AMERICA BRASILEIRA

Director: ELYSIO DE CARVALHO

NUMS. 9 A 12

RESENHA DA ACTIVIDADE NACIONAL

KDIÇlO DO CENTENAKIO

HN

ANNO I

O PHENOMENO BRASILEIRO
O

século de independência, cujo fecho celebra-

mos gloriosamente, nos enche de orgulho, pela obra
realisada, pelos frutos colhidos e por todos os outros
que vemos sazonar, como promessas maravilhosas. A
emancipação de 1822, como o resultado do velho sonho de liberdade que fremia na alma nacional desde
o século XVII; a formação do império; a unidade das
provincias em torno do estado, que o trono estabilisava, os moldes democráticos da primeira constituição; a Obra grandiosa da regência; o segundo império fecundando o liberalismo; a abolição integrando
a Pátria na humanidade; a Republica, nivelando os
cidadãos e proclamando os seus direitos com a máxima amplitude; a criação das artes., das letras e das
sciências;

o surto magnifico do progresso material,

que constroe portos e diques e ergue cidades; a prosperidade econômica e commercial: a potência das industrias e da agricultura, tudo, emfim, em harmonioso crescendo, se ajunta e vibra, como as notas formidáveis de um hymno grandioso.
Seria possível fazer mais? Talvez, mas o certo é
que, por sobre as vicissitudes e os entraves que tivemos de vencer e superar, decorrentes da formação
nacional, desde o typo da raça, até o victoria sobre a
natureza

aggressiva e brutal, não é licito acreditar

que outros tivessem feito mais, ou melhor. Não vai
nisso um devaneio, lírico, mas a observação imparcial,
e sem pessimismo, do phenomeno brasileiro, na sua
exacta realidade. Antes de tudo, vejamos que a extensão do território tornara impossível a colonização
pelos portugueses e a penetração só começou a se
realizar no século XVII, com as entradas, que vararam em algumas direcções o dorso do gigante. Até
então, só o Iittoral se explorava e, ainda hoje, o domínio e o privilegio dessa zona permanece, num desequilíbrio inquietante. Os homens eram poucos para
tão grande habitação e se accomodaram nos melhores
centros. 0 |»trangeiro, por via de regra, era cubiço-

so, e não pensava em emigrar e a densidade minguada da população era um entrave constante ao desenvolvimento do paiz. Permanecíamos, portanto, em
alguns pontos e iamos muito vagarosamente penetrando no interior. D. João VI lançou os alicerces da
nossa civilização, mas a independência e a regência
mal tiveram tempo para cuidar da salvação nacional,
periclitante naquelle momento decisivo da Pátria.
Era preciso tornar forte o Estado., unir o paiz, criar
o prestigio do trono, manter a ficção da monarchia
representativa, de sorte que, quando a consciência da
nação despertasse, fosse possível evitar uma crise perigosa. Esse esforço hercúleo nós o realizamos, emquanto consolidávamos o credito do paiz, incentivávamos as suas forças productoras e econômicas, embora desordenadamente. A obra politica, interna e
externa, foi o esforço da monarchia, que findou logicamente com a abolição. Dahi por diante, depois
desse golpe na economia do paiz, era preciso uma
propulsão progressista e um desenvolvimento material, para os quaes o regime antigo revelara poucar.
qualidades. E a Republica, effectivamente, nos permittiu essa éra de realizações. Os dois grandes problemas foram atacados de frente — o da immigração
e o das estradas. Vimos, claramente visto, que os
14.333.915, que éramos, ou seja a de densidade de
1,689 por kilomètro quadrado, era pouco em demasia
e, portanto, fazia-se mister abrir o paiz ao braço estrangeiro, sobretudo depois da crise de trabalho, que
a abolição iprecipitou. E as correntes immigratorias se
estabeleceram. Vieram, sobretudo, italianos,allemães,
polacos e japoneses, que foram para os estados do sul,
de preferencia, e a cujo esforço tanto devemos, tudo
aíconselhando-nos a manutenção e desenvolvimento desse programmá de povoamento do solo, melhor
organizado, porém, quanto á localização e attendendo
por igual ás razões ethnicas e econômicas. Quanto ás
estradas de ferro, basta citar que, em 1889 tínhamos
em trafego 9.973,087 kiiometros e em 1921, 28.827,710

AMERICA

BRASILEIRA

M M S . O A 10 - • \ N N O I

kiiometros, 2.273,040 em construcção e 7.728,047 em
projecto. F lembremo-nos de que essa obra é toda

vilhoso

do

estro brasileiro, que surge aos poucos,

numa revelação gradual c deslumbrante.

cila um esforço formidável, por vozes heróico, cor-

Chegamos um pouco tarde, num mundo já enve-

tando morros, vencendo serras, atravessando rios, der-

lhecido, e temos, portanto, a missão de revigorar suas

rubando maltas, ora solidificando, ora aplainando o

energias, transplantando para a America o eixo da ci-

terreno,

vilisaçãò. Mas é preciso vencer em nós mesmos a ro-

em

realizações

extraordinárias. O plano
de

acção tradicionalista e conceber o ideal novo, que

terminada a Thcresina-Petrolina o ligada a rede de

salvará o mundo. O exemplo dos Estados Unidos é

viação bahiana ás estradas de Minas Geraes, é de uma

fecundo de ensinamentos do que ha-de ser a força

grandeza prodigiosa, que se não deve estimar pela

americana, quando os dois hemispherios d o continen-

kilonWragcm mas pela natureza do terreno. A quali-

te attingirem ao mesmo gráo de força e de ideal.

forro-viario, que concluímos, sobretudo

depois

Emquanto realizávamos essa obra, que não é per-

dade é o indice e não a quantidade. Por outro lado,
o crescimento do commercio, exigiu a construcção dos

feita e nem mesmo

grandes portos e os fizemos admiráveis, no Pará, em

contestavelmente é grande, dávamos ao nosso paiz,

Recife, na Rahia, no Rio, em Santos e no Rio Gran-

por uma legislação liberal, ainda que muitas vezes de

de, sobretudo esse, que representa uma grande obra.

enxertia, a garantia do progresso, e, por uma diplo-

tornando navegável a sua barra, até então de accesso

macia intelligente, hábil e patriótica, a segurança da

difficil e perigoso.

paz externa e do respeito universal. O melhor trium-

E os telegraphos se multiplicaram e hoje se ex-

sempre

harmoniosa,

mas in-

pho dessa realização está nas altas e honrosas provas

tonelagem

de affecto que nos deram as nações amigas na com-

cresceu, iá cruzando, o pavilhão brasileiro as grandes

memoração de 7 de Setembro. Foram o testemunho

rotas de commercio internacional, fazendo toda a ca-

significativo do relevo com que gravamos o nosso no-

botagem e o movimento fluvial.

me na historia, das tradições que formamos, do pres-

tendem por 44.446 580 kiiometros

e

a

Contamos

648.153

estabelecimentos ruraes estimados em Rs.

tigio que alcançamos. Entre

10.568.008:691|000; 36.338 fabricas, das quaes 1.791

nenhuma nos falou mais ao coração do que a vinda

com força motora e o nosso movimento de commer-

do eminente chefe da Nação portuguesa, que, em no-

cio externo, em 1921, accuisou as cifras de Rs.

me de seu paiz agradeceu o favor que lhe prestamos,

1.709.000:000$000

a

exportação

e

réis.

manifestações,

..

proclamando a independência, no momento em que o

1.689.000:000$000 para a importação. A estimativa de

fizemos, porque Portugal, já não mais poderia man-

nossa

ter

producção

para

essas

agrícola ultrapassa 3 milhões de

contos, na ultima safra. Construímos grandes capi-

a

unidade

das

duas

nações.

Aurindo, pois, da tradição a seiva fecunda e ma-

tães e cidades de forte desenvolvimento no interior do

ravilhosa, o Brasil, joven, poderoso e bello,

paiz, que mantêm a propulsão grandiosa de nosso

o deslumbramento desse momento de exaltação, re-

império.

incertará a sua obra de ideal e de trabalho para ser

A intelligencia nacional não se revelava só nessas
realizações materiaes, mas formava um espirito novo,
nas sciências o nas art eis, e illuminava o mundo com a
irradiação de sua luz fulgente. Nas sciências experimentaes e de observação, como nas abstratas e na
philosophia, nas letras, nas artes plásticas e na musica tem sido admirável o nosso esforço e a obra de
cultura, si bem que só por ultimo se vá fazendo com
certa unidade, não se desdoira de seu esforço inicial.
Nossos sábios e nossos juristas têm. muitos delles, ultrapassado o ambiente nacional, impondo-se á admiração do mundo, nossos artistas

e

escritores

vão

criando, no tumulto da terra americana, uma emoção
differente. e. no dia em que se libertarem dos preconceitos dos moldes européos. revelarão o surto mara-

grande entre os maiores.
Siirsum

corda!

cessado

VFMS. 9 A 12 — ANNO T

AMERICA

RAÍZES

BRASILEIRA

DE IDEALISMO

A civilização é uma violência do homem á natu-

proseguido, como se fosse a finalidade

do espirito

reza. Por mais brutal que seja o Ímpeto, uma força

collectivo. A Independência do Brasil é um acto de

ideal, remota, obscura, intangível, está na origem da

idealismo. Veiu naturalmente do instineto de revolta

energia creadora. A civilização é o mysterio, em que

nativistá, resultou-da crystalização do sentimento na

se cumpre a fatalidade da união dos. homens para

cional e exaltou-se das idéas que flammejaram na

vencer a matéria universal. Expressão externa e col-

independência da America do Norte e na Revolução

lectiva do rythmo individual, traz em si o germen do

franceza. Na Esthetica da Vida escreveu-se, e aqui su

idealismo. Se ha povos sem a proeminencia daquella

repete, que jamais o homem brasileiro foi tão senhor

magia extasiada na religião, na philosophia ou na

e tão grande como naquella epocha. Um espirito de

arte, ha em todos um resíduo espiritual, que um dia

mocidàde o conduzia. Para o valor homem o grande

transmudará o máximo do realismo em funeção de

movimento da historia foi a Renascença. A personali-

idealismo. A própria realização americana, opposta

dade humana nesse ardente e fecundo instante exnn"-

ao traçado do civilizador europeu, revela-se idealista

diu-se vivaz e livre, não conheceu limites á curiosi-

nas suas syntheses sociaes, na sua democracia, no

dade da intelligencia, não refreiou as paixões e tudo

fabuloso poder do dinheiro, na transbordante philan-

foi um deslumbramento de forcas inteílectuaes e sen-

tropia, no excesso da força, na rapidez da acção, na

suaes que refez o mundo e renovou a sensibilidade.

aspiração ardente e ingênua, de renovar o mundo. 0

A Renascença do Brasil foi a época da Independên-

povo americano, no desenvolvimento da parábola da

cia. O homem único, o homem universal apparecen

sua historia, tráe as origens mysticas dos seus forma-

como furtivo clarão na vida do Brasil. Os

dores, quakers, fenianos, sonhadores do ouro, anar-

não foram somente os conduetores do movimento. Foi

chistas e os demais transviados do ideal.

uma vasta floração da personalidade humana, mani-

No Brasil o idealismo propulsor da nacionalidade

festada na luta politica da independência

homens

nacional

é uma predestinação. A terra surgiu do inconsciente

que tornou ousado o caracter. O exemplo da revolta

immemorial, revelada por homens possessos da lou-

do Príncipe que se fez Imperador deu o contagio da

cura dos descobrimentos. A inquietação é o fardo da

independência a todos. Foi uma insurreição geral dos

vida do espirito. Nascido de um sonho de navegantes,

espíritos, que inflamou o sentimento nacionalista e

o Brasil ficou para sempre enfeitiçado pela miragem.

repelliu toda a vassalagem dé Portugal, purificando-

O espirito secreto, que inspirara os allucinados do

se de todo o cosmopolitismo. Nesse maravilhoso in-

desconhecido, soprou em todos os recantos do paiz e

stante da nossa historia havia o oreulho de se sentir

insuflou para sempre a nacionalidade. E' o espirito

o homem novo de uma pátria nova. O nacionalismo no

de progressão. Transplantada ao Brasil a raça portu-

alegre nascer da pátria foi a affirmação da vontade

gueza, a sua lei de constância vital determinou a for-

brasileira. Nesse tempo, a incandescencia nacionalista

ça indomável, que desbravou, subjugou e disciplinou
a terra. O idealismo tornou-se consciente e agiu como
suggestão no decurso da civilização brasileira. A historia colonial é uma affirmação de idealismo patriótico, installação no solo, organização da collectividade

não temia os compromissos despertados pela necessidade de povoar o solo, pelo destino econômico do
paiz, que exige a collaboração estrangeira. O homem
brasileiro naquelle alvorecer nativo tinha a illusão de
se bastar a si mesmo.

politica, que espiritualmente é a nação. A' aurora do

A essa energia valorosa junte-se o ideal de per-

seu surgimento, já o Brasieliro apparece como colla-

feição, que inspirara os Independentes. Estes geome-

borador do Portuguez, por vezes o supplantando, na

tras da politica procuraram architectar o paiz se-

repulsa das invasões perturbadoras, na conquista sys-

gundo um plano ideal. Ensaiou-se uma Cidade de Deus

tematica do paiz, que é elaborada como uma obra de

politica. A monarchia não foi só uma suggestão colo

estado.

nial e uma lógica continuação, melhor que uma in-

O idealismo affirma-se e progride. Em toda a ex-

certa substituição. Foi também a cupola do edificio, t-

pressão de progresso ha um ideal de perfeição. Na

Sob o domo o Poder Moderador apparecia como a

hkloria do Tracil esse ideal de perfeição é sempre

imagem da Razão, da Justiça e cia Divindade, presi-

Depois de taes fruetos. constróe-se a muralha imaginaria da pátria. Faminto. . A Abolição foi uma idéa que se fez o sentimento violento de um povo. EnthuJsiasmo. está predestinado a viver no absoluto e a repellír toda a relatividade. dos errantes caminheiros dos sertões. das florestas. numa vertigem de abnegação. consciente ou inconsciente. A progressão não pôde ser reprimida sob pena de uma crise mortal da nação. permanece a eterna desejada do homem. não será estirpado do espirito brasileiro. da historia do Brasil é esta: idealismo idealismo a busca incessante e como funeçãò da perfeição. pelos rios absurdos. se nos exalta o espirito a louvar a energia primitiva dos feros desbravadores. esmagado sob a tyranoi^ lá vae o Brasileiro. na sua üh> mitada força creadora. Para cumprir o fado imposto pela sua lei de constância. como no tempo das perseguições aos christã os.mystico do i d e a l i s m o . mas ao influxo da cultura torna-se creadora de idealidade. do cháos em que se abysmar o paiz. que. Cada um procurava"exceder-se a si próprio e aos outros no desinteresse pela causa da redempção. porque idealismo e anciã de perfeição dimanam daquella qualidade essencial da alma brasileira. traçam-se as linhas divisórias das nacionalidades antagônicas. vel-a ou evocal-a. tudo desmoronou e exigiu a contribuição de todos para o seu triumpho. Na sua pureza primitiva será um estado de magia. O idealis-J mo republicano teve a maravilhosa phantasia de « . defendem-se as fronteiras. Com a abolição ainda mais se accentuou no Brasil o impulso da egualdade. e a incorporação do Acre foi até hoje a maior realização brasileira na época republicana. tornou-se invencível e na Celeridade do seu movimento. Os seus difficeis "trabalhos" na ordem pratica o elevarão do intenso realismo ao excelso idealismo. no esplendor da exaltação collectiva. na egualdade de brasileiros e extrangeiros. culpir os traços da sua affinação moral na liberdade' religiosa sem restricções. houve a loucura da Cruz. Í . São povoações oue eliminam do seu recinto a escravidão. dynamo de idealismo. Crê eternamente na ascensão triumphante da pátria. a rebusca da perfeição neste idealismo redemplor? Na liberdade incondicional dos escravos. a despeito da amargura que soffrer. Um dia elle augmentou o desmedido território. o esforço permanece irreprimível. tudo arrebatou. 0 povo dè tal inspiração. pelos vagos sertões. são provincias que se redimem. de Se não é attingida. são fazendas (pie. transmigrada nesta espiritualidade da conquista. Foi o toque da elevação no "sacrifício total da riqueza. pelos tristes desertos. se immolam e se tornam em taperas desertas e livres. creador da nacionalidade. como respeito á humanidade. imaginação. O artista revelou-se no constructor político. Desde então a fórmula. v o próprio throno imperial que.AMERICA BRASILEIRA NTMÍ&. que parecia crystalizar-se na monarchia parlamentar. E neste sentido. no arbitramento internacional obrigatório — signos caracteristicos desse espirito. Não tardou uma explosão de idealismo nesse ambiente de hierarchia.. das retrogradações da justiça e do progresso moral. A fé no prodigioso destino da pátria lhe perdurará sobranceira e fervente. porém. . Ha um repentino fervor de piedade e que se deve chamar a loucura da abolição. anciã de perfeição sentimental são os motores secretos da alma brasileira. a vivificar o solo nacional. Apoderando-se da emoção do paiz. offendida para ser fecundada. porque foi a maior expressão da energia collectiva e obedeceu fatalmente ao idealismo. na excessiva soberania federativa. . st sacrifica. torturado. nina illusão da representação do Universo. Ha seguramente um amor physieo entre o brasileiro e a natureza da sua pátria e qtie é a raiz inconsciente do seu patriotismo. O que fizeram a monarchia e os estadistas não foi mais do que satisfazer. caminhando extâtico dentro da lu2» escravo da miragem. E a elite governa o povo com as ficções transplantadas exoticamente de outros estados. Pouco a pouco foi ganhando as almas e mais tarde uma grande préamar espraia-se pelo paiz inteiro. A terra. idealismo. como pacificadores. a abolição foi um acto revolucionário e ao mesmo tempo esse delirio de abnegação collectiva marcou na vida brasileira o mais bello instante da nossa emoção naoional. que nasce do realismo. fl A 12 — \ N N ° I dindo magcstatieamente a innumcravel lheoria dos factos. a imaginação. O Império desenvolve-se nesta progressão. Graça Aranha. chamma da perfeição paradoxal. do eclypse da liberdade e da honra. as imperiosas exigências da sensibilidade popular. pelas trágicas mattas. fortificado em tenazes e seculares raízes. na sua immortal projecção no futuro. A principio a idéa aponta ao longe no espirito de alguns inspiradores. o idealismo. destituído de compromisso^ que é õ da raça na sua livre expansão. Onde. são senhores que se empobrecem alforriando massas de trabalhadores. o brasileiro vae para a frente.A Republica resultou como a conseqüência do "absolutismo" democrático. sempre prompto a exceder-se. Combate se pela unidade do paiz. tudo pela suggestão de um ideal de perfeição politica. Assim quando transforma as pertinazes mattas em terras de cultura attinge a uma con quista material formidável.

falavam desde muito insidioamente ã alma renovada da r a ç a . pois que na vida não andaria elle sõ a espera da voz de commando. . mais sombra de homem do que homem. do que de razão e consicencia. O mais que com certeza elle sabia é que tinha diante de si. mesmo que fosse capaz de encarar discretamente a vida. ainda assim. e do novo império de onde alça a voz p a r a o mundo — dali por diante. que ancearam de v e r .. daqui. não só o príncipe. estes céus. . 9 A 1 2 . aberto e receptivo. Ainda assim. Tinha-se feito a independência. na velha pátria querida. ou pelo menos. e que a presença da c&rte não faz menos que fortalecer. resoluto. . o orgulho que sentiram os brazileiros ao tomar a protecção da realeza desventürada. do mais humilde ao mais eminente. o que mais conheceu foi a nevrose da dôr. No meio das facções victoriosas.i planeada. que se diria antes desidia ou apathia de alma neutra. tinha de ser liberal: esquecer-se um pouco de si mesmo era o processo mais expedito e seguro de se impor como necessário. não haveria provavelmente um só brazileiro. pôde ser que o destino tenha rido alguma vez do rei: do homem — nunca. nos braços do seu povo. si quizermos apenas destacar-lhe da assombrosa versatilidade de sentimentos e impulsos qualquer traço isolado que o caracterize. e todos presentem que a tormenta não tarda. mas da leviandade do seu animo. mas o homem mais infeliz do seu tempo. afinal. as aspirações que absorvem todas as forças no momento mesmo em que elle apparece no scenario politico. a tristeza do penitente. tudo começar a a mudar. lá reduzido a toda a tristeza de um rei Lear. e a bondade. de culto pela justiça. ou de effusão perenne de pranto. Emquanto esta era a aspiração dominante na alma dos brasileiros. como o liberalismo de D . Temperamento ardente. esmorecido de medo e allucinado de alegria. Por uma fatalidade de circumstancias que pareciam conjuradas. Des da primeira. Andavam no ar as procellarias. é preciso reconhecer. Pedro. E dahi por diante. a s idéas que se agitam. cahindo. portanto. E' vel-o. tratal-o com muito geito. estas bahias. . Nelle o velho instincto dos avós disfarçava-se apenas sob aqueilas apparencias de alma nova. o agora em lucta* viu-se D . Poder-se-ia mesmo dizer com toda justiça que para ser grande homem bastaria que lhe não tivessem negado tudo o que o seu espirito tinha o direito de esperar da sua alta condição social. começa elle i preparar o espirito do pobre velho. e se distancia dos tempos colohiaes. como ultimo signal de grandeza que nelle deixaram os tufões de escarmento. D. accordou e bramiu. que não se «abe como é que o lar lhe d e i x a v a . assumira elle o primeiro posto em phase tão penosa. forte e incisiva de Pedro I . e que o fechavam para tudo mais: a resignação. .. João foi seguramente. Chorou quando lhe mostraram o Monlteur. ao Príncipe a m a n h a r o terreno para a ohr. • • • '• t . entra a conspiração na sua phase decisiva. D . Com todas aquellas expansões de amor de pátria.extranho que se levantara inçontrastavel ã frente do throno. de paixão pela liberdade. bem ou mal. moço de 24 annos. depois. Os mesmos homens que tinham feito a declaração da independência estavam divididos. e mesmo uma espécie de volúpia de lagrimas. Foi o único instincto que a desgraça lhe deixou: o do sangue. ou pelo menos desprovida de uns quantos instinctos sem os quaes o officio de rei ha de ser mesmo um índizivel martyrio. Está-se vendo. salvo si percebesse que o capricho era do destino.NUMS. Passada. que v«via já no sentimento popular. todas a s classes e todas as facções andavam como fraternizadas em torno da grande causa. levada a um quasi renunciamento de si mesmo. aquelle sêr lancerado só tem o grito da angustia paterna. principalmente dos seus próprios. . O misero agora só era pai. E chorou t a n t a s vezes na vida que bem se poderia dizer — sem nada sacrificar-lhe da figura histórica — que durante os seus trinta e três annos de reinado. Não é possível julgal-o sem risco de commetter injustiça. Devia temel-o a velha deusa falaz. m a s bondade rude e inconsciente. que mesmo quando se sentia sacudido de alguma emoção muito forte. Emquanto aquelle outro andou sempre como lhe diziam que era preciso andar — este vem para concorrer com a fortuna.. aquellas vicissitudes que vinham abalando o throno e as instituições que elle representa. soubesse ou entendesse direito quanto iam fazendo as Cortes. o coitado se desafogava c h o r a n d o . como si fora um precito. e sobretudo a tendência americana. que ia resonando no fundo daquella natureza excepcional. e sem ter as gTandes qualidades que se requerem para funcção de tal magnitude. para todos os lances a que o levava. . Chorou quando soube que Junot marchava sobre Lisboa. talvez em grande parte. vaga idéa do que elle foi só ha de resaltar talvez de u m a synthese das contradições e desordens em que lhe fica a figura no meio dos acontecimentos em que teve o seu grande papel. no dia em que se sentiu desenganado de uns tantos sonhos — foram-se os lances augustos. por si mesmo. Não é de crer que o rei. e lá. Em tal meio. de submissão ás leis da historia — sabe elle muito bem que leva galhardamente o seu destino. como u m espantalho. Muito fácil foi. a sensibilidade doentia do devoto. P a r a comprehender-se como tão rápido se renova aquella sociedade. quasi impulsivo — não recuava n u n c a . Andou sempre tão por longe do destino com que o surprehenderam. em cuja consciência não estivesse já muito clara a directriz que os negócios politicos iam tomar. Do meio dos sustos em que vivia. o Príncipe. porém. emquanto a historia nos d& aquèlles gestos heróicos de guerra ao arbitrio da Europa. com que se consolava de tanto ceder e abdicar. pois.. e em prantos poz pé vacilante em terra bahiana. . Estas florestas. abandonado de todos. P a r a isso não tenho mais do que recordar factos da época que estamos neste momento mesmo commemorando. conhecer a sociedade daquelle tempo. seria necessário. No periodo que se segue á chegada da corte. e como a insuflar em vez de reprimir discórdias.sychologico seja mais difficil de fixar que o do primeiro imperador. lá na metrópole. e reclamando cada grupo o direito de orientar e dirigir a organisação do novo Estado. como si padecesse até das próprias a l e g r i a s . P a r a julgar este homem. Este ha de. " > M b u Ainda assim. Provinha mais naquelle instante. estas montanhas. Nunca lhe viram humidos siquer aquèlles olhos. João V I caracterizava-se pelas duas grandes virtudes que lhe abosrviam toda a existência moral.ANNO I AMERICA BRASILEIRA A FIGURA DE D PEDRO I Não conheço em nossa historia nenhuma figura cujo perfil p. cheio de enthusiasmos pelo seu papel. aquella phase.sahir soluçando como uma creança. . não certamente só de calculo. o exercício da majestade — viveu o misero guardando a sua reserva de lagrimas. irriquieto. . a s tiradas heróicas: e o antigo sêr. Desde meiados de 1821 que. por elle chefiada. E m prantos sahiu a barra do Tejo. E não tinha essas qualidades — cumpre dizel-o — menos por mingua de natureza que por defeito de educação. a sua vida tem lances que o põem muito acima das figuras communs entre os que têm tido o papel de destaque no mundo. Pedro era um contraste rude e esturdio com tudo isso. vivos e trefegos. não é mais necessário do que ver: primeiro. de coração transbofdante. Quando o comparamos ao pai é que sentimos bem como avulta a nossos olhos a personalidade profundamente delineada. E é por isso. Ha um processo muito simples de fazer a psychologia deste homem como politico: é tirar das cartas que elle escreveu ao pai o que elas têm de substancial. antes de tudo. fazer o seu papel. . nas e n t r e l i n h a s . a sociedade de transição daquelles dias. P6de-se mesmo avançar que a phase joannina foi a phase de gestação do que se vai fazer em 1822. dementado de uma vez pelo infortúnio. Seria bastante que tivessem preparado o homem. e viu como Bonaparte lhe decretara a distribuição do reino. principalmente as opiniões dominantes. que D . já que não quizeram preparar ó rei. No dia seguinte ao da acclamação do imperador. aquelle poder novo . com todos os vicios e virtudes de heróe fora do seu tempo. Pedro ê inconsciente. Uma.

e com a emphase das grandes affirmações. fazendo-a inseparável da sua. está deliberado a resistir e até a affrontar as Cortes. Momentos houve. . p e r . Da tribuna daquelle mesmo congresso. e que viveu. muito respeito pelas soberanas Cortes. nem como homem. — que mais lhe faltava? Não há duvida que chegou a sonhar grandes coisas nos fastos do seu tempo. Pedro tão convencido de que o Brazil todo lhe obedecia. as leviandades que lhe encheram a vida e com que temperava os Ímpetos estultos e os bruscos assomos — tudo isso produzia. Pedro. como homem. pouco a pouco. que elle sabia pôr em equilíbrio com os ares augustos. Que elle está "posto além da humanidade e quasi e n d e u s a d o . Quanto era ainda poderosa a influencia da superstição romana no espírito daquelles homens! E como queriam então que D . onde se representava o que tinha de mais vigoroso aquella geração. .•. bastaria acerescentar muito pouco.em sabe que daquella magestade não lhe vêm gestos e s q u e r d o s . Quem sabe mesmo si tudo isso seria p o u c o . a coragem temerária. o perfil esboçado. . desvanectu-se da sua for. elle próprio com t a n t a ufania p r o c l a m a r a .. Nos princípios. começou logo a tratal-ol como "coisa s u a " . com Trianons e tudo. E muito seriamente depois que sentiu como estas democracias americanas não se accomodam á majestade das grandes figuras.. E emquanto as Cortes decretam medidas t e n dentes a reprimir-lhe os Ímpetos e a humilhar os brasileiros cuida elle de fazer sentir ao pai que a assembléa desmandada vai tornando a monarchia incompatível com o Brazil. os seu* império puzeram-se em conflicto com os princípios . muito fiel. Os homens mais notáveis daquella época foram minguando diante delle. . Tinha feito as suas campanhas do largo do Rodo. Na historia da America. Pedro não se perdesse? V Rocha Pombo. . Eis ahi D. t E r a elle só o legitimo creador deste povo. P a r a que a sua voz fosse ouvida dos brazileiros. falava-lhes muito em "liberdade": aos portuguezes falava sempre só em " j u s tiça"Mas essa justiça e essa liberdade deviam andar sempre cautelosas e muito dóceis ao talante do patrono.l. Ao lado da majestade vai. . decidido. . . j á não estava integral nas mãos do R e i . quando iam felicital-o nos dias de gala. . . e que este.'que sabe quanto vale a esturdia bem calculada quando se tem sobre os hombros a indiscutível autoridade que se funda no prestigio da tradição e do grande papel que se tem no drama do mundo. . a clemência bem medida. . consciência indefectível de juiz até na desgraça. e principalmente da causa da dynastia. realmente em que parecia fazer de Bonaparte. vai associando.M M S O A 1? — \ \ \ 0 T AMERICA Dizia-lho daqui o filho umas coisas desusadas. . depois de prompto — protestos e detestações contra aquellas Cortes "pestiferas". P a r a elle. com muita astuom e tactioa segura. e diziam-lhe que elle vencia "mais com a gloria do seu nome" do que outros reis com as a r m a s . Pedro formulado. e do Campo de S a n f A n n a . Assim que se viu coroado imperador. falando-lhe u m a linguagem para elle desconhecida e incomprehensivcl. . i E s t a v a D. mas um estouvado forte. . condescendendo e perdoando — não se sabe si teve a m i g o s . Foi com este geito e m a n h a subtil que elle teve tempo de a p parelhar-se de tudo para o rompimento formal. o que ficou sendo como rei: um estouvado na vida. Si o próprio Antônio Carlos dizia que entre elle (o monarcha) e um pobre mortal (a Câmara é aqui o pobre mortal) nada pôde haver de c o m m u m . . . Emquanto que o segundo imperador — espirito sereno e sábio: grande alma paternal desde os vinte annos. divorciadas da alma portugueza. . . com a feição psychologica do homem. com toda coragem. punham-lhe em relevo as "sublimes qualidades" e as "heróicas acções". pois todos bem sentiam como não ha nada. . Em seguida. . o pensamento capital era vencer: tudo o mais era secundário . tendo sido afinal tão detestado entre os políticos. a não ser o coração anonymo de todo m u n d o . não ha duvida que temos de lançar á conta das c i r c u m ! tancias muita coisa do libello contra D. a delicia dos brazileiros. O que elle queria era mostrar que tinha nas mãos este pedaço 'i do mundo. vangloriovictorias. Vejam-se as suas proclamações. nem como rei.. neste mundo. Pedro esta. Pedro como politico. Não era só a tropa que o acclamava como seu "adorado imperador" As próprias deputaçõçs da Constituinte. a autoridade que lá. luvtíxh. na metrópole. que elle e r a .. .. a um espirito que nada t<nhB dè excepcional para tarefa tão alta. . o tom das suaa falas ás tropas. conquistara elle a "sua gloria" multo depressa Na sua idade era muito difficil. Quiz até dar ao Rio uns ares de Versailles. Antes de tudo. poude fazer alguns amigos que lhe foram fieis até o fim. . suadido de que era um homem de gênio a dirigir os acontecimentos não teve o seu orgulho mais limites. tudo foi esquecido: a sua vontade. além do que já vimos. . tão captivante como um bom movimento ou um gesto de paz que vem da mesma altura de onde podem cahir fulminações de morte. Por isso mesmo é que D .. pondo em outro logar o interesse supremo da própria monarchia. Que os ministros "são servos do i m p e r a d o r . o seu logar ha de ser ao lado dos Bollvar e dos W a s h i n g t o n . E ' assim que tem de ser definitivamente julgado este homem. effeitos mágicos. domando por sua vez a America. Senhor absoluto do paiz. . . A familiaridade um tanto desbragada. havia quem bramasse commovido. . conservar serenidade e não perder a tramontana. D . ao lado da magestad. t u n a . Elle foi. Primeiro. E para completar. BRASILEIRA Si fosse preciso a t t e n u a r o rigor do juízo que a historia te de proferir. no animo dos que o cercavam. . lamentando certamente que tivesse havido já um outro que o fosse do gênero h u m a n o . e não teve mais linha. póde-se dizer. Presumia-se único "autor de tudo que se tinha feito". E tanto so das suas impulsos de a s idéas que é assim que no dia em que se julgou seguro. e de que ao seu poder e ao seu prestigio se haviam confiado \ estes povos — que não viu mais empecilho no caminho aberto ás suas ambições.. os próprios homens do tempo com as lisonjas e adulações que andavam todos disputando a honra de fazer-íhe. e a que não faltou nem aquella Pompadour de fancaria.' Agora o que se não deve calar ê que para tudo isso concorriam. "por fidelidade"..

a ^ critica e da erudição literária " ^ ^ J ^ ^ Z — L t * de letras e d o . Secção de historia militar. a idea a d a r a g a lu80-brae da vonta. * «ue se accelere a deslumbrante finalidade brasileira. honorário. ainda que não sejam membros do Instituto. Haverá igualmente no Instituto duas secções especiaes e permanentes: I Secção de estudos portuguezes.a. conseqüência. redigindo monographias ou repertórios illustrados sobre o assumpto. X. graças a essa surprehendente harmonia. c i a vital que preside ao desenvolvimento da nacionalidade. e promover a discussão de theses ou questões relativas a esses assumptos entre os seus membros. divulgando as conclusões. 9 A 12 AMERICA ANNO I \^RNHAGENJ| NSTITUTO Neste maravilhoso instante da raça e do pensamento brasileiro. IV. da religião. eollegios e g i n á s i o s . Secção de historia das artes e dos costumes.NU M S . que se ligam á fascinante civilisaçãò latina. VII. 1) instituir concursos e estabelecer annualmente prêmios honoríficos ou recompensas pecuniárias para os melhores trabalho. o) constituir. Secção de estudos geographicos. ac i v j e suas varias modalidades. juntamente com uma bibliothcca de historia e literatura dotada de catálogos systematicos e de repertórios ideographicos. H secção de estudos de historia e litteratura da Amenca O InstZo rarnnagen compor-se-á de 70 membros effectrvo* .• <° " ' *" " 6« preoccupem com assumptos de historia ou de literatura brasileira. palácios. IX Secção de estudos econômicos.a e s entre as duas Republicas.. E m meio das incertezas e das apprehensões actuaes. Secção de sciências sociaes applicadas ao Bras. trabalhos e peças artísticas. Integrada na sua dupla funcção nacionalista e humana. e tendo em vista a congrefe Para a r e a l i s a ç a o ^ e m p o r t u g a l e n 0 estran- ^ r ^ r r j r : nossos ^T : — — . . da unidade da lingua. conservar unido. o caracter ou o gênio do nosso povo e intensificar o culto pela mãe pátria . Mercê da nossa filiação histórica. acompanhadas du estudos críticos. f) organisar.curemos realçar a nossa epopéa nacional.t o m * e m •*«. pro. e auscultando as ' n o s s a s origens. que se synthetisam „ a J a n s f o r m a ç ã o dos nossos valores históricos e na . . toda vez que for solicitado o seu concurso para qualquer iniciativa que se relacione com a sua actividade. e resplender nas suas relações com o universo. — ! « % £ Z « * * o emento do e da unidade racional. resuiu entre nóg & perfeita consc. que se relacxonem com a nossa cultura histórica ou literária_ m) publicar uma revista ou boletim destinado á divulgação de seu programmá e trabalhos. proteger o instincto rai ciai definir a Índole. » « r e c t m m « n t « ] e . j) publicar ou promover a publicação systematica das obras completas de Francisco Adolpho de Varnhagen. 1 T n p i a d o s Por estes idéaes e estes propósitos. £ ^ ^ p a t r i o t i g m o > e p r o m o v e r T2Z1^V^ CO ar. casas solarengas. VIII. para a sua biographia. ser fiel á lei de constan. V Secção de historia da literatura. mais fecunda e mais urgente que a tarefa de fixar a orientação da nossa cultura histórica. copiando. examinando seleccionando. quando ^ d o nos impelle a estabelecer mais poderosos vínculos effecttvos e i ^ t o i w . pois. pedra de toque da consciência e do sentimento nacional. resurgindo ou animando ! os heróes. opulentou o nosso patrimônio ***"*£^ p r o g r a n i r n a . animando-as e prestando-lhes assistência. sobre problemas controversos ou obscuros da nossa historia ou da nossa literatura. .o nosso passado. nas igrejas. o Brasil. ^ . i nhr-. methodicamente.en- cia do papel do *"*»*£ c n ^ 0 e d u c a t i v o d a nossa historia nos b) contribuir para que " ^ o ^ ^ . como subsidio para a historia das nossas origens e costumes. Vi' Secção de bibliographia histórica e literária. h) investigar acerca da arte colonial. indissolúvel • forte o vasto império territorial que somos e. podemos.ro ^ ^ s s r .l. nas câmaras municipaes e nos archivos públicos ou particulares do paiz ou do estrangeiro. p a r e c e r a ou trabalhos impressos.' sendo o Brasil u m a sobrevivência do passado e da mesma raça X se comprehende possa elle viver divorciado de Portugal. BRASILEIRA : nferencias destinadas á moM es ° " intercâmbio intellectual entre o Brasil e Portugal..ro. ae n u m e ^ n i m i t a d o de sócios correspondentes. nenhuma iniciativa seria mais profícua. que apparecerem no paiz ou no estrangeiro sobre a historia geral do Brasil ou quaesquer questões particular. que é o principio gerador da unidade moral. os apóstolos e os precursores." • . . sob o patricinio do nome do glorioso b r a s e i r o que. rad 0 s costumes. e proceder á sua investigação. Secção de nobiliarchia e heráldica. ) realisar. com o singular fulgor de seus -fastos e a sua formosa realidade. estreitem as relações com as socieda- iranso. O Instituto Varnhagen. é a nossa historia que ha-de illuminar o * roteiro do nosso esplendido destino: para isto basta que.naes ou copias authenticas de todos os seus escriptos inéditos. deve ella ser encarada como força creadora de idealidade..neendo o culto da tradição. e reunir desde já elementos.^ ^ .emfim. ^ ' r ^ ^ ^ ^ T ^ ^ o g l c a ^ T Z T X ^ T ^ : ^ - - . imprescindível ao espirito de progressão do organismo social como é indispensável á sagrada permanência da integridade ethnica. ' tugue». principalmente. Além do mais. I I I Secção de historia diplomática. politica e histórica da nação. através de tantas vícissrtudes e de regimens políticos diversos. monumentos e exame de vestígios. sentindo '. das affinidades cíaes havemos de ser um dos maiores Estados do mundo. Assim. precisa crescer para a justi-. e P«-O- . e recolhendo ou communicando o resultado de estudos e pesquizas.H. das tradições e. um archivo de documentação e um cadastro informativo. k) organisar inquéritos entre os especialistas«e eruditos de notório saber. e) secundar no domínio dos seus estudos e na medida dos seus esforços o movimento de solidariedade continental das pátrias americanas . com ter previsto esse magnifico movimento de noso brasile ro q h i g t o r i a u m a funcçao social. adquirindo os ong. resolvem T f u n d J o nZuto Varn^en. com sede no Rio de Jane.. l ? Z r ^ Z Z ~ - . permutando informações. II. p a r a a ordem e para a beíleza. n) auxiliar as instituições publicas ou particulares. Secção de historia geral. a bibliographia das fontes da nossa historia e da historia literária. i) promover o estudo ou a organisação da nobiliarchia e heráldica brasileira. terá dez secçõés permanentes de estudos brasileiros: I. extractando e divulgando os documentos inéditos de interesse capital existentes nos mosteiros. .l i d a n e d a d T a x l a das duas nações do mesmo idioma e do mesmo Pensamento. analyses ou commentarios. mediante visitas ás nossas igrejas. rico de prodígio e tocado de graça.

159. 1920. quando menos. Tudo indica que n nossa tentativa será coroada de êxito. Flexa Ribeiro.120 5.456.297 19. Adrien Delpeche. e não prescinde do apoio official e das instituições particulares do Brasil e de Portugal. determinará ella sem duvida.983. Carlos Pontes. Mario Bhering. Joaquim Salles.5*6 . 1916. 1920. Tavares Cavalcanti. distribuída e em t r a n s i t o . Eurico Cruz.359.997 642. um aspecto original da mentalidade e do sentimento brasileiro. Pinto da Rocha. Luiz Annibal Falcão. Bruno Lobo. (1) Comprehende a. Miranda Ribeiro.576.580 CARRIS URBANOS POR 1.000 K M . Pontes de Miranda.376.278 20. POR 1. dois se. Francisco Venancio Filho. e que requer o concurso de todas as boas vontades.117 44.087 28.419. solicitamos a cooperação de todos os brasileiros e portugueses. Mario de Vasconcellos. Carneiro Leão. a esperan ea E para essa tarefa meritoria.148.430 NUMERO DB APPARBLHOS 15.565 1S40. Olympio Barreto.051. 1880. e sah. Jackson de Figueiredo.417. 1880. correspondência collectada.093 49. . é profundamente patriótico e destinado a realisações fecundas.129. uma renovação opportuna ou. Belisario Soares de Souza. porque tem uma origem consciente. José Maria BelloJ Ezequiel Ubatuba. Azevedo Amaral.9 1. A. José Augusto. General Moreira Guimarães. Castro N u n e s . 1915. „ . 1920.A .232 TELEPHONES EXTENSÃO KM.491 8. Nogueira da Silva. 1890. formado de pessoas de notório saber. Rio de Janeiro. Celso Vieira. Carlos Rubens.096 NACIONAL EXTENSÃO KM. ! METRO 222. Capitão Estevam Leitão de Carvalho. O ustavo Barroso.426 3.265 TELEGRAPHO ESTRADAS D E FERRO E M TRAFEGO ANNOS CORRESPONDÊNCIA NUMERO DE OBJHCTOS ( 1 ) i 1.4 439. Almachio Diniz. Mario Barreto.• de communicação no Brasil (Dados officiaes da Directoria da Estatística) MOVIMENTO MARÍTIMO NUMERO DE EMBARCAÇÕES (Ent.hcsoureiro e bibliothecario.455 1. . Lemos Britto.316 25. escolhidas dentre os membros effectivos. e uma virtude cardeal. Tristão da Cunha. Tristão de Athayde. Raul Pederneiras. com ser complexo. O programmá do Instituto Vernhagen.002. cujos sentimentos se harmonisem com as nossas idéas e os nossos propositos. que surge desajudada.203 46. Os Fundadores: Rocha Pombo.818 ANNOS 1907. Heitor Lyra. |P0R 1 0 0 HABITANTBS NUMERO DE OBJECTOS 872. Gilberto Amado. Elysio de Carvalho.900 1. e um Patronato composto d a . Francisco Valladares. Terá um Conselho Superior Consultivo. Lindolpho Xavier. Sampaio F e r r a z .-. 1920.66 ANNOS 17 172 2. „ . • Meios de transporte e vias Nuno Pinheiro. Victor Vianna.895. três vices-presidentes. por emquanto de favores officiaes e ainda sem o appulauso do publico. Hildebrando Accioly. Rodrigo Octavio Filho. . Capitão Jaguaribe de Mattos.000 K M . Nelson de Senna.21 2. MÉDIA TONELAGEM TOTAL 125. Renato Almeida.713 88.AMERICA BRASILEIRA \ l M.337. Eurico Valle.553. HXTKNSXo KM.370 | 1840. HXTHNSÃO KM. Theophilo de Albuquerque. secretario geral. !. Alcides Bezerra. Araújo Jorge. Américo Facó. AÍTNOB 1912.AXNO I UH-tores A >ua administração competirá a uma directoria composta de presidente. » A I:' —.) 11. 1S60.962 26. Delgado de Carvalho.973. Oliveira Vianna. MOVIMENTO G E R A L DOS CORREIOS FLUVIAL | ANNOS TONiSLAC.115 44. Octavio N . F . Adolpho Konder.446. Virgilio de Mello Franco.711. 11. 19.000 31. ' METRO 1. Roquette Pinto. Ronald de Carvalho.532 49. o patriotismo. Capitão Genserico de Vasconcellos. Alves de Souza. 13 de Outubro de 1922. Levi Carneiro. Ribas Carneiro. Raja Gabaglia. Major Henrique Silva.0 1. Jorge Jobim.64 1.696 9. 1920. Deodato Maia.434. Abner Mourão. pessoas ou instituições que contribuírem para a formação do patrimônio social ou concorrerem peeunianamente para a sua manutenção. de Brito. correspondentes e honorários. Obra vasta que não será tarefa para uma só geração.

placidamente. perdido como estava para os brasileiros. estridulando na Segarrega. á beira do mar da. preliminarmente. os Motivos da sua prisão e desgraça. Pequenino e indomável. um advertindo. segundo o qual nos deixaria independentes o barco que levasse a família de Bragança. outro chacoteando. em 1825. accendendo o patriotismo á geração baptisada com o sangue dos inconfidentes mineiros e dos revolucionários pernambucanos. Uma legião de escribas insuflados pelo gênio do pamphleto revelava. dava a sua hora inicial.I.combate. Tamoyo e Sentinella. J á em 1821. sob anonymato. o seu temperamento decisivo e pugnaz. E ao cabo de torneios. O Malagueta. E r a conservador e conquistador. contra o vago libello portuguez de um inimigo da independência do Brasil. . recomeça a escrever. e preso até 1829. para se metter no labyrintho da sociedade uitra-conservadora e secreta. de F r a n ç a Miranda. notável pela intrepidez e garrulice do seu Papagaio. Dezeseis annos. são verdadeiros pamphletos. o recurso interposto de uma sentença innominavel.. na guarita de Pernambuco. onde surgiria depois a Sentinella da Liberdade. num Desforço pa trlotico de 35 paginas. como um sábio no seu horto. mas remoçado na luta pelo calor da terra natal. culmina o Regulador. que representam duas columnas de patriotas volantes. arremessando novos opusculos. a do norte e a do sul. E de Londres. redigindo entre os perigos dessa hora verde e ama». Sentínellas da Liberdade no Rio e em. 6 Brasileiros. o seu diploma conferido pela Universidade de Coimbra. a esta lei deveria obedecer o pamphleto. absurdamente. para não ser victimados. o economista. todos os raios e todas as chufas da metrópole. pugnando através do Brasil. elle traça dolorosamente. emquanto eram apregoados pela cidade inquieta O Brasil. Fo! um dos doputados brasileiros. na masmorra. que tanto fez pela independência. Pesa de tubarões do Recife. acabou Cypriano Barata. Pernambuco. redigido as duas Sentinella* da Li-. Cypriano IJarata. e formidável. De novo o aprisionam. Tinha reforçada pela erudição a dialectíca impetuosa — e um grande orador. em 1823.rismo sem jaca. José Sylvestre Rebello. a imprimir. havendo já fundado. "breve de corpo e resoluto de espirito" como se descreveu a si mesmo. Nas águas de Funchal. O Papagaio Volantim. Alquebrado e mortiticado. em 1823. Guerra da penna contra os demagogos de Portugal e do Brasü. foram de pelejas. Xesse período. tentaram desembarcal-os á força os madeirenses. de Frei Sampaio — um dos nossos monges guerreiros. Faria de Lima. que o havia condemnado á clausura perpetua. nesse abandono. . um daquelles insubmissos e valorosos deputados. com o extranho pseudonymo de Tresgeminos Cosmopolitas. paixão no sentido maravilhoso dos Evangelhos. que hostilisava as formas dynasticas no Maribondo e na Gazeta Pernambucana. juridicamente esboçada pela Constituinte o realisada pelo Decemvirato. entre as chalaças do favorito e os amplexos da marqueza. rutilante de gloria intellectual. Como toda ascensão h u m a n a presuppõé o martyrio. contra a deslealdade e o portuguezismo Ia coroa. indomito pamphletario da Polemica partidária. que em 1824 lançara com o pseudonymo de Philopatris o Rebate Br*trileiro. pelo brasile. rella O Brasileiro em Portugal. O Constitucional. em Nitheroy. que o publicara em Londres. batendo-se os dous pelas formas constitucionaes do governo monarchico. da populaça. o m a r t y r do pamphleto no Brasil — Frei Caneca. depois de haver combatido entre os heróes de 1817.1a . Quando se exteriorisa. progresso e beíleza. O Espelho. republicanamente. vividos ainda na pátria independente. Felippe Menna Callado da Fonseca. com sonoridade vernacula.1 figura gigantesca desse polemista da Ordem. José da Silva Lisboa. desde a influencia patriarchal de José Bonifácio e os versos francezes da legenda: Tu vois de ces tyrans la fureur despotique. o Tamoyo é solemne. o nosso mais antigo e menos glorifiçado leader nacionalista. um pamphletario epistolar e faceto. o Despertador Brasillense. E a primeira claridade matutina descia no Reverbero Constitucional Fluminense. elle propôz á assembléa reinicola. tão exasperados e bravios quanto os lisboetas. verídica imagem do patriotismo no captiveiro. que se evadiram do reino. das Cartas de Pi th las a Damão. aureola e supplicio. de Joaquim Gonçalves Ledo e do Conego Januário da Cunha Barbosa. do Typhis. como a Dcsaffronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado e a Recordação dos direitos do Império do Brasil d província Cisplatina. Exterminados os federalistas pernambucanos. depois na Malagueta extraordinária. assim. Logo depois da independência. Lançae mão d e l l e . ao Brasil independente os fulgores e as misérias do jornalismo. com essa tendência. do governo. atalaias que se multiplicavam por todo o Brasil nos passos e nas vozes de outras sentineílas heróicas. transportava-se ao Rio da Prata. Assim. burlescas e nativistas— O Macaco Brasileiro. pelo ar e pelo sol da liberdade. ensinando o abecedarío às. apparecém duas gazetas de. pela secreta flamma da sua idealidade combatente. é preso em Pernambuco. núcleo de opiniões e sentimentos liberaes. depois Visconde de Cayru. por não acceitar o mandato ã primeira Constituinte. confessou que só elle o havia feito emmudecer na polemica. sacrifícios e tormentos p a r a o velho campeador brasileiro. sob os longos cabellos alvejantes. com igual impetuosidade na sua dissemelhança. como o problema da organisação. perante os lusos.crianças de uma aldeia do norte. rijos pamphletos nacionalistas. bandeiras em festa annunciavam a radiosa elevação do novo emblema auri-verde. A Sentinella é jovial. . na Malagueta. » A 12 — ANNO í AMERICA BRASILEIRA ESPIRITO DE REVOLTA 0 Pampfiielo no Primeiro Império E ' num avulso da escola pamphletaria. pelo Brasil. arautos da imprensa politica no Brasil. affrontou em Lisboa as fúrias coloniaes do parlamento. Essa incorruptível Sentinella á beira do mar da Praia Grande. por afugentar o espirito revolucionário l > Typhis. Praia Orande). allegações e defesas. Mas havia já um pamphletario da reacção monarchica. conjugando-se fts maiores aspirações d* liberdade. enfant terribla de uma imprensa ainda pueril. ' l m 1823. nesse anno heróico e sangrento de 1821. avulta o heróe pernambucano Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Em poderoso contraste . novos dardos. Crepitava uma ironia fuzilante na epigraphe de outras. lutas em que o gladiador septuagenário arcava contra os gigantes de ferro da tyrannia. quasi septuagenário. folhas candentes e ephe m e r a s . denominada Columna do Throno. Venancio Rezende. a suspensão dos debates constitucionaes até íi chegada dos deputados americanos. Clarins em fogo. . de noyo clama o velho pamphletario. Com a sua oratória bahiana. atroantemente. que ouvimos bater a grande hora nacionalista: "Vede. MonfAlverne. foi o alvo das suas frechas terríveis — Appello á honra brasileira contra a facção federalista de Pefnambuco. Eis o momento em que deveis decidir-vos. o Despertador. Luiz Moutinho de Lima. Basta nomear Luiz Augusto May. Alves da Silva. Silva Lisboa empenha-se bellicosamente. que se desenfaixava p a r a gatinhar e agatanhar. a bordo de un» navio inglez. desde o sub-titulo {Sentinella da Liberdade. emfim. Historia curiosa do mau fim de Carvalho & Companhia (Manoel Paes de Carvalho e os seus companheiros) a bordoada de pau-brasil. onde Luiz May actualisara o conceito de Duprat. Em 17 de dezembro de 1821. a divulgar folhas patrióticas e vehementes. por todo um verão e todo um inverno. é esse homem. recontros. toda a longa paixão de uma existência crucificada sob os espinhos do seu ideal. que têm perpassado através . como j á vimos. não é senão o patriota Cypriano José Barata de Almeida. que o Brasil enviara ás cortes de Lisboa e que haviam desafiado pela altivez liberal. pasmados de t a n t a ousadia. a fatal propensão anti-nacionalista e anti-democratica do rei-soldado. mas do qual se desviou o clérigo. o que em tal conjunctura melhor vos c o n v é m . o Despertador Constitucional succede em opportunidade ao Despertador Brasiliense. a Sentinella e o Tamoyo. herdade. Mal se entreabrem as portas do seu ergastulo. o padre Francisco Ferreira Barreto publicava O Relator Verdadeiro. impresso miudamente em duas e meia paginas. lis pensent que pour eux le ciei fait VAmerique. succede n a Historia ao da emancipação. naquella mesma guarita pernambucana. A Confederação do Equador. quasi sexagenário. como j á o tinha sido.

o coionel Araújo Guimarães. a >u*. e a sua campanha lusoproba prosegue ardentemente no Espelho. Todos exaltam a idéa.portuguez naturalisado e polemista nato.a. que lhe valeu afinal a deportação. <l não cortejava o Paço nem o Ministério.ona JL» applausos.pe. brandindo a sua lança ou. fosse compellido a deixar o Brasil. as p r i m e . no decre. Incendeiam-se os ódios da caserna. seguiu-se um lustro de ausência ° . observa o prudente Anuiuge.. A mensagem de Pedro I á Câmara. ComoV Sem rebuço. Mas logo volviam ao papel. sob Dom? ltí* w c i. ainda mais perigosos que o» de 1X22. . do per. e ás vezes. Nada entenderam. y»rèm. a espontânea doçura de um sorriso.. invocando e repeunuu u= i / . a opposição de 1831 a 1832. Assim escreve o pond. mordaz e brigão.ujue::. c o u ^ i u coes quando reduzidas petos monarchas ao typo nominal da couiZ d a e ao u S 0 decorativo da lapella. sob D. nada lhe ouviram os juizes. causava maior damno aos portuguezes que um exercito de dez mil homens. aquelle portuguez e demagogo..'. como um heróe. dynasticamente..o frade ultra-liberal. que impressionam os juiz. duas vezes revolucionário. no manifesto anno.dous pontos cardeaes em que rola toda a doutrina .iro. tano. Pae e filho viviam sob o mesmo tecto. e «.entre a maioria das Cortes Geraes de 1821 e o sentimento brasileiro. continuador taüonoso da Historia do ür~u desenvolveu-se u m a energia até então de. deciP Z dido a pelejar contra os moinhos feudaes. penna Com o a r de um folheto escripto p a r a as barricadas. Corre u boato de u m a ordem sinistra do general Jorge de Avilez. é um aviso dado em « ao n perante.>„ O pamphleto nativistá apparece em 1822. cm sua* resposta»Inutilmente havia explicado r r e i Caneca aos membros da commissão militar: "que a soberania reside na nação.cos. um lidador sem desanimo no campo das idéas novas. á mesma banca de trabalho. r t ainda o pamphleto que as vibra ao rosto de S. temerário publicista. •ro«ii>' deputado. com a fogosidadc marcial de um bah. foi elle. r e t e r ." Ahi temo« a gênese verbal do Independência ou Morte. este brasileiro e conservador. depois de abolida a c e n s u r a . ao engajamento de militares portugueses no exercito do Brasil. Christovão. auas vezes acorrentado pelo despotismo: em 1817. . com attributos perigosos. w idéas que nos attrahiram. dt. Havia episod-os singulares na estréa do pamphleto nacional. na Edade de Ouro. no largo das Cinco Pontas . mas antes delia. o banimento de jornalistas audazes. Constitucionalismo e nativismo foram. detonadas em pleno d . u e c a h e sobre a Constituinte. Z Z a ordem. na consonância festival desses epmtcio. em genuflexão diante do monarcha.o de 6 de agosto do mesmo d e 3 de junho de 1822.ado. . Pedro I . Abranches. a perda da província «- ..ano. conhecemos as traças com que se pretendem restabelecer as antigas cadeias e. o bit que. Ju 0 n o m e a i ' d e vu*to pensamento. «lUu em Madrid havia já provocado as fúrias do governo hespanhol. u a imprensa a produzir numero infinito de puoncaçõe» pe^ c to ^ T y i n b o h c a m e n t e . -infenso uo predom-nio. assim. com a legião de penod. as boceas de fogo assestadas contra o Legislativo. os Andradas e o portuguez. sobretudo. .» . M lances da terrível noite.. vibrantemente redigidos pe.* consutucionulidade monarchica. quer p a r a golpear. João Antônio Garcia Abranches. A esse tempv. justificaria mais tarde.dante. ora dirigidos ao compadre de Lisboa. em 1*22.. quando romperam as hostilidade. dilaceravam-se a golpes de penna. á explosão desse piojectil.atra-^0 pela independência brasileira. oamphleto que se desintegra e se emancipa do jornalismo.e ' h ü u . exigindo satisfações pelos ataques feitos em diversos periódicos aos sentimentos de S. ainda mais ardorosas. Só as lhas ministeriaes. na infindável rixa do Censor e do Argos da Lc De quando em quando.» até aos fundamentos da sentença de morte.. Magestade Fidelissima. como para mostrar que o soldado e o padre se irmanam em quasi todos os movimentos cívicos da nossa historia colonial e imperial. Emplumado por vocação. ora ao campeão portuguez em Lisboa. de pamphleto. que.c.éa.eto da Confederação do Equador. começou Frederico a redigir o Argos da Lei. das cinzas dessa liberdade resalta a c h a m m a de um pamphievo. nas . o pamtnsol to. sublevado e trep. iuramos de antes morrer do que nos sujeitar aos nossos eguaea. Imprevistamente. ph l o s . um pamphletario cuja penna desfechava revoluções. não só no primeiro estádio social da Independência. escrevendo furiosos artigos. Aos parlamentares da metrópole. erudito e etoquen. um olhar carinhoso. continuavam a bater-se raivosamente. as Ordens p «vete de cavallaria.<• . .!•/>. de namnhletos que veríamos surgir. a . na tr ijuna iior.« OirlM*.connec. como de um inimigo. sob o longo pseudonymo de brasileiro amante da sua pátria. declarando herdeiro legitimo á coroa portugueza >> nosso imperador. onde a criminalidade do reo é lateralmente assignalada pelo que ele "publicou no periódico Typhis desde a folha 44 usque 74. em tempo de pM ou de guerra. quasi podemos dizer sem recato." E m todo esse folheto transcendiam declamações exagerada» contra tudo quanto a nova administração havia executado. acercando-se do imperado. o pamph.„. em 1823. dos princípw J e dos conselheiros. a magestade a c n I d a r e v i v e estabelecer u m a ordem de cavallaria fulgurante . Ignac o José de Macedo affirma. 9 A 12 BBUljjgA ANNO I 1U„„ . Magestade.AMERICA \TMS. nesse originalíssimo duello. que lança o prime ro desafio ao d e m e n t o portuguez no seu famoso avulso da época: Um cicUvdão do Rio de Janeiro á divisão auxiliadora ã„ exercito de Portugal. na « e m das verdades nUas • cruas. maiores vexauH» e affroutas á liberdade da imprensa. Dissolvida a Constituinte. a desolação do cárcere. tinham os dous uma palavra amiga. p a r a designar o acto da s u a coroacão no hemispherio austral. com o mesmo íogo em outro pamphleto. o desenganado redactor do Independente Constitucional. E k BO« JC. gloria da sua crença e da sua r a ç a . desde o nosso tempestuoso começo. e afinal foi condemnado a morte o pamphletario do Typhis Pernambucano. na Bahia. Magestade e â honra dos ofíicaes e tropas acampados em S. . e t o d a . conservador.da. que entre Portugal e Brasil. com o Espelho critico-politico e o Censor. que a nação é quem se constitue e por meio dos seus representantes em corte . ou antes.nada temia ou respeitava. — obra irreverente de um francez. desejo de a u g m e n t a r a desaffeição que existia n a Bahia e «a Pernambuco á mal firmada autoridade de S. sentados um defronte do outro. «receptor de grammatica e geometria. .. V** sonificavam a imprensa. 0 intuito das Reflexões de Chapuis era cortar o vinculo. abrasando o nosso liberalismo — Reflexão sobre o tratado de independência e a carta de lei promulgada por Sua Magestade í*dehssima. embebendo as suas armas no mesmo sangue. filho das províncias do Norte. nao oostante denominar-se gravemente . como indesejave para a dynastia luso-brasileira. Magestade Imperial . Mas nao se intimida o bravo coronel-pamphletista. O grande martyr do pamphleto no Brasil * .-. até mesmo d a . legalista — Frederico Magno Abranches. m a r c h a r . que essa folha. o seu nativismo sempre alarmado. em outros* casos. O despotismo viu nesse attributo o maior perigo do Norte. u r i tu . M. São os vinte e oito números do Typhis Pernambucano. tinham sufocado por três annos o periodismo nacional. abertamente dizit Antônio Carlos: . a dissolução da assemb. que o Tamoyo e a Sentinella exasperavam com as suas invectivas ao poder. age. Mas não findaria a g u e r r a do Prata. antagonista do Censor. como o redactor do Correio. apoucado pelas tendências colonisadoras daquella Congresso. que os liberaes chamaram a noite d'agonia.o Je Bueno» Aire. emfim. á orientação. L. Abranches pae e Abranches filho. do . * . Muito não tardou que o pamphletar-o extrangeiro. tão insidioso quanto inexperto no seu apparato legislativo. O pamphleto baiúano era da lavra. ao combate: remergulhando na mesma tinta as suas pennas inimigas. um polemista appareihado para duellos mortaes. arremessado pelo coronel brasileiro. e »„ ] . frade carmelita. iniciara o temível gênero de publicidade no Maranhão.. aos povos e nações amigas.u „ « o americano das fáceis condecorações. máxima: a Ordem Imperial do Cruzeiro. da forja de Acayana de Montezuma. que a t a c a r a lord Cochrane.rado At. phia racional e moral. q C O nceitos do abbaito imiultuosumente.' •'•. com estrellas irrivalisaveis. pamphleto.Analyse do Decreto de V <le Dezembro . alardeando as suas idéil • provocantemente. Pedro Chapuis. na historia politica do primeiro Império. echoariam outras. sobrexcitamio a opinião dos naturaes da terra. crescer opusculos. Assim o pamphleto se reanimava íeapparecia.cvo. a cuja incendiaria doutrina s«. Dessa tempestuosa ascendência brotara um filho morigerado. para *of rer d u r a m e quatro annos. comquanto apoiado pelo frade Sampaio. n u m servilismo fastidioso e invertebrado. e attingindo a maioridade. quer para debater. por ataques movidos a soberana pessoa de lord Cochrane. ircenecUndo a violência de taes processos.. tudo foi conseqüência de actividade mais ou menos pamphletaria. . do Censor.-.são duas verdades confessadas por S. venerando escriba Regulador. a cólera fulminante d» Imperador. mas autônomo. apezar da nossa repugnância.. u l l i s t o n a . . o í U *. em U. melhor. Ituzaingo. de forte acçao. Escandalisado. rhetorica e poética. Mas u m protesto rompe n a orchestraçao utu. além de outras oceasiões.odico excessivo e affoito. o destemido padre Luiz Gonçalves dos Santos rebatia as offensas ultramarinas em opusculos e artigos. restabeleciam as palavras **• carta de lei de S. I d e s br asneiras do norte e do sul. como dous athletas irreconciliaveis.Assl»r.

*. Bahia. pamphletario modear. invectivas. . £ «s £ * K| São Paulo. a dialect-ca de Evaristo repercutiu na Câmar a e no Senado.ANNO I ERICA platina e outros episódios infel.979 981. o seu appello vibrará nos clar-ns de u m a columna em marcha.218 :000S 11. surde um pamphleto inverosim-1 — o Republicol Sim.ção liberal contra as ordenanças absolutas.166 983.129 883 427 143 250 -T *> 23 128 168 30 no 22 34 — ___ — — o -— 41 — 3. Maranhão. resurgem os libellos políticos — jornaes ou pamphletos—. italiano.106.ssão ás tropas descontentes. Sobre a cortezanice das gazetas ministenaes e a demagogia das folhas opposicionistas. Muitos desses periódicos eram exaggerados no seu estylo. para abater o imperador ou a r r a s a r o império. trabalhava demoniacamente contra elle o espirito pamphletar. o sybaritismo. em 3 de maio de 1828.559. triumpha o nosso espirito de revolta. destemeroso. Borges da Fonseca. . Pedro I abdica e e m b a r c a .113 :681S 1. a ganância de Rodrigo Pinto Guedes.503 :000S 6S0 :000? 509 :116S 1.816 402 1. O sacrifício do impávido Badaró. os ultra-liberaes desafiavam as instituições.337 246. de modo tal que as próprias insígnias. . Parahyba. to Esco las ESTADOS I 1 2 10 3 2 10 4 31 1 3 654 • V 05 ~ Ã ! i ! 1 1 6Ç * £ _e "3 à c «e 1. é unanimemente abso. no jornalismo independente.184 163. Minas Geraes." Então. remoques. de Evaristo Ferreira da Veiga. que se dispensa a um extrangeiro a n t i pathíco. o seu Ímpeto redobrou até á queda de D . Alagoas. desboccados. o Louvre. Amazonas. . influenciado pela mentalidade retrograda e co.188 1. tremem os corcundas (nome com que eram alcunhados os antigos caramurús ou restauradores).361 . o preferido alvo da fuzilaria de quarenta periódicos impacientes.605 ] 5. o espirito em que eram escriptos agradava ao povo.221 145.384 :587$ 4. tal qual é c sempre /o»». com o throno de Carlos X.403 :094. Pedro I. Arvorava-se o pamphleto inglez por excellencia — As cartas de Junius — á maneira de um estandarte.001 :400$ 1. algo semelhante ã mordacidade e ao azedume da linguagem britannica.174 2. de S. que vae desde 1827 a 1835.593 :966$ 7.os da vida americana. O governo imperial já era em 1830. Por toda a parte.vo. e entro as luminárias do Rio.081 :120$ 6. tudo era desfechado na linha de fogo jornalística.potente. o cavalleiresco desafio a que apontassem os escribas ministeriaes. num impulso quasi assombroso. Inflexível. phantasma evanescente da monarch-a de direito divino. nesses primord. desappareça através da renuncia de 7 de abril de 1831. que adubasse o terreno p a r a deflagrações revolucionar-as.406 :500S 5. . levado ao J u r y por usar "de linguagem anti-constitucional". domina todo o período.500 137. E o jornalismo politico. idealidade. desfarte.743 !i81. Foigam os líberaes. S «o e § s II 00 Kl 423 571 240 185 ÍHH> -35 Víi 3 li 2 29 11 10 149 | 2.612 537. e> -5 246 10 83 1 1 •— 171 9 7 7 50 38 14 25 17 — _ „ 2 24 7 n — — • i l ! — — 1 i 7 1 137 a 4> a. Espirito Santo. S 8 Kl 23. subversivos. ferido de morte pelos reaccionar. " . Rio Grande do Sul.189 :056S 34. a Fala do Throno denunciava magestaticamente a liberdade de imprensa. venciam o throno. Sergipe.510 76.033 :000$ 2. começando pelo retorno dos emigrados portuguezes á Europa. Não tarda que o idolo nacional de 7 de Setembro de 1822.300 :000? 29.465 2. ultra-liberal. Pedro I uma atmosphera quasi regelante.duo revo.326 :589$ 1. acena como um poder inabalável e desdenhoso ao fluetuante esquife do primeiro império — a não ingleza Warspite. Assim. puolicstaor.tu.106 078.595 :000$ 9. longe de atemorísar.888. a noite das Garrafadas incuba os ódios nativistas para uma expansão irresist. af fugiam os vassallos predilectos. Piauhy.139 259.124 219. exigia a coerçáo da sua intemperança e do seu anarchismo.005 :773$ 1. . flammejando com elle no mesmo triumpho.zes. o heróe do Observador Constitucional. Paulo tomba o jornalista Badaró. BRASILEIRA as subscripções abertas para a tentativa de uma expedição antimiguelista. o Republico de 1830.334. correspondem aqui ao tr. .ucionario de julho em Pariz. Paraná. O Tribuno fala com a vehemencia dos exaltados: urge desfazer a monarchia hereditária. retrucou á ira do Senhor D . apenas duas. .895 114. que em S. Santa Catharina. Quasi sessenta annos depois. mas não morre a liberdade. o pamphletario do Republico. não só apregoa a federação. concitou o espirito pamphletario a um levante de escudos ainda mais tumultuoso. agora desthronado pela fatalidade impulsiva dos seus erros.871 79. almirante dos nossos desastres. consciência brasileira no seu estado mais radiante de patriotismo.450 :000S 775 :792S 2. Rio de Janeiro.371 GS5. a impopularidade e o isolamento faziam a D.918 111.489 :748$ 5. as coleras da nacionalidade insubmissa ao forte querer de D .(9 *$" i- NUMS. Pernambuco. e baqueia em sangue o poder quasi fúnebre dos Bourbons. Districto Federal. E é ainda em 1830. a lidar e a sonhar n a bruma das instituições porvindouras.748 1 .entador.592. exhalando o ultimo alento em phrase digna de Brutus: "Morre um liberal. a força exuberante e indomável de uma v-da nova. ingênuo. desponta a Aurora Fluminense.722 :56"S 6. precipitam na historia brasileira acontecimentos formidáveis.invadindo o "Hotel de Vilte".507 C6S. Echos de regosijo.500$ 25. 9 A 12 .522 85. no horisonte que se inflammava. Paraná. o reinado incontestável da litteratura pamphletaria. C 05 s o Kl o 8 «8 g 4) aí 1. da Bahia.726 41. .364 192. das barricadas contra os suissos.o. de súbito. A Luz ^Brasileira. Pedro I com uma traducção e um desafio — a impeccavel traducçao das cartas de Junius ao duque de Grafton. vibrantemente.042 :842$ 56. Basta citar um opusculo de Maciel da Costa: "O Uarão do Rio da Prata nu e cru.713 3.898 :178$ 5.135 511. entendida como litteratura jornalística de combate. communica-se a faúlha da insubm.064 457. ign. e a sua influencia em todo o Império era prodigiosa. que não tinham lucidez nem coração para sentir. o germen revolucionário fermenta nas sociedades secretas.157. alastrava de norte a sul.319. Paulo.389 4. no estatuto de 1824.154.835 1.981 611 232 453 554 74 88 455 195 275 422 267 260 160 155 80 123 80 R.osivo. mas também assoalha que os trahidores e absolutistas se envolvem. fundar um governo elect.052 :590$ 519 :480$ 532 :468$ 448 :570S 601 :624S 432 :118S 152 :260$ 195 :000$ o •o 8 Por o i ° & e fcq sq •= nta gem esp eza Quadro geral indicativo da situação do ensino primário no Brasil 16 17 15 12 5 3 11 11 «a % % % % % % 10 10 20 10 % % % % % 8 17 9 10 8 12 % % % % % <T« io <r<> 7 % 10 ^ 59.302 :480S 4.932 :871$ 30^635. Appareceu uma quantidade de jornaes — escreve Armitage — pugnando pelas opiniões e interesses da opposição.917 :184$ 9.785 6G6.os. . ainda muito d e p o i s . Minas acoihe o soberano com a fria reserva. sem que o pamphleto castigasse a indolência. na Corte e nas provincias.onial de homens. Victoriosa. como nos primeiros dias da Marselheza. .497 :465$ 5. de Pernambuco. Mas logo Evaristo da Veiga.volta.873 5.319 101. data illustre de rebeldias e reivindicações. Desfarte flammeja. Ceará.457 160. Assim.vel. de Lafayette contra Marmont. .566 1.000 | 446.718 :230S 4. s o oo O § I t- Total das unidades.907 :318? 21.744 359.097 :614$ 1. Pedro I. .570:1598 I 11 To .158 :000$ 6.471 :119$ 11. conferidas pelo monarcha. abnegação. Celso Vieira.4S4 :000$ 67.211 Oi e *» Kl | '8 t Oi «-* /». e faltos de lógica nas suas conclusões. concentrando os resentimentos.527 163.? 1. Matto Grosso. Allusões. Comtudo. cuja torrente despedaçava os marcos e moldes políticos do passado europeu. sobre a liberdade da imprensa no Brasil! E recresceu a onda tempestuosa do jornalismo pamphletario.2S5 60. na Aurora Fluminense. mesmo de inconfidência. como pólvora. durante o qual se levanta a plebe amotinada e colérica.003 765.362 363.Pouco depois de installada a Assembléa Legislativa.182. entru Dia a dia. E eis que os sentimentos collectivos. expoente que se fazia já exp.vido. doestos.328 874. o soberbo triduo da const. commodamente.102 89. em 3 de maio de 1824.711 363. coramandada por Deodoro da Fonseca.637:2418 | * s » .as Tulherias.919 609. aos primeiros clarões da re. apaixonado como um vidente. E o pamphleto auri-verde. . paladino da Republica Federativa. Rio Grande do Norte.5 CD oo 55. Goyaz. luz relampeante de tempestade sobre o Paço.228 477.

Además. conquista relativamente fácil. mas é ãs fontes americanas que vae buscar de preferencia os seus themas. 9 A 12 — ANNO I EL LIBERTADOR Y EL EMPEADOR establecido el tratado. Botânica y Biologia. . a la idea dominante en el Libertador: la confraternidad s u r a m e r í c a n a . ciertamente que no vió falta en lusitano de América. Del otro lado. como historiador. t e n g a ordenes dei Go- bierno dei Brasil p a r a la invasión que nos h a hecho. recién independiente de la Europa. Bolívar. los senores Aivear y Diaz WUz. Sucre quiso castigar un gesto dei espanol Sebastián Ramos. sin haber precedido u n a nctificación de g u e r r a ni explicación alguna. sobre todo en estos instantes en que el Brasil celebra en companía de toda la América. quizemos testemunhar o alto apreço em que temos D . y la conducta de U S . lo cual seria para el Libertador un motivo capital p a r a no negar a las instituciones imperiales ciertas tendências democráticas. dió ai asunto todo el peso que merecia . lo cual eqüivalia a colocar en el conflicto de u n a decisión que era de soberbia. Juicios históricos. ao m e s : mo tempo que tornamos publica a nossa gratidão. Com estas linhas. y sobre todo. lo cual. Su nunca bien ponderada prudência negóse a callar. Araújo e Silva. su consentimiento para anexar su pro- cia de invadir el território imperial. de que "nuestro Gobierno. como se sabe. servida por u m a vasta. solida e brilhante cultura. Mas. M. os fundamentos de suas analyses. ai impetuoso Araújo e "No puedo persuadirme que U S . Bolívar tuvo la intención de enviar a su teniente Daniel F . sino sobre las indestructibles bases de la soberania dei pueblo y de la soberania de las leys". Su Majestad el Emperador debía estar convencido. lo esencial es saber que el Gobierno Imperial nunca protegió la invasión incalificable dei oficial brasileno. el Probablemente a r r a n q u e de tal misión disociadora. no sobre débiles tablas.: de que la Santa Alianza nada tenía que ver en el incidente de Chiquitos. ai manso y dignísimo Mariscai Sucre. quizá por haberse convencido. cuando este gobernador de Chiquitos pidió a las autoridades imperiales de Mato-Grosso. afírmase que Bolívar detuvo alguna vez su cabalgadura de César. marchando de mano armada a posesionarse de un modo usurpador de esa p a r t e de nuestro país. Mas. L a misma aptitud de Bolivar ante la consulta de Sucre. 0 ' L e a r y a la propia Corte fluminense p a r a "insinuar privadamente a los ministros de S. como sociólogo. Mas. y por un instante vacilo en soltarle las riendas para que siguiese. O seu labor é surprehendente. quasi sempre inédito. marcho a tomar posesión Claro es. de orgullo y de honor inconfundible. pelos interessantes escriptos scientificos que tem publicado. claramente. el militar de Chiquitos. . pero "desaprobó el ceio de S u c r e " . y t a n luego como quedo .. pues quien escribe aquello es porque admite esto. El mayor interés de esa frase está en el destino que le cupo a la correspondência de donde h a sido tomada: pertenece a la res- víncia ai território brasileno. scientificos e políticos. está proclamando el pensamiento dei grande hombre: como el Mariscai le hiciera ver la conveniên- Se ha dicho muchas veces que el Libertador quiso atacar el Império. é. Al contrario. estes três últimos editados no Rio de Janeiro. . . e capaz ainda de mais brilhantes realisações no domínio da sciencia como na esphera da literatura p u r a ou da historia. cuando en el Potosí fueron re- victoriosa de las huestas patrióticas. Diego Carbonell. o material. porque é o mesmo vantajosamente conhecido nos nossos círculos literários. el centenário de su independência política. y en un a r r a n q u e digno de aquél que " t u v o siempre el exquisito cuidado de encubrir las violências dei puntilloso y delicado". robusta e moça.AMERICA BRASILEIRA NUMS. no corresponde ai lenguaje de quien hubiera tenido aviesas intenciones: corresponde. contra la opinión de 0'Leary. de orden dei gobierno imA" requintada gentileza de D . Os seus estudos filiam-se ás correntes idealistas universaes. . . sem lisonja. con el convoy republicano. Del caos ai hombre. penso que Portugal y E s - cibidos en audiência pública el 16 de octubre de 1825. que el tratado se puesta que dió Bolívar a los plenipotenciarios de la misión argenti- explica de ambas partes: Ramos se vió perdido a n t e la marcha na. Intelligencia esclarecida. hacia las tierras longincuas de Mato- Grosso en donde el Mariscai Sucre pretendió establecer su tienda é p i c a . No espaço de poucos annos publicou seis livros notáveis pelas idéias. dirigió esta frase Silva: caracter más irrascible. que f^e halla envuelto en nuestra noble insurrección y que ha levantado su trono. de suas reflexões. por estar convencido de que "Don Pedro'era un piíncipe americano. Supérfluo é assignalar aos leitores o nome que o firma. devemos o artigo que a seguir inserimos. Tem ainda em impressão Escuelas históricas en América. Y asi era la verdad. Paréceme. ministro plenipotenciario de Venezuela. y que habría considerado como una impostura en el corazón de la América libre la corona de los Braganza. hoy no es posible valerse de semejanteí aquella armas para menoscabar la tradicional y mutua simpatia âe bra«Ü«- pafia viviam en paz y no eran r e p ú b l i c a s . em que o illustre publicista estuda a situação de Bolívar em face da nossa independência. que no tenía desde luego nexo al- que Bolívar quiso llevar el espíritu de rebeldia hasta el território guno con la causa bolivariana. a u n q u e no fuera esa la opinión de los senores plenipotenciarios Aivear y Diaz Vélez. A mi hermano el obrero e Reflexiones históricas y conceptos de crítica. la historia merece un comentário. a saber: Psicopatología de Bolívar. desea el mantenimiento de la paz y de la más estrecha amistad entre los gobiernos americanos". como se ve. uma das mais lídimas expressões da mentalidade continental. imperial que la restitución de la Banda Oriental aseguraría la paz dei continente y la buena voluntad de las repúblicas hacia el E m p e r a d o r " . pela sua intelligente propaganda no sentido de melhor se conhecerem os dois paizes e pela avisada actuação diplomática. Cada uma dessas obras traz a marca inconfundível da pujante personalidade do antigo reitor da Universidade de los Andes e valem todas como brilhante affirmação do' que h a de mais profundo. mais excellente e mais constructivo no pensamento venezuelano. os elementos para suas syntheses históricas. como advertlalo Sucre. la leyenda o* gobernador de Mato-Grosso. "anduvo cauto on sus instrucciones. perial. Diego Carbonell. pelo fecundo trabalho de pensador. como critico e como psychologo. conceitos e opiniões originaes que nelles se agitam. muitas paginas de seus livros sendo consagradas a problemas ou assumptos históricos brasileiros. pues "Araújo fué depuesto" aunque más tarde quiso cometer desmanes por propia c u e n t a . brasileno debía pasar por el território que protegieran los estandartes de Ayacucho. es la violación m á s escandalosa dei Derecho de gentes y de las leyes de las naciones y u n ultraje que no sufriremos t r a n q ü i l a m e n t e .

Si el hecho se llega a rea- nombraba para Ministro Plenípotenciario a uno de sus parientes. . y si en algunas expresiones de Bolívar su amor de latino-americano y por la extensión de sus miras.1 acerca de la aptitud de Bolívar.ndencia: Bolívar se negaba a invadir el t. el cônsul de Espana en Rio de Janeiro. Potosí y Tupiza. a fines de 3826. (1) Diego Carbonell. 81. ii. no para complacer a los plenipotenciarios aquellos. cinamíento de este Gobierno llegue ai punto de desconocer las miras resolvieron acompanarle a Chuquisaca y alli "reforzaron la dialécti- hostiles que contra él tienen los gobiernos revolucionários de la ca. si fuere necesario. el Libertador no se contestes de los Generales Uegados con el senor Virrey en conversa- dejó a r r a s t r a r por la fascinaeión de la nueva conquista: se concre- ciones que tuvieron con Sucre después de la acción.rrifo rio imperial. en carta dei 28 de setiembre y dirigida a don Francisco Zea También era de f w n t e argentina esta otra afirma- sión de Moxos y Chiquitos. "si se necesítasen tropas auxíliares. . p . hi- de 1827. " promisos con el Peru y su dependência dei Congreso y Gobierno Bolívar mereció de Mr. la posiciõn de este Gobierno seria bien difícil pues es regular Leandro Palácios. y a Colômbia". les manifesto to a decirles que enviaria a su teniente 0'Leary a conferenciar en este. en la Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. y que dejase a la província de Monte- Bermúdez: "Todo nos inclina a creer que el Gobierno Imperial de vidéo en libertad de disponer de su suerte futura.plearan los diplomáticos portenos para inclinar hacia la causa argentina el ânimo justiciero y "suramericano" de Bolívar: necesitaban de su espada. ella obedecia a una imposición momentânea expresaba el voto dei Gobierno. sino para libertar de las garras íatidicus dei doctor Francia a su amigo < I sábio üomplnnd. que pasada la estación de las águas. mas no Uegaron a convencerle de la justicia con que preSentaban la peticiõn. Dr. a cuyo Congreso Internacional. "Bolívar aprobó la tendência inspi- a ser. No vino el nir con el Ejército de Chuquisaca. no solo estaba en su poder concederias. pues cuando de Janeiro que se unan a Pernambuco y a las otras provincias dei los plenipotenciarios dei Plata indicáronle la conveniência de "pe- Norte. impedir que se extienda más allá de los li- astuto y bien intencionado libertador de América. protestando ai Rio de Janeiro se prestará a auxiliar las miras de la S a r t a Alian- mismo tiempo que. Tiene especial importância la respuesta que dió el Libertador a la quinta pregunta. una satisfacción por la inva- eión. o meses timar ai Emperador evacuase la Província de Montevidéo. t. cuyo pronto término h a de ser el primer sos que haya sufrido la diplomacia mal aderezada en presencia dei objeto. . el Peru. 243. p a r a cualquer otro xrrvieio. Elysio de Carvalho: Os Bastiões da Nacionalidade. y en caso después. ron los senores platinos con el desengano en el Potosí. i m p e r i a l . en cambio habría llegado ai Paraguay. por sus doctrinas. según noticias dei Diário ciese nuevas tentativas para r e b e l a r s e . mas. y luego habló quitos" de la Confederación de Panamá. y h a s t a en esto fué muy parco el héroe.utn r/c Suramérica. xiv y sigts. exigióle respuesta escrita a los célebres cinco puntos con que ei diplomático argentino anpiraba cumplir su delicada m i s i ó n . el deseo germinaba en muchas al- de la sutil diplomacia dei Libertador cuando necesitó por un instante mas. dirigia entre ciertos limites bien entendido.. Cuando Aivear no tuvo ya dud. Flu- minense. sino que lo haría con placer" En toda la correspondência dei cônsul Delawat se nota la procedência: las noticias que él transmitia a Espana referente a la situación entre el Brasil y las repúblicas suramericanas venían de Buenos Aires en donde el sentimiento nacional era adverso ai Gobierno Imperial. Mas. pero en cambio un ano más tarde. Dfcele de esta suerte en carta Es necesario precisar: la condescendência no fué más allá de dei 4 de mayo: "Los Argentinos aconsejan a los habitantes de Rio las palabras. edic. Delawat y Rincón.. y desde alli in- famoso soldado Irlandês. 0 ' L e a r y : Bolívar y la emancipae. expulsen el Emperador y formen parte de la República Co- dir ai Emperador en nombre de las repúblicas de Colômbia. como comendar el término de las hostilidades entre las partes conten- se sabe. le impidieran tomar parte activa en la reivindicación "la sinceridad de sus pacíficos sentimientos en el negocio de Chi- de los derechos de un Gobierno que él estimaba". lombiana. que u n a alianza estrecha que los pusiese a salvo de la la forma de Gobierno establecida en el Brasil. M. t.. el cuartel general dei partido servil. quien fué recibido por el Emperador el 3 de enero que el partido Republicano que solo está sofocado y no extinto. No se contenta- mites a que está reducida ai presente". tenía intenciones de ve- Rio de Janeiro con los ministros de S. Canning un aplauso muy caluroso por de Colômbia. El deseo de querer lanzar el Ejército colombiano en aventuras que no cabían en ri plan dei Libertador. y que el Brasil vendrá cesarios para hacerse justicia. Rio. en el Palácio de la Ciudad. que el cônsul Dela- cia perniciosa que ejercían las instituciones monárquicas en el cen- wat recibia las noticias y ni siquiera las dejaba descansar. pero "expresó el sentimiento de que sus com- gura que es hoy el de los agentes secretos de la Santa A l i a n z a . dientes". fué invitado el Brasil. alegando que nada era más compatible con los interesses de am- América Meridional. . Está clara la t. 359. Asi. p . En la misma carta "confia en la cooperación suya en re"confia en su continuada abstenciõn de toda interven- La misión Alvear-Díaz Vélez fué uno de los más ruidosos fraca- ción en una contienda. . pues prescindiendo dei disgusto con que miran bos países. .i. por tiene su explicación única. Nos archiros dr Hespanha. quizá. apelaria a los médios ne- za contra las repúblicas dei Nuevo Mundo. c.. además por noticias U3urpación de un vecino ambicioso. en 1824 ai senor conde de Ofalia. . no fué se pudiera reconocer una como incertidumbre ante la exigência de los solo tentación de la misión Alvear-Díaz Vélez que sin duda alguna diplomáticos argentinos. Con razón que nos expliquemos la escasa mesura que en. 1922.. en caso de negativa. como se puede colegir de la correspondência que don José contemporizar. . el tro dei continente" 6 de marzo de 1825 decía a Zea Bermúdez: "No creo que el alu- Fueron aún más lejos: después de hablarle de "la condueta anômala dei Emperador y sus ideas de absolutismo". don lizar. por sus esfuerzos. do Madrid. en donde sus La deducción es forzosa: la Argentina sentíase débil ante "el argumentos no tuvieron bastante fuerza de convicción para decidir a coraje y el amor de la libertad" que Eduardo Teodoro Bosche re- Bolívar a creer que la rebelión de Chiquitos era " u n insulto a Peru conocía en don Pedro a pesar de negarle otras muchas cualidades. . el Pkita y Chile. 9 A 12 — ANNÒ I AMERICA BRASILEIRA nos y suramericanos dei extremo norte: el accidente de Chiquitos pre el primer suramericano. E s "candorosa" y exhibe la altura espiritual dei héroe: decía que "carecia de auioridad para dispcner de un solo soldado contra el Emperador dei Brasil". ni mucho menos pudieron convencerle de "la influen- Se hecieron tales propagandas en Buenos Aires.tíÜMS. Bolívar establecla una legación en Rio y de recusarse principiar las hostilidades. . y el segundo. con los in- cansables senores Aivear y Diaz Vélez. como ya se ase- rada en la equidad. . Pordo Souto Maior. por cuanto este fué siem- (1) — Pueden verificarse las citas en las obras seguientes.

impressões de viagens. chegasse a conhecer uma boa parte de suas bellezas proverbiaes. e m f.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Algumas cadeias de morros. cu:o triumpho raiou em 1918. Dos três. e em sua imaginação não saiba separar do. em cuja local foi construída a Exposição commemorativa do centenário da independência. fallando da beíleza de qualquer cidade. Também este bairro se resume n u m a única rua. por detraz desses extensos pântanos. volta-se do 'súbito uma esquina e de novo se depara u m a vista de telhados multicores e de jardins floridos. Quem. em toda a sua extensão e significação. <nic logo se torna para o visitante do Rio. a finalidade ultima de todas as suas experiências e impressões e nunca mais poder apreciar cousa tão magnífica. u m a admirável vista se descortina para o extenso valle. «. o Sr. que a p p a r e n t a m fecharem-3o com um morro. emquanto não houver visto o Rio de Janeiro. acha-se localisada a Legação da Tchecoslovaquia. n a consciência de haver alcançado o ápice. como na política. a avenida principal. do Corcovado o da Gávea. nú e a piqu e de ura lacio. edificada apenas do lado montanhoso. levantando a cabeça dentre o m a r das r u a s urbanas que o vem banhar. a cidade. num hymno radioso e arrebatado. as serras em innumeros morros. emquanto. por u m a única r u a . poderá ficar tranquillo a vida inteira. A superfície das águas. perdidas no quasi inaccessivel hinterland sertanejo. na certeza dè que em cada uma. mas quem disser do Rio de Janeiro que é a mais linda cidade do mundo. extendido. uma situação de grande relevo. ministro Havlasa. quebram a monotonia fatigante da superfície das aguás. Q centro commercial da cidade está cercado e comprimido por muitíssimos morros. conquistou entre nos. que tem sabido usar em beneficio do seu nobre paiz. situada em uma planície baixa e monótona. encontraria reminiscencias mais perfeitas e mais evocativas da época colonial portugueza em muitas hoje insignificantes villas brasileiras. O artigo que publicamos. frêmitos da brisa que vem do m a r p a r a as montanhas. um complemento de suas observações diárias.cas especiaes que constituem o que chamamos "o exótico". no Rio de Jneiro. eriçando-se em alterosos cimos. uma única vista facilita. ou encravando-se na elevação montanhosa. separa este morro memorável" e histórico.lezas famosas. comprehenda a paisagem em geral.miiiro o caso é diverso. apparece o que ao a m a n t e das m o n t a n h a s offende no mar e o que o adorador dos mares aborrece nas m o n t a n h a s . Sun. Alli levanta-se um bloco gigantesco. Os principaes motivos da forte impressão que se tem do Rio de Janeiro são naturalmente as serras e o mar. que desaggregava o comprimia a sua Pátria. sobretudo da de côr. Uma photographia perfeita vo. que cresce cada vez mais e cujos bairros distantes. provavelmente. E o panorama dás montanhas seria monótono se não tivesse por fundo a bahia e se não houvesse uma luxuriante vegetação para descanço de vista. Havia/a. ioi um dos batalhadores intemeratos da libertação tcheco. nunca Pôde dizer tudo: ha a variedade de cores. colunas. o morro do Castello. E ' muito difficil imaginar u m a harmonia mais perfeita do q u e a que existe nesse noivado melódico de tão differentes attractivos n a t u r a e s . S A a Tijuca alcança mais <fe mil metros. confundindo-if com a agreste W»« . e o chamado Dedo de Deus.e a r de passarinhos e o ciciar de insectos. pouco mais alto que a alcance da maré. até pela maior parte dos cariocas. noutros. se poderiam tirar vistas de todos os lados..isolados semeados de casebres pittorescos da gente pobre. Autor de cerca de 40 obras. depois de dois annos apenas de convivio. poderá achar maiores encantos na de Buenos Aires. Por detraz da bahia. formigando de automóveis. afiadissima erguendo-ae das mattas virgens como uma verdadeira obra prima da natureza. por cima do parapeito de pedra. revelando muita cousa. nada banaes. o seu significado para o mundo inteiro. são desconhecidos. O Corcovado seria inteiramente" cercado pela c i d a d e ' s e por um lado o dorso <fl» o u n e á Tijuca não se extendesse.« <i í. perfumes de flores. emquanto do lado opposto. uma vez que não passa Ue uma impressão de beíleza vinda de uma imicn direcção. na opulencia de sua natureza formosa e de sua actividade múltipla. não hesitaria um só instante sol.-e de alguns delles a cidade decidiu subir para as a l t u r a s . mas entre taes maravilhas da natureza. porem. 0 Corcovado. E ' uma deliciosa paisagem. com u m a pequena modificação s e pôde applicar ao Rio de Janeiro. ou mangues. e elevações menores. de mesmo lugar.tirados entre as ramificações dos morros e pincaros visinhos. de incomparavel magnificência. mas não vos di!. no Arizona. quem saiba viver na alma de uma ciddde e na sua harmonia com as caracterist. 9 A 12 — AXXO I RIO DE JANEIRO O artiso que honra estas columnaS de America Brasileira é uma admirável o p r e s s ã o de nossa capital. na luta constante e sem tréguas. a bahia e as montanhas. m a s que não se estampam n:i photographia parada. se ganharia um encanto novo. Quem. cuja sympathia pelos heróes da liberdade foi sempre l a r g a e sincera. Apqnas a Avenida Rio Branco. verdade é que são supérfluos. com a sua cumiada. o Grande Canon do Rio Colorado. penetra varando entre os rochedos por u m a única rua. não constitue u m a amplidão mágica: mais do u m a das montanhas cahe directamente no mar. . na convicção plena de que ninguém o contradirá. alcançando mais de dois mil n»eti os de altura e nessa zona celebre. plenipotenciario da Tchecoslovaquia junto ao Brasil e um dos escriptores mais apreciados e populares em . Do outro lado. Póde-se ir além: a primazia do Rio de Janeiro entre as cidades está na. segundo o seu costume. No centro de áreas maiores erguem-se cumes . porém. cuja comprehensão. cuem tenha percepção para sentir todo o traço de vulgaridade qu« seja ornado por detalhes interessantes. j a n Havlasa é uma das figuras mais representativas da Tchecoslovaquia. O dictado que têm Os japonezes n respeito do seu delicioso Nikko.vence tV que é a mais bella cidade do mundo. em outra modalidade e com outro caracter. em sua maioria montanhosas. tornando-o conhecido e amado no Brasil. que ornam òs arredores distantes da cidade. servindo p a r a a t e r r a r a bahia. como. sua affinidade com os mais esplendidos nanoramas naturaes e justamente nesta affinidade se baseia tal primazia. porque afinal também este pequeno retrato mente. um dos quaes.re as cidades a que se deveria attribliif a primazia dos encantos naturaes. no emtanto. feita com grande emoção e beíleza em que a nossa cidade avulta. abre-se em seu declive commoda avenida. iet a n t a . mesmo aquelle que nunca tenha visto cousa semelhante. e ilhotas no mar e na bahia. na extensão ao alcance da vista vae desapparecer. pois poderá ficar certo de que logo que o veja não escapará a um sentimento de tristeza. nas letras. contos e novellas algumas das quaes vertidas para o inglês. contar o Rio de Janeiro não na ordem das cidades. Uma simpes vista. Ha lugares em que a cidade serpenteia entre o mar. Todo valle se fragmenta em outros t a n t o s menores. romances. a beíleza de uma cidade. viajando ao redor do mundo.no nosso meio_ e mostra a excellente maneira com que trabalha o nosso idioma difficil e vário. perigosos e vingativos. e muito mais de uma cidade contando um milhão de habitantes. Seria talvez mais justo e mais próprio que ao fallar das" maiores e mais inesquecíveis héllezas do mundo. mas com ô seu cume coberto pela exhuberante vegetação : tropical. Os superlativos. precipitando-se Jj no mar. que se eleva acima da bahia. Fejto ministro no Brasil o Sr. condemnado a desapparecr. pelo brilho de seu espirito e altas qualidades pessoaes. a s scintillações daraz-u variedades dos pássaros e das borboletas. das alturas de Santa Thereza. A extensão do mar vem dècrescer na limitação da bahia. Com o Rio de J. estão os cimo* da Tijuca. foi escrito em português pelo Sr. até u m a certa distancia. acima do quai. penetrando com muitos entalhes no terreno accidentado da custa. s H a no mundo be. Quem se sinta attrahido pela architectura histórica. E m quasi toda a extensão desse e por cima de qualquer balro urbano so pôde divisar o plano da á g u a da bahia. á maneira de unia ilha na matta. alternativas de luzes e de sombras suaves tonalidades que a amplidão empresta.-•• seu paiz.'mia de pilar delgado. que alli se vos offorecem coiri uma liberalidade que facilmente cançaria o observador supt•rficial. justamente agora está sendo arrázado. centenas de outras pequenas delicias que encantam o olhar. — ha de encontrar no Rio de Janeiro muito mais do que esperava de uma simples cidade. em que des. porém.s e a Serra dos Órgãos. Outros h a em que parece que a rua. Dezenas de ilhas. Quem veja na edificação e no alinhamento das ruas. estão sondo oecupadas pela cidade. o qual se ergue. um dos maiores pincaros e o mais surprehendentc. que se a c h a m dentro da cidade: no segundo desse s m o n o s . afim de se extender como no fundo de u m a cratera. e que por fim ao longe se transforma em extensos pântanos. p a r a onde convergem muitas ruas de moradia. uma r u a a sua perspectiva. enleiada nas amplidões mágicas. o gor. e sobretudo tao esquivo p a r a os extrangeiros. ao menos em suas carcteristicas capitães e essenciaes."t m i n a centésima parte dos múltiplos encantos. traçado pelo illustre ministro J a n Havlasa. Revoltado contra a tyrannia dos Habsburgos. Ninguém se preste ao emprego dos superlativos.

bastante de autocracia para confiar por longo tempo a sua consolidação nacional e econômica a u m systema monarchico. das tochas rubras dos poincianos reaes. é por certo. um paiz que reflectiu sobre as summas questões e b u s ccu a verdade no elevado positivismo que até hoje é a religião da grande funcção do povo. tanto do seu clima. vagalumes que projectam na parede círculos brilhantes como os de uma lâmpada furta-fogo. um paiz que eir: geral não conhece o preconceito das raças e que em seu sentimento social tem que avançar sob as mais diversas e pesadas condições. dos Estados Unidos. passear pelas alamedas de palmeiras. o borborinho da avenida principal — Avenida Rio Branco — os admiráveis passeios beirando a bahia e o m a r . que se pode ver o dorso característico e o cume recürvo. dos vermelhos ca3tiçaes das bromelias em flor. das flores amarellas das acácias e mal pígias. Apesar da differença do clima. .. se conjuguem mais de uma caracterstica de Paris. extrangeiro no Rio muito característica. dos odores atordoantes da alva florescência áb hedychia. e que se ergue como um castello de fadas sobre o mar da verdejante floração e mattas trópicaes. das nuvens roseas dos bombaceos. das passiflora s azues. gal. d e òitocentos metros de altura. foi o cume da Gávea. pelo exotismo inegável. de ladrão. sob o declive do Cçrcovado. A rede perfeita dos bondes. em que o povo brasileiro se veio formando muito antes mesmo do paiz se constituir independente. Por detraz de Botafogo e debaixo do Corcovado alonga-se o novo bairro de Ipanema. tão querido dos brasileiros e de todos os que se demorem algum tempo no Rio. _ ANNO I tureza montanhosa. ainda maior e mais multicor. da preamar violeta das melastomaceas. a sua individualidade nascente. ter num só anno a casa coberta de trepadeiras marvílhosamente florescentes. os dos trópicos e da America do Sul em geral. vezes por anno este rochedo se orna das flores das inatüngiveis cataléas e outras orchidéas perfumosas. quanto contrasta com as mais modernas installações do século vinte e os hábitos de conforto como ainda não pôde offerecer a nossa Praga. afim de que aquelle que pela primeira vtz no Rio se approxima da do brasileiro encontre nessa approximação o encanto máximo que nelle' exerce a capital dos Estados Unidos do Brasil. apreciar no próprio jardim os sagüis como trepam pelas arvores a vinte metros de vossa varanda. e resolutamente enfrentou os problemas de apparencia invencíveis de seu clima ti opical. a origem de uma forte impressão equivalente á da beíleza do panorama da cidade. Quanto ás idéas. pegar no próprio gallinheiro uma gambá que se embriagara com a aguardente para elle preparada. quanto da sua gigantesca extensão territorial. uma revolução sem derramamento de sangue. passar n u m instante das mais elegantes avenidas de typo realmente parisiense. num recanto maravilhoso. ser testemunha de como o Um paiz que soube sem sangrentas convulsões internas abolir a escravidão. se enfeita de siningias grandes e sylvestres. o systema de residência embellezado pela natureza tropical. p povo brasileiro está muito mais perto da E u r o p a do que qualquer outro do continente americano. caçar no quintal com um laço primitivo uma linguana de um metro. ou ainda por um lepidoptero nucturno da familiia do Attacus. destes bairros directamente. as vitrines luxuosas das lojas. sem exceptuar sequer o Canadá e à Argentina. um paiz que na Grande Guerra se collocou ao lado da Entente e dos povos opprimidos com o unanime consentimento de todo o povo. 9 A 1 2 . Este penetrar da exhuberante. hespanhoes. Não é somente. conservando. Seria mui difficil decidir se cabe a este morro a'primazia ou se á õ famoso Pão de Assucar. um paiz assim falia muito claramente pela sua Capital. das ipomeas variegadas. não é a medida de belle-za de uma cidade. directamente da entrada da bahia áté quatrocentos metros de alt u r a . que se levanta. variada e multicor natureza tropical. de grinaldas de begonia rosea. dos cabeços amarellos dos marantos. — eis o que faz com que. por detraz das Laranjeiras.dessa parte da cidade. termina — justamente com a Legação Tçheeoslovaca — o bairro der Santa Thereza. está em seu typo global muito mais próximo da Europa do que se imaginária. defendendo com seus próprios recursos. Jan Havlasa. . através destes três séculos. por debaixo do pico. para o m a t t a . centra francezes. da Riviera franceza com os da passada colônia portugueza. Laranjeiras e Botafogo. o mais attrahente e impressionante. tudo fundido num harmonioso conjuncto de esfoçro civilizador. ouvir o grito das catoritas voando por cima dos bondes electricos. por certa distancia. denominado Sylvéstré. porém.trezentos annos. no Rio de Janeiro. o grande numero de jardins e logradouros públicos magníficos. como gigantesco e macisso molle. ser visitado á hora da ceia pela esquisita mantis religiosa e ã noite. P a r a mim. II Duas. . que impressiona tanto mais fortemente. resultado que é uma evolução histórica de. um paiz que h a um século soube se libeitar d e Portugal. proclamando a republica e levando simplesmente o seu monarcha para o primeiro vapor que se dirigia á Europa. das chammas alanranjadas da pyrostegia. hollandezes e afinal também contra a mãe pátria — Portugal.ÍÜMS. cujo nome em portuguez signifca "corcunda". então. ou mais propriamente por cima. dos suspiros saudosos dos frangipanos. . occupado por bairros e em ambas as encostas extendem-se os dois principaes centros de moradia dos cariocas. na vida quotidiana do carioca. — isso tudo se. ser molestado na rua por uma borboleta da família do Morpho. O Corcovado está separado da bahia. já d e ha muito deveriam ter sido tiradas centenas de vistas do Corcovado carioca. para a maioria dos visitantes da Capital brasileira. torna a permanência do. da noite para c dia. Assim como fez Hqcusaio com o Fudji japonez.. que l h e fica visinha. pelos. com que evitou desordens internas at£ o momento em que se sentiu bastante force para fazer. as ruas sempre formigando de automóveis. porém. emquanto a Avenida que beira a orla do mar. Ver magníficas orchidéas em flor nos jardins e nos rochedos pouco acima das ruas. embora se prejudicando quasi que de modo fatal no seu equilíbrio econômico. transformando a cidade num giantesco jardim. constituindo um gigantesco e horrivelmente escarpado AMERICA BRASILEIRA botânico a cada instante esbarra com espécies novas na flora luxuriante. realmente.

evita la contienda encarnizada. en los sitios discretos. Vida nueva. muerte de las naciones. la tarea que ma pide el erudito y fuerte escritor quien ilustra el nombre de Carvalho. D . la naclon qae ha tenido siempre la mas clara consciência de los acontecimientos políticos. de la anarquia. sobre la cabeza de la e s t a t u a de la República.. e I n g l a t e r r a . ornada de gemas brasilenas. si no bien. el sacrificio de Policarpas y de RIcaurtes brasilenos. Cinose D. Nostalgia.o o Sr. un ano antes dei grito de Ipiranga. Pedro cruza los planes republicanos. Sus agentes en Bogotá aplacaron Ia íierviosidad de Colômbia. foi deputado geral. sin sacrificio de vidas y de riqueza independizó ai Brasil. tocado de graça e de beleza. annotações de leUuras. da cultura e da sensibilidade do escriptor de prol que é o seu autor. salva la corona. el arrojado. La Independência dei Brasil y la lucha sangrienta sostonida por las colônias espafíolas para obtener la separación definitiva de la metrópoli. profundamente humano. por excessiva modéstia. fornv. el Ejército. de de Florida Blanca: si en vez de sostener durante três lustros una guerra cruel. de Áustria y Rusia La Gran Bretafia auxilio a las colônias espafíolas en su contienda con la madre pátria. Inglaterra movia con habilidad magnífica los tornillos de la máquina dei mundo. consagrados por entonces a poner los fundamentos de su hegemonia econômica. por desgracia no se hallan ahora a mi alcance. como para calmar los sobresaltos de sus nerviosos amigos. ora porque ha tendido a h e r m a r a r su :>oderio con la libertad de los pueblos. autor deste trabalho. Unidos colombianos. En Espiral. flamante y misterioso. adolorido y como en espectativa de nuevos desastres Me sugiere Vuestra Senoria el tema dei articulo. pasasen por la ordalia. en donde saneran las plantas y el espiritu padece. como revela a formosa epistola que abaixo estampamos. Solo cuando vieron a Bolívar ascender ei Chimborazo y a la escuadra colombiana mandada por Padilla. conservando lazos fraternales entre la Colônia emancipada y la Metrópoli. Cumpliré. palpita uma alma delicada de legitimo poeta. po"*" mio w m exercendo com luzimento. mas tarde. la puso. y. El grito de Ipiranga tuvo un triple alcance: evito la revolución republicana. Emocionaes de la guerra. Muy distinguido amigo: En jnedio de Ia agitación consiguiente a las funciones dei cargo que desempefio.nta diplomaticamente la creaciôn dei Império ü. que el Brasil. Al duelo de Ayacucho concurrieron: Sucre. desde el momento en que presintiera el peligro de perder esa corona si no se mostrrba revolucionário. O A 12 BRASILEIRA ANNO r CARTA ABERTA O Sr. expertos generales peruanos. y para acometerlo requeriria un tiempo dei cual carezco y la consulta de libros y de archivos que. El acierto politico de D . mas veste a sua musa de roupagens clássicas.AMERICA M'MS. por la bravura y la perícia de espaftoles y de indianos. merced a sus propio3 monarcas lusitanos. y Necoechea. el vencido en Cartagena de índias. que se Inspira nas tradições. en estos dias memorados y memorables. D Pedro ai separar ai Brasil de los domínios lusitanos conserv a b í o p a r a su casa reinante y p a r a regocijo de los príncipes eu" p e o . digno Aquiles de semejante Agamenón. Pedro I con audaz desembarazo y alta visión politica la coron. 0'Connor y Millor. en el cual me invita a colaborar en el numero de America-Brasileira que su digno Director prepara en homenaje de su patriotismo a la magna efemérides que celebra este gran pueblo ante las miradas dei m u n do. habia lábios que pronunciaban el nombre de Bolívar y de San Martin. Senor Dr. si a mera ambición. Nelles. sombreados por palmeras símbolo entre los arboles dei orgullo de la reyedad.i Imperial. Al aparecer el Império brasileno. é um dos nomes mais illustres da geração colombiana de 1892. La revoluciôn americana t o c a t a a las p u e r t a s de su palácio. estudos críticos. Além do mais. Bien sabia él ai esclamar en Ipiranga. es muy probable que la suerte de Ia America hispana hubíera sido otra. en nombre dei pueblo. impressões de viagens. t a n t o p a r a conservar u n aliado monárquico en America. E n los propios jardines de su alcazar. recibo el gentil y para mi honroso telegrama de Vuestra Senoria. el digno. Más. Aivear. Más. si a un trancendental pensamento. a sua obra colloca-o entre as primeiras fí«?ii«-nB ••em-e<--entativas da opulenta literatura da Colômbia. sima en la cual suelen caer pira siempre los pueblos. suelta ! » ataduras de sus subditos ultramarinos y conserva su cetro real sobre el trípode de la libertad. y el otro desde el gobierno — Santander — la empresa de la definitiva independência de America. Pedro fue indudable. aliado de la Fortuna. comedia decostumes. Santander e alma dispersa. desbaratar en Maracaibo a la poderosa armada espanola. con oportuno acierto: La Independência dei Brasil y el movlmiento libertador sur americano: El asunto es vastisimo. protegido visiblemente por los nftmenes divinos h a gozado de 0«* . vice-presidente de la República. presentan muy diversos caracteres. naturalmente. econômico e technico de seu paiz. restos gloriosos de la heróica Legión Britânica. * t o d T m a n e r a s acerto. O livro Alma dispersa editado em Paris pela Livraria Garnier. Até o presente. La Santa Allianza respiro. los Emperador*:. Elysio de Carvalho. de Santander y de 0 ' h g u i n s . con deleite prohibido.n m H m i . y en obedecimiento a su instinto de monarca pone en nombre de la reyedad europeo un centinela. Me concretaré ai intento de trazar un rápido esboso de ttn juiclo histórico. Homem de letras. Solo el dolor nos hace grandes! El Brasil escapo. versos. Max lliillo. saiu em fôrma de carta. llamado Connarquía constitucional el advenimiento de la republica. Independência o mucrte! que su progenitor y rey. Los Estados Unidos. Max Grillo é o encorregado de negócios da Colômbia no Bra=il. hoy en buena parte. To he escrito en otra parte. preparo dentro de los moldes de una mosigue los consejos de aquel estadista incomprendido. poemas. un dia verdadeiramente temible para la pátria dei Almirante Vermont. Politico de idéias liberaes e orador de palavra eloqüente. a l a menos con buena voluntad. inquitaronse. de Dios estaria que las repúblicas surgidas de una contienda ton larga y encarnizada. E I C. Cordoba. ambos argentinos. se Inclinaron a n t e los hechos cumplidos. apenas abarcable en las páginas de un volumen. pareciam desentenderse de la lucha de los pueblos de origen ibérico~ Tarde reconocieron Ia independência de Colômbia y la de los demas pueblos de América. Bien sabido es que la declaraclõn dei Presidente Monroe (1823) fue sugerida por el gobierno britânico. L a m a r y Santa Cruz. argentinos y peruanos continuan las épicas jornadas emancipadoras. El 7 de Setiembre de 1921. y van a vencer sobre el Conduncurca ai verrey dei Peru y a los mas l«ravos y nobles generales que entonces tenía E s p a n a . Bolívar. El 26 de julio de 1822 se encontraron en Guayaquil los dos libertadores. publicou o drama em versos Raza vencida. Sus determinaciones llevan el sello de lo que se ha meditado con profunda atención. ingrata en veces con las t e s t a s coronada. La potente Unión es un pueblo que entre sus grandes cualidades tiene la prudência. el Congreso de la Gran Colômbia elegia a Bolívar Presidente y a Santander. é conhecedor profundo da historia colombiana e provecto sabedor de cousas p u l . el m a g n â n i m o . Si Espana. en su caso tiene de coi-onar de laureies la frente que despojo de la diadema Pues si el se la cino en Ipiranga. los dos grandes hombres que dirígian el uno desde los Campos de batalla. tendo-se recommendado á sympathia e ao respeito de seus compatriotas como promovedor de varias medidas que visavam o progresso moral. F u e u n a lucha caballeresca en q"'' los paladines se disputaron el campo y los generales ie saludaron em médio de la pelea. El modesto y grave San Martin estrecha entre sus brazos ai impetuoso y estraordinario Bolívar.Si obeiieció a sábios consejeros el v a s t a g c de la faredia portuguesa. Al Illiman y otros poemas. Adelantandose a la rebeldia.«l Brasil. se da cuenta de las perspectivas dei futuro. T bien puede decir desde las manstones IIÍ e a T (pues los reyes tabién suelen ir ai Cielo). no heroísmo e na historia pátria. que la Republica. que. ora" porque deseaba aniquilar la fuerza de Espana. con lucidez innegable lo habia autorizado para obrar asi. u n vasto império entre todas las repúblicas inquietas de la America espanola. livro este de ensaios. dá u m a exacta medida da intelligencia. El espiritu fulgurante de Bolívar y Ia visión clara y severa de Santander presidiran el combate. aun cuando fuese en su propio provecho. discreção e proveito.

