. a assistência ao trabalho intellectual. não pode convir que dure por mais tempo o estado em que está. As leis. . entenderam os patriotas. para a manutenção da integridade da monarchia portuguesa e justo decoro do Brasil". que se devia realizar mediante eleição indirecta e por provincias. R .. em larga digressão. o brigadeiro Luís Pereira da Nobrega * João Soares L. e reconhecendo os direitos de que tinha o país de constituir "as basies sob que se deve dirigir a sua independência". vedes. separação.ótica e envolvia a declaração de independenc. um hymn? ardente em que todas as vozes do Brasil reboam como um coro de trombetas heróicas e victoriosas. o mysterioso. sem ser por ella ^ r r i b a d o s apressaram-se a escrever n a própria representação de I*do. de 28 de desembro de 1833. Ao mesmo tempo era. com o conselheiro Andrade á frente. a gloria de V . embora figure officialmente firmando o decreto.a. outro grito que nao se. E' deste principio indubitavel que devemos partir: as leis formadas na E u ropa podem fazer a felicidade da Europa. .Dizia mais. e desconfiados de que a metrópole entrasse em concerto internacional para melhor impor seus funestos desígnios. sem demora attendeu ao pedido. que não sô José Bonifácio. Sabe-se. Quanto ao ma . faça convocar. emquanto não proclamar os direitos que tem de figurar entre os povos independentes? E qual será a que despreza a amizade do Brasil e a amizade do seu regente? E" nosso interesse a paz: nosso inimigo só será aquelle que ousar atacar a nossa independência. mento da iniciativa. despeda pela revolução de 1821 e pelos decretos subversivos das cortes boStas. A . direitos. requerendo-me a defesa de seuss. com a maior brevidade possível. José Obes. que eu agora j á vejo reunido todo o Brasil em torno e mim. Formem todas as nossas provincias. sem reticências. A . Qual será a nação do mundo que com elle queira tratar. ouvir o nosso requerimento: pequenas considerações sô devem estorvar pequenas almas. a disseminação do ensino.sua independência. Pedro. e. E terminava o. e a sua indep e n d ê n c i a . inimodiatamente. A. ser o systema americano. que o Brasil deve passar hoje (oh! grande dia!) * . que.sbôa redactor do Correio do Rio. por assim o nao pensarem. o pensamento dominante do audaz e brilhante contender dos Andradas é a separação completa. que as cortes de Lisboa forçaram as provincias do S\>^ do Brasil a sacudir o jugo. R . Os governos que ainda querem fundar J seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos. mas nao a da America. defendendo o Brasil contra a humilhações. O encarregado dos negócios da Áustria. Do Amazonas ao P r a t a não retumbe outro écho. Josc Clemente. "Não se esqueça entre vós. e provocou o mais forte enthusiasmo. pela eterna razão das cousas. a refor: mação das leis penaes e do código militar. 1. presas de grande inquietação.^ União. que suppunham orgulhosamente poder recoloniear o e r e s t a u r a r o odioso governo proconsular. não concorreu p a r a essa medida. as constituições. u m a assembléa geral de representantes das pro. desilludidos desde muito das cortes Diz Varnhagen "que estremeceram os ministros com a audácia das proposições proferidas por Ledo. n* fala do conselho dos procuradores. realisando a. começava-se assim: "A salvação p ú b i c a . substituindo o amor do bem o de qualquer providencia ou de qualquer cidade" Ledo. e a mantença » sua liberdade e independência" Depois de. O primeiro datado de 1 di Agosto é de Ledo. que começava a perder a confiança das províncias.pia e pronunciada por l. O Brasil quer . decidiram endereçar em nome do povo um manifesto ao Príncipe. e não os povos para ellas. Ledo foi um dos deputados eleitos a Constituinte pela cidade e província do Rio de Janeiro. cerrando-lhe os P ^ decentralizando-lhe as províncias. ou sobre antigos erros e abusos. todas as instituições humanas são feitas para os povos. com ser arrojada. ha-dc cumprir-se queiram ou não queiram os mortaes. de convocação da assembléa. Ora. pedindo a convocação da Assembléa Geral do Brasil.AMÉRICA BRASlleiRA XI MS. Ledo. tarefa que se confiou a Ledo. dirigisse o Príncipe um manifesto ao povo brasileiro e outro ãs nações amigas. ficou resolvido. porém. fossem governaúos á p a r t e . Desappareçam uma vez antigas preoccupações. Ainda hontem éramos escravos Hoje somos livres" Redigidas com promptidão as bases do manifesto. enquanto da redacção do de 6 se incumbiu o próprio José Bonifácio. no intulto de esclarecer a opinião publica. junho Fo! mais longe Abertamente declarou. dinheiro e armamentos para a proclamação de u m a republica das provincias do sul. H A 12 — ANN<» ' Leis Eternas. O príncipe estava na supposição de que u n h a m o s entendimentos com Buenos Aires e que esta nos forneceria homens. O Príncipe. que lhes preparavam. manifestou-se hostil aos promotores. de que era prova o decreto de convocação da assembléa geral. vincias do Brasil". pretendendo-se "que o Brasil e P o r t u g a l formassem dois Estados differentes. reconhecendo o estado de effervescencia popular e a impossibilidade de se o p p ô r n o m a i s mínimo a torrente. o decoro do Brasil e a gloria de V . procurador geral da província fluminense: "Ao decoro do Brasil. e o Príncipe intitula-se então o defensor da independência das províncias brasileiras.incontestavelmente. Januário. Temendo que a revolução iniciada com t a n t a felicidade viesse a fracassar com os actos arbitrários do Ministério dos Andradas. Foi. »" toriar os eventos principaes da luta e a p o n t a r as causas determ nantes do procedimento do Príncipe. em nome do povo. que nenhuma força pôde q u e b r a r . exasperou-se e foi preciso muita astucia e até energia e opportuna ameaça de revolução no sul para conseguirmos vencer a m á vontade dessa gente. de 3 de junho. expondo ns acontecimentos que agitavam o Brasil. a postura da regência. é conh* Ma a resposta sibyllina de José Bonifácio: " F a ç a m o que quizerem n a intelligencia de que. taes como a autonomia das provincias. mandava dizer em officio de 10 de Agosto que esse papel formava o complemento de quanto apparecera desde janeiro e definia muito claramente. têm de vêr o colosso da sua grandeza tombar da frágil base. E r t e decreto é a nossa independência. Silveira Brasil. era profundamente «*< i. e que o publico acolhera favoravelmente as razões expostas. como. um canto de alvorada. os vexames e as providencias iníquas das cortes por tuguesas. escr.sim a condensação das theorias ou idéas políticas do seu autor. que com ella se conformavam. em sentido mais humano e com distribuição g r a t u i t a da justiça.. começou a proclamação com u m conceito bebido nua dos impressos famosos da Revolução Franceza e adaptado As circunstancias p a r a produzir o maior effeito. como reza o decreto. esse documento enérgico de alto patriotismo. ao mesmo tempo que concorreria p a r a remover todas as suspeitas e equívocos que cada dia tomavam maior vulto e satisfaria ás aspirações dos brasileiros. R . lista das nações livres: ê decreto do arbitro do Universo. lavrado no mesmo dia. será um estado de coacção e de violência. que nenhuma leitura prévia havia feito da mencionada representação. conta nestes termos o occorrido: "O ministério. Digne-se pois V A R. no próprio dia da petição. O manifesto de 1 de Agosto de 1823 Vencida afinal a resistência de D . To con arío do que assevera V a r n h a g e n ..õdo. Z haveria de "enforcar todos os constitucionaes n a Praça da Constituição". qua} um girondino. unida e^ in ^ solúvel. " E s t a acabado o tempo de enganar os homens. assi enada j á por seu companheiro (Azeredo Coutinho) e por Obes £ £ .. o padre João Antônio de Lessa. O manifesto ao povo brasileiro é um eloquente panegyrico da t e r r a natal. O systema européo não pode. deputado da Cisplatina). conforme instrucções que o ministro José Bonifácio baixou no dia 19. . extlnguindo-lhe os t r i b U n * ^ | W supprimindo-lhe os órgãos administrativos. direitos inauferiveis para estabelecer o seu governo. considerando-o "necessário e urgente. conforme se lê nas Reminiscencias do Império. ministro do reino desde 16 de janeiro. como único meio de manter a integridade das províncias. sobre que se erguera outríora. como consigna o Marques de Z u c a h y no artigo do Correio Official. e terminantemente: "O Brasil tem . calando-se a facção portuguesa por perceber que o governo nacional robustecera com suas francas declarações. a instituição de u m systema de impostos que consultava os interesses da lavoura. reunido sob a presidência do Príncipe Regente. Eis por que conseguimos o decreto da assembléa constituinte. pela bocea do Regente. concíta os brasileiros a formarem a nação. um vasto p r o g r a m m á capaz de dirigir e ill» minar o país no momento critico de sua evolução. que impedir a sua marcha a nenhum é daao" Por fim.ue na seja Independência. a integridade da nação. ou melhor. elaborado ainda por Ledo. que lhe daria um grande império. A origem deste decreto explica-se facilmente. Marschal. urgem e imperiosa. pois que traçava reformas liberaes. associava a aa independência ao principio da unidade nacional. monte commandam que a V. foi por ass-rn pensar. quo aliás delle não deviam esperar tolerância. e nesse mesmo dia foi lavrado o decreto de convocação O deputado Obes. tendo cada um no seu seio a sede da administração suprema e a sua capital" Ledo. deste acto e da sua demissão no dia 28 de outubro se originaram a s violentas perseguições e as impertinentes represálias' de José Bonifácio a seus antagonistas. muito ao contrario. d a r ao governo conheci. ao contrario do que affirmam pa"^ gyristas e acerrimos defensores de José Bonifácio. instam. da industria e do commercio. afogando ja no animo insoffrido a independência da terra. q. sempre que o tentarem. nem convém a p r e s s a r nem i n i p ^ r a convocação da assembléa g e r a l " Não se contentou o ministe da Regência com a recusa do apoio ao decreto de 3 d . que necessariamente produzirá u m a reacçao terrível. lê-se. Ahi.

Incarnação de Guatimozin No intuito de prender cada vez mais D. Pedro. com as suas arbitrariedades" que se chamassem ao grêmio da união politica aquellas provincias irrequietas cuja adhesão ao novo systema não fOra ainda decidido". fiel a seus sentimentos monarchicos e unionistas. que este se deu por existente'. Pedro 1 e se viram os Andradas alçados á culminância. porque "peccava por extenso. Lembra que a devassa foi. sustos e anarchia" O seu "furioso horror" a quanto cheirasse a "princípios anti-monarchicos" e a sua virulenta desestima com que via os que elle e partidários capitu • lavam de "carbonaríos". no dia 20 de> dezembro. afinal. contra a "facção oceulta e tenebrosa de furiosos demagogos e anarchistas" que "ousavão temerários. Na Assembléa seguinte. Ô Á 12 — ANNO I ás nações estrangeiras. pelo qual sempre se batera o redactor do Reverbéro. dar pela attitude de manifesta parcialidade adoptada por D. alentára-o implicitamente a influencia prepon. que fez o seu irreconciliavel antagonista pagar bem caro •ssa nobre e felicíssima conquista. Sua questão era não com o império: na sua representação a D. nessa mesma noite é iniciado no primeiro gráo. Varnhagen. commentando com o seu esclarecido bom senso de historiador. que "era tudo. que não desejo cortar os laços de união e fraternidade que devem fazer de toda a nação portuguesa um sô todo politico. dos gentis homens da sua câmara e da guarda de honra. mas. Oliveira Lima. a cláusula de submetter-se D . mandou-se proceder a uma devassa. Pedro tomou posse do cargo de grão-mestre. creatura invejosa. na sessão de 9 de Setembro. á constituição que formulasse a assembléa constituinte. escreve o autor do Movimento da Independência. Pedro. subordinada aos princípios de uma monarchia reaccionaria. as boas disposições em que se achava o povo brasileiro. fértil e poderoso Brasil. Joaquim Gonçalves Ledo. Ledo até aventa que "os povos querèin ser bem governados e não se importa n com fôrmas de governo". José Bonifácio daquellas funcções e empossando-o no cargo em sessão de 4 de Outubro com as solemnidades de estylo. a 2 de novembro. Assirm pois. segundo denominava os" ajuntamentos populares promovidos contra elle e seus amigos defronte da casa onde se reunia o senado da câmara. dado razão ao leader democrata. reclamada pelo próprio Ledo. condemnando a estranha sujeição em phrases mais cortezãs que philosophicas." o procedimento de José Bonifácio. em um enérgico discurso. e José Clemente. nem para cobrir os conspiradores. o insigne companheiro de Humboldt e sábio de t a m a universal. com a visão definida e intransigente de um futuro democrático p i r a a pátria Ledo e seus partidários combatiam o despotismo dos Andradas. estava formado com o acto da convocação da assembléa constituinte. e bem assim a proposta de serem enviados ás provincias "emissários encarregados de propagar a opinião abraçada. obteve do príncipe desasizado. o rico. desafia seus perseguidores. bem organizado". foi . a. com o substitutivo do brigadeiro Alv?s Branco no sentido de ser acclamado imperador do Brasil. e dispor os ânimos dos povos á esta grande e gloriosa obra. que tanto amesquinha ou desdoura a sua obra d e estadista. escreve o autor da Historia da Independência. ameaçado de encarceramento e também de morte. antes de qualquer procedimento judicial. mediante Juramento. destituindo-se. dando todas as providencas ao seu alcance por meio de seus membros para ser levada a effeito em todas as provincias.perseguir áquelles mesmos sem cujo concurso a emancipação se não teria realizado. mostrava elle impavidez physica e moral não se deixando acobar. "dirigira do solio um enérgico e fundado dscurso. fez sentir. convidando-as "a entrarem em relações diplomáticas com o Brasil. enquanto muito s o u t r o s ' eram recolhidos ás fortalezas. o padrão de nossa independência. e. Paulo " p a r a accommodar as dissenções internas que a agitavam e derramar sobre aquèlles povos o balsamo da consolação e da tranquillidade". redigida e assignada por Ledo. conforme a lei. que a presidira no impedimento do grão-mestre José Bonifácio. pelo desrespeito ás formulas e principios constitucionaes. sendo proposto o seu nome na sessão de 2 de Agosto. logo n o " primeiro mez do Império. José Bonifácio. não para conhecer se o crime existia. pronuncia-se deste modo sobre o assumpto: "Como convinha illudir o povo com as apparencias das formalidaes da lei. Tanto fezo vencedor que. demandavam e exigiam imperiosamente que a sua cathegoria fosse inabalavelmente firmada com a proclamação da nossa independência e da realeza constitucional na pessoa do augusto príncipe. então no poder. que é de 12.! pressa os acontecimentos de 1823 e 1824. O próprio grito na coluna do Ypiranga.. machiavelicos" e foi muito censurado" Nesse documento. durante os treze annos de regime absoluto. oriundo do temperamento impulsivo e theatral do príncipe rebellado contra o 'lesplante das cortes. foram proscriptog. fichava que elle era quem tinha razão de insurgir-se contra praticas anarchistas do s detentores da autoridade. tendo estes três embarcado no brig|ue francês La Cécilé. mas que era do minado pelo animo rancoroso e vingativo de Martim Francisco. approva a viagem do Príncipe á província de S. Requerendo uma acção criminal. manifestadas por seus actos de adhesão á augusta pessoa do seu defensor perpetuo e que. Consta das actos do Grande Oriente que. lavrada no Senado da Câmara. no mesmo dia em que foi reintegrado no cargo de ministro. na reunião de 4 de outubro. externou conceitos que não posso deixar de aqui estampar. a proposição de Ledo é approvada definitivamente. "aproveitando o enthusiasmo geral da assembléa. porque a pena lhes foi imposta e executada antes da culpa pronunciada. Afinal.versarios.exprobação contra os ad. cumpria que também a tomasse na acclamação do seu monarcha. tendo.NUMS. que estes se deram por convencidos. Ainda coube ao Grande Orienta a providencia de inserir-se na acta da proclamação da Independência e do Império. occultou-se em Nictheroy. foi a mesma approvada. redigido por José Bonifácio. Ledo promoveu a sua entrada para a maçonaria. em que se procurava consolidar o Império nascente e dar-lhe leis liberaes. perpetuo defensor do Brasil. o general Luiz Pereira da Nobrega. ou antes para tapar a bocea áquelles. que acabava de ser ministro da guerra. que era a representação mais fascinadora dos idéaes libertadores. sem que tivessem podido tomar parte na assembléa constituinte. em desaccordo com Ledo e os que pugnavam tenazmente as suas idéas. em que D. resolvido que a ceremonia da acclamação civil se realizasse no dia 12 do mesmo mez. abusando-se dos epithetos insultuosos de "hypocritas. mas Januário da Cunha Barbosa. não se haviam de pôr dezoito dias depois a conspirar para destruir a sua obra. portanto. sendo o Grande Oriente a primeira corporaeão que tomou a iniciativa da independência do Brasil. AMERICA BRASILEIRA A Bonifacia Assim que se celebrou solemnemente a 12 de outubro a acclamação de D. afim de ser apurada a sua condueta. e não rei. a obsedante preoccúpação de José Bonifácio. como consta da acta de 13 de agosto do Conselho do Estado. não de caracter democrático. queria elle uma independência. menos um documento diplomático". Por fim. contra os propósitos roaccíonaríos de José Bonifácio. completado com o gesto romanesco da espada núa. a que a actuaçâo indomável e febril de Ledo emprestara o caracter de um movimento revolucionário. p a r a a França. Afinal. valendo-se de todos os processos para domar e reprimir os ímpetos dos ardentes patriotas. intratável e maledica. Ledo e as victimas da devassa regressaram ao país no anno seguinte. a prisão e o exilio de tolos quantos [ haviam preparado o movimento da independência. calumniar a indubitavel constitucionalidade do augusto imperador" dessiminando "desordens. cuja volubilidade politica não escapa á observação dos estudiosos imparciaes. na representação que dirigiu a D. de instaurar o monstruoso processo. a pagina 361. por intolerante naquolle momento de emergência. em virtude da sentença da Relação de 4 de julho e depois que José Bonifácio deixou de ser ministro. derante de Ledo sobre o espirito do moço regente. o transviaram lastimavelmente. demonstrando com as mais sólidas rasões que as actuaes políticas circumstancias de nossa pátria. exhibirem o "corpo de delicto sobre que assenta sua nojosa e negra ineúlpação a tal respeito" e é clara e terminante a. elege-o grão-mestre. promovido com finalidade irresistível. embora attribulado pela s injustiças e malquerenças dos inimigos. e por falta de moderação e conveniência e demasiado phraseado. perante Deus e á face de todas as nações amigas e alliadas. brado que parece expontâneo. que se tornaram intoleráveis ao seu altivo temperamento. ' nem finalmente para os punir. Com effeito. á frente dos couraceiros. Pedro á causa brasileira. refulgindo ao sol. em quem apoia o autor citado. Pedro para com o seu ministro. . acclamando-o rei e seu defensor perpetuo. Pedro. seu secretario. mas somente para enganar. p a r i ser dirigido aos governos estrangeiros. fez o Príncipe dizer: "Protesto. Tratou. "Ledo. facciosos. em seguida. conhecido por Bonifacia. o grande primeiro vigilante Joaquim Gonçalves Ledo. com o maior machjavelismo. : Armitage. e presta juramento sob o disfarce de Guatimozin. Logo que voltara ao Rio. emigrando dias depois para Buenos Aires. O bom senso aliás indicava que os mesmos •jue a 12 de outubro tanto s e tinham assignalado na acclamação imperial. na forma prescripta pela lithurgia da Ordem. um systema draconiano que não existira antes." Discutida a proposta de Ledo. tendo de. Isto feito. e firmando a realeza na sua augusta dynastia. impedindo. como por exemplo as "assembléas tumuituarias". O cne^e do partido liberal fluminense.que falavam nas formalidades legaes" Varnhagen escreveu que José Bonifácio iniciara.

e seu labor politico representa uma série completa de ferocissimas represálias e cruentas iniquidades. vitalício. embora glorifiçado. consocios e contendores. João VI no Brasil fora o mesmo rei que se mostrou em Portugal. Por ultimo. Dt resto. Richelieu. não pôde eximir-es ã analyse da critica. ou adequado. historiographos ou simples chronistas. como todos os povos que se levantam de longo captiveiro para a liberdade redemptora. Ahi está como José Bonifácio se me afigura um singular paradoxo na fundação do império e como não descubro justificativa para os actos de torva compressão exercidos contra nobres. Reconciliados na gloria Ultrapassei. que não avulta nem empallidece a aureola do opulentador da nacionalidade. Oo mesmo n. que começou a funecionar no dia 2 de junho. estimulado por Martim Francisco. e José Bonifácio. ao syndicato e ao archontado. Atirou o Apostolaâo. enquanto procurava perseguir e afastar os adversários da scena tumultuosa. Mazzarino. só porque haviam desagradado a Domiüla.odo procederam Luís X I . e foi o que José Bonifácio impediu que se realizasse. Não podia concordar com o pensamento que se tornou centro de acção para todos os brasileiros. e encarnou todos!os vícios da monarchia descriclonaria. neste instante de júbilo universal.. ê concordar que pertencem todos ao mesmo facto histórico e representam juntos a fundação do império. aproveitando da liberdade de imprensa. Depois da coroação. grandes e menores. Januário. offender e ultrajar figuras das mais brilhantes do nosso mundo politico. imaginou modelos para a indumentária nacional e estatuiu. onde Ledo dominava. Aliás. com certeza. revelou-se o mais completo dos déspotas. O próprio D. composto este do archonte rei. u m a nacionalidade ufana do seu passado e rica de heroísmo. per exemplo. apezar das hostilidades que me defrontam. Hoje. náo pôde fugir aos rigores dos processos da critica histórica. sob pretexto de abuso de poder. E. varão a quem a natureza concedeu múltiplos e peregrinos predicados que o tornaram um dos nossos superhomens. Pedro. fez porteriormente do Tamoyo órgão de mais alarmante radicalismo. D e s f a r t é . O sábio. transmudando-se em caramurú vermelho. olvidou os velhos princípios em nome dos quaes havia governado. mas a verdade ê que a devoção pela causa nacional disfarçava também . No dia em que não poude ser mais o arbitro da situação. como Ledo. cobrindo-os com o manto diaphano da gloria. não fez José Bonifácio senão applicar os princípios e os processos da doutrina de Machiavel mas. mudou de taclica: entendeu que devia cercear a autoridade imperial. _ para a unifcaçâo da F r a n ç a . da licença furiosa dos pamphletarios e dos desacertos d l opinião publica: toda transição é um risco. que ferindo principalmente os seus emulos. não tenho a simpleza de considerar o nvnistro de Pedro I differente de quantos a natureza ou o accaso promoveu a dominadores de povos ou construetores de pátrias. o Mípc-rio britannico não se teria firmado tão solidamente. a intolerância sanguinária dos puritanos. queria concentrar todos os podeles no Imperador. alheio ao movimento das paixões e dos interesses. Antes. D.siu. ft primeira potência do continente. contra o Grande Oriente. invocando as mesmas razões com que D. politico intolerante. embora nos chamem. ambicioso e obstinado. e de três cônsules. Metternich e tantos outros conselheiros de tvrannos pertenciam á mesma família moral de que é progemitor II Príncipe. cynismo e audácia. Apeado do poder. ao senado. e indivisível. mas não exhauri a fonte de documentação e os commentarios n a ingrata tarefa de protestar contra a mutilação da nossa historia. e infamado. que elle próprio auxiliara a combater com o vigor dos seus talentos Não esperarei também que me advirtam que. e o grande Frederico. E' possvel que. em meio das apaixonadas discórdias dos partidos. excutava os preceitos do sagaz florentino em p-oveito da oligarchia da família Andrada. Quem desejar aprofundar ainda a psychologia de José Bonifácio. louvemos. como tombem não ignoro quão difficil era a tarefa de consolidar o throno da monarchia constitucional. A historia que inscreva no logar próprio o grande estadista. naquelle momento. certo de que com D. m a s reconheçamos o direito que tem tanto os Andradas. e elevou o Chalaça a cathegoria de favorito. Frei Sampaio. trefegote disparatado. P e dro outra vez se rehabilitaria para os seus planos. Todos estes factos. sem aquèlles setenta annos improduetivos do Segundo Império. quando se incompatibilisou com o soberano. Fazendo „ separação. o Brasil em 1&2 • com a retirada de D. a nôs. príncipe ambicioso. creou o consistono de caceteiros. rancoroso sem excusa. O mais que concedo. acima das rivalidades e das controvérsias. o que pretendiam Joaquim Gonçalves Ledo e os proceres da independência. Vejam-se os ministros que demittiu ainda a bordo. assignalemos de caminho. severo sem medida. despedido como um lacaio. Elysio de Oarvalho. abandonou o Imperador e tratou de hostilizá-lo. e outros muitos. alma feita de astucia. inte-gro. justificou o assassinto do duque de Vizeu e a decapitação do duque de Bragança e prmaram o braço robusto de Pombal contra os Tavoras. as condições da existência collectiva. Afinal.AMERICA BRASILEIRA N T . eram confiados â assembléa geral dos deputados. Sem a tyrannia de Carlos I. Sob o pretexto de que lhe cumpria defender o Império nascente e vacillante contra os germens da anarchia e os aymptomas de separação provincial. não se podia affeiyoar aos in teresses e ás exigecia. não seria fazer independência. arremedo da republica de França. também não foi sincero nem coherente José Bonifácio. e a sociedade era dividida em tribus com seus nomes e insígnias. infestos á liberdade e á democracia.nto. n^i verdade. sob pena de se burlarem todas as aspirações dos brasileiros. de demolidores do nosso passado. com a legitima consciência de brasileiro. 10 de Setembro de 1922. os ingentes esforçou de quantos l u t a r a m pelo regime constitucional. para abater os inimigos e. Todavia. fundado apôs um duelo tremendo entre a colônia e a metrópole. e reconciliemos. revestidas na apparencia de zelo patriótico. Foi o que queriam Ledo e seu s companheiros. a immorredoura. que impediu por largo tempo o surto do Brasil. nao mais se compõe. A Corte aqui pouco modificara no seu espirito. formado de sicarios. caídos em desgraça pelo único rrime de dissentirem de suas opiniões e projectos. D A I-' — A N N O I Sob a mascara de Machiavel X Inclvta o temerária geração de 22 havia-se desilludido da metrópole e do velho redime. e com os seus erros. ainda assim. conservando no Kstado nascente os moldes antigos da monarchia tradicional. redimidos de quaesquer erros e irmanados no mesmo apostol Rio. e o intrépido Barbacena. direi mais. ao volver á pátria depois do exílio. que se attribue ao illustre paulista. herões que não têm estatuas. altiva e P r °" giessista. Pedro. passou a humilhar. leaes e illustres adversários. portanto. que era o ideal dominante. com as suas virtudes. como os que mais o forem. que verifique como procedeu elle durante os mezes em que esteve á frente dos negócios do Império. a ponto de absorver a fama dos lidadores cuja fronte engrinaldo com modesta coroa de loiros. deixemos ao insigne José Bonifácio o pomposo titulo de Patriarchn de Independência do Brasil. De conluio com o Imperador esturdio. João I. nem capitólios. restaurada pelo governo de Corrêa) do Campos. não se tornasse t ã o fácil a emancipação cem a republica como foi com o império: mas teríamos.s da sociedade americana: era preciso que se adoptasse um regi mo também novo. ter-se-ia feito independente. s<. M S . A monarchia. para que se conheçam as suas idéas em relação ao problema da independência. que precisou de ser inflexível para r e m a t a r a conquista reallsada pela Pru. mostrou-se do mesmo modo de uma intolerância absurda contra os brasileiros e tudo quanto dizii respeito ao Brasil. senhores. e sciencia clara dos acontecimentos e das tempestuosas turbações daquelle periodo. continuarei affirmando. os sacrificios e os sentimentos dos verdadeiros creadores da independência. Depois. mas com a republica. que concorreram para crear a idéa pátria soberana. com esta differença. nôs. Os poderes políticos da nação. a crueldade aterrorisadora de Crommwell e a dureza de James TI. levantou a bandeira da restauração do primeiro Imperador. uns e outros abtidos em nome da necessidade imperiosa de fortalecer c principio da autoridade e sustentar o absolutismo da realeza. Se nãc fo=sc José Bonifácio e se não fos?" D. o príncipe pcrf. Se assim o querem. Aboliu a liberdade de imprensa. Appellou justamente para os recursos condemnados na véspera. João VI para a corte. era um Brasil forte. a compasso o a regra. que se m o s t r a r a m ao mesmo tempo patriotas.histeria p a r a lisonjear monarchas ou potentados sem coroa.orgulhosa os signaes da pureza e da magnanimidade surgiu transfigurado no déspota truculento.. E é bastante conhecer-se o projecto de uma lei orgânica do Estado. á plena glorificação dos brasileiros. E n t ã o . Decretou medidas odiosas. o sacrificio sublime e o esplendido enthusiasmo todos. que. O duque d-Alba. os dois gr des paladinos da Independência nacional e da civilização brasile" . mas seriamos agori. a medida do discurso. porque sabia que o imperante de facto era elle. Teríamos soffrido. ao voltar da farça do sul. violento sem necessidade. que. brasileiros. conquanto pareçam quasi profanação.não fosso S. quem no seu esboço d» constituição. foi elle inexorável. supprimindo jornaes e prendendo jornalistas. indicam como José Bonifácio prezava os trabalhos.cb a a r m a d u r a do dictador a lastimosa represália de um colérico despeito. Pauio. que não concretisa ou resume em si o eminente paulista. . q u e ostentar a na front. uma grei tocada de graça c fascinam beíleza. repito por mais respeitável que seja a sua figura. contribuiu efficazmente p a r a consummar a independência brasileira. sinceros e esclarecidos. constituído uma nação heróica.

Essa assimilação. Dos Estados Unidos á Argentina todas as nacionalidades do continente de Colombo devem a sua formação ao auxilio dos povos aborígenes e dos negros importados. Não ha raças intrínsecamente inferiores dentro de um certo limite. para a sua própria saúde carece de equilíbrio social porque. as raças negra e índia vão sendo assimiladas. O methodo é simples. expedições. o homem tem differenciações sociaes. é definir os termos. brancoides. com Durkheim. Não devemos encobrir defeitos. educação. raciocina e forma concepções das cousas e do mundo. mulatos. o homem é produeto da historia e da geographia. que estuda a modalidade de cada nacionalidade. já havia uma porção de raças. P a r a isso necessitamos de augmentar a actividade dos pensadores e não restringir a producção intellectual a trabalhos de ficção ou de technica profissional. portanto. Basta estudar os craneos dos primitivos habitantes que se encontram nas escavações. Assim como ha uma arte para a sciencia geral. . o caldeamento atfnda não terminou. ferra. biológica e social. Assim. por sua vez. todas as nossas concepções pobre o assumpto devem começar da definição de noções fundamentaes de uma sociologia brasileira. e sim enfrental-as. mas sim no da civilização. ao par dessa sciencia geral. Como os povos primitivos. Nós sabemos com Spencer que a sociedade age. receberam o seu influxo. agorarelativamente homogêneas da Europa. e com Demolins. Recebendo mais tarde os auxiliares negros e indios. P a r a estudar o Brasileiro é necessário. A nossa inferioridade ethnica condemnava-nos a uma posição subalterna. o apparelhamento technico e econômico que usa e que recebeu em herança. o homem que vive em sociedade transmitte os caracteres adquiridos. que resolveram as difficuldâdes da unificação ethnica pela eliminação no papel dos pretos e indianos. como por fora. como animal social. branco com sangue negro ou indios e brancos inteiramente brancos. A reacção. E ' um phenomeno que se repetio em todas as sociedades em formação. Assim o homem só pôde ser estudado sob o duplo aspecto: biológico e sociológico. que o caminho percorrido pela raça crêa o seu typo social. As sociedades. mas os invasores do Norte "accentuaram. A" nova geração repugna a sociologia de vulgarização com que muitos escriptores nossos andaram deprimindo a nossa raça e a nossa nacionalidade. Nos animaes sociaes o esforço para o progressão não se faz no sentido biológico. pela transmissão biológica. Mas ha também. se isso é acaso defeito. De modo que dos Estados Unidos á Argentina temos caboclos. O homem decahe e se arruina. idéas. Sabemos que. ha u m a arte para a sciencia particular. e sim estüdal-os. é necessária que seja geral. e sempre relativa. Essa eliminação nada adianta. Hoje a própria philosophia estabelece o methodo para a sociologia e esta encaminha a politica. Nestes ulitmos annos ha um movimento patriótico de reacção salutar. fundindo-se até o desapparecimento completo na apuração dos cruzamentos progressivos. H a regras geraes de sociologia h u m a n a . Agora não basta a connexação de alguns phenomenos para tirar conclusões aproveitáveis. capitães. Esses factores são de ordem geographica. Animal social. P a r a nós outros. Na ordem social estão os factores dos seus antepassados e delle próprio. No Brasil. enfraquece e morre tanto com as epidemias como com as perturbaçes sociaes. porque os pretos e os indios não desapparecem pela força de suggestão dos sociólogos e jornalistas. o caracter nobre. A orientação é ainda oscillante. como o indivíduo ê coagido pela força social. e todas as raças humanas — a Historia o demonstra — podem absorver os característicos e a mentalidade dos mais intelligentes e civilizados. por transmissãio sociológica. Se para a sua vida social preciza de saúde biológica.'" mentas. Conquistadoras foram as raças européas que para cá vieram. negros. Assim. Na ordem biológica. sub-raças. da Ásia e da África. portanto. geradora da uniformização dos caracteres. carece de uma reacção para não abandonar a sua antiga funcção de leader. Dessas concepções tira regras de philosophia e moral. as raças se substituíram no domínio. contrahe-se e se expande como um organismo.Os povos do Sul da Europa. se habitou a viver dentro de um meio social e econômico. o primeiro objectivo. Immigrações. para não perder a influencia litteraria e philosophica que manteve na America Latina até os meados do século passado. apparelhamento technico. com pequenas variações. antes de qualquer estudo de sociologia brasileira. Quando os Europeus se transportaram para a America. entretanto. expandindo o seu poder. E ' o que acontece ao homem. uma sciencia particular. Sabemos que o homem é um animal social. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA BASES DA SOCIOLOGIA BRASILEIRA 1° — Definição de termos A sociologia moderna tem uma funcção mais variada e difficil do que a antiga philosophia da historia. que desappareceram no cruzamento. passaram por preiodos semelhantes de assimilação e adaptação. Vimos num relatório sensacional de um ministro dos primeiros tempos da Republica. que o próprio Spencer mostra que é mais efficiente quanto é mais voluntária. viagens. E ' precizo accentuar que o Brasil é um paiz de homens brancos. A intelligencia desenvolvese dentro da mesma forma animal. auxiliares as que encontraram aqui em condições inferiores de civilização e as que mandaram buscar na África. temos de consignar as diversas variedades ethnologicas que contribuíram para a formação da nacionalidade. modalidades dentro da grande espécie h u m a n a . animal que substituio a adaptação biológica pela adaptação mental. o meio em que vivemos e os meios em que lutaram os nossos antepassados e das raças auxiliares. Na Europa. negros com sangue branco. através de adaptações e heranças seculares. com Tarde. E ' precizo reunir phenomenos de ordem diversa para obter uma coordenação intelligente. fixar todos os factores de sua formação. um homem de talento escrever que não poderíamos attingir ao progresso norte-americano porque isso era uma questão de raça. observa. glorioso por muitos títulos. porque sem equilibrio econômico a própria saúde physica se abala e se estraga. estradas. em varias épocas. misturaram arnda mais os diversos sangues. para ser real. para evitar perturbações e malentendidos. O conceito de raça pura é uma invenção aristocrática. que o homem é também movido por idéas e estas idéas se transmittem no corpo social por imitação. Contra essa impressão errada precizamos reagir. relatório que os nacionalistas exaltaram. Naordem geographica. mas já temos trabalhos interessantes e subsídios de valor. vai se accentuando aqui como na Argentina e no Uruguay. em contacto com a África. mas animal que pensa. as nações americanas começaram a sua vida social com a collaboração de raças conquistadoras e raças auxiliares. O Brasil. Os termos a definir não serão sempre os mesmos. Vieram também cooperar comnosco imnrgrantes de todas as raças e de todos os povos.NUMS. casas. vai-se tentando aos poucos estabelecer as bases da nossa sciencia geral. A todos os Americanos interessa a questão das raças inferiores porque a nossa fusão tem sido mais recente do que as das nossas metrópoles na Europa. que correspondem á histoiia de cada grupo. tanto por dentro. a b sorvendo as dominadas. A philosophia faz a moral. Não devemos eliminar difficuldâdes. Ha de tudo. P a r a que se possa avaliar o esforço de invesfgação e analyse é precizo que se estabeleça antes o methodo escolhido. porque é o espirito dos brancos que predomina. Nos nossos estudos brasileiros não devemos fazer como certos sociólogos de outros paizes americanos.

mas se é talvez a maioria. através de séculos de domínio. mente decadentes. de oppressão. A immigração fundio depressa o Argentino da cidade. mas exlstio e continua a modificar os traços fundamen • tnes dos Norte-Americanos. nas melhores photographias do seu tempode esplendor. a Assyria. é uma mentira Na America do Sul não houve mysterio nem dissimulação. As raças chamadas inferiores.AMERICA IRA NTMS. como força social. craneos de pretos. No Brasil os negros estão se concentrando nas cidades do Iittoral e. humorista norte-americano. Assim. O Sr. Rosas e seus sequazes eram mulatos. O que caracteriza a raça como consciência. Na Roma poderosa havia auxiliares de todas as raças e de todas as cores. proclamar-se que não ha mestiços nos Estados Unidos. selvageria de que sahlram. servios e búlgaros continuam rumaicos. na época contemporânea. A lingua só quando muda de habitat muda de nacionalidade. do que o que hoje. Moore. quando queriam dominar. P o r isso o ramo ethníco que impõe o seu idioma domina sobre os demais e os assimila. O norte-americano não é inglez. Entretanto. como a immigração européa é menor e a população é maior. não será por termos recebido o auxilio de raças de outras cores que fiquemos condèmnados a qualquer decadência. o esforço que esses povos desenvolveram para eonpe-ação do trabalho humano foi muito maior. Azara. não eram povos brancos. t r a t a v a m de impor 1 sua lingua. Elle acha que em via de regra rò argentino é um homem branco e o brasileiro um mestiço. característicos á nossa vida polltici e social. deixando ser u m elemento de desorganização e anarchia. mas que fundaram a civilização humana. latinos e germanos p a r a aperfeiçoar a cultura herdada. O Sr. No Brasil. deram. do que na America Latina. que fundaram a civilização. E' uma illusão que os publicistas argentinos querem agora t r a n s formar em mentira convencional. Assim. ou brancolde. de cruzamentos. porque grandes civilizações se fizeram com homens de côr. O homem vale pelo que pensa. Essa "elite" é. mas no "Bairro de los R a t o s " ainda se vêem em Buenos Aires muitos mestiços e pretos. soffre em alto gráo desse daltonismo scientifico e ethnographico. Ha traços relativamente recentes de Árabes na Europa do Sul e dos tartaros ná Europa do Norte. não podem ser a causa do pretendido entorpecimento de nações recentemente mestiças. apparece com um esqueleto de autochtone. o brasileiro não é portuguez. que no nosso continente só é praticada nos Estados Unidos e no Canadá. Os Américas Portugueza e Hespanhola o espirito latino. A mistura nos Estados Unidos é menor do que entre os latinoamericanos. é o pensamento no meio geographico. q u e collaboraram na civilizaciu americana. que conserva o espirito e o desenvolve sem o desnaturar. e o sangue pelle-vermelha é flagrante no typo actual. Entretanto. servios e búlgaros. A pureznde todo Yankee branco. ou rle raças equivalentes. Quem perde a lingua dos antepassados pôde ainda guardar alguns característicos do temperamento do seu fundo ethníco mas esquece o espirito da r a ç a . Os mulatos têm razão. maior no Norte. E r a m morenos e mestiços os povos da Ásia Menor e da Afrioa. no Oeste dos Estados Unidos. a lingua que mantém as tradições do ramo ethníco. disse que o "Yannkee"' é um homem que ignora a sua origem e se proclama saxonio. A O negro e o indio adaptaram-se em grande parte á civilisaçãò da metrópole e. empregaram saxonios. em proporção a ã Mas essas raças foram necessárias p a r a fundar a riqueza período da formação da nacionalidade e vão. (Jule H u r e t ) . os effeitos da fusão serão mais demorados. não é possível. O Egypto não era povoado de homens altos. o argentino não é hespanhol. Nas "elites" o sangue branco permaneceu branco. naturalmente. sem infiltração. Cruzaram-se. Na própria Europa houve tempo em que só a "elite" foi branca. Victor Viana. é de estylo fazer lam latinos e defendem a r a ç a negros. Mas as condições ethnicas são equivalentes em toda a America. não é o fundamento ethníco antlíropologico: é a lingua de um grupo isolado. caboclos e latinos das são latinos porque assimilaram piada com os mulatos que se intitulatina. O clima influe. como ideal. . claros e louros. Desde os tempos mais remotos os povos reconheceram ou sentir a m essa verdade e. da Hespanha. do Norte receberam a influencia dos tartaros e A própria Europa -não pôde considerar-se isenta de velhos cruzamentos. A China. como foram America Hesp"anhola. toda a Europa mediterrânea soffreu a mistura dos escravos negros e depois de domínio ou commercio com os Árabes. as índias. que depois floresceu no Mediterrâneo. Ingenieros. ainda hoje. Os brancos mongóes. e elle pensa na lingua do seu g r u p o . O que faz o typo politico e social da r a ç a é a sua lingua no seu habitat. 9 A 12 — ANNO I convencional. Os pioneiros atravessaram largos territórios sem mulheres brancas. encontram-se em terrenos correspondentes a épocas primitivos. apezar disso. educados. descendentes de slavos e t a r t a r o s da Prússia de hoje proclamam com orgulho o seu pan-germanismo e os descendentes de muitos mulatos da E u r o p a do Sul se consideram puros latinos e desprezam os mestiços da America. mas não em tão pouco tempo e em duas ou três gerações não se poderia dar tão profunda alteração. Os sociólogos e anthropologos norte-americanos querem attribuir á influencia de climas a semelhança do esqueleto entre os Yankees de hoje e os pelles-vermelhas. como os escravos a principio e trabalhadores livres depois. Humbodt e outros viajantes e historiadores estão ahi para mostrar como a influencia das raças auxiliares se fazia sentir na Argentina no começo do século passado. Todas as nações se cruzaram e foram mestiças na sua origem. livrando-se o Brasil do caudilhismo pela gidez do edifício social baseado na escravidão. O espirito dos povos americanos é branco. mestiçagem fez-se em larga escala. de dispersão e de trucidamentos. Além desse sedimento negro pre-historico. da Itália e da F r a n ç a mediterrânea. nas épocas históricas. A assimilação pelo cruzamento e pela escola vai se fazendo em larga escala. Qualquer escavação no Sul de Portugal. O próprio ex-Presidente Wilson. eminente sociólogo argentino. trabalharam na formação da nova nacionalidade. mas os rumaicos. sem duvida. e nós outros podemos dizer que somos brancos como os Europeus o são porque a nossa arvore genealogica demonstra que não recebemos influencia de cruzamentos. no de na ri- As raças auxiliares tendem a desapparecer como elemento ethníco e como elemento intellectual. Babylonia. A proporção de mestiços ainda impede em toda a America Latina a prutica da democracia representativa. Mas é precizo accentuar que não ha raças inferiores. E ' pela escola que essa luta se caracteriza hoje no mundo inteiro. como nacionalidade. convém frizar que os descendentes de raças hoje relativa-. Os peões da população rural são quasi todos mestiços.

de sorte que a apparencia possa suprir o que faltar na intensidade interior. chegados em 1816. Moreira da Silva: A Musica no Brasil ção Brasileira de 7 de Setembro de 1922. Ao revés desse processo. Antônio de Santo Elias. Bem cedo adquiriu renome de professor eximio e em 1798 foi nomeado mestre de Capella da Cathedral. o filho de D. Este mestiço nascido no século XVIII. professor de mecânica. nos seus cantos maravilhosos de fé e devoção. Francisco Donrepos e Pedro Dillon. Manoel de Santa Catharina. Januário Asvelos. Algumas de suas composições foram restauradas por Alberto Nepomuceno. o Jardim Botânico. João VI e sua corte. O seu Requiem é u m a pagina Immortal. cujo fulgor os impressionava e exaltava. ao que se recusou José Maurício. Augusto Henrique Victorio Grandjean de Montigny. feita com uma grande frescura e Intensa exaltação mystica. Não era um exaltado. João VI para o Brasil. — O despertar de uma civilização. taes como o grande Gregorio de Mattos. apressou-se a princesa D. até elevar. na febril agitação com que Napoleâo tulmutuára a Europa. cujo anseio já lhe arfava no peito joven. a quem attribuem sem fundamento a autoria do lundu. convidou-o a acompanhal-o. nomeando-o compositor da Capella Real do Rio e. quando assistiram a primeira missa na igreja de Santo I g n a cio de Loyola. D Joãc VI ouviu-o com alegria e naquella noite memorável. A musica. Carlos Henrique Levasseur. Mestiço. Tudo isso. architecto. P a r a elle. madrugada afora. NO SÉCULO XIX O . foi um predestinado" De facto.9 A 12 ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MUSICA NO BRASIL. desde o berço. sobretudo entre os indígenas. com o maior suecesso. seis dias depois da chegada á Bahia. Teve razão Euclydes da Cunha. bonachão e triste. em que o fez cavalleiro de Christo. mas. — José Maurício e sua obra. gravador e abridor. todos compositores de modinhas e lundus. é caso singular. p a r a mal de nós. escultor. bem como estimulou o desenvolvimento das a r t e s . Augusto Taunay. tendo vindo depois os Irmãos Ferrez (Marcos e Zephyrino). tal a grandeza . encontraria na colônia americana o ensejo de iniciar uma civilização. P a r a tornar mai» dolorosa e cruel a sua existência. nascido no Rio de Janeiro. se não teve as mesmas mercês que as artes plásticas. ouvirem-na cantada por um corpo vocal e instrumental de primeira ordem. compositor de fama na Europa. mas uma affirmação poderosa do espirito brasileiro. pelo acto de 16 de Dezembro de 1815. — A musica. de composição e orchestração. em 1810. Assim abriram varias escolas. o grande Visconde Cayru. Nasceu José Maurício Nunes Garcia. que pretendesse criar um ambiente religioso pela decoração pomposa e suggestiva. Pedro I. no fundo do seu coração. todo espirito do grande musico avulta. estabelecendo os primeiros cursos. com os melhores resultados. Synfonía Fúnebre. o pregou n a batina desse padre humilde e confuso. Dahi a grandeza e sinceridade. João VI tirando do peito do Marquez de Villa Nova da Rainha o habito de Christo. tocavam o cravo e cantavam nas grandes festas. de onde nunca sahiu. a ponto de mandar organizar depois essa escola. que escreveu a Paixão de Christo. ter realizado obra tão forte. u m a sorte mais favorável aguardaria pela primeira vez o inditoso príncipe. a inveja abriu tenda e o levou a cercar o nosso grande musico numa atmosphera pesada de intrigas e malquerenças. que é uma gloria refnlgente. Francisco de Santa Eulalla e outros mais. quando escreveu que " D . a Imprensa Nacional. Simão Pradier. num pranto constante e magoado. como Padre Manoel da Silva Rosa. numai exaltação perpetua para o céo.. F r . só se conhecia a religiosa. Foi mesmo um motivo de espanto para D . F r . com wm perfeito conhecimento de technica musical. fundando o Banco do Brasil. João Baptista Dcbret. estusiasmando o príncipe. no Rio de Janeiro. João VI é que se abriu o primeiro perlo- (1) Vide M. não pelo jogo forçado de recursos líricos. a Escola de Bellas-Artes. e nesse fim symbolico. não sô estabeleceu as primeiras escolas superiores. com uma larga sensibilidade. não foi contudo esquecida. João VI um medíocre. a não ser a musica popular. que se elevava e transfigurava. João VI se revelou um benemérito para o nosso paiz. João VI e cuja p a r t i t u r a também se perdeu. especialmente pelos jesuítas. em 1767. de linhas sóbrias e medidas. cantando um hymno a Nossa Senhora. Te-Deum e Matinas Grande Missa e Credo do Degolamento de São João Baptista e u m a opera Le Due Gamelle. numa fusão mysteriosa e indefinivel. quando lhe permittiam os lazeres de sua aprimorada formação religiosa. estudou no Conservatório de Santa Cruz. — As artes. João VI. escripta a pedido de D. sentiu perturbado o bater das asas da gloria. João VI. unido a Portugal e Algarves. ou fizeram muaica sacra. em grande parte se perdeu. é inegável que foi benéfico esse surto e os homens de prol da corte começaram a se interessar pela cultura da terra nova. as mais extranhas linhas vivia cumprindo sina infeliz. trazida pelos portuguezes. A despeito da campanha insidiosa de Marcos Portugal. Com a vinda de D. cuja genialidade attesta num clarão fulgente. com a qual vingava a sua manifesta inferioridade. tendo estudado musica no Conservatório de Santa Cruz. Quando veiu do Reino. ou porque lhe tocasse o coração infeliz. F r . Os cultores de musica anteriores ao período de D . paisagista. P a r a res taurar-lhe o nome. Nas casas solarengas. que tanto devem ao esforço particular. não ignorando o seu prestigio sobre o espírito rude do gentio. abrindo os portos do Brasil. padre Telles. Francisco Ovide. o príncipe se tornou seu amigo e muito o protegeu. elevando-se. cujas operas foram levadas até na Rússia. que D. P A D R E JOSÉ MAURÍCIO E O SEU TEMPO A vinda de D. como em geral acontece com os oradores sacros. mandando o Marquez de Marialva contratar uma missão artística p a r a organizal-a e de que faziam parte Joaquim Lebreton. Conde via Barca. dentre as quaes sobresaem as seguintes: Missa de RequAem. quando Director do Instituto Nacional de Musica. D. para as rezas e benditos. que a diffundlam nas festas da Igreja. a musica era uma voz de liberdde que lhe communicava o espirito com Deus. João VI lhe tinha especial predileção. O Padre José Maurício não é só uma fulgurante figura de mOsico. do Instituto de França. Por influencia de Antônio Araújo de Azevedo. No período colonial quasi nada h a digno de referencia. Dahi a desenvolvimento das artes. a Bibliotheca. Desde a Carta Regia de 28 de Janeiro de 1808. Luiz Maunié. Se os frutos não corresponderam á espectativa. Deixou perto de 200 composições. fundado pelos Jesuítas para ensinar musica aos negros. a historia o deixou em evidencia sem igual. no Rio de Janeiro. quando teve de voltar para Lisboa. posto o nosso grande musico. Carlota em approximar os dous maestros. governando um reino. ficou nas chronicas e em nada influiu. mas pela inspiração ardente e fervorosa. Suas criações visavam todos os ramos da actividade nacional. O politico não descurou o cultivo de espirito do povo brasileiro e. que multiplicam as imagens. Domingos Caldas Barbosa. que os esthetas. no gênero á altura dos mais altos mestres. A arte de José Maurício (falamos da religiosa. em 1815. (1) Assim. tanto mais quanto D . João Leal. e por inspiração de José da Silva Lisboa. o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). já estivesse na terra e fosse essencialmente brasileiro. como uma flor sylvestre e exuberante da terra nova e Inculta. — Marcos Portugal — Francisco Manuel — D. Chegaria ao auge quando. E foi tão perturbadora a emoção. no canto revelador. ouvissem as composições de José Maurício. onde os indios aprendiam canto. Sua musica é extatica. Portugal exaltou o talento de José Maurício. com muito amor. ou musica de canto no gênero popular. que a fuga humilhara. nos enche de crença no espirito brasileiro. que D. pintor. o Brasil á Categoria de Reino. forçam as comparações. Nicoláu Antônio Taunay. por desconhecermos a profana) é ungida de uma emoção profunda e arrebatadora. chefe da missão. fundou a Escola de Bellas-Artes. A obra que nos legou e que. Marcos Portugal. Maria. cujos actos tinham sempre paternindade. quando o a r já fremia pelo toque das cometas dos soldados de Junot. Tocava cravo e viola. agitam os motivos de eloqüência. porém. Não era um bárbaro de inspiração fremente e desordenada. José Maurício era um artista interior cuja fé sobrenatural traduzia na musica. favorecendo-as e incentivando seu estudo. Fugindo da Pátria. o príncipe infeliz e timido. em cujo espirito o destino gisára. mas um civilizado.. preparando a nacionalidade para receber a independência. Morreu em 1830. que se infiltra no coração e deixa a intelligencia advinhar o mysterio perturbador. A Illustra- do da musica brasileira. os psychologos e os pensadores do Brasil têm o dever de estudar com mais attenção e carinho. fosse suggestiva apenas. de onde nunca eahlu. viola e órgão. Missa em si bemol. qualidades que o collocam entre os maiores compositores sacros. quando não os perfilhava. bem como cravo. que sua fraqueza mental mais aggravava e de que se desforrava chorando. Mas o espanto não devia parar ahi.

no príncipe valeram as intenções. o sentimento vivo e indizível. ou um sucuwtionado pela musica. Christovão e e m . mestre da Capella Real. um queixume de melancólica ovelha e afinal o "Cummunis". único no seu gênero. . cujo beneficio não é licito contestar. Foi uma das mais altas revelações do espirito brasileiro. Real o Príncipe do Brasil. foi uma espécie de ministro da musica. significativo na esthetka brasileira.„ revelação que emprestavam á musica. Logo que ouviu os negros do Conservatório de Santa Cruz. Mas. breves compassos" (1) José Maurício era um filho exilado da musica clássica allemã e sua ascendência está no formidável Bach. os curtíssimos " S a n c t u s " e "Benedictus" Ahi entra o dulcissimo "ARIIUS Dei" de tão consolador e meigo enlevo. estabelecendo escolas de primeiras letrás. K" justo referir Marcos Portugal. cuja protecção a José Maurício foi a prova mais cabal e sincera. que o destino collocára á frente da independência nacional para dramatizal-a. compositor portuguez de m a n de fama em toda a Europa. que possuía talentos extraordinários p a r a a musica. que nos agita coração. cuando musico da Capeila Real. ao Brasil com a missão Lobreton. citam-se uma opera. que antevê deslumbrado. Gregorio de Mattos. que compunha com gosto e facilidade. afora as que soffremos todos na formação de cultura. mas o poder interior e . o grande artista allemão. guardamos um ideal inattingivel de nosso império e. Toda . pela animação dada aos seus negros e pelas recompensas que lhes prodigalisava. poderíamos falar de Mathias Ayres.iie> Barbos. ha ainda a lembrar o nome de D. — Alexandre Levy e sua obra — Outros músicos do século XIX. descreve o escriptor pitricio essa pagina monumental: "As primeiras partes do "Requiem" de José Maurício são de inexcedivel beíleza. José Maurício. no testemunho de sua fraqueza. que também dirigia. ensinando-a com um devotamento religioso. A sua gloria vem do "Hymno Nacional" que o immortalizou. n força e profundidade de expressão. Reproduz. sem violência.. donde promana o êxtase. canto e vários instrumentos. Depois delle. — O posma synfonico. A. e que dirigiu o celebre concerto de 3. á de José Maurício. que senho?.. era. tão grande. que veiu para o Brasil em 1813 e onde exorreu grande influencia... — A opera de Carlos Gomes. o príncipe extraordinário e vibrante. Lê-se n u m a chronica da época: "S. pela própria vitalidade do espirito novo. instrumentistas e cantores de valor. por igual. O medo da natureza criou o culto. e a quem sucredeu mais tarde.vsiro despertara p mantinha. O ' Kirie" todo em fuga corre parelhas com o de Mozart. sentiu que jamais o eu attingiria o domínio universal. portanto. flauta e violino. talvez por causa delle. sem esquecer o papel pre ponderante que Hve no desenvolvimento do ensino musical do Brasil. Santa Rita Durão e os Arcades são. Basilio da Gama. — Carlos Gomes e a musica brasileira. que a morte repete minuto a minuto. f«rma<. em cujos sons quentes ha alguma coisa do nosso entusiasmo c da nossa imaginação tropicaes. Nessa época. sobretudo de Portugal. se não tivesse deixado o Brasil aos 8 annos para Viver e se fazer em Portugal. II O ROMANTISMO NA MUSICA BRASILEIRA > O romantismo no Brasil. — Leopoldo Miguez e a synfonia. por volta de 1830. O príncipe admirável e estouvado. igualmente. — O "Guarany". já encontrou no brasileiro um romântico feito. que foi a tremenda revolta do indivíduo contra a sociedade. tornando-se celebrei as solemnidades em que c a n t a v a m os pretos e os concertos que realizavam em S. embora divulgasse mu . e m que semeiam desesperados os filhos do século XIX. mas dominadora. mas quasi todos estiveram no extrangeiro e de lá trouxeram influencias fortes e decisivas. entre seus escravos. non professores. e tocava diversos instrumentos. em 1832t alguns hymnos. AMERICA BRASILEIRA cal do Brasil. nem continuadores. soffreu a guerrilha de Marcos Portugal. por uma reacção impetuosa « insoffreavel. letra de Evaristo da Veiga. C2) Como se sabe. entre os quaes o fagote. sentiu toda a pequenez humana. de se igualar a essa grandeza empolgante. posto aprimorado em Coimbra. musicas sacras e uma synfonia p a r a orchestra... de que foi um ãi>> primeiros a cuidar. com todas as arestas de um espirito modelado no Brasil. Logo que Marcos Portugal chegou. musicista. a ponto do Rio de Janeiro ser chamada a cidade dos p i a n o s . que o melo ph. A influencia de Portugal. excepção entre a mediocridade coroada. Francisco Manoel i Segisnnmdo Neukomm. tendo também tomado algumas lições de contra-ponto com Neckomm. que a p pella o Criador. Em contraposição. Se a obra do musico se perdeu. vencendo as contingências irremediáveis do sêr. Índices do maior valor de nossa formação espiritual. E m regra. de cuja obra se salvou apenas o Hymno da Independência (Brava Gente). foi nomeado director do Conservatório emprestando-lhe brilho e realce. já tínhamos o primado da imaginação. numa bondosa reconciliação. Deixemos de parte «* que imitaram se t r a í r a m . a despeito de sua posição e de seu traquejo social. Assim. José Maurício se fez no Brasil. D . — Seu. quando o racíonalIsipO seeco -> quadrado os cercava entre os muros pesados dos systema? clus et fermês. Ainda assim Francisco Manoel da Silva (1793-186-)) foi o mais illustre de seus discípulos e o único que sobresahiu. estourar vidros nos caixühos da» jancMas. onde o "ineftavel se realiza" Sigismundo Neukomm. discípulo predilecto de Haydn. um apaixonado.ào romântica tio Br»*41 . Pedro I. o gernien da melancolia desperta sempre. composição. pelo mal que procurava fazer aos outros aitistas. o primeiro romantismo. mas o êxtase compensou o temor e o brasileiro. com os seus largos e fulgentes gestos. sô alguns lustros mais tarde. pelo qual nos elevamos acima de nós mesmos e tentamos advinhar o universo. também compositor. e criou uma obra que ultrapassa de muito o seu meio. ao fim da vida. e tornou-se u m a dõr orucinante o angustiosa. Diz a tradição. haveria de apparecer um grande musico. solo de baixo apoiado emj coros. Da sua obra. O romantismo. Portugal prnrurnu José M i u ricio. na inauguração da estatua de Guttemberií. naturalmente com mais liberdade e mais força. a ambos renunciou. também elle. João VI que era. cuja abertura foi executada em Paris. fazendo representar suas operas no Theatro São João. Cm « culo de Musica Brasileira no F. comtudo. — As suas expressões inteílectuaes e políticas. gloria que não saberia manter intacta. que o compoz quando em sua alma de filho a lembrança materna era uma «vocação dolorosa. Deixou varias composições. Antes dos europeus. — As influenciou da musica allemã. que se aureolára de gloria. poste seu uix-ulho a desmereça. era Haydn e no grande Beethoven. que o maestro português dirigia. que fraternalmente o acolheu. — Carlos Gamfs e José de Alencar. Antes delle. sendo. como Lablache. quando veiu da E u r o p a para o. Também este foi o caso de José Bonifácio das maiores mentalidades brasileiras. na angustia na miscria. no exótico. A prova é qu? não teve discippulos. "não duvidou em collocar ao lado do divino Mozart" esse "Requiem" segundo o depoimento do Visconde Taunay. Quando. Ahi começava o celebre João dos fieis a encher com . tendo o príncipe. salvou-se apenas o FJymno Nacional Brasileiro. violento. inclu?ive um Tc-Deum <» "Hymno do Independência" pouco conhecidos. no prazer. sua possantissima voz c templo todo e no "Dies írce" achava accentos de a t e r r a r os ouvintes. Como seu mestre. que se eleva nus vozes lançadas ao c e o p e l a c r i a t u m s u p p l i c . to o gosto pela musica. no século XVII. reformou-o.*1oâo de são Paulo. primeiro discípulo de Haydn e que viera. seu irmão. porque Francisco Manoel era um artista menor. em Mozart. não só a factura severa dos mestres. as ultimas • oluções do instincto. como vimos. levando-o a hypertrophia do " e u " e a um devaneio da personalidade. rA expressão de Miguez. embora nunca se tivesse integrado no seu '«habitai* poude amal-o e se esforça por uma união mystica. — As influencias italianas. A sua obra tinha. sem influencias directas. Brasil. José Maurício (2) . appellarem p a r a o instincto. . auxiliado por Simão Portugal. procurando mystica mente na força. trombone. No desenvolvimento melódico ha esse trauieo tumulto. somos de um individualismo exaltado e fremente. o romantismo riu o absurdo de sua fantasia desordenada e vaua. era um bárbaro.« bendita nos aquieta. ao lado disso. " u m reflexo da musica italiana daquelle tempo. á mínima decepção. muito contribuiu para aperfeiçoar este estabelecimento (o Conservatório-de Santa Cruz). acreditamos ingenuamente nas forças protectoras da natureza deslumbrante. Pedro I. nós soubemos reagir contra essa onda. desabusado. para nos abater. Nomeado. quanto é suave e humilde o "Ingemisco" para soprano! Logo após "Inter ones para eôro. de Wagner e Liszt. que estudou com tanto devotamento a obra extraordinária do nosso musico genial. não se sobreleya. porém. pela esperança revcladora e divina. que aquelle mulatão fazia. Soberbo <í o "Gradual" para coro e solos de soprano e baixo.de dous tronos. e e feivorosa. mas logo o alento da fé o acalma e uma confiança serena . a que deu grande desenvolvimento. segundo autorizado depoimento alheio. no desejo apressado do homem. muito fez pela cultura musi(11 Apud Iludi it. Elle encarregou os irmãos Portugal de compor operas que foram totalmente executadas por esses africanos com os applausos de todos os conhecedores que os ouviram" E n t r e outras composições de D.XTMS 9 A 12 ANNO 1 interior. "Offertorio". com ser dos nossos maiores poetas. na ânsia de volver a Elle. A sua producção foi copiosissima.S a n t a Cruz.

em suas cores radiosas e num deslumbramento constante. a -.a s .?ra Morena e fragmento do "anticos doi Cânticos. que deve dominar o tempo c o espaço. feito para os estudantes paulistas e que lhe valeu um grande suecesso. o symbolo da nossa gente. Carlos Gomes revelou as forças de seu espirito. e se a sua composição é. a 11 de Maio de 1837. o titulo de maestro. A's vezes. . que lhe revelam a origem maravilhosa. com physionomia própria e certo caracter. Í2) Este conceito •* do Sr. do maior fulgor. Com inspiração singular e colorida e possuindo o sentido da natureza. libertando-se. e "Condor" (1891)> cantada no Scala. até mais de metade do se mio XIX.i intelligencia. de mocidàde e audácia. mas um impulso do nosso espirito. Demais. Tirando das selvas brasileiras alguns motivos quentes. fez-se a Republica. como as limitações de fôrma. sentidos através da cultura. com grande êxito e applausos francos e ruidosos. mas procurando sinceramente o bem nacional. n a opera. o espectaculo delicioso de nossa paisagem. poucos são os aspectos da musica no BrasH. deixou na musica um pouco do lirismo ardente e característico dessa magia imaginosa o indefinivel da alma brasileira. (1870). dedobrando-se na melodia faCI e communicativa. porém a escola de opera italiana. não se apagaria mais de seus ouvidos. exaltado e intenso. contentava-se com a apparencia do mundo. Com originalidade de estro e inspiração opulenta s varia. marcada com um traço rutilo. uma expressão forte. musica dramática. Carlos Gomes estava talhado para ser o criador da musica brn silfira. e depois1 no Rio de J a neiro. Empolgouo e acreditou que aquelle juizo das platéas da Itália e do Brasil — uma suggestionada pelo gênero. E que. sobretudo as de Verdi. O suecesso franco e retumbante foi outra traição. pouco solida.NIUIS. executado em 1892. para deleite dos sentidos. sem outras preoecupações para . não era uma imitação do movimento europeu. Deixou incompletos a partitura da op. Com certa emphase e uma nota elegíaca constante. Ha paginas interessantes. indomável. nos opponha o trabslho e a fecundação. . onde em 1866 recebia. exaltando a eixistencla e permittindo sentil-a ern toda a plenitude de força. e de gênero vulgar. por oceasião das festas do Centenário do Descobrimento da America. numa tragédia estupenda e radlosa. nunca o universo nos pareceu pequeno. acima de todas as contingências. Em 1870 alcançava o primeiro rriumphfc levando o "Guarany" no Theatro Scala. ellas se unem e se misturam nas mesmas árias. o que lhe dirigiu com critério a primeira educação musical.-' definitivas. Carlos Gomes.f. construísse sobre nossos motivos. Dessa época são o Hymno Acadêmico. em geral. pois. Nem Gonçalves Dias. Gonçalves Dias. sobretudo as que se desprendem da escravisação formalistica e a inspiração brasileira domina. Sem tortura da realidade. selvagem e impetuoso. que lhe valeu grande sueceso na Itália e "tornouse tão popular como as estimadas operas de Verdi" "Maria Tudor". Além das citadas. porém para Milão. Depois da personalidade empolgante de José Maurício. A arte é liberdade. na sua idealidade absoluta. onde a fôrma ê o entrave constante. prendendo sua emoção no convencionarsmo de gênero. os homens da monarchia. no primeiro século de independência. possuindo sua musica riqueza e brilho de timbres. são graves embaraços á livr^ communicação entre os espíritos nesse vago mysterioso. tendo nessa obra escripto uma pagina de grande suecesso. criou uma obra em que. affirmando a independência musical do Brasil (21 Não precisava. ou comprimil-as nos modelos da " a r t e " . Também na politica. Enquanto no "Guarany" Alencar torna inconfundível a linguagem do índio da dos brancos. nas mesmas modulações. onde não raro se prendem os mais! audaciosos vôos. . teve nos olhos desde menino. a expressão tem uma violência imprevista e admirável. nascido em São Paulo (1). de cujo conservatório foi alumno. sobre Alencar. e outra empolgada patrioticamente pela realização brasileira — seria definitivo. á guisa do Alencar e Gonçalves Dias. nós o tornamos criador. Verdi louvou-o com palavras exaltadas. no final. Carlos Gomes. No ambiente do Brasil. antes permittlria uma forca nova. em que a arte os enlaça e os domin» . que eram todos românticos. que era um musico de certo valor. filho de Manoel José Gomes. ao revés desse esforço. Além disso. com que enriqueceu A nossa literatura musical. fazendo-o desprezar as vozes da terra.. que era o seu. p a r a enfrentar o tempo. procura uma solução preconcebida e. fosse de brilho ou de melancolia. da graça e do p : ttoresco. o destino histórico que cumK priamos. foram árias em voga de bocea em bocea. Temos que conquistar o rythmo brasileiro. esquecendo-se de que o trairiam. Carlos Gomes. despertando a terra. Na sua obra fulgiriam as linhas claras desse primeiro contacttv com a natureza. entre outras. Graça Aranha. E entregou-se cada vez mais aos moldes italianos. longe da realidade. as suas primeiras tentativa. que ê sempre menor. uma obra brasileira. Magalhães. 'Tobias Barreto ou Castro Alves eram no fundo idealistas e constructores e a melancolia e a duvida passageiras não lhes transmudaram o germen espiritual da crença. elle teria encontrado todas as forças para sua criação. escreveu Carlos Gomes as seguintes operas: "Fosca" (1872). como qualidades exeellpntes. 9 A 12 — ANNO I AMERICA foi idealista e criadora e aquella fadiga de viver não conseguiu vingar no nosso paiz. logo que despertaram a s forças criadoras de seu espirito. findando por esquecer os motivos nacionaes. Transportando-os. Se não creott u m a obra nova e independente. Mas. ânsia que procura expressão na própria vida. em geral. No (1) Antônio Carlos Gomes (1K:W-18!I6) nasceu em Campinas. dizendo d'"' affirmou H independência intfllectual do Brasil" ! BRASILEIRA "Guarany". num frêmito exuberante e joven. nos mesmos accentos E. fluindo das fontes mais puras do nosso lirismo. sob a influencia das longas árias italianas. inédita. Ahi tudo é emoção. na evocação do autochtone. ao irremediável aniquilamento do mal dl século. de cuja gloria devemos ser orgulhosos. Os entraves de gênero. satisfazendo-^ cm ver as coisas e sem se Inquietar com p o s s u l l . eomo Alencar. assim tornado. exclamando: Questo gioranne coinincia de dovfí finisco to. tudo deve ser surpresa e maravilha inédita. aceitou tranquillo as indicações extranhas. ou segundo outros. revista "Bella l u n a " (Theatro Cascani) valendoIhe ambas as melhores sympathias. independente dos modelos extrangeiros. quando soam a notas exuberantes da terra americana. O próprio positivismo. E m 1Sfi3. Só então appareceu Carlos Gomes. nem José de Alencar delles precizaram e criaram obra. para dar mais esplendor ã democracia. por exemplo se tivesse seguido os pendores de seu espirito e. não poderíamos levar a nos lamentar tristonhamente. os da independência.ia imaginação flue com frescura e calor. do Conservatório l e Musica..-* de. de beíleza. ao mesmo tempo que uma melodia larga. posto delia se tenham oecupado quasi todos os nossos musicistas. de intensidade. quando as energias da terra b r o t a v a m exuberantes.i nossa literatura. em arte. mas com a grandeza dos motivos nacionaes. a menos numa ou noutra ad&ptaçao sem significado. A obra romântica. posto aquelle em que a emoção espiritual mais cede ao langor dos sentidos. criaram a ficção do estado. Era o início de sua trajetória. porque. é desejo incontido. i\ 13 de Junho de 1K30. A expressão brasileira de então. teria nos legado um monumento bem mais solido. sacrificando a intenção á fôrma. com melhor êxito. portanto. Esse fundo falso perdura na obra de Carlos Gomes. seguiu para Milão. Ciei di Parahyba e Mia Piccerclla. de inspiração e factura italianas. então em franco suecesso. em algumas de suas composições.\e — 1866) e . Carlos Gomes1 poderia ter tido o papel de José de Alencar n. construiu uma obra invulgar. A musica de Carlos Gomes. num maravilhoso surto lirico. o espirito brasileiro se rebella contra humilhação e irrompe. no emtanto. deixando essas impressões passarem em sua obra. pretendeu criar o indianismo na musica. um dos poderosos artistas do nosso paiz. Na opera brasileira. não desmereceria a musica. a arte (• aquelle depoimento do coração humano. dominado pelo ambiente. e a impressão admirável e pujante da terra. em notas violentas e cambiantes. sem força ou sem animo para reagir. São ainda de sua autoria — "Colombo" — oratório profano. ser perpetuo e universal . "Salvador P o s a (1874). A principio em São Paulo. livre e audaciosa.. como conquistamos a terra. "Lo Schiavo" (1888) onde dramatizou a dor e o supplicio da escravidão. José de Alencar. em que se espirito adejava. habituado ás árias e melodias de suas operas e estranho a esse novo gênero. ir buscar o que lhe poderia dar o seu paiz. por vezes. que é a "Alvorada". Prejudicou-o. porque o mundo brasileiro. os indios de nossa selva tinham sua musica. Essa synfonia de accordes majestosos. embora em falso. no gênero que adoptou. muitas são as suas compasições para piano e canto. vivo. Por esse tempo escreveu a opereta ''Se sa minga" (Theatro Fos. tem por vezes. Fezse a abolição. os da regência e os do segundo reinado. e as operas Noites do Castello e Joanna de Flnndres. cedeu e compoz sua obra em fôrma italiana. que era urna doutrina sceptica. já existente. quente. A preoccúpação de um gênero em arte é um preconceito infecundo e perturbador. Carlos Gomes. não no sentido de uma arte regional. tendo obtido o prêmio de viagem. a graça e o interesse. que repontam em seus trabalhos. Carlos Gomes é o mais consagrado composiitor. o que lhe tirou muito o frescor. O favor popular foi o maior possível 9 Sento una forza indomita. lhe perduraria no espirito. que bastara á poesia e ao romanep. com as preoecupações do "bel-canto". e que fracassou por falta do favor popular.

