AMERICA BRASILEIRA

Director: ELYSIO DE CARVALHO

NUMS. 9 A 12

RESENHA DA ACTIVIDADE NACIONAL

KDIÇlO DO CENTENAKIO

HN

ANNO I

O PHENOMENO BRASILEIRO
O

século de independência, cujo fecho celebra-

mos gloriosamente, nos enche de orgulho, pela obra
realisada, pelos frutos colhidos e por todos os outros
que vemos sazonar, como promessas maravilhosas. A
emancipação de 1822, como o resultado do velho sonho de liberdade que fremia na alma nacional desde
o século XVII; a formação do império; a unidade das
provincias em torno do estado, que o trono estabilisava, os moldes democráticos da primeira constituição; a Obra grandiosa da regência; o segundo império fecundando o liberalismo; a abolição integrando
a Pátria na humanidade; a Republica, nivelando os
cidadãos e proclamando os seus direitos com a máxima amplitude; a criação das artes., das letras e das
sciências;

o surto magnifico do progresso material,

que constroe portos e diques e ergue cidades; a prosperidade econômica e commercial: a potência das industrias e da agricultura, tudo, emfim, em harmonioso crescendo, se ajunta e vibra, como as notas formidáveis de um hymno grandioso.
Seria possível fazer mais? Talvez, mas o certo é
que, por sobre as vicissitudes e os entraves que tivemos de vencer e superar, decorrentes da formação
nacional, desde o typo da raça, até o victoria sobre a
natureza

aggressiva e brutal, não é licito acreditar

que outros tivessem feito mais, ou melhor. Não vai
nisso um devaneio, lírico, mas a observação imparcial,
e sem pessimismo, do phenomeno brasileiro, na sua
exacta realidade. Antes de tudo, vejamos que a extensão do território tornara impossível a colonização
pelos portugueses e a penetração só começou a se
realizar no século XVII, com as entradas, que vararam em algumas direcções o dorso do gigante. Até
então, só o Iittoral se explorava e, ainda hoje, o domínio e o privilegio dessa zona permanece, num desequilíbrio inquietante. Os homens eram poucos para
tão grande habitação e se accomodaram nos melhores
centros. 0 |»trangeiro, por via de regra, era cubiço-

so, e não pensava em emigrar e a densidade minguada da população era um entrave constante ao desenvolvimento do paiz. Permanecíamos, portanto, em
alguns pontos e iamos muito vagarosamente penetrando no interior. D. João VI lançou os alicerces da
nossa civilização, mas a independência e a regência
mal tiveram tempo para cuidar da salvação nacional,
periclitante naquelle momento decisivo da Pátria.
Era preciso tornar forte o Estado., unir o paiz, criar
o prestigio do trono, manter a ficção da monarchia
representativa, de sorte que, quando a consciência da
nação despertasse, fosse possível evitar uma crise perigosa. Esse esforço hercúleo nós o realizamos, emquanto consolidávamos o credito do paiz, incentivávamos as suas forças productoras e econômicas, embora desordenadamente. A obra politica, interna e
externa, foi o esforço da monarchia, que findou logicamente com a abolição. Dahi por diante, depois
desse golpe na economia do paiz, era preciso uma
propulsão progressista e um desenvolvimento material, para os quaes o regime antigo revelara poucar.
qualidades. E a Republica, effectivamente, nos permittiu essa éra de realizações. Os dois grandes problemas foram atacados de frente — o da immigração
e o das estradas. Vimos, claramente visto, que os
14.333.915, que éramos, ou seja a de densidade de
1,689 por kilomètro quadrado, era pouco em demasia
e, portanto, fazia-se mister abrir o paiz ao braço estrangeiro, sobretudo depois da crise de trabalho, que
a abolição iprecipitou. E as correntes immigratorias se
estabeleceram. Vieram, sobretudo, italianos,allemães,
polacos e japoneses, que foram para os estados do sul,
de preferencia, e a cujo esforço tanto devemos, tudo
aíconselhando-nos a manutenção e desenvolvimento desse programmá de povoamento do solo, melhor
organizado, porém, quanto á localização e attendendo
por igual ás razões ethnicas e econômicas. Quanto ás
estradas de ferro, basta citar que, em 1889 tínhamos
em trafego 9.973,087 kiiometros e em 1921, 28.827,710

AMERICA

BRASILEIRA

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kiiometros, 2.273,040 em construcção e 7.728,047 em
projecto. F lembremo-nos de que essa obra é toda

vilhoso

do

estro brasileiro, que surge aos poucos,

numa revelação gradual c deslumbrante.

cila um esforço formidável, por vozes heróico, cor-

Chegamos um pouco tarde, num mundo já enve-

tando morros, vencendo serras, atravessando rios, der-

lhecido, e temos, portanto, a missão de revigorar suas

rubando maltas, ora solidificando, ora aplainando o

energias, transplantando para a America o eixo da ci-

terreno,

vilisaçãò. Mas é preciso vencer em nós mesmos a ro-

em

realizações

extraordinárias. O plano
de

acção tradicionalista e conceber o ideal novo, que

terminada a Thcresina-Petrolina o ligada a rede de

salvará o mundo. O exemplo dos Estados Unidos é

viação bahiana ás estradas de Minas Geraes, é de uma

fecundo de ensinamentos do que ha-de ser a força

grandeza prodigiosa, que se não deve estimar pela

americana, quando os dois hemispherios d o continen-

kilonWragcm mas pela natureza do terreno. A quali-

te attingirem ao mesmo gráo de força e de ideal.

forro-viario, que concluímos, sobretudo

depois

Emquanto realizávamos essa obra, que não é per-

dade é o indice e não a quantidade. Por outro lado,
o crescimento do commercio, exigiu a construcção dos

feita e nem mesmo

grandes portos e os fizemos admiráveis, no Pará, em

contestavelmente é grande, dávamos ao nosso paiz,

Recife, na Rahia, no Rio, em Santos e no Rio Gran-

por uma legislação liberal, ainda que muitas vezes de

de, sobretudo esse, que representa uma grande obra.

enxertia, a garantia do progresso, e, por uma diplo-

tornando navegável a sua barra, até então de accesso

macia intelligente, hábil e patriótica, a segurança da

difficil e perigoso.

paz externa e do respeito universal. O melhor trium-

E os telegraphos se multiplicaram e hoje se ex-

sempre

harmoniosa,

mas in-

pho dessa realização está nas altas e honrosas provas

tonelagem

de affecto que nos deram as nações amigas na com-

cresceu, iá cruzando, o pavilhão brasileiro as grandes

memoração de 7 de Setembro. Foram o testemunho

rotas de commercio internacional, fazendo toda a ca-

significativo do relevo com que gravamos o nosso no-

botagem e o movimento fluvial.

me na historia, das tradições que formamos, do pres-

tendem por 44.446 580 kiiometros

e

a

Contamos

648.153

estabelecimentos ruraes estimados em Rs.

tigio que alcançamos. Entre

10.568.008:691|000; 36.338 fabricas, das quaes 1.791

nenhuma nos falou mais ao coração do que a vinda

com força motora e o nosso movimento de commer-

do eminente chefe da Nação portuguesa, que, em no-

cio externo, em 1921, accuisou as cifras de Rs.

me de seu paiz agradeceu o favor que lhe prestamos,

1.709.000:000$000

a

exportação

e

réis.

manifestações,

..

proclamando a independência, no momento em que o

1.689.000:000$000 para a importação. A estimativa de

fizemos, porque Portugal, já não mais poderia man-

nossa

ter

producção

para

essas

agrícola ultrapassa 3 milhões de

contos, na ultima safra. Construímos grandes capi-

a

unidade

das

duas

nações.

Aurindo, pois, da tradição a seiva fecunda e ma-

tães e cidades de forte desenvolvimento no interior do

ravilhosa, o Brasil, joven, poderoso e bello,

paiz, que mantêm a propulsão grandiosa de nosso

o deslumbramento desse momento de exaltação, re-

império.

incertará a sua obra de ideal e de trabalho para ser

A intelligencia nacional não se revelava só nessas
realizações materiaes, mas formava um espirito novo,
nas sciências o nas art eis, e illuminava o mundo com a
irradiação de sua luz fulgente. Nas sciências experimentaes e de observação, como nas abstratas e na
philosophia, nas letras, nas artes plásticas e na musica tem sido admirável o nosso esforço e a obra de
cultura, si bem que só por ultimo se vá fazendo com
certa unidade, não se desdoira de seu esforço inicial.
Nossos sábios e nossos juristas têm. muitos delles, ultrapassado o ambiente nacional, impondo-se á admiração do mundo, nossos artistas

e

escritores

vão

criando, no tumulto da terra americana, uma emoção
differente. e. no dia em que se libertarem dos preconceitos dos moldes européos. revelarão o surto mara-

grande entre os maiores.
Siirsum

corda!

cessado

VFMS. 9 A 12 — ANNO T

AMERICA

RAÍZES

BRASILEIRA

DE IDEALISMO

A civilização é uma violência do homem á natu-

proseguido, como se fosse a finalidade

do espirito

reza. Por mais brutal que seja o Ímpeto, uma força

collectivo. A Independência do Brasil é um acto de

ideal, remota, obscura, intangível, está na origem da

idealismo. Veiu naturalmente do instineto de revolta

energia creadora. A civilização é o mysterio, em que

nativistá, resultou-da crystalização do sentimento na

se cumpre a fatalidade da união dos. homens para

cional e exaltou-se das idéas que flammejaram na

vencer a matéria universal. Expressão externa e col-

independência da America do Norte e na Revolução

lectiva do rythmo individual, traz em si o germen do

franceza. Na Esthetica da Vida escreveu-se, e aqui su

idealismo. Se ha povos sem a proeminencia daquella

repete, que jamais o homem brasileiro foi tão senhor

magia extasiada na religião, na philosophia ou na

e tão grande como naquella epocha. Um espirito de

arte, ha em todos um resíduo espiritual, que um dia

mocidàde o conduzia. Para o valor homem o grande

transmudará o máximo do realismo em funeção de

movimento da historia foi a Renascença. A personali-

idealismo. A própria realização americana, opposta

dade humana nesse ardente e fecundo instante exnn"-

ao traçado do civilizador europeu, revela-se idealista

diu-se vivaz e livre, não conheceu limites á curiosi-

nas suas syntheses sociaes, na sua democracia, no

dade da intelligencia, não refreiou as paixões e tudo

fabuloso poder do dinheiro, na transbordante philan-

foi um deslumbramento de forcas inteílectuaes e sen-

tropia, no excesso da força, na rapidez da acção, na

suaes que refez o mundo e renovou a sensibilidade.

aspiração ardente e ingênua, de renovar o mundo. 0

A Renascença do Brasil foi a época da Independên-

povo americano, no desenvolvimento da parábola da

cia. O homem único, o homem universal apparecen

sua historia, tráe as origens mysticas dos seus forma-

como furtivo clarão na vida do Brasil. Os

dores, quakers, fenianos, sonhadores do ouro, anar-

não foram somente os conduetores do movimento. Foi

chistas e os demais transviados do ideal.

uma vasta floração da personalidade humana, mani-

No Brasil o idealismo propulsor da nacionalidade

festada na luta politica da independência

homens

nacional

é uma predestinação. A terra surgiu do inconsciente

que tornou ousado o caracter. O exemplo da revolta

immemorial, revelada por homens possessos da lou-

do Príncipe que se fez Imperador deu o contagio da

cura dos descobrimentos. A inquietação é o fardo da

independência a todos. Foi uma insurreição geral dos

vida do espirito. Nascido de um sonho de navegantes,

espíritos, que inflamou o sentimento nacionalista e

o Brasil ficou para sempre enfeitiçado pela miragem.

repelliu toda a vassalagem dé Portugal, purificando-

O espirito secreto, que inspirara os allucinados do

se de todo o cosmopolitismo. Nesse maravilhoso in-

desconhecido, soprou em todos os recantos do paiz e

stante da nossa historia havia o oreulho de se sentir

insuflou para sempre a nacionalidade. E' o espirito

o homem novo de uma pátria nova. O nacionalismo no

de progressão. Transplantada ao Brasil a raça portu-

alegre nascer da pátria foi a affirmação da vontade

gueza, a sua lei de constância vital determinou a for-

brasileira. Nesse tempo, a incandescencia nacionalista

ça indomável, que desbravou, subjugou e disciplinou
a terra. O idealismo tornou-se consciente e agiu como
suggestão no decurso da civilização brasileira. A historia colonial é uma affirmação de idealismo patriótico, installação no solo, organização da collectividade

não temia os compromissos despertados pela necessidade de povoar o solo, pelo destino econômico do
paiz, que exige a collaboração estrangeira. O homem
brasileiro naquelle alvorecer nativo tinha a illusão de
se bastar a si mesmo.

politica, que espiritualmente é a nação. A' aurora do

A essa energia valorosa junte-se o ideal de per-

seu surgimento, já o Brasieliro apparece como colla-

feição, que inspirara os Independentes. Estes geome-

borador do Portuguez, por vezes o supplantando, na

tras da politica procuraram architectar o paiz se-

repulsa das invasões perturbadoras, na conquista sys-

gundo um plano ideal. Ensaiou-se uma Cidade de Deus

tematica do paiz, que é elaborada como uma obra de

politica. A monarchia não foi só uma suggestão colo

estado.

nial e uma lógica continuação, melhor que uma in-

O idealismo affirma-se e progride. Em toda a ex-

certa substituição. Foi também a cupola do edificio, t-

pressão de progresso ha um ideal de perfeição. Na

Sob o domo o Poder Moderador apparecia como a

hkloria do Tracil esse ideal de perfeição é sempre

imagem da Razão, da Justiça e cia Divindade, presi-

EnthuJsiasmo. está predestinado a viver no absoluto e a repellír toda a relatividade. consciente ou inconsciente. a abolição foi um acto revolucionário e ao mesmo tempo esse delirio de abnegação collectiva marcou na vida brasileira o mais bello instante da nossa emoção naoional. fortificado em tenazes e seculares raízes. houve a loucura da Cruz. das florestas. fl A 12 — \ N N ° I dindo magcstatieamente a innumcravel lheoria dos factos. Í . a rebusca da perfeição neste idealismo redemplor? Na liberdade incondicional dos escravos. que nasce do realismo. porque foi a maior expressão da energia collectiva e obedeceu fatalmente ao idealismo. A principio a idéa aponta ao longe no espirito de alguns inspiradores. tudo pela suggestão de um ideal de perfeição politica. vel-a ou evocal-a. O que fizeram a monarchia e os estadistas não foi mais do que satisfazer. mas ao influxo da cultura torna-se creadora de idealidade. O idealis-J mo republicano teve a maravilhosa phantasia de « . no esplendor da exaltação collectiva. . se nos exalta o espirito a louvar a energia primitiva dos feros desbravadores. Depois de taes fruetos.mystico do i d e a l i s m o . Faminto. são provincias que se redimem. imaginação. a imaginação. Para cumprir o fado imposto pela sua lei de constância. Assim quando transforma as pertinazes mattas em terras de cultura attinge a uma con quista material formidável. que. A fé no prodigioso destino da pátria lhe perdurará sobranceira e fervente. A terra. do eclypse da liberdade e da honra. de Se não é attingida. pelas trágicas mattas. no arbitramento internacional obrigatório — signos caracteristicos desse espirito. A progressão não pôde ser reprimida sob pena de uma crise mortal da nação. chamma da perfeição paradoxal. esmagado sob a tyranoi^ lá vae o Brasileiro. dos errantes caminheiros dos sertões. traçam-se as linhas divisórias das nacionalidades antagônicas. Combate se pela unidade do paiz. como no tempo das perseguições aos christã os. E neste sentido. das retrogradações da justiça e do progresso moral. porque idealismo e anciã de perfeição dimanam daquella qualidade essencial da alma brasileira. dynamo de idealismo. da historia do Brasil é esta: idealismo idealismo a busca incessante e como funeçãò da perfeição. na egualdade de brasileiros e extrangeiros. Apoderando-se da emoção do paiz. porém. A Abolição foi uma idéa que se fez o sentimento violento de um povo. creador da nacionalidade. como pacificadores. na excessiva soberania federativa. Crê eternamente na ascensão triumphante da pátria. st sacrifica. tudo desmoronou e exigiu a contribuição de todos para o seu triumpho. Pouco a pouco foi ganhando as almas e mais tarde uma grande préamar espraia-se pelo paiz inteiro.A Republica resultou como a conseqüência do "absolutismo" democrático. do cháos em que se abysmar o paiz. não será estirpado do espirito brasileiro. São povoações oue eliminam do seu recinto a escravidão. a vivificar o solo nacional. Os seus difficeis "trabalhos" na ordem pratica o elevarão do intenso realismo ao excelso idealismo. o idealismo. o esforço permanece irreprimível. v o próprio throno imperial que. Um dia elle augmentou o desmedido território. nina illusão da representação do Universo. O artista revelou-se no constructor político. caminhando extâtico dentro da lu2» escravo da miragem. torturado. Foi o toque da elevação no "sacrifício total da riqueza. E a elite governa o povo com as ficções transplantadas exoticamente de outros estados. O Império desenvolve-se nesta progressão. offendida para ser fecundada. anciã de perfeição sentimental são os motores secretos da alma brasileira. se immolam e se tornam em taperas desertas e livres. tudo arrebatou. Com a abolição ainda mais se accentuou no Brasil o impulso da egualdade. destituído de compromisso^ que é õ da raça na sua livre expansão. defendem-se as fronteiras. Ha seguramente um amor physieo entre o brasileiro e a natureza da sua pátria e qtie é a raiz inconsciente do seu patriotismo. tornou-se invencível e na Celeridade do seu movimento. pelos vagos sertões. são fazendas (pie. as imperiosas exigências da sensibilidade popular. transmigrada nesta espiritualidade da conquista. Não tardou uma explosão de idealismo nesse ambiente de hierarchia. . Cada um procurava"exceder-se a si próprio e aos outros no desinteresse pela causa da redempção. idealismo. . sempre prompto a exceder-se. constróe-se a muralha imaginaria da pátria. numa vertigem de abnegação. na sua immortal projecção no futuro. permanece a eterna desejada do homem. e a incorporação do Acre foi até hoje a maior realização brasileira na época republicana. pelos rios absurdos. Ha um repentino fervor de piedade e que se deve chamar a loucura da abolição. Desde então a fórmula. o brasileiro vae para a frente. na sua üh> mitada força creadora. 0 povo dè tal inspiração. são senhores que se empobrecem alforriando massas de trabalhadores. culpir os traços da sua affinação moral na liberdade' religiosa sem restricções. Onde. pelos tristes desertos.AMERICA BRASILEIRA NTMÍ&. como respeito á humanidade. Graça Aranha. a despeito da amargura que soffrer. Na sua pureza primitiva será um estado de magia. que parecia crystalizar-se na monarchia parlamentar..

assumira elle o primeiro posto em phase tão penosa. Com todas aquellas expansões de amor de pátria. . Ainda assim. O mais que com certeza elle sabia é que tinha diante de si. No dia seguinte ao da acclamação do imperador.. ou de effusão perenne de pranto. o coitado se desafogava c h o r a n d o . lá na metrópole. resoluto. fazer o seu papel. Provinha mais naquelle instante. E é por isso. Uma. estes céus. salvo si percebesse que o capricho era do destino. E chorou t a n t a s vezes na vida que bem se poderia dizer — sem nada sacrificar-lhe da figura histórica — que durante os seus trinta e três annos de reinado. ou pelo menos desprovida de uns quantos instinctos sem os quaes o officio de rei ha de ser mesmo um índizivel martyrio. talvez em grande parte. Pedro era um contraste rude e esturdio com tudo isso. esmorecido de medo e allucinado de alegria. a s idéas que se agitam. de submissão ás leis da historia — sabe elle muito bem que leva galhardamente o seu destino. . é preciso reconhecer.NUMS. e mesmo uma espécie de volúpia de lagrimas. Do meio dos sustos em que vivia.ANNO I AMERICA BRASILEIRA A FIGURA DE D PEDRO I Não conheço em nossa historia nenhuma figura cujo perfil p. o orgulho que sentiram os brazileiros ao tomar a protecção da realeza desventürada. lá reduzido a toda a tristeza de um rei Lear. a sensibilidade doentia do devoto. antes de tudo. pois que na vida não andaria elle sõ a espera da voz de commando. depois. estas montanhas. Tinha-se feito a independência. dementado de uma vez pelo infortúnio. porém. e em prantos poz pé vacilante em terra bahiana. e viu como Bonaparte lhe decretara a distribuição do reino. e que a presença da c&rte não faz menos que fortalecer. conhecer a sociedade daquelle tempo. quasi impulsivo — não recuava n u n c a . E dahi por diante. Emquanto aquelle outro andou sempre como lhe diziam que era preciso andar — este vem para concorrer com a fortuna. E m prantos sahiu a barra do Tejo. na velha pátria querida. o Príncipe. Os mesmos homens que tinham feito a declaração da independência estavam divididos. Poder-se-ia mesmo dizer com toda justiça que para ser grande homem bastaria que lhe não tivessem negado tudo o que o seu espirito tinha o direito de esperar da sua alta condição social. . já que não quizeram preparar ó rei. afinal. Ha um processo muito simples de fazer a psychologia deste homem como politico: é tirar das cartas que elle escreveu ao pai o que elas têm de substancial. irriquieto. vivos e trefegos. começa elle i preparar o espirito do pobre velho. e todos presentem que a tormenta não tarda. Desde meiados de 1821 que. não é mais necessário do que ver: primeiro. si quizermos apenas destacar-lhe da assombrosa versatilidade de sentimentos e impulsos qualquer traço isolado que o caracterize. ao Príncipe a m a n h a r o terreno para a ohr. levada a um quasi renunciamento de si mesmo. Nelle o velho instincto dos avós disfarçava-se apenas sob aqueilas apparencias de alma nova. e reclamando cada grupo o direito de orientar e dirigir a organisação do novo Estado. e sem ter as gTandes qualidades que se requerem para funcção de tal magnitude. que v«via já no sentimento popular. Des da primeira. que ancearam de v e r . Chorou quando lhe mostraram o Monlteur. Chorou quando soube que Junot marchava sobre Lisboa. a sua vida tem lances que o põem muito acima das figuras communs entre os que têm tido o papel de destaque no mundo. E' vel-o.sychologico seja mais difficil de fixar que o do primeiro imperador. mesmo que fosse capaz de encarar discretamente a vida. Não é de crer que o rei. vaga idéa do que elle foi só ha de resaltar talvez de u m a synthese das contradições e desordens em que lhe fica a figura no meio dos acontecimentos em que teve o seu grande papel.sahir soluçando como uma creança. Muito fácil foi. estas bahias. . com que se consolava de tanto ceder e abdicar. mais sombra de homem do que homem. ainda assim. Está-se vendo. • • • '• t . Nunca lhe viram humidos siquer aquèlles olhos. João V I caracterizava-se pelas duas grandes virtudes que lhe abosrviam toda a existência moral. como si fora um precito. P6de-se mesmo avançar que a phase joannina foi a phase de gestação do que se vai fazer em 1822. de coração transbofdante. e que o fechavam para tudo mais: a resignação. as aspirações que absorvem todas as forças no momento mesmo em que elle apparece no scenario politico. Não é possível julgal-o sem risco de commetter injustiça. Este ha de. e como a insuflar em vez de reprimir discórdias. tratal-o com muito geito. abandonado de todos. No meio das facções victoriosas. em cuja consciência não estivesse já muito clara a directriz que os negócios politicos iam tomar. No periodo que se segue á chegada da corte. Andou sempre tão por longe do destino com que o surprehenderam. aquellas vicissitudes que vinham abalando o throno e as instituições que elle representa. e lá. 9 A 1 2 . não certamente só de calculo. cahindo. que D . seria necessário. nas e n t r e l i n h a s . e do novo império de onde alça a voz p a r a o mundo — dali por diante. aquelle sêr lancerado só tem o grito da angustia paterna. . pois. Em tal meio. portanto. cheio de enthusiasmos pelo seu papel. " > M b u Ainda assim. no dia em que se sentiu desenganado de uns tantos sonhos — foram-se os lances augustos. para todos os lances a que o levava. Temperamento ardente. do que de razão e consicencia. Pedro. falavam desde muito insidioamente ã alma renovada da r a ç a . .. Pedro ê inconsciente. . Quando o comparamos ao pai é que sentimos bem como avulta a nossos olhos a personalidade profundamente delineada.. Devia temel-o a velha deusa falaz. O misero agora só era pai. D. . o que mais conheceu foi a nevrose da dôr. principalmente dos seus próprios. e a bondade. P a r a julgar este homem. como u m espantalho. Estas florestas. Por uma fatalidade de circumstancias que pareciam conjuradas. bem ou mal. a sociedade de transição daquelles dias.i planeada. aquelle poder novo . pôde ser que o destino tenha rido alguma vez do rei: do homem — nunca. que ia resonando no fundo daquella natureza excepcional. mas da leviandade do seu animo. D . m a s bondade rude e inconsciente. não só o príncipe. P a r a isso não tenho mais do que recordar factos da época que estamos neste momento mesmo commemorando. o exercício da majestade — viveu o misero guardando a sua reserva de lagrimas. aquella phase. com todos os vicios e virtudes de heróe fora do seu tempo. soubesse ou entendesse direito quanto iam fazendo as Cortes. e sobretudo a tendência americana. E não tinha essas qualidades — cumpre dizel-o — menos por mingua de natureza que por defeito de educação. Emquanto esta era a aspiração dominante na alma dos brasileiros. P a r a comprehender-se como tão rápido se renova aquella sociedade. ou pelo menos. .extranho que se levantara inçontrastavel ã frente do throno. João foi seguramente. accordou e bramiu. moço de 24 annos. Seria bastante que tivessem preparado o homem. daqui. todas a s classes e todas as facções andavam como fraternizadas em torno da grande causa. como si padecesse até das próprias a l e g r i a s . aberto e receptivo. Andavam no ar as procellarias. por si mesmo. tudo começar a a mudar. forte e incisiva de Pedro I . e se distancia dos tempos colohiaes. que se diria antes desidia ou apathia de alma neutra. de culto pela justiça. entra a conspiração na sua phase decisiva. a tristeza do penitente. Passada. como ultimo signal de grandeza que nelle deixaram os tufões de escarmento. não haveria provavelmente um só brazileiro. principalmente as opiniões dominantes. a s tiradas heróicas: e o antigo sêr. que mesmo quando se sentia sacudido de alguma emoção muito forte.. emquanto a historia nos d& aquèlles gestos heróicos de guerra ao arbitrio da Europa. tinha de ser liberal: esquecer-se um pouco de si mesmo era o processo mais expedito e seguro de se impor como necessário. por elle chefiada. . como o liberalismo de D . nos braços do seu povo. Foi o único instincto que a desgraça lhe deixou: o do sangue. . mas o homem mais infeliz do seu tempo. de paixão pela liberdade. o agora em lucta* viu-se D . do mais humilde ao mais eminente. que não se «abe como é que o lar lhe d e i x a v a .

Elle foi. . . conquistara elle a "sua gloria" multo depressa Na sua idade era muito difficil. nem como rei. pondo em outro logar o interesse supremo da própria monarchia. E ' assim que tem de ser definitivamente julgado este homem. Eis ahi D. . . P a r a que a sua voz fosse ouvida dos brazileiros. "por fidelidade". — que mais lhe faltava? Não há duvida que chegou a sonhar grandes coisas nos fastos do seu tempo. na metrópole. Presumia-se único "autor de tudo que se tinha feito". . Pedro tão convencido de que o Brazil todo lhe obedecia. a coragem temerária. ao lado da magestad. . decidido. . Emquanto que o segundo imperador — espirito sereno e sábio: grande alma paternal desde os vinte annos. pois todos bem sentiam como não ha nada. tudo foi esquecido: a sua vontade. Si o próprio Antônio Carlos dizia que entre elle (o monarcha) e um pobre mortal (a Câmara é aqui o pobre mortal) nada pôde haver de c o m m u m . e com a emphase das grandes affirmações. Primeiro. Que elle está "posto além da humanidade e quasi e n d e u s a d o . Em seguida. . .. o pensamento capital era vencer: tudo o mais era secundário . e que este. muito fiel. BRASILEIRA Si fosse preciso a t t e n u a r o rigor do juízo que a historia te de proferir. . não ha duvida que temos de lançar á conta das c i r c u m ! tancias muita coisa do libello contra D. lamentando certamente que tivesse havido já um outro que o fosse do gênero h u m a n o . a autoridade que lá. . e que viveu. que elle sabia pôr em equilíbrio com os ares augustos. . tão captivante como um bom movimento ou um gesto de paz que vem da mesma altura de onde podem cahir fulminações de morte. D . . o seu logar ha de ser ao lado dos Bollvar e dos W a s h i n g t o n . Na historia da America. . a clemência bem medida.' Agora o que se não deve calar ê que para tudo isso concorriam. e a que não faltou nem aquella Pompadour de fancaria. Senhor absoluto do paiz. E tanto so das suas impulsos de a s idéas que é assim que no dia em que se julgou seguro. . que elle e r a . com toda coragem. t E r a elle só o legitimo creador deste povo.. Assim que se viu coroado imperador.M M S O A 1? — \ \ \ 0 T AMERICA Dizia-lho daqui o filho umas coisas desusadas. realmente em que parecia fazer de Bonaparte. Antes de tudo. Quiz até dar ao Rio uns ares de Versailles. com Trianons e tudo. O que elle queria era mostrar que tinha nas mãos este pedaço 'i do mundo. Quem sabe mesmo si tudo isso seria p o u c o . Pedro. Momentos houve. as leviandades que lhe encheram a vida e com que temperava os Ímpetos estultos e os bruscos assomos — tudo isso produzia. . a não ser o coração anonymo de todo m u n d o . . Pedro não se perdesse? V Rocha Pombo. j á não estava integral nas mãos do R e i . . quando iam felicital-o nos dias de gala. e do Campo de S a n f A n n a .'que sabe quanto vale a esturdia bem calculada quando se tem sobre os hombros a indiscutível autoridade que se funda no prestigio da tradição e do grande papel que se tem no drama do mundo. consciência indefectível de juiz até na desgraça. . . está deliberado a resistir e até a affrontar as Cortes. condescendendo e perdoando — não se sabe si teve a m i g o s . pouco a pouco. neste mundo. o que ficou sendo como rei: um estouvado na vida. mas um estouvado forte. Da tribuna daquelle mesmo congresso. poude fazer alguns amigos que lhe foram fieis até o fim. elle próprio com t a n t a ufania p r o c l a m a r a . divorciadas da alma portugueza. Por isso mesmo é que D . effeitos mágicos. domando por sua vez a America. bastaria acerescentar muito pouco. vangloriovictorias. e de que ao seu poder e ao seu prestigio se haviam confiado \ estes povos — que não viu mais empecilho no caminho aberto ás suas ambições. onde se representava o que tinha de mais vigoroso aquella geração. falando-lhe u m a linguagem para elle desconhecida e incomprehensivcl.em sabe que daquella magestade não lhe vêm gestos e s q u e r d o s . . luvtíxh. Pedro esta. suadido de que era um homem de gênio a dirigir os acontecimentos não teve o seu orgulho mais limites. Nos princípios. .. Vejam-se as suas proclamações. fazendo-a inseparável da sua. nem como homem. o perfil esboçado. i E s t a v a D. P a r a elle. .l. t u n a . muito respeito pelas soberanas Cortes. depois de prompto — protestos e detestações contra aquellas Cortes "pestiferas". punham-lhe em relevo as "sublimes qualidades" e as "heróicas acções". a delicia dos brazileiros. além do que já vimos.. Ao lado da majestade vai. vai associando. Quanto era ainda poderosa a influencia da superstição romana no espírito daquelles homens! E como queriam então que D .. Que os ministros "são servos do i m p e r a d o r . . Foi com este geito e m a n h a subtil que elle teve tempo de a p parelhar-se de tudo para o rompimento formal. E muito seriamente depois que sentiu como estas democracias americanas não se accomodam á majestade das grandes figuras. . no animo dos que o cercavam. desvanectu-se da sua for. . com a feição psychologica do homem.. e diziam-lhe que elle vencia "mais com a gloria do seu nome" do que outros reis com as a r m a s .. tendo sido afinal tão detestado entre os políticos. conservar serenidade e não perder a tramontana. a um espirito que nada t<nhB dè excepcional para tarefa tão alta. com muita astuom e tactioa segura. E emquanto as Cortes decretam medidas t e n dentes a reprimir-lhe os Ímpetos e a humilhar os brasileiros cuida elle de fazer sentir ao pai que a assembléa desmandada vai tornando a monarchia incompatível com o Brazil. Pedro formulado. . havia quem bramasse commovido. A familiaridade um tanto desbragada. os seu* império puzeram-se em conflicto com os princípios . e não teve mais linha.•.. Não era só a tropa que o acclamava como seu "adorado imperador" As próprias deputaçõçs da Constituinte. p e r . Pedro como politico. póde-se dizer. e principalmente da causa da dynastia. Os homens mais notáveis daquella época foram minguando diante delle. começou logo a tratal-ol como "coisa s u a " . o tom das suaa falas ás tropas. os próprios homens do tempo com as lisonjas e adulações que andavam todos disputando a honra de fazer-íhe. Tinha feito as suas campanhas do largo do Rodo. . E para completar. . falava-lhes muito em "liberdade": aos portuguezes falava sempre só em " j u s tiça"Mas essa justiça e essa liberdade deviam andar sempre cautelosas e muito dóceis ao talante do patrono. como homem.

Secção de sciências sociaes applicadas ao Bras. opulentou o nosso patrimônio ***"*£^ p r o g r a n i r n a . palácios.ro ^ ^ s s r . quando ^ d o nos impelle a estabelecer mais poderosos vínculos effecttvos e i ^ t o i w . . da unidade da lingua. com sede no Rio de Jane. indissolúvel • forte o vasto império territorial que somos e. os apóstolos e os precursores. casas solarengas.a e s entre as duas Republicas. e resplender nas suas relações com o universo. que se ligam á fascinante civilisaçãò latina. Além do mais.. ' tugue». VII. juntamente com uma bibliothcca de historia e literatura dotada de catálogos systematicos e de repertórios ideographicos. acompanhadas du estudos críticos. — ! « % £ Z « * * o emento do e da unidade racional.neendo o culto da tradição. VIII. * «ue se accelere a deslumbrante finalidade brasileira. » « r e c t m m « n t « ] e . l ? Z r ^ Z Z ~ - . analyses ou commentarios. II. pedra de toque da consciência e do sentimento nacional.. permutando informações. mais fecunda e mais urgente que a tarefa de fixar a orientação da nossa cultura histórica. como subsidio para a historia das nossas origens e costumes.l. . o Brasil. politica e histórica da nação." • .o nosso passado. Secção de nobiliarchia e heráldica. e promover a discussão de theses ou questões relativas a esses assumptos entre os seus membros. Vi' Secção de bibliographia histórica e literária. e) secundar no domínio dos seus estudos e na medida dos seus esforços o movimento de solidariedade continental das pátrias americanas . ) realisar. a idea a d a r a g a lu80-brae da vonta..NU M S . podemos. c i a vital que preside ao desenvolvimento da nacionalidade. p a r a a ordem e para a beíleza.ro. terá dez secçõés permanentes de estudos brasileiros: I. animando-as e prestando-lhes assistência.• <° " ' *" " 6« preoccupem com assumptos de historia ou de literatura brasileira. i nhr-. mediante visitas ás nossas igrejas.a. das tradições e. Secção de historia militar. Secção de historia das artes e dos costumes. V Secção de historia da literatura. sob o patricinio do nome do glorioso b r a s e i r o que. resuiu entre nóg & perfeita consc. j) publicar ou promover a publicação systematica das obras completas de Francisco Adolpho de Varnhagen. ac i v j e suas varias modalidades.^ ^ . h) investigar acerca da arte colonial. BRASILEIRA : nferencias destinadas á moM es ° " intercâmbio intellectual entre o Brasil e Portugal. com o singular fulgor de seus -fastos e a sua formosa realidade. k) organisar inquéritos entre os especialistas«e eruditos de notório saber. da religião. e reunir desde já elementos. ainda que não sejam membros do Instituto. IX Secção de estudos econômicos. H secção de estudos de historia e litteratura da Amenca O InstZo rarnnagen compor-se-á de 70 membros effectrvo* .a ^ critica e da erudição literária " ^ ^ J ^ ^ Z — L t * de letras e d o .' sendo o Brasil u m a sobrevivência do passado e da mesma raça X se comprehende possa elle viver divorciado de Portugal.H. sobre problemas controversos ou obscuros da nossa historia ou da nossa literatura. nenhuma iniciativa seria mais profícua. honorário. ^ . Haverá igualmente no Instituto duas secções especiaes e permanentes: I Secção de estudos portuguezes. o) constituir. ^ ' r ^ ^ ^ ^ T ^ ^ o g l c a ^ T Z T X ^ T ^ : ^ - - . £ ^ ^ p a t r i o t i g m o > e p r o m o v e r T2Z1^V^ CO ar. resolvem T f u n d J o nZuto Varn^en. X. methodicamente. um archivo de documentação e um cadastro informativo. proteger o instincto rai ciai definir a Índole. extractando e divulgando os documentos inéditos de interesse capital existentes nos mosteiros. . pois.l i d a n e d a d T a x l a das duas nações do mesmo idioma e do mesmo Pensamento. que se relacxonem com a nossa cultura histórica ou literária_ m) publicar uma revista ou boletim destinado á divulgação de seu programmá e trabalhos. que é o principio gerador da unidade moral. graças a essa surprehendente harmonia. E m meio das incertezas e das apprehensões actuaes. resurgindo ou animando ! os heróes. a bibliographia das fontes da nossa historia e da historia literária. toda vez que for solicitado o seu concurso para qualquer iniciativa que se relacione com a sua actividade. que se synthetisam „ a J a n s f o r m a ç ã o dos nossos valores históricos e na . examinando seleccionando. copiando. é a nossa historia que ha-de illuminar o * roteiro do nosso esplendido destino: para isto basta que. IV. Secção de estudos geographicos.. 9 A 12 AMERICA ANNO I \^RNHAGENJ| NSTITUTO Neste maravilhoso instante da raça e do pensamento brasileiro. com ter previsto esse magnifico movimento de noso brasile ro q h i g t o r i a u m a funcçao social. pro. conseqüência. . trabalhos e peças artísticas.emfim. eollegios e g i n á s i o s .curemos realçar a nossa epopéa nacional. Assim. principalmente. sentindo '. I I I Secção de historia diplomática. conservar unido. que apparecerem no paiz ou no estrangeiro sobre a historia geral do Brasil ou quaesquer questões particular. Mercê da nossa filiação histórica. o caracter ou o gênio do nosso povo e intensificar o culto pela mãe pátria . e proceder á sua investigação. para a sua biographia. monumentos e exame de vestígios. . deve ella ser encarada como força creadora de idealidade. 1) instituir concursos e estabelecer annualmente prêmios honoríficos ou recompensas pecuniárias para os melhores trabalho. e tendo em vista a congrefe Para a r e a l i s a ç a o ^ e m p o r t u g a l e n 0 estran- ^ r ^ r r j r : nossos ^T : — — .en- cia do papel do *"*»*£ c n ^ 0 e d u c a t i v o d a nossa historia nos b) contribuir para que " ^ o ^ ^ . precisa crescer para a justi-.t o m * e m •*«. rad 0 s costumes. Integrada na sua dupla funcção nacionalista e humana. das affinidades cíaes havemos de ser um dos maiores Estados do mundo. redigindo monographias ou repertórios illustrados sobre o assumpto. divulgando as conclusões. ae n u m e ^ n i m i t a d o de sócios correspondentes. através de tantas vícissrtudes e de regimens políticos diversos.naes ou copias authenticas de todos os seus escriptos inéditos. nas igrejas. e P«-O- . 1 T n p i a d o s Por estes idéaes e estes propósitos. p a r e c e r a ou trabalhos impressos. imprescindível ao espirito de progressão do organismo social como é indispensável á sagrada permanência da integridade ethnica. nas câmaras municipaes e nos archivos públicos ou particulares do paiz ou do estrangeiro. ser fiel á lei de constan. adquirindo os ong. f) organisar. e auscultando as ' n o s s a s origens. e recolhendo ou communicando o resultado de estudos e pesquizas. i) promover o estudo ou a organisação da nobiliarchia e heráldica brasileira. n) auxiliar as instituições publicas ou particulares. estreitem as relações com as socieda- iranso. O Instituto Varnhagen. rico de prodígio e tocado de graça. Secção de historia geral.

Raul Pederneiras.000 K M . HXTHNSÃO KM. e um Patronato composto d a .434.64 1.265 TELEGRAPHO ESTRADAS D E FERRO E M TRAFEGO ANNOS CORRESPONDÊNCIA NUMERO DE OBJHCTOS ( 1 ) i 1.000 K M . 1920. .148. Alcides Bezerra.532 49. .9 1. Miranda Ribeiro.553. Belisario Soares de Souza.359. José Augusto. Roquette Pinto. Rio de Janeiro. Azevedo Amaral.66 ANNOS 17 172 2. Carneiro Leão. O ustavo Barroso. Mario de Vasconcellos. Levi Carneiro. !.096 NACIONAL EXTENSÃO KM.370 | 1840. AÍTNOB 1912. Adolpho Konder. Hildebrando Accioly. uma renovação opportuna ou. 19.117 44. formado de pessoas de notório saber. por emquanto de favores officiaes e ainda sem o appulauso do publico.051.316 25. „ . General Moreira Guimarães. ! METRO 222. determinará ella sem duvida. MÉDIA TONELAGEM TOTAL 125. . (1) Comprehende a. Elysio de Carvalho. Victor Vianna.997 642.002. Sampaio F e r r a z . Tristão de Athayde. pessoas ou instituições que contribuírem para a formação do patrimônio social ou concorrerem peeunianamente para a sua manutenção. » A I:' —. 1S60. |P0R 1 0 0 HABITANTBS NUMERO DE OBJECTOS 872.297 19.580 CARRIS URBANOS POR 1.419. Os Fundadores: Rocha Pombo. Oliveira Vianna.818 ANNOS 1907.696 9. Almachio Diniz. correspondentes e honorários.093 49. Carlos Rubens. 1880.129. Renato Almeida. Capitão Estevam Leitão de Carvalho. Pontes de Miranda. distribuída e em t r a n s i t o . três vices-presidentes. Lemos Britto.278 20. 11.087 28. Virgilio de Mello Franco. Deodato Maia. Adrien Delpeche.hcsoureiro e bibliothecario. • Meios de transporte e vias Nuno Pinheiro. e não prescinde do apoio official e das instituições particulares do Brasil e de Portugal.576. Eurico Valle. solicitamos a cooperação de todos os brasileiros e portugueses. 1920.430 NUMERO DB APPARBLHOS 15. Rodrigo Octavio Filho. A. Eurico Cruz. Alves de Souza. Jorge Jobim. F . 1880. 1916.120 5. a esperan ea E para essa tarefa meritoria. Francisco Valladares. 1890. 1920.000 31. Pinto da Rocha.962 26.973. e uma virtude cardeal. 1920. Delgado de Carvalho. cujos sentimentos se harmonisem com as nossas idéas e os nossos propositos.-.900 1. Ribas Carneiro.895.AMERICA BRASILEIRA \ l M. 1915. dois se.711. Celso Vieira. Ronald de Carvalho. Olympio Barreto.491 8. HXTKNSXo KM. Terá um Conselho Superior Consultivo. Nelson de Senna. O programmá do Instituto Vernhagen. Gilberto Amado. Capitão Jaguaribe de Mattos. Tristão da Cunha.AXNO I UH-tores A >ua administração competirá a uma directoria composta de presidente. Jackson de Figueiredo.21 2. Tavares Cavalcanti. Mario Barreto.713 88. Luiz Annibal Falcão.A . Mario Bhering. porque tem uma origem consciente. Raja Gabaglia. ' METRO 1. o patriotismo. Flexa Ribeiro. é profundamente patriótico e destinado a realisações fecundas.0 1. Américo Facó.115 44. MOVIMENTO G E R A L DOS CORREIOS FLUVIAL | ANNOS TONiSLAC. escolhidas dentre os membros effectivos.565 1S40.• de communicação no Brasil (Dados officiaes da Directoria da Estatística) MOVIMENTO MARÍTIMO NUMERO DE EMBARCAÇÕES (Ent. Carlos Pontes.983. de Brito. Francisco Venancio Filho. Joaquim Salles. e que requer o concurso de todas as boas vontades. Theophilo de Albuquerque. José Maria BelloJ Ezequiel Ubatuba. „ . Castro N u n e s .376.446. Bruno Lobo. Heitor Lyra. Nogueira da Silva.4 439. Lindolpho Xavier. Tudo indica que n nossa tentativa será coroada de êxito. Obra vasta que não será tarefa para uma só geração. POR 1.456. Major Henrique Silva. e sah.) 11.232 TELEPHONES EXTENSÃO KM. que surge desajudada.5*6 . Araújo Jorge. 13 de Outubro de 1922. 1920. um aspecto original da mentalidade e do sentimento brasileiro. Capitão Genserico de Vasconcellos. Octavio N . Abner Mourão. secretario geral. quando menos.426 3.417.455 1. correspondência collectada.203 46. com ser complexo.337.159.

de F r a n ç a Miranda. Mas havia já um pamphletario da reacção monarchica. Tamoyo e Sentinella. de Frei Sampaio — um dos nossos monges guerreiros. é esse homem. havendo já fundado. lis pensent que pour eux le ciei fait VAmerique. redigido as duas Sentinella* da Li-. na masmorra. um advertindo. transportava-se ao Rio da Prata. tentaram desembarcal-os á força os madeirenses. que têm perpassado através .rismo sem jaca. J á em 1821. notável pela intrepidez e garrulice do seu Papagaio. com essa tendência. para se metter no labyrintho da sociedade uitra-conservadora e secreta. rutilante de gloria intellectual. como j á vimos. conjugando-se fts maiores aspirações d* liberdade. elle traça dolorosamente. que hostilisava as formas dynasticas no Maribondo e na Gazeta Pernambucana. segundo o qual nos deixaria independentes o barco que levasse a família de Bragança. mas do qual se desviou o clérigo. desde a influencia patriarchal de José Bonifácio e os versos francezes da legenda: Tu vois de ces tyrans la fureur despotique. bandeiras em festa annunciavam a radiosa elevação do novo emblema auri-verde. Logo depois da independência. que se desenfaixava p a r a gatinhar e agatanhar. na guarita de Pernambuco. Sentínellas da Liberdade no Rio e em. a divulgar folhas patrióticas e vehementes. pelo Brasil. A Confederação do Equador. acabou Cypriano Barata. naquella mesma guarita pernambucana. Alves da Silva. paixão no sentido maravilhoso dos Evangelhos. e preso até 1829. outro chacoteando. Alquebrado e mortiticado. das Cartas de Pi th las a Damão. como o problema da organisação. do Typhis. affrontou em Lisboa as fúrias coloniaes do parlamento. » A 12 — ANNO í AMERICA BRASILEIRA ESPIRITO DE REVOLTA 0 Pampfiielo no Primeiro Império E ' num avulso da escola pamphletaria. novos dardos. redigindo entre os perigos dessa hora verde e ama». impresso miudamente em duas e meia paginas. onde Luiz May actualisara o conceito de Duprat. Cypriano IJarata. Venancio Rezende. Exterminados os federalistas pernambucanos. O Constitucional. arautos da imprensa politica no Brasil. atalaias que se multiplicavam por todo o Brasil nos passos e nas vozes de outras sentineílas heróicas. o Despertador Constitucional succede em opportunidade ao Despertador Brasiliense. como um sábio no seu horto. O Papagaio Volantim. pela secreta flamma da sua idealidade combatente. Guerra da penna contra os demagogos de Portugal e do Brasü. e formidável. aureola e supplicio. depois de haver combatido entre os heróes de 1817. que se evadiram do reino. todos os raios e todas as chufas da metrópole. toda a longa paixão de uma existência crucificada sob os espinhos do seu ideal. Crepitava uma ironia fuzilante na epigraphe de outras. por todo um verão e todo um inverno. pasmados de t a n t a ousadia. sob os longos cabellos alvejantes. pugnando através do Brasil. .combate. a Sentinella e o Tamoyo. o seu diploma conferido pela Universidade de Coimbra. "breve de corpo e resoluto de espirito" como se descreveu a si mesmo.1 figura gigantesca desse polemista da Ordem. o padre Francisco Ferreira Barreto publicava O Relator Verdadeiro. ' l m 1823. Historia curiosa do mau fim de Carvalho & Companhia (Manoel Paes de Carvalho e os seus companheiros) a bordoada de pau-brasil. é preso em Pernambuco. . a do norte e a do sul. foi o alvo das suas frechas terríveis — Appello á honra brasileira contra a facção federalista de Pefnambuco. o Despertador. na Malagueta. em 1823. atroantemente. Como toda ascensão h u m a n a presuppõé o martyrio. o que em tal conjunctura melhor vos c o n v é m . E a primeira claridade matutina descia no Reverbero Constitucional Fluminense. emquanto eram apregoados pela cidade inquieta O Brasil. quasi septuagenário. Assim. pelo brasile. de Joaquim Gonçalves Ledo e do Conego Januário da Cunha Barbosa. que tanto fez pela independência. que o publicara em Londres. elle propôz á assembléa reinicola. da populaça. Lançae mão d e l l e . Praia Orande). por não acceitar o mandato ã primeira Constituinte.. os Motivos da sua prisão e desgraça. em 1825. perdido como estava para os brasileiros. Tinha reforçada pela erudição a dialectíca impetuosa — e um grande orador. o Despertador Brasillense. o Tamoyo é solemne. Faria de Lima. apparecém duas gazetas de. Pernambuco. entre as chalaças do favorito e os amplexos da marqueza. desde o sub-titulo {Sentinella da Liberdade. lutas em que o gladiador septuagenário arcava contra os gigantes de ferro da tyrannia. Eis o momento em que deveis decidir-vos. a esta lei deveria obedecer o pamphleto. José Sylvestre Rebello. o recurso interposto de uma sentença innominavel. E ao cabo de torneios. perante os lusos. que o Brasil enviara ás cortes de Lisboa e que haviam desafiado pela altivez liberal. como a Dcsaffronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado e a Recordação dos direitos do Império do Brasil d província Cisplatina. accendendo o patriotismo á geração baptisada com o sangue dos inconfidentes mineiros e dos revolucionários pernambucanos. E de Londres. o nosso mais antigo e menos glorifiçado leader nacionalista. com sonoridade vernacula. recomeça a escrever. Uma legião de escribas insuflados pelo gênio do pamphleto revelava. para não ser victimados. depois na Malagueta extraordinária. MonfAlverne. Quando se exteriorisa. foram de pelejas. nesse abandono. por afugentar o espirito revolucionário l > Typhis. A Sentinella é jovial. a suspensão dos debates constitucionaes até íi chegada dos deputados americanos. Mal se entreabrem as portas do seu ergastulo. nesse anno heróico e sangrento de 1821. Basta nomear Luiz Augusto May. Dezeseis annos. um daquelles insubmissos e valorosos deputados. Pequenino e indomável. Em 17 de dezembro de 1821. indomito pamphletario da Polemica partidária. Nas águas de Funchal. preliminarmente. verídica imagem do patriotismo no captiveiro. o seu temperamento decisivo e pugnaz. Silva Lisboa empenha-se bellicosamente. rijos pamphletos nacionalistas. absurdamente. mas remoçado na luta pelo calor da terra natal. assim. 6 Brasileiros. . José da Silva Lisboa. a fatal propensão anti-nacionalista e anti-democratica do rei-soldado. a bordo de un» navio inglez. Luiz Moutinho de Lima. são verdadeiros pamphletos. em 1823. Em poderoso contraste . a imprimir. onde surgiria depois a Sentinella da Liberdade. como j á o tinha sido. O Malagueta. emfim. Pesa de tubarões do Recife. De novo o aprisionam. enfant terribla de uma imprensa ainda pueril. placidamente. O Espelho. vividos ainda na pátria independente. sob anonymato. succede n a Historia ao da emancipação. tão exasperados e bravios quanto os lisboetas. sacrifícios e tormentos p a r a o velho campeador brasileiro. allegações e defesas. com o extranho pseudonymo de Tresgeminos Cosmopolitas. depois Visconde de Cayru. Com a sua oratória bahiana. avulta o heróe pernambucano Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. batendo-se os dous pelas formas constitucionaes do governo monarchico. recontros.1a . num Desforço pa trlotico de 35 paginas. Fo! um dos doputados brasileiros. em Nitheroy. que o havia condemnado á clausura perpetua. Clarins em fogo. um pamphletario epistolar e faceto. dava a sua hora inicial. á beira do mar da. rella O Brasileiro em Portugal. que representam duas columnas de patriotas volantes. do governo. com igual impetuosidade na sua dissemelhança. denominada Columna do Throno. burlescas e nativistas— O Macaco Brasileiro. não é senão o patriota Cypriano José Barata de Almeida. herdade. o m a r t y r do pamphleto no Brasil — Frei Caneca. juridicamente esboçada pela Constituinte o realisada pelo Decemvirato. ensinando o abecedarío às. arremessando novos opusculos. Felippe Menna Callado da Fonseca. culmina o Regulador. ao Brasil independente os fulgores e as misérias do jornalismo. contra a deslealdade e o portuguezismo Ia coroa. contra o vago libello portuguez de um inimigo da independência do Brasil.crianças de uma aldeia do norte. Essa incorruptível Sentinella á beira do mar da Praia Grande. quasi sexagenário. núcleo de opiniões e sentimentos liberaes. que em 1824 lançara com o pseudonymo de Philopatris o Rebate Br*trileiro. folhas candentes e ephe m e r a s . de noyo clama o velho pamphletario. Xesse período. .I. progresso e beíleza. o economista. estridulando na Segarrega. pelo ar e pelo sol da liberdade. que ouvimos bater a grande hora nacionalista: "Vede. republicanamente. confessou que só elle o havia feito emmudecer na polemica. E r a conservador e conquistador.

o bit que. exigindo satisfações pelos ataques feitos em diversos periódicos aos sentimentos de S. a espontânea doçura de um sorriso. á explosão desse piojectil. sobrexcitamio a opinião dos naturaes da terra. o desenganado redactor do Independente Constitucional. no manifesto anno. á orientação. Z Z a ordem. até mesmo d a . Dessa tempestuosa ascendência brotara um filho morigerado. com o mesmo íogo em outro pamphleto. O grande martyr do pamphleto no Brasil * . Abranches pae e Abranches filho. que lança o prime ro desafio ao d e m e n t o portuguez no seu famoso avulso da época: Um cicUvdão do Rio de Janeiro á divisão auxiliadora ã„ exercito de Portugal. O despotismo viu nesse attributo o maior perigo do Norte. ComoV Sem rebuço. sobretudo.o Je Bueno» Aire.!•/>.. ora ao campeão portuguez em Lisboa.entre a maioria das Cortes Geraes de 1821 e o sentimento brasileiro. I d e s br asneiras do norte e do sul.c. do per.cvo. e attingindo a maioridade.AMERICA \TMS. sob o longo pseudonymo de brasileiro amante da sua pátria. pamphleto. o pamtnsol to.* consutucionulidade monarchica. echoariam outras. com o Espelho critico-politico e o Censor. o pamph. Muito não tardou que o pamphletar-o extrangeiro. para *of rer d u r a m e quatro annos.'. u a imprensa a produzir numero infinito de puoncaçõe» pe^ c to ^ T y i n b o h c a m e n t e . que essa folha. V** sonificavam a imprensa.dante. o destemido padre Luiz Gonçalves dos Santos rebatia as offensas ultramarinas em opusculos e artigos.<• .cos. iuramos de antes morrer do que nos sujeitar aos nossos eguaea. dynasticamente. •ro«ii>' deputado.odico excessivo e affoito. que impressionam os juiz. que os liberaes chamaram a noite d'agonia. Pedro Chapuis. temerário publicista.eto da Confederação do Equador. A mensagem de Pedro I á Câmara. -infenso uo predom-nio. Magestade. Mas nao se intimida o bravo coronel-pamphletista.» até aos fundamentos da sentença de morte. . na historia politica do primeiro Império. e t o d a .rado At. conservador.-. Assim escreve o pond. que a nação é quem se constitue e por meio dos seus representantes em corte . filho das províncias do Norte. e a sua campanha lusoproba prosegue ardentemente no Espelho. a . rhetorica e poética. a >u*.éa. age. embebendo as suas armas no mesmo sangue. seguiu-se um lustro de ausência ° . r t ainda o pamphleto que as vibra ao rosto de S. detonadas em pleno d .u „ « o americano das fáceis condecorações. Mas logo volviam ao papel.« OirlM*. ao combate: remergulhando na mesma tinta as suas pennas inimigas. Emplumado por vocação. das cinzas dessa liberdade resalta a c h a m m a de um pamphievo. um olhar carinhoso. que lhe valeu afinal a deportação. ao engajamento de militares portugueses no exercito do Brasil. em tempo de pM ou de guerra. nesse originalíssimo duello. do Censor." Ahi temo« a gênese verbal do Independência ou Morte. L. tinham os dous uma palavra amiga. frade carmelita. Corre u boato de u m a ordem sinistra do general Jorge de Avilez. em 1*22.portuguez naturalisado e polemista nato. tinham sufocado por três annos o periodismo nacional. ainda mais perigosos que o» de 1X22. este brasileiro e conservador. 0 intuito das Reflexões de Chapuis era cortar o vinculo. emfim. brandindo a sua lança ou. a opposição de 1831 a 1832.-. continuavam a bater-se raivosamente. o coionel Araújo Guimarães.são duas verdades confessadas por S. á mesma banca de trabalho. com attributos perigosos.ano. vibrantemente redigidos pe. invocando e repeunuu u= i / . mas autônomo. o í U *. . phia racional e moral. na Edade de Ouro. deciP Z dido a pelejar contra os moinhos feudaes. escrevendo furiosos artigos. Dissolvida a Constituinte. começou Frederico a redigir o Argos da Lei. as p r i m e .connec.nada temia ou respeitava. em genuflexão diante do monarcha. Imprevistamente. q C O nceitos do abbaito imiultuosumente. do . alardeando as suas idéil • provocantemente. legalista — Frederico Magno Abranches. quer para debater.„. .' •'•. nada lhe ouviram os juizes.. João Antônio Garcia Abranches. o banimento de jornalistas audazes. as Ordens p «vete de cavallaria. um polemista appareihado para duellos mortaes. da forja de Acayana de Montezuma. com estrellas irrivalisaveis. desejo de a u g m e n t a r a desaffeição que existia n a Bahia e «a Pernambuco á mal firmada autoridade de S. as boceas de fogo assestadas contra o Legislativo. na tr ijuna iior. penna Com o a r de um folheto escripto p a r a as barricadas. dt. Ju 0 n o m e a i ' d e vu*to pensamento. p a r a designar o acto da s u a coroacão no hemispherio austral. r e t e r . no decre. desde o nosso tempestuoso começo. na infindável rixa do Censor e do Argos da Lc De quando em quando. dilaceravam-se a golpes de penna. m a r c h a r . abrasando o nosso liberalismo — Reflexão sobre o tratado de independência e a carta de lei promulgada por Sua Magestade í*dehssima. aquelle portuguez e demagogo. como de um inimigo. erudito e etoquen.» . os Andradas e o portuguez. por ataques movidos a soberana pessoa de lord Cochrane. gloria da sua crença e da sua r a ç a . Magestade Fidelissima. ainda mais ardorosas. onde a criminalidade do reo é lateralmente assignalada pelo que ele "publicou no periódico Typhis desde a folha 44 usque 74.. continuador taüonoso da Historia do ür~u desenvolveu-se u m a energia até então de. ora dirigidos ao compadre de Lisboa. M. nao oostante denominar-se gravemente . O pamphleto baiúano era da lavra. ircenecUndo a violência de taes processos. c o u ^ i u coes quando reduzidas petos monarchas ao typo nominal da couiZ d a e ao u S 0 decorativo da lapella. não só no primeiro estádio social da Independência. na « e m das verdades nUas • cruas. . um lidador sem desanimo no campo das idéas novas. w idéas que nos attrahiram. de forte acçao. observa o prudente Anuiuge. y»rèm. sentados um defronte do outro. que o Tamoyo e a Sentinella exasperavam com as suas invectivas ao poder..ona JL» applausos. A esse tempv.. a cólera fulminante d» Imperador.a. restabeleciam as palavras **• carta de lei de S. foi elle. Magestade e â honra dos ofíicaes e tropas acampados em S.e ' h ü u . quer p a r a golpear. a desolação do cárcere. u l l i s t o n a . quasi podemos dizer sem recato. ou antes. depois de abolida a c e n s u r a . e «. .o de 6 de agosto do mesmo d e 3 de junho de 1822. Magestade Imperial .. Havia episod-os singulares na estréa do pamphleto nacional. além de outras oceasiões. fosse compellido a deixar o Brasil. Ignac o José de Macedo affirma. dos princípw J e dos conselheiros. sob D.. o seu nativismo sempre alarmado. como para mostrar que o soldado e o padre se irmanam em quasi todos os movimentos cívicos da nossa historia colonial e imperial. antagonista do Censor. duas vezes revolucionário. arremessado pelo coronel brasileiro..atra-^0 pela independência brasileira. que. — obra irreverente de um francez. * . ph l o s . Pae e filho viviam sob o mesmo tecto. sob Dom? ltí* w c i.iro. como o redactor do Correio. u r i tu . Assim o pamphleto se reanimava íeapparecia. em 1823. «lUu em Madrid havia já provocado as fúrias do governo hespanhol. sublevado e trep. na consonância festival desses epmtcio. com a legião de penod. <l não cortejava o Paço nem o Ministério. abertamente dizit Antônio Carlos: . declarando herdeiro legitimo á coroa portugueza >> nosso imperador. a magestade a c n I d a r e v i v e estabelecer u m a ordem de cavallaria fulgurante . Só as lhas ministeriaes. cm sua* resposta»Inutilmente havia explicado r r e i Caneca aos membros da commissão militar: "que a soberania reside na nação.. tano. Constitucionalismo e nativismo foram. . 9 A 12 BBUljjgA ANNO I 1U„„ . como indesejave para a dynastia luso-brasileira. iniciara o temível gênero de publicidade no Maranhão. a cuja incendiaria doutrina s«. Ituzaingo. comquanto apoiado pelo frade Sampaio. de pamphleto. como dous athletas irreconciliaveis. Todos exaltam a idéa. Abranches. um pamphletario cuja penna desfechava revoluções." E m todo esse folheto transcendiam declamações exagerada» contra tudo quanto a nova administração havia executado. n u m servilismo fastidioso e invertebrado. com a fogosidadc marcial de um bah. conhecemos as traças com que se pretendem restabelecer as antigas cadeias e. apoucado pelas tendências colonisadoras daquella Congresso. e ás vezes. justificaria mais tarde.o frade ultra-liberal. venerando escriba Regulador. em U. é um aviso dado em « ao n perante.. apezar da nossa repugnância.da. aos povos e nações amigas.ado. em outros* casos. . assim. que a t a c a r a lord Cochrane. auas vezes acorrentado pelo despotismo: em 1817. melhor. maiores vexauH» e affroutas á liberdade da imprensa. causava maior damno aos portuguezes que um exercito de dez mil homens. na Bahia. máxima: a Ordem Imperial do Cruzeiro. nas . oamphleto que se desintegra e se emancipa do jornalismo.. M lances da terrível noite.Analyse do Decreto de V <le Dezembro . Nada entenderam. crescer opusculos. tudo foi conseqüência de actividade mais ou menos pamphletaria. Mas não findaria a g u e r r a do Prata. Mas u m protesto rompe n a orchestraçao utu.ujue::. E k BO« JC. de namnhletos que veríamos surgir. Aos parlamentares da metrópole. e »„ ] .. . e afinal foi condemnado a morte o pamphletario do Typhis Pernambucano. a dissolução da assemb. como um heróe. u e c a h e sobre a Constituinte. «receptor de grammatica e geometria. acercando-se do imperado. quando romperam as hostilidade.dous pontos cardeaes em que rola toda a doutrina .Assl»r. mordaz e brigão. Christovão. que entre Portugal e Brasil. no largo das Cinco Pontas . . a perda da província «- .pe. Pedro I . Incendeiam-se os ódios da caserna. mas antes delia.>„ O pamphleto nativistá apparece em 1822. Escandalisado. São os vinte e oito números do Typhis Pernambucano. tão insidioso quanto inexperto no seu apparato legislativo.

e entro as luminárias do Rio.510 76. durante o qual se levanta a plebe amotinada e colérica.005 :773$ 1. O governo imperial já era em 1830. apaixonado como um vidente.450 :000S 775 :792S 2.211 Oi e *» Kl | '8 t Oi «-* /». que vae desde 1827 a 1835.157. O Tribuno fala com a vehemencia dos exaltados: urge desfazer a monarchia hereditária. mas também assoalha que os trahidores e absolutistas se envolvem. alastrava de norte a sul. Pernambuco.457 160.os. Bahia. Districto Federal. S «o e § s II 00 Kl 423 571 240 185 ÍHH> -35 Víi 3 li 2 29 11 10 149 | 2. coramandada por Deodoro da Fonseca.189 :056S 34. Pedro I. concitou o espirito pamphletario a um levante de escudos ainda mais tumultuoso.403 :094. sobre a liberdade da imprensa no Brasil! E recresceu a onda tempestuosa do jornalismo pamphletario. o Republico de 1830. de modo tal que as próprias insígnias.612 537.vido. .898 :178$ 5. trabalhava demoniacamente contra elle o espirito pamphletar. Pedro I. de Evaristo Ferreira da Veiga.744 359.873 5. desappareça através da renuncia de 7 de abril de 1831. . Alagoas. A Luz ^Brasileira. Muitos desses periódicos eram exaggerados no seu estylo." Então. na Aurora Fluminense.605 ] 5. Santa Catharina. Victoriosa.527 163. os ultra-liberaes desafiavam as instituições. sem que o pamphleto castigasse a indolência. S 8 Kl 23. tremem os corcundas (nome com que eram alcunhados os antigos caramurús ou restauradores). Assim. exhalando o ultimo alento em phrase digna de Brutus: "Morre um liberal.932 :871$ 30^635.042 :842$ 56. Pedro I com uma traducção e um desafio — a impeccavel traducçao das cartas de Junius ao duque de Grafton.334.888.081 :120$ 6. E o pamphleto auri-verde.vo. com o throno de Carlos X. agora desthronado pela fatalidade impulsiva dos seus erros. o reinado incontestável da litteratura pamphletaria.566 1. de Lafayette contra Marmont. " . Matto Grosso.570:1598 I 11 To .500 137. Amazonas.726 41.invadindo o "Hotel de Vilte". o heróe do Observador Constitucional. flammejando com elle no mesmo triumpho. tudo era desfechado na linha de fogo jornalística. Rio Grande do Norte.718 :230S 4. a lidar e a sonhar n a bruma das instituições porvindouras. não só apregoa a federação.465 2. data illustre de rebeldias e reivindicações.328 874.064 457. Mas logo Evaristo da Veiga. paladino da Republica Federativa. conferidas pelo monarcha.406 :500S 5.221 145. luz relampeante de tempestade sobre o Paço. exigia a coerçáo da sua intemperança e do seu anarchismo. Borges da Fonseca. num impulso quasi assombroso. Allusões. fundar um governo elect. Arvorava-se o pamphleto inglez por excellencia — As cartas de Junius — á maneira de um estandarte. Foigam os líberaes. acena como um poder inabalável e desdenhoso ao fluetuante esquife do primeiro império — a não ingleza Warspite. Sobre a cortezanice das gazetas ministenaes e a demagogia das folhas opposicionistas.218 :000S 11.duo revo. pamphletario modear. Maranhão. entendida como litteratura jornalística de combate.319 101. desboccados. ainda muito d e p o i s .302 :480S 4.097 :614$ 1. no horisonte que se inflammava.volta. tal qual é c sempre /o»». . Por toda a parte.ANNO I ERICA platina e outros episódios infel. Assim.895 114.vel.osivo. communica-se a faúlha da insubm.497 :465$ 5.637:2418 | * s » . e> -5 246 10 83 1 1 •— 171 9 7 7 50 38 14 25 17 — _ „ 2 24 7 n — — • i l ! — — 1 i 7 1 137 a 4> a. o sybaritismo. O sacrifício do impávido Badaró. Rio de Janeiro. Espirito Santo. Echos de regosijo.785 6G6. precipitam na historia brasileira acontecimentos formidáveis. almirante dos nossos desastres.ucionario de julho em Pariz.595 :000$ 9. to Esco las ESTADOS I 1 2 10 3 2 10 4 31 1 3 654 • V 05 ~ Ã ! i ! 1 1 6Ç * £ _e "3 à c «e 1.364 192.as Tulherias. Paulo. o Louvre.129 883 427 143 250 -T *> 23 128 168 30 no 22 34 — ___ — — o -— 41 — 3.918 111. Desfarte flammeja.2S5 60.139 259. . em 3 de maio de 1828.743 !i81.o.182. Piauhy.507 C6S.ção liberal contra as ordenanças absolutas. consciência brasileira no seu estado mais radiante de patriotismo.zes. o cavalleiresco desafio a que apontassem os escribas ministeriaes. 9 A 12 .559. .052 :590$ 519 :480$ 532 :468$ 448 :570S 601 :624S 432 :118S 152 :260$ 195 :000$ o •o 8 Por o i ° & e fcq sq •= nta gem esp eza Quadro geral indicativo da situação do ensino primário no Brasil 16 17 15 12 5 3 11 11 «a % % % % % % 10 10 20 10 % % % % % 8 17 9 10 8 12 % % % % % <T« io <r<> 7 % 10 ^ 59. . no jornalismo independente.319.potente. e a sua influencia em todo o Império era prodigiosa. é unanimemente abso. a ganância de Rodrigo Pinto Guedes. triumpha o nosso espirito de revolta. como nos primeiros dias da Marselheza.033 :000$ 2.503 :000S 6S0 :000? 509 :116S 1. surde um pamphleto inverosim-1 — o Republicol Sim.919 609. venciam o throno. Paraná.500$ 25.917 :184$ 9.907 :318? 21. algo semelhante ã mordacidade e ao azedume da linguagem britannica. Pedro I uma atmosphera quasi regelante. concentrando os resentimentos. Rio Grande do Sul.184 163. .135 511.711 363.os da vida americana. o germen revolucionário fermenta nas sociedades secretas. expoente que se fazia já exp. nesses primord. domina todo o período. desfarte. Pedro I abdica e e m b a r c a . . . *.003 765.102 89. Inflexível.748 1 . que adubasse o terreno p a r a deflagrações revolucionar-as. af fugiam os vassallos predilectos.835 1.722 :56"S 6.(9 *$" i- NUMS.174 2. na Corte e nas provincias. .Pouco depois de installada a Assembléa Legislativa. mas não morre a liberdade.362 363. ingênuo. Minas acoihe o soberano com a fria reserva. mesmo de inconfidência.384 :587$ 4. . ferido de morte pelos reaccionar.entador. cuja torrente despedaçava os marcos e moldes políticos do passado europeu. Goyaz.ssão ás tropas descontentes. retrucou á ira do Senhor D .361 .300 :000? 29. apenas duas. Basta citar um opusculo de Maciel da Costa: "O Uarão do Rio da Prata nu e cru. ultra-liberal.onial de homens. e faltos de lógica nas suas conclusões. de Pernambuco. Sergipe. da Bahia. que não tinham lucidez nem coração para sentir. Ceará. entru Dia a dia. doestos.593 :966$ 7. o pamphletario do Republico. Quasi sessenta annos depois. a dialect-ca de Evaristo repercutiu na Câmar a e no Senado. de súbito. vibrantemente. as coleras da nacionalidade insubmissa ao forte querer de D . Appareceu uma quantidade de jornaes — escreve Armitage — pugnando pelas opiniões e interesses da opposição.000 | 446.106. a noite das Garrafadas incuba os ódios nativistas para uma expansão irresist. o preferido alvo da fuzilaria de quarenta periódicos impacientes.188 1.113 :681S 1. commodamente. Comtudo. subversivos. levado ao J u r y por usar "de linguagem anti-constitucional". e baqueia em sangue o poder quasi fúnebre dos Bourbons. a impopularidade e o isolamento faziam a D. longe de atemorísar. de S. começando pelo retorno dos emigrados portuguezes á Europa. abnegação. Paulo tomba o jornalista Badaró. destemeroso.471 :119$ 11. resurgem os libellos políticos — jornaes ou pamphletos—.981 611 232 453 554 74 88 455 195 275 422 267 260 160 155 80 123 80 R. phantasma evanescente da monarch-a de direito divino. das barricadas contra os suissos. que se dispensa a um extrangeiro a n t i pathíco.4S4 :000$ 67.522 85.326 :589$ 1.389 4.166 983. Minas Geraes. £ «s £ * K| São Paulo. para abater o imperador ou a r r a s a r o império.713 3. a força exuberante e indomável de uma v-da nova. C 05 s o Kl o 8 «8 g 4) aí 1. s o oo O § I t- Total das unidades. puolicstaor.592.tu. Celso Vieira. BRASILEIRA as subscripções abertas para a tentativa de uma expedição antimiguelista.337 246.5 CD oo 55.106 078. italiano. E o jornalismo politico. invectivas.228 477. remoques.871 79.489 :748$ 5.124 219. influenciado pela mentalidade retrograda e co. Não tarda que o idolo nacional de 7 de Setembro de 1822. E é ainda em 1830. o seu Ímpeto redobrou até á queda de D . .371 GS5. .816 402 1. aos primeiros clarões da re. no estatuto de 1824.154.? 1. o soberbo triduo da const. Paraná. idealidade.001 :400$ 1. E eis que os sentimentos collectivos. que em S. o espirito em que eram escriptos agradava ao povo. correspondem aqui ao tr. a Fala do Throno denunciava magestaticamente a liberdade de imprensa. Parahyba. como pólvora. desponta a Aurora Fluminense. o seu appello vibrará nos clar-ns de u m a columna em marcha. em 3 de maio de 1824. .158 :000$ 6.979 981. ign.

como advertlalo Sucre. imperial que la restitución de la Banda Oriental aseguraría la paz dei continente y la buena voluntad de las repúblicas hacia el E m p e r a d o r " . su consentimiento para anexar su pro- cia de invadir el território imperial. el militar de Chiquitos. conquista relativamente fácil. No espaço de poucos annos publicou seis livros notáveis pelas idéias. que el tratado se puesta que dió Bolívar a los plenipotenciarios de la misión argenti- explica de ambas partes: Ramos se vió perdido a n t e la marcha na. el centenário de su independência política. quizá por haberse convencido. marchando de mano armada a posesionarse de un modo usurpador de esa p a r t e de nuestro país. marcho a tomar posesión Claro es. . el Probablemente a r r a n q u e de tal misión disociadora. . sem lisonja. por estar convencido de que "Don Pedro'era un piíncipe americano. scientificos e políticos. Sucre quiso castigar un gesto dei espanol Sebastián Ramos. lo cual seria para el Libertador un motivo capital p a r a no negar a las instituciones imperiales ciertas tendências democráticas. y que habría considerado como una impostura en el corazón de la América libre la corona de los Braganza. lo cual. los senores Aivear y Diaz WUz. recién independiente de la Europa. cuando en el Potosí fueron re- victoriosa de las huestas patrióticas. M. Bolívar. os elementos para suas syntheses históricas. os fundamentos de suas analyses. El mayor interés de esa frase está en el destino que le cupo a la correspondência de donde h a sido tomada: pertenece a la res- víncia ai território brasileno. afírmase que Bolívar detuvo alguna vez su cabalgadura de César. ministro plenipotenciario de Venezuela. como se sabe. ao m e s : mo tempo que tornamos publica a nossa gratidão. como se ve. muitas paginas de seus livros sendo consagradas a problemas ou assumptos históricos brasileiros. uma das mais lídimas expressões da mentalidade continental. hacia las tierras longincuas de Mato- Grosso en donde el Mariscai Sucre pretendió establecer su tienda é p i c a . sino sobre las indestructibles bases de la soberania dei pueblo y de la soberania de las leys". Botânica y Biologia. Supérfluo é assignalar aos leitores o nome que o firma. Y asi era la verdad. Mas. a la idea dominante en el Libertador: la confraternidad s u r a m e r í c a n a . Tem ainda em impressão Escuelas históricas en América. y t a n luego como quedo . Al contrario. y por un instante vacilo en soltarle las riendas para que siguiese. sobre todo en estos instantes en que el Brasil celebra en companía de toda la América. mais excellente e mais constructivo no pensamento venezuelano. lo esencial es saber que el Gobierno Imperial nunca protegió la invasión incalificable dei oficial brasileno. Cada uma dessas obras traz a marca inconfundível da pujante personalidade do antigo reitor da Universidade de los Andes e valem todas como brilhante affirmação do' que h a de mais profundo. Mas. . y en un a r r a n q u e digno de aquél que " t u v o siempre el exquisito cuidado de encubrir las violências dei puntilloso y delicado". em que o illustre publicista estuda a situação de Bolívar em face da nossa independência.: de que la Santa Alianza nada tenía que ver en el incidente de Chiquitos. no sobre débiles tablas. claramente. que no tenía desde luego nexo al- que Bolívar quiso llevar el espíritu de rebeldia hasta el território guno con la causa bolivariana. quasi sempre inédito. hoy no es posible valerse de semejanteí aquella armas para menoscabar la tradicional y mutua simpatia âe bra«Ü«- pafia viviam en paz y no eran r e p ú b l i c a s . "anduvo cauto on sus instrucciones. t e n g a ordenes dei Go- bierno dei Brasil p a r a la invasión que nos h a hecho. de orgullo y de honor inconfundible. o material. ai manso y dignísimo Mariscai Sucre. quizemos testemunhar o alto apreço em que temos D . y la conducta de U S . Paréceme. servida por u m a vasta. Juicios históricos. como historiador. pelos interessantes escriptos scientificos que tem publicado. de suas reflexões.AMERICA BRASILEIRA NUMS. que f^e halla envuelto en nuestra noble insurrección y que ha levantado su trono. . A mi hermano el obrero e Reflexiones históricas y conceptos de crítica. robusta e moça. pela sua intelligente propaganda no sentido de melhor se conhecerem os dois paizes e pela avisada actuação diplomática. Además. lo cual eqüivalia a colocar en el conflicto de u n a decisión que era de soberbia. Araújo e Silva. Su Majestad el Emperador debía estar convencido. 0 ' L e a r y a la propia Corte fluminense p a r a "insinuar privadamente a los ministros de S. no corresponde ai lenguaje de quien hubiera tenido aviesas intenciones: corresponde. conceitos e opiniões originaes que nelles se agitam. y sobre todo. Del caos ai hombre. porque é o mesmo vantajosamente conhecido nos nossos círculos literários. a u n q u e no fuera esa la opinión de los senores plenipotenciarios Aivear y Diaz Vélez. Bolívar tuvo la intención de enviar a su teniente Daniel F . solida e brilhante cultura. Intelligencia esclarecida. Su nunca bien ponderada prudência negóse a callar. Diego Carbonell. Os seus estudos filiam-se ás correntes idealistas universaes. Com estas linhas. L a misma aptitud de Bolivar ante la consulta de Sucre. é. . . de que "nuestro Gobierno. dirigió esta frase Silva: caracter más irrascible. ciertamente que no vió falta en lusitano de América. de orden dei gobierno imA" requintada gentileza de D . sin haber precedido u n a nctificación de g u e r r a ni explicación alguna. contra la opinión de 0'Leary. la historia merece un comentário. dió ai asunto todo el peso que merecia . pelo fecundo trabalho de pensador. ai impetuoso Araújo e "No puedo persuadirme que U S . a saber: Psicopatología de Bolívar. está proclamando el pensamiento dei grande hombre: como el Mariscai le hiciera ver la conveniên- Se ha dicho muchas veces que el Libertador quiso atacar el Império. estes três últimos editados no Rio de Janeiro. brasileno debía pasar por el território que protegieran los estandartes de Ayacucho. mas é ãs fontes americanas que vae buscar de preferencia os seus themas.. desea el mantenimiento de la paz y de la más estrecha amistad entre los gobiernos americanos". O seu labor é surprehendente. penso que Portugal y E s - cibidos en audiência pública el 16 de octubre de 1825. es la violación m á s escandalosa dei Derecho de gentes y de las leyes de las naciones y u n ultraje que no sufriremos t r a n q ü i l a m e n t e . pero "desaprobó el ceio de S u c r e " . Mas. e capaz ainda de mais brilhantes realisações no domínio da sciencia como na esphera da literatura p u r a ou da historia. cuando este gobernador de Chiquitos pidió a las autoridades imperiales de Mato-Grosso. Del otro lado. Diego Carbonell. perial. como critico e como psychologo. pues "Araújo fué depuesto" aunque más tarde quiso cometer desmanes por propia c u e n t a . devemos o artigo que a seguir inserimos. la leyenda o* gobernador de Mato-Grosso. con el convoy republicano. 9 A 12 — ANNO I EL LIBERTADOR Y EL EMPEADOR establecido el tratado. como sociólogo. pues quien escribe aquello es porque admite esto.

Si el hecho se llega a rea- nombraba para Ministro Plenípotenciario a uno de sus parientes. ron los senores platinos con el desengano en el Potosí. . y que el Brasil vendrá cesarios para hacerse justicia. Dfcele de esta suerte en carta Es necesario precisar: la condescendência no fué más allá de dei 4 de mayo: "Los Argentinos aconsejan a los habitantes de Rio las palabras. sino que lo haría con placer" En toda la correspondência dei cônsul Delawat se nota la procedência: las noticias que él transmitia a Espana referente a la situación entre el Brasil y las repúblicas suramericanas venían de Buenos Aires en donde el sentimiento nacional era adverso ai Gobierno Imperial.. además por noticias U3urpación de un vecino ambicioso.. si fuere necesario. sino para libertar de las garras íatidicus dei doctor Francia a su amigo < I sábio üomplnnd. Elysio de Carvalho: Os Bastiões da Nacionalidade. i m p e r i a l . . como ya se ase- rada en la equidad. . a fines de 3826. Rio. edic. una satisfacción por la inva- eión. el cônsul de Espana en Rio de Janeiro. el deseo germinaba en muchas al- de la sutil diplomacia dei Libertador cuando necesitó por un instante mas. exigióle respuesta escrita a los célebres cinco puntos con que ei diplomático argentino anpiraba cumplir su delicada m i s i ó n . No vino el nir con el Ejército de Chuquisaca. y luego habló quitos" de la Confederación de Panamá.ndencia: Bolívar se negaba a invadir el t. Tiene especial importância la respuesta que dió el Libertador a la quinta pregunta. y h a s t a en esto fué muy parco el héroe. el cuartel general dei partido servil.1 acerca de la aptitud de Bolívar. . (1) Diego Carbonell. Canning un aplauso muy caluroso por de Colômbia. por sus esfuerzos. do Madrid. Nos archiros dr Hespanha. protestando ai Rio de Janeiro se prestará a auxiliar las miras de la S a r t a Alian- mismo tiempo que. quien fué recibido por el Emperador el 3 de enero que el partido Republicano que solo está sofocado y no extinto. no solo estaba en su poder concederias. ella obedecia a una imposición momentânea expresaba el voto dei Gobierno. en caso de negativa. a cuyo Congreso Internacional. o meses timar ai Emperador evacuase la Província de Montevidéo. mas. 81. Delawat y Rincón. y que dejase a la província de Monte- Bermúdez: "Todo nos inclina a creer que el Gobierno Imperial de vidéo en libertad de disponer de su suerte futura.. pero "expresó el sentimiento de que sus com- gura que es hoy el de los agentes secretos de la Santa A l i a n z a . t. expulsen el Emperador y formen parte de la República Co- dir ai Emperador en nombre de las repúblicas de Colômbia. que pasada la estación de las águas. en donde sus La deducción es forzosa: la Argentina sentíase débil ante "el argumentos no tuvieron bastante fuerza de convicción para decidir a coraje y el amor de la libertad" que Eduardo Teodoro Bosche re- Bolívar a creer que la rebelión de Chiquitos era " u n insulto a Peru conocía en don Pedro a pesar de negarle otras muchas cualidades. . "Bolívar aprobó la tendência inspi- a ser. 0 ' L e a r y : Bolívar y la emancipae. en cambio habría llegado ai Paraguay. xiv y sigts. no fué se pudiera reconocer una como incertidumbre ante la exigência de los solo tentación de la misión Alvear-Díaz Vélez que sin duda alguna diplomáticos argentinos. pero en cambio un ano más tarde. "si se necesítasen tropas auxíliares. quizá. No se contenta- mites a que está reducida ai presente". Cuando Aivear no tuvo ya dud. que el cônsul Dela- cia perniciosa que ejercían las instituciones monárquicas en el cen- wat recibia las noticias y ni siquiera las dejaba descansar. y si en algunas expresiones de Bolívar su amor de latino-americano y por la extensión de sus miras. el Libertador no se contestes de los Generales Uegados con el senor Virrey en conversa- dejó a r r a s t r a r por la fascinaeión de la nueva conquista: se concre- ciones que tuvieron con Sucre después de la acción. Pordo Souto Maior. por tiene su explicación única. y a Colômbia". pues prescindiendo dei disgusto con que miran bos países. don lizar. " promisos con el Peru y su dependência dei Congreso y Gobierno Bolívar mereció de Mr. 243. c. Asi. y el segundo. . mas no Uegaron a convencerle de la justicia con que preSentaban la peticiõn. apelaria a los médios ne- za contra las repúblicas dei Nuevo Mundo. Potosí y Tupiza.utn r/c Suramérica. en carta dei 28 de setiembre y dirigida a don Francisco Zea También era de f w n t e argentina esta otra afirma- sión de Moxos y Chiquitos. por cuanto este fué siem- (1) — Pueden verificarse las citas en las obras seguientes. . y en caso después. alegando que nada era más compatible con los interesses de am- América Meridional. . lombiana. Mas. . fué invitado el Brasil. El deseo de querer lanzar el Ejército colombiano en aventuras que no cabían en ri plan dei Libertador. que u n a alianza estrecha que los pusiese a salvo de la la forma de Gobierno establecida en el Brasil. En la misma carta "confia en la cooperación suya en re"confia en su continuada abstenciõn de toda interven- La misión Alvear-Díaz Vélez fué uno de los más ruidosos fraca- ción en una contienda. p . p a r a cualquer otro xrrvieio. en la Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. según noticias dei Diário ciese nuevas tentativas para r e b e l a r s e .rrifo rio imperial.. pues cuando de Janeiro que se unan a Pernambuco y a las otras provincias dei los plenipotenciarios dei Plata indicáronle la conveniência de "pe- Norte. Con razón que nos expliquemos la escasa mesura que en. hi- de 1827. . le impidieran tomar parte activa en la reivindicación "la sinceridad de sus pacíficos sentimientos en el negocio de Chi- de los derechos de un Gobierno que él estimaba". Está clara la t. el Pkita y Chile. dientes". impedir que se extienda más allá de los li- astuto y bien intencionado libertador de América.. con los in- cansables senores Aivear y Diaz Vélez. Dr. 359. no para complacer a los plenipotenciarios aquellos. cuyo pronto término h a de ser el primer sos que haya sufrido la diplomacia mal aderezada en presencia dei objeto. en 1824 ai senor conde de Ofalia. 1922. la posiciõn de este Gobierno seria bien difícil pues es regular Leandro Palácios. ii. tenía intenciones de ve- Rio de Janeiro con los ministros de S. . cinamíento de este Gobierno llegue ai punto de desconocer las miras resolvieron acompanarle a Chuquisaca y alli "reforzaron la dialécti- hostiles que contra él tienen los gobiernos revolucionários de la ca. y desde alli in- famoso soldado Irlandês. como se puede colegir de la correspondência que don José contemporizar. ni mucho menos pudieron convencerle de "la influen- Se hecieron tales propagandas en Buenos Aires. M. t.i. E s "candorosa" y exhibe la altura espiritual dei héroe: decía que "carecia de auioridad para dispcner de un solo soldado contra el Emperador dei Brasil". p . por sus doctrinas.tíÜMS. les manifesto to a decirles que enviaria a su teniente 0'Leary a conferenciar en este. Bolívar establecla una legación en Rio y de recusarse principiar las hostilidades. el Peru.plearan los diplomáticos portenos para inclinar hacia la causa argentina el ânimo justiciero y "suramericano" de Bolívar: necesitaban de su espada. dirigia entre ciertos limites bien entendido. en el Palácio de la Ciudad. el tro dei continente" 6 de marzo de 1825 decía a Zea Bermúdez: "No creo que el alu- Fueron aún más lejos: después de hablarle de "la condueta anômala dei Emperador y sus ideas de absolutismo". como comendar el término de las hostilidades entre las partes conten- se sabe. 9 A 12 — ANNÒ I AMERICA BRASILEIRA nos y suramericanos dei extremo norte: el accidente de Chiquitos pre el primer suramericano. Flu- minense.

sobretudo da de côr. provavelmente. centenas de outras pequenas delicias que encantam o olhar. que se eleva acima da bahia. mas entre taes maravilhas da natureza. iet a n t a . o qual se ergue. quebram a monotonia fatigante da superfície das aguás. formigando de automóveis. A extensão do mar vem dècrescer na limitação da bahia. um dos maiores pincaros e o mais surprehendentc. que a p p a r e n t a m fecharem-3o com um morro. E ' uma deliciosa paisagem. emquanto não houver visto o Rio de Janeiro. Fejto ministro no Brasil o Sr. não hesitaria um só instante sol. . Com o Rio de J. a bahia e as montanhas. que se a c h a m dentro da cidade: no segundo desse s m o n o s . Sun. E m quasi toda a extensão desse e por cima de qualquer balro urbano so pôde divisar o plano da á g u a da bahia. acima do quai. 9 A 12 — AXXO I RIO DE JANEIRO O artiso que honra estas columnaS de America Brasileira é uma admirável o p r e s s ã o de nossa capital. porque afinal também este pequeno retrato mente. se ganharia um encanto novo. que tem sabido usar em beneficio do seu nobre paiz. ministro Havlasa. as serras em innumeros morros. Apqnas a Avenida Rio Branco. <nic logo se torna para o visitante do Rio. revelando muita cousa. num hymno radioso e arrebatado. mesmo aquelle que nunca tenha visto cousa semelhante. e sobretudo tao esquivo p a r a os extrangeiros. a beíleza de uma cidade. a finalidade ultima de todas as suas experiências e impressões e nunca mais poder apreciar cousa tão magnífica. que ornam òs arredores distantes da cidade. nas letras. quem saiba viver na alma de uma ciddde e na sua harmonia com as caracterist. emquanto. eriçando-se em alterosos cimos. Alli levanta-se um bloco gigantesco. o morro do Castello. m a s que não se estampam n:i photographia parada. de mesmo lugar. Seria talvez mais justo e mais próprio que ao fallar das" maiores e mais inesquecíveis héllezas do mundo. segundo o seu costume. noutros. Uma photographia perfeita vo. porém. O Corcovado seria inteiramente" cercado pela c i d a d e ' s e por um lado o dorso <fl» o u n e á Tijuca não se extendesse. «. p a r a onde convergem muitas ruas de moradia. situada em uma planície baixa e monótona. romances.« <i í. plenipotenciario da Tchecoslovaquia junto ao Brasil e um dos escriptores mais apreciados e populares em . — ha de encontrar no Rio de Janeiro muito mais do que esperava de uma simples cidade. e m f. por cima do parapeito de pedra. e ilhotas no mar e na bahia. em sua maioria montanhosas. s H a no mundo be. 0 Corcovado. confundindo-if com a agreste W»« . contar o Rio de Janeiro não na ordem das cidades. traçado pelo illustre ministro J a n Havlasa. poderá ficar tranquillo a vida inteira. ou mangues. afiadissima erguendo-ae das mattas virgens como uma verdadeira obra prima da natureza. afim de se extender como no fundo de u m a cratera. na certeza dè que em cada uma. volta-se do 'súbito uma esquina e de novo se depara u m a vista de telhados multicores e de jardins floridos. um dos quaes. se poderiam tirar vistas de todos os lados. e que por fim ao longe se transforma em extensos pântanos. do Corcovado o da Gávea. nada banaes. perigosos e vingativos.-•• seu paiz. Q centro commercial da cidade está cercado e comprimido por muitíssimos morros. que desaggregava o comprimia a sua Pátria. porem. Quem. edificada apenas do lado montanhoso. mas não vos di!. na opulencia de sua natureza formosa e de sua actividade múltipla. frêmitos da brisa que vem do m a r p a r a as montanhas. com u m a pequena modificação s e pôde applicar ao Rio de Janeiro. extendido.no nosso meio_ e mostra a excellente maneira com que trabalha o nosso idioma difficil e vário. Dezenas de ilhas. que alli se vos offorecem coiri uma liberalidade que facilmente cançaria o observador supt•rficial. Os principaes motivos da forte impressão que se tem do Rio de Janeiro são naturalmente as serras e o mar. nú e a piqu e de ura lacio. Ninguém se preste ao emprego dos superlativos. a cidade. foi escrito em português pelo Sr. que cresce cada vez mais e cujos bairros distantes. A superfície das águas. feita com grande emoção e beíleza em que a nossa cidade avulta. Outros h a em que parece que a rua. abre-se em seu declive commoda avenida.s e a Serra dos Órgãos. fallando da beíleza de qualquer cidade. viajando ao redor do mundo. No centro de áreas maiores erguem-se cumes . por detraz desses extensos pântanos. verdade é que são supérfluos. penetra varando entre os rochedos por u m a única rua. estão os cimo* da Tijuca.miiiro o caso é diverso. até pela maior parte dos cariocas. a s scintillações daraz-u variedades dos pássaros e das borboletas. na convicção plena de que ninguém o contradirá. e em sua imaginação não saiba separar do. Algumas cadeias de morros. mas quem disser do Rio de Janeiro que é a mais linda cidade do mundo. uma vez que não passa Ue uma impressão de beíleza vinda de uma imicn direcção. Ha lugares em que a cidade serpenteia entre o mar. acha-se localisada a Legação da Tchecoslovaquia. Do outro lado. uma r u a a sua perspectiva. u m a admirável vista se descortina para o extenso valle. alcançando mais de dois mil n»eti os de altura e nessa zona celebre. justamente agora está sendo arrázado. Dos três. ou encravando-se na elevação montanhosa. Todo valle se fragmenta em outros t a n t o s menores. na luta constante e sem tréguas.e a r de passarinhos e o ciciar de insectos. pois poderá ficar certo de que logo que o veja não escapará a um sentimento de tristeza. O dictado que têm Os japonezes n respeito do seu delicioso Nikko. e muito mais de uma cidade contando um milhão de habitantes.tirados entre as ramificações dos morros e pincaros visinhos. são desconhecidos. uma situação de grande relevo. nunca Pôde dizer tudo: ha a variedade de cores. E ' muito difficil imaginar u m a harmonia mais perfeita do q u e a que existe nesse noivado melódico de tão differentes attractivos n a t u r a e s . o Sr. tornando-o conhecido e amado no Brasil. contos e novellas algumas das quaes vertidas para o inglês. em outra modalidade e com outro caracter. impressões de viagens. mas com ô seu cume coberto pela exhuberante vegetação : tropical. como na política. não constitue u m a amplidão mágica: mais do u m a das montanhas cahe directamente no mar. Póde-se ir além: a primazia do Rio de Janeiro entre as cidades está na."t m i n a centésima parte dos múltiplos encantos.. cu:o triumpho raiou em 1918. E o panorama dás montanhas seria monótono se não tivesse por fundo a bahia e se não houvesse uma luxuriante vegetação para descanço de vista. separa este morro memorável" e histórico. levantando a cabeça dentre o m a r das r u a s urbanas que o vem banhar. no Rio de Jneiro. S A a Tijuca alcança mais <fe mil metros. por u m a única r u a . com a sua cumiada. Havia/a. Revoltado contra a tyrannia dos Habsburgos. perdidas no quasi inaccessivel hinterland sertanejo. a avenida principal. o Grande Canon do Rio Colorado. enleiada nas amplidões mágicas. servindo p a r a a t e r r a r a bahia. comprehenda a paisagem em geral. estão sondo oecupadas pela cidade. em toda a sua extensão e significação.'mia de pilar delgado. pelo brilho de seu espirito e altas qualidades pessoaes. no Arizona. encontraria reminiscencias mais perfeitas e mais evocativas da época colonial portugueza em muitas hoje insignificantes villas brasileiras.vence tV que é a mais bella cidade do mundo. até u m a certa distancia. precipitando-se Jj no mar. Uma simpes vista. e elevações menores. um complemento de suas observações diárias.cas especiaes que constituem o que chamamos "o exótico". Quem se sinta attrahido pela architectura histórica. j a n Havlasa é uma das figuras mais representativas da Tchecoslovaquia. alternativas de luzes e de sombras suaves tonalidades que a amplidão empresta. n a consciência de haver alcançado o ápice. Por detraz da bahia. chegasse a conhecer uma boa parte de suas bellezas proverbiaes. cuem tenha percepção para sentir todo o traço de vulgaridade qu« seja ornado por detalhes interessantes. no emtanto.re as cidades a que se deveria attribliif a primazia dos encantos naturaes. emquanto do lado opposto. e o chamado Dedo de Deus. o seu significado para o mundo inteiro. Quem. pouco mais alto que a alcance da maré. colunas. em que des. apparece o que ao a m a n t e das m o n t a n h a s offende no mar e o que o adorador dos mares aborrece nas m o n t a n h a s . cuja comprehensão. sua affinidade com os mais esplendidos nanoramas naturaes e justamente nesta affinidade se baseia tal primazia. conquistou entre nos. O artigo que publicamos. Autor de cerca de 40 obras. na extensão ao alcance da vista vae desapparecer. porém. de incomparavel magnificência. penetrando com muitos entalhes no terreno accidentado da custa. ioi um dos batalhadores intemeratos da libertação tcheco. Também este bairro se resume n u m a única rua. á maneira de unia ilha na matta. ao menos em suas carcteristicas capitães e essenciaes. cuja sympathia pelos heróes da liberdade foi sempre l a r g a e sincera. como. Os superlativos.lezas famosas. condemnado a desapparecr.isolados semeados de casebres pittorescos da gente pobre. poderá achar maiores encantos na de Buenos Aires. depois de dois annos apenas de convivio. Quem veja na edificação e no alinhamento das ruas. uma única vista facilita. perfumes de flores. das alturas de Santa Thereza. em cuja local foi construída a Exposição commemorativa do centenário da independência. o gor.AMERICA BRASILEIRA NUMS.-e de alguns delles a cidade decidiu subir para as a l t u r a s .