Lá voltaria agora. o elevado espirito critico com que peneira as nossas exportações intelectuaes. para confirmar a sentença de Lodier sobre "le triste sort du livre prêté. Não. admiración de los estranos y regocijo de lo propios. a Europa a caminhar aos tombos para a anarchia. mas a continuar uma cultura ve'ha e a elaborar com segurança um matiz novo. E creterio americano chamo eu á isenção de preconceitos europeus que podem levar o espírito a só procurar no mundo de Colombo. na philosophia. que esse povo tem de subir. Sinto-mt feliz por verificar e fazer aqui ver toda a operosidade da intelligencia brasileira. Soy su afmo. amanhã mais além. a quem preoccupam os destinos da civilisaçãò de que foram os principaes obreiros. 12 de setiembre dei 1922. um banho lustrai do realidade e uma tonificação da alegria de viver — tão inquinada pelo pessimismo derrotista do velho continente. desdenhar as differenças. variedade de pontos de vista. "inter amicos". divulgando-o. deve desembarcar com aquella enternecida devoção que levou uma infanta de Hespanha a ajoelhar ao descer "commoto pede" em Buenos Aires. cujo cogitar se absorve em problemas graves e austeros. dõco r e licario do seu racionalismo. a levar o obolo dos meus sentimentos amistosos neste momento de racional e unanime vibração. Foi essa a disposição de espirito com que fui ao Brasil e com que voltaria agora. festejou a commemoração da nossa independência politica. E encontram-se porque a nossa velhice.en. na novela e no conto. que os amigos folheiam com curiosidade e vão '•stragando e perdendo como podem. Mas seria essa a melhor e a mais fecunda contribuição para a magna festa ? Supponho que não e. . confiança e forte querer. os europeus. la rectitud republicana. o aristocratismo selecto da intelligencia brasileira. demasias do nacionalismo mais apaixonado nem os erros dos políticos. do sangue. sem arredar pé da velha urbe de Ulysses. expondo e defendendo as razões porque o devemos' prezar e a m a r . Las revoluciones y los contratiempos dei Brasil han sido bien poça cosa en comparación de los desgarramientos que han padecido otros pueblos de América. E é esta a minha saudação ao Brasil.. Mas toda esta. não a improvisar. muitas vezes secular. nas questões sociaes e no jornalismo. toda uma floração se ostenta. y caer en una segunda infância muy próxima á la imbecilidad sevil" — disse Menéndez y Pelayo. que tarde chegaram e. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contrate J á o era antes que a grande guerra — crime no desencadeamento.If&MS. el desprendimiento. os "interesses da alma" como chamava Rodo. Deixo aos. extravagância e agudeza com que façam' vibrar a bota sensibilidade dos seus leitores. e espíritos ligeiros que procurou exotismo litterario. porque esse campo ê tão inilludivelmente commum. Dum lado principia-se com ardor. Critério americano chamo eu á falta de indulgência para bem admirar a construcção febril de povos. nos estudos históricos. temperará os Ímpetos da juventude brasileira: "em toda a parte onde mais mundano é o velho menos extravagante é o moço" lembrou Ramalho Ortigão. tão decisivamente revelado na elaboração duma cultura como na defesa firme du bolcheviki=mo. de la diversidad de condiciones geográficas y sociológicas de este maravilloso país. alguns conceitos de reserva p a r a eventuaes discursos. no romance. amigo y admirador Max Grillo. na oratória. galgam aos últimos progressos. colorismo. conceitos e affirmações que nelle se divulgam. Por aqui mostro a vontade firme. &t. que Byron esqueceu e o nosso Garrett deliciosamente celebrou: o cigarro livre á proa cortadora. a America é u m a das grandes esperanças do mundo. T. fraquezas e desalentos. de objectivo e de temperamentos tem de fundir-se numa indispensável uniformidade: a America. quando a fadiga e a minha costella marinheira pedem aquelle prazer barato. vou aqui. Corte Real e Cabral semelhanças e a felicídad rara vez otorgada por la Providencia a pueblos de la vasta extensión. já pelas idéas. em qut têm deposto homens dos mais eminentes. com a casaca e o "smoking" das horas solemnes. el respeto a las leyes. Pelas virtualidades do seu espirito e pela juventude das suas energias. no espirito philosophico. por isso. Toda uma litteratura de impressões e commentarios testemunha esse observar curioso do Ultramar da civilisaçãò européa. das suas letras e da sua cultura. na poesia. Que la experiência dei sufrir de sus hermanos de raza. E ' neste capitulo de cultura que se encontram os interesses superiores de Portugal e Brasil. e para revelai a debilidade de alguns materiaes dessa assim mesmo prodigiosa architectonica. aquilate aún mas las virtudes brasilenas: de modo que el caracter. Rio de Janeiro. Daqui provem o interesse e a sympathia que tem levado os homens de estudo a visitar a America. sábios officiaes que o governo ainda maná. de assalto. E' isto que por aqui digo e documento com alguns mestres de livros brasileiros. não deixam de emprehender essa grata peregrinação transatlântica para testemunhar de perto o germinar e florescer luxuriante da sua sementeira. la educaciôn civica. títerilisari. na hora festiva e generosa em que elle abre as portas da sua alma á amizade e á rheto- rica. no theatro. se a não vivificar uma sympathia tolerante e a inspiração dum alto ideal. que não tülhan r. para ser comprehendída «-. já porque o firma um dos nomes mais reputados das letras lusitanas. na critica litteraria e artística. amada. fragua immensa em que se caldeiam a s velhas civilisações com elemento. la probidad en todo. Un pueblo viejo no puede renunciar á la suya sin extinguir la parte más noble de su vida. Fidelino de Figueiredo. e grata companhia de cultores brasileiros. Hoje Uma viagem ao novomundo está sendo um complemento de educação. a tolerância perspicaz e o cioso aproveitamento com que assimila e incorpora na sua mente quanto serve ao seu propósito de construir. Encontram-se por que a sua mocidàde nos dará vigor para accordar t pôr em circulação valores esquecidos ou mal apreciados da nossa cultura. quem fôr á America. Cada vez me convenço mais fortemente de que a razão mais a r g u t a e poderosa só tem no árduo campo humano um alcance geométrico e irreal. 9 A 12 — ANNO T AMERICA BRASILEIRA A MINHA SAUDAÇÃO O artigo em que Fidelino de Figueiredo. o trabalho dt lembrar aos brasileiros o que elles nunca esquecem: as razões por que devem prezar e venerar o velho Portugal. o illustre critico e erudito portuguez. servindo como posso os créditos do Brasil. na litteratura de viagens. se o Atlântico se cruzasse com a mesma facilidade com que atravesso o majestoso Tejo. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contraste de sentido da marcha politica e social dos dous continentes: a America e distanciar-se cada vez mais do cahos indifferenciado. Como os antigos romanos aspiravam a uma viagem á Hellade ridente e requintada — "non licet omnibus adire Corinthum" — como nôs latinos tínhamos a viagem a Pariz como o exequatur da maiorídade esp"ritual. se nelle falia com eloqüência a VOÍ. e. obra a um tempo das gerações velhas dos "consagrados" e dos moços que chegam a toda a hora. ha-de ser vista por um critério americano. "Un pueblo nuevo puede improvisarlo todo menos la cultura intelectual. merece acolhimento carinhoso nestas columnas. Sinto-me feliz ao pensar que no campo em que milito nunca deixarei de ter a honrosa. el amor por la justicia. doutro lado parece acabar-se em transigencias aviltantes. la tolerância religiosa. indefessamente. ao mesmo tempo que prestamos homenagem a um sincero e prestimoso amigo do nosso paiz proporcionamos ao leitor o encanto de uma pagina sensata.. sempre construir. tão estimado nos círculos cultos do Brasil. arraiguen y prosperou t«n el corazon y en el espiritu de Ias generaciones venideras para gloria de la democracia. hoje mais que hontem.

pour la description des í l í Chinard: L''\rot'mme américaíne dans la littérature française au XTI siècle. avec Raynal ou Marmontel. conserve une tn<"«llesse qui lui fait rejeter tout ce qui ne peut flatter l'imagination. Mais cette complexitê. intelligente e probo do pensamento brasileiro. 9 A 1? ANNO T AMERICA BR A S I L E I R | UN PRÊCURSEUR DE L'INDIANISME As paginas que se seguem foram escriptas especialmente para esta revista. On lui reprocherait plütot de p a r t a g e r 1'optimisme de Diderot. derive en partie de sources y^rtugaise«. e no segundo se occupará do sertanismo. á reconnaitre dans la formation de la nacionalité brasilienne 1'importance du facteur ethnique. poetas e ensaístas. Xeste corpo que é seu. e profundo conhecedor da nosca historia. par 1'intermédiaire des Jêsuites. On y sent. dit-il. ni la cupidité. et de dresser un réquisitoire.. de Joaquim Nabuco. 1'etfort des ethnologues. une tradition ininterrompue. (3) Cite par Ferdinand Denís dans Une fête brésilienne. do p a r n a s a n i s m o e de outras manifestações mais características da nossa litteratura.é avec réelle pénétration psychologique. r i d e . Les compagnons de la Ravardière.. venaient de recueillir des informations nuuvelles que Ferdinand Denís. dont la hardiesse n'a pas été dépassée et qui tendraient. A vrai dire. toute fois le mérite d'avoir détermir. . 1913. á découvrir des tiaces obscures de la r è vèlation dans les théogonies primitives. à 1'époque oü La Boètie écrivait le Contre-JJn. avec lui. pauvres fols que vous estes. la critique philosophique. car ils mangeront quant et quant leurs péres et leurs aieux qui ont servi do nourriture et d'aliment á son corps. sant rentrer la botanique. Par:s. marque 1'aboutissement d'une longue évolution. Bientôt les Jêsuites. á Rocha P l t t a . na Révue de VAmèrique Latine.t botaniste lui même n ' a u r a garde de négMger. tout en agissant encore. . un écrivaín. l ! ' l l : L'Amèrique et U~ rêve exotique dans li littcrn'ure fr^nçaise au XVII siècle et au XTIII siècle. Sur la flore et la faune des tropiques. aproveitou o tempo em que permaneceu no Rio de J a n e r o . même lorsqu'il vise á être révolutionnaire. devotado amigo do Brasil. caracter» qu'ils donnent au paysage. le folk-lore. oú l'observation directe des faits a moins de p a r t que la documenta tion livresque.N t n i s . comme 1'auteur du Caramurú. 1'influence qu'exercent sur les sentiments du sauvage et du civilisé u n ciei éternellement pur. (Canto V. demi siêcle a v a n t Castro Alves les hontes de 1'esclavage. fournit à Montaine la matière de deux chapitres. aliás. Des Cannibales. se rettrachent. Aspect de quelques vegetaux. delia é composto Este corpo.stei continuamente De seus filhos e pai. II n'en est pas moins certain. publié em 1824. voient renaitre en Amèrique l'âge de Saturne. s'enrichissait d'eléments nouveaux et remontait á ses origines. un prologue agricain (4).' (6) L'exotisme. vers \H cornmencemeni dti X I X siède u n échange entre les deux littêratures. Ferdinand Denis s'en rapporte. Montaigne avait dèjá transcrit cette chanson de cannibalt. il rêhabilitait systematiquement 1'Indien de 1'Amérique du Sud qu'il transformait en rêveur. Nul mieux que lui n'ètait prepare. engage á la m é d i t a t i o n . dont 1'enthousiasme rencherit sur 1'admiration des capucins. pour la p r e m ô r e fois la rèvèlation de 1'exotisme. Jodelle. Madagascar. qui tient de la critique et du roman. témoigne. semblerait prouver qu'il s'est produit. parti que peut eu tirer la poezie. disciple de Bernardin de Saint-Pierre . Daurat. (4) Chapitre X X I V et suivants. pour les besoins de la propagande. Dans 1'ouvrage lui même. Professor de litteratura da Sorbonne e familiarisado com a lingua portugueza. aux crimes causes par 1'intolèrance. les croyances. oú 1'exemple se joint au précepte. que elle visitou na sua mocidàde. ces veines. contre la colonisation européenne. romanciers entament le procès de la civilisation. A exemplo do autor do Le Brésil e de Une fête brésilienne à Rouen. Paris. como representante do Ministério da Instrucção Publica no Congresso de Historia da America. Verse. Le protestant Jean de Léry. E quando maior pena a carne sente Então mais me consolo. Au spectade d'une société corrompue. tão mal tratado. que Santa Rita Durão devait mettre en valeur (2): "qu'ils viennent hardiment três tous et s'assembíent pour disner de lui. que animo de presente Por isso de tormentos faço gosto. E t 1'Indien. como se sabe. l'Aíríque. Ce Irvre inégal mais suggestif. Chinard (1) que 1'ceuvre de Chateaubriand. par une methode de comparation qui n'est pas sans analogie avec celle de Frazer. para documentar-se acerca de nossa litteratura. visto como tem o encargo de um curso de litteratura brasileira em Paris. Baif. Certes il manque à Ferdinand Denís. e procura penetrar a alma brasileira pelo estudo de nossos romancistas. une certaine générosité instructive. première tentative de "roman n è g r e " . en poete. mieux informe. de Machado de Assis. il rapproche les mythea. Ronsard. no momento em que festejamos o primeiro centenário de nossa emancipação poitica. Estce à dire qu'entre l'exotisme europêen. durará três a quatro annos e obedece a u m a intelligente orientação. Philosophes. que fez escolha muito acertada. Vous ne reconna'ssez pas que la substance des membres de vos ancêtres y tient encore (3). même avant Garrett. L'âme. aux réats de nos premiers mission a r e s . Ajoutons qu'il a subi trop profondément 1'influencè de nos encyclopêdistes pour sacrifier. le magnolia par le papayer (5). à justifier le communisme. a u moins indirectement. do naturalismo. il existe des points de contact? Un ouvrage peu connu de Ferdinand Denis. d'être. ou abondent les epithètes et les périphrases. avec la beauté phys"que. L'crotisme cw:ricain dans 1'ceuvre de Chatravbriand. dont il fut le premier en Europe. que será matéria para dez conferências ou prelecções. LXV). pour 1'histoire. On ne lui contestera pas. remplaçant la savance p a r les palétuviers. s'ingénient. L'attention du public lettrê. Son style. les Indes Orientales. conferdo pela Academia Brasileira. en invitant á Hndolence. les traditions. á la Chorographia d'Ayres do Casal. (5) Voir le chapitre II. Ces muscles. qui cherchait dans la relation de Bougainville des a r g u m e n t s en faveur de 1'état de nature. (61 Pg 3. Temos a profunda convicção de que Le Gentil será o interprete fiel. O curso de Le Gentil será feito na Sorbonne. publicou n a Révue de Littérature Comparée. cette chair. à definir l'américanisme. aumônier de Catharine de Medicis. érigé en type littêraire. como. Mais il ne lui a point échapé que les poêmes de VUruguay et du Caramurú. oú rentrent l'Amérique. dans toute la force du terme. une vegétation éternellement luxuriante: " L e climat des tropiques. embrasse le folklore de trois continents et devance. chez 1'auteur (2) Da carne me pa. . Sabemos que no primeiro anno t r a t a r á elle do indianismo. On y passe de la description á 1'analyse. Claude dAbbeville. ce sont les vostres. par cette culture á la fois scientifique et cosmopolite. de la critique á la nouvelle romanesque. dans la conna'ssance des langues orientales. le champ de leur curiosité s'est élargi. do supposto De me ver n i inimigo bem vingado. Georges Le Gent 1. dont le mérite s'impose comme savant. le Canada. auquel on reconnalt. grands admirateurs de Thevet. se evidencia nos vários trabalhos que sobre assumptos referentes á nossa litteratura.En y fai-. par 1'effort des moralistes et de voyageurs. les Scènes de la Nature sous les tropiques. la persistence d'un goüt suranné. Paris. Tves d'Evreux. se trouve. celui d'Alencar. les eles du pacifique. comme une sorte de paradis equinoxial. deux voyageurs étrangers. il ajoute S 1'histoire du quilombo de Palmares. trahit. d'adapter au paysage brésilien la description du Mississipi. les croyances des indigènes á la théologie. en sa magnificence. les incertitudes d'une génération qui hésitait entre le poncif de Dellile et le bariolage de Natchez. dans 1'histoire de la littérature française. Le Gent 1 desde alguns annos que se acha em contacto com os nossas idéas e os nossos sentimentos. loin être une preuve d'indigence. C e s t enfin de Chateaubriand qu'il tient le sens du pittoresque et le goüt du romanesque. se déplace vers les Antilles. ne se lassent pas de vanter la richesse d'une terre qui leur apparait. et 1'indianisme brésilien de la seconde manière. Des Coches. lieux. á maintes reprises. Neuwied et Humboldt. on se plaít á opposer la sagesse inconsciente des peuples qui ne connaissaient ni les querelles religieuses. 1018. e no pequeno ensaio que aqui publicamos. règne une confusion que le plan ne cherche point ã dissimulei'. C e s t au contact de la nature brésilienne que nos écrivains du XVI siècle ont eu.dont 11 faut chercher en France les premières manifestations artistiques. qui d'abord s'attachait â la France antaretique. que foi. qu'on protege contre les chasseurs d'esclaves. L'indianisme represente. cosmographe du roi. avec 1'inexpérience de la jeunesse. comme l'a démontré M. Georges Le Gentil é um typo representativo da cultura clássica franceza — um normalien. Dénonçant ur. d'autre part. evoca a figura de Ferdinand Denís. II s'efforce.

Denís en Une fête brésilienne (17) Prêfacc. la conquête de 1'homme par de sol. II apporte dans 1'intrigue qu'il enrichit de péripéties nouvelles. ni à ma volonté. Aux aventuriers sans scrupules. d'une pensée originale et vigoureuse. un dogme du romantisme brésilien: "On sent de rnême que dans les idées primitives da sauvage. Comme la nature. dont les moeurs pittoresques rappellent nos flibustiers de Saint-Domingue. jusqu'à Montaigne. L'auteur des Scènes de la nature. (17) Ferdinand Denís. A 1'Idylle de 1'Européen et de sa sauvagesse qu'ezploitaient simulta- (7) La nouvelle lntitulée Oamoens et Jozé índio fait suit aux Scènes de la. plus de mouvement. AMERICA BRASILEIRA nément les littératures française et anglaise (8). arme en guerre contre les abus de 1'ancien regime et vivant en France. 148). la courtoisíe heritée du moyen âge. dês 1824." (10) La jeune filie. C e s t 1'aventurier Loredano qui. . que se présentera. dèjá citée par Montaigne: "Couleuvre. formuMit. 182. On lui saura gré d'avolr. II est de ceux qui. du moins il le campe dans une attitude qui s'accorde avec l'extérieur silencieux. entreprenait. á reconnaltre 1'indépendance politique. l'adversaire tap. Tout nous porte á croire que Ferdinand Denís lui même. Ferdinand Denís pouvait invoquer le témo ! gnage des premiers missionaires. non perverti par nos institutions. "Ne redoutez point que le temps affaiblisse un sentiment qui ne tient ni à nos usages. C e s t á ce titre qu'il nous a paru legitime. d prononcer avec respect le nom d'un écrivain obscur et oublié qui fut pour le Brésil un ami de la première heure. ton coeur retrouvera sa tranquillité. énigmatique du cabloco et le distingue de toute la l:'gnée des Chactas et des Outougamí. (1). já la mé prise. n'est qu'un faux Huron. que non seulement il n'y a rien de barbare en cette imagination. Voltaire. D . II lui manque d'autre parte cette exaltation sentimentale que les disciples de Rousseau exigeront d'un héros primitif. comme on le voit. C e s t avec l'ingéniosité d'un Cooper qu'il décrit les combats. voir le chapitre V (Les Soeurs ainées des heroines de Chateaubriand) (9) P . en commemorant le centenaire. la trace d'épisodes qu'il modifie intentionnellement poui se rapprocher ou de l'histore ou de la vraisemblance. garde toi de me parler d'amour. dans les deux chapitres qui nous retracent 1'aventure du chef des Machakalis. mais qu'elle est tout á fait anacréontique. est pose dans les mêmes termes. par cette gênerositê.acable des Aymorés: "Sa démarche fiêre. nature américaine á 1'expression d'un amour chimèrique. une ébauche du Guarany. à la tête de sa tribu. après le X V I I I siècle qui glorifiait 1'état de nature. malgré son invraisemblance. sous la forme condensée d'une nouvelle autobiographíque. j ' a u r a i s voulu le lui consacrer. nature sous la tropiques. a transformer 1'Indien en héros sentimental. Mais son Ingènxi. sans jamais la conquêrlr. ni à nos moeurs. associe les grands spectacles de la. Le Gentil. qui fera l'essence du Guarany. C e s t donc sous les traits ments qu'on ne conçoit guère en dehors de la tradition chrétienne et chevaleresque. sans doute. Cependant les deux auteurs nous acheminent. (11) P 157. A l'appui de la thèse de Chateaubriand. et par la connaissance des moeurs indiennes et par le sens poètique. afin de capter les bonnes grâces du gouverneur. que lui Inspire la filie de Vouvidor se manifeste par les mêmes attent'ons delicates et raffinés que 1'amcur de P e r y pour Cecy: "Depuis ce moment je la vis presque tous les j o u r s . les ruses de guerre des Goytacazes. L'honneur n'était pas moindre á tpnter. afin que ma soeur tire sur le patron de ta pe'nture. avait presenti l'interêt du sujet. á trois reprises. .(9) L a passion subite. frayé la voie au romantisme péninsulaire et conçu avant Garrett 1'idée première de 1'Essal sur la poésie portugaise. II restait. eu la pcr. thème qui symbolise. (13) P . par les mêmes étapes. qui avait parcouru les forêts du nouveau monde. Antônio de Maria. dans la courte nouvelle de Ferdinand Denís. il oppose. le calme succede à l'orage. en identifiant Noé et Tamandaré.=onne d'un fidalgo de haute lignée. en admettant qu'il ait servi d'intermédiaire. Cette civilisation dont nous sommes si fiers. Vous étre l'anfant de la nature que la civ. " E n ce moment la foudre grondait encore dans l'éloignement et les chants de mes Indiens se mêlaient au faible mugissement de la forêt. D'autre parte l*enlèvement de la jeune filie pas les guerriers Machakalis et 1'abnêgation de 1'amant respectueux qui la raméne á son pére ont pu suggérer les pages admirables oú Alencar. a r rête-toi. un périlleux voyage aux mines d'or. Cependant 1'indianisme du Guarany conserve plus d'une attache avec 1'exotisme européen. que je puisse donner á m'amie. dês 1824. dans le "Guarany". (13) Alencar surpasse incontestablement. me dit-elle." (12) Le problème moral. plus de varieté. d'un frêre de Chactas. vers un dênouement opposé. il y a un caractère de grandeur qui étonne au milieu de notre ordre social. de me confier aux branches fragiles des arbres les plus eleves. incarne la soif insatiable des richesses. (15) Suito de 1'histoire des choses les plus memorables cdrenws (16) Cite par F . en même temps que certains li-ux communs dont l'origine remonte. Les Jêsuites. avaient commencé la r é habilitation de Thomme sauvage. dans Vépilogue. Saint Thomas et Pai Zuma. (8) L'Exotisme Americain dans Voeuvre de Chateaubriand. je ne craignais point de franchir le fleuve. dont beaucoup vivaient sous le regime de la polygamie. passe insensiblément de la curiosité á 1'interêt de la pitié á 1'attendrissement. envahissante." (16) Le moraliste ajoutait: "Or j ' a i assez de commerce avec la poésie pour juger ceei. L'lntrigue du roman d'Alencar et de la Virgem Guaraciaba de Pinheiro Chagas apparait en germe. car je voua aime. après une interruptior. Vois. (10) P 153. qui semble en contradiction avec ce que nous savons des aborígenes de 1'Amérique du Sud. á l'heure même oú elle cede aux ordres d^un Pêre inflexible. arrête-toi couleuvre. de deux siècles. si tu veux conserver 1'amitJé. (12) P 189. . Ferdinand Denís substitue 1'amour d'une portugaise pour l'héritier des races autochtones. tout ce qui existait dans ces solitudes. En elle se revolte encore HnsHnrt obscur de la race: "Kouromahy. II n'est pas impossib!e de retrouver chez Alencar. 1'idialísme des romans biotons. G. II avait retenu. se souvenait de la tempète d'Atola. dont la réalité fournirait maint exemple et qui n ' a rien perdu de sa vogue depuis la legende "de Ia belle* P a r a g u a s s ú jusqu'aux desniers romans de Loti. la façon et 1'cuvrage d'un riche cordon. par dela Rousseau. devancent 1'opinion et prêtent au génie. la piquante anecdote du Tupinambá qui pardonne á la femme adúltére.~-^ !6tas/\> A 12 — ANNO I du eune premier romantique. allait venir á la place de celui qu'on regrettait encore et que bien des malhereux pensaient que l'on ne pourrait jamais remplacer". (Pag. troblée par ce culte étrange. mais aussi. S'il prète gratuítement à Pery cette delicatesse de sentides Scènes de la nature sous les tropiques. Pour obtenir une fleur qu'elle aimait. issu d'une famille de marins bretons. la renaissance du gout brésilien et proclame 1'autonomie littéraire d'une nation dont les diplomates europêens hésitaient vers la même date. me dit-elle. au surplus. (15) II se rappelait cette chanson. ses yeux éíincelants aiinonçaient le courage et cependant un air de mélancolie profonde y ajoutait une expression qu'on ne saurait bien definir. imitateur du Caramurú et precurseur d'Alencar. en remplaçant la grâce par la majesté. Vous étes à mes yeux un être différent de tous les hommes.lisation n ' a point corrompu. l'héro'isme â la Plutarque. (14) Ferdinand Denís indique le même contraste: "Cependant le bruit ne tarda pas à se rêpandre parmi les Portugais qu'un nouvel ouvidor envoyé de la capitale.» (11) Elle ne s'en declare par moins vaincue. enfin cet esprit d'humanité á 1'égard des races vaincues oú il n'est que trop juste de reconnaltre — Albuquerque l'a prouvé — l'un des aspects caracteristiques de la colonisation portugaise (14) Alencar. Des renseignements f ournls par Gomez de Amorim dans sa biographie de Garrett il semble resulter que les deux auteurs ont simultanément puisé ã des sources communes (eutre autrcs 1'edition du Morgado de Mateus). du Camões et du Luiz de Souza. s'est bien gardé de nous peindre 1'enfant mysterieux des forêts sous les apparences d'un héros declamatoire. 1'attration mystérieuse des terres inconnües. 138. en lisant Yves d'Evreux.. Kouroumahy. avait 1'étoffe d'une romancier. On ne lui contestera pas le double mérite d'avoir encouragê en France. 11 nous trace de la colonisaton et de la conquête un tableau moins partial. son timide precurseur.

as Rhapsodias de Homero aos cantos d. por outro. das suas conquistas e dos seus revezes. seguem como qu. um extenso vocabulário genuinamente brasileiro. com Michelet. e conhece ao virtudes daquella justa medida. quando era absoluto o predomínio do pensamento portuguez. os effeitos da influencia lusitana. n u m a palavra. A litteratura ê a própria historia de cada conectividade. K' certo que uma apparencia enganadora de progresso faz com que os homens acred tem nas excellencias do tempo em que porventura vivem. E' ella que amiunela a* grandes revoluções políticas e religiosa». por exemplo. é bruma!. os usos e os costumes. um povo mudo. podem ficar menores. por exemplo. nalguns escriptores quasi sem relevo. o século . que t a n t o contribuíram para i formosura e o esplendor da l i t t e r a t u r a portugueza. são comnmns a todos os povos. perdem. da sua época. ê a da palavra aquella que exerce uma influenca mais penetrante. certamente. De todas as artes. A epopéa úm K r e g o s e a dos caledonios. o solo onde germinam as p r o p r a s e as alheias sementes. no tocante aos grandes problemas nacionaes. pondera Voltaire. sem os preconceitos jacobínos de 1 " '• poderá imprimir um forte impulso â nossa evolução. Theophilo Braga contra as correntes hespanholas e provençaes. como ruim espelho polido. todas as aspirações. quem guarda a casa de Deus é o próprio d e m ô n i o ! . as imagens tristes ou risonhas da vida h u m a n a . correndo sobre um thema semelhante divergem fundamentalmente na pintura dos quadros e dos sentimentos. tantas eram as obras de arte que ellas abrigavam. que nos não fallecem as condições necessárias ao advento de grandes obras literárias.ngal.a illumina perennemente: a alma da raça. de Talne. de uma orientação que. porquanto. nem motives inéditos de prazer ou de m a g u a . ê profundamente diverso. O me o e rico de aspectos physicos e sociaes. Ass : m. e ha na syntaxe popular muitas particularidades symptomaticas. como. sem duvida.AMERICA BRASILEIRA MJMS. não devem ser despresadas como qualquer elemento perigoso de desnacionalisação. o tumulto dos corpos em combate e se observa a subtileza dos ardis. portanto. de torres massiças e quadrangulares. emfim. mostrando nos paredões pesados a bocarra das gárgulas terríveis e assustadoras. perfeitamente brasileiras. Corneille e Raclne estão ponteados de lembranças gregas e l a t i n a s . em summa. os princípios jurídicos e religiosos. de caldeamento ethico e esthetlco. repontando. Temos. x v i i o de Luiz XIV V a r a s causas. as desalentadoras conclusões do S r . o homem não mudou. por extensão. quem os anima. Amarguras e alegrias. on le communique à d'autres. Homero é claro. são todas as reacçoss políticas e sociaes. um impulso irresistível que lhe define as caractellUe riMicas. está o que se pode chamar o seu primeiro período. . de 1750 a 1830. No septentrião. em verdade. cuja importância não se faz mister encarecer. por assim dizer. Não ! As literaturas são como os seixos ao fundo quieto dos rios: precisam de muitas e differentes águas p a r a se tornarem polidas. A alma de u m a raça. O idioma falado por nós j á apresenta singularidades notáveis. ás vezes. cada qual. um grave erro histórico e philosophico aceitar. taes a lingua. o magnifico César e o modesto Suetonio Ella a p r e s e n t a melhor as particularidades de u m a phase histórica do representa meai a l l Hcos solertes. a atmosphera immediata em que se desenvolvem as nacionalidades. os mesmos preconceitos o dirigem. elles igualmente se renibilam. m a n d e s e humildes. como se o templo houvesse mister. Ossian. u m a replica de Terenc ! o. mais ou menos. isto ê. predominando até os fins do século X V I I I . E se. nossa prosódia tem accentos mais delicados que a lusitana. não ha effeitos novo. daquelle friso solemne de monstros apocalypticos! No norte. são muito mais l a r g a s do que parecem O meio não é apenas o amb'ente. a musica. H a uma força intima e superior determina. E n t r e os annos de l» 00 e 1750. cola b o r a n d o . em honra dos que a lisongeira « * " £ « £ U P ^ X V I é menos o de Elisabsth r e i s e imperadores p o d e r o s o s ^ século X> Moliere que que o de Shaltspeare. dando iw Brasil uma clara visão dos seus destinos Todas essas modalidades necessariamente fornecerão elementos preciosos para o desenvolvimento das nossas letras. segundo a queixa de Savonarola. preciso. ao revés de alguns pessimistas de pequena envergadura. a fúria das paixões desenfreiadas se desencadeia. porém. de r a r o em raro. ou que í-egisti os triumphns de uma raça que declina. Molière é. todos os grandes monumentos das civilisações. caracteristicamente nacionaes. hoje. com as suas obras. deixou de ser genuinamente francez. De parte a parte. também. ou Mac-Pherson. todas as duvidas e todos * enganos. n u m a e noutra se ouve o alarido das pelejas. fadado a desapparecer como reles planta rasteira nascida p a r a ser pisada. neste mundo estreito e limitado. artísticas ou religiosas. para o immenso patrimônio moral e intellectual daquillo que. Xo meio-d«'a. chamar a Bíblia da Humanidade. os guerreiros de Agamemnon aos de F. o que ê perfeitamente contestável. porém. uma chamma palpitante q u . as fundamentaes. por exemplo. provações e glorias. variando somente na multiplicidade das suas expressões. A l g u m a . Ossian. infinitamente mais nocivas â sua excellencia. sem tradições e sem passado. Seria. A influencia portugueza. suecedeu com a Independência. et il appartient â t o u s . a pintura. por igual. porque. um papel mais saliente na formação das nacionalidades. Se uma agitação crescente absorve a intelligencia humana. tão ao sal or dos hellenos.M«i:. Aquellas celebres fronteiras da léi do meio. quem os aperfeiçoa é a alma das differentes raças. a mesma. entretanto. admirável em ambos os poemas. como no caso dos T. a as idades elles soffrem igualmente. Vede. Comparae. o momento e a r a ç a . a esculptura. " As causas exteriores. onde é escassa a lu*. O gênio que os inspirou. O heroísmo de Aclrlles não empo'ga mais do que o de Cuchullin. O meio é toda a civilisaçãò. Nem um delles. sem restricções. são peculiares ao próprio povo onde ellas florescem. ou de formarão. Dadas estas razões. pôde ser definida como a manifestação particular de um pensamento geral pertencente a todas as outras. muito embora a precariedade de taes divisões dê ens«o sempre ao refervei das contendas inúteis. a natureza h u m a n a e a divina se confundem. na sua expressão artística. As mesmas contingências eternas o arrastam. portanto. o terror e a b r a v u r a se misturam. nevoento o céo. com as suas cupnlas refulgentes. As causai internas. outras são exteriores. não existe mais senão como apagado vestígio. entrou no século X I X em franco declínio e. entrou a nossa litteratura . onde h a mais ceremon'as ^. o meio é o Universo. certas arestas duras e aggressivas. a cultura augmenta consideravelmente e não será difficil deslumbrar por todo o paiz os s'gnaes de u m a orientação nova. na essência. devem ser dilatadas. Entretanto. Na Itália. e o temor dos castigos é maior e mais ameaçador. as mesmas necessidades o acorrentam. na perfectibilidade do momento immediato. o sentimento religioso entre os povos christãos do norte e do sul da Europa. os seus vitraes polychrómicos e os seus mosaicos de ouro e pedraria. "Presque tout est imitation. Um povo sem litteratura seria. Na sua marcha evolutiva atrav. on v a prendre ce feu chez son voisin. acreditamos. como no caso d» Luthero e dos encyclopedistas do século XVIII. poderemos. mysterioso e. talvez. diffuso como o eram os celtas. A historia d i literatura brasileira pôde ser dividida em trea períodos. 11 en est des livres comme du feu de nos foyers. que foi a origem insophis'mavel do índianismo de Gonçalves Dias e Alencar. Reflectem-se nella. um processo de lenta infiltração.1as Caminham á «un <=ombra nivel-dor-t nobre* « plebeu". para ser amado e respeitado. ella o na essência. como é differente. o inferno estava dentro das igrejas. por um lado. é a humanidade Inteira. a architectura. a poesia. Constituem. 9 A 1? — ANNO I UM SÉCULO DE PENSAMENTO \ hlMtor a de um povo não está apenas na simples enumeração dos «-eus feitos guerreiros. na grandeza. concorrem p a r a a formação e o desenvolvimento de uma l i t t e r a t u r a . menos sinceridade. Está ahi a razão de todas as modas ^cientificas ou litterarias. todas as certezas e todos os erros. no secculo X I X . são a s que servem de base ao caracter de cada povo. a beíleza das acções é. ainda que palll**' i mente. Apezar de não possuirmos lingua própria. derrotas e victoria. on 1'allume chez soi. vejamos quaes são os argumentos que min t a m em prol da existência da literatura brasileira. quando os arcades da denomlj nada escola mineira começaram a neutrallsar. predominam as graças do estylo bysantino e o fausto das basílicas romanas. muitas vezes. . todavia. e francez do grande século. ha mais luxo e menos fervor. eleva-se a cathedral gothica. das suas lutas políticas e religiosas.

Se. merece especial referencia a lenda da Onça e do Gato. . ou. Basta dizer que a raposa de •""•sono encontra no nosso jaboty um emulo brilhante. depois de uma formidável refrega em que sua coragem fez prodígios e operou maravilhas. á guisa da Madrasta. A Sheherazada brasileira ê mais conceituoaa que opulenta. de Raymundo Correia. educa mais que deslumbra.destinos da pátria. velha companheira do homem. . suas nebulosldades estranhas e suas inexplicáveis Uejectorias. AMERICA BRASILEIRA a grande percentagem é das que reçuniam desengano e a m a r g o r . . Naturalmente. Nosso povo. acredita mais depressa no impossível que no possível. E ' tal qual uma mulher. Apreciae esta pequena jóia de observação: A sorte. forrados de ourivesaria incalculável. mesmo que todas as probabilidades de êxito lhe sejam contrarias. Antes. Sobrancelha está bolindo. o africano é um abatido. Nas lendas selvagens a natureza domina o homem. ha inteira razão de nos orgulharmos da raça a que. aos menestreis das cortes e dos salões seahoriaes. Os olhos estão fechados. Só você pulando adiante. em alguns jogos tristes ou alesfres. e estão. não pensa. segundo se a p u r a nos seus1 contos mais famosos. diremos. rjue revelem. meu camarada. entre a folhagem e&pessa dos olivaes. A menina que eu namoro E que me quer muito bem. ao revés dos seus contemporâneos imitadores de Pindaro e Theocríto. não indaga e não resolve: sonha. todas as imprecações da desesperança. são os animaes que se encarregam de revelar as virtudes e os defeitos da vida. uma hypòthese.. finalmente. todos nós pertencemos. Entre as de origem africana. C o u t r o s cê fala de m i m . desde o episódio da Lyndoia. sempra um exemplo que muita gente conhecida nossa não despresaria. nós bem sabemos. Tudo no mundo é assim: Commigo ocê fala de outros. Entretanto. quasi um habito. . medem. e ha nas suas façanhas sempre um ensinamento a colher. Dahi esse aspecto de melancolia que h a em quasi todas as producções typicas da poesia brasileira. ainda. como nas Mil e uma Noites.). . no Renascimento. nesses três períodos de nosso pensamento literário mais se distinguiram. um calculo. para maior clareza do estudo.uer ouro. porque tristes são as três raças que contribuíram para a sua formação. é que você me ensinou ? ! Principiou e não a c a b o u .. e. porventura. para elles. á semelhança. . E' elle o grande creador sincero e espontâneo das épopéas nacionaes. Certo. O caboclo é bravo. por que fantasiar ou imaginar é para o povo mais que uma necessidade. Eu não confio na mulher Nem que ella esteja dormindo. Indo juntos para a fonte beber água. Suas espertezas são tão notáveis que nem o Caipor. de analysarmos os escriptores que. como o Padre Anchieta escreveu da terra.. nem castellos sumptuosos. que sejam conceituosos os seus versos. calmo na luta. quando os românticos. Sapateiro quer trlpeçH. s o gato promntamente lhe ensinou. O subtil Montaigne. tem na alma a resignada queixa dos rios solitários e o murmúrio das selvas remotas. Moça velha quer conversa. porém. pois. muita vez. nas linhas mysteriosas da sua vontade. Quem desconhece. senão at/ um mestre ainda mais subtil na arte de v i v e r . Que quer quando não queremos. cantaria o festivo Anacreonte.o.9 A 12 —. por ahi. sonha apenas com a felicidade immediata ou futura. o sorriso da trova brejeira ou a lagrima da canção dolente. . Compadre gato. não se recreia somente com os encantos do verso alado e sonoro. mais características d'. muito justamente comprehendeu que " a poesia popular e puramente natural mostra na sua ingenuidade e na sua graça t a n t a frescura e beíleza quanto a poesia perfeita. O numero não o intimida. onde a voz da fatalidade é a que mais alto resoa. Se algumas vezes se encontram quadras de ligeiro chiste. então. não variou o sentimento poético. Tem sorriso oue encanta E vinte contos também. tornou-se a litteratura brasileira nacional. os. que a lição dos nossos indios não foi desaproveitada como tanto se assoalha. começando. diria o doce Ornar K h a y y a m . " A superstição. Dos pastores do Himalaya aos bardos gregos e romanos. da Gata Borralheira ou do Bicho Manjaléo são apenas variantes mais ou menos mascaradas do extenso fabulario medieval. de Basilio da Gama. é ingênuo. por isso. tem no Brasil aquelle fausto nem aquetla pompa do gênio oriental. arrojado quando necesario. ao contrario. Então o gato pulou de banda e se escapou.. na idade-média. O portuguez ê nostálgico. disse o gato. Que o digam os nossos políticos. a vantagem de posição ou de arma não o abale. era a esperteza a r m a seguramente melhor oue a força. o espirito creador do nosso povo. o trave de melancolia que distingue os nossos lundus e as nossas modinhas ? Os cantores populares vertem nas suas composições todas as lagrimas da saudade. Quem folhear qualquer cancioneiro oriental ou accidental verá que a vida se resume. Em nossos cantos indígenas não ha palácios magníficos. num pouco de vinho transparente e leve. O animal preferido dos indígenas é o jaboty. forneceu grande copia de motivos para o "folklore" nacional. com todos os seus myslerios fascinantes. Vedes. pela rama. os problemas áridos. Alfaiate quer tesoura. . Isso não impede. as construcções metaphysicas. apenas obrigada pela rima. vamos ver quem de um só pula pega o camarada calangro? Vamos. como estas. fora da nossa verdadeira índole. nem sempre é epicurista e jovial a nossa poesia vulgar. todavia. u m a funcção da intelligencia e da experimentação. A onça ficou desapontada e disse:' Assim. todos os queixumes da vida. consegue evital-as. . geralmente de intenção moral e correctiva. o índio é um soffredor. que a nossa musa sertaneja "é algo melancólica" O brasileiro é naturalmente triste. da languida toada dos seu. a agilidade dos macacos. ou. no conceito da musa popular. anima os heróes e dirige. Chegando á fonte encontraram lá o calangro. As lendas dá origem européa. é em summa. pesam e verificam. elle topa no caminho deserto com uma réstea de tuü im- . a "natureza. da Moura Torta. convém conhecer. o intuito do poeta não foi ferir o coração feminino. deante de cada interrogação sybilina. por favor do destino. a onça pulou em cima do gato.o nosso folklore. elle é também um grande creador de fábulas e historietas. As de procedência indígena e africana são mais vivas e interessantes.. segundo a a r t e " E que ê a poesia senão Um esforço da alma para entender certas verdades superiores e eternas que estão acima de todos os raciocínios ? Os scientistas investigam.. O gato respoudeu: Nem tudo os mestres ensinam aos seus a p r e n d i z e s . A verdadeiro poesia nasce da boca do povo como a planta do solo agreste o rude. influio muito poderosamente no caracter de raça. ella é profundamente imaginosa e fantasista. Os animaes ferozes são dominados por elle. A "anima r e r u m " . o instincto da raposa vencia a violência da onça. isto é de 1830 em deante. A mulher deve ter entrado ahi. que eu peço licença para transcrever: "A onça pedio ao gato para lhe ensinar a pular. oue. numa cigarra que rechind. é um theorema. o terceiro periodo. ou de transformação. fizeram uma aposta para ver quem pulava mais. O povo. por meio das suas engenhosas artimanhas. então. O gato pulou cm cima do calangro. como nas fábulas de Esopo ou La Fontaine. Antes. observae como os nossos troveíros conhecem os homens: Meu mano. A' philosophia popular repugnam as idéas abstractas. cognominaremos autonomic. dos trovadores e jograes. Depois. . no mundo antigo. ás Pombas. a bruteza das a n t a s . um penetrante sentimento dos homens e das cOu sas. A imaginação popular não. P a r a o indígena. os naturalistas e os symbolistas trouxeram para as nossas letras novas correntes européas. ANNO I no seu segundo período. Quando queremos não quer. aquelle que inspira os artistas. retrucou a onça. e põe. entretanto. Somente as fôrmas se modificaram. entretanto. Moça bonita <.-i fados. e disse a onça p a r a o gato: "Compadre. suas rev o l t a s são gritos de dor contra as agruras do exilio em que o puzeram. sob o rumor caricioso de uma velha fronde.

a influencia de Gongora e seus discípulos. Os poetas do Renescimento italiano. Quem não tremeu. por valles e montes. -. a figura mais alta da nossa poesia até os arcades dê séculos X V I I I e. de passagem. As abusões.de Gongora e Marino. uma alma cheia de notas delicadas. deante da magnificência do ambiente que os rodeava. perde logo o aprumo varonil. Sua obra é u m espelho do tempo. cm grande parte. madrigaes e canções de que se compõe a sua "Musica do P a r n a s o . Não foram os prosistas porventura mais notáveis. onde. " Vicente do Salvador. desata numa vertiginosa carreira por maiesii o capoeirões. mostrou-se. zoologia e mais outras relativas no clima e â natureza do Brasil.) A 12 - B R A S I L E IRA ANNO í prevista. onde mais tarde. cuja pompa e opulencia Fernão Cardim na sua Narrativa Epistolar descreveu entre extasiado e rabujento. entretanto. eu melhor um cortezão amigo das boas letras. se vai dilatando das regiões praieiras em direcção das caatingas do planalto central. raro e vacillante no século anterior. Nosso . apelidado pelos contemporâneos o Chrysostomo portuguez. portanto. poeé bom salientar. a obra admirável do desbravamento do nosso solo. e Pero Lopes de Souza. Ella reflecte os ridículos e os vicios da gente que nós governava de bota e espora. elle despejou contra certos mazembos a conhecida zombaria: Que os brasileiros são bestas. Gonçalo Rayasco Cavalcante de Albuquerque e João de Brito Lima. Que o sentirá por aggravo Boca de tanto c a r m i n . uma clara comprehensão da vida e uma sã e admirável energia interior que. capaz de sentimentos finos e elevados. levado não sei por que extremos.dos. que herdara de Pernambuco o prestigio intellectual. um dos melhores exemplares do gênero no Brasil. onde o vate «e mostra um attento admirador das nossas frutas e dos nossos cereaes. igualmente. castelhanas. um individuo sempre prompto a fazer peditorlos derramados aos figurões da época. ainda. as perversidades da Mãi d*Água o os olhos flamivomos dos lobishomens ? Aqui estão. Manoel de Moraes. de 1500 a 1750. Gongcra. que a matéria é pouca p a r a a poesia. Bento Teixeira Pinto quiz deixar do fidalgo que mais o dlustramo épico composto em louvor de Jorge de Albuquerque Coelho. Gabriel de Castro e outros mais. Quevedo. photologia. E n t r e os poetas podem citar-se Bernardo Vieira. o Padre jesuita Fernão Cardim. Quanto mais. entretanto. somos um reflexos dessa caprichosa alma popular. com as risadas do Caipora. Notae. não apresenta propriamente grandes individualidades. e ainda por que o considerou exclusivamente como um truão. não raro. que.AMERICA NUMS. deixou o coração cantar livremente. guarda. salta vallos e vadeia rios.da Historia da Custodia do Brasil. fornecendo. Como nos de Portugal de D . Gregorio de Mattos é u m a figura varonil. isto ê. esquecendo-se do homem e das circumstancias em que o mesmo viveu. até cahir j i o chão prostrado pelo cansaço e pelo terror pânico. o maior delles. um arrepio de pavor corre-lhe a espinha acceleradnmcMtc. Mas meu bem. a pecuária se desenvolve em algumas zonas do interior.Ravasco Domingos Barbosa. n a sua psyche. Foi injusto. Pode-se dizer que a Ilha da Maré é um poema heróico inspirado nos produetos n a t u r a e s do nosso uberrimo solo. aflora indomável e inesperadamente. as tradições ornes. e as bandeiras começam. quasi todos educados em Coimbra. escrevendo a Historia. que deixou fama de orador consumado e Antônio de Sá. cujo Tratado descriptivo do Brasil vem cheio de informações preciosas sobre corographia. em que os nossos caminhos de penetração para o interior tanto se dilataram sob o influxo das bandeira* e do descobrimento de minas de ouro e diamante. De Gregorio de Mattos j á se não pôde affirmar o mesmo sem grave erro ou má fé. F r . celebrado a u t o . que. como João Laet. O mais subido encarnado E' da vossa boca escravo. . José Borges de B u r r o . e de quem t a n t o soffreu o poeta. Euzebio de Mattos. os elos que nos ligam uns aos outros. ao que se vê. Havia por esse tempo muitos cultores da boa latinidade. De todos esses poetas.s e historiadores clássicos eram meditados e conheci. se impuzessem á estima dos posteros. assim. Eis ahi a razão da sua Prosopopeia. muita vez. a riqueza augmenta progressivamente. Manoel Botelho de Oliveira. apezar de melancólica e sentimental. O cravo meu Serafim (Se o pensamento bem toca) Com elle faria troca. entre os quaes é mister não esquecer nunca os apóstolos da Companhia de Jesus. como é perlgo=r. de grande estimação. No século XVI. um lirista sensível e moralista imaginoso e discreto quando o sangue lhe corria mais calmo nas veias. Lope de Vega. a agricultura floresce nas villas e nas cidades litorâneas. Gregorio de Mattos. . de timidez e desempeno. limitaram-se a fazei» o elogio da t e r r a . As musas desabrocharam mofinas no Brasil. florestas e descampados. de linhas accentuadas e características. que vos citei ha pouco. Francisco Manoel de Mello. o juizo dos contemporâneos. Na côr todo o nacarado. Elle foi. entre '. paiz. porquanto vio as suas misérias. como Tasso.« nossos letrados. ao primeiro toque. O século X V I I I . Convireis. Os chronistr. reprositorios ende o futuro historiador foi encontrar os elementos indispensáveis para o conhecimento do nosso paiz. predominava. apresenta uma novidade . As letras gosavam. não o aceiteis Porque melhor pareceis Não tendo o cravo na boca. sem mais vacillações. nos sonetos. Christovão da Madre da Deus Luz. que é escusado Na boca o cravo. como Anchieta e Nobre. a litteratura foi um simples reflexo da t e r r a . E estão sempre a t r a b a l h a r Toda a vida por manter Maganos de Portugal não é menos verdade que. Gregorio de Mattos não foi somente um satírico despejado. testemunho condigno. porque Prefere ella. como satyrico. Diogo Gomes Carneiro. eram lidos imitados. sô o valor da intensão tem valimento. feita. São. cousas mais subtis e polidas que a invectiva. grande cópia de motivos á eloqüência sacra. na sua primeira phase. topographia. obra das mais consideráveis que nos legou a l i t t e r a t u r a colonial. i A nossa historia literária. ã semelhança de quase todos os fidalgos navegadores de Portugal. que foi o primeiro homem que se oecupou das nossas cousas. lhe rebaixou o caracter de modo tão aggressívo. da Província de Santa Cruz: Gabriel Soares de Souza. cujos livros são conhecidos unicamente pelos gabos de certos escriptores. o. ou pela cultura ou pela força das faculdades creadoras. hespanhol e portugez.folklore" serve p a r a mostrar que a raça brasileira.. Somente u m poeta. restam apenas producções sómenos. salvar-se de todos os seus versos imitados. ás suas paraphrases de Quevedo e a outros tantos defeitos facilmente verificáveis. Suas obras. teriam mais fieis que a própria Igreja. ou percebe um estalido súbito na matta. talvez. já pelo lado social e politico. já pelo aspecto intellectual. muito mais importante que o precedente. Os nossos primeiros colonisndores. E ' de regra. as historias temerosas de fantasmas e hallucinações entram. em verdade. Attentae nestas Décimas " a u m a dama que estava com um cravo na boca": Vossa boca p a r a mim Não necessita de cravo. Não vos fez nem um airgravo Elle de vos dar querella. todos pertencentes *á chamada escola b a h i a n a . de melancolia e esplendor. Manoel Botelho de Oliveira. especialmente. então. portanto. quando rrennça. que manejava a penna e o trabuco. O sentimento nacionalista. são dignos de nota e referencia Pero de Magalhães Gandavo. José Veríssimo foi injusto quando. E n t r e estes escriptores. Vivendo num meio. Gonçalo Soares da F r a n c a . E n t r e os prosadores solentaram-se F r . O século XVII é. ao mesmo tempo. Se. em quatro coros de rimas portuguesas. no fundo. o poemeto descriptivo A Ilha da Maré. E m que pese ás suas muitas fraquezas. em dia azíago. das mais •Ufferciues classes sociaes. sem duvida. italianas e latinas com seu descante cômico reduzido em duas comédias" é poeta seguramente menos importante e pomposo que o titulo da s u a o b r a . têm mais preço porquanto dizem do nosso torrão e dos seus primitivos colonisadores e habitantes. Todos nós. com especialidade na Bahia. Pois menina que é tão bella Sempre tem boca de cravo. tentou elevar-se a um gênero mais alto. revigora-se nas lutas contra os conquistadores extrangeiros. . autor da Narrativa Epistolar. Ella nos mostra. va. com excepção de Gregorio de Mattos e Botelho de Oliveira.

é o mais perfeito e melhor poema apparecidu no Brasil. de muita lição e pouco aprazimento para o leitor. José Pires de Carvalho e Albuquerque. Sãv elle» Pedro Taques d<* Almeida Paea Leme. Maiiano José Pereira da Fonseca. Silva Lisboa. e o poema Brasília. funda-se a Academia Brasileira dos Esquecidos. se Bilac é hieratico. cuja obra um tanto fantasista revela um espirito operoso. posto de lado Frei Manoel de Santa Maria Itaparíca. que continuaram a tradição dos Rocha Pitta. A da Rocha embebeu a cabalina. procuraram fazer delia uma grande e nobre nação. espécie de Quintiliano brasileiro. Gonçalo Soares da Franca. como Caldas Barbosa. Reagindo contra o espirito clássico. são maravalhas. e de Gonzaga que. á excepção dt Cláudio. porém. homem de notável saber. também. Salvo dor. o critico mais sagaz e agudo entre os seus contemporâneos. numeroso e cambiante ainda pôde ser hoje imitado sem escândalo. celebre pelos dotes de eloqüência. pelo menos o mais nacional. de Soares da F r a n c a . Alvares de Azevedo e a poesia da duvida. E r a impassível. Luis Canedo de Noronha. no período autonomico da nossa literatura. entretanto. Basilio da Gama. Desprezados os nomes de muitos poetas sem maior significação. enganos da novidade. de Nuno Marques Pereira. vario. A linha objectiva preoecupava muito mais os n a t u r a listas que a tortura interior. notou com acerto Sylvio Romero. merecem registo: Varnhagen. Alanoel Rodrigues Correia de Lacerda e os irmãos Bartholomeu e Alexandre de Gusmão. Pela originalidade do estro e da factura. Reflectindo esse modo de pensar. a Historia da America Portugueza. citemos os prosadores. Cláudio Manoel da Costa. Consultai a obra dos mais celebrados. eru todo o período colonial. Que uni impulso a fez ter reverberante. cedo voltaram ás fontes do nosso lyrismo. Depois da Independência politica os nosso*. isto é. alargaram os horizontes da nossa cultura. escreveu um poema satyrico. a Historia Militar do Brasil. l á havia um certo orgulho em ser brasileiro. Gonçalves Dias e % pões. De todos elles. como o Novo Orbe Seraphico Brasileiro. dentre vós. indo buscar fora da Metrópole <wr «ené modelo» AMERICA BRASILEIRA Postos de lado. porquanto entre aquèlles j á havia elementos fartamente aproveitados mais tarde. Succedendo aos românticos. sob o influxo do romantismo. entretanto. depara-se-nos Gonçalves de Magalhães e a poesia religiosa. autor do Eustachiclo». José de Alencar e Macedo? O theatro do romantismo talvez tenha sido até hoje o mais característico da nossa literatura.s críticos e historiadores. Dos acadêmicos. escrevendo chronicas e genealogias. Franklin Tavora e Escragnolle T a u n a y . na segunda. peço-vos licença para copiar-vos este soneto de Luis Canedo de Noronha. O theatro apresenta-iios também alguns nomes justamente respeitados. outros poetas contemporâneos dos arcades.lBMg. Os prosadores sobrelevam os poetas que. aquella no Rio de Janeiro e esta em S. avós se esforçaram para fazer a literária e a artística. são esses os typos mais representativos do momento . nem u m interesse despertam. os que melhor encarnam as qualidades e os defeitos da nossa raça são Gonçalves Dias e Castro Alve3. ou devia s e r . Bernardo Guimarães. Tudo isso. Os nossos parnasianos. Com Antônio José. que é o verdadeiro fixador dos costumes da sua época: Manoel de Almeida. de Basilio da Gama. Os prosadores do romantismo são dos mais notáveis da nossa literatura.*ra a França. Taes nomes.a da natureza. . vai OM 1750. . Visconde de Cayrú. veremos que ha em nossa po«sia romântica quatro phases distinctas. em mostrar que possuíamos. e com voz própria. José Fel-jiano Fernandes Pinheiro e o intemerato e audacioso Hyppolitri José da Costa P e reira F u r t a d o de Mendonça. porém. o famoso Marquez de Maricá. os nossos escriptores entrégaram-se confiantes á notf* corrente que então entrava na sua phase mais brilhante de desenvolvimento. Brito Lima. Entramos. j á então sob a influencia da literatura franceza. Não ha como negar.simo da escola arcadica franceza e italiana. A exemplo daquella Bellcxa immovel de Baudelaire. u m a graça de factura e um comedimento de expressão já singulares.-õ'"A 1. Coincidindo o movimento que aqui se operava com a renovação ro-naiiticA. ANNO 1 no ponto de vista literário. E m 1724. um dos mais notáveis sabedores de cousas literárias que temos visto. Seis poetas constituem a chamada Escola Mineira. . as doçuras ou as grandezas da nossa natureza. vinda a t r a v>és da Allemanha e da Inglaterra p. Em ambos o sentimento da terra é notável e ambos cantaram. o advento do romantismo. apezar do preconceito em que «?rraram a principio. como o» demais poetas do seu grupo. segundo todas as probabilidades. sua arte não sabia rir nem chorar. Carlos. os outros foram principalmente lyricos. Durante esse período somente o fino Mathías Ayres deixou obra considerável como prosador. Francisco de S.'corno o Peregrino da America. Visconde de Porto Seguro. Distingue taes poetas um sentimento muito cuidado da fôrma. ainda que as correntes portuguezas fossem as únicas portas abertas que tínhamos para o mundo. na terceira. vieram os naturalistas. Mas emquanto se bebem na vertente. não pelo que a sua poesia tivesse de commum com o espirito romântico. procurassemos no romantismo o nosso roteiro intellectual. cujo estylo colorido. Raymundo Corrêa ê u m arguto psychologo. a 1830. Alberto de Oliveira não se move? Ao contrario. Voltaram-se para a terra natal e. á excepção de Alexandre de Gusmão. F r . Quem. que aliás nada influio nas nossas letras por ter vivido e morrido em Portugal. representam os poetas do momento. Data dos seus primordios o apparecimento das Academias Literárias em nosso paiz. Tenreiro Aranha e alguns mais. se o S r . que taes corporações eram seguro indicio de que se estava operando u m a transformação lenta no curso do nosso pensamento. F o r a m elles os poetas e os prosaistas do tempo. Basta citar no romance o grande José de Alencar. Toca Apollo essa Rocha de diamante E sahir logo faz fonte mais clara. João de Mello. No começo aò secuio X I X merecem referencia como poetas A n tônio Pereira de Souza Caldas. vendo a sua enormidade. Vede se Raymundo Corrêa ô insensível. sem preoccupações regionaes e por isso perfeitamente sincero e representativo . Aquella soube bem por doce e fina. assim como pela força da expressão. na Bahia. Vão aqui os nomes de alguns: Sebastião da R o c h a Pitta. apparecem alguns trabalhos essencialmente sobre o Brasil. a vêr a vida com os olhos da pura observação. aquelle com mais correcção e este com mais fogo. sem transição violenta. Santa Rita Durão ainda era um camoniano e Cláudio um discípulo fidelis. Essa sabe melhor por mais corrente. Propunha-se o naturalismo olhar com mais penetração a realidade. Manoel Jos«1 de Cherem. seguindo-se mais tarde a dos Felizes e a dos Renascidos. F r . o primeiro jornalista brasileiro que pugnou pela libertação da nossu pátria. São elles: Santa Rita Durão. figura de real interesse. offerecido ao "Coronel Sebastião José da Rocha Pitta": Fere a pedra Moysés com a Sua vara. o Uruguay. Eloy Ottoni e José Bonifácio de Andrade e Silva. mas porque. Manoel de Macedo. e como prosadores MonfAlverne. na ultima. Joaquim Norberto de Souza Silva. A da Rocha um só toque a fez manapte E ser veia mais pura se declara Se a da pedra por doce e crystalina Se bebeu quando estava na torrente. escavador Den-?morito dos nossos archivos. Entre o. Ignacio José de Alvarenga Peixoto. Costa Gadelha. educados sobretudo nos princípios dos encyclopedistaj. e João Francisco Lisboa. que nos legou tamben» um poema heróico. uma literatura. Gaspar da Madre de Deus. restam poucas e esparsas noticias. Sotero dos Reis. P a r a apreciardes melhor que espécie de Musa os inspirava. Antônio Gonzaga e Manoel Ignacio da Silva Alvarenga. cujas Cartas são modelos de finura e bom senso. SRbe surprehender os sentimentos mais recônditos da alma h u m a n a . F r . O segundo período da nossa historia literária começa com a Escola Mineira e acaba no dealbar do Romantismo. Borges da Fonseca e Santa Maria Jaboatão. Os dous primeiros cultivaram o gênero épico. alcunhado o J u deu. de Rocha Pitta. de José de Mirales. E brotar logo fez água abundante. N a primeira. de relevo muito menor que os lyristas. Pereira da Silva. approxímadamente. portanto. Elles prepararam. sob o patrocínio do próprio Governador. nada mais natural que nós. que lhes lembrava os odientos processos da Metrópole. A da pedra foi pura e fonte rara. Castro Alves e a poesia social. uão conhece as comédias de Martins Penna e F r a n ç a Júnior.

A historia do romance naturalista no Brasil está feita na obra de quatro escriptores: Machado de Assis. trêmulos. Magalhães de Azeredo. olvidasse a figura de Cruz e Souza commetteria u m a falta imperdoável. Dentre os publicistas. Aluizio de Azevedo. dos Anatole. Nestor Victor. cujo longa actividade e cujo prestigio universal honram a nacionalidade brasileira No theatro naturalista mencionaremos A r t h u r Azevedo. A' semelhança do romantismo. onde Cru? * „ — BR A S1 — •" — : • . não sabe resolver. nobres reverdecem De acantho. . provocado pela desillusão scientifica dos derradeiros quartéis do X I X século. tmiibi-m. reconhecendo embora a sua sinceridade.nuado. Entre os prosadores de ficção cujo nome se fixou nestt 1 século estão na UU . tremula € indeciza. Xavier Marques. não só pela technica dos seus versos sen. Graça Aranha. . uma encruzilhada onde se vão encontrar as queixas dispersas de todos os homens que soffiem a melancolia irremediável da vida. românticas ou parnasianas. que é um dos traços da intelligencia de Goethe e Keats e da sensibilidade de Musset e Vigny. í A i : AMERICA A. não & pequeno. at-sím. hão de concluir que o nosso illustre critico certamente não desprezava as paixões. differe do subjectlvismo romântico. E' por aqui quê" passam meditando. a amizade. na linguagem dos críticos. è. 1E6S p a r a cá se notabilizaram. Depois dos naturalistas e dessas primeiras escaramuças dos ^ m b o l i s t a s . o mais formidável evocador dos nossos scenarios naturaes. a figura de um precursor. sobreleva a todos pela profundeza de pensamento. a innocencia. a propósitos de são nacionalismoAs fontes da nossa historia são devassadas com intelligencia * amor •-. Farias Brito. . D. lyrico dos mais espontâneos da nossa raça. E" claro sensível e h u m a n o . um dos mais significativos. obedecendo. imprime aos seus poemas u m a frescura deliciosa.üis. tendências clássicas. Valentim Magalhães e Moreira Sampaio. de sermos Brasileiros. apezar de todas as suas insufficienclas. tem sido.? du caracter regional «-ão admiráveis como dO2irii«„«r03 nacionais. sempre corrigida por u m a constante apologia das bellas fôrmas da natureza. por continuar a tradição dos Martins Penna e dos França Júnior. O symbolismo é u m a dessa-. myrto e sempiterno louro. Machado de Assis é o psychologo. Júlio Ribeiro é o mórbido.. Elle introduzio nas nossas letras ^quelle horror da fôrma concreta. u m a escola. Ruy Barbosa para avaliar a sua importar cia no Parlamento nacional. r a expressão da sua magua immensa. porventura. . na Allemanha. pela intelligencia que revelam das cousas e dos homens. são dos mais significativos da nossa literatura contemporânea. philosophicos e scientificos se mult-plicaram.si todo. Na eloqüência. um dos mais finos poetas da sua geração. como umn floração de rainunculos em um tanque de á g u a parada. os mais reputados folkloristas nacionaes. e cujos romances e •. O indi vidualismo dos symbolistas.tura Se qu zerdes sentir toda a força dessa angustiosa poesia. Ensangüentados da tremenda g u e r r a . é suffieieme a t t e n t a r neste de=n'->do Cam'r. na communhãc social. E ' por aqui que t a n t a s almas descem Ao divino e fremente sorvedouro. das mais r a r a s e luxuosas que ostentam as nossas letras. de transição que deixa a cada um o livre jogo do temperamento individual. toda. basta citar ainda o Sr. como n a prosa.as de cada ser. firmes. r/-. como aquelle já o fora pelo excesse do realismo encyclopedista. em verdade. c . Alberto de Oliveira. de contribuirmos com elementos próprios para o grande patrimônio moral e intellectual da humanidade. Sy!vio Romero. Quem. seguro e alerta. críticos. Sem ser um puro symbolista. Pelo seu coração falam todos oa corações da nossa r a ç a . Estamos atravessando um período de i h d e v s ã j ou. e dos João Paulo. repassadas de útn d »•. Os estudos históricos. representante» da reacção espiritualista aqui operada nos últimos annos do século findo. Araripe Júnior. duvida e . é um retratista admirável. Seu processo literário impressiona pela singeleza e limpidez do estylo. Affonso Celso.! assim iwst/K» luxuosa e rara. melhor. por isso que. creador de um estylo realmente novo na lingua portugueza. sobretudo. Aquella nostalgia. Ramiz Galvão. emquanto este se compraz em assignalar as pequeninas tragcõ. que se esforçaram. E tal serviço.ío-i. Ha em Cruz e Souza. quasi aos contemporâneos ou. Eis porque os historiadores vindouros.NNÜ i A cólera. dotado C«Í u m a lingua por v-ríes excessiva. não houve propriamente um movimt-nto seguro e coní.teira os S r s . Affonso Ariros. Júlio Ribeiro e Raul Pompeia. Joaquim Nabuco. áquelles que se notabilizaram depois do naturalismo. Que cruzam.1 ci-uelade. Ruy Barbosa.- fcjtlf^l 'ij. qu-. são pag. como expressão literária. o primeiro mais que os outros. não é menos verdade qua. Se é certo que o symbolismo não produzio aqui um movimento qu& marcasse em nossa literatura. de volúpia e blasphemia. espirito poderoso de philosopho e artista dos mais altos. historiadores e ensaístas sobresahem Euclydes da Cunha. todas as duvidas que abrolham do fundo do inconsciente. aquillo que está mais occulto em nosso coração. cuja fina sensibilidade ê digna do maior louvor. o melhor pintoi da vliu sertaneja. segundo parece. Medeiros e Albuquerque. . Mario de Alencar. o insatisfeito. Embebedados do sinistro v i n h o . em um paiz onde a poesia flue mais da ponta dos dedos que do coração. cuja bella chronica sobre Felisberto Caldeira está indicando a necessidade de novos ensaios do gênero. j. . Capistrano de Abreu. muitas reminiscencias desse mal de viver que. um philosopho avisado e p r u d e n t e . pela correcção da linguagem. que é um pedorc-o descripüiro. a hypocrisia. em verdade.nas coforl-iud. Aluizio é o impressionista. 'H Souza pôz toda a magua do seu coração e todas a s duvidas do aou instincto' Este caminho ê cor de rosa e é de ouro Mxtranhos roseiraes nelle florescem. Os seres virginaes que vêm da t e r r a . Chegou o momento. e Afranio Peixoto. Julia Lopes de Almeida. os S r s . d*.» tédio.«« <• i ommu i i n í n / e dc-ahs uo.MS. artista de excellente mão. Rodrigo Octavio. H a na sua poesia esse aéreo de vozes. esse vago de sentimentos e idéas que caracterizam a obra de ficção de u m a forte corrente da literatura contemporânea.. todavia. não podem ser esquecido? Tobias Barreto. Na poesia. Sua imaginação é mesmo. E s t a é a lição que nos mostra o primeiro século da nossa autonomia politica o m e n t a l .NI. Josfe Veríssimo. nas suas múltiplas. especialmente daquelle» que pertencem á presente geração. límpido caminho. nossa l i t e r a t u r a dos últimos tempos tem sido fecunda."o pelos motivo» que cantou. Neste caminho encontra-se o thesouro Pelo qual t a n t a s almas estremecem. que é a sua mais alta prenda. descem. n a França. Essa falta commetteu José Veríssimo. Ronald de Carvalho. todas as tintas e meias tintas ?a illusão humana. um lyrista colorido e altamente imaginoso. também romancista e novellista de grandes recursos. Eduardo Prado e o Sr. mesmo quando l i t e r á r i a s . sonhando. foi o sopro divino com que o Creador anin ou \ sua cie. a p pareceram alguns typos profundamente interessantes.i| I A H J U I Í I . Neste celeste. Confundemse nelle ou. á sua sombra. Basta apontar Mario Pederneiras. pela sobriedade da fôrma e pela ironia subtil que o approxima da linhagem dos Sterne e dos Swifft.. historiadores e publicistas que. cujos romances. Vicente de Carvalho. o mais poeta de todo? os auatro o mais commovido ante o espectaculo do mundo. de queixa e exaltação. e. Alcindo Guanabara. estudando a evolução do nosso pensamento literário. melhor. no geral..o. U m a Ução de trabalho e de fé. de que j á o grande Goethe se lastimava no fim do século X I I I . o Sr. melhor. aquelle apparece como um ponto de referencia da dôr universal. se nos permittem. A actividade dos nossos escriptores. João Ribeiro e Alberto Faria. Entre os críticos.ho da Glorie. representa o symbolismo um movimento francamente espiritualista. Raul Pompeia é o inquieto. Rocha Pombo. Não se mostram. Bilac é um mixto de ironia e esplendor. aquelle em quem era mais forte e agudo o instincto da vida. o sensacionista. na Inglaterra. Folhas augustas.. Oliveira Lima. extraordinária. sem duvida. ou quasi toda a obra dos homens contemporâneos «e inspira num sentimento justo e p e n e t r a n t e das nossas tradiçSes. elle pesou e médio. e que a razão. Temos chegado. tem a visão mobil e rápida e o censo do colorido. pois. u m a das mais consideráveis da nossa literatura. resolveu e nnalysou com o paciente cuidado de um naturalista que íosse. Coelho Netto. Cluz e Souza é. p a r a se ter idéa do seu valor. Rocha Lima. Carlos de Laet « muitos outros escriptores velhos e novos que ainda seria licito nomear se não fora o propósito que me impuz de tornar o mais summario possivel o quadro que venho t r a ç a n d o . A r t h u r Orlando. mais impassíveis que os poetas os prosadores do naturalismo. O Sr.

que se effectivou por obra e graça da vontade brasileira. e. Depois de proclamada a independência. cheio d® arrependimento por não ter podido resistir á seducção dos adversários de seus primitivos companheiros de. surgia aureolado da gloria in•divisa de ter tornado a pátria livre. Voltando para o r. o milagre da metamorphose do nosso regime político e da estructura social do país ? Não é crivei. conseguiu desfazer equivocos. O instincto da eloqüência e a paixão da. em seguida. Frei Francisco de Sampaio. Num sermão proferido na capella real. Lberdade teriam feito delle um Savanarola da independência se não fosse a sua reconhecida debilidade de caracter. Emissário do Grande Oriente ã Minas. Graças ao instincto de justiça dos pósteros. a obra da nossa alforria tem origens remotas. orador dt fama e polpa. cavalleiro da Ordem de Christo. e de modo incontrastavel. foi nomeado examinador synodal. o patriótico franciscano. Foi pregador afamado da capella real. latentes por toda parte. Todavia foi grande. e lidou sem desfallecimentos e com brilho incomparavel. na obra da nossa independência. No começo acompanhara v partido liberal chefiado por Ledo. no púlpito. distinguia-se a sua figura austera e suave. a sua presença infundia respeito aos mais exaltados. foi o escolhido para escrever a representação do Fico. chamado o Bossuet brasileiro. e outros destemerosos patriotas. ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INCLYTA TRINDADE Conferência pronunciada na Associação de Imprensa a 10 de Setem&ro de 1922 Origens da independência A homenagem desta noite deve valer como preito á intangível verdade histórica. Januário da Cunha Barbosa e Frei Francisco de Sampaio apparecem como três formidáveis agentes das nossas reivindicações nacionalistas. acorrentado á monarchia absoluta. onde era o orador d a Loja Commercio e Artes. e do Diário Fluminense. dessa trindade veneravel de cujo elogio me encarregastes: Joaquim Gonçalves Ledo. Por toda parte onde se agitavam as idéas libertadoras. Nasceu nesta capital ern agosto de 1778. feito conego da capella imperial e eleito deputado á assembléa geral pelas provincias de Minas e do Rio de Janeiro. promovendo. Modéstia e gênio Januário da Cunha Barbosa é outra personagem insigne da jornada gloriosa. appellidado o Patriarcha da Independência do Brasil. Neste sentido. ter-se-ia operado. que foram Joaquim Gonçalves Ledo. que tanto ennobreceram ainda a historia intellectual do Brasil. não chegámos a commemorar o nosso primeiro centenário de vida emancipada sem haver. O seu posto de combate era o Reverbérq. Sem a propaganda tenaz. aplacar paixões partidárias e alliciar novas energias para a peleja. Até então. Não seria possível desligar Ledo de Januário. examinador da mesa da consciência e ordens. em que se fazem esforços para que elle retroceda da mocidàde ao estado da infância. ou a Sereia do Púlpito. de 1824 a 1825. os seus talentos. em 7 de março de 1821. A sua cella era um cenaculo: ahi adorava a Deus e propiciava aos numes protectores da pátria. Ao padre Januário da Cunha Barbosa cabe ainda a honra de fundador do Instituto Histórico. Logo depois de ordenado padre. Nasceu a 10 de julho de 1780. se passou para a bandeira dos Andradas. e irra/diára no espirito dos nobres rebellado s de Vieira de Mello. tensão da preponderância. na brevidade deste discurso. e jornalista eximio. Fallescu aos 2] de fevereiro de 1846. Fizestes bem. pôs ao serviço da causa brasileira a sua palavra vibrante. O nome de Januário passou ainda á posteridade como bom 1< trado que era. dirige.» í-as liberdades. desempenhou notável papel no movimento de 1822. Acreditaes que se não fossem elles. mas depois. Porto Alegre. com serem elles genuínos expoentes do espirite e do sentimento da nacionalidade nascente. que se integrou definitivamente no 7 de abril de 1831. e esquecido dos próprios amigos políticos. depois. recolhido á fortaleza de Santa Cruz e. sem o engenho singular de José Bonifácio e sem o apoio dos paulistas teriam elles consumado a conquista das no. luta. E i a pregador da capella real. exclamou: "Oh Deus ! Tu. João VI. mas. que conheces que o meu interesse sobre a gloria do Brasil não nasce <4Q pretenções nem de vistas particulares e por isso ê merecedor de tua approvação. os intrépidos legionarios de Ledo representavam um núcleo de forças capazes de orientar a finalidade do Brasil.' Falleceu desgostoso. no episódio trágico e sagrado dos inconfidentes de Villa Rica e no gesto heróico dos insurrectos pernambucanos de 1817. intelligente e insinuante. ardorosa e valente desses paladinos. ganhou num concurso brilhante a cadeira de philosophia moral e racional. tendo optado pela representação fluminense. rematou o se-u . como também synthetísavam os anseios de libertação. No exilio lembrouse do melancólico sic vos non vobis de Vergiljo. historiador infatigavel e zelador das t r a dições do nosso passado colonial. como não so comprehende a inclyta legião sem Frei Sampaio. patentear-vos a ex. por motivos que não foram bem apurados. soffre a perseguição de José Bonifácio. tendo sido redactor principal do Regulador Brasileiro. saindo dos pórticos do templo. para a completa separação e integraram a pátria livre nos seus novos destinos. porque. e morreu aureolado de santidade. como no rythmo genesico da historia. mas em que a incandescencia nacionalista preludiava o fatal desenlace. A independência. se espalhem por todas as provincias desto continente e que vão ao longe mostrar os sentimentos do Brasil na época actual. naquelle momento de incertezas e perigos. deportado para a França. nas sessões secretas da maçonaria e nos conciliabulos políticos. Ainda nas hostes ledianas. Também é filho desta cidade. onde reinava discórdia entre os patriotas. nesta hora solemne e commovente da terra americana. o grande cidadão José Bonifácio de Andrade e Silva. Inclyta trindade Não poderei. representam as figuras imprescindíveis para a unidade da composição do quadro histórico. em seguida. quaesquer que sejam as divergências surgidas entre elles. que o envolveu no ódio aos constitucionalistas: é preso no dia 7 de dezembro. senhores directores da Associação de Imprensa. hoje. E todos. sem recursos com que podesse viver no estrangeiro. Serviu como director do Diário Fluminense. çado a resignar a realeza. erudito. D. andastes acertado unindo-os na mesma homenagem. censor episcopal e deputado da Bulla da cruzada.do povo. deixando reputação de honradea e operosidade. embora muitas vezes combatido pela discordância de idéas. já existia na consciência popular. onde vivia entregue ao trato dos seus dilectos mineraes e no amável convivio das musas. E m 1822. se feito ministro do Regente e. tudo evolve logicamente. J a nuário da Cunha Barbosa. são inseparáveis de Gonçalves J^édo eomó de Pedro I. poeta estimavel. companheiros de gloria e de infortúnio. No entanto. oppositamente ponderarei que sem a espada principesca do primogênito Ue D. O sangue dos heróes dos Guararapes cimentara os bastiões da nacionalidade. senão corrigido. Pedro I não teria perjurado e nem tão pcuco o eximio José Bonifácio teria abandonado o quieto remanso de Santos. quando se alistou nas fileiras dos conspiradores. Antes de tudo. quando D. portanto. no meio das paixões tumultuosas daquell«ís dias. foi agraciado com o officialato da Ordem do Cruzeiro.rasil em 1823. Pedro I foi fc. o seu ardor cívico. A sua penna sabia ser clava poderosa para prostar adversários. Na maçonaria. Amigo fiel e impávido companheiro de Joaquim Gonçalves Ledo. A sua palavra era incandescente. Afastado por inteiro da politica. tendo durante 25 annos commentado as máximas de Platão. O monge Hdador Frei Francisco de Sampaio. provecto Iatinista. homem de summa sapiência. a sua actividade e os seus parcos haveres. chionista do Império e director da Bibliotheca Nacional em 1M4. em 1710. do Imperador. para tomar a postura que as circunstancias lhe haviam suggarido. que na imprensa. as minhas idéas ! Que ellas. fazendo-lhe t» elogio. em 1822. no peito indomável de Felippe dos Santos. não é universal o sentimento brasileiro acerca do papel deste archetypo da raça. prepararam a consciência nacional . na tribuna profana. critico.NUMS. com effeito. autor dos poemas Ntciheroy e Garimpeiros. O A 12 —. Sabeis agora. este tributo de devoção civica a esses illustres primários da fundação do Império. ao menos assignalado o erro de visão ou o dislate inconsciente das gerações que nos precederam relativamente aos verdadeiros promovedores da nossa autonomia.