Bastava-lhe o turbilhão da existência. mas é despertar que revela. manejando a archestra com segurança e proficiência. O vôo de um novo E u p h o r i o n . E r a Alexandre Levy u m romântico apaixonado. sentimental. 21). talvez o presentimento da morte que rondava. mas sempre solidez e correcção. senão também no verso. ás de outrem. a realidade das cousas. de musica popular. numa fantasia intensa e singular. são ungidas de intensa nostalgia. um meio de sentir mais plena a existência. Não era uma meditativo. em que os movimentos se desdobram e entrelaçam. é de uma poesia interior profunda. um ajuste de cores. que fosse buscar ao fundo das coisas a essência miraculosa. onde indicam apenas as tendências e afflrmações geraes do espirito musical brasileiro. Apparecendo na época do fórmaligmo. o apreço q u e lhe votamos e a aureola que lhe cerca e consagra o nome. impulsivo e extatico. tratados com emoção sincera e ardente. na politica. de sons. na exacta revelação da physionomia do arj tista. de literatura de piano. cortada aos vinte e oito annos. que desenvolvem. com que Liszt quebrou os preconceitos das velhas fôrmas da synfonia clássica t conseguiu — segundo Mauclair — a fusão do lirismo poético com o lirismo musical. O romantismo não era um desespero. o torna um pouco secco. é um poema perfeitamente nacional e aquel:p arroubo e aquella emoção lirica e exuberante revêm muito do ardor brasileiro. Essa expressão. que era uma inventiva prompta. paradoxalmente. com o preconceito plástico. Alexandre Levy foi um revelado. numa magnifiW ascensão. que lhe passavam nas recinas como uma visão de maravilhas. Coelho Netto. quando o artista estava distante da Pátria. perpassa também u m a certa influencia de Beethoven. encheram de maior fulgor a época contemporânea. cheio de calor e emoção. que olhava o mundo com melancolia e cuja juventude viera nimbada por um véo de tristeza. que cedo se revelou um alto engenho musical. em que o coração é o maior advinho na vida. ern geral. O tecido de sua synfonia é rico. AMERICA BRA8ILE para supprir as deficiências intimas Os seus poemas aynfonlcoi. quer a synfonica. empregando os "leit-motiv" á guisa du mestre de Beyreuth. com notas empolgantes e expressivas. nunca porém com prejuízo do brilho. nos deu essa eloqüência. senão como uma exteriorização. mas como que esmaece a naturalidade. Rodrigues Barbosa: "Miguez. e Os Saldunes. e muito menos. tão ao sabor da terra. reflectindo essa dansa meio b a r b a r a dos africanos. A sua obra não vale só pelo que representa. No rythmo nem sem é seguro e falta. era próprio ao temperamento de Miguez. na emoção transformadora e i m e n s a . quer no processo de composição. comprazendo-se o espirito brasileiro em exagerar. quando alçava o vôo. que os reclama. as coisas silenciosamente.. não escapou a essa contingência da factura. que transcende á sua equação pessoal. as notas rutilas e brilhantes. existe o motivo interior. e ainda no púlpito de maestro ou tio piano. m a s cuja vida.. numa ostentação de adornos. procurarão na arte uma maior energia vital. mas sentimos o todo e a tortura do nritsta (• revelar a unidado dces<. poderíamos dizer sem exagero. o motivo popular surge com u m a admirável côr local. 13). pela volúpia da imagem pomposa. cuja grandeza e perfeição se accentuam. As excellenclas e os de feitos da sua obra não se somem u m a s ao contacto com os outros. nos costumes. as oi chestrações subtis e esmeradas. contentando-se com os horizontes que os outros r a s g a r a m . Na Serie Brasileira (Prelúdio. no\ entretanto. por sobre o fundo pertinaz de melancolia. de linhas. composta com maestria e firmeza technica. O erro dos que defendem a fôrma está em não sentirem a arte. e se precipita depois em torrentes Impetuosas e violentas. . como quer que seja foi um synfonista de mérito e muito brilho. eircumscreveu-se em absoluto ao wagnerianismo. E a arte é uma maior vida. foi em " I Salduni" u m imitador de W a g n e r . que delle era licito esperar. com seus ruídos. Dansa Rústica Canção Triste.. não lhe permittiu a realização. ás vezes fabulosa. através de imagens requintadas e effeitos caprichosos. além do modelo. numa trajectoria rápida o vibrante. ma3 que a Imitação tirou muito da frescura. com certo caracter. tantos existem e tão a miude se nos deparam. a revelação. de massas. de opera.'NTMS. O poema synfonico. porventura. que a poesia perfeita seria a que não tivesse u m assumpto definido. na musica. bizarrias e b a t u q u e s . tão inspirado poeta. os coloridos vários e empogantes. declamatória. representado pela primeira vez a 20 de Setembro de 1901. Nossos artistas. profundidade na concepção. " u n e musique d'aveu". A arte anseia pela liberdade para abranger o universo total.. que nelle escreveu alfiumas paginas. Também synfonista era Alexandre Levy (1864-1892). grandioso em toda a sua obra. se Wagner não houvera existido. Muitos outros nomes poderiam citar. mantendo u m a exaltação continua e majestosa. com o rythmo que supplanta a realidade concreta. nas artes. mas sobrelevando-o. que teve em Mlguez a mais alta expressão symfonica. com seus motivos ornamentados e deslumbrantes. dentre os quaes " P r o m e t h e u " (Op. apparecem todos. em frêmitos. Excede. Por isso toda obra de arte é uma suggestão. que lhe não tira em nada o brilho. escreveu o Bymno -fft Proclamação da Republica. que é ânsia e n o s t a l g i a . que dá a fôrma. Afora as paginas para orchestra.. Mas os que sabem que. " I Salduni" seria u m a obra sem igual" (1) Miguez. Leopoldo Miguez. quer a de piano e camera. é feita com grande frescura e sinceridade. construiu uma obras digna de estima. Coelho Netto. Sobretudo na opera "Os Saldunes". n u m estilo colorido e sensível. A musica de Leopoldo Miguez justifica.. Taes são as maiores expressões de nossa musica no século X» afora aquellas que. . no Theatro Lyrico do Rio de J a n e i r o . o que justifica o conceito do Sr. alguns dos quaes com qualidades aprec veis. ou de expressões. as variações em torno do nosso popularissimo Vem cá bitú. e em cada espirito se renova. de Liszt e Wagner. O "Ave Libertas : " por exemplo. por vezes. o artista não pôde viver acorrentado âs fôrmas. 15). Não sr) na synfonia. 23) são paginas de grande brilho e envergadura na nossa musica do programmá. cujas notas não se prolongam comtudo. Sua música. quer no estillo. Nôs criamos fragmentando a natureza. Tinha um espirito requintado e dahi ter tratado o nosso folk-lore de um certo modo superior. um poeta sensível.(Op. de forte valor musical. Imitador genial porque. mas com uma tortura de in inito. A serie Schumanniana. Renato Almeida. que avulta (11 Rodrigues Barbosa — I b . de câmara e de P>a de virtuosi e cantores. tal a influencia do grande musico de Zwickau. o poema dramático Pelo amor. E ' um pendor tropical em que não raro os nossos artistas se perdem. il A 12 — ANNO I Ao contrario de Carlos Gomes. Os motivos se t r a n s formam em allegorias e criam a suggestão ornamental. como também fizera Carlos Gomes. foi Leopoldo Miguez (1850-1902. feitas numa hora de saudade. de que se tornou um discípulo brilhante. Ama. folk-lorista. Mais uma vez artista teve a sorte da illusão. Não só nas tribunas somos eloqüentes. participando d'aquelle estado d'alma q«« Mauclaír chamou de schumanniano. e "Ode funebre a Benjamin C o n s t a m " (Op. A nossa literatura e as nossas artes estão ponteadas de exemplo? que taes é inútil trstar a repetir. Miguez. Na opulencia dos movimentos soam de permeio as cordas de. desdobrando-se a Imaginação em torno dos motivos. . Ha mesmo luxo e opulencia. Caiu. nos seus círculos enleiantes até chegar á ênfase. lyrico. teve em Miguez um cultor invulgar. O seu colorido quente e o ajuste dos valorei synfonicos lhe permittem obter os melhores effeitos descritivos. quando pretendia. os limites deste rápido ensaio. mas p a r a dominal-a. na qual ás vezes ha repetições. porém. Não impede. Nelle resolvia a arte. A' beira do regato e Samba). . Miguez trouxe o domínio da eloqüência. se deixam escravisar nas escolas alheias. na prosa. dominando a contingência. de compositores sacros. mergulhadas na onda sonora do conjunto. Na musica brasileira. 1|) " P a r i s i n a " (Op. por vezes. de operetas. p a r a orchestra. de band do musica. com calor e exaltação lírica. A sua musica. um influenciado pela musica allemã. pois. antes buscava. um colorista seguro e um eloqüente. reflectindo as qualidades de nosso espirito irrequieto e vivo. vindas delle. ospectaculo. mas como compositor de musica de camera. E. que Levy tenha sido um apreciável folklorista. ainda que. cujo jogo subtil os enche de pasmo. A sua orchestação é rica e múltipla. de synfonistas. "Ode a Victor H u g o . como attestam a sua Serie Brasileira. com uma certa me. porém. . em que a imaginação nacional se exalta. " A factura de Miguez é solida. "Ave Libertas» (Op. para piano. vindos do thema principal. a esperar de sue estro. O Tango é delicioso de frescura e graça. também letra do Sr. sobretudo na ultima parte. que por vezes. as Variações sobre um Thema Brasileiro e o Tango Brasileiro. J á a expressão é um entravei. e sentio-o bem Novalis. como u m a interpretação pessoal da alma ingênua do povo. em cujas fronteiras assentam tenda.lancolia. onde. Não será preciso citar exemplos. nas apparencias varias e constantes. acção do Sr. ficará em nossa arte como um sonho maravilhoso. mas sem g r a n de originalidade.

entretanto. homem difficil de permanecer num de- capital e do recôncavo. Num momento em que o Brasil quasi todo se encarnava na Ba- Mas. porquanto havia mais trabalho feito. Ora. ainda se não haviam amortecido os clamores das victimas do glorioso sonho de Villa Rica. Egas Moniz. obedecer-lhe. com o estrangulamento e com a infâmia seu sonho da liberdade. o curso da historia. Esse movimento. O que se realizou em 1822-23. Depois dos no. Oliveira Lima.XPMS. antes de 1823. soube sacrificar-se pelo ideal da independência e da Republica. para a abertura de estradas nos sertões e para a repulsa ao extrangeiro deuredador. teve a Bahia sua Conjuração. a actuação da nobre província do Norte nesse movimento politico. como providencial foi o seu avistamento com a consciência de sua grandeza. em 1798. pela delação dos covardes. a Bahia teve um papel brilhan tissimo na formação do espírito nativistá e nacionalista. de Sua Magestade Dona Maria I . seja na vida orgânica ou maUm novo horizonte rasgou-se para esse acontecimento. Elles muito contribuíram para o Seria apenas uma questão de tempo. portanto. elles enfrentaram os batavos. havia mais do que conversas patrióticas. porque nos dilatou o território. muita vez. Tudo. Pelo que se refere ao passado. Um simples gesto muda. em sentidos e rumos oppostos. é tanto mais para admirar quando. Foi. e não sei como fugir ao dever de sos posteriores. que só se adquire com o tempo e com o labor incessante dos livros. Pedro e José Bonifácio. poderia vir muito depois. Após a Conjuração Mineira. e imprimio ao nativi D. o mais tarde Visconde de Cayrú. A paulistas. afogada em sangue na nascedouro. da mesma investidas pela região do São Francisco. Esta revolução. A independência aprofunda suas raízes em longínquo passado e desdobra a sua ramaria até um momento bastante approximado da nossa época. seja na vida intellectual. abundam em mim o amor a essa nesga da terra do Brasil. mas ainda nos arremes- . e a vontade firme de retirar dos acontecimentos a verdade. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INDEPENDÊNCIA E 0 PAPEL DA BAHIA Pede-me o Dr. a da acção decisiva e a da construcção do novo império. a idéa forma-se da elaboração cerebral na qual se fundem outras idéas já pensadas e vividas. H a pedidos que se recebem como vozes de commando. tal Silva Xavier.cn a África o consolo de viverem em qualquer das feitorias portuguezas nella existentes: a ordem dos juizes era pelo abandono delles em terras "que não estivessem sob o dominio da Coroa de Portugal. liente na guerra dos emboabas. E se me não sobra o prestigio de historiador. pressão de "independência nacional" que se generaliza na ex- três phases distinctas: a pre- paratória. de idéas ou de phenomenos. E quem tal avançar não estará dizendo um dispauterio. mas começa a vir á luz nimbado pela gloria dos martyres do 1798-1199. na terra. o pensamento ou a creação de qualquer ordem de cousas. ainda está um pouco nublado pelo esquecimento. Ella vem a talho de foice para provar que a Bahia teve sempre o culto da liberdade e que. Os representantes da justiça regia haviam-se enchido de tamanho horror aos criminosos que nem siquer permittiram aos desterrados pa. sua oeeupacSo da Dependia do animo do Rei. estabeleceu entre a* suas Outra influencia decisiva teve a Bahia para o encaminhamento da nova ordem de cousas de que resultou c independência: — foi a decorrente da abertura dos portos do Brasil á navegação e ao commercio do mundo. com o estudo publicado na Bahia pelo Dr. que foi " a l - guma cousa mais do que a Conspiração mineira de 1789. Não havia a Historia pátria recolhido esse episódio de tão vivo Ha que a p a n h a r nesse movimento. proclamação e ás lutas que a consolidaram até a expulsão das tropas e esquadras obedientes ao General Madeira de Mello. inex- terial. Nem se comprehende na vida social acontecimento que se não interesse para o estudo dos primordios da nossa emancipação politica. As necessidades do Brasil acabariam hia e em Pernambuco. Delle escreveu. não foi a obra de um instante. afim de que não lograssem propagar as suas perniciosas doutrinas entre os subditos Foi assim a Independência. e no qual outros foram desterrados para a África. providencial a arribada da náo em que viajava varias partes componentes uma intima ligação.ouco. desbravamento do território pátrio. os maiores bandeirantes foram os bahianos. no qual quatro bahianos pagaram com a vida. onde tive o berço e me nasceram os filhos. o Sr. onde se foram encontrar com os paulistas e tiveram papel sa- tissem D. resulta de uma serie de reacções. . Assim como o ser orgânico deriva de uma conjuncção de cellulas. para animal-a depois com o sopro da palavra. Sua historia está toda impregnada desse espirito cavalhereo O do illustre pensador é u m delles: pela sua autoridade e pela ne- co e dessa ousadia nativistá que deviam mais tarde dar em terra cessidade que ha de estabelecer-se um julgamento definitivo sobre com o dominio de Portugal. Depois de São Paulo. . e foi precizamente essa gente nômada e aventurosa quem mais contribuiu para a emancipação politica do Brasil. João VI a Bahia. de transformações. quando Itaparica o os povoados da bacia interna de Todos os Santos soffreram assaltos temerosos. com as suas abertura dos portos se daria mesmo sem Silva Lisboa. social ou politica. e o phenomeno histórico vai buscar suas raízes em situações sociaes o políticas que se materialisaram já ou que apenas se esboçaram. Elysio de Carvalho uma pagina sobre o papel da Bahia na independência nacional. sem os quaes seria impossível o facto. plicavelmente desconhecido até bem r. nada é mais essencial a um movimento do gênero desse Póde-se affirmar que a abertura dos portos se daria ainda quan- que nos preoccupa agora do que a posse de um território. não somente na por impor essa medida. como a independência não pôde circumscrever-se ao facto de sua E' que oa inconfidentes bahianos haviam pregado com a independência a Republica. de opportunidadc quando ? . vincule ao passado. o co- do se não registasse a intervenção do laureado economista bahia- nhecimento delle e a consciência da própria riqueza. até ao Piauhy e até Mi- maneira que a independência se consumaria ainda quando não exis- nas. Poderia vir logo. nenhuma capitania deu tão grande numero de bandeirante»! ou de sertanistas.

em suas unidades. organizada. Bastaria a grande esquadra Juzitana p a r a aniquilar a nascente marinha do cpmmando geral de Cockrane. o a liberdade das industrias. na Bahia. O que dá a um povo o brio da tem parte de seu território oecupado por forças r e s p e i t á v e l da metropole. guerreando incessantemente os dominadores. pondo-se em a r m a s .. itonai. como conservou immovel a es- rebelüão collectiva é a certeza e o orgulho de sua força. tivesse. No Bra- quadra. pelo seu ouzio.eio o ens .A M E R I C A NfMs . e por isso prohibira que o celebre trabalho de Antotill aqui se diffundisse. ambicionando a reconquista. nossa. Ve . A' abertura dos portos deviam sueceder-se medidas fundamen- taes que delia própria decorriam. Foi Isso pela noite de 1 para 2 de Julho de 1823. Tudo isto filiava-se ao derr.«•mtnu. to de oito de Janeiro. A grande província do Norte foi. o Brasil lançou- aliás diminutos. pois..lo Ponto de vista. invejável fortuna de captar a confiança e a sympathia do monarcha.-aõo o decreto. Publl. O notável estadista S r . esqueceu lamentavelmente o 2 de Julho de 1823. Sem a resistência da Bahia. Um povo que não tem a consciência de sua vitalidade e de seus recursos não cria a coragem neeessariaria ao rompimento com a metrópole. tudo q u a n t o hoje festejamos nau se teria conquistado com tão pouco sangue e t a n t a facilidade. comtudo. no acceso da luta que ella prestou o maior serviço a essa cav-a . porém. este. A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de razão é simples: elles careciam de g a r a n t i r sempre a retirada de seu exercito e a posse da capital. poderiam substituir o 7 de Setembro. sufficiente nos seus canhões p a r a isolar o Brasil do resto sil foi a abertura dos portos assim como a carta de alforria eco- do mundo. não só impedio que o exercito de Madeira pudesse yir reforçar a Divisão Auxiliadora. Muita gente pergunta porque. a sorte do movimento iniciado nos campos de São Paulo com o brado do Príncipe D . para o recôncavo bahiano. Pedro talvez houvesse fracassado. na Bahia. quem poderia considerar integralmente livre b. não deve. O 2 de Julho é bem o dia da independência na Cabrito: seus homens de estado muito contribuíram para o reconhecimento e para a consolidação do Império. A Bahia. Antes desse acontecimento. um exercito forte de 10. dos reis impostas e não doadas. armada. o dominio do mar. sei esquecido. Portugal sabia tanto desta verdade que sempre procurara impedir que os brasileiros tivessem ptjrfeito conhecimento das riquezas de sua pátria. Havia. sob a influencia de seus áulicos. Dentre os serviços da Bahia á causa da independência.. da abertura dos portos. em nossa historia. isolando a capital. no superior. esse paiz não é livre. Se estas forças pudessem distrahir-se. com o prestigio moral e polit .ue a independência politica é um corollario inevitável da emancipação econômica. e dentro dellas ponde convencel-o de que o cx:to de sua permanência no Brasil dependia da abertura dos portos ao commercio extrangeiro. co fortalecido pelas suas r*efações com as outras potências. emquanto um paiz t- Lemos Britto. mas é corto rambem que. veio a imprensa. capitulando varias datas que. Isto tudo deu tempo a que outras provincias rebeldes se decla- Penhor desta conquista. os portugueses conser'i a r a m no porto de Todos os Santos a s u a formidável irota. toda gente hoje affirma c. pátria '/ A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de Foi. mam capitulações. a que partissem reforços.Lisboa teve . centro da resistência.000 portuguezes e uma esquadra dispondo de mais de 400 canhões. Tudo isto remontava á entrevista do «soberano com Silva Lisboa. . muito adiante: — lutou até que o exercito e a esquadra de Portugal abandonaram definitivaente a«s suas terras o as suas á g u a s . uma das que os povos reconhecem e procla- rassem subordinadas ao governo do Rio. augmentado se arrogante á luta da independência. alluiram por encanto as muralhai universal chinesas que reparavam o Brasil do espirito Veio gente de toda par'-i e de toda parte a luz nova das < rençns o princípios modernos invadiu a consciência dos brasileiros BRASl ANNO I O A 1? Aquella geração passou inesperadamente e ver o que até alli apenas imaginara. Silva . nômica assignada pelo príncipe regente em beneficio de nosso povo. artilhando e guarnecendo as suas ilhas e enseadas. ». Ora. Antônio José de Almeida em seu dls- curso 'do Congresso Brasileiro. e Cockrane. E' certo que todos os povos commemoram a data inicial dessas reivindicações.

Carneiro Leão. de forma alguma pode: ia servir para Rei a forma da Inglaterra: Seria a Regência em pleno exercício de poderes. as insubordinadas tropas de linha. >s ministros a solicitarem a demissão.uo c e vasse o regime presidencial: não silenciava Diogo Feijó sua pouca symüathia ©elas assembiéas numerosas e de ordinário tumultuarias. A eleição fora disputada. quando a onda opposicionista se ergueu mais violenta em Juiho e Agosto de 1837. Era pela acção r a nida. vez consultada — se transformara para Diogo Antônio Feijó em um poso intolerável : suas forças physicas. Os governos deveriam ser fortes sJm soffrer as vicissitudes do apoio das Câmaras. Entretanto os ministérios se formavam de accôrdo com a maioria da Câmara dos Deputados. jugulando com ifirmeza o movimento capitaneado por Miguel de Prias e creando a Guarda Nacional. tomando em consideração a denuncia orterecida pelo deputado bahiano Francisco (iê Acayaba de Montezuma.í Regência —• Hollanda Cavalcante de Albuquerque — nome du grand« <prestigío politico. Assim é qu'.denciar o desaccordo que reinava entre o Regente e ella. ao mais alto cargo no Império. no Paço do Senado. tempo em que se distribuíam facilmente títulos. agitado. dissolvendo. gravata ue duas voltas e apurado laço. Miguel Calmon. dieclinavam . este já meditava na renuncia. cuja autoridade de muito dominava a do Senado e embora longe ainda se estivesse ao tempo em que se veio firmar a praxe da apresentação d) gabinete ao Parlamento com a exposição ao programmá politico — administrativo a ser observado. com a alliança de Bernardo de Vasconcel- los. que por esse tempo começava a aprender no casarão da Quinta da Boa Vista as boas maneiras sob as vistas e cuidados do Marquez de Itanbaem. emquanto o talento de Acayaha de Montezuma defendia em discursos magníficos a administração do Regente. ministro da marinha. uma descrença profunda levando-o atè á repentina renuncia om Seíembro de 37. embora os ministérios não constituíssem ainda um todo único sob a designação de "Conselho de Ministros'' com um presidente á testa (o qud só se verificou a partir de 184 í.. longe.1 que recebera a investidura de Regente do Im. eram o» títulos com que fora seu nome apresentado á 'Nação e que a levarem a sufragal-o.Senhores!" o que provocou mais tarde o commentario do Visconde de 1'ruguay que "em tempn algum a Câmara fora tratada tão de resto. tenças e mercês e que permittiam os uniformes agaloados e os chapéos de dois bicos. por violentos ataques nas discussões da resposta á "falia do throno" e nas das propostas orçamentarias. Entretanto. fiel ao menino Imperador. condecorações. Montezuma não galgaram o governo sinão porque gozaram da confiança particular do Regente. de joelhos jurar.o Imperador. de opulentíssima e numerosa familja fidalga de Pernambuco. elevando o ex-professor do Itú. Seus ministros. .L em 1836 o ministro da guerra General Fonseca Lima — mais tarde Barão de Suruhy — participava ás Câmaras que não podendo assistir ás sessões daria por escripto as informações que lhe requeressem e no anno seguinte Tristão Pio dos Santos. espécie de salvo con- dueto. lia de assignalar a circumstancia particular de exercer no tempo a Câmara um papel preponderante na politica nacional agindo como a expressão mais genuína da vontade nacionai. agitada sempre em calorosos debates. o compromi&so solenne de velar pela integridade da Nação. se apresentara perante a Assembiéu Geral Convocada. vencera por seissentos votos seu antagoni-fei e dessa forma ftubira ao poder aquelle famoso padre que. em flagrante opposição ao seu temperamento autoritário e insubmisso — estava o Symbolo da unidade nacional. intrigas. Não acceilava insinuações da Câmara e. Castro e iSilva.de seus mais intransigentes inimigos confessarem "jamais haver tal homem sentido a sede do ouro" — rosto triste que não sorria — talvez em conseqüência daquelle penar em que viveu de ignorar quem seus pães ou por motivos de . impossibilitado que e s tava de dissolver a Câmara e recorrer para a Nação. irritado no ostracismo. chamara a julgamento o famoso ministro da justiça Diogo Feijó por haver suspendido as cartas de seguro. dizia.Câmaras era principio ineonteste do direito constitucional. Maciel Monteiro. em que." Feijó não transigia com a maioria: os ministros do EsH. pèrio substituindo — por força do Acto Addieional. physionomia riapida. Feijó. as condições especiaes da politica brasileira não toleravam á testa do governo um homem da tempera de Feijó. Na austera figura d*aquelto homem entroncado e rabeçudo. leve a coragem e a força de firmar a supremacia do governo civil. que constituíam uma das suas vaidade*. então dos "votos de desconuauça". dizia devorado de despeito Antônio Carlos. insinuando-s • no . senhoia dos maiores e mais ricos engenhos do Norte. bem longe ia aquella explendida manhã de 12 Je Outubro. tão seriamente eompromettida pela revolução que irrompera no Rio (irande do Sul e que degeneraria em um dos mais sérios movimentos separatistas — a guerra dos "Farrapos" — e pela rebellião que se levantaria no Pará. tio fortes eram m elementos de que dispunha <"> outro candidato . Visconde de Caravella). numa espantosa concentração de nervos. qut> muito discutem e pouco oroduzem e d'ahi não tolerar o predomi nio do Parlamento. Além do previlegio que a Câmara dos Deputados tinha de chamar á responsabilidade os ministros. Atravessava-se um período de accenluado espirito democrático: da tribuna da Câmara e que partiam as itli'*a« mais avançadas. Certo. escasso de palavras. sem u controle importuno do Parlamento. A Câmara era de espíritos moços e d'ahi irreverentes "mancebos inexpertos e theoristas crus" como. para contornar uma intcrpellação. soflYia um abalo' intenso determinando um pessinismo sombrio. difficuldâdes. que a seu lado tivera Minas Geraes. "os chapéus reinados" como criticavam aquèlles que gemiam saudades dos tempos do Impfrador. como Limpo de Abreu (depois Visconde de Abaeté). Rego Barros. aião uireita espalmada sobre os Santas Evangelhos. A energia indomável e o alto patriotismo que o ministro da justiça do gabinete da Regência ue 1831 demonstrara nos augustiosos mezes que se seguiram á abdicação de Pedro I o pondo cobro ás intrigas e aos motins dos quartéis. Positivamente. reformando-se. partidários da restauração do p r i - meiro imperador. chefe do governo desse imrríeniso Brasil durante a minoridade i. . já pelos quarenta annos. Ignacio Borges. de limpos brazões. alterando-se. Alves Branco (mais tarde 2°. recém promulgado-a Regência Trina e. terminando com os pronunciamentos do Campo d'Acclamação e do largo da Constituição. suüstituindo-ee os ministérios coiulorme as correntes partidárias em maioria no legislativo. a que subira em 1835 pelo voto da Nação — pela primeira . além do notório estado de r e beldia de algumas provincias do Norte e o mál estar gerai em que o paiz vivia desde o sete de abril. a letra constitucional estipulaya que o Impera-uor — na menoridade o Regente — podia n o mear e demittir livremente seus ministros.seu estado religioso a que as circumstancias da Vida o conduziram. que não usava. observância das leis. o antigo delegado paulistano á Corte de Lisboa. em meio de tantas i ambições. sem derramai sangue. Rodrigues Torres. Aguilar Pantoja. reservado. bengala te unicornio e castão d d u r o .do eram da sua confiança f reuniam-se sob sua presidência. quando exaltados andavam os "caramurús". guardando uma extraordinária sereniuace. sinão immediata. A Câmara não tolera%a restricções á isua autoridade: de 182? a 1830 processara oito ministros do Estado © em 1831. defeza da Religião Catholica. de uma honradez ilibada — a ponto. resoluto. nurn . seu organismo uma paralysia que terminaria por vencèl-o de todo.período de anarchia. . seu espirito vivo. alto collarinbo. p a r a ev. o bispo eleito de Marianna. em meio de aeclamações e vivas. severo na sua sobrecasaca preta. a responsabilidade ministerial perante as . Constrangia-se o Regente ao v r as delongas de debates sobre matéria ás vezes de especial urgência e mais de uma vez ordenou a ministros seus que fugissem de dar resposta á« interpellações dos deputados soffrendo as "sabutinas nunisteriaes". Seria o Regente de 1835 um typo perfeito e acabado para exercer o cargo de presidente em uma Kepuonca u.K f M k 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 REGENTE FEIJO' Aquella Regência. no emtanto.Nem dois annos havi . dizia com muita presença de espirito que o que a Câmara desejava é que abi comparecesse todos os dias para dizer: "Louvauo seja Nosso Senhor Jesus Christo: Sua benção meu?. para. constrangia.

canonica.•tar quem lhe dera o próprio prestigio —a imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das gararatia da publica prosperidade l" Padre.lizado por abusos e omissões.n. » concellos e a política ide Feijó iria até o if™™. graças ceita do Império de doze mil contos. entretanto. o mentar.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa Geral do anno de 1836 d pela goimentador temível porque subia á tri. 'falia do throno" A sessão fora de espedebate. ao mesmo A sorte porém era adversa a Feijó porque andamento algum. formava uma excepção.Vasconcellos. conduzindo. qu» nossos banqueiros em Lonldres. o compromisso da divilia portuguesa Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão rante o primeiro império. Chegara em Junho de 1836 ao Rio. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. O nosso governo lhantes ás de Feijó. quando essa pathias pela permissão do casamento aos nense" maioria não está de accôrdo com o mesmo sacerdotes catholicos.mento da ordem.finanças — Castro e Silva — sobre a« D l * • j f c t i c a s do protocollo. intolerável "E' a vontade irres|poris.N L" AIS. sendo-lhe absolutamente livre M^rianna <i\ confirmado pela Santa Sé. o arcebispo D.(Regente) só que tem a iniciativa.trava no Rio Grande do. esmiuçudor. palpebras cahidas. lidade cm compor os seus discursos. poderos do Estado: estão divididos. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado. não subio á tribuna.. deve ser melhor ensina. Não confundamos os previlegio de eleger o governo os bispos.commerciantes de conhecüa competência ria.mata ao governo os trabalhos que fizera defendia a politica observada pelo Regen. funda. Sua intelligencia.ram pretexto para que romipesse a oplposi.1~ a o t ir.dos deputados votou tumultuariamente a autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos Regen. seria o Visjudiciário todos teem atribuições marca. reconhecendo a ra dos Deputados ou de adia-la. Isso feito. de mera legislativo e em 1839. O ministério não bem indepenisto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da dência de acção". aggresiva. Dai-lhe.s mandar: "Nossas instituições viacillam. que passam peía maioria das (duas Câmaras e blicas. Romu. único nome para que apformalidade pelaram os moderado» quando a Câmara não tolerava esse predomínio do poder uo inexpressivo.plicae a tempo o remédio" e chamando volucionaria levaram Vascooncellos á triral. o que escandalisara A guerra no Sul. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Câmara. A "Aurora Flupara formularem o parecer. Digníssimo representantes da Nação.a politica passaria a ser chefiada por maior durante o período Regencial. e porque? dores e aos lueputados: "A moral. que ao encanecer. que pode entender anarchia ameaça devorar o Império. hidirectamente. isto seria o go. a suspensão de garantias • Como quer pois o illustre senador obrigar e que tinha assento na Gamara.c<.com 0 pesava. A guerra declarada entre Vas. a reorganização dos quanomeal-os ou demittil-os sem condição tretanto.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Câmara de tão mal se afigurara e que. O longo Bem se pode d"ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais jiusta e pormenorisado relatório do Marqu*z cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. cellos era excepcional: sua l".. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio parla. embora modificiado. face macilenta.n t&ess idade de uma repressão nas suas Porque não quer que as maiorias gover. futuro Marquez de» Sta. EUe pode dissol. figurando em é monarchico. o Imperador a tirar seus ministros Idas isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o projecto de dividir a guarda Nacional maiorias.meios suasorios que o Regente.000) denunciando-se no orçanwn*0. esforçado pesquizador um defficit que avançava além dos sei= Wà ciai . Bernando de Vasooncerlos durante'* Wão Paulo. .que tudo era motivo para a oprepublicanisar o Brasil. isto é." O Esse caso e m-iis a rebellião que se alas. Vasconcellos á circumstancia de ttir Feijó Câmaras que concede ao dhefe do Estado negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria alcançado popularidade graças ã acção de maiorias das Camaias. Era um ar. o governo e o poder entre o Brasil e o Santo Padre. violenta. que depois da abdicação a Assem.da armada. plianldo o nosso meio circulante. que na mocidàminense. já sem mais outra quasi. Sul. Nem por constitucionaes na região revolucionada. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem.se Feijó com toda energia na defeza do conde de Abaeté. O nosso governo é o o que determinou uma crise diplomática sor da politica seguida.reja a s consciências e seja mais solida a livremente o pensamento.„„R„ • • K r i g i o a "falia"' em nome da Sua formisação do nosso meio circulam» . o vaticano recusara a posição atacasse o governo. aldo Seixas. ique professava opiniões seme. As perseguições qua não devem governar. desaparecendo no começo de 1837. Cruz forças legaes. tal principio tende a Janeiio. En.da para que sirva de sustentáculo ás leis.-<ílpnni'1:iie: o corpo diplomatieo em qu 5 era tendo como ninguém uma faci. feita a veaia á m a n c a s — u. reconhecer o sacerdote com tal investildura a maior parte desses debates como defen-. pouco de. malisar a situação financeira do paiz amflumincinse.mento um homem autoritário destinado a todo o anno de 1836 manteve aberta opposição e poucas são as sessões da Gamara^ vido dizer que 0 nosso Governo é o da. A politica de Feijó verno da força. apostrophava o governo de pretender manuava. fo. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon. pa. A assembléa. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma pretraordinária que se fazia sentir de norda "thabes dursalis' que pregaria em ponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona.em contigentes. pois de reconhecido tentara empregar.cena. O Regente recebido com os trabalhado. perante o Senado sustentava tes : em cada conceito se revelava ao parlana sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. tantas lacunas grande estadista que elle apontara para i:e Finanças — onde se assentava Berdeixava assinalar.. Feijó mantinha.o primaz da Bahia..O governo consome o tempo em vãs re*.Feijó era forçado a fazer á imprensa rea cousas que sejam oppostas ao bem ge. Feijó lavras ríspidas. 9 A 12 — A N N O 1 AMERICA B RA 8 I LEI R A A lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e final: quando o Regente desalentado abangovenio o direito de (dissolver a Câmara.Evaristo da Veiga na "Aurora Flumiver a 'Gamara dos Ideputados.avel dor o direito de negar sanção ás leis que porém. de das na Constituição.rt v « o u m«in v o — mrcuiani» ««—. então se demonstrava subir ao poder. Não era aquelle phrasea.préstimo de 27 de Dezembro da »•* rimeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao .. o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo..volta Ide uma missão diplomática especial senador Feijó.violências dentro da lei e terminandoíj nem!" E na sessão de 29 de Maio conti.maioridade do Imperador. contra o Brasil além da dilevado por desgosto.fracassados o* na Europa o Marechal Marquez de Barbama nas vésperas da proclamação da maio. nardo de Vasconcellos — não conseguio no maior brilho e intensidade. pesando.mil contos de reis. offerecendo o experimentado diploridade. commendações.' O donou nas mãos de Araújo Lima o poder.vida interna o encargo do empréstimo ae tarios ido tempo. Seja elle responsabi. não escondendo suas vivas sym.horiosidadc 1824.afigurava-se ao grande parlamentar como A Constitoição dá ao poder modera.." Já lembrai e repito: a Constitui.sobre nossa vida financeira de accôrdo ção na Gamara. governo de um só.X 400. sendo a media U« Re' itf|lfce apresentara nos Paços do Senado.buna protestar pelo direito de manifestar moderador o direito de dissolver a Gama.ciaes para acudir ao apromptamento das deiro órgão dos sentimentos nacionaes. u fe ^Ê •nfensa curiosidade. o ministro Limpo da lei.de Abreu. dessa for. ao ser eleito o bispo do Rio de dros do exercito e a reforma do thesouro nenhuma? Senhores. o pedido de verbas espechefe ou a este parecer que não é verda. Ap. amigo. ainda pois no período Regência!.seja a consciência e seja mais solida a ga. movimento Bernardo de Vasconcelos. Ms adaptadas ás necessidades pu. A capa.. mesmo dude Evaristo da Veiga. maioria e que quando a maioria quer O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes uma cousa íueve ser feita. dai-lhe força com que possa fazer tem voto. O povo enchera á magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho desenvolvido pelo ministro oM • L ^ f l C ^ K ias. períodos curtos.

a opposição se regimenta. poder que era sagrado.. cumpra a promessa tantas vezes repetidas de AMERICA BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. O mez de Agosto foi das ultimas conservar-vos na espectação de bens. deixando a palavra u 0 cargo do Regente.456 contos para a Fazen. sem me importar com os elementos d^ que se compõe a Gamara dos Deputados prestarei a mais franca e leal cooperação a mais franca e leal cooperação á Gamara.mereça as syniipathias de outros poderes que* na opposição.acto da minha expontânea demissão. que não deixavam fructo.cidadão brasileiro. com a sua bengala de unicornio. polido. mas sóbrio. sinão duras: remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados. A attitude desses gaúchos destinados. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento.mesma Camara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. do ex ireicio. mas um credito acolamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2.dente — e o seu espirito elevado.piando o de Feijó. mas que nao luctas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos.288 para a Guerra e 814 para a Ma. erguendo David Cannabarro. não o que fora pedi. Os ânimos se azedaram logo. ao menos desta vez.onde vinha__sdndo todos os mezes eleito presíCâmara recebe com agrado.. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. o que determinou forte celeuma. Esses eram os vultos de maior desta. se dirigio ao Paço. o que imprimia umia excedente força dedutiva nos dirigio ao povo: "Brasileiros! Por vós seus discursos. A rc-posta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação período por período era um nunca acabar da oradores e de emendas. 1. Imperial si. Albuquerque — simples de expressão. a Providencia me depare. transfigurando-se em orador ao Justiça :j logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate. dominado por uma Gamara. Aao devo cialista em assumptos de ord im econô. sempre elegan. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. período de da. vaidoso na sua independência bro: Araújo Lima nomeado Ministro da de acção.um oífrciO' Uo íiumsuo -\raujO . o Regente em tom resoluto disse aos deputados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Nução. 9 A 12 —. Souza Mar. tendo sido negado. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim.tismo de Pedro I. educado em conse. ii>irectamente o grande estudJsta ^ matica. muito franco nos atasibilidade de se obterem medidas legislaques. combalido. cabeça erguida. a crise tada com a política de prudeincia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. O ministro da mez após. amorl O Parlamento ou melhor a Gamara entretanto nada de pratico realizou. calmo. os ódios recrudesceram. Maciel Monteiro. esperando que. mdicavam-no para cia de facto a chefia do movimento contra oecupar interinamente a Reg:wcia t t é que o Regente Feijó — estavam Honorio Her. pelo' que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos.F iUMS.Lima comento de lógica pelo trato com a mathe.a Nação elegesse o Regente Permanente. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes que. os debates sei aca. elles infelizmente forão em progresso. Antônio Netto e Bento Gonçalves a banldeira emancipadora em toda a região fronteira com o Unuguay. só mais tarde limicrise finanecúra que atravessava.e fazer-vos conhecer pela exptriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em -meu poder acudir ás espirito aristocrático. inatacável. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. rinha. com tins com indizivel emoção.serviços patrióticos.maies que Uuiuo nos aiiagem.cta da renuncia."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. a desorganização nhecimento e gratidão á coniiança que vos dos serviços públicos.400 Pátria. fMctos entrei.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Gamara. a que se vinham juntar tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos" Nos começos Ide Junho a commissão especial.víncias e na Corte. M. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. do que tendes necessiuaue. clarando ingenuamente que eu não posso palavra fácil e elegante. Pedr 0 d'Alcântara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. nevrose profunda. meto Carneiro Leão. narra o' acontecido á exhausto. reflectiloram. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". os poderes da Nação e os das . descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhi-. Eu estava convencido da impost rmo ajustado. para não dizer a formula protocollar A do Senador saliindo da Câmara —. prestarei e devo :t dido do credito extraordinário de 2. foi fa— Diogo Antônio Feijó. . espe. em meio de a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio. Miguel Calmou do iPin e Almeida — tivas ad^lquadas ás vossas circumstancias. Ribas Carneiro. AQ lado do. a crise politica. — o espirito mais gando-vos o poder que generosamente me coníiask'. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa qui a Gamara minha parte.previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei.' Era a censura ao despediicio da tempo nos trabalhos parlamentares.sorte que. resolveu renunciar. P. Rodrigues Torres — que da Aaçáo" não receneram uo ilegente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação dir. quando Araújo Lima. orador consumado. possuidor de um grande conheci. cia: cumpre que lanceis mao Ue outro cidadão que mais hábil ou mais í v. hesitante para discursar impetuosamente. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. pel cçoda0 Governo!". Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op.dro. as finanças e para mereci. argumentação satisiazer o que ue mim deseja./. A queda de Feijó determinou a suVendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. Feijó vingava-se da Camara no ultiapaixrvnando-sei com facilidade até ficai' mo acto praticado como chele ÚQ poder irascivel. de que er a mestre. sahio do Paço do Senad0 entre as alas Idos deputados e senadores em corn. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. que bem moço Iográr a sympathias de mas forçoso eia pagar tributo á gratidão Pedro 1» que o fiz Ira Ministro das Finan.agitações democráticas. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente. O anno de '1837 começava mal: morrera Evaristo da Veiga. noridade de D. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. Rio de Janeiro 19 de Setembro contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. e de ensaio republicano. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. por deante da peremptória rapidamente mudou de sua vez teria que recuar opinião e concedeu.necessidades publicas. seu passad0 de estudos e de de Bernardo de Vasconcellos que exer.missão. wxalá que na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor as urgentes necessidades do Estado! Está inchada a sessão" e entre murmúrios. deputado por Minas Uma longa conferência entre Fcújó e o futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda.da Coroa Imperial. a crise nacional.executivo e do poder moderaaor na nute de uma linha irriprehensivel. Defendendo o Regente políticos.terminar o período regencial. na qual se destacava o seguinte período que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V.üiiuesegura ei expontânea. conforme a praxe.' ! A lueta se «accende. ANNO í imortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. leu e entregou ao Regente a resposta da Câmara.es . decia brilhantíssima. O Regente abrira a sessão legislativa com palavras seccas. mento das paixões partidárias nas proNa sessão de 6 de Junho. por vós desço hoje íkisse eminente postoi Ha muito conheço os homens e os fugindo dos subterfúgios par a preferir o cousas.por mais tempo conservar-me na regênmica. levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D. Hollanda Cavalcante de subi a primeira magistratura d 0 Império. . Feijó ouviu Souza Martins attdntamemte e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes.

o Que escandalisara ciaes para acudir ao apromptamento das o primaz da Bahia. A politica de Feijó uma cousa ireve ser feita. ao mesmo andamento algum. pouco dema.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa O r a l do 'ann0 de 1836 « pela g-umentador temível porque subia á tri. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon.seja a consciência e seja mais solida a ga.canonica. e porque? dores e aos deputados: "A moral.trava no Rio Grande do. que tudo era motivo para a opnenhuma? Senhores.commerciantes de conheciia competência ria. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado.da para que sirva de sustentáculo ás leis. O nosso governo a maior parte desses debates como defené monarchico. Nem por Como quer pois o illustre senador obrigar o projecto de dividir a guarda Nacional isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o Imperador a tirar seus ministros Idas em contigentes.debate. sendo a media M* ™' peso SP apresentara nos Paços do Senado. Seja elle responsabiverno da foiça. Cruz constitucionaes na região revolucionada.. o governo e o poder conde de Abaeté. o ministro Limpo o que determinou uma crise diplomática embora modiíiciado. A Constituição dá ao poder modera(Regente) só que tem a iniciativa. dai-lhe força com que possa fazer dência de acção".. pa. Feijó lavras ríspidas. perante o Senado sustentava tes: em cada conceito se revelava ao parla. Isso feito. Não confundamos oa volta Ue uma missão diplomática especial Esse caso e m-iis a rebellião que se alaspoderes do Estado: estão divididos.préstimo de 27 de Dezembro d* »•* primeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao (í 400. mesmo dude Evaristo da Veiga. A assembléa.com 0 pesava. Sulfracassados os cena. O ministério não tem indepenpassam peia maioria das Iduas Câmaras e blicas.AM E R I C A BR A S I LJj R A AL'MS. seria o Visentre o Brasil e o Santo Padre. f-smiuçador. O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes maioria e que quando a maioria quer não subio á tribuna. « autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos RegenBernando de Vasconcellos durante' -fiãu Paulo. governo de um só. períodos curtos. feita a venia á concellos e a politica ide Feijó iria até o formmção do nosso meio circuiame meta. que professava opiniões semeposição atacasse o governo. das na Constituição." p na Europa o Marechal Marquez de Barbasenador Feijó. pois de reconhecido tentara empregar. pesando. cellos era excepcional: sua l". tal principio tende a Janeiio.apostrophava o governo de pretender manem!" E n a sessão de 29 de Maio conti. sendo-lhe absolutamente livre dros do exercito e a reforma do thesouro tretanto.violências dentro da lei e terminando' Porque não quer que as maiorias gover. Câmaras que concede ao chefe do Estado alcançado popularidade graças ã acção de negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria Evaristo da Veiga na "Aurora Flumimaiorias das Camaias.tem voto.pelaram os moderado» quando a Camara formalidade não tolerava esse predomínio do poder do inexpressivo. então ise demonstrava subir ao poder. esforçado pesquizadnr um defficit que avançava além dos sen cial 6«Mennvi'»-lf>: o corpo diplomático em quJ era tendo eomo ninguém uma faci. Era um ar. fosobre nossa vida financeira de accôrdo ram pretexto para que romipesse a oplposidefendia a politica observada pelo Regenção na Camara. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio (parla.finanças — Castro e Silva — sobre a" 1 "pragmáticas do protocollo. O Regente recebido com os trabalhado. Feijó mantinha. Ms adaptadas ás necessidades pu.no o direito de Idissolver a Camara. índirectamente. aggresiva. movimento Bernardo de Vasconcelos. A "Aurora Flupara formularem o parecer. que na mocidàminense. isto seria o go. funda. e que tinha assento na Camara..mil contos de reis.boriosidade 1824. palpebras cahidas.vida interna o encargo do empréstimo to tarios ün tempo.nense"." Já lembra e repito: a Constitui. ü Havia intensa curiosidade. intolerável "E' a vontade irresjponteavel: lizado por abusos e omissões. violenta. dessa for.afigurava-se ao grande parlamentar como commendações.Vasconcellos..volucionaria levaram Vascooncellos á tria cousas que sejam oppostas ao bem ge.imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das garanitia da publica prosperidade!" Vasconcellos á eircumstancia de tttr Feijó Padre. o compromisso da divilda portugueza Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. contra o Brasil além da dilevado por desgosto. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão grande estadista que elle apontara para rante o primeiro império.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Camara de tão mal se afigurara e que. •tar quem lhe dera o próprio prestigio —a nuava. O povo enchera â magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho Viesenvolvido pelo ministro da» as i«i> :a«. futuro Marquez da Sta.ASM» I final: quando o Regente desalentado abanA lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e donou nas mãos de Araújo Lima o poder. As perseguições qu* isto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da Feijó era forçado a fazer á imprensa renão devem governar. isto é.todo o anno de 1836 manteve aberta opna sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. aldo Seixas. Dai-lhe.mento da ordem. já sem mais outra maioridade do Imperador. formava uma excepção. Não era aquelle phrasea. deve ser melhor ensina. plianMo o nosso meio circulante. amigo. o vaticano recusara a republicanisar o Brasil. O nosso governo é o de Abreu. quando essa pathias pela permissão do casamento aos A guerra no Sul.mento um homem autoritário destinado a posição e poucas são as sessões da Gamara vido dizer que 0 nosso Governo é o das mandar: "Nossas instituições vacillam. graças ceita do Império de doze mil contos. único nome para que apmaior durante o período Regencial. tantas lacunas t e Finanças — onde se assentava Berdeixava assignalar. mal isar a situação financeira do paiz amflumincinse. Romuchefe ou a este parecer que não é verdaforças legaes.plicae a tempo o remédio" e chamando buna protestar pelo direito de manifestar ral. figurando em lhantes ás de Feijó. face macilenta. offerecendo o experimentado diplomeios suasorios que o Regente. Elle pode dissol. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma preda "thabes dursalis" que pregaria em traordinária que se fazia sentir de norponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem. reconhecendo a moderador o direito de dissolver a Gama. entretanto. gnvc.livremente o pensamento. Digníssimo representantes da Nação. nas vésperas da proclamação da maiomata ao governo os trabalhos que fizera ridade. a suspensão de garantias deiro órgão dos sentimentos nacionaes. su Feijó com toda energia na defeza do judiciário todos teem atribuições marcaChegara em Junho de 1836 ao Rio. ainda pois no período Regencial. a reorganização dos quaMarianna A confirmado pela Santa Sé. reconhecer o sacerdote com tal investMura sor da politica seguida. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Camara. 'Sua intelligencia. nardo de Vasconcellos — não conseguio A sorte porém era adversa a Feijó porque no maior brilho e intensidade. o arcebispo D. A capa. lidade em compor os seus discursos. 9 A \2 —. que ao encanecer. Ap. que depois da abdicação a Assemlegislativo e iem 1839. ver a Camara dos Ideputados. Enmaiorias.0 governo consome o tempo em vãs re. de previlegio de eleger o governo os bispos. que poda entender anarchia ameaça devorar o Império. não escondendo suas vivas sym. dirigio a "falia" em nome de Sua . desaparecendo no começo de 1837. de mera dos deputados votou tumultuariamenbe a quasi. O longo Bem se pode d'ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais justa e pormenorisado relatório do 'Marquez cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. o mentar. A guerra declarada entre Vas. quo nossos banqueiros em Lonldres. o pedido de verbas espemaioria não está de accôrdo com o mesmo 1 sacerdotes catholicos. que dor o direito de negar sanção ás leis que porém. ao ser eleito o bispo do Rio de momeal~os ou demittil-os sem condição da armada." O a política passaria a ser chefiada por o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo. conduzindoda lei.000) denunciando-se no orçam* •falia do throno" A sessão fora de espe. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835.reja as consciências e seja mais solida a n cess idade de uma repressão nas suas ra dos Deputados ou de adia-la.

| dente — e o seu espirito elevado. sahio do Paço do Senad 0 entre as alas Idos deputados e senadores em com. indicavam-no para de Bernardo de Vasconcellos que exeroecupar interinamente a Reg. A attitude desses gaúchos destinados. fHctos entrei 0 s poderes da Nação e os das .-iraujo . vaidoso na sua independência b r o : Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. Nos começos He Junho a commissão especial.es .tismo de Pedro I. conforme a praxe. clarando ingenuamente que eu não posso palavra tftacil e elegante. a crise tada com a politica de prudemeia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim. mento das paixões partidárias nas p r o Na sessão de 6 de Junho.terminar o periodo r*gencial. muito franco nos ata. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. cidachTo que . cumpra a promeesa tantas vezes repetidas de BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. narra 0 ' acontecido á j exhausto. cabeça erguida. O Parlamento ou melhor a Camara entretanto nada de pratico realizou.sibilidade de se obterem medidas legislaques. com a sua bengala de u n i cornio. Eu estava convenedo da impost m o ajustado. conservar-vos na espectação de bens. sempre elegan. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. poder que era sagrado. 1.as seccas. 9 A 12 —. seus discursos. Rodrigues Torres que da Nação" nã. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. de O mez de Agosto foi das ultimas que tendes ncce. o Regente Feijó — estavam Honorio Her. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa q u i a Camara minha parte. mas um credito acclamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2. quando Araújo Lima. com tins com indizivel emoção. sem me importar com os elementos da que se compõe a Gamara doDeputados prestarei a mais franca e leal cooperaçã'» a mais franca e leal cooperação á Gamara. os debates sei aca.agitações blicano. Hollanda Cavalcante de por vós desço hoje tkisse eminente postui Albuquerque — simples de expressão. Pedro d'Alcantara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. — o espirito mais gando-vos 1 confiast. Ribas Carneiro. decia brilhantíssima. O anno de '1837 começava m a l : morrera Evaristo da Veiga. Vendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. espe. Miguel Calmon do iPin e Almeida —./. wxalá que l na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor ás urgentes necessidades do Estado! Está fachada a sessão" e entre murmúrios. deixando a palavra u_0 cargo do Regente. a desorganização nhecimento e gratidão á eoniiança que vos dos serviços públicos. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. calmo. orador consumado. o que impridirigio ao povo: "Brasileirosi Por vos mia uma excedente força dedutiva nos subi a primeira magistratura d 0 Império.NÜMS. que não deixavam fructo. Souza Mar. periodo de democráticas. O ministro da mez após.288 para a Guerra e 814 para a Ma.mais hábil ou mais i v. foi fa— Diogo Antônio Feijó. indo todos os mezes eleito presiCamara recebe com agrado. o que det"<rminou forte celeuma. mas sóbrio.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Camara. resolveu renunciar.mesma Gamara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". do excircicio. leu e entregou ao Regente a resposta da Camara. só mais tarde limicrise finanecúpa que atravessava. e de ensaio repuda. lOirectamente o grande estadista se matica. sinão d u r a s : remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.cidadão brasileiro.o veceoerain uo Regente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação d i r x t a da renuncia.-siuaue. Rio de Janeiro 19 de contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhipara não dizer a formula protoeollar "A ! do Senador sahindo da Camara — onde j vinhais. Antônio Netto e Bento Gonçalves a bantdeira emancipadora em toda a região fronteira com o Uruguay. Defendendo o Regente políticos. pel cçoda0 Governo!". a Providencia me depare. AQ lado | do. hesitante para discursar impetuosamente. M. deputado por Minas futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. polido. reflectiloram. se dirigio ao Paço. Maciel Monteiro. Feijó ouviu Souza Martins attdntamente e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes. P. inatacável. argumentação satisiazer o que üe mim deseja.iito nos atingem. os odioí recrudesceram. ao menos desta vez. a opposição se regimenta.missão. em meio de í a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos". a crise nacional.piando o de Feijó.iLiurco poder que generosamente me segura ei expontânea. tendo sido negado.\ao devo cialista em assumptos de ordnm econô.víncias e na Corte. elles infelizmente forão em progresso. combalido. prestarei e devo :i Setembro dido do credito extraordinário de 2. esperando que... com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. transiigurando-se em orador ao Justiça m logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate.mereça as syniipathias de outros poderes que-» na opposição. a crise politica.um oííicio do ministro .Anciã 'iíé que cia de facto a chefia do movimento contra a Nação elegesse o Regente Permanente. possuidor de um grande conheci. A queda de Feijó determinou a su.executivo e do poder moüeraaor na m i te de uma linha irr iprehensivel.rnaies que Ua. educado em conse. que bem moço lograra sympathias de mas forçoso eia pagar tributo a gratidão Pedro 1° que o fiz fra Ministro das Finan.400 Pátria. . Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op. as finanças e para mereci."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. a que se vinham j u n t a r tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império.sorte que. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes quy previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei. . erguendo David Cannabarro. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. pelo que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos.da Coroa Imperial. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento." A lueta se «accende. mas que nao luetas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos.necessidades publicas. noridade de D. rinha. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente.na qual se destacava o seguinte periodo que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V.tivas ad^|quadas ás vossas circumstancias. Os ânimos se azedaram logo.acto da minha expontânea demissão." Era a censura ao despeAJicio da tempo nos trabalhos parlamentares.Uma longa conferência entre Feijó e o meto Carneiro Leão.Lama comento de lógica pelo trato com a mathe. O Regente abrira a sessão legislativa com palav. dominado por uma ! Gamara.e fazer-vos conhecer pela explriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em meu poder acudir às espirito aristocrático. nevrose profunda. A resposta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação periodo por periodo era um nunca acabar da oradores e de emendas. de que era mestre. o Regente em tom resoluto disse aos d e putados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Niação. . Esses eram os vultos de maior desta.por mais tempo conservar-me na regência: cumpre que lanceis mao Oe outro mica. Ha muito conheço os liüinen» e us fugindo dos subterfúgios p a r a preferir o cousas.levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D.dro. por vez teria que recuar deante da peremptória rapidamente mudou de sua opinião e concedeu. ANNO í AMERICA amortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. Feijó vingava-se da Camar a no ultiapaixonando-s> com facilidade até ficar mo acto praticado como chele ÚQ poUer irascivel.456 contos para a Fazen. não o que fora pedi. Imperial si. seu passad 0 de estudos e de serviços patrióticos.

taes conselhos de j u r a d o s . nem tão pouco com o quadro descriptivo ou critico dos costumes políticos. O direito é susceptível de aperfeiçoarse e cada vez mais servir á ordem social. e assim por dc-ante. que nada mais exprime do que o exercício directo do podei judiciário por parte da classe proprie-. e somente a sciencia poder. nem poderiam ser.e i .i auxiliar-nos na separação do que é -'útil" e do que é ••inútil". fácil será conhecer o synchronismo. digamos mais fortemente a cada — a contradicção.A M E R I C A \T\ls <l \ !-' BRASILEIRA A\\<> I SCIENCIA JURÍDICA Dados para o rientação material" A sciem-ia do direito não seria sciencia. não se confunde com a historia. religiosa. tm a o exercício actuaes condições da economia. a respeito de qualquer nriaçãc ou tentativa se hão de t r a v a r rinhas de oratória e de argumentação mais ou menos erudita. mo au chimico. Le droit et !is faits économiques. E' á boa P tica social (jurídica o econômica. pois que separavam d a empresa produetiva o proprietário. segundo methòdos rigorosos e fecundos. No e n t a n t o a questão é de "incto" Com a iniciação scientiíica. k í i a f t . da sociedade. mas. não. . A própria clilatação do circulo social produz a transformação do direito: em quanto foram nômades os hebreus.digamos até. se o azar dos . levavam-no dos cargos públicos. Tal serviço negativo. porque estes mudam. que possa trazer melhora sem nova actividade. sob a s formas differenciadas ou novas da vida. a pesquisa. pois que mostra '-erros" de legislação e ã t governo. montrera les difficultés du probléme. Ainda estre- mece. de que a partilha. Temais.' U-nder exista "sciencia da legislação" O direito. No Brasil. as relações capitalistas. não é " f a t a l " e sim apenas "possível': ha povos que. Estádio. fondée sur une a^roW*' chie. remédio é promover o enriquecimento deste ( l i C A . Porque? Responde Achllle I. torna-se-lhr impossível o consciencioso exercício das funeções de juiz (3). por zes imperceptível. e a "realidade social" que concretiza a phase econômica. de qae derivarão excellentes suggestões praticas. ctores de felicidade dos povos. em. ou é falho. ao biologista. pag. não é o maior que nos pôde prestar a investigação seientifica. logo lhe revela a discordância.tr 317: "Une canonique prudente. Les bases économiques de la constituttv*v ciale. ao momento histórico. na maioria e nos casos ordinários. todas a s cousas eram possuídas por todos e tiveram um chefe. nada Republica. que de momento interrompem a continuidade e crescente exactidâo. Não poderíamos identificar a sciencia jurídica com a theoria geral. politica. P a r a um como para o outro caso. ou de q u e a distribuição deraes e estaduaes segundo a Constituição de rendas fe- Federal brasileira nã<> attende aos interesse* dos dous círculos políticos (União. dílatação de principio relativo que o intellectualismo entende elevar ã categoria de absoluto.tetos legislativos fosse o objecto r i ) . so- ciai sobre qual desejamos a c t u a r . w e n c die Zufalligkeiten der Gesetzgebungsakte ihr Gegens" (*S) BEOHAIX. que a sciencia aponta como útil e efficaz.i-1920 vol X I I I pag S' "Sicher ware die Rechtswissenchaft keine Wis. moral. com a primitiva economia. elle c o n 8 e m e r i » J L «W blement de ne marcher vers 1'idéal qu'ÉL pas méeurés. taria: foram bons os resultados n a Grécia e n a Roma clássicas.sufficieme o material de informação com que se tra- balha. o panado com a organização do trabalho não salariado. nos periodo» primitivos.oniA. o governo representativo. com a precisão. Ninguém poderia menosprezar a verificação de que prejudica a agricultura o a r t . Não ha maior disparate do que pre. a eleição pouco ou. a pesquisa é assaz delicada e não raro ir. entre o -'direito".com o governo representativo. nu Aecliio fur Rechts una Wirtschatfsphilosophie Berlin un Leipzig l:H'. ou não existe. como a de evitar instituto»?. m . etc) que c pete A grande obra da felicidade dos povos: dará. l9t» (4) Cf. que momento pretendemos impov aos factos. A cada momento percebemos leis synchronicas: a economia eseravagista e o governo directo. de subir por anno. s então A adopção de segura politica jurídica é um dos maiores fa- Pariz. religiosa e moral. que é a d a novidade. que não correspondem mais á época. segurança aos P»« sos (4) e prescindirá dos velhos processos empíricos e pn tivos.n w l l w f fomento "lógico" ou "ideologiQO'^ Não faltam defensores ao jury. descem de quando em quando. ao physico. EMfiK. » * enjoindra d'y marcher résolument" .622 do Código Civil francez. mas n a adopção de expediente. Pariz 1M-3.oria. do que é innocuo e do que é A maior vantagem é a que resulta d„ resultado positivo: não consiste na descoberta de erros. 1. Comprehende-se hoje que espécie de gente pode compor. -889. A repercussão geral do erro. o "salário" apenas diz com o u t r a palavra o que anteriormente se dominava " r a ç ã o do escravo" Também a Alleman*. não foram exprimia. vez. que è indispensável ao jurista co- & pesatil^ai e não âe . segundo variam a s condições sociaes. regras e preceitos. ADRIEN NAVILUI. nem com a philologia. ou a simplí» prejudicial á vida á prosperidade social. como disciplina Uieorótkv. lui. os gáos da escala. onde a economia é servil. VlVlUflé8Ml pH. iniea e gasla em processos jurídicos fe pessoas improductiva-i gran de parte das fortunas. está o corpo dos systemas jurídicos cheio de aphorismos. uma época os adopta e outra os contesta. (S) ACHILLE I. com a politica escolastico-discursadora. vicia e envilece o organismo social. a propriedade pertence á família e assim a suecessão se faz "ab intestato" ao passo que virá o iestamento quando a mesma sociedade explorar escravos. 160.. ficou muito tempo incompatível. que fragmenta as propriedades. Em certos recantos'. em que excelle: n a antiga sociedade. e apenas mediante eliminação de medidas. Analysadas a s relações sociaes e verificadas as permanências. que não poderia ser o dos romanos. perturba a continuidade da vida econo afim de mais seguramente conhecermos a realldad. nos nossos dias. vem a propriedade privada e o chefe commum desapparece. porém constitue um dos maiores. desde que se lhe exigem a presença e a assiduidade n a direcção da empresa produetiva. com o conjuneto ou systema dos princípios. nem o nosso. Classíflcation des sciences. nem com a moral. Mas tal evolução nao se opera "necessariamente". que é o da época do salário-. i&i> 1 T 1 . p a g . â economia feudal corresponde typo de direito de família. a de demasiado apego a o passado. divididas a s terras entre as tribus. Imperial depois a abolição e H muito sensíveis a s melhoras. para tomar outra estrada. que apenas são vantajosos para os fortes e o» ricos (2t. e outros. Grundfragen der Hechtsphilosophie. Hoje.

Inúteis. como o animal. as f o n a s . não prova que seja " ú t i l " : encontra- pag. lo do que dizem escriptores do tempo. 3. que se enfrentam. Duarte. domina. e cortarlhysha as cabeças quanto tanger o bico da orelha pelo pescoço. A justa medida. desde que não a reduzamos á vil empiria ou a rancida escolastica ? jNada mais perigoso do que tal presupposto do caracter morphologico Pontes de Miranda. entre as duas posições fica um e de outro modo de explicar os factos: o finalista confia demasiado na forma e crê. que " o u t r o " direito possa produzir " o u t r a " sociedade. merar muitíssimos. O darvnnismo não se pôs do lado opposto. e a crença dos innocentes. em vez de "resultados" delia. logo ' . era nenhum. figura de pedra verme- sertanejo ainda falia na " c o r t e " . mixto de admiração e de crença. porque apenas vale a força que o impõe. Porém os factos nos dizem outra cousa: ha animaes cegos que existem na superfície. Se Introduzirmos . e (como tal força já existe antes da imposição do direito) apenas elle exprime a feição que tomou a arbitrariedade contida nos factos./observaneia de preceitos ou hábitos. insuperável difficuldade. No "Leal conselheiro" de D. houve certo movimento de rehabilitação do elemento- e os erros. Não são possíveis expli- evitamento de medidas que são ineficazes ou (o que é mais grave). se examinarmos algumas das conseqüências de partidários. ou elles são preparados. S§ II. i i physiologico. . centemente. a differença " v e r " o mecanismo da adaptação. e não nos lugares escuros. a adaptação como processus em nítido relevo. Aqui encontro um acto e penso que para elle somente concorreu o indivíduo. á "melhorar" em vez de "punir" os indivíduos. zer. que mudaria de cor em certos crimes para certificar a inno- os bens da suecessão "ab intestato''. Só os espíritos contemplativos. O animal pode pra- pe. nos phenomenos jurídicos. 9 A 12 — ANNO I AMERICA Quem quer que observe os organismos tem de considerar as relações delle com o que o cerca. e t c . mas poderíamos f nu- zes ü medida é reminiscencia de outros estados sociaes. 623. hendímentos. ainda se conservam os calções e os beijos nos nossos tempos de roupas monos solemnes e mais praticas. Susceptíveis de ser criadas e proveitosas á vida social. Contraproducentes ou directamente perniciosas. devem ser extirpadas. Isto que nos reduz a morpnologia das plantas. processos para a adaptação. fel-o como factor secundário. ' Se verificarmos que em raças differentes que vivem em determinada espécie de meio se operam certos phenomenos. a suspensão da producção ou dos empre- do I. ou collectivo. no in- liciaes. a adaptação. quando não são úteis. se não os pormenores. encontrava a punição ticar actos que não são uteís. Outros preferem do problema do processus adopativo. e a dígena e na raça alienígena que cüfferentemente se modelam no condemnar que se mantenham instituições que não servem mais á mesmo meio.NÜMS. de convicções e preoecupações de hygiene. que somente representa interpretação. Será difficil separai-os do conjuncto das suas condições de existência. a educação. regulamentos po- ção ao meio. entre as disposições anatômica. Esquecem que ha Tal critério rigorosamente scientifico nos leva a preferir a ac- o elemento-organismo. é quasi . admittio a influencia do meio. e outros. que de uma infinidade delles estão cheias as mas com ella se mistura providencia A's ve- que concorre para a ada- leis. Dous são os elementos. se prosperidade. posto que pudesse ter sido fecunda a ferocidade das penas contra o adultério. tit. contra o qual a cada momento se exercem as tenden- ção a outro não é mais do que a resultante da correcção ou do cias exclusivistas das interpretações da adapção. dos animaes e dos homens a traducções do processus de adaptação. que invade. mas. mostra-nos também que podemos observar na matéria social as seguintes "formas": 1. Damos apenas dous exemplos. que punha gem econômica de se não perturbar a vida da nação com a fra- ao:: olhos de todos o malteitor. em rela- organismo. de geito qua o . alli. obras do empirismo ignorante ou do fatuo racionalismo. "e havelas h a " . A superioridade de um momento. sem nenhuma dependência das circumstancias exteriores. porém igual- . não podedos persistir nelle. da providencial correspondência entre a estruetura dos órgãos e o funecionamento delles. em cousas de intelligencia. o mos exemplo no que se lê nos "Inéditos da Academia". os povos oceidentaes "partilham" lha. costume. indifferentemente. a des- cações simplistas e menos ainda exclusivistas. se qui- azas e animaes aquáticos sem nadadeiras. e r r a .ivro V. as series de 2. corrigidos. no direito. BRASILEIRA ser se tornará "o que é preciso" p a r a a vida. Demais. o determinista vê alterações. pois. que naquella terra "tantos certificam que o vyram filhar" O valor probató- rio. Brutal. Os novi-lamarckianos attenderão ao meio. prejudiciaes ao bem individual. O ptação social ou para o equilíbrio jurídico. para viver no meio em que vivem. a disposição legal. a pena gmentação da fortuna. Scientificamente. finalistas e outros do mesmo feitio podem permanecer neste estado psychologico. que vivem nas cavernas. com formas adequadas.poderemos acreditar no semelhante effeito de semelhantes facto- res mesologicos. á harmonia ou á segurança social. que ainda se encontrava no direito foraleiro portuguez. 60. Deste ultimo caso te- homem. Menos offensiva. O que nos impõe é o critério dos bons naturalistas: . foi a "porca de Murca" . tomo IV. O simples facto de existir o uso. allude-se ao "ferro caldo". nunca servio a nenhuma adaptação. a historia dos sei es. Mas os factos cedo nos convencerão do contrario. . omissão. que os seres são differentes e que taes dif- ção á idéa. das condições de existência. Porém não apenas como motivo de d e s e r ç ã o e sim de explicação. sabe que o direito imposto não se applica integralmente. a prophylaxia e a medici- ferenças correspondem a outras tantas differenças de conforma- na etchnico-sociaJ. referente aos foros de Torres Novas: "He costume. J á desprovidas de funcção útil. portanto. nem adequados ao meio.1 idéa de finalidade. aos projectos de Código Penal. duas. com olhos. e seu dono dos porcos levará os t o r o s " . O problema da adaptação surge deante de nós. que veveria ter. das Osdenações Affonsinas. 4.. A moderna biologia ensina que a forma e a estruetura só mediatamente intervém na possibilidade da vida: são resultados. certamente passaremos a ver aquèlles factos como "tendentes" a realização. ou pássaros sem se alguém achar porco em sas vinhas maduras. que mos reptig dotados de patas e insectos ápteros. O ordalio ou ferro quente. E' ou não 11 Sciencia do Direito a mais grave das sciências. e não causas. deforma e modela o organismo. a instrucção. Pense-se na fauna e na flora do mesmo paiz. que os mergulha na perplexidade de observadores das maravilhas da natu- reza. Mais profícua a pena de tosquia. e o conjuneto. porém expressiva. matalosha. não lia sem- pre. considerar Praticamente. Re- As persistências. sem consideração da vanta- cencia dos aceusados. que levo á conta de impulso interno. primitivos. que não no sejam mais: o mente insegura. de investigação de origem. continuar na do bem e do mal. A preadaptação está implícita nas formas puras das duas theorias: porque ou o meio preestabelece a vida.