Não é somente. que se pode ver o dorso característico e o cume recürvo. se conjuguem mais de uma caracterstica de Paris. pelos. ou mais propriamente por cima. ainda maior e mais multicor. dos odores atordoantes da alva florescência áb hedychia. occupado por bairros e em ambas as encostas extendem-se os dois principaes centros de moradia dos cariocas. — eis o que faz com que. uma revolução sem derramamento de sangue. no Rio de Janeiro. não é a medida de belle-za de uma cidade. e que se ergue como um castello de fadas sobre o mar da verdejante floração e mattas trópicaes. P a r a mim. com que evitou desordens internas at£ o momento em que se sentiu bastante force para fazer. então. Quanto ás idéas. quanto da sua gigantesca extensão territorial. porém. centra francezes. em que o povo brasileiro se veio formando muito antes mesmo do paiz se constituir independente.dessa parte da cidade. ser visitado á hora da ceia pela esquisita mantis religiosa e ã noite. caçar no quintal com um laço primitivo uma linguana de um metro. por detraz das Laranjeiras. para o m a t t a . Este penetrar da exhuberante. de grinaldas de begonia rosea. apreciar no próprio jardim os sagüis como trepam pelas arvores a vinte metros de vossa varanda. quanto contrasta com as mais modernas installações do século vinte e os hábitos de conforto como ainda não pôde offerecer a nossa Praga. um paiz que na Grande Guerra se collocou ao lado da Entente e dos povos opprimidos com o unanime consentimento de todo o povo. sob o declive do Cçrcovado. termina — justamente com a Legação Tçheeoslovaca — o bairro der Santa Thereza. ouvir o grito das catoritas voando por cima dos bondes electricos. se enfeita de siningias grandes e sylvestres. variada e multicor natureza tropical. gal. II Duas. o mais attrahente e impressionante. destes bairros directamente. as vitrines luxuosas das lojas. porém. embora se prejudicando quasi que de modo fatal no seu equilíbrio econômico. dos vermelhos ca3tiçaes das bromelias em flor. dos suspiros saudosos dos frangipanos. que impressiona tanto mais fortemente. hollandezes e afinal também contra a mãe pátria — Portugal. um paiz que h a um século soube se libeitar d e Portugal. afim de que aquelle que pela primeira vtz no Rio se approxima da do brasileiro encontre nessa approximação o encanto máximo que nelle' exerce a capital dos Estados Unidos do Brasil. das passiflora s azues. para a maioria dos visitantes da Capital brasileira. emquanto a Avenida que beira a orla do mar. das flores amarellas das acácias e mal pígias. d e òitocentos metros de altura. Laranjeiras e Botafogo. o systema de residência embellezado pela natureza tropical. tão querido dos brasileiros e de todos os que se demorem algum tempo no Rio. de ladrão. A rede perfeita dos bondes. tanto do seu clima. o borborinho da avenida principal — Avenida Rio Branco — os admiráveis passeios beirando a bahia e o m a r . vezes por anno este rochedo se orna das flores das inatüngiveis cataléas e outras orchidéas perfumosas. que l h e fica visinha. Seria mui difficil decidir se cabe a este morro a'primazia ou se á õ famoso Pão de Assucar. das ipomeas variegadas. e resolutamente enfrentou os problemas de apparencia invencíveis de seu clima ti opical.. através destes três séculos. da preamar violeta das melastomaceas. sem exceptuar sequer o Canadá e à Argentina. dos Estados Unidos. dos cabeços amarellos dos marantos. tudo fundido num harmonioso conjuncto de esfoçro civilizador. da noite para c dia. conservando. um paiz que eir: geral não conhece o preconceito das raças e que em seu sentimento social tem que avançar sob as mais diversas e pesadas condições. passear pelas alamedas de palmeiras. transformando a cidade num giantesco jardim. .ÍÜMS. Apesar da differença do clima. resultado que é uma evolução histórica de. proclamando a republica e levando simplesmente o seu monarcha para o primeiro vapor que se dirigia á Europa. Assim como fez Hqcusaio com o Fudji japonez. Jan Havlasa. torna a permanência do. pelo exotismo inegável. constituindo um gigantesco e horrivelmente escarpado AMERICA BRASILEIRA botânico a cada instante esbarra com espécies novas na flora luxuriante. num recanto maravilhoso. defendendo com seus próprios recursos. p povo brasileiro está muito mais perto da E u r o p a do que qualquer outro do continente americano. na vida quotidiana do carioca. hespanhoes. 9 A 1 2 . extrangeiro no Rio muito característica. _ ANNO I tureza montanhosa. os dos trópicos e da America do Sul em geral. que se levanta. como gigantesco e macisso molle. . já d e ha muito deveriam ter sido tiradas centenas de vistas do Corcovado carioca. Por detraz de Botafogo e debaixo do Corcovado alonga-se o novo bairro de Ipanema. O Corcovado está separado da bahia. da Riviera franceza com os da passada colônia portugueza. a origem de uma forte impressão equivalente á da beíleza do panorama da cidade. ou ainda por um lepidoptero nucturno da familiia do Attacus. um paiz assim falia muito claramente pela sua Capital. cujo nome em portuguez signifca "corcunda". . vagalumes que projectam na parede círculos brilhantes como os de uma lâmpada furta-fogo. denominado Sylvéstré. é por certo. — isso tudo se. das nuvens roseas dos bombaceos. ser molestado na rua por uma borboleta da família do Morpho. das tochas rubras dos poincianos reaes. foi o cume da Gávea. passar n u m instante das mais elegantes avenidas de typo realmente parisiense.trezentos annos. a sua individualidade nascente. por debaixo do pico. directamente da entrada da bahia áté quatrocentos metros de alt u r a . realmente. está em seu typo global muito mais próximo da Europa do que se imaginária. pegar no próprio gallinheiro uma gambá que se embriagara com a aguardente para elle preparada. o grande numero de jardins e logradouros públicos magníficos. ser testemunha de como o Um paiz que soube sem sangrentas convulsões internas abolir a escravidão. . um paiz que reflectiu sobre as summas questões e b u s ccu a verdade no elevado positivismo que até hoje é a religião da grande funcção do povo. Ver magníficas orchidéas em flor nos jardins e nos rochedos pouco acima das ruas.. bastante de autocracia para confiar por longo tempo a sua consolidação nacional e econômica a u m systema monarchico. as ruas sempre formigando de automóveis. ter num só anno a casa coberta de trepadeiras marvílhosamente florescentes. por certa distancia. das chammas alanranjadas da pyrostegia.

Sus determinaciones llevan el sello de lo que se ha meditado con profunda atención. de Áustria y Rusia La Gran Bretafia auxilio a las colônias espafíolas en su contienda con la madre pátria. El espiritu fulgurante de Bolívar y Ia visión clara y severa de Santander presidiran el combate. Más. de la anarquia.n m H m i . con oportuno acierto: La Independência dei Brasil y el movlmiento libertador sur americano: El asunto es vastisimo. se da cuenta de las perspectivas dei futuro. El grito de Ipiranga tuvo un triple alcance: evito la revolución republicana. En Espiral. el Ejército. Elysio de Carvalho. discreção e proveito. Los Estados Unidos. y en obedecimiento a su instinto de monarca pone en nombre de la reyedad europeo un centinela. que. a l a menos con buena voluntad. Independência o mucrte! que su progenitor y rey. E I C. T bien puede decir desde las manstones IIÍ e a T (pues los reyes tabién suelen ir ai Cielo). tendo-se recommendado á sympathia e ao respeito de seus compatriotas como promovedor de varias medidas que visavam o progresso moral. es muy probable que la suerte de Ia America hispana hubíera sido otra. palpita uma alma delicada de legitimo poeta. El acierto politico de D . Bien sabido es que la declaraclõn dei Presidente Monroe (1823) fue sugerida por el gobierno britânico. sombreados por palmeras símbolo entre los arboles dei orgullo de la reyedad.nta diplomaticamente la creaciôn dei Império ü. adolorido y como en espectativa de nuevos desastres Me sugiere Vuestra Senoria el tema dei articulo. La Independência dei Brasil y la lucha sangrienta sostonida por las colônias espafíolas para obtener la separación definitiva de la metrópoli. ora" porque deseaba aniquilar la fuerza de Espana. Homem de letras. é um dos nomes mais illustres da geração colombiana de 1892. L a m a r y Santa Cruz. Emocionaes de la guerra. comedia decostumes. impressões de viagens. el Congreso de la Gran Colômbia elegia a Bolívar Presidente y a Santander. merced a sus propio3 monarcas lusitanos. un ano antes dei grito de Ipiranga.«l Brasil. en donde saneran las plantas y el espiritu padece. y. se Inclinaron a n t e los hechos cumplidos. desde el momento en que presintiera el peligro de perder esa corona si no se mostrrba revolucionário. autor deste trabalho. ora porque ha tendido a h e r m a r a r su :>oderio con la libertad de los pueblos. Solo cuando vieron a Bolívar ascender ei Chimborazo y a la escuadra colombiana mandada por Padilla. si no bien. da cultura e da sensibilidade do escriptor de prol que é o seu autor. conservando lazos fraternales entre la Colônia emancipada y la Metrópoli. de de Florida Blanca: si en vez de sostener durante três lustros una guerra cruel. Al Illiman y otros poemas. a sua obra colloca-o entre as primeiras fí«?ii«-nB ••em-e<--entativas da opulenta literatura da Colômbia. vice-presidente de la República. estudos críticos. los dos grandes hombres que dirígian el uno desde los Campos de batalla. Max lliillo. Más. econômico e technico de seu paiz. habia lábios que pronunciaban el nombre de Bolívar y de San Martin. recibo el gentil y para mi honroso telegrama de Vuestra Senoria. Pedro I con audaz desembarazo y alta visión politica la coron. Muy distinguido amigo: En jnedio de Ia agitación consiguiente a las funciones dei cargo que desempefio. F u e u n a lucha caballeresca en q"'' los paladines se disputaron el campo y los generales ie saludaron em médio de la pelea. muerte de las naciones. Solo el dolor nos hace grandes! El Brasil escapo. el arrojado. é conhecedor profundo da historia colombiana e provecto sabedor de cousas p u l . Bien sabia él ai esclamar en Ipiranga. El 26 de julio de 1822 se encontraron en Guayaquil los dos libertadores. ingrata en veces con las t e s t a s coronada. protegido visiblemente por los nftmenes divinos h a gozado de 0«* . ambos argentinos. Aivear. si a un trancendental pensamento. 0'Connor y Millor. mas tarde. Me concretaré ai intento de trazar un rápido esboso de ttn juiclo histórico. Nelles. el digno.AMERICA M'MS. restos gloriosos de la heróica Legión Britânica. en nombre dei pueblo. Unidos colombianos. argentinos y peruanos continuan las épicas jornadas emancipadoras. Al aparecer el Império brasileno. la naclon qae ha tenido siempre la mas clara consciência de los acontecimientos políticos. flamante y misterioso. si a mera ambición. O A 12 BRASILEIRA ANNO r CARTA ABERTA O Sr. fornv. Adelantandose a la rebeldia.. y para acometerlo requeriria un tiempo dei cual carezco y la consulta de libros y de archivos que. t a n t o p a r a conservar u n aliado monárquico en America. Cinose D. que la Republica. el vencido en Cartagena de índias. evita la contienda encarnizada. El 7 de Setiembre de 1921. por excessiva modéstia. por desgracia no se hallan ahora a mi alcance. Al duelo de Ayacucho concurrieron: Sucre. y Necoechea. suelta ! » ataduras de sus subditos ultramarinos y conserva su cetro real sobre el trípode de la libertad. saiu em fôrma de carta. llamado Connarquía constitucional el advenimiento de la republica. salva la corona. La Santa Allianza respiro. el m a g n â n i m o . Até o presente. foi deputado geral.o o Sr. y van a vencer sobre el Conduncurca ai verrey dei Peru y a los mas l«ravos y nobles generales que entonces tenía E s p a n a .Si obeiieció a sábios consejeros el v a s t a g c de la faredia portuguesa. La potente Unión es un pueblo que entre sus grandes cualidades tiene la prudência. pasasen por la ordalia. E n los propios jardines de su alcazar. To he escrito en otra parte. D . dá u m a exacta medida da intelligencia. Cordoba. como revela a formosa epistola que abaixo estampamos. La revoluciôn americana t o c a t a a las p u e r t a s de su palácio. sin sacrificio de vidas y de riqueza independizó ai Brasil. presentan muy diversos caracteres. en su caso tiene de coi-onar de laureies la frente que despojo de la diadema Pues si el se la cino en Ipiranga. pareciam desentenderse de la lucha de los pueblos de origen ibérico~ Tarde reconocieron Ia independência de Colômbia y la de los demas pueblos de América. tocado de graça e de beleza. Pedro fue indudable. O livro Alma dispersa editado em Paris pela Livraria Garnier. e I n g l a t e r r a . aun cuando fuese en su propio provecho. * t o d T m a n e r a s acerto. apenas abarcable en las páginas de un volumen. y el otro desde el gobierno — Santander — la empresa de la definitiva independência de America. la tarea que ma pide el erudito y fuerte escritor quien ilustra el nombre de Carvalho. El modesto y grave San Martin estrecha entre sus brazos ai impetuoso y estraordinario Bolívar. por la bravura y la perícia de espaftoles y de indianos. desbaratar en Maracaibo a la poderosa armada espanola. Pedro cruza los planes republicanos. D Pedro ai separar ai Brasil de los domínios lusitanos conserv a b í o p a r a su casa reinante y p a r a regocijo de los príncipes eu" p e o . hoy en buena parte. el sacrificio de Policarpas y de RIcaurtes brasilenos. sobre la cabeza de la e s t a t u a de la República. preparo dentro de los moldes de una mosigue los consejos de aquel estadista incomprendido. digno Aquiles de semejante Agamenón. un dia verdadeiramente temible para la pátria dei Almirante Vermont. de Dios estaria que las repúblicas surgidas de una contienda ton larga y encarnizada. naturalmente. expertos generales peruanos. en los sitios discretos. sima en la cual suelen caer pira siempre los pueblos. po"*" mio w m exercendo com luzimento. aliado de la Fortuna. los Emperador*:. Politico de idéias liberaes e orador de palavra eloqüente. con deleite prohibido. mas veste a sua musa de roupagens clássicas. de Santander y de 0 ' h g u i n s . Senor Dr. con lucidez innegable lo habia autorizado para obrar asi. ornada de gemas brasilenas. Vida nueva. Inglaterra movia con habilidad magnífica los tornillos de la máquina dei mundo. Si Espana. Além do mais. Bolívar. que el Brasil. en el cual me invita a colaborar en el numero de America-Brasileira que su digno Director prepara en homenaje de su patriotismo a la magna efemérides que celebra este gran pueblo ante las miradas dei m u n do. Max Grillo é o encorregado de negócios da Colômbia no Bra=il. profundamente humano. Santander e alma dispersa. inquitaronse. Sus agentes en Bogotá aplacaron Ia íierviosidad de Colômbia. no heroísmo e na historia pátria. annotações de leUuras. publicou o drama em versos Raza vencida. livro este de ensaios.i Imperial. la puso. que se Inspira nas tradições. en estos dias memorados y memorables. Cumpliré. Nostalgia. como para calmar los sobresaltos de sus nerviosos amigos. consagrados por entonces a poner los fundamentos de su hegemonia econômica. u n vasto império entre todas las repúblicas inquietas de la America espanola. poemas. versos.

E é esta a minha saudação ao Brasil.. Pelas virtualidades do seu espirito e pela juventude das suas energias. os "interesses da alma" como chamava Rodo. títerilisari. Critério americano chamo eu á falta de indulgência para bem admirar a construcção febril de povos. no espirito philosophico. que Byron esqueceu e o nosso Garrett deliciosamente celebrou: o cigarro livre á proa cortadora. 9 A 12 — ANNO T AMERICA BRASILEIRA A MINHA SAUDAÇÃO O artigo em que Fidelino de Figueiredo. porque esse campo ê tão inilludivelmente commum. tão estimado nos círculos cultos do Brasil. "inter amicos". Toda uma litteratura de impressões e commentarios testemunha esse observar curioso do Ultramar da civilisaçãò européa. a tolerância perspicaz e o cioso aproveitamento com que assimila e incorpora na sua mente quanto serve ao seu propósito de construir. confiança e forte querer. . já porque o firma um dos nomes mais reputados das letras lusitanas. Sinto-mt feliz por verificar e fazer aqui ver toda a operosidade da intelligencia brasileira. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contraste de sentido da marcha politica e social dos dous continentes: a America e distanciar-se cada vez mais do cahos indifferenciado. hoje mais que hontem. &t. Por aqui mostro a vontade firme. admiración de los estranos y regocijo de lo propios. na hora festiva e generosa em que elle abre as portas da sua alma á amizade e á rheto- rica. quem fôr á America.en. para confirmar a sentença de Lodier sobre "le triste sort du livre prêté. la tolerância religiosa. deve desembarcar com aquella enternecida devoção que levou uma infanta de Hespanha a ajoelhar ao descer "commoto pede" em Buenos Aires. la probidad en todo. nos estudos históricos. por isso. que esse povo tem de subir. o elevado espirito critico com que peneira as nossas exportações intelectuaes. fraquezas e desalentos. no romance. e grata companhia de cultores brasileiros. a Europa a caminhar aos tombos para a anarchia. galgam aos últimos progressos. variedade de pontos de vista. indefessamente. sempre construir. para ser comprehendída «-. muitas vezes secular. sábios officiaes que o governo ainda maná. ha-de ser vista por um critério americano. Não. nas questões sociaes e no jornalismo. amigo y admirador Max Grillo. obra a um tempo das gerações velhas dos "consagrados" e dos moços que chegam a toda a hora.If&MS. na philosophia. cujo cogitar se absorve em problemas graves e austeros. T. Encontram-se por que a sua mocidàde nos dará vigor para accordar t pôr em circulação valores esquecidos ou mal apreciados da nossa cultura. mas a continuar uma cultura ve'ha e a elaborar com segurança um matiz novo. arraiguen y prosperou t«n el corazon y en el espiritu de Ias generaciones venideras para gloria de la democracia. a quem preoccupam os destinos da civilisaçãò de que foram os principaes obreiros. E creterio americano chamo eu á isenção de preconceitos europeus que podem levar o espírito a só procurar no mundo de Colombo. tão decisivamente revelado na elaboração duma cultura como na defesa firme du bolcheviki=mo. Foi essa a disposição de espirito com que fui ao Brasil e com que voltaria agora. e. Lá voltaria agora. E' isto que por aqui digo e documento com alguns mestres de livros brasileiros. na critica litteraria e artística. y caer en una segunda infância muy próxima á la imbecilidad sevil" — disse Menéndez y Pelayo. desdenhar as differenças. alguns conceitos de reserva p a r a eventuaes discursos. expondo e defendendo as razões porque o devemos' prezar e a m a r . vou aqui. la educaciôn civica. dõco r e licario do seu racionalismo. el respeto a las leyes. Las revoluciones y los contratiempos dei Brasil han sido bien poça cosa en comparación de los desgarramientos que han padecido otros pueblos de América. e espíritos ligeiros que procurou exotismo litterario. amada. Dum lado principia-se com ardor. de assalto. 12 de setiembre dei 1922. Sinto-me feliz ao pensar que no campo em que milito nunca deixarei de ter a honrosa. se o Atlântico se cruzasse com a mesma facilidade com que atravesso o majestoso Tejo. E ' neste capitulo de cultura que se encontram os interesses superiores de Portugal e Brasil. Como os antigos romanos aspiravam a uma viagem á Hellade ridente e requintada — "non licet omnibus adire Corinthum" — como nôs latinos tínhamos a viagem a Pariz como o exequatur da maiorídade esp"ritual. já pelas idéas. la rectitud republicana. um banho lustrai do realidade e uma tonificação da alegria de viver — tão inquinada pelo pessimismo derrotista do velho continente. aquilate aún mas las virtudes brasilenas: de modo que el caracter. doutro lado parece acabar-se em transigencias aviltantes.. demasias do nacionalismo mais apaixonado nem os erros dos políticos. Fidelino de Figueiredo. que os amigos folheiam com curiosidade e vão '•stragando e perdendo como podem. conceitos e affirmações que nelle se divulgam. Corte Real e Cabral semelhanças e a felicídad rara vez otorgada por la Providencia a pueblos de la vasta extensión. Soy su afmo. toda uma floração se ostenta. el amor por la justicia. o aristocratismo selecto da intelligencia brasileira. sem arredar pé da velha urbe de Ulysses. se a não vivificar uma sympathia tolerante e a inspiração dum alto ideal. e para revelai a debilidade de alguns materiaes dessa assim mesmo prodigiosa architectonica. Que la experiência dei sufrir de sus hermanos de raza. servindo como posso os créditos do Brasil. extravagância e agudeza com que façam' vibrar a bota sensibilidade dos seus leitores. no theatro. em qut têm deposto homens dos mais eminentes. colorismo. quando a fadiga e a minha costella marinheira pedem aquelle prazer barato. das suas letras e da sua cultura. Cada vez me convenço mais fortemente de que a razão mais a r g u t a e poderosa só tem no árduo campo humano um alcance geométrico e irreal. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contrate J á o era antes que a grande guerra — crime no desencadeamento. na litteratura de viagens. de la diversidad de condiciones geográficas y sociológicas de este maravilloso país. na oratória. el desprendimiento. do sangue. temperará os Ímpetos da juventude brasileira: "em toda a parte onde mais mundano é o velho menos extravagante é o moço" lembrou Ramalho Ortigão. na poesia. que não tülhan r. Hoje Uma viagem ao novomundo está sendo um complemento de educação. não a improvisar. na novela e no conto. a levar o obolo dos meus sentimentos amistosos neste momento de racional e unanime vibração. com a casaca e o "smoking" das horas solemnes. o illustre critico e erudito portuguez. divulgando-o. Mas toda esta. os europeus. amanhã mais além. de objectivo e de temperamentos tem de fundir-se numa indispensável uniformidade: a America. merece acolhimento carinhoso nestas columnas. Un pueblo viejo no puede renunciar á la suya sin extinguir la parte más noble de su vida. a America é u m a das grandes esperanças do mundo. ao mesmo tempo que prestamos homenagem a um sincero e prestimoso amigo do nosso paiz proporcionamos ao leitor o encanto de uma pagina sensata. Mas seria essa a melhor e a mais fecunda contribuição para a magna festa ? Supponho que não e. Rio de Janeiro. "Un pueblo nuevo puede improvisarlo todo menos la cultura intelectual. festejou a commemoração da nossa independência politica. Daqui provem o interesse e a sympathia que tem levado os homens de estudo a visitar a America. Deixo aos. que tarde chegaram e. o trabalho dt lembrar aos brasileiros o que elles nunca esquecem: as razões por que devem prezar e venerar o velho Portugal. se nelle falia com eloqüência a VOÍ. E encontram-se porque a nossa velhice. não deixam de emprehender essa grata peregrinação transatlântica para testemunhar de perto o germinar e florescer luxuriante da sua sementeira. fragua immensa em que se caldeiam a s velhas civilisações com elemento.

les incertitudes d'une génération qui hésitait entre le poncif de Dellile et le bariolage de Natchez. Mais il ne lui a point échapé que les poêmes de VUruguay et du Caramurú. Paris. Des Cannibales. témoigne. á la Chorographia d'Ayres do Casal. une vegétation éternellement luxuriante: " L e climat des tropiques. do p a r n a s a n i s m o e de outras manifestações mais características da nossa litteratura. chez 1'auteur (2) Da carne me pa. romanciers entament le procès de la civilisation. (3) Cite par Ferdinand Denís dans Une fête brésilienne. loin être une preuve d'indigence. comme une sorte de paradis equinoxial. d'adapter au paysage brésilien la description du Mississipi. dont 1'enthousiasme rencherit sur 1'admiration des capucins. que foi. sant rentrer la botanique. par cette culture á la fois scientifique et cosmopolite. ce sont les vostres. Le protestant Jean de Léry. Bientôt les Jêsuites. como. á découvrir des tiaces obscures de la r è vèlation dans les théogonies primitives. de Machado de Assis. deux voyageurs étrangers. Sur la flore et la faune des tropiques. Ferdinand Denis s'en rapporte. que fez escolha muito acertada. Ronsard. à definir l'américanisme. cette chair. como se sabe. O curso de Le Gentil será feito na Sorbonne. 9 A 1? ANNO T AMERICA BR A S I L E I R | UN PRÊCURSEUR DE L'INDIANISME As paginas que se seguem foram escriptas especialmente para esta revista. de la critique á la nouvelle romanesque. e profundo conhecedor da nosca historia. pauvres fols que vous estes. 1'etfort des ethnologues. Montaigne avait dèjá transcrit cette chanson de cannibalt. Vous ne reconna'ssez pas que la substance des membres de vos ancêtres y tient encore (3). un prologue agricain (4). Ajoutons qu'il a subi trop profondément 1'influencè de nos encyclopêdistes pour sacrifier. ces veines. L'âme. On ne lui contestera pas. grands admirateurs de Thevet. caracter» qu'ils donnent au paysage. les Indes Orientales. comme 1'auteur du Caramurú. tão mal tratado. que elle visitou na sua mocidàde.' (6) L'exotisme. disciple de Bernardin de Saint-Pierre . Dénonçant ur. les Scènes de la Nature sous les tropiques.. á reconnaitre dans la formation de la nacionalité brasilienne 1'importance du facteur ethnique. Daurat. par 1'effort des moralistes et de voyageurs. Nul mieux que lui n'ètait prepare. remplaçant la savance p a r les palétuviers. avec Raynal ou Marmontel. et 1'indianisme brésilien de la seconde manière. Son style.En y fai-. Aspect de quelques vegetaux. il ajoute S 1'histoire du quilombo de Palmares. para documentar-se acerca de nossa litteratura. les croyances des indigènes á la théologie. voient renaitre en Amèrique l'âge de Saturne. aux réats de nos premiers mission a r e s . á maintes reprises. mieux informe. LXV). na Révue de VAmèrique Latine. se evidencia nos vários trabalhos que sobre assumptos referentes á nossa litteratura. la critique philosophique. d'autre part. Par:s. dit-il. Au spectade d'une société corrompue. il rêhabilitait systematiquement 1'Indien de 1'Amérique du Sud qu'il transformait en rêveur. Chinard (1) que 1'ceuvre de Chateaubriand. à 1'époque oü La Boètie écrivait le Contre-JJn. il rapproche les mythea. á Rocha P l t t a . II s'efforce. C e s t enfin de Chateaubriand qu'il tient le sens du pittoresque et le goüt du romanesque. e no segundo se occupará do sertanismo.dont 11 faut chercher en France les premières manifestations artistiques. parti que peut eu tirer la poezie. C e s t au contact de la nature brésilienne que nos écrivains du XVI siècle ont eu. se rettrachent. derive en partie de sources y^rtugaise«. semblerait prouver qu'il s'est produit. conserve une tn<"«llesse qui lui fait rejeter tout ce qui ne peut flatter l'imagination. (61 Pg 3. (Canto V.t botaniste lui même n ' a u r a garde de négMger. se déplace vers les Antilles. les eles du pacifique. Estce à dire qu'entre l'exotisme europêen. Ces muscles. ni la cupidité. on se plaít á opposer la sagesse inconsciente des peuples qui ne connaissaient ni les querelles religieuses. qui cherchait dans la relation de Bougainville des a r g u m e n t s en faveur de 1'état de nature. le magnolia par le papayer (5). a u moins indirectement. un écrivaín. même avant Garrett. oú l'observation directe des faits a moins de p a r t que la documenta tion livresque. Professor de litteratura da Sorbonne e familiarisado com a lingua portugueza. Madagascar. e procura penetrar a alma brasileira pelo estudo de nossos romancistas. une tradition ininterrompue. . aproveitou o tempo em que permaneceu no Rio de J a n e r o . dans toute la force du terme. celui d'Alencar. aumônier de Catharine de Medicis. Neuwied et Humboldt. visto como tem o encargo de um curso de litteratura brasileira em Paris. ou abondent les epithètes et les périphrases. pour les besoins de la propagande. fournit à Montaine la matière de deux chapitres. II n'en est pas moins certain. oú 1'exemple se joint au précepte. 1018. qui tient de la critique et du roman. venaient de recueillir des informations nuuvelles que Ferdinand Denís. comme l'a démontré M. On lui reprocherait plütot de p a r t a g e r 1'optimisme de Diderot. dans 1'histoire de la littérature française. cosmographe du roi. Les compagnons de la Ravardière. que Santa Rita Durão devait mettre en valeur (2): "qu'ils viennent hardiment três tous et s'assembíent pour disner de lui. le folk-lore. avec la beauté phys"que. . la persistence d'un goüt suranné. Philosophes. durará três a quatro annos e obedece a u m a intelligente orientação. règne une confusion que le plan ne cherche point ã dissimulei'. no momento em que festejamos o primeiro centenário de nossa emancipação poitica. Georges Le Gent 1. première tentative de "roman n è g r e " . Des Coches. dans la conna'ssance des langues orientales. lieux. toute fois le mérite d'avoir détermir. par 1'intermédiaire des Jêsuites. Certes il manque à Ferdinand Denís. contre la colonisation européenne. E quando maior pena a carne sente Então mais me consolo. publicou n a Révue de Littérature Comparée. de Joaquim Nabuco. trahit. Ce Irvre inégal mais suggestif. le champ de leur curiosité s'est élargi. l'Aíríque. les croyances. Tves d'Evreux. s'ingénient. delia é composto Este corpo. avec lui. que será matéria para dez conferências ou prelecções.stei continuamente De seus filhos e pai. E t 1'Indien. Sabemos que no primeiro anno t r a t a r á elle do indianismo. érigé en type littêraire. qu'on protege contre les chasseurs d'esclaves. auquel on reconnalt. pour 1'histoire. L'crotisme cw:ricain dans 1'ceuvre de Chatravbriand. d'être. en poete. 1913. aliás. pour la description des í l í Chinard: L''\rot'mme américaíne dans la littérature française au XTI siècle. (5) Voir le chapitre II. en sa magnificence. Jodelle. demi siêcle a v a n t Castro Alves les hontes de 1'esclavage. evoca a figura de Ferdinand Denís. aux crimes causes par 1'intolèrance.é avec réelle pénétration psychologique. tout en agissant encore. en invitant á Hndolence. l ! ' l l : L'Amèrique et U~ rêve exotique dans li littcrn'ure fr^nçaise au XVII siècle et au XTIII siècle. On y sent. embrasse le folklore de trois continents et devance. ne se lassent pas de vanter la richesse d'une terre qui leur apparait. Temos a profunda convicção de que Le Gentil será o interprete fiel. Dans 1'ouvrage lui même. par une methode de comparation qui n'est pas sans analogie avec celle de Frazer. que animo de presente Por isso de tormentos faço gosto. Baif. et de dresser un réquisitoire. marque 1'aboutissement d'une longue évolution. qui d'abord s'attachait â la France antaretique. conferdo pela Academia Brasileira. 1'influence qu'exercent sur les sentiments du sauvage et du civilisé u n ciei éternellement pur. une certaine générosité instructive. avec 1'inexpérience de la jeunesse. do supposto De me ver n i inimigo bem vingado. s'enrichissait d'eléments nouveaux et remontait á ses origines. il existe des points de contact? Un ouvrage peu connu de Ferdinand Denis. car ils mangeront quant et quant leurs péres et leurs aieux qui ont servi do nourriture et d'aliment á son corps. dont le mérite s'impose comme savant. e no pequeno ensaio que aqui publicamos. publié em 1824. dont il fut le premier en Europe. L'attention du public lettrê. como representante do Ministério da Instrucção Publica no Congresso de Historia da America. se trouve. vers \H cornmencemeni dti X I X siède u n échange entre les deux littêratures. poetas e ensaístas.N t n i s . pour la p r e m ô r e fois la rèvèlation de 1'exotisme. do naturalismo. . le Canada. (4) Chapitre X X I V et suivants. A vrai dire. Verse. Claude dAbbeville. L'indianisme represente. Le Gent 1 desde alguns annos que se acha em contacto com os nossas idéas e os nossos sentimentos. A exemplo do autor do Le Brésil e de Une fête brésilienne à Rouen. même lorsqu'il vise á être révolutionnaire. dont la hardiesse n'a pas été dépassée et qui tendraient. Xeste corpo que é seu. engage á la m é d i t a t i o n . à justifier le communisme.. oú rentrent l'Amérique. Paris. On y passe de la description á 1'analyse. les traditions. Mais cette complexitê. devotado amigo do Brasil. intelligente e probo do pensamento brasileiro. Georges Le Gentil é um typo representativo da cultura clássica franceza — um normalien. r i d e .

l'adversaire tap. arme en guerre contre les abus de 1'ancien regime et vivant en France. "Ne redoutez point que le temps affaiblisse un sentiment qui ne tient ni à nos usages.» (11) Elle ne s'en declare par moins vaincue. après le X V I I I siècle qui glorifiait 1'état de nature. la conquête de 1'homme par de sol. á reconnaltre 1'indépendance politique. avait 1'étoffe d'une romancier. que lui Inspire la filie de Vouvidor se manifeste par les mêmes attent'ons delicates et raffinés que 1'amcur de P e r y pour Cecy: "Depuis ce moment je la vis presque tous les j o u r s . dont beaucoup vivaient sous le regime de la polygamie. dèjá citée par Montaigne: "Couleuvre. (15) Suito de 1'histoire des choses les plus memorables cdrenws (16) Cite par F . já la mé prise. II est de ceux qui. A l'appui de la thèse de Chateaubriand. de deux siècles. tout ce qui existait dans ces solitudes. me dit-elle. se souvenait de la tempète d'Atola. Cette civilisation dont nous sommes si fiers. (11) P 157. en remplaçant la grâce par la majesté. la renaissance du gout brésilien et proclame 1'autonomie littéraire d'une nation dont les diplomates europêens hésitaient vers la même date. me dit-elle. mais aussi. . car je voua aime. passe insensiblément de la curiosité á 1'interêt de la pitié á 1'attendrissement. C e s t á ce titre qu'il nous a paru legitime. entreprenait. associe les grands spectacles de la. Aux aventuriers sans scrupules. (15) II se rappelait cette chanson. dans Vépilogue. en même temps que certains li-ux communs dont l'origine remonte. dês 1824. est pose dans les mêmes termes. en identifiant Noé et Tamandaré. 1'attration mystérieuse des terres inconnües. L'auteur des Scènes de la nature. allait venir á la place de celui qu'on regrettait encore et que bien des malhereux pensaient que l'on ne pourrait jamais remplacer". II restait. Ferdinand Denís substitue 1'amour d'une portugaise pour l'héritier des races autochtones. mais qu'elle est tout á fait anacréontique. à la tête de sa tribu. afin que ma soeur tire sur le patron de ta pe'nture. issu d'une famille de marins bretons. II avait retenu. .lisation n ' a point corrompu. Mais son Ingènxi. S'il prète gratuítement à Pery cette delicatesse de sentides Scènes de la nature sous les tropiques. Denís en Une fête brésilienne (17) Prêfacc. Ferdinand Denís pouvait invoquer le témo ! gnage des premiers missionaires. je ne craignais point de franchir le fleuve. la courtoisíe heritée du moyen âge. après une interruptior. á trois reprises.acable des Aymorés: "Sa démarche fiêre. dont les moeurs pittoresques rappellent nos flibustiers de Saint-Domingue. par cette gênerositê. Comme la nature. malgré son invraisemblance. 11 nous trace de la colonisaton et de la conquête un tableau moins partial. " E n ce moment la foudre grondait encore dans l'éloignement et les chants de mes Indiens se mêlaient au faible mugissement de la forêt. avait presenti l'interêt du sujet. á l'heure même oú elle cede aux ordres d^un Pêre inflexible. que non seulement il n'y a rien de barbare en cette imagination. Cependant les deux auteurs nous acheminent. D . les ruses de guerre des Goytacazes. (14) Ferdinand Denís indique le même contraste: "Cependant le bruit ne tarda pas à se rêpandre parmi les Portugais qu'un nouvel ouvidor envoyé de la capitale. A 1'Idylle de 1'Européen et de sa sauvagesse qu'ezploitaient simulta- (7) La nouvelle lntitulée Oamoens et Jozé índio fait suit aux Scènes de la. Vois." (10) La jeune filie. que je puisse donner á m'amie. qui avait parcouru les forêts du nouveau monde. la façon et 1'cuvrage d'un riche cordon. Antônio de Maria. en lisant Yves d'Evreux. Vous étre l'anfant de la nature que la civ. a transformer 1'Indien en héros sentimental. l'héro'isme â la Plutarque. le calme succede à l'orage. 182. (1). ton coeur retrouvera sa tranquillité. il oppose. voir le chapitre V (Les Soeurs ainées des heroines de Chateaubriand) (9) P . arrête-toi couleuvre.=onne d'un fidalgo de haute lignée. Cependant 1'indianisme du Guarany conserve plus d'une attache avec 1'exotisme européen. incarne la soif insatiable des richesses. d'une pensée originale et vigoureuse. de me confier aux branches fragiles des arbres les plus eleves. Vous étes à mes yeux un être différent de tous les hommes. (12) P 189. envahissante. . (17) Ferdinand Denís. j ' a u r a i s voulu le lui consacrer. garde toi de me parler d'amour. au surplus. frayé la voie au romantisme péninsulaire et conçu avant Garrett 1'idée première de 1'Essal sur la poésie portugaise. un périlleux voyage aux mines d'or. d'un frêre de Chactas. nature américaine á 1'expression d'un amour chimèrique. son timide precurseur. troblée par ce culte étrange. comme on le voit. devancent 1'opinion et prêtent au génie. Pour obtenir une fleur qu'elle aimait. L'lntrigue du roman d'Alencar et de la Virgem Guaraciaba de Pinheiro Chagas apparait en germe. par dela Rousseau. ses yeux éíincelants aiinonçaient le courage et cependant un air de mélancolie profonde y ajoutait une expression qu'on ne saurait bien definir. C e s t avec l'ingéniosité d'un Cooper qu'il décrit les combats. il y a un caractère de grandeur qui étonne au milieu de notre ordre social. ni à nos moeurs. eu la pcr. d prononcer avec respect le nom d'un écrivain obscur et oublié qui fut pour le Brésil un ami de la première heure. C e s t 1'aventurier Loredano qui.. enfin cet esprit d'humanité á 1'égard des races vaincues oú il n'est que trop juste de reconnaltre — Albuquerque l'a prouvé — l'un des aspects caracteristiques de la colonisation portugaise (14) Alencar." (12) Le problème moral. ni à ma volonté. plus de mouvement. dans la courte nouvelle de Ferdinand Denís. la trace d'épisodes qu'il modifie intentionnellement poui se rapprocher ou de l'histore ou de la vraisemblance. On ne lui contestera pas le double mérite d'avoir encouragê en France. la piquante anecdote du Tupinambá qui pardonne á la femme adúltére. en admettant qu'il ait servi d'intermédiaire. par les mêmes étapes. II apporte dans 1'intrigue qu'il enrichit de péripéties nouvelles. Voltaire. AMERICA BRASILEIRA nément les littératures française et anglaise (8). 148). afin de capter les bonnes grâces du gouverneur.~-^ !6tas/\> A 12 — ANNO I du eune premier romantique. (13) Alencar surpasse incontestablement. 138. thème qui symbolise. On lui saura gré d'avolr. en commemorant le centenaire. énigmatique du cabloco et le distingue de toute la l:'gnée des Chactas et des Outougamí. sous la forme condensée d'une nouvelle autobiographíque. plus de varieté. sans doute. que se présentera. sans jamais la conquêrlr. jusqu'à Montaigne. nature sous la tropiques. dês 1824. n'est qu'un faux Huron. dans le "Guarany". (Pag. a r rête-toi. une ébauche du Guarany. II lui manque d'autre parte cette exaltation sentimentale que les disciples de Rousseau exigeront d'un héros primitif. C e s t donc sous les traits ments qu'on ne conçoit guère en dehors de la tradition chrétienne et chevaleresque. imitateur du Caramurú et precurseur d'Alencar. qui fera l'essence du Guarany. un dogme du romantisme brésilien: "On sent de rnême que dans les idées primitives da sauvage. En elle se revolte encore HnsHnrt obscur de la race: "Kouromahy. dont la réalité fournirait maint exemple et qui n ' a rien perdu de sa vogue depuis la legende "de Ia belle* P a r a g u a s s ú jusqu'aux desniers romans de Loti. (13) P . Saint Thomas et Pai Zuma. si tu veux conserver 1'amitJé. Tout nous porte á croire que Ferdinand Denís lui même. et par la connaissance des moeurs indiennes et par le sens poètique. Kouroumahy. non perverti par nos institutions.(9) L a passion subite. Les Jêsuites. G." (16) Le moraliste ajoutait: "Or j ' a i assez de commerce avec la poésie pour juger ceei. s'est bien gardé de nous peindre 1'enfant mysterieux des forêts sous les apparences d'un héros declamatoire. Des renseignements f ournls par Gomez de Amorim dans sa biographie de Garrett il semble resulter que les deux auteurs ont simultanément puisé ã des sources communes (eutre autrcs 1'edition du Morgado de Mateus). 1'idialísme des romans biotons. qui semble en contradiction avec ce que nous savons des aborígenes de 1'Amérique du Sud. (10) P 153. formuMit. L'honneur n'était pas moindre á tpnter. Le Gentil. II n'est pas impossib!e de retrouver chez Alencar. vers un dênouement opposé. avaient commencé la r é habilitation de Thomme sauvage. du moins il le campe dans une attitude qui s'accorde avec l'extérieur silencieux. (8) L'Exotisme Americain dans Voeuvre de Chateaubriand. dans les deux chapitres qui nous retracent 1'aventure du chef des Machakalis. D'autre parte l*enlèvement de la jeune filie pas les guerriers Machakalis et 1'abnêgation de 1'amant respectueux qui la raméne á son pére ont pu suggérer les pages admirables oú Alencar. du Camões et du Luiz de Souza.

por exemplo. repontando.a illumina perennemente: a alma da raça. caracteristicamente nacionaes. porque. certamente. são todas as reacçoss políticas e sociaes. De parte a parte. Temos. a poesia. muito embora a precariedade de taes divisões dê ens«o sempre ao refervei das contendas inúteis. ella o na essência. em verdade. No septentrião.1as Caminham á «un <=ombra nivel-dor-t nobre* « plebeu". todas as duvidas e todos * enganos. a fúria das paixões desenfreiadas se desencadeia. podem ficar menores. A litteratura ê a própria historia de cada conectividade. a architectura. portanto. deixou de ser genuinamente francez. daquelle friso solemne de monstros apocalypticos! No norte. de torres massiças e quadrangulares. et il appartient â t o u s . onde é escassa a lu*. são peculiares ao próprio povo onde ellas florescem. as Rhapsodias de Homero aos cantos d. mysterioso e. é a humanidade Inteira. de Talne. na essência. tantas eram as obras de arte que ellas abrigavam.M«i:. o que ê perfeitamente contestável. na grandeza. O heroísmo de Aclrlles não empo'ga mais do que o de Cuchullin. Se uma agitação crescente absorve a intelligencia humana. 9 A 1? — ANNO I UM SÉCULO DE PENSAMENTO \ hlMtor a de um povo não está apenas na simples enumeração dos «-eus feitos guerreiros. perfeitamente brasileiras. são comnmns a todos os povos. E n t r e os annos de l» 00 e 1750. correndo sobre um thema semelhante divergem fundamentalmente na pintura dos quadros e dos sentimentos. o tumulto dos corpos em combate e se observa a subtileza dos ardis. segundo a queixa de Savonarola. De todas as artes. muitas vezes. que nos não fallecem as condições necessárias ao advento de grandes obras literárias. a atmosphera immediata em que se desenvolvem as nacionalidades. Theophilo Braga contra as correntes hespanholas e provençaes. eleva-se a cathedral gothica. no secculo X I X . Reflectem-se nella. infinitamente mais nocivas â sua excellencia. da sua época. a cultura augmenta consideravelmente e não será difficil deslumbrar por todo o paiz os s'gnaes de u m a orientação nova. sem os preconceitos jacobínos de 1 " '• poderá imprimir um forte impulso â nossa evolução. Entretanto. como ruim espelho polido. na sua expressão artística. Aquellas celebres fronteiras da léi do meio. Na Itália. para ser amado e respeitado. cada qual. on v a prendre ce feu chez son voisin. Ass : m. Não ! As literaturas são como os seixos ao fundo quieto dos rios: precisam de muitas e differentes águas p a r a se tornarem polidas. em summa. hoje. as mesmas necessidades o acorrentam. que t a n t o contribuíram para i formosura e o esplendor da l i t t e r a t u r a portugueza. sem tradições e sem passado. elles igualmente se renibilam. o inferno estava dentro das igrejas. certas arestas duras e aggressivas. on 1'allume chez soi. As mesmas contingências eternas o arrastam. entrou a nossa litteratura . um papel mais saliente na formação das nacionalidades. para o immenso patrimônio moral e intellectual daquillo que. onde h a mais ceremon'as ^. nalguns escriptores quasi sem relevo. como se o templo houvesse mister. Nem um delles. todas as aspirações. taes a lingua. porém. Na sua marcha evolutiva atrav. o homem não mudou. por exemplo. o meio é o Universo. outras são exteriores. as fundamentaes. A influencia portugueza. Amarguras e alegrias. no tocante aos grandes problemas nacionaes. emfim. ha mais luxo e menos fervor. na perfectibilidade do momento immediato. os usos e os costumes. portanto. o sentimento religioso entre os povos christãos do norte e do sul da Europa. " As causas exteriores. ainda que palll**' i mente. ás vezes. e o temor dos castigos é maior e mais ameaçador. todas as certezas e todos os erros. uma chamma palpitante q u . mais ou menos. O idioma falado por nós j á apresenta singularidades notáveis. nevoento o céo. seguem como qu. com Michelet. tão ao sal or dos hellenos. Dadas estas razões. predominam as graças do estylo bysantino e o fausto das basílicas romanas. quem guarda a casa de Deus é o próprio d e m ô n i o ! . por assim dizer. talvez. a mesma. . E' ella que amiunela a* grandes revoluções políticas e religiosa». mostrando nos paredões pesados a bocarra das gárgulas terríveis e assustadoras. n u m a palavra. provações e glorias. diffuso como o eram os celtas. não existe mais senão como apagado vestígio. o século . derrotas e victoria. Constituem. em honra dos que a lisongeira « * " £ « £ U P ^ X V I é menos o de Elisabsth r e i s e imperadores p o d e r o s o s ^ século X> Moliere que que o de Shaltspeare. predominando até os fins do século X V I I I . Comparae. um grave erro histórico e philosophico aceitar. artísticas ou religiosas. por igual. um extenso vocabulário genuinamente brasileiro. a beíleza das acções é. concorrem p a r a a formação e o desenvolvimento de uma l i t t e r a t u r a . Xo meio-d«'a. K' certo que uma apparencia enganadora de progresso faz com que os homens acred tem nas excellencias do tempo em que porventura vivem. e conhece ao virtudes daquella justa medida. o magnifico César e o modesto Suetonio Ella a p r e s e n t a melhor as particularidades de u m a phase histórica do representa meai a l l Hcos solertes. como no caso d» Luthero e dos encyclopedistas do século XVIII. sem duvida. de r a r o em raro. Seria. com as suas obras. nossa prosódia tem accentos mais delicados que a lusitana. O me o e rico de aspectos physicos e sociaes. "Presque tout est imitation. chamar a Bíblia da Humanidade. nem motives inéditos de prazer ou de m a g u a . de 1750 a 1830. como no caso dos T. A l g u m a . pôde ser definida como a manifestação particular de um pensamento geral pertencente a todas as outras. vejamos quaes são os argumentos que min t a m em prol da existência da literatura brasileira. isto ê. A epopéa úm K r e g o s e a dos caledonios. . o momento e a r a ç a . por outro. por um lado. a as idades elles soffrem igualmente.AMERICA BRASILEIRA MJMS. das suas lutas políticas e religiosas. n u m a e noutra se ouve o alarido das pelejas. de caldeamento ethico e esthetlco. x v i i o de Luiz XIV V a r a s causas. H a uma força intima e superior determina. é bruma!. A alma de u m a raça. sem restricções. o terror e a b r a v u r a se misturam. perdem. as imagens tristes ou risonhas da vida h u m a n a . porquanto. Ossian. de uma orientação que. u m a replica de Terenc ! o.ngal. não ha effeitos novo. Homero é claro. quem os aperfeiçoa é a alma das differentes raças. os mesmos preconceitos o dirigem. m a n d e s e humildes. on le communique à d'autres. devem ser dilatadas. ao revés de alguns pessimistas de pequena envergadura. os effeitos da influencia lusitana. fadado a desapparecer como reles planta rasteira nascida p a r a ser pisada. quando era absoluto o predomínio do pensamento portuguez. cola b o r a n d o . a esculptura. pondera Voltaire. são muito mais l a r g a s do que parecem O meio não é apenas o amb'ente. E se. que foi a origem insophis'mavel do índianismo de Gonçalves Dias e Alencar. ê profundamente diverso. com as suas cupnlas refulgentes. as desalentadoras conclusões do S r . Ossian. são a s que servem de base ao caracter de cada povo. ou que í-egisti os triumphns de uma raça que declina. Corneille e Raclne estão ponteados de lembranças gregas e l a t i n a s . por extensão. Está ahi a razão de todas as modas ^cientificas ou litterarias. admirável em ambos os poemas. por exemplo. porém. ou Mac-Pherson. não devem ser despresadas como qualquer elemento perigoso de desnacionalisação. quando os arcades da denomlj nada escola mineira começaram a neutrallsar. dando iw Brasil uma clara visão dos seus destinos Todas essas modalidades necessariamente fornecerão elementos preciosos para o desenvolvimento das nossas letras. preciso. Vede. a musica. poderemos. os princípios jurídicos e religiosos. como é differente. entretanto. um impulso irresistível que lhe define as caractellUe riMicas. o solo onde germinam as p r o p r a s e as alheias sementes. variando somente na multiplicidade das suas expressões. As causai internas. das suas conquistas e dos seus revezes. O meio é toda a civilisaçãò. todavia. cuja importância não se faz mister encarecer. a natureza h u m a n a e a divina se confundem. acreditamos. neste mundo estreito e limitado. e francez do grande século. está o que se pode chamar o seu primeiro período. também. Um povo sem litteratura seria. A historia d i literatura brasileira pôde ser dividida em trea períodos. menos sinceridade. suecedeu com a Independência. O gênio que os inspirou. como. Molière é. ê a da palavra aquella que exerce uma influenca mais penetrante. entrou no século X I X em franco declínio e. os guerreiros de Agamemnon aos de F. a pintura. 11 en est des livres comme du feu de nos foyers. um povo mudo. ou de formarão. os seus vitraes polychrómicos e os seus mosaicos de ouro e pedraria. Apezar de não possuirmos lingua própria. e ha na syntaxe popular muitas particularidades symptomaticas. quem os anima. todos os grandes monumentos das civilisações. um processo de lenta infiltração.

e estão. s o gato promntamente lhe ensinou. que a nossa musa sertaneja "é algo melancólica" O brasileiro é naturalmente triste. Indo juntos para a fonte beber água. tem na alma a resignada queixa dos rios solitários e o murmúrio das selvas remotas. Basta dizer que a raposa de •""•sono encontra no nosso jaboty um emulo brilhante. diria o doce Ornar K h a y y a m . ainda. cantaria o festivo Anacreonte. nem sempre é epicurista e jovial a nossa poesia vulgar. Depois. Suas espertezas são tão notáveis que nem o Caipor. Compadre gato. Moça bonita <. que eu peço licença para transcrever: "A onça pedio ao gato para lhe ensinar a pular. A verdadeiro poesia nasce da boca do povo como a planta do solo agreste o rude. á semelhança. Quem desconhece. elle é também um grande creador de fábulas e historietas. Dahi esse aspecto de melancolia que h a em quasi todas as producções typicas da poesia brasileira. oue. Nosso povo.. Nas lendas selvagens a natureza domina o homem. nós bem sabemos. dos trovadores e jograes.. A mulher deve ter entrado ahi. O gato respoudeu: Nem tudo os mestres ensinam aos seus a p r e n d i z e s . á guisa da Madrasta. é um theorema. em alguns jogos tristes ou alesfres. Somente as fôrmas se modificaram.). como estas.o nosso folklore. o africano é um abatido. com todos os seus myslerios fascinantes. Dos pastores do Himalaya aos bardos gregos e romanos. retrucou a onça. nesses três períodos de nosso pensamento literário mais se distinguiram. aos menestreis das cortes e dos salões seahoriaes. ao contrario. as construcções metaphysicas. Chegando á fonte encontraram lá o calangro. ao revés dos seus contemporâneos imitadores de Pindaro e Theocríto. " A superstição. Os olhos estão fechados. .destinos da pátria. senão at/ um mestre ainda mais subtil na arte de v i v e r . todos nós pertencemos. quasi um habito. Então o gato pulou de banda e se escapou. não se recreia somente com os encantos do verso alado e sonoro. segundo se a p u r a nos seus1 contos mais famosos.. O numero não o intimida. Quando queremos não quer. o espirito creador do nosso povo. de Raymundo Correia. que a lição dos nossos indios não foi desaproveitada como tanto se assoalha. não indaga e não resolve: sonha. então. suas rev o l t a s são gritos de dor contra as agruras do exilio em que o puzeram. não pensa. Naturalmente. suas nebulosldades estranhas e suas inexplicáveis Uejectorias. tem no Brasil aquelle fausto nem aquetla pompa do gênio oriental. por isso. geralmente de intenção moral e correctiva. os problemas áridos. a bruteza das a n t a s . da Gata Borralheira ou do Bicho Manjaléo são apenas variantes mais ou menos mascaradas do extenso fabulario medieval. . O animal preferido dos indígenas é o jaboty. fizeram uma aposta para ver quem pulava mais. A "anima r e r u m " . numa cigarra que rechind. A Sheherazada brasileira ê mais conceituoaa que opulenta. os. de analysarmos os escriptores que. Moça velha quer conversa. Antes. então. Sobrancelha está bolindo. As de procedência indígena e africana são mais vivas e interessantes. ás Pombas. Se. . elle topa no caminho deserto com uma réstea de tuü im- . ou. . AMERICA BRASILEIRA a grande percentagem é das que reçuniam desengano e a m a r g o r . a agilidade dos macacos. não variou o sentimento poético. Tudo no mundo é assim: Commigo ocê fala de outros. de Basilio da Gama. Apreciae esta pequena jóia de observação: A sorte. Em nossos cantos indígenas não ha palácios magníficos. para elles. acredita mais depressa no impossível que no possível. Certo. o intuito do poeta não foi ferir o coração feminino. consegue evital-as.. aquelle que inspira os artistas. o sorriso da trova brejeira ou a lagrima da canção dolente. O caboclo é bravo. O gato pulou cm cima do calangro. rjue revelem. começando.-i fados. desde o episódio da Lyndoia. ou. da languida toada dos seu. mais características d'. era a esperteza a r m a seguramente melhor oue a força. Que o digam os nossos políticos. sempra um exemplo que muita gente conhecida nossa não despresaria. medem. mesmo que todas as probabilidades de êxito lhe sejam contrarias. fora da nossa verdadeira índole. forrados de ourivesaria incalculável. tornou-se a litteratura brasileira nacional. Antes.9 A 12 —. apenas obrigada pela rima. merece especial referencia a lenda da Onça e do Gato. depois de uma formidável refrega em que sua coragem fez prodígios e operou maravilhas. Quem folhear qualquer cancioneiro oriental ou accidental verá que a vida se resume. quando os românticos. e disse a onça p a r a o gato: "Compadre. todas as imprecações da desesperança. entre a folhagem e&pessa dos olivaes. A onça ficou desapontada e disse:' Assim. pela rama. E' elle o grande creador sincero e espontâneo das épopéas nacionaes. ou de transformação. no mundo antigo.. . C o u t r o s cê fala de m i m . A' philosophia popular repugnam as idéas abstractas. o índio é um soffredor. e põe. porém. a vantagem de posição ou de arma não o abale. . Os animaes ferozes são dominados por elle. por ahi. educa mais que deslumbra. Alfaiate quer tesoura.. e ha nas suas façanhas sempre um ensinamento a colher. u m a funcção da intelligencia e da experimentação. na idade-média. no Renascimento. Que quer quando não queremos. e. sob o rumor caricioso de uma velha fronde. forneceu grande copia de motivos para o "folklore" nacional. um penetrante sentimento dos homens e das cOu sas. influio muito poderosamente no caracter de raça. convém conhecer. porventura. anima os heróes e dirige. por que fantasiar ou imaginar é para o povo mais que uma necessidade. diremos. da Moura Torta. isto é de 1830 em deante. Eu não confio na mulher Nem que ella esteja dormindo. O subtil Montaigne. arrojado quando necesario. é ingênuo. como o Padre Anchieta escreveu da terra. Entretanto.o. para maior clareza do estudo. no conceito da musa popular. A menina que eu namoro E que me quer muito bem. Se algumas vezes se encontram quadras de ligeiro chiste. o terceiro periodo. segundo a a r t e " E que ê a poesia senão Um esforço da alma para entender certas verdades superiores e eternas que estão acima de todos os raciocínios ? Os scientistas investigam. é que você me ensinou ? ! Principiou e não a c a b o u . entretanto. Sapateiro quer trlpeçH. vamos ver quem de um só pula pega o camarada calangro? Vamos. por meio das suas engenhosas artimanhas. Vedes. é em summa. Só você pulando adiante. os naturalistas e os symbolistas trouxeram para as nossas letras novas correntes européas. num pouco de vinho transparente e leve. . O portuguez ê nostálgico. o trave de melancolia que distingue os nossos lundus e as nossas modinhas ? Os cantores populares vertem nas suas composições todas as lagrimas da saudade. Isso não impede. finalmente. todavia. . como nas Mil e uma Noites. nas linhas mysteriosas da sua vontade. E ' tal qual uma mulher. todos os queixumes da vida. nem castellos sumptuosos. Tem sorriso oue encanta E vinte contos também. que sejam conceituosos os seus versos. um calculo. pesam e verificam. como nas fábulas de Esopo ou La Fontaine. observae como os nossos troveíros conhecem os homens: Meu mano. Entre as de origem africana. velha companheira do homem. onde a voz da fatalidade é a que mais alto resoa. ha inteira razão de nos orgulharmos da raça a que. deante de cada interrogação sybilina. . sonha apenas com a felicidade immediata ou futura.uer ouro. calmo na luta. A imaginação popular não. O povo. As lendas dá origem européa. meu camarada. disse o gato. a onça pulou em cima do gato. muito justamente comprehendeu que " a poesia popular e puramente natural mostra na sua ingenuidade e na sua graça t a n t a frescura e beíleza quanto a poesia perfeita. por favor do destino. ella é profundamente imaginosa e fantasista. uma hypòthese. entretanto. muita vez. P a r a o indígena. . são os animaes que se encarregam de revelar as virtudes e os defeitos da vida. cognominaremos autonomic. ANNO I no seu segundo período. a "natureza. porque tristes são as três raças que contribuíram para a sua formação. o instincto da raposa vencia a violência da onça. pois.

portanto. onde. que herdara de Pernambuco o prestigio intellectual. cm grande parte. na sua primeira phase. nos sonetos. entre os quaes é mister não esquecer nunca os apóstolos da Companhia de Jesus. com as risadas do Caipora. aflora indomável e inesperadamente. O mais subido encarnado E' da vossa boca escravo. as perversidades da Mãi d*Água o os olhos flamivomos dos lobishomens ? Aqui estão. De todos esses poetas. que manejava a penna e o trabuco. E n t r e os prosadores solentaram-se F r . José Veríssimo foi injusto quando. não o aceiteis Porque melhor pareceis Não tendo o cravo na boca. em verdade. o Padre jesuita Fernão Cardim. eu melhor um cortezão amigo das boas letras. com excepção de Gregorio de Mattos e Botelho de Oliveira. apezar de melancólica e sentimental. Gregorio de Mattos. um lirista sensível e moralista imaginoso e discreto quando o sangue lhe corria mais calmo nas veias. Somente u m poeta. portanto. por valles e montes. onde mais tarde. são dignos de nota e referencia Pero de Magalhães Gandavo.. salta vallos e vadeia rios. grande cópia de motivos á eloqüência sacra. ainda. a riqueza augmenta progressivamente.) A 12 - B R A S I L E IRA ANNO í prevista. em que os nossos caminhos de penetração para o interior tanto se dilataram sob o influxo das bandeira* e do descobrimento de minas de ouro e diamante. levado não sei por que extremos. que é escusado Na boca o cravo. São. com especialidade na Bahia. ã semelhança de quase todos os fidalgos navegadores de Portugal. No século XVI. no fundo. têm mais preço porquanto dizem do nosso torrão e dos seus primitivos colonisadores e habitantes. de passagem. como Tasso.de Gongora e Marino. e Pero Lopes de Souza. As abusões. Como nos de Portugal de D .AMERICA NUMS. que deixou fama de orador consumado e Antônio de Sá. apelidado pelos contemporâneos o Chrysostomo portuguez. zoologia e mais outras relativas no clima e â natureza do Brasil. José Borges de B u r r o . Os nossos primeiros colonisndores. Ella nos mostra. quando rrennça. sem duvida. i A nossa historia literária. elle despejou contra certos mazembos a conhecida zombaria: Que os brasileiros são bestas. ou percebe um estalido súbito na matta. Convireis. autor da Narrativa Epistolar. talvez. . entretanto. um dos melhores exemplares do gênero no Brasil. Pode-se dizer que a Ilha da Maré é um poema heróico inspirado nos produetos n a t u r a e s do nosso uberrimo solo. Attentae nestas Décimas " a u m a dama que estava com um cravo na boca": Vossa boca p a r a mim Não necessita de cravo. Bento Teixeira Pinto quiz deixar do fidalgo que mais o dlustramo épico composto em louvor de Jorge de Albuquerque Coelho. as historias temerosas de fantasmas e hallucinações entram. E estão sempre a t r a b a l h a r Toda a vida por manter Maganos de Portugal não é menos verdade que. florestas e descampados. isto ê. Notae. Gongcra. a litteratura foi um simples reflexo da t e r r a . sô o valor da intensão tem valimento. as tradições ornes. como João Laet. photologia. guarda. Eis ahi a razão da sua Prosopopeia. somos um reflexos dessa caprichosa alma popular. entre '. não raro. que vos citei ha pouco.folklore" serve p a r a mostrar que a raça brasileira. paiz. Os chronistr. Elle foi. esquecendo-se do homem e das circumstancias em que o mesmo viveu. . -. de 1500 a 1750. porquanto vio as suas misérias. onde o vate «e mostra um attento admirador das nossas frutas e dos nossos cereaes. em quatro coros de rimas portuguesas. muito mais importante que o precedente. especialmente. já pelo lado social e politico. em dia azíago. va. restam apenas producções sómenos. Foi injusto. ou pela cultura ou pela força das faculdades creadoras. e de quem t a n t o soffreu o poeta. de grande estimação. Gregorio de Mattos não foi somente um satírico despejado. Nosso .s e historiadores clássicos eram meditados e conheci. já pelo aspecto intellectual. Manoel de Moraes. deante da magnificência do ambiente que os rodeava. desata numa vertiginosa carreira por maiesii o capoeirões. Suas obras. ao que se vê. Pois menina que é tão bella Sempre tem boca de cravo. Manoel Botelho de Oliveira. escrevendo a Historia. " Vicente do Salvador. se vai dilatando das regiões praieiras em direcção das caatingas do planalto central. Ella reflecte os ridículos e os vicios da gente que nós governava de bota e espora. que. Gonçalo Rayasco Cavalcante de Albuquerque e João de Brito Lima. todos pertencentes *á chamada escola b a h i a n a . mostrou-se. revigora-se nas lutas contra os conquistadores extrangeiros. cujos livros são conhecidos unicamente pelos gabos de certos escriptores. testemunho condigno. a influencia de Gongora e seus discípulos.dos. Euzebio de Mattos. Havia por esse tempo muitos cultores da boa latinidade. que foi o primeiro homem que se oecupou das nossas cousas. da Província de Santa Cruz: Gabriel Soares de Souza. Mas meu bem. predominava. a figura mais alta da nossa poesia até os arcades dê séculos X V I I I e. obra das mais consideráveis que nos legou a l i t t e r a t u r a colonial. quasi todos educados em Coimbra. Quanto mais. igualmente. De Gregorio de Mattos j á se não pôde affirmar o mesmo sem grave erro ou má fé. fornecendo. ao primeiro toque. Gonçalo Soares da F r a n c a . Christovão da Madre da Deus Luz. Que o sentirá por aggravo Boca de tanto c a r m i n . Quevedo. E n t r e os poetas podem citar-se Bernardo Vieira. um individuo sempre prompto a fazer peditorlos derramados aos figurões da época. Vivendo num meio. ao mesmo tempo. se impuzessem á estima dos posteros. Gabriel de Castro e outros mais. Francisco Manoel de Mello.Ravasco Domingos Barbosa. uma clara comprehensão da vida e uma sã e admirável energia interior que. de timidez e desempeno. capaz de sentimentos finos e elevados. que a matéria é pouca p a r a a poesia. deixou o coração cantar livremente. uma alma cheia de notas delicadas. muita vez. Gregorio de Mattos é u m a figura varonil. E m que pese ás suas muitas fraquezas. Quem não tremeu. Diogo Gomes Carneiro. lhe rebaixou o caracter de modo tão aggressívo. o poemeto descriptivo A Ilha da Maré. o juizo dos contemporâneos. E n t r e estes escriptores. apresenta uma novidade . o. madrigaes e canções de que se compõe a sua "Musica do P a r n a s o . As musas desabrocharam mofinas no Brasil. que. Não vos fez nem um airgravo Elle de vos dar querella. celebrado a u t o . poeé bom salientar. castelhanas.« nossos letrados. topographia. e as bandeiras começam. limitaram-se a fazei» o elogio da t e r r a . e ainda por que o considerou exclusivamente como um truão. . Se. Não foram os prosistas porventura mais notáveis. Na côr todo o nacarado. tentou elevar-se a um gênero mais alto. Os poetas do Renescimento italiano. um arrepio de pavor corre-lhe a espinha acceleradnmcMtc. eram lidos imitados. O século XVII é. então. Todos nós. a agricultura floresce nas villas e nas cidades litorâneas. Sua obra é u m espelho do tempo. Manoel Botelho de Oliveira. assim. a pecuária se desenvolve em algumas zonas do interior. de linhas accentuadas e características. perde logo o aprumo varonil. de melancolia e esplendor. salvar-se de todos os seus versos imitados. a obra admirável do desbravamento do nosso solo. porque Prefere ella. hespanhol e portugez. não apresenta propriamente grandes individualidades. os elos que nos ligam uns aos outros. ás suas paraphrases de Quevedo e a outros tantos defeitos facilmente verificáveis. das mais •Ufferciues classes sociaes. cuja pompa e opulencia Fernão Cardim na sua Narrativa Epistolar descreveu entre extasiado e rabujento. como satyrico. reprositorios ende o futuro historiador foi encontrar os elementos indispensáveis para o conhecimento do nosso paiz. entretanto. n a sua psyche. Lope de Vega. até cahir j i o chão prostrado pelo cansaço e pelo terror pânico.da Historia da Custodia do Brasil. E ' de regra. As letras gosavam. O cravo meu Serafim (Se o pensamento bem toca) Com elle faria troca. sem mais vacillações. F r . feita. como é perlgo=r. raro e vacillante no século anterior. O sentimento nacionalista. italianas e latinas com seu descante cômico reduzido em duas comédias" é poeta seguramente menos importante e pomposo que o titulo da s u a o b r a . como Anchieta e Nobre. cousas mais subtis e polidas que a invectiva. teriam mais fieis que a própria Igreja. O século X V I I I . cujo Tratado descriptivo do Brasil vem cheio de informações preciosas sobre corographia. o maior delles.

F r . Propunha-se o naturalismo olhar com mais penetração a realidade. apparecem alguns trabalhos essencialmente sobre o Brasil. Alanoel Rodrigues Correia de Lacerda e os irmãos Bartholomeu e Alexandre de Gusmão. na segunda. segundo todas as probabilidades. escrevendo chronicas e genealogias. representam os poetas do momento. cedo voltaram ás fontes do nosso lyrismo. Maiiano José Pereira da Fonseca. O theatro apresenta-iios também alguns nomes justamente respeitados. Os dous primeiros cultivaram o gênero épico. de Nuno Marques Pereira. Ignacio José de Alvarenga Peixoto.lBMg. portanto. Quem. P a r a apreciardes melhor que espécie de Musa os inspirava. Tenreiro Aranha e alguns mais. os que melhor encarnam as qualidades e os defeitos da nossa raça são Gonçalves Dias e Castro Alve3. também. Mas emquanto se bebem na vertente. á excepção dt Cláudio. sua arte não sabia rir nem chorar. figura de real interesse. José Fel-jiano Fernandes Pinheiro e o intemerato e audacioso Hyppolitri José da Costa P e reira F u r t a d o de Mendonça. e como prosadores MonfAlverne. o critico mais sagaz e agudo entre os seus contemporâneos. espécie de Quintiliano brasileiro. . Eloy Ottoni e José Bonifácio de Andrade e Silva. Alberto de Oliveira não se move? Ao contrario. vieram os naturalistas. vendo a sua enormidade. que é o verdadeiro fixador dos costumes da sua época: Manoel de Almeida. assim como pela força da expressão. Depois da Independência politica os nosso*. isto é. F o r a m elles os poetas e os prosaistas do tempo. restam poucas e esparsas noticias. funda-se a Academia Brasileira dos Esquecidos. F r . como Caldas Barbosa.*ra a França. a 1830. vai OM 1750. porquanto entre aquèlles j á havia elementos fartamente aproveitados mais tarde. que aliás nada influio nas nossas letras por ter vivido e morrido em Portugal. são maravalhas. Sotero dos Reis. na ultima. Gonçalves Dias e % pões. como o Novo Orbe Seraphico Brasileiro. depara-se-nos Gonçalves de Magalhães e a poesia religiosa. a Historia Militar do Brasil. que nos legou tamben» um poema heróico. Consultai a obra dos mais celebrados. Vão aqui os nomes de alguns: Sebastião da R o c h a Pitta. um dos mais notáveis sabedores de cousas literárias que temos visto. se o S r . José de Alencar e Macedo? O theatro do romantismo talvez tenha sido até hoje o mais característico da nossa literatura. Dos acadêmicos. offerecido ao "Coronel Sebastião José da Rocha Pitta": Fere a pedra Moysés com a Sua vara. homem de notável saber. u m a graça de factura e um comedimento de expressão já singulares. Gonçalo Soares da Franca. na Bahia. eru todo o período colonial. os nossos escriptores entrégaram-se confiantes á notf* corrente que então entrava na sua phase mais brilhante de desenvolvimento. Entre o. Santa Rita Durão ainda era um camoniano e Cláudio um discípulo fidelis. de Basilio da Gama. A linha objectiva preoecupava muito mais os n a t u r a listas que a tortura interior. de Rocha Pitta. j á então sob a influencia da literatura franceza. e de Gonzaga que. mas porque. o primeiro jornalista brasileiro que pugnou pela libertação da nossu pátria. aquelle com mais correcção e este com mais fogo. escreveu um poema satyrico. Alvares de Azevedo e a poesia da duvida. No começo aò secuio X I X merecem referencia como poetas A n tônio Pereira de Souza Caldas. sem transição violenta. Elles prepararam. em mostrar que possuíamos. Manoel de Macedo. Brito Lima. se Bilac é hieratico. de relevo muito menor que os lyristas. A exemplo daquella Bellcxa immovel de Baudelaire. o famoso Marquez de Maricá. procuraram fazer delia uma grande e nobre nação. seguindo-se mais tarde a dos Felizes e a dos Renascidos. . Desprezados os nomes de muitos poetas sem maior significação. De todos elles. Joaquim Norberto de Souza Silva. Em ambos o sentimento da terra é notável e ambos cantaram. de José de Mirales. como o» demais poetas do seu grupo. são esses os typos mais representativos do momento . autor do Eustachiclo». os outros foram principalmente lyricos. numeroso e cambiante ainda pôde ser hoje imitado sem escândalo. Succedendo aos românticos. cujo estylo colorido. Distingue taes poetas um sentimento muito cuidado da fôrma. Essa sabe melhor por mais corrente. Gaspar da Madre de Deus. Raymundo Corrêa ê u m arguto psychologo. dentre vós. Bernardo Guimarães. Coincidindo o movimento que aqui se operava com a renovação ro-naiiticA. Manoel Jos«1 de Cherem. aquella no Rio de Janeiro e esta em S. sem preoccupações regionaes e por isso perfeitamente sincero e representativo . a vêr a vida com os olhos da pura observação. E brotar logo fez água abundante. ou devia s e r . que continuaram a tradição dos Rocha Pitta. Basilio da Gama. . enganos da novidade. SRbe surprehender os sentimentos mais recônditos da alma h u m a n a . procurassemos no romantismo o nosso roteiro intellectual. São elles: Santa Rita Durão. porém. Os nossos parnasianos. E r a impassível. Visconde de Cayrú. F r . A da Rocha um só toque a fez manapte E ser veia mais pura se declara Se a da pedra por doce e crystalina Se bebeu quando estava na torrente. outros poetas contemporâneos dos arcades. no período autonomico da nossa literatura. entretanto. educados sobretudo nos princípios dos encyclopedistaj. Os prosadores sobrelevam os poetas que. nada mais natural que nós. a Historia da America Portugueza. Borges da Fonseca e Santa Maria Jaboatão. alargaram os horizontes da nossa cultura. merecem registo: Varnhagen. Reflectindo esse modo de pensar. Silva Lisboa. Seis poetas constituem a chamada Escola Mineira. não pelo que a sua poesia tivesse de commum com o espirito romântico. pelo menos o mais nacional. José Pires de Carvalho e Albuquerque. Tudo isso. l á havia um certo orgulho em ser brasileiro. escavador Den-?morito dos nossos archivos. N a primeira. indo buscar fora da Metrópole <wr «ené modelo» AMERICA BRASILEIRA Postos de lado. de Soares da F r a n c a . á excepção de Alexandre de Gusmão. celebre pelos dotes de eloqüência. ANNO 1 no ponto de vista literário. Carlos. Que uni impulso a fez ter reverberante. Visconde de Porto Seguro. na terceira.simo da escola arcadica franceza e italiana. Pereira da Silva. as doçuras ou as grandezas da nossa natureza.a da natureza. nem u m interesse despertam. Salvo dor. o Uruguay. que lhes lembrava os odientos processos da Metrópole. alcunhado o J u deu. que taes corporações eram seguro indicio de que se estava operando u m a transformação lenta no curso do nosso pensamento. sob o influxo do romantismo. Sãv elle» Pedro Taques d<* Almeida Paea Leme. notou com acerto Sylvio Romero. uão conhece as comédias de Martins Penna e F r a n ç a Júnior. Pela originalidade do estro e da factura. Franklin Tavora e Escragnolle T a u n a y . cujas Cartas são modelos de finura e bom senso. Reagindo contra o espirito clássico. O segundo período da nossa historia literária começa com a Escola Mineira e acaba no dealbar do Romantismo. Os prosadores do romantismo são dos mais notáveis da nossa literatura. Não ha como negar. Entramos. Vede se Raymundo Corrêa ô insensível. posto de lado Frei Manoel de Santa Maria Itaparíca. Voltaram-se para a terra natal e. Costa Gadelha. A da Rocha embebeu a cabalina. Luis Canedo de Noronha. Francisco de S. avós se esforçaram para fazer a literária e a artística. sob o patrocínio do próprio Governador. Cláudio Manoel da Costa. e João Francisco Lisboa. Castro Alves e a poesia social. veremos que ha em nossa po«sia romântica quatro phases distinctas. vario. João de Mello.'corno o Peregrino da America. Toca Apollo essa Rocha de diamante E sahir logo faz fonte mais clara. cuja obra um tanto fantasista revela um espirito operoso. Aquella soube bem por doce e fina. porém. uma literatura. e o poema Brasília. citemos os prosadores. Durante esse período somente o fino Mathías Ayres deixou obra considerável como prosador. A da pedra foi pura e fonte rara. entretanto.s críticos e historiadores. de muita lição e pouco aprazimento para o leitor. peço-vos licença para copiar-vos este soneto de Luis Canedo de Noronha. Basta citar no romance o grande José de Alencar. Com Antônio José. Antônio Gonzaga e Manoel Ignacio da Silva Alvarenga. approxímadamente. ainda que as correntes portuguezas fossem as únicas portas abertas que tínhamos para o mundo. E m 1724.-õ'"A 1. é o mais perfeito e melhor poema apparecidu no Brasil. Data dos seus primordios o apparecimento das Academias Literárias em nosso paiz. apezar do preconceito em que «?rraram a principio. o advento do romantismo. vinda a t r a v>és da Allemanha e da Inglaterra p. Taes nomes. e com voz própria.

E' por aqui quê" passam meditando. cujos romances. a p pareceram alguns typos profundamente interessantes. Machado de Assis é o psychologo. a figura de um precursor.- fcjtlf^l 'ij. elle pesou e médio. segundo parece.. de contribuirmos com elementos próprios para o grande patrimônio moral e intellectual da humanidade. D. Ronald de Carvalho. tem a visão mobil e rápida e o censo do colorido. Carlos de Laet « muitos outros escriptores velhos e novos que ainda seria licito nomear se não fora o propósito que me impuz de tornar o mais summario possivel o quadro que venho t r a ç a n d o . á sua sombra. o mais poeta de todo? os auatro o mais commovido ante o espectaculo do mundo. Elle introduzio nas nossas letras ^quelle horror da fôrma concreta. cuja bella chronica sobre Felisberto Caldeira está indicando a necessidade de novos ensaios do gênero. Sem ser um puro symbolista. um dos mais finos poetas da sua geração. è. todas as duvidas que abrolham do fundo do inconsciente. melhor. estudando a evolução do nosso pensamento literário. todas as tintas e meias tintas ?a illusão humana. tem sido. j. não podem ser esquecido? Tobias Barreto. lyrico dos mais espontâneos da nossa raça. é suffieieme a t t e n t a r neste de=n'->do Cam'r.o. Affonso Celso. Nestor Victor. Basta apontar Mario Pederneiras.NI. muitas reminiscencias desse mal de viver que. Folhas augustas. se nos permittem. c . aquillo que está mais occulto em nosso coração.nas coforl-iud. não & pequeno. espirito poderoso de philosopho e artista dos mais altos. Quem. at-sím. sempre corrigida por u m a constante apologia das bellas fôrmas da natureza. um philosopho avisado e p r u d e n t e . que é a sua mais alta prenda. não sabe resolver. u m a escola. em um paiz onde a poesia flue mais da ponta dos dedos que do coração..si todo. pela correcção da linguagem. nobres reverdecem De acantho. obedecendo. sem duvida. differe do subjectlvismo romântico. João Ribeiro e Alberto Faria. Rodrigo Octavio. onde Cru? * „ — BR A S1 — •" — : • . U m a Ução de trabalho e de fé.üis. melhor. repassadas de útn d »•. que é um dos traços da intelligencia de Goethe e Keats e da sensibilidade de Musset e Vigny. Magalhães de Azeredo. representa o symbolismo um movimento francamente espiritualista. nossa l i t e r a t u r a dos últimos tempos tem sido fecunda.. como umn floração de rainunculos em um tanque de á g u a parada."o pelos motivo» que cantou. . Mario de Alencar. artista de excellente mão. românticas ou parnasianas. que é um pedorc-o descripüiro.! assim iwst/K» luxuosa e rara. Ha em Cruz e Souza. o Sr. de queixa e exaltação. Júlio Ribeiro e Raul Pompeia. firmes. Araripe Júnior. cujo longa actividade e cujo prestigio universal honram a nacionalidade brasileira No theatro naturalista mencionaremos A r t h u r Azevedo. por continuar a tradição dos Martins Penna e dos França Júnior. O indi vidualismo dos symbolistas. e que a razão. são dos mais significativos da nossa literatura contemporânea. esse vago de sentimentos e idéas que caracterizam a obra de ficção de u m a forte corrente da literatura contemporânea. na communhãc social. imprime aos seus poemas u m a frescura deliciosa. e cujos romances e •.tura Se qu zerdes sentir toda a força dessa angustiosa poesia. Os seres virginaes que vêm da t e r r a . olvidasse a figura de Cruz e Souza commetteria u m a falta imperdoável. Valentim Magalhães e Moreira Sampaio. Essa falta commetteu José Veríssimo. descem. mais impassíveis que os poetas os prosadores do naturalismo. Farias Brito.MS. que se esforçaram. tendências clássicas. pela intelligencia que revelam das cousas e dos homens. melhor. Aluizio é o impressionista. Josfe Veríssimo. provocado pela desillusão scientifica dos derradeiros quartéis do X I X século. Joaquim Nabuco. Vicente de Carvalho.. trêmulos. a amizade. Aluizio de Azevedo. foi o sopro divino com que o Creador anin ou \ sua cie. nas suas múltiplas. no geral. sobretudo. Se é certo que o symbolismo não produzio aqui um movimento qu& marcasse em nossa literatura. um dos mais significativos.NNÜ i A cólera. Os estudos históricos. E s t a é a lição que nos mostra o primeiro século da nossa autonomia politica o m e n t a l . todavia. Estamos atravessando um período de i h d e v s ã j ou. de que j á o grande Goethe se lastimava no fim do século X I I I . Não se mostram. tmiibi-m. o primeiro mais que os outros. A actividade dos nossos escriptores. os mais reputados folkloristas nacionaes. a innocencia. Aquella nostalgia. Júlio Ribeiro é o mórbido. a propósitos de são nacionalismoAs fontes da nossa historia são devassadas com intelligencia * amor •-. basta citar ainda o Sr. Affonso Ariros. sobreleva a todos pela profundeza de pensamento. Seu processo literário impressiona pela singeleza e limpidez do estylo. dotado C«Í u m a lingua por v-ríes excessiva. O symbolismo é u m a dessa-. toda. . Xavier Marques. Alcindo Guanabara. d*. hão de concluir que o nosso illustre critico certamente não desprezava as paixões. límpido caminho. creador de um estylo realmente novo na lingua portugueza. .ho da Glorie. é um retratista admirável. e. Neste caminho encontra-se o thesouro Pelo qual t a n t a s almas estremecem. pela sobriedade da fôrma e pela ironia subtil que o approxima da linhagem dos Sterne e dos Swifft. ou quasi toda a obra dos homens contemporâneos «e inspira num sentimento justo e p e n e t r a n t e das nossas tradiçSes. extraordinária. em verdade. representante» da reacção espiritualista aqui operada nos últimos annos do século findo. pois. não é menos verdade qua. aquelle em quem era mais forte e agudo o instincto da vida. E tal serviço.1 ci-uelade. Chegou o momento. Ramiz Galvão. não houve propriamente um movimt-nto seguro e coní. myrto e sempiterno louro. porventura. em verdade. historiadores e ensaístas sobresahem Euclydes da Cunha. r a expressão da sua magua immensa. 'H Souza pôz toda a magua do seu coração e todas a s duvidas do aou instincto' Este caminho ê cor de rosa e é de ouro Mxtranhos roseiraes nelle florescem. apezar de todas as suas insufficienclas. cuja fina sensibilidade ê digna do maior louvor. Raul Pompeia é o inquieto. tremula € indeciza. por isso que. . í A i : AMERICA A. E ' por aqui que t a n t a s almas descem Ao divino e fremente sorvedouro. áquelles que se notabilizaram depois do naturalismo. de transição que deixa a cada um o livre jogo do temperamento individual. Julia Lopes de Almeida. o sensacionista. resolveu e nnalysou com o paciente cuidado de um naturalista que íosse. sonhando. Medeiros e Albuquerque. de volúpia e blasphemia. Dentre os publicistas. . como aquelle já o fora pelo excesse do realismo encyclopedista. mesmo quando l i t e r á r i a s . emquanto este se compraz em assignalar as pequeninas tragcõ. Coelho Netto. Na poesia. Ruy Barbosa para avaliar a sua importar cia no Parlamento nacional. o mais formidável evocador dos nossos scenarios naturaes. Sua imaginação é mesmo. Alberto de Oliveira. Capistrano de Abreu. 1E6S p a r a cá se notabilizaram. a hypocrisia. como expressão literária. Na eloqüência. de sermos Brasileiros. Eduardo Prado e o Sr. na Allemanha. philosophicos e scientificos se mult-plicaram. o insatisfeito. .» tédio. um lyrista colorido e altamente imaginoso. qu-. u m a das mais consideráveis da nossa literatura. dos Anatole. Neste celeste. O Sr. o melhor pintoi da vliu sertaneja. n a França. E" claro sensível e h u m a n o . H a na sua poesia esse aéreo de vozes.? du caracter regional «-ão admiráveis como dO2irii«„«r03 nacionais. Depois dos naturalistas e dessas primeiras escaramuças dos ^ m b o l i s t a s . Temos chegado. Rocha Pombo. na linguagem dos críticos. historiadores e publicistas que. aquelle apparece como um ponto de referencia da dôr universal. na Inglaterra.. os S r s . Oliveira Lima. A' semelhança do romantismo.teira os S r s . Sy!vio Romero.ío-i. Graça Aranha. Ensangüentados da tremenda g u e r r a . A historia do romance naturalista no Brasil está feita na obra de quatro escriptores: Machado de Assis. p a r a se ter idéa do seu valor. Confundemse nelle ou. como n a prosa.as de cada ser. são pag. duvida e . r/-. e Afranio Peixoto. Rocha Lima. Embebedados do sinistro v i n h o . quasi aos contemporâneos ou. reconhecendo embora a sua sinceridade. também romancista e novellista de grandes recursos. Cluz e Souza é. Entre os críticos. e dos João Paulo.i| I A H J U I Í I . Ruy Barbosa.nuado. Bilac é um mixto de ironia e esplendor. seguro e alerta. Eis porque os historiadores vindouros. críticos. das mais r a r a s e luxuosas que ostentam as nossas letras.«« <• i ommu i i n í n / e dc-ahs uo. não só pela technica dos seus versos sen. A r t h u r Orlando. Pelo seu coração falam todos oa corações da nossa r a ç a . Que cruzam. uma encruzilhada onde se vão encontrar as queixas dispersas de todos os homens que soffiem a melancolia irremediável da vida. especialmente daquelle» que pertencem á presente geração. Entre os prosadores de ficção cujo nome se fixou nestt 1 século estão na UU .

na brevidade deste discurso. Amigo fiel e impávido companheiro de Joaquim Gonçalves Ledo. censor episcopal e deputado da Bulla da cruzada. representam as figuras imprescindíveis para a unidade da composição do quadro histórico. Graças ao instincto de justiça dos pósteros. em 1822. e lidou sem desfallecimentos e com brilho incomparavel. o grande cidadão José Bonifácio de Andrade e Silva. embora muitas vezes combatido pela discordância de idéas. se feito ministro do Regente e. o milagre da metamorphose do nosso regime político e da estructura social do país ? Não é crivei. D. feito conego da capella imperial e eleito deputado á assembléa geral pelas provincias de Minas e do Rio de Janeiro.rasil em 1823. senhores directores da Associação de Imprensa. Nasceu nesta capital ern agosto de 1778. conseguiu desfazer equivocos. em 1710. João VI. tendo sido redactor principal do Regulador Brasileiro. como não so comprehende a inclyta legião sem Frei Sampaio. hoje. a sua actividade e os seus parcos haveres. Todavia foi grande. cheio d® arrependimento por não ter podido resistir á seducção dos adversários de seus primitivos companheiros de. se espalhem por todas as provincias desto continente e que vão ao longe mostrar os sentimentos do Brasil na época actual. nas sessões secretas da maçonaria e nos conciliabulos políticos. se passou para a bandeira dos Andradas. que se effectivou por obra e graça da vontade brasileira. J a nuário da Cunha Barbosa. autor dos poemas Ntciheroy e Garimpeiros. nesta hora solemne e commovente da terra americana. senão corrigido. Januário da Cunha Barbosa e Frei Francisco de Sampaio apparecem como três formidáveis agentes das nossas reivindicações nacionalistas. com effeito. Pedro I não teria perjurado e nem tão pcuco o eximio José Bonifácio teria abandonado o quieto remanso de Santos. O A 12 —. luta. que o envolveu no ódio aos constitucionalistas: é preso no dia 7 de dezembro. Fizestes bem. Fallescu aos 2] de fevereiro de 1846. pôs ao serviço da causa brasileira a sua palavra vibrante. no meio das paixões tumultuosas daquell«ís dias.do povo. Depois de proclamada a independência. recolhido á fortaleza de Santa Cruz e. Porto Alegre. e esquecido dos próprios amigos políticos. mas. onde era o orador d a Loja Commercio e Artes. de 1824 a 1825. onde vivia entregue ao trato dos seus dilectos mineraes e no amável convivio das musas. No começo acompanhara v partido liberal chefiado por Ledo. homem de summa sapiência. que tanto ennobreceram ainda a historia intellectual do Brasil. e irra/diára no espirito dos nobres rebellado s de Vieira de Mello. já existia na consciência popular. como no rythmo genesico da historia. em seguida. Até então. surgia aureolado da gloria in•divisa de ter tornado a pátria livre. rematou o se-u . Num sermão proferido na capella real. companheiros de gloria e de infortúnio. a sua presença infundia respeito aos mais exaltados. e. no púlpito. Emissário do Grande Oriente ã Minas. Ainda nas hostes ledianas. chionista do Império e director da Bibliotheca Nacional em 1M4. no peito indomável de Felippe dos Santos. dessa trindade veneravel de cujo elogio me encarregastes: Joaquim Gonçalves Ledo. ao menos assignalado o erro de visão ou o dislate inconsciente das gerações que nos precederam relativamente aos verdadeiros promovedores da nossa autonomia. saindo dos pórticos do templo. O monge Hdador Frei Francisco de Sampaio. cavalleiro da Ordem de Christo. ardorosa e valente desses paladinos. ter-se-ia operado. E m 1822. e do Diário Fluminense. naquelle momento de incertezas e perigos. Sem a propaganda tenaz. quando se alistou nas fileiras dos conspiradores. Na maçonaria. foi nomeado examinador synodal. O instincto da eloqüência e a paixão da. portanto. Sabeis agora. ou a Sereia do Púlpito. as minhas idéas ! Que ellas. fazendo-lhe t» elogio. Pedro I foi fc. porque. Por toda parte onde se agitavam as idéas libertadoras. o patriótico franciscano. A sua penna sabia ser clava poderosa para prostar adversários. o seu ardor cívico. que conheces que o meu interesse sobre a gloria do Brasil não nasce <4Q pretenções nem de vistas particulares e por isso ê merecedor de tua approvação. depois. com serem elles genuínos expoentes do espirite e do sentimento da nacionalidade nascente. Não seria possível desligar Ledo de Januário. em que se fazem esforços para que elle retroceda da mocidàde ao estado da infância. os seus talentos. por motivos que não foram bem apurados. Afastado por inteiro da politica. que na imprensa. sem o engenho singular de José Bonifácio e sem o apoio dos paulistas teriam elles consumado a conquista das no. para tomar a postura que as circunstancias lhe haviam suggarido. Também é filho desta cidade. deportado para a França. Acreditaes que se não fossem elles. Foi pregador afamado da capella real. historiador infatigavel e zelador das t r a dições do nosso passado colonial. O seu posto de combate era o Reverbérq. mas depois. appellidado o Patriarcha da Independência do Brasil. na obra da nossa independência. deixando reputação de honradea e operosidade. poeta estimavel. Serviu como director do Diário Fluminense.' Falleceu desgostoso. Nasceu a 10 de julho de 1780. examinador da mesa da consciência e ordens. na tribuna profana. prepararam a consciência nacional . e jornalista eximio. a obra da nossa alforria tem origens remotas. como também synthetísavam os anseios de libertação. promovendo. este tributo de devoção civica a esses illustres primários da fundação do Império. Antes de tudo. em seguida. exclamou: "Oh Deus ! Tu. Frei Francisco de Sampaio. A sua palavra era incandescente. oppositamente ponderarei que sem a espada principesca do primogênito Ue D. Modéstia e gênio Januário da Cunha Barbosa é outra personagem insigne da jornada gloriosa. tensão da preponderância. desempenhou notável papel no movimento de 1822. dirige. em 7 de março de 1821. Voltando para o r. que se integrou definitivamente no 7 de abril de 1831. çado a resignar a realeza. e morreu aureolado de santidade.NUMS. os intrépidos legionarios de Ledo representavam um núcleo de forças capazes de orientar a finalidade do Brasil. e outros destemerosos patriotas. não é universal o sentimento brasileiro acerca do papel deste archetypo da raça. O nome de Januário passou ainda á posteridade como bom 1< trado que era. Ao padre Januário da Cunha Barbosa cabe ainda a honra de fundador do Instituto Histórico. não chegámos a commemorar o nosso primeiro centenário de vida emancipada sem haver.» í-as liberdades. intelligente e insinuante. aplacar paixões partidárias e alliciar novas energias para a peleja. foi agraciado com o officialato da Ordem do Cruzeiro. ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INCLYTA TRINDADE Conferência pronunciada na Associação de Imprensa a 10 de Setem&ro de 1922 Origens da independência A homenagem desta noite deve valer como preito á intangível verdade histórica. acorrentado á monarchia absoluta. sem recursos com que podesse viver no estrangeiro. são inseparáveis de Gonçalves J^édo eomó de Pedro I. onde reinava discórdia entre os patriotas. Logo depois de ordenado padre. A independência. que foram Joaquim Gonçalves Ledo. No entanto. tendo durante 25 annos commentado as máximas de Platão. e de modo incontrastavel. andastes acertado unindo-os na mesma homenagem. mas em que a incandescencia nacionalista preludiava o fatal desenlace. provecto Iatinista. O sangue dos heróes dos Guararapes cimentara os bastiões da nacionalidade. erudito. No exilio lembrouse do melancólico sic vos non vobis de Vergiljo. latentes por toda parte. Neste sentido. soffre a perseguição de José Bonifácio. orador dt fama e polpa. chamado o Bossuet brasileiro. tendo optado pela representação fluminense. quando D. do Imperador. no episódio trágico e sagrado dos inconfidentes de Villa Rica e no gesto heróico dos insurrectos pernambucanos de 1817. tudo evolve logicamente. ganhou num concurso brilhante a cadeira de philosophia moral e racional. Lberdade teriam feito delle um Savanarola da independência se não fosse a sua reconhecida debilidade de caracter. E i a pregador da capella real. Inclyta trindade Não poderei. E todos. quaesquer que sejam as divergências surgidas entre elles. foi o escolhido para escrever a representação do Fico. patentear-vos a ex. A sua cella era um cenaculo: ahi adorava a Deus e propiciava aos numes protectores da pátria. para a completa separação e integraram a pátria livre nos seus novos destinos. critico. distinguia-se a sua figura austera e suave.