M MS. estais enganados. datada de 14 «*» . Persistindo nas doutrinas de liberdades políticas. mas serei depois de eu e de todos os portuguezes estarmos feitos em postas. i. a paixão e •» eneigía lampejando no ideal. o transforma ÍI SS de maio de 132a varias lojas maçonicas no Grande Oriente. Naquella epocha de memorável e dura provação. ção. Vinda em 4 d« outubro de Í821. ou pretendendo-se reduzir a fundação do Império á figura de José Bonifácio. a. funda eiic.i os que se habituaram a enfrentar petuar-se também na obr« esquecida de Ledo. acima de todos. qu 6 os cavallarianos portuguezes dissolveram com violência. e levantava no país u m a agitação crescente. ó lutador. com t a m a n h a actividade e com maior fascinação sobre o espirito das massas. com a emphase que lhe era tão natur a l : "queriam-me. Perfil de um girondino Joaquim Gonçalves Ledo foi o paladino extremado da facção libertadora. e de bôa fé mostrara prestar-se á obra da independenóffgj nacional.. "As cortes de 1821. João VI no Brasil. estais illudidos. tropa e constitucionaes. nelle se confundiam o tribuno. onde gravou seu nome Tarjado em letras d'ouro. mas escondendo os seus loiros na coroa do primeiro Imperador. nem conseguirá. . Nenhum paiz. em primeiro lugar. pleiteava. que põem de manifesto todos os seus actos. E ' a paixão que o impelle para a peleja. Eu nunca serei perjuro nem á religião. se não sèguirdes o caminho da honra e da gloria. que posto houvessem muito feito em prõ du emancipação do solo brasileiro. que nunca serei perjuro. portanto. a quem repugnava abertamente a dominação absoluta exercida no Brasil pela metrópole. Inda a vejo pendente. "recorda um girondino desgarrado em nossa t e r r a " Apparecau. Democrata. 9 A 1? ANNO I discurso com estas palavras. Pedro ao pae: "A independência tem-se querido cobrir commigo e com a tropa: com nenhum conseguiu. e dizem-me que me quorem aclamar Imperador. e foi um dos que melhor comprehendeu a realidade brasileira. obstinavam-se em considerar o Brasil como colônia. a verdade. "O Brasil j á entrou no período da sua viri. com que imaginara libertar o país. era desde este ponto u m a justa represália ás determinações do congresso portuguez. nossa historia. compôs Gonçalves Dias versos sentidos e harmoniosos. que então lhe impunha o parlamento de Lisboa A independência. Pedro saísse desde logo do Brasil. e do qual vos querem desviar cabeças esquentadas. que não hesitava combater arca por arca contra os interesses enthronisados de sua epocha. O Reverbéro Vejamos o í-yclo luminoso que descreveu o herót. de 30 de abriu de 1821. que. como a s aspiravam os seus adversários. sabei o q u t vos declaro em nome da tropa e dos tllh0« legítimos da constitu . surja o teu busto Austero e glorioso. e legislaram a abolição de todos os tribunaes. Focalisado de accôrdo com a verdade dos factos. que vaiem por um formoso epitaphlo: . procura. Dorme.cousas. prestámos no memorável dia 26 de fevereiro ? De certo não quereis. nem ao rei.. Ninguém batalhou com provido cuidado. A gloiificaçâo da Independência. o Reverbéro Constitucional Fluminense. pendeu-lhe. u m a feitoria portugueza. aceitara depois o governo de D. com mais ardente patriotismo. Ordenaram que D. que terminavam assim: V. 15 d t setembro de 1821. escrevendo nesta com o meu sangue estas seguintes palavras: Juro s?r sempre fiel a V. a mão cansada fraquejou. Decretaram que o Brasil não tivesse unidade politica. a adopção do regime constitucional espanhol e defendera^ a permanência de D. Pedro. a cada. te. escreve P e r e i r a da Silva (Hist. teu somno eterno.' O trefego príncipe O ardiloso plano do estrenuo lutador abrangia. que insistia pela servidão colonial do Brasil. vam Ledo e seus adherentes a t t r a h i r p a r a elles o Pri. temerário e insub misso. em sessão solemne do Instituto Histórico. 1 E. guerreando fortemente os ministros José Bonifácio j e Martim Francisco. Do grande Oriente Maçonico partiram as primeiras vozes e incitações para a independência. João VI havia inaugurado no Rio de Janeiro durante a sua larga residência nu. O maior fasto da nossa affirmação nacional ha-de per- AMERICA BRASILEIRA foi a fé. com Ledo â frente d09 exaltados. uma herdade. e que elles farão essa loucura. em virtude Ue seu caracter nativistá. Essa idéa. M. escreve Latino Coelho. como se fosse possível continuarmos sendo uma granja. fescrev-iü. do Império. escrevia D. a todos os antl-constltuclonaes * * ' m a s c a r a d o s . M. surgiu combatente como membro da assembléa eleito* ' XAI tu cadattt cio Riu uo Janeiro. Desde os começos da luta. No dizer de Euclydes. e. alimentada mais ainda pelo seu periódico o Reverbéro e por outros que creara e espalhara por diversas classes do povo. a conquista do trefego príncipe. lidade. dava fôrma concreta ás sua» nobres aspirações. Delle se tinhão expedido emissários para todos os pontos e provincias do Brasil. Ledo avulta cada vez mais para a immortalidade. Sobretudo. retardavam a conquista plena das nossas liberdades e mascarava propósitos reaccionarios. porque a minha honra e a delia é maior que todo o Brasil. que lhe confiara D. o o lemma da sua bandeira. anlmando-lhe a vaidade e suggerindo-lhe a rebeldia. que s t mostrava infenso â que se rompesse o vinculo politico entre a colônia e a metrópole. que se constitue órgão activo dos idéaes emancipadores. j á não precisa de tutela: a emancipação das colônias segue urna marcha natural e irresistível. em uma palavra estais perdidos se intentardes uma ou outra ordem de. Paulo em janeiro de 1822. adoptando as principaeg idéas republicanas. O Reverbéro traz no seu primeiro numero a declaração de que seria redigido por "dois brasileiros. en. possuindo o enthusiasmo da peleja. naquelle maravilhoso momento de. consome e illumina. o ardoroso campeador. poderia acceitar humildemente as ignominiosas condições. Quando ainda o PríncipeRegente se oppunha á grande obra dos patriotas fluminenses. de Fund. empregava-a Ledo contra os ministros. teve a força de um verdadeiro ideal de vida. Não t e n h a m o s receio de proclamar esta honrada asserção. " Por fim noutra carta a El-Rei. é violência & historia. . quando este Príncipe se deliberara a resistir ás ordens das Cortes de Lisboa. "e acerescentava. que não deve permitt. e impellida a cadcnciar entre a modéstia e o gerio. que havia fundado antes mesmo que José Bonifácio tivesse chegado de S. que foi u m a vasta floração da personalidade humana. d na. possuía o orgulho de se sentir o "homem novo de uma pátria nova". com J a n u á r i o da Cunha Barbosa. protesto a V. ê a separação completa da pátria brasileira da velha metrópole lusitana. sem que os outros sejam lesados na menor parcella do que lhes pertenct. não proclamavam nem realizavam na administração publica ideas liberaes. nem * constituição. A 6 de outubro ót 182i.. passando aos olhos dos mofinos e dos retardatarios por republicano ou anarchista. que nunca lhe perti falso. que. Pedro. que vivemos codos unidos. pois. constituira-se chefe do partido denominado liberal. E ' o sacro fogo que o agita. dirigindo uma proclamação ao» fluminenses. O apparecimento do pariodico despertou o maior enthusiasmo. que a metrópole tinha sempre seguido por systema na gerencia e administração das suas possessões ultramarinas. que jamais forças humanas podem retrogradar ! " Ledo. quando se inaugurou seu busto. temperamento combativo e intelligencia scintillan. o seu pensamento cardeal. que se tornou depois a columna de fogo da revolução. que sequer avaliasse em preço mínimo a sua dignidade. e tinha em seu favor o voto unanime dos brasileiros". terra americana. liberal e progressista. tem que ser forçosamente a gloríficação de Ledo e seus adeptos. e chamar a si o governo. que nos ameaçava com "os leões e os cães de fila" do reino. sabeis "ia' 8 que declaramos guerra desapiedada e cruelissima a todos os V&~ turbadores do socego publico. amigos da nação e da pátria'-. é o que juro a V. que D. Como na vida foi. Repartiram o seu vastíssimo território em provincias. transfiguiado e victorioso pelo influxo do seu espirito. e adopta o lemma Redire sit nefa». sujeito immediatamente ao governo da metrópole. que era a única origem do seu poder. Num do» artigos. Absorvendo a influencia do grande Oriente Maçonico.ieipe.çãa e á constituição portugueza. urna das quaes propuzeram como governador um general. Honrando nelle a grandiosa conquista. Mas sobre a lousa do sepulchro humilde. incendido no ardente fanatismo contra os inimigos da nossa soberania e liberdade. presidida por D. emquanto outros transigiam. M. sobre as paginas Da pátria historia. VII 5). Sabeis em que situação violentíssima se achava o país com a ameaça permanente da metrópole. evita-se a injustiça de protergar um dos ncmes que mais concorreu para a suo realização. o jornalista e o legislador. encarregados de promover e expertar os ânimos dos povos contra *> jugo português. a que uma cultura bebida nos ensinamentos philosophicos da revolução franceza de 89 tornava mais flexivel. Nascido nostn cidade aos l i de dezembro de 17SL e tendo cursado a Universlchj^ de Coimbra. divulgado com fanático desvelo. como intenso clarão. e tomado conta do poder. gritava "Que d«-lirio 6 o vosso ? Quaes são os vossos intentos ? Quereis ser perjuro ao Rei e á Constitu'ção ? Contais com a minha pessoa para fins que não sejam provenientes e nascidos do juramento Que eu. á qual haveria de applicar-se o governo proconsular. contradictorias com o principio da soberania nacional. Pedro II.A vala de Januário foi uma pêndula sagrada movida pelo amor da pátria. que tinha o privilegio das definições e das syntheses.QU« já tendes parte.

o apaixonado e vehemente agitador pela emancipação da pátria. o Conselho dos Procuradores Geraes das Provincias. horrorosas. senhor" Não differe o tom da fala de 2!. pronuncia uma fala em nome do povo fluminense. não queria ainda a independência. Ao beneme rito republico pertence a gloria desta inestimável conquista. e escrevera com o próprio sangue o juramento. dirigiu a 9 de janeiro de 182. a ainda menos para conquistal-o. desorganisadoras. Faulo a prioridade «lo movimento. o teu nome. A rigorosa representação fluminense ficara assentada antes de < ' !-* de dezembro de 1821. em 26 de Janeiro. O Brasil de joelho te amostra o peito aberto. do Reverbéro e da M'üa<n«tn. com o animo de um simples aventureiro. " E s t á escripto no livro das . . deixando escapar aquelle ensejo. com a regência do Príncipe. appartcerã sobre o Tejo com o pavilhão da independência do Brasil" Na fala de Jo-é Clemente. e nelle. quando D. entregou-se o Príncipe nas mãos dos patriotas do Rio de Jane ro.. Animado com o gesto com que D. a qual. a que D. á vista da arrogância das tropas de Avik«z. não era uma petição. A natureza não formou satellites maiores que os seus planetas. inspirada pela Maçonaria. presidida por José Clemente Pereira.n\ s*-gundo logar. ohronologicamente. Pedro regressava da sua viagem triumphal a Minas. e ignominiosa perda para Portugal: '• Triunipha e triumphaiá a independência brasileira.000 pessoas. Pedro obedeceu. políticos obstinados e homens renitentes. Varnhagen diz que não s<3 não concorreu ella para a resolução do Príncipe. Foi surprehendente a radical transmutação d alma que se operou O Fico De Ledo partiu positivamente a iniciativa da cale rosa e solemne representação que. estava completamente dominado pelo espirito revolucnonario. bom português. justificando a convocação da assembléa geral das provincias do Brasil. hediondas e pestiferas" A causa. o conselho de representantes fez madrugar o acto de 3 de junho. no sentir doa mais abai isa dos políticos. Ledo hão perdia o ensejo de incitar o joven Príncipe. em nome do povo. no mesmo sentido.a fr. ao mesmo tempo que se delinea o programmá do Brasil novo. por recôndita ambição e coagido pelas circunstancias daquele difficil dilemma. Pedro virtualmente reconhecia a independência do Brasil. repulsa contra a ferrenha politica portuguesa.! ao Príncipe para que continuasse no país. no circuio maçonico e nas entrevistas com o Príncipe. e a independência do Brasil. parecia-lhe sagrada. por não dizer em todas ellas ? Acaso os cabeças. gravado em letras de diamante. outorgada pelo monarcha. porque se achou prudente assegurar-se do apoio de S. no entanto. os olhos. A America deve pertencer á America. que tal ^jmpromisso figurava como emphaso para effeito no momento: era uma declaração para rebater as tendências que lavravam na op ! niáo geral. dizia-se: "Será possível que V. Na falia do orador da depuração de S. e especialmente o. expiraram j á ? E se existem.lha Despertador Brasíliense. Senhor. Ora. a Europa á Europa: porque não debalde o grande architecto do universo metteu entre ellas o espaço immenso que os separa O momento para estabelecer-se um perdurarei systema. entregue três dias depois por José Clemente Pereira. tendo Ledo e Januário redig : do o discurso que pronunciou José Clemente Pereira na solemnidade. ou cumpre apparecer entre ellas come rebeldes. em que dava conta da impressão produzida pela noticia do procedimento das cortes. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e á tua posteridade. offereceu-lhe r:«" dia 13 de maio e em nome do povo o honrosissimo titulo dé Defensor Perpetuo do Brasil. e assim o pede a minha honra. No discurso de 20 de maio. que jurará fidelidade. <?. A Câmara. af firma-se cathegoricamente. que a propaganda obstinada. para estabelecer os seus governos.. a pedido do Senado fln C i m a r a e do povo do R''o d e Janeiro. individualmente cabe a José Joaquim da Rocha. O Brasil no meio das nações independentes. que. amigos e principaes brasileiros a conveniência da união do Brasil com Portugal. é elle ainda que apparece no dia 3 de junho falando imperiosamente em nome do conselho de procuradores ao Príncipe. e.feita em termos humilhantes eu vagos. existe semeado aqui e atf em mu'tas das provincias do Brasil. da Ind. a mensagem de 9 de janeiro de JV22 appareceu. a 2 de Junho seguinte. apoiada nos brasileiros. não eram semente oppostos á independência. por q u e a minha obrigação é obedecer cegamente. em que. Quere •? ou não queres? ResoWe. R. os quaes para esse fim enviaram •-missarios a S. "porque fora rscripta muito depois de correrem no Rio de Janeiro os artigos. apostrouphou ao Príncipe nestes termos: "Príncipe. rasguemos o véo dos mysterios. os paulistas e os . que não torna quando escapa. mas escripta por Ledo. . e sustentava de bôa fé com a família. como devo cumprir tão sagradas ordens. é este. e era datada de 29. Significação histórica da independência A' influencia de Ledo. é innata nas colônias. ao mesmo tempo fomenta manifestações populares ao Regente e pelas columnas do Reverbéro continua sua obra de seducção. conceituassem de retrogado o conselheiro José Bonifácio. Antônio Carlos. Paulo e de Minais. a Câmara lo Senado..npímento de independência c anarchia parece certo e inevitável" O episod'0 do Fico vem a ser por isso o primeiro grande marco da pacifica epopéa nacional. agora está prompto a perjurar e exclamava: "De Portugal nada. a significação histórica da independência. provavelmente. ignore.Andradas. intelligente e diuturna de Ledo. ma . Rompa-se a nuvem que encobre o sol que deve raiar na esphera. As nações do universo têm sobre nôs.no dia 9 de janeiro. "para que á dignidade de regente. o que vale dizer Ledo. imperioso nos caprichos e desbragado nas proezas. desafoga em acerbas palavras o desgosto que trazia lacerado e offendido os brasileiros. sem forças para defendel-o. após a expulsão na véspera das tropas lusitanas. desde que foi chamado para o Ministério (Hist. e ligar todas as partes do nosso grande todo. outorgada pêlo povo". preparada e desenvolvida por Ledo nas columnas do seu periódico e principalmente no seio dá maçonaria. não dosprezes a gloria de ser o fundador de um novo império. e AMÉRICA BRASILEIRA creio que não é necessário adduzir vdocumentos.celebre resultou da explosão de protesto e d. lhe desvendara os horisontes. e exclama: "A independência. a representação ao Senado da Câmara. leviano e fácil. e para o qual foi elle eleito pelo Rio de Janeiro. que era o centro da conspiração. brasileira. machiavelicas. a iniciativa partiu dos patriotas do Rio de Janeiro. é de utilidade a Portugal. sabemos. adeante o templo da immortalidade" Ainda graças aos esforços e â habilidade d>> Ledo. afim de ver se posso. correspondesse outra dignidade de emanação democrática. que um partido republicano. No numero de 30 de abril. declarou que. em continuas dísaenções. Nelle dizia-se claramente ao Príncipe que a partida de S. Este documento . perante os homens e perante Deus cum solenine juramento que não queremos e nem desejamos separar-nos dos nossos caros iimãos le Portugal" Não penseis. que se reuniu mais tarde. e. antes de tudo. As cortes de Lisboa. a . e quem indicou para redigi-la a Frt-i Sampaio. que havia conseguido a adhesão de José Clemente Pereira. o mais eloqüente orador sacro da época e adepto do movimento separatisia. deixando de cumprir os opprobiosos decretos das cortes constituintes de Lisboa e a ordem do Rei. foi feita por José Bonifácio. mas uma intimativa. f. e são espíritos fortes e poderosos. não era a independência que queria: ambicionava ser imperador: Espirito aventuroso. em abril.. mas ainda. deve-se. seria o decreto que teria de sanecionar a autonomia do Brasil: "O povo do Rio de Janeiro julga que o navio. as nações todas têm um momento único. aconselhando Príncipe a annuir a todas ás exigências. e receioso de que elle viesse a desfallecer. com a collaboração du Januário. convocando a Assembléa Constituinte e Legislativa que é. hostilizando-o. A.*-A 12 \Ni\0 f tfefcembrb do mesmo anno. numa carta publicada no Correio Brasileiro em fins de 1822. nada: não queremos nada" Naturalmente. s ou menos feito. depois. em essência. ter o Príncipe Regente creado e convocado a 16 de fevereiro. por ultimo. inculto. quando se apercebeu. que intervieram na explosão de 1817. atrás fica o inferno. Paulo. Príncipe. que reconduzir Sua Alteza Real. senão também convictos partidários da união dos dois reinou sob a mesma coroa e dynastia. passaram a ser "facciosas. ou como homens livres e dignos de o ser. na imprensa. com velleidade de façanhas cavalleirescas. "as idéas antidemocráticas nelle enunciadas fizeram com que muitos liberaes começando ptlo deputado Barata. No dia 20 de maio. ê de sua lavra. O Rubicon passou-se. e é de eterno vinculo para a monarchia em geral. só foi apresentada depois da resolução tomada pelo Princip<. como não se ignora. Ha quem reivindique para S. em nome da Câmara •> do povo. não pode conservar-se colonialmente sujeito á uma nação remota e pequena. ou a morte nos ha de custar" Elle. endereçada ao Príncipe no mesmo dia. que era maligna. " Aconteceu. Príncipe. Paulo. general Nobrega e outros. digamos de caminho. Assignado por cerca de 8. affirmava solemnemente: "Sem embargo de todas estas vozes eu me vou apromptando com toda a pressa e socego. 132)" Além do mais. poi essa suspeita. como a separação das famílias o é na humanidade. A. porém. como uma necessidade impreterivel. sem duvida. e. tanto mais que o procedimento das cortes se tornara inconciliável com a hombridade brasileira. so lê: "Nós declaramos. porque "de outra fórm-i o ameaçado rc. e sobre ti. como se crê que tenham mudado de opinião ? Qual outra lhes parecerá mais benr fundada que a sua ?" E terminava. nda que perca a v i d a . que ciam sabias e respeitáveis. em virtude do ser datada <le 24 de dezembro de 182] a i/iensagem em que a junta provisória pedia a D Pedro não abandonasse o país. nas assenbléas populares.

dirigisse o Príncipe um manifesto ao povo brasileiro e outro ãs nações amigas. os vexames e as providencias iníquas das cortes por tuguesas.. manifestou-se hostil aos promotores. em larga digressão. começava-se assim: "A salvação p ú b i c a . que nenhuma força pôde q u e b r a r . nem convém a p r e s s a r nem i n i p ^ r a convocação da assembléa g e r a l " Não se contentou o ministe da Regência com a recusa do apoio ao decreto de 3 d . fossem governaúos á p a r t e . elaborado ainda por Ledo. que se devia realizar mediante eleição indirecta e por provincias. O príncipe estava na supposição de que u n h a m o s entendimentos com Buenos Aires e que esta nos forneceria homens. ao contrario do que affirmam pa"^ gyristas e acerrimos defensores de José Bonifácio. ser o systema americano. Foi. e reconhecendo os direitos de que tinha o país de constituir "as basies sob que se deve dirigir a sua independência". para a manutenção da integridade da monarchia portuguesa e justo decoro do Brasil". Sabe-se. enquanto da redacção do de 6 se incumbiu o próprio José Bonifácio. Os governos que ainda querem fundar J seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos. era profundamente «*< i. despeda pela revolução de 1821 e pelos decretos subversivos das cortes boStas. To con arío do que assevera V a r n h a g e n .. não concorreu p a r a essa medida. como consigna o Marques de Z u c a h y no artigo do Correio Official. Ao mesmo tempo era. taes como a autonomia das provincias. monte commandam que a V. presas de grande inquietação. »" toriar os eventos principaes da luta e a p o n t a r as causas determ nantes do procedimento do Príncipe. Marschal. lista das nações livres: ê decreto do arbitro do Universo. E r t e decreto é a nossa independência. que com ella se conformavam. 1. e que o publico acolhera favoravelmente as razões expostas. dinheiro e armamentos para a proclamação de u m a republica das provincias do sul. O manifesto de 1 de Agosto de 1823 Vencida afinal a resistência de D . n* fala do conselho dos procuradores. Desappareçam uma vez antigas preoccupações. Silveira Brasil. um canto de alvorada. lavrado no mesmo dia.^ União. a disseminação do ensino. Ledo foi um dos deputados eleitos a Constituinte pela cidade e província do Rio de Janeiro. que necessariamente produzirá u m a reacçao terrível. Ahi. emquanto não proclamar os direitos que tem de figurar entre os povos independentes? E qual será a que despreza a amizade do Brasil e a amizade do seu regente? E" nosso interesse a paz: nosso inimigo só será aquelle que ousar atacar a nossa independência. e provocou o mais forte enthusiasmo. ao mesmo tempo que concorreria p a r a remover todas as suspeitas e equívocos que cada dia tomavam maior vulto e satisfaria ás aspirações dos brasileiros. mento da iniciativa. Josc Clemente. um vasto p r o g r a m m á capaz de dirigir e ill» minar o país no momento critico de sua evolução. " E s t a acabado o tempo de enganar os homens. outro grito que nao se. que as cortes de Lisboa forçaram as provincias do S\>^ do Brasil a sacudir o jugo. direitos. unida e^ in ^ solúvel. considerando-o "necessário e urgente. que lhes preparavam. escr. que eu agora j á vejo reunido todo o Brasil em torno e mim. Formem todas as nossas provincias.pia e pronunciada por l. afogando ja no animo insoffrido a independência da terra. reconhecendo o estado de effervescencia popular e a impossibilidade de se o p p ô r n o m a i s mínimo a torrente. As leis. Januário. José Obes. Ainda hontem éramos escravos Hoje somos livres" Redigidas com promptidão as bases do manifesto. como. que impedir a sua marcha a nenhum é daao" Por fim. de convocação da assembléa. todas as instituições humanas são feitas para os povos. conforme instrucções que o ministro José Bonifácio baixou no dia 19. que suppunham orgulhosamente poder recoloniear o e r e s t a u r a r o odioso governo proconsular. e o Príncipe intitula-se então o defensor da independência das províncias brasileiras. e a sua indep e n d ê n c i a . entenderam os patriotas. d a r ao governo conheci. calando-se a facção portuguesa por perceber que o governo nacional robustecera com suas francas declarações. que. mas nao a da America. quo aliás delle não deviam esperar tolerância. O Príncipe. E terminava o. "Não se esqueça entre vós. sempre que o tentarem. sobre que se erguera outríora. porém. tendo cada um no seu seio a sede da administração suprema e a sua capital" Ledo. lê-se. esse documento enérgico de alto patriotismo. e nesse mesmo dia foi lavrado o decreto de convocação O deputado Obes. R . Do Amazonas ao P r a t a não retumbe outro écho. a assistência ao trabalho intellectual. ou melhor. de que era prova o decreto de convocação da assembléa geral. conforme se lê nas Reminiscencias do Império. A . O primeiro datado de 1 di Agosto é de Ledo. como reza o decreto.a. decidiram endereçar em nome do povo um manifesto ao Príncipe. O encarregado dos negócios da Áustria. Digne-se pois V A R.sua independência. será um estado de coacção e de violência.sbôa redactor do Correio do Rio. a instituição de u m systema de impostos que consultava os interesses da lavoura. em nome do povo. conta nestes termos o occorrido: "O ministério. junho Fo! mais longe Abertamente declarou. a postura da regência.incontestavelmente. R . com ser arrojada. o padre João Antônio de Lessa. procurador geral da província fluminense: "Ao decoro do Brasil. . que o Brasil deve passar hoje (oh! grande dia!) * .õdo. em sentido mais humano e com distribuição g r a t u i t a da justiça. pela eterna razão das cousas. realisando a.ue na seja Independência. direitos inauferiveis para estabelecer o seu governo. inimodiatamente.sim a condensação das theorias ou idéas políticas do seu autor. . deste acto e da sua demissão no dia 28 de outubro se originaram a s violentas perseguições e as impertinentes represálias' de José Bonifácio a seus antagonistas. associava a aa independência ao principio da unidade nacional. e terminantemente: "O Brasil tem .. pedindo a convocação da Assembléa Geral do Brasil. como único meio de manter a integridade das províncias. vedes. Ledo. o brigadeiro Luís Pereira da Nobrega * João Soares L. pela bocea do Regente. A . vincias do Brasil". Temendo que a revolução iniciada com t a n t a felicidade viesse a fracassar com os actos arbitrários do Ministério dos Andradas. com a maior brevidade possível. ha-dc cumprir-se queiram ou não queiram os mortaes. pretendendo-se "que o Brasil e P o r t u g a l formassem dois Estados differentes. de 3 de junho. u m a assembléa geral de representantes das pro. Ora. foi por ass-rn pensar. q. O manifesto ao povo brasileiro é um eloquente panegyrico da t e r r a natal. expondo ns acontecimentos que agitavam o Brasil. pois que traçava reformas liberaes. emquanto não assumir um caracter pronunciado. Z haveria de "enforcar todos os constitucionaes n a Praça da Constituição". com o conselheiro Andrade á frente. faça convocar. urgem e imperiosa. requerendo-me a defesa de seuss. ouvir o nosso requerimento: pequenas considerações sô devem estorvar pequenas almas.AMÉRICA BRASlleiRA XI MS.ótica e envolvia a declaração de independenc. a refor: mação das leis penaes e do código militar. R . da industria e do commercio. no intulto de esclarecer a opinião publica. a gloria de V . que não sô José Bonifácio. o decoro do Brasil e a gloria de V . E' deste principio indubitavel que devemos partir: as leis formadas na E u ropa podem fazer a felicidade da Europa.Dizia mais. que nenhuma leitura prévia havia feito da mencionada representação. separação. por assim o nao pensarem. o pensamento dominante do audaz e brilhante contender dos Andradas é a separação completa. e a mantença » sua liberdade e independência" Depois de. é conh* Ma a resposta sibyllina de José Bonifácio: " F a ç a m o que quizerem n a intelligencia de que. que começava a perder a confiança das províncias. A. qua} um girondino. reunido sob a presidência do Príncipe Regente. sem demora attendeu ao pedido. ministro do reino desde 16 de janeiro. sem ser por ella ^ r r i b a d o s apressaram-se a escrever n a própria representação de I*do. defendendo o Brasil contra a humilhações. assi enada j á por seu companheiro (Azeredo Coutinho) e por Obes £ £ . de 28 de desembro de 1833. e. substituindo o amor do bem o de qualquer providencia ou de qualquer cidade" Ledo. extlnguindo-lhe os t r i b U n * ^ | W supprimindo-lhe os órgãos administrativos. têm de vêr o colosso da sua grandeza tombar da frágil base.. concíta os brasileiros a formarem a nação. ficou resolvido. exasperou-se e foi preciso muita astucia e até energia e opportuna ameaça de revolução no sul para conseguirmos vencer a m á vontade dessa gente. muito ao contrario. A origem deste decreto explica-se facilmente. embora figure officialmente firmando o decreto. desilludidos desde muito das cortes Diz Varnhagen "que estremeceram os ministros com a audácia das proposições proferidas por Ledo. instam. ou sobre antigos erros e abusos. O systema européo não pode. as constituições. tarefa que se confiou a Ledo. que lhe daria um grande império. sem reticências. mandava dizer em officio de 10 de Agosto que esse papel formava o complemento de quanto apparecera desde janeiro e definia muito claramente. Quanto ao ma . começou a proclamação com u m conceito bebido nua dos impressos famosos da Revolução Franceza e adaptado As circunstancias p a r a produzir o maior effeito. a integridade da nação. deputado da Cisplatina). Eis por que conseguimos o decreto da assembléa constituinte. e desconfiados de que a metrópole entrasse em concerto internacional para melhor impor seus funestos desígnios. e não os povos para ellas. o mysterioso. . H A 12 — ANN<» ' Leis Eternas. no próprio dia da petição. cerrando-lhe os P ^ decentralizando-lhe as províncias. Qual será a nação do mundo que com elle queira tratar. Pedro. não pode convir que dure por mais tempo o estado em que está. um hymn? ardente em que todas as vozes do Brasil reboam como um coro de trombetas heróicas e victoriosas. O Brasil quer .

fez o Príncipe dizer: "Protesto. pelo qual sempre se batera o redactor do Reverbéro. enquanto muito s o u t r o s ' eram recolhidos ás fortalezas. Sua questão era não com o império: na sua representação a D. conforme a lei. nem para cobrir os conspiradores. em virtude da sentença da Relação de 4 de julho e depois que José Bonifácio deixou de ser ministro. a 2 de novembro. foram proscriptog. e dispor os ânimos dos povos á esta grande e gloriosa obra. creatura invejosa. subordinada aos princípios de uma monarchia reaccionaria. com o maior machjavelismo.. elege-o grão-mestre. tendo. O bom senso aliás indicava que os mesmos •jue a 12 de outubro tanto s e tinham assignalado na acclamação imperial. como consta da acta de 13 de agosto do Conselho do Estado. pelo desrespeito ás formulas e principios constitucionaes. escreve o autor da Historia da Independência. Lembra que a devassa foi. o insigne companheiro de Humboldt e sábio de t a m a universal. que não desejo cortar os laços de união e fraternidade que devem fazer de toda a nação portuguesa um sô todo politico. Joaquim Gonçalves Ledo. dando todas as providencas ao seu alcance por meio de seus membros para ser levada a effeito em todas as provincias. a cláusula de submetter-se D . em um enérgico discurso. Pedro tomou posse do cargo de grão-mestre. com o substitutivo do brigadeiro Alv?s Branco no sentido de ser acclamado imperador do Brasil. em seguida." o procedimento de José Bonifácio. O cne^e do partido liberal fluminense. na reunião de 4 de outubro. á frente dos couraceiros. que estes se deram por convencidos. dar pela attitude de manifesta parcialidade adoptada por D. a. contra os propósitos roaccíonaríos de José Bonifácio. antes de qualquer procedimento judicial. Ledo até aventa que "os povos querèin ser bem governados e não se importa n com fôrmas de governo". José Bonifácio. afim de ser apurada a sua condueta. sustos e anarchia" O seu "furioso horror" a quanto cheirasse a "princípios anti-monarchicos" e a sua virulenta desestima com que via os que elle e partidários capitu • lavam de "carbonaríos". a prisão e o exilio de tolos quantos [ haviam preparado o movimento da independência. segundo denominava os" ajuntamentos populares promovidos contra elle e seus amigos defronte da casa onde se reunia o senado da câmara. á constituição que formulasse a assembléa constituinte. que fez o seu irreconciliavel antagonista pagar bem caro •ssa nobre e felicíssima conquista. lavrada no Senado da Câmara. abusando-se dos epithetos insultuosos de "hypocritas. brado que parece expontâneo. impedindo. refulgindo ao sol. sendo o Grande Oriente a primeira corporaeão que tomou a iniciativa da independência do Brasil. e José Clemente. o transviaram lastimavelmente. Ledo promoveu a sua entrada para a maçonaria. não de caracter democrático. acclamando-o rei e seu defensor perpetuo. AMERICA BRASILEIRA A Bonifacia Assim que se celebrou solemnemente a 12 de outubro a acclamação de D. Ô Á 12 — ANNO I ás nações estrangeiras. Ainda coube ao Grande Orienta a providencia de inserir-se na acta da proclamação da Independência e do Império. que se tornaram intoleráveis ao seu altivo temperamento. que é de 12. o grande primeiro vigilante Joaquim Gonçalves Ledo. como por exemplo as "assembléas tumuituarias". com as suas arbitrariedades" que se chamassem ao grêmio da união politica aquellas provincias irrequietas cuja adhesão ao novo systema não fOra ainda decidido". cumpria que também a tomasse na acclamação do seu monarcha. conhecido por Bonifacia. e por falta de moderação e conveniência e demasiado phraseado. logo n o " primeiro mez do Império. por intolerante naquolle momento de emergência. na sessão de 9 de Setembro. ou antes para tapar a bocea áquelles. em desaccordo com Ledo e os que pugnavam tenazmente as suas idéas. foi a mesma approvada. em quem apoia o autor citado. Ledo e as victimas da devassa regressaram ao país no anno seguinte. e não rei. então no poder. de instaurar o monstruoso processo. contra a "facção oceulta e tenebrosa de furiosos demagogos e anarchistas" que "ousavão temerários. perpetuo defensor do Brasil. Logo que voltara ao Rio. manifestadas por seus actos de adhesão á augusta pessoa do seu defensor perpetuo e que. fez sentir. porque "peccava por extenso. oriundo do temperamento impulsivo e theatral do príncipe rebellado contra o 'lesplante das cortes. Isto feito. Afinal. Pedro á causa brasileira. p a r i ser dirigido aos governos estrangeiros. mas somente para enganar. nessa mesma noite é iniciado no primeiro gráo. resolvido que a ceremonia da acclamação civil se realizasse no dia 12 do mesmo mez. em que D. convidando-as "a entrarem em relações diplomáticas com o Brasil. a pagina 361. facciosos. bem organizado". O próprio grito na coluna do Ypiranga. cuja volubilidade politica não escapa á observação dos estudiosos imparciaes. "Ledo. destituindo-se. durante os treze annos de regime absoluto. a obsedante preoccúpação de José Bonifácio. que "era tudo. demonstrando com as mais sólidas rasões que as actuaes políticas circumstancias de nossa pátria. Requerendo uma acção criminal. Com effeito. que este se deu por existente'. Pedro 1 e se viram os Andradas alçados á culminância. menos um documento diplomático".NUMS. : Armitage.versarios. mediante Juramento. fértil e poderoso Brasil. Afinal. exhibirem o "corpo de delicto sobre que assenta sua nojosa e negra ineúlpação a tal respeito" e é clara e terminante a. alentára-o implicitamente a influencia prepon. embora attribulado pela s injustiças e malquerenças dos inimigos. o padrão de nossa independência. o general Luiz Pereira da Nobrega. fichava que elle era quem tinha razão de insurgir-se contra praticas anarchistas do s detentores da autoridade.que falavam nas formalidades legaes" Varnhagen escreveu que José Bonifácio iniciara. machiavelicos" e foi muito censurado" Nesse documento.! pressa os acontecimentos de 1823 e 1824. tendo estes três embarcado no brig|ue francês La Cécilé. demandavam e exigiam imperiosamente que a sua cathegoria fosse inabalavelmente firmada com a proclamação da nossa independência e da realeza constitucional na pessoa do augusto príncipe. externou conceitos que não posso deixar de aqui estampar. "dirigira do solio um enérgico e fundado dscurso. as boas disposições em que se achava o povo brasileiro. e bem assim a proposta de serem enviados ás provincias "emissários encarregados de propagar a opinião abraçada. a proposição de Ledo é approvada definitivamente.perseguir áquelles mesmos sem cujo concurso a emancipação se não teria realizado. Incarnação de Guatimozin No intuito de prender cada vez mais D. redigido por José Bonifácio. mas que era do minado pelo animo rancoroso e vingativo de Martim Francisco. valendo-se de todos os processos para domar e reprimir os ímpetos dos ardentes patriotas. pronuncia-se deste modo sobre o assumpto: "Como convinha illudir o povo com as apparencias das formalidaes da lei. José Bonifácio daquellas funcções e empossando-o no cargo em sessão de 4 de Outubro com as solemnidades de estylo. Pedro. mas Januário da Cunha Barbosa. completado com o gesto romanesco da espada núa." Discutida a proposta de Ledo. Varnhagen. fiel a seus sentimentos monarchicos e unionistas. "aproveitando o enthusiasmo geral da assembléa. escreve o autor do Movimento da Independência. obteve do príncipe desasizado. no mesmo dia em que foi reintegrado no cargo de ministro. Por fim. Tanto fezo vencedor que. dos gentis homens da sua câmara e da guarda de honra. calumniar a indubitavel constitucionalidade do augusto imperador" dessiminando "desordens. um systema draconiano que não existira antes. . e. foi . mandou-se proceder a uma devassa. occultou-se em Nictheroy. portanto. emigrando dias depois para Buenos Aires. Pedro. promovido com finalidade irresistível. ' nem finalmente para os punir. redigida e assignada por Ledo. queria elle uma independência. mas. porque a pena lhes foi imposta e executada antes da culpa pronunciada. approva a viagem do Príncipe á província de S. derante de Ledo sobre o espirito do moço regente. Consta das actos do Grande Oriente que. Tratou. seu secretario. perante Deus e á face de todas as nações amigas e alliadas. sem que tivessem podido tomar parte na assembléa constituinte. a que a actuaçâo indomável e febril de Ledo emprestara o caracter de um movimento revolucionário. reclamada pelo próprio Ledo. Na Assembléa seguinte. dado razão ao leader democrata. Oliveira Lima. que acabava de ser ministro da guerra. o rico. e firmando a realeza na sua augusta dynastia. que a presidira no impedimento do grão-mestre José Bonifácio. commentando com o seu esclarecido bom senso de historiador. sendo proposto o seu nome na sessão de 2 de Agosto. estava formado com o acto da convocação da assembléa constituinte. em que se procurava consolidar o Império nascente e dar-lhe leis liberaes. Pedro. desafia seus perseguidores. Pedro para com o seu ministro. afinal. que tanto amesquinha ou desdoura a sua obra d e estadista. que era a representação mais fascinadora dos idéaes libertadores. no dia 20 de> dezembro. p a r a a França. intratável e maledica. ameaçado de encarceramento e também de morte.exprobação contra os ad. não se haviam de pôr dezoito dias depois a conspirar para destruir a sua obra. Paulo " p a r a accommodar as dissenções internas que a agitavam e derramar sobre aquèlles povos o balsamo da consolação e da tranquillidade". na forma prescripta pela lithurgia da Ordem. Assirm pois. mostrava elle impavidez physica e moral não se deixando acobar. com a visão definida e intransigente de um futuro democrático p i r a a pátria Ledo e seus partidários combatiam o despotismo dos Andradas. condemnando a estranha sujeição em phrases mais cortezãs que philosophicas. e presta juramento sob o disfarce de Guatimozin. não para conhecer se o crime existia. na representação que dirigiu a D. tendo de.

queria concentrar todos os podeles no Imperador. No dia em que não poude ser mais o arbitro da situação. alma feita de astucia. de demolidores do nosso passado. redimidos de quaesquer erros e irmanados no mesmo apostol Rio. Reconciliados na gloria Ultrapassei. enquanto procurava perseguir e afastar os adversários da scena tumultuosa. João VI para a corte. restaurada pelo governo de Corrêa) do Campos. a immorredoura. Todavia. o Brasil em 1&2 • com a retirada de D. sem aquèlles setenta annos improduetivos do Segundo Império. O duque d-Alba. Foi o que queriam Ledo e seu s companheiros. Afinal. D e s f a r t é . ao volver á pátria depois do exílio. com as suas virtudes. 10 de Setembro de 1922. ao voltar da farça do sul. e encarnou todos!os vícios da monarchia descriclonaria. E. eram confiados â assembléa geral dos deputados. á plena glorificação dos brasileiros. que concorreram para crear a idéa pátria soberana. Decretou medidas odiosas. rancoroso sem excusa. u m a nacionalidade ufana do seu passado e rica de heroísmo. A Corte aqui pouco modificara no seu espirito. mas com a republica. como tombem não ignoro quão difficil era a tarefa de consolidar o throno da monarchia constitucional. Depois. mostrou-se do mesmo modo de uma intolerância absurda contra os brasileiros e tudo quanto dizii respeito ao Brasil. João VI no Brasil fora o mesmo rei que se mostrou em Portugal.orgulhosa os signaes da pureza e da magnanimidade surgiu transfigurado no déspota truculento. leaes e illustres adversários. Se nãc fo=sc José Bonifácio e se não fos?" D. as condições da existência collectiva. inte-gro. estimulado por Martim Francisco. como os que mais o forem. os dois gr des paladinos da Independência nacional e da civilização brasile" . Hoje. príncipe ambicioso. Quem desejar aprofundar ainda a psychologia de José Bonifácio. s<. Ahi está como José Bonifácio se me afigura um singular paradoxo na fundação do império e como não descubro justificativa para os actos de torva compressão exercidos contra nobres. Todos estes factos. quando se incompatibilisou com o soberano. repito por mais respeitável que seja a sua figura. O mais que concedo. A monarchia. alheio ao movimento das paixões e dos interesses. os ingentes esforçou de quantos l u t a r a m pelo regime constitucional. indicam como José Bonifácio prezava os trabalhos. para abater os inimigos e. ê concordar que pertencem todos ao mesmo facto histórico e representam juntos a fundação do império. não se tornasse t ã o fácil a emancipação cem a republica como foi com o império: mas teríamos. que impediu por largo tempo o surto do Brasil. louvemos. ao senado. Metternich e tantos outros conselheiros de tvrannos pertenciam á mesma família moral de que é progemitor II Príncipe. mas não exhauri a fonte de documentação e os commentarios n a ingrata tarefa de protestar contra a mutilação da nossa historia. supprimindo jornaes e prendendo jornalistas. grandes e menores. olvidou os velhos princípios em nome dos quaes havia governado. excutava os preceitos do sagaz florentino em p-oveito da oligarchia da família Andrada. e o intrépido Barbacena. portanto. mudou de taclica: entendeu que devia cercear a autoridade imperial. apezar das hostilidades que me defrontam. quem no seu esboço d» constituição. e outros muitos. e infamado. Oo mesmo n. Richelieu. M S . que. sob pena de se burlarem todas as aspirações dos brasileiros. A historia que inscreva no logar próprio o grande estadista. e sciencia clara dos acontecimentos e das tempestuosas turbações daquelle periodo. e a sociedade era dividida em tribus com seus nomes e insígnias. Vejam-se os ministros que demittiu ainda a bordo. a compasso o a regra. ft primeira potência do continente. per exemplo. da licença furiosa dos pamphletarios e dos desacertos d l opinião publica: toda transição é um risco. com esta differença. De conluio com o Imperador esturdio. onde Ledo dominava. caídos em desgraça pelo único rrime de dissentirem de suas opiniões e projectos. transmudando-se em caramurú vermelho. consocios e contendores. Não podia concordar com o pensamento que se tornou centro de acção para todos os brasileiros. Aliás. como Ledo. Frei Sampaio. não tenho a simpleza de considerar o nvnistro de Pedro I differente de quantos a natureza ou o accaso promoveu a dominadores de povos ou construetores de pátrias. certo de que com D. _ para a unifcaçâo da F r a n ç a .nto. acima das rivalidades e das controvérsias. a intolerância sanguinária dos puritanos. justificou o assassinto do duque de Vizeu e a decapitação do duque de Bragança e prmaram o braço robusto de Pombal contra os Tavoras.s da sociedade americana: era preciso que se adoptasse um regi mo também novo. Antes. assignalemos de caminho.. revestidas na apparencia de zelo patriótico. trefegote disparatado. D. Por ultimo. abandonou o Imperador e tratou de hostilizá-lo. offender e ultrajar figuras das mais brilhantes do nosso mundo politico. que era o ideal dominante. não fez José Bonifácio senão applicar os princípios e os processos da doutrina de Machiavel mas. que se m o s t r a r a m ao mesmo tempo patriotas. herões que não têm estatuas. que ferindo principalmente os seus emulos. historiographos ou simples chronistas. m a s reconheçamos o direito que tem tanto os Andradas. n^i verdade. contribuiu efficazmente p a r a consummar a independência brasileira. E' possvel que.histeria p a r a lisonjear monarchas ou potentados sem coroa. constituído uma nação heróica. severo sem medida. levantou a bandeira da restauração do primeiro Imperador. e indivisível. invocando as mesmas razões com que D. embora glorifiçado. Januário. Fazendo „ separação. que elle próprio auxiliara a combater com o vigor dos seus talentos Não esperarei também que me advirtam que. formado de sicarios. Sem a tyrannia de Carlos I. os sacrificios e os sentimentos dos verdadeiros creadores da independência. aproveitando da liberdade de imprensa. nem capitólios. embora nos chamem. e foi o que José Bonifácio impediu que se realizasse. deixemos ao insigne José Bonifácio o pomposo titulo de Patriarchn de Independência do Brasil. mas seriamos agori. e de três cônsules. que não avulta nem empallidece a aureola do opulentador da nacionalidade. creou o consistono de caceteiros. ou adequado. Atirou o Apostolaâo. sob pretexto de abuso de poder. altiva e P r °" giessista. D A I-' — A N N O I Sob a mascara de Machiavel X Inclvta o temerária geração de 22 havia-se desilludido da metrópole e do velho redime. e o grande Frederico. passou a humilhar. a ponto de absorver a fama dos lidadores cuja fronte engrinaldo com modesta coroa de loiros.AMERICA BRASILEIRA N T . uma grei tocada de graça c fascinam beíleza.cb a a r m a d u r a do dictador a lastimosa represália de um colérico despeito. sinceros e esclarecidos. arremedo da republica de França. e reconciliemos. que. com certeza. O sábio. composto este do archonte rei.. varão a quem a natureza concedeu múltiplos e peregrinos predicados que o tornaram um dos nossos superhomens. Pauio.siu. nao mais se compõe. o sacrificio sublime e o esplendido enthusiasmo todos. Appellou justamente para os recursos condemnados na véspera. uns e outros abtidos em nome da necessidade imperiosa de fortalecer c principio da autoridade e sustentar o absolutismo da realeza. fez porteriormente do Tamoyo órgão de mais alarmante radicalismo. P e dro outra vez se rehabilitaria para os seus planos. fundado apôs um duelo tremendo entre a colônia e a metrópole. cynismo e audácia. contra o Grande Oriente. E n t ã o . não se podia affeiyoar aos in teresses e ás exigecia. Elysio de Oarvalho. Pedro. que não concretisa ou resume em si o eminente paulista. imaginou modelos para a indumentária nacional e estatuiu. mas a verdade ê que a devoção pela causa nacional disfarçava também . naquelle momento. E é bastante conhecer-se o projecto de uma lei orgânica do Estado. Apeado do poder. para que se conheçam as suas idéas em relação ao problema da independência. que verifique como procedeu elle durante os mezes em que esteve á frente dos negócios do Império. politico intolerante. ambicioso e obstinado. a medida do discurso. ao syndicato e ao archontado. João I. violento sem necessidade. conservando no Kstado nascente os moldes antigos da monarchia tradicional. Aboliu a liberdade de imprensa. que começou a funecionar no dia 2 de junho. também não foi sincero nem coherente José Bonifácio.não fosso S. Depois da coroação. . infestos á liberdade e á democracia. senhores. com a legitima consciência de brasileiro. vitalício. neste instante de júbilo universal. Teríamos soffrido. Sob o pretexto de que lhe cumpria defender o Império nascente e vacillante contra os germens da anarchia e os aymptomas de separação provincial. que precisou de ser inflexível para r e m a t a r a conquista reallsada pela Pru. Mazzarino. ainda assim. era um Brasil forte. Dt resto.odo procederam Luís X I . Pedro. foi elle inexorável. o Mípc-rio britannico não se teria firmado tão solidamente. brasileiros. e elevou o Chalaça a cathegoria de favorito. a crueldade aterrorisadora de Crommwell e a dureza de James TI. revelou-se o mais completo dos déspotas. como todos os povos que se levantam de longo captiveiro para a liberdade redemptora. o príncipe pcrf. Se assim o querem. só porque haviam desagradado a Domiüla. o que pretendiam Joaquim Gonçalves Ledo e os proceres da independência. e José Bonifácio. conquanto pareçam quasi profanação. não pôde eximir-es ã analyse da critica. ter-se-ia feito independente. O próprio D. continuarei affirmando. porque sabia que o imperante de facto era elle. e seu labor politico representa uma série completa de ferocissimas represálias e cruentas iniquidades. nôs. despedido como um lacaio. não seria fazer independência. em meio das apaixonadas discórdias dos partidos. q u e ostentar a na front. direi mais. Os poderes políticos da nação. náo pôde fugir aos rigores dos processos da critica histórica. a nôs. e com os seus erros. cobrindo-os com o manto diaphano da gloria. que se attribue ao illustre paulista.

Vieram também cooperar comnosco imnrgrantes de todas as raças e de todos os povos. Essa assimilação. sub-raças. P a r a estudar o Brasileiro é necessário. o apparelhamento technico e econômico que usa e que recebeu em herança. mas os invasores do Norte "accentuaram. o homem é produeto da historia e da geographia. modalidades dentro da grande espécie h u m a n a . Nos animaes sociaes o esforço para o progressão não se faz no sentido biológico. tanto por dentro. O conceito de raça pura é uma invenção aristocrática. Mas ha também. as nações americanas começaram a sua vida social com a collaboração de raças conquistadoras e raças auxiliares. o caracter nobre. Contra essa impressão errada precizamos reagir. vai-se tentando aos poucos estabelecer as bases da nossa sciencia geral. Sabemos que. o homem que vive em sociedade transmitte os caracteres adquiridos. Hoje a própria philosophia estabelece o methodo para a sociologia e esta encaminha a politica. Na Europa. e sim estüdal-os. educação. uma sciencia particular. branco com sangue negro ou indios e brancos inteiramente brancos. raciocina e forma concepções das cousas e do mundo. Animal social. ha u m a arte para a sciencia particular. animal que substituio a adaptação biológica pela adaptação mental. Dos Estados Unidos á Argentina todas as nacionalidades do continente de Colombo devem a sua formação ao auxilio dos povos aborígenes e dos negros importados. Esses factores são de ordem geographica. pela transmissão biológica. é necessária que seja geral. Assim o homem só pôde ser estudado sob o duplo aspecto: biológico e sociológico. um homem de talento escrever que não poderíamos attingir ao progresso norte-americano porque isso era uma questão de raça. Vimos num relatório sensacional de um ministro dos primeiros tempos da Republica. e com Demolins. casas. que o caminho percorrido pela raça crêa o seu typo social. e sim enfrental-as. agorarelativamente homogêneas da Europa. que o homem é também movido por idéas e estas idéas se transmittem no corpo social por imitação. entretanto. enfraquece e morre tanto com as epidemias como com as perturbaçes sociaes. A" nova geração repugna a sociologia de vulgarização com que muitos escriptores nossos andaram deprimindo a nossa raça e a nossa nacionalidade. Assim como ha uma arte para a sciencia geral. Recebendo mais tarde os auxiliares negros e indios. o meio em que vivemos e os meios em que lutaram os nossos antepassados e das raças auxiliares. A intelligencia desenvolvese dentro da mesma forma animal. Assim. No Brasil.NUMS. ferra. capitães. Naordem geographica. E ' precizo accentuar que o Brasil é um paiz de homens brancos. geradora da uniformização dos caracteres. receberam o seu influxo. Na ordem biológica. passaram por preiodos semelhantes de assimilação e adaptação. Dessas concepções tira regras de philosophia e moral. é definir os termos. misturaram arnda mais os diversos sangues. Quando os Europeus se transportaram para a America. já havia uma porção de raças. mas animal que pensa. Essa eliminação nada adianta. por transmissãio sociológica. As sociedades. Se para a sua vida social preciza de saúde biológica. P a r a isso necessitamos de augmentar a actividade dos pensadores e não restringir a producção intellectual a trabalhos de ficção ou de technica profissional. mulatos. porque é o espirito dos brancos que predomina. que resolveram as difficuldâdes da unificação ethnica pela eliminação no papel dos pretos e indianos. expedições. todas as nossas concepções pobre o assumpto devem começar da definição de noções fundamentaes de uma sociologia brasileira. A philosophia faz a moral. auxiliares as que encontraram aqui em condições inferiores de civilização e as que mandaram buscar na África. biológica e social. E ' um phenomeno que se repetio em todas as sociedades em formação. da Ásia e da África. Não ha raças intrínsecamente inferiores dentro de um certo limite. para a sua própria saúde carece de equilíbrio social porque. Immigrações. E ' o que acontece ao homem. para ser real. portanto. apparelhamento technico. que estuda a modalidade de cada nacionalidade. brancoides. se habitou a viver dentro de um meio social e econômico. com pequenas variações. para não perder a influencia litteraria e philosophica que manteve na America Latina até os meados do século passado. fixar todos os factores de sua formação.Os povos do Sul da Europa. em varias épocas. Basta estudar os craneos dos primitivos habitantes que se encontram nas escavações. para evitar perturbações e malentendidos. observa. através de adaptações e heranças seculares. como animal social. Como os povos primitivos. Sabemos que o homem é um animal social. as raças se substituíram no domínio. glorioso por muitos títulos. Não devemos encobrir defeitos. o caldeamento atfnda não terminou. contrahe-se e se expande como um organismo. Não devemos eliminar difficuldâdes. em contacto com a África. mas já temos trabalhos interessantes e subsídios de valor. com Durkheim. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA BASES DA SOCIOLOGIA BRASILEIRA 1° — Definição de termos A sociologia moderna tem uma funcção mais variada e difficil do que a antiga philosophia da historia. estradas. O homem decahe e se arruina. que correspondem á histoiia de cada grupo. O Brasil. mas sim no da civilização. negros com sangue branco. portanto. antes de qualquer estudo de sociologia brasileira. . P a r a que se possa avaliar o esforço de invesfgação e analyse é precizo que se estabeleça antes o methodo escolhido. e sempre relativa. porque sem equilibrio econômico a própria saúde physica se abala e se estraga. por sua vez. fundindo-se até o desapparecimento completo na apuração dos cruzamentos progressivos. Nos nossos estudos brasileiros não devemos fazer como certos sociólogos de outros paizes americanos. a b sorvendo as dominadas. porque os pretos e os indios não desapparecem pela força de suggestão dos sociólogos e jornalistas. se isso é acaso defeito. P a r a nós outros. idéas. A reacção. vai se accentuando aqui como na Argentina e no Uruguay. expandindo o seu poder. Ha de tudo. o homem tem differenciações sociaes. A nossa inferioridade ethnica condemnava-nos a uma posição subalterna. Agora não basta a connexação de alguns phenomenos para tirar conclusões aproveitáveis. Os termos a definir não serão sempre os mesmos. como por fora. que desappareceram no cruzamento. A todos os Americanos interessa a questão das raças inferiores porque a nossa fusão tem sido mais recente do que as das nossas metrópoles na Europa. H a regras geraes de sociologia h u m a n a . com Tarde. ao par dessa sciencia geral. Na ordem social estão os factores dos seus antepassados e delle próprio. De modo que dos Estados Unidos á Argentina temos caboclos. Assim. viagens. o primeiro objectivo. Conquistadoras foram as raças européas que para cá vieram. Nestes ulitmos annos ha um movimento patriótico de reacção salutar. que o próprio Spencer mostra que é mais efficiente quanto é mais voluntária. as raças negra e índia vão sendo assimiladas. temos de consignar as diversas variedades ethnologicas que contribuíram para a formação da nacionalidade. carece de uma reacção para não abandonar a sua antiga funcção de leader. e todas as raças humanas — a Historia o demonstra — podem absorver os característicos e a mentalidade dos mais intelligentes e civilizados. negros.'" mentas. relatório que os nacionalistas exaltaram. Nós sabemos com Spencer que a sociedade age. O methodo é simples. como o indivíduo ê coagido pela força social. A orientação é ainda oscillante. E ' precizo reunir phenomenos de ordem diversa para obter uma coordenação intelligente.

do Norte receberam a influencia dos tartaros e A própria Europa -não pôde considerar-se isenta de velhos cruzamentos. mente decadentes. Ingenieros. mas não em tão pouco tempo e em duas ou três gerações não se poderia dar tão profunda alteração. caboclos e latinos das são latinos porque assimilaram piada com os mulatos que se intitulatina. mas se é talvez a maioria. no Oeste dos Estados Unidos. que depois floresceu no Mediterrâneo. como a immigração européa é menor e a população é maior. A assimilação pelo cruzamento e pela escola vai se fazendo em larga escala. A pureznde todo Yankee branco. A China. Os brancos mongóes. os effeitos da fusão serão mais demorados. é o pensamento no meio geographico. Todas as nações se cruzaram e foram mestiças na sua origem. O próprio ex-Presidente Wilson. No Brasil. t r a t a v a m de impor 1 sua lingua. 9 A 12 — ANNO I convencional. O espirito dos povos americanos é branco. q u e collaboraram na civilizaciu americana. e nós outros podemos dizer que somos brancos como os Europeus o são porque a nossa arvore genealogica demonstra que não recebemos influencia de cruzamentos. Azara. A lingua só quando muda de habitat muda de nacionalidade. em proporção a ã Mas essas raças foram necessárias p a r a fundar a riqueza período da formação da nacionalidade e vão. . Os Américas Portugueza e Hespanhola o espirito latino. a Assyria. no de na ri- As raças auxiliares tendem a desapparecer como elemento ethníco e como elemento intellectual. E r a m morenos e mestiços os povos da Ásia Menor e da Afrioa. nas melhores photographias do seu tempode esplendor. No Brasil os negros estão se concentrando nas cidades do Iittoral e. do que o que hoje. convém frizar que os descendentes de raças hoje relativa-. A O negro e o indio adaptaram-se em grande parte á civilisaçãò da metrópole e. trabalharam na formação da nova nacionalidade. Mas é precizo accentuar que não ha raças inferiores. deixando ser u m elemento de desorganização e anarchia. Os pioneiros atravessaram largos territórios sem mulheres brancas. A mistura nos Estados Unidos é menor do que entre os latinoamericanos. Moore. ou rle raças equivalentes. e o sangue pelle-vermelha é flagrante no typo actual. Babylonia. o brasileiro não é portuguez. livrando-se o Brasil do caudilhismo pela gidez do edifício social baseado na escravidão. e elle pensa na lingua do seu g r u p o . é uma mentira Na America do Sul não houve mysterio nem dissimulação. as índias. como os escravos a principio e trabalhadores livres depois. Victor Viana. Assim. sem infiltração. selvageria de que sahlram. Entretanto. Os sociólogos e anthropologos norte-americanos querem attribuir á influencia de climas a semelhança do esqueleto entre os Yankees de hoje e os pelles-vermelhas. como ideal. característicos á nossa vida polltici e social. O Egypto não era povoado de homens altos. Humbodt e outros viajantes e historiadores estão ahi para mostrar como a influencia das raças auxiliares se fazia sentir na Argentina no começo do século passado. mas que fundaram a civilização humana. Na própria Europa houve tempo em que só a "elite" foi branca. deram. sem duvida. Entretanto. craneos de pretos. na época contemporânea. de cruzamentos. Na Roma poderosa havia auxiliares de todas as raças e de todas as cores. o esforço que esses povos desenvolveram para eonpe-ação do trabalho humano foi muito maior. educados. que conserva o espirito e o desenvolve sem o desnaturar. porque grandes civilizações se fizeram com homens de côr. mas os rumaicos. através de séculos de domínio. o argentino não é hespanhol. não será por termos recebido o auxilio de raças de outras cores que fiquemos condèmnados a qualquer decadência. encontram-se em terrenos correspondentes a épocas primitivos. P o r isso o ramo ethníco que impõe o seu idioma domina sobre os demais e os assimila. toda a Europa mediterrânea soffreu a mistura dos escravos negros e depois de domínio ou commercio com os Árabes. O que faz o typo politico e social da r a ç a é a sua lingua no seu habitat. não podem ser a causa do pretendido entorpecimento de nações recentemente mestiças. maior no Norte. O que caracteriza a raça como consciência. As raças chamadas inferiores. O Sr. Essa "elite" é. Qualquer escavação no Sul de Portugal. descendentes de slavos e t a r t a r o s da Prússia de hoje proclamam com orgulho o seu pan-germanismo e os descendentes de muitos mulatos da E u r o p a do Sul se consideram puros latinos e desprezam os mestiços da America. do que na America Latina. de oppressão. eminente sociólogo argentino. da Itália e da F r a n ç a mediterrânea. Quem perde a lingua dos antepassados pôde ainda guardar alguns característicos do temperamento do seu fundo ethníco mas esquece o espirito da r a ç a . como foram America Hesp"anhola. O clima influe. Os mulatos têm razão. (Jule H u r e t ) . Rosas e seus sequazes eram mulatos. Além desse sedimento negro pre-historico. servios e búlgaros continuam rumaicos. ainda hoje. de dispersão e de trucidamentos. empregaram saxonios. mas exlstio e continua a modificar os traços fundamen • tnes dos Norte-Americanos. é de estylo fazer lam latinos e defendem a r a ç a negros. como força social. mas no "Bairro de los R a t o s " ainda se vêem em Buenos Aires muitos mestiços e pretos. Nas "elites" o sangue branco permaneceu branco. proclamar-se que não ha mestiços nos Estados Unidos. apezar disso. como nacionalidade. A proporção de mestiços ainda impede em toda a America Latina a prutica da democracia representativa. E ' pela escola que essa luta se caracteriza hoje no mundo inteiro. a lingua que mantém as tradições do ramo ethníco. O norte-americano não é inglez. latinos e germanos p a r a aperfeiçoar a cultura herdada. Elle acha que em via de regra rò argentino é um homem branco e o brasileiro um mestiço. nas épocas históricas. quando queriam dominar. Desde os tempos mais remotos os povos reconheceram ou sentir a m essa verdade e. servios e búlgaros. mestiçagem fez-se em larga escala. O Sr. soffre em alto gráo desse daltonismo scientifico e ethnographico. naturalmente. apparece com um esqueleto de autochtone. Os peões da população rural são quasi todos mestiços. ou brancolde. humorista norte-americano. E' uma illusão que os publicistas argentinos querem agora t r a n s formar em mentira convencional. O homem vale pelo que pensa. não eram povos brancos. não é o fundamento ethníco antlíropologico: é a lingua de um grupo isolado. claros e louros.AMERICA IRA NTMS. disse que o "Yannkee"' é um homem que ignora a sua origem e se proclama saxonio. não é possível. Ha traços relativamente recentes de Árabes na Europa do Sul e dos tartaros ná Europa do Norte. que no nosso continente só é praticada nos Estados Unidos e no Canadá. Mas as condições ethnicas são equivalentes em toda a America. que fundaram a civilização. da Hespanha. A immigração fundio depressa o Argentino da cidade. Cruzaram-se. Assim.

agitam os motivos de eloqüência. Foi mesmo um motivo de espanto para D . — Marcos Portugal — Francisco Manuel — D. taes como o grande Gregorio de Mattos. A obra que nos legou e que. Augusto Henrique Victorio Grandjean de Montigny. convidou-o a acompanhal-o. Francisco de Santa Eulalla e outros mais. Suas criações visavam todos os ramos da actividade nacional. Dahi a grandeza e sinceridade. quando não os perfilhava. madrugada afora. os psychologos e os pensadores do Brasil têm o dever de estudar com mais attenção e carinho.9 A 12 ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MUSICA NO BRASIL. Dahi a desenvolvimento das artes. João VI e cuja p a r t i t u r a também se perdeu. e por inspiração de José da Silva Lisboa. quando o a r já fremia pelo toque das cometas dos soldados de Junot. para as rezas e benditos. mas uma affirmação poderosa do espirito brasileiro. P a r a tornar mai» dolorosa e cruel a sua existência. do Instituto de França. não pelo jogo forçado de recursos líricos. sentiu perturbado o bater das asas da gloria. tendo estudado musica no Conservatório de Santa Cruz. ter realizado obra tão forte. em grande parte se perdeu. bonachão e triste. tendo vindo depois os Irmãos Ferrez (Marcos e Zephyrino). estudou no Conservatório de Santa Cruz. E foi tão perturbadora a emoção. o príncipe infeliz e timido. mandando o Marquez de Marialva contratar uma missão artística p a r a organizal-a e de que faziam parte Joaquim Lebreton. João VI tirando do peito do Marquez de Villa Nova da Rainha o habito de Christo. compositor de fama na Europa. — A musica. João VI lhe tinha especial predileção. Moreira da Silva: A Musica no Brasil ção Brasileira de 7 de Setembro de 1922. a Escola de Bellas-Artes. A despeito da campanha insidiosa de Marcos Portugal. o príncipe se tornou seu amigo e muito o protegeu. a ponto de mandar organizar depois essa escola. Sua musica é extatica. o grande Visconde Cayru. quando assistiram a primeira missa na igreja de Santo I g n a cio de Loyola. ao que se recusou José Maurício. em cujo espirito o destino gisára. Deixou perto de 200 composições. Ao revés desse processo. Tudo isso. Conde via Barca. pintor. cuja genialidade attesta num clarão fulgente. A musica. no canto revelador. quando lhe permittiam os lazeres de sua aprimorada formação religiosa. ouvirem-na cantada por um corpo vocal e instrumental de primeira ordem. só se conhecia a religiosa. cujo fulgor os impressionava e exaltava. Bem cedo adquiriu renome de professor eximio e em 1798 foi nomeado mestre de Capella da Cathedral. trazida pelos portuguezes. Te-Deum e Matinas Grande Missa e Credo do Degolamento de São João Baptista e u m a opera Le Due Gamelle. com o maior suecesso. já estivesse na terra e fosse essencialmente brasileiro. em que o fez cavalleiro de Christo. Assim abriram varias escolas. o Brasil á Categoria de Reino. João VI se revelou um benemérito para o nosso paiz. de sorte que a apparencia possa suprir o que faltar na intensidade interior. cujo anseio já lhe arfava no peito joven. Não era um bárbaro de inspiração fremente e desordenada. Domingos Caldas Barbosa. sobretudo entre os indígenas. João VI é que se abriu o primeiro perlo- (1) Vide M. que pretendesse criar um ambiente religioso pela decoração pomposa e suggestiva. Algumas de suas composições foram restauradas por Alberto Nepomuceno. foi um predestinado" De facto. Mestiço. João VI um medíocre. que D. no Rio de Janeiro. padre Telles. seis dias depois da chegada á Bahia. como Padre Manoel da Silva Rosa. forçam as comparações. feita com uma grande frescura e Intensa exaltação mystica. nomeando-o compositor da Capella Real do Rio e. porém. João VI e sua corte. governando um reino. com uma larga sensibilidade. em 1810. Mas o espanto não devia parar ahi. nos seus cantos maravilhosos de fé e devoção. quando teve de voltar para Lisboa. viola e órgão. professor de mecânica. Francisco Donrepos e Pedro Dillon. elevando-se. cujos actos tinham sempre paternindade. Carlos Henrique Levasseur. Tocava cravo e viola. numai exaltação perpetua para o céo. fundando o Banco do Brasil. José Maurício era um artista interior cuja fé sobrenatural traduzia na musica. Marcos Portugal. Teve razão Euclydes da Cunha. João Baptista Dcbret. não sô estabeleceu as primeiras escolas superiores. O Padre José Maurício não é só uma fulgurante figura de mOsico. fundado pelos Jesuítas para ensinar musica aos negros. encontraria na colônia americana o ensejo de iniciar uma civilização. — O despertar de uma civilização. Nasceu José Maurício Nunes Garcia. não ignorando o seu prestigio sobre o espírito rude do gentio. NO SÉCULO XIX O . Este mestiço nascido no século XVIII. chegados em 1816. que sua fraqueza mental mais aggravava e de que se desforrava chorando. escripta a pedido de D. quando escreveu que " D . fosse suggestiva apenas. não foi contudo esquecida. ouvissem as composições de José Maurício. ou fizeram muaica sacra. todos compositores de modinhas e lundus. abrindo os portos do Brasil. A arte de José Maurício (falamos da religiosa. F r . a historia o deixou em evidencia sem igual. (1) Assim. P a r a elle. Missa em si bemol. nos enche de crença no espirito brasileiro. Nas casas solarengas. apressou-se a princesa D. fundou a Escola de Bellas-Artes. até elevar. Januário Asvelos. Por influencia de Antônio Araújo de Azevedo. paisagista. desde o berço. ou musica de canto no gênero popular. estusiasmando o príncipe. é caso singular. escultor. Portugal exaltou o talento de José Maurício. mas um civilizado. Carlota em approximar os dous maestros. que os esthetas. Luiz Maunié. mas. unido a Portugal e Algarves. — José Maurício e sua obra. A Illustra- do da musica brasileira. no gênero á altura dos mais altos mestres. P A D R E JOSÉ MAURÍCIO E O SEU TEMPO A vinda de D. que se infiltra no coração e deixa a intelligencia advinhar o mysterio perturbador. tocavam o cravo e cantavam nas grandes festas. Desde a Carta Regia de 28 de Janeiro de 1808. Os cultores de musica anteriores ao período de D . especialmente pelos jesuítas. pelo acto de 16 de Dezembro de 1815. cujas operas foram levadas até na Rússia. no Rio de Janeiro. o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). Chegaria ao auge quando. u m a sorte mais favorável aguardaria pela primeira vez o inditoso príncipe. O seu Requiem é u m a pagina Immortal. o pregou n a batina desse padre humilde e confuso. Synfonía Fúnebre. João VI. Francisco Ovide. que é uma gloria refnlgente. a Imprensa Nacional. Augusto Taunay. Morreu em 1830. como em geral acontece com os oradores sacros. preparando a nacionalidade para receber a independência. favorecendo-as e incentivando seu estudo. na febril agitação com que Napoleâo tulmutuára a Europa. Quando veiu do Reino. numa fusão mysteriosa e indefinivel. em 1815. Maria. o Jardim Botânico. tal a grandeza . chefe da missão. em 1767. quando Director do Instituto Nacional de Musica. qualidades que o collocam entre os maiores compositores sacros. como uma flor sylvestre e exuberante da terra nova e Inculta. que se elevava e transfigurava. onde os indios aprendiam canto. e nesse fim symbolico. no fundo do seu coração. que D. F r . bem como cravo. a não ser a musica popular. No período colonial quasi nada h a digno de referencia. Se os frutos não corresponderam á espectativa. todo espirito do grande musico avulta. architecto.. a musica era uma voz de liberdde que lhe communicava o espirito com Deus. cantando um hymno a Nossa Senhora. a inveja abriu tenda e o levou a cercar o nosso grande musico numa atmosphera pesada de intrigas e malquerenças. que multiplicam as imagens. de onde nunca eahlu. com wm perfeito conhecimento de technica musical. que a diffundlam nas festas da Igreja. Não era um exaltado. as mais extranhas linhas vivia cumprindo sina infeliz. de onde nunca sahiu. F r . posto o nosso grande musico. Pedro I. P a r a res taurar-lhe o nome. Manoel de Santa Catharina. se não teve as mesmas mercês que as artes plásticas. num pranto constante e magoado. estabelecendo os primeiros cursos. com a qual vingava a sua manifesta inferioridade. ficou nas chronicas e em nada influiu. Antônio de Santo Elias. que a fuga humilhara. de composição e orchestração. tanto mais quanto D . Nicoláu Antônio Taunay. o filho de D. ou porque lhe tocasse o coração infeliz. João Leal. João VI para o Brasil. p a r a mal de nós. O politico não descurou o cultivo de espirito do povo brasileiro e. gravador e abridor. Simão Pradier. dentre as quaes sobresaem as seguintes: Missa de RequAem. Com a vinda de D. que escreveu a Paixão de Christo. D Joãc VI ouviu-o com alegria e naquella noite memorável. que tanto devem ao esforço particular. João VI. — As artes. com os melhores resultados. a quem attribuem sem fundamento a autoria do lundu. mas pela inspiração ardente e fervorosa. é inegável que foi benéfico esse surto e os homens de prol da corte começaram a se interessar pela cultura da terra nova. por desconhecermos a profana) é ungida de uma emoção profunda e arrebatadora. com muito amor. de linhas sóbrias e medidas. bem como estimulou o desenvolvimento das a r t e s . D. a Bibliotheca. Fugindo da Pátria.. nascido no Rio de Janeiro.

AMERICA BRASILEIRA cal do Brasil. O medo da natureza criou o culto. canto e vários instrumentos. desabusado. ensinando-a com um devotamento religioso. era um bárbaro. mas o poder interior e . — Alexandre Levy e sua obra — Outros músicos do século XIX. as ultimas • oluções do instincto. entre os quaes o fagote. cuando musico da Capeila Real. muito fez pela cultura musi(11 Apud Iludi it. e e feivorosa.« bendita nos aquieta. Toda . Índices do maior valor de nossa formação espiritual. Pedro I. poste seu uix-ulho a desmereça. ao Brasil com a missão Lobreton. — As influenciou da musica allemã. A. musicas sacras e uma synfonia p a r a orchestra. compositor portuguez de m a n de fama em toda a Europa. C2) Como se sabe. Elle encarregou os irmãos Portugal de compor operas que foram totalmente executadas por esses africanos com os applausos de todos os conhecedores que os ouviram" E n t r e outras composições de D. já tínhamos o primado da imaginação. significativo na esthetka brasileira. Brasil. porém. os curtíssimos " S a n c t u s " e "Benedictus" Ahi entra o dulcissimo "ARIIUS Dei" de tão consolador e meigo enlevo. de que foi um ãi>> primeiros a cuidar. Mas. n força e profundidade de expressão. foi nomeado director do Conservatório emprestando-lhe brilho e realce..*1oâo de são Paulo. — As suas expressões inteílectuaes e políticas. mas dominadora. também elle. E m regra.XTMS 9 A 12 ANNO 1 interior. sô alguns lustros mais tarde. que estudou com tanto devotamento a obra extraordinária do nosso musico genial. o primeiro romantismo. Depois delle. nós soubemos reagir contra essa onda. Cm « culo de Musica Brasileira no F. descreve o escriptor pitricio essa pagina monumental: "As primeiras partes do "Requiem" de José Maurício são de inexcedivel beíleza. o romantismo riu o absurdo de sua fantasia desordenada e vaua. sem esquecer o papel pre ponderante que Hve no desenvolvimento do ensino musical do Brasil. e tocava diversos instrumentos. Reproduz. . posto aprimorado em Coimbra. — Carlos Gamfs e José de Alencar. Diz a tradição. tendo o príncipe. e a quem sucredeu mais tarde. Francisco Manoel i Segisnnmdo Neukomm. Ainda assim Francisco Manoel da Silva (1793-186-)) foi o mais illustre de seus discípulos e o único que sobresahiu. no testemunho de sua fraqueza. não só a factura severa dos mestres. II O ROMANTISMO NA MUSICA BRASILEIRA > O romantismo no Brasil. A sua gloria vem do "Hymno Nacional" que o immortalizou. embora divulgasse mu . nem continuadores. non professores. flauta e violino.de dous tronos. a despeito de sua posição e de seu traquejo social. que fraternalmente o acolheu. K" justo referir Marcos Portugal. Basilio da Gama. que o maestro português dirigia. que veiu para o Brasil em 1813 e onde exorreu grande influencia. O príncipe admirável e estouvado. Christovão e e m . cuja protecção a José Maurício foi a prova mais cabal e sincera. composição. auxiliado por Simão Portugal. para nos abater. José Maurício. com todas as arestas de um espirito modelado no Brasil.. quando veiu da E u r o p a para o. numa bondosa reconciliação. sua possantissima voz c templo todo e no "Dies írce" achava accentos de a t e r r a r os ouvintes. não se sobreleya. pelo qual nos elevamos acima de nós mesmos e tentamos advinhar o universo. Assim. Logo que ouviu os negros do Conservatório de Santa Cruz. Soberbo <í o "Gradual" para coro e solos de soprano e baixo. se não tivesse deixado o Brasil aos 8 annos para Viver e se fazer em Portugal. com os seus largos e fulgentes gestos. rA expressão de Miguez. o grande artista allemão. Lê-se n u m a chronica da época: "S. que o destino collocára á frente da independência nacional para dramatizal-a. Nomeado. cuja abertura foi executada em Paris. o príncipe extraordinário e vibrante. em Mozart.. — A opera de Carlos Gomes. quando o racíonalIsipO seeco -> quadrado os cercava entre os muros pesados dos systema? clus et fermês. instrumentistas e cantores de valor. Também este foi o caso de José Bonifácio das maiores mentalidades brasileiras. na ânsia de volver a Elle. pela esperança revcladora e divina. inclu?ive um Tc-Deum <» "Hymno do Independência" pouco conhecidos. sentiu que jamais o eu attingiria o domínio universal..ào romântica tio Br»*41 . único no seu gênero. a ponto do Rio de Janeiro ser chamada a cidade dos p i a n o s . A sua obra tinha. Deixou varias composições. fazendo representar suas operas no Theatro São João. Logo que Marcos Portugal chegou. pela própria vitalidade do espirito novo. estourar vidros nos caixühos da» jancMas. Santa Rita Durão e os Arcades são. entre seus escravos. no prazer. em 1832t alguns hymnos. A sua producção foi copiosissima. Foi uma das mais altas revelações do espirito brasileiro. sem violência. no século XVII. portanto. já encontrou no brasileiro um romântico feito. mas logo o alento da fé o acalma e uma confiança serena . — O "Guarany". poderíamos falar de Mathias Ayres.. salvou-se apenas o FJymno Nacional Brasileiro. violento. José Maurício se fez no Brasil. que possuía talentos extraordinários p a r a a musica. appellarem p a r a o instincto. . no exótico. ha ainda a lembrar o nome de D. — As influencias italianas. o sentimento vivo e indizível. ou um sucuwtionado pela musica. gloria que não saberia manter intacta. e criou uma obra que ultrapassa de muito o seu meio. tão grande. letra de Evaristo da Veiga.S a n t a Cruz. vencendo as contingências irremediáveis do sêr. e m que semeiam desesperados os filhos do século XIX. que se eleva nus vozes lançadas ao c e o p e l a c r i a t u m s u p p l i c . "não duvidou em collocar ao lado do divino Mozart" esse "Requiem" segundo o depoimento do Visconde Taunay. no desejo apressado do homem. discípulo predilecto de Haydn. A prova é qu? não teve discippulos. á de José Maurício. pelo mal que procurava fazer aos outros aitistas. que foi a tremenda revolta do indivíduo contra a sociedade. quanto é suave e humilde o "Ingemisco" para soprano! Logo após "Inter ones para eôro. que aquelle mulatão fazia. que se aureolára de gloria. talvez por causa delle. tendo também tomado algumas lições de contra-ponto com Neckomm. levando-o a hypertrophia do " e u " e a um devaneio da personalidade. na angustia na miscria. mas o êxtase compensou o temor e o brasileiro. um apaixonado. naturalmente com mais liberdade e mais força. Ahi começava o celebre João dos fieis a encher com . segundo autorizado depoimento alheio. seu irmão. sobretudo de Portugal. e que dirigiu o celebre concerto de 3. procurando mystica mente na força. donde promana o êxtase. mas quasi todos estiveram no extrangeiro e de lá trouxeram influencias fortes e decisivas. cujo beneficio não é licito contestar. pela animação dada aos seus negros e pelas recompensas que lhes prodigalisava. embora nunca se tivesse integrado no seu '«habitai* poude amal-o e se esforça por uma união mystica. trombone. — Carlos Gomes e a musica brasileira. igualmente. de se igualar a essa grandeza empolgante. — Leopoldo Miguez e a synfonia. breves compassos" (1) José Maurício era um filho exilado da musica clássica allemã e sua ascendência está no formidável Bach. Em contraposição.iie> Barbos. estabelecendo escolas de primeiras letrás.. O romantismo. a ambos renunciou. Gregorio de Mattos. Como seu mestre. musicista. que antevê deslumbrado. que a morte repete minuto a minuto. — O posma synfonico. No desenvolvimento melódico ha esse trauieo tumulto. Antes dos europeus. que o compoz quando em sua alma de filho a lembrança materna era uma «vocação dolorosa. como vimos. á mínima decepção. e tornou-se u m a dõr orucinante o angustiosa. em cujos sons quentes ha alguma coisa do nosso entusiasmo c da nossa imaginação tropicaes. de cuja obra se salvou apenas o Hymno da Independência (Brava Gente). mestre da Capella Real. foi uma espécie de ministro da musica. haveria de apparecer um grande musico. O ' Kirie" todo em fuga corre parelhas com o de Mozart. também compositor. A influencia de Portugal. Da sua obra. de Wagner e Liszt. "Offertorio". guardamos um ideal inattingivel de nosso império e. Antes delle. por volta de 1830. que compunha com gosto e facilidade. José Maurício (2) . Se a obra do musico se perdeu. João VI que era. que também dirigia. que o melo ph. — Seu. acreditamos ingenuamente nas forças protectoras da natureza deslumbrante. que a p pella o Criador. sendo. ao lado disso. por igual. tornando-se celebrei as solemnidades em que c a n t a v a m os pretos e os concertos que realizavam em S. a que deu grande desenvolvimento. Pedro I. excepção entre a mediocridade coroada. era Haydn e no grande Beethoven. reformou-o. era. to o gosto pela musica. na inauguração da estatua de Guttemberií. o gernien da melancolia desperta sempre. D . onde o "ineftavel se realiza" Sigismundo Neukomm. soffreu a guerrilha de Marcos Portugal. afora as que soffremos todos na formação de cultura. sem influencias directas. ao fim da vida. um queixume de melancólica ovelha e afinal o "Cummunis". f«rma<. comtudo. como Lablache. Quando. que nos agita coração. " u m reflexo da musica italiana daquelle tempo. por uma reacção impetuosa « insoffreavel. sentiu toda a pequenez humana. porque Francisco Manoel era um artista menor.„ revelação que emprestavam á musica. somos de um individualismo exaltado e fremente. Portugal prnrurnu José M i u ricio. com ser dos nossos maiores poetas. muito contribuiu para aperfeiçoar este estabelecimento (o Conservatório-de Santa Cruz). que senho?. Real o Príncipe do Brasil. Deixemos de parte «* que imitaram se t r a í r a m .vsiro despertara p mantinha. no príncipe valeram as intenções. Nessa época. citam-se uma opera. solo de baixo apoiado emj coros. primeiro discípulo de Haydn e que viera.

(1870). em suas cores radiosas e num deslumbramento constante. Além das citadas. em geral. como conquistamos a terra. a 11 de Maio de 1837.\e — 1866) e . Verdi louvou-o com palavras exaltadas. porém para Milão. mas um impulso do nosso espirito. no final. habituado ás árias e melodias de suas operas e estranho a esse novo gênero. No ambiente do Brasil. A principio em São Paulo. musica dramática. o espectaculo delicioso de nossa paisagem. José de Alencar. São ainda de sua autoria — "Colombo" — oratório profano. Na sua obra fulgiriam as linhas claras desse primeiro contacttv com a natureza. embora em falso. Carlos Gomes. os da regência e os do segundo reinado. pretendeu criar o indianismo na musica. até mais de metade do se mio XIX. Sem tortura da realidade. A preoccúpação de um gênero em arte é um preconceito infecundo e perturbador. Empolgouo e acreditou que aquelle juizo das platéas da Itália e do Brasil — uma suggestionada pelo gênero. no gênero que adoptou. e se a sua composição é. Se não creott u m a obra nova e independente. Enquanto no "Guarany" Alencar torna inconfundível a linguagem do índio da dos brancos. ou segundo outros. com que enriqueceu A nossa literatura musical. nos opponha o trabslho e a fecundação. contentava-se com a apparencia do mundo. livre e audaciosa. a graça e o interesse. já existente. antes permittlria uma forca nova. seguiu para Milão. tendo obtido o prêmio de viagem. elle teria encontrado todas as forças para sua criação. affirmando a independência musical do Brasil (21 Não precisava. . marcada com um traço rutilo. dizendo d'"' affirmou H independência intfllectual do Brasil" ! BRASILEIRA "Guarany". Tirando das selvas brasileiras alguns motivos quentes. posto aquelle em que a emoção espiritual mais cede ao langor dos sentidos. . porém a escola de opera italiana. como as limitações de fôrma. de inspiração e factura italianas. exaltado e intenso. libertando-se. longe da realidade. . Com certa emphase e uma nota elegíaca constante. portanto. que era um musico de certo valor. Transportando-os. porque o mundo brasileiro. despertando a terra. não desmereceria a musica. Fezse a abolição. teria nos legado um monumento bem mais solido. na sua idealidade absoluta. que ê sempre menor. Nem Gonçalves Dias. de mocidàde e audácia. não era uma imitação do movimento europeu. pois. sentidos através da cultura. filho de Manoel José Gomes. procura uma solução preconcebida e. o destino histórico que cumK priamos. deixando essas impressões passarem em sua obra. eomo Alencar. que bastara á poesia e ao romanep. nem José de Alencar delles precizaram e criaram obra. O suecesso franco e retumbante foi outra traição. nunca o universo nos pareceu pequeno. e de gênero vulgar. E m 1Sfi3. esquecendo-se de que o trairiam. de cuja gloria devemos ser orgulhosos. por oceasião das festas do Centenário do Descobrimento da America. Era o início de sua trajetória. Além disso. criaram a ficção do estado. sacrificando a intenção á fôrma. Carlos Gomes. o symbolo da nossa gente. tendo nessa obra escripto uma pagina de grande suecesso. uma obra brasileira. vivo. Gonçalves Dias. A's vezes. para deleite dos sentidos. onde não raro se prendem os mais! audaciosos vôos. entre outras. não poderíamos levar a nos lamentar tristonhamente. ao mesmo tempo que uma melodia larga. na evocação do autochtone. prendendo sua emoção no convencionarsmo de gênero. foram árias em voga de bocea em bocea. os indios de nossa selva tinham sua musica. a menos numa ou noutra ad&ptaçao sem significado.-* de. do maior fulgor.i intelligencia. em arte. Carlos Gomes. e que fracassou por falta do favor popular. Mas.i nossa literatura. Deixou incompletos a partitura da op. Temos que conquistar o rythmo brasileiro. executado em 1892. criou uma obra em que. nas mesmas modulações. E que. Carlos Gomes é o mais consagrado composiitor. "Lo Schiavo" (1888) onde dramatizou a dor e o supplicio da escravidão. a -. sobretudo as que se desprendem da escravisação formalistica e a inspiração brasileira domina. e "Condor" (1891)> cantada no Scala. 9 A 12 — ANNO I AMERICA foi idealista e criadora e aquella fadiga de viver não conseguiu vingar no nosso paiz. O favor popular foi o maior possível 9 Sento una forza indomita. que lhe revelam a origem maravilhosa. possuindo sua musica riqueza e brilho de timbres. o titulo de maestro. deixou na musica um pouco do lirismo ardente e característico dessa magia imaginosa o indefinivel da alma brasileira. dominado pelo ambiente. o que lhe tirou muito o frescor. ellas se unem e se misturam nas mesmas árias. a arte (• aquelle depoimento do coração humano. da graça e do p : ttoresco. selvagem e impetuoso. porque. Carlos Gomes1 poderia ter tido o papel de José de Alencar n. escreveu Carlos Gomes as seguintes operas: "Fosca" (1872).f. fosse de brilho ou de melancolia. dedobrando-se na melodia faCI e communicativa. de beíleza. i\ 13 de Junho de 1K30. nascido em São Paulo (1). p a r a enfrentar o tempo. por vezes. Esse fundo falso perdura na obra de Carlos Gomes. o espirito brasileiro se rebella contra humilhação e irrompe.. de intensidade. "Salvador P o s a (1874). por exemplo se tivesse seguido os pendores de seu espirito e. os da independência. as suas primeiras tentativa. Em 1870 alcançava o primeiro rriumphfc levando o "Guarany" no Theatro Scala. fazendo-o desprezar as vozes da terra. não se apagaria mais de seus ouvidos. que lhe valeu grande sueceso na Itália e "tornouse tão popular como as estimadas operas de Verdi" "Maria Tudor".. Ciei di Parahyba e Mia Piccerclla. independente dos modelos extrangeiros. Por esse tempo escreveu a opereta ''Se sa minga" (Theatro Fos. ânsia que procura expressão na própria vida. feito para os estudantes paulistas e que lhe valeu um grande suecesso. os homens da monarchia. construiu uma obra invulgar. no emtanto. com melhor êxito. tudo deve ser surpresa e maravilha inédita. num frêmito exuberante e joven. sobre Alencar. são graves embaraços á livr^ communicação entre os espíritos nesse vago mysterioso.?ra Morena e fragmento do "anticos doi Cânticos. No (1) Antônio Carlos Gomes (1K:W-18!I6) nasceu em Campinas. construísse sobre nossos motivos. com physionomia própria e certo caracter. ao revés desse esforço. pouco solida. o que lhe dirigiu com critério a primeira educação musical. acima de todas as contingências. teve nos olhos desde menino. em algumas de suas composições. revista "Bella l u n a " (Theatro Cascani) valendoIhe ambas as melhores sympathias. em notas violentas e cambiantes. muitas são as suas compasições para piano e canto. que repontam em seus trabalhos. indomável. á guisa do Alencar e Gonçalves Dias. e a impressão admirável e pujante da terra. para dar mais esplendor ã democracia. quando soam a notas exuberantes da terra americana. sem força ou sem animo para reagir. fluindo das fontes mais puras do nosso lirismo. aceitou tranquillo as indicações extranhas. Dessa época são o Hymno Acadêmico. e outra empolgada patrioticamente pela realização brasileira — seria definitivo. ao irremediável aniquilamento do mal dl século. Magalhães. com as preoecupações do "bel-canto". com grande êxito e applausos francos e ruidosos. e as operas Noites do Castello e Joanna de Flnndres. Carlos Gomes revelou as forças de seu espirito. de cujo conservatório foi alumno. E entregou-se cada vez mais aos moldes italianos. Í2) Este conceito •* do Sr. lhe perduraria no espirito. ou comprimil-as nos modelos da " a r t e " . exclamando: Questo gioranne coinincia de dovfí finisco to. no primeiro século de independência. n a opera. Ahi tudo é emoção. 'Tobias Barreto ou Castro Alves eram no fundo idealistas e constructores e a melancolia e a duvida passageiras não lhes transmudaram o germen espiritual da crença. Carlos Gomes estava talhado para ser o criador da musica brn silfira. que era urna doutrina sceptica. que é a "Alvorada". onde a fôrma ê o entrave constante. ser perpetuo e universal . em geral. findando por esquecer os motivos nacionaes. Com originalidade de estro e inspiração opulenta s varia. Depois da personalidade empolgante de José Maurício. Demais. não no sentido de uma arte regional. e depois1 no Rio de J a neiro. numa tragédia estupenda e radlosa. sem outras preoecupações para . quente. Na opera brasileira. O próprio positivismo. Prejudicou-o. A arte é liberdade. nós o tornamos criador. como qualidades exeellpntes.-' definitivas.a s . Com inspiração singular e colorida e possuindo o sentido da natureza. sob a influencia das longas árias italianas. Graça Aranha. que eram todos românticos. A musica de Carlos Gomes. Essa synfonia de accordes majestosos. Só então appareceu Carlos Gomes. sobretudo as de Verdi. um dos poderosos artistas do nosso paiz. que era o seu. cedeu e compoz sua obra em fôrma italiana. logo que despertaram a s forças criadoras de seu espirito. a expressão tem uma violência imprevista e admirável. em que se espirito adejava. Os entraves de gênero. Também na politica. exaltando a eixistencla e permittindo sentil-a ern toda a plenitude de força. Carlos Gomes. inédita. uma expressão forte. então em franco suecesso. do Conservatório l e Musica. que deve dominar o tempo c o espaço.. é desejo incontido. em que a arte os enlaça e os domin» . mas com a grandeza dos motivos nacionaes. assim tornado. onde em 1866 recebia.ia imaginação flue com frescura e calor.NIUIS. satisfazendo-^ cm ver as coisas e sem se Inquietar com p o s s u l l . tem por vezes. poucos são os aspectos da musica no BrasH. A expressão brasileira de então. posto delia se tenham oecupado quasi todos os nossos musicistas. A obra romântica. nos mesmos accentos E. num maravilhoso surto lirico. mas procurando sinceramente o bem nacional. ir buscar o que lhe poderia dar o seu paiz. Ha paginas interessantes. fez-se a Republica. quando as energias da terra b r o t a v a m exuberantes.

teve em Miguez um cultor invulgar. com calor e exaltação lírica. Não impede. Por isso toda obra de arte é uma suggestão. Muitos outros nomes poderiam citar. Imitador genial porque. foi Leopoldo Miguez (1850-1902. O vôo de um novo E u p h o r i o n . de band do musica. Mais uma vez artista teve a sorte da illusão. numa magnifiW ascensão. sentimental. p a r a orchestra. e muito menos. foi em " I Salduni" u m imitador de W a g n e r . como também fizera Carlos Gomes. como u m a interpretação pessoal da alma ingênua do povo. comprazendo-se o espirito brasileiro em exagerar. mas como compositor de musica de camera.(Op. que delle era licito esperar. apparecem todos. perpassa também u m a certa influencia de Beethoven. ficará em nossa arte como um sonho maravilhoso. Não só nas tribunas somos eloqüentes. mas é despertar que revela. nas apparencias varias e constantes. existe o motivo interior. com seus motivos ornamentados e deslumbrantes. na qual ás vezes ha repetições. A sua musica. é feita com grande frescura e sinceridade. o poema dramático Pelo amor. de massas. dentre os quaes " P r o m e t h e u " (Op. mas sentimos o todo e a tortura do nritsta (• revelar a unidado dces<. Nelle resolvia a arte. contentando-se com os horizontes que os outros r a s g a r a m . profundidade na concepção. Na musica brasileira. " u n e musique d'aveu". . porém. que os reclama. Caiu. lyrico. e se precipita depois em torrentes Impetuosas e violentas. o artista não pôde viver acorrentado âs fôrmas. que olhava o mundo com melancolia e cuja juventude viera nimbada por um véo de tristeza. tão ao sabor da terra. mas com uma tortura de in inito. Não será preciso citar exemplos. ma3 que a Imitação tirou muito da frescura. numa ostentação de adornos. O poema synfonico. tratados com emoção sincera e ardente. que lhe não tira em nada o brilho. 21). cheio de calor e emoção. porventura. de synfonistas. um ajuste de cores. quer a synfonica. Leopoldo Miguez. quer a de piano e camera. que Levy tenha sido um apreciável folklorista. . o motivo popular surge com u m a admirável côr local. sobretudo na ultima parte. numa fantasia intensa e singular. quando alçava o vôo. não escapou a essa contingência da factura. Alexandre Levy foi um revelado. cuja grandeza e perfeição se accentuam. com seus ruídos. as Variações sobre um Thema Brasileiro e o Tango Brasileiro. vindos do thema principal. cujas notas não se prolongam comtudo. Sobretudo na opera "Os Saldunes". para piano. E. na prosa. que nelle escreveu alfiumas paginas. quando pretendia. mantendo u m a exaltação continua e majestosa. um influenciado pela musica allemã. . quando o artista estava distante da Pátria. que por vezes. com o rythmo que supplanta a realidade concreta. n u m estilo colorido e sensível. no\ entretanto. A sua orchestação é rica e múltipla. na emoção transformadora e i m e n s a . paradoxalmente. cujo jogo subtil os enche de pasmo. se deixam escravisar nas escolas alheias. A' beira do regato e Samba). impulsivo e extatico.lancolia. poderíamos dizer sem exagero. tal a influencia do grande musico de Zwickau. Coelho Netto. Miguez trouxe o domínio da eloqüência. O Tango é delicioso de frescura e graça. em frêmitos. tantos existem e tão a miude se nos deparam. e em cada espirito se renova. através de imagens requintadas e effeitos caprichosos. de musica popular. e "Ode funebre a Benjamin C o n s t a m " (Op. que cedo se revelou um alto engenho musical. que é ânsia e n o s t a l g i a . Apparecendo na época do fórmaligmo. Ha mesmo luxo e opulencia. Dansa Rústica Canção Triste. que fosse buscar ao fundo das coisas a essência miraculosa.. Bastava-lhe o turbilhão da existência. encheram de maior fulgor a época contemporânea. as variações em torno do nosso popularissimo Vem cá bitú. " I Salduni" seria u m a obra sem igual" (1) Miguez. reflectindo essa dansa meio b a r b a r a dos africanos. Também synfonista era Alexandre Levy (1864-1892). com que Liszt quebrou os preconceitos das velhas fôrmas da synfonia clássica t conseguiu — segundo Mauclair — a fusão do lirismo poético com o lirismo musical. no Theatro Lyrico do Rio de J a n e i r o . A sua obra não vale só pelo que representa. as coisas silenciosamente. quer no processo de composição. os limites deste rápido ensaio. em que os movimentos se desdobram e entrelaçam. que desenvolvem. onde indicam apenas as tendências e afflrmações geraes do espirito musical brasileiro. ospectaculo. composta com maestria e firmeza technica. na musica. mergulhadas na onda sonora do conjunto. de forte valor musical. Renato Almeida. tão inspirado poeta. nos costumes. No rythmo nem sem é seguro e falta. declamatória. a revelação. Mas os que sabem que. antes buscava. Excede. 1|) " P a r i s i n a " (Op. nos seus círculos enleiantes até chegar á ênfase. O romantismo não era um desespero. O tecido de sua synfonia é rico. feitas numa hora de saudade. nos deu essa eloqüência. numa trajectoria rápida o vibrante. nunca porém com prejuízo do brilho. Coelho Netto. com notas empolgantes e expressivas.. a realidade das cousas. 13). E a arte é uma maior vida. talvez o presentimento da morte que rondava. vindas delle. que a poesia perfeita seria a que não tivesse u m assumpto definido. A musica de Leopoldo Miguez justifica. a esperar de sue estro. de operetas. o que justifica o conceito do Sr. também letra do Sr. Miguez. além do modelo. participando d'aquelle estado d'alma q«« Mauclaír chamou de schumanniano. "Ave Libertas» (Op. m a s cuja vida. . . grandioso em toda a sua obra. O seu colorido quente e o ajuste dos valorei synfonicos lhe permittem obter os melhores effeitos descritivos. é de uma poesia interior profunda.. mas como que esmaece a naturalidade. ern geral. Sua música. as oi chestrações subtis e esmeradas. Os motivos se t r a n s formam em allegorias e criam a suggestão ornamental. o torna um pouco secco. representado pela primeira vez a 20 de Setembro de 1901. procurarão na arte uma maior energia vital.. se Wagner não houvera existido. manejando a archestra com segurança e proficiência. Na opulencia dos movimentos soam de permeio as cordas de. mas sem g r a n de originalidade. "Ode a Victor H u g o . é um poema perfeitamente nacional e aquel:p arroubo e aquella emoção lirica e exuberante revêm muito do ardor brasileiro. em que o coração é o maior advinho na vida. na exacta revelação da physionomia do arj tista. Rodrigues Barbosa: "Miguez. na politica. ás de outrem. ainda que. pela volúpia da imagem pomposa.. pois. desdobrando-se a Imaginação em torno dos motivos. por vezes. bizarrias e b a t u q u e s . A serie Schumanniana. e Os Saldunes. mas sempre solidez e correcção. que teve em Mlguez a mais alta expressão symfonica.'NTMS. senão também no verso. escreveu o Bymno -fft Proclamação da Republica. 23) são paginas de grande brilho e envergadura na nossa musica do programmá. 15). de que se tornou um discípulo brilhante. ou de expressões. com o preconceito plástico. Tinha um espirito requintado e dahi ter tratado o nosso folk-lore de um certo modo superior. como quer que seja foi um synfonista de mérito e muito brilho. il A 12 — ANNO I Ao contrario de Carlos Gomes. onde. Afora as paginas para orchestra. alguns dos quaes com qualidades aprec veis. " A factura de Miguez é solida. e ainda no púlpito de maestro ou tio piano. AMERICA BRA8ILE para supprir as deficiências intimas Os seus poemas aynfonlcoi. acção do Sr. mas sobrelevando-o. Taes são as maiores expressões de nossa musica no século X» afora aquellas que. porém. senão como uma exteriorização. folk-lorista. em cujas fronteiras assentam tenda. que transcende á sua equação pessoal. construiu uma obras digna de estima. por sobre o fundo pertinaz de melancolia. de sons. A arte anseia pela liberdade para abranger o universo total. com certo caracter. As excellenclas e os de feitos da sua obra não se somem u m a s ao contacto com os outros. eircumscreveu-se em absoluto ao wagnerianismo. Ama. Na Serie Brasileira (Prelúdio. dominando a contingência. que lhe passavam nas recinas como uma visão de maravilhas. em que a imaginação nacional se exalta. um meio de sentir mais plena a existência. cortada aos vinte e oito annos. de opera. o apreço q u e lhe votamos e a aureola que lhe cerca e consagra o nome. A nossa literatura e as nossas artes estão ponteadas de exemplo? que taes é inútil trstar a repetir. O "Ave Libertas : " por exemplo. de compositores sacros. e sentio-o bem Novalis. as notas rutilas e brilhantes. como attestam a sua Serie Brasileira. que avulta (11 Rodrigues Barbosa — I b . E r a Alexandre Levy u m romântico apaixonado. nas artes. J á a expressão é um entravei. um poeta sensível. era próprio ao temperamento de Miguez. que era uma inventiva prompta. não lhe permittiu a realização. ás vezes fabulosa. os coloridos vários e empogantes. um colorista seguro e um eloqüente. de linhas. mas p a r a dominal-a. com uma certa me. Essa expressão. Nôs criamos fragmentando a natureza. por vezes. de Liszt e Wagner. Não sr) na synfonia. reflectindo as qualidades de nosso espirito irrequieto e vivo. quer no estillo. de literatura de piano. de câmara e de P>a de virtuosi e cantores. empregando os "leit-motiv" á guisa du mestre de Beyreuth.. E ' um pendor tropical em que não raro os nossos artistas se perdem. O erro dos que defendem a fôrma está em não sentirem a arte. Não era uma meditativo. Nossos artistas. que dá a fôrma. são ungidas de intensa nostalgia.