. o descobrimento Fundador da escola de Sagres. em desaiio Pereira. João e de Lisboa a Londres. com «que Malheiro Dias exgotou as fontes do americanismo. quanto possível. teriam a previsão de tamanna lucidez e prudência. 9 A 12 — ANNO I — BRASllEIHâl ____-—_——^| HISTORIA DA COLONISAÇÁO PORTUGUESA frueto de penosa cultura e difficil matuvado.cão. o mago de tantas ilhas tempestuo.to. o mais escru. illustram. Politicamente. o contado da remoto deste hemispherio.ctos que antecedem. certo geographica.i.seguiram como novos atlantes. quasi mathematico a poder de das entre as nevoas atlânticas do descobriÓbscurecida. e concebe. quasi ignorada pelos desmento e as cinzas dos archivos reaes de cendentes europeus e americanos dos que exactidão. A orientação de Carlos Malheiro ? i « . a quem devemos o infante procura desde logo o cammno mais erudito e relevante.pela investigação. uma vida em cujos anceios do Toscanelli and Colomnibus de Vignaud a clo americano das navegações para oeste. Manoel. Henrique. embora dios tratados com exuberante vigor de propicias aos nossos objectivos mais im. esse o depoimento ou ohnioamente. na escala necessária dos syllogismos. o transporte da seiva cursor da expansão marítima de P°™ea^ rança de se deslocar uma das pedras do creadora á idéa construetora. até tras vezes tão impressivo. em que o soberano w primeiro contornaram o orbe. Mas a apparição instantânea e casual assim.posto em lingua portugueza. como num glauco espelho tormenCogominho. selvática cando-se á rocha e ao mar pelam sua nho das índias. . é bem o illuminado. teríamos despelos capitães e pilotos da frota de Pedro de nas cláusulas do Tratado de Tordesi. o Venturoso. assignalados ba. entre O desejo do Extremo Oriente vibra na portuguezes. Com a sciencia náutica ou a periosos. impassivelmente. velhos texto» de latinidade descobrir e achar a /twüo".lheiro Dias. nao some á gloria da sua raça. velejando çada fervorosamente. id "' na longo da costa negra o tormentoso cami. apurado. chivos. cinzelando o bloco errante e den. meu tio.Cavalleiro e duque armado em Ceuta. « túmulo eirn que dorme. á dilucisico e astrônomo de bordo. quando a sciencia histó. a realidade seus esforços e das suas ideações.como brazões na heráldica dos grandes dade e a factura dessa. heróe camoneano. conjugados os valores de uma so ca perderá esse gênio.elu.a humanisaram.autores) e o colorido. como a regra das doação de duzentos e trinta mil reales :L. nesse mes.ideações e nos seus arrojos máximos. attingidas com para o ignoto. mixto de falcão e coruja. da Guiné n«ejj e Cathay. tem wg» Colonisação Portugueza do Brasil. secretos de iPortugal. meditações entre costa da dita terra de Guiné se haver <* II. eaáo por m. e a propósi. dramática. ou o esplendor de uma placa reveladora do seu estylo. com.irmão D.oceano.terrestre das índias. sobre os fa. já lhe conhecemos desde mui. nessa Introducção escul. Carlos vidaveis da escola flamenga. para dissertar Lisboa. mesmo dos seus desvio ás suas conclusões. é esse tectada pelo infante. ginação nunca exorbita ou desvaira.cando-se 'ao immensuravel nas azas do Coelho. João n retoma a empreia «<••! seu tempo. Manoel.nela evidencia da historia e da lógica. ainda hoje. minúcia. com a espe. no drama das mo um gênio fanatisado por uma ent1 maticos.energia. que levaram os portuguezes a que ha cinco annos. mas reser. nesse lavor monumental.de Marrocos. com que o espirito de Car. com a data de li» o dos nautas desconhecidos ou illustres. deminúscula frota. situar no Atlântico occidental. ouso dos factos. como vôos clássicos. quantos enigmas seriam desfei. atten.alma lusitana. Henrique. que as remivisionar a imagem da grande Realidade niscencias de Tito Livio e Tácito nos açooceânica. mas o vetusto condado do mar de Nuno Busquemos no próprio tempo a deci. os vultos sa historia—a longa missiva de um escri. por elle abra. da bella e ampla directriz que os lusíadas ciou magnificamente o prestigio do seu noCerto. que sea solidez e o impeto.inicial das expedições americanas. dos navegantes. todas essas cartas sumiexbaustivo. contrapor aos argumento* tos por semelhante achado epistolar no cy.cobrir os seus planos cesareos á espiona. dos museus. de Oliveira Martins. nt ollo revê simultaneamente o seu ideai " em que se desdobrava para glorias supre. insuflando-llie a sua sobre o plano quinhentista das navegações certezas. Carlos Ma. como têm resurgido gem da monarchia ibérica o das republicas esoelhante dos seus períodos.AMERICA NUMS. quantas in. que vera na ordem histórica. tão inabalável quanto i P. defendido peito a peito.indagadora ou evocativa das paginas de gações. em 1500.de logo referido aos moldes da sciencia allemã o trabalho meticuloso. phy.ficções colombianas de Cypango nações através das bibliothecas. desvendada pelos mareantes dem á leitura. descobridor Malheiro Dias.de estudos políticos e sociaes. sob o penda© das quinas I plendidamente no trabalho de Carlos Ma.i-esurreiçãio anima o Passado ou tudo aca.cumentos e alfarrábios illegiveis.nam. essa verdade resuscitou es. relatórios e roteiros. tao hábil pana. o mais forte e serio medieval de Preste-Johan.rescencia o que elle traz na serenidade cer miraculosamente. nundo de situ Orbis.dade.. palpitase sua these. Gomo que o amor integrante da realidade nebrosa clareada pela onda de luz. a culminância mo a palmo." Tal verdade histórica e geographica puloso e minudente. a metamorphose do colorista em quistes o grandioso pensamento ao inde sobem revelações continentaes: "A especialista. don. onde a imarões como Bartholomeu Dias. a renuncia da imaginação fante D. mas oriundo de urn sas e desencantadas. bidextro nos golpes da esgrima politica do manuscriptos. pórticos e retábulos. D. talvez fosse Brazil com as suas realisações potentes unidade em que elle se formou. a sua ídeaiisa. o cunho original dos semblantes inol. Duarte Pacheco ronymos ou da Batalha. na agudeza lettras e fôrmas impereciveis da anti. a mocidàde e a vida do proPJ'" mente.finir sob outra luz intensa e directa. ambicioso. longas viagens e duras vigílias. ao repontar para as descobertas e conto pesquizador de jazigos archaicos.de Christovão Colombo e Américo Vesvão despachado para a feitona de Galecut ba nos massiços tomos da litteratura hisBasta-nos o senso realista e concreto e a breve noticia de mestre Johannes. asso. os dons innatos de príncipe per. em qualquer daquelles gêneros. Ideal. enImaginemos que pudessem reappare.reza acadêmica de Latino.res ainda não sulcados. que se folhas rumorejantes e viçosas de actuali.culdades.infante D. Lisboa.pria.italianas como para sotopor os « ^ f s.a solemnidade gothica de Herculano.tai.minaremos. anteriores a los Malheiro Dias. ilhas e terras firmes. entrevistos ITMIS. príncipe admirável e inflexível. effigies «que se recortam mispherio. pelo domínio existiu. descobrimento de 1433.Tanger. combinando *LuL plorações marítimas e terrestre». mal principia o século xv. vam as mesmas azas incoerciveis..porém. a cul. dos arda terna. entretanto. desde a escola de Sagres. lampejou no profundo elemento trabalho de analyse e de synthese. mesmo mas suas da verdade náutica. o reino lendário verdade. cuiqe». muito an. expedicionário ma. . amortalhada.africano.sciencia histórica dos portuguezes determana como a resultante hercúlea dos são. faz viajor de penumbras seculares. Fernando. o maisi velho zessemos vulgarisar comparativamente dacão das influencias e dos methodos pedesenhista do Cruzeiro do Sul—rectmcam (embora os traços fundamentaes de çaaa los quaes logramos entender a possibilidados e renovam theses.commentario por vezes tão elegante.germânica nos «vassallava. ravel no torvelinho das hypotheses e das benedictina e sabia de todas ellas. a força dialectica e a força tos do gênio portuguez — epopéas e navevegadores. sagaz.lheiro Dias submetteu as prodigiosas faE' essa a tradição irrecusável da prótes de Colombo. estimula e exalta a natureza hu. a tre da 'prte escripta. dos mathe. explicam e rematam. toso . Alvares Cabral. desde o Rio «a. o da verdade politica. am. prefigure-se a onda te. immersas no segredo rica dos portuguezes novamente fascina o sentimento da.antigas ordens monastioas. quando soubermos lhe os navios portuguezes outro cannM» e doações.oortuguezvs.planispherios e portulanos. o seu pensamento. Nicoláo que lembra painéis e florões dos Je. a que elle sacrificará. E através das ondas rebuscammais ou menos clandestina de expedições Tudo se elucidará. a expres. com intenção e desejo de F£ foi a consciência imperialista de D. os leitores da novella controvérsias americanistas chegando sem de alta mentalidade.to de suecessos antigos ou modernos um ptural.próprio D. a uma disciplina tão se. Nenhum indicio deixaria antever. na Se os dous únicos padrões miciaes üa nos. começao»Yr0 entre a. em summa. medida natal. ou mais.das Antilhas e o de Vera Cruz. « « g . Te.tórica em datas e notas incolores. dynastia mental.e se animam com a mobilidade. austero e soberbo prepresente obra é escripta. . Casa de Aviz. as cartas endereçadas de vera de Hespanha magestatica aos desígnios Cruz. obra singular. flor desabotoada á margem do périplo lureza. foi a sciencia portugueza dos as.nhadores. a D.elevam hoje sobre os nossos maresquee as cas que se anteciparam a Colombo e a sua nossas almas. conquistado palnuelino e veneravel chronista do Esmeral.tintas luminosas.processo e cada estylo sejam irreductiveis tura americanista. Malheiro Dias. Porque nenhu. Ficariam. incunábulos e ^. o Levante. E' o írueto de renda ao illustre Gama: " • • •* ram a unidade continental da America.es crystalina dos seus conceitos Quando a superstição da autondadfl güidade. a pu.cultura e capacidade historiographica. condicio. foi a série fração dos seus enigmas. cosmographos. episó. encetando a Historia da essa obra. da verdade histórica. dode que havia terras ao austro.paria. Aliás. uma por uma.aos cimos vernáculos da suaremontaríamos linhagem — a procellas e escolhos. feito Difficilmente. em marítimo dos séculos XV e XVI. menos commovedora «que a reconstituiçao e harmônicas. mas decifradores de outro nema das maravilhas do Acaso. seu destino tragico-maritimo.Janeiro de 1502. Diplomaticamente. Se quido espirito avoengo. Quantas obscuridades.exiguo berço peninsular. a cadência caracterisa os maiores emprehendimenria à divulgação da correspondência de na. dos cartographus. surto da intelligencia Carlos Malheiro Dias. por minúcia. formidavelmente sustentada na rota das caravelas anonymas e herói. trônomos. foi a experiência lusitana feito das lettras. rebuscando ao navegações oceidentaes. peregri. Lane victima do Cabo Tormentorio.

• esumindo um cyclo tormentoso no mysterio do Atlântico occidental. ensinava o mais breve caminho do Tejo aos portos de Cathay e Cypango. como inexequivel. a serviço dos reis de Castella e Aragão. que era . com todos os sellos do Alcorão. no século XV. as taes ilhas nas partes de Guiné" — e no anno seguinte ampliara a mesma doação. emergentes do oceano e do occaso. vindo da ilha da Madeira a ElRei com a noticia da terra longínqua e o pedido de uma caravela para a descobrir : " . Alli começa o navegador GbristovãQ Colombo. maior que a Renascença itálica dos esthetas. o exame dos papeis deixados pelo sogro. Mas na rota das suas expedições ou na cifra dos seus cálculos os pilotos e capitães portuguezes não confundiam. ou lhe apontam vestígios da . Se ao genovez foram os navios recusados. do Cairo. el cual juraba que cada anno la via". sciencia e fé. 'depois que os turi-os lhe antepuzeram. Ouve. Bartholomeu. dentro da qual perpassam rijos ventos atlânticos. até aos quatorze annos. relampeou no horisonte das caravelas portuguezas a idéa tos•anelliana — el levante por el ponienle. inspiradora dos Lusíadas. ao declinar do século XV. fechada a sete chaves musulmanas.'le 14 de julho de 1493. em Gênova. a sibitar. e um anno depois o de Andréa Bianco. dos pilotos.de Pavia. havia mais de um decennio. João II. "as ilhas que achasse pessoalmente ou por seus homens ou seus navios no mar oceano. o caminho mais longo da costa africana.. E outra concepção errônea. formula e chimera dos navegadores de Oeste. ramificações de um vasto archipelago oriental. a informação do piloto Vicente Dias. com as suas naves e as suas nymphas. com a data . suecumbira mesmo na crença de haver chegado ás ilhas asiáticas. os confidentes^ os íntimos. o descobridor do novo contineníte suppõe estar num archipelago visinho á magnificência oriental de Cypango. — filiando-se ás viagens remotíssimas de Marco Polo e ás doutrinas de Toseanelli. costeando a África. se Colombo. a origem scientifica da expedição de Paios. concentrando a Renascença ibérica dos argonautas. Florença e Gênova. podem inscrever-se todas as datas de uma epopéa marítima.sas águas. "meu certo que aquel que vosotrps haceis para Guinéa" conforme o texto de Las Casas. Depois disso. no Atlântico Occidental. tugueza do emprebendimento colombiano. a pensar na infinita surpreza dos mares nunca dantes navegados. origem da concepção toscanelliana e dádiva do Senado de Veneza ao infante D. •Sim. por onde se chegaria ao extremo sul africano. . o que elle cuida ingenuamente avistar nas Antilhas é o principio das índias occidentaes. mais tarde. tendo abordado ás Antilhas. claramente situam a oeste dos Açores. da Madeira. como.. Nem elle procuroiii dissimular. depois de quatro. pérolas e pedras preciosas. e desse ponto inflectir para leste. empallidecem Veneza. na corte de D. o anterior conhecimento portuguez das terras austraes. repelle a segunda. entrevêem! ilhas mystariosas nos longes occidentaes. 'Mas o erro dos sábios e a febre. nasceu em Gênova. os biographos. Portugal vai desfazer semelhante miragem com a larga projeeção da sua experiência atlântica. durante a sua residência nos Açores. para buscar a terra oricntnl de Cathay mui rica. até ao Bojador. cm 1474. para as povoar — não sendo. aprende. que tornam 'de expedições.ou melhor. descriptas no famoso livro de_ Marco Polo. abre ao mysticismo de Colombo os panoramas insulares das Antilhas. folheando o livro de Marco Polo. como a dos apóstolos. Affonso V. á sombra do irmão.nríogvapho estimavel e vendedor de instrumentos náuticos.. as bravias terras occidentaes e as sumptuosas terras asiáticas. filha das segundas nupeias de Perestrello.. sob o reinado paterno. não houvesse truncacado illogicamente a seqüência. Com effeito. como na enxarcia das náos portuguezas. e o reconhecimento da costa. para a volta ao mundo. a proposta do genovez Colombo. por Gil Eannes. explorado a costa de Honduras. que elle demandará mais tarde. Filho de um tecelão. naufrágios e descobertas. o ique sahiu da yilla de Barcellos para ir ver as sete partidas do mundo. Reivindicando a prioridade do conhecimento das terras austraes. já investido na admini. Os navegadores educados na tradição da escola de Sagir. Nessa concepção experimental da arte náutica. com a verdade repelle o erro. em nome do Imperador Maximiliano. para o Brasil. o itinerário da navegação para a índia: tudo estava em perlustrar a costa da Guiné. a esse curto roteiro do sábio florentino elles preferiram sempre. denominação. e em verdade só demonstrará. afinal descoberto pela expedição de 1497. entre paroeis ignorados. sob o nevoeiro e sob o terror da antigüidade. de Sagres — a índia pelo nascente. outras noticias geographicas e outros dados experimentaes. — formulada após a descoberta de Porto Santo. Philipa Moniz. genericamente adoptaida para os selvagens deste hemispherio. ou melhor. o descobridor nasceu em Portugal. porém. de Nurembergia. o vôo temerário e fantasioso da sua chimera geognaphica. e Chegam a Galecut. se uma inspiração nascida do erro. a Antilia e outras ilha®. . trafico e heroísmo. em busca da ilha da Lua. através de uma só esperança e da mesma epopéa. irrivalisavel como poder e audácia. ás explorações obstinadas e clandestinas dos mares occidentaes pelos açorianos. Derredor.preferiam ao saber de Toscanelli as suas próprias idéas na viagem triumphante de Vasco da Gama. como o ideal a que primeiro se entrega.o primeiro navio a que se abriga. que é ter vindo pelo Occidente ao mais antigo dos mundos — a Ásia. havia doado a Fernão Telles. alli deve ter conhecido a carta de Toscanelli ao Conego Fernão Roiz. quando só os nautas portuguezes. • Se os portuguezes lhe foram mestres de navegação occidental. Amadurecido no trabalho e na pobreza. entrd pianispherios e astrolabios. 9 A 12 -— ANNO 1 nas e asiáticas. na Universidade. envelhecera o genovez. João II. Já o antecessor do soberano. quando circulava na Europa dos cosmographos e dos navegadores o erro colombiano. O que elle avista. ainda rectifioaram> ulteriormente. ao inverso da Colombo. por certo. Portuguezes foram os instruetores. Em 1486. por evitar as calmarias da Guiné. Pero de Covilhan transmitte as primeiras noticias orientaes. e por ultimo. que vai do Occidente ao Oriente. que lhe trazem os nautas. lembra no Diário da sua primeira viagem o caso do mareante. Com a sua experiência náutica. séculos após. nas sua<* tentadoras manifestações: a carta erudita de Toscanelli ao Conego Fernão Roriz. bem sabiam que essas nevoentas. cruzavam e. antes da gloriosa aventura. terras da especiaria. — mas ires vezes foi rejeitada. mas deslumbradora nos seus imprevistos resultados — a índia pelo poente. que as impelle fluidamente para as índias. a sua aprendizagem como descobridor na escola 'dos nossos antepassados . fertilissimas de ouro. Depois. como um orthodoxo ao texto dogmático. ambiente das suas miragens e descobertas. já os cartographos e mareantes haviam trazido ao reino a vaga noticia do terras occidentaes: o mappa de Becario. emquanto Cbristovão Colombo." Sobre a vocação e o fadario de Colombo na mocidàde pouco 'dizem e sabem os chronistas. rumando para as índias. Tudo o fadava ao descobrimento do novo mundo. valido e conselheiro de Affonso V. dos videntes. Não era outro o caminho do Oriente. donatário de Porto Santo. E a esse caminho aberto pelo cosmographo italiano. senhoras de alto esplendor mediterrâneo e pujante commercio. dos gageiros. Era o mesmo roteiro de Colombo. delineados ambos sob a influencia das navegações resultantes do plano de Sagres. suspeitadas ou localisadas pelos seus navegadores. Monetário. Bartholomeu Dias ultrapassa o Cabo da Boa Esperança. umas e outras cingidas pelo abraço do Tejo. obscuramente fluctua essa vida. da justiça hespanhola e da justiça humana.NU MS. necessariamente. com ique elle tentará demonstrar. em que Paulo Toscanelli. onduladas terras austraes não eram as da índia. Lisboa flammejá. em que elle suppõe lobrigar vedetas de Cypango e Cathi-iy. como resa o auto de Gomes de #anto Estevão. As duas concepções geographicas dialogam na corte portugueza. D. proclamado em taes circumstancias por Christovão Colombo. 1474 os orientadores das expedições 'lusitanas. Monetário é idêntica ao plano rle Toscanelli e á . a Cbristovão Colombo. dos martyres. a estreita loja do cartographo scmelha uma concha resoanto. Fernão Roriz. a D. Desilludido. ainda que o monarcha não occulte a existência de terras ao austro. ainda sem o vellol de ouro. ou ecoam vozes de commando. e seguidamente. o convite do sábio allemão Dr.es perseveram. O próprio Colombo. a Sublime Porta de Constantínupla.tração das coloni:s p navegações ultramarinas. um ramo insular da Ásia. . anonymo entoe os anonymos da sua casta. e a primeira dellas. mas impassível na fé com que se eseravisava aos planos de Tosoamelli. para a descoberta do caminho das índias ao poente. das ilhas atlânticas a Melinde. um dos seus doze compa- AMERICA nheiros. depois de muito jornadear entre os mercadores levantinos. de Santa Maria. Assim ouve Colombo as narrativas dos capitães. compõem decisivamente o grupo de factores mesologicos. soíiregamente pedidas ao mar pelo commercio da Europa christã.. de Florença. consultado por um conego de Sé de Lisboa. Já o conheciam 'desde. por Sofala. as próprias vozes annuneiadoras de terras incógnitas. lera de certo a missiva e estudara o mappa. iRebrilha a evidencia geographica do acerto com que elles . visionário das índias opulentas num crepúsculo de nomadisimo selvagem. o illustre convívio resultante desse consórcio. a sua alliança com D. elle teria feito alguns estudos secundaria-. tecelão e depois marinheiro. aproavam cada vez mais a oeste. é que o príncipe perfeito. viagens ao mundo novo. scisma. nião -obstante perigos e trabalhos. posteriormente. muito antes da visita de Colombo.rota de Colombo: q Oriente habitavel começa onde acaba o Occidente habitavel. em 1435. no BRASILEIRA pélago fechado aos navegadores de outras épocas. e pouco tardaria esse feito lusitano. — inviolável porta do Oriente faseinador. Mareantes lusos. "Os factos apurados — escreve Malheiro Dias — penmittem estabelecer de modo incontroverso que. a atmosphera por-. Pedro. As caravelas portuguezas. Situada num bairro de homens do mar. Intimidadas por es e flamma iyonisioa e nova de segunda conquista do Oriente. . to visionário não perturbam a Junta dos Mathematicos de Lisboa. já o conheciam desde 1428. povoado de indios.. Trás vezes. reconhecido a foz do Orenoco. mas acrysolada por uma fé irresistível. os adiados prolissionaes de Colombo. Colombo parece fixar-se com os seus devaneios de mareante e de mystico em LisoJa. sem o erro de Colombo. e é o próprio descobridor genovez quem cita um desses casos. os mais diligentes pregoeiros de tamanha gloria. foi ainda o gênio portuguez que iniciou o heroe na escola das navegações de longo curso pelo Mar Tenebroso. aditando-flhe duas outras apoeryphas. dilatando a invariável trajectoria. cm 1492. morre em 1506 com a mesma illusão. A direcção esboçada pelo Dr.

humana de guamecer e colomsar meio ortinental deste hemispherio. envolve nessa ficção Humboldt não houvesse renunciado a en. em 1494. iniciadas. de longas pesquizas o S sua lenda . como também sobre a de. que fora até ás praias da um caminho que o conduziria á necessi. to solemne dia America. Sua \lteza descobrir a quarta parte da mo da verdade.. ainda lhes reserva o destino. após a pri.meira viagem de Colombo ao hemisphe. com a viagem de João Vaz Corte tantas meditações. necessariamente. Também crêem es.sem informações acerca de tantos prodícamente onde está. em 1500. desde o século X. o planispheno com 1.ac« esclarecimento da condueta de Dom Ao revez da publicidade.ctuai.ie Em 18 de Outubro de 1501. a Groenlândia e Duarte Pacheco Pereira que err1 1498.írepitante.A communicação da carta de Pascuai^o.. deii. um arauto.nesca da fama. resolvido as difficuldâdes aparentes que cionista. imaginação transbordanle desse utopista.d ile aue os navegadores portugueza. O contraste medieval de Colombo. que i l ^ V » r £ n ricanos Christivão Colombo representa a Antônio Leme e Affonso Sanches(14.MS 9 A 1: ANNO I BRASILEIRA nortuguezas. navegadores.tinuidade que a mutilam e sem os íllogi» balho inductivo e experimental. podemos ter como certo que os . Pnrnue srt e. em navegadores portuguezes. logo tracam-lhe o erro continental perante a His. a expedição de que fala Duar. o afeicoado a chimeras asiáticas ou edêniAmerica do Sul" venturoso.e Na serie primordial dos factos ame. Não era outra a perspe .. talvez mesmo regiões do nordeste da terceiro anno do reinado de D Manuel. Elle nao sabe <Jas suas obras.o do Esmcraldo. avassalladora. pherio occidental. foi mandado á parte occiden.dade de reconstruir desde os alicerce.mais firme o pela orientação mais lúcieuropéa os dad^s mais rudimentares para te Pacheco. e é tudo. que se julgava no limiar üo mentos. Henrique. cm 1^01. fecundação. O nome de America' eternisa um poder. e delia se afas.contrar uma explicação racional para as sitano é diesconhecido. substituem elles a demons.guas a oeste de Oabo-Verde. anterior ás tico e bello. delineada entre os plamar«es de Vuvt contestar. aclaram. porventura em S S r f e z aeíenhar na grande « r * in. e onde surge sua Historia do Brasil: "A julgar por al..explorado sysfernatiea. Ao Tratado Entretanto. a nordeste fc a sudoeste. um grande actor.-ai o saber nnethodico e pertinaz \ esput l . pana ^ de Christovão Colombo.es 'do Arco (1484).pendência psychologica da verdade em to.o o conhecimento da viagem do navio ntí« Suelhante unidade territorial.terra Estudando o planispoerio de Cannir aos olhos de toda a Europa navega.. continental. de hia mestres portuguezes de Colombo rectiti. Deodato. num desvio inten. assim divulga-. contra a qual foi descoberta a oeste por outras carave. a própria | que não podia ser senão o resultado da o tens" Vaidoso e farfalhante. i« antarcticos: a America do Norte. .na bibliotlieca Marciana. Seguiu-se o reconhecimento da. inagicamfT. Colombo é ipadilatada para leste. Rocha Pombo. nuncia a descoberta do caminho das Ín. Como? Por um rasgo divinatório ! I nos apresentaria sem as soluções de con. no qual certifica urna dissonância cada vez maior emre a Terra Nova. energia. pelas nãos portuguezas. raça. visitada pelos scandinavos de Enco « diários As sciências occultas vencem oes.1o Teive em 1450 até ás vismoanças de ciências positivas. que a de Malheiro Dias. «o ha um desvio conde Tordesilhas seguiu-se logicamente.brem os dias mais refulgentes. de navegação dos mares ignotos. Terra Nova.do que elle se desviou insensivelmientc. Portugal não aviva o sulcocobertas pela Hespanha e com a Terra breves pontificaes de 1493.rprimeÍra q fdrma continental da Americuns documentos que hoje e impossível ca. Por mais die uma rjnh tripulação heróica e modesta sobreMalheiro Dias. a America do Sul. talvez. o novo mundo. a proximidade ma. Suppondo a Asi a mais do-* os seus domínios: "Se o grande gios. deixa o sapicn que Américo Vespucio logra revelai . após a descoberta do Brasil. chegaram a conhecer di. aue o Embaixador Alberto mo a ambição torturante e algo charlamr. Limpioa. r..*(.le. dá logar. o illusionismo da publicidade está ligada com a outra que o anno passado logica.neste sentido. ei sublinha o depoimento de Las basas— Humboldt perplexo. . vindo ter daquel. prova-o rros que a obscurecem.m>enfe. a missão de esclarecer.-. ás praias dt nha meridiana. vez.dor veneziano Paseuáligo.do transcendentes estudos. Convictamente allir.de Vera Cruz.chologia dos sábios. 0 continente toria.do o nome com aue o baptiíou. o Labrador. megyrista de Colombo^-attribuindo a idivinhos não poderiam os lusos çoncc os. ultimamente acha. cuja desco. excepcional grandeza. e nao tivesse netária na consciência e no domimo do homem civilisado. além do oceano mandara poder.e«se documento apresentava á interpretaá ribalta e diga á humanidade eulombiana ! Depois de ter velejado para o ção de um historiador geograpbo da sua venha "Trago na mão o frueto de ouro ignoto com a segurança de um clavicula. "ères de outro. só elle sabe e diz a verdaCB Terra Nova ou Terra Verde. mais 170 lé. E é como piloto nessas expedições já ofè vois almadia'.i das Américas septentrional e austral se duzidas e universal isad as. Occultando os fruetos occidentaes do seu longo cyclo marítimo entretanto. Florida Des. estadistas. o Embaixa. de que foram os oceano. frueto laborioso die 1172.tino e o manuscript. Faustino da Fonje.. cuja bsaveza teria lançado a froNada mais claro e certo.BOI na ausência de tantos cios interme.1 muito que a historia do descobrimento pucio revela em algumas cartas. dos pai.invenções mais extravagantes lhe obumda pelos navios deste reino que foram a rio occidental.«ltimr-jica tempeslade. Aqui rio das maravilhas occultas ao poente.AMERICA Ni:.cas e o novo espirito collectivo da ReEmpolgado aos lusos o descobrimen. já eob o reinado de America Central.rio da Ásia. Américo Vessituação do thesouro encontrado. as regiões ás praias dos Açores ou intan.estellar das suas caravellas. descrevendo a Ameaça tónúu: de avenlura individual e emprenas pinheiros.em deixando ao hemispherio. geographicamente o que fez nem telluri.." tado de Tordesilhas. Americanisou-4. com sublime esforço de capitães. o ! prodígio phenomenal de adivinhação e genovez delira sobre o volume. é o mesmo que nos leva nada podem os faelos p os homens. significando a integração plaravilhosa iie Cypango. Manuel. copois da chegada de um >GIOS navios de Gas. a versas terras do Atlântico taes corno a raldo de Situ Orbis.avulta na própria 'moldura epistolar." dor Pascuáligo escreve de Lisboa ao SeO caminho traçado a Humboldt. era IJO/. attribumdo a um ropéa: que esperas. fia Guiné portuguez. toros lavrados por ins.equinoxial. tantas descobertas. Cruz. é o do roteiro dessa frota expedida com a exacta configuração planetária das ter.ta <<e Gabrai. Tanto melhor para o seu nome e a berta fazem outros remontar ao anno de a obra monumental. o gemo luoriental os selvicotos e os brahmanes. Ora. o ás outras potências. pouco de... reclama um extuwzes da especiaria. por incomprehensivel. superpostos ás indicações de or. a 'de.oi-te-Reaes. Real. Calecut. an.? aretico» ás concessões hespanholas. las de Sua Alteza. a sciente. da ida de Diogr forte raciocínio do mago das o-rapho n.revelações contidas na carta do embaixa. marcado pela intcncionalidaae nuafro annos depois. pai daquelle navegante.deante das magoificeneias e dos horison» sciência tão indefinido na gloria _como o etriz das suas concepções ou a estruetura tes -de um scenario ainda velado.be ao mesmo tempo que se dessangra genovez. porventura receioso de avançar por mo um semi-dpus radioso entre os mapar Corte Real. insistindo pela revogação dos em silencio. As expedições dias índias e reconhecei as terras occidenras americanas.tos oceânicos Para o velho miundo curiotração d» unidade territorial do novo nhuma outra mais opportuna sobre a psy. e conquistando pelo Tra. as ilhas asiáticas de Nenhuma observação maijs aguoia. Deixa que as ilos Papagaios (Brasil). sobre a li.I n f b X i o antes havnun já fonmuljg^ definem o continente ampi-ioano.teneb de terras ao occidente can mente em 1503. mas .ios tontos.pos. o gênio de Humboldt entreviu o que sahe o piloto florentino.e das artes. ele.victa e resplandecente. que Inverosimil desfecho da aventura co. i -.mundo inquieto e erudito do século XVI. aue em 1447 fora a Groenlân. num secreto plano. 1'ortu1484) das concessões a Fernão Domm.pleno resurgimento europeu das sciências L>.conhecia ainda o mtanusmpto ^ hsme. entre <>s areio. o mais gramádias pelo Occidente. e das viagens dos S » a . na impossibilidradi» dora e política a verdadeira imagem_ con. Nunca houvo um estado de> con. situam. por impenetrável. 'fixada por sua Sahtidadt mente.nos prelos de S. Humboldt desconheLavrador.compellidio por motivos de ordem psycho. ne. sob a dupla ex.Esse momento da Historia. ' p a t e m i brumosa «o üavraaor. mesmo ca. de Cathay. Portugal disseminadas sob a nevoa. E os 1 sciencia experimental portugueza. nado Veneziano: "Greêm os dia dita ca. vemos ahi o coijtorno do hemisVera.a dupla missão de alargar o commercio cional da frota manuelina.dem scientifica. dia. em exclama Humboldt. suecedendo-se uma* às ouctiva senão a das índias occidentaes «só tras encadeando-se. Marco Polo.' •nmenloquo não ê de forro. amor supreprecursores. impaciente como o espectadPi mundo.reivindicações de Vespucio.ru.so ávido. navegando tar ligada com ias Antilhas que foram des. A iIlusão do pedições portuguezas ministraram. portuguez. o mediano gooallemão Waldseemuller.tal passando ulém a grandeza do mar nascença. aterrados á dire. por effeito de um tra.revelação.pela conquista da Guiné e funda o impé«Oriente ao ver nos confins occroentaes.5a a revelação dessa extranba carta — o fé imperativa e quasi desvairada.tou. Vespucio concebei a e s s a u m bendimento official.mappa de Cantino. Foi-lhe grato o mundo no bai r/tismo dess. então assignaladas ao sul que o historiographo llanke descobri ficialisadas. no 1° volume da nara o Duque de Ferrara. Lisboa em 1502 ma~o Sr. das descobertas de Vicente Dias cia um documento.°eo°rarjiho allemão teria visto como as ex. faltavam ainda á cartographia D. Sem o Ç J ^ S n ? ? mundo bipartido a sua metade occidental. j! que surge com ella para os novos temravela que a sobredita terra é firme e es. que se desenvolve como beíleza. terminação do systema geographico ame.suppomos ser a verdade. que. a começar de abrangendo1 a península da..70 . ou florindo ao ricano .João II. mivo. antes de quasquer outras.assim vemos formar-se a . renuncia & vulgarisação dos próprios feisol reverberante.

w + .I hoje arranjado por tal mineira que Por- . obedecesdo a instrucções secre. pela immigração de cavalheiros dicações portuguezas da escola de Sagres cendem vernaculamiente para a litteratu. tanto mais quanto. Henrico-ta africana e a situação da terra brasileira. Através dos novos capítulos. a real da colônia e da metrópole. e .as evocações de perfis Heróicas ou thea. a bibliographia inteira dos lhe daíria a força do numero. Entretanto. á prioridade inquestionável dos portuguezes no conhecimento náutico e na descoberta intencional do Brasil.se historiador. ano avi-tara já essas rln^ida. a configuração da mas aquelle mappa mundi não certifica esta terra ser habilada 0 u não: é mttppn mundi antigo e alli achará vossa alfeza escrita também da Mina" Ahi temos. antes de tudo. tão soberbos da sua progenie para oeste uma esquadra imponente de abalar os erros consagrados na Historia. A carta de Pero Vaz Caminha. Depressa virá o escol.xo estudo de um cwlo maravilhoso as. que'inbulla papal.coia. oue in ( entámos pallidamente car!. em 1500. a do mestro Johannes e a narrativa do piloto anonymo. Bartholomeu Dias. o novo e forte 1.ão ethnngraphica dos eucom os embaixadores portuguezes e Dom Portugal e do Brasil muitos collnboram ropeus e dos naturaes. pensam alguns ave entre o Cabo na emipreza orientada pelo «»<=*• «"«-rifor. cuios processos di. o denodo. que ampliou a terra natal. embora fragmentaria. n'niidr> relnmVir-i nf e.ma face das montanhas ainda não escalafrrras austraes segundo fod is as proba. as denominadas ins. nomeadamente Damião de Góes. inexgotavel como seiva. . imprensa. podado dT. Mas o Acaso tonitruante da^desoobert: do Brasil foi apenas um invento de escnbas alheios ás condicõies históricas e náuticas deste suecesso. nu zona portugueza do T r a tado de Tordesilhas. a sua dia.Brasil erigido sobre a massa do s commappa de.lonial dos Portuguezes.no Arespucio. desamparado por uma Corte. . historicamlente.curso dessas qualidades varonis. Dessa tempestade irreal não falam os ehronistas maiores.geiros. da America e da África. nesse vetustissimo desenho de navegadores lusos. evidencias ou coniecfnras. Codens. "Cumprimos as vossas or. com. que. é nmn sm-fe d" plaro-e«cnro. cia viesse tarada e mofina. imiprecisa. de que foi mestre D .l-Rei D . com os seus portos franqueados ao commercio firmes.ra.dades e documentos.mestre. E a inteireza scientifica é tal nes. vagas hvpotheses que outros formulam. entre milhares de navegações. lidando em uma e outra não bas!a-sem as difficuldâdes e os pro.9. Manoel. o nacionalismo portuguez.dadas com largueza. >es jesuíticas. centralisadas Vera Cruz. por insígnias e trophéos da gloriosa "cavallaria do oceano". esclarecendo com a resistência. em busca dos céos ainda não vencidos. o bandeirante conquista o enorme Brasil colonial. Catanbeda e Barros. outros elementos ao bipm estar e á cultura vem a Colombo K .papel teve c Acaso no drama das navogações lusitanas. reata os elos trancamunicam o dom exeelso da -perpetuida.intes. mercantil e e s p i r i .r na caçada ao povo rlle viaja o expedicionário de 1498.ar miais poderosa e mais sug. ao -itio desta ferra toriador. não se afiguram só improváveis. facto dede Boa Esperança e o limite fixado na quem devemos as linhas. o condo Governo. desde a parece dizer ao soberano com a urgên. Manoel: mo esthela.populações africanas á lavoura dos enrealidade apontamentos de um secretario tista. j n h o . Pedro Escobar. de historiador.diro Alvares Cabral demanda as nor outro.haver procreado taes homens. e o lúdio e a svnthese emfim.dos pela invasão á corrente da vida saciode ao lavor n á idéa. adornada h e r a l dicamente pela Cruz da Ordem Atlântica de Sagres.zendo rr-snlt. nada das nossas origens? Certo. ou a descendêndepoimentos die antigüidade miultispcular. Senhor. memórias e tra. os florões mo.jzões dos antepassados o arrojo e as virtudes da prole. d e ^ c comple. desde logo. para engrinaldar o mundo. bafejadas pela fortuna. Ao despachar gestiva imagem da verdade. sem preiuizo do seu cunbo '-cientifico.pode<rá haver ilh s e. nevoenh <. os Hoje da os Leppe. A falsa orientação da agulha magnética ou o errado calculo da* latitudes e distancias. cingido de louros e coberto de jóias pela Renascença. Duar. o espirito de aventura.mais dependentes de Lisboa. o pernambucano do século mento dos planos e dos motivos.naeinnç mol. absorventes estudos.200 sem um ponto de apoie indiscutível — à lusitana como inimigos da selvageria naa t. nos seus effeitos. a gloria copela hypòthese de Oliveira . pie Ia transposição João IT. roc'T. o aferro com que elle soube colligir e apro. lyceu.Onde teria elle. a car.Martins — a encontramos ahi sem o reforço de autori. os depoimentos que ainda nos restam de tripulantes ou passageiros da frota não alludem sequer a tormentas. . a coexistência geographica. monarchia sul-americana de D. que mandastes reconhecer " A si. se gazes. tem n a obra de Carlos Malheiro desilhas. debates de acadêmicos e especialistas.. desencadeadas sobre os navios. herculeamente adaptados ao meio ma paz e na guerra. convertendo os selvagens. ultrapassando ao norte o GuajaDias o colorido. quando mas a leitura dn ijilrodurção. Já escrevia no Correio Brasilicn'. ou tavéz anterior. Henrique. tão rigorosa a sua analyse. | Jorio VI. Filho de des telas históricas.cional. cedo.«bater as tribus inimigas? Quem tograpbra. a chronologia. Malheiro Dias stantaneamente surge. bullas e atlas.vos. no dizer dos technicos.ministrativa e a ordem judiciaria não carta fio bacharel Johannes.. arrojando n l 1 1 como verdadeiro ou verosimil. seria outro o episódio em que elle figurou com estrondo ne vendavaes -e aguaceiros. lescasslo congressos americanos sobre a descoberta ainda hojf? á posse da natureza illimitada? Por seu turno. como também imriossivpís a bordo de uma csonadra conduzida ipelos mestres da m-aves-ação atlântico. outros epígonos francezes e hespanhóes do cruzeiro atlântico. atirando-os para longe do «eu r u m o . nada que se propo. aventureisi jo de outras índias ao sul. luso-brasileiras." K' mais um documento i b r e o c m .genhos ou á industria das minas. dos mais graves e doras. que se destacou da arvore latina. a área portugueza do Tratado de Torabreviar. Sem a alliança dos tupys bellicosos e a fecundação das índias robustas.••'ppnis de praticarem Dentre os maiores nomes inteílectuaes de pela differenciaç. não explicariam sa.subordinar sem jactancia os factores econômicos. dos sertanistas e dos escrarartographo Bianco trabalhara sob as in. Com fronta ou elucida. Foram achadas as terras oceiden.cisivo para a soberania do Brasil. "seria preciso uma corrente aérea ou marítima constante ou um erro systematico para oeste. determinantes de rá Cruz.üva.fir.c i vida pela disciplina.esses valores biológicos. ou indnz. a exemplo A paciência. como se ao Almirante prova. das nacoes amiga*. Por vezes. orientada por mareantes illustres como Sancho de Tboar. a sisudez. os arvthmo<í sempre novos de um aurora dos tempos coloniaes. J . Nrm á traccão das correntes aéreas neai á das correntes marítimas.Foram inexoráveis. nascidos * horas fu. blemas do seu roteiro. de que foram extisfactoriiotente o itinerário de Cabral. E assim pudemos. n a intencional mente enfurnada pela guarany das reduc. valoroso servidor da pátria e do rei.terras numentacs desse pórtico. em que o desdobra. os lieis cafiholieos escre.ríamos já elaborados através de uma lon. in-enitamente nossa. mas iampejantes e creadoras. a inspiração. a sobriedade Pt. em Sohnlnm os vnlonfta d"scrinlivos. líticos c religiosos da nossa formação a para Lisboa um dos navios da frofa. Simão de Miranda.. mas imf" Pacheco Pereira. Nicoláo Coelho.nrciojial. cuja independência attinge neste anno o seu primeiro centenário.'. em 1808. esmiuçando por um Indo. a -ordem adsó elles navegavam o Mar Tenebroso.tual dos Lusíadas — esse ramo da enristandade.guerreiros. resumindo o parecer do he. despovoado llhe fosse ! o Bírasii.ouanto. a D. O desenvolvimento da Historia ria Co. é curiosidade. penetrando as selvas. o methodo. a civilisaçãò guerreira. nne o cientista não se a-i-en.õOO homens. ao estylo dessas fortes . que possuem algo de titanico irrevogável: admif. de 10 milhas diárias. 9 A 12 — ANNO I toes. Filho de conquistadores.das. o relevo XVII. a nos dá triumplialm/ente uma certeza: nin.lombo em Lisboa. mesmo depois de jungir trucções náuticas de Vasco da Gama. coévo do infante D. Cabral fraes. ou irreduetiveis fossem ao commercio e ao cruzamento os priar os dados informantes desse trabalho — relíquias de museus e arehivos.das ilhas do Atlântico. immarcessivel como verdor. veremos expandir-se. .*ura a ser dogma'»en.prescindíveis á expansão da peripheria mesmas paragens. batalhadores e indomáveis. da Fonseca e Balròaque da Silva. insuperáveis trahia os interesses da protpriaraça diante na sua execução.do mais nobre sangue. como que s-cuem ns primeiras noticias de Ve. sru. Considera-se mesmo inadmissível. Andréa Bianco desde 1448. ou mais profundo como his. ao esforço e aos br. BRASILEIRA gulho da nossa linhagem. vindo por ellas a man.uma energia brasileira. para ros e ambiciosos. na damentalmente u m a organização de scien. com a floração da sua idealidade quinhentista e da sua epopéa camoneana. pela ascensão de Em 1193.h espanhola. o esboço ria politica de mystuação do Brasil já estava delineada no terio dos portuguezes no século XV o pre. tas e ooütícas do Governo roaio. dominaróe sobre a viagem. tripulada por 1. para desviar a frofa p?ra o occidente" AMERICA ahi poderá ver vossa alteza o sitio desta. o retrato do florenti. conforme o exame dos technicos navaes J . industrias já livres da '"ciência atlântica dos portuguezes abrane-endo as terras ri^-idenlaos. o de. transplantada para o solo americano. biblinlhec-i. con.e os seus problemas — caracterisam fun. commercio e guerra. poderíamos attribuir semelhantí desvio < para oeste.NUMS. nesse vetusto mappa mundi.| agora na. escrinfa de guem será mais vibrante do que elle co.te ou presume. e afugentar os concorrentes extrantados. Se algum .bat. sem qualquer ponto d°l referencia. dilatando a America portugueza através da America sua tarefa. fa.da politica de Haya. ainda se contrapõ tal os Pinzon. tripliTo ao esse quadro de reivindicações lusitanas. Mas também nos parece justo acerescentar. Conclusões ou h y .e obstinação. a harmonia das gran.poentes os mamelucos no periodo nebuloso Ainda menos elucidado fora esse rumo nofheses. a cia e o alvoroço de um executor feliz na fmencia. durante quinze dias. tal singularidade.rá e ao sul transpondo a Laguna.| se em 1820 Hyppolito José da Costamande vossa alfeza trazer um mappa vem ac'ualisar no lodo o systema de administração está mundi que tem Pero Vaz Bisagudo e por lonixnrfln Porfuqnrza espirito brasileiro a consciência e o or.3es.s habitantes selvagens. emfim. que em 1498 assignalara Duarte Pacheco Pereira. como lograria estabelecer-se nesta imrriensidade o reiniepístolas de sábios e reis. bilidades. que rias figuras e dos episódios.

porque é já uma expressão de soberania a palavra dos nossos deputados. como se melhorasse a eomprehensao dos que o ouviam. Como sonhos drama! isados pelo absolutismo. que é sobretudo um facto de intelligencia. (4) Ibid. como se impu sionasse os homens em turbilhão. sern lisonja. o curso impetuoso de urna VIda n0va - Celso Vieira. de uma pões* l a n p c e n d e n t e ! Tudo nelle era mavioso. o Paraizo Perdido. envolvido tenazmente pela sua modéstia num casulo de seda. imaginação de José Bonifácio. que o Brasil é tão instruído quanto a mãi pátria.N1MS. em que." E Ferreira de Menezes de atalhar: "A luz é V E x . todos os motivo-. p a r a o que seria a vida nova ir•^«•níiU . denodados civalleiros da Liberdade. JOSÉ' BONIFÁCIO. velo para 0 R'o de Janeiro.-modesto como o espirito do jesuíta. copioso lexicographo. o poeta dos escravos. é o realisador prestigioso e feliz dessa obra.Elle "empunhou o latego mais formidav* aue ** ouvi estalar nas lutas da publicidade. Gonçalves Ledo. prém seu temperamento. com o seu traçado antigo. físê Bonifácio era u m a protophonia de um grande aconteci mento. que regressam da Europa. quando se esboçam confusos. tudo ouanto nos approxime das origens. míneralogista. fartos. Américo de Campos. Entre elles era certamente o primeiro pela sciencia. como a de Mocauby.ffieTSondirá. homem de sangue luso-brasileiro. ! Villela Barbosa. 0 MOÇO De uma memória sobre a Oratória no Brasil' apresentada ao Congresso de Historia da America "Morto.ros experimentaram depois esse açoite sublime. E então é que esse "exagero de imaginação. 9 A 1! AMERICA ANNO T tugal e Brasil são dous Estados diversos n 'Àô nativismo faccioso dos motins Iocaes succedem os movimentos aureolados pela forca intellectual: na rnenitalidado universitária dos im-os estudantes. Se a temeridade e a robustez dos mamelucos impressionam Robert Southey. alma européa na consonância e tropical na arJenoia das suas manifestações. e conhecimentos. Diogo Feijó. attrahindo sacerdotes. não só independentes.. de Menezes. uma desas memórias capazes de reconstruir. F . sem intuitos de allegoria. E' a mesma impressão que nos salteia diante desta sombra. Destacavam-se bellamente as figuras de Pereira Caldas. a grande licção de inspiração moral que precizava ter o grande dia de a m a n h ã . vinham conjugar-se mais fulgurações po» ütica* e heróicas. o Lohemio da esperança. :i3.ffectivo e entre as melhores acenas de sua vida estavam aquel>•. em que se espelham vultos e feitos. quer as suas inspiras»» •er as suas coleras: . as andorinhas em busca da primavera e da luz. preciso. um dos testamenteiros moraes de José Bonifácio. o estoico.observou Latino Coelho: "Nos fins do século XVIII e nos primeiros decennios do século XIX digamol-o sem vaidade nacional-—a maioniia dos nojsisos talentos mais formosos haviam tido o seu berç 0 no Brasil. como Januário Barbosa. Pev a d o . Américo Brasiliense. (1). a idéa emancipadora assimila os direitos do homem. a Inconfidência mineira e a conjuração pernambucana entremostram no balo sangnento do seu martyrio o Brasil de 1822. havia então. de uma beíleza incomparavel. Azeredo Coutinho mentalidade exacta de economista. — asim eram. A mocidàde é o futuro. como a de Pascal tudo o que elle tivesse lido uma vez. idéas.. a Illiad. E entrementes. (3) Ibld. Je. prenunciando na descoberta das terras oo-íi-isníae*. dizia. vai conduzir ia gora m bandeiras da Independência. a victoria do espirito brasileiro sobre os planos obsoletos e contradictorios de recoloniseçao das cortes do Lisboa. o publicista do Ypiranga. pelo engenho pela funcção que devia desempenhar na historia do seu povo. luminoso campo de gnwilação dos valores mentaes. juizes. — havia um novo mestre. geometria subtil. . Como o despontar de u m a orchestra. batalhando em volta do PatriarCha. ou tendências exclusivistas.i a Odvsséa. Compondo c "Elogio Histórico de José Bonifácio . em demanda do parlamento. e assim continua a valer para destinos maiores. um folhetim vivo. onde se faz ouvir o nosso protesto soberano. Salvador de Mendonça. *»b novos astros. uma questão social entre nós: e a sciencia do mestre innovava nomes. um dos iniciadores da ! chimica. escriptores e militares ao foco da mesma empreza revolucionaria. publicista e pala| '(fino do Correio. 44. emquanto procuramos calcular o que era José Bonifácio pelo que com a sua ausência deixámos de ser. Silva Feijó.m e . arrastava em catadupa leis. e curiosidades. *r» . Hippolyto Costa. Elle entre este excesso de imaginação annunciava pa1** os que o ouviam. d u a s . que se phonographaram no espirito dos ouvintes: "Os combatentes de hoje-. tantos outros. p o r é . na cidade ainda simples e triste. Alexandre ! Ferreira. com o Império americano de D. dos pensamentos e esforços communs á raça levantará os nossos idéaes a altura das nossa. os prenuncios da imaginaça de mestre.. (2) E então nn conventual e pequena cidade tlc S.. Conceição Velloso. o fundador da Gazeta da Tarde. "Ou. que o seu desapparecimento abrio no disco da p á t r i a . E assim se refere alguém. r» Cites: "V Ex.l monarchia. Nogueii ra da Gama. Feijo' Bittencourt. só nv^ tarde. pento radiante que já se destacava na coroa solar do nome paterno: rtarros Pimentel. como a de Sealigero. Carlos iMalheiro (Dww. brod ) Kuy Barbosa — Paginas Litterarias. Desde que se transformou a historl» da colonisação portugueza com a Independência. o másculo ensina mento dos Estados Unidos. ainda vagos. o moço. mesmo. o?« princípios do liberalismo britonnico e da revolução franceza. ü ultimo para construir u m a memória! Porém nada é mais bello do que o mestre cercado de suas discípulos: — "Joaquim Nabuco. (J) Ibid. também nada inferior â alma intrépida * impetuosa que tivera Henrique de Lorena. Martim Cabral.tradições. criava aquell. temperamento americano alienado p a r a a republica pela rotina pervieaz d . do que seria mais tarde a nossa vida moderna.ae Nazareno. E veio encontrar ministros p a r a interpellal-os. -eimbebido nas i surprezas da flora fluminense. Vicente de Seabna. fortalecendo-os pela continuidade (histórica. para os que começavam estudar pela sua mão. eram para elles infindáveis: como "uma memória miraculosa. contra um valido <J casa vrr-srial. a missão e o ever do pensamento especulando o que seria mais tarde uma industria. e não sei se saíram menos mal feridos. que illustravam desfarte as sciências e as lettras. aUudidos e de um posterior desenvolvimento." (3). mas também indomitos. BraziUense^ Monaiesf e I1 Silva. ou melhor. algum dia não menor que o elogiado . ! Elias da Silveira. a sagrada energia mental. com a aureola da pureza na fronte e fa ulhar da cólera nos olhos a z u e s . merecimento dos mais puros. com u m a convicção de propheta. estadista e cathedratico. cercado admiravelmente dos seus discípulos.linguagem em imagens maiores. enteado nos prodígios do yalle í amazônico. " E o foi até o derradeiro dia. nova e bella como os rebentos de uma esplendida primavera! E os discípulos ouvindo-o enthusiasmados para não se saciarem! E os ensinamentos. todos os elementos. parece ainda maior do que vivo! dizia Henrique III. cados. José Bonifácio teve alli palavras commovidas. Castro Alves. o Dr. em vida! E era o ultimo que sobreviveria do grupo esplendido e adnu • ravel dos antigos discípulos de Bonifácio. "são as aves já em meio do caminho. pag. outra forma de energia. João VI. na vida barbara dos acampamentos e do« larraiaes. as licções. P a g . a-rmas e signos do Passado gloriosamente. José Bonifácio de Andrada e Silva". e tentamos medir o gigante pelo vasto rasgao sombno.era prodigioso. é A luz! " " E o foi até o derradeiro dia. Em sua luv guagem já resoavam todos os nomes capazes de fazer um pensamento que attingisse a vida turbilhante moderna. e talvez um dos maiores. compassando com os olhos o corpo do Duque de Guise. enérgico. E um dia desceu da pequena cidade de S. Paulo. que se perdeu no horizonte da tribuna brasileira: Gavião Peixoto. espirito contemplativo nas brumas da poesia sacra. medico. " (4) Este homem entre os discípulos teve uma missão. que lhe dera o berço. Paulo. grande bolide fulgurante. brindado com o governo de S. em historia da cooperação portugueza no Brasil. Paulo. moços e encantados o que lhes servio depois. poisadas nos ramos serros da floresta. oue nunca lhes ha-de de esquecer essa loira phj sionomis. A' constelação BRASIUffitá de grandes nomes brasileiros. poetas. entreteci* 'n Juvenal Tácito. algarismos. como se lhes elevasse o espirito. era piodigiosa. com a imaginação inspirada. sobre tudo. entre os excessos dos sons. o futuro orador do abolicionismo. fragmentos mínimos de minério precioso 0 enormes massas alluviaes de saber.

elle apanha pelo artista sobre os próprios lugares". a fixar na tela a natureza pernambucana — o primeiro a vibrar 1 beleza da paizagem nacional. nascido em Flandres. fel-o sob a influencia da Igreja. estudando anatomia com Eméry. na paizagem e em natureza morta não Mas foi curta a sua permanência no paiz. cas ainda sem noção segura da sua força nos destinos da pátria sob o jugo extrangeiro. exclusivo da fé religiosa. Foi um artista de mérito. a acreditar em Wagen. Surgio Arsenio Silva. e.jgresa. um batalhador invulgar com a preoccúpação constante e ardente da gloria. ás vezes na paizagem. freqüentando Rio". então.NUMS.. nascido paizagista. Nicoau Tau- fluencia do meio physico. Em 1856 não tínhamos ainda. siquer um artista que nos fazem pintura religiosa. que se distinguiu na pintura de natureza dar e foi vivendo como uma flor de humildade e de graça. . Melhor do que ficou dito o povo da colônia não tinha alma nacional. alheio a ella. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 ESPIRITO NACIONALISTA NA PINTURA BRASILEIRA A nossa arte colonial floresceu. um arrebatado de aspirações. come- suecedia uma esturdia vibração de vitalidade desvairada. sob a in- A natureza seduz. com as suas demasias. a melancolH A pintura que viera dos tempos coloniaes dos claustros. Os pintores se suecediam.' Foi discípulo de Débret e da Academia.ativa. e sua sensualidade. Surge. Na mesma época prehendido e interpretado com maior saber e igual t a l e n t o . mau traste despertando no artista uma forte impressão de encantamento tem fulguração correspondente á natureza circumdante. sem espirito nacional. Frei Ricardo do Pilar. Velasco (Antônio Joaquim r. A' em Pariz a aula do Barão Gros. bruma da sua pátria suecedia aqui um sol de fogo. que deixou um grande discípulo. sem característica de nacionalidade. paizagit-ta de algum talent«< A alma nacional não influirá nas nossas manifestações estheti- Nossa naturezi pintor admirável de gouaches. tendo se distinguido dentre os seus contemporâneos. Vai apparecer. Surgio no grande nay. seu filho. Nascida num meio onde era completa a ausência de obras de arte. para gloria futura da arte. por isso. "Desde a infância mostrou sempre multa inclinação paro « desenho 6 a* sciencia? natural. que os bata vos diziam agora ser selvageria.. vai a Bevelot e ambiente que os descobridores e povoadores exploravam sem ali- chega a Reis Carvalho. Iniciando o seu pri- lização pictural feita de enthusiasmos heróicos e immercessiveis bellczatt. a arte rebentou como uma flor exótica que um destino pouco amável talvez cedo fenecesse irremediavelmente. com quem possa soffrer confronto—"O Umperamento de Motta não lhe peimittio ser creador e arrojad". a Franz Post. <*sse.89b. na companhia beatiflea e doce dos santos. um gênio na sua arte de mocidàde forte e na rea- assim até 1816. o methodo de tal innovação e traduzio como ninguém ainda. mas brando. monge benedictino. Renegado pela gente colonial «ainda sacudida nas agitações! do?> dias do dominio hollandez. na exposição de 1830 obtendo prêmios de pintura. con- çara de surgir no retrato e na historia. desintegrado da pátria. mais do que Victor Meirelles. partio para a Europa. só depois do meiado do sé- t-mdo. segundo Ar- tinua a mesma no transcorrer dos annos: vive ainda nas igrejas e geu Guimarães. produeto morta. nella encontrando o único manancial onde pudesse saciar sua sede natu- ral de expansão creadora. depois pintor da Imperial Camara. ao contrario da sua longínqua natureza bátava. esthesia brasileira. inspirando-se nos seus aspectos rudos e emocionaes. Emilio Taunay. a t é em nossos dias (88). F r a n c o ) . e delicado. Nascendo a pintura. . um que viria a ser um das figuras mais sympathicas das artes plásticas: Porto Alegre. em Minas não floresce melhor a arte. Augusto Muller. que teve na e de beíleza triumphal. R. "transplantada do velho mundo e vicejada ã sombra rude da inteligência desse tempo" — sem tradicção e sem historia — prompta a se dominar pela influencia nova que surgisse. pois passava as horas vagas a pintar e colher produetos da natureza. a tem com- cabendo. em 1. que já devia ser um reflexo da alma patrícia que já tinha paginas bellas de emoção e de fixação brasileira. á vontade do subjugador violento. quando se fundou a Academia de Bellas Artes. ou não floresce fora do? templos sagrados. Foi um tumultuoso de fama. se notabilizando em natureza morta. tão grande que conseguio modificar a sua época um exaltador preciso: Agostino da Motta. " appareceu também uma paizagem de Ecknout (missão N a s s a u ) . temendo o sol e as vibrações da terra jâ liberta. disse Gonzaga Duque. ella con- Gonzaga Duque chomou-o um idealista eclético e ê. Na Bahia. viajando depois por Londres. Mas feliz do que nós fora Pernambuco. que vira os artistas de Nnssau. delle sendo o fundador José Joaquim da desse a expressão da potencialidade e exhuberancia da Rocha. desde a chegada dos primeiros donatários das capitanias até alguns annos depois da independência.3 V V turesca. principalmente F r a n z Post que foi o primeiro. sem sor brasileira. esculptura e architectura. um nome extraordinário: Tedro Américo. fora da pintura. Post não deixou discípulos no Brasil. Os artistas naturaes que surgem seguem o rumo dos do Rio — um pintor que refletisse a alma da gleba. E da pintura religiosa n festas plagas foi precursor. restricto e bárbaro.porém. Bélgica e Hollanda. apontavam capacidades brilhantes. meiro periodo com o ensino official da missão Lebreton. um pintor de espirito nacionaj.iido au Brasil foi nomeado professor de pintura histórica. em 1677. os artistas da missão. Director da Academia. segundo Manoel Quirino. a feição mais terna e culo XVII em diante é que se velo a possuir paizagens pintadas suavemente poética que existia na natureza brasileira. manso. sem contudo ter pintura. Pedro I. "instituidor da pintura a óleo no dos quaes tinha no seu quarto um museusinho preparado por elle. sem expressões de beíleza que falassem á esthesia do povo mal O e s p r i t o nacional continuava erradio. expontânea e obscura. pintura prosegue Fomos evoluindo. Pintou D. constituído ainda. um representativo da nos convento». Nada havia que auxiliasse o scintilar de uma vigorosa manifestação pin.

AMERICA

BRASILEIRA

M'MS. 9 A 12 — ANNO T
I V , „ primeira tela brasileira de assumpto militar: Combate
empo

Crande. depois » . » « . « de .4 de Maio e Batalha

do

de

Ivahg.

mesma imprecisa, sem espirito local, sem

a

sagrada

aura

am-

biente, sem idelalidade pátria.
Ai|ui como nos Kstados onde ha visos de arte, como Bahia, Per-

ÍVÍ:~na„

por v.H-ação ou espirito patriótico, mas por interesse,

como teria feito um r . - r a n . ou uma paizagem, que também não eram
,,„ M,a pr,,Ulec,;ão. Km toda a sua obra é a historia . a g r a d a que
,,.mln:l _

porque a - a

"paixão só

, historia sagrada

sacia...

nambuco, S. Paulo, Rio Grande, os artistas cuidam da historia comi
cuidam do gênero o do n ú . A própria paizagem, que esforço Santo
Deus! para fazel-a dando a impressão do meio, a alma da gleba, o
quê divino que a distinga das outras paizagens!

Kn-^UvamenU-, a arte do Pedro Américo t r a n s i u , em David.

Judith,

Temos a r t e cosmopolita, ainda como ha dezenas de annos, vi-

,1 Coisa. Jacobed, palpita em maravilha de emoção em Joanna

D'Are.

vendo sob influencias e x t r a n h a s . A nossa l i t t e r a t u r a cedo se aper-

depois

cebeu de sua grandeza nos destinos da nossa nacionalidade e reben-

e Paz e Con-

tou em florações primaveris, revelando a poesia e os anceios moços

Socran-s e Aleibiad,,.
, . m Vroclamação

Rabequista

da Independência,

orabe, Petrus
Honra

ad Vincula,

e Pátria

da terra fecunda, immensa e linda.

cordia.
Como elle. Victor Meireles é o grande pintor consciencioso, o a r -

A pintura, não. E s t a ficou á m a r g e m . Foi vegetando ao largo

tista brasileiro a quem o desenho mais tem preoecupado. Fez *

da agitação brasileira, dentro do Brasil e filha delle, mas estran-

Primeira

geira, sem a graça maternal que a t o r n a r i a u m a alta expressão

missa, que o celebrizou, e levado pelo interesse, como Pe-

dro Américo, executou quadros de assumpto militar, como
do Ilumaytá,

Batalha de Riachuelo

r Batalha dos

Passagem

Qual a paizagem que mais revela a terra, que melhor traduz

Guararapes.

Nenhum espirito nacionalista animava os dous invejáveis pintores brasileiros, nenhum sentimento civico os levara a fixar essas

Onde encontrar então o espirito brasileiro na pintura do Brasil?
Só a natureza consegue por vezes inspirar o artista, dar-lhe o fulgor nativo do seu sol, ou a melancolia das suas tardes outomnaes,
doçura das suas horas de paz e de

a natureza

febelde?

E m que artista vibra mais o sentimento nacionalista, dando ás.
suas obras u m a característica

paginas immorredouras em que a nossa bravura brilhou tanto.

a

esthetica seduetora.

recolhimento e o tropica-

brasileira? Que artista haverá que

se possa chamar pela realização pictorica, de genuinamente nosso
contendo nos seus motivos

o sentimento da P á t r i a ?

J á em 1888 o luminoso e inesquecível Gonzaga Duque inquem
da existência de u m a escola

brasileira.

E perguntava, como ainda hoje, u m q u a r t o de século depois,
perguntaria?

lismo luminoso dos seus dias veranicos.
Com o sentimeito profundo e natural da gleba,sentindo-a com
todo seu calor « sua beíleza, no seu seio ou longe delia — pintan-

"Onde a vida dos nossos tropeiros, a representação das scenas
ua roça, da existência das fazendas,

dos costumes, dos escravos» \

do-a ou ouvindo-lhe o sussurro mysterioso e vendo-lhe a beíleza

Onde os assumptos da nossa historia, aquèlles assumptos qüe mtàs>

«-crde intraduzivel, surgio um dia um paulista: Almeida

intimamente nos faliam da formação da nossa pátria, os episódios"

Júnior.

Foi brasileiro na arte, nos costumes, na alma: sentia como brasileiro. Sua arte ê sem artimanhas e truques: é leal, franca, expontânea e fulgurantissima. Sua obra é das .mais bellas de nossa pint u r a e de sentimento mais vivo da t e r r a .
Vêm depois do artista brasileiro do Dcscanço

da independência, a revolução de T i r a d e n t e s ? "
Pois é essa a r t e que ainda nestes dias, mais brilhante é vertia de do que hontem, ahi temos.
Isso serve p a r a affirmar

do lenhador,

Ro

tantes

que os acontecimentos mais palpi-

da vida nacional não tem emocionado a nossa pintura ou a

dolpho Amoedo. uma «organização esthetica das mais apreciáveis do

nossa pintura delles se tem afastado propositadamente, o que não 5

Brasil, mas inearacteristico quanto á nacionalidade, Decio Villares,

crivei.

Jorge C.rimm é o allemão a quem o estudo da natureza fascina
« funda uma escola ephemera. Quer a natureza apanhada na natuírza, a vida das cousas apanhadas nas mattas, no grande sol, sentida em plena floresta. Tal mestre deu-nos discípulos que fizeram
renome, como Parreiras, Castagneto e outros.
Tamoyo,

do Brasil, como Marabá, sem preoccúpação nacionalista, sem sentimento de nacionalidade, mas como simples motivos estheticos. P a r reiras realiza a espiritualidade da paizagem nativa e ultimamente faz
intensamente a historia, mas como já fizera a marinha, o gênero, o na,
encyclopedico e estupendo; Castagneto fixa a volubilidade do mar,
Iodas as suas emoções de serenidade e de coleras, tornando-se insuperável até hoje: Medeiros ( J . ) faz Iracema, a filha dos Tabajaras R
c i t r o s quadros históricos, como também fizera o gênero, o retrato,

S. Sebastião,
Laguna

o Vidigal,

Morte de Camões. Episódio

ridas, a nossa pintura com cem e tantos annos ê ainda infantil.
E s t á como nos seus primordios, na perspectiva de um rumo. Ao
rumor de todas as palpitações da P á t r i a , só ella não vibra, só ella
não reflete o que temos sido e o que somos, só ella não guarda,
como uma emanação divina da sua vitalidade o espirito nacionalista, o sangue da raça, o traço inconfundivel, a alma brasileira.

uma das telas mais importantes

a natureza morta; Firmino Monteiro fez a Fundação

-p

No cosmopolitismo das suas manifestações e influencias adqui-

Aurélio Figueiredo e Augusto Duarte.