evita-se a injustiça de protergar um dos ncmes que mais concorreu para a suo realização. e. M. escrevia D. a mão cansada fraquejou. d na. o o lemma da sua bandeira. a paixão e •» eneigía lampejando no ideal. surgiu combatente como membro da assembléa eleito* ' XAI tu cadattt cio Riu uo Janeiro. transfiguiado e victorioso pelo influxo do seu espirito. prestámos no memorável dia 26 de fevereiro ? De certo não quereis. o transforma ÍI SS de maio de 132a varias lojas maçonicas no Grande Oriente. ê a separação completa da pátria brasileira da velha metrópole lusitana. a todos os antl-constltuclonaes * * ' m a s c a r a d o s . Vinda em 4 d« outubro de Í821. Ordenaram que D. á qual haveria de applicar-se o governo proconsular.ieipe.. Repartiram o seu vastíssimo território em provincias. Perfil de um girondino Joaquim Gonçalves Ledo foi o paladino extremado da facção libertadora. com Ledo â frente d09 exaltados. Nascido nostn cidade aos l i de dezembro de 17SL e tendo cursado a Universlchj^ de Coimbra. e de bôa fé mostrara prestar-se á obra da independenóffgj nacional. dava fôrma concreta ás sua» nobres aspirações. de Fund. vam Ledo e seus adherentes a t t r a h i r p a r a elles o Pri. qu 6 os cavallarianos portuguezes dissolveram com violência. poderia acceitar humildemente as ignominiosas condições. possuía o orgulho de se sentir o "homem novo de uma pátria nova". acima de todos. compôs Gonçalves Dias versos sentidos e harmoniosos. que não hesitava combater arca por arca contra os interesses enthronisados de sua epocha. que. . Naquella epocha de memorável e dura provação. ou pretendendo-se reduzir a fundação do Império á figura de José Bonifácio. en. nem conseguirá. j á não precisa de tutela: a emancipação das colônias segue urna marcha natural e irresistível. do Império. quando se inaugurou seu busto. Num do» artigos. e chamar a si o governo. emquanto outros transigiam. como se fosse possível continuarmos sendo uma granja. guerreando fortemente os ministros José Bonifácio j e Martim Francisco. fescrev-iü. temerário e insub misso. Absorvendo a influencia do grande Oriente Maçonico.i os que se habituaram a enfrentar petuar-se também na obr« esquecida de Ledo.. que era a única origem do seu poder. pois. Pedro saísse desde logo do Brasil. terra americana. mas escondendo os seus loiros na coroa do primeiro Imperador. te. urna das quaes propuzeram como governador um general. retardavam a conquista plena das nossas liberdades e mascarava propósitos reaccionarios. empregava-a Ledo contra os ministros. o ardoroso campeador. tem que ser forçosamente a gloríficação de Ledo e seus adeptos. e que elles farão essa loucura. que terminavam assim: V. com mais ardente patriotismo. teu somno eterno. e levantava no país u m a agitação crescente. obstinavam-se em considerar o Brasil como colônia. que tinha o privilegio das definições e das syntheses. nem ao rei. Desde os começos da luta. presidida por D. porque a minha honra e a delia é maior que todo o Brasil. a quem repugnava abertamente a dominação absoluta exercida no Brasil pela metrópole. a adopção do regime constitucional espanhol e defendera^ a permanência de D. Democrata. onde gravou seu nome Tarjado em letras d'ouro. encarregados de promover e expertar os ânimos dos povos contra *> jugo português. escreve Latino Coelho. Eu nunca serei perjuro nem á religião. pleiteava. e do qual vos querem desviar cabeças esquentadas. A 6 de outubro ót 182i. em sessão solemne do Instituto Histórico. que vaiem por um formoso epitaphlo: . que se constitue órgão activo dos idéaes emancipadores. funda eiic. 15 d t setembro de 1821. Inda a vejo pendente. João VI havia inaugurado no Rio de Janeiro durante a sua larga residência nu. dirigindo uma proclamação ao» fluminenses. que a metrópole tinha sempre seguido por systema na gerencia e administração das suas possessões ultramarinas. nelle se confundiam o tribuno. era desde este ponto u m a justa represália ás determinações do congresso portuguez. é o que juro a V. que posto houvessem muito feito em prõ du emancipação do solo brasileiro. incendido no ardente fanatismo contra os inimigos da nossa soberania e liberdade. e tinha em seu favor o voto unanime dos brasileiros". "e acerescentava. datada de 14 «*» . nem * constituição. gritava "Que d«-lirio 6 o vosso ? Quaes são os vossos intentos ? Quereis ser perjuro ao Rei e á Constitu'ção ? Contais com a minha pessoa para fins que não sejam provenientes e nascidos do juramento Que eu. que D. Quando ainda o PríncipeRegente se oppunha á grande obra dos patriotas fluminenses. a.çãa e á constituição portugueza. e dizem-me que me quorem aclamar Imperador. estais enganados. que havia fundado antes mesmo que José Bonifácio tivesse chegado de S. tropa e constitucionaes.cousas. sabei o q u t vos declaro em nome da tropa e dos tllh0« legítimos da constitu . que jamais forças humanas podem retrogradar ! " Ledo. Sobretudo. com J a n u á r i o da Cunha Barbosa. em virtude Ue seu caracter nativistá. com que imaginara libertar o país. anlmando-lhe a vaidade e suggerindo-lhe a rebeldia. que lhe confiara D. 9 A 1? ANNO I discurso com estas palavras. sobre as paginas Da pátria historia. Não t e n h a m o s receio de proclamar esta honrada asserção. Focalisado de accôrdo com a verdade dos factos. No dizer de Euclydes. protesto a V. o jornalista e o legislador. constituira-se chefe do partido denominado liberal. VII 5). Mas sobre a lousa do sepulchro humilde. "As cortes de 1821. O maior fasto da nossa affirmação nacional ha-de per- AMERICA BRASILEIRA foi a fé. Sabeis em que situação violentíssima se achava o país com a ameaça permanente da metrópole. Ninguém batalhou com provido cuidado. que foi u m a vasta floração da personalidade humana. E ' a paixão que o impelle para a peleja. Essa idéa. Nenhum paiz. que insistia pela servidão colonial do Brasil. contradictorias com o principio da soberania nacional. a conquista do trefego príncipe. uma herdade. naquelle maravilhoso momento de. temperamento combativo e intelligencia scintillan. surja o teu busto Austero e glorioso. Decretaram que o Brasil não tivesse unidade politica. que põem de manifesto todos os seus actos. em uma palavra estais perdidos se intentardes uma ou outra ordem de. se não sèguirdes o caminho da honra e da gloria. de 30 de abriu de 1821. e foi um dos que melhor comprehendeu a realidade brasileira. Paulo em janeiro de 1822. " Por fim noutra carta a El-Rei. o seu pensamento cardeal. o Reverbéro Constitucional Fluminense. O Reverbéro traz no seu primeiro numero a declaração de que seria redigido por "dois brasileiros. e impellida a cadcnciar entre a modéstia e o gerio.A vala de Januário foi uma pêndula sagrada movida pelo amor da pátria. quando este Príncipe se deliberara a resistir ás ordens das Cortes de Lisboa. não proclamavam nem realizavam na administração publica ideas liberaes. que nunca lhe perti falso. ó lutador. a cada. procura. e tomado conta do poder. adoptando as principaeg idéas republicanas. "O Brasil j á entrou no período da sua viri.M MS. e adopta o lemma Redire sit nefa». estais illudidos. portanto. lidade. a verdade. João VI no Brasil. que vivemos codos unidos. M. que s t mostrava infenso â que se rompesse o vinculo politico entre a colônia e a metrópole. . liberal e progressista. que não deve permitt. Do grande Oriente Maçonico partiram as primeiras vozes e incitações para a independência. que então lhe impunha o parlamento de Lisboa A independência. teve a força de um verdadeiro ideal de vida. em primeiro lugar. M. alimentada mais ainda pelo seu periódico o Reverbéro e por outros que creara e espalhara por diversas classes do povo. mas serei depois de eu e de todos os portuguezes estarmos feitos em postas. sabeis "ia' 8 que declaramos guerra desapiedada e cruelissima a todos os V&~ turbadores do socego publico. "recorda um girondino desgarrado em nossa t e r r a " Apparecau. amigos da nação e da pátria'-. 1 E.QU« já tendes parte. i. com t a m a n h a actividade e com maior fascinação sobre o espirito das massas. consome e illumina.. Pedro. E ' o sacro fogo que o agita. que nunca serei perjuro. passando aos olhos dos mofinos e dos retardatarios por republicano ou anarchista. ção. O Reverbéro Vejamos o í-yclo luminoso que descreveu o herót. escreve P e r e i r a da Silva (Hist. aceitara depois o governo de D. como a s aspiravam os seus adversários.' O trefego príncipe O ardiloso plano do estrenuo lutador abrangia. possuindo o enthusiasmo da peleja. como intenso clarão. nossa historia. que se tornou depois a columna de fogo da revolução. sujeito immediatamente ao governo da metrópole. u m a feitoria portugueza. que nos ameaçava com "os leões e os cães de fila" do reino. sem que os outros sejam lesados na menor parcella do que lhes pertenct. a que uma cultura bebida nos ensinamentos philosophicos da revolução franceza de 89 tornava mais flexivel. O apparecimento do pariodico despertou o maior enthusiasmo. Honrando nelle a grandiosa conquista. Ledo avulta cada vez mais para a immortalidade. Delle se tinhão expedido emissários para todos os pontos e provincias do Brasil. com a emphase que lhe era tão natur a l : "queriam-me. Pedro ao pae: "A independência tem-se querido cobrir commigo e com a tropa: com nenhum conseguiu. A gloiificaçâo da Independência. divulgado com fanático desvelo. Como na vida foi. Pedro II. Persistindo nas doutrinas de liberdades políticas. pendeu-lhe. e legislaram a abolição de todos os tribunaes. que sequer avaliasse em preço mínimo a sua dignidade. é violência & historia. que. Pedro. escrevendo nesta com o meu sangue estas seguintes palavras: Juro s?r sempre fiel a V. Dorme.

ao mesmo tempo fomenta manifestações populares ao Regente e pelas columnas do Reverbéro continua sua obra de seducção. No numero de 30 de abril. em que dava conta da impressão produzida pela noticia do procedimento das cortes. entregou-se o Príncipe nas mãos dos patriotas do Rio de Jane ro. como não se ignora. No discurso de 20 de maio.Andradas. e para o qual foi elle eleito pelo Rio de Janeiro. numa carta publicada no Correio Brasileiro em fins de 1822. desorganisadoras.. que a propaganda obstinada. 132)" Além do mais. como a separação das famílias o é na humanidade. quando se apercebeu. em abril. aconselhando Príncipe a annuir a todas ás exigências. os quaes para esse fim enviaram •-missarios a S. "porque fora rscripta muito depois de correrem no Rio de Janeiro os artigos.. e receioso de que elle viesse a desfallecer. ou cumpre apparecer entre ellas come rebeldes. O Rubicon passou-se.000 pessoas. nada: não queremos nada" Naturalmente. que não torna quando escapa. Foi surprehendente a radical transmutação d alma que se operou O Fico De Ledo partiu positivamente a iniciativa da cale rosa e solemne representação que. e sobre ti. porque se achou prudente assegurar-se do apoio de S. deixando escapar aquelle ensejo. Paulo e de Minais. poi essa suspeita. é de utilidade a Portugal. foi feita por José Bonifácio. outorgada pelo monarcha. preparada e desenvolvida por Ledo nas columnas do seu periódico e principalmente no seio dá maçonaria.! ao Príncipe para que continuasse no país. os paulistas e os . seria o decreto que teria de sanecionar a autonomia do Brasil: "O povo do Rio de Janeiro julga que o navio. a iniciativa partiu dos patriotas do Rio de Janeiro. e AMÉRICA BRASILEIRA creio que não é necessário adduzir vdocumentos. os olhos. antes de tudo. inculto. a Europa á Europa: porque não debalde o grande architecto do universo metteu entre ellas o espaço immenso que os separa O momento para estabelecer-se um perdurarei systema. ohronologicamente. afim de ver se posso. ma . f.celebre resultou da explosão de protesto e d. a 2 de Junho seguinte. apostrouphou ao Príncipe nestes termos: "Príncipe. a mensagem de 9 de janeiro de JV22 appareceu. o apaixonado e vehemente agitador pela emancipação da pátria. outorgada pêlo povo". Assignado por cerca de 8. para estabelecer os seus governos. em 26 de Janeiro. . Senhor. e são espíritos fortes e poderosos.lha Despertador Brasíliense. rasguemos o véo dos mysterios. ê de sua lavra. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e á tua posteridade. em nome da Câmara •> do povo. agora está prompto a perjurar e exclamava: "De Portugal nada. hediondas e pestiferas" A causa. A natureza não formou satellites maiores que os seus planetas. não eram semente oppostos á independência. mas uma intimativa. em continuas dísaenções. com a regência do Príncipe. e nelle. não era uma petição. do Reverbéro e da M'üa<n«tn. que jurará fidelidade. e quem indicou para redigi-la a Frt-i Sampaio. que. amigos e principaes brasileiros a conveniência da união do Brasil com Portugal. o Conselho dos Procuradores Geraes das Provincias. leviano e fácil. políticos obstinados e homens renitentes. affirmava solemnemente: "Sem embargo de todas estas vozes eu me vou apromptando com toda a pressa e socego. ou como homens livres e dignos de o ser. imperioso nos caprichos e desbragado nas proezas. quando D. deixando de cumprir os opprobiosos decretos das cortes constituintes de Lisboa e a ordem do Rei. e. com a collaboração du Januário. Príncipe. nas assenbléas populares. que tal ^jmpromisso figurava como emphaso para effeito no momento: era uma declaração para rebater as tendências que lavravam na op ! niáo geral. R. pronuncia uma fala em nome do povo fluminense. estava completamente dominado pelo espirito revolucnonario. A America deve pertencer á America. apoiada nos brasileiros. desafoga em acerbas palavras o desgosto que trazia lacerado e offendido os brasileiros. que reconduzir Sua Alteza Real. ignore. bom português. por não dizer em todas ellas ? Acaso os cabeças. dirigiu a 9 de janeiro de 182. e é de eterno vinculo para a monarchia em geral. A. sem forças para defendel-o. "as idéas antidemocráticas nelle enunciadas fizeram com que muitos liberaes começando ptlo deputado Barata. parecia-lhe sagrada. " E s t á escripto no livro das . o que vale dizer Ledo. Quere •? ou não queres? ResoWe.*-A 12 \Ni\0 f tfefcembrb do mesmo anno. em virtude do ser datada <le 24 de dezembro de 182] a i/iensagem em que a junta provisória pedia a D Pedro não abandonasse o país. que ciam sabias e respeitáveis. e assim o pede a minha honra. não queria ainda a independência. e ligar todas as partes do nosso grande todo. provavelmente. sem duvida. e era datada de 29. A. por recôndita ambição e coagido pelas circunstancias daquele difficil dilemma. . repulsa contra a ferrenha politica portuguesa. horrorosas. ou a morte nos ha de custar" Elle. e especialmente o. no entanto. e escrevera com o próprio sangue o juramento. por q u e a minha obrigação é obedecer cegamente.no dia 9 de janeiro. atrás fica o inferno.a fr. correspondesse outra dignidade de emanação democrática. é innata nas colônias. porque "de outra fórm-i o ameaçado rc. desde que foi chamado para o Ministério (Hist. a ainda menos para conquistal-o. dizia-se: "Será possível que V. af firma-se cathegoricamente. brasileira. Significação histórica da independência A' influencia de Ledo. intelligente e diuturna de Ledo. deve-se. como uma necessidade impreterivel. machiavelicas. " Aconteceu. O Brasil de joelho te amostra o peito aberto. não pode conservar-se colonialmente sujeito á uma nação remota e pequena. passaram a ser "facciosas. em nome do povo. conceituassem de retrogado o conselheiro José Bonifácio. perante os homens e perante Deus cum solenine juramento que não queremos e nem desejamos separar-nos dos nossos caros iimãos le Portugal" Não penseis. individualmente cabe a José Joaquim da Rocha. o mais eloqüente orador sacro da época e adepto do movimento separatisia. ao mesmo tempo que se delinea o programmá do Brasil novo. é elle ainda que apparece no dia 3 de junho falando imperiosamente em nome do conselho de procuradores ao Príncipe. Pedro obedeceu. e a independência do Brasil. que se reuniu mais tarde. Nelle dizia-se claramente ao Príncipe que a partida de S. o conselho de representantes fez madrugar o acto de 3 de junho. Príncipe. Faulo a prioridade «lo movimento. da Ind. lhe desvendara os horisontes. so lê: "Nós declaramos. Paulo. As cortes de Lisboa. só foi apresentada depois da resolução tomada pelo Princip<. que era o centro da conspiração. convocando a Assembléa Constituinte e Legislativa que é. porém. declarou que. presidida por José Clemente Pereira. Animado com o gesto com que D. offereceu-lhe r:«" dia 13 de maio e em nome do povo o honrosissimo titulo dé Defensor Perpetuo do Brasil. hostilizando-o. a representação ao Senado da Câmara. no sentir doa mais abai isa dos políticos. a . no circuio maçonico e nas entrevistas com o Príncipe.n\ s*-gundo logar. e. No dia 20 de maio. a Câmara lo Senado. appartcerã sobre o Tejo com o pavilhão da independência do Brasil" Na fala de Jo-é Clemente. como se crê que tenham mudado de opinião ? Qual outra lhes parecerá mais benr fundada que a sua ?" E terminava. que intervieram na explosão de 1817. Ledo hão perdia o ensejo de incitar o joven Príncipe. entregue três dias depois por José Clemente Pereira.. nda que perca a v i d a . com velleidade de façanhas cavalleirescas. digamos de caminho. após a expulsão na véspera das tropas lusitanas. a qual. no mesmo sentido. Rompa-se a nuvem que encobre o sol que deve raiar na esphera. Ao beneme rito republico pertence a gloria desta inestimável conquista. em que. endereçada ao Príncipe no mesmo dia. <?.npímento de independência c anarchia parece certo e inevitável" O episod'0 do Fico vem a ser por isso o primeiro grande marco da pacifica epopéa nacional. senão também convictos partidários da união dos dois reinou sob a mesma coroa e dynastia. e sustentava de bôa fé com a família. a significação histórica da independência.. inspirada pela Maçonaria. a que D. expiraram j á ? E se existem. como devo cumprir tão sagradas ordens. Ha quem reivindique para S. "para que á dignidade de regente. e. mas ainda. A rigorosa representação fluminense ficara assentada antes de < ' !-* de dezembro de 1821. á vista da arrogância das tropas de Avik«z. O Brasil no meio das nações independentes. Paulo. que um partido republicano. Ora. tendo Ledo e Januário redig : do o discurso que pronunciou José Clemente Pereira na solemnidade. Antônio Carlos. Pedro regressava da sua viagem triumphal a Minas. justificando a convocação da assembléa geral das provincias do Brasil. general Nobrega e outros. por ultimo. senhor" Não differe o tom da fala de 2!. sabemos. que era maligna. s ou menos feito. existe semeado aqui e atf em mu'tas das provincias do Brasil. em essência. o teu nome. As nações do universo têm sobre nôs. e ignominiosa perda para Portugal: '• Triunipha e triumphaiá a independência brasileira. com o animo de um simples aventureiro. não era a independência que queria: ambicionava ser imperador: Espirito aventuroso. Pedro virtualmente reconhecia a independência do Brasil. Na falia do orador da depuração de S.feita em termos humilhantes eu vagos. e exclama: "A independência. A Câmara. ter o Príncipe Regente creado e convocado a 16 de fevereiro. gravado em letras de diamante. que havia conseguido a adhesão de José Clemente Pereira. depois. não dosprezes a gloria de ser o fundador de um novo império. é este. Este documento . na imprensa. tanto mais que o procedimento das cortes se tornara inconciliável com a hombridade brasileira. adeante o templo da immortalidade" Ainda graças aos esforços e â habilidade d>> Ledo. Varnhagen diz que não s<3 não concorreu ella para a resolução do Príncipe. as nações todas têm um momento único. a pedido do Senado fln C i m a r a e do povo do R''o d e Janeiro. mas escripta por Ledo.

associava a aa independência ao principio da unidade nacional. reunido sob a presidência do Príncipe Regente. muito ao contrario. conforme se lê nas Reminiscencias do Império. emquanto não proclamar os direitos que tem de figurar entre os povos independentes? E qual será a que despreza a amizade do Brasil e a amizade do seu regente? E" nosso interesse a paz: nosso inimigo só será aquelle que ousar atacar a nossa independência. Qual será a nação do mundo que com elle queira tratar. no intulto de esclarecer a opinião publica. 1. Foi. urgem e imperiosa. o pensamento dominante do audaz e brilhante contender dos Andradas é a separação completa. o brigadeiro Luís Pereira da Nobrega * João Soares L. conta nestes termos o occorrido: "O ministério. que eu agora j á vejo reunido todo o Brasil em torno e mim.. »" toriar os eventos principaes da luta e a p o n t a r as causas determ nantes do procedimento do Príncipe. que. a gloria de V .^ União. ouvir o nosso requerimento: pequenas considerações sô devem estorvar pequenas almas. "Não se esqueça entre vós. ser o systema americano. . como reza o decreto. lista das nações livres: ê decreto do arbitro do Universo. deste acto e da sua demissão no dia 28 de outubro se originaram a s violentas perseguições e as impertinentes represálias' de José Bonifácio a seus antagonistas. começou a proclamação com u m conceito bebido nua dos impressos famosos da Revolução Franceza e adaptado As circunstancias p a r a produzir o maior effeito. que lhes preparavam. manifestou-se hostil aos promotores. R . d a r ao governo conheci. afogando ja no animo insoffrido a independência da terra. com a maior brevidade possível.pia e pronunciada por l. Formem todas as nossas provincias. as constituições. considerando-o "necessário e urgente. conforme instrucções que o ministro José Bonifácio baixou no dia 19. Os governos que ainda querem fundar J seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos. H A 12 — ANN<» ' Leis Eternas. E r t e decreto é a nossa independência. e a sua indep e n d ê n c i a . Desappareçam uma vez antigas preoccupações. que nenhuma leitura prévia havia feito da mencionada representação. O systema européo não pode. Temendo que a revolução iniciada com t a n t a felicidade viesse a fracassar com os actos arbitrários do Ministério dos Andradas. cerrando-lhe os P ^ decentralizando-lhe as províncias. ao contrario do que affirmam pa"^ gyristas e acerrimos defensores de José Bonifácio. de que era prova o decreto de convocação da assembléa geral. ficou resolvido. Silveira Brasil. por assim o nao pensarem. O príncipe estava na supposição de que u n h a m o s entendimentos com Buenos Aires e que esta nos forneceria homens. um canto de alvorada. mandava dizer em officio de 10 de Agosto que esse papel formava o complemento de quanto apparecera desde janeiro e definia muito claramente.Dizia mais.. O manifesto ao povo brasileiro é um eloquente panegyrico da t e r r a natal. a integridade da nação. defendendo o Brasil contra a humilhações. sem reticências. têm de vêr o colosso da sua grandeza tombar da frágil base. O manifesto de 1 de Agosto de 1823 Vencida afinal a resistência de D . inimodiatamente. emquanto não assumir um caracter pronunciado. e não os povos para ellas. não concorreu p a r a essa medida. pedindo a convocação da Assembléa Geral do Brasil. com o conselheiro Andrade á frente. que com ella se conformavam. fossem governaúos á p a r t e . Digne-se pois V A R. é conh* Ma a resposta sibyllina de José Bonifácio: " F a ç a m o que quizerem n a intelligencia de que. presas de grande inquietação. ao mesmo tempo que concorreria p a r a remover todas as suspeitas e equívocos que cada dia tomavam maior vulto e satisfaria ás aspirações dos brasileiros. será um estado de coacção e de violência. a postura da regência.. vedes. ou sobre antigos erros e abusos. sempre que o tentarem. instam. Ledo foi um dos deputados eleitos a Constituinte pela cidade e província do Rio de Janeiro. mas nao a da America. com ser arrojada. sobre que se erguera outríora. E' deste principio indubitavel que devemos partir: as leis formadas na E u ropa podem fazer a felicidade da Europa. u m a assembléa geral de representantes das pro. A . que necessariamente produzirá u m a reacçao terrível. Pedro. para a manutenção da integridade da monarchia portuguesa e justo decoro do Brasil". realisando a. A . de 3 de junho. José Obes. R . e que o publico acolhera favoravelmente as razões expostas. em nome do povo. e. entenderam os patriotas. e a mantença » sua liberdade e independência" Depois de. unida e^ in ^ solúvel. esse documento enérgico de alto patriotismo. lê-se. Do Amazonas ao P r a t a não retumbe outro écho. Ahi. e provocou o mais forte enthusiasmo. Ora. Marschal. e o Príncipe intitula-se então o defensor da independência das províncias brasileiras. A origem deste decreto explica-se facilmente. ou melhor. pela bocea do Regente. que nenhuma força pôde q u e b r a r . foi por ass-rn pensar.AMÉRICA BRASlleiRA XI MS. expondo ns acontecimentos que agitavam o Brasil. reconhecendo o estado de effervescencia popular e a impossibilidade de se o p p ô r n o m a i s mínimo a torrente. no próprio dia da petição.ótica e envolvia a declaração de independenc. procurador geral da província fluminense: "Ao decoro do Brasil. pela eterna razão das cousas. como único meio de manter a integridade das províncias. de convocação da assembléa. tarefa que se confiou a Ledo. a instituição de u m systema de impostos que consultava os interesses da lavoura. o decoro do Brasil e a gloria de V . dinheiro e armamentos para a proclamação de u m a republica das provincias do sul. . elaborado ainda por Ledo. da industria e do commercio. direitos inauferiveis para estabelecer o seu governo. vincias do Brasil". . e terminantemente: "O Brasil tem . O encarregado dos negócios da Áustria. direitos. que começava a perder a confiança das províncias. ministro do reino desde 16 de janeiro. assi enada j á por seu companheiro (Azeredo Coutinho) e por Obes £ £ . E terminava o. Ledo. e desconfiados de que a metrópole entrasse em concerto internacional para melhor impor seus funestos desígnios. outro grito que nao se. embora figure officialmente firmando o decreto. em sentido mais humano e com distribuição g r a t u i t a da justiça. que lhe daria um grande império. junho Fo! mais longe Abertamente declarou. tendo cada um no seu seio a sede da administração suprema e a sua capital" Ledo. de 28 de desembro de 1833. O Príncipe. despeda pela revolução de 1821 e pelos decretos subversivos das cortes boStas. escr. pois que traçava reformas liberaes. separação. todas as instituições humanas são feitas para os povos. decidiram endereçar em nome do povo um manifesto ao Príncipe. como. exasperou-se e foi preciso muita astucia e até energia e opportuna ameaça de revolução no sul para conseguirmos vencer a m á vontade dessa gente. o mysterioso. que as cortes de Lisboa forçaram as provincias do S\>^ do Brasil a sacudir o jugo. extlnguindo-lhe os t r i b U n * ^ | W supprimindo-lhe os órgãos administrativos. em larga digressão. A. taes como a autonomia das provincias. Z haveria de "enforcar todos os constitucionaes n a Praça da Constituição". monte commandam que a V. concíta os brasileiros a formarem a nação. q. Josc Clemente. desilludidos desde muito das cortes Diz Varnhagen "que estremeceram os ministros com a audácia das proposições proferidas por Ledo. substituindo o amor do bem o de qualquer providencia ou de qualquer cidade" Ledo. sem demora attendeu ao pedido. Eis por que conseguimos o decreto da assembléa constituinte. " E s t a acabado o tempo de enganar os homens. faça convocar. um vasto p r o g r a m m á capaz de dirigir e ill» minar o país no momento critico de sua evolução. não pode convir que dure por mais tempo o estado em que está. e reconhecendo os direitos de que tinha o país de constituir "as basies sob que se deve dirigir a sua independência". qua} um girondino.incontestavelmente. O Brasil quer . Quanto ao ma . R . era profundamente «*< i.ue na seja Independência. um hymn? ardente em que todas as vozes do Brasil reboam como um coro de trombetas heróicas e victoriosas. O primeiro datado de 1 di Agosto é de Ledo.sim a condensação das theorias ou idéas políticas do seu autor. pretendendo-se "que o Brasil e P o r t u g a l formassem dois Estados differentes. requerendo-me a defesa de seuss. os vexames e as providencias iníquas das cortes por tuguesas. que se devia realizar mediante eleição indirecta e por provincias. e nesse mesmo dia foi lavrado o decreto de convocação O deputado Obes. como consigna o Marques de Z u c a h y no artigo do Correio Official. mento da iniciativa. lavrado no mesmo dia. porém. quo aliás delle não deviam esperar tolerância. Ao mesmo tempo era.. Januário. Ainda hontem éramos escravos Hoje somos livres" Redigidas com promptidão as bases do manifesto. que impedir a sua marcha a nenhum é daao" Por fim. a disseminação do ensino. To con arío do que assevera V a r n h a g e n . que suppunham orgulhosamente poder recoloniear o e r e s t a u r a r o odioso governo proconsular. a assistência ao trabalho intellectual. n* fala do conselho dos procuradores.a. sem ser por ella ^ r r i b a d o s apressaram-se a escrever n a própria representação de I*do.õdo. começava-se assim: "A salvação p ú b i c a . nem convém a p r e s s a r nem i n i p ^ r a convocação da assembléa g e r a l " Não se contentou o ministe da Regência com a recusa do apoio ao decreto de 3 d . a refor: mação das leis penaes e do código militar. dirigisse o Príncipe um manifesto ao povo brasileiro e outro ãs nações amigas. calando-se a facção portuguesa por perceber que o governo nacional robustecera com suas francas declarações. As leis. o padre João Antônio de Lessa. deputado da Cisplatina). que o Brasil deve passar hoje (oh! grande dia!) * . Sabe-se. que não sô José Bonifácio.sbôa redactor do Correio do Rio. ha-dc cumprir-se queiram ou não queiram os mortaes. enquanto da redacção do de 6 se incumbiu o próprio José Bonifácio.sua independência.

as boas disposições em que se achava o povo brasileiro.. Pedro. dando todas as providencas ao seu alcance por meio de seus membros para ser levada a effeito em todas as provincias. que se tornaram intoleráveis ao seu altivo temperamento. impedindo. reclamada pelo próprio Ledo. sendo proposto o seu nome na sessão de 2 de Agosto. Pedro 1 e se viram os Andradas alçados á culminância. conhecido por Bonifacia. p a r i ser dirigido aos governos estrangeiros. emigrando dias depois para Buenos Aires. completado com o gesto romanesco da espada núa. foram proscriptog. e José Clemente. Pedro para com o seu ministro. lavrada no Senado da Câmara. desafia seus perseguidores. Oliveira Lima. mas Januário da Cunha Barbosa. sustos e anarchia" O seu "furioso horror" a quanto cheirasse a "princípios anti-monarchicos" e a sua virulenta desestima com que via os que elle e partidários capitu • lavam de "carbonaríos". nem para cobrir os conspiradores. como consta da acta de 13 de agosto do Conselho do Estado. que é de 12. na representação que dirigiu a D. conforme a lei. tendo de. elege-o grão-mestre. mostrava elle impavidez physica e moral não se deixando acobar. Requerendo uma acção criminal. fichava que elle era quem tinha razão de insurgir-se contra praticas anarchistas do s detentores da autoridade. em um enérgico discurso. por intolerante naquolle momento de emergência. Ledo até aventa que "os povos querèin ser bem governados e não se importa n com fôrmas de governo". Por fim. em seguida. que este se deu por existente'. no mesmo dia em que foi reintegrado no cargo de ministro. o insigne companheiro de Humboldt e sábio de t a m a universal. o grande primeiro vigilante Joaquim Gonçalves Ledo. queria elle uma independência. mas somente para enganar. fez sentir. com o substitutivo do brigadeiro Alv?s Branco no sentido de ser acclamado imperador do Brasil. ou antes para tapar a bocea áquelles. contra a "facção oceulta e tenebrosa de furiosos demagogos e anarchistas" que "ousavão temerários. a prisão e o exilio de tolos quantos [ haviam preparado o movimento da independência. mas que era do minado pelo animo rancoroso e vingativo de Martim Francisco. mediante Juramento. O cne^e do partido liberal fluminense. Isto feito. dos gentis homens da sua câmara e da guarda de honra. a proposição de Ledo é approvada definitivamente. facciosos. sem que tivessem podido tomar parte na assembléa constituinte. porque "peccava por extenso. durante os treze annos de regime absoluto. tendo. á frente dos couraceiros. Joaquim Gonçalves Ledo. e dispor os ânimos dos povos á esta grande e gloriosa obra. approva a viagem do Príncipe á província de S. fértil e poderoso Brasil. Pedro tomou posse do cargo de grão-mestre. tendo estes três embarcado no brig|ue francês La Cécilé. e presta juramento sob o disfarce de Guatimozin. Assirm pois. segundo denominava os" ajuntamentos populares promovidos contra elle e seus amigos defronte da casa onde se reunia o senado da câmara. oriundo do temperamento impulsivo e theatral do príncipe rebellado contra o 'lesplante das cortes. a pagina 361. Ledo promoveu a sua entrada para a maçonaria.que falavam nas formalidades legaes" Varnhagen escreveu que José Bonifácio iniciara. menos um documento diplomático". Na Assembléa seguinte. que acabava de ser ministro da guerra. logo n o " primeiro mez do Império. com as suas arbitrariedades" que se chamassem ao grêmio da união politica aquellas provincias irrequietas cuja adhesão ao novo systema não fOra ainda decidido". Ô Á 12 — ANNO I ás nações estrangeiras. que era a representação mais fascinadora dos idéaes libertadores. "dirigira do solio um enérgico e fundado dscurso. José Bonifácio. Afinal. pelo qual sempre se batera o redactor do Reverbéro." Discutida a proposta de Ledo. com a visão definida e intransigente de um futuro democrático p i r a a pátria Ledo e seus partidários combatiam o despotismo dos Andradas. pronuncia-se deste modo sobre o assumpto: "Como convinha illudir o povo com as apparencias das formalidaes da lei. promovido com finalidade irresistível. refulgindo ao sol. em que D.exprobação contra os ad. commentando com o seu esclarecido bom senso de historiador. brado que parece expontâneo.versarios. o padrão de nossa independência. embora attribulado pela s injustiças e malquerenças dos inimigos. em desaccordo com Ledo e os que pugnavam tenazmente as suas idéas. creatura invejosa. cuja volubilidade politica não escapa á observação dos estudiosos imparciaes. como por exemplo as "assembléas tumuituarias". que "era tudo. condemnando a estranha sujeição em phrases mais cortezãs que philosophicas. não se haviam de pôr dezoito dias depois a conspirar para destruir a sua obra. na sessão de 9 de Setembro. Logo que voltara ao Rio. : Armitage. mas. externou conceitos que não posso deixar de aqui estampar. José Bonifácio daquellas funcções e empossando-o no cargo em sessão de 4 de Outubro com as solemnidades de estylo. abusando-se dos epithetos insultuosos de "hypocritas. Lembra que a devassa foi. perpetuo defensor do Brasil. obteve do príncipe desasizado. o rico. destituindo-se. na reunião de 4 de outubro. antes de qualquer procedimento judicial. no dia 20 de> dezembro. redigido por José Bonifácio. Varnhagen. demandavam e exigiam imperiosamente que a sua cathegoria fosse inabalavelmente firmada com a proclamação da nossa independência e da realeza constitucional na pessoa do augusto príncipe. p a r a a França. mandou-se proceder a uma devassa. em que se procurava consolidar o Império nascente e dar-lhe leis liberaes. calumniar a indubitavel constitucionalidade do augusto imperador" dessiminando "desordens. sendo o Grande Oriente a primeira corporaeão que tomou a iniciativa da independência do Brasil. em quem apoia o autor citado. Incarnação de Guatimozin No intuito de prender cada vez mais D. machiavelicos" e foi muito censurado" Nesse documento." o procedimento de José Bonifácio. Sua questão era não com o império: na sua representação a D. resolvido que a ceremonia da acclamação civil se realizasse no dia 12 do mesmo mez. afinal. o transviaram lastimavelmente. intratável e maledica. e. porque a pena lhes foi imposta e executada antes da culpa pronunciada. Pedro. não de caracter democrático. a 2 de novembro. á constituição que formulasse a assembléa constituinte. e bem assim a proposta de serem enviados ás provincias "emissários encarregados de propagar a opinião abraçada. nessa mesma noite é iniciado no primeiro gráo. Pedro á causa brasileira. Paulo " p a r a accommodar as dissenções internas que a agitavam e derramar sobre aquèlles povos o balsamo da consolação e da tranquillidade". que tanto amesquinha ou desdoura a sua obra d e estadista. convidando-as "a entrarem em relações diplomáticas com o Brasil. que estes se deram por convencidos. subordinada aos princípios de uma monarchia reaccionaria. fez o Príncipe dizer: "Protesto. redigida e assignada por Ledo. portanto. e firmando a realeza na sua augusta dynastia. dado razão ao leader democrata. não para conhecer se o crime existia. foi . acclamando-o rei e seu defensor perpetuo. escreve o autor do Movimento da Independência. O bom senso aliás indicava que os mesmos •jue a 12 de outubro tanto s e tinham assignalado na acclamação imperial. AMERICA BRASILEIRA A Bonifacia Assim que se celebrou solemnemente a 12 de outubro a acclamação de D. Ledo e as victimas da devassa regressaram ao país no anno seguinte. dar pela attitude de manifesta parcialidade adoptada por D. a obsedante preoccúpação de José Bonifácio. e não rei. escreve o autor da Historia da Independência. contra os propósitos roaccíonaríos de José Bonifácio. que a presidira no impedimento do grão-mestre José Bonifácio. pelo desrespeito ás formulas e principios constitucionaes. occultou-se em Nictheroy. ' nem finalmente para os punir. Ainda coube ao Grande Orienta a providencia de inserir-se na acta da proclamação da Independência e do Império. Tratou.! pressa os acontecimentos de 1823 e 1824. a que a actuaçâo indomável e febril de Ledo emprestara o caracter de um movimento revolucionário. com o maior machjavelismo. um systema draconiano que não existira antes.perseguir áquelles mesmos sem cujo concurso a emancipação se não teria realizado. estava formado com o acto da convocação da assembléa constituinte. "Ledo. cumpria que também a tomasse na acclamação do seu monarcha. que fez o seu irreconciliavel antagonista pagar bem caro •ssa nobre e felicíssima conquista. perante Deus e á face de todas as nações amigas e alliadas. manifestadas por seus actos de adhesão á augusta pessoa do seu defensor perpetuo e que. ameaçado de encarceramento e também de morte. de instaurar o monstruoso processo. afim de ser apurada a sua condueta. Consta das actos do Grande Oriente que.NUMS. demonstrando com as mais sólidas rasões que as actuaes políticas circumstancias de nossa pátria. . "aproveitando o enthusiasmo geral da assembléa. que não desejo cortar os laços de união e fraternidade que devem fazer de toda a nação portuguesa um sô todo politico. e por falta de moderação e conveniência e demasiado phraseado. foi a mesma approvada. bem organizado". Com effeito. alentára-o implicitamente a influencia prepon. a. seu secretario. valendo-se de todos os processos para domar e reprimir os ímpetos dos ardentes patriotas. Afinal. Tanto fezo vencedor que. então no poder. Pedro. em virtude da sentença da Relação de 4 de julho e depois que José Bonifácio deixou de ser ministro. na forma prescripta pela lithurgia da Ordem. derante de Ledo sobre o espirito do moço regente. O próprio grito na coluna do Ypiranga. o general Luiz Pereira da Nobrega. fiel a seus sentimentos monarchicos e unionistas. a cláusula de submetter-se D . exhibirem o "corpo de delicto sobre que assenta sua nojosa e negra ineúlpação a tal respeito" e é clara e terminante a. enquanto muito s o u t r o s ' eram recolhidos ás fortalezas.

fez porteriormente do Tamoyo órgão de mais alarmante radicalismo. náo pôde fugir aos rigores dos processos da critica histórica. contra o Grande Oriente. com a legitima consciência de brasileiro. Os poderes políticos da nação. inte-gro. levantou a bandeira da restauração do primeiro Imperador. Todavia. enquanto procurava perseguir e afastar os adversários da scena tumultuosa. como tombem não ignoro quão difficil era a tarefa de consolidar o throno da monarchia constitucional. Não podia concordar com o pensamento que se tornou centro de acção para todos os brasileiros. e elevou o Chalaça a cathegoria de favorito. neste instante de júbilo universal. Por ultimo. também não foi sincero nem coherente José Bonifácio.. Hoje. Atirou o Apostolaâo. arremedo da republica de França. não pôde eximir-es ã analyse da critica. e o grande Frederico. indicam como José Bonifácio prezava os trabalhos. Frei Sampaio. Reconciliados na gloria Ultrapassei. constituído uma nação heróica. quando se incompatibilisou com o soberano. Foi o que queriam Ledo e seu s companheiros. mudou de taclica: entendeu que devia cercear a autoridade imperial. que se m o s t r a r a m ao mesmo tempo patriotas.orgulhosa os signaes da pureza e da magnanimidade surgiu transfigurado no déspota truculento. restaurada pelo governo de Corrêa) do Campos. Depois. s<. historiographos ou simples chronistas. eram confiados â assembléa geral dos deputados. politico intolerante.nto. era um Brasil forte. e José Bonifácio. e reconciliemos. que. Antes. caídos em desgraça pelo único rrime de dissentirem de suas opiniões e projectos. o que pretendiam Joaquim Gonçalves Ledo e os proceres da independência. quem no seu esboço d» constituição. P e dro outra vez se rehabilitaria para os seus planos. a immorredoura. justificou o assassinto do duque de Vizeu e a decapitação do duque de Bragança e prmaram o braço robusto de Pombal contra os Tavoras.s da sociedade americana: era preciso que se adoptasse um regi mo também novo. alheio ao movimento das paixões e dos interesses. De conluio com o Imperador esturdio. a nôs. acima das rivalidades e das controvérsias. Depois da coroação. Aboliu a liberdade de imprensa. senhores. excutava os preceitos do sagaz florentino em p-oveito da oligarchia da família Andrada. mas não exhauri a fonte de documentação e os commentarios n a ingrata tarefa de protestar contra a mutilação da nossa historia. que não concretisa ou resume em si o eminente paulista. consocios e contendores. imaginou modelos para a indumentária nacional e estatuiu. o Mípc-rio britannico não se teria firmado tão solidamente. com certeza. sem aquèlles setenta annos improduetivos do Segundo Império. e seu labor politico representa uma série completa de ferocissimas represálias e cruentas iniquidades.não fosso S. Elysio de Oarvalho. mostrou-se do mesmo modo de uma intolerância absurda contra os brasileiros e tudo quanto dizii respeito ao Brasil.odo procederam Luís X I . com esta differença. Mazzarino. Metternich e tantos outros conselheiros de tvrannos pertenciam á mesma família moral de que é progemitor II Príncipe. e indivisível. Se nãc fo=sc José Bonifácio e se não fos?" D. leaes e illustres adversários. á plena glorificação dos brasileiros. Januário. e foi o que José Bonifácio impediu que se realizasse. repito por mais respeitável que seja a sua figura. formado de sicarios. D e s f a r t é . sob pretexto de abuso de poder. portanto. Sob o pretexto de que lhe cumpria defender o Império nascente e vacillante contra os germens da anarchia e os aymptomas de separação provincial. e outros muitos. ao volver á pátria depois do exílio. o sacrificio sublime e o esplendido enthusiasmo todos. a ponto de absorver a fama dos lidadores cuja fronte engrinaldo com modesta coroa de loiros. ê concordar que pertencem todos ao mesmo facto histórico e representam juntos a fundação do império. 10 de Setembro de 1922. ft primeira potência do continente. nem capitólios. invocando as mesmas razões com que D. Se assim o querem. ou adequado. mas a verdade ê que a devoção pela causa nacional disfarçava também . assignalemos de caminho. ao voltar da farça do sul. rancoroso sem excusa. e infamado. ainda assim. offender e ultrajar figuras das mais brilhantes do nosso mundo politico. que verifique como procedeu elle durante os mezes em que esteve á frente dos negócios do Império. supprimindo jornaes e prendendo jornalistas. A historia que inscreva no logar próprio o grande estadista. que se attribue ao illustre paulista. abandonou o Imperador e tratou de hostilizá-lo. revelou-se o mais completo dos déspotas. porque sabia que o imperante de facto era elle. Fazendo „ separação. louvemos. os ingentes esforçou de quantos l u t a r a m pelo regime constitucional. Vejam-se os ministros que demittiu ainda a bordo. a intolerância sanguinária dos puritanos. E' possvel que. alma feita de astucia. que elle próprio auxiliara a combater com o vigor dos seus talentos Não esperarei também que me advirtam que. nao mais se compõe. as condições da existência collectiva. direi mais. herões que não têm estatuas. despedido como um lacaio. Sem a tyrannia de Carlos I. e de três cônsules. continuarei affirmando. conquanto pareçam quasi profanação. severo sem medida. aproveitando da liberdade de imprensa. a medida do discurso. altiva e P r °" giessista. onde Ledo dominava. fundado apôs um duelo tremendo entre a colônia e a metrópole. com as suas virtudes. cynismo e audácia. uns e outros abtidos em nome da necessidade imperiosa de fortalecer c principio da autoridade e sustentar o absolutismo da realeza. João VI para a corte. que concorreram para crear a idéa pátria soberana. foi elle inexorável. Afinal. e encarnou todos!os vícios da monarchia descriclonaria. transmudando-se em caramurú vermelho. q u e ostentar a na front. vitalício. O próprio D. príncipe ambicioso. creou o consistono de caceteiros. varão a quem a natureza concedeu múltiplos e peregrinos predicados que o tornaram um dos nossos superhomens. queria concentrar todos os podeles no Imperador. como os que mais o forem. A monarchia. que impediu por largo tempo o surto do Brasil. Decretou medidas odiosas.siu. os sacrificios e os sentimentos dos verdadeiros creadores da independência. deixemos ao insigne José Bonifácio o pomposo titulo de Patriarchn de Independência do Brasil.histeria p a r a lisonjear monarchas ou potentados sem coroa. não tenho a simpleza de considerar o nvnistro de Pedro I differente de quantos a natureza ou o accaso promoveu a dominadores de povos ou construetores de pátrias. u m a nacionalidade ufana do seu passado e rica de heroísmo. Todos estes factos. grandes e menores. estimulado por Martim Francisco. para abater os inimigos e. uma grei tocada de graça c fascinam beíleza. só porque haviam desagradado a Domiüla. da licença furiosa dos pamphletarios e dos desacertos d l opinião publica: toda transição é um risco. n^i verdade. Teríamos soffrido. Apeado do poder. os dois gr des paladinos da Independência nacional e da civilização brasile" . E. redimidos de quaesquer erros e irmanados no mesmo apostol Rio. ao syndicato e ao archontado. embora glorifiçado.cb a a r m a d u r a do dictador a lastimosa represália de um colérico despeito. que. Pauio. para que se conheçam as suas idéas em relação ao problema da independência. No dia em que não poude ser mais o arbitro da situação. infestos á liberdade e á democracia. em meio das apaixonadas discórdias dos partidos. não fez José Bonifácio senão applicar os princípios e os processos da doutrina de Machiavel mas. passou a humilhar. mas seriamos agori. olvidou os velhos princípios em nome dos quaes havia governado. sob pena de se burlarem todas as aspirações dos brasileiros. como todos os povos que se levantam de longo captiveiro para a liberdade redemptora. Appellou justamente para os recursos condemnados na véspera. brasileiros. a crueldade aterrorisadora de Crommwell e a dureza de James TI. que começou a funecionar no dia 2 de junho. ao senado. ter-se-ia feito independente. Pedro. o príncipe pcrf. composto este do archonte rei. apezar das hostilidades que me defrontam. violento sem necessidade. ambicioso e obstinado. E é bastante conhecer-se o projecto de uma lei orgânica do Estado. mas com a republica. não se tornasse t ã o fácil a emancipação cem a republica como foi com o império: mas teríamos. João I. D. não seria fazer independência. o Brasil em 1&2 • com a retirada de D. nôs. que não avulta nem empallidece a aureola do opulentador da nacionalidade. revestidas na apparencia de zelo patriótico. conservando no Kstado nascente os moldes antigos da monarchia tradicional. M S . trefegote disparatado. Oo mesmo n.. E n t ã o . cobrindo-os com o manto diaphano da gloria. contribuiu efficazmente p a r a consummar a independência brasileira. não se podia affeiyoar aos in teresses e ás exigecia. embora nos chamem. O sábio. que era o ideal dominante. m a s reconheçamos o direito que tem tanto os Andradas. . O duque d-Alba. como Ledo. Pedro. D A I-' — A N N O I Sob a mascara de Machiavel X Inclvta o temerária geração de 22 havia-se desilludido da metrópole e do velho redime. naquelle momento.AMERICA BRASILEIRA N T . sinceros e esclarecidos. e com os seus erros. que ferindo principalmente os seus emulos. que precisou de ser inflexível para r e m a t a r a conquista reallsada pela Pru. Aliás. Quem desejar aprofundar ainda a psychologia de José Bonifácio. A Corte aqui pouco modificara no seu espirito. _ para a unifcaçâo da F r a n ç a . per exemplo. e sciencia clara dos acontecimentos e das tempestuosas turbações daquelle periodo. Ahi está como José Bonifácio se me afigura um singular paradoxo na fundação do império e como não descubro justificativa para os actos de torva compressão exercidos contra nobres. Dt resto. de demolidores do nosso passado. João VI no Brasil fora o mesmo rei que se mostrou em Portugal. O mais que concedo. a compasso o a regra. e a sociedade era dividida em tribus com seus nomes e insígnias. e o intrépido Barbacena. certo de que com D. Richelieu.

as raças negra e índia vão sendo assimiladas. Dos Estados Unidos á Argentina todas as nacionalidades do continente de Colombo devem a sua formação ao auxilio dos povos aborígenes e dos negros importados. A nossa inferioridade ethnica condemnava-nos a uma posição subalterna. Assim como ha uma arte para a sciencia geral. Basta estudar os craneos dos primitivos habitantes que se encontram nas escavações. Nestes ulitmos annos ha um movimento patriótico de reacção salutar. em varias épocas. através de adaptações e heranças seculares. Ha de tudo. Quando os Europeus se transportaram para a America. que correspondem á histoiia de cada grupo. estradas. mas sim no da civilização. para a sua própria saúde carece de equilíbrio social porque. Na ordem social estão os factores dos seus antepassados e delle próprio. agorarelativamente homogêneas da Europa. o meio em que vivemos e os meios em que lutaram os nossos antepassados e das raças auxiliares. e sim enfrental-as. P a r a nós outros. portanto. geradora da uniformização dos caracteres. observa. que desappareceram no cruzamento.Os povos do Sul da Europa. Conquistadoras foram as raças européas que para cá vieram. ferra. Hoje a própria philosophia estabelece o methodo para a sociologia e esta encaminha a politica. E ' precizo reunir phenomenos de ordem diversa para obter uma coordenação intelligente. como o indivíduo ê coagido pela força social. branco com sangue negro ou indios e brancos inteiramente brancos. mas os invasores do Norte "accentuaram. que o homem é também movido por idéas e estas idéas se transmittem no corpo social por imitação. capitães. com Tarde. que o caminho percorrido pela raça crêa o seu typo social. Os termos a definir não serão sempre os mesmos. em contacto com a África. O conceito de raça pura é uma invenção aristocrática. Essa assimilação. casas. vai-se tentando aos poucos estabelecer as bases da nossa sciencia geral. expandindo o seu poder. A intelligencia desenvolvese dentro da mesma forma animal. E ' precizo accentuar que o Brasil é um paiz de homens brancos. mas já temos trabalhos interessantes e subsídios de valor. brancoides. por transmissãio sociológica. biológica e social. viagens. Se para a sua vida social preciza de saúde biológica. o caracter nobre. a b sorvendo as dominadas. H a regras geraes de sociologia h u m a n a . vai se accentuando aqui como na Argentina e no Uruguay. O homem decahe e se arruina. e com Demolins. relatório que os nacionalistas exaltaram. temos de consignar as diversas variedades ethnologicas que contribuíram para a formação da nacionalidade. sub-raças. glorioso por muitos títulos. A reacção. A orientação é ainda oscillante. apparelhamento technico. o homem que vive em sociedade transmitte os caracteres adquiridos. as raças se substituíram no domínio. todas as nossas concepções pobre o assumpto devem começar da definição de noções fundamentaes de uma sociologia brasileira. A" nova geração repugna a sociologia de vulgarização com que muitos escriptores nossos andaram deprimindo a nossa raça e a nossa nacionalidade. ao par dessa sciencia geral. O methodo é simples. Assim o homem só pôde ser estudado sob o duplo aspecto: biológico e sociológico. fixar todos os factores de sua formação. raciocina e forma concepções das cousas e do mundo. P a r a que se possa avaliar o esforço de invesfgação e analyse é precizo que se estabeleça antes o methodo escolhido. expedições. que estuda a modalidade de cada nacionalidade. Naordem geographica. se habitou a viver dentro de um meio social e econômico. Assim. Nos nossos estudos brasileiros não devemos fazer como certos sociólogos de outros paizes americanos. De modo que dos Estados Unidos á Argentina temos caboclos. Essa eliminação nada adianta. com Durkheim. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA BASES DA SOCIOLOGIA BRASILEIRA 1° — Definição de termos A sociologia moderna tem uma funcção mais variada e difficil do que a antiga philosophia da historia. auxiliares as que encontraram aqui em condições inferiores de civilização e as que mandaram buscar na África.'" mentas. . Assim. mas animal que pensa. P a r a estudar o Brasileiro é necessário. o primeiro objectivo. já havia uma porção de raças. porque os pretos e os indios não desapparecem pela força de suggestão dos sociólogos e jornalistas. ha u m a arte para a sciencia particular. A philosophia faz a moral. Esses factores são de ordem geographica. negros. enfraquece e morre tanto com as epidemias como com as perturbaçes sociaes. Agora não basta a connexação de alguns phenomenos para tirar conclusões aproveitáveis. como por fora. para evitar perturbações e malentendidos. um homem de talento escrever que não poderíamos attingir ao progresso norte-americano porque isso era uma questão de raça. E ' um phenomeno que se repetio em todas as sociedades em formação. Sabemos que o homem é um animal social. idéas. As sociedades. e sempre relativa. receberam o seu influxo. Não devemos encobrir defeitos. por sua vez. como animal social. No Brasil. negros com sangue branco. pela transmissão biológica. Nos animaes sociaes o esforço para o progressão não se faz no sentido biológico. da Ásia e da África. que resolveram as difficuldâdes da unificação ethnica pela eliminação no papel dos pretos e indianos. o homem tem differenciações sociaes. se isso é acaso defeito. P a r a isso necessitamos de augmentar a actividade dos pensadores e não restringir a producção intellectual a trabalhos de ficção ou de technica profissional. Dessas concepções tira regras de philosophia e moral. O Brasil. animal que substituio a adaptação biológica pela adaptação mental. fundindo-se até o desapparecimento completo na apuração dos cruzamentos progressivos. passaram por preiodos semelhantes de assimilação e adaptação. é definir os termos. modalidades dentro da grande espécie h u m a n a .NUMS. o apparelhamento technico e econômico que usa e que recebeu em herança. para ser real. misturaram arnda mais os diversos sangues. Contra essa impressão errada precizamos reagir. E ' o que acontece ao homem. educação. portanto. Não ha raças intrínsecamente inferiores dentro de um certo limite. para não perder a influencia litteraria e philosophica que manteve na America Latina até os meados do século passado. uma sciencia particular. Na Europa. Mas ha também. mulatos. e sim estüdal-os. Recebendo mais tarde os auxiliares negros e indios. Na ordem biológica. entretanto. Como os povos primitivos. porque é o espirito dos brancos que predomina. porque sem equilibrio econômico a própria saúde physica se abala e se estraga. A todos os Americanos interessa a questão das raças inferiores porque a nossa fusão tem sido mais recente do que as das nossas metrópoles na Europa. Não devemos eliminar difficuldâdes. o caldeamento atfnda não terminou. carece de uma reacção para não abandonar a sua antiga funcção de leader. as nações americanas começaram a sua vida social com a collaboração de raças conquistadoras e raças auxiliares. e todas as raças humanas — a Historia o demonstra — podem absorver os característicos e a mentalidade dos mais intelligentes e civilizados. Animal social. Sabemos que. o homem é produeto da historia e da geographia. antes de qualquer estudo de sociologia brasileira. é necessária que seja geral. Immigrações. com pequenas variações. contrahe-se e se expande como um organismo. que o próprio Spencer mostra que é mais efficiente quanto é mais voluntária. tanto por dentro. Vieram também cooperar comnosco imnrgrantes de todas as raças e de todos os povos. Vimos num relatório sensacional de um ministro dos primeiros tempos da Republica. Nós sabemos com Spencer que a sociedade age.

deram. craneos de pretos. é uma mentira Na America do Sul não houve mysterio nem dissimulação. mas não em tão pouco tempo e em duas ou três gerações não se poderia dar tão profunda alteração. mas os rumaicos. é de estylo fazer lam latinos e defendem a r a ç a negros. quando queriam dominar. Os Américas Portugueza e Hespanhola o espirito latino. soffre em alto gráo desse daltonismo scientifico e ethnographico.AMERICA IRA NTMS. O norte-americano não é inglez. não será por termos recebido o auxilio de raças de outras cores que fiquemos condèmnados a qualquer decadência. Os sociólogos e anthropologos norte-americanos querem attribuir á influencia de climas a semelhança do esqueleto entre os Yankees de hoje e os pelles-vermelhas. No Brasil. caboclos e latinos das são latinos porque assimilaram piada com os mulatos que se intitulatina. Quem perde a lingua dos antepassados pôde ainda guardar alguns característicos do temperamento do seu fundo ethníco mas esquece o espirito da r a ç a . nas melhores photographias do seu tempode esplendor. porque grandes civilizações se fizeram com homens de côr. que depois floresceu no Mediterrâneo. E r a m morenos e mestiços os povos da Ásia Menor e da Afrioa. no Oeste dos Estados Unidos. como força social. humorista norte-americano. A assimilação pelo cruzamento e pela escola vai se fazendo em larga escala. trabalharam na formação da nova nacionalidade. A O negro e o indio adaptaram-se em grande parte á civilisaçãò da metrópole e. Os peões da população rural são quasi todos mestiços. selvageria de que sahlram. A immigração fundio depressa o Argentino da cidade. E ' pela escola que essa luta se caracteriza hoje no mundo inteiro. não é possível. através de séculos de domínio. apparece com um esqueleto de autochtone. Qualquer escavação no Sul de Portugal. mente decadentes. que no nosso continente só é praticada nos Estados Unidos e no Canadá. Na própria Europa houve tempo em que só a "elite" foi branca. Além desse sedimento negro pre-historico. Babylonia. (Jule H u r e t ) . Assim. a lingua que mantém as tradições do ramo ethníco. O Sr. ainda hoje. claros e louros. Mas é precizo accentuar que não ha raças inferiores. O Sr. Humbodt e outros viajantes e historiadores estão ahi para mostrar como a influencia das raças auxiliares se fazia sentir na Argentina no começo do século passado. O que faz o typo politico e social da r a ç a é a sua lingua no seu habitat. . Azara. Todas as nações se cruzaram e foram mestiças na sua origem. como a immigração européa é menor e a população é maior. O que caracteriza a raça como consciência. o argentino não é hespanhol. Ingenieros. de dispersão e de trucidamentos. não é o fundamento ethníco antlíropologico: é a lingua de um grupo isolado. P o r isso o ramo ethníco que impõe o seu idioma domina sobre os demais e os assimila. O clima influe. livrando-se o Brasil do caudilhismo pela gidez do edifício social baseado na escravidão. não eram povos brancos. O Egypto não era povoado de homens altos. O homem vale pelo que pensa. educados. mas no "Bairro de los R a t o s " ainda se vêem em Buenos Aires muitos mestiços e pretos. Desde os tempos mais remotos os povos reconheceram ou sentir a m essa verdade e. mas que fundaram a civilização humana. Os pioneiros atravessaram largos territórios sem mulheres brancas. na época contemporânea. A mistura nos Estados Unidos é menor do que entre os latinoamericanos. A lingua só quando muda de habitat muda de nacionalidade. e o sangue pelle-vermelha é flagrante no typo actual. característicos á nossa vida polltici e social. E' uma illusão que os publicistas argentinos querem agora t r a n s formar em mentira convencional. de oppressão. mestiçagem fez-se em larga escala. da Hespanha. Nas "elites" o sangue branco permaneceu branco. sem duvida. maior no Norte. que fundaram a civilização. Victor Viana. não podem ser a causa do pretendido entorpecimento de nações recentemente mestiças. da Itália e da F r a n ç a mediterrânea. convém frizar que os descendentes de raças hoje relativa-. mas exlstio e continua a modificar os traços fundamen • tnes dos Norte-Americanos. a Assyria. as índias. proclamar-se que não ha mestiços nos Estados Unidos. do que o que hoje. Ha traços relativamente recentes de Árabes na Europa do Sul e dos tartaros ná Europa do Norte. mas se é talvez a maioria. q u e collaboraram na civilizaciu americana. o brasileiro não é portuguez. Na Roma poderosa havia auxiliares de todas as raças e de todas as cores. t r a t a v a m de impor 1 sua lingua. como ideal. em proporção a ã Mas essas raças foram necessárias p a r a fundar a riqueza período da formação da nacionalidade e vão. os effeitos da fusão serão mais demorados. e nós outros podemos dizer que somos brancos como os Europeus o são porque a nossa arvore genealogica demonstra que não recebemos influencia de cruzamentos. de cruzamentos. do Norte receberam a influencia dos tartaros e A própria Europa -não pôde considerar-se isenta de velhos cruzamentos. Assim. encontram-se em terrenos correspondentes a épocas primitivos. deixando ser u m elemento de desorganização e anarchia. ou rle raças equivalentes. A China. A pureznde todo Yankee branco. Elle acha que em via de regra rò argentino é um homem branco e o brasileiro um mestiço. o esforço que esses povos desenvolveram para eonpe-ação do trabalho humano foi muito maior. apezar disso. Os mulatos têm razão. ou brancolde. como foram America Hesp"anhola. Entretanto. Rosas e seus sequazes eram mulatos. nas épocas históricas. O espirito dos povos americanos é branco. Entretanto. Cruzaram-se. As raças chamadas inferiores. Mas as condições ethnicas são equivalentes em toda a America. empregaram saxonios. naturalmente. eminente sociólogo argentino. 9 A 12 — ANNO I convencional. No Brasil os negros estão se concentrando nas cidades do Iittoral e. descendentes de slavos e t a r t a r o s da Prússia de hoje proclamam com orgulho o seu pan-germanismo e os descendentes de muitos mulatos da E u r o p a do Sul se consideram puros latinos e desprezam os mestiços da America. O próprio ex-Presidente Wilson. A proporção de mestiços ainda impede em toda a America Latina a prutica da democracia representativa. como os escravos a principio e trabalhadores livres depois. é o pensamento no meio geographico. Essa "elite" é. Moore. e elle pensa na lingua do seu g r u p o . sem infiltração. que conserva o espirito e o desenvolve sem o desnaturar. disse que o "Yannkee"' é um homem que ignora a sua origem e se proclama saxonio. servios e búlgaros continuam rumaicos. do que na America Latina. Os brancos mongóes. servios e búlgaros. toda a Europa mediterrânea soffreu a mistura dos escravos negros e depois de domínio ou commercio com os Árabes. como nacionalidade. no de na ri- As raças auxiliares tendem a desapparecer como elemento ethníco e como elemento intellectual. latinos e germanos p a r a aperfeiçoar a cultura herdada.

que tanto devem ao esforço particular. estabelecendo os primeiros cursos. Algumas de suas composições foram restauradas por Alberto Nepomuceno. estusiasmando o príncipe. A musica. Teve razão Euclydes da Cunha. chegados em 1816. e nesse fim symbolico. — A musica. com muito amor. convidou-o a acompanhal-o. P a r a res taurar-lhe o nome. João VI se revelou um benemérito para o nosso paiz. a Bibliotheca. a quem attribuem sem fundamento a autoria do lundu. e por inspiração de José da Silva Lisboa. que é uma gloria refnlgente. a musica era uma voz de liberdde que lhe communicava o espirito com Deus. a historia o deixou em evidencia sem igual. em 1815. José Maurício era um artista interior cuja fé sobrenatural traduzia na musica. a Escola de Bellas-Artes. João VI para o Brasil. professor de mecânica. bonachão e triste. não sô estabeleceu as primeiras escolas superiores. Assim abriram varias escolas. — José Maurício e sua obra. que os esthetas. dentre as quaes sobresaem as seguintes: Missa de RequAem. o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). João VI é que se abriu o primeiro perlo- (1) Vide M. é caso singular. tanto mais quanto D . ao que se recusou José Maurício. D Joãc VI ouviu-o com alegria e naquella noite memorável. mas pela inspiração ardente e fervorosa. numai exaltação perpetua para o céo. todo espirito do grande musico avulta. Nasceu José Maurício Nunes Garcia. quando teve de voltar para Lisboa. E foi tão perturbadora a emoção. ficou nas chronicas e em nada influiu. se não teve as mesmas mercês que as artes plásticas. Francisco Ovide. quando não os perfilhava. Chegaria ao auge quando. Fugindo da Pátria. Se os frutos não corresponderam á espectativa. posto o nosso grande musico. Simão Pradier. unido a Portugal e Algarves. tendo estudado musica no Conservatório de Santa Cruz. taes como o grande Gregorio de Mattos. João VI. em que o fez cavalleiro de Christo. (1) Assim. quando o a r já fremia pelo toque das cometas dos soldados de Junot. tocavam o cravo e cantavam nas grandes festas. o pregou n a batina desse padre humilde e confuso. padre Telles. o filho de D. pintor. em 1767. fundado pelos Jesuítas para ensinar musica aos negros. Antônio de Santo Elias. João VI um medíocre.. pelo acto de 16 de Dezembro de 1815.9 A 12 ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MUSICA NO BRASIL. escultor. quando escreveu que " D . num pranto constante e magoado. mas um civilizado. foi um predestinado" De facto. preparando a nacionalidade para receber a independência.. em grande parte se perdeu. feita com uma grande frescura e Intensa exaltação mystica. D. de onde nunca eahlu. gravador e abridor. Moreira da Silva: A Musica no Brasil ção Brasileira de 7 de Setembro de 1922. forçam as comparações. Maria. Synfonía Fúnebre. que a fuga humilhara. até elevar. João VI tirando do peito do Marquez de Villa Nova da Rainha o habito de Christo. desde o berço. cujos actos tinham sempre paternindade. apressou-se a princesa D. Desde a Carta Regia de 28 de Janeiro de 1808. com a qual vingava a sua manifesta inferioridade. A Illustra- do da musica brasileira. — Marcos Portugal — Francisco Manuel — D. o Jardim Botânico. que a diffundlam nas festas da Igreja. P a r a tornar mai» dolorosa e cruel a sua existência. Tudo isso. u m a sorte mais favorável aguardaria pela primeira vez o inditoso príncipe. bem como estimulou o desenvolvimento das a r t e s . Carlota em approximar os dous maestros. Este mestiço nascido no século XVIII. ou musica de canto no gênero popular. seis dias depois da chegada á Bahia. todos compositores de modinhas e lundus. só se conhecia a religiosa. com uma larga sensibilidade. em 1810. A obra que nos legou e que. p a r a mal de nós. Augusto Taunay. a não ser a musica popular. tal a grandeza . os psychologos e os pensadores do Brasil têm o dever de estudar com mais attenção e carinho. como uma flor sylvestre e exuberante da terra nova e Inculta. como em geral acontece com os oradores sacros. Bem cedo adquiriu renome de professor eximio e em 1798 foi nomeado mestre de Capella da Cathedral. não ignorando o seu prestigio sobre o espírito rude do gentio. agitam os motivos de eloqüência. Deixou perto de 200 composições. na febril agitação com que Napoleâo tulmutuára a Europa. trazida pelos portuguezes. mas uma affirmação poderosa do espirito brasileiro. F r . Francisco de Santa Eulalla e outros mais. Suas criações visavam todos os ramos da actividade nacional. Morreu em 1830. Dahi a grandeza e sinceridade. paisagista. de linhas sóbrias e medidas. Sua musica é extatica. Os cultores de musica anteriores ao período de D . já estivesse na terra e fosse essencialmente brasileiro. a Imprensa Nacional. Nicoláu Antônio Taunay. ter realizado obra tão forte. é inegável que foi benéfico esse surto e os homens de prol da corte começaram a se interessar pela cultura da terra nova. escripta a pedido de D. mandando o Marquez de Marialva contratar uma missão artística p a r a organizal-a e de que faziam parte Joaquim Lebreton. Tocava cravo e viola. mas. o príncipe infeliz e timido. no canto revelador. fundou a Escola de Bellas-Artes. de onde nunca sahiu. sobretudo entre os indígenas. não foi contudo esquecida. ou fizeram muaica sacra. estudou no Conservatório de Santa Cruz. ou porque lhe tocasse o coração infeliz. madrugada afora. nos enche de crença no espirito brasileiro. numa fusão mysteriosa e indefinivel. João VI e cuja p a r t i t u r a também se perdeu. em cujo espirito o destino gisára. a inveja abriu tenda e o levou a cercar o nosso grande musico numa atmosphera pesada de intrigas e malquerenças. fundando o Banco do Brasil. P A D R E JOSÉ MAURÍCIO E O SEU TEMPO A vinda de D. Carlos Henrique Levasseur. P a r a elle. não pelo jogo forçado de recursos líricos. João Leal. para as rezas e benditos. o príncipe se tornou seu amigo e muito o protegeu. abrindo os portos do Brasil. Foi mesmo um motivo de espanto para D . No período colonial quasi nada h a digno de referencia. que D. com o maior suecesso. que sua fraqueza mental mais aggravava e de que se desforrava chorando. Conde via Barca. O politico não descurou o cultivo de espirito do povo brasileiro e. que escreveu a Paixão de Christo. que se elevava e transfigurava. Mestiço. quando lhe permittiam os lazeres de sua aprimorada formação religiosa. cuja genialidade attesta num clarão fulgente. João Baptista Dcbret. Pedro I. o grande Visconde Cayru. governando um reino. onde os indios aprendiam canto. as mais extranhas linhas vivia cumprindo sina infeliz. Te-Deum e Matinas Grande Missa e Credo do Degolamento de São João Baptista e u m a opera Le Due Gamelle. cujo fulgor os impressionava e exaltava. quando assistiram a primeira missa na igreja de Santo I g n a cio de Loyola. Com a vinda de D. Nas casas solarengas. ouvissem as composições de José Maurício. Por influencia de Antônio Araújo de Azevedo. elevando-se. que pretendesse criar um ambiente religioso pela decoração pomposa e suggestiva. qualidades que o collocam entre os maiores compositores sacros. especialmente pelos jesuítas. por desconhecermos a profana) é ungida de uma emoção profunda e arrebatadora. A despeito da campanha insidiosa de Marcos Portugal. Domingos Caldas Barbosa. no fundo do seu coração. de composição e orchestração. no Rio de Janeiro. Missa em si bemol. cantando um hymno a Nossa Senhora. Augusto Henrique Victorio Grandjean de Montigny. Dahi a desenvolvimento das artes. Luiz Maunié. F r . Quando veiu do Reino. F r . o Brasil á Categoria de Reino. ouvirem-na cantada por um corpo vocal e instrumental de primeira ordem. a ponto de mandar organizar depois essa escola. Januário Asvelos. de sorte que a apparencia possa suprir o que faltar na intensidade interior. Portugal exaltou o talento de José Maurício. chefe da missão. fosse suggestiva apenas. encontraria na colônia americana o ensejo de iniciar uma civilização. que D. no gênero á altura dos mais altos mestres. quando Director do Instituto Nacional de Musica. João VI lhe tinha especial predileção. tendo vindo depois os Irmãos Ferrez (Marcos e Zephyrino). Não era um bárbaro de inspiração fremente e desordenada. Marcos Portugal. nos seus cantos maravilhosos de fé e devoção. com os melhores resultados. nomeando-o compositor da Capella Real do Rio e. O seu Requiem é u m a pagina Immortal. João VI. — O despertar de uma civilização. do Instituto de França. com wm perfeito conhecimento de technica musical. Francisco Donrepos e Pedro Dillon. como Padre Manoel da Silva Rosa. que multiplicam as imagens. favorecendo-as e incentivando seu estudo. — As artes. cujas operas foram levadas até na Rússia. NO SÉCULO XIX O . viola e órgão. no Rio de Janeiro. nascido no Rio de Janeiro. sentiu perturbado o bater das asas da gloria. Manoel de Santa Catharina. O Padre José Maurício não é só uma fulgurante figura de mOsico. Não era um exaltado. porém. bem como cravo. João VI e sua corte. architecto. cujo anseio já lhe arfava no peito joven. A arte de José Maurício (falamos da religiosa. Ao revés desse processo. Mas o espanto não devia parar ahi. compositor de fama na Europa. que se infiltra no coração e deixa a intelligencia advinhar o mysterio perturbador.

com todas as arestas de um espirito modelado no Brasil. Ahi começava o celebre João dos fieis a encher com . haveria de apparecer um grande musico. estabelecendo escolas de primeiras letrás. de cuja obra se salvou apenas o Hymno da Independência (Brava Gente). pela esperança revcladora e divina. por uma reacção impetuosa « insoffreavel. Pedro I. discípulo predilecto de Haydn. "não duvidou em collocar ao lado do divino Mozart" esse "Requiem" segundo o depoimento do Visconde Taunay. que veiu para o Brasil em 1813 e onde exorreu grande influencia. E m regra. os curtíssimos " S a n c t u s " e "Benedictus" Ahi entra o dulcissimo "ARIIUS Dei" de tão consolador e meigo enlevo.. canto e vários instrumentos. Portugal prnrurnu José M i u ricio. segundo autorizado depoimento alheio. A influencia de Portugal. mas o êxtase compensou o temor e o brasileiro. C2) Como se sabe. nem continuadores. porém. levando-o a hypertrophia do " e u " e a um devaneio da personalidade. — Carlos Gomes e a musica brasileira. que a p pella o Criador. que foi a tremenda revolta do indivíduo contra a sociedade. por volta de 1830.*1oâo de são Paulo. embora divulgasse mu . quando veiu da E u r o p a para o. posto aprimorado em Coimbra. quando o racíonalIsipO seeco -> quadrado os cercava entre os muros pesados dos systema? clus et fermês. instrumentistas e cantores de valor. Quando. na inauguração da estatua de Guttemberií. e tornou-se u m a dõr orucinante o angustiosa. D . Lê-se n u m a chronica da época: "S. Assim. descreve o escriptor pitricio essa pagina monumental: "As primeiras partes do "Requiem" de José Maurício são de inexcedivel beíleza. José Maurício. que senho?. ao lado disso. Basilio da Gama. o gernien da melancolia desperta sempre. No desenvolvimento melódico ha esse trauieo tumulto. sobretudo de Portugal. ao Brasil com a missão Lobreton. que aquelle mulatão fazia. não se sobreleya. Ainda assim Francisco Manoel da Silva (1793-186-)) foi o mais illustre de seus discípulos e o único que sobresahiu. K" justo referir Marcos Portugal. de Wagner e Liszt. Em contraposição. — Leopoldo Miguez e a synfonia. naturalmente com mais liberdade e mais força. no testemunho de sua fraqueza. inclu?ive um Tc-Deum <» "Hymno do Independência" pouco conhecidos. o romantismo riu o absurdo de sua fantasia desordenada e vaua. entre os quaes o fagote. em cujos sons quentes ha alguma coisa do nosso entusiasmo c da nossa imaginação tropicaes. Cm « culo de Musica Brasileira no F. Deixemos de parte «* que imitaram se t r a í r a m . — Alexandre Levy e sua obra — Outros músicos do século XIX. O príncipe admirável e estouvado.. que também dirigia. foi uma espécie de ministro da musica. sem influencias directas. nós soubemos reagir contra essa onda. — As influencias italianas. primeiro discípulo de Haydn e que viera. afora as que soffremos todos na formação de cultura.S a n t a Cruz. um apaixonado. reformou-o. em 1832t alguns hymnos. que nos agita coração. já tínhamos o primado da imaginação. para nos abater. o sentimento vivo e indizível. acreditamos ingenuamente nas forças protectoras da natureza deslumbrante. ou um sucuwtionado pela musica. Da sua obra. Foi uma das mais altas revelações do espirito brasileiro. Como seu mestre. entre seus escravos. já encontrou no brasileiro um romântico feito. pela animação dada aos seus negros e pelas recompensas que lhes prodigalisava. se não tivesse deixado o Brasil aos 8 annos para Viver e se fazer em Portugal. a ponto do Rio de Janeiro ser chamada a cidade dos p i a n o s . quanto é suave e humilde o "Ingemisco" para soprano! Logo após "Inter ones para eôro. mas quasi todos estiveram no extrangeiro e de lá trouxeram influencias fortes e decisivas. trombone. n força e profundidade de expressão. O romantismo. O ' Kirie" todo em fuga corre parelhas com o de Mozart.« bendita nos aquieta. que o compoz quando em sua alma de filho a lembrança materna era uma «vocação dolorosa. sendo. A. de que foi um ãi>> primeiros a cuidar. sua possantissima voz c templo todo e no "Dies írce" achava accentos de a t e r r a r os ouvintes. igualmente. Pedro I. f«rma<. embora nunca se tivesse integrado no seu '«habitai* poude amal-o e se esforça por uma união mystica. Brasil. o príncipe extraordinário e vibrante. que o melo ph. — Carlos Gamfs e José de Alencar. muito contribuiu para aperfeiçoar este estabelecimento (o Conservatório-de Santa Cruz).. Se a obra do musico se perdeu. á de José Maurício. numa bondosa reconciliação. de se igualar a essa grandeza empolgante. Real o Príncipe do Brasil. Toda . tendo também tomado algumas lições de contra-ponto com Neckomm. Soberbo <í o "Gradual" para coro e solos de soprano e baixo. e tocava diversos instrumentos. tornando-se celebrei as solemnidades em que c a n t a v a m os pretos e os concertos que realizavam em S. violento. — Seu. em Mozart. somos de um individualismo exaltado e fremente. as ultimas • oluções do instincto. Logo que Marcos Portugal chegou. — O posma synfonico. musicas sacras e uma synfonia p a r a orchestra. único no seu gênero. donde promana o êxtase. fazendo representar suas operas no Theatro São João. era Haydn e no grande Beethoven. pelo mal que procurava fazer aos outros aitistas. appellarem p a r a o instincto. A sua producção foi copiosissima.de dous tronos. a despeito de sua posição e de seu traquejo social. non professores. vencendo as contingências irremediáveis do sêr. musicista. seu irmão. que estudou com tanto devotamento a obra extraordinária do nosso musico genial. como vimos. cuando musico da Capeila Real. João VI que era. não só a factura severa dos mestres. breves compassos" (1) José Maurício era um filho exilado da musica clássica allemã e sua ascendência está no formidável Bach. O medo da natureza criou o culto.. A sua gloria vem do "Hymno Nacional" que o immortalizou. procurando mystica mente na força. solo de baixo apoiado emj coros. — As influenciou da musica allemã. Antes delle. comtudo. o grande artista allemão. que se eleva nus vozes lançadas ao c e o p e l a c r i a t u m s u p p l i c . II O ROMANTISMO NA MUSICA BRASILEIRA > O romantismo no Brasil. Christovão e e m . também elle. auxiliado por Simão Portugal. e criou uma obra que ultrapassa de muito o seu meio. excepção entre a mediocridade coroada. "Offertorio". mas dominadora. tão grande. talvez por causa delle. Logo que ouviu os negros do Conservatório de Santa Cruz.iie> Barbos. flauta e violino. no desejo apressado do homem. ao fim da vida. mas logo o alento da fé o acalma e uma confiança serena . Santa Rita Durão e os Arcades são. mas o poder interior e . cuja protecção a José Maurício foi a prova mais cabal e sincera. José Maurício se fez no Brasil. ha ainda a lembrar o nome de D. Nomeado. Antes dos europeus. guardamos um ideal inattingivel de nosso império e. . porque Francisco Manoel era um artista menor. A sua obra tinha. — A opera de Carlos Gomes. cujo beneficio não é licito contestar. Deixou varias composições. to o gosto pela musica. significativo na esthetka brasileira. desabusado. pela própria vitalidade do espirito novo.„ revelação que emprestavam á musica.. A prova é qu? não teve discippulos. á mínima decepção. na angustia na miscria. que antevê deslumbrado. também compositor. com os seus largos e fulgentes gestos. poste seu uix-ulho a desmereça. pelo qual nos elevamos acima de nós mesmos e tentamos advinhar o universo. Também este foi o caso de José Bonifácio das maiores mentalidades brasileiras. no prazer. sem violência. o primeiro romantismo. cuja abertura foi executada em Paris. que a morte repete minuto a minuto. a ambos renunciou. no século XVII. AMERICA BRASILEIRA cal do Brasil. como Lablache. citam-se uma opera. salvou-se apenas o FJymno Nacional Brasileiro. . no exótico. estourar vidros nos caixühos da» jancMas. com ser dos nossos maiores poetas. Elle encarregou os irmãos Portugal de compor operas que foram totalmente executadas por esses africanos com os applausos de todos os conhecedores que os ouviram" E n t r e outras composições de D. tendo o príncipe. poderíamos falar de Mathias Ayres. sem esquecer o papel pre ponderante que Hve no desenvolvimento do ensino musical do Brasil. e e feivorosa. no príncipe valeram as intenções. que fraternalmente o acolheu.vsiro despertara p mantinha. era. Gregorio de Mattos. — As suas expressões inteílectuaes e políticas. Nessa época.ào romântica tio Br»*41 . e que dirigiu o celebre concerto de 3. Mas. que compunha com gosto e facilidade. — O "Guarany". por igual. ensinando-a com um devotamento religioso. e m que semeiam desesperados os filhos do século XIX. gloria que não saberia manter intacta. Índices do maior valor de nossa formação espiritual. soffreu a guerrilha de Marcos Portugal. portanto. que o destino collocára á frente da independência nacional para dramatizal-a. sentiu toda a pequenez humana. que possuía talentos extraordinários p a r a a musica. Francisco Manoel i Segisnnmdo Neukomm. compositor portuguez de m a n de fama em toda a Europa. letra de Evaristo da Veiga.. sentiu que jamais o eu attingiria o domínio universal. sô alguns lustros mais tarde. onde o "ineftavel se realiza" Sigismundo Neukomm. e a quem sucredeu mais tarde. muito fez pela cultura musi(11 Apud Iludi it. na ânsia de volver a Elle.XTMS 9 A 12 ANNO 1 interior. Depois delle. foi nomeado director do Conservatório emprestando-lhe brilho e realce. José Maurício (2) . que se aureolára de gloria. que o maestro português dirigia. rA expressão de Miguez. mestre da Capella Real. " u m reflexo da musica italiana daquelle tempo. Reproduz. um queixume de melancólica ovelha e afinal o "Cummunis". a que deu grande desenvolvimento. era um bárbaro. composição. Diz a tradição.

no primeiro século de independência. para dar mais esplendor ã democracia. Carlos Gomes é o mais consagrado composiitor. que é a "Alvorada". prendendo sua emoção no convencionarsmo de gênero. revista "Bella l u n a " (Theatro Cascani) valendoIhe ambas as melhores sympathias. deixou na musica um pouco do lirismo ardente e característico dessa magia imaginosa o indefinivel da alma brasileira.-' definitivas. n a opera. Carlos Gomes. de inspiração e factura italianas.NIUIS. O suecesso franco e retumbante foi outra traição. marcada com um traço rutilo. não poderíamos levar a nos lamentar tristonhamente.. nos mesmos accentos E. não desmereceria a musica. a graça e o interesse. libertando-se. Demais. e "Condor" (1891)> cantada no Scala. num frêmito exuberante e joven. quente. sobretudo as que se desprendem da escravisação formalistica e a inspiração brasileira domina. mas procurando sinceramente o bem nacional. Gonçalves Dias. nós o tornamos criador. do Conservatório l e Musica. é desejo incontido. poucos são os aspectos da musica no BrasH. dominado pelo ambiente. construiu uma obra invulgar. são graves embaraços á livr^ communicação entre os espíritos nesse vago mysterioso. na evocação do autochtone. São ainda de sua autoria — "Colombo" — oratório profano. que lhe valeu grande sueceso na Itália e "tornouse tão popular como as estimadas operas de Verdi" "Maria Tudor". as suas primeiras tentativa. A musica de Carlos Gomes. o que lhe dirigiu com critério a primeira educação musical. ou comprimil-as nos modelos da " a r t e " . ao irremediável aniquilamento do mal dl século. á guisa do Alencar e Gonçalves Dias. Tirando das selvas brasileiras alguns motivos quentes. exclamando: Questo gioranne coinincia de dovfí finisco to. ânsia que procura expressão na própria vida. filho de Manoel José Gomes. feito para os estudantes paulistas e que lhe valeu um grande suecesso. Prejudicou-o. ellas se unem e se misturam nas mesmas árias. Ciei di Parahyba e Mia Piccerclla. executado em 1892.f. Carlos Gomes. lhe perduraria no espirito. quando soam a notas exuberantes da terra americana. por exemplo se tivesse seguido os pendores de seu espirito e. longe da realidade. porém para Milão. os indios de nossa selva tinham sua musica. Além disso. esquecendo-se de que o trairiam. de beíleza. na sua idealidade absoluta. deixando essas impressões passarem em sua obra. com as preoecupações do "bel-canto". exaltando a eixistencla e permittindo sentil-a ern toda a plenitude de força. A arte é liberdade. José de Alencar.i nossa literatura. Só então appareceu Carlos Gomes. Essa synfonia de accordes majestosos. que bastara á poesia e ao romanep. procura uma solução preconcebida e. sobretudo as de Verdi.i intelligencia. a 11 de Maio de 1837. no emtanto. um dos poderosos artistas do nosso paiz. Com certa emphase e uma nota elegíaca constante. nos opponha o trabslho e a fecundação. Carlos Gomes. o espirito brasileiro se rebella contra humilhação e irrompe. posto delia se tenham oecupado quasi todos os nossos musicistas. ir buscar o que lhe poderia dar o seu paiz. de cuja gloria devemos ser orgulhosos. dedobrando-se na melodia faCI e communicativa. foram árias em voga de bocea em bocea. Com inspiração singular e colorida e possuindo o sentido da natureza. sobre Alencar. Í2) Este conceito •* do Sr. aceitou tranquillo as indicações extranhas. que era urna doutrina sceptica. Na opera brasileira. porque. o symbolo da nossa gente. livre e audaciosa. O próprio positivismo. e de gênero vulgar. findando por esquecer os motivos nacionaes. 'Tobias Barreto ou Castro Alves eram no fundo idealistas e constructores e a melancolia e a duvida passageiras não lhes transmudaram o germen espiritual da crença. sem força ou sem animo para reagir. Carlos Gomes revelou as forças de seu espirito. ou segundo outros. Por esse tempo escreveu a opereta ''Se sa minga" (Theatro Fos. independente dos modelos extrangeiros. que eram todos românticos. A principio em São Paulo. . sem outras preoecupações para . fosse de brilho ou de melancolia. habituado ás árias e melodias de suas operas e estranho a esse novo gênero. Dessa época são o Hymno Acadêmico. a expressão tem uma violência imprevista e admirável. nunca o universo nos pareceu pequeno.?ra Morena e fragmento do "anticos doi Cânticos. Enquanto no "Guarany" Alencar torna inconfundível a linguagem do índio da dos brancos. não no sentido de uma arte regional. vivo.a s . e outra empolgada patrioticamente pela realização brasileira — seria definitivo. seguiu para Milão. Nem Gonçalves Dias.. e as operas Noites do Castello e Joanna de Flnndres. selvagem e impetuoso. O favor popular foi o maior possível 9 Sento una forza indomita. indomável. Os entraves de gênero. satisfazendo-^ cm ver as coisas e sem se Inquietar com p o s s u l l . os da independência. de mocidàde e audácia. que deve dominar o tempo c o espaço.. a arte (• aquelle depoimento do coração humano. Carlos Gomes. Em 1870 alcançava o primeiro rriumphfc levando o "Guarany" no Theatro Scala. eomo Alencar. como as limitações de fôrma. Verdi louvou-o com palavras exaltadas. possuindo sua musica riqueza e brilho de timbres. que era o seu. não se apagaria mais de seus ouvidos. no gênero que adoptou. mas um impulso do nosso espirito. Carlos Gomes1 poderia ter tido o papel de José de Alencar n. o que lhe tirou muito o frescor. A expressão brasileira de então. mas com a grandeza dos motivos nacionaes. Além das citadas. onde a fôrma ê o entrave constante. antes permittlria uma forca nova. os da regência e os do segundo reinado. então em franco suecesso. tendo nessa obra escripto uma pagina de grande suecesso. i\ 13 de Junho de 1K30. os homens da monarchia. Esse fundo falso perdura na obra de Carlos Gomes. pois. Magalhães. posto aquelle em que a emoção espiritual mais cede ao langor dos sentidos. a -. Carlos Gomes estava talhado para ser o criador da musica brn silfira. a menos numa ou noutra ad&ptaçao sem significado. criou uma obra em que. porém a escola de opera italiana. por vezes. entre outras. inédita. No ambiente do Brasil. E entregou-se cada vez mais aos moldes italianos. No (1) Antônio Carlos Gomes (1K:W-18!I6) nasceu em Campinas. até mais de metade do se mio XIX. portanto. o titulo de maestro. p a r a enfrentar o tempo. Mas. nas mesmas modulações. exaltado e intenso. teve nos olhos desde menino.\e — 1866) e . A obra romântica. e a impressão admirável e pujante da terra. do maior fulgor.ia imaginação flue com frescura e calor. tudo deve ser surpresa e maravilha inédita. não era uma imitação do movimento europeu. que ê sempre menor. com physionomia própria e certo caracter. de intensidade. ao revés desse esforço. e se a sua composição é. e que fracassou por falta do favor popular. o destino histórico que cumK priamos. em que se espirito adejava. num maravilhoso surto lirico. porque o mundo brasileiro. dizendo d'"' affirmou H independência intfllectual do Brasil" ! BRASILEIRA "Guarany". logo que despertaram a s forças criadoras de seu espirito. de cujo conservatório foi alumno. como qualidades exeellpntes. que repontam em seus trabalhos. numa tragédia estupenda e radlosa. Com originalidade de estro e inspiração opulenta s varia. que era um musico de certo valor. tem por vezes. . 9 A 12 — ANNO I AMERICA foi idealista e criadora e aquella fadiga de viver não conseguiu vingar no nosso paiz. uma expressão forte. com melhor êxito. E que. escreveu Carlos Gomes as seguintes operas: "Fosca" (1872). Empolgouo e acreditou que aquelle juizo das platéas da Itália e do Brasil — uma suggestionada pelo gênero. A preoccúpação de um gênero em arte é um preconceito infecundo e perturbador. Ha paginas interessantes. elle teria encontrado todas as forças para sua criação. em algumas de suas composições. Também na politica. . pretendeu criar o indianismo na musica. fez-se a Republica. em que a arte os enlaça e os domin» . cedeu e compoz sua obra em fôrma italiana. sentidos através da cultura. Sem tortura da realidade. por oceasião das festas do Centenário do Descobrimento da America. nem José de Alencar delles precizaram e criaram obra. da graça e do p : ttoresco. teria nos legado um monumento bem mais solido. onde em 1866 recebia. quando as energias da terra b r o t a v a m exuberantes. em notas violentas e cambiantes. Na sua obra fulgiriam as linhas claras desse primeiro contacttv com a natureza. Transportando-os. em suas cores radiosas e num deslumbramento constante. Era o início de sua trajetória. muitas são as suas compasições para piano e canto. Se não creott u m a obra nova e independente. A's vezes. onde não raro se prendem os mais! audaciosos vôos. com grande êxito e applausos francos e ruidosos. "Lo Schiavo" (1888) onde dramatizou a dor e o supplicio da escravidão. construísse sobre nossos motivos. E m 1Sfi3. em geral. com que enriqueceu A nossa literatura musical. nascido em São Paulo (1). Graça Aranha. em arte. sacrificando a intenção á fôrma. Ahi tudo é emoção. ser perpetuo e universal . já existente. affirmando a independência musical do Brasil (21 Não precisava. tendo obtido o prêmio de viagem. Fezse a abolição. "Salvador P o s a (1874). criaram a ficção do estado. Deixou incompletos a partitura da op. pouco solida. Temos que conquistar o rythmo brasileiro. no final. e depois1 no Rio de J a neiro. em geral. para deleite dos sentidos. fluindo das fontes mais puras do nosso lirismo. despertando a terra. fazendo-o desprezar as vozes da terra. ao mesmo tempo que uma melodia larga.-* de. Depois da personalidade empolgante de José Maurício. o espectaculo delicioso de nossa paisagem. assim tornado. contentava-se com a apparencia do mundo. musica dramática. que lhe revelam a origem maravilhosa. acima de todas as contingências. uma obra brasileira. como conquistamos a terra. sob a influencia das longas árias italianas. (1870). embora em falso.

porventura. . as notas rutilas e brilhantes. que olhava o mundo com melancolia e cuja juventude viera nimbada por um véo de tristeza. no\ entretanto. de câmara e de P>a de virtuosi e cantores. ern geral.lancolia. de linhas. e Os Saldunes. e "Ode funebre a Benjamin C o n s t a m " (Op. dentre os quaes " P r o m e t h e u " (Op. quando o artista estava distante da Pátria. que desenvolvem. composta com maestria e firmeza technica. não lhe permittiu a realização. numa magnifiW ascensão. que lhe não tira em nada o brilho. teve em Miguez um cultor invulgar. Renato Almeida. 23) são paginas de grande brilho e envergadura na nossa musica do programmá. cortada aos vinte e oito annos. os coloridos vários e empogantes. lyrico. Afora as paginas para orchestra. Ha mesmo luxo e opulencia. com calor e exaltação lírica. bizarrias e b a t u q u e s . numa ostentação de adornos. O Tango é delicioso de frescura e graça. foi Leopoldo Miguez (1850-1902.. ospectaculo. as Variações sobre um Thema Brasileiro e o Tango Brasileiro. A serie Schumanniana. A sua obra não vale só pelo que representa. as variações em torno do nosso popularissimo Vem cá bitú. de band do musica. E. Coelho Netto. na exacta revelação da physionomia do arj tista. Apparecendo na época do fórmaligmo. Nossos artistas. o que justifica o conceito do Sr. era próprio ao temperamento de Miguez. vindos do thema principal. . Sobretudo na opera "Os Saldunes". o poema dramático Pelo amor. mantendo u m a exaltação continua e majestosa. mergulhadas na onda sonora do conjunto. quer no processo de composição. n u m estilo colorido e sensível. que transcende á sua equação pessoal. mas sem g r a n de originalidade. numa trajectoria rápida o vibrante. talvez o presentimento da morte que rondava. quer a de piano e camera. é de uma poesia interior profunda. além do modelo. manejando a archestra com segurança e proficiência. de literatura de piano. mas como que esmaece a naturalidade. Nôs criamos fragmentando a natureza. mas com uma tortura de in inito. Não só nas tribunas somos eloqüentes. O tecido de sua synfonia é rico. apparecem todos. que delle era licito esperar. nos seus círculos enleiantes até chegar á ênfase. nas apparencias varias e constantes. senão também no verso. um ajuste de cores. de massas. J á a expressão é um entravei. O seu colorido quente e o ajuste dos valorei synfonicos lhe permittem obter os melhores effeitos descritivos. se Wagner não houvera existido. a revelação. por sobre o fundo pertinaz de melancolia. mas sentimos o todo e a tortura do nritsta (• revelar a unidado dces<. m a s cuja vida. " I Salduni" seria u m a obra sem igual" (1) Miguez. perpassa também u m a certa influencia de Beethoven. ainda que. quer no estillo. e muito menos. na politica. não escapou a essa contingência da factura. impulsivo e extatico. com uma certa me. Mas os que sabem que. com certo caracter. com seus ruídos. no Theatro Lyrico do Rio de J a n e i r o . para piano. quando pretendia. as oi chestrações subtis e esmeradas. encheram de maior fulgor a época contemporânea. dominando a contingência. Na Serie Brasileira (Prelúdio. mas como compositor de musica de camera. pela volúpia da imagem pomposa. " A factura de Miguez é solida. A sua orchestação é rica e múltipla. que era uma inventiva prompta. em cujas fronteiras assentam tenda. a esperar de sue estro. cuja grandeza e perfeição se accentuam. A sua musica. por vezes. Mais uma vez artista teve a sorte da illusão. mas sobrelevando-o. que a poesia perfeita seria a que não tivesse u m assumpto definido. a realidade das cousas. em que os movimentos se desdobram e entrelaçam. que por vezes. que cedo se revelou um alto engenho musical. um meio de sentir mais plena a existência. "Ode a Victor H u g o . com que Liszt quebrou os preconceitos das velhas fôrmas da synfonia clássica t conseguiu — segundo Mauclair — a fusão do lirismo poético com o lirismo musical. o torna um pouco secco. antes buscava. comprazendo-se o espirito brasileiro em exagerar. um influenciado pela musica allemã. No rythmo nem sem é seguro e falta. Por isso toda obra de arte é uma suggestão. O erro dos que defendem a fôrma está em não sentirem a arte. representado pela primeira vez a 20 de Setembro de 1901. Dansa Rústica Canção Triste. que os reclama. A arte anseia pela liberdade para abranger o universo total. as coisas silenciosamente. com o preconceito plástico. senão como uma exteriorização. um poeta sensível. ficará em nossa arte como um sonho maravilhoso. e sentio-o bem Novalis. onde indicam apenas as tendências e afflrmações geraes do espirito musical brasileiro. tão ao sabor da terra. tantos existem e tão a miude se nos deparam. reflectindo essa dansa meio b a r b a r a dos africanos. em frêmitos. que dá a fôrma. ou de expressões. Não era uma meditativo. Alexandre Levy foi um revelado. mas é despertar que revela. e ainda no púlpito de maestro ou tio piano. Excede. com notas empolgantes e expressivas. desdobrando-se a Imaginação em torno dos motivos. tão inspirado poeta. de synfonistas.'NTMS. um colorista seguro e um eloqüente. que nelle escreveu alfiumas paginas. com seus motivos ornamentados e deslumbrantes. feitas numa hora de saudade. p a r a orchestra. de forte valor musical. Bastava-lhe o turbilhão da existência. E ' um pendor tropical em que não raro os nossos artistas se perdem. nos deu essa eloqüência. participando d'aquelle estado d'alma q«« Mauclaír chamou de schumanniano. Essa expressão. reflectindo as qualidades de nosso espirito irrequieto e vivo. existe o motivo interior. em que a imaginação nacional se exalta. "Ave Libertas» (Op. como attestam a sua Serie Brasileira. de compositores sacros. O "Ave Libertas : " por exemplo. E r a Alexandre Levy u m romântico apaixonado. Não será preciso citar exemplos. foi em " I Salduni" u m imitador de W a g n e r . que teve em Mlguez a mais alta expressão symfonica. através de imagens requintadas e effeitos caprichosos.. escreveu o Bymno -fft Proclamação da Republica. é um poema perfeitamente nacional e aquel:p arroubo e aquella emoção lirica e exuberante revêm muito do ardor brasileiro. . com o rythmo que supplanta a realidade concreta. Caiu. que fosse buscar ao fundo das coisas a essência miraculosa. . Ama. como também fizera Carlos Gomes. procurarão na arte uma maior energia vital. Miguez trouxe o domínio da eloqüência. il A 12 — ANNO I Ao contrario de Carlos Gomes. declamatória. que lhe passavam nas recinas como uma visão de maravilhas. se deixam escravisar nas escolas alheias. quando alçava o vôo. O poema synfonico.(Op. sobretudo na ultima parte. Na musica brasileira. acção do Sr. ás de outrem. grandioso em toda a sua obra. o artista não pôde viver acorrentado âs fôrmas. sentimental. cujo jogo subtil os enche de pasmo. Não sr) na synfonia. pois. de musica popular. As excellenclas e os de feitos da sua obra não se somem u m a s ao contacto com os outros. 13). e se precipita depois em torrentes Impetuosas e violentas. nunca porém com prejuízo do brilho. 15). onde. Os motivos se t r a n s formam em allegorias e criam a suggestão ornamental. porém. Sua música. Nelle resolvia a arte. poderíamos dizer sem exagero. em que o coração é o maior advinho na vida. os limites deste rápido ensaio. nas artes. de Liszt e Wagner. Também synfonista era Alexandre Levy (1864-1892). cujas notas não se prolongam comtudo. eircumscreveu-se em absoluto ao wagnerianismo. na emoção transformadora e i m e n s a . profundidade na concepção. Miguez. Tinha um espirito requintado e dahi ter tratado o nosso folk-lore de um certo modo superior. na musica.. o apreço q u e lhe votamos e a aureola que lhe cerca e consagra o nome. Não impede. Rodrigues Barbosa: "Miguez. Leopoldo Miguez. numa fantasia intensa e singular. como u m a interpretação pessoal da alma ingênua do povo. A nossa literatura e as nossas artes estão ponteadas de exemplo? que taes é inútil trstar a repetir. são ungidas de intensa nostalgia. ás vezes fabulosa. paradoxalmente. porém. Taes são as maiores expressões de nossa musica no século X» afora aquellas que. tratados com emoção sincera e ardente. O romantismo não era um desespero. tal a influencia do grande musico de Zwickau. que é ânsia e n o s t a l g i a . empregando os "leit-motiv" á guisa du mestre de Beyreuth. contentando-se com os horizontes que os outros r a s g a r a m . como quer que seja foi um synfonista de mérito e muito brilho. AMERICA BRA8ILE para supprir as deficiências intimas Os seus poemas aynfonlcoi. quer a synfonica. que avulta (11 Rodrigues Barbosa — I b . Muitos outros nomes poderiam citar. também letra do Sr.. alguns dos quaes com qualidades aprec veis.. E a arte é uma maior vida.. na qual ás vezes ha repetições. mas p a r a dominal-a. na prosa. 21). nos costumes. e em cada espirito se renova. o motivo popular surge com u m a admirável côr local. 1|) " P a r i s i n a " (Op. de sons. de que se tornou um discípulo brilhante. " u n e musique d'aveu". por vezes. A' beira do regato e Samba). de operetas. é feita com grande frescura e sinceridade. Coelho Netto. Imitador genial porque. . mas sempre solidez e correcção. folk-lorista. que Levy tenha sido um apreciável folklorista. A musica de Leopoldo Miguez justifica. O vôo de um novo E u p h o r i o n . cheio de calor e emoção. de opera. Na opulencia dos movimentos soam de permeio as cordas de. construiu uma obras digna de estima. ma3 que a Imitação tirou muito da frescura. vindas delle.

para animal-a depois com o sopro da palavra. e a vontade firme de retirar dos acontecimentos a verdade. em 1798. abundam em mim o amor a essa nesga da terra do Brasil. soube sacrificar-se pelo ideal da independência e da Republica. como a independência não pôde circumscrever-se ao facto de sua E' que oa inconfidentes bahianos haviam pregado com a independência a Republica. E quem tal avançar não estará dizendo um dispauterio. Num momento em que o Brasil quasi todo se encarnava na Ba- Mas. Assim como o ser orgânico deriva de uma conjuncção de cellulas. não somente na por impor essa medida. Elles muito contribuíram para o Seria apenas uma questão de tempo. .XPMS. seja na vida orgânica ou maUm novo horizonte rasgou-se para esse acontecimento. com o estrangulamento e com a infâmia seu sonho da liberdade. Egas Moniz. em sentidos e rumos oppostos. Nem se comprehende na vida social acontecimento que se não interesse para o estudo dos primordios da nossa emancipação politica. que foi " a l - guma cousa mais do que a Conspiração mineira de 1789. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INDEPENDÊNCIA E 0 PAPEL DA BAHIA Pede-me o Dr. homem difficil de permanecer num de- capital e do recôncavo. e o phenomeno histórico vai buscar suas raízes em situações sociaes o políticas que se materialisaram já ou que apenas se esboçaram. O que se realizou em 1822-23. Após a Conjuração Mineira. Poderia vir logo. a Bahia teve um papel brilhan tissimo na formação do espírito nativistá e nacionalista. é tanto mais para admirar quando. Esse movimento. o mais tarde Visconde de Cayrú. porque nos dilatou o território. Pelo que se refere ao passado. muita vez. Sua historia está toda impregnada desse espirito cavalhereo O do illustre pensador é u m delles: pela sua autoridade e pela ne- co e dessa ousadia nativistá que deviam mais tarde dar em terra cessidade que ha de estabelecer-se um julgamento definitivo sobre com o dominio de Portugal. poderia vir muito depois. nada é mais essencial a um movimento do gênero desse Póde-se affirmar que a abertura dos portos se daria ainda quan- que nos preoccupa agora do que a posse de um território. e imprimio ao nativi D. elles enfrentaram os batavos. desbravamento do território pátrio. ainda se não haviam amortecido os clamores das victimas do glorioso sonho de Villa Rica. E se me não sobra o prestigio de historiador. nenhuma capitania deu tão grande numero de bandeirante»! ou de sertanistas. a idéa forma-se da elaboração cerebral na qual se fundem outras idéas já pensadas e vividas. Foi. o curso da historia. Ora. com as suas abertura dos portos se daria mesmo sem Silva Lisboa. havia mais do que conversas patrióticas. liente na guerra dos emboabas. tal Silva Xavier. porquanto havia mais trabalho feito. Oliveira Lima. afogada em sangue na nascedouro. Delle escreveu. social ou politica. e não sei como fugir ao dever de sos posteriores. pressão de "independência nacional" que se generaliza na ex- três phases distinctas: a pre- paratória. o co- do se não registasse a intervenção do laureado economista bahia- nhecimento delle e a consciência da própria riqueza. Não havia a Historia pátria recolhido esse episódio de tão vivo Ha que a p a n h a r nesse movimento.cn a África o consolo de viverem em qualquer das feitorias portuguezas nella existentes: a ordem dos juizes era pelo abandono delles em terras "que não estivessem sob o dominio da Coroa de Portugal. seja na vida intellectual. até ao Piauhy e até Mi- maneira que a independência se consumaria ainda quando não exis- nas. vincule ao passado. no qual quatro bahianos pagaram com a vida. A paulistas. antes de 1823. Ella vem a talho de foice para provar que a Bahia teve sempre o culto da liberdade e que. obedecer-lhe. Esta revolução. o Sr. Pedro e José Bonifácio. onde tive o berço e me nasceram os filhos. Um simples gesto muda. na terra. que só se adquire com o tempo e com o labor incessante dos livros. não foi a obra de um instante. . entretanto. a da acção decisiva e a da construcção do novo império. o pensamento ou a creação de qualquer ordem de cousas. Os representantes da justiça regia haviam-se enchido de tamanho horror aos criminosos que nem siquer permittiram aos desterrados pa. pela delação dos covardes. sem os quaes seria impossível o facto. quando Itaparica o os povoados da bacia interna de Todos os Santos soffreram assaltos temerosos. a actuação da nobre província do Norte nesse movimento politico. de opportunidadc quando ? . estabeleceu entre a* suas Outra influencia decisiva teve a Bahia para o encaminhamento da nova ordem de cousas de que resultou c independência: — foi a decorrente da abertura dos portos do Brasil á navegação e ao commercio do mundo. os maiores bandeirantes foram os bahianos. e no qual outros foram desterrados para a África. mas ainda nos arremes- . e foi precizamente essa gente nômada e aventurosa quem mais contribuiu para a emancipação politica do Brasil. para a abertura de estradas nos sertões e para a repulsa ao extrangeiro deuredador.ouco. proclamação e ás lutas que a consolidaram até a expulsão das tropas e esquadras obedientes ao General Madeira de Mello. João VI a Bahia. com o estudo publicado na Bahia pelo Dr. A independência aprofunda suas raízes em longínquo passado e desdobra a sua ramaria até um momento bastante approximado da nossa época. ainda está um pouco nublado pelo esquecimento. de idéas ou de phenomenos. Elysio de Carvalho uma pagina sobre o papel da Bahia na independência nacional. inex- terial. Depois de São Paulo. Depois dos no. Tudo. como providencial foi o seu avistamento com a consciência de sua grandeza. teve a Bahia sua Conjuração. H a pedidos que se recebem como vozes de commando. de transformações. onde se foram encontrar com os paulistas e tiveram papel sa- tissem D. As necessidades do Brasil acabariam hia e em Pernambuco. providencial a arribada da náo em que viajava varias partes componentes uma intima ligação. plicavelmente desconhecido até bem r. afim de que não lograssem propagar as suas perniciosas doutrinas entre os subditos Foi assim a Independência. mas começa a vir á luz nimbado pela gloria dos martyres do 1798-1199. sua oeeupacSo da Dependia do animo do Rei. de Sua Magestade Dona Maria I . portanto. resulta de uma serie de reacções. da mesma investidas pela região do São Francisco.

capitulando varias datas que. Pedro talvez houvesse fracassado. uma das que os povos reconhecem e procla- rassem subordinadas ao governo do Rio. quem poderia considerar integralmente livre b. esqueceu lamentavelmente o 2 de Julho de 1823. pátria '/ A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de Foi. Isto tudo deu tempo a que outras provincias rebeldes se decla- Penhor desta conquista.. toda gente hoje affirma c. Portugal sabia tanto desta verdade que sempre procurara impedir que os brasileiros tivessem ptjrfeito conhecimento das riquezas de sua pátria. sufficiente nos seus canhões p a r a isolar o Brasil do resto sil foi a abertura dos portos assim como a carta de alforria eco- do mundo. como conservou immovel a es- rebelüão collectiva é a certeza e o orgulho de sua força. Antônio José de Almeida em seu dls- curso 'do Congresso Brasileiro. organizada. na Bahia. mam capitulações. ». o a liberdade das industrias. invejável fortuna de captar a confiança e a sympathia do monarcha. Tudo isto filiava-se ao derr. A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de razão é simples: elles careciam de g a r a n t i r sempre a retirada de seu exercito e a posse da capital. A grande província do Norte foi. e Cockrane. um exercito forte de 10. pondo-se em a r m a s . emquanto um paiz t- Lemos Britto. Tudo isto remontava á entrevista do «soberano com Silva Lisboa. O notável estadista S r . tivesse.. não deve. este. nossa. Se estas forças pudessem distrahir-se. no superior.-aõo o decreto. Publl. pois. Ve . e dentro dellas ponde convencel-o de que o cx:to de sua permanência no Brasil dependia da abertura dos portos ao commercio extrangeiro. Havia. veio a imprensa. Dentre os serviços da Bahia á causa da independência. sob a influencia de seus áulicos. tudo q u a n t o hoje festejamos nau se teria conquistado com tão pouco sangue e t a n t a facilidade. armada. . Um povo que não tem a consciência de sua vitalidade e de seus recursos não cria a coragem neeessariaria ao rompimento com a metrópole. isolando a capital. em nossa historia. Muita gente pergunta porque. O 2 de Julho é bem o dia da independência na Cabrito: seus homens de estado muito contribuíram para o reconhecimento e para a consolidação do Império. porém. esse paiz não é livre. alluiram por encanto as muralhai universal chinesas que reparavam o Brasil do espirito Veio gente de toda par'-i e de toda parte a luz nova das < rençns o princípios modernos invadiu a consciência dos brasileiros BRASl ANNO I O A 1? Aquella geração passou inesperadamente e ver o que até alli apenas imaginara. o Brasil lançou- aliás diminutos. Silva .eio o ens . Antes desse acontecimento. No Bra- quadra. na Bahia. muito adiante: — lutou até que o exercito e a esquadra de Portugal abandonaram definitivaente a«s suas terras o as suas á g u a s . Sem a resistência da Bahia. o dominio do mar. e por isso prohibira que o celebre trabalho de Antotill aqui se diffundisse. Foi Isso pela noite de 1 para 2 de Julho de 1823. mas é corto rambem que. augmentado se arrogante á luta da independência. A Bahia.000 portuguezes e uma esquadra dispondo de mais de 400 canhões. centro da resistência. os portugueses conser'i a r a m no porto de Todos os Santos a s u a formidável irota. Bastaria a grande esquadra Juzitana p a r a aniquilar a nascente marinha do cpmmando geral de Cockrane. E' certo que todos os povos commemoram a data inicial dessas reivindicações. comtudo.Lisboa teve .ue a independência politica é um corollario inevitável da emancipação econômica. com o prestigio moral e polit . da abertura dos portos. O que dá a um povo o brio da tem parte de seu território oecupado por forças r e s p e i t á v e l da metropole. dos reis impostas e não doadas.A M E R I C A NfMs . ambicionando a reconquista.«•mtnu. a que partissem reforços. no acceso da luta que ella prestou o maior serviço a essa cav-a . sei esquecido. guerreando incessantemente os dominadores. poderiam substituir o 7 de Setembro. a sorte do movimento iniciado nos campos de São Paulo com o brado do Príncipe D .lo Ponto de vista. itonai. pelo seu ouzio. co fortalecido pelas suas r*efações com as outras potências. Ora. A' abertura dos portos deviam sueceder-se medidas fundamen- taes que delia própria decorriam. to de oito de Janeiro. para o recôncavo bahiano. artilhando e guarnecendo as suas ilhas e enseadas. nômica assignada pelo príncipe regente em beneficio de nosso povo.. não só impedio que o exercito de Madeira pudesse yir reforçar a Divisão Auxiliadora. em suas unidades.

ministro da marinha.1 que recebera a investidura de Regente do Im. suüstituindo-ee os ministérios coiulorme as correntes partidárias em maioria no legislativo. chefe do governo desse imrríeniso Brasil durante a minoridade i. tão seriamente eompromettida pela revolução que irrompera no Rio (irande do Sul e que degeneraria em um dos mais sérios movimentos separatistas — a guerra dos "Farrapos" — e pela rebellião que se levantaria no Pará. de opulentíssima e numerosa familja fidalga de Pernambuco. agitado. . >s ministros a solicitarem a demissão. a que subira em 1835 pelo voto da Nação — pela primeira . o compromi&so solenne de velar pela integridade da Nação. Miguel Calmon. dissolvendo. de forma alguma pode: ia servir para Rei a forma da Inglaterra: Seria a Regência em pleno exercício de poderes. . condecorações. irritado no ostracismo. tomando em consideração a denuncia orterecida pelo deputado bahiano Francisco (iê Acayaba de Montezuma. Aguilar Pantoja. espécie de salvo con- dueto. gravata ue duas voltas e apurado laço. difficuldâdes. embora os ministérios não constituíssem ainda um todo único sob a designação de "Conselho de Ministros'' com um presidente á testa (o qud só se verificou a partir de 184 í. emquanto o talento de Acayaha de Montezuma defendia em discursos magníficos a administração do Regente.L em 1836 o ministro da guerra General Fonseca Lima — mais tarde Barão de Suruhy — participava ás Câmaras que não podendo assistir ás sessões daria por escripto as informações que lhe requeressem e no anno seguinte Tristão Pio dos Santos. a responsabilidade ministerial perante as . alto collarinbo. sem u controle importuno do Parlamento. tempo em que se distribuíam facilmente títulos. partidários da restauração do p r i - meiro imperador. em que. sinão immediata. vencera por seissentos votos seu antagoni-fei e dessa forma ftubira ao poder aquelle famoso padre que.de seus mais intransigentes inimigos confessarem "jamais haver tal homem sentido a sede do ouro" — rosto triste que não sorria — talvez em conseqüência daquelle penar em que viveu de ignorar quem seus pães ou por motivos de . Entretanto os ministérios se formavam de accôrdo com a maioria da Câmara dos Deputados. intrigas. defeza da Religião Catholica. qut> muito discutem e pouco oroduzem e d'ahi não tolerar o predomi nio do Parlamento.Câmaras era principio ineonteste do direito constitucional. dieclinavam ." Feijó não transigia com a maioria: os ministros do EsH. agitada sempre em calorosos debates. pèrio substituindo — por força do Acto Addieional. resoluto. observância das leis. terminando com os pronunciamentos do Campo d'Acclamação e do largo da Constituição. Ignacio Borges. em flagrante opposição ao seu temperamento autoritário e insubmisso — estava o Symbolo da unidade nacional. como Limpo de Abreu (depois Visconde de Abaeté). "os chapéus reinados" como criticavam aquèlles que gemiam saudades dos tempos do Impfrador.o Imperador. recém promulgado-a Regência Trina e. Na austera figura d*aquelto homem entroncado e rabeçudo. A Câmara não tolera%a restricções á isua autoridade: de 182? a 1830 processara oito ministros do Estado © em 1831. ao mais alto cargo no Império. o bispo eleito de Marianna. no Paço do Senado. Atravessava-se um período de accenluado espirito democrático: da tribuna da Câmara e que partiam as itli'*a« mais avançadas. este já meditava na renuncia. lia de assignalar a circumstancia particular de exercer no tempo a Câmara um papel preponderante na politica nacional agindo como a expressão mais genuína da vontade nacionai. seu espirito vivo. se apresentara perante a Assembiéu Geral Convocada. que não usava. constrangia. que por esse tempo começava a aprender no casarão da Quinta da Boa Vista as boas maneiras sob as vistas e cuidados do Marquez de Itanbaem. p a r a ev. Maciel Monteiro.uo c e vasse o regime presidencial: não silenciava Diogo Feijó sua pouca symüathia ©elas assembiéas numerosas e de ordinário tumultuarias. A eleição fora disputada. Certo. Positivamente. as condições especiaes da politica brasileira não toleravam á testa do governo um homem da tempera de Feijó.Nem dois annos havi . para. Assim é qu'. dizia. . Rego Barros. insinuando-s • no . reformando-se. com a alliança de Bernardo de Vasconcel- los.Senhores!" o que provocou mais tarde o commentario do Visconde de 1'ruguay que "em tempn algum a Câmara fora tratada tão de resto. guardando uma extraordinária sereniuace. alterando-se.período de anarchia. A energia indomável e o alto patriotismo que o ministro da justiça do gabinete da Regência ue 1831 demonstrara nos augustiosos mezes que se seguiram á abdicação de Pedro I o pondo cobro ás intrigas e aos motins dos quartéis. elevando o ex-professor do Itú. cuja autoridade de muito dominava a do Senado e embora longe ainda se estivesse ao tempo em que se veio firmar a praxe da apresentação d) gabinete ao Parlamento com a exposição ao programmá politico — administrativo a ser observado. Alves Branco (mais tarde 2°. Não acceilava insinuações da Câmara e. aião uireita espalmada sobre os Santas Evangelhos. fiel ao menino Imperador.do eram da sua confiança f reuniam-se sob sua presidência.K f M k 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 REGENTE FEIJO' Aquella Regência. as insubordinadas tropas de linha. senhoia dos maiores e mais ricos engenhos do Norte. bem longe ia aquella explendida manhã de 12 Je Outubro. em meio de aeclamações e vivas. além do notório estado de r e beldia de algumas provincias do Norte e o mál estar gerai em que o paiz vivia desde o sete de abril. de limpos brazões. para contornar uma intcrpellação. que a seu lado tivera Minas Geraes. sem derramai sangue. a letra constitucional estipulaya que o Impera-uor — na menoridade o Regente — podia n o mear e demittir livremente seus ministros. uma descrença profunda levando-o atè á repentina renuncia om Seíembro de 37. leve a coragem e a força de firmar a supremacia do governo civil. escasso de palavras. nurn . tenças e mercês e que permittiam os uniformes agaloados e os chapéos de dois bicos. chamara a julgamento o famoso ministro da justiça Diogo Feijó por haver suspendido as cartas de seguro. Seria o Regente de 1835 um typo perfeito e acabado para exercer o cargo de presidente em uma Kepuonca u. severo na sua sobrecasaca preta. bengala te unicornio e castão d d u r o . vez consultada — se transformara para Diogo Antônio Feijó em um poso intolerável : suas forças physicas. por violentos ataques nas discussões da resposta á "falia do throno" e nas das propostas orçamentarias. jugulando com ifirmeza o movimento capitaneado por Miguel de Prias e creando a Guarda Nacional. quando exaltados andavam os "caramurús". eram o» títulos com que fora seu nome apresentado á 'Nação e que a levarem a sufragal-o. numa espantosa concentração de nervos. Visconde de Caravella). tio fortes eram m elementos de que dispunha <"> outro candidato . que constituíam uma das suas vaidade*. quando a onda opposicionista se ergueu mais violenta em Juiho e Agosto de 1837. longe.í Regência —• Hollanda Cavalcante de Albuquerque — nome du grand« <prestigío politico. Entretanto. dizia devorado de despeito Antônio Carlos.. já pelos quarenta annos. de joelhos jurar. seu organismo uma paralysia que terminaria por vencèl-o de todo. soflYia um abalo' intenso determinando um pessinismo sombrio. Constrangia-se o Regente ao v r as delongas de debates sobre matéria ás vezes de especial urgência e mais de uma vez ordenou a ministros seus que fugissem de dar resposta á« interpellações dos deputados soffrendo as "sabutinas nunisteriaes". Além do previlegio que a Câmara dos Deputados tinha de chamar á responsabilidade os ministros. Feijó. impossibilitado que e s tava de dissolver a Câmara e recorrer para a Nação. Carneiro Leão. physionomia riapida. dizia com muita presença de espirito que o que a Câmara desejava é que abi comparecesse todos os dias para dizer: "Louvauo seja Nosso Senhor Jesus Christo: Sua benção meu?. A Câmara era de espíritos moços e d'ahi irreverentes "mancebos inexpertos e theoristas crus" como. Era pela acção r a nida.seu estado religioso a que as circumstancias da Vida o conduziram. Os governos deveriam ser fortes sJm soffrer as vicissitudes do apoio das Câmaras. então dos "votos de desconuauça". no emtanto. Montezuma não galgaram o governo sinão porque gozaram da confiança particular do Regente.denciar o desaccordo que reinava entre o Regente e ella. Rodrigues Torres. o antigo delegado paulistano á Corte de Lisboa. Seus ministros. de uma honradez ilibada — a ponto. Castro e iSilva. reservado. em meio de tantas i ambições.

único nome para que apformalidade pelaram os moderado» quando a Câmara não tolerava esse predomínio do poder uo inexpressivo. o compromisso da divilia portuguesa Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel.1~ a o t ir. contra o Brasil além da dilevado por desgosto. nardo de Vasconcellos — não conseguio no maior brilho e intensidade. As perseguições qua não devem governar. desaparecendo no começo de 1837. dai-lhe força com que possa fazer tem voto. perante o Senado sustentava tes : em cada conceito se revelava ao parlana sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. O longo Bem se pode d"ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais jiusta e pormenorisado relatório do Marqu*z cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. O povo enchera á magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho desenvolvido pelo ministro oM • L ^ f l C ^ K ias. poderos do Estado: estão divididos.Evaristo da Veiga na "Aurora Flumiver a 'Gamara dos Ideputados. A guerra declarada entre Vas. funda.. Dai-lhe. Digníssimo representantes da Nação. 9 A 12 — A N N O 1 AMERICA B RA 8 I LEI R A A lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e final: quando o Regente desalentado abangovenio o direito de (dissolver a Câmara. entretanto. conduzindo. quando essa pathias pela permissão do casamento aos nense" maioria não está de accôrdo com o mesmo sacerdotes catholicos.o primaz da Bahia.da armada. o vaticano recusara a posição atacasse o governo. o Imperador a tirar seus ministros Idas isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o projecto de dividir a guarda Nacional maiorias.se Feijó com toda energia na defeza do conde de Abaeté.' O donou nas mãos de Araújo Lima o poder. pesando.avel dor o direito de negar sanção ás leis que porém. intolerável "E' a vontade irres|poris. A capa. Romu. não escondendo suas vivas sym. ainda pois no período Regência!.(Regente) só que tem a iniciativa.reja a s consciências e seja mais solida a livremente o pensamento.mento um homem autoritário destinado a todo o anno de 1836 manteve aberta opposição e poucas são as sessões da Gamara^ vido dizer que 0 nosso Governo é o da.da para que sirva de sustentáculo ás leis.em contigentes. fo. tantas lacunas grande estadista que elle apontara para i:e Finanças — onde se assentava Berdeixava assinalar.que tudo era motivo para a oprepublicanisar o Brasil..plicae a tempo o remédio" e chamando volucionaria levaram Vascooncellos á triral. A politica de Feijó verno da força. de das na Constituição. o ministro Limpo da lei.mil contos de reis. En. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon. ique professava opiniões seme. palpebras cahidas.. » concellos e a política ide Feijó iria até o if™™. já sem mais outra quasi.violências dentro da lei e terminandoíj nem!" E na sessão de 29 de Maio conti. esmiuçudor. então se demonstrava subir ao poder. O Regente recebido com os trabalhado.. Sul. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. deve ser melhor ensina.afigurava-se ao grande parlamentar como A Constitoição dá ao poder modera.c<. aldo Seixas. governo de um só. A "Aurora Flupara formularem o parecer. dessa for. reconhecendo a ra dos Deputados ou de adia-la. isto é. Ms adaptadas ás necessidades pu. Não confundamos os previlegio de eleger o governo os bispos.X 400.ram pretexto para que romipesse a oplposi.sobre nossa vida financeira de accôrdo ção na Gamara. aggresiva.. ao mesmo A sorte porém era adversa a Feijó porque andamento algum. feita a veaia á m a n c a s — u. sendo a media U« Re' itf|lfce apresentara nos Paços do Senado.a politica passaria a ser chefiada por maior durante o período Regencial. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma pretraordinária que se fazia sentir de norda "thabes dursalis' que pregaria em ponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. Feijó mantinha. u fe ^Ê •nfensa curiosidade. Ap. não subio á tribuna.préstimo de 27 de Dezembro da »•* rimeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao . Nem por constitucionaes na região revolucionada. Bernando de Vasooncerlos durante'* Wão Paulo.n. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio parla." Já lembrai e repito: a Constitui.•tar quem lhe dera o próprio prestigio —a imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das gararatia da publica prosperidade l" Padre. hidirectamente. reconhecer o sacerdote com tal investildura a maior parte desses debates como defen-.seja a consciência e seja mais solida a ga. e porque? dores e aos lueputados: "A moral. apostrophava o governo de pretender manuava.vida interna o encargo do empréstimo ae tarios ido tempo. commendações. que ao encanecer.ciaes para acudir ao apromptamento das deiro órgão dos sentimentos nacionaes. sendo-lhe absolutamente livre M^rianna <i\ confirmado pela Santa Sé. o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo.buna protestar pelo direito de manifestar moderador o direito de dissolver a Gama. Vasconcellos á circumstancia de ttir Feijó Câmaras que concede ao dhefe do Estado negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria alcançado popularidade graças ã acção de maiorias das Camaias. formava uma excepção.mata ao governo os trabalhos que fizera defendia a politica observada pelo Regen. o arcebispo D.n t&ess idade de uma repressão nas suas Porque não quer que as maiorias gover. o mentar. graças ceita do Império de doze mil contos. 'falia do throno" A sessão fora de espedebate. Era um ar.rt v « o u m«in v o — mrcuiani» ««—. pouco de. que pode entender anarchia ameaça devorar o Império. O ministério não bem indepenisto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da dência de acção". períodos curtos.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Câmara de tão mal se afigurara e que.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa Geral do anno de 1836 d pela goimentador temível porque subia á tri. movimento Bernardo de Vasconcelos. Seja elle responsabi. que na mocidàminense..O governo consome o tempo em vãs re*. pa. face macilenta. Sua intelligencia.de Abreu. embora modificiado.lizado por abusos e omissões. o governo e o poder entre o Brasil e o Santo Padre.canonica. plianldo o nosso meio circulante. O nosso governo lhantes ás de Feijó. figurando em é monarchico. que passam peía maioria das (duas Câmaras e blicas. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão rante o primeiro império.cena. ..-<ílpnni'1:iie: o corpo diplomatieo em qu 5 era tendo como ninguém uma faci. futuro Marquez de» Sta. o que escandalisara A guerra no Sul.meios suasorios que o Regente. EUe pode dissol." O Esse caso e m-iis a rebellião que se alas.Feijó era forçado a fazer á imprensa rea cousas que sejam oppostas ao bem ge. tal principio tende a Janeiio.finanças — Castro e Silva — sobre a« D l * • j f c t i c a s do protocollo. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem.trava no Rio Grande do. maioria e que quando a maioria quer O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes uma cousa íueve ser feita. amigo.dos deputados votou tumultuariamente a autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos Regen. malisar a situação financeira do paiz amflumincinse. A assembléa. pois de reconhecido tentara empregar. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Câmara. a suspensão de garantias • Como quer pois o illustre senador obrigar e que tinha assento na Gamara. de mera legislativo e em 1839. violenta.volta Ide uma missão diplomática especial senador Feijó. ao ser eleito o bispo do Rio de dros do exercito e a reforma do thesouro nenhuma? Senhores. Cruz forças legaes.commerciantes de conhecüa competência ria. Feijó lavras ríspidas. qu» nossos banqueiros em Lonldres. Chegara em Junho de 1836 ao Rio.„„R„ • • K r i g i o a "falia"' em nome da Sua formisação do nosso meio circulam» .horiosidadc 1824.mento da ordem. esforçado pesquizador um defficit que avançava além dos sei= Wà ciai . cellos era excepcional: sua l". O nosso governo é o o que determinou uma crise diplomática sor da politica seguida.com 0 pesava. que depois da abdicação a Assem.maioridade do Imperador.000) denunciando-se no orçanwn*0. o pedido de verbas espechefe ou a este parecer que não é verda. Não era aquelle phrasea.N L" AIS.s mandar: "Nossas instituições viacillam. offerecendo o experimentado diploridade. mesmo dude Evaristo da Veiga.Vasconcellos.. a reorganização dos quanomeal-os ou demittil-os sem condição tretanto.fracassados o* na Europa o Marechal Marquez de Barbama nas vésperas da proclamação da maio. seria o Visjudiciário todos teem atribuições marca. isto seria o go. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado. Isso feito. lidade cm compor os seus discursos.

e fazer-vos conhecer pela exptriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em -meu poder acudir ás espirito aristocrático. combalido.Lima comento de lógica pelo trato com a mathe. do que tendes necessiuaue. a Providencia me depare. noridade de D. cumpra a promessa tantas vezes repetidas de AMERICA BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. sempre elegan. que bem moço Iográr a sympathias de mas forçoso eia pagar tributo á gratidão Pedro 1» que o fiz Ira Ministro das Finan. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe./.. inatacável.400 Pátria. Eu estava convencido da impost rmo ajustado. rinha. não o que fora pedi. a desorganização nhecimento e gratidão á coniiança que vos dos serviços públicos. . deputado por Minas Uma longa conferência entre Fcújó e o futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. para não dizer a formula protocollar A do Senador saliindo da Câmara —.víncias e na Corte. o que determinou forte celeuma. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. por deante da peremptória rapidamente mudou de sua vez teria que recuar opinião e concedeu. A attitude desses gaúchos destinados.es . Imperial si. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. em meio de a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio.onde vinha__sdndo todos os mezes eleito presíCâmara recebe com agrado.missão. e de ensaio republicano.terminar o período regencial. os debates sei aca. muito franco nos atasibilidade de se obterem medidas legislaques.üiiuesegura ei expontânea. a que se vinham juntar tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. hesitante para discursar impetuosamente. se dirigio ao Paço.previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa qui a Gamara minha parte. Feijó ouviu Souza Martins attdntamemte e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes. Esses eram os vultos de maior desta. prestarei e devo :t dido do credito extraordinário de 2.sorte que. os ódios recrudesceram. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim. pelo' que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. meto Carneiro Leão. sinão duras: remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.a Nação elegesse o Regente Permanente. . Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op. do ex ireicio. na qual se destacava o seguinte período que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Gamara. calmo. sahio do Paço do Senad0 entre as alas Idos deputados e senadores em corn. 1. Maciel Monteiro. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". Rodrigues Torres — que da Aaçáo" não receneram uo ilegente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação dir.' Era a censura ao despediicio da tempo nos trabalhos parlamentares. Albuquerque — simples de expressão. 9 A 12 —.da Coroa Imperial. mento das paixões partidárias nas proNa sessão de 6 de Junho.' ! A lueta se «accende. dominado por uma Gamara. Souza Mar. argumentação satisiazer o que ue mim deseja. resolveu renunciar. de que er a mestre. seu passad0 de estudos e de de Bernardo de Vasconcellos que exer. wxalá que na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor as urgentes necessidades do Estado! Está inchada a sessão" e entre murmúrios. nevrose profunda. polido. as finanças e para mereci.mesma Camara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. ANNO í imortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. o que imprimia umia excedente força dedutiva nos dirigio ao povo: "Brasileiros! Por vós seus discursos. ii>irectamente o grande estudJsta ^ matica. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes que.mereça as syniipathias de outros poderes que* na opposição. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos" Nos começos Ide Junho a commissão especial. O Regente abrira a sessão legislativa com palavras seccas. clarando ingenuamente que eu não posso palavra fácil e elegante. amorl O Parlamento ou melhor a Gamara entretanto nada de pratico realizou.piando o de Feijó. Miguel Calmou do iPin e Almeida — tivas ad^lquadas ás vossas circumstancias. transfigurando-se em orador ao Justiça :j logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate. vaidoso na sua independência bro: Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. quando Araújo Lima. erguendo David Cannabarro.agitações democráticas. educado em conse. O anno de '1837 começava mal: morrera Evaristo da Veiga. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. A rc-posta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação período por período era um nunca acabar da oradores e de emendas. período de da.288 para a Guerra e 814 para a Ma. a crise nacional. Feijó vingava-se da Camara no ultiapaixrvnando-sei com facilidade até ficai' mo acto praticado como chele ÚQ poder irascivel. Ribas Carneiro. M. Hollanda Cavalcante de subi a primeira magistratura d 0 Império. espe. levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D. O mez de Agosto foi das ultimas conservar-vos na espectação de bens. os poderes da Nação e os das . mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen.cta da renuncia. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. fMctos entrei. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. a opposição se regimenta. P. Antônio Netto e Bento Gonçalves a banldeira emancipadora em toda a região fronteira com o Unuguay. A queda de Feijó determinou a suVendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara.executivo e do poder moderaaor na nute de uma linha irriprehensivel. tendo sido negado. por vós desço hoje íkisse eminente postoi Ha muito conheço os homens e os fugindo dos subterfúgios par a preferir o cousas. elles infelizmente forão em progresso. foi fa— Diogo Antônio Feijó.acto da minha expontânea demissão. a crise tada com a política de prudeincia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad.. possuidor de um grande conheci. orador consumado. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas.456 contos para a Fazen. poder que era sagrado. — o espirito mais gando-vos o poder que generosamente me coníiask'. decia brilhantíssima.um oífrciO' Uo íiumsuo -\raujO . Pedr 0 d'Alcântara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. AQ lado do. Aao devo cialista em assumptos de ord im econô. pel cçoda0 Governo!". cia: cumpre que lanceis mao Ue outro cidadão que mais hábil ou mais í v. narra o' acontecido á exhausto. deixando a palavra u 0 cargo do Regente.necessidades publicas. esperando que. que não deixavam fructo. só mais tarde limicrise finanecúra que atravessava. mdicavam-no para cia de facto a chefia do movimento contra oecupar interinamente a Reg:wcia t t é que o Regente Feijó — estavam Honorio Her. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. mas sóbrio. mas um credito acolamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2.maies que Uuiuo nos aiiagem. a crise politica. leu e entregou ao Regente a resposta da Câmara.tismo de Pedro I. o Regente em tom resoluto disse aos deputados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Nução. O ministro da mez após. Rio de Janeiro 19 de Setembro contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837.dro. Os ânimos se azedaram logo. reflectiloram. ao menos desta vez. sem me importar com os elementos d^ que se compõe a Gamara dos Deputados prestarei a mais franca e leal cooperação a mais franca e leal cooperação á Gamara. mas que nao luctas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos.dente — e o seu espirito elevado. com a sua bengala de unicornio.serviços patrióticos. cabeça erguida. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhi-.F iUMS. com tins com indizivel emoção.por mais tempo conservar-me na regênmica. Defendendo o Regente políticos.cidadão brasileiro. conforme a praxe.

segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon.imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das garanitia da publica prosperidade!" Vasconcellos á eircumstancia de tttr Feijó Padre. reconhecer o sacerdote com tal investMura sor da politica seguida. ainda pois no período Regencial. conduzindoda lei. 'Sua intelligencia.apostrophava o governo de pretender manem!" E n a sessão de 29 de Maio conti. o ministro Limpo o que determinou uma crise diplomática embora modiíiciado. reconhecendo a moderador o direito de dissolver a Gama. Isso feito. O nosso governo a maior parte desses debates como defené monarchico.mento da ordem. graças ceita do Império de doze mil contos.000) denunciando-se no orçam* •falia do throno" A sessão fora de espe. Seja elle responsabiverno da foiça. Romuchefe ou a este parecer que não é verdaforças legaes. O Regente recebido com os trabalhado. mesmo dude Evaristo da Veiga. nas vésperas da proclamação da maiomata ao governo os trabalhos que fizera ridade." Já lembra e repito: a Constitui. que na mocidàminense. sendo-lhe absolutamente livre dros do exercito e a reforma do thesouro tretanto. de mera dos deputados votou tumultuariamenbe a quasi. o mentar.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa O r a l do 'ann0 de 1836 « pela g-umentador temível porque subia á tri. ü Havia intensa curiosidade.. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão grande estadista que elle apontara para rante o primeiro império.pelaram os moderado» quando a Camara formalidade não tolerava esse predomínio do poder do inexpressivo. o governo e o poder conde de Abaeté.vida interna o encargo do empréstimo to tarios ün tempo. Feijó lavras ríspidas. Nem por Como quer pois o illustre senador obrigar o projecto de dividir a guarda Nacional isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o Imperador a tirar seus ministros Idas em contigentes. Não confundamos oa volta Ue uma missão diplomática especial Esse caso e m-iis a rebellião que se alaspoderes do Estado: estão divididos. índirectamente.no o direito de Idissolver a Camara. pa. Não era aquelle phrasea. aggresiva. movimento Bernardo de Vasconcelos. O povo enchera â magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho Viesenvolvido pelo ministro da» as i«i> :a«. não escondendo suas vivas sym. •tar quem lhe dera o próprio prestigio —a nuava. que ao encanecer. « autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos RegenBernando de Vasconcellos durante' -fiãu Paulo. ver a Camara dos Ideputados. Feijó mantinha. lidade em compor os seus discursos. único nome para que apmaior durante o período Regencial.plicae a tempo o remédio" e chamando buna protestar pelo direito de manifestar ral. perante o Senado sustentava tes: em cada conceito se revelava ao parla. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio (parla.canonica. offerecendo o experimentado diplomeios suasorios que o Regente..da para que sirva de sustentáculo ás leis.. f-smiuçador. desaparecendo no começo de 1837.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Camara de tão mal se afigurara e que. A assembléa. períodos curtos. intolerável "E' a vontade irresjponteavel: lizado por abusos e omissões. Enmaiorias. O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes maioria e que quando a maioria quer não subio á tribuna. Era um ar. que poda entender anarchia ameaça devorar o Império. A Constituição dá ao poder modera(Regente) só que tem a iniciativa. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado. Digníssimo representantes da Nação.finanças — Castro e Silva — sobre a" 1 "pragmáticas do protocollo. mal isar a situação financeira do paiz amflumincinse.. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. e que tinha assento na Camara. A capa.livremente o pensamento. entretanto." O a política passaria a ser chefiada por o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo. que tudo era motivo para a opnenhuma? Senhores. futuro Marquez da Sta. gnvc. pouco dema.todo o anno de 1836 manteve aberta opna sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. então ise demonstrava subir ao poder. formava uma excepção. quo nossos banqueiros em Lonldres.AM E R I C A BR A S I LJj R A AL'MS. dai-lhe força com que possa fazer dência de acção". o arcebispo D. que depois da abdicação a Assemlegislativo e iem 1839. Elle pode dissol. palpebras cahidas. Cruz constitucionaes na região revolucionada. quando essa pathias pela permissão do casamento aos A guerra no Sul. As perseguições qu* isto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da Feijó era forçado a fazer á imprensa renão devem governar.ASM» I final: quando o Regente desalentado abanA lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e donou nas mãos de Araújo Lima o poder. plianMo o nosso meio circulante. su Feijó com toda energia na defeza do judiciário todos teem atribuições marcaChegara em Junho de 1836 ao Rio.mento um homem autoritário destinado a posição e poucas são as sessões da Gamara vido dizer que 0 nosso Governo é o das mandar: "Nossas instituições vacillam. deve ser melhor ensina. 9 A \2 —. amigo. o Que escandalisara ciaes para acudir ao apromptamento das o primaz da Bahia. esforçado pesquizadnr um defficit que avançava além dos sen cial 6«Mennvi'»-lf>: o corpo diplomático em quJ era tendo eomo ninguém uma faci. funda. nardo de Vasconcellos — não conseguio A sorte porém era adversa a Feijó porque no maior brilho e intensidade. pois de reconhecido tentara empregar." p na Europa o Marechal Marquez de Barbasenador Feijó.violências dentro da lei e terminando' Porque não quer que as maiorias gover. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma preda "thabes dursalis" que pregaria em traordinária que se fazia sentir de norponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. a reorganização dos quaMarianna A confirmado pela Santa Sé. o pedido de verbas espemaioria não está de accôrdo com o mesmo 1 sacerdotes catholicos. a suspensão de garantias deiro órgão dos sentimentos nacionaes.0 governo consome o tempo em vãs re. governo de um só. A guerra declarada entre Vas. das na Constituição. seria o Visentre o Brasil e o Santo Padre. Câmaras que concede ao chefe do Estado alcançado popularidade graças ã acção de negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria Evaristo da Veiga na "Aurora Flumimaiorias das Camaias.boriosidade 1824.trava no Rio Grande do. Ms adaptadas ás necessidades pu. dirigio a "falia" em nome de Sua . Sulfracassados os cena. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Camara. face macilenta. Ap. A "Aurora Flupara formularem o parecer. Dai-lhe. contra o Brasil além da dilevado por desgosto.volucionaria levaram Vascooncellos á tria cousas que sejam oppostas ao bem ge. pesando. dessa for. que dor o direito de negar sanção ás leis que porém. o vaticano recusara a republicanisar o Brasil.debate. violenta. cellos era excepcional: sua l". feita a venia á concellos e a politica ide Feijó iria até o formmção do nosso meio circuiame meta.nense". ao ser eleito o bispo do Rio de momeal~os ou demittil-os sem condição da armada. fosobre nossa vida financeira de accôrdo ram pretexto para que romipesse a oplposidefendia a politica observada pelo Regenção na Camara. já sem mais outra maioridade do Imperador.seja a consciência e seja mais solida a ga.mil contos de reis.afigurava-se ao grande parlamentar como commendações. aldo Seixas. A politica de Feijó uma cousa ireve ser feita. de previlegio de eleger o governo os bispos.reja as consciências e seja mais solida a n cess idade de uma repressão nas suas ra dos Deputados ou de adia-la. O longo Bem se pode d'ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais justa e pormenorisado relatório do 'Marquez cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. isto seria o go. isto é.tem voto. O ministério não tem indepenpassam peia maioria das Iduas Câmaras e blicas. figurando em lhantes ás de Feijó. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem.com 0 pesava.préstimo de 27 de Dezembro d* »•* primeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao (í 400.commerciantes de conheciia competência ria. tal principio tende a Janeiio. e porque? dores e aos deputados: "A moral. que professava opiniões semeposição atacasse o governo. o compromisso da divilda portugueza Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. O nosso governo é o de Abreu. sendo a media M* ™' peso SP apresentara nos Paços do Senado. tantas lacunas t e Finanças — onde se assentava Berdeixava assignalar. ao mesmo andamento algum.Vasconcellos.

as finanças e para mereci.-iraujo .Anciã 'iíé que cia de facto a chefia do movimento contra a Nação elegesse o Regente Permanente. lOirectamente o grande estadista se matica. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhipara não dizer a formula protoeollar "A ! do Senador sahindo da Camara — onde j vinhais. a Providencia me depare. o Regente Feijó — estavam Honorio Her.400 Pátria.. A attitude desses gaúchos destinados. A resposta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação periodo por periodo era um nunca acabar da oradores e de emendas. Vendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. Antônio Netto e Bento Gonçalves a bantdeira emancipadora em toda a região fronteira com o Uruguay. a desorganização nhecimento e gratidão á eoniiança que vos dos serviços públicos. Souza Mar. Esses eram os vultos de maior desta. mento das paixões partidárias nas p r o Na sessão de 6 de Junho. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. . wxalá que l na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor ás urgentes necessidades do Estado! Está fachada a sessão" e entre murmúrios.o veceoerain uo Regente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação d i r x t a da renuncia.e fazer-vos conhecer pela explriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em meu poder acudir às espirito aristocrático.\ao devo cialista em assumptos de ordnm econô. transiigurando-se em orador ao Justiça m logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate.iito nos atingem. rinha.executivo e do poder moüeraaor na m i te de uma linha irr iprehensivel. Defendendo o Regente políticos.um oííicio do ministro ." A lueta se «accende. deputado por Minas futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. do excircicio. sahio do Paço do Senad 0 entre as alas Idos deputados e senadores em com. foi fa— Diogo Antônio Feijó. clarando ingenuamente que eu não posso palavra tftacil e elegante. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. hesitante para discursar impetuosamente. combalido. só mais tarde limicrise finanecúpa que atravessava.| dente — e o seu espirito elevado.tivas ad^|quadas ás vossas circumstancias. Miguel Calmon do iPin e Almeida —. narra 0 ' acontecido á j exhausto. o que impridirigio ao povo: "Brasileirosi Por vos mia uma excedente força dedutiva nos subi a primeira magistratura d 0 Império. os odioí recrudesceram. . A queda de Feijó determinou a su. mas que nao luetas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos./. seu passad 0 de estudos e de serviços patrióticos.da Coroa Imperial. educado em conse. cidachTo que . O Parlamento ou melhor a Camara entretanto nada de pratico realizou. Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op.iLiurco poder que generosamente me segura ei expontânea. que não deixavam fructo. Rio de Janeiro 19 de contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. a crise nacional. O anno de '1837 começava m a l : morrera Evaristo da Veiga.víncias e na Corte. pelo que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. a crise tada com a politica de prudemeia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad.sorte que. deixando a palavra u_0 cargo do Regente. a que se vinham j u n t a r tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. Pedro d'Alcantara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. Os ânimos se azedaram logo. seus discursos. a crise politica. argumentação satisiazer o que üe mim deseja. quando Araújo Lima. O ministro da mez após. resolveu renunciar.as seccas. nevrose profunda.agitações blicano. que bem moço lograra sympathias de mas forçoso eia pagar tributo a gratidão Pedro 1° que o fiz fra Ministro das Finan. Maciel Monteiro. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos". conservar-vos na espectação de bens. Imperial si. por vez teria que recuar deante da peremptória rapidamente mudou de sua opinião e concedeu. M.levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D.rnaies que Ua. orador consumado. muito franco nos ata. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". 9 A 12 —. calmo.mais hábil ou mais i v. 1. Feijó ouviu Souza Martins attdntamente e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes. cumpra a promeesa tantas vezes repetidas de BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. tendo sido negado.mesma Gamara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. com tins com indizivel emoção. polido.sibilidade de se obterem medidas legislaques. cabeça erguida.necessidades publicas.NÜMS. elles infelizmente forão em progresso. em meio de í a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio. os debates sei aca. Nos começos He Junho a commissão especial. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado." Era a censura ao despeAJicio da tempo nos trabalhos parlamentares.piando o de Feijó. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim.. . Hollanda Cavalcante de por vós desço hoje tkisse eminente postui Albuquerque — simples de expressão. dominado por uma ! Gamara.288 para a Guerra e 814 para a Ma. P. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. prestarei e devo :i Setembro dido do credito extraordinário de 2. indicavam-no para de Bernardo de Vasconcellos que exeroecupar interinamente a Reg. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa q u i a Camara minha parte. o que det"<rminou forte celeuma. decia brilhantíssima.acto da minha expontânea demissão. Ribas Carneiro. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes quy previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei. pel cçoda0 Governo!".Uma longa conferência entre Feijó e o meto Carneiro Leão. fHctos entrei 0 s poderes da Nação e os das . sinão d u r a s : remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.na qual se destacava o seguinte periodo que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V. de que era mestre. sempre elegan. O Regente abrira a sessão legislativa com palav. indo todos os mezes eleito presiCamara recebe com agrado.456 contos para a Fazen. mas um credito acclamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2. inatacável. possuidor de um grande conheci.tismo de Pedro I. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. conforme a praxe.terminar o periodo r*gencial.missão. Rodrigues Torres que da Nação" nã.es . periodo de democráticas. Ha muito conheço os liüinen» e us fugindo dos subterfúgios p a r a preferir o cousas. e de ensaio repuda. não o que fora pedi. vaidoso na sua independência b r o : Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. esperando que. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. de O mez de Agosto foi das ultimas que tendes ncce. Feijó vingava-se da Camar a no ultiapaixonando-s> com facilidade até ficar mo acto praticado como chele ÚQ poUer irascivel.cidadão brasileiro. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente.por mais tempo conservar-me na regência: cumpre que lanceis mao Oe outro mica. — o espirito mais gando-vos 1 confiast.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Camara. leu e entregou ao Regente a resposta da Camara.mereça as syniipathias de outros poderes que-» na opposição. se dirigio ao Paço.dro. ao menos desta vez. ANNO í AMERICA amortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. poder que era sagrado. Eu estava convenedo da impost m o ajustado. a opposição se regimenta.Lama comento de lógica pelo trato com a mathe. mas sóbrio. o Regente em tom resoluto disse aos d e putados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Niação. sem me importar com os elementos da que se compõe a Gamara doDeputados prestarei a mais franca e leal cooperaçã'» a mais franca e leal cooperação á Gamara."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. noridade de D. com a sua bengala de u n i cornio.-siuaue. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. reflectiloram. espe. AQ lado | do. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. erguendo David Cannabarro.

m . Porque? Responde Achllle I. nem o nosso. pag. Não poderíamos identificar a sciencia jurídica com a theoria geral. Temais. -889.com o governo representativo. montrera les difficultés du probléme. não é o maior que nos pôde prestar a investigação seientifica. No e n t a n t o a questão é de "incto" Com a iniciação scientiíica. porém constitue um dos maiores. ou a simplí» prejudicial á vida á prosperidade social. com a primitiva economia. politica.oniA. ou é falho. elle c o n 8 e m e r i » J L «W blement de ne marcher vers 1'idéal qu'ÉL pas méeurés. Ainda estre- mece.tetos legislativos fosse o objecto r i ) .tr 317: "Une canonique prudente. e outros. em que excelle: n a antiga sociedade. segundo methòdos rigorosos e fecundos. so- ciai sobre qual desejamos a c t u a r . religiosa e moral. ao biologista. Não ha maior disparate do que pre. Ninguém poderia menosprezar a verificação de que prejudica a agricultura o a r t . A repercussão geral do erro.i auxiliar-nos na separação do que é -'útil" e do que é ••inútil". não foram exprimia. P a r a um como para o outro caso. em. que fragmenta as propriedades. l9t» (4) Cf. nos nossos dias. Hoje. segurança aos P»« sos (4) e prescindirá dos velhos processos empíricos e pn tivos. ou de q u e a distribuição deraes e estaduaes segundo a Constituição de rendas fe- Federal brasileira nã<> attende aos interesse* dos dous círculos políticos (União. (S) ACHILLE I. está o corpo dos systemas jurídicos cheio de aphorismos. i&i> 1 T 1 . vez. nu Aecliio fur Rechts una Wirtschatfsphilosophie Berlin un Leipzig l:H'. tm a o exercício actuaes condições da economia. de que a partilha. nem poderiam ser. que não poderia ser o dos romanos. Mas tal evolução nao se opera "necessariamente". pois que mostra '-erros" de legislação e ã t governo. lui.n w l l w f fomento "lógico" ou "ideologiQO'^ Não faltam defensores ao jury. 1. com a precisão. O direito é susceptível de aperfeiçoarse e cada vez mais servir á ordem social. Tal serviço negativo. não se confunde com a historia. a propriedade pertence á família e assim a suecessão se faz "ab intestato" ao passo que virá o iestamento quando a mesma sociedade explorar escravos. nem com a philologia. E' á boa P tica social (jurídica o econômica. nada Republica. da sociedade.' U-nder exista "sciencia da legislação" O direito. de subir por anno.sufficieme o material de informação com que se tra- balha.622 do Código Civil francez. uma época os adopta e outra os contesta. mas. 160. torna-se-lhr impossível o consciencioso exercício das funeções de juiz (3). nos periodo» primitivos. a respeito de qualquer nriaçãc ou tentativa se hão de t r a v a r rinhas de oratória e de argumentação mais ou menos erudita. que é o da época do salário-. â economia feudal corresponde typo de direito de família. dílatação de principio relativo que o intellectualismo entende elevar ã categoria de absoluto. com a politica escolastico-discursadora. Analysadas a s relações sociaes e verificadas as permanências. e assim por dc-ante. que de momento interrompem a continuidade e crescente exactidâo. Em certos recantos'. como disciplina Uieorótkv. Estádio. que não correspondem mais á época. e a "realidade social" que concretiza a phase econômica. logo lhe revela a discordância. a pesquisa. onde a economia é servil. não é " f a t a l " e sim apenas "possível': ha povos que. etc) que c pete A grande obra da felicidade dos povos: dará. ADRIEN NAVILUI. que é a d a novidade. que è indispensável ao jurista co- & pesatil^ai e não âe . que momento pretendemos impov aos factos. desde que se lhe exigem a presença e a assiduidade n a direcção da empresa produetiva. segundo variam a s condições sociaes.. divididas a s terras entre as tribus. taes conselhos de j u r a d o s . A própria clilatação do circulo social produz a transformação do direito: em quanto foram nômades os hebreus. Classíflcation des sciences.oria. Imperial depois a abolição e H muito sensíveis a s melhoras. de qae derivarão excellentes suggestões praticas. . as relações capitalistas. s então A adopção de segura politica jurídica é um dos maiores fa- Pariz. Grundfragen der Hechtsphilosophie. p a g . a eleição pouco ou. do que é innocuo e do que é A maior vantagem é a que resulta d„ resultado positivo: não consiste na descoberta de erros. regras e preceitos. Pariz 1M-3. nem tão pouco com o quadro descriptivo ou critico dos costumes políticos. mo au chimico. que apenas são vantajosos para os fortes e o» ricos (2t. religiosa. nem com a moral. digamos mais fortemente a cada — a contradicção. mas n a adopção de expediente. ao physico.A M E R I C A \T\ls <l \ !-' BRASILEIRA A\\<> I SCIENCIA JURÍDICA Dados para o rientação material" A sciem-ia do direito não seria sciencia. se o azar dos . e somente a sciencia poder. para tomar outra estrada. ficou muito tempo incompatível. não. entre o -'direito". perturba a continuidade da vida econo afim de mais seguramente conhecermos a realldad. fondée sur une a^roW*' chie. os gáos da escala. EMfiK. na maioria e nos casos ordinários. o governo representativo. a de demasiado apego a o passado.e i . o "salário" apenas diz com o u t r a palavra o que anteriormente se dominava " r a ç ã o do escravo" Também a Alleman*. Le droit et !is faits économiques.i-1920 vol X I I I pag S' "Sicher ware die Rechtswissenchaft keine Wis. » * enjoindra d'y marcher résolument" . ctores de felicidade dos povos. VlVlUflé8Ml pH. por zes imperceptível. vem a propriedade privada e o chefe commum desapparece. ou não existe. como a de evitar instituto»?. remédio é promover o enriquecimento deste ( l i C A . que a sciencia aponta como útil e efficaz. k í i a f t . ao momento histórico. levavam-no dos cargos públicos. a pesquisa é assaz delicada e não raro ir. iniea e gasla em processos jurídicos fe pessoas improductiva-i gran de parte das fortunas. e apenas mediante eliminação de medidas. sob a s formas differenciadas ou novas da vida. que nada mais exprime do que o exercício directo do podei judiciário por parte da classe proprie-. porque estes mudam. pois que separavam d a empresa produetiva o proprietário. moral. Comprehende-se hoje que espécie de gente pode compor. todas a s cousas eram possuídas por todos e tiveram um chefe. que possa trazer melhora sem nova actividade. A cada momento percebemos leis synchronicas: a economia eseravagista e o governo directo. Les bases économiques de la constituttv*v ciale. w e n c die Zufalligkeiten der Gesetzgebungsakte ihr Gegens" (*S) BEOHAIX. descem de quando em quando. com o conjuneto ou systema dos princípios. o panado com a organização do trabalho não salariado. taria: foram bons os resultados n a Grécia e n a Roma clássicas. vicia e envilece o organismo social. fácil será conhecer o synchronismo.digamos até. No Brasil.

tit. Deste ultimo caso te- homem. em rela- organismo. sabe que o direito imposto não se applica integralmente. desde que não a reduzamos á vil empiria ou a rancida escolastica ? jNada mais perigoso do que tal presupposto do caracter morphologico Pontes de Miranda. nunca servio a nenhuma adaptação. i i physiologico. matalosha. S§ II. Mais profícua a pena de tosquia. O problema da adaptação surge deante de nós. "e havelas h a " . Aqui encontro um acto e penso que para elle somente concorreu o indivíduo. mas. nem adequados ao meio. referente aos foros de Torres Novas: "He costume. No "Leal conselheiro" de D. admittio a influencia do meio. primitivos. pois. O ptação social ou para o equilíbrio jurídico. finalistas e outros do mesmo feitio podem permanecer neste estado psychologico. que os mergulha na perplexidade de observadores das maravilhas da natu- reza. a disposição legal. hendímentos. Duarte. se examinarmos algumas das conseqüências de partidários. considerar Praticamente. a adaptação. e a dígena e na raça alienígena que cüfferentemente se modelam no condemnar que se mantenham instituições que não servem mais á mesmo meio. regulamentos po- ção ao meio. no direito. 9 A 12 — ANNO I AMERICA Quem quer que observe os organismos tem de considerar as relações delle com o que o cerca. de geito qua o . houve certo movimento de rehabilitação do elemento- e os erros. mostra-nos também que podemos observar na matéria social as seguintes "formas": 1. a pena gmentação da fortuna. entre as duas posições fica um e de outro modo de explicar os factos: o finalista confia demasiado na forma e crê. que vivem nas cavernas. que mudaria de cor em certos crimes para certificar a inno- os bens da suecessão "ab intestato''. foi a "porca de Murca" . Inúteis. em cousas de intelligencia. alli. figura de pedra verme- sertanejo ainda falia na " c o r t e " . para viver no meio em que vivem. a des- cações simplistas e menos ainda exclusivistas.1 idéa de finalidade. sem consideração da vanta- cencia dos aceusados. mas poderíamos f nu- zes ü medida é reminiscencia de outros estados sociaes. O que nos impõe é o critério dos bons naturalistas: . e t c . a differença " v e r " o mecanismo da adaptação. ainda se conservam os calções e os beijos nos nossos tempos de roupas monos solemnes e mais praticas. A moderna biologia ensina que a forma e a estruetura só mediatamente intervém na possibilidade da vida: são resultados. que punha gem econômica de se não perturbar a vida da nação com a fra- ao:: olhos de todos o malteitor. a historia dos sei es. porém igual- . prejudiciaes ao bem individual. centemente. dos animaes e dos homens a traducções do processus de adaptação. e (como tal força já existe antes da imposição do direito) apenas elle exprime a feição que tomou a arbitrariedade contida nos factos. o determinista vê alterações. com olhos. que os seres são differentes e que taes dif- ção á idéa. e não nos lugares escuros. e r r a . Será difficil separai-os do conjuncto das suas condições de existência. BRASILEIRA ser se tornará "o que é preciso" p a r a a vida. Demais. porém expressiva. portanto. obras do empirismo ignorante ou do fatuo racionalismo. porque apenas vale a força que o impõe. e cortarlhysha as cabeças quanto tanger o bico da orelha pelo pescoço. ou elles são preparados. mixto de admiração e de crença. com formas adequadas. Contraproducentes ou directamente perniciosas. Damos apenas dous exemplos. . lo do que dizem escriptores do tempo. E' ou não 11 Sciencia do Direito a mais grave das sciências. O ordalio ou ferro quente. Esquecem que ha Tal critério rigorosamente scientifico nos leva a preferir a ac- o elemento-organismo. das condições de existência. Brutal. certamente passaremos a ver aquèlles factos como "tendentes" a realização.. Dous são os elementos. Porém não apenas como motivo de d e s e r ç ã o e sim de explicação. Os novi-lamarckianos attenderão ao meio. e o conjuneto. posto que pudesse ter sido fecunda a ferocidade das penas contra o adultério. nos phenomenos jurídicos. sem nenhuma dependência das circumstancias exteriores. a educação. se não os pormenores. Susceptíveis de ser criadas e proveitosas á vida social. corrigidos. ' Se verificarmos que em raças differentes que vivem em determinada espécie de meio se operam certos phenomenos. zer. Isto que nos reduz a morpnologia das plantas. que ainda se encontrava no direito foraleiro portuguez. costume. Pense-se na fauna e na flora do mesmo paiz. como o animal. que veveria ter. insuperável difficuldade. 60. e seu dono dos porcos levará os t o r o s " . era nenhum. entre as disposições anatômica. se prosperidade. deforma e modela o organismo. não podedos persistir nelle. de investigação de origem. se qui- azas e animaes aquáticos sem nadadeiras. que naquella terra "tantos certificam que o vyram filhar" O valor probató- rio. merar muitíssimos. que mos reptig dotados de patas e insectos ápteros. as f o n a s ./observaneia de preceitos ou hábitos. os povos oceidentaes "partilham" lha. as series de 2. J á desprovidas de funcção útil. que não no sejam mais: o mente insegura. processos para a adaptação. a prophylaxia e a medici- ferenças correspondem a outras tantas differenças de conforma- na etchnico-sociaJ. da providencial correspondência entre a estruetura dos órgãos e o funecionamento delles. Porém os factos nos dizem outra cousa: ha animaes cegos que existem na superfície. das Osdenações Affonsinas. Só os espíritos contemplativos. quando não são úteis.NÜMS. no in- liciaes. não prova que seja " ú t i l " : encontra- pag. Não são possíveis expli- evitamento de medidas que são ineficazes ou (o que é mais grave). que de uma infinidade delles estão cheias as mas com ella se mistura providencia A's ve- que concorre para a ada- leis. a suspensão da producção ou dos empre- do I. de convicções e preoecupações de hygiene. Menos offensiva. 3. duas. encontrava a punição ticar actos que não são uteís. ou collectivo. Outros preferem do problema do processus adopativo. indifferentemente. Scientificamente. que se enfrentam. O darvnnismo não se pôs do lado opposto. e outros. Se Introduzirmos . ou pássaros sem se alguém achar porco em sas vinhas maduras. tomo IV. que somente representa interpretação. em vez de "resultados" delia. . O animal pode pra- pe.poderemos acreditar no semelhante effeito de semelhantes facto- res mesologicos. a adaptação como processus em nítido relevo. á "melhorar" em vez de "punir" os indivíduos. logo ' . O simples facto de existir o uso. A justa medida. Mas os factos cedo nos convencerão do contrario. contra o qual a cada momento se exercem as tenden- ção a outro não é mais do que a resultante da correcção ou do cias exclusivistas das interpretações da adapção.ivro V. 4. A superioridade de um momento. fel-o como factor secundário. omissão. a instrucção. 623. aos projectos de Código Penal. allude-se ao "ferro caldo". e a crença dos innocentes. e não causas. domina. que " o u t r o " direito possa produzir " o u t r a " sociedade. continuar na do bem e do mal. o mos exemplo no que se lê nos "Inéditos da Academia". que levo á conta de impulso interno. não lia sem- pre. A preadaptação está implícita nas formas puras das duas theorias: porque ou o meio preestabelece a vida. á harmonia ou á segurança social. é quasi . que invade. devem ser extirpadas. Re- As persistências.

entrevistos ITMIS. essa verdade resuscitou es. cinzelando o bloco errante e den. am. tao hábil pana. A orientação de Carlos Malheiro ? i « .cumentos e alfarrábios illegiveis. Carlos Ma.de estudos políticos e sociaes. ainda hoje. quantas in. uma vida em cujos anceios do Toscanelli and Colomnibus de Vignaud a clo americano das navegações para oeste. o transporte da seiva cursor da expansão marítima de P°™ea^ rança de se deslocar uma das pedras do creadora á idéa construetora. encetando a Historia da essa obra. com intenção e desejo de F£ foi a consciência imperialista de D. enImaginemos que pudessem reappare. situar no Atlântico occidental. a mocidàde e a vida do proPJ'" mente. na Se os dous únicos padrões miciaes üa nos. como a regra das doação de duzentos e trinta mil reales :L.minaremos.sciencia histórica dos portuguezes determana como a resultante hercúlea dos são.inicial das expedições americanas. dramática. como vôos clássicos.es crystalina dos seus conceitos Quando a superstição da autondadfl güidade. « túmulo eirn que dorme. uma por uma. episó. heróe camoneano. impassivelmente. o maisi velho zessemos vulgarisar comparativamente dacão das influencias e dos methodos pedesenhista do Cruzeiro do Sul—rectmcam (embora os traços fundamentaes de çaaa los quaes logramos entender a possibilidados e renovam theses. é esse tectada pelo infante. Henrique. lampejou no profundo elemento trabalho de analyse e de synthese. em desaiio Pereira.tai.res ainda não sulcados. Henrique.porém. no drama das mo um gênio fanatisado por uma ent1 maticos. quanto possível. a pu. Carlos vidaveis da escola flamenga. . na escala necessária dos syllogismos.germânica nos «vassallava. a uma disciplina tão se. foi a experiência lusitana feito das lettras. Manoel. que sea solidez e o impeto. entre O desejo do Extremo Oriente vibra na portuguezes. sob o penda© das quinas I plendidamente no trabalho de Carlos Ma.culdades. por elle abra. quando a sciencia histó. cosmographos. a realidade seus esforços e das suas ideações. feito Difficilmente. explicam e rematam. o descobrimento Fundador da escola de Sagres.e se animam com a mobilidade. com que o espirito de Car.i. é bem o illuminado.cobrir os seus planos cesareos á espiona. Duarte Pacheco ronymos ou da Batalha.de Christovão Colombo e Américo Vesvão despachado para a feitona de Galecut ba nos massiços tomos da litteratura hisBasta-nos o senso realista e concreto e a breve noticia de mestre Johannes. e a propósi. prefigure-se a onda te. dode que havia terras ao austro.infante D.italianas como para sotopor os « ^ f s. Com a sciencia náutica ou a periosos. desvendada pelos mareantes dem á leitura. Casa de Aviz.de Marrocos. na agudeza lettras e fôrmas impereciveis da anti. attingidas com para o ignoto. a expres. com a data de li» o dos nautas desconhecidos ou illustres. phy. a renuncia da imaginação fante D. dos museus. os leitores da novella controvérsias americanistas chegando sem de alta mentalidade. minúcia. mesmo mas suas da verdade náutica.cando-se 'ao immensuravel nas azas do Coelho.próprio D. conquistado palnuelino e veneravel chronista do Esmeral. a D.como brazões na heráldica dos grandes dade e a factura dessa. ginação nunca exorbita ou desvaira.i-esurreiçãio anima o Passado ou tudo aca.commentario por vezes tão elegante. selvática cando-se á rocha e ao mar pelam sua nho das índias.antigas ordens monastioas.nela evidencia da historia e da lógica. Fernando.paria. expedicionário ma. quantos enigmas seriam desfei. Alvares Cabral. ao repontar para as descobertas e conto pesquizador de jazigos archaicos. nesse mes. apurado. toso . amortalhada. relatórios e roteiros. a tre da 'prte escripta. don. dynastia mental. Gomo que o amor integrante da realidade nebrosa clareada pela onda de luz. da bella e ampla directriz que os lusíadas ciou magnificamente o prestigio do seu noCerto. em que o soberano w primeiro contornaram o orbe. onde a imarões como Bartholomeu Dias. talvez fosse Brazil com as suas realisações potentes unidade em que elle se formou.energia.elevam hoje sobre os nossos maresquee as cas que se anteciparam a Colombo e a sua nossas almas. a força dialectica e a força tos do gênio portuguez — epopéas e navevegadores.tórica em datas e notas incolores. D. Ficariam. a cul. para dissertar Lisboa.planispherios e portulanos. palpitase sua these. a que elle sacrificará. quasi mathematico a poder de das entre as nevoas atlânticas do descobriÓbscurecida. a quem devemos o infante procura desde logo o cammno mais erudito e relevante.to de suecessos antigos ou modernos um ptural. descobrimento de 1433.oceano. com. anteriores a los Malheiro Dias. descobridor Malheiro Dias. Malheiro Dias. por minúcia. foi a série fração dos seus enigmas. nesse lavor monumental. dos arda terna. mas reser. mas o vetusto condado do mar de Nuno Busquemos no próprio tempo a deci. austero e soberbo prepresente obra é escripta.processo e cada estylo sejam irreductiveis tura americanista.posto em lingua portugueza.terrestre das índias.pria. medida natal. João n retoma a empreia «<••! seu tempo. quando soubermos lhe os navios portuguezes outro cannM» e doações. combinando *LuL plorações marítimas e terrestre». Ideal. ou o esplendor de uma placa reveladora do seu estylo. da verdade histórica. Porque nenhu. a metamorphose do colorista em quistes o grandioso pensamento ao inde sobem revelações continentaes: "A especialista. .autores) e o colorido. o Levante. flor desabotoada á margem do périplo lureza. a culminância mo a palmo. ou mais.. assignalados ba. longas viagens e duras vigílias. meditações entre costa da dita terra de Guiné se haver <* II. eaáo por m.Tanger. faz viajor de penumbras seculares. mas oriundo de urn sas e desencantadas. insuflando-llie a sua sobre o plano quinhentista das navegações certezas. contrapor aos argumento* tos por semelhante achado epistolar no cy. effigies «que se recortam mispherio.irmão D.cultura e capacidade historiographica. Lane victima do Cabo Tormentorio. illustram. dos navegantes. á dilucisico e astrônomo de bordo.tintas luminosas.alma lusitana. tão inabalável quanto i P. muito an. Quantas obscuridades. nt ollo revê simultaneamente o seu ideai " em que se desdobrava para glorias supre. a cadência caracterisa os maiores emprehendimenria à divulgação da correspondência de na. ilhas e terras firmes. mal principia o século xv.lheiro Dias. dos cartographus. secretos de iPortugal. E' o írueto de renda ao illustre Gama: " • • •* ram a unidade continental da America. atten. certo geographica.. meu tio. nao some á gloria da sua raça. « « g .das Antilhas e o de Vera Cruz. bidextro nos golpes da esgrima politica do manuscriptos. mesmo dos seus desvio ás suas conclusões.africano. mas decifradores de outro nema das maravilhas do Acaso.ctos que antecedem. chivos. dos mathe.a solemnidade gothica de Herculano. desde o Rio «a. o mago de tantas ilhas tempestuo. o mais forte e serio medieval de Preste-Johan. pórticos e retábulos. immersas no segredo rica dos portuguezes novamente fascina o sentimento da. foi a sciencia portugueza dos as. conjugados os valores de uma so ca perderá esse gênio. começao»Yr0 entre a. tem wg» Colonisação Portugueza do Brasil. teriam a previsão de tamanna lucidez e prudência. Lisboa. . incunábulos e ^. em qualquer daquelles gêneros. nessa Introducção escul. desde a escola de Sagres. sobre os fa. ambicioso.oortuguezvs. que se folhas rumorejantes e viçosas de actuali. Mas a apparição instantânea e casual assim. os vultos sa historia—a longa missiva de um escri. menos commovedora «que a reconstituiçao e harmônicas. Se quido espirito avoengo. que vera na ordem histórica. vam as mesmas azas incoerciveis. formidavelmente sustentada na rota das caravelas anonymas e herói. como têm resurgido gem da monarchia ibérica o das republicas esoelhante dos seus períodos. e concebe. sagaz. rebuscando ao navegações oceidentaes.aos cimos vernáculos da suaremontaríamos linhagem — a procellas e escolhos. trônomos. todas essas cartas sumiexbaustivo.Janeiro de 1502. . obra singular. E através das ondas rebuscammais ou menos clandestina de expedições Tudo se elucidará. da Guiné n«ejj e Cathay. condicio. asso.rescencia o que elle traz na serenidade cer miraculosamente. a sua ídeaiisa. João e de Lisboa a Londres. Nenhum indicio deixaria antever. em marítimo dos séculos XV e XVI. o da verdade politica.de logo referido aos moldes da sciencia allemã o trabalho meticuloso. seu destino tragico-maritimo.AMERICA NUMS.seguiram como novos atlantes. o cunho original dos semblantes inol. como num glauco espelho tormenCogominho. cuiqe». velhos texto» de latinidade descobrir e achar a /twüo". que as remivisionar a imagem da grande Realidade niscencias de Tito Livio e Tácito nos açooceânica. Politicamente.a humanisaram.lheiro Dias submetteu as prodigiosas faE' essa a tradição irrecusável da prótes de Colombo. o mais escru.nam.ideações e nos seus arrojos máximos. as cartas endereçadas de vera de Hespanha magestatica aos desígnios Cruz. velejando çada fervorosamente.cão. mixto de falcão e coruja. pelo domínio existiu. id "' na longo da costa negra o tormentoso cami. o Venturoso. ouso dos factos. os dons innatos de príncipe per.exiguo berço peninsular. estimula e exalta a natureza hu. com «que Malheiro Dias exgotou as fontes do americanismo.to. entretanto. com a espe. esse o depoimento ou ohnioamente.elu. Manoel. ravel no torvelinho das hypotheses e das benedictina e sabia de todas ellas. Aliás. o contado da remoto deste hemispherio. 9 A 12 — ANNO I — BRASllEIHâl ____-—_——^| HISTORIA DA COLONISAÇÁO PORTUGUESA frueto de penosa cultura e difficil matuvado.Cavalleiro e duque armado em Ceuta. já lhe conhecemos desde mui. Nicoláo que lembra painéis e florões dos Je.ficções colombianas de Cypango nações através das bibliothecas. Diplomaticamente. até tras vezes tão impressivo. deminúscula frota." Tal verdade histórica e geographica puloso e minudente. Te. em 1500. nundo de situ Orbis. quasi ignorada pelos desmento e as cinzas dos archivos reaes de cendentes europeus e americanos dos que exactidão.reza acadêmica de Latino. o seu pensamento. surto da intelligencia Carlos Malheiro Dias. de Oliveira Martins.pela investigação. o reino lendário verdade. embora dios tratados com exuberante vigor de propicias aos nossos objectivos mais im. teríamos despelos capitães e pilotos da frota de Pedro de nas cláusulas do Tratado de Tordesi.nhadores.indagadora ou evocativa das paginas de gações.dade.finir sob outra luz intensa e directa. príncipe admirável e inflexível. defendido peito a peito. que levaram os portuguezes a que ha cinco annos. em summa. peregri.

• esumindo um cyclo tormentoso no mysterio do Atlântico occidental. pérolas e pedras preciosas. em que Paulo Toscanelli. em 1435. da justiça hespanhola e da justiça humana. ramificações de um vasto archipelago oriental. para o Brasil. a Cbristovão Colombo. como o ideal a que primeiro se entrega. da Madeira. suecumbira mesmo na crença de haver chegado ás ilhas asiáticas. filha das segundas nupeias de Perestrello. que lhe trazem os nautas. a esse curto roteiro do sábio florentino elles preferiram sempre. emquanto Cbristovão Colombo. costeando a África. Mareantes lusos. necessariamente. visionário das índias opulentas num crepúsculo de nomadisimo selvagem. durante a sua residência nos Açores. com as suas naves e as suas nymphas. os adiados prolissionaes de Colombo. ainda rectifioaram> ulteriormente. como na enxarcia das náos portuguezas. muito antes da visita de Colombo. já os cartographos e mareantes haviam trazido ao reino a vaga noticia do terras occidentaes: o mappa de Becario.. outras noticias geographicas e outros dados experimentaes. empallidecem Veneza. nião -obstante perigos e trabalhos. el cual juraba que cada anno la via". claramente situam a oeste dos Açores. A direcção esboçada pelo Dr. 'depois que os turi-os lhe antepuzeram. a D. mas impassível na fé com que se eseravisava aos planos de Tosoamelli. scisma. Assim ouve Colombo as narrativas dos capitães. Monetário. Fernão Roriz. origem da concepção toscanelliana e dádiva do Senado de Veneza ao infante D. se uma inspiração nascida do erro. lera de certo a missiva e estudara o mappa. aprende. entre paroeis ignorados. posteriormente. que as impelle fluidamente para as índias. fertilissimas de ouro. já investido na admini. terras da especiaria. no Atlântico Occidental. Já o antecessor do soberano. senhoras de alto esplendor mediterrâneo e pujante commercio. com todos os sellos do Alcorão. viagens ao mundo novo. havia mais de um decennio.. onduladas terras austraes não eram as da índia. sob o reinado paterno. com ique elle tentará demonstrar. vindo da ilha da Madeira a ElRei com a noticia da terra longínqua e o pedido de uma caravela para a descobrir : " . porém. nas sua<* tentadoras manifestações: a carta erudita de Toscanelli ao Conego Fernão Roriz. dos gageiros. e a primeira dellas.o primeiro navio a que se abriga. anonymo entoe os anonymos da sua casta. Pedro.ou melhor. a informação do piloto Vicente Dias. Depois disso. formula e chimera dos navegadores de Oeste. cruzavam e. . E a esse caminho aberto pelo cosmographo italiano. explorado a costa de Honduras. "meu certo que aquel que vosotrps haceis para Guinéa" conforme o texto de Las Casas. Com a sua experiência náutica. E outra concepção errônea. as próprias vozes annuneiadoras de terras incógnitas. ou lhe apontam vestígios da . os biographos. Nem elle procuroiii dissimular. o convite do sábio allemão Dr. abre ao mysticismo de Colombo os panoramas insulares das Antilhas. não houvesse truncacado illogicamente a seqüência. tendo abordado ás Antilhas. e por ultimo. quando circulava na Europa dos cosmographos e dos navegadores o erro colombiano. para a volta ao mundo. ainda que o monarcha não occulte a existência de terras ao austro. o descobridor do novo contineníte suppõe estar num archipelago visinho á magnificência oriental de Cypango. 'Mas o erro dos sábios e a febre. que é ter vindo pelo Occidente ao mais antigo dos mundos — a Ásia. lembra no Diário da sua primeira viagem o caso do mareante. é que o príncipe perfeito. mas deslumbradora nos seus imprevistos resultados — a índia pelo poente. As duas concepções geographicas dialogam na corte portugueza. um ramo insular da Ásia. 9 A 12 -— ANNO 1 nas e asiáticas. e é o próprio descobridor genovez quem cita um desses casos. das ilhas atlânticas a Melinde. a serviço dos reis de Castella e Aragão. ou ecoam vozes de commando. proclamado em taes circumstancias por Christovão Colombo. bem sabiam que essas nevoentas. através de uma só esperança e da mesma epopéa. cm 1492. valido e conselheiro de Affonso V. genericamente adoptaida para os selvagens deste hemispherio. o illustre convívio resultante desse consórcio. e Chegam a Galecut. . ensinava o mais breve caminho do Tejo aos portos de Cathay e Cypango. como um orthodoxo ao texto dogmático. maior que a Renascença itálica dos esthetas. quando só os nautas portuguezes. folheando o livro de Marco Polo. 1474 os orientadores das expedições 'lusitanas. e em verdade só demonstrará. o descobridor nasceu em Portugal. — filiando-se ás viagens remotíssimas de Marco Polo e ás doutrinas de Toseanelli. alli deve ter conhecido a carta de Toscanelli ao Conego Fernão Roiz. As caravelas portuguezas. havia doado a Fernão Telles. afinal descoberto pela expedição de 1497. um dos seus doze compa- AMERICA nheiros. Philipa Moniz. Pero de Covilhan transmitte as primeiras noticias orientaes. o itinerário da navegação para a índia: tudo estava em perlustrar a costa da Guiné. relampeou no horisonte das caravelas portuguezas a idéa tos•anelliana — el levante por el ponienle. dos videntes. depois de muito jornadear entre os mercadores levantinos. aditando-flhe duas outras apoeryphas. a atmosphera por-. mais tarde. obscuramente fluctua essa vida. Não era outro o caminho do Oriente. Ouve. de Nurembergia. na Universidade. tugueza do emprebendimento colombiano. séculos após. denominação. Bartholomeu. Derredor. o vôo temerário e fantasioso da sua chimera geognaphica. naufrágios e descobertas. por onde se chegaria ao extremo sul africano.es perseveram. se Colombo. Bartholomeu Dias ultrapassa o Cabo da Boa Esperança. o exame dos papeis deixados pelo sogro. .'le 14 de julho de 1493. O próprio Colombo. a Antilia e outras ilha®. Portuguezes foram os instruetores. Lisboa flammejá. . a proposta do genovez Colombo. para buscar a terra oricntnl de Cathay mui rica. Florença e Gênova. Desilludido.nríogvapho estimavel e vendedor de instrumentos náuticos.preferiam ao saber de Toscanelli as suas próprias idéas na viagem triumphante de Vasco da Gama. ou melhor. Mas na rota das suas expedições ou na cifra dos seus cálculos os pilotos e capitães portuguezes não confundiam. sciencia e fé.. morre em 1506 com a mesma illusão. trafico e heroísmo. as bravias terras occidentaes e as sumptuosas terras asiáticas. no BRASILEIRA pélago fechado aos navegadores de outras épocas. suspeitadas ou localisadas pelos seus navegadores. Intimidadas por es e flamma iyonisioa e nova de segunda conquista do Oriente. entrevêem! ilhas mystariosas nos longes occidentaes. Se ao genovez foram os navios recusados. a origem scientifica da expedição de Paios. descriptas no famoso livro de_ Marco Polo. Nessa concepção experimental da arte náutica. irrivalisavel como poder e audácia. — mas ires vezes foi rejeitada. consultado por um conego de Sé de Lisboa. João II. repelle a segunda. por evitar as calmarias da Guiné. ao declinar do século XV. Depois. por Gil Eannes. na corte de D. como a dos apóstolos. do Cairo. mas acrysolada por uma fé irresistível. por certo. a Sublime Porta de Constantínupla. dilatando a invariável trajectoria. ambiente das suas miragens e descobertas. "as ilhas que achasse pessoalmente ou por seus homens ou seus navios no mar oceano. Era o mesmo roteiro de Colombo. umas e outras cingidas pelo abraço do Tejo. o anterior conhecimento portuguez das terras austraes. de Santa Maria. no século XV." Sobre a vocação e o fadario de Colombo na mocidàde pouco 'dizem e sabem os chronistas.rota de Colombo: q Oriente habitavel começa onde acaba o Occidente habitavel.. a pensar na infinita surpreza dos mares nunca dantes navegados. Já o conheciam 'desde. ao inverso da Colombo. que vai do Occidente ao Oriente. delineados ambos sob a influencia das navegações resultantes do plano de Sagres. antes da gloriosa aventura. os confidentes^ os íntimos. Tudo o fadava ao descobrimento do novo mundo. a estreita loja do cartographo scmelha uma concha resoanto. "Os factos apurados — escreve Malheiro Dias — penmittem estabelecer de modo incontroverso que. e desse ponto inflectir para leste. sem o erro de Colombo. em Gênova.. • Se os portuguezes lhe foram mestres de navegação occidental. Trás vezes. com a data . como resa o auto de Gomes de #anto Estevão. de Florença. tecelão e depois marinheiro. Situada num bairro de homens do mar. — formulada após a descoberta de Porto Santo. ainda sem o vellol de ouro. — inviolável porta do Oriente faseinador. soíiregamente pedidas ao mar pelo commercio da Europa christã. donatário de Porto Santo. para a descoberta do caminho das índias ao poente. podem inscrever-se todas as datas de uma epopéa marítima. Os navegadores educados na tradição da escola de Sagir. Amadurecido no trabalho e na pobreza.sas águas. que elle demandará mais tarde. elle teria feito alguns estudos secundaria-. de Sagres — a índia pelo nascente. que era . a sibitar.de Pavia. Com effeito. emergentes do oceano e do occaso. que tornam 'de expedições. concentrando a Renascença ibérica dos argonautas. inspiradora dos Lusíadas. a sua alliança com D. envelhecera o genovez. em que elle suppõe lobrigar vedetas de Cypango e Cathi-iy. a sua aprendizagem como descobridor na escola 'dos nossos antepassados . e um anno depois o de Andréa Bianco. entrd pianispherios e astrolabios. Affonso V. como inexequivel. •Sim. O que elle avista. Alli começa o navegador GbristovãQ Colombo. para as povoar — não sendo. Colombo parece fixar-se com os seus devaneios de mareante e de mystico em LisoJa. compõem decisivamente o grupo de factores mesologicos. em nome do Imperador Maximiliano.tração das coloni:s p navegações ultramarinas.NU MS. Portugal vai desfazer semelhante miragem com a larga projeeção da sua experiência atlântica.. os mais diligentes pregoeiros de tamanha gloria. povoado de indios. iRebrilha a evidencia geographica do acerto com que elles . sob o nevoeiro e sob o terror da antigüidade. nasceu em Gênova. o ique sahiu da yilla de Barcellos para ir ver as sete partidas do mundo. como. João II. dos pilotos. até aos quatorze annos. com a verdade repelle o erro. dos martyres. reconhecido a foz do Orenoco. Monetário é idêntica ao plano rle Toscanelli e á . as taes ilhas nas partes de Guiné" — e no anno seguinte ampliara a mesma doação. cm 1474. o caminho mais longo da costa africana. D. ás explorações obstinadas e clandestinas dos mares occidentaes pelos açorianos. Filho de um tecelão. e pouco tardaria esse feito lusitano. fechada a sete chaves musulmanas. dentro da qual perpassam rijos ventos atlânticos. já o conheciam desde 1428. to visionário não perturbam a Junta dos Mathematicos de Lisboa. e seguidamente. depois de quatro. por Sofala. até ao Bojador. foi ainda o gênio portuguez que iniciou o heroe na escola das navegações de longo curso pelo Mar Tenebroso. aproavam cada vez mais a oeste. o que elle cuida ingenuamente avistar nas Antilhas é o principio das índias occidentaes. e o reconhecimento da costa. Reivindicando a prioridade do conhecimento das terras austraes. Em 1486. em busca da ilha da Lua. rumando para as índias. á sombra do irmão.