soube sacrificar-se pelo ideal da independência e da Republica. da mesma investidas pela região do São Francisco. O que se realizou em 1822-23. seja na vida orgânica ou maUm novo horizonte rasgou-se para esse acontecimento. com as suas abertura dos portos se daria mesmo sem Silva Lisboa. social ou politica. nada é mais essencial a um movimento do gênero desse Póde-se affirmar que a abertura dos portos se daria ainda quan- que nos preoccupa agora do que a posse de um território. Esse movimento. o curso da historia. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INDEPENDÊNCIA E 0 PAPEL DA BAHIA Pede-me o Dr. Não havia a Historia pátria recolhido esse episódio de tão vivo Ha que a p a n h a r nesse movimento. Esta revolução. antes de 1823. As necessidades do Brasil acabariam hia e em Pernambuco. afogada em sangue na nascedouro.cn a África o consolo de viverem em qualquer das feitorias portuguezas nella existentes: a ordem dos juizes era pelo abandono delles em terras "que não estivessem sob o dominio da Coroa de Portugal. Oliveira Lima. para animal-a depois com o sopro da palavra. A paulistas. tal Silva Xavier. quando Itaparica o os povoados da bacia interna de Todos os Santos soffreram assaltos temerosos. Egas Moniz. em 1798. onde tive o berço e me nasceram os filhos. de transformações. . o Sr. para a abertura de estradas nos sertões e para a repulsa ao extrangeiro deuredador. Nem se comprehende na vida social acontecimento que se não interesse para o estudo dos primordios da nossa emancipação politica. de Sua Magestade Dona Maria I . obedecer-lhe. e o phenomeno histórico vai buscar suas raízes em situações sociaes o políticas que se materialisaram já ou que apenas se esboçaram. a idéa forma-se da elaboração cerebral na qual se fundem outras idéas já pensadas e vividas. A independência aprofunda suas raízes em longínquo passado e desdobra a sua ramaria até um momento bastante approximado da nossa época. Depois dos no. o mais tarde Visconde de Cayrú. a actuação da nobre província do Norte nesse movimento politico. ainda está um pouco nublado pelo esquecimento. providencial a arribada da náo em que viajava varias partes componentes uma intima ligação. que foi " a l - guma cousa mais do que a Conspiração mineira de 1789. Num momento em que o Brasil quasi todo se encarnava na Ba- Mas. Elysio de Carvalho uma pagina sobre o papel da Bahia na independência nacional. elles enfrentaram os batavos. homem difficil de permanecer num de- capital e do recôncavo. até ao Piauhy e até Mi- maneira que a independência se consumaria ainda quando não exis- nas. é tanto mais para admirar quando. em sentidos e rumos oppostos. Delle escreveu. abundam em mim o amor a essa nesga da terra do Brasil. Ora. E se me não sobra o prestigio de historiador. pressão de "independência nacional" que se generaliza na ex- três phases distinctas: a pre- paratória. sem os quaes seria impossível o facto. o pensamento ou a creação de qualquer ordem de cousas. entretanto. a da acção decisiva e a da construcção do novo império. de idéas ou de phenomenos. estabeleceu entre a* suas Outra influencia decisiva teve a Bahia para o encaminhamento da nova ordem de cousas de que resultou c independência: — foi a decorrente da abertura dos portos do Brasil á navegação e ao commercio do mundo. sua oeeupacSo da Dependia do animo do Rei. plicavelmente desconhecido até bem r. vincule ao passado. porquanto havia mais trabalho feito. desbravamento do território pátrio. Ella vem a talho de foice para provar que a Bahia teve sempre o culto da liberdade e que.XPMS. Foi. que só se adquire com o tempo e com o labor incessante dos livros. porque nos dilatou o território. proclamação e ás lutas que a consolidaram até a expulsão das tropas e esquadras obedientes ao General Madeira de Mello. Depois de São Paulo. não somente na por impor essa medida. poderia vir muito depois. resulta de uma serie de reacções. portanto. de opportunidadc quando ? . João VI a Bahia. . inex- terial. seja na vida intellectual. Após a Conjuração Mineira. e imprimio ao nativi D. ainda se não haviam amortecido os clamores das victimas do glorioso sonho de Villa Rica. Assim como o ser orgânico deriva de uma conjuncção de cellulas. nenhuma capitania deu tão grande numero de bandeirante»! ou de sertanistas. Pelo que se refere ao passado. a Bahia teve um papel brilhan tissimo na formação do espírito nativistá e nacionalista. com o estudo publicado na Bahia pelo Dr. e não sei como fugir ao dever de sos posteriores. mas ainda nos arremes- . Um simples gesto muda. H a pedidos que se recebem como vozes de commando. Sua historia está toda impregnada desse espirito cavalhereo O do illustre pensador é u m delles: pela sua autoridade e pela ne- co e dessa ousadia nativistá que deviam mais tarde dar em terra cessidade que ha de estabelecer-se um julgamento definitivo sobre com o dominio de Portugal. com o estrangulamento e com a infâmia seu sonho da liberdade. Os representantes da justiça regia haviam-se enchido de tamanho horror aos criminosos que nem siquer permittiram aos desterrados pa. muita vez. e no qual outros foram desterrados para a África. e foi precizamente essa gente nômada e aventurosa quem mais contribuiu para a emancipação politica do Brasil. havia mais do que conversas patrióticas. mas começa a vir á luz nimbado pela gloria dos martyres do 1798-1199. onde se foram encontrar com os paulistas e tiveram papel sa- tissem D.ouco. o co- do se não registasse a intervenção do laureado economista bahia- nhecimento delle e a consciência da própria riqueza. E quem tal avançar não estará dizendo um dispauterio. e a vontade firme de retirar dos acontecimentos a verdade. os maiores bandeirantes foram os bahianos. Pedro e José Bonifácio. como a independência não pôde circumscrever-se ao facto de sua E' que oa inconfidentes bahianos haviam pregado com a independência a Republica. Tudo. como providencial foi o seu avistamento com a consciência de sua grandeza. na terra. pela delação dos covardes. Elles muito contribuíram para o Seria apenas uma questão de tempo. não foi a obra de um instante. Poderia vir logo. no qual quatro bahianos pagaram com a vida. liente na guerra dos emboabas. afim de que não lograssem propagar as suas perniciosas doutrinas entre os subditos Foi assim a Independência. teve a Bahia sua Conjuração.

não deve. e Cockrane. este. alluiram por encanto as muralhai universal chinesas que reparavam o Brasil do espirito Veio gente de toda par'-i e de toda parte a luz nova das < rençns o princípios modernos invadiu a consciência dos brasileiros BRASl ANNO I O A 1? Aquella geração passou inesperadamente e ver o que até alli apenas imaginara. veio a imprensa. pelo seu ouzio. ».lo Ponto de vista. em nossa historia. ambicionando a reconquista. no acceso da luta que ella prestou o maior serviço a essa cav-a . emquanto um paiz t- Lemos Britto. Publl. poderiam substituir o 7 de Setembro. E' certo que todos os povos commemoram a data inicial dessas reivindicações. artilhando e guarnecendo as suas ilhas e enseadas.Lisboa teve . e dentro dellas ponde convencel-o de que o cx:to de sua permanência no Brasil dependia da abertura dos portos ao commercio extrangeiro. tivesse. os portugueses conser'i a r a m no porto de Todos os Santos a s u a formidável irota. No Bra- quadra. Silva . nossa. Dentre os serviços da Bahia á causa da independência. sob a influencia de seus áulicos. muito adiante: — lutou até que o exercito e a esquadra de Portugal abandonaram definitivaente a«s suas terras o as suas á g u a s . Havia. não só impedio que o exercito de Madeira pudesse yir reforçar a Divisão Auxiliadora. nômica assignada pelo príncipe regente em beneficio de nosso povo. com o prestigio moral e polit . sei esquecido. armada. mam capitulações. a sorte do movimento iniciado nos campos de São Paulo com o brado do Príncipe D . sufficiente nos seus canhões p a r a isolar o Brasil do resto sil foi a abertura dos portos assim como a carta de alforria eco- do mundo. O notável estadista S r . Ve . mas é corto rambem que. augmentado se arrogante á luta da independência... A' abertura dos portos deviam sueceder-se medidas fundamen- taes que delia própria decorriam.ue a independência politica é um corollario inevitável da emancipação econômica. Antônio José de Almeida em seu dls- curso 'do Congresso Brasileiro. esse paiz não é livre. comtudo. A Bahia. a que partissem reforços. guerreando incessantemente os dominadores.«•mtnu. invejável fortuna de captar a confiança e a sympathia do monarcha. isolando a capital. toda gente hoje affirma c. na Bahia. Tudo isto filiava-se ao derr. e por isso prohibira que o celebre trabalho de Antotill aqui se diffundisse. pondo-se em a r m a s . o a liberdade das industrias. o dominio do mar. quem poderia considerar integralmente livre b. itonai.000 portuguezes e uma esquadra dispondo de mais de 400 canhões. Portugal sabia tanto desta verdade que sempre procurara impedir que os brasileiros tivessem ptjrfeito conhecimento das riquezas de sua pátria. Um povo que não tem a consciência de sua vitalidade e de seus recursos não cria a coragem neeessariaria ao rompimento com a metrópole. Foi Isso pela noite de 1 para 2 de Julho de 1823. A grande província do Norte foi. organizada..-aõo o decreto. na Bahia. . dos reis impostas e não doadas. Se estas forças pudessem distrahir-se.A M E R I C A NfMs . tudo q u a n t o hoje festejamos nau se teria conquistado com tão pouco sangue e t a n t a facilidade. no superior. Pedro talvez houvesse fracassado. Bastaria a grande esquadra Juzitana p a r a aniquilar a nascente marinha do cpmmando geral de Cockrane. como conservou immovel a es- rebelüão collectiva é a certeza e o orgulho de sua força.eio o ens . O 2 de Julho é bem o dia da independência na Cabrito: seus homens de estado muito contribuíram para o reconhecimento e para a consolidação do Império. pois. Muita gente pergunta porque. Ora. O que dá a um povo o brio da tem parte de seu território oecupado por forças r e s p e i t á v e l da metropole. A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de razão é simples: elles careciam de g a r a n t i r sempre a retirada de seu exercito e a posse da capital. Sem a resistência da Bahia. pátria '/ A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de Foi. um exercito forte de 10. Antes desse acontecimento. o Brasil lançou- aliás diminutos. Isto tudo deu tempo a que outras provincias rebeldes se decla- Penhor desta conquista. centro da resistência. em suas unidades. capitulando varias datas que. esqueceu lamentavelmente o 2 de Julho de 1823. para o recôncavo bahiano. to de oito de Janeiro. Tudo isto remontava á entrevista do «soberano com Silva Lisboa. da abertura dos portos. porém. uma das que os povos reconhecem e procla- rassem subordinadas ao governo do Rio. co fortalecido pelas suas r*efações com as outras potências.

uo c e vasse o regime presidencial: não silenciava Diogo Feijó sua pouca symüathia ©elas assembiéas numerosas e de ordinário tumultuarias. por violentos ataques nas discussões da resposta á "falia do throno" e nas das propostas orçamentarias. Maciel Monteiro. Seus ministros. como Limpo de Abreu (depois Visconde de Abaeté). Certo. Constrangia-se o Regente ao v r as delongas de debates sobre matéria ás vezes de especial urgência e mais de uma vez ordenou a ministros seus que fugissem de dar resposta á« interpellações dos deputados soffrendo as "sabutinas nunisteriaes". Entretanto. eram o» títulos com que fora seu nome apresentado á 'Nação e que a levarem a sufragal-o. Não acceilava insinuações da Câmara e. Assim é qu'. uma descrença profunda levando-o atè á repentina renuncia om Seíembro de 37. Visconde de Caravella). sinão immediata. tio fortes eram m elementos de que dispunha <"> outro candidato . emquanto o talento de Acayaha de Montezuma defendia em discursos magníficos a administração do Regente. partidários da restauração do p r i - meiro imperador. longe.. dissolvendo. ao mais alto cargo no Império. Alves Branco (mais tarde 2°.denciar o desaccordo que reinava entre o Regente e ella. escasso de palavras. então dos "votos de desconuauça". alto collarinbo. embora os ministérios não constituíssem ainda um todo único sob a designação de "Conselho de Ministros'' com um presidente á testa (o qud só se verificou a partir de 184 í. >s ministros a solicitarem a demissão. lia de assignalar a circumstancia particular de exercer no tempo a Câmara um papel preponderante na politica nacional agindo como a expressão mais genuína da vontade nacionai. aião uireita espalmada sobre os Santas Evangelhos. Positivamente.L em 1836 o ministro da guerra General Fonseca Lima — mais tarde Barão de Suruhy — participava ás Câmaras que não podendo assistir ás sessões daria por escripto as informações que lhe requeressem e no anno seguinte Tristão Pio dos Santos. "os chapéus reinados" como criticavam aquèlles que gemiam saudades dos tempos do Impfrador. quando a onda opposicionista se ergueu mais violenta em Juiho e Agosto de 1837.Nem dois annos havi . além do notório estado de r e beldia de algumas provincias do Norte e o mál estar gerai em que o paiz vivia desde o sete de abril. difficuldâdes. de joelhos jurar. para contornar uma intcrpellação. terminando com os pronunciamentos do Campo d'Acclamação e do largo da Constituição. as condições especiaes da politica brasileira não toleravam á testa do governo um homem da tempera de Feijó.de seus mais intransigentes inimigos confessarem "jamais haver tal homem sentido a sede do ouro" — rosto triste que não sorria — talvez em conseqüência daquelle penar em que viveu de ignorar quem seus pães ou por motivos de . Aguilar Pantoja. que a seu lado tivera Minas Geraes. fiel ao menino Imperador.período de anarchia. Atravessava-se um período de accenluado espirito democrático: da tribuna da Câmara e que partiam as itli'*a« mais avançadas. gravata ue duas voltas e apurado laço. dizia devorado de despeito Antônio Carlos. suüstituindo-ee os ministérios coiulorme as correntes partidárias em maioria no legislativo. de limpos brazões. bengala te unicornio e castão d d u r o . reformando-se. senhoia dos maiores e mais ricos engenhos do Norte. pèrio substituindo — por força do Acto Addieional. irritado no ostracismo. este já meditava na renuncia. A energia indomável e o alto patriotismo que o ministro da justiça do gabinete da Regência ue 1831 demonstrara nos augustiosos mezes que se seguiram á abdicação de Pedro I o pondo cobro ás intrigas e aos motins dos quartéis. agitada sempre em calorosos debates. resoluto. cuja autoridade de muito dominava a do Senado e embora longe ainda se estivesse ao tempo em que se veio firmar a praxe da apresentação d) gabinete ao Parlamento com a exposição ao programmá politico — administrativo a ser observado. Carneiro Leão. A Câmara era de espíritos moços e d'ahi irreverentes "mancebos inexpertos e theoristas crus" como. bem longe ia aquella explendida manhã de 12 Je Outubro. o bispo eleito de Marianna.1 que recebera a investidura de Regente do Im. no Paço do Senado. Feijó. em meio de tantas i ambições. Entretanto os ministérios se formavam de accôrdo com a maioria da Câmara dos Deputados. nurn .Senhores!" o que provocou mais tarde o commentario do Visconde de 1'ruguay que "em tempn algum a Câmara fora tratada tão de resto. seu organismo uma paralysia que terminaria por vencèl-o de todo. que constituíam uma das suas vaidade*. dizia. de forma alguma pode: ia servir para Rei a forma da Inglaterra: Seria a Regência em pleno exercício de poderes. em flagrante opposição ao seu temperamento autoritário e insubmisso — estava o Symbolo da unidade nacional. que por esse tempo começava a aprender no casarão da Quinta da Boa Vista as boas maneiras sob as vistas e cuidados do Marquez de Itanbaem. quando exaltados andavam os "caramurús". Era pela acção r a nida. dizia com muita presença de espirito que o que a Câmara desejava é que abi comparecesse todos os dias para dizer: "Louvauo seja Nosso Senhor Jesus Christo: Sua benção meu?. no emtanto.K f M k 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 REGENTE FEIJO' Aquella Regência. as insubordinadas tropas de linha.í Regência —• Hollanda Cavalcante de Albuquerque — nome du grand« <prestigío politico. constrangia. de opulentíssima e numerosa familja fidalga de Pernambuco." Feijó não transigia com a maioria: os ministros do EsH. para. em que. A eleição fora disputada. soflYia um abalo' intenso determinando um pessinismo sombrio. se apresentara perante a Assembiéu Geral Convocada. vez consultada — se transformara para Diogo Antônio Feijó em um poso intolerável : suas forças physicas. numa espantosa concentração de nervos. Na austera figura d*aquelto homem entroncado e rabeçudo. guardando uma extraordinária sereniuace. recém promulgado-a Regência Trina e. sem u controle importuno do Parlamento.Câmaras era principio ineonteste do direito constitucional. Ignacio Borges. Os governos deveriam ser fortes sJm soffrer as vicissitudes do apoio das Câmaras. severo na sua sobrecasaca preta. o antigo delegado paulistano á Corte de Lisboa. de uma honradez ilibada — a ponto. tomando em consideração a denuncia orterecida pelo deputado bahiano Francisco (iê Acayaba de Montezuma. . reservado. Rego Barros. defeza da Religião Catholica. Seria o Regente de 1835 um typo perfeito e acabado para exercer o cargo de presidente em uma Kepuonca u. ministro da marinha. . physionomia riapida. condecorações. já pelos quarenta annos. elevando o ex-professor do Itú. Castro e iSilva. impossibilitado que e s tava de dissolver a Câmara e recorrer para a Nação. insinuando-s • no . qut> muito discutem e pouco oroduzem e d'ahi não tolerar o predomi nio do Parlamento. agitado. alterando-se. vencera por seissentos votos seu antagoni-fei e dessa forma ftubira ao poder aquelle famoso padre que. tão seriamente eompromettida pela revolução que irrompera no Rio (irande do Sul e que degeneraria em um dos mais sérios movimentos separatistas — a guerra dos "Farrapos" — e pela rebellião que se levantaria no Pará. em meio de aeclamações e vivas. Além do previlegio que a Câmara dos Deputados tinha de chamar á responsabilidade os ministros. tempo em que se distribuíam facilmente títulos. seu espirito vivo.do eram da sua confiança f reuniam-se sob sua presidência. jugulando com ifirmeza o movimento capitaneado por Miguel de Prias e creando a Guarda Nacional.o Imperador. a responsabilidade ministerial perante as . chefe do governo desse imrríeniso Brasil durante a minoridade i. p a r a ev. A Câmara não tolera%a restricções á isua autoridade: de 182? a 1830 processara oito ministros do Estado © em 1831. tenças e mercês e que permittiam os uniformes agaloados e os chapéos de dois bicos. . chamara a julgamento o famoso ministro da justiça Diogo Feijó por haver suspendido as cartas de seguro.seu estado religioso a que as circumstancias da Vida o conduziram. leve a coragem e a força de firmar a supremacia do governo civil. sem derramai sangue. que não usava. observância das leis. Miguel Calmon. intrigas. Rodrigues Torres. com a alliança de Bernardo de Vasconcel- los. o compromi&so solenne de velar pela integridade da Nação. a letra constitucional estipulaya que o Impera-uor — na menoridade o Regente — podia n o mear e demittir livremente seus ministros. dieclinavam . espécie de salvo con- dueto. Montezuma não galgaram o governo sinão porque gozaram da confiança particular do Regente. a que subira em 1835 pelo voto da Nação — pela primeira .

.ram pretexto para que romipesse a oplposi. embora modificiado. u fe ^Ê •nfensa curiosidade. O Regente recebido com os trabalhado.commerciantes de conhecüa competência ria. lidade cm compor os seus discursos.' O donou nas mãos de Araújo Lima o poder. Sul. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão rante o primeiro império.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa Geral do anno de 1836 d pela goimentador temível porque subia á tri.finanças — Castro e Silva — sobre a« D l * • j f c t i c a s do protocollo. único nome para que apformalidade pelaram os moderado» quando a Câmara não tolerava esse predomínio do poder uo inexpressivo. o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo.ciaes para acudir ao apromptamento das deiro órgão dos sentimentos nacionaes. aldo Seixas. fo. A guerra declarada entre Vas.. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon.sobre nossa vida financeira de accôrdo ção na Gamara. funda.dos deputados votou tumultuariamente a autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos Regen. Cruz forças legaes. apostrophava o governo de pretender manuava. sendo-lhe absolutamente livre M^rianna <i\ confirmado pela Santa Sé." O Esse caso e m-iis a rebellião que se alas. pouco de. » concellos e a política ide Feijó iria até o if™™. commendações. Vasconcellos á circumstancia de ttir Feijó Câmaras que concede ao dhefe do Estado negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria alcançado popularidade graças ã acção de maiorias das Camaias.1~ a o t ir. poderos do Estado: estão divididos.mento um homem autoritário destinado a todo o anno de 1836 manteve aberta opposição e poucas são as sessões da Gamara^ vido dizer que 0 nosso Governo é o da. esforçado pesquizador um defficit que avançava além dos sei= Wà ciai . a suspensão de garantias • Como quer pois o illustre senador obrigar e que tinha assento na Gamara. então se demonstrava subir ao poder.rt v « o u m«in v o — mrcuiani» ««—.vida interna o encargo do empréstimo ae tarios ido tempo. o pedido de verbas espechefe ou a este parecer que não é verda. o vaticano recusara a posição atacasse o governo. que pode entender anarchia ameaça devorar o Império.Evaristo da Veiga na "Aurora Flumiver a 'Gamara dos Ideputados. cellos era excepcional: sua l". ique professava opiniões seme.a politica passaria a ser chefiada por maior durante o período Regencial. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma pretraordinária que se fazia sentir de norda "thabes dursalis' que pregaria em ponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. dai-lhe força com que possa fazer tem voto. Ap. o que escandalisara A guerra no Sul." Já lembrai e repito: a Constitui.com 0 pesava. 9 A 12 — A N N O 1 AMERICA B RA 8 I LEI R A A lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e final: quando o Regente desalentado abangovenio o direito de (dissolver a Câmara. graças ceita do Império de doze mil contos.c<. o mentar.préstimo de 27 de Dezembro da »•* rimeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao . e porque? dores e aos lueputados: "A moral.o primaz da Bahia. tantas lacunas grande estadista que elle apontara para i:e Finanças — onde se assentava Berdeixava assinalar. desaparecendo no começo de 1837. Sua intelligencia.O governo consome o tempo em vãs re*. ainda pois no período Regência!.volta Ide uma missão diplomática especial senador Feijó. O nosso governo lhantes ás de Feijó. mesmo dude Evaristo da Veiga. o governo e o poder entre o Brasil e o Santo Padre. O longo Bem se pode d"ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais jiusta e pormenorisado relatório do Marqu*z cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. Feijó mantinha. reconhecer o sacerdote com tal investildura a maior parte desses debates como defen-. amigo. seria o Visjudiciário todos teem atribuições marca. o Imperador a tirar seus ministros Idas isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o projecto de dividir a guarda Nacional maiorias. feita a veaia á m a n c a s — u. Bernando de Vasooncerlos durante'* Wão Paulo.da para que sirva de sustentáculo ás leis.em contigentes. Seja elle responsabi.X 400..000) denunciando-se no orçanwn*0. Ms adaptadas ás necessidades pu. Era um ar. já sem mais outra quasi. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Câmara. nardo de Vasconcellos — não conseguio no maior brilho e intensidade. qu» nossos banqueiros em Lonldres. reconhecendo a ra dos Deputados ou de adia-la. En. sendo a media U« Re' itf|lfce apresentara nos Paços do Senado. A capa. aggresiva.plicae a tempo o remédio" e chamando volucionaria levaram Vascooncellos á triral. intolerável "E' a vontade irres|poris. A assembléa. Dai-lhe.reja a s consciências e seja mais solida a livremente o pensamento. As perseguições qua não devem governar. isto seria o go. hidirectamente.seja a consciência e seja mais solida a ga. Isso feito. ao mesmo A sorte porém era adversa a Feijó porque andamento algum.. O povo enchera á magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho desenvolvido pelo ministro oM • L ^ f l C ^ K ias. Não confundamos os previlegio de eleger o governo os bispos. esmiuçudor. não escondendo suas vivas sym.„„R„ • • K r i g i o a "falia"' em nome da Sua formisação do nosso meio circulam» .Feijó era forçado a fazer á imprensa rea cousas que sejam oppostas ao bem ge.avel dor o direito de negar sanção ás leis que porém. que depois da abdicação a Assem. malisar a situação financeira do paiz amflumincinse. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio parla.violências dentro da lei e terminandoíj nem!" E na sessão de 29 de Maio conti. entretanto. A politica de Feijó verno da força. perante o Senado sustentava tes : em cada conceito se revelava ao parlana sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. Nem por constitucionaes na região revolucionada. o compromisso da divilia portuguesa Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. quando essa pathias pela permissão do casamento aos nense" maioria não está de accôrdo com o mesmo sacerdotes catholicos. que passam peía maioria das (duas Câmaras e blicas. maioria e que quando a maioria quer O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes uma cousa íueve ser feita. contra o Brasil além da dilevado por desgosto. movimento Bernardo de Vasconcelos. A "Aurora Flupara formularem o parecer. Não era aquelle phrasea.meios suasorios que o Regente.se Feijó com toda energia na defeza do conde de Abaeté.. face macilenta. offerecendo o experimentado diploridade. a reorganização dos quanomeal-os ou demittil-os sem condição tretanto. pois de reconhecido tentara empregar. isto é. que ao encanecer. pa. tal principio tende a Janeiio. EUe pode dissol. o ministro Limpo da lei.maioridade do Imperador. deve ser melhor ensina. formava uma excepção. que na mocidàminense. pesando. o arcebispo D. não subio á tribuna..•tar quem lhe dera o próprio prestigio —a imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das gararatia da publica prosperidade l" Padre. plianldo o nosso meio circulante. palpebras cahidas.que tudo era motivo para a oprepublicanisar o Brasil. O nosso governo é o o que determinou uma crise diplomática sor da politica seguida. Romu.mata ao governo os trabalhos que fizera defendia a politica observada pelo Regen. futuro Marquez de» Sta.n t&ess idade de uma repressão nas suas Porque não quer que as maiorias gover..horiosidadc 1824.-<ílpnni'1:iie: o corpo diplomatieo em qu 5 era tendo como ninguém uma faci..mento da ordem. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado.(Regente) só que tem a iniciativa. de mera legislativo e em 1839. governo de um só.canonica.N L" AIS. de das na Constituição.lizado por abusos e omissões.afigurava-se ao grande parlamentar como A Constitoição dá ao poder modera. violenta. Digníssimo representantes da Nação. Chegara em Junho de 1836 ao Rio.s mandar: "Nossas instituições viacillam. conduzindo.trava no Rio Grande do. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. dessa for. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem.fracassados o* na Europa o Marechal Marquez de Barbama nas vésperas da proclamação da maio. O ministério não bem indepenisto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da dência de acção". períodos curtos. . ao ser eleito o bispo do Rio de dros do exercito e a reforma do thesouro nenhuma? Senhores.n.cena.da armada.de Abreu. 'falia do throno" A sessão fora de espedebate.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Câmara de tão mal se afigurara e que. Feijó lavras ríspidas.mil contos de reis.Vasconcellos.buna protestar pelo direito de manifestar moderador o direito de dissolver a Gama. figurando em é monarchico.

Ribas Carneiro.a Nação elegesse o Regente Permanente.üiiuesegura ei expontânea. wxalá que na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor as urgentes necessidades do Estado! Está inchada a sessão" e entre murmúrios.' Era a censura ao despediicio da tempo nos trabalhos parlamentares.um oífrciO' Uo íiumsuo -\raujO . Albuquerque — simples de expressão. se dirigio ao Paço. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon.dro. só mais tarde limicrise finanecúra que atravessava. os poderes da Nação e os das . deixando a palavra u 0 cargo do Regente. decia brilhantíssima. espe. período de da. A attitude desses gaúchos destinados. rinha. Rodrigues Torres — que da Aaçáo" não receneram uo ilegente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação dir. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos" Nos começos Ide Junho a commissão especial. o que imprimia umia excedente força dedutiva nos dirigio ao povo: "Brasileiros! Por vós seus discursos.maies que Uuiuo nos aiiagem.da Coroa Imperial. A queda de Feijó determinou a suVendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. Hollanda Cavalcante de subi a primeira magistratura d 0 Império. pel cçoda0 Governo!". no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. amorl O Parlamento ou melhor a Gamara entretanto nada de pratico realizou. sem me importar com os elementos d^ que se compõe a Gamara dos Deputados prestarei a mais franca e leal cooperação a mais franca e leal cooperação á Gamara. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. não o que fora pedi. cumpra a promessa tantas vezes repetidas de AMERICA BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. Feijó ouviu Souza Martins attdntamemte e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes.456 contos para a Fazen.Lima comento de lógica pelo trato com a mathe.e fazer-vos conhecer pela exptriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em -meu poder acudir ás espirito aristocrático. muito franco nos atasibilidade de se obterem medidas legislaques. meto Carneiro Leão.tismo de Pedro I. quando Araújo Lima. em meio de a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio.' ! A lueta se «accende.necessidades publicas.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Gamara.mereça as syniipathias de outros poderes que* na opposição. . sahio do Paço do Senad0 entre as alas Idos deputados e senadores em corn. com tins com indizivel emoção. o Regente em tom resoluto disse aos deputados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Nução. os debates sei aca.dente — e o seu espirito elevado. Aao devo cialista em assumptos de ord im econô. a que se vinham juntar tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. que bem moço Iográr a sympathias de mas forçoso eia pagar tributo á gratidão Pedro 1» que o fiz Ira Ministro das Finan. a opposição se regimenta. vaidoso na sua independência bro: Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. mento das paixões partidárias nas proNa sessão de 6 de Junho. transfigurando-se em orador ao Justiça :j logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate. a crise politica.por mais tempo conservar-me na regênmica. educado em conse. Antônio Netto e Bento Gonçalves a banldeira emancipadora em toda a região fronteira com o Unuguay. Os ânimos se azedaram logo. M. deputado por Minas Uma longa conferência entre Fcújó e o futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. a desorganização nhecimento e gratidão á coniiança que vos dos serviços públicos.serviços patrióticos.cidadão brasileiro. . conforme a praxe. calmo. para não dizer a formula protocollar A do Senador saliindo da Câmara —.F iUMS. ii>irectamente o grande estudJsta ^ matica. do ex ireicio. possuidor de um grande conheci. Maciel Monteiro.terminar o período regencial. argumentação satisiazer o que ue mim deseja. — o espirito mais gando-vos o poder que generosamente me coníiask'. esperando que.piando o de Feijó.. leu e entregou ao Regente a resposta da Câmara. hesitante para discursar impetuosamente. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. na qual se destacava o seguinte período que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V. com a sua bengala de unicornio. Defendendo o Regente políticos. 1. pelo' que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. Feijó vingava-se da Camara no ultiapaixrvnando-sei com facilidade até ficai' mo acto praticado como chele ÚQ poder irascivel. O anno de '1837 começava mal: morrera Evaristo da Veiga. erguendo David Cannabarro. prestarei e devo :t dido do credito extraordinário de 2.cta da renuncia. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhi-.executivo e do poder moderaaor na nute de uma linha irriprehensivel. e de ensaio republicano. sinão duras: remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.. que não deixavam fructo.víncias e na Corte. O mez de Agosto foi das ultimas conservar-vos na espectação de bens. mas sóbrio. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes que. cia: cumpre que lanceis mao Ue outro cidadão que mais hábil ou mais í v. poder que era sagrado. mas que nao luctas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos. ANNO í imortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op. dominado por uma Gamara. Esses eram os vultos de maior desta. clarando ingenuamente que eu não posso palavra fácil e elegante. fMctos entrei. polido.onde vinha__sdndo todos os mezes eleito presíCâmara recebe com agrado. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente. foi fa— Diogo Antônio Feijó. inatacável. reflectiloram. de que er a mestre. nevrose profunda.es . AQ lado do. os ódios recrudesceram. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. mdicavam-no para cia de facto a chefia do movimento contra oecupar interinamente a Reg:wcia t t é que o Regente Feijó — estavam Honorio Her. Rio de Janeiro 19 de Setembro contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837.mesma Camara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz.agitações democráticas. narra o' acontecido á exhausto. sempre elegan. Imperial si. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz.missão. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. a Providencia me depare. Miguel Calmou do iPin e Almeida — tivas ad^lquadas ás vossas circumstancias. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". a crise nacional. o que determinou forte celeuma.400 Pátria. ao menos desta vez. Pedr 0 d'Alcântara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. P. seu passad0 de estudos e de de Bernardo de Vasconcellos que exer. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. por deante da peremptória rapidamente mudou de sua vez teria que recuar opinião e concedeu. elles infelizmente forão em progresso.sorte que. tendo sido negado.acto da minha expontânea demissão. do que tendes necessiuaue. orador consumado. levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D. O Regente abrira a sessão legislativa com palavras seccas. noridade de D. O ministro da mez após. cabeça erguida."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. a crise tada com a política de prudeincia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. combalido.previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei. as finanças e para mereci. 9 A 12 —. mas um credito acolamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2.288 para a Guerra e 814 para a Ma. Souza Mar. Eu estava convencido da impost rmo ajustado. resolveu renunciar. A rc-posta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação período por período era um nunca acabar da oradores e de emendas./. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa qui a Gamara minha parte. por vós desço hoje íkisse eminente postoi Ha muito conheço os homens e os fugindo dos subterfúgios par a preferir o cousas.

graças ceita do Império de doze mil contos. mesmo dude Evaristo da Veiga.pelaram os moderado» quando a Camara formalidade não tolerava esse predomínio do poder do inexpressivo.0 governo consome o tempo em vãs re.Vasconcellos.reja as consciências e seja mais solida a n cess idade de uma repressão nas suas ra dos Deputados ou de adia-la. esforçado pesquizadnr um defficit que avançava além dos sen cial 6«Mennvi'»-lf>: o corpo diplomático em quJ era tendo eomo ninguém uma faci. o vaticano recusara a republicanisar o Brasil. Câmaras que concede ao chefe do Estado alcançado popularidade graças ã acção de negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria Evaristo da Veiga na "Aurora Flumimaiorias das Camaias. que ao encanecer. Dai-lhe. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon. o arcebispo D. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835.préstimo de 27 de Dezembro d* »•* primeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao (í 400. nardo de Vasconcellos — não conseguio A sorte porém era adversa a Feijó porque no maior brilho e intensidade." Já lembra e repito: a Constitui. Romuchefe ou a este parecer que não é verdaforças legaes. quando essa pathias pela permissão do casamento aos A guerra no Sul. su Feijó com toda energia na defeza do judiciário todos teem atribuições marcaChegara em Junho de 1836 ao Rio. Feijó mantinha. e porque? dores e aos deputados: "A moral. gnvc. A assembléa. Cruz constitucionaes na região revolucionada. reconhecer o sacerdote com tal investMura sor da politica seguida. o pedido de verbas espemaioria não está de accôrdo com o mesmo 1 sacerdotes catholicos.com 0 pesava. formava uma excepção.apostrophava o governo de pretender manem!" E n a sessão de 29 de Maio conti. que professava opiniões semeposição atacasse o governo. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma preda "thabes dursalis" que pregaria em traordinária que se fazia sentir de norponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. intolerável "E' a vontade irresjponteavel: lizado por abusos e omissões. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado. Nem por Como quer pois o illustre senador obrigar o projecto de dividir a guarda Nacional isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o Imperador a tirar seus ministros Idas em contigentes. As perseguições qu* isto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da Feijó era forçado a fazer á imprensa renão devem governar. Ap.. o compromisso da divilda portugueza Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. Digníssimo representantes da Nação.seja a consciência e seja mais solida a ga. então ise demonstrava subir ao poder. tal principio tende a Janeiio. o mentar.boriosidade 1824. a reorganização dos quaMarianna A confirmado pela Santa Sé. Não confundamos oa volta Ue uma missão diplomática especial Esse caso e m-iis a rebellião que se alaspoderes do Estado: estão divididos.vida interna o encargo do empréstimo to tarios ün tempo. perante o Senado sustentava tes: em cada conceito se revelava ao parla. Ms adaptadas ás necessidades pu. A politica de Feijó uma cousa ireve ser feita. pa. Seja elle responsabiverno da foiça.imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das garanitia da publica prosperidade!" Vasconcellos á eircumstancia de tttr Feijó Padre. futuro Marquez da Sta.afigurava-se ao grande parlamentar como commendações. A Constituição dá ao poder modera(Regente) só que tem a iniciativa.finanças — Castro e Silva — sobre a" 1 "pragmáticas do protocollo. já sem mais outra maioridade do Imperador. 'Sua intelligencia. cellos era excepcional: sua l".. Enmaiorias. A guerra declarada entre Vas. amigo.canonica." O a política passaria a ser chefiada por o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo. f-smiuçador. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Camara. pois de reconhecido tentara empregar. ver a Camara dos Ideputados. governo de um só. ao mesmo andamento algum. O nosso governo é o de Abreu. o ministro Limpo o que determinou uma crise diplomática embora modiíiciado. desaparecendo no começo de 1837. que dor o direito de negar sanção ás leis que porém.da para que sirva de sustentáculo ás leis.volucionaria levaram Vascooncellos á tria cousas que sejam oppostas ao bem ge.plicae a tempo o remédio" e chamando buna protestar pelo direito de manifestar ral. movimento Bernardo de Vasconcelos." p na Europa o Marechal Marquez de Barbasenador Feijó.. deve ser melhor ensina.mento um homem autoritário destinado a posição e poucas são as sessões da Gamara vido dizer que 0 nosso Governo é o das mandar: "Nossas instituições vacillam.trava no Rio Grande do. feita a venia á concellos e a politica ide Feijó iria até o formmção do nosso meio circuiame meta. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio (parla. e que tinha assento na Camara. Isso feito. palpebras cahidas. nas vésperas da proclamação da maiomata ao governo os trabalhos que fizera ridade.debate. sendo a media M* ™' peso SP apresentara nos Paços do Senado.violências dentro da lei e terminando' Porque não quer que as maiorias gover.. reconhecendo a moderador o direito de dissolver a Gama. aggresiva. contra o Brasil além da dilevado por desgosto.mil contos de reis. entretanto. fosobre nossa vida financeira de accôrdo ram pretexto para que romipesse a oplposidefendia a politica observada pelo Regenção na Camara. a suspensão de garantias deiro órgão dos sentimentos nacionaes. conduzindoda lei. das na Constituição. seria o Visentre o Brasil e o Santo Padre. que na mocidàminense. dai-lhe força com que possa fazer dência de acção". que tudo era motivo para a opnenhuma? Senhores. tantas lacunas t e Finanças — onde se assentava Berdeixava assignalar.mento da ordem.tem voto. •tar quem lhe dera o próprio prestigio —a nuava. o Que escandalisara ciaes para acudir ao apromptamento das o primaz da Bahia. face macilenta. que depois da abdicação a Assemlegislativo e iem 1839. O longo Bem se pode d'ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais justa e pormenorisado relatório do 'Marquez cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem. mal isar a situação financeira do paiz amflumincinse.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Camara de tão mal se afigurara e que. A capa.livremente o pensamento. períodos curtos. pesando. Não era aquelle phrasea. pouco dema. ü Havia intensa curiosidade. não escondendo suas vivas sym. de mera dos deputados votou tumultuariamenbe a quasi. sendo-lhe absolutamente livre dros do exercito e a reforma do thesouro tretanto. único nome para que apmaior durante o período Regencial. O Regente recebido com os trabalhado.000) denunciando-se no orçam* •falia do throno" A sessão fora de espe. quo nossos banqueiros em Lonldres.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa O r a l do 'ann0 de 1836 « pela g-umentador temível porque subia á tri. ainda pois no período Regencial.todo o anno de 1836 manteve aberta opna sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. dessa for. figurando em lhantes ás de Feijó.nense". offerecendo o experimentado diplomeios suasorios que o Regente. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão grande estadista que elle apontara para rante o primeiro império. A "Aurora Flupara formularem o parecer. aldo Seixas.ASM» I final: quando o Regente desalentado abanA lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e donou nas mãos de Araújo Lima o poder. Feijó lavras ríspidas. Elle pode dissol.no o direito de Idissolver a Camara. « autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos RegenBernando de Vasconcellos durante' -fiãu Paulo. Sulfracassados os cena. isto seria o go. ao ser eleito o bispo do Rio de momeal~os ou demittil-os sem condição da armada. O nosso governo a maior parte desses debates como defené monarchico. que poda entender anarchia ameaça devorar o Império. o governo e o poder conde de Abaeté. dirigio a "falia" em nome de Sua . O ministério não tem indepenpassam peia maioria das Iduas Câmaras e blicas. 9 A \2 —. lidade em compor os seus discursos. plianMo o nosso meio circulante. isto é. Era um ar. violenta. de previlegio de eleger o governo os bispos.AM E R I C A BR A S I LJj R A AL'MS. índirectamente.commerciantes de conheciia competência ria. funda. O povo enchera â magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho Viesenvolvido pelo ministro da» as i«i> :a«. O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes maioria e que quando a maioria quer não subio á tribuna.

a que se vinham j u n t a r tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. que bem moço lograra sympathias de mas forçoso eia pagar tributo a gratidão Pedro 1° que o fiz fra Ministro das Finan.por mais tempo conservar-me na regência: cumpre que lanceis mao Oe outro mica. noridade de D. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. Pedro d'Alcantara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. sinão d u r a s : remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.rnaies que Ua.sorte que. 1. em meio de í a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio.| dente — e o seu espirito elevado. os odioí recrudesceram. Feijó vingava-se da Camar a no ultiapaixonando-s> com facilidade até ficar mo acto praticado como chele ÚQ poUer irascivel. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos".executivo e do poder moüeraaor na m i te de uma linha irr iprehensivel.o veceoerain uo Regente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação d i r x t a da renuncia. lOirectamente o grande estadista se matica. orador consumado. O Regente abrira a sessão legislativa com palav. e de ensaio repuda. . clarando ingenuamente que eu não posso palavra tftacil e elegante.missão. Miguel Calmon do iPin e Almeida —. 9 A 12 —. cidachTo que . foi fa— Diogo Antônio Feijó. tendo sido negado.sibilidade de se obterem medidas legislaques. rinha. seus discursos. reflectiloram.terminar o periodo r*gencial.-siuaue. Nos começos He Junho a commissão especial. calmo. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". erguendo David Cannabarro. muito franco nos ata. poder que era sagrado. seu passad 0 de estudos e de serviços patrióticos.456 contos para a Fazen. Hollanda Cavalcante de por vós desço hoje tkisse eminente postui Albuquerque — simples de expressão. argumentação satisiazer o que üe mim deseja.iLiurco poder que generosamente me segura ei expontânea. leu e entregou ao Regente a resposta da Camara. a crise tada com a politica de prudemeia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. resolveu renunciar. A attitude desses gaúchos destinados. wxalá que l na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor ás urgentes necessidades do Estado! Está fachada a sessão" e entre murmúrios. polido. mas que nao luetas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos. ao menos desta vez. dominado por uma ! Gamara.agitações blicano. possuidor de um grande conheci. fHctos entrei 0 s poderes da Nação e os das . conservar-vos na espectação de bens. pelo que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. Defendendo o Regente políticos. deputado por Minas futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. mas sóbrio. indo todos os mezes eleito presiCamara recebe com agrado.mesma Gamara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. Ribas Carneiro. A queda de Feijó determinou a su. a crise nacional. a Providencia me depare. transiigurando-se em orador ao Justiça m logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. cumpra a promeesa tantas vezes repetidas de BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias.necessidades publicas. deixando a palavra u_0 cargo do Regente. Eu estava convenedo da impost m o ajustado. ANNO í AMERICA amortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. sempre elegan. Maciel Monteiro.dro.acto da minha expontânea demissão. por vez teria que recuar deante da peremptória rapidamente mudou de sua opinião e concedeu. pel cçoda0 Governo!".piando o de Feijó. espe.-iraujo .288 para a Guerra e 814 para a Ma. mas um credito acclamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. elles infelizmente forão em progresso. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. a crise politica. o que impridirigio ao povo: "Brasileirosi Por vos mia uma excedente força dedutiva nos subi a primeira magistratura d 0 Império. . periodo de democráticas. sem me importar com os elementos da que se compõe a Gamara doDeputados prestarei a mais franca e leal cooperaçã'» a mais franca e leal cooperação á Gamara. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes quy previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei.da Coroa Imperial.NÜMS. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa q u i a Camara minha parte. as finanças e para mereci. de que era mestre. Vendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. prestarei e devo :i Setembro dido do credito extraordinário de 2. — o espirito mais gando-vos 1 confiast.\ao devo cialista em assumptos de ordnm econô. Imperial si.cidadão brasileiro. os debates sei aca. Souza Mar.es ..Uma longa conferência entre Feijó e o meto Carneiro Leão. P. O Parlamento ou melhor a Camara entretanto nada de pratico realizou.. AQ lado | do. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. quando Araújo Lima. esperando que. com a sua bengala de u n i cornio. cabeça erguida.tismo de Pedro I." Era a censura ao despeAJicio da tempo nos trabalhos parlamentares. Os ânimos se azedaram logo. Antônio Netto e Bento Gonçalves a bantdeira emancipadora em toda a região fronteira com o Uruguay. combalido. . sahio do Paço do Senad 0 entre as alas Idos deputados e senadores em com.levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D.mereça as syniipathias de outros poderes que-» na opposição. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. a opposição se regimenta. Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Camara. hesitante para discursar impetuosamente. conforme a praxe.tivas ad^|quadas ás vossas circumstancias. do excircicio. O anno de '1837 começava m a l : morrera Evaristo da Veiga. o que det"<rminou forte celeuma. educado em conse. vaidoso na sua independência b r o : Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. Rio de Janeiro 19 de contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. só mais tarde limicrise finanecúpa que atravessava.víncias e na Corte. com tins com indizivel emoção.e fazer-vos conhecer pela explriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em meu poder acudir às espirito aristocrático. Ha muito conheço os liüinen» e us fugindo dos subterfúgios p a r a preferir o cousas."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. o Regente Feijó — estavam Honorio Her.Lama comento de lógica pelo trato com a mathe.na qual se destacava o seguinte periodo que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V. A resposta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação periodo por periodo era um nunca acabar da oradores e de emendas. o Regente em tom resoluto disse aos d e putados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Niação./. M.iito nos atingem. se dirigio ao Paço. Feijó ouviu Souza Martins attdntamente e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes.400 Pátria. nevrose profunda.mais hábil ou mais i v. inatacável.um oííicio do ministro . indicavam-no para de Bernardo de Vasconcellos que exeroecupar interinamente a Reg. narra 0 ' acontecido á j exhausto. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. que não deixavam fructo. a desorganização nhecimento e gratidão á eoniiança que vos dos serviços públicos. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim.Anciã 'iíé que cia de facto a chefia do movimento contra a Nação elegesse o Regente Permanente. decia brilhantíssima.as seccas. Rodrigues Torres que da Nação" nã. mento das paixões partidárias nas p r o Na sessão de 6 de Junho. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhipara não dizer a formula protoeollar "A ! do Senador sahindo da Camara — onde j vinhais. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. de O mez de Agosto foi das ultimas que tendes ncce. Esses eram os vultos de maior desta. não o que fora pedi." A lueta se «accende. O ministro da mez após.

perturba a continuidade da vida econo afim de mais seguramente conhecermos a realldad. do que é innocuo e do que é A maior vantagem é a que resulta d„ resultado positivo: não consiste na descoberta de erros. porque estes mudam. l9t» (4) Cf. sob a s formas differenciadas ou novas da vida. em. dílatação de principio relativo que o intellectualismo entende elevar ã categoria de absoluto. torna-se-lhr impossível o consciencioso exercício das funeções de juiz (3). -889.A M E R I C A \T\ls <l \ !-' BRASILEIRA A\\<> I SCIENCIA JURÍDICA Dados para o rientação material" A sciem-ia do direito não seria sciencia. de qae derivarão excellentes suggestões praticas. Classíflcation des sciences. que é a d a novidade. Ninguém poderia menosprezar a verificação de que prejudica a agricultura o a r t . na maioria e nos casos ordinários. politica. . que de momento interrompem a continuidade e crescente exactidâo. vem a propriedade privada e o chefe commum desapparece. Estádio. fácil será conhecer o synchronismo. m . e somente a sciencia poder. com a primitiva economia. Pariz 1M-3. moral.tr 317: "Une canonique prudente. que è indispensável ao jurista co- & pesatil^ai e não âe .' U-nder exista "sciencia da legislação" O direito. onde a economia é servil. de subir por anno. nu Aecliio fur Rechts una Wirtschatfsphilosophie Berlin un Leipzig l:H'. » * enjoindra d'y marcher résolument" . levavam-no dos cargos públicos. não é o maior que nos pôde prestar a investigação seientifica. mas. ficou muito tempo incompatível. e a "realidade social" que concretiza a phase econômica. vicia e envilece o organismo social. Ainda estre- mece. ou a simplí» prejudicial á vida á prosperidade social. Mas tal evolução nao se opera "necessariamente". Analysadas a s relações sociaes e verificadas as permanências. não se confunde com a historia. segundo variam a s condições sociaes. a pesquisa é assaz delicada e não raro ir. não. nem poderiam ser. Comprehende-se hoje que espécie de gente pode compor.i-1920 vol X I I I pag S' "Sicher ware die Rechtswissenchaft keine Wis. de que a partilha.n w l l w f fomento "lógico" ou "ideologiQO'^ Não faltam defensores ao jury. nos nossos dias. elle c o n 8 e m e r i » J L «W blement de ne marcher vers 1'idéal qu'ÉL pas méeurés. religiosa. i&i> 1 T 1 . religiosa e moral. remédio é promover o enriquecimento deste ( l i C A . Porque? Responde Achllle I. No e n t a n t o a questão é de "incto" Com a iniciação scientiíica. Tal serviço negativo. nada Republica. não foram exprimia. não é " f a t a l " e sim apenas "possível': ha povos que.com o governo representativo. VlVlUflé8Ml pH. a respeito de qualquer nriaçãc ou tentativa se hão de t r a v a r rinhas de oratória e de argumentação mais ou menos erudita. taria: foram bons os resultados n a Grécia e n a Roma clássicas. descem de quando em quando. que fragmenta as propriedades.oniA. que apenas são vantajosos para os fortes e o» ricos (2t. e outros. ADRIEN NAVILUI. logo lhe revela a discordância. nem tão pouco com o quadro descriptivo ou critico dos costumes políticos.oria. que possa trazer melhora sem nova actividade. iniea e gasla em processos jurídicos fe pessoas improductiva-i gran de parte das fortunas. pois que separavam d a empresa produetiva o proprietário. porém constitue um dos maiores. taes conselhos de j u r a d o s . segundo methòdos rigorosos e fecundos. montrera les difficultés du probléme. o "salário" apenas diz com o u t r a palavra o que anteriormente se dominava " r a ç ã o do escravo" Também a Alleman*. que é o da época do salário-. ao biologista. como a de evitar instituto»?. ou de q u e a distribuição deraes e estaduaes segundo a Constituição de rendas fe- Federal brasileira nã<> attende aos interesse* dos dous círculos políticos (União. Temais. com a politica escolastico-discursadora. P a r a um como para o outro caso. se o azar dos . que não correspondem mais á época. etc) que c pete A grande obra da felicidade dos povos: dará. por zes imperceptível. que a sciencia aponta como útil e efficaz. so- ciai sobre qual desejamos a c t u a r . a de demasiado apego a o passado. digamos mais fortemente a cada — a contradicção. vez. Grundfragen der Hechtsphilosophie. mas n a adopção de expediente. e assim por dc-ante. lui. e apenas mediante eliminação de medidas. No Brasil.sufficieme o material de informação com que se tra- balha. (S) ACHILLE I. Não poderíamos identificar a sciencia jurídica com a theoria geral. com a precisão. regras e preceitos. ou é falho. com o conjuneto ou systema dos princípios. o panado com a organização do trabalho não salariado. nos periodo» primitivos. em que excelle: n a antiga sociedade. ao momento histórico. 1.e i . as relações capitalistas. divididas a s terras entre as tribus. a eleição pouco ou. segurança aos P»« sos (4) e prescindirá dos velhos processos empíricos e pn tivos. EMfiK. uma época os adopta e outra os contesta. que momento pretendemos impov aos factos. pag. da sociedade. que não poderia ser o dos romanos. a pesquisa. pois que mostra '-erros" de legislação e ã t governo. fondée sur une a^roW*' chie. 160. A cada momento percebemos leis synchronicas: a economia eseravagista e o governo directo. p a g . k í i a f t . A repercussão geral do erro. ao physico. nem com a moral. todas a s cousas eram possuídas por todos e tiveram um chefe. entre o -'direito". Le droit et !is faits économiques. ou não existe. a propriedade pertence á família e assim a suecessão se faz "ab intestato" ao passo que virá o iestamento quando a mesma sociedade explorar escravos. tm a o exercício actuaes condições da economia. como disciplina Uieorótkv. w e n c die Zufalligkeiten der Gesetzgebungsakte ihr Gegens" (*S) BEOHAIX. E' á boa P tica social (jurídica o econômica. Les bases économiques de la constituttv*v ciale. que nada mais exprime do que o exercício directo do podei judiciário por parte da classe proprie-.digamos até. nem o nosso. desde que se lhe exigem a presença e a assiduidade n a direcção da empresa produetiva. â economia feudal corresponde typo de direito de família. está o corpo dos systemas jurídicos cheio de aphorismos. mo au chimico.i auxiliar-nos na separação do que é -'útil" e do que é ••inútil". O direito é susceptível de aperfeiçoarse e cada vez mais servir á ordem social.622 do Código Civil francez. Imperial depois a abolição e H muito sensíveis a s melhoras. Em certos recantos'. os gáos da escala.. A própria clilatação do circulo social produz a transformação do direito: em quanto foram nômades os hebreus. ctores de felicidade dos povos. nem com a philologia. para tomar outra estrada. Hoje. Não ha maior disparate do que pre. s então A adopção de segura politica jurídica é um dos maiores fa- Pariz.tetos legislativos fosse o objecto r i ) . o governo representativo.

nos phenomenos jurídicos. 4. A superioridade de um momento.. centemente. logo ' . que vivem nas cavernas. que invade. se qui- azas e animaes aquáticos sem nadadeiras. a pena gmentação da fortuna. pois. a educação. A preadaptação está implícita nas formas puras das duas theorias: porque ou o meio preestabelece a vida. e seu dono dos porcos levará os t o r o s " . indifferentemente. i i physiologico. não podedos persistir nelle. O ordalio ou ferro quente. zer. devem ser extirpadas. e a crença dos innocentes. posto que pudesse ter sido fecunda a ferocidade das penas contra o adultério. alli. admittio a influencia do meio. Duarte. os povos oceidentaes "partilham" lha. O problema da adaptação surge deante de nós. No "Leal conselheiro" de D. a des- cações simplistas e menos ainda exclusivistas. entre as disposições anatômica. mostra-nos também que podemos observar na matéria social as seguintes "formas": 1. Esquecem que ha Tal critério rigorosamente scientifico nos leva a preferir a ac- o elemento-organismo. foi a "porca de Murca" . porém expressiva. Se Introduzirmos . Re- As persistências. não lia sem- pre. Mais profícua a pena de tosquia. de investigação de origem. sem consideração da vanta- cencia dos aceusados. no in- liciaes. era nenhum. BRASILEIRA ser se tornará "o que é preciso" p a r a a vida. 623. Deste ultimo caso te- homem. nunca servio a nenhuma adaptação. Porém não apenas como motivo de d e s e r ç ã o e sim de explicação. da providencial correspondência entre a estruetura dos órgãos e o funecionamento delles. que veveria ter. que punha gem econômica de se não perturbar a vida da nação com a fra- ao:: olhos de todos o malteitor. omissão. Os novi-lamarckianos attenderão ao meio. se não os pormenores. mas poderíamos f nu- zes ü medida é reminiscencia de outros estados sociaes. que não no sejam mais: o mente insegura. lo do que dizem escriptores do tempo. e não causas. . e outros. de geito qua o . Scientificamente. tomo IV. que os seres são differentes e que taes dif- ção á idéa. a suspensão da producção ou dos empre- do I. S§ II. em rela- organismo. que " o u t r o " direito possa produzir " o u t r a " sociedade. encontrava a punição ticar actos que não são uteís. dos animaes e dos homens a traducções do processus de adaptação.ivro V. desde que não a reduzamos á vil empiria ou a rancida escolastica ? jNada mais perigoso do que tal presupposto do caracter morphologico Pontes de Miranda. Damos apenas dous exemplos. ' Se verificarmos que em raças differentes que vivem em determinada espécie de meio se operam certos phenomenos. á "melhorar" em vez de "punir" os indivíduos. ou collectivo. primitivos. á harmonia ou á segurança social. com formas adequadas. O darvnnismo não se pôs do lado opposto. certamente passaremos a ver aquèlles factos como "tendentes" a realização. Menos offensiva. e o conjuneto. Demais. prejudiciaes ao bem individual. de convicções e preoecupações de hygiene. que naquella terra "tantos certificam que o vyram filhar" O valor probató- rio. domina.NÜMS. finalistas e outros do mesmo feitio podem permanecer neste estado psychologico. entre as duas posições fica um e de outro modo de explicar os factos: o finalista confia demasiado na forma e crê. Isto que nos reduz a morpnologia das plantas. que de uma infinidade delles estão cheias as mas com ella se mistura providencia A's ve- que concorre para a ada- leis. merar muitíssimos. A moderna biologia ensina que a forma e a estruetura só mediatamente intervém na possibilidade da vida: são resultados. e cortarlhysha as cabeças quanto tanger o bico da orelha pelo pescoço. ou pássaros sem se alguém achar porco em sas vinhas maduras. as f o n a s . que somente representa interpretação. que ainda se encontrava no direito foraleiro portuguez. como o animal. corrigidos. "e havelas h a " . O que nos impõe é o critério dos bons naturalistas: . deforma e modela o organismo. sabe que o direito imposto não se applica integralmente. a instrucção. que levo á conta de impulso interno./observaneia de preceitos ou hábitos. não prova que seja " ú t i l " : encontra- pag. tit. se prosperidade. se examinarmos algumas das conseqüências de partidários. sem nenhuma dependência das circumstancias exteriores. o mos exemplo no que se lê nos "Inéditos da Academia". A justa medida.1 idéa de finalidade. Será difficil separai-os do conjuncto das suas condições de existência. considerar Praticamente. a differença " v e r " o mecanismo da adaptação. a adaptação. e r r a . que mudaria de cor em certos crimes para certificar a inno- os bens da suecessão "ab intestato''. Brutal. . a prophylaxia e a medici- ferenças correspondem a outras tantas differenças de conforma- na etchnico-sociaJ. Inúteis. contra o qual a cada momento se exercem as tenden- ção a outro não é mais do que a resultante da correcção ou do cias exclusivistas das interpretações da adapção. ainda se conservam os calções e os beijos nos nossos tempos de roupas monos solemnes e mais praticas. o determinista vê alterações. Susceptíveis de ser criadas e proveitosas á vida social. que os mergulha na perplexidade de observadores das maravilhas da natu- reza. Dous são os elementos. Aqui encontro um acto e penso que para elle somente concorreu o indivíduo. figura de pedra verme- sertanejo ainda falia na " c o r t e " . é quasi . mixto de admiração e de crença. referente aos foros de Torres Novas: "He costume. e não nos lugares escuros. O simples facto de existir o uso. com olhos. das Osdenações Affonsinas. insuperável difficuldade. em cousas de intelligencia. aos projectos de Código Penal. J á desprovidas de funcção útil. que mos reptig dotados de patas e insectos ápteros. e (como tal força já existe antes da imposição do direito) apenas elle exprime a feição que tomou a arbitrariedade contida nos factos. hendímentos. portanto. mas. houve certo movimento de rehabilitação do elemento- e os erros. e t c . no direito. Pense-se na fauna e na flora do mesmo paiz. Só os espíritos contemplativos. a historia dos sei es. e a dígena e na raça alienígena que cüfferentemente se modelam no condemnar que se mantenham instituições que não servem mais á mesmo meio. O ptação social ou para o equilíbrio jurídico. fel-o como factor secundário. processos para a adaptação. O animal pode pra- pe. ou elles são preparados. costume. obras do empirismo ignorante ou do fatuo racionalismo. 60.poderemos acreditar no semelhante effeito de semelhantes facto- res mesologicos. regulamentos po- ção ao meio. E' ou não 11 Sciencia do Direito a mais grave das sciências. duas. as series de 2. em vez de "resultados" delia. continuar na do bem e do mal. 9 A 12 — ANNO I AMERICA Quem quer que observe os organismos tem de considerar as relações delle com o que o cerca. Porém os factos nos dizem outra cousa: ha animaes cegos que existem na superfície. quando não são úteis. matalosha. Não são possíveis expli- evitamento de medidas que são ineficazes ou (o que é mais grave). Outros preferem do problema do processus adopativo. para viver no meio em que vivem. a adaptação como processus em nítido relevo. porém igual- . a disposição legal. 3. Mas os factos cedo nos convencerão do contrario. que se enfrentam. nem adequados ao meio. porque apenas vale a força que o impõe. allude-se ao "ferro caldo". Contraproducentes ou directamente perniciosas. das condições de existência.

mixto de falcão e coruja. onde a imarões como Bartholomeu Dias. .paria. nundo de situ Orbis.. formidavelmente sustentada na rota das caravelas anonymas e herói.Janeiro de 1502. Malheiro Dias. insuflando-llie a sua sobre o plano quinhentista das navegações certezas." Tal verdade histórica e geographica puloso e minudente. ambicioso. teríamos despelos capitães e pilotos da frota de Pedro de nas cláusulas do Tratado de Tordesi.reza acadêmica de Latino. Diplomaticamente. como vôos clássicos. secretos de iPortugal. desde o Rio «a.seguiram como novos atlantes. faz viajor de penumbras seculares. selvática cando-se á rocha e ao mar pelam sua nho das índias.tai. Porque nenhu.ficções colombianas de Cypango nações através das bibliothecas. obra singular.dade. o mais escru. foi a sciencia portugueza dos as. da Guiné n«ejj e Cathay. João n retoma a empreia «<••! seu tempo. certo geographica. « « g .oceano. uma vida em cujos anceios do Toscanelli and Colomnibus de Vignaud a clo americano das navegações para oeste. amortalhada.cobrir os seus planos cesareos á espiona.es crystalina dos seus conceitos Quando a superstição da autondadfl güidade. Se quido espirito avoengo. os dons innatos de príncipe per.culdades. conquistado palnuelino e veneravel chronista do Esmeral.energia. Aliás. mas o vetusto condado do mar de Nuno Busquemos no próprio tempo a deci. como num glauco espelho tormenCogominho. a que elle sacrificará.cando-se 'ao immensuravel nas azas do Coelho. am. quasi mathematico a poder de das entre as nevoas atlânticas do descobriÓbscurecida. foi a experiência lusitana feito das lettras.antigas ordens monastioas. em summa. situar no Atlântico occidental.oortuguezvs. Manoel. embora dios tratados com exuberante vigor de propicias aos nossos objectivos mais im. a quem devemos o infante procura desde logo o cammno mais erudito e relevante. vam as mesmas azas incoerciveis. . Quantas obscuridades. chivos. incunábulos e ^. e a propósi. bidextro nos golpes da esgrima politica do manuscriptos. o reino lendário verdade.i-esurreiçãio anima o Passado ou tudo aca.lheiro Dias submetteu as prodigiosas faE' essa a tradição irrecusável da prótes de Colombo. o mais forte e serio medieval de Preste-Johan. João e de Lisboa a Londres. assignalados ba.de estudos políticos e sociaes. heróe camoneano.a humanisaram. Lane victima do Cabo Tormentorio. a uma disciplina tão se. nt ollo revê simultaneamente o seu ideai " em que se desdobrava para glorias supre. da bella e ampla directriz que os lusíadas ciou magnificamente o prestigio do seu noCerto. na Se os dous únicos padrões miciaes üa nos. explicam e rematam.germânica nos «vassallava. D.posto em lingua portugueza. ginação nunca exorbita ou desvaira. e concebe. contrapor aos argumento* tos por semelhante achado epistolar no cy. nesse mes. na escala necessária dos syllogismos. Henrique. Alvares Cabral. com a espe. desvendada pelos mareantes dem á leitura. o mago de tantas ilhas tempestuo.lheiro Dias. em 1500. sob o penda© das quinas I plendidamente no trabalho de Carlos Ma. Carlos Ma. foi a série fração dos seus enigmas. o transporte da seiva cursor da expansão marítima de P°™ea^ rança de se deslocar uma das pedras do creadora á idéa construetora.das Antilhas e o de Vera Cruz. a renuncia da imaginação fante D. Manoel. a realidade seus esforços e das suas ideações. os vultos sa historia—a longa missiva de um escri. combinando *LuL plorações marítimas e terrestre». anteriores a los Malheiro Dias. da verdade histórica. o cunho original dos semblantes inol. a cadência caracterisa os maiores emprehendimenria à divulgação da correspondência de na.alma lusitana.de Christovão Colombo e Américo Vesvão despachado para a feitona de Galecut ba nos massiços tomos da litteratura hisBasta-nos o senso realista e concreto e a breve noticia de mestre Johannes.res ainda não sulcados. descobrimento de 1433.próprio D. o da verdade politica.aos cimos vernáculos da suaremontaríamos linhagem — a procellas e escolhos. quanto possível. a D. effigies «que se recortam mispherio. condicio. quando a sciencia histó. como a regra das doação de duzentos e trinta mil reales :L. os leitores da novella controvérsias americanistas chegando sem de alta mentalidade. mas decifradores de outro nema das maravilhas do Acaso. toso . id "' na longo da costa negra o tormentoso cami. Duarte Pacheco ronymos ou da Batalha. ou mais. em desaiio Pereira. apurado. Com a sciencia náutica ou a periosos. na agudeza lettras e fôrmas impereciveis da anti.infante D. as cartas endereçadas de vera de Hespanha magestatica aos desígnios Cruz. uma por uma. cuiqe». mas oriundo de urn sas e desencantadas. o maisi velho zessemos vulgarisar comparativamente dacão das influencias e dos methodos pedesenhista do Cruzeiro do Sul—rectmcam (embora os traços fundamentaes de çaaa los quaes logramos entender a possibilidados e renovam theses. Carlos vidaveis da escola flamenga. para dissertar Lisboa. todas essas cartas sumiexbaustivo. tao hábil pana.a solemnidade gothica de Herculano. que se folhas rumorejantes e viçosas de actuali.tórica em datas e notas incolores. ou o esplendor de uma placa reveladora do seu estylo. esse o depoimento ou ohnioamente. phy. entretanto. entrevistos ITMIS. A orientação de Carlos Malheiro ? i « . no drama das mo um gênio fanatisado por uma ent1 maticos. dos arda terna. mas reser.processo e cada estylo sejam irreductiveis tura americanista. com a data de li» o dos nautas desconhecidos ou illustres. encetando a Historia da essa obra. nessa Introducção escul. entre O desejo do Extremo Oriente vibra na portuguezes. velhos texto» de latinidade descobrir e achar a /twüo".nam. eaáo por m.porém. por minúcia. cosmographos. conjugados os valores de uma so ca perderá esse gênio.rescencia o que elle traz na serenidade cer miraculosamente.africano. mesmo dos seus desvio ás suas conclusões. Politicamente. que as remivisionar a imagem da grande Realidade niscencias de Tito Livio e Tácito nos açooceânica. 9 A 12 — ANNO I — BRASllEIHâl ____-—_——^| HISTORIA DA COLONISAÇÁO PORTUGUESA frueto de penosa cultura e difficil matuvado. dynastia mental. nesse lavor monumental.Tanger. de Oliveira Martins. quantas in. até tras vezes tão impressivo. é esse tectada pelo infante. a tre da 'prte escripta. dos mathe.autores) e o colorido. seu destino tragico-maritimo. teriam a previsão de tamanna lucidez e prudência. minúcia.ctos que antecedem. dos navegantes. menos commovedora «que a reconstituiçao e harmônicas. tem wg» Colonisação Portugueza do Brasil. o seu pensamento.ideações e nos seus arrojos máximos.inicial das expedições americanas. E' o írueto de renda ao illustre Gama: " • • •* ram a unidade continental da America. dos museus. illustram. « túmulo eirn que dorme. a mocidàde e a vida do proPJ'" mente. longas viagens e duras vigílias.cultura e capacidade historiographica. o descobrimento Fundador da escola de Sagres. já lhe conhecemos desde mui. enImaginemos que pudessem reappare. trônomos. como têm resurgido gem da monarchia ibérica o das republicas esoelhante dos seus períodos. em que o soberano w primeiro contornaram o orbe. o Levante. mal principia o século xv. que sea solidez e o impeto.de logo referido aos moldes da sciencia allemã o trabalho meticuloso. dos cartographus.nhadores. ilhas e terras firmes. com. expedicionário ma. com intenção e desejo de F£ foi a consciência imperialista de D. feito Difficilmente. a sua ídeaiisa.nela evidencia da historia e da lógica. immersas no segredo rica dos portuguezes novamente fascina o sentimento da. peregri. atten. cinzelando o bloco errante e den. Casa de Aviz.sciencia histórica dos portuguezes determana como a resultante hercúlea dos são. nao some á gloria da sua raça. dramática. . . ainda hoje. dode que havia terras ao austro.to de suecessos antigos ou modernos um ptural.Cavalleiro e duque armado em Ceuta. relatórios e roteiros. palpitase sua these. com «que Malheiro Dias exgotou as fontes do americanismo. essa verdade resuscitou es. o contado da remoto deste hemispherio. príncipe admirável e inflexível. quasi ignorada pelos desmento e as cinzas dos archivos reaes de cendentes europeus e americanos dos que exactidão. pórticos e retábulos.indagadora ou evocativa das paginas de gações. E através das ondas rebuscammais ou menos clandestina de expedições Tudo se elucidará.planispherios e portulanos. talvez fosse Brazil com as suas realisações potentes unidade em que elle se formou..italianas como para sotopor os « ^ f s. sagaz.elu.de Marrocos. rebuscando ao navegações oceidentaes. sobre os fa. defendido peito a peito. quantos enigmas seriam desfei. meu tio. episó.elevam hoje sobre os nossos maresquee as cas que se anteciparam a Colombo e a sua nossas almas. é bem o illuminado. a culminância mo a palmo. desde a escola de Sagres. surto da intelligencia Carlos Malheiro Dias.cumentos e alfarrábios illegiveis. Ficariam. Fernando. tão inabalável quanto i P. Ideal.irmão D.i. impassivelmente. Te.minaremos.AMERICA NUMS. ouso dos factos. Nenhum indicio deixaria antever. á dilucisico e astrônomo de bordo. por elle abra. pelo domínio existiu. a metamorphose do colorista em quistes o grandioso pensamento ao inde sobem revelações continentaes: "A especialista. Henrique. muito an.terrestre das índias. don. Gomo que o amor integrante da realidade nebrosa clareada pela onda de luz. flor desabotoada á margem do périplo lureza. asso. Mas a apparição instantânea e casual assim. medida natal. a expres. attingidas com para o ignoto. Lisboa. austero e soberbo prepresente obra é escripta. a pu. com que o espirito de Car.to. velejando çada fervorosamente. descobridor Malheiro Dias. começao»Yr0 entre a. que levaram os portuguezes a que ha cinco annos. Nicoláo que lembra painéis e florões dos Je.finir sob outra luz intensa e directa. estimula e exalta a natureza hu. deminúscula frota.e se animam com a mobilidade. em marítimo dos séculos XV e XVI.pria. a cul. em qualquer daquelles gêneros. quando soubermos lhe os navios portuguezes outro cannM» e doações. o Venturoso. ravel no torvelinho das hypotheses e das benedictina e sabia de todas ellas. lampejou no profundo elemento trabalho de analyse e de synthese. que vera na ordem histórica.exiguo berço peninsular.commentario por vezes tão elegante.como brazões na heráldica dos grandes dade e a factura dessa. mesmo mas suas da verdade náutica.tintas luminosas. prefigure-se a onda te.cão.pela investigação. a força dialectica e a força tos do gênio portuguez — epopéas e navevegadores. meditações entre costa da dita terra de Guiné se haver <* II. ao repontar para as descobertas e conto pesquizador de jazigos archaicos.

depois de quatro. em que elle suppõe lobrigar vedetas de Cypango e Cathi-iy. formula e chimera dos navegadores de Oeste. Em 1486. scisma.. um dos seus doze compa- AMERICA nheiros. Monetário é idêntica ao plano rle Toscanelli e á . claramente situam a oeste dos Açores. Reivindicando a prioridade do conhecimento das terras austraes.preferiam ao saber de Toscanelli as suas próprias idéas na viagem triumphante de Vasco da Gama. a esse curto roteiro do sábio florentino elles preferiram sempre. e por ultimo. tecelão e depois marinheiro. em Gênova. — filiando-se ás viagens remotíssimas de Marco Polo e ás doutrinas de Toseanelli. a pensar na infinita surpreza dos mares nunca dantes navegados. é que o príncipe perfeito. E outra concepção errônea. o ique sahiu da yilla de Barcellos para ir ver as sete partidas do mundo. tugueza do emprebendimento colombiano. . já o conheciam desde 1428. Desilludido. a sibitar. dos gageiros. Pedro. de Florença.. na Universidade. Nessa concepção experimental da arte náutica. Nem elle procuroiii dissimular. irrivalisavel como poder e audácia. ou lhe apontam vestígios da . Já o conheciam 'desde. a origem scientifica da expedição de Paios. o exame dos papeis deixados pelo sogro. que é ter vindo pelo Occidente ao mais antigo dos mundos — a Ásia. viagens ao mundo novo. O próprio Colombo. ao inverso da Colombo. Filho de um tecelão. visionário das índias opulentas num crepúsculo de nomadisimo selvagem.o primeiro navio a que se abriga. povoado de indios. nião -obstante perigos e trabalhos. Os navegadores educados na tradição da escola de Sagir. os mais diligentes pregoeiros de tamanha gloria. Lisboa flammejá. 'Mas o erro dos sábios e a febre. que era . um ramo insular da Ásia. de Santa Maria. 9 A 12 -— ANNO 1 nas e asiáticas. fechada a sete chaves musulmanas.. como resa o auto de Gomes de #anto Estevão. . por certo. afinal descoberto pela expedição de 1497. naufrágios e descobertas. elle teria feito alguns estudos secundaria-. Intimidadas por es e flamma iyonisioa e nova de segunda conquista do Oriente. sciencia e fé. . do Cairo. As caravelas portuguezas.ou melhor. Depois disso. depois de muito jornadear entre os mercadores levantinos. os confidentes^ os íntimos. ramificações de um vasto archipelago oriental. Colombo parece fixar-se com os seus devaneios de mareante e de mystico em LisoJa. ainda que o monarcha não occulte a existência de terras ao austro. que lhe trazem os nautas. ou ecoam vozes de commando.'le 14 de julho de 1493. a Sublime Porta de Constantínupla. sem o erro de Colombo. a Cbristovão Colombo. a serviço dos reis de Castella e Aragão. Mas na rota das suas expedições ou na cifra dos seus cálculos os pilotos e capitães portuguezes não confundiam. 1474 os orientadores das expedições 'lusitanas.rota de Colombo: q Oriente habitavel começa onde acaba o Occidente habitavel. para a descoberta do caminho das índias ao poente. bem sabiam que essas nevoentas. Trás vezes. a sua alliança com D.sas águas.. delineados ambos sob a influencia das navegações resultantes do plano de Sagres. o que elle cuida ingenuamente avistar nas Antilhas é o principio das índias occidentaes. inspiradora dos Lusíadas. através de uma só esperança e da mesma epopéa. dos pilotos. morre em 1506 com a mesma illusão. Portuguezes foram os instruetores. podem inscrever-se todas as datas de uma epopéa marítima. lembra no Diário da sua primeira viagem o caso do mareante. Amadurecido no trabalho e na pobreza. e o reconhecimento da costa. dos martyres. no Atlântico Occidental. para buscar a terra oricntnl de Cathay mui rica. anonymo entoe os anonymos da sua casta. maior que a Renascença itálica dos esthetas. á sombra do irmão. filha das segundas nupeias de Perestrello. abre ao mysticismo de Colombo os panoramas insulares das Antilhas. dentro da qual perpassam rijos ventos atlânticos. Assim ouve Colombo as narrativas dos capitães. aproavam cada vez mais a oeste. explorado a costa de Honduras. O que elle avista. para o Brasil. séculos após. em nome do Imperador Maximiliano. • esumindo um cyclo tormentoso no mysterio do Atlântico occidental. e Chegam a Galecut. as taes ilhas nas partes de Guiné" — e no anno seguinte ampliara a mesma doação. terras da especiaria. proclamado em taes circumstancias por Christovão Colombo. com a data . de Nurembergia. havia doado a Fernão Telles. sob o reinado paterno. valido e conselheiro de Affonso V. ensinava o mais breve caminho do Tejo aos portos de Cathay e Cypango.NU MS. consultado por um conego de Sé de Lisboa. que as impelle fluidamente para as índias. com a verdade repelle o erro. soíiregamente pedidas ao mar pelo commercio da Europa christã. — formulada após a descoberta de Porto Santo. necessariamente. a informação do piloto Vicente Dias. a estreita loja do cartographo scmelha uma concha resoanto. posteriormente. os biographos. as próprias vozes annuneiadoras de terras incógnitas. quando circulava na Europa dos cosmographos e dos navegadores o erro colombiano. Se ao genovez foram os navios recusados. ás explorações obstinadas e clandestinas dos mares occidentaes pelos açorianos. tendo abordado ás Antilhas. como inexequivel. no século XV. Monetário. "meu certo que aquel que vosotrps haceis para Guinéa" conforme o texto de Las Casas. e desse ponto inflectir para leste. o descobridor do novo contineníte suppõe estar num archipelago visinho á magnificência oriental de Cypango. o vôo temerário e fantasioso da sua chimera geognaphica. Fernão Roriz. João II. cruzavam e. Mareantes lusos. to visionário não perturbam a Junta dos Mathematicos de Lisboa. . el cual juraba que cada anno la via". aprende. por evitar as calmarias da Guiné. e um anno depois o de Andréa Bianco. donatário de Porto Santo. reconhecido a foz do Orenoco. cm 1474. com todos os sellos do Alcorão. o caminho mais longo da costa africana. em 1435. — inviolável porta do Oriente faseinador. com as suas naves e as suas nymphas. foi ainda o gênio portuguez que iniciou o heroe na escola das navegações de longo curso pelo Mar Tenebroso. onduladas terras austraes não eram as da índia. dilatando a invariável trajectoria. o illustre convívio resultante desse consórcio. suecumbira mesmo na crença de haver chegado ás ilhas asiáticas. os adiados prolissionaes de Colombo." Sobre a vocação e o fadario de Colombo na mocidàde pouco 'dizem e sabem os chronistas. de Sagres — a índia pelo nascente. até ao Bojador. na corte de D. que elle demandará mais tarde. o itinerário da navegação para a índia: tudo estava em perlustrar a costa da Guiné. "Os factos apurados — escreve Malheiro Dias — penmittem estabelecer de modo incontroverso que. e é o próprio descobridor genovez quem cita um desses casos. da justiça hespanhola e da justiça humana.. dos videntes.nríogvapho estimavel e vendedor de instrumentos náuticos. para as povoar — não sendo. repelle a segunda. obscuramente fluctua essa vida. aditando-flhe duas outras apoeryphas. compõem decisivamente o grupo de factores mesologicos. antes da gloriosa aventura. Affonso V. outras noticias geographicas e outros dados experimentaes. senhoras de alto esplendor mediterrâneo e pujante commercio. fertilissimas de ouro. ou melhor. as bravias terras occidentaes e as sumptuosas terras asiáticas. entrevêem! ilhas mystariosas nos longes occidentaes. origem da concepção toscanelliana e dádiva do Senado de Veneza ao infante D. •Sim. entrd pianispherios e astrolabios. Philipa Moniz. o convite do sábio allemão Dr. a sua aprendizagem como descobridor na escola 'dos nossos antepassados . muito antes da visita de Colombo. mas impassível na fé com que se eseravisava aos planos de Tosoamelli. e a primeira dellas. a proposta do genovez Colombo. ainda rectifioaram> ulteriormente. costeando a África. E a esse caminho aberto pelo cosmographo italiano. Já o antecessor do soberano. nasceu em Gênova. 'depois que os turi-os lhe antepuzeram. Derredor. que vai do Occidente ao Oriente. se Colombo. Bartholomeu Dias ultrapassa o Cabo da Boa Esperança. como a dos apóstolos. Florença e Gênova. empallidecem Veneza. Portugal vai desfazer semelhante miragem com a larga projeeção da sua experiência atlântica. João II. o descobridor nasceu em Portugal. umas e outras cingidas pelo abraço do Tejo. mas acrysolada por uma fé irresistível. Bartholomeu. • Se os portuguezes lhe foram mestres de navegação occidental. das ilhas atlânticas a Melinde. vindo da ilha da Madeira a ElRei com a noticia da terra longínqua e o pedido de uma caravela para a descobrir : " . para a volta ao mundo. Era o mesmo roteiro de Colombo. Com effeito. relampeou no horisonte das caravelas portuguezas a idéa tos•anelliana — el levante por el ponienle. emergentes do oceano e do occaso. concentrando a Renascença ibérica dos argonautas. emquanto Cbristovão Colombo. até aos quatorze annos. iRebrilha a evidencia geographica do acerto com que elles . alli deve ter conhecido a carta de Toscanelli ao Conego Fernão Roiz. — mas ires vezes foi rejeitada. já investido na admini. descriptas no famoso livro de_ Marco Polo. Depois. trafico e heroísmo. suspeitadas ou localisadas pelos seus navegadores. cm 1492. entre paroeis ignorados. e em verdade só demonstrará. por Gil Eannes. já os cartographos e mareantes haviam trazido ao reino a vaga noticia do terras occidentaes: o mappa de Becario. Ouve. por Sofala. Pero de Covilhan transmitte as primeiras noticias orientaes. havia mais de um decennio. no BRASILEIRA pélago fechado aos navegadores de outras épocas. denominação. e seguidamente. envelhecera o genovez. como na enxarcia das náos portuguezas. mais tarde. que tornam 'de expedições. A direcção esboçada pelo Dr. folheando o livro de Marco Polo. ao declinar do século XV. rumando para as índias. genericamente adoptaida para os selvagens deste hemispherio.. sob o nevoeiro e sob o terror da antigüidade. não houvesse truncacado illogicamente a seqüência. com ique elle tentará demonstrar.de Pavia. nas sua<* tentadoras manifestações: a carta erudita de Toscanelli ao Conego Fernão Roriz. o anterior conhecimento portuguez das terras austraes. por onde se chegaria ao extremo sul africano. se uma inspiração nascida do erro. Não era outro o caminho do Oriente. pérolas e pedras preciosas.es perseveram.tração das coloni:s p navegações ultramarinas. D. As duas concepções geographicas dialogam na corte portugueza. em busca da ilha da Lua. porém. Com a sua experiência náutica. quando só os nautas portuguezes. da Madeira. lera de certo a missiva e estudara o mappa. Situada num bairro de homens do mar. Alli começa o navegador GbristovãQ Colombo. a D. ainda sem o vellol de ouro. a atmosphera por-. ambiente das suas miragens e descobertas. como. como um orthodoxo ao texto dogmático. Tudo o fadava ao descobrimento do novo mundo. a Antilia e outras ilha®. como o ideal a que primeiro se entrega. e pouco tardaria esse feito lusitano. mas deslumbradora nos seus imprevistos resultados — a índia pelo poente. em que Paulo Toscanelli. durante a sua residência nos Açores. "as ilhas que achasse pessoalmente ou por seus homens ou seus navios no mar oceano.

"ères de outro. cm 1^01. i -. Sem o Ç J ^ S n ? ? mundo bipartido a sua metade occidental. ultimamente acha. fecundação. então assignaladas ao sul que o historiographo llanke descobri ficialisadas.contrar uma explicação racional para as sitano é diesconhecido. mais 170 lé. desde o século X.dor veneziano Paseuáligo. Rocha Pombo.suppomos ser a verdade. de que foram os oceano. no qual certifica urna dissonância cada vez maior emre a Terra Nova.mappa de Cantino.na bibliotlieca Marciana. suecedendo-se uma* às ouctiva senão a das índias occidentaes «só tras encadeando-se.BOI na ausência de tantos cios interme. no 1° volume da nara o Duque de Ferrara. amor supreprecursores. necessariamente. por impenetrável.victa e resplandecente. o gemo luoriental os selvicotos e os brahmanes.terra Estudando o planispoerio de Cannir aos olhos de toda a Europa navega. contra a qual foi descoberta a oeste por outras carave. energia. as ilhas asiáticas de Nenhuma observação maijs aguoia. Terra Nova. to solemne dia America. aue em 1447 fora a Groenlân. e é tudo. Florida Des.°eo°rarjiho allemão teria visto como as ex.. Elle nao sabe <Jas suas obras. o ! prodígio phenomenal de adivinhação e genovez delira sobre o volume. Tanto melhor para o seu nome e a berta fazem outros remontar ao anno de a obra monumental.. que fora até ás praias da um caminho que o conduziria á necessi.ios tontos.tos oceânicos Para o velho miundo curiotração d» unidade territorial do novo nhuma outra mais opportuna sobre a psy. como também sobre a de. Sua \lteza descobrir a quarta parte da mo da verdade. de hia mestres portuguezes de Colombo rectiti.' •nmenloquo não ê de forro. a expedição de que fala Duar. porventura em S S r f e z aeíenhar na grande « r * in. só elle sabe e diz a verdaCB Terra Nova ou Terra Verde.deante das magoificeneias e dos horison» sciência tão indefinido na gloria _como o etriz das suas concepções ou a estruetura tes -de um scenario ainda velado. porventura receioso de avançar por mo um semi-dpus radioso entre os mapar Corte Real. toros lavrados por ins. já eob o reinado de America Central. superpostos ás indicações de or.estellar das suas caravellas. deixa o sapicn que Américo Vespucio logra revelai . a proximidade ma. iniciadas. copois da chegada de um >GIOS navios de Gas. 'fixada por sua Sahtidadt mente. Américo Vessituação do thesouro encontrado. podemos ter como certo que os .ta <<e Gabrai. as regiões ás praias dos Açores ou intan. Ao Tratado Entretanto. assim divulga-. e onde surge sua Historia do Brasil: "A julgar por al. terminação do systema geographico ame.teneb de terras ao occidente can mente em 1503. Henrique. pana ^ de Christovão Colombo. Americanisou-4. As expedições dias índias e reconhecei as terras occidenras americanas.oi-te-Reaes.. Humboldt desconheLavrador.írepitante. e nao tivesse netária na consciência e no domimo do homem civilisado. na impossibilidradi» dora e política a verdadeira imagem_ con.nos prelos de S. visitada pelos scandinavos de Enco « diários As sciências occultas vencem oes." tado de Tordesilhas. cuja bsaveza teria lançado a froNada mais claro e certo.70 . pouco de. r. a missão de esclarecer. dos pai. o afeicoado a chimeras asiáticas ou edêniAmerica do Sul" venturoso. ou florindo ao ricano .. um arauto. em exclama Humboldt.o o conhecimento da viagem do navio ntí« Suelhante unidade territorial. j! que surge com ella para os novos temravela que a sobredita terra é firme e es. Occultando os fruetos occidentaes do seu longo cyclo marítimo entretanto.invenções mais extravagantes lhe obumda pelos navios deste reino que foram a rio occidental.tinuidade que a mutilam e sem os íllogi» balho inductivo e experimental.chologia dos sábios. envolve nessa ficção Humboldt não houvesse renunciado a en.1 muito que a historia do descobrimento pucio revela em algumas cartas. anterior ás tico e bello. Colombo é ipadilatada para leste.meira viagem de Colombo ao hemisphe. tantas descobertas..revelações contidas na carta do embaixa. avassalladora.5a a revelação dessa extranba carta — o fé imperativa e quasi desvairada.de Vera Cruz. aue o Embaixador Alberto mo a ambição torturante e algo charlamr.pos.do o nome com aue o baptiíou. ne. las de Sua Alteza..dem scientifica. o Embaixa. pai daquelle navegante. Real. raça.do que elle se desviou insensivelmientc.. E os 1 sciencia experimental portugueza. vemos ahi o coijtorno do hemisVera. vez. cuja desco. o illusionismo da publicidade está ligada com a outra que o anno passado logica. significando a integração plaravilhosa iie Cypango. situam.do transcendentes estudos. megyrista de Colombo^-attribuindo a idivinhos não poderiam os lusos çoncc os. Faustino da Fonje. era IJO/. o mais gramádias pelo Occidente.«ltimr-jica tempeslade. a versas terras do Atlântico taes corno a raldo de Situ Orbis.sem informações acerca de tantos prodícamente onde está. o mediano gooallemão Waldseemuller. i« antarcticos: a America do Norte. E é como piloto nessas expedições já ofè vois almadia'. antes de quasquer outras.d ile aue os navegadores portugueza. Não era outra a perspe . Por mais die uma rjnh tripulação heróica e modesta sobreMalheiro Dias. por effeito de um tra. impaciente como o espectadPi mundo. resolvido as difficuldâdes aparentes que cionista.pleno resurgimento europeu das sciências L>. Deixa que as ilos Papagaios (Brasil). o novo mundo.pendência psychologica da verdade em to.cas e o novo espirito collectivo da ReEmpolgado aos lusos o descobrimen. Calecut. que Inverosimil desfecho da aventura co. que a de Malheiro Dias. num desvio inten. Vespucio concebei a e s s a u m bendimento official. em 1500.be ao mesmo tempo que se dessangra genovez.a dupla missão de alargar o commercio cional da frota manuelina. faltavam ainda á cartographia D. que se julgava no limiar üo mentos.e Na serie primordial dos factos ame. O contraste medieval de Colombo.ie Em 18 de Outubro de 1501. navegando tar ligada com ias Antilhas que foram des.so ávido. a sciente. a nordeste fc a sudoeste. chegaram a conhecer di. Convictamente allir. a 'de.ac« esclarecimento da condueta de Dom Ao revez da publicidade. vindo ter daquel. mesmo ca.João II. Aqui rio das maravilhas occultas ao poente. em 1494.tal passando ulém a grandeza do mar nascença.Esse momento da Historia.e das artes.mais firme o pela orientação mais lúcieuropéa os dad^s mais rudimentares para te Pacheco.. de longas pesquizas o S sua lenda . portuguez." dor Pascuáligo escreve de Lisboa ao SeO caminho traçado a Humboldt.humana de guamecer e colomsar meio ortinental deste hemispherio. que. pherio occidental.tou. .*(. Manuel.MS 9 A 1: ANNO I BRASILEIRA nortuguezas. Cruz.nesca da fama. Marco Polo.-ai o saber nnethodico e pertinaz \ esput l . an. ás praias dt nha meridiana. sob a dupla ex. geographicamente o que fez nem telluri.tino e o manuscript. após a descoberta do Brasil. mivo. marcado pela intcncionalidaae nuafro annos depois. talvez mesmo regiões do nordeste da terceiro anno do reinado de D Manuel. delineada entre os plamar«es de Vuvt contestar. deii. O nome de America' eternisa um poder. o Labrador.AMERICA Ni:.compellidio por motivos de ordem psycho. «o ha um desvio conde Tordesilhas seguiu-se logicamente. pelas nãos portuguezas. que se desenvolve como beíleza. por incomprehensivel. um grande actor.conhecia ainda o mtanusmpto ^ hsme.neste sentido. Também crêem es.m>enfe. logo tracam-lhe o erro continental perante a His. fia Guiné portuguez. o planispheno com 1. das descobertas de Vicente Dias cia um documento.rio da Ásia. talvez.? aretico» ás concessões hespanholas.mundo inquieto e erudito do século XVI.brem os dias mais refulgentes. sobre a li. Foi-lhe grato o mundo no bai r/tismo dess.. que i l ^ V » r £ n ricanos Christivão Colombo representa a Antônio Leme e Affonso Sanches(14. Limpioa. em navegadores portuguezes. aclaram.I n f b X i o antes havnun já fonmuljg^ definem o continente ampi-ioano. a começar de abrangendo1 a península da.-. Pnrnue srt e. ' p a t e m i brumosa «o üavraaor. frueto laborioso die 1172. ele.A communicação da carta de Pascuai^o.guas a oeste de Oabo-Verde. Suppondo a Asi a mais do-* os seus domínios: "Se o grande gios. aterrados á dire. prova-o rros que a obscurecem. attribumdo a um ropéa: que esperas.. de Cathay.em deixando ao hemispherio. Portugal não aviva o sulcocobertas pela Hespanha e com a Terra breves pontificaes de 1493.e«se documento apresentava á interpretaá ribalta e diga á humanidade eulombiana ! Depois de ter velejado para o ção de um historiador geograpbo da sua venha "Trago na mão o frueto de ouro ignoto com a segurança de um clavicula. imaginação transbordanle desse utopista. nado Veneziano: "Greêm os dia dita ca. o ás outras potências.pela conquista da Guiné e funda o impé«Oriente ao ver nos confins occroentaes.. num secreto plano.dade de reconstruir desde os alicerce.avulta na própria 'moldura epistolar. 0 continente toria.ru. ei sublinha o depoimento de Las basas— Humboldt perplexo. entre <>s areio. da ida de Diogr forte raciocínio do mago das o-rapho n. descrevendo a Ameaça tónúu: de avenlura individual e emprenas pinheiros. e das viagens dos S » a . insistindo pela revogação dos em silencio. inagicamfT. com sublime esforço de capitães. dá logar. dia. é o mesmo que nos leva nada podem os faelos p os homens. Deodato. a própria | que não podia ser senão o resultado da o tens" Vaidoso e farfalhante. e delia se afas. 1'ortu1484) das concessões a Fernão Domm. navegadores. a Groenlândia e Duarte Pacheco Pereira que err1 1498.explorado sysfernatiea. A iIlusão do pedições portuguezas ministraram. o gênio de Humboldt entreviu o que sahe o piloto florentino. . Como? Por um rasgo divinatório ! I nos apresentaria sem as soluções de con.revelação.ctuai.1o Teive em 1450 até ás vismoanças de ciências positivas. continental.i das Américas septentrional e austral se duzidas e universal isad as.rprimeÍra q fdrma continental da Americuns documentos que hoje e impossível ca. Ora. Portugal disseminadas sob a nevoa. de navegação dos mares ignotos.reivindicações de Vespucio. a America do Sul. Nunca houvo um estado de> con. nuncia a descoberta do caminho das Ín. mas . foi mandado á parte occiden.le. substituem elles a demons. Lisboa em 1502 ma~o Sr.assim vemos formar-se a . ainda lhes reserva o destino. com a viagem de João Vaz Corte tantas meditações. reclama um extuwzes da especiaria. após a pri. excepcional grandeza. estadistas.es 'do Arco (1484). e conquistando pelo Tra. Seguiu-se o reconhecimento da.o do Esmcraldo. renuncia & vulgarisação dos próprios feisol reverberante. é o do roteiro dessa frota expedida com a exacta configuração planetária das ter.equinoxial. além do oceano mandara poder.

conforme o exame dos technicos navaes J . os lieis cafiholieos escre. Nicoláo Coelho. Mas o Acaso tonitruante da^desoobert: do Brasil foi apenas um invento de escnbas alheios ás condicõies históricas e náuticas deste suecesso. a do mestro Johannes e a narrativa do piloto anonymo. monarchia sul-americana de D.e os seus problemas — caracterisam fun. a sisudez. não se afiguram só improváveis. oue in ( entámos pallidamente car!. Sem a alliança dos tupys bellicosos e a fecundação das índias robustas. o condo Governo. Manoel: mo esthela. a inspiração. a -ordem adsó elles navegavam o Mar Tenebroso. o methodo.jzões dos antepassados o arrojo e as virtudes da prole. que.das. os Hoje da os Leppe. seria outro o episódio em que elle figurou com estrondo ne vendavaes -e aguaceiros. Com fronta ou elucida. pensam alguns ave entre o Cabo na emipreza orientada pelo «»<=*• «"«-rifor. resumindo o parecer do he. n'niidr> relnmVir-i nf e.tual dos Lusíadas — esse ramo da enristandade. o novo e forte 1.Martins — a encontramos ahi sem o reforço de autori. a nos dá triumplialm/ente uma certeza: nin. e o lúdio e a svnthese emfim. J . historicamlente. a civilisaçãò guerreira.cisivo para a soberania do Brasil.ministrativa e a ordem judiciaria não carta fio bacharel Johannes. transplantada para o solo americano. Codens. ao -itio desta ferra toriador. BRASILEIRA gulho da nossa linhagem. os arvthmo<í sempre novos de um aurora dos tempos coloniaes. o esboço ria politica de mystuação do Brasil já estava delineada no terio dos portuguezes no século XV o pre. a sua dia.üva. Conclusões ou h y . Entretanto. | Jorio VI. nevoenh <. como lograria estabelecer-se nesta imrriensidade o reiniepístolas de sábios e reis. para engrinaldar o mundo. desde logo.••'ppnis de praticarem Dentre os maiores nomes inteílectuaes de pela differenciaç. bullas e atlas. reata os elos trancamunicam o dom exeelso da -perpetuida. arrojando n l 1 1 como verdadeiro ou verosimil. entre milhares de navegações.dos pela invasão á corrente da vida saciode ao lavor n á idéa.se historiador. d e ^ c comple.haver procreado taes homens. fa.uma energia brasileira.e obstinação. o nacionalismo portuguez. absorventes estudos. de 10 milhas diárias. embora fragmentaria.ríamos já elaborados através de uma lon.terras numentacs desse pórtico. despovoado llhe fosse ! o Bírasii. como também imriossivpís a bordo de uma csonadra conduzida ipelos mestres da m-aves-ação atlântico. tanto mais quanto. pela immigração de cavalheiros dicações portuguezas da escola de Sagres cendem vernaculamiente para a litteratu.. Depressa virá o escol. de historiador. ultrapassando ao norte o GuajaDias o colorido.c i vida pela disciplina. Através dos novos capítulos. cia viesse tarada e mofina. . roc'T. Simão de Miranda. a exemplo A paciência. pie Ia transposição João IT. sem qualquer ponto d°l referencia. evidencias ou coniecfnras. tripliTo ao esse quadro de reivindicações lusitanas. as denominadas ins. a área portugueza do Tratado de Torabreviar. Catanbeda e Barros.| agora na. esmiuçando por um Indo.*ura a ser dogma'»en. a harmonia das gran. tas e ooütícas do Governo roaio. escrinfa de guem será mais vibrante do que elle co. vindo por ellas a man.mais dependentes de Lisboa. o de. lyceu. adornada h e r a l dicamente pela Cruz da Ordem Atlântica de Sagres. quando mas a leitura dn ijilrodurção. centralisadas Vera Cruz. O desenvolvimento da Historia ria Co. ainda se contrapõ tal os Pinzon.I hoje arranjado por tal mineira que Por- . bilidades. de que foram extisfactoriiotente o itinerário de Cabral. outros epígonos francezes e hespanhóes do cruzeiro atlântico.te ou presume. ano avi-tara já essas rln^ida. vagas hvpotheses que outros formulam. ou a descendêndepoimentos die antigüidade miultispcular. com.da politica de Haya.h espanhola. lescasslo congressos americanos sobre a descoberta ainda hojf? á posse da natureza illimitada? Por seu turno.õOO homens. luso-brasileiras.no Arespucio. como que s-cuem ns primeiras noticias de Ve. que em 1498 assignalara Duarte Pacheco Pereira. "seria preciso uma corrente aérea ou marítima constante ou um erro systematico para oeste.xo estudo de um cwlo maravilhoso as. Duar. obedecesdo a instrucções secre. determinantes de rá Cruz. Manoel. que rias figuras e dos episódios.esses valores biológicos.genhos ou á industria das minas. sem preiuizo do seu cunbo '-cientifico. atirando-os para longe do «eu r u m o . . os florões mo. se gazes.papel teve c Acaso no drama das navogações lusitanas. o bandeirante conquista o enorme Brasil colonial.das ilhas do Atlântico. . o relevo XVII. desencadeadas sobre os navios. veremos expandir-se. dos mais graves e doras.as evocações de perfis Heróicas ou thea. cingido de louros e coberto de jóias pela Renascença. >es jesuíticas. o espirito de aventura. e afugentar os concorrentes extrantados. os depoimentos que ainda nos restam de tripulantes ou passageiros da frota não alludem sequer a tormentas. a car.bat.dadas com largueza. que possuem algo de titanico irrevogável: admif. esclarecendo com a resistência. cedo. inexgotavel como seiva. para desviar a frofa p?ra o occidente" AMERICA ahi poderá ver vossa alteza o sitio desta. Filho de des telas históricas. lidando em uma e outra não bas!a-sem as difficuldâdes e os pro. blemas do seu roteiro. dos sertanistas e dos escrarartographo Bianco trabalhara sob as in. Dessa tempestade irreal não falam os ehronistas maiores. valoroso servidor da pátria e do rei. tem n a obra de Carlos Malheiro desilhas. con. emfim. ou indnz. como se ao Almirante prova. a bibliographia inteira dos lhe daíria a força do numero. é nmn sm-fe d" plaro-e«cnro. Malheiro Dias stantaneamente surge. para ros e ambiciosos.zendo rr-snlt. A carta de Pero Vaz Caminha. orientada por mareantes illustres como Sancho de Tboar. o denodo. "Cumprimos as vossas or.dades e documentos.pode<rá haver ilh s e. o pernambucano do século mento dos planos e dos motivos. debates de acadêmicos e especialistas. Andréa Bianco desde 1448.Brasil erigido sobre a massa do s commappa de. Senhor. por insígnias e trophéos da gloriosa "cavallaria do oceano". a cia e o alvoroço de um executor feliz na fmencia. ao estylo dessas fortes . mas iampejantes e creadoras. desde a parece dizer ao soberano com a urgên. Bartholomeu Dias. nesse vetusto mappa mundi. é curiosidade.. convertendo os selvagens. Mas também nos parece justo acerescentar. nada das nossas origens? Certo.rá e ao sul transpondo a Laguna. em 1808. Cabral fraes.geiros. a gloria copela hypòthese de Oliveira . . a real da colônia e da metrópole. immarcessivel como verdor. dominaróe sobre a viagem.s habitantes selvagens. a coexistência geographica. Henrico-ta africana e a situação da terra brasileira. Pedro Escobar.ão ethnngraphica dos eucom os embaixadores portuguezes e Dom Portugal e do Brasil muitos collnboram ropeus e dos naturaes. a D.prescindíveis á expansão da peripheria mesmas paragens. no dizer dos technicos. Já escrevia no Correio Brasilicn'. o aferro com que elle soube colligir e apro. Filho de conquistadores. de que foi mestre D . nada que se propo. em Sohnlnm os vnlonfta d"scrinlivos. imprensa. nu zona portugueza do T r a tado de Tordesilhas. poderíamos attribuir semelhantí desvio < para oeste. e .Onde teria elle. em que o desdobra. que se destacou da arvore latina. o retrato do florenti.'. pela ascensão de Em 1193. facto dede Boa Esperança e o limite fixado na quem devemos as linhas. durante quinze dias. a configuração da mas aquelle mappa mundi não certifica esta terra ser habilada 0 u não: é mttppn mundi antigo e alli achará vossa alfeza escrita também da Mina" Ahi temos. antes de tudo.lonial dos Portuguezes. podado dT. E assim pudemos. com os seus portos franqueados ao commercio firmes. mercantil e e s p i r i . nomeadamente Damião de Góes.nrciojial. nascidos * horas fu.3es. cuios processos di. coévo do infante D." K' mais um documento i b r e o c m .| se em 1820 Hyppolito José da Costamande vossa alfeza trazer um mappa vem ac'ualisar no lodo o systema de administração está mundi que tem Pero Vaz Bisagudo e por lonixnrfln Porfuqnrza espirito brasileiro a consciência e o or. dilatando a America portugueza através da America sua tarefa. ou tavéz anterior. a sobriedade Pt.populações africanas á lavoura dos enrealidade apontamentos de um secretario tista. da Fonseca e Balròaque da Silva.diro Alvares Cabral demanda as nor outro. ao esforço e aos br.«bater as tribus inimigas? Quem tograpbra.9.. industrias já livres da '"ciência atlântica dos portuguezes abrane-endo as terras ri^-idenlaos. biblinlhec-i. memórias e tra.coia. sru. Por vezes. mesmo depois de jungir trucções náuticas de Vasco da Gama. na damentalmente u m a organização de scien. insuperáveis trahia os interesses da protpriaraça diante na sua execução. Nrm á traccão das correntes aéreas neai á das correntes marítimas.Foram inexoráveis.guerreiros. cuja independência attinge neste anno o seu primeiro centenário.mestre. ou irreduetiveis fossem ao commercio e ao cruzamento os priar os dados informantes desse trabalho — relíquias de museus e arehivos.ma face das montanhas ainda não escalafrrras austraes segundo fod is as proba. Henrique. que'inbulla papal. tal singularidade. mas imf" Pacheco Pereira. A falsa orientação da agulha magnética ou o errado calculo da* latitudes e distancias.subordinar sem jactancia os factores econômicos. aventureisi jo de outras índias ao sul. da America e da África. á prioridade inquestionável dos portuguezes no conhecimento náutico e na descoberta intencional do Brasil. nos seus effeitos. líticos c religiosos da nossa formação a para Lisboa um dos navios da frofa. das nacoes amiga*.r na caçada ao povo rlle viaja o expedicionário de 1498.200 sem um ponto de apoie indiscutível — à lusitana como inimigos da selvageria naa t. outros elementos ao bipm estar e á cultura vem a Colombo K .cional. não explicariam sa. batalhadores e indomáveis.NUMS. que mandastes reconhecer " A si.ouanto. a chronologia. 9 A 12 — ANNO I toes.fir.vos. imiprecisa. ou mais profundo como his. nesse vetustissimo desenho de navegadores lusos. Considera-se mesmo inadmissível. desamparado por uma Corte.intes. tão soberbos da sua progenie para oeste uma esquadra imponente de abalar os erros consagrados na Historia. tão rigorosa a sua analyse.l-Rei D . que ampliou a terra natal. in-enitamente nossa. commercio e guerra. bafejadas pela fortuna. tripulada por 1.do mais nobre sangue. com a floração da sua idealidade quinhentista e da sua epopéa camoneana. n a intencional mente enfurnada pela guarany das reduc. nne o cientista não se a-i-en.poentes os mamelucos no periodo nebuloso Ainda menos elucidado fora esse rumo nofheses. Se algum . penetrando as selvas. E a inteireza scientifica é tal nes. em 1500.ar miais poderosa e mais sug.w + . herculeamente adaptados ao meio ma paz e na guerra.naeinnç mol.lombo em Lisboa. Foram achadas as terras oceiden. j n h o . Ao despachar gestiva imagem da verdade.curso dessas qualidades varonis. em busca dos céos ainda não vencidos.ra.