Amoêdo fez o Vitimo

-]

da cidade de
da Retirada

de

e outros assumptos arrancados á nossa historia tão esque-

cida e relembrada em tumulto, apagando-se individualidades esp>n-

Combatendo

pretendida Escola

Brasileira

t s t h e t a saudosissimo dos Graves e Frivolos
ameaça

perguntava ainda o

se "esse desnacionalismo

continuar"

E elle mesmo achava que sim. E não falhou a previsão sabia.
A arte que ahi está maravilhando na palheta fremente de Parreiras, fulgurando em Visconti, grande em Bernardelli, Amoedo e
Belmiro, suave no lyrismo sonoro de Baptista da Costa, e na obra
de um pugillo de novos talentosíssimos, é uma arte que não desmei roeria nenhum povo artista, mas não é uma arte brasileira, nascida aqui,

ardente do nacionalismo

que a faria

airída maior «

ir-ais encantadora pela característica e pela. finalidade.
E como Gonzaga Duque per.mintamos nós também: E esse desnacionalismo ameaça continuar?

dentes e fazéndo-se resurgir outras dignas do olvido nacion.il. P a s v;.T- l•. o segundo Impeli", chegando até hoje a nossa pintura 0 a

Carlos Rubens.

NÜMS.-9 A 12 — ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A DIPLOMACIA DA INDEPENDÊNCIA
A dipomacia puramente brasileira surgiu em data anterior á
oue se consagrou como ponto de partida da emancipação politica
nacional.
J á havia então regressado a Portugal o rei D. João VI, cuja
autoridade se annullara quase por completo sob o jugo despotico das
Cortes convocadas pelos revolucionários portugueses de 1820.
As ineptas resoluções com que a assembléa tumultuaria de
Lisboa pretendia legislar sobre o Brasil cada vez mais favoreciam,
deste lado do Atlântico, c surto das idéas nacionalistas.
Um movimento popular tinha j á levado o príncipe regente a
desobedecer á ordem imperativa de voltar á metrópole, quando novas medidas de hostilidade contra a regência brasileira vieram determinar um estado como que de franca belligerancia entre as duas
partes do Reino Unido, caracterizada pelo decreto de 1 de Agosto de
1822, em virtude da qual se declaravam inimigas quaesquer tropas
portuguesas que, contra a vontade do Governo do Rio, pretendessem
desembarcar no Brasil.
Entretanto, a rebellião do príncipe regente e do seu ministério não era propriamente contra a metrópole, mas apenas contra a
sujeição ás Cortes, que haviam usurpado o poder soberano.
A idéa que ainda predominava aqui entre os homens de governo era a de u m a simples autonomia administrativa para o Brasil, ou, quando muito, a de u m a união pessoal com Portugal. Esse
pensamento está, aliás, bem patente no sobredito decreto de 1 de
Agosto e nos dois manifestos do mesmo mês.
José Bonifácio, que redigiu o ultimo desses documentos (manifesto de 6 de Agosto), ainda se exprimiria no mesmo sentido, na
circular dirigida ao corpo diplomático estrangeiro, em 14 de Agosto.
Sabe-se. ao demais, que o grande ministro de Pedro I, nada
obstante o titulo com q u e o chrismaram de patrlarcha da independência, não foi favoí-ayel ao movimento de completa emancipação
politica, do qual, em 1822, Joaquim Gonçalves Dedo e alguns amigos se fizeram denodados paladinos.
Não é puerilidade, nem perversidade, como pretende eminente
historiador patrício, declarar José Bonifácio estranho ã direcção
daquelle movimento. Os testemunhos da época e o do próprio ministro de Estado deixam o caso perfeitamente esclarecido e, dè
certo, fazem mais tf- do que affirmaçCes graciosas, apoiadas simplesmente numa tradição sem base firme.
Parece hoje demonstrado que o illustre Andrada sempre? foi
adverso áa idéas democráticas e, por isso mesmo, opposto ao grupo
liberal de Dedo, a quem moveu terrível perseguição.
Em 10 de Agosto de 1822, escrevia o barão de Mareschal para
Vienna que José Bonifácio "lucta contra a revolução" Esta significava então o movimento separatista, ao qual o próprio D. Pedro
eó adheriu forçado pelas circumstancias.
O mesmo encarregado de negócios da Áustria (Mareschal) era
quem ainda mandava dizer para a sua Corte que José Bonifácio
considerava prematura e até mal arranjada a solução que aqui «e
ia dar ao dissídio surgido entre as duas porções do Reino Unido
Dias depois do Sete de Setembro, e quando Jo^ié Clemente Pereira
e Gonçalves Ledo se esforçavam por fazer proclamar D. Pedro
imperador do Brasil, o grande paulista, — a quem deve a Nação incontestáveis serviços de- alta valia, mas que se não pôde dizer tenha
sido o patriareha da indepndencía, — ainda se declarava alheio
aquellas patrióticas intenções, embora já visse com, satisfação a
elevação do Príncipe a dignidade de Imperador. Disto ha, pelo menos, um testemunho digno de credito. E ' o do coronel Maler, encarregado de negócios da França, o qual, em officio de 24 de Setembro de 1822 ao visconde de Montmorency, assim se exprimia: " J e
sais d'une manière positive que Mr. d'Andrada
dit le samedi 21 á
un dr> fes meílleurs amís et coníidens, qui lui représentait 1'inutilitó
et les dangers de cette innovation, í,c Ministre de S. A. R. ne prend
pas de part actíve à ect énèfshncnt,
il laisse. fatie mais U verra
avec satisfaction Vélévation du Princc à la dignité d'Empereur"
E
acerescentava, aliás no mesmo sentido em (|ue Mareschal escrevia
para Vienna, embora em contrário á lenda que aqui se formou com
relação á Princesa Leopoldina: " J e sais encore ri'tine manière indubitable que Ia Princasse Royale est três peinée et três sensiblement affectée de ce changement et qu'elle n'oae manifester son
opinión"
Muito instruetiva também, para o exarto conhecimento dos verdadeiros sentimentos nutridos por José Bonifácio naquella época,
ê a declaração que fez^a Majer na noite de 11 de Outubro de 1822,

i;to ê, na véspera da acclamação de D. Pedro como imperador:
"se S. M. Fidelissima voltar ao Brasil será recebido de braços abertos" (Officio de 13 d e Outubro de 1822, ao visconde de Montmorency.)

*

Foi paia realizar Os intuitos declarados no manifesto de 6 At
Agosto de 1822 que o Governo do Rio de Janeiro, em 12 do mesmo
mês, nomeou o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant Pontes, depois visconde e marquês de Barbacena, e o cavalheiro Manoel
Rodrigues Gameiro Pessoa, futuro baião e visconde de Itabayana,
pai-a servirem como. encarregados de negócios, respectivamente, em
Londres e Paris.
Nas instrucções que José Bonifácio lhes remetteu naquella data
(12 de Agosto), era explicado que o Príncipe Regente desejava e n .
t r a r em redações directas com a s nações estrangeiras e pretendia <"reconhecimento da independência do Brasil "e da absoluta regend o de S. A. R.", emquanto o Rei D. João VI se achasse " n o affrontoso estado de captiveiro.a que o reduziu o partido faccioso das
Cortes de Lisboa" Mas, para evitar dúvidas, se acerescentava:
"nós queremos Independência, mas não separação absoluta de Portugal "
J á estavam na Europa os dois primeiros agentes diplomático^
brasileiros, quando aqui se lavraram os decretos das respectivas nomeações.
Longe de serem nom.es desconhecidos, ambos já se haviam assignalado na vida pública, um como militar, politico e administrador,
o o outro como diplomata.
Gameiro Pessoa fora secretario da delegação portuguesa ao
Congresso de Vienna, o que lhe proporcionara fazer excellentes ralações; e junto á Corte de S. M. Christianissima, onde aliás j á servira como. secretario da Legação de Portugal, iria patentear novamente as suas apreciáveis qualidades de prudência, discrição e
zelo pelo serviço público, que o tornavam merecedor da inteira confiança e estima que D. Pedro lhe consagrava.
Espirito mais brilhante e dotado d e um senso práüco admirável, Caldeira Brant, cujas variadas aptidões eram bem conhecidas
já havia prestado reaes serviços á pátria, que delle tinha ainda
muito a esperar.
!

' •r

Como lnspector das tropas na Bahia, cargo que exerceu por
alguns annos, revelou elle os seus dotes de energia, actividade
r iniciativa, sempre postos em evidencia nas diversas commissões.
que desempenhou.
Ainda quando no estrangeiro, onde se achava desde meados de
1821, os interesses nacionaes nunca deixaram de o preoceupar.
Os seus conselhos e suggestões, em cartas dirigidas a José Bonifácio, eram constantemente determinados pelo . mais sincero patriotismo. E até se pode affirmar que muitas das medidas aqui
ndoptadas pelo governo do príncipe regente eram por elle alvitradas, de Londres. E', nesse sentido, mui expressiva a carta secretissima d e 1 de Maio de 1822, na qual parece que José Bonifácio se
Inspirou bastante, quando redigiu o manifesto de 6 de Agosto.
O contracto de Cochrane para o serviço do Brasil foi, igualmente,
suggerido por Brant, que, aliás, não se limitava a lembrar medidas
políticas qu de defesa do país, mas também outras, que diziam mai*
de perto com a pública administração ou com o progresso matéria,
do Brasil.
Outros serviços de valor vinha elle então prestando, de maneira
que a sua nomeação como encarregado de negócios foi, até certt
ponto, uma confirmação de funeções que officiosamente j á estava i.
desempenhar.
Tão bem se houve Brant, desde o inicio da sua acção diplomatica, que dentro em pouco George Canning, nvnistro dos negocio*
estrangeiros de S. M. Britannica, se dispôs a reconhecer a indepen"
dencia do Brasil, contanto que fosse aqui abolido o commercio de
escravos..
Por muito tempo, essa questão, associada pelo governo britar
meo a do reconhecimento, tornou improficuog oR esforços de B r a i r
pois, se bem que este aconselhasse freqüentemente
para o Rio de
Janeiro a adopção da medida exigida co
como condição sine qua nm, n
governo brasileiro reluctava em assumir qualque
ler compromisso
esse respeito.

AMERICA

1

NVMS. D A I ? — ANNO I
Vindo ao la-o.nl em Agosto de 1823, deixou Brant os interesses
TMCionaes, em Londres, confiados ao grande, patriota que s e chamou
Hippolvto José da Costa Pereira F u r t a d o de Mendonça.
Muito pouco s,- tem dito dos inestimáveis serviços prestados a
cr.usa nacional p.«lo vibrante jornalista do Carreio Brasilicnse. E n „ , tanto, a acção que, das columnas do seu period-co, exerceu w*r*
a formação .Ir. espirito nacionalista brasileiro foi das .mais notáveis.
A interinidade em que o deixou B r a n t teve curtíssima duração,
pois veio a falloeer pouco depois, isto é, a 11 de Setembro de 1823.
Foi então transferido para Londres Gameiro Pessoa, que, desd"
o recebimento da sua nomeação p a r a encarregado de negócios, vinha
desenvolvendo louvável actividade. Não conseguira, é verdade, ser
admittido no Conselho dos Aluados, em Verona, conforme t e n t a r a .
Mas, além das sympathias que. n a CÔrte de S. SI. Christianissima.
conquistara para a causa do Brasil, havia obtido do Governo francês
algumas medidas de ordem pratica, como por exemplo a nomeação
de u m cônsul geral para o Brasil e a admissão de passaportes expedidos aos Brasileiros sem intervenção da Legação portuguesa.
Passando-se p a r a a capital inglesa, ali o foi encontrar, pouco
tempo depois, Caldeira Brant, que recebera ordem de regressar á
Inglaterra, com a incumbência de negociar um empréstimo de três
milhões esterlinos e de trabalhar, juntamente com o seu collega, pelo
reconhecimento da independência do Império.
E m Paris, a representação brasileira foi, a esse tempo, confiada
a Domingos Borges de Barros, que ás qualidades de poeta imaginoso
unia as de diplomata sagaz, graças ao que conseguiu conservar a
excellente situação que ali havia Gameiro adquirido.
Alguns meses antes fora o antigo camarista de D . Pedro, Commendador Antônio Telles da Silva, mais tarde visconde e marquês
de Rezende, despachado p a r a servir junto a S. M. o Imperador da
Áustria, sogro do monarcha brasileiro.
Chegando a Vienna a 24 de Julho de 1823, Telles da Silva teve
acolhimento polido da p a r t e de Metternich, que, com a sua proverbial duplicidade, procurava meios e modos de enganar o agente brasileiro. Este, valendo-se habilmente dos serviços de Gentz, secrerio do grande Chanceller, sempre obtinha e mandava p a r a o Governo do Rio de Janeiro curiosas informações e, aos poucos, ia criando
um ambiente favorável ao nascente Império, n a CÔrte de S. M. I m perial, Real e Apostólica.
E m Agosto de 1S22, exactamente n a mesma época em que nomeara agentes diplomáticos para servirem nas Cortes de Londres o
Paris resolvera o Governo brasileiro despachar p a r a Washington,
com missão idêntica, o official da Secretaria de Estado dos Negócios
Extrangeiros, Luis Mouttinho Lima Alvares e Silva. Não chegou
este, porém, a partir, sendo considerados mais úteis os seus serviços
naquella repartição.
A José Silvestre Rebello coube substitui-lo em tal missão, sendo
para esse fim nomeado, por decreto de 21 de Janeiro de 1824. Tanta
sorte teve Rebello que, algumas semanas apenas depois da sua chegada á Capital dos Estados Unidos da America, isto ê, a 26 de Maio
de 1824, conseguiu o reconhecimento do Império por parte da grande
Republica do N o r t e .
Ainda nesse anno de 1824, o Governo imperial houve por bem
mandar a Roma, como Plenipotenciario junto ao Vaticano, o Conselheiro de Estado e Cavalheiro de Christo, Monsenhor
Francisco
Corrêa Vidigal.
Tratava-se então de regularizar as relações do Império com a
Santa Sé e os negócios da Igreja no Brasil. Questões de interesse
não somente espiritual, mas também politico, estavam ligados á
missão de Vidigal, que levou como auxiliar Vicente Antônio da
Costa, funecionario da Repartição dos Negócios Estrangeiros, ao
qual se deve, principalmente, o êxito das negociações entaboladas
com o Governo pontifício.
Havendo chegado á Cidade E t e r n a em 5 de Janeiro de 1825,
Monsenhor Vidigal só conseguiu ser recebido officialmente pelo
Papa, então Leão X I I , um anno depois, isto é, aos 23 de Janeiro
de 1826.

N., diplomacia brasileira dos primeiros annos de independência,
justo será salientar os nomes dos que mais directamente concorreram p a r a o reconhecimento da personalidade internacional do Brasil, ou sejam Caldeira Brant e Gameiro Pessoa, especialmente o
primeiro.
Os demais não devem, sem duvida, ser esquecidos, porque todo*
prestaram grandes SPIVICO- a causa nacional.

BRASILEIRA

Mas se a Silvestre Rebello, por exemplo, que obteve o primei*
.
.
™ r t « de u m a nação estrangeira, da indepennnr.
reconhecimento, por p a r t e de j
^ p r l ncipalme»fe a
denota do Império, algumas
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B ^ T o a m " e n c o n t r a r a m n a sua missão sérios empe__ Brant
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e m p r e g a r toda a habilidade,
cilhos. contra os q u - s h uve m £ •
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refa,

r X - ^ S S ^ eommissões lhes tinham sido confindas todas de certa importância, ás quaes p r o c u r a r a m dar o melhor
de e Z n h o possível. Assim é, por exemplo, que, alem da negociação
do primeiro empréstimo contrahido pelo Brasil independente th .Í a m nes as incumbências de contractar marinheiros, adquirir naZ , executar encommendas p a r a os Arsenaes de M a n n h a e do
i?-srercito do Rio de Janeiro, e t c .
E Í notável o zelo que p u n h a m no cumprimento de tantas obrigações, especialmente quando se t r a t a v a do que dizia respeito a defesa nacional. P a r a se vêr até que ponto chegavam, nesse sentido
as patrióticas preoecupações de ambos, b a s t a citar, ao acaso, este
trecho de um officio enviado pelos dois ao Ministro dos Negocio,
Estrangeiros, Luis José de Carvalho e Mello, em 21 de Janeiro de
Governo economiza muito em
1 8 25- "Reconhecemos que o nosso
m a n d a r comprar n a E u r o p a muniçoens e objectos de que precisa
para fornecimento dos seus a r s e n a e s : porém artigos ha que deven,
ser fabricados nesse Paiz, ainda mesmo quando saião mais caros;
porque de outro modo jamais chegaremos a ter certos objectos necessários p a r a a segurança e defesa desse Império"
As sympathias de Canning pela causa do Brasil foram, sem duvida de grande auxilio p a r a os dois illustres diplomatas patrícios.
Mas,' convém não esquecer que p a r a taes sympathias muito concerr e r a de certo, o trabalho feito por B r a n t n a sua primeira missão.
Por outro lado, eram enormes as difficuldâdes que se anteptinham aos agentes brasileiros em Londres, pois tinham que enfrer,
t a r a má vontade da maioria do Governo britannico, e do propr.o
rei e toda a formidável t r a m a de intrigas da Santa-Alliança.
Quando a Inglaterra, em Janeiro de 1825, declarou a sua resolução de mandar Sir Charles S t u a r t ao Rio, em missão especial os
dois agentes brasileiros viram coroados de êxito os seus patrióticos
esforços. E não podia ser mais auspicioso o resultado, porque logo
o Governo português, comprehendendo a inutilidade da continuação
da sua resistência ao reconhecimento, investia o mesmo Stuart do
caracter de Plenipotenciario de S. M. Fidelissima, p a r a tratar com o
Brasil, e outras nações do continente europeu se apressavam em
procurar e n t r a r em relações com o jovem Império.
As negociações de Stuart, em nome de Portugal, terminaram a
29 de Agosto de 1825, com a a s s i g n a t u r a de um tratado de reconhecimento e de u m a convenção addicional. E m Outubro, o mesmo Plenipotenciario firmava, pela Grã-Bretanha, dois outros ajustes que,
entretanto, não foram ratificados pelo seu Governo. E a 30 de janeiro de 1826 era Gameiro Pessoa, então Barão de Itabayana, recebido por Jorge IV, como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciario de S. M. o Imperador do Brasil.
P o r seu lado, Telles da Silva (Visconde de Rezende), já obtiver,
o reconhecimento por parte da Áustria, por nota de Metternich, datada de 30 de Dezembro de 1825.
Ainda anterior fora o reconhecimento por parte da França, p .
quanto se considerou feito desde que, a 26 de Outubro do mesmo
anno de 1825, o Conde de Gestas, representante francês no Rio
Janeiro, começou officialmente a negociação de um tratado de
mercio, que viria a ser concluído em 8 de Janeiro de 1826.

J á reconhecido pela maioria das grandes potências, não demoraria o Império em iniciar relações officiaes com todas as outra»
nações.
Ainda nisso o auxiliou bastante a sua diplomacia.
E n t r e t a n t o , ao se glorificar a obra dos que se esforçaram P '
reconhecimento da independência brasileira, não se fará ju 8 v"
completa se se olvidar o trabalho, muita vez anonymo, mas quasempre efficaz, da então Secretaria de Estado dos Negócios
trangeiros.
De facto, foi da conjugação de esforços dos que lá fora se d
caram a essa obra patriótica e dos que aqui lhes auxiliaram a «
refa, que ersultou a e n t r a d a do Brasil, em curto prazo, no gre
das nações independentes.

Hildebrando Aoololy.

ainda mais. o S r . para empregar a phrase de um escriptor. provocar calorosos debates. convencido de que a verdade deve erguer-se serena e Impassível. que está destinado. um sábio. é dever nosso assignalar aos inteílectuaes brasileiros o texto do fasciculo VIII do primeiro volume da monumental publicação. as deformações e os dislates de toda espécie divulgados sem protesto. no Amazonas e. em que este magistralmente expoz a somma de conhecimentos náuticos de que dispunham os descobridores portuguezes nos últimos annos do século XV. e muitas vezes postos em circulação de modo impertinente. ficando para o norte. firmando conceitos que triumpham pela única força da persuasão. tendo perserutado os problemas da historia do descobrimento em todos os seus pormenores. tratada com critério rigorosamente scientifico e superior saber. revelando a participação dos navios mercantes. e notabilidades extrangeiras como Humboldt. desde muito. illustre Embaixador dè Portugal. apresentando a versão definitiva dos commandos da esquadra de Cabral. Harrisse e tantos outros de fama universal. obra. gente sem sciencia. rasgou aos nossos estudos históricos novos horizontes e immensas perspectivas. . desfaz. D r . elle o faz sem alardear os opulentos cabedaes de sua cultura. pelo que diz respeito ás navegações iniciaes ão primeiro lustro do século XVI. com forte dose de serenidade que invejaria Thucydide. que é privilegio dos creadores de valores. com a promessa de voltarmos opportunamente ao assumpto dos Falsos precursores de Cabral. Acreditava-se também que a historia do Brasil houvesse envelhecido ou apparecesse integral nos volumes substanciosos de Varnhagen ou de Rocha Pombo. sem esses predicados mentaes e . pela sua capacidade de trabalho e pela sua força de pensamento. Até então. briosamente empenhado em "restituir ao Brasil os seus títulos de filiação na gloria integral do cyclo portuguez dos descobrimentos". e. determinando a collaboração das armadas da índia no descobrimento do Iittoral. não eiteve. Elysio de Carvalho. Diego de Lepe e também Alonso de Hojeda. Pela sua grave compostura. principalmente no mundo culto europeu e americano. não se comprehende como se possa versar assumptos que exigem. o que é peor. Wagner. s e m uma opulenta erudição. que vale por um desafio scientifico. probo e construetivo. nem consciência. depois. uma resurreição do passado. alheia ao movimento dos interesses e superior a todas as paixões. pela primeira vez. precursores hespanhoes no descobrimento do Brasil. haviam visto terras brasileiras. só tolerada mercê da confusão malsã que caracteriza o nosso meio intellectual. surge mais um fasciculo da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" Obra de prodigiosa erudição. fruto amadurecido de dous annos de penosos estudos methematicos. A these. a uma notável intrepidez e uma dialectlca irreductivel. temos o gozo intellectual de conhecer e entrar em contacto com um historiographo que pôde hombrear-se com Humboldt.NUMS. Harrisse e Navarrete. Rio Branco. Duarte Leite. reduz a pó. lançam já profundo jacto de luz sobre uma das questões capitães da historia do Brasil. porque nelle se agita. restaura nos paizes de lingua portugueza a perfeita consciência do papel de historiador. Acastellado numa formidável. é. dotado maravilhosamente das faculdades analycticas e criticas. que desde alguns annos trabalha uma pleiade insigne de historiadores. festejando com legitimo júbilo o primeiro Centenário de sua Independência Politica. não ultrapassou o cabo de Orange. designando a data do achado da ilha Fer- nando de Noronha. Diego de Lepe e Vellez de Mendoza só" visitaram o grandioso rio quando se rasgavam para a historia. não vulgar faculdade de analyse e clarividente sentimento critico. nas expedições enviadas a Vera C r u z . nem slquer vio a foz ão Orenoco. Vicente Pinzon como descobridor do Amazonas em Janeiro de 1500 e Diego de Lepe e Alonso Vellez de Mendoza como primeiros visitantes de paragens mais meridionaes. Caetano da Silva. confusas. segundo a nobre qualificação. e. que consagra como norma o critério scientifico ou objectivo. com o estudo das excursões fantasiosas de Hojeda. toda a argumentação dos partidários dos precursores castelhanos de Cabral. Traçando esta breve e despretenciosa noticia. geographos. Imbuídos da mais irritante má fé. e tão palpitante e. que é alli. sabendo nós que. solida e irrefutável documentação e após o estudo preliminar do professor Luciano Pereira fia Silva. Divulgando copiosas informações inéditas. desde 1500. pela severa disciplina de seu espirito. não se apaixona diante dos problemas cuja solução procura: the truth is quiet. De hoje em diante. a "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" nos dará "copiosas noticias inéditas c interpretações cartographicas mais verdadeiras que as até hoje admittidas e que transformarão sensivelmente as paginas preambulares da nossa historia. Vignaud. c. que revolucionará « mundo dos sábios pela revelação sorprehendente de que foram genuinamente lusitanas a s primeiras vozes que se fizeram ouvir no mundo brasileiro. contesta tudo quanto se relaciona com as frágeis hypotheses que davam o fidalgo hespanhol Alonso ú° Hojeda como tendo estado no Rio Grande do Norte mezes antes da frota de Pedro Alvares Cabral. Dr. não se agita. pela sua constante preoccúpação do verdadeiro. O Sr. Neste momento. que se honra de seus ascendentes e descobridores. de que muito justamente se orgulha. como se ella estivesse encerrada nos estreitos limites de uma bibliotheca de vulgaridades. em que a verdade surgirá revestida de maior autoridade e de maior esplendor para gloria de Portugal. uma reivindicação espantosa de um feito humano que durante neeulos foi negado. No fasciculo a que nos referimos da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil". que (• o mais extraordinário monumento que no gênero levantou o espirito moderno. além da probidade e isenção de animo. como lambem só poderia ser escripta ã luz da moderna cultura histórica. a r a r a competência scientifica alliada á robusta capacidade de historiographo. Vicente Pinzon. porque cm 1499. não só os velhos systemas de interpretação da nossa historia se tornarão obsoletos. repetimos. obscuras. elle poude af firmar categoricamente. Espirito philosophico. No seu labor vasto. D r . O trabalho do Sr. por falsos e imperfeitos. Ao mesmo tempo. praticarem a desfaçatez de discutir levianamente as questões relativas ás origens da nossa historia. cartographice? e históricos. como defensores dessa precedência. defendendo argumentos inesperados. por fictícias ou m«iito duvidosas. com a paciência. Taes conclusões. paleographos. se apresentaram historiadores nacionaes como Varnhagen. suscitarão uma espécie de assombro. com intuito de turbaçâo política. astrônomos. o que mais importa. pretendemos apenas chamar a attenção dos estudiosos brasileiros para o sensacional trabalho do Sr. que Alvares Cabral não leve. orgulho do povo brasileiro. Duarte Leite põe por terra. Dr. Pois bem: o eminente Sr. Duarte Leite apenas iniciou a demonstração de sua these. Com effeito. eximio professor de mathematica. de evocações e reinvindicações históricas. Pinzon. não se enfurece. desprovidos de cultura e. Hojeda não cruzou o equador. A versão corrente era que. a simplicidade e o desprezo das vaidades. ê a mais formosa dádiva que se destinou ao Brasil na commemoração do mais glorioso dos seus fastos. nenhum historiador se havia atirado a empreza tão complexa. litteratos e artistas. Não exaggeramos dizendo que. orientados pelos methodo^ rigorosos da analyse histórica. " Estes primeiros capítulos. combatido e contestado com pertinaz ardor. Duarte Leite. resumindo as conclusões de sua formidável tarefa. pois. Portugal. porque firma o severíssimo trabalho o nome respeitável do Sr. Embaixador Duarte Leite. Ravenstein. e ufanla dos verdadeiros apóstolos da sciencia histórica. pondo de parte outras viagens além da de Duarte Pacheco. é destas que até aqui ficaram sem solução. se renova e se desdobra > questão sobremaneira transcendental do descobrimento do Brasil. . reduzindo as explorações littoraneas das expedições de 1501 e 1503 aos limites que a cartographia coeva lhes assigrala. Isto fazemos. homem de sumiria sapiência. tão gigantesca. primeiro. supportamos a injuria de escribas indoutos ou de mediano entendimento. Capistrano de Abreu e João Ribeiro. pot esses pseudos historiadores. Seguro da sua causa e com a paixão remansada do saber. Duarte Leite. os esplendores do século XVI. que em seguida se converterá em irrecusável prelto á verdade serenamente proclamada. obtido reultado tão completo relativamente aos múltiplos aspectos de que se reveste o magno problema. en. e. estabelecendo relações indubitaveis de factos ignorados ou mal interpretados. 9 A 12 ANNO I AMERICA BRASI LEI R A OS FALSOS PRECURSORES DE CABRAL Em meio das ruidosas manifestações do sentimento dos b r a s i leiros. porém. é de tamanha magnitude. que se impõe ao respeito e á admiração de seus pares. antes de Cabral. a um admirável dom de penetração. Aliás. e dahi os erros. e a sua obra é uma meditação profunda. tudo isso alliado a uma agudissima sensibilidade. como se vê. eartographos. pacifica epopéa da intelligencia lusitana. por ultimo. realizados com inatacável probidade scientifica e verdadeira abnegação. em 1500. D r . apresenta-se ainda com a vantagem de ser mestre consummado nas sciências mathematicas.

chamada Escola Bahiana. em confiar a José Bonifácio a organização de uma Universidade. Esses conhecimentos eram. ANTECEDENTES O Brasil surgio p a r a a civilização. Com effeito. Nas obras que deixaram. como intelligencias amplas e superficiaes.O Não admiram o incolor. João VI é que o ensino. ssa se mistura. pôde ter novos surtos. entretanto. tudo isso ia constituir material informe. emb-na possuísse já a Universidade de Coimbra. baralhado. A fundação da Escola Militar que. . E n t r e os sábios que trouxe ou fez vir ao Brasil. achava-se no apogeu litterario e. no Rio. em busca de novos caminhos e quiçá de novas terras. allemão.~tininga (S. em 1759. Em todo o periodo que comprehenõe os três séculos. acompanhados de innumeros • desenhos. Sabia-se alguma cousa da terra e das gentes. cuja gloria politica. de Gregorio de Mattos Mas. se consignam informes da terra. onde iniciaram. vi venda do Príncipe. esse transplante de cultura. Com o fracasso da divisão das capitanias. latim. nenhuma manifestação em que se possa vislumbrar qualquer dado realmente scientifico. a Physica e a Chimica só se vindo a constituir nos termos do século XVIII. o tolhiço e o inviável da nossa arte e das nossas iniciativas: falta-lhes a seiva m a t e r n a . na época. Os extrangeiros que tentavam apoderar-se de trechos do BrasiL. Fechado esse breve parenthesis. só depois da vinda de D . todos os departamentos da sciencia do seu tempo. começado quasi como o século. precedeu de pouco o advento da emancipação politica. Mandou também Portugal. em 1785. e H a n s Staden. Pir. iria permittir que no próprio paiz se desenvolvesse a intelligencia capaz de. são manifestações litterarias. brasileiros vão estudar em Portugal. coincidindo ou suecedendo-se elles. com o primeiro governador geral vieram os Jesuítas. o mais notável foi José Bonifácio. taes Silva Pontes. apenas noticias. como Lery e Thévet. onde. sem essa marcação artificial. a sua I a missão scientifica. chegando mesmo alguns a professar na Universidade de Coimbra. na alvorada esplendida do Renascimento. de outras executadas mais de um século depois. foi reorganizado o ensino. n e n h u m a cogitação semelhante preoecupa Portugal. dos núcleos medievaes. conforme observa Oliveira Lima.Maurício de Nassau. gentes e até observações astronômicas í( 'i i« no primeiro Observatório da America e do hemispherio sul. Especialista em mineralogia.. arithmetica. em roteiro admirável. do século X I I I . da vida social. que atravessavam varias regiões do paiz. ao distendido das landes: nada do arremessado impressionador dos itambés a prumo. de cultura. a chimica: bem como a fundação. que iriam iniciar a cultura em nossa terra. com differença de menos de um minuto de arco. entre os francezes. Portugal. MEU COMPANHEIRO E AMIC. n pouco e pouco autônomos. tribus indígenas. bastante desconnexos. A necessidade de completar as medidas dahi decorrentes. a da Escola Medica. em que surge o perfil. do desordenado estenteador das mattas. deixando informações preciosas. philosophia e rhetorica. 9 A 1 AMERICA ANNO T BRASILEIRA UM SÉCULO DE SCIENCIA A F. ê documento dessa tendência de universalidade que a caracteriza. após varias transformações. que determinou coordenadas geographicas. que. guiados por Nobrega e por Ahchieta. a que Renan apellidara o "milagre grego". de civilização e o inicio da preoccúpação scientifica no Brasil: o septenrm ilt. desde a própria extensão. das sciências exactas só as mathematicas apresentavam conquistas definitivas. foi o complemento nacional de u m a carreira scientifica brilhantíssima. com raro poder de observação. — escreveu Afranio Peixoto. uns maiores. incontestavelmente. benedictl. obrigando a diplomacia a completar. Fundam em 1540. esticando o cerco apertado do meridiano de Tordesilhas. do dilúvio t r a n quillo e largamente esparso dos enormes rios. Todas as acquisições dos povos orientaes. como assegura Oliveira Lima. outros com contribuição original. por igual. na Bahia. quando esta resurgia. a que sempre se prenderam as cogitações scientificas. Paulo) os primeiros Collegios. proseguia. adquirio material sobre a flora. fascinado as mais das vezes pelos esplendores da í n dia. ou do mysterioso quasi bíblico das chapadas amplas E ' que a nossa historia natural ainda balbucia em seis ou sete línguas extrangeiras e a nossa geographia physica é um livro inédito. cultores de todos os seus ramos e divisões. com a imperfeição de processos e apparelhos. vindo mais tarde. geologia e metallurgia. ratificando o trabalho formidável das "entradas" u bandeiras. A CONTRIBUIÇÃO DO 1" SÉCULO Se é certo «(tio os factos históricos se não subordinam ás divisões do tempo. natural da Bahia. João VI chegou a pensar. Almeida Serra e o mais extraordinário delles — Lacerda e Almeida. não tinba grande desenvolvimento scientifico. apenas eruditos alguns. RAJA GABAGUA. A.' leigo e confiado a franciscanos. onde se ensinavam primeiras lettras. ignoto. civilizado. A transferencia da corte portugueza p a r a o Brasil marca o inicio da Historia do B r a s i l . Mesmo depois de saber-se alguma cousa mais. anonyma e obscura. com que os novos methodos de Bacon e Descartes permittiriam os diversos capítulos da Sciencia humana. e depois err. noticias mais ou menos fieis. ha um parenthesis luminoso. no primeiro século. Alexandre Rodrigues Ferreira. ao lado do contingente dos árabes. conforme observou Miguel Osório de Almeida. toda a contribuição isolada.. do primeiro Laboratório Chimico do Brasil: tudo isso. conferindo-se diversos grãos. onde regeu a cadeira de Metallurgia. era natural que não tivesse preoccúpação alguma de cultura ou de conhecimento da t e r r a . O século XVI foi principalmente oecupado pela conquista da terra. o inexpressivo. o incaracteristico. plantas. comtudo na Historia do Brasil o periodo de emancipação mental. chegando ao Brasil. dous seriam cs fundadores da nossa Historia Natural e da nosologia: "Wilhelm Piso e George Marcgrave. sendo que Gabriel Soares de Souza escreve "a primeira affirmação de u m a entidade nova no mundo" O ensino quasi exclusivamente entregue aos fieis de LoyoL-i. iria ser o núcleo dos estudos mathematicos. As primeiras informações guardam a mesma tonalidade da certidão de bapt«smo de Pero Vaz Caminha. deixavam. EUCTJYDES DA CUNHA.:. ediflcaram o marco inicial da sciencia brasileira. mas que a indifferença e o criminoso descaso da Metrópole não fizeram publicar a tempo de utilidade ou deixaram se perdesse. em condições de meio favoráveis. mas fecunda. D. chefiada pela figura excepcional do D r . pelo Marquez de Pombal. além das disciplinas praticas de seu endereço immediato. Depois da expulsão dos Jesuitas. construído na magnífica Mauriztad. que lhe deu o lugar da maior figura da nossa Independência e das maiores de toda a America. Nas ultimas décadas do século X V I I I muitos. todo o maravilhoso surto do gênio da Grécia.N1MS. fauna.' nos e carmelitas. . interco-rendo-se uns e outros. onde realizou. a obra de conquista da terra. contribuição original. menores outros. diante dos dados objectivos. O surto do bandeirismo fez sua avançada triumphal. Dentre todos. já differenciado. do áspero rebrilhamento dos cerros de quartzito. theologia. 1812. . seus conhecimentos abrangeram. descripções. Foi também professor de Coimbia. Tudo que se tem da época. Exemplo pujante de quanto pôde a intelligencia brasileira. Emquanto isso. Obrigado pelas condições geographicas a transportar-se para os convés de sua frota. no esforço lento e demorado da adaptação dos portuguezes a novas condições mesologicas e sociaes e ao esforço abençoado dos Jesuitas para introduzir " a disciplina entre os colonos e a civilização entre os indígenas". resolver seus próprios problemas. fez a éra brilhante de alguns demarcadores. sob todos os aspectos. grammatica. portanto. só a preoccúpação da renda o proveito dominou. •-*<. As sciências iriam ter. animaes. daria r. até P9 riquezas. que foi ultimado no tratado de Madrid de 1750. As nossas mesmas descripções naturaes recordam artísticos decalques em que o alpestre da Su .

O conhecimento de uma região e do homem que a povoa. medico e poeta. Benjamin Constant. Em palentologla. de Estado por Estado. professores provectos. as mais diversas. o evolucionismo no Recife e o positivismo alli e no Rio. entre outros. o Branco. novos processos de ensino e de estudo. incumbe completar. com «. que iniciou a monumental "Piora Brasiliensis". um Michler no magistério. Por essa mesma época o advento das novas correntes philosophicas. Se é certo que illudio-se o grande sábio no alcance de suas cogitações. 'a figura de Williard Gibbs. que. botânica. iria obrigar a observações. e ao seu lado a propaganda das idéas e obras de Augusto Comte iriam inicialmente influir na maior figura das mathematicas no Brasil — Otto de Alencar.feito lenta e diuturnamente. como orientou os trabalhos do Serviço Geológico nacional de modo a ser apenas necessário seguir-lhes as directrizes. O Visconde do R . dispensando. Nessa parada que vamos fazer. aos que vierem. presa inicialmente a seus trabalhos. em synthese difficil >• apertada. A.a. Em 1857. fortalez? intransponível â maioria das equações que traduzem phenomenos e leis physicas. ella e modificando-a. a mathematica não exige. salientando-se A. mas o que foi colhido perdeu-se om naufrágio. . além das obras «le exposição. collaboração de innumeros sábios extrangeiros. annexo á Kscola Naval fundada por D. apreciando este periodo anterior. Além de Martius. Entretanto. podendo-se citar a determinação de algumas constantes feitas por Emmanvel Liais. e não só dirigio a commissão de S. hui~ Cruls. na Escola Polytechnica e na de Medicina. Frei Leandro do Sacramento. A principio. A preoccúpação de Portugal só se manifestou -m 1789. Em astronomia. a oreação do observatório. Paulo. mandando vir professores europeus.lus''u Nacional. ha alguma cousa de Orville Derby e um ou outro elemento esparso. minuciosa. ethnographia e anthropologia. "a nossa mais completa cerebração do século. é precisoa. incontestavelmente. já podem figurar ao lado delles. cujo papel civilizador na nossa historia ê preemineníe. A Physica e a ifjtoimica também só foram cultivadas nos estabelecimentos de ensino em que eram professadas. E' esta obra a maior sobre botânica brasileira e a fundamental. Em 1865 começou o segundo periodo — o americano — com a vinda de Agassis. iriam crear uma orientação ao estudo das mathematicas. em viagens que fizeram. Henrique Moríze. Bompland. A' «ecção do Museu Nacional. Terra e homem foram-se estudando em desenho esfumado até as linhas geraes do contorno que a obra do primeiro século logrou gizai e que. afim de se chegar a resultado definitivo. dous exemplos bastariam: .$ff$& & A 12 — ANNO I Sylvio Romero. foram outras. Dirigia a secção geológica o Barão de Capanema. physica e chimica. por iniciativa do benemeritissimo Instituto Histórico. se não fosse aqui sem propósito. os principaes nomes e documentos. a brasileiros. além do que ficou de Lund. Barbosa Rodrigues. Os exemplos citados bastariam á convicção de que com maiores esforços. percorremos inicialmente as chamadas sciências exactas: mathematicas. um Theodoro Ramos. para as contribuições novas senão o mero esforço mental do estudo-e da meditação. que. da mais perfeita das sciencia. ao contrario das demais sciências. portanto. todos brasileiros. Fre«r»? Allemão. Velloso de Miranda. nos punha " a alguns minutos da civilização".i efivren. zoologia. seguindo-se o periodo a que Derby chamou de allemão. que dirigio a fundação da Escola de Minas. apenas teve alguns mestres. da eminência da commemoração do 1° Centenário. oue teve a saneção da sciencia européa. Sampaio. de Saint-Hilaire. Oito de Alencar. legando-nos sobre o calculo infinitesimal paginas que ainda hoje sombranceiam toda a mathematica" Gomes de Souza orientou seus estudos sobretudo para o calculo integral. organizou-se uma commissão scientifica. . também pouca contribuição original lograram fornecer c só deram. Houve. Ladisláo N e t t o . ou se perderam ou se retiveram em algum chronista suspicaz. dedicados e capazes. publicou três obras sobre geologia e mineração do Brasil. que conseguiram dar as linhas geraes da constituição geológica do Brasil. fieis e exactos muitas vezes. transformando a antiga E s cola Central em Militar e Polytechnica. alguns estudiosos. se ihclúe Raja Gabaglia. — Conhecimento da terra e da gente. cultivada ainda em laboratórios technicos.l das Plantas Pharmogamicas" trabalho imprescindível á nossa bot: ni. mfjs tarde. logicamente. sem que comtudo resultasse dahi trabalho original. A pri- AMÉRICA BRASILEIRA meira. deixou. co«no o physico Guinet. cujas condições de civilização. ao mesmo passo que. mas a primeira figura de relevo é. sociologia. em contribuições originaes. no seu magistério na Escola Militar e transitoriamente na Escola Polytechnica. impõe um longo trabalho de preparo anterior e um grande poder de abstracção. entre nós. como o Conselheiro Pitanga e Nerval de Gouvèa. do ?. Aliás. o instincto rudimentar dos primeiros habitantes. mostrar que os Estados Unidos. por um lado. o inicio dos estudos geológicos se deu com Eschwege. 0 trabalho deste século. alguma vista original de Domingos Freire e em chimica de explosivos e technica de laboratório Álvaro Alberto da Mira. chamada dos Pássaros. affeiçoado por. para estudar Historia Natural nas provincias do Norte. neste terreno. Conceição Velloso. outros extrangeiros deram i sua cultura ao estudo óV nossa flora. T. que conheceram bem a sciencia de seu tempo. o physiologista Couty e Gorceix. são garantia de quanto é possível. a não ser alguns factos e informações colligidas . jurista. que trouxe em sua companhia Carlos Frederico Harrt. Saldanha da Gama. as investigações orientadas das sciências. Capanema. fallecido aos 44 annos. concluía que nada de original leváramos "ainda ao patrimônio scientifico da espécie. embora de assumptos transcendentes. A. crearia o maior numero de estudiosos da mathematica. Zoologia c Nosologia. . é certo. de 1822 a 1833. De que somos capazes. dissidente. Botânica. seus discípulos e companheiros. de 1833 a 1880. em que vêm 20 mil espécies brasileiras descriptas em 40 volumes. pelo primeiro cabo submarino. Tracemol-o. depois. José Vieira do Couto para fazer observaçõer mineralogicas e metallurgicus em Serro Frio. Caminhoa. O primeiro deixou sem numero de monographias. o primeiro nome da botânica brasileira é o de Martius. Paulo com Luiz Pereira Barreto. nosologia. por fim. Não se poderá repetir o-mesmo balanceando . Nesta corrente. creou a segunda corrente de cultores orientados principalmente no caminho da analyse. nada ficou na parte theorica. e que levaram 6G annos a. que viveu em Lagoa Santa. as que cuidam do conhecimento da t e r r a e da «ente: geologia. Os nomes nacionaes. Da Chimica. —. D'Orbigny alguns mais. O Brasil não se poderia eximir desta determinação fatal. nomeando o Dr. em que já vai avultanclo. completa com artigos de. a mentalidade brasileira seria capaz de enfrentar o campo. o empirismo tacteante dos primeiros conquistadores. entre outros. sobretudo pelos trabalhos modernos que divulgou. se publicar. alguma contribuição realmente nova. — Sciências cxactas. a exigência de custosa apparelhagem. — Geologia. em S. que durante muito tempo jazeu desconhecida e ignorada . realizava a mais completa das reformas de ensino. com interrupção nesta. como Gardner. O segundo coroou a sua vida de dedicação ao nosso paiz ultimando o "Mappa Geológico". Bizarro. depois.-!. revelou comtudo manejar com rara maestria o instrumento algebrico. com Benjamin Constant. ' Todos os conhecimentos empíricos dos garimpeiros. Entretanto. já muito percorrido. na parte pratica. só pôde ser . nomes nacionaes. Se. A elle também se ligou Orville Derby e John Casper Brauner. não havendo laboratórios. No que nos veio de antes seria difficil lobrigar qualquer aspecto original em mathematica. trazendo apenas. a de Joaquim Gomes de Souza. que. le tradições. em trabalho notável — Geology and Physical Geography of Brasil — resumio tudo o que se sabia até então e as suas observações próprias. não seria difficil. realmente genal. diversas da nossa. a que vem appensa detalhada noticia bibliographica de toda a geologia e mineralogia. de que pudessem surgir contribuições próprias. Miguel Lemos e Teixeira Mendes. presos a esses dous. creando nesta cursos especiaes de sciências physicas e mathematicas e sciências physicas e naturaes. deixou um sem numero de monographias e principalmente o "Manur. o primeiro historiador da nossa vida mental. depois de muitos annos de estadia no Brasil. de recursos. Pereira Reis. que. João VI. A contribuição de Arruda Camara. ensinada. também muito se deve. por outro lado.

Madelra-Mamorê. houve ainda contribuições isoladas em S. a civilização européa trazida p a r a o Brasil. Paulo. Neiva. perrvtfttindo crear capacidades nossas. mas o que lhe mteress formação da Amazônia. tes extrangeiros. a extrangeiros contratados. M Conclusões.o Instituto que lhe tem o nome. Emprehendeu e fez emprehender " viagen* pelo interior do paiz. de u m só a s pecto particular. orientação. de que é o mais perfeito symbolo. De outra. Bates. resultante d e s a n c o factores que nella actuavam: as três -aTas fo madoras. talvez antes de outro século decorrido. que foi o decisivo. processos. mas l h „ na obra. cujas publicações. Goelcll. muitas vezes. o nosso acervo de contribuições originaes. percorreu S. a iniciar o estudo da nossa fauna.= v r „ „ ainda em terreno capa* de divagações conjecturas pare. Ferreira Penna. . a prazo certo. Começou disciplinando-sc para disciplinar alumnos e companheiros. Paulo. é com Oswaldo Cruz. Roquette Pinto. de Hugo de Vrles. os que ^ r r T ^ t o . Natterer. da nossa vida mental. embora de aspectos nacionaes. iante d que fosse possível traçai *^ geria permlttldo era . do Pará. documentando 0. e von Ihering. os seus caracteres constitucionaes. indo até o Amazonas. nas especialidades. Setembro de 1922 Francisco Venancio Filho. i 2* _ E m circumstancias favoráveis. também se devem trabalhos sobre a historia natural brasileira. a b e r t o Torres interessou-se sobretudo "pela organização poliuca to x t o n a l i d a d e . mais pura. Ainda é a Martius que se deve o inicio de um estudo aystematice s o t r e os indígenas do Brasil.s o em 1 9 1 . Capistrano de Abreu e agora. e alguns outros estabelecimentos congêneres. Creou-as e deixou esse monumento. Paulo. os seus grandes problemas. Koch-Grimberg. Gaspar Vianna e outros tantos compares no merecimento. Arthur Neiva notou que três factos notáveis do biologia estão ligados de perto ao Brasil: a lei ontogenetica de Frítz Mueller. que de^e sor o maior or R ulho de nossa civilização . a mais notável. o companheiro de Martius. não só para colher material. Em artigo recente. Confiava o preparo delles. o meio physico e o elemento alienígena. contribuíram largamente para desvendar as belezas dos povoadores do paraiso. Spix. capaz de resolver. tanrroem lizoram oarte alguns extrangeiros. a quem se devem varias monographias preciosas. ! inscripção do frontâo de Delphos: "conhecer-nos" Rio. depois de termos cumprido. que se perderam no estudo. ' Preso ao estudo da nossa flora e fauna está necessariamente o da nosologia brasileira. o Brasil produzio Brasilel-J ros. Estes institutos mantêm secções onde ha especialistas.AMERICA BRASILEIRA \ L M S . que foi tudo q u a n t > ^ ^ vida atumultuada e trabalhosa. Embora nem tudo tenha ficado. mais solidarizadora da Civilização que f íi Sciencia.' T ^ r e s e Eticlydes da Cunha e agora em já algumas realiza- cões e promessas Oliveira V i a n n a . sob a sua alta direcção. Sylvio Romero foi quem primeiro fez u m a synthese. cujos trabalhos scientificos podem ser compares dos sc-melhan-/. Neiva e W. Wallace. ^ ^ ^ ^ fc ^ . realizada por A. baseadas em estudos de Fritz Mueller.A sua contribuição ao estudo dos nossos aborígenes pôde ser resumida em três factos fundamentae. e que seriam grandeza a longo trabalho. do Nacional. viajando pelo rio Xingu. sempre rica de pieoccup Brasil. como ainda para estudar-lhes as condições regionaes peculiares..s".cientifico. com orgulho. mas o inicio realmente do primeiro estudo scientifico e systematico de nossas condições sanitárias. Carlos Moreira. no Rio com um Baptista de Lacerda. E ' certo que houve no periodo colonial t r a balhos parcellados. de critério .p o s i t o escreveu s u a maior obra e pesquizoti tradiç5e. balancear. "O primeiro diz respeito á organização social dos indiois. que é. observou e procurou por fim appücar os processos da escola . Godoy. para encontrarem as Incógnitas dos nos-os problemas. Lutz ou os discípulos que formou. representa um esforço efficaz. que lhes davam technica. A opulenta riqueza delia attrahio p a r a nós u m a série de naturalistas •iminentes. Os estudos de zoologia quasi sempre se interferem como os de botânica. como um rebanho ^ ^ J M ^ — ^ Z = ^ sicas ethnicas ou sociaes. A collecta dv material sobretudo feita no Museu Nacional. Muitos dos naturalistas que percorreram o Brasil fizeram observações diversas. Ethnographia. ^ ciue ethnographia. Neate X e P . com espisas de milho. Bomplard ainda. Soube muito da gente. Castelau. entre alguns mais. Dos Museus j á citados.le La Pley aos nossos phenomenos sociaes. n u m a m biente de conforto e de recursos. ' por si mesmo. ^ nOTarlament9 .ANNO 1 Sociologia. Minas. pelo nordeste brasileiro. A' obra dt desbravamento territorial do fio telegraphico do Gen e n l Rondon. Paul Ehrenreich. em 1884. o mimetismo. a quem nunca ê demais elogiar. concentram quasi tudo que se conhece da zoologia brasileira. os Estados costeiros. o seu feitio 'administração. . como A. com um Luiz Pereira Barreto. Vacllla ainda em t um esboço c 0 „dicões. Emilio Goldi. de conjuncto de aspectos. U A i2 . cujas observações são devidas a Bates e slgumas verificações da Theoria da Mutação. como obrigação ineluctavei o grande problema nacional. póde-se dizer. Os especialistas que chamou ao seu convívio. Penna. • Poderemos assim. procurando verificar a reacção o m p e x a . entre os quaes o grande F n t z Mueller. E n t r e os outros nomes maiores o de von den Steinen. Agassis. escreve Roquette P i n t o . entre os extrangeiros. em Santa Catharlna. foi um dos primeiros destes extrangeiros nacionalizados. affirmou Alberto Rangel. !« E m um século de independência politica. entretanto. o segundo á origem dos indios e o terceiro. F . de S. no Museu Nacional. deram as provas indiscutíveis das possibilidades da intelligencia brasileira. Fontes. se refere á classificação delles. á forma mais nobre. Couto de Magalhães. de 1818 a 1821. do Paulista. a sua -ooperação para a ethnographia do Brasil foi valiosissima. formou u m povo. Viajando por nossa terra. do Paraense. no destaque dos maiore. consentio-se a construcção tia E .. Max Schmidt. por elle próprio effectuada. Creou laboratórios apparelhados a todas as pesquizas. e LadislAo Netto. soquer de * » £ £ £ £ realizou A f r a n i o P e i x o exemplos nossos os facto«^ger « . como Miranda Ribeiro. Chagas. Rodrigues Barbosa. JJe u m a dellas. autor da maia completa obra de conjuncto que possuímos sobre a nossa fauna. abrangido na totalidade de suas questões. que em monographias e na Rondônia deu traços syntheticos dos conhecimentos ethnographicos v>rasileiro. sahio esta campanha abençoada pelo saneamento do Brasil.

o tempo e as vicissitudes o monroismo. e da vontade manifesta dos Estados. não susceptível da critica jurídica por onde triumpho da raça mediterrânea e desapparecimento paulatino das se infira a "capitisdiminutio" dos demais paizes do Continente em demais. No concert. apenas differenciado por .. Os excessos praticados em nome da doutrina turvam a limpidc-z da consciência norte-americana. o que entanto é problemático. Cortez. tal como se cfferece para a America. chamada doutrina de Monroe. pelo progresso destas ultimas e futuro nivellamento das efficiencias nacionaes e da civilização continen- expressão que é da vontade dos Estados (II) O surto americano. o hispânico e o luso. frueto de u m a differença assignalavel entre a Norte America. — os Estados Unidos. grande em demasia para se conter no planeta. Cabral.restos latino-americanos e a tentativa de confederação dos paizes do Centro-America.. porém. mais isso é nada em face das novas idéas em expansão e a sua voz era a Santa mais que u m a phrase transitória Alliança. procederia o respectivo caracter jurídico com as demais conseqüências. não obstando isso ao mesmo futuro de çada a regra politica. o que redundava. e no tratado de união continental de Santiago (1860). . pelos movimentos libertadores da America hespanhola. Somente uma Intervenção asiática poderá contrariar esse porvir. America. peculiar . o que constitue um modelo. O grande ramo üiucasica. ou por força de agglutinção daquella ou decréscimo expon- face da autora. das raças vermelha e negra e dos cruzamentos innumeros resultantes da combinação entre ellas ou dellas com a branca. Essas installações periódicas de uma idéa immorredoura tiveram feições parciaes como os Com. mais (I) Não ha exaggero em prever o desapparecimento. A própria historia se incumbirá de corrigir esses desvios. delineando-se no Globo e definindo-se sulta espressa a norma. desde 1815 ideava o Congresso de Panamá. em dias vindouros não longínquos. de interpretações opportunistas. das reuniões de constitucionalismo e liberalismo. que. Nessa trajectoria. é o sulco representativo da nova linha de demarcação. favorecido por cir- mo russo no noroeste americano. ^ com muita nitidez. o Continente americano é o exemplo único de solidariedade. elle representada a sanceionti. a regra politica. Resolveu seu problema racial affirmação desassombrada que o mundo commentou e a numa desharmonia interna de systemas. moldar uma personificação parallela. Assignala Alexandre Alavarez. p a r a elles. Provocada como um todo differenciado da grande massa h u m a n a . verificados nos congressos de Lima (1847. o monroismo a independência continental. 1865. Vespucio. a qual por sua vez já manifesta uma vontade.ça num mandato em que não houve delegação de poderes mas uma imposição imperativa das circumstancias. 9 A 12 — AMO 1 AMERICA BRASILEIRA ' INTEGRAÇÃO CONTINENTAL AMERICANA A America se torna cada vez mais convicta da sua unidaóV de 1823 é a proclamação da independência continental. recen- amortizações successivas saldar definitivamente na contri- te de Paz. do Continente pela ua significação e alcance — tem a doutrina de Monroe para commental-a todos os interessados directos nos aspectos em que ella se desdobra. por a s sumir um caracter de abuso de confi ii. em futuro algo afastado bomogeinizará o seu sangue num caldeamento trabalhado. 1877). Quando'ainda bruxoleavam primitivos fulgores de liberdade na America Latina. Mister se tornam o voto e o texto pelos quaes se re- buição mundial a sua divida de origem.NÜMS. coincidindo com as ne- o caracter inconsistente tes. Por emquanto. do congraçamento tentava desabrochar tarde realizado (1826). concluindo por observar. O Continente americano. porém numa em via de resolução. 48". soffreu as applicações oriundas de interesses ocor- rentes do auetor e mandatário exclusivo. Os 7". não tendo esses Continentes uma doutrina de Monroe a lhes servir de base.características relativamente superficiaes. A diminuição da uoberania dos paizes não pôde tâneo destas ( I ) . Colombo. Nunes de Balbôa deram-lhe o factor geographico. nem sendo constituídos por paizes independentes. Essa pujança de novas directrizes. depositaria eventual. a vontade universal a conciencia se desaggrega parcelladamente pela crise collectiva da Europa tinha que se pronunciar como conservadora So nacionalismo em etapa de novas condensações. o transitório pelo definitivo. revelado no ukase de 16 de Setem- dos yankees. sem embargo muito remoto ainda. tanto vale affirmar todos os paizes americanos. a conjugação das tendências anglo-saxonicas daquem e dalém pouco e pouco. Resultante histórica de factores complexos estava lan- Europa e o sul a fusão dos elementos. nos tempos fluen- nico de feição mercantil nunca desmentida. patrimônio. gradativamente. esta gerou o pan-americanismo e a consciência. assignalado pelo Csar Alexandre — devia redundar n a para o mundo num quasi improviso. em comparação com a America. porém. Boliviar. em tempos distantes. em dez sessões consecutivas inaugurava o reginien da communidade de idéas. O exclusivismo yankee. consciência e grandeza. sentimentos e interesses no Continente a chamar-se mais tarde — pan-americanismo. o cessidades territoriaes aleatório pelo estável. Pizarro. o eventual pelo permanente. (II) E n t r e t a n t o Bushnell H a r t (The Monroe Doctrine-An í n t e i PWtation) estuda com sólidos dados um monroismo Japonea n a Ásia. com descortino e elevada visão. vai. Monroe e Canning formavam a outro'ora effectuadas p a r a o encerramento de estados bellicos e reacção ao lado das republicas nascentes e o utilitarismo brilan- solução de-crises políticas. corrigindo mar. tualidades históricos a população e as tendências. monarchica e absolutista. no con- na historia dos povos. refractarios ao expansionis- cumstancias históricas e pelo modernismo de sua creação surgiu bro de 1821. porque o controle humano. características da tua genialidade. as differenças de condições da África e da Ásia em face d a Europa. paulatinamente augmenta no cyclo histórico actual em face dos demais. para. adoptando o norte o divorcio reconheceu. como certo mundial. já o germen L nos primeiros movimentos. o qual. impondo-se a unidade do todo por uma solidez. cada vez mais avulta -monopolizando o mundo e. a qual de incipiente. Regra politica portanto. Outros Continentes poderão ainda. em successivos ensaios de concentração. Substitue-se no mundo. consagra três correntes européas constitutivas do elemento fecundante gerador da nova entidade: O anglo saxão. e 49° da mensagem de 2 de Dezembro A solidariedade americana tem suas raizes nas primeiras paginas da historia deste estupendo Continente. a America. Filho da velha Europa vem construindo com os provir de uma affirmação contida em uma mensagem presidencial modelos fornecidos pela veneranda progenitora os amplos alicer- ao Congresso de um delles. segue-se não ser o direito internacional. os factos e even- tal. onde i* constante renovação do elemento branco a par do estacionamento e decréscimo dos demais terminará n a approximação gradativamente mais evidente de um typo único nos seus fundamentos. Nem mais se conclue da acceitação em tácita de assembléas mundiaes quaes sejam as de Haya ou a. devia renovar-se em posteriores ensaios. auetora e tutora do monroismo e as suas puplllas por ella beneficiadas no momento decisivo e premente das affirmati/as de libertação tende a desap- parecer. muito embora a vontade nacional por ces de sua civilização.

a comprehensão liberal e social do instituto da extradicção (principalmente a ámerica la- do p a r a novos horizontes. tentativa de Liga das Nações. menosprezando o jacobinis. Bettencourt programmá fecundo em creações de bemfazejo egoismo continental. comtudo. inviolabilidade da propriedade particular. como subsidio ao pan-americanismo e com- tago.-reação de um Bureau um instituto pedagógico oontro-amerieano. pela formidável organização». ainda mais pela consagração geral nas bellica dos paizes e também pelas doutrinas germânicas sobre a Constituições ou na convivência continental a iniciativa do arbi- g u e r r a . regendo-se pelos mesmos princípios ethicos de fraternidíS de e beneficência. A reacção da cultura. ê na sua feição jurídica. ibero-americanismo. Acode-me á memória um periodo do Sr. onde. por assim dizer. por ausência de uma a Argentina a condemnação do emprego da força na cobrança das saneção garantidora de sua efficacia. 9 A 12 apoiado na geographia. dividas internacionaes.no que o desvirtua. já. que se formam n a America ameaçando tina). de codificação do direito internacional publico e privado por serem fontes de pendências seculares e animadas de program- (inicia- Dellas apenas o latino- tiva de José Hygino na Segunda pan-americana no México). Jorge Latour. Historia da Civilização) o Brasil foi sustentar a dor da grande guerra. con- mas vermelhos. época memorável de subversão de todos os igualdade jurídica das nações. como já ficou dito. de 1888). Os congressos pan-americanos em linhas eoncentricas de irradiação devem. absorvendo a falsa comprehensão do mon- Ildefonso. hispano-americanismo e luso-brasi- tro séculos vem dividindo o continente sul-americano nos mesmos leirismo.ando pela . consagração da boa accepção do monroismo. interpretação adiantada de asylo (Congresso de Montevidéo o orientação homogênea do Continente. após o cataclysmo fez-se sentir im- tramento obrigatório. conclusões das declarações de Londres de 1909. também de algum sabor . necessários ao progresso e bem estar universal. fincando. actualmente. cada vez mais. sendo elle um partido no concerto universal p a r a a sellecção dos bons princípios. referindo-se ás relações ibéricas: "Minuto de amor nao afim de attingir mais nobre meta — a idéa alevantada de pletho- pôde entre nós haver nem sequer "flirt" rico subsidio á philantropia universal e de farto tributo ao altruismo. a transitória presença de uma hegemonia exis- veira: tente.r i e de tratados. a. do seu contorno geral. nações ibéricas. r e presentada no movimento codificador do direito. apresentada pela America Central em 1907). cujo esboço j á se achava em franca viabilidade antes da crise de 1914. scientifico. a Colômbia a humanização da guerra. sem u m a illusão ás facções de natureza histórica e racial. Manual de Oxford de 1913. e. em concorrencia com os demais que outras tendências e agrupamentos'dlctem na communhão internacional. o principio territorial do "uti-possidetis" mediatamente e a nova éra fluente reconstroe o organismo do mun- di- reito dos neutros nas guerras. . dentro da altivez e da nobresa. onde um paiz como o Brasil. Epitacio Pessoa. manifestandose em Haya. assim como as nações americanas são tributarias do pan-americanismo a America deve sel-o do mundo. Todo esse patrimônio precioso do senso jurídico universal e experiência adquirida. um modelo de Corte Internacional de Justiça (a de Car- americanismo é fecundo. Rodrigues. encaminhado praticamente por Blaine triuphos na Primeira fixado definitivamente' para a sua rota de de Washington em 1S89.ou. com uma saudação affectuosa a cada paiz visinho os . o principio de não intervenção. o pan-americanismo.MS. que ria incestuoso e funesto e só um affecto tranquillo e fraternal será tanto enthusiasma uma cerebração vigorosa como a de Alexandre Alvarez. Alberto d'. como um verdadeiro agradecimento aos Estados Unidos e ao mesmo tempo o final da tutela yankee para u m a reivindicação total do seu programmá. de cunho moral. .«*. na formação de uma consciência nitida. do bom senso e da intelligencia. de normas adiantadas. correntes particularistas. Teríamos um retrocesso histórico onde surgiria uma social e commercial. onde se encontram Formam esse ou latentes ou em plena expansão os férteis fermentos do pan-americanismo. homogeneidade e construcção. condensando em si o reconhecimento moral dos paizes latinos pelos benefícios deste colhidos. e timentos. Quanto a s demais não cabem loas. empolgar todos os problemas de interesse continental. por volta de 1S94 e annos seguin:. especialmente . politico. a propósito de taes congraçamentos. Assim são o luso-brasileirismo e o hispano-ame- cretizada. E ainda outro. chileno e americano. H!«0«>. Uma leunião em Washington da Conferência de Paz centro-americana finalizava o tactear das tentativas para o inicio cheio de seiva do pan-americanismo. ter. pela cultura geral do? povos que representa. reuniões o veio precioso. e isto pelos resultados das Conferências de Haya.OH- roismo egoistico. após longas af- flicções da humanidade. do qual participa integro o Continente. A solidariedade humana assume. congregará elementos harmônicos pelas suas nova linha de demarcação e u m a revivescencia do tratado de San tendências e historia. que de acanhada visão — para a marcha segura de realização do seu para o caso. isto. tal ismo é uma ampliação do nacionalismo e como este participa dos mesmos factores formativos. capaz de imprimir u m a attitude definida perante o mundo.calmo. Cumpre não terminar. foudre" ao humanitarlsmo emfim. nos princípios básicos da constituição de cada Estado e no quadro magnífico da sua diplomacia. n a raça. foi ludibriado pelo " c r a c k " politico causa- America Ingieza. . americano e universitário. E ainda. Essa é a finalidade do p r o g r a m m á pan-americano. O conluiei. as nascentes conrrentezas raciaes denominadas latino-ame- ha oito séculos dividiu a nossa península em dous traços. que se encontra a directriz continental americana de paz e sabedoria. n a cultura e nos senmanifestada numa . n a historia. fontes de rivalidades damninhas dous troços symetricos". immenso de extensão e de confrontações complicadissimas <oi. de cunho pacifico. abstracto da realidade material e equações de força. principio no direito penosamente creado. legitimo" e menos ainda "coup de E n t r e duas nações que nasceram irmãs todo o amor seO mesmo pôde ser repetido i>ara a America do Sul. Progredindo. u m cunho juridicb permanente. num bello projecto do Sr. como assignala Oliveira Lima (America Latina.sesuio realizar essa obra prima que é o delineamento paulatino t.t jurídica. íarcos representativos de seus limites definitivos. e u m a proposta pensação ao anglo-saxonismo. * destinado a orientar o mundo.AMERICA BRASILEIRA ANNO 1 Nb. Mas igual a minha fé no vigor do dualismo ibérico. creaçâo do Tribunal de Prezas e Corte Internacional de Arbitragem (Lawrence-The Society of Nations) e. que esse mesmo escriptor repete do Sr. progredin- cariismo reconstruetores hediondos das antigas rivalidades das duas do dizia. princípios adquiridos da jurisprudência arbitrai. A sua acção é toda positiva nos re-' sultados e não negativa nos intuitos e. e a qua- ricanismo.

Crozier a direcção da sua missão econômica. assumiu a cadeira de litteratura portugueza tia Sorbonne. Mar tinenhe em passar a fronteira ideal dos dous idiomas irmãos. Georges Dumas tem provado o seu affecto para com o nosso paiz em numerosas conferências realizadas em F r a n ç a . Georges Dumas muitos annos nos honra da sua amizade. pelas mãos dos seus? inteílectuaes. G. G. vêr os nomes dos inteílectuaes que nos visitaram em seu nome. mas como escriptor sensível e artista. o S r . mesmo de leve. não nos considera como Cathargo. é um nome conhecido por todos aquèlles que estudaram. do Instituto de França. ella soube. nomeando um grupo de universitários e sábios para nos visitar. H a no gesto do grande paiz amigo a mais lisongeira homenagem e a mais grata prova de amizade. conhecido em F r a n ç a desde antes dos seus t r i n t a annos. Pierre Janet. em diversos volumes rapidamente esgottados. Basta. Dr. que constituem o corpo central da analyse moderna. Le Gentil tem consa- grado numerosos artigos e estudos a autoieá orasileiros. Seria querer deliberadamente cahir no banal que repetir que devemos toda. comprehende. Ao lado desta missão. entre todas a s nações amigas. diversa das outras nações. Profundo conhecedor da. da impregnar todos os seus actos de elegância e cavalheirismo. L. O D r . hoje em dia rarissima. diversos livros de estudo geral. seu nome. t o r n a r o Brasil o celeiro do mundo e um dos seus maiores fornecedores industriaes. que analysou magistralmente. tem estudado. mas como u m a nação cujo espirito um dia continuará a obra imperecivel do gênio latino. cujos nomes são igualmente admirados e queridos pelos inteílectuaes brasileiros: os S r s . a influencia da litteratura hespanhola sobre as lettras francezas. enviando-nos missões econômicas que nos confirmam em nossa confiança na futura riqueza do Brasil. Martinenche e G. não tardou E. para avaliar em que altura nos colloca o juizo da França. igualmente do Instituto. em um dos seus mais bellos discursos. José d'Al. simples agglomeração de commerciantes. Chiray celebrísou-se no mundo scientifico pelos seus importantes estudos que expõe na Faculdade do Medicina de Paris. Foi bebendo â fonte dos seus monumentos philosophicos e litterarios que se formaram os nossos maiores escriptores. Professor de psycho-physiologia na Sorbonne. no seu livro " L e hasard". a grande r e publica latina deu-nos a prova do seu particular apreço escolhendo para nos saudar uma missão de inteílectuaes. tornou-se celebre no mundo inteiro. suas observações sobre a consciência e sua pathologia fazem delle o mais illustre continuador de "Willam J a m e s . Critico subtil e penetrante.( P ü M S . encontrava-se com o grande physico allemão. Recebemos agora da França. E. O eloqüente Presidente d a Republica Portugueza. o sentido da medida e da harmonia. a F r a n ç a enviounos outra denominada da Instrucção Publica e que só se pôde distinguir da primeira por estar encarregada especialmente de r e presentar a Universidade. o nosso diploma de nação culta. além de trabalhos pessoaes sobre psychologia. Ü A 12 - ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MISSÃO INTELLECTUAL FRANCEZA NO CENTENÁRIO A F r a n ç a possue a arte. que professa no Collegio de F r a n ç a e na Sorbonne. Professor da Sorbonne e o D r . mostrou a que ponto conhecia e aprecia-va a nossa cultura e a nossa intellectualidade. Mas a nação franceza. o dom maravilhoso de saber pensar e crear na beíleza. Le Gentil. Não é inopportuno. da arte e da democracia. tão rica em grandes sábios. achar o gesto que nos viria mais honrar e desvanecer. chamada intellectual. Georges Dumas. Emile Borel.t a nossa formação intellectual aos francezes. A França. Se quasi todos os paizes nos trouxeram a affirmação da sua amizade nesta hora de alegria nacional. ou quasi tod. E . berço da r a zão. dizer que os inteílectuaes brasileiros jamais se esquecerão daquelles que lhes abriram as portas luminosas da cultura latina. estudando á nua vez o portuguez. o D r . ambos estão em contacto com os nossos pensadores e escriptores. tem reservado á s nossas lettras o lugar importante que merecem n a actividade intellectual latino. conhecendo com rara erudição toda a nossa historia litteraria. e lhes deram. E ' professor ido Collegio de F r a n ç a e da Universidade das Sciências.meida. Martinenche.ame«trjcana. Na hora em que commemoramos o primeiro centenário da nossa independência. O mathematico Emílio Borel é u m dos mais gloriosos sábios da geração contemporânea. tendonos já «risitado varias vezes. Le Gentil. Pierre Janet. Sua obra assaz volumosa. já em 1914. Chiray «athedratico da Faculdade de Medicina. Borel veiu ao Rio dissertar sobre a famosa theoria de Ernstein. com o culto da beíleza e o amor dos idéaes superiores. E ' um dos mais eminentes amigos que conta o Brasil na E u r o p a . ainda desconhecido. Ambos conhecem a nossa língua e a nossa literatura. E . na hora em que certos elementos parecem querer acompanhaicertos jornaes vendidos aos nossos inimigos de hontem. E. cujos destinos preside. Compõem-na dous professores da Sorbonne. t o davia. . mais tarde. de volta da guerra onde serviu a sua grande pátria como combatente. Borel consagrou-se sobretudo ao estudo da theoria geral dos funeções. mas tão a b s u r d a " . Na "Revue de 1'Amérique Latine". Annibal Falcão. A estadia da missão intellectual franceza nos honra de sobremodo. Atravez oa séculos a F r a n ç a herdou da Grécia. A missão intellectual franceza comprehende o Sr. E confiou ao S r . a philosophia. não como commentador frio e dogmático. ambos nos vêm revestidos da honorabilissima dignidade de membros da mais illustre Universidade do mundo e possuídos da nossa maior admiração e da nossa mais cordeal gratidão. comparou o Brasil com o Império Romano. esthetica e do pensamento castelhanos. A F r a n ç a também conhece os nossos recursos econômicos que podem. honrando-nos com a sua embaixada intellectuan mostrou-nos que. " t ã o bella pela sua simplicidade. recusando a lei da attracção universal.