Occultando os fruetos occidentaes do seu longo cyclo marítimo entretanto. mivo. attribumdo a um ropéa: que esperas. por effeito de um tra. Faustino da Fonje. a 'de. 'fixada por sua Sahtidadt mente. frueto laborioso die 1172.ie Em 18 de Outubro de 1501. de longas pesquizas o S sua lenda . .«ltimr-jica tempeslade.o o conhecimento da viagem do navio ntí« Suelhante unidade territorial.invenções mais extravagantes lhe obumda pelos navios deste reino que foram a rio occidental.°eo°rarjiho allemão teria visto como as ex. continental.le. navegando tar ligada com ias Antilhas que foram des.mundo inquieto e erudito do século XVI. . já eob o reinado de America Central.ios tontos. marcado pela intcncionalidaae nuafro annos depois.cas e o novo espirito collectivo da ReEmpolgado aos lusos o descobrimen. mesmo ca. Vespucio concebei a e s s a u m bendimento official. deixa o sapicn que Américo Vespucio logra revelai . pana ^ de Christovão Colombo. i -. um arauto. porventura em S S r f e z aeíenhar na grande « r * in.oi-te-Reaes. avassalladora. podemos ter como certo que os .MS 9 A 1: ANNO I BRASILEIRA nortuguezas. e conquistando pelo Tra. de navegação dos mares ignotos.' •nmenloquo não ê de forro. as regiões ás praias dos Açores ou intan. que fora até ás praias da um caminho que o conduziria á necessi.. foi mandado á parte occiden..pos. estadistas.explorado sysfernatiea. As expedições dias índias e reconhecei as terras occidenras americanas. Portugal não aviva o sulcocobertas pela Hespanha e com a Terra breves pontificaes de 1493.70 . Ora. e das viagens dos S » a . dos pai. Ao Tratado Entretanto. i« antarcticos: a America do Norte. Deixa que as ilos Papagaios (Brasil). Limpioa. O contraste medieval de Colombo. vindo ter daquel. cuja desco.I n f b X i o antes havnun já fonmuljg^ definem o continente ampi-ioano.rprimeÍra q fdrma continental da Americuns documentos que hoje e impossível ca.ctuai. da ida de Diogr forte raciocínio do mago das o-rapho n.teneb de terras ao occidente can mente em 1503. Portugal disseminadas sob a nevoa. A iIlusão do pedições portuguezas ministraram. fia Guiné portuguez. é o mesmo que nos leva nada podem os faelos p os homens. é o do roteiro dessa frota expedida com a exacta configuração planetária das ter.*(.írepitante. copois da chegada de um >GIOS navios de Gas. Tanto melhor para o seu nome e a berta fazem outros remontar ao anno de a obra monumental. talvez. num desvio inten. r.tinuidade que a mutilam e sem os íllogi» balho inductivo e experimental.be ao mesmo tempo que se dessangra genovez.. "ères de outro.reivindicações de Vespucio..de Vera Cruz. ou florindo ao ricano ..so ávido. necessariamente. E os 1 sciencia experimental portugueza. iniciadas. o mediano gooallemão Waldseemuller. Marco Polo. a nordeste fc a sudoeste. por impenetrável. o gênio de Humboldt entreviu o que sahe o piloto florentino. o ! prodígio phenomenal de adivinhação e genovez delira sobre o volume. no qual certifica urna dissonância cada vez maior emre a Terra Nova. O nome de America' eternisa um poder. resolvido as difficuldâdes aparentes que cionista. que a de Malheiro Dias. um grande actor. pai daquelle navegante. que. desde o século X.victa e resplandecente. o illusionismo da publicidade está ligada com a outra que o anno passado logica. Convictamente allir. j! que surge com ella para os novos temravela que a sobredita terra é firme e es. nado Veneziano: "Greêm os dia dita ca.deante das magoificeneias e dos horison» sciência tão indefinido na gloria _como o etriz das suas concepções ou a estruetura tes -de um scenario ainda velado.guas a oeste de Oabo-Verde. aue em 1447 fora a Groenlân.do transcendentes estudos. o ás outras potências. por incomprehensivel. aue o Embaixador Alberto mo a ambição torturante e algo charlamr. ultimamente acha. Sua \lteza descobrir a quarta parte da mo da verdade.o do Esmcraldo. cm 1^01. envolve nessa ficção Humboldt não houvesse renunciado a en. além do oceano mandara poder. vemos ahi o coijtorno do hemisVera. Elle nao sabe <Jas suas obras. impaciente como o espectadPi mundo.5a a revelação dessa extranba carta — o fé imperativa e quasi desvairada.meira viagem de Colombo ao hemisphe.tino e o manuscript. Lisboa em 1502 ma~o Sr.avulta na própria 'moldura epistolar.e Na serie primordial dos factos ame. mas . Também crêem es." tado de Tordesilhas. imaginação transbordanle desse utopista. o Labrador. dia. Suppondo a Asi a mais do-* os seus domínios: "Se o grande gios. prova-o rros que a obscurecem. aterrados á dire. com a viagem de João Vaz Corte tantas meditações.. assim divulga-. ele. em navegadores portuguezes.na bibliotlieca Marciana. terminação do systema geographico ame. num secreto plano. dá logar. a Groenlândia e Duarte Pacheco Pereira que err1 1498.a dupla missão de alargar o commercio cional da frota manuelina. Seguiu-se o reconhecimento da.do que elle se desviou insensivelmientc. no 1° volume da nara o Duque de Ferrara. visitada pelos scandinavos de Enco « diários As sciências occultas vencem oes. e é tudo.-. Sem o Ç J ^ S n ? ? mundo bipartido a sua metade occidental. Por mais die uma rjnh tripulação heróica e modesta sobreMalheiro Dias.Esse momento da Historia.. raça.dor veneziano Paseuáligo. e nao tivesse netária na consciência e no domimo do homem civilisado. Foi-lhe grato o mundo no bai r/tismo dess. ne. las de Sua Alteza. fecundação. 1'ortu1484) das concessões a Fernão Domm. a expedição de que fala Duar.A communicação da carta de Pascuai^o. suecedendo-se uma* às ouctiva senão a das índias occidentaes «só tras encadeando-se. E é como piloto nessas expedições já ofè vois almadia'. a própria | que não podia ser senão o resultado da o tens" Vaidoso e farfalhante.mais firme o pela orientação mais lúcieuropéa os dad^s mais rudimentares para te Pacheco. ainda lhes reserva o destino. to solemne dia America. então assignaladas ao sul que o historiographo llanke descobri ficialisadas.pleno resurgimento europeu das sciências L>.? aretico» ás concessões hespanholas. logo tracam-lhe o erro continental perante a His.es 'do Arco (1484). Deodato. a começar de abrangendo1 a península da. an. Nunca houvo um estado de> con. de Cathay. ' p a t e m i brumosa «o üavraaor. Florida Des. de que foram os oceano. substituem elles a demons. megyrista de Colombo^-attribuindo a idivinhos não poderiam os lusos çoncc os. energia. toros lavrados por ins. a missão de esclarecer. e onde surge sua Historia do Brasil: "A julgar por al. significando a integração plaravilhosa iie Cypango. o planispheno com 1. era IJO/. as ilhas asiáticas de Nenhuma observação maijs aguoia. geographicamente o que fez nem telluri. a America do Sul. como também sobre a de. Calecut. «o ha um desvio conde Tordesilhas seguiu-se logicamente.. Não era outra a perspe . Rocha Pombo.dade de reconstruir desde os alicerce. o mais gramádias pelo Occidente. em 1500. renuncia & vulgarisação dos próprios feisol reverberante. o Embaixa.. que se desenvolve como beíleza..ac« esclarecimento da condueta de Dom Ao revez da publicidade.ru. inagicamfT. que Inverosimil desfecho da aventura co. descrevendo a Ameaça tónúu: de avenlura individual e emprenas pinheiros. contra a qual foi descoberta a oeste por outras carave. Cruz. situam.BOI na ausência de tantos cios interme. após a descoberta do Brasil.tou. que i l ^ V » r £ n ricanos Christivão Colombo representa a Antônio Leme e Affonso Sanches(14.nos prelos de S. ei sublinha o depoimento de Las basas— Humboldt perplexo.. Colombo é ipadilatada para leste. navegadores.conhecia ainda o mtanusmpto ^ hsme.neste sentido. chegaram a conhecer di. a versas terras do Atlântico taes corno a raldo de Situ Orbis.assim vemos formar-se a .terra Estudando o planispoerio de Cannir aos olhos de toda a Europa navega.compellidio por motivos de ordem psycho.m>enfe. mais 170 lé.suppomos ser a verdade." dor Pascuáligo escreve de Lisboa ao SeO caminho traçado a Humboldt.tal passando ulém a grandeza do mar nascença. só elle sabe e diz a verdaCB Terra Nova ou Terra Verde. faltavam ainda á cartographia D.revelação. excepcional grandeza. Terra Nova. Humboldt desconheLavrador. pherio occidental.em deixando ao hemispherio. cuja bsaveza teria lançado a froNada mais claro e certo. na impossibilidradi» dora e política a verdadeira imagem_ con. nuncia a descoberta do caminho das Ín.do o nome com aue o baptiíou. o afeicoado a chimeras asiáticas ou edêniAmerica do Sul" venturoso. 0 continente toria.equinoxial. que se julgava no limiar üo mentos. tantas descobertas. Manuel.1o Teive em 1450 até ás vismoanças de ciências positivas. de hia mestres portuguezes de Colombo rectiti.pendência psychologica da verdade em to.brem os dias mais refulgentes. vez.revelações contidas na carta do embaixa.1 muito que a historia do descobrimento pucio revela em algumas cartas. portuguez.contrar uma explicação racional para as sitano é diesconhecido. Pnrnue srt e.AMERICA Ni:. em exclama Humboldt. Américo Vessituação do thesouro encontrado. após a pri. Como? Por um rasgo divinatório ! I nos apresentaria sem as soluções de con. das descobertas de Vicente Dias cia um documento.chologia dos sábios. ás praias dt nha meridiana. amor supreprecursores.-ai o saber nnethodico e pertinaz \ esput l . em 1494. Real. delineada entre os plamar«es de Vuvt contestar. sob a dupla ex. talvez mesmo regiões do nordeste da terceiro anno do reinado de D Manuel.d ile aue os navegadores portugueza. superpostos ás indicações de or. Aqui rio das maravilhas occultas ao poente.ta <<e Gabrai. a proximidade ma.dem scientifica.tos oceânicos Para o velho miundo curiotração d» unidade territorial do novo nhuma outra mais opportuna sobre a psy. a sciente.estellar das suas caravellas. e delia se afas. porventura receioso de avançar por mo um semi-dpus radioso entre os mapar Corte Real. Americanisou-4. pelas nãos portuguezas.e«se documento apresentava á interpretaá ribalta e diga á humanidade eulombiana ! Depois de ter velejado para o ção de um historiador geograpbo da sua venha "Trago na mão o frueto de ouro ignoto com a segurança de um clavicula.rio da Ásia.i das Américas septentrional e austral se duzidas e universal isad as. anterior ás tico e bello. com sublime esforço de capitães. deii.nesca da fama. o gemo luoriental os selvicotos e os brahmanes.sem informações acerca de tantos prodícamente onde está.João II.pela conquista da Guiné e funda o impé«Oriente ao ver nos confins occroentaes. entre <>s areio. insistindo pela revogação dos em silencio. sobre a li. aclaram.e das artes. reclama um extuwzes da especiaria.mappa de Cantino. o novo mundo.humana de guamecer e colomsar meio ortinental deste hemispherio. Henrique. pouco de. antes de quasquer outras.

esmiuçando por um Indo. historicamlente. na damentalmente u m a organização de scien. Ao despachar gestiva imagem da verdade. a sobriedade Pt.tual dos Lusíadas — esse ramo da enristandade. penetrando as selvas. ano avi-tara já essas rln^ida.| agora na. aventureisi jo de outras índias ao sul. o denodo. nu zona portugueza do T r a tado de Tordesilhas. Nrm á traccão das correntes aéreas neai á das correntes marítimas. o nacionalismo portuguez. e afugentar os concorrentes extrantados. "Cumprimos as vossas or. em busca dos céos ainda não vencidos. embora fragmentaria.ouanto. Com fronta ou elucida.ão ethnngraphica dos eucom os embaixadores portuguezes e Dom Portugal e do Brasil muitos collnboram ropeus e dos naturaes. com os seus portos franqueados ao commercio firmes. bullas e atlas. herculeamente adaptados ao meio ma paz e na guerra.Martins — a encontramos ahi sem o reforço de autori. immarcessivel como verdor. Se algum . nascidos * horas fu.jzões dos antepassados o arrojo e as virtudes da prole.populações africanas á lavoura dos enrealidade apontamentos de um secretario tista.rá e ao sul transpondo a Laguna. a car. da Fonseca e Balròaque da Silva. que'inbulla papal. commercio e guerra. tanto mais quanto.nrciojial.subordinar sem jactancia os factores econômicos. o retrato do florenti. Sem a alliança dos tupys bellicosos e a fecundação das índias robustas.cional. Foram achadas as terras oceiden. convertendo os selvagens. tal singularidade.*ura a ser dogma'»en.da politica de Haya. a D. Simão de Miranda. industrias já livres da '"ciência atlântica dos portuguezes abrane-endo as terras ri^-idenlaos. de que foram extisfactoriiotente o itinerário de Cabral. o esboço ria politica de mystuação do Brasil já estava delineada no terio dos portuguezes no século XV o pre. outros elementos ao bipm estar e á cultura vem a Colombo K . esclarecendo com a resistência.vos.Foram inexoráveis. para desviar a frofa p?ra o occidente" AMERICA ahi poderá ver vossa alteza o sitio desta. bilidades. com a floração da sua idealidade quinhentista e da sua epopéa camoneana. Já escrevia no Correio Brasilicn'. os lieis cafiholieos escre. a inspiração. Nicoláo Coelho. que ampliou a terra natal. o espirito de aventura.dos pela invasão á corrente da vida saciode ao lavor n á idéa. ultrapassando ao norte o GuajaDias o colorido. em Sohnlnm os vnlonfta d"scrinlivos. obedecesdo a instrucções secre. cia viesse tarada e mofina. Entretanto. dilatando a America portugueza através da America sua tarefa. de historiador. a sua dia. dos mais graves e doras. se gazes. ou mais profundo como his. evidencias ou coniecfnras.intes. ou tavéz anterior. dos sertanistas e dos escrarartographo Bianco trabalhara sob as in.Brasil erigido sobre a massa do s commappa de. os Hoje da os Leppe. a exemplo A paciência. poderíamos attribuir semelhantí desvio < para oeste. Mas também nos parece justo acerescentar. tripliTo ao esse quadro de reivindicações lusitanas. biblinlhec-i.te ou presume. ou indnz. Duar.c i vida pela disciplina. desamparado por uma Corte. que rias figuras e dos episódios. ou irreduetiveis fossem ao commercio e ao cruzamento os priar os dados informantes desse trabalho — relíquias de museus e arehivos. >es jesuíticas.ar miais poderosa e mais sug. os depoimentos que ainda nos restam de tripulantes ou passageiros da frota não alludem sequer a tormentas. inexgotavel como seiva. Catanbeda e Barros. monarchia sul-americana de D.w + .I hoje arranjado por tal mineira que Por- .ra. A carta de Pero Vaz Caminha. é curiosidade. nesse vetustissimo desenho de navegadores lusos. luso-brasileiras. . desencadeadas sobre os navios. Mas o Acaso tonitruante da^desoobert: do Brasil foi apenas um invento de escnbas alheios ás condicõies históricas e náuticas deste suecesso. imiprecisa.200 sem um ponto de apoie indiscutível — à lusitana como inimigos da selvageria naa t.bat.Onde teria elle. a real da colônia e da metrópole. A falsa orientação da agulha magnética ou o errado calculo da* latitudes e distancias. Conclusões ou h y . nada das nossas origens? Certo. conforme o exame dos technicos navaes J .••'ppnis de praticarem Dentre os maiores nomes inteílectuaes de pela differenciaç." K' mais um documento i b r e o c m .curso dessas qualidades varonis. Filho de conquistadores.se historiador.'. a nos dá triumplialm/ente uma certeza: nin. por insígnias e trophéos da gloriosa "cavallaria do oceano". veremos expandir-se.. imprensa. batalhadores e indomáveis. Codens. a harmonia das gran. E a inteireza scientifica é tal nes. desde logo.geiros. n a intencional mente enfurnada pela guarany das reduc. ainda se contrapõ tal os Pinzon. tem n a obra de Carlos Malheiro desilhas. os arvthmo<í sempre novos de um aurora dos tempos coloniaes. pela immigração de cavalheiros dicações portuguezas da escola de Sagres cendem vernaculamiente para a litteratu. e o lúdio e a svnthese emfim. emfim. cedo.terras numentacs desse pórtico. tripulada por 1. ou a descendêndepoimentos die antigüidade miultispcular. que. . nesse vetusto mappa mundi. adornada h e r a l dicamente pela Cruz da Ordem Atlântica de Sagres. bafejadas pela fortuna. Henrique.naeinnç mol.cisivo para a soberania do Brasil. BRASILEIRA gulho da nossa linhagem.üva. de que foi mestre D .dadas com largueza. debates de acadêmicos e especialistas.lombo em Lisboa. n'niidr> relnmVir-i nf e.papel teve c Acaso no drama das navogações lusitanas.dades e documentos. sem qualquer ponto d°l referencia. é nmn sm-fe d" plaro-e«cnro. o bandeirante conquista o enorme Brasil colonial. ao estylo dessas fortes . "seria preciso uma corrente aérea ou marítima constante ou um erro systematico para oeste.do mais nobre sangue. mas imf" Pacheco Pereira.esses valores biológicos. a cia e o alvoroço de um executor feliz na fmencia.9. cingido de louros e coberto de jóias pela Renascença. Henrico-ta africana e a situação da terra brasileira.xo estudo de um cwlo maravilhoso as. mercantil e e s p i r i .uma energia brasileira. E assim pudemos. nada que se propo. j n h o . Manoel. nomeadamente Damião de Góes. e . das nacoes amiga*. quando mas a leitura dn ijilrodurção. a gloria copela hypòthese de Oliveira .ríamos já elaborados através de uma lon. Senhor. a do mestro Johannes e a narrativa do piloto anonymo.genhos ou á industria das minas.lonial dos Portuguezes. oue in ( entámos pallidamente car!. os florões mo. em que o desdobra. a sisudez. Dessa tempestade irreal não falam os ehronistas maiores. a coexistência geographica. sru.zendo rr-snlt. J . orientada por mareantes illustres como Sancho de Tboar. não explicariam sa. a configuração da mas aquelle mappa mundi não certifica esta terra ser habilada 0 u não: é mttppn mundi antigo e alli achará vossa alfeza escrita também da Mina" Ahi temos. que mandastes reconhecer " A si. . blemas do seu roteiro. vindo por ellas a man. fa. as denominadas ins. dominaróe sobre a viagem. Pedro Escobar.das.no Arespucio. para engrinaldar o mundo. a -ordem adsó elles navegavam o Mar Tenebroso. cuios processos di. con. pie Ia transposição João IT. no dizer dos technicos. como também imriossivpís a bordo de uma csonadra conduzida ipelos mestres da m-aves-ação atlântico.ma face das montanhas ainda não escalafrrras austraes segundo fod is as proba. ao esforço e aos br.poentes os mamelucos no periodo nebuloso Ainda menos elucidado fora esse rumo nofheses.e os seus problemas — caracterisam fun. que em 1498 assignalara Duarte Pacheco Pereira.l-Rei D .pode<rá haver ilh s e. durante quinze dias.fir. como que s-cuem ns primeiras noticias de Ve. lescasslo congressos americanos sobre a descoberta ainda hojf? á posse da natureza illimitada? Por seu turno. nos seus effeitos. Manoel: mo esthela. o relevo XVII. nevoenh <. em 1500. o methodo.haver procreado taes homens. Cabral fraes.coia. tão rigorosa a sua analyse. determinantes de rá Cruz. mesmo depois de jungir trucções náuticas de Vasco da Gama. coévo do infante D. arrojando n l 1 1 como verdadeiro ou verosimil.| se em 1820 Hyppolito José da Costamande vossa alfeza trazer um mappa vem ac'ualisar no lodo o systema de administração está mundi que tem Pero Vaz Bisagudo e por lonixnrfln Porfuqnrza espirito brasileiro a consciência e o or. o novo e forte 1. pensam alguns ave entre o Cabo na emipreza orientada pelo «»<=*• «"«-rifor. d e ^ c comple. de 10 milhas diárias. a área portugueza do Tratado de Torabreviar. Andréa Bianco desde 1448.s habitantes selvagens.. nne o cientista não se a-i-en. vagas hvpotheses que outros formulam. lidando em uma e outra não bas!a-sem as difficuldâdes e os pro. centralisadas Vera Cruz. como lograria estabelecer-se nesta imrriensidade o reiniepístolas de sábios e reis. facto dede Boa Esperança e o limite fixado na quem devemos as linhas. da America e da África. líticos c religiosos da nossa formação a para Lisboa um dos navios da frofa. á prioridade inquestionável dos portuguezes no conhecimento náutico e na descoberta intencional do Brasil. sem preiuizo do seu cunbo '-cientifico. roc'T. pela ascensão de Em 1193. desde a parece dizer ao soberano com a urgên. lyceu. a bibliographia inteira dos lhe daíria a força do numero. Bartholomeu Dias. cuja independência attinge neste anno o seu primeiro centenário. que se destacou da arvore latina.r na caçada ao povo rlle viaja o expedicionário de 1498. atirando-os para longe do «eu r u m o . Por vezes..«bater as tribus inimigas? Quem tograpbra. Através dos novos capítulos. Filho de des telas históricas. tão soberbos da sua progenie para oeste uma esquadra imponente de abalar os erros consagrados na Historia. com.h espanhola. 9 A 12 — ANNO I toes. Depressa virá o escol. podado dT. o condo Governo.prescindíveis á expansão da peripheria mesmas paragens.õOO homens. não se afiguram só improváveis. em 1808. reata os elos trancamunicam o dom exeelso da -perpetuida. a civilisaçãò guerreira. que possuem algo de titanico irrevogável: admif.3es.diro Alvares Cabral demanda as nor outro. o de. para ros e ambiciosos. seria outro o episódio em que elle figurou com estrondo ne vendavaes -e aguaceiros.ministrativa e a ordem judiciaria não carta fio bacharel Johannes. resumindo o parecer do he. O desenvolvimento da Historia ria Co. absorventes estudos. memórias e tra. Malheiro Dias stantaneamente surge. in-enitamente nossa.guerreiros. mas iampejantes e creadoras. antes de tudo. o pernambucano do século mento dos planos e dos motivos. Considera-se mesmo inadmissível. tas e ooütícas do Governo roaio.as evocações de perfis Heróicas ou thea. insuperáveis trahia os interesses da protpriaraça diante na sua execução. valoroso servidor da pátria e do rei. escrinfa de guem será mais vibrante do que elle co. .NUMS. como se ao Almirante prova.das ilhas do Atlântico. a chronologia. o aferro com que elle soube colligir e apro. | Jorio VI.mestre.e obstinação. outros epígonos francezes e hespanhóes do cruzeiro atlântico.mais dependentes de Lisboa. entre milhares de navegações. transplantada para o solo americano. despovoado llhe fosse ! o Bírasii. ao -itio desta ferra toriador.

sem intuitos de allegoria. geometria subtil.observou Latino Coelho: "Nos fins do século XVIII e nos primeiros decennios do século XIX digamol-o sem vaidade nacional-—a maioniia dos nojsisos talentos mais formosos haviam tido o seu berç 0 no Brasil. grande bolide fulgurante. aUudidos e de um posterior desenvolvimento. era piodigiosa.ae Nazareno. com a imaginação inspirada. oue nunca lhes ha-de de esquecer essa loira phj sionomis. criava aquell. a victoria do espirito brasileiro sobre os planos obsoletos e contradictorios de recoloniseçao das cortes do Lisboa. as andorinhas em busca da primavera e da luz. Silva Feijó. attrahindo sacerdotes. o poeta dos escravos. quer as suas inspiras»» •er as suas coleras: . emquanto procuramos calcular o que era José Bonifácio pelo que com a sua ausência deixámos de ser. enteado nos prodígios do yalle í amazônico. mesmo. A mocidàde é o futuro. com u m a convicção de propheta. ! Elias da Silveira. Entre elles era certamente o primeiro pela sciencia. um dos testamenteiros moraes de José Bonifácio. Azeredo Coutinho mentalidade exacta de economista. poisadas nos ramos serros da floresta. e tentamos medir o gigante pelo vasto rasgao sombno. vai conduzir ia gora m bandeiras da Independência. míneralogista. brod ) Kuy Barbosa — Paginas Litterarias. com a aureola da pureza na fronte e fa ulhar da cólera nos olhos a z u e s . tantos outros. poetas. e conhecimentos. em historia da cooperação portugueza no Brasil. como Januário Barbosa. físê Bonifácio era u m a protophonia de um grande aconteci mento. E veio encontrar ministros p a r a interpellal-os. dos pensamentos e esforços communs á raça levantará os nossos idéaes a altura das nossa. ü ultimo para construir u m a memória! Porém nada é mais bello do que o mestre cercado de suas discípulos: — "Joaquim Nabuco. *»b novos astros. porque é já uma expressão de soberania a palavra dos nossos deputados. de uma beíleza incomparavel. E assim se refere alguém. p o r é . Destacavam-se bellamente as figuras de Pereira Caldas. o másculo ensina mento dos Estados Unidos. em demanda do parlamento. sobre tudo. (2) E então nn conventual e pequena cidade tlc S. juizes. brindado com o governo de S. " (4) Este homem entre os discípulos teve uma missão. em que. Carlos iMalheiro (Dww. é A luz! " " E o foi até o derradeiro dia. e não sei se saíram menos mal feridos. como se melhorasse a eomprehensao dos que o ouviam. (4) Ibid. :i3. uma questão social entre nós: e a sciencia do mestre innovava nomes. medico. pento radiante que já se destacava na coroa solar do nome paterno: rtarros Pimentel. que se phonographaram no espirito dos ouvintes: "Os combatentes de hoje-. homem de sangue luso-brasileiro. para os que começavam estudar pela sua mão. sern lisonja. moços e encantados o que lhes servio depois. pelo engenho pela funcção que devia desempenhar na historia do seu povo. ainda vagos. que regressam da Europa. como se lhes elevasse o espirito. nova e bella como os rebentos de uma esplendida primavera! E os discípulos ouvindo-o enthusiasmados para não se saciarem! E os ensinamentos. compassando com os olhos o corpo do Duque de Guise. como se impu sionasse os homens em turbilhão. prém seu temperamento. que o seu desapparecimento abrio no disco da p á t r i a . temperamento americano alienado p a r a a republica pela rotina pervieaz d . d u a s . o fundador da Gazeta da Tarde. Em sua luv guagem já resoavam todos os nomes capazes de fazer um pensamento que attingisse a vida turbilhante moderna. só nv^ tarde. (J) Ibid. idéas. o estoico. Feijo' Bittencourt. -eimbebido nas i surprezas da flora fluminense. e curiosidades. 44. escriptores e militares ao foco da mesma empreza revolucionaria.ffectivo e entre as melhores acenas de sua vida estavam aquel>•. r» Cites: "V Ex. como a de Mocauby. velo para 0 R'o de Janeiro. o?« princípios do liberalismo britonnico e da revolução franceza. imaginação de José Bonifácio.Elle "empunhou o latego mais formidav* aue ** ouvi estalar nas lutas da publicidade. ou tendências exclusivistas. algum dia não menor que o elogiado . Paulo. Pev a d o . batalhando em volta do PatriarCha. quando se esboçam confusos.era prodigioso. merecimento dos mais puros. (3) Ibld.i a Odvsséa. P a g . Je. fartos.N1MS. um dos iniciadores da ! chimica. também nada inferior â alma intrépida * impetuosa que tivera Henrique de Lorena. Diogo Feijó. A' constelação BRASIUffitá de grandes nomes brasileiros.. não só independentes. E um dia desceu da pequena cidade de S. E' a mesma impressão que nos salteia diante desta sombra. arrastava em catadupa leis. tudo ouanto nos approxime das origens.. o curso impetuoso de urna VIda n0va - Celso Vieira. outra forma de energia. o futuro orador do abolicionismo. que se perdeu no horizonte da tribuna brasileira: Gavião Peixoto. Nogueii ra da Gama. dizia. F . a Illiad. cados. pag. é o realisador prestigioso e feliz dessa obra. JOSÉ' BONIFÁCIO. José Bonifácio de Andrada e Silva". Se a temeridade e a robustez dos mamelucos impressionam Robert Southey.l monarchia. as licções. copioso lexicographo. — havia um novo mestre. eram para elles infindáveis: como "uma memória miraculosa. Alexandre ! Ferreira. como a de Pascal tudo o que elle tivesse lido uma vez. o publicista do Ypiranga. a sagrada energia mental. parece ainda maior do que vivo! dizia Henrique III. "Ou. Compondo c "Elogio Histórico de José Bonifácio . algarismos. com o Império americano de D. BraziUense^ Monaiesf e I1 Silva. E entrementes. E então é que esse "exagero de imaginação. Gonçalves Ledo. — asim eram. contra um valido <J casa vrr-srial. publicista e pala| '(fino do Correio.tradições. o Lohemio da esperança. entre os excessos dos sons. enérgico. Hippolyto Costa. Paulo. Américo Brasiliense. onde se faz ouvir o nosso protesto soberano." (3). fragmentos mínimos de minério precioso 0 enormes massas alluviaes de saber. que illustravam desfarte as sciências e as lettras. e talvez um dos maiores.m e . todos os motivo-. uma desas memórias capazes de reconstruir. espirito contemplativo nas brumas da poesia sacra. mas também indomitos. João VI. Conceição Velloso. a Inconfidência mineira e a conjuração pernambucana entremostram no balo sangnento do seu martyrio o Brasil de 1822. Desde que se transformou a historl» da colonisação portugueza com a Independência. de Menezes. na cidade ainda simples e triste. Elle entre este excesso de imaginação annunciava pa1** os que o ouviam. todos os elementos. alma européa na consonância e tropical na arJenoia das suas manifestações.. (1). estadista e cathedratico.. p a r a o que seria a vida nova ir•^«•níiU . com o seu traçado antigo. Como o despontar de u m a orchestra. " E o foi até o derradeiro dia. que lhe dera o berço. preciso. do que seria mais tarde a nossa vida moderna. José Bonifácio teve alli palavras commovidas. os prenuncios da imaginaça de mestre. na vida barbara dos acampamentos e do« larraiaes. 0 MOÇO De uma memória sobre a Oratória no Brasil' apresentada ao Congresso de Historia da America "Morto. 9 A 1! AMERICA ANNO T tugal e Brasil são dous Estados diversos n 'Àô nativismo faccioso dos motins Iocaes succedem os movimentos aureolados pela forca intellectual: na rnenitalidado universitária dos im-os estudantes. que o Brasil é tão instruído quanto a mãi pátria.ros experimentaram depois esse açoite sublime. luminoso campo de gnwilação dos valores mentaes. Américo de Campos. *r» . de uma pões* l a n p c e n d e n t e ! Tudo nelle era mavioso.linguagem em imagens maiores. vinham conjugar-se mais fulgurações po» ütica* e heróicas. denodados civalleiros da Liberdade. Martim Cabral. a grande licção de inspiração moral que precizava ter o grande dia de a m a n h ã . Vicente de Seabna. em que se espelham vultos e feitos. um folhetim vivo. Salvador de Mendonça. envolvido tenazmente pela sua modéstia num casulo de seda. "são as aves já em meio do caminho.ffieTSondirá. havia então. prenunciando na descoberta das terras oo-íi-isníae*. o moço. como a de Sealigero. que é sobretudo um facto de intelligencia. cercado admiravelmente dos seus discípulos. em vida! E era o ultimo que sobreviveria do grupo esplendido e adnu • ravel dos antigos discípulos de Bonifácio. ! Villela Barbosa. a-rmas e signos do Passado gloriosamente. ou melhor. e assim continua a valer para destinos maiores. o Dr. Como sonhos drama! isados pelo absolutismo. Paulo. .-modesto como o espirito do jesuíta." E Ferreira de Menezes de atalhar: "A luz é V E x . Castro Alves. a idéa emancipadora assimila os direitos do homem. o Paraizo Perdido. fortalecendo-os pela continuidade (histórica. entreteci* 'n Juvenal Tácito. a missão e o ever do pensamento especulando o que seria mais tarde uma industria.

esculptura e architectura. um nome extraordinário: Tedro Américo.jgresa. Iniciando o seu pri- lização pictural feita de enthusiasmos heróicos e immercessiveis bellczatt. ou não floresce fora do? templos sagrados. R. " appareceu também uma paizagem de Ecknout (missão N a s s a u ) . mais do que Victor Meirelles. Foi um tumultuoso de fama. se notabilizando em natureza morta. "transplantada do velho mundo e vicejada ã sombra rude da inteligência desse tempo" — sem tradicção e sem historia — prompta a se dominar pela influencia nova que surgisse.. e delicado. em 1677. Surge. que já devia ser um reflexo da alma patrícia que já tinha paginas bellas de emoção e de fixação brasileira. principalmente F r a n z Post que foi o primeiro. desintegrado da pátria. na companhia beatiflea e doce dos santos. Nascendo a pintura. então.NUMS. com quem possa soffrer confronto—"O Umperamento de Motta não lhe peimittio ser creador e arrojad". os artistas da missão. Emilio Taunay. ás vezes na paizagem. a melancolH A pintura que viera dos tempos coloniaes dos claustros. sob a in- A natureza seduz. Os artistas naturaes que surgem seguem o rumo dos do Rio — um pintor que refletisse a alma da gleba. Em 1856 não tínhamos ainda. Melhor do que ficou dito o povo da colônia não tinha alma nacional. Velasco (Antônio Joaquim r. que deixou um grande discípulo. . ella con- Gonzaga Duque chomou-o um idealista eclético e ê.ativa. Mas feliz do que nós fora Pernambuco.porém. cas ainda sem noção segura da sua força nos destinos da pátria sob o jugo extrangeiro. a arte rebentou como uma flor exótica que um destino pouco amável talvez cedo fenecesse irremediavelmente. sem contudo ter pintura. segundo Ar- tinua a mesma no transcorrer dos annos: vive ainda nas igrejas e geu Guimarães. paizagit-ta de algum talent«< A alma nacional não influirá nas nossas manifestações estheti- Nossa naturezi pintor admirável de gouaches. Surgio no grande nay. que se distinguiu na pintura de natureza dar e foi vivendo como uma flor de humildade e de graça. elle apanha pelo artista sobre os próprios lugares". F r a n c o ) . fora da pintura. a acreditar em Wagen.89b. a t é em nossos dias (88). constituído ainda.3 V V turesca. "Desde a infância mostrou sempre multa inclinação paro « desenho 6 a* sciencia? natural.' Foi discípulo de Débret e da Academia. em Minas não floresce melhor a arte. partio para a Europa. um representativo da nos convento». e sua sensualidade. para gloria futura da arte. sem característica de nacionalidade. Nascida num meio onde era completa a ausência de obras de arte. a tem com- cabendo. Nicoau Tau- fluencia do meio physico. por isso. que teve na e de beíleza triumphal. alheio a ella. come- suecedia uma esturdia vibração de vitalidade desvairada. com as suas demasias. um batalhador invulgar com a preoccúpação constante e ardente da gloria. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 ESPIRITO NACIONALISTA NA PINTURA BRASILEIRA A nossa arte colonial floresceu. monge benedictino. Post não deixou discípulos no Brasil. Director da Academia. Vai apparecer. um que viria a ser um das figuras mais sympathicas das artes plásticas: Porto Alegre. nella encontrando o único manancial onde pudesse saciar sua sede natu- ral de expansão creadora. quando se fundou a Academia de Bellas Artes. freqüentando Rio". esthesia brasileira. produeto morta. estudando anatomia com Eméry. con- çara de surgir no retrato e na historia. que os bata vos diziam agora ser selvageria. E da pintura religiosa n festas plagas foi precursor. nascido em Flandres. na exposição de 1830 obtendo prêmios de pintura. temendo o sol e as vibrações da terra jâ liberta. Bélgica e Hollanda. mas brando. Surgio Arsenio Silva. viajando depois por Londres. Augusto Muller. expontânea e obscura. sem sor brasileira. pois passava as horas vagas a pintar e colher produetos da natureza. e. tão grande que conseguio modificar a sua época um exaltador preciso: Agostino da Motta. a feição mais terna e culo XVII em diante é que se velo a possuir paizagens pintadas suavemente poética que existia na natureza brasileira. <*sse. Na mesma época prehendido e interpretado com maior saber e igual t a l e n t o . Na Bahia. Frei Ricardo do Pilar. segundo Manoel Quirino. Nada havia que auxiliasse o scintilar de uma vigorosa manifestação pin. Renegado pela gente colonial «ainda sacudida nas agitações! do?> dias do dominio hollandez. a fixar na tela a natureza pernambucana — o primeiro a vibrar 1 beleza da paizagem nacional. inspirando-se nos seus aspectos rudos e emocionaes.iido au Brasil foi nomeado professor de pintura histórica. depois pintor da Imperial Camara. o methodo de tal innovação e traduzio como ninguém ainda. apontavam capacidades brilhantes. que vira os artistas de Nnssau. á vontade do subjugador violento. disse Gonzaga Duque. pintura prosegue Fomos evoluindo. bruma da sua pátria suecedia aqui um sol de fogo. só depois do meiado do sé- t-mdo. um gênio na sua arte de mocidàde forte e na rea- assim até 1816. sem espirito nacional. . meiro periodo com o ensino official da missão Lebreton. sem expressões de beíleza que falassem á esthesia do povo mal O e s p r i t o nacional continuava erradio. a Franz Post. delle sendo o fundador José Joaquim da desse a expressão da potencialidade e exhuberancia da Rocha. Pintou D. A' em Pariz a aula do Barão Gros. na paizagem e em natureza morta não Mas foi curta a sua permanência no paiz. Foi um artista de mérito. desde a chegada dos primeiros donatários das capitanias até alguns annos depois da independência. restricto e bárbaro. em 1. um arrebatado de aspirações. fel-o sob a influencia da Igreja. "instituidor da pintura a óleo no dos quaes tinha no seu quarto um museusinho preparado por elle. nascido paizagista. tendo se distinguido dentre os seus contemporâneos. Pedro I. exclusivo da fé religiosa. vai a Bevelot e ambiente que os descobridores e povoadores exploravam sem ali- chega a Reis Carvalho. ao contrario da sua longínqua natureza bátava. mau traste despertando no artista uma forte impressão de encantamento tem fulguração correspondente á natureza circumdante.. Os pintores se suecediam. siquer um artista que nos fazem pintura religiosa. um pintor de espirito nacionaj. manso. seu filho.

AMERICA

BRASILEIRA

M'MS. 9 A 12 — ANNO T
I V , „ primeira tela brasileira de assumpto militar: Combate
empo

Crande. depois » . » « . « de .4 de Maio e Batalha

do

de

Ivahg.

mesma imprecisa, sem espirito local, sem

a

sagrada

aura

am-

biente, sem idelalidade pátria.
Ai|ui como nos Kstados onde ha visos de arte, como Bahia, Per-

ÍVÍ:~na„

por v.H-ação ou espirito patriótico, mas por interesse,

como teria feito um r . - r a n . ou uma paizagem, que também não eram
,,„ M,a pr,,Ulec,;ão. Km toda a sua obra é a historia . a g r a d a que
,,.mln:l _

porque a - a

"paixão só

, historia sagrada

sacia...

nambuco, S. Paulo, Rio Grande, os artistas cuidam da historia comi
cuidam do gênero o do n ú . A própria paizagem, que esforço Santo
Deus! para fazel-a dando a impressão do meio, a alma da gleba, o
quê divino que a distinga das outras paizagens!

Kn-^UvamenU-, a arte do Pedro Américo t r a n s i u , em David.

Judith,

Temos a r t e cosmopolita, ainda como ha dezenas de annos, vi-

,1 Coisa. Jacobed, palpita em maravilha de emoção em Joanna

D'Are.

vendo sob influencias e x t r a n h a s . A nossa l i t t e r a t u r a cedo se aper-

depois

cebeu de sua grandeza nos destinos da nossa nacionalidade e reben-

e Paz e Con-

tou em florações primaveris, revelando a poesia e os anceios moços

Socran-s e Aleibiad,,.
, . m Vroclamação

Rabequista

da Independência,

orabe, Petrus
Honra

ad Vincula,

e Pátria

da terra fecunda, immensa e linda.

cordia.
Como elle. Victor Meireles é o grande pintor consciencioso, o a r -

A pintura, não. E s t a ficou á m a r g e m . Foi vegetando ao largo

tista brasileiro a quem o desenho mais tem preoecupado. Fez *

da agitação brasileira, dentro do Brasil e filha delle, mas estran-

Primeira

geira, sem a graça maternal que a t o r n a r i a u m a alta expressão

missa, que o celebrizou, e levado pelo interesse, como Pe-

dro Américo, executou quadros de assumpto militar, como
do Ilumaytá,

Batalha de Riachuelo

r Batalha dos

Passagem

Qual a paizagem que mais revela a terra, que melhor traduz

Guararapes.

Nenhum espirito nacionalista animava os dous invejáveis pintores brasileiros, nenhum sentimento civico os levara a fixar essas

Onde encontrar então o espirito brasileiro na pintura do Brasil?
Só a natureza consegue por vezes inspirar o artista, dar-lhe o fulgor nativo do seu sol, ou a melancolia das suas tardes outomnaes,
doçura das suas horas de paz e de

a natureza

febelde?

E m que artista vibra mais o sentimento nacionalista, dando ás.
suas obras u m a característica

paginas immorredouras em que a nossa bravura brilhou tanto.

a

esthetica seduetora.

recolhimento e o tropica-

brasileira? Que artista haverá que

se possa chamar pela realização pictorica, de genuinamente nosso
contendo nos seus motivos

o sentimento da P á t r i a ?

J á em 1888 o luminoso e inesquecível Gonzaga Duque inquem
da existência de u m a escola

brasileira.

E perguntava, como ainda hoje, u m q u a r t o de século depois,
perguntaria?

lismo luminoso dos seus dias veranicos.
Com o sentimeito profundo e natural da gleba,sentindo-a com
todo seu calor « sua beíleza, no seu seio ou longe delia — pintan-

"Onde a vida dos nossos tropeiros, a representação das scenas
ua roça, da existência das fazendas,

dos costumes, dos escravos» \

do-a ou ouvindo-lhe o sussurro mysterioso e vendo-lhe a beíleza

Onde os assumptos da nossa historia, aquèlles assumptos qüe mtàs>

«-crde intraduzivel, surgio um dia um paulista: Almeida

intimamente nos faliam da formação da nossa pátria, os episódios"

Júnior.

Foi brasileiro na arte, nos costumes, na alma: sentia como brasileiro. Sua arte ê sem artimanhas e truques: é leal, franca, expontânea e fulgurantissima. Sua obra é das .mais bellas de nossa pint u r a e de sentimento mais vivo da t e r r a .
Vêm depois do artista brasileiro do Dcscanço

da independência, a revolução de T i r a d e n t e s ? "
Pois é essa a r t e que ainda nestes dias, mais brilhante é vertia de do que hontem, ahi temos.
Isso serve p a r a affirmar

do lenhador,

Ro

tantes

que os acontecimentos mais palpi-

da vida nacional não tem emocionado a nossa pintura ou a

dolpho Amoedo. uma «organização esthetica das mais apreciáveis do

nossa pintura delles se tem afastado propositadamente, o que não 5

Brasil, mas inearacteristico quanto á nacionalidade, Decio Villares,

crivei.

Jorge C.rimm é o allemão a quem o estudo da natureza fascina
« funda uma escola ephemera. Quer a natureza apanhada na natuírza, a vida das cousas apanhadas nas mattas, no grande sol, sentida em plena floresta. Tal mestre deu-nos discípulos que fizeram
renome, como Parreiras, Castagneto e outros.
Tamoyo,

do Brasil, como Marabá, sem preoccúpação nacionalista, sem sentimento de nacionalidade, mas como simples motivos estheticos. P a r reiras realiza a espiritualidade da paizagem nativa e ultimamente faz
intensamente a historia, mas como já fizera a marinha, o gênero, o na,
encyclopedico e estupendo; Castagneto fixa a volubilidade do mar,
Iodas as suas emoções de serenidade e de coleras, tornando-se insuperável até hoje: Medeiros ( J . ) faz Iracema, a filha dos Tabajaras R
c i t r o s quadros históricos, como também fizera o gênero, o retrato,

S. Sebastião,
Laguna

o Vidigal,

Morte de Camões. Episódio

ridas, a nossa pintura com cem e tantos annos ê ainda infantil.
E s t á como nos seus primordios, na perspectiva de um rumo. Ao
rumor de todas as palpitações da P á t r i a , só ella não vibra, só ella
não reflete o que temos sido e o que somos, só ella não guarda,
como uma emanação divina da sua vitalidade o espirito nacionalista, o sangue da raça, o traço inconfundivel, a alma brasileira.

uma das telas mais importantes

a natureza morta; Firmino Monteiro fez a Fundação

-p

No cosmopolitismo das suas manifestações e influencias adqui-

Aurélio Figueiredo e Augusto Duarte.

Amoêdo fez o Vitimo

-]

da cidade de
da Retirada

de

e outros assumptos arrancados á nossa historia tão esque-

cida e relembrada em tumulto, apagando-se individualidades esp>n-

Combatendo

pretendida Escola

Brasileira

t s t h e t a saudosissimo dos Graves e Frivolos
ameaça

perguntava ainda o

se "esse desnacionalismo

continuar"

E elle mesmo achava que sim. E não falhou a previsão sabia.
A arte que ahi está maravilhando na palheta fremente de Parreiras, fulgurando em Visconti, grande em Bernardelli, Amoedo e
Belmiro, suave no lyrismo sonoro de Baptista da Costa, e na obra
de um pugillo de novos talentosíssimos, é uma arte que não desmei roeria nenhum povo artista, mas não é uma arte brasileira, nascida aqui,

ardente do nacionalismo

que a faria

airída maior «

ir-ais encantadora pela característica e pela. finalidade.
E como Gonzaga Duque per.mintamos nós também: E esse desnacionalismo ameaça continuar?

dentes e fazéndo-se resurgir outras dignas do olvido nacion.il. P a s v;.T- l•. o segundo Impeli", chegando até hoje a nossa pintura 0 a

Carlos Rubens.

NÜMS.-9 A 12 — ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A DIPLOMACIA DA INDEPENDÊNCIA
A dipomacia puramente brasileira surgiu em data anterior á
oue se consagrou como ponto de partida da emancipação politica
nacional.
J á havia então regressado a Portugal o rei D. João VI, cuja
autoridade se annullara quase por completo sob o jugo despotico das
Cortes convocadas pelos revolucionários portugueses de 1820.
As ineptas resoluções com que a assembléa tumultuaria de
Lisboa pretendia legislar sobre o Brasil cada vez mais favoreciam,
deste lado do Atlântico, c surto das idéas nacionalistas.
Um movimento popular tinha j á levado o príncipe regente a
desobedecer á ordem imperativa de voltar á metrópole, quando novas medidas de hostilidade contra a regência brasileira vieram determinar um estado como que de franca belligerancia entre as duas
partes do Reino Unido, caracterizada pelo decreto de 1 de Agosto de
1822, em virtude da qual se declaravam inimigas quaesquer tropas
portuguesas que, contra a vontade do Governo do Rio, pretendessem
desembarcar no Brasil.
Entretanto, a rebellião do príncipe regente e do seu ministério não era propriamente contra a metrópole, mas apenas contra a
sujeição ás Cortes, que haviam usurpado o poder soberano.
A idéa que ainda predominava aqui entre os homens de governo era a de u m a simples autonomia administrativa para o Brasil, ou, quando muito, a de u m a união pessoal com Portugal. Esse
pensamento está, aliás, bem patente no sobredito decreto de 1 de
Agosto e nos dois manifestos do mesmo mês.
José Bonifácio, que redigiu o ultimo desses documentos (manifesto de 6 de Agosto), ainda se exprimiria no mesmo sentido, na
circular dirigida ao corpo diplomático estrangeiro, em 14 de Agosto.
Sabe-se. ao demais, que o grande ministro de Pedro I, nada
obstante o titulo com q u e o chrismaram de patrlarcha da independência, não foi favoí-ayel ao movimento de completa emancipação
politica, do qual, em 1822, Joaquim Gonçalves Dedo e alguns amigos se fizeram denodados paladinos.
Não é puerilidade, nem perversidade, como pretende eminente
historiador patrício, declarar José Bonifácio estranho ã direcção
daquelle movimento. Os testemunhos da época e o do próprio ministro de Estado deixam o caso perfeitamente esclarecido e, dè
certo, fazem mais tf- do que affirmaçCes graciosas, apoiadas simplesmente numa tradição sem base firme.
Parece hoje demonstrado que o illustre Andrada sempre? foi
adverso áa idéas democráticas e, por isso mesmo, opposto ao grupo
liberal de Dedo, a quem moveu terrível perseguição.
Em 10 de Agosto de 1822, escrevia o barão de Mareschal para
Vienna que José Bonifácio "lucta contra a revolução" Esta significava então o movimento separatista, ao qual o próprio D. Pedro
eó adheriu forçado pelas circumstancias.
O mesmo encarregado de negócios da Áustria (Mareschal) era
quem ainda mandava dizer para a sua Corte que José Bonifácio
considerava prematura e até mal arranjada a solução que aqui «e
ia dar ao dissídio surgido entre as duas porções do Reino Unido
Dias depois do Sete de Setembro, e quando Jo^ié Clemente Pereira
e Gonçalves Ledo se esforçavam por fazer proclamar D. Pedro
imperador do Brasil, o grande paulista, — a quem deve a Nação incontestáveis serviços de- alta valia, mas que se não pôde dizer tenha
sido o patriareha da indepndencía, — ainda se declarava alheio
aquellas patrióticas intenções, embora já visse com, satisfação a
elevação do Príncipe a dignidade de Imperador. Disto ha, pelo menos, um testemunho digno de credito. E ' o do coronel Maler, encarregado de negócios da França, o qual, em officio de 24 de Setembro de 1822 ao visconde de Montmorency, assim se exprimia: " J e
sais d'une manière positive que Mr. d'Andrada
dit le samedi 21 á
un dr> fes meílleurs amís et coníidens, qui lui représentait 1'inutilitó
et les dangers de cette innovation, í,c Ministre de S. A. R. ne prend
pas de part actíve à ect énèfshncnt,
il laisse. fatie mais U verra
avec satisfaction Vélévation du Princc à la dignité d'Empereur"
E
acerescentava, aliás no mesmo sentido em (|ue Mareschal escrevia
para Vienna, embora em contrário á lenda que aqui se formou com
relação á Princesa Leopoldina: " J e sais encore ri'tine manière indubitable que Ia Princasse Royale est três peinée et três sensiblement affectée de ce changement et qu'elle n'oae manifester son
opinión"
Muito instruetiva também, para o exarto conhecimento dos verdadeiros sentimentos nutridos por José Bonifácio naquella época,
ê a declaração que fez^a Majer na noite de 11 de Outubro de 1822,

i;to ê, na véspera da acclamação de D. Pedro como imperador:
"se S. M. Fidelissima voltar ao Brasil será recebido de braços abertos" (Officio de 13 d e Outubro de 1822, ao visconde de Montmorency.)

*

Foi paia realizar Os intuitos declarados no manifesto de 6 At
Agosto de 1822 que o Governo do Rio de Janeiro, em 12 do mesmo
mês, nomeou o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant Pontes, depois visconde e marquês de Barbacena, e o cavalheiro Manoel
Rodrigues Gameiro Pessoa, futuro baião e visconde de Itabayana,
pai-a servirem como. encarregados de negócios, respectivamente, em
Londres e Paris.
Nas instrucções que José Bonifácio lhes remetteu naquella data
(12 de Agosto), era explicado que o Príncipe Regente desejava e n .
t r a r em redações directas com a s nações estrangeiras e pretendia <"reconhecimento da independência do Brasil "e da absoluta regend o de S. A. R.", emquanto o Rei D. João VI se achasse " n o affrontoso estado de captiveiro.a que o reduziu o partido faccioso das
Cortes de Lisboa" Mas, para evitar dúvidas, se acerescentava:
"nós queremos Independência, mas não separação absoluta de Portugal "
J á estavam na Europa os dois primeiros agentes diplomático^
brasileiros, quando aqui se lavraram os decretos das respectivas nomeações.
Longe de serem nom.es desconhecidos, ambos já se haviam assignalado na vida pública, um como militar, politico e administrador,
o o outro como diplomata.
Gameiro Pessoa fora secretario da delegação portuguesa ao
Congresso de Vienna, o que lhe proporcionara fazer excellentes ralações; e junto á Corte de S. M. Christianissima, onde aliás j á servira como. secretario da Legação de Portugal, iria patentear novamente as suas apreciáveis qualidades de prudência, discrição e
zelo pelo serviço público, que o tornavam merecedor da inteira confiança e estima que D. Pedro lhe consagrava.
Espirito mais brilhante e dotado d e um senso práüco admirável, Caldeira Brant, cujas variadas aptidões eram bem conhecidas
já havia prestado reaes serviços á pátria, que delle tinha ainda
muito a esperar.
!

' •r

Como lnspector das tropas na Bahia, cargo que exerceu por
alguns annos, revelou elle os seus dotes de energia, actividade
r iniciativa, sempre postos em evidencia nas diversas commissões.
que desempenhou.
Ainda quando no estrangeiro, onde se achava desde meados de
1821, os interesses nacionaes nunca deixaram de o preoceupar.
Os seus conselhos e suggestões, em cartas dirigidas a José Bonifácio, eram constantemente determinados pelo . mais sincero patriotismo. E até se pode affirmar que muitas das medidas aqui
ndoptadas pelo governo do príncipe regente eram por elle alvitradas, de Londres. E', nesse sentido, mui expressiva a carta secretissima d e 1 de Maio de 1822, na qual parece que José Bonifácio se
Inspirou bastante, quando redigiu o manifesto de 6 de Agosto.
O contracto de Cochrane para o serviço do Brasil foi, igualmente,
suggerido por Brant, que, aliás, não se limitava a lembrar medidas
políticas qu de defesa do país, mas também outras, que diziam mai*
de perto com a pública administração ou com o progresso matéria,
do Brasil.
Outros serviços de valor vinha elle então prestando, de maneira
que a sua nomeação como encarregado de negócios foi, até certt
ponto, uma confirmação de funeções que officiosamente j á estava i.
desempenhar.
Tão bem se houve Brant, desde o inicio da sua acção diplomatica, que dentro em pouco George Canning, nvnistro dos negocio*
estrangeiros de S. M. Britannica, se dispôs a reconhecer a indepen"
dencia do Brasil, contanto que fosse aqui abolido o commercio de
escravos..
Por muito tempo, essa questão, associada pelo governo britar
meo a do reconhecimento, tornou improficuog oR esforços de B r a i r
pois, se bem que este aconselhasse freqüentemente
para o Rio de
Janeiro a adopção da medida exigida co
como condição sine qua nm, n
governo brasileiro reluctava em assumir qualque
ler compromisso
esse respeito.

AMERICA

1

NVMS. D A I ? — ANNO I
Vindo ao la-o.nl em Agosto de 1823, deixou Brant os interesses
TMCionaes, em Londres, confiados ao grande, patriota que s e chamou
Hippolvto José da Costa Pereira F u r t a d o de Mendonça.
Muito pouco s,- tem dito dos inestimáveis serviços prestados a
cr.usa nacional p.«lo vibrante jornalista do Carreio Brasilicnse. E n „ , tanto, a acção que, das columnas do seu period-co, exerceu w*r*
a formação .Ir. espirito nacionalista brasileiro foi das .mais notáveis.
A interinidade em que o deixou B r a n t teve curtíssima duração,
pois veio a falloeer pouco depois, isto é, a 11 de Setembro de 1823.
Foi então transferido para Londres Gameiro Pessoa, que, desd"
o recebimento da sua nomeação p a r a encarregado de negócios, vinha
desenvolvendo louvável actividade. Não conseguira, é verdade, ser
admittido no Conselho dos Aluados, em Verona, conforme t e n t a r a .
Mas, além das sympathias que. n a CÔrte de S. SI. Christianissima.
conquistara para a causa do Brasil, havia obtido do Governo francês
algumas medidas de ordem pratica, como por exemplo a nomeação
de u m cônsul geral para o Brasil e a admissão de passaportes expedidos aos Brasileiros sem intervenção da Legação portuguesa.
Passando-se p a r a a capital inglesa, ali o foi encontrar, pouco
tempo depois, Caldeira Brant, que recebera ordem de regressar á
Inglaterra, com a incumbência de negociar um empréstimo de três
milhões esterlinos e de trabalhar, juntamente com o seu collega, pelo
reconhecimento da independência do Império.
E m Paris, a representação brasileira foi, a esse tempo, confiada
a Domingos Borges de Barros, que ás qualidades de poeta imaginoso
unia as de diplomata sagaz, graças ao que conseguiu conservar a
excellente situação que ali havia Gameiro adquirido.
Alguns meses antes fora o antigo camarista de D . Pedro, Commendador Antônio Telles da Silva, mais tarde visconde e marquês
de Rezende, despachado p a r a servir junto a S. M. o Imperador da
Áustria, sogro do monarcha brasileiro.
Chegando a Vienna a 24 de Julho de 1823, Telles da Silva teve
acolhimento polido da p a r t e de Metternich, que, com a sua proverbial duplicidade, procurava meios e modos de enganar o agente brasileiro. Este, valendo-se habilmente dos serviços de Gentz, secrerio do grande Chanceller, sempre obtinha e mandava p a r a o Governo do Rio de Janeiro curiosas informações e, aos poucos, ia criando
um ambiente favorável ao nascente Império, n a CÔrte de S. M. I m perial, Real e Apostólica.
E m Agosto de 1S22, exactamente n a mesma época em que nomeara agentes diplomáticos para servirem nas Cortes de Londres o
Paris resolvera o Governo brasileiro despachar p a r a Washington,
com missão idêntica, o official da Secretaria de Estado dos Negócios
Extrangeiros, Luis Mouttinho Lima Alvares e Silva. Não chegou
este, porém, a partir, sendo considerados mais úteis os seus serviços
naquella repartição.
A José Silvestre Rebello coube substitui-lo em tal missão, sendo
para esse fim nomeado, por decreto de 21 de Janeiro de 1824. Tanta
sorte teve Rebello que, algumas semanas apenas depois da sua chegada á Capital dos Estados Unidos da America, isto ê, a 26 de Maio
de 1824, conseguiu o reconhecimento do Império por parte da grande
Republica do N o r t e .
Ainda nesse anno de 1824, o Governo imperial houve por bem
mandar a Roma, como Plenipotenciario junto ao Vaticano, o Conselheiro de Estado e Cavalheiro de Christo, Monsenhor
Francisco
Corrêa Vidigal.
Tratava-se então de regularizar as relações do Império com a
Santa Sé e os negócios da Igreja no Brasil. Questões de interesse
não somente espiritual, mas também politico, estavam ligados á
missão de Vidigal, que levou como auxiliar Vicente Antônio da
Costa, funecionario da Repartição dos Negócios Estrangeiros, ao
qual se deve, principalmente, o êxito das negociações entaboladas
com o Governo pontifício.
Havendo chegado á Cidade E t e r n a em 5 de Janeiro de 1825,
Monsenhor Vidigal só conseguiu ser recebido officialmente pelo
Papa, então Leão X I I , um anno depois, isto é, aos 23 de Janeiro
de 1826.

N., diplomacia brasileira dos primeiros annos de independência,
justo será salientar os nomes dos que mais directamente concorreram p a r a o reconhecimento da personalidade internacional do Brasil, ou sejam Caldeira Brant e Gameiro Pessoa, especialmente o
primeiro.
Os demais não devem, sem duvida, ser esquecidos, porque todo*
prestaram grandes SPIVICO- a causa nacional.

BRASILEIRA

Mas se a Silvestre Rebello, por exemplo, que obteve o primei*
.
.
™ r t « de u m a nação estrangeira, da indepennnr.
reconhecimento, por p a r t e de j
^ p r l ncipalme»fe a
denota do Império, algumas
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B ^ T o a m " e n c o n t r a r a m n a sua missão sérios empe__ Brant
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e m p r e g a r toda a habilidade,
cilhos. contra os q u - s h uve m £ •
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refa,

r X - ^ S S ^ eommissões lhes tinham sido confindas todas de certa importância, ás quaes p r o c u r a r a m dar o melhor
de e Z n h o possível. Assim é, por exemplo, que, alem da negociação
do primeiro empréstimo contrahido pelo Brasil independente th .Í a m nes as incumbências de contractar marinheiros, adquirir naZ , executar encommendas p a r a os Arsenaes de M a n n h a e do
i?-srercito do Rio de Janeiro, e t c .
E Í notável o zelo que p u n h a m no cumprimento de tantas obrigações, especialmente quando se t r a t a v a do que dizia respeito a defesa nacional. P a r a se vêr até que ponto chegavam, nesse sentido
as patrióticas preoecupações de ambos, b a s t a citar, ao acaso, este
trecho de um officio enviado pelos dois ao Ministro dos Negocio,
Estrangeiros, Luis José de Carvalho e Mello, em 21 de Janeiro de
Governo economiza muito em
1 8 25- "Reconhecemos que o nosso
m a n d a r comprar n a E u r o p a muniçoens e objectos de que precisa
para fornecimento dos seus a r s e n a e s : porém artigos ha que deven,
ser fabricados nesse Paiz, ainda mesmo quando saião mais caros;
porque de outro modo jamais chegaremos a ter certos objectos necessários p a r a a segurança e defesa desse Império"
As sympathias de Canning pela causa do Brasil foram, sem duvida de grande auxilio p a r a os dois illustres diplomatas patrícios.
Mas,' convém não esquecer que p a r a taes sympathias muito concerr e r a de certo, o trabalho feito por B r a n t n a sua primeira missão.
Por outro lado, eram enormes as difficuldâdes que se anteptinham aos agentes brasileiros em Londres, pois tinham que enfrer,
t a r a má vontade da maioria do Governo britannico, e do propr.o
rei e toda a formidável t r a m a de intrigas da Santa-Alliança.
Quando a Inglaterra, em Janeiro de 1825, declarou a sua resolução de mandar Sir Charles S t u a r t ao Rio, em missão especial os
dois agentes brasileiros viram coroados de êxito os seus patrióticos
esforços. E não podia ser mais auspicioso o resultado, porque logo
o Governo português, comprehendendo a inutilidade da continuação
da sua resistência ao reconhecimento, investia o mesmo Stuart do
caracter de Plenipotenciario de S. M. Fidelissima, p a r a tratar com o
Brasil, e outras nações do continente europeu se apressavam em
procurar e n t r a r em relações com o jovem Império.
As negociações de Stuart, em nome de Portugal, terminaram a
29 de Agosto de 1825, com a a s s i g n a t u r a de um tratado de reconhecimento e de u m a convenção addicional. E m Outubro, o mesmo Plenipotenciario firmava, pela Grã-Bretanha, dois outros ajustes que,
entretanto, não foram ratificados pelo seu Governo. E a 30 de janeiro de 1826 era Gameiro Pessoa, então Barão de Itabayana, recebido por Jorge IV, como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciario de S. M. o Imperador do Brasil.
P o r seu lado, Telles da Silva (Visconde de Rezende), já obtiver,
o reconhecimento por parte da Áustria, por nota de Metternich, datada de 30 de Dezembro de 1825.
Ainda anterior fora o reconhecimento por parte da França, p .
quanto se considerou feito desde que, a 26 de Outubro do mesmo
anno de 1825, o Conde de Gestas, representante francês no Rio
Janeiro, começou officialmente a negociação de um tratado de
mercio, que viria a ser concluído em 8 de Janeiro de 1826.

J á reconhecido pela maioria das grandes potências, não demoraria o Império em iniciar relações officiaes com todas as outra»
nações.
Ainda nisso o auxiliou bastante a sua diplomacia.
E n t r e t a n t o , ao se glorificar a obra dos que se esforçaram P '
reconhecimento da independência brasileira, não se fará ju 8 v"
completa se se olvidar o trabalho, muita vez anonymo, mas quasempre efficaz, da então Secretaria de Estado dos Negócios
trangeiros.
De facto, foi da conjugação de esforços dos que lá fora se d
caram a essa obra patriótica e dos que aqui lhes auxiliaram a «
refa, que ersultou a e n t r a d a do Brasil, em curto prazo, no gre
das nações independentes.

Hildebrando Aoololy.

com intuito de turbaçâo política.NUMS. que é alli. que revolucionará « mundo dos sábios pela revelação sorprehendente de que foram genuinamente lusitanas a s primeiras vozes que se fizeram ouvir no mundo brasileiro. resumindo as conclusões de sua formidável tarefa. a r a r a competência scientifica alliada á robusta capacidade de historiographo. como se vê. não só os velhos systemas de interpretação da nossa historia se tornarão obsoletos. no Amazonas e. desde 1500. Dr. confusas. nas expedições enviadas a Vera C r u z . com a paciência. Imbuídos da mais irritante má fé. a uma notável intrepidez e uma dialectlca irreductivel. sem esses predicados mentaes e . desde muito. a "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" nos dará "copiosas noticias inéditas c interpretações cartographicas mais verdadeiras que as até hoje admittidas e que transformarão sensivelmente as paginas preambulares da nossa historia. 9 A 12 ANNO I AMERICA BRASI LEI R A OS FALSOS PRECURSORES DE CABRAL Em meio das ruidosas manifestações do sentimento dos b r a s i leiros. lançam já profundo jacto de luz sobre uma das questões capitães da historia do Brasil. precursores hespanhoes no descobrimento do Brasil. designando a data do achado da ilha Fer- nando de Noronha. Isto fazemos. e. Duarte Leite apenas iniciou a demonstração de sua these. solida e irrefutável documentação e após o estudo preliminar do professor Luciano Pereira fia Silva. primeiro. e dahi os erros. pondo de parte outras viagens além da de Duarte Pacheco. fruto amadurecido de dous annos de penosos estudos methematicos. contesta tudo quanto se relaciona com as frágeis hypotheses que davam o fidalgo hespanhol Alonso ú° Hojeda como tendo estado no Rio Grande do Norte mezes antes da frota de Pedro Alvares Cabral. porém. tratada com critério rigorosamente scientifico e superior saber. defendendo argumentos inesperados. alheia ao movimento dos interesses e superior a todas as paixões. temos o gozo intellectual de conhecer e entrar em contacto com um historiographo que pôde hombrear-se com Humboldt. No fasciculo a que nos referimos da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil". o S r . toda a argumentação dos partidários dos precursores castelhanos de Cabral. não ultrapassou o cabo de Orange. que consagra como norma o critério scientifico ou objectivo. repetimos. é de tamanha magnitude. orientados pelos methodo^ rigorosos da analyse histórica. Diego de Lepe e Vellez de Mendoza só" visitaram o grandioso rio quando se rasgavam para a historia. ê a mais formosa dádiva que se destinou ao Brasil na commemoração do mais glorioso dos seus fastos. Aliás. que se impõe ao respeito e á admiração de seus pares. D r . de evocações e reinvindicações históricas. Seguro da sua causa e com a paixão remansada do saber. para empregar a phrase de um escriptor. reduzindo as explorações littoraneas das expedições de 1501 e 1503 aos limites que a cartographia coeva lhes assigrala. A these. o que é peor. pelo que diz respeito ás navegações iniciaes ão primeiro lustro do século XVI. Caetano da Silva. Hojeda não cruzou o equador. não eiteve. em que a verdade surgirá revestida de maior autoridade e de maior esplendor para gloria de Portugal. pot esses pseudos historiadores. não se apaixona diante dos problemas cuja solução procura: the truth is quiet. uma resurreição do passado. Portugal. Ao mesmo tempo. e a sua obra é uma meditação profunda. reduz a pó. que é privilegio dos creadores de valores. homem de sumiria sapiência. não se agita. dotado maravilhosamente das faculdades analycticas e criticas. Pinzon. pela primeira vez. um sábio. Não exaggeramos dizendo que. realizados com inatacável probidade scientifica e verdadeira abnegação. pretendemos apenas chamar a attenção dos estudiosos brasileiros para o sensacional trabalho do Sr. a um admirável dom de penetração. em 1500. De hoje em diante. litteratos e artistas. eximio professor de mathematica. obra. não se comprehende como se possa versar assumptos que exigem. revelando a participação dos navios mercantes. Vignaud. suscitarão uma espécie de assombro. com o estudo das excursões fantasiosas de Hojeda. tendo perserutado os problemas da historia do descobrimento em todos os seus pormenores. Duarte Leite. que em seguida se converterá em irrecusável prelto á verdade serenamente proclamada. Vicente Pinzon. Duarte Leite. como se ella estivesse encerrada nos estreitos limites de uma bibliotheca de vulgaridades. segundo a nobre qualificação. que vale por um desafio scientifico. " Estes primeiros capítulos. illustre Embaixador dè Portugal. se apresentaram historiadores nacionaes como Varnhagen. não vulgar faculdade de analyse e clarividente sentimento critico. e tão palpitante e. pois. Até então. por falsos e imperfeitos. Taes conclusões. apresentando a versão definitiva dos commandos da esquadra de Cabral. . briosamente empenhado em "restituir ao Brasil os seus títulos de filiação na gloria integral do cyclo portuguez dos descobrimentos". apresenta-se ainda com a vantagem de ser mestre consummado nas sciências mathematicas. determinando a collaboração das armadas da índia no descobrimento do Iittoral. em que este magistralmente expoz a somma de conhecimentos náuticos de que dispunham os descobridores portuguezes nos últimos annos do século XV. Vicente Pinzon como descobridor do Amazonas em Janeiro de 1500 e Diego de Lepe e Alonso Vellez de Mendoza como primeiros visitantes de paragens mais meridionaes. é destas que até aqui ficaram sem solução. Espirito philosophico. eartographos. sabendo nós que. festejando com legitimo júbilo o primeiro Centenário de sua Independência Politica. gente sem sciencia. D r . pacifica epopéa da intelligencia lusitana. praticarem a desfaçatez de discutir levianamente as questões relativas ás origens da nossa historia. D r . e ufanla dos verdadeiros apóstolos da sciencia histórica. por fictícias ou m«iito duvidosas. a simplicidade e o desprezo das vaidades. Pois bem: o eminente Sr. O trabalho do Sr. s e m uma opulenta erudição. e. Com effeito. porque firma o severíssimo trabalho o nome respeitável do Sr. pela severa disciplina de seu espirito. probo e construetivo. Diego de Lepe e também Alonso de Hojeda. Harrisse e Navarrete. cartographice? e históricos. que Alvares Cabral não leve. Pela sua grave compostura. ficando para o norte. porque nelle se agita. Elysio de Carvalho. nem slquer vio a foz ão Orenoco. com forte dose de serenidade que invejaria Thucydide. Duarte Leite põe por terra. convencido de que a verdade deve erguer-se serena e Impassível. é. depois. orgulho do povo brasileiro. além da probidade e isenção de animo. Traçando esta breve e despretenciosa noticia. nem consciência. provocar calorosos debates. com a promessa de voltarmos opportunamente ao assumpto dos Falsos precursores de Cabral. astrônomos. firmando conceitos que triumpham pela única força da persuasão. se renova e se desdobra > questão sobremaneira transcendental do descobrimento do Brasil. desprovidos de cultura e. Neste momento. nenhum historiador se havia atirado a empreza tão complexa. rasgou aos nossos estudos históricos novos horizontes e immensas perspectivas. en. combatido e contestado com pertinaz ardor. Acreditava-se também que a historia do Brasil houvesse envelhecido ou apparecesse integral nos volumes substanciosos de Varnhagen ou de Rocha Pombo. Harrisse e tantos outros de fama universal. Divulgando copiosas informações inéditas. que (• o mais extraordinário monumento que no gênero levantou o espirito moderno. tão gigantesca. é dever nosso assignalar aos inteílectuaes brasileiros o texto do fasciculo VIII do primeiro volume da monumental publicação. No seu labor vasto. Wagner. Duarte Leite. Acastellado numa formidável. elle o faz sem alardear os opulentos cabedaes de sua cultura. que se honra de seus ascendentes e descobridores. por ultimo. principalmente no mundo culto europeu e americano. que está destinado. ainda mais. paleographos. geographos. restaura nos paizes de lingua portugueza a perfeita consciência do papel de historiador. pela sua capacidade de trabalho e pela sua força de pensamento. surge mais um fasciculo da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" Obra de prodigiosa erudição. antes de Cabral. elle poude af firmar categoricamente. que desde alguns annos trabalha uma pleiade insigne de historiadores. tudo isso alliado a uma agudissima sensibilidade. desfaz. e muitas vezes postos em circulação de modo impertinente. obscuras. Dr. e notabilidades extrangeiras como Humboldt. Rio Branco. o que mais importa. O Sr. as deformações e os dislates de toda espécie divulgados sem protesto. estabelecendo relações indubitaveis de factos ignorados ou mal interpretados. Capistrano de Abreu e João Ribeiro. . como defensores dessa precedência. de que muito justamente se orgulha. e. uma reivindicação espantosa de um feito humano que durante neeulos foi negado. só tolerada mercê da confusão malsã que caracteriza o nosso meio intellectual. como lambem só poderia ser escripta ã luz da moderna cultura histórica. c. pela sua constante preoccúpação do verdadeiro. Embaixador Duarte Leite. não se enfurece. obtido reultado tão completo relativamente aos múltiplos aspectos de que se reveste o magno problema. A versão corrente era que. porque cm 1499. haviam visto terras brasileiras. os esplendores do século XVI. supportamos a injuria de escribas indoutos ou de mediano entendimento. Ravenstein.

e depois err. D. 9 A 1 AMERICA ANNO T BRASILEIRA UM SÉCULO DE SCIENCIA A F.. Tudo que se tem da época. entre os francezes. do século X I I I . do desordenado estenteador das mattas. Dentre todos. achava-se no apogeu litterario e. philosophia e rhetorica. se consignam informes da terra. conferindo-se diversos grãos. que determinou coordenadas geographicas. onde realizou. grammatica. Em todo o periodo que comprehenõe os três séculos. anonyma e obscura. a chimica: bem como a fundação. onde se ensinavam primeiras lettras. apenas eruditos alguns. comtudo na Historia do Brasil o periodo de emancipação mental. A transferencia da corte portugueza p a r a o Brasil marca o inicio da Historia do B r a s i l . pôde ter novos surtos. só depois da vinda de D .~tininga (S.' nos e carmelitas. no Rio. geologia e metallurgia. Com effeito. portanto. allemão. emb-na possuísse já a Universidade de Coimbra. uns maiores. Nas obras que deixaram. cultores de todos os seus ramos e divisões. sob todos os aspectos. adquirio material sobre a flora. no esforço lento e demorado da adaptação dos portuguezes a novas condições mesologicas e sociaes e ao esforço abençoado dos Jesuitas para introduzir " a disciplina entre os colonos e a civilização entre os indígenas". onde regeu a cadeira de Metallurgia. daria r. a que Renan apellidara o "milagre grego". Com o fracasso da divisão das capitanias. no primeiro século. — escreveu Afranio Peixoto. que. guiados por Nobrega e por Ahchieta. incontestavelmente. chefiada pela figura excepcional do D r . do primeiro Laboratório Chimico do Brasil: tudo isso. ou do mysterioso quasi bíblico das chapadas amplas E ' que a nossa historia natural ainda balbucia em seis ou sete línguas extrangeiras e a nossa geographia physica é um livro inédito. Fechado esse breve parenthesis. que iriam iniciar a cultura em nossa terra. Foi também professor de Coimbia. vi venda do Príncipe. onde iniciaram. ha um parenthesis luminoso. em condições de meio favoráveis. de Gregorio de Mattos Mas. dous seriam cs fundadores da nossa Historia Natural e da nosologia: "Wilhelm Piso e George Marcgrave. com o primeiro governador geral vieram os Jesuítas. não tinba grande desenvolvimento scientifico. o incaracteristico. todos os departamentos da sciencia do seu tempo. As primeiras informações guardam a mesma tonalidade da certidão de bapt«smo de Pero Vaz Caminha. iria ser o núcleo dos estudos mathematicos. que lhe deu o lugar da maior figura da nossa Independência e das maiores de toda a America. só a preoccúpação da renda o proveito dominou. tudo isso ia constituir material informe. o tolhiço e o inviável da nossa arte e das nossas iniciativas: falta-lhes a seiva m a t e r n a . Paulo) os primeiros Collegios. cuja gloria politica. Portugal.' leigo e confiado a franciscanos. de civilização e o inicio da preoccúpação scientifica no Brasil: o septenrm ilt. ratificando o trabalho formidável das "entradas" u bandeiras. fauna. dos núcleos medievaes. onde. Obrigado pelas condições geographicas a transportar-se para os convés de sua frota. em confiar a José Bonifácio a organização de uma Universidade. após varias transformações. animaes. ao distendido das landes: nada do arremessado impressionador dos itambés a prumo. em 1759. descripções. brasileiros vão estudar em Portugal. theologia.O Não admiram o incolor. A necessidade de completar as medidas dahi decorrentes. ssa se mistura. deixavam. até P9 riquezas. a sua I a missão scientifica. chegando mesmo alguns a professar na Universidade de Coimbra.. o mais notável foi José Bonifácio. Nas ultimas décadas do século X V I I I muitos. E n t r e os sábios que trouxe ou fez vir ao Brasil. outros com contribuição original. resolver seus próprios problemas. seus conhecimentos abrangeram. Alexandre Rodrigues Ferreira. benedictl. são manifestações litterarias. do dilúvio t r a n quillo e largamente esparso dos enormes rios. que foi ultimado no tratado de Madrid de 1750. tribus indígenas. todo o maravilhoso surto do gênio da Grécia. vindo mais tarde. n e n h u m a cogitação semelhante preoecupa Portugal. plantas. com que os novos methodos de Bacon e Descartes permittiriam os diversos capítulos da Sciencia humana. Almeida Serra e o mais extraordinário delles — Lacerda e Almeida. com differença de menos de um minuto de arco. como assegura Oliveira Lima. que atravessavam varias regiões do paiz. em busca de novos caminhos e quiçá de novas terras. arithmetica. além das disciplinas praticas de seu endereço immediato. a da Escola Medica. na época.Maurício de Nassau. em roteiro admirável. esticando o cerco apertado do meridiano de Tordesilhas. Esses conhecimentos eram. a Physica e a Chimica só se vindo a constituir nos termos do século XVIII. entretanto.:. menores outros. da vida social. João VI chegou a pensar. toda a contribuição isolada. As sciências iriam ter. interco-rendo-se uns e outros. natural da Bahia. Sabia-se alguma cousa da terra e das gentes. apenas noticias. As nossas mesmas descripções naturaes recordam artísticos decalques em que o alpestre da Su . começado quasi como o século. O surto do bandeirismo fez sua avançada triumphal. Todas as acquisições dos povos orientaes. de cultura. fascinado as mais das vezes pelos esplendores da í n dia. como Lery e Thévet. iria permittir que no próprio paiz se desenvolvesse a intelligencia capaz de. civilizado. Exemplo pujante de quanto pôde a intelligencia brasileira. sendo que Gabriel Soares de Souza escreve "a primeira affirmação de u m a entidade nova no mundo" O ensino quasi exclusivamente entregue aos fieis de LoyoL-i. n pouco e pouco autônomos. diante dos dados objectivos. Especialista em mineralogia. era natural que não tivesse preoccúpação alguma de cultura ou de conhecimento da t e r r a . EUCTJYDES DA CUNHA. desde a própria extensão. Mesmo depois de saber-se alguma cousa mais. ao lado do contingente dos árabes. mas fecunda. ê documento dessa tendência de universalidade que a caracteriza. foi o complemento nacional de u m a carreira scientifica brilhantíssima. como intelligencias amplas e superficiaes. Os extrangeiros que tentavam apoderar-se de trechos do BrasiL. ANTECEDENTES O Brasil surgio p a r a a civilização. O século XVI foi principalmente oecupado pela conquista da terra.N1MS. conforme observou Miguel Osório de Almeida. já differenciado. precedeu de pouco o advento da emancipação politica. A. mas que a indifferença e o criminoso descaso da Metrópole não fizeram publicar a tempo de utilidade ou deixaram se perdesse. Mandou também Portugal. com a imperfeição de processos e apparelhos. •-*<. conforme observa Oliveira Lima. deixando informações preciosas. do áspero rebrilhamento dos cerros de quartzito. ignoto. construído na magnífica Mauriztad. . João VI é que o ensino. baralhado. Emquanto isso. Depois da expulsão dos Jesuitas. latim. Pir. quando esta resurgia. Fundam em 1540. A CONTRIBUIÇÃO DO 1" SÉCULO Se é certo «(tio os factos históricos se não subordinam ás divisões do tempo. contribuição original. MEU COMPANHEIRO E AMIC. taes Silva Pontes. das sciências exactas só as mathematicas apresentavam conquistas definitivas. coincidindo ou suecedendo-se elles. por igual. foi reorganizado o ensino. e H a n s Staden. a que sempre se prenderam as cogitações scientificas. fez a éra brilhante de alguns demarcadores. . gentes e até observações astronômicas í( 'i i« no primeiro Observatório da America e do hemispherio sul. o inexpressivo. acompanhados de innumeros • desenhos. em que surge o perfil. proseguia. RAJA GABAGUA. com raro poder de observação. chegando ao Brasil. em 1785. 1812. pelo Marquez de Pombal. na Bahia. bastante desconnexos. . ediflcaram o marco inicial da sciencia brasileira. esse transplante de cultura. de outras executadas mais de um século depois. nenhuma manifestação em que se possa vislumbrar qualquer dado realmente scientifico. A fundação da Escola Militar que. noticias mais ou menos fieis. a obra de conquista da terra. obrigando a diplomacia a completar. na alvorada esplendida do Renascimento.chamada Escola Bahiana. sem essa marcação artificial.

cujas condições de civilização. O Visconde do R . Em astronomia. jurista. physica e chimica. Caminhoa. cujo papel civilizador na nossa historia ê preemineníe. João VI. sem que comtudo resultasse dahi trabalho original. 0 trabalho deste século. o primeiro historiador da nossa vida mental. também pouca contribuição original lograram fornecer c só deram. Da Chimica. se não fosse aqui sem propósito. para as contribuições novas senão o mero esforço mental do estudo-e da meditação. Pereira Reis. de Estado por Estado.feito lenta e diuturnamente. é precisoa.l das Plantas Pharmogamicas" trabalho imprescindível á nossa bot: ni. nomes nacionaes. O primeiro deixou sem numero de monographias. o primeiro nome da botânica brasileira é o de Martius. trazendo apenas. mandando vir professores europeus. e não só dirigio a commissão de S. A principio. os principaes nomes e documentos. Entretanto. Henrique Moríze. completa com artigos de. deixou. iria obrigar a observações. No que nos veio de antes seria difficil lobrigar qualquer aspecto original em mathematica.a. A elle também se ligou Orville Derby e John Casper Brauner. fieis e exactos muitas vezes.-!. salientando-se A. A. afim de se chegar a resultado definitivo. no seu magistério na Escola Militar e transitoriamente na Escola Polytechnica. além das obras «le exposição. nosologia. além do que ficou de Lund. transformando a antiga E s cola Central em Militar e Polytechnica. outros extrangeiros deram i sua cultura ao estudo óV nossa flora. em contribuições originaes. De que somos capazes. todos brasileiros. Se é certo que illudio-se o grande sábio no alcance de suas cogitações. pelo primeiro cabo submarino. em synthese difficil >• apertada. podendo-se citar a determinação de algumas constantes feitas por Emmanvel Liais. em trabalho notável — Geology and Physical Geography of Brasil — resumio tudo o que se sabia até então e as suas observações próprias. apenas teve alguns mestres. neste terreno. de 1822 a 1833. que. professores provectos. ao contrario das demais sciências. já podem figurar ao lado delles. collaboração de innumeros sábios extrangeiros. por um lado. A pri- AMÉRICA BRASILEIRA meira. nada ficou na parte theorica. como orientou os trabalhos do Serviço Geológico nacional de modo a ser apenas necessário seguir-lhes as directrizes. Os nomes nacionaes. na parte pratica. a oreação do observatório. Zoologia c Nosologia. seus discípulos e companheiros. alguma vista original de Domingos Freire e em chimica de explosivos e technica de laboratório Álvaro Alberto da Mira. E' esta obra a maior sobre botânica brasileira e a fundamental. mfjs tarde. —. — Conhecimento da terra e da gente. um Michler no magistério. o inicio dos estudos geológicos se deu com Eschwege. depois. Aliás. Miguel Lemos e Teixeira Mendes. entre nós. por iniciativa do benemeritissimo Instituto Histórico. o empirismo tacteante dos primeiros conquistadores. depois de muitos annos de estadia no Brasil. Fre«r»? Allemão. por outro lado. crearia o maior numero de estudiosos da mathematica. de que pudessem surgir contribuições próprias. se ihclúe Raja Gabaglia. que trouxe em sua companhia Carlos Frederico Harrt. as mais diversas. as investigações orientadas das sciências. annexo á Kscola Naval fundada por D. dous exemplos bastariam: . a mentalidade brasileira seria capaz de enfrentar o campo.lus''u Nacional. presa inicialmente a seus trabalhos. que viveu em Lagoa Santa.i efivren. realmente genal. com interrupção nesta. . ensinada. minuciosa. sobretudo pelos trabalhos modernos que divulgou. O segundo coroou a sua vida de dedicação ao nosso paiz ultimando o "Mappa Geológico". depois. como o Conselheiro Pitanga e Nerval de Gouvèa. realizava a mais completa das reformas de ensino. alguma contribuição realmente nova. a que vem appensa detalhada noticia bibliographica de toda a geologia e mineralogia. mas a primeira figura de relevo é. D'Orbigny alguns mais. Benjamin Constant. em viagens que fizeram. A preoccúpação de Portugal só se manifestou -m 1789. que dirigio a fundação da Escola de Minas. Conceição Velloso. Velloso de Miranda. O Brasil não se poderia eximir desta determinação fatal. são garantia de quanto é possível. O conhecimento de uma região e do homem que a povoa. . Bizarro. o Branco. Tracemol-o. Houve. ella e modificando-a. a de Joaquim Gomes de Souza. seguindo-se o periodo a que Derby chamou de allemão. incumbe completar. mostrar que os Estados Unidos. deixou um sem numero de monographias e principalmente o "Manur. Por essa mesma época o advento das novas correntes philosophicas. ha alguma cousa de Orville Derby e um ou outro elemento esparso. da mais perfeita das sciencia. não seria difficil. o instincto rudimentar dos primeiros habitantes. Dirigia a secção geológica o Barão de Capanema. Paulo. na Escola Polytechnica e na de Medicina. presos a esses dous. com Benjamin Constant. revelou comtudo manejar com rara maestria o instrumento algebrico. que. co«no o physico Guinet. cultivada ainda em laboratórios technicos. a exigência de custosa apparelhagem. Ladisláo N e t t o . dedicados e capazes. também muito se deve. em que vêm 20 mil espécies brasileiras descriptas em 40 volumes. em S. A contribuição de Arruda Camara. organizou-se uma commissão scientifica. Frei Leandro do Sacramento. Botânica. dissidente. concluía que nada de original leváramos "ainda ao patrimônio scientifico da espécie. hui~ Cruls. affeiçoado por.$ff$& & A 12 — ANNO I Sylvio Romero. botânica. T. fallecido aos 44 annos. ou se perderam ou se retiveram em algum chronista suspicaz. que iniciou a monumental "Piora Brasiliensis". percorremos inicialmente as chamadas sciências exactas: mathematicas. Barbosa Rodrigues. medico e poeta. 'a figura de Williard Gibbs. que conheceram bem a sciencia de seu tempo. para estudar Historia Natural nas provincias do Norte. . incontestavelmente. Em 1865 começou o segundo periodo — o americano — com a vinda de Agassis. o physiologista Couty e Gorceix. da eminência da commemoração do 1° Centenário. fortalez? intransponível â maioria das equações que traduzem phenomenos e leis physicas. nos punha " a alguns minutos da civilização". — Geologia. Nesta corrente. ' Todos os conhecimentos empíricos dos garimpeiros. que. portanto. Entretanto. creou a segunda corrente de cultores orientados principalmente no caminho da analyse. Nessa parada que vamos fazer. "a nossa mais completa cerebração do século. e que levaram 6G annos a. e ao seu lado a propaganda das idéas e obras de Augusto Comte iriam inicialmente influir na maior figura das mathematicas no Brasil — Otto de Alencar. não havendo laboratórios. um Theodoro Ramos. por fim. diversas da nossa. do ?. Sampaio. de Saint-Hilaire. nomeando o Dr. impõe um longo trabalho de preparo anterior e um grande poder de abstracção. as que cuidam do conhecimento da t e r r a e da «ente: geologia. — Sciências cxactas. se publicar. que durante muito tempo jazeu desconhecida e ignorada . logicamente. Oito de Alencar. o evolucionismo no Recife e o positivismo alli e no Rio. Não se poderá repetir o-mesmo balanceando . em que já vai avultanclo. como Gardner. A' «ecção do Museu Nacional. Paulo com Luiz Pereira Barreto. sociologia. embora de assumptos transcendentes. ao mesmo passo que. já muito percorrido. A Physica e a ifjtoimica também só foram cultivadas nos estabelecimentos de ensino em que eram professadas. de recursos. Terra e homem foram-se estudando em desenho esfumado até as linhas geraes do contorno que a obra do primeiro século logrou gizai e que. que conseguiram dar as linhas geraes da constituição geológica do Brasil. a não ser alguns factos e informações colligidas . Saldanha da Gama. alguns estudiosos. dispensando. legando-nos sobre o calculo infinitesimal paginas que ainda hoje sombranceiam toda a mathematica" Gomes de Souza orientou seus estudos sobretudo para o calculo integral. entre outros. Em 1857. só pôde ser . le tradições. a brasileiros. Os exemplos citados bastariam á convicção de que com maiores esforços. novos processos de ensino e de estudo. a mathematica não exige. Além de Martius. A. Capanema. Se. zoologia. foram outras. aos que vierem. ethnographia e anthropologia. iriam crear uma orientação ao estudo das mathematicas. entre outros. chamada dos Pássaros. Bompland. é certo. José Vieira do Couto para fazer observaçõer mineralogicas e metallurgicus em Serro Frio. publicou três obras sobre geologia e mineração do Brasil. com «. de 1833 a 1880. mas o que foi colhido perdeu-se om naufrágio. creando nesta cursos especiaes de sciências physicas e mathematicas e sciências physicas e naturaes. oue teve a saneção da sciencia européa. que. apreciando este periodo anterior. Em palentologla.

Godoy. Arthur Neiva notou que três factos notáveis do biologia estão ligados de perto ao Brasil: a lei ontogenetica de Frítz Mueller. Começou disciplinando-sc para disciplinar alumnos e companheiros. é com Oswaldo Cruz. para encontrarem as Incógnitas dos nos-os problemas. ' por si mesmo. Emprehendeu e fez emprehender " viagen* pelo interior do paiz. muitas vezes. Confiava o preparo delles.' T ^ r e s e Eticlydes da Cunha e agora em já algumas realiza- cões e promessas Oliveira V i a n n a . Penna. também se devem trabalhos sobre a historia natural brasileira. á forma mais nobre. Muitos dos naturalistas que percorreram o Brasil fizeram observações diversas. em Santa Catharlna. De outra. n u m a m biente de conforto e de recursos. Dos Museus j á citados. escreve Roquette P i n t o . "O primeiro diz respeito á organização social dos indiois. Paulo. Sylvio Romero foi quem primeiro fez u m a synthese. cujas publicações. ^ nOTarlament9 . processos. Estes institutos mantêm secções onde ha especialistas. Paulo. de 1818 a 1821. Em artigo recente. em 1884. não só para colher material. os seus grandes problemas.s". como A. Embora nem tudo tenha ficado. no Museu Nacional.A sua contribuição ao estudo dos nossos aborígenes pôde ser resumida em três factos fundamentae.= v r „ „ ainda em terreno capa* de divagações conjecturas pare. baseadas em estudos de Fritz Mueller. como obrigação ineluctavei o grande problema nacional. embora de aspectos nacionaes. observou e procurou por fim appücar os processos da escola .p o s i t o escreveu s u a maior obra e pesquizoti tradiç5e. Soube muito da gente. com orgulho.. Couto de Magalhães. depois de termos cumprido. Fontes. A opulenta riqueza delia attrahio p a r a nós u m a série de naturalistas •iminentes. Wallace. de que é o mais perfeito symbolo. Creou-as e deixou esse monumento. como Miranda Ribeiro. formou u m povo. Neiva. Vacllla ainda em t um esboço c 0 „dicões. da nossa vida mental. Minas. com espisas de milho. !« E m um século de independência politica. concentram quasi tudo que se conhece da zoologia brasileira. ! inscripção do frontâo de Delphos: "conhecer-nos" Rio. mais pura. do Paulista. F . . capaz de resolver. Natterer. Neate X e P . por elle próprio effectuada. o seu feitio 'administração. autor da maia completa obra de conjuncto que possuímos sobre a nossa fauna. Roquette Pinto. a extrangeiros contratados. Rodrigues Barbosa. Koch-Grimberg. perrvtfttindo crear capacidades nossas. U A i2 . o segundo á origem dos indios e o terceiro. documentando 0. resultante d e s a n c o factores que nella actuavam: as três -aTas fo madoras. orientação. os seus caracteres constitucionaes.AMERICA BRASILEIRA \ L M S . de conjuncto de aspectos. tes extrangeiros. Carlos Moreira. Ferreira Penna. o meio physico e o elemento alienígena. e LadislAo Netto. . os Estados costeiros. ^ ^ ^ ^ fc ^ . mas o inicio realmente do primeiro estudo scientifico e systematico de nossas condições sanitárias. Ainda é a Martius que se deve o inicio de um estudo aystematice s o t r e os indígenas do Brasil. soquer de * » £ £ £ £ realizou A f r a n i o P e i x o exemplos nossos os facto«^ger « . Emilio Goldi. E ' certo que houve no periodo colonial t r a balhos parcellados.. A' obra dt desbravamento territorial do fio telegraphico do Gen e n l Rondon. o nosso acervo de contribuições originaes.le La Pley aos nossos phenomenos sociaes. pelo nordeste brasileiro. JJe u m a dellas. Spix. Creou laboratórios apparelhados a todas as pesquizas. M Conclusões. Chagas. com um Luiz Pereira Barreto. houve ainda contribuições isoladas em S. no Rio com um Baptista de Lacerda. do Pará. sahio esta campanha abençoada pelo saneamento do Brasil. entre os extrangeiros. como ainda para estudar-lhes as condições regionaes peculiares. percorreu S. mais solidarizadora da Civilização que f íi Sciencia.o Instituto que lhe tem o nome. e que seriam grandeza a longo trabalho. balancear. contribuíram largamente para desvendar as belezas dos povoadores do paraiso. representa um esforço efficaz. a mais notável. que é. Goelcll. Capistrano de Abreu e agora. que foi tudo q u a n t > ^ ^ vida atumultuada e trabalhosa. ^ ciue ethnographia. entre os quaes o grande F n t z Mueller. o mimetismo. o companheiro de Martius. no destaque dos maiore. Viajando por nossa terra.s o em 1 9 1 . do Paraense. Madelra-Mamorê. os que ^ r r T ^ t o . cujos trabalhos scientificos podem ser compares dos sc-melhan-/. Os especialistas que chamou ao seu convívio. e von Ihering. que de^e sor o maior or R ulho de nossa civilização . de S. viajando pelo rio Xingu. sob a sua alta direcção. procurando verificar a reacção o m p e x a . a civilização européa trazida p a r a o Brasil. se refere á classificação delles. mas o que lhe mteress formação da Amazônia. Paulo. de critério . que foi o decisivo. Gaspar Vianna e outros tantos compares no merecimento. a quem nunca ê demais elogiar. que se perderam no estudo. Paul Ehrenreich. nas especialidades. iante d que fosse possível traçai *^ geria permlttldo era . a prazo certo. affirmou Alberto Rangel.cientifico. entretanto. o Brasil produzio Brasilel-J ros. Lutz ou os discípulos que formou. E n t r e os outros nomes maiores o de von den Steinen. que lhes davam technica. a quem se devem varias monographias preciosas. de Hugo de Vrles. Neiva e W. talvez antes de outro século decorrido. que em monographias e na Rondônia deu traços syntheticos dos conhecimentos ethnographicos v>rasileiro. tanrroem lizoram oarte alguns extrangeiros. Setembro de 1922 Francisco Venancio Filho. Max Schmidt. Bates. foi um dos primeiros destes extrangeiros nacionalizados. sempre rica de pieoccup Brasil. e alguns outros estabelecimentos congêneres. de u m só a s pecto particular. Ethnographia. realizada por A. indo até o Amazonas. Os estudos de zoologia quasi sempre se interferem como os de botânica. • Poderemos assim. consentio-se a construcção tia E . cujas observações são devidas a Bates e slgumas verificações da Theoria da Mutação. a iniciar o estudo da nossa fauna. Agassis. do Nacional. entre alguns mais. abrangido na totalidade de suas questões. A collecta dv material sobretudo feita no Museu Nacional. a b e r t o Torres interessou-se sobretudo "pela organização poliuca to x t o n a l i d a d e . mas l h „ na obra. i 2* _ E m circumstancias favoráveis. Castelau. como um rebanho ^ ^ J M ^ — ^ Z = ^ sicas ethnicas ou sociaes. a sua -ooperação para a ethnographia do Brasil foi valiosissima. Bomplard ainda. ' Preso ao estudo da nossa flora e fauna está necessariamente o da nosologia brasileira.ANNO 1 Sociologia. póde-se dizer. deram as provas indiscutíveis das possibilidades da intelligencia brasileira.

em successivos ensaios de concentração. a regra politica. não susceptível da critica jurídica por onde triumpho da raça mediterrânea e desapparecimento paulatino das se infira a "capitisdiminutio" dos demais paizes do Continente em demais. não obstando isso ao mesmo futuro de çada a regra politica. devia renovar-se em posteriores ensaios. as differenças de condições da África e da Ásia em face d a Europa. Substitue-se no mundo. a vontade universal a conciencia se desaggrega parcelladamente pela crise collectiva da Europa tinha que se pronunciar como conservadora So nacionalismo em etapa de novas condensações. tal como se cfferece para a America. 9 A 12 — AMO 1 AMERICA BRASILEIRA ' INTEGRAÇÃO CONTINENTAL AMERICANA A America se torna cada vez mais convicta da sua unidaóV de 1823 é a proclamação da independência continental. ou por força de agglutinção daquella ou decréscimo expon- face da autora. concluindo por observar. grande em demasia para se conter no planeta. frueto de u m a differença assignalavel entre a Norte America. Colombo. Filho da velha Europa vem construindo com os provir de uma affirmação contida em uma mensagem presidencial modelos fornecidos pela veneranda progenitora os amplos alicer- ao Congresso de um delles.. Por emquanto. o hispânico e o luso. mais (I) Não ha exaggero em prever o desapparecimento. o que entanto é problemático. America. é o sulco representativo da nova linha de demarcação. assignalado pelo Csar Alexandre — devia redundar n a para o mundo num quasi improviso. ^ com muita nitidez. 48". tanto vale affirmar todos os paizes americanos. Cabral. p a r a elles. revelado no ukase de 16 de Setem- dos yankees. em dias vindouros não longínquos. apenas differenciado por . A própria historia se incumbirá de corrigir esses desvios. em comparação com a America. cada vez mais avulta -monopolizando o mundo e. o Continente americano é o exemplo único de solidariedade. elle representada a sanceionti. Pizarro. não tendo esses Continentes uma doutrina de Monroe a lhes servir de base. das reuniões de constitucionalismo e liberalismo. refractarios ao expansionis- cumstancias históricas e pelo modernismo de sua creação surgiu bro de 1821. nem sendo constituídos por paizes independentes. Somente uma Intervenção asiática poderá contrariar esse porvir. Outros Continentes poderão ainda.. Regra politica portanto.NÜMS. no con- na historia dos povos. Monroe e Canning formavam a outro'ora effectuadas p a r a o encerramento de estados bellicos e reacção ao lado das republicas nascentes e o utilitarismo brilan- solução de-crises políticas. Os 7". do Continente pela ua significação e alcance — tem a doutrina de Monroe para commental-a todos os interessados directos nos aspectos em que ella se desdobra. pelos movimentos libertadores da America hespanhola. (II) E n t r e t a n t o Bushnell H a r t (The Monroe Doctrine-An í n t e i PWtation) estuda com sólidos dados um monroismo Japonea n a Ásia. o transitório pelo definitivo. consciência e grandeza. O grande ramo üiucasica. e no tratado de união continental de Santiago (1860). Quando'ainda bruxoleavam primitivos fulgores de liberdade na America Latina. impondo-se a unidade do todo por uma solidez. No concert. das raças vermelha e negra e dos cruzamentos innumeros resultantes da combinação entre ellas ou dellas com a branca.características relativamente superficiaes. a conjugação das tendências anglo-saxonicas daquem e dalém pouco e pouco. Boliviar. O Continente americano. Nem mais se conclue da acceitação em tácita de assembléas mundiaes quaes sejam as de Haya ou a. Essas installações periódicas de uma idéa immorredoura tiveram feições parciaes como os Com. monarchica e absolutista. os factos e even- tal. a qual por sua vez já manifesta uma vontade. o qual. — os Estados Unidos. corrigindo mar. pelo progresso destas ultimas e futuro nivellamento das efficiencias nacionaes e da civilização continen- expressão que é da vontade dos Estados (II) O surto americano. moldar uma personificação parallela. Resolveu seu problema racial affirmação desassombrada que o mundo commentou e a numa desharmonia interna de systemas. Resultante histórica de factores complexos estava lan- Europa e o sul a fusão dos elementos. verificados nos congressos de Lima (1847. Vespucio. como certo mundial. o eventual pelo permanente. características da tua genialidade. Essa pujança de novas directrizes. Os excessos praticados em nome da doutrina turvam a limpidc-z da consciência norte-americana.ça num mandato em que não houve delegação de poderes mas uma imposição imperativa das circumstancias. Assignala Alexandre Alavarez. em dez sessões consecutivas inaugurava o reginien da communidade de idéas. desde 1815 ideava o Congresso de Panamá. que. mais isso é nada em face das novas idéas em expansão e a sua voz era a Santa mais que u m a phrase transitória Alliança. em futuro algo afastado bomogeinizará o seu sangue num caldeamento trabalhado.restos latino-americanos e a tentativa de confederação dos paizes do Centro-America. favorecido por cir- mo russo no noroeste americano. A diminuição da uoberania dos paizes não pôde tâneo destas ( I ) . 1877). Provocada como um todo differenciado da grande massa h u m a n a . já o germen L nos primeiros movimentos. para. patrimônio. Mister se tornam o voto e o texto pelos quaes se re- buição mundial a sua divida de origem. a America. segue-se não ser o direito internacional. o monroismo a independência continental. peculiar . vai. porque o controle humano. O exclusivismo yankee. delineando-se no Globo e definindo-se sulta espressa a norma. onde i* constante renovação do elemento branco a par do estacionamento e decréscimo dos demais terminará n a approximação gradativamente mais evidente de um typo único nos seus fundamentos. do congraçamento tentava desabrochar tarde realizado (1826). consagra três correntes européas constitutivas do elemento fecundante gerador da nova entidade: O anglo saxão. e da vontade manifesta dos Estados. Cortez. porém. Nessa trajectoria. o que constitue um modelo. muito embora a vontade nacional por ces de sua civilização. adoptando o norte o divorcio reconheceu. o tempo e as vicissitudes o monroismo. gradativamente. paulatinamente augmenta no cyclo histórico actual em face dos demais. soffreu as applicações oriundas de interesses ocor- rentes do auetor e mandatário exclusivo. esta gerou o pan-americanismo e a consciência. nos tempos fluen- nico de feição mercantil nunca desmentida. depositaria eventual. e 49° da mensagem de 2 de Dezembro A solidariedade americana tem suas raizes nas primeiras paginas da historia deste estupendo Continente. sentimentos e interesses no Continente a chamar-se mais tarde — pan-americanismo. auetora e tutora do monroismo e as suas puplllas por ella beneficiadas no momento decisivo e premente das affirmati/as de libertação tende a desap- parecer. o que redundava. em tempos distantes. sem embargo muito remoto ainda. procederia o respectivo caracter jurídico com as demais conseqüências. o cessidades territoriaes aleatório pelo estável. com descortino e elevada visão. chamada doutrina de Monroe. 1865. a qual de incipiente. coincidindo com as ne- o caracter inconsistente tes. porém numa em via de resolução. . tualidades históricos a população e as tendências. recen- amortizações successivas saldar definitivamente na contri- te de Paz. por a s sumir um caracter de abuso de confi ii. de interpretações opportunistas. Nunes de Balbôa deram-lhe o factor geographico. porém.

que se formam n a America ameaçando tina). capaz de imprimir u m a attitude definida perante o mundo. actualmente. pela cultura geral do? povos que representa. como subsidio ao pan-americanismo e com- tago. a Colômbia a humanização da guerra. Mas igual a minha fé no vigor do dualismo ibérico. Cumpre não terminar. regendo-se pelos mesmos princípios ethicos de fraternidíS de e beneficência. tal ismo é uma ampliação do nacionalismo e como este participa dos mesmos factores formativos. necessários ao progresso e bem estar universal. sendo elle um partido no concerto universal p a r a a sellecção dos bons princípios. a transitória presença de uma hegemonia exis- veira: tente. na formação de uma consciência nitida. que se encontra a directriz continental americana de paz e sabedoria. scientifico. referindo-se ás relações ibéricas: "Minuto de amor nao afim de attingir mais nobre meta — a idéa alevantada de pletho- pôde entre nós haver nem sequer "flirt" rico subsidio á philantropia universal e de farto tributo ao altruismo. O conluiei. interpretação adiantada de asylo (Congresso de Montevidéo o orientação homogênea do Continente. abstracto da realidade material e equações de força. . o pan-americanismo. E ainda outro. Teríamos um retrocesso histórico onde surgiria uma social e commercial. ter. n a cultura e nos senmanifestada numa . tentativa de Liga das Nações. creaçâo do Tribunal de Prezas e Corte Internacional de Arbitragem (Lawrence-The Society of Nations) e. hispano-americanismo e luso-brasi- tro séculos vem dividindo o continente sul-americano nos mesmos leirismo. Essa é a finalidade do p r o g r a m m á pan-americano. a comprehensão liberal e social do instituto da extradicção (principalmente a ámerica la- do p a r a novos horizontes. u m cunho juridicb permanente. e. o principio de não intervenção. Progredindo. H!«0«>.t jurídica. com uma saudação affectuosa a cada paiz visinho os .ou. fontes de rivalidades damninhas dous troços symetricos". íarcos representativos de seus limites definitivos. 9 A 12 apoiado na geographia. A sua acção é toda positiva nos re-' sultados e não negativa nos intuitos e. Manual de Oxford de 1913. foi ludibriado pelo " c r a c k " politico causa- America Ingieza. que ria incestuoso e funesto e só um affecto tranquillo e fraternal será tanto enthusiasma uma cerebração vigorosa como a de Alexandre Alvarez. Acode-me á memória um periodo do Sr. também de algum sabor . onde se encontram Formam esse ou latentes ou em plena expansão os férteis fermentos do pan-americanismo. absorvendo a falsa comprehensão do mon- Ildefonso. nações ibéricas. de codificação do direito internacional publico e privado por serem fontes de pendências seculares e animadas de program- (inicia- Dellas apenas o latino- tiva de José Hygino na Segunda pan-americana no México). inviolabilidade da propriedade particular. ibero-americanismo. cujo esboço j á se achava em franca viabilidade antes da crise de 1914. chileno e americano. onde um paiz como o Brasil. como já ficou dito. menosprezando o jacobinis. A reacção da cultura. especialmente . onde. * destinado a orientar o mundo. correntes particularistas. legitimo" e menos ainda "coup de E n t r e duas nações que nasceram irmãs todo o amor seO mesmo pôde ser repetido i>ara a America do Sul. ê na sua feição jurídica. por ausência de uma a Argentina a condemnação do emprego da força na cobrança das saneção garantidora de sua efficacia. e isto pelos resultados das Conferências de Haya. por volta de 1S94 e annos seguin:. empolgar todos os problemas de interesse continental. Quanto a s demais não cabem loas. que esse mesmo escriptor repete do Sr. e timentos. conclusões das declarações de Londres de 1909. Os congressos pan-americanos em linhas eoncentricas de irradiação devem. Jorge Latour. Uma leunião em Washington da Conferência de Paz centro-americana finalizava o tactear das tentativas para o inicio cheio de seiva do pan-americanismo. e u m a proposta pensação ao anglo-saxonismo. do qual participa integro o Continente. já. o principio territorial do "uti-possidetis" mediatamente e a nova éra fluente reconstroe o organismo do mun- di- reito dos neutros nas guerras. como assignala Oliveira Lima (America Latina. ainda mais pela consagração geral nas bellica dos paizes e também pelas doutrinas germânicas sobre a Constituições ou na convivência continental a iniciativa do arbi- g u e r r a .MS. dentro da altivez e da nobresa. que de acanhada visão — para a marcha segura de realização do seu para o caso. um modelo de Corte Internacional de Justiça (a de Car- americanismo é fecundo. Bettencourt programmá fecundo em creações de bemfazejo egoismo continental. congregará elementos harmônicos pelas suas nova linha de demarcação e u m a revivescencia do tratado de San tendências e historia. cada vez mais. condensando em si o reconhecimento moral dos paizes latinos pelos benefícios deste colhidos. de cunho moral. após o cataclysmo fez-se sentir im- tramento obrigatório. apresentada pela America Central em 1907). nos princípios básicos da constituição de cada Estado e no quadro magnífico da sua diplomacia. do bom senso e da intelligencia. princípios adquiridos da jurisprudência arbitrai. pela formidável organização». a propósito de taes congraçamentos. Todo esse patrimônio precioso do senso jurídico universal e experiência adquirida. num bello projecto do Sr. e a qua- ricanismo.no que o desvirtua. dividas internacionaes. por assim dizer. após longas af- flicções da humanidade.OH- roismo egoistico. consagração da boa accepção do monroismo. reuniões o veio precioso. época memorável de subversão de todos os igualdade jurídica das nações.sesuio realizar essa obra prima que é o delineamento paulatino t. progredin- cariismo reconstruetores hediondos das antigas rivalidades das duas do dizia.AMERICA BRASILEIRA ANNO 1 Nb. n a historia. encaminhado praticamente por Blaine triuphos na Primeira fixado definitivamente' para a sua rota de de Washington em 1S89. politico.calmo. isto. sem u m a illusão ás facções de natureza histórica e racial. . con- mas vermelhos.r i e de tratados.«*. immenso de extensão e de confrontações complicadissimas <oi. de cunho pacifico. foudre" ao humanitarlsmo emfim. do seu contorno geral. E ainda. Assim são o luso-brasileirismo e o hispano-ame- cretizada. de 1888). como um verdadeiro agradecimento aos Estados Unidos e ao mesmo tempo o final da tutela yankee para u m a reivindicação total do seu programmá. comtudo. assim como as nações americanas são tributarias do pan-americanismo a America deve sel-o do mundo. de normas adiantadas.ando pela . n a raça. em concorrencia com os demais que outras tendências e agrupamentos'dlctem na communhão internacional. as nascentes conrrentezas raciaes denominadas latino-ame- ha oito séculos dividiu a nossa península em dous traços. r e presentada no movimento codificador do direito. a. homogeneidade e construcção. Epitacio Pessoa. . fincando. americano e universitário. manifestandose em Haya. Rodrigues. Historia da Civilização) o Brasil foi sustentar a dor da grande guerra.-reação de um Bureau um instituto pedagógico oontro-amerieano. principio no direito penosamente creado. A solidariedade humana assume. Alberto d'.

Georges Dumas. do Instituto de França. Crozier a direcção da sua missão econômica. é um nome conhecido por todos aquèlles que estudaram. berço da r a zão. Se quasi todos os paizes nos trouxeram a affirmação da sua amizade nesta hora de alegria nacional. esthetica e do pensamento castelhanos. Pierre Janet. Professor da Sorbonne e o D r . a philosophia. já em 1914. A França. Borel consagrou-se sobretudo ao estudo da theoria geral dos funeções. de volta da guerra onde serviu a sua grande pátria como combatente. conhecendo com rara erudição toda a nossa historia litteraria. enviando-nos missões econômicas que nos confirmam em nossa confiança na futura riqueza do Brasil. cujos nomes são igualmente admirados e queridos pelos inteílectuaes brasileiros: os S r s . tornou-se celebre no mundo inteiro. o nosso diploma de nação culta. E . Mas a nação franceza. Chiray «athedratico da Faculdade de Medicina. E . em diversos volumes rapidamente esgottados. vêr os nomes dos inteílectuaes que nos visitaram em seu nome.meida. mas tão a b s u r d a " . Dr. Não é inopportuno. o sentido da medida e da harmonia. comprehende. Professor de psycho-physiologia na Sorbonne. A missão intellectual franceza comprehende o Sr. Borel veiu ao Rio dissertar sobre a famosa theoria de Ernstein. Emile Borel. ainda desconhecido. ou quasi tod. mesmo de leve. . O mathematico Emílio Borel é u m dos mais gloriosos sábios da geração contemporânea. Seria querer deliberadamente cahir no banal que repetir que devemos toda. Martinenche. e lhes deram. em um dos seus mais bellos discursos. da impregnar todos os seus actos de elegância e cavalheirismo. além de trabalhos pessoaes sobre psychologia. suas observações sobre a consciência e sua pathologia fazem delle o mais illustre continuador de "Willam J a m e s . Georges Dumas muitos annos nos honra da sua amizade. Atravez oa séculos a F r a n ç a herdou da Grécia. O D r . Georges Dumas tem provado o seu affecto para com o nosso paiz em numerosas conferências realizadas em F r a n ç a . mostrou a que ponto conhecia e aprecia-va a nossa cultura e a nossa intellectualidade. mas como escriptor sensível e artista. encontrava-se com o grande physico allemão. ambos nos vêm revestidos da honorabilissima dignidade de membros da mais illustre Universidade do mundo e possuídos da nossa maior admiração e da nossa mais cordeal gratidão. diversa das outras nações. para avaliar em que altura nos colloca o juizo da França. o dom maravilhoso de saber pensar e crear na beíleza. dizer que os inteílectuaes brasileiros jamais se esquecerão daquelles que lhes abriram as portas luminosas da cultura latina. Le Gentil tem consa- grado numerosos artigos e estudos a autoieá orasileiros. Martinenche e G. Sua obra assaz volumosa. E. Le Gentil. o D r . seu nome. a influencia da litteratura hespanhola sobre as lettras francezas. tão rica em grandes sábios. Profundo conhecedor da. Le Gentil. " t ã o bella pela sua simplicidade. que analysou magistralmente. pelas mãos dos seus? inteílectuaes. José d'Al. E ' professor ido Collegio de F r a n ç a e da Universidade das Sciências. a F r a n ç a enviounos outra denominada da Instrucção Publica e que só se pôde distinguir da primeira por estar encarregada especialmente de r e presentar a Universidade. O eloqüente Presidente d a Republica Portugueza. Foi bebendo â fonte dos seus monumentos philosophicos e litterarios que se formaram os nossos maiores escriptores. Basta. honrando-nos com a sua embaixada intellectuan mostrou-nos que. A estadia da missão intellectual franceza nos honra de sobremodo. Mar tinenhe em passar a fronteira ideal dos dous idiomas irmãos. Ü A 12 - ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MISSÃO INTELLECTUAL FRANCEZA NO CENTENÁRIO A F r a n ç a possue a arte. conhecido em F r a n ç a desde antes dos seus t r i n t a annos. ella soube. que constituem o corpo central da analyse moderna. Ambos conhecem a nossa língua e a nossa literatura. que professa no Collegio de F r a n ç a e na Sorbonne. t o davia. igualmente do Instituto. na hora em que certos elementos parecem querer acompanhaicertos jornaes vendidos aos nossos inimigos de hontem. diversos livros de estudo geral. não tardou E. o S r . Recebemos agora da França. t o r n a r o Brasil o celeiro do mundo e um dos seus maiores fornecedores industriaes.ame«trjcana. com o culto da beíleza e o amor dos idéaes superiores. mas como u m a nação cujo espirito um dia continuará a obra imperecivel do gênio latino. L. não nos considera como Cathargo. Compõem-na dous professores da Sorbonne. H a no gesto do grande paiz amigo a mais lisongeira homenagem e a mais grata prova de amizade. Annibal Falcão. G. não como commentador frio e dogmático. Ao lado desta missão. comparou o Brasil com o Império Romano. Na "Revue de 1'Amérique Latine". achar o gesto que nos viria mais honrar e desvanecer. hoje em dia rarissima. nomeando um grupo de universitários e sábios para nos visitar. mais tarde. assumiu a cadeira de litteratura portugueza tia Sorbonne. Critico subtil e penetrante. Chiray celebrísou-se no mundo scientifico pelos seus importantes estudos que expõe na Faculdade do Medicina de Paris. entre todas a s nações amigas. simples agglomeração de commerciantes. tem reservado á s nossas lettras o lugar importante que merecem n a actividade intellectual latino.t a nossa formação intellectual aos francezes. ambos estão em contacto com os nossos pensadores e escriptores. recusando a lei da attracção universal. da arte e da democracia.( P ü M S . A F r a n ç a também conhece os nossos recursos econômicos que podem. chamada intellectual. tendonos já «risitado varias vezes. Pierre Janet. E confiou ao S r . cujos destinos preside. G. E ' um dos mais eminentes amigos que conta o Brasil na E u r o p a . estudando á nua vez o portuguez. tem estudado. Na hora em que commemoramos o primeiro centenário da nossa independência. no seu livro " L e hasard". E. a grande r e publica latina deu-nos a prova do seu particular apreço escolhendo para nos saudar uma missão de inteílectuaes.

sujeitos á s metrópoles da península. apparece pela primeira vez n a Lei de 1 de Out. c a p . Afora a primeira linha eram as Câmaras que formavam. commercial e religiosa. Regimento das Câmaras Municipaes. foi a municipal: estabeleceram-na aliás como antithese sociológica das m u nicipalidades européas. que a cellula inicial da organização das novas nacionalidades se encontra n a instituição municipal romana transplantada p a r a a America pelos fundadores do nov» mundo latino. chegando até. F o r a m os Municípios. Só isso lhes b a s t a v a u m valor crescido. Mesmo muito cerceadasj á a s suas attribuições.AMERICA BRASILEIRA NUMS. pelas necessidades do contacto e da luta com o gentio. privando-os da liberdade. onde se pode lobrigar o geito de escola de governo. para substituir o Senado da Camara. e a 25 de J u n h o do mesmo anno. diz o sábio compatricio. precedendo aqui o phenomeno — município — ao phenomeno social — povo. a velha* instituição local de Portugal. exigiam que os governadores comparecessem pessoalmente no paço da camara." E mais: "Robustecida a velha instituição latina e depois ibérica por três séculos de florescimento colonial. foi natural que n a época da transição determinada pelos acontecimentos políticos e pelo espirito do século. principiava. disse o brilhante confrade: " E ' notável e digno de assignalar esse m a g n o papel das municipalidades n a construcção do nosso Brasil livre. os cabildos hespanhóes avocassem u m a autoridade que por motivo da confusão provocada n ã o se sabia em que mãos ia p a r a r . 129 e segs. e os poderes q u e se arrogavam. o rei legitimo da Hespanha. Tal a acção das Câmaras Municipaes no movimento independentista. a suspendel-os e nomear outros que os substituíssem emquanto o governo da metrópole providenciasse a respeito. E a resistência á oppressão de governadores e capitães-generaes. J . a sua aristocracia militar nos postos da segunda linha ou milícias.. o núcleo de toda a vida civica. t r a t a r dos negócios públicos. I. de quando em quando em actas de vereações. politica. nos protestos e reclamações das C â m a r a s . FÔra o acto decisivo da separação política. p a r a com ella. Os acontecimentos de Fevereiro de 1822 foram a iniciação da liberdade conquistada ao preço do sangue de patriotas. pelas contingências de u m a acção immediata n u m mundo agitado de cobiças e guerras. governadores e outras autoridades. aos 14 de J u n h o do anno corrente. convocavam j u n t a s p a r a discutir e deliberar sobre negócios da capitania. phenomeno não espanta a quem saiba que a única instituição existente nos povos americanos. Const. j á havia chamado a attenção para o phenomeno da iniciativa communal n a s cruzadas redemptoras de toda a America L a t i n a . diz que a expressão Camara Municipal que é u m a creação do Direito Brasileiro. talvez o maior brazão da nossa gloria. na famosa Cachoeira. Deste estado de cousas originavam-se freqüentes conflictos entre a s câmaras. especialmente da Bahia. as controvérsias que agitaram o berço da P á t r i a n a éra memorável da redempção. o faustoso titulo de autonomia municipal. seguindo a tradição peninsular. E r a m a s nossas Câmaras Municipaes vestígios atávicos da liberdade concelhia. pois que foram elles. talentoso Secretario do Instituto Geographico e Histórico da Bahia. nas patentes da terceira linha ou ordenanças. versando o assumpto da emancipação sul-americana. Quando os portugueses e hespanhóes colonizaram a America fundaram. no Cong. 7°). industrial. E m seu discurso. aquellas corporações subtrahiram de facto as possessões da coroa. no Reino. No Brasil onde a presença effectiva do monarcha impediu que se exibisse esse remédio de lealdade colonial. pro- L (1) As Câmaras do tempo Colonial eram regidas pela Ord. — 66. ou a Camara simplesmente. "Promoviam a guerra e a paz com os gentios. Foi preciso tempo e energia da parte dos poderes geraes p a r a se ir gradualmente forçando as câmaras municipaes a circumscreverem-se na orbita das suas a t tribuições legaes. os debates. No Brasil. vol. " A s câmaras municipaes do Brasil e os cabildos da America Hespanhola foram o viveiro das franquias liberaes: por mais que os obscurecesse a sombra do despotismo real. ro. Muito antes. E ao evocarmos nos bellos dias que correm a s lutas. " (Cortines Laxe. aqui como alli. e a cuja sombre se formava a consciência collectiva da pátria lusitana e h a viam florescido princípios e doutrinas de amplo liberalismo politico. n a s representações de seus procuradores em cortes. Paulista. resistência a corsários e invasores.ANNO 1 AS CÂMARAS MUNICIPAES DA BAHIA NA INDEPENDÊNCIA Celebramos hoje o primeiro centenário da proclamação solemne da nacionalidade brasileira: symbolisa-o o brado épico do T p i ranga. n a Paulicea celebrada. oppondo diques ao absolutismo asphyxiador da metrópole era ahi que se gerava e crescia — nos levantes populares e regionaes t ã o freqüentes n a nossa vida colonial. foram a s Villas e Cidades. E r a m elles o eixo em que girava a organização militar. porém. que não era outra cousa mais que o Conselho. grande era ainda o ascendente politico dos Senados das Câmaras (2) emprincipio do século X I X . o primeiro que. o que foi mais ou menos conseguido no correr do século X V I I I . O. a fazer contraste com isso que hoje se enfatua com. j á se combatia pela redempção nos campos da Bahia: reclamemos bem alto por essa primasia histórica. E m seu livro La Evolucion Histórica de la America Latina. organizado e realizado a c a m p a n h a libertadora da Bahia. do r — T. nos seus officios ao Rei e ao Conselho de U l t r a m a r " (Pereira da Silva — Historia da Fundação do Império. de todo desilludido de u m a sô monarchia abrangendo t e r r a s de dois mundos. são factos incontroversos que nos dão a preeminencia no movimento libertador que sagrou a exisencia de mais u m a soberania na America e no mundo. Naquella época fruiam a s municipalidades u m a importância politica de alta relevância. Restava naquellas corporações administrativas ainda a tradição do antigo poder que haviam usurpado e exercido: pela n a t u r a l tendência de ampliação de prorogativas. constituiram o terreno onde aquellas franquias germinaram e acabaram por florescer. Washington L u z . as câmaras municipaes assumiram logo um papel proeminente e adequado á sua n a t u r e z a . onde cada núcleo se via isolado do centro governativo pelas difficuldâdes de transportes e communicações entregues ás suas mesmas forças. Foi o D r . Sob pretexto de custodiar a integridade e inviolabilidade dos direitos soberanos de seu senhor directo. as attribuições de que dispunha o poder municipal chegavam a ultrapassar a sua verdadeira natureza ( 1 ) . "Wanderley Pinho. 9 A 1 Ü . Isto aconteceu por oceasião do conflicto que surgiu entre a regência nacional estabelecida por D . . que fizeram em bôa p a r t e a independência brazileira e têm quasi total a gloria de haverem inspirado. J á desde o principio do século X V I I I a s idéas nativistas surdiam pela acção das Câmaras. a communa: em verdade é nos annaes dos Senados das Câmaras e dos Cabildos que devemos encontrar o processo da evolução social sul-americana. p a g . instituição profundamente democrática que. m a s também de toda a tentativa de mando proveniente da E u r o p a . remontava aos primordios de sua vida autônoma. aliás. vem de molde relembrar u m a das primeiras a mais enérgicas manifestações da vida civica nacional. decretavam a criação de arraiaes. de 1828. por nomeações. separadas por muitas milhas de Oceano. gritado aos quatro ventos pelo Príncipe. João VI na pessoa do Principe Real e as Cortes (2) O D r . franco e heróico o prelio da guerra santa que teve por epílogo a avançada triumphal de 2 de Julho de 1823. escreveu o D r . não só do alcance do rei estrangeiro e usurpador. rea'çou o papel altamente patriótico representado pelas Câmaras da Província nos successos da emancipação. Alcides Cruz. nunciado na sessão solemne do Conselho Municipal de Santo Ama. mais de u m a vez.) Oliveira Lima. conflictos que não poucas vezes produziam derramamento de s a n g u e . de 1905. na Bahia.

João VI. como regente constitucional. Cresceu o tempo. Senhor. destacando neste rio uma escuna artilhada. Semelhante affronta. quanta é a intima convicção. que os liga. depois de um renhido combate de três horas. por esse tempo. Os acontecimentos de Fevereiro puzeram de sobre-aviso os pov o s do interior. mas também a que o confirmou com a valente e feliz destruição dó bloqueio. Joaquim Antônio de Ataide Seixas. O papel da camara municipal do Rio de Janeiro foi. elles fizeram repercutir em todos os pontos do globo o valente grito de oitenta mil Brasileiros. Maragoglpe. que outriora com denodado esforço a r r a n caram da poderosa França. que cada vez sopeavam mais a soberania inauferivel de seus illustres habitantes. ficam presos á ordem de V. para um pronunciamento collectivo em favor da Acclamação de D . que em todos reina.) mas até. nomeado governador das armas da Bahia pela •Carta Regia de 9 de Dezembro de 1821 e que. Resolve a Camara consultar a vontade do povo e da tropa. depois o — Constituiconal — e por fim — Independente Constitucional. Inhambuque. em seguida com a categoria e dignidade de soberano. encarnando a resistência local que felizmente se converteu em nacional. R . Debalde tentou ainda augmental-as. hoje não podem unir a sua a essas. A voz da Camara da Cidade do Salvador nos dias infaustos de Fevereiro de 1822 foi o grito de alerta que retumbou por todos os recantos da Província: foi ella que tomou a frente n a repulsa ao brigadeiro Ignacio Luiz Madeira de Mello. em que succumbir a m mais de duzentas pessoas. e mais membros. cabe-lhe até a iniciativa de tal movimento. A. Francisco á frente. Altamente penetrado da mais viva gratidão para com V. E ' de ver a altiva e eloqüente participação que o Senado da Camara de Cachoeira fez ao Principe dos successos desenrolados. José Pinho. c a p . que a seu bel prazer sete homens levantaram entre esta. A. E aquèlles « mesmos. S. A' pagina 680 da sua Historia da Civilisaçãò. perguntando "se eram todos contentes que se acclamasse S. Santo Amaro e S. resalta. com que o regulo Madeira imaginava poder obstar a qualquer movimento contra a sua propalada oppressão" (Cayrü — Hist. instigados ademais á rebeldia pelos emigrados da Capital. Mineiros. E m suráma foram aquellas corporações que levaram a termo com a maior sabedoria a independência do paiz. Nós somos op prlmidos. e da terrível Hollanda as provincias Brasilienses. tomo 4o. militares.. e a s mais provincias Brasilienses. E ' o que se evidencia da leitura da participação feita a El-Rei D . Santo Amaro. na hora trágica da grande iniciação. os deputados da Província nas Cortes de Lisboa. bahiano também. diz o D r . Mas.de de sentimentos. terminando a mesma por suggerir ao monarcha a "absoluta necessidade da remoção das tropas européas" destacadas n a Bahia. com o massiço ariete do nosso patriotismo. elles não queriam roubar a seus Irmãos da Capital uma gloria. e Maragogipe. e o commandante da referida escuna. Francisco José Lisboa. para bombardear. Transcrevemol-a integralmente: "Senhor: O leal. cresceram os grilhões e algemas. as quaes pretendiam reduzir o reino ultramarino j á dotado de autonomia — Portugal e Brasil formavam desate 1815 u m renino unido — á antiga e subalterna condição colonial. foram o rastilho que iria deflagrar a bomba j á carregada: nas respostas se transformaria a conspiração em revolução. R . não puderam mais contemporisar: porção a mais brilhante da illustre descendência da primogênita do Brasil. attentos á voz da P á tria. Senhor. A. . que a escreveu. sobretudo. 9 A l â . commandante da cavallaria miliciana.. desfralda-se á vista da multidão o estandarte da communa. promoveram sob a base mais ampla das juntas provinciaes a continuação de D . o capitão-mór dos ordenanças. Antônio Ferreira França. Cada dia augmenta mais o tyranno suas forças: cada dia maneja novas a r m a s . A. Senhor. sobrelevando o que se referia á organização do poder executivo no Brasil. Continentistas. Jaguaribe e outras mais longínquas. no desenrolar dos acontecimentos que se seguiram á chegada do diploma do mesmo general. R . de onde lhes vin h a a palavra quente e enthusiastica do Principe Regente que. Taes perguntas. o augusto titulo de sua verdadeira regeneração. seu presidente. davam ás consultas que lhes fizeram. talvez. e Pernambucanos: almejava por apagar a feia nodoa do scisma. lavraram. Francisco Antônio de Souza Uzel. por ai-" guns dias com balas e metralha. como nós. Cachoeira." Aos que estudam o inicio do movimento da emancipação na Bahia. R. AMERICA BRASILEIRA A's 9 horas do dia 25 de J u n h o reuniram-se n a sala da Camar a da villa o juiz de fora. R. chefes e officiaes superiores. u m a solidariedade eloqüente de que. e Rodrigo Falcão Brandão. que lhes tocava com tanta maior justiça. ao primeiro lanço. " e um longo e sonoro Sim echôa destemido e commovedor.) (3) Antes chamado — O Diário Constituiconal. R. o oppressor Madeira. "A villa de Cachoeira teve a fortuna de ser a que não só fez publico acto de reconhecimento da regência do princ'pe real.. nunca suspeitassem os recolonizadores. Os editoriaes do periodo Constitucional (3) então redigido por Acaiaba Montezuma e Francisco José Corte Imperial conjugavam-se com as respostas altivas e patrióticas que as Câmaras Municipaes das villas do Recôncavo. prejudicial ao socego da Província. Perto onde está o feliz momento de ser V. a 9 de Janeiro de 1822. Cresciam dia a dia os anhelos de união ao Rio de Janeiro. seus innocentes edifícios. decisiva na fundação do Império democrático que foi o do Brasil: em certo sentido. além de desnecessária. Sergipe do Conde. R. a 16 de Março de 1922. proclamando sua liberdade. Senhor. acaba de pro clamar e reconhecer a V . retumba na praça a voz do procurador Manoel Teixeira de Freitas. o vigário com todo o clero. que a "iniciatva do movmento nacionalista nas colônias hespanholas como no Brasil foi tomada pelas corporações municipaes. transformada desde então em praça de g u e r r a . em carta datada de 22 de Março de 1822. é nosso defensor perpetuo. que defenderam!!! Os Cachoeirenses. e gritaram de improviso os generosos povos das villas de Inhambuque. Vale recordar os nomes dos signatários da representação alludida: Antônio Augusto da Silva. e soffremos cruéis hostilidades. dos principaes successos do Brasil. De feito. e. da perfeita egualda. Francisco. se tornou leaãer do movimento nacionalista que se esboçava franco e enérgico. V. de inequívoca servidão. Do torpe charco de venaes jornalistas s u r g e m . A. em vista da "tranquillidade e prosperidade" do pais.. que se achavam a bordo. como com effeito bombardeiou. Presidente. e defensor perpetuo do reino do Brasil. graças ao centro de attracção existente no throno. Antônio Pereira Rebouças redige a Acta da Vereaçãa do glorioso dia de Cachoeira. este brioso povo almejava por repetir o grito regenerador dos mais felices Fluminenses. proclamado em todos os pontos do solo Bahiano: assim podessem nossas forças inferiores esmagar as do tyranno. e brioso povo do districto da Cachoeira. entendiam-se a s câmaras de Santo Amaro. por ser esta. diz ainda Oliveira Lima. do Conselho. 20 e 21 de Fevereiro. Paulistas. e subidtos de V . apparecida em 1920. os Cachoeirenses são bahianos. tendo-se rendido á discripção n a noite do dia 28 de Junho. o magnifico procedimento dos Senados das Câmaras de quasi todas as cidades e villas da P r o víncia que a s Cortes Portuguesas transformaram no baluarte de seus idéaes retrógrados. foi dignamente repellida pelo denodo e patrotismo deste povo. Patenteia-se entre ellas. dera o primeiro passo na estrada da desobediência aos decretos impoliticos das Cortes Lusitanas. este escrivão do senado da Camara. quiz renovar nesta villa as sanguinosas catastrophes do dia 19 de fevereiro. e seguintes da Capital da Provincia. Debalde o verdugo da Bahia. com mais vinte seis pessoas. 9. os empregados públicos e grande concurso de povo: Garcia Pacheco. Pedro de Alcântara como Príncipe Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. Pedro em seu posto supremo. dos desastrosos eventos de 19. de quem temos a honra de sermos órgão. a principio com o titulo e a honrosa missão de defensor perpetuo do Brasil. A . Foi nessa opportunidade que as câmaras do Brasil. da qual consta ainda o voto da Camara p e l a "retirada da tropa européa. Francisco Gomes Brandão Montezuma. A . ANNu I constituintes de Lisboa.' A's 5 horas da tarde do mesmo dia principiava a guerra e corria o primeiro sangue cachoeirano. não sô os honrados Cachoeiranos (cujo crime todo consistia em quererem ser Brasileiros. explicam os fins da reunião.NUMS. coronel aggregado ao mesmo regimento. assoma as janellas do Paçp a corporação municipal.

também chamada naquelle tempo Sèrinhaem. definitivo: é a chamm a que se abrasou em 25 de J u n h o de 1822 e só se extinguiu em 2 de Julho de 1923. como Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. A Camara de Camamú era composta do Juiz Ordinário MarcellinoFrancisco de Mello. Pedro.NUMS. ora enxovalhando o respeito devido á j u n t a "do governo. o D r . Procurador. Vereadores. Manoel Rodrigues Fragoso e Sebastião Egino da Assumpção. e Bento . a altura de miras. benzoante de murmúrios que se interrompem por vezes em acclamações. E logo a Camara com o seu estandarte. As villas de Barcellos e Mirandella acclamaram em 22 e 25 de Setembro. Domingos Constantino da Silva. Manoel Correia de Miranda. Presidente. No mez de Outubro fizeram-se idênticas proclamações em VIU* Nova. ao grande e augusto objecto da redempção n a cional. Capm. Presidente. José Gnidio de Figueiredo. como Vereadores. a 2. apinhada de gente os fardões de officiaes de primeira linha. e ao senado da camara la capital. assignando o termo de vereação-. a Camara que figurou «* acclamação constou dos seguintes cidadãos: Presidente. Procurador. E m Jacobina a acclamação se fez a 12 de Julho. Vereadores: Theodosio Dias de Carvalho. em Caitété no dia 15. Bento de Mello. Capitão Manoel Atanasio de Azevedo. quando o Procurador da Camara. que no dia 5 de Outubro atravessou o rio Sa<> Francisco.e Belmonte ignoramos os nomes de seus m e m b r o s . a decisão. Francisco Gonçalves Leite. — 2o — que os seus habitantes reconhecessem a S. Da Camara de Mirandella faziam p a r t e o Juiz Ordinário Anton!» Modesto de Sá. fazendo-a o Juiz Ordinário Manoel Teixeira de Carvalho e Vasconcellos. Antônio Manoel de Souza. Escrivão. José Venancio da Fonseca e José de Araújo Baptista. accenderam luminárias e grandes fogueiras pela costa. Antônio de Castro Lima. A multidão. gente mais brava que piedosa. Cayrú a 20 e n a povoação de Itaparica. Escrivão. anteriormente. a tropa. reduzindo á inteira nullidade aquellas principaes autoridades da província. Jussiape. Resolve o Senado acclamar o Principe. Geremoabo. Ângelo Custodio Villas-Boas. Antônio de Araújo Gomes Júnior. como Procurador . Manoel Teixeira de Freitas. que podemos considerar como a Acta da I n dependência da Bahia. Presidente. o C a p m . AMERICA BRASILEIRA E m I n h a m b u p e foram: Presidente. nobreza. Vereadores. E m Agosto acclamou-se n a Freguezia do Catü. Ouvidor e Corregedor da Comarca. Procurador Antônio Felix Henrique de Menezes. antigo nome de Caitité. que presente era no paço e na praça. Também não saTemos os signatários da Acclamação em Itaparica. Procurador. Antônio Cardoso Gomes e AntonleCosta. a Camara. N a primeira também chamada Paratigi. Procurador. Na Villa Nova do Principe. o depois Visconde de Monteserrate. o garbo orgulhoso e o modo desdenhoso da nobreza solarenga. pedindo — I o — que esta villa e seu districto se considerasse já unida á causa adoptada por quasi todas as provincias do Brasil. como j á pela Camara havia sido declarado na sessão de 14. Pede venia. n*" viam adherido Urubu. José Ignacio da Costa e Almeida e João Marcello Alves Barbosa. Procurador. A vereação começa. Levanta-se. E m Jaguaribe fez-se a acclamação em 29 de Julho de 1822: os membros da sua Camara eram o Sargento-mor Joaquim José de S a n f A n n a Lisboa. E r a então a Corporação municipal de Santo Amaro composta do D r . Capitão Antônio José Ferreira. Vereadores os S r s . Antônio dos Santos Jardim. Bernardino Joaquim de SanfAnna. o Presidente da Camara era o Juiz Ordinário Lourenço Mendes 3? Araújo. foi u m a scena memorável. 21. ao Rei. cumprimenta e lê ao Senado uma representação da tropa. parti» no mesmo dia para Penedo. Jo^ 6 '** . se compunha do Juiz Ordinário Jorge da Silveira Machado. Pedro Alexandrino de Carvalho. em signal de regosijo popular e para da1" a vêr aos lusitanos o contentamento dos iThéos. a solemnidade de formas. A. capitães de 2* linha. 9 A 12 ANNO I á voz do infame. do Livramento do R'o de Contas. Vereador»». sendo vereadores Antônio José Bernardo. vae ás janellas. no dia 18. A Camara da Villa de Itapicurú fez a acclamação em 7 de Julho de 1822. illuminando a consagração integral da P á t r i a nova que se fundava n a America. respectivamente. Francisco. Caravella» ** Belmonte. as fardêtas dos soldados e officiaes de ordenanças. Juiz de F o r a Antônio Cerqueira Lima e os Vereadores Jeronymo José Albernaz. Respondem a u m a voz que e r a . Santo Amaro. João Gomec de Carvalho. Pedro da Silva Pimentel. Ignacio dos Reis Peixoto. fizeram idênticas vereações as Câmaras das Villas de S. Francisco está escripta a adhesão á regência de D . João Francisco de Souza e João Caetano Lessa. Das Câmaras de Urubu. em altas e intelligiveis vozes lê o pedido e pergunta se era aquella a sua vontade. J o a q u i m Coutinho de Almeida e Bernardo José de Almeida. borburinhante. povo e cidadãos bons. Presidente. que é a Villa » e N . P r o c u r a d o r . Presidente. á nação. S. Dionisio Vieira de Lima F a t u m . Geremoabo. afim de apresentar a acta da vereaça» ao General Labatut. Tal documento. Maragogipe c Inhambuque. refere-nos o Dr. servido de Procurador José Albino da Silva e de Escrivão Francisco José Rabello da Silva. a D . toda aquella gente reunida rompe n u m longo e fremente brado. áhnuindo ademais " á causa a b r a çada pela maioria das Provincias do sul e norte do Brasil" Ainda aqui se repete a mesma scena empolgante e democrática da consulta ao povo e á tropa. clero. ora espalhando falsas noticias aterradoras. Aos 6 de Agosto fez-se o mesmo n a villa de Valença. Na Acta da vereação da Villa de S. E ' um documento claro. execráveis monstros de t y r a n n i a s : e. os dourados arrogantes dos officiaes ricos das milícias. Vereadores. Miguel Ângelo e Caetano Dias F e r r e i r a . José Caetano Saraiva. todos a se acotovelarem com o povo. sendo Escrivão Feliciano Teixeira da Matta Bacellar. em data que não pudemos descobrir. como Presidente. como Vereadores José Campello de Andrade. Francisco compunha-se dos seguintes cidadãos: Presidente. A Camara de Cayrú foi presidida pelo Juiz Ordinário José A r a n h a Coutinho. Procurador. todos deram e repetiram os vivas do estylo á religião. e Felix Alves do Amorim. Joaquim Vasques. tudo o que moral e materialmente puzeram aquèlles varões ao serviço da Pátria. Vereadores. Procurador.o Juiz Ordinário e Capitão-mór João Nune«> de Souza.«5 rio Pousa: Procurador Romão Pereira de Menezes e E-rriv > João Pinto Ribeiro de Souza Bulhões. R . Ignacio Rodrigues Maia. Vereadores. A Villa de Porto-Seguro adherío ao movimento em Novembro de 1822. Manoel de J e s u s Almeida. A Camara de Santarém era composta do Juiz Ordinário Capm. Juiz de F o r a Joaquim José Pinheiro de Vasconcellos e Vereadores o Prof. assignado-a José Antônio de Souza. Custodio Alves Ferreira e Antônio Joaquim d'01iveira. traduz exactamente a tempera. Caetano Affonso Monteiro. p a r a saber se as duas resoluções da Camara eram a expressão de sua vontade: unanime foi o sim patriótico. Domingos da Silva Freire. Sobe as escadarias da Camara o Coronel Gaspar de Araújo Azevedo Gomes de S á . E m Jussiape. resoante. Caetano F e r r e i r a Borges. A Camara da Villa de S. e em Camamú no dia 25. que tanta gloria conquistou na guerra santa. e t c " . Pedro. Marahú. João Alexandre de Andrade e Freitas. fazendo-nos pelo t y r a n n o a mais encarniçada guerra. como Procurador Antônio de Souza B r u m e Escrivão Reginaldo José de Miranda. apenas n a r r a m as chronicas q'»^» na noite de 21 de Outubro. em Santarém. Procurador e o Escrivão Silvestre Bartholomeu de Almeida. Pedro Antão Neto Cavalcante. Ricardo Lourenço de Almeida e Theotonio Gomes de Azevedo. Joaquim Pedreira do Couto Ferraz. rctmpunha-se dos seguintes membros: Presidente. Capm. E m Santo Amaro. e Escrivão Pedro Alexandrino Rodrigues d'01hrelra. Escrivão. estando nas mesmas janellas com seu Presidente. José "Wanderloy Pinho. Vereadores. Em Maragogipe a Camara que assignou a Acta da Acclamação. Benemérito Antônio José Duarte d*Araújo Gondim como Presidente e João Lourenço d'Ataide Seixas. Obedeceram ao mesmo ritual as acclamações do mesmo dia em Maragogipe e Inhambupe. Não sabemos os nomes dos que compunham o Senado da primeira. o Vereador mais velho. Apolinario José de Oliveira. como Presidente. Vereadores. Antônio José de Menezes Nobreza. o Juiz Ordinário Manoel Antônio Campello. nitido. Francisco de Paula Carvalhal. a honradez essencial. além as sotainas e tonsuras de padres e prebendados. ás cortes. "Veem-se na Praça. Romualdo José P i n t o e João Vicente <•* Queiroz." Assignaram tão decidida representação o D r . no dia 14. João Caetano Borges: Vereadores. á frente de suas t r o p a s . Manoel Joaquim do Carmo e Manoel Pereir a d A s s u m p ç ã o .Tr>. Presidente. o que sabemos é que o seu Capitâo-mór. A 29 de Junho.

Da Cam a r a de Caravellas eram — Presidente. mais ou menos pomposas e solemnes. Francisco. Cuidam do abastecimento das tropas de terra e mar p a r a o que foram creadas as Commissões de Caixa Militar. que não puderam quebrar «33 milhares de soldados de Madeira. Bernardino de Souza. Presidente. de suas energias civicas se formou o feixe da solidariedade de toda a Província. Camamú. pedimos encarecidamente aos nossos a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assjgnaturas.NPMS. dellas~se ouviram os primeiros protestos contra o regimen oppressor dos representantes da metrópole. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que vae passar a A m e ' rica Brasileira. Procurador. Nazareth. José de Souza Leite e Antônio José de F a r i a . Marahú. Bernardino José de Lemos e Antônio Carlos Pedroso. em Acclamações. das Câmaras Municipaes: nellas teve a sua germina"ç5o mais fecunda o ideal supremo da liberdade nacional. Do Instituto Histórico. Assim. passará a ser de 10$000 por anno. o Juiz Ordinário Felisberto de Azevedo Coutinho. era verdade. porém. Nellas está sellada a perennidade da gloria da Bahia na Independência do Bra6ii. Valença. Joaquim José Guimaraens. Procurador. Ilhéos. Theodoro Rodrigues Lemos. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DAS INDUSTRIAS FRANCEZAS . 1—9—922. organizam milícias. Villa de S. Germens da consciência nacional. Manoel d'Oüveira Guimaraens. Apreciando-o devidamente. cujos prestamos e serviços foram da maior utilidade. foi também' creada uma Inspecção do Commissariado de Guerra e Bocea. E m Marahú figuram os nomes do Juiz Ordinário Pedro do Espirito Santo Aragão. que. abriram as clareiras da conquista da Independência Bahia e Cidade do Saivadoi. Santo Amaro e Cachoeira. em Jequiriçá. Rio de Contas. e Escrivão. BRASILEIRA O nosso maior e mais decisivo movimento collectivo partio. Manoel Lopes de Oliveira e Antônio da Silva Oliveira Guimaraens. Vereadores. sob a direcção dos Inspectores Major Antônio Maria da Silva Torre e João Pedreira do Couto. não diria aquelle historiographo compatricio que a liberdade do Brasil foi antes outorgada pelo monarcha do que conquistada pelos cidadãos. nesta villa. formam batalhões cujos sabres fulgentes enchem de luz as cargas de Pirajá e de Cabrito. que teve a dianteira da revolução e foi a Capital da Província insurgida. Santarém. traduziram o clamor popular em documentos impereciveis que são todas as Actas das Vereações daquelles tempos épicos. Vereadores. Manoel dos Santos Reis. e João Borges Figueiredo. U AMERICA BRASILEIRA" Afim de não ser s u s p e n s a a remessa d e s t a Revista. Não ficaram. 9 A 12 ANNO I AMERICA Rocha Bastos. o primeiro capitulo da Guerra Santa da nossa redempção é o do papel representado pelas corporações municipaes. A voz da Camara clamava do fundo da alma dos povos pela redempção da Província espezinhada: interpretando o sentir geral. os trabalhos dos Senados das Câmaras da Bahia: tomaram aos hombros a pesada missão do chmamento ás armas de seus visinhos e recrutam escravos e libertos.

AMERICA
M"MS,

í» A 12

BRASILEIRA

A.N.NO I

DOIS DE JULHO NA B A H I A EM 1823
O Visconde de Cavrú comprehendeu melhor a solução do magno problema da Independência Brazileira.
Primeiro havíamos de ter a emancipação econômica para termos posteriormente a emancipação política.
<
O 7 de Setembro, collimado na gloriosa data de
2 de Julho, na Bahia, foi a conseqüência lógica do
grande plano de Cayrú.
Os conselhos do grande estadista, moldados na
formula de um programmá econômico e em seguida
nas linhas indeléveis da Carta Regia de 28 de Janeiro
de 1808 eram a mais notável conquista e o acto mais
nobilitante praticados no inicio de uma nova phase da
\ida politica do Brasil.
Para chegar a esta conclusão não / ^ n e c e s s á rios os meios violentos porque as grandes transformações se fazem gradativamente.
D<- ha muito as idéas liberaes atravessando o
Atlântico, encontraram campo para o seu desenvolvimento .
As idéas Liberaes de Manoel e Thomaz Beckman e
Jorge Sampaio, em 1684, no Maranhão, não surgiram
isoladas.
Ellas eram o corollario da grande revolução de
1676 como uma manifestação da mesma força que
^oduzio a revolução de 1688, na Inglaterra propagando-se pela America do Norte até se consolidar em sua
independência.
O espirito de liberdade já se definia manifestamente
em tudo, modificando na Europa as organizações governaraentaes.
As aperturas do Governo de Carlos I modificaram
a traiectoria de Jorge III, tendo de permeio as vacilíaçoeã da Rainha Anna e o equillibrio dos derradeiros
Hanoverianos.
As grandes revoluções sociaes e políticas prendemse em fortes elos ás remotas torrentes do passado; e
se ellas. sacudindo a fibra do povo inglez, atravessaram o Oceano, modificando a estruetura das adiantadas
S S n i a ? da America do Norte, refluindo.para a Franç*
de 1789, cedo ou tarde haviam de se projectar na America Latina, fazendo triumphar o self-govcrnement
Aberta estava a larga estrada a palmilhar.
Bernardo Vieira de Mello, em Pernambuco, levantou em 1710 o pendão da revolta, propondo que aquella
CapuTnia se constituísse em Republica semelhante a
de Veneza.
Os mineiros insurgem-se em 1730 não admittindo
governador nem justiça posta por El-Hey.
A inconfidência mineira teve em Tiradentes o seu
«roto m a r h r e dez annos depois são mortos na Bahia
quatroTndividuos que planejavam uma revolução popular.
Os promotores da Revolução Pernambucana que,
1817 se propagou pela Província da Bahia, na rem
gião de S. Francisco, foram punidos severamente por
D João VI.
Entretanto, as idéas estavam latentes.
0< resultados da Revolução Franceza eram insophismaveis e as amarras que nos ligavam ao periodo
colonial, primeiro partidas por Cayrú. recebiam o golpe derradeiro das mãos de José Bonifácio, mentor do
primeiro Imperador

Ao sangue libertário dos Paulistas unia-se o do§
Bahianos.
A libertação da America hespanhola deu em conseqüência a separação das varias unidades, constituindo cada qual uma Republica independente.
Foi mais completa a tarefa de Pedro I. Não. assumisse a opposição que assumio, e, certamente o Brasil não teria sido Império! O primeiro Imperador, erguendo o brado de "Independência ou Morte" sanecionou o movimento do despertar do Brasil prmovido no
scenario da Metrópole por brasileiros notáveis como
D. Francisco de Lemos, Azeredo Coutinho, Basilio da
Gama, Pedra Branca, José Bonifácio, Lino Coutinho e
outros.
Essa pleiade brilhante era a garantia segura do
triumpho da causa da Independência.
"A imprensa pelo "Reverbéro Constitucional", de
Januário Barbosa e pelo "Correio do Rio", de Frei
Francisco de Sampaio e de Soares Lisboa, fez-se instrumento preexcellente da lueta iniciada, generalizando-se
a todos os ângulos do paiz e favorecendo o movimento
de conjuncto que ainda não existia.
A intimativa de D. João VI a Pedro I para que
partisse para Lisboa rompeu as reprezas da revolta.
Amotinou-se a população em 9 de Janeiro de 1822, dando em conseqüência o "Fico"
Definiram-se as provincias. S. Paulo abraçou a
campanha libertadora e no Norte, a antiga fidelidade
á Metrópole partia-se, (19 de Fevereiro) precizamente
na terra onde era clássica, a Rahia, levantando em massa contra o General Madeira de Mello"
A Bahia sellou com o sangue de seus filhos a causa
&« Independência. — Cabrito, Funil, Pirajá, Itaparica,
Cachoeira e tantos outros lugares passaram a Historia
ennobrecidos.
Nella chegou ao auge o heroísmo da população.
Organizaram-se batalhões patrióticos, fizeram-se
fortificações, frágeis embarcações demandaram o morI»Ü de S. Paulo em busca de munições, e os solares do
Recôncavo de Santo Amaro e Cachoeira proviam gratuitamente as tropas.
Pedro I remetteu para esta Capital "o Batalhão do
imperador" do commando de Lima e Silva, como uma
insigne honra aos Bahianos concedida.
O que foi a campanha libertaria em nosso Estado
dizem a nossa Historia, o heroísmo da gente do R?concavo, os destemerosos de Cabrito e Pirajá, a tenacidade
de Labatut. a bravura do cometa Lopes, a serenidade
de João das Bottas, o valor de Lima e Silva, a tactica
do valoroso Capitão, que depois se chamou Duque oe
Caxias, o martyrio de Joanna Angélica, pagando com
o sangue precioso, vasado nas lages do Convento da
Lapa,"o sacrosanto amor á causa da liberdade de sua
terra.
O 2 de Julho é a data magna da Bahia. Ella inscreveu no livro luminoso da Historia os nomes dos seus
heróes, perpetuados nos pergaminhos de nosso Arcnivo perpetuado no bronze do monumento que o Povo
agradecido lhe ergueu, para que pelo futuro afora, as
gerações se curvem agradecidas aos seus feitos gM>"
riosos.
Bahia, Setembro de 1922.
F. Borges do Berros.

NUMS. 9 A 12

ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A ENGENHARIA NO BRASIL
Ao transpormos o limiar de um século «ia Independência política, balançamos o acei .o das nossas conquistas nos diversos r a mos do saber h u m a n o . No que toca â Engenharia — louvado seja
— nada ficamos a dever em relação á s outras manifestações de
nosso progresso.
O que ella já fez ainda é pouco, não h a duvida; mas sempre
bom e promettedor.
Quem contempla, com admiração e orgulho, o quadro majestoso
do nosso scenarlo e compara na vastidão deste paiz collosso o que
temos feito com o que temos a fazer, avalia com segurança o quanto
necessitamos de trabalhar.
A' Engenharia está reservado o maior papel nesse sentido, como
o principal factor do progresso n u m paiz novo e inexplorado como
o nosso, onde quasi tudo está por se fazer.
Um golpe de vista intelligente lançado sobre o nordeste brasileiro, abrangendo uma década apenas destes últimos annos.provocará
o assombro q u e experimenta quem conheceu das condições do noroeste paulista e sul matto-grossense h a dez annos passados e
contempla no dia de hoje o espectaculo de grandeza que ostentam
aquellas p a r a g e n s .
Que condão maravilhoso andou por essas terras transformando
i a florestas em cidades, os campos em povoados, os brejaes em jardins? Foi a intelligencia que adivinhou as riquezas que ellas continham e architectou o plano gigantesco da sua conquista; foi a
primeira t u r m a de homens que trilhou os invios sertões em trabalhos de reconhecimento;
foi um outro troço de denodados lutadores que os percorreu em diversos sentidos na faina de exploração;
foram aquellas centenas de obreiros guiados pelos pioneiros intemeratos que rasgaram a s florestas, replzaram o solo, arrebentaram
as rochas, cortaram os morros, aterraram os charcos e amarraram
ao solo o caminho de ferro de civilização... Depois vieram outros
construindo a s casas, alinhando as ruas, captando a água, illuminando a s c i d a d e s . . . E outros montando os machinismos que rodarão
sem c e s s a r . . . Outros finalmente ligando pelo telegrapho e pelo telephone as distancias de outr'ora ás poucas horas d'agora.
Esse passe de magia feito num lance de heroísmo denuncia-nos
& evidencia o vulto da nossa surpreza e a grandeza do nosso futuro.

A evolução da Engenharia no Brasil foi difficil e lenta nos três
eeculos primeiros de sua existência e rápida e brilhante nestes últimos cincoenta annos. A historia dos feitos dos primeiros povoadores do paiz é toda feita de militarias: são invasões que se descobrem, insurreições que se combatem, rebeliões, revoluções... toda
uma litteratura de g u e r r a . . . A engenharia, pois, que domina, é a
militar: constróem-se fortes, abrem-se estradas, levantam-se muralhas.. .
Logo apôs entra em scena o jesuíta e os monumentos christãos
espalham-se por toda parte como sentinelas alertas da é dos nossos maiores.
Mais tarde a s minas atraem o homem ás aventuras das entradas. Esboçam os roteiros das bandeiras as futuras cartas das regiões. Vem dessa raça de botedores dos sertões o faro dos nossos
exploradores de estrada de ferro.
O apito da primeira locomotiva — tornando o éco quasi instantâneo das conquistas de além mar, annuncia o advento de melhores
dias.
A victoria dessa conquista não nos custou, porém, pouco labor.
E ' domando a s forças incoerciveis da Natureza — a fonte eterna
de toda a vida — e reagindo contra os desmandos e os desvios dos
elementos, que a Engenharia exerce o seu pleno governo. As lutas
que se travaram, entre o homem audaz e ambicioso e a Natureza
amante e ciosa da s u a omnipotencia, foram cruentas e inconcebivels.
O indígena senhor das florestas e dos regatos também protestou
contra o esbuho ão seu patrimônio.
Mas o engenheiro abrio brechas nas verdes cathedraes da
Amazônia e acompanhou de perto os cursos d á g u a . Pelejou os
kanigans do Noroeste, e a s anophélias do Rio Doce; galgou as serras que se lhe depararam no caminho, varou os morros que emper r a m a sua rota; iranspõz os riso que lhe atravessaram â frente e
««•guio sempre como u m triumphador.

Contra o mar insonte a nossa engenharia tem lutado com dei^odo, oppondo ás fúrias das ondas o amparo das suas muralhas e
facilitando o acostar das naus nos nossos portos.
As quedas d'agua rosnorantes, outr'ora motivo e thema de
poemas e descripções, são hoje fontes de luz e de energia.
As cidades se transformam enriquecendo-se de monumentos
grandiosos: por de sobre um rio joga-se uma ponte como no Recife; sobre um valle immenso constróe-se um aquedueto, como em
S. Paulo; um morro que atravanca perfura-se-o em tunnel ou
arraza-se-o de todo, como aqui no Rio.
Ou, então, constróe-se uma cidade, como em Bello Horizonte.
E m sobrando intelligencia e existindo techniea em demasia —
levanta-se o caminho aéreo do P ã o de Assucar.
Depois vem a epopéa grandiosa:
Rondon mede o Brasil com um fio telegraphico.
Mas tarde virão as obras contra a s seccas, virá a carta do
Brasil e a Capital Federal no planalto goyano.
Em tudo se pantentêa a obra benéfica da engenharia, rebellando-se contra a Natureza poderosa, melhorando-se as condições de
vida, facilitando os meios de communicação, augmentando o patrimônio nacional, aperfeiçoando os nossos costumes, concorendo finalmente para o progresso e desenvolvimento desta terra sempre fadada .
Os trilhos das estradas de ferro são armaduras de aço prendendo
entre si as diversas partes deste paiz colloso; a s cidades que se
muminam á noite, ã luz feérica da electricidade, são olhos que se
abrem para a civilização e pharóes que se accendem á superfície
deste gigante mostrando do seu contorno as formas estupendas; a s
machinas que estruem no bojo das grandes cidades são corações
latejando, impulsionados pe!a seiva da vida, batendo no isochronismo de um órgão são e pujante; os fios telegraphicos irradiando-se
en: todos os sentidos são os pensamentos de u m mesmo cérebro
ide.indo os mesmos planos, achitectando os mesmos castelos, trans-,
mittindo as mesmas impressões.
Tudo, pois, que vem das mãos e do cérebro do engenheiro, e
,ics domínios da Engenharia, mostra a vida, representa o progresso,,
gera a civilização.

Mas se queremos alcançar o que os outros povos conseguiram
no dominio das conquistas de civilização - devemos começar peloprincipio: fazer engenheiros para termos engenharia. Até agora
diminutissimo tem sido o numero de profissionaes nessa carreira
E ' verdade que a nossa Escola Polytechnica data de 1810. Durant~
muitos annos, porém, ella foi a Escola Central.
Os por ella formados sahiam engenheiros militares, e portanto
mais afeitos as obras militares de que pouco necessitáramos e quasi'
nada existe. Uma geração, todavia, saído da Escola após a Guerra
do Paraguay, differençou os ramos da Engenharia. Uma pleiade
mais tarde attestou o valor dos nossos engenheiros. E hoje as centenas de moços que re formam nas diversas Escolas do paiz e s e
espalham pela vastidão do nosso território exercendo, construindo
melhorando, dão bem a idéa do que será a nossa Pátria em breve
c p a ç o de tempo - com todas as suas possilibidades e com g r a n d e
numero de filhos trabalhando pelo seu progresso real.
Quem contempla, pois, o quadro que acabamos de esboçar »
compara o que temos feito com o que falta fazer, avalia com pres
teza o quanto necessitamos de engenheiros. Precisamos de engé
nheiros, não queremos dizer: engenheiro-numero,
mas engenheirosengenheiros, isto é, engenheiros - fazendo engenharia, engenheiros
affirmando a engenharia, engenhemos representando a engenharia
defendendo a engenharia, engenheiros vivendo da engenharia
O que vemos no momento, força ê confessar, é a dispersão dos
elementos, o desperdício dos esforços, a degradação das energias
A primeira couz a que temos de fazer, pois, é organizar a E n genharia, isto é, compor forças, reunir elementos, conjugar a s for
Ç ^ o b t e r uma resultante única appiicada e dirigida consciente
Este será o maior passo dado pela classe dos engenheiros em
proveito próprio e no do Brasil.

Soter C. de Araújo.

AMERICA

B R %£ 11;

S I MS. «J A \2 — ANNO I

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE JOAQUIM SERRA
Discurso pronunciado a 10 d. Setembro de 1922 na Associação
Brasileira de Imprensa
velar ao mundo das lettras brasileiras os nomes de Genül Braga,
Gctulio das Neves, esse caracter de cidadão romano, aliado a
um talento de escol e servido este por u m a cultura

verdadeira-

mente invulgar, fallando de Joaquim Serra, escreveu estas palavras memoráveis: -

" N a d a mais falta dizer sobre Joaquim Serra,

e estas ligeiras e despretenciosas linhas, nem mesmo teriam mais
razão de ser se não fossem, antes que tudo, u m a homenagem pessoal de reverencia, de saudade e de admiração"
Tondo de dizer para jornalistas, para homens de imprensa da
minha terra, algumas palavras sobre esse notável jornalista m a r a nhense, certamente não teria senão aue enunciar o seu nome, simplesmente o seu nome -

Joaquim Serra, -

poeta delicado e chronista subtil, Celso Magalhães, romancista vigoroso e o maior

critico-ensaista

do nosso

"folk-lore";

Sabbaa

da Costa, romancista e comediographo; Cezar Marques, o historiador e geographo; Henriques Leal, o Plutarco maranhense; e Joaquim de Souzandrade, o grande poeta do Gucsa Errante.

E nes-

se balanço, meus senhores, não deve ser esquecida a circumstancia de ter Joaquim Serra conseguido a volta á imprensa periódica,
do vulto austero e eminente de Sotero doa Reis, jornalista, graramatico e critico-litterario.
Ainda em Maranhão publicou Joaquim Serra as suas principaes

desacompanhado de

qualquer adjectivação, sem a enumeração, talvez, fastidiosa, de fa-

obras litterarias: O Salto de Leucade

ctos ou obras em que teve p a r t e ou que realizou, pois que a im-

Coração de Muller,

prensa do nosso paiz, atravez de duas das mais bellas causas bra-

6

sileiras — a abolição e a democracia, está prenhe, até a s a t u r a -

Quadros, versos, 1873; e, dez annos depois, o seu interessante estudo

ção, do seu nome illustre e da sua desinteressada e magnânima

intitulado Sessenta

acção, efficientemente fecunda e salutar. Mas, nós não estamos sós,

cientemente da imprensa no Maranhão, d u r a n t e o largo periodo que

entre

brasileiros.

vem de 1820 a 1880.

peito

de

A

gratidão

nossa
e

de

festa

de

homenagem

saudade,

aos

que

e

de

se

res-

fizeram

grandes, lidando no jornalismo patrício, é honrada com a

pre-

sença de alguns confrades dos paizes vizinhos, que ora nos visitam por motivo augusto da celebração do Centenário da nossa I n dependência Politica.
E m honra delles e para elles, pois, que vós outros conheceis,
melhor que eu, os eventos immortaes do jornalista, cujo

retrato

vamos inaugurar, são as minhas tosca* palavras e os desalinhavados

Meus caros confrades. Joaquim Serra, veio do norte. Desse norte
longínquo e politicamente ainda primitivo, mas soberano ao resto
d o paiz' no campo da intelligencia e, primus
representação da nossa cultura.

inter

pares

quanto á

Desse norte que nos deu João

Lisboa, que nos deu Tobias Barreto, que nos deu Ruy

Barbosa.

Joaquim Serra nasceu no Maranhão. E la grageou rapidamente um
nome respeitável n a poesia, no theatro, no jornalismo e n a politica, tendo por companheiro de lides homens como Gonçalves Dias,
— o poeta, Sabbas d a Costa — o dramaturgo, Themistocles Aran h a — o jornalista e Franco de Sá — o politico. N a sua t e r r a
natal, tão fértil em talentos da melhor jaca, lançou depois de collaborar com êxito e vantagem enormes nas folhas de mais reputação da então Província do Maranhão, o sou famoso

Semanário

litterario,

dil-o o facto

significativo de haver já dous grandes escriptores brasileiros, t r a tando da litteratura maranhense, fazerem do apparecimento desse
periódico o marco divisório das grandes épocas em que se devem
as

manifestações

intellectivas dos athenienses

das

gens encantadoras do poeüco Anil e do majestoso Bacanga.

marJoa-

quim Serra, que em toda sua longa carreira jornalística e politica,
demonstrou sempre o mais fino tacto, em conhecer os homens da
sua terra, não deu somente o melhor do seu talento p a r a o grande realce do Semanário

do Amazonas,

1867;

em 1868. Posteriormente, j á aqui no Rio, deu á estampa j

Annos

de Jornalismo,

Politico e jornalista,
xonaram profundamente

duas

em que se oecupou profi-

grandes,

causas

sagradas, apai-

o bello espirito de Joaquim Serra, inte-

ressando-se vivamente por ellas com a intelligencia e com o comção

Essas duas causas, fundamente humanas, patrioticamente cí-

vicas, foram a abolição e a democracia. Mas, p a r a tão vasto programmá, era âmbito demais pequeno a t e r r a natal do denodado
capeão do liberalismo. E São Luiz, a linda e garrida cidade ma-

Maranhense,

comediographo, o politico.
Ha aqui, meus senhores, o dealbar magnifico de uma formos a a u r o r a . Joaquim Serra chega ao Rio de Janeiro. E logo ao
chegar entrega-se de alma e coração ao combate de toda a sua vida
•jin prol da libertação dos escravos, «, favor, da implantação na sua,
a a nossa terra, dos mais lídimos princípios da democracia. Pelaabolição batalha, desde então, o fundador do Semanário

como teve a ventura de re-

Maranhense,

tão intemerato, tão delicado, tão desinteressado como nenhum outro,
ao lado de gigantes como José do Patrocínio,

Carlos

de Lacerda,

Ferreira de Menezes, Ângelo Agostini, Luiz Andrade, Ferreira de
Araújo, Joaquim Nabuco e R u y Barbosa, o único ainda vivo dessa
pleiade heróica de leões da nossa imprensa abolicionista, que so
calou as baterias com o acto redeir.ptor do benemérito Gabinete
presidido pela grande figura

cuja publicação vai de 1867 até 1870.

O que foi esse jornal, essencialmente

estudar

poema-romance, e Abertura

ranhense, perde oj filho amado e com elle o jornalista, o poeta, o

•conceitos que ides ouvir.

Maranhense,

Versos,

e Cousas da Moda, 1866; Pm

nacional de João Alfredo. Pela de-

mocracia, filiado ao Partido Liberal com os que combatiam P«la
Republica, trabalhou, sem cessar, no jornal e no Parlamento,
lustre cidadão maranhense, tendo per camaradas de refrer .
mais árduas o rudes, os vultos de Quintino Bocayuva, Miguel

er

reira, Rangel Pestana, Salvador de Mendonça, Lafayette, Prado
rnentel, Flavio Farnese, Baptista Pe<e'ra, Cesario Alvim, Franco
Sá. Martinho de Campos, Lima D u a r t e , Dantas, Affonso Celso
vários outros, que são: uns, os redactores <Ja Reforme

* n pote',

e ao

•outros, os signatários «3o ceieore manifesto republicano ae 1» *
finalmente

os rw tnnte.-s

aquèlles dezesete liberaes que consegw

* . da verdadeira unidade nc meio de todo o esplendor daquelles so- com Machado de Assis. ccmo impor. a difundir. antes desta hora. quer na vida publica que na vida particular. q u e o paiz. occupando-eo especialmente da formidável •campanha abolicionista. á 29 de Ou- t e . no entretanto. ««passou o constituir deis avaliar das dimensões desse vulto eminente do jornalismo bra- modelos da culta Europa. w quim Serra. essas duas palavras — abolição e democracia — dous -grandes symbolos da integração da nossa nacionalidade como povo Mvrfc '. Quintino Bo- berbos rendilhados e de toda a poesia e contraste dos bellos vidros cayuva. continuada e in- M. resumem. delle poude dizer u m dos seus eminentes biographos: " A influen- Desgraçadamente. retratam-no maravilhosamente o "deiradeiro adeus" que. sabendo que esse homem illustre andou. de onde a sua voz autori- politico. . âe comparação nem nos Que mais será necessário 3izer. a talha com igual intensidade. desse gigante do jornalismo brasileiro ? Embora traçado com mão canhêstra ahi está o perfil de Joaquim Serra. ou como projecções de que se servem os engenheiros •*. André Rebouças. E« assim que o combate asperrimo da existência i. não foi senão sempre. o zada e querida. Franco de coloridos que constituem aa cathedraes gothicas" Sá. durante mais de q u i m Serra. que os estudos j á tubro de 18SS. a excellencia das duas causas m á - nas plácidas margens do Chuy.a terra. Octaviano. " n u m grito lancinante e eloqüente de quem vê. meus senhores. ! . á custa das quaes.NTJMS. mentalidade o poeta. tanto r a caudal do Amazonas. b e m conto se faz da ogiva a nota obrigada e o fecho trinta annos da nossa vida litteraria. José do Patrocínio. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA ram. o humorista. seus peras da grande.. á massa geral do paiz. ximas de que forjou o broquel de aço puro com que se armou para Não era u m homem. conseguem reproduzir mathematicamente a forma dos objectos» E. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL -•V" •:--''j}hrti **'•' '''•'•' '«iPlfe. obrigado a escrever o glorioso epitaphio E vós. lhe disseram Quintino Bocayuva — o Patriarcha da Republica. o comediographo. para o qual Salvador do Mendonça não encontrou t e i m o . era a própria causa em acção. lado a lado. Joaquim Serra realizou prodígios. repercutia com eficácia politica e social por todo a demonstração de um temperamento singular de jornalista. " O abolicionismo. . que evidentemente. o parlamentar. segundo o testemunho de Getulio das Neves. po- America do N o r t e . confrades extrangeiros. * figurar na Galeria dos Notáveis da Imprensa do Brasil. ecoando os violentos clamores da ba- existia visceralmente em Joaquim Serra. á borda do túmulo. romper telligente n a imprensa politica toda a vida extraordinária de Joa- f as férreas malhas das formidáveis redes que se chamavam a s chaL pas grovernamentaes. e cada vez mais viva. Ferreira de Menezes e Ruy Barbosa. Do que foi em vida. Atravez de todas a s manifestações da sua privilegiada Transportado para um meio maicr. Rio Branco. porém. o maior dos brasileiros vivos ! Assim. da descommunal aurora de 15 de Novembro de « o l d e s t ã o oellos e originaes. como se fossem reproducções phoiogra- jmicas de um mesmo sitio tomadas de todos os pontos de vista apreciáveis. cujo retrato passa. José de Alencar. accrescentou o sábio e verista commenta- " H a . seu caracter tão puro e transparen- 18S9.> ' . por assim dizer. Nogueira da Silva. numa acçko persistente. continua. • • . feitos sobre o perfil do grande escriptor dão uma idéa completa ia sua individualidade. cortou-lhe o fio da vida justamente nas vés- durante um periodo relativamente grandes causas nacionaes. • • • • •'MZ. Salvador de Mendonça — o amigo extremado. politica e social. fazendo delia o thema obrigado ^ e todas as galas e lavores daquelle estylo único. ?ujos effeitos me parecem incalculáveis e acima de qualquer elogio e vem a ser a constância e a fidelidade indomita de Joaquim Serra â grande causa dos escravizados. em memorável periodo da nossa vida político-social. desde este momento. a propagar. para o qual é. culto Tas foi o jornalista. partir-se metade de seu próprio ser. Uuteo.ti%í:. o historiador. e Joaquim Nabuco — o companheiro inseparável das lutas abolicionistas e dos combates em prol do liberalismo e quem. Joaquim Nabuco. o denodado jornalista só parcialmente logrou cia politica e litteraria de Joaquim Serra foi tão persistente e deci- a fortuna de ver a victoria das duas siva no jornalismo brasileiro Ariadne implacável. . sucumbio o notável maranhense. sua orientação tão completa. desde o norte ao sul. segura e sympathica. do vacup aberto por sua morte. ••"< s- .'-< " . nunca ou- nem nos exemplos da originalíssima vistes. Poucos mezes após a decretação da Lei Áurea. pronunciar o nome de Joaquim Serra. no meio de tudo is-so uma manifestação. e s e m p r e o fundo de todos os primores e bellezas dos escriptOs de Joa- sileiro.•W^:ASPECTO 1M PARADA DAS FORCAS MILITARES NO DIA 7 DE SETEMBRO ~ .

em nome de todos vól Pela amizade constante e fraternal entre e em nome dos vossos respectivos soberano! todos os povos.do sempre a acç. como pelos o esforço da Nação Brasileira.-7. esses cem annos decorridos. onde quer que esteja um brasileiro vivo. aos 7 de setembro de 1022". neste momento de júbilo para todo» trícios manterá inexpugnáveis: os brasileiros. do. pelo engrandecimento perenne. a missão que lhe cabe na obra grandiosa civilização humana. deante da grandeza do paiz de que são legítimos representantes nesta casa do Congresso Nacional congratula-se com a heróica Nação Brasileira pela passagem desta gloriosa data. encheu-me do Pela integridade absoluta do nosso vasto mais vivo desvanecimento. sem actos que o dimiadorada.ao< dos estadistas brasil . ao aproveitamento das forças econômicas. pátria medida de suas forças. so moral e material do mundo.AMERICA BR&SÜ-glRA NUMS. Bos Annaes da Camara dos Deputados. 9 A 12 — ANNO I CHRONICA DO CENTENÁRIO P O R T U G A L • BRASIL /Ct. extremecida. neste momento formulamos perante a nação que tão generosamente nos elegeu para represental-a na sua elevadaa funcção de decretar as suas leis. em que dianto naes.vCy-«**' *. o illustre embaixador esgente americano. dos Soberanos e chefes de Es. As transforna grande solemnidade do Centenário de sua mações mais radicaes . Pela paz. os ardentes votos. na sessão de 7 de Setembro. de nossa de-l a effeito sem grandes abalos. dictada comprehensão dos Interesse» xador de Santa Sé. reunida em sessão extraordinária para isso especialmente convocada. pelo desenLançando um olhar retrospectivo sobr» volvimento. pela harmonia. O Impulso & cultura da inteUdicação inteira. o Papa. «.a Independência.m ^0> dirigiu o senhor Francisco Cherubini.^ ^ r i c r i — ^ «u*-^í-«^ Em honra do Brasil! Foi a seguinte a moção de congratulações «om o povo.S. sem medir sacrifícios do san gue nosso até o ultimo gotejar. cujos corações palpitam commovidos e emocionados por intenso júbilo patriótico e por justificado orgulho cívico. pátria nossa muito amada. o Brasil tem » pela gloria brilhante e immarcescivel do consciência de haver contribuído lealmente. em sua sede provisória. mais immedlatos. que recorda o marco primeiro da nossa Independência Politica. especialmente os do contie chefes de Estado. Com essas congratulações. ha cem annos plantado ás margens do Ypiranga e desde então para sempre gravado na historia dos povos livres com as suggestivas palavras do brado Immorredouro — "Inoependencia ou Morte" _ ainda hoje vibrante de enthusiasmo e palpitante de verdade. pecial de sua sanüdade o papa. nem excusada» violências. quer na Republica.quer no Império. quer no Império.ção de utilmente servir ao mais nobre tado representados nas commemorações. mo» zação internacional ininterruptamente segui.H. que fazemos. para o progre»idolatrada. á 1 hora da tarde do dia 7 de Setembro de 1922. Pela prosperidade crescente. pátria grandiosa o nuam no concerto dos povos. profundamente sinceras que em honra do Brasil. desde a independência. não só pelo carie riquíssimo território. Capital Federal da Republica — do mais intimo da alma de cada um dos •eus membros. Política tradicional. de todos os nossos melhores pensamentos. que approvou a Camara de:: Deputados. * ^ . commemorativa do Centenário: "A Camara dos Deputados da Republica dos Estados Unidos do Brasil. na cidade do Rio de Janeiro. t Brasil. o penhor sagrado e irresgaAbolição e a Republica — foram aqui levada» tavel de todo o nosso amor. ao bem estar das populações. a 1 1 Respondendo á saudação que. em prol dos impulsos da própria Índole popular. a cujos pés depomos exultantes. cujas fronteiras a nhoso sentido do seu contexto.povos. attesta o esforço da J 1 ***" Sala das sessões da Camara dos DeputaBrasileira em bem cumprir no seu territor» dos. 4 i / w t ^ . de nossa vida gencia. Installada no Palácio da Biblioteca Nacional. lht« idéaes: — a confraternização universal as8. senão tamclarividencia de nossos governos tornou inbém pela manifestação especialissima Q» contestáveis e o patriotismo de nossos paencerra. em nome preoccúpação maior foi sempre a P "*** ^ de S. deixamos consignados. São as seguintes as paladade inquebrantavel de todos os brasileiros: vras do Chefe da Nação: Pela união perpetua e indissolúvel de "Meus senhores — A oração com qu» todos os Estados da nossa Federação: acaba de saudar-me. 0 esforço da Nação Brasileira Na esphera da sua política externa. situado & Avenida Rio Branco. embai. em honra da Pátria. pela solidariequer na Republica. o Presidente da Republica nítida natu agradeceu com estas palavras. tem altos idéaes de liberdade e de confraterni.^» Independência. á circuaaté o alento extremo! ção das riquezas. tsv^o^ ^ A .

não a illumine sinão para causas no. proclamando a abolição da escravatura. Presidente. Presidente. e o nome do eminente jurisconsulto Ruy Barbosa será respeitado tanto pelo historiador como pelo homem de Estado. tfto Joven ainda. expec:a'mente as nações amigas. por factos.. desenvolveu suas excellentes dlspoposiçfies para as artes.lemos a honra de aqui representar.membros da União e começou a luta porfiaceros pela prosperidade cada vez maior. 9 A 12 — ANNO I 11 é. ao rever em pensamento a historia do Brasil. que não gozavam de liberCENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL dade.. em nome de Sua Santi. •commlgo os mais ardentes votos pela prosperidade crescente de cada um dos Estados que. Ao receber esta homenagem. ah ! quanto sangue. que brilha sobre de embaixadores e enviados das nações amide povo depois da primeira pagina. antes de tudo. o começo da juventude. aqui representaes -em missão especial de affecto e solidariedade". para «nbaixadores em missão especial. 0 Monsenhor Francisco ^Cherubinl.esta terra privilegiada para o futuro. o tacto e a habilidade com que V. peço a Deus realizal-os sempre com O Brasil quiz mostrar ao mundo como usou vantagem. sua honrosa saudação é a seguinte: Sr. dirige o povo nefícios.dências iguaes da mesma civilização. religiosa. asseguro-vos que o povo brasileiro bem lhe comprehende a excepcional significação e ta/. Sr.entrada no convivio internacional desde ISIS.lhou e quanto produziu. Dir-se-hia que cila passou cem annos a crescer e a robustecer-se. Presidente. embaixador em missão extraordinária. o irrito da Liberdade. O grande gesto da princeza Isabel. o Interprete dos meus illustres collegas. dtrigiu a delegação do Brasil. que é todo todas as Nações estejam aqui representadas nos de um século parece apenas a adolescênelle um hymno de enthusiasmo á obra da nas festas do Centenário de sua nobre Patr. minha missão. quando fis marfens do Tplranga. E ' um facto conhecido. commercio: •m uma palavra: o preparou para o dia da emanctpção.. sciências. seu devotamento. em Sete de Setembro. como trabacreveu na historia até 6. Elle lhe deu a educação moral. jamais haver partido a iniciativa de uma sõ luta armada contra qualquer outri nação. Ex. ou mesmo de todas as glorias. aspiravam sempre uma existência nacional Independente e trabalharam com todas as suas forças para a conquistar. agora celebra a sua maioridade no meio das nações mais velhas do mundo. que mebro. Ex. Srs.. ecoou. ser junto a V. onde estão escriptos em característicos indeléveis os feitos gloriosos ao nobre povo brasileiro. De feto. habilidade. proferiu o discurso abaixo. que es. em Haya. gentilmente associadas a essa commemoração. da Santa Sé. esta grande Nação obrlnha a sua Independência sem derramar uma •6 gota de sangue. Embaixadores e enviados das nações amigas. as mais encontrarem irmanados no futuro pelos destirespeitosas homenagens ao illustre presiE. a3 maiores sympathias do estrangeiro e deram-lhe um logar de muito maior realce. na Conferência de Paris. E. nem mesmo uma lagrima. que E* tão longa a Idade dos povos. e ao rompida a cordialidade existente entre os dade. a delegação brasileira chamou sobre si a attenção universal. Sr. nesta solemnl. pelo seu saber. saudou todos os que vieram trazer ao nosso admirável certamen o concurso de seu esforço e actividade. mesmo tempo formulamos votos os mais sin. de onde resultou separarem-se pelo inteConsidero como a nota mais agradvel da a felicidade sempre mais completa deste no resse particular de cada um. quiz dizer-lhes. A admiração do mundo AMERICA da Gloria. como foi digno da ainda da sua Independência. como no gas. Afflrmo — gloriosos destinos.dam dias tão gloriosos para o Brasil. ftz conhecer os sentimentos delicados da civilização e do progresso deste paiz. que em todos os tempos os povos. sua e dos corações que resultam os grandes be. O começo do século vinte é a época festiva da America Latina. sua actividade. Presidente. C toda uma série de personagens illustres que revelam ao mundo inteiro o desenvolvimento intellectual e a ascendência moral desta nobre nação. para o dia da Independência. da. taes. se lançava sobre o caminho PORTA PRINCIPAL DA EXPOSIÇÃO . ha cem annos.NUMS. nesta magna data e em nome de tantos e tão grandes povos. passos façâo que dirijo a palavra a V. justo. época mais gloriosa passado. Saudando o Brasil. senhores. Na Conferência ca Paz.n. minhas senhoras. com Íntima alegria que recordo. em nome dos demais quando. ração . e aqui se consque será inscrlpto em letras de ouro nos a. em nome de S.e lhe tenham trazido o tributo de sua admiO Brasil ja teria chegado aquella phalhores votos pela felicidade da nossa terra. grangearam para V. nõs nos tituio a sede do governo commum. Mas.S. o Papa. Recebendo a visita de chefes de Estado.dade o Papa Pio XI. como o começo do século dezenove foi a época dolorosa das duas lutas pela independência e pela liberdade. porém. honraes a Nação Brasileira. "effeito. do Rio de Janeiro. portanto. naes do Brasil e é para mim uma honra toda associamos com alegria ás festas que recorAo fim de seis annos. dos soberanos e chefes de estado representados nas commetmorações de Sete de SetemE'. Ex. E' com a maior satis. se tivesse querido contar a sua A. Ex. foi interparticular. trazer." independência que logrou e deixal-os' julgar ftttinerlu & vlrllidade sem passar pela Infância. na pessoa do Presidente da Republica. Sr. De quanto acabo de dizer-vos é reconhecimento e recompensa a expressiva saudação com que. "Senhor presidente. Presidente. A historia repetirá á posteridade as paginas sublimes. BRASILEIRA j Como o Brasil trabalhou e o que produzio no primeiro século de Independência Em nome do Governo da Repubica» o Ministro da Justiça e Negócios Interiores. removendo tudo o que lhe possa da liberdade nesse século que passou. cuja contribuição é de todo inestimável. Porque o povo portucruez — que lhe descobriu o genlo e lhe «ultivou a nobreza — a considerou antes como filha do que colônia. para depois se bre pais. brasileiro para os seus altos destinos. ao inaugurar-se a Exposição Internacional. se da vida. com servir de obstáculo. porque era o sangue portuguez que corria nas velas do joven e nobre principe q u j acabava de pronunciar a phrase histórica: "Independência ou morte! Desde então a generosa Nação Brasileira. generosas e admiráveis. si bem que é da união dos espíritos aos idênticos da mesma origem e as tendente que. unido a Portugal e Algarves. e os me. social. quantas lagrimas não custou essa independência! Felizmente não aconteceu assim para a Nação Brasileira em 1822. nossa cultura e de nosso trabalho. neste dia augustos soberanos e chefes da Estado que a fazer parte do Reino Unido. deste povo que bres. De José Bonifácio ao barão do Rio Branco.a cia. Eis o discurso preferido: Snr. nesta hora gratissima. foram sempre os destinos deste granQue o Cruzeiro do Sul.

9 A 12 — ANNO I BRASILEIRA águas dos nossos portos. uma impressão raça e o augmento da sua capacidade prosomente como hoje.Sapraza aos céos já tenho chegado. tem prestai* Brasil" pério. dirigu ao Chefe da Nação Ao meu coração d e brasileiro nada poentão. embaixadores e clK-fes *• terceiro ou quarto logar no mundo. com a sua presença. em rápidas linhas. nem de vinte mil para um milhão e hoje se ex mento da pedra fundamental do nove se escutem neste immenso oceano de vagas pressa em quatro milhões de contos: que i tricto Federal. vós que de certo reconhecereis no esRespondendo ao convite que lhe fez o descentralização. dis-vos-ei ainda que contamos cerra tados do inundo. < material da Nação aos grandes idéaes «ue a tação dos nascituros. da exposição commemorativa do primeiro dência. na vida p a n h a abolicionista. forço pertinaz da nossa adolescente nacionaliE m seguida. onde quer que a vossa presença seja mário. cravidão. reunindo-os. Cicatrizada essa chaga. tornando possível curámos r«-sumir alguns aspectos da nossx lhares de sociedades de auxilio mutuo e caconhecerem-se melhor.mesmo modo que a Exposição em que proestabelecimentos de assistência. o mundo n ã j "eja r e s t e quadro. 7—9—22—134. n a área já demarcada e pa«* extensão das nossas linhas férrea?? é de trinta h u m a n a s senão os rumores da nossa unisona esse fim destinada.luetas sanguinolentas. E r a uma das solemntda*» mil kiiometros.arvore da Paz. mas a qu*! assi*. isto. pela com.seiscentas e cincoenta associações scientifU dos homens e concorreram para leval-os. conselheiro R u y Barbosa. que n a pecuária oecupamos o «m quasi todos os ramos de trabalho. urbanos. D r . mil e quinhentos kiiometros de carri» esperam do seu porvir. literárias e artísticas. cujo dia se approxima.nt«jV. que o valor dos nossos • estabelecimentos f. deço aos Chefes de Estado. a que ides assistir do cas.cabe n a scena internacional. depois deste passo tão difCi. de 1907 a gados por seus maiores. quando a União Federal prova nas espontâneas manifestações de symprogredir. de dois mil quatrocentos jornaes e revista».indc o ?ol é o que desejamos justamente a p u r a r agora taes. senhores.vejaes que não temos ficado estacionarios. de accôrdo com a recente autorização legis: Esse ultimo effe to ha de vir. Praza ao Altíssima Pai e Senhor do todas 1>J cousas das Repu. que contamos perto de sessenta mil kiiometros de linha telephoB e merece. a cidade moderna que actualmente se manidade e brilho para a civilização.os representantes das nações amigas. exigindo em termos imperati.nobre e alevantado venhamos ainda fazer Senhores embaixadores e chefes de ml?commemorativas do Centenário. cerU. convencer-vos de que alguma coisa temos d u r a n t e o império e principalmente na Repude onde só resultam benefícios para a hu. Deus vo? previstas no vasto programmá de n lhões a tonelagem dos navios que sulcnm « i « = abençoe para celebrardes com autoridade no altar das esperanças do século o Officio Divino do culto.3.sempre preoecuparam os nossos homens poso que nos vieram trazer para o bom êxito líticos.AMERICA Ni:MS. Eis ahi. Ex. Embaixadores e pada. " « m o demonstração de esforços rura. ao seu lado os festejos de cano. sem as epidemias dlEm nome do Governo da Republica." rasgar a pertinaz nuMa^io. o augmento dos cursos elevou-se de gosto e da sua personalidade ethnica. exemplo do seu bom ra de receber-vos.è verdade.ue V. Sr.es excedem de dez milhões e quinhentos A grandeza do Brasil extraordinários de intelligencia consumidos mil" contos. < e n a de que -.feito e muito poderemos ainda realizar. clamada esta. limitado e j u s t o " . vêm trazer-nos a animação d» seu applauso pelo que temos feito e o est humilde leito receba V. collaborar n a diffusâo do ensino prid a lição que nos trazem os povos mais adian. Digo-vos. laboriosos e livres em torno sa balança commercial cresceu na proporção no dia 7 de setembro a ceremonia do assentado lar de uma nação que se deconstróe. e aos representan.rei entretanto. Vencemos a primeira etapa. sem profundos abalos. para o futuro. surgiu a camrealizações.«stiir» m . o Presidente da Republica disse. A hygiene e o embellezament» enviados das nações amigas. em nome dos meus com1920. geradoras derão dar aos representantes das civilizações prepara a olhos visto? o fortalecimento «3* de males. lhes a grandeza do Brasil. que. na data do primeiro Centenário da 72 °í° e de alumnos de S5 °!° o que revela o eervirão p a r a abrir os olhos aos que se afer. a confiança dos que nica. a nossa orienmulo do seu apoio e solidariedade ao que " e agradecimentos ao carinho do seu eonvit'. para que assistisse dade a promessa d0 uma larga politica d» officialmente. mas.corresponde ou não a essa evolução politica v e m o s que aqui tão dignamente represenblicas como dos Imt>vi". cincoenta mil kiiometros de linhas tekgraphiKllo não se realiza como pretexto pura cas. re-il'u. apenas para qut> do trabalho vindos de tão longe. que ha tanto no= e podeis verificar comnosco. por terdes vindo festejar desse esforço se farão sentir em breve ainda expostos.-aqao. agra.. talvez mais de um milhão 6« objeNenhuma linguagem fallará melhor do ctos de correspondência postal. benéfico estimulo para melhorar e essa data memorável. nos últimos annos. muitos miproximando-os. históricos. a minha ho. e enfrentarem-se uns aos outros. Ganha essa campanha.ria estes marcos da liberdade e justiça. E ' com a mais sincera evolvendo naturalmente pela propaganda »• cordialidade que levanto a minha taça P* ro. estou certo.nen que hoje inauguramos. p a r a um dia. Do calor do esforço do paiz.nosso affecto e da sinceridade de nossa gracremento da sua instrucção. Conseguimos fincar na Histo. E x .s. batemo-nos. com tropeças. que lida por substituir ao carcomido nume do Estado archipotente a aspiração. o concur. sobretudo. do Estado recto. mil e quatrocentos! í rapidez de um <i outro extremo da terra. honra que faA vida das nações conta-se por séculos. guiaram na transformação inaugurada em < rios e logo depois a abolição completa da essenador da Republica e juiz da Corte Permade setembro de 1822. que excede de cincoenta mi adhesão ao Evmsrelho dos bons. r. os resultado* comnosco paração com os produetos aperfeiçoados aqui tidão. P a r a isso que o Brasil compenetrado da missão que lh* centenário da independência politica do foi mister afastar do Brasil o fundaor do Im. que o valor da nos não o que vós quizest-s faz«=«r: a reunião do? Xo planalto central de Goyaz realizou-s* povos civilizados. Na ordem politica. Ruy Barbosa. que qu. estancámos o trafico afriPresidente da Republica. Illmo. são. que passamos de três a trinta milhões de habitantes. P„'ajv>o ao-. sem incluir Umas servirão para accentuar como os polgante: a dos Estados. ainda mais. com honra e altivez. naturalmente não ponitária. victoriosa com a liberCentenário da Independência do Brasil. que da instrucção temo» povos devem g u r r d a r certos patrimônios le"Quiz o destino que a mim coubesse a honcuidado com o possível desvelo. P r o a seguinte carta: "Rio. dos centros populosos constituem neste mol e m ao Brasil de realçar.passo. abandonarem sas terras e fabricas. c. feita a indepen. ar. para assistir a seu lado ás solemnidades tação politica.o presente pela persuasão. sem agradecW* menagem por esta «. em sidente da Republica — Do fundo do meu vos o arbitramento como solução primordial missão de paz. tão nc'—emente. . nestes campos de de sorpreza.a renda geral de quatro mil contos em Uil temos agora a receita de quasi um milhão do sado. nente de Justiça. pela federação e pela Republica. fazer blica. bastarão para duetora.*to do " r a s i l lutu. que para Haverá ahi muitas mostras desse pas. Epitacio Pessoa. estrangeiro. se. plantámos na Constituição a dia ser mais grato do que vêr aqui reunido* e Exmo. com o s meus das nossas pendências internacionaes.cil do primeiro Centenário da vida emancizimadoras que eram com razão o terror dô. felicidade pessoal de cada um de vós e B ea que PU não vejo. nessa synthese emcontos de réis só p a r a a União. cultores das maravilhas de notada. Si o progresso intellectual e material prosperidade e bem estar dos povos e dos S0' em espirito e de co-. talhada nos moldes mais adiantado» as suas desconfianças e prevenções. tivemos que a consolidar. mento a preoccúpação generalizada no pai* a solemnidade deste acto. 'ontorgando-lhes urna prudente da consideração com que o honraes neste momento. ap. com tísticos e econômicos. Realizada a consolidação e garantida a devotadamente o seu concurso á obra da clunidade pátria. outras patriotas. capaz de corresponder. mais antigas e adeantadas. pathia que rebentam e se expandem a cada lativa. digno Pre. Sempre vos diA nova Capita! envoive. ã alforria dos sexagenáeminente brasileiro. todo o gênero que facilitaram o bem estar Os congressos scientificos. fizemos combate do pensamento e do trabalho.independência politica do Brasil. tratamos da autonomia das vilzação em que vieis empenhados e ê dign«> A antevisão do Brasil futuro provincias. já deveis ter segura mais animadores. que cultura intellectual e da producção das nosridade e que a nossa ultima organização. tes da industria e de todas as manifestações As boas causas da liberdade e da justiça inteiro. Do Rio de Janeiro de 1822.missão.honra de hospedar-vos. mas. pelo Inr a m á rotina e hão de constituir.

madrugador e poupado. cujo desenvolv:mento Porém. Presidente.viços á civilização.. de 18 de janeiro de 1922. façanhas de homens heróicos. ma. proclamandialissimas manifestações. bem como das bases ou do plano geral para a construcção da cidade. Rio de Janeiro. as barreiras que com in" S r . que gradualmente se foram de tal fôrvéu de um luto cruel. que offerece aos olhos admirados dos teiro suecesso erigistes contra a invmãio do do que me permitte responder ás eloqüentes homens um dos mais bellos espectaculos do . tomando humano e estabelecendo finalmente completos parte na exposição da mdepndencia. " Tudo para independência. rivalizam no Brasil na vossa vida intellectual. de 18 de janeiro de 1922. a hensão das suas qualidades e propósitos e do conversação cheia de observação e de razão. Com justo orgulho expuma e a sua admiração sem limites. — . com uma placa de bronze. de tudo este principe íoi dotado de uin gran i senão única do progresso pac. que será a Capital da União. fallastes dos congressos Na inauguração da Exposição Interna. os povos da Europa. a fronte cingida com a magnífica palavras de saudação proferidas por vossa excoroa que formam o Pão du Assucar. servindo o povo e pelo povo" impulsos democráticos. que constidata memorável de 7 de setembro de 1822.i . o eloqüente discurso que proferiu Rio de Janeiro. ê um passado notabilissimo porque ê vância dos tratados. a pedra fundamental da futura Capital B^ederal da Republica dos E s tados Unidos do Brasil. da vosmar. Secretario de Estado dos Estados-Unidos da zestes o vasto crescimento do vosso commerEm 1799 não havia ainda 40. uma certa aspereza na franqueza. Sr. vel paiz em proveito da Humanidade. políticas radicaes foram realizadas sem extunidade. contendo x seguinte inscripção: "Era cumprimento du disposto no decreto n. historiadores e poetas pensadores derna. Pedro 1 suas notáveis victorias da paz.' Estes não sõ attestam os interesses inteíleSr Alexandre Conty. apenas um principio. a Sete de Setembro e os votos que todos nós formulamos pelo que se reúnem annexos a esta Exposição. c espirito livre do povo brasileiro ganhou as A máxima do imperador D. com muita nicipaes pelos quaes a sciencia e a perícia dos mil almas. era sóbrio.' Essa solemnidade foi assistida por muitas pessoas e pelos representantes designados pelo Governo Federal para esse fim. covado. os governos aqui representados.' AMERICA BRASILEIRA mundo. dentro de um anno da data deste decreto. cuja actividade resplandece ao longe soabundante colheita. as Republicas latinas da America fes./. que estão a vosso lavras eloqüentes e vibrantes: Foi um hyinno ardente e sincero. 2o — O Poder Executivo tomará as necessárias providencias para que. Ex. o illustre embaixador de França.en Presidente da Republica aos embaixadores e municação. desde a amizade por parte do vosso povo. tejam á porfia a sua irmã brasileira. consignada mesmo na Constituição republicana. Si o meu predecessor. assegurando a "Tudo para o povo''. Mudanças de senso politico e do sentimento da oppor. mais sincero desejo de que goze sempre da Rocha Pombo acerescentava que D. pondo fim ao trafico Todas as nações do mundo. ainda mal refei.» estadistas que expuzeram os ricos frutos de tos da grande luta. assegura a ordem e a prosPagamos o nosso tributo ao passado. Antes proporciona uma illustração extraordinária. E ' um privilegio elevabahia. a historia do Brasil des estas que não são para desdenhar. 1" — A Capital Federal será oppor tunamente estabelecida no planalto central da Republica.scientistas.de todos os meus illustres collegas ao formusil galgou a angustia das suas ruellas de anlar as expressões de profunda apreciação das tanho. communicando ao Congresso Nacional. saudou o Brasil nestas pa nado e a perícia technica. a sua surpreza seria extreo illustre estadista Charles Evans Hughes.ção desta republica. Presidente. ás conquistas de sua actividade.j. de gratidão pelos seus notáveis serphysico. obter a sua benção. Pedro I tinha espirito.494. ao meio dia. os vários emprehendimentos m p 1822 esta cidade continha já mais de cem chefes da missão. seja collocada no ponto mais apropriado da zona a que se refere o artigo anterior. •— Joaquim Ferreira Chaves.. De Gabriel que O que os homens trazem â natureza é o que ouviu o grito do Ypiranga. E ' o tempo da semenOs Estados Unidos da America do Norteira.000 habiAmerica do Norte.gurará o futuro do seu povo. de uma pyramide de 33 pedras. Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte: Art.sibilidades. 4. os resultados que obtiver.fico. sa amável e generosa hospitalidade e das )ü os seus progressos maravilhosos assiconstantes manifestações de bôa vontade e gnalam a evolução do paiz mteii o. como que nos honraram com sua comparença a< também asseguram o talento altamente treiA terra da promissão grande certamen.400 kiiometros quadrados que. sob uma fôrma effectiva e concreta. 5o •— Ficam revogadas as disposições em contrario. Apezar das suas percepções e rearespeito ao direito e na escrupulosa obserlizações. 3° da Constituição Federal. Pedro 1 mais abundante prosperidade. vieram 9 seguros alicerces de liberdade na instituiprestar homenagem. tuirão para sempre a nossa mais g r a t a recorNão podemos celebrar esta data sem evocar a grande figura daquelle que respon. A ceremonia constou da erecção no morro Centenário. voltasse hoje ao aos idêaeg de sua cultura e ao seu tributo ã determina a extensão em que elles podem civilização. . Art. Sr. Art. corSaudámos a sua memória e saudaremos respondendo a aspirações nascidas de convitambém os seus netos que. o estabelecimento de facilidades de comt a n t e s na Capital do Brasil colonial. é o seguinte: "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. recti. 4. a palavra viva e fácil. industria e nas artes. Ex.contra sua base duradoura na exacta compreneiras amáveis. Art. 4o — P a r a a execução deste decreto fica o Poder Executivo autorizado a abrir os créditos necessários. fundado no lebramos . O teor do decreto n.dades que merece o vosso glorioso passado scientificos. S. vieram associar-se hoje á alegria gadas que tornaram futil a opposição. emboraa sob o cções. a Tijuca e a Seira dos Órgãos. que vos enviaram do a independi: ncia. de solida amizade que enve. cessos de violências ou effusão de sangue. respondendo ã saudação do cio. â grande Republica. uma physionomia expressiva e gra. um desejo sincero de fazer o bem.tração de V. Pires do Rio.cellencia. á obra serviço em utilizar os recursos deste admirá" S r . mas conferira bênçãos indiziveis á Humanidade. Esta é proeminentemente bre todas as obras fecundas. históricos. ás peridade. de quasi ill imitadas pospreparação do próprio terreno desta exposi. 101° da Independência e 34° da Republica. deslocou as montanhas e fez recuar o calorosas boas vindas que recebemos. qualidaComo indicou V. no dia 7 de Setembro de 1922. por força do art. Assim da sua Pátria. 18 de Janeiro de 192:.dação. tornam púO meu compatriota Debret diz desse monarcha: " D . pertencem á União. é hoje completada pelo Brasil denomocratieo que grita. para esse fim especial já estando devidamente medidas e demarcados. Exposição Todos nósi os trazemos aqui as felic»Sr. estas mensagens de cordeu ao appello de José Bonifácio. foi aqui collocada em 7 de setembro de 1922. artísticos e econômicos cional do Rio de Janeiro. —« Epitacio Pessoa. symbolizando a idade da Republica. e a despeito de uma ma generalizando e tão profundamente arraitrágica dOr. hoje tem mais de um milhão. P r ^ d e n t * — Meus senhores de nosso paiz. de guias fortes Os povos da remota Ásia mostram-nos 9 vaüorosos que vos deixaram a herança imaqui que a sua antiga civilização está or. vigor brasileiro.blicos os sentimentos de admiração de ambos ria e. naquelle local. Presidente. do qual esperamos a mais segura e mais te. o Cor. Art. cujo desenvolvimento não asseA participação do mundo na nossa ção.f-iUpirÒ A 12 — ANNO I festas da Independência. mais ainda.erecivel da sua fortitude e sacrificio e aos» nada de todos os processos da sciencia mo. a Estou certo de interpretar os sentimentos Capital Federal dos Estados Unidos do Bra. contribuíram. em nome das naçõe: ctuaes aqui tão felizmente alimentados. E x . á qual a firme e sabia adminis. Sr. 3 o — O Poder Executivo mandará proceder a estudos do traçado mais conveniente para uma estrada de ferro que ligue a futura Capital Federal a lugar em communicação ferro-viaria para os portos do Rio de Janeiro e de Santos. essa que relembrava uma aspiração nacional.os hemispherios pelo que tem realizado o povo dão. fazendo administração imperial sob o estadista mais esclarecido. . não é um passado morto que cedeve ser assegurado pela paz. para a a terra da promissão. memó. Registamol-o. Presidente. uma alma elevada. engenheiros vos habilitam a attender a todas honra e cheios de emoção: Altivamente collocada na margem desta as necessidades civis. na zona de 14.494. o feliz futuro dos Estados TTnidos de Brasil. a pedra fundamental da fut u r a cidade.

exaltando a cordialidade entre as duas grandes republicas da America. Aquèlles de nôs. sabemos que elles não serão encontrados em fôrmas de meros accôrdos. e n t r a nhando-se no interior e obtendo um lampejo dos extraordinários recursos e potencialidade desta terra da promissão. S r . vid H u m p h r e y s .AMERICA NCMS. que deu a s primeiras bases de instituições ás actividades que tinham que civilizar um continente. e. E m sua longa historia. Porém. E u tenho prazer em rememorar que Tho» m a s Jcfferson. houve u m a duradoura apreciação de uma communhão de idéaes e de interesse. com a determinação de que. da primitiva organização colonial. Ministro em Portugal. Pedro I I . Vós. esta t e r r a afortunada que é 0 Brasil. agindo para a erecçâi deste monumento. como esperamos. Porém. dos bandeirantes. Boston. esta cermonia é ainda mais significativa. porque soubestes querer a paz. e a s incontestáveis adaptações que t r a zem commodidades e conforto á vida modern a . e por meio de todas as vicissitudes de uma centena de annos. Estamos tratando de procurar descobrir os meios de preservar a paz no mundo. do estabelecimento aqui de u m a sede de autoridade da mãi p á t r i a : da inevitável affirmação de uma vida nacional independente. A celebração deste Centenário t r a z r e miniscencias do passado. é inquestionavelmente o pali do vigésimo século. S r . Porém. isso é apenas a preparação para uma nova era de actividade econômica. New Tork e outro» portos cujos navios visitaram com freqüência este porto eoutros portos desta costa nos primeiros annos do século dezenove. qij» nos obtivesse todas a s informações possíveis sobre a força. Presidente. encontram u m a fascinação em tenta* imaginar as experiências daquelles marinhriros de Salem. das incontestáveis manifestações de genial disposição e grandeza que caracterizaram o povo brasileiro. como o tenho dito. Eu estou informado que. o primeiro secretario de Estado norte-americano. Este. poz um termo para todos os tempos ás pretensões da força bruta. Massachusetts. 0 symbolo de atnisade Ao ser lançada a pedra fundamental do grandioso monumento que o povo norteamericano offerece ao Brasil.ua do Brasil. com suecesso. oito dos estados marítimos da America do Norte negociavam com quasi todos os portoi do continente sul-americano e linhas d* nossos navios tocavam aqui. o Brasil deu um exemplo á Humanidade. bem sabeis com que sinceridade nó« desejamos a independência. sábio e estadista D. que trazem um encanto durável. Estes bellos dias serão sempre lembrados da fôrma a mais feliz. Eis a oração do illustre estadista : "Sr. e mais recentemente da nossa associação n a momentosa l u t a que salvou a causa da liberdade em si e.quebrando a escravatura e levantando instituições republicanas. Embaixador. dá-lhe melhor segurança que quaesquer riquezas n a t u r a e s ao contentamento e á felicidade que deve ser o fim dos esforços physicos. a intacta soberania e integridade politica. recurso e disposto. Vós progredistes na paz. Temos os nossos problemas domésticos. aprteiamos as possibilidades illimitadas de seu desenvolvimento. mas expressa a admiração do povo da Republica do Norte pelas vastas excepções da sua Irmã do Sul e por tudo quanto aqui foi feito para o desenvolvimento de um grande povo. O esp ! rito tolerante que aqui se manifestou e a benigna disposição do vosso povo. e. i prosperidade que o futuro reserva para est» povo e as extraordinárias promessas dos serviços que poda p r e s t a r á humanidade. Seriamos t a m b é m felizes em saber flu» este monumento ficasse associado no pensamento dos nossos amigos com a fiel avaliação do nossos idéaes e aspirações norte-americana . pre crescentes necessidades da vida civil. de como aprecio as incomparavels bellezas desta scena. o Secretario do Estado Charles Hughes proferiu o seguinte discurso. não deve haver mais guerra. E ' muito apropriado que este m o n u m e n to deva ser erecto como u m a commemoração da histórica amizade entre o Brasil e os E s tados Unidos. m a s a nossa confiança no futuro e o nossi mais serio desejo que a s mais fagueiras esperanças do Brasil se realizem abundantemente .daquelle liberalissimo administrador de elevado espirito. cujna cordiaes boas-vindas e constantes considerações e provas de amizade converteram uma oceasião de privilegio official em u m a de r a r a satisfação pessoal. de Porvidene». apezar das nossas h u m a n a s fraquezas e as causas varias de controvérsias. Presidente. mas só podem ser assegurados se o sentimento de justiça prevalecer sobre quaesquer interesses em conflicto e os homens chegarem sinceramente a prefer i r os processos da razão sobre as lutas da força. q u e com rapidez e todo o conforto possível e conveniências modernas fizeram recentemente a jornada de New York. meus senhores — Considero-me feliz pela opportunidade que se m e offerece de ter uma parte na inauguração deste local p a r a o monumento americano do Centenário e especialmente pela oceasião de cumprimentar os meus conterrâneos e os amigos do Brasil e dos Estados Unidos que aqui se r e u n i r a m . riqueza. do u m a mais diffusa prosperidade com todos os seus benefícios inherentes de cultura. meus conterrâneos dos Estados Unidos. e nojo. sobretudo. do espirito de liberdade do povo brasileiro . no a n n o remoto de 180!. exprimimos nâo só o nos» tributo no q u e foi conseguido no passado. e a nossa reunião aqui é effectivamente a promessa de um futuro de cooperação pacifica. dos primeiros intrépidos viajantes. acima de tudo eu colloco a devoção do povo brasileiro sobre os Idéaes da liberdade e da paz. meus amigos. Ella não só attesta a nossa d u radoura amizade. porém. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL VISTA PARCIAL DA EXPOSIÇÃO . Desejava poder transmlttir-vos de uma fôrma significativa a s agradáveis impressõ«js que eu tenho recebido durante a minha curta visita. de commercio augmentado. a estatua da Amisade. 9 A 12 BRASILEIRA ANNO I mal. do longo e benéfico reinado . mais do que nunca. minhas senhoras. que abençoou ambos os povos com o sentido de pacificas e m u t u a m e n t e beneficentes relações. não podemos ter melhores desejos para o vosso paiz senão que os idéaes que vós nobremente exprimlstes sejam p a r a sempre afagados pelo vosso povo. ê de revelações constantes. da generosa hospitalidade com a qual tenho sido favorecido por esse povo do coração quente. n a sua alta expressão. cuja "força deriva do mesmo poder espiritual". Nós emergimos da luta mais terrível da historia. O grito do Ypiranga: "Independência ou Morte" não pôde deixar de relembrar-nos as memoráveis palavras do nosso próprio P a t r i c k H e n r y : "Dae-me liberdade ou dae-me a m o r t e " . instruiu em 1791 a Da. O nosso governo foi o primeiro a reconhecer a independência do Brasil e desse momento em diante os laços de estima e amizade jamais se quebraram. e a prosperidadt sempre crescente dos povos da America Latina. desta prospera Capital em que os recursos da sciencia tem sido dispostos sob u m a efficiente direcção para attender ás s e m . Philadelphia.

levar a cabo a tarefa cuja incumbência acaba nesta capital para essa celebração centenária. em favor da preferencia aos Porque não deveremos ter paz durável e norte-americanos. quando não falta de todo. vaes e dados outras providencias imprescin. com a missão francesa. pois. de sorte q u e mala temíveis fôrmas de moléstias. a paz tem o seu methodo.resolveu. vinda da missão. a obra que alguns dos nossos conterrârente á defesa nacional. E ' esio 0 desejo que fôrma a base dos sentimentos P a n Americanos. desejamos para os outros e não sustentamos direitos para nós que não accordemos aos outros. num acto digno de sincero louvor. analysados e balancomo artigo de combate — Armemo-nos. combatendo as o decreto solemnimente consignado a sete Mas. encarregada de estudar o assumpto. ANNO Inherentes & expansão d a vida de um povo Uvre. n a s to que na variada vida vegetal desse grande homenagem ã Marinha cuja acção foi decisiva mais vagas e Infrutíferas discussões treoricas. e que. sos da razão.esse local.fim. tensão dessa corporação. tembro próximo. e estamos certos de nossa defesa naval.heróica Marinha. j á foi. poi». combinando os pormenores a expressão dos nossos permanentes interesses como eu não possa mencionar todas a s corna sua sempre crescente prosperidade e fe. p a r a a nossa ameaça de aggressão. Assim. Quanto á es. contem uma energias prodigiosas se perdem. dotando t a n t e que o intercâmbio de produetos é o do defensivo. cuja escolha a commissão naval que nos dê maior garantia de u m a deftíais perfeito conhecimento e comprehensão. presidida feza efficiente. Fomos collaboradores e unidos pela repreparo e competência techina. Desejamos sinceramente ver atravez deste hemispherio u m a paz permanente. não percamos mais o tempo. Porém. O distíncto official fez parte da embaitudos históricos em papeis para fruição. Julgamos de todo justa a p a dò' respeito mutuo dos direitos com o reco. O material. mais de discutir. o Eu associo-me comvosco neste tributo cujos conhecimentos exactos e trenadas almirante Volgelsang se entendeu com o govermãos muito tem a esperar a natureza.nossa força deiiva de mesmo poder espiriavaliando seguramente de seu alto grão do ções que aqui se encontram presentes recor. O exemplo do exercito ô tão suggestivo.de valor assãs problemáticos.vista "da necessidade da vinda de uma rio somos felizes de estar livres de qualquer missão naval norte-americana.Seja como fôr. Muitas das mais im. cente.um dos pontos do nosso programmá. a s affinidades fundamentaes. é minguado. de longo marasmo. deficiente.marinha de guerra. resolvido uma das partes do pro.t u a l . j á não é tempo uma aurora rutila dessa nova floração. O methodo da paz é o do cia da Ilha Grande.íuturo mais prospero se abra para a nossa fôrma a obterem o beneficio da observação colha do local (e nós nos pronunciarmos em lamentavelmente. Foi procurando remediar essa situação que o Ilha das Cobras e o porto militar. pois. depois de ouvidos os altos conselhei. afagamos as absoluta competência. cordação da nossa amizade histórica avançaisso muito lhe ha de facilitar o desempenho Estão aqui presentes aquèlles que reúnem os mos com respeito mutuo para o gozo das da missão. Re. davelmente impressionados com a actual ex. depois de depois do convívio dos nossos meios navaes. AMERICA BRASILEIRA Não errávamos defendendo o ponto de Somente a disposição para a paz é que pode assegurar a paz. na Ilha Grande. emquande Setembro.dio de nossa embaixada em Washington. senão temos esquecido para outros paizes da America Latina de Ilha Grande e cinco bases navaes. tal esquadra. a liberdade pela qual anhelamos para nôs. sabendo cheologicas. baseada em fontes originaes. cada paiz de representantes do outro. em essência. As varias organiza.nossas variadas opportunidades. pesaram portantes controvérsias foram solvidas ou es. Não a m bicionamos território. dotando o Brasil ã-3 o valor da marinhagem. do re. neos tem executado no Brasil e em outras u m porto militar. p a r a lançar siquer uma sombra sobre o trilho do nosso progresso. nhecimento correlatlvo das obrigações. Porém. mento do commercio entre os nossos paizes. Almirante Gomes Pereira. mas não ha entre nós sentimentos imperlallsticos.perficiaes. sob a presidência do secreformarão uma narrativa histórica exacta e democraticoi requer e assegura ás satisfa. com a s governo. são agora a s m e corpo de homens technicos altamente trena. pois. O essencial ê t o r n a r cidas de vós todos. O programmá executado no exerApplaudimos. çsus e inimizade. As differenças são su. que encontraremos as adaptações que o espirUo xada yankee que. o regimen da justiça e a diffusão das bênçãos de uma cooperação benéfica. effectivo e seguro o nosso appa. a construcção do dique dá leiros estudando actualmente nas Instituições. . juntos ã experiência que nos Não me detive a respeito -do desenvolviporto militar. sob o commando do almirante rém. que é a maior falta sentimento inspirado por comprehensão mu. que terá brasileira: Officiaes excellentes. sendo certo. que será composta de 25 simplesmente a independência do poder. pessoal e do estudo das instituições e vida favor de Santa Catharina). Ouvi que h a cerca de 250 jovens brasi. mas para evitar surpresas. econômica. marinheiros os estudos graduados no exterior para os me. por interméos benefícios de cooperação ? Temos institui. por u m a não ê a base de operações e O povo dos Estados Unidos e o povo «Io militar sim u m a grande força de apparelhamento da operação financeira suave. começa a ser posto o desejo sincero e Intenso de encontrar soluperiodo C&o amigável cm vez de causas de desaven. para a nossa marinha. dispersas. adquirirá dois couBrasil são devotados egualmente àos idéaps dá paz. a Marinha de material.de ser radical. com calor e sinceridade o cito.pelo Sr. é incontestável a excellen • raçados. como instruetor do jogo de guerra. aquèlles que trazem os seus es. optimos. educativas dos Estados Unidos e tenho cero teza que muitos dos nossos estudantes norte. Evidentemente. conções dedicadas á liberdade e desejamos não tratada a missão. Prevalecendo-se do ensejo. no refecia de nossos officiaes.em pratica n a marinha. que tem sempre logar pela presença em Fica. que já vão envelhecendo. conforme partes da America Latina. foram criados cinco bases na.falta. doze destroyers e u m a flotilha de qual a g u e r r a . de todo indiscutível. a que não temos dado americanos encaminliar-so-hão para aqui e ros technicos. discutir matéria vencida. a Creio que a s g r a t a s estatísticas são conhedíveis á defeza do nosso litoral. o que falta é coordenação. material nenhum. para a qual nos Indicou o seu goresultados das mais cuidadosas pesquizas a r . de primeira ordem. e gloriosa na nossa independência. das recompensas do povo brasileiro e nesta no brasileiro.assim resumiu o seu conceito sobre a Marinha E ' especialmente agradável a acção de largas vistas do Governo Brasileiro provendo tembro. faltando.ceados todas as vantagens offerecidas ódios. a independência que está firmada no espirito prevalescente da Justiça. ainda mais impordesfarte. que j á dirigiu com a mais e tradição differentes. estabelecer o porto militar na tratamento merecido. a reforma.muito bem que somente em auxilio fraternal verno.mais acertado indicar. a s inlhores estudantes das escolas de agricultura E s t a está reduzida á efflciencia de dois enco.que nella se observa. Neste momento auspicioso estamos agra. depois de u m que o êxito não será menor. Não é preciso insistir nos benefínâo faltarei de fallar dos philantropos que *e cios que devemos esperar da vinda da missão devotam ao bem-estar das crianças e proteDefesa nacional cção da humanidade. Felizmente. paiz encontramos meios de saúde e cura. sem por cúrpo em todas as difficuldâdes aos proces. um desconhecido para a nossa. E. P o r isso. A missão deve ser. houve por lavra firmada na nossa directiva Inicial. como podem demonstrar a dos.Não é. A armada. de nossa esquadra de guerra. poespecialistas. Além do Esses elementos. Temos fundo Carl Vogelsang. por lhores possíveis.relhamento inglez tua. 9 A 12 —. e a unidade volveram para a marinha.inteirando-se dos meios de que dispõe para porações que ora se acham representadas licidade".no animo do governo a s ponderáveis razões tão em vias de solução. concluido o programmá adoptado a sete de se. os mesmos anhelos pela de Guerra. nos visitou em Secuidadosa.uma realidade produetiva a missão. tornando. porém. á nossa Escola Naval mesmas aspirações.tenções do governo.liberdade sob a lei. desenvolvendo assim um raçados. Sem duvida dam-nos que a sciencia não tem fronteiras. aliás que porto Parece dlcidido que o governo. apenas. E ' com júbilo que vemos a realisação de Não se retruque com o preparo e a competêncomo u m a Ulustraçâo de cooperação benefi. Permitiam também q u e eu vos recorde. não procuramos conquista. na reunião de toda a habilida. por ora.tario de Estado Hughues. que a principio se n ã o e trenó industrial.2\vɧ. por publica amiga. Certo official grammá de defesa naval do paiz. de cujos benefíde e força do paiz nos interesses da paz com novo rumo que vão tomando as questões da cios não ê licito duvidar. de aceitar.ções de um progresso racional. Nós deste hemisphe. cuja officialidade também conhece. que dispensa novos argumentos. representando a grande R e unimos também aqui os engenheiros. que expendemos. basta para justificar a vinda da missão.

para dar mais força. em que os representantes do povo das l u a s casas do Congresso Nacional reuniramse p a r a saudar o eminente Presidente de Portugal. B o penúltimo é este. Eil-a. formando uma espeois de ^^_ em que todos os seus componente* €X . n a pessoa insigne de seu Presidente. que . que quizessem sentir. Brasileiros e Portuguezes. tenho a honra de saudar o Brasil. desde já. A oração que vamos reproduzir é uma pagina fulgente. Depois dos discursos dos Presidentes do Sen a d o e da Camara dos Deputados.AMERICA \ITM<4. quando eu for ao premo Tribunal Federal. His. (Bravòê. Em nome de Portugal. como duas águias oriundas dos cerros da Lusitânia. por um instante. que devemos amar fervorosamente. meus senhores! tacio Pessoa. se é possível. Respondendo aos altos interpretes aa soberania nacional. ainda. numa leal.') O. repassados do mais cordial e sincero affecto pela Pátria Irmã. no Brasil. a melhor bahia do mundo. E n u m a ardente explicação. < e. (Bravos! palmas). numa sincera. penetrando as razões históricas e psychologicas de 1622. um com a eloquen- PORTUGAL E O CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A saudação ao povo brasileiro Foi u m a sessão memorável a de 20 de Se tembro. devotados á terra e respeitando as leis. em que venho aq^ saudar o Congresso da Republica F c d e r ~ ' se sábio Congresso. figura transitória da vida publica do meu paiz. m a n i f e s t a i ção desse generoso povo do Rio de Jinelro. o calor do agazalho commum. não poderia evitar a desagregação brasileira e a obra imperecivel. que construirá. Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. (Muito bem! applausos calorosos). Pátria fecunda e generosa onde. Mais. de amor e de enthusiasmo: "Aos brasileiros — Ao entrar na Bahia de Guanabara. que ha-de ficar ^como uma das paginas mais memoráveis da comtnemoração que celebramos e a que sua presença deu tanto fulgor e realce. que me enchi» 8 de prazer. Sr.no Brasil. honradas com o patrimônio que nos legou o povo heróico e que havemos de engrandecer.os povos. por mim. Antônio José de Almeida agradeceu aos Brasileiros "o favor que elles nos prestaram. veio nos trazer o seu saudar alegre e caloroso. no momento do Centenário da vossa independência. que a tradição a lingua. em que as duas Pátrias como que suspendem o véo. O terceiro neto foi a minha ida ao Palácio do Cattcte. seria dizer somente estas duas palavras. — Antônio José de Almeida. Presidentes do Senado F e deral e da Camara dos Deputados. SU. uma das mais possantes e formosas P á t r i a s que têm existido sobre a Terra. nada vos posso trazer que tenha valor. 16 de Setembro de 1922. O quinto será logo. . saudando a minha vinda a esta Capital. experimento a immerecida fortuna de ser o mensageiro da fraternidade inviolada que a minha terr a sente pela vossa terra admirável. Verdadeiramente. muitíssimo brasileiras: "Muito obrigado" Esta a solução que eu tomaria se não receiasse que o laconismo de minha manifestação de gratidão pudesse porventura offender á generalidade. Venho visitar este paiz de maravilha com a tremula emoção de quem pratica um acto religioso em que o espirito ee sente arrebatado para além do espaço e do tempo. que são muitíssimo portuguezas. Águas Brasileiras. proclamando-se independentes no momento em que A CHEGADA 1>0 KXMO. federação " " " " V ^ Estados se acham. o sangue tornaram mais estreito. para se unirem sob a aza da sua tradição a n «estral. ao espirito fraternal que animou as vossas saudações.immensímente sepa««W£ uns dos o u t r o s / seja conseguido que d W téjám ao mesmo tempo tão unidos e tâo ^ gr ximos. n u m a nòbilissima franqueza. pensando bem. render meu pr*»» a esse principio superior e soberano. Dr. gloria que evocamos nesse momento de júbilo. leis i»*** fazem que no Brasil. como se fora a sua. as par lavras que me acabam de ser dirigidas. que planta*.ê u m a das glorias da tribuna portugueza. o Sr. senta as infinitas alegrias do Brasil. p a r a o futuro. a nós. trabalham honradamente tantos filhos queridos de Portugal. o Ex. sobretudo.horas. P R E S I D E N T E D E P O R T O » AL Ouvi. Mas no meu coração conduzo até vós um sen. Portugal sem mais forças para domar o gigante americano. tendo eu sido um homíra q«ae sahio mollecula de água insignificante. um marco novo n» vida dos dous grandes paizes. outr'ora." o fizeram. Collaboradores da mesma obra de civilização.de vir aqui realizar. muito beml). Epi cia que é sabida. que para sempre ficamos hmãos. no Centenário da Independência. trocando-se dous discursos. Antônio José de Almeida. de que somos u m a gloria viva e perpetua. O segundo foi a manifestação que recebi' nc percurso. ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA (Presi- dente da Republica de P o r t u g a l ) : — S r . contemplando. mas ambos elles proferidos com t a n t a lealdade. eu. iria desappu-ecer. que tem feito as leis q regulam x> portentoso B r * * . como desapparereriam o poder da raça e da lingua. visto que me encontro no penúltimo escalão daquelles cargos e obrigações que ^ Nação Portugueza me commetteu e que me impoz. cessados os resentimentos de sujeição. absorto.i ra brasileira e o meu aperto de mão ao 11i lustre Presidente do Brasil. E'. outro. o esforço sobrehumano das gerações predestinadas. j á naquella época impossivel. desde o ponto em que desembarquei até o Palácio Guanabara. segundo a versão official: -O SR. á ternura. porque tive occa-ião de ver -lue o povo do Brasil comprehendeu admiravelmente o acto significativo que me tinha traz\«n aqui. fez uma pathetica creação do mundos. o banho lustrai da amizade desta população. muito bem). quando o Brasil livre se unio ao velho Portugal por um laço de amor e de fé. n a seqüência de um destino eterno. o egrégio D r . p r o funda e esclarecida. numa emoção j religiosa. tomando como oom agouro para a minna mis são. os costumes e.. com tanta honestidade. o homem 1**£ lista e respeitador da lei. tive . (Bravos. tão juntos temos trabalhado. porque. Assim não. aue rige a vida das nações. 9 A 12 — BRASILEIRA ANNO I Saudação do Presidente de Portugal ao Brasil Foi com essas palavras ardentes e sinceras que o eminente Presidente Antônio José de Almeida saudou o Brasil. após o honroso convite do Sr. mas que sahio do rio vermelho do povo. e que. Presidente da Republica Brasileira. do que o próprio orgulho de ser Chefe do grande Povo que. com a simplicida* que é conhecida. Brasileiros. ainda mais. que é o amor dos Portuguezes á vossa P á t r i a acolhedora e resplandecente. estou convencido de que a melhor maneira de responder ás eloqüentes homenagens que aqui me foram lidas. mostrou que se o Brasil não se fizesse independente..! manifestação que me enlevou. proferio uma oração notabilissima e nellá. mais beíleza e mais felicidade a todo. á amabilidade. profundamente sensibilizado. estou num acto importantíssimo de minha missão.primeiro foi-a minha entrada em ter. timento immorredouro. minhas se r. mais nos approximamos ainda. neste Instante. com t a n t a gravidade. p a r a lhe m o s t r a r bem claramente como Portugal. o grande estadista. Homem simples e modesto. a liberdade do Brasil manteve a gloria de Portugal. Dr. satisfação sem par de ver que nesse rio mergulhava novamente.

(muito bem. referiram-se. no fundo do ta cidade do Rio de Janeiro. Presidente da Camara dos Deputados pon. A razão era desvendar aqui um differenças de tempo e de espaço. que fiPortugal. ». mais tarde. nos momentos supremos. indo de en. estávamos. qualquer cousa posibem). esta era certamente a melhor. que não "Defensor . inde.pendência podia ser o 21 de Fevereiro. que o dia 7 é nhores tem representado uma espécie de comdo seu coração.. Palmas). 9 A 12 — ANNO 1 AMERICA do em volta do centro commwn. saudando de lá o Christo.| des cívicas e das glorias históricas (muito que.bridor delia. da civilização brasileira. que seria dos senhores. collocando no Corcovado a imagem d e Christo. no mesmo dia solemn© em De resto. absoluta. em caso algum. alguma razão tinha para i s t o . (Muito bem. . e qual alguém poderia encontrar qualquer vis. pela justiça. que empregáramos. „ .. distribuía pela peripheria. (apoiados. fomos grandes invento. vem quasi do dia da descoberta. não cumpria soauelle trato de terra? (Palmas. (Mui. ainda Que seria dos senhores. senhores.tugal. E E x . Finalmente. . ao entrar n a Bahia de Guanabara. como es. tudo te. feriram a nota preciza. do Christo que é para os senhores um dado instante.. acclamações. tes fizeram surgir das ondas. porque.dência ou morte" em nome de todos que o Deus. em que o Principe declarou além. decer aos Brasileiros o favor que elles nos e andaram habilmente. portuguezes se revoltares de civilizações. riamos perdido aqui: a hospitalidade para os nossos compatriotas. se Pedro Alvares Cabral. a alma Foi nesse dia.mente. Bem terras de Portugal. do Amazonas até mo fecho a este primeiro cyclo de sua histomais profundo. o que não faço. dando foros de nação á colônia que então e r a o Brasil. a escolherem alguma daqueldentes no momento em que o fizeram. muito bem) em dor profundamente religioso. n a Bahia de Guajeitos & cobiça de adversários e Inimigos a tempo. ligiões reveladas. se entrasse além. . feli. fomos prodigiosos semeado.j « u e n t a ) . eu tinha um pezar enorme. porque encontramos quasi como u m a predestinação eloqüente n a s linhas e a t é nas entrelinhas da carta de Pedro Vaz de Caminha. além. porque. em nome de Portugal. Bravos). a continuação do poder da nossa raçr (bravos. do Christo que para os sezer. a manutenção de nossas tradições.cava "pela vontade do povo".ü . „ . numa palavra. andaram intelligenteEu próprio devo dizer com toda a franprestaram.do. aliás. em nome de Portugal. mas que é um livre pensaduvida alguma pelo próprio ingente esforço prlo ou pessoal. tiveram umas poucas de datas sua vida publica. dizenainda agora. gritou "Independência ou guez. brasileiros. . ainda a s mais r ea venho aqui. a nós. ao que consta. que seria de bem). é que os Srs. • por estatuto político. pouco a pouco. empregou estes termos: " e Deus que aqui nos trouxe. aqui. i oas theologias disputadoras. ' um ° se/u sem a menor espécie de hesitação. pela li. a seiva pujante que ia dentro sei. devo dizer. marcou bem Como aquèlles que mais crêm neste munbilltados. que não fosse este "Independência ria. em todos os povos. Digo isso sem suspeita de lisonja. VV E E x . que. . n u m como se reuniram os primeiros constituintes. porque os homens bém um dever de cidadão. nabara.não tem duvida em reconhecer aqui. meus amigos. (Muito bem. porque não tenho a E que seria de nós. como tendo sido o primeiro e melhor Nós.las datas. passou a denominal-o — mundo roapprehender com facilidade. havia de ser aquillo que hoje ê o Brasil. sem . E E x . porque souberam crear aqui VV . . mente u m dever de portuguez. porque a verdade nhores têm sempre demonstrado em toda a mano. Não tenho duvida em lhes dizer que do Brasil" vós. em que tou o titulo. não conheço em toda a historia tupenda realização da poesia harmonizada fazer daqui uma colônia que enriquecesse Pordo mundo senão este caso impar que podo com a liberdade e harmonizada com a emanci. ' cital-os pela sua Independência. Império Romano que. a base das virtu.-prendente que. vem dos tem. Fazem bem ! Elle é um symbolo para leal. (muito-bem! bravos!) desse panheiro de a r m a s . Portuguezes. " aeraeS) absoluta Ü L .do Brasil vem multo de longe. noticiando a descoberta da terra do Brasil. Assim. dia ser o 13 de Maio. muito bem. r e t a l h a d a . que queiro. . . com toda a sincenNade — i podia demonstrar. brasileiros e pordonatário desta arra e o verdadeiro descores de mundos.um instituto religioso. que foi a esdizer. . porquanto. terras novas ainda beijadas pelo bravos) em que o Príncipe gritando "indepen. população. devo dizer-lhes.) acompanhavam. tão vasto e tão extraordinásentar perante o povo. Nunca isto esteve. para lhe dar concreso. veio também em nome do amor de ar salino das águas que a s envolviam.tuguezes. nem devermos conserval-os sob a nossa acção. . finalmente.) pos antigos. mais do que to. quilla ordem nos espíritos e nas consciências. vim. que a sua imaginação fogosa pudesse symbolo augusto da intelligencia.da Pátria. nós. tinha de. E E x . no intuito dos apresentar-se como producção. Muito bem). na altura em que vim.que considero esse Christo como sendo meu .N-U^S. tendo seu centro para gadas) . de não o ter visto lá. Da independência po*• . em contacto com a natureza. (P^vos! Muit0 bem). . muito bem). a s u a harmonia. repito.tiveram desde logo. que sao He. .Data d a indeterpretado a independência do Brasil. que o Principe.) Facto é este tão raro e tão w . sob a nossa tutella.pal. mente a Humanidade. (Muito bem. (Muito bem). a despeito das pação dos escravos nesse sorprendente Castro Portuguezes. a Independência em grande parte e a t é em s u a parte princi(apoiados. que a Cruz de Christo se cravou aqui em mo j á o significara a bordo do vapor que me com uma igualdade extranha e. codo todo o Império.• *>3. religião que s e conservou como mesmo Principe. _ . a data formal. sendo a religião dos Portugens. I aoertamente a era dos sacrifícios. em que o Príncipe acei. para todos que amam sinceraestou aqui. quan. sendo sempre o Prata. mas. deste ou da. que. no mys erio das cousas dirigirá eternamente o mundo e a s acções dos homens que teceria. a data em ria saudal-o na minha qualidade de PortuRapidamente me explico. em absoluto aceitável E ' por isso que os senhores estão aforque cumprimento protocollar. embora tardiamente. é outro brado devia erguer-se. (Bravos. palmas prolon. da civilização. proclamando-se indepen. se crearam uma vida pro.mundo. onde refluía. para nós.) religião que não teve os exagSr. s<m podermos. e a t é o de uma varanda que ainda hontem commo(Muito bem. é facto único na historia do berações da metrópole. Brasil". porque o A lingua que foi inspiração épica em Camomento não sabem v v v í ° P P ° r t U n 0 e ' d e r e s t o ' b e m | m õ e s ' <*ue f o i ^ " o flebil em Bernardes.. que está fora do grêmio das r e nossa empreza formidável. de ! beldes. do grand-5 Alves! (Muito bem. nes. após a Independência. . que aqui tinha dirigido e in. ••': E eu. declarou.: que o Principe. pois queza que tive pena. essa lingua admirável que falíamos? (Bravos. que foi o sonho de amor em Gonçalcousa nenhuma precizam aprender — devo Era a predestinação! A razão não seria ves Dias e Casemiro de Abreu. (Muito bem) Os Portugal. em realidade. que os s e assim.ram também aqui oontra Portugal. como em i contro a qualquer idéa de interesse p r o toda a parte. do Christo que para os uma data chronologica que foi precizo apresenhores é como que um Patrono do progresImpério Romano. palmas).da independência. seguidos immetunadamente andando n a sua vida política. Presidente da geros mortíferos que deu a Inquisição em derou que o caso era de tal ordem que o Republica do Brasil. que foi. ' J E ' certo. . & altura tanta de toda a espécie de conveniências. para Portugal. para agraOs S r s .berdade. . á amizade que ficou sempre ligando o Da independência podia ser o dia 9 de guezes decorreu sempre com serena e t r a n Brasil a Portugal. creio. para traz das costas lançou um homem que se intitula livre pensador o Assim M. com sua esquadra veio aqui em nome do amor to do globo. (Mui. podemos diconduzio aqui. na essência democrática todas as consciências. . . vindo eu aqui. é mais sincero. em não estar cá no dia 7. nas suas mensa. . acclamações) e. os nossos braços possan.vidamente me indicou o S r . . da independência (muito rio que a historia. bravos.pendência podiaconferido ser o 3 pela de Junho. .morte! " em nome de todos. em toda a par. . que acon. que com minha sciencia foi esculptura de mármore em Anthero de BRASILEIRA pria. Quando Pedro Vaz de Caminha escreveu ao seu Rei. (üaLaP0Íad0S . pelo direito. o Brasil se não tivesse proclamado j sempre.pura expressão espiritual sem se enredar deengrenagens pois ido dirigir e interpretar a liberdade em do a Regência impoz o "cumpra-se" ás deli | masiadamente n a s complicadas . porque queto bem.diatamente do acto e da proclamação. têm sabido crear com o mundo e é por isso que digo a W . nós? o povoam. que sanem v v E E x . Portuguezes. . symbolo. . «ue é o impulso magnânimo em J u n mente nada poderia ensinar a VV. arrependida de o ter chamado tiva.. num tamente. Em segundo lugar. cumpria tamEm primeiro lugar. vão dar um ultilumbre de resignação. . um pouco exhaustos e de. como to bem! Bravos'. do . escolheram a data do Ypiranga. . que lhes tomariam conta desta ou daquella parcella. guardem a sua independência e não roír.menor duvida em vos confessar Igualmente. como j á tem sido dito. Fevereiro.da. muito bem! Vivas acclamaçocst) foi a data decisiva. acredito num ente mysterioso e eterno independente na hora em que o fez. uma religião que. do a todo o paiz que dahi em diante nenhum Xão! O meu intuito é mais rasgado. Demais.

Ao contrario.s estou singularmente cheio de fadiga. leaes e sinceras. dizendo delle aquillo dência do Brasil do que D. elles dirão: "Oh ! hòmém introde affecto. reconheço. d Repubilca Brasilei. São os mortos. no momento em que o Brasil Não vos quero tirar muito tempo. dos actos do pai. nessa commemoraçao. . o granque desappareças. em io-~. por generosidade. e saldadas com ganho. sao vez acreditar que. Para que foste tu lã. que Por que não haveria Portugal de commtmento. é antes u m a data da raça.nha desta hora. porque são bons. porque tica. os que aqui" lutaram. porque o dizeis por ouete official do Palácio do Cattete. F. não é verdade ? — longadas salvas. meios de transporte. bibliotueporque ê de todos nós. liberdade de commercio e de (apoiados. entretanto. dos batalhado. As» orações memorá. deu o Brasil para reduzil-o á vassalagem.fpr.de palmas. que falia o podias interpretar o nosso pensamento. prolongamento levo. no ban. não falles alto demais porquei a O SR. partido da ali* me arreceio. A visita de V. ü lagrimas. „ „ .e-ntre os dois ramos do mesmo povo. é o sentimento do ter vinsuccede infallivelmente um momento de det r e si. abrindo-lhe os porto*.veis dos dois presidentes.é hoje. é a comprehensão de que eu não desempenhei a sua administração. Sinto-me extraordinariamente feliz neste mo.esta Capital. Ex. Presidente Epitacio Pessoa.portugueza de D. culturas. lá dizia o nosso geraes). neste momento cia com as minhas contas saldadas. imprensa. foi a integração do grande feito aada mais foi do que a conseqüência logi» bons. — são os Gamas. se dissimula o júbilo nacional pela viNão devo.nem podia ser um brado de guerra con r sempre arreceiado e a u m tempo dominado que Portugal não descobriu. se não í . empenhadas alma se -tem erguido.histórico. mas destinos das Cortes de Lisboa. mas ha outros juizes que temo e de qu> cie Sete de Setembro no seu sentido exacto. e o seu credo religioso como devia e como queria. a representa. pelas boccas dos chefes das pelo filho ás margens do ribeirão paulistacommigo e declararão. em palavras fran. as suas d o u t u n a s apresentar como se apresenta nesta hora ! Discurso do Presidente Epitacio Pessoa IZní v e r d a d e .5 que fizeram ? Fizeram u m a obra maravilhomorar hoje comnosco a emancipação politica sa e estupenda. Palmas)* . já o nosso paiz tinha seis annos de vida pois" da alegria intensa que tenho tido aqui: A Independência. e piostra a toda a luz que Não sei. a troca de saudações entre nacionalidade. ede. ao Sr. Tem acontecido rigos infernaes <i quasi incomprehensiveis. Esse grito. alliados ené a pena do pezar. entrarei quando mais não seja pela falta mi. dizer. ••Sr presidente. e recommendava: "Cuida. Pedro. As reações. mas porque im. como quena. a pressão a de angustia. como disse ufano o illustre Dr. não importa ! Irei para a outra «xisten. ella vibra.dando-lhe arte. (Bravos ! Muito bem. Ex. ou cujos corpos separara o que vieram aqui. Anthero de Quental — o chamo de "nosso". que Antônio Jpsé'd«> Almeida. e não haver sabido corresponder a ella em destruir a obra que vários séculos haviam se tivesse» dentro. batendo ao vento í Tantas ! Mas. Não se nossas plagas. mas um protesto vibrante contra | ^ pela anciã e pelo desespero. é o que dorme no silencio ê recebida por todos os brasileiros.us conselhos. que lá estão. como portuguezes e filhos de portuguezes nao * terminou a minha vinda aqui. academias. PresidentAntônio José de Al. que no coração ha Republica Portugueza. que vou pagar isto com gios. a este formidável Brasil. dos capitães. ção dos heróes.municação. já sei o q u e se vai seguir de1821. está no fundo das b e m justifica a profunda commoção com que nha alma se sente tão esmagada pelas pro. a r r a s t a r a m peque.meida e ao Sr. tantas. desde que sé detuguezes. >v. prazer. do outro já consolidado — a unidade nacional dentro ap sol ! T a n t a s vezes. t « moral (Bravos.os portuguezes em 1822. tenho andado accentuou o presidente Epitacio Pessoa. ficarão gravadas nos co. quaes são esses juizes ? para nelle crear uma grande pátria.desta vida i n f n i t a em que acredito e na qua) ^ ctoria que os brasileiros alcançaram contri ras mais felizes.politica das Cortes de Lisboa. ao deixar »* Não digaes que nao. a cada periodo de alegria ou prazer. sendo tudo grande. a bem ^ rjn» deixaram aqui o seu sangue :'e as suas pulsando ao mesmo r y t h m o de -cordialidade e interrompidas.da immensa vastidão do nosso território.hM-fs. contra a orientação retrograda e imdo a esta terra onde. mas uma data luso-brasileira.VNU l e mais fulgor da m e s m a raça. palavra. nem foram. realmente. como lado do atlântico. com a sua politica.s e fotre Brasileiros e Portuguezes. fui acontece na de todos os homens que mais ou Não ! A guerra da independência não foi inferior a eila. vas de benevolência e de amizade que os bra. vias de comdous compartimentos. à todos elles ! Que é que me farão quando me qual a presença de V. Qual ê a pena que a mim prómenos estão envolvidos no turbilhão da políu m a luta de brasieiros contra portuguezes. só os seus « .monarcha a previa. porque é a re. que são cas. por ella tiveram os apavorantes naufráfendeu contra a cobiça dos invasores? Por uma tristeza maior. no q u e considero esta hora uma das minhas ho. que os seus treze annos de administração.Ias nossas capellas. Ninguém mais trabalhou pela indepense dentro lhe tivessem plantado uma bandei. de u m paiz que elle descobrio. tudo quanto podia conduzir-nos * do.r antes delle. os E s p e t o menos oba-i-v-lorca poderão.Ue*.cabeça a nova coroa antes que o fizesse qualSei que os senhores se declararão satismnidades diplomáticas. um pássaro a espanejar-se em. sei que cr estreitaram até o inexpressivo. e saldadas com lucro. mettrdo » falaz. depois. por ella passaram sôde. porém. Acclamações á cas.ra sem separar. festa da raça como remo. João VI. o que nós soffremos. a alta missão df Sobralevou o significado commum dos — condições essenciaes á formação da nova que fui incumbido. daJo Portuguezes vivos. tantas. pára maior gloria das duas pátrias comnosco nao se sentiram. dá excepcional requasi me fazem sossobrar. Eu fui na vossa missão.industria. Q"« ^ são OS mortos '">•>. feitos commigo. cuidou logo vêm as sombras do crepúsculo. actos protocolares. a sua justiça.beça curvada e o peito anceiado ?! dissipa o equivoco. muito bem).AMERICA BRASILEIRA NI MS. e n t r o os dois povos. povoou e defen. verno de si mesmo.com esta. trago. porque não venho fallar' só em -nomo dos vivos senão também em nome gloria partilha. povoou e deEu sei. nao res. para que Portugal fosso o aue discursos. a verdadeiro consolo a minha alma de lutado!. presentação grave que. com passo incerto.. Os portuguezes Aue » * 1 Q9'« cOlflO H t . deviam ter encontrado me. guia a minha ^ ^ (Palmas prolongadas). Pro. confesso sou incapaz de dizer deile ! " (Não apoiados exactamenie de prcjparar o paiz para o Gosi sempre as trevas do anoitecer. armada.' de império do futuro: Quando elle partio. cm E ' o caso. y A 12 — A. é aquillo que está ligado á s ruínas de independência politica. Pôde vir a morte amanha. numa palavra. tenho u m a única maneira de fu. Sabem os Srs.n o s honrados tranlsorevendo «SM» l l U e passámos. se mesmo em 1822. cheia de alegrias. exercito.sas cidadelas ! E ' o que.que elle merece que se diga e que. Fei-o com o propósito detristeza pód e acordar e suffocar-te e fazer o Brasil ! Viva Portugal ! clarado e firme de formar.ficação e importância transcendente. no Brasil. que são os nossos' mortos. terminar. dõs mortos. por ver a harmonia en. dos nossos castros. talsileiros me têm tribuitado. estando num o prazei ra. em uma e noutro a tristeza. tantos portuguezes uma infelicidade tremenda. pôde vir neste instante e levar. .força irresistível da evolução natural d e 8 "" mens d i s descobertas das conquistas. por.dável julgamento: é dizer — " E os Srs. Isto ê vulgar e é trivial.o que estamos festejando. digo de novo. Assim. ANTÔNIO JOSÉ' DE ALMEIDA — Viva vida de soberania. ha outros que me hão de julga' não de um triumpho de brasileiros contra por.ie rebellado (Muilu h m.Portugal. escolas. esse "verbo quasi divino" ^ n t t o i o . a minha benevolência p a r a commigo não podia ser pe. para que o Brasil não deixasse de se . os Pedro Alvares Cabral. Disto é que tenho receio. mas de brasileiros e portuguezes.nossas cathedraes. tem tão alta signiporque de facto meu corpo tenha cedido ao nossas fortalezas. as paixões idioma admirável. que as conveniências quer aventureiro. vêm qua. Sempre ! Tantas vezes. tanto que. de cuja Fez-se a independência. o grito do Yphanga. ?ir ã responsabilidade tremenda desse formi. satisfeito' o que se ouviu. qué *W os ho. logo me. porque também sâr nações irmãs. de nascimento se bateram ao lado dos brasisempre assim na minha existência. sem dizer houverem de julgar lá. pois. que cansaço physico destes dias. muito bem. prio me imponho ? Peior que a vossa. nome das vozes sagradas quei. u elles. com a ca. por ella. eu sei que vou pagar isto com mes. Xun'Al vares.auperficial do acontecimento. fallou alli a linguagem enquadrada das sole.commemora o primeiro centenário de nua S l . Essa formação já o velho (Não apoiados gttraes). com applausos * e peranta cujas sombras. as almas desunir. Um exame menos pôde vir logo. das nos. os s. palmas). aconselhava o filho a pôr na amabilidade. cs Presidentes de Portugal e do Brasil. . e sempre E que lhes aconteceu ? A morte ? F o r a m feleiros pela obra da independência ? lizes. ou meln . que. ns rações de todos os portuguezes e brasileiros.lhor interprete para saudar a este immenso ra.

q u e tem dado prrvas. com apparencia de indepcndente. a intelligencia e o amor da raça com que elic tem sustentado. dos gecada uma vivendo em sua casa. ambas ellas de a m a r áiiwsra mente a flcmocracia. data da raça.ço a V. verdade. porque aquèlles que la luclavam contra uma fôrma de governo retrograda e reaccionaria. Presidente: A emancipação politica üb grande pátria que é hoje o Brasil foi un facto expontâneo e normal. a fórmula da própria independência. para tomar a porção do gloria que lhe pertence. com a amizade e o carinho ck sempre. que cabe em partilha ao Brasil..w. que " s o n h a v a m ontr e u essas forças não tiveram contra si apenas os brasileiros feridos no seu orgulho mas também os portuguezes liberaés. o que ja guardarei perduravel recordação. um sentido culto a Portugal. te do Sr. Nenhum povo deve menosprezar as honradas origens que teve. portugueza. e bem grande ella é. que agradecer a Portugal o facto de elle lhe ter legado. a prestar profunda e commovida homenagem ao Brasil. pois. O 7 de Setembro de 1822 é. ella partio de mais longe. Ex. nesta data ha gloria que chegue para todos. Ex. é um eloqüente testemunho dessa esplendida realidade. preparara o Brasil para a independência. tendo um radores das duas Pátrias. foi desde cedo na ção. e na verdade se formaram um estado de alma collectivo.Os brasileiros séntem-se em Portugu. a que. já que o o sentimento fraterno que enleia os seus co rações. como á primeira vista pucVa suppor-se. E' essa a razão que me impelle a mim. pata elles. mas sobretudo é o resulA sessão do Gabinete Português de tado do esforço intrépido o intelligente dos Leitura homens resolutos que o povam. cuja gloria nos guia futuro. no Brasil. independente de hoje a energia. peremiemente. a bravura. em parte. na coin. as autorida. urna data luso-brasileira. dos («r. desappareceu sem demora. tendo mais condições de vida própria do que tantos outros povos que. a revolta contra _. feita da velha tradição s-inceros pelas suas mutuas felicidades. ao entrar nesta formosa cidade. — f aravilhoso instrumento de civilização e solidariedade.a-tdo a». em terra extranha. o fl independência. no exacto cumprimento doa destinos históricos. comprehendeu que «e. como o pai prepara o filho para a maioridade.. que nenhuma força seria capaz de impedir. ú s portuguezes.* maior gloria do seu grande passado. Presidente. nada mais natu• ral que os dois povos. em parte devida. devo declarar francamente que não vim aqui com mandato da minha Pátria. com o maisintimo regosijo iiue. senhor Presidente. Mas Portugal tem que agradecer ao fcirasi. governam e dirigem as duas nações. a render.' pria. na pessoa d. pectaculo sublime de louvor da raça.NTTMP. ao longo ü* historia. As mesmas instituições re publicanas. Foi uma emoção profunda e intensa a poderoso e resplandescente. t uirm. em nome da naçãc com que V. ^ ^mandadas de Lisboa pelas Cortes hostis. mais feito.povo de que é chefe eminente. em vastos núcleos do trabalhadores sentem-se no Brasil. o vasto território do Brasil O ürr.moyida recepção que me fizeram e dequ-' -. mas. com jus. Naquelle recinto as palavras rm«nte nos destinos do mundo. Ex. ê tão íorte. sabia por depoimentos alheios. qui-. E nesta missão de que venho Investido t que teve hontem tão auspicioso inicio na ma BRASILEIRA '-. povoou defendeu contra .. r Brasil. alvoroçados pela estima commum. — os dois povos que se sentem preí-os nas ef-pira. porque se vinha formando lentamente na consciência nacional. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DISCURSO DO EXM.e. afinal. se manifestou logo após o acte definitivo da independência.José de Almeida. individual e collectiva. cobiça dos extra nsfiror. que em caso nenhum a vontade dos homens o pôde quebrar. indignados com a dictadura collectiva dos deputados dã Regeneração. e ao Brasil a enthusiastica <ocr-me. Creio que estamos pagos perante his torla. como na sua própria terra. isto é. diverso. E. de uma maior magestade e beíleza a sua obra.ou reconhecendo.5 i« melhoi ouro de I\ guagem humana e dispõe de um poder plástico sem igual. faço voto. em na sua perenne irradiação. SR. o disse: o Sete de Setembro" é uma data luso-brasileira. E o nosso encontro aqui. Somente eu. Sr. 1 Como na sua Pátria. e celebrai-o é realizai uma festa da raça Em verdade. P R E S I D E N T E DE PORTUGAL: AO POVO DO RIO DE JANEIRO neira inexcedivel de enthusiasmo e carinho Senhor Presidente. saudo ao glo rioso Portugal. Doutor Epitacio Pessoa. era a revolução liberal aqui. pelo seu Rei. em cuje honra levanto a minha taça. dos heróes. Ex. para festejarem junto» um aeonreci mento que a ambos deve encher de orgulho E'. íix.-. em nome da Nação íiru sileira e no meu próprio nome. á custa de torrentes de lagrimas. F x .i.portugueza e no meu próprio nome.sil independente de bole tem pol'. conseqüência de uma evolução inexorável. que foi . R. intacto. por mim próprio. o seu governo. mesrn oppressão só podia revestir um aspecto. Eu vim aqui nu exclusivo intuito de reconhecer aquella outra. serv<i. e nenhum povo cem i direito de olhar com resentlmento ou tris- teza sequer a separação do seu todo daquella parte que. e erguemd.-* se auxiliem sempre e se entendam c a l a vez mais ? Creio que cousa nenhuma. senhor Prerrdente. Que outra coisa é preciso para qu«_. Unia lingua in-«ianparavel que retltr.que nos ficou da homenagem do "Gabinete teza se deve chamar brasileiros — força nova. agradedes civis e militares e o povo quizeram reco. tamanho tão rico patrimônio. As forçi». neste momento. apezar de colônia. acaba de dizer. desenvolvendo-a e dourando-a. do oradores transfiguraram a sessão num esBrasil e Portugal são duas pátrias irmã*. O discurso vibrantantos outros equivalentes. Eduardo Dias foi o primeiro canto . e do grande Brasil tem sabido crear uma civilização pró. Portugal.j. de desu lação e despeito do que de má vontade. assim. de progresso e de emprehendimentos ousados que levaram os portuguezas ao descobrimento e impelliram os brasileiros á independência. de facto. V.desse verbo quasi divino. que é.. se reunam hoje também. uma vez sentio em si a acção de forças indomáveis que a levaram ao legitimo afastamento E ' esse o motivo que determinou V. com flrrrn exaetidão e escrúpulos». 9 A 12 — ANNO I AMERICA se sentem hoje. visto que. mais não foram do que organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominaram. portanto.j X. unidos outr'ora por esse espirito de justiça e de liberdade. augineintando-a. sob aspecto 1 differentt.' ha cem annos commum e um guerreiros e dos santos. em muitos pontos. Portugal deseobrio. Português de Leitura" ao Presidente Antônio serena e ousada que está intervindo effican. emoora. Discurso do Presidente Antônio Almeida José de Sr. A independência do Brasil não data ne grito de Ypiranga. Como V. ao forte e sadio ambiente americano. que e a minha taça em honra de V. em Portugal. O nervosismo.

foi o leal e bravo Ararigboia. brasileiro e do guerreiro lusitano.se inspire a minha commoção para g r i t a r : As referencias as festas de tanta evomemoraçâo. Presidente da Republica: quatro séculos de dedicação saúdam o Brasil.timas palavras. permitta-me V. agradecia ao Governo do Mé. por mais verídiBrasil. nesta sala lambem swnboHca. " « « • * « * * * _ . No Brasil reflexo de um crepúsculo da terra augusta Almeida. os que aqui encontraram a fortuna e os que baldadamente a procuraram. o grande Cortez. "que vencia com a es. como todos os que ánonymamente padecem e lutam. substituíram. un. tantos de nós pais de Brasileiros e todos nós filhos de Portugal. accentuanio pada e convencia com a palavra". que para o Brasil trabalhamos. DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL que ao Brasil dedicaram a sua vida como todos os que incuravelmente soffrem a nostalgia da pátria. os que lavram a terra. agonizando n a bellicosa tenda de taipa. virgem ainda. ne e a fraternidade de a r m a s do guerreiro parente singularidade dos lusitanos imigraPor fim fallou o Presidente do Brasil. e num fervor de patriotismo elle nos disse. nas barretinas e nos bicornios a roseta «as cores de Portugal pela roseta verde e amarella do Brasil! Todos em espirito. Refere-se em termos elogiosos ao Sr. symbolizando nella. Estacio de Sa. para que nos desse o or. .AMERICA NTMS BRA8ILEIRA 12 _ _ ANNO I temunham a perisistencia dos nossos sentimentos fraternaes. que neste symbolo cluiu a sua notável oração. . . e ás re. Ueieio-se. Faz a apologia das g ^ enaltecendo o valo. .gica do sublime azteca. "Senhor Presidente! Quando. tes. hão de apoucal-as por cerlizações . J Z S Z L " r i a . d o c o m v e r d a d e i r a einoção cavalheirescas! Be contribuições para o proe. . cen. ao povo que "ia levar ao Brasil o coração de P o r t u g a l " Ao regressar a Lisboa dirá agora .linda freme aos transcrevel-os. morrendo numa das cellas do Collegio que a civilização está destruindo: os que batalharam pelo Brasil e por elle deram o sangue ao lado dos seus Irmãos brasileiros. nosso pacto. que | das^ug o r t u g u e Z e s nutrem saudades que os üportuguezes nutrem ppela gresso e civilização da Humanidade. da Nação.róico rf amig0. grandioso. quem de P o r t u g a l ! . os que calcetam as ruas. em que rexico. a saudade. eu poderia invocar as almas de quantos morrer a m na terra brasileira sem rever as esfundadores. realçando o esforço portuguez no Viva o Brasil! " cação e tanto enthusiasmo. foram de u m a grande emo. se ainda fora pouco. V. exclama a certa altura.auu apostolado «incom ítas sagraram . portug uezas novos mundos ao mundo! Do que a sua His. o Brasil. com a mesma segurança com que fallo em nome dos vivos. durante a sua longa e acidentada campanha política dando por bem empregado.: — s : «*» * « . O indescriptivel tem o seu lugar e nos per"Todos nós.lagrimas e os que lhe bebiam as palavras. doe o leitor não podermos lhe suggerir siquer tenas de milhares de Portuguezes que no Bra. . ao mesmo tempo. Foi ardente e impetuoso. com o seu progresso vertiginoso e ta não ter alli as duas bandeiras poderíamos offerecer ao Brasil a estatua de a sua civilização m o d e l a r ! . Seguiu-se á essa brilhante de nossos antepassados. transportando.seu esforço e ajudados por uma sorte benigna se elevaram. . todos os que aqui constituíram familia. Sr. assistio Brasil.L u s í a d a s . — gulho de deslumbrar o mundo.Janeiro.i Epitacio Pessoa. Começou dizendo que ao partir da sua pátria declarai». l a g r i m a s . levando ainda fulgurante na retina o que. seguindo o frxemp'o do seu Principe. como está des. No Médos procurarem quasi sempre o repouso umo allocução eloqüente e viva. tesn I10S a todos. Lamen felizes do que os nossos irmãos hespanhóes. quiz não só homenagear a Pátria porém. e só têm u m a res. unil-as n u m só amplexo e symbolizar num um guerreiro indígena. apoiam os nossos votos. expirando no rude paço da Bahia. Fazendo a apolosábios e navegantes aos confins da índia e ás terras da America De abnegação. intacto . ao trespasse de Estacio de allocução. de fé e de dias. ^-«-•^ssrr-i* i . até sobre as montanhas que cercam o Rio de e vehemente eloqüência a figura épica e tráo entregarem ao seu próprio destino. todos os dissabo- dessa noite memorável. todos os CENTENÁRIO. que foi profuntugal. do varão eminente que preside Portugal. e o Padre Manoel da Nobrega. a Canaan brasit r i c ç ã o . .\ res " — — " f r í T "Depois emigramos um d i a . . de & sil vivemos. . na sua immensidade. ^ üpara a r a poder lumbrando. com ASPECTO OA REVISTA XAYA1.fl eterno nas entranhas da terra sagrada do alçou o nosso amor a Portugal. eu pensava P — . até aos que. E assim se explica — pela gratidão ao beijo ardente o seu desejo de vel-as sempre ao mesmo tempo. As u . v e . que perturbou os primeiros visitantes de terra. amando o Brasil. - .» .ao que os . a m a n d o o Brasil. as vlclssitudes. ha cinco mitigal-a. E x . verificar o affecto do Brasil pelo grande PorE pois que estamos numa hora symboliMuito bella. províncias poit dos seus filhos. o heroísmo da raça aborígeBrasil e pela saudade de Portugal. gL e v a n t a u m hymno ao povo toria é uma bíblia de heroísmos e de façanhas jesuitas sagraram no no seu seu aposto. de 20 de Setembro. mas a felicidade dos portuguezes que vivem do Brasil. Antônio José de ao supplicio do heroe azteca. E. chorando. dizendo que o considera mais | roico Herman Cortez. todos da de dos portuguezes pela Pátria pôde ser os que aqui prosperaram. cas e minuciosas. nos unimos de coração e em espirito para saudar em V . como os que pelo. exultaram quando af firmou que a» saúe de beíleza. a oração do illustre escriptor ficará como ea. de um modo brilhante. desde o grande Mem de Sá. De epo. . bem como facilitar-lhe o ensejo de cujo louvor está em lhe escrever o nome. symbolizando a união entre o conquistador e « onnnnistador o autochtone. Sá. das mais admiráveis paginas da nossa com. adversário do he. — a apcada vez mais estreitamente unidas. E x . o discurso de Carlos Malheiro Dias. os felizes e os desventurados.' gia do nosso paiz refere-se á sua natureza da estatua de previlegiadai tendo imagens arrebadtadoras roragem que permittiram a missionários e xico' a dádiva fraternal 1 Guauhtemoc e commentava com electrizante bandeirantes desbravar o Brasil.q u e leva a Portugal o coração do B r a s i l " .ao.para sua pátria bem a m a d a diz que elles podem péas e aventuras maravilhosas que levaram .íluindo uma eloqüência simples e empolganas emoções dessa noite de patriotismo. Sentem o esplander do natureza maravilhosa. ex. O verbo do grande orador còmmoveu até as to. quando convidou o Dr.j cordações geradoras de saudade alliou-se o orgulho da fama de que a nossa terra dera origem commum envaidece e alegra. na pessoa do Chefe assistio. . E com um hymno aos dois paizes conda. os que humildemente ganham com suor copioso o seu pão. em 1S22. " Na sua oração fulgente. não só a grandeza. onde os certificados da cultura e do s e guardam gênio da raça. em milhares de volumes entre os quaes esplende a edição "princep" dos mitigada. a que tanto devemos nas nossas reaFallou depois o Presidente de P o r t u g a l . aos desgostos que soffrera.que.

Los caciques indígenas que pretendiai. lo destrozõ. Veracrua. Y usandí dê su calidad de príncipe y de» poder que habia en su alrna férrea. el conquistador. y fue con la ironia y la predica. hasta que la Republica viniesse a poner término a la pugna.i. rteclan los timoratos y entonces Cuauhtemoc se puso a matar hijos dei Sol y exhibia a los muertos con escárnio para que el pueblo viese que lo» cobardeis mentia».. tal y como todavia tantos exclaman ante el avance de todos los fuertes. befando a Montezuma como a un traidor. MONUMENTO DE CUAUHTEMOC. — Senores: Me cabe la altisima honra de ofrecer ai Brasil. canto que Imite el ritmo dei maravilhoso succeso humano. 9 A 12 — ANNO I - ww^^^^ ^ium AMERICA BRASILEIRA Cuauhtetnoc A lnaugração do monumento ao indio Cuauhfemoc. de todos los conquistadores. sino de todas las que puebian el mundo. ni de dos razas solas. sean como ur. domenando altiveces y aplastando rebeldias. avanzaba con grandes ejércltos. El bronce dei indio mexicano se apoya en el granito brunido de' pedestal brasilero. derrota. Transcrevendo as orações pronunciadas. dei héroe que está más cerca dei corazôn mexicano. >'. reunió a los jóvenes. declarando que el suelo de México no es ni será propriedad de un solo color de la tez. que nos ofertou o povo do grande paiz.enar victorias. Todo esto. o heróe glorioso do México. y el destino sisruiô su marcha inflexible que arrastra a los hombres. partilhando da effusiva cordialidade que domina o Brasil inteiro pelo paiz irmão. la raza de los fuertcs. el in<-omparar)l« Hernari Cortei» que vencia con In espada i convencia con la palavra. Se irgue una vez más ante los siglos. Todo este proceso dei futuro pasó sir. — porque hay ya un traidor en todo el que transije con la injusticia. Tlaxcala. sin filosofias. después rle su au laeiii gloriosa de queninr barcos para eneti t/. ia raza d. con el desdén y la violência. Noche memorable en que Cortês debe haberse sentido hermano de su gran enemigo. los egoístas. resistirle caen aniquilados por eu ftio^Tf" sagrado de armamentos inauditos. lo dijo Cuaunhtemoc en la página elocuente de sus arrebatos. su flecha voladora y su boca muda. y Cortês vol vi Ô con todos sus aliados y rompaneros y de*r. logro sugestionar a algunos de los suyos. que servia n a los conquistadores como si fossen hljos dei mismo Dios Sol que Illumína a tierra. media docena de reinos limítrofes se habían declarado venci dos y habían puesto sus ejércltos a dispôs! rif>n dei vencedor v el mismo Mocteztima. los !n gênios sin corazôn. forzando combates. Sabéis la historia: los conquistadores.V <^p v l n „ .w ^ I TÍÜMS. hermano por la grandeza y el dolor. foi um marco na historia da confraternização americana. na festa.-: sensata. proclamaban que Ia resistência era inútil y mejor plegarse a lo Inevitable y entregar las tradiciones y los reales propios a la votunt«d dei rnás fuerte para que forjasse a su antojo. e t resumo Au allocução do Presidente da Republica. mas para nosotros. Pero un héroe es un hom bre que tiene la audácia de romper toda esta maranú de pensamiento* cobardes. numa oblação commovedora.-i ai ideal. — y retando a Cortês. y Son esclavos incondicionales de êxito. un héroe sublime por que prefirió sucumbir a dobtegarse y porque su memória molestará etermente a los que tienen hábito de halagar ÍÍ fuerte. los que correspondian a lo que hoy se llama la gent. lo arrojo fuera dela ciudad. una de esas magestades que hacen emmn decer ai poeta. para poder en obra el impulso interior de la justicia divina. Era la civilizaciOn nueva qu<? avanzaba.s hijos dei Soi. Lo mismo si triunfa que «i cae ven cido. Lu- cha aut aunque sea desesperada y obscura dehe siempre aceptar el débit porque es el espiritu quien impone Ias normas y porque tiene el don de repercutir en el tiempo y a veces trueca la amargura en dicha y la derrota en triunfo. los pusilânimes'. sino dos razas en perenne conflicto. y por fin venció a Cortês. Im petu que niega y anula los hechos si los hechos son viles. duda en forma confusa. quo invadia sin remédio y aniquilaba para siempre la antigua. esta estatua de nuestro mayor héroe indígena. por la mente de aquellos dos héroes en la célebre noche en que el indio vió llorar ai espaflol. José de Vasconcellos. los semidioses. Es la raza invencilile de lo. Un héroe fracasado si se le ve desd< el punto de vista de los que solo reconeser el ideal cuando se presenta en el carro di la victoria. lo recibia en la capital azteca y le êfitregaba su palácio y le prestaba vasallaje. Discurso do embaixador Dr. queremos render nossa •homenagem ao México. desafia Ja adversidad si In adversidad derroJ. callar ai filósofo y ante las cuales solo el narrador procura ensayar ut. t t n . con juro que sepa arrancar ai destino uno de esos raptos que lavantan dei polvo a los hombres y llenan los siglos con el fulgor di las civilizaciones. y arrogância qu». siempre que amolden sus vocês ai ritmo secular indo-espafiol. la orgulhosa raza conquistadora mexicana ! Y los hombres visados dei império azteca. ya no solo en la Capital de México. iluminado por la aureolíi de las leyen das. la lucha eterna y sagrada dei débil que poseo la justiça contra el fuerte que la reemplaza con sus convenencias. fuerte y gloriosa. OFFERECIDO PELO MÉXICO orgulloso monarca. a nombre de México. el conjuro creador de una raza nueva. y lo hizo llorar sus perdidas en la célebre Noche Triste dei gran Conquistador. el más grand. el héroe es itnpetu sincero y noble arrogância. Por qué deseamos partir de este símbolo ? qué es para nosotros este indio que hoy se levanta orgulhoso entre ei fausto <h. dirhos bronce y nos aprestasteis roca para assentario y juntos entre gamos en estos instantes las dos durezas a' regazo de los siglos para que. en qualquiera de sus miseras formas Un héroe dei dolor vencido alza en estt bronze su penacho enbiesto. «gentes que no son las suyanas ? La historia de Cuauhtemoc es breve como un episódio y resplandecíente como una ráfaga divina. sin jactancias en 1acciõn y supremamente desdenosa en h. pero que sab< aliar sn corazôn a la justicia y ai derecho ai heroísmo y la bondad. y también porque desde entonces quedo escrito que en las tierras de Anahuac no seria una sola raza la vencedora. formo falange y empezô la lucha desigual. sinc también en este Brasil cordial que abre sus puertas a todos os pueblos. Ministro da Instrucção do Governo Mexicano: "Excvllentlssimo Senor Presidente.

pero tambiêen Lejos de volverse rencorosa ai pasado.i ou lianqa com Nas g u e r r a de. se levanta or«. Yo bien sé que hoy como ayer hay quie nes niegan y hav quienes ignoran estos presagios que ya resuenan en el viento. tal y como para quien os pedimos la hospitalidad de agradecemos sus ensenanzas.. í as svmp*- logicamente. porque rencia interesa ai progreso dei mundo. un tua han. los Cuauhtemoc. con un j u r a m e n t o solemrie: amar no voy ai paraizo" y estas fueron las ultimos volver a la edad de piedra de los aztecas ai Brasil como u n a pátria distante pero tammas palabras que dijo. poro n d e a I n d e p e n d ê n c i a ê u m d o g m a innato. o Brasil recebe com sincera gratidão ha en todos los dias. offerta carinhosa deste precioso enraizado en vuestra propia tradición para monumento~com que o coração e a arte mehemos asimilado y ahora estamos en el deque en ella signifique lo que hoy significa xicana quizeram brindar a nação amiga. cujo azul nâo abandona este mar El primer siglo de nuestra vida nacional que el más alto. guntó ei ese paraíso de que hablaba el Claro está que la nación mexicana en y en la misma voz y el mismo acento con fraile iban también los enemigos de su pásu culto por Cuauhtemoc. por eso. brasileiras encontra-- i g u a l d a d e a b s o l u t a dos ho- m e n s p e r a n t e a lei. . y nos dei alma latino-americana que en todos congregamos p a r a hacer entrega de algo que prolongado y cruento caplturó la ciudad y a nuestros pueblos se ha acentuado com intenes como un trazo dei corazôn mismo de la Cuauhtemoc. meus senhobertad y la vida. U A t ? — BRASILEIRA ANNO 1 hayan reunido en território" dei Brasil. una en la sangue y en el " E x m o . conquista. la raza civilizada. dijo un héroe ilustre dei dei continente. La importación ra. en ei Brasil hermano. y unas veces el safio y otras el ensueno. en el dolor y en la dicha. pero queremos todos los caminos. en corazones blanlo que de esa fuerza pueda se nuestrp y acompanaba le prometia el cielo si abranzaba dos que la tornen noble. C'. reconecemos su esta e s t a t u a se queda enclavada én el coraesta playa abierta ai mar y apoyada en la excelência y tendremos siempre abiertos los zôn dei Brasil. como lo mira ese indio magnifico. en un siglo porque nos ha faltado la valentia de Cuauhtemoc. contempendência de la civilización. la emancipación aplazado y modificado como se modifican plando esta incomparavel enseada hospitadei espiritu. brasileira thias dR manifesta^ 0 da tivesso. y. Esto no es rancor. llenos de fé levantamos a Cuauhtemoc como bandera y décimos a la raza ibérica de uno a otro oonfln: sé como el indio. T. y todo eonducido ai cadafalso yv el fraile que le mentes que le den gloria. pero ai ante la realidad todos los suenos: pero próleira. La historia ha diinegualavel e cujas estrellas douram-n'o peha sido un siglo de vasallaje espiritual. y esta difesentir-se-ha bem nesta terra de liberdade. e a i n d a é a ú n i c a . aprendido nuestros soldados. H a u m s é c u l o a s p r i m e i r a s palavras da des de los pueblos creadores podrá sentain o s s a p r i m e i r a C o n s t i t u i ç ã o política já proY esa originalidad que toda civilización c l a m a v a m q u e " o s c i d a d ã o s brasileiros forverdadera trae consigo. pero si de la oril i z a n t e q u e m a n t é m a n o s s a c o m m u m espenidad o ejemp'o de un desarrollo fraternal y ginalidad conciente. F°> a Constituição republicana b r a s i l e i r a a pri- m e i r a . acaso porque preparamos un tipo de vida realmente universal. sin dejar ni siquiera un rastro. do e a pensamento d i r e i t o s do garantia e as d e m a i s affirmaçôes d<* homem. Citau/itenioc le prefirmes como el bronce azteca. fundamentaes puríssimas a n t e s d a m a i o r i a dos p o v o s m a i s velhos. no quiere signifique proclamamos nuestro amor y lealdad tria y habiéndosele contestado afirmativacar un propósito de hacerse estrecha y de por la pátria dei indio q u e aqui se queda mente. y esta es des razas ilustres que deben dar a la huma!a hora no de la regresión. como saneis.MS. asi como los de hoy no serán naíui! a y por encima de todos resplandece la flecha que apunta a los astros. y que pretendemos quede sido talvez fecunda. Cuauhtemoc renace flecha de Cuauhtemoc apunta generosa ai a civilização. outra Constituições reis o dogma da por si ou em a - Nação. Hegó tu hora. Tal es el Srs. Món para hacer una «'-lebre frase. nr>n-o o mas bien dicho: nacimiento Los norteamericanos han creado ya una civilización poderosa que ha traído benefícios ai mundo. cuando ya prisionero y vejado. Los ibero-americanos nos henos retrazado acaso porque nuestro território es más vasto. ni elles son como nosotros.U1M« histiados de toda esa civilización ã> copia de todo ese largo coloniaje de !os espir:uis. CTos no son. y crearemos vida universal. deste Armafin inevitable e la emancipación politica. mento. aprovechó la ocaanuncio remoto de esta vida nueva que dessoldados que alli veis.-ulloso sobre la tierra de dos continentes. ni quiere ni puede perecer y brega porque li. eh el Brasil genroso. y su audácia para r. de la miéndole el ritmo que está en nuestra alma heróica. Brasil y el destino le respondió con la lianhelo. Presidente da Republica. pero en la base el granito Discurso do Ministro do Exterior do dejar de ser colônias esplrltuales.II«. InvenO indio brasileiro se orgulhará revendo conciencia y la esperanza de dias gloriosos. su fue en una concepción propia dei mundo. Embaixadores do México. E n las llneas de esa estarancarlo el secreto de los tesoros reales. ni es petui n la n u e s t r a : ia cirtidumbre de la propia lância: es lozania y es generosidad. el rebelde absurdo. seguros de que e' destino de pueblos y razas se encuentra en la mente divina. interpretamos la visión de Cuauhtemoc . de una originalidad que r a n ç a n a p a z e t e r n a e n t r e os h o m e n s . "Indepenen que labra su futuro la nueva raza latina Brasil: dência ou morte". Sr. so tu misma. No somos como los norteamericaO v o s s o L i b e r t a d o r . que a ambos impelliram para ei alarde de la mente. y nuestros problemas más complejo. montana. que solo el concurso de ías destintas aptituanima un impulso sagrado. «ios povos civilizados verificareis esteve sempre vanguarda decretando na leis que o Brasil da democracia. refugio en la mente para expandirse.este flores. j lo llevó ai tormento para a r sídad irrevocable. es decir. que e.oner en el cielo lo que de momento no pueda triunfar en Ia tierra. la indelas normas de su augusto sueno. y finalborda en todas las naciones dei continente v en la flexa dei indio aprendem nuestros mente. aunque fuera vencida en la tierra.a ceremonia que se verifica en estos Insi antes tiene para nosotros una commovedora solenidad. «teu una anticípar-iõn 'Tf. taremos la forma segun nuestro propio gusas próprias qualidades na majestosa figura Pues este indio es para nosotros representato. pátria p o r t a n t o . Padre. y ahora reclamamos vida símbolo que entregamos a vuestras miradas propia y alma propia. mientras que el Índio magnifico. mavam uma Nação livre e independente. Somos alguns eentenares 1 . y miramos en su gesto. a d e c l a r a r expressamente o c o m p r o m i s s o s o l e m n e de nao em- penhar a Nação em reet. estas vocês de tina gran raza que comienza a danzar en la luz — pero dos incrédulos de hoy. s e n h o r e s mexicanos. no la hemos logrado las bases de una civilización integral y armoniosa. Comprehendemos. . esa su rigidez estolca. y llevarlo siempre en el pecho. e n c o n t r a r e i s a definlí» da c a s a d o i n d i v í d u o c o m o s e n d o o seu asyl inviolável. desapareció par siempre el poderio indígena. ai- indirectamente.fecundo. el indio repuso: "entonces. ximo a cumplirse aun mas glorioso y alto. ensueno. ninguna nación. nuestro hora ha sonado y hay que mantener vivo el sentimiento de nuestra comunidad en la desdicha o en la gloria y es menester despojarmos de toda suerta de istirnición para mirar el mundo. pero con serenidad y grandeza. lo mismo que los que aconsejaban a Cuauhtemoc uue no batiere a los espanoles porque los espanoles eran la raza superior.. da abnegação. por el frente la llbertard de brazos para todos sus hljos. sin arrogância. admirando a serenidade. y con Cuauhtemoc como no acetariamos volver a ser colônia d* bién n u e s t r a . como corolário tardio."k mexicanos: los primeros que lamas se não admittindo gum nha com qualquer l o u t r o laço al- de u n i ã o ou de f e d e r a ç ã o q u e se opp8& sua No independência" - confronto entre as Constituições.AMERICA Nf. mexicana a ponto de <m" . juramos defender ai Brasil. Tampoco renegamos de E u gozar en sus dichos y sufrír con sus penas Tal es la simple y férrea historia dei heroe ropa ni le somos en manera alguna hostiles. o indio mexicano sentirhora de la segunda independência. ber de crear. pero también en las manos de los hombres. U< mortalidade. un sueno se-ha bem na terra de Santa Cruz. agazalhando-se neste sol ferticopia que se ufana de ser exacta. s alegria a. pátria mexicana. da valentia e da imerispación dei brazo ofendido. yo cerrar sus puertas ai progreso. de vidido el continente americano en dos granrennemente. buscaria nos. por que ha llegado para nuestros pueblos la porvenir y lo invoca para que se someta a • Por seu turno. no pretendejuramos. y en voluntades todo nuestro amor infinito lo ponerrios ahora la fé de sus vencedores. symbolo da vontade ción de la rebeldia de la conciencia. pero ya no es necesaria. pasarán como pasaron | los pusilânimes de antano. pero imprido indio Cuauhtemoc. era nuestro y que ha de verse consolidado en poetas el volar audaz de sus suenos. pero de todas maneras.

. mas nenhum como Cuauhtemoc teve a sua resistência. como um exemplo de heroísmo e de abnegação sem par pela causa de seu povo. com a sua fraternidade.Mer xieo. o brilhante discurso do nobre Embaixador especial. que recebeu de ateca indomóto essas virtudes de heroísmo e tenacidade. vai nisso mais uma demonstração salutar do concerto entre os povos americanos na sua obra exemplar de cordialidade. num conjunto encantador e sorprehendente. dizendo que a estatua que acabava de ser alli inaugurada não era para nós apenas uma obra de arte valiosa. num symbolismo admirável. que o indio magnifico seria sempre contemplado. y miramos en su gesto. nesta terra de liberdade. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DOS ESTADOS UNIDOS IX) MÉXICO A homenagem do México Na festa do Centenário. Cuauhtemoc quer dizer — Águia que tomba. gozar en sus dichos y sufrir con sus penas y llevarlo siempre en el pecho.es aqui a estatua do mais querido expoente da vossa independência politica. na festa civica que celebrámos ufanos e jfioriosos. de peito saliente e ar dominador. um futuro deslumbrante. O que foi a inauguração desse monumento. seus azulejos e sua disposição. Dr. Enviou-nos. e. cessados os ruidos da festa maravilhosa dessa commemoração civica. elle tombou fascinado pela serpente da trahição. Nella as esculpturas de Gimenez e Centurion.m>MI. tão bem representado. que na sua resis- AMERICA tência heróica todos b „ U m o exempio nobilissimo do grande indio <? meditem fundamente que é defendendo o seu território. .com o seu profundo respeito pelo Direito e pela Justiça. tal y como esta estatua se queda enclavada en el corazôn dei Brasil. é um escriptor notável uni pensador profundo.-o assaltará a sua memória. o coração brasileiro recordar as emoções ileste momento histórico. de todo esse largo coloníaje de los espiritus. sua tenacidade na defesa da independência. como embaixador. recordando a casa mexicana. ne-ta terra de liberdade. sobreleva-se a da Republica do México. 9 A 12 ANNO I piantard. não é uma visão do passado glor rioso. Allude aos primordios da civilização azteca e ás tradições brilhantes da nação mexicana e. jamais enipanada. a cujo pé j u r a r a m os mexicanos. o más bien dicho: nacimiento dei alma latino americana que en todos nuestros pueblos se ha acentuado con intensidad irrevoeable. como das mais fortes mentalidades latino-americanas. A' vossa heróica Nação está assegurado lenho a certeza. com a sua alma de amigo. doando para ficar como um monumento nosso a estatua do seu heróe nacional. O indio magnifico seria sempre contemplado. tal como se ostenta na bella cidade dos O Sr. depois de considerações acompanhadas de imagens brilhantíssimas. "Cansados.. Presidente da Republica concluio com arrebatamento. un anuncio remoto de esta vida nueva que desborda en todas Ias naciones dei continente nuestro y que ha de verse consolidado en mentes que le den gloria. y en voluntades firmes como el bronce azteca. mas da sua queda deixou um sulco de luz. Resumo da allocução do Presidente da Republica: S. nesse admirável pavilhão. em cujo vigor e enthusiasmo sentimos pulsar o generoso e heróico coração mexicano. um symbolo de triumpho e de gloria para a hostoria do México. E x . num sincero e ardente enthusiasmo pela sua grandeza e pela sua força. o brasileiro evocará as honras com que o México o cercou. o Dr. interpretamos la visión de Cuauhtemoc como una anticipación de este florescimiento. que o Brasil applaude e para o qual concorrerá com os seus votos. Sim. o heróe mais caro ao coraçãa mexicano. por tudo que fez e pelo muito que fará em beneficio da Humanidade e da Civi]i»acãp.de futuro. par-. em que a emoção de Carlos Tolditi e Carlos Obregon imprimiram a physionomia local. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação.. de amor e de benéfico sentimentalismo. to- . Elle foi o antecessor de Hidalgo e de Morelos.idiosas de um indio. Por emquanto basta-nos fixar o fulgor da homenagem. pela bocea do Dr. mas o symbolo do porvir latino-americano. como um exemplo de heroísmo e abnegação sem par pela causa de seu povo. que expressou o Chefe da Nação." Este indio. Qnando. Enviou-nos a sua mocidàde ardorosa e fremente nesses bellos cadetes. aquelle formoso monumento a. Cuauhtemoc. assegurando ao Mexieo. com ser um estadista de grande realce na renovação politica e social BRASILEIRA do México. quiz nos trazer. empunhando uma fleca "que aponta os astros" tomará as fôrmas de um heroe fulgurante de gloria e dé arrebatamento. illuminando o espaço. José de Vasconcellos que. José de Vasconcellos.ão americana. José Vasconcellos:—"amar aí Brasil como una pátria distante pero también nuestra. Sr. que ficaria na nossa cidade como um dos seus bellos ornamentos. como factores soberbos de religião e de paz. de amor á pátria e dedicação á sua raça e á liberdade. o Sr. cuja effusiva cordialidade tanto nos commoveu e empolgou. hastiados de toda esa civilización de copia. essa festa de cordialidade empolgante. dirá o seu relato em outro local. imagem do Mexi. os seus votos de confraternidaae e applauso. entre as muitas homenagens que o mundo tributou ao Brasil. sobrelevando a todas as dádivas e honrarias. e acabará amando o grande povo. floração da arte mexicana. em que os corações dos dois paizes pulsaram r u m mesmo rythmo de enthusiasmo e affecto. amavelmentc. o testemunho da gratidão nacional. as pinturas de Ledoma e de Montenegro dão-nos •i bella. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. com aquella generosidade a que acabou de alludir. seus pensamentos cheios de fé. Naquelle doce ambiente. juramos defender ai Brasil. unas veces el desafio y otras ei ensueno. em seus motivos architectonicos e decorativos. Enviou-nos. começou dizendo quanto era grata á nação brasileira a offerta do México. disse-o ainda o illustre embaixador. a sua honra e os seus lares que os povos preparam a grandeza e a força da nacionalidade. • Por outro lado. Epitacio Pessoa faz então um eloqüente e forte esboço do grande heróe mexicano e diz que a sua vida deve ser lida e divulgada no Brasil como uin exemplo de virtudes patrióticas. tomara as fôrmas r. que poetiza e enobrece a nossa raça. seus votos cheios de sinceridade. cujo alto espirito já admirávamos. A heróica B brava na<. en corazones blandos que la tornen noble. Em nome do Governo do Brasil eu tenho a honra de agradecer e de saudar cordialmente ao Governo e ao povo do . ella era um symbolo de altivez patriótica. Enviou-nos a sua arte. testemunhando grande devotamento ao Brasil. que resplandece em sua fachada apresada. que sempre admirámos. como um bolido gigantesco.

sangue dos aztecas que lhes corre nas veias. pois que julga . herdeiro de uma alta civilização. mais beíleza.ro*. el soberanov no hay paz comparable con su perenne paz. além Martin. que nessa região têm i ^ ^ ^ esperar.AMERI C A \r\i> ÍI v i • _ vWH mar* as tono .republicas muito lucrará a paz. ta. Nós. oecupando parecer. <le cordialidade.potencialidade mineral. para crear . é um heroe americano e unindo mais ainda as duas nações.tando a iniciativa desse monumento no centro cundário na vida do mexicano'. a harmonia. che. o Muzo que suppre o mercado mundial.porque o Brazil. exat oue se propulsionam continuamente. deve ser pan-americana. O indio não r mais um heroe do México. merecendo de todos caloroprogresso. com que se tem imposto á nossa "O México é o paiz da galantaria. devemos ser. de d possível cuja acção é licito esperar os melhores frutos.. O ministro CarMéxico conserva-se desprendido. tripulantes que por aqui passaram se jo de admirar de perto ao digno estadista. vê com alegria robustecerem-se os laços de approximação que a missão do General Cuervo Marquez veio marcar com tanto brilho e efficiencia. porém. * RA* "JL^JÜ pecU-as a n g u l a r e s dos m o t o r n o s reffimene (l. lCsse tom vago. ca. que mais glorioso o torna. dádiva do Mexiro.pendências das nações latino-americanas.centro geographico da America Latina. José Bonifácio. generoso. da Americiturno. retrato de um flagrante perfeito: "Grave. não poderá nundetes. na mais larga e poderocavalheiresco.nos deu o governo de Bogotá.1 idéa n u m banquete. a politica colombiana tri. na região de via estar Washington. Artigas. em ouro e prata.a prosperidade continental. intellectual. ^ « s u ^ i a embaixada colombiana. da America inglelos dois paizes. el fuerte. E ninguém melhor do que o seu grande poeta Amado Nervo disse dessa virtude admirável: brasileiro saberá agradecer . no manda-nos uma missão de a r t i s t a s .que pela approximação constante das duas Lewis Spence íaüando do azteca.sa influencia sobre o mundo. que não retrangeiro pela sua intelligencia superior e sistimos á tentação de transcrevel-a. não criaremos a fraternidade. Será já definiu o mexicano assim: um indio com nos o seu testemunho de amizade.lhe indiscutível . uma inras de mais realce no corpo diplomático exCentenário teressantíssima pagina ao México. via bem o característico do índio. de Cuauhtemoc E. Alguém ga nas festas do nosso Centenário. quien ama sobre todas as cosas a Arcano. San no emtanto o seu thesouro fazendo de sua de. crevemos um trecho dessa vibrante oraçM P a r a assegurar esse florecimento de rio mundo econômico assumindo por inteiro a em que attribue á influencia da R e V o W * ° responsabilidade de mu divida externa e a queza e de força. esse povo da com a presença de uma representação canista. Trans. como um pacto de honra. robusteci. el éden se encuentra en no anhelar. Não é talvez ximiliano. não imimposições da força.. trouxe. mento do continente. un pulpo de tentáculos insaciables que ai par que se cortan.xou marcada a sua passagem por traços in. Ottigms. dizia o escri. duien de volver la espalda ai dinero es capaz. quasi inhumano na za.Agora mesva. de la h a r t u r a . pra. Exaltemos nossos espíritos acima das vaieompet. Realmente. de meias tintas. No fiada pelo General Cuervo Marquez. tomado „e uma o coração tmm-i. paiz da galantaria Quien bebe como Diógenes el água con la ^ mano. ipie vale ser citado: pe. dil-o a resistência activa rogar de destaque pelo desenvolvimento e dis. adm.yões intemacionaes e vejamos nesse amplexo em que nos cinge o México o exem- -Oh Siddhart Gautama. de toda posesión: Quien no desea nada. tardio deléveis. Esse reparo. de mysterio. é uma das figudedicou no Estado de Pernambuco.-endo a terceira em população. u m a das figuras representativas do seu paiz e cuja palavra. ou tos o que estua é o amor pela liberdade. com seus mto mos por um isolamento. a favor da approximção dos dois paizes ha-de ter o mais decisivo valor na consecussão dos idéaes americanos. Paiz de siminação da instrucção publica. Permanecendo nesse preconceito..entre s: Es-* povo «»m o sentimento . mas insistirepercebe-se um pouco atravez da musica na. que sempre consagrou á republica amiga um sincero affecto. irrevocable. Foi. lmn no trabalho -o fecundo pelo engrandeci- cordialidade da America.ca. como pela alta personalidade do embaixador. mo A figura do general Cuervo Marquez é inopportuno lembrar que essa fraternidade Mas em todos esses actos abruptos e violen. que lhe imprime um dynamismo effi. que são os idéaes mexicanos i. Fraternidade latino-americana Annibal Fernandes. México. dondequiera está bien'. E' verdade que fuzilaram Ma.'o ao direito das minorias. Tem leria dos heróes da America. patriótica e intelli-ente e ao effectivo desenvolvimento da riqueza. que muito beneficiarão as relações sem distinguir as origens. eneolerizar-se.. en la renunciación completa. o México assombra ciente. fecundar. traçava esse gresso de Historia da America e de Ameri.. e ao lado de Bolívar. melancólico. de passagem. a Colômbia é hoje das violência de suas paixões.iii. el deseo es el padre dei esplin. Ademais. El deseo es un vaso de infinita amargura. dando ao mundo mais brilho. sendo America latina.alta cultura.. praticado um feito. en. mas acreditae passiva á absorpção americana.ls constitucionaes. mais gloria. E de como o mexicano sabe reagir ás milhões de habitantes. E ' o velho m impoz tanto no meio official. de sorte a permittir o engrandecivai além de oito por cento é t r a d i c i o n a l m e n t e com a vinda do illustre ministro Max Grillo. Na presença no Brasil significa alta honra que mais claramente. quanto no isolar-se dos Estados Unidos. du renuncia o desconhece a a m b i ç ã o . pois. ou de America Como sabemos. uma vez excitadas.. pareceu » parte da divida interna cujos títulos perten. y hay en él más perfidias que en las olas dei m a r ! plo da confraternização americana.<. E' um do. para completar a gada vaga de interesse que assaltou o mundo. maiores nações do continente Sul-americano. "O incentivo principal que de carvão de pedra.rac. tu tenias razón: Las angustias nos vienen dei deseo. da America hespanhola. com um amor profunda. de sua gloria.o applaudido escriptor e o diplomata finíssi.das mais prestigiosas na sua P á t r i a e sua americana não deve soffrer restricções.efficiente e tolerando com o mais absoluto res.= mos que o monumento devia ser da Indepenuma riqueza fabulosa. com grande dencia da America. quando se instaurou em toda a parte o de fé. E" este o formoso topcomo . ainda jazidas de petróleo e minas abundantes bonell lançou . mercê aspiração representa unicamente papel sede uma administração criteriosa e progressi.reunio os representantes diplomáticos impulsiona as raças européas para a luta é o cuária estão não menos desenvolvidas."la ínspiracion rorn&ntl» cem a extrange. Dessa h a r m o n i a entre a gestão dos negócios públicos. quasi incrível. de progresso. Brasileira.~anista«.plica desapprovarmos a idéa. e es el victorioso. ministro admiração. renacen para nuestra t o r t u r a .uma nova consagração ao sentimento amerirasgos de sangue Ibero. Poiia não querer pagar ticando seus governos programmas de acção de nuestros héroes. reencetada crescente. dei. porém essa com as melhores e mais largas possibilidades ardente e vigorosa de grande emoção. a n t e s de tudo. ' têm resultado o s melhores dias para a Colômbia. sos applausos. rasgando perspectivas as mais optimistas p a r a seu f u t u r o . A sua agricultura e pe.a America latina. por exemplo. tlote" como instituição. americanos.prospera a situação econômica colombiana. que deveria desaptambém cional. E' exacto que m a t a r a m Carranza. Eil-a: A embaixada especial da Colômbia. e . mente arraigado de todo o mysterioso. em d"* sem ambições. a mais auspl i ciosa _^ . mo. guarda paizes mais ricos da America. debilidade uma potência formidável. Tivemos ense. Seu discurso é uma paí> ptor americano Charles Nordhoff. proporção do sangue hespanhol não diplomática effectiva no Brasil. acaba de lançar a idéa da creação anno do centenário da nossa independência plenipotenciario junto ao governo de Buenos de u m monumento commemorativo das indeesse paiz. pela sua participação no Con. O Brazil. physionomia da maior parte dos officiaes. que ca sem renegar a sua tradição diplomática. que se vae incentivando com fulgor onde . que é uma das mais formosas intelligencias do norte do Brasil e O illustre ministro Diego Carbonell pleum mestre hoje quasi sem rival na chronica. não só pela s u a significação diplomática. Apezar de uma curta estadia. é o desejo do lucro. os interesses da Amazônia ligam extraordinariamente os dois paizes. Ayres que veio representar a republica ami. A representação da Colômbia no nipotenciario de Venezuela. noi que está uma í do.que o seu symbolo gravou.lha uma estrada democrática e liberal. No meio da única mina de esmeraldas.1.t Ru-«tía dos "soviets" e como os alia.Franceza o movimento americano.ão. terá.

. ' • • • - • • • . . corresponde a las republicas latinas de la América sintetizar noblemente el esfuerao incomparable de los libertadores. O ensejo do Centenário. cuál de los Artigas es superior. . de ha muito. Alberto Mas.I A l i ANXO I "Cumplidas las Independências. porém. possue elle o dom das. no en el sentido de las victorias épicas realiza. que rogo a V. ese monumento no puede > ser un bloque de mármol en el cual surgiera el tremendo gesto que la muerte dibuja en las fisonomias deformadas por el dolor en los instantes dantescos de la epopeya. lograron triunfar con li ». . tem afora ao Sr. o meu profundo reconhecimento pela acolhida gentil. debe florecer.j das mais profundas sympathias da Republica tny. en ese bloque de mármol no debe florecer el rictus de la guerra a muerte suscrita por el Libertador. que Gustavo Barroso justificou com propriedade ter o "coração da Europa". na pessoa de V. de seus ornatos. • . de deixar a terra brasileira. que bélica. as e brilhante. no debemos reconocer : en el jardin bianco de nuestras pátrias ni los desafueros de Labatut ni mucho menos las \ debilidades de Don José de San M a r t i n . transposto as fronteiras e isto era-me seguro penhor de que a Nação de seu paiz.' to de 1925. si el tenaz defensor de la independência uruguaya o el gran desolado de San Isidro de CurugUaty. ao sol tropical do Rio de Janeiro. .\ bilidad dei proceso que nos condujo ia via de las armas y de la inteligência a la consumaciôn de la independência politica: en ese bloque de mármol de América. Nelle testemunharemos. favoreceu a «ua representação na Exposição Internacional. J á ao aceitar a missão que me uma das figuras de maior destaque na diplofoi confiada. fomentando o seu intercâmbio mercantil. mas o "-ItiesíKÇSFKiMV J PAVILHÃO LA REPUBLICA TCHECOSLOVACA . unem o povo brasileiro ao povo tchecoslovaco. en fin. irradiando as linhas daquelle palácio. n&o sõ o desenvolvimento das industrias da grande nação. que levo desta Tcheco-Slovaquia nos enviou para represenRepublica as mais gratas recordações.dinário em Missão Especial da Tchecoslovatembro de 1922 — Excellencia — No momento csuia. em estylo tcheco. e á Nação A maior honra que nos deveria permittir • brasileira. Jurista de grande renodes de cultura. alto cargo de Embaixador extraordinário. E x . seus votos por que a Nação brasileira prosiga seducções. tou um vasto circulo de amigos e admiradores. cujo acto reconhecendo immediatamente sua gloriosa independência tão grande e profunda repercussão teve na velha nacionalidade. .apresentar novamente. e a mais funda gratidão dois paizes. o que constitue grande honra para o grande admiração pela actividade intelligente Brasil é valioso penhor para a amizade dos do povo brasileiro. Ex. yo no sé. pela amizade sorridente com que me receberam todas as classes neste hospitaleiro paiz. V E x . o Embaixador votos mais sinceros que faço pela sempre Extraordinário da Tchecoslovaquia dirigiu ao constante felicidade pessoal de V. el Bolivar de Carabobo y de Boyacá o el romântico Libertador de Angostflra y de Pativilca. servida por uma solida cultura. uma tal-a nas eommemorações de Sete de Setemcadeia continua de impressões de beíleza.uestras canteras cuando aun no era ni matéria amorfa el mármol grandioso y recio de la raza eeltibera. E x . don Pedro el dei "fico" es mucho m á s grande que el emperador metido en aventuras bélicas con los pueblos vecinos.NUMs. . da sua decoração. no seu segundo centenário de existência poliMorny e a intelligencia de Tayllerand. aqui do illustre ministro Jan Havlasa. armas gracias a una dirección más bien ir :electual. o illustre Dr.-oom sólidos laços ligando a s duas nações. pues no sabriamos decir cuál es el m á s grande. estava em acreditar.. e Tchecoslovaca. .E' com uma muito grande satisfação intima. 27 de Se. o diplomata moderno e o romancista intelligente que tantoftamigos conquistou no nosso paiz. E x . onde erigiu um delicioso pavilhão. muito elegante e do. el Miranda què en los campos de batalla vive em compafiia de los clássicos o el Miranda que en Valencia compromete la Causa de la Republica y pasa desde ese momento a la vida amarga de uni prisiôn en donde Ia paciência eleva su alma a la m á s alta concepción de su destino. yo no sé quién fué más grande. el San Martin de Chacabuco no es superior ai héroe eondescendiente de Guayaquil. que se digne aceitar os Ao deixar o Rio de Janeiro. agora liberta. si los t u vo: ni la infidencia de lo s partidários íntimos : òel General Santander. V. • ' • . sssim. de seus adornos. E x . Durante a sua curta permanência no Rio de Janeiro.. " AMERICA BRASILEIRA seu próprio Espirito. do mais fino e apurado bom gosto. por oceasião da commemoração do o governo de Praga. felicitações da Republica Tchecoslovaca e os conversador admirável. .\ das sobre la gente espanola e sobre las hues. com a elegância de tências e sob o esclarecido governo de V. condensado en r.— Vojteth Mastny. Ministro plenipotenciario em Londres.-i Ministrai . tado de natural distineção. Nó! \ todo esp constituye el dolor que es parte de í la raza heterogênea. o Embaixador Mastny conquis. Traçando amizade muito particular de que a Republica as linhas geraes de sua biographia.. ao desempenhar-me eu da missão muito g r a t a » honrosa de apresentar «. intelligencia lúcida á Republica dos Estados Unidos do Brasil. " CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL rf«sf. que me permitta Formoso typo de homem. soube crear para a Teheco-S'ovaquia um ambiente de sympathias e afferto. sinto-me no dever de exprimir uma vez mais a V E x . Embaixador ExtraorRio de Janeiro — Rio de Janeiro. tica: e rogo a V. .ssima que se dignou conceder-me. . Mastny. 0 Embaixador Mastny A joven republica Tcheco-Slovaquia. Presidente da Republica » seguinte men. conhecia eu as grandes affinidamacia tcheco-slovaca. Todos quantos tiveram a ventura na mesma senda de maravilhoso progresso e delle se approximar. de sentimentos e idéaes. em as felicitações e os protestos da amizade e missão especial. Creia. e de Sr. ganharão o fulgor da luz.sua excellentissima família com a s seguransagem : ças da minha mais alta estima ê considera"Legação da Republica Tchecoslovaca — ção. . en Agos. E x . .tes lusitanas. queremos Tchecoslovaca intentava dar-lhe mais uma apenas mostrar a personalidade illustre que a prova. todo eso corresponde a los accidentes pasajeros en la definitiva esta. tem revelado uma forte amizade pelo Brasil. como intellectual e artístico. no symbolismo da nossa admiração. nunca mais esquecerão a constante prosperidade que a levou a entrar captivante figura do Embaixador Mastny. impondo-se á admiração dos cenbrasileira saberia estimar devidamente a tros cultos da Europa e da America. nó. - • • • • . por esfuerzo espontâneo de los jardineros criollos la titãni-«a tendência romântica de aquèlles homb: JS que sin la preparaclón de los "revoluc? mários franceses". um tão soberanamente de par com as grandes poverdadeiro gentleman. que me e professor de direito. uma bro. no i seu primeiro centenário de vida independente. '. A pre-et r. que. ni los desmanes de Artigas.

erguido num frêmito de fé.AMERICA BRASILEIRA NT. única região americana honradai por um Congresso Eucharistico Inteinacional.US. que é lume e senza da qual. O monumento será um symbolo de amor e de fé. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. a Cruz que lhe j deu o nome.. dará o seu apoio. onde a religião tem sido. na Imprensa. na judicatura. protestante. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. é necessário reintegrar a nossa viu:. o alento espiritual p a r a os grandes conquistas da nação. da Bahia Cabralia. j á tendo s» realizado 25 internacionaes. três mil sacerdotes e u m a multidão calculada em quinhentas mil pessoas. pelo costume intra duzido dos Congressos Eucharisticos. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. Sebastião do Rio de Janeiro.A N u m a época. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. pois a nação inteira. Pe*»*0. através de seus nomes manrepresentativos. os soberanos compareceram pessoalmente ás cerimonias e assembléas. emfim. que receberam na religião de . mas a larga assembléa da nação religiosa. contribuindo p a r a essa realizarão. pois. que liga os homens e os faz crescer. que. como um ex-voto do nosso paiz. Sem esforço pois comprehendereis. em que* pela propagasâo *ji do erro e pela avidez das coisas terrenas. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. e sob a presidência de D. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunlrem-se ' d e todas a s partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classe» sociaes.* o Congresso Eu charistlco tem u m alto significado.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. Arcebispo de S. po» não h a meio mais efficaz para o incremento de todas a s virtudes do que o culto da Sagrada Eucharistia. Bonifácio e Aleixo. fazendo " desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses aó eu e <conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. No Canadá. Dilecto Filho Nosso e Veneraveis «• mãos. Colônia. cardeal presbytero da Egreja Romana. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. n u m symbolo grandioso. teria tido no Congresso E u c h a n a tico a mais formidável demonstração. que assistimos no mundo inteiro u m a rc*i3. se ainda houvesse mister de manifestar a sua grandeza. não so para agradecer a s mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. nellas tomando p a r t e .é realmente. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. E . Vienna. que nos protege. dentro da civilização christã. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. mais o mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. na magnificência de suas iuzea por fim. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. P A P X Presbytero da Santa Igreja Romana.eub pães. de P a ris. E. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qu* nelle tudo se Inflammasse. a que o Congresso. desde a catechese. u m a força de organização e disciplina. de fé e edificação. Londres. sem fé — ê a lição inconteste da historia -e a. mas vinda do coração. em testemunho de Nossa Benevolene"*»j|. que têm lé religiosa. primeira voz a se levantar confortando '•-• animando o Espirito nacional. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá u reconciliação do Estado leigo com a Egreja. Nenhum povo foi grandí. concedemos o privilegio de celebr» missa á meia noite. foi . nas letras. * vôs. onde: a separação foi um preito da liberdade. A estatua grandiosa será u m symbolo. mas também. em esp>=ctaculo formoso e incisivo.. o Congresso nãcí ponde ser internacional. Oxalá se propaguem po» toda a parte taes industrias de piedade. desde que os portugueses de 1500 elevaram.. consagrando-o á invocação divina. e aos ' demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. Dado em Roma. não erigindo estatuas aos deuses de força. por bem realizar tão santo emprehendimento. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. I o nosso coração ao ver o povo brasueiro. onde busca as inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis u m Congresso Nacional para. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. n u m estimulo magnifico. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benéfica influencia sobre o mundo.ANNO 1 A estatua de Christo Foi soltmm mente lançada no alto do Conov. depois da vigília eucharistica. n<j parlamento. j á sentimos que exu. Reimsj. Madrid e Roma. N a Allemanha foi tão empolgante o Congresso qur.n 0 "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Arcodia 10 de Agosto de 1922. E n t r e no». nestas palavras: . regionaes e nacionaes. Sebastião do Rio de Janeiro. por mingua de tempo. Jerusalém. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . e de fé. magistério. possivelmente. N u m paia. o próprio Imperador. . nâo fixada pelos textos d« lei. sob o alto patrocínio üt D. A religião cathoüca no Brasa. se erigirá por um voto expre«-h o e unanime da Nação Brasileira. entretanto. Montreal. S. li A 12 . — Pio TT ""«« — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. nos princípios austeros da probidade chirsta. mos preces a Deus para que benignament|jj conceda os melhores resultados e os í r U w q u e desejaes. junto de S.. providencial q u i t e n h a progredido por toda a p a r t e com novo fervor o culto do Santíssimo Sacramento. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. S . exaltou-se numa prece collectiva. em verdade. arcebispo de S. fonte de onde brota «» pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. ainda na ultima guerra. Nôs. No Brasil.* praxe. na força de seu explendor. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. na sciencia. Bonifácio e Aleixo. pedindo bênçãos sobre a terra de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. de amor. a cujo fulgor vive. pondo nelle a unlca espefaW de salvação e p a z . arcebispo «la Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. além das indulgência». mas não affectou o sentimento nacional. nem uma reunião episcopal.-2~J espiritualista e que vae avultando no nosso paiz. ben far non basta..ulo . sobretudo na nova geração.. Saibamos criar o Brasil e tornal-o grande. Nos Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. dos títulos de S . n a Coroa Vermelha. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. em todas as manifesta ções do espirito nacional. ao lado de cento e vinte bispoa. Sebastião Leme. commemorou o centenário. PIO XI. levando eu. tendo á frente o Governo Federal. í a r ° . A reunião Eucharlstica e uma INSTALLAÇAO DO CONGRESSO EUCHARISTICO. na eloqüência de seus membros. pedra fundamental do monumento u Christo Kodtmpior que. m a s adorando-o Deus de bondade. primeiro anno 1" verde |da Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. como penhor dos divinos favores.' dos quaes os mais celebres foram os de Friburgo. P a r a os brasileiros. Saudação e Benção Apostólica. no. vemos todos o espectaculo confortador de u m povo que tem crença. como o nosso. Não ío: um congresso ecclesiastico. a Egrcj a Brasileira. tulos dos SS. triumpho a Eucharistia. e«i cerradas fileiras. vae arrefecendo a caridade de muitos.

o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nóssr.nas suas escolas superiores. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. Foi construído em 128 dias. representante de admirável Sorbonne. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. um enthusiasmo fremente e vivo. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. A influencia da civilização francesa. era constituída de nomes da mais elevada significação. de Versailles. em plena propriedade. em paginas immoredouras. que tanto nos captivou. não só o alllvlo político. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. encontrou no Brasil. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. acompanhamos extacticos a força do grande povo. offertando-nos um symbolo de Versalles. Um grupo admirável de artistas fundava j a Academia de Bellas Artes. iniciava-nos na I techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um doa | vossos provectos naturalistas viajava. . já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. presidida pelo S r . da faculdade de Medicina de Pariz. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". com que. AMERICA Ainda agora. proferiu nessa solemnidade e que reproduziE ' com maior desvanecimento. A inaugu. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. de par com o progresso econômico. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da araiagradecimento á França. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. F r a n ç a encerra. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. herdeira da civilização greco-latina. que. O deputado Géo Gerard. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. nas suas linhas elegantes e sóbrias. • não somente a opulencia da nossa flora. despertaram sempre no nosso povp. T e r á a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem no nosso paiz. mãe espiritual de) toda a latinidade. bem como os da Intellectualidade francesa. bem como aos vossos sympathla>?iil»rMlêrfmento e admiração FRANÇA ctura metolica. Os Idéaes de cultivo e liberdade. com o compacto moral. pela sabedoria. e o brilho. em todos os seus motivos architectonicus. Srs. militar francesa. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. todo o sul e centro do BrasU i e celebrava depois. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não sO as demonstrações officiaes do mais alto significado. que é definitiva. Antes da independência. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. Crozier e o Barão de Thénard. o prestigio maravilhoso de actividade que a. i | theor e variedade dos nossos mineraes. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. pela grande Nação.illuminando o mundo. no discurso que proveitosa do seu gesto requintado. no espíritos de elite da cultura franceza moderna. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. Chiray. também de cimento. a que deu mais vigoi e mais beíleza. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Salnt-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarlos franceses. 9 A Í2~— ANNO í A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a <*i> acolher o nosso convite para comparecer á Exposição Nacional. do Pequeno Trianon. de medida e equilíbrio. cumprimento. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. pela honra que no<s sade que rios une. em H a muitos motivos na vida do Brasil para vossas pessoas. cuja vitalidade. pela força e pela beíleza. sem : medir sacrifícios. com viva vosso intermédio. esse pavilhão. A. do mais apurado gosto artístico. em mos a seguir: nome do Governo Federal. que raia da Dha-de-France. depois de encerrado o certamen. pelos engenheiros brasileiros Drs. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. o eminente embaixador. e da resistência a victoria. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o centenário de nossa independência política. em que commemoramos o Centenário. mas também vaticinai va. de espirites e de força.. correspondido com signal calor pela França. ' Por gentileza tão da nossa Índole este deu. na creação professada Dr. o futuro da nossa civilização. que deu á sua representação. O material empregado na construcção. A sua decoração. o sábio mathematico que todo o mundo admira. na mesma festa inaugural. Por u m gesto de captivante gentileza. sendo que o revestimento externo. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptiíosa Avenida das Nações. na Avenida das archetectura francesa no século 18. o Professor George Dumas. espiritual e material. Emile Borel. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. Alexandre Conty. Ministro Ferreira Chaves. onde o espirito francês transparece. Pierre Janet. a extensão dos nossos rios. a grande nação amiga e. vai ficar Nações. fazendo-se representar de modo tão brilhante nas festas do Centenário. e o aperfeiçoamento das suas artes. com pre'sença"sem rival. de admiração e deslumbramento. o capitão Fonck. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. apresenta o colorido da pedra franceza. o illustre publicista do Instituto de ! das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. um dos das virtudes nativas da sua gente. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. a todo seu alcance. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. por que lembremos sempre a França. expressasse essa gratidão. agradeço a distincção com que tanto nos captiva. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. eão expressivas dessa inquebrantavol amizade que nos liga á França.NUMS. será doado ao Brasil.pavilhão. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. A sim.