João VI. contra um valido <J casa vrr-srial. E' a mesma impressão que nos salteia diante desta sombra. em vida! E era o ultimo que sobreviveria do grupo esplendido e adnu • ravel dos antigos discípulos de Bonifácio. algum dia não menor que o elogiado . um folhetim vivo. quer as suas inspiras»» •er as suas coleras: . e curiosidades. com o Império americano de D. o publicista do Ypiranga. idéas. fragmentos mínimos de minério precioso 0 enormes massas alluviaes de saber. a victoria do espirito brasileiro sobre os planos obsoletos e contradictorios de recoloniseçao das cortes do Lisboa. — asim eram. poisadas nos ramos serros da floresta. Conceição Velloso. como se impu sionasse os homens em turbilhão. "são as aves já em meio do caminho. o poeta dos escravos. velo para 0 R'o de Janeiro.N1MS.l monarchia.era prodigioso. .-modesto como o espirito do jesuíta.observou Latino Coelho: "Nos fins do século XVIII e nos primeiros decennios do século XIX digamol-o sem vaidade nacional-—a maioniia dos nojsisos talentos mais formosos haviam tido o seu berç 0 no Brasil. o Lohemio da esperança.i a Odvsséa. e talvez um dos maiores. como se lhes elevasse o espirito. imaginação de José Bonifácio. Salvador de Mendonça. homem de sangue luso-brasileiro. Como sonhos drama! isados pelo absolutismo. Martim Cabral. mesmo. vinham conjugar-se mais fulgurações po» ütica* e heróicas. vai conduzir ia gora m bandeiras da Independência. " (4) Este homem entre os discípulos teve uma missão. em que. ! Elias da Silveira. que lhe dera o berço." (3). o futuro orador do abolicionismo. brindado com o governo de S. nova e bella como os rebentos de uma esplendida primavera! E os discípulos ouvindo-o enthusiasmados para não se saciarem! E os ensinamentos. dizia. merecimento dos mais puros. Se a temeridade e a robustez dos mamelucos impressionam Robert Southey. arrastava em catadupa leis.ffectivo e entre as melhores acenas de sua vida estavam aquel>•. que illustravam desfarte as sciências e as lettras. " E o foi até o derradeiro dia. em historia da cooperação portugueza no Brasil. que se perdeu no horizonte da tribuna brasileira: Gavião Peixoto." E Ferreira de Menezes de atalhar: "A luz é V E x . algarismos. Nogueii ra da Gama. porque é já uma expressão de soberania a palavra dos nossos deputados. juizes. :i3. brod ) Kuy Barbosa — Paginas Litterarias. a grande licção de inspiração moral que precizava ter o grande dia de a m a n h ã . aUudidos e de um posterior desenvolvimento. P a g . outra forma de energia. o fundador da Gazeta da Tarde. Em sua luv guagem já resoavam todos os nomes capazes de fazer um pensamento que attingisse a vida turbilhante moderna. do que seria mais tarde a nossa vida moderna. Entre elles era certamente o primeiro pela sciencia. e conhecimentos. a-rmas e signos do Passado gloriosamente. Paulo.. tantos outros.Elle "empunhou o latego mais formidav* aue ** ouvi estalar nas lutas da publicidade. mas também indomitos. o Paraizo Perdido. (J) Ibid. não só independentes. Como o despontar de u m a orchestra. a missão e o ever do pensamento especulando o que seria mais tarde uma industria. as andorinhas em busca da primavera e da luz. ainda vagos. Carlos iMalheiro (Dww. Vicente de Seabna. sem intuitos de allegoria. com a imaginação inspirada. cercado admiravelmente dos seus discípulos. Alexandre ! Ferreira. r» Cites: "V Ex. publicista e pala| '(fino do Correio. escriptores e militares ao foco da mesma empreza revolucionaria. envolvido tenazmente pela sua modéstia num casulo de seda. todos os elementos. estadista e cathedratico.ros experimentaram depois esse açoite sublime. entreteci* 'n Juvenal Tácito. também nada inferior â alma intrépida * impetuosa que tivera Henrique de Lorena. luminoso campo de gnwilação dos valores mentaes. míneralogista. geometria subtil. denodados civalleiros da Liberdade. Diogo Feijó. a idéa emancipadora assimila os direitos do homem. ! Villela Barbosa. E veio encontrar ministros p a r a interpellal-os. José Bonifácio teve alli palavras commovidas. a sagrada energia mental. na cidade ainda simples e triste. em que se espelham vultos e feitos. E assim se refere alguém. Silva Feijó. havia então. BraziUense^ Monaiesf e I1 Silva. de Menezes. preciso. -eimbebido nas i surprezas da flora fluminense. todos os motivo-. Azeredo Coutinho mentalidade exacta de economista. Paulo. parece ainda maior do que vivo! dizia Henrique III. as licções. só nv^ tarde. enérgico. que se phonographaram no espirito dos ouvintes: "Os combatentes de hoje-. a Illiad. medico. fartos. enteado nos prodígios do yalle í amazônico. é o realisador prestigioso e feliz dessa obra. de uma pões* l a n p c e n d e n t e ! Tudo nelle era mavioso.ffieTSondirá. que o Brasil é tão instruído quanto a mãi pátria. como a de Mocauby.. pento radiante que já se destacava na coroa solar do nome paterno: rtarros Pimentel.ae Nazareno. um dos iniciadores da ! chimica. Pev a d o . fortalecendo-os pela continuidade (histórica. Américo Brasiliense. como se melhorasse a eomprehensao dos que o ouviam. Gonçalves Ledo. Feijo' Bittencourt. físê Bonifácio era u m a protophonia de um grande aconteci mento. como a de Sealigero. de uma beíleza incomparavel. *»b novos astros. grande bolide fulgurante. JOSÉ' BONIFÁCIO. E um dia desceu da pequena cidade de S. p a r a o que seria a vida nova ir•^«•níiU . dos pensamentos e esforços communs á raça levantará os nossos idéaes a altura das nossa. Je.linguagem em imagens maiores. A' constelação BRASIUffitá de grandes nomes brasileiros. alma européa na consonância e tropical na arJenoia das suas manifestações. como Januário Barbosa. compassando com os olhos o corpo do Duque de Guise. o moço. Paulo. Hippolyto Costa. Destacavam-se bellamente as figuras de Pereira Caldas. (2) E então nn conventual e pequena cidade tlc S. Compondo c "Elogio Histórico de José Bonifácio . um dos testamenteiros moraes de José Bonifácio. como a de Pascal tudo o que elle tivesse lido uma vez. oue nunca lhes ha-de de esquecer essa loira phj sionomis. que é sobretudo um facto de intelligencia. Desde que se transformou a historl» da colonisação portugueza com a Independência. "Ou. é A luz! " " E o foi até o derradeiro dia. entre os excessos dos sons. copioso lexicographo. quando se esboçam confusos. prenunciando na descoberta das terras oo-íi-isníae*. moços e encantados o que lhes servio depois. o estoico. o curso impetuoso de urna VIda n0va - Celso Vieira. Castro Alves. prém seu temperamento. o másculo ensina mento dos Estados Unidos. attrahindo sacerdotes. pag. e não sei se saíram menos mal feridos. (4) Ibid. emquanto procuramos calcular o que era José Bonifácio pelo que com a sua ausência deixámos de ser. com a aureola da pureza na fronte e fa ulhar da cólera nos olhos a z u e s . eram para elles infindáveis: como "uma memória miraculosa. e tentamos medir o gigante pelo vasto rasgao sombno. uma desas memórias capazes de reconstruir. os prenuncios da imaginaça de mestre. o Dr.. ü ultimo para construir u m a memória! Porém nada é mais bello do que o mestre cercado de suas discípulos: — "Joaquim Nabuco. com o seu traçado antigo. 44. sern lisonja. e assim continua a valer para destinos maiores. uma questão social entre nós: e a sciencia do mestre innovava nomes. espirito contemplativo nas brumas da poesia sacra. d u a s . era piodigiosa. (3) Ibld. que o seu desapparecimento abrio no disco da p á t r i a . na vida barbara dos acampamentos e do« larraiaes. pelo engenho pela funcção que devia desempenhar na historia do seu povo. A mocidàde é o futuro. p o r é . sobre tudo. E então é que esse "exagero de imaginação. que regressam da Europa. cados. *r» . Américo de Campos. criava aquell. em demanda do parlamento. com u m a convicção de propheta. (1). F . E entrementes. ou tendências exclusivistas.tradições. batalhando em volta do PatriarCha. — havia um novo mestre.. 0 MOÇO De uma memória sobre a Oratória no Brasil' apresentada ao Congresso de Historia da America "Morto. a Inconfidência mineira e a conjuração pernambucana entremostram no balo sangnento do seu martyrio o Brasil de 1822. 9 A 1! AMERICA ANNO T tugal e Brasil são dous Estados diversos n 'Àô nativismo faccioso dos motins Iocaes succedem os movimentos aureolados pela forca intellectual: na rnenitalidado universitária dos im-os estudantes. onde se faz ouvir o nosso protesto soberano. o?« princípios do liberalismo britonnico e da revolução franceza. para os que começavam estudar pela sua mão. Elle entre este excesso de imaginação annunciava pa1** os que o ouviam. ou melhor. poetas. tudo ouanto nos approxime das origens.m e . temperamento americano alienado p a r a a republica pela rotina pervieaz d . José Bonifácio de Andrada e Silva".

sem característica de nacionalidade. Nascida num meio onde era completa a ausência de obras de arte. partio para a Europa. Foi um tumultuoso de fama. Pedro I. depois pintor da Imperial Camara. a fixar na tela a natureza pernambucana — o primeiro a vibrar 1 beleza da paizagem nacional. por isso. em Minas não floresce melhor a arte. inspirando-se nos seus aspectos rudos e emocionaes. mais do que Victor Meirelles. Surge. cas ainda sem noção segura da sua força nos destinos da pátria sob o jugo extrangeiro.. constituído ainda. "Desde a infância mostrou sempre multa inclinação paro « desenho 6 a* sciencia? natural. ella con- Gonzaga Duque chomou-o um idealista eclético e ê. Melhor do que ficou dito o povo da colônia não tinha alma nacional. Surgio Arsenio Silva. exclusivo da fé religiosa. ou não floresce fora do? templos sagrados. delle sendo o fundador José Joaquim da desse a expressão da potencialidade e exhuberancia da Rocha. segundo Ar- tinua a mesma no transcorrer dos annos: vive ainda nas igrejas e geu Guimarães. meiro periodo com o ensino official da missão Lebreton. temendo o sol e as vibrações da terra jâ liberta.. F r a n c o ) . apontavam capacidades brilhantes. desintegrado da pátria. Bélgica e Hollanda.porém. Foi um artista de mérito. sem contudo ter pintura. em 1. segundo Manoel Quirino. mau traste despertando no artista uma forte impressão de encantamento tem fulguração correspondente á natureza circumdante. Post não deixou discípulos no Brasil. bruma da sua pátria suecedia aqui um sol de fogo. Frei Ricardo do Pilar. em 1677.89b.' Foi discípulo de Débret e da Academia.NUMS. manso. que se distinguiu na pintura de natureza dar e foi vivendo como uma flor de humildade e de graça. desde a chegada dos primeiros donatários das capitanias até alguns annos depois da independência. mas brando. com as suas demasias. que deixou um grande discípulo. que teve na e de beíleza triumphal. se notabilizando em natureza morta. estudando anatomia com Eméry. produeto morta. Mas feliz do que nós fora Pernambuco. sem espirito nacional. <*sse. con- çara de surgir no retrato e na historia. tão grande que conseguio modificar a sua época um exaltador preciso: Agostino da Motta. siquer um artista que nos fazem pintura religiosa. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 ESPIRITO NACIONALISTA NA PINTURA BRASILEIRA A nossa arte colonial floresceu. monge benedictino. um gênio na sua arte de mocidàde forte e na rea- assim até 1816. esculptura e architectura. Em 1856 não tínhamos ainda. á vontade do subjugador violento. na paizagem e em natureza morta não Mas foi curta a sua permanência no paiz. paizagit-ta de algum talent«< A alma nacional não influirá nas nossas manifestações estheti- Nossa naturezi pintor admirável de gouaches. vai a Bevelot e ambiente que os descobridores e povoadores exploravam sem ali- chega a Reis Carvalho. a t é em nossos dias (88). R. Na mesma época prehendido e interpretado com maior saber e igual t a l e n t o . Iniciando o seu pri- lização pictural feita de enthusiasmos heróicos e immercessiveis bellczatt. Nada havia que auxiliasse o scintilar de uma vigorosa manifestação pin. Emilio Taunay. Vai apparecer. "transplantada do velho mundo e vicejada ã sombra rude da inteligência desse tempo" — sem tradicção e sem historia — prompta a se dominar pela influencia nova que surgisse.3 V V turesca. elle apanha pelo artista sobre os próprios lugares". Nascendo a pintura. principalmente F r a n z Post que foi o primeiro. Director da Academia. esthesia brasileira. "instituidor da pintura a óleo no dos quaes tinha no seu quarto um museusinho preparado por elle. alheio a ella. na exposição de 1830 obtendo prêmios de pintura. para gloria futura da arte. seu filho. um nome extraordinário: Tedro Américo. na companhia beatiflea e doce dos santos. a acreditar em Wagen. sem expressões de beíleza que falassem á esthesia do povo mal O e s p r i t o nacional continuava erradio. come- suecedia uma esturdia vibração de vitalidade desvairada. A' em Pariz a aula do Barão Gros. . um representativo da nos convento». a feição mais terna e culo XVII em diante é que se velo a possuir paizagens pintadas suavemente poética que existia na natureza brasileira. expontânea e obscura. Augusto Muller. que vira os artistas de Nnssau. nascido em Flandres. um que viria a ser um das figuras mais sympathicas das artes plásticas: Porto Alegre. a tem com- cabendo. e. fel-o sob a influencia da Igreja. sem sor brasileira. um batalhador invulgar com a preoccúpação constante e ardente da gloria. o methodo de tal innovação e traduzio como ninguém ainda. com quem possa soffrer confronto—"O Umperamento de Motta não lhe peimittio ser creador e arrojad". disse Gonzaga Duque. " appareceu também uma paizagem de Ecknout (missão N a s s a u ) . a melancolH A pintura que viera dos tempos coloniaes dos claustros. Os pintores se suecediam.iido au Brasil foi nomeado professor de pintura histórica. sob a in- A natureza seduz. freqüentando Rio". um pintor de espirito nacionaj. e delicado. quando se fundou a Academia de Bellas Artes. nella encontrando o único manancial onde pudesse saciar sua sede natu- ral de expansão creadora. Os artistas naturaes que surgem seguem o rumo dos do Rio — um pintor que refletisse a alma da gleba. nascido paizagista. um arrebatado de aspirações. E da pintura religiosa n festas plagas foi precursor. fora da pintura. que os bata vos diziam agora ser selvageria.jgresa. viajando depois por Londres. pintura prosegue Fomos evoluindo. . restricto e bárbaro. tendo se distinguido dentre os seus contemporâneos. a Franz Post. Nicoau Tau- fluencia do meio physico. só depois do meiado do sé- t-mdo. Surgio no grande nay.ativa. então. Pintou D. ao contrario da sua longínqua natureza bátava. ás vezes na paizagem. pois passava as horas vagas a pintar e colher produetos da natureza. Velasco (Antônio Joaquim r. os artistas da missão. a arte rebentou como uma flor exótica que um destino pouco amável talvez cedo fenecesse irremediavelmente. Renegado pela gente colonial «ainda sacudida nas agitações! do?> dias do dominio hollandez. que já devia ser um reflexo da alma patrícia que já tinha paginas bellas de emoção e de fixação brasileira. e sua sensualidade. Na Bahia.

AMERICA

BRASILEIRA

M'MS. 9 A 12 — ANNO T
I V , „ primeira tela brasileira de assumpto militar: Combate
empo

Crande. depois » . » « . « de .4 de Maio e Batalha

do

de

Ivahg.

mesma imprecisa, sem espirito local, sem

a

sagrada

aura

am-

biente, sem idelalidade pátria.
Ai|ui como nos Kstados onde ha visos de arte, como Bahia, Per-

ÍVÍ:~na„

por v.H-ação ou espirito patriótico, mas por interesse,

como teria feito um r . - r a n . ou uma paizagem, que também não eram
,,„ M,a pr,,Ulec,;ão. Km toda a sua obra é a historia . a g r a d a que
,,.mln:l _

porque a - a

"paixão só

, historia sagrada

sacia...

nambuco, S. Paulo, Rio Grande, os artistas cuidam da historia comi
cuidam do gênero o do n ú . A própria paizagem, que esforço Santo
Deus! para fazel-a dando a impressão do meio, a alma da gleba, o
quê divino que a distinga das outras paizagens!

Kn-^UvamenU-, a arte do Pedro Américo t r a n s i u , em David.

Judith,

Temos a r t e cosmopolita, ainda como ha dezenas de annos, vi-

,1 Coisa. Jacobed, palpita em maravilha de emoção em Joanna

D'Are.

vendo sob influencias e x t r a n h a s . A nossa l i t t e r a t u r a cedo se aper-

depois

cebeu de sua grandeza nos destinos da nossa nacionalidade e reben-

e Paz e Con-

tou em florações primaveris, revelando a poesia e os anceios moços

Socran-s e Aleibiad,,.
, . m Vroclamação

Rabequista

da Independência,

orabe, Petrus
Honra

ad Vincula,

e Pátria

da terra fecunda, immensa e linda.

cordia.
Como elle. Victor Meireles é o grande pintor consciencioso, o a r -

A pintura, não. E s t a ficou á m a r g e m . Foi vegetando ao largo

tista brasileiro a quem o desenho mais tem preoecupado. Fez *

da agitação brasileira, dentro do Brasil e filha delle, mas estran-

Primeira

geira, sem a graça maternal que a t o r n a r i a u m a alta expressão

missa, que o celebrizou, e levado pelo interesse, como Pe-

dro Américo, executou quadros de assumpto militar, como
do Ilumaytá,

Batalha de Riachuelo

r Batalha dos

Passagem

Qual a paizagem que mais revela a terra, que melhor traduz

Guararapes.

Nenhum espirito nacionalista animava os dous invejáveis pintores brasileiros, nenhum sentimento civico os levara a fixar essas

Onde encontrar então o espirito brasileiro na pintura do Brasil?
Só a natureza consegue por vezes inspirar o artista, dar-lhe o fulgor nativo do seu sol, ou a melancolia das suas tardes outomnaes,
doçura das suas horas de paz e de

a natureza

febelde?

E m que artista vibra mais o sentimento nacionalista, dando ás.
suas obras u m a característica

paginas immorredouras em que a nossa bravura brilhou tanto.

a

esthetica seduetora.

recolhimento e o tropica-

brasileira? Que artista haverá que

se possa chamar pela realização pictorica, de genuinamente nosso
contendo nos seus motivos

o sentimento da P á t r i a ?

J á em 1888 o luminoso e inesquecível Gonzaga Duque inquem
da existência de u m a escola

brasileira.

E perguntava, como ainda hoje, u m q u a r t o de século depois,
perguntaria?

lismo luminoso dos seus dias veranicos.
Com o sentimeito profundo e natural da gleba,sentindo-a com
todo seu calor « sua beíleza, no seu seio ou longe delia — pintan-

"Onde a vida dos nossos tropeiros, a representação das scenas
ua roça, da existência das fazendas,

dos costumes, dos escravos» \

do-a ou ouvindo-lhe o sussurro mysterioso e vendo-lhe a beíleza

Onde os assumptos da nossa historia, aquèlles assumptos qüe mtàs>

«-crde intraduzivel, surgio um dia um paulista: Almeida

intimamente nos faliam da formação da nossa pátria, os episódios"

Júnior.

Foi brasileiro na arte, nos costumes, na alma: sentia como brasileiro. Sua arte ê sem artimanhas e truques: é leal, franca, expontânea e fulgurantissima. Sua obra é das .mais bellas de nossa pint u r a e de sentimento mais vivo da t e r r a .
Vêm depois do artista brasileiro do Dcscanço

da independência, a revolução de T i r a d e n t e s ? "
Pois é essa a r t e que ainda nestes dias, mais brilhante é vertia de do que hontem, ahi temos.
Isso serve p a r a affirmar

do lenhador,

Ro

tantes

que os acontecimentos mais palpi-

da vida nacional não tem emocionado a nossa pintura ou a

dolpho Amoedo. uma «organização esthetica das mais apreciáveis do

nossa pintura delles se tem afastado propositadamente, o que não 5

Brasil, mas inearacteristico quanto á nacionalidade, Decio Villares,

crivei.

Jorge C.rimm é o allemão a quem o estudo da natureza fascina
« funda uma escola ephemera. Quer a natureza apanhada na natuírza, a vida das cousas apanhadas nas mattas, no grande sol, sentida em plena floresta. Tal mestre deu-nos discípulos que fizeram
renome, como Parreiras, Castagneto e outros.
Tamoyo,

do Brasil, como Marabá, sem preoccúpação nacionalista, sem sentimento de nacionalidade, mas como simples motivos estheticos. P a r reiras realiza a espiritualidade da paizagem nativa e ultimamente faz
intensamente a historia, mas como já fizera a marinha, o gênero, o na,
encyclopedico e estupendo; Castagneto fixa a volubilidade do mar,
Iodas as suas emoções de serenidade e de coleras, tornando-se insuperável até hoje: Medeiros ( J . ) faz Iracema, a filha dos Tabajaras R
c i t r o s quadros históricos, como também fizera o gênero, o retrato,

S. Sebastião,
Laguna

o Vidigal,

Morte de Camões. Episódio

ridas, a nossa pintura com cem e tantos annos ê ainda infantil.
E s t á como nos seus primordios, na perspectiva de um rumo. Ao
rumor de todas as palpitações da P á t r i a , só ella não vibra, só ella
não reflete o que temos sido e o que somos, só ella não guarda,
como uma emanação divina da sua vitalidade o espirito nacionalista, o sangue da raça, o traço inconfundivel, a alma brasileira.

uma das telas mais importantes

a natureza morta; Firmino Monteiro fez a Fundação

-p

No cosmopolitismo das suas manifestações e influencias adqui-

Aurélio Figueiredo e Augusto Duarte.

Amoêdo fez o Vitimo

-]

da cidade de
da Retirada

de

e outros assumptos arrancados á nossa historia tão esque-

cida e relembrada em tumulto, apagando-se individualidades esp>n-

Combatendo

pretendida Escola

Brasileira

t s t h e t a saudosissimo dos Graves e Frivolos
ameaça

perguntava ainda o

se "esse desnacionalismo

continuar"

E elle mesmo achava que sim. E não falhou a previsão sabia.
A arte que ahi está maravilhando na palheta fremente de Parreiras, fulgurando em Visconti, grande em Bernardelli, Amoedo e
Belmiro, suave no lyrismo sonoro de Baptista da Costa, e na obra
de um pugillo de novos talentosíssimos, é uma arte que não desmei roeria nenhum povo artista, mas não é uma arte brasileira, nascida aqui,

ardente do nacionalismo

que a faria

airída maior «

ir-ais encantadora pela característica e pela. finalidade.
E como Gonzaga Duque per.mintamos nós também: E esse desnacionalismo ameaça continuar?

dentes e fazéndo-se resurgir outras dignas do olvido nacion.il. P a s v;.T- l•. o segundo Impeli", chegando até hoje a nossa pintura 0 a

Carlos Rubens.

NÜMS.-9 A 12 — ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A DIPLOMACIA DA INDEPENDÊNCIA
A dipomacia puramente brasileira surgiu em data anterior á
oue se consagrou como ponto de partida da emancipação politica
nacional.
J á havia então regressado a Portugal o rei D. João VI, cuja
autoridade se annullara quase por completo sob o jugo despotico das
Cortes convocadas pelos revolucionários portugueses de 1820.
As ineptas resoluções com que a assembléa tumultuaria de
Lisboa pretendia legislar sobre o Brasil cada vez mais favoreciam,
deste lado do Atlântico, c surto das idéas nacionalistas.
Um movimento popular tinha j á levado o príncipe regente a
desobedecer á ordem imperativa de voltar á metrópole, quando novas medidas de hostilidade contra a regência brasileira vieram determinar um estado como que de franca belligerancia entre as duas
partes do Reino Unido, caracterizada pelo decreto de 1 de Agosto de
1822, em virtude da qual se declaravam inimigas quaesquer tropas
portuguesas que, contra a vontade do Governo do Rio, pretendessem
desembarcar no Brasil.
Entretanto, a rebellião do príncipe regente e do seu ministério não era propriamente contra a metrópole, mas apenas contra a
sujeição ás Cortes, que haviam usurpado o poder soberano.
A idéa que ainda predominava aqui entre os homens de governo era a de u m a simples autonomia administrativa para o Brasil, ou, quando muito, a de u m a união pessoal com Portugal. Esse
pensamento está, aliás, bem patente no sobredito decreto de 1 de
Agosto e nos dois manifestos do mesmo mês.
José Bonifácio, que redigiu o ultimo desses documentos (manifesto de 6 de Agosto), ainda se exprimiria no mesmo sentido, na
circular dirigida ao corpo diplomático estrangeiro, em 14 de Agosto.
Sabe-se. ao demais, que o grande ministro de Pedro I, nada
obstante o titulo com q u e o chrismaram de patrlarcha da independência, não foi favoí-ayel ao movimento de completa emancipação
politica, do qual, em 1822, Joaquim Gonçalves Dedo e alguns amigos se fizeram denodados paladinos.
Não é puerilidade, nem perversidade, como pretende eminente
historiador patrício, declarar José Bonifácio estranho ã direcção
daquelle movimento. Os testemunhos da época e o do próprio ministro de Estado deixam o caso perfeitamente esclarecido e, dè
certo, fazem mais tf- do que affirmaçCes graciosas, apoiadas simplesmente numa tradição sem base firme.
Parece hoje demonstrado que o illustre Andrada sempre? foi
adverso áa idéas democráticas e, por isso mesmo, opposto ao grupo
liberal de Dedo, a quem moveu terrível perseguição.
Em 10 de Agosto de 1822, escrevia o barão de Mareschal para
Vienna que José Bonifácio "lucta contra a revolução" Esta significava então o movimento separatista, ao qual o próprio D. Pedro
eó adheriu forçado pelas circumstancias.
O mesmo encarregado de negócios da Áustria (Mareschal) era
quem ainda mandava dizer para a sua Corte que José Bonifácio
considerava prematura e até mal arranjada a solução que aqui «e
ia dar ao dissídio surgido entre as duas porções do Reino Unido
Dias depois do Sete de Setembro, e quando Jo^ié Clemente Pereira
e Gonçalves Ledo se esforçavam por fazer proclamar D. Pedro
imperador do Brasil, o grande paulista, — a quem deve a Nação incontestáveis serviços de- alta valia, mas que se não pôde dizer tenha
sido o patriareha da indepndencía, — ainda se declarava alheio
aquellas patrióticas intenções, embora já visse com, satisfação a
elevação do Príncipe a dignidade de Imperador. Disto ha, pelo menos, um testemunho digno de credito. E ' o do coronel Maler, encarregado de negócios da França, o qual, em officio de 24 de Setembro de 1822 ao visconde de Montmorency, assim se exprimia: " J e
sais d'une manière positive que Mr. d'Andrada
dit le samedi 21 á
un dr> fes meílleurs amís et coníidens, qui lui représentait 1'inutilitó
et les dangers de cette innovation, í,c Ministre de S. A. R. ne prend
pas de part actíve à ect énèfshncnt,
il laisse. fatie mais U verra
avec satisfaction Vélévation du Princc à la dignité d'Empereur"
E
acerescentava, aliás no mesmo sentido em (|ue Mareschal escrevia
para Vienna, embora em contrário á lenda que aqui se formou com
relação á Princesa Leopoldina: " J e sais encore ri'tine manière indubitable que Ia Princasse Royale est três peinée et três sensiblement affectée de ce changement et qu'elle n'oae manifester son
opinión"
Muito instruetiva também, para o exarto conhecimento dos verdadeiros sentimentos nutridos por José Bonifácio naquella época,
ê a declaração que fez^a Majer na noite de 11 de Outubro de 1822,

i;to ê, na véspera da acclamação de D. Pedro como imperador:
"se S. M. Fidelissima voltar ao Brasil será recebido de braços abertos" (Officio de 13 d e Outubro de 1822, ao visconde de Montmorency.)

*

Foi paia realizar Os intuitos declarados no manifesto de 6 At
Agosto de 1822 que o Governo do Rio de Janeiro, em 12 do mesmo
mês, nomeou o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant Pontes, depois visconde e marquês de Barbacena, e o cavalheiro Manoel
Rodrigues Gameiro Pessoa, futuro baião e visconde de Itabayana,
pai-a servirem como. encarregados de negócios, respectivamente, em
Londres e Paris.
Nas instrucções que José Bonifácio lhes remetteu naquella data
(12 de Agosto), era explicado que o Príncipe Regente desejava e n .
t r a r em redações directas com a s nações estrangeiras e pretendia <"reconhecimento da independência do Brasil "e da absoluta regend o de S. A. R.", emquanto o Rei D. João VI se achasse " n o affrontoso estado de captiveiro.a que o reduziu o partido faccioso das
Cortes de Lisboa" Mas, para evitar dúvidas, se acerescentava:
"nós queremos Independência, mas não separação absoluta de Portugal "
J á estavam na Europa os dois primeiros agentes diplomático^
brasileiros, quando aqui se lavraram os decretos das respectivas nomeações.
Longe de serem nom.es desconhecidos, ambos já se haviam assignalado na vida pública, um como militar, politico e administrador,
o o outro como diplomata.
Gameiro Pessoa fora secretario da delegação portuguesa ao
Congresso de Vienna, o que lhe proporcionara fazer excellentes ralações; e junto á Corte de S. M. Christianissima, onde aliás j á servira como. secretario da Legação de Portugal, iria patentear novamente as suas apreciáveis qualidades de prudência, discrição e
zelo pelo serviço público, que o tornavam merecedor da inteira confiança e estima que D. Pedro lhe consagrava.
Espirito mais brilhante e dotado d e um senso práüco admirável, Caldeira Brant, cujas variadas aptidões eram bem conhecidas
já havia prestado reaes serviços á pátria, que delle tinha ainda
muito a esperar.
!

' •r

Como lnspector das tropas na Bahia, cargo que exerceu por
alguns annos, revelou elle os seus dotes de energia, actividade
r iniciativa, sempre postos em evidencia nas diversas commissões.
que desempenhou.
Ainda quando no estrangeiro, onde se achava desde meados de
1821, os interesses nacionaes nunca deixaram de o preoceupar.
Os seus conselhos e suggestões, em cartas dirigidas a José Bonifácio, eram constantemente determinados pelo . mais sincero patriotismo. E até se pode affirmar que muitas das medidas aqui
ndoptadas pelo governo do príncipe regente eram por elle alvitradas, de Londres. E', nesse sentido, mui expressiva a carta secretissima d e 1 de Maio de 1822, na qual parece que José Bonifácio se
Inspirou bastante, quando redigiu o manifesto de 6 de Agosto.
O contracto de Cochrane para o serviço do Brasil foi, igualmente,
suggerido por Brant, que, aliás, não se limitava a lembrar medidas
políticas qu de defesa do país, mas também outras, que diziam mai*
de perto com a pública administração ou com o progresso matéria,
do Brasil.
Outros serviços de valor vinha elle então prestando, de maneira
que a sua nomeação como encarregado de negócios foi, até certt
ponto, uma confirmação de funeções que officiosamente j á estava i.
desempenhar.
Tão bem se houve Brant, desde o inicio da sua acção diplomatica, que dentro em pouco George Canning, nvnistro dos negocio*
estrangeiros de S. M. Britannica, se dispôs a reconhecer a indepen"
dencia do Brasil, contanto que fosse aqui abolido o commercio de
escravos..
Por muito tempo, essa questão, associada pelo governo britar
meo a do reconhecimento, tornou improficuog oR esforços de B r a i r
pois, se bem que este aconselhasse freqüentemente
para o Rio de
Janeiro a adopção da medida exigida co
como condição sine qua nm, n
governo brasileiro reluctava em assumir qualque
ler compromisso
esse respeito.

AMERICA

1

NVMS. D A I ? — ANNO I
Vindo ao la-o.nl em Agosto de 1823, deixou Brant os interesses
TMCionaes, em Londres, confiados ao grande, patriota que s e chamou
Hippolvto José da Costa Pereira F u r t a d o de Mendonça.
Muito pouco s,- tem dito dos inestimáveis serviços prestados a
cr.usa nacional p.«lo vibrante jornalista do Carreio Brasilicnse. E n „ , tanto, a acção que, das columnas do seu period-co, exerceu w*r*
a formação .Ir. espirito nacionalista brasileiro foi das .mais notáveis.
A interinidade em que o deixou B r a n t teve curtíssima duração,
pois veio a falloeer pouco depois, isto é, a 11 de Setembro de 1823.
Foi então transferido para Londres Gameiro Pessoa, que, desd"
o recebimento da sua nomeação p a r a encarregado de negócios, vinha
desenvolvendo louvável actividade. Não conseguira, é verdade, ser
admittido no Conselho dos Aluados, em Verona, conforme t e n t a r a .
Mas, além das sympathias que. n a CÔrte de S. SI. Christianissima.
conquistara para a causa do Brasil, havia obtido do Governo francês
algumas medidas de ordem pratica, como por exemplo a nomeação
de u m cônsul geral para o Brasil e a admissão de passaportes expedidos aos Brasileiros sem intervenção da Legação portuguesa.
Passando-se p a r a a capital inglesa, ali o foi encontrar, pouco
tempo depois, Caldeira Brant, que recebera ordem de regressar á
Inglaterra, com a incumbência de negociar um empréstimo de três
milhões esterlinos e de trabalhar, juntamente com o seu collega, pelo
reconhecimento da independência do Império.
E m Paris, a representação brasileira foi, a esse tempo, confiada
a Domingos Borges de Barros, que ás qualidades de poeta imaginoso
unia as de diplomata sagaz, graças ao que conseguiu conservar a
excellente situação que ali havia Gameiro adquirido.
Alguns meses antes fora o antigo camarista de D . Pedro, Commendador Antônio Telles da Silva, mais tarde visconde e marquês
de Rezende, despachado p a r a servir junto a S. M. o Imperador da
Áustria, sogro do monarcha brasileiro.
Chegando a Vienna a 24 de Julho de 1823, Telles da Silva teve
acolhimento polido da p a r t e de Metternich, que, com a sua proverbial duplicidade, procurava meios e modos de enganar o agente brasileiro. Este, valendo-se habilmente dos serviços de Gentz, secrerio do grande Chanceller, sempre obtinha e mandava p a r a o Governo do Rio de Janeiro curiosas informações e, aos poucos, ia criando
um ambiente favorável ao nascente Império, n a CÔrte de S. M. I m perial, Real e Apostólica.
E m Agosto de 1S22, exactamente n a mesma época em que nomeara agentes diplomáticos para servirem nas Cortes de Londres o
Paris resolvera o Governo brasileiro despachar p a r a Washington,
com missão idêntica, o official da Secretaria de Estado dos Negócios
Extrangeiros, Luis Mouttinho Lima Alvares e Silva. Não chegou
este, porém, a partir, sendo considerados mais úteis os seus serviços
naquella repartição.
A José Silvestre Rebello coube substitui-lo em tal missão, sendo
para esse fim nomeado, por decreto de 21 de Janeiro de 1824. Tanta
sorte teve Rebello que, algumas semanas apenas depois da sua chegada á Capital dos Estados Unidos da America, isto ê, a 26 de Maio
de 1824, conseguiu o reconhecimento do Império por parte da grande
Republica do N o r t e .
Ainda nesse anno de 1824, o Governo imperial houve por bem
mandar a Roma, como Plenipotenciario junto ao Vaticano, o Conselheiro de Estado e Cavalheiro de Christo, Monsenhor
Francisco
Corrêa Vidigal.
Tratava-se então de regularizar as relações do Império com a
Santa Sé e os negócios da Igreja no Brasil. Questões de interesse
não somente espiritual, mas também politico, estavam ligados á
missão de Vidigal, que levou como auxiliar Vicente Antônio da
Costa, funecionario da Repartição dos Negócios Estrangeiros, ao
qual se deve, principalmente, o êxito das negociações entaboladas
com o Governo pontifício.
Havendo chegado á Cidade E t e r n a em 5 de Janeiro de 1825,
Monsenhor Vidigal só conseguiu ser recebido officialmente pelo
Papa, então Leão X I I , um anno depois, isto é, aos 23 de Janeiro
de 1826.

N., diplomacia brasileira dos primeiros annos de independência,
justo será salientar os nomes dos que mais directamente concorreram p a r a o reconhecimento da personalidade internacional do Brasil, ou sejam Caldeira Brant e Gameiro Pessoa, especialmente o
primeiro.
Os demais não devem, sem duvida, ser esquecidos, porque todo*
prestaram grandes SPIVICO- a causa nacional.

BRASILEIRA

Mas se a Silvestre Rebello, por exemplo, que obteve o primei*
.
.
™ r t « de u m a nação estrangeira, da indepennnr.
reconhecimento, por p a r t e de j
^ p r l ncipalme»fe a
denota do Império, algumas
^ ^
^
^
^
fc
T

P t a

B ^ T o a m " e n c o n t r a r a m n a sua missão sérios empe__ Brant
u
e m p r e g a r toda a habilidade,
cilhos. contra os q u - s h uve m £ •
J ^
^
^
^
^

refa,

r X - ^ S S ^ eommissões lhes tinham sido confindas todas de certa importância, ás quaes p r o c u r a r a m dar o melhor
de e Z n h o possível. Assim é, por exemplo, que, alem da negociação
do primeiro empréstimo contrahido pelo Brasil independente th .Í a m nes as incumbências de contractar marinheiros, adquirir naZ , executar encommendas p a r a os Arsenaes de M a n n h a e do
i?-srercito do Rio de Janeiro, e t c .
E Í notável o zelo que p u n h a m no cumprimento de tantas obrigações, especialmente quando se t r a t a v a do que dizia respeito a defesa nacional. P a r a se vêr até que ponto chegavam, nesse sentido
as patrióticas preoecupações de ambos, b a s t a citar, ao acaso, este
trecho de um officio enviado pelos dois ao Ministro dos Negocio,
Estrangeiros, Luis José de Carvalho e Mello, em 21 de Janeiro de
Governo economiza muito em
1 8 25- "Reconhecemos que o nosso
m a n d a r comprar n a E u r o p a muniçoens e objectos de que precisa
para fornecimento dos seus a r s e n a e s : porém artigos ha que deven,
ser fabricados nesse Paiz, ainda mesmo quando saião mais caros;
porque de outro modo jamais chegaremos a ter certos objectos necessários p a r a a segurança e defesa desse Império"
As sympathias de Canning pela causa do Brasil foram, sem duvida de grande auxilio p a r a os dois illustres diplomatas patrícios.
Mas,' convém não esquecer que p a r a taes sympathias muito concerr e r a de certo, o trabalho feito por B r a n t n a sua primeira missão.
Por outro lado, eram enormes as difficuldâdes que se anteptinham aos agentes brasileiros em Londres, pois tinham que enfrer,
t a r a má vontade da maioria do Governo britannico, e do propr.o
rei e toda a formidável t r a m a de intrigas da Santa-Alliança.
Quando a Inglaterra, em Janeiro de 1825, declarou a sua resolução de mandar Sir Charles S t u a r t ao Rio, em missão especial os
dois agentes brasileiros viram coroados de êxito os seus patrióticos
esforços. E não podia ser mais auspicioso o resultado, porque logo
o Governo português, comprehendendo a inutilidade da continuação
da sua resistência ao reconhecimento, investia o mesmo Stuart do
caracter de Plenipotenciario de S. M. Fidelissima, p a r a tratar com o
Brasil, e outras nações do continente europeu se apressavam em
procurar e n t r a r em relações com o jovem Império.
As negociações de Stuart, em nome de Portugal, terminaram a
29 de Agosto de 1825, com a a s s i g n a t u r a de um tratado de reconhecimento e de u m a convenção addicional. E m Outubro, o mesmo Plenipotenciario firmava, pela Grã-Bretanha, dois outros ajustes que,
entretanto, não foram ratificados pelo seu Governo. E a 30 de janeiro de 1826 era Gameiro Pessoa, então Barão de Itabayana, recebido por Jorge IV, como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciario de S. M. o Imperador do Brasil.
P o r seu lado, Telles da Silva (Visconde de Rezende), já obtiver,
o reconhecimento por parte da Áustria, por nota de Metternich, datada de 30 de Dezembro de 1825.
Ainda anterior fora o reconhecimento por parte da França, p .
quanto se considerou feito desde que, a 26 de Outubro do mesmo
anno de 1825, o Conde de Gestas, representante francês no Rio
Janeiro, começou officialmente a negociação de um tratado de
mercio, que viria a ser concluído em 8 de Janeiro de 1826.

J á reconhecido pela maioria das grandes potências, não demoraria o Império em iniciar relações officiaes com todas as outra»
nações.
Ainda nisso o auxiliou bastante a sua diplomacia.
E n t r e t a n t o , ao se glorificar a obra dos que se esforçaram P '
reconhecimento da independência brasileira, não se fará ju 8 v"
completa se se olvidar o trabalho, muita vez anonymo, mas quasempre efficaz, da então Secretaria de Estado dos Negócios
trangeiros.
De facto, foi da conjugação de esforços dos que lá fora se d
caram a essa obra patriótica e dos que aqui lhes auxiliaram a «
refa, que ersultou a e n t r a d a do Brasil, em curto prazo, no gre
das nações independentes.

Hildebrando Aoololy.

De hoje em diante. uma reivindicação espantosa de um feito humano que durante neeulos foi negado. sabendo nós que. Rio Branco. Aliás. não se agita. c. porque cm 1499. um sábio. orgulho do povo brasileiro. de evocações e reinvindicações históricas. nas expedições enviadas a Vera C r u z . desprovidos de cultura e. que é privilegio dos creadores de valores. Vignaud. D r . elle poude af firmar categoricamente. Com effeito. rasgou aos nossos estudos históricos novos horizontes e immensas perspectivas. Harrisse e tantos outros de fama universal. Capistrano de Abreu e João Ribeiro. A these. primeiro. apresentando a versão definitiva dos commandos da esquadra de Cabral. sem esses predicados mentaes e . praticarem a desfaçatez de discutir levianamente as questões relativas ás origens da nossa historia. homem de sumiria sapiência. como defensores dessa precedência. firmando conceitos que triumpham pela única força da persuasão. e a sua obra é uma meditação profunda.NUMS. é. probo e construetivo. eartographos. alheia ao movimento dos interesses e superior a todas as paixões. Duarte Leite. Acreditava-se também que a historia do Brasil houvesse envelhecido ou apparecesse integral nos volumes substanciosos de Varnhagen ou de Rocha Pombo. Até então. como se ella estivesse encerrada nos estreitos limites de uma bibliotheca de vulgaridades. Seguro da sua causa e com a paixão remansada do saber. que revolucionará « mundo dos sábios pela revelação sorprehendente de que foram genuinamente lusitanas a s primeiras vozes que se fizeram ouvir no mundo brasileiro. Não exaggeramos dizendo que. pela sua capacidade de trabalho e pela sua força de pensamento. restaura nos paizes de lingua portugueza a perfeita consciência do papel de historiador. dotado maravilhosamente das faculdades analycticas e criticas. No fasciculo a que nos referimos da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil". temos o gozo intellectual de conhecer e entrar em contacto com um historiographo que pôde hombrear-se com Humboldt. Duarte Leite. elle o faz sem alardear os opulentos cabedaes de sua cultura. pela primeira vez. não se comprehende como se possa versar assumptos que exigem. e. é dever nosso assignalar aos inteílectuaes brasileiros o texto do fasciculo VIII do primeiro volume da monumental publicação. não se apaixona diante dos problemas cuja solução procura: the truth is quiet. como se vê. com a promessa de voltarmos opportunamente ao assumpto dos Falsos precursores de Cabral. obra. que vale por um desafio scientifico. em que a verdade surgirá revestida de maior autoridade e de maior esplendor para gloria de Portugal. e dahi os erros. obtido reultado tão completo relativamente aos múltiplos aspectos de que se reveste o magno problema. o que é peor. em que este magistralmente expoz a somma de conhecimentos náuticos de que dispunham os descobridores portuguezes nos últimos annos do século XV. determinando a collaboração das armadas da índia no descobrimento do Iittoral. surge mais um fasciculo da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" Obra de prodigiosa erudição. Duarte Leite põe por terra. Harrisse e Navarrete. festejando com legitimo júbilo o primeiro Centenário de sua Independência Politica. segundo a nobre qualificação. estabelecendo relações indubitaveis de factos ignorados ou mal interpretados. Pela sua grave compostura. principalmente no mundo culto europeu e americano. por ultimo. não se enfurece. reduzindo as explorações littoraneas das expedições de 1501 e 1503 aos limites que a cartographia coeva lhes assigrala. não ultrapassou o cabo de Orange. Embaixador Duarte Leite. e. D r . pondo de parte outras viagens além da de Duarte Pacheco. lançam já profundo jacto de luz sobre uma das questões capitães da historia do Brasil. provocar calorosos debates. e muitas vezes postos em circulação de modo impertinente. no Amazonas e. Isto fazemos. com a paciência. que em seguida se converterá em irrecusável prelto á verdade serenamente proclamada. geographos. combatido e contestado com pertinaz ardor. eximio professor de mathematica. tão gigantesca. contesta tudo quanto se relaciona com as frágeis hypotheses que davam o fidalgo hespanhol Alonso ú° Hojeda como tendo estado no Rio Grande do Norte mezes antes da frota de Pedro Alvares Cabral. reduz a pó. por fictícias ou m«iito duvidosas. A versão corrente era que. porque firma o severíssimo trabalho o nome respeitável do Sr. gente sem sciencia. Wagner. " Estes primeiros capítulos. com intuito de turbaçâo política. O trabalho do Sr. Pinzon. a uma notável intrepidez e uma dialectlca irreductivel. pacifica epopéa da intelligencia lusitana. que é alli. orientados pelos methodo^ rigorosos da analyse histórica. Neste momento. resumindo as conclusões de sua formidável tarefa. o S r . pois. se apresentaram historiadores nacionaes como Varnhagen. toda a argumentação dos partidários dos precursores castelhanos de Cabral. não vulgar faculdade de analyse e clarividente sentimento critico. confusas. a r a r a competência scientifica alliada á robusta capacidade de historiographo. Diego de Lepe e também Alonso de Hojeda. se renova e se desdobra > questão sobremaneira transcendental do descobrimento do Brasil. que (• o mais extraordinário monumento que no gênero levantou o espirito moderno. apresenta-se ainda com a vantagem de ser mestre consummado nas sciências mathematicas. Elysio de Carvalho. Imbuídos da mais irritante má fé. porque nelle se agita. Traçando esta breve e despretenciosa noticia. e. uma resurreição do passado. litteratos e artistas. é de tamanha magnitude. pelo que diz respeito ás navegações iniciaes ão primeiro lustro do século XVI. desfaz. só tolerada mercê da confusão malsã que caracteriza o nosso meio intellectual. nem slquer vio a foz ão Orenoco. a "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" nos dará "copiosas noticias inéditas c interpretações cartographicas mais verdadeiras que as até hoje admittidas e que transformarão sensivelmente as paginas preambulares da nossa historia. é destas que até aqui ficaram sem solução. Diego de Lepe e Vellez de Mendoza só" visitaram o grandioso rio quando se rasgavam para a historia. cartographice? e históricos. O Sr. tudo isso alliado a uma agudissima sensibilidade. e tão palpitante e. briosamente empenhado em "restituir ao Brasil os seus títulos de filiação na gloria integral do cyclo portuguez dos descobrimentos". Espirito philosophico. nem consciência. em 1500. tratada com critério rigorosamente scientifico e superior saber. fruto amadurecido de dous annos de penosos estudos methematicos. No seu labor vasto. realizados com inatacável probidade scientifica e verdadeira abnegação. precursores hespanhoes no descobrimento do Brasil. que Alvares Cabral não leve. com forte dose de serenidade que invejaria Thucydide. Hojeda não cruzou o equador. ainda mais. Acastellado numa formidável. tendo perserutado os problemas da historia do descobrimento em todos os seus pormenores. Duarte Leite. que desde alguns annos trabalha uma pleiade insigne de historiadores. haviam visto terras brasileiras. pot esses pseudos historiadores. Vicente Pinzon. Portugal. pela sua constante preoccúpação do verdadeiro. illustre Embaixador dè Portugal. que consagra como norma o critério scientifico ou objectivo. paleographos. ê a mais formosa dádiva que se destinou ao Brasil na commemoração do mais glorioso dos seus fastos. Ao mesmo tempo. além da probidade e isenção de animo. s e m uma opulenta erudição. que está destinado. antes de Cabral. porém. . en. repetimos. de que muito justamente se orgulha. Dr. os esplendores do século XVI. Pois bem: o eminente Sr. convencido de que a verdade deve erguer-se serena e Impassível. e ufanla dos verdadeiros apóstolos da sciencia histórica. desde muito. as deformações e os dislates de toda espécie divulgados sem protesto. astrônomos. o que mais importa. não só os velhos systemas de interpretação da nossa historia se tornarão obsoletos. que se honra de seus ascendentes e descobridores. nenhum historiador se havia atirado a empreza tão complexa. depois. pretendemos apenas chamar a attenção dos estudiosos brasileiros para o sensacional trabalho do Sr. 9 A 12 ANNO I AMERICA BRASI LEI R A OS FALSOS PRECURSORES DE CABRAL Em meio das ruidosas manifestações do sentimento dos b r a s i leiros. Caetano da Silva. Ravenstein. a um admirável dom de penetração. designando a data do achado da ilha Fer- nando de Noronha. suscitarão uma espécie de assombro. e notabilidades extrangeiras como Humboldt. solida e irrefutável documentação e após o estudo preliminar do professor Luciano Pereira fia Silva. como lambem só poderia ser escripta ã luz da moderna cultura histórica. Vicente Pinzon como descobridor do Amazonas em Janeiro de 1500 e Diego de Lepe e Alonso Vellez de Mendoza como primeiros visitantes de paragens mais meridionaes. pela severa disciplina de seu espirito. Divulgando copiosas informações inéditas. Duarte Leite apenas iniciou a demonstração de sua these. obscuras. Taes conclusões. por falsos e imperfeitos. ficando para o norte. D r . que se impõe ao respeito e á admiração de seus pares. para empregar a phrase de um escriptor. desde 1500. não eiteve. . a simplicidade e o desprezo das vaidades. supportamos a injuria de escribas indoutos ou de mediano entendimento. Dr. revelando a participação dos navios mercantes. com o estudo das excursões fantasiosas de Hojeda. defendendo argumentos inesperados.

do áspero rebrilhamento dos cerros de quartzito. bastante desconnexos. a sua I a missão scientifica. incontestavelmente. fez a éra brilhante de alguns demarcadores. com que os novos methodos de Bacon e Descartes permittiriam os diversos capítulos da Sciencia humana. foi o complemento nacional de u m a carreira scientifica brilhantíssima. a chimica: bem como a fundação. 9 A 1 AMERICA ANNO T BRASILEIRA UM SÉCULO DE SCIENCIA A F. e depois err. em confiar a José Bonifácio a organização de uma Universidade.N1MS. obrigando a diplomacia a completar. Emquanto isso. As sciências iriam ter. outros com contribuição original. ANTECEDENTES O Brasil surgio p a r a a civilização. já differenciado. do desordenado estenteador das mattas. ssa se mistura. no primeiro século. ha um parenthesis luminoso. de outras executadas mais de um século depois. uns maiores. da vida social. com a imperfeição de processos e apparelhos. onde realizou. gentes e até observações astronômicas í( 'i i« no primeiro Observatório da America e do hemispherio sul. iria ser o núcleo dos estudos mathematicos. onde regeu a cadeira de Metallurgia. baralhado. Fechado esse breve parenthesis. A CONTRIBUIÇÃO DO 1" SÉCULO Se é certo «(tio os factos históricos se não subordinam ás divisões do tempo. Sabia-se alguma cousa da terra e das gentes. do dilúvio t r a n quillo e largamente esparso dos enormes rios. As nossas mesmas descripções naturaes recordam artísticos decalques em que o alpestre da Su . o mais notável foi José Bonifácio.O Não admiram o incolor. A necessidade de completar as medidas dahi decorrentes. Depois da expulsão dos Jesuitas. mas que a indifferença e o criminoso descaso da Metrópole não fizeram publicar a tempo de utilidade ou deixaram se perdesse. João VI é que o ensino. onde iniciaram. •-*<. construído na magnífica Mauriztad. no esforço lento e demorado da adaptação dos portuguezes a novas condições mesologicas e sociaes e ao esforço abençoado dos Jesuitas para introduzir " a disciplina entre os colonos e a civilização entre os indígenas". D. Todas as acquisições dos povos orientaes. por igual. geologia e metallurgia. diante dos dados objectivos. do primeiro Laboratório Chimico do Brasil: tudo isso. são manifestações litterarias. que.. esticando o cerco apertado do meridiano de Tordesilhas. só a preoccúpação da renda o proveito dominou. daria r. RAJA GABAGUA. ou do mysterioso quasi bíblico das chapadas amplas E ' que a nossa historia natural ainda balbucia em seis ou sete línguas extrangeiras e a nossa geographia physica é um livro inédito. com raro poder de observação. Foi também professor de Coimbia. chegando ao Brasil. conforme observa Oliveira Lima. que iriam iniciar a cultura em nossa terra. entre os francezes. com o primeiro governador geral vieram os Jesuítas. do século X I I I . em busca de novos caminhos e quiçá de novas terras. apenas eruditos alguns. cuja gloria politica. após varias transformações. onde se ensinavam primeiras lettras. As primeiras informações guardam a mesma tonalidade da certidão de bapt«smo de Pero Vaz Caminha. deixavam. civilizado. de Gregorio de Mattos Mas. em roteiro admirável.. brasileiros vão estudar em Portugal. . Fundam em 1540. Nas ultimas décadas do século X V I I I muitos. Com effeito.:. proseguia.' nos e carmelitas. esse transplante de cultura. no Rio. ratificando o trabalho formidável das "entradas" u bandeiras. E n t r e os sábios que trouxe ou fez vir ao Brasil. Tudo que se tem da época. Esses conhecimentos eram. Especialista em mineralogia. de civilização e o inicio da preoccúpação scientifica no Brasil: o septenrm ilt. que determinou coordenadas geographicas. acompanhados de innumeros • desenhos. sob todos os aspectos. anonyma e obscura. toda a contribuição isolada. comtudo na Historia do Brasil o periodo de emancipação mental. arithmetica. deixando informações preciosas. noticias mais ou menos fieis. Pir. de cultura. cultores de todos os seus ramos e divisões. nenhuma manifestação em que se possa vislumbrar qualquer dado realmente scientifico. n pouco e pouco autônomos. começado quasi como o século. taes Silva Pontes. theologia. tudo isso ia constituir material informe. — escreveu Afranio Peixoto. a obra de conquista da terra. todos os departamentos da sciencia do seu tempo. Obrigado pelas condições geographicas a transportar-se para os convés de sua frota. seus conhecimentos abrangeram. fauna. dous seriam cs fundadores da nossa Historia Natural e da nosologia: "Wilhelm Piso e George Marcgrave. ê documento dessa tendência de universalidade que a caracteriza. menores outros. se consignam informes da terra. grammatica. achava-se no apogeu litterario e. animaes. ao lado do contingente dos árabes. não tinba grande desenvolvimento scientifico. pelo Marquez de Pombal. em que surge o perfil. em condições de meio favoráveis. em 1785. que atravessavam varias regiões do paiz. Almeida Serra e o mais extraordinário delles — Lacerda e Almeida.' leigo e confiado a franciscanos. João VI chegou a pensar. Mandou também Portugal. Mesmo depois de saber-se alguma cousa mais. MEU COMPANHEIRO E AMIC. O surto do bandeirismo fez sua avançada triumphal. contribuição original. allemão. precedeu de pouco o advento da emancipação politica. fascinado as mais das vezes pelos esplendores da í n dia. na época. como Lery e Thévet. conferindo-se diversos grãos. dos núcleos medievaes. todo o maravilhoso surto do gênio da Grécia. O século XVI foi principalmente oecupado pela conquista da terra. vindo mais tarde. o incaracteristico. pôde ter novos surtos. resolver seus próprios problemas. só depois da vinda de D . era natural que não tivesse preoccúpação alguma de cultura ou de conhecimento da t e r r a . guiados por Nobrega e por Ahchieta. apenas noticias. interco-rendo-se uns e outros. na Bahia. Paulo) os primeiros Collegios. com differença de menos de um minuto de arco. como intelligencias amplas e superficiaes. e H a n s Staden. iria permittir que no próprio paiz se desenvolvesse a intelligencia capaz de. foi reorganizado o ensino. Alexandre Rodrigues Ferreira. latim. portanto. emb-na possuísse já a Universidade de Coimbra. das sciências exactas só as mathematicas apresentavam conquistas definitivas. mas fecunda. 1812. Nas obras que deixaram. adquirio material sobre a flora. o tolhiço e o inviável da nossa arte e das nossas iniciativas: falta-lhes a seiva m a t e r n a . benedictl. sem essa marcação artificial. coincidindo ou suecedendo-se elles. n e n h u m a cogitação semelhante preoecupa Portugal.Maurício de Nassau. conforme observou Miguel Osório de Almeida. sendo que Gabriel Soares de Souza escreve "a primeira affirmação de u m a entidade nova no mundo" O ensino quasi exclusivamente entregue aos fieis de LoyoL-i. Portugal. Dentre todos. natural da Bahia. a que Renan apellidara o "milagre grego". ao distendido das landes: nada do arremessado impressionador dos itambés a prumo. Com o fracasso da divisão das capitanias. . EUCTJYDES DA CUNHA. a que sempre se prenderam as cogitações scientificas. philosophia e rhetorica. como assegura Oliveira Lima. desde a própria extensão. tribus indígenas. Os extrangeiros que tentavam apoderar-se de trechos do BrasiL. entretanto. A transferencia da corte portugueza p a r a o Brasil marca o inicio da Historia do B r a s i l . vi venda do Príncipe. chefiada pela figura excepcional do D r . além das disciplinas praticas de seu endereço immediato. que lhe deu o lugar da maior figura da nossa Independência e das maiores de toda a America. Exemplo pujante de quanto pôde a intelligencia brasileira. chegando mesmo alguns a professar na Universidade de Coimbra. A. a da Escola Medica. plantas. na alvorada esplendida do Renascimento.chamada Escola Bahiana. a Physica e a Chimica só se vindo a constituir nos termos do século XVIII. descripções. ignoto. ediflcaram o marco inicial da sciencia brasileira. onde. Em todo o periodo que comprehenõe os três séculos. até P9 riquezas. quando esta resurgia. A fundação da Escola Militar que.~tininga (S. em 1759. que foi ultimado no tratado de Madrid de 1750. . o inexpressivo.

mostrar que os Estados Unidos. o primeiro nome da botânica brasileira é o de Martius. para estudar Historia Natural nas provincias do Norte. ethnographia e anthropologia. que. Tracemol-o. fieis e exactos muitas vezes.lus''u Nacional. que viveu em Lagoa Santa. Os exemplos citados bastariam á convicção de que com maiores esforços. Capanema. além das obras «le exposição. o physiologista Couty e Gorceix. para as contribuições novas senão o mero esforço mental do estudo-e da meditação. dous exemplos bastariam: . as que cuidam do conhecimento da t e r r a e da «ente: geologia. ao contrario das demais sciências. T. o primeiro historiador da nossa vida mental. hui~ Cruls. Se. A Physica e a ifjtoimica também só foram cultivadas nos estabelecimentos de ensino em que eram professadas. "a nossa mais completa cerebração do século. além do que ficou de Lund. minuciosa. João VI. com interrupção nesta. Nesta corrente. de Saint-Hilaire. dispensando. podendo-se citar a determinação de algumas constantes feitas por Emmanvel Liais. nada ficou na parte theorica. que. em que já vai avultanclo. No que nos veio de antes seria difficil lobrigar qualquer aspecto original em mathematica. O conhecimento de uma região e do homem que a povoa. em trabalho notável — Geology and Physical Geography of Brasil — resumio tudo o que se sabia até então e as suas observações próprias. não havendo laboratórios. já podem figurar ao lado delles. 'a figura de Williard Gibbs. incumbe completar. realmente genal. presos a esses dous. novos processos de ensino e de estudo. O segundo coroou a sua vida de dedicação ao nosso paiz ultimando o "Mappa Geológico". que durante muito tempo jazeu desconhecida e ignorada . por outro lado. da mais perfeita das sciencia. Da Chimica. de que pudessem surgir contribuições próprias. um Theodoro Ramos. por fim. incontestavelmente. aos que vierem. A principio. Terra e homem foram-se estudando em desenho esfumado até as linhas geraes do contorno que a obra do primeiro século logrou gizai e que. embora de assumptos transcendentes. de 1822 a 1833. alguma contribuição realmente nova. botânica. ella e modificando-a. iria obrigar a observações.$ff$& & A 12 — ANNO I Sylvio Romero. revelou comtudo manejar com rara maestria o instrumento algebrico. ' Todos os conhecimentos empíricos dos garimpeiros. não seria difficil. annexo á Kscola Naval fundada por D. também pouca contribuição original lograram fornecer c só deram. Os nomes nacionaes. mfjs tarde. Entretanto. depois. deixou. na Escola Polytechnica e na de Medicina. a oreação do observatório. 0 trabalho deste século. creando nesta cursos especiaes de sciências physicas e mathematicas e sciências physicas e naturaes. Entretanto. jurista. iriam crear uma orientação ao estudo das mathematicas. oue teve a saneção da sciencia européa. a mathematica não exige. cultivada ainda em laboratórios technicos. mas a primeira figura de relevo é. cujo papel civilizador na nossa historia ê preemineníe. como o Conselheiro Pitanga e Nerval de Gouvèa. que. já muito percorrido. Em astronomia. portanto. concluía que nada de original leváramos "ainda ao patrimônio scientifico da espécie. Velloso de Miranda. que conheceram bem a sciencia de seu tempo. le tradições. o empirismo tacteante dos primeiros conquistadores. a não ser alguns factos e informações colligidas . Bizarro. e que levaram 6G annos a. as investigações orientadas das sciências. com «. fallecido aos 44 annos. fortalez? intransponível â maioria das equações que traduzem phenomenos e leis physicas. Benjamin Constant. com Benjamin Constant. neste terreno. que. depois de muitos annos de estadia no Brasil. alguma vista original de Domingos Freire e em chimica de explosivos e technica de laboratório Álvaro Alberto da Mira. cujas condições de civilização. Nessa parada que vamos fazer. percorremos inicialmente as chamadas sciências exactas: mathematicas. em que vêm 20 mil espécies brasileiras descriptas em 40 volumes. as mais diversas. entre outros. Conceição Velloso. o Branco. O Visconde do R . se publicar. zoologia. O Brasil não se poderia eximir desta determinação fatal. — Conhecimento da terra e da gente. só pôde ser . nosologia. da eminência da commemoração do 1° Centenário. na parte pratica. apenas teve alguns mestres. Oito de Alencar. ao mesmo passo que. dedicados e capazes. se não fosse aqui sem propósito. mandando vir professores europeus. — Geologia. também muito se deve. o evolucionismo no Recife e o positivismo alli e no Rio.feito lenta e diuturnamente. Em palentologla. o instincto rudimentar dos primeiros habitantes. completa com artigos de. a de Joaquim Gomes de Souza. Além de Martius. sociologia. co«no o physico Guinet. realizava a mais completa das reformas de ensino. De que somos capazes. creou a segunda corrente de cultores orientados principalmente no caminho da analyse. Saldanha da Gama. legando-nos sobre o calculo infinitesimal paginas que ainda hoje sombranceiam toda a mathematica" Gomes de Souza orientou seus estudos sobretudo para o calculo integral. Em 1865 começou o segundo periodo — o americano — com a vinda de Agassis. que trouxe em sua companhia Carlos Frederico Harrt. crearia o maior numero de estudiosos da mathematica. entre outros. physica e chimica. seus discípulos e companheiros. alguns estudiosos. affeiçoado por. de Estado por Estado. em viagens que fizeram. afim de se chegar a resultado definitivo. em S. trazendo apenas. no seu magistério na Escola Militar e transitoriamente na Escola Polytechnica. A preoccúpação de Portugal só se manifestou -m 1789. Botânica. Houve. que iniciou a monumental "Piora Brasiliensis". . que dirigio a fundação da Escola de Minas. a mentalidade brasileira seria capaz de enfrentar o campo. depois. A' «ecção do Museu Nacional. . são garantia de quanto é possível. entre nós. Não se poderá repetir o-mesmo balanceando . Henrique Moríze. o inicio dos estudos geológicos se deu com Eschwege. Miguel Lemos e Teixeira Mendes. apreciando este periodo anterior. Paulo com Luiz Pereira Barreto. publicou três obras sobre geologia e mineração do Brasil. organizou-se uma commissão scientifica. do ?.i efivren. um Michler no magistério. foram outras. a que vem appensa detalhada noticia bibliographica de toda a geologia e mineralogia. A elle também se ligou Orville Derby e John Casper Brauner. collaboração de innumeros sábios extrangeiros. A. como orientou os trabalhos do Serviço Geológico nacional de modo a ser apenas necessário seguir-lhes as directrizes. a exigência de custosa apparelhagem. em synthese difficil >• apertada. sobretudo pelos trabalhos modernos que divulgou. pelo primeiro cabo submarino. chamada dos Pássaros. Frei Leandro do Sacramento. professores provectos. todos brasileiros. dissidente. a brasileiros. Por essa mesma época o advento das novas correntes philosophicas. como Gardner. — Sciências cxactas. Caminhoa. Em 1857. que conseguiram dar as linhas geraes da constituição geológica do Brasil. A pri- AMÉRICA BRASILEIRA meira. Aliás. O primeiro deixou sem numero de monographias. E' esta obra a maior sobre botânica brasileira e a fundamental. ensinada. Sampaio. por um lado.a. deixou um sem numero de monographias e principalmente o "Manur. se ihclúe Raja Gabaglia. mas o que foi colhido perdeu-se om naufrágio. transformando a antiga E s cola Central em Militar e Polytechnica. A. Ladisláo N e t t o . nomes nacionaes. é precisoa. Pereira Reis.l das Plantas Pharmogamicas" trabalho imprescindível á nossa bot: ni.-!. ou se perderam ou se retiveram em algum chronista suspicaz. Fre«r»? Allemão. Dirigia a secção geológica o Barão de Capanema. A contribuição de Arruda Camara. presa inicialmente a seus trabalhos. sem que comtudo resultasse dahi trabalho original. os principaes nomes e documentos. medico e poeta. salientando-se A. é certo. D'Orbigny alguns mais. nos punha " a alguns minutos da civilização". impõe um longo trabalho de preparo anterior e um grande poder de abstracção. e não só dirigio a commissão de S. Se é certo que illudio-se o grande sábio no alcance de suas cogitações. Zoologia c Nosologia. outros extrangeiros deram i sua cultura ao estudo óV nossa flora. Bompland. Paulo. de 1833 a 1880. por iniciativa do benemeritissimo Instituto Histórico. de recursos. . diversas da nossa. ha alguma cousa de Orville Derby e um ou outro elemento esparso. seguindo-se o periodo a que Derby chamou de allemão. José Vieira do Couto para fazer observaçõer mineralogicas e metallurgicus em Serro Frio. nomeando o Dr. Barbosa Rodrigues. —. e ao seu lado a propaganda das idéas e obras de Augusto Comte iriam inicialmente influir na maior figura das mathematicas no Brasil — Otto de Alencar. logicamente. em contribuições originaes.

em Santa Catharlna.s". ' por si mesmo.AMERICA BRASILEIRA \ L M S . que de^e sor o maior or R ulho de nossa civilização .= v r „ „ ainda em terreno capa* de divagações conjecturas pare. ^ nOTarlament9 . Paulo. Madelra-Mamorê. que foi tudo q u a n t > ^ ^ vida atumultuada e trabalhosa. depois de termos cumprido. escreve Roquette P i n t o . ^ ciue ethnographia. não só para colher material. e von Ihering. ! inscripção do frontâo de Delphos: "conhecer-nos" Rio. E ' certo que houve no periodo colonial t r a balhos parcellados. Creou-as e deixou esse monumento. E n t r e os outros nomes maiores o de von den Steinen. no destaque dos maiore. Arthur Neiva notou que três factos notáveis do biologia estão ligados de perto ao Brasil: a lei ontogenetica de Frítz Mueller. "O primeiro diz respeito á organização social dos indiois. a quem se devem varias monographias preciosas. Muitos dos naturalistas que percorreram o Brasil fizeram observações diversas. Spix.cientifico. Paul Ehrenreich. Gaspar Vianna e outros tantos compares no merecimento. o nosso acervo de contribuições originaes. muitas vezes. com um Luiz Pereira Barreto. . A opulenta riqueza delia attrahio p a r a nós u m a série de naturalistas •iminentes. e alguns outros estabelecimentos congêneres. Ferreira Penna. a b e r t o Torres interessou-se sobretudo "pela organização poliuca to x t o n a l i d a d e . iante d que fosse possível traçai *^ geria permlttldo era . Começou disciplinando-sc para disciplinar alumnos e companheiros. Castelau. observou e procurou por fim appücar os processos da escola . no Museu Nacional. os que ^ r r T ^ t o . Godoy.p o s i t o escreveu s u a maior obra e pesquizoti tradiç5e. o companheiro de Martius. do Nacional. Os especialistas que chamou ao seu convívio. Os estudos de zoologia quasi sempre se interferem como os de botânica. realizada por A.s o em 1 9 1 . Bates. pelo nordeste brasileiro. o segundo á origem dos indios e o terceiro. De outra. Agassis. Estes institutos mantêm secções onde ha especialistas. cujos trabalhos scientificos podem ser compares dos sc-melhan-/. representa um esforço efficaz. Neate X e P . processos. como obrigação ineluctavei o grande problema nacional. A collecta dv material sobretudo feita no Museu Nacional. Neiva. cujas observações são devidas a Bates e slgumas verificações da Theoria da Mutação. em 1884. Carlos Moreira. que lhes davam technica. cujas publicações. Emprehendeu e fez emprehender " viagen* pelo interior do paiz. perrvtfttindo crear capacidades nossas. mas l h „ na obra. Em artigo recente. tes extrangeiros. !« E m um século de independência politica. baseadas em estudos de Fritz Mueller.A sua contribuição ao estudo dos nossos aborígenes pôde ser resumida em três factos fundamentae. Neiva e W. deram as provas indiscutíveis das possibilidades da intelligencia brasileira. se refere á classificação delles. que é. sempre rica de pieoccup Brasil. de critério . o seu feitio 'administração. Bomplard ainda. soquer de * » £ £ £ £ realizou A f r a n i o P e i x o exemplos nossos os facto«^ger « .ANNO 1 Sociologia. ' Preso ao estudo da nossa flora e fauna está necessariamente o da nosologia brasileira. contribuíram largamente para desvendar as belezas dos povoadores do paraiso. Penna. Lutz ou os discípulos que formou. e LadislAo Netto. a civilização européa trazida p a r a o Brasil. a iniciar o estudo da nossa fauna. Emilio Goldi. a mais notável. Max Schmidt. da nossa vida mental. nas especialidades. documentando 0. entre os extrangeiros. viajando pelo rio Xingu. por elle próprio effectuada. affirmou Alberto Rangel. entretanto. indo até o Amazonas. para encontrarem as Incógnitas dos nos-os problemas. autor da maia completa obra de conjuncto que possuímos sobre a nossa fauna. Confiava o preparo delles. os Estados costeiros. capaz de resolver. do Paulista. a extrangeiros contratados. á forma mais nobre. Roquette Pinto. Ethnographia. • Poderemos assim. mais pura. Dos Museus j á citados. i 2* _ E m circumstancias favoráveis.o Instituto que lhe tem o nome.. que se perderam no estudo. tanrroem lizoram oarte alguns extrangeiros. Couto de Magalhães. como Miranda Ribeiro. de conjuncto de aspectos. os seus grandes problemas. foi um dos primeiros destes extrangeiros nacionalizados. JJe u m a dellas. mas o inicio realmente do primeiro estudo scientifico e systematico de nossas condições sanitárias. Minas. de que é o mais perfeito symbolo. n u m a m biente de conforto e de recursos. como A.. com orgulho. consentio-se a construcção tia E . Rodrigues Barbosa. resultante d e s a n c o factores que nella actuavam: as três -aTas fo madoras. Paulo.' T ^ r e s e Eticlydes da Cunha e agora em já algumas realiza- cões e promessas Oliveira V i a n n a . de u m só a s pecto particular. Wallace. de Hugo de Vrles. e que seriam grandeza a longo trabalho. abrangido na totalidade de suas questões. do Pará. M Conclusões. é com Oswaldo Cruz. embora de aspectos nacionaes. U A i2 . do Paraense. . entre alguns mais. Chagas. F . com espisas de milho. concentram quasi tudo que se conhece da zoologia brasileira. balancear. o Brasil produzio Brasilel-J ros. também se devem trabalhos sobre a historia natural brasileira. de 1818 a 1821. como um rebanho ^ ^ J M ^ — ^ Z = ^ sicas ethnicas ou sociaes. o meio physico e o elemento alienígena. Fontes. formou u m povo. ^ ^ ^ ^ fc ^ . Setembro de 1922 Francisco Venancio Filho. Goelcll. Soube muito da gente. Koch-Grimberg. Natterer. que foi o decisivo. mais solidarizadora da Civilização que f íi Sciencia.le La Pley aos nossos phenomenos sociaes. os seus caracteres constitucionaes. houve ainda contribuições isoladas em S. Ainda é a Martius que se deve o inicio de um estudo aystematice s o t r e os indígenas do Brasil. A' obra dt desbravamento territorial do fio telegraphico do Gen e n l Rondon. sahio esta campanha abençoada pelo saneamento do Brasil. sob a sua alta direcção. Sylvio Romero foi quem primeiro fez u m a synthese. Creou laboratórios apparelhados a todas as pesquizas. no Rio com um Baptista de Lacerda. orientação. como ainda para estudar-lhes as condições regionaes peculiares. entre os quaes o grande F n t z Mueller. Viajando por nossa terra. Embora nem tudo tenha ficado. a quem nunca ê demais elogiar. Capistrano de Abreu e agora. póde-se dizer. que em monographias e na Rondônia deu traços syntheticos dos conhecimentos ethnographicos v>rasileiro. mas o que lhe mteress formação da Amazônia. Paulo. percorreu S. Vacllla ainda em t um esboço c 0 „dicões. a prazo certo. de S. procurando verificar a reacção o m p e x a . o mimetismo. talvez antes de outro século decorrido. a sua -ooperação para a ethnographia do Brasil foi valiosissima.

. a vontade universal a conciencia se desaggrega parcelladamente pela crise collectiva da Europa tinha que se pronunciar como conservadora So nacionalismo em etapa de novas condensações. mais (I) Não ha exaggero em prever o desapparecimento. refractarios ao expansionis- cumstancias históricas e pelo modernismo de sua creação surgiu bro de 1821. a qual por sua vez já manifesta uma vontade. nos tempos fluen- nico de feição mercantil nunca desmentida. não tendo esses Continentes uma doutrina de Monroe a lhes servir de base. das reuniões de constitucionalismo e liberalismo. tualidades históricos a população e as tendências. em futuro algo afastado bomogeinizará o seu sangue num caldeamento trabalhado. o tempo e as vicissitudes o monroismo. O grande ramo üiucasica. patrimônio. pelo progresso destas ultimas e futuro nivellamento das efficiencias nacionaes e da civilização continen- expressão que é da vontade dos Estados (II) O surto americano. as differenças de condições da África e da Ásia em face d a Europa. sem embargo muito remoto ainda. coincidindo com as ne- o caracter inconsistente tes. o que constitue um modelo. o transitório pelo definitivo. e no tratado de união continental de Santiago (1860). a conjugação das tendências anglo-saxonicas daquem e dalém pouco e pouco. o Continente americano é o exemplo único de solidariedade. segue-se não ser o direito internacional. tal como se cfferece para a America. em comparação com a America. que. apenas differenciado por . e 49° da mensagem de 2 de Dezembro A solidariedade americana tem suas raizes nas primeiras paginas da historia deste estupendo Continente.características relativamente superficiaes. Assignala Alexandre Alavarez. Nem mais se conclue da acceitação em tácita de assembléas mundiaes quaes sejam as de Haya ou a. frueto de u m a differença assignalavel entre a Norte America. favorecido por cir- mo russo no noroeste americano. já o germen L nos primeiros movimentos. elle representada a sanceionti. em dez sessões consecutivas inaugurava o reginien da communidade de idéas. O Continente americano. Essas installações periódicas de uma idéa immorredoura tiveram feições parciaes como os Com. desde 1815 ideava o Congresso de Panamá.. o que redundava.NÜMS. (II) E n t r e t a n t o Bushnell H a r t (The Monroe Doctrine-An í n t e i PWtation) estuda com sólidos dados um monroismo Japonea n a Ásia. p a r a elles. corrigindo mar. Colombo.ça num mandato em que não houve delegação de poderes mas uma imposição imperativa das circumstancias. o cessidades territoriaes aleatório pelo estável. não susceptível da critica jurídica por onde triumpho da raça mediterrânea e desapparecimento paulatino das se infira a "capitisdiminutio" dos demais paizes do Continente em demais. vai. A própria historia se incumbirá de corrigir esses desvios. onde i* constante renovação do elemento branco a par do estacionamento e decréscimo dos demais terminará n a approximação gradativamente mais evidente de um typo único nos seus fundamentos. a regra politica. moldar uma personificação parallela. Substitue-se no mundo. adoptando o norte o divorcio reconheceu. porém. o que entanto é problemático. delineando-se no Globo e definindo-se sulta espressa a norma. depositaria eventual. auetora e tutora do monroismo e as suas puplllas por ella beneficiadas no momento decisivo e premente das affirmati/as de libertação tende a desap- parecer. Nessa trajectoria. porém numa em via de resolução. para. do congraçamento tentava desabrochar tarde realizado (1826). o hispânico e o luso. grande em demasia para se conter no planeta. em tempos distantes. sentimentos e interesses no Continente a chamar-se mais tarde — pan-americanismo. como certo mundial. Vespucio. o monroismo a independência continental. Quando'ainda bruxoleavam primitivos fulgores de liberdade na America Latina. de interpretações opportunistas. ^ com muita nitidez. 48". no con- na historia dos povos. monarchica e absolutista. cada vez mais avulta -monopolizando o mundo e. chamada doutrina de Monroe. 1877).restos latino-americanos e a tentativa de confederação dos paizes do Centro-America. das raças vermelha e negra e dos cruzamentos innumeros resultantes da combinação entre ellas ou dellas com a branca. tanto vale affirmar todos os paizes americanos. Nunes de Balbôa deram-lhe o factor geographico. revelado no ukase de 16 de Setem- dos yankees. verificados nos congressos de Lima (1847.. America. impondo-se a unidade do todo por uma solidez. pelos movimentos libertadores da America hespanhola. a qual de incipiente. A diminuição da uoberania dos paizes não pôde tâneo destas ( I ) . consciência e grandeza. consagra três correntes européas constitutivas do elemento fecundante gerador da nova entidade: O anglo saxão. soffreu as applicações oriundas de interesses ocor- rentes do auetor e mandatário exclusivo. Somente uma Intervenção asiática poderá contrariar esse porvir. ou por força de agglutinção daquella ou decréscimo expon- face da autora. porém. em successivos ensaios de concentração. Boliviar. gradativamente. muito embora a vontade nacional por ces de sua civilização. Outros Continentes poderão ainda. Os 7". O exclusivismo yankee. peculiar . o qual. Filho da velha Europa vem construindo com os provir de uma affirmação contida em uma mensagem presidencial modelos fornecidos pela veneranda progenitora os amplos alicer- ao Congresso de um delles. Monroe e Canning formavam a outro'ora effectuadas p a r a o encerramento de estados bellicos e reacção ao lado das republicas nascentes e o utilitarismo brilan- solução de-crises políticas. Provocada como um todo differenciado da grande massa h u m a n a . Por emquanto. a America. do Continente pela ua significação e alcance — tem a doutrina de Monroe para commental-a todos os interessados directos nos aspectos em que ella se desdobra. mais isso é nada em face das novas idéas em expansão e a sua voz era a Santa mais que u m a phrase transitória Alliança. características da tua genialidade. é o sulco representativo da nova linha de demarcação. esta gerou o pan-americanismo e a consciência. No concert. nem sendo constituídos por paizes independentes. Resultante histórica de factores complexos estava lan- Europa e o sul a fusão dos elementos. Cortez. porque o controle humano. concluindo por observar. — os Estados Unidos. recen- amortizações successivas saldar definitivamente na contri- te de Paz. Essa pujança de novas directrizes. Regra politica portanto. 9 A 12 — AMO 1 AMERICA BRASILEIRA ' INTEGRAÇÃO CONTINENTAL AMERICANA A America se torna cada vez mais convicta da sua unidaóV de 1823 é a proclamação da independência continental. devia renovar-se em posteriores ensaios. Resolveu seu problema racial affirmação desassombrada que o mundo commentou e a numa desharmonia interna de systemas. Pizarro. o eventual pelo permanente. os factos e even- tal. assignalado pelo Csar Alexandre — devia redundar n a para o mundo num quasi improviso. procederia o respectivo caracter jurídico com as demais conseqüências. em dias vindouros não longínquos. Cabral. não obstando isso ao mesmo futuro de çada a regra politica. Os excessos praticados em nome da doutrina turvam a limpidc-z da consciência norte-americana. com descortino e elevada visão. Mister se tornam o voto e o texto pelos quaes se re- buição mundial a sua divida de origem. por a s sumir um caracter de abuso de confi ii. e da vontade manifesta dos Estados. paulatinamente augmenta no cyclo histórico actual em face dos demais. 1865.

nações ibéricas. a propósito de taes congraçamentos. inviolabilidade da propriedade particular. hispano-americanismo e luso-brasi- tro séculos vem dividindo o continente sul-americano nos mesmos leirismo. manifestandose em Haya. necessários ao progresso e bem estar universal. ainda mais pela consagração geral nas bellica dos paizes e também pelas doutrinas germânicas sobre a Constituições ou na convivência continental a iniciativa do arbi- g u e r r a . onde se encontram Formam esse ou latentes ou em plena expansão os férteis fermentos do pan-americanismo. após o cataclysmo fez-se sentir im- tramento obrigatório. de cunho pacifico. Quanto a s demais não cabem loas. H!«0«>.MS. e. Rodrigues. creaçâo do Tribunal de Prezas e Corte Internacional de Arbitragem (Lawrence-The Society of Nations) e. consagração da boa accepção do monroismo. Os congressos pan-americanos em linhas eoncentricas de irradiação devem. um modelo de Corte Internacional de Justiça (a de Car- americanismo é fecundo. por assim dizer. de 1888). onde um paiz como o Brasil. correntes particularistas. Teríamos um retrocesso histórico onde surgiria uma social e commercial.no que o desvirtua. r e presentada no movimento codificador do direito. congregará elementos harmônicos pelas suas nova linha de demarcação e u m a revivescencia do tratado de San tendências e historia. Mas igual a minha fé no vigor do dualismo ibérico. e timentos. . como subsidio ao pan-americanismo e com- tago. assim como as nações americanas são tributarias do pan-americanismo a America deve sel-o do mundo. n a raça. . Essa é a finalidade do p r o g r a m m á pan-americano. fontes de rivalidades damninhas dous troços symetricos". capaz de imprimir u m a attitude definida perante o mundo. Alberto d'. con- mas vermelhos. principio no direito penosamente creado. isto. que ria incestuoso e funesto e só um affecto tranquillo e fraternal será tanto enthusiasma uma cerebração vigorosa como a de Alexandre Alvarez. nos princípios básicos da constituição de cada Estado e no quadro magnífico da sua diplomacia. tal ismo é uma ampliação do nacionalismo e como este participa dos mesmos factores formativos. ibero-americanismo. e a qua- ricanismo. e u m a proposta pensação ao anglo-saxonismo. u m cunho juridicb permanente. E ainda. como assignala Oliveira Lima (America Latina. scientifico. também de algum sabor . do bom senso e da intelligencia.ou.t jurídica. época memorável de subversão de todos os igualdade jurídica das nações. Assim são o luso-brasileirismo e o hispano-ame- cretizada. após longas af- flicções da humanidade. dentro da altivez e da nobresa. que se encontra a directriz continental americana de paz e sabedoria. ter. pela formidável organização». politico. E ainda outro.-reação de um Bureau um instituto pedagógico oontro-amerieano. comtudo. o principio de não intervenção. especialmente . por ausência de uma a Argentina a condemnação do emprego da força na cobrança das saneção garantidora de sua efficacia. ê na sua feição jurídica. encaminhado praticamente por Blaine triuphos na Primeira fixado definitivamente' para a sua rota de de Washington em 1S89. interpretação adiantada de asylo (Congresso de Montevidéo o orientação homogênea do Continente. americano e universitário. na formação de uma consciência nitida. absorvendo a falsa comprehensão do mon- Ildefonso. do seu contorno geral.ando pela .«*. que se formam n a America ameaçando tina). e isto pelos resultados das Conferências de Haya. n a cultura e nos senmanifestada numa . sendo elle um partido no concerto universal p a r a a sellecção dos bons princípios. a Colômbia a humanização da guerra. conclusões das declarações de Londres de 1909. íarcos representativos de seus limites definitivos. legitimo" e menos ainda "coup de E n t r e duas nações que nasceram irmãs todo o amor seO mesmo pôde ser repetido i>ara a America do Sul. reuniões o veio precioso. referindo-se ás relações ibéricas: "Minuto de amor nao afim de attingir mais nobre meta — a idéa alevantada de pletho- pôde entre nós haver nem sequer "flirt" rico subsidio á philantropia universal e de farto tributo ao altruismo. Cumpre não terminar. que de acanhada visão — para a marcha segura de realização do seu para o caso. condensando em si o reconhecimento moral dos paizes latinos pelos benefícios deste colhidos. Acode-me á memória um periodo do Sr. foi ludibriado pelo " c r a c k " politico causa- America Ingieza. cada vez mais. apresentada pela America Central em 1907). tentativa de Liga das Nações. por volta de 1S94 e annos seguin:.sesuio realizar essa obra prima que é o delineamento paulatino t. chileno e americano. homogeneidade e construcção.OH- roismo egoistico. o principio territorial do "uti-possidetis" mediatamente e a nova éra fluente reconstroe o organismo do mun- di- reito dos neutros nas guerras. cujo esboço j á se achava em franca viabilidade antes da crise de 1914. Manual de Oxford de 1913. que esse mesmo escriptor repete do Sr. A reacção da cultura. progredin- cariismo reconstruetores hediondos das antigas rivalidades das duas do dizia. Jorge Latour. actualmente. do qual participa integro o Continente. o pan-americanismo. sem u m a illusão ás facções de natureza histórica e racial. Todo esse patrimônio precioso do senso jurídico universal e experiência adquirida. de cunho moral. de codificação do direito internacional publico e privado por serem fontes de pendências seculares e animadas de program- (inicia- Dellas apenas o latino- tiva de José Hygino na Segunda pan-americana no México). A solidariedade humana assume. Bettencourt programmá fecundo em creações de bemfazejo egoismo continental. em concorrencia com os demais que outras tendências e agrupamentos'dlctem na communhão internacional. a. como um verdadeiro agradecimento aos Estados Unidos e ao mesmo tempo o final da tutela yankee para u m a reivindicação total do seu programmá. pela cultura geral do? povos que representa. onde. com uma saudação affectuosa a cada paiz visinho os . de normas adiantadas. O conluiei. como já ficou dito. menosprezando o jacobinis. Historia da Civilização) o Brasil foi sustentar a dor da grande guerra.r i e de tratados. Uma leunião em Washington da Conferência de Paz centro-americana finalizava o tactear das tentativas para o inicio cheio de seiva do pan-americanismo. fincando. foudre" ao humanitarlsmo emfim. . * destinado a orientar o mundo. empolgar todos os problemas de interesse continental. abstracto da realidade material e equações de força. já. A sua acção é toda positiva nos re-' sultados e não negativa nos intuitos e. n a historia. num bello projecto do Sr. regendo-se pelos mesmos princípios ethicos de fraternidíS de e beneficência. Progredindo. as nascentes conrrentezas raciaes denominadas latino-ame- ha oito séculos dividiu a nossa península em dous traços. Epitacio Pessoa.calmo. immenso de extensão e de confrontações complicadissimas <oi. a comprehensão liberal e social do instituto da extradicção (principalmente a ámerica la- do p a r a novos horizontes. 9 A 12 apoiado na geographia. dividas internacionaes.AMERICA BRASILEIRA ANNO 1 Nb. princípios adquiridos da jurisprudência arbitrai. a transitória presença de uma hegemonia exis- veira: tente.

G. Na hora em que commemoramos o primeiro centenário da nossa independência. diversa das outras nações. o nosso diploma de nação culta. de volta da guerra onde serviu a sua grande pátria como combatente. cujos nomes são igualmente admirados e queridos pelos inteílectuaes brasileiros: os S r s . tão rica em grandes sábios. Pierre Janet.t a nossa formação intellectual aos francezes. Martinenche. mas como escriptor sensível e artista. do Instituto de França. Mas a nação franceza. H a no gesto do grande paiz amigo a mais lisongeira homenagem e a mais grata prova de amizade. igualmente do Instituto. Mar tinenhe em passar a fronteira ideal dos dous idiomas irmãos. que analysou magistralmente. mas tão a b s u r d a " . que constituem o corpo central da analyse moderna. E . comprehende. tornou-se celebre no mundo inteiro. e lhes deram. Ü A 12 - ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MISSÃO INTELLECTUAL FRANCEZA NO CENTENÁRIO A F r a n ç a possue a arte. Critico subtil e penetrante. o S r . na hora em que certos elementos parecem querer acompanhaicertos jornaes vendidos aos nossos inimigos de hontem. ou quasi tod. hoje em dia rarissima. Annibal Falcão. Professor da Sorbonne e o D r . José d'Al. t o davia. não como commentador frio e dogmático. Georges Dumas muitos annos nos honra da sua amizade. Se quasi todos os paizes nos trouxeram a affirmação da sua amizade nesta hora de alegria nacional. Compõem-na dous professores da Sorbonne. Le Gentil tem consa- grado numerosos artigos e estudos a autoieá orasileiros. é um nome conhecido por todos aquèlles que estudaram. O eloqüente Presidente d a Republica Portugueza. Ambos conhecem a nossa língua e a nossa literatura. mas como u m a nação cujo espirito um dia continuará a obra imperecivel do gênio latino. L. conhecido em F r a n ç a desde antes dos seus t r i n t a annos. Recebemos agora da França. A F r a n ç a também conhece os nossos recursos econômicos que podem. tendonos já «risitado varias vezes. Seria querer deliberadamente cahir no banal que repetir que devemos toda. mesmo de leve. " t ã o bella pela sua simplicidade. tem reservado á s nossas lettras o lugar importante que merecem n a actividade intellectual latino. Profundo conhecedor da. A missão intellectual franceza comprehende o Sr. já em 1914. não tardou E. diversos livros de estudo geral. a philosophia. dizer que os inteílectuaes brasileiros jamais se esquecerão daquelles que lhes abriram as portas luminosas da cultura latina. honrando-nos com a sua embaixada intellectuan mostrou-nos que. Ao lado desta missão. enviando-nos missões econômicas que nos confirmam em nossa confiança na futura riqueza do Brasil. Georges Dumas tem provado o seu affecto para com o nosso paiz em numerosas conferências realizadas em F r a n ç a . chamada intellectual. Crozier a direcção da sua missão econômica. E. Professor de psycho-physiologia na Sorbonne. seu nome. ambos estão em contacto com os nossos pensadores e escriptores. assumiu a cadeira de litteratura portugueza tia Sorbonne. A França. nomeando um grupo de universitários e sábios para nos visitar. esthetica e do pensamento castelhanos. em um dos seus mais bellos discursos. para avaliar em que altura nos colloca o juizo da França. o dom maravilhoso de saber pensar e crear na beíleza. Borel veiu ao Rio dissertar sobre a famosa theoria de Ernstein. mais tarde. Basta. da impregnar todos os seus actos de elegância e cavalheirismo. E . E ' um dos mais eminentes amigos que conta o Brasil na E u r o p a .ame«trjcana. O D r . vêr os nomes dos inteílectuaes que nos visitaram em seu nome. E. ainda desconhecido. entre todas a s nações amigas. Le Gentil. Dr. tem estudado. a influencia da litteratura hespanhola sobre as lettras francezas. ambos nos vêm revestidos da honorabilissima dignidade de membros da mais illustre Universidade do mundo e possuídos da nossa maior admiração e da nossa mais cordeal gratidão. Na "Revue de 1'Amérique Latine". ella soube. t o r n a r o Brasil o celeiro do mundo e um dos seus maiores fornecedores industriaes.( P ü M S . conhecendo com rara erudição toda a nossa historia litteraria. Chiray celebrísou-se no mundo scientifico pelos seus importantes estudos que expõe na Faculdade do Medicina de Paris. encontrava-se com o grande physico allemão. em diversos volumes rapidamente esgottados. no seu livro " L e hasard". E ' professor ido Collegio de F r a n ç a e da Universidade das Sciências. comparou o Brasil com o Império Romano. Foi bebendo â fonte dos seus monumentos philosophicos e litterarios que se formaram os nossos maiores escriptores. Georges Dumas. berço da r a zão. mostrou a que ponto conhecia e aprecia-va a nossa cultura e a nossa intellectualidade. Le Gentil. a grande r e publica latina deu-nos a prova do seu particular apreço escolhendo para nos saudar uma missão de inteílectuaes. cujos destinos preside. não nos considera como Cathargo. suas observações sobre a consciência e sua pathologia fazem delle o mais illustre continuador de "Willam J a m e s . . Chiray «athedratico da Faculdade de Medicina. Sua obra assaz volumosa. que professa no Collegio de F r a n ç a e na Sorbonne. a F r a n ç a enviounos outra denominada da Instrucção Publica e que só se pôde distinguir da primeira por estar encarregada especialmente de r e presentar a Universidade. G. simples agglomeração de commerciantes. Pierre Janet. com o culto da beíleza e o amor dos idéaes superiores. pelas mãos dos seus? inteílectuaes. O mathematico Emílio Borel é u m dos mais gloriosos sábios da geração contemporânea. Emile Borel. Martinenche e G. recusando a lei da attracção universal. A estadia da missão intellectual franceza nos honra de sobremodo. o sentido da medida e da harmonia. Atravez oa séculos a F r a n ç a herdou da Grécia. além de trabalhos pessoaes sobre psychologia.meida. Não é inopportuno. estudando á nua vez o portuguez. o D r . Borel consagrou-se sobretudo ao estudo da theoria geral dos funeções. achar o gesto que nos viria mais honrar e desvanecer. da arte e da democracia. E confiou ao S r .