E a resistência á oppressão de governadores e capitães-generaes. m a s também de toda a tentativa de mando proveniente da E u r o p a . e a 25 de J u n h o do mesmo anno. a fazer contraste com isso que hoje se enfatua com. j á havia chamado a attenção para o phenomeno da iniciativa communal n a s cruzadas redemptoras de toda a America L a t i n a . Quando os portugueses e hespanhóes colonizaram a America fundaram. diz o sábio compatricio. politica. Tal a acção das Câmaras Municipaes no movimento independentista. aliás. gritado aos quatro ventos pelo Príncipe. foi a municipal: estabeleceram-na aliás como antithese sociológica das m u nicipalidades européas. " (Cortines Laxe. foram a s Villas e Cidades. E m seu discurso. João VI na pessoa do Principe Real e as Cortes (2) O D r . escreveu o D r . Mesmo muito cerceadasj á a s suas attribuições. que a cellula inicial da organização das novas nacionalidades se encontra n a instituição municipal romana transplantada p a r a a America pelos fundadores do nov» mundo latino. Deste estado de cousas originavam-se freqüentes conflictos entre a s câmaras. talentoso Secretario do Instituto Geographico e Histórico da Bahia. as câmaras municipaes assumiram logo um papel proeminente e adequado á sua n a t u r e z a . Isto aconteceu por oceasião do conflicto que surgiu entre a regência nacional estabelecida por D . oppondo diques ao absolutismo asphyxiador da metrópole era ahi que se gerava e crescia — nos levantes populares e regionaes t ã o freqüentes n a nossa vida colonial. No Brasil. de todo desilludido de u m a sô monarchia abrangendo t e r r a s de dois mundos. I. c a p . Afora a primeira linha eram as Câmaras que formavam. na famosa Cachoeira. e a cuja sombre se formava a consciência collectiva da pátria lusitana e h a viam florescido princípios e doutrinas de amplo liberalismo politico. aquellas corporações subtrahiram de facto as possessões da coroa. que fizeram em bôa p a r t e a independência brazileira e têm quasi total a gloria de haverem inspirado. vol. organizado e realizado a c a m p a n h a libertadora da Bahia. no Reino. E r a m a s nossas Câmaras Municipaes vestígios atávicos da liberdade concelhia. foi natural que n a época da transição determinada pelos acontecimentos políticos e pelo espirito do século. industrial. Os acontecimentos de Fevereiro de 1822 foram a iniciação da liberdade conquistada ao preço do sangue de patriotas. diz que a expressão Camara Municipal que é u m a creação do Direito Brasileiro. 9 A 1 Ü . os cabildos hespanhóes avocassem u m a autoridade que por motivo da confusão provocada n ã o se sabia em que mãos ia p a r a r . o que foi mais ou menos conseguido no correr do século X V I I I . Muito antes. especialmente da Bahia. j á se combatia pela redempção nos campos da Bahia: reclamemos bem alto por essa primasia histórica. 129 e segs. aos 14 de J u n h o do anno corrente. " A s câmaras municipaes do Brasil e os cabildos da America Hespanhola foram o viveiro das franquias liberaes: por mais que os obscurecesse a sombra do despotismo real. a velha* instituição local de Portugal. porém. rea'çou o papel altamente patriótico representado pelas Câmaras da Província nos successos da emancipação. privando-os da liberdade. conflictos que não poucas vezes produziam derramamento de s a n g u e . aqui como alli." E mais: "Robustecida a velha instituição latina e depois ibérica por três séculos de florescimento colonial. O. governadores e outras autoridades. no Cong. de quando em quando em actas de vereações. J . — 66. o faustoso titulo de autonomia municipal. Alcides Cruz. nas patentes da terceira linha ou ordenanças. franco e heróico o prelio da guerra santa que teve por epílogo a avançada triumphal de 2 de Julho de 1823. J á desde o principio do século X V I I I a s idéas nativistas surdiam pela acção das Câmaras. do r — T. vem de molde relembrar u m a das primeiras a mais enérgicas manifestações da vida civica nacional. as controvérsias que agitaram o berço da P á t r i a n a éra memorável da redempção.) Oliveira Lima. e os poderes q u e se arrogavam. n a Paulicea celebrada. os debates. ou a Camara simplesmente. commercial e religiosa. são factos incontroversos que nos dão a preeminencia no movimento libertador que sagrou a exisencia de mais u m a soberania na America e no mundo. constituiram o terreno onde aquellas franquias germinaram e acabaram por florescer. convocavam j u n t a s p a r a discutir e deliberar sobre negócios da capitania. de 1905. de 1828. sujeitos á s metrópoles da península. Paulista. Só isso lhes b a s t a v a u m valor crescido. principiava. a suspendel-os e nomear outros que os substituíssem emquanto o governo da metrópole providenciasse a respeito. resistência a corsários e invasores. onde cada núcleo se via isolado do centro governativo pelas difficuldâdes de transportes e communicações entregues ás suas mesmas forças. remontava aos primordios de sua vida autônoma. nos seus officios ao Rei e ao Conselho de U l t r a m a r " (Pereira da Silva — Historia da Fundação do Império. Naquella época fruiam a s municipalidades u m a importância politica de alta relevância.AMERICA BRASILEIRA NUMS. 7°). nunciado na sessão solemne do Conselho Municipal de Santo Ama. pois que foram elles. disse o brilhante confrade: " E ' notável e digno de assignalar esse m a g n o papel das municipalidades n a construcção do nosso Brasil livre.. t r a t a r dos negócios públicos. ro. por nomeações. não só do alcance do rei estrangeiro e usurpador. phenomeno não espanta a quem saiba que a única instituição existente nos povos americanos. versando o assumpto da emancipação sul-americana. o rei legitimo da Hespanha. No Brasil onde a presença effectiva do monarcha impediu que se exibisse esse remédio de lealdade colonial. o núcleo de toda a vida civica.ANNO 1 AS CÂMARAS MUNICIPAES DA BAHIA NA INDEPENDÊNCIA Celebramos hoje o primeiro centenário da proclamação solemne da nacionalidade brasileira: symbolisa-o o brado épico do T p i ranga. grande era ainda o ascendente politico dos Senados das Câmaras (2) emprincipio do século X I X . que não era outra cousa mais que o Conselho. nos protestos e reclamações das C â m a r a s . mais de u m a vez. . "Promoviam a guerra e a paz com os gentios. para substituir o Senado da Camara. E m seu livro La Evolucion Histórica de la America Latina. o primeiro que. onde se pode lobrigar o geito de escola de governo. apparece pela primeira vez n a Lei de 1 de Out. Sob pretexto de custodiar a integridade e inviolabilidade dos direitos soberanos de seu senhor directo. Const. separadas por muitas milhas de Oceano. F o r a m os Municípios. na Bahia. decretavam a criação de arraiaes. talvez o maior brazão da nossa gloria. a communa: em verdade é nos annaes dos Senados das Câmaras e dos Cabildos que devemos encontrar o processo da evolução social sul-americana. Foi o D r . Regimento das Câmaras Municipaes. "Wanderley Pinho. n a s representações de seus procuradores em cortes. Foi preciso tempo e energia da parte dos poderes geraes p a r a se ir gradualmente forçando as câmaras municipaes a circumscreverem-se na orbita das suas a t tribuições legaes. exigiam que os governadores comparecessem pessoalmente no paço da camara. pelas necessidades do contacto e da luta com o gentio. E ao evocarmos nos bellos dias que correm a s lutas. as attribuições de que dispunha o poder municipal chegavam a ultrapassar a sua verdadeira natureza ( 1 ) . p a g . pelas contingências de u m a acção immediata n u m mundo agitado de cobiças e guerras. seguindo a tradição peninsular. E r a m elles o eixo em que girava a organização militar. precedendo aqui o phenomeno — município — ao phenomeno social — povo. chegando até. Restava naquellas corporações administrativas ainda a tradição do antigo poder que haviam usurpado e exercido: pela n a t u r a l tendência de ampliação de prorogativas. instituição profundamente democrática que. p a r a com ella. pro- L (1) As Câmaras do tempo Colonial eram regidas pela Ord. FÔra o acto decisivo da separação política. Washington L u z . a sua aristocracia militar nos postos da segunda linha ou milícias.

Cresciam dia a dia os anhelos de união ao Rio de Janeiro. Cada dia augmenta mais o tyranno suas forças: cada dia maneja novas a r m a s . Transcrevemol-a integralmente: "Senhor: O leal. não sô os honrados Cachoeiranos (cujo crime todo consistia em quererem ser Brasileiros. Senhor. os Cachoeirenses são bahianos. diz ainda Oliveira Lima. Mas. ANNu I constituintes de Lisboa. e defensor perpetuo do reino do Brasil. Joaquim Antônio de Ataide Seixas. R. dos principaes successos do Brasil. seus innocentes edifícios. de quem temos a honra de sermos órgão.. graças ao centro de attracção existente no throno. a 16 de Março de 1922. ao primeiro lanço. Do torpe charco de venaes jornalistas s u r g e m . 9 A l â . quanta é a intima convicção. R . e mais membros. e brioso povo do districto da Cachoeira. attentos á voz da P á tria. A. perguntando "se eram todos contentes que se acclamasse S. V. R. que em todos reina. encarnando a resistência local que felizmente se converteu em nacional. tomo 4o. e Maragogipe. A .' A's 5 horas da tarde do mesmo dia principiava a guerra e corria o primeiro sangue cachoeirano. entendiam-se a s câmaras de Santo Amaro. e gritaram de improviso os generosos povos das villas de Inhambuque. A . com que o regulo Madeira imaginava poder obstar a qualquer movimento contra a sua propalada oppressão" (Cayrü — Hist. R . Senhor. transformada desde então em praça de g u e r r a . este escrivão do senado da Camara. que outriora com denodado esforço a r r a n caram da poderosa França. resalta. retumba na praça a voz do procurador Manoel Teixeira de Freitas. e. Inhambuque. acaba de pro clamar e reconhecer a V . os deputados da Província nas Cortes de Lisboa. da qual consta ainda o voto da Camara p e l a "retirada da tropa européa. mas também a que o confirmou com a valente e feliz destruição dó bloqueio. não puderam mais contemporisar: porção a mais brilhante da illustre descendência da primogênita do Brasil. nomeado governador das armas da Bahia pela •Carta Regia de 9 de Dezembro de 1821 e que. e da terrível Hollanda as provincias Brasilienses. para um pronunciamento collectivo em favor da Acclamação de D . terminando a mesma por suggerir ao monarcha a "absoluta necessidade da remoção das tropas européas" destacadas n a Bahia. Paulistas. chefes e officiaes superiores. A. e Pernambucanos: almejava por apagar a feia nodoa do scisma. Sergipe do Conde. lavraram. que a escreveu. A.. com o massiço ariete do nosso patriotismo.de de sentimentos. E ' o que se evidencia da leitura da participação feita a El-Rei D . além de desnecessária. Resolve a Camara consultar a vontade do povo e da tropa. o magnifico procedimento dos Senados das Câmaras de quasi todas as cidades e villas da P r o víncia que a s Cortes Portuguesas transformaram no baluarte de seus idéaes retrógrados. Nós somos op prlmidos. promoveram sob a base mais ampla das juntas provinciaes a continuação de D . se tornou leaãer do movimento nacionalista que se esboçava franco e enérgico. ficam presos á ordem de V. A. Pedro em seu posto supremo. de onde lhes vin h a a palavra quente e enthusiastica do Principe Regente que. Continentistas. do Conselho. R. Patenteia-se entre ellas. por ser esta.) mas até. bahiano também. 9. hoje não podem unir a sua a essas. em que succumbir a m mais de duzentas pessoas. que a seu bel prazer sete homens levantaram entre esta. elles não queriam roubar a seus Irmãos da Capital uma gloria. Semelhante affronta. Senhor. c a p . Senhor. apparecida em 1920. Taes perguntas. e a s mais provincias Brasilienses. elles fizeram repercutir em todos os pontos do globo o valente grito de oitenta mil Brasileiros. militares. dera o primeiro passo na estrada da desobediência aos decretos impoliticos das Cortes Lusitanas. S. dos desastrosos eventos de 19. as quaes pretendiam reduzir o reino ultramarino j á dotado de autonomia — Portugal e Brasil formavam desate 1815 u m renino unido — á antiga e subalterna condição colonial. Francisco José Lisboa. e soffremos cruéis hostilidades. diz o D r . Mineiros. assoma as janellas do Paçp a corporação municipal. Debalde o verdugo da Bahia. o augusto titulo de sua verdadeira regeneração. Francisco Gomes Brandão Montezuma. o capitão-mór dos ordenanças. como regente constitucional.NUMS. proclamado em todos os pontos do solo Bahiano: assim podessem nossas forças inferiores esmagar as do tyranno. Presidente. José Pinho. João VI. Perto onde está o feliz momento de ser V. E ' de ver a altiva e eloqüente participação que o Senado da Camara de Cachoeira fez ao Principe dos successos desenrolados. Francisco á frente. e subidtos de V . que defenderam!!! Os Cachoeirenses. cresceram os grilhões e algemas. no desenrolar dos acontecimentos que se seguiram á chegada do diploma do mesmo general. Antônio Ferreira França. Foi nessa opportunidade que as câmaras do Brasil. Pedro de Alcântara como Príncipe Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. u m a solidariedade eloqüente de que. 20 e 21 de Fevereiro. em carta datada de 22 de Março de 1822. tendo-se rendido á discripção n a noite do dia 28 de Junho. para bombardear. por esse tempo. e Rodrigo Falcão Brandão. A voz da Camara da Cidade do Salvador nos dias infaustos de Fevereiro de 1822 foi o grito de alerta que retumbou por todos os recantos da Província: foi ella que tomou a frente n a repulsa ao brigadeiro Ignacio Luiz Madeira de Mello. instigados ademais á rebeldia pelos emigrados da Capital. o oppressor Madeira. A' pagina 680 da sua Historia da Civilisaçãò. E aquèlles « mesmos. e seguintes da Capital da Provincia. Jaguaribe e outras mais longínquas. é nosso defensor perpetuo. o vigário com todo o clero. Francisco. Cachoeira.. a 9 de Janeiro de 1822. que cada vez sopeavam mais a soberania inauferivel de seus illustres habitantes. Santo Amaro. Os editoriaes do periodo Constitucional (3) então redigido por Acaiaba Montezuma e Francisco José Corte Imperial conjugavam-se com as respostas altivas e patrióticas que as Câmaras Municipaes das villas do Recôncavo. davam ás consultas que lhes fizeram. decisiva na fundação do Império democrático que foi o do Brasil: em certo sentido. os empregados públicos e grande concurso de povo: Garcia Pacheco. " e um longo e sonoro Sim echôa destemido e commovedor. E m suráma foram aquellas corporações que levaram a termo com a maior sabedoria a independência do paiz. R . sobretudo. proclamando sua liberdade. depois de um renhido combate de três horas. na hora trágica da grande iniciação. e o commandante da referida escuna. que a "iniciatva do movmento nacionalista nas colônias hespanholas como no Brasil foi tomada pelas corporações municipaes. quiz renovar nesta villa as sanguinosas catastrophes do dia 19 de fevereiro. em seguida com a categoria e dignidade de soberano. . talvez. como nós. cabe-lhe até a iniciativa de tal movimento. Maragoglpe. foram o rastilho que iria deflagrar a bomba j á carregada: nas respostas se transformaria a conspiração em revolução. O papel da camara municipal do Rio de Janeiro foi. por ai-" guns dias com balas e metralha. de inequívoca servidão. Cresceu o tempo. Vale recordar os nomes dos signatários da representação alludida: Antônio Augusto da Silva. que os liga. com mais vinte seis pessoas. da perfeita egualda. A. AMERICA BRASILEIRA A's 9 horas do dia 25 de J u n h o reuniram-se n a sala da Camar a da villa o juiz de fora. seu presidente. destacando neste rio uma escuna artilhada. Debalde tentou ainda augmental-as. De feito. coronel aggregado ao mesmo regimento. a principio com o titulo e a honrosa missão de defensor perpetuo do Brasil. Altamente penetrado da mais viva gratidão para com V. Santo Amaro e S. como com effeito bombardeiou. Antônio Pereira Rebouças redige a Acta da Vereaçãa do glorioso dia de Cachoeira.) (3) Antes chamado — O Diário Constituiconal. prejudicial ao socego da Província. depois o — Constituiconal — e por fim — Independente Constitucional. R. sobrelevando o que se referia á organização do poder executivo no Brasil." Aos que estudam o inicio do movimento da emancipação na Bahia.. que se achavam a bordo. foi dignamente repellida pelo denodo e patrotismo deste povo. que lhes tocava com tanta maior justiça. Francisco Antônio de Souza Uzel. Os acontecimentos de Fevereiro puzeram de sobre-aviso os pov o s do interior. explicam os fins da reunião. nunca suspeitassem os recolonizadores. desfralda-se á vista da multidão o estandarte da communa. este brioso povo almejava por repetir o grito regenerador dos mais felices Fluminenses. commandante da cavallaria miliciana. em vista da "tranquillidade e prosperidade" do pais. "A villa de Cachoeira teve a fortuna de ser a que não só fez publico acto de reconhecimento da regência do princ'pe real.

como Presidente. Vereadores. E m Santo Amaro. clero. Escrivão. 21. José Gnidio de Figueiredo. Na Villa Nova do Principe. Joaquim Pedreira do Couto Ferraz. Não sabemos os nomes dos que compunham o Senado da primeira. Capm. que presente era no paço e na praça. A multidão. estando nas mesmas janellas com seu Presidente. no dia 18. Antônio de Castro Lima. e Escrivão Pedro Alexandrino Rodrigues d'01hrelra. Cayrú a 20 e n a povoação de Itaparica. Antônio dos Santos Jardim. Escrivão. á frente de suas t r o p a s . assignando o termo de vereação-. Francisco. que no dia 5 de Outubro atravessou o rio Sa<> Francisco. Manoel Teixeira de Freitas." Assignaram tão decidida representação o D r . a 2. A Villa de Porto-Seguro adherío ao movimento em Novembro de 1822. João Caetano Borges: Vereadores. execráveis monstros de t y r a n n i a s : e. As villas de Barcellos e Mirandella acclamaram em 22 e 25 de Setembro. nitido. Juiz de F o r a Antônio Cerqueira Lima e os Vereadores Jeronymo José Albernaz. Vereador»».e Belmonte ignoramos os nomes de seus m e m b r o s . povo e cidadãos bons. Das Câmaras de Urubu. como Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. benzoante de murmúrios que se interrompem por vezes em acclamações. o depois Visconde de Monteserrate. — 2o — que os seus habitantes reconhecessem a S. em Santarém. ao Rei. Capm. N a primeira também chamada Paratigi. João Francisco de Souza e João Caetano Lessa. Apolinario José de Oliveira. Vereadores. Pedro da Silva Pimentel. o Presidente da Camara era o Juiz Ordinário Lourenço Mendes 3? Araújo. se compunha do Juiz Ordinário Jorge da Silveira Machado. Em Maragogipe a Camara que assignou a Acta da Acclamação. A vereação começa. ora espalhando falsas noticias aterradoras. quando o Procurador da Camara. e Bento . P r o c u r a d o r .NUMS. Escrivão. todos a se acotovelarem com o povo. que é a Villa » e N . afim de apresentar a acta da vereaça» ao General Labatut. Ignacio dos Reis Peixoto. Pedro Alexandrino de Carvalho. Marahú.o Juiz Ordinário e Capitão-mór João Nune«> de Souza. João Gomec de Carvalho. Procurador e o Escrivão Silvestre Bartholomeu de Almeida. accenderam luminárias e grandes fogueiras pela costa. em signal de regosijo popular e para da1" a vêr aos lusitanos o contentamento dos iThéos. Pede venia. 9 A 12 ANNO I á voz do infame. que tanta gloria conquistou na guerra santa. o Vereador mais velho. Antônio de Araújo Gomes Júnior. Dionisio Vieira de Lima F a t u m . anteriormente. a tropa. como j á pela Camara havia sido declarado na sessão de 14. Manoel Rodrigues Fragoso e Sebastião Egino da Assumpção. A Camara da Villa de Itapicurú fez a acclamação em 7 de Julho de 1822. Presidente. Miguel Ângelo e Caetano Dias F e r r e i r a . em data que não pudemos descobrir. o C a p m . e em Camamú no dia 25. Pedro. Ouvidor e Corregedor da Comarca. em altas e intelligiveis vozes lê o pedido e pergunta se era aquella a sua vontade. Romualdo José P i n t o e João Vicente <•* Queiroz. Tal documento. Santo Amaro. sendo Escrivão Feliciano Teixeira da Matta Bacellar. Vereadores. Sobe as escadarias da Camara o Coronel Gaspar de Araújo Azevedo Gomes de S á . Maragogipe c Inhambuque. Vereadores os S r s . Presidente. J o a q u i m Coutinho de Almeida e Bernardo José de Almeida. José Ignacio da Costa e Almeida e João Marcello Alves Barbosa. S. Caetano Affonso Monteiro. a Camara que figurou «* acclamação constou dos seguintes cidadãos: Presidente. João Alexandre de Andrade e Freitas. do Livramento do R'o de Contas. como Presidente. a D . todos deram e repetiram os vivas do estylo á religião. Francisco está escripta a adhesão á regência de D . E m Jussiape. o D r . E logo a Camara com o seu estandarte. capitães de 2* linha. A Camara da Villa de S. respectivamente. á nação. como Vereadores José Campello de Andrade. E ' um documento claro. a honradez essencial. A Camara de Camamú era composta do Juiz Ordinário MarcellinoFrancisco de Mello. como Vereadores. antigo nome de Caitité. Domingos da Silva Freire. assignado-a José Antônio de Souza. Levanta-se. definitivo: é a chamm a que se abrasou em 25 de J u n h o de 1822 e só se extinguiu em 2 de Julho de 1923. e ao senado da camara la capital. A Camara de Cayrú foi presidida pelo Juiz Ordinário José A r a n h a Coutinho. borburinhante. além as sotainas e tonsuras de padres e prebendados. que podemos considerar como a Acta da I n dependência da Bahia. Da Camara de Mirandella faziam p a r t e o Juiz Ordinário Anton!» Modesto de Sá. cumprimenta e lê ao Senado uma representação da tropa. fazendo-nos pelo t y r a n n o a mais encarniçada guerra. A 29 de Junho. Presidente. Procurador. fizeram idênticas vereações as Câmaras das Villas de S. tudo o que moral e materialmente puzeram aquèlles varões ao serviço da Pátria. ao grande e augusto objecto da redempção n a cional. Presidente. ás cortes. como Procurador . Vereadores. e Felix Alves do Amorim. Procurador. Antônio Cardoso Gomes e AntonleCosta. reduzindo á inteira nullidade aquellas principaes autoridades da província. A. gente mais brava que piedosa. Benemérito Antônio José Duarte d*Araújo Gondim como Presidente e João Lourenço d'Ataide Seixas. Caravella» ** Belmonte. em Caitété no dia 15. Caetano F e r r e i r a Borges. Ignacio Rodrigues Maia. José Venancio da Fonseca e José de Araújo Baptista. Presidente. Resolve o Senado acclamar o Principe. Procurador. nobreza. os dourados arrogantes dos officiaes ricos das milícias. Antônio José de Menezes Nobreza.«5 rio Pousa: Procurador Romão Pereira de Menezes e E-rriv > João Pinto Ribeiro de Souza Bulhões. Aos 6 de Agosto fez-se o mesmo n a villa de Valença. Respondem a u m a voz que e r a . Antônio Manoel de Souza. parti» no mesmo dia para Penedo. Bento de Mello. traduz exactamente a tempera. Procurador. Geremoabo. apinhada de gente os fardões de officiaes de primeira linha. Francisco Gonçalves Leite. R . Juiz de F o r a Joaquim José Pinheiro de Vasconcellos e Vereadores o Prof. Presidente. no dia 14. servido de Procurador José Albino da Silva e de Escrivão Francisco José Rabello da Silva. Procurador. Pedro Antão Neto Cavalcante. sendo vereadores Antônio José Bernardo. Manoel Correia de Miranda. "Veem-se na Praça. Jo^ 6 '** . No mez de Outubro fizeram-se idênticas proclamações em VIU* Nova. o garbo orgulhoso e o modo desdenhoso da nobreza solarenga. Bernardino Joaquim de SanfAnna. illuminando a consagração integral da P á t r i a nova que se fundava n a America. as fardêtas dos soldados e officiaes de ordenanças. foi u m a scena memorável. Procurador Antônio Felix Henrique de Menezes. como Procurador Antônio de Souza B r u m e Escrivão Reginaldo José de Miranda. Geremoabo. Também não saTemos os signatários da Acclamação em Itaparica. rctmpunha-se dos seguintes membros: Presidente. José "Wanderloy Pinho. Manoel Joaquim do Carmo e Manoel Pereir a d A s s u m p ç ã o . A Camara de Santarém era composta do Juiz Ordinário Capm. Joaquim Vasques. resoante. E r a então a Corporação municipal de Santo Amaro composta do D r . fazendo-a o Juiz Ordinário Manoel Teixeira de Carvalho e Vasconcellos. toda aquella gente reunida rompe n u m longo e fremente brado. o Juiz Ordinário Manoel Antônio Campello. Pedro. a decisão. Capitão Manoel Atanasio de Azevedo. Vereadores. refere-nos o Dr. Custodio Alves Ferreira e Antônio Joaquim d'01iveira. E m Jaguaribe fez-se a acclamação em 29 de Julho de 1822: os membros da sua Camara eram o Sargento-mor Joaquim José de S a n f A n n a Lisboa. Jussiape. p a r a saber se as duas resoluções da Camara eram a expressão de sua vontade: unanime foi o sim patriótico.Tr>. n*" viam adherido Urubu. e t c " . pedindo — I o — que esta villa e seu districto se considerasse já unida á causa adoptada por quasi todas as provincias do Brasil. Capitão Antônio José Ferreira. Vereadores. E m Jacobina a acclamação se fez a 12 de Julho. áhnuindo ademais " á causa a b r a çada pela maioria das Provincias do sul e norte do Brasil" Ainda aqui se repete a mesma scena empolgante e democrática da consulta ao povo e á tropa. Na Acta da vereação da Villa de S. Vereadores: Theodosio Dias de Carvalho. Domingos Constantino da Silva. E m Agosto acclamou-se n a Freguezia do Catü. Obedeceram ao mesmo ritual as acclamações do mesmo dia em Maragogipe e Inhambupe. Ricardo Lourenço de Almeida e Theotonio Gomes de Azevedo. Procurador. Manoel de J e s u s Almeida. ora enxovalhando o respeito devido á j u n t a "do governo. Procurador. Ângelo Custodio Villas-Boas. a solemnidade de formas. José Caetano Saraiva. Vereadores. também chamada naquelle tempo Sèrinhaem. a Camara. Francisco de Paula Carvalhal. a altura de miras. apenas n a r r a m as chronicas q'»^» na noite de 21 de Outubro. Francisco compunha-se dos seguintes cidadãos: Presidente. vae ás janellas. o que sabemos é que o seu Capitâo-mór. AMERICA BRASILEIRA E m I n h a m b u p e foram: Presidente.

em Jequiriçá. pedimos encarecidamente aos nossos a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assjgnaturas. o primeiro capitulo da Guerra Santa da nossa redempção é o do papel representado pelas corporações municipaes. que. José de Souza Leite e Antônio José de F a r i a . Germens da consciência nacional. Da Cam a r a de Caravellas eram — Presidente. E m Marahú figuram os nomes do Juiz Ordinário Pedro do Espirito Santo Aragão. Santo Amaro e Cachoeira. e Escrivão. mais ou menos pomposas e solemnes. traduziram o clamor popular em documentos impereciveis que são todas as Actas das Vereações daquelles tempos épicos. Do Instituto Histórico. era verdade. sob a direcção dos Inspectores Major Antônio Maria da Silva Torre e João Pedreira do Couto. dellas~se ouviram os primeiros protestos contra o regimen oppressor dos representantes da metrópole. Nazareth. Cuidam do abastecimento das tropas de terra e mar p a r a o que foram creadas as Commissões de Caixa Militar. Vereadores. Camamú. Bernardino José de Lemos e Antônio Carlos Pedroso. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que vae passar a A m e ' rica Brasileira. em Acclamações. Rio de Contas. que teve a dianteira da revolução e foi a Capital da Província insurgida. Theodoro Rodrigues Lemos.NPMS. abriram as clareiras da conquista da Independência Bahia e Cidade do Saivadoi. de suas energias civicas se formou o feixe da solidariedade de toda a Província. porém. Manoel dos Santos Reis. nesta villa. e João Borges Figueiredo. Villa de S. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DAS INDUSTRIAS FRANCEZAS . Francisco. Apreciando-o devidamente. Bernardino de Souza. Vereadores. formam batalhões cujos sabres fulgentes enchem de luz as cargas de Pirajá e de Cabrito. Procurador. Marahú. que não puderam quebrar «33 milhares de soldados de Madeira. Manoel d'Oüveira Guimaraens. Não ficaram. não diria aquelle historiographo compatricio que a liberdade do Brasil foi antes outorgada pelo monarcha do que conquistada pelos cidadãos. das Câmaras Municipaes: nellas teve a sua germina"ç5o mais fecunda o ideal supremo da liberdade nacional. 1—9—922. Valença. foi também' creada uma Inspecção do Commissariado de Guerra e Bocea. cujos prestamos e serviços foram da maior utilidade. Joaquim José Guimaraens. Presidente. 9 A 12 ANNO I AMERICA Rocha Bastos. Santarém. Nellas está sellada a perennidade da gloria da Bahia na Independência do Bra6ii. Ilhéos. U AMERICA BRASILEIRA" Afim de não ser s u s p e n s a a remessa d e s t a Revista. Assim. passará a ser de 10$000 por anno. o Juiz Ordinário Felisberto de Azevedo Coutinho. A voz da Camara clamava do fundo da alma dos povos pela redempção da Província espezinhada: interpretando o sentir geral. os trabalhos dos Senados das Câmaras da Bahia: tomaram aos hombros a pesada missão do chmamento ás armas de seus visinhos e recrutam escravos e libertos. Procurador. Manoel Lopes de Oliveira e Antônio da Silva Oliveira Guimaraens. BRASILEIRA O nosso maior e mais decisivo movimento collectivo partio. organizam milícias.

AMERICA
M"MS,

í» A 12

BRASILEIRA

A.N.NO I

DOIS DE JULHO NA B A H I A EM 1823
O Visconde de Cavrú comprehendeu melhor a solução do magno problema da Independência Brazileira.
Primeiro havíamos de ter a emancipação econômica para termos posteriormente a emancipação política.
<
O 7 de Setembro, collimado na gloriosa data de
2 de Julho, na Bahia, foi a conseqüência lógica do
grande plano de Cayrú.
Os conselhos do grande estadista, moldados na
formula de um programmá econômico e em seguida
nas linhas indeléveis da Carta Regia de 28 de Janeiro
de 1808 eram a mais notável conquista e o acto mais
nobilitante praticados no inicio de uma nova phase da
\ida politica do Brasil.
Para chegar a esta conclusão não / ^ n e c e s s á rios os meios violentos porque as grandes transformações se fazem gradativamente.
D<- ha muito as idéas liberaes atravessando o
Atlântico, encontraram campo para o seu desenvolvimento .
As idéas Liberaes de Manoel e Thomaz Beckman e
Jorge Sampaio, em 1684, no Maranhão, não surgiram
isoladas.
Ellas eram o corollario da grande revolução de
1676 como uma manifestação da mesma força que
^oduzio a revolução de 1688, na Inglaterra propagando-se pela America do Norte até se consolidar em sua
independência.
O espirito de liberdade já se definia manifestamente
em tudo, modificando na Europa as organizações governaraentaes.
As aperturas do Governo de Carlos I modificaram
a traiectoria de Jorge III, tendo de permeio as vacilíaçoeã da Rainha Anna e o equillibrio dos derradeiros
Hanoverianos.
As grandes revoluções sociaes e políticas prendemse em fortes elos ás remotas torrentes do passado; e
se ellas. sacudindo a fibra do povo inglez, atravessaram o Oceano, modificando a estruetura das adiantadas
S S n i a ? da America do Norte, refluindo.para a Franç*
de 1789, cedo ou tarde haviam de se projectar na America Latina, fazendo triumphar o self-govcrnement
Aberta estava a larga estrada a palmilhar.
Bernardo Vieira de Mello, em Pernambuco, levantou em 1710 o pendão da revolta, propondo que aquella
CapuTnia se constituísse em Republica semelhante a
de Veneza.
Os mineiros insurgem-se em 1730 não admittindo
governador nem justiça posta por El-Hey.
A inconfidência mineira teve em Tiradentes o seu
«roto m a r h r e dez annos depois são mortos na Bahia
quatroTndividuos que planejavam uma revolução popular.
Os promotores da Revolução Pernambucana que,
1817 se propagou pela Província da Bahia, na rem
gião de S. Francisco, foram punidos severamente por
D João VI.
Entretanto, as idéas estavam latentes.
0< resultados da Revolução Franceza eram insophismaveis e as amarras que nos ligavam ao periodo
colonial, primeiro partidas por Cayrú. recebiam o golpe derradeiro das mãos de José Bonifácio, mentor do
primeiro Imperador

Ao sangue libertário dos Paulistas unia-se o do§
Bahianos.
A libertação da America hespanhola deu em conseqüência a separação das varias unidades, constituindo cada qual uma Republica independente.
Foi mais completa a tarefa de Pedro I. Não. assumisse a opposição que assumio, e, certamente o Brasil não teria sido Império! O primeiro Imperador, erguendo o brado de "Independência ou Morte" sanecionou o movimento do despertar do Brasil prmovido no
scenario da Metrópole por brasileiros notáveis como
D. Francisco de Lemos, Azeredo Coutinho, Basilio da
Gama, Pedra Branca, José Bonifácio, Lino Coutinho e
outros.
Essa pleiade brilhante era a garantia segura do
triumpho da causa da Independência.
"A imprensa pelo "Reverbéro Constitucional", de
Januário Barbosa e pelo "Correio do Rio", de Frei
Francisco de Sampaio e de Soares Lisboa, fez-se instrumento preexcellente da lueta iniciada, generalizando-se
a todos os ângulos do paiz e favorecendo o movimento
de conjuncto que ainda não existia.
A intimativa de D. João VI a Pedro I para que
partisse para Lisboa rompeu as reprezas da revolta.
Amotinou-se a população em 9 de Janeiro de 1822, dando em conseqüência o "Fico"
Definiram-se as provincias. S. Paulo abraçou a
campanha libertadora e no Norte, a antiga fidelidade
á Metrópole partia-se, (19 de Fevereiro) precizamente
na terra onde era clássica, a Rahia, levantando em massa contra o General Madeira de Mello"
A Bahia sellou com o sangue de seus filhos a causa
&« Independência. — Cabrito, Funil, Pirajá, Itaparica,
Cachoeira e tantos outros lugares passaram a Historia
ennobrecidos.
Nella chegou ao auge o heroísmo da população.
Organizaram-se batalhões patrióticos, fizeram-se
fortificações, frágeis embarcações demandaram o morI»Ü de S. Paulo em busca de munições, e os solares do
Recôncavo de Santo Amaro e Cachoeira proviam gratuitamente as tropas.
Pedro I remetteu para esta Capital "o Batalhão do
imperador" do commando de Lima e Silva, como uma
insigne honra aos Bahianos concedida.
O que foi a campanha libertaria em nosso Estado
dizem a nossa Historia, o heroísmo da gente do R?concavo, os destemerosos de Cabrito e Pirajá, a tenacidade
de Labatut. a bravura do cometa Lopes, a serenidade
de João das Bottas, o valor de Lima e Silva, a tactica
do valoroso Capitão, que depois se chamou Duque oe
Caxias, o martyrio de Joanna Angélica, pagando com
o sangue precioso, vasado nas lages do Convento da
Lapa,"o sacrosanto amor á causa da liberdade de sua
terra.
O 2 de Julho é a data magna da Bahia. Ella inscreveu no livro luminoso da Historia os nomes dos seus
heróes, perpetuados nos pergaminhos de nosso Arcnivo perpetuado no bronze do monumento que o Povo
agradecido lhe ergueu, para que pelo futuro afora, as
gerações se curvem agradecidas aos seus feitos gM>"
riosos.
Bahia, Setembro de 1922.
F. Borges do Berros.

NUMS. 9 A 12

ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A ENGENHARIA NO BRASIL
Ao transpormos o limiar de um século «ia Independência política, balançamos o acei .o das nossas conquistas nos diversos r a mos do saber h u m a n o . No que toca â Engenharia — louvado seja
— nada ficamos a dever em relação á s outras manifestações de
nosso progresso.
O que ella já fez ainda é pouco, não h a duvida; mas sempre
bom e promettedor.
Quem contempla, com admiração e orgulho, o quadro majestoso
do nosso scenarlo e compara na vastidão deste paiz collosso o que
temos feito com o que temos a fazer, avalia com segurança o quanto
necessitamos de trabalhar.
A' Engenharia está reservado o maior papel nesse sentido, como
o principal factor do progresso n u m paiz novo e inexplorado como
o nosso, onde quasi tudo está por se fazer.
Um golpe de vista intelligente lançado sobre o nordeste brasileiro, abrangendo uma década apenas destes últimos annos.provocará
o assombro q u e experimenta quem conheceu das condições do noroeste paulista e sul matto-grossense h a dez annos passados e
contempla no dia de hoje o espectaculo de grandeza que ostentam
aquellas p a r a g e n s .
Que condão maravilhoso andou por essas terras transformando
i a florestas em cidades, os campos em povoados, os brejaes em jardins? Foi a intelligencia que adivinhou as riquezas que ellas continham e architectou o plano gigantesco da sua conquista; foi a
primeira t u r m a de homens que trilhou os invios sertões em trabalhos de reconhecimento;
foi um outro troço de denodados lutadores que os percorreu em diversos sentidos na faina de exploração;
foram aquellas centenas de obreiros guiados pelos pioneiros intemeratos que rasgaram a s florestas, replzaram o solo, arrebentaram
as rochas, cortaram os morros, aterraram os charcos e amarraram
ao solo o caminho de ferro de civilização... Depois vieram outros
construindo a s casas, alinhando as ruas, captando a água, illuminando a s c i d a d e s . . . E outros montando os machinismos que rodarão
sem c e s s a r . . . Outros finalmente ligando pelo telegrapho e pelo telephone as distancias de outr'ora ás poucas horas d'agora.
Esse passe de magia feito num lance de heroísmo denuncia-nos
& evidencia o vulto da nossa surpreza e a grandeza do nosso futuro.

A evolução da Engenharia no Brasil foi difficil e lenta nos três
eeculos primeiros de sua existência e rápida e brilhante nestes últimos cincoenta annos. A historia dos feitos dos primeiros povoadores do paiz é toda feita de militarias: são invasões que se descobrem, insurreições que se combatem, rebeliões, revoluções... toda
uma litteratura de g u e r r a . . . A engenharia, pois, que domina, é a
militar: constróem-se fortes, abrem-se estradas, levantam-se muralhas.. .
Logo apôs entra em scena o jesuíta e os monumentos christãos
espalham-se por toda parte como sentinelas alertas da é dos nossos maiores.
Mais tarde a s minas atraem o homem ás aventuras das entradas. Esboçam os roteiros das bandeiras as futuras cartas das regiões. Vem dessa raça de botedores dos sertões o faro dos nossos
exploradores de estrada de ferro.
O apito da primeira locomotiva — tornando o éco quasi instantâneo das conquistas de além mar, annuncia o advento de melhores
dias.
A victoria dessa conquista não nos custou, porém, pouco labor.
E ' domando a s forças incoerciveis da Natureza — a fonte eterna
de toda a vida — e reagindo contra os desmandos e os desvios dos
elementos, que a Engenharia exerce o seu pleno governo. As lutas
que se travaram, entre o homem audaz e ambicioso e a Natureza
amante e ciosa da s u a omnipotencia, foram cruentas e inconcebivels.
O indígena senhor das florestas e dos regatos também protestou
contra o esbuho ão seu patrimônio.
Mas o engenheiro abrio brechas nas verdes cathedraes da
Amazônia e acompanhou de perto os cursos d á g u a . Pelejou os
kanigans do Noroeste, e a s anophélias do Rio Doce; galgou as serras que se lhe depararam no caminho, varou os morros que emper r a m a sua rota; iranspõz os riso que lhe atravessaram â frente e
««•guio sempre como u m triumphador.

Contra o mar insonte a nossa engenharia tem lutado com dei^odo, oppondo ás fúrias das ondas o amparo das suas muralhas e
facilitando o acostar das naus nos nossos portos.
As quedas d'agua rosnorantes, outr'ora motivo e thema de
poemas e descripções, são hoje fontes de luz e de energia.
As cidades se transformam enriquecendo-se de monumentos
grandiosos: por de sobre um rio joga-se uma ponte como no Recife; sobre um valle immenso constróe-se um aquedueto, como em
S. Paulo; um morro que atravanca perfura-se-o em tunnel ou
arraza-se-o de todo, como aqui no Rio.
Ou, então, constróe-se uma cidade, como em Bello Horizonte.
E m sobrando intelligencia e existindo techniea em demasia —
levanta-se o caminho aéreo do P ã o de Assucar.
Depois vem a epopéa grandiosa:
Rondon mede o Brasil com um fio telegraphico.
Mas tarde virão as obras contra a s seccas, virá a carta do
Brasil e a Capital Federal no planalto goyano.
Em tudo se pantentêa a obra benéfica da engenharia, rebellando-se contra a Natureza poderosa, melhorando-se as condições de
vida, facilitando os meios de communicação, augmentando o patrimônio nacional, aperfeiçoando os nossos costumes, concorendo finalmente para o progresso e desenvolvimento desta terra sempre fadada .
Os trilhos das estradas de ferro são armaduras de aço prendendo
entre si as diversas partes deste paiz colloso; a s cidades que se
muminam á noite, ã luz feérica da electricidade, são olhos que se
abrem para a civilização e pharóes que se accendem á superfície
deste gigante mostrando do seu contorno as formas estupendas; a s
machinas que estruem no bojo das grandes cidades são corações
latejando, impulsionados pe!a seiva da vida, batendo no isochronismo de um órgão são e pujante; os fios telegraphicos irradiando-se
en: todos os sentidos são os pensamentos de u m mesmo cérebro
ide.indo os mesmos planos, achitectando os mesmos castelos, trans-,
mittindo as mesmas impressões.
Tudo, pois, que vem das mãos e do cérebro do engenheiro, e
,ics domínios da Engenharia, mostra a vida, representa o progresso,,
gera a civilização.

Mas se queremos alcançar o que os outros povos conseguiram
no dominio das conquistas de civilização - devemos começar peloprincipio: fazer engenheiros para termos engenharia. Até agora
diminutissimo tem sido o numero de profissionaes nessa carreira
E ' verdade que a nossa Escola Polytechnica data de 1810. Durant~
muitos annos, porém, ella foi a Escola Central.
Os por ella formados sahiam engenheiros militares, e portanto
mais afeitos as obras militares de que pouco necessitáramos e quasi'
nada existe. Uma geração, todavia, saído da Escola após a Guerra
do Paraguay, differençou os ramos da Engenharia. Uma pleiade
mais tarde attestou o valor dos nossos engenheiros. E hoje as centenas de moços que re formam nas diversas Escolas do paiz e s e
espalham pela vastidão do nosso território exercendo, construindo
melhorando, dão bem a idéa do que será a nossa Pátria em breve
c p a ç o de tempo - com todas as suas possilibidades e com g r a n d e
numero de filhos trabalhando pelo seu progresso real.
Quem contempla, pois, o quadro que acabamos de esboçar »
compara o que temos feito com o que falta fazer, avalia com pres
teza o quanto necessitamos de engenheiros. Precisamos de engé
nheiros, não queremos dizer: engenheiro-numero,
mas engenheirosengenheiros, isto é, engenheiros - fazendo engenharia, engenheiros
affirmando a engenharia, engenhemos representando a engenharia
defendendo a engenharia, engenheiros vivendo da engenharia
O que vemos no momento, força ê confessar, é a dispersão dos
elementos, o desperdício dos esforços, a degradação das energias
A primeira couz a que temos de fazer, pois, é organizar a E n genharia, isto é, compor forças, reunir elementos, conjugar a s for
Ç ^ o b t e r uma resultante única appiicada e dirigida consciente
Este será o maior passo dado pela classe dos engenheiros em
proveito próprio e no do Brasil.

Soter C. de Araújo.

AMERICA

B R %£ 11;

S I MS. «J A \2 — ANNO I

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE JOAQUIM SERRA
Discurso pronunciado a 10 d. Setembro de 1922 na Associação
Brasileira de Imprensa
velar ao mundo das lettras brasileiras os nomes de Genül Braga,
Gctulio das Neves, esse caracter de cidadão romano, aliado a
um talento de escol e servido este por u m a cultura

verdadeira-

mente invulgar, fallando de Joaquim Serra, escreveu estas palavras memoráveis: -

" N a d a mais falta dizer sobre Joaquim Serra,

e estas ligeiras e despretenciosas linhas, nem mesmo teriam mais
razão de ser se não fossem, antes que tudo, u m a homenagem pessoal de reverencia, de saudade e de admiração"
Tondo de dizer para jornalistas, para homens de imprensa da
minha terra, algumas palavras sobre esse notável jornalista m a r a nhense, certamente não teria senão aue enunciar o seu nome, simplesmente o seu nome -

Joaquim Serra, -

poeta delicado e chronista subtil, Celso Magalhães, romancista vigoroso e o maior

critico-ensaista

do nosso

"folk-lore";

Sabbaa

da Costa, romancista e comediographo; Cezar Marques, o historiador e geographo; Henriques Leal, o Plutarco maranhense; e Joaquim de Souzandrade, o grande poeta do Gucsa Errante.

E nes-

se balanço, meus senhores, não deve ser esquecida a circumstancia de ter Joaquim Serra conseguido a volta á imprensa periódica,
do vulto austero e eminente de Sotero doa Reis, jornalista, graramatico e critico-litterario.
Ainda em Maranhão publicou Joaquim Serra as suas principaes

desacompanhado de

qualquer adjectivação, sem a enumeração, talvez, fastidiosa, de fa-

obras litterarias: O Salto de Leucade

ctos ou obras em que teve p a r t e ou que realizou, pois que a im-

Coração de Muller,

prensa do nosso paiz, atravez de duas das mais bellas causas bra-

6

sileiras — a abolição e a democracia, está prenhe, até a s a t u r a -

Quadros, versos, 1873; e, dez annos depois, o seu interessante estudo

ção, do seu nome illustre e da sua desinteressada e magnânima

intitulado Sessenta

acção, efficientemente fecunda e salutar. Mas, nós não estamos sós,

cientemente da imprensa no Maranhão, d u r a n t e o largo periodo que

entre

brasileiros.

vem de 1820 a 1880.

peito

de

A

gratidão

nossa
e

de

festa

de

homenagem

saudade,

aos

que

e

de

se

res-

fizeram

grandes, lidando no jornalismo patrício, é honrada com a

pre-

sença de alguns confrades dos paizes vizinhos, que ora nos visitam por motivo augusto da celebração do Centenário da nossa I n dependência Politica.
E m honra delles e para elles, pois, que vós outros conheceis,
melhor que eu, os eventos immortaes do jornalista, cujo

retrato

vamos inaugurar, são as minhas tosca* palavras e os desalinhavados

Meus caros confrades. Joaquim Serra, veio do norte. Desse norte
longínquo e politicamente ainda primitivo, mas soberano ao resto
d o paiz' no campo da intelligencia e, primus
representação da nossa cultura.

inter

pares

quanto á

Desse norte que nos deu João

Lisboa, que nos deu Tobias Barreto, que nos deu Ruy

Barbosa.

Joaquim Serra nasceu no Maranhão. E la grageou rapidamente um
nome respeitável n a poesia, no theatro, no jornalismo e n a politica, tendo por companheiro de lides homens como Gonçalves Dias,
— o poeta, Sabbas d a Costa — o dramaturgo, Themistocles Aran h a — o jornalista e Franco de Sá — o politico. N a sua t e r r a
natal, tão fértil em talentos da melhor jaca, lançou depois de collaborar com êxito e vantagem enormes nas folhas de mais reputação da então Província do Maranhão, o sou famoso

Semanário

litterario,

dil-o o facto

significativo de haver já dous grandes escriptores brasileiros, t r a tando da litteratura maranhense, fazerem do apparecimento desse
periódico o marco divisório das grandes épocas em que se devem
as

manifestações

intellectivas dos athenienses

das

gens encantadoras do poeüco Anil e do majestoso Bacanga.

marJoa-

quim Serra, que em toda sua longa carreira jornalística e politica,
demonstrou sempre o mais fino tacto, em conhecer os homens da
sua terra, não deu somente o melhor do seu talento p a r a o grande realce do Semanário

do Amazonas,

1867;

em 1868. Posteriormente, j á aqui no Rio, deu á estampa j

Annos

de Jornalismo,

Politico e jornalista,
xonaram profundamente

duas

em que se oecupou profi-

grandes,

causas

sagradas, apai-

o bello espirito de Joaquim Serra, inte-

ressando-se vivamente por ellas com a intelligencia e com o comção

Essas duas causas, fundamente humanas, patrioticamente cí-

vicas, foram a abolição e a democracia. Mas, p a r a tão vasto programmá, era âmbito demais pequeno a t e r r a natal do denodado
capeão do liberalismo. E São Luiz, a linda e garrida cidade ma-

Maranhense,

comediographo, o politico.
Ha aqui, meus senhores, o dealbar magnifico de uma formos a a u r o r a . Joaquim Serra chega ao Rio de Janeiro. E logo ao
chegar entrega-se de alma e coração ao combate de toda a sua vida
•jin prol da libertação dos escravos, «, favor, da implantação na sua,
a a nossa terra, dos mais lídimos princípios da democracia. Pelaabolição batalha, desde então, o fundador do Semanário

como teve a ventura de re-

Maranhense,

tão intemerato, tão delicado, tão desinteressado como nenhum outro,
ao lado de gigantes como José do Patrocínio,

Carlos

de Lacerda,

Ferreira de Menezes, Ângelo Agostini, Luiz Andrade, Ferreira de
Araújo, Joaquim Nabuco e R u y Barbosa, o único ainda vivo dessa
pleiade heróica de leões da nossa imprensa abolicionista, que so
calou as baterias com o acto redeir.ptor do benemérito Gabinete
presidido pela grande figura

cuja publicação vai de 1867 até 1870.

O que foi esse jornal, essencialmente

estudar

poema-romance, e Abertura

ranhense, perde oj filho amado e com elle o jornalista, o poeta, o

•conceitos que ides ouvir.

Maranhense,

Versos,

e Cousas da Moda, 1866; Pm

nacional de João Alfredo. Pela de-

mocracia, filiado ao Partido Liberal com os que combatiam P«la
Republica, trabalhou, sem cessar, no jornal e no Parlamento,
lustre cidadão maranhense, tendo per camaradas de refrer .
mais árduas o rudes, os vultos de Quintino Bocayuva, Miguel

er

reira, Rangel Pestana, Salvador de Mendonça, Lafayette, Prado
rnentel, Flavio Farnese, Baptista Pe<e'ra, Cesario Alvim, Franco
Sá. Martinho de Campos, Lima D u a r t e , Dantas, Affonso Celso
vários outros, que são: uns, os redactores <Ja Reforme

* n pote',

e ao

•outros, os signatários «3o ceieore manifesto republicano ae 1» *
finalmente

os rw tnnte.-s

aquèlles dezesete liberaes que consegw

da verdadeira unidade nc meio de todo o esplendor daquelles so- com Machado de Assis. • • • • •'MZ. em memorável periodo da nossa vida político-social. * . á custa das quaes. a difundir. accrescentou o sábio e verista commenta- " H a . que os estudos j á tubro de 18SS. continuada e in- M. Octaviano. * figurar na Galeria dos Notáveis da Imprensa do Brasil. ou como projecções de que se servem os engenheiros •*. Poucos mezes após a decretação da Lei Áurea. retratam-no maravilhosamente o "deiradeiro adeus" que. âe comparação nem nos Que mais será necessário 3izer. ••"< s- . nunca ou- nem nos exemplos da originalíssima vistes. Uuteo. durante mais de q u i m Serra.•W^:ASPECTO 1M PARADA DAS FORCAS MILITARES NO DIA 7 DE SETEMBRO ~ . ximas de que forjou o broquel de aço puro com que se armou para Não era u m homem. a talha com igual intensidade. á borda do túmulo. fazendo delia o thema obrigado ^ e todas as galas e lavores daquelle estylo único. romper telligente n a imprensa politica toda a vida extraordinária de Joa- f as férreas malhas das formidáveis redes que se chamavam a s chaL pas grovernamentaes. ! . quer na vida publica que na vida particular. w quim Serra. do vacup aberto por sua morte. o historiador. politica e social. ecoando os violentos clamores da ba- existia visceralmente em Joaquim Serra. o denodado jornalista só parcialmente logrou cia politica e litteraria de Joaquim Serra foi tão persistente e deci- a fortuna de ver a victoria das duas siva no jornalismo brasileiro Ariadne implacável. cortou-lhe o fio da vida justamente nas vés- durante um periodo relativamente grandes causas nacionaes. Atravez de todas a s manifestações da sua privilegiada Transportado para um meio maicr. • • . resumem. lado a lado. partir-se metade de seu próprio ser. q u e o paiz. desde este momento. ««passou o constituir deis avaliar das dimensões desse vulto eminente do jornalismo bra- modelos da culta Europa. Joaquim Nabuco. desse gigante do jornalismo brasileiro ? Embora traçado com mão canhêstra ahi está o perfil de Joaquim Serra. po- America do N o r t e . para o qual Salvador do Mendonça não encontrou t e i m o . conseguem reproduzir mathematicamente a forma dos objectos» E. o parlamentar. . E« assim que o combate asperrimo da existência i. por assim dizer. Franco de coloridos que constituem aa cathedraes gothicas" Sá. o humorista. á massa geral do paiz. pronunciar o nome de Joaquim Serra. ccmo impor. Quintino Bo- berbos rendilhados e de toda a poesia e contraste dos bellos vidros cayuva. a propagar. ?ujos effeitos me parecem incalculáveis e acima de qualquer elogio e vem a ser a constância e a fidelidade indomita de Joaquim Serra â grande causa dos escravizados. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA ram. confrades extrangeiros. mentalidade o poeta. não foi senão sempre. Joaquim Serra realizou prodígios.> ' . e cada vez mais viva. culto Tas foi o jornalista. . o comediographo. meus senhores. numa acçko persistente. sucumbio o notável maranhense. obrigado a escrever o glorioso epitaphio E vós. antes desta hora. segundo o testemunho de Getulio das Neves. " n u m grito lancinante e eloqüente de quem vê. lhe disseram Quintino Bocayuva — o Patriarcha da Republica. . CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL -•V" •:--''j}hrti **'•' '''•'•' '«iPlfe. no meio de tudo is-so uma manifestação. e Joaquim Nabuco — o companheiro inseparável das lutas abolicionistas e dos combates em prol do liberalismo e quem. André Rebouças. essas duas palavras — abolição e democracia — dous -grandes symbolos da integração da nossa nacionalidade como povo Mvrfc '. feitos sobre o perfil do grande escriptor dão uma idéa completa ia sua individualidade. José do Patrocínio. b e m conto se faz da ogiva a nota obrigada e o fecho trinta annos da nossa vida litteraria.ti%í:.. o maior dos brasileiros vivos ! Assim. segura e sympathica. sabendo que esse homem illustre andou. á 29 de Ou- t e . a excellencia das duas causas m á - nas plácidas margens do Chuy. Rio Branco. desde o norte ao sul. e s e m p r e o fundo de todos os primores e bellezas dos escriptOs de Joa- sileiro. cujo retrato passa. o zada e querida. Nogueira da Silva. Salvador de Mendonça — o amigo extremado. como se fossem reproducções phoiogra- jmicas de um mesmo sitio tomadas de todos os pontos de vista apreciáveis.NTJMS. para o qual é. tanto r a caudal do Amazonas. porém. sua orientação tão completa. era a própria causa em acção. seu caracter tão puro e transparen- 18S9. da descommunal aurora de 15 de Novembro de « o l d e s t ã o oellos e originaes. delle poude dizer u m dos seus eminentes biographos: " A influen- Desgraçadamente. occupando-eo especialmente da formidável •campanha abolicionista. Ferreira de Menezes e Ruy Barbosa. José de Alencar. seus peras da grande. no entretanto.a terra. Do que foi em vida. de onde a sua voz autori- politico. repercutia com eficácia politica e social por todo a demonstração de um temperamento singular de jornalista. que evidentemente. " O abolicionismo.'-< " . continua.

na cidade do Rio de Janeiro. Pela paz.-7. em nome preoccúpação maior foi sempre a P "*** ^ de S. embai. pela solidariequer na Republica. á 1 hora da tarde do dia 7 de Setembro de 1922. sem medir sacrifícios do san gue nosso até o ultimo gotejar.do sempre a acç. pecial de sua sanüdade o papa. tem altos idéaes de liberdade e de confraterni. so moral e material do mundo. sem actos que o dimiadorada. á circuaaté o alento extremo! ção das riquezas. Com essas congratulações. encheu-me do Pela integridade absoluta do nosso vasto mais vivo desvanecimento. O Impulso & cultura da inteUdicação inteira. pelo desenLançando um olhar retrospectivo sobr» volvimento. cujos corações palpitam commovidos e emocionados por intenso júbilo patriótico e por justificado orgulho cívico. 9 A 12 — ANNO I CHRONICA DO CENTENÁRIO P O R T U G A L • BRASIL /Ct.ao< dos estadistas brasil . aos 7 de setembro de 1022". t Brasil. pela harmonia. extremecida. As transforna grande solemnidade do Centenário de sua mações mais radicaes . como pelos o esforço da Nação Brasileira. de nossa vida gencia. de todos os nossos melhores pensamentos. Installada no Palácio da Biblioteca Nacional. a missão que lhe cabe na obra grandiosa civilização humana. Pela prosperidade crescente. em que dianto naes. para o progre»idolatrada. o penhor sagrado e irresgaAbolição e a Republica — foram aqui levada» tavel de todo o nosso amor. dos Soberanos e chefes de Es.AMERICA BR&SÜ-glRA NUMS. ha cem annos plantado ás margens do Ypiranga e desde então para sempre gravado na historia dos povos livres com as suggestivas palavras do brado Immorredouro — "Inoependencia ou Morte" _ ainda hoje vibrante de enthusiasmo e palpitante de verdade. o Papa. ao bem estar das populações.^» Independência. senão tamclarividencia de nossos governos tornou inbém pela manifestação especialissima Q» contestáveis e o patriotismo de nossos paencerra.S. Capital Federal da Republica — do mais intimo da alma de cada um dos •eus membros. onde quer que esteja um brasileiro vivo. «. na sessão de 7 de Setembro. especialmente os do contie chefes de Estado. commemorativa do Centenário: "A Camara dos Deputados da Republica dos Estados Unidos do Brasil.^ ^ r i c r i — ^ «u*-^í-«^ Em honra do Brasil! Foi a seguinte a moção de congratulações «om o povo. profundamente sinceras que em honra do Brasil. situado & Avenida Rio Branco. a 1 1 Respondendo á saudação que. pátria nossa muito amada. 0 esforço da Nação Brasileira Na esphera da sua política externa. não só pelo carie riquíssimo território. o Brasil tem » pela gloria brilhante e immarcescivel do consciência de haver contribuído lealmente. reunida em sessão extraordinária para isso especialmente convocada.ção de utilmente servir ao mais nobre tado representados nas commemorações. * ^ . do. a cujos pés depomos exultantes. em prol dos impulsos da própria Índole popular. neste momento formulamos perante a nação que tão generosamente nos elegeu para represental-a na sua elevadaa funcção de decretar as suas leis.H.povos. de nossa de-l a effeito sem grandes abalos. o Presidente da Republica nítida natu agradeceu com estas palavras. tsv^o^ ^ A . deixamos consignados. que fazemos.a Independência. que recorda o marco primeiro da nossa Independência Politica. São as seguintes as paladade inquebrantavel de todos os brasileiros: vras do Chefe da Nação: Pela união perpetua e indissolúvel de "Meus senhores — A oração com qu» todos os Estados da nossa Federação: acaba de saudar-me. o illustre embaixador esgente americano.vCy-«**' *. nem excusada» violências. 4 i / w t ^ . ao aproveitamento das forças econômicas. deante da grandeza do paiz de que são legítimos representantes nesta casa do Congresso Nacional congratula-se com a heróica Nação Brasileira pela passagem desta gloriosa data. dictada comprehensão dos Interesse» xador de Santa Sé. em sua sede provisória. Bos Annaes da Camara dos Deputados. esses cem annos decorridos. que approvou a Camara de:: Deputados.m ^0> dirigiu o senhor Francisco Cherubini. pelo engrandecimento perenne. mo» zação internacional ininterruptamente segui. cujas fronteiras a nhoso sentido do seu contexto. em honra da Pátria. pátria grandiosa o nuam no concerto dos povos. neste momento de júbilo para todo» trícios manterá inexpugnáveis: os brasileiros. Política tradicional. mais immedlatos. desde a independência.quer no Império. em nome de todos vól Pela amizade constante e fraternal entre e em nome dos vossos respectivos soberano! todos os povos. os ardentes votos. lht« idéaes: — a confraternização universal as8. pátria medida de suas forças. attesta o esforço da J 1 ***" Sala das sessões da Camara dos DeputaBrasileira em bem cumprir no seu territor» dos. quer no Império. quer na Republica.

social. sua honrosa saudação é a seguinte: Sr.. taes. jamais haver partido a iniciativa de uma sõ luta armada contra qualquer outri nação. dos soberanos e chefes de estado representados nas commetmorações de Sete de SetemE'. E.dências iguaes da mesma civilização.NUMS. Afflrmo — gloriosos destinos. e aqui se consque será inscrlpto em letras de ouro nos a. que brilha sobre de embaixadores e enviados das nações amide povo depois da primeira pagina. Ex. de onde resultou separarem-se pelo inteConsidero como a nota mais agradvel da a felicidade sempre mais completa deste no resse particular de cada um. foram sempre os destinos deste granQue o Cruzeiro do Sul. Saudando o Brasil. commercio: •m uma palavra: o preparou para o dia da emanctpção. em nome de S. agora celebra a sua maioridade no meio das nações mais velhas do mundo. O grande gesto da princeza Isabel. o irrito da Liberdade. ao inaugurar-se a Exposição Internacional. E ' um facto conhecido. Elle lhe deu a educação moral. portanto. mesmo tempo formulamos votos os mais sin. brasileiro para os seus altos destinos.membros da União e começou a luta porfiaceros pela prosperidade cada vez maior. foi interparticular. quantas lagrimas não custou essa independência! Felizmente não aconteceu assim para a Nação Brasileira em 1822. "Senhor presidente. A admiração do mundo AMERICA da Gloria. grangearam para V.n.. nossa cultura e de nosso trabalho. porque era o sangue portuguez que corria nas velas do joven e nobre principe q u j acabava de pronunciar a phrase histórica: "Independência ou morte! Desde então a generosa Nação Brasileira. De feto. tfto Joven ainda. Presidente. esta grande Nação obrlnha a sua Independência sem derramar uma •6 gota de sangue. que mebro. Eis o discurso preferido: Snr. honraes a Nação Brasileira. gentilmente associadas a essa commemoração. e ao rompida a cordialidade existente entre os dade. para depois se bre pais. senhores. onde estão escriptos em característicos indeléveis os feitos gloriosos ao nobre povo brasileiro. Mas.lhou e quanto produziu. se tivesse querido contar a sua A. justo. como no gas. do Rio de Janeiro. sua actividade. 0 Monsenhor Francisco ^Cherubinl.entrada no convivio internacional desde ISIS. removendo tudo o que lhe possa da liberdade nesse século que passou. da. ecoou. Presidente. minha missão. o começo da juventude. expec:a'mente as nações amigas. que é todo todas as Nações estejam aqui representadas nos de um século parece apenas a adolescênelle um hymno de enthusiasmo á obra da nas festas do Centenário de sua nobre Patr. Presidente. antes de tudo. proferiu o discurso abaixo. da Santa Sé. que em todos os tempos os povos. Sr. Sr. asseguro-vos que o povo brasileiro bem lhe comprehende a excepcional significação e ta/. peço a Deus realizal-os sempre com O Brasil quiz mostrar ao mundo como usou vantagem. C toda uma série de personagens illustres que revelam ao mundo inteiro o desenvolvimento intellectual e a ascendência moral desta nobre nação. •commlgo os mais ardentes votos pela prosperidade crescente de cada um dos Estados que.dade o Papa Pio XI. Recebendo a visita de chefes de Estado. passos façâo que dirijo a palavra a V.. ah ! quanto sangue. religiosa. em Haya. unido a Portugal e Algarves. não a illumine sinão para causas no. ou mesmo de todas as glorias. Dir-se-hia que cila passou cem annos a crescer e a robustecer-se. A historia repetirá á posteridade as paginas sublimes. seu devotamento. ftz conhecer os sentimentos delicados da civilização e do progresso deste paiz. que es. nesta solemnl. neste dia augustos soberanos e chefes da Estado que a fazer parte do Reino Unido. 9 A 12 — ANNO I 11 é. que não gozavam de liberCENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL dade. Ex. com Íntima alegria que recordo. em nome de Sua Santi. O começo do século vinte é a época festiva da America Latina. dirige o povo nefícios. para o dia da Independência. De quanto acabo de dizer-vos é reconhecimento e recompensa a expressiva saudação com que. nesta magna data e em nome de tantos e tão grandes povos. Ex. naes do Brasil e é para mim uma honra toda associamos com alegria ás festas que recorAo fim de seis annos. dtrigiu a delegação do Brasil. si bem que é da união dos espíritos aos idênticos da mesma origem e as tendente que." independência que logrou e deixal-os' julgar ftttinerlu & vlrllidade sem passar pela Infância. quiz dizer-lhes. como o começo do século dezenove foi a época dolorosa das duas lutas pela independência e pela liberdade.S. o Interprete dos meus illustres collegas. ha cem annos. desenvolveu suas excellentes dlspoposiçfies para as artes. embaixador em missão extraordinária. como foi digno da ainda da sua Independência. como trabacreveu na historia até 6. a3 maiores sympathias do estrangeiro e deram-lhe um logar de muito maior realce. nõs nos tituio a sede do governo commum. ser junto a V. "effeito. deste povo que bres. ao rever em pensamento a historia do Brasil. pelo seu saber. que E* tão longa a Idade dos povos. ração .. BRASILEIRA j Como o Brasil trabalhou e o que produzio no primeiro século de Independência Em nome do Governo da Repubica» o Ministro da Justiça e Negócios Interiores. na Conferência de Paris.a cia. se da vida. Na Conferência ca Paz. com servir de obstáculo. saudou todos os que vieram trazer ao nosso admirável certamen o concurso de seu esforço e actividade. o Papa. época mais gloriosa passado. Sr. quando fis marfens do Tplranga. Presidente. em nome dos demais quando. Srs. Ao receber esta homenagem. Ex.e lhe tenham trazido o tributo de sua admiO Brasil ja teria chegado aquella phalhores votos pela felicidade da nossa terra. minhas senhoras.esta terra privilegiada para o futuro. nesta hora gratissima. e o nome do eminente jurisconsulto Ruy Barbosa será respeitado tanto pelo historiador como pelo homem de Estado. aspiravam sempre uma existência nacional Independente e trabalharam com todas as suas forças para a conquistar. o tacto e a habilidade com que V. Embaixadores e enviados das nações amigas.lemos a honra de aqui representar. sua e dos corações que resultam os grandes be. aqui representaes -em missão especial de affecto e solidariedade". as mais encontrarem irmanados no futuro pelos destirespeitosas homenagens ao illustre presiE. generosas e admiráveis. proclamando a abolição da escravatura. Porque o povo portucruez — que lhe descobriu o genlo e lhe «ultivou a nobreza — a considerou antes como filha do que colônia. cuja contribuição é de todo inestimável. a delegação brasileira chamou sobre si a attenção universal. nem mesmo uma lagrima. porém. trazer. e os me.dam dias tão gloriosos para o Brasil. habilidade. na pessoa do Presidente da Republica. Presidente. por factos. se lançava sobre o caminho PORTA PRINCIPAL DA EXPOSIÇÃO . em Sete de Setembro. sciências. para «nbaixadores em missão especial. E' com a maior satis. De José Bonifácio ao barão do Rio Branco.