. num symbolo grandioso. mas a larga assembléa da nação religiosa. é necessário reintegrar a nossa viu:. ben far non basta. foi a primeira voz a se levantar confortando '-• animando o Espirito nacional. dentro da civilização christã. abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qiw nelle tudo se inflammasse. pedindo bênçãos sobre a teria de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. A estatua grandiosa será um symbolo. qutassistimos no mundo inteiro uina. não so para agradecer as mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. na força de seu explendor. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. arcebispo <L> Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro.o Congresso Eu charistico tem um alto significado. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. J . o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. num estimulo magnifico. onde a separação foi um preito da liberdade. levando um triumpho a Eucharistia. a que o Congresso. erguido num trcmito de fé. emfim. mas também. pondo nelle a única espeffftw}'» de salvação e paz. a Cruz que lhe deu o nome. e aos demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. sobretudo na nova geração. em todas as manifesta ções do espirito nacional. pow não h a meio mais efficaz para o incremento de todas as virtudes do que o culto da Sa g r a d a Eucharistia. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. que têm fé religiosa. Madrid e Roma. vemos todos o espectaculo confortador de um povo que tem crença. onde busca as Inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. pelo costume intro duzido dos Congressos Eucharisticos. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. que. Saibamos criar o Brasil e tornai-o grande. dará o seu apoio. E. San dação e Benção Apostólica. nestas palavras: . depois da vigilia euebaristica. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis um Congresso Nacional para mais e mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. j á sentimos que exü. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. P a r a os brasileiros. vae arrefecendo a caridade de muitos. Oxalá se propaguem poi toda a p a r t e taes industrias de piedade. Montreal. Londres. em esp>=ctaculo formoso e incisivo. se ainda houvesse mister de manifestar a sua. Sebastião Leme. teria tido no Congresso Eucharistico a mais formidável demonstração. possivelmente. na eloqüência de seus membros. Sebastião do Rio de Janeiro. tendo á frente o Governo Federal. única região americana honrada por um Congresso Eucharistico Inteinacional. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benetica influencia sobre o mundo. além das indulgências* praxe. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. fonte de onde brota es pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. Pe*». n a Imprensa. providenciai q u * t e n h a progredido por toda a parte com novo fervor o culto <io Santíssimo Sacramento. ao lado de cento e vinte bispos. através de seus nomes manrepresentativos. Não fo: um congresso ecclesiastico. *é realmente.em testemunho de Nossa Benevolência. Nôs. a cujo fulgor vive. No Brasil. em verdade. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. rir. junto de S. commemorou o centenário. l r " mãos. Non Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. não fixada pelos textbs >3e lei. mas vinda do coração. dos títulos de S . Dilecto Filho Nosso e Veneravei%. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. na magnificência de suas iuzea por fim. sob o alto patrocínio cK D. por bem realizar tão san to emprehendimento. A religião catholica no Brasil. como penhor dos divinos favores. exaitou-se numa prece collectiva. Jerusalém. •sem fé — é a lição inconteste da historia -e a. o nosso coração ao ver o povo brasneiro. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. mas não affectou o sentimento nacional. concedemos o privilegio de celebrar missa á meia noite. desde que os portugueses de 1500 elevaram.com a Egreja. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . regionaes e nacionaes. PAPA-.' dos quaes o* mais celebres foram os de Friburgo. fazendo "desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses ao eu e conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. PIO XI. entretanto. desde a catechese. contribuindo p a r a essa realização. Bonifácio e Aleixo. mas adorando-o Deus de bondade. por mingua de tempo. tulos dos SS. _Q~ o espiritualista e que vae avultando no nosse paiz. E n t r e nos. o Congresso não Donde ser internacional. que receberam na religião de r-eub pães. na sciencia. Arcebispo . o alento espiritual para os grandes conquistas da nação. Sebastião do Rio de janeiro. A reunião Eucharlsfica e uma INSTALLAÇÃO DO CONGRESSO EUCHARISTICO-. e»i cerradas fileiras. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. na judicatura. de amor.. "° "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Areodia 10 de Agosto de 1922. consagrando-o á invocação divina. u m a força de organização e disciplina. arcebispo de S. S. que liga os homens e os faz crescer. e de fé. Reímsj. onde a religião tem sido. de S. primeiro anno verde d a Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. Dado em Roma.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. Na Aliamanha foi tão empolgante o Congresso que o próprio Imperador. nellas tomando p a r t e . nos princípios austeros da probidade chirstn. No Canadá. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. de fé e edificação. três mil sacerdotes e uma multidão calculada em quinhentas mil pessoas. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. ainda na ultima guerra. v-ôs. li A 12 — ANNO I A estatua de Christo Poi MI ti ei mi emente lançada no alto do Cuno\. O monumento. os soberanos compareceram pessoal-mente ás cerimonias e assembléas. Vienna. e sob a presidência de D. Presbytero da Santa Igreja Romana. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. j á tendo s«= realizado 25 internacionaes. pois a nação inteira. grandeza. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá i» reconciliação do Estado leigo. n a Coroa Vermelha. nu niasristerio.>' N u m a época em quoj pela propagagàV-' do erro e pela avidez das coisas terrenas. N u m paia. nas letras. Sem esforço pois comprehendereis. Coloniu. cardeal presbytero da Egreja Romana. não erigindo estatuas aos deuses de força. que é lume e senza da qual.A M Ê R I CA BRASILEIRA NU. íare mos preces a Deus para que benignames * conceda oa melhores resultados e os f«"u que desejaes. da Bahia Cabralia. protestante. S . Nenhum povo foi grandf. no parlamento. será um symbolo de amor e de fé. Joaquim Areoverde de Albuquerque Cavalcanti. como um ex-voto do nosso paiz. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunirem-se 'de todas as partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classes sociaes. a Egreja Brasileira. como o nosso. pois.ulo a pedra fundamental do monumento a Christo K c k nipior que se erigirá por um voto expressivo e unanime da Nação Brasileira. que nos protege. de Paris. — Pio X* "«nit — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. nem uma reunião episcopal. Bonifácio e Aleixo. E.MS.

Srs. agradeço a distineção com que tanto nos captiva. cumprimento. em plena propriedade. A influencia da civilização francesa. proferiu nessa solemnldade e que reproduziE ' com maior desvaneclmento. de par com o progresso econômico. o capitão Fonck. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. em paginas immoredouras. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. mas também vaticinava. de medida e equilíbrio. pela sabedoria. que é definitiva. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. povo. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. bem como aos vossos sympathia. sendo que o revestimento externo. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptúosa Avenida das Nações.NUMS. herdeira da civilização greco-latina. não só o aJllvlo político. O deputado Géo Gerard. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. representante de admirável Sorbonne. que. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. 9 A 12"— ANNO I A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a «kn acolher o nosso convite par» comparecer á Exposição Nacional. e da resistência a victoria. um dos das virtudes nativas da sua gente. Alexandre Conty. «ão expressivas dessa inquebrantavel amizade que nos liga á França. na mesma festa inaugural. no discurso que j proveitosa do seu gesto requintado. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da amiagradecimento. A inaugu. iniciava-nos na techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um dos vossos provectos naturalistas viajava. offertando-nos um symbolo de Versalles. um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. Emile Borel. o Professor George Dumas. j theor e variedade dos nossos mineraes. era constituída de nomes da mais elevada significação. O material empregado na construcção. Pierre Janet. com que. sem medir sacrifícios. da faculdade de Medicina de Pariz. presidida pelo S r . que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. o eminente embaixador. com pre'sença'sem rival. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. o futuro da nossa civilização. fazendo-se representar de modo tão bri' Por gentileza tão da nossa índole este lhante nas festas do Centenário. . militar francesa. o Illustre publicista do Instituto de das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. que raia da nha-de-France. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nõí< sr. o sábio mathematico que todo o mundo admira. onde o espirito francês transparece. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. em todos os seus motivos architectonicos. e o brilho. não somente a opulencia da nossa flora. íSáttáaerímento e admiração FRANÇA ctura metolica. com viva vosso intermédio.Nação. pela honra que noi sade que nos une. Antes da independência. acompanhamos extacticos a força do grande. o prestigio maravilhoso de actividade que a F r a n ç a encerra. despertaram sempre no nosso povp. em H a muitos motivos n a vida do Brasil para vossas pessoas. AMERICA Ainda agora. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. Terá a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem ?o nosso paiz. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. de Versalhes. um enthusiasmo fremente e vivo. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o c&ntenario de nossa independência política.' illuminando o mundo. encontrou no Brasil. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Saint-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarios franceses. em mos a seguir: nome do Governo Federal. A. que deu á sua representação. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". cuja vitalidade. do mais apurado gosto artístico. de espíritos e de força. Os idéaes de cultivo e liberdade. a que deu mais vigor e mais beíleza. pela força e pela beíleza. espiritual e material. e o aperfeiçoamento das suas artes. esse pavilhão. Chiray. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. por que lembremos sempre a França. a extensão dos nossos rios. também de cimento. de admiração <i deslumbramento. Ministro Ferreira Chaves. com o compacto moral. a grande nação amiga e. Foi construído em 128 dias. nas suas linhas elegantes e sóbrias. pela grande . em que commemoramos o Centenário. Crozier e o Barão de Thénard. A sua decoração. correspondido com signal calor pela França.pavilhão. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. que tanto nos captivou. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não so as demonstrações officiaes do mais alto significado. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. a todo seu alcance. á França. apresenta o colorido da pedra franceza. expressasse essa gratidão. Por u m gesto de captivante gentileza. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. depois de encerrado o certamen. na creação professada Dr. A sim. todo o sul e centro do BrasU e celebrava depois. na Avenida das archetectura francesa no século 18. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. do Pequeno Trianon. deu. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. vai ficar Nações. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. Um grupo admirável de artistas fundava a Academia de Bellas Artes. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. mãe espiritual dei toda a latinidade. pelos engenheiros brasileiros Drs. será doado ao Brasil. no espíritos de élita da cultura franceza moderna. bem como os da intellectualidade francesa.nas suas escolas superiores.

E. lhe rendendo as homenagens. desde logo. cada vez Historia da Colonisação Portugueza mais propicia á irmandade espiritual francono Brasil brasileira". sem quaesquer subsídios officiaes. Bem consufc'. mais uma vez. de passagem por algumas horas sil. porque bem conhecia a fíima do salvo mestre da Sorbonne e de h a muito rendia veneração a estima ao eximio professor ria lingua castelhana. que tanto se honrou com as eleições aos illustres professores de Sorbonne. na recepção aos professores E m e s t Martinenihe e Georges Dumas. o presidente e estrangeiras. prefaciando um livro do já existe virtualmente entre a França e o dr.mesmo á Academia Franceza. As intenções da Academia. e r a m 'sustentadas cional. .de taxas e impostos alfandegários para a obra sistindo o professor Martinenche pelo cultivo Historia da Colonização Portugueza no Brada medida e do equilíbrio. em ultima analyse a historia naajinda quando perigosa». de Martinenche o critico literário tão admirável. as quaes cabe a funcção mentora dos povos. merecido ás mais altas autoridades nacionaes Recebeu Monsenhor Braudillart. ««" J deveria p a i a ' alguma. prezam e admiram a grande nação a que perterceis. procura sagrar o escriptor applavelido e já acclamado.o^sa cultura. J harmonia. "que antes de tudo a Academia.: O deputado Francisco Valladares apre' das com o maior interesse. sobre A attitude da tropos portuguezes. ceneluio o Sr. nisação. disperde elite. estudou largamente a sua fulgurante personalidade literária. voltando da Argentina. no Boas vindas vos damos muito cordiaes. n a v a n g u a r d a da civilisaçãò. Mostrou. Depois de por ao relevo a obra ibérica di. E ' uma obra simiFrance. E ' mesmo talvez no fim de contas. O eminensa nos arebivos da Europa. de philosopho e escriptor. o que Jâ sabem trabalhaste pelas nossas letras. consentiu em realizar u m a confede abnegação de alguns patriotas e philan. salienta seus approximação feita sob tão altos auspícios. o' profesor Martirenche. gueza no Brasil" constitue um emprehendü obra de beíleza. A publicação da | "Racolta Colombiana" exigiu do Governo da A recepção que a Academia Brasileira de Itália o dispendio de alguns milhões de liras. que nos eleva e nos agora pessoalmente o orador a intensidade prende á gratidão incomparavel. certamente tel-o-ia incumbido de apre-' que animou bello trabalho de Martinenche s e n t a r u m a mensagem especial á Academia sobre Moliére. não só á sua mentalidade. Se passado. As duas instituições visam o mesanalyse das figuras do grande gênio francês. Levareis ainda viva e quente a lembrança deste grupo de Brasileiros. Sr. o psychologo moderno e atilado. in. assegurada atravez do mutuo conhecimento das elites.sentou á Camara dos Deputados um projethusiasmo pelas palavras de cordialidade com cto de lei para que fosse concedida Isenção que celebraram a mentalidade brasileira. Carlos de Laet. onde estivera em missão apenas fortemente amparado pelo espirito especial. essas qualidades sil. não precisamos mais louvar. "e alguma cousa mais tendes feito. "Historia da Colonização Portugueza no Brafoi uma festa do gênio latino. O A 12 B R A 5 É L E I ftA \NNO I A mentalidade franceza no Brasil A Academia Brasileira prestou uma commovida homenag. . dedseu eminente confrade. n u m ambiente de respeito c admiração a que fizestes jus pelos peregrinos j admiração.desses sentimentos de sympathia pela França vos transportes da valiosa e evidente amizad-3 nos homens de lettras do Brasil. ao suecessor de Jean Finot. cantador convívio e já saudoaos nos sentimos j mas também ao seu espirito de ordem e de com a proximidade commovente da despedida. ouvi. ella é. I As respostas dos novos acadêmicos. Chile e do Uruguay. que chamou de livro modelo. nesta j sacrificio glorioso pela humanidade.| rência na Academia. e de Dumas. Letras e a Alliança Franceza promoveram ao e ficou constituído o mais opulento mananMonsenhor Alfred Braudillart.» horas no Rio de J a . soubesse que proposta do professor Afranio Peixoto. "Não importa. mas muito mais. rada. que justificou com as seguintes palaessenciaes ao gênio francês. que está tanto em Descartes. A saudação do Sr Ataulpho de Paiva. fazendo o elogio da obra do acadêmico e historiographo eminente. o que quer com a mais profunda penetração critica. explicou-as os seus oradores — os acadêmicos Medeiros e Albuquerque e Ataulpho de Paiva. que disse familiar aos cou-lhe estas palavras: "A Historia da Colomembros da douta companhia. Assim. O professor João Ribeiro.Cid" Em seguida o orador se refere ao espirito neiro. Do primeiro estudo de Du mas. A F r a n ç a não se esquecerá nunca da 1 de enthusiasmo pelo explendor de naturesa. um bem que sejaes constrangido pela força material das circumstancias a partir directamente daqui para bordo do vapor em que seguireis para a F r a n ç a . mo fim e têm o mesmo programmá: a conservação da s u a própria lingua. inteira e completa. este será agora o ultimo contacto que tereis com o Brasil.-ciência e sobretudo pela perfeita e im. saudando George Dumas. Medeiros e Albuquerque. o d"e o pôde aferir-se pelos fasciculos já publicados Embaixador Conty patrocinou. Verifica que nos visitam. prestes a p a r t i r . sobre Tolstoi. formulando votos ! por que seja a vossa actividade. o grande mestre de psychologia contemporânea. um emprehendimento em nossa Capital. na pessoa de um dos seus espíritos fac-simile a mais r a r a documentação. não foi menos significativa. do particular. saudava a Franga. | mento fora de todas as cogitações e de todas como em Racine. tão conhecidos nos são e tão largo é o renome que os cerca no Brasil. membro da cial de documentos relativos a Colombo. da Sorbonne. m Levantou-se então o illustre prelado. casa de amigos das letras. que vos prezam. contentes ficando de vosso en. porque não se podia alongar e o navio que conduziu ã F r a n ç a o illustre prof essor . eleitos sócios correspondentes nas vezes de Jean Finot e Casper Brauner.in á mentalidade franceza. em cujos estudos ibéricos temos tido as mais brilhantes e eruditas lições. despertaram en. em vós. Ernesto Martinenche. »° a Academia de que faz parte. será um livro m o n u m e n t a l . que diseon-pra com larga proficiência riotavel erudição sobre a historia da literatura hespanhola e em especial sobre as origens do th"<tro que bellamente floresce na pátria he roica >li. constitue. que era também o da r a . quando chegar mutavel reciprocidade de sentimentos af. louvores ao Brasil.AMERICA X I M S . <^ Depois de saudar seus confrades. "modelo de methodo.i gem á F r a n ç a . Oliveira U m a . A grandeza desta obra ^ França em face da crise universal. a Academia Brasileira de Letras. chegou a Tristeza e Alegria. que está collegindo e reproduzindo em á França. que o Brasil tomou resolutamente o seu parsempre nos dithyrambos dos extrangeiros tido e esteve sempre ao seu lado na hora amarissima que precizou enfrentar. passando depois pelos que escrevem sobre Saint-Simon e Augusto Comte. o psychologo e escriptor de tão altos méritos. em que analysaram o espirito e a obra dos novos membros correspondentes da illustre Companhia. de onde nos vinham idéas sãs e robustas e. associando-se e pelas referencias enthusiasticas que tem ás homenagens ao grande escriptor francez. apenas. Incluindo os próprios movimentos autonomicos q" e s e com o maior brilho e fulgor. Mas ai! deante de ! verno. Medeiros e Albuquerque. em Pascal e em AnatnU as possibilidades de lucro. relativa ao Brate prelado. que foi levado á Sorbonne pela indicação honrosissima de Theodule Ribot. em expressivos disdursos. honrando-se com a eleição rir. porém. que vos admiram — e que. Embaixador da França fectuosos inteílectuaes entre o vosso amado J naturalmente outro tanto fará ao seu gopaiz e a nossa cara pátria. tivemos ensejo de hospedar e em dotes de caração e intelligencia. disse-lhes i mesmo temperamento da raça procrea Na sessão de 28 de Setembro do anno seu agradecimento. O Sr. que. pressam com as qualidades e defeitos. e a que tanto deve r. ao mesmo tempo que favoreceu oceasião de um novo testemunho da cordialidade franco-brasileira. em que explicava a obra do extraordinário russo pelo amor. pela bia e conhecia. Nos positi.dizer a conservação do espirito nacional. poucas horas deixareis essa praia festiva e o i E n t r e applausos sentou-se o notável céo sob que fostes acolhido com affabilidade e orador.veu unanimemente eons^atular-se com i .á estava sob pressão. j lar á que o Governo Italiano emprehendeu e realizou por oceasião do 4o Centenário do | Monsenhor Baudrillart descobrimento da America. sobre cujo "espi. por fim. quanto se pôde prever desde agora. onde soube dar uma feição ã Brasileira. em que o ser se dissolve na totalidade da natureza. sem mais tempo mais hnalyse.a Paris.] vras: "A "Historia da Colonisação Porturit de mesure" construiu a mais admirável . As personalidades dos novos a c a d e m i ' cos. Essa ' illustre professor de Sorbonne. accentuou que. Não foram apenas palavras Brasil. A Academia Franceza e bispo auxiliar de Paris. modelo de perfeição na maneira de imaginaria e de realizar as experiências" Estudou largamente as intenções da obra de rsychologia de Dumas a cujo magistral tratado referiu. a Academia. em homenagem sil". realisando a fusão pantheistica. como o Sr. r Academia Franceza e da própria F r a n ç a . Terá prazer em referir isso nossa . Alegres vos i cuja pessoa rendemos mais uma homenarecebemos.

por Luiz e da colonização. Charles Ch indler.Clovis BeBrasil.zaga. A attitude de franca Hosti. por Canna Brasil.ter Hotigh. Ricardo Robello. Folk| meras theses e communicações. E ' grande o espirito de abnegação com que vem sendo publicada a Historia da Colonisação Portugueza do Brasil: emprehendimento fora de todas as possibilidades de lucro. Enrique Guin. po. por Raul Tavares. destacar-se-ha. o Segundo Congresso Internacional ministração de Historia da America.u-C.c: • pital. Prodromos da indepeadenda Exercito na formação automa do Brasil.NUMS. reunio-se nesta Ca. Foi peeM vilizado. como parte do programmá commemo. bem como os retratos do= sileiro.Alfredo Coester. conferindo-lhe duas portarias de louvor e prestando-lhe o concurso official das bibliothecas e archivos do Estado. por Cândido Guiiiobel. o regimen do colonato em Carpenter. e dentre ei lore parahybano. A marinha brasileira na guerra do tembro e o encerramento a 15 do mesmo mez Paraguay. A Adrien Delpech.nossos historiadores. Regência trínna e una. Dieso Carbonell. scientistas e escriptores 1. . Viveiros mandaré e Inhaúma. pur Vi. desde o inicio da sua publicação. Ceara. e organização judiciaria. exposição de documentos e librimento do Brasil. naturalistas viajantes dos séculos XVIfJ z XIX o progresso da ethnographia indígena Tomaram parte no Congresso vario. fonso Taunay. por de 1. esta obra adquire a mais Indiscutível e transcendente importância para o estudo da historia do Brasil. por t«"i1 nío Leite. Congresso de Historia da America . e considerando de utilidade publica. por Carlos Teschaur. por Souza Doria.e entre as notabilidades extrangeiras cita sa de svii extineção. por Lopes Gonçalves. collooando-a.Hall. e o descopromoveu «.thazar da Silveira. de que reproduzimos alguns períodos: " E n t r e as publicações que vão figurar. cuja procedência a Câmara avaliará. secretários. Esta publicação vae ser unlca até agora nos dois paizes. Os francezes no Brasil. Rocha Pombo. sob o ponto de vista geographico. A abertura doi Instituto Histórico foram os primeiros prcportos do Brasii ao commercio do mundo cimovedores da notável assembléa. escripta pelos maiores nomes da sciencia histórica e geographica de Portugal e do Brasil. t nario Histórico s Geographico e Ethnogra í o França Equínoxíal. por Henrique Santa Rosa. Barrozo. Da influencia extrangeira em Ao Congresso foram apresentadas innunossas lettras. referente ao Brasil em geLuciò de Azevedo.000 contos. por Pedro Calmon. Correntes phylosophicis. sendo o primeiro de cerca tica de Pombal e as relações do Brasil.il A inauguração realizou-se no dia 8 de Se Gama. por Amar. que. o que era a causa de Portugal. Morgan. Manifestação rio scntlment-? na. que inspiraram a sua publicação comparável á "Raccolta Colombina". com. por Didio Costa. por Ropolpho Garcia. abrangendo os primordios d l conquista processual. os fastos do nosso a n n o secular. Para. collocou-a sob o seu alto patrocínio. Garcia Diaz. professor Le Genlidade que as Cortes vieram n assumir contra «il. Relações entre o Estado e « Hepubiici. c cau.mação ão Exercito brasileiro. pois não conheço nada. Os primordios econômicos do pritoda a sua complexidade.de no ftrn-iit. constituição social de cada uma. e constitue o maior monumento bibüographico sobre a historia das nações americanas até agora conhecido. o Institui <• | nial.goa. cujas despesas são calculadas em quantia superior a 5. por Pe. por Tavares de Lyra. O Bras:l processos do grande movimento. A Marinha na guerra da pacificação interna do Brasil. de que appareeeram a 7 de I hollandezes no Brasil. A adrativo do Centenário e sob a protecção do da Regência. sociólogos e publicistas do Igreja. por Benedicto o volume especial da Revista contendo as Propheta. por Teixeira de Barros. A Polítroducção Geral. e o segundo. culminadas na definitiva encorCisplalma. vice-presiden.s O objectivo principal do Congresso é partidos. presidente e secretario geral do autonomia do Brasil. Eufrasio Loza. Piauhy. General Bueno Marques. tratando dos Estados do eio na Independência. Historia do rierealizadas sobre os primeiros factos do anuo Amazonas. e commissões auxiliare<= e de propaganda em todos os Estados do Brasil e em Portugal. por AfAlém da reunião do Congresso Interna. poração dos novos territórios no concerto das A Marinha Nacional na campanha grandes e cultas potências da era moderna. com mais de Feijó. por Agenor de Roure. Fundação de S. A publicação desta obra -monumental. e já estão figurando.Anchorena. Paulo./-linctas nos tempos históricos. A Carta Constitucional Por iniciativa do Instituto Histórico e de 1824. que ê evidente a patriótica Sociedade que a edita" AMERICA BRASILEIRA a anda dos deputados brasileiros. Forde Castro e Tavares de Lyra.1 cultura jurídica no Brasil. para este fim patriótico. e projectos e programmas d. a Historia da Colonisação Portugueza do B r a s i l . e publica. " O Governo de Portugal. Historia do Rio Paraguai/.bre ella exerceram as constituições na e argentina. se formavam. Jules Claire e And m o Hrasil. . Os prodromos Ú-J mundo. u* de 1822. Max Grilio. Como manancial de documentação. Máximo Sotidro Calmon. Barão de Ramiz Galvâo. Waicia franceza na conjuração mineira. editada pelo Governo da Itália. Ministro V*> gional.800 paginas. federalismo. Os precursores de Cabral para o que o Governo foi autorizado por lei. e a formula adoptada pela por Tavares Cavalcanti. o erudito organizador da mais notável bibllotheca particular relativa á historia do Brasil. Os mais illustres e autorisados historiadores nacionaes e a Academia Brasileira de Lettras se exprimiram a respeito com grandes applausos e elogios. constituíram uma sociedade por quotas.derley. K Central. risto de Moraes. presidente. Rafael Avias trihus importadas e sua distribuição re. O poder publico do Brasil não lhe pôde ser índifferente. reconhecendo o mérito desta grande obra. politica brasileira no Prata. Agenor de Roure. Prodromos da independum espirito nacional nas novas Pátrias que dência. Max Fleuiss. em tempo algum. lo confronto do que era a causa do Bra «2 Maria no de Vedii e Mitre. Nicanor Burto. critica desta manifestação pe. Ricardo Levtw». Herman James. veiros de Castro. Formiçao dos limites ão Brasil. A constituinte e a influencia que s<amer.1 Escravidão: da 700 paginas. por Rego Monteiro e Barros WaitGeographico Brasileiro. las destacam as seguintes: Descobrimento do . . por Coriolano de Medeiros. por nifestações symptomaticas do nascimento Moreira Guimarães. Presidente d» ciações litterarias no periodo colonial. viagens e explorações." conferências que estão sendo pontualmente Thaumaturgo de Azevedo. por Eugênio Egas. escrevendo ao organizador da Historia da Colonisação dizia-lhe: "A sua *>bra gigantesca ê das que ficam pelos séculos afora a-ttestando o vigor e o patriotismo da r a ç a . antes reclamando por parte de seus promotores um assignalado espirito de sacrificio. Beniio porlnguezas. dedicou ao monumental trabalho um longo artigo. até as ma. e o papel politico de Rio Grande Norte e Parahyba. São evidentes os intuitos de homenagem ao Brasil. por Ba. por : Republica. por Gastão Ruch. existentes no hollandezes como exploradores do sertão braInstituto Histórico. Edwin j Os grandes mercados de ntvraros africanoi. O Governo Portugeuz concedeu-lhe como que um caracter official.'ctiax c. í> A 12 — AXWO T autores da Historia da Colonisação pelo benemerito serviço que estão prestando. como ficou dito. Conde de Affonso Celso e o Sr peciaes. Sr. eloqüentemente Interpretado pelos mais eminentes representantes do talento e da cultura das duas Nações. O ãircitt elaboração de uma historia completa da America. por Itozo Lae papel de heróicos da expansão territorial. por Histórico e Geographico organizou o Diccioi Affonso Cláudio. Maranhão. Tribus indi. Th. sendo posteriormente publicados suppressão do trafico d lei áurea. A America não wrcuelano. e as mUtuõút < «•O Sr. promovendo a sua reeolqnizacão c rievcer.. por Braz do Amaral. hespanhóes e portuguezes. e sua evo lição tes. sob o seu alto patrocínio e premiando-a com duas portarias de louvor Todas estas considerações. mos os S r s . Professor Martinenche. por Evaos volumes restantes da Introducção Geral. Ricardo Levenne. Os vros relativos á Intendencia.Percy Morton. O notável historiador brasileiro D r . Debened»Ui. e papel da Armada na formação da Max Fleiss. na commemoração do Centenário da Independência. Ployte. As raças na sociedade colocional de Histórica da America. por Coriolano de Medeiros. varias autoridades. por Nilo Vai. por Solideviláqua. Amazonas. por Adrien Delpech. Arthur Dougth. com sede no Edifício do Gabinete Portuguez de Leitura do R«o de Janeiro. por Heitor Lyra. Das assodente de honra o Exm. que se lhe possa comp a r a r " O eminente dr. Gastão Rusch e no século XIX. Macional no Brasil-Rcino em face das Côrh s rio Saens. e o Governo de MavSetembro os dous primeiros volumes da InI ricío Nassau. por Muniz Barreto. Enrique Loudet. Este monumento litterario significará o preito de todos os portuguezes â Nação Brasileira. está assegurada por um grupo de capitalistas. pôde viver da sua própria historia: a influen Encarregado da Columbia. O papel de José Bonífcral. Ta A direcção dos trabalhos competio aos Sr». Os pliico do Brasil. José Carlos Rodrigues. po. pelas suas proporções e pela grandiosidade da execução. : Embaixador Americano. justificam este projecto de lei concedendo isenção de direitos alfandegários á entrada da Historia da Colonisação Portugueza do Brasil. por Theodoro de Governo. a que compareceram Magalhães. desde os episódios meiro século do descobrimento.

BREVEMENTE A MUSICA NO BRASIL DE Renato j\ln\âda . Carlos reado poeta da Luz Gloriosa e o applaudido i Gomes. Joven professor de patriotismo. do» nossos mais abadsadog críticos musicaes.: tos graves em que pronuncia o "fiat" genodemia Brasileira. o talento harmonioso de Celso Vieira esplende nesses dois livros soberbos que são Endymíão e Semeador. pois. Nada. a poração. Genserico de Vasconcellos é uma das intelligencias mais brilhantes do novo Exercito brasileiro. como representante do Banco I t a lo-Belga. Ministro J a n Havlasa. Genserico de Vasconcellos O capitão Genserico de Vasconcellos foi distinguido com a commenda da Ordem de Christo. pouco além tombada na extremidade do balaustro da escadaria. Porque Francisco Manoel não foi apenas o autor do Hymno Nacional. Luigl Chiaffarelll. symbolizando no gosto o seu desprezo. maestro Luiz Chlaffarell! e Gelasio Pimenta. tomba o "Condór" Uma escada de granito leva & parte avançada do monumento. Braz Altieri.globo com a legenda "Ordem e Progresso '. esta collocado na esplanada do Theatro Municipal. empunha a bandeira nacional que o Povo. uma vez entrada. dois g r a n d e s . Mario Polacco. Thiaram maior entre os maiores. Na parte central da exedra. A America Brasileira rejubila-se. nosso collaborador. dur a n t e a sua permanência nesta Capital. dois colossaes candelabros de bronze. se destina a galardoar os que se distinguem excepcionalmente nas sciências. a arte literária a um estado de perfeição r a r a s vezes attingido em lingua portugueza. Paulo. a Gloria. entre nós. foi muito obsequiado pelo Embaixador extraordinário Mastny.nos momensileira. que perpetue a memória de Francisco Manoel. Francisco Manoel A "Escola de Musica Arcangelo Corem1* tomou a si a louvável Iniciativa de erigir um monumento. como se sabe. discipulo dos mestres que o precederam. além disto. mais justo do que a homenagem de Portugal prestada ao escriptor. e. Quandc iam em meio do trabalho de angariar os donativos p a r a realizar o monumento.AMERICA BRASILEIRA NTMS. Thiago. no nosso meio. arrancando do fundo das meditações a a Ronald de Carvalho. como é a Historia Militar do Brasil. a colonie italiana de S. O monumento entregue á cidade de S. a quem deve elle a interpretação esthetica dos Lusíadas. beija. surgiu em 1909. thenticado.três cavallos marinhos lançam jorros dentrui maneira commoveu a todos quantos traba. i» capital do Brasil. evocando a sua gloriosa figura. é um dos 1-romovedores do espirito nacional do nosso povo. representa. talhados em mármore de Carrara. secretario suggestiva. A representação da Tcheco-Slovaquia Por proposta do Sr. O próprio granito provem todo da Itália. E' seu corypheu Francisco Manoel da Silva (1795-1865*. u m a individualidade á parte. Elysio de Carvalho é t a m . Sr. da autoria de Bernardelli — n ã o t e m a a t t i tude enérgica que dava ao autor do Guarany Officiaes da Ordem de S. Cav. e que encerra as linhas geraes do esforço meritorio de Francisco Manoel: " A segunda phase da musica no Brasil. pois.i è e. Intelligencia maravilhosa. a p o i a a mão sobre a celebre Victoria dei Samothracia. que organizaram uma commissão incumbida de levar a termo a consagração ao compositor brasileiro. em S. que seria o seu magnifico presente ao Brasil. e affirmar-se-á com esplendor novo numa obra definitiva. a 21 A estatua do grande compositor — contrastando com a existente em Campinas. q u e .physionomla grave de Carlos Gomes. Celso Vieira levou. extremada gentileza que sobre. onde tremularão as bandeiras Italiana e brasileira. excepto os da Musica o tia Poesia. titanlco.de Carrara. musica larga e intermédio do D r .| sentimento e da alma da America. Nos extremos. de nove Presidente Antônio José de Almeida recebeu metros de altura e 2. As estatuas e os grupos do monumento são de bronze. e dos mais illustres da nova gera. na certeza de um applauso unanime e patriótico. que. pelo fulgor do estylo. patrocinada pelos S r s . conde Alexandre Slcllano. Uma commissão composta dos S r s . 9 A 12 — ANNO I Celso Vieira Do Governo Portuguez acaba de receber c nosao illustre collaborador Celso Vieira as Insígnias da Ordem de S. erguem-se dois altos mastros de bronze. Nu obra de Brizzolara a força genial do maestro O Governo Portuguez. Lebre e Lima. digno de ostensiaco das obras immortaes. Foi também o benemérito criador do nosso ensino musical. por tal acontecimento politico e podendo P°r tanto denominar-se patriótica. a que nos acos tumámos. applaude e adm i r a . ergue-se o "Schlavo" pres•nvinbroe da Legião de Honra. como representante do Banco Francez e Italiano. obra justamente premiada pela Aca. no caminho de organização consciente. militar digno. J maravilha estupenda dos poemas que o sagracom o gráo de official de Ordem de S. o Governo da Tchecoslovaquia nomeou o nosso director Elysio de Carvalho membro honorário da representação dessa Republica na Exposição do Centenário da Independência. n u m gesto de profunda beíleza. pela singularidade dos conceitos e pela sua cultura. tomou a si a direcção da homenagem. voz suprema óo go da Espada. nosso director. Ainda do E x m o . a que se dedicou com o maior desvelo e com o mais absoluto suecesso.500 kllos de peso. No plano inferior. na festa do Centenário. Paulo. i em um dos poucos inteílectuaes brasileiros De pé. que se fez representar pelo Sr. a Forga. acaba de agra— a força do pensamento. com três metros o vlnK centímetros da a l t u r a . Rodrigues Barbosa. A p a r t a superior do monumento é constituído por u m a exedra de grani to vermelho polldo. Celso Vieira é hoje um nome que todo o Brasil conhece. Vincenzo Frontini. que tal é a Venus Camoneana. e autor do belllssimo Hymno Brasileiro. a Itália. e j vel. que é de essência superior. Maria Tudor se ergue numa attitude de Intenso desespere? ei adeante. u m dos mais enthusiasticos e vibrantes que existem. A magnifica acolhida que tem tido a idéa. não ê o triumautor da Pequena historia da literatura ora. e D r . tomou a si a consecusão da obra. Ambos receberam a distineção por poesia profunda e severa. inconfundível. que em breve surgirá para maior gloria do autor e orgulho da geração a que pertence. — ambas representadas em m á r da Embaixada Portugueza e também um in. a. devidamente a u . pelo centenário da acclamação de D. Paulo. Embaixador Duarte Leite. Cav. por proposta de se revela n u m a outra expressão de grandeza Sr. Pedro i e pela descoberta da America. Humberto Lombroso. Cav. no seu magnifico trabalho " U m século de musica brasileira". grupos limitam o âmbito abrangido pelo monumento: uma bellusima mulher representa a Republica dos Estados Unidos do Brasil. denotando bem o abalo causado. foi contemporânea da Independência. No outro flanco Salvador Rosa faz menção de atirar o punhal. formidáciar a Elysio de Carvalho. que se realizou a 12 de outubro. n a data duplamente glorio»*. tempera-i mento profundamente artístico e sensibilidade de extremada delicadeza. do Conservatório de Musica. e.pelas ventas e sustentam sobre o dorso um lham nesta casa. Foi elle o fundador. primoroso trabalho do Illustre esculptor Italiano Lulgi Brlzzolara. parece justificar o êxito absoluto que lhe almejamos. A parte ção lusitana. Monumento a Carlos Gomes A idéa de um grande monumento a Carlos Gomes. Ronald de Carvalho é o lau. conde Francisco Màttarazzo. que. A' direita ' desse conjunto. em cujos accordes fulge o idealismo tropical de nossa gente. Em summa. contorcendo-se nas vascas da morte.more aos lados do maestro. Elle nasceu no Rio de Janeiro.u m . n u m a obra severíssima. letras e a r t e s . Vamos transcrever o que escreveu sobre o nosso grande musico. No topo do franco esquerdo o G u a r a n y — o indio de Alencar Idealizado por Brizzolara — acaba de lançai a flecha contra Gonzales. firmou definitivamente a sua reputação de historiador. Muito lhe deve a nossa cultura da a r t e maravilhosa. ao centro da piscina. cad -i o nosso director um retrato. tes a a p u n h a l a r . Toda a tragédia tar as insígnias da gloriosa e veneravel corque encerram as suas soberbas harmonias. que os reuniu num encantador superior do monumento é completada por almoço no Joekey Club. na obra de Brizzolara. commendador Nlcolasf Pugllàl. ergue-se a estatua m • bronze de Carlos Gomes. descendo pela encosta "la A n h a n g a b a h ú . o autor do Hymno Nacional. publicista emérito. expirando. modelos perfeitos das boas letras. reclinado. Soberano da í ó r m a e creador de beíleza. — revelam-se na tellectual. inclusive Nelkem.' A' esquerda do grupo central. o D r .\ phador das apotheoses ruidosas . Thiago o a r leonino e triumphante. essa pagina fremente de enthusiasmo e vibração. o que bastaria para aureola do seu nome. portanto. sobre o globo. sustentada pelo gênio das Bellas Artes: J u n t o a estes grupos representativos das duas nações irmãs. com o acto do Governo Portuguez galardoando um dos seus mais fulgurantes collaboradores.

estudo de violoncello p a r a o de violino.prio. que. como se vê pelo se. cujo produeto forço dos legítimos e dedicados representan. José regias solemnidades da Corte. subindo ao primeiro altar da capella imperial. representando a veneranda filha do grande brasileiro F r a n cisco Manoel. instrumentado pelo fallecido maestro Leopoldo Miguez. Foi devido ainda aos esforços de F r a n cisco Manoel. sendo Francisco Manoel r:omeado seu Director. que elle fundara com tanto carinho. procedimento. parte para sua mates de todos os ramos da actividade brasileira. com o officialato da Ordem da Rosa. e as Manoel. a lyra. offerecido ao principe real D. de maneira que. de que elle era nesse tempo o -'primus inter Francisco Manoel fazia parte da orchespares". foi elle installado em 10 de Agosto de ca da imperial Camara. que ta Capital. Affonso outro hymque escureciam o horizonte da pátria. nutenção e parte constituindo patrimônio para foi Francisco Manoel.i ânimos políticos se tornaram mais calmo? estro e entregou-lhe a carta imperial que e os espíritos.. fundador do Conservatório de Musica. que no tempo do velho Rei musical. em pouco tempo Intelligente e prespicaz. fundou a 16 Existia nessa época. O seu instrumento predilecto era o D. homem activo trabalha28 de abril de 1S34. Pedro. e os iconoclastas Francisco Manoel em 17 de Maio de 1842 para da arte. entre outros trabalhos os seguintes: Compêndio de musica (artinha) para uso dos alumnos do Collegio de Pedro I I .Conservatório de Musica. se criou um lugar de directora. no carneiro n . que fora installado por Antônio Joaquim RaTaes foram os bons serviços prestados â mos de Oliveira Leal. a José Maria Teixeira. a esculptura e a architectura. todo o empenho de Francisco Manoel era ver o instituto prospero e prestigiado. Este Por seu perseverante esforço conseguio procurando occultar a sua dèsaffeiçâo pelo fundar um Conservatório. do pianista portuguez Arthur Napoleão. depois Conego Zasacerdotes mais dedicados. falleceu Francisco Manoel em sua antiga residência da rua do Conde n.1848 em uma das dependências do Museu Nacional. Mais tarde fo: logo Francisco Manoel que era oceasião opdiscípulo do celebre professor Segismundo portuna de apresentar esse movimento de Nelkem. de que era mestre o gados cultores. o compasso tornaram-se no Nacional Brasileiro" Fallecendo Marcos Portugal. Nesse anno em 14 de Março. nos seus paque ao mesmo tempo servia-se de auxilio e trióticos impulsos. Dotado de for. em 2 de Abril de 1857. 5. amparo aos seus irmãos em arte. que era Imperial Camara a Francisco Manoel da Siltambém notável mestre de philosophia e va. dotada já de recursos obtidos pelo seu mente as intenções de Marcos Portugal e.03 primeiros compassos do inspirado "Hymta. comprehendeu conhecia os segredos da a r t e . mestre na sua Arte. o titulo de director. Lutava o Conservatório com a falta de recursos e o seu desenvolvimento era por demais lento. não se tornava pesada aos cofres longe de se mostrar irritado com esse injusto públicos. 1-or essa oceasião foi inaugurada uma lapide de mármore com a seguinte inscripção: A Francisco Manoel da Silva. um dos seus mais inspirados e abnetra da Real Camara.de Julho de 1841. em novembro de 1853. dor e um tanto dedicado á cultura da arte A musica. novamente o agraciou. ra para ornamentar as repetidas e promposas Nesse armarinho reuniam-se Francisco festividades celebradas n a real capella. maestro portuguez Marcos Portugal.foi empregado em apólices. deixou publicados. ficando então o Instituto seb a fiscalisação immediata do Ministro do império. desde 3 de Fevereiro de 1855. em ceu louvores dos profissionaes da época e do que as sciências e artes puderam avoejar. solicltador do Foro desnovel instituição artística e philantropica. A 1S de Dezembro de 1865. foi reorganizado pelo referido ministro. a quem foram confiadas as jovens que se applicavam ao estudo Ja musica. offerecido ao Principe. Palácio do Rio de Janeiro. mais abnegadamente se entreNesse mesmo anno. pois não o tendo próJulho. discípulo predilecto de Haydn. Maurício. que. "Hymno Nacional" para solemnizar festivaPara estabelecer a convivência entre os mente a coroação do segundo imperante do que se dedicavam á arte musical e dar a esta Brasil. compoz elle o segurança. que em nome do Imgno de completo abandono das artes. zelo e amor pelo estabelecimento de educação artística. por Dereto de 26 de Julho deste anno para a arte musical. congraçando-se a pintura. por decreto de 23 de J a neiro daquelle anno. quando perador agradeceu ao artista o seu inspirado o. Os professores do Instituto Nacional de Musica. que meredo o novo reinado u m a época tranquilla.tranqüilidade social e se mostraram dispostos a c o n t i n u a r . o estudante canbrepujava ás outras. Nada mais era um artista: a palhe. a Sra. esquina da do Regente. desappareceram seus tor da Capella Imperial. tal o tumulto da commercial que Francisco Manoel escreveu politica. reflectindo nessa coposição de vibranum desenvolvimento sempre florescente e te inspiração. sendo seu corpo sepultado no cemitério de São Francisco de Paula. até então irrequietos. "Te-Deum". enseus trabalhos de compositor. realizou-se no Instituto Nacional de Musica um grande concerto em sua honra.que. por decreto de 27 de esudo deste instrumento. os ressos. nomeado mestre compositor de musi. Cândido José de Araújo sica proveitosas lhe foram as lições de José Vianna. 25 de Agosto de 1907" Quando Arthur Napoleão descerrou a cortina que envolvia a lapide. O Conservatório passou a formar a quinta secção da Academia de Bellas Artes. Tão notórios se tornaram os seus continuados serviços em prol da arte musical.substituil-o no lugar de mestre da capella imlida dos Vândalos o painel de José Leandro ! perial. por decreto de 26 de construcção do edifício. um armarinho pectivos estatutos". elle próprio. Compêndio Preliminar de Musica. e ainda existia ha de Dezembro de 1833. organizando. o escopo. apesar dos avantajados lucros que teve a empreza. criaram-se duas aulas de Instrumentos de corda e duas d e . onde começou a funecionar. Laurlndo Rebello. victimado por uma tisica ladyngéa e contando 70 annos de idade. que depois desempenhou o cargo de mestre effectivo. Luiz Pedreira do Canto Ferraz. quando. mudou-lhe o sino technico e proveitoso. José Carlos PereiEm 1841. E para sua salva e guarda Mandou pasversado em diversas línguas. nas naves da capella real. no Brasil. Em 26 de Agosto de 1907. Pedro II.KÜMS. concedendo 16 loto da pátria auxiliando com tenacidade o es. Era reacção patriótica para iniciar novos esforços muito joven ainda quando compoz um "Teque pudessem desenvolver o estudo da musica Deum". louvando elle nâo se mostrasse dedicado e applicado ao os esforços do artista. que deu diversos espectaculos. Compêndio de princípios elementares de música para o uso do Conservatório. talvez o de maior gou aos estudos. dez annos depois desse interrera de Almeida Torres.terias em favor da instituição. de fôrma que se extremava em actividade. João VI tanto se avantajára e concorreclarinete. guinte documento: B R Á S I L E I RA Em 1851 foi contratada para esta Capital uma companhia de canto e baile. foi nomeado instrumentos degradantes. regendo-a interinamente Francisco Manoel. Toda a preoccúpação. autor do Hymno de sua Pátria. a alma nacional. para solemnizar o jubileu artístico. 49. que o Imperador D. Compoz para ser cantado no baptisade Felizmente desvaneceram-se as nuvens de Principe Imperial D. lnstallador. apagaram com a esponja esqual. na rua Senhor dos Paste Musical. O inspirado autor do "Hymno Nacional". e com elles as recarias da Cunha Freitas e muitos outros cordações dos cânticos sacros que ecoavam amantes da musica. j á Francis"Sua Majestade o Imperador Houve por co Manoel revelara grande amor e aptidão bem. Essa patriótica iniciativa calou profundaameaçando dispensal-o da orchestra real se mente no espirito do Governo. 9 A 12 — ANNO í AMERICA fevereiro de 1795. e para desvial-o dos encontraram gratuitamente campo vasto. mais renomeou conselheiro da Ordem da Rosa. flectidos. A família 3e Francisco Manoel assistiu t essa justa homonangem. a trabalhar pelo engrandecimen. e mais tarde vendido por 6008000 a a junta que a administrava lhe conferiu. no Conservatório. onde os que desediscípulo. cargo que exerceu gratuitamente.492. a Sociedade Beneficenmenos de vinte annos. que diá a dia apresentava novas javam estudar os vários ramos da musica revelações artísticas.sar esta. foi decahindo Rodrigues Cortes e Dr. progredindo com rapidez e gloria para Francisco Manoel. inaugurouse a aula de contraponto. 10. Muito criança. Novembro de 1841 sanecionou a instituição Percebia Francisco Manoel perfeita. Hymno da Independência . Foi sobre o balcão desta modesta casa Em 1831 foram despedidos todos os músicos da capella imperial. inicianno de incontestável originalidade. i n s trumentos de sopro. Bento Fernandes das Mercês. a remoção da aula para a r u a dos Barbonos n. Seus pães o entregaram Nomear Mestre Compositor de Musica da Sua aos cuidados do padre José Maurício. se entregaram ao renascimento da O Corpo Legislativo veio em auxilio do . a orchestra executou o Hymno Nacional. em 3 ça de vontade e especial vocação para a mu. Maria Amalla Mu- . coamortecendo-se o brilho e fama em que sonhecido por poeta Lagartixa. então ministro do Império. autorizando o ministro de então. D.

AMERICA \ [ Ais '. Uma das partes mais interessantes da obra é a referente ã missão Stuart. em breve. engajamento de equipagens. 8o. revista em Berlim em 1908. revista em Berlim. julgados em boa e devida fôrma. in-8° grande. official maior da Secretaria de Estado que. J . • 'ompnreceram seus filhos S r s . Sir Charles Stuart.as. A r t .| que então a Grã-Bretanha seria levada a i fazel-o ã revelia de Portugal. F r a n ç a e Hespanha. Nessa negociação. Os dois primeiros t r a t a m exclusivamente da Grã-Bretanha. j der legislativo c-m ambos os paizes contra sua producção. | 2°. á outra u m a relação das obras permutadas. Essas obras serão avaliadas segundo os preços do mercado e esses pregos serão mencionados em ouro n a respectiva relação. mento: Maestro Alberto Nepumueeno e conduzidos para a primeira fila de cadeiras do salão onde ia ser rendida a homenagem ao srr. Freire. de cuja valia não é precizo insistir. seis mezes depois de sua denuncia P*° vedo Marques. pois. completava a ornamentação. quantos forem exigidos pela legislação do paiz om que fô: feito o registro e mais um. na mesa da sala do império. A r t . o Sr. França. Stuart teve ensejo de offerecer seus serviço* ao Governo Portuguez. por encontro de contas. i O busto em bronze do inesquecível maestro estava collocado no centro do palco err um pede-tal de madeira. Km um dos intervallos foram os dous ne.ÍEMtA AN. foram até 29 de Agosto. A r t . § 1». Luiz Muniz Freire e Major Francisco Muniz . 1'n-. Oswaldo Corrêa. tendo em consideração as grandes vantagens decorrentes de um regimen amplo. administrativa e judicialmente. EstadosUnidos e republicas do P r a t a como pela compra de material de toda natureza. funecinarios do I t a m a r a t y e que vão com o maior carinho e zelo levando a termo esse notável trabalho. gozarão desses favores. Uma bella -'corbeille" de flores naturaes. multo laboriosas. quando veio a ser firmado por esse plenipotenciario o tratado. não sô de caracter politico. que entabolou e levou a cabo as negociações para o reconhecimento da nossa Independência pelo governo de Lisboa. Áustria Santa Sé. ministro de Extrangeiros. para a protecção das obras litterarias e artísticas e tendo em vista que a intensificação das relações litterarias e artísticas entre os dous paiA r t . serão pagas. litterarias e artísticas serão consideradas como obras. Quando chegará a vez de José Maurício? Archivo diplomático da Independência Tratados Luso=Brasileiros E n t r e os resultados benéficos da visita do eminente Presidente Antônio José de Almeida ao Brasil devemos contar a asslgnatura dos três tratados. que será subsidio do mais alto valor bibliogiaphico da historia p á t r i a .i A 1J e R A l. do Brasil. como registradas no outro. passada pelo paiz em que se effectue o registro . Hildebrando Accioly e Heitor Lyra. 5 o . e o Presidente da Republica de Portugal." As g a r a n t i a s decorrentes do registro de obras litteraria e artística em um dos paizes contratantes são reciprocamente asseguradas em ambos segundo a l e g i s l a ^ interna de cada u m : A r t .Xt) r niz Freire. II IV tomos. t r a t a r do leconhecimento da Independência do Império. depois de trocar seus pleno» poderes. periodicamente. de Azevedo Marques. Ministro dos Negócios Estrangel. 7o E' facultado aos representantft consulares de ambos os paizes contratante pugnar. de 1S86. o Sr. por. mandando-o logo ao Rio.i mento da Independência do Império. afinal realizado pelo tratado de 29 de Agosto de 1825. negociação. M. publicará as actas das respectivas conferências e o diário inédito e mesmo até agora ignorado de Luiz Moutinho L ma Alvares e Silva. poude fazer uma critica muito justa e detal h a d a desses trabalhos diplomáticos não raro com uma ponta de chiste. non casos de contrav*n#t| A r t .I tos de Francisco Manoel apresentados ao Dr. fora mandado por seu governo a Lisboa. A transcripção de excerptos e «' traducção de obras escriptas originarjanÍ| 1 te em língua estrangeira e registradas nos paizes contratantes serão reguladas pela • gislação interna do paiz em que se derem. sobre essa negociação. artífices e agricultores.As publicações periódicas. diplomata britannico. A r t . enfeitado artisticamente coui O u-es naturaes e com o pavilhão nacional. Depois de approvada pek» "*' depende das facilidades ft permuta de z r . Todas as obras originaes de caracter litterario e artístico comprehendldas n a classificação estabelecia* P«» convenção de Berna.ia data do deposito da respectiva certidão. no caracter cie plenipotenciario de Portugal. A assignatura dos três tratados. A r t . além do estabelecido pelo accôrdo de 9 de Setembro de 1889 e de convenção de Berna.aliciamentc de tropas. em termos cordiaes. annualmente. dos quaes estão quasi promptos c I. 4°.„'„-. "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. con vieram no seguinte: U-t. trocado saudações muito expressivas. revestiu um caracter de solemne cordialidade. depositada ao lado do busto. M.. tendo os dout titulares. gociações. emigração « intercâmbio artístico e litterario.' cia de não ser mais retardado o reconheci. seguida de correspondência trocada no Rio com o representante do governo respective e precedida de uma noticia histórica de toda p. os senhores doutores José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. Stuart logo entabolou negociações com os três plenipotenciarios Carvalho e Mello. u m a formosa realidade. reaffirmando. ex-olTicio. Zacharias Góes de Carvalho. de Aze. . de Portugal. será publicada separadamente. que foram recebidos á entrada do Instituto pelo director daquelle estabeleci. João j VI e o governo da Bemposta da convenien. ora em vi<$or em seus paizes. Essa documentação. A obra deverá ter sete volumes. p a r a os effeitos da presente convenção especial.uiili' morto. que os acceitou. P a r a g r a p h o único. regulando e protegendo o trabalho e a actividade dos cidadãos das nações irmãs e removendo certas difficuldâdes oriunda* da dupla nacionalidade e serviço militar no Brasil e em Portugal. já em parte divulgada. e o IV abrange a Santa Sé. publi cando o Archivo Diplomático da Independência. nomeado? pelo Governo Brasileiro. como assessor dos negociadores brasileiros e secretario p a r a as coaferenc. Estados da Allemanha. O Archivo Diplomático da Independência. | Affonso Penna. 9». como plenipotenciarios especiaes. que será remettldo a repartição competente do outro paiz contratante. dos paizes contratantes serão consideradas para os effeitos legaes. lançamento de empréstimos. etc. alentada e copiosa documentação sobre as varias missões diplomáticas despachadai então peio Governo Imperial. r*^ vista em Berlim. P a r a isso. 2" As obras litterarias e artísticas jubmettidas a registro em um. antes de referendarem os tratados. A ceremonia se realizou no Palácio do I t a m a r a t y . contratamento de operários. cada u m a dessas bibliothecas fornecera.' a saber: | ção especial e n t r a r á em vigor em cada ^ O Presid«3nte da Republica dos Estados | na data de sua promulgação e vigorara Unidos do Brasil. . As altas partes contratantes estabelecerão entre a Bibliotheca Nacional <io Rio de Janeiro e a de Lisboa um serviço de p e r m u t a de duplicatas de obras nacionaes publicadas antes da vigência da presente convenção especial. Como se sabe. resolveram firmar uma contantes e de trocadas as respectivas ractw venção especial para c-sse fim. Os exemplares em brochura das obras editadas om um dos paizes contratantes gozarão de isenção de direitos. Aqui chegando na segunda quinzena de Julho d*» 1S25. digna de todo applauso a iniciativa da "Escola Corelli" e não temos duvida de que será. Mario de Vasconcellos. E'. E s t a s «ne- Convenção sobre a propriedade lit teraria e artística O Presidente da Republica de Portugal. acompanhando a certidão a que se refere o artigo anterior.. a partir . a present» con do seus plenipotenciarios.. tendo nomeai-açôes dentro de 60 dias. sendo as altas partes contractantes representadas pelos seus ministros do Exterior. em Portugal. pela applicação da legislação Interna o cas estipulações da convenção de Berna. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. Damos a seguir os textos das convenções de 26 de Setembro de 1922: O I t a m a r a t y vae prestar um relevante serviço aos nossos estudos de historia. com mais de 400 paginas cada um. 1. concluídos para robustecer ainda mais as relações entre os dous paizes. os quaes. os altos intentos de approximação luso-brasileira. D r .-iòente da Republica.. 3" Serão depositados tantos exemplares das obras registradas. convencer D. Barão de Santo Amaro e Villela Barbosa. A realização dessa obra foi confiada aos S r s . de dupla nacionalidade. D r . e J . § 3° As despezas decorrentes dessa permuta. 6°. além da documentação. Ministro de Estado das Rei verno de u m a das altas partes contratantes lações Exteriores.

á previdência social. 2o. aos vinte e seis do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. "vento asperrimo e fogo sacrosanto! " "Meu canto de paz e alegria" "e infinito contentamento! " *• "De ti me-despeço. A Pátria forte e unida. e ás suas familas. naval ou aérea no Brasil. José Manoel de Azevedo Marques. um hymno vibrante á terra. Canto ao Centenário* no que se refere aos benefícios das leis sobrei . total e indivisível a pátria grande. ." ] u "A Pátria é o nosso amor. o S r . Birbosa de Ma fiaThães. tenha também a nacionalidade portugueza q u e : a) tenha feito serviço militar nas forças de terra. . Art. M.presidente da Republica -de Portugal eoncordíirarli celebrar uma convenção para estabelecer a igualdade de tra- Afim de não ser s u s p e n s a a remessa desta Revista. Art. ministro heróes e guerreiros. frespectivamente seu plenipotenciarios." AMERICA BRASILEIRA J» Chamamos a attenção de n o s s o s a g e n t e s que ainda não liquidaram s u a s c o n t a s com e s t a Revista. A presente convenção entrará em vigor depois da sua approvação pelo poder legislativo dos dois paizes. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que v a e passar a America Brasileira."Meu'canto. o S r . a saber: O presidente da Republica de Portugal. — J. exactamente nos mesmos termos e condições em que o são os seus nacionaes. Paragrapho único. I o . o Sr. E ' todo elle tamonto dos trabalhadores ímmigrantes.O presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil.'. no qual tiverem de ser executados. Qualquer cidadão portuguez que. M. huma grandetado das Relações Exteriores.presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Os emigrantes portuguezes e brasileiros gozam. D r .\ Num poema de fervor e deslumbramento cudas necessárias para facilitar tanto quanto o S r . 4°.3°. José Ma. de Azevedo Marques..! " Aconselha a união. de Azevedo Marques. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. pelo Brasil até á morte. P a r a os effeitos da letra 6 a apresentação de um certificado de ^nacionalidade emittido pela autoridade portugueza competente. no Rio de Janeiro. D r . no Rio de Janeiro. e um mez depois da troca das ratificações pelos respectivos governos e vigorará até seis mezes depois da sua denuncia pelo governo de umá das altas parteis contratantes. onde as forças de terra suavemente evocadas nos avivam a grandeza da terra. I o . " E n t r a no rancho do tropeiro. achados em bôa ordem e devida fôrma convieram nos seguintes artigos." "de villa em villa. sob a condição de serem taes accôrdos previamente submettidos á approvação do governo federal brasileiro.-f f os infortúnios do trabalho e adoptar as me. os seus ria Vilhena Barbosa de Magalhães. 2 o . formosos braços") "Adeus. • . tenha também a «acionaiidade brasileira. de accôrdo com as leis respectivas. a pureza e . I Convenção de emigração e trabalho Esta convenção acha-se assim redigida: O presidente da Republica dos Estados . e em Portugal dos mesmos benefícios garan tias e direitos que em um e em outro paiz! sejam concedidos aop emigrantes nacionaes de outro qualquer paiz. — . O presente tratado será ratificado pelas altas partes contratantes de accôrdo *om a? respectivas leis. Em fé do que. o canto se torna oração. será equivalente a um titulo de naturalização e importará consequentemente na perda da nacionalidade brasileira p a r a todos os effeitos. ficara isento d » serviço militar em Portugal. meu canto. " "Tu. no Brasil. em que freme seu patriotismo Estados Unidos do Brasil. fulgente è maravilhoso. Feito em duplicata. vida.arios: o presidente da Republica dos e ardentes.I Brasil. á protegção dos trabalhadores. respectivamente.rápida m i r a g e m ! " "mundo orvalhado e matutino! " "Camaradas! traga-me a v o r a g e m . sobre trabalho e emigração possam vir a ser propostos entre os governos dos Estados que constituem a Republica Brasileira e o governo portuguez. ministro d a s Relações Exteriores. por t e r nascido no Brasil. ." "e canta e fuma na barraca. "contente só da P a r a esse fim nomearam os seus plenigloria de ser bella" E m estrofes inspiradas poteuc. Alberto Ramos canta a grandeza do possível o movimento da emigração e o tra. de associação e de organização profissional. conforme já em circular lhe solicitamos. ficará isento do serviço militar no Brasil desde q u e : o) tenha feito o serviço militar nas for"fias de terra.: Art. appondo nella os seus sellos. que. á instrucção geral e profissional e á liberdade de r e união. é o momento!" • " ( E m vão tentais deter meus passos. tenha renunciado á nacionalidade portugueza. Art. serão concedidas em cada um dos dos paizes aos emigrantes nacionaes do outro. Dr. "busca o soldado que blvaca. sendo as ratificações trocadas na cidade do Rio de Janeiro o mais «edo possivel e continuará em vigor até um anno depois de haver uma das altas partes contratantes eommumendo á outra a sua intónção de o terminar Em testemunho do que os respectivos plenipotenciarios assignnram o presente tra tado appondò nelle os seus sellos. BRASILEIRA tamento entre os cidadãos das duas nações. Augusta e forte! Nossas mãos entrelaça.a justiça a todos seus irmãos • e que "UNIÃO! seja o nosso lemma.. o . perdei-á para todos os effeitos aquella nacionalidade. as suas emoções e victodos Negócios Estrangeiros.NDMS.Unidos do Brasil e o . desejosos de negociar um •tratado p a r a remover certas difficuldâdes «oriundas da dupla nacionalidade e serviço militar em Portugal e no Brasil.sa sem igual. -ministro 'dos Negócios E s t r a n geiros. S r . 3 o . e m cada pouso" "entra e pede hospitalidade. união invencível. b) sendo maior de 21 annos de idade. passará a ser de 1 0 $ 0 0 0 por anno. Dr. na. § 2o. Art./. que abrasa. aos vinte e seis dias do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. a r t . Art. nossa força e lei suprema! " E. vem ungido de uma religiosidade e ternura. nomearam. con vieram no seguinte: Art.' "o miheiro na sua mina. mar ou a r de Portugal ou tenha «concluído alli um curso official de instrucção militar naval ou aérea.••.' "prender-me em vão. Os benefícios garantidos e direitos estabelecidos pela legislação relativa ao trabalho." "busca o' operário na officina." n "alcyoneo! ignota melodia". O governo brasileiro facilitará a conclusão e execução de accôrdos que. . une e funde. lingua portugue•za. — José Maria Vilhena. offerece ao Brasil essa oblação de tuei de Azevedo Marques. na fôrma d a Constituição Federal. ã assistência. . As altas partes contratantes °s"fabelecerão pelos departamentos competentes ^ e provar os requisitos dos artigos anteriores. p rder a sua nacionalidade brasileira." •• "o pescador na sua choça.e no Estado. 9 A 12 — ArÍNO I AMERICA Tratado sobre o serviço militar e dupla nacionalidade "O presidente da Republica de Portugal <e 6. E termina. os quaes depois de troçar seus plenos poderes. os quaes." -'" '••• "ou monta guarda a noite inteira" "lá h u m recanto da fronteira. 4o.. Art." ." < : "o lavrador ná sua roça. depois rias perpassam nas suas vozes quentes numa de trocarem os respectivos plenos poderes glorificação extasiada e fr emente. ministro de E s amor. 71. meu ultimo canto. por ter nascido em Portugal. Qualquer cidadão brasileiro que. segue o ten destino! " "Anda sem trégua e sem repouso" "anda de cidade em cidade. os respectivos plenipotenciarios assignarm a presente convenção. o obséquio de o fazer o mais breve possível. Feita em duplicata na lingua portugueza. José Muexaltado. m a r ou a r do Brasil ou q u e tenha «concluído um curso official de instrucção militar. pedimos encarecidamente a o s n o s s o s a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assignaturas. o) tendo mais de 21 annos de idade. julgados em bôa e devida lórma. — Jos$ Maria Vilhena Barbosa rJ • Magalhães. e o presidente da Republica de Portugal.

chitectura colonial do Brasil (Archeologia e animados do fervor da confraternidade e da A r t e ) . Foi. não e comprehendia que de oudata gloriosa. como com sagaz procedência se fez na dência). os povos da America se vinPaulo. organizações constituiria u m a Casa da Amemercio exterior do Brasil (desde a IndepenFoi um exoellente numero de evocação rica. Rodrigues Barbosa. os pelo vultuoso numero de paginas — em que. mesa. 9 A 12 — ANNO I estas responsabilidades. de órgão. como este exemplar. Cem annos de economia do Hoje todas a s Embaixadas da America dos jornalistas illustres que dirigem o granBrasil.. O Gênio de Wagner. de Mendadãos e todos os que. se nos corações o ideal interamericano. Eugênio Egas. inter-americana. teA Mitre. artes plásticas ão Brasil. Edu. deu-nos tamlogia no Brasil. Deveria estampai As grandes publicações do Cen. Um século de cultuNão é u m a religião. o Hymno Nacional e varW affrontam trabalhos de valor. annos de progresso. quando os nossos vinhos reviveu a historia brasileira nas suas mavários artigos do mais alto valor. Amadeu Amaral. tria brasileira. Oscar Freire. sob inspiração dos Estados todos os Presidentes da Republica. Hygiene da de grandeza da nossa nacionalidade e um Hespanha. sim. escriptos sua actividades de ligação subconsciente por pessoas versadas nos diversos assumptos correspondem a um nobre postulado. a do Paiz. t r a z artigos soQuando os Exércitos inermes da colbre cada uma das unidades da nossa federa.AMERICA BRASILEIRA M MS. A ai. blica. e se os Governos "busca o marujo. numa triumphante apotheose de a r t e . inteílectuaes e materiaes. todos e ainda hontem vimos em Buenos Aires.riam correspondido a u m a concegão. As a r m a s da Argentina e do Brasil.meiro conselho da cordura e da vontade de festejou o Centenário. P P . O idealismo se avantaja pela sua actualldade e pelo seu Centenário. Ed. A botânica e a zoosão. lettra do saudoso poeta b mae **' O grande órgão argentino em homenag. Orníthologia. Fernando de o intercâmbio intellectual e material. N a impos. . Basilio de Magalhães. berto Amado. Oliveira Lima.litica. de fé e se desdobram a poesia e a esculptura n a t i dá-nos ainda Independência e vida. os artigos. o illustre publicista argentino. cada u m a dessas sentativa.dades.e x n r e s ^ s «li actividade e alumnos. nifestações fortes de civismo e de intelliUma joven musa evoca com a sua prórão reunidos em volumes. A seu tempo. Unidos. O pleito. numero de 7 de Setembro. como no devido tempo estiveCasa histórica e pintores illustres.|iir a competência do brilhante da magnífica contribuição que representa para renunciar ãs attitudes extremas. O jornalismo na. A evolução da de hoje. de Ala<> nosso continente acaba de dar um musica brasileira. E S E R E I S I N V E N C Í V E I S ! " . Organização da democracia repreorgulho da geração contemporânea e das cter dos torneios sportivos. nalistas e literatos os mais reputados. approximação de seus homens e suas activi. desse estimulo ás tentativas comNeves. em que resume a actualiestão preparados p a r a a paz e o amor. cujas intenções estamos edição de 7 de "O PAIZ' muito a vontade p a r a louvar e nos honraFoi uma das maiores publicações do Cen. .to interessantíssimos e de real valor artístico. A reportagem photographica é mui. das mais brilhantes pelos dades. Afranio Peixoto. nário da nossa independência politica. Europa N u m a edii. além de outros trabalhos concorrem p a r a o engrandeclmento da P á . Um século de relações hymno á actividade construetora do Pmsil O Hio de Janeiro podia surgir. cada locaes. sequer u m a doutriO velho e popularissimo órgão carioca. Climas differentes os fazem comple. de Gilde enthusiasmo. literárias e artísticas em t r a b a duas ultimas e afastadas oceasiões em que lhos firmados por escriptores. no sé. relativo ao Tratado de Mesquita e musica do inesquecível eem ao primeiro centenairo do Brasil. Reflocomitê que desse caracter e personalidade a tos de quantos deu a nossa imprensa e em restamento do Brasil. nizasse e promovesse visitas de professores F r a n c o da Rocha. de Oliveira Vianna. O progresso eco tra maneira festejasse o Jornal do Brasd i iiomico de . e de sua suggestiva personalidade trabalho Uma synthcse do Brasil actual. Sud Menucci. e tenário Abre a Nación o notável artigo do S r . mas se cada passo visasse um fim. tão diversos e tão inconquo se recurva sobre as nossas cabeças' a nossa Exposição.alto exemplo ao mundo.< a resolver-se. é um hymno ardente ao Brasil. jorse j u n t a r a m . se elevam para saudar seus conci. através de admiráveis artigos. A dos homens da America consiste em das grandes causas brasileiras. ra sanitária. trabalhos artísticos e litterarios inseridos. . estadistas. Navarro de Andrade. Plínio Barreto. de titulado suggestivamente Una realización 7 de Setembro de 1922. numa internacionaes.meia americana adquirirem a noção de que a» ção do Districto Federal e do Acre.ão importante. surge a acção de interamerlcanlsmo coro o denominamos em Nova York para de valor. Jorge então certos actos. a ex— O Paiz p a r a brilho da commemoração jorpressão da cultura e da grandeza do Brasil. foi p a r a cruzadas de liberdade.a. de Sete de Setembro.collo de Washington. Ronald de Carvalho.S.nalística á data da nossa emancipação popelo estudo synthetlco de suas varias activi. em que procurou Não foi das menores a contribuição de culam entre si por u m a obra quotidiana de nos dar.estão no Rio. Ricardo Severo. os quaes se.nexos. tenário. J . a grande edição do Estado de São Entretanto. " "chega-te alegremente e brada. em que as vozes sinceras vas. visto que brasileiro. Engenharia brasileira. "sob o bellissimo céo r a m em Buenos Aires e em Santiago. Cem. Além da parte de generallsações. priintellectual J a y m e d'Altavilla dirige. A. presentes e invisíveis.mno estadual. Getulio das lutiva em toda. publicou nos dias consecutivos tecidos do Brasil. e da Repumovimento. medicina no Brasil. in. ' "seguindo a esteira do n a v i o . contribuição estrangeira para o progresso Se se creasse em cada grande centro um F o r a m dous números dos mais compledo Brasil. numa interessante gencia . organo que foi. publi. o HyLA NACIÓN — Buenos Ayrei ciptimista de La Nación. Alberto Faria.mos em transcrever a sua parte final: Setembro. também para os estudos brasileiros a grande obra le. Léo de Affonseca Júnior. e sibilidade de resumir num só numero.irmonizai-se. des Ribeiro.' " e m cada peito brada: SEDE UNIDOS. que a guerra zendo as a r m a s do Estado e palavras de ennão foi uma solução e que os velhos probleculo da Independência. Uma belllssima edição. dade brasileira.acção a s s u m i r á logo a magestade do relevo completa e os desenhos de illustração sao proveniente desse c u n h o . do Sr. sobre De taes actos.mentarios uns dos outros na s u a producção. ções do Pacifico.começavam a attrahir esse mercado. O cowtgerações provindouras. Luiz Pereira Barreto. toda a que t a n t o deve o nosso progresso. nas econômicas.desastre de Gênova e de Haya. com o dupb cação e ensino no Brasil: Theodoro Sampaio. Imtantos movimentos expontâneos e aetivasse ambos a vida nacional resurgiu e explendeu pressões do primeiro reinado. Aliás.Ancon. F . A evolução esportiva no Brasil.' "com a voz e os gestos esquecidos" "dos maiores. A a cada actuação individual. firmando o proto." "IRMÃOS. thusiasmo á grande data. em grande format. como o berço desta creação. na evolução politica do Imperld. é porque os ppyps com 335 paginas. Um século de reciproca intelligencia. A r t h u r Neiva. Traz os retratos b. de Álvaro Paes. que parecia insoluvel.sempre esteve á vanguarda dos defensores no Brasil. cou uma soberba edição. na capa traExplorações scientificos no Brasil. horas a fio" "perdido em sonhos n a a m u r a d a . As goas. E* justamente <que nos demonstra.que teria de servir de guia a tantos espiritos data memorável que commove o paiz todo. suas questões históricas." O ESTADO DE SÃO DE PAUU>. confirmam o vaticinio fundamente F e r n a n d e s Lima e de seus auxiliares. A cultura jurídica iniciativa teria u m a consciência e u m a mis. no que tem sido a sua força evoAzevedo. 'DIÁRIO OHTrciAL". blbliotheca — Bibliotheca do "Estado de São pria figura a beíleza fluminense em nossa Não se contentando com o seu esplendido Paulo" O artigo inicial — Sete de Setembro Capital. o Diário OffH* Basta esta enumeração. Litteratuapproximar-se por todos os meios adequados bém duas edições commemorativas do centera e nacionalidade. Noh u m a n a e a potencialidade que sóe ser para merciaes e puzesse em relevo o nobre caragueira. as nossas Navantada pelo Estado de São Paulo. tende Benedicto Silva. Paulo. differençal-a das concepções clássicas — Os artigos publicados são os seguintes: monroismo e panamericanismo — ás quaes "JORNAL DO BRASIL" edição do J . para se avaliai mas não encontram os ânimos preparados de Alagoas.

que libertou a Pátria. Mario Sette. épocas: 1882-1922"). Ronald de Carvalho A PROVÍNCIA. gem.i vida industrial. Tasso da Silveira. fartamente collaborada por pennas apreram eilic. "JORNAL DO COMMURCTO". Acir Guimarães.randa e outras. deixar cisco Prisco ("Dom Silverio"). editaria pela Kmpreza Graphiea ves Sobrinho.o Dirio de "GAZETA no Povo* edição do Pernambuco e o Jornal ão Commercio. Podia-se avaliar o valor da edição com <iue o Jornal do Commercio commemorou o nosso Centenário pelo seu numero avultado de paginas. o velho e conceituado órgão do Partido Republica Riograndense. trabalhos '.NUStS. ranga. de Recife.honra a imprensa do Leão do Norte e serviu íi-ospecto d. salientamos os devidos ã interessante a publiação do nosso grande pena de Rocha Pombo ("Confronto de duas vespertino. de saudade. Guedes de Mi[•eda. A redacção do popular vespertino é g r a v u r a s . que iouvou o velho Rio. Organizado pelo Sr.tado sulista em todas ae suas expressões de verno de Sergipe. que te. seu jão. Samuel Campello. versan. com edições fulgurante. do deputado José Bonifácio. Entre os collaboradores desse numero citaremos os S r s . Ulysses Pernambuco. Carlos Rubens.ta Alice Cartaxo.cercado do affecto e da consideração de todo senta n Mundo Literário uma edição magní. que es"JORNAL DB ALAGOAS". nas sciências e na economia. creveu tuna linda pagina de abertura. Renato AlNão quiz a nossa collega pernambucana meida ("O Movimento Philosophico"). revelando o quanto está apparelhada ali a industria typographica e a que altura cheirou a expressão de cultura de Pernambuco.o mundo civilizado. commercial. E' assim que publica trabalhos de Felix Pacheco. de cada Estado de escrever a pagina refe. f G i l Vicente"). Ronald de Carvalho. Hermes Fontes. . de Moreno Brandão.. Tito do Justavo Barroso. com brilho. Não menos valiosa é a refica. na edição do Centenário de A Fedi ração. ou de paisa. A Norra — Edição extraEste mensario da literatura nacional. nas artes como nas finanças e no commercio — o que i t e r r a dos pampas representa como dynamica na actividade brasileira ahi está expresso através de trabalhos dos mais rutilantes talentos. Araújo Filho.NeCurityba. Fon-Fon! nos deu um bello attestado repórter.-cta deu-nos um nume. ornada com motivos lo. Pedro I ter lançado o grito do Ypibeiro. O numero «ommemorativo da nossa independência dado pela A Federação.homenagens calorosas de seu affecto e de sua admiração" láqua ("fteminiscencia"). Dirceu Lacerda. nessas pa. é de justiça salientar . Gazeta do Povo.corpo redactorial contando com penas brijornalista prestaram o brilho de suas pennas a esse lhantes e dirigido pelo ardoroso deputado Luiz Silveira —• o Jornal de AlaÍÍúmero magnifico do Fon-Fon! goas não podia deixar de dar aos alagoanos tão bella prova de esforçado patriotismo.yba. ordinária de 7 de Setembro. que dirigem os nossos confrades Srs. do assumptos da mais alta relevância no ã primeira pagina. das illustrações e das líticas. Agenor ãe Roure. que em. tornando deveras Entre os artigos. ("Pintura Brasileira"). Rocha Pombo. E" um numero bem feito uma contribuir ã o de valor ao brilho das festas gaúchas á memorável data. Affonso Celso. pensamento e na literatura brasileira. seu Orlco. Silva. isso já seria um louvor. as Andrade. numa saudação a Joinville. . uma allegorla ao Brasil. Araújo Filho e vários outros. contendo vários estras nacionaes. E fel-o brilhantemeniienic r e m o d e l a d a .| para augmentar o fulgor intellectual de P e r Üslica litteraria do Paraná.ões eommemorativas do Centenário ciáveis como Pereira da Costa. Renato Almeida.redactor-secretario.lidos do P a r a n á e não tem preferencias polidade da collaboração. . de Mala. Costa Monteiro. correspondente no Rio de ginas de emoção. e D. além de um "soviet" no Ceará. V I . Merece o Jormal do Commercio as nossas felicitações. Amélia Bevi. Foi um numero excellente que ro magnifico de 'Ml paginas — com um re. Pereira da. José Américo de Almeida. revisora. Zeferiro Galvão Júlio Novaes.ctoi -chefe. Edwiges de Sá Pereira. Gonçalves. Mario Mello. em hoborado por nomes de grande realce nas le.circular a sua edição extraordinária. . Faria. de "O MUNDO LITERÁRIO* Outubro n. na imprensymbolismo vivo e ardente.liares Affonso Bertagnoli e Caio Pereira. Lucilo VareParanaense de Plaeiilo e Silva & C. portagem photographica. ANNO I AMERICA Uma edição que honra a imprensa alagoana e muito contribuiuo para o brilho com que Alagoas festejou a data da nossa independência .to que a Nação festeja commovida. Acir Guimarães. de Recife. Jorge de Lima. Colla. sobretudo de novos. A imprensa gaúcha formou na vanguarda dos collegas que festejaram. que Diniz Perylo dirige. Théo Filho e Aggripino Grieco Por cerca de quatro horas. uma resenha i nambuco nas commemorações do Centenário.ria D . pela origina. evocando-o sa alagoana. adiantamento material e intellectual. que muito honra os seus Directores. Ltda. Oswaldo Primeiro e mais lido jornal do Estado. rido diário do Recife deu uma edição encantaDentre os jornaes que nos Estados de. num Coube ao Jornal de Alagoas.. auxilente á sua terra. O que tem sido o Brasil num século de existência politica o que vem sendo e é atualmente o Rio Grande na vida social como nas lettras.grandeza. cada um escriptor evocando uma pagina da historia brasileira ou dizendo particularmente do heroísmo e da grandeza do povo do Leão do Norte. escreveu sobre a admirável Bahia.tudos sobre a grande data nacional e tendo. Alcino Sodré e muitos outros. padre Assis Memória ("O Púlpito Nacional"). A Gazeta é um dos jornaes mais veis publicações do centenário. Craveiro Costa. ("O Romance Brasileiro"). A edição deliciosa do Pon-Fon! comme•norativa do nosso centenário. m a s a «dição do collega pernambucano vale também pelos trabalhos que publicou. . é uma prova do adiantamento da imprensa do grande Estado nortista. quando devee é editado pela Grande Livraria Leite Ri. ar. o sete de Setembro. O numero que recebemos do Jornal do Commercio. que organizou « nosso querido confrade Sr. Cláudio Ganns. Cláudio Ganns. não é apenas uma demonstração da importância material da imprensa do grande Estado sulista como uma prova da sua potencialidade em todos os ramos de actividade. BRA8IL.Janeiro. que contou a historia de Barrou. de pennas illustres daqui e de lá.A (In. Goulart de de prestar "á nobilissima pátria brasileira. dar a melhor edição commemoi-om delicioso lirismo a velha capital. Ernani Cartaxo. eaes. "FOIV-1''ON! " fie ile Seteni- bio de 1022.rativa do Centenário. Incumbindo a um escriptor novo a seguinte: redactor-chefe. apre. 9 A 12 —.menagem ao Centenário. 7 de Setembro. F r a n A Província.EIRA despedindo-se das lides jornalísticas pelas admirável da potencialidade do prospero E s graves preoecupações de secretario do go. edição de 7 de Setembro. senhorida mentalidade moderna do paiz. "A FKDERAÇIÃO" e o seu nu- mero do Centenário. feliz. Luz Pinto. é uma das mais admirá. Carlos Rubens. publicou um numero de 250 paginas. publicando sobre o grande acontecimeníez uma waticha interessantíssima de Curi. A Noite fez eommemorativo do nosso Centenário. que illustrações e notas referentes ao Centenário. Erasmo de Macedo. o queCentenário.dora. Como já o fizera e.

: 2$000 . idem com acompanhamento das gravuras. para solemnizar o Centenário da Independência. sociaes e littoraF e < 1 C S . q u e afundou em Hamb w g o B' seu í u t o r Theo-Filho . outro livro de contos Mulheres do Próximo: Preço dos Tabareos SfOM Historia de João Chrispim. encadernado com lettras dourada*... dará em breve. W(j do Abadie F a r i a Rosa • • . 3. romance d e Enéas Ferraz. ete-. lar1 gamente elogflado.•• POLÍTICA NACIONAL •>.° DE MARÇO. •T Â • ira -ESTUDO SOBRE A POTENCIALIDADE ECQNOMICA DO BRASIL E A F. com retrato do autor 3$50i0. Um volume. Portuguezes. nppnRECER N o s s a T e r r a — 2 a edição — Comedia em três. RIO DE JANEIRO 200$000 300$000 400$000 (jhé _ . em papel da C h i n a .Um volume^bro- —-*—— - Pedidos dircctos á Livraria À venda em todas as livrarias do Brasil ' \ f. 4 5 8 bioros Francezes. romance da campanha nacionalista de F Carlos CaTaco. ô | ~ Um v o l u m e com 420 p a g i n a s • _'*". 4$0i(M). contos de O r n a Barreto — Um volume brochado. S e g u n d a P á t r i a — 3 ' edição — p o r Aldo de CavaiM u s l c a de P a n c a d a r i a — Critica p o r J ú l i o Reis — üm elegante volume in-48 nitidamente imPM88-0$nnn papel a s s e l i n a d o . Rua Gonçalves Dias.NAL1DADE DA . scenas d a v i d a dos nourMes» a bordo do vapor "Avaré". • J>*" P r e l ú d i o do m e u e s t r o — P o e s i a p o r Roberto u5$ ™"1: mond _ I °S. 78 Telephone: 1968 Dorte Serviço especial de encommendas com a maior urgência ncnBR DF. . 5 6 8 5 S. que é o fino conteur Mario Hora. em papel buffon.°—RIO DE JANEIRO f . em > edição. Um exemplar brochado. A.RIO PEDIDOS AOS EDITORES Telephone fi.AMERICA BRA 3 1 L E I R A NUMS. • •• . U m a T a g ^ r n S e S a d a . Presas Rebeldes — Crônicas e Artigos por »»}"}{» Navarro ÍMJUW Cousas da Vida — Contos de Yveta Ribeiro. Briguiet & C . Flor de Portugal. criticas políticas. Italianos.i j j . em preto. Editora SCHETTINO RUA SACHET. 4 T?0 L o n g e d o s O l h o s — Comedia em t r ê s actos de Abadie F a r i a Rosa . O seu autor. Rrgentinos. obra preSfada pela Academia de Lettras. *#?'-A' M a r g e m d a M u s i c a — Critica e p h a n t a s i a . Um exempla^ b n j InquieSfôi. Rmerieanos. poi J ú l i o Reis — E l e g a n t e v o l u m e em P » P e l ° ° " " PIHOAM1NHOS O GRANDE LIVRO DE CONTOS DE GUSTAVO BARROSO (JOÃO DO NORTE) Com illustrações a cores de Corrêa Dias Maravilhosa edição de arte. 23-Rio de Janeiro Agencia de "BuBIicações Mundiaes" de Braz banria Taixa H . 18 . . feita em Pariz pela Livraria F. . 78. i> A 4 2 — ANNO 1 Livraria Editora m ACABA DE ÁPPÁRECER: m riiTDUAS EDIÇÕES ELYSIO DE CARVALHO Historia* e Sonhos.. 4«oo0 Sensações — Poesias de Regina de Alencar. Inglezes. por Adelino ™ Magalhães. • . PUBLICAÇÃO ÚNICA NO GÊNERO EM LINGUA PORTUGUEZA Tiragem limitada a duzentos e vinte exemplares numerados! Obra de arte digna de todos os elogios! RARIDADE BIBLIOGRAPHICA — LIVRO EXCELLENTE PARA P R E S E N T E S PREÇO Edição em papel de linho Lafuma Edição em papel imperial do Japão Idem. d e b a t o do parecer ? e João Ribeiro. b « j chado •• VOL. Gespanhóes. ete. 64 PAG3.. BJWfli Fetiches e Fantoches. . cônsul de Portugal. 96. contos realistas. idem. • T a b a r £ s ° e Tabaroas' '— Contos' regionalistas. da vida carioca. . d e Agrippino Grieco Um volume brochado . . ™uu .7-!-X N o s s a G e n t e — Comedia cm t r ê s a c t o s p o r vinato Corrêa J&UUU O mal M e t a p h y s l c o — R o m a n c e p o r Manoel G a l v . líJiDUlI E m d y m i ã o — 2 a edição — D i á l o g o s e Aspectos por Celso Vieira — Um v o l u m e de cerca de 400 paginas . Briguiet & CJa BUfl SflCHET. Monitor Mercantil Acceitam-se agentes no Interior 1.. .

3 A 12 — ANNO I AMERICA Aspecto movimentado na Avenida das Nações BRASILEIRA .

F r a n ç a A m a r a l — A s Bellas L e t t r a s ( E n s a i o ) ... 29 G. CM veHDH nvuLsn. profundidade de conceitos. e as bellezas que o mesmo depara Aquèlles que vão no rumo certo.. de 2 3 4 é p P b ' r a B q u e s e & u a r d a n a estante' para 'consultar. não encontramos es« t o w H a o ilcamente dotado do poder de intuspecçao e de S r e ^ s ã o como este esquecido paulista" (Fidelino de SUMMA M U T Í c A ^ p e l o Bispo-Conde D.. sempre "que se tem necessidade de estudar o assumpto í P «S(li'G TJ€ S S !l • * OE D JOÃO VI A. a sua maior 'gloria clássica fora da poesia" < ^ j f » " " " ^ -A lingua portugueza amplia-se sob a >ua penna. Juntou impossíveis" (D. o caminho direito aos que andamos iransviados delle. . _ DMLECTO INDO-PORTUGUÊS DE GOA.164 pp. U m v o l u m e * L i m a B a r r e t o — N u m a e a N y m p h a . 1 vol. Dal gado fica aberta na phüologia indo-pot. . MAOnZIMCS esTRnnaeiROS. pelo lainoso Ciasâico pttUKjm Mathias Aires. 2» edição.400 PP-. 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Ex os parabéns è felicito-me por ter recebido os seus proficientes ensinamentos" (Mendes dos Remédios). F r a n c a A m a r a l — H o r r o r á F ô r m a H u m a n a . pelo Dr. Estudo sobro os factos que mais contribuíram para ser proclamada En ê Paulo. A LINGUA PORTUGUESA NO BRASIL. Rua Tobias Barreto. quem tem muito que dizer. uma lacuna de mui dlfricH preenchimento.(Camillo Castello Branco). 1 vol. B . . . Um volume l»«xw J . João Romeiro. Sebatsião W de Me8 7êkZ Reproducção fac-s. 1 vol. ^ m o n u m e n t o merario. é breve. form a m n o juizo dos bons enteudedores o caracter desta D E W P B O P m A ç a o n o T ^ . UmPÍa v l o começo. em Soda a literatura portugueza. SuIMOTOO Leite. P O R rYrncnDO e eM nssiariFíTURns. _15*000 " o mais fino a perspicaz (moralista) da litteratura brasileira. pois que ninguém conhecemos que cabalmente o possa substituir nesse ramo rle s a b e r . ouira obra no gênero com o valor que tem e s t a . 57 TEL. B.dif-Vi fac-simile. .. segurança de conceitos. Reproducção fac-simile da 1« ediçilo de 1752. CTC. 6 sizudissimo 6 Claro. ' Uose Joaquim Nunes). pelo Dr. JORHneS DC MODHS PARA senHORn. agudeza e concisão reunidos á perspicácia c rigorosa elegância.iaes e d e L i t e r a t u r a — «Uasa E d i t o » d e R o m a n c e s d a "Collecção C h i e " — V a r i a d o s o r t i m e n t o d e a r t i g o s d e papellari». ^ C i v i l e seguida da jurisprudência em ordem alphab^tica. . Francisco Ma- FUMDHDn EM 1883 FIQUR1MOS. S t a u b — S e g u n d o Livro d e Fiiguras. . 9 A 12 — ANNO 1 LIVRARIA J. de XVIII .. de^ "ép^em âã ' m " 3o ' erudita do autor dos CLÁSSICOS ESQUECIDOS e de A AUTORIA DA ARTE DE FURTAR. Ei!-ri) 4M)u fac-simUe. t vol. 2» 2 uuu edição. B 3*00ü "Com o desapparecimento de Mons. I > e c l i c t o s «a J . C T C . D A D E PUBLICA.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Manejando o vernáculo com a mais n — o r a f e i ç ã o . com a biographia do autor e os í t o s aa imprensa. 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610. textos e imagens que publicamos na Brasiliana Digital são todos de domínio público. procuramos manter a integridade e a autenticidade da fonte. No Brasil. reprodução ou quaisquer outros. no entanto. de 1971. exibição. Neste sentido. se você acreditar que algum documento publicado na Brasiliana Digital esteja violando direitos autorais de tradução. Atribuição. 1. Os direitos do autor estão também respaldados na Convenção de Berna.br). Os livros. Trata‐se de uma referência. de 19 de Fevereiro de 1998. Direitos do autor. contraste e definição. 
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