Alcides Cruz. a suspendel-os e nomear outros que os substituíssem emquanto o governo da metrópole providenciasse a respeito. E m seu discurso. que a cellula inicial da organização das novas nacionalidades se encontra n a instituição municipal romana transplantada p a r a a America pelos fundadores do nov» mundo latino. na Bahia. E r a m a s nossas Câmaras Municipaes vestígios atávicos da liberdade concelhia. especialmente da Bahia. aos 14 de J u n h o do anno corrente. o núcleo de toda a vida civica. E m seu livro La Evolucion Histórica de la America Latina. talentoso Secretario do Instituto Geographico e Histórico da Bahia. a velha* instituição local de Portugal. decretavam a criação de arraiaes. instituição profundamente democrática que. vol. Muito antes. as controvérsias que agitaram o berço da P á t r i a n a éra memorável da redempção. Foi o D r . diz que a expressão Camara Municipal que é u m a creação do Direito Brasileiro. n a s representações de seus procuradores em cortes. — 66. vem de molde relembrar u m a das primeiras a mais enérgicas manifestações da vida civica nacional. E r a m elles o eixo em que girava a organização militar. e a cuja sombre se formava a consciência collectiva da pátria lusitana e h a viam florescido princípios e doutrinas de amplo liberalismo politico. J . conflictos que não poucas vezes produziam derramamento de s a n g u e . o primeiro que. industrial. no Reino. pelas necessidades do contacto e da luta com o gentio. principiava. phenomeno não espanta a quem saiba que a única instituição existente nos povos americanos. mais de u m a vez. de 1905. ou a Camara simplesmente. escreveu o D r . Os acontecimentos de Fevereiro de 1822 foram a iniciação da liberdade conquistada ao preço do sangue de patriotas. no Cong. apparece pela primeira vez n a Lei de 1 de Out. F o r a m os Municípios. ro. foram a s Villas e Cidades. No Brasil. onde se pode lobrigar o geito de escola de governo. governadores e outras autoridades. as attribuições de que dispunha o poder municipal chegavam a ultrapassar a sua verdadeira natureza ( 1 ) . Washington L u z . " A s câmaras municipaes do Brasil e os cabildos da America Hespanhola foram o viveiro das franquias liberaes: por mais que os obscurecesse a sombra do despotismo real. Sob pretexto de custodiar a integridade e inviolabilidade dos direitos soberanos de seu senhor directo. para substituir o Senado da Camara. c a p . Const. remontava aos primordios de sua vida autônoma. resistência a corsários e invasores. que fizeram em bôa p a r t e a independência brazileira e têm quasi total a gloria de haverem inspirado. versando o assumpto da emancipação sul-americana. e a 25 de J u n h o do mesmo anno. . n a Paulicea celebrada. a communa: em verdade é nos annaes dos Senados das Câmaras e dos Cabildos que devemos encontrar o processo da evolução social sul-americana. Deste estado de cousas originavam-se freqüentes conflictos entre a s câmaras. FÔra o acto decisivo da separação política. o que foi mais ou menos conseguido no correr do século X V I I I . foi natural que n a época da transição determinada pelos acontecimentos políticos e pelo espirito do século. 9 A 1 Ü . Restava naquellas corporações administrativas ainda a tradição do antigo poder que haviam usurpado e exercido: pela n a t u r a l tendência de ampliação de prorogativas. E a resistência á oppressão de governadores e capitães-generaes. sujeitos á s metrópoles da península. Tal a acção das Câmaras Municipaes no movimento independentista. politica. disse o brilhante confrade: " E ' notável e digno de assignalar esse m a g n o papel das municipalidades n a construcção do nosso Brasil livre. que não era outra cousa mais que o Conselho. rea'çou o papel altamente patriótico representado pelas Câmaras da Província nos successos da emancipação.ANNO 1 AS CÂMARAS MUNICIPAES DA BAHIA NA INDEPENDÊNCIA Celebramos hoje o primeiro centenário da proclamação solemne da nacionalidade brasileira: symbolisa-o o brado épico do T p i ranga. j á se combatia pela redempção nos campos da Bahia: reclamemos bem alto por essa primasia histórica. Paulista." E mais: "Robustecida a velha instituição latina e depois ibérica por três séculos de florescimento colonial. de 1828. "Wanderley Pinho. p a r a com ella. pelas contingências de u m a acção immediata n u m mundo agitado de cobiças e guerras. organizado e realizado a c a m p a n h a libertadora da Bahia. Isto aconteceu por oceasião do conflicto que surgiu entre a regência nacional estabelecida por D . gritado aos quatro ventos pelo Príncipe. j á havia chamado a attenção para o phenomeno da iniciativa communal n a s cruzadas redemptoras de toda a America L a t i n a . chegando até. os cabildos hespanhóes avocassem u m a autoridade que por motivo da confusão provocada n ã o se sabia em que mãos ia p a r a r . O. na famosa Cachoeira. onde cada núcleo se via isolado do centro governativo pelas difficuldâdes de transportes e communicações entregues ás suas mesmas forças. de todo desilludido de u m a sô monarchia abrangendo t e r r a s de dois mundos. aquellas corporações subtrahiram de facto as possessões da coroa. "Promoviam a guerra e a paz com os gentios. seguindo a tradição peninsular. commercial e religiosa. as câmaras municipaes assumiram logo um papel proeminente e adequado á sua n a t u r e z a . por nomeações. convocavam j u n t a s p a r a discutir e deliberar sobre negócios da capitania.) Oliveira Lima. I. nos protestos e reclamações das C â m a r a s . o rei legitimo da Hespanha. precedendo aqui o phenomeno — município — ao phenomeno social — povo. de quando em quando em actas de vereações. grande era ainda o ascendente politico dos Senados das Câmaras (2) emprincipio do século X I X . Só isso lhes b a s t a v a u m valor crescido. Afora a primeira linha eram as Câmaras que formavam. João VI na pessoa do Principe Real e as Cortes (2) O D r . talvez o maior brazão da nossa gloria. diz o sábio compatricio. t r a t a r dos negócios públicos. nos seus officios ao Rei e ao Conselho de U l t r a m a r " (Pereira da Silva — Historia da Fundação do Império. a fazer contraste com isso que hoje se enfatua com. do r — T. pois que foram elles.AMERICA BRASILEIRA NUMS. foi a municipal: estabeleceram-na aliás como antithese sociológica das m u nicipalidades européas. nas patentes da terceira linha ou ordenanças. p a g . 7°). 129 e segs.. exigiam que os governadores comparecessem pessoalmente no paço da camara. separadas por muitas milhas de Oceano. privando-os da liberdade. Naquella época fruiam a s municipalidades u m a importância politica de alta relevância. constituiram o terreno onde aquellas franquias germinaram e acabaram por florescer. aqui como alli. os debates. " (Cortines Laxe. Mesmo muito cerceadasj á a s suas attribuições. e os poderes q u e se arrogavam. J á desde o principio do século X V I I I a s idéas nativistas surdiam pela acção das Câmaras. o faustoso titulo de autonomia municipal. não só do alcance do rei estrangeiro e usurpador. Regimento das Câmaras Municipaes. oppondo diques ao absolutismo asphyxiador da metrópole era ahi que se gerava e crescia — nos levantes populares e regionaes t ã o freqüentes n a nossa vida colonial. são factos incontroversos que nos dão a preeminencia no movimento libertador que sagrou a exisencia de mais u m a soberania na America e no mundo. E ao evocarmos nos bellos dias que correm a s lutas. Foi preciso tempo e energia da parte dos poderes geraes p a r a se ir gradualmente forçando as câmaras municipaes a circumscreverem-se na orbita das suas a t tribuições legaes. franco e heróico o prelio da guerra santa que teve por epílogo a avançada triumphal de 2 de Julho de 1823. a sua aristocracia militar nos postos da segunda linha ou milícias. pro- L (1) As Câmaras do tempo Colonial eram regidas pela Ord. aliás. porém. Quando os portugueses e hespanhóes colonizaram a America fundaram. nunciado na sessão solemne do Conselho Municipal de Santo Ama. m a s também de toda a tentativa de mando proveniente da E u r o p a . No Brasil onde a presença effectiva do monarcha impediu que se exibisse esse remédio de lealdade colonial.

Francisco Antônio de Souza Uzel. que lhes tocava com tanta maior justiça. Sergipe do Conde. e soffremos cruéis hostilidades. apparecida em 1920. diz ainda Oliveira Lima. mas também a que o confirmou com a valente e feliz destruição dó bloqueio. assoma as janellas do Paçp a corporação municipal. davam ás consultas que lhes fizeram. como nós. quanta é a intima convicção. a 9 de Janeiro de 1822. u m a solidariedade eloqüente de que. e gritaram de improviso os generosos povos das villas de Inhambuque. Os editoriaes do periodo Constitucional (3) então redigido por Acaiaba Montezuma e Francisco José Corte Imperial conjugavam-se com as respostas altivas e patrióticas que as Câmaras Municipaes das villas do Recôncavo. é nosso defensor perpetuo. que cada vez sopeavam mais a soberania inauferivel de seus illustres habitantes. foi dignamente repellida pelo denodo e patrotismo deste povo. e Rodrigo Falcão Brandão. proclamando sua liberdade. por ser esta. Resolve a Camara consultar a vontade do povo e da tropa. Maragoglpe. A. Os acontecimentos de Fevereiro puzeram de sobre-aviso os pov o s do interior. A. Mas. Pedro em seu posto supremo. 9 A l â . e o commandante da referida escuna. Foi nessa opportunidade que as câmaras do Brasil. instigados ademais á rebeldia pelos emigrados da Capital. A . A. destacando neste rio uma escuna artilhada. Francisco. que se achavam a bordo. Patenteia-se entre ellas. A. E ' o que se evidencia da leitura da participação feita a El-Rei D . João VI. da perfeita egualda. com mais vinte seis pessoas. ficam presos á ordem de V. entendiam-se a s câmaras de Santo Amaro. proclamado em todos os pontos do solo Bahiano: assim podessem nossas forças inferiores esmagar as do tyranno. a 16 de Março de 1922. e mais membros. Paulistas. A' pagina 680 da sua Historia da Civilisaçãò. commandante da cavallaria miliciana. e. resalta. Transcrevemol-a integralmente: "Senhor: O leal. que a seu bel prazer sete homens levantaram entre esta. dera o primeiro passo na estrada da desobediência aos decretos impoliticos das Cortes Lusitanas. e Pernambucanos: almejava por apagar a feia nodoa do scisma. Senhor. para bombardear. o augusto titulo de sua verdadeira regeneração. A. foram o rastilho que iria deflagrar a bomba j á carregada: nas respostas se transformaria a conspiração em revolução. A voz da Camara da Cidade do Salvador nos dias infaustos de Fevereiro de 1822 foi o grito de alerta que retumbou por todos os recantos da Província: foi ella que tomou a frente n a repulsa ao brigadeiro Ignacio Luiz Madeira de Mello. que a "iniciatva do movmento nacionalista nas colônias hespanholas como no Brasil foi tomada pelas corporações municipaes. AMERICA BRASILEIRA A's 9 horas do dia 25 de J u n h o reuniram-se n a sala da Camar a da villa o juiz de fora. depois de um renhido combate de três horas. não puderam mais contemporisar: porção a mais brilhante da illustre descendência da primogênita do Brasil. dos principaes successos do Brasil. em que succumbir a m mais de duzentas pessoas. Cresceu o tempo. promoveram sob a base mais ampla das juntas provinciaes a continuação de D . se tornou leaãer do movimento nacionalista que se esboçava franco e enérgico. que a escreveu. militares. elles fizeram repercutir em todos os pontos do globo o valente grito de oitenta mil Brasileiros. De feito. Taes perguntas. seus innocentes edifícios. Santo Amaro e S. Francisco á frente. " e um longo e sonoro Sim echôa destemido e commovedor. acaba de pro clamar e reconhecer a V . encarnando a resistência local que felizmente se converteu em nacional. explicam os fins da reunião. Cachoeira. graças ao centro de attracção existente no throno. R . Mineiros. e Maragogipe. prejudicial ao socego da Província. no desenrolar dos acontecimentos que se seguiram á chegada do diploma do mesmo general. E aquèlles « mesmos. como com effeito bombardeiou. que defenderam!!! Os Cachoeirenses.' A's 5 horas da tarde do mesmo dia principiava a guerra e corria o primeiro sangue cachoeirano. O papel da camara municipal do Rio de Janeiro foi. R. o capitão-mór dos ordenanças. em seguida com a categoria e dignidade de soberano. depois o — Constituiconal — e por fim — Independente Constitucional. chefes e officiaes superiores. e brioso povo do districto da Cachoeira. lavraram. Senhor. 20 e 21 de Fevereiro. ANNu I constituintes de Lisboa. e defensor perpetuo do reino do Brasil. Perto onde está o feliz momento de ser V. E m suráma foram aquellas corporações que levaram a termo com a maior sabedoria a independência do paiz. terminando a mesma por suggerir ao monarcha a "absoluta necessidade da remoção das tropas européas" destacadas n a Bahia. Cresciam dia a dia os anhelos de união ao Rio de Janeiro. Pedro de Alcântara como Príncipe Regente e Defensor Perpetuo do Brasil." Aos que estudam o inicio do movimento da emancipação na Bahia. A . Debalde tentou ainda augmental-as. S. com o massiço ariete do nosso patriotismo. cabe-lhe até a iniciativa de tal movimento. como regente constitucional. Altamente penetrado da mais viva gratidão para com V. R. os deputados da Província nas Cortes de Lisboa. Francisco José Lisboa. Santo Amaro. R . Antônio Ferreira França. bahiano também. a principio com o titulo e a honrosa missão de defensor perpetuo do Brasil. V. e a s mais provincias Brasilienses. "A villa de Cachoeira teve a fortuna de ser a que não só fez publico acto de reconhecimento da regência do princ'pe real. Antônio Pereira Rebouças redige a Acta da Vereaçãa do glorioso dia de Cachoeira. Continentistas. Inhambuque.) mas até. que os liga. com que o regulo Madeira imaginava poder obstar a qualquer movimento contra a sua propalada oppressão" (Cayrü — Hist. Joaquim Antônio de Ataide Seixas. hoje não podem unir a sua a essas. R. as quaes pretendiam reduzir o reino ultramarino j á dotado de autonomia — Portugal e Brasil formavam desate 1815 u m renino unido — á antiga e subalterna condição colonial. da qual consta ainda o voto da Camara p e l a "retirada da tropa européa. coronel aggregado ao mesmo regimento. elles não queriam roubar a seus Irmãos da Capital uma gloria. o oppressor Madeira. cresceram os grilhões e algemas. retumba na praça a voz do procurador Manoel Teixeira de Freitas. sobretudo. em vista da "tranquillidade e prosperidade" do pais. transformada desde então em praça de g u e r r a . para um pronunciamento collectivo em favor da Acclamação de D . Semelhante affronta. 9. diz o D r . attentos á voz da P á tria. Jaguaribe e outras mais longínquas. e da terrível Hollanda as provincias Brasilienses.de de sentimentos. em carta datada de 22 de Março de 1822. . do Conselho.. este brioso povo almejava por repetir o grito regenerador dos mais felices Fluminenses. quiz renovar nesta villa as sanguinosas catastrophes do dia 19 de fevereiro. Senhor. Vale recordar os nomes dos signatários da representação alludida: Antônio Augusto da Silva. E ' de ver a altiva e eloqüente participação que o Senado da Camara de Cachoeira fez ao Principe dos successos desenrolados. tomo 4o. os Cachoeirenses são bahianos. talvez.. Cada dia augmenta mais o tyranno suas forças: cada dia maneja novas a r m a s . nomeado governador das armas da Bahia pela •Carta Regia de 9 de Dezembro de 1821 e que. R . na hora trágica da grande iniciação.. Senhor. e seguintes da Capital da Provincia.) (3) Antes chamado — O Diário Constituiconal. este escrivão do senado da Camara. Debalde o verdugo da Bahia. o vigário com todo o clero. que em todos reina. Nós somos op prlmidos. sobrelevando o que se referia á organização do poder executivo no Brasil. tendo-se rendido á discripção n a noite do dia 28 de Junho. c a p . Presidente.NUMS. José Pinho. perguntando "se eram todos contentes que se acclamasse S. e subidtos de V . Do torpe charco de venaes jornalistas s u r g e m . o magnifico procedimento dos Senados das Câmaras de quasi todas as cidades e villas da P r o víncia que a s Cortes Portuguesas transformaram no baluarte de seus idéaes retrógrados. seu presidente. que outriora com denodado esforço a r r a n caram da poderosa França. decisiva na fundação do Império democrático que foi o do Brasil: em certo sentido. de quem temos a honra de sermos órgão. Francisco Gomes Brandão Montezuma. por esse tempo. ao primeiro lanço. R. dos desastrosos eventos de 19. por ai-" guns dias com balas e metralha. de inequívoca servidão. não sô os honrados Cachoeiranos (cujo crime todo consistia em quererem ser Brasileiros.. nunca suspeitassem os recolonizadores. além de desnecessária. de onde lhes vin h a a palavra quente e enthusiastica do Principe Regente que. os empregados públicos e grande concurso de povo: Garcia Pacheco. desfralda-se á vista da multidão o estandarte da communa.

e Escrivão Pedro Alexandrino Rodrigues d'01hrelra. As villas de Barcellos e Mirandella acclamaram em 22 e 25 de Setembro. Caravella» ** Belmonte. o Juiz Ordinário Manoel Antônio Campello. todos a se acotovelarem com o povo. execráveis monstros de t y r a n n i a s : e. como Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. Presidente." Assignaram tão decidida representação o D r . a honradez essencial. como j á pela Camara havia sido declarado na sessão de 14. Manoel Joaquim do Carmo e Manoel Pereir a d A s s u m p ç ã o . Manoel Rodrigues Fragoso e Sebastião Egino da Assumpção. no dia 18. Vereadores. Jussiape. além as sotainas e tonsuras de padres e prebendados. Jo^ 6 '** . Manoel Correia de Miranda. Procurador Antônio Felix Henrique de Menezes. assignando o termo de vereação-. Apolinario José de Oliveira. João Alexandre de Andrade e Freitas. assignado-a José Antônio de Souza. Antônio José de Menezes Nobreza. Escrivão. clero. José Venancio da Fonseca e José de Araújo Baptista. cumprimenta e lê ao Senado uma representação da tropa. ás cortes. definitivo: é a chamm a que se abrasou em 25 de J u n h o de 1822 e só se extinguiu em 2 de Julho de 1923. Procurador. Não sabemos os nomes dos que compunham o Senado da primeira. AMERICA BRASILEIRA E m I n h a m b u p e foram: Presidente. resoante. José Ignacio da Costa e Almeida e João Marcello Alves Barbosa. Juiz de F o r a Joaquim José Pinheiro de Vasconcellos e Vereadores o Prof. Respondem a u m a voz que e r a . Cayrú a 20 e n a povoação de Itaparica. e Bento . e t c " . Vereadores. Custodio Alves Ferreira e Antônio Joaquim d'01iveira. Vereadores. Vereadores. A Villa de Porto-Seguro adherío ao movimento em Novembro de 1822. em data que não pudemos descobrir. ora enxovalhando o respeito devido á j u n t a "do governo. o Presidente da Camara era o Juiz Ordinário Lourenço Mendes 3? Araújo. á frente de suas t r o p a s . E m Jussiape. do Livramento do R'o de Contas. Aos 6 de Agosto fez-se o mesmo n a villa de Valença. Levanta-se. José "Wanderloy Pinho. áhnuindo ademais " á causa a b r a çada pela maioria das Provincias do sul e norte do Brasil" Ainda aqui se repete a mesma scena empolgante e democrática da consulta ao povo e á tropa. Marahú. o Vereador mais velho. traduz exactamente a tempera.o Juiz Ordinário e Capitão-mór João Nune«> de Souza. Pedro Alexandrino de Carvalho. Procurador. E logo a Camara com o seu estandarte. Capitão Manoel Atanasio de Azevedo. Caetano Affonso Monteiro. Presidente. Ângelo Custodio Villas-Boas. no dia 14. "Veem-se na Praça. que podemos considerar como a Acta da I n dependência da Bahia. Francisco. Bernardino Joaquim de SanfAnna. E ' um documento claro. Antônio Manoel de Souza. apinhada de gente os fardões de officiaes de primeira linha. toda aquella gente reunida rompe n u m longo e fremente brado. fizeram idênticas vereações as Câmaras das Villas de S. Da Camara de Mirandella faziam p a r t e o Juiz Ordinário Anton!» Modesto de Sá. S. o que sabemos é que o seu Capitâo-mór. como Vereadores. em altas e intelligiveis vozes lê o pedido e pergunta se era aquella a sua vontade. João Francisco de Souza e João Caetano Lessa. como Vereadores José Campello de Andrade. Geremoabo. capitães de 2* linha. em Santarém. Antônio Cardoso Gomes e AntonleCosta. se compunha do Juiz Ordinário Jorge da Silveira Machado. Procurador e o Escrivão Silvestre Bartholomeu de Almeida. E r a então a Corporação municipal de Santo Amaro composta do D r . como Presidente. Pedro. em signal de regosijo popular e para da1" a vêr aos lusitanos o contentamento dos iThéos. á nação. respectivamente. E m Jacobina a acclamação se fez a 12 de Julho. Obedeceram ao mesmo ritual as acclamações do mesmo dia em Maragogipe e Inhambupe. pedindo — I o — que esta villa e seu districto se considerasse já unida á causa adoptada por quasi todas as provincias do Brasil. Presidente. nitido. Escrivão. A multidão. Na Acta da vereação da Villa de S. Procurador. os dourados arrogantes dos officiaes ricos das milícias. Capm. José Caetano Saraiva. Ricardo Lourenço de Almeida e Theotonio Gomes de Azevedo. E m Agosto acclamou-se n a Freguezia do Catü. todos deram e repetiram os vivas do estylo á religião. Manoel Teixeira de Freitas. José Gnidio de Figueiredo. E m Jaguaribe fez-se a acclamação em 29 de Julho de 1822: os membros da sua Camara eram o Sargento-mor Joaquim José de S a n f A n n a Lisboa. refere-nos o Dr. Presidente. Procurador. Francisco Gonçalves Leite. Resolve o Senado acclamar o Principe. e em Camamú no dia 25. Vereador»». E m Santo Amaro. Caetano F e r r e i r a Borges. em Caitété no dia 15. e ao senado da camara la capital. J o a q u i m Coutinho de Almeida e Bernardo José de Almeida. como Presidente. Geremoabo. Antônio de Castro Lima. Santo Amaro. ao grande e augusto objecto da redempção n a cional. servido de Procurador José Albino da Silva e de Escrivão Francisco José Rabello da Silva. A Camara da Villa de Itapicurú fez a acclamação em 7 de Julho de 1822. que presente era no paço e na praça. Das Câmaras de Urubu. Antônio de Araújo Gomes Júnior. Em Maragogipe a Camara que assignou a Acta da Acclamação. Também não saTemos os signatários da Acclamação em Itaparica. anteriormente. Francisco compunha-se dos seguintes cidadãos: Presidente. quando o Procurador da Camara. o C a p m . João Caetano Borges: Vereadores. povo e cidadãos bons. A Camara de Camamú era composta do Juiz Ordinário MarcellinoFrancisco de Mello. Francisco de Paula Carvalhal.Tr>. Miguel Ângelo e Caetano Dias F e r r e i r a . reduzindo á inteira nullidade aquellas principaes autoridades da província. fazendo-a o Juiz Ordinário Manoel Teixeira de Carvalho e Vasconcellos. apenas n a r r a m as chronicas q'»^» na noite de 21 de Outubro. N a primeira também chamada Paratigi. Ouvidor e Corregedor da Comarca. Vereadores. Pedro. nobreza. a solemnidade de formas. Ignacio Rodrigues Maia. Bento de Mello. como Procurador . Escrivão. n*" viam adherido Urubu. rctmpunha-se dos seguintes membros: Presidente. que no dia 5 de Outubro atravessou o rio Sa<> Francisco. A Camara da Villa de S. Benemérito Antônio José Duarte d*Araújo Gondim como Presidente e João Lourenço d'Ataide Seixas. a decisão.«5 rio Pousa: Procurador Romão Pereira de Menezes e E-rriv > João Pinto Ribeiro de Souza Bulhões. Tal documento. 9 A 12 ANNO I á voz do infame. o D r . Presidente. sendo Escrivão Feliciano Teixeira da Matta Bacellar. o depois Visconde de Monteserrate. antigo nome de Caitité. Romualdo José P i n t o e João Vicente <•* Queiroz.NUMS. afim de apresentar a acta da vereaça» ao General Labatut. a 2. fazendo-nos pelo t y r a n n o a mais encarniçada guerra. Maragogipe c Inhambuque. Domingos da Silva Freire. R . a D . estando nas mesmas janellas com seu Presidente. — 2o — que os seus habitantes reconhecessem a S. Pedro Antão Neto Cavalcante. Vereadores. Francisco está escripta a adhesão á regência de D . Capitão Antônio José Ferreira. Pede venia. Vereadores. que tanta gloria conquistou na guerra santa. as fardêtas dos soldados e officiaes de ordenanças. Vereadores os S r s . a Camara. A Camara de Santarém era composta do Juiz Ordinário Capm. borburinhante. accenderam luminárias e grandes fogueiras pela costa. a tropa. Joaquim Pedreira do Couto Ferraz. Domingos Constantino da Silva. Dionisio Vieira de Lima F a t u m . ao Rei. p a r a saber se as duas resoluções da Camara eram a expressão de sua vontade: unanime foi o sim patriótico. A Camara de Cayrú foi presidida pelo Juiz Ordinário José A r a n h a Coutinho. o garbo orgulhoso e o modo desdenhoso da nobreza solarenga. foi u m a scena memorável. 21. Pedro da Silva Pimentel. A. a altura de miras. P r o c u r a d o r . como Procurador Antônio de Souza B r u m e Escrivão Reginaldo José de Miranda. ora espalhando falsas noticias aterradoras. gente mais brava que piedosa. Juiz de F o r a Antônio Cerqueira Lima e os Vereadores Jeronymo José Albernaz. parti» no mesmo dia para Penedo. Joaquim Vasques. No mez de Outubro fizeram-se idênticas proclamações em VIU* Nova. Na Villa Nova do Principe. illuminando a consagração integral da P á t r i a nova que se fundava n a America. tudo o que moral e materialmente puzeram aquèlles varões ao serviço da Pátria. A 29 de Junho. que é a Villa » e N . também chamada naquelle tempo Sèrinhaem. A vereação começa. Vereadores: Theodosio Dias de Carvalho. a Camara que figurou «* acclamação constou dos seguintes cidadãos: Presidente. benzoante de murmúrios que se interrompem por vezes em acclamações. João Gomec de Carvalho. Procurador. Procurador. Capm. Antônio dos Santos Jardim. e Felix Alves do Amorim. sendo vereadores Antônio José Bernardo. Manoel de J e s u s Almeida.e Belmonte ignoramos os nomes de seus m e m b r o s . Ignacio dos Reis Peixoto. Presidente. Procurador. Sobe as escadarias da Camara o Coronel Gaspar de Araújo Azevedo Gomes de S á . vae ás janellas.

cujos prestamos e serviços foram da maior utilidade. Presidente. os trabalhos dos Senados das Câmaras da Bahia: tomaram aos hombros a pesada missão do chmamento ás armas de seus visinhos e recrutam escravos e libertos. 9 A 12 ANNO I AMERICA Rocha Bastos. BRASILEIRA O nosso maior e mais decisivo movimento collectivo partio. era verdade. A voz da Camara clamava do fundo da alma dos povos pela redempção da Província espezinhada: interpretando o sentir geral. Vereadores. Do Instituto Histórico. e João Borges Figueiredo. Rio de Contas. Manoel dos Santos Reis. Nazareth. Apreciando-o devidamente. Santo Amaro e Cachoeira. foi também' creada uma Inspecção do Commissariado de Guerra e Bocea. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DAS INDUSTRIAS FRANCEZAS . das Câmaras Municipaes: nellas teve a sua germina"ç5o mais fecunda o ideal supremo da liberdade nacional. Assim. Ilhéos. dellas~se ouviram os primeiros protestos contra o regimen oppressor dos representantes da metrópole. Cuidam do abastecimento das tropas de terra e mar p a r a o que foram creadas as Commissões de Caixa Militar. em Acclamações. Bernardino José de Lemos e Antônio Carlos Pedroso. sob a direcção dos Inspectores Major Antônio Maria da Silva Torre e João Pedreira do Couto. José de Souza Leite e Antônio José de F a r i a . que teve a dianteira da revolução e foi a Capital da Província insurgida. não diria aquelle historiographo compatricio que a liberdade do Brasil foi antes outorgada pelo monarcha do que conquistada pelos cidadãos. 1—9—922. Valença. Francisco. Procurador. em Jequiriçá. E m Marahú figuram os nomes do Juiz Ordinário Pedro do Espirito Santo Aragão. nesta villa. porém. e Escrivão. U AMERICA BRASILEIRA" Afim de não ser s u s p e n s a a remessa d e s t a Revista. Da Cam a r a de Caravellas eram — Presidente. o Juiz Ordinário Felisberto de Azevedo Coutinho. passará a ser de 10$000 por anno. Villa de S. de suas energias civicas se formou o feixe da solidariedade de toda a Província. Não ficaram. Camamú. que não puderam quebrar «33 milhares de soldados de Madeira. Manoel d'Oüveira Guimaraens. formam batalhões cujos sabres fulgentes enchem de luz as cargas de Pirajá e de Cabrito. Marahú. Theodoro Rodrigues Lemos. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que vae passar a A m e ' rica Brasileira. Joaquim José Guimaraens. Manoel Lopes de Oliveira e Antônio da Silva Oliveira Guimaraens. pedimos encarecidamente aos nossos a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assjgnaturas. Nellas está sellada a perennidade da gloria da Bahia na Independência do Bra6ii. abriram as clareiras da conquista da Independência Bahia e Cidade do Saivadoi.NPMS. Germens da consciência nacional. mais ou menos pomposas e solemnes. organizam milícias. o primeiro capitulo da Guerra Santa da nossa redempção é o do papel representado pelas corporações municipaes. que. Vereadores. Procurador. traduziram o clamor popular em documentos impereciveis que são todas as Actas das Vereações daquelles tempos épicos. Bernardino de Souza. Santarém.

AMERICA
M"MS,

í» A 12

BRASILEIRA

A.N.NO I

DOIS DE JULHO NA B A H I A EM 1823
O Visconde de Cavrú comprehendeu melhor a solução do magno problema da Independência Brazileira.
Primeiro havíamos de ter a emancipação econômica para termos posteriormente a emancipação política.
<
O 7 de Setembro, collimado na gloriosa data de
2 de Julho, na Bahia, foi a conseqüência lógica do
grande plano de Cayrú.
Os conselhos do grande estadista, moldados na
formula de um programmá econômico e em seguida
nas linhas indeléveis da Carta Regia de 28 de Janeiro
de 1808 eram a mais notável conquista e o acto mais
nobilitante praticados no inicio de uma nova phase da
\ida politica do Brasil.
Para chegar a esta conclusão não / ^ n e c e s s á rios os meios violentos porque as grandes transformações se fazem gradativamente.
D<- ha muito as idéas liberaes atravessando o
Atlântico, encontraram campo para o seu desenvolvimento .
As idéas Liberaes de Manoel e Thomaz Beckman e
Jorge Sampaio, em 1684, no Maranhão, não surgiram
isoladas.
Ellas eram o corollario da grande revolução de
1676 como uma manifestação da mesma força que
^oduzio a revolução de 1688, na Inglaterra propagando-se pela America do Norte até se consolidar em sua
independência.
O espirito de liberdade já se definia manifestamente
em tudo, modificando na Europa as organizações governaraentaes.
As aperturas do Governo de Carlos I modificaram
a traiectoria de Jorge III, tendo de permeio as vacilíaçoeã da Rainha Anna e o equillibrio dos derradeiros
Hanoverianos.
As grandes revoluções sociaes e políticas prendemse em fortes elos ás remotas torrentes do passado; e
se ellas. sacudindo a fibra do povo inglez, atravessaram o Oceano, modificando a estruetura das adiantadas
S S n i a ? da America do Norte, refluindo.para a Franç*
de 1789, cedo ou tarde haviam de se projectar na America Latina, fazendo triumphar o self-govcrnement
Aberta estava a larga estrada a palmilhar.
Bernardo Vieira de Mello, em Pernambuco, levantou em 1710 o pendão da revolta, propondo que aquella
CapuTnia se constituísse em Republica semelhante a
de Veneza.
Os mineiros insurgem-se em 1730 não admittindo
governador nem justiça posta por El-Hey.
A inconfidência mineira teve em Tiradentes o seu
«roto m a r h r e dez annos depois são mortos na Bahia
quatroTndividuos que planejavam uma revolução popular.
Os promotores da Revolução Pernambucana que,
1817 se propagou pela Província da Bahia, na rem
gião de S. Francisco, foram punidos severamente por
D João VI.
Entretanto, as idéas estavam latentes.
0< resultados da Revolução Franceza eram insophismaveis e as amarras que nos ligavam ao periodo
colonial, primeiro partidas por Cayrú. recebiam o golpe derradeiro das mãos de José Bonifácio, mentor do
primeiro Imperador

Ao sangue libertário dos Paulistas unia-se o do§
Bahianos.
A libertação da America hespanhola deu em conseqüência a separação das varias unidades, constituindo cada qual uma Republica independente.
Foi mais completa a tarefa de Pedro I. Não. assumisse a opposição que assumio, e, certamente o Brasil não teria sido Império! O primeiro Imperador, erguendo o brado de "Independência ou Morte" sanecionou o movimento do despertar do Brasil prmovido no
scenario da Metrópole por brasileiros notáveis como
D. Francisco de Lemos, Azeredo Coutinho, Basilio da
Gama, Pedra Branca, José Bonifácio, Lino Coutinho e
outros.
Essa pleiade brilhante era a garantia segura do
triumpho da causa da Independência.
"A imprensa pelo "Reverbéro Constitucional", de
Januário Barbosa e pelo "Correio do Rio", de Frei
Francisco de Sampaio e de Soares Lisboa, fez-se instrumento preexcellente da lueta iniciada, generalizando-se
a todos os ângulos do paiz e favorecendo o movimento
de conjuncto que ainda não existia.
A intimativa de D. João VI a Pedro I para que
partisse para Lisboa rompeu as reprezas da revolta.
Amotinou-se a população em 9 de Janeiro de 1822, dando em conseqüência o "Fico"
Definiram-se as provincias. S. Paulo abraçou a
campanha libertadora e no Norte, a antiga fidelidade
á Metrópole partia-se, (19 de Fevereiro) precizamente
na terra onde era clássica, a Rahia, levantando em massa contra o General Madeira de Mello"
A Bahia sellou com o sangue de seus filhos a causa
&« Independência. — Cabrito, Funil, Pirajá, Itaparica,
Cachoeira e tantos outros lugares passaram a Historia
ennobrecidos.
Nella chegou ao auge o heroísmo da população.
Organizaram-se batalhões patrióticos, fizeram-se
fortificações, frágeis embarcações demandaram o morI»Ü de S. Paulo em busca de munições, e os solares do
Recôncavo de Santo Amaro e Cachoeira proviam gratuitamente as tropas.
Pedro I remetteu para esta Capital "o Batalhão do
imperador" do commando de Lima e Silva, como uma
insigne honra aos Bahianos concedida.
O que foi a campanha libertaria em nosso Estado
dizem a nossa Historia, o heroísmo da gente do R?concavo, os destemerosos de Cabrito e Pirajá, a tenacidade
de Labatut. a bravura do cometa Lopes, a serenidade
de João das Bottas, o valor de Lima e Silva, a tactica
do valoroso Capitão, que depois se chamou Duque oe
Caxias, o martyrio de Joanna Angélica, pagando com
o sangue precioso, vasado nas lages do Convento da
Lapa,"o sacrosanto amor á causa da liberdade de sua
terra.
O 2 de Julho é a data magna da Bahia. Ella inscreveu no livro luminoso da Historia os nomes dos seus
heróes, perpetuados nos pergaminhos de nosso Arcnivo perpetuado no bronze do monumento que o Povo
agradecido lhe ergueu, para que pelo futuro afora, as
gerações se curvem agradecidas aos seus feitos gM>"
riosos.
Bahia, Setembro de 1922.
F. Borges do Berros.

NUMS. 9 A 12

ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A ENGENHARIA NO BRASIL
Ao transpormos o limiar de um século «ia Independência política, balançamos o acei .o das nossas conquistas nos diversos r a mos do saber h u m a n o . No que toca â Engenharia — louvado seja
— nada ficamos a dever em relação á s outras manifestações de
nosso progresso.
O que ella já fez ainda é pouco, não h a duvida; mas sempre
bom e promettedor.
Quem contempla, com admiração e orgulho, o quadro majestoso
do nosso scenarlo e compara na vastidão deste paiz collosso o que
temos feito com o que temos a fazer, avalia com segurança o quanto
necessitamos de trabalhar.
A' Engenharia está reservado o maior papel nesse sentido, como
o principal factor do progresso n u m paiz novo e inexplorado como
o nosso, onde quasi tudo está por se fazer.
Um golpe de vista intelligente lançado sobre o nordeste brasileiro, abrangendo uma década apenas destes últimos annos.provocará
o assombro q u e experimenta quem conheceu das condições do noroeste paulista e sul matto-grossense h a dez annos passados e
contempla no dia de hoje o espectaculo de grandeza que ostentam
aquellas p a r a g e n s .
Que condão maravilhoso andou por essas terras transformando
i a florestas em cidades, os campos em povoados, os brejaes em jardins? Foi a intelligencia que adivinhou as riquezas que ellas continham e architectou o plano gigantesco da sua conquista; foi a
primeira t u r m a de homens que trilhou os invios sertões em trabalhos de reconhecimento;
foi um outro troço de denodados lutadores que os percorreu em diversos sentidos na faina de exploração;
foram aquellas centenas de obreiros guiados pelos pioneiros intemeratos que rasgaram a s florestas, replzaram o solo, arrebentaram
as rochas, cortaram os morros, aterraram os charcos e amarraram
ao solo o caminho de ferro de civilização... Depois vieram outros
construindo a s casas, alinhando as ruas, captando a água, illuminando a s c i d a d e s . . . E outros montando os machinismos que rodarão
sem c e s s a r . . . Outros finalmente ligando pelo telegrapho e pelo telephone as distancias de outr'ora ás poucas horas d'agora.
Esse passe de magia feito num lance de heroísmo denuncia-nos
& evidencia o vulto da nossa surpreza e a grandeza do nosso futuro.

A evolução da Engenharia no Brasil foi difficil e lenta nos três
eeculos primeiros de sua existência e rápida e brilhante nestes últimos cincoenta annos. A historia dos feitos dos primeiros povoadores do paiz é toda feita de militarias: são invasões que se descobrem, insurreições que se combatem, rebeliões, revoluções... toda
uma litteratura de g u e r r a . . . A engenharia, pois, que domina, é a
militar: constróem-se fortes, abrem-se estradas, levantam-se muralhas.. .
Logo apôs entra em scena o jesuíta e os monumentos christãos
espalham-se por toda parte como sentinelas alertas da é dos nossos maiores.
Mais tarde a s minas atraem o homem ás aventuras das entradas. Esboçam os roteiros das bandeiras as futuras cartas das regiões. Vem dessa raça de botedores dos sertões o faro dos nossos
exploradores de estrada de ferro.
O apito da primeira locomotiva — tornando o éco quasi instantâneo das conquistas de além mar, annuncia o advento de melhores
dias.
A victoria dessa conquista não nos custou, porém, pouco labor.
E ' domando a s forças incoerciveis da Natureza — a fonte eterna
de toda a vida — e reagindo contra os desmandos e os desvios dos
elementos, que a Engenharia exerce o seu pleno governo. As lutas
que se travaram, entre o homem audaz e ambicioso e a Natureza
amante e ciosa da s u a omnipotencia, foram cruentas e inconcebivels.
O indígena senhor das florestas e dos regatos também protestou
contra o esbuho ão seu patrimônio.
Mas o engenheiro abrio brechas nas verdes cathedraes da
Amazônia e acompanhou de perto os cursos d á g u a . Pelejou os
kanigans do Noroeste, e a s anophélias do Rio Doce; galgou as serras que se lhe depararam no caminho, varou os morros que emper r a m a sua rota; iranspõz os riso que lhe atravessaram â frente e
««•guio sempre como u m triumphador.

Contra o mar insonte a nossa engenharia tem lutado com dei^odo, oppondo ás fúrias das ondas o amparo das suas muralhas e
facilitando o acostar das naus nos nossos portos.
As quedas d'agua rosnorantes, outr'ora motivo e thema de
poemas e descripções, são hoje fontes de luz e de energia.
As cidades se transformam enriquecendo-se de monumentos
grandiosos: por de sobre um rio joga-se uma ponte como no Recife; sobre um valle immenso constróe-se um aquedueto, como em
S. Paulo; um morro que atravanca perfura-se-o em tunnel ou
arraza-se-o de todo, como aqui no Rio.
Ou, então, constróe-se uma cidade, como em Bello Horizonte.
E m sobrando intelligencia e existindo techniea em demasia —
levanta-se o caminho aéreo do P ã o de Assucar.
Depois vem a epopéa grandiosa:
Rondon mede o Brasil com um fio telegraphico.
Mas tarde virão as obras contra a s seccas, virá a carta do
Brasil e a Capital Federal no planalto goyano.
Em tudo se pantentêa a obra benéfica da engenharia, rebellando-se contra a Natureza poderosa, melhorando-se as condições de
vida, facilitando os meios de communicação, augmentando o patrimônio nacional, aperfeiçoando os nossos costumes, concorendo finalmente para o progresso e desenvolvimento desta terra sempre fadada .
Os trilhos das estradas de ferro são armaduras de aço prendendo
entre si as diversas partes deste paiz colloso; a s cidades que se
muminam á noite, ã luz feérica da electricidade, são olhos que se
abrem para a civilização e pharóes que se accendem á superfície
deste gigante mostrando do seu contorno as formas estupendas; a s
machinas que estruem no bojo das grandes cidades são corações
latejando, impulsionados pe!a seiva da vida, batendo no isochronismo de um órgão são e pujante; os fios telegraphicos irradiando-se
en: todos os sentidos são os pensamentos de u m mesmo cérebro
ide.indo os mesmos planos, achitectando os mesmos castelos, trans-,
mittindo as mesmas impressões.
Tudo, pois, que vem das mãos e do cérebro do engenheiro, e
,ics domínios da Engenharia, mostra a vida, representa o progresso,,
gera a civilização.

Mas se queremos alcançar o que os outros povos conseguiram
no dominio das conquistas de civilização - devemos começar peloprincipio: fazer engenheiros para termos engenharia. Até agora
diminutissimo tem sido o numero de profissionaes nessa carreira
E ' verdade que a nossa Escola Polytechnica data de 1810. Durant~
muitos annos, porém, ella foi a Escola Central.
Os por ella formados sahiam engenheiros militares, e portanto
mais afeitos as obras militares de que pouco necessitáramos e quasi'
nada existe. Uma geração, todavia, saído da Escola após a Guerra
do Paraguay, differençou os ramos da Engenharia. Uma pleiade
mais tarde attestou o valor dos nossos engenheiros. E hoje as centenas de moços que re formam nas diversas Escolas do paiz e s e
espalham pela vastidão do nosso território exercendo, construindo
melhorando, dão bem a idéa do que será a nossa Pátria em breve
c p a ç o de tempo - com todas as suas possilibidades e com g r a n d e
numero de filhos trabalhando pelo seu progresso real.
Quem contempla, pois, o quadro que acabamos de esboçar »
compara o que temos feito com o que falta fazer, avalia com pres
teza o quanto necessitamos de engenheiros. Precisamos de engé
nheiros, não queremos dizer: engenheiro-numero,
mas engenheirosengenheiros, isto é, engenheiros - fazendo engenharia, engenheiros
affirmando a engenharia, engenhemos representando a engenharia
defendendo a engenharia, engenheiros vivendo da engenharia
O que vemos no momento, força ê confessar, é a dispersão dos
elementos, o desperdício dos esforços, a degradação das energias
A primeira couz a que temos de fazer, pois, é organizar a E n genharia, isto é, compor forças, reunir elementos, conjugar a s for
Ç ^ o b t e r uma resultante única appiicada e dirigida consciente
Este será o maior passo dado pela classe dos engenheiros em
proveito próprio e no do Brasil.

Soter C. de Araújo.

AMERICA

B R %£ 11;

S I MS. «J A \2 — ANNO I

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE JOAQUIM SERRA
Discurso pronunciado a 10 d. Setembro de 1922 na Associação
Brasileira de Imprensa
velar ao mundo das lettras brasileiras os nomes de Genül Braga,
Gctulio das Neves, esse caracter de cidadão romano, aliado a
um talento de escol e servido este por u m a cultura

verdadeira-

mente invulgar, fallando de Joaquim Serra, escreveu estas palavras memoráveis: -

" N a d a mais falta dizer sobre Joaquim Serra,

e estas ligeiras e despretenciosas linhas, nem mesmo teriam mais
razão de ser se não fossem, antes que tudo, u m a homenagem pessoal de reverencia, de saudade e de admiração"
Tondo de dizer para jornalistas, para homens de imprensa da
minha terra, algumas palavras sobre esse notável jornalista m a r a nhense, certamente não teria senão aue enunciar o seu nome, simplesmente o seu nome -

Joaquim Serra, -

poeta delicado e chronista subtil, Celso Magalhães, romancista vigoroso e o maior

critico-ensaista

do nosso

"folk-lore";

Sabbaa

da Costa, romancista e comediographo; Cezar Marques, o historiador e geographo; Henriques Leal, o Plutarco maranhense; e Joaquim de Souzandrade, o grande poeta do Gucsa Errante.

E nes-

se balanço, meus senhores, não deve ser esquecida a circumstancia de ter Joaquim Serra conseguido a volta á imprensa periódica,
do vulto austero e eminente de Sotero doa Reis, jornalista, graramatico e critico-litterario.
Ainda em Maranhão publicou Joaquim Serra as suas principaes

desacompanhado de

qualquer adjectivação, sem a enumeração, talvez, fastidiosa, de fa-

obras litterarias: O Salto de Leucade

ctos ou obras em que teve p a r t e ou que realizou, pois que a im-

Coração de Muller,

prensa do nosso paiz, atravez de duas das mais bellas causas bra-

6

sileiras — a abolição e a democracia, está prenhe, até a s a t u r a -

Quadros, versos, 1873; e, dez annos depois, o seu interessante estudo

ção, do seu nome illustre e da sua desinteressada e magnânima

intitulado Sessenta

acção, efficientemente fecunda e salutar. Mas, nós não estamos sós,

cientemente da imprensa no Maranhão, d u r a n t e o largo periodo que

entre

brasileiros.

vem de 1820 a 1880.

peito

de

A

gratidão

nossa
e

de

festa

de

homenagem

saudade,

aos

que

e

de

se

res-

fizeram

grandes, lidando no jornalismo patrício, é honrada com a

pre-

sença de alguns confrades dos paizes vizinhos, que ora nos visitam por motivo augusto da celebração do Centenário da nossa I n dependência Politica.
E m honra delles e para elles, pois, que vós outros conheceis,
melhor que eu, os eventos immortaes do jornalista, cujo

retrato

vamos inaugurar, são as minhas tosca* palavras e os desalinhavados

Meus caros confrades. Joaquim Serra, veio do norte. Desse norte
longínquo e politicamente ainda primitivo, mas soberano ao resto
d o paiz' no campo da intelligencia e, primus
representação da nossa cultura.

inter

pares

quanto á

Desse norte que nos deu João

Lisboa, que nos deu Tobias Barreto, que nos deu Ruy

Barbosa.

Joaquim Serra nasceu no Maranhão. E la grageou rapidamente um
nome respeitável n a poesia, no theatro, no jornalismo e n a politica, tendo por companheiro de lides homens como Gonçalves Dias,
— o poeta, Sabbas d a Costa — o dramaturgo, Themistocles Aran h a — o jornalista e Franco de Sá — o politico. N a sua t e r r a
natal, tão fértil em talentos da melhor jaca, lançou depois de collaborar com êxito e vantagem enormes nas folhas de mais reputação da então Província do Maranhão, o sou famoso

Semanário

litterario,

dil-o o facto

significativo de haver já dous grandes escriptores brasileiros, t r a tando da litteratura maranhense, fazerem do apparecimento desse
periódico o marco divisório das grandes épocas em que se devem
as

manifestações

intellectivas dos athenienses

das

gens encantadoras do poeüco Anil e do majestoso Bacanga.

marJoa-

quim Serra, que em toda sua longa carreira jornalística e politica,
demonstrou sempre o mais fino tacto, em conhecer os homens da
sua terra, não deu somente o melhor do seu talento p a r a o grande realce do Semanário

do Amazonas,

1867;

em 1868. Posteriormente, j á aqui no Rio, deu á estampa j

Annos

de Jornalismo,

Politico e jornalista,
xonaram profundamente

duas

em que se oecupou profi-

grandes,

causas

sagradas, apai-

o bello espirito de Joaquim Serra, inte-

ressando-se vivamente por ellas com a intelligencia e com o comção

Essas duas causas, fundamente humanas, patrioticamente cí-

vicas, foram a abolição e a democracia. Mas, p a r a tão vasto programmá, era âmbito demais pequeno a t e r r a natal do denodado
capeão do liberalismo. E São Luiz, a linda e garrida cidade ma-

Maranhense,

comediographo, o politico.
Ha aqui, meus senhores, o dealbar magnifico de uma formos a a u r o r a . Joaquim Serra chega ao Rio de Janeiro. E logo ao
chegar entrega-se de alma e coração ao combate de toda a sua vida
•jin prol da libertação dos escravos, «, favor, da implantação na sua,
a a nossa terra, dos mais lídimos princípios da democracia. Pelaabolição batalha, desde então, o fundador do Semanário

como teve a ventura de re-

Maranhense,

tão intemerato, tão delicado, tão desinteressado como nenhum outro,
ao lado de gigantes como José do Patrocínio,

Carlos

de Lacerda,

Ferreira de Menezes, Ângelo Agostini, Luiz Andrade, Ferreira de
Araújo, Joaquim Nabuco e R u y Barbosa, o único ainda vivo dessa
pleiade heróica de leões da nossa imprensa abolicionista, que so
calou as baterias com o acto redeir.ptor do benemérito Gabinete
presidido pela grande figura

cuja publicação vai de 1867 até 1870.

O que foi esse jornal, essencialmente

estudar

poema-romance, e Abertura

ranhense, perde oj filho amado e com elle o jornalista, o poeta, o

•conceitos que ides ouvir.

Maranhense,

Versos,

e Cousas da Moda, 1866; Pm

nacional de João Alfredo. Pela de-

mocracia, filiado ao Partido Liberal com os que combatiam P«la
Republica, trabalhou, sem cessar, no jornal e no Parlamento,
lustre cidadão maranhense, tendo per camaradas de refrer .
mais árduas o rudes, os vultos de Quintino Bocayuva, Miguel

er

reira, Rangel Pestana, Salvador de Mendonça, Lafayette, Prado
rnentel, Flavio Farnese, Baptista Pe<e'ra, Cesario Alvim, Franco
Sá. Martinho de Campos, Lima D u a r t e , Dantas, Affonso Celso
vários outros, que são: uns, os redactores <Ja Reforme

* n pote',

e ao

•outros, os signatários «3o ceieore manifesto republicano ae 1» *
finalmente

os rw tnnte.-s

aquèlles dezesete liberaes que consegw

9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA ram. a difundir. meus senhores. continua. politica e social. lhe disseram Quintino Bocayuva — o Patriarcha da Republica. o zada e querida. e s e m p r e o fundo de todos os primores e bellezas dos escriptOs de Joa- sileiro. delle poude dizer u m dos seus eminentes biographos: " A influen- Desgraçadamente. Quintino Bo- berbos rendilhados e de toda a poesia e contraste dos bellos vidros cayuva. o parlamentar. Octaviano. cortou-lhe o fio da vida justamente nas vés- durante um periodo relativamente grandes causas nacionaes. w quim Serra. de onde a sua voz autori- politico. * . pronunciar o nome de Joaquim Serra. o humorista. Ferreira de Menezes e Ruy Barbosa. Salvador de Mendonça — o amigo extremado. desde o norte ao sul. á custa das quaes. . Franco de coloridos que constituem aa cathedraes gothicas" Sá.a terra. ximas de que forjou o broquel de aço puro com que se armou para Não era u m homem. seu caracter tão puro e transparen- 18S9.> ' . a excellencia das duas causas m á - nas plácidas margens do Chuy. seus peras da grande. " O abolicionismo. para o qual Salvador do Mendonça não encontrou t e i m o . e cada vez mais viva. José de Alencar. segundo o testemunho de Getulio das Neves.NTJMS. Uuteo. .'-< " . Poucos mezes após a decretação da Lei Áurea. • • . culto Tas foi o jornalista. o comediographo. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL -•V" •:--''j}hrti **'•' '''•'•' '«iPlfe. a propagar. * figurar na Galeria dos Notáveis da Imprensa do Brasil. á borda do túmulo. âe comparação nem nos Que mais será necessário 3izer. Rio Branco. ••"< s- . da verdadeira unidade nc meio de todo o esplendor daquelles so- com Machado de Assis. não foi senão sempre. ?ujos effeitos me parecem incalculáveis e acima de qualquer elogio e vem a ser a constância e a fidelidade indomita de Joaquim Serra â grande causa dos escravizados. Joaquim Serra realizou prodígios. á massa geral do paiz. que os estudos j á tubro de 18SS. Nogueira da Silva. occupando-eo especialmente da formidável •campanha abolicionista. ccmo impor. partir-se metade de seu próprio ser. que evidentemente. repercutia com eficácia politica e social por todo a demonstração de um temperamento singular de jornalista. confrades extrangeiros. Atravez de todas a s manifestações da sua privilegiada Transportado para um meio maicr.•W^:ASPECTO 1M PARADA DAS FORCAS MILITARES NO DIA 7 DE SETEMBRO ~ . desde este momento. André Rebouças. á 29 de Ou- t e . ou como projecções de que se servem os engenheiros •*. retratam-no maravilhosamente o "deiradeiro adeus" que. o denodado jornalista só parcialmente logrou cia politica e litteraria de Joaquim Serra foi tão persistente e deci- a fortuna de ver a victoria das duas siva no jornalismo brasileiro Ariadne implacável. accrescentou o sábio e verista commenta- " H a . sabendo que esse homem illustre andou. tanto r a caudal do Amazonas. como se fossem reproducções phoiogra- jmicas de um mesmo sitio tomadas de todos os pontos de vista apreciáveis. b e m conto se faz da ogiva a nota obrigada e o fecho trinta annos da nossa vida litteraria. E« assim que o combate asperrimo da existência i. a talha com igual intensidade. era a própria causa em acção. romper telligente n a imprensa politica toda a vida extraordinária de Joa- f as férreas malhas das formidáveis redes que se chamavam a s chaL pas grovernamentaes. po- America do N o r t e . José do Patrocínio. e Joaquim Nabuco — o companheiro inseparável das lutas abolicionistas e dos combates em prol do liberalismo e quem. continuada e in- M. ecoando os violentos clamores da ba- existia visceralmente em Joaquim Serra. lado a lado. antes desta hora. porém.ti%í:.. durante mais de q u i m Serra. sucumbio o notável maranhense. numa acçko persistente. q u e o paiz. obrigado a escrever o glorioso epitaphio E vós. nunca ou- nem nos exemplos da originalíssima vistes. fazendo delia o thema obrigado ^ e todas as galas e lavores daquelle estylo único. para o qual é. conseguem reproduzir mathematicamente a forma dos objectos» E. sua orientação tão completa. mentalidade o poeta. no meio de tudo is-so uma manifestação. " n u m grito lancinante e eloqüente de quem vê. . Do que foi em vida. do vacup aberto por sua morte. em memorável periodo da nossa vida político-social. o maior dos brasileiros vivos ! Assim. desse gigante do jornalismo brasileiro ? Embora traçado com mão canhêstra ahi está o perfil de Joaquim Serra. • • • • •'MZ. resumem. quer na vida publica que na vida particular. o historiador. ! . da descommunal aurora de 15 de Novembro de « o l d e s t ã o oellos e originaes. cujo retrato passa. por assim dizer. segura e sympathica. ««passou o constituir deis avaliar das dimensões desse vulto eminente do jornalismo bra- modelos da culta Europa. Joaquim Nabuco. no entretanto. essas duas palavras — abolição e democracia — dous -grandes symbolos da integração da nossa nacionalidade como povo Mvrfc '. feitos sobre o perfil do grande escriptor dão uma idéa completa ia sua individualidade.

profundamente sinceras que em honra do Brasil. em nome de todos vól Pela amizade constante e fraternal entre e em nome dos vossos respectivos soberano! todos os povos. de nossa de-l a effeito sem grandes abalos. á 1 hora da tarde do dia 7 de Setembro de 1922. em prol dos impulsos da própria Índole popular. As transforna grande solemnidade do Centenário de sua mações mais radicaes . que fazemos. o Papa. neste momento formulamos perante a nação que tão generosamente nos elegeu para represental-a na sua elevadaa funcção de decretar as suas leis. mo» zação internacional ininterruptamente segui. os ardentes votos. dos Soberanos e chefes de Es. pela harmonia. a 1 1 Respondendo á saudação que.S. em nome preoccúpação maior foi sempre a P "*** ^ de S.^» Independência. tsv^o^ ^ A . Capital Federal da Republica — do mais intimo da alma de cada um dos •eus membros. 0 esforço da Nação Brasileira Na esphera da sua política externa. ha cem annos plantado ás margens do Ypiranga e desde então para sempre gravado na historia dos povos livres com as suggestivas palavras do brado Immorredouro — "Inoependencia ou Morte" _ ainda hoje vibrante de enthusiasmo e palpitante de verdade. tem altos idéaes de liberdade e de confraterni. deixamos consignados. cujos corações palpitam commovidos e emocionados por intenso júbilo patriótico e por justificado orgulho cívico.H. para o progre»idolatrada. onde quer que esteja um brasileiro vivo. o Brasil tem » pela gloria brilhante e immarcescivel do consciência de haver contribuído lealmente. Bos Annaes da Camara dos Deputados. so moral e material do mundo. em honra da Pátria. O Impulso & cultura da inteUdicação inteira. pátria medida de suas forças. sem actos que o dimiadorada. não só pelo carie riquíssimo território. dictada comprehensão dos Interesse» xador de Santa Sé. quer no Império. pelo engrandecimento perenne. em sua sede provisória. que recorda o marco primeiro da nossa Independência Politica. mais immedlatos.quer no Império.m ^0> dirigiu o senhor Francisco Cherubini. pátria nossa muito amada. pátria grandiosa o nuam no concerto dos povos. ao bem estar das populações. reunida em sessão extraordinária para isso especialmente convocada. pecial de sua sanüdade o papa. de nossa vida gencia. situado & Avenida Rio Branco. Pela prosperidade crescente.^ ^ r i c r i — ^ «u*-^í-«^ Em honra do Brasil! Foi a seguinte a moção de congratulações «om o povo. 9 A 12 — ANNO I CHRONICA DO CENTENÁRIO P O R T U G A L • BRASIL /Ct. a missão que lhe cabe na obra grandiosa civilização humana. a cujos pés depomos exultantes.-7. de todos os nossos melhores pensamentos.AMERICA BR&SÜ-glRA NUMS. Com essas congratulações. pela solidariequer na Republica. t Brasil. na sessão de 7 de Setembro. embai. «. cujas fronteiras a nhoso sentido do seu contexto. São as seguintes as paladade inquebrantavel de todos os brasileiros: vras do Chefe da Nação: Pela união perpetua e indissolúvel de "Meus senhores — A oração com qu» todos os Estados da nossa Federação: acaba de saudar-me. aos 7 de setembro de 1022".vCy-«**' *. Pela paz.ao< dos estadistas brasil . o Presidente da Republica nítida natu agradeceu com estas palavras.povos.a Independência. Política tradicional. pelo desenLançando um olhar retrospectivo sobr» volvimento. commemorativa do Centenário: "A Camara dos Deputados da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Installada no Palácio da Biblioteca Nacional. encheu-me do Pela integridade absoluta do nosso vasto mais vivo desvanecimento. 4 i / w t ^ . desde a independência. em que dianto naes. na cidade do Rio de Janeiro. sem medir sacrifícios do san gue nosso até o ultimo gotejar. senão tamclarividencia de nossos governos tornou inbém pela manifestação especialissima Q» contestáveis e o patriotismo de nossos paencerra. como pelos o esforço da Nação Brasileira.ção de utilmente servir ao mais nobre tado representados nas commemorações. * ^ . quer na Republica. nem excusada» violências. o illustre embaixador esgente americano. o penhor sagrado e irresgaAbolição e a Republica — foram aqui levada» tavel de todo o nosso amor. attesta o esforço da J 1 ***" Sala das sessões da Camara dos DeputaBrasileira em bem cumprir no seu territor» dos. deante da grandeza do paiz de que são legítimos representantes nesta casa do Congresso Nacional congratula-se com a heróica Nação Brasileira pela passagem desta gloriosa data. do. que approvou a Camara de:: Deputados. especialmente os do contie chefes de Estado. á circuaaté o alento extremo! ção das riquezas. neste momento de júbilo para todo» trícios manterá inexpugnáveis: os brasileiros. lht« idéaes: — a confraternização universal as8. esses cem annos decorridos. extremecida.do sempre a acç. ao aproveitamento das forças econômicas.

Embaixadores e enviados das nações amigas. por factos. peço a Deus realizal-os sempre com O Brasil quiz mostrar ao mundo como usou vantagem. De feto. "effeito. Ex. A admiração do mundo AMERICA da Gloria. generosas e admiráveis. na Conferência de Paris. que es. com servir de obstáculo. Ex.entrada no convivio internacional desde ISIS. onde estão escriptos em característicos indeléveis os feitos gloriosos ao nobre povo brasileiro. o irrito da Liberdade. na pessoa do Presidente da Republica. Presidente. que E* tão longa a Idade dos povos. Saudando o Brasil. em Haya. o tacto e a habilidade com que V. ecoou. O grande gesto da princeza Isabel.. ao inaugurar-se a Exposição Internacional. para o dia da Independência. nem mesmo uma lagrima. que brilha sobre de embaixadores e enviados das nações amide povo depois da primeira pagina. foi interparticular. sciências. ração .e lhe tenham trazido o tributo de sua admiO Brasil ja teria chegado aquella phalhores votos pela felicidade da nossa terra. O começo do século vinte é a época festiva da America Latina. aspiravam sempre uma existência nacional Independente e trabalharam com todas as suas forças para a conquistar. Eis o discurso preferido: Snr. que mebro. dtrigiu a delegação do Brasil. neste dia augustos soberanos e chefes da Estado que a fazer parte do Reino Unido. grangearam para V. commercio: •m uma palavra: o preparou para o dia da emanctpção. e os me. quiz dizer-lhes.dade o Papa Pio XI. Srs. em nome de S. justo. nossa cultura e de nosso trabalho. porque era o sangue portuguez que corria nas velas do joven e nobre principe q u j acabava de pronunciar a phrase histórica: "Independência ou morte! Desde então a generosa Nação Brasileira. Recebendo a visita de chefes de Estado. em nome dos demais quando. as mais encontrarem irmanados no futuro pelos destirespeitosas homenagens ao illustre presiE. nõs nos tituio a sede do governo commum. Sr. embaixador em missão extraordinária. Presidente. seu devotamento. ao rever em pensamento a historia do Brasil. •commlgo os mais ardentes votos pela prosperidade crescente de cada um dos Estados que. antes de tudo. não a illumine sinão para causas no. tfto Joven ainda. do Rio de Janeiro. 9 A 12 — ANNO I 11 é.. para «nbaixadores em missão especial. minhas senhoras. ftz conhecer os sentimentos delicados da civilização e do progresso deste paiz. saudou todos os que vieram trazer ao nosso admirável certamen o concurso de seu esforço e actividade. da. nesta magna data e em nome de tantos e tão grandes povos. que em todos os tempos os povos. Ex. cuja contribuição é de todo inestimável.membros da União e começou a luta porfiaceros pela prosperidade cada vez maior. aqui representaes -em missão especial de affecto e solidariedade". em Sete de Setembro. que não gozavam de liberCENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL dade. C toda uma série de personagens illustres que revelam ao mundo inteiro o desenvolvimento intellectual e a ascendência moral desta nobre nação. Elle lhe deu a educação moral. trazer. Afflrmo — gloriosos destinos. e o nome do eminente jurisconsulto Ruy Barbosa será respeitado tanto pelo historiador como pelo homem de Estado. taes. portanto. passos façâo que dirijo a palavra a V. Ex. Sr. se tivesse querido contar a sua A. mesmo tempo formulamos votos os mais sin. Porque o povo portucruez — que lhe descobriu o genlo e lhe «ultivou a nobreza — a considerou antes como filha do que colônia. sua e dos corações que resultam os grandes be. deste povo que bres. si bem que é da união dos espíritos aos idênticos da mesma origem e as tendente que. que é todo todas as Nações estejam aqui representadas nos de um século parece apenas a adolescênelle um hymno de enthusiasmo á obra da nas festas do Centenário de sua nobre Patr. e aqui se consque será inscrlpto em letras de ouro nos a. nesta solemnl. sua honrosa saudação é a seguinte: Sr. como foi digno da ainda da sua Independência. Presidente. e ao rompida a cordialidade existente entre os dade.lhou e quanto produziu. De José Bonifácio ao barão do Rio Branco. o Papa. se lançava sobre o caminho PORTA PRINCIPAL DA EXPOSIÇÃO . foram sempre os destinos deste granQue o Cruzeiro do Sul. brasileiro para os seus altos destinos. A historia repetirá á posteridade as paginas sublimes. social.NUMS. jamais haver partido a iniciativa de uma sõ luta armada contra qualquer outri nação. naes do Brasil e é para mim uma honra toda associamos com alegria ás festas que recorAo fim de seis annos." independência que logrou e deixal-os' julgar ftttinerlu & vlrllidade sem passar pela Infância. BRASILEIRA j Como o Brasil trabalhou e o que produzio no primeiro século de Independência Em nome do Governo da Repubica» o Ministro da Justiça e Negócios Interiores. removendo tudo o que lhe possa da liberdade nesse século que passou. da Santa Sé.dências iguaes da mesma civilização. unido a Portugal e Algarves. religiosa. 0 Monsenhor Francisco ^Cherubinl. ah ! quanto sangue. ou mesmo de todas as glorias. ha cem annos. dirige o povo nefícios. quando fis marfens do Tplranga. Dir-se-hia que cila passou cem annos a crescer e a robustecer-se. "Senhor presidente. quantas lagrimas não custou essa independência! Felizmente não aconteceu assim para a Nação Brasileira em 1822. Presidente.a cia. porém. como no gas. E' com a maior satis. gentilmente associadas a essa commemoração. sua actividade. E. minha missão. proclamando a abolição da escravatura. dos soberanos e chefes de estado representados nas commetmorações de Sete de SetemE'. desenvolveu suas excellentes dlspoposiçfies para as artes. habilidade. expec:a'mente as nações amigas.dam dias tão gloriosos para o Brasil. nesta hora gratissima. Sr.. a3 maiores sympathias do estrangeiro e deram-lhe um logar de muito maior realce. proferiu o discurso abaixo. senhores. E ' um facto conhecido.. Ao receber esta homenagem.lemos a honra de aqui representar.n. esta grande Nação obrlnha a sua Independência sem derramar uma •6 gota de sangue.esta terra privilegiada para o futuro. agora celebra a sua maioridade no meio das nações mais velhas do mundo. para depois se bre pais. época mais gloriosa passado. se da vida. como o começo do século dezenove foi a época dolorosa das duas lutas pela independência e pela liberdade. a delegação brasileira chamou sobre si a attenção universal. Mas. Na Conferência ca Paz. ser junto a V. honraes a Nação Brasileira. como trabacreveu na historia até 6. o Interprete dos meus illustres collegas.S. de onde resultou separarem-se pelo inteConsidero como a nota mais agradvel da a felicidade sempre mais completa deste no resse particular de cada um. o começo da juventude. Presidente. com Íntima alegria que recordo. asseguro-vos que o povo brasileiro bem lhe comprehende a excepcional significação e ta/. pelo seu saber. em nome de Sua Santi. De quanto acabo de dizer-vos é reconhecimento e recompensa a expressiva saudação com que.

em rápidas linhas. nente de Justiça. se. E ' com a mais sincera evolvendo naturalmente pela propaganda »• cordialidade que levanto a minha taça P* ro.mesmo modo que a Exposição em que proestabelecimentos de assistência.3.honra de hospedar-vos. fazer blica. que para Haverá ahi muitas mostras desse pas.corresponde ou não a essa evolução politica v e m o s que aqui tão dignamente represenblicas como dos Imt>vi". " « m o demonstração de esforços rura. Illmo. sobretudo. felicidade pessoal de cada um de vós e B ea que PU não vejo. da exposição commemorativa do primeiro dência. do Estado recto.nobre e alevantado venhamos ainda fazer Senhores embaixadores e chefes de ml?commemorativas do Centenário. a cidade moderna que actualmente se manidade e brilho para a civilização. que excede de cincoenta mi adhesão ao Evmsrelho dos bons. de dois mil quatrocentos jornaes e revista». . com tropeças. de accôrdo com a recente autorização legis: Esse ultimo effe to ha de vir. na data do primeiro Centenário da 72 °í° e de alumnos de S5 °!° o que revela o eervirão p a r a abrir os olhos aos que se afer. dis-vos-ei ainda que contamos cerra tados do inundo. mil e quinhentos kiiometros de carri» esperam do seu porvir. Eis ahi. geradoras derão dar aos representantes das civilizações prepara a olhos visto? o fortalecimento «3* de males. Embaixadores e pada. a que ides assistir do cas. em sidente da Republica — Do fundo do meu vos o arbitramento como solução primordial missão de paz. Conseguimos fincar na Histo.nen que hoje inauguramos. bastarão para duetora. que o valor da nos não o que vós quizest-s faz«=«r: a reunião do? Xo planalto central de Goyaz realizou-s* povos civilizados.*to do " r a s i l lutu.AMERICA Ni:MS. limitado e j u s t o " . outras patriotas. são. sem incluir Umas servirão para accentuar como os polgante: a dos Estados. com honra e altivez. que n a pecuária oecupamos o «m quasi todos os ramos de trabalho. que lida por substituir ao carcomido nume do Estado archipotente a aspiração.independência politica do Brasil. Realizada a consolidação e garantida a devotadamente o seu concurso á obra da clunidade pátria. dos centros populosos constituem neste mol e m ao Brasil de realçar. cultores das maravilhas de notada. cujo dia se approxima. exigindo em termos imperati. cerU. com a sua presença. Cicatrizada essa chaga.. Sr. naturalmente não ponitária.missão. 'ontorgando-lhes urna prudente da consideração com que o honraes neste momento. victoriosa com a liberCentenário da Independência do Brasil. apenas para qut> do trabalho vindos de tão longe. p a r a um dia. que passamos de três a trinta milhões de habitantes. o mundo n ã j "eja r e s t e quadro. pela com. P a r a isso que o Brasil compenetrado da missão que lh* centenário da independência politica do foi mister afastar do Brasil o fundaor do Im. lhes a grandeza do Brasil. ar. para o futuro. vêm trazer-nos a animação d» seu applauso pelo que temos feito e o est humilde leito receba V. embaixadores e clK-fes *• terceiro ou quarto logar no mundo. talvez mais de um milhão 6« objeNenhuma linguagem fallará melhor do ctos de correspondência postal. Do Rio de Janeiro de 1822.è verdade.ue V. cincoenta mil kiiometros de linhas tekgraphiKllo não se realiza como pretexto pura cas. tornando possível curámos r«-sumir alguns aspectos da nossx lhares de sociedades de auxilio mutuo e caconhecerem-se melhor. uma impressão raça e o augmento da sua capacidade prosomente como hoje. ã alforria dos sexagenáeminente brasileiro. talhada nos moldes mais adiantado» as suas desconfianças e prevenções. Ruy Barbosa. mas. que.nt«jV. digno Pre. Digo-vos. E r a uma das solemntda*» mil kiiometros. urbanos. conselheiro R u y Barbosa. A hygiene e o embellezament» enviados das nações amigas. mento a preoccúpação generalizada no pai* a solemnidade deste acto. < material da Nação aos grandes idéaes «ue a tação dos nascituros. forço pertinaz da nossa adolescente nacionaliE m seguida. a nossa orienmulo do seu apoio e solidariedade ao que " e agradecimentos ao carinho do seu eonvit'.indc o ?ol é o que desejamos justamente a p u r a r agora taes. exemplo do seu bom ra de receber-vos. já deveis ter segura mais animadores. vós que de certo reconhecereis no esRespondendo ao convite que lhe fez o descentralização. Praza ao Altíssima Pai e Senhor do todas 1>J cousas das Repu. estou certo.ria estes marcos da liberdade e justiça." rasgar a pertinaz nuMa^io.luetas sanguinolentas. mas a qu*! assi*. dirigu ao Chefe da Nação Ao meu coração d e brasileiro nada poentão. Epitacio Pessoa.rei entretanto. feita a indepen.«stiir» m . capaz de corresponder. tão nc'—emente. quando a União Federal prova nas espontâneas manifestações de symprogredir. com o s meus das nossas pendências internacionaes. e aos representan. na vida p a n h a abolicionista.seiscentas e cincoenta associações scientifU dos homens e concorreram para leval-os. nos últimos annos.es excedem de dez milhões e quinhentos A grandeza do Brasil extraordinários de intelligencia consumidos mil" contos.os representantes das nações amigas. o Presidente da Republica disse. guiaram na transformação inaugurada em < rios e logo depois a abolição completa da essenador da Republica e juiz da Corte Permade setembro de 1822.Sapraza aos céos já tenho chegado. de 1907 a gados por seus maiores.sempre preoecuparam os nossos homens poso que nos vieram trazer para o bom êxito líticos. ao seu lado os festejos de cano. depois deste passo tão difCi. clamada esta. Ganha essa campanha. a minha ho. que cultura intellectual e da producção das nosridade e que a nossa ultima organização. tem prestai* Brasil" pério. estancámos o trafico afriPresidente da Republica. < e n a de que -. D r . sem agradecW* menagem por esta «. a confiança dos que nica. Na ordem politica. convencer-vos de que alguma coisa temos d u r a n t e o império e principalmente na Repude onde só resultam benefícios para a hu. em nome dos meus com1920. honra que faA vida das nações conta-se por séculos. agra. nessa synthese emcontos de réis só p a r a a União. abandonarem sas terras e fabricas.nosso affecto e da sinceridade de nossa gracremento da sua instrucção. que da instrucção temo» povos devem g u r r d a r certos patrimônios le"Quiz o destino que a mim coubesse a honcuidado com o possível desvelo. r. tes da industria e de todas as manifestações As boas causas da liberdade e da justiça inteiro. cravidão. deço aos Chefes de Estado. collaborar n a diffusâo do ensino prid a lição que nos trazem os povos mais adian. E x . nem de vinte mil para um milhão e hoje se ex mento da pedra fundamental do nove se escutem neste immenso oceano de vagas pressa em quatro milhões de contos: que i tricto Federal. o augmento dos cursos elevou-se de gosto e da sua personalidade ethnica. senhores. ap. sem profundos abalos. P„'ajv>o ao-.passo. Sempre vos diA nova Capita! envoive. tratamos da autonomia das vilzação em que vieis empenhados e ê dign«> A antevisão do Brasil futuro provincias. ainda mais. sem as epidemias dlEm nome do Governo da Republica. nestes campos de de sorpreza. e enfrentarem-se uns aos outros.-aqao. literárias e artísticas. os resultado* comnosco paração com os produetos aperfeiçoados aqui tidão. 9 A 12 — ANNO I BRASILEIRA águas dos nossos portos. n a área já demarcada e pa«* extensão das nossas linhas férrea?? é de trinta h u m a n a s senão os rumores da nossa unisona esse fim destinada. pela federação e pela Republica. Do calor do esforço do paiz. estrangeiro. tivemos que a consolidar. pelo Inr a m á rotina e hão de constituir.vejaes que não temos ficado estacionarios. todo o gênero que facilitaram o bem estar Os congressos scientificos. onde quer que a vossa presença seja mário. re-il'u. isto. surgiu a camrealizações. históricos. P r o a seguinte carta: "Rio.cil do primeiro Centenário da vida emancizimadoras que eram com razão o terror dô. que contamos perto de sessenta mil kiiometros de linha telephoB e merece.arvore da Paz. 7—9—22—134.a renda geral de quatro mil contos em Uil temos agora a receita de quasi um milhão do sado. Vencemos a primeira etapa. o concur.cabe n a scena internacional. mil e quatrocentos! í rapidez de um <i outro extremo da terra.s. laboriosos e livres em torno sa balança commercial cresceu na proporção no dia 7 de setembro a ceremonia do assentado lar de uma nação que se deconstróe. Si o progresso intellectual e material prosperidade e bem estar dos povos e dos S0' em espirito e de co-. fizemos combate do pensamento e do trabalho. plantámos na Constituição a dia ser mais grato do que vêr aqui reunido* e Exmo. pathia que rebentam e se expandem a cada lativa.feito e muito poderemos ainda realizar. que qu. que o valor dos nossos • estabelecimentos f. mais antigas e adeantadas. benéfico estimulo para melhorar e essa data memorável. para que assistisse dade a promessa d0 uma larga politica d» officialmente. c. reunindo-os.o presente pela persuasão. muitos miproximando-os. mas. por terdes vindo festejar desse esforço se farão sentir em breve ainda expostos. Ex. batemo-nos. com tísticos e econômicos. Deus vo? previstas no vasto programmá de n lhões a tonelagem dos navios que sulcnm « i « = abençoe para celebrardes com autoridade no altar das esperanças do século o Officio Divino do culto. que ha tanto no= e podeis verificar comnosco. para assistir a seu lado ás solemnidades tação politica.

ás conquistas de sua actividade. tomando humano e estabelecendo finalmente completos parte na exposição da mdepndencia. 1" — A Capital Federal será oppor tunamente estabelecida no planalto central da Republica. fundado no lebramos . Art. Sr.de todos os meus illustres collegas ao formusil galgou a angustia das suas ruellas de anlar as expressões de profunda apreciação das tanho. 18 de Janeiro de 192:. proclamandialissimas manifestações. com muita nicipaes pelos quaes a sciencia e a perícia dos mil almas. 3° da Constituição Federal. as barreiras que com in" S r . mais sincero desejo de que goze sempre da Rocha Pombo acerescentava que D. corSaudámos a sua memória e saudaremos respondendo a aspirações nascidas de convitambém os seus netos que. é o seguinte: "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. ás peridade.' Estes não sõ attestam os interesses inteíleSr Alexandre Conty. deslocou as montanhas e fez recuar o calorosas boas vindas que recebemos. Rio de Janeiro. o Cor. 3 o — O Poder Executivo mandará proceder a estudos do traçado mais conveniente para uma estrada de ferro que ligue a futura Capital Federal a lugar em communicação ferro-viaria para os portos do Rio de Janeiro e de Santos.400 kiiometros quadrados que.ção desta republica. a Estou certo de interpretar os sentimentos Capital Federal dos Estados Unidos do Bra. Apezar das suas percepções e rearespeito ao direito e na escrupulosa obserlizações. de quasi ill imitadas pospreparação do próprio terreno desta exposi. memó. . que vos enviaram do a independi: ncia. communicando ao Congresso Nacional. históricos. 4. cessos de violências ou effusão de sangue.j. symbolizando a idade da Republica.. c espirito livre do povo brasileiro ganhou as A máxima do imperador D.» estadistas que expuzeram os ricos frutos de tos da grande luta.494. saudou o Brasil nestas pa nado e a perícia technica. não é um passado morto que cedeve ser assegurado pela paz.000 habiAmerica do Norte. P r ^ d e n t * — Meus senhores de nosso paiz. como que nos honraram com sua comparença a< também asseguram o talento altamente treiA terra da promissão grande certamen.dação. tejam á porfia a sua irmã brasileira. a Sete de Setembro e os votos que todos nós formulamos pelo que se reúnem annexos a esta Exposição. um desejo sincero de fazer o bem. a hensão das suas qualidades e propósitos e do conversação cheia de observação e de razão. os povos da Europa. obter a sua benção. a pedra fundamental da futura Capital B^ederal da Republica dos E s tados Unidos do Brasil.contra sua base duradoura na exacta compreneiras amáveis.dades que merece o vosso glorioso passado scientificos. Registamol-o. E ' o tempo da semenOs Estados Unidos da America do Norteira. de guias fortes Os povos da remota Ásia mostram-nos 9 vaüorosos que vos deixaram a herança imaqui que a sua antiga civilização está or. O teor do decreto n.i . 5o •— Ficam revogadas as disposições em contrario. dentro de um anno da data deste decreto. Sr. sa amável e generosa hospitalidade e das )ü os seus progressos maravilhosos assiconstantes manifestações de bôa vontade e gnalam a evolução do paiz mteii o. foi aqui collocada em 7 de setembro de 1922. industria e nas artes. de 18 de janeiro de 1922. e a despeito de uma ma generalizando e tão profundamente arraitrágica dOr.en Presidente da Republica aos embaixadores e municação. ao meio dia. era sóbrio. Presidente. voltasse hoje ao aos idêaeg de sua cultura e ao seu tributo ã determina a extensão em que elles podem civilização. —« Epitacio Pessoa. Art.f-iUpirÒ A 12 — ANNO I festas da Independência. artísticos e econômicos cional do Rio de Janeiro. •— Joaquim Ferreira Chaves. para esse fim especial já estando devidamente medidas e demarcados. Presidente. . por força do art.fico. uma certa aspereza na franqueza. 4o — P a r a a execução deste decreto fica o Poder Executivo autorizado a abrir os créditos necessários. que offerece aos olhos admirados dos teiro suecesso erigistes contra a invmãio do do que me permitte responder ás eloqüentes homens um dos mais bellos espectaculos do . madrugador e poupado. que estão a vosso lavras eloqüentes e vibrantes: Foi um hyinno ardente e sincero. Pedro 1 mais abundante prosperidade. consignada mesmo na Constituição republicana. contribuíram. 4. emboraa sob o cções. o eloqüente discurso que proferiu Rio de Janeiro. uma alma elevada. de tudo este principe íoi dotado de uin gran i senão única do progresso pac. 101° da Independência e 34° da Republica. vigor brasileiro. estas mensagens de cordeu ao appello de José Bonifácio. Pedro I tinha espirito. engenheiros vos habilitam a attender a todas honra e cheios de emoção: Altivamente collocada na margem desta as necessidades civis. fallastes dos congressos Na inauguração da Exposição Interna. que será a Capital da União. á qual a firme e sabia adminis. do qual esperamos a mais segura e mais te. tuirão para sempre a nossa mais g r a t a recorNão podemos celebrar esta data sem evocar a grande figura daquelle que respon. E x . Presidente.os hemispherios pelo que tem realizado o povo dão. qualidaComo indicou V. Art. Mudanças de senso politico e do sentimento da oppor. ainda mal refei. Exposição Todos nósi os trazemos aqui as felic»Sr. Secretario de Estado dos Estados-Unidos da zestes o vasto crescimento do vosso commerEm 1799 não havia ainda 40. com uma placa de bronze. — . á obra serviço em utilizar os recursos deste admirá" S r . de uma pyramide de 33 pedras. essa que relembrava uma aspiração nacional. o feliz futuro dos Estados TTnidos de Brasil. ma. vieram 9 seguros alicerces de liberdade na instituiprestar homenagem. Art. os governos aqui representados. a historia do Brasil des estas que não são para desdenhar. bem como das bases ou do plano geral para a construcção da cidade. de gratidão pelos seus notáveis serphysico. Esta é proeminentemente bre todas as obras fecundas. Antes proporciona uma illustração extraordinária. mais ainda. Pires do Rio. a palavra viva e fácil. de 18 de janeiro de 1922. Si o meu predecessor. fazendo administração imperial sob o estadista mais esclarecido. assegurando a "Tudo para o povo''. mas conferira bênçãos indiziveis á Humanidade. Ex.blicos os sentimentos de admiração de ambos ria e.scientistas. A ceremonia constou da erecção no morro Centenário. a pedra fundamental da fut u r a cidade. desde a amizade por parte do vosso povo. historiadores e poetas pensadores derna. as Republicas latinas da America fes. S. Assim da sua Pátria. políticas radicaes foram realizadas sem extunidade. de solida amizade que enve. pertencem á União. ê um passado notabilissimo porque ê vância dos tratados. De Gabriel que O que os homens trazem â natureza é o que ouviu o grito do Ypiranga.erecivel da sua fortitude e sacrificio e aos» nada de todos os processos da sciencia mo. E ' um privilegio elevabahia. na zona de 14. a fronte cingida com a magnífica palavras de saudação proferidas por vossa excoroa que formam o Pão du Assucar. é hoje completada pelo Brasil denomocratieo que grita.gurará o futuro do seu povo. naquelle local. o estabelecimento de facilidades de comt a n t e s na Capital do Brasil colonial. vieram associar-se hoje á alegria gadas que tornaram futil a opposição. o illustre embaixador de França. recti. Com justo orgulho expuma e a sua admiração sem limites. rivalizam no Brasil na vossa vida intellectual.viços á civilização. em nome das naçõe: ctuaes aqui tão felizmente alimentados. â grande Republica. hoje tem mais de um milhão.. " Tudo para independência. Presidente. a Tijuca e a Seira dos Órgãos. para a a terra da promissão. que gradualmente se foram de tal fôrvéu de um luto cruel.sibilidades.' AMERICA BRASILEIRA mundo. pondo fim ao trafico Todas as nações do mundo. cujo desenvolv:mento Porém. Pedro 1 suas notáveis victorias da paz. da vosmar. assegura a ordem e a prosPagamos o nosso tributo ao passado.tração de V./. respondendo ã saudação do cio. os resultados que obtiver. uma physionomia expressiva e gra. cujo desenvolvimento não asseA participação do mundo na nossa ção. apenas um principio. servindo o povo e pelo povo" impulsos democráticos. Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte: Art. os vários emprehendimentos m p 1822 esta cidade continha já mais de cem chefes da missão.' Essa solemnidade foi assistida por muitas pessoas e pelos representantes designados pelo Governo Federal para esse fim. a sua surpreza seria extreo illustre estadista Charles Evans Hughes. Sr. façanhas de homens heróicos. Ex. vel paiz em proveito da Humanidade. sob uma fôrma effectiva e concreta. cuja actividade resplandece ao longe soabundante colheita. covado.cellencia. tornam púO meu compatriota Debret diz desse monarcha: " D . no dia 7 de Setembro de 1922. 2o — O Poder Executivo tomará as necessárias providencias para que. que constidata memorável de 7 de setembro de 1822.494. contendo x seguinte inscripção: "Era cumprimento du disposto no decreto n. seja collocada no ponto mais apropriado da zona a que se refere o artigo anterior.

Nós emergimos da luta mais terrível da historia. Porém. porém. do u m a mais diffusa prosperidade com todos os seus benefícios inherentes de cultura. Philadelphia. esta t e r r a afortunada que é 0 Brasil. e a nossa reunião aqui é effectivamente a promessa de um futuro de cooperação pacifica. mas expressa a admiração do povo da Republica do Norte pelas vastas excepções da sua Irmã do Sul e por tudo quanto aqui foi feito para o desenvolvimento de um grande povo. o Brasil deu um exemplo á Humanidade. que trazem um encanto durável. vid H u m p h r e y s . A celebração deste Centenário t r a z r e miniscencias do passado. esta cermonia é ainda mais significativa. Desejava poder transmlttir-vos de uma fôrma significativa a s agradáveis impressõ«js que eu tenho recebido durante a minha curta visita. q u e com rapidez e todo o conforto possível e conveniências modernas fizeram recentemente a jornada de New York. S r .quebrando a escravatura e levantando instituições republicanas. do espirito de liberdade do povo brasileiro .AMERICA NCMS. e nojo. de como aprecio as incomparavels bellezas desta scena. e a s incontestáveis adaptações que t r a zem commodidades e conforto á vida modern a . meus senhores — Considero-me feliz pela opportunidade que se m e offerece de ter uma parte na inauguração deste local p a r a o monumento americano do Centenário e especialmente pela oceasião de cumprimentar os meus conterrâneos e os amigos do Brasil e dos Estados Unidos que aqui se r e u n i r a m . S r . Vós. poz um termo para todos os tempos ás pretensões da força bruta. o Secretario do Estado Charles Hughes proferiu o seguinte discurso. Boston. O grito do Ypiranga: "Independência ou Morte" não pôde deixar de relembrar-nos as memoráveis palavras do nosso próprio P a t r i c k H e n r y : "Dae-me liberdade ou dae-me a m o r t e " . Vós progredistes na paz. New Tork e outro» portos cujos navios visitaram com freqüência este porto eoutros portos desta costa nos primeiros annos do século dezenove. isso é apenas a preparação para uma nova era de actividade econômica. houve u m a duradoura apreciação de uma communhão de idéaes e de interesse. Embaixador. Estes bellos dias serão sempre lembrados da fôrma a mais feliz. e. da generosa hospitalidade com a qual tenho sido favorecido por esse povo do coração quente. Ella não só attesta a nossa d u radoura amizade. e. Ministro em Portugal. no a n n o remoto de 180!. Seriamos t a m b é m felizes em saber flu» este monumento ficasse associado no pensamento dos nossos amigos com a fiel avaliação do nossos idéaes e aspirações norte-americana . de Porvidene». sábio e estadista D. encontram u m a fascinação em tenta* imaginar as experiências daquelles marinhriros de Salem. i prosperidade que o futuro reserva para est» povo e as extraordinárias promessas dos serviços que poda p r e s t a r á humanidade. recurso e disposto. O esp ! rito tolerante que aqui se manifestou e a benigna disposição do vosso povo. acima de tudo eu colloco a devoção do povo brasileiro sobre os Idéaes da liberdade e da paz. pre crescentes necessidades da vida civil. Eu estou informado que. Eis a oração do illustre estadista : "Sr.ua do Brasil. sabemos que elles não serão encontrados em fôrmas de meros accôrdos. apezar das nossas h u m a n a s fraquezas e as causas varias de controvérsias. E ' muito apropriado que este m o n u m e n to deva ser erecto como u m a commemoração da histórica amizade entre o Brasil e os E s tados Unidos. a estatua da Amisade. do estabelecimento aqui de u m a sede de autoridade da mãi p á t r i a : da inevitável affirmação de uma vida nacional independente. exprimimos nâo só o nos» tributo no q u e foi conseguido no passado. ê de revelações constantes. que deu a s primeiras bases de instituições ás actividades que tinham que civilizar um continente. do longo e benéfico reinado . n a sua alta expressão. riqueza. Pedro I I . sobretudo. não deve haver mais guerra. aprteiamos as possibilidades illimitadas de seu desenvolvimento. com suecesso. instruiu em 1791 a Da. oito dos estados marítimos da America do Norte negociavam com quasi todos os portoi do continente sul-americano e linhas d* nossos navios tocavam aqui. é inquestionavelmente o pali do vigésimo século. mas só podem ser assegurados se o sentimento de justiça prevalecer sobre quaesquer interesses em conflicto e os homens chegarem sinceramente a prefer i r os processos da razão sobre as lutas da força. bem sabeis com que sinceridade nó« desejamos a independência. de commercio augmentado. o primeiro secretario de Estado norte-americano. e por meio de todas as vicissitudes de uma centena de annos. Estamos tratando de procurar descobrir os meios de preservar a paz no mundo. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL VISTA PARCIAL DA EXPOSIÇÃO . das incontestáveis manifestações de genial disposição e grandeza que caracterizaram o povo brasileiro. meus conterrâneos dos Estados Unidos. dá-lhe melhor segurança que quaesquer riquezas n a t u r a e s ao contentamento e á felicidade que deve ser o fim dos esforços physicos. mais do que nunca. e n t r a nhando-se no interior e obtendo um lampejo dos extraordinários recursos e potencialidade desta terra da promissão. porque soubestes querer a paz. a intacta soberania e integridade politica. m a s a nossa confiança no futuro e o nossi mais serio desejo que a s mais fagueiras esperanças do Brasil se realizem abundantemente .daquelle liberalissimo administrador de elevado espirito. agindo para a erecçâi deste monumento. Presidente. que abençoou ambos os povos com o sentido de pacificas e m u t u a m e n t e beneficentes relações. qij» nos obtivesse todas a s informações possíveis sobre a força. desta prospera Capital em que os recursos da sciencia tem sido dispostos sob u m a efficiente direcção para attender ás s e m . 9 A 12 BRASILEIRA ANNO I mal. não podemos ter melhores desejos para o vosso paiz senão que os idéaes que vós nobremente exprimlstes sejam p a r a sempre afagados pelo vosso povo. Temos os nossos problemas domésticos. como o tenho dito. O nosso governo foi o primeiro a reconhecer a independência do Brasil e desse momento em diante os laços de estima e amizade jamais se quebraram. e a prosperidadt sempre crescente dos povos da America Latina. cuja "força deriva do mesmo poder espiritual". Aquèlles de nôs. como esperamos. minhas senhoras. exaltando a cordialidade entre as duas grandes republicas da America. Massachusetts. 0 symbolo de atnisade Ao ser lançada a pedra fundamental do grandioso monumento que o povo norteamericano offerece ao Brasil. E u tenho prazer em rememorar que Tho» m a s Jcfferson. dos bandeirantes. dos primeiros intrépidos viajantes. e mais recentemente da nossa associação n a momentosa l u t a que salvou a causa da liberdade em si e. Porém. com a determinação de que. cujna cordiaes boas-vindas e constantes considerações e provas de amizade converteram uma oceasião de privilegio official em u m a de r a r a satisfação pessoal. Porém. E m sua longa historia. Presidente. Este. da primitiva organização colonial. meus amigos.

foram criados cinco bases na.marinha de guerra. combatendo as o decreto solemnimente consignado a sete Mas. como instruetor do jogo de guerra. vinda da missão. cordação da nossa amizade histórica avançaisso muito lhe ha de facilitar o desempenho Estão aqui presentes aquèlles que reúnem os mos com respeito mutuo para o gozo das da missão. vaes e dados outras providencias imprescin. e a unidade volveram para a marinha. depois de depois do convívio dos nossos meios navaes.de ser radical. Foi procurando remediar essa situação que o Ilha das Cobras e o porto militar. a reforma. O distíncto official fez parte da embaitudos históricos em papeis para fruição.muito bem que somente em auxilio fraternal verno. Porém. A armada. Felizmente. tensão dessa corporação.mais acertado indicar. E ' com júbilo que vemos a realisação de Não se retruque com o preparo e a competêncomo u m a Ulustraçâo de cooperação benefi. j á foi. nhecimento correlatlvo das obrigações.t u a l . que encontraremos as adaptações que o espirUo xada yankee que. por u m a não ê a base de operações e O povo dos Estados Unidos e o povo «Io militar sim u m a grande força de apparelhamento da operação financeira suave. cente. com a s governo. de primeira ordem. a independência que está firmada no espirito prevalescente da Justiça. pois. resolvido uma das partes do pro. ANNO Inherentes & expansão d a vida de um povo Uvre. a construcção do dique dá leiros estudando actualmente nas Instituições. Julgamos de todo justa a p a dò' respeito mutuo dos direitos com o reco. por lhores possíveis. neos tem executado no Brasil e em outras u m porto militar. mas não ha entre nós sentimentos imperlallsticos. que será composta de 25 simplesmente a independência do poder. aquèlles que trazem os seus es. Não a m bicionamos território. Nós deste hemisphe. n a s to que na variada vida vegetal desse grande homenagem ã Marinha cuja acção foi decisiva mais vagas e Infrutíferas discussões treoricas. a obra que alguns dos nossos conterrârente á defesa nacional.tenções do governo. tembro próximo. desenvolvendo assim um raçados. Assim. por publica amiga. os mesmos anhelos pela de Guerra. mais de discutir. a s affinidades fundamentaes.heróica Marinha. çsus e inimizade. contem uma energias prodigiosas se perdem. pois. emquande Setembro.falta.liberdade sob a lei. de nossa esquadra de guerra. é incontestável a excellen • raçados. O essencial ê t o r n a r cidas de vós todos. num acto digno de sincero louvor. a Marinha de material. como podem demonstrar a dos. que já vão envelhecendo.relhamento inglez tua. Porém. representando a grande R e unimos também aqui os engenheiros. por ora. 9 A 12 —. o regimen da justiça e a diffusão das bênçãos de uma cooperação benéfica. Sem duvida dam-nos que a sciencia não tem fronteiras. O programmá executado no exerApplaudimos. a que não temos dado americanos encaminliar-so-hão para aqui e ros technicos. porém. material nenhum. discutir matéria vencida. deficiente. p a r a a nossa ameaça de aggressão.ções de um progresso racional. o Eu associo-me comvosco neste tributo cujos conhecimentos exactos e trenadas almirante Volgelsang se entendeu com o govermãos muito tem a esperar a natureza. Re.perficiaes. de aceitar. Não é preciso insistir nos benefínâo faltarei de fallar dos philantropos que *e cios que devemos esperar da vinda da missão devotam ao bem-estar das crianças e proteDefesa nacional cção da humanidade. de todo indiscutível. O methodo da paz é o do cia da Ilha Grande. cada paiz de representantes do outro. a s inlhores estudantes das escolas de agricultura E s t a está reduzida á efflciencia de dois enco.2\vɧ. e estamos certos de nossa defesa naval. para a qual nos Indicou o seu goresultados das mais cuidadosas pesquizas a r . effectivo e seguro o nosso appa. conções dedicadas á liberdade e desejamos não tratada a missão. mas para evitar surpresas. e que. sabendo cheologicas. sob o commando do almirante rém. Fomos collaboradores e unidos pela repreparo e competência techina. concluido o programmá adoptado a sete de se.pelo Sr. a liberdade pela qual anhelamos para nôs. com calor e sinceridade o cito.uma realidade produetiva a missão. pesaram portantes controvérsias foram solvidas ou es. por interméos benefícios de cooperação ? Temos institui. Almirante Gomes Pereira. são agora a s m e corpo de homens technicos altamente trena. em essência. que expendemos. juntos ã experiência que nos Não me detive a respeito -do desenvolviporto militar. na reunião de toda a habilida. a Creio que a s g r a t a s estatísticas são conhedíveis á defeza do nosso litoral. de sorte q u e mala temíveis fôrmas de moléstias. afagamos as absoluta competência. á nossa Escola Naval mesmas aspirações. desejamos para os outros e não sustentamos direitos para nós que não accordemos aos outros. depois de u m que o êxito não será menor. educativas dos Estados Unidos e tenho cero teza que muitos dos nossos estudantes norte. senão temos esquecido para outros paizes da America Latina de Ilha Grande e cinco bases navaes. é minguado. que dispensa novos argumentos.dio de nossa embaixada em Washington. Quanto á es. aliás que porto Parece dlcidido que o governo. ainda mais impordesfarte. no refecia de nossos officiaes.no animo do governo a s ponderáveis razões tão em vias de solução.em pratica n a marinha.fim. dotando o Brasil ã-3 o valor da marinhagem.nossas variadas opportunidades.assim resumiu o seu conceito sobre a Marinha E ' especialmente agradável a acção de largas vistas do Governo Brasileiro provendo tembro. para a nossa marinha. davelmente impressionados com a actual ex. marinheiros os estudos graduados no exterior para os me. faltando. um desconhecido para a nossa. Permitiam também q u e eu vos recorde. optimos.de valor assãs problemáticos. não percamos mais o tempo. Evidentemente. paiz encontramos meios de saúde e cura. basta para justificar a vinda da missão. começa a ser posto o desejo sincero e Intenso de encontrar soluperiodo C&o amigável cm vez de causas de desaven. encarregada de estudar o assumpto. doze destroyers e u m a flotilha de qual a g u e r r a . conforme partes da America Latina.resolveu. . O material. AMERICA BRASILEIRA Não errávamos defendendo o ponto de Somente a disposição para a paz é que pode assegurar a paz.que nella se observa. sob a presidência do secreformarão uma narrativa histórica exacta e democraticoi requer e assegura ás satisfa. estabelecer o porto militar na tratamento merecido. presidida feza efficiente. econômica. Muitas das mais im. nos visitou em Secuidadosa. P o r isso.tario de Estado Hughues. que a principio se n ã o e trenó industrial. de longo marasmo. na Ilha Grande.inteirando-se dos meios de que dispõe para porações que ora se acham representadas licidade". poi». o que falta é coordenação. Temos fundo Carl Vogelsang. apenas. adquirirá dois couBrasil são devotados egualmente àos idéaps dá paz. cuja officialidade também conhece. poespecialistas. A missão deve ser. depois de ouvidos os altos conselhei. pois.um dos pontos do nosso programmá. que tem sempre logar pela presença em Fica. que j á dirigiu com a mais e tradição differentes. p a r a lançar siquer uma sombra sobre o trilho do nosso progresso.esse local. tal esquadra. dotando t a n t e que o intercâmbio de produetos é o do defensivo. j á não é tempo uma aurora rutila dessa nova floração. Neste momento auspicioso estamos agra. combinando os pormenores a expressão dos nossos permanentes interesses como eu não possa mencionar todas a s corna sua sempre crescente prosperidade e fe. que é a maior falta sentimento inspirado por comprehensão mu. Certo official grammá de defesa naval do paiz. Prevalecendo-se do ensejo. dispersas. das recompensas do povo brasileiro e nesta no brasileiro. com a missão francesa. mento do commercio entre os nossos paizes. e gloriosa na nossa independência. Desejamos sinceramente ver atravez deste hemispherio u m a paz permanente. baseada em fontes originaes. Ouvi que h a cerca de 250 jovens brasi. pessoal e do estudo das instituições e vida favor de Santa Catharina). de cujos benefíde e força do paiz nos interesses da paz com novo rumo que vão tomando as questões da cios não ê licito duvidar. que terá brasileira: Officiaes excellentes.vista "da necessidade da vinda de uma rio somos felizes de estar livres de qualquer missão naval norte-americana.ceados todas as vantagens offerecidas ódios.íuturo mais prospero se abra para a nossa fôrma a obterem o beneficio da observação colha do local (e nós nos pronunciarmos em lamentavelmente. tornando. sos da razão. Além do Esses elementos.Seja como fôr. a paz tem o seu methodo. E ' esio 0 desejo que fôrma a base dos sentimentos P a n Americanos. sem por cúrpo em todas as difficuldâdes aos proces. As varias organiza. em favor da preferencia aos Porque não deveremos ter paz durável e norte-americanos. O exemplo do exercito ô tão suggestivo. analysados e balancomo artigo de combate — Armemo-nos. não procuramos conquista. sendo certo.nossa força deiiva de mesmo poder espiriavaliando seguramente de seu alto grão do ções que aqui se encontram presentes recor. levar a cabo a tarefa cuja incumbência acaba nesta capital para essa celebração centenária. do re. cuja escolha a commissão naval que nos dê maior garantia de u m a deftíais perfeito conhecimento e comprehensão. E.Não é. quando não falta de todo. houve por lavra firmada na nossa directiva Inicial. As differenças são su.