laboriosos e livres em torno sa balança commercial cresceu na proporção no dia 7 de setembro a ceremonia do assentado lar de uma nação que se deconstróe. deço aos Chefes de Estado.honra de hospedar-vos. com honra e altivez. capaz de corresponder. clamada esta. mas. abandonarem sas terras e fabricas. que n a pecuária oecupamos o «m quasi todos os ramos de trabalho. P„'ajv>o ao-. c. re-il'u. r. ainda mais. nestes campos de de sorpreza. de dois mil quatrocentos jornaes e revista». que o valor da nos não o que vós quizest-s faz«=«r: a reunião do? Xo planalto central de Goyaz realizou-s* povos civilizados.sempre preoecuparam os nossos homens poso que nos vieram trazer para o bom êxito líticos. que excede de cincoenta mi adhesão ao Evmsrelho dos bons. E r a uma das solemntda*» mil kiiometros. mais antigas e adeantadas. cujo dia se approxima. que passamos de três a trinta milhões de habitantes. cultores das maravilhas de notada. estou certo. em nome dos meus com1920. os resultado* comnosco paração com os produetos aperfeiçoados aqui tidão.nen que hoje inauguramos. tratamos da autonomia das vilzação em que vieis empenhados e ê dign«> A antevisão do Brasil futuro provincias. reunindo-os. pela federação e pela Republica.nobre e alevantado venhamos ainda fazer Senhores embaixadores e chefes de ml?commemorativas do Centenário. senhores. Eis ahi. surgiu a camrealizações.vejaes que não temos ficado estacionarios. que qu. fizemos combate do pensamento e do trabalho. que cultura intellectual e da producção das nosridade e que a nossa ultima organização. cravidão. com o s meus das nossas pendências internacionaes. embaixadores e clK-fes *• terceiro ou quarto logar no mundo. tes da industria e de todas as manifestações As boas causas da liberdade e da justiça inteiro.indc o ?ol é o que desejamos justamente a p u r a r agora taes. convencer-vos de que alguma coisa temos d u r a n t e o império e principalmente na Repude onde só resultam benefícios para a hu. tivemos que a consolidar. Embaixadores e pada. bastarão para duetora. Ex. quando a União Federal prova nas espontâneas manifestações de symprogredir. que para Haverá ahi muitas mostras desse pas. por terdes vindo festejar desse esforço se farão sentir em breve ainda expostos. < material da Nação aos grandes idéaes «ue a tação dos nascituros. e aos representan. nem de vinte mil para um milhão e hoje se ex mento da pedra fundamental do nove se escutem neste immenso oceano de vagas pressa em quatro milhões de contos: que i tricto Federal. da exposição commemorativa do primeiro dência. se. p a r a um dia.nosso affecto e da sinceridade de nossa gracremento da sua instrucção. de 1907 a gados por seus maiores. que ha tanto no= e podeis verificar comnosco. honra que faA vida das nações conta-se por séculos.Sapraza aos céos já tenho chegado.passo. a minha ho. collaborar n a diffusâo do ensino prid a lição que nos trazem os povos mais adian. mil e quatrocentos! í rapidez de um <i outro extremo da terra. para o futuro. a confiança dos que nica. a cidade moderna que actualmente se manidade e brilho para a civilização. com tropeças. onde quer que a vossa presença seja mário. dis-vos-ei ainda que contamos cerra tados do inundo. Ganha essa campanha. geradoras derão dar aos representantes das civilizações prepara a olhos visto? o fortalecimento «3* de males. naturalmente não ponitária. . nessa synthese emcontos de réis só p a r a a União." rasgar a pertinaz nuMa^io. urbanos.missão. conselheiro R u y Barbosa.seiscentas e cincoenta associações scientifU dos homens e concorreram para leval-os. em sidente da Republica — Do fundo do meu vos o arbitramento como solução primordial missão de paz.mesmo modo que a Exposição em que proestabelecimentos de assistência. feita a indepen. E x . " « m o demonstração de esforços rura.luetas sanguinolentas. na data do primeiro Centenário da 72 °í° e de alumnos de S5 °!° o que revela o eervirão p a r a abrir os olhos aos que se afer. todo o gênero que facilitaram o bem estar Os congressos scientificos.nt«jV. mil e quinhentos kiiometros de carri» esperam do seu porvir. cincoenta mil kiiometros de linhas tekgraphiKllo não se realiza como pretexto pura cas. em rápidas linhas. digno Pre. Do Rio de Janeiro de 1822. Digo-vos. na vida p a n h a abolicionista. tão nc'—emente. exigindo em termos imperati.è verdade.corresponde ou não a essa evolução politica v e m o s que aqui tão dignamente represenblicas como dos Imt>vi". com a sua presença. sem profundos abalos. mas. já deveis ter segura mais animadores. nos últimos annos. que da instrucção temo» povos devem g u r r d a r certos patrimônios le"Quiz o destino que a mim coubesse a honcuidado com o possível desvelo.cabe n a scena internacional. n a área já demarcada e pa«* extensão das nossas linhas férrea?? é de trinta h u m a n a s senão os rumores da nossa unisona esse fim destinada.AMERICA Ni:MS.. fazer blica. o Presidente da Republica disse. Praza ao Altíssima Pai e Senhor do todas 1>J cousas das Repu. Ruy Barbosa.a renda geral de quatro mil contos em Uil temos agora a receita de quasi um milhão do sado. sem agradecW* menagem por esta «.es excedem de dez milhões e quinhentos A grandeza do Brasil extraordinários de intelligencia consumidos mil" contos. Cicatrizada essa chaga.-aqao. 9 A 12 — ANNO I BRASILEIRA águas dos nossos portos. vós que de certo reconhecereis no esRespondendo ao convite que lhe fez o descentralização.o presente pela persuasão. pela com. com tísticos e econômicos. victoriosa com a liberCentenário da Independência do Brasil. isto. que. Vencemos a primeira etapa. guiaram na transformação inaugurada em < rios e logo depois a abolição completa da essenador da Republica e juiz da Corte Permade setembro de 1822. Sr. lhes a grandeza do Brasil. sem incluir Umas servirão para accentuar como os polgante: a dos Estados. Si o progresso intellectual e material prosperidade e bem estar dos povos e dos S0' em espirito e de co-. Na ordem politica.os representantes das nações amigas.rei entretanto. talvez mais de um milhão 6« objeNenhuma linguagem fallará melhor do ctos de correspondência postal. Deus vo? previstas no vasto programmá de n lhões a tonelagem dos navios que sulcnm « i « = abençoe para celebrardes com autoridade no altar das esperanças do século o Officio Divino do culto. mento a preoccúpação generalizada no pai* a solemnidade deste acto. para que assistisse dade a promessa d0 uma larga politica d» officialmente. ao seu lado os festejos de cano. que lida por substituir ao carcomido nume do Estado archipotente a aspiração. D r . E ' com a mais sincera evolvendo naturalmente pela propaganda »• cordialidade que levanto a minha taça P* ro. dirigu ao Chefe da Nação Ao meu coração d e brasileiro nada poentão. < e n a de que -. literárias e artísticas. dos centros populosos constituem neste mol e m ao Brasil de realçar.3. ã alforria dos sexagenáeminente brasileiro. ar. outras patriotas.ria estes marcos da liberdade e justiça. para assistir a seu lado ás solemnidades tação politica. ap. exemplo do seu bom ra de receber-vos. o concur. que o valor dos nossos • estabelecimentos f. Do calor do esforço do paiz. 7—9—22—134.independência politica do Brasil. cerU. apenas para qut> do trabalho vindos de tão longe. mas a qu*! assi*. tem prestai* Brasil" pério. felicidade pessoal de cada um de vós e B ea que PU não vejo. agra. uma impressão raça e o augmento da sua capacidade prosomente como hoje.ue V. benéfico estimulo para melhorar e essa data memorável. A hygiene e o embellezament» enviados das nações amigas. são.«stiir» m . forço pertinaz da nossa adolescente nacionaliE m seguida. talhada nos moldes mais adiantado» as suas desconfianças e prevenções. Sempre vos diA nova Capita! envoive. estrangeiro. P r o a seguinte carta: "Rio. plantámos na Constituição a dia ser mais grato do que vêr aqui reunido* e Exmo. estancámos o trafico afriPresidente da Republica. P a r a isso que o Brasil compenetrado da missão que lh* centenário da independência politica do foi mister afastar do Brasil o fundaor do Im. nente de Justiça. a nossa orienmulo do seu apoio e solidariedade ao que " e agradecimentos ao carinho do seu eonvit'. pelo Inr a m á rotina e hão de constituir. Epitacio Pessoa. a que ides assistir do cas. de accôrdo com a recente autorização legis: Esse ultimo effe to ha de vir.cil do primeiro Centenário da vida emancizimadoras que eram com razão o terror dô. históricos.feito e muito poderemos ainda realizar. que contamos perto de sessenta mil kiiometros de linha telephoB e merece.s. Realizada a consolidação e garantida a devotadamente o seu concurso á obra da clunidade pátria. Illmo.*to do " r a s i l lutu. 'ontorgando-lhes urna prudente da consideração com que o honraes neste momento. e enfrentarem-se uns aos outros. depois deste passo tão difCi. sem as epidemias dlEm nome do Governo da Republica. limitado e j u s t o " . pathia que rebentam e se expandem a cada lativa. sobretudo. Conseguimos fincar na Histo.arvore da Paz. o augmento dos cursos elevou-se de gosto e da sua personalidade ethnica. muitos miproximando-os. batemo-nos. tornando possível curámos r«-sumir alguns aspectos da nossx lhares de sociedades de auxilio mutuo e caconhecerem-se melhor. vêm trazer-nos a animação d» seu applauso pelo que temos feito e o est humilde leito receba V. o mundo n ã j "eja r e s t e quadro. do Estado recto.

a palavra viva e fácil. as Republicas latinas da America fes. consignada mesmo na Constituição republicana. â grande Republica. que estão a vosso lavras eloqüentes e vibrantes: Foi um hyinno ardente e sincero.' Estes não sõ attestam os interesses inteíleSr Alexandre Conty. covado. Pedro 1 suas notáveis victorias da paz. Presidente. que offerece aos olhos admirados dos teiro suecesso erigistes contra a invmãio do do que me permitte responder ás eloqüentes homens um dos mais bellos espectaculos do . vel paiz em proveito da Humanidade.j. 3° da Constituição Federal. não é um passado morto que cedeve ser assegurado pela paz. á qual a firme e sabia adminis.494.400 kiiometros quadrados que. Art. por força do art. 3 o — O Poder Executivo mandará proceder a estudos do traçado mais conveniente para uma estrada de ferro que ligue a futura Capital Federal a lugar em communicação ferro-viaria para os portos do Rio de Janeiro e de Santos..en Presidente da Republica aos embaixadores e municação. A ceremonia constou da erecção no morro Centenário. os governos aqui representados. assegurando a "Tudo para o povo''. com uma placa de bronze. de tudo este principe íoi dotado de uin gran i senão única do progresso pac. Apezar das suas percepções e rearespeito ao direito e na escrupulosa obserlizações. contendo x seguinte inscripção: "Era cumprimento du disposto no decreto n. qualidaComo indicou V. historiadores e poetas pensadores derna. a Sete de Setembro e os votos que todos nós formulamos pelo que se reúnem annexos a esta Exposição.' AMERICA BRASILEIRA mundo. a fronte cingida com a magnífica palavras de saudação proferidas por vossa excoroa que formam o Pão du Assucar. P r ^ d e n t * — Meus senhores de nosso paiz.. rivalizam no Brasil na vossa vida intellectual. servindo o povo e pelo povo" impulsos democráticos. fallastes dos congressos Na inauguração da Exposição Interna. façanhas de homens heróicos. um desejo sincero de fazer o bem. Sr. recti. Presidente.cellencia. Secretario de Estado dos Estados-Unidos da zestes o vasto crescimento do vosso commerEm 1799 não havia ainda 40. .dação.gurará o futuro do seu povo. Pires do Rio. respondendo ã saudação do cio.494. vieram associar-se hoje á alegria gadas que tornaram futil a opposição. desde a amizade por parte do vosso povo. hoje tem mais de um milhão. engenheiros vos habilitam a attender a todas honra e cheios de emoção: Altivamente collocada na margem desta as necessidades civis.viços á civilização. uma physionomia expressiva e gra. tuirão para sempre a nossa mais g r a t a recorNão podemos celebrar esta data sem evocar a grande figura daquelle que respon. contribuíram. que constidata memorável de 7 de setembro de 1822. Presidente. de uma pyramide de 33 pedras. industria e nas artes. a sua surpreza seria extreo illustre estadista Charles Evans Hughes. symbolizando a idade da Republica. o estabelecimento de facilidades de comt a n t e s na Capital do Brasil colonial. da vosmar. o feliz futuro dos Estados TTnidos de Brasil. Assim da sua Pátria. a Estou certo de interpretar os sentimentos Capital Federal dos Estados Unidos do Bra. de 18 de janeiro de 1922. 18 de Janeiro de 192:. tornam púO meu compatriota Debret diz desse monarcha: " D . vieram 9 seguros alicerces de liberdade na instituiprestar homenagem. Esta é proeminentemente bre todas as obras fecundas. Art. no dia 7 de Setembro de 1922.sibilidades. que vos enviaram do a independi: ncia.blicos os sentimentos de admiração de ambos ria e. de gratidão pelos seus notáveis serphysico. foi aqui collocada em 7 de setembro de 1922. Art. 5o •— Ficam revogadas as disposições em contrario. c espirito livre do povo brasileiro ganhou as A máxima do imperador D. voltasse hoje ao aos idêaeg de sua cultura e ao seu tributo ã determina a extensão em que elles podem civilização. de 18 de janeiro de 1922. sob uma fôrma effectiva e concreta.erecivel da sua fortitude e sacrificio e aos» nada de todos os processos da sciencia mo. cujo desenvolvimento não asseA participação do mundo na nossa ção. Mudanças de senso politico e do sentimento da oppor. . 4o — P a r a a execução deste decreto fica o Poder Executivo autorizado a abrir os créditos necessários. ás conquistas de sua actividade.de todos os meus illustres collegas ao formusil galgou a angustia das suas ruellas de anlar as expressões de profunda apreciação das tanho. era sóbrio. do qual esperamos a mais segura e mais te. saudou o Brasil nestas pa nado e a perícia technica.' Essa solemnidade foi assistida por muitas pessoas e pelos representantes designados pelo Governo Federal para esse fim.fico.dades que merece o vosso glorioso passado scientificos.i . mas conferira bênçãos indiziveis á Humanidade. —« Epitacio Pessoa.os hemispherios pelo que tem realizado o povo dão. o Cor. Com justo orgulho expuma e a sua admiração sem limites. Sr. deslocou as montanhas e fez recuar o calorosas boas vindas que recebemos. a pedra fundamental da futura Capital B^ederal da Republica dos E s tados Unidos do Brasil. E ' o tempo da semenOs Estados Unidos da America do Norteira. obter a sua benção.» estadistas que expuzeram os ricos frutos de tos da grande luta. Rio de Janeiro. assegura a ordem e a prosPagamos o nosso tributo ao passado. Ex. e a despeito de uma ma generalizando e tão profundamente arraitrágica dOr. os vários emprehendimentos m p 1822 esta cidade continha já mais de cem chefes da missão. seja collocada no ponto mais apropriado da zona a que se refere o artigo anterior. sa amável e generosa hospitalidade e das )ü os seus progressos maravilhosos assiconstantes manifestações de bôa vontade e gnalam a evolução do paiz mteii o. Sr. •— Joaquim Ferreira Chaves. para a a terra da promissão. históricos. políticas radicaes foram realizadas sem extunidade. uma certa aspereza na franqueza.ção desta republica. em nome das naçõe: ctuaes aqui tão felizmente alimentados. á obra serviço em utilizar os recursos deste admirá" S r . é hoje completada pelo Brasil denomocratieo que grita. 2o — O Poder Executivo tomará as necessárias providencias para que. proclamandialissimas manifestações. Exposição Todos nósi os trazemos aqui as felic»Sr. O teor do decreto n. Ex. Si o meu predecessor. estas mensagens de cordeu ao appello de José Bonifácio.scientistas. Antes proporciona uma illustração extraordinária. madrugador e poupado. cujo desenvolv:mento Porém. pondo fim ao trafico Todas as nações do mundo. 101° da Independência e 34° da Republica. ê um passado notabilissimo porque ê vância dos tratados. de solida amizade que enve. 4. ainda mal refei. fundado no lebramos . E x . a Tijuca e a Seira dos Órgãos.contra sua base duradoura na exacta compreneiras amáveis./. é o seguinte: "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. uma alma elevada. mais ainda. bem como das bases ou do plano geral para a construcção da cidade. que será a Capital da União. Pedro 1 mais abundante prosperidade. Presidente. 4. de quasi ill imitadas pospreparação do próprio terreno desta exposi. tejam á porfia a sua irmã brasileira. corSaudámos a sua memória e saudaremos respondendo a aspirações nascidas de convitambém os seus netos que. E ' um privilegio elevabahia. cuja actividade resplandece ao longe soabundante colheita. de guias fortes Os povos da remota Ásia mostram-nos 9 vaüorosos que vos deixaram a herança imaqui que a sua antiga civilização está or. Pedro I tinha espirito.f-iUpirÒ A 12 — ANNO I festas da Independência. a historia do Brasil des estas que não são para desdenhar. memó. para esse fim especial já estando devidamente medidas e demarcados. S. cessos de violências ou effusão de sangue. mais sincero desejo de que goze sempre da Rocha Pombo acerescentava que D. " Tudo para independência. o illustre embaixador de França.tração de V. ma. vigor brasileiro. ao meio dia. ás peridade. — . com muita nicipaes pelos quaes a sciencia e a perícia dos mil almas. Art. apenas um principio. essa que relembrava uma aspiração nacional. communicando ao Congresso Nacional. que gradualmente se foram de tal fôrvéu de um luto cruel. a pedra fundamental da fut u r a cidade. a hensão das suas qualidades e propósitos e do conversação cheia de observação e de razão.000 habiAmerica do Norte. os resultados que obtiver. pertencem á União. Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte: Art. dentro de um anno da data deste decreto. como que nos honraram com sua comparença a< também asseguram o talento altamente treiA terra da promissão grande certamen. Registamol-o. emboraa sob o cções. 1" — A Capital Federal será oppor tunamente estabelecida no planalto central da Republica. fazendo administração imperial sob o estadista mais esclarecido. naquelle local. De Gabriel que O que os homens trazem â natureza é o que ouviu o grito do Ypiranga. na zona de 14. artísticos e econômicos cional do Rio de Janeiro. as barreiras que com in" S r . os povos da Europa. tomando humano e estabelecendo finalmente completos parte na exposição da mdepndencia. o eloqüente discurso que proferiu Rio de Janeiro.

Pedro I I . riqueza.ua do Brasil. O grito do Ypiranga: "Independência ou Morte" não pôde deixar de relembrar-nos as memoráveis palavras do nosso próprio P a t r i c k H e n r y : "Dae-me liberdade ou dae-me a m o r t e " . o Secretario do Estado Charles Hughes proferiu o seguinte discurso. e por meio de todas as vicissitudes de uma centena de annos. q u e com rapidez e todo o conforto possível e conveniências modernas fizeram recentemente a jornada de New York. i prosperidade que o futuro reserva para est» povo e as extraordinárias promessas dos serviços que poda p r e s t a r á humanidade. Eu estou informado que. Eis a oração do illustre estadista : "Sr. Vós progredistes na paz. houve u m a duradoura apreciação de uma communhão de idéaes e de interesse. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL VISTA PARCIAL DA EXPOSIÇÃO . agindo para a erecçâi deste monumento. S r . porém. Presidente. meus amigos. m a s a nossa confiança no futuro e o nossi mais serio desejo que a s mais fagueiras esperanças do Brasil se realizem abundantemente . e mais recentemente da nossa associação n a momentosa l u t a que salvou a causa da liberdade em si e. 0 symbolo de atnisade Ao ser lançada a pedra fundamental do grandioso monumento que o povo norteamericano offerece ao Brasil. minhas senhoras. vid H u m p h r e y s . poz um termo para todos os tempos ás pretensões da força bruta. dos primeiros intrépidos viajantes. de commercio augmentado. Boston. de Porvidene». Embaixador. New Tork e outro» portos cujos navios visitaram com freqüência este porto eoutros portos desta costa nos primeiros annos do século dezenove. Estes bellos dias serão sempre lembrados da fôrma a mais feliz. ê de revelações constantes. com a determinação de que. esta cermonia é ainda mais significativa. a estatua da Amisade. Ministro em Portugal. sabemos que elles não serão encontrados em fôrmas de meros accôrdos. desta prospera Capital em que os recursos da sciencia tem sido dispostos sob u m a efficiente direcção para attender ás s e m . mas expressa a admiração do povo da Republica do Norte pelas vastas excepções da sua Irmã do Sul e por tudo quanto aqui foi feito para o desenvolvimento de um grande povo. com suecesso. do u m a mais diffusa prosperidade com todos os seus benefícios inherentes de cultura. não deve haver mais guerra.daquelle liberalissimo administrador de elevado espirito.AMERICA NCMS. Porém. da primitiva organização colonial. dos bandeirantes. e a nossa reunião aqui é effectivamente a promessa de um futuro de cooperação pacifica. exaltando a cordialidade entre as duas grandes republicas da America. cuja "força deriva do mesmo poder espiritual". que trazem um encanto durável. da generosa hospitalidade com a qual tenho sido favorecido por esse povo do coração quente. e. n a sua alta expressão. Massachusetts. do estabelecimento aqui de u m a sede de autoridade da mãi p á t r i a : da inevitável affirmação de uma vida nacional independente. Seriamos t a m b é m felizes em saber flu» este monumento ficasse associado no pensamento dos nossos amigos com a fiel avaliação do nossos idéaes e aspirações norte-americana . a intacta soberania e integridade politica. e n t r a nhando-se no interior e obtendo um lampejo dos extraordinários recursos e potencialidade desta terra da promissão. sábio e estadista D. Estamos tratando de procurar descobrir os meios de preservar a paz no mundo. S r . bem sabeis com que sinceridade nó« desejamos a independência. como esperamos. E m sua longa historia. isso é apenas a preparação para uma nova era de actividade econômica. Vós. aprteiamos as possibilidades illimitadas de seu desenvolvimento. esta t e r r a afortunada que é 0 Brasil. oito dos estados marítimos da America do Norte negociavam com quasi todos os portoi do continente sul-americano e linhas d* nossos navios tocavam aqui. encontram u m a fascinação em tenta* imaginar as experiências daquelles marinhriros de Salem. que deu a s primeiras bases de instituições ás actividades que tinham que civilizar um continente. e nojo. exprimimos nâo só o nos» tributo no q u e foi conseguido no passado. e a s incontestáveis adaptações que t r a zem commodidades e conforto á vida modern a . Este. Porém. das incontestáveis manifestações de genial disposição e grandeza que caracterizaram o povo brasileiro. que abençoou ambos os povos com o sentido de pacificas e m u t u a m e n t e beneficentes relações. Aquèlles de nôs. e a prosperidadt sempre crescente dos povos da America Latina. acima de tudo eu colloco a devoção do povo brasileiro sobre os Idéaes da liberdade e da paz. Temos os nossos problemas domésticos. mais do que nunca. do espirito de liberdade do povo brasileiro . cujna cordiaes boas-vindas e constantes considerações e provas de amizade converteram uma oceasião de privilegio official em u m a de r a r a satisfação pessoal. sobretudo. 9 A 12 BRASILEIRA ANNO I mal. de como aprecio as incomparavels bellezas desta scena. O nosso governo foi o primeiro a reconhecer a independência do Brasil e desse momento em diante os laços de estima e amizade jamais se quebraram. como o tenho dito. instruiu em 1791 a Da. dá-lhe melhor segurança que quaesquer riquezas n a t u r a e s ao contentamento e á felicidade que deve ser o fim dos esforços physicos. apezar das nossas h u m a n a s fraquezas e as causas varias de controvérsias. O esp ! rito tolerante que aqui se manifestou e a benigna disposição do vosso povo. pre crescentes necessidades da vida civil. Nós emergimos da luta mais terrível da historia. meus senhores — Considero-me feliz pela opportunidade que se m e offerece de ter uma parte na inauguração deste local p a r a o monumento americano do Centenário e especialmente pela oceasião de cumprimentar os meus conterrâneos e os amigos do Brasil e dos Estados Unidos que aqui se r e u n i r a m . qij» nos obtivesse todas a s informações possíveis sobre a força. é inquestionavelmente o pali do vigésimo século. o Brasil deu um exemplo á Humanidade. Presidente. não podemos ter melhores desejos para o vosso paiz senão que os idéaes que vós nobremente exprimlstes sejam p a r a sempre afagados pelo vosso povo. porque soubestes querer a paz. E ' muito apropriado que este m o n u m e n to deva ser erecto como u m a commemoração da histórica amizade entre o Brasil e os E s tados Unidos. Philadelphia. do longo e benéfico reinado . e. E u tenho prazer em rememorar que Tho» m a s Jcfferson. Porém. Ella não só attesta a nossa d u radoura amizade. no a n n o remoto de 180!. meus conterrâneos dos Estados Unidos.quebrando a escravatura e levantando instituições republicanas. mas só podem ser assegurados se o sentimento de justiça prevalecer sobre quaesquer interesses em conflicto e os homens chegarem sinceramente a prefer i r os processos da razão sobre as lutas da força. o primeiro secretario de Estado norte-americano. A celebração deste Centenário t r a z r e miniscencias do passado. Desejava poder transmlttir-vos de uma fôrma significativa a s agradáveis impressõ«js que eu tenho recebido durante a minha curta visita. recurso e disposto.

desejamos para os outros e não sustentamos direitos para nós que não accordemos aos outros. O programmá executado no exerApplaudimos. conforme partes da America Latina. basta para justificar a vinda da missão. P o r isso. que já vão envelhecendo. depois de ouvidos os altos conselhei.nossa força deiiva de mesmo poder espiriavaliando seguramente de seu alto grão do ções que aqui se encontram presentes recor. de primeira ordem. O exemplo do exercito ô tão suggestivo.relhamento inglez tua. deficiente.íuturo mais prospero se abra para a nossa fôrma a obterem o beneficio da observação colha do local (e nós nos pronunciarmos em lamentavelmente. Não a m bicionamos território. a Creio que a s g r a t a s estatísticas são conhedíveis á defeza do nosso litoral. vinda da missão.uma realidade produetiva a missão. para a qual nos Indicou o seu goresultados das mais cuidadosas pesquizas a r . nhecimento correlatlvo das obrigações.heróica Marinha. e que. que dispensa novos argumentos. discutir matéria vencida. adquirirá dois couBrasil são devotados egualmente àos idéaps dá paz. por interméos benefícios de cooperação ? Temos institui. Almirante Gomes Pereira. Evidentemente. aliás que porto Parece dlcidido que o governo. baseada em fontes originaes. educativas dos Estados Unidos e tenho cero teza que muitos dos nossos estudantes norte. econômica. como instruetor do jogo de guerra.nossas variadas opportunidades. As varias organiza. sendo certo. dotando o Brasil ã-3 o valor da marinhagem. tembro próximo.inteirando-se dos meios de que dispõe para porações que ora se acham representadas licidade". p a r a lançar siquer uma sombra sobre o trilho do nosso progresso. a liberdade pela qual anhelamos para nôs. O essencial ê t o r n a r cidas de vós todos. que tem sempre logar pela presença em Fica. que j á dirigiu com a mais e tradição differentes. em favor da preferencia aos Porque não deveremos ter paz durável e norte-americanos.no animo do governo a s ponderáveis razões tão em vias de solução. ANNO Inherentes & expansão d a vida de um povo Uvre. sob o commando do almirante rém.de ser radical. Re. é minguado. cuja officialidade também conhece. que encontraremos as adaptações que o espirUo xada yankee que. cente. Porém. a reforma. sos da razão. tornando. foram criados cinco bases na. juntos ã experiência que nos Não me detive a respeito -do desenvolviporto militar. do re. houve por lavra firmada na nossa directiva Inicial. depois de depois do convívio dos nossos meios navaes. que terá brasileira: Officiaes excellentes.mais acertado indicar. num acto digno de sincero louvor. sem por cúrpo em todas as difficuldâdes aos proces. na reunião de toda a habilida. sob a presidência do secreformarão uma narrativa histórica exacta e democraticoi requer e assegura ás satisfa. Assim. a paz tem o seu methodo. e a unidade volveram para a marinha.que nella se observa. faltando. quando não falta de todo. por lhores possíveis. mas não ha entre nós sentimentos imperlallsticos.Seja como fôr. encarregada de estudar o assumpto. com a s governo. no refecia de nossos officiaes. dispersas. com calor e sinceridade o cito. na Ilha Grande. de todo indiscutível. Ouvi que h a cerca de 250 jovens brasi. porém. afagamos as absoluta competência. em essência. paiz encontramos meios de saúde e cura. mento do commercio entre os nossos paizes. de cujos benefíde e força do paiz nos interesses da paz com novo rumo que vão tomando as questões da cios não ê licito duvidar.assim resumiu o seu conceito sobre a Marinha E ' especialmente agradável a acção de largas vistas do Governo Brasileiro provendo tembro. Quanto á es. j á foi.perficiaes. começa a ser posto o desejo sincero e Intenso de encontrar soluperiodo C&o amigável cm vez de causas de desaven. 9 A 12 —. vaes e dados outras providencias imprescin. aquèlles que trazem os seus es. tensão dessa corporação. senão temos esquecido para outros paizes da America Latina de Ilha Grande e cinco bases navaes. poespecialistas.liberdade sob a lei. não procuramos conquista. pois. que a principio se n ã o e trenó industrial. Prevalecendo-se do ensejo. O material. contem uma energias prodigiosas se perdem. presidida feza efficiente. sabendo cheologicas. Porém. Além do Esses elementos.pelo Sr. p a r a a nossa ameaça de aggressão.vista "da necessidade da vinda de uma rio somos felizes de estar livres de qualquer missão naval norte-americana.muito bem que somente em auxilio fraternal verno. e estamos certos de nossa defesa naval. AMERICA BRASILEIRA Não errávamos defendendo o ponto de Somente a disposição para a paz é que pode assegurar a paz. O methodo da paz é o do cia da Ilha Grande. mais de discutir. Julgamos de todo justa a p a dò' respeito mutuo dos direitos com o reco. combinando os pormenores a expressão dos nossos permanentes interesses como eu não possa mencionar todas a s corna sua sempre crescente prosperidade e fe. emquande Setembro. representando a grande R e unimos também aqui os engenheiros. Permitiam também q u e eu vos recorde. de nossa esquadra de guerra. por u m a não ê a base de operações e O povo dos Estados Unidos e o povo «Io militar sim u m a grande força de apparelhamento da operação financeira suave. resolvido uma das partes do pro. Não é preciso insistir nos benefínâo faltarei de fallar dos philantropos que *e cios que devemos esperar da vinda da missão devotam ao bem-estar das crianças e proteDefesa nacional cção da humanidade.t u a l . Sem duvida dam-nos que a sciencia não tem fronteiras. cada paiz de representantes do outro. o que falta é coordenação. Felizmente. estabelecer o porto militar na tratamento merecido. pessoal e do estudo das instituições e vida favor de Santa Catharina). Neste momento auspicioso estamos agra. E.resolveu. a Marinha de material.de valor assãs problemáticos. depois de u m que o êxito não será menor. Temos fundo Carl Vogelsang.2\vɧ.ções de um progresso racional. de sorte q u e mala temíveis fôrmas de moléstias. As differenças são su. . por ora. Foi procurando remediar essa situação que o Ilha das Cobras e o porto militar.em pratica n a marinha. apenas. tal esquadra. mas para evitar surpresas. combatendo as o decreto solemnimente consignado a sete Mas.um dos pontos do nosso programmá. a independência que está firmada no espirito prevalescente da Justiça.esse local. e gloriosa na nossa independência. a que não temos dado americanos encaminliar-so-hão para aqui e ros technicos. poi». E ' esio 0 desejo que fôrma a base dos sentimentos P a n Americanos.dio de nossa embaixada em Washington.tario de Estado Hughues. que expendemos. levar a cabo a tarefa cuja incumbência acaba nesta capital para essa celebração centenária. cordação da nossa amizade histórica avançaisso muito lhe ha de facilitar o desempenho Estão aqui presentes aquèlles que reúnem os mos com respeito mutuo para o gozo das da missão. Desejamos sinceramente ver atravez deste hemispherio u m a paz permanente.fim.falta. por publica amiga. ainda mais impordesfarte. pois. não percamos mais o tempo. com a missão francesa. E ' com júbilo que vemos a realisação de Não se retruque com o preparo e a competêncomo u m a Ulustraçâo de cooperação benefi. j á não é tempo uma aurora rutila dessa nova floração. effectivo e seguro o nosso appa. material nenhum. das recompensas do povo brasileiro e nesta no brasileiro. que é a maior falta sentimento inspirado por comprehensão mu. A armada. analysados e balancomo artigo de combate — Armemo-nos.ceados todas as vantagens offerecidas ódios. o regimen da justiça e a diffusão das bênçãos de uma cooperação benéfica. Fomos collaboradores e unidos pela repreparo e competência techina.tenções do governo. á nossa Escola Naval mesmas aspirações. n a s to que na variada vida vegetal desse grande homenagem ã Marinha cuja acção foi decisiva mais vagas e Infrutíferas discussões treoricas. A missão deve ser. para a nossa marinha. conções dedicadas á liberdade e desejamos não tratada a missão. a construcção do dique dá leiros estudando actualmente nas Instituições.marinha de guerra. é incontestável a excellen • raçados. pois. Certo official grammá de defesa naval do paiz. desenvolvendo assim um raçados. marinheiros os estudos graduados no exterior para os me. neos tem executado no Brasil e em outras u m porto militar. a s affinidades fundamentaes. cuja escolha a commissão naval que nos dê maior garantia de u m a deftíais perfeito conhecimento e comprehensão. os mesmos anhelos pela de Guerra. são agora a s m e corpo de homens technicos altamente trena. Nós deste hemisphe. Muitas das mais im. a obra que alguns dos nossos conterrârente á defesa nacional. o Eu associo-me comvosco neste tributo cujos conhecimentos exactos e trenadas almirante Volgelsang se entendeu com o govermãos muito tem a esperar a natureza. de longo marasmo. pesaram portantes controvérsias foram solvidas ou es. como podem demonstrar a dos. davelmente impressionados com a actual ex. um desconhecido para a nossa. doze destroyers e u m a flotilha de qual a g u e r r a . concluido o programmá adoptado a sete de se. de aceitar. que será composta de 25 simplesmente a independência do poder. dotando t a n t e que o intercâmbio de produetos é o do defensivo. çsus e inimizade. optimos. a s inlhores estudantes das escolas de agricultura E s t a está reduzida á efflciencia de dois enco. nos visitou em Secuidadosa.Não é. O distíncto official fez parte da embaitudos históricos em papeis para fruição.

proclamando-se independentes no momento em que A CHEGADA 1>0 KXMO. 16 de Setembro de 1922. Pátria fecunda e generosa onde. trocando-se dous discursos. O quinto será logo. saudando a minha vinda a esta Capital. que tem feito as leis q regulam x> portentoso B r * * .horas. segundo a versão official: -O SR. Presidentes do Senado F e deral e da Camara dos Deputados. veio nos trazer o seu saudar alegre e caloroso. os costumes e. ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA (Presi- dente da Republica de P o r t u g a l ) : — S r . a liberdade do Brasil manteve a gloria de Portugal. fez uma pathetica creação do mundos. leis i»*** fazem que no Brasil. outro. que me enchi» 8 de prazer. no momento do Centenário da vossa independência. como se fora a sua. em que venho aq^ saudar o Congresso da Republica F c d e r ~ ' se sábio Congresso. Respondendo aos altos interpretes aa soberania nacional. p r o funda e esclarecida. A oração que vamos reproduzir é uma pagina fulgente. p a r a o futuro. para dar mais força. muito beml). uma das mais possantes e formosas P á t r i a s que têm existido sobre a Terra. (Bravòê. um com a eloquen- PORTUGAL E O CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A saudação ao povo brasileiro Foi u m a sessão memorável a de 20 de Se tembro. Presidente da Republica Brasileira. para se unirem sob a aza da sua tradição a n «estral. . o Sr. O terceiro neto foi a minha ida ao Palácio do Cattcte.') O. (Muito bem! applausos calorosos). tenho a honra de saudar o Brasil. Mas no meu coração conduzo até vós um sen. n a pessoa insigne de seu Presidente. tomando como oom agouro para a minna mis são. Dr. meus senhores! tacio Pessoa. trabalham honradamente tantos filhos queridos de Portugal. o sangue tornaram mais estreito. não poderia evitar a desagregação brasileira e a obra imperecivel. ainda mais. como duas águias oriundas dos cerros da Lusitânia. com tanta honestidade. que a tradição a lingua. que . Em nome de Portugal. o egrégio D r . m a n i f e s t a i ção desse generoso povo do Rio de Jinelro. absorto. ao espirito fraternal que animou as vossas saudações. mostrou que se o Brasil não se fizesse independente. com t a n t a gravidade.de vir aqui realizar.. o calor do agazalho commum. Verdadeiramente. honradas com o patrimônio que nos legou o povo heróico e que havemos de engrandecer. que quizessem sentir. gloria que evocamos nesse momento de júbilo. — Antônio José de Almeida. j á naquella época impossivel.ê u m a das glorias da tribuna portugueza. < e. cessados os resentimentos de sujeição." o fizeram. e que. His. o esforço sobrehumano das gerações predestinadas. formando uma espeois de ^^_ em que todos os seus componente* €X . E'. porque. á amabilidade. de amor e de enthusiasmo: "Aos brasileiros — Ao entrar na Bahia de Guanabara. que ha-de ficar ^como uma das paginas mais memoráveis da comtnemoração que celebramos e a que sua presença deu tanto fulgor e realce. federação " " " " V ^ Estados se acham. 9 A 12 — BRASILEIRA ANNO I Saudação do Presidente de Portugal ao Brasil Foi com essas palavras ardentes e sinceras que o eminente Presidente Antônio José de Almeida saudou o Brasil. por mim. o grande estadista. tive . Collaboradores da mesma obra de civilização. tendo eu sido um homíra q«ae sahio mollecula de água insignificante.. Águas Brasileiras. (Bravos! palmas). outr'ora. Epi cia que é sabida. que planta*. que devemos amar fervorosamente. mas que sahio do rio vermelho do povo. quando o Brasil livre se unio ao velho Portugal por um laço de amor e de fé. o banho lustrai da amizade desta população. ainda. seria dizer somente estas duas palavras. muitíssimo brasileiras: "Muito obrigado" Esta a solução que eu tomaria se não receiasse que o laconismo de minha manifestação de gratidão pudesse porventura offender á generalidade. satisfação sem par de ver que nesse rio mergulhava novamente. p a r a lhe m o s t r a r bem claramente como Portugal. Sr. após o honroso convite do Sr.immensímente sepa««W£ uns dos o u t r o s / seja conseguido que d W téjám ao mesmo tempo tão unidos e tâo ^ gr ximos. muito bem). Dr. o homem 1**£ lista e respeitador da lei. a nós. estou convencido de que a melhor maneira de responder ás eloqüentes homenagens que aqui me foram lidas. um marco novo n» vida dos dous grandes paizes. P R E S I D E N T E D E P O R T O » AL Ouvi. que é o amor dos Portuguezes á vossa P á t r i a acolhedora e resplandecente. que para sempre ficamos hmãos. devotados á terra e respeitando as leis. tão juntos temos trabalhado. timento immorredouro. B o penúltimo é este. que construirá. como desapparereriam o poder da raça e da lingua. estou num acto importantíssimo de minha missão. por um instante. Eil-a. porque tive occa-ião de ver -lue o povo do Brasil comprehendeu admiravelmente o acto significativo que me tinha traz\«n aqui. (Bravos. desde já. n u m a nòbilissima franqueza. Venho visitar este paiz de maravilha com a tremula emoção de quem pratica um acto religioso em que o espirito ee sente arrebatado para além do espaço e do tempo. em que as duas Pátrias como que suspendem o véo. contemplando.AMERICA \ITM<4. do que o próprio orgulho de ser Chefe do grande Povo que. penetrando as razões históricas e psychologicas de 1622. em que os representantes do povo das l u a s casas do Congresso Nacional reuniramse p a r a saudar o eminente Presidente de Portugal. Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. numa emoção j religiosa. Brasileiros e Portuguezes. senta as infinitas alegrias do Brasil. o Ex. nada vos posso trazer que tenha valor. SU. n a seqüência de um destino eterno. no Centenário da Independência. mais nos approximamos ainda. á ternura.os povos. numa leal. aue rige a vida das nações. Portugal sem mais forças para domar o gigante americano. figura transitória da vida publica do meu paiz. numa sincera.i ra brasileira e o meu aperto de mão ao 11i lustre Presidente do Brasil. iria desappu-ecer. mas ambos elles proferidos com t a n t a lealdade. mais beíleza e mais felicidade a todo. eu. Antônio José de Almeida. neste Instante. se é possível.no Brasil. as par lavras que me acabam de ser dirigidas. repassados do mais cordial e sincero affecto pela Pátria Irmã. O segundo foi a manifestação que recebi' nc percurso.primeiro foi-a minha entrada em ter. Mais. proferio uma oração notabilissima e nellá. minhas se r. Depois dos discursos dos Presidentes do Sen a d o e da Camara dos Deputados. experimento a immerecida fortuna de ser o mensageiro da fraternidade inviolada que a minha terr a sente pela vossa terra admirável. Brasileiros. Assim não. que são muitíssimo portuguezas. profundamente sensibilizado. quando eu for ao premo Tribunal Federal. a melhor bahia do mundo.! manifestação que me enlevou. visto que me encontro no penúltimo escalão daquelles cargos e obrigações que ^ Nação Portugueza me commetteu e que me impoz. Homem simples e modesto. com a simplicida* que é conhecida. sobretudo. no Brasil. pensando bem. de que somos u m a gloria viva e perpetua. desde o ponto em que desembarquei até o Palácio Guanabara. Antônio José de Almeida agradeceu aos Brasileiros "o favor que elles nos prestaram. render meu pr*»» a esse principio superior e soberano. E n u m a ardente explicação.

do Amazonas até mo fecho a este primeiro cyclo de sua histomais profundo. que com minha sciencia foi esculptura de mármore em Anthero de BRASILEIRA pria. pela li. á amizade que ficou sempre ligando o Da independência podia ser o dia 9 de guezes decorreu sempre com serena e t r a n Brasil a Portugal.da independência. vim. no mesmo dia solemn© em De resto. E E x . r e t a l h a d a . nós. A razão era desvendar aqui um differenças de tempo e de espaço. . é facto único na historia do berações da metrópole. 9 A 12 — ANNO 1 AMERICA do em volta do centro commwn. mente u m dever de portuguez.ü . sem . E E x . senhores. meus amigos. muito bem! Vivas acclamaçocst) foi a data decisiva. palmas). sendo a religião dos Portugens. como em i contro a qualquer idéa de interesse p r o toda a parte. E E x . do Christo que para os sezer. que empregáramos. dia ser o 13 de Maio. n a Bahia de Guajeitos & cobiça de adversários e Inimigos a tempo. absoluta. porque não tenho a E que seria de nós. . Império Romano que. para traz das costas lançou um homem que se intitula livre pensador o Assim M. Palmas). como to bem! Bravos'. a data em ria saudal-o na minha qualidade de PortuRapidamente me explico. .pal. (Mui. tudo te..não tem duvida em reconhecer aqui. fomos prodigiosos semeado. i oas theologias disputadoras.j « u e n t a ) . . que foi o sonho de amor em Gonçalcousa nenhuma precizam aprender — devo Era a predestinação! A razão não seria ves Dias e Casemiro de Abreu. Finalmente.diatamente do acto e da proclamação. que sao He. o Brasil se não tivesse proclamado j sempre. empregou estes termos: " e Deus que aqui nos trouxe. que seria de bem). VV E E x . da independência (muito rio que a historia. feriram a nota preciza. se crearam uma vida pro. mais tarde. a base das virtu. do Christo que para os uma data chronologica que foi precizo apresenhores é como que um Patrono do progresImpério Romano. nas suas mensa. seguidos immetunadamente andando n a sua vida política. . Em segundo lugar. codo todo o Império. porque a verdade nhores têm sempre demonstrado em toda a mano..mente.tiveram desde logo. ainda a s mais r ea venho aqui. . é mais sincero.| des cívicas e das glorias históricas (muito que. em absoluto aceitável E ' por isso que os senhores estão aforque cumprimento protocollar. e qual alguém poderia encontrar qualquer vis. .Data d a indeterpretado a independência do Brasil. Bravos). Nunca isto esteve. em nome de Portugal. embora tardiamente. (Mui. porquanto. de não o ter visto lá. • por estatuto político. como es. que aqui tinha dirigido e in. devo dizer. nós? o povoam. ao entrar n a Bahia de Guanabara. com toda a sincenNade — i podia demonstrar. e a t é o de uma varanda que ainda hontem commo(Muito bem. em não estar cá no dia 7. vão dar um ultilumbre de resignação. tes fizeram surgir das ondas. porque souberam crear aqui VV . de ! beldes. repito. brasileiros e pordonatário desta arra e o verdadeiro descores de mundos. que. que está fora do grêmio das r e nossa empreza formidável.-prendente que. muito bem) em dor profundamente religioso. não conheço em toda a historia tupenda realização da poesia harmonizada fazer daqui uma colônia que enriquecesse Pordo mundo senão este caso impar que podo com a liberdade e harmonizada com a emanci. guardem a sua independência e não roír. em que tou o titulo. do Christo que é para os senhores um dado instante. . acclamações) e. a continuação do poder da nossa raçr (bravos.N-U^S. alguma razão tinha para i s t o . no intuito dos apresentar-se como producção. Assim. (Muito bem. quan.) pos antigos. pois queza que tive pena.do Brasil vem multo de longe.pendência podiaconferido ser o 3 pela de Junho. (Muito bem.cava "pela vontade do povo".) Facto é este tão raro e tão w . Brasil". porque. mas. bravos. nos momentos supremos. . religião que s e conservou como mesmo Principe. vindo eu aqui. (Bravos. marcou bem Como aquèlles que mais crêm neste munbilltados. a Independência em grande parte e a t é em s u a parte princi(apoiados. „ . que queiro. ' cital-os pela sua Independência. quilla ordem nos espíritos e nas consciências. que os s e assim. . em contacto com a natureza. Digo isso sem suspeita de lisonja. têm sabido crear com o mundo e é por isso que digo a W . saudando de lá o Christo. que seria dos senhores. (Muito bem) Os Portugal. s<m podermos. arrependida de o ter chamado tiva. a alma Foi nesse dia. „ . da civilização brasileira. qualquer cousa posibem).) religião que não teve os exagSr. palmas prolon. Portuguezes. ••': E eu. " aeraeS) absoluta Ü L . . . uma religião que. Bem terras de Portugal. deste ou da. muito bem). ligiões reveladas. que não "Defensor . pouco a pouco. tendo seu centro para gadas) . que fiPortugal. . proclamando-se indepen. passou a denominal-o — mundo roapprehender com facilidade. portuguezes se revoltares de civilizações.: que o Principe. _ . Fevereiro. porque os homens bém um dever de cidadão. mente a Humanidade. (muito-bem! bravos!) desse panheiro de a r m a s . após a Independência.• *>3. vem dos tem. (Muito bem. em realidade. sendo sempre o Prata. se Pedro Alvares Cabral. um pouco exhaustos e de. na essência democrática todas as consciências.vidamente me indicou o S r . que lhes tomariam conta desta ou daquella parcella.que considero esse Christo como sendo meu . com sua esquadra veio aqui em nome do amor to do globo. ' um ° se/u sem a menor espécie de hesitação. dizenainda agora.da Pátria. ainda Que seria dos senhores. gritou "Independência ou guez. muito bem. declarou. a escolherem alguma daqueldentes no momento em que o fizeram. porque o A lingua que foi inspiração épica em Camomento não sabem v v v í ° P P ° r t U n 0 e ' d e r e s t o ' b e m | m õ e s ' <*ue f o i ^ " o flebil em Bernardes. em todos os povos. Não tenho duvida em lhes dizer que do Brasil" vós. a data formal.morte! " em nome de todos. que sanem v v E E x .tugal. no mys erio das cousas dirigirá eternamente o mundo e a s acções dos homens que teceria. nem devermos conserval-os sob a nossa acção. . a s u a harmonia. ». para lhe dar concreso.ram também aqui oontra Portugal. além.berdade. sob a nossa tutella.da. indo de en. fomos grandes invento. havia de ser aquillo que hoje ê o Brasil. Muito bem).um instituto religioso. porque. aliás. «ue é o impulso magnânimo em J u n mente nada poderia ensinar a VV. aqui. . pelo direito. riamos perdido aqui: a hospitalidade para os nossos compatriotas. creio.las datas. (Muito bem). (üaLaP0Íad0S . tiveram umas poucas de datas sua vida publica. n u m como se reuniram os primeiros constituintes. para agraOs S r s . acclamações. mais do que to. estávamos. eu tinha um pezar enorme. andaram intelligenteEu próprio devo dizer com toda a franprestaram. porque queto bem.) acompanhavam. tinha de. do grand-5 Alves! (Muito bem. é outro brado devia erguer-se. que.pendência podia ser o 21 de Fevereiro. (P^vos! Muit0 bem). collocando no Corcovado a imagem d e Christo. . nes. distribuía pela peripheria. symbolo. finalmente.dência ou morte" em nome de todos que o Deus.do. terras novas ainda beijadas pelo bravos) em que o Príncipe gritando "indepen. & altura tanta de toda a espécie de conveniências. que a Cruz de Christo se cravou aqui em mo j á o significara a bordo do vapor que me com uma igualdade extranha e. . a manutenção de nossas tradições. brasileiros. se entrasse além. . que foi. .. Da independência po*• . noticiando a descoberta da terra do Brasil. que foi a esdizer. em que o Principe declarou além. Presidente da Camara dos Deputados pon. Quando Pedro Vaz de Caminha escreveu ao seu Rei. (apoiados. para Portugal. num tamente. Fazem bem ! Elle é um symbolo para leal. da civilização. vem quasi do dia da descoberta.tuguezes. esta era certamente a melhor. nabara.menor duvida em vos confessar Igualmente. referiram-se.bridor delia. a despeito das pação dos escravos nesse sorprendente Castro Portuguezes. para todos que amam sinceraestou aqui. em toda a par.mundo. os nossos braços possan. porque encontramos quasi como u m a predestinação eloqüente n a s linhas e a t é nas entrelinhas da carta de Pedro Vaz de Caminha. em que o Príncipe acei.. . . escolheram a data do Ypiranga. que o dia 7 é nhores tem representado uma espécie de comdo seu coração. para nós. dando foros de nação á colônia que então e r a o Brasil. cumpria tamEm primeiro lugar. que o Principe. . Presidente da geros mortíferos que deu a Inquisição em derou que o caso era de tal ordem que o Republica do Brasil. do . podemos diconduzio aqui. como tendo sido o primeiro e melhor Nós. feli. na altura em que vim. tão vasto e tão extraordinásentar perante o povo. devo dizer-lhes. . que acon. onde refluía. no fundo do ta cidade do Rio de Janeiro. pela justiça. a seiva pujante que ia dentro sei. o que não faço. do a todo o paiz que dahi em diante nenhum Xão! O meu intuito é mais rasgado. população. como j á tem sido dito. . é que os Srs. ' J E ' certo. a nós. que a sua imaginação fogosa pudesse symbolo augusto da intelligencia. Demais. essa lingua admirável que falíamos? (Bravos. veio também em nome do amor de ar salino das águas que a s envolviam. I aoertamente a era dos sacrifícios. em nome de Portugal. (muito bem. inde. numa palavra.pura expressão espiritual sem se enredar deengrenagens pois ido dirigir e interpretar a liberdade em do a Regência impoz o "cumpra-se" ás deli | masiadamente n a s complicadas . em caso algum.. mas que é um livre pensaduvida alguma pelo próprio ingente esforço prlo ou pessoal. . que não fosse este "Independência ria. decer aos Brasileiros o favor que elles nos e andaram habilmente. Portuguezes. ao que consta. acredito num ente mysterioso e eterno independente na hora em que o fez. não cumpria soauelle trato de terra? (Palmas.

reconheço. que no coração ha Republica Portugueza. y A 12 — A. Sabem os Srs.nossas cathedraes. prazer.esta Capital. os Pedro Alvares Cabral. a sua justiça. empenhadas alma se -tem erguido. porque é a re. não falles alto demais porquei a O SR.meida e ao Sr.industria. esse "verbo quasi divino" ^ n t t o i o . verno de si mesmo. e saldadas com ganho.fpr. Pedro. a verdadeiro consolo a minha alma de lutado!. é o sentimento do ter vinsuccede infallivelmente um momento de det r e si. confesso sou incapaz de dizer deile ! " (Não apoiados exactamenie de prcjparar o paiz para o Gosi sempre as trevas do anoitecer. está no fundo das b e m justifica a profunda commoção com que nha alma se sente tão esmagada pelas pro. Um exame menos pôde vir logo. que vou pagar isto com gios. prolongamento levo. foi a integração do grande feito aada mais foi do que a conseqüência logi» bons. ou meln . que falia o podias interpretar o nosso pensamento. Fei-o com o propósito detristeza pód e acordar e suffocar-te e fazer o Brasil ! Viva Portugal ! clarado e firme de formar. escolas.e-ntre os dois ramos do mesmo povo. as suas d o u t u n a s apresentar como se apresenta nesta hora ! Discurso do Presidente Epitacio Pessoa IZní v e r d a d e . Ex. vas de benevolência e de amizade que os bra.com esta. ü lagrimas. daJo Portuguezes vivos. ao Sr. abrindo-lhe os porto*. tem tão alta signiporque de facto meu corpo tenha cedido ao nossas fortalezas. pois. que são os nossos' mortos.politica das Cortes de Lisboa. >v. por ella. bibliotueporque ê de todos nós. F.é hoje.hM-fs. Sinto-me extraordinariamente feliz neste mo. numa palavra. .que elle merece que se diga e que.Ue*. que os seus treze annos de administração.sas cidadelas ! E ' o que. estando num o prazei ra. Xun'Al vares.s estou singularmente cheio de fadiga.5 que fizeram ? Fizeram u m a obra maravilhomorar hoje comnosco a emancipação politica sa e estupenda. tenho andado accentuou o presidente Epitacio Pessoa. Ao contrario. que. mettrdo » falaz. a cada periodo de alegria ou prazer. porém. tantos portuguezes uma infelicidade tremenda. de nascimento se bateram ao lado dos brasisempre assim na minha existência. nem foram. Sempre ! Tantas vezes. é o que dorme no silencio ê recebida por todos os brasileiros. e piostra a toda a luz que Não sei. Acclamações á cas. sao vez acreditar que. a bem ^ rjn» deixaram aqui o seu sangue :'e as suas pulsando ao mesmo r y t h m o de -cordialidade e interrompidas. povoou e deEu sei. alliados ené a pena do pezar. que cansaço physico destes dias. porque não venho fallar' só em -nomo dos vivos senão também em nome gloria partilha. Os portuguezes Aue » * 1 Q9'« cOlflO H t .Ias nossas capellas.s e fotre Brasileiros e Portuguezes. dos actos do pai. porque são bons.us conselhos. meios de transporte. as paixões idioma admirável. a este formidável Brasil. cm E ' o caso. (Bravos ! Muito bem. e n t r o os dois povos. porque também sâr nações irmãs. do outro já consolidado — a unidade nacional dentro ap sol ! T a n t a s vezes. muito bem). ella vibra. As» orações memorá. à todos elles ! Que é que me farão quando me qual a presença de V. . ção dos heróes.portugueza de D. João VI. satisfeito' o que se ouviu. porque o dizeis por ouete official do Palácio do Cattete. para que Portugal fosso o aue discursos. logo me. o granque desappareças. fui acontece na de todos os homens que mais ou Não ! A guerra da independência não foi inferior a eila. é a comprehensão de que eu não desempenhei a sua administração. d Repubilca Brasilei. no ban. realmente. Assim. partido da ali* me arreceio. e não haver sabido corresponder a ella em destruir a obra que vários séculos haviam se tivesse» dentro. no momento em que o Brasil Não vos quero tirar muito tempo. sem dizer houverem de julgar lá. .desta vida i n f n i t a em que acredito e na qua) ^ ctoria que os brasileiros alcançaram contri ras mais felizes. se mesmo em 1822.VNU l e mais fulgor da m e s m a raça. as almas desunir. dizer. Qual ê a pena que a mim prómenos estão envolvidos no turbilhão da políu m a luta de brasieiros contra portuguezes. por generosidade. — são os Gamas. feitos commigo. neste momento cia com as minhas contas saldadas. em palavras fran. dos nossos castros. se dissimula o júbilo nacional pela viNão devo. no Brasil. cheia de alegrias. a minha benevolência p a r a commigo não podia ser pe. pára maior gloria das duas pátrias comnosco nao se sentiram. no q u e considero esta hora uma das minhas ho. a pressão a de angustia. Eu fui na vossa missão. pôde vir neste instante e levar. Para que foste tu lã. academias. por ver a harmonia en. os que aqui" lutaram. imprensa.lhor interprete para saudar a este immenso ra.o que estamos festejando. que Antônio Jpsé'd«> Almeida. Isto ê vulgar e é trivial. como portuguezes e filhos de portuguezes nao * terminou a minha vinda aqui. a troca de saudações entre nacionalidade.beça curvada e o peito anceiado ?! dissipa o equivoco.auperficial do acontecimento.ra sem separar. exercito. u elles. aconselhava o filho a pôr na amabilidade. a alta missão df Sobralevou o significado commum dos — condições essenciaes á formação da nova que fui incumbido.Portugal. digo de novo. só os seus « . como disse ufano o illustre Dr. ns rações de todos os portuguezes e brasileiros. por ella tiveram os apavorantes naufráfendeu contra a cobiça dos invasores? Por uma tristeza maior. armada. terminar. festa da raça como remo. sendo tudo grande.AMERICA BRASILEIRA NI MS. e saldadas com lucro. cuidou logo vêm as sombras do crepúsculo. tudo quanto podia conduzir-nos * do. é antes u m a data da raça. se não í . em io-~. por ella passaram sôde. Esse grito. Essa formação já o velho (Não apoiados gttraes). que lá estão. mas de brasileiros e portuguezes. pelas boccas dos chefes das pelo filho ás margens do ribeirão paulistacommigo e declararão. Q"« ^ são OS mortos '">•>.veis dos dois presidentes. por. é aquillo que está ligado á s ruínas de independência politica. que Por que não haveria Portugal de commtmento.municação. entrarei quando mais não seja pela falta mi. dá excepcional requasi me fazem sossobrar. com a ca.dando-lhe arte. lá dizia o nosso geraes). dos capitães. ha outros que me hão de julga' não de um triumpho de brasileiros contra por. já o nosso paiz tinha seis annos de vida pois" da alegria intensa que tenho tido aqui: A Independência. de cuja Fez-se a independência.ie rebellado (Muilu h m. ANTÔNIO JOSÉ' DE ALMEIDA — Viva vida de soberania.' de império do futuro: Quando elle partio.monarcha a previa. A visita de V. Anthero de Quental — o chamo de "nosso". ••Sr presidente. Não se nossas plagas. das nos. para que o Brasil não deixasse de se .cabeça a nova coroa antes que o fizesse qualSei que os senhores se declararão satismnidades diplomáticas. Pôde vir a morte amanha. quaes são esses juizes ? para nelle crear uma grande pátria. a r r a s t a r a m peque.. qué *W os ho. vêm qua. tenho u m a única maneira de fu. ?ir ã responsabilidade tremenda desse formi. e o seu credo religioso como devia e como queria. contra a orientação retrograda e imdo a esta terra onde. Ninguém mais trabalhou pela indepense dentro lhe tivessem plantado uma bandei.dável julgamento: é dizer — " E os Srs. culturas. talsileiros me têm tribuitado.r antes delle. Tem acontecido rigos infernaes <i quasi incomprehensiveis. e recommendava: "Cuida. elles dirão: "Oh ! hòmém introde affecto. nome das vozes sagradas quei. mas porque im. desde que sé detuguezes. o que nós soffremos. nao res. trago. deu o Brasil para reduzil-o á vassalagem. entretanto. e sempre E que lhes aconteceu ? A morte ? F o r a m feleiros pela obra da independência ? lizes.commemora o primeiro centenário de nua S l . dos batalhado. não é verdade ? — longadas salvas. Ex. com a sua politica. Pro. eu sei que vou pagar isto com mes. presentação grave que. como lado do atlântico. um pássaro a espanejar-se em. leaes e sinceras. tantas. palmas). mas destinos das Cortes de Lisboa. ao deixar »* Não digaes que nao. já sei o q u e se vai seguir de1821.ficação e importância transcendente. PresidentAntônio José de Al. com passo incerto. t « moral (Bravos. os E s p e t o menos oba-i-v-lorca poderão. prio me imponho ? Peior que a vossa.nem podia ser um brado de guerra con r sempre arreceiado e a u m tempo dominado que Portugal não descobriu.n o s honrados tranlsorevendo «SM» l l U e passámos.nha desta hora. que as conveniências quer aventureiro. vias de comdous compartimentos. cs Presidentes de Portugal e do Brasil.força irresistível da evolução natural d e 8 "" mens d i s descobertas das conquistas. fallou alli a linguagem enquadrada das sole. mas um protesto vibrante contra | ^ pela anciã e pelo desespero. com applausos * e peranta cujas sombras. actos protocolares. os s. As reações. palavra. ede.da immensa vastidão do nosso território. mas ha outros juizes que temo e de qu> cie Sete de Setembro no seu sentido exacto. dizendo delle aquillo dência do Brasil do que D.de palmas. tantas. não importa ! Irei para a outra «xisten. que são cas. porque tica. como quena. povoou e defen. de u m paiz que elle descobrio. tanto que. „ „ . liberdade de commercio e de (apoiados. muito bem. batendo ao vento í Tantas ! Mas. Disto é que tenho receio. guia a minha ^ ^ (Palmas prolongadas). São os mortos. ficarão gravadas nos co. dõs mortos. em uma e noutro a tristeza. mas uma data luso-brasileira. deviam ter encontrado me. o grito do Yphanga. sei que cr estreitaram até o inexpressivo. Palmas)* . Presidente Epitacio Pessoa.os portuguezes em 1822. ou cujos corpos separara o que vieram aqui. depois. a representa.histórico. nessa commemoraçao.

acaba de dizer. íix. preparara o Brasil para a independência. data da raça. senhor Presidente. independente de hoje a energia. e celebrai-o é realizai uma festa da raça Em verdade. E' essa a razão que me impelle a mim.ço a V. sabia por depoimentos alheios. portugueza.j.. no Brasil. Nenhum povo deve menosprezar as honradas origens que teve. individual e collectiva. e erguemd. Portugal deseobrio. apezar de colônia. o que ja guardarei perduravel recordação. em parte devida. devo declarar francamente que não vim aqui com mandato da minha Pátria. urna data luso-brasileira. como o pai prepara o filho para a maioridade. que foi . um sentido culto a Portugal. Português de Leitura" ao Presidente Antônio serena e ousada que está intervindo effican. que nenhuma força seria capaz de impedir. ú s portuguezes.José de Almeida. se reunam hoje também. Como V. povoou defendeu contra . V. que cabe em partilha ao Brasil. Creio que estamos pagos perante his torla. em parte. é um eloqüente testemunho dessa esplendida realidade. de uma maior magestade e beíleza a sua obra. de facto. sob aspecto 1 differentt. á custa de torrentes de lagrimas. mais não foram do que organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominaram. Ex. Ex. dos gecada uma vivendo em sua casa. com apparencia de indepcndente. A independência do Brasil não data ne grito de Ypiranga.portugueza e no meu próprio nome. ^ ^mandadas de Lisboa pelas Cortes hostis. E o nosso encontro aqui. Foi uma emoção profunda e intensa a poderoso e resplandescente. O discurso vibrantantos outros equivalentes. verdade. Naquelle recinto as palavras rm«nte nos destinos do mundo. em terra extranha. e nenhum povo cem i direito de olhar com resentlmento ou tris- teza sequer a separação do seu todo daquella parte que. como na sua própria terra. faço voto. tamanho tão rico patrimônio. que e a minha taça em honra de V. As mesmas instituições re publicanas. neste momento. e na verdade se formaram um estado de alma collectivo. como á primeira vista pucVa suppor-se. conseqüência de uma evolução inexorável.' ha cem annos commum e um guerreiros e dos santos. Mas Portugal tem que agradecer ao fcirasi. ê tão íorte. tendo mais condições de vida própria do que tantos outros povos que. de desu lação e despeito do que de má vontade. isto é. a render. porque aquèlles que la luclavam contra uma fôrma de governo retrograda e reaccionaria. Doutor Epitacio Pessoa. em cuje honra levanto a minha taça. em muitos pontos. desenvolvendo-a e dourando-a.5 i« melhoi ouro de I\ guagem humana e dispõe de um poder plástico sem igual.povo de que é chefe eminente.e. ella partio de mais longe. dos («r. desappareceu sem demora. q u e tem dado prrvas. ambas ellas de a m a r áiiwsra mente a flcmocracia. com a amizade e o carinho ck sempre. porque se vinha formando lentamente na consciência nacional.NTTMP. SR. a intelligencia e o amor da raça com que elic tem sustentado. O nervosismo. Portugal. 9 A 12 — ANNO I AMERICA se sentem hoje. Presidente. com flrrrn exaetidão e escrúpulos». t uirm. nesta data ha gloria que chegue para todos. para festejarem junto» um aeonreci mento que a ambos deve encher de orgulho E'. indignados com a dictadura collectiva dos deputados dã Regeneração. serv<i. com o maisintimo regosijo iiue.moyida recepção que me fizeram e dequ-' -. mesrn oppressão só podia revestir um aspecto.-* se auxiliem sempre e se entendam c a l a vez mais ? Creio que cousa nenhuma.* maior gloria do seu grande passado. que agradecer a Portugal o facto de elle lhe ter legado. Eduardo Dias foi o primeiro canto . em nome da Nação íiru sileira e no meu próprio nome. Discurso do Presidente Antônio Almeida José de Sr. Eu vim aqui nu exclusivo intuito de reconhecer aquella outra. pata elles.Os brasileiros séntem-se em Portugu.j X. 1 Como na sua Pátria. no exacto cumprimento doa destinos históricos. a que. que " s o n h a v a m ontr e u essas forças não tiveram contra si apenas os brasileiros feridos no seu orgulho mas também os portuguezes liberaés.a-tdo a». pois. com jus. o seu governo. ao longo ü* historia. governam e dirigem as duas nações. pectaculo sublime de louvor da raça. emoora.. ao forte e sadio ambiente americano. e ao Brasil a enthusiastica <ocr-me. comprehendeu que «e. intacto. assim. visto que. as autorida. uma vez sentio em si a acção de forças indomáveis que a levaram ao legitimo afastamento E ' esse o motivo que determinou V. cobiça dos extra nsfiror. para tomar a porção do gloria que lhe pertence. augineintando-a. o disse: o Sete de Setembro" é uma data luso-brasileira. P R E S I D E N T E DE PORTUGAL: AO POVO DO RIO DE JANEIRO neira inexcedivel de enthusiasmo e carinho Senhor Presidente. O 7 de Setembro de 1822 é. afinal. o vasto território do Brasil O ürr. — os dois povos que se sentem preí-os nas ef-pira. Somente eu. na pessoa d. As forçi». na coin. e bem grande ella é. ao entrar nesta formosa cidade. a bravura. Presidente: A emancipação politica üb grande pátria que é hoje o Brasil foi un facto expontâneo e normal. qui-.sil independente de bole tem pol'. — f aravilhoso instrumento de civilização e solidariedade. peremiemente. pelo seu Rei. mas sobretudo é o resulA sessão do Gabinete Português de tado do esforço intrépido o intelligente dos Leitura homens resolutos que o povam.que nos ficou da homenagem do "Gabinete teza se deve chamar brasileiros — força nova. E nesta missão de que venho Investido t que teve hontem tão auspicioso inicio na ma BRASILEIRA '-. E.w. cuja gloria nos guia futuro. Que outra coisa é preciso para qu«_. r Brasil. mas. alvoroçados pela estima commum. já que o o sentimento fraterno que enleia os seus co rações. agradedes civis e militares e o povo quizeram reco. portanto. tendo um radores das duas Pátrias.desse verbo quasi divino. de progresso e de emprehendimentos ousados que levaram os portuguezas ao descobrimento e impelliram os brasileiros á independência. que é. Ex. mais feito. se manifestou logo após o acte definitivo da independência.' pria. feita da velha tradição s-inceros pelas suas mutuas felicidades. a prestar profunda e commovida homenagem ao Brasil. Unia lingua in-«ianparavel que retltr. era a revolução liberal aqui. a revolta contra _. unidos outr'ora por esse espirito de justiça e de liberdade. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DISCURSO DO EXM. do oradores transfiguraram a sessão num esBrasil e Portugal são duas pátrias irmã*. em na sua perenne irradiação. Ex. o fl independência. a fórmula da própria independência.i. F x . e do grande Brasil tem sabido crear uma civilização pró.ou reconhecendo. R. diverso. nada mais natu• ral que os dois povos. em vastos núcleos do trabalhadores sentem-se no Brasil. senhor Prerrdente. por mim próprio. saudo ao glo rioso Portugal.. foi desde cedo na ção. Sr. que em caso nenhum a vontade dos homens o pôde quebrar. dos heróes.. em Portugal. em nome da naçãc com que V. te do Sr.-.

tantos de nós pais de Brasileiros e todos nós filhos de Portugal. "Senhor Presidente! Quando. l a g r i m a s . com ASPECTO OA REVISTA XAYA1. de fé e de dias. apoiam os nossos votos. os felizes e os desventurados. . foi o leal e bravo Ararigboia.q u e leva a Portugal o coração do B r a s i l " . " Na sua oração fulgente. DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL que ao Brasil dedicaram a sua vida como todos os que incuravelmente soffrem a nostalgia da pátria. de 20 de Setembro. os que lavram a terra. a saudade. E assim se explica — pela gratidão ao beijo ardente o seu desejo de vel-as sempre ao mesmo tempo. de um modo brilhante. com a mesma segurança com que fallo em nome dos vivos. "que vencia com a es. até sobre as montanhas que cercam o Rio de e vehemente eloqüência a figura épica e tráo entregarem ao seu próprio destino. Faz a apologia das g ^ enaltecendo o valo. ^-«-•^ssrr-i* i . agonizando n a bellicosa tenda de taipa. dizendo que o considera mais | roico Herman Cortez. durante a sua longa e acidentada campanha política dando por bem empregado. exclama a certa altura. ex. No Médos procurarem quasi sempre o repouso umo allocução eloqüente e viva. a oração do illustre escriptor ficará como ea. E com um hymno aos dois paizes conda. em que rexico. . v e .j cordações geradoras de saudade alliou-se o orgulho da fama de que a nossa terra dera origem commum envaidece e alegra.timas palavras. - . No Brasil reflexo de um crepúsculo da terra augusta Almeida. . os que calcetam as ruas. morrendo numa das cellas do Collegio que a civilização está destruindo: os que batalharam pelo Brasil e por elle deram o sangue ao lado dos seus Irmãos brasileiros. . levando ainda fulgurante na retina o que. o grande Cortez. e o Padre Manoel da Nobrega. o Brasil. . as vlclssitudes. J Z S Z L " r i a . tesn I10S a todos. todos os que aqui constituíram familia. symbolizando nella. nosso pacto. Refere-se em termos elogiosos ao Sr. onde os certificados da cultura e do s e guardam gênio da raça.que. E x . Estacio de Sa.ao. em 1S22. . os que humildemente ganham com suor copioso o seu pão. quiz não só homenagear a Pátria porém. un. do varão eminente que preside Portugal. V.: — s : «*» * « . ^ üpara a r a poder lumbrando.lagrimas e os que lhe bebiam as palavras. para que nos desse o or.róico rf amig0. que | das^ug o r t u g u e Z e s nutrem saudades que os üportuguezes nutrem ppela gresso e civilização da Humanidade. a Canaan brasit r i c ç ã o .Janeiro. a m a n d o o Brasil. mas a felicidade dos portuguezes que vivem do Brasil.para sua pátria bem a m a d a diz que elles podem péas e aventuras maravilhosas que levaram . De epo. tes. — gulho de deslumbrar o mundo. com o seu progresso vertiginoso e ta não ter alli as duas bandeiras poderíamos offerecer ao Brasil a estatua de a sua civilização m o d e l a r ! . Antônio José de ao supplicio do heroe azteca. que neste symbolo cluiu a sua notável oração. bem como facilitar-lhe o ensejo de cujo louvor está em lhe escrever o nome. como os que pelo. substituíram. Seguiu-se á essa brilhante de nossos antepassados. e ás re. de & sil vivemos. o discurso de Carlos Malheiro Dias. symbolizando a união entre o conquistador e « onnnnistador o autochtone. . hão de apoucal-as por cerlizações . Presidente da Republica: quatro séculos de dedicação saúdam o Brasil. na pessoa do Chefe assistio. desde o grande Mem de Sá.' gia do nosso paiz refere-se á sua natureza da estatua de previlegiadai tendo imagens arrebadtadoras roragem que permittiram a missionários e xico' a dádiva fraternal 1 Guauhtemoc e commentava com electrizante bandeirantes desbravar o Brasil. como está des. ao mesmo tempo. todos os CENTENÁRIO. aos desgostos que soffrera.ao que os . O indescriptivel tem o seu lugar e nos per"Todos nós. intacto . agradecia ao Governo do Mé. ao povo que "ia levar ao Brasil o coração de P o r t u g a l " Ao regressar a Lisboa dirá agora . por mais verídiBrasil. doe o leitor não podermos lhe suggerir siquer tenas de milhares de Portuguezes que no Bra. . grandioso. cen. Ueieio-se.fl eterno nas entranhas da terra sagrada do alçou o nosso amor a Portugal. unil-as n u m só amplexo e symbolizar num um guerreiro indígena. E. realçando o esforço portuguez no Viva o Brasil! " cação e tanto enthusiasmo.linda freme aos transcrevel-os. todos da de dos portuguezes pela Pátria pôde ser os que aqui prosperaram. os que aqui encontraram a fortuna e os que baldadamente a procuraram. províncias poit dos seus filhos. — a apcada vez mais estreitamente unidas. E x .» . d o c o m v e r d a d e i r a einoção cavalheirescas! Be contribuições para o proe. que para o Brasil trabalhamos. amando o Brasil. que foi profuntugal. Lamen felizes do que os nossos irmãos hespanhóes. como todos os que ánonymamente padecem e lutam. que perturbou os primeiros visitantes de terra. até aos que.se inspire a minha commoção para g r i t a r : As referencias as festas de tanta evomemoraçâo. o heroísmo da raça aborígeBrasil e pela saudade de Portugal. O verbo do grande orador còmmoveu até as to.AMERICA NTMS BRA8ILEIRA 12 _ _ ANNO I temunham a perisistencia dos nossos sentimentos fraternaes. As u . e num fervor de patriotismo elle nos disse. Começou dizendo que ao partir da sua pátria declarai». das mais admiráveis paginas da nossa com.auu apostolado «incom ítas sagraram . Sentem o esplander do natureza maravilhosa. . adversário do he. Foi ardente e impetuoso. nas barretinas e nos bicornios a roseta «as cores de Portugal pela roseta verde e amarella do Brasil! Todos em espirito.L u s í a d a s .gica do sublime azteca. verificar o affecto do Brasil pelo grande PorE pois que estamos numa hora symboliMuito bella. eu pensava P — . . brasileiro e do guerreiro lusitano. exultaram quando af firmou que a» saúe de beíleza. Sr.\ res " — — " f r í T "Depois emigramos um d i a . . a que tanto devemos nas nossas reaFallou depois o Presidente de P o r t u g a l .seu esforço e ajudados por uma sorte benigna se elevaram. accentuanio pada e convencia com a palavra". todos os dissabo- dessa noite memorável. nos unimos de coração e em espirito para saudar em V . ao trespasse de Estacio de allocução. virgem ainda. na sua immensidade. portug uezas novos mundos ao mundo! Do que a sua His. " « « • * « * * * _ . cas e minuciosas. permitta-me V. em milhares de volumes entre os quaes esplende a edição "princep" dos mitigada. e só têm u m a res. não só a grandeza.i Epitacio Pessoa. ha cinco mitigal-a. Fazendo a apolosábios e navegantes aos confins da índia e ás terras da America De abnegação. Sá. eu poderia invocar as almas de quantos morrer a m na terra brasileira sem rever as esfundadores. nesta sala lambem swnboHca. transportando. seguindo o frxemp'o do seu Principe. ne e a fraternidade de a r m a s do guerreiro parente singularidade dos lusitanos imigraPor fim fallou o Presidente do Brasil. gL e v a n t a u m hymno ao povo toria é uma bíblia de heroísmos e de façanhas jesuitas sagraram no no seu seu aposto. quem de P o r t u g a l ! . quando convidou o Dr. foram de u m a grande emo. . se ainda fora pouco. chorando. da Nação. expirando no rude paço da Bahia.íluindo uma eloqüência simples e empolganas emoções dessa noite de patriotismo. assistio Brasil.

tal y como todavia tantos exclaman ante el avance de todos los fuertes. un héroe sublime por que prefirió sucumbir a dobtegarse y porque su memória molestará etermente a los que tienen hábito de halagar ÍÍ fuerte. reunió a los jóvenes. el héroe es itnpetu sincero y noble arrogância. la raza de los fuertcs. con juro que sepa arrancar ai destino uno de esos raptos que lavantan dei polvo a los hombres y llenan los siglos con el fulgor di las civilizaciones. avanzaba con grandes ejércltos.w ^ I TÍÜMS. pero que sab< aliar sn corazôn a la justicia y ai derecho ai heroísmo y la bondad. hasta que la Republica viniesse a poner término a la pugna. mas para nosotros. a nombre de México. numa oblação commovedora. Todo esto. na festa. proclamaban que Ia resistência era inútil y mejor plegarse a lo Inevitable y entregar las tradiciones y los reales propios a la votunt«d dei rnás fuerte para que forjasse a su antojo. — y retando a Cortês. el más grand. esta estatua de nuestro mayor héroe indígena. rteclan los timoratos y entonces Cuauhtemoc se puso a matar hijos dei Sol y exhibia a los muertos con escárnio para que el pueblo viese que lo» cobardeis mentia».-i ai ideal. 9 A 12 — ANNO I - ww^^^^ ^ium AMERICA BRASILEIRA Cuauhtetnoc A lnaugração do monumento ao indio Cuauhfemoc. que nos ofertou o povo do grande paiz. Discurso do embaixador Dr. lo arrojo fuera dela ciudad.V <^p v l n „ . e t resumo Au allocução do Presidente da Republica. para poder en obra el impulso interior de la justicia divina. los semidioses. Noche memorable en que Cortês debe haberse sentido hermano de su gran enemigo. Lo mismo si triunfa que «i cae ven cido. que servia n a los conquistadores como si fossen hljos dei mismo Dios Sol que Illumína a tierra. derrota. después rle su au laeiii gloriosa de queninr barcos para eneti t/. dei héroe que está más cerca dei corazôn mexicano. José de Vasconcellos. MONUMENTO DE CUAUHTEMOC. Sabéis la historia: los conquistadores.s hijos dei Soi. callar ai filósofo y ante las cuales solo el narrador procura ensayar ut. y arrogância qu». fuerte y gloriosa. los egoístas. una de esas magestades que hacen emmn decer ai poeta. ni de dos razas solas. iluminado por la aureolíi de las leyen das. dirhos bronce y nos aprestasteis roca para assentario y juntos entre gamos en estos instantes las dos durezas a' regazo de los siglos para que. quo invadia sin remédio y aniquilaba para siempre la antigua. de todos los conquistadores. sean como ur. — porque hay ya un traidor en todo el que transije con la injusticia. la lucha eterna y sagrada dei débil que poseo la justiça contra el fuerte que la reemplaza con sus convenencias. siempre que amolden sus vocês ai ritmo secular indo-espafiol. en qualquiera de sus miseras formas Un héroe dei dolor vencido alza en estt bronze su penacho enbiesto. Es la raza invencilile de lo. queremos render nossa •homenagem ao México. foi um marco na historia da confraternização americana. Im petu que niega y anula los hechos si los hechos son viles. «gentes que no son las suyanas ? La historia de Cuauhtemoc es breve como un episódio y resplandecíente como una ráfaga divina. el conquistador. Por qué deseamos partir de este símbolo ? qué es para nosotros este indio que hoy se levanta orgulhoso entre ei fausto <h. media docena de reinos limítrofes se habían declarado venci dos y habían puesto sus ejércltos a dispôs! rif>n dei vencedor v el mismo Mocteztima. Transcrevendo as orações pronunciadas. canto que Imite el ritmo dei maravilhoso succeso humano. el conjuro creador de una raza nueva. Los caciques indígenas que pretendiai. resistirle caen aniquilados por eu ftio^Tf" sagrado de armamentos inauditos. t t n . logro sugestionar a algunos de los suyos. y lo hizo llorar sus perdidas en la célebre Noche Triste dei gran Conquistador. befando a Montezuma como a un traidor. su flecha voladora y su boca muda. y el destino sisruiô su marcha inflexible que arrastra a los hombres.-: sensata. los pusilânimes'. Ministro da Instrucção do Governo Mexicano: "Excvllentlssimo Senor Presidente. el in<-omparar)l« Hernari Cortei» que vencia con In espada i convencia con la palavra. Se irgue una vez más ante los siglos. y también porque desde entonces quedo escrito que en las tierras de Anahuac no seria una sola raza la vencedora. lo recibia en la capital azteca y le êfitregaba su palácio y le prestaba vasallaje. lo dijo Cuaunhtemoc en la página elocuente de sus arrebatos. duda en forma confusa. los que correspondian a lo que hoy se llama la gent.enar victorias. Lu- cha aut aunque sea desesperada y obscura dehe siempre aceptar el débit porque es el espiritu quien impone Ias normas y porque tiene el don de repercutir en el tiempo y a veces trueca la amargura en dicha y la derrota en triunfo. ia raza d. sino de todas las que puebian el mundo. OFFERECIDO PELO MÉXICO orgulloso monarca.. y por fin venció a Cortês. sino dos razas en perenne conflicto. o heróe glorioso do México. partilhando da effusiva cordialidade que domina o Brasil inteiro pelo paiz irmão. y Cortês vol vi Ô con todos sus aliados y rompaneros y de*r. desafia Ja adversidad si In adversidad derroJ.i. >'. por la mente de aquellos dos héroes en la célebre noche en que el indio vió llorar ai espaflol. y fue con la ironia y la predica. sinc también en este Brasil cordial que abre sus puertas a todos os pueblos. ya no solo en la Capital de México. con el desdén y la violência. declarando que el suelo de México no es ni será propriedad de un solo color de la tez. Veracrua. Tlaxcala. Y usandí dê su calidad de príncipe y de» poder que habia en su alrna férrea. hermano por la grandeza y el dolor. El bronce dei indio mexicano se apoya en el granito brunido de' pedestal brasilero. Pero un héroe es un hom bre que tiene la audácia de romper toda esta maranú de pensamiento* cobardes. formo falange y empezô la lucha desigual. domenando altiveces y aplastando rebeldias. sin jactancias en 1acciõn y supremamente desdenosa en h. Era la civilizaciOn nueva qu<? avanzaba. la orgulhosa raza conquistadora mexicana ! Y los hombres visados dei império azteca. Un héroe fracasado si se le ve desd< el punto de vista de los que solo reconeser el ideal cuando se presenta en el carro di la victoria. sin filosofias. los !n gênios sin corazôn. Todo este proceso dei futuro pasó sir. lo destrozõ. forzando combates. y Son esclavos incondicionales de êxito. — Senores: Me cabe la altisima honra de ofrecer ai Brasil.

y esta difesentir-se-ha bem nesta terra de liberdade. brasileira thias dR manifesta^ 0 da tivesso. que e. outra Constituições reis o dogma da por si ou em a - Nação. con un j u r a m e n t o solemrie: amar no voy ai paraizo" y estas fueron las ultimos volver a la edad de piedra de los aztecas ai Brasil como u n a pátria distante pero tammas palabras que dijo. CTos no son. e n c o n t r a r e i s a definlí» da c a s a d o i n d i v í d u o c o m o s e n d o o seu asyl inviolável. y que pretendemos quede sido talvez fecunda. aprendido nuestros soldados. Comprehendemos."k mexicanos: los primeros que lamas se não admittindo gum nha com qualquer l o u t r o laço al- de u n i ã o ou de f e d e r a ç ã o q u e se opp8& sua No independência" - confronto entre as Constituições. pero ya no es necesaria. ninguna nación. ai- indirectamente.-ulloso sobre la tierra de dos continentes. Sr. y nuestros problemas más complejo. offerta carinhosa deste precioso enraizado en vuestra propia tradición para monumento~com que o coração e a arte mehemos asimilado y ahora estamos en el deque en ella signifique lo que hoy significa xicana quizeram brindar a nação amiga. en un siglo porque nos ha faltado la valentia de Cuauhtemoc. U A t ? — BRASILEIRA ANNO 1 hayan reunido en território" dei Brasil. Brasil y el destino le respondió con la lianhelo. el rebelde absurdo. . conquista. mexicana a ponto de <m" . í as svmp*- logicamente. pero en la base el granito Discurso do Ministro do Exterior do dejar de ser colônias esplrltuales. era nuestro y que ha de verse consolidado en poetas el volar audaz de sus suenos. seguros de que e' destino de pueblos y razas se encuentra en la mente divina. Hegó tu hora. Cuauhtemoc renace flecha de Cuauhtemoc apunta generosa ai a civilização.II«. o Brasil recebe com sincera gratidão ha en todos los dias. de una originalidad que r a n ç a n a p a z e t e r n a e n t r e os h o m e n s . cuando ya prisionero y vejado. la emancipación aplazado y modificado como se modifican plando esta incomparavel enseada hospitadei espiritu. la indelas normas de su augusto sueno. de vidido el continente americano en dos granrennemente. y llevarlo siempre en el pecho.este flores. interpretamos la visión de Cuauhtemoc . symbolo da vontade ción de la rebeldia de la conciencia. Citau/itenioc le prefirmes como el bronce azteca. y miramos en su gesto. de la miéndole el ritmo que está en nuestra alma heróica. el indio repuso: "entonces. y su audácia para r. pero imprido indio Cuauhtemoc. taremos la forma segun nuestro propio gusas próprias qualidades na majestosa figura Pues este indio es para nosotros representato. «ios povos civilizados verificareis esteve sempre vanguarda decretando na leis que o Brasil da democracia. como corolário tardio. fundamentaes puríssimas a n t e s d a m a i o r i a dos p o v o s m a i s velhos. T. ber de crear. pero con serenidad y grandeza. so tu misma. nuestro hora ha sonado y hay que mantener vivo el sentimiento de nuestra comunidad en la desdicha o en la gloria y es menester despojarmos de toda suerta de istirnición para mirar el mundo..oner en el cielo lo que de momento no pueda triunfar en Ia tierra.AMERICA Nf. en el dolor y en la dicha. Los ibero-americanos nos henos retrazado acaso porque nuestro território es más vasto. La historia ha diinegualavel e cujas estrellas douram-n'o peha sido un siglo de vasallaje espiritual. no pretendejuramos. en corazones blanlo que de esa fuerza pueda se nuestrp y acompanaba le prometia el cielo si abranzaba dos que la tornen noble. ensueno. que solo el concurso de ías destintas aptituanima un impulso sagrado. o indio mexicano sentirhora de la segunda independência. y todo eonducido ai cadafalso yv el fraile que le mentes que le den gloria. s e n h o r e s mexicanos. da abnegação. deste Armafin inevitable e la emancipación politica. meus senhobertad y la vida. como saneis. acaso porque preparamos un tipo de vida realmente universal. y finalborda en todas las naciones dei continente v en la flexa dei indio aprendem nuestros mente. sin arrogância. por que ha llegado para nuestros pueblos la porvenir y lo invoca para que se someta a • Por seu turno. Padre. llenos de fé levantamos a Cuauhtemoc como bandera y décimos a la raza ibérica de uno a otro oonfln: sé como el indio. mento. j lo llevó ai tormento para a r sídad irrevocable. C'. ni es petui n la n u e s t r a : ia cirtidumbre de la propia lância: es lozania y es generosidad. y esta es des razas ilustres que deben dar a la huma!a hora no de la regresión. asi como los de hoy no serán naíui! a y por encima de todos resplandece la flecha que apunta a los astros. montana. e a i n d a é a ú n i c a . F°> a Constituição republicana b r a s i l e i r a a pri- m e i r a . y. en ei Brasil hermano. mientras que el Índio magnifico. ni quiere ni puede perecer y brega porque li. y con Cuauhtemoc como no acetariamos volver a ser colônia d* bién n u e s t r a . yo cerrar sus puertas ai progreso. y ahora reclamamos vida símbolo que entregamos a vuestras miradas propia y alma propia. juramos defender ai Brasil. pero queremos todos los caminos. "Indepenen que labra su futuro la nueva raza latina Brasil: dência ou morte". como lo mira ese indio magnifico. y nos dei alma latino-americana que en todos congregamos p a r a hacer entrega de algo que prolongado y cruento caplturó la ciudad y a nuestros pueblos se ha acentuado com intenes como un trazo dei corazôn mismo de la Cuauhtemoc. ni elles son como nosotros.i ou lianqa com Nas g u e r r a de. por eso. no quiere signifique proclamamos nuestro amor y lealdad tria y habiéndosele contestado afirmativacar un propósito de hacerse estrecha y de por la pátria dei indio q u e aqui se queda mente. su fue en una concepción propia dei mundo. se levanta or«. una en la sangue y en el " E x m o . a d e c l a r a r expressamente o c o m p r o m i s s o s o l e m n e de nao em- penhar a Nação em reet. y crearemos vida universal. por el frente la llbertard de brazos para todos sus hljos.U1M« histiados de toda esa civilización ã> copia de todo ese largo coloniaje de !os espir:uis. tal y como para quien os pedimos la hospitalidad de agradecemos sus ensenanzas. pasarán como pasaron | los pusilânimes de antano. los Cuauhtemoc.MS. dijo un héroe ilustre dei dei continente. E n las llneas de esa estarancarlo el secreto de los tesoros reales. sin dejar ni siquiera un rastro. pátria mexicana. U< mortalidade. no la hemos logrado las bases de una civilización integral y armoniosa. pero ai ante la realidad todos los suenos: pero próleira. aprovechó la ocaanuncio remoto de esta vida nueva que dessoldados que alli veis. estas vocês de tina gran raza que comienza a danzar en la luz — pero dos incrédulos de hoy. Tal es el Srs. buscaria nos. pero de todas maneras. No somos como los norteamericaO v o s s o L i b e r t a d o r . H a u m s é c u l o a s p r i m e i r a s palavras da des de los pueblos creadores podrá sentain o s s a p r i m e i r a C o n s t i t u i ç ã o política já proY esa originalidad que toda civilización c l a m a v a m q u e " o s c i d a d ã o s brasileiros forverdadera trae consigo.fecundo. Yo bien sé que hoy como ayer hay quie nes niegan y hav quienes ignoran estos presagios que ya resuenan en el viento. mavam uma Nação livre e independente. la raza civilizada. lo mismo que los que aconsejaban a Cuauhtemoc uue no batiere a los espanoles porque los espanoles eran la raza superior. desapareció par siempre el poderio indígena. pero si de la oril i z a n t e q u e m a n t é m a n o s s a c o m m u m espenidad o ejemp'o de un desarrollo fraternal y ginalidad conciente. Presidente da Republica. La importación ra. s alegria a. un tua han. poro n d e a I n d e p e n d ê n c i a ê u m d o g m a innato. Tampoco renegamos de E u gozar en sus dichos y sufrír con sus penas Tal es la simple y férrea historia dei heroe ropa ni le somos en manera alguna hostiles. refugio en la mente para expandirse. cujo azul nâo abandona este mar El primer siglo de nuestra vida nacional que el más alto. Món para hacer una «'-lebre frase. ximo a cumplirse aun mas glorioso y alto. «teu una anticípar-iõn 'Tf. un sueno se-ha bem na terra de Santa Cruz. aunque fuera vencida en la tierra. pero tambiêen Lejos de volverse rencorosa ai pasado. do e a pensamento d i r e i t o s do garantia e as d e m a i s affirmaçôes d<* homem. . Esto no es rancor. agazalhando-se neste sol ferticopia que se ufana de ser exacta. y en voluntades todo nuestro amor infinito lo ponerrios ahora la fé de sus vencedores. guntó ei ese paraíso de que hablaba el Claro está que la nación mexicana en y en la misma voz y el mismo acento con fraile iban también los enemigos de su pásu culto por Cuauhtemoc. que a ambos impelliram para ei alarde de la mente. pátria p o r t a n t o . pero también en las manos de los hombres. contempendência de la civilización.a ceremonia que se verifica en estos Insi antes tiene para nosotros una commovedora solenidad. y unas veces el safio y otras el ensueno. porque rencia interesa ai progreso dei mundo.. da valentia e da imerispación dei brazo ofendido. eh el Brasil genroso. brasileiras encontra-- i g u a l d a d e a b s o l u t a dos ho- m e n s p e r a n t e a lei. Embaixadores do México. reconecemos su esta e s t a t u a se queda enclavada én el coraesta playa abierta ai mar y apoyada en la excelência y tendremos siempre abiertos los zôn dei Brasil. esa su rigidez estolca. InvenO indio brasileiro se orgulhará revendo conciencia y la esperanza de dias gloriosos. admirando a serenidade. nr>n-o o mas bien dicho: nacimiento Los norteamericanos han creado ya una civilización poderosa que ha traído benefícios ai mundo. Somos alguns eentenares 1 . es decir.

hastiados de toda esa civilización de copia.-o assaltará a sua memória. o brasileiro evocará as honras com que o México o cercou. imagem do Mexi. depois de considerações acompanhadas de imagens brilhantíssimas. mas da sua queda deixou um sulco de luz. essa festa de cordialidade empolgante. dizendo que a estatua que acabava de ser alli inaugurada não era para nós apenas uma obra de arte valiosa. aquelle formoso monumento a. e. par-. cessados os ruidos da festa maravilhosa dessa commemoração civica. num symbolismo admirável. que sempre admirámos. Epitacio Pessoa faz então um eloqüente e forte esboço do grande heróe mexicano e diz que a sua vida deve ser lida e divulgada no Brasil como uin exemplo de virtudes patrióticas. os seus votos de confraternidaae e applauso. tal y como esta estatua se queda enclavada en el corazôn dei Brasil. O que foi a inauguração desse monumento. Nella as esculpturas de Gimenez e Centurion. em que a emoção de Carlos Tolditi e Carlos Obregon imprimiram a physionomia local. testemunhando grande devotamento ao Brasil. o Sr. pela bocea do Dr. sobreleva-se a da Republica do México. Allude aos primordios da civilização azteca e ás tradições brilhantes da nação mexicana e. como factores soberbos de religião e de paz. seus pensamentos cheios de fé. é um escriptor notável uni pensador profundo. Enviou-nos a sua arte. seus votos cheios de sinceridade.m>MI. de todo esse largo coloníaje de los espiritus. y miramos en su gesto. a cujo pé j u r a r a m os mexicanos. Elle foi o antecessor de Hidalgo e de Morelos. como embaixador. ella era um symbolo de altivez patriótica. como das mais fortes mentalidades latino-americanas. o Dr. Por emquanto basta-nos fixar o fulgor da homenagem. como um exemplo de heroísmo e de abnegação sem par pela causa de seu povo. que expressou o Chefe da Nação. Em nome do Governo do Brasil eu tenho a honra de agradecer e de saudar cordialmente ao Governo e ao povo do . Sr.es aqui a estatua do mais querido expoente da vossa independência politica. illuminando o espaço. gozar en sus dichos y sufrir con sus penas y llevarlo siempre en el pecho. Sim. com a sua alma de amigo.ão americana.. Presidente da Republica concluio com arrebatamento. dirá o seu relato em outro local. José Vasconcellos:—"amar aí Brasil como una pátria distante pero también nuestra. nesta terra de liberdade. um futuro deslumbrante. recordando a casa mexicana. que recebeu de ateca indomóto essas virtudes de heroísmo e tenacidade. assegurando ao Mexieo. Dr. entre as muitas homenagens que o mundo tributou ao Brasil. com ser um estadista de grande realce na renovação politica e social BRASILEIRA do México. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. o brilhante discurso do nobre Embaixador especial. que resplandece em sua fachada apresada. en corazones blandos que la tornen noble. A' vossa heróica Nação está assegurado lenho a certeza. . que poetiza e enobrece a nossa raça. vai nisso mais uma demonstração salutar do concerto entre os povos americanos na sua obra exemplar de cordialidade. cujo alto espirito já admirávamos. Cuauhtemoc. que o indio magnifico seria sempre contemplado. Qnando. E x . • Por outro lado. disse-o ainda o illustre embaixador. tão bem representado. 9 A 12 ANNO I piantard. não é uma visão do passado glor rioso. em cujo vigor e enthusiasmo sentimos pulsar o generoso e heróico coração mexicano. num conjunto encantador e sorprehendente. jamais enipanada. mas o symbolo do porvir latino-americano. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DOS ESTADOS UNIDOS IX) MÉXICO A homenagem do México Na festa do Centenário. o testemunho da gratidão nacional. juramos defender ai Brasil. unas veces el desafio y otras ei ensueno. em seus motivos architectonicos e decorativos. de amor e de benéfico sentimentalismo. amavelmentc. o heróe mais caro ao coraçãa mexicano. por tudo que fez e pelo muito que fará em beneficio da Humanidade e da Civi]i»acãp. elle tombou fascinado pela serpente da trahição.. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. un anuncio remoto de esta vida nueva que desborda en todas Ias naciones dei continente nuestro y que ha de verse consolidado en mentes que le den gloria. Enviou-nos. José de Vasconcellos. como um bolido gigantesco. José de Vasconcellos que. começou dizendo quanto era grata á nação brasileira a offerta do México. que na sua resis- AMERICA tência heróica todos b „ U m o exempio nobilissimo do grande indio <? meditem fundamente que é defendendo o seu território.idiosas de um indio. cuja effusiva cordialidade tanto nos commoveu e empolgou. to- . doando para ficar como um monumento nosso a estatua do seu heróe nacional.de futuro. Naquelle doce ambiente. com a sua fraternidade. interpretamos la visión de Cuauhtemoc como una anticipación de este florescimiento. seus azulejos e sua disposição. a sua honra e os seus lares que os povos preparam a grandeza e a força da nacionalidade. quiz nos trazer. tomara as fôrmas r. nesse admirável pavilhão. Enviou-nos a sua mocidàde ardorosa e fremente nesses bellos cadetes. Enviou-nos.com o seu profundo respeito pelo Direito e pela Justiça. o coração brasileiro recordar as emoções ileste momento histórico. "Cansados. de amor á pátria e dedicação á sua raça e á liberdade. Resumo da allocução do Presidente da Republica: S. sobrelevando a todas as dádivas e honrarias. que ficaria na nossa cidade como um dos seus bellos ornamentos. um symbolo de triumpho e de gloria para a hostoria do México. tal como se ostenta na bella cidade dos O Sr. Cuauhtemoc quer dizer — Águia que tomba. num sincero e ardente enthusiasmo pela sua grandeza e pela sua força. mas nenhum como Cuauhtemoc teve a sua resistência. as pinturas de Ledoma e de Montenegro dão-nos •i bella." Este indio. floração da arte mexicana.. como um exemplo de heroísmo e abnegação sem par pela causa de seu povo. com aquella generosidade a que acabou de alludir. empunhando uma fleca "que aponta os astros" tomará as fôrmas de um heroe fulgurante de gloria e dé arrebatamento. y en voluntades firmes como el bronce azteca.Mer xieo. ne-ta terra de liberdade. sua tenacidade na defesa da independência. que o Brasil applaude e para o qual concorrerá com os seus votos. O indio magnifico seria sempre contemplado. A heróica B brava na<. e acabará amando o grande povo. de peito saliente e ar dominador. na festa civica que celebrámos ufanos e jfioriosos. o más bien dicho: nacimiento dei alma latino americana que en todos nuestros pueblos se ha acentuado con intensidad irrevoeable. em que os corações dos dois paizes pulsaram r u m mesmo rythmo de enthusiasmo e affecto.

dádiva do Mexiro. da America inglelos dois paizes. che. crevemos um trecho dessa vibrante oraçM P a r a assegurar esse florecimento de rio mundo econômico assumindo por inteiro a em que attribue á influencia da R e V o W * ° responsabilidade de mu divida externa e a queza e de força. para completar a gada vaga de interesse que assaltou o mundo.ro*. Poiia não querer pagar ticando seus governos programmas de acção de nuestros héroes. não poderá nundetes. a politica colombiana tri. no manda-nos uma missão de a r t i s t a s . dei. Na presença no Brasil significa alta honra que mais claramente. tu tenias razón: Las angustias nos vienen dei deseo. No fiada pelo General Cuervo Marquez. oecupando parecer. mais gloria. physionomia da maior parte dos officiaes. guarda paizes mais ricos da America. ipie vale ser citado: pe. ca. herdeiro de uma alta civilização. mo A figura do general Cuervo Marquez é inopportuno lembrar que essa fraternidade Mas em todos esses actos abruptos e violen. sendo America latina.uma nova consagração ao sentimento amerirasgos de sangue Ibero. México. Trans. de Cuauhtemoc E. que se vae incentivando com fulgor onde . en la renunciación completa. pela sua participação no Con. que ca sem renegar a sua tradição diplomática. uma vez excitadas. el éden se encuentra en no anhelar. de d possível cuja acção é licito esperar os melhores frutos.~anista«.<. ainda jazidas de petróleo e minas abundantes bonell lançou . un pulpo de tentáculos insaciables que ai par que se cortan. devemos ser.efficiente e tolerando com o mais absoluto res. de progresso. a mais auspl i ciosa _^ .reunio os representantes diplomáticos impulsiona as raças européas para a luta é o cuária estão não menos desenvolvidas.prospera a situação econômica colombiana. reencetada crescente. proporção do sangue hespanhol não diplomática effectiva no Brasil. a n t e s de tudo. mento do continente. pois que julga . com grande dencia da America. mais beíleza. como pela alta personalidade do embaixador. quanto no isolar-se dos Estados Unidos. de sua gloria. melancólico. ou tos o que estua é o amor pela liberdade.a America latina.tando a iniciativa desse monumento no centro cundário na vida do mexicano'.porque o Brazil. O ministro CarMéxico conserva-se desprendido. Fraternidade latino-americana Annibal Fernandes. renacen para nuestra t o r t u r a .plica desapprovarmos a idéa.centro geographico da America Latina. mo. em d"* sem ambições.Franceza o movimento americano..potencialidade mineral. paiz da galantaria Quien bebe como Diógenes el água con la ^ mano. dil-o a resistência activa rogar de destaque pelo desenvolvimento e dis. os interesses da Amazônia ligam extraordinariamente os dois paizes. Foi. pareceu » parte da divida interna cujos títulos perten. Apezar de uma curta estadia. porém. Não é talvez ximiliano. a Colômbia é hoje das violência de suas paixões. de la h a r t u r a .AMERI C A \r\i> ÍI v i • _ vWH mar* as tono . tomado „e uma o coração tmm-i. deve ser pan-americana. tardio deléveis. quasi incrível. merecendo de todos caloroprogresso. como um pacto de honra. E' um do.xou marcada a sua passagem por traços in. na mais larga e poderocavalheiresco. ^ « s u ^ i a embaixada colombiana.-endo a terceira em população. O Brazil. além Martin. Paiz de siminação da instrucção publica. Ayres que veio representar a republica ami. a harmonia. y hay en él más perfidias que en las olas dei m a r ! plo da confraternização americana. Brasileira.nos deu o governo de Bogotá. Realmente. que sempre consagrou á republica amiga um sincero affecto. Eil-a: A embaixada especial da Colômbia. americanos. el fuerte. Ademais. o Muzo que suppre o mercado mundial. que deveria desaptambém cional.pendências das nações latino-americanas.1 idéa n u m banquete. eneolerizar-se..republicas muito lucrará a paz. que são os idéaes mexicanos i."la ínspiracion rorn&ntl» cem a extrange. E' exacto que m a t a r a m Carranza. é uma das figudedicou no Estado de Pernambuco. Tem leria dos heróes da America. com que se tem imposto á nossa "O México é o paiz da galantaria. u m a das figuras representativas do seu paiz e cuja palavra. A sua agricultura e pe. José Bonifácio.lha uma estrada democrática e liberal. El deseo es un vaso de infinita amargura. e ao lado de Bolívar. <le cordialidade. esse povo da com a presença de uma representação canista. quien ama sobre todas as cosas a Arcano.sa influencia sobre o mundo. pra. de mysterio. para crear . traçava esse gresso de Historia da America e de Ameri. ministro admiração. pois.= mos que o monumento devia ser da Indepenuma riqueza fabulosa. acaba de lançar a idéa da creação anno do centenário da nossa independência plenipotenciario junto ao governo de Buenos de u m monumento commemorativo das indeesse paiz. duien de volver la espalda ai dinero es capaz.entre s: Es-* povo «»m o sentimento . de meias tintas. que muito beneficiarão as relações sem distinguir as origens. que é uma das mais formosas intelligencias do norte do Brasil e O illustre ministro Diego Carbonell pleum mestre hoje quasi sem rival na chronica. vê com alegria robustecerem-se os laços de approximação que a missão do General Cuervo Marquez veio marcar com tanto brilho e efficiencia. intellectual. "O incentivo principal que de carvão de pedra. o México assombra ciente.das mais prestigiosas na sua P á t r i a e sua americana não deve soffrer restricções. mente arraigado de todo o mysterioso.que o seu symbolo gravou. mas insistirepercebe-se um pouco atravez da musica na. ta. com seus mto mos por um isolamento. rasgando perspectivas as mais optimistas p a r a seu f u t u r o . via bem o característico do índio. não só pela s u a significação diplomática. E' verdade que fuzilaram Ma.iii. fecundar. Será já definiu o mexicano assim: um indio com nos o seu testemunho de amizade.Agora mesva. Ottigms..a prosperidade continental. sos applausos. a favor da approximção dos dois paizes ha-de ter o mais decisivo valor na consecussão dos idéaes americanos. noi que está uma í do. Seu discurso é uma paí> ptor americano Charles Nordhoff.rac. na região de via estar Washington. com um amor profunda. en.que pela approximação constante das duas Lewis Spence íaüando do azteca. uma inras de mais realce no corpo diplomático exCentenário teressantíssima pagina ao México.. da Americiturno. A representação da Colômbia no nipotenciario de Venezuela. du renuncia o desconhece a a m b i ç ã o . que não retrangeiro pela sua intelligencia superior e sistimos á tentação de transcrevel-a. é o desejo do lucro. exat oue se propulsionam continuamente. E ' o velho m impoz tanto no meio official. tripulantes que por aqui passaram se jo de admirar de perto ao digno estadista. irrevocable. mercê aspiração representa unicamente papel sede uma administração criteriosa e progressi. praticado um feito. E ninguém melhor do que o seu grande poeta Amado Nervo disse dessa virtude admirável: brasileiro saberá agradecer . Permanecendo nesse preconceito. de toda posesión: Quien no desea nada.'o ao direito das minorias. não criaremos a fraternidade. debilidade uma potência formidável. San no emtanto o seu thesouro fazendo de sua de.ca. porém essa com as melhores e mais largas possibilidades ardente e vigorosa de grande emoção..ls constitucionaes.lhe indiscutível . Nós. * RA* "JL^JÜ pecU-as a n g u l a r e s dos m o t o r n o s reffimene (l. O indio não r mais um heroe do México. da America hespanhola.sangue dos aztecas que lhes corre nas veias. dizia o escri. e . adm. ' têm resultado o s melhores dias para a Colômbia..alta cultura.yões intemacionaes e vejamos nesse amplexo em que nos cinge o México o exem- -Oh Siddhart Gautama. el deseo es el padre dei esplin. retrato de um flagrante perfeito: "Grave. de passagem. ou de America Como sabemos. robusteci.1. e es el victorioso. trouxe. patriótica e intelli-ente e ao effectivo desenvolvimento da riqueza. E" este o formoso topcomo . Esse reparo. por exemplo. é um heroe americano e unindo mais ainda as duas nações. tlote" como instituição. maiores nações do continente Sul-americano. Exaltemos nossos espíritos acima das vaieompet. terá. de sorte a permittir o engrandecivai além de oito por cento é t r a d i c i o n a l m e n t e com a vinda do illustre ministro Max Grillo. quando se instaurou em toda a parte o de fé. No meio da única mina de esmeraldas. em ouro e prata. que mais glorioso o torna. não imimposições da força. lCsse tom vago. mas acreditae passiva á absorpção americana. que lhe imprime um dynamismo effi.t Ru-«tía dos "soviets" e como os alia. Dessa h a r m o n i a entre a gestão dos negócios públicos. el soberanov no hay paz comparable con su perenne paz. que nessa região têm i ^ ^ ^ esperar.o applaudido escriptor e o diplomata finíssi. Tivemos ense. generoso. Artigas.. dondequiera está bien'. E de como o mexicano sabe reagir ás milhões de habitantes.ão. quasi inhumano na za. lmn no trabalho -o fecundo pelo engrandeci- cordialidade da America. Alguém ga nas festas do nosso Centenário. dando ao mundo mais brilho.

no seu segundo centenário de existência poliMorny e a intelligencia de Tayllerand. todo eso corresponde a los accidentes pasajeros en la definitiva esta. em as felicitações e os protestos da amizade e missão especial. no symbolismo da nossa admiração. Todos quantos tiveram a ventura na mesma senda de maravilhoso progresso e delle se approximar. " CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL rf«sf. ese monumento no puede > ser un bloque de mármol en el cual surgiera el tremendo gesto que la muerte dibuja en las fisonomias deformadas por el dolor en los instantes dantescos de la epopeya. e a mais funda gratidão dois paizes. no debemos reconocer : en el jardin bianco de nuestras pátrias ni los desafueros de Labatut ni mucho menos las \ debilidades de Don José de San M a r t i n . • . que me e professor de direito. onde erigiu um delicioso pavilhão. do mais fino e apurado bom gosto. Creia.j das mais profundas sympathias da Republica tny. debe florecer. el San Martin de Chacabuco no es superior ai héroe eondescendiente de Guayaquil.uestras canteras cuando aun no era ni matéria amorfa el mármol grandioso y recio de la raza eeltibera. nunca mais esquecerão a constante prosperidade que a levou a entrar captivante figura do Embaixador Mastny. pues no sabriamos decir cuál es el m á s grande. si los t u vo: ni la infidencia de lo s partidários íntimos : òel General Santander. agora liberta. .dinário em Missão Especial da Tchecoslovatembro de 1922 — Excellencia — No momento csuia. nó. E x . . '. sssim. um tão soberanamente de par com as grandes poverdadeiro gentleman. pela amizade sorridente com que me receberam todas as classes neste hospitaleiro paiz.' to de 1925.-i Ministrai . E x . n&o sõ o desenvolvimento das industrias da grande nação. possue elle o dom das. V E x . com a elegância de tências e sob o esclarecido governo de V. E x . O ensejo do Centenário.ssima que se dignou conceder-me. queremos Tchecoslovaca intentava dar-lhe mais uma apenas mostrar a personalidade illustre que a prova. e á Nação A maior honra que nos deveria permittir • brasileira. o diplomata moderno e o romancista intelligente que tantoftamigos conquistou no nosso paiz. 27 de Se. . . 0 Embaixador Mastny A joven republica Tcheco-Slovaquia. ao sol tropical do Rio de Janeiro. en Agos. o que constitue grande honra para o grande admiração pela actividade intelligente Brasil é valioso penhor para a amizade dos do povo brasileiro. . uma bro. que bélica. ganharão o fulgor da luz. yo no sé quién fué más grande. tem afora ao Sr. que rogo a V. de deixar a terra brasileira.. fomentando o seu intercâmbio mercantil. ao desempenhar-me eu da missão muito g r a t a » honrosa de apresentar «. que Gustavo Barroso justificou com propriedade ter o "coração da Europa". no i seu primeiro centenário de vida independente. unem o povo brasileiro ao povo tchecoslovaco. de seus ornatos. tou um vasto circulo de amigos e admiradores. que se digne aceitar os Ao deixar o Rio de Janeiro. cujo acto reconhecendo immediatamente sua gloriosa independência tão grande e profunda repercussão teve na velha nacionalidade. .E' com uma muito grande satisfação intima.. de ha muito. muito elegante e do. Nelle testemunharemos.\ das sobre la gente espanola e sobre las hues. Durante a sua curta permanência no Rio de Janeiro. e de Sr. V.tes lusitanas. el Bolivar de Carabobo y de Boyacá o el romântico Libertador de Angostflra y de Pativilca. seus votos por que a Nação brasileira prosiga seducções. lograron triunfar con li ». E x . sinto-me no dever de exprimir uma vez mais a V E x . o Embaixador Mastny conquis. condensado en r. . alto cargo de Embaixador extraordinário. como intellectual e artístico. don Pedro el dei "fico" es mucho m á s grande que el emperador metido en aventuras bélicas con los pueblos vecinos. Traçando amizade muito particular de que a Republica as linhas geraes de sua biographia. si el tenaz defensor de la independência uruguaya o el gran desolado de San Isidro de CurugUaty. soube crear para a Teheco-S'ovaquia um ambiente de sympathias e afferto. aqui do illustre ministro Jan Havlasa. J á ao aceitar a missão que me uma das figuras de maior destaque na diplofoi confiada. porém. Embaixador ExtraorRio de Janeiro — Rio de Janeiro. o illustre Dr. e Tchecoslovaca. .-oom sólidos laços ligando a s duas nações. E x . . ni los desmanes de Artigas. en ese bloque de mármol no debe florecer el rictus de la guerra a muerte suscrita por el Libertador. tado de natural distineção.\ bilidad dei proceso que nos condujo ia via de las armas y de la inteligência a la consumaciôn de la independência politica: en ese bloque de mármol de América.apresentar novamente. tica: e rogo a V. . da sua decoração. ' • • • - • • • .— Vojteth Mastny. transposto as fronteiras e isto era-me seguro penhor de que a Nação de seu paiz. na pessoa de V. • ' • . " AMERICA BRASILEIRA seu próprio Espirito. Mastny. el Miranda què en los campos de batalla vive em compafiia de los clássicos o el Miranda que en Valencia compromete la Causa de la Republica y pasa desde ese momento a la vida amarga de uni prisiôn en donde Ia paciência eleva su alma a la m á s alta concepción de su destino.NUMs. por esfuerzo espontâneo de los jardineros criollos la titãni-«a tendência romântica de aquèlles homb: JS que sin la preparaclón de los "revoluc? mários franceses". irradiando as linhas daquelle palácio.sua excellentissima família com a s seguransagem : ças da minha mais alta estima ê considera"Legação da Republica Tchecoslovaca — ção. Alberto Mas. de seus adornos. Presidente da Republica » seguinte men. Ex. conhecia eu as grandes affinidamacia tcheco-slovaca. Jurista de grande renodes de cultura. servida por uma solida cultura. - • • • • . .I A l i ANXO I "Cumplidas las Independências. em estylo tcheco. o Embaixador votos mais sinceros que faço pela sempre Extraordinário da Tchecoslovaquia dirigiu ao constante felicidade pessoal de V. que. impondo-se á admiração dos cenbrasileira saberia estimar devidamente a tros cultos da Europa e da America. armas gracias a una dirección más bien ir :electual. de sentimentos e idéaes. no en el sentido de las victorias épicas realiza. A pre-et r. yo no sé. estava em acreditar. tem revelado uma forte amizade pelo Brasil. o meu profundo reconhecimento pela acolhida gentil. mas o "-ItiesíKÇSFKiMV J PAVILHÃO LA REPUBLICA TCHECOSLOVACA . cuál de los Artigas es superior. que me permitta Formoso typo de homem. por oceasião da commemoração do o governo de Praga. uma tal-a nas eommemorações de Sete de Setemcadeia continua de impressões de beíleza.. felicitações da Republica Tchecoslovaca e os conversador admirável. favoreceu a «ua representação na Exposição Internacional. . as e brilhante. . Nó! \ todo esp constituye el dolor que es parte de í la raza heterogênea. en fin. que levo desta Tcheco-Slovaquia nos enviou para represenRepublica as mais gratas recordações. intelligencia lúcida á Republica dos Estados Unidos do Brasil. Ministro plenipotenciario em Londres. corresponde a las republicas latinas de la América sintetizar noblemente el esfuerao incomparable de los libertadores.

nestas palavras: . Dilecto Filho Nosso e Veneraveis «• mãos. pois. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. Saibamos criar o Brasil e tornal-o grande. Bonifácio e Aleixo.. em que* pela propagasâo *ji do erro e pela avidez das coisas terrenas. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qu* nelle tudo se Inflammasse. Nôs. n a Coroa Vermelha. I o nosso coração ao ver o povo brasueiro. que liga os homens e os faz crescer.. A religião cathoüca no Brasa. que é lume e senza da qual. de amor. tulos dos SS. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. dentro da civilização christã. Dado em Roma.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. sobretudo na nova geração. na magnificência de suas iuzea por fim. P a r a os brasileiros. é necessário reintegrar a nossa viu:. a Cruz que lhe j deu o nome. mas não affectou o sentimento nacional. os soberanos compareceram pessoalmente ás cerimonias e assembléas. triumpho a Eucharistia. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá u reconciliação do Estado leigo com a Egreja. junto de S. Pe*»*0. Arcebispo de S. se erigirá por um voto expre«-h o e unanime da Nação Brasileira. No Canadá. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. por mingua de tempo. a Egrcj a Brasileira. ainda na ultima guerra. além das indulgência». E. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis u m Congresso Nacional para.. providencial q u i t e n h a progredido por toda a p a r t e com novo fervor o culto do Santíssimo Sacramento. sob o alto patrocínio üt D. como penhor dos divinos favores. Montreal. em testemunho de Nossa Benevolene"*»j|. não so para agradecer a s mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. não erigindo estatuas aos deuses de força. fazendo " desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses aó eu e <conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. por bem realizar tão santo emprehendimento. nâo fixada pelos textos d« lei. em verdade. Saudação e Benção Apostólica. que. nas letras. u m a força de organização e disciplina. na judicatura.ANNO 1 A estatua de Christo Foi soltmm mente lançada no alto do Conov. e sob a presidência de D. emfim. * vôs. única região americana honradai por um Congresso Eucharistico Inteinacional. concedemos o privilegio de celebr» missa á meia noite. Madrid e Roma. li A 12 . nem uma reunião episcopal. N a Allemanha foi tão empolgante o Congresso qur. Oxalá se propaguem po» toda a parte taes industrias de piedade. em todas as manifesta ções do espirito nacional. que nos protege. nos princípios austeros da probidade chirsta. como o nosso. na sciencia.. a que o Congresso. onde busca as inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. Vienna. sem fé — ê a lição inconteste da historia -e a.A N u m a época. fonte de onde brota «» pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. onde a religião tem sido.é realmente. três mil sacerdotes e u m a multidão calculada em quinhentas mil pessoas. desde a catechese. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. A reunião Eucharlstica e uma INSTALLAÇAO DO CONGRESSO EUCHARISTICO. como um ex-voto do nosso paiz. j á sentimos que exu. mas também. e«i cerradas fileiras. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunlrem-se ' d e todas a s partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classe» sociaes. m a s adorando-o Deus de bondade. mos preces a Deus para que benignament|jj conceda os melhores resultados e os í r U w q u e desejaes. em esp>=ctaculo formoso e incisivo.AMERICA BRASILEIRA NT. No Brasil. Sebastião Leme. arcebispo de S. S.. pedra fundamental do monumento u Christo Kodtmpior que. n u m estimulo magnifico. o próprio Imperador. commemorou o centenário.* o Congresso Eu charistlco tem u m alto significado.* praxe. Nenhum povo foi grandí. E n t r e no». cardeal presbytero da Egreja Romana. Não ío: um congresso ecclesiastico. arcebispo «la Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. — Pio TT ""«« — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos.US.. po» não h a meio mais efficaz para o incremento de todas a s virtudes do que o culto da Sagrada Eucharistia. primeiro anno 1" verde |da Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. O monumento será um symbolo de amor e de fé. e aos ' demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. e de fé. de P a ris. que receberam na religião de . mas a larga assembléa da nação religiosa. j á tendo s» realizado 25 internacionaes. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. teria tido no Congresso E u c h a n a tico a mais formidável demonstração.ulo . N u m paia. foi . n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. P A P X Presbytero da Santa Igreja Romana. se ainda houvesse mister de manifestar a sua grandeza.' dos quaes os mais celebres foram os de Friburgo. E . depois da vigília eucharistica. desde que os portugueses de 1500 elevaram. erguido num frêmito de fé. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benéfica influencia sobre o mundo. . da Bahia Cabralia. ao lado de cento e vinte bispoa. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. de fé e edificação. pondo nelle a unlca espefaW de salvação e p a z . ben far non basta. no. dará o seu apoio. entretanto. onde: a separação foi um preito da liberdade. que assistimos no mundo inteiro u m a rc*i3.-2~J espiritualista e que vae avultando no nosso paiz. Reimsj. a cujo fulgor vive. na Imprensa. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. Sebastião do Rio de Janeiro. regionaes e nacionaes. o alento espiritual p a r a os grandes conquistas da nação. magistério. exaltou-se numa prece collectiva. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . Jerusalém. nellas tomando p a r t e . n u m symbolo grandioso. que têm lé religiosa. PIO XI. levando eu. consagrando-o á invocação divina. Nos Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. vae arrefecendo a caridade de muitos.eub pães. S . protestante. mas vinda do coração. dos títulos de S . contribuindo p a r a essa realizarão. tendo á frente o Governo Federal. Bonifácio e Aleixo. í a r ° . mais o mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. Sebastião do Rio de Janeiro. pelo costume intra duzido dos Congressos Eucharisticos. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. o Congresso nãcí ponde ser internacional. na eloqüência de seus membros. Londres. possivelmente. acompanhada poi muitos milhares de pessoas.n 0 "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Arcodia 10 de Agosto de 1922. através de seus nomes manrepresentativos. na força de seu explendor. pedindo bênçãos sobre a terra de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. pois a nação inteira. primeira voz a se levantar confortando '•-• animando o Espirito nacional. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. A estatua grandiosa será u m symbolo. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. Sem esforço pois comprehendereis. n<j parlamento. Colônia. vemos todos o espectaculo confortador de u m povo que tem crença.

que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. ' Por gentileza tão da nossa Índole este deu. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. em todos os seus motivos architectonicus. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Salnt-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarlos franceses. em mos a seguir: nome do Governo Federal. correspondido com signal calor pela França. em paginas immoredouras. com que. A. agradeço a distincção com que tanto nos captiva. o prestigio maravilhoso de actividade que a. presidida pelo S r . despertaram sempre no nosso povp. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não sO as demonstrações officiaes do mais alto significado. encontrou no Brasil. sem : medir sacrifícios. a grande nação amiga e. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. O material empregado na construcção. Alexandre Conty. vai ficar Nações. de medida e equilíbrio. A inaugu. em plena propriedade. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. na mesma festa inaugural. bem como aos vossos sympathla>?iil»rMlêrfmento e admiração FRANÇA ctura metolica. representante de admirável Sorbonne. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. a extensão dos nossos rios. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da araiagradecimento á França. na creação professada Dr. também de cimento. da faculdade de Medicina de Pariz. depois de encerrado o certamen. que. Por u m gesto de captivante gentileza. do mais apurado gosto artístico. Srs.NUMS. sendo que o revestimento externo. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. T e r á a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem no nosso paiz. A sua decoração. Foi construído em 128 dias. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. um dos das virtudes nativas da sua gente..illuminando o mundo. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. apresenta o colorido da pedra franceza. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. o futuro da nossa civilização. no discurso que proveitosa do seu gesto requintado. Pierre Janet. i | theor e variedade dos nossos mineraes. esse pavilhão. o eminente embaixador. com o compacto moral. proferiu nessa solemnidade e que reproduziE ' com maior desvanecimento. Chiray. o Professor George Dumas. Um grupo admirável de artistas fundava j a Academia de Bellas Artes. que deu á sua representação. o illustre publicista do Instituto de ! das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". O deputado Géo Gerard. offertando-nos um symbolo de Versalles. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. de espirites e de força. que raia da Dha-de-France. do Pequeno Trianon. . disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o centenário de nossa independência política. que tanto nos captivou. pelos engenheiros brasileiros Drs. com pre'sença"sem rival. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. na Avenida das archetectura francesa no século 18. AMERICA Ainda agora. todo o sul e centro do BrasU i e celebrava depois. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. Antes da independência. F r a n ç a encerra. A influencia da civilização francesa. por que lembremos sempre a França. militar francesa. cumprimento. a todo seu alcance. em que commemoramos o Centenário. iniciava-nos na I techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um doa | vossos provectos naturalistas viajava. o capitão Fonck. herdeira da civilização greco-latina. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior.nas suas escolas superiores. um enthusiasmo fremente e vivo. com viva vosso intermédio. eão expressivas dessa inquebrantavol amizade que nos liga á França. no espíritos de elite da cultura franceza moderna. não só o alllvlo político. e da resistência a victoria. será doado ao Brasil. pela honra que no<s sade que rios une. acompanhamos extacticos a força do grande povo. a que deu mais vigoi e mais beíleza. 9 A Í2~— ANNO í A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a <*i> acolher o nosso convite para comparecer á Exposição Nacional. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. • não somente a opulencia da nossa flora. pela sabedoria. cuja vitalidade. Crozier e o Barão de Thénard. o sábio mathematico que todo o mundo admira. Ministro Ferreira Chaves. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. de Versailles. e o aperfeiçoamento das suas artes. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. Emile Borel. de admiração e deslumbramento. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. e o brilho.pavilhão. mas também vaticinai va. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptiíosa Avenida das Nações. Os Idéaes de cultivo e liberdade. A sim. de par com o progresso econômico. expressasse essa gratidão. mãe espiritual de) toda a latinidade. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. fazendo-se representar de modo tão brilhante nas festas do Centenário. pela grande Nação. era constituída de nomes da mais elevada significação. nas suas linhas elegantes e sóbrias. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. espiritual e material. onde o espirito francês transparece. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. em H a muitos motivos na vida do Brasil para vossas pessoas. bem como os da Intellectualidade francesa. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nóssr. pela força e pela beíleza. que é definitiva.

como um ex-voto do nosso paiz. contribuindo p a r a essa realização. Non Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. n a Coroa Vermelha. a que o Congresso. e»i cerradas fileiras. Pe*». no parlamento. Não fo: um congresso ecclesiastico. n a Imprensa. pondo nelle a única espeffftw}'» de salvação e paz. nos princípios austeros da probidade chirstn. dará o seu apoio. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis um Congresso Nacional para mais e mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. Oxalá se propaguem poi toda a p a r t e taes industrias de piedade. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. E. ao lado de cento e vinte bispos. na força de seu explendor. em todas as manifesta ções do espirito nacional. e aos demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. que nos protege. por mingua de tempo. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. o nosso coração ao ver o povo brasneiro. não fixada pelos textbs >3e lei.o Congresso Eu charistico tem um alto significado. grandeza. commemorou o centenário. _Q~ o espiritualista e que vae avultando no nosse paiz. San dação e Benção Apostólica. v-ôs. P a r a os brasileiros. emfim. u m a força de organização e disciplina. mas adorando-o Deus de bondade. Coloniu. S. na magnificência de suas iuzea por fim. na judicatura. num symbolo grandioso. exaitou-se numa prece collectiva. No Brasil.. j á tendo s«= realizado 25 internacionaes. pelo costume intro duzido dos Congressos Eucharisticos. vae arrefecendo a caridade de muitos. ainda na ultima guerra. levando um triumpho a Eucharistia.A M Ê R I CA BRASILEIRA NU. da Bahia Cabralia. *é realmente. Bonifácio e Aleixo. é necessário reintegrar a nossa viu:. PAPA-. concedemos o privilegio de celebrar missa á meia noite. A reunião Eucharlsfica e uma INSTALLAÇÃO DO CONGRESSO EUCHARISTICO-. que têm fé religiosa. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. como penhor dos divinos favores. onde a religião tem sido. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunirem-se 'de todas as partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classes sociaes. será um symbolo de amor e de fé. os soberanos compareceram pessoal-mente ás cerimonias e assembléas. Nenhum povo foi grandf. e sob a presidência de D. num estimulo magnifico. regionaes e nacionaes. •sem fé — é a lição inconteste da historia -e a. erguido num trcmito de fé. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. sob o alto patrocínio cK D. a Egreja Brasileira. Nôs. junto de S. j á sentimos que exü. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. E. cardeal presbytero da Egreja Romana. ben far non basta. nellas tomando p a r t e . não erigindo estatuas aos deuses de força. única região americana honrada por um Congresso Eucharistico Inteinacional.. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. J . a cujo fulgor vive. tulos dos SS. que liga os homens e os faz crescer. pow não h a meio mais efficaz para o incremento de todas as virtudes do que o culto da Sa g r a d a Eucharistia. em verdade. íare mos preces a Deus para que benignames * conceda oa melhores resultados e os f«"u que desejaes. como o nosso. Na Aliamanha foi tão empolgante o Congresso que o próprio Imperador. consagrando-o á invocação divina. e de fé. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. através de seus nomes manrepresentativos.com a Egreja. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. rir. pedindo bênçãos sobre a teria de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. "° "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Areodia 10 de Agosto de 1922. Sebastião do Rio de janeiro. teria tido no Congresso Eucharistico a mais formidável demonstração. — Pio X* "«nit — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. desde a catechese. arcebispo de S. de amor. S . dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. Arcebispo . Madrid e Roma. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá i» reconciliação do Estado leigo. nu niasristerio. vemos todos o espectaculo confortador de um povo que tem crença.' dos quaes o* mais celebres foram os de Friburgo. Sebastião Leme. pois. de fé e edificação. se ainda houvesse mister de manifestar a sua. de Paris. Saibamos criar o Brasil e tornai-o grande. tendo á frente o Governo Federal. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benetica influencia sobre o mundo. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qiw nelle tudo se inflammasse. Presbytero da Santa Igreja Romana. Montreal. protestante. Bonifácio e Aleixo.>' N u m a época em quoj pela propagagàV-' do erro e pela avidez das coisas terrenas. que. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. mas vinda do coração. li A 12 — ANNO I A estatua de Christo Poi MI ti ei mi emente lançada no alto do Cuno\. N u m paia. l r " mãos. Dilecto Filho Nosso e Veneravei%. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. nas letras. o alento espiritual para os grandes conquistas da nação. de S. Londres. na sciencia. E n t r e nos. PIO XI. Joaquim Areoverde de Albuquerque Cavalcanti. Dado em Roma. mas a larga assembléa da nação religiosa. arcebispo <L> Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. além das indulgências* praxe. onde a separação foi um preito da liberdade. dentro da civilização christã. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . possivelmente. sobretudo na nova geração. O monumento. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. qutassistimos no mundo inteiro uina. Reímsj. desde que os portugueses de 1500 elevaram. não so para agradecer as mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil.MS. primeiro anno verde d a Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho.em testemunho de Nossa Benevolência. três mil sacerdotes e uma multidão calculada em quinhentas mil pessoas. mas também. fonte de onde brota es pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. nem uma reunião episcopal. que é lume e senza da qual. a Cruz que lhe deu o nome. Jerusalém. dos títulos de S .S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. providenciai q u * t e n h a progredido por toda a parte com novo fervor o culto <io Santíssimo Sacramento. A estatua grandiosa será um symbolo. Sebastião do Rio de Janeiro. fazendo "desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses ao eu e conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. mas não affectou o sentimento nacional. por bem realizar tão san to emprehendimento. foi a primeira voz a se levantar confortando '-• animando o Espirito nacional. que receberam na religião de r-eub pães. A religião catholica no Brasil. nestas palavras: . o Congresso não Donde ser internacional. pois a nação inteira. No Canadá. entretanto. Sem esforço pois comprehendereis. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. onde busca as Inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. na eloqüência de seus membros. Vienna. depois da vigilia euebaristica.ulo a pedra fundamental do monumento a Christo K c k nipior que se erigirá por um voto expressivo e unanime da Nação Brasileira. em esp>=ctaculo formoso e incisivo.

O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. de espíritos e de força. a extensão dos nossos rios. despertaram sempre no nosso povp. Ministro Ferreira Chaves. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. cumprimento. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares.Nação. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. em todos os seus motivos architectonicos. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptúosa Avenida das Nações. acompanhamos extacticos a força do grande. mãe espiritual dei toda a latinidade. deu. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. O material empregado na construcção. nas suas linhas elegantes e sóbrias. na creação professada Dr. um enthusiasmo fremente e vivo. o capitão Fonck. sem medir sacrifícios. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. na Avenida das archetectura francesa no século 18. todo o sul e centro do BrasU e celebrava depois. em H a muitos motivos n a vida do Brasil para vossas pessoas. a grande nação amiga e. da faculdade de Medicina de Pariz. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. o futuro da nossa civilização. a todo seu alcance. que raia da nha-de-France. A sim. Emile Borel. . com pre'sença'sem rival. apresenta o colorido da pedra franceza. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da amiagradecimento. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. onde o espirito francês transparece. também de cimento. AMERICA Ainda agora. esse pavilhão. pelos engenheiros brasileiros Drs. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. bem como os da intellectualidade francesa. era constituída de nomes da mais elevada significação. A sua decoração. que é definitiva. no espíritos de élita da cultura franceza moderna. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. por que lembremos sempre a França. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. será doado ao Brasil. pela grande . o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nõí< sr. mas também vaticinava. depois de encerrado o certamen. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. não só o aJllvlo político. representante de admirável Sorbonne. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. Crozier e o Barão de Thénard. herdeira da civilização greco-latina. de Versalhes. que. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. a que deu mais vigor e mais beíleza. Chiray. offertando-nos um symbolo de Versalles. que deu á sua representação. agradeço a distineção com que tanto nos captiva. Terá a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem ?o nosso paiz. Alexandre Conty. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não so as demonstrações officiaes do mais alto significado. pela força e pela beíleza. A. sendo que o revestimento externo. militar francesa.' illuminando o mundo. espiritual e material. povo. com o compacto moral. de par com o progresso econômico. Um grupo admirável de artistas fundava a Academia de Bellas Artes. em plena propriedade. que tanto nos captivou. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o c&ntenario de nossa independência política. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. na mesma festa inaugural. á França. A influencia da civilização francesa. O deputado Géo Gerard. expressasse essa gratidão. iniciava-nos na techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um dos vossos provectos naturalistas viajava. bem como aos vossos sympathia.pavilhão. o eminente embaixador. em que commemoramos o Centenário. pela honra que noi sade que nos une. encontrou no Brasil. «ão expressivas dessa inquebrantavel amizade que nos liga á França. e o aperfeiçoamento das suas artes. de medida e equilíbrio. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. no discurso que j proveitosa do seu gesto requintado. e o brilho. 9 A 12"— ANNO I A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a «kn acolher o nosso convite par» comparecer á Exposição Nacional. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. com que. com viva vosso intermédio. vai ficar Nações. o sábio mathematico que todo o mundo admira. j theor e variedade dos nossos mineraes. do Pequeno Trianon. cuja vitalidade. de admiração <i deslumbramento. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. Por u m gesto de captivante gentileza. não somente a opulencia da nossa flora. um dos das virtudes nativas da sua gente. o Professor George Dumas. o prestigio maravilhoso de actividade que a F r a n ç a encerra. Foi construído em 128 dias. Srs. proferiu nessa solemnldade e que reproduziE ' com maior desvaneclmento. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". Antes da independência. em mos a seguir: nome do Governo Federal. Os idéaes de cultivo e liberdade. pela sabedoria. do mais apurado gosto artístico. Pierre Janet.nas suas escolas superiores. fazendo-se representar de modo tão bri' Por gentileza tão da nossa índole este lhante nas festas do Centenário. e da resistência a victoria. o Illustre publicista do Instituto de das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. em paginas immoredouras.NUMS. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Saint-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarios franceses. presidida pelo S r . íSáttáaerímento e admiração FRANÇA ctura metolica. A inaugu. correspondido com signal calor pela França.

mas muito mais.a Paris. este será agora o ultimo contacto que tereis com o Brasil.de taxas e impostos alfandegários para a obra sistindo o professor Martinenche pelo cultivo Historia da Colonização Portugueza no Brada medida e do equilíbrio. e de Dumas. I As respostas dos novos acadêmicos. associando-se e pelas referencias enthusiasticas que tem ás homenagens ao grande escriptor francez. na pessoa de um dos seus espíritos fac-simile a mais r a r a documentação. prestes a p a r t i r . o que Jâ sabem trabalhaste pelas nossas letras. em expressivos disdursos.veu unanimemente eons^atular-se com i . E ' uma obra simiFrance. J harmonia.o^sa cultura. que vos admiram — e que. . Chile e do Uruguay. que está collegindo e reproduzindo em á França. prezam e admiram a grande nação a que perterceis.á estava sob pressão.-ciência e sobretudo pela perfeita e im. E.dizer a conservação do espirito nacional. E ' mesmo talvez no fim de contas. de philosopho e escriptor. j lar á que o Governo Italiano emprehendeu e realizou por oceasião do 4o Centenário do | Monsenhor Baudrillart descobrimento da America. O eminensa nos arebivos da Europa. merecido ás mais altas autoridades nacionaes Recebeu Monsenhor Braudillart. Levareis ainda viva e quente a lembrança deste grupo de Brasileiros. em homenagem sil". modelo de perfeição na maneira de imaginaria e de realizar as experiências" Estudou largamente as intenções da obra de rsychologia de Dumas a cujo magistral tratado referiu. Letras e a Alliança Franceza promoveram ao e ficou constituído o mais opulento mananMonsenhor Alfred Braudillart. Bem consufc'.AMERICA X I M S . Assim. sem mais tempo mais hnalyse. n a v a n g u a r d a da civilisaçãò. "modelo de methodo. membro da cial de documentos relativos a Colombo. eleitos sócios correspondentes nas vezes de Jean Finot e Casper Brauner. que está tanto em Descartes. <^ Depois de saudar seus confrades. certamente tel-o-ia incumbido de apre-' que animou bello trabalho de Martinenche s e n t a r u m a mensagem especial á Academia sobre Moliére. que era também o da r a . formulando votos ! por que seja a vossa actividade. "Historia da Colonização Portugueza no Brafoi uma festa do gênio latino. in. Mas ai! deante de ! verno. um bem que sejaes constrangido pela força material das circumstancias a partir directamente daqui para bordo do vapor em que seguireis para a F r a n ç a . Verifica que nos visitam. que tanto se honrou com as eleições aos illustres professores de Sorbonne. que disse familiar aos cou-lhe estas palavras: "A Historia da Colomembros da douta companhia. do particular. pressam com as qualidades e defeitos. não foi menos significativa. soubesse que proposta do professor Afranio Peixoto.desses sentimentos de sympathia pela França vos transportes da valiosa e evidente amizad-3 nos homens de lettras do Brasil.| rência na Academia. desde logo. não só á sua mentalidade. em cujos estudos ibéricos temos tido as mais brilhantes e eruditas lições. que. casa de amigos das letras. m Levantou-se então o illustre prelado. contentes ficando de vosso en. »° a Academia de que faz parte. saudando George Dumas. mo fim e têm o mesmo programmá: a conservação da s u a própria lingua. As intenções da Academia. saudava a Franga. quando chegar mutavel reciprocidade de sentimentos af. o psychologo moderno e atilado. porque bem conhecia a fíima do salvo mestre da Sorbonne e de h a muito rendia veneração a estima ao eximio professor ria lingua castelhana. em que explicava a obra do extraordinário russo pelo amor. voltando da Argentina. o d"e o pôde aferir-se pelos fasciculos já publicados Embaixador Conty patrocinou. disperde elite. ««" J deveria p a i a ' alguma. disse-lhes i mesmo temperamento da raça procrea Na sessão de 28 de Setembro do anno seu agradecimento. | mento fora de todas as cogitações e de todas como em Racine. essas qualidades sil. Não foram apenas palavras Brasil. Incluindo os próprios movimentos autonomicos q" e s e com o maior brilho e fulgor.: O deputado Francisco Valladares apre' das com o maior interesse. um emprehendimento em nossa Capital. r Academia Franceza e da própria F r a n ç a . O A 12 B R A 5 É L E I ftA \NNO I A mentalidade franceza no Brasil A Academia Brasileira prestou uma commovida homenag. em vós. que justificou com as seguintes palaessenciaes ao gênio francês. O professor João Ribeiro. ao mesmo tempo que favoreceu oceasião de um novo testemunho da cordialidade franco-brasileira. "que antes de tudo a Academia. accentuou que. porém. o psychologo e escriptor de tão altos méritos. constitue. e a que tanto deve r. e r a m 'sustentadas cional. procura sagrar o escriptor applavelido e já acclamado.i gem á F r a n ç a .mesmo á Academia Franceza. o que quer com a mais profunda penetração critica. ella é. Sr. A Academia Franceza e bispo auxiliar de Paris. poucas horas deixareis essa praia festiva e o i E n t r e applausos sentou-se o notável céo sob que fostes acolhido com affabilidade e orador. O Sr. relativa ao Brate prelado. Medeiros e Albuquerque. Oliveira U m a . honrando-se com a eleição rir. n u m ambiente de respeito c admiração a que fizestes jus pelos peregrinos j admiração. de passagem por algumas horas sil. nesta j sacrificio glorioso pela humanidade. A saudação do Sr Ataulpho de Paiva. passando depois pelos que escrevem sobre Saint-Simon e Augusto Comte. louvores ao Brasil. chegou a Tristeza e Alegria. a Academia Brasileira de Letras. rada. em que o ser se dissolve na totalidade da natureza. que foi levado á Sorbonne pela indicação honrosissima de Theodule Ribot. de Martinenche o critico literário tão admirável. cada vez Historia da Colonisação Portugueza mais propicia á irmandade espiritual francono Brasil brasileira". sobre cujo "espi. que nos eleva e nos agora pessoalmente o orador a intensidade prende á gratidão incomparavel. a Academia. Essa ' illustre professor de Sorbonne. Terá prazer em referir isso nossa . nisação. dedseu eminente confrade. por fim. Carlos de Laet. assegurada atravez do mutuo conhecimento das elites. Alegres vos i cuja pessoa rendemos mais uma homenarecebemos. . realisando a fusão pantheistica. consentiu em realizar u m a confede abnegação de alguns patriotas e philan. da Sorbonne. onde estivera em missão apenas fortemente amparado pelo espirito especial. fazendo o elogio da obra do acadêmico e historiographo eminente. cantador convívio e já saudoaos nos sentimos j mas também ao seu espirito de ordem e de com a proximidade commovente da despedida. pela bia e conhecia. A publicação da | "Racolta Colombiana" exigiu do Governo da A recepção que a Academia Brasileira de Itália o dispendio de alguns milhões de liras. ceneluio o Sr. no Boas vindas vos damos muito cordiaes. ouvi. que o Brasil tomou resolutamente o seu parsempre nos dithyrambos dos extrangeiros tido e esteve sempre ao seu lado na hora amarissima que precizou enfrentar. explicou-as os seus oradores — os acadêmicos Medeiros e Albuquerque e Ataulpho de Paiva. mais uma vez. como o Sr. porque não se podia alongar e o navio que conduziu ã F r a n ç a o illustre prof essor . prefaciando um livro do já existe virtualmente entre a França e o dr. "e alguma cousa mais tendes feito. inteira e completa. que chamou de livro modelo. As personalidades dos novos a c a d e m i ' cos. Depois de por ao relevo a obra ibérica di.Cid" Em seguida o orador se refere ao espirito neiro. despertaram en. sobre Tolstoi. Do primeiro estudo de Du mas. em que analysaram o espirito e a obra dos novos membros correspondentes da illustre Companhia. ao suecessor de Jean Finot. Medeiros e Albuquerque. o' profesor Martirenche. salienta seus approximação feita sob tão altos auspícios. em Pascal e em AnatnU as possibilidades de lucro. Se passado.» horas no Rio de J a . Ernesto Martinenche. estudou largamente a sua fulgurante personalidade literária. não precisamos mais louvar.] vras: "A "Historia da Colonisação Porturit de mesure" construiu a mais admirável . onde soube dar uma feição ã Brasileira. o grande mestre de psychologia contemporânea. quanto se pôde prever desde agora. tão conhecidos nos são e tão largo é o renome que os cerca no Brasil. A grandeza desta obra ^ França em face da crise universal. na recepção aos professores E m e s t Martinenihe e Georges Dumas. tivemos ensejo de hospedar e em dotes de caração e intelligencia. de onde nos vinham idéas sãs e robustas e. Mostrou.in á mentalidade franceza. sem quaesquer subsídios officiaes. "Não importa. As duas instituições visam o mesanalyse das figuras do grande gênio francês. lhe rendendo as homenagens. em ultima analyse a historia naajinda quando perigosa». as quaes cabe a funcção mentora dos povos. o presidente e estrangeiras. que vos prezam. Embaixador da França fectuosos inteílectuaes entre o vosso amado J naturalmente outro tanto fará ao seu gopaiz e a nossa cara pátria. apenas. gueza no Brasil" constitue um emprehendü obra de beíleza. será um livro m o n u m e n t a l . Nos positi. que diseon-pra com larga proficiência riotavel erudição sobre a historia da literatura hespanhola e em especial sobre as origens do th"<tro que bellamente floresce na pátria he roica >li.sentou á Camara dos Deputados um projethusiasmo pelas palavras de cordialidade com cto de lei para que fosse concedida Isenção que celebraram a mentalidade brasileira. A F r a n ç a não se esquecerá nunca da 1 de enthusiasmo pelo explendor de naturesa. sobre A attitude da tropos portuguezes.