Eil-a. com a simplicida* que é conhecida. < e. mas que sahio do rio vermelho do povo. no Centenário da Independência. o egrégio D r . (Bravos! palmas). p a r a o futuro. que para sempre ficamos hmãos. com t a n t a gravidade. que a tradição a lingua. Epi cia que é sabida. E'. profundamente sensibilizado. sobretudo. ainda. Antônio José de Almeida.. as par lavras que me acabam de ser dirigidas. figura transitória da vida publica do meu paiz. visto que me encontro no penúltimo escalão daquelles cargos e obrigações que ^ Nação Portugueza me commetteu e que me impoz. devotados á terra e respeitando as leis. ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA (Presi- dente da Republica de P o r t u g a l ) : — S r . penetrando as razões históricas e psychologicas de 1622. uma das mais possantes e formosas P á t r i a s que têm existido sobre a Terra. o grande estadista. muitíssimo brasileiras: "Muito obrigado" Esta a solução que eu tomaria se não receiasse que o laconismo de minha manifestação de gratidão pudesse porventura offender á generalidade. desde já. mais beíleza e mais felicidade a todo. absorto. nada vos posso trazer que tenha valor. ainda mais. á amabilidade. que são muitíssimo portuguezas. 9 A 12 — BRASILEIRA ANNO I Saudação do Presidente de Portugal ao Brasil Foi com essas palavras ardentes e sinceras que o eminente Presidente Antônio José de Almeida saudou o Brasil. O quinto será logo.! manifestação que me enlevou. j á naquella época impossivel. para se unirem sob a aza da sua tradição a n «estral. veio nos trazer o seu saudar alegre e caloroso. outro. seria dizer somente estas duas palavras. Águas Brasileiras. aue rige a vida das nações. Em nome de Portugal. senta as infinitas alegrias do Brasil. experimento a immerecida fortuna de ser o mensageiro da fraternidade inviolada que a minha terr a sente pela vossa terra admirável. do que o próprio orgulho de ser Chefe do grande Povo que. numa sincera. que é o amor dos Portuguezes á vossa P á t r i a acolhedora e resplandecente. numa leal. leis i»*** fazem que no Brasil. quando o Brasil livre se unio ao velho Portugal por um laço de amor e de fé." o fizeram. (Bravòê. saudando a minha vinda a esta Capital. tenho a honra de saudar o Brasil. Brasileiros e Portuguezes. Mas no meu coração conduzo até vós um sen. após o honroso convite do Sr.primeiro foi-a minha entrada em ter. pensando bem. o banho lustrai da amizade desta população. muito beml). mostrou que se o Brasil não se fizesse independente. Portugal sem mais forças para domar o gigante americano. proclamando-se independentes no momento em que A CHEGADA 1>0 KXMO. estou convencido de que a melhor maneira de responder ás eloqüentes homenagens que aqui me foram lidas. porque tive occa-ião de ver -lue o povo do Brasil comprehendeu admiravelmente o acto significativo que me tinha traz\«n aqui. Pátria fecunda e generosa onde. — Antônio José de Almeida. render meu pr*»» a esse principio superior e soberano. Depois dos discursos dos Presidentes do Sen a d o e da Camara dos Deputados. de que somos u m a gloria viva e perpetua. muito bem). o homem 1**£ lista e respeitador da lei. n a seqüência de um destino eterno. como desapparereriam o poder da raça e da lingua. tendo eu sido um homíra q«ae sahio mollecula de água insignificante. Dr. satisfação sem par de ver que nesse rio mergulhava novamente. Presidente da Republica Brasileira. p r o funda e esclarecida. O terceiro neto foi a minha ida ao Palácio do Cattcte. não poderia evitar a desagregação brasileira e a obra imperecivel. formando uma espeois de ^^_ em que todos os seus componente* €X . eu. Mais. que quizessem sentir. P R E S I D E N T E D E P O R T O » AL Ouvi. Respondendo aos altos interpretes aa soberania nacional. de amor e de enthusiasmo: "Aos brasileiros — Ao entrar na Bahia de Guanabara. Presidentes do Senado F e deral e da Camara dos Deputados. B o penúltimo é este. O segundo foi a manifestação que recebi' nc percurso. Dr.horas. meus senhores! tacio Pessoa. minhas se r. que ha-de ficar ^como uma das paginas mais memoráveis da comtnemoração que celebramos e a que sua presença deu tanto fulgor e realce. SU. que me enchi» 8 de prazer. Collaboradores da mesma obra de civilização. no Brasil. se é possível. como se fora a sua. tive . o Ex. ao espirito fraternal que animou as vossas saudações. a nós. His.i ra brasileira e o meu aperto de mão ao 11i lustre Presidente do Brasil. n u m a nòbilissima franqueza.. estou num acto importantíssimo de minha missão. tão juntos temos trabalhado. proferio uma oração notabilissima e nellá. outr'ora. Homem simples e modesto. que construirá. mas ambos elles proferidos com t a n t a lealdade. como duas águias oriundas dos cerros da Lusitânia. os costumes e.os povos. tomando como oom agouro para a minna mis são.no Brasil. fez uma pathetica creação do mundos. mais nos approximamos ainda. á ternura. que . A oração que vamos reproduzir é uma pagina fulgente. 16 de Setembro de 1922. quando eu for ao premo Tribunal Federal. o Sr. que tem feito as leis q regulam x> portentoso B r * * . trocando-se dous discursos. iria desappu-ecer. n a pessoa insigne de seu Presidente. desde o ponto em que desembarquei até o Palácio Guanabara. no momento do Centenário da vossa independência. por mim. que devemos amar fervorosamente. um com a eloquen- PORTUGAL E O CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A saudação ao povo brasileiro Foi u m a sessão memorável a de 20 de Se tembro. em que os representantes do povo das l u a s casas do Congresso Nacional reuniramse p a r a saudar o eminente Presidente de Portugal. em que as duas Pátrias como que suspendem o véo. E n u m a ardente explicação. Sr. repassados do mais cordial e sincero affecto pela Pátria Irmã. Verdadeiramente. segundo a versão official: -O SR. Venho visitar este paiz de maravilha com a tremula emoção de quem pratica um acto religioso em que o espirito ee sente arrebatado para além do espaço e do tempo. .AMERICA \ITM<4. o sangue tornaram mais estreito. gloria que evocamos nesse momento de júbilo. (Bravos. o calor do agazalho commum. trabalham honradamente tantos filhos queridos de Portugal.') O. por um instante. em que venho aq^ saudar o Congresso da Republica F c d e r ~ ' se sábio Congresso. timento immorredouro. contemplando. com tanta honestidade. p a r a lhe m o s t r a r bem claramente como Portugal. Brasileiros. porque. um marco novo n» vida dos dous grandes paizes. cessados os resentimentos de sujeição. a melhor bahia do mundo. (Muito bem! applausos calorosos). federação " " " " V ^ Estados se acham. que planta*. o esforço sobrehumano das gerações predestinadas. honradas com o patrimônio que nos legou o povo heróico e que havemos de engrandecer.immensímente sepa««W£ uns dos o u t r o s / seja conseguido que d W téjám ao mesmo tempo tão unidos e tâo ^ gr ximos. m a n i f e s t a i ção desse generoso povo do Rio de Jinelro.de vir aqui realizar. para dar mais força. a liberdade do Brasil manteve a gloria de Portugal. Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Assim não. Antônio José de Almeida agradeceu aos Brasileiros "o favor que elles nos prestaram. e que. numa emoção j religiosa. neste Instante.ê u m a das glorias da tribuna portugueza.

sendo sempre o Prata. é que os Srs. Fazem bem ! Elle é um symbolo para leal. população. qualquer cousa posibem). podemos diconduzio aqui.) acompanhavam. nós. palmas). deste ou da. que está fora do grêmio das r e nossa empreza formidável. alguma razão tinha para i s t o . veio também em nome do amor de ar salino das águas que a s envolviam. „ . Império Romano que. brasileiros. aqui. em todos os povos.pendência podia ser o 21 de Fevereiro. ainda Que seria dos senhores. para nós. tendo seu centro para gadas) . Digo isso sem suspeita de lisonja. tão vasto e tão extraordinásentar perante o povo. ••': E eu. brasileiros e pordonatário desta arra e o verdadeiro descores de mundos. (Muito bem). que não fosse este "Independência ria. ». é facto único na historia do berações da metrópole. em que o Principe declarou além. feli. em que o Príncipe acei.bridor delia.tiveram desde logo. . em nome de Portugal. feriram a nota preciza. «ue é o impulso magnânimo em J u n mente nada poderia ensinar a VV. que não "Defensor . do .. (Muito bem. que a sua imaginação fogosa pudesse symbolo augusto da intelligencia. . . a continuação do poder da nossa raçr (bravos. decer aos Brasileiros o favor que elles nos e andaram habilmente. é mais sincero. que os s e assim. saudando de lá o Christo.j « u e n t a ) . no mesmo dia solemn© em De resto. ao entrar n a Bahia de Guanabara. nas suas mensa. . porque. noticiando a descoberta da terra do Brasil. r e t a l h a d a . como j á tem sido dito. bravos. riamos perdido aqui: a hospitalidade para os nossos compatriotas. se entrasse além. essa lingua admirável que falíamos? (Bravos. . em absoluto aceitável E ' por isso que os senhores estão aforque cumprimento protocollar. como es. cumpria tamEm primeiro lugar. indo de en. a data formal. que a Cruz de Christo se cravou aqui em mo j á o significara a bordo do vapor que me com uma igualdade extranha e.pura expressão espiritual sem se enredar deengrenagens pois ido dirigir e interpretar a liberdade em do a Regência impoz o "cumpra-se" ás deli | masiadamente n a s complicadas .: que o Principe. que aqui tinha dirigido e in. e a t é o de uma varanda que ainda hontem commo(Muito bem. sob a nossa tutella. estávamos. do Christo que para os uma data chronologica que foi precizo apresenhores é como que um Patrono do progresImpério Romano. para agraOs S r s . porque a verdade nhores têm sempre demonstrado em toda a mano. esta era certamente a melhor.) religião que não teve os exagSr. nos momentos supremos. fomos grandes invento. Assim. senhores.dência ou morte" em nome de todos que o Deus. a Independência em grande parte e a t é em s u a parte princi(apoiados. de não o ter visto lá.pendência podiaconferido ser o 3 pela de Junho. Portuguezes. que seria dos senhores. a alma Foi nesse dia. se crearam uma vida pro.Data d a indeterpretado a independência do Brasil. n u m como se reuniram os primeiros constituintes. i oas theologias disputadoras. devo dizer. Fevereiro. gritou "Independência ou guez. a seiva pujante que ia dentro sei. escolheram a data do Ypiranga. a base das virtu. marcou bem Como aquèlles que mais crêm neste munbilltados. além. Em segundo lugar. . creio. fomos prodigiosos semeado. num tamente. que lhes tomariam conta desta ou daquella parcella. pela justiça. E E x . do Amazonas até mo fecho a este primeiro cyclo de sua histomais profundo. se Pedro Alvares Cabral. guardem a sua independência e não roír. ' um ° se/u sem a menor espécie de hesitação. pouco a pouco. . inde.) pos antigos. . . arrependida de o ter chamado tiva.-prendente que. & altura tanta de toda a espécie de conveniências. que empregáramos. Presidente da geros mortíferos que deu a Inquisição em derou que o caso era de tal ordem que o Republica do Brasil. . muito bem! Vivas acclamaçocst) foi a data decisiva.. E E x . pela li.mundo. porque não tenho a E que seria de nós.diatamente do acto e da proclamação. Demais. embora tardiamente. declarou. sendo a religião dos Portugens. mas. nes. repito.morte! " em nome de todos.vidamente me indicou o S r . é outro brado devia erguer-se.. (Muito bem) Os Portugal.berdade. . com sua esquadra veio aqui em nome do amor to do globo. Presidente da Camara dos Deputados pon. que acon. da civilização brasileira. que o dia 7 é nhores tem representado uma espécie de comdo seu coração. quan. A razão era desvendar aqui um differenças de tempo e de espaço. que com minha sciencia foi esculptura de mármore em Anthero de BRASILEIRA pria. no fundo do ta cidade do Rio de Janeiro. mente a Humanidade. muito bem). acclamações. mais do que to. em contacto com a natureza.• *>3.do Brasil vem multo de longe. os nossos braços possan. uma religião que. após a Independência. Portuguezes. dizenainda agora. proclamando-se indepen. para traz das costas lançou um homem que se intitula livre pensador o Assim M. I aoertamente a era dos sacrifícios. Bravos). collocando no Corcovado a imagem d e Christo. . dando foros de nação á colônia que então e r a o Brasil. porque souberam crear aqui VV . a manutenção de nossas tradições.da independência. de ! beldes. onde refluía. Bem terras de Portugal.menor duvida em vos confessar Igualmente. . eu tinha um pezar enorme. vem dos tem. Nunca isto esteve.cava "pela vontade do povo". (muito-bem! bravos!) desse panheiro de a r m a s . têm sabido crear com o mundo e é por isso que digo a W . „ . . (muito bem. com toda a sincenNade — i podia demonstrar. pois queza que tive pena. mais tarde. nem devermos conserval-os sob a nossa acção. (Muito bem. que foi a esdizer. (üaLaP0Íad0S . nós? o povoam. a escolherem alguma daqueldentes no momento em que o fizeram. a data em ria saudal-o na minha qualidade de PortuRapidamente me explico. na essência democrática todas as consciências. sem . para lhe dar concreso. tes fizeram surgir das ondas. a despeito das pação dos escravos nesse sorprendente Castro Portuguezes. na altura em que vim. numa palavra. passou a denominal-o — mundo roapprehender com facilidade. (Bravos.do. codo todo o Império. Brasil". (Mui. Muito bem). Da independência po*• .| des cívicas e das glorias históricas (muito que.. E E x . e qual alguém poderia encontrar qualquer vis. em toda a par. em caso algum. distribuía pela peripheria. Palmas). Quando Pedro Vaz de Caminha escreveu ao seu Rei. religião que s e conservou como mesmo Principe. muito bem. . em que tou o titulo. mente u m dever de portuguez. porque queto bem. a s u a harmonia. ligiões reveladas. do grand-5 Alves! (Muito bem. _ . acredito num ente mysterioso e eterno independente na hora em que o fez. palmas prolon. . . .tugal. da civilização.da Pátria. para todos que amam sinceraestou aqui. . empregou estes termos: " e Deus que aqui nos trouxe. quilla ordem nos espíritos e nas consciências. que. ao que consta. porque o A lingua que foi inspiração épica em Camomento não sabem v v v í ° P P ° r t U n 0 e ' d e r e s t o ' b e m | m õ e s ' <*ue f o i ^ " o flebil em Bernardes. pelo direito. não cumpria soauelle trato de terra? (Palmas. que queiro. ' cital-os pela sua Independência.ü . no mys erio das cousas dirigirá eternamente o mundo e a s acções dos homens que teceria. (Mui. devo dizer-lhes.não tem duvida em reconhecer aqui. tiveram umas poucas de datas sua vida publica. .mente. porque os homens bém um dever de cidadão.pal. aliás. do a todo o paiz que dahi em diante nenhum Xão! O meu intuito é mais rasgado. como em i contro a qualquer idéa de interesse p r o toda a parte. que sao He. nabara. meus amigos. Não tenho duvida em lhes dizer que do Brasil" vós. " aeraeS) absoluta Ü L . á amizade que ficou sempre ligando o Da independência podia ser o dia 9 de guezes decorreu sempre com serena e t r a n Brasil a Portugal. a nós. mas que é um livre pensaduvida alguma pelo próprio ingente esforço prlo ou pessoal. . ainda a s mais r ea venho aqui. para Portugal. . . referiram-se. em nome de Portugal. terras novas ainda beijadas pelo bravos) em que o Príncipe gritando "indepen. absoluta. VV E E x . . do Christo que para os sezer. acclamações) e. andaram intelligenteEu próprio devo dizer com toda a franprestaram. s<m podermos. vão dar um ultilumbre de resignação. (P^vos! Muit0 bem). vem quasi do dia da descoberta.las datas. que. muito bem) em dor profundamente religioso. um pouco exhaustos e de. que seria de bem). como to bem! Bravos'. que foi. porque encontramos quasi como u m a predestinação eloqüente n a s linhas e a t é nas entrelinhas da carta de Pedro Vaz de Caminha. . porque. Finalmente.tuguezes. havia de ser aquillo que hoje ê o Brasil. do Christo que é para os senhores um dado instante. em não estar cá no dia 7. que fiPortugal. da independência (muito rio que a historia. que o Principe. vim. no intuito dos apresentar-se como producção. seguidos immetunadamente andando n a sua vida política. (apoiados. que sanem v v E E x . dia ser o 13 de Maio.) Facto é este tão raro e tão w .que considero esse Christo como sendo meu . o Brasil se não tivesse proclamado j sempre. tinha de. não conheço em toda a historia tupenda realização da poesia harmonizada fazer daqui uma colônia que enriquecesse Pordo mundo senão este caso impar que podo com a liberdade e harmonizada com a emanci.um instituto religioso.. (Muito bem. • por estatuto político. vindo eu aqui. n a Bahia de Guajeitos & cobiça de adversários e Inimigos a tempo. porquanto.ram também aqui oontra Portugal. portuguezes se revoltares de civilizações. finalmente. que foi o sonho de amor em Gonçalcousa nenhuma precizam aprender — devo Era a predestinação! A razão não seria ves Dias e Casemiro de Abreu. ' J E ' certo.N-U^S. tudo te.da. em realidade. o que não faço. como tendo sido o primeiro e melhor Nós. 9 A 12 — ANNO 1 AMERICA do em volta do centro commwn. symbolo.

é a comprehensão de que eu não desempenhei a sua administração. não é verdade ? — longadas salvas.da immensa vastidão do nosso território. imprensa.n o s honrados tranlsorevendo «SM» l l U e passámos.beça curvada e o peito anceiado ?! dissipa o equivoco.ie rebellado (Muilu h m. Isto ê vulgar e é trivial. satisfeito' o que se ouviu. como lado do atlântico. ao Sr. Tem acontecido rigos infernaes <i quasi incomprehensiveis.com esta. Ao contrario. festa da raça como remo. Sabem os Srs. fallou alli a linguagem enquadrada das sole. Esse grito. liberdade de commercio e de (apoiados.esta Capital. leaes e sinceras. Pro. prazer.os portuguezes em 1822. que as conveniências quer aventureiro. tem tão alta signiporque de facto meu corpo tenha cedido ao nossas fortalezas. escolas. alliados ené a pena do pezar. verno de si mesmo. à todos elles ! Que é que me farão quando me qual a presença de V. a pressão a de angustia. Anthero de Quental — o chamo de "nosso". guia a minha ^ ^ (Palmas prolongadas).dável julgamento: é dizer — " E os Srs. porque tica. „ „ . abrindo-lhe os porto*. e recommendava: "Cuida. exercito. a troca de saudações entre nacionalidade. Eu fui na vossa missão. com passo incerto. As» orações memorá. . Para que foste tu lã. a bem ^ rjn» deixaram aqui o seu sangue :'e as suas pulsando ao mesmo r y t h m o de -cordialidade e interrompidas. sao vez acreditar que.commemora o primeiro centenário de nua S l . Disto é que tenho receio. .nha desta hora. dos capitães. para que o Brasil não deixasse de se . do outro já consolidado — a unidade nacional dentro ap sol ! T a n t a s vezes. deviam ter encontrado me. e piostra a toda a luz que Não sei. no momento em que o Brasil Não vos quero tirar muito tempo. se não í . ns rações de todos os portuguezes e brasileiros. Pôde vir a morte amanha. que vou pagar isto com gios. Palmas)* . e o seu credo religioso como devia e como queria. trago.AMERICA BRASILEIRA NI MS. porque é a re. nem foram. pôde vir neste instante e levar.portugueza de D. como quena. porque o dizeis por ouete official do Palácio do Cattete. talsileiros me têm tribuitado. u elles. já sei o q u e se vai seguir de1821. Q"« ^ são OS mortos '">•>. dõs mortos. dos batalhado. por ella passaram sôde. que cansaço physico destes dias. por ella. não falles alto demais porquei a O SR. nessa commemoraçao. prio me imponho ? Peior que a vossa. das nos. por ella tiveram os apavorantes naufráfendeu contra a cobiça dos invasores? Por uma tristeza maior. está no fundo das b e m justifica a profunda commoção com que nha alma se sente tão esmagada pelas pro.histórico. Sinto-me extraordinariamente feliz neste mo. ou meln . as almas desunir. elles dirão: "Oh ! hòmém introde affecto. com a sua politica. e n t r o os dois povos. a minha benevolência p a r a commigo não podia ser pe. só os seus « .fpr. eu sei que vou pagar isto com mes. a representa.que elle merece que se diga e que. Presidente Epitacio Pessoa. esse "verbo quasi divino" ^ n t t o i o . a r r a s t a r a m peque. o que nós soffremos. digo de novo.politica das Cortes de Lisboa. t « moral (Bravos. porém. vas de benevolência e de amizade que os bra.e-ntre os dois ramos do mesmo povo.ficação e importância transcendente.meida e ao Sr. o grito do Yphanga. lá dizia o nosso geraes). tudo quanto podia conduzir-nos * do.veis dos dois presidentes. Ex.Ue*. armada. meios de transporte. Pedro. sendo tudo grande. desde que sé detuguezes. cs Presidentes de Portugal e do Brasil. sei que cr estreitaram até o inexpressivo. muito bem). A visita de V.nossas cathedraes.lhor interprete para saudar a este immenso ra. é o sentimento do ter vinsuccede infallivelmente um momento de det r e si. já o nosso paiz tinha seis annos de vida pois" da alegria intensa que tenho tido aqui: A Independência. por. se mesmo em 1822.VNU l e mais fulgor da m e s m a raça. empenhadas alma se -tem erguido.ra sem separar. mas de brasileiros e portuguezes. ü lagrimas. que. por ver a harmonia en. ede. os s. João VI. PresidentAntônio José de Al. mas porque im. ha outros que me hão de julga' não de um triumpho de brasileiros contra por. contra a orientação retrograda e imdo a esta terra onde. ao deixar »* Não digaes que nao. a este formidável Brasil. como disse ufano o illustre Dr. no ban. porque não venho fallar' só em -nomo dos vivos senão também em nome gloria partilha. dizer. por generosidade. de u m paiz que elle descobrio. e saldadas com ganho. prolongamento levo. realmente. mas ha outros juizes que temo e de qu> cie Sete de Setembro no seu sentido exacto. tantas. entrarei quando mais não seja pela falta mi. dos nossos castros. em palavras fran. d Repubilca Brasilei. que lá estão. cheia de alegrias.é hoje. quaes são esses juizes ? para nelle crear uma grande pátria. em io-~. mas destinos das Cortes de Lisboa. Um exame menos pôde vir logo. nome das vozes sagradas quei. Acclamações á cas. nao res. como portuguezes e filhos de portuguezes nao * terminou a minha vinda aqui. os E s p e t o menos oba-i-v-lorca poderão. palmas). no q u e considero esta hora uma das minhas ho. numa palavra.industria. mas um protesto vibrante contra | ^ pela anciã e pelo desespero. bibliotueporque ê de todos nós. presentação grave que.monarcha a previa.s e fotre Brasileiros e Portuguezes. não importa ! Irei para a outra «xisten. cm E ' o caso. partido da ali* me arreceio. que Por que não haveria Portugal de commtmento.nem podia ser um brado de guerra con r sempre arreceiado e a u m tempo dominado que Portugal não descobriu. Qual ê a pena que a mim prómenos estão envolvidos no turbilhão da políu m a luta de brasieiros contra portuguezes. cuidou logo vêm as sombras do crepúsculo. Sempre ! Tantas vezes.' de império do futuro: Quando elle partio. a cada periodo de alegria ou prazer. os que aqui" lutaram. (Bravos ! Muito bem. tantos portuguezes uma infelicidade tremenda. dos actos do pai. confesso sou incapaz de dizer deile ! " (Não apoiados exactamenie de prcjparar o paiz para o Gosi sempre as trevas do anoitecer. entretanto. ficarão gravadas nos co. ção dos heróes. pára maior gloria das duas pátrias comnosco nao se sentiram. pelas boccas dos chefes das pelo filho ás margens do ribeirão paulistacommigo e declararão. a sua justiça. um pássaro a espanejar-se em. mas uma data luso-brasileira. Fei-o com o propósito detristeza pód e acordar e suffocar-te e fazer o Brasil ! Viva Portugal ! clarado e firme de formar. — são os Gamas.o que estamos festejando.desta vida i n f n i t a em que acredito e na qua) ^ ctoria que os brasileiros alcançaram contri ras mais felizes. que os seus treze annos de administração.Portugal.sas cidadelas ! E ' o que. fui acontece na de todos os homens que mais ou Não ! A guerra da independência não foi inferior a eila. porque também sâr nações irmãs. Ex. para que Portugal fosso o aue discursos. ou cujos corpos separara o que vieram aqui.hM-fs..5 que fizeram ? Fizeram u m a obra maravilhomorar hoje comnosco a emancipação politica sa e estupenda.de palmas. logo me. no Brasil. y A 12 — A.dando-lhe arte. feitos commigo. batendo ao vento í Tantas ! Mas. tantas.força irresistível da evolução natural d e 8 "" mens d i s descobertas das conquistas. vias de comdous compartimentos. em uma e noutro a tristeza. e saldadas com lucro. pois. Ninguém mais trabalhou pela indepense dentro lhe tivessem plantado uma bandei. neste momento cia com as minhas contas saldadas. sem dizer houverem de julgar lá. tenho u m a única maneira de fu. dizendo delle aquillo dência do Brasil do que D. mettrdo » falaz. Essa formação já o velho (Não apoiados gttraes). que falia o podias interpretar o nosso pensamento. . academias.s estou singularmente cheio de fadiga. é antes u m a data da raça.Ias nossas capellas. >v.us conselhos. de cuja Fez-se a independência. Não se nossas plagas. foi a integração do grande feito aada mais foi do que a conseqüência logi» bons. actos protocolares. povoou e defen. é aquillo que está ligado á s ruínas de independência politica. qué *W os ho. depois. se dissimula o júbilo nacional pela viNão devo.r antes delle. a alta missão df Sobralevou o significado commum dos — condições essenciaes á formação da nova que fui incumbido. F. com a ca. muito bem. terminar. deu o Brasil para reduzil-o á vassalagem. com applausos * e peranta cujas sombras. palavra. a verdadeiro consolo a minha alma de lutado!. ••Sr presidente. tanto que. reconheço. que são cas. Os portuguezes Aue » * 1 Q9'« cOlflO H t . aconselhava o filho a pôr na amabilidade.auperficial do acontecimento. e não haver sabido corresponder a ella em destruir a obra que vários séculos haviam se tivesse» dentro. Assim. as paixões idioma admirável. daJo Portuguezes vivos. ANTÔNIO JOSÉ' DE ALMEIDA — Viva vida de soberania. Xun'Al vares.municação. estando num o prazei ra. tenho andado accentuou o presidente Epitacio Pessoa. as suas d o u t u n a s apresentar como se apresenta nesta hora ! Discurso do Presidente Epitacio Pessoa IZní v e r d a d e . é o que dorme no silencio ê recebida por todos os brasileiros. que Antônio Jpsé'd«> Almeida. dá excepcional requasi me fazem sossobrar. vêm qua. de nascimento se bateram ao lado dos brasisempre assim na minha existência. que são os nossos' mortos. os Pedro Alvares Cabral. ella vibra. povoou e deEu sei. e sempre E que lhes aconteceu ? A morte ? F o r a m feleiros pela obra da independência ? lizes. culturas. As reações. São os mortos.cabeça a nova coroa antes que o fizesse qualSei que os senhores se declararão satismnidades diplomáticas. ?ir ã responsabilidade tremenda desse formi. que no coração ha Republica Portugueza. o granque desappareças. porque são bons.

5 i« melhoi ouro de I\ guagem humana e dispõe de um poder plástico sem igual. tendo mais condições de vida própria do que tantos outros povos que.a-tdo a». A independência do Brasil não data ne grito de Ypiranga. que cabe em partilha ao Brasil. E o nosso encontro aqui. te do Sr. o seu governo. porque se vinha formando lentamente na consciência nacional. qui-. 9 A 12 — ANNO I AMERICA se sentem hoje. Foi uma emoção profunda e intensa a poderoso e resplandescente. Ex.sil independente de bole tem pol'. Como V. independente de hoje a energia. Eu vim aqui nu exclusivo intuito de reconhecer aquella outra. que é. sob aspecto 1 differentt. ambas ellas de a m a r áiiwsra mente a flcmocracia. de facto. e erguemd. apezar de colônia. e celebrai-o é realizai uma festa da raça Em verdade. feita da velha tradição s-inceros pelas suas mutuas felicidades.-. que nenhuma força seria capaz de impedir. pois. na pessoa d.i. desappareceu sem demora. assim. era a revolução liberal aqui. e do grande Brasil tem sabido crear uma civilização pró. o que ja guardarei perduravel recordação. portugueza. a render.* maior gloria do seu grande passado. governam e dirigem as duas nações. individual e collectiva. o disse: o Sete de Setembro" é uma data luso-brasileira. de progresso e de emprehendimentos ousados que levaram os portuguezas ao descobrimento e impelliram os brasileiros á independência. emoora. q u e tem dado prrvas. neste momento. Unia lingua in-«ianparavel que retltr. E. pectaculo sublime de louvor da raça. senhor Presidente. afinal. como á primeira vista pucVa suppor-se. uma vez sentio em si a acção de forças indomáveis que a levaram ao legitimo afastamento E ' esse o motivo que determinou V. isto é. se reunam hoje também. mais feito. já que o o sentimento fraterno que enleia os seus co rações.. com apparencia de indepcndente. com o maisintimo regosijo iiue. Discurso do Presidente Antônio Almeida José de Sr.j X. senhor Prerrdente. na coin. portanto. mas. dos («r.ço a V. nesta data ha gloria que chegue para todos. As forçi». faço voto. Portugal deseobrio. Que outra coisa é preciso para qu«_. a revolta contra _. de desu lação e despeito do que de má vontade. r Brasil. foi desde cedo na ção. ao longo ü* historia. para tomar a porção do gloria que lhe pertence. sabia por depoimentos alheios. em cuje honra levanto a minha taça. devo declarar francamente que não vim aqui com mandato da minha Pátria. em parte. ella partio de mais longe. R.ou reconhecendo. no exacto cumprimento doa destinos históricos. conseqüência de uma evolução inexorável. O discurso vibrantantos outros equivalentes. As mesmas instituições re publicanas. P R E S I D E N T E DE PORTUGAL: AO POVO DO RIO DE JANEIRO neira inexcedivel de enthusiasmo e carinho Senhor Presidente. Nenhum povo deve menosprezar as honradas origens que teve. a fórmula da própria independência. que em caso nenhum a vontade dos homens o pôde quebrar. cobiça dos extra nsfiror. com jus. mesrn oppressão só podia revestir um aspecto.Os brasileiros séntem-se em Portugu. E nesta missão de que venho Investido t que teve hontem tão auspicioso inicio na ma BRASILEIRA '-. tendo um radores das duas Pátrias.desse verbo quasi divino. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DISCURSO DO EXM. ú s portuguezes. com flrrrn exaetidão e escrúpulos». nada mais natu• ral que os dois povos.portugueza e no meu próprio nome. em parte devida.NTTMP. indignados com a dictadura collectiva dos deputados dã Regeneração. Somente eu. em vastos núcleos do trabalhadores sentem-se no Brasil. é um eloqüente testemunho dessa esplendida realidade. e nenhum povo cem i direito de olhar com resentlmento ou tris- teza sequer a separação do seu todo daquella parte que. — os dois povos que se sentem preí-os nas ef-pira. como o pai prepara o filho para a maioridade. ao forte e sadio ambiente americano. dos gecada uma vivendo em sua casa. Sr.j. e na verdade se formaram um estado de alma collectivo. de uma maior magestade e beíleza a sua obra. em nome da naçãc com que V. alvoroçados pela estima commum. cuja gloria nos guia futuro. Português de Leitura" ao Presidente Antônio serena e ousada que está intervindo effican. 1 Como na sua Pátria. um sentido culto a Portugal. que foi .e. o vasto território do Brasil O ürr. íix. e ao Brasil a enthusiastica <ocr-me. — f aravilhoso instrumento de civilização e solidariedade.w. o fl independência. com a amizade e o carinho ck sempre. diverso. t uirm. verdade. ao entrar nesta formosa cidade.José de Almeida. preparara o Brasil para a independência. SR. unidos outr'ora por esse espirito de justiça e de liberdade. a que. em na sua perenne irradiação. para festejarem junto» um aeonreci mento que a ambos deve encher de orgulho E'.povo de que é chefe eminente.' ha cem annos commum e um guerreiros e dos santos. agradedes civis e militares e o povo quizeram reco. a prestar profunda e commovida homenagem ao Brasil. Portugal. O 7 de Setembro de 1822 é. Ex. tamanho tão rico patrimônio. ^ ^mandadas de Lisboa pelas Cortes hostis. Mas Portugal tem que agradecer ao fcirasi. povoou defendeu contra . desenvolvendo-a e dourando-a. dos heróes. V. Ex. e bem grande ella é. saudo ao glo rioso Portugal. em muitos pontos. Ex. Doutor Epitacio Pessoa. O nervosismo. data da raça. visto que. acaba de dizer.. F x . em Portugal. no Brasil. que " s o n h a v a m ontr e u essas forças não tiveram contra si apenas os brasileiros feridos no seu orgulho mas também os portuguezes liberaés. a bravura. E' essa a razão que me impelle a mim. em nome da Nação íiru sileira e no meu próprio nome.que nos ficou da homenagem do "Gabinete teza se deve chamar brasileiros — força nova. intacto. Presidente: A emancipação politica üb grande pátria que é hoje o Brasil foi un facto expontâneo e normal. por mim próprio. se manifestou logo após o acte definitivo da independência. Naquelle recinto as palavras rm«nte nos destinos do mundo.-* se auxiliem sempre e se entendam c a l a vez mais ? Creio que cousa nenhuma.. como na sua própria terra. serv<i. as autorida. á custa de torrentes de lagrimas. que e a minha taça em honra de V. pata elles. em terra extranha. mas sobretudo é o resulA sessão do Gabinete Português de tado do esforço intrépido o intelligente dos Leitura homens resolutos que o povam. comprehendeu que «e. urna data luso-brasileira.. Creio que estamos pagos perante his torla. que agradecer a Portugal o facto de elle lhe ter legado. Eduardo Dias foi o primeiro canto .' pria. peremiemente. a intelligencia e o amor da raça com que elic tem sustentado. Presidente. ê tão íorte. porque aquèlles que la luclavam contra uma fôrma de governo retrograda e reaccionaria. do oradores transfiguraram a sessão num esBrasil e Portugal são duas pátrias irmã*.moyida recepção que me fizeram e dequ-' -. mais não foram do que organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominaram. pelo seu Rei. augineintando-a.

expirando no rude paço da Bahia.AMERICA NTMS BRA8ILEIRA 12 _ _ ANNO I temunham a perisistencia dos nossos sentimentos fraternaes. symbolizando nella. que foi profuntugal. na sua immensidade.Janeiro. . de um modo brilhante. que perturbou os primeiros visitantes de terra. grandioso.' gia do nosso paiz refere-se á sua natureza da estatua de previlegiadai tendo imagens arrebadtadoras roragem que permittiram a missionários e xico' a dádiva fraternal 1 Guauhtemoc e commentava com electrizante bandeirantes desbravar o Brasil. mas a felicidade dos portuguezes que vivem do Brasil.timas palavras. d o c o m v e r d a d e i r a einoção cavalheirescas! Be contribuições para o proe. todos os CENTENÁRIO.ao. agonizando n a bellicosa tenda de taipa. exultaram quando af firmou que a» saúe de beíleza.fl eterno nas entranhas da terra sagrada do alçou o nosso amor a Portugal. de fé e de dias. em 1S22. Sr. E com um hymno aos dois paizes conda. "que vencia com a es. Estacio de Sa. - . ao povo que "ia levar ao Brasil o coração de P o r t u g a l " Ao regressar a Lisboa dirá agora .» . portug uezas novos mundos ao mundo! Do que a sua His. ^-«-•^ssrr-i* i . ^ üpara a r a poder lumbrando. quando convidou o Dr. nosso pacto. apoiam os nossos votos. un. nas barretinas e nos bicornios a roseta «as cores de Portugal pela roseta verde e amarella do Brasil! Todos em espirito. . E x . Sá. " « « • * « * * * _ . doe o leitor não podermos lhe suggerir siquer tenas de milhares de Portuguezes que no Bra. e num fervor de patriotismo elle nos disse. . realçando o esforço portuguez no Viva o Brasil! " cação e tanto enthusiasmo. nos unimos de coração e em espirito para saudar em V . de 20 de Setembro. . E x .seu esforço e ajudados por uma sorte benigna se elevaram. a oração do illustre escriptor ficará como ea. ha cinco mitigal-a. os felizes e os desventurados. em milhares de volumes entre os quaes esplende a edição "princep" dos mitigada. quiz não só homenagear a Pátria porém. . se ainda fora pouco.gica do sublime azteca. Refere-se em termos elogiosos ao Sr. em que rexico. a m a n d o o Brasil.para sua pátria bem a m a d a diz que elles podem péas e aventuras maravilhosas que levaram . — a apcada vez mais estreitamente unidas. Ueieio-se. aos desgostos que soffrera. o grande Cortez. até aos que.íluindo uma eloqüência simples e empolganas emoções dessa noite de patriotismo. os que lavram a terra.q u e leva a Portugal o coração do B r a s i l " . Foi ardente e impetuoso. eu poderia invocar as almas de quantos morrer a m na terra brasileira sem rever as esfundadores. a que tanto devemos nas nossas reaFallou depois o Presidente de P o r t u g a l . — gulho de deslumbrar o mundo. que para o Brasil trabalhamos. que | das^ug o r t u g u e Z e s nutrem saudades que os üportuguezes nutrem ppela gresso e civilização da Humanidade. os que humildemente ganham com suor copioso o seu pão. por mais verídiBrasil. eu pensava P — .que. foram de u m a grande emo. todos da de dos portuguezes pela Pátria pôde ser os que aqui prosperaram. todos os que aqui constituíram familia. com ASPECTO OA REVISTA XAYA1. de & sil vivemos. ao mesmo tempo. os que calcetam as ruas. províncias poit dos seus filhos.L u s í a d a s .j cordações geradoras de saudade alliou-se o orgulho da fama de que a nossa terra dera origem commum envaidece e alegra. agradecia ao Governo do Mé. amando o Brasil. ex. cen. As u . desde o grande Mem de Sá. brasileiro e do guerreiro lusitano. a Canaan brasit r i c ç ã o . v e . . No Médos procurarem quasi sempre o repouso umo allocução eloqüente e viva. ao trespasse de Estacio de allocução. V. levando ainda fulgurante na retina o que. das mais admiráveis paginas da nossa com. e ás re.auu apostolado «incom ítas sagraram . e o Padre Manoel da Nobrega. tantos de nós pais de Brasileiros e todos nós filhos de Portugal. symbolizando a união entre o conquistador e « onnnnistador o autochtone. bem como facilitar-lhe o ensejo de cujo louvor está em lhe escrever o nome.: — s : «*» * « . ne e a fraternidade de a r m a s do guerreiro parente singularidade dos lusitanos imigraPor fim fallou o Presidente do Brasil. nesta sala lambem swnboHca. tesn I10S a todos. permitta-me V. Sentem o esplander do natureza maravilhosa. o Brasil. morrendo numa das cellas do Collegio que a civilização está destruindo: os que batalharam pelo Brasil e por elle deram o sangue ao lado dos seus Irmãos brasileiros. substituíram. Seguiu-se á essa brilhante de nossos antepassados. J Z S Z L " r i a . accentuanio pada e convencia com a palavra". as vlclssitudes. . De epo. do varão eminente que preside Portugal. na pessoa do Chefe assistio. . . até sobre as montanhas que cercam o Rio de e vehemente eloqüência a figura épica e tráo entregarem ao seu próprio destino. verificar o affecto do Brasil pelo grande PorE pois que estamos numa hora symboliMuito bella. adversário do he. chorando.lagrimas e os que lhe bebiam as palavras.se inspire a minha commoção para g r i t a r : As referencias as festas de tanta evomemoraçâo. DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL que ao Brasil dedicaram a sua vida como todos os que incuravelmente soffrem a nostalgia da pátria. dizendo que o considera mais | roico Herman Cortez. Começou dizendo que ao partir da sua pátria declarai». onde os certificados da cultura e do s e guardam gênio da raça. . não só a grandeza. com o seu progresso vertiginoso e ta não ter alli as duas bandeiras poderíamos offerecer ao Brasil a estatua de a sua civilização m o d e l a r ! . " Na sua oração fulgente. para que nos desse o or. gL e v a n t a u m hymno ao povo toria é uma bíblia de heroísmos e de façanhas jesuitas sagraram no no seu seu aposto. tes. da Nação. E. como está des. exclama a certa altura. No Brasil reflexo de um crepúsculo da terra augusta Almeida. . virgem ainda. Presidente da Republica: quatro séculos de dedicação saúdam o Brasil. e só têm u m a res. . "Senhor Presidente! Quando.\ res " — — " f r í T "Depois emigramos um d i a . unil-as n u m só amplexo e symbolizar num um guerreiro indígena.i Epitacio Pessoa.ao que os . O verbo do grande orador còmmoveu até as to.linda freme aos transcrevel-os. todos os dissabo- dessa noite memorável. foi o leal e bravo Ararigboia. como todos os que ánonymamente padecem e lutam. o heroísmo da raça aborígeBrasil e pela saudade de Portugal. l a g r i m a s . que neste symbolo cluiu a sua notável oração. o discurso de Carlos Malheiro Dias. a saudade. Lamen felizes do que os nossos irmãos hespanhóes. O indescriptivel tem o seu lugar e nos per"Todos nós. quem de P o r t u g a l ! . assistio Brasil. durante a sua longa e acidentada campanha política dando por bem empregado. Antônio José de ao supplicio do heroe azteca. transportando. seguindo o frxemp'o do seu Principe. os que aqui encontraram a fortuna e os que baldadamente a procuraram. Fazendo a apolosábios e navegantes aos confins da índia e ás terras da America De abnegação. intacto . hão de apoucal-as por cerlizações . Faz a apologia das g ^ enaltecendo o valo. com a mesma segurança com que fallo em nome dos vivos. como os que pelo. E assim se explica — pela gratidão ao beijo ardente o seu desejo de vel-as sempre ao mesmo tempo.róico rf amig0. cas e minuciosas.

callar ai filósofo y ante las cuales solo el narrador procura ensayar ut. lo destrozõ. forzando combates. y fue con la ironia y la predica. en qualquiera de sus miseras formas Un héroe dei dolor vencido alza en estt bronze su penacho enbiesto. e t resumo Au allocução do Presidente da Republica. la orgulhosa raza conquistadora mexicana ! Y los hombres visados dei império azteca. ia raza d. de todos los conquistadores. lo recibia en la capital azteca y le êfitregaba su palácio y le prestaba vasallaje. declarando que el suelo de México no es ni será propriedad de un solo color de la tez. desafia Ja adversidad si In adversidad derroJ. El bronce dei indio mexicano se apoya en el granito brunido de' pedestal brasilero. Tlaxcala. canto que Imite el ritmo dei maravilhoso succeso humano. Se irgue una vez más ante los siglos. dei héroe que está más cerca dei corazôn mexicano. — y retando a Cortês. Por qué deseamos partir de este símbolo ? qué es para nosotros este indio que hoy se levanta orgulhoso entre ei fausto <h. Los caciques indígenas que pretendiai. Discurso do embaixador Dr. sin filosofias. Era la civilizaciOn nueva qu<? avanzaba. fuerte y gloriosa. la raza de los fuertcs. avanzaba con grandes ejércltos. proclamaban que Ia resistência era inútil y mejor plegarse a lo Inevitable y entregar las tradiciones y los reales propios a la votunt«d dei rnás fuerte para que forjasse a su antojo. sean como ur. dirhos bronce y nos aprestasteis roca para assentario y juntos entre gamos en estos instantes las dos durezas a' regazo de los siglos para que. una de esas magestades que hacen emmn decer ai poeta. que nos ofertou o povo do grande paiz. su flecha voladora y su boca muda. reunió a los jóvenes. Ministro da Instrucção do Governo Mexicano: "Excvllentlssimo Senor Presidente. OFFERECIDO PELO MÉXICO orgulloso monarca. Es la raza invencilile de lo. Noche memorable en que Cortês debe haberse sentido hermano de su gran enemigo.i. el héroe es itnpetu sincero y noble arrogância. rteclan los timoratos y entonces Cuauhtemoc se puso a matar hijos dei Sol y exhibia a los muertos con escárnio para que el pueblo viese que lo» cobardeis mentia». por la mente de aquellos dos héroes en la célebre noche en que el indio vió llorar ai espaflol. — porque hay ya un traidor en todo el que transije con la injusticia. hermano por la grandeza y el dolor. después rle su au laeiii gloriosa de queninr barcos para eneti t/. el in<-omparar)l« Hernari Cortei» que vencia con In espada i convencia con la palavra. foi um marco na historia da confraternização americana. los que correspondian a lo que hoy se llama la gent. mas para nosotros. sin jactancias en 1acciõn y supremamente desdenosa en h. domenando altiveces y aplastando rebeldias. Un héroe fracasado si se le ve desd< el punto de vista de los que solo reconeser el ideal cuando se presenta en el carro di la victoria. y Cortês vol vi Ô con todos sus aliados y rompaneros y de*r. el más grand.-i ai ideal. hasta que la Republica viniesse a poner término a la pugna. t t n . Transcrevendo as orações pronunciadas. >'. y también porque desde entonces quedo escrito que en las tierras de Anahuac no seria una sola raza la vencedora. queremos render nossa •homenagem ao México. Sabéis la historia: los conquistadores. befando a Montezuma como a un traidor. con el desdén y la violência. los egoístas. el conjuro creador de una raza nueva. Veracrua. «gentes que no son las suyanas ? La historia de Cuauhtemoc es breve como un episódio y resplandecíente como una ráfaga divina. Todo esto. la lucha eterna y sagrada dei débil que poseo la justiça contra el fuerte que la reemplaza con sus convenencias. los !n gênios sin corazôn. lo arrojo fuera dela ciudad. tal y como todavia tantos exclaman ante el avance de todos los fuertes. iluminado por la aureolíi de las leyen das. resistirle caen aniquilados por eu ftio^Tf" sagrado de armamentos inauditos. con juro que sepa arrancar ai destino uno de esos raptos que lavantan dei polvo a los hombres y llenan los siglos con el fulgor di las civilizaciones.. los pusilânimes'. 9 A 12 — ANNO I - ww^^^^ ^ium AMERICA BRASILEIRA Cuauhtetnoc A lnaugração do monumento ao indio Cuauhfemoc.w ^ I TÍÜMS. Todo este proceso dei futuro pasó sir. Lo mismo si triunfa que «i cae ven cido. ya no solo en la Capital de México. ni de dos razas solas. — Senores: Me cabe la altisima honra de ofrecer ai Brasil. logro sugestionar a algunos de los suyos. Pero un héroe es un hom bre que tiene la audácia de romper toda esta maranú de pensamiento* cobardes.enar victorias. sino dos razas en perenne conflicto. siempre que amolden sus vocês ai ritmo secular indo-espafiol. Lu- cha aut aunque sea desesperada y obscura dehe siempre aceptar el débit porque es el espiritu quien impone Ias normas y porque tiene el don de repercutir en el tiempo y a veces trueca la amargura en dicha y la derrota en triunfo. numa oblação commovedora. partilhando da effusiva cordialidade que domina o Brasil inteiro pelo paiz irmão. sinc también en este Brasil cordial que abre sus puertas a todos os pueblos. sino de todas las que puebian el mundo.s hijos dei Soi. o heróe glorioso do México. derrota. y arrogância qu». media docena de reinos limítrofes se habían declarado venci dos y habían puesto sus ejércltos a dispôs! rif>n dei vencedor v el mismo Mocteztima. y por fin venció a Cortês. que servia n a los conquistadores como si fossen hljos dei mismo Dios Sol que Illumína a tierra.-: sensata. un héroe sublime por que prefirió sucumbir a dobtegarse y porque su memória molestará etermente a los que tienen hábito de halagar ÍÍ fuerte. el conquistador. formo falange y empezô la lucha desigual. y el destino sisruiô su marcha inflexible que arrastra a los hombres. pero que sab< aliar sn corazôn a la justicia y ai derecho ai heroísmo y la bondad. José de Vasconcellos. a nombre de México. Im petu que niega y anula los hechos si los hechos son viles. Y usandí dê su calidad de príncipe y de» poder que habia en su alrna férrea. y Son esclavos incondicionales de êxito.V <^p v l n „ . MONUMENTO DE CUAUHTEMOC. los semidioses. lo dijo Cuaunhtemoc en la página elocuente de sus arrebatos. duda en forma confusa. y lo hizo llorar sus perdidas en la célebre Noche Triste dei gran Conquistador. para poder en obra el impulso interior de la justicia divina. na festa. quo invadia sin remédio y aniquilaba para siempre la antigua. esta estatua de nuestro mayor héroe indígena.

reconecemos su esta e s t a t u a se queda enclavada én el coraesta playa abierta ai mar y apoyada en la excelência y tendremos siempre abiertos los zôn dei Brasil. pero imprido indio Cuauhtemoc. e a i n d a é a ú n i c a . refugio en la mente para expandirse. y con Cuauhtemoc como no acetariamos volver a ser colônia d* bién n u e s t r a . pero queremos todos los caminos. symbolo da vontade ción de la rebeldia de la conciencia. s alegria a. es decir. La importación ra. y crearemos vida universal. asi como los de hoy no serán naíui! a y por encima de todos resplandece la flecha que apunta a los astros. por el frente la llbertard de brazos para todos sus hljos. y todo eonducido ai cadafalso yv el fraile que le mentes que le den gloria. como saneis. ni elles son como nosotros. a d e c l a r a r expressamente o c o m p r o m i s s o s o l e m n e de nao em- penhar a Nação em reet. Los ibero-americanos nos henos retrazado acaso porque nuestro território es más vasto. Brasil y el destino le respondió con la lianhelo.-ulloso sobre la tierra de dos continentes. e n c o n t r a r e i s a definlí» da c a s a d o i n d i v í d u o c o m o s e n d o o seu asyl inviolável. Sr.. F°> a Constituição republicana b r a s i l e i r a a pri- m e i r a . aprovechó la ocaanuncio remoto de esta vida nueva que dessoldados que alli veis. interpretamos la visión de Cuauhtemoc . brasileiras encontra-- i g u a l d a d e a b s o l u t a dos ho- m e n s p e r a n t e a lei. y llevarlo siempre en el pecho. mexicana a ponto de <m" . o Brasil recebe com sincera gratidão ha en todos los dias. y unas veces el safio y otras el ensueno. y ahora reclamamos vida símbolo que entregamos a vuestras miradas propia y alma propia. en un siglo porque nos ha faltado la valentia de Cuauhtemoc. yo cerrar sus puertas ai progreso. de una originalidad que r a n ç a n a p a z e t e r n a e n t r e os h o m e n s .este flores. Tal es el Srs. porque rencia interesa ai progreso dei mundo. dijo un héroe ilustre dei dei continente. seguros de que e' destino de pueblos y razas se encuentra en la mente divina. como lo mira ese indio magnifico. aunque fuera vencida en la tierra. pero ya no es necesaria. U< mortalidade."k mexicanos: los primeros que lamas se não admittindo gum nha com qualquer l o u t r o laço al- de u n i ã o ou de f e d e r a ç ã o q u e se opp8& sua No independência" - confronto entre as Constituições. H a u m s é c u l o a s p r i m e i r a s palavras da des de los pueblos creadores podrá sentain o s s a p r i m e i r a C o n s t i t u i ç ã o política já proY esa originalidad que toda civilización c l a m a v a m q u e " o s c i d a d ã o s brasileiros forverdadera trae consigo. pátria p o r t a n t o . agazalhando-se neste sol ferticopia que se ufana de ser exacta. la raza civilizada. C'. conquista.fecundo. brasileira thias dR manifesta^ 0 da tivesso.i ou lianqa com Nas g u e r r a de. Presidente da Republica. s e n h o r e s mexicanos. pátria mexicana. y esta es des razas ilustres que deben dar a la huma!a hora no de la regresión. contempendência de la civilización. outra Constituições reis o dogma da por si ou em a - Nação. como corolário tardio. pero ai ante la realidad todos los suenos: pero próleira. pero también en las manos de los hombres. en ei Brasil hermano. y. No somos como los norteamericaO v o s s o L i b e r t a d o r . tal y como para quien os pedimos la hospitalidad de agradecemos sus ensenanzas. Citau/itenioc le prefirmes como el bronce azteca. mavam uma Nação livre e independente. meus senhobertad y la vida. taremos la forma segun nuestro propio gusas próprias qualidades na majestosa figura Pues este indio es para nosotros representato.a ceremonia que se verifica en estos Insi antes tiene para nosotros una commovedora solenidad. so tu misma. de vidido el continente americano en dos granrennemente. los Cuauhtemoc. "Indepenen que labra su futuro la nueva raza latina Brasil: dência ou morte". pero de todas maneras. j lo llevó ai tormento para a r sídad irrevocable. el rebelde absurdo. ximo a cumplirse aun mas glorioso y alto. y nuestros problemas más complejo. ninguna nación. un tua han. que e. de la miéndole el ritmo que está en nuestra alma heróica. admirando a serenidade. ai- indirectamente. Esto no es rancor. pero tambiêen Lejos de volverse rencorosa ai pasado. mientras que el Índio magnifico. . pero si de la oril i z a n t e q u e m a n t é m a n o s s a c o m m u m espenidad o ejemp'o de un desarrollo fraternal y ginalidad conciente. T. estas vocês de tina gran raza que comienza a danzar en la luz — pero dos incrédulos de hoy. buscaria nos. da abnegação. U A t ? — BRASILEIRA ANNO 1 hayan reunido en território" dei Brasil. í as svmp*- logicamente. . CTos no son. su fue en una concepción propia dei mundo.MS. Yo bien sé que hoy como ayer hay quie nes niegan y hav quienes ignoran estos presagios que ya resuenan en el viento. con un j u r a m e n t o solemrie: amar no voy ai paraizo" y estas fueron las ultimos volver a la edad de piedra de los aztecas ai Brasil como u n a pátria distante pero tammas palabras que dijo. desapareció par siempre el poderio indígena. que solo el concurso de ías destintas aptituanima un impulso sagrado. y finalborda en todas las naciones dei continente v en la flexa dei indio aprendem nuestros mente. «teu una anticípar-iõn 'Tf. una en la sangue y en el " E x m o . y nos dei alma latino-americana que en todos congregamos p a r a hacer entrega de algo que prolongado y cruento caplturó la ciudad y a nuestros pueblos se ha acentuado com intenes como un trazo dei corazôn mismo de la Cuauhtemoc. o indio mexicano sentirhora de la segunda independência. La historia ha diinegualavel e cujas estrellas douram-n'o peha sido un siglo de vasallaje espiritual.AMERICA Nf. no quiere signifique proclamamos nuestro amor y lealdad tria y habiéndosele contestado afirmativacar un propósito de hacerse estrecha y de por la pátria dei indio q u e aqui se queda mente. Hegó tu hora. pero en la base el granito Discurso do Ministro do Exterior do dejar de ser colônias esplrltuales. aprendido nuestros soldados.oner en el cielo lo que de momento no pueda triunfar en Ia tierra. lo mismo que los que aconsejaban a Cuauhtemoc uue no batiere a los espanoles porque los espanoles eran la raza superior. sin arrogância. ensueno. y que pretendemos quede sido talvez fecunda. y en voluntades todo nuestro amor infinito lo ponerrios ahora la fé de sus vencedores. por eso. pero con serenidad y grandeza. deste Armafin inevitable e la emancipación politica. y miramos en su gesto. llenos de fé levantamos a Cuauhtemoc como bandera y décimos a la raza ibérica de uno a otro oonfln: sé como el indio. Cuauhtemoc renace flecha de Cuauhtemoc apunta generosa ai a civilização. el indio repuso: "entonces. nr>n-o o mas bien dicho: nacimiento Los norteamericanos han creado ya una civilización poderosa que ha traído benefícios ai mundo. sin dejar ni siquiera un rastro. poro n d e a I n d e p e n d ê n c i a ê u m d o g m a innato.. E n las llneas de esa estarancarlo el secreto de los tesoros reales. por que ha llegado para nuestros pueblos la porvenir y lo invoca para que se someta a • Por seu turno. cujo azul nâo abandona este mar El primer siglo de nuestra vida nacional que el más alto. eh el Brasil genroso. «ios povos civilizados verificareis esteve sempre vanguarda decretando na leis que o Brasil da democracia. Comprehendemos. ber de crear. guntó ei ese paraíso de que hablaba el Claro está que la nación mexicana en y en la misma voz y el mismo acento con fraile iban también los enemigos de su pásu culto por Cuauhtemoc. Món para hacer una «'-lebre frase. mento. y su audácia para r. montana. la indelas normas de su augusto sueno. esa su rigidez estolca.II«. fundamentaes puríssimas a n t e s d a m a i o r i a dos p o v o s m a i s velhos. Padre. en corazones blanlo que de esa fuerza pueda se nuestrp y acompanaba le prometia el cielo si abranzaba dos que la tornen noble. no pretendejuramos. InvenO indio brasileiro se orgulhará revendo conciencia y la esperanza de dias gloriosos. ni es petui n la n u e s t r a : ia cirtidumbre de la propia lância: es lozania y es generosidad. y esta difesentir-se-ha bem nesta terra de liberdade. pasarán como pasaron | los pusilânimes de antano. cuando ya prisionero y vejado. offerta carinhosa deste precioso enraizado en vuestra propia tradición para monumento~com que o coração e a arte mehemos asimilado y ahora estamos en el deque en ella signifique lo que hoy significa xicana quizeram brindar a nação amiga. la emancipación aplazado y modificado como se modifican plando esta incomparavel enseada hospitadei espiritu. en el dolor y en la dicha. no la hemos logrado las bases de una civilización integral y armoniosa. se levanta or«. Tampoco renegamos de E u gozar en sus dichos y sufrír con sus penas Tal es la simple y férrea historia dei heroe ropa ni le somos en manera alguna hostiles. nuestro hora ha sonado y hay que mantener vivo el sentimiento de nuestra comunidad en la desdicha o en la gloria y es menester despojarmos de toda suerta de istirnición para mirar el mundo. era nuestro y que ha de verse consolidado en poetas el volar audaz de sus suenos. do e a pensamento d i r e i t o s do garantia e as d e m a i s affirmaçôes d<* homem. acaso porque preparamos un tipo de vida realmente universal. juramos defender ai Brasil. ni quiere ni puede perecer y brega porque li.U1M« histiados de toda esa civilización ã> copia de todo ese largo coloniaje de !os espir:uis. Embaixadores do México. Somos alguns eentenares 1 . un sueno se-ha bem na terra de Santa Cruz. que a ambos impelliram para ei alarde de la mente. da valentia e da imerispación dei brazo ofendido.

com aquella generosidade a que acabou de alludir. Enviou-nos a sua arte. tomara as fôrmas r. de todo esse largo coloníaje de los espiritus. A heróica B brava na<. que recebeu de ateca indomóto essas virtudes de heroísmo e tenacidade. que o Brasil applaude e para o qual concorrerá com os seus votos. é um escriptor notável uni pensador profundo. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. essa festa de cordialidade empolgante. sobrelevando a todas as dádivas e honrarias. y miramos en su gesto. E x . em que os corações dos dois paizes pulsaram r u m mesmo rythmo de enthusiasmo e affecto. que na sua resis- AMERICA tência heróica todos b „ U m o exempio nobilissimo do grande indio <? meditem fundamente que é defendendo o seu território. en corazones blandos que la tornen noble. o Dr. em cujo vigor e enthusiasmo sentimos pulsar o generoso e heróico coração mexicano. A' vossa heróica Nação está assegurado lenho a certeza.Mer xieo. José de Vasconcellos que. Enviou-nos. em que a emoção de Carlos Tolditi e Carlos Obregon imprimiram a physionomia local. que sempre admirámos. tão bem representado. o más bien dicho: nacimiento dei alma latino americana que en todos nuestros pueblos se ha acentuado con intensidad irrevoeable. Resumo da allocução do Presidente da Republica: S. Dr. O que foi a inauguração desse monumento. que resplandece em sua fachada apresada. de amor e de benéfico sentimentalismo. com a sua fraternidade. floração da arte mexicana. o brasileiro evocará as honras com que o México o cercou. o brilhante discurso do nobre Embaixador especial. José de Vasconcellos. Cuauhtemoc. que expressou o Chefe da Nação. Qnando. cessados os ruidos da festa maravilhosa dessa commemoração civica. dizendo que a estatua que acabava de ser alli inaugurada não era para nós apenas uma obra de arte valiosa. par-. Epitacio Pessoa faz então um eloqüente e forte esboço do grande heróe mexicano e diz que a sua vida deve ser lida e divulgada no Brasil como uin exemplo de virtudes patrióticas. to- . O indio magnifico seria sempre contemplado. o testemunho da gratidão nacional.ão americana.de futuro. Naquelle doce ambiente. os seus votos de confraternidaae e applauso. como das mais fortes mentalidades latino-americanas. Por emquanto basta-nos fixar o fulgor da homenagem.m>MI. jamais enipanada. depois de considerações acompanhadas de imagens brilhantíssimas. gozar en sus dichos y sufrir con sus penas y llevarlo siempre en el pecho. y en voluntades firmes como el bronce azteca. unas veces el desafio y otras ei ensueno. não é uma visão do passado glor rioso. o coração brasileiro recordar as emoções ileste momento histórico. um symbolo de triumpho e de gloria para a hostoria do México.idiosas de um indio. pela bocea do Dr. e. sobreleva-se a da Republica do México. nesta terra de liberdade. cuja effusiva cordialidade tanto nos commoveu e empolgou. quiz nos trazer." Este indio. un anuncio remoto de esta vida nueva que desborda en todas Ias naciones dei continente nuestro y que ha de verse consolidado en mentes que le den gloria. em seus motivos architectonicos e decorativos. Elle foi o antecessor de Hidalgo e de Morelos. amavelmentc. elle tombou fascinado pela serpente da trahição. o Sr. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. como um bolido gigantesco. seus pensamentos cheios de fé. na festa civica que celebrámos ufanos e jfioriosos. num conjunto encantador e sorprehendente. entre as muitas homenagens que o mundo tributou ao Brasil. Sr. disse-o ainda o illustre embaixador. vai nisso mais uma demonstração salutar do concerto entre os povos americanos na sua obra exemplar de cordialidade. Cuauhtemoc quer dizer — Águia que tomba. por tudo que fez e pelo muito que fará em beneficio da Humanidade e da Civi]i»acãp. ella era um symbolo de altivez patriótica. Sim. as pinturas de Ledoma e de Montenegro dão-nos •i bella. dirá o seu relato em outro local. juramos defender ai Brasil. tal y como esta estatua se queda enclavada en el corazôn dei Brasil. como factores soberbos de religião e de paz. com a sua alma de amigo. hastiados de toda esa civilización de copia. assegurando ao Mexieo. illuminando o espaço. sua tenacidade na defesa da independência. tal como se ostenta na bella cidade dos O Sr. recordando a casa mexicana. 9 A 12 ANNO I piantard. ne-ta terra de liberdade. empunhando uma fleca "que aponta os astros" tomará as fôrmas de um heroe fulgurante de gloria e dé arrebatamento. num sincero e ardente enthusiasmo pela sua grandeza e pela sua força. interpretamos la visión de Cuauhtemoc como una anticipación de este florescimiento. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DOS ESTADOS UNIDOS IX) MÉXICO A homenagem do México Na festa do Centenário. imagem do Mexi. seus azulejos e sua disposição. que ficaria na nossa cidade como um dos seus bellos ornamentos. como embaixador. José Vasconcellos:—"amar aí Brasil como una pátria distante pero también nuestra. .-o assaltará a sua memória.. e acabará amando o grande povo. seus votos cheios de sinceridade. Enviou-nos. Allude aos primordios da civilização azteca e ás tradições brilhantes da nação mexicana e. Enviou-nos a sua mocidàde ardorosa e fremente nesses bellos cadetes. com ser um estadista de grande realce na renovação politica e social BRASILEIRA do México. como um exemplo de heroísmo e de abnegação sem par pela causa de seu povo. • Por outro lado. Presidente da Republica concluio com arrebatamento. a cujo pé j u r a r a m os mexicanos. doando para ficar como um monumento nosso a estatua do seu heróe nacional. cujo alto espirito já admirávamos. começou dizendo quanto era grata á nação brasileira a offerta do México. Nella as esculpturas de Gimenez e Centurion. de amor á pátria e dedicação á sua raça e á liberdade. nesse admirável pavilhão. Em nome do Governo do Brasil eu tenho a honra de agradecer e de saudar cordialmente ao Governo e ao povo do . um futuro deslumbrante... de peito saliente e ar dominador. que poetiza e enobrece a nossa raça.com o seu profundo respeito pelo Direito e pela Justiça. mas nenhum como Cuauhtemoc teve a sua resistência. mas da sua queda deixou um sulco de luz. o heróe mais caro ao coraçãa mexicano. como um exemplo de heroísmo e abnegação sem par pela causa de seu povo.es aqui a estatua do mais querido expoente da vossa independência politica. a sua honra e os seus lares que os povos preparam a grandeza e a força da nacionalidade. que o indio magnifico seria sempre contemplado. aquelle formoso monumento a. mas o symbolo do porvir latino-americano. num symbolismo admirável. "Cansados. testemunhando grande devotamento ao Brasil.

E ' o velho m impoz tanto no meio official.a prosperidade continental. com um amor profunda. ta. intellectual. El deseo es un vaso de infinita amargura.que o seu symbolo gravou.AMERI C A \r\i> ÍI v i • _ vWH mar* as tono .das mais prestigiosas na sua P á t r i a e sua americana não deve soffrer restricções. de mysterio.1.centro geographico da America Latina. lmn no trabalho -o fecundo pelo engrandeci- cordialidade da America. O Brazil. mas acreditae passiva á absorpção americana.Agora mesva. esse povo da com a presença de uma representação canista. el éden se encuentra en no anhelar. para crear . pela sua participação no Con. não só pela s u a significação diplomática. terá. merecendo de todos caloroprogresso. a politica colombiana tri. ou tos o que estua é o amor pela liberdade. dil-o a resistência activa rogar de destaque pelo desenvolvimento e dis. Ademais. pareceu » parte da divida interna cujos títulos perten. tlote" como instituição. che. O ministro CarMéxico conserva-se desprendido.ro*."la ínspiracion rorn&ntl» cem a extrange.nos deu o governo de Bogotá. a favor da approximção dos dois paizes ha-de ter o mais decisivo valor na consecussão dos idéaes americanos. en la renunciación completa. ou de America Como sabemos. devemos ser. Ottigms. herdeiro de uma alta civilização.lhe indiscutível . quando se instaurou em toda a parte o de fé. com seus mto mos por um isolamento. adm. guarda paizes mais ricos da America.rac. da Americiturno.alta cultura. Poiia não querer pagar ticando seus governos programmas de acção de nuestros héroes.-endo a terceira em população. renacen para nuestra t o r t u r a . dizia o escri. a Colômbia é hoje das violência de suas paixões. Dessa h a r m o n i a entre a gestão dos negócios públicos.iii. uma vez excitadas. México. que não retrangeiro pela sua intelligencia superior e sistimos á tentação de transcrevel-a. em ouro e prata. quanto no isolar-se dos Estados Unidos. de sua gloria. debilidade uma potência formidável. de la h a r t u r a . San no emtanto o seu thesouro fazendo de sua de. E de como o mexicano sabe reagir ás milhões de habitantes. é um heroe americano e unindo mais ainda as duas nações. duien de volver la espalda ai dinero es capaz. irrevocable. Fraternidade latino-americana Annibal Fernandes. pois. paiz da galantaria Quien bebe como Diógenes el água con la ^ mano.o applaudido escriptor e o diplomata finíssi. retrato de um flagrante perfeito: "Grave. o Muzo que suppre o mercado mundial. acaba de lançar a idéa da creação anno do centenário da nossa independência plenipotenciario junto ao governo de Buenos de u m monumento commemorativo das indeesse paiz.ls constitucionaes.. un pulpo de tentáculos insaciables que ai par que se cortan. generoso..yões intemacionaes e vejamos nesse amplexo em que nos cinge o México o exem- -Oh Siddhart Gautama. dondequiera está bien'. como um pacto de honra..republicas muito lucrará a paz. exat oue se propulsionam continuamente. u m a das figuras representativas do seu paiz e cuja palavra. sendo America latina. que sempre consagrou á republica amiga um sincero affecto. du renuncia o desconhece a a m b i ç ã o . que são os idéaes mexicanos i.entre s: Es-* povo «»m o sentimento . que muito beneficiarão as relações sem distinguir as origens. de sorte a permittir o engrandecivai além de oito por cento é t r a d i c i o n a l m e n t e com a vinda do illustre ministro Max Grillo. que é uma das mais formosas intelligencias do norte do Brasil e O illustre ministro Diego Carbonell pleum mestre hoje quasi sem rival na chronica. Brasileira.a America latina. uma inras de mais realce no corpo diplomático exCentenário teressantíssima pagina ao México. americanos. que mais glorioso o torna. el soberanov no hay paz comparable con su perenne paz. Será já definiu o mexicano assim: um indio com nos o seu testemunho de amizade. trouxe. dei.sa influencia sobre o mundo. E ninguém melhor do que o seu grande poeta Amado Nervo disse dessa virtude admirável: brasileiro saberá agradecer .sangue dos aztecas que lhes corre nas veias.t Ru-«tía dos "soviets" e como os alia. com que se tem imposto á nossa "O México é o paiz da galantaria. fecundar. em d"* sem ambições. não imimposições da força.. Eil-a: A embaixada especial da Colômbia. o México assombra ciente. ministro admiração.1 idéa n u m banquete. de toda posesión: Quien no desea nada.lha uma estrada democrática e liberal. tripulantes que por aqui passaram se jo de admirar de perto ao digno estadista. Seu discurso é uma paí> ptor americano Charles Nordhoff.uma nova consagração ao sentimento amerirasgos de sangue Ibero. praticado um feito. de meias tintas. de Cuauhtemoc E. * RA* "JL^JÜ pecU-as a n g u l a r e s dos m o t o r n o s reffimene (l. Exaltemos nossos espíritos acima das vaieompet. e . eneolerizar-se. Tivemos ense. que se vae incentivando com fulgor onde . mercê aspiração representa unicamente papel sede uma administração criteriosa e progressi. no manda-nos uma missão de a r t i s t a s . noi que está uma í do.Franceza o movimento americano. "O incentivo principal que de carvão de pedra. a mais auspl i ciosa _^ . ainda jazidas de petróleo e minas abundantes bonell lançou . da America hespanhola. en.= mos que o monumento devia ser da Indepenuma riqueza fabulosa.plica desapprovarmos a idéa. tomado „e uma o coração tmm-i. Foi. No fiada pelo General Cuervo Marquez. maiores nações do continente Sul-americano. que deveria desaptambém cional. de d possível cuja acção é licito esperar os melhores frutos. como pela alta personalidade do embaixador. ^ « s u ^ i a embaixada colombiana. O indio não r mais um heroe do México. Nós.tando a iniciativa desse monumento no centro cundário na vida do mexicano'. pois que julga . el deseo es el padre dei esplin. Apezar de uma curta estadia.xou marcada a sua passagem por traços in. com grande dencia da America.prospera a situação econômica colombiana.<.reunio os representantes diplomáticos impulsiona as raças européas para a luta é o cuária estão não menos desenvolvidas. mais gloria. deve ser pan-americana.~anista«.potencialidade mineral. proporção do sangue hespanhol não diplomática effectiva no Brasil. é uma das figudedicou no Estado de Pernambuco. robusteci. No meio da única mina de esmeraldas. os interesses da Amazônia ligam extraordinariamente os dois paizes. Realmente. Na presença no Brasil significa alta honra que mais claramente. rasgando perspectivas as mais optimistas p a r a seu f u t u r o . vê com alegria robustecerem-se os laços de approximação que a missão do General Cuervo Marquez veio marcar com tanto brilho e efficiencia.. melancólico. ipie vale ser citado: pe. mo. el fuerte. ' têm resultado o s melhores dias para a Colômbia. e ao lado de Bolívar. mo A figura do general Cuervo Marquez é inopportuno lembrar que essa fraternidade Mas em todos esses actos abruptos e violen. E' verdade que fuzilaram Ma. Trans. dádiva do Mexiro.ão. Ayres que veio representar a republica ami.efficiente e tolerando com o mais absoluto res. mento do continente. E' exacto que m a t a r a m Carranza. a n t e s de tudo. que lhe imprime um dynamismo effi. mente arraigado de todo o mysterioso. patriótica e intelli-ente e ao effectivo desenvolvimento da riqueza.ca. y hay en él más perfidias que en las olas dei m a r ! plo da confraternização americana.. de progresso. Alguém ga nas festas do nosso Centenário. Não é talvez ximiliano. quasi inhumano na za. crevemos um trecho dessa vibrante oraçM P a r a assegurar esse florecimento de rio mundo econômico assumindo por inteiro a em que attribue á influencia da R e V o W * ° responsabilidade de mu divida externa e a queza e de força. physionomia da maior parte dos officiaes. quien ama sobre todas as cosas a Arcano. Tem leria dos heróes da America. que ca sem renegar a sua tradição diplomática.pendências das nações latino-americanas. não criaremos a fraternidade. quasi incrível.porque o Brazil. porém. traçava esse gresso de Historia da America e de Ameri.. Paiz de siminação da instrucção publica. e es el victorioso. tardio deléveis. reencetada crescente. <le cordialidade. mais beíleza. não poderá nundetes. José Bonifácio. de passagem. mas insistirepercebe-se um pouco atravez da musica na. porém essa com as melhores e mais largas possibilidades ardente e vigorosa de grande emoção. A sua agricultura e pe.que pela approximação constante das duas Lewis Spence íaüando do azteca. ca. sos applausos. A representação da Colômbia no nipotenciario de Venezuela. Artigas. Permanecendo nesse preconceito. na região de via estar Washington. oecupando parecer. por exemplo. é o desejo do lucro. lCsse tom vago. para completar a gada vaga de interesse que assaltou o mundo. Esse reparo. na mais larga e poderocavalheiresco. dando ao mundo mais brilho. que nessa região têm i ^ ^ ^ esperar. via bem o característico do índio. E" este o formoso topcomo . da America inglelos dois paizes. pra. E' um do. tu tenias razón: Las angustias nos vienen dei deseo. além Martin.'o ao direito das minorias. a harmonia.

em estylo tcheco. Presidente da Republica » seguinte men. pela amizade sorridente com que me receberam todas as classes neste hospitaleiro paiz. E x . pues no sabriamos decir cuál es el m á s grande. que. E x . no debemos reconocer : en el jardin bianco de nuestras pátrias ni los desafueros de Labatut ni mucho menos las \ debilidades de Don José de San M a r t i n . uma bro. estava em acreditar. don Pedro el dei "fico" es mucho m á s grande que el emperador metido en aventuras bélicas con los pueblos vecinos.E' com uma muito grande satisfação intima. n&o sõ o desenvolvimento das industrias da grande nação. da sua decoração.apresentar novamente. Durante a sua curta permanência no Rio de Janeiro. Creia. .tes lusitanas. servida por uma solida cultura. porém. por esfuerzo espontâneo de los jardineros criollos la titãni-«a tendência romântica de aquèlles homb: JS que sin la preparaclón de los "revoluc? mários franceses". si los t u vo: ni la infidencia de lo s partidários íntimos : òel General Santander. que se digne aceitar os Ao deixar o Rio de Janeiro. e de Sr. E x . - • • • • . . el Miranda què en los campos de batalla vive em compafiia de los clássicos o el Miranda que en Valencia compromete la Causa de la Republica y pasa desde ese momento a la vida amarga de uni prisiôn en donde Ia paciência eleva su alma a la m á s alta concepción de su destino. Traçando amizade muito particular de que a Republica as linhas geraes de sua biographia. Embaixador ExtraorRio de Janeiro — Rio de Janeiro. lograron triunfar con li ». el San Martin de Chacabuco no es superior ai héroe eondescendiente de Guayaquil. muito elegante e do. conhecia eu as grandes affinidamacia tcheco-slovaca. Nelle testemunharemos. de seus adornos. ao sol tropical do Rio de Janeiro. cuál de los Artigas es superior.\ bilidad dei proceso que nos condujo ia via de las armas y de la inteligência a la consumaciôn de la independência politica: en ese bloque de mármol de América. sssim. fomentando o seu intercâmbio mercantil. . mas o "-ItiesíKÇSFKiMV J PAVILHÃO LA REPUBLICA TCHECOSLOVACA . V E x . '. A pre-et r.I A l i ANXO I "Cumplidas las Independências.. . debe florecer.dinário em Missão Especial da Tchecoslovatembro de 1922 — Excellencia — No momento csuia. E x . • . do mais fino e apurado bom gosto. tem afora ao Sr. el Bolivar de Carabobo y de Boyacá o el romântico Libertador de Angostflra y de Pativilca. felicitações da Republica Tchecoslovaca e os conversador admirável. . o illustre Dr. soube crear para a Teheco-S'ovaquia um ambiente de sympathias e afferto.— Vojteth Mastny. um tão soberanamente de par com as grandes poverdadeiro gentleman. o Embaixador Mastny conquis. como intellectual e artístico. Jurista de grande renodes de cultura. que levo desta Tcheco-Slovaquia nos enviou para represenRepublica as mais gratas recordações. transposto as fronteiras e isto era-me seguro penhor de que a Nação de seu paiz. ni los desmanes de Artigas. no i seu primeiro centenário de vida independente. ' • • • - • • • . . e Tchecoslovaca. tica: e rogo a V. no seu segundo centenário de existência poliMorny e a intelligencia de Tayllerand. de seus ornatos. en Agos. queremos Tchecoslovaca intentava dar-lhe mais uma apenas mostrar a personalidade illustre que a prova. .' to de 1925. sinto-me no dever de exprimir uma vez mais a V E x . 27 de Se. nunca mais esquecerão a constante prosperidade que a levou a entrar captivante figura do Embaixador Mastny. .uestras canteras cuando aun no era ni matéria amorfa el mármol grandioso y recio de la raza eeltibera. • ' • . " CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL rf«sf. J á ao aceitar a missão que me uma das figuras de maior destaque na diplofoi confiada. Ex. ganharão o fulgor da luz. de ha muito. V. unem o povo brasileiro ao povo tchecoslovaco.-i Ministrai .. Ministro plenipotenciario em Londres.-oom sólidos laços ligando a s duas nações. si el tenaz defensor de la independência uruguaya o el gran desolado de San Isidro de CurugUaty.NUMs. " AMERICA BRASILEIRA seu próprio Espirito. de deixar a terra brasileira. alto cargo de Embaixador extraordinário. nó. favoreceu a «ua representação na Exposição Internacional. yo no sé quién fué más grande. em as felicitações e os protestos da amizade e missão especial. que me permitta Formoso typo de homem. en ese bloque de mármol no debe florecer el rictus de la guerra a muerte suscrita por el Libertador. que rogo a V. as e brilhante. Mastny. uma tal-a nas eommemorações de Sete de Setemcadeia continua de impressões de beíleza. e á Nação A maior honra que nos deveria permittir • brasileira. que Gustavo Barroso justificou com propriedade ter o "coração da Europa". no en el sentido de las victorias épicas realiza. na pessoa de V. 0 Embaixador Mastny A joven republica Tcheco-Slovaquia. tado de natural distineção. corresponde a las republicas latinas de la América sintetizar noblemente el esfuerao incomparable de los libertadores. . todo eso corresponde a los accidentes pasajeros en la definitiva esta.j das mais profundas sympathias da Republica tny. que bélica. en fin. O ensejo do Centenário. condensado en r. . Todos quantos tiveram a ventura na mesma senda de maravilhoso progresso e delle se approximar. possue elle o dom das. intelligencia lúcida á Republica dos Estados Unidos do Brasil. armas gracias a una dirección más bien ir :electual.ssima que se dignou conceder-me. . ese monumento no puede > ser un bloque de mármol en el cual surgiera el tremendo gesto que la muerte dibuja en las fisonomias deformadas por el dolor en los instantes dantescos de la epopeya. . yo no sé. agora liberta. seus votos por que a Nação brasileira prosiga seducções. irradiando as linhas daquelle palácio. o que constitue grande honra para o grande admiração pela actividade intelligente Brasil é valioso penhor para a amizade dos do povo brasileiro. por oceasião da commemoração do o governo de Praga. o diplomata moderno e o romancista intelligente que tantoftamigos conquistou no nosso paiz. aqui do illustre ministro Jan Havlasa..sua excellentissima família com a s seguransagem : ças da minha mais alta estima ê considera"Legação da Republica Tchecoslovaca — ção. Nó! \ todo esp constituye el dolor que es parte de í la raza heterogênea.\ das sobre la gente espanola e sobre las hues. Alberto Mas. . E x . de sentimentos e idéaes. onde erigiu um delicioso pavilhão. impondo-se á admiração dos cenbrasileira saberia estimar devidamente a tros cultos da Europa e da America. no symbolismo da nossa admiração. que me e professor de direito. o Embaixador votos mais sinceros que faço pela sempre Extraordinário da Tchecoslovaquia dirigiu ao constante felicidade pessoal de V. com a elegância de tências e sob o esclarecido governo de V. o meu profundo reconhecimento pela acolhida gentil. tou um vasto circulo de amigos e admiradores. ao desempenhar-me eu da missão muito g r a t a » honrosa de apresentar «. tem revelado uma forte amizade pelo Brasil. e a mais funda gratidão dois paizes. cujo acto reconhecendo immediatamente sua gloriosa independência tão grande e profunda repercussão teve na velha nacionalidade.

arcebispo de S. através de seus nomes manrepresentativos.' dos quaes os mais celebres foram os de Friburgo. Londres. I o nosso coração ao ver o povo brasueiro. é necessário reintegrar a nossa viu:.eub pães. sob o alto patrocínio üt D. Sebastião Leme. a Cruz que lhe j deu o nome. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. . ainda na ultima guerra. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. em verdade. e«i cerradas fileiras. po» não h a meio mais efficaz para o incremento de todas a s virtudes do que o culto da Sagrada Eucharistia. entretanto. mas vinda do coração. mais o mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. E. dará o seu apoio.A N u m a época. desde a catechese.. o Congresso nãcí ponde ser internacional. no. Montreal. que receberam na religião de . se erigirá por um voto expre«-h o e unanime da Nação Brasileira. PIO XI.. na força de seu explendor. na eloqüência de seus membros. A reunião Eucharlstica e uma INSTALLAÇAO DO CONGRESSO EUCHARISTICO. na Imprensa. como o nosso. commemorou o centenário. mas não affectou o sentimento nacional. A religião cathoüca no Brasa. que nos protege. de amor. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. P a r a os brasileiros.. cardeal presbytero da Egreja Romana. vae arrefecendo a caridade de muitos. pelo costume intra duzido dos Congressos Eucharisticos.* o Congresso Eu charistlco tem u m alto significado. onde a religião tem sido. í a r ° . No Canadá. erguido num frêmito de fé. em todas as manifesta ções do espirito nacional. contribuindo p a r a essa realizarão. — Pio TT ""«« — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. concedemos o privilegio de celebr» missa á meia noite. Vienna. não so para agradecer a s mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. na sciencia. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. pondo nelle a unlca espefaW de salvação e p a z . como penhor dos divinos favores. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. de P a ris. Oxalá se propaguem po» toda a parte taes industrias de piedade. por bem realizar tão santo emprehendimento. além das indulgência». E n t r e no». sobretudo na nova geração. Saibamos criar o Brasil e tornal-o grande. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. emfim. nestas palavras: . Bonifácio e Aleixo. na magnificência de suas iuzea por fim. mas a larga assembléa da nação religiosa. vemos todos o espectaculo confortador de u m povo que tem crença.* praxe. fazendo " desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses aó eu e <conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. se ainda houvesse mister de manifestar a sua grandeza.US. P A P X Presbytero da Santa Igreja Romana.-2~J espiritualista e que vae avultando no nosso paiz. pedra fundamental do monumento u Christo Kodtmpior que. Jerusalém. de fé e edificação. n u m estimulo magnifico. possivelmente. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá u reconciliação do Estado leigo com a Egreja. j á sentimos que exu. m a s adorando-o Deus de bondade. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qu* nelle tudo se Inflammasse. Colônia. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. desde que os portugueses de 1500 elevaram.ulo . magistério. o alento espiritual p a r a os grandes conquistas da nação. regionaes e nacionaes. arcebispo «la Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei.. S. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. nâo fixada pelos textos d« lei. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens.n 0 "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Arcodia 10 de Agosto de 1922. li A 12 . levando eu. não erigindo estatuas aos deuses de força. pedindo bênçãos sobre a terra de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. que. dos títulos de S . No Brasil. Saudação e Benção Apostólica. depois da vigília eucharistica. que têm lé religiosa. mos preces a Deus para que benignament|jj conceda os melhores resultados e os í r U w q u e desejaes. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. Arcebispo de S. n a Coroa Vermelha.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica.ANNO 1 A estatua de Christo Foi soltmm mente lançada no alto do Conov. onde: a separação foi um preito da liberdade. n u m symbolo grandioso.AMERICA BRASILEIRA NT. e sob a presidência de D. consagrando-o á invocação divina. tulos dos SS. exaltou-se numa prece collectiva. providencial q u i t e n h a progredido por toda a p a r t e com novo fervor o culto do Santíssimo Sacramento. e de fé.. primeira voz a se levantar confortando '•-• animando o Espirito nacional. Madrid e Roma. sem fé — ê a lição inconteste da historia -e a. o próprio Imperador. que liga os homens e os faz crescer. dentro da civilização christã. que assistimos no mundo inteiro u m a rc*i3. tendo á frente o Governo Federal. junto de S. em esp>=ctaculo formoso e incisivo.é realmente. nellas tomando p a r t e . Como bem justificou o Presidente do Con gresso. Dado em Roma. N a Allemanha foi tão empolgante o Congresso qur. S . como um ex-voto do nosso paiz. os soberanos compareceram pessoalmente ás cerimonias e assembléas. a Egrcj a Brasileira. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis u m Congresso Nacional para. mas também. foi . Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunlrem-se ' d e todas a s partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classe» sociaes. n<j parlamento. da Bahia Cabralia. A estatua grandiosa será u m symbolo. * vôs. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benéfica influencia sobre o mundo. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . que é lume e senza da qual. Dilecto Filho Nosso e Veneraveis «• mãos. Não ío: um congresso ecclesiastico.. a cujo fulgor vive. pois a nação inteira. Nenhum povo foi grandí. Reimsj. nem uma reunião episcopal. O monumento será um symbolo de amor e de fé. nos princípios austeros da probidade chirsta. Sebastião do Rio de Janeiro. ben far non basta. por mingua de tempo. protestante. fonte de onde brota «» pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. j á tendo s» realizado 25 internacionaes. em que* pela propagasâo *ji do erro e pela avidez das coisas terrenas. Pe*»*0. Nos Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. teria tido no Congresso E u c h a n a tico a mais formidável demonstração. três mil sacerdotes e u m a multidão calculada em quinhentas mil pessoas. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. E . u m a força de organização e disciplina. ao lado de cento e vinte bispoa. primeiro anno 1" verde |da Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. única região americana honradai por um Congresso Eucharistico Inteinacional. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. Bonifácio e Aleixo. Nôs. a que o Congresso. pois. Sebastião do Rio de Janeiro. onde busca as inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. na judicatura. Sem esforço pois comprehendereis. e aos ' demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. N u m paia. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. nas letras. em testemunho de Nossa Benevolene"*»j|. triumpho a Eucharistia.

E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. Crozier e o Barão de Thénard. esse pavilhão. na creação professada Dr. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. fazendo-se representar de modo tão brilhante nas festas do Centenário. da faculdade de Medicina de Pariz. que é definitiva. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o centenário de nossa independência política. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptiíosa Avenida das Nações. encontrou no Brasil. pela sabedoria. pela força e pela beíleza. o illustre publicista do Instituto de ! das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da araiagradecimento á França. correspondido com signal calor pela França. um dos das virtudes nativas da sua gente. o sábio mathematico que todo o mundo admira. pela honra que no<s sade que rios une. 9 A Í2~— ANNO í A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a <*i> acolher o nosso convite para comparecer á Exposição Nacional. Pierre Janet. bem como os da Intellectualidade francesa. iniciava-nos na I techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um doa | vossos provectos naturalistas viajava. por que lembremos sempre a França. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. i | theor e variedade dos nossos mineraes. Chiray. proferiu nessa solemnidade e que reproduziE ' com maior desvanecimento. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. em H a muitos motivos na vida do Brasil para vossas pessoas. com o compacto moral. em todos os seus motivos architectonicus. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. representante de admirável Sorbonne. onde o espirito francês transparece. Alexandre Conty. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. eão expressivas dessa inquebrantavol amizade que nos liga á França. na Avenida das archetectura francesa no século 18. com pre'sença"sem rival. no espíritos de elite da cultura franceza moderna. sendo que o revestimento externo. em mos a seguir: nome do Governo Federal. herdeira da civilização greco-latina. despertaram sempre no nosso povp. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Salnt-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarlos franceses. militar francesa. no discurso que proveitosa do seu gesto requintado. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não sO as demonstrações officiaes do mais alto significado. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. do mais apurado gosto artístico. de par com o progresso econômico. também de cimento. Os Idéaes de cultivo e liberdade. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. o eminente embaixador. do Pequeno Trianon. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina.. F r a n ç a encerra. todo o sul e centro do BrasU i e celebrava depois. • não somente a opulencia da nossa flora.NUMS. Emile Borel. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. Antes da independência. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. o Professor George Dumas. espiritual e material. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. bem como aos vossos sympathla>?iil»rMlêrfmento e admiração FRANÇA ctura metolica. que tanto nos captivou. era constituída de nomes da mais elevada significação. em plena propriedade.illuminando o mundo.pavilhão. um enthusiasmo fremente e vivo. e o aperfeiçoamento das suas artes. O deputado Géo Gerard. . acompanhamos extacticos a força do grande povo. offertando-nos um symbolo de Versalles. mãe espiritual de) toda a latinidade. e o brilho. que. sem : medir sacrifícios. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. o prestigio maravilhoso de actividade que a. não só o alllvlo político. agradeço a distincção com que tanto nos captiva. A. depois de encerrado o certamen. de medida e equilíbrio. será doado ao Brasil. a grande nação amiga e. Por u m gesto de captivante gentileza. vai ficar Nações. o capitão Fonck. Srs. A sua decoração. Foi construído em 128 dias. apresenta o colorido da pedra franceza. nas suas linhas elegantes e sóbrias. ' Por gentileza tão da nossa Índole este deu. e da resistência a victoria. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. presidida pelo S r . que raia da Dha-de-France. T e r á a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem no nosso paiz. o futuro da nossa civilização. cuja vitalidade. cumprimento. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". na mesma festa inaugural. A influencia da civilização francesa. a que deu mais vigoi e mais beíleza. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nóssr. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. O material empregado na construcção. que deu á sua representação. com viva vosso intermédio. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. mas também vaticinai va. de admiração e deslumbramento. de Versailles. A inaugu. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. expressasse essa gratidão. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. a todo seu alcance. de espirites e de força. Ministro Ferreira Chaves. em paginas immoredouras. com que. a extensão dos nossos rios. em que commemoramos o Centenário. Um grupo admirável de artistas fundava j a Academia de Bellas Artes. pela grande Nação. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. AMERICA Ainda agora. pelos engenheiros brasileiros Drs. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. A sim.nas suas escolas superiores. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares.

A reunião Eucharlsfica e uma INSTALLAÇÃO DO CONGRESSO EUCHARISTICO-. Nenhum povo foi grandf. desde a catechese. arcebispo de S. Nôs. Non Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. foi a primeira voz a se levantar confortando '-• animando o Espirito nacional. PIO XI. nos princípios austeros da probidade chirstn.' dos quaes o* mais celebres foram os de Friburgo. de fé e edificação. concedemos o privilegio de celebrar missa á meia noite. Dilecto Filho Nosso e Veneravei%. Pe*». da Bahia Cabralia. dará o seu apoio. em esp>=ctaculo formoso e incisivo. J . Sebastião do Rio de Janeiro. u m a força de organização e disciplina. além das indulgências* praxe. Vienna. e sob a presidência de D. mas vinda do coração. P a r a os brasileiros. Presbytero da Santa Igreja Romana. possivelmente. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . fazendo "desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses ao eu e conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. li A 12 — ANNO I A estatua de Christo Poi MI ti ei mi emente lançada no alto do Cuno\. E n t r e nos. onde a religião tem sido. desde que os portugueses de 1500 elevaram. ben far non basta. junto de S. por mingua de tempo. num symbolo grandioso. pois a nação inteira. Reímsj. E.o Congresso Eu charistico tem um alto significado. consagrando-o á invocação divina. em todas as manifesta ções do espirito nacional. Arcebispo . três mil sacerdotes e uma multidão calculada em quinhentas mil pessoas. que têm fé religiosa. arcebispo <L> Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. pelo costume intro duzido dos Congressos Eucharisticos. Na Aliamanha foi tão empolgante o Congresso que o próprio Imperador. regionaes e nacionaes. dos títulos de S . Dado em Roma. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. num estimulo magnifico. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qiw nelle tudo se inflammasse. n a Imprensa. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico.. de amor. teria tido no Congresso Eucharistico a mais formidável demonstração. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunirem-se 'de todas as partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classes sociaes. nestas palavras: . primeiro anno verde d a Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. Madrid e Roma. íare mos preces a Deus para que benignames * conceda oa melhores resultados e os f«"u que desejaes. mas não affectou o sentimento nacional. de Paris.>' N u m a época em quoj pela propagagàV-' do erro e pela avidez das coisas terrenas. Jerusalém. S . que liga os homens e os faz crescer.em testemunho de Nossa Benevolência. mas também. na magnificência de suas iuzea por fim. como penhor dos divinos favores. os soberanos compareceram pessoal-mente ás cerimonias e assembléas. única região americana honrada por um Congresso Eucharistico Inteinacional. na força de seu explendor. Sebastião Leme. Bonifácio e Aleixo. sobretudo na nova geração. nas letras. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. o alento espiritual para os grandes conquistas da nação. cardeal presbytero da Egreja Romana. Não fo: um congresso ecclesiastico. na judicatura. levando um triumpho a Eucharistia. onde a separação foi um preito da liberdade. erguido num trcmito de fé.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. San dação e Benção Apostólica. que é lume e senza da qual. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. não erigindo estatuas aos deuses de força. contribuindo p a r a essa realização. pondo nelle a única espeffftw}'» de salvação e paz. O monumento. pois. rir. emfim. tendo á frente o Governo Federal.com a Egreja. a Egreja Brasileira. sob o alto patrocínio cK D. dentro da civilização christã. Bonifácio e Aleixo. através de seus nomes manrepresentativos. a cujo fulgor vive. Coloniu. Sem esforço pois comprehendereis. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis um Congresso Nacional para mais e mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. S. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá i» reconciliação do Estado leigo. nellas tomando p a r t e . como um ex-voto do nosso paiz. e»i cerradas fileiras. que nos protege. *é realmente. Sebastião do Rio de janeiro. o Congresso não Donde ser internacional. — Pio X* "«nit — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. mas a larga assembléa da nação religiosa. Montreal. o nosso coração ao ver o povo brasneiro. No Brasil. PAPA-. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benetica influencia sobre o mundo. E. ainda na ultima guerra. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. a Cruz que lhe deu o nome. vemos todos o espectaculo confortador de um povo que tem crença. _Q~ o espiritualista e que vae avultando no nosse paiz. nem uma reunião episcopal. "° "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Areodia 10 de Agosto de 1922. n a Coroa Vermelha. por bem realizar tão san to emprehendimento. que. commemorou o centenário. tulos dos SS. vae arrefecendo a caridade de muitos. protestante. onde busca as Inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. no parlamento. nu niasristerio. que receberam na religião de r-eub pães. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. em verdade.A M Ê R I CA BRASILEIRA NU. Saibamos criar o Brasil e tornai-o grande. como o nosso. Joaquim Areoverde de Albuquerque Cavalcanti. na sciencia. v-ôs. a que o Congresso.MS. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. pedindo bênçãos sobre a teria de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. A religião catholica no Brasil. entretanto. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. e aos demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. grandeza. exaitou-se numa prece collectiva. fonte de onde brota es pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. Oxalá se propaguem poi toda a p a r t e taes industrias de piedade. pow não h a meio mais efficaz para o incremento de todas as virtudes do que o culto da Sa g r a d a Eucharistia. j á sentimos que exü. na eloqüência de seus membros. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. será um symbolo de amor e de fé. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. se ainda houvesse mister de manifestar a sua. depois da vigilia euebaristica. mas adorando-o Deus de bondade. Londres. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. j á tendo s«= realizado 25 internacionaes.ulo a pedra fundamental do monumento a Christo K c k nipior que se erigirá por um voto expressivo e unanime da Nação Brasileira. ao lado de cento e vinte bispos. de S. é necessário reintegrar a nossa viu:. •sem fé — é a lição inconteste da historia -e a. qutassistimos no mundo inteiro uina. N u m paia. e de fé. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. não fixada pelos textbs >3e lei. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. A estatua grandiosa será um symbolo. l r " mãos. No Canadá. não so para agradecer as mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil.. providenciai q u * t e n h a progredido por toda a parte com novo fervor o culto <io Santíssimo Sacramento.