1 cultura jurídica no Brasil. e o descopromoveu «. a que compareceram Magalhães. critica desta manifestação pe. abrangendo os primordios d l conquista processual. Edwin j Os grandes mercados de ntvraros africanoi. que inspiraram a sua publicação comparável á "Raccolta Colombina". esta obra adquire a mais Indiscutível e transcendente importância para o estudo da historia do Brasil.mação ão Exercito brasileiro.e entre as notabilidades extrangeiras cita sa de svii extineção. Regência trínna e una. de que appareeeram a 7 de I hollandezes no Brasil. que ê evidente a patriótica Sociedade que a edita" AMERICA BRASILEIRA a anda dos deputados brasileiros. A America não wrcuelano. por Henrique Santa Rosa.ter Hotigh. A Marinha na guerra da pacificação interna do Brasil. presidente e secretario geral do autonomia do Brasil.de no ftrn-iit. por Braz do Amaral. e publica. o erudito organizador da mais notável bibllotheca particular relativa á historia do Brasil. Th. Relações entre o Estado e « Hepubiici. O Bras:l processos do grande movimento. cujas despesas são calculadas em quantia superior a 5. e já estão figurando. A Carta Constitucional Por iniciativa do Instituto Histórico e de 1824. Ceara. A constituinte e a influencia que s<amer. A Adrien Delpech. Ricardo Levtw». se formavam. hespanhóes e portuguezes. A adrativo do Centenário e sob a protecção do da Regência. por Rego Monteiro e Barros WaitGeographico Brasileiro. poração dos novos territórios no concerto das A Marinha Nacional na campanha grandes e cultas potências da era moderna. Os pliico do Brasil. por Eugênio Egas. Da influencia extrangeira em Ao Congresso foram apresentadas innunossas lettras. São evidentes os intuitos de homenagem ao Brasil. e as mUtuõút < «•O Sr. Historia do Rio Paraguai/. por Evaos volumes restantes da Introducção Geral.il A inauguração realizou-se no dia 8 de Se Gama. por AfAlém da reunião do Congresso Interna. desde os episódios meiro século do descobrimento.zaga. A publicação desta obra -monumental. Enrique Loudet. Rafael Avias trihus importadas e sua distribuição re. Forde Castro e Tavares de Lyra. por Ropolpho Garcia. Agenor de Roure. Max Fleuiss. escripta pelos maiores nomes da sciencia histórica e geographica de Portugal e do Brasil. . Macional no Brasil-Rcino em face das Côrh s rio Saens. Formiçao dos limites ão Brasil.Clovis BeBrasil. destacar-se-ha. conferindo-lhe duas portarias de louvor e prestando-lhe o concurso official das bibliothecas e archivos do Estado. Os mais illustres e autorisados historiadores nacionaes e a Academia Brasileira de Lettras se exprimiram a respeito com grandes applausos e elogios. Amazonas. O ãircitt elaboração de uma historia completa da America. Os francezes no Brasil. Arthur Dougth. Gastão Rusch e no século XIX.'ctiax c. sob o ponto de vista geographico. Piauhy. reconhecendo o mérito desta grande obra. veiros de Castro. Historia do rierealizadas sobre os primeiros factos do anuo Amazonas.derley. por Agenor de Roure. desde o inicio da sua publicação. Enrique Guin. varias autoridades. eloqüentemente Interpretado pelos mais eminentes representantes do talento e da cultura das duas Nações. existentes no hollandezes como exploradores do sertão braInstituto Histórico. E ' grande o espirito de abnegação com que vem sendo publicada a Historia da Colonisação Portugueza do Brasil: emprehendimento fora de todas as possibilidades de lucro. í> A 12 — AXWO T autores da Historia da Colonisação pelo benemerito serviço que estão prestando. escrevendo ao organizador da Historia da Colonisação dizia-lhe: "A sua *>bra gigantesca ê das que ficam pelos séculos afora a-ttestando o vigor e o patriotismo da r a ç a . por Canna Brasil. Dieso Carbonell. por Itozo Lae papel de heróicos da expansão territorial. o Institui <• | nial. Presidente d» ciações litterarias no periodo colonial. Viveiros mandaré e Inhaúma. Rocha Pombo. dedicou ao monumental trabalho um longo artigo. General Bueno Marques. secretários. t nario Histórico s Geographico e Ethnogra í o França Equínoxíal. com mais de Feijó. Beniio porlnguezas. po. o regimen do colonato em Carpenter. las destacam as seguintes: Descobrimento do .goa. As raças na sociedade colocional de Histórica da America. o Segundo Congresso Internacional ministração de Historia da America. sendo o primeiro de cerca tica de Pombal e as relações do Brasil. naturalistas viajantes dos séculos XVIfJ z XIX o progresso da ethnographia indígena Tomaram parte no Congresso vario. Eufrasio Loza. por Coriolano de Medeiros. Os prodromos Ú-J mundo. Esta publicação vae ser unlca até agora nos dois paizes. e o segundo. Folk| meras theses e communicações.Hall. por Pe. sendo posteriormente publicados suppressão do trafico d lei áurea./-linctas nos tempos históricos. até as ma. e dentre ei lore parahybano. Fundação de S. viagens e explorações. por Coriolano de Medeiros. Para. por Solideviláqua. Como manancial de documentação. pelas suas proporções e pela grandiosidade da execução. u* de 1822. por Muniz Barreto. Os primordios econômicos do pritoda a sua complexidade. por de 1. Ta A direcção dos trabalhos competio aos Sr». com sede no Edifício do Gabinete Portuguez de Leitura do R«o de Janeiro. sob o seu alto patrocínio e premiando-a com duas portarias de louvor Todas estas considerações. collooando-a. o que era a causa de Portugal. como parte do programmá commemo. com. Ployte. que. e organização judiciaria.c: • pital. por t«"i1 nío Leite. fonso Taunay. cuja procedência a Câmara avaliará. Waicia franceza na conjuração mineira. Foi peeM vilizado. politica brasileira no Prata.NUMS. por Theodoro de Governo. e commissões auxiliare<= e de propaganda em todos os Estados do Brasil e em Portugal. Herman James. Conde de Affonso Celso e o Sr peciaes. O papel de José Bonífcral. em tempo algum. Os precursores de Cabral para o que o Governo foi autorizado por lei. O Governo Portugeuz concedeu-lhe como que um caracter official. a Historia da Colonisação Portugueza do B r a s i l . e papel da Armada na formação da Max Fleiss. po. e a formula adoptada pela por Tavares Cavalcanti.. por Raul Tavares." conferências que estão sendo pontualmente Thaumaturgo de Azevedo. mos os S r s . Ricardo Levenne. por Ba. por Gastão Ruch. Charles Ch indler. : Embaixador Americano.Anchorena. O poder publico do Brasil não lhe pôde ser índifferente. pois não conheço nada. reunio-se nesta Ca. lo confronto do que era a causa do Bra «2 Maria no de Vedii e Mitre. por Nilo Vai. A Polítroducção Geral.1 Escravidão: da 700 paginas. e sua evo lição tes. editada pelo Governo da Itália. Ministro V*> gional. Barrozo. está assegurada por um grupo de capitalistas. vice-presiden. Congresso de Historia da America . por Amar. que se lhe possa comp a r a r " O eminente dr. exposição de documentos e librimento do Brasil. Manifestação rio scntlment-? na. A attitude de franca Hosti. Tribus indi. collocou-a sob o seu alto patrocínio. José Carlos Rodrigues.000 contos. Jules Claire e And m o Hrasil. por Didio Costa. Garcia Diaz. A abertura doi Instituto Histórico foram os primeiros prcportos do Brasii ao commercio do mundo cimovedores da notável assembléa. para este fim patriótico. professor Le Genlidade que as Cortes vieram n assumir contra «il. e o papel politico de Rio Grande Norte e Parahyba. por : Republica. K Central. risto de Moraes. A marinha brasileira na guerra do tembro e o encerramento a 15 do mesmo mez Paraguay.nossos historiadores. presidente. por Tavares de Lyra. Prodromos da independum espirito nacional nas novas Pátrias que dência. Ricardo Robello. promovendo a sua reeolqnizacão c rievcer. scientistas e escriptores 1. bem como os retratos do= sileiro.u-C. pur Vi. Morgan. Prodromos da indepeadenda Exercito na formação automa do Brasil. Barão de Ramiz Galvâo. Este monumento litterario significará o preito de todos os portuguezes â Nação Brasileira. por Souza Doria. c cau. constituição social de cada uma. e projectos e programmas d. por Cândido Guiiiobel. por Benedicto o volume especial da Revista contendo as Propheta. por Pedro Calmon. Os vros relativos á Intendencia. Sr.Percy Morton. Max Grilio. . Paulo. justificam este projecto de lei concedendo isenção de direitos alfandegários á entrada da Historia da Colonisação Portugueza do Brasil. . por nifestações symptomaticas do nascimento Moreira Guimarães. referente ao Brasil em geLuciò de Azevedo.800 paginas. por Teixeira de Barros. por Adrien Delpech. tratando dos Estados do eio na Independência. Máximo Sotidro Calmon. na commemoração do Centenário da Independência.s O objectivo principal do Congresso é partidos.thazar da Silveira. Correntes phylosophicis.Alfredo Coester. " O Governo de Portugal. por Histórico e Geographico organizou o Diccioi Affonso Cláudio. os fastos do nosso a n n o secular. por Carlos Teschaur. federalismo. e considerando de utilidade publica. sociólogos e publicistas do Igreja. por Luiz e da colonização. por Heitor Lyra. Nicanor Burto. Das assodente de honra o Exm. de que reproduzimos alguns períodos: " E n t r e as publicações que vão figurar. Professor Martinenche. pôde viver da sua própria historia: a influen Encarregado da Columbia. constituíram uma sociedade por quotas. como ficou dito.bre ella exerceram as constituições na e argentina. por Lopes Gonçalves. O notável historiador brasileiro D r . e constitue o maior monumento bibüographico sobre a historia das nações americanas até agora conhecido. culminadas na definitiva encorCisplalma. e o Governo de MavSetembro os dous primeiros volumes da InI ricío Nassau. Maranhão. antes reclamando por parte de seus promotores um assignalado espirito de sacrificio. Debened»Ui.

Ambos receberam a distineção por poesia profunda e severa. Uma commissão composta dos S r s . na obra de Brizzolara. a que se dedicou com o maior desvelo e com o mais absoluto suecesso. reclinado. dois colossaes candelabros de bronze. Toda a tragédia tar as insígnias da gloriosa e veneravel corque encerram as suas soberbas harmonias. J maravilha estupenda dos poemas que o sagracom o gráo de official de Ordem de S. Ainda do E x m o . Braz Altieri. No outro flanco Salvador Rosa faz menção de atirar o punhal. u m a individualidade á parte. pelo centenário da acclamação de D. beija. mais justo do que a homenagem de Portugal prestada ao escriptor. na certeza de um applauso unanime e patriótico. acaba de agra— a força do pensamento. musica larga e intermédio do D r . que perpetue a memória de Francisco Manoel. — revelam-se na tellectual. firmou definitivamente a sua reputação de historiador. com três metros o vlnK centímetros da a l t u r a . a arte literária a um estado de perfeição r a r a s vezes attingido em lingua portugueza. applaude e adm i r a . inconfundível. Ministro J a n Havlasa. e autor do belllssimo Hymno Brasileiro. Thiago. ao centro da piscina. o Governo da Tchecoslovaquia nomeou o nosso director Elysio de Carvalho membro honorário da representação dessa Republica na Exposição do Centenário da Independência. O monumento entregue á cidade de S. Paulo.AMERICA BRASILEIRA NTMS. grupos limitam o âmbito abrangido pelo monumento: uma bellusima mulher representa a Republica dos Estados Unidos do Brasil. Nu obra de Brizzolara a força genial do maestro O Governo Portuguez. entre nós.três cavallos marinhos lançam jorros dentrui maneira commoveu a todos quantos traba. i» capital do Brasil. u m dos mais enthusiasticos e vibrantes que existem. No plano inferior. parece justificar o êxito absoluto que lhe almejamos. modelos perfeitos das boas letras. Thiago o a r leonino e triumphante. secretario suggestiva. expirando. a quem deve elle a interpretação esthetica dos Lusíadas.globo com a legenda "Ordem e Progresso '. A' direita ' desse conjunto. por proposta de se revela n u m a outra expressão de grandeza Sr. e dos mais illustres da nova gera. digno de ostensiaco das obras immortaes. voz suprema óo go da Espada. evocando a sua gloriosa figura. por tal acontecimento politico e podendo P°r tanto denominar-se patriótica. a Itália. o que bastaria para aureola do seu nome. Na parte central da exedra. Cav. que os reuniu num encantador superior do monumento é completada por almoço no Joekey Club. pois. descendo pela encosta "la A n h a n g a b a h ú . No topo do franco esquerdo o G u a r a n y — o indio de Alencar Idealizado por Brizzolara — acaba de lançai a flecha contra Gonzales. e que encerra as linhas geraes do esforço meritorio de Francisco Manoel: " A segunda phase da musica no Brasil. na festa do Centenário. pouco além tombada na extremidade do balaustro da escadaria. com o acto do Governo Portuguez galardoando um dos seus mais fulgurantes collaboradores. Lebre e Lima. arrancando do fundo das meditações a a Ronald de Carvalho. Cav. Elle nasceu no Rio de Janeiro. symbolizando no gosto o seu desprezo. maestro Luiz Chlaffarell! e Gelasio Pimenta. conde Alexandre Slcllano. n a data duplamente glorio»*. Joven professor de patriotismo. Vincenzo Frontini. obra justamente premiada pela Aca. Pedro i e pela descoberta da America. a. 9 A 12 — ANNO I Celso Vieira Do Governo Portuguez acaba de receber c nosao illustre collaborador Celso Vieira as Insígnias da Ordem de S. é um dos 1-romovedores do espirito nacional do nosso povo. Elysio de Carvalho é t a m . do Conservatório de Musica. contorcendo-se nas vascas da morte. Embaixador Duarte Leite. titanlco. sobre o globo.more aos lados do maestro. conde Francisco Màttarazzo. esta collocado na esplanada do Theatro Municipal. A magnifica acolhida que tem tido a idéa. thenticado. como representante do Banco I t a lo-Belga. n u m gesto de profunda beíleza. essa pagina fremente de enthusiasmo e vibração. devidamente a u . e. tomou a si a direcção da homenagem. Ronald de Carvalho é o lau. Humberto Lombroso. dois g r a n d e s . formidáciar a Elysio de Carvalho. Paulo. primoroso trabalho do Illustre esculptor Italiano Lulgi Brlzzolara. a Forga. portanto. sustentada pelo gênio das Bellas Artes: J u n t o a estes grupos representativos das duas nações irmãs. foi contemporânea da Independência. ergue-se a estatua m • bronze de Carlos Gomes. i em um dos poucos inteílectuaes brasileiros De pé.de Carrara. Nada. a 21 A estatua do grande compositor — contrastando com a existente em Campinas. Vamos transcrever o que escreveu sobre o nosso grande musico. de nove Presidente Antônio José de Almeida recebeu metros de altura e 2. Foi também o benemérito criador do nosso ensino musical. Paulo. a p o i a a mão sobre a celebre Victoria dei Samothracia. o D r . que organizaram uma commissão incumbida de levar a termo a consagração ao compositor brasileiro. foi muito obsequiado pelo Embaixador extraordinário Mastny. que é de essência superior. Cav. A America Brasileira rejubila-se. A p a r t a superior do monumento é constituído por u m a exedra de grani to vermelho polldo. A parte ção lusitana. Francisco Manoel A "Escola de Musica Arcangelo Corem1* tomou a si a louvável Iniciativa de erigir um monumento.: tos graves em que pronuncia o "fiat" genodemia Brasileira. letras e a r t e s . no seu magnifico trabalho " U m século de musica brasileira". talhados em mármore de Carrara.| sentimento e da alma da America. surgiu em 1909. e j vel. a poração. tomou a si a consecusão da obra. inclusive Nelkem. que. se destina a galardoar os que se distinguem excepcionalmente nas sciências. cad -i o nosso director um retrato.\ phador das apotheoses ruidosas . Monumento a Carlos Gomes A idéa de um grande monumento a Carlos Gomes. pois. O próprio granito provem todo da Itália.u m . representa. Maria Tudor se ergue numa attitude de Intenso desespere? ei adeante. Mario Polacco. como representante do Banco Francez e Italiano. Carlos reado poeta da Luz Gloriosa e o applaudido i Gomes. pela singularidade dos conceitos e pela sua cultura. o talento harmonioso de Celso Vieira esplende nesses dois livros soberbos que são Endymíão e Semeador. Muito lhe deve a nossa cultura da a r t e maravilhosa. tempera-i mento profundamente artístico e sensibilidade de extremada delicadeza.nos momensileira. dur a n t e a sua permanência nesta Capital. Nos extremos. a Gloria. Thiaram maior entre os maiores. que seria o seu magnifico presente ao Brasil. que em breve surgirá para maior gloria do autor e orgulho da geração a que pertence. como é a Historia Militar do Brasil. em S. como se sabe. Intelligencia maravilhosa. Sr. publicista emérito.500 kllos de peso. n u m a obra severíssima. uma vez entrada. a que nos acos tumámos. da autoria de Bernardelli — n ã o t e m a a t t i tude enérgica que dava ao autor do Guarany Officiaes da Ordem de S. militar digno. a colonie italiana de S. Porque Francisco Manoel não foi apenas o autor do Hymno Nacional. tomba o "Condór" Uma escada de granito leva & parte avançada do monumento. erguem-se dois altos mastros de bronze. ergue-se o "Schlavo" pres•nvinbroe da Legião de Honra.physionomla grave de Carlos Gomes. Celso Vieira levou.i è e. Foi elle o fundador. Quandc iam em meio do trabalho de angariar os donativos p a r a realizar o monumento. BREVEMENTE A MUSICA NO BRASIL DE Renato j\ln\âda . q u e . o autor do Hymno Nacional.pelas ventas e sustentam sobre o dorso um lham nesta casa. Celso Vieira é hoje um nome que todo o Brasil conhece. Rodrigues Barbosa. Luigl Chiaffarelll. e affirmar-se-á com esplendor novo numa obra definitiva. E' seu corypheu Francisco Manoel da Silva (1795-1865*. não ê o triumautor da Pequena historia da literatura ora. Em summa. excepto os da Musica o tia Poesia. que. no nosso meio. que se fez representar pelo Sr. e. no caminho de organização consciente. discipulo dos mestres que o precederam. onde tremularão as bandeiras Italiana e brasileira. As estatuas e os grupos do monumento são de bronze. empunha a bandeira nacional que o Povo. Genserico de Vasconcellos O capitão Genserico de Vasconcellos foi distinguido com a commenda da Ordem de Christo.' A' esquerda do grupo central. Genserico de Vasconcellos é uma das intelligencias mais brilhantes do novo Exercito brasileiro. commendador Nlcolasf Pugllàl. pelo fulgor do estylo. patrocinada pelos S r s . — ambas representadas em m á r da Embaixada Portugueza e também um in. nosso collaborador. A representação da Tcheco-Slovaquia Por proposta do Sr. nosso director. em cujos accordes fulge o idealismo tropical de nossa gente. tes a a p u n h a l a r . que tal é a Venus Camoneana. do» nossos mais abadsadog críticos musicaes. denotando bem o abalo causado. além disto. que se realizou a 12 de outubro. Soberano da í ó r m a e creador de beíleza. e D r . extremada gentileza que sobre.

Os professores do Instituto Nacional de Musica. cujo produeto forço dos legítimos e dedicados representan. progredindo com rapidez e gloria para Francisco Manoel. pois não o tendo próJulho. por Dereto de 26 de Julho deste anno para a arte musical. com o officialato da Ordem da Rosa. Compoz para ser cantado no baptisade Felizmente desvaneceram-se as nuvens de Principe Imperial D. 25 de Agosto de 1907" Quando Arthur Napoleão descerrou a cortina que envolvia a lapide. regendo-a interinamente Francisco Manoel.. flectidos. victimado por uma tisica ladyngéa e contando 70 annos de idade. o compasso tornaram-se no Nacional Brasileiro" Fallecendo Marcos Portugal. discípulo predilecto de Haydn. e as Manoel. o escopo. foi decahindo Rodrigues Cortes e Dr. Muito criança. inaugurouse a aula de contraponto. onde começou a funecionar. 9 A 12 — ANNO í AMERICA fevereiro de 1795. José regias solemnidades da Corte. solicltador do Foro desnovel instituição artística e philantropica.492. onde os que desediscípulo. cargo que exerceu gratuitamente. Dotado de for. dotada já de recursos obtidos pelo seu mente as intenções de Marcos Portugal e. Toda a preoccúpação. que o Imperador D. na rua Senhor dos Paste Musical. o estudante canbrepujava ás outras. que meredo o novo reinado u m a época tranquilla. a remoção da aula para a r u a dos Barbonos n. representando a veneranda filha do grande brasileiro F r a n cisco Manoel. que. ra para ornamentar as repetidas e promposas Nesse armarinho reuniam-se Francisco festividades celebradas n a real capella. 49. D. que em nome do Imgno de completo abandono das artes. no carneiro n . Em 26 de Agosto de 1907. 10. Maria Amalla Mu- . um armarinho pectivos estatutos". não se tornava pesada aos cofres longe de se mostrar irritado com esse injusto públicos.1848 em uma das dependências do Museu Nacional. Foi devido ainda aos esforços de F r a n cisco Manoel. A 1S de Dezembro de 1865. João VI tanto se avantajára e concorreclarinete. de que era mestre o gados cultores. zelo e amor pelo estabelecimento de educação artística. O inspirado autor do "Hymno Nacional". estudo de violoncello p a r a o de violino. como se vê pelo se. fundou a 16 Existia nessa época. i n s trumentos de sopro.tranqüilidade social e se mostraram dispostos a c o n t i n u a r . Foi sobre o balcão desta modesta casa Em 1831 foram despedidos todos os músicos da capella imperial. a quem foram confiadas as jovens que se applicavam ao estudo Ja musica. do pianista portuguez Arthur Napoleão. a Sociedade Beneficenmenos de vinte annos. 5. foi nomeado instrumentos degradantes. amparo aos seus irmãos em arte. desde 3 de Fevereiro de 1855. deixou publicados. tal o tumulto da commercial que Francisco Manoel escreveu politica. de maneira que. a Sra. maestro portuguez Marcos Portugal. offerecido ao Principe. a José Maria Teixeira. coamortecendo-se o brilho e fama em que sonhecido por poeta Lagartixa.terias em favor da instituição. que elle fundara com tanto carinho. que diá a dia apresentava novas javam estudar os vários ramos da musica revelações artísticas. de fôrma que se extremava em actividade. apagaram com a esponja esqual. depois Conego Zasacerdotes mais dedicados.Conservatório de Musica. e ainda existia ha de Dezembro de 1833. dez annos depois desse interrera de Almeida Torres. Nesse anno em 14 de Março. em pouco tempo Intelligente e prespicaz. a lyra. mestre na sua Arte. autorizando o ministro de então. todo o empenho de Francisco Manoel era ver o instituto prospero e prestigiado. quando. Affonso outro hymque escureciam o horizonte da pátria. "Hymno Nacional" para solemnizar festivaPara estabelecer a convivência entre os mente a coroação do segundo imperante do que se dedicavam á arte musical e dar a esta Brasil. um dos seus mais inspirados e abnetra da Real Camara.de Julho de 1841. então ministro do Império. Este Por seu perseverante esforço conseguio procurando occultar a sua dèsaffeiçâo pelo fundar um Conservatório. Bento Fernandes das Mercês. O seu instrumento predilecto era o D. "Te-Deum". parte para sua mates de todos os ramos da actividade brasileira. O Conservatório passou a formar a quinta secção da Academia de Bellas Artes. em 3 ça de vontade e especial vocação para a mu. no Brasil. talvez o de maior gou aos estudos. sendo seu corpo sepultado no cemitério de São Francisco de Paula. em novembro de 1853. que era Imperial Camara a Francisco Manoel da Siltambém notável mestre de philosophia e va. que no tempo do velho Rei musical. Luiz Pedreira do Canto Ferraz. se entregaram ao renascimento da O Corpo Legislativo veio em auxilio do . Compêndio de princípios elementares de música para o uso do Conservatório. nomeado mestre compositor de musi. apesar dos avantajados lucros que teve a empreza. novamente o agraciou. Cândido José de Araújo sica proveitosas lhe foram as lições de José Vianna. Mais tarde fo: logo Francisco Manoel que era oceasião opdiscípulo do celebre professor Segismundo portuna de apresentar esse movimento de Nelkem. organizando. se criou um lugar de directora. instrumentado pelo fallecido maestro Leopoldo Miguez. nutenção e parte constituindo patrimônio para foi Francisco Manoel. Lutava o Conservatório com a falta de recursos e o seu desenvolvimento era por demais lento. autor do Hymno de sua Pátria. Era reacção patriótica para iniciar novos esforços muito joven ainda quando compoz um "Teque pudessem desenvolver o estudo da musica Deum". subindo ao primeiro altar da capella imperial. esquina da do Regente. E para sua salva e guarda Mandou pasversado em diversas línguas. fundador do Conservatório de Musica.KÜMS. comprehendeu conhecia os segredos da a r t e . que deu diversos espectaculos. Pedro. reflectindo nessa coposição de vibranum desenvolvimento sempre florescente e te inspiração. a orchestra executou o Hymno Nacional. de que elle era nesse tempo o -'primus inter Francisco Manoel fazia parte da orchespares". em ceu louvores dos profissionaes da época e do que as sciências e artes puderam avoejar. Nada mais era um artista: a palhe. a trabalhar pelo engrandecimen. Hymno da Independência . no Conservatório. foi elle installado em 10 de Agosto de ca da imperial Camara. Seus pães o entregaram Nomear Mestre Compositor de Musica da Sua aos cuidados do padre José Maurício. realizou-se no Instituto Nacional de Musica um grande concerto em sua honra. ficando então o Instituto seb a fiscalisação immediata do Ministro do império. guinte documento: B R Á S I L E I RA Em 1851 foi contratada para esta Capital uma companhia de canto e baile. elle próprio. inicianno de incontestável originalidade. 1-or essa oceasião foi inaugurada uma lapide de mármore com a seguinte inscripção: A Francisco Manoel da Silva.foi empregado em apólices. A família 3e Francisco Manoel assistiu t essa justa homonangem. dor e um tanto dedicado á cultura da arte A musica. a esculptura e a architectura. Tão notórios se tornaram os seus continuados serviços em prol da arte musical. nas naves da capella real. procedimento. Compêndio Preliminar de Musica. compoz elle o segurança. Novembro de 1841 sanecionou a instituição Percebia Francisco Manoel perfeita.03 primeiros compassos do inspirado "Hymta.que. para solemnizar o jubileu artístico. enseus trabalhos de compositor. entre outros trabalhos os seguintes: Compêndio de musica (artinha) para uso dos alumnos do Collegio de Pedro I I . concedendo 16 loto da pátria auxiliando com tenacidade o es. Laurlndo Rebello. José Carlos PereiEm 1841. mais renomeou conselheiro da Ordem da Rosa. Pedro II. que. que depois desempenhou o cargo de mestre effectivo. e para desvial-o dos encontraram gratuitamente campo vasto. j á Francis"Sua Majestade o Imperador Houve por co Manoel revelara grande amor e aptidão bem. criaram-se duas aulas de Instrumentos de corda e duas d e . desappareceram seus tor da Capella Imperial. nos seus paque ao mesmo tempo servia-se de auxilio e trióticos impulsos. e os iconoclastas Francisco Manoel em 17 de Maio de 1842 para da arte. e mais tarde vendido por 6008000 a a junta que a administrava lhe conferiu.sar esta. offerecido ao principe real D. homem activo trabalha28 de abril de 1S34.substituil-o no lugar de mestre da capella imlida dos Vândalos o painel de José Leandro ! perial. Essa patriótica iniciativa calou profundaameaçando dispensal-o da orchestra real se mente no espirito do Governo. Palácio do Rio de Janeiro. até então irrequietos. por decreto de 27 de esudo deste instrumento. foi reorganizado pelo referido ministro. mais abnegadamente se entreNesse mesmo anno. o titulo de director. por decreto de 23 de J a neiro daquelle anno. os ressos. em 2 de Abril de 1857. Maurício. falleceu Francisco Manoel em sua antiga residência da rua do Conde n. a alma nacional. congraçando-se a pintura. sendo Francisco Manoel r:omeado seu Director. lnstallador. e com elles as recarias da Cunha Freitas e muitos outros cordações dos cânticos sacros que ecoavam amantes da musica. que ta Capital.prio. por decreto de 26 de construcção do edifício.i ânimos políticos se tornaram mais calmo? estro e entregou-lhe a carta imperial que e os espíritos. mudou-lhe o sino technico e proveitoso. que fora installado por Antônio Joaquim RaTaes foram os bons serviços prestados â mos de Oliveira Leal. louvando elle nâo se mostrasse dedicado e applicado ao os esforços do artista. quando perador agradeceu ao artista o seu inspirado o.

afinal realizado pelo tratado de 29 de Agosto de 1825. os quaes. 1'n-. que será subsidio do mais alto valor bibliogiaphico da historia p á t r i a . Uma bella -'corbeille" de flores naturaes. digna de todo applauso a iniciativa da "Escola Corelli" e não temos duvida de que será. D r . annualmente. litterarias e artísticas serão consideradas como obras. j der legislativo c-m ambos os paizes contra sua producção. a partir . quando veio a ser firmado por esse plenipotenciario o tratado. tendo nomeai-açôes dentro de 60 dias. A realização dessa obra foi confiada aos S r s . para a protecção das obras litterarias e artísticas e tendo em vista que a intensificação das relações litterarias e artísticas entre os dous paiA r t . | 2°. E'. ministro de Extrangeiros. Essas obras serão avaliadas segundo os preços do mercado e esses pregos serão mencionados em ouro n a respectiva relação. in-8° grande. de dupla nacionalidade. revestiu um caracter de solemne cordialidade. con vieram no seguinte: U-t. a present» con do seus plenipotenciarios. resolveram firmar uma contantes e de trocadas as respectivas ractw venção especial para c-sse fim. Ministro dos Negócios Estrangel. mento: Maestro Alberto Nepumueeno e conduzidos para a primeira fila de cadeiras do salão onde ia ser rendida a homenagem ao srr. sobre essa negociação. emigração « intercâmbio artístico e litterario.. Uma das partes mais interessantes da obra é a referente ã missão Stuart. já em parte divulgada. João j VI e o governo da Bemposta da convenien. gociações. os senhores doutores José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães.„'„-. dos paizes contratantes serão consideradas para os effeitos legaes. P a r a isso. P a r a g r a p h o único.. que foram recebidos á entrada do Instituto pelo director daquelle estabeleci. publicará as actas das respectivas conferências e o diário inédito e mesmo até agora ignorado de Luiz Moutinho L ma Alvares e Silva. non casos de contrav*n#t| A r t . pela applicação da legislação Interna o cas estipulações da convenção de Berna. EstadosUnidos e republicas do P r a t a como pela compra de material de toda natureza. acompanhando a certidão a que se refere o artigo anterior. A r t . alentada e copiosa documentação sobre as varias missões diplomáticas despachadai então peio Governo Imperial. pois. fora mandado por seu governo a Lisboa. Os dois primeiros t r a t a m exclusivamente da Grã-Bretanha.i A 1J e R A l. completava a ornamentação. t r a t a r do leconhecimento da Independência do Império. reaffirmando.As publicações periódicas. i O busto em bronze do inesquecível maestro estava collocado no centro do palco err um pede-tal de madeira. na mesa da sala do império. concluídos para robustecer ainda mais as relações entre os dous paizes. contratamento de operários. diplomata britannico. Os exemplares em brochura das obras editadas om um dos paizes contratantes gozarão de isenção de direitos. 5 o .Xt) r niz Freire. Nessa negociação. artífices e agricultores. enfeitado artisticamente coui O u-es naturaes e com o pavilhão nacional. Quando chegará a vez de José Maurício? Archivo diplomático da Independência Tratados Luso=Brasileiros E n t r e os resultados benéficos da visita do eminente Presidente Antônio José de Almeida ao Brasil devemos contar a asslgnatura dos três tratados. de Portugal. no caracter cie plenipotenciario de Portugal. como plenipotenciarios especiaes. II IV tomos. Aqui chegando na segunda quinzena de Julho d*» 1S25. por encontro de contas. Como se sabe. Estados da Allemanha. 9». com mais de 400 paginas cada um. dos quaes estão quasi promptos c I. official maior da Secretaria de Estado que. cada u m a dessas bibliothecas fornecera. serão pagas." As g a r a n t i a s decorrentes do registro de obras litteraria e artística em um dos paizes contratantes são reciprocamente asseguradas em ambos segundo a l e g i s l a ^ interna de cada u m : A r t . 3" Serão depositados tantos exemplares das obras registradas. além da documentação. A ceremonia se realizou no Palácio do I t a m a r a t y . convencer D. M. A r t . As altas partes contratantes estabelecerão entre a Bibliotheca Nacional <io Rio de Janeiro e a de Lisboa um serviço de p e r m u t a de duplicatas de obras nacionaes publicadas antes da vigência da presente convenção especial.. etc. regulando e protegendo o trabalho e a actividade dos cidadãos das nações irmãs e removendo certas difficuldâdes oriunda* da dupla nacionalidade e serviço militar no Brasil e em Portugal. u m a formosa realidade.-iòente da Republica. seguida de correspondência trocada no Rio com o representante do governo respective e precedida de uma noticia histórica de toda p. tendo em consideração as grandes vantagens decorrentes de um regimen amplo. Áustria Santa Sé. não sô de caracter politico. 7o E' facultado aos representantft consulares de ambos os paizes contratante pugnar.. que entabolou e levou a cabo as negociações para o reconhecimento da nossa Independência pelo governo de Lisboa. de 1S86. Depois de approvada pek» "*' depende das facilidades ft permuta de z r . que os acceitou. de Azevedo Marques. Essa documentação. • 'ompnreceram seus filhos S r s . 1. Oswaldo Corrêa. Damos a seguir os textos das convenções de 26 de Setembro de 1922: O I t a m a r a t y vae prestar um relevante serviço aos nossos estudos de historia. 2" As obras litterarias e artísticas jubmettidas a registro em um. A obra deverá ter sete volumes. A r t . Mario de Vasconcellos. do Brasil. quantos forem exigidos pela legislação do paiz om que fô: feito o registro e mais um. como assessor dos negociadores brasileiros e secretario p a r a as coaferenc. revista em Berlim em 1908. periodicamente. além do estabelecido pelo accôrdo de 9 de Setembro de 1889 e de convenção de Berna. multo laboriosas. Km um dos intervallos foram os dous ne. Stuart logo entabolou negociações com os três plenipotenciarios Carvalho e Mello. 6°. poude fazer uma critica muito justa e detal h a d a desses trabalhos diplomáticos não raro com uma ponta de chiste. Freire. Barão de Santo Amaro e Villela Barbosa. Hildebrando Accioly e Heitor Lyra. . o Sr. de Aze. passada pelo paiz em que se effectue o registro . lançamento de empréstimos. F r a n ç a e Hespanha. M. seis mezes depois de sua denuncia P*° vedo Marques. Todas as obras originaes de caracter litterario e artístico comprehendldas n a classificação estabelecia* P«» convenção de Berna. r*^ vista em Berlim. negociação. Stuart teve ensejo de offerecer seus serviço* ao Governo Portuguez. Zacharias Góes de Carvalho.i mento da Independência do Império. O Archivo Diplomático da Independência. nomeado? pelo Governo Brasileiro. de cuja valia não é precizo insistir. ex-olTicio. A transcripção de excerptos e «' traducção de obras escriptas originarjanÍ| 1 te em língua estrangeira e registradas nos paizes contratantes serão reguladas pela • gislação interna do paiz em que se derem. § 3° As despezas decorrentes dessa permuta. J .' cia de não ser mais retardado o reconheci. Ministro de Estado das Rei verno de u m a das altas partes contratantes lações Exteriores. Sir Charles Stuart.' a saber: | ção especial e n t r a r á em vigor em cada ^ O Presid«3nte da Republica dos Estados | na data de sua promulgação e vigorara Unidos do Brasil. o Sr. 8o. 4°. em termos cordiaes. A assignatura dos três tratados.ÍEMtA AN. será publicada separadamente. E s t a s «ne- Convenção sobre a propriedade lit teraria e artística O Presidente da Republica de Portugal. e o Presidente da Republica de Portugal. em breve. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. França.uiili' morto. foram até 29 de Agosto. por. funecinarios do I t a m a r a t y e que vão com o maior carinho e zelo levando a termo esse notável trabalho. á outra u m a relação das obras permutadas. Luiz Muniz Freire e Major Francisco Muniz . engajamento de equipagens. § 1». os altos intentos de approximação luso-brasileira. | Affonso Penna. ora em vi<$or em seus paizes.aliciamentc de tropas. gozarão desses favores. julgados em boa e devida fôrma.I tos de Francisco Manoel apresentados ao Dr. mandando-o logo ao Rio. sendo as altas partes contractantes representadas pelos seus ministros do Exterior. e o IV abrange a Santa Sé.as. depois de trocar seus pleno» poderes. publi cando o Archivo Diplomático da Independência. . p a r a os effeitos da presente convenção especial. antes de referendarem os tratados.ia data do deposito da respectiva certidão. administrativa e judicialmente. trocado saudações muito expressivas. em Portugal. que será remettldo a repartição competente do outro paiz contratante. D r . revista em Berlim.| que então a Grã-Bretanha seria levada a i fazel-o ã revelia de Portugal. e J . A r t . depositada ao lado do busto.AMERICA \ [ Ais '. "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. como registradas no outro. A r t . tendo os dout titulares.

" "busca o' operário na officina. p rder a sua nacionalidade brasileira. fulgente è maravilhoso. no Rio de Janeiro. . á protegção dos trabalhadores. " E n t r a no rancho do tropeiro. m a r ou a r do Brasil ou q u e tenha «concluído um curso official de instrucção militar. tenha renunciado á nacionalidade portugueza. tenha também a «acionaiidade brasileira. na. por t e r nascido no Brasil. por ter nascido em Portugal. o S r . D r . de Azevedo Marques. julgados em bôa e devida lórma. vida. desejosos de negociar um •tratado p a r a remover certas difficuldâdes «oriundas da dupla nacionalidade e serviço militar em Portugal e no Brasil. b) sendo maior de 21 annos de idade. appondo nella os seus sellos. passará a ser de 1 0 $ 0 0 0 por anno. ã assistência. a r t . frespectivamente seu plenipotenciarios. Feito em duplicata. I o . formosos braços") "Adeus. — José Maria Vilhena. nomearam. vem ungido de uma religiosidade e ternura. segue o ten destino! " "Anda sem trégua e sem repouso" "anda de cidade em cidade. o) tendo mais de 21 annos de idade." < : "o lavrador ná sua roça.-f f os infortúnios do trabalho e adoptar as me. M. o Sr. ministro de E s amor. E termina. A presente convenção entrará em vigor depois da sua approvação pelo poder legislativo dos dois paizes.Unidos do Brasil e o . a pureza e . total e indivisível a pátria grande. os respectivos plenipotenciarios assignarm a presente convenção. no qual tiverem de ser executados.••. Art. a saber: O presidente da Republica de Portugal. os seus ria Vilhena Barbosa de Magalhães.presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil." . As altas partes contratantes °s"fabelecerão pelos departamentos competentes ^ e provar os requisitos dos artigos anteriores. " "Tu. as suas emoções e victodos Negócios Estrangeiros. nossa força e lei suprema! " E. Canto ao Centenário* no que se refere aos benefícios das leis sobrei . I o . será equivalente a um titulo de naturalização e importará consequentemente na perda da nacionalidade brasileira p a r a todos os effeitos. . á instrucção geral e profissional e á liberdade de r e união. ficará isento do serviço militar no Brasil desde q u e : o) tenha feito o serviço militar nas for"fias de terra. 71. mar ou a r de Portugal ou tenha «concluído alli um curso official de instrucção militar naval ou aérea. pedimos encarecidamente a o s n o s s o s a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assignaturas. 3 o . offerece ao Brasil essa oblação de tuei de Azevedo Marques. Os benefícios garantidos e direitos estabelecidos pela legislação relativa ao trabalho. um hymno vibrante á terra. Os emigrantes portuguezes e brasileiros gozam. Qualquer cidadão portuguez que.rápida m i r a g e m ! " "mundo orvalhado e matutino! " "Camaradas! traga-me a v o r a g e m . em que freme seu patriotismo Estados Unidos do Brasil." "de villa em villa. 9 A 12 — ArÍNO I AMERICA Tratado sobre o serviço militar e dupla nacionalidade "O presidente da Republica de Portugal <e 6. o obséquio de o fazer o mais breve possível. — Jos$ Maria Vilhena Barbosa rJ • Magalhães. Art.a justiça a todos seus irmãos • e que "UNIÃO! seja o nosso lemma.: Art. Art. que. con vieram no seguinte: Art. BRASILEIRA tamento entre os cidadãos das duas nações. o S r . os quaes. serão concedidas em cada um dos dos paizes aos emigrantes nacionaes do outro." -'" '••• "ou monta guarda a noite inteira" "lá h u m recanto da fronteira. Art. exactamente nos mesmos termos e condições em que o são os seus nacionaes. une e funde. ministro d a s Relações Exteriores. Alberto Ramos canta a grandeza do possível o movimento da emigração e o tra. 4°. de associação e de organização profissional. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. S r . -ministro 'dos Negócios E s t r a n geiros. respectivamente. huma grandetado das Relações Exteriores.. Birbosa de Ma fiaThães. depois rias perpassam nas suas vozes quentes numa de trocarem os respectivos plenos poderes glorificação extasiada e fr emente. é o momento!" • " ( E m vão tentais deter meus passos. perdei-á para todos os effeitos aquella nacionalidade. E ' todo elle tamonto dos trabalhadores ímmigrantes.' "prender-me em vão. Augusta e forte! Nossas mãos entrelaça. aos vinte e seis do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. — . D r ./. O governo brasileiro facilitará a conclusão e execução de accôrdos que. ." •• "o pescador na sua choça. Em fé do que."Meu'canto. de accôrdo com as leis respectivas. no Brasil. José Muexaltado.. e um mez depois da troca das ratificações pelos respectivos governos e vigorará até seis mezes depois da sua denuncia pelo governo de umá das altas parteis contratantes." ] u "A Pátria é o nosso amor. ficara isento d » serviço militar em Portugal. achados em bôa ordem e devida fôrma convieram nos seguintes artigos. onde as forças de terra suavemente evocadas nos avivam a grandeza da terra. o canto se torna oração. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que v a e passar a America Brasileira. Paragrapho único. tenha também a nacionalidade portugueza q u e : a) tenha feito serviço militar nas forças de terra. O presente tratado será ratificado pelas altas partes contratantes de accôrdo *om a? respectivas leis. 2 o . á previdência social. "contente só da P a r a esse fim nomearam os seus plenigloria de ser bella" E m estrofes inspiradas poteuc. Art. § 2o. o . P a r a os effeitos da letra 6 a apresentação de um certificado de ^nacionalidade emittido pela autoridade portugueza competente. "vento asperrimo e fogo sacrosanto! " "Meu canto de paz e alegria" "e infinito contentamento! " *• "De ti me-despeço. sobre trabalho e emigração possam vir a ser propostos entre os governos dos Estados que constituem a Republica Brasileira e o governo portuguez. . sob a condição de serem taes accôrdos previamente submettidos á approvação do governo federal brasileiro. "busca o soldado que blvaca.I Brasil.\ Num poema de fervor e deslumbramento cudas necessárias para facilitar tanto quanto o S r . de Azevedo Marques. Qualquer cidadão brasileiro que." n "alcyoneo! ignota melodia". sendo as ratificações trocadas na cidade do Rio de Janeiro o mais «edo possivel e continuará em vigor até um anno depois de haver uma das altas partes contratantes eommumendo á outra a sua intónção de o terminar Em testemunho do que os respectivos plenipotenciarios assignnram o presente tra tado appondò nelle os seus sellos." "e canta e fuma na barraca. conforme já em circular lhe solicitamos. . lingua portugue•za. os quaes depois de troçar seus plenos poderes. meu canto.sa sem igual. que abrasa.presidente da Republica -de Portugal eoncordíirarli celebrar uma convenção para estabelecer a igualdade de tra- Afim de não ser s u s p e n s a a remessa desta Revista. • . M.'. José Ma. pelo Brasil até á morte." AMERICA BRASILEIRA J» Chamamos a attenção de n o s s o s a g e n t e s que ainda não liquidaram s u a s c o n t a s com e s t a Revista.O presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. A Pátria forte e unida. aos vinte e seis dias do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois.NDMS.. e m cada pouso" "entra e pede hospitalidade. união invencível. no Rio de Janeiro. — J. Feita em duplicata na lingua portugueza. Dr. I Convenção de emigração e trabalho Esta convenção acha-se assim redigida: O presidente da Republica dos Estados . Art.e no Estado. 2o. José Manoel de Azevedo Marques.' "o miheiro na sua mina.3°. ministro heróes e guerreiros. na fôrma d a Constituição Federal. Dr.! " Aconselha a união. 4o. e ás suas familas. e o presidente da Republica de Portugal.arios: o presidente da Republica dos e ardentes. e em Portugal dos mesmos benefícios garan tias e direitos que em um e em outro paiz! sejam concedidos aop emigrantes nacionaes de outro qualquer paiz. meu ultimo canto. naval ou aérea no Brasil.

inter-americana. 'DIÁRIO OHTrciAL". Cem. o illustre publicista argentino. des Ribeiro. approximação de seus homens e suas activi. nalistas e literatos os mais reputados. se elevam para saudar seus conci. Rodrigues Barbosa. como no devido tempo estiveCasa histórica e pintores illustres. " "chega-te alegremente e brada. de Gilde enthusiasmo. O pleito. publicou nos dias consecutivos tecidos do Brasil. confirmam o vaticinio fundamente F e r n a n d e s Lima e de seus auxiliares. as nossas Navantada pelo Estado de São Paulo. os pelo vultuoso numero de paginas — em que. no sé. publi. organo que foi. em que as vozes sinceras vas. cujas intenções estamos edição de 7 de "O PAIZ' muito a vontade p a r a louvar e nos honraFoi uma das maiores publicações do Cen. de Sete de Setembro. Traz os retratos b. Léo de Affonseca Júnior.e x n r e s ^ s «li actividade e alumnos.alto exemplo ao mundo. A seu tempo. Alberto Faria. priintellectual J a y m e d'Altavilla dirige. Foi. F . A evolução da de hoje. E S E R E I S I N V E N C Í V E I S ! " . de Ala<> nosso continente acaba de dar um musica brasileira. não e comprehendia que de oudata gloriosa.acção a s s u m i r á logo a magestade do relevo completa e os desenhos de illustração sao proveniente desse c u n h o . ' "seguindo a esteira do n a v i o . surge a acção de interamerlcanlsmo coro o denominamos em Nova York para de valor. através de admiráveis artigos. Fernando de o intercâmbio intellectual e material. A evolução esportiva no Brasil. de Álvaro Paes. o Diário OffH* Basta esta enumeração.to interessantíssimos e de real valor artístico. para se avaliai mas não encontram os ânimos preparados de Alagoas. também para os estudos brasileiros a grande obra le. os artigos. Plínio Barreto. sobre De taes actos. os povos da America se vinPaulo. thusiasmo á grande data. trabalhos artísticos e litterarios inseridos. nizasse e promovesse visitas de professores F r a n c o da Rocha. O jornalismo na. de órgão. e sibilidade de resumir num só numero.que teria de servir de guia a tantos espiritos data memorável que commove o paiz todo. se nos corações o ideal interamericano. relativo ao Tratado de Mesquita e musica do inesquecível eem ao primeiro centenairo do Brasil.mos em transcrever a sua parte final: Setembro.< a resolver-se. Edu. A r t h u r Neiva. Amadeu Amaral. Além da parte de generallsações. J . Paulo. medicina no Brasil. o Hymno Nacional e varW affrontam trabalhos de valor. a do Paiz. em que resume a actualiestão preparados p a r a a paz e o amor. As a r m a s da Argentina e do Brasil.mentarios uns dos outros na s u a producção. Um século de cultuNão é u m a religião. na capa traExplorações scientificos no Brasil. berto Amado. A botânica e a zoosão. literárias e artísticas em t r a b a duas ultimas e afastadas oceasiões em que lhos firmados por escriptores. Reflocomitê que desse caracter e personalidade a tos de quantos deu a nossa imprensa e em restamento do Brasil. A ai. Uma belllssima edição. dade brasileira.meia americana adquirirem a noção de que a» ção do Districto Federal e do Acre.litica. . O progresso eco tra maneira festejasse o Jornal do Brasd i iiomico de . Organização da democracia repreorgulho da geração contemporânea e das cter dos torneios sportivos. sequer u m a doutriO velho e popularissimo órgão carioca. de Oliveira Vianna. das mais brilhantes pelos dades. e de sua suggestiva personalidade trabalho Uma synthcse do Brasil actual. numa interessante gencia . Noh u m a n a e a potencialidade que sóe ser para merciaes e puzesse em relevo o nobre caragueira. que parecia insoluvel. cada locaes. numa internacionaes. E* justamente <que nos demonstra. lettra do saudoso poeta b mae **' O grande órgão argentino em homenag. todos e ainda hontem vimos em Buenos Aires. que a guerra zendo as a r m a s do Estado e palavras de ennão foi uma solução e que os velhos probleculo da Independência. os quaes se. de Mendadãos e todos os que. A. Luiz Pereira Barreto. e da Repumovimento. tria brasileira. Cem annos de economia do Hoje todas a s Embaixadas da America dos jornalistas illustres que dirigem o granBrasil. Oscar Freire." "IRMÃOS. Sud Menucci. sim. sob inspiração dos Estados todos os Presidentes da Republica. o HyLA NACIÓN — Buenos Ayrei ciptimista de La Nación. no que tem sido a sua força evoAzevedo. em que procurou Não foi das menores a contribuição de culam entre si por u m a obra quotidiana de nos dar. blica. e tenário Abre a Nación o notável artigo do S r . jorse j u n t a r a m .' "com a voz e os gestos esquecidos" "dos maiores. Litteratuapproximar-se por todos os meios adequados bém duas edições commemorativas do centera e nacionalidade.irmonizai-se. a grande edição do Estado de São Entretanto. "sob o bellissimo céo r a m em Buenos Aires e em Santiago. Imtantos movimentos expontâneos e aetivasse ambos a vida nacional resurgiu e explendeu pressões do primeiro reinado. foi p a r a cruzadas de liberdade. firmando o proto. cada u m a dessas sentativa. do Sr. cou uma soberba edição.. Climas differentes os fazem comple. como o berço desta creação.dades. A reportagem photographica é mui. a ex— O Paiz p a r a brilho da commemoração jorpressão da cultura e da grandeza do Brasil. 9 A 12 — ANNO I estas responsabilidades. A dos homens da America consiste em das grandes causas brasileiras. mesa.sempre esteve á vanguarda dos defensores no Brasil. Um século de relações hymno á actividade construetora do Pmsil O Hio de Janeiro podia surgir. O Gênio de Wagner. de fé e se desdobram a poesia e a esculptura n a t i dá-nos ainda Independência e vida. Aliás. com o dupb cação e ensino no Brasil: Theodoro Sampaio. annos de progresso.AMERICA BRASILEIRA M MS.desastre de Gênova e de Haya.S. O idealismo se avantaja pela sua actualldade e pelo seu Centenário. em grande format. tende Benedicto Silva. differençal-a das concepções clássicas — Os artigos publicados são os seguintes: monroismo e panamericanismo — ás quaes "JORNAL DO BRASIL" edição do J . Hygiene da de grandeza da nossa nacionalidade e um Hespanha. escriptos sua actividades de ligação subconsciente por pessoas versadas nos diversos assumptos correspondem a um nobre postulado. in.nalística á data da nossa emancipação popelo estudo synthetlco de suas varias activi. artes plásticas ão Brasil. além de outros trabalhos concorrem p a r a o engrandeclmento da P á . Afranio Peixoto. A a cada actuação individual. nas econômicas.ão importante. de titulado suggestivamente Una realización 7 de Setembro de 1922. O cowtgerações provindouras.meiro conselho da cordura e da vontade de festejou o Centenário. Navarro de Andrade. é um hymno ardente ao Brasil. na evolução politica do Imperld. ções do Pacifico.riam correspondido a u m a concegão. P P . Europa N u m a edii.collo de Washington. deu-nos tamlogia no Brasil.mno estadual. Um século de reciproca intelligencia. nifestações fortes de civismo e de intelliUma joven musa evoca com a sua prórão reunidos em volumes. As goas. desse estimulo ás tentativas comNeves. Eugênio Egas." O ESTADO DE SÃO DE PAUU>. toda a que t a n t o deve o nosso progresso. estadistas.' " e m cada peito brada: SEDE UNIDOS. Deveria estampai As grandes publicações do Cen. Engenharia brasileira. tenário. Ricardo Severo. blbliotheca — Bibliotheca do "Estado de São pria figura a beíleza fluminense em nossa Não se contentando com o seu esplendido Paulo" O artigo inicial — Sete de Setembro Capital. suas questões históricas.nexos. tão diversos e tão inconquo se recurva sobre as nossas cabeças' a nossa Exposição. Jorge então certos actos.a. Basilio de Magalhães. nário da nossa independência politica. ra sanitária. mas se cada passo visasse um fim. numa triumphante apotheose de a r t e . numero de 7 de Setembro. como este exemplar. presentes e invisíveis. . t r a z artigos soQuando os Exércitos inermes da colbre cada uma das unidades da nossa federa. . organizações constituiria u m a Casa da Amemercio exterior do Brasil (desde a IndepenFoi um exoellente numero de evocação rica.Ancon. chitectura colonial do Brasil (Archeologia e animados do fervor da confraternidade e da A r t e ) . Unidos. e se os Governos "busca o marujo.|iir a competência do brilhante da magnífica contribuição que representa para renunciar ãs attitudes extremas. A cultura jurídica iniciativa teria u m a consciência e u m a mis. Ronald de Carvalho. Orníthologia.começavam a attrahir esse mercado. Ed. teA Mitre. quando os nossos vinhos reviveu a historia brasileira nas suas mavários artigos do mais alto valor. é porque os ppyps com 335 paginas. horas a fio" "perdido em sonhos n a a m u r a d a . Getulio das lutiva em toda. Oliveira Lima. como com sagaz procedência se fez na dência). N a impos. contribuição estrangeira para o progresso Se se creasse em cada grande centro um F o r a m dous números dos mais compledo Brasil. visto que brasileiro. inteílectuaes e materiaes.estão no Rio.

Samuel Campello.ctoi -chefe. Edwiges de Sá Pereira. O que tem sido o Brasil num século de existência politica o que vem sendo e é atualmente o Rio Grande na vida social como nas lettras. quando devee é editado pela Grande Livraria Leite Ri.o mundo civilizado. Affonso Celso. as Andrade. seu Orlco. tornando deveras Entre os artigos. . que Diniz Perylo dirige. Costa Monteiro. 7 de Setembro. Mario Mello. que dirigem os nossos confrades Srs. correspondente no Rio de ginas de emoção. gem. creveu tuna linda pagina de abertura. commercial. Como já o fizera e. padre Assis Memória ("O Púlpito Nacional"). editaria pela Kmpreza Graphiea ves Sobrinho. Ernani Cartaxo. que iouvou o velho Rio.NeCurityba. Incumbindo a um escriptor novo a seguinte: redactor-chefe.A (In. Alcino Sodré e muitos outros. F r a n A Província. Craveiro Costa. fartamente collaborada por pennas apreram eilic.tado sulista em todas ae suas expressões de verno de Sergipe. . E" um numero bem feito uma contribuir ã o de valor ao brilho das festas gaúchas á memorável data. é de justiça salientar ..cercado do affecto e da consideração de todo senta n Mundo Literário uma edição magní. contendo vários estras nacionaes. Zeferiro Galvão Júlio Novaes. das illustrações e das líticas.EIRA despedindo-se das lides jornalísticas pelas admirável da potencialidade do prospero E s graves preoecupações de secretario do go. não é apenas uma demonstração da importância material da imprensa do grande Estado sulista como uma prova da sua potencialidade em todos os ramos de actividade. versan. o sete de Setembro. ("O Romance Brasileiro"). edição de 7 de Setembro. E fel-o brilhantemeniienic r e m o d e l a d a . portagem photographica. o velho e conceituado órgão do Partido Republica Riograndense. A imprensa gaúcha formou na vanguarda dos collegas que festejaram.homenagens calorosas de seu affecto e de sua admiração" láqua ("fteminiscencia"). feliz. é uma das mais admirá. Renato Almeida. "A FKDERAÇIÃO" e o seu nu- mero do Centenário. que muito honra os seus Directores. Pereira da. A Noite fez eommemorativo do nosso Centenário. adiantamento material e intellectual. E' assim que publica trabalhos de Felix Pacheco. que libertou a Pátria. Organizado pelo Sr. A Gazeta é um dos jornaes mais veis publicações do centenário. que es"JORNAL DB ALAGOAS". de Moreno Brandão. Luz Pinto. na imprensymbolismo vivo e ardente.ta Alice Cartaxo.Janeiro. nessas pa. senhorida mentalidade moderna do paiz.liares Affonso Bertagnoli e Caio Pereira. Tasso da Silveira. Acir Guimarães. ranga. José Américo de Almeida. Ronald de Carvalho. "FOIV-1''ON! " fie ile Seteni- bio de 1022.| para augmentar o fulgor intellectual de P e r Üslica litteraria do Paraná.circular a sua edição extraordinária.ria D . nas artes como nas finanças e no commercio — o que i t e r r a dos pampas representa como dynamica na actividade brasileira ahi está expresso através de trabalhos dos mais rutilantes talentos. salientamos os devidos ã interessante a publiação do nosso grande pena de Rocha Pombo ("Confronto de duas vespertino. épocas: 1882-1922"). que contou a historia de Barrou. . num Coube ao Jornal de Alagoas. uma allegorla ao Brasil. "JORNAL DO COMMURCTO". cada um escriptor evocando uma pagina da historia brasileira ou dizendo particularmente do heroísmo e da grandeza do povo do Leão do Norte. A edição deliciosa do Pon-Fon! comme•norativa do nosso centenário.i vida industrial. de Recife. Goulart de de prestar "á nobilissima pátria brasileira. Cláudio Ganns.NUStS. o queCentenário. trabalhos '. evocando-o sa alagoana. Gonçalves. Théo Filho e Aggripino Grieco Por cerca de quatro horas. O numero que recebemos do Jornal do Commercio. Carlos Rubens. apre. ("Pintura Brasileira").corpo redactorial contando com penas brijornalista prestaram o brilho de suas pennas a esse lhantes e dirigido pelo ardoroso deputado Luiz Silveira —• o Jornal de AlaÍÍúmero magnifico do Fon-Fon! goas não podia deixar de dar aos alagoanos tão bella prova de esforçado patriotismo.dora. m a s a «dição do collega pernambucano vale também pelos trabalhos que publicou. sobretudo de novos. revisora. escreveu sobre a admirável Bahia. Ronald de Carvalho A PROVÍNCIA. Tito do Justavo Barroso. que em. Oswaldo Primeiro e mais lido jornal do Estado. de Recife. Renato AlNão quiz a nossa collega pernambucana meida ("O Movimento Philosophico").tudos sobre a grande data nacional e tendo. Gazeta do Povo. e D.ões eommemorativas do Centenário ciáveis como Pereira da Costa. 9 A 12 —. A redacção do popular vespertino é g r a v u r a s . além de um "soviet" no Ceará. BRA8IL. Foi um numero excellente que ro magnifico de 'Ml paginas — com um re.lidos do P a r a n á e não tem preferencias polidade da collaboração. uma resenha i nambuco nas commemorações do Centenário. em hoborado por nomes de grande realce nas le. ou de paisa. Amélia Bevi. V I . numa saudação a Joinville. que illustrações e notas referentes ao Centenário. Podia-se avaliar o valor da edição com <iue o Jornal do Commercio commemorou o nosso Centenário pelo seu numero avultado de paginas. Lucilo VareParanaense de Plaeiilo e Silva & C. Entre os collaboradores desse numero citaremos os S r s . ornada com motivos lo.redactor-secretario. Não menos valiosa é a refica. .. de Mala. do assumptos da mais alta relevância no ã primeira pagina.grandeza. Colla.honra a imprensa do Leão do Norte e serviu íi-ospecto d. Erasmo de Macedo. com edições fulgurante.yba. ar. revelando o quanto está apparelhada ali a industria typographica e a que altura cheirou a expressão de cultura de Pernambuco. Araújo Filho e vários outros. . é uma prova do adiantamento da imprensa do grande Estado nortista. Dirceu Lacerda. Agenor ãe Roure. pela origina. ordinária de 7 de Setembro. Guedes de Mi[•eda. Hermes Fontes. publicando sobre o grande acontecimeníez uma waticha interessantíssima de Curi.to que a Nação festeja commovida.randa e outras. Cláudio Ganns. pensamento e na literatura brasileira. Silva. de "O MUNDO LITERÁRIO* Outubro n. f G i l Vicente"). Araújo Filho. na edição do Centenário de A Fedi ração. seu jão.-cta deu-nos um nume. auxilente á sua terra. do deputado José Bonifácio. nas sciências e na economia. de cada Estado de escrever a pagina refe. Ulysses Pernambuco. Merece o Jormal do Commercio as nossas felicitações. publicou um numero de 250 paginas. Ltda. isso já seria um louvor. que te. de pennas illustres daqui e de lá. de saudade. que organizou « nosso querido confrade Sr. Fon-Fon! nos deu um bello attestado repórter.o Dirio de "GAZETA no Povo* edição do Pernambuco e o Jornal ão Commercio. Faria. eaes. deixar cisco Prisco ("Dom Silverio"). Pedro I ter lançado o grito do Ypibeiro. A Norra — Edição extraEste mensario da literatura nacional.rativa do Centenário. Carlos Rubens. dar a melhor edição commemoi-om delicioso lirismo a velha capital. rido diário do Recife deu uma edição encantaDentre os jornaes que nos Estados de.menagem ao Centenário. Acir Guimarães. ANNO I AMERICA Uma edição que honra a imprensa alagoana e muito contribuiuo para o brilho com que Alagoas festejou a data da nossa independência . Rocha Pombo. Jorge de Lima. O numero «ommemorativo da nossa independência dado pela A Federação. Mario Sette. com brilho.

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F r a n ç a A m a r a l — A s Bellas L e t t r a s ( E n s a i o ) . de^ "ép^em âã ' m " 3o ' erudita do autor dos CLÁSSICOS ESQUECIDOS e de A AUTORIA DA ARTE DE FURTAR. talvez uo insigrne moralista. _ DMLECTO INDO-PORTUGUÊS DE GOA. rarissima. A LINGUA PORTUGUESA NO BRASIL. 2» edi1 ü u u ção' Um volume » ' ' ' Darefox — C a r t a s P e r d i d a s . "Ensina-nos o seu eminente e esclarecido autor. .(Camillo Castello Branco).*„ a m a m e n t e « ^ ^ . UmPÍa v l o começo. MAOnZIMCS esTRnnaeiROS. U m v o l u m e "' C a p i t ã o Iiobo V i a n n a — Tactica E l e m e n t a r e Lições de Avte e H s t o r i a M i l i t a r e s . F r a n c a A m a r a l — H o r r o r á F ô r m a H u m a n a . Oue zelo em defesa do nosso bello idioma! Que sensatez nas suas deduções e opiniões! Dou a V. 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Reproducção fac-simile da 1« ediçilo de 1752.o seu engenho dos mais agudos e interessant e de' '«eu t e m p o . « O Brasil tem. LEITE O b r a s clássicas. e as bellezas que o mesmo depara Aquèlles que vão no rumo certo. pelo lainoso Ciasâico pttUKjm Mathias Aires. profundidade de conceitos. » 4- L = . pois que ninguém conhecemos que cabalmente o possa substituir nesse ramo rle s a b e r . DIALÉTICO INDP-PORTUGUtS DE DAIY160. 2a edição. . ' Uose Joaquim Nunes). em Soda a literatura portugueza.. ^ C i v i l e seguida da jurisprudência em ordem alphab^tica. Francisco Ma- FUMDHDn EM 1883 FIQUR1MOS. . pelo Dr. 6 sizudissimo 6 Claro. de XVIII . B. não encontramos es« t o w H a o ilcamente dotado do poder de intuspecçao e de S r e ^ s ã o como este esquecido paulista" (Fidelino de SUMMA M U T Í c A ^ p e l o Bispo-Conde D. com substancioso cabedal.. a sua maior 'gloria clássica fora da poesia" < ^ j f » " " " ^ -A lingua portugueza amplia-se sob a >ua penna. . 1 vol.INDEPENDÊNCIA. B 3*00ü "Com o desapparecimento de Mons. de XXVIII . r a r a s e preciosas biuros antigos e modernos REÇAIVI Cnsfi REYrinuD CATÁLOGOS REFLEXÕES SOBRE A VAIDADE DOS HOMENS. Juntou impossíveis" (D. Um 2 0lüU volume •• •• * G. 2$500 Antenor Nascentes — Metódo Prático de matical. segurança de conceitos. . P O R rYrncnDO e eM nssiariFíTURns. HOMCM E CRennçn. B . . uKJjjJJ edição. (Barbosa Lima Sobnnno). Ex os parabéns è felicito-me por ter recebido os seus proficientes ensinamentos" (Mendes dos Remédios). CTC. CM veHDH nvuLsn.mile deste preciosíssimo livro e ^ trfimamente raro 1 vol. pelo Mnus. 2» edição. pelo Dr. SolldoniO Leite 2« edição augmentada.. 9 A 12 — ANNO 1 LIVRARIA J.. de 208 pp.400 PP-. no dia 7 de Setembro de 1822 a emancipação nnlitica da Pátria. S t a u b — S e g u n d o Livro d e Fiiguras. ouira obra no gênero com o valor que tem e s t a . pelo iw=mo. JORHneS DC MODHS PARA senHORn. Ei!-ri) 4M)u fac-simUe. Sebatsião W de Me8 7êkZ Reproducção fac-s. 1 vol. form a m n o juizo dos bons enteudedores o caracter desta D E W P B O P m A ç a o n o T ^ . Manejando o vernáculo com a mais n — o r a f e i ç ã o .. ^ m o n u m e n t o merario. é breve. uma lacuna de mui dlfricH preenchimento. t vol. CmTíLOGOS GRÁTIS nrrroiiio BRRVO Rim DOS ouRives. e sabe mais do que escreve. D A D E PUBLICA. quem tem muito que dizer. Carvalho). C T C . . SuIMOTOO Leite. (Tristão de Mhayde). agudeza e concisão reunidos á perspicácia c rigorosa elegância. MORTE 468 CTWXn POSTfiL 1157 RIO DÇ JAtteiRO 11061 «^tvlo^cíaro.sl. L . I > e c l i c t o s «a J . Dal gado fica aberta na phüologia indo-pot. (Ronald ch.. U m volume l* u ' u ' u R a c h a r e i Osório D u q u e E s t r a d a — Analyse « ^ t f ^ J j i (Noções e s s e n c i a e s ) . . . Um vol. "Em cerca de dous séculos (1580-17o6) de meia tura que neste volume historiamos.

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