Alexandre Conty. fazendo-se representar de modo tão bri' Por gentileza tão da nossa índole este lhante nas festas do Centenário. A. o capitão Fonck. e o brilho. expressasse essa gratidão. Pierre Janet. bem como aos vossos sympathia. bem como os da intellectualidade francesa. em que commemoramos o Centenário. com viva vosso intermédio. herdeira da civilização greco-latina. de admiração <i deslumbramento. encontrou no Brasil. O deputado Géo Gerard. com que. e o aperfeiçoamento das suas artes. despertaram sempre no nosso povp. por que lembremos sempre a França. mãe espiritual dei toda a latinidade. sem medir sacrifícios. com pre'sença'sem rival. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. o futuro da nossa civilização. Ministro Ferreira Chaves. povo. pela grande . permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. um enthusiasmo fremente e vivo. á França. proferiu nessa solemnldade e que reproduziE ' com maior desvaneclmento. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. a extensão dos nossos rios. esse pavilhão. A inaugu. que deu á sua representação. de espíritos e de força. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. o sábio mathematico que todo o mundo admira. 9 A 12"— ANNO I A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a «kn acolher o nosso convite par» comparecer á Exposição Nacional. Antes da independência. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. em paginas immoredouras. Srs. agradeço a distineção com que tanto nos captiva. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. A influencia da civilização francesa. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nõí< sr. em plena propriedade. deu. na mesma festa inaugural.nas suas escolas superiores. . cuja vitalidade. O material empregado na construcção. que. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. a todo seu alcance. o eminente embaixador. de medida e equilíbrio. «ão expressivas dessa inquebrantavel amizade que nos liga á França. de Versalhes. Por u m gesto de captivante gentileza. em mos a seguir: nome do Governo Federal. depois de encerrado o certamen. era constituída de nomes da mais elevada significação. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. que raia da nha-de-France. não só o aJllvlo político. do mais apurado gosto artístico. em todos os seus motivos architectonicos. será doado ao Brasil. no espíritos de élita da cultura franceza moderna. correspondido com signal calor pela França. que tanto nos captivou. representante de admirável Sorbonne. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração.' illuminando o mundo.Nação. AMERICA Ainda agora. em H a muitos motivos n a vida do Brasil para vossas pessoas. do Pequeno Trianon. acompanhamos extacticos a força do grande. apresenta o colorido da pedra franceza. Terá a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem ?o nosso paiz. offertando-nos um symbolo de Versalles. pelos engenheiros brasileiros Drs. o Illustre publicista do Instituto de das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. da faculdade de Medicina de Pariz. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. o prestigio maravilhoso de actividade que a F r a n ç a encerra. sendo que o revestimento externo. A sim. que é definitiva. íSáttáaerímento e admiração FRANÇA ctura metolica. o Professor George Dumas. Foi construído em 128 dias. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. e da resistência a victoria. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. iniciava-nos na techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um dos vossos provectos naturalistas viajava. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. A sua decoração. presidida pelo S r . Os idéaes de cultivo e liberdade. a grande nação amiga e. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. Chiray. j theor e variedade dos nossos mineraes.NUMS. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. mas também vaticinava. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. Emile Borel. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. pela força e pela beíleza. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o c&ntenario de nossa independência política. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. pela sabedoria. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. de par com o progresso econômico. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". também de cimento. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptúosa Avenida das Nações. todo o sul e centro do BrasU e celebrava depois. pela honra que noi sade que nos une. Um grupo admirável de artistas fundava a Academia de Bellas Artes. na Avenida das archetectura francesa no século 18. Crozier e o Barão de Thénard. espiritual e material. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. onde o espirito francês transparece. a que deu mais vigor e mais beíleza. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Saint-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarios franceses.pavilhão. um dos das virtudes nativas da sua gente. na creação professada Dr. com o compacto moral. nas suas linhas elegantes e sóbrias. vai ficar Nações. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não so as demonstrações officiaes do mais alto significado. no discurso que j proveitosa do seu gesto requintado. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da amiagradecimento. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. militar francesa. cumprimento. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. não somente a opulencia da nossa flora.

não só á sua mentalidade. prezam e admiram a grande nação a que perterceis.mesmo á Academia Franceza. a Academia. Assim. | mento fora de todas as cogitações e de todas como em Racine. Ernesto Martinenche. quanto se pôde prever desde agora. associando-se e pelas referencias enthusiasticas que tem ás homenagens ao grande escriptor francez. o d"e o pôde aferir-se pelos fasciculos já publicados Embaixador Conty patrocinou.| rência na Academia. chegou a Tristeza e Alegria. que justificou com as seguintes palaessenciaes ao gênio francês. sem mais tempo mais hnalyse. Nos positi. onde estivera em missão apenas fortemente amparado pelo espirito especial. n a v a n g u a r d a da civilisaçãò. ceneluio o Sr. um emprehendimento em nossa Capital. E. não precisamos mais louvar. modelo de perfeição na maneira de imaginaria e de realizar as experiências" Estudou largamente as intenções da obra de rsychologia de Dumas a cujo magistral tratado referiu. <^ Depois de saudar seus confrades.: O deputado Francisco Valladares apre' das com o maior interesse. sobre A attitude da tropos portuguezes. explicou-as os seus oradores — os acadêmicos Medeiros e Albuquerque e Ataulpho de Paiva. honrando-se com a eleição rir. o presidente e estrangeiras. assegurada atravez do mutuo conhecimento das elites. que chamou de livro modelo. que disse familiar aos cou-lhe estas palavras: "A Historia da Colomembros da douta companhia. que. Carlos de Laet. eleitos sócios correspondentes nas vezes de Jean Finot e Casper Brauner. Terá prazer em referir isso nossa . A F r a n ç a não se esquecerá nunca da 1 de enthusiasmo pelo explendor de naturesa. "modelo de methodo. despertaram en. pressam com as qualidades e defeitos. . Embaixador da França fectuosos inteílectuaes entre o vosso amado J naturalmente outro tanto fará ao seu gopaiz e a nossa cara pátria. disse-lhes i mesmo temperamento da raça procrea Na sessão de 28 de Setembro do anno seu agradecimento. em que explicava a obra do extraordinário russo pelo amor. lhe rendendo as homenagens. Levareis ainda viva e quente a lembrança deste grupo de Brasileiros. J harmonia. »° a Academia de que faz parte. Medeiros e Albuquerque. nesta j sacrificio glorioso pela humanidade. O professor João Ribeiro. voltando da Argentina. que está collegindo e reproduzindo em á França. em que analysaram o espirito e a obra dos novos membros correspondentes da illustre Companhia. de philosopho e escriptor. nisação. constitue. Depois de por ao relevo a obra ibérica di. gueza no Brasil" constitue um emprehendü obra de beíleza. que o Brasil tomou resolutamente o seu parsempre nos dithyrambos dos extrangeiros tido e esteve sempre ao seu lado na hora amarissima que precizou enfrentar. O Sr. por fim.veu unanimemente eons^atular-se com i . inteira e completa.in á mentalidade franceza. passando depois pelos que escrevem sobre Saint-Simon e Augusto Comte. "e alguma cousa mais tendes feito. desde logo. saudando George Dumas. Sr. r Academia Franceza e da própria F r a n ç a . m Levantou-se então o illustre prelado. não foi menos significativa. será um livro m o n u m e n t a l . em homenagem sil". Mas ai! deante de ! verno. a Academia Brasileira de Letras. o' profesor Martirenche. rada. Oliveira U m a .a Paris. O A 12 B R A 5 É L E I ftA \NNO I A mentalidade franceza no Brasil A Academia Brasileira prestou uma commovida homenag. membro da cial de documentos relativos a Colombo.dizer a conservação do espirito nacional. realisando a fusão pantheistica. Verifica que nos visitam. soubesse que proposta do professor Afranio Peixoto. mas muito mais. E ' mesmo talvez no fim de contas. em que o ser se dissolve na totalidade da natureza.» horas no Rio de J a . em cujos estudos ibéricos temos tido as mais brilhantes e eruditas lições. em expressivos disdursos. louvores ao Brasil. salienta seus approximação feita sob tão altos auspícios. porque bem conhecia a fíima do salvo mestre da Sorbonne e de h a muito rendia veneração a estima ao eximio professor ria lingua castelhana. As intenções da Academia. do particular. contentes ficando de vosso en. um bem que sejaes constrangido pela força material das circumstancias a partir directamente daqui para bordo do vapor em que seguireis para a F r a n ç a . na recepção aos professores E m e s t Martinenihe e Georges Dumas. ao suecessor de Jean Finot. que está tanto em Descartes. consentiu em realizar u m a confede abnegação de alguns patriotas e philan. em ultima analyse a historia naajinda quando perigosa». saudava a Franga. este será agora o ultimo contacto que tereis com o Brasil. cada vez Historia da Colonisação Portugueza mais propicia á irmandade espiritual francono Brasil brasileira". Letras e a Alliança Franceza promoveram ao e ficou constituído o mais opulento mananMonsenhor Alfred Braudillart. "Não importa. dedseu eminente confrade. Medeiros e Albuquerque. o que Jâ sabem trabalhaste pelas nossas letras. merecido ás mais altas autoridades nacionaes Recebeu Monsenhor Braudillart. Do primeiro estudo de Du mas. sobre Tolstoi. O eminensa nos arebivos da Europa. apenas. estudou largamente a sua fulgurante personalidade literária. Essa ' illustre professor de Sorbonne. A grandeza desta obra ^ França em face da crise universal. Bem consufc'. accentuou que. As duas instituições visam o mesanalyse das figuras do grande gênio francês. onde soube dar uma feição ã Brasileira.i gem á F r a n ç a . poucas horas deixareis essa praia festiva e o i E n t r e applausos sentou-se o notável céo sob que fostes acolhido com affabilidade e orador. de onde nos vinham idéas sãs e robustas e. de passagem por algumas horas sil. Mostrou. em vós. procura sagrar o escriptor applavelido e já acclamado. e r a m 'sustentadas cional. e a que tanto deve r. que vos prezam. in.-ciência e sobretudo pela perfeita e im. "Historia da Colonização Portugueza no Brafoi uma festa do gênio latino. o psychologo e escriptor de tão altos méritos. o psychologo moderno e atilado.o^sa cultura. que foi levado á Sorbonne pela indicação honrosissima de Theodule Ribot. tão conhecidos nos são e tão largo é o renome que os cerca no Brasil. em Pascal e em AnatnU as possibilidades de lucro. As personalidades dos novos a c a d e m i ' cos. n u m ambiente de respeito c admiração a que fizestes jus pelos peregrinos j admiração.á estava sob pressão.] vras: "A "Historia da Colonisação Porturit de mesure" construiu a mais admirável . sem quaesquer subsídios officiaes. I As respostas dos novos acadêmicos. que vos admiram — e que. A saudação do Sr Ataulpho de Paiva. sobre cujo "espi. fazendo o elogio da obra do acadêmico e historiographo eminente. A Academia Franceza e bispo auxiliar de Paris. que era também o da r a . prestes a p a r t i r . Se passado. as quaes cabe a funcção mentora dos povos. . mo fim e têm o mesmo programmá: a conservação da s u a própria lingua. pela bia e conhecia. Incluindo os próprios movimentos autonomicos q" e s e com o maior brilho e fulgor. cantador convívio e já saudoaos nos sentimos j mas também ao seu espirito de ordem e de com a proximidade commovente da despedida. e de Dumas. E ' uma obra simiFrance. Alegres vos i cuja pessoa rendemos mais uma homenarecebemos. ella é.sentou á Camara dos Deputados um projethusiasmo pelas palavras de cordialidade com cto de lei para que fosse concedida Isenção que celebraram a mentalidade brasileira.desses sentimentos de sympathia pela França vos transportes da valiosa e evidente amizad-3 nos homens de lettras do Brasil.de taxas e impostos alfandegários para a obra sistindo o professor Martinenche pelo cultivo Historia da Colonização Portugueza no Brada medida e do equilíbrio. o grande mestre de psychologia contemporânea. ««" J deveria p a i a ' alguma. na pessoa de um dos seus espíritos fac-simile a mais r a r a documentação. formulando votos ! por que seja a vossa actividade. essas qualidades sil. prefaciando um livro do já existe virtualmente entre a França e o dr. que tanto se honrou com as eleições aos illustres professores de Sorbonne. j lar á que o Governo Italiano emprehendeu e realizou por oceasião do 4o Centenário do | Monsenhor Baudrillart descobrimento da America.Cid" Em seguida o orador se refere ao espirito neiro. mais uma vez. quando chegar mutavel reciprocidade de sentimentos af. casa de amigos das letras. que nos eleva e nos agora pessoalmente o orador a intensidade prende á gratidão incomparavel. ao mesmo tempo que favoreceu oceasião de um novo testemunho da cordialidade franco-brasileira. Não foram apenas palavras Brasil. de Martinenche o critico literário tão admirável. disperde elite. tivemos ensejo de hospedar e em dotes de caração e intelligencia. como o Sr. ouvi. porque não se podia alongar e o navio que conduziu ã F r a n ç a o illustre prof essor . porém. no Boas vindas vos damos muito cordiaes. certamente tel-o-ia incumbido de apre-' que animou bello trabalho de Martinenche s e n t a r u m a mensagem especial á Academia sobre Moliére.AMERICA X I M S . da Sorbonne. A publicação da | "Racolta Colombiana" exigiu do Governo da A recepção que a Academia Brasileira de Itália o dispendio de alguns milhões de liras. relativa ao Brate prelado. o que quer com a mais profunda penetração critica. que diseon-pra com larga proficiência riotavel erudição sobre a historia da literatura hespanhola e em especial sobre as origens do th"<tro que bellamente floresce na pátria he roica >li. "que antes de tudo a Academia. Chile e do Uruguay.

000 contos. federalismo. e dentre ei lore parahybano. Debened»Ui. por Teixeira de Barros. Herman James. editada pelo Governo da Itália. existentes no hollandezes como exploradores do sertão braInstituto Histórico. Ceara. u* de 1822. Conde de Affonso Celso e o Sr peciaes. Manifestação rio scntlment-? na. e a formula adoptada pela por Tavares Cavalcanti. por Amar. reconhecendo o mérito desta grande obra. Este monumento litterario significará o preito de todos os portuguezes â Nação Brasileira. Correntes phylosophicis. politica brasileira no Prata. poração dos novos territórios no concerto das A Marinha Nacional na campanha grandes e cultas potências da era moderna. eloqüentemente Interpretado pelos mais eminentes representantes do talento e da cultura das duas Nações. Os prodromos Ú-J mundo. e publica. Os francezes no Brasil. Arthur Dougth. Das assodente de honra o Exm. Folk| meras theses e communicações. lo confronto do que era a causa do Bra «2 Maria no de Vedii e Mitre.thazar da Silveira. Regência trínna e una. antes reclamando por parte de seus promotores um assignalado espirito de sacrificio. As raças na sociedade colocional de Histórica da America. por Ba. E ' grande o espirito de abnegação com que vem sendo publicada a Historia da Colonisação Portugueza do Brasil: emprehendimento fora de todas as possibilidades de lucro. por Raul Tavares. Ricardo Levtw». se formavam. por Gastão Ruch. A publicação desta obra -monumental. Presidente d» ciações litterarias no periodo colonial. os fastos do nosso a n n o secular. Th. Relações entre o Estado e « Hepubiici. o regimen do colonato em Carpenter. São evidentes os intuitos de homenagem ao Brasil. por Coriolano de Medeiros. Os mais illustres e autorisados historiadores nacionaes e a Academia Brasileira de Lettras se exprimiram a respeito com grandes applausos e elogios. sob o ponto de vista geographico. esta obra adquire a mais Indiscutível e transcendente importância para o estudo da historia do Brasil.ter Hotigh. exposição de documentos e librimento do Brasil. bem como os retratos do= sileiro. o Institui <• | nial. Barão de Ramiz Galvâo. varias autoridades. pelas suas proporções e pela grandiosidade da execução. Prodromos da independum espirito nacional nas novas Pátrias que dência. A adrativo do Centenário e sob a protecção do da Regência. A Carta Constitucional Por iniciativa do Instituto Histórico e de 1824.Percy Morton.1 Escravidão: da 700 paginas. justificam este projecto de lei concedendo isenção de direitos alfandegários á entrada da Historia da Colonisação Portugueza do Brasil. scientistas e escriptores 1.NUMS. General Bueno Marques. com mais de Feijó. . Enrique Loudet. Nicanor Burto.zaga. por Canna Brasil. risto de Moraes. Historia do Rio Paraguai/. e commissões auxiliare<= e de propaganda em todos os Estados do Brasil e em Portugal. Rafael Avias trihus importadas e sua distribuição re. por Cândido Guiiiobel. por : Republica. A marinha brasileira na guerra do tembro e o encerramento a 15 do mesmo mez Paraguay. e papel da Armada na formação da Max Fleiss. em tempo algum. Historia do rierealizadas sobre os primeiros factos do anuo Amazonas. Os precursores de Cabral para o que o Governo foi autorizado por lei. A attitude de franca Hosti. por Pedro Calmon. por Lopes Gonçalves. abrangendo os primordios d l conquista processual. por Braz do Amaral. por Evaos volumes restantes da Introducção Geral. referente ao Brasil em geLuciò de Azevedo. . Como manancial de documentação. por Carlos Teschaur. O Bras:l processos do grande movimento." conferências que estão sendo pontualmente Thaumaturgo de Azevedo. sendo posteriormente publicados suppressão do trafico d lei áurea. Edwin j Os grandes mercados de ntvraros africanoi. e sua evo lição tes. Max Grilio. e já estão figurando. A Adrien Delpech. Rocha Pombo.c: • pital. o Segundo Congresso Internacional ministração de Historia da America.nossos historiadores.bre ella exerceram as constituições na e argentina. c cau. Jules Claire e And m o Hrasil. a Historia da Colonisação Portugueza do B r a s i l . Os vros relativos á Intendencia. sendo o primeiro de cerca tica de Pombal e as relações do Brasil. conferindo-lhe duas portarias de louvor e prestando-lhe o concurso official das bibliothecas e archivos do Estado. e as mUtuõút < «•O Sr. t nario Histórico s Geographico e Ethnogra í o França Equínoxíal.800 paginas. por Coriolano de Medeiros. e o Governo de MavSetembro os dous primeiros volumes da InI ricío Nassau. desde o inicio da sua publicação. destacar-se-ha. o erudito organizador da mais notável bibllotheca particular relativa á historia do Brasil. vice-presiden. Agenor de Roure. A Polítroducção Geral. Enrique Guin. pur Vi. Os primordios econômicos do pritoda a sua complexidade. Eufrasio Loza. por Muniz Barreto. por Histórico e Geographico organizou o Diccioi Affonso Cláudio./-linctas nos tempos históricos. que inspiraram a sua publicação comparável á "Raccolta Colombina". constituição social de cada uma. secretários. Ricardo Robello. para este fim patriótico. K Central.mação ão Exercito brasileiro. reunio-se nesta Ca. sob o seu alto patrocínio e premiando-a com duas portarias de louvor Todas estas considerações. como ficou dito. Forde Castro e Tavares de Lyra. por Rego Monteiro e Barros WaitGeographico Brasileiro. e constitue o maior monumento bibüographico sobre a historia das nações americanas até agora conhecido. Da influencia extrangeira em Ao Congresso foram apresentadas innunossas lettras. até as ma. por Pe. e considerando de utilidade publica. com. las destacam as seguintes: Descobrimento do . Esta publicação vae ser unlca até agora nos dois paizes. Garcia Diaz. por Agenor de Roure. Máximo Sotidro Calmon. a que compareceram Magalhães. Barrozo. Ployte. Paulo. Foi peeM vilizado. mos os S r s . promovendo a sua reeolqnizacão c rievcer. professor Le Genlidade que as Cortes vieram n assumir contra «il. veiros de Castro. A Marinha na guerra da pacificação interna do Brasil. o que era a causa de Portugal. Waicia franceza na conjuração mineira. naturalistas viajantes dos séculos XVIfJ z XIX o progresso da ethnographia indígena Tomaram parte no Congresso vario. de que reproduzimos alguns períodos: " E n t r e as publicações que vão figurar. que se lhe possa comp a r a r " O eminente dr. Maranhão. presidente. Charles Ch indler. por t«"i1 nío Leite. Ta A direcção dos trabalhos competio aos Sr». : Embaixador Americano. por Souza Doria. por Eugênio Egas. Ricardo Levenne. Amazonas. por Benedicto o volume especial da Revista contendo as Propheta. por Tavares de Lyra.1 cultura jurídica no Brasil. tratando dos Estados do eio na Independência. O poder publico do Brasil não lhe pôde ser índifferente. por Luiz e da colonização. por Theodoro de Governo. O Governo Portugeuz concedeu-lhe como que um caracter official. que ê evidente a patriótica Sociedade que a edita" AMERICA BRASILEIRA a anda dos deputados brasileiros. Macional no Brasil-Rcino em face das Côrh s rio Saens. culminadas na definitiva encorCisplalma.goa. Professor Martinenche. na commemoração do Centenário da Independência. José Carlos Rodrigues. presidente e secretario geral do autonomia do Brasil. Gastão Rusch e no século XIX. hespanhóes e portuguezes. O notável historiador brasileiro D r . por Nilo Vai.de no ftrn-iit.il A inauguração realizou-se no dia 8 de Se Gama. Para. e o papel politico de Rio Grande Norte e Parahyba. cuja procedência a Câmara avaliará. Dieso Carbonell. Fundação de S. Prodromos da indepeadenda Exercito na formação automa do Brasil. Ministro V*> gional. por Itozo Lae papel de heróicos da expansão territorial. desde os episódios meiro século do descobrimento. í> A 12 — AXWO T autores da Historia da Colonisação pelo benemerito serviço que estão prestando. collooando-a. A abertura doi Instituto Histórico foram os primeiros prcportos do Brasii ao commercio do mundo cimovedores da notável assembléa. por nifestações symptomaticas do nascimento Moreira Guimarães. O ãircitt elaboração de uma historia completa da America. Os pliico do Brasil. escripta pelos maiores nomes da sciencia histórica e geographica de Portugal e do Brasil. A America não wrcuelano. Sr. está assegurada por um grupo de capitalistas. escrevendo ao organizador da Historia da Colonisação dizia-lhe: "A sua *>bra gigantesca ê das que ficam pelos séculos afora a-ttestando o vigor e o patriotismo da r a ç a . com sede no Edifício do Gabinete Portuguez de Leitura do R«o de Janeiro. po.Hall.s O objectivo principal do Congresso é partidos. e organização judiciaria. de que appareeeram a 7 de I hollandezes no Brasil.derley. A constituinte e a influencia que s<amer. e projectos e programmas d. critica desta manifestação pe. Piauhy. Max Fleuiss. . viagens e explorações. por Ropolpho Garcia. pois não conheço nada. cujas despesas são calculadas em quantia superior a 5. Formiçao dos limites ão Brasil. por Adrien Delpech. collocou-a sob o seu alto patrocínio. sociólogos e publicistas do Igreja. que. e o segundo.e entre as notabilidades extrangeiras cita sa de svii extineção. Viveiros mandaré e Inhaúma. como parte do programmá commemo. por Didio Costa. Morgan. por Henrique Santa Rosa. por Solideviláqua. fonso Taunay.Alfredo Coester.u-C.Anchorena.Clovis BeBrasil. por de 1. Congresso de Historia da America . O papel de José Bonífcral. por Heitor Lyra. Tribus indi. " O Governo de Portugal. Beniio porlnguezas.'ctiax c. constituíram uma sociedade por quotas. pôde viver da sua própria historia: a influen Encarregado da Columbia. po. por AfAlém da reunião do Congresso Interna. dedicou ao monumental trabalho um longo artigo. e o descopromoveu «..

foi muito obsequiado pelo Embaixador extraordinário Mastny. n u m gesto de profunda beíleza. dois g r a n d e s . Cav. e j vel. letras e a r t e s . Nada. tomou a si a direcção da homenagem. que tal é a Venus Camoneana. a Gloria. da autoria de Bernardelli — n ã o t e m a a t t i tude enérgica que dava ao autor do Guarany Officiaes da Ordem de S. o Governo da Tchecoslovaquia nomeou o nosso director Elysio de Carvalho membro honorário da representação dessa Republica na Exposição do Centenário da Independência. onde tremularão as bandeiras Italiana e brasileira. ao centro da piscina. Quandc iam em meio do trabalho de angariar os donativos p a r a realizar o monumento. Genserico de Vasconcellos O capitão Genserico de Vasconcellos foi distinguido com a commenda da Ordem de Christo. que. que em breve surgirá para maior gloria do autor e orgulho da geração a que pertence. como representante do Banco Francez e Italiano. thenticado.\ phador das apotheoses ruidosas . que. surgiu em 1909. a colonie italiana de S. patrocinada pelos S r s . voz suprema óo go da Espada. 9 A 12 — ANNO I Celso Vieira Do Governo Portuguez acaba de receber c nosao illustre collaborador Celso Vieira as Insígnias da Ordem de S. Intelligencia maravilhosa. a arte literária a um estado de perfeição r a r a s vezes attingido em lingua portugueza. a que se dedicou com o maior desvelo e com o mais absoluto suecesso.nos momensileira. secretario suggestiva. que seria o seu magnifico presente ao Brasil. que se fez representar pelo Sr. sustentada pelo gênio das Bellas Artes: J u n t o a estes grupos representativos das duas nações irmãs. esta collocado na esplanada do Theatro Municipal. O próprio granito provem todo da Itália. publicista emérito. Embaixador Duarte Leite. obra justamente premiada pela Aca. Vincenzo Frontini. é um dos 1-romovedores do espirito nacional do nosso povo. discipulo dos mestres que o precederam. formidáciar a Elysio de Carvalho. pela singularidade dos conceitos e pela sua cultura. a quem deve elle a interpretação esthetica dos Lusíadas. No topo do franco esquerdo o G u a r a n y — o indio de Alencar Idealizado por Brizzolara — acaba de lançai a flecha contra Gonzales. nosso collaborador. inclusive Nelkem. Joven professor de patriotismo. Nos extremos. Nu obra de Brizzolara a força genial do maestro O Governo Portuguez. Ministro J a n Havlasa. Thiago. maestro Luiz Chlaffarell! e Gelasio Pimenta. Cav. contorcendo-se nas vascas da morte. As estatuas e os grupos do monumento são de bronze. pelo centenário da acclamação de D. o autor do Hymno Nacional. n a data duplamente glorio»*. J maravilha estupenda dos poemas que o sagracom o gráo de official de Ordem de S. a Itália. No outro flanco Salvador Rosa faz menção de atirar o punhal. ergue-se o "Schlavo" pres•nvinbroe da Legião de Honra. e autor do belllssimo Hymno Brasileiro. — revelam-se na tellectual. no seu magnifico trabalho " U m século de musica brasileira". applaude e adm i r a . na festa do Centenário. Porque Francisco Manoel não foi apenas o autor do Hymno Nacional.u m . Toda a tragédia tar as insígnias da gloriosa e veneravel corque encerram as suas soberbas harmonias. devidamente a u . Lebre e Lima. descendo pela encosta "la A n h a n g a b a h ú . tomba o "Condór" Uma escada de granito leva & parte avançada do monumento. Carlos reado poeta da Luz Gloriosa e o applaudido i Gomes. Elysio de Carvalho é t a m . pouco além tombada na extremidade do balaustro da escadaria. entre nós. A' direita ' desse conjunto. Celso Vieira é hoje um nome que todo o Brasil conhece. tempera-i mento profundamente artístico e sensibilidade de extremada delicadeza. no nosso meio. na obra de Brizzolara. como se sabe. Luigl Chiaffarelll. com o acto do Governo Portuguez galardoando um dos seus mais fulgurantes collaboradores. a p o i a a mão sobre a celebre Victoria dei Samothracia. arrancando do fundo das meditações a a Ronald de Carvalho.de Carrara. firmou definitivamente a sua reputação de historiador. primoroso trabalho do Illustre esculptor Italiano Lulgi Brlzzolara. Pedro i e pela descoberta da America.pelas ventas e sustentam sobre o dorso um lham nesta casa. a poração. u m dos mais enthusiasticos e vibrantes que existem. como é a Historia Militar do Brasil. de nove Presidente Antônio José de Almeida recebeu metros de altura e 2. dois colossaes candelabros de bronze. pois. A magnifica acolhida que tem tido a idéa. n u m a obra severíssima. do» nossos mais abadsadog críticos musicaes. tes a a p u n h a l a r . na certeza de um applauso unanime e patriótico. além disto. com três metros o vlnK centímetros da a l t u r a . A p a r t a superior do monumento é constituído por u m a exedra de grani to vermelho polldo.' A' esquerda do grupo central. Ronald de Carvalho é o lau. Monumento a Carlos Gomes A idéa de um grande monumento a Carlos Gomes. u m a individualidade á parte. expirando. cad -i o nosso director um retrato. denotando bem o abalo causado. e. no caminho de organização consciente. Ainda do E x m o . que os reuniu num encantador superior do monumento é completada por almoço no Joekey Club. dur a n t e a sua permanência nesta Capital. grupos limitam o âmbito abrangido pelo monumento: uma bellusima mulher representa a Republica dos Estados Unidos do Brasil. E' seu corypheu Francisco Manoel da Silva (1795-1865*. representa.AMERICA BRASILEIRA NTMS. Muito lhe deve a nossa cultura da a r t e maravilhosa. militar digno. Vamos transcrever o que escreveu sobre o nosso grande musico. essa pagina fremente de enthusiasmo e vibração. se destina a galardoar os que se distinguem excepcionalmente nas sciências. a 21 A estatua do grande compositor — contrastando com a existente em Campinas. A America Brasileira rejubila-se. Paulo. Na parte central da exedra. a Forga. Soberano da í ó r m a e creador de beíleza. titanlco. Foi elle o fundador.três cavallos marinhos lançam jorros dentrui maneira commoveu a todos quantos traba. commendador Nlcolasf Pugllàl. Ambos receberam a distineção por poesia profunda e severa. e que encerra as linhas geraes do esforço meritorio de Francisco Manoel: " A segunda phase da musica no Brasil. Paulo. conde Francisco Màttarazzo. que se realizou a 12 de outubro. No plano inferior. digno de ostensiaco das obras immortaes. Francisco Manoel A "Escola de Musica Arcangelo Corem1* tomou a si a louvável Iniciativa de erigir um monumento. extremada gentileza que sobre. musica larga e intermédio do D r . como representante do Banco I t a lo-Belga. — ambas representadas em m á r da Embaixada Portugueza e também um in. evocando a sua gloriosa figura. a. empunha a bandeira nacional que o Povo. e. Genserico de Vasconcellos é uma das intelligencias mais brilhantes do novo Exercito brasileiro. Paulo. o que bastaria para aureola do seu nome. em cujos accordes fulge o idealismo tropical de nossa gente.500 kllos de peso. parece justificar o êxito absoluto que lhe almejamos. modelos perfeitos das boas letras. Celso Vieira levou. Maria Tudor se ergue numa attitude de Intenso desespere? ei adeante. tomou a si a consecusão da obra. i em um dos poucos inteílectuaes brasileiros De pé. Elle nasceu no Rio de Janeiro. symbolizando no gosto o seu desprezo.i è e. e dos mais illustres da nova gera. por proposta de se revela n u m a outra expressão de grandeza Sr. Em summa.more aos lados do maestro. uma vez entrada. o talento harmonioso de Celso Vieira esplende nesses dois livros soberbos que são Endymíão e Semeador. inconfundível. i» capital do Brasil.: tos graves em que pronuncia o "fiat" genodemia Brasileira. A parte ção lusitana. e D r . q u e . Cav. Uma commissão composta dos S r s . pois. excepto os da Musica o tia Poesia. não ê o triumautor da Pequena historia da literatura ora. do Conservatório de Musica. erguem-se dois altos mastros de bronze. o D r . beija. Thiaram maior entre os maiores. portanto. que organizaram uma commissão incumbida de levar a termo a consagração ao compositor brasileiro. mais justo do que a homenagem de Portugal prestada ao escriptor. Humberto Lombroso.globo com a legenda "Ordem e Progresso '.physionomla grave de Carlos Gomes. nosso director. em S. Braz Altieri. que é de essência superior. reclinado. Mario Polacco. sobre o globo. por tal acontecimento politico e podendo P°r tanto denominar-se patriótica.| sentimento e da alma da America. pelo fulgor do estylo. e affirmar-se-á com esplendor novo numa obra definitiva. Rodrigues Barbosa. BREVEMENTE A MUSICA NO BRASIL DE Renato j\ln\âda . Sr. Foi também o benemérito criador do nosso ensino musical. foi contemporânea da Independência. talhados em mármore de Carrara. A representação da Tcheco-Slovaquia Por proposta do Sr. Thiago o a r leonino e triumphante. acaba de agra— a força do pensamento. O monumento entregue á cidade de S. ergue-se a estatua m • bronze de Carlos Gomes. conde Alexandre Slcllano. a que nos acos tumámos. que perpetue a memória de Francisco Manoel.

Seus pães o entregaram Nomear Mestre Compositor de Musica da Sua aos cuidados do padre José Maurício. dez annos depois desse interrera de Almeida Torres. José Carlos PereiEm 1841.492. Hymno da Independência . os ressos. sendo seu corpo sepultado no cemitério de São Francisco de Paula. ficando então o Instituto seb a fiscalisação immediata do Ministro do império. cujo produeto forço dos legítimos e dedicados representan. compoz elle o segurança. 1-or essa oceasião foi inaugurada uma lapide de mármore com a seguinte inscripção: A Francisco Manoel da Silva. talvez o de maior gou aos estudos. a alma nacional. Os professores do Instituto Nacional de Musica. um dos seus mais inspirados e abnetra da Real Camara. foi decahindo Rodrigues Cortes e Dr. o estudante canbrepujava ás outras. se criou um lugar de directora. 49. não se tornava pesada aos cofres longe de se mostrar irritado com esse injusto públicos. Foi sobre o balcão desta modesta casa Em 1831 foram despedidos todos os músicos da capella imperial. fundou a 16 Existia nessa época. e com elles as recarias da Cunha Freitas e muitos outros cordações dos cânticos sacros que ecoavam amantes da musica. O inspirado autor do "Hymno Nacional". organizando. dotada já de recursos obtidos pelo seu mente as intenções de Marcos Portugal e. em ceu louvores dos profissionaes da época e do que as sciências e artes puderam avoejar. Lutava o Conservatório com a falta de recursos e o seu desenvolvimento era por demais lento. esquina da do Regente. Novembro de 1841 sanecionou a instituição Percebia Francisco Manoel perfeita. de fôrma que se extremava em actividade. que em nome do Imgno de completo abandono das artes. Laurlndo Rebello.KÜMS. "Hymno Nacional" para solemnizar festivaPara estabelecer a convivência entre os mente a coroação do segundo imperante do que se dedicavam á arte musical e dar a esta Brasil. parte para sua mates de todos os ramos da actividade brasileira. 5. instrumentado pelo fallecido maestro Leopoldo Miguez. offerecido ao principe real D. Dotado de for. foi elle installado em 10 de Agosto de ca da imperial Camara. Maria Amalla Mu- . um armarinho pectivos estatutos". e para desvial-o dos encontraram gratuitamente campo vasto. em 2 de Abril de 1857. foi nomeado instrumentos degradantes. Em 26 de Agosto de 1907. e mais tarde vendido por 6008000 a a junta que a administrava lhe conferiu. em 3 ça de vontade e especial vocação para a mu. onde começou a funecionar. mudou-lhe o sino technico e proveitoso.. que ta Capital. reflectindo nessa coposição de vibranum desenvolvimento sempre florescente e te inspiração. no carneiro n . louvando elle nâo se mostrasse dedicado e applicado ao os esforços do artista.tranqüilidade social e se mostraram dispostos a c o n t i n u a r .prio. de que era mestre o gados cultores. desde 3 de Fevereiro de 1855. criaram-se duas aulas de Instrumentos de corda e duas d e . nos seus paque ao mesmo tempo servia-se de auxilio e trióticos impulsos.03 primeiros compassos do inspirado "Hymta. cargo que exerceu gratuitamente. estudo de violoncello p a r a o de violino. que diá a dia apresentava novas javam estudar os vários ramos da musica revelações artísticas. falleceu Francisco Manoel em sua antiga residência da rua do Conde n. no Brasil. João VI tanto se avantajára e concorreclarinete.substituil-o no lugar de mestre da capella imlida dos Vândalos o painel de José Leandro ! perial. flectidos. mais abnegadamente se entreNesse mesmo anno. o escopo. de que elle era nesse tempo o -'primus inter Francisco Manoel fazia parte da orchespares". nas naves da capella real. Foi devido ainda aos esforços de F r a n cisco Manoel. homem activo trabalha28 de abril de 1S34. deixou publicados. de maneira que. a José Maria Teixeira. amparo aos seus irmãos em arte. então ministro do Império. que meredo o novo reinado u m a época tranquilla. D. foi reorganizado pelo referido ministro. lnstallador. elle próprio.i ânimos políticos se tornaram mais calmo? estro e entregou-lhe a carta imperial que e os espíritos. enseus trabalhos de compositor. representando a veneranda filha do grande brasileiro F r a n cisco Manoel. por decreto de 26 de construcção do edifício. no Conservatório. Muito criança. O Conservatório passou a formar a quinta secção da Academia de Bellas Artes. o titulo de director. "Te-Deum". Nada mais era um artista: a palhe. a remoção da aula para a r u a dos Barbonos n. em novembro de 1853. todo o empenho de Francisco Manoel era ver o instituto prospero e prestigiado. Nesse anno em 14 de Março. maestro portuguez Marcos Portugal. do pianista portuguez Arthur Napoleão. que fora installado por Antônio Joaquim RaTaes foram os bons serviços prestados â mos de Oliveira Leal. onde os que desediscípulo. que. Pedro. realizou-se no Instituto Nacional de Musica um grande concerto em sua honra. por decreto de 23 de J a neiro daquelle anno. por decreto de 27 de esudo deste instrumento. Cândido José de Araújo sica proveitosas lhe foram as lições de José Vianna. regendo-a interinamente Francisco Manoel. nutenção e parte constituindo patrimônio para foi Francisco Manoel. 10. que depois desempenhou o cargo de mestre effectivo. para solemnizar o jubileu artístico. depois Conego Zasacerdotes mais dedicados. dor e um tanto dedicado á cultura da arte A musica. 25 de Agosto de 1907" Quando Arthur Napoleão descerrou a cortina que envolvia a lapide. Tão notórios se tornaram os seus continuados serviços em prol da arte musical.de Julho de 1841. entre outros trabalhos os seguintes: Compêndio de musica (artinha) para uso dos alumnos do Collegio de Pedro I I . a Sociedade Beneficenmenos de vinte annos. fundador do Conservatório de Musica. Este Por seu perseverante esforço conseguio procurando occultar a sua dèsaffeiçâo pelo fundar um Conservatório. j á Francis"Sua Majestade o Imperador Houve por co Manoel revelara grande amor e aptidão bem. que era Imperial Camara a Francisco Manoel da Siltambém notável mestre de philosophia e va. a orchestra executou o Hymno Nacional. i n s trumentos de sopro. subindo ao primeiro altar da capella imperial. Pedro II. Era reacção patriótica para iniciar novos esforços muito joven ainda quando compoz um "Teque pudessem desenvolver o estudo da musica Deum". coamortecendo-se o brilho e fama em que sonhecido por poeta Lagartixa.Conservatório de Musica. a lyra. Luiz Pedreira do Canto Ferraz. guinte documento: B R Á S I L E I RA Em 1851 foi contratada para esta Capital uma companhia de canto e baile. a Sra. o compasso tornaram-se no Nacional Brasileiro" Fallecendo Marcos Portugal. offerecido ao Principe. por Dereto de 26 de Julho deste anno para a arte musical. ra para ornamentar as repetidas e promposas Nesse armarinho reuniam-se Francisco festividades celebradas n a real capella. autor do Hymno de sua Pátria. a esculptura e a architectura. Palácio do Rio de Janeiro.foi empregado em apólices. que no tempo do velho Rei musical. e as Manoel. desappareceram seus tor da Capella Imperial. com o officialato da Ordem da Rosa. até então irrequietos. na rua Senhor dos Paste Musical. apagaram com a esponja esqual. e os iconoclastas Francisco Manoel em 17 de Maio de 1842 para da arte. solicltador do Foro desnovel instituição artística e philantropica. inicianno de incontestável originalidade. progredindo com rapidez e gloria para Francisco Manoel. Compêndio Preliminar de Musica. Compoz para ser cantado no baptisade Felizmente desvaneceram-se as nuvens de Principe Imperial D. 9 A 12 — ANNO í AMERICA fevereiro de 1795. A 1S de Dezembro de 1865. quando. apesar dos avantajados lucros que teve a empreza. inaugurouse a aula de contraponto. zelo e amor pelo estabelecimento de educação artística. discípulo predilecto de Haydn. O seu instrumento predilecto era o D. que deu diversos espectaculos.terias em favor da instituição. comprehendeu conhecia os segredos da a r t e . e ainda existia ha de Dezembro de 1833. que. mais renomeou conselheiro da Ordem da Rosa. a trabalhar pelo engrandecimen. que o Imperador D. Essa patriótica iniciativa calou profundaameaçando dispensal-o da orchestra real se mente no espirito do Governo. autorizando o ministro de então. Mais tarde fo: logo Francisco Manoel que era oceasião opdiscípulo do celebre professor Segismundo portuna de apresentar esse movimento de Nelkem. como se vê pelo se. Affonso outro hymque escureciam o horizonte da pátria. tal o tumulto da commercial que Francisco Manoel escreveu politica. pois não o tendo próJulho. José regias solemnidades da Corte. que elle fundara com tanto carinho. A família 3e Francisco Manoel assistiu t essa justa homonangem. Toda a preoccúpação. Bento Fernandes das Mercês. sendo Francisco Manoel r:omeado seu Director. victimado por uma tisica ladyngéa e contando 70 annos de idade. novamente o agraciou. E para sua salva e guarda Mandou pasversado em diversas línguas. mestre na sua Arte.que. a quem foram confiadas as jovens que se applicavam ao estudo Ja musica.1848 em uma das dependências do Museu Nacional. concedendo 16 loto da pátria auxiliando com tenacidade o es. quando perador agradeceu ao artista o seu inspirado o. Compêndio de princípios elementares de música para o uso do Conservatório. procedimento. Maurício. em pouco tempo Intelligente e prespicaz. congraçando-se a pintura.sar esta. nomeado mestre compositor de musi. se entregaram ao renascimento da O Corpo Legislativo veio em auxilio do .

gociações. annualmente. tendo nomeai-açôes dentro de 60 dias. não sô de caracter politico. a partir .' a saber: | ção especial e n t r a r á em vigor em cada ^ O Presid«3nte da Republica dos Estados | na data de sua promulgação e vigorara Unidos do Brasil. alentada e copiosa documentação sobre as varias missões diplomáticas despachadai então peio Governo Imperial. revestiu um caracter de solemne cordialidade. os quaes. Oswaldo Corrêa. que será subsidio do mais alto valor bibliogiaphico da historia p á t r i a . José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. ministro de Extrangeiros.uiili' morto. ex-olTicio. 7o E' facultado aos representantft consulares de ambos os paizes contratante pugnar.as.. 2" As obras litterarias e artísticas jubmettidas a registro em um. A r t . | Affonso Penna.ia data do deposito da respectiva certidão. F r a n ç a e Hespanha. que entabolou e levou a cabo as negociações para o reconhecimento da nossa Independência pelo governo de Lisboa. J . de dupla nacionalidade. Barão de Santo Amaro e Villela Barbosa. • 'ompnreceram seus filhos S r s . 8o. gozarão desses favores. multo laboriosas. . . Todas as obras originaes de caracter litterario e artístico comprehendldas n a classificação estabelecia* P«» convenção de Berna. será publicada separadamente. funecinarios do I t a m a r a t y e que vão com o maior carinho e zelo levando a termo esse notável trabalho. á outra u m a relação das obras permutadas. in-8° grande. Sir Charles Stuart. fora mandado por seu governo a Lisboa. poude fazer uma critica muito justa e detal h a d a desses trabalhos diplomáticos não raro com uma ponta de chiste. trocado saudações muito expressivas. Estados da Allemanha. Depois de approvada pek» "*' depende das facilidades ft permuta de z r . 5 o . de 1S86. Essa documentação.aliciamentc de tropas. Ministro de Estado das Rei verno de u m a das altas partes contratantes lações Exteriores. Nessa negociação. como assessor dos negociadores brasileiros e secretario p a r a as coaferenc. litterarias e artísticas serão consideradas como obras. seis mezes depois de sua denuncia P*° vedo Marques. revista em Berlim em 1908. Zacharias Góes de Carvalho. § 3° As despezas decorrentes dessa permuta.ÍEMtA AN. t r a t a r do leconhecimento da Independência do Império. j der legislativo c-m ambos os paizes contra sua producção. do Brasil. que será remettldo a repartição competente do outro paiz contratante. e J .Xt) r niz Freire. | 2°. julgados em boa e devida fôrma. A ceremonia se realizou no Palácio do I t a m a r a t y . periodicamente. e o IV abrange a Santa Sé. Os exemplares em brochura das obras editadas om um dos paizes contratantes gozarão de isenção de direitos. diplomata britannico. 1. completava a ornamentação. com mais de 400 paginas cada um. de Azevedo Marques. Hildebrando Accioly e Heitor Lyra. "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. depois de trocar seus pleno» poderes.As publicações periódicas. 4°. 9». P a r a g r a p h o único. além da documentação. a present» con do seus plenipotenciarios. E'.. tendo em consideração as grandes vantagens decorrentes de um regimen amplo.„'„-. Os dois primeiros t r a t a m exclusivamente da Grã-Bretanha. dos paizes contratantes serão consideradas para os effeitos legaes. i O busto em bronze do inesquecível maestro estava collocado no centro do palco err um pede-tal de madeira.' cia de não ser mais retardado o reconheci. P a r a isso. por encontro de contas. contratamento de operários. M. publicará as actas das respectivas conferências e o diário inédito e mesmo até agora ignorado de Luiz Moutinho L ma Alvares e Silva. A r t . revista em Berlim. o Sr. concluídos para robustecer ainda mais as relações entre os dous paizes. Ministro dos Negócios Estrangel. sobre essa negociação. Damos a seguir os textos das convenções de 26 de Setembro de 1922: O I t a m a r a t y vae prestar um relevante serviço aos nossos estudos de historia. de Portugal. Uma bella -'corbeille" de flores naturaes. como plenipotenciarios especiaes. 3" Serão depositados tantos exemplares das obras registradas. Quando chegará a vez de José Maurício? Archivo diplomático da Independência Tratados Luso=Brasileiros E n t r e os resultados benéficos da visita do eminente Presidente Antônio José de Almeida ao Brasil devemos contar a asslgnatura dos três tratados. em Portugal. publi cando o Archivo Diplomático da Independência. emigração « intercâmbio artístico e litterario. A obra deverá ter sete volumes. 6°.AMERICA \ [ Ais '. de Aze. Como se sabe. passada pelo paiz em que se effectue o registro . pois. João j VI e o governo da Bemposta da convenien. negociação. etc. u m a formosa realidade. E s t a s «ne- Convenção sobre a propriedade lit teraria e artística O Presidente da Republica de Portugal. Essas obras serão avaliadas segundo os preços do mercado e esses pregos serão mencionados em ouro n a respectiva relação. tendo os dout titulares. Áustria Santa Sé. foram até 29 de Agosto. depositada ao lado do busto.. Uma das partes mais interessantes da obra é a referente ã missão Stuart. já em parte divulgada. § 1». em termos cordiaes. A r t . digna de todo applauso a iniciativa da "Escola Corelli" e não temos duvida de que será. que foram recebidos á entrada do Instituto pelo director daquelle estabeleci. D r . artífices e agricultores.i A 1J e R A l. As altas partes contratantes estabelecerão entre a Bibliotheca Nacional <io Rio de Janeiro e a de Lisboa um serviço de p e r m u t a de duplicatas de obras nacionaes publicadas antes da vigência da presente convenção especial. 1'n-. O Archivo Diplomático da Independência.. r*^ vista em Berlim. o Sr. nomeado? pelo Governo Brasileiro. D r . Freire. antes de referendarem os tratados. engajamento de equipagens. e o Presidente da Republica de Portugal. enfeitado artisticamente coui O u-es naturaes e com o pavilhão nacional. regulando e protegendo o trabalho e a actividade dos cidadãos das nações irmãs e removendo certas difficuldâdes oriunda* da dupla nacionalidade e serviço militar no Brasil e em Portugal. con vieram no seguinte: U-t. no caracter cie plenipotenciario de Portugal. A r t . A realização dessa obra foi confiada aos S r s . A r t . os senhores doutores José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. para a protecção das obras litterarias e artísticas e tendo em vista que a intensificação das relações litterarias e artísticas entre os dous paiA r t . que os acceitou. Luiz Muniz Freire e Major Francisco Muniz . mento: Maestro Alberto Nepumueeno e conduzidos para a primeira fila de cadeiras do salão onde ia ser rendida a homenagem ao srr. além do estabelecido pelo accôrdo de 9 de Setembro de 1889 e de convenção de Berna. EstadosUnidos e republicas do P r a t a como pela compra de material de toda natureza. Km um dos intervallos foram os dous ne. cada u m a dessas bibliothecas fornecera.-iòente da Republica. acompanhando a certidão a que se refere o artigo anterior. afinal realizado pelo tratado de 29 de Agosto de 1825. mandando-o logo ao Rio. serão pagas. dos quaes estão quasi promptos c I. na mesa da sala do império. resolveram firmar uma contantes e de trocadas as respectivas ractw venção especial para c-sse fim. seguida de correspondência trocada no Rio com o representante do governo respective e precedida de uma noticia histórica de toda p." As g a r a n t i a s decorrentes do registro de obras litteraria e artística em um dos paizes contratantes são reciprocamente asseguradas em ambos segundo a l e g i s l a ^ interna de cada u m : A r t . os altos intentos de approximação luso-brasileira. como registradas no outro. de cuja valia não é precizo insistir. p a r a os effeitos da presente convenção especial. reaffirmando. Stuart teve ensejo de offerecer seus serviço* ao Governo Portuguez. M. A transcripção de excerptos e «' traducção de obras escriptas originarjanÍ| 1 te em língua estrangeira e registradas nos paizes contratantes serão reguladas pela • gislação interna do paiz em que se derem.I tos de Francisco Manoel apresentados ao Dr. Mario de Vasconcellos. official maior da Secretaria de Estado que. A assignatura dos três tratados. por. ora em vi<$or em seus paizes.i mento da Independência do Império. lançamento de empréstimos. Aqui chegando na segunda quinzena de Julho d*» 1S25. convencer D. non casos de contrav*n#t| A r t . quando veio a ser firmado por esse plenipotenciario o tratado.| que então a Grã-Bretanha seria levada a i fazel-o ã revelia de Portugal. II IV tomos. Stuart logo entabolou negociações com os três plenipotenciarios Carvalho e Mello. França. pela applicação da legislação Interna o cas estipulações da convenção de Berna. quantos forem exigidos pela legislação do paiz om que fô: feito o registro e mais um. em breve. administrativa e judicialmente. sendo as altas partes contractantes representadas pelos seus ministros do Exterior.

3 o . os quaes.Unidos do Brasil e o . que abrasa. — . pelo Brasil até á morte.sa sem igual. Art. § 2o. ministro d a s Relações Exteriores. Augusta e forte! Nossas mãos entrelaça. segue o ten destino! " "Anda sem trégua e sem repouso" "anda de cidade em cidade. total e indivisível a pátria grande. de Azevedo Marques. M. na." n "alcyoneo! ignota melodia". Art. mar ou a r de Portugal ou tenha «concluído alli um curso official de instrucção militar naval ou aérea. é o momento!" • " ( E m vão tentais deter meus passos. S r . na fôrma d a Constituição Federal." •• "o pescador na sua choça. Art. um hymno vibrante á terra. aos vinte e seis dias do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. I Convenção de emigração e trabalho Esta convenção acha-se assim redigida: O presidente da Republica dos Estados .NDMS. A Pátria forte e unida. O presente tratado será ratificado pelas altas partes contratantes de accôrdo *om a? respectivas leis.O presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil." "busca o' operário na officina. — José Maria Vilhena." -'" '••• "ou monta guarda a noite inteira" "lá h u m recanto da fronteira. Os benefícios garantidos e direitos estabelecidos pela legislação relativa ao trabalho. huma grandetado das Relações Exteriores. Em fé do que. os seus ria Vilhena Barbosa de Magalhães. José Manoel de Azevedo Marques. o canto se torna oração. por t e r nascido no Brasil. D r . Canto ao Centenário* no que se refere aos benefícios das leis sobrei . D r . Dr. "vento asperrimo e fogo sacrosanto! " "Meu canto de paz e alegria" "e infinito contentamento! " *• "De ti me-despeço. que.\ Num poema de fervor e deslumbramento cudas necessárias para facilitar tanto quanto o S r . offerece ao Brasil essa oblação de tuei de Azevedo Marques. de accôrdo com as leis respectivas.••. e um mez depois da troca das ratificações pelos respectivos governos e vigorará até seis mezes depois da sua denuncia pelo governo de umá das altas parteis contratantes. sob a condição de serem taes accôrdos previamente submettidos á approvação do governo federal brasileiro.-f f os infortúnios do trabalho e adoptar as me. de Azevedo Marques. appondo nella os seus sellos. nomearam. "contente só da P a r a esse fim nomearam os seus plenigloria de ser bella" E m estrofes inspiradas poteuc. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. Alberto Ramos canta a grandeza do possível o movimento da emigração e o tra. 9 A 12 — ArÍNO I AMERICA Tratado sobre o serviço militar e dupla nacionalidade "O presidente da Republica de Portugal <e 6. o Sr. Art. julgados em bôa e devida lórma. I o . m a r ou a r do Brasil ou q u e tenha «concluído um curso official de instrucção militar. será equivalente a um titulo de naturalização e importará consequentemente na perda da nacionalidade brasileira p a r a todos os effeitos. sobre trabalho e emigração possam vir a ser propostos entre os governos dos Estados que constituem a Republica Brasileira e o governo portuguez. 2 o . -ministro 'dos Negócios E s t r a n geiros. á previdência social. meu ultimo canto. exactamente nos mesmos termos e condições em que o são os seus nacionaes. " "Tu. o obséquio de o fazer o mais breve possível.rápida m i r a g e m ! " "mundo orvalhado e matutino! " "Camaradas! traga-me a v o r a g e m . fulgente è maravilhoso.' "o miheiro na sua mina. união invencível. vida. ficará isento do serviço militar no Brasil desde q u e : o) tenha feito o serviço militar nas for"fias de terra. . o S r . p rder a sua nacionalidade brasileira. a saber: O presidente da Republica de Portugal. As altas partes contratantes °s"fabelecerão pelos departamentos competentes ^ e provar os requisitos dos artigos anteriores.. a pureza e . á instrucção geral e profissional e á liberdade de r e união. desejosos de negociar um •tratado p a r a remover certas difficuldâdes «oriundas da dupla nacionalidade e serviço militar em Portugal e no Brasil. perdei-á para todos os effeitos aquella nacionalidade. une e funde. os quaes depois de troçar seus plenos poderes.e no Estado. ã assistência. Birbosa de Ma fiaThães. o S r . I o . respectivamente." . e o presidente da Republica de Portugal.I Brasil. os respectivos plenipotenciarios assignarm a presente convenção. meu canto.: Art. vem ungido de uma religiosidade e ternura."Meu'canto. b) sendo maior de 21 annos de idade.presidente da Republica -de Portugal eoncordíirarli celebrar uma convenção para estabelecer a igualdade de tra- Afim de não ser s u s p e n s a a remessa desta Revista. A presente convenção entrará em vigor depois da sua approvação pelo poder legislativo dos dois paizes. Art. de associação e de organização profissional. e m cada pouso" "entra e pede hospitalidade. passará a ser de 1 0 $ 0 0 0 por anno. . o) tendo mais de 21 annos de idade. . BRASILEIRA tamento entre os cidadãos das duas nações. sendo as ratificações trocadas na cidade do Rio de Janeiro o mais «edo possivel e continuará em vigor até um anno depois de haver uma das altas partes contratantes eommumendo á outra a sua intónção de o terminar Em testemunho do que os respectivos plenipotenciarios assignnram o presente tra tado appondò nelle os seus sellos. Feita em duplicata na lingua portugueza. achados em bôa ordem e devida fôrma convieram nos seguintes artigos. e em Portugal dos mesmos benefícios garan tias e direitos que em um e em outro paiz! sejam concedidos aop emigrantes nacionaes de outro qualquer paiz. . ministro heróes e guerreiros. onde as forças de terra suavemente evocadas nos avivam a grandeza da terra. no Rio de Janeiro. serão concedidas em cada um dos dos paizes aos emigrantes nacionaes do outro. nossa força e lei suprema! " E.' "prender-me em vão.! " Aconselha a união. no qual tiverem de ser executados. . tenha também a «acionaiidade brasileira./. Dr. 71." "de villa em villa. e ás suas familas. Art. 2o. E termina. ministro de E s amor." AMERICA BRASILEIRA J» Chamamos a attenção de n o s s o s a g e n t e s que ainda não liquidaram s u a s c o n t a s com e s t a Revista. Qualquer cidadão portuguez que." ] u "A Pátria é o nosso amor. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que v a e passar a America Brasileira. conforme já em circular lhe solicitamos. depois rias perpassam nas suas vozes quentes numa de trocarem os respectivos plenos poderes glorificação extasiada e fr emente. por ter nascido em Portugal. Feito em duplicata. 4o. — Jos$ Maria Vilhena Barbosa rJ • Magalhães. á protegção dos trabalhadores. " E n t r a no rancho do tropeiro. — J. con vieram no seguinte: Art. O governo brasileiro facilitará a conclusão e execução de accôrdos que. M.presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. em que freme seu patriotismo Estados Unidos do Brasil..arios: o presidente da Republica dos e ardentes. P a r a os effeitos da letra 6 a apresentação de um certificado de ^nacionalidade emittido pela autoridade portugueza competente. aos vinte e seis do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. no Brasil.. E ' todo elle tamonto dos trabalhadores ímmigrantes. tenha também a nacionalidade portugueza q u e : a) tenha feito serviço militar nas forças de terra. Os emigrantes portuguezes e brasileiros gozam. Qualquer cidadão brasileiro que. 4°. o . ficara isento d » serviço militar em Portugal. no Rio de Janeiro. formosos braços") "Adeus. José Ma." < : "o lavrador ná sua roça. Paragrapho único. frespectivamente seu plenipotenciarios.'. pedimos encarecidamente a o s n o s s o s a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assignaturas." "e canta e fuma na barraca. as suas emoções e victodos Negócios Estrangeiros. "busca o soldado que blvaca.a justiça a todos seus irmãos • e que "UNIÃO! seja o nosso lemma. lingua portugue•za. • . a r t . naval ou aérea no Brasil. José Muexaltado. tenha renunciado á nacionalidade portugueza.3°.

tende Benedicto Silva. O cowtgerações provindouras. As goas. Luiz Pereira Barreto. A botânica e a zoosão. na evolução politica do Imperld. presentes e invisíveis. Amadeu Amaral. thusiasmo á grande data. mesa. de Álvaro Paes. desse estimulo ás tentativas comNeves. Um século de reciproca intelligencia. através de admiráveis artigos. cou uma soberba edição. J . para se avaliai mas não encontram os ânimos preparados de Alagoas. estadistas.nalística á data da nossa emancipação popelo estudo synthetlco de suas varias activi. Rodrigues Barbosa. A r t h u r Neiva. annos de progresso.meiro conselho da cordura e da vontade de festejou o Centenário. e sibilidade de resumir num só numero. Imtantos movimentos expontâneos e aetivasse ambos a vida nacional resurgiu e explendeu pressões do primeiro reinado. Alberto Faria. Noh u m a n a e a potencialidade que sóe ser para merciaes e puzesse em relevo o nobre caragueira. inter-americana. . Edu. A evolução da de hoje. numa interessante gencia . Litteratuapproximar-se por todos os meios adequados bém duas edições commemorativas do centera e nacionalidade. P P . em grande format. de Oliveira Vianna. que parecia insoluvel. priintellectual J a y m e d'Altavilla dirige. relativo ao Tratado de Mesquita e musica do inesquecível eem ao primeiro centenairo do Brasil. Unidos. A cultura jurídica iniciativa teria u m a consciência e u m a mis. todos e ainda hontem vimos em Buenos Aires. Oscar Freire. contribuição estrangeira para o progresso Se se creasse em cada grande centro um F o r a m dous números dos mais compledo Brasil. 9 A 12 — ANNO I estas responsabilidades. é um hymno ardente ao Brasil. do Sr. e de sua suggestiva personalidade trabalho Uma synthcse do Brasil actual. Getulio das lutiva em toda. no sé. As a r m a s da Argentina e do Brasil. não e comprehendia que de oudata gloriosa. visto que brasileiro. o HyLA NACIÓN — Buenos Ayrei ciptimista de La Nación. A ai. Cem annos de economia do Hoje todas a s Embaixadas da America dos jornalistas illustres que dirigem o granBrasil.S. cada locaes. numero de 7 de Setembro.ão importante. mas se cada passo visasse um fim. A evolução esportiva no Brasil. O Gênio de Wagner.collo de Washington. "sob o bellissimo céo r a m em Buenos Aires e em Santiago.' "com a voz e os gestos esquecidos" "dos maiores." "IRMÃOS. Climas differentes os fazem comple. Plínio Barreto. o Diário OffH* Basta esta enumeração. de Gilde enthusiasmo. e tenário Abre a Nación o notável artigo do S r . além de outros trabalhos concorrem p a r a o engrandeclmento da P á . nalistas e literatos os mais reputados.sempre esteve á vanguarda dos defensores no Brasil. Uma belllssima edição. na capa traExplorações scientificos no Brasil. Cem. em que as vozes sinceras vas." O ESTADO DE SÃO DE PAUU>. os povos da America se vinPaulo. tenário. a do Paiz. surge a acção de interamerlcanlsmo coro o denominamos em Nova York para de valor. confirmam o vaticinio fundamente F e r n a n d e s Lima e de seus auxiliares.a. Jorge então certos actos. nifestações fortes de civismo e de intelliUma joven musa evoca com a sua prórão reunidos em volumes. de fé e se desdobram a poesia e a esculptura n a t i dá-nos ainda Independência e vida. inteílectuaes e materiaes. foi p a r a cruzadas de liberdade. Fernando de o intercâmbio intellectual e material.nexos. A. Ed.dades.AMERICA BRASILEIRA M MS. é porque os ppyps com 335 paginas. Aliás. medicina no Brasil. t r a z artigos soQuando os Exércitos inermes da colbre cada uma das unidades da nossa federa. os pelo vultuoso numero de paginas — em que.' " e m cada peito brada: SEDE UNIDOS.|iir a competência do brilhante da magnífica contribuição que representa para renunciar ãs attitudes extremas. em que procurou Não foi das menores a contribuição de culam entre si por u m a obra quotidiana de nos dar. sim. toda a que t a n t o deve o nosso progresso. O progresso eco tra maneira festejasse o Jornal do Brasd i iiomico de .mentarios uns dos outros na s u a producção. .alto exemplo ao mundo. in..e x n r e s ^ s «li actividade e alumnos. Paulo. Foi. Eugênio Egas. Orníthologia. Traz os retratos b. nizasse e promovesse visitas de professores F r a n c o da Rocha. ' "seguindo a esteira do n a v i o . a ex— O Paiz p a r a brilho da commemoração jorpressão da cultura e da grandeza do Brasil.mno estadual.estão no Rio. Um século de relações hymno á actividade construetora do Pmsil O Hio de Janeiro podia surgir.desastre de Gênova e de Haya.< a resolver-se. A reportagem photographica é mui. sobre De taes actos. nas econômicas. lettra do saudoso poeta b mae **' O grande órgão argentino em homenag. O idealismo se avantaja pela sua actualldade e pelo seu Centenário. também para os estudos brasileiros a grande obra le. O pleito. A a cada actuação individual. quando os nossos vinhos reviveu a historia brasileira nas suas mavários artigos do mais alto valor. blbliotheca — Bibliotheca do "Estado de São pria figura a beíleza fluminense em nossa Não se contentando com o seu esplendido Paulo" O artigo inicial — Sete de Setembro Capital. ra sanitária. os artigos. Um século de cultuNão é u m a religião. blica. escriptos sua actividades de ligação subconsciente por pessoas versadas nos diversos assumptos correspondem a um nobre postulado. de Ala<> nosso continente acaba de dar um musica brasileira. Afranio Peixoto. de Sete de Setembro. A seu tempo. cujas intenções estamos edição de 7 de "O PAIZ' muito a vontade p a r a louvar e nos honraFoi uma das maiores publicações do Cen. os quaes se. berto Amado. cada u m a dessas sentativa. com o dupb cação e ensino no Brasil: Theodoro Sampaio. Organização da democracia repreorgulho da geração contemporânea e das cter dos torneios sportivos. das mais brilhantes pelos dades. Hygiene da de grandeza da nossa nacionalidade e um Hespanha. approximação de seus homens e suas activi. differençal-a das concepções clássicas — Os artigos publicados são os seguintes: monroismo e panamericanismo — ás quaes "JORNAL DO BRASIL" edição do J .to interessantíssimos e de real valor artístico.Ancon. Léo de Affonseca Júnior. numa internacionaes. publicou nos dias consecutivos tecidos do Brasil. E S E R E I S I N V E N C Í V E I S ! " . jorse j u n t a r a m . trabalhos artísticos e litterarios inseridos. se nos corações o ideal interamericano. organo que foi. Além da parte de generallsações. Reflocomitê que desse caracter e personalidade a tos de quantos deu a nossa imprensa e em restamento do Brasil.riam correspondido a u m a concegão. Europa N u m a edii. dade brasileira. O jornalismo na.meia americana adquirirem a noção de que a» ção do Districto Federal e do Acre. teA Mitre. suas questões históricas. que a guerra zendo as a r m a s do Estado e palavras de ennão foi uma solução e que os velhos probleculo da Independência. e se os Governos "busca o marujo. .acção a s s u m i r á logo a magestade do relevo completa e os desenhos de illustração sao proveniente desse c u n h o . em que resume a actualiestão preparados p a r a a paz e o amor.litica. " "chega-te alegremente e brada. Engenharia brasileira. o illustre publicista argentino. sob inspiração dos Estados todos os Presidentes da Republica. Basilio de Magalhães. Sud Menucci. artes plásticas ão Brasil. a grande edição do Estado de São Entretanto. o Hymno Nacional e varW affrontam trabalhos de valor. como com sagaz procedência se fez na dência). Oliveira Lima. Ricardo Severo. e da Repumovimento. tão diversos e tão inconquo se recurva sobre as nossas cabeças' a nossa Exposição. como o berço desta creação. de órgão. Navarro de Andrade. as nossas Navantada pelo Estado de São Paulo. no que tem sido a sua força evoAzevedo. se elevam para saudar seus conci. 'DIÁRIO OHTrciAL". horas a fio" "perdido em sonhos n a a m u r a d a . N a impos.mos em transcrever a sua parte final: Setembro. como no devido tempo estiveCasa histórica e pintores illustres. nário da nossa independência politica. deu-nos tamlogia no Brasil. Ronald de Carvalho. de titulado suggestivamente Una realización 7 de Setembro de 1922.que teria de servir de guia a tantos espiritos data memorável que commove o paiz todo. ções do Pacifico. F . numa triumphante apotheose de a r t e . chitectura colonial do Brasil (Archeologia e animados do fervor da confraternidade e da A r t e ) .começavam a attrahir esse mercado.irmonizai-se. tria brasileira. firmando o proto. publi. des Ribeiro. de Mendadãos e todos os que. A dos homens da America consiste em das grandes causas brasileiras. sequer u m a doutriO velho e popularissimo órgão carioca. Deveria estampai As grandes publicações do Cen. E* justamente <que nos demonstra. como este exemplar. literárias e artísticas em t r a b a duas ultimas e afastadas oceasiões em que lhos firmados por escriptores. organizações constituiria u m a Casa da Amemercio exterior do Brasil (desde a IndepenFoi um exoellente numero de evocação rica.

que libertou a Pátria. numa saudação a Joinville. auxilente á sua terra. escreveu sobre a admirável Bahia. commercial. Renato AlNão quiz a nossa collega pernambucana meida ("O Movimento Philosophico"). Guedes de Mi[•eda. o queCentenário. publicando sobre o grande acontecimeníez uma waticha interessantíssima de Curi. feliz. Luz Pinto. Ernani Cartaxo. Entre os collaboradores desse numero citaremos os S r s . Hermes Fontes. Mario Sette. E fel-o brilhantemeniienic r e m o d e l a d a . BRA8IL. Erasmo de Macedo. Podia-se avaliar o valor da edição com <iue o Jornal do Commercio commemorou o nosso Centenário pelo seu numero avultado de paginas. deixar cisco Prisco ("Dom Silverio"). evocando-o sa alagoana. Silva. é de justiça salientar . Foi um numero excellente que ro magnifico de 'Ml paginas — com um re. Fon-Fon! nos deu um bello attestado repórter. ranga.NUStS. Tito do Justavo Barroso. o velho e conceituado órgão do Partido Republica Riograndense. 9 A 12 —. ar. nessas pa.yba. com brilho.NeCurityba. que contou a historia de Barrou. Pedro I ter lançado o grito do Ypibeiro. Araújo Filho. . Craveiro Costa.homenagens calorosas de seu affecto e de sua admiração" láqua ("fteminiscencia"). que em.to que a Nação festeja commovida. E' assim que publica trabalhos de Felix Pacheco. José Américo de Almeida.. Tasso da Silveira. A edição deliciosa do Pon-Fon! comme•norativa do nosso centenário. isso já seria um louvor. de Recife. Rocha Pombo. gem. f G i l Vicente"). Acir Guimarães.A (In. épocas: 1882-1922"). Cláudio Ganns. cada um escriptor evocando uma pagina da historia brasileira ou dizendo particularmente do heroísmo e da grandeza do povo do Leão do Norte. Acir Guimarães. pensamento e na literatura brasileira. ordinária de 7 de Setembro. . Carlos Rubens. revelando o quanto está apparelhada ali a industria typographica e a que altura cheirou a expressão de cultura de Pernambuco. . O numero que recebemos do Jornal do Commercio. o sete de Setembro. Ulysses Pernambuco. rido diário do Recife deu uma edição encantaDentre os jornaes que nos Estados de. não é apenas uma demonstração da importância material da imprensa do grande Estado sulista como uma prova da sua potencialidade em todos os ramos de actividade. "JORNAL DO COMMURCTO". de Moreno Brandão. fartamente collaborada por pennas apreram eilic. correspondente no Rio de ginas de emoção. contendo vários estras nacionaes. V I . que te. que muito honra os seus Directores. é uma prova do adiantamento da imprensa do grande Estado nortista. publicou um numero de 250 paginas.-cta deu-nos um nume.ria D . Renato Almeida.o mundo civilizado. Samuel Campello. ("Pintura Brasileira").randa e outras. Oswaldo Primeiro e mais lido jornal do Estado.lidos do P a r a n á e não tem preferencias polidade da collaboração. pela origina. Não menos valiosa é a refica. de "O MUNDO LITERÁRIO* Outubro n. Lucilo VareParanaense de Plaeiilo e Silva & C. m a s a «dição do collega pernambucano vale também pelos trabalhos que publicou. revisora. Pereira da.cercado do affecto e da consideração de todo senta n Mundo Literário uma edição magní. ANNO I AMERICA Uma edição que honra a imprensa alagoana e muito contribuiuo para o brilho com que Alagoas festejou a data da nossa independência . Merece o Jormal do Commercio as nossas felicitações. portagem photographica. ou de paisa.| para augmentar o fulgor intellectual de P e r Üslica litteraria do Paraná. e D. senhorida mentalidade moderna do paiz. trabalhos '. de cada Estado de escrever a pagina refe. eaes. A Norra — Edição extraEste mensario da literatura nacional. Zeferiro Galvão Júlio Novaes. A Gazeta é um dos jornaes mais veis publicações do centenário. das illustrações e das líticas.tudos sobre a grande data nacional e tendo.menagem ao Centenário.rativa do Centenário. que iouvou o velho Rio. O numero «ommemorativo da nossa independência dado pela A Federação. com edições fulgurante.ta Alice Cartaxo. Dirceu Lacerda. do assumptos da mais alta relevância no ã primeira pagina. uma allegorla ao Brasil. as Andrade. edição de 7 de Setembro.corpo redactorial contando com penas brijornalista prestaram o brilho de suas pennas a esse lhantes e dirigido pelo ardoroso deputado Luiz Silveira —• o Jornal de AlaÍÍúmero magnifico do Fon-Fon! goas não podia deixar de dar aos alagoanos tão bella prova de esforçado patriotismo. nas sciências e na economia. Goulart de de prestar "á nobilissima pátria brasileira. Incumbindo a um escriptor novo a seguinte: redactor-chefe. versan. além de um "soviet" no Ceará. Colla.EIRA despedindo-se das lides jornalísticas pelas admirável da potencialidade do prospero E s graves preoecupações de secretario do go. .honra a imprensa do Leão do Norte e serviu íi-ospecto d. seu jão. Cláudio Ganns. na imprensymbolismo vivo e ardente. A imprensa gaúcha formou na vanguarda dos collegas que festejaram. de pennas illustres daqui e de lá. Ronald de Carvalho A PROVÍNCIA. seu Orlco.ctoi -chefe. ("O Romance Brasileiro").liares Affonso Bertagnoli e Caio Pereira. "FOIV-1''ON! " fie ile Seteni- bio de 1022. que es"JORNAL DB ALAGOAS". nas artes como nas finanças e no commercio — o que i t e r r a dos pampas representa como dynamica na actividade brasileira ahi está expresso através de trabalhos dos mais rutilantes talentos. quando devee é editado pela Grande Livraria Leite Ri. apre. tornando deveras Entre os artigos. Costa Monteiro. Mario Mello. num Coube ao Jornal de Alagoas.circular a sua edição extraordinária. adiantamento material e intellectual.grandeza. que illustrações e notas referentes ao Centenário.. que organizou « nosso querido confrade Sr. Ltda.tado sulista em todas ae suas expressões de verno de Sergipe. do deputado José Bonifácio. de Mala. E" um numero bem feito uma contribuir ã o de valor ao brilho das festas gaúchas á memorável data. 7 de Setembro. Edwiges de Sá Pereira. Théo Filho e Aggripino Grieco Por cerca de quatro horas. editaria pela Kmpreza Graphiea ves Sobrinho. A redacção do popular vespertino é g r a v u r a s . Araújo Filho e vários outros. "A FKDERAÇIÃO" e o seu nu- mero do Centenário. Amélia Bevi. Gonçalves.dora. que Diniz Perylo dirige. de saudade. salientamos os devidos ã interessante a publiação do nosso grande pena de Rocha Pombo ("Confronto de duas vespertino. é uma das mais admirá. A Noite fez eommemorativo do nosso Centenário. . dar a melhor edição commemoi-om delicioso lirismo a velha capital. Organizado pelo Sr. creveu tuna linda pagina de abertura.ões eommemorativas do Centenário ciáveis como Pereira da Costa. em hoborado por nomes de grande realce nas le. que dirigem os nossos confrades Srs. sobretudo de novos. O que tem sido o Brasil num século de existência politica o que vem sendo e é atualmente o Rio Grande na vida social como nas lettras.i vida industrial. Alcino Sodré e muitos outros.o Dirio de "GAZETA no Povo* edição do Pernambuco e o Jornal ão Commercio. ornada com motivos lo.redactor-secretario. uma resenha i nambuco nas commemorações do Centenário. Carlos Rubens. Agenor ãe Roure. Affonso Celso. na edição do Centenário de A Fedi ração. Como já o fizera e. Jorge de Lima.Janeiro. de Recife. Gazeta do Povo. Faria. padre Assis Memória ("O Púlpito Nacional"). F r a n A Província. Ronald de Carvalho.

da vida carioca. nppnRECER N o s s a T e r r a — 2 a edição — Comedia em três. para solemnizar o Centenário da Independência.. Flor de Portugal. 4 T?0 L o n g e d o s O l h o s — Comedia em t r ê s actos de Abadie F a r i a Rosa . com retrato do autor 3$50i0. 4 5 8 bioros Francezes. obra preSfada pela Academia de Lettras.Um volume^bro- —-*—— - Pedidos dircctos á Livraria À venda em todas as livrarias do Brasil ' \ f. *#?'-A' M a r g e m d a M u s i c a — Critica e p h a n t a s i a . Um volume. encadernado com lettras dourada*. . 3. Briguiet & CJa BUfl SflCHET. cônsul de Portugal. Rmerieanos. RIO DE JANEIRO 200$000 300$000 400$000 (jhé _ . ete-. idem com acompanhamento das gravuras. Editora SCHETTINO RUA SACHET. b « j chado •• VOL. líJiDUlI E m d y m i ã o — 2 a edição — D i á l o g o s e Aspectos por Celso Vieira — Um v o l u m e de cerca de 400 paginas . criticas políticas. em > edição.7-!-X N o s s a G e n t e — Comedia cm t r ê s a c t o s p o r vinato Corrêa J&UUU O mal M e t a p h y s l c o — R o m a n c e p o r Manoel G a l v . PUBLICAÇÃO ÚNICA NO GÊNERO EM LINGUA PORTUGUEZA Tiragem limitada a duzentos e vinte exemplares numerados! Obra de arte digna de todos os elogios! RARIDADE BIBLIOGRAPHICA — LIVRO EXCELLENTE PARA P R E S E N T E S PREÇO Edição em papel de linho Lafuma Edição em papel imperial do Japão Idem. em papel buffon. 18 . Briguiet & C . d e Agrippino Grieco Um volume brochado . em papel da C h i n a . 5 6 8 5 S. q u e afundou em Hamb w g o B' seu í u t o r Theo-Filho .AMERICA BRA 3 1 L E I R A NUMS. por Adelino ™ Magalhães.. ô | ~ Um v o l u m e com 420 p a g i n a s • _'*". . A. • J>*" P r e l ú d i o do m e u e s t r o — P o e s i a p o r Roberto u5$ ™"1: mond _ I °S. Italianos. romance d e Enéas Ferraz. W(j do Abadie F a r i a Rosa • • . contos de O r n a Barreto — Um volume brochado.•• POLÍTICA NACIONAL •>. Monitor Mercantil Acceitam-se agentes no Interior 1. Um exempla^ b n j InquieSfôi. poi J ú l i o Reis — E l e g a n t e v o l u m e em P » P e l ° ° " " PIHOAM1NHOS O GRANDE LIVRO DE CONTOS DE GUSTAVO BARROSO (JOÃO DO NORTE) Com illustrações a cores de Corrêa Dias Maravilhosa edição de arte. ™uu . outro livro de contos Mulheres do Próximo: Preço dos Tabareos SfOM Historia de João Chrispim.°—RIO DE JANEIRO f . • . . Rrgentinos.. Rua Gonçalves Dias. BJWfli Fetiches e Fantoches. Presas Rebeldes — Crônicas e Artigos por »»}"}{» Navarro ÍMJUW Cousas da Vida — Contos de Yveta Ribeiro. 64 PAG3. 96. • •• . . feita em Pariz pela Livraria F. contos realistas. ete.: 2$000 .RIO PEDIDOS AOS EDITORES Telephone fi. 4«oo0 Sensações — Poesias de Regina de Alencar. i> A 4 2 — ANNO 1 Livraria Editora m ACABA DE ÁPPÁRECER: m riiTDUAS EDIÇÕES ELYSIO DE CARVALHO Historia* e Sonhos.i j j . 4$0i(M). •T Â • ira -ESTUDO SOBRE A POTENCIALIDADE ECQNOMICA DO BRASIL E A F. U m a T a g ^ r n S e S a d a . • T a b a r £ s ° e Tabaroas' '— Contos' regionalistas. Gespanhóes.. . 78. que é o fino conteur Mario Hora. Portuguezes. idem. ..° DE MARÇO. S e g u n d a P á t r i a — 3 ' edição — p o r Aldo de CavaiM u s l c a de P a n c a d a r i a — Critica p o r J ú l i o Reis — üm elegante volume in-48 nitidamente imPM88-0$nnn papel a s s e l i n a d o . sociaes e littoraF e < 1 C S . romance da campanha nacionalista de F Carlos CaTaco. d e b a t o do parecer ? e João Ribeiro. lar1 gamente elogflado. Inglezes. scenas d a v i d a dos nourMes» a bordo do vapor "Avaré". O seu autor. 78 Telephone: 1968 Dorte Serviço especial de encommendas com a maior urgência ncnBR DF. em preto.NAL1DADE DA . dará em breve. 23-Rio de Janeiro Agencia de "BuBIicações Mundiaes" de Braz banria Taixa H . Um exemplar brochado. .

3 A 12 — ANNO I AMERICA Aspecto movimentado na Avenida das Nações BRASILEIRA .

AMERICA BRASILEIRA NUMS.. em „m milagre de plasticidade e elegância^ sempre muito íimniiia e amiraüa. Carvalho). Manejando o vernáculo com a mais n — o r a f e i ç ã o .. .(Camillo Castello Branco). Reproducção fac-simile da 1« ediçilo de 1752. Hoiiolfo Oalmdo. Um vol. F r a n c a A m a r a l — H o r r o r á F ô r m a H u m a n a .. 2» 2 uuu edição. . Livraria e Papelaria Azevedo Rua Uruguayana.sl. CmTíLOGOS GRÁTIS nrrroiiio BRRVO Rim DOS ouRives. Um volume GRANDE 12. F. O autor foi nolavei pela reputação gigante da sua sciencia política ". _ DMLECTO INDO-PORTUGUÊS DE GOA. (Nestor VtCt ° « ' / E. rarissima. form a m n o juizo dos bons enteudedores o caracter desta D E W P B O P m A ç a o n o T ^ .mile deste preciosíssimo livro e ^ trfimamente raro 1 vol. pelo Dr. SuIMOTOO Leite. 2» edição. a sua maior 'gloria clássica fora da poesia" < ^ j f » " " " ^ -A lingua portugueza amplia-se sob a >ua penna. L . Sebatsião W de Me8 7êkZ Reproducção fac-s. r*B>lTE& <Ss O. segurança de conceitos. no dia 7 de Setembro de 1822 a emancipação nnlitica da Pátria. 57 TEL. MAOnZIMCS esTRnnaeiROS. . Um 2 0lüU volume •• •• * G.INDEPENDÊNCIA. não encontramos es« t o w H a o ilcamente dotado do poder de intuspecçao e de S r e ^ s ã o como este esquecido paulista" (Fidelino de SUMMA M U T Í c A ^ p e l o Bispo-Conde D. 5*000 os juízos cia ^ ^ f l ^ a ] m e n t e o b r a e m q u e r e „onta o depoimento feito 'por testemunho idôneo de quem foi comparticipe da scena inolvidavel de 7 de Setembro de t m na collina histórica da formosa capital paulista (Basilio de Magalhães). 6 sizudissimo 6 Claro. e as bellezas que o mesmo depara Aquèlles que vão no rumo certo. _15*000 " o mais fino a perspicaz (moralista) da litteratura brasileira. D A D E PUBLICA. . com a biographia do autor e os í t o s aa imprensa. DIALÉTICO INDP-PORTUGUtS DE DAIY160. Rua Tobias Barreto. B. 12 RIO DE JANEIRO Anôli8e 1 . profundidade de conceitos. UmPÍa v l o começo. LEITE O b r a s clássicas. CTC. o caminho direito aos que andamos iransviados delle. Um volume IHin. pelo lainoso Ciasâico pttUKjm Mathias Aires. Dal gado fica aberta na phüologia indo-pot. ' Uose Joaquim Nunes). talvez uo insigrne moralista.. João Romeiro. posta de accôrdo com o ço« . abundância de critica e apuro de doutrina. LIVROS Á VENDA 1 vol. 1 vol. t vol. S t a u b — S e g u n d o Livro d e Fiiguras. Um volume * Gilka V M a c h a d o — A R e v e l a ç ã o d o s Perfumes (Con1?u ferência) . I > e c l i c t o s «a J .400 PP-. 1 vol.. U m volume l* u ' u ' u R a c h a r e i Osório D u q u e E s t r a d a — Analyse « ^ t f ^ J j i (Noções e s s e n c i a e s ) . "Em cerca de dous séculos (1580-17o6) de meia tura que neste volume historiamos. pelo Dr. B . JORHneS DC MODHS PARA senHORn. ^ C i v i l e seguida da jurisprudência em ordem alphab^tica. ^ m o n u m e n t o merario. Um volume 1*5M L i m a « a r r e t o — R e c o r d a ç õ e s d o Escrivão ísaias. U m v o l u m e "' C a p i t ã o Iiobo V i a n n a — Tactica E l e m e n t a r e Lições de Avte e H s t o r i a M i l i t a r e s .164 pp. 2» edi1 ü u u ção' Um volume » ' ' ' Darefox — C a r t a s P e r d i d a s . Um volume l»«xw J . . Ex os parabéns è felicito-me por ter recebido os seus proficientes ensinamentos" (Mendes dos Remédios). 1 vol. CM veHDH nvuLsn. SolldoniO Leite 2« edição augmentada. é breve.iaes e d e L i t e r a t u r a — «Uasa E d i t o » d e R o m a n c e s d a "Collecção C h i e " — V a r i a d o s o r t i m e n t o d e a r t i g o s d e papellari». C T C . pelo Dr.. U m v o l u m e * L i m a B a r r e t o — N u m a e a N y m p h a . e a naturalidade elegante de.cc d e Abi-anches — A I l l u s ã o Brasileira. . com substancioso cabedal. e sabe mais do que escreve. Juntou impossíveis" (D. de^ "ép^em âã ' m " 3o ' erudita do autor dos CLÁSSICOS ESQUECIDOS e de A AUTORIA DA ARTE DE FURTAR. B „ . r a r a s e preciosas biuros antigos e modernos REÇAIVI Cnsfi REYrinuD CATÁLOGOS REFLEXÕES SOBRE A VAIDADE DOS HOMENS. F r a n ç a A m a r a l — A s Bellas L e t t r a s ( E n s a i o ) . . uKJjjJJ edição. pelo iw=mo. » 4- L = . pelo Mnus. B 3*00ü "Com o desapparecimento de Mons. JORHnES PORH BORDADOS. de XVIII . pois que ninguém conhecemos que cabalmente o possa substituir nesse ramo rle s a b e r . "Ensina-nos o seu eminente e esclarecido autor. Estudo sobro os factos que mais contribuíram para ser proclamada En ê Paulo. uma lacuna de mui dlfricH preenchimento. P O R rYrncnDO e eM nssiariFíTURns. 2$500 Antenor Nascentes — Metódo Prático de matical. Ei!-ri) 4M)u fac-simUe. 2» edição. de 2 3 4 é p P b ' r a B q u e s e & u a r d a n a estante' para 'consultar. « O Brasil tem. (Barbosa Lima Sobnnno). Oue zelo em defesa do nosso bello idioma! Que sensatez nas suas deduções e opiniões! Dou a V. Francisco Ma- FUMDHDn EM 1883 FIQUR1MOS. em Soda a literatura portugueza. (Ronald ch. agudeza e concisão reunidos á perspicácia c rigorosa elegância.." (Ronald de Carvalho). sempre "que se tem necessidade de estudar o assumpto í P «S(li'G TJ€ S S !l • * OE D JOÃO VI A.dif-Vi fac-simile.o seu engenho dos mais agudos e interessant e de' '«eu t e m p o . . A LINGUA PORTUGUESA NO BRASIL. MORTE 468 CTWXn POSTfiL 1157 RIO DÇ JAtteiRO 11061 «^tvlo^cíaro. . 2a edição. quem tem muito que dizer.*„ a m a m e n t e « ^ ^ . HOMCM E CRennçn. . 1 vol. ouira obra no gênero com o valor que tem e s t a .. de XXVIII . 29 G. • «Èu li bem de vagar este l i v r o . (Tristão de Mhayde). 9 A 12 — ANNO 1 LIVRARIA J. de 208 pp.^JJ * SORTIMENTO ile Livros ( -o!leij.

. 9 A 12 — ANNO I — AMERICA BRASILEIRA BANCO PORTUGUÊS DO BRASIL Capital Rs. 50. c/c a praso fixo e c/c em moeda estrangeira nas melhores condições do mercado e encarrega-se da administração de propriedades 24. Rua da Candelária. Teleg.mS. 24 RIO DE JANEIRO i .ooo:ooo$ooo SEDE RIO DE JANEIRO Filiaes cm SÃO PAULO c SANTOS End. Q/Q limitadas com talão de cfieques. BRASILUSO Caixa Postal: 479 Abre c/c de movimento.

R I O ' O E jANKUiO. 11 e 13 Rua 15 de Novembro. Havre e Hamburgo. Havre.£ ~~ PARI" "b.UBE'E" etc da Cia. Pakar. . Vigo ou Coruna. pelos vapores da í\v Companhia Chargeurs Réunis.. Saladas mensaes de Buenos Ayws pfra Monlevidéo. RIO DE JANEIRO. Lisnoa. .i OIASE MEIO (VIA LISBOA PELO SUP-EXPRESS) Vinténs regulares eifeetuadas pelos 'paquetes "MOSKkOA . RIO DE T A N E I B Ò Bahia ou Peruambueo. ALUA e •»" ~~ D?'AN A'« a f c i a .C e n s regulares efleetuadas pelos paquetes typo -1LBT -FÔRMOSÉ*. Vigo ou Coruna e Bordeaux .«tuavlas oelos esplendidos paquetes de luxo "M ASSI LI A" e «TAMO£LlíoVigo^Bordéto. Pernambuco.-VIAGEM DO RIQ DE JANEIRO A LISBOA 'EM MENOS DE . Dakar. 186 RIO DE JíWEIRO SRNTOS . De Buenos Ayres para Montevidéo. \ Bahia. I x^ t k Para mais informações dirigir-se ás Rgeheias das Companhias Hvenida Rio Branco. Antuérpia e Hamburgo.^V20©^ i "i&M. ' . Io — Pffp.o DIAS E DO RIO DE JANEIRO A PABIS EM . Santos. p A Q Ü H T l ! • JQ.AMERICA BRASILEIRA KOMS. Passagens directas de 3" classe para a Polônia e outros paizes da Europa Central SER¥IÇOS D E YAFORES D E CARGA Sahidas regulares do Rio Grande do Sul para Santos. Chargeurs Beunis. Leixões. 9 A 12 — ANNU I mHPÃNHÍirFRANCEZAS DE NAVEGARÃO SU0-AT1 *MTinilF F RHARGEURS RÉUNIS È c :i> #'«' Sr 9> I <t> 1 . Sud-Atl a ntique.

c h a p e s g a l v a n i z a d a s e p r e f a s . RIO DE JANEIRO Rua: do Ouvidor».: . g e s s o . PAPELARIA J. -— e t c . 58 GADO E CEREAES Escriptorio: Telephone. Rua do Ouvidor.SÜSIKI —. 8 . R. alvaiade.-A 12 — A NAU. t u b o s g a l v a n i z a d o s . zaucão. MEDICINA PHARMACIA.4860 —: — LIVRARIA r. RODRIGUES & C. Artigos Escolares e de Escriptorios Acceitam-se encommendas de qualquer artigo referente ao nosso ramo de negocio LIBRERIA ESPANOLA R u a POR ATACADO ^ ^ Telephone: Norfe 856 185. PEDAGOGIA. baurilha. HISTORIA. M A Ü Á Endorejo Telegraphico: — : . etc. SCIÊNCIAS INDUSTRIAES E MILITARES. «» Livros Didacticos.— 58. s o d a cáustica. 185 RIO DE JANEIRO Avenida Rio Branco.I LIVRARIA INGLEZA EDGARDJORDÃO ESTABELECIDA EM 1881 IMFORTAÇIO EM LARGA ESCALA Crashley & C'ia Ferro. Papeis. ARTE. DIREITO. 268 Teleph. 2320 Norfe Depósitos em contas correntes á vista e a prazo OPERAÇÕES BANCARIAS HVPOTHEC^S GERAES .* " » < » I CA BRASILEIRA NUMS-. -. ferragens g r o s s a s ..— Telepbonc: NORTE . Figurinos. c i m e n t o . ELECTRICIDADE. óleo de linhaça. LINGÜÍSTICA.9. TOPOGRAPHIA.. DE LIVROS DE MECÂNICA.1 1 r O A S A RIO DE JANEIRO í P R E C I A V S . 50 RIO DE JANEIRO Caixa do Correio. PSYCOPOGIA. PHILOSOLHIA E LITERATURA? tía A l f â n d e g a . SOCIOLOGIA. n o r t e 34G8 Caixa âo Correio: S 0 6 AVENIDA fllO BBÁNCD. Scientificos e Literários.

SE ET jTALIENNE _ÕlTmR!QiOL. 1211 Qtj.oo Reserua: Frs.ooo.5aníos . lahú. 12 Rue Halévy eapiíal. Frs. PMM«« *»•««•*•• «t Italiana» de Cotombi» — Bogot* Agente da Banca Commerciale Italiana . 50. 6 Ã 12 — ANNO I BANQUE_FRANGA. 5ao Carlos. Ourinhos e Bebeòouro SUCCURSAES NR RRGENTINR: Buenos Rires e Rosário de Santa FÉ SUCCURSRL MO CHILE: Valparaiso Correspondentes Officiaes dos Thesouros Franctz e Italiano e dos Correios Federaes Suissos para todo o Brasil B A N C O S AFFIUADOS' CHILE : Banque Fr«aç«J»e dn Chllt-Santiago COLÔMBIA.oo SUCCURSAES E AGENCIAS NO BRASIL Rio de 3aneiro-5âo Paulo .Porto Alegre .ooo. mocóca. Ribeirão Preto.8UD 5éde Social: PARIS. 35. Botucatú. l«2xi« cia Caixa Postal.. Espirito Santo ào Pinhal. Paranaguá.Reciíe Rraraquara.ooo. Rio Brande.Milão TRATA DE TODAS A8 OPERAÇÕES RANCAR1AS 11/7. 5ão losé ào Rio Parâo.euritçBa . Ponta Orossa. Barretos. Caxias.ooo.AMERICA S M H H I M NÜMS. Telephone: Norte RIO OE JANEIRO WS 640O-64O1-6402 .it€inclaL.

AMERICAÃBRASILEIRA DIRECTOR: Anno li. Elysio N. A» » Preço: 1$000 . 14. de Carvalho Fevereiro de 1923.

B R A S I L Caixa Postai 1283 ..AMERICA R E S E N H A BRASILEIRA D A N A C I O N A L V I D A Secretario Drector: ELYSIO DE CARVALHO da redacção: LUIS-ANNIBAL FALCÃO SUMMARIO DESTE NUMERO POLÍTICA FERROVIÁRIA DO BRASIL . « " ^ m • REDACÇÃO. Avisos. Homens e cousas estrangeiras. REPERTÓRIO . « ANTÔNIO SARDINHA. Norte 6011 RIO D E J A N E I R O . Notas diplomáticas.no. Defesa da raça. ILLUSTRAÇÕES DE Dl CAVALCANTI u * "s EXPEDIENTE VENDA AVULSA ASSIGNATURA ANNUAL Para o Brasil. CANDÊA DE ARGILA NOTAS & COMMENTARIOS NOTULAS • HEKMES OA FONSECA Fn. •• RpDACÇAO ' . Associações «cientificas O Brasil no estrangeiro. Revistas e j o r n a e s . •• r i r — r ^ S T A CIVILISAÇÃÒ BRASEIRA:::: O GÊNIO PENINSULAR. i Vida internacional.. Artes e a r - tistas.. galia.Historia.»B„. Autores e livros. ^ Z ^ Z ^ ' O S u S ^ M O NA A R C H I T E C T U R A ' D A * IDADE MEDIA. 3/ Tel. T h e a t r o . 10$000 Numero do mez lfOOO Para o Exterior 12$000 Numero atrazado. "** LOBO D O L I V E I R ^ A ARTE P O R T = W BRASIL. Syllogeu. POETA DO LÚSITANISMO. f%%£££Á. D a America Espanhola. 2$000 REDACÇÃO E ADMINISTRAÇÃO RUA PRIMEIRO DE MARÇO. 96. Boletim militar. Portu- e literárias.NDICES DA FORMAÇÃO BRASILEIRA ^ ^ L n m .

se você acreditar que algum documento publicado na Brasiliana Digital esteja violando direitos autorais de tradução. de 1971. no entanto. de 19 de Fevereiro de 1998. a mais fiel possível. reprodução ou quaisquer outros. 3. os direitos do autor são regulados pela Lei n. solicitamos que nos informe imediatamente (brasiliana@usp. Os direitos do autor estão também respaldados na Convenção de Berna. textos e imagens que publicamos na Brasiliana Digital são todos de domínio público. Quando utilizar este documento em outro contexto.º 9. Atribuição. Você apenas deve utilizar esta obra para fins não comerciais. a um documento original. 1. Direitos do autor. contraste e definição. à Brasiliana Digital e ao acervo original. procuramos manter a integridade e a autenticidade da fonte. é proibido o uso comercial das nossas imagens.br). versão. 2. Neste sentido. você deve dar crédito ao autor (ou autores). não realizando alterações no ambiente digital – com exceção de ajustes de cor. No Brasil. Os livros. Sabemos das dificuldades existentes para a verificação se um obra realmente encontra‐se em domínio público. Neste sentido. da forma como aparece na ficha catalográfica (metadados) do repositório digital.
 
 
 
 
 BRASILIANA DIGITAL ORIENTAÇÕES PARA O USO Esta é uma cópia digital de um documento (ou parte dele) que pertence a um dos acervos que participam do projeto BRASILIANA USP.610. exibição. Trata‐se de uma referência. 
 . Pedimos que você não republique este conteúdo na rede mundial de computadores (internet) sem a nossa expressa autorização.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful