AMERICA BRASILEIRA

Director: ELYSIO DE CARVALHO

NUMS. 9 A 12

RESENHA DA ACTIVIDADE NACIONAL

KDIÇlO DO CENTENAKIO

HN

ANNO I

O PHENOMENO BRASILEIRO
O

século de independência, cujo fecho celebra-

mos gloriosamente, nos enche de orgulho, pela obra
realisada, pelos frutos colhidos e por todos os outros
que vemos sazonar, como promessas maravilhosas. A
emancipação de 1822, como o resultado do velho sonho de liberdade que fremia na alma nacional desde
o século XVII; a formação do império; a unidade das
provincias em torno do estado, que o trono estabilisava, os moldes democráticos da primeira constituição; a Obra grandiosa da regência; o segundo império fecundando o liberalismo; a abolição integrando
a Pátria na humanidade; a Republica, nivelando os
cidadãos e proclamando os seus direitos com a máxima amplitude; a criação das artes., das letras e das
sciências;

o surto magnifico do progresso material,

que constroe portos e diques e ergue cidades; a prosperidade econômica e commercial: a potência das industrias e da agricultura, tudo, emfim, em harmonioso crescendo, se ajunta e vibra, como as notas formidáveis de um hymno grandioso.
Seria possível fazer mais? Talvez, mas o certo é
que, por sobre as vicissitudes e os entraves que tivemos de vencer e superar, decorrentes da formação
nacional, desde o typo da raça, até o victoria sobre a
natureza

aggressiva e brutal, não é licito acreditar

que outros tivessem feito mais, ou melhor. Não vai
nisso um devaneio, lírico, mas a observação imparcial,
e sem pessimismo, do phenomeno brasileiro, na sua
exacta realidade. Antes de tudo, vejamos que a extensão do território tornara impossível a colonização
pelos portugueses e a penetração só começou a se
realizar no século XVII, com as entradas, que vararam em algumas direcções o dorso do gigante. Até
então, só o Iittoral se explorava e, ainda hoje, o domínio e o privilegio dessa zona permanece, num desequilíbrio inquietante. Os homens eram poucos para
tão grande habitação e se accomodaram nos melhores
centros. 0 |»trangeiro, por via de regra, era cubiço-

so, e não pensava em emigrar e a densidade minguada da população era um entrave constante ao desenvolvimento do paiz. Permanecíamos, portanto, em
alguns pontos e iamos muito vagarosamente penetrando no interior. D. João VI lançou os alicerces da
nossa civilização, mas a independência e a regência
mal tiveram tempo para cuidar da salvação nacional,
periclitante naquelle momento decisivo da Pátria.
Era preciso tornar forte o Estado., unir o paiz, criar
o prestigio do trono, manter a ficção da monarchia
representativa, de sorte que, quando a consciência da
nação despertasse, fosse possível evitar uma crise perigosa. Esse esforço hercúleo nós o realizamos, emquanto consolidávamos o credito do paiz, incentivávamos as suas forças productoras e econômicas, embora desordenadamente. A obra politica, interna e
externa, foi o esforço da monarchia, que findou logicamente com a abolição. Dahi por diante, depois
desse golpe na economia do paiz, era preciso uma
propulsão progressista e um desenvolvimento material, para os quaes o regime antigo revelara poucar.
qualidades. E a Republica, effectivamente, nos permittiu essa éra de realizações. Os dois grandes problemas foram atacados de frente — o da immigração
e o das estradas. Vimos, claramente visto, que os
14.333.915, que éramos, ou seja a de densidade de
1,689 por kilomètro quadrado, era pouco em demasia
e, portanto, fazia-se mister abrir o paiz ao braço estrangeiro, sobretudo depois da crise de trabalho, que
a abolição iprecipitou. E as correntes immigratorias se
estabeleceram. Vieram, sobretudo, italianos,allemães,
polacos e japoneses, que foram para os estados do sul,
de preferencia, e a cujo esforço tanto devemos, tudo
aíconselhando-nos a manutenção e desenvolvimento desse programmá de povoamento do solo, melhor
organizado, porém, quanto á localização e attendendo
por igual ás razões ethnicas e econômicas. Quanto ás
estradas de ferro, basta citar que, em 1889 tínhamos
em trafego 9.973,087 kiiometros e em 1921, 28.827,710

AMERICA

BRASILEIRA

M M S . O A 10 - • \ N N O I

kiiometros, 2.273,040 em construcção e 7.728,047 em
projecto. F lembremo-nos de que essa obra é toda

vilhoso

do

estro brasileiro, que surge aos poucos,

numa revelação gradual c deslumbrante.

cila um esforço formidável, por vozes heróico, cor-

Chegamos um pouco tarde, num mundo já enve-

tando morros, vencendo serras, atravessando rios, der-

lhecido, e temos, portanto, a missão de revigorar suas

rubando maltas, ora solidificando, ora aplainando o

energias, transplantando para a America o eixo da ci-

terreno,

vilisaçãò. Mas é preciso vencer em nós mesmos a ro-

em

realizações

extraordinárias. O plano
de

acção tradicionalista e conceber o ideal novo, que

terminada a Thcresina-Petrolina o ligada a rede de

salvará o mundo. O exemplo dos Estados Unidos é

viação bahiana ás estradas de Minas Geraes, é de uma

fecundo de ensinamentos do que ha-de ser a força

grandeza prodigiosa, que se não deve estimar pela

americana, quando os dois hemispherios d o continen-

kilonWragcm mas pela natureza do terreno. A quali-

te attingirem ao mesmo gráo de força e de ideal.

forro-viario, que concluímos, sobretudo

depois

Emquanto realizávamos essa obra, que não é per-

dade é o indice e não a quantidade. Por outro lado,
o crescimento do commercio, exigiu a construcção dos

feita e nem mesmo

grandes portos e os fizemos admiráveis, no Pará, em

contestavelmente é grande, dávamos ao nosso paiz,

Recife, na Rahia, no Rio, em Santos e no Rio Gran-

por uma legislação liberal, ainda que muitas vezes de

de, sobretudo esse, que representa uma grande obra.

enxertia, a garantia do progresso, e, por uma diplo-

tornando navegável a sua barra, até então de accesso

macia intelligente, hábil e patriótica, a segurança da

difficil e perigoso.

paz externa e do respeito universal. O melhor trium-

E os telegraphos se multiplicaram e hoje se ex-

sempre

harmoniosa,

mas in-

pho dessa realização está nas altas e honrosas provas

tonelagem

de affecto que nos deram as nações amigas na com-

cresceu, iá cruzando, o pavilhão brasileiro as grandes

memoração de 7 de Setembro. Foram o testemunho

rotas de commercio internacional, fazendo toda a ca-

significativo do relevo com que gravamos o nosso no-

botagem e o movimento fluvial.

me na historia, das tradições que formamos, do pres-

tendem por 44.446 580 kiiometros

e

a

Contamos

648.153

estabelecimentos ruraes estimados em Rs.

tigio que alcançamos. Entre

10.568.008:691|000; 36.338 fabricas, das quaes 1.791

nenhuma nos falou mais ao coração do que a vinda

com força motora e o nosso movimento de commer-

do eminente chefe da Nação portuguesa, que, em no-

cio externo, em 1921, accuisou as cifras de Rs.

me de seu paiz agradeceu o favor que lhe prestamos,

1.709.000:000$000

a

exportação

e

réis.

manifestações,

..

proclamando a independência, no momento em que o

1.689.000:000$000 para a importação. A estimativa de

fizemos, porque Portugal, já não mais poderia man-

nossa

ter

producção

para

essas

agrícola ultrapassa 3 milhões de

contos, na ultima safra. Construímos grandes capi-

a

unidade

das

duas

nações.

Aurindo, pois, da tradição a seiva fecunda e ma-

tães e cidades de forte desenvolvimento no interior do

ravilhosa, o Brasil, joven, poderoso e bello,

paiz, que mantêm a propulsão grandiosa de nosso

o deslumbramento desse momento de exaltação, re-

império.

incertará a sua obra de ideal e de trabalho para ser

A intelligencia nacional não se revelava só nessas
realizações materiaes, mas formava um espirito novo,
nas sciências o nas art eis, e illuminava o mundo com a
irradiação de sua luz fulgente. Nas sciências experimentaes e de observação, como nas abstratas e na
philosophia, nas letras, nas artes plásticas e na musica tem sido admirável o nosso esforço e a obra de
cultura, si bem que só por ultimo se vá fazendo com
certa unidade, não se desdoira de seu esforço inicial.
Nossos sábios e nossos juristas têm. muitos delles, ultrapassado o ambiente nacional, impondo-se á admiração do mundo, nossos artistas

e

escritores

vão

criando, no tumulto da terra americana, uma emoção
differente. e. no dia em que se libertarem dos preconceitos dos moldes européos. revelarão o surto mara-

grande entre os maiores.
Siirsum

corda!

cessado

VFMS. 9 A 12 — ANNO T

AMERICA

RAÍZES

BRASILEIRA

DE IDEALISMO

A civilização é uma violência do homem á natu-

proseguido, como se fosse a finalidade

do espirito

reza. Por mais brutal que seja o Ímpeto, uma força

collectivo. A Independência do Brasil é um acto de

ideal, remota, obscura, intangível, está na origem da

idealismo. Veiu naturalmente do instineto de revolta

energia creadora. A civilização é o mysterio, em que

nativistá, resultou-da crystalização do sentimento na

se cumpre a fatalidade da união dos. homens para

cional e exaltou-se das idéas que flammejaram na

vencer a matéria universal. Expressão externa e col-

independência da America do Norte e na Revolução

lectiva do rythmo individual, traz em si o germen do

franceza. Na Esthetica da Vida escreveu-se, e aqui su

idealismo. Se ha povos sem a proeminencia daquella

repete, que jamais o homem brasileiro foi tão senhor

magia extasiada na religião, na philosophia ou na

e tão grande como naquella epocha. Um espirito de

arte, ha em todos um resíduo espiritual, que um dia

mocidàde o conduzia. Para o valor homem o grande

transmudará o máximo do realismo em funeção de

movimento da historia foi a Renascença. A personali-

idealismo. A própria realização americana, opposta

dade humana nesse ardente e fecundo instante exnn"-

ao traçado do civilizador europeu, revela-se idealista

diu-se vivaz e livre, não conheceu limites á curiosi-

nas suas syntheses sociaes, na sua democracia, no

dade da intelligencia, não refreiou as paixões e tudo

fabuloso poder do dinheiro, na transbordante philan-

foi um deslumbramento de forcas inteílectuaes e sen-

tropia, no excesso da força, na rapidez da acção, na

suaes que refez o mundo e renovou a sensibilidade.

aspiração ardente e ingênua, de renovar o mundo. 0

A Renascença do Brasil foi a época da Independên-

povo americano, no desenvolvimento da parábola da

cia. O homem único, o homem universal apparecen

sua historia, tráe as origens mysticas dos seus forma-

como furtivo clarão na vida do Brasil. Os

dores, quakers, fenianos, sonhadores do ouro, anar-

não foram somente os conduetores do movimento. Foi

chistas e os demais transviados do ideal.

uma vasta floração da personalidade humana, mani-

No Brasil o idealismo propulsor da nacionalidade

festada na luta politica da independência

homens

nacional

é uma predestinação. A terra surgiu do inconsciente

que tornou ousado o caracter. O exemplo da revolta

immemorial, revelada por homens possessos da lou-

do Príncipe que se fez Imperador deu o contagio da

cura dos descobrimentos. A inquietação é o fardo da

independência a todos. Foi uma insurreição geral dos

vida do espirito. Nascido de um sonho de navegantes,

espíritos, que inflamou o sentimento nacionalista e

o Brasil ficou para sempre enfeitiçado pela miragem.

repelliu toda a vassalagem dé Portugal, purificando-

O espirito secreto, que inspirara os allucinados do

se de todo o cosmopolitismo. Nesse maravilhoso in-

desconhecido, soprou em todos os recantos do paiz e

stante da nossa historia havia o oreulho de se sentir

insuflou para sempre a nacionalidade. E' o espirito

o homem novo de uma pátria nova. O nacionalismo no

de progressão. Transplantada ao Brasil a raça portu-

alegre nascer da pátria foi a affirmação da vontade

gueza, a sua lei de constância vital determinou a for-

brasileira. Nesse tempo, a incandescencia nacionalista

ça indomável, que desbravou, subjugou e disciplinou
a terra. O idealismo tornou-se consciente e agiu como
suggestão no decurso da civilização brasileira. A historia colonial é uma affirmação de idealismo patriótico, installação no solo, organização da collectividade

não temia os compromissos despertados pela necessidade de povoar o solo, pelo destino econômico do
paiz, que exige a collaboração estrangeira. O homem
brasileiro naquelle alvorecer nativo tinha a illusão de
se bastar a si mesmo.

politica, que espiritualmente é a nação. A' aurora do

A essa energia valorosa junte-se o ideal de per-

seu surgimento, já o Brasieliro apparece como colla-

feição, que inspirara os Independentes. Estes geome-

borador do Portuguez, por vezes o supplantando, na

tras da politica procuraram architectar o paiz se-

repulsa das invasões perturbadoras, na conquista sys-

gundo um plano ideal. Ensaiou-se uma Cidade de Deus

tematica do paiz, que é elaborada como uma obra de

politica. A monarchia não foi só uma suggestão colo

estado.

nial e uma lógica continuação, melhor que uma in-

O idealismo affirma-se e progride. Em toda a ex-

certa substituição. Foi também a cupola do edificio, t-

pressão de progresso ha um ideal de perfeição. Na

Sob o domo o Poder Moderador apparecia como a

hkloria do Tracil esse ideal de perfeição é sempre

imagem da Razão, da Justiça e cia Divindade, presi-

traçam-se as linhas divisórias das nacionalidades antagônicas. EnthuJsiasmo. são provincias que se redimem. A fé no prodigioso destino da pátria lhe perdurará sobranceira e fervente. na egualdade de brasileiros e extrangeiros. A progressão não pôde ser reprimida sob pena de uma crise mortal da nação.A Republica resultou como a conseqüência do "absolutismo" democrático. mas ao influxo da cultura torna-se creadora de idealidade. Um dia elle augmentou o desmedido território. Ha um repentino fervor de piedade e que se deve chamar a loucura da abolição. das florestas. são fazendas (pie. Graça Aranha. São povoações oue eliminam do seu recinto a escravidão. o esforço permanece irreprimível. Depois de taes fruetos. Crê eternamente na ascensão triumphante da pátria. tudo pela suggestão de um ideal de perfeição politica. torturado. O artista revelou-se no constructor político. porque foi a maior expressão da energia collectiva e obedeceu fatalmente ao idealismo. que parecia crystalizar-se na monarchia parlamentar. da historia do Brasil é esta: idealismo idealismo a busca incessante e como funeçãò da perfeição. a despeito da amargura que soffrer. A terra. pelos vagos sertões. numa vertigem de abnegação. se nos exalta o espirito a louvar a energia primitiva dos feros desbravadores. sempre prompto a exceder-se. do eclypse da liberdade e da honra. Cada um procurava"exceder-se a si próprio e aos outros no desinteresse pela causa da redempção. Não tardou uma explosão de idealismo nesse ambiente de hierarchia. v o próprio throno imperial que. porém. fortificado em tenazes e seculares raízes. se immolam e se tornam em taperas desertas e livres. 0 povo dè tal inspiração. Apoderando-se da emoção do paiz.mystico do i d e a l i s m o . culpir os traços da sua affinação moral na liberdade' religiosa sem restricções. A Abolição foi uma idéa que se fez o sentimento violento de um povo. dynamo de idealismo. nina illusão da representação do Universo. tudo desmoronou e exigiu a contribuição de todos para o seu triumpho. que. das retrogradações da justiça e do progresso moral. Faminto. Onde. tudo arrebatou. no arbitramento internacional obrigatório — signos caracteristicos desse espirito. a vivificar o solo nacional. Os seus difficeis "trabalhos" na ordem pratica o elevarão do intenso realismo ao excelso idealismo. o brasileiro vae para a frente. porque idealismo e anciã de perfeição dimanam daquella qualidade essencial da alma brasileira. na excessiva soberania federativa. que nasce do realismo. dos errantes caminheiros dos sertões. chamma da perfeição paradoxal. Com a abolição ainda mais se accentuou no Brasil o impulso da egualdade. caminhando extâtico dentro da lu2» escravo da miragem. tornou-se invencível e na Celeridade do seu movimento. o idealismo. pelas trágicas mattas. O Império desenvolve-se nesta progressão. está predestinado a viver no absoluto e a repellír toda a relatividade. anciã de perfeição sentimental são os motores secretos da alma brasileira. não será estirpado do espirito brasileiro. como pacificadores. pelos tristes desertos. Na sua pureza primitiva será um estado de magia. as imperiosas exigências da sensibilidade popular. A principio a idéa aponta ao longe no espirito de alguns inspiradores. Para cumprir o fado imposto pela sua lei de constância. . . consciente ou inconsciente. a abolição foi um acto revolucionário e ao mesmo tempo esse delirio de abnegação collectiva marcou na vida brasileira o mais bello instante da nossa emoção naoional. como no tempo das perseguições aos christã os. pelos rios absurdos. a imaginação. defendem-se as fronteiras. permanece a eterna desejada do homem. st sacrifica. no esplendor da exaltação collectiva. como respeito á humanidade. esmagado sob a tyranoi^ lá vae o Brasileiro. do cháos em que se abysmar o paiz. constróe-se a muralha imaginaria da pátria. imaginação. Desde então a fórmula. Pouco a pouco foi ganhando as almas e mais tarde uma grande préamar espraia-se pelo paiz inteiro. offendida para ser fecundada. Combate se pela unidade do paiz. na sua üh> mitada força creadora. fl A 12 — \ N N ° I dindo magcstatieamente a innumcravel lheoria dos factos. vel-a ou evocal-a. Ha seguramente um amor physieo entre o brasileiro e a natureza da sua pátria e qtie é a raiz inconsciente do seu patriotismo. houve a loucura da Cruz. idealismo. E a elite governa o povo com as ficções transplantadas exoticamente de outros estados. transmigrada nesta espiritualidade da conquista. Í . Foi o toque da elevação no "sacrifício total da riqueza. são senhores que se empobrecem alforriando massas de trabalhadores. a rebusca da perfeição neste idealismo redemplor? Na liberdade incondicional dos escravos. Assim quando transforma as pertinazes mattas em terras de cultura attinge a uma con quista material formidável. O idealis-J mo republicano teve a maravilhosa phantasia de « . O que fizeram a monarchia e os estadistas não foi mais do que satisfazer. . destituído de compromisso^ que é õ da raça na sua livre expansão.AMERICA BRASILEIRA NTMÍ&. na sua immortal projecção no futuro. E neste sentido. creador da nacionalidade.. e a incorporação do Acre foi até hoje a maior realização brasileira na época republicana. de Se não é attingida.

. com todos os vicios e virtudes de heróe fora do seu tempo. " > M b u Ainda assim. nos braços do seu povo.. Provinha mais naquelle instante. D. mais sombra de homem do que homem. Emquanto aquelle outro andou sempre como lhe diziam que era preciso andar — este vem para concorrer com a fortuna. por elle chefiada. . falavam desde muito insidioamente ã alma renovada da r a ç a . não só o príncipe. daqui. talvez em grande parte. como si padecesse até das próprias a l e g r i a s . o coitado se desafogava c h o r a n d o . e em prantos poz pé vacilante em terra bahiana. e como a insuflar em vez de reprimir discórdias. do que de razão e consicencia. e sem ter as gTandes qualidades que se requerem para funcção de tal magnitude. e sobretudo a tendência americana. o Príncipe. Passada. portanto. a s tiradas heróicas: e o antigo sêr. Emquanto esta era a aspiração dominante na alma dos brasileiros. que não se «abe como é que o lar lhe d e i x a v a . Seria bastante que tivessem preparado o homem. D . o exercício da majestade — viveu o misero guardando a sua reserva de lagrimas. e que o fechavam para tudo mais: a resignação. a sua vida tem lances que o põem muito acima das figuras communs entre os que têm tido o papel de destaque no mundo. . para todos os lances a que o levava. P a r a julgar este homem. . . pois. Tinha-se feito a independência. por si mesmo. com que se consolava de tanto ceder e abdicar. tudo começar a a mudar. irriquieto. de coração transbofdante. vaga idéa do que elle foi só ha de resaltar talvez de u m a synthese das contradições e desordens em que lhe fica a figura no meio dos acontecimentos em que teve o seu grande papel. bem ou mal. de paixão pela liberdade. Andavam no ar as procellarias. dementado de uma vez pelo infortúnio. Temperamento ardente. de submissão ás leis da historia — sabe elle muito bem que leva galhardamente o seu destino. Ha um processo muito simples de fazer a psychologia deste homem como politico: é tirar das cartas que elle escreveu ao pai o que elas têm de substancial. . tinha de ser liberal: esquecer-se um pouco de si mesmo era o processo mais expedito e seguro de se impor como necessário. E chorou t a n t a s vezes na vida que bem se poderia dizer — sem nada sacrificar-lhe da figura histórica — que durante os seus trinta e três annos de reinado. aquelle poder novo . Com todas aquellas expansões de amor de pátria.ANNO I AMERICA BRASILEIRA A FIGURA DE D PEDRO I Não conheço em nossa historia nenhuma figura cujo perfil p. principalmente as opiniões dominantes. que D . . O mais que com certeza elle sabia é que tinha diante de si. João foi seguramente. aquelle sêr lancerado só tem o grito da angustia paterna. que mesmo quando se sentia sacudido de alguma emoção muito forte. e mesmo uma espécie de volúpia de lagrimas. aberto e receptivo. Des da primeira. ou pelo menos desprovida de uns quantos instinctos sem os quaes o officio de rei ha de ser mesmo um índizivel martyrio. já que não quizeram preparar ó rei. Não é de crer que o rei. a tristeza do penitente. forte e incisiva de Pedro I . Ainda assim. a s idéas que se agitam. Pedro ê inconsciente. a sensibilidade doentia do devoto. João V I caracterizava-se pelas duas grandes virtudes que lhe abosrviam toda a existência moral. não certamente só de calculo. todas a s classes e todas as facções andavam como fraternizadas em torno da grande causa. antes de tudo. que ancearam de v e r . cheio de enthusiasmos pelo seu papel. fazer o seu papel.sahir soluçando como uma creança.i planeada. Em tal meio. como ultimo signal de grandeza que nelle deixaram os tufões de escarmento. assumira elle o primeiro posto em phase tão penosa. estas montanhas. estes céus. Nunca lhe viram humidos siquer aquèlles olhos. principalmente dos seus próprios. si quizermos apenas destacar-lhe da assombrosa versatilidade de sentimentos e impulsos qualquer traço isolado que o caracterize. na velha pátria querida. estas bahias. começa elle i preparar o espirito do pobre velho. seria necessário. aquella phase. as aspirações que absorvem todas as forças no momento mesmo em que elle apparece no scenario politico. . pois que na vida não andaria elle sõ a espera da voz de commando. mas da leviandade do seu animo. como o liberalismo de D . Pedro. não é mais necessário do que ver: primeiro. esmorecido de medo e allucinado de alegria. e se distancia dos tempos colohiaes. accordou e bramiu. . quasi impulsivo — não recuava n u n c a . 9 A 1 2 . Chorou quando lhe mostraram o Monlteur. é preciso reconhecer. Nelle o velho instincto dos avós disfarçava-se apenas sob aqueilas apparencias de alma nova. como si fora um precito. e reclamando cada grupo o direito de orientar e dirigir a organisação do novo Estado. No periodo que se segue á chegada da corte. mesmo que fosse capaz de encarar discretamente a vida. não haveria provavelmente um só brazileiro. nas e n t r e l i n h a s . do mais humilde ao mais eminente. O misero agora só era pai. Desde meiados de 1821 que. abandonado de todos. emquanto a historia nos d& aquèlles gestos heróicos de guerra ao arbitrio da Europa. que v«via já no sentimento popular. Do meio dos sustos em que vivia. Este ha de. e lá. resoluto. soubesse ou entendesse direito quanto iam fazendo as Cortes. o orgulho que sentiram os brazileiros ao tomar a protecção da realeza desventürada. vivos e trefegos. o que mais conheceu foi a nevrose da dôr. Está-se vendo. levada a um quasi renunciamento de si mesmo. aquellas vicissitudes que vinham abalando o throno e as instituições que elle representa.NUMS. cahindo. P a r a comprehender-se como tão rápido se renova aquella sociedade. de culto pela justiça. Estas florestas. No meio das facções victoriosas. E dahi por diante. P a r a isso não tenho mais do que recordar factos da época que estamos neste momento mesmo commemorando. pôde ser que o destino tenha rido alguma vez do rei: do homem — nunca. Não é possível julgal-o sem risco de commetter injustiça. e viu como Bonaparte lhe decretara a distribuição do reino.. Devia temel-o a velha deusa falaz. e do novo império de onde alça a voz p a r a o mundo — dali por diante. o agora em lucta* viu-se D . entra a conspiração na sua phase decisiva.sychologico seja mais difficil de fixar que o do primeiro imperador. Uma. mas o homem mais infeliz do seu tempo. conhecer a sociedade daquelle tempo. E não tinha essas qualidades — cumpre dizel-o — menos por mingua de natureza que por defeito de educação.extranho que se levantara inçontrastavel ã frente do throno. Por uma fatalidade de circumstancias que pareciam conjuradas. salvo si percebesse que o capricho era do destino. no dia em que se sentiu desenganado de uns tantos sonhos — foram-se os lances augustos. afinal. Poder-se-ia mesmo dizer com toda justiça que para ser grande homem bastaria que lhe não tivessem negado tudo o que o seu espirito tinha o direito de esperar da sua alta condição social. porém. que se diria antes desidia ou apathia de alma neutra. e todos presentem que a tormenta não tarda. em cuja consciência não estivesse já muito clara a directriz que os negócios politicos iam tomar. E' vel-o. que ia resonando no fundo daquella natureza excepcional. Quando o comparamos ao pai é que sentimos bem como avulta a nossos olhos a personalidade profundamente delineada. como u m espantalho. Andou sempre tão por longe do destino com que o surprehenderam. ou de effusão perenne de pranto. E m prantos sahiu a barra do Tejo. e a bondade. Chorou quando soube que Junot marchava sobre Lisboa. a sociedade de transição daquelles dias. moço de 24 annos. ou pelo menos. e que a presença da c&rte não faz menos que fortalecer. lá na metrópole. Foi o único instincto que a desgraça lhe deixou: o do sangue. No dia seguinte ao da acclamação do imperador. lá reduzido a toda a tristeza de um rei Lear. Muito fácil foi. . Pedro era um contraste rude e esturdio com tudo isso. ao Príncipe a m a n h a r o terreno para a ohr. . tratal-o com muito geito. m a s bondade rude e inconsciente. E é por isso. depois... ainda assim. Os mesmos homens que tinham feito a declaração da independência estavam divididos. P6de-se mesmo avançar que a phase joannina foi a phase de gestação do que se vai fazer em 1822. • • • '• t .

. com toda coragem. Emquanto que o segundo imperador — espirito sereno e sábio: grande alma paternal desde os vinte annos. com Trianons e tudo. . tendo sido afinal tão detestado entre os políticos. Tinha feito as suas campanhas do largo do Rodo. Quiz até dar ao Rio uns ares de Versailles.em sabe que daquella magestade não lhe vêm gestos e s q u e r d o s . . Vejam-se as suas proclamações. os próprios homens do tempo com as lisonjas e adulações que andavam todos disputando a honra de fazer-íhe. p e r . as leviandades que lhe encheram a vida e com que temperava os Ímpetos estultos e os bruscos assomos — tudo isso produzia. Pedro como politico. Senhor absoluto do paiz. "por fidelidade". e com a emphase das grandes affirmações. e que este. decidido. como homem. e de que ao seu poder e ao seu prestigio se haviam confiado \ estes povos — que não viu mais empecilho no caminho aberto ás suas ambições. falando-lhe u m a linguagem para elle desconhecida e incomprehensivcl. E para completar. poude fazer alguns amigos que lhe foram fieis até o fim. a não ser o coração anonymo de todo m u n d o . na metrópole. Ao lado da majestade vai.. Primeiro. conservar serenidade e não perder a tramontana. o tom das suaa falas ás tropas. Foi com este geito e m a n h a subtil que elle teve tempo de a p parelhar-se de tudo para o rompimento formal. BRASILEIRA Si fosse preciso a t t e n u a r o rigor do juízo que a historia te de proferir. está deliberado a resistir e até a affrontar as Cortes. e diziam-lhe que elle vencia "mais com a gloria do seu nome" do que outros reis com as a r m a s . o seu logar ha de ser ao lado dos Bollvar e dos W a s h i n g t o n . desvanectu-se da sua for. e do Campo de S a n f A n n a . nem como rei.. Na historia da America. Antes de tudo. e principalmente da causa da dynastia. tão captivante como um bom movimento ou um gesto de paz que vem da mesma altura de onde podem cahir fulminações de morte. Elle foi. realmente em que parecia fazer de Bonaparte. suadido de que era um homem de gênio a dirigir os acontecimentos não teve o seu orgulho mais limites. . Pedro tão convencido de que o Brazil todo lhe obedecia. . . . nem como homem. E muito seriamente depois que sentiu como estas democracias americanas não se accomodam á majestade das grandes figuras. Quem sabe mesmo si tudo isso seria p o u c o . Presumia-se único "autor de tudo que se tinha feito". . punham-lhe em relevo as "sublimes qualidades" e as "heróicas acções". domando por sua vez a America.M M S O A 1? — \ \ \ 0 T AMERICA Dizia-lho daqui o filho umas coisas desusadas. o perfil esboçado. Por isso mesmo é que D . além do que já vimos. no animo dos que o cercavam. luvtíxh. i E s t a v a D. E emquanto as Cortes decretam medidas t e n dentes a reprimir-lhe os Ímpetos e a humilhar os brasileiros cuida elle de fazer sentir ao pai que a assembléa desmandada vai tornando a monarchia incompatível com o Brazil. os seu* império puzeram-se em conflicto com os princípios . Assim que se viu coroado imperador. . a delicia dos brazileiros. Si o próprio Antônio Carlos dizia que entre elle (o monarcha) e um pobre mortal (a Câmara é aqui o pobre mortal) nada pôde haver de c o m m u m .. Que os ministros "são servos do i m p e r a d o r . . — que mais lhe faltava? Não há duvida que chegou a sonhar grandes coisas nos fastos do seu tempo. . Os homens mais notáveis daquella época foram minguando diante delle. elle próprio com t a n t a ufania p r o c l a m a r a . ao lado da magestad. E tanto so das suas impulsos de a s idéas que é assim que no dia em que se julgou seguro. com a feição psychologica do homem. consciência indefectível de juiz até na desgraça. póde-se dizer. que elle e r a . . P a r a que a sua voz fosse ouvida dos brazileiros. pouco a pouco. não ha duvida que temos de lançar á conta das c i r c u m ! tancias muita coisa do libello contra D.l. effeitos mágicos. Pedro esta. O que elle queria era mostrar que tinha nas mãos este pedaço 'i do mundo. a coragem temerária. a um espirito que nada t<nhB dè excepcional para tarefa tão alta. Pedro formulado. . . e não teve mais linha. bastaria acerescentar muito pouco.'que sabe quanto vale a esturdia bem calculada quando se tem sobre os hombros a indiscutível autoridade que se funda no prestigio da tradição e do grande papel que se tem no drama do mundo. mas um estouvado forte. Em seguida. quando iam felicital-o nos dias de gala. com muita astuom e tactioa segura. D . depois de prompto — protestos e detestações contra aquellas Cortes "pestiferas". . t E r a elle só o legitimo creador deste povo. Pedro. . onde se representava o que tinha de mais vigoroso aquella geração. que elle sabia pôr em equilíbrio com os ares augustos. . . falava-lhes muito em "liberdade": aos portuguezes falava sempre só em " j u s tiça"Mas essa justiça e essa liberdade deviam andar sempre cautelosas e muito dóceis ao talante do patrono. . . E ' assim que tem de ser definitivamente julgado este homem. .. Não era só a tropa que o acclamava como seu "adorado imperador" As próprias deputaçõçs da Constituinte. . . lamentando certamente que tivesse havido já um outro que o fosse do gênero h u m a n o . muito respeito pelas soberanas Cortes. conquistara elle a "sua gloria" multo depressa Na sua idade era muito difficil..' Agora o que se não deve calar ê que para tudo isso concorriam. t u n a . . e a que não faltou nem aquella Pompadour de fancaria. vangloriovictorias. tudo foi esquecido: a sua vontade. j á não estava integral nas mãos do R e i . pondo em outro logar o interesse supremo da própria monarchia. vai associando. condescendendo e perdoando — não se sabe si teve a m i g o s . o que ficou sendo como rei: um estouvado na vida. Pedro não se perdesse? V Rocha Pombo. e que viveu. divorciadas da alma portugueza. havia quem bramasse commovido. Eis ahi D.•. A familiaridade um tanto desbragada. Momentos houve. neste mundo. . P a r a elle. Nos princípios. começou logo a tratal-ol como "coisa s u a " . fazendo-a inseparável da sua.. Quanto era ainda poderosa a influencia da superstição romana no espírito daquelles homens! E como queriam então que D .. muito fiel. Da tribuna daquelle mesmo congresso. . . a autoridade que lá. o pensamento capital era vencer: tudo o mais era secundário . Que elle está "posto além da humanidade e quasi e n d e u s a d o . a clemência bem medida. . pois todos bem sentiam como não ha nada. ..

p a r e c e r a ou trabalhos impressos." • . através de tantas vícissrtudes e de regimens políticos diversos. resuiu entre nóg & perfeita consc. precisa crescer para a justi-. Vi' Secção de bibliographia histórica e literária. sob o patricinio do nome do glorioso b r a s e i r o que. opulentou o nosso patrimônio ***"*£^ p r o g r a n i r n a . estreitem as relações com as socieda- iranso. Além do mais. quando ^ d o nos impelle a estabelecer mais poderosos vínculos effecttvos e i ^ t o i w . terá dez secçõés permanentes de estudos brasileiros: I. E m meio das incertezas e das apprehensões actuaes. — ! « % £ Z « * * o emento do e da unidade racional. Secção de estudos geographicos. mais fecunda e mais urgente que a tarefa de fixar a orientação da nossa cultura histórica. sobre problemas controversos ou obscuros da nossa historia ou da nossa literatura. e reunir desde já elementos. divulgando as conclusões. . O Instituto Varnhagen. H secção de estudos de historia e litteratura da Amenca O InstZo rarnnagen compor-se-á de 70 membros effectrvo* . methodicamente. mediante visitas ás nossas igrejas. h) investigar acerca da arte colonial. conseqüência. resolvem T f u n d J o nZuto Varn^en. imprescindível ao espirito de progressão do organismo social como é indispensável á sagrada permanência da integridade ethnica. Secção de nobiliarchia e heráldica. 1) instituir concursos e estabelecer annualmente prêmios honoríficos ou recompensas pecuniárias para os melhores trabalho. da unidade da lingua.en- cia do papel do *"*»*£ c n ^ 0 e d u c a t i v o d a nossa historia nos b) contribuir para que " ^ o ^ ^ . o caracter ou o gênio do nosso povo e intensificar o culto pela mãe pátria . e tendo em vista a congrefe Para a r e a l i s a ç a o ^ e m p o r t u g a l e n 0 estran- ^ r ^ r r j r : nossos ^T : — — .^ ^ . f) organisar.H. a idea a d a r a g a lu80-brae da vonta.neendo o culto da tradição. que é o principio gerador da unidade moral. pedra de toque da consciência e do sentimento nacional. Secção de historia militar.curemos realçar a nossa epopéa nacional.l. Secção de sciências sociaes applicadas ao Bras.o nosso passado. proteger o instincto rai ciai definir a Índole. Mercê da nossa filiação histórica. que se ligam á fascinante civilisaçãò latina. £ ^ ^ p a t r i o t i g m o > e p r o m o v e r T2Z1^V^ CO ar. Secção de historia das artes e dos costumes.. redigindo monographias ou repertórios illustrados sobre o assumpto. ' tugue».a. conservar unido. c i a vital que preside ao desenvolvimento da nacionalidade. é a nossa historia que ha-de illuminar o * roteiro do nosso esplendido destino: para isto basta que. e) secundar no domínio dos seus estudos e na medida dos seus esforços o movimento de solidariedade continental das pátrias americanas . ) realisar. Assim. juntamente com uma bibliothcca de historia e literatura dotada de catálogos systematicos e de repertórios ideographicos. ac i v j e suas varias modalidades.a ^ critica e da erudição literária " ^ ^ J ^ ^ Z — L t * de letras e d o .a e s entre as duas Republicas. l ? Z r ^ Z Z ~ - . pro. e auscultando as ' n o s s a s origens. adquirindo os ong. deve ella ser encarada como força creadora de idealidade. VII. 1 T n p i a d o s Por estes idéaes e estes propósitos.• <° " ' *" " 6« preoccupem com assumptos de historia ou de literatura brasileira. indissolúvel • forte o vasto império territorial que somos e. Integrada na sua dupla funcção nacionalista e humana. das affinidades cíaes havemos de ser um dos maiores Estados do mundo. . V Secção de historia da literatura. examinando seleccionando.ro ^ ^ s s r . palácios. » « r e c t m m « n t « ] e . i) promover o estudo ou a organisação da nobiliarchia e heráldica brasileira. ^ ' r ^ ^ ^ ^ T ^ ^ o g l c a ^ T Z T X ^ T ^ : ^ - - . BRASILEIRA : nferencias destinadas á moM es ° " intercâmbio intellectual entre o Brasil e Portugal.ro. i nhr-. politica e histórica da nação.emfim.. animando-as e prestando-lhes assistência. II. IV. .t o m * e m •*«. k) organisar inquéritos entre os especialistas«e eruditos de notório saber.. analyses ou commentarios. que se synthetisam „ a J a n s f o r m a ç ã o dos nossos valores históricos e na . pois. da religião. sentindo '. IX Secção de estudos econômicos. com ter previsto esse magnifico movimento de noso brasile ro q h i g t o r i a u m a funcçao social. casas solarengas. X. nas igrejas. a bibliographia das fontes da nossa historia e da historia literária. . com sede no Rio de Jane.NU M S . os apóstolos e os precursores. * «ue se accelere a deslumbrante finalidade brasileira. e resplender nas suas relações com o universo. rad 0 s costumes. podemos. um archivo de documentação e um cadastro informativo. acompanhadas du estudos críticos. com o singular fulgor de seus -fastos e a sua formosa realidade. permutando informações. nas câmaras municipaes e nos archivos públicos ou particulares do paiz ou do estrangeiro. ainda que não sejam membros do Instituto. monumentos e exame de vestígios. e P«-O- . para a sua biographia. e recolhendo ou communicando o resultado de estudos e pesquizas. . toda vez que for solicitado o seu concurso para qualquer iniciativa que se relacione com a sua actividade. nenhuma iniciativa seria mais profícua.naes ou copias authenticas de todos os seus escriptos inéditos. eollegios e g i n á s i o s . que apparecerem no paiz ou no estrangeiro sobre a historia geral do Brasil ou quaesquer questões particular. VIII. extractando e divulgando os documentos inéditos de interesse capital existentes nos mosteiros. 9 A 12 AMERICA ANNO I \^RNHAGENJ| NSTITUTO Neste maravilhoso instante da raça e do pensamento brasileiro. o Brasil. j) publicar ou promover a publicação systematica das obras completas de Francisco Adolpho de Varnhagen. que se relacxonem com a nossa cultura histórica ou literária_ m) publicar uma revista ou boletim destinado á divulgação de seu programmá e trabalhos. Haverá igualmente no Instituto duas secções especiaes e permanentes: I Secção de estudos portuguezes. trabalhos e peças artísticas. ae n u m e ^ n i m i t a d o de sócios correspondentes. p a r a a ordem e para a beíleza. das tradições e.. e promover a discussão de theses ou questões relativas a esses assumptos entre os seus membros. n) auxiliar as instituições publicas ou particulares. ^ . copiando.l i d a n e d a d T a x l a das duas nações do mesmo idioma e do mesmo Pensamento. Secção de historia geral. graças a essa surprehendente harmonia. e proceder á sua investigação. honorário. o) constituir. principalmente. rico de prodígio e tocado de graça. resurgindo ou animando ! os heróes. como subsidio para a historia das nossas origens e costumes. I I I Secção de historia diplomática.' sendo o Brasil u m a sobrevivência do passado e da mesma raça X se comprehende possa elle viver divorciado de Portugal. ser fiel á lei de constan.

Nogueira da Silva.895.000 K M . Carlos Rubens. e uma virtude cardeal.973. Carlos Pontes. Raul Pederneiras. Castro N u n e s .376. Mario Bhering. pessoas ou instituições que contribuírem para a formação do patrimônio social ou concorrerem peeunianamente para a sua manutenção. de Brito. Deodato Maia.21 2. AÍTNOB 1912.64 1.096 NACIONAL EXTENSÃO KM. Octavio N .713 88. .426 3. Adrien Delpeche. e sah.580 CARRIS URBANOS POR 1. Terá um Conselho Superior Consultivo.) 11.66 ANNOS 17 172 2. Oliveira Vianna. a esperan ea E para essa tarefa meritoria. Mario de Vasconcellos. distribuída e em t r a n s i t o . correspondência collectada.9 1.4 439. Obra vasta que não será tarefa para uma só geração. Lemos Britto. Rodrigo Octavio Filho.0 1. Mario Barreto. e um Patronato composto d a . 11.696 9.265 TELEGRAPHO ESTRADAS D E FERRO E M TRAFEGO ANNOS CORRESPONDÊNCIA NUMERO DE OBJHCTOS ( 1 ) i 1. Rio de Janeiro.419. 1920. Tavares Cavalcanti. ! METRO 222. escolhidas dentre os membros effectivos. O ustavo Barroso. 1880. Eurico Valle.203 46.129. Azevedo Amaral. Sampaio F e r r a z . Adolpho Konder. Capitão Estevam Leitão de Carvalho.446. » A I:' —. três vices-presidentes. Victor Vianna. 1920. Américo Facó. correspondentes e honorários. Capitão Genserico de Vasconcellos.117 44. • Meios de transporte e vias Nuno Pinheiro.AXNO I UH-tores A >ua administração competirá a uma directoria composta de presidente.• de communicação no Brasil (Dados officiaes da Directoria da Estatística) MOVIMENTO MARÍTIMO NUMERO DE EMBARCAÇÕES (Ent. Delgado de Carvalho. Almachio Diniz. porque tem uma origem consciente. Renato Almeida. O programmá do Instituto Vernhagen. |P0R 1 0 0 HABITANTBS NUMERO DE OBJECTOS 872.159. dois se.-.565 1S40. quando menos. Jackson de Figueiredo. Francisco Venancio Filho. é profundamente patriótico e destinado a realisações fecundas.051. que surge desajudada. Flexa Ribeiro. Celso Vieira. Hildebrando Accioly. 1920. F .002. com ser complexo. Alves de Souza. !. Capitão Jaguaribe de Mattos. 1880. General Moreira Guimarães. uma renovação opportuna ou. formado de pessoas de notório saber. Francisco Valladares. 1916. Araújo Jorge. Pontes de Miranda. Carneiro Leão. Lindolpho Xavier. Alcides Bezerra.A .087 28. Joaquim Salles.115 44.430 NUMERO DB APPARBLHOS 15. 1890. Eurico Cruz.900 1. . o patriotismo. José Maria BelloJ Ezequiel Ubatuba. MÉDIA TONELAGEM TOTAL 125.711. Pinto da Rocha. cujos sentimentos se harmonisem com as nossas idéas e os nossos propositos.997 642.434. Abner Mourão. „ .120 5.hcsoureiro e bibliothecario.148.093 49. Belisario Soares de Souza.232 TELEPHONES EXTENSÃO KM.455 1. ' METRO 1. Nelson de Senna. Raja Gabaglia. HXTKNSXo KM. secretario geral. Ronald de Carvalho. 1S60. Heitor Lyra.417. e não prescinde do apoio official e das instituições particulares do Brasil e de Portugal.962 26.359. solicitamos a cooperação de todos os brasileiros e portugueses. POR 1.553. 1915. HXTHNSÃO KM.370 | 1840. Bruno Lobo. 1920.297 19.278 20. Roquette Pinto.983. um aspecto original da mentalidade e do sentimento brasileiro.491 8. MOVIMENTO G E R A L DOS CORREIOS FLUVIAL | ANNOS TONiSLAC. Tristão de Athayde. José Augusto. Tristão da Cunha. Ribas Carneiro. Tudo indica que n nossa tentativa será coroada de êxito. determinará ella sem duvida. Levi Carneiro. Os Fundadores: Rocha Pombo. Virgilio de Mello Franco.000 K M . A. Gilberto Amado. „ .456. 19. Theophilo de Albuquerque. Jorge Jobim.337. e que requer o concurso de todas as boas vontades.532 49.5*6 . Elysio de Carvalho.818 ANNOS 1907. por emquanto de favores officiaes e ainda sem o appulauso do publico.316 25. 1920. Olympio Barreto. Major Henrique Silva.576.AMERICA BRASILEIRA \ l M. Miranda Ribeiro.000 31. . Luiz Annibal Falcão. (1) Comprehende a. 13 de Outubro de 1922.

sob anonymato. outro chacoteando. das Cartas de Pi th las a Damão. republicanamente. assim. herdade. foi o alvo das suas frechas terríveis — Appello á honra brasileira contra a facção federalista de Pefnambuco. Luiz Moutinho de Lima. pela secreta flamma da sua idealidade combatente. estridulando na Segarrega. que o publicara em Londres. desde o sub-titulo {Sentinella da Liberdade. Historia curiosa do mau fim de Carvalho & Companhia (Manoel Paes de Carvalho e os seus companheiros) a bordoada de pau-brasil. Xesse período. Exterminados os federalistas pernambucanos. onde Luiz May actualisara o conceito de Duprat. a divulgar folhas patrióticas e vehementes. naquella mesma guarita pernambucana. de Frei Sampaio — um dos nossos monges guerreiros. todos os raios e todas as chufas da metrópole. para não ser victimados. por não acceitar o mandato ã primeira Constituinte. pasmados de t a n t a ousadia. MonfAlverne. transportava-se ao Rio da Prata. pelo brasile. allegações e defesas. o seu diploma conferido pela Universidade de Coimbra. tão exasperados e bravios quanto os lisboetas. paixão no sentido maravilhoso dos Evangelhos. rijos pamphletos nacionalistas. Basta nomear Luiz Augusto May. a Sentinella e o Tamoyo. confessou que só elle o havia feito emmudecer na polemica. recontros. J á em 1821. ensinando o abecedarío às. Essa incorruptível Sentinella á beira do mar da Praia Grande. a esta lei deveria obedecer o pamphleto. um pamphletario epistolar e faceto. atalaias que se multiplicavam por todo o Brasil nos passos e nas vozes de outras sentineílas heróicas. redigindo entre os perigos dessa hora verde e ama». arremessando novos opusculos. Cypriano IJarata. Logo depois da independência. vividos ainda na pátria independente. enfant terribla de uma imprensa ainda pueril. mas remoçado na luta pelo calor da terra natal. absurdamente. um daquelles insubmissos e valorosos deputados. Felippe Menna Callado da Fonseca. a do norte e a do sul. para se metter no labyrintho da sociedade uitra-conservadora e secreta. na masmorra.I. que se desenfaixava p a r a gatinhar e agatanhar. que em 1824 lançara com o pseudonymo de Philopatris o Rebate Br*trileiro. em 1823. Fo! um dos doputados brasileiros. lis pensent que pour eux le ciei fait VAmerique. A Sentinella é jovial. onde surgiria depois a Sentinella da Liberdade. rella O Brasileiro em Portugal. tentaram desembarcal-os á força os madeirenses. preliminarmente. . o Despertador Constitucional succede em opportunidade ao Despertador Brasiliense. núcleo de opiniões e sentimentos liberaes. Tinha reforçada pela erudição a dialectíca impetuosa — e um grande orador. por todo um verão e todo um inverno. com o extranho pseudonymo de Tresgeminos Cosmopolitas. affrontou em Lisboa as fúrias coloniaes do parlamento. Lançae mão d e l l e . O Papagaio Volantim. E de Londres. a imprimir. Eis o momento em que deveis decidir-vos. 6 Brasileiros. que o Brasil enviara ás cortes de Lisboa e que haviam desafiado pela altivez liberal. Guerra da penna contra os demagogos de Portugal e do Brasü. que o havia condemnado á clausura perpetua. novos dardos. desde a influencia patriarchal de José Bonifácio e os versos francezes da legenda: Tu vois de ces tyrans la fureur despotique. a suspensão dos debates constitucionaes até íi chegada dos deputados americanos. Em 17 de dezembro de 1821. entre as chalaças do favorito e os amplexos da marqueza. sob os longos cabellos alvejantes. pugnando através do Brasil. segundo o qual nos deixaria independentes o barco que levasse a família de Bragança. o m a r t y r do pamphleto no Brasil — Frei Caneca. accendendo o patriotismo á geração baptisada com o sangue dos inconfidentes mineiros e dos revolucionários pernambucanos. perdido como estava para os brasileiros. depois de haver combatido entre os heróes de 1817. Assim. culmina o Regulador. elle propôz á assembléa reinicola.crianças de uma aldeia do norte. de Joaquim Gonçalves Ledo e do Conego Januário da Cunha Barbosa. em 1823. com igual impetuosidade na sua dissemelhança. Mas havia já um pamphletario da reacção monarchica.combate. Praia Orande). o padre Francisco Ferreira Barreto publicava O Relator Verdadeiro. com essa tendência. que hostilisava as formas dynasticas no Maribondo e na Gazeta Pernambucana. pelo Brasil. na guarita de Pernambuco. Mal se entreabrem as portas do seu ergastulo. notável pela intrepidez e garrulice do seu Papagaio. Em poderoso contraste . conjugando-se fts maiores aspirações d* liberdade. nesse abandono. rutilante de gloria intellectual. e preso até 1829. o economista. burlescas e nativistas— O Macaco Brasileiro. placidamente. redigido as duas Sentinella* da Li-. o Despertador Brasillense. a bordo de un» navio inglez. avulta o heróe pernambucano Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. do Typhis. » A 12 — ANNO í AMERICA BRASILEIRA ESPIRITO DE REVOLTA 0 Pampfiielo no Primeiro Império E ' num avulso da escola pamphletaria. não é senão o patriota Cypriano José Barata de Almeida. ' l m 1823. dava a sua hora inicial. Silva Lisboa empenha-se bellicosamente. O Constitucional. Alquebrado e mortiticado. O Malagueta. são verdadeiros pamphletos.1a . Alves da Silva. da populaça. batendo-se os dous pelas formas constitucionaes do governo monarchico. Com a sua oratória bahiana. quasi septuagenário. emquanto eram apregoados pela cidade inquieta O Brasil. apparecém duas gazetas de. toda a longa paixão de uma existência crucificada sob os espinhos do seu ideal. E r a conservador e conquistador. os Motivos da sua prisão e desgraça. arautos da imprensa politica no Brasil. A Confederação do Equador. "breve de corpo e resoluto de espirito" como se descreveu a si mesmo. indomito pamphletario da Polemica partidária. Uma legião de escribas insuflados pelo gênio do pamphleto revelava. Como toda ascensão h u m a n a presuppõé o martyrio. Faria de Lima. sacrifícios e tormentos p a r a o velho campeador brasileiro. Pequenino e indomável. havendo já fundado. Clarins em fogo. verídica imagem do patriotismo no captiveiro. José Sylvestre Rebello. depois Visconde de Cayru. José da Silva Lisboa. depois na Malagueta extraordinária. em 1825. pelo ar e pelo sol da liberdade. á beira do mar da. aureola e supplicio. é preso em Pernambuco. foram de pelejas. denominada Columna do Throno. . emfim. O Espelho. o seu temperamento decisivo e pugnaz. o nosso mais antigo e menos glorifiçado leader nacionalista. como o problema da organisação. um advertindo. a fatal propensão anti-nacionalista e anti-democratica do rei-soldado. como um sábio no seu horto. na Malagueta. que se evadiram do reino. em Nitheroy. E ao cabo de torneios. que ouvimos bater a grande hora nacionalista: "Vede. juridicamente esboçada pela Constituinte o realisada pelo Decemvirato. quasi sexagenário. do governo. Quando se exteriorisa.1 figura gigantesca desse polemista da Ordem. Venancio Rezende. de noyo clama o velho pamphletario. mas do qual se desviou o clérigo. acabou Cypriano Barata. succede n a Historia ao da emancipação. . Sentínellas da Liberdade no Rio e em. que tanto fez pela independência. Pernambuco. lutas em que o gladiador septuagenário arcava contra os gigantes de ferro da tyrannia. Tamoyo e Sentinella. por afugentar o espirito revolucionário l > Typhis. De novo o aprisionam. como j á o tinha sido. bandeiras em festa annunciavam a radiosa elevação do novo emblema auri-verde. como a Dcsaffronta do Brasil a Buenos Aires desmascarado e a Recordação dos direitos do Império do Brasil d província Cisplatina. Dezeseis annos. como j á vimos. contra a deslealdade e o portuguezismo Ia coroa. e formidável. ao Brasil independente os fulgores e as misérias do jornalismo. impresso miudamente em duas e meia paginas. o que em tal conjunctura melhor vos c o n v é m . de F r a n ç a Miranda. é esse homem. recomeça a escrever. progresso e beíleza. com sonoridade vernacula.rismo sem jaca. Nas águas de Funchal. contra o vago libello portuguez de um inimigo da independência do Brasil. o Tamoyo é solemne. atroantemente. o recurso interposto de uma sentença innominavel.. elle traça dolorosamente. Pesa de tubarões do Recife. E a primeira claridade matutina descia no Reverbero Constitucional Fluminense. num Desforço pa trlotico de 35 paginas. folhas candentes e ephe m e r a s . Crepitava uma ironia fuzilante na epigraphe de outras. o Despertador. que têm perpassado através . nesse anno heróico e sangrento de 1821. que representam duas columnas de patriotas volantes. perante os lusos. .

* . Abranches pae e Abranches filho.. quer para debater. ao combate: remergulhando na mesma tinta as suas pennas inimigas. invocando e repeunuu u= i / . da forja de Acayana de Montezuma. restabeleciam as palavras **• carta de lei de S. Abranches. .o Je Bueno» Aire. escrevendo furiosos artigos. o bit que. A esse tempv. Nada entenderam. o í U *.« OirlM*." E m todo esse folheto transcendiam declamações exagerada» contra tudo quanto a nova administração havia executado. sublevado e trep. antagonista do Censor. M lances da terrível noite. tinham os dous uma palavra amiga. Assim escreve o pond. Havia episod-os singulares na estréa do pamphleto nacional.Analyse do Decreto de V <le Dezembro .portuguez naturalisado e polemista nato. venerando escriba Regulador. Só as lhas ministeriaes. não só no primeiro estádio social da Independência. p a r a designar o acto da s u a coroacão no hemispherio austral. que entre Portugal e Brasil. quer p a r a golpear. «receptor de grammatica e geometria. que impressionam os juiz. um olhar carinhoso. ircenecUndo a violência de taes processos. continuador taüonoso da Historia do ür~u desenvolveu-se u m a energia até então de. gloria da sua crença e da sua r a ç a .iro. Ignac o José de Macedo affirma.!•/>... e attingindo a maioridade. foi elle. maiores vexauH» e affroutas á liberdade da imprensa. como para mostrar que o soldado e o padre se irmanam em quasi todos os movimentos cívicos da nossa historia colonial e imperial. no manifesto anno. Ju 0 n o m e a i ' d e vu*to pensamento. comquanto apoiado pelo frade Sampaio. phia racional e moral. os Andradas e o portuguez... . mas autônomo. á mesma banca de trabalho. como indesejave para a dynastia luso-brasileira. echoariam outras. a perda da província «- . age. a cólera fulminante d» Imperador. á orientação.* consutucionulidade monarchica.. Aos parlamentares da metrópole.' •'•. E k BO« JC. declarando herdeiro legitimo á coroa portugueza >> nosso imperador. ph l o s . ao engajamento de militares portugueses no exercito do Brasil..o de 6 de agosto do mesmo d e 3 de junho de 1822.c.nada temia ou respeitava. João Antônio Garcia Abranches. com o Espelho critico-politico e o Censor. temerário publicista. a cuja incendiaria doutrina s«. Imprevistamente. quasi podemos dizer sem recato. brandindo a sua lança ou. quando romperam as hostilidade. Dissolvida a Constituinte.» até aos fundamentos da sentença de morte. em genuflexão diante do monarcha. desejo de a u g m e n t a r a desaffeição que existia n a Bahia e «a Pernambuco á mal firmada autoridade de S. o seu nativismo sempre alarmado. em 1*22. sob Dom? ltí* w c i.pe. n u m servilismo fastidioso e invertebrado. que os liberaes chamaram a noite d'agonia. Magestade Fidelissima. que o Tamoyo e a Sentinella exasperavam com as suas invectivas ao poder. tinham sufocado por três annos o periodismo nacional. penna Com o a r de um folheto escripto p a r a as barricadas. Muito não tardou que o pamphletar-o extrangeiro. a desolação do cárcere. sob D. a dissolução da assemb. arremessado pelo coronel brasileiro. iniciara o temível gênero de publicidade no Maranhão. mas antes delia. São os vinte e oito números do Typhis Pernambucano. sobrexcitamio a opinião dos naturaes da terra. abrasando o nosso liberalismo — Reflexão sobre o tratado de independência e a carta de lei promulgada por Sua Magestade í*dehssima. Magestade Imperial .ado. em tempo de pM ou de guerra. cm sua* resposta»Inutilmente havia explicado r r e i Caneca aos membros da commissão militar: "que a soberania reside na nação. erudito e etoquen.eto da Confederação do Equador. -infenso uo predom-nio. c o u ^ i u coes quando reduzidas petos monarchas ao typo nominal da couiZ d a e ao u S 0 decorativo da lapella. que essa folha. O despotismo viu nesse attributo o maior perigo do Norte. que lhe valeu afinal a deportação. ainda mais perigosos que o» de 1X22. vibrantemente redigidos pe. emfim.odico excessivo e affoito. um lidador sem desanimo no campo das idéas novas. no largo das Cinco Pontas . o banimento de jornalistas audazes. a >u*. o pamtnsol to. Constitucionalismo e nativismo foram. r t ainda o pamphleto que as vibra ao rosto de S. — obra irreverente de um francez. ou antes. do Censor. o coionel Araújo Guimarães. Mas logo volviam ao papel.-. de namnhletos que veríamos surgir. abertamente dizit Antônio Carlos: . Mas não findaria a g u e r r a do Prata. tudo foi conseqüência de actividade mais ou menos pamphletaria. crescer opusculos. com a fogosidadc marcial de um bah. nao oostante denominar-se gravemente . Pedro I . na Edade de Ouro. Assim o pamphleto se reanimava íeapparecia. alardeando as suas idéil • provocantemente. L. . sobretudo. além de outras oceasiões.. um polemista appareihado para duellos mortaes. este brasileiro e conservador. mordaz e brigão. ora ao campeão portuguez em Lisboa. tão insidioso quanto inexperto no seu apparato legislativo. conservador. dos princípw J e dos conselheiros.o frade ultra-liberal. Incendeiam-se os ódios da caserna.dante. como o redactor do Correio. por ataques movidos a soberana pessoa de lord Cochrane. sentados um defronte do outro. u e c a h e sobre a Constituinte. y»rèm. legalista — Frederico Magno Abranches. frade carmelita. justificaria mais tarde. continuavam a bater-se raivosamente. q C O nceitos do abbaito imiultuosumente.. fosse compellido a deixar o Brasil. . como dous athletas irreconciliaveis. I d e s br asneiras do norte e do sul. que a nação é quem se constitue e por meio dos seus representantes em corte . observa o prudente Anuiuge. que lança o prime ro desafio ao d e m e n t o portuguez no seu famoso avulso da época: Um cicUvdão do Rio de Janeiro á divisão auxiliadora ã„ exercito de Portugal. A mensagem de Pedro I á Câmara.u „ « o americano das fáceis condecorações. Magestade. assim. é um aviso dado em « ao n perante. u r i tu . a magestade a c n I d a r e v i v e estabelecer u m a ordem de cavallaria fulgurante . Pae e filho viviam sob o mesmo tecto. no decre. conhecemos as traças com que se pretendem restabelecer as antigas cadeias e. das cinzas dessa liberdade resalta a c h a m m a de um pamphievo. na historia politica do primeiro Império. um pamphletario cuja penna desfechava revoluções. aos povos e nações amigas. e t o d a .a. <l não cortejava o Paço nem o Ministério. o pamph. o destemido padre Luiz Gonçalves dos Santos rebatia as offensas ultramarinas em opusculos e artigos. em 1823. u l l i s t o n a . Todos exaltam a idéa. com a legião de penod. que. oamphleto que se desintegra e se emancipa do jornalismo.éa. Z Z a ordem. w idéas que nos attrahiram. M. tano. filho das províncias do Norte. nesse originalíssimo duello.Assl»r.» . até mesmo d a .atra-^0 pela independência brasileira. sob o longo pseudonymo de brasileiro amante da sua pátria. apoucado pelas tendências colonisadoras daquella Congresso.são duas verdades confessadas por S. a . começou Frederico a redigir o Argos da Lei. 0 intuito das Reflexões de Chapuis era cortar o vinculo.ona JL» applausos. rhetorica e poética. de forte acçao. .-. de pamphleto.>„ O pamphleto nativistá apparece em 1822. Dessa tempestuosa ascendência brotara um filho morigerado.e ' h ü u . do per. Mas u m protesto rompe n a orchestraçao utu. na Bahia. e «.. aquelle portuguez e demagogo. auas vezes acorrentado pelo despotismo: em 1817. e ás vezes. seguiu-se um lustro de ausência ° . e a sua campanha lusoproba prosegue ardentemente no Espelho. deciP Z dido a pelejar contra os moinhos feudaes. Corre u boato de u m a ordem sinistra do general Jorge de Avilez. Christovão. exigindo satisfações pelos ataques feitos em diversos periódicos aos sentimentos de S. a opposição de 1831 a 1832. «lUu em Madrid havia já provocado as fúrias do governo hespanhol. 9 A 12 BBUljjgA ANNO I 1U„„ . embebendo as suas armas no mesmo sangue. como de um inimigo.rado At. em U.. para *of rer d u r a m e quatro annos. m a r c h a r . e afinal foi condemnado a morte o pamphletario do Typhis Pernambucano.dous pontos cardeaes em que rola toda a doutrina . na infindável rixa do Censor e do Argos da Lc De quando em quando. .AMERICA \TMS.„. máxima: a Ordem Imperial do Cruzeiro. detonadas em pleno d .entre a maioria das Cortes Geraes de 1821 e o sentimento brasileiro. pamphleto. a espontânea doçura de um sorriso. á explosão desse piojectil. . em outros* casos. nas . depois de abolida a c e n s u r a . r e t e r . onde a criminalidade do reo é lateralmente assignalada pelo que ele "publicou no periódico Typhis desde a folha 44 usque 74.connec. O grande martyr do pamphleto no Brasil * . O pamphleto baiúano era da lavra. Emplumado por vocação. que a t a c a r a lord Cochrane. .. Escandalisado.<• .ujue::. acercando-se do imperado. Mas nao se intimida o bravo coronel-pamphletista." Ahi temo« a gênese verbal do Independência ou Morte. com o mesmo íogo em outro pamphleto.da. V** sonificavam a imprensa. na tr ijuna iior. com attributos perigosos. duas vezes revolucionário. na « e m das verdades nUas • cruas. as boceas de fogo assestadas contra o Legislativo. do . desde o nosso tempestuoso começo. Ituzaingo. Pedro Chapuis.'.ano. na consonância festival desses epmtcio. as p r i m e . apezar da nossa repugnância. •ro«ii>' deputado. causava maior damno aos portuguezes que um exercito de dez mil homens. . as Ordens p «vete de cavallaria. nada lhe ouviram os juizes.cos. ora dirigidos ao compadre de Lisboa. ComoV Sem rebuço. melhor. u a imprensa a produzir numero infinito de puoncaçõe» pe^ c to ^ T y i n b o h c a m e n t e .cvo. com estrellas irrivalisaveis. iuramos de antes morrer do que nos sujeitar aos nossos eguaea. e »„ ] . como um heróe. dilaceravam-se a golpes de penna. dynasticamente. dt. o desenganado redactor do Independente Constitucional. ainda mais ardorosas. Magestade e â honra dos ofíicaes e tropas acampados em S.

932 :871$ 30^635. de S. apenas duas.570:1598 I 11 To . invectivas. coramandada por Deodoro da Fonseca.os da vida americana. cuja torrente despedaçava os marcos e moldes políticos do passado europeu. a ganância de Rodrigo Pinto Guedes. conferidas pelo monarcha. Rio de Janeiro.158 :000$ 6. Mas logo Evaristo da Veiga. Sergipe.174 2. em 3 de maio de 1828.ção liberal contra as ordenanças absolutas. Quasi sessenta annos depois. domina todo o período.898 :178$ 5. BRASILEIRA as subscripções abertas para a tentativa de uma expedição antimiguelista. Inflexível. . Paulo tomba o jornalista Badaró. Pedro I. é unanimemente abso. surde um pamphleto inverosim-1 — o Republicol Sim. que vae desde 1827 a 1835. mas não morre a liberdade.718 :230S 4. .osivo.713 3. o espirito em que eram escriptos agradava ao povo.182.4S4 :000$ 67.592. mesmo de inconfidência. O Tribuno fala com a vehemencia dos exaltados: urge desfazer a monarchia hereditária.invadindo o "Hotel de Vilte".489 :748$ 5.895 114.ucionario de julho em Pariz.873 5.371 GS5. Espirito Santo. Borges da Fonseca. almirante dos nossos desastres.102 89.748 1 .744 359. remoques.605 ] 5.? 1. doestos. consciência brasileira no seu estado mais radiante de patriotismo. levado ao J u r y por usar "de linguagem anti-constitucional".064 457.184 163. italiano. que se dispensa a um extrangeiro a n t i pathíco. Celso Vieira. Districto Federal.ANNO I ERICA platina e outros episódios infel. luz relampeante de tempestade sobre o Paço. não só apregoa a federação. começando pelo retorno dos emigrados portuguezes á Europa. Rio Grande do Sul. data illustre de rebeldias e reivindicações. o pamphletario do Republico.361 . Não tarda que o idolo nacional de 7 de Setembro de 1822.471 :119$ 11.042 :842$ 56. nesses primord. na Corte e nas provincias.221 145.406 :500S 5. de Evaristo Ferreira da Veiga. concentrando os resentimentos.785 6G6.522 85.981 611 232 453 554 74 88 455 195 275 422 267 260 160 155 80 123 80 R. a lidar e a sonhar n a bruma das instituições porvindouras.135 511.527 163.218 :000S 11.zes. aos primeiros clarões da re. . concitou o espirito pamphletario a um levante de escudos ainda mais tumultuoso. desboccados. as coleras da nacionalidade insubmissa ao forte querer de D . subversivos. £ «s £ * K| São Paulo. Victoriosa.001 :400$ 1. no estatuto de 1824. de Pernambuco. Matto Grosso. E o pamphleto auri-verde. alastrava de norte a sul. E o jornalismo politico. Amazonas. Muitos desses periódicos eram exaggerados no seu estylo. desappareça através da renuncia de 7 de abril de 1831. vibrantemente.637:2418 | * s » . desponta a Aurora Fluminense.566 1. como nos primeiros dias da Marselheza. Appareceu uma quantidade de jornaes — escreve Armitage — pugnando pelas opiniões e interesses da opposição. de Lafayette contra Marmont. Desfarte flammeja. Parahyba. Foigam os líberaes.003 765.593 :966$ 7.volta. entendida como litteratura jornalística de combate. a noite das Garrafadas incuba os ódios nativistas para uma expansão irresist. Assim. os ultra-liberaes desafiavam as instituições. sobre a liberdade da imprensa no Brasil! E recresceu a onda tempestuosa do jornalismo pamphletario. o cavalleiresco desafio a que apontassem os escribas ministeriaes. A Luz ^Brasileira. o heróe do Observador Constitucional.052 :590$ 519 :480$ 532 :468$ 448 :570S 601 :624S 432 :118S 152 :260$ 195 :000$ o •o 8 Por o i ° & e fcq sq •= nta gem esp eza Quadro geral indicativo da situação do ensino primário no Brasil 16 17 15 12 5 3 11 11 «a % % % % % % 10 10 20 10 % % % % % 8 17 9 10 8 12 % % % % % <T« io <r<> 7 % 10 ^ 59.129 883 427 143 250 -T *> 23 128 168 30 no 22 34 — ___ — — o -— 41 — 3. communica-se a faúlha da insubm. fundar um governo elect. " . com o throno de Carlos X. . o seu Ímpeto redobrou até á queda de D .326 :589$ 1. Por toda a parte.005 :773$ 1. phantasma evanescente da monarch-a de direito divino.559.157. e faltos de lógica nas suas conclusões. Comtudo. tudo era desfechado na linha de fogo jornalística.124 219. tal qual é c sempre /o»».097 :614$ 1. .726 41. que adubasse o terreno p a r a deflagrações revolucionar-as. ferido de morte pelos reaccionar. a força exuberante e indomável de uma v-da nova.450 :000S 775 :792S 2.907 :318? 21. resurgem os libellos políticos — jornaes ou pamphletos—.503 :000S 6S0 :000? 509 :116S 1.vel. o germen revolucionário fermenta nas sociedades secretas.000 | 446. Ceará.403 :094. Echos de regosijo.302 :480S 4.334. e baqueia em sangue o poder quasi fúnebre dos Bourbons. Santa Catharina.154.337 246.ssão ás tropas descontentes. Paraná.319 101.211 Oi e *» Kl | '8 t Oi «-* /». trabalhava demoniacamente contra elle o espirito pamphletar. Alagoas. . . Minas Geraes.319.497 :465$ 5. Pernambuco. o Louvre. Basta citar um opusculo de Maciel da Costa: "O Uarão do Rio da Prata nu e cru. pamphletario modear. mas também assoalha que os trahidores e absolutistas se envolvem. abnegação. sem que o pamphleto castigasse a indolência.500$ 25. expoente que se fazia já exp.507 C6S. exhalando o ultimo alento em phrase digna de Brutus: "Morre um liberal. ingênuo.510 76.711 363.as Tulherias. no jornalismo independente.vido.vo. Pedro I abdica e e m b a r c a . af fugiam os vassallos predilectos. .228 477.139 259.918 111. num impulso quasi assombroso. Maranhão. Pedro I. Paraná. retrucou á ira do Senhor D . longe de atemorísar. *.5 CD oo 55.o.457 160. E eis que os sentimentos collectivos. ign.871 79. o seu appello vibrará nos clar-ns de u m a columna em marcha.919 609. Rio Grande do Norte.tu. Minas acoihe o soberano com a fria reserva. que em S. em 3 de maio de 1824. .835 1. influenciado pela mentalidade retrograda e co.166 983. durante o qual se levanta a plebe amotinada e colérica.612 537. S 8 Kl 23. e> -5 246 10 83 1 1 •— 171 9 7 7 50 38 14 25 17 — _ „ 2 24 7 n — — • i l ! — — 1 i 7 1 137 a 4> a. apaixonado como um vidente.potente. . puolicstaor.(9 *$" i- NUMS. para abater o imperador ou a r r a s a r o império.081 :120$ 6. como pólvora." Então. a dialect-ca de Evaristo repercutiu na Câmar a e no Senado. correspondem aqui ao tr. algo semelhante ã mordacidade e ao azedume da linguagem britannica. E é ainda em 1830. e entro as luminárias do Rio. a impopularidade e o isolamento faziam a D. Assim.979 981.188 1.384 :587$ 4. Goyaz. o Republico de 1830.816 402 1. O governo imperial já era em 1830.033 :000$ 2.onial de homens. entru Dia a dia. de súbito.106. triumpha o nosso espirito de revolta. idealidade.189 :056S 34. da Bahia. . Pedro I uma atmosphera quasi regelante.722 :56"S 6. das barricadas contra os suissos.465 2. ainda muito d e p o i s . tremem os corcundas (nome com que eram alcunhados os antigos caramurús ou restauradores). commodamente. .917 :184$ 9.2S5 60. Bahia.362 363.743 !i81.364 192. Allusões. flammejando com elle no mesmo triumpho.entador. que não tinham lucidez nem coração para sentir. exigia a coerçáo da sua intemperança e do seu anarchismo.duo revo. e a sua influencia em todo o Império era prodigiosa.500 137.113 :681S 1.389 4.106 078. to Esco las ESTADOS I 1 2 10 3 2 10 4 31 1 3 654 • V 05 ~ Ã ! i ! 1 1 6Ç * £ _e "3 à c «e 1. 9 A 12 . o sybaritismo. Pedro I com uma traducção e um desafio — a impeccavel traducçao das cartas de Junius ao duque de Grafton.300 :000? 29. Sobre a cortezanice das gazetas ministenaes e a demagogia das folhas opposicionistas. desfarte. o soberbo triduo da const. . s o oo O § I t- Total das unidades. S «o e § s II 00 Kl 423 571 240 185 ÍHH> -35 Víi 3 li 2 29 11 10 149 | 2. a Fala do Throno denunciava magestaticamente a liberdade de imprensa. C 05 s o Kl o 8 «8 g 4) aí 1.328 874.os. destemeroso. Piauhy.595 :000$ 9. acena como um poder inabalável e desdenhoso ao fluetuante esquife do primeiro império — a não ingleza Warspite. . venciam o throno. Paulo. o preferido alvo da fuzilaria de quarenta periódicos impacientes.888. ultra-liberal. no horisonte que se inflammava. de modo tal que as próprias insígnias. O sacrifício do impávido Badaró. na Aurora Fluminense. Arvorava-se o pamphleto inglez por excellencia — As cartas de Junius — á maneira de um estandarte. paladino da Republica Federativa.Pouco depois de installada a Assembléa Legislativa. agora desthronado pela fatalidade impulsiva dos seus erros. o reinado incontestável da litteratura pamphletaria. precipitam na historia brasileira acontecimentos formidáveis.

Intelligencia esclarecida. Sucre quiso castigar un gesto dei espanol Sebastián Ramos. devemos o artigo que a seguir inserimos. conquista relativamente fácil. es la violación m á s escandalosa dei Derecho de gentes y de las leyes de las naciones y u n ultraje que no sufriremos t r a n q ü i l a m e n t e . Tem ainda em impressão Escuelas históricas en América.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Del caos ai hombre. Su Majestad el Emperador debía estar convencido. no sobre débiles tablas. Bolívar. mas é ãs fontes americanas que vae buscar de preferencia os seus themas. brasileno debía pasar por el território que protegieran los estandartes de Ayacucho. . o material. No espaço de poucos annos publicou seis livros notáveis pelas idéias. . solida e brilhante cultura. el militar de Chiquitos. uma das mais lídimas expressões da mentalidade continental. . Diego Carbonell. Araújo e Silva. ciertamente que no vió falta en lusitano de América. y la conducta de U S .. y que habría considerado como una impostura en el corazón de la América libre la corona de los Braganza. ministro plenipotenciario de Venezuela. é. conceitos e opiniões originaes que nelles se agitam. no corresponde ai lenguaje de quien hubiera tenido aviesas intenciones: corresponde. Botânica y Biologia. pues quien escribe aquello es porque admite esto. Mas. pues "Araújo fué depuesto" aunque más tarde quiso cometer desmanes por propia c u e n t a . t e n g a ordenes dei Go- bierno dei Brasil p a r a la invasión que nos h a hecho. mais excellente e mais constructivo no pensamento venezuelano. hoy no es posible valerse de semejanteí aquella armas para menoscabar la tradicional y mutua simpatia âe bra«Ü«- pafia viviam en paz y no eran r e p ú b l i c a s . contra la opinión de 0'Leary. y t a n luego como quedo . lo esencial es saber que el Gobierno Imperial nunca protegió la invasión incalificable dei oficial brasileno. a la idea dominante en el Libertador: la confraternidad s u r a m e r í c a n a . desea el mantenimiento de la paz y de la más estrecha amistad entre los gobiernos americanos". 0 ' L e a r y a la propia Corte fluminense p a r a "insinuar privadamente a los ministros de S. como advertlalo Sucre. marchando de mano armada a posesionarse de un modo usurpador de esa p a r t e de nuestro país. cuando este gobernador de Chiquitos pidió a las autoridades imperiales de Mato-Grosso. Mas. pela sua intelligente propaganda no sentido de melhor se conhecerem os dois paizes e pela avisada actuação diplomática. estes três últimos editados no Rio de Janeiro. El mayor interés de esa frase está en el destino que le cupo a la correspondência de donde h a sido tomada: pertenece a la res- víncia ai território brasileno. quizá por haberse convencido. . L a misma aptitud de Bolivar ante la consulta de Sucre. 9 A 12 — ANNO I EL LIBERTADOR Y EL EMPEADOR establecido el tratado. ai manso y dignísimo Mariscai Sucre. claramente. afírmase que Bolívar detuvo alguna vez su cabalgadura de César. scientificos e políticos. Cada uma dessas obras traz a marca inconfundível da pujante personalidade do antigo reitor da Universidade de los Andes e valem todas como brilhante affirmação do' que h a de mais profundo. Paréceme. Y asi era la verdad. lo cual eqüivalia a colocar en el conflicto de u n a decisión que era de soberbia. como historiador. Com estas linhas. a saber: Psicopatología de Bolívar. con el convoy republicano. robusta e moça. os fundamentos de suas analyses. marcho a tomar posesión Claro es. muitas paginas de seus livros sendo consagradas a problemas ou assumptos históricos brasileiros. recién independiente de la Europa. quizemos testemunhar o alto apreço em que temos D . Además. os elementos para suas syntheses históricas. sino sobre las indestructibles bases de la soberania dei pueblo y de la soberania de las leys". dirigió esta frase Silva: caracter más irrascible. imperial que la restitución de la Banda Oriental aseguraría la paz dei continente y la buena voluntad de las repúblicas hacia el E m p e r a d o r " . quasi sempre inédito. Juicios históricos. sin haber precedido u n a nctificación de g u e r r a ni explicación alguna. em que o illustre publicista estuda a situação de Bolívar em face da nossa independência. como sociólogo. Del otro lado. como se ve. ai impetuoso Araújo e "No puedo persuadirme que U S . a u n q u e no fuera esa la opinión de los senores plenipotenciarios Aivear y Diaz Vélez. como se sabe. que f^e halla envuelto en nuestra noble insurrección y que ha levantado su trono. lo cual seria para el Libertador un motivo capital p a r a no negar a las instituciones imperiales ciertas tendências democráticas. la leyenda o* gobernador de Mato-Grosso. la historia merece un comentário. Al contrario. hacia las tierras longincuas de Mato- Grosso en donde el Mariscai Sucre pretendió establecer su tienda é p i c a . sobre todo en estos instantes en que el Brasil celebra en companía de toda la América. y en un a r r a n q u e digno de aquél que " t u v o siempre el exquisito cuidado de encubrir las violências dei puntilloso y delicado". que no tenía desde luego nexo al- que Bolívar quiso llevar el espíritu de rebeldia hasta el território guno con la causa bolivariana. y sobre todo. Bolívar tuvo la intención de enviar a su teniente Daniel F .: de que la Santa Alianza nada tenía que ver en el incidente de Chiquitos. O seu labor é surprehendente. penso que Portugal y E s - cibidos en audiência pública el 16 de octubre de 1825. pelo fecundo trabalho de pensador. su consentimiento para anexar su pro- cia de invadir el território imperial. que el tratado se puesta que dió Bolívar a los plenipotenciarios de la misión argenti- explica de ambas partes: Ramos se vió perdido a n t e la marcha na. los senores Aivear y Diaz WUz. M. pero "desaprobó el ceio de S u c r e " . como critico e como psychologo. perial. Diego Carbonell. ao m e s : mo tempo que tornamos publica a nossa gratidão. . servida por u m a vasta. cuando en el Potosí fueron re- victoriosa de las huestas patrióticas. Supérfluo é assignalar aos leitores o nome que o firma. Su nunca bien ponderada prudência negóse a callar. e capaz ainda de mais brilhantes realisações no domínio da sciencia como na esphera da literatura p u r a ou da historia. Mas. está proclamando el pensamiento dei grande hombre: como el Mariscai le hiciera ver la conveniên- Se ha dicho muchas veces que el Libertador quiso atacar el Império. dió ai asunto todo el peso que merecia . porque é o mesmo vantajosamente conhecido nos nossos círculos literários. de que "nuestro Gobierno. de suas reflexões. el centenário de su independência política. sem lisonja. Os seus estudos filiam-se ás correntes idealistas universaes. y por un instante vacilo en soltarle las riendas para que siguiese. por estar convencido de que "Don Pedro'era un piíncipe americano. de orden dei gobierno imA" requintada gentileza de D . de orgullo y de honor inconfundible. pelos interessantes escriptos scientificos que tem publicado. "anduvo cauto on sus instrucciones. A mi hermano el obrero e Reflexiones históricas y conceptos de crítica. el Probablemente a r r a n q u e de tal misión disociadora. . lo cual.

como comendar el término de las hostilidades entre las partes conten- se sabe. . en 1824 ai senor conde de Ofalia. como se puede colegir de la correspondência que don José contemporizar. en donde sus La deducción es forzosa: la Argentina sentíase débil ante "el argumentos no tuvieron bastante fuerza de convicción para decidir a coraje y el amor de la libertad" que Eduardo Teodoro Bosche re- Bolívar a creer que la rebelión de Chiquitos era " u n insulto a Peru conocía en don Pedro a pesar de negarle otras muchas cualidades. Bolívar establecla una legación en Rio y de recusarse principiar las hostilidades.plearan los diplomáticos portenos para inclinar hacia la causa argentina el ânimo justiciero y "suramericano" de Bolívar: necesitaban de su espada. además por noticias U3urpación de un vecino ambicioso. t. no para complacer a los plenipotenciarios aquellos. Nos archiros dr Hespanha. . el deseo germinaba en muchas al- de la sutil diplomacia dei Libertador cuando necesitó por un instante mas. el cuartel general dei partido servil.. y luego habló quitos" de la Confederación de Panamá. p . c. " promisos con el Peru y su dependência dei Congreso y Gobierno Bolívar mereció de Mr. no solo estaba en su poder concederias. no fué se pudiera reconocer una como incertidumbre ante la exigência de los solo tentación de la misión Alvear-Díaz Vélez que sin duda alguna diplomáticos argentinos. Pordo Souto Maior. ella obedecia a una imposición momentânea expresaba el voto dei Gobierno. y el segundo. quizá.ndencia: Bolívar se negaba a invadir el t. don lizar. ni mucho menos pudieron convencerle de "la influen- Se hecieron tales propagandas en Buenos Aires. ... le impidieran tomar parte activa en la reivindicación "la sinceridad de sus pacíficos sentimientos en el negocio de Chi- de los derechos de un Gobierno que él estimaba".rrifo rio imperial. y desde alli in- famoso soldado Irlandês. según noticias dei Diário ciese nuevas tentativas para r e b e l a r s e . por tiene su explicación única. Asi. E s "candorosa" y exhibe la altura espiritual dei héroe: decía que "carecia de auioridad para dispcner de un solo soldado contra el Emperador dei Brasil". El deseo de querer lanzar el Ejército colombiano en aventuras que no cabían en ri plan dei Libertador. "si se necesítasen tropas auxíliares. exigióle respuesta escrita a los célebres cinco puntos con que ei diplomático argentino anpiraba cumplir su delicada m i s i ó n . Está clara la t.1 acerca de la aptitud de Bolívar. mas no Uegaron a convencerle de la justicia con que preSentaban la peticiõn. Dfcele de esta suerte en carta Es necesario precisar: la condescendência no fué más allá de dei 4 de mayo: "Los Argentinos aconsejan a los habitantes de Rio las palabras. . En la misma carta "confia en la cooperación suya en re"confia en su continuada abstenciõn de toda interven- La misión Alvear-Díaz Vélez fué uno de los más ruidosos fraca- ción en una contienda. Tiene especial importância la respuesta que dió el Libertador a la quinta pregunta. Delawat y Rincón. quien fué recibido por el Emperador el 3 de enero que el partido Republicano que solo está sofocado y no extinto. pues cuando de Janeiro que se unan a Pernambuco y a las otras provincias dei los plenipotenciarios dei Plata indicáronle la conveniência de "pe- Norte. Si el hecho se llega a rea- nombraba para Ministro Plenípotenciario a uno de sus parientes. el Libertador no se contestes de los Generales Uegados con el senor Virrey en conversa- dejó a r r a s t r a r por la fascinaeión de la nueva conquista: se concre- ciones que tuvieron con Sucre después de la acción. que el cônsul Dela- cia perniciosa que ejercían las instituciones monárquicas en el cen- wat recibia las noticias y ni siquiera las dejaba descansar. en carta dei 28 de setiembre y dirigida a don Francisco Zea También era de f w n t e argentina esta otra afirma- sión de Moxos y Chiquitos. a cuyo Congreso Internacional. cinamíento de este Gobierno llegue ai punto de desconocer las miras resolvieron acompanarle a Chuquisaca y alli "reforzaron la dialécti- hostiles que contra él tienen los gobiernos revolucionários de la ca. i m p e r i a l . y h a s t a en esto fué muy parco el héroe. sino para libertar de las garras íatidicus dei doctor Francia a su amigo < I sábio üomplnnd. que u n a alianza estrecha que los pusiese a salvo de la la forma de Gobierno establecida en el Brasil. . . Flu- minense. "Bolívar aprobó la tendência inspi- a ser. edic.utn r/c Suramérica. por cuanto este fué siem- (1) — Pueden verificarse las citas en las obras seguientes. en el Palácio de la Ciudad. 359. impedir que se extienda más allá de los li- astuto y bien intencionado libertador de América. y que el Brasil vendrá cesarios para hacerse justicia. por sus esfuerzos. sino que lo haría con placer" En toda la correspondência dei cônsul Delawat se nota la procedência: las noticias que él transmitia a Espana referente a la situación entre el Brasil y las repúblicas suramericanas venían de Buenos Aires en donde el sentimiento nacional era adverso ai Gobierno Imperial. Elysio de Carvalho: Os Bastiões da Nacionalidade. ii. y si en algunas expresiones de Bolívar su amor de latino-americano y por la extensión de sus miras. con los in- cansables senores Aivear y Diaz Vélez. Canning un aplauso muy caluroso por de Colômbia. . . dientes". expulsen el Emperador y formen parte de la República Co- dir ai Emperador en nombre de las repúblicas de Colômbia. 243. por sus doctrinas. pero en cambio un ano más tarde. y a Colômbia". protestando ai Rio de Janeiro se prestará a auxiliar las miras de la S a r t a Alian- mismo tiempo que. . el Pkita y Chile. 9 A 12 — ANNÒ I AMERICA BRASILEIRA nos y suramericanos dei extremo norte: el accidente de Chiquitos pre el primer suramericano. Rio. alegando que nada era más compatible con los interesses de am- América Meridional. el cônsul de Espana en Rio de Janeiro. pero "expresó el sentimiento de que sus com- gura que es hoy el de los agentes secretos de la Santa A l i a n z a .i. y en caso después. 1922. apelaria a los médios ne- za contra las repúblicas dei Nuevo Mundo. ron los senores platinos con el desengano en el Potosí.. . como ya se ase- rada en la equidad.. do Madrid. a fines de 3826. cuyo pronto término h a de ser el primer sos que haya sufrido la diplomacia mal aderezada en presencia dei objeto. mas. (1) Diego Carbonell. en la Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro. les manifesto to a decirles que enviaria a su teniente 0'Leary a conferenciar en este. xiv y sigts. Mas. Dr. tenía intenciones de ve- Rio de Janeiro con los ministros de S. el Peru. pues prescindiendo dei disgusto con que miran bos países. No vino el nir con el Ejército de Chuquisaca. y que dejase a la província de Monte- Bermúdez: "Todo nos inclina a creer que el Gobierno Imperial de vidéo en libertad de disponer de su suerte futura. dirigia entre ciertos limites bien entendido. t. No se contenta- mites a que está reducida ai presente". una satisfacción por la inva- eión. Cuando Aivear no tuvo ya dud. 81. fué invitado el Brasil. en cambio habría llegado ai Paraguay. 0 ' L e a r y : Bolívar y la emancipae. Potosí y Tupiza. M. hi- de 1827. en caso de negativa. o meses timar ai Emperador evacuase la Província de Montevidéo. p . si fuere necesario.tíÜMS. el tro dei continente" 6 de marzo de 1825 decía a Zea Bermúdez: "No creo que el alu- Fueron aún más lejos: después de hablarle de "la condueta anômala dei Emperador y sus ideas de absolutismo". lombiana. que pasada la estación de las águas. . la posiciõn de este Gobierno seria bien difícil pues es regular Leandro Palácios. p a r a cualquer otro xrrvieio. Con razón que nos expliquemos la escasa mesura que en.

precipitando-se Jj no mar. abre-se em seu declive commoda avenida. romances. num hymno radioso e arrebatado.re as cidades a que se deveria attribliif a primazia dos encantos naturaes. traçado pelo illustre ministro J a n Havlasa. o Grande Canon do Rio Colorado. separa este morro memorável" e histórico. quebram a monotonia fatigante da superfície das aguás. perfumes de flores. a cidade. mas com ô seu cume coberto pela exhuberante vegetação : tropical. e em sua imaginação não saiba separar do. emquanto. na convicção plena de que ninguém o contradirá. ministro Havlasa. que ornam òs arredores distantes da cidade. mas entre taes maravilhas da natureza. justamente agora está sendo arrázado. contar o Rio de Janeiro não na ordem das cidades. até pela maior parte dos cariocas. do Corcovado o da Gávea. estão os cimo* da Tijuca. em sua maioria montanhosas. Autor de cerca de 40 obras. e que por fim ao longe se transforma em extensos pântanos. Os principaes motivos da forte impressão que se tem do Rio de Janeiro são naturalmente as serras e o mar. formigando de automóveis. 0 Corcovado.-e de alguns delles a cidade decidiu subir para as a l t u r a s .e a r de passarinhos e o ciciar de insectos. Também este bairro se resume n u m a única rua. A superfície das águas. Uma simpes vista. que desaggregava o comprimia a sua Pátria. em que des.-•• seu paiz. O artigo que publicamos.s e a Serra dos Órgãos. Dezenas de ilhas. pelo brilho de seu espirito e altas qualidades pessoaes. na certeza dè que em cada uma. encontraria reminiscencias mais perfeitas e mais evocativas da época colonial portugueza em muitas hoje insignificantes villas brasileiras. o Sr. contos e novellas algumas das quaes vertidas para o inglês. uma única vista facilita.'mia de pilar delgado. a bahia e as montanhas. nada banaes. uma situação de grande relevo. quem saiba viver na alma de uma ciddde e na sua harmonia com as caracterist. 9 A 12 — AXXO I RIO DE JANEIRO O artiso que honra estas columnaS de America Brasileira é uma admirável o p r e s s ã o de nossa capital. um dos maiores pincaros e o mais surprehendentc. nunca Pôde dizer tudo: ha a variedade de cores. extendido. p a r a onde convergem muitas ruas de moradia. Ha lugares em que a cidade serpenteia entre o mar. e elevações menores. o qual se ergue. eriçando-se em alterosos cimos. cuem tenha percepção para sentir todo o traço de vulgaridade qu« seja ornado por detalhes interessantes. E ' muito difficil imaginar u m a harmonia mais perfeita do q u e a que existe nesse noivado melódico de tão differentes attractivos n a t u r a e s . servindo p a r a a t e r r a r a bahia. Ninguém se preste ao emprego dos superlativos. não constitue u m a amplidão mágica: mais do u m a das montanhas cahe directamente no mar. Quem. uma r u a a sua perspectiva. por cima do parapeito de pedra. pouco mais alto que a alcance da maré. confundindo-if com a agreste W»« . depois de dois annos apenas de convivio. noutros. ao menos em suas carcteristicas capitães e essenciaes. na luta constante e sem tréguas. colunas. e sobretudo tao esquivo p a r a os extrangeiros. cuja comprehensão. até u m a certa distancia. revelando muita cousa. frêmitos da brisa que vem do m a r p a r a as montanhas. por u m a única r u a . estão sondo oecupadas pela cidade. Apqnas a Avenida Rio Branco. mesmo aquelle que nunca tenha visto cousa semelhante. por detraz desses extensos pântanos. volta-se do 'súbito uma esquina e de novo se depara u m a vista de telhados multicores e de jardins floridos. porem. se ganharia um encanto novo. Do outro lado. na opulencia de sua natureza formosa e de sua actividade múltipla. Algumas cadeias de morros. no Rio de Jneiro. Todo valle se fragmenta em outros t a n t o s menores. conquistou entre nos. das alturas de Santa Thereza. Seria talvez mais justo e mais próprio que ao fallar das" maiores e mais inesquecíveis héllezas do mundo. em cuja local foi construída a Exposição commemorativa do centenário da independência. sobretudo da de côr. No centro de áreas maiores erguem-se cumes . no emtanto. emquanto não houver visto o Rio de Janeiro. que se a c h a m dentro da cidade: no segundo desse s m o n o s . penetra varando entre os rochedos por u m a única rua. verdade é que são supérfluos. que alli se vos offorecem coiri uma liberalidade que facilmente cançaria o observador supt•rficial. Póde-se ir além: a primazia do Rio de Janeiro entre as cidades está na.vence tV que é a mais bella cidade do mundo. centenas de outras pequenas delicias que encantam o olhar. ioi um dos batalhadores intemeratos da libertação tcheco. o seu significado para o mundo inteiro. que cresce cada vez mais e cujos bairros distantes. e muito mais de uma cidade contando um milhão de habitantes. comprehenda a paisagem em geral.tirados entre as ramificações dos morros e pincaros visinhos. Por detraz da bahia. que tem sabido usar em beneficio do seu nobre paiz. á maneira de unia ilha na matta. poderá ficar tranquillo a vida inteira. u m a admirável vista se descortina para o extenso valle. O Corcovado seria inteiramente" cercado pela c i d a d e ' s e por um lado o dorso <fl» o u n e á Tijuca não se extendesse. impressões de viagens. situada em uma planície baixa e monótona.. sua affinidade com os mais esplendidos nanoramas naturaes e justamente nesta affinidade se baseia tal primazia. tornando-o conhecido e amado no Brasil. que se eleva acima da bahia. a beíleza de uma cidade. <nic logo se torna para o visitante do Rio. e ilhotas no mar e na bahia. porém. se poderiam tirar vistas de todos os lados. Com o Rio de J. Fejto ministro no Brasil o Sr. plenipotenciario da Tchecoslovaquia junto ao Brasil e um dos escriptores mais apreciados e populares em . não hesitaria um só instante sol. j a n Havlasa é uma das figuras mais representativas da Tchecoslovaquia. a finalidade ultima de todas as suas experiências e impressões e nunca mais poder apreciar cousa tão magnífica. perdidas no quasi inaccessivel hinterland sertanejo. Q centro commercial da cidade está cercado e comprimido por muitíssimos morros.miiiro o caso é diverso. porém. como na política.isolados semeados de casebres pittorescos da gente pobre. apparece o que ao a m a n t e das m o n t a n h a s offende no mar e o que o adorador dos mares aborrece nas m o n t a n h a s . condemnado a desapparecr. um dos quaes. e m f. o morro do Castello. mas não vos di!. S A a Tijuca alcança mais <fe mil metros. a s scintillações daraz-u variedades dos pássaros e das borboletas. Quem. acima do quai. mas quem disser do Rio de Janeiro que é a mais linda cidade do mundo.lezas famosas. no Arizona. emquanto do lado opposto. na extensão ao alcance da vista vae desapparecer. alternativas de luzes e de sombras suaves tonalidades que a amplidão empresta. Quem veja na edificação e no alinhamento das ruas. cuja sympathia pelos heróes da liberdade foi sempre l a r g a e sincera. um complemento de suas observações diárias. com u m a pequena modificação s e pôde applicar ao Rio de Janeiro. que a p p a r e n t a m fecharem-3o com um morro. de mesmo lugar. nú e a piqu e de ura lacio. de incomparavel magnificência. a avenida principal. alcançando mais de dois mil n»eti os de altura e nessa zona celebre. perigosos e vingativos. Alli levanta-se um bloco gigantesco. s H a no mundo be. em toda a sua extensão e significação. são desconhecidos. E o panorama dás montanhas seria monótono se não tivesse por fundo a bahia e se não houvesse uma luxuriante vegetação para descanço de vista. provavelmente. o gor."t m i n a centésima parte dos múltiplos encantos. segundo o seu costume. iet a n t a . E ' uma deliciosa paisagem. edificada apenas do lado montanhoso. m a s que não se estampam n:i photographia parada. — ha de encontrar no Rio de Janeiro muito mais do que esperava de uma simples cidade. porque afinal também este pequeno retrato mente. afiadissima erguendo-ae das mattas virgens como uma verdadeira obra prima da natureza. Outros h a em que parece que a rua. cu:o triumpho raiou em 1918. fallando da beíleza de qualquer cidade. «. e o chamado Dedo de Deus. em outra modalidade e com outro caracter. Dos três. Havia/a.« <i í.cas especiaes que constituem o que chamamos "o exótico". ou mangues. poderá achar maiores encantos na de Buenos Aires. Uma photographia perfeita vo. O dictado que têm Os japonezes n respeito do seu delicioso Nikko. Sun. n a consciência de haver alcançado o ápice. Quem se sinta attrahido pela architectura histórica. . A extensão do mar vem dècrescer na limitação da bahia.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Os superlativos. como. E m quasi toda a extensão desse e por cima de qualquer balro urbano so pôde divisar o plano da á g u a da bahia.no nosso meio_ e mostra a excellente maneira com que trabalha o nosso idioma difficil e vário. penetrando com muitos entalhes no terreno accidentado da custa. as serras em innumeros morros. pois poderá ficar certo de que logo que o veja não escapará a um sentimento de tristeza. afim de se extender como no fundo de u m a cratera. Revoltado contra a tyrannia dos Habsburgos. viajando ao redor do mundo. feita com grande emoção e beíleza em que a nossa cidade avulta. acha-se localisada a Legação da Tchecoslovaquia. com a sua cumiada. nas letras. uma vez que não passa Ue uma impressão de beíleza vinda de uma imicn direcção. ou encravando-se na elevação montanhosa. chegasse a conhecer uma boa parte de suas bellezas proverbiaes. enleiada nas amplidões mágicas. foi escrito em português pelo Sr. levantando a cabeça dentre o m a r das r u a s urbanas que o vem banhar.

bastante de autocracia para confiar por longo tempo a sua consolidação nacional e econômica a u m systema monarchico. ser testemunha de como o Um paiz que soube sem sangrentas convulsões internas abolir a escravidão. da noite para c dia. pelos.trezentos annos. Não é somente. a sua individualidade nascente. O Corcovado está separado da bahia. das tochas rubras dos poincianos reaes. Por detraz de Botafogo e debaixo do Corcovado alonga-se o novo bairro de Ipanema. num recanto maravilhoso. para o m a t t a . resultado que é uma evolução histórica de. na vida quotidiana do carioca. embora se prejudicando quasi que de modo fatal no seu equilíbrio econômico. um paiz que reflectiu sobre as summas questões e b u s ccu a verdade no elevado positivismo que até hoje é a religião da grande funcção do povo. variada e multicor natureza tropical. uma revolução sem derramamento de sangue. hespanhoes. dos odores atordoantes da alva florescência áb hedychia. transformando a cidade num giantesco jardim. se enfeita de siningias grandes e sylvestres. d e òitocentos metros de altura. directamente da entrada da bahia áté quatrocentos metros de alt u r a . _ ANNO I tureza montanhosa. que l h e fica visinha. apreciar no próprio jardim os sagüis como trepam pelas arvores a vinte metros de vossa varanda. Ver magníficas orchidéas em flor nos jardins e nos rochedos pouco acima das ruas. Assim como fez Hqcusaio com o Fudji japonez. — isso tudo se. . Seria mui difficil decidir se cabe a este morro a'primazia ou se á õ famoso Pão de Assucar. denominado Sylvéstré. . se conjuguem mais de uma caracterstica de Paris. que se pode ver o dorso característico e o cume recürvo. dos Estados Unidos. . das ipomeas variegadas.. de ladrão. — eis o que faz com que. não é a medida de belle-za de uma cidade. vezes por anno este rochedo se orna das flores das inatüngiveis cataléas e outras orchidéas perfumosas. com que evitou desordens internas at£ o momento em que se sentiu bastante force para fazer. a origem de uma forte impressão equivalente á da beíleza do panorama da cidade. um paiz que h a um século soube se libeitar d e Portugal.. vagalumes que projectam na parede círculos brilhantes como os de uma lâmpada furta-fogo. defendendo com seus próprios recursos. tudo fundido num harmonioso conjuncto de esfoçro civilizador. . e resolutamente enfrentou os problemas de apparencia invencíveis de seu clima ti opical. 9 A 1 2 . o grande numero de jardins e logradouros públicos magníficos. proclamando a republica e levando simplesmente o seu monarcha para o primeiro vapor que se dirigia á Europa. que impressiona tanto mais fortemente. dos cabeços amarellos dos marantos. através destes três séculos. destes bairros directamente. occupado por bairros e em ambas as encostas extendem-se os dois principaes centros de moradia dos cariocas. ser molestado na rua por uma borboleta da família do Morpho.dessa parte da cidade. no Rio de Janeiro. já d e ha muito deveriam ter sido tiradas centenas de vistas do Corcovado carioca. sob o declive do Cçrcovado. quanto contrasta com as mais modernas installações do século vinte e os hábitos de conforto como ainda não pôde offerecer a nossa Praga. dos vermelhos ca3tiçaes das bromelias em flor. as vitrines luxuosas das lojas. centra francezes. o systema de residência embellezado pela natureza tropical. ou ainda por um lepidoptero nucturno da familiia do Attacus. as ruas sempre formigando de automóveis. pegar no próprio gallinheiro uma gambá que se embriagara com a aguardente para elle preparada. o borborinho da avenida principal — Avenida Rio Branco — os admiráveis passeios beirando a bahia e o m a r . um paiz que eir: geral não conhece o preconceito das raças e que em seu sentimento social tem que avançar sob as mais diversas e pesadas condições. os dos trópicos e da America do Sul em geral. dos suspiros saudosos dos frangipanos. A rede perfeita dos bondes. emquanto a Avenida que beira a orla do mar. extrangeiro no Rio muito característica. caçar no quintal com um laço primitivo uma linguana de um metro. porém. tão querido dos brasileiros e de todos os que se demorem algum tempo no Rio. passar n u m instante das mais elegantes avenidas de typo realmente parisiense. ser visitado á hora da ceia pela esquisita mantis religiosa e ã noite. afim de que aquelle que pela primeira vtz no Rio se approxima da do brasileiro encontre nessa approximação o encanto máximo que nelle' exerce a capital dos Estados Unidos do Brasil. e que se ergue como um castello de fadas sobre o mar da verdejante floração e mattas trópicaes. que se levanta.ÍÜMS. das flores amarellas das acácias e mal pígias. está em seu typo global muito mais próximo da Europa do que se imaginária. porém. um paiz assim falia muito claramente pela sua Capital. hollandezes e afinal também contra a mãe pátria — Portugal. Este penetrar da exhuberante. passear pelas alamedas de palmeiras. constituindo um gigantesco e horrivelmente escarpado AMERICA BRASILEIRA botânico a cada instante esbarra com espécies novas na flora luxuriante. da preamar violeta das melastomaceas. é por certo. por debaixo do pico. gal. de grinaldas de begonia rosea. cujo nome em portuguez signifca "corcunda". sem exceptuar sequer o Canadá e à Argentina. ainda maior e mais multicor. ouvir o grito das catoritas voando por cima dos bondes electricos. em que o povo brasileiro se veio formando muito antes mesmo do paiz se constituir independente. das passiflora s azues. das nuvens roseas dos bombaceos. foi o cume da Gávea. tanto do seu clima. ter num só anno a casa coberta de trepadeiras marvílhosamente florescentes. para a maioria dos visitantes da Capital brasileira. p povo brasileiro está muito mais perto da E u r o p a do que qualquer outro do continente americano. Apesar da differença do clima. o mais attrahente e impressionante. Jan Havlasa. ou mais propriamente por cima. torna a permanência do. das chammas alanranjadas da pyrostegia. P a r a mim. por certa distancia. por detraz das Laranjeiras. pelo exotismo inegável. realmente. então. da Riviera franceza com os da passada colônia portugueza. como gigantesco e macisso molle. quanto da sua gigantesca extensão territorial. um paiz que na Grande Guerra se collocou ao lado da Entente e dos povos opprimidos com o unanime consentimento de todo o povo. termina — justamente com a Legação Tçheeoslovaca — o bairro der Santa Thereza. II Duas. Laranjeiras e Botafogo. conservando. Quanto ás idéas.

annotações de leUuras. Me concretaré ai intento de trazar un rápido esboso de ttn juiclo histórico. que el Brasil. flamante y misterioso. Bien sabido es que la declaraclõn dei Presidente Monroe (1823) fue sugerida por el gobierno britânico. Cumpliré. pareciam desentenderse de la lucha de los pueblos de origen ibérico~ Tarde reconocieron Ia independência de Colômbia y la de los demas pueblos de América. econômico e technico de seu paiz. é um dos nomes mais illustres da geração colombiana de 1892. Independência o mucrte! que su progenitor y rey. presentan muy diversos caracteres. los Emperador*:. vice-presidente de la República. en el cual me invita a colaborar en el numero de America-Brasileira que su digno Director prepara en homenaje de su patriotismo a la magna efemérides que celebra este gran pueblo ante las miradas dei m u n do. digno Aquiles de semejante Agamenón. y para acometerlo requeriria un tiempo dei cual carezco y la consulta de libros y de archivos que. no heroísmo e na historia pátria. ora" porque deseaba aniquilar la fuerza de Espana. discreção e proveito. publicou o drama em versos Raza vencida. u n vasto império entre todas las repúblicas inquietas de la America espanola. la tarea que ma pide el erudito y fuerte escritor quien ilustra el nombre de Carvalho. en nombre dei pueblo. de de Florida Blanca: si en vez de sostener durante três lustros una guerra cruel. aliado de la Fortuna. el arrojado. un ano antes dei grito de Ipiranga. que se Inspira nas tradições. naturalmente. en su caso tiene de coi-onar de laureies la frente que despojo de la diadema Pues si el se la cino en Ipiranga. Solo el dolor nos hace grandes! El Brasil escapo. t a n t o p a r a conservar u n aliado monárquico en America. Nelles. Homem de letras. da cultura e da sensibilidade do escriptor de prol que é o seu autor. y el otro desde el gobierno — Santander — la empresa de la definitiva independência de America. foi deputado geral. Pedro I con audaz desembarazo y alta visión politica la coron. el sacrificio de Policarpas y de RIcaurtes brasilenos. el m a g n â n i m o . expertos generales peruanos. preparo dentro de los moldes de una mosigue los consejos de aquel estadista incomprendido. de Áustria y Rusia La Gran Bretafia auxilio a las colônias espafíolas en su contienda con la madre pátria. palpita uma alma delicada de legitimo poeta. y van a vencer sobre el Conduncurca ai verrey dei Peru y a los mas l«ravos y nobles generales que entonces tenía E s p a n a . llamado Connarquía constitucional el advenimiento de la republica. con deleite prohibido. La Independência dei Brasil y la lucha sangrienta sostonida por las colônias espafíolas para obtener la separación definitiva de la metrópoli. adolorido y como en espectativa de nuevos desastres Me sugiere Vuestra Senoria el tema dei articulo. un dia verdadeiramente temible para la pátria dei Almirante Vermont. Sus determinaciones llevan el sello de lo que se ha meditado con profunda atención. El 26 de julio de 1822 se encontraron en Guayaquil los dos libertadores.o o Sr. como revela a formosa epistola que abaixo estampamos. con lucidez innegable lo habia autorizado para obrar asi. En Espiral. Al aparecer el Império brasileno. Pedro cruza los planes republicanos. El grito de Ipiranga tuvo un triple alcance: evito la revolución republicana. T bien puede decir desde las manstones IIÍ e a T (pues los reyes tabién suelen ir ai Cielo). a l a menos con buena voluntad.. El espiritu fulgurante de Bolívar y Ia visión clara y severa de Santander presidiran el combate. hoy en buena parte. E n los propios jardines de su alcazar. Além do mais. Adelantandose a la rebeldia. consagrados por entonces a poner los fundamentos de su hegemonia econômica. Al duelo de Ayacucho concurrieron: Sucre. la naclon qae ha tenido siempre la mas clara consciência de los acontecimientos políticos. el digno. poemas. Inglaterra movia con habilidad magnífica los tornillos de la máquina dei mundo. Muy distinguido amigo: En jnedio de Ia agitación consiguiente a las funciones dei cargo que desempefio. po"*" mio w m exercendo com luzimento.n m H m i . Bien sabia él ai esclamar en Ipiranga. que la Republica. Si Espana. por excessiva modéstia. inquitaronse. si no bien. Más. en estos dias memorados y memorables. recibo el gentil y para mi honroso telegrama de Vuestra Senoria. Senor Dr. livro este de ensaios. L a m a r y Santa Cruz. en los sitios discretos. que. de Santander y de 0 ' h g u i n s . profundamente humano. versos. argentinos y peruanos continuan las épicas jornadas emancipadoras. El modesto y grave San Martin estrecha entre sus brazos ai impetuoso y estraordinario Bolívar. tendo-se recommendado á sympathia e ao respeito de seus compatriotas como promovedor de varias medidas que visavam o progresso moral. Santander e alma dispersa. de Dios estaria que las repúblicas surgidas de una contienda ton larga y encarnizada. se Inclinaron a n t e los hechos cumplidos. estudos críticos. y Necoechea. si a mera ambición. Até o presente. sima en la cual suelen caer pira siempre los pueblos. si a un trancendental pensamento. Elysio de Carvalho. e I n g l a t e r r a .i Imperial. O livro Alma dispersa editado em Paris pela Livraria Garnier. comedia decostumes.nta diplomaticamente la creaciôn dei Império ü. Emocionaes de la guerra. evita la contienda encarnizada. conservando lazos fraternales entre la Colônia emancipada y la Metrópoli. suelta ! » ataduras de sus subditos ultramarinos y conserva su cetro real sobre el trípode de la libertad. To he escrito en otra parte. ingrata en veces con las t e s t a s coronada. protegido visiblemente por los nftmenes divinos h a gozado de 0«* . O A 12 BRASILEIRA ANNO r CARTA ABERTA O Sr. Bolívar. en donde saneran las plantas y el espiritu padece. El acierto politico de D . la puso. de la anarquia. los dos grandes hombres que dirígian el uno desde los Campos de batalla. Vida nueva. el Congreso de la Gran Colômbia elegia a Bolívar Presidente y a Santander. sobre la cabeza de la e s t a t u a de la República. es muy probable que la suerte de Ia America hispana hubíera sido otra.AMERICA M'MS. D Pedro ai separar ai Brasil de los domínios lusitanos conserv a b í o p a r a su casa reinante y p a r a regocijo de los príncipes eu" p e o . fornv. ornada de gemas brasilenas. Nostalgia. habia lábios que pronunciaban el nombre de Bolívar y de San Martin. se da cuenta de las perspectivas dei futuro. Politico de idéias liberaes e orador de palavra eloqüente. Sus agentes en Bogotá aplacaron Ia íierviosidad de Colômbia. y. D . por la bravura y la perícia de espaftoles y de indianos. desde el momento en que presintiera el peligro de perder esa corona si no se mostrrba revolucionário. Más. F u e u n a lucha caballeresca en q"'' los paladines se disputaron el campo y los generales ie saludaron em médio de la pelea. restos gloriosos de la heróica Legión Britânica. * t o d T m a n e r a s acerto. La potente Unión es un pueblo que entre sus grandes cualidades tiene la prudência. apenas abarcable en las páginas de un volumen. Pedro fue indudable. autor deste trabalho. Solo cuando vieron a Bolívar ascender ei Chimborazo y a la escuadra colombiana mandada por Padilla. el Ejército. merced a sus propio3 monarcas lusitanos. mas veste a sua musa de roupagens clássicas. desbaratar en Maracaibo a la poderosa armada espanola. Max lliillo. E I C.Si obeiieció a sábios consejeros el v a s t a g c de la faredia portuguesa. Al Illiman y otros poemas. La Santa Allianza respiro. Unidos colombianos. Aivear. 0'Connor y Millor. sombreados por palmeras símbolo entre los arboles dei orgullo de la reyedad. pasasen por la ordalia. el vencido en Cartagena de índias. El 7 de Setiembre de 1921. tocado de graça e de beleza. aun cuando fuese en su propio provecho. Cinose D. mas tarde. Cordoba. muerte de las naciones. a sua obra colloca-o entre as primeiras fí«?ii«-nB ••em-e<--entativas da opulenta literatura da Colômbia. impressões de viagens. dá u m a exacta medida da intelligencia. Max Grillo é o encorregado de negócios da Colômbia no Bra=il. con oportuno acierto: La Independência dei Brasil y el movlmiento libertador sur americano: El asunto es vastisimo. Los Estados Unidos. y en obedecimiento a su instinto de monarca pone en nombre de la reyedad europeo un centinela. saiu em fôrma de carta. La revoluciôn americana t o c a t a a las p u e r t a s de su palácio. ambos argentinos. por desgracia no se hallan ahora a mi alcance.«l Brasil. sin sacrificio de vidas y de riqueza independizó ai Brasil. como para calmar los sobresaltos de sus nerviosos amigos. ora porque ha tendido a h e r m a r a r su :>oderio con la libertad de los pueblos. salva la corona. é conhecedor profundo da historia colombiana e provecto sabedor de cousas p u l .

os "interesses da alma" como chamava Rodo. Não. la probidad en todo. não deixam de emprehender essa grata peregrinação transatlântica para testemunhar de perto o germinar e florescer luxuriante da sua sementeira. divulgando-o. obra a um tempo das gerações velhas dos "consagrados" e dos moços que chegam a toda a hora. o illustre critico e erudito portuguez. a Europa a caminhar aos tombos para a anarchia. já pelas idéas. Hoje Uma viagem ao novomundo está sendo um complemento de educação. a America é u m a das grandes esperanças do mundo. no espirito philosophico. E creterio americano chamo eu á isenção de preconceitos europeus que podem levar o espírito a só procurar no mundo de Colombo. na hora festiva e generosa em que elle abre as portas da sua alma á amizade e á rheto- rica. Como os antigos romanos aspiravam a uma viagem á Hellade ridente e requintada — "non licet omnibus adire Corinthum" — como nôs latinos tínhamos a viagem a Pariz como o exequatur da maiorídade esp"ritual. Por aqui mostro a vontade firme. os europeus. el desprendimiento. Sinto-mt feliz por verificar e fazer aqui ver toda a operosidade da intelligencia brasileira. la tolerância religiosa. la rectitud republicana. de assalto. por isso. deve desembarcar com aquella enternecida devoção que levou uma infanta de Hespanha a ajoelhar ao descer "commoto pede" em Buenos Aires. merece acolhimento carinhoso nestas columnas. el respeto a las leyes. 12 de setiembre dei 1922. Las revoluciones y los contratiempos dei Brasil han sido bien poça cosa en comparación de los desgarramientos que han padecido otros pueblos de América. com a casaca e o "smoking" das horas solemnes. para ser comprehendída «-. el amor por la justicia. admiración de los estranos y regocijo de lo propios. la educaciôn civica. na oratória. y caer en una segunda infância muy próxima á la imbecilidad sevil" — disse Menéndez y Pelayo. se nelle falia com eloqüência a VOÍ. &t. dõco r e licario do seu racionalismo. Lá voltaria agora. sempre construir. já porque o firma um dos nomes mais reputados das letras lusitanas. Toda uma litteratura de impressões e commentarios testemunha esse observar curioso do Ultramar da civilisaçãò européa.If&MS. Daqui provem o interesse e a sympathia que tem levado os homens de estudo a visitar a America. o trabalho dt lembrar aos brasileiros o que elles nunca esquecem: as razões por que devem prezar e venerar o velho Portugal. na poesia.. a levar o obolo dos meus sentimentos amistosos neste momento de racional e unanime vibração. que não tülhan r. nos estudos históricos. confiança e forte querer. e grata companhia de cultores brasileiros. galgam aos últimos progressos. tão decisivamente revelado na elaboração duma cultura como na defesa firme du bolcheviki=mo. que os amigos folheiam com curiosidade e vão '•stragando e perdendo como podem. amada. Encontram-se por que a sua mocidàde nos dará vigor para accordar t pôr em circulação valores esquecidos ou mal apreciados da nossa cultura. sem arredar pé da velha urbe de Ulysses. do sangue. fraquezas e desalentos. um banho lustrai do realidade e uma tonificação da alegria de viver — tão inquinada pelo pessimismo derrotista do velho continente. que Byron esqueceu e o nosso Garrett deliciosamente celebrou: o cigarro livre á proa cortadora. fragua immensa em que se caldeiam a s velhas civilisações com elemento. hoje mais que hontem. quando a fadiga e a minha costella marinheira pedem aquelle prazer barato. alguns conceitos de reserva p a r a eventuaes discursos. Rio de Janeiro. cujo cogitar se absorve em problemas graves e austeros. quem fôr á America. Mas toda esta. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contraste de sentido da marcha politica e social dos dous continentes: a America e distanciar-se cada vez mais do cahos indifferenciado. E encontram-se porque a nossa velhice. temperará os Ímpetos da juventude brasileira: "em toda a parte onde mais mundano é o velho menos extravagante é o moço" lembrou Ramalho Ortigão. não a improvisar. Dum lado principia-se com ardor.. Mas seria essa a melhor e a mais fecunda contribuição para a magna festa ? Supponho que não e. muitas vezes secular. sábios officiaes que o governo ainda maná. que esse povo tem de subir. Que la experiência dei sufrir de sus hermanos de raza. Sinto-me feliz ao pensar que no campo em que milito nunca deixarei de ter a honrosa. vou aqui. Fidelino de Figueiredo. nas questões sociaes e no jornalismo. a quem preoccupam os destinos da civilisaçãò de que foram os principaes obreiros. servindo como posso os créditos do Brasil. Cada vez me convenço mais fortemente de que a razão mais a r g u t a e poderosa só tem no árduo campo humano um alcance geométrico e irreal. aquilate aún mas las virtudes brasilenas: de modo que el caracter. e. expondo e defendendo as razões porque o devemos' prezar e a m a r . de objectivo e de temperamentos tem de fundir-se numa indispensável uniformidade: a America. na litteratura de viagens. "Un pueblo nuevo puede improvisarlo todo menos la cultura intelectual. E é esta a minha saudação ao Brasil.en. se a não vivificar uma sympathia tolerante e a inspiração dum alto ideal. conceitos e affirmações que nelle se divulgam. no theatro. "inter amicos". ha-de ser vista por um critério americano. doutro lado parece acabar-se em transigencias aviltantes. amigo y admirador Max Grillo. . para confirmar a sentença de Lodier sobre "le triste sort du livre prêté. festejou a commemoração da nossa independência politica. Soy su afmo. tão estimado nos círculos cultos do Brasil. colorismo. em qut têm deposto homens dos mais eminentes. Deixo aos. que tarde chegaram e. títerilisari. e para revelai a debilidade de alguns materiaes dessa assim mesmo prodigiosa architectonica. mas a continuar uma cultura ve'ha e a elaborar com segurança um matiz novo. das suas letras e da sua cultura. E' isto que por aqui digo e documento com alguns mestres de livros brasileiros. no romance. toda uma floração se ostenta. Foi essa a disposição de espirito com que fui ao Brasil e com que voltaria agora. e espíritos ligeiros que procurou exotismo litterario. se o Atlântico se cruzasse com a mesma facilidade com que atravesso o majestoso Tejo. Un pueblo viejo no puede renunciar á la suya sin extinguir la parte más noble de su vida. desdenhar as differenças. indefessamente. 9 A 12 — ANNO T AMERICA BRASILEIRA A MINHA SAUDAÇÃO O artigo em que Fidelino de Figueiredo. amanhã mais além. variedade de pontos de vista. demasias do nacionalismo mais apaixonado nem os erros dos políticos. porque esse campo ê tão inilludivelmente commum. Pelas virtualidades do seu espirito e pela juventude das suas energias. extravagância e agudeza com que façam' vibrar a bota sensibilidade dos seus leitores. o elevado espirito critico com que peneira as nossas exportações intelectuaes. na critica litteraria e artística. Corte Real e Cabral semelhanças e a felicídad rara vez otorgada por la Providencia a pueblos de la vasta extensión. ao mesmo tempo que prestamos homenagem a um sincero e prestimoso amigo do nosso paiz proporcionamos ao leitor o encanto de uma pagina sensata. mediocridade n a liquidação — fizesse sobresahir o contrate J á o era antes que a grande guerra — crime no desencadeamento. na novela e no conto. arraiguen y prosperou t«n el corazon y en el espiritu de Ias generaciones venideras para gloria de la democracia. a tolerância perspicaz e o cioso aproveitamento com que assimila e incorpora na sua mente quanto serve ao seu propósito de construir. Critério americano chamo eu á falta de indulgência para bem admirar a construcção febril de povos. E ' neste capitulo de cultura que se encontram os interesses superiores de Portugal e Brasil. T. na philosophia. de la diversidad de condiciones geográficas y sociológicas de este maravilloso país. o aristocratismo selecto da intelligencia brasileira.

le champ de leur curiosité s'est élargi. Paris. on se plaít á opposer la sagesse inconsciente des peuples qui ne connaissaient ni les querelles religieuses. Ce Irvre inégal mais suggestif. O curso de Le Gentil será feito na Sorbonne. Baif. les Scènes de la Nature sous les tropiques. dans toute la force du terme. e no segundo se occupará do sertanismo. aliás. L'attention du public lettrê. (Canto V. et de dresser un réquisitoire. . dans la conna'ssance des langues orientales. les Indes Orientales. aux crimes causes par 1'intolèrance. dit-il. sant rentrer la botanique. conferdo pela Academia Brasileira. a u moins indirectement. Madagascar. ce sont les vostres.stei continuamente De seus filhos e pai. á maintes reprises. Certes il manque à Ferdinand Denís. parti que peut eu tirer la poezie. semblerait prouver qu'il s'est produit. en sa magnificence. Tves d'Evreux. par cette culture á la fois scientifique et cosmopolite. le folk-lore. mieux informe. embrasse le folklore de trois continents et devance. On y sent. il existe des points de contact? Un ouvrage peu connu de Ferdinand Denis. venaient de recueillir des informations nuuvelles que Ferdinand Denís. ou abondent les epithètes et les périphrases. il rêhabilitait systematiquement 1'Indien de 1'Amérique du Sud qu'il transformait en rêveur.' (6) L'exotisme. Montaigne avait dèjá transcrit cette chanson de cannibalt. que fez escolha muito acertada. marque 1'aboutissement d'une longue évolution. engage á la m é d i t a t i o n . visto como tem o encargo de um curso de litteratura brasileira em Paris. Mais il ne lui a point échapé que les poêmes de VUruguay et du Caramurú. avec lui. evoca a figura de Ferdinand Denís. cosmographe du roi. á la Chorographia d'Ayres do Casal. Verse. 1913. á reconnaitre dans la formation de la nacionalité brasilienne 1'importance du facteur ethnique. Temos a profunda convicção de que Le Gentil será o interprete fiel. à 1'époque oü La Boètie écrivait le Contre-JJn. delia é composto Este corpo. fournit à Montaine la matière de deux chapitres.En y fai-. les incertitudes d'une génération qui hésitait entre le poncif de Dellile et le bariolage de Natchez. Ces muscles. voient renaitre en Amèrique l'âge de Saturne. Sur la flore et la faune des tropiques. . aux réats de nos premiers mission a r e s . se déplace vers les Antilles. dont il fut le premier en Europe. par 1'effort des moralistes et de voyageurs. II s'efforce. Professor de litteratura da Sorbonne e familiarisado com a lingua portugueza. Philosophes. 1'influence qu'exercent sur les sentiments du sauvage et du civilisé u n ciei éternellement pur. l'Aíríque. como se sabe. qui cherchait dans la relation de Bougainville des a r g u m e n t s en faveur de 1'état de nature. Aspect de quelques vegetaux. témoigne.. dont la hardiesse n'a pas été dépassée et qui tendraient. de Joaquim Nabuco.N t n i s . par 1'intermédiaire des Jêsuites. (61 Pg 3. 1018. Au spectade d'une société corrompue. ces veines.t botaniste lui même n ' a u r a garde de négMger. Nul mieux que lui n'ètait prepare. s'enrichissait d'eléments nouveaux et remontait á ses origines. de la critique á la nouvelle romanesque. pour les besoins de la propagande. Le Gent 1 desde alguns annos que se acha em contacto com os nossas idéas e os nossos sentimentos. Daurat.. même avant Garrett. Neuwied et Humboldt. On y passe de la description á 1'analyse. poetas e ensaístas. 9 A 1? ANNO T AMERICA BR A S I L E I R | UN PRÊCURSEUR DE L'INDIANISME As paginas que se seguem foram escriptas especialmente para esta revista. A exemplo do autor do Le Brésil e de Une fête brésilienne à Rouen. Ferdinand Denis s'en rapporte. A vrai dire. les croyances des indigènes á la théologie. les traditions. LXV). se evidencia nos vários trabalhos que sobre assumptos referentes á nossa litteratura. que animo de presente Por isso de tormentos faço gosto. une tradition ininterrompue. celui d'Alencar. intelligente e probo do pensamento brasileiro. érigé en type littêraire. Bientôt les Jêsuites. Paris. les croyances. pour la p r e m ô r e fois la rèvèlation de 1'exotisme. (4) Chapitre X X I V et suivants. On ne lui contestera pas. e profundo conhecedor da nosca historia. toute fois le mérite d'avoir détermir. Mais cette complexitê. na Révue de VAmèrique Latine. Les compagnons de la Ravardière. disciple de Bernardin de Saint-Pierre . oú rentrent l'Amérique. deux voyageurs étrangers. une vegétation éternellement luxuriante: " L e climat des tropiques. r i d e . les eles du pacifique. L'âme. no momento em que festejamos o primeiro centenário de nossa emancipação poitica. conserve une tn<"«llesse qui lui fait rejeter tout ce qui ne peut flatter l'imagination. do supposto De me ver n i inimigo bem vingado. qui d'abord s'attachait â la France antaretique. Par:s. grands admirateurs de Thevet. Son style. C e s t enfin de Chateaubriand qu'il tient le sens du pittoresque et le goüt du romanesque. à definir l'américanisme. E quando maior pena a carne sente Então mais me consolo. Des Coches. L'indianisme represente. une certaine générosité instructive. chez 1'auteur (2) Da carne me pa. qu'on protege contre les chasseurs d'esclaves. e procura penetrar a alma brasileira pelo estudo de nossos romancistas. que foi. Xeste corpo que é seu. romanciers entament le procès de la civilisation. d'adapter au paysage brésilien la description du Mississipi. se trouve. qui tient de la critique et du roman. . Georges Le Gent 1. l ! ' l l : L'Amèrique et U~ rêve exotique dans li littcrn'ure fr^nçaise au XVII siècle et au XTIII siècle. Des Cannibales. publicou n a Révue de Littérature Comparée. que será matéria para dez conferências ou prelecções. aproveitou o tempo em que permaneceu no Rio de J a n e r o . demi siêcle a v a n t Castro Alves les hontes de 1'esclavage. avec la beauté phys"que. como representante do Ministério da Instrucção Publica no Congresso de Historia da America. Chinard (1) que 1'ceuvre de Chateaubriand. loin être une preuve d'indigence. tão mal tratado. Georges Le Gentil é um typo representativo da cultura clássica franceza — um normalien. Claude dAbbeville. Estce à dire qu'entre l'exotisme europêen. E t 1'Indien. como. Vous ne reconna'ssez pas que la substance des membres de vos ancêtres y tient encore (3). le magnolia par le papayer (5). un écrivaín. dans 1'histoire de la littérature française.é avec réelle pénétration psychologique. Le protestant Jean de Léry. publié em 1824. règne une confusion que le plan ne cherche point ã dissimulei'. que elle visitou na sua mocidàde. Ajoutons qu'il a subi trop profondément 1'influencè de nos encyclopêdistes pour sacrifier. Dans 1'ouvrage lui même. Jodelle. derive en partie de sources y^rtugaise«. lieux. pauvres fols que vous estes. il ajoute S 1'histoire du quilombo de Palmares.dont 11 faut chercher en France les premières manifestations artistiques. On lui reprocherait plütot de p a r t a g e r 1'optimisme de Diderot. á Rocha P l t t a . remplaçant la savance p a r les palétuviers. Dénonçant ur. se rettrachent. car ils mangeront quant et quant leurs péres et leurs aieux qui ont servi do nourriture et d'aliment á son corps. trahit. même lorsqu'il vise á être révolutionnaire. dont 1'enthousiasme rencherit sur 1'admiration des capucins. que Santa Rita Durão devait mettre en valeur (2): "qu'ils viennent hardiment três tous et s'assembíent pour disner de lui. contre la colonisation européenne. para documentar-se acerca de nossa litteratura. et 1'indianisme brésilien de la seconde manière. s'ingénient. aumônier de Catharine de Medicis. d'être. ni la cupidité. en invitant á Hndolence. le Canada. Sabemos que no primeiro anno t r a t a r á elle do indianismo. comme une sorte de paradis equinoxial. la persistence d'un goüt suranné. (3) Cite par Ferdinand Denís dans Une fête brésilienne. comme 1'auteur du Caramurú. Ronsard. oú 1'exemple se joint au précepte. tout en agissant encore. pour la description des í l í Chinard: L''\rot'mme américaíne dans la littérature française au XTI siècle. oú l'observation directe des faits a moins de p a r t que la documenta tion livresque. avec Raynal ou Marmontel. comme l'a démontré M. à justifier le communisme. première tentative de "roman n è g r e " . vers \H cornmencemeni dti X I X siède u n échange entre les deux littêratures. e no pequeno ensaio que aqui publicamos. durará três a quatro annos e obedece a u m a intelligente orientação. 1'etfort des ethnologues. caracter» qu'ils donnent au paysage. cette chair. do p a r n a s a n i s m o e de outras manifestações mais características da nossa litteratura. (5) Voir le chapitre II. do naturalismo. auquel on reconnalt. II n'en est pas moins certain. devotado amigo do Brasil. ne se lassent pas de vanter la richesse d'une terre qui leur apparait. par une methode de comparation qui n'est pas sans analogie avec celle de Frazer. C e s t au contact de la nature brésilienne que nos écrivains du XVI siècle ont eu. de Machado de Assis. pour 1'histoire. L'crotisme cw:ricain dans 1'ceuvre de Chatravbriand. il rapproche les mythea. avec 1'inexpérience de la jeunesse. d'autre part. un prologue agricain (4). dont le mérite s'impose comme savant. la critique philosophique. en poete. á découvrir des tiaces obscures de la r è vèlation dans les théogonies primitives.

1'idialísme des romans biotons. en remplaçant la grâce par la majesté. passe insensiblément de la curiosité á 1'interêt de la pitié á 1'attendrissement. avait 1'étoffe d'une romancier. l'adversaire tap. d'une pensée originale et vigoureuse. au surplus. troblée par ce culte étrange. un périlleux voyage aux mines d'or. la courtoisíe heritée du moyen âge. Pour obtenir une fleur qu'elle aimait. dans Vépilogue. . thème qui symbolise. la conquête de 1'homme par de sol. me dit-elle. Vois. a r rête-toi. dês 1824. la façon et 1'cuvrage d'un riche cordon.acable des Aymorés: "Sa démarche fiêre. (10) P 153. Le Gentil." (10) La jeune filie. non perverti par nos institutions. II apporte dans 1'intrigue qu'il enrichit de péripéties nouvelles. qui avait parcouru les forêts du nouveau monde. de deux siècles. (1). énigmatique du cabloco et le distingue de toute la l:'gnée des Chactas et des Outougamí. II restait. après une interruptior. par dela Rousseau. par les mêmes étapes. dans le "Guarany". (13) Alencar surpasse incontestablement. nature sous la tropiques. la trace d'épisodes qu'il modifie intentionnellement poui se rapprocher ou de l'histore ou de la vraisemblance. dans la courte nouvelle de Ferdinand Denís. D'autre parte l*enlèvement de la jeune filie pas les guerriers Machakalis et 1'abnêgation de 1'amant respectueux qui la raméne á son pére ont pu suggérer les pages admirables oú Alencar. Tout nous porte á croire que Ferdinand Denís lui même. devancent 1'opinion et prêtent au génie. (14) Ferdinand Denís indique le même contraste: "Cependant le bruit ne tarda pas à se rêpandre parmi les Portugais qu'un nouvel ouvidor envoyé de la capitale. Cependant les deux auteurs nous acheminent. issu d'une famille de marins bretons. 148). 1'attration mystérieuse des terres inconnües. Vous étes à mes yeux un être différent de tous les hommes. Cette civilisation dont nous sommes si fiers. En elle se revolte encore HnsHnrt obscur de la race: "Kouromahy. II est de ceux qui. entreprenait. son timide precurseur. en identifiant Noé et Tamandaré. n'est qu'un faux Huron. Mais son Ingènxi. C e s t 1'aventurier Loredano qui." (16) Le moraliste ajoutait: "Or j ' a i assez de commerce avec la poésie pour juger ceei. plus de mouvement. tout ce qui existait dans ces solitudes. C e s t avec l'ingéniosité d'un Cooper qu'il décrit les combats. eu la pcr. Saint Thomas et Pai Zuma. d prononcer avec respect le nom d'un écrivain obscur et oublié qui fut pour le Brésil un ami de la première heure. ni à nos moeurs. dont les moeurs pittoresques rappellent nos flibustiers de Saint-Domingue. que non seulement il n'y a rien de barbare en cette imagination. Ferdinand Denís pouvait invoquer le témo ! gnage des premiers missionaires. je ne craignais point de franchir le fleuve. (12) P 189. une ébauche du Guarany. mais qu'elle est tout á fait anacréontique. en admettant qu'il ait servi d'intermédiaire. sans jamais la conquêrlr. A 1'Idylle de 1'Européen et de sa sauvagesse qu'ezploitaient simulta- (7) La nouvelle lntitulée Oamoens et Jozé índio fait suit aux Scènes de la. arrête-toi couleuvre. . dèjá citée par Montaigne: "Couleuvre. avait presenti l'interêt du sujet. nature américaine á 1'expression d'un amour chimèrique. jusqu'à Montaigne. allait venir á la place de celui qu'on regrettait encore et que bien des malhereux pensaient que l'on ne pourrait jamais remplacer". On lui saura gré d'avolr. s'est bien gardé de nous peindre 1'enfant mysterieux des forêts sous les apparences d'un héros declamatoire. D . en même temps que certains li-ux communs dont l'origine remonte. il y a un caractère de grandeur qui étonne au milieu de notre ordre social. avaient commencé la r é habilitation de Thomme sauvage. l'héro'isme â la Plutarque. II lui manque d'autre parte cette exaltation sentimentale que les disciples de Rousseau exigeront d'un héros primitif.(9) L a passion subite. L'honneur n'était pas moindre á tpnter.=onne d'un fidalgo de haute lignée.lisation n ' a point corrompu. la renaissance du gout brésilien et proclame 1'autonomie littéraire d'une nation dont les diplomates europêens hésitaient vers la même date. á reconnaltre 1'indépendance politique. qui semble en contradiction avec ce que nous savons des aborígenes de 1'Amérique du Sud. Aux aventuriers sans scrupules. A l'appui de la thèse de Chateaubriand. enfin cet esprit d'humanité á 1'égard des races vaincues oú il n'est que trop juste de reconnaltre — Albuquerque l'a prouvé — l'un des aspects caracteristiques de la colonisation portugaise (14) Alencar. Des renseignements f ournls par Gomez de Amorim dans sa biographie de Garrett il semble resulter que les deux auteurs ont simultanément puisé ã des sources communes (eutre autrcs 1'edition du Morgado de Mateus). ton coeur retrouvera sa tranquillité.» (11) Elle ne s'en declare par moins vaincue. sous la forme condensée d'une nouvelle autobiographíque. la piquante anecdote du Tupinambá qui pardonne á la femme adúltére. (Pag. associe les grands spectacles de la. garde toi de me parler d'amour. II avait retenu. ses yeux éíincelants aiinonçaient le courage et cependant un air de mélancolie profonde y ajoutait une expression qu'on ne saurait bien definir. dês 1824. il oppose. à la tête de sa tribu. est pose dans les mêmes termes. II n'est pas impossib!e de retrouver chez Alencar. du moins il le campe dans une attitude qui s'accorde avec l'extérieur silencieux. qui fera l'essence du Guarany. (11) P 157.~-^ !6tas/\> A 12 — ANNO I du eune premier romantique. dont beaucoup vivaient sous le regime de la polygamie. Voltaire. me dit-elle. (15) II se rappelait cette chanson. 138. " E n ce moment la foudre grondait encore dans l'éloignement et les chants de mes Indiens se mêlaient au faible mugissement de la forêt. Denís en Une fête brésilienne (17) Prêfacc. les ruses de guerre des Goytacazes. malgré son invraisemblance. que lui Inspire la filie de Vouvidor se manifeste par les mêmes attent'ons delicates et raffinés que 1'amcur de P e r y pour Cecy: "Depuis ce moment je la vis presque tous les j o u r s . a transformer 1'Indien en héros sentimental. L'lntrigue du roman d'Alencar et de la Virgem Guaraciaba de Pinheiro Chagas apparait en germe. Kouroumahy. de me confier aux branches fragiles des arbres les plus eleves. Ferdinand Denís substitue 1'amour d'une portugaise pour l'héritier des races autochtones. AMERICA BRASILEIRA nément les littératures française et anglaise (8). Comme la nature.. (17) Ferdinand Denís. ni à ma volonté. . du Camões et du Luiz de Souza. (15) Suito de 1'histoire des choses les plus memorables cdrenws (16) Cite par F . já la mé prise. (8) L'Exotisme Americain dans Voeuvre de Chateaubriand. que je puisse donner á m'amie. que se présentera. C e s t donc sous les traits ments qu'on ne conçoit guère en dehors de la tradition chrétienne et chevaleresque. car je voua aime. L'auteur des Scènes de la nature. á l'heure même oú elle cede aux ordres d^un Pêre inflexible. On ne lui contestera pas le double mérite d'avoir encouragê en France. imitateur du Caramurú et precurseur d'Alencar. mais aussi. Antônio de Maria. Les Jêsuites. se souvenait de la tempète d'Atola. voir le chapitre V (Les Soeurs ainées des heroines de Chateaubriand) (9) P . 182. incarne la soif insatiable des richesses. envahissante. "Ne redoutez point que le temps affaiblisse un sentiment qui ne tient ni à nos usages. un dogme du romantisme brésilien: "On sent de rnême que dans les idées primitives da sauvage. et par la connaissance des moeurs indiennes et par le sens poètique. si tu veux conserver 1'amitJé. Cependant 1'indianisme du Guarany conserve plus d'une attache avec 1'exotisme européen. par cette gênerositê. après le X V I I I siècle qui glorifiait 1'état de nature. d'un frêre de Chactas. á trois reprises. Vous étre l'anfant de la nature que la civ. frayé la voie au romantisme péninsulaire et conçu avant Garrett 1'idée première de 1'Essal sur la poésie portugaise. S'il prète gratuítement à Pery cette delicatesse de sentides Scènes de la nature sous les tropiques. G. formuMit. en commemorant le centenaire. arme en guerre contre les abus de 1'ancien regime et vivant en France. comme on le voit." (12) Le problème moral. plus de varieté. 11 nous trace de la colonisaton et de la conquête un tableau moins partial. C e s t á ce titre qu'il nous a paru legitime. sans doute. dont la réalité fournirait maint exemple et qui n ' a rien perdu de sa vogue depuis la legende "de Ia belle* P a r a g u a s s ú jusqu'aux desniers romans de Loti. afin que ma soeur tire sur le patron de ta pe'nture. vers un dênouement opposé. afin de capter les bonnes grâces du gouverneur. (13) P . j ' a u r a i s voulu le lui consacrer. dans les deux chapitres qui nous retracent 1'aventure du chef des Machakalis. en lisant Yves d'Evreux. le calme succede à l'orage.

um papel mais saliente na formação das nacionalidades. ou Mac-Pherson. também. com as suas obras. porém. de r a r o em raro. neste mundo estreito e limitado. por outro. pôde ser definida como a manifestação particular de um pensamento geral pertencente a todas as outras. n u m a e noutra se ouve o alarido das pelejas. quem os anima. "Presque tout est imitation. onde é escassa a lu*. na essência. vejamos quaes são os argumentos que min t a m em prol da existência da literatura brasileira. quando os arcades da denomlj nada escola mineira começaram a neutrallsar. H a uma força intima e superior determina. dando iw Brasil uma clara visão dos seus destinos Todas essas modalidades necessariamente fornecerão elementos preciosos para o desenvolvimento das nossas letras. o magnifico César e o modesto Suetonio Ella a p r e s e n t a melhor as particularidades de u m a phase histórica do representa meai a l l Hcos solertes.ngal. hoje. são muito mais l a r g a s do que parecem O meio não é apenas o amb'ente. mysterioso e. na grandeza. A l g u m a . artísticas ou religiosas. Ossian. os effeitos da influencia lusitana. por extensão. E' ella que amiunela a* grandes revoluções políticas e religiosa». on le communique à d'autres. et il appartient â t o u s . De parte a parte. A alma de u m a raça. cuja importância não se faz mister encarecer. a esculptura. o século . um povo mudo. e o temor dos castigos é maior e mais ameaçador. o terror e a b r a v u r a se misturam. seguem como qu. perdem. as imagens tristes ou risonhas da vida h u m a n a . ê a da palavra aquella que exerce uma influenca mais penetrante. acreditamos. na sua expressão artística. As causai internas. daquelle friso solemne de monstros apocalypticos! No norte. nalguns escriptores quasi sem relevo. e ha na syntaxe popular muitas particularidades symptomaticas. sem os preconceitos jacobínos de 1 " '• poderá imprimir um forte impulso â nossa evolução. todas as duvidas e todos * enganos. n u m a palavra. um impulso irresistível que lhe define as caractellUe riMicas. nossa prosódia tem accentos mais delicados que a lusitana. on 1'allume chez soi. quem os aperfeiçoa é a alma das differentes raças. A epopéa úm K r e g o s e a dos caledonios. Apezar de não possuirmos lingua própria. portanto. admirável em ambos os poemas. A historia d i literatura brasileira pôde ser dividida em trea períodos. certamente. A litteratura ê a própria historia de cada conectividade. Ass : m. predominando até os fins do século X V I I I . 11 en est des livres comme du feu de nos foyers. taes a lingua. como. por exemplo. Na sua marcha evolutiva atrav. como no caso dos T. ê profundamente diverso. Amarguras e alegrias. não ha effeitos novo. sem duvida. como é differente. as desalentadoras conclusões do S r . ao revés de alguns pessimistas de pequena envergadura. para ser amado e respeitado. a mesma. porque.a illumina perennemente: a alma da raça. por igual. quem guarda a casa de Deus é o próprio d e m ô n i o ! . E n t r e os annos de l» 00 e 1750. mostrando nos paredões pesados a bocarra das gárgulas terríveis e assustadoras. deixou de ser genuinamente francez. e conhece ao virtudes daquella justa medida. O me o e rico de aspectos physicos e sociaes. o tumulto dos corpos em combate e se observa a subtileza dos ardis. repontando. " As causas exteriores. Homero é claro. ha mais luxo e menos fervor. está o que se pode chamar o seu primeiro período. Não ! As literaturas são como os seixos ao fundo quieto dos rios: precisam de muitas e differentes águas p a r a se tornarem polidas. a natureza h u m a n a e a divina se confundem. Entretanto. portanto. Reflectem-se nella. no tocante aos grandes problemas nacionaes. emfim. por exemplo. certas arestas duras e aggressivas. caracteristicamente nacionaes. preciso. em verdade. são comnmns a todos os povos. Ossian.1as Caminham á «un <=ombra nivel-dor-t nobre* « plebeu". outras são exteriores. chamar a Bíblia da Humanidade. Theophilo Braga contra as correntes hespanholas e provençaes. em summa. de caldeamento ethico e esthetlco. infinitamente mais nocivas â sua excellencia. é a humanidade Inteira. sem tradições e sem passado. muitas vezes. a poesia. suecedeu com a Independência. Dadas estas razões. pondera Voltaire. das suas conquistas e dos seus revezes. perfeitamente brasileiras. no secculo X I X . as Rhapsodias de Homero aos cantos d. x v i i o de Luiz XIV V a r a s causas.M«i:. Constituem. Temos. fadado a desapparecer como reles planta rasteira nascida p a r a ser pisada. das suas lutas políticas e religiosas. . o sentimento religioso entre os povos christãos do norte e do sul da Europa. tantas eram as obras de arte que ellas abrigavam. a as idades elles soffrem igualmente. De todas as artes. o momento e a r a ç a . tão ao sal or dos hellenos. derrotas e victoria. O heroísmo de Aclrlles não empo'ga mais do que o de Cuchullin. eleva-se a cathedral gothica. são a s que servem de base ao caracter de cada povo. todos os grandes monumentos das civilisações. Aquellas celebres fronteiras da léi do meio. Seria. . Molière é. ás vezes. por um lado. a beíleza das acções é. cola b o r a n d o . cada qual. a fúria das paixões desenfreiadas se desencadeia. devem ser dilatadas. todas as certezas e todos os erros. elles igualmente se renibilam. de uma orientação que. O idioma falado por nós j á apresenta singularidades notáveis. concorrem p a r a a formação e o desenvolvimento de uma l i t t e r a t u r a . a cultura augmenta consideravelmente e não será difficil deslumbrar por todo o paiz os s'gnaes de u m a orientação nova. o solo onde germinam as p r o p r a s e as alheias sementes. quando era absoluto o predomínio do pensamento portuguez. de 1750 a 1830. os seus vitraes polychrómicos e os seus mosaicos de ouro e pedraria. que nos não fallecem as condições necessárias ao advento de grandes obras literárias. onde h a mais ceremon'as ^. on v a prendre ce feu chez son voisin. O gênio que os inspirou. um extenso vocabulário genuinamente brasileiro. ou que í-egisti os triumphns de uma raça que declina. ou de formarão. Na Itália. todas as aspirações. um grave erro histórico e philosophico aceitar. as mesmas necessidades o acorrentam. um processo de lenta infiltração. nem motives inéditos de prazer ou de m a g u a . talvez. Vede. sem restricções. e francez do grande século. 9 A 1? — ANNO I UM SÉCULO DE PENSAMENTO \ hlMtor a de um povo não está apenas na simples enumeração dos «-eus feitos guerreiros. Um povo sem litteratura seria. nevoento o céo. entrou no século X I X em franco declínio e. isto ê. para o immenso patrimônio moral e intellectual daquillo que. podem ficar menores. a architectura. entretanto. como ruim espelho polido. Nem um delles. variando somente na multiplicidade das suas expressões. diffuso como o eram os celtas. Corneille e Raclne estão ponteados de lembranças gregas e l a t i n a s . por exemplo. Está ahi a razão de todas as modas ^cientificas ou litterarias. m a n d e s e humildes. como se o templo houvesse mister. em honra dos que a lisongeira « * " £ « £ U P ^ X V I é menos o de Elisabsth r e i s e imperadores p o d e r o s o s ^ século X> Moliere que que o de Shaltspeare. muito embora a precariedade de taes divisões dê ens«o sempre ao refervei das contendas inúteis. u m a replica de Terenc ! o. são peculiares ao próprio povo onde ellas florescem. predominam as graças do estylo bysantino e o fausto das basílicas romanas. entrou a nossa litteratura . porém. os usos e os costumes. o meio é o Universo. a atmosphera immediata em que se desenvolvem as nacionalidades. o homem não mudou. Se uma agitação crescente absorve a intelligencia humana. menos sinceridade. o que ê perfeitamente contestável. No septentrião. os mesmos preconceitos o dirigem. de Talne. ainda que palll**' i mente. não existe mais senão como apagado vestígio. ella o na essência. que t a n t o contribuíram para i formosura e o esplendor da l i t t e r a t u r a portugueza. correndo sobre um thema semelhante divergem fundamentalmente na pintura dos quadros e dos sentimentos.AMERICA BRASILEIRA MJMS. com as suas cupnlas refulgentes. E se. segundo a queixa de Savonarola. Xo meio-d«'a. a pintura. uma chamma palpitante q u . todavia. os guerreiros de Agamemnon aos de F. da sua época. poderemos. as fundamentaes. o inferno estava dentro das igrejas. porquanto. como no caso d» Luthero e dos encyclopedistas do século XVIII. na perfectibilidade do momento immediato. As mesmas contingências eternas o arrastam. O meio é toda a civilisaçãò. por assim dizer. Comparae. é bruma!. provações e glorias. os princípios jurídicos e religiosos. de torres massiças e quadrangulares. são todas as reacçoss políticas e sociaes. K' certo que uma apparencia enganadora de progresso faz com que os homens acred tem nas excellencias do tempo em que porventura vivem. não devem ser despresadas como qualquer elemento perigoso de desnacionalisação. mais ou menos. com Michelet. que foi a origem insophis'mavel do índianismo de Gonçalves Dias e Alencar. A influencia portugueza. a musica.

Indo juntos para a fonte beber água. á guisa da Madrasta. muita vez. As de procedência indígena e africana são mais vivas e interessantes. Se. muito justamente comprehendeu que " a poesia popular e puramente natural mostra na sua ingenuidade e na sua graça t a n t a frescura e beíleza quanto a poesia perfeita. ao revés dos seus contemporâneos imitadores de Pindaro e Theocríto. então. não se recreia somente com os encantos do verso alado e sonoro. Tem sorriso oue encanta E vinte contos também. por que fantasiar ou imaginar é para o povo mais que uma necessidade. O animal preferido dos indígenas é o jaboty. segundo se a p u r a nos seus1 contos mais famosos. tornou-se a litteratura brasileira nacional. A imaginação popular não. A mulher deve ter entrado ahi. o intuito do poeta não foi ferir o coração feminino. para maior clareza do estudo. . Antes. Os olhos estão fechados. . O caboclo é bravo. Entre as de origem africana. um calculo. ella é profundamente imaginosa e fantasista. Suas espertezas são tão notáveis que nem o Caipor. Naturalmente. Nosso povo. o africano é um abatido. O gato respoudeu: Nem tudo os mestres ensinam aos seus a p r e n d i z e s . o instincto da raposa vencia a violência da onça. elle é também um grande creador de fábulas e historietas. oue. Somente as fôrmas se modificaram. A Sheherazada brasileira ê mais conceituoaa que opulenta. merece especial referencia a lenda da Onça e do Gato. todavia. Dos pastores do Himalaya aos bardos gregos e romanos. os. mesmo que todas as probabilidades de êxito lhe sejam contrarias. O povo. nesses três períodos de nosso pensamento literário mais se distinguiram. Moça velha quer conversa. rjue revelem. em alguns jogos tristes ou alesfres. Só você pulando adiante. porque tristes são as três raças que contribuíram para a sua formação. disse o gato. A onça ficou desapontada e disse:' Assim. O portuguez ê nostálgico. O gato pulou cm cima do calangro. C o u t r o s cê fala de m i m .-i fados. Isso não impede. e estão. medem. ou de transformação. Chegando á fonte encontraram lá o calangro. e. são os animaes que se encarregam de revelar as virtudes e os defeitos da vida. a vantagem de posição ou de arma não o abale. ha inteira razão de nos orgulharmos da raça a que. segundo a a r t e " E que ê a poesia senão Um esforço da alma para entender certas verdades superiores e eternas que estão acima de todos os raciocínios ? Os scientistas investigam. ás Pombas. . que a nossa musa sertaneja "é algo melancólica" O brasileiro é naturalmente triste. entre a folhagem e&pessa dos olivaes. numa cigarra que rechind. porventura. como nas fábulas de Esopo ou La Fontaine. calmo na luta. cantaria o festivo Anacreonte. depois de uma formidável refrega em que sua coragem fez prodígios e operou maravilhas. com todos os seus myslerios fascinantes. Compadre gato. pois. Dahi esse aspecto de melancolia que h a em quasi todas as producções typicas da poesia brasileira. ao contrario. finalmente. era a esperteza a r m a seguramente melhor oue a força. ainda. forrados de ourivesaria incalculável. Quem folhear qualquer cancioneiro oriental ou accidental verá que a vida se resume. convém conhecer. aos menestreis das cortes e dos salões seahoriaes. senão at/ um mestre ainda mais subtil na arte de v i v e r . de analysarmos os escriptores que. " A superstição.. O numero não o intimida. E ' tal qual uma mulher. apenas obrigada pela rima. tem no Brasil aquelle fausto nem aquetla pompa do gênio oriental. Depois. todos nós pertencemos. ou. fora da nossa verdadeira índole. onde a voz da fatalidade é a que mais alto resoa. quando os românticos. e ha nas suas façanhas sempre um ensinamento a colher. nas linhas mysteriosas da sua vontade. a agilidade dos macacos. P a r a o indígena. como o Padre Anchieta escreveu da terra.. da Gata Borralheira ou do Bicho Manjaléo são apenas variantes mais ou menos mascaradas do extenso fabulario medieval. Então o gato pulou de banda e se escapou. A "anima r e r u m " . . geralmente de intenção moral e correctiva. Antes. o terceiro periodo. o índio é um soffredor. por ahi. uma hypòthese. fizeram uma aposta para ver quem pulava mais. á semelhança. . diremos. diria o doce Ornar K h a y y a m . tem na alma a resignada queixa dos rios solitários e o murmúrio das selvas remotas. anima os heróes e dirige. como estas. mais características d'. não pensa. na idade-média. arrojado quando necesario.. Em nossos cantos indígenas não ha palácios magníficos. nós bem sabemos. Que quer quando não queremos. porém. Vedes. Tudo no mundo é assim: Commigo ocê fala de outros. Sapateiro quer trlpeçH. Quando queremos não quer. os naturalistas e os symbolistas trouxeram para as nossas letras novas correntes européas. entretanto. o trave de melancolia que distingue os nossos lundus e as nossas modinhas ? Os cantores populares vertem nas suas composições todas as lagrimas da saudade. para elles. por meio das suas engenhosas artimanhas. nem castellos sumptuosos. . acredita mais depressa no impossível que no possível. influio muito poderosamente no caracter de raça. a bruteza das a n t a s . educa mais que deslumbra. AMERICA BRASILEIRA a grande percentagem é das que reçuniam desengano e a m a r g o r . suas nebulosldades estranhas e suas inexplicáveis Uejectorias. Que o digam os nossos políticos. Os animaes ferozes são dominados por elle. Quem desconhece. A verdadeiro poesia nasce da boca do povo como a planta do solo agreste o rude. Alfaiate quer tesoura. Eu não confio na mulher Nem que ella esteja dormindo. consegue evital-as. velha companheira do homem. todas as imprecações da desesperança. ANNO I no seu segundo período.destinos da pátria. Certo. Basta dizer que a raposa de •""•sono encontra no nosso jaboty um emulo brilhante. . entretanto. que sejam conceituosos os seus versos. todos os queixumes da vida. pesam e verificam. Apreciae esta pequena jóia de observação: A sorte. que a lição dos nossos indios não foi desaproveitada como tanto se assoalha. A' philosophia popular repugnam as idéas abstractas. o sorriso da trova brejeira ou a lagrima da canção dolente. então. vamos ver quem de um só pula pega o camarada calangro? Vamos.9 A 12 —. não indaga e não resolve: sonha. no mundo antigo. da Moura Torta. os problemas áridos. observae como os nossos troveíros conhecem os homens: Meu mano. elle topa no caminho deserto com uma réstea de tuü im- . aquelle que inspira os artistas. de Basilio da Gama. forneceu grande copia de motivos para o "folklore" nacional. Sobrancelha está bolindo. num pouco de vinho transparente e leve. Moça bonita <.. s o gato promntamente lhe ensinou. é um theorema. desde o episódio da Lyndoia. a onça pulou em cima do gato. cognominaremos autonomic. sonha apenas com a felicidade immediata ou futura. . dos trovadores e jograes. As lendas dá origem européa. é que você me ensinou ? ! Principiou e não a c a b o u . O subtil Montaigne. é em summa. sempra um exemplo que muita gente conhecida nossa não despresaria. Entretanto.). não variou o sentimento poético. um penetrante sentimento dos homens e das cOu sas. . é ingênuo. suas rev o l t a s são gritos de dor contra as agruras do exilio em que o puzeram. começando.o. por favor do destino. que eu peço licença para transcrever: "A onça pedio ao gato para lhe ensinar a pular. nem sempre é epicurista e jovial a nossa poesia vulgar.o nosso folklore. isto é de 1830 em deante. ou.. . como nas Mil e uma Noites. Nas lendas selvagens a natureza domina o homem. sob o rumor caricioso de uma velha fronde. e põe. por isso. quasi um habito. no conceito da musa popular. de Raymundo Correia. a "natureza. A menina que eu namoro E que me quer muito bem. da languida toada dos seu. no Renascimento. o espirito creador do nosso povo. retrucou a onça. E' elle o grande creador sincero e espontâneo das épopéas nacionaes. u m a funcção da intelligencia e da experimentação. deante de cada interrogação sybilina. pela rama.uer ouro. e disse a onça p a r a o gato: "Compadre.. Se algumas vezes se encontram quadras de ligeiro chiste. as construcções metaphysicas. meu camarada.

italianas e latinas com seu descante cômico reduzido em duas comédias" é poeta seguramente menos importante e pomposo que o titulo da s u a o b r a . já pelo aspecto intellectual. limitaram-se a fazei» o elogio da t e r r a . Ella nos mostra. que. porquanto vio as suas misérias. uma alma cheia de notas delicadas. autor da Narrativa Epistolar. se impuzessem á estima dos posteros. como é perlgo=r. nos sonetos. de passagem. como satyrico. sô o valor da intensão tem valimento. muito mais importante que o precedente. quasi todos educados em Coimbra. Gabriel de Castro e outros mais. fornecendo. portanto. O mais subido encarnado E' da vossa boca escravo. onde o vate «e mostra um attento admirador das nossas frutas e dos nossos cereaes. Que o sentirá por aggravo Boca de tanto c a r m i n .) A 12 - B R A S I L E IRA ANNO í prevista. são dignos de nota e referencia Pero de Magalhães Gandavo. todos pertencentes *á chamada escola b a h i a n a . salvar-se de todos os seus versos imitados. Todos nós. a figura mais alta da nossa poesia até os arcades dê séculos X V I I I e. Como nos de Portugal de D . da Província de Santa Cruz: Gabriel Soares de Souza. ao que se vê. apelidado pelos contemporâneos o Chrysostomo portuguez. quando rrennça. José Veríssimo foi injusto quando. sem mais vacillações. desata numa vertiginosa carreira por maiesii o capoeirões. as perversidades da Mãi d*Água o os olhos flamivomos dos lobishomens ? Aqui estão. a obra admirável do desbravamento do nosso solo. Os nossos primeiros colonisndores. e Pero Lopes de Souza. elle despejou contra certos mazembos a conhecida zombaria: Que os brasileiros são bestas. Mas meu bem. ainda. deixou o coração cantar livremente. . Attentae nestas Décimas " a u m a dama que estava com um cravo na boca": Vossa boca p a r a mim Não necessita de cravo. assim. levado não sei por que extremos. a pecuária se desenvolve em algumas zonas do interior. De todos esses poetas. até cahir j i o chão prostrado pelo cansaço e pelo terror pânico. salta vallos e vadeia rios. celebrado a u t o . um arrepio de pavor corre-lhe a espinha acceleradnmcMtc. especialmente. O sentimento nacionalista. e as bandeiras começam. Gonçalo Rayasco Cavalcante de Albuquerque e João de Brito Lima. O século XVII é. e ainda por que o considerou exclusivamente como um truão. ou percebe um estalido súbito na matta. Christovão da Madre da Deus Luz. como Anchieta e Nobre. E n t r e os prosadores solentaram-se F r . ã semelhança de quase todos os fidalgos navegadores de Portugal. -. testemunho condigno. cm grande parte. As musas desabrocharam mofinas no Brasil. a riqueza augmenta progressivamente. muita vez. um lirista sensível e moralista imaginoso e discreto quando o sangue lhe corria mais calmo nas veias. reprositorios ende o futuro historiador foi encontrar os elementos indispensáveis para o conhecimento do nosso paiz. . Nosso . perde logo o aprumo varonil. escrevendo a Historia. guarda. Quanto mais. Suas obras. o. De Gregorio de Mattos j á se não pôde affirmar o mesmo sem grave erro ou má fé. zoologia e mais outras relativas no clima e â natureza do Brasil. Quevedo. Francisco Manoel de Mello. com excepção de Gregorio de Mattos e Botelho de Oliveira. entretanto. o maior delles. as tradições ornes. uma clara comprehensão da vida e uma sã e admirável energia interior que. va. com as risadas do Caipora. têm mais preço porquanto dizem do nosso torrão e dos seus primitivos colonisadores e habitantes. ou pela cultura ou pela força das faculdades creadoras. revigora-se nas lutas contra os conquistadores extrangeiros. No século XVI. ao primeiro toque. castelhanas. Se. Bento Teixeira Pinto quiz deixar do fidalgo que mais o dlustramo épico composto em louvor de Jorge de Albuquerque Coelho. E estão sempre a t r a b a l h a r Toda a vida por manter Maganos de Portugal não é menos verdade que. aflora indomável e inesperadamente. E m que pese ás suas muitas fraquezas. E ' de regra. os elos que nos ligam uns aos outros. teriam mais fieis que a própria Igreja. porque Prefere ella. O século X V I I I . Manoel de Moraes. n a sua psyche. que deixou fama de orador consumado e Antônio de Sá. cousas mais subtis e polidas que a invectiva. no fundo. Eis ahi a razão da sua Prosopopeia. mostrou-se. Diogo Gomes Carneiro. que a matéria é pouca p a r a a poesia. por valles e montes. madrigaes e canções de que se compõe a sua "Musica do P a r n a s o . . o Padre jesuita Fernão Cardim. cujo Tratado descriptivo do Brasil vem cheio de informações preciosas sobre corographia. em dia azíago. Gregorio de Mattos. paiz. de linhas accentuadas e características. Havia por esse tempo muitos cultores da boa latinidade. eram lidos imitados. Pois menina que é tão bella Sempre tem boca de cravo. E n t r e estes escriptores. das mais •Ufferciues classes sociaes. tentou elevar-se a um gênero mais alto. predominava. que herdara de Pernambuco o prestigio intellectual. grande cópia de motivos á eloqüência sacra. photologia. como Tasso. hespanhol e portugez. obra das mais consideráveis que nos legou a l i t t e r a t u r a colonial. cuja pompa e opulencia Fernão Cardim na sua Narrativa Epistolar descreveu entre extasiado e rabujento. apezar de melancólica e sentimental. entre os quaes é mister não esquecer nunca os apóstolos da Companhia de Jesus. de 1500 a 1750. em quatro coros de rimas portuguesas.folklore" serve p a r a mostrar que a raça brasileira. Foi injusto.da Historia da Custodia do Brasil. raro e vacillante no século anterior. Os chronistr. " Vicente do Salvador. de grande estimação. topographia. em verdade. Sua obra é u m espelho do tempo. eu melhor um cortezão amigo das boas letras. As abusões. Gongcra. que foi o primeiro homem que se oecupou das nossas cousas. como João Laet. a litteratura foi um simples reflexo da t e r r a . entretanto. de melancolia e esplendor. ás suas paraphrases de Quevedo e a outros tantos defeitos facilmente verificáveis. Manoel Botelho de Oliveira. que manejava a penna e o trabuco.dos. igualmente. que. poeé bom salientar. na sua primeira phase. São. apresenta uma novidade . i A nossa historia literária. As letras gosavam. Quem não tremeu. florestas e descampados. Vivendo num meio.Ravasco Domingos Barbosa. capaz de sentimentos finos e elevados. que é escusado Na boca o cravo. ao mesmo tempo.de Gongora e Marino.AMERICA NUMS. um individuo sempre prompto a fazer peditorlos derramados aos figurões da época. somos um reflexos dessa caprichosa alma popular. deante da magnificência do ambiente que os rodeava. e de quem t a n t o soffreu o poeta. Na côr todo o nacarado. Elle foi. Não vos fez nem um airgravo Elle de vos dar querella. a influencia de Gongora e seus discípulos. Somente u m poeta. cujos livros são conhecidos unicamente pelos gabos de certos escriptores. sem duvida. Gregorio de Mattos não foi somente um satírico despejado. onde mais tarde. em que os nossos caminhos de penetração para o interior tanto se dilataram sob o influxo das bandeira* e do descobrimento de minas de ouro e diamante. talvez. Convireis. lhe rebaixou o caracter de modo tão aggressívo. restam apenas producções sómenos. isto ê. que vos citei ha pouco. José Borges de B u r r o .s e historiadores clássicos eram meditados e conheci. E n t r e os poetas podem citar-se Bernardo Vieira. de timidez e desempeno. Não foram os prosistas porventura mais notáveis. o poemeto descriptivo A Ilha da Maré. esquecendo-se do homem e das circumstancias em que o mesmo viveu. Manoel Botelho de Oliveira. um dos melhores exemplares do gênero no Brasil. Lope de Vega. não apresenta propriamente grandes individualidades. não o aceiteis Porque melhor pareceis Não tendo o cravo na boca. Euzebio de Mattos.« nossos letrados. O cravo meu Serafim (Se o pensamento bem toca) Com elle faria troca. Os poetas do Renescimento italiano. as historias temerosas de fantasmas e hallucinações entram. se vai dilatando das regiões praieiras em direcção das caatingas do planalto central. Gonçalo Soares da F r a n c a . Gregorio de Mattos é u m a figura varonil. F r . o juizo dos contemporâneos. Ella reflecte os ridículos e os vicios da gente que nós governava de bota e espora. a agricultura floresce nas villas e nas cidades litorâneas. onde. portanto.. não raro. então. já pelo lado social e politico. com especialidade na Bahia. entre '. Pode-se dizer que a Ilha da Maré é um poema heróico inspirado nos produetos n a t u r a e s do nosso uberrimo solo. feita. Notae.

F o r a m elles os poetas e os prosaistas do tempo. ANNO 1 no ponto de vista literário. Sotero dos Reis. notou com acerto Sylvio Romero. José Pires de Carvalho e Albuquerque. aquelle com mais correcção e este com mais fogo. Raymundo Corrêa ê u m arguto psychologo. . citemos os prosadores.a da natureza. A da Rocha um só toque a fez manapte E ser veia mais pura se declara Se a da pedra por doce e crystalina Se bebeu quando estava na torrente. entretanto. de Rocha Pitta. á excepção dt Cláudio. Tenreiro Aranha e alguns mais. no período autonomico da nossa literatura. não pelo que a sua poesia tivesse de commum com o espirito romântico. cujas Cartas são modelos de finura e bom senso. Mas emquanto se bebem na vertente. Reflectindo esse modo de pensar. sob o patrocínio do próprio Governador. sua arte não sabia rir nem chorar. enganos da novidade. Manoel de Macedo. e o poema Brasília. pelo menos o mais nacional. de relevo muito menor que os lyristas. ou devia s e r . Aquella soube bem por doce e fina. Consultai a obra dos mais celebrados. se Bilac é hieratico. Visconde de Cayrú. Basilio da Gama. que taes corporações eram seguro indicio de que se estava operando u m a transformação lenta no curso do nosso pensamento. São elles: Santa Rita Durão. numeroso e cambiante ainda pôde ser hoje imitado sem escândalo. sob o influxo do romantismo. alcunhado o J u deu. Não ha como negar. uma literatura. vario. Brito Lima. que lhes lembrava os odientos processos da Metrópole. se o S r . Propunha-se o naturalismo olhar com mais penetração a realidade. veremos que ha em nossa po«sia romântica quatro phases distinctas. José de Alencar e Macedo? O theatro do romantismo talvez tenha sido até hoje o mais característico da nossa literatura. os nossos escriptores entrégaram-se confiantes á notf* corrente que então entrava na sua phase mais brilhante de desenvolvimento. Pereira da Silva. e João Francisco Lisboa. Pela originalidade do estro e da factura. E r a impassível. Antônio Gonzaga e Manoel Ignacio da Silva Alvarenga. Ignacio José de Alvarenga Peixoto. cuja obra um tanto fantasista revela um espirito operoso. Salvo dor. Vede se Raymundo Corrêa ô insensível. a 1830. que continuaram a tradição dos Rocha Pitta. de José de Mirales. funda-se a Academia Brasileira dos Esquecidos. na terceira. o Uruguay. u m a graça de factura e um comedimento de expressão já singulares. Essa sabe melhor por mais corrente. de muita lição e pouco aprazimento para o leitor. autor do Eustachiclo». Os prosadores sobrelevam os poetas que. educados sobretudo nos princípios dos encyclopedistaj. cujo estylo colorido. nada mais natural que nós. Coincidindo o movimento que aqui se operava com a renovação ro-naiiticA. Carlos. ainda que as correntes portuguezas fossem as únicas portas abertas que tínhamos para o mundo. Luis Canedo de Noronha. Silva Lisboa. E m 1724. Alberto de Oliveira não se move? Ao contrario.simo da escola arcadica franceza e italiana. Dos acadêmicos. na Bahia. Distingue taes poetas um sentimento muito cuidado da fôrma. Seis poetas constituem a chamada Escola Mineira. vieram os naturalistas. José Fel-jiano Fernandes Pinheiro e o intemerato e audacioso Hyppolitri José da Costa P e reira F u r t a d o de Mendonça. na ultima. que aliás nada influio nas nossas letras por ter vivido e morrido em Portugal. vendo a sua enormidade. Toca Apollo essa Rocha de diamante E sahir logo faz fonte mais clara. F r . l á havia um certo orgulho em ser brasileiro. Borges da Fonseca e Santa Maria Jaboatão. homem de notável saber. celebre pelos dotes de eloqüência. mas porque. A da pedra foi pura e fonte rara. Visconde de Porto Seguro. Santa Rita Durão ainda era um camoniano e Cláudio um discípulo fidelis. a vêr a vida com os olhos da pura observação. assim como pela força da expressão. Tudo isso. apparecem alguns trabalhos essencialmente sobre o Brasil. são esses os typos mais representativos do momento . indo buscar fora da Metrópole <wr «ené modelo» AMERICA BRASILEIRA Postos de lado. Sãv elle» Pedro Taques d<* Almeida Paea Leme. como Caldas Barbosa. Data dos seus primordios o apparecimento das Academias Literárias em nosso paiz. figura de real interesse. de Nuno Marques Pereira. como o Novo Orbe Seraphico Brasileiro. Desprezados os nomes de muitos poetas sem maior significação. Bernardo Guimarães. A da Rocha embebeu a cabalina. Os nossos parnasianos. avós se esforçaram para fazer a literária e a artística. espécie de Quintiliano brasileiro. dentre vós. A linha objectiva preoecupava muito mais os n a t u r a listas que a tortura interior. a Historia da America Portugueza. No começo aò secuio X I X merecem referencia como poetas A n tônio Pereira de Souza Caldas. isto é. Os dous primeiros cultivaram o gênero épico. offerecido ao "Coronel Sebastião José da Rocha Pitta": Fere a pedra Moysés com a Sua vara. o primeiro jornalista brasileiro que pugnou pela libertação da nossu pátria. Quem. vai OM 1750. e com voz própria. Succedendo aos românticos. entretanto. Entramos. seguindo-se mais tarde a dos Felizes e a dos Renascidos. são maravalhas.lBMg.*ra a França. porquanto entre aquèlles j á havia elementos fartamente aproveitados mais tarde. Durante esse período somente o fino Mathías Ayres deixou obra considerável como prosador. O theatro apresenta-iios também alguns nomes justamente respeitados. Basta citar no romance o grande José de Alencar. escrevendo chronicas e genealogias. Manoel Jos«1 de Cherem. como o» demais poetas do seu grupo. A exemplo daquella Bellcxa immovel de Baudelaire. F r . Voltaram-se para a terra natal e. Elles prepararam. approxímadamente. as doçuras ou as grandezas da nossa natureza. depara-se-nos Gonçalves de Magalhães e a poesia religiosa. porém. sem preoccupações regionaes e por isso perfeitamente sincero e representativo . Com Antônio José. . aquella no Rio de Janeiro e esta em S. a Historia Militar do Brasil. Gonçalo Soares da Franca. é o mais perfeito e melhor poema apparecidu no Brasil. Gonçalves Dias e % pões. procuraram fazer delia uma grande e nobre nação. O segundo período da nossa historia literária começa com a Escola Mineira e acaba no dealbar do Romantismo. nem u m interesse despertam. de Soares da F r a n c a . Entre o. o critico mais sagaz e agudo entre os seus contemporâneos.s críticos e historiadores. alargaram os horizontes da nossa cultura. Franklin Tavora e Escragnolle T a u n a y . N a primeira. portanto. Francisco de S. segundo todas as probabilidades. que nos legou tamben» um poema heróico. . Vão aqui os nomes de alguns: Sebastião da R o c h a Pitta. SRbe surprehender os sentimentos mais recônditos da alma h u m a n a . Alvares de Azevedo e a poesia da duvida. Depois da Independência politica os nosso*. Os prosadores do romantismo são dos mais notáveis da nossa literatura. F r . cedo voltaram ás fontes do nosso lyrismo. os outros foram principalmente lyricos. Alanoel Rodrigues Correia de Lacerda e os irmãos Bartholomeu e Alexandre de Gusmão. os que melhor encarnam as qualidades e os defeitos da nossa raça são Gonçalves Dias e Castro Alve3. João de Mello. eru todo o período colonial.-õ'"A 1. em mostrar que possuíamos. Gaspar da Madre de Deus. porém. E brotar logo fez água abundante.'corno o Peregrino da America. escavador Den-?morito dos nossos archivos. e como prosadores MonfAlverne. Eloy Ottoni e José Bonifácio de Andrade e Silva. apezar do preconceito em que «?rraram a principio. restam poucas e esparsas noticias. representam os poetas do momento. peço-vos licença para copiar-vos este soneto de Luis Canedo de Noronha. na segunda. De todos elles. Cláudio Manoel da Costa. outros poetas contemporâneos dos arcades. sem transição violenta. Castro Alves e a poesia social. á excepção de Alexandre de Gusmão. de Basilio da Gama. o advento do romantismo. e de Gonzaga que. que é o verdadeiro fixador dos costumes da sua época: Manoel de Almeida. procurassemos no romantismo o nosso roteiro intellectual. Taes nomes. posto de lado Frei Manoel de Santa Maria Itaparíca. Reagindo contra o espirito clássico. Que uni impulso a fez ter reverberante. escreveu um poema satyrico. também. uão conhece as comédias de Martins Penna e F r a n ç a Júnior. vinda a t r a v>és da Allemanha e da Inglaterra p. Maiiano José Pereira da Fonseca. um dos mais notáveis sabedores de cousas literárias que temos visto. o famoso Marquez de Maricá. P a r a apreciardes melhor que espécie de Musa os inspirava. Joaquim Norberto de Souza Silva. Em ambos o sentimento da terra é notável e ambos cantaram. Costa Gadelha. j á então sob a influencia da literatura franceza. merecem registo: Varnhagen.

U m a Ução de trabalho e de fé. pela intelligencia que revelam das cousas e dos homens.ío-i. a hypocrisia. é um retratista admirável. at-sím. de contribuirmos com elementos próprios para o grande patrimônio moral e intellectual da humanidade. E ' por aqui que t a n t a s almas descem Ao divino e fremente sorvedouro. E tal serviço. a innocencia. Elle introduzio nas nossas letras ^quelle horror da fôrma concreta."o pelos motivo» que cantou.NI. como umn floração de rainunculos em um tanque de á g u a parada. melhor. tremula € indeciza. r/-. Confundemse nelle ou. românticas ou parnasianas. u m a das mais consideráveis da nossa literatura. Seu processo literário impressiona pela singeleza e limpidez do estylo.NNÜ i A cólera. H a na sua poesia esse aéreo de vozes. sempre corrigida por u m a constante apologia das bellas fôrmas da natureza.. Rodrigo Octavio.. Júlio Ribeiro e Raul Pompeia. os mais reputados folkloristas nacionaes. differe do subjectlvismo romântico. E" claro sensível e h u m a n o . mesmo quando l i t e r á r i a s . como aquelle já o fora pelo excesse do realismo encyclopedista. todas as tintas e meias tintas ?a illusão humana. elle pesou e médio. A historia do romance naturalista no Brasil está feita na obra de quatro escriptores: Machado de Assis. de que j á o grande Goethe se lastimava no fim do século X I I I . não podem ser esquecido? Tobias Barreto. um philosopho avisado e p r u d e n t e . sem duvida. Ramiz Galvão. Medeiros e Albuquerque. críticos.. e cujos romances e •. d*. o sensacionista. tem a visão mobil e rápida e o censo do colorido. Entre os críticos. cujos romances. nas suas múltiplas. A r t h u r Orlando. por isso que. espirito poderoso de philosopho e artista dos mais altos.o. que é um dos traços da intelligencia de Goethe e Keats e da sensibilidade de Musset e Vigny.nuado. em um paiz onde a poesia flue mais da ponta dos dedos que do coração. lyrico dos mais espontâneos da nossa raça.. dotado C«Í u m a lingua por v-ríes excessiva. dos Anatole. pela correcção da linguagem. por continuar a tradição dos Martins Penna e dos França Júnior. Chegou o momento. j. que se esforçaram. nossa l i t e r a t u r a dos últimos tempos tem sido fecunda. que é a sua mais alta prenda. Capistrano de Abreu. e que a razão. E s t a é a lição que nos mostra o primeiro século da nossa autonomia politica o m e n t a l . cuja bella chronica sobre Felisberto Caldeira está indicando a necessidade de novos ensaios do gênero. sobretudo. cuja fina sensibilidade ê digna do maior louvor. Affonso Celso. o mais poeta de todo? os auatro o mais commovido ante o espectaculo do mundo. também romancista e novellista de grandes recursos. ou quasi toda a obra dos homens contemporâneos «e inspira num sentimento justo e p e n e t r a n t e das nossas tradiçSes. aquelle apparece como um ponto de referencia da dôr universal. límpido caminho. o Sr. Sua imaginação é mesmo. hão de concluir que o nosso illustre critico certamente não desprezava as paixões. Depois dos naturalistas e dessas primeiras escaramuças dos ^ m b o l i s t a s . basta citar ainda o Sr.nas coforl-iud.MS. Aluizio de Azevedo. não houve propriamente um movimt-nto seguro e coní.si todo. Na eloqüência. todas as duvidas que abrolham do fundo do inconsciente. Ruy Barbosa para avaliar a sua importar cia no Parlamento nacional. qu-. resolveu e nnalysou com o paciente cuidado de um naturalista que íosse. Raul Pompeia é o inquieto. aquelle em quem era mais forte e agudo o instincto da vida. olvidasse a figura de Cruz e Souza commetteria u m a falta imperdoável. especialmente daquelle» que pertencem á presente geração. o insatisfeito. é suffieieme a t t e n t a r neste de=n'->do Cam'r. extraordinária. trêmulos. Mario de Alencar. Oliveira Lima. D. a amizade. c . mais impassíveis que os poetas os prosadores do naturalismo. de transição que deixa a cada um o livre jogo do temperamento individual. Valentim Magalhães e Moreira Sampaio. p a r a se ter idéa do seu valor. um dos mais finos poetas da sua geração. á sua sombra. . Affonso Ariros. è. a figura de um precursor. áquelles que se notabilizaram depois do naturalismo. na communhãc social. Vicente de Carvalho. Ha em Cruz e Souza. são dos mais significativos da nossa literatura contemporânea. o melhor pintoi da vliu sertaneja. e. a propósitos de são nacionalismoAs fontes da nossa historia são devassadas com intelligencia * amor •-. Coelho Netto. historiadores e ensaístas sobresahem Euclydes da Cunha. tem sido. na Allemanha. os S r s . muitas reminiscencias desse mal de viver que. Temos chegado. Ensangüentados da tremenda g u e r r a .- fcjtlf^l 'ij. cujo longa actividade e cujo prestigio universal honram a nacionalidade brasileira No theatro naturalista mencionaremos A r t h u r Azevedo. myrto e sempiterno louro. melhor. artista de excellente mão. aquillo que está mais occulto em nosso coração. Rocha Lima.» tédio. A actividade dos nossos escriptores. Estamos atravessando um período de i h d e v s ã j ou. Na poesia. Quem. . .i| I A H J U I Í I . um lyrista colorido e altamente imaginoso. reconhecendo embora a sua sinceridade. representante» da reacção espiritualista aqui operada nos últimos annos do século findo. de sermos Brasileiros. das mais r a r a s e luxuosas que ostentam as nossas letras. Entre os prosadores de ficção cujo nome se fixou nestt 1 século estão na UU . onde Cru? * „ — BR A S1 — •" — : • . no geral. que é um pedorc-o descripüiro. Xavier Marques. na linguagem dos críticos. Eis porque os historiadores vindouros. Eduardo Prado e o Sr. e dos João Paulo. de queixa e exaltação. todavia. são pag. toda. foi o sopro divino com que o Creador anin ou \ sua cie. Nestor Victor. Ronald de Carvalho.teira os S r s .ho da Glorie. representa o symbolismo um movimento francamente espiritualista. apezar de todas as suas insufficienclas. tendências clássicas. u m a escola. Não se mostram. Ruy Barbosa. duvida e . João Ribeiro e Alberto Faria. Sem ser um puro symbolista. Josfe Veríssimo. uma encruzilhada onde se vão encontrar as queixas dispersas de todos os homens que soffiem a melancolia irremediável da vida.. não & pequeno. Julia Lopes de Almeida. provocado pela desillusão scientifica dos derradeiros quartéis do X I X século. Folhas augustas. esse vago de sentimentos e idéas que caracterizam a obra de ficção de u m a forte corrente da literatura contemporânea. o primeiro mais que os outros.üis. porventura. descem. sonhando.as de cada ser. não é menos verdade qua. tmiibi-m. Alcindo Guanabara. Magalhães de Azeredo. Sy!vio Romero. Machado de Assis é o psychologo. Aluizio é o impressionista. um dos mais significativos. E' por aqui quê" passam meditando. nobres reverdecem De acantho. n a França. Farias Brito. 'H Souza pôz toda a magua do seu coração e todas a s duvidas do aou instincto' Este caminho ê cor de rosa e é de ouro Mxtranhos roseiraes nelle florescem. em verdade. Dentre os publicistas. Os estudos históricos.? du caracter regional «-ão admiráveis como dO2irii«„«r03 nacionais. . Cluz e Souza é. imprime aos seus poemas u m a frescura deliciosa. O Sr.«« <• i ommu i i n í n / e dc-ahs uo. creador de um estylo realmente novo na lingua portugueza. como expressão literária. Basta apontar Mario Pederneiras. Neste caminho encontra-se o thesouro Pelo qual t a n t a s almas estremecem. se nos permittem. Carlos de Laet « muitos outros escriptores velhos e novos que ainda seria licito nomear se não fora o propósito que me impuz de tornar o mais summario possivel o quadro que venho t r a ç a n d o . O symbolismo é u m a dessa-. Pelo seu coração falam todos oa corações da nossa r a ç a . obedecendo. 1E6S p a r a cá se notabilizaram. pela sobriedade da fôrma e pela ironia subtil que o approxima da linhagem dos Sterne e dos Swifft. na Inglaterra. melhor. Joaquim Nabuco. pois. não sabe resolver. estudando a evolução do nosso pensamento literário.tura Se qu zerdes sentir toda a força dessa angustiosa poesia. o mais formidável evocador dos nossos scenarios naturaes. r a expressão da sua magua immensa. firmes. Essa falta commetteu José Veríssimo. Que cruzam. de volúpia e blasphemia. Embebedados do sinistro v i n h o . Aquella nostalgia. Os seres virginaes que vêm da t e r r a . í A i : AMERICA A. sobreleva a todos pela profundeza de pensamento. Júlio Ribeiro é o mórbido. emquanto este se compraz em assignalar as pequeninas tragcõ. segundo parece. quasi aos contemporâneos ou. Araripe Júnior. Bilac é um mixto de ironia e esplendor. Graça Aranha. . historiadores e publicistas que.! assim iwst/K» luxuosa e rara. e Afranio Peixoto. seguro e alerta. Neste celeste.1 ci-uelade. philosophicos e scientificos se mult-plicaram. em verdade. Alberto de Oliveira. como n a prosa. O indi vidualismo dos symbolistas. a p pareceram alguns typos profundamente interessantes. . não só pela technica dos seus versos sen. repassadas de útn d »•. Se é certo que o symbolismo não produzio aqui um movimento qu& marcasse em nossa literatura. Rocha Pombo. A' semelhança do romantismo.

Foi pregador afamado da capella real. aplacar paixões partidárias e alliciar novas energias para a peleja. mas depois. quando se alistou nas fileiras dos conspiradores. e outros destemerosos patriotas. deportado para a França. que conheces que o meu interesse sobre a gloria do Brasil não nasce <4Q pretenções nem de vistas particulares e por isso ê merecedor de tua approvação. ter-se-ia operado. nas sessões secretas da maçonaria e nos conciliabulos políticos. foi nomeado examinador synodal. Depois de proclamada a independência. na obra da nossa independência. se feito ministro do Regente e. A sua penna sabia ser clava poderosa para prostar adversários. para tomar a postura que as circunstancias lhe haviam suggarido. portanto. pôs ao serviço da causa brasileira a sua palavra vibrante. Afastado por inteiro da politica. de 1824 a 1825. Na maçonaria. que se integrou definitivamente no 7 de abril de 1831. o grande cidadão José Bonifácio de Andrade e Silva. tendo optado pela representação fluminense. representam as figuras imprescindíveis para a unidade da composição do quadro histórico. e. O instincto da eloqüência e a paixão da. quando D. em que se fazem esforços para que elle retroceda da mocidàde ao estado da infância.NUMS. embora muitas vezes combatido pela discordância de idéas. soffre a perseguição de José Bonifácio. no peito indomável de Felippe dos Santos. O seu posto de combate era o Reverbérq. ardorosa e valente desses paladinos. critico. senhores directores da Associação de Imprensa. D. No exilio lembrouse do melancólico sic vos non vobis de Vergiljo. o milagre da metamorphose do nosso regime político e da estructura social do país ? Não é crivei. poeta estimavel. hoje. na tribuna profana. No começo acompanhara v partido liberal chefiado por Ledo. foi agraciado com o officialato da Ordem do Cruzeiro. se passou para a bandeira dos Andradas.rasil em 1823. recolhido á fortaleza de Santa Cruz e. Por toda parte onde se agitavam as idéas libertadoras. patentear-vos a ex. são inseparáveis de Gonçalves J^édo eomó de Pedro I. na brevidade deste discurso. Serviu como director do Diário Fluminense. Graças ao instincto de justiça dos pósteros. ou a Sereia do Púlpito. O nome de Januário passou ainda á posteridade como bom 1< trado que era. fazendo-lhe t» elogio. exclamou: "Oh Deus ! Tu. ao menos assignalado o erro de visão ou o dislate inconsciente das gerações que nos precederam relativamente aos verdadeiros promovedores da nossa autonomia. tudo evolve logicamente. no episódio trágico e sagrado dos inconfidentes de Villa Rica e no gesto heróico dos insurrectos pernambucanos de 1817. e esquecido dos próprios amigos políticos. Fizestes bem. mas em que a incandescencia nacionalista preludiava o fatal desenlace. cheio d® arrependimento por não ter podido resistir á seducção dos adversários de seus primitivos companheiros de. Ao padre Januário da Cunha Barbosa cabe ainda a honra de fundador do Instituto Histórico. ganhou num concurso brilhante a cadeira de philosophia moral e racional. Logo depois de ordenado padre. sem recursos com que podesse viver no estrangeiro. A sua palavra era incandescente. E m 1822. as minhas idéas ! Que ellas. e irra/diára no espirito dos nobres rebellado s de Vieira de Mello. para a completa separação e integraram a pátria livre nos seus novos destinos. como não so comprehende a inclyta legião sem Frei Sampaio. e jornalista eximio. A independência. Acreditaes que se não fossem elles. com effeito. chionista do Império e director da Bibliotheca Nacional em 1M4. Sem a propaganda tenaz. senão corrigido. nesta hora solemne e commovente da terra americana. onde reinava discórdia entre os patriotas. Ainda nas hostes ledianas. em seguida. mas. O monge Hdador Frei Francisco de Sampaio. Porto Alegre. João VI. Voltando para o r. Sabeis agora. e de modo incontrastavel. Neste sentido. a obra da nossa alforria tem origens remotas. feito conego da capella imperial e eleito deputado á assembléa geral pelas provincias de Minas e do Rio de Janeiro. examinador da mesa da consciência e ordens. em 1822. a sua presença infundia respeito aos mais exaltados. luta. rematou o se-u . foi o escolhido para escrever a representação do Fico. já existia na consciência popular. os seus talentos. e lidou sem desfallecimentos e com brilho incomparavel. os intrépidos legionarios de Ledo representavam um núcleo de forças capazes de orientar a finalidade do Brasil. o seu ardor cívico. porque. Fallescu aos 2] de fevereiro de 1846. distinguia-se a sua figura austera e suave. autor dos poemas Ntciheroy e Garimpeiros. cavalleiro da Ordem de Christo. não é universal o sentimento brasileiro acerca do papel deste archetypo da raça. não chegámos a commemorar o nosso primeiro centenário de vida emancipada sem haver. Também é filho desta cidade. que foram Joaquim Gonçalves Ledo.do povo. Até então. appellidado o Patriarcha da Independência do Brasil. Pedro I foi fc. prepararam a consciência nacional . e do Diário Fluminense. çado a resignar a realeza. Inclyta trindade Não poderei. Pedro I não teria perjurado e nem tão pcuco o eximio José Bonifácio teria abandonado o quieto remanso de Santos. chamado o Bossuet brasileiro. tendo durante 25 annos commentado as máximas de Platão. Todavia foi grande. Lberdade teriam feito delle um Savanarola da independência se não fosse a sua reconhecida debilidade de caracter. sem o engenho singular de José Bonifácio e sem o apoio dos paulistas teriam elles consumado a conquista das no. onde vivia entregue ao trato dos seus dilectos mineraes e no amável convivio das musas. do Imperador. a sua actividade e os seus parcos haveres. conseguiu desfazer equivocos. J a nuário da Cunha Barbosa. quaesquer que sejam as divergências surgidas entre elles. Num sermão proferido na capella real. E todos. depois. Frei Francisco de Sampaio. dirige. Nasceu a 10 de julho de 1780. ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INCLYTA TRINDADE Conferência pronunciada na Associação de Imprensa a 10 de Setem&ro de 1922 Origens da independência A homenagem desta noite deve valer como preito á intangível verdade histórica. por motivos que não foram bem apurados. o patriótico franciscano. que se effectivou por obra e graça da vontade brasileira. latentes por toda parte. Emissário do Grande Oriente ã Minas.' Falleceu desgostoso. No entanto. como também synthetísavam os anseios de libertação. A sua cella era um cenaculo: ahi adorava a Deus e propiciava aos numes protectores da pátria. oppositamente ponderarei que sem a espada principesca do primogênito Ue D. onde era o orador d a Loja Commercio e Artes. E i a pregador da capella real. este tributo de devoção civica a esses illustres primários da fundação do Império. Não seria possível desligar Ledo de Januário. orador dt fama e polpa. no meio das paixões tumultuosas daquell«ís dias. O sangue dos heróes dos Guararapes cimentara os bastiões da nacionalidade. tensão da preponderância. no púlpito. Nasceu nesta capital ern agosto de 1778. saindo dos pórticos do templo. naquelle momento de incertezas e perigos. que o envolveu no ódio aos constitucionalistas: é preso no dia 7 de dezembro. com serem elles genuínos expoentes do espirite e do sentimento da nacionalidade nascente. acorrentado á monarchia absoluta. em seguida. censor episcopal e deputado da Bulla da cruzada. andastes acertado unindo-os na mesma homenagem. dessa trindade veneravel de cujo elogio me encarregastes: Joaquim Gonçalves Ledo. que tanto ennobreceram ainda a historia intellectual do Brasil. surgia aureolado da gloria in•divisa de ter tornado a pátria livre. e morreu aureolado de santidade. O A 12 —. homem de summa sapiência. promovendo. como no rythmo genesico da historia. provecto Iatinista. Amigo fiel e impávido companheiro de Joaquim Gonçalves Ledo. tendo sido redactor principal do Regulador Brasileiro. em 7 de março de 1821.» í-as liberdades. companheiros de gloria e de infortúnio. desempenhou notável papel no movimento de 1822. deixando reputação de honradea e operosidade. Antes de tudo. que na imprensa. se espalhem por todas as provincias desto continente e que vão ao longe mostrar os sentimentos do Brasil na época actual. erudito. historiador infatigavel e zelador das t r a dições do nosso passado colonial. Januário da Cunha Barbosa e Frei Francisco de Sampaio apparecem como três formidáveis agentes das nossas reivindicações nacionalistas. em 1710. Modéstia e gênio Januário da Cunha Barbosa é outra personagem insigne da jornada gloriosa. intelligente e insinuante.

Honrando nelle a grandiosa conquista. aceitara depois o governo de D. Sobretudo. nem ao rei. com t a m a n h a actividade e com maior fascinação sobre o espirito das massas. quando este Príncipe se deliberara a resistir ás ordens das Cortes de Lisboa. "As cortes de 1821. O Reverbéro Vejamos o í-yclo luminoso que descreveu o herót. como a s aspiravam os seus adversários. e legislaram a abolição de todos os tribunaes. em sessão solemne do Instituto Histórico. Quando ainda o PríncipeRegente se oppunha á grande obra dos patriotas fluminenses. e adopta o lemma Redire sit nefa».' O trefego príncipe O ardiloso plano do estrenuo lutador abrangia. M. que foi u m a vasta floração da personalidade humana. encarregados de promover e expertar os ânimos dos povos contra *> jugo português. Dorme. Pedro ao pae: "A independência tem-se querido cobrir commigo e com a tropa: com nenhum conseguiu. tropa e constitucionaes. possuindo o enthusiasmo da peleja. Nenhum paiz. Pedro. que. e levantava no país u m a agitação crescente. Repartiram o seu vastíssimo território em provincias. a todos os antl-constltuclonaes * * ' m a s c a r a d o s . Desde os começos da luta. d na. que s t mostrava infenso â que se rompesse o vinculo politico entre a colônia e a metrópole. Delle se tinhão expedido emissários para todos os pontos e provincias do Brasil. portanto. o transforma ÍI SS de maio de 132a varias lojas maçonicas no Grande Oriente. que a metrópole tinha sempre seguido por systema na gerencia e administração das suas possessões ultramarinas. surgiu combatente como membro da assembléa eleito* ' XAI tu cadattt cio Riu uo Janeiro. presidida por D. e tinha em seu favor o voto unanime dos brasileiros". uma herdade. E ' o sacro fogo que o agita. acima de todos. Focalisado de accôrdo com a verdade dos factos. O maior fasto da nossa affirmação nacional ha-de per- AMERICA BRASILEIRA foi a fé. u m a feitoria portugueza. M. e. a adopção do regime constitucional espanhol e defendera^ a permanência de D. a verdade. e foi um dos que melhor comprehendeu a realidade brasileira. Perfil de um girondino Joaquim Gonçalves Ledo foi o paladino extremado da facção libertadora.cousas. tem que ser forçosamente a gloríficação de Ledo e seus adeptos. "recorda um girondino desgarrado em nossa t e r r a " Apparecau. teu somno eterno. que então lhe impunha o parlamento de Lisboa A independência. a que uma cultura bebida nos ensinamentos philosophicos da revolução franceza de 89 tornava mais flexivel. se não sèguirdes o caminho da honra e da gloria. e que elles farão essa loucura. Mas sobre a lousa do sepulchro humilde. ção. fescrev-iü. em virtude Ue seu caracter nativistá. a cada. nelle se confundiam o tribuno. Democrata. 9 A 1? ANNO I discurso com estas palavras. com que imaginara libertar o país. Pedro II. mas serei depois de eu e de todos os portuguezes estarmos feitos em postas. onde gravou seu nome Tarjado em letras d'ouro. No dizer de Euclydes. que não hesitava combater arca por arca contra os interesses enthronisados de sua epocha.. escreve P e r e i r a da Silva (Hist. que se tornou depois a columna de fogo da revolução. Ordenaram que D. Paulo em janeiro de 1822. te. em primeiro lugar. Essa idéa. sem que os outros sejam lesados na menor parcella do que lhes pertenct. escrevendo nesta com o meu sangue estas seguintes palavras: Juro s?r sempre fiel a V. Não t e n h a m o s receio de proclamar esta honrada asserção. como se fosse possível continuarmos sendo uma granja. lidade. constituira-se chefe do partido denominado liberal. Num do» artigos. temerário e insub misso. funda eiic. mas escondendo os seus loiros na coroa do primeiro Imperador. João VI no Brasil. que sequer avaliasse em preço mínimo a sua dignidade. E ' a paixão que o impelle para a peleja. Eu nunca serei perjuro nem á religião. dirigindo uma proclamação ao» fluminenses. 15 d t setembro de 1821. Decretaram que o Brasil não tivesse unidade politica. era desde este ponto u m a justa represália ás determinações do congresso portuguez. vam Ledo e seus adherentes a t t r a h i r p a r a elles o Pri. o seu pensamento cardeal. escreve Latino Coelho. evita-se a injustiça de protergar um dos ncmes que mais concorreu para a suo realização. o Reverbéro Constitucional Fluminense. ê a separação completa da pátria brasileira da velha metrópole lusitana. . a paixão e •» eneigía lampejando no ideal. a conquista do trefego príncipe. que nunca serei perjuro. sujeito immediatamente ao governo da metrópole. procura. ó lutador. Como na vida foi. que posto houvessem muito feito em prõ du emancipação do solo brasileiro. adoptando as principaeg idéas republicanas. anlmando-lhe a vaidade e suggerindo-lhe a rebeldia.i os que se habituaram a enfrentar petuar-se também na obr« esquecida de Ledo. possuía o orgulho de se sentir o "homem novo de uma pátria nova". M.M MS. não proclamavam nem realizavam na administração publica ideas liberaes. incendido no ardente fanatismo contra os inimigos da nossa soberania e liberdade. escrevia D. estais enganados. é violência & historia. quando se inaugurou seu busto. Sabeis em que situação violentíssima se achava o país com a ameaça permanente da metrópole. prestámos no memorável dia 26 de fevereiro ? De certo não quereis. á qual haveria de applicar-se o governo proconsular. que D. O Reverbéro traz no seu primeiro numero a declaração de que seria redigido por "dois brasileiros. "e acerescentava. gritava "Que d«-lirio 6 o vosso ? Quaes são os vossos intentos ? Quereis ser perjuro ao Rei e á Constitu'ção ? Contais com a minha pessoa para fins que não sejam provenientes e nascidos do juramento Que eu. com J a n u á r i o da Cunha Barbosa. estais illudidos. com mais ardente patriotismo. en. que nos ameaçava com "os leões e os cães de fila" do reino. Ledo avulta cada vez mais para a immortalidade. dava fôrma concreta ás sua» nobres aspirações. sabei o q u t vos declaro em nome da tropa e dos tllh0« legítimos da constitu . consome e illumina. passando aos olhos dos mofinos e dos retardatarios por republicano ou anarchista.. temperamento combativo e intelligencia scintillan. que vivemos codos unidos. de Fund. emquanto outros transigiam. porque a minha honra e a delia é maior que todo o Brasil. contradictorias com o principio da soberania nacional. transfiguiado e victorioso pelo influxo do seu espirito. Inda a vejo pendente. sabeis "ia' 8 que declaramos guerra desapiedada e cruelissima a todos os V&~ turbadores do socego publico. Absorvendo a influencia do grande Oriente Maçonico. Ninguém batalhou com provido cuidado. de 30 de abriu de 1821. o o lemma da sua bandeira. em uma palavra estais perdidos se intentardes uma ou outra ordem de. nem * constituição. João VI havia inaugurado no Rio de Janeiro durante a sua larga residência nu. poderia acceitar humildemente as ignominiosas condições. teve a força de um verdadeiro ideal de vida. Nascido nostn cidade aos l i de dezembro de 17SL e tendo cursado a Universlchj^ de Coimbra. que nunca lhe perti falso. Pedro saísse desde logo do Brasil. A 6 de outubro ót 182i. que havia fundado antes mesmo que José Bonifácio tivesse chegado de S. liberal e progressista. A gloiificaçâo da Independência. que vaiem por um formoso epitaphlo: . que lhe confiara D. Vinda em 4 d« outubro de Í821. protesto a V. que insistia pela servidão colonial do Brasil. O apparecimento do pariodico despertou o maior enthusiasmo. com Ledo â frente d09 exaltados. o jornalista e o legislador. com a emphase que lhe era tão natur a l : "queriam-me. e tomado conta do poder.çãa e á constituição portugueza. Do grande Oriente Maçonico partiram as primeiras vozes e incitações para a independência. datada de 14 «*» . do Império. sobre as paginas Da pátria historia. i. retardavam a conquista plena das nossas liberdades e mascarava propósitos reaccionarios. urna das quaes propuzeram como governador um general. Naquella epocha de memorável e dura provação. ou pretendendo-se reduzir a fundação do Império á figura de José Bonifácio.QU« já tendes parte. divulgado com fanático desvelo. e do qual vos querem desviar cabeças esquentadas. nem conseguirá. que. que terminavam assim: V. que põem de manifesto todos os seus actos. que jamais forças humanas podem retrogradar ! " Ledo. obstinavam-se em considerar o Brasil como colônia. Persistindo nas doutrinas de liberdades políticas. é o que juro a V. o ardoroso campeador. . que não deve permitt. pendeu-lhe. " Por fim noutra carta a El-Rei. amigos da nação e da pátria'-. alimentada mais ainda pelo seu periódico o Reverbéro e por outros que creara e espalhara por diversas classes do povo. Pedro. a mão cansada fraquejou. que se constitue órgão activo dos idéaes emancipadores. e dizem-me que me quorem aclamar Imperador. que tinha o privilegio das definições e das syntheses. qu 6 os cavallarianos portuguezes dissolveram com violência. j á não precisa de tutela: a emancipação das colônias segue urna marcha natural e irresistível. nossa historia. a quem repugnava abertamente a dominação absoluta exercida no Brasil pela metrópole. e impellida a cadcnciar entre a modéstia e o gerio. guerreando fortemente os ministros José Bonifácio j e Martim Francisco. pois. pleiteava. compôs Gonçalves Dias versos sentidos e harmoniosos. como intenso clarão. e de bôa fé mostrara prestar-se á obra da independenóffgj nacional.A vala de Januário foi uma pêndula sagrada movida pelo amor da pátria. terra americana. 1 E. naquelle maravilhoso momento de. VII 5). que era a única origem do seu poder. e chamar a si o governo. a..ieipe. "O Brasil j á entrou no período da sua viri. surja o teu busto Austero e glorioso. empregava-a Ledo contra os ministros.

o conselho de representantes fez madrugar o acto de 3 de junho. "porque fora rscripta muito depois de correrem no Rio de Janeiro os artigos. como se crê que tenham mudado de opinião ? Qual outra lhes parecerá mais benr fundada que a sua ?" E terminava. bom português. a significação histórica da independência. em 26 de Janeiro. no mesmo sentido. tanto mais que o procedimento das cortes se tornara inconciliável com a hombridade brasileira. como não se ignora. ê de sua lavra. Foi surprehendente a radical transmutação d alma que se operou O Fico De Ledo partiu positivamente a iniciativa da cale rosa e solemne representação que. da Ind. com a regência do Príncipe. "as idéas antidemocráticas nelle enunciadas fizeram com que muitos liberaes começando ptlo deputado Barata. por ultimo. por q u e a minha obrigação é obedecer cegamente. dizia-se: "Será possível que V. que. aconselhando Príncipe a annuir a todas ás exigências. Significação histórica da independência A' influencia de Ledo. No dia 20 de maio. ou como homens livres e dignos de o ser. gravado em letras de diamante. . affirmava solemnemente: "Sem embargo de todas estas vozes eu me vou apromptando com toda a pressa e socego. sem forças para defendel-o. é elle ainda que apparece no dia 3 de junho falando imperiosamente em nome do conselho de procuradores ao Príncipe. os quaes para esse fim enviaram •-missarios a S.000 pessoas. que ciam sabias e respeitáveis. e escrevera com o próprio sangue o juramento. Nelle dizia-se claramente ao Príncipe que a partida de S. a representação ao Senado da Câmara. intelligente e diuturna de Ledo. Ora. a ainda menos para conquistal-o. apoiada nos brasileiros. deve-se. não queria ainda a independência. em continuas dísaenções. numa carta publicada no Correio Brasileiro em fins de 1822. que intervieram na explosão de 1817. é este. e especialmente o. mas uma intimativa. que não torna quando escapa. Paulo. o mais eloqüente orador sacro da época e adepto do movimento separatisia. repulsa contra a ferrenha politica portuguesa. e receioso de que elle viesse a desfallecer. hostilizando-o.. offereceu-lhe r:«" dia 13 de maio e em nome do povo o honrosissimo titulo dé Defensor Perpetuo do Brasil. em que. e é de eterno vinculo para a monarchia em geral. desde que foi chamado para o Ministério (Hist. os olhos. não era a independência que queria: ambicionava ser imperador: Espirito aventuroso. dirigiu a 9 de janeiro de 182. leviano e fácil. estava completamente dominado pelo espirito revolucnonario. . tendo Ledo e Januário redig : do o discurso que pronunciou José Clemente Pereira na solemnidade. foi feita por José Bonifácio. Paulo. Rompa-se a nuvem que encobre o sol que deve raiar na esphera. As nações do universo têm sobre nôs. Príncipe. O Brasil no meio das nações independentes. atrás fica o inferno. conceituassem de retrogado o conselheiro José Bonifácio. Varnhagen diz que não s<3 não concorreu ella para a resolução do Príncipe. seria o decreto que teria de sanecionar a autonomia do Brasil: "O povo do Rio de Janeiro julga que o navio. individualmente cabe a José Joaquim da Rocha. a pedido do Senado fln C i m a r a e do povo do R''o d e Janeiro. e são espíritos fortes e poderosos. lhe desvendara os horisontes. general Nobrega e outros. no entanto.. no sentir doa mais abai isa dos políticos. ao mesmo tempo fomenta manifestações populares ao Regente e pelas columnas do Reverbéro continua sua obra de seducção. como uma necessidade impreterivel. desafoga em acerbas palavras o desgosto que trazia lacerado e offendido os brasileiros. como devo cumprir tão sagradas ordens. a .Andradas. convocando a Assembléa Constituinte e Legislativa que é. Ledo hão perdia o ensejo de incitar o joven Príncipe. No discurso de 20 de maio. ao mesmo tempo que se delinea o programmá do Brasil novo. Pedro virtualmente reconhecia a independência do Brasil. é innata nas colônias.n\ s*-gundo logar. em nome do povo.*-A 12 \Ni\0 f tfefcembrb do mesmo anno. porém. depois. correspondesse outra dignidade de emanação democrática. apostrouphou ao Príncipe nestes termos: "Príncipe. e sobre ti. como a separação das famílias o é na humanidade.! ao Príncipe para que continuasse no país. pronuncia uma fala em nome do povo fluminense. "para que á dignidade de regente. e ignominiosa perda para Portugal: '• Triunipha e triumphaiá a independência brasileira. A rigorosa representação fluminense ficara assentada antes de < ' !-* de dezembro de 1821. sem duvida.. appartcerã sobre o Tejo com o pavilhão da independência do Brasil" Na fala de Jo-é Clemente. af firma-se cathegoricamente. mas ainda. e assim o pede a minha honra. ou cumpre apparecer entre ellas come rebeldes. com velleidade de façanhas cavalleirescas. Pedro obedeceu. e. Este documento . Pedro regressava da sua viagem triumphal a Minas. existe semeado aqui e atf em mu'tas das provincias do Brasil. e ligar todas as partes do nosso grande todo. A. a 2 de Junho seguinte. desorganisadoras. f. perante os homens e perante Deus cum solenine juramento que não queremos e nem desejamos separar-nos dos nossos caros iimãos le Portugal" Não penseis. parecia-lhe sagrada. á vista da arrogância das tropas de Avik«z. a Câmara lo Senado. inspirada pela Maçonaria. R. que era o centro da conspiração. a que D.celebre resultou da explosão de protesto e d. imperioso nos caprichos e desbragado nas proezas. por não dizer em todas ellas ? Acaso os cabeças. No numero de 30 de abril. Animado com o gesto com que D. Assignado por cerca de 8. justificando a convocação da assembléa geral das provincias do Brasil. 132)" Além do mais. Príncipe. do Reverbéro e da M'üa<n«tn. ma . ignore. s ou menos feito. outorgada pelo monarcha.. não era uma petição. adeante o templo da immortalidade" Ainda graças aos esforços e â habilidade d>> Ledo. e para o qual foi elle eleito pelo Rio de Janeiro. <?. ou a morte nos ha de custar" Elle. não dosprezes a gloria de ser o fundador de um novo império.npímento de independência c anarchia parece certo e inevitável" O episod'0 do Fico vem a ser por isso o primeiro grande marco da pacifica epopéa nacional. provavelmente. com o animo de um simples aventureiro. deixando escapar aquelle ensejo. políticos obstinados e homens renitentes. a qual. machiavelicas. que um partido republicano. em que dava conta da impressão produzida pela noticia do procedimento das cortes. expiraram j á ? E se existem. e. o teu nome. porque "de outra fórm-i o ameaçado rc.no dia 9 de janeiro. ohronologicamente. hediondas e pestiferas" A causa. so lê: "Nós declaramos. O Brasil de joelho te amostra o peito aberto. outorgada pêlo povo". por recôndita ambição e coagido pelas circunstancias daquele difficil dilemma. Ha quem reivindique para S. o que vale dizer Ledo. e era datada de 29. Ao beneme rito republico pertence a gloria desta inestimável conquista. não pode conservar-se colonialmente sujeito á uma nação remota e pequena. que reconduzir Sua Alteza Real. a mensagem de 9 de janeiro de JV22 appareceu. após a expulsão na véspera das tropas lusitanas. que tal ^jmpromisso figurava como emphaso para effeito no momento: era uma declaração para rebater as tendências que lavravam na op ! niáo geral. preparada e desenvolvida por Ledo nas columnas do seu periódico e principalmente no seio dá maçonaria. deixando de cumprir os opprobiosos decretos das cortes constituintes de Lisboa e a ordem do Rei. no circuio maçonico e nas entrevistas com o Príncipe. Paulo e de Minais. e nelle. que era maligna. o Conselho dos Procuradores Geraes das Provincias. " E s t á escripto no livro das . poi essa suspeita. antes de tudo. os paulistas e os . Faulo a prioridade «lo movimento. endereçada ao Príncipe no mesmo dia. senhor" Não differe o tom da fala de 2!. inculto. em nome da Câmara •> do povo. afim de ver se posso. que a propaganda obstinada. porque se achou prudente assegurar-se do apoio de S. e a independência do Brasil. horrorosas. não eram semente oppostos á independência. nda que perca a v i d a . na imprensa. a Europa á Europa: porque não debalde o grande architecto do universo metteu entre ellas o espaço immenso que os separa O momento para estabelecer-se um perdurarei systema. nas assenbléas populares. Senhor. Quere •? ou não queres? ResoWe. passaram a ser "facciosas. quando D. e. presidida por José Clemente Pereira. declarou que. amigos e principaes brasileiros a conveniência da união do Brasil com Portugal. agora está prompto a perjurar e exclamava: "De Portugal nada. em virtude do ser datada <le 24 de dezembro de 182] a i/iensagem em que a junta provisória pedia a D Pedro não abandonasse o país. as nações todas têm um momento único. digamos de caminho. entregue três dias depois por José Clemente Pereira. para estabelecer os seus governos. quando se apercebeu. que jurará fidelidade. e quem indicou para redigi-la a Frt-i Sampaio. A. é de utilidade a Portugal. sabemos. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e á tua posteridade. e exclama: "A independência.a fr. " Aconteceu. O Rubicon passou-se. Antônio Carlos. A America deve pertencer á America. com a collaboração du Januário. e AMÉRICA BRASILEIRA creio que não é necessário adduzir vdocumentos. A natureza não formou satellites maiores que os seus planetas. o apaixonado e vehemente agitador pela emancipação da pátria. rasguemos o véo dos mysterios. que se reuniu mais tarde. ter o Príncipe Regente creado e convocado a 16 de fevereiro. em essência. A Câmara. só foi apresentada depois da resolução tomada pelo Princip<.feita em termos humilhantes eu vagos. As cortes de Lisboa. Na falia do orador da depuração de S. a iniciativa partiu dos patriotas do Rio de Janeiro. senão também convictos partidários da união dos dois reinou sob a mesma coroa e dynastia. brasileira. e sustentava de bôa fé com a família. mas escripta por Ledo.lha Despertador Brasíliense. entregou-se o Príncipe nas mãos dos patriotas do Rio de Jane ro. em abril. que havia conseguido a adhesão de José Clemente Pereira. nada: não queremos nada" Naturalmente.

conforme se lê nas Reminiscencias do Império. desilludidos desde muito das cortes Diz Varnhagen "que estremeceram os ministros com a audácia das proposições proferidas por Ledo. dinheiro e armamentos para a proclamação de u m a republica das provincias do sul. Desappareçam uma vez antigas preoccupações. que as cortes de Lisboa forçaram as provincias do S\>^ do Brasil a sacudir o jugo. ministro do reino desde 16 de janeiro. H A 12 — ANN<» ' Leis Eternas. é conh* Ma a resposta sibyllina de José Bonifácio: " F a ç a m o que quizerem n a intelligencia de que. conta nestes termos o occorrido: "O ministério. Silveira Brasil. Digne-se pois V A R. junho Fo! mais longe Abertamente declarou. Z haveria de "enforcar todos os constitucionaes n a Praça da Constituição". mandava dizer em officio de 10 de Agosto que esse papel formava o complemento de quanto apparecera desde janeiro e definia muito claramente. ha-dc cumprir-se queiram ou não queiram os mortaes. no próprio dia da petição. pois que traçava reformas liberaes. Ainda hontem éramos escravos Hoje somos livres" Redigidas com promptidão as bases do manifesto. emquanto não proclamar os direitos que tem de figurar entre os povos independentes? E qual será a que despreza a amizade do Brasil e a amizade do seu regente? E" nosso interesse a paz: nosso inimigo só será aquelle que ousar atacar a nossa independência. de convocação da assembléa. que nenhuma leitura prévia havia feito da mencionada representação. a integridade da nação.. n* fala do conselho dos procuradores. a instituição de u m systema de impostos que consultava os interesses da lavoura. mas nao a da America. Os governos que ainda querem fundar J seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos. Januário. lavrado no mesmo dia.ue na seja Independência. que se devia realizar mediante eleição indirecta e por provincias. e que o publico acolhera favoravelmente as razões expostas. Ledo. associava a aa independência ao principio da unidade nacional. lista das nações livres: ê decreto do arbitro do Universo. será um estado de coacção e de violência. muito ao contrario. A . exasperou-se e foi preciso muita astucia e até energia e opportuna ameaça de revolução no sul para conseguirmos vencer a m á vontade dessa gente. taes como a autonomia das provincias. tendo cada um no seu seio a sede da administração suprema e a sua capital" Ledo. To con arío do que assevera V a r n h a g e n . mento da iniciativa. por assim o nao pensarem. começou a proclamação com u m conceito bebido nua dos impressos famosos da Revolução Franceza e adaptado As circunstancias p a r a produzir o maior effeito. pela eterna razão das cousas. "Não se esqueça entre vós. E r t e decreto é a nossa independência. que lhe daria um grande império. Pedro. enquanto da redacção do de 6 se incumbiu o próprio José Bonifácio. qua} um girondino. um vasto p r o g r a m m á capaz de dirigir e ill» minar o país no momento critico de sua evolução. Sabe-se.Dizia mais. despeda pela revolução de 1821 e pelos decretos subversivos das cortes boStas. o mysterioso.sua independência. Ora. entenderam os patriotas. que eu agora j á vejo reunido todo o Brasil em torno e mim. vedes. ou melhor. urgem e imperiosa. afogando ja no animo insoffrido a independência da terra. quo aliás delle não deviam esperar tolerância. foi por ass-rn pensar. escr. monte commandam que a V.^ União. em nome do povo. . a gloria de V . e. pela bocea do Regente. " E s t a acabado o tempo de enganar os homens. d a r ao governo conheci. Ahi. Temendo que a revolução iniciada com t a n t a felicidade viesse a fracassar com os actos arbitrários do Ministério dos Andradas. E terminava o. Ao mesmo tempo era. e nesse mesmo dia foi lavrado o decreto de convocação O deputado Obes. que lhes preparavam. O Príncipe. era profundamente «*< i. e terminantemente: "O Brasil tem . deste acto e da sua demissão no dia 28 de outubro se originaram a s violentas perseguições e as impertinentes represálias' de José Bonifácio a seus antagonistas. um canto de alvorada. a assistência ao trabalho intellectual. como. u m a assembléa geral de representantes das pro. separação. substituindo o amor do bem o de qualquer providencia ou de qualquer cidade" Ledo. O encarregado dos negócios da Áustria. A origem deste decreto explica-se facilmente.pia e pronunciada por l. ao mesmo tempo que concorreria p a r a remover todas as suspeitas e equívocos que cada dia tomavam maior vulto e satisfaria ás aspirações dos brasileiros.. realisando a. o pensamento dominante do audaz e brilhante contender dos Andradas é a separação completa. reunido sob a presidência do Príncipe Regente. conforme instrucções que o ministro José Bonifácio baixou no dia 19. os vexames e as providencias iníquas das cortes por tuguesas. da industria e do commercio. elaborado ainda por Ledo. R . que suppunham orgulhosamente poder recoloniear o e r e s t a u r a r o odioso governo proconsular. sem ser por ella ^ r r i b a d o s apressaram-se a escrever n a própria representação de I*do. e reconhecendo os direitos de que tinha o país de constituir "as basies sob que se deve dirigir a sua independência". que começava a perder a confiança das províncias. o decoro do Brasil e a gloria de V . que não sô José Bonifácio. lê-se. embora figure officialmente firmando o decreto. que o Brasil deve passar hoje (oh! grande dia!) * . e a mantença » sua liberdade e independência" Depois de. que nenhuma força pôde q u e b r a r . Quanto ao ma .sbôa redactor do Correio do Rio. ou sobre antigos erros e abusos. com a maior brevidade possível. o brigadeiro Luís Pereira da Nobrega * João Soares L. instam. emquanto não assumir um caracter pronunciado. de 28 de desembro de 1833. e a sua indep e n d ê n c i a . calando-se a facção portuguesa por perceber que o governo nacional robustecera com suas francas declarações. O Brasil quer . Eis por que conseguimos o decreto da assembléa constituinte. Foi. R .AMÉRICA BRASlleiRA XI MS. procurador geral da província fluminense: "Ao decoro do Brasil. reconhecendo o estado de effervescencia popular e a impossibilidade de se o p p ô r n o m a i s mínimo a torrente. A . assi enada j á por seu companheiro (Azeredo Coutinho) e por Obes £ £ . que com ella se conformavam.sim a condensação das theorias ou idéas políticas do seu autor. sempre que o tentarem. têm de vêr o colosso da sua grandeza tombar da frágil base. requerendo-me a defesa de seuss. pretendendo-se "que o Brasil e P o r t u g a l formassem dois Estados differentes. extlnguindo-lhe os t r i b U n * ^ | W supprimindo-lhe os órgãos administrativos. o padre João Antônio de Lessa. outro grito que nao se. Marschal. um hymn? ardente em que todas as vozes do Brasil reboam como um coro de trombetas heróicas e victoriosas. a disseminação do ensino. como único meio de manter a integridade das províncias. pedindo a convocação da Assembléa Geral do Brasil. inimodiatamente. deputado da Cisplatina). sobre que se erguera outríora. como consigna o Marques de Z u c a h y no artigo do Correio Official. E' deste principio indubitavel que devemos partir: as leis formadas na E u ropa podem fazer a felicidade da Europa. não concorreu p a r a essa medida. considerando-o "necessário e urgente. vincias do Brasil". cerrando-lhe os P ^ decentralizando-lhe as províncias.a. e não os povos para ellas. ao contrario do que affirmam pa"^ gyristas e acerrimos defensores de José Bonifácio. .õdo. Qual será a nação do mundo que com elle queira tratar. dirigisse o Príncipe um manifesto ao povo brasileiro e outro ãs nações amigas. O manifesto ao povo brasileiro é um eloquente panegyrico da t e r r a natal. R . As leis. todas as instituições humanas são feitas para os povos. A. manifestou-se hostil aos promotores. O príncipe estava na supposição de que u n h a m o s entendimentos com Buenos Aires e que esta nos forneceria homens. para a manutenção da integridade da monarchia portuguesa e justo decoro do Brasil". com ser arrojada. unida e^ in ^ solúvel. nem convém a p r e s s a r nem i n i p ^ r a convocação da assembléa g e r a l " Não se contentou o ministe da Regência com a recusa do apoio ao decreto de 3 d . Ledo foi um dos deputados eleitos a Constituinte pela cidade e província do Rio de Janeiro.incontestavelmente. no intulto de esclarecer a opinião publica. com o conselheiro Andrade á frente. direitos inauferiveis para estabelecer o seu governo. Formem todas as nossas provincias. ser o systema americano. O manifesto de 1 de Agosto de 1823 Vencida afinal a resistência de D . O systema européo não pode. Josc Clemente. e desconfiados de que a metrópole entrasse em concerto internacional para melhor impor seus funestos desígnios. porém. concíta os brasileiros a formarem a nação. a postura da regência.. Do Amazonas ao P r a t a não retumbe outro écho. faça convocar. sem reticências. 1. a refor: mação das leis penaes e do código militar. presas de grande inquietação. tarefa que se confiou a Ledo. defendendo o Brasil contra a humilhações. O primeiro datado de 1 di Agosto é de Ledo. começava-se assim: "A salvação p ú b i c a . ficou resolvido. que impedir a sua marcha a nenhum é daao" Por fim. ouvir o nosso requerimento: pequenas considerações sô devem estorvar pequenas almas. . de 3 de junho. e provocou o mais forte enthusiasmo. sem demora attendeu ao pedido. decidiram endereçar em nome do povo um manifesto ao Príncipe. as constituições. em sentido mais humano e com distribuição g r a t u i t a da justiça. não pode convir que dure por mais tempo o estado em que está. esse documento enérgico de alto patriotismo. expondo ns acontecimentos que agitavam o Brasil. que necessariamente produzirá u m a reacçao terrível. fossem governaúos á p a r t e .. que.ótica e envolvia a declaração de independenc. em larga digressão. e o Príncipe intitula-se então o defensor da independência das províncias brasileiras. »" toriar os eventos principaes da luta e a p o n t a r as causas determ nantes do procedimento do Príncipe. q. José Obes. direitos. de que era prova o decreto de convocação da assembléa geral. como reza o decreto.

em que D. creatura invejosa. conforme a lei. com as suas arbitrariedades" que se chamassem ao grêmio da união politica aquellas provincias irrequietas cuja adhesão ao novo systema não fOra ainda decidido".versarios. durante os treze annos de regime absoluto. Por fim. contra a "facção oceulta e tenebrosa de furiosos demagogos e anarchistas" que "ousavão temerários. externou conceitos que não posso deixar de aqui estampar. Joaquim Gonçalves Ledo. e não rei. mas Januário da Cunha Barbosa. destituindo-se. bem organizado". porque a pena lhes foi imposta e executada antes da culpa pronunciada.que falavam nas formalidades legaes" Varnhagen escreveu que José Bonifácio iniciara. enquanto muito s o u t r o s ' eram recolhidos ás fortalezas. fez sentir. Tanto fezo vencedor que. facciosos. condemnando a estranha sujeição em phrases mais cortezãs que philosophicas. a obsedante preoccúpação de José Bonifácio. contra os propósitos roaccíonaríos de José Bonifácio. Pedro á causa brasileira. o padrão de nossa independência. tendo de. em seguida. a que a actuaçâo indomável e febril de Ledo emprestara o caracter de um movimento revolucionário. sem que tivessem podido tomar parte na assembléa constituinte. foi a mesma approvada. derante de Ledo sobre o espirito do moço regente. sustos e anarchia" O seu "furioso horror" a quanto cheirasse a "princípios anti-monarchicos" e a sua virulenta desestima com que via os que elle e partidários capitu • lavam de "carbonaríos". . promovido com finalidade irresistível. Varnhagen. não de caracter democrático. em que se procurava consolidar o Império nascente e dar-lhe leis liberaes. machiavelicos" e foi muito censurado" Nesse documento. Pedro.exprobação contra os ad. e bem assim a proposta de serem enviados ás provincias "emissários encarregados de propagar a opinião abraçada. dar pela attitude de manifesta parcialidade adoptada por D. dando todas as providencas ao seu alcance por meio de seus membros para ser levada a effeito em todas as provincias. Ledo promoveu a sua entrada para a maçonaria. Tratou. queria elle uma independência. a pagina 361. embora attribulado pela s injustiças e malquerenças dos inimigos. que tanto amesquinha ou desdoura a sua obra d e estadista. porque "peccava por extenso. Paulo " p a r a accommodar as dissenções internas que a agitavam e derramar sobre aquèlles povos o balsamo da consolação e da tranquillidade". ameaçado de encarceramento e também de morte. mediante Juramento. intratável e maledica. foram proscriptog. perante Deus e á face de todas as nações amigas e alliadas. que a presidira no impedimento do grão-mestre José Bonifácio.. Oliveira Lima. que era a representação mais fascinadora dos idéaes libertadores. a proposição de Ledo é approvada definitivamente. no mesmo dia em que foi reintegrado no cargo de ministro. valendo-se de todos os processos para domar e reprimir os ímpetos dos ardentes patriotas. na reunião de 4 de outubro." Discutida a proposta de Ledo. perpetuo defensor do Brasil. demandavam e exigiam imperiosamente que a sua cathegoria fosse inabalavelmente firmada com a proclamação da nossa independência e da realeza constitucional na pessoa do augusto príncipe. "aproveitando o enthusiasmo geral da assembléa. não para conhecer se o crime existia. mas que era do minado pelo animo rancoroso e vingativo de Martim Francisco. pelo desrespeito ás formulas e principios constitucionaes. Pedro. foi . em um enérgico discurso. mostrava elle impavidez physica e moral não se deixando acobar. o insigne companheiro de Humboldt e sábio de t a m a universal. a 2 de novembro. em desaccordo com Ledo e os que pugnavam tenazmente as suas idéas. como por exemplo as "assembléas tumuituarias". de instaurar o monstruoso processo. Afinal. seu secretario. o rico. que é de 12. lavrada no Senado da Câmara. na representação que dirigiu a D. e dispor os ânimos dos povos á esta grande e gloriosa obra. alentára-o implicitamente a influencia prepon. que se tornaram intoleráveis ao seu altivo temperamento. impedindo. por intolerante naquolle momento de emergência. com o substitutivo do brigadeiro Alv?s Branco no sentido de ser acclamado imperador do Brasil. cuja volubilidade politica não escapa á observação dos estudiosos imparciaes. ou antes para tapar a bocea áquelles. fiel a seus sentimentos monarchicos e unionistas. Lembra que a devassa foi. em quem apoia o autor citado. calumniar a indubitavel constitucionalidade do augusto imperador" dessiminando "desordens. Logo que voltara ao Rio. oriundo do temperamento impulsivo e theatral do príncipe rebellado contra o 'lesplante das cortes. Na Assembléa seguinte. fértil e poderoso Brasil. fez o Príncipe dizer: "Protesto. portanto. mas. e. escreve o autor do Movimento da Independência. ' nem finalmente para os punir. cumpria que também a tomasse na acclamação do seu monarcha. no dia 20 de> dezembro. e José Clemente. logo n o " primeiro mez do Império. exhibirem o "corpo de delicto sobre que assenta sua nojosa e negra ineúlpação a tal respeito" e é clara e terminante a. pelo qual sempre se batera o redactor do Reverbéro. antes de qualquer procedimento judicial. na forma prescripta pela lithurgia da Ordem. á constituição que formulasse a assembléa constituinte. resolvido que a ceremonia da acclamação civil se realizasse no dia 12 do mesmo mez. acclamando-o rei e seu defensor perpetuo. a prisão e o exilio de tolos quantos [ haviam preparado o movimento da independência. á frente dos couraceiros. mas somente para enganar. a. afim de ser apurada a sua condueta. que fez o seu irreconciliavel antagonista pagar bem caro •ssa nobre e felicíssima conquista. na sessão de 9 de Setembro. Com effeito. que este se deu por existente'. convidando-as "a entrarem em relações diplomáticas com o Brasil. brado que parece expontâneo. Requerendo uma acção criminal. nessa mesma noite é iniciado no primeiro gráo. Assirm pois. Ledo até aventa que "os povos querèin ser bem governados e não se importa n com fôrmas de governo". manifestadas por seus actos de adhesão á augusta pessoa do seu defensor perpetuo e que. AMERICA BRASILEIRA A Bonifacia Assim que se celebrou solemnemente a 12 de outubro a acclamação de D. estava formado com o acto da convocação da assembléa constituinte. approva a viagem do Príncipe á província de S." o procedimento de José Bonifácio. dos gentis homens da sua câmara e da guarda de honra. com o maior machjavelismo. tendo. mandou-se proceder a uma devassa. Ledo e as victimas da devassa regressaram ao país no anno seguinte. que estes se deram por convencidos. subordinada aos princípios de uma monarchia reaccionaria. Isto feito. José Bonifácio daquellas funcções e empossando-o no cargo em sessão de 4 de Outubro com as solemnidades de estylo. Consta das actos do Grande Oriente que. elege-o grão-mestre. sendo proposto o seu nome na sessão de 2 de Agosto. "dirigira do solio um enérgico e fundado dscurso. O bom senso aliás indicava que os mesmos •jue a 12 de outubro tanto s e tinham assignalado na acclamação imperial. não se haviam de pôr dezoito dias depois a conspirar para destruir a sua obra. dado razão ao leader democrata. menos um documento diplomático". Pedro tomou posse do cargo de grão-mestre. O cne^e do partido liberal fluminense. Pedro 1 e se viram os Andradas alçados á culminância. commentando com o seu esclarecido bom senso de historiador. José Bonifácio. abusando-se dos epithetos insultuosos de "hypocritas. e por falta de moderação e conveniência e demasiado phraseado. p a r i ser dirigido aos governos estrangeiros. sendo o Grande Oriente a primeira corporaeão que tomou a iniciativa da independência do Brasil. com a visão definida e intransigente de um futuro democrático p i r a a pátria Ledo e seus partidários combatiam o despotismo dos Andradas. escreve o autor da Historia da Independência. fichava que elle era quem tinha razão de insurgir-se contra praticas anarchistas do s detentores da autoridade. então no poder. : Armitage. nem para cobrir os conspiradores.perseguir áquelles mesmos sem cujo concurso a emancipação se não teria realizado. desafia seus perseguidores. conhecido por Bonifacia. Pedro para com o seu ministro. redigida e assignada por Ledo. o grande primeiro vigilante Joaquim Gonçalves Ledo. em virtude da sentença da Relação de 4 de julho e depois que José Bonifácio deixou de ser ministro. reclamada pelo próprio Ledo. que não desejo cortar os laços de união e fraternidade que devem fazer de toda a nação portuguesa um sô todo politico.! pressa os acontecimentos de 1823 e 1824. tendo estes três embarcado no brig|ue francês La Cécilé. que "era tudo. Ô Á 12 — ANNO I ás nações estrangeiras. as boas disposições em que se achava o povo brasileiro. um systema draconiano que não existira antes. afinal. o general Luiz Pereira da Nobrega. refulgindo ao sol. Incarnação de Guatimozin No intuito de prender cada vez mais D. p a r a a França. como consta da acta de 13 de agosto do Conselho do Estado. que acabava de ser ministro da guerra. segundo denominava os" ajuntamentos populares promovidos contra elle e seus amigos defronte da casa onde se reunia o senado da câmara. occultou-se em Nictheroy. completado com o gesto romanesco da espada núa. Pedro. O próprio grito na coluna do Ypiranga. Afinal. emigrando dias depois para Buenos Aires. e firmando a realeza na sua augusta dynastia. e presta juramento sob o disfarce de Guatimozin. o transviaram lastimavelmente.NUMS. Sua questão era não com o império: na sua representação a D. obteve do príncipe desasizado. "Ledo. a cláusula de submetter-se D . pronuncia-se deste modo sobre o assumpto: "Como convinha illudir o povo com as apparencias das formalidaes da lei. demonstrando com as mais sólidas rasões que as actuaes políticas circumstancias de nossa pátria. redigido por José Bonifácio. Ainda coube ao Grande Orienta a providencia de inserir-se na acta da proclamação da Independência e do Império.

D. certo de que com D. o Mípc-rio britannico não se teria firmado tão solidamente. e reconciliemos. ao volver á pátria depois do exílio. fundado apôs um duelo tremendo entre a colônia e a metrópole. Todavia. Reconciliados na gloria Ultrapassei. arremedo da republica de França. com certeza. ê concordar que pertencem todos ao mesmo facto histórico e representam juntos a fundação do império. A Corte aqui pouco modificara no seu espirito. em meio das apaixonadas discórdias dos partidos. _ para a unifcaçâo da F r a n ç a . politico intolerante. direi mais. Sem a tyrannia de Carlos I. E é bastante conhecer-se o projecto de uma lei orgânica do Estado.histeria p a r a lisonjear monarchas ou potentados sem coroa. vitalício. mudou de taclica: entendeu que devia cercear a autoridade imperial. á plena glorificação dos brasileiros. e elevou o Chalaça a cathegoria de favorito. não fez José Bonifácio senão applicar os princípios e os processos da doutrina de Machiavel mas. q u e ostentar a na front. a ponto de absorver a fama dos lidadores cuja fronte engrinaldo com modesta coroa de loiros. conservando no Kstado nascente os moldes antigos da monarchia tradicional.s da sociedade americana: era preciso que se adoptasse um regi mo também novo. conquanto pareçam quasi profanação. que não avulta nem empallidece a aureola do opulentador da nacionalidade. Atirou o Apostolaâo. que precisou de ser inflexível para r e m a t a r a conquista reallsada pela Pru. Por ultimo. e o intrépido Barbacena. o sacrificio sublime e o esplendido enthusiasmo todos. que não concretisa ou resume em si o eminente paulista. estimulado por Martim Francisco. embora nos chamem. com a legitima consciência de brasileiro. A monarchia. e seu labor politico representa uma série completa de ferocissimas represálias e cruentas iniquidades. varão a quem a natureza concedeu múltiplos e peregrinos predicados que o tornaram um dos nossos superhomens. para abater os inimigos e. Pedro. louvemos. de demolidores do nosso passado. porque sabia que o imperante de facto era elle. revelou-se o mais completo dos déspotas. Sob o pretexto de que lhe cumpria defender o Império nascente e vacillante contra os germens da anarchia e os aymptomas de separação provincial. Mazzarino. constituído uma nação heróica. príncipe ambicioso. mas com a republica. não tenho a simpleza de considerar o nvnistro de Pedro I differente de quantos a natureza ou o accaso promoveu a dominadores de povos ou construetores de pátrias. M S . que concorreram para crear a idéa pátria soberana. supprimindo jornaes e prendendo jornalistas. Aliás. a intolerância sanguinária dos puritanos. O duque d-Alba. senhores. como tombem não ignoro quão difficil era a tarefa de consolidar o throno da monarchia constitucional. e sciencia clara dos acontecimentos e das tempestuosas turbações daquelle periodo.orgulhosa os signaes da pureza e da magnanimidade surgiu transfigurado no déspota truculento. a nôs. ainda assim. naquelle momento. nôs. que era o ideal dominante. Metternich e tantos outros conselheiros de tvrannos pertenciam á mesma família moral de que é progemitor II Príncipe. formado de sicarios. Hoje. apezar das hostilidades que me defrontam. acima das rivalidades e das controvérsias. e de três cônsules. passou a humilhar. 10 de Setembro de 1922. com as suas virtudes. uns e outros abtidos em nome da necessidade imperiosa de fortalecer c principio da autoridade e sustentar o absolutismo da realeza. e infamado. n^i verdade. e encarnou todos!os vícios da monarchia descriclonaria. Depois. João VI no Brasil fora o mesmo rei que se mostrou em Portugal. continuarei affirmando. que se attribue ao illustre paulista. João VI para a corte. revestidas na apparencia de zelo patriótico. uma grei tocada de graça c fascinam beíleza. ao syndicato e ao archontado. Foi o que queriam Ledo e seu s companheiros. ou adequado. E n t ã o . que impediu por largo tempo o surto do Brasil. os sacrificios e os sentimentos dos verdadeiros creadores da independência. Todos estes factos. os ingentes esforçou de quantos l u t a r a m pelo regime constitucional. aproveitando da liberdade de imprensa. invocando as mesmas razões com que D. não se tornasse t ã o fácil a emancipação cem a republica como foi com o império: mas teríamos. caídos em desgraça pelo único rrime de dissentirem de suas opiniões e projectos. inte-gro. não seria fazer independência. nao mais se compõe. creou o consistono de caceteiros. Januário. Decretou medidas odiosas. o príncipe pcrf. para que se conheçam as suas idéas em relação ao problema da independência. e o grande Frederico. o Brasil em 1&2 • com a retirada de D. que. Fazendo „ separação. mas seriamos agori. abandonou o Imperador e tratou de hostilizá-lo. que elle próprio auxiliara a combater com o vigor dos seus talentos Não esperarei também que me advirtam que. e foi o que José Bonifácio impediu que se realizasse. Teríamos soffrido. como os que mais o forem. despedido como um lacaio. os dois gr des paladinos da Independência nacional e da civilização brasile" . a crueldade aterrorisadora de Crommwell e a dureza de James TI. fez porteriormente do Tamoyo órgão de mais alarmante radicalismo. O próprio D. Depois da coroação. De conluio com o Imperador esturdio. embora glorifiçado. redimidos de quaesquer erros e irmanados no mesmo apostol Rio. que começou a funecionar no dia 2 de junho.. era um Brasil forte. ambicioso e obstinado. D A I-' — A N N O I Sob a mascara de Machiavel X Inclvta o temerária geração de 22 havia-se desilludido da metrópole e do velho redime. a medida do discurso. assignalemos de caminho. . s<. trefegote disparatado. cobrindo-os com o manto diaphano da gloria. Não podia concordar com o pensamento que se tornou centro de acção para todos os brasileiros. Se nãc fo=sc José Bonifácio e se não fos?" D. olvidou os velhos princípios em nome dos quaes havia governado. nem capitólios. a compasso o a regra. Antes. não pôde eximir-es ã analyse da critica. ao senado. imaginou modelos para a indumentária nacional e estatuiu. foi elle inexorável. a immorredoura. que. e outros muitos. contribuiu efficazmente p a r a consummar a independência brasileira. infestos á liberdade e á democracia. composto este do archonte rei. que se m o s t r a r a m ao mesmo tempo patriotas.AMERICA BRASILEIRA N T . herões que não têm estatuas. A historia que inscreva no logar próprio o grande estadista. offender e ultrajar figuras das mais brilhantes do nosso mundo politico. Afinal. da licença furiosa dos pamphletarios e dos desacertos d l opinião publica: toda transição é um risco. Elysio de Oarvalho. u m a nacionalidade ufana do seu passado e rica de heroísmo. quando se incompatibilisou com o soberano. que ferindo principalmente os seus emulos. só porque haviam desagradado a Domiüla. severo sem medida. não se podia affeiyoar aos in teresses e ás exigecia. Richelieu. indicam como José Bonifácio prezava os trabalhos. que verifique como procedeu elle durante os mezes em que esteve á frente dos negócios do Império. também não foi sincero nem coherente José Bonifácio. eram confiados â assembléa geral dos deputados. altiva e P r °" giessista. e com os seus erros. ao voltar da farça do sul. per exemplo. sob pretexto de abuso de poder. Dt resto. quem no seu esboço d» constituição. sinceros e esclarecidos. restaurada pelo governo de Corrêa) do Campos. No dia em que não poude ser mais o arbitro da situação. sob pena de se burlarem todas as aspirações dos brasileiros. enquanto procurava perseguir e afastar os adversários da scena tumultuosa. excutava os preceitos do sagaz florentino em p-oveito da oligarchia da família Andrada.odo procederam Luís X I . cynismo e audácia. brasileiros. portanto. grandes e menores. ft primeira potência do continente. alheio ao movimento das paixões e dos interesses. Ahi está como José Bonifácio se me afigura um singular paradoxo na fundação do império e como não descubro justificativa para os actos de torva compressão exercidos contra nobres. como Ledo. levantou a bandeira da restauração do primeiro Imperador. e a sociedade era dividida em tribus com seus nomes e insígnias.siu. ter-se-ia feito independente. Frei Sampaio. E. mas a verdade ê que a devoção pela causa nacional disfarçava também . Vejam-se os ministros que demittiu ainda a bordo. Os poderes políticos da nação. Pauio. o que pretendiam Joaquim Gonçalves Ledo e os proceres da independência. Aboliu a liberdade de imprensa. mostrou-se do mesmo modo de uma intolerância absurda contra os brasileiros e tudo quanto dizii respeito ao Brasil. E' possvel que. João I.nto. como todos os povos que se levantam de longo captiveiro para a liberdade redemptora. leaes e illustres adversários. justificou o assassinto do duque de Vizeu e a decapitação do duque de Bragança e prmaram o braço robusto de Pombal contra os Tavoras. D e s f a r t é . Apeado do poder. com esta differença. náo pôde fugir aos rigores dos processos da critica histórica. Se assim o querem. O sábio. queria concentrar todos os podeles no Imperador.. contra o Grande Oriente. Pedro. O mais que concedo. repito por mais respeitável que seja a sua figura. e indivisível.cb a a r m a d u r a do dictador a lastimosa represália de um colérico despeito. violento sem necessidade. alma feita de astucia. as condições da existência collectiva. onde Ledo dominava. sem aquèlles setenta annos improduetivos do Segundo Império.não fosso S. e José Bonifácio. deixemos ao insigne José Bonifácio o pomposo titulo de Patriarchn de Independência do Brasil. m a s reconheçamos o direito que tem tanto os Andradas. Oo mesmo n. Appellou justamente para os recursos condemnados na véspera. historiographos ou simples chronistas. neste instante de júbilo universal. Quem desejar aprofundar ainda a psychologia de José Bonifácio. transmudando-se em caramurú vermelho. consocios e contendores. P e dro outra vez se rehabilitaria para os seus planos. mas não exhauri a fonte de documentação e os commentarios n a ingrata tarefa de protestar contra a mutilação da nossa historia. rancoroso sem excusa.

contrahe-se e se expande como um organismo. Conquistadoras foram as raças européas que para cá vieram. carece de uma reacção para não abandonar a sua antiga funcção de leader. Ha de tudo. As sociedades. P a r a estudar o Brasileiro é necessário. Não devemos encobrir defeitos. é necessária que seja geral. Nos nossos estudos brasileiros não devemos fazer como certos sociólogos de outros paizes americanos. pela transmissão biológica. e todas as raças humanas — a Historia o demonstra — podem absorver os característicos e a mentalidade dos mais intelligentes e civilizados. Hoje a própria philosophia estabelece o methodo para a sociologia e esta encaminha a politica. No Brasil. expedições. Agora não basta a connexação de alguns phenomenos para tirar conclusões aproveitáveis. A todos os Americanos interessa a questão das raças inferiores porque a nossa fusão tem sido mais recente do que as das nossas metrópoles na Europa. Vieram também cooperar comnosco imnrgrantes de todas as raças e de todos os povos. para ser real. ferra. modalidades dentro da grande espécie h u m a n a . Essa eliminação nada adianta. receberam o seu influxo. para evitar perturbações e malentendidos. O conceito de raça pura é uma invenção aristocrática. o primeiro objectivo. como por fora. relatório que os nacionalistas exaltaram. para a sua própria saúde carece de equilíbrio social porque. Nos animaes sociaes o esforço para o progressão não se faz no sentido biológico. por sua vez. Sabemos que o homem é um animal social. auxiliares as que encontraram aqui em condições inferiores de civilização e as que mandaram buscar na África. para não perder a influencia litteraria e philosophica que manteve na America Latina até os meados do século passado. porque os pretos e os indios não desapparecem pela força de suggestão dos sociólogos e jornalistas. E ' um phenomeno que se repetio em todas as sociedades em formação. Não devemos eliminar difficuldâdes. Contra essa impressão errada precizamos reagir. Dos Estados Unidos á Argentina todas as nacionalidades do continente de Colombo devem a sua formação ao auxilio dos povos aborígenes e dos negros importados. com pequenas variações. que estuda a modalidade de cada nacionalidade. educação. o homem tem differenciações sociaes. como o indivíduo ê coagido pela força social. expandindo o seu poder. brancoides. vai se accentuando aqui como na Argentina e no Uruguay. Esses factores são de ordem geographica. Immigrações. através de adaptações e heranças seculares. casas. O Brasil. P a r a que se possa avaliar o esforço de invesfgação e analyse é precizo que se estabeleça antes o methodo escolhido. mas sim no da civilização. em contacto com a África. Na Europa. misturaram arnda mais os diversos sangues. Recebendo mais tarde os auxiliares negros e indios. Assim o homem só pôde ser estudado sob o duplo aspecto: biológico e sociológico. o homem é produeto da historia e da geographia. as raças negra e índia vão sendo assimiladas. mulatos. A nossa inferioridade ethnica condemnava-nos a uma posição subalterna. Na ordem biológica. Dessas concepções tira regras de philosophia e moral. Assim. todas as nossas concepções pobre o assumpto devem começar da definição de noções fundamentaes de uma sociologia brasileira. Quando os Europeus se transportaram para a America. Animal social. o caracter nobre. fundindo-se até o desapparecimento completo na apuração dos cruzamentos progressivos. E ' precizo accentuar que o Brasil é um paiz de homens brancos. Não ha raças intrínsecamente inferiores dentro de um certo limite. porque é o espirito dos brancos que predomina. Como os povos primitivos. se habitou a viver dentro de um meio social e econômico. tanto por dentro. entretanto. que correspondem á histoiia de cada grupo. em varias épocas. idéas. temos de consignar as diversas variedades ethnologicas que contribuíram para a formação da nacionalidade. geradora da uniformização dos caracteres. é definir os termos. Vimos num relatório sensacional de um ministro dos primeiros tempos da Republica. uma sciencia particular. antes de qualquer estudo de sociologia brasileira. glorioso por muitos títulos. viagens. que o caminho percorrido pela raça crêa o seu typo social. A" nova geração repugna a sociologia de vulgarização com que muitos escriptores nossos andaram deprimindo a nossa raça e a nossa nacionalidade. P a r a isso necessitamos de augmentar a actividade dos pensadores e não restringir a producção intellectual a trabalhos de ficção ou de technica profissional. A intelligencia desenvolvese dentro da mesma forma animal. Naordem geographica. as nações americanas começaram a sua vida social com a collaboração de raças conquistadoras e raças auxiliares. Mas ha também. negros. passaram por preiodos semelhantes de assimilação e adaptação. porque sem equilibrio econômico a própria saúde physica se abala e se estraga. fixar todos os factores de sua formação. Assim como ha uma arte para a sciencia geral. e sim enfrental-as. Nestes ulitmos annos ha um movimento patriótico de reacção salutar. o caldeamento atfnda não terminou. A philosophia faz a moral. Os termos a definir não serão sempre os mesmos. se isso é acaso defeito. o homem que vive em sociedade transmitte os caracteres adquiridos. e com Demolins. observa. o apparelhamento technico e econômico que usa e que recebeu em herança. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA BASES DA SOCIOLOGIA BRASILEIRA 1° — Definição de termos A sociologia moderna tem uma funcção mais variada e difficil do que a antiga philosophia da historia.Os povos do Sul da Europa.'" mentas. agorarelativamente homogêneas da Europa. negros com sangue branco. um homem de talento escrever que não poderíamos attingir ao progresso norte-americano porque isso era uma questão de raça. E ' precizo reunir phenomenos de ordem diversa para obter uma coordenação intelligente. De modo que dos Estados Unidos á Argentina temos caboclos. apparelhamento technico. mas os invasores do Norte "accentuaram. que o homem é também movido por idéas e estas idéas se transmittem no corpo social por imitação. vai-se tentando aos poucos estabelecer as bases da nossa sciencia geral. e sim estüdal-os. com Tarde. Nós sabemos com Spencer que a sociedade age. mas já temos trabalhos interessantes e subsídios de valor. biológica e social. da Ásia e da África. as raças se substituíram no domínio. ao par dessa sciencia geral. a b sorvendo as dominadas. portanto. portanto. raciocina e forma concepções das cousas e do mundo. Na ordem social estão os factores dos seus antepassados e delle próprio. capitães. O homem decahe e se arruina. Assim. Essa assimilação. H a regras geraes de sociologia h u m a n a . E ' o que acontece ao homem. A reacção. enfraquece e morre tanto com as epidemias como com as perturbaçes sociaes. Se para a sua vida social preciza de saúde biológica. ha u m a arte para a sciencia particular. O methodo é simples. branco com sangue negro ou indios e brancos inteiramente brancos. A orientação é ainda oscillante. como animal social. P a r a nós outros.NUMS. Basta estudar os craneos dos primitivos habitantes que se encontram nas escavações. estradas. que desappareceram no cruzamento. já havia uma porção de raças. por transmissãio sociológica. com Durkheim. mas animal que pensa. sub-raças. que o próprio Spencer mostra que é mais efficiente quanto é mais voluntária. animal que substituio a adaptação biológica pela adaptação mental. que resolveram as difficuldâdes da unificação ethnica pela eliminação no papel dos pretos e indianos. e sempre relativa. . Sabemos que. o meio em que vivemos e os meios em que lutaram os nossos antepassados e das raças auxiliares.

O que faz o typo politico e social da r a ç a é a sua lingua no seu habitat. que conserva o espirito e o desenvolve sem o desnaturar. A O negro e o indio adaptaram-se em grande parte á civilisaçãò da metrópole e. Cruzaram-se. mas exlstio e continua a modificar os traços fundamen • tnes dos Norte-Americanos. (Jule H u r e t ) . E r a m morenos e mestiços os povos da Ásia Menor e da Afrioa. no de na ri- As raças auxiliares tendem a desapparecer como elemento ethníco e como elemento intellectual. mas se é talvez a maioria. eminente sociólogo argentino. O Sr. latinos e germanos p a r a aperfeiçoar a cultura herdada. mas não em tão pouco tempo e em duas ou três gerações não se poderia dar tão profunda alteração. o argentino não é hespanhol. como os escravos a principio e trabalhadores livres depois. O espirito dos povos americanos é branco. na época contemporânea. Na Roma poderosa havia auxiliares de todas as raças e de todas as cores. Nas "elites" o sangue branco permaneceu branco. de cruzamentos. Mas as condições ethnicas são equivalentes em toda a America. como força social. quando queriam dominar. Assim. característicos á nossa vida polltici e social. de dispersão e de trucidamentos. em proporção a ã Mas essas raças foram necessárias p a r a fundar a riqueza período da formação da nacionalidade e vão. educados. e o sangue pelle-vermelha é flagrante no typo actual. selvageria de que sahlram. é o pensamento no meio geographico. Mas é precizo accentuar que não ha raças inferiores. A mistura nos Estados Unidos é menor do que entre os latinoamericanos. que depois floresceu no Mediterrâneo. caboclos e latinos das são latinos porque assimilaram piada com os mulatos que se intitulatina. Quem perde a lingua dos antepassados pôde ainda guardar alguns característicos do temperamento do seu fundo ethníco mas esquece o espirito da r a ç a . A lingua só quando muda de habitat muda de nacionalidade. ou rle raças equivalentes. como foram America Hesp"anhola. O clima influe. da Hespanha. proclamar-se que não ha mestiços nos Estados Unidos. apezar disso. O Sr. mestiçagem fez-se em larga escala. naturalmente. q u e collaboraram na civilizaciu americana. convém frizar que os descendentes de raças hoje relativa-. Os Américas Portugueza e Hespanhola o espirito latino. o brasileiro não é portuguez. Ingenieros. A pureznde todo Yankee branco. . através de séculos de domínio. Além desse sedimento negro pre-historico. apparece com um esqueleto de autochtone. mente decadentes. do Norte receberam a influencia dos tartaros e A própria Europa -não pôde considerar-se isenta de velhos cruzamentos. 9 A 12 — ANNO I convencional. e nós outros podemos dizer que somos brancos como os Europeus o são porque a nossa arvore genealogica demonstra que não recebemos influencia de cruzamentos. Elle acha que em via de regra rò argentino é um homem branco e o brasileiro um mestiço. t r a t a v a m de impor 1 sua lingua. livrando-se o Brasil do caudilhismo pela gidez do edifício social baseado na escravidão. Ha traços relativamente recentes de Árabes na Europa do Sul e dos tartaros ná Europa do Norte. E ' pela escola que essa luta se caracteriza hoje no mundo inteiro. mas os rumaicos. A immigração fundio depressa o Argentino da cidade. não podem ser a causa do pretendido entorpecimento de nações recentemente mestiças. é uma mentira Na America do Sul não houve mysterio nem dissimulação. a Assyria. encontram-se em terrenos correspondentes a épocas primitivos. mas que fundaram a civilização humana. deixando ser u m elemento de desorganização e anarchia. e elle pensa na lingua do seu g r u p o . não é possível. ou brancolde. do que na America Latina. Humbodt e outros viajantes e historiadores estão ahi para mostrar como a influencia das raças auxiliares se fazia sentir na Argentina no começo do século passado. Qualquer escavação no Sul de Portugal. O homem vale pelo que pensa. O norte-americano não é inglez. Na própria Europa houve tempo em que só a "elite" foi branca. servios e búlgaros. disse que o "Yannkee"' é um homem que ignora a sua origem e se proclama saxonio. Azara. A assimilação pelo cruzamento e pela escola vai se fazendo em larga escala. as índias. Os sociólogos e anthropologos norte-americanos querem attribuir á influencia de climas a semelhança do esqueleto entre os Yankees de hoje e os pelles-vermelhas. maior no Norte. Assim. não é o fundamento ethníco antlíropologico: é a lingua de um grupo isolado. No Brasil os negros estão se concentrando nas cidades do Iittoral e. Essa "elite" é. de oppressão. Os brancos mongóes. trabalharam na formação da nova nacionalidade. P o r isso o ramo ethníco que impõe o seu idioma domina sobre os demais e os assimila. Victor Viana. servios e búlgaros continuam rumaicos. que no nosso continente só é praticada nos Estados Unidos e no Canadá. é de estylo fazer lam latinos e defendem a r a ç a negros. como ideal. deram. No Brasil. Babylonia. mas no "Bairro de los R a t o s " ainda se vêem em Buenos Aires muitos mestiços e pretos. O Egypto não era povoado de homens altos. o esforço que esses povos desenvolveram para eonpe-ação do trabalho humano foi muito maior. empregaram saxonios. craneos de pretos. os effeitos da fusão serão mais demorados. nas melhores photographias do seu tempode esplendor. toda a Europa mediterrânea soffreu a mistura dos escravos negros e depois de domínio ou commercio com os Árabes. a lingua que mantém as tradições do ramo ethníco. Moore. sem infiltração. As raças chamadas inferiores. descendentes de slavos e t a r t a r o s da Prússia de hoje proclamam com orgulho o seu pan-germanismo e os descendentes de muitos mulatos da E u r o p a do Sul se consideram puros latinos e desprezam os mestiços da America. A proporção de mestiços ainda impede em toda a America Latina a prutica da democracia representativa. ainda hoje. não eram povos brancos. claros e louros. que fundaram a civilização. como a immigração européa é menor e a população é maior. da Itália e da F r a n ç a mediterrânea. no Oeste dos Estados Unidos. O que caracteriza a raça como consciência. humorista norte-americano. Os peões da população rural são quasi todos mestiços. Entretanto. Os pioneiros atravessaram largos territórios sem mulheres brancas. Os mulatos têm razão.AMERICA IRA NTMS. nas épocas históricas. O próprio ex-Presidente Wilson. A China. sem duvida. Desde os tempos mais remotos os povos reconheceram ou sentir a m essa verdade e. soffre em alto gráo desse daltonismo scientifico e ethnographico. do que o que hoje. porque grandes civilizações se fizeram com homens de côr. não será por termos recebido o auxilio de raças de outras cores que fiquemos condèmnados a qualquer decadência. Entretanto. Todas as nações se cruzaram e foram mestiças na sua origem. Rosas e seus sequazes eram mulatos. E' uma illusão que os publicistas argentinos querem agora t r a n s formar em mentira convencional. como nacionalidade.

Dahi a desenvolvimento das artes. não sô estabeleceu as primeiras escolas superiores. cujo fulgor os impressionava e exaltava. João VI e sua corte. ou porque lhe tocasse o coração infeliz. Francisco Ovide. — Marcos Portugal — Francisco Manuel — D. em grande parte se perdeu. João VI é que se abriu o primeiro perlo- (1) Vide M. Carlota em approximar os dous maestros. Não era um exaltado. sentiu perturbado o bater das asas da gloria. todo espirito do grande musico avulta. no Rio de Janeiro. João VI. bonachão e triste. que sua fraqueza mental mais aggravava e de que se desforrava chorando. João VI tirando do peito do Marquez de Villa Nova da Rainha o habito de Christo. fundando o Banco do Brasil. com wm perfeito conhecimento de technica musical. u m a sorte mais favorável aguardaria pela primeira vez o inditoso príncipe. o filho de D. bem como estimulou o desenvolvimento das a r t e s . seis dias depois da chegada á Bahia. João Leal. José Maurício era um artista interior cuja fé sobrenatural traduzia na musica. Bem cedo adquiriu renome de professor eximio e em 1798 foi nomeado mestre de Capella da Cathedral. com os melhores resultados. já estivesse na terra e fosse essencialmente brasileiro. ficou nas chronicas e em nada influiu. ao que se recusou José Maurício. forçam as comparações. Domingos Caldas Barbosa. onde os indios aprendiam canto. F r . mas uma affirmação poderosa do espirito brasileiro. que tanto devem ao esforço particular. estusiasmando o príncipe. nos seus cantos maravilhosos de fé e devoção.. em 1767. como Padre Manoel da Silva Rosa. cujos actos tinham sempre paternindade. de composição e orchestração. num pranto constante e magoado. que se infiltra no coração e deixa a intelligencia advinhar o mysterio perturbador. Francisco Donrepos e Pedro Dillon. Ao revés desse processo. fundado pelos Jesuítas para ensinar musica aos negros. bem como cravo. a ponto de mandar organizar depois essa escola. Morreu em 1830. chefe da missão. especialmente pelos jesuítas. ou fizeram muaica sacra. (1) Assim. Simão Pradier. Não era um bárbaro de inspiração fremente e desordenada. Mas o espanto não devia parar ahi. estudou no Conservatório de Santa Cruz. Portugal exaltou o talento de José Maurício. Por influencia de Antônio Araújo de Azevedo. paisagista. os psychologos e os pensadores do Brasil têm o dever de estudar com mais attenção e carinho. mas. se não teve as mesmas mercês que as artes plásticas. com o maior suecesso. foi um predestinado" De facto. Algumas de suas composições foram restauradas por Alberto Nepomuceno. o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). o príncipe se tornou seu amigo e muito o protegeu. Se os frutos não corresponderam á espectativa. que os esthetas. O Padre José Maurício não é só uma fulgurante figura de mOsico. Synfonía Fúnebre. por desconhecermos a profana) é ungida de uma emoção profunda e arrebatadora. o Brasil á Categoria de Reino. P a r a tornar mai» dolorosa e cruel a sua existência. que é uma gloria refnlgente. como uma flor sylvestre e exuberante da terra nova e Inculta. a quem attribuem sem fundamento a autoria do lundu. que a diffundlam nas festas da Igreja. No período colonial quasi nada h a digno de referencia. dentre as quaes sobresaem as seguintes: Missa de RequAem. para as rezas e benditos. no Rio de Janeiro. escultor.9 A 12 ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MUSICA NO BRASIL. P a r a res taurar-lhe o nome. João VI. que pretendesse criar um ambiente religioso pela decoração pomposa e suggestiva. unido a Portugal e Algarves. A arte de José Maurício (falamos da religiosa. Augusto Taunay. A musica. a Imprensa Nacional. quando o a r já fremia pelo toque das cometas dos soldados de Junot. em 1815. Marcos Portugal. — O despertar de uma civilização. Manoel de Santa Catharina. governando um reino. Tocava cravo e viola. ouvissem as composições de José Maurício. posto o nosso grande musico. O politico não descurou o cultivo de espirito do povo brasileiro e. Dahi a grandeza e sinceridade. trazida pelos portuguezes. numa fusão mysteriosa e indefinivel. não pelo jogo forçado de recursos líricos. A Illustra- do da musica brasileira. Os cultores de musica anteriores ao período de D . D. abrindo os portos do Brasil. desde o berço. favorecendo-as e incentivando seu estudo. Assim abriram varias escolas. A obra que nos legou e que. Januário Asvelos. NO SÉCULO XIX O . Com a vinda de D. fundou a Escola de Bellas-Artes. João VI um medíocre. João VI se revelou um benemérito para o nosso paiz. Antônio de Santo Elias. no canto revelador. gravador e abridor. Luiz Maunié. de sorte que a apparencia possa suprir o que faltar na intensidade interior. na febril agitação com que Napoleâo tulmutuára a Europa. Nas casas solarengas. em que o fez cavalleiro de Christo. Desde a Carta Regia de 28 de Janeiro de 1808. que escreveu a Paixão de Christo. quando teve de voltar para Lisboa. numai exaltação perpetua para o céo. — José Maurício e sua obra. E foi tão perturbadora a emoção. mas um civilizado. preparando a nacionalidade para receber a independência. que multiplicam as imagens. João VI e cuja p a r t i t u r a também se perdeu. em cujo espirito o destino gisára. o grande Visconde Cayru. D Joãc VI ouviu-o com alegria e naquella noite memorável. nomeando-o compositor da Capella Real do Rio e. com uma larga sensibilidade. tal a grandeza . a musica era uma voz de liberdde que lhe communicava o espirito com Deus. que D. o Jardim Botânico. viola e órgão. Missa em si bemol. pintor. mas pela inspiração ardente e fervorosa. P a r a elle. quando Director do Instituto Nacional de Musica. Tudo isso. Pedro I. O seu Requiem é u m a pagina Immortal. professor de mecânica. do Instituto de França. agitam os motivos de eloqüência. feita com uma grande frescura e Intensa exaltação mystica. madrugada afora. a não ser a musica popular. é caso singular. que se elevava e transfigurava. A despeito da campanha insidiosa de Marcos Portugal. Teve razão Euclydes da Cunha. Moreira da Silva: A Musica no Brasil ção Brasileira de 7 de Setembro de 1922. de onde nunca sahiu. mandando o Marquez de Marialva contratar uma missão artística p a r a organizal-a e de que faziam parte Joaquim Lebreton. Este mestiço nascido no século XVIII. P A D R E JOSÉ MAURÍCIO E O SEU TEMPO A vinda de D. Sua musica é extatica. como em geral acontece com os oradores sacros. — As artes. não foi contudo esquecida. Maria. pelo acto de 16 de Dezembro de 1815. cantando um hymno a Nossa Senhora. Chegaria ao auge quando. p a r a mal de nós. a inveja abriu tenda e o levou a cercar o nosso grande musico numa atmosphera pesada de intrigas e malquerenças. quando não os perfilhava. e nesse fim symbolico. tocavam o cravo e cantavam nas grandes festas. apressou-se a princesa D. architecto. taes como o grande Gregorio de Mattos. Fugindo da Pátria. Nasceu José Maurício Nunes Garcia.. Quando veiu do Reino. porém. João VI lhe tinha especial predileção. Mestiço. Te-Deum e Matinas Grande Missa e Credo do Degolamento de São João Baptista e u m a opera Le Due Gamelle. Conde via Barca. estabelecendo os primeiros cursos. escripta a pedido de D. no gênero á altura dos mais altos mestres. F r . cujo anseio já lhe arfava no peito joven. F r . o príncipe infeliz e timido. ter realizado obra tão forte. chegados em 1816. qualidades que o collocam entre os maiores compositores sacros. é inegável que foi benéfico esse surto e os homens de prol da corte começaram a se interessar pela cultura da terra nova. nos enche de crença no espirito brasileiro. as mais extranhas linhas vivia cumprindo sina infeliz. Francisco de Santa Eulalla e outros mais. tendo estudado musica no Conservatório de Santa Cruz. nascido no Rio de Janeiro. de linhas sóbrias e medidas. compositor de fama na Europa. João VI para o Brasil. não ignorando o seu prestigio sobre o espírito rude do gentio. Foi mesmo um motivo de espanto para D . elevando-se. Carlos Henrique Levasseur. tanto mais quanto D . o pregou n a batina desse padre humilde e confuso. só se conhecia a religiosa. ou musica de canto no gênero popular. a Escola de Bellas-Artes. em 1810. até elevar. com muito amor. fosse suggestiva apenas. com a qual vingava a sua manifesta inferioridade. — A musica. no fundo do seu coração. Deixou perto de 200 composições. cuja genialidade attesta num clarão fulgente. de onde nunca eahlu. sobretudo entre os indígenas. cujas operas foram levadas até na Rússia. que a fuga humilhara. Nicoláu Antônio Taunay. todos compositores de modinhas e lundus. quando lhe permittiam os lazeres de sua aprimorada formação religiosa. João Baptista Dcbret. tendo vindo depois os Irmãos Ferrez (Marcos e Zephyrino). Suas criações visavam todos os ramos da actividade nacional. e por inspiração de José da Silva Lisboa. quando assistiram a primeira missa na igreja de Santo I g n a cio de Loyola. quando escreveu que " D . a historia o deixou em evidencia sem igual. a Bibliotheca. encontraria na colônia americana o ensejo de iniciar uma civilização. Augusto Henrique Victorio Grandjean de Montigny. convidou-o a acompanhal-o. padre Telles. ouvirem-na cantada por um corpo vocal e instrumental de primeira ordem. que D.

Toda . citam-se uma opera. que se aureolára de gloria. que nos agita coração. Quando. de cuja obra se salvou apenas o Hymno da Independência (Brava Gente). na ânsia de volver a Elle. O príncipe admirável e estouvado. .S a n t a Cruz.. seu irmão. appellarem p a r a o instincto. que antevê deslumbrado. naturalmente com mais liberdade e mais força. Antes dos europeus. levando-o a hypertrophia do " e u " e a um devaneio da personalidade. no prazer. em 1832t alguns hymnos. Diz a tradição. Logo que ouviu os negros do Conservatório de Santa Cruz. tornando-se celebrei as solemnidades em que c a n t a v a m os pretos e os concertos que realizavam em S. era Haydn e no grande Beethoven. e e feivorosa. E m regra. descreve o escriptor pitricio essa pagina monumental: "As primeiras partes do "Requiem" de José Maurício são de inexcedivel beíleza. o grande artista allemão. sobretudo de Portugal. Deixou varias composições. Real o Príncipe do Brasil. e criou uma obra que ultrapassa de muito o seu meio. por uma reacção impetuosa « insoffreavel. foi uma espécie de ministro da musica. II O ROMANTISMO NA MUSICA BRASILEIRA > O romantismo no Brasil. com ser dos nossos maiores poetas. fazendo representar suas operas no Theatro São João. tão grande. Pedro I. mas dominadora. que se eleva nus vozes lançadas ao c e o p e l a c r i a t u m s u p p l i c . O romantismo. afora as que soffremos todos na formação de cultura. numa bondosa reconciliação. Deixemos de parte «* que imitaram se t r a í r a m . por volta de 1830. excepção entre a mediocridade coroada. e m que semeiam desesperados os filhos do século XIX. era. ensinando-a com um devotamento religioso. comtudo.« bendita nos aquieta. José Maurício se fez no Brasil. no testemunho de sua fraqueza.. foi nomeado director do Conservatório emprestando-lhe brilho e realce. primeiro discípulo de Haydn e que viera. poste seu uix-ulho a desmereça. . que o compoz quando em sua alma de filho a lembrança materna era uma «vocação dolorosa. — Leopoldo Miguez e a synfonia. C2) Como se sabe. quanto é suave e humilde o "Ingemisco" para soprano! Logo após "Inter ones para eôro. segundo autorizado depoimento alheio. talvez por causa delle. sendo. estourar vidros nos caixühos da» jancMas. entre seus escravos. a que deu grande desenvolvimento. Nomeado. salvou-se apenas o FJymno Nacional Brasileiro. na angustia na miscria. quando veiu da E u r o p a para o. rA expressão de Miguez. n força e profundidade de expressão. de se igualar a essa grandeza empolgante. — Carlos Gamfs e José de Alencar. de Wagner e Liszt. instrumentistas e cantores de valor. que o melo ph. sentiu que jamais o eu attingiria o domínio universal. D . onde o "ineftavel se realiza" Sigismundo Neukomm. que o maestro português dirigia. nós soubemos reagir contra essa onda. Ainda assim Francisco Manoel da Silva (1793-186-)) foi o mais illustre de seus discípulos e o único que sobresahiu. acreditamos ingenuamente nas forças protectoras da natureza deslumbrante. to o gosto pela musica. quando o racíonalIsipO seeco -> quadrado os cercava entre os muros pesados dos systema? clus et fermês. A sua obra tinha. Antes delle. — Alexandre Levy e sua obra — Outros músicos do século XIX. Índices do maior valor de nossa formação espiritual. cujo beneficio não é licito contestar. trombone. Em contraposição. se não tivesse deixado o Brasil aos 8 annos para Viver e se fazer em Portugal. que a p pella o Criador. — As influenciou da musica allemã. que veiu para o Brasil em 1813 e onde exorreu grande influencia. ao lado disso. donde promana o êxtase. era um bárbaro. igualmente. solo de baixo apoiado emj coros. por igual. cuando musico da Capeila Real. "Offertorio". no exótico. Assim. sem influencias directas. tendo o príncipe. mas logo o alento da fé o acalma e uma confiança serena . procurando mystica mente na força. a ambos renunciou. que estudou com tanto devotamento a obra extraordinária do nosso musico genial. guardamos um ideal inattingivel de nosso império e. sua possantissima voz c templo todo e no "Dies írce" achava accentos de a t e r r a r os ouvintes. como vimos.. cuja abertura foi executada em Paris. que fraternalmente o acolheu. pela esperança revcladora e divina. Pedro I. muito fez pela cultura musi(11 Apud Iludi it. ha ainda a lembrar o nome de D. cuja protecção a José Maurício foi a prova mais cabal e sincera. Se a obra do musico se perdeu. entre os quaes o fagote.. inclu?ive um Tc-Deum <» "Hymno do Independência" pouco conhecidos. significativo na esthetka brasileira. — A opera de Carlos Gomes. em Mozart. desabusado. também compositor. que também dirigia. pelo mal que procurava fazer aos outros aitistas. Também este foi o caso de José Bonifácio das maiores mentalidades brasileiras. O medo da natureza criou o culto. também elle. composição. José Maurício. — As suas expressões inteílectuaes e políticas. o gernien da melancolia desperta sempre. sentiu toda a pequenez humana. embora divulgasse mu . Nessa época. Mas. musicista. como Lablache. Da sua obra. Soberbo <í o "Gradual" para coro e solos de soprano e baixo. gloria que não saberia manter intacta. ao fim da vida. A sua gloria vem do "Hymno Nacional" que o immortalizou. as ultimas • oluções do instincto. no desejo apressado do homem. sem esquecer o papel pre ponderante que Hve no desenvolvimento do ensino musical do Brasil. sô alguns lustros mais tarde. — O posma synfonico. Reproduz. á de José Maurício. flauta e violino. — O "Guarany". AMERICA BRASILEIRA cal do Brasil. Santa Rita Durão e os Arcades são. breves compassos" (1) José Maurício era um filho exilado da musica clássica allemã e sua ascendência está no formidável Bach. A prova é qu? não teve discippulos. — Carlos Gomes e a musica brasileira. " u m reflexo da musica italiana daquelle tempo. sem violência. já tínhamos o primado da imaginação. á mínima decepção. portanto.ào romântica tio Br»*41 . tendo também tomado algumas lições de contra-ponto com Neckomm. que foi a tremenda revolta do indivíduo contra a sociedade. Basilio da Gama. não só a factura severa dos mestres. que possuía talentos extraordinários p a r a a musica. de que foi um ãi>> primeiros a cuidar. mestre da Capella Real. posto aprimorado em Coimbra. João VI que era. no príncipe valeram as intenções.de dous tronos. único no seu gênero. Francisco Manoel i Segisnnmdo Neukomm. letra de Evaristo da Veiga.vsiro despertara p mantinha. para nos abater.„ revelação que emprestavam á musica. musicas sacras e uma synfonia p a r a orchestra. e a quem sucredeu mais tarde. A influencia de Portugal. ao Brasil com a missão Lobreton. porque Francisco Manoel era um artista menor. haveria de apparecer um grande musico. mas o poder interior e . já encontrou no brasileiro um romântico feito. mas quasi todos estiveram no extrangeiro e de lá trouxeram influencias fortes e decisivas. pela própria vitalidade do espirito novo. non professores. compositor portuguez de m a n de fama em toda a Europa. A sua producção foi copiosissima. somos de um individualismo exaltado e fremente. o sentimento vivo e indizível. Depois delle. discípulo predilecto de Haydn. que senho?. um apaixonado. Logo que Marcos Portugal chegou. embora nunca se tivesse integrado no seu '«habitai* poude amal-o e se esforça por uma união mystica. em cujos sons quentes ha alguma coisa do nosso entusiasmo c da nossa imaginação tropicaes. que o destino collocára á frente da independência nacional para dramatizal-a. e tornou-se u m a dõr orucinante o angustiosa. que compunha com gosto e facilidade. soffreu a guerrilha de Marcos Portugal. pelo qual nos elevamos acima de nós mesmos e tentamos advinhar o universo. Como seu mestre. a despeito de sua posição e de seu traquejo social.XTMS 9 A 12 ANNO 1 interior. nem continuadores. pela animação dada aos seus negros e pelas recompensas que lhes prodigalisava. violento. No desenvolvimento melódico ha esse trauieo tumulto. o príncipe extraordinário e vibrante. mas o êxtase compensou o temor e o brasileiro. a ponto do Rio de Janeiro ser chamada a cidade dos p i a n o s . auxiliado por Simão Portugal. que a morte repete minuto a minuto. José Maurício (2) . reformou-o. o primeiro romantismo. "não duvidou em collocar ao lado do divino Mozart" esse "Requiem" segundo o depoimento do Visconde Taunay. f«rma<. Foi uma das mais altas revelações do espirito brasileiro. e que dirigiu o celebre concerto de 3. muito contribuiu para aperfeiçoar este estabelecimento (o Conservatório-de Santa Cruz). com todas as arestas de um espirito modelado no Brasil. porém.iie> Barbos. vencendo as contingências irremediáveis do sêr. ou um sucuwtionado pela musica.. canto e vários instrumentos. Gregorio de Mattos. Lê-se n u m a chronica da época: "S. um queixume de melancólica ovelha e afinal o "Cummunis". estabelecendo escolas de primeiras letrás. na inauguração da estatua de Guttemberií. poderíamos falar de Mathias Ayres. A. e tocava diversos instrumentos. K" justo referir Marcos Portugal. os curtíssimos " S a n c t u s " e "Benedictus" Ahi entra o dulcissimo "ARIIUS Dei" de tão consolador e meigo enlevo. — As influencias italianas. que aquelle mulatão fazia. O ' Kirie" todo em fuga corre parelhas com o de Mozart.*1oâo de são Paulo. Christovão e e m . — Seu. o romantismo riu o absurdo de sua fantasia desordenada e vaua.. Ahi começava o celebre João dos fieis a encher com . Portugal prnrurnu José M i u ricio. Brasil. não se sobreleya. com os seus largos e fulgentes gestos. no século XVII. Elle encarregou os irmãos Portugal de compor operas que foram totalmente executadas por esses africanos com os applausos de todos os conhecedores que os ouviram" E n t r e outras composições de D. Cm « culo de Musica Brasileira no F.

A principio em São Paulo.f. pouco solida. teria nos legado um monumento bem mais solido. Se não creott u m a obra nova e independente. Carlos Gomes. com grande êxito e applausos francos e ruidosos. quando soam a notas exuberantes da terra americana. o que lhe tirou muito o frescor. (1870). um dos poderosos artistas do nosso paiz. que lhe revelam a origem maravilhosa. nas mesmas modulações. A's vezes. entre outras. exaltando a eixistencla e permittindo sentil-a ern toda a plenitude de força. por oceasião das festas do Centenário do Descobrimento da America. o espectaculo delicioso de nossa paisagem. onde não raro se prendem os mais! audaciosos vôos. sobre Alencar. criou uma obra em que. Carlos Gomes revelou as forças de seu espirito. Carlos Gomes. sacrificando a intenção á fôrma. as suas primeiras tentativa. Tirando das selvas brasileiras alguns motivos quentes. Fezse a abolição. Prejudicou-o. Além disso. no emtanto. Em 1870 alcançava o primeiro rriumphfc levando o "Guarany" no Theatro Scala. deixou na musica um pouco do lirismo ardente e característico dessa magia imaginosa o indefinivel da alma brasileira. Na opera brasileira.-' definitivas. com as preoecupações do "bel-canto". A arte é liberdade. Com originalidade de estro e inspiração opulenta s varia. fluindo das fontes mais puras do nosso lirismo. e "Condor" (1891)> cantada no Scala. Magalhães. até mais de metade do se mio XIX. numa tragédia estupenda e radlosa. ellas se unem e se misturam nas mesmas árias. A expressão brasileira de então. ser perpetuo e universal . A musica de Carlos Gomes. p a r a enfrentar o tempo. no final. possuindo sua musica riqueza e brilho de timbres.. em que se espirito adejava. ânsia que procura expressão na própria vida. Transportando-os. ao mesmo tempo que uma melodia larga.NIUIS. Além das citadas. prendendo sua emoção no convencionarsmo de gênero. pois. Por esse tempo escreveu a opereta ''Se sa minga" (Theatro Fos. com physionomia própria e certo caracter. Com inspiração singular e colorida e possuindo o sentido da natureza. i\ 13 de Junho de 1K30. com que enriqueceu A nossa literatura musical. os indios de nossa selva tinham sua musica. já existente.?ra Morena e fragmento do "anticos doi Cânticos. selvagem e impetuoso. de beíleza. ou segundo outros. libertando-se. não era uma imitação do movimento europeu. em geral. Carlos Gomes é o mais consagrado composiitor. logo que despertaram a s forças criadoras de seu espirito. que ê sempre menor. O próprio positivismo. acima de todas as contingências. tudo deve ser surpresa e maravilha inédita. quente. de cujo conservatório foi alumno.i nossa literatura. n a opera. a graça e o interesse. que era urna doutrina sceptica. de intensidade.\e — 1866) e . de cuja gloria devemos ser orgulhosos.. procura uma solução preconcebida e. a 11 de Maio de 1837. Carlos Gomes estava talhado para ser o criador da musica brn silfira. posto delia se tenham oecupado quasi todos os nossos musicistas. Essa synfonia de accordes majestosos. fazendo-o desprezar as vozes da terra. nunca o universo nos pareceu pequeno. o titulo de maestro. porque. e de gênero vulgar. satisfazendo-^ cm ver as coisas e sem se Inquietar com p o s s u l l . porém para Milão. não desmereceria a musica. como conquistamos a terra. uma expressão forte. portanto. o symbolo da nossa gente. livre e audaciosa. independente dos modelos extrangeiros. e depois1 no Rio de J a neiro. 9 A 12 — ANNO I AMERICA foi idealista e criadora e aquella fadiga de viver não conseguiu vingar no nosso paiz. num maravilhoso surto lirico. a menos numa ou noutra ad&ptaçao sem significado. elle teria encontrado todas as forças para sua criação. São ainda de sua autoria — "Colombo" — oratório profano. que repontam em seus trabalhos.-* de. mas com a grandeza dos motivos nacionaes. que era o seu.a s . E que. Nem Gonçalves Dias. á guisa do Alencar e Gonçalves Dias. exclamando: Questo gioranne coinincia de dovfí finisco to. em notas violentas e cambiantes. exaltado e intenso. fosse de brilho ou de melancolia. da graça e do p : ttoresco. Esse fundo falso perdura na obra de Carlos Gomes. A preoccúpação de um gênero em arte é um preconceito infecundo e perturbador. No (1) Antônio Carlos Gomes (1K:W-18!I6) nasceu em Campinas. . e outra empolgada patrioticamente pela realização brasileira — seria definitivo. Gonçalves Dias. inédita. esquecendo-se de que o trairiam. construísse sobre nossos motivos. e a impressão admirável e pujante da terra. não se apagaria mais de seus ouvidos. Temos que conquistar o rythmo brasileiro. e que fracassou por falta do favor popular. eomo Alencar. do Conservatório l e Musica. feito para os estudantes paulistas e que lhe valeu um grande suecesso. que eram todos românticos. pretendeu criar o indianismo na musica. a -. construiu uma obra invulgar. vivo. que era um musico de certo valor. poucos são os aspectos da musica no BrasH. nem José de Alencar delles precizaram e criaram obra. muitas são as suas compasições para piano e canto. Ahi tudo é emoção. longe da realidade. Sem tortura da realidade. nascido em São Paulo (1). onde a fôrma ê o entrave constante. quando as energias da terra b r o t a v a m exuberantes. tem por vezes. findando por esquecer os motivos nacionaes. ir buscar o que lhe poderia dar o seu paiz. Mas. os homens da monarchia. O favor popular foi o maior possível 9 Sento una forza indomita. deixando essas impressões passarem em sua obra. dizendo d'"' affirmou H independência intfllectual do Brasil" ! BRASILEIRA "Guarany". que é a "Alvorada". mas procurando sinceramente o bem nacional. sem força ou sem animo para reagir. . cedeu e compoz sua obra em fôrma italiana. que bastara á poesia e ao romanep. sentidos através da cultura.ia imaginação flue com frescura e calor. de inspiração e factura italianas. nos mesmos accentos E. marcada com um traço rutilo. contentava-se com a apparencia do mundo. por exemplo se tivesse seguido os pendores de seu espirito e. posto aquelle em que a emoção espiritual mais cede ao langor dos sentidos. indomável. antes permittlria uma forca nova. lhe perduraria no espirito. revista "Bella l u n a " (Theatro Cascani) valendoIhe ambas as melhores sympathias. como qualidades exeellpntes. do maior fulgor. E m 1Sfi3. No ambiente do Brasil. fez-se a Republica. affirmando a independência musical do Brasil (21 Não precisava. em geral. mas um impulso do nosso espirito. para dar mais esplendor ã democracia. em algumas de suas composições. escreveu Carlos Gomes as seguintes operas: "Fosca" (1872). nos opponha o trabslho e a fecundação. que lhe valeu grande sueceso na Itália e "tornouse tão popular como as estimadas operas de Verdi" "Maria Tudor". assim tornado. criaram a ficção do estado. tendo nessa obra escripto uma pagina de grande suecesso. Demais. onde em 1866 recebia. despertando a terra. Na sua obra fulgiriam as linhas claras desse primeiro contacttv com a natureza. ao irremediável aniquilamento do mal dl século. na evocação do autochtone. em suas cores radiosas e num deslumbramento constante. porém a escola de opera italiana. . 'Tobias Barreto ou Castro Alves eram no fundo idealistas e constructores e a melancolia e a duvida passageiras não lhes transmudaram o germen espiritual da crença. embora em falso. teve nos olhos desde menino. e as operas Noites do Castello e Joanna de Flnndres. de mocidàde e audácia. dedobrando-se na melodia faCI e communicativa. o espirito brasileiro se rebella contra humilhação e irrompe. por vezes. "Salvador P o s a (1874). ou comprimil-as nos modelos da " a r t e " . Verdi louvou-o com palavras exaltadas. Era o início de sua trajetória. Ha paginas interessantes. o que lhe dirigiu com critério a primeira educação musical. no gênero que adoptou. dominado pelo ambiente. é desejo incontido. que deve dominar o tempo c o espaço. Com certa emphase e uma nota elegíaca constante. e se a sua composição é. E entregou-se cada vez mais aos moldes italianos. Enquanto no "Guarany" Alencar torna inconfundível a linguagem do índio da dos brancos. Carlos Gomes. na sua idealidade absoluta. Empolgouo e acreditou que aquelle juizo das platéas da Itália e do Brasil — uma suggestionada pelo gênero. Deixou incompletos a partitura da op. uma obra brasileira. a expressão tem uma violência imprevista e admirável. "Lo Schiavo" (1888) onde dramatizou a dor e o supplicio da escravidão. então em franco suecesso. Depois da personalidade empolgante de José Maurício. em arte. a arte (• aquelle depoimento do coração humano. o destino histórico que cumK priamos. não no sentido de uma arte regional. como as limitações de fôrma. Dessa época são o Hymno Acadêmico. Os entraves de gênero. Carlos Gomes1 poderia ter tido o papel de José de Alencar n. musica dramática. habituado ás árias e melodias de suas operas e estranho a esse novo gênero. A obra romântica. Também na politica. não poderíamos levar a nos lamentar tristonhamente. seguiu para Milão. foram árias em voga de bocea em bocea. aceitou tranquillo as indicações extranhas. Carlos Gomes. os da regência e os do segundo reinado. num frêmito exuberante e joven. filho de Manoel José Gomes. são graves embaraços á livr^ communicação entre os espíritos nesse vago mysterioso. sobretudo as que se desprendem da escravisação formalistica e a inspiração brasileira domina. José de Alencar. no primeiro século de independência. sob a influencia das longas árias italianas. ao revés desse esforço. os da independência.. porque o mundo brasileiro. Graça Aranha. O suecesso franco e retumbante foi outra traição. Í2) Este conceito •* do Sr. executado em 1892. com melhor êxito. para deleite dos sentidos. tendo obtido o prêmio de viagem. em que a arte os enlaça e os domin» . sobretudo as de Verdi. Ciei di Parahyba e Mia Piccerclla.i intelligencia. sem outras preoecupações para . Só então appareceu Carlos Gomes. nós o tornamos criador.

Mas os que sabem que. que lhe não tira em nada o brilho. um colorista seguro e um eloqüente. O "Ave Libertas : " por exemplo. Não só nas tribunas somos eloqüentes. o torna um pouco secco. que fosse buscar ao fundo das coisas a essência miraculosa. acção do Sr. impulsivo e extatico. de massas. quando o artista estava distante da Pátria. com o preconceito plástico. porventura. procurarão na arte uma maior energia vital. que cedo se revelou um alto engenho musical. E. através de imagens requintadas e effeitos caprichosos. em que a imaginação nacional se exalta. sobretudo na ultima parte. os coloridos vários e empogantes. de compositores sacros. que a poesia perfeita seria a que não tivesse u m assumpto definido. lyrico. as notas rutilas e brilhantes. porém. são ungidas de intensa nostalgia. se deixam escravisar nas escolas alheias. quando pretendia. de forte valor musical. que delle era licito esperar. E r a Alexandre Levy u m romântico apaixonado. por vezes. pois. de linhas. quer a de piano e camera. de synfonistas. participando d'aquelle estado d'alma q«« Mauclaír chamou de schumanniano. as coisas silenciosamente. cuja grandeza e perfeição se accentuam. numa magnifiW ascensão. por vezes. paradoxalmente. mas sobrelevando-o. e em cada espirito se renova. Essa expressão. de musica popular. J á a expressão é um entravei. é de uma poesia interior profunda. folk-lorista. de opera. na politica. Os motivos se t r a n s formam em allegorias e criam a suggestão ornamental. o apreço q u e lhe votamos e a aureola que lhe cerca e consagra o nome. mas como que esmaece a naturalidade. nas apparencias varias e constantes. cujo jogo subtil os enche de pasmo. Ama. Não sr) na synfonia. . com certo caracter. tratados com emoção sincera e ardente. Por isso toda obra de arte é uma suggestão. . A serie Schumanniana. mas sempre solidez e correcção.. pela volúpia da imagem pomposa. foi em " I Salduni" u m imitador de W a g n e r . se Wagner não houvera existido. um ajuste de cores. feitas numa hora de saudade. que olhava o mundo com melancolia e cuja juventude viera nimbada por um véo de tristeza. de Liszt e Wagner. ainda que. que Levy tenha sido um apreciável folklorista. na musica. ficará em nossa arte como um sonho maravilhoso. dentre os quaes " P r o m e t h e u " (Op. manejando a archestra com segurança e proficiência. Na Serie Brasileira (Prelúdio. Imitador genial porque. na qual ás vezes ha repetições. cortada aos vinte e oito annos. 15).'NTMS. Nelle resolvia a arte. A sua orchestação é rica e múltipla. um meio de sentir mais plena a existência. e "Ode funebre a Benjamin C o n s t a m " (Op. 1|) " P a r i s i n a " (Op. na exacta revelação da physionomia do arj tista. contentando-se com os horizontes que os outros r a s g a r a m . representado pela primeira vez a 20 de Setembro de 1901. Sua música. o que justifica o conceito do Sr. mas sentimos o todo e a tortura do nritsta (• revelar a unidado dces<. nas artes. mas sem g r a n de originalidade. e se precipita depois em torrentes Impetuosas e violentas. O tecido de sua synfonia é rico. perpassa também u m a certa influencia de Beethoven. um influenciado pela musica allemã. O seu colorido quente e o ajuste dos valorei synfonicos lhe permittem obter os melhores effeitos descritivos. mantendo u m a exaltação continua e majestosa. o artista não pôde viver acorrentado âs fôrmas. teve em Miguez um cultor invulgar. 21). "Ode a Victor H u g o . com calor e exaltação lírica. os limites deste rápido ensaio. encheram de maior fulgor a época contemporânea. desdobrando-se a Imaginação em torno dos motivos. O romantismo não era um desespero. Não será preciso citar exemplos. em cujas fronteiras assentam tenda. que avulta (11 Rodrigues Barbosa — I b . ma3 que a Imitação tirou muito da frescura. a realidade das cousas. por sobre o fundo pertinaz de melancolia.. onde indicam apenas as tendências e afflrmações geraes do espirito musical brasileiro. ás de outrem. também letra do Sr. A musica de Leopoldo Miguez justifica. as Variações sobre um Thema Brasileiro e o Tango Brasileiro. Apparecendo na época do fórmaligmo. Miguez. que por vezes. tão ao sabor da terra. ern geral. AMERICA BRA8ILE para supprir as deficiências intimas Os seus poemas aynfonlcoi. ou de expressões. Coelho Netto. talvez o presentimento da morte que rondava. Sobretudo na opera "Os Saldunes". alguns dos quaes com qualidades aprec veis. A arte anseia pela liberdade para abranger o universo total. Ha mesmo luxo e opulencia. que era uma inventiva prompta. " I Salduni" seria u m a obra sem igual" (1) Miguez. nos deu essa eloqüência. que teve em Mlguez a mais alta expressão symfonica. as variações em torno do nosso popularissimo Vem cá bitú. numa fantasia intensa e singular. reflectindo as qualidades de nosso espirito irrequieto e vivo. era próprio ao temperamento de Miguez.. . ospectaculo. . nunca porém com prejuízo do brilho. com que Liszt quebrou os preconceitos das velhas fôrmas da synfonia clássica t conseguiu — segundo Mauclair — a fusão do lirismo poético com o lirismo musical. a revelação. na emoção transformadora e i m e n s a . além do modelo. No rythmo nem sem é seguro e falta. no\ entretanto. profundidade na concepção. comprazendo-se o espirito brasileiro em exagerar. de que se tornou um discípulo brilhante. no Theatro Lyrico do Rio de J a n e i r o . 13). eircumscreveu-se em absoluto ao wagnerianismo. dominando a contingência. as oi chestrações subtis e esmeradas. A sua obra não vale só pelo que representa. a esperar de sue estro. composta com maestria e firmeza technica. p a r a orchestra. Nôs criamos fragmentando a natureza. Mais uma vez artista teve a sorte da illusão. existe o motivo interior. Não impede. em que os movimentos se desdobram e entrelaçam. Excede. que os reclama. de sons. onde. é um poema perfeitamente nacional e aquel:p arroubo e aquella emoção lirica e exuberante revêm muito do ardor brasileiro. construiu uma obras digna de estima. Dansa Rústica Canção Triste. mas é despertar que revela. que é ânsia e n o s t a l g i a . Afora as paginas para orchestra. tantos existem e tão a miude se nos deparam. O Tango é delicioso de frescura e graça. O erro dos que defendem a fôrma está em não sentirem a arte. de operetas. e Os Saldunes. tal a influencia do grande musico de Zwickau. apparecem todos. foi Leopoldo Miguez (1850-1902. vindos do thema principal. senão também no verso. como u m a interpretação pessoal da alma ingênua do povo. para piano. Taes são as maiores expressões de nossa musica no século X» afora aquellas que. Renato Almeida. A' beira do regato e Samba). cujas notas não se prolongam comtudo. quer no estillo. Leopoldo Miguez. Miguez trouxe o domínio da eloqüência. que transcende á sua equação pessoal. que desenvolvem. na prosa. é feita com grande frescura e sinceridade. 23) são paginas de grande brilho e envergadura na nossa musica do programmá. de literatura de piano. E a arte é uma maior vida. quando alçava o vôo. Rodrigues Barbosa: "Miguez. um poeta sensível. com notas empolgantes e expressivas.(Op. vindas delle. o motivo popular surge com u m a admirável côr local. e sentio-o bem Novalis. como quer que seja foi um synfonista de mérito e muito brilho. Muitos outros nomes poderiam citar. em que o coração é o maior advinho na vida. com o rythmo que supplanta a realidade concreta. Caiu.. bizarrias e b a t u q u e s . Na musica brasileira. grandioso em toda a sua obra. e muito menos. poderíamos dizer sem exagero. mas p a r a dominal-a. As excellenclas e os de feitos da sua obra não se somem u m a s ao contacto com os outros. m a s cuja vida. E ' um pendor tropical em que não raro os nossos artistas se perdem. sentimental. não escapou a essa contingência da factura. quer a synfonica. nos seus círculos enleiantes até chegar á ênfase. A nossa literatura e as nossas artes estão ponteadas de exemplo? que taes é inútil trstar a repetir. cheio de calor e emoção. mas com uma tortura de in inito. ás vezes fabulosa. como attestam a sua Serie Brasileira. O vôo de um novo E u p h o r i o n . A sua musica. que lhe passavam nas recinas como uma visão de maravilhas. e ainda no púlpito de maestro ou tio piano. numa ostentação de adornos. que nelle escreveu alfiumas paginas. nos costumes. " u n e musique d'aveu". antes buscava. reflectindo essa dansa meio b a r b a r a dos africanos. tão inspirado poeta. mergulhadas na onda sonora do conjunto. como também fizera Carlos Gomes. declamatória. il A 12 — ANNO I Ao contrario de Carlos Gomes. . Também synfonista era Alexandre Levy (1864-1892). Na opulencia dos movimentos soam de permeio as cordas de. empregando os "leit-motiv" á guisa du mestre de Beyreuth. com uma certa me. Bastava-lhe o turbilhão da existência. Alexandre Levy foi um revelado. mas como compositor de musica de camera.. o poema dramático Pelo amor. Nossos artistas.lancolia. de câmara e de P>a de virtuosi e cantores.. que dá a fôrma. Coelho Netto. " A factura de Miguez é solida. O poema synfonico. "Ave Libertas» (Op. de band do musica. quer no processo de composição. escreveu o Bymno -fft Proclamação da Republica. com seus motivos ornamentados e deslumbrantes. porém. numa trajectoria rápida o vibrante. não lhe permittiu a realização. Não era uma meditativo. n u m estilo colorido e sensível. senão como uma exteriorização. com seus ruídos. Tinha um espirito requintado e dahi ter tratado o nosso folk-lore de um certo modo superior. em frêmitos.

liente na guerra dos emboabas. Esse movimento. onde tive o berço e me nasceram os filhos. e no qual outros foram desterrados para a África. Os representantes da justiça regia haviam-se enchido de tamanho horror aos criminosos que nem siquer permittiram aos desterrados pa. a Bahia teve um papel brilhan tissimo na formação do espírito nativistá e nacionalista. A paulistas. O que se realizou em 1822-23. portanto. Nem se comprehende na vida social acontecimento que se não interesse para o estudo dos primordios da nossa emancipação politica. é tanto mais para admirar quando. quando Itaparica o os povoados da bacia interna de Todos os Santos soffreram assaltos temerosos. o co- do se não registasse a intervenção do laureado economista bahia- nhecimento delle e a consciência da própria riqueza. Ora. ainda está um pouco nublado pelo esquecimento. mas começa a vir á luz nimbado pela gloria dos martyres do 1798-1199. não foi a obra de um instante. E se me não sobra o prestigio de historiador. afogada em sangue na nascedouro. plicavelmente desconhecido até bem r. desbravamento do território pátrio. de idéas ou de phenomenos. e imprimio ao nativi D. . soube sacrificar-se pelo ideal da independência e da Republica. nada é mais essencial a um movimento do gênero desse Póde-se affirmar que a abertura dos portos se daria ainda quan- que nos preoccupa agora do que a posse de um território. nenhuma capitania deu tão grande numero de bandeirante»! ou de sertanistas.XPMS. ainda se não haviam amortecido os clamores das victimas do glorioso sonho de Villa Rica. no qual quatro bahianos pagaram com a vida. resulta de uma serie de reacções. em sentidos e rumos oppostos. sua oeeupacSo da Dependia do animo do Rei. não somente na por impor essa medida. E quem tal avançar não estará dizendo um dispauterio. Poderia vir logo. As necessidades do Brasil acabariam hia e em Pernambuco. e o phenomeno histórico vai buscar suas raízes em situações sociaes o políticas que se materialisaram já ou que apenas se esboçaram. Num momento em que o Brasil quasi todo se encarnava na Ba- Mas. Pedro e José Bonifácio. que só se adquire com o tempo e com o labor incessante dos livros. inex- terial. seja na vida orgânica ou maUm novo horizonte rasgou-se para esse acontecimento. abundam em mim o amor a essa nesga da terra do Brasil. Pelo que se refere ao passado. vincule ao passado. com o estrangulamento e com a infâmia seu sonho da liberdade. o pensamento ou a creação de qualquer ordem de cousas. teve a Bahia sua Conjuração. muita vez. Não havia a Historia pátria recolhido esse episódio de tão vivo Ha que a p a n h a r nesse movimento. da mesma investidas pela região do São Francisco. Foi. os maiores bandeirantes foram os bahianos. pressão de "independência nacional" que se generaliza na ex- três phases distinctas: a pre- paratória. obedecer-lhe. Ella vem a talho de foice para provar que a Bahia teve sempre o culto da liberdade e que. antes de 1823. o curso da historia. na terra.cn a África o consolo de viverem em qualquer das feitorias portuguezas nella existentes: a ordem dos juizes era pelo abandono delles em terras "que não estivessem sob o dominio da Coroa de Portugal. homem difficil de permanecer num de- capital e do recôncavo. de opportunidadc quando ? . Oliveira Lima. o mais tarde Visconde de Cayrú. Delle escreveu. porque nos dilatou o território. entretanto. tal Silva Xavier. poderia vir muito depois. proclamação e ás lutas que a consolidaram até a expulsão das tropas e esquadras obedientes ao General Madeira de Mello. para animal-a depois com o sopro da palavra. havia mais do que conversas patrióticas. Tudo. mas ainda nos arremes- . pela delação dos covardes. Elles muito contribuíram para o Seria apenas uma questão de tempo. como providencial foi o seu avistamento com a consciência de sua grandeza. Esta revolução. Egas Moniz. Assim como o ser orgânico deriva de uma conjuncção de cellulas. Depois de São Paulo. afim de que não lograssem propagar as suas perniciosas doutrinas entre os subditos Foi assim a Independência. Após a Conjuração Mineira. até ao Piauhy e até Mi- maneira que a independência se consumaria ainda quando não exis- nas. sem os quaes seria impossível o facto. . em 1798. como a independência não pôde circumscrever-se ao facto de sua E' que oa inconfidentes bahianos haviam pregado com a independência a Republica. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA A INDEPENDÊNCIA E 0 PAPEL DA BAHIA Pede-me o Dr. Elysio de Carvalho uma pagina sobre o papel da Bahia na independência nacional. de Sua Magestade Dona Maria I . social ou politica. estabeleceu entre a* suas Outra influencia decisiva teve a Bahia para o encaminhamento da nova ordem de cousas de que resultou c independência: — foi a decorrente da abertura dos portos do Brasil á navegação e ao commercio do mundo. Depois dos no. o Sr. A independência aprofunda suas raízes em longínquo passado e desdobra a sua ramaria até um momento bastante approximado da nossa época. para a abertura de estradas nos sertões e para a repulsa ao extrangeiro deuredador. e não sei como fugir ao dever de sos posteriores. providencial a arribada da náo em que viajava varias partes componentes uma intima ligação. com as suas abertura dos portos se daria mesmo sem Silva Lisboa. João VI a Bahia. seja na vida intellectual. porquanto havia mais trabalho feito. H a pedidos que se recebem como vozes de commando. a actuação da nobre província do Norte nesse movimento politico. e a vontade firme de retirar dos acontecimentos a verdade. e foi precizamente essa gente nômada e aventurosa quem mais contribuiu para a emancipação politica do Brasil. Um simples gesto muda. de transformações. a da acção decisiva e a da construcção do novo império.ouco. onde se foram encontrar com os paulistas e tiveram papel sa- tissem D. a idéa forma-se da elaboração cerebral na qual se fundem outras idéas já pensadas e vividas. com o estudo publicado na Bahia pelo Dr. que foi " a l - guma cousa mais do que a Conspiração mineira de 1789. elles enfrentaram os batavos. Sua historia está toda impregnada desse espirito cavalhereo O do illustre pensador é u m delles: pela sua autoridade e pela ne- co e dessa ousadia nativistá que deviam mais tarde dar em terra cessidade que ha de estabelecer-se um julgamento definitivo sobre com o dominio de Portugal.

lo Ponto de vista. Antes desse acontecimento. poderiam substituir o 7 de Setembro. o dominio do mar. armada. dos reis impostas e não doadas. não só impedio que o exercito de Madeira pudesse yir reforçar a Divisão Auxiliadora. sob a influencia de seus áulicos. No Bra- quadra. em suas unidades. Isto tudo deu tempo a que outras provincias rebeldes se decla- Penhor desta conquista. não deve. e por isso prohibira que o celebre trabalho de Antotill aqui se diffundisse. na Bahia. quem poderia considerar integralmente livre b. como conservou immovel a es- rebelüão collectiva é a certeza e o orgulho de sua força. da abertura dos portos. a sorte do movimento iniciado nos campos de São Paulo com o brado do Príncipe D . toda gente hoje affirma c. A grande província do Norte foi. porém.. para o recôncavo bahiano. e Cockrane. Pedro talvez houvesse fracassado. ambicionando a reconquista. no superior. invejável fortuna de captar a confiança e a sympathia do monarcha. A' abertura dos portos deviam sueceder-se medidas fundamen- taes que delia própria decorriam. tudo q u a n t o hoje festejamos nau se teria conquistado com tão pouco sangue e t a n t a facilidade.ue a independência politica é um corollario inevitável da emancipação econômica. organizada. O notável estadista S r . com o prestigio moral e polit . a que partissem reforços. capitulando varias datas que. co fortalecido pelas suas r*efações com as outras potências. comtudo. Bastaria a grande esquadra Juzitana p a r a aniquilar a nascente marinha do cpmmando geral de Cockrane. mas é corto rambem que. guerreando incessantemente os dominadores. . itonai. Dentre os serviços da Bahia á causa da independência. este. O que dá a um povo o brio da tem parte de seu território oecupado por forças r e s p e i t á v e l da metropole. Tudo isto remontava á entrevista do «soberano com Silva Lisboa. isolando a capital.-aõo o decreto. to de oito de Janeiro. um exercito forte de 10..000 portuguezes e uma esquadra dispondo de mais de 400 canhões. Ora. uma das que os povos reconhecem e procla- rassem subordinadas ao governo do Rio. Tudo isto filiava-se ao derr. Um povo que não tem a consciência de sua vitalidade e de seus recursos não cria a coragem neeessariaria ao rompimento com a metrópole. pois. em nossa historia. mam capitulações. os portugueses conser'i a r a m no porto de Todos os Santos a s u a formidável irota. Portugal sabia tanto desta verdade que sempre procurara impedir que os brasileiros tivessem ptjrfeito conhecimento das riquezas de sua pátria. emquanto um paiz t- Lemos Britto. e dentro dellas ponde convencel-o de que o cx:to de sua permanência no Brasil dependia da abertura dos portos ao commercio extrangeiro. O 2 de Julho é bem o dia da independência na Cabrito: seus homens de estado muito contribuíram para o reconhecimento e para a consolidação do Império. E' certo que todos os povos commemoram a data inicial dessas reivindicações. artilhando e guarnecendo as suas ilhas e enseadas.«•mtnu. pátria '/ A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de Foi. alluiram por encanto as muralhai universal chinesas que reparavam o Brasil do espirito Veio gente de toda par'-i e de toda parte a luz nova das < rençns o princípios modernos invadiu a consciência dos brasileiros BRASl ANNO I O A 1? Aquella geração passou inesperadamente e ver o que até alli apenas imaginara. veio a imprensa. pondo-se em a r m a s . Publl. ».eio o ens . na Bahia.. centro da resistência. o a liberdade das industrias.Lisboa teve . pelo seu ouzio. no acceso da luta que ella prestou o maior serviço a essa cav-a .A M E R I C A NfMs . sufficiente nos seus canhões p a r a isolar o Brasil do resto sil foi a abertura dos portos assim como a carta de alforria eco- do mundo. A Bahia. Silva . o Brasil lançou- aliás diminutos. Muita gente pergunta porque. Sem a resistência da Bahia. muito adiante: — lutou até que o exercito e a esquadra de Portugal abandonaram definitivaente a«s suas terras o as suas á g u a s . Se estas forças pudessem distrahir-se. augmentado se arrogante á luta da independência. A Bahia ainda não descansou sobre os louros de Pirajá ou de razão é simples: elles careciam de g a r a n t i r sempre a retirada de seu exercito e a posse da capital. tivesse. esqueceu lamentavelmente o 2 de Julho de 1823. Havia. Antônio José de Almeida em seu dls- curso 'do Congresso Brasileiro. nômica assignada pelo príncipe regente em beneficio de nosso povo. Foi Isso pela noite de 1 para 2 de Julho de 1823. Ve . esse paiz não é livre. nossa. sei esquecido.

suüstituindo-ee os ministérios coiulorme as correntes partidárias em maioria no legislativo. .de seus mais intransigentes inimigos confessarem "jamais haver tal homem sentido a sede do ouro" — rosto triste que não sorria — talvez em conseqüência daquelle penar em que viveu de ignorar quem seus pães ou por motivos de . constrangia. tio fortes eram m elementos de que dispunha <"> outro candidato . Positivamente. vencera por seissentos votos seu antagoni-fei e dessa forma ftubira ao poder aquelle famoso padre que.denciar o desaccordo que reinava entre o Regente e ella. Castro e iSilva. as condições especiaes da politica brasileira não toleravam á testa do governo um homem da tempera de Feijó. "os chapéus reinados" como criticavam aquèlles que gemiam saudades dos tempos do Impfrador. nurn . gravata ue duas voltas e apurado laço. Seus ministros.1 que recebera a investidura de Regente do Im. A energia indomável e o alto patriotismo que o ministro da justiça do gabinete da Regência ue 1831 demonstrara nos augustiosos mezes que se seguiram á abdicação de Pedro I o pondo cobro ás intrigas e aos motins dos quartéis. qut> muito discutem e pouco oroduzem e d'ahi não tolerar o predomi nio do Parlamento. seu espirito vivo. então dos "votos de desconuauça". o antigo delegado paulistano á Corte de Lisboa. insinuando-s • no . sem u controle importuno do Parlamento. eram o» títulos com que fora seu nome apresentado á 'Nação e que a levarem a sufragal-o. Rego Barros. severo na sua sobrecasaca preta. bem longe ia aquella explendida manhã de 12 Je Outubro. a letra constitucional estipulaya que o Impera-uor — na menoridade o Regente — podia n o mear e demittir livremente seus ministros. que a seu lado tivera Minas Geraes. em meio de tantas i ambições. no Paço do Senado.L em 1836 o ministro da guerra General Fonseca Lima — mais tarde Barão de Suruhy — participava ás Câmaras que não podendo assistir ás sessões daria por escripto as informações que lhe requeressem e no anno seguinte Tristão Pio dos Santos. que por esse tempo começava a aprender no casarão da Quinta da Boa Vista as boas maneiras sob as vistas e cuidados do Marquez de Itanbaem. o compromi&so solenne de velar pela integridade da Nação. dizia. de uma honradez ilibada — a ponto. além do notório estado de r e beldia de algumas provincias do Norte e o mál estar gerai em que o paiz vivia desde o sete de abril.o Imperador. guardando uma extraordinária sereniuace. Aguilar Pantoja. ministro da marinha. senhoia dos maiores e mais ricos engenhos do Norte. Carneiro Leão. este já meditava na renuncia. reservado. no emtanto. tomando em consideração a denuncia orterecida pelo deputado bahiano Francisco (iê Acayaba de Montezuma. agitada sempre em calorosos debates. de joelhos jurar. observância das leis.í Regência —• Hollanda Cavalcante de Albuquerque — nome du grand« <prestigío politico. dizia com muita presença de espirito que o que a Câmara desejava é que abi comparecesse todos os dias para dizer: "Louvauo seja Nosso Senhor Jesus Christo: Sua benção meu?. Certo. Rodrigues Torres. como Limpo de Abreu (depois Visconde de Abaeté). intrigas. resoluto. Maciel Monteiro. alto collarinbo.Câmaras era principio ineonteste do direito constitucional. Os governos deveriam ser fortes sJm soffrer as vicissitudes do apoio das Câmaras. escasso de palavras. aião uireita espalmada sobre os Santas Evangelhos. ao mais alto cargo no Império. dizia devorado de despeito Antônio Carlos. espécie de salvo con- dueto. lia de assignalar a circumstancia particular de exercer no tempo a Câmara um papel preponderante na politica nacional agindo como a expressão mais genuína da vontade nacionai. tenças e mercês e que permittiam os uniformes agaloados e os chapéos de dois bicos.uo c e vasse o regime presidencial: não silenciava Diogo Feijó sua pouca symüathia ©elas assembiéas numerosas e de ordinário tumultuarias. partidários da restauração do p r i - meiro imperador. de opulentíssima e numerosa familja fidalga de Pernambuco. quando exaltados andavam os "caramurús". soflYia um abalo' intenso determinando um pessinismo sombrio. physionomia riapida. difficuldâdes. Assim é qu'. para contornar uma intcrpellação. terminando com os pronunciamentos do Campo d'Acclamação e do largo da Constituição. Alves Branco (mais tarde 2°. vez consultada — se transformara para Diogo Antônio Feijó em um poso intolerável : suas forças physicas. Constrangia-se o Regente ao v r as delongas de debates sobre matéria ás vezes de especial urgência e mais de uma vez ordenou a ministros seus que fugissem de dar resposta á« interpellações dos deputados soffrendo as "sabutinas nunisteriaes". de limpos brazões. chefe do governo desse imrríeniso Brasil durante a minoridade i. de forma alguma pode: ia servir para Rei a forma da Inglaterra: Seria a Regência em pleno exercício de poderes. irritado no ostracismo. pèrio substituindo — por força do Acto Addieional. p a r a ev.do eram da sua confiança f reuniam-se sob sua presidência. recém promulgado-a Regência Trina e. emquanto o talento de Acayaha de Montezuma defendia em discursos magníficos a administração do Regente. Miguel Calmon. as insubordinadas tropas de linha. chamara a julgamento o famoso ministro da justiça Diogo Feijó por haver suspendido as cartas de seguro. em que. tempo em que se distribuíam facilmente títulos. sinão immediata. fiel ao menino Imperador. Seria o Regente de 1835 um typo perfeito e acabado para exercer o cargo de presidente em uma Kepuonca u. já pelos quarenta annos. agitado. cuja autoridade de muito dominava a do Senado e embora longe ainda se estivesse ao tempo em que se veio firmar a praxe da apresentação d) gabinete ao Parlamento com a exposição ao programmá politico — administrativo a ser observado. para. Atravessava-se um período de accenluado espirito democrático: da tribuna da Câmara e que partiam as itli'*a« mais avançadas. Ignacio Borges. alterando-se.período de anarchia. com a alliança de Bernardo de Vasconcel- los. Era pela acção r a nida. em flagrante opposição ao seu temperamento autoritário e insubmisso — estava o Symbolo da unidade nacional. bengala te unicornio e castão d d u r o . sem derramai sangue. em meio de aeclamações e vivas. embora os ministérios não constituíssem ainda um todo único sob a designação de "Conselho de Ministros'' com um presidente á testa (o qud só se verificou a partir de 184 í. a responsabilidade ministerial perante as . se apresentara perante a Assembiéu Geral Convocada. a que subira em 1835 pelo voto da Nação — pela primeira . jugulando com ifirmeza o movimento capitaneado por Miguel de Prias e creando a Guarda Nacional.K f M k 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 REGENTE FEIJO' Aquella Regência.. A Câmara não tolera%a restricções á isua autoridade: de 182? a 1830 processara oito ministros do Estado © em 1831. . que constituíam uma das suas vaidade*. tão seriamente eompromettida pela revolução que irrompera no Rio (irande do Sul e que degeneraria em um dos mais sérios movimentos separatistas — a guerra dos "Farrapos" — e pela rebellião que se levantaria no Pará. elevando o ex-professor do Itú. condecorações. Não acceilava insinuações da Câmara e. seu organismo uma paralysia que terminaria por vencèl-o de todo. leve a coragem e a força de firmar a supremacia do governo civil. o bispo eleito de Marianna. impossibilitado que e s tava de dissolver a Câmara e recorrer para a Nação. reformando-se. que não usava. A eleição fora disputada. Na austera figura d*aquelto homem entroncado e rabeçudo. por violentos ataques nas discussões da resposta á "falia do throno" e nas das propostas orçamentarias. Além do previlegio que a Câmara dos Deputados tinha de chamar á responsabilidade os ministros. Montezuma não galgaram o governo sinão porque gozaram da confiança particular do Regente. longe.seu estado religioso a que as circumstancias da Vida o conduziram." Feijó não transigia com a maioria: os ministros do EsH.Senhores!" o que provocou mais tarde o commentario do Visconde de 1'ruguay que "em tempn algum a Câmara fora tratada tão de resto. Entretanto os ministérios se formavam de accôrdo com a maioria da Câmara dos Deputados. defeza da Religião Catholica. . quando a onda opposicionista se ergueu mais violenta em Juiho e Agosto de 1837. Visconde de Caravella).Nem dois annos havi . Feijó. Entretanto. A Câmara era de espíritos moços e d'ahi irreverentes "mancebos inexpertos e theoristas crus" como. numa espantosa concentração de nervos. >s ministros a solicitarem a demissão. uma descrença profunda levando-o atè á repentina renuncia om Seíembro de 37. dissolvendo. dieclinavam .

desaparecendo no começo de 1837. deve ser melhor ensina. seria o Visjudiciário todos teem atribuições marca. a reorganização dos quanomeal-os ou demittil-os sem condição tretanto. quando essa pathias pela permissão do casamento aos nense" maioria não está de accôrdo com o mesmo sacerdotes catholicos. ique professava opiniões seme. amigo. poderos do Estado: estão divididos. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio parla. plianldo o nosso meio circulante.rt v « o u m«in v o — mrcuiani» ««—. o Imperador a tirar seus ministros Idas isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o projecto de dividir a guarda Nacional maiorias.trava no Rio Grande do. pa. u fe ^Ê •nfensa curiosidade.c<. formava uma excepção.se Feijó com toda energia na defeza do conde de Abaeté. pois de reconhecido tentara empregar. o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo. governo de um só.n t&ess idade de uma repressão nas suas Porque não quer que as maiorias gover. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Câmara.de Abreu. As perseguições qua não devem governar.1~ a o t ir. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. único nome para que apformalidade pelaram os moderado» quando a Câmara não tolerava esse predomínio do poder uo inexpressivo. 'falia do throno" A sessão fora de espedebate. movimento Bernardo de Vasconcelos. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon.ciaes para acudir ao apromptamento das deiro órgão dos sentimentos nacionaes.(Regente) só que tem a iniciativa. Não confundamos os previlegio de eleger o governo os bispos.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Câmara de tão mal se afigurara e que. períodos curtos.afigurava-se ao grande parlamentar como A Constitoição dá ao poder modera. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma pretraordinária que se fazia sentir de norda "thabes dursalis' que pregaria em ponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona.commerciantes de conhecüa competência ria.Vasconcellos. 9 A 12 — A N N O 1 AMERICA B RA 8 I LEI R A A lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e final: quando o Regente desalentado abangovenio o direito de (dissolver a Câmara..violências dentro da lei e terminandoíj nem!" E na sessão de 29 de Maio conti.ram pretexto para que romipesse a oplposi. A "Aurora Flupara formularem o parecer. malisar a situação financeira do paiz amflumincinse.. o vaticano recusara a posição atacasse o governo. violenta. En.a politica passaria a ser chefiada por maior durante o período Regencial. lidade cm compor os seus discursos.em contigentes. O nosso governo lhantes ás de Feijó. que na mocidàminense. e porque? dores e aos lueputados: "A moral. embora modificiado.préstimo de 27 de Dezembro da »•* rimeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao .meios suasorios que o Regente.fracassados o* na Europa o Marechal Marquez de Barbama nas vésperas da proclamação da maio. aldo Seixas. commendações. Ap. esforçado pesquizador um defficit que avançava além dos sei= Wà ciai .-<ílpnni'1:iie: o corpo diplomatieo em qu 5 era tendo como ninguém uma faci.mil contos de reis. Feijó mantinha.dos deputados votou tumultuariamente a autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos Regen. O povo enchera á magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho desenvolvido pelo ministro oM • L ^ f l C ^ K ias. de mera legislativo e em 1839. então se demonstrava subir ao poder.finanças — Castro e Silva — sobre a« D l * • j f c t i c a s do protocollo.sobre nossa vida financeira de accôrdo ção na Gamara. Seja elle responsabi.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa Geral do anno de 1836 d pela goimentador temível porque subia á tri. Isso feito. ao ser eleito o bispo do Rio de dros do exercito e a reforma do thesouro nenhuma? Senhores. nardo de Vasconcellos — não conseguio no maior brilho e intensidade. Ms adaptadas ás necessidades pu. » concellos e a política ide Feijó iria até o if™™. que depois da abdicação a Assem. figurando em é monarchico. ao mesmo A sorte porém era adversa a Feijó porque andamento algum. Não era aquelle phrasea.reja a s consciências e seja mais solida a livremente o pensamento. perante o Senado sustentava tes : em cada conceito se revelava ao parlana sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. Era um ar. pesando.N L" AIS. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão rante o primeiro império..' O donou nas mãos de Araújo Lima o poder. cellos era excepcional: sua l".Feijó era forçado a fazer á imprensa rea cousas que sejam oppostas ao bem ge. o que escandalisara A guerra no Sul.volta Ide uma missão diplomática especial senador Feijó. que ao encanecer. a suspensão de garantias • Como quer pois o illustre senador obrigar e que tinha assento na Gamara. O Regente recebido com os trabalhado.o primaz da Bahia. face macilenta. Romu.canonica. o compromisso da divilia portuguesa Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. o ministro Limpo da lei. o governo e o poder entre o Brasil e o Santo Padre. Digníssimo representantes da Nação. Chegara em Junho de 1836 ao Rio. A capa.mento um homem autoritário destinado a todo o anno de 1836 manteve aberta opposição e poucas são as sessões da Gamara^ vido dizer que 0 nosso Governo é o da. tal principio tende a Janeiio. conduzindo. fo. aggresiva.." O Esse caso e m-iis a rebellião que se alas. Cruz forças legaes. feita a veaia á m a n c a s — u. reconhecer o sacerdote com tal investildura a maior parte desses debates como defen-. A politica de Feijó verno da força. reconhecendo a ra dos Deputados ou de adia-la. apostrophava o governo de pretender manuava. já sem mais outra quasi. não escondendo suas vivas sym.maioridade do Imperador.avel dor o direito de negar sanção ás leis que porém. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem. Sua intelligencia. que passam peía maioria das (duas Câmaras e blicas. intolerável "E' a vontade irres|poris. isto é.com 0 pesava. não subio á tribuna.seja a consciência e seja mais solida a ga.da armada. que pode entender anarchia ameaça devorar o Império.plicae a tempo o remédio" e chamando volucionaria levaram Vascooncellos á triral. o mentar. de das na Constituição. o pedido de verbas espechefe ou a este parecer que não é verda. ainda pois no período Regência!. Bernando de Vasooncerlos durante'* Wão Paulo. A guerra declarada entre Vas. funda.que tudo era motivo para a oprepublicanisar o Brasil. graças ceita do Império de doze mil contos.000) denunciando-se no orçanwn*0.horiosidadc 1824. esmiuçudor.O governo consome o tempo em vãs re*.buna protestar pelo direito de manifestar moderador o direito de dissolver a Gama..•tar quem lhe dera o próprio prestigio —a imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das gararatia da publica prosperidade l" Padre. qu» nossos banqueiros em Lonldres.. futuro Marquez de» Sta. EUe pode dissol." Já lembrai e repito: a Constitui. o arcebispo D. Nem por constitucionaes na região revolucionada. contra o Brasil além da dilevado por desgosto. sendo-lhe absolutamente livre M^rianna <i\ confirmado pela Santa Sé. tantas lacunas grande estadista que elle apontara para i:e Finanças — onde se assentava Berdeixava assinalar.mento da ordem.X 400. dai-lhe força com que possa fazer tem voto. dessa for. offerecendo o experimentado diploridade. isto seria o go. Feijó lavras ríspidas. pouco de. Vasconcellos á circumstancia de ttir Feijó Câmaras que concede ao dhefe do Estado negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria alcançado popularidade graças ã acção de maiorias das Camaias. O longo Bem se pode d"ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais jiusta e pormenorisado relatório do Marqu*z cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. sendo a media U« Re' itf|lfce apresentara nos Paços do Senado. O nosso governo é o o que determinou uma crise diplomática sor da politica seguida.s mandar: "Nossas instituições viacillam.lizado por abusos e omissões.mata ao governo os trabalhos que fizera defendia a politica observada pelo Regen. entretanto. mesmo dude Evaristo da Veiga.cena.da para que sirva de sustentáculo ás leis. . Sul.vida interna o encargo do empréstimo ae tarios ido tempo. A assembléa.n. O ministério não bem indepenisto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da dência de acção".. maioria e que quando a maioria quer O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes uma cousa íueve ser feita. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado..„„R„ • • K r i g i o a "falia"' em nome da Sua formisação do nosso meio circulam» . palpebras cahidas. hidirectamente.Evaristo da Veiga na "Aurora Flumiver a 'Gamara dos Ideputados. Dai-lhe.

não o que fora pedi. mento das paixões partidárias nas proNa sessão de 6 de Junho. por vós desço hoje íkisse eminente postoi Ha muito conheço os homens e os fugindo dos subterfúgios par a preferir o cousas. a opposição se regimenta. 1. levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D.' ! A lueta se «accende. se dirigio ao Paço.víncias e na Corte.Lima comento de lógica pelo trato com a mathe. O Regente abrira a sessão legislativa com palavras seccas.tismo de Pedro I. descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhi-. combalido. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. Hollanda Cavalcante de subi a primeira magistratura d 0 Império.onde vinha__sdndo todos os mezes eleito presíCâmara recebe com agrado.a Nação elegesse o Regente Permanente. do ex ireicio. e de ensaio republicano. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim. 9 A 12 —.400 Pátria. do que tendes necessiuaue. transfigurando-se em orador ao Justiça :j logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate. Os ânimos se azedaram logo.. sem me importar com os elementos d^ que se compõe a Gamara dos Deputados prestarei a mais franca e leal cooperação a mais franca e leal cooperação á Gamara. deputado por Minas Uma longa conferência entre Fcújó e o futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. fMctos entrei.üiiuesegura ei expontânea. Aao devo cialista em assumptos de ord im econô. sempre elegan. que bem moço Iográr a sympathias de mas forçoso eia pagar tributo á gratidão Pedro 1» que o fiz Ira Ministro das Finan. cabeça erguida. resolveu renunciar. os ódios recrudesceram. leu e entregou ao Regente a resposta da Câmara. Miguel Calmou do iPin e Almeida — tivas ad^lquadas ás vossas circumstancias. Rio de Janeiro 19 de Setembro contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. polido. Rodrigues Torres — que da Aaçáo" não receneram uo ilegente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação dir. quando Araújo Lima.. erguendo David Cannabarro. muito franco nos atasibilidade de se obterem medidas legislaques. ii>irectamente o grande estudJsta ^ matica.acto da minha expontânea demissão. período de da. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos" Nos começos Ide Junho a commissão especial. Albuquerque — simples de expressão. pelo' que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op.serviços patrióticos. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. espe. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz. Defendendo o Regente políticos.piando o de Feijó.um oífrciO' Uo íiumsuo -\raujO . com a sua bengala de unicornio. foi fa— Diogo Antônio Feijó. deixando a palavra u 0 cargo do Regente. por deante da peremptória rapidamente mudou de sua vez teria que recuar opinião e concedeu. Feijó vingava-se da Camara no ultiapaixrvnando-sei com facilidade até ficai' mo acto praticado como chele ÚQ poder irascivel. a que se vinham juntar tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. Pedr 0 d'Alcântara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. cia: cumpre que lanceis mao Ue outro cidadão que mais hábil ou mais í v. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes que. wxalá que na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor as urgentes necessidades do Estado! Está inchada a sessão" e entre murmúrios. O anno de '1837 começava mal: morrera Evaristo da Veiga.288 para a Guerra e 814 para a Ma. Esses eram os vultos de maior desta. A rc-posta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação período por período era um nunca acabar da oradores e de emendas.dro. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. Eu estava convencido da impost rmo ajustado.necessidades publicas.executivo e do poder moderaaor na nute de uma linha irriprehensivel. esperando que. a crise nacional./. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia". noridade de D.por mais tempo conservar-me na regênmica. com tins com indizivel emoção.cta da renuncia. M. nevrose profunda. possuidor de um grande conheci.agitações democráticas. narra o' acontecido á exhausto. AQ lado do. pel cçoda0 Governo!".e fazer-vos conhecer pela exptriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em -meu poder acudir ás espirito aristocrático. sinão duras: remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados.F iUMS. — o espirito mais gando-vos o poder que generosamente me coníiask'. hesitante para discursar impetuosamente.maies que Uuiuo nos aiiagem. Ribas Carneiro. a crise tada com a política de prudeincia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. cumpra a promessa tantas vezes repetidas de AMERICA BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. só mais tarde limicrise finanecúra que atravessava. O mez de Agosto foi das ultimas conservar-vos na espectação de bens. mas que nao luctas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos.da Coroa Imperial.cidadão brasileiro.sorte que. de que er a mestre. os poderes da Nação e os das . tendo sido negado. Imperial si.' Era a censura ao despediicio da tempo nos trabalhos parlamentares. dominado por uma Gamara. rinha. sahio do Paço do Senad0 entre as alas Idos deputados e senadores em corn. meto Carneiro Leão. os debates sei aca.456 contos para a Fazen. Feijó ouviu Souza Martins attdntamemte e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes.es . o que determinou forte celeuma. para não dizer a formula protocollar A do Senador saliindo da Câmara —. poder que era sagrado. clarando ingenuamente que eu não posso palavra fácil e elegante. amorl O Parlamento ou melhor a Gamara entretanto nada de pratico realizou. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa qui a Gamara minha parte.mereça as syniipathias de outros poderes que* na opposição. reflectiloram. o que imprimia umia excedente força dedutiva nos dirigio ao povo: "Brasileiros! Por vós seus discursos. argumentação satisiazer o que ue mim deseja. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe.mesma Camara que revolucionariamente do pelo governo Feijó."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. decia brilhantíssima. as finanças e para mereci. a crise politica. orador consumado. O ministro da mez após.terminar o período regencial. conforme a praxe. A attitude desses gaúchos destinados. mas sóbrio. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente. o Regente em tom resoluto disse aos deputados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Nução. P. . . a Providencia me depare. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. calmo.dente — e o seu espirito elevado. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. Antônio Netto e Bento Gonçalves a banldeira emancipadora em toda a região fronteira com o Unuguay. A queda de Feijó determinou a suVendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. prestarei e devo :t dido do credito extraordinário de 2. Maciel Monteiro. elles infelizmente forão em progresso. em meio de a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio. que não deixavam fructo.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Gamara. ANNO í imortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto. seu passad0 de estudos e de de Bernardo de Vasconcellos que exer. a desorganização nhecimento e gratidão á coniiança que vos dos serviços públicos. vaidoso na sua independência bro: Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. mas um credito acolamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2. inatacável. educado em conse.previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei.missão. mdicavam-no para cia de facto a chefia do movimento contra oecupar interinamente a Reg:wcia t t é que o Regente Feijó — estavam Honorio Her. ao menos desta vez. na qual se destacava o seguinte período que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V. Souza Mar. o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon.

nas vésperas da proclamação da maiomata ao governo os trabalhos que fizera ridade.assumida pela Convenção de 1825 e o emAs>embléa O r a l do 'ann0 de 1836 « pela g-umentador temível porque subia á tri. O ministério não tem indepenpassam peia maioria das Iduas Câmaras e blicas. lidade em compor os seus discursos. graças ceita do Império de doze mil contos. nardo de Vasconcellos — não conseguio A sorte porém era adversa a Feijó porque no maior brilho e intensidade.nense". índirectamente. entretanto. deve ser melhor ensina. O nosso governo a maior parte desses debates como defené monarchico..préstimo de 27 de Dezembro d* »•* primeira vez o novo Regente iria ler a buna com todos os elementos precisos ao (í 400. dirigio a "falia" em nome de Sua .apostrophava o governo de pretender manem!" E n a sessão de 29 de Maio conti. reconhecendo a moderador o direito de dissolver a Gama.imprensa — referindo-se dessa forma' ção tanto não reconhece o predomínio das garanitia da publica prosperidade!" Vasconcellos á eircumstancia de tttr Feijó Padre. o arcebispo D. violenta. quando essa pathias pela permissão do casamento aos A guerra no Sul.pelaram os moderado» quando a Camara formalidade não tolerava esse predomínio do poder do inexpressivo. Sulfracassados os cena. isto seria o go. que depois da abdicação a Assemlegislativo e iem 1839. movimento Bernardo de Vasconcelos.canonica. ao mesmo andamento algum. Dai-lhe. palpebras cahidas.debate. Não era aquelle phrasea. das na Constituição." Já lembra e repito: a Constitui. intolerável "E' a vontade irresjponteavel: lizado por abusos e omissões. su Feijó com toda energia na defeza do judiciário todos teem atribuições marcaChegara em Junho de 1836 ao Rio. Cruz constitucionaes na região revolucionada.boriosidade 1824. mesmo dude Evaristo da Veiga.. pois de reconhecido tentara empregar. reconhecer o sacerdote com tal investMura sor da politica seguida. mal isar a situação financeira do paiz amflumincinse.mil contos de reis. « autoridade que a de Simples senador por bléa Geral costumava ouvir dos RegenBernando de Vasconcellos durante' -fiãu Paulo. ü Havia intensa curiosidade.seja a consciência e seja mais solida a ga. tal principio tende a Janeiio. dessa for.plicae a tempo o remédio" e chamando buna protestar pelo direito de manifestar ral. O longo Bem se pode d'ahi calcular a Reg nentão vivia em um ambiente da mais justa e pormenorisado relatório do 'Marquez cia de Feijó: uma luta violenta entre o admiração. que na mocidàminense.commerciantes de conheciia competência ria.reja as consciências e seja mais solida a n cess idade de uma repressão nas suas ra dos Deputados ou de adia-la. devotado sempre ao e havendo logrado parecer da Commissão grande estadista que elle apontara para rante o primeiro império.AM E R I C A BR A S I LJj R A AL'MS.afigurava-se ao grande parlamentar como commendações. Ms adaptadas ás necessidades pu.vida interna o encargo do empréstimo to tarios ün tempo. tantas lacunas t e Finanças — onde se assentava Berdeixava assignalar. A "Aurora Flupara formularem o parecer. que ao encanecer. o pedido de verbas espemaioria não está de accôrdo com o mesmo 1 sacerdotes catholicos. pesando. governo de um só. ainda pois no período Regencial. O povo enchera â magnífica lucidez do seu espirito bem trabalho Viesenvolvido pelo ministro da» as i«i> :a«.volucionaria levaram Vascooncellos á tria cousas que sejam oppostas ao bem ge. feita a venia á concellos e a politica ide Feijó iria até o formmção do nosso meio circuiame meta. único nome para que apmaior durante o período Regencial. A capa. já sem mais outra maioridade do Imperador.000) denunciando-se no orçam* •falia do throno" A sessão fora de espe. que poda entender anarchia ameaça devorar o Império.livremente o pensamento. A Constituição dá ao poder modera(Regente) só que tem a iniciativa. o Que escandalisara ciaes para acudir ao apromptamento das o primaz da Bahia. 'Sua intelligencia. Enmaiorias. o ministro Limpo o que determinou uma crise diplomática embora modiíiciado.. ver a Camara dos Ideputados. isto é. dai-lhe força com que possa fazer dência de acção". seria o Visentre o Brasil e o Santo Padre." O a política passaria a ser chefiada por o que lhe emprestava então uma força discurs 0 foi incisivo.Vasconcellos.tem voto. desaparecendo no começo de 1837.trava no Rio Grande do. segundo os commencidade de trabalho de Bernardo de Vascon.violências dentro da lei e terminando' Porque não quer que as maiorias gover. futuro Marquez da Sta. perante o Senado sustentava tes: em cada conceito se revelava ao parla. O nosso governo é o de Abreu. Isso feito. offerecendo o experimentado diplomeios suasorios que o Regente. só um anno defenderia o seu obrigando-o a fallar ao Senado sentado. Não confundamos oa volta Ue uma missão diplomática especial Esse caso e m-iis a rebellião que se alaspoderes do Estado: estão divididos. Elle pode dissol. conduzindoda lei. que dor o direito de negar sanção ás leis que porém. então ise demonstrava subir ao poder. Era um ar.. que professava opiniões semeposição atacasse o governo. luta que apaixonou desenvolvida por oceasião da feitura do de Janeiro que delegou poderes a três a imprensa da época quasi toda incendiaActo Addicional o maior prestigio (parla. gnvc. plianMo o nosso meio circulante. a reorganização dos quaMarianna A confirmado pela Santa Sé. o compromisso da divilda portugueza Approximava-se o dia da abertura da simplesmente infatigavel. o vaticano recusara a republicanisar o Brasil. f-smiuçador. aggresiva. face macilenta. Feijó mantinha.no o direito de Idissolver a Camara. formava uma excepção. cellos era excepcional: sua l". A politica de Feijó uma cousa ireve ser feita. sendo a media M* ™' peso SP apresentara nos Paços do Senado. de previlegio de eleger o governo os bispos. amigo. Romuchefe ou a este parecer que não é verdaforças legaes. A assembléa. aldo Seixas. A guerra declarada entre Vas. figurando em lhantes ás de Feijó. A Constituição dá também ao poder a attenção para a necessidade de dar exem. O cidadão vive receioso e assustado! em que o representante de Minas Geraes maioria e que quando a maioria quer não subio á tribuna. e que tinha assento na Camara. Nem por Como quer pois o illustre senador obrigar o projecto de dividir a guarda Nacional isso Feijó deixara de ser eleito bispo de o Imperador a tirar seus ministros Idas em contigentes. Ap." p na Europa o Marechal Marquez de Barbasenador Feijó. a suspensão de garantias deiro órgão dos sentimentos nacionaes. apezar de urgência extempo que se denunciavam os primordios Evaristo que chegara a possuir uma preda "thabes dursalis" que pregaria em traordinária que se fazia sentir de norponderância decisiva na opinião publica breve o grande estadista em uma poltrona. o mentar.finanças — Castro e Silva — sobre a" 1 "pragmáticas do protocollo.com 0 pesava. •tar quem lhe dera o próprio prestigio —a nuava. que tudo era motivo para a opnenhuma? Senhores.todo o anno de 1836 manteve aberta opna sessão de 27 de Maio: "Eu tenho ou. Seja elle responsabiverno da foiça.' dirigida pelo brilhante espirito gigantesco trabalho seguio para a Camara de tão mal se afigurara e que. e porque? dores e aos deputados: "A moral. ao ser eleito o bispo do Rio de momeal~os ou demittil-os sem condição da armada. quo nossos banqueiros em Lonldres. funda. 9 A \2 —. o governo e o poder conde de Abaeté. As perseguições qu* isto é porque ella entende que as maiorias effectiva a vontade nacional! O vulcão da Feijó era forçado a fazer á imprensa renão devem governar.mento um homem autoritário destinado a posição e poucas são as sessões da Gamara vido dizer que 0 nosso Governo é o das mandar: "Nossas instituições vacillam. pouco dema. Digníssimo representantes da Nação. Câmaras que concede ao chefe do Estado alcançado popularidade graças ã acção de negar sanção ás leis apresentadas pela opiniões altamente liberaes em matéria Evaristo da Veiga na "Aurora Flumimaiorias das Camaias. esforçado pesquizadnr um defficit que avançava além dos sen cial 6«Mennvi'»-lf>: o corpo diplomático em quJ era tendo eomo ninguém uma faci.ASM» I final: quando o Regente desalentado abanA lei da Regência tirara do ohefe do Magestade o imperador aos "Augustos e donou nas mãos de Araújo Lima o poder. de mera dos deputados votou tumultuariamenbe a quasi.0 governo consome o tempo em vãs re. O Regente recebido com os trabalhado. fosobre nossa vida financeira de accôrdo ram pretexto para que romipesse a oplposidefendia a politica observada pelo Regenção na Camara. havendo alcançado com a acção fora entregue ao exame da Praça do Rio governo e a Camara. Feijó lavras ríspidas.da para que sirva de sustentáculo ás leis. pa.mento da ordem. sendo-lhe absolutamente livre dros do exercito e a reforma do thesouro tretanto. figurando como chefe nesse com o credito que gosavamos perante os te de 1835. não escondendo suas vivas sym. contra o Brasil além da dilevado por desgosto. períodos curtos.

o Regente em tom resoluto disse aos d e putados: "Como me interesso muito pela prosperidade da Niação. eu sou posição ao Governo basta citar que o pe. M.agitações blicano. A attitude desses gaúchos destinados. educado em conse. noridade de D.iito nos atingem. 9 A 12 —. reflectiloram. Nos começos He Junho a commissão especial. tenho feito tudo quanto está da se ver a injustiça clamorosa q u i a Camara minha parte. pelo que Feijó ao encerrar a sessão parlamentar proferio o seguinte e brevíssimo discurso: "Augustos e Digníssimos representantes Ida Nação: Seis mezes de sessão não bastarão para descobrir os remédios adequados aos males públicos. Feijó vingava-se da Camar a no ultiapaixonando-s> com facilidade até ficar mo acto praticado como chele ÚQ poUer irascivel. cabeça erguida. mas para que? Tenho justificado o Visconde de Jequitinhonha — intelligen.e fazer-vos conhecer pela explriencia ças e Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro — que não estava em meu poder acudir às espirito aristocrático. a crise politica. conforme a praxe. possuidor de um grande conheci.rnaies que Ua. inatacável. Miguel Calmon do iPin e Almeida —. nem remediar os cutivas viagens ás Cortes Européas. quando Araújo Lima. resolveu renunciar." A lueta se «accende. indo todos os mezes eleito presiCamara recebe com agrado.as seccas."Augustos e Digníssimos Representantes quim Nabuco. que bem moço lograra sympathias de mas forçoso eia pagar tributo a gratidão Pedro 1° que o fiz fra Ministro das Finan. com tins com indizivel emoção. intelligencia aguda e gente originou o decreto de 18 de Setemperspicaz. cumpra a promeesa tantas vezes repetidas de BRASILEIRA tomar em consideração as propostas do provincias. que não deixavam fructo.acto da minha expontânea demissão. wxalá que l na futura sessão o patriotismo e a sabedoria d a Assembléa Geral possa satisfazor ás urgentes necessidades do Estado! Está fachada a sessão" e entre murmúrios.víncias e na Corte. muito franco nos ata. lOirectamente o grande estadista se matica. rinha. de que era mestre. Os ânimos se azedaram logo. espe. procurarem assim manter a harmonia e confiança entre os differentes poderes do Estado. elles infelizmente forão em progresso. periodo de democráticas. condição essencial para a marcha regular dos governos representativos". o pedia á Gamara pelo ministro interina e mais tarde confirmado pele Miguel Calmon. seus discursos.es . em meio de í a guerra d 0 Rio Grande do Sul — Feijó profundo silencio. — o espirito mais gando-vos 1 confiast. feito Justiça Araújo Lima eLvado a Regência Regente.-siuaue. erguendo David Cannabarro. A queda de Feijó determinou a su. decia brilhantíssima.Lama comento de lógica pelo trato com a mathe. O Regente abrira a sessão legislativa com palav.necessidades publicas. Ha muito conheço os liüinen» e us fugindo dos subterfúgios p a r a preferir o cousas.mereça as syniipathias de outros poderes que-» na opposição. cidachTo que . . a que se vinham j u n t a r tropas irregulares dos campos das "Missões" e a que se alliára GaribaBdi — impressionara vivamente todo o Império. Ribas Carneiro. Eu poderia narrar-vos as invenalém de Oastro e Silva a Limpo de Abreu cíveis difficuldâdes quy previ e experimen— Acayaba de Montezuma — o futuro tei. orador consumado. Imperial si. dominado por uma ! Gamara.dro. AQ lado | do.sorte que. ANNO í AMERICA amortisação da moeda papel revelam um notável conhecedor do assumpto.| dente — e o seu espirito elevado. sinão d u r a s : remédios fracos e tardios pouco ou nada aproveitão na presença de males graves e inveterados. e de ensaio repuda. os odioí recrudesceram.. pel cçoda0 Governo!". conservar-vos na espectação de bens. o Regente Feijó — estavam Honorio Her. A resposta á "falia" foi discutida longamente desde 8 de Maio até o dia 23 e posto em votação periodo por periodo era um nunca acabar da oradores e de emendas. narra 0 ' acontecido á j exhausto. polido. O Parlamento ou melhor a Camara entretanto nada de pratico realizou. com a sua bengala de u n i cornio. Souza Mar.\ao devo cialista em assumptos de ordnm econô. o que impridirigio ao povo: "Brasileirosi Por vos mia uma excedente força dedutiva nos subi a primeira magistratura d 0 Império. seu passad 0 de estudos e de serviços patrióticos. . indicavam-no para de Bernardo de Vasconcellos que exeroecupar interinamente a Reg. deputado por Minas futuro Marquez de Olinda na casa do Rebem moço ainda. A Gamara da negativa voto de Nação nesse elevado posto. não querendo por mais tempo radicalmente bahiano d 0 momento. mento das paixões partidárias nas p r o Na sessão de 6 de Junho. Rodrigues Torres que da Nação" nã.456 contos para a Fazen.mesma Gamara que revolucionariamente do pelo governo Feijó. Depois de vivos debates foi votada a r-sposta á "falia".na qual se destacava o seguinte periodo que muito de perto chocou a Feijó: "Essa cooperação (de esforços) a Gamara dos Deputados se esmerará em prestal-a aos ministros de V.o veceoerain uo Regente a seria o veneravel Itaborahy — ponderado communicação d i r x t a da renuncia. confessando o meu recodo Rio Grande do Sul. a crise nacional. Hollanda Cavalcante de por vós desço hoje tkisse eminente postui Albuquerque — simples de expressão.cidadão brasileiro. . tendo sido negado. a Providencia me depare. do excircicio. Antônio Netto e Bento Gonçalves a bantdeira emancipadora em toda a região fronteira com o Uruguay.288 para a Guerra e 814 para a Ma. a opposição se regimenta. a crise tada com a politica de prudemeia e patrioadministrativa originada oom o Acto Ad. argumentação satisiazer o que üe mim deseja.tismo de Pedro I.tivas ad^|quadas ás vossas circumstancias.iLiurco poder que generosamente me segura ei expontânea. mas que nao luetas: motivos não faltavam — a guerra posso fazer-vos. de O mez de Agosto foi das ultimas que tendes ncce.um oííicio do ministro .Anciã 'iíé que cia de facto a chefia do movimento contra a Nação elegesse o Regente Permanente.executivo e do poder moüeraaor na m i te de uma linha irr iprehensivel. só mais tarde limicrise finanecúpa que atravessava. Defendendo o Regente políticos./. 1. poder que era sagrado.' cilmente concedido pouco mais de um Dominara a Camara. prestarei e devo :i Setembro dido do credito extraordinário de 2. os debates sei aca.. Qualquer porém que for a praticava nessa formal e systematica op.NÜMS. sem me importar com os elementos da que se compõe a Gamara doDeputados prestarei a mais franca e leal cooperaçã'» a mais franca e leal cooperação á Gamara.terminar o periodo r*gencial. fHctos entrei 0 s poderes da Nação e os das . descendo Araújo Lima da presidência Araújo Lima acabava de ser escolhipara não dizer a formula protoeollar "A ! do Senador sahindo da Camara — onde j vinhais. O ministro da mez após. a desorganização nhecimento e gratidão á eoniiança que vos dos serviços públicos. Maciel Monteiro. mas um credito acclamaria maior a criança imperial para ainda maior: 2. se dirigio ao Paço. sempre elegan. Esses eram os vultos de maior desta. as finanças e para mereci. combalido. Feijó ouviu Souza Martins attdntamente e quando esperavam em um simples cumprimento palavras cortezes. o que det"<rminou forte celeuma.da Coroa Imperial. foi fa— Diogo Antônio Feijó. no Rio Grande do Sul fora proclamada a Republica de Piratinim. calmo.por mais tempo conservar-me na regência: cumpre que lanceis mao Oe outro mica. leu e entregou ao Regente a resposta da Camara. transiigurando-se em orador ao Justiça m logo após o officio da renuncia aquecer-se o debate." Era a censura ao despeAJicio da tempo nos trabalhos parlamentares. clarando ingenuamente que eu não posso palavra tftacil e elegante. Rio de Janeiro 19 de contos solicitados para cobrir o "defficit" de 1837. por vez teria que recuar deante da peremptória rapidamente mudou de sua opinião e concedeu. vaidoso na sua independência b r o : Araújo Lima nomeado Ministro da de acção. Vendo que o paiz sossobraria com a premueia da Camara. mas sóbrio. P. nevrose profunda. O anno de '1837 começava m a l : morrera Evaristo da Veiga.missão.sibilidade de se obterem medidas legislaques.mais hábil ou mais i v.Uma longa conferência entre Feijó e o meto Carneiro Leão. guiados unicamente pelos interesses e necessidades do paiz.piando o de Feijó. Pedro d'Alcantara: os "eloqüência dandy" n a expressão de Joa. não o que fora pedi. sahio do Paço do Senad 0 entre as alas Idos deputados e senadores em com. com o prestigie e realcj cional que determinava os primeiros con. deixando a palavra u_0 cargo do Regente.levando o ministro dos estrangeiros Limpo de Abreu a seriamente protestar contra a desabrida censura que se fazia ao poder moderador que o Regente exercia na minoridade de D. Eu estava convenedo da impost m o ajustado. ao menos desta vez. hesitante para discursar impetuosamente. esperando que.400 Pátria.-iraujo .

que nada mais exprime do que o exercício directo do podei judiciário por parte da classe proprie-. uma época os adopta e outra os contesta. vez. 160. pois que separavam d a empresa produetiva o proprietário. ficou muito tempo incompatível. não é " f a t a l " e sim apenas "possível': ha povos que. Mas tal evolução nao se opera "necessariamente". p a g . nu Aecliio fur Rechts una Wirtschatfsphilosophie Berlin un Leipzig l:H'. a pesquisa. não se confunde com a historia. etc) que c pete A grande obra da felicidade dos povos: dará. que não poderia ser o dos romanos. Ninguém poderia menosprezar a verificação de que prejudica a agricultura o a r t . nem o nosso. Porque? Responde Achllle I. segurança aos P»« sos (4) e prescindirá dos velhos processos empíricos e pn tivos. como a de evitar instituto»?. em.digamos até. i&i> 1 T 1 . Temais.com o governo representativo. entre o -'direito". O direito é susceptível de aperfeiçoarse e cada vez mais servir á ordem social. por zes imperceptível. k í i a f t . não é o maior que nos pôde prestar a investigação seientifica.i auxiliar-nos na separação do que é -'útil" e do que é ••inútil".e i . nem poderiam ser. que fragmenta as propriedades. de subir por anno. nem tão pouco com o quadro descriptivo ou critico dos costumes políticos. e assim por dc-ante. pois que mostra '-erros" de legislação e ã t governo. Comprehende-se hoje que espécie de gente pode compor.oria. Les bases économiques de la constituttv*v ciale. a pesquisa é assaz delicada e não raro ir.. a respeito de qualquer nriaçãc ou tentativa se hão de t r a v a r rinhas de oratória e de argumentação mais ou menos erudita. ADRIEN NAVILUI. EMfiK. se o azar dos . com a politica escolastico-discursadora. lui. a de demasiado apego a o passado.622 do Código Civil francez. de que a partilha. s então A adopção de segura politica jurídica é um dos maiores fa- Pariz. perturba a continuidade da vida econo afim de mais seguramente conhecermos a realldad. » * enjoindra d'y marcher résolument" . fondée sur une a^roW*' chie. que de momento interrompem a continuidade e crescente exactidâo. digamos mais fortemente a cada — a contradicção. ctores de felicidade dos povos. que a sciencia aponta como útil e efficaz. da sociedade. mas n a adopção de expediente. o "salário" apenas diz com o u t r a palavra o que anteriormente se dominava " r a ç ã o do escravo" Também a Alleman*. mas. a propriedade pertence á família e assim a suecessão se faz "ab intestato" ao passo que virá o iestamento quando a mesma sociedade explorar escravos. religiosa. sob a s formas differenciadas ou novas da vida. nada Republica. -889. P a r a um como para o outro caso. taria: foram bons os resultados n a Grécia e n a Roma clássicas. Não ha maior disparate do que pre. o panado com a organização do trabalho não salariado. fácil será conhecer o synchronismo. nem com a philologia. e somente a sciencia poder. so- ciai sobre qual desejamos a c t u a r . ou não existe. onde a economia é servil. Em certos recantos'. que não correspondem mais á época. porque estes mudam. w e n c die Zufalligkeiten der Gesetzgebungsakte ihr Gegens" (*S) BEOHAIX. a eleição pouco ou. Não poderíamos identificar a sciencia jurídica com a theoria geral. logo lhe revela a discordância. as relações capitalistas. Imperial depois a abolição e H muito sensíveis a s melhoras. Ainda estre- mece. E' á boa P tica social (jurídica o econômica. A própria clilatação do circulo social produz a transformação do direito: em quanto foram nômades os hebreus. e outros. os gáos da escala. m . levavam-no dos cargos públicos.A M E R I C A \T\ls <l \ !-' BRASILEIRA A\\<> I SCIENCIA JURÍDICA Dados para o rientação material" A sciem-ia do direito não seria sciencia. que apenas são vantajosos para os fortes e o» ricos (2t. que possa trazer melhora sem nova actividade. que é o da época do salário-. ao physico. ou de q u e a distribuição deraes e estaduaes segundo a Constituição de rendas fe- Federal brasileira nã<> attende aos interesse* dos dous círculos políticos (União. taes conselhos de j u r a d o s . remédio é promover o enriquecimento deste ( l i C A . nem com a moral. ou é falho. A cada momento percebemos leis synchronicas: a economia eseravagista e o governo directo. l9t» (4) Cf. No e n t a n t o a questão é de "incto" Com a iniciação scientiíica. iniea e gasla em processos jurídicos fe pessoas improductiva-i gran de parte das fortunas. do que é innocuo e do que é A maior vantagem é a que resulta d„ resultado positivo: não consiste na descoberta de erros. descem de quando em quando. nos periodo» primitivos. regras e preceitos. com o conjuneto ou systema dos princípios. em que excelle: n a antiga sociedade. Grundfragen der Hechtsphilosophie. com a primitiva economia. não.sufficieme o material de informação com que se tra- balha. tm a o exercício actuaes condições da economia. (S) ACHILLE I. moral. Estádio. mo au chimico. ao biologista. com a precisão. que é a d a novidade. VlVlUflé8Ml pH.tetos legislativos fosse o objecto r i ) . segundo variam a s condições sociaes. vicia e envilece o organismo social.n w l l w f fomento "lógico" ou "ideologiQO'^ Não faltam defensores ao jury. Classíflcation des sciences. politica. nos nossos dias. ou a simplí» prejudicial á vida á prosperidade social. o governo representativo. Hoje. divididas a s terras entre as tribus. montrera les difficultés du probléme.i-1920 vol X I I I pag S' "Sicher ware die Rechtswissenchaft keine Wis. vem a propriedade privada e o chefe commum desapparece. religiosa e moral. segundo methòdos rigorosos e fecundos. Le droit et !is faits économiques. que è indispensável ao jurista co- & pesatil^ai e não âe . A repercussão geral do erro. Analysadas a s relações sociaes e verificadas as permanências. está o corpo dos systemas jurídicos cheio de aphorismos. desde que se lhe exigem a presença e a assiduidade n a direcção da empresa produetiva. dílatação de principio relativo que o intellectualismo entende elevar ã categoria de absoluto. â economia feudal corresponde typo de direito de família. elle c o n 8 e m e r i » J L «W blement de ne marcher vers 1'idéal qu'ÉL pas méeurés. para tomar outra estrada. de qae derivarão excellentes suggestões praticas. porém constitue um dos maiores. e a "realidade social" que concretiza a phase econômica. torna-se-lhr impossível o consciencioso exercício das funeções de juiz (3). que momento pretendemos impov aos factos.tr 317: "Une canonique prudente.oniA. ao momento histórico. e apenas mediante eliminação de medidas. pag. No Brasil. todas a s cousas eram possuídas por todos e tiveram um chefe. 1. não foram exprimia. na maioria e nos casos ordinários. Pariz 1M-3. . Tal serviço negativo.' U-nder exista "sciencia da legislação" O direito. como disciplina Uieorótkv.

no in- liciaes. e outros. Inúteis. centemente. merar muitíssimos. as f o n a s . A justa medida. costume. O ordalio ou ferro quente. insuperável difficuldade. Só os espíritos contemplativos. a suspensão da producção ou dos empre- do I. i i physiologico. E' ou não 11 Sciencia do Direito a mais grave das sciências. O ptação social ou para o equilíbrio jurídico. de convicções e preoecupações de hygiene. não prova que seja " ú t i l " : encontra- pag. Duarte. e seu dono dos porcos levará os t o r o s " . porém expressiva. Scientificamente. com olhos. quando não são úteis. A moderna biologia ensina que a forma e a estruetura só mediatamente intervém na possibilidade da vida: são resultados. Será difficil separai-os do conjuncto das suas condições de existência. obras do empirismo ignorante ou do fatuo racionalismo. tit. era nenhum. Mais profícua a pena de tosquia. O darvnnismo não se pôs do lado opposto. entre as duas posições fica um e de outro modo de explicar os factos: o finalista confia demasiado na forma e crê. e t c . as series de 2. ou pássaros sem se alguém achar porco em sas vinhas maduras. Pense-se na fauna e na flora do mesmo paiz. considerar Praticamente. O animal pode pra- pe. Aqui encontro um acto e penso que para elle somente concorreu o indivíduo. que de uma infinidade delles estão cheias as mas com ella se mistura providencia A's ve- que concorre para a ada- leis. J á desprovidas de funcção útil. porém igual- . lo do que dizem escriptores do tempo. que " o u t r o " direito possa produzir " o u t r a " sociedade. para viver no meio em que vivem. referente aos foros de Torres Novas: "He costume. mostra-nos também que podemos observar na matéria social as seguintes "formas": 1. a des- cações simplistas e menos ainda exclusivistas. domina. A preadaptação está implícita nas formas puras das duas theorias: porque ou o meio preestabelece a vida. sem nenhuma dependência das circumstancias exteriores. que os seres são differentes e que taes dif- ção á idéa. a disposição legal. e não nos lugares escuros. indifferentemente. no direito. em vez de "resultados" delia. que mos reptig dotados de patas e insectos ápteros. Dous são os elementos. ou collectivo. com formas adequadas. Mas os factos cedo nos convencerão do contrario. sem consideração da vanta- cencia dos aceusados. O que nos impõe é o critério dos bons naturalistas: . á "melhorar" em vez de "punir" os indivíduos. alli. .. Demais. aos projectos de Código Penal. das condições de existência. desde que não a reduzamos á vil empiria ou a rancida escolastica ? jNada mais perigoso do que tal presupposto do caracter morphologico Pontes de Miranda. a historia dos sei es. em rela- organismo. finalistas e outros do mesmo feitio podem permanecer neste estado psychologico. em cousas de intelligencia. não lia sem- pre. omissão. Esquecem que ha Tal critério rigorosamente scientifico nos leva a preferir a ac- o elemento-organismo.ivro V. mas.NÜMS. figura de pedra verme- sertanejo ainda falia na " c o r t e " ./observaneia de preceitos ou hábitos. primitivos. portanto. encontrava a punição ticar actos que não são uteís. que se enfrentam. dos animaes e dos homens a traducções do processus de adaptação. a instrucção. se qui- azas e animaes aquáticos sem nadadeiras. hendímentos. e cortarlhysha as cabeças quanto tanger o bico da orelha pelo pescoço. de geito qua o . e não causas. nos phenomenos jurídicos. que mudaria de cor em certos crimes para certificar a inno- os bens da suecessão "ab intestato''. é quasi . No "Leal conselheiro" de D. que levo á conta de impulso interno. 4. O problema da adaptação surge deante de nós. regulamentos po- ção ao meio. ou elles são preparados. Damos apenas dous exemplos. certamente passaremos a ver aquèlles factos como "tendentes" a realização. o determinista vê alterações. Menos offensiva. 3. nunca servio a nenhuma adaptação. Contraproducentes ou directamente perniciosas. duas. mixto de admiração e de crença. e (como tal força já existe antes da imposição do direito) apenas elle exprime a feição que tomou a arbitrariedade contida nos factos. e a crença dos innocentes. se prosperidade. zer. sabe que o direito imposto não se applica integralmente. . pois. que punha gem econômica de se não perturbar a vida da nação com a fra- ao:: olhos de todos o malteitor. que os mergulha na perplexidade de observadores das maravilhas da natu- reza. fel-o como factor secundário. a adaptação como processus em nítido relevo. que não no sejam mais: o mente insegura. contra o qual a cada momento se exercem as tenden- ção a outro não é mais do que a resultante da correcção ou do cias exclusivistas das interpretações da adapção. 623. a differença " v e r " o mecanismo da adaptação. que ainda se encontrava no direito foraleiro portuguez. os povos oceidentaes "partilham" lha. Susceptíveis de ser criadas e proveitosas á vida social. mas poderíamos f nu- zes ü medida é reminiscencia de outros estados sociaes. matalosha. A superioridade de um momento. continuar na do bem e do mal. que naquella terra "tantos certificam que o vyram filhar" O valor probató- rio. houve certo movimento de rehabilitação do elemento- e os erros. allude-se ao "ferro caldo". e a dígena e na raça alienígena que cüfferentemente se modelam no condemnar que se mantenham instituições que não servem mais á mesmo meio. corrigidos. tomo IV. ' Se verificarmos que em raças differentes que vivem em determinada espécie de meio se operam certos phenomenos. Re- As persistências. prejudiciaes ao bem individual. a pena gmentação da fortuna. á harmonia ou á segurança social. BRASILEIRA ser se tornará "o que é preciso" p a r a a vida. a educação. e r r a . Deste ultimo caso te- homem. devem ser extirpadas. Os novi-lamarckianos attenderão ao meio. "e havelas h a " . Não são possíveis expli- evitamento de medidas que são ineficazes ou (o que é mais grave). foi a "porca de Murca" . posto que pudesse ter sido fecunda a ferocidade das penas contra o adultério. que veveria ter. que vivem nas cavernas. entre as disposições anatômica. o mos exemplo no que se lê nos "Inéditos da Academia". porque apenas vale a força que o impõe. a adaptação.1 idéa de finalidade. Outros preferem do problema do processus adopativo. Porém os factos nos dizem outra cousa: ha animaes cegos que existem na superfície. que somente representa interpretação. de investigação de origem. nem adequados ao meio. a prophylaxia e a medici- ferenças correspondem a outras tantas differenças de conforma- na etchnico-sociaJ. logo ' . não podedos persistir nelle. como o animal. S§ II. 9 A 12 — ANNO I AMERICA Quem quer que observe os organismos tem de considerar as relações delle com o que o cerca. e o conjuneto. processos para a adaptação. se não os pormenores. O simples facto de existir o uso. Isto que nos reduz a morpnologia das plantas. Brutal. que invade. Porém não apenas como motivo de d e s e r ç ã o e sim de explicação. deforma e modela o organismo. Se Introduzirmos . da providencial correspondência entre a estruetura dos órgãos e o funecionamento delles.poderemos acreditar no semelhante effeito de semelhantes facto- res mesologicos. ainda se conservam os calções e os beijos nos nossos tempos de roupas monos solemnes e mais praticas. 60. das Osdenações Affonsinas. se examinarmos algumas das conseqüências de partidários. admittio a influencia do meio.

. Duarte Pacheco ronymos ou da Batalha. ou mais.exiguo berço peninsular. a expres. que as remivisionar a imagem da grande Realidade niscencias de Tito Livio e Tácito nos açooceânica. por elle abra.posto em lingua portugueza. conjugados os valores de uma so ca perderá esse gênio. dos navegantes.finir sob outra luz intensa e directa. secretos de iPortugal. mas decifradores de outro nema das maravilhas do Acaso.a humanisaram.cando-se 'ao immensuravel nas azas do Coelho.a solemnidade gothica de Herculano. o seu pensamento. expedicionário ma. ainda hoje.to. Aliás. ambicioso. no drama das mo um gênio fanatisado por uma ent1 maticos. Henrique. relatórios e roteiros. a pu. deminúscula frota. que se folhas rumorejantes e viçosas de actuali.cumentos e alfarrábios illegiveis.pria. da verdade histórica. velhos texto» de latinidade descobrir e achar a /twüo".planispherios e portulanos. tao hábil pana.indagadora ou evocativa das paginas de gações. Gomo que o amor integrante da realidade nebrosa clareada pela onda de luz. mas o vetusto condado do mar de Nuno Busquemos no próprio tempo a deci. mas oriundo de urn sas e desencantadas.minaremos.commentario por vezes tão elegante.seguiram como novos atlantes. faz viajor de penumbras seculares. foi a série fração dos seus enigmas. chivos..tintas luminosas. a que elle sacrificará.. quasi mathematico a poder de das entre as nevoas atlânticas do descobriÓbscurecida. combinando *LuL plorações marítimas e terrestre». começao»Yr0 entre a. teriam a previsão de tamanna lucidez e prudência. como num glauco espelho tormenCogominho. mesmo dos seus desvio ás suas conclusões. Ficariam. da bella e ampla directriz que os lusíadas ciou magnificamente o prestigio do seu noCerto. e a propósi. contrapor aos argumento* tos por semelhante achado epistolar no cy. rebuscando ao navegações oceidentaes. João n retoma a empreia «<••! seu tempo. os vultos sa historia—a longa missiva de um escri. Manoel. prefigure-se a onda te. apurado.rescencia o que elle traz na serenidade cer miraculosamente.res ainda não sulcados. austero e soberbo prepresente obra é escripta. mal principia o século xv. o reino lendário verdade. o mago de tantas ilhas tempestuo.i. palpitase sua these. episó. a mocidàde e a vida do proPJ'" mente.ideações e nos seus arrojos máximos. mas reser. o Levante. com a espe. embora dios tratados com exuberante vigor de propicias aos nossos objectivos mais im. nesse lavor monumental. é esse tectada pelo infante. a renuncia da imaginação fante D. amortalhada. obra singular. don. peregri. os leitores da novella controvérsias americanistas chegando sem de alta mentalidade. Carlos Ma. Quantas obscuridades. muito an. cuiqe». toso . . para dissertar Lisboa. dos arda terna. mixto de falcão e coruja. lampejou no profundo elemento trabalho de analyse e de synthese. feito Difficilmente. insuflando-llie a sua sobre o plano quinhentista das navegações certezas. a força dialectica e a força tos do gênio portuguez — epopéas e navevegadores. Diplomaticamente.ctos que antecedem. em 1500. como vôos clássicos. tem wg» Colonisação Portugueza do Brasil. em que o soberano w primeiro contornaram o orbe. o contado da remoto deste hemispherio. trônomos.africano. que sea solidez e o impeto.Cavalleiro e duque armado em Ceuta. mesmo mas suas da verdade náutica. quasi ignorada pelos desmento e as cinzas dos archivos reaes de cendentes europeus e americanos dos que exactidão. desde o Rio «a. medida natal. enImaginemos que pudessem reappare.i-esurreiçãio anima o Passado ou tudo aca. meditações entre costa da dita terra de Guiné se haver <* II. Casa de Aviz.autores) e o colorido.Janeiro de 1502. foi a experiência lusitana feito das lettras. D. talvez fosse Brazil com as suas realisações potentes unidade em que elle se formou. o mais escru. immersas no segredo rica dos portuguezes novamente fascina o sentimento da. dode que havia terras ao austro. quanto possível.e se animam com a mobilidade. o Venturoso. na Se os dous únicos padrões miciaes üa nos. velejando çada fervorosamente.italianas como para sotopor os « ^ f s. attingidas com para o ignoto. Ideal. ravel no torvelinho das hypotheses e das benedictina e sabia de todas ellas.infante D. sob o penda© das quinas I plendidamente no trabalho de Carlos Ma. Henrique. como têm resurgido gem da monarchia ibérica o das republicas esoelhante dos seus períodos. flor desabotoada á margem do périplo lureza. surto da intelligencia Carlos Malheiro Dias. ou o esplendor de uma placa reveladora do seu estylo.cão. Manoel. situar no Atlântico occidental. quantos enigmas seriam desfei. nesse mes. 9 A 12 — ANNO I — BRASllEIHâl ____-—_——^| HISTORIA DA COLONISAÇÁO PORTUGUESA frueto de penosa cultura e difficil matuvado. quando soubermos lhe os navios portuguezes outro cannM» e doações. quantas in. bidextro nos golpes da esgrima politica do manuscriptos. entrevistos ITMIS. uma por uma.de Christovão Colombo e Américo Vesvão despachado para a feitona de Galecut ba nos massiços tomos da litteratura hisBasta-nos o senso realista e concreto e a breve noticia de mestre Johannes. Alvares Cabral.das Antilhas e o de Vera Cruz. id "' na longo da costa negra o tormentoso cami. Fernando. com a data de li» o dos nautas desconhecidos ou illustres. Malheiro Dias.oortuguezvs. condicio.cultura e capacidade historiographica. ouso dos factos. a sua ídeaiisa.como brazões na heráldica dos grandes dade e a factura dessa. defendido peito a peito. nessa Introducção escul. os dons innatos de príncipe per. ao repontar para as descobertas e conto pesquizador de jazigos archaicos.germânica nos «vassallava. dos mathe. em marítimo dos séculos XV e XVI. onde a imarões como Bartholomeu Dias. a realidade seus esforços e das suas ideações.Tanger.cobrir os seus planos cesareos á espiona. heróe camoneano. vam as mesmas azas incoerciveis. foi a sciencia portugueza dos as. já lhe conhecemos desde mui. o cunho original dos semblantes inol. é bem o illuminado. o descobrimento Fundador da escola de Sagres.paria. ginação nunca exorbita ou desvaira. desvendada pelos mareantes dem á leitura.terrestre das índias. descobridor Malheiro Dias. formidavelmente sustentada na rota das caravelas anonymas e herói.dade. Se quido espirito avoengo.AMERICA NUMS. com. o maisi velho zessemos vulgarisar comparativamente dacão das influencias e dos methodos pedesenhista do Cruzeiro do Sul—rectmcam (embora os traços fundamentaes de çaaa los quaes logramos entender a possibilidados e renovam theses.de logo referido aos moldes da sciencia allemã o trabalho meticuloso. asso. Com a sciencia náutica ou a periosos. com que o espirito de Car. nt ollo revê simultaneamente o seu ideai " em que se desdobrava para glorias supre. a uma disciplina tão se. assignalados ba. .porém. incunábulos e ^.alma lusitana. entre O desejo do Extremo Oriente vibra na portuguezes.lheiro Dias. até tras vezes tão impressivo. dos museus. desde a escola de Sagres.pela investigação. a quem devemos o infante procura desde logo o cammno mais erudito e relevante. com «que Malheiro Dias exgotou as fontes do americanismo. Lisboa. Te.aos cimos vernáculos da suaremontaríamos linhagem — a procellas e escolhos. príncipe admirável e inflexível. explicam e rematam. que levaram os portuguezes a que ha cinco annos. sagaz.lheiro Dias submetteu as prodigiosas faE' essa a tradição irrecusável da prótes de Colombo.antigas ordens monastioas. Nenhum indicio deixaria antever. em desaiio Pereira.ficções colombianas de Cypango nações através das bibliothecas. dramática. Lane victima do Cabo Tormentorio.nam. nao some á gloria da sua raça. am. descobrimento de 1433. Politicamente. eaáo por m.nela evidencia da historia e da lógica. seu destino tragico-maritimo. quando a sciencia histó. minúcia.oceano. anteriores a los Malheiro Dias. pórticos e retábulos. essa verdade resuscitou es. uma vida em cujos anceios do Toscanelli and Colomnibus de Vignaud a clo americano das navegações para oeste.tai. que vera na ordem histórica. E' o írueto de renda ao illustre Gama: " • • •* ram a unidade continental da America. menos commovedora «que a reconstituiçao e harmônicas.próprio D. o transporte da seiva cursor da expansão marítima de P°™ea^ rança de se deslocar uma das pedras do creadora á idéa construetora. certo geographica.inicial das expedições americanas. effigies «que se recortam mispherio. ilhas e terras firmes. phy.elu.culdades.sciencia histórica dos portuguezes determana como a resultante hercúlea dos são. « túmulo eirn que dorme.nhadores. como a regra das doação de duzentos e trinta mil reales :L. atten.energia. selvática cando-se á rocha e ao mar pelam sua nho das índias. a metamorphose do colorista em quistes o grandioso pensamento ao inde sobem revelações continentaes: "A especialista.elevam hoje sobre os nossos maresquee as cas que se anteciparam a Colombo e a sua nossas almas. a culminância mo a palmo.es crystalina dos seus conceitos Quando a superstição da autondadfl güidade.de estudos políticos e sociaes. estimula e exalta a natureza hu. impassivelmente.processo e cada estylo sejam irreductiveis tura americanista. a tre da 'prte escripta. longas viagens e duras vigílias. da Guiné n«ejj e Cathay. o da verdade politica. por minúcia. nundo de situ Orbis. teríamos despelos capitães e pilotos da frota de Pedro de nas cláusulas do Tratado de Tordesi.irmão D. conquistado palnuelino e veneravel chronista do Esmeral. de Oliveira Martins. Nicoláo que lembra painéis e florões dos Je. Carlos vidaveis da escola flamenga. sobre os fa. na escala necessária dos syllogismos. a cadência caracterisa os maiores emprehendimenria à divulgação da correspondência de na. . Porque nenhu. Mas a apparição instantânea e casual assim. á dilucisico e astrônomo de bordo. todas essas cartas sumiexbaustivo.reza acadêmica de Latino. o mais forte e serio medieval de Preste-Johan. E através das ondas rebuscammais ou menos clandestina de expedições Tudo se elucidará. a D. João e de Lisboa a Londres. dos cartographus. entretanto. « « g .tórica em datas e notas incolores.to de suecessos antigos ou modernos um ptural. em qualquer daquelles gêneros. illustram. A orientação de Carlos Malheiro ? i « . e concebe." Tal verdade histórica e geographica puloso e minudente. as cartas endereçadas de vera de Hespanha magestatica aos desígnios Cruz. com intenção e desejo de F£ foi a consciência imperialista de D. cosmographos.de Marrocos. encetando a Historia da essa obra. na agudeza lettras e fôrmas impereciveis da anti. dynastia mental. esse o depoimento ou ohnioamente. tão inabalável quanto i P. a cul. cinzelando o bloco errante e den. em summa. pelo domínio existiu. meu tio.

povoado de indios. até ao Bojador. e por ultimo. e Chegam a Galecut. mas impassível na fé com que se eseravisava aos planos de Tosoamelli. em nome do Imperador Maximiliano. filha das segundas nupeias de Perestrello. terras da especiaria. havia doado a Fernão Telles. não houvesse truncacado illogicamente a seqüência. a Sublime Porta de Constantínupla.. ao inverso da Colombo. scisma. de Florença.. a D. Depois disso. Monetário. Já o conheciam 'desde. dos pilotos. el cual juraba que cada anno la via". proclamado em taes circumstancias por Christovão Colombo. o caminho mais longo da costa africana. a origem scientifica da expedição de Paios. por Gil Eannes. D. já os cartographos e mareantes haviam trazido ao reino a vaga noticia do terras occidentaes: o mappa de Becario." Sobre a vocação e o fadario de Colombo na mocidàde pouco 'dizem e sabem os chronistas. trafico e heroísmo. ainda sem o vellol de ouro. a sibitar.. foi ainda o gênio portuguez que iniciou o heroe na escola das navegações de longo curso pelo Mar Tenebroso. O próprio Colombo. dos gageiros. Já o antecessor do soberano. com a data . 9 A 12 -— ANNO 1 nas e asiáticas. João II.preferiam ao saber de Toscanelli as suas próprias idéas na viagem triumphante de Vasco da Gama. Mareantes lusos. • Se os portuguezes lhe foram mestres de navegação occidental. a estreita loja do cartographo scmelha uma concha resoanto.ou melhor. umas e outras cingidas pelo abraço do Tejo. do Cairo. obscuramente fluctua essa vida. Monetário é idêntica ao plano rle Toscanelli e á . necessariamente. valido e conselheiro de Affonso V.nríogvapho estimavel e vendedor de instrumentos náuticos. cm 1492. Lisboa flammejá. E a esse caminho aberto pelo cosmographo italiano. um dos seus doze compa- AMERICA nheiros. delineados ambos sob a influencia das navegações resultantes do plano de Sagres. os confidentes^ os íntimos. formula e chimera dos navegadores de Oeste. compõem decisivamente o grupo de factores mesologicos. tecelão e depois marinheiro. Era o mesmo roteiro de Colombo. entrevêem! ilhas mystariosas nos longes occidentaes. •Sim. que lhe trazem os nautas. e em verdade só demonstrará. á sombra do irmão. emergentes do oceano e do occaso. elle teria feito alguns estudos secundaria-. iRebrilha a evidencia geographica do acerto com que elles . Bartholomeu Dias ultrapassa o Cabo da Boa Esperança. sob o nevoeiro e sob o terror da antigüidade. das ilhas atlânticas a Melinde. durante a sua residência nos Açores. aditando-flhe duas outras apoeryphas. os biographos. e desse ponto inflectir para leste. vindo da ilha da Madeira a ElRei com a noticia da terra longínqua e o pedido de uma caravela para a descobrir : " . Situada num bairro de homens do mar. aproavam cada vez mais a oeste. folheando o livro de Marco Polo. ensinava o mais breve caminho do Tejo aos portos de Cathay e Cypango. em que elle suppõe lobrigar vedetas de Cypango e Cathi-iy.o primeiro navio a que se abriga. alli deve ter conhecido a carta de Toscanelli ao Conego Fernão Roiz. que as impelle fluidamente para as índias. suecumbira mesmo na crença de haver chegado ás ilhas asiáticas. Nessa concepção experimental da arte náutica. onduladas terras austraes não eram as da índia. ou melhor. "as ilhas que achasse pessoalmente ou por seus homens ou seus navios no mar oceano. ou lhe apontam vestígios da . o anterior conhecimento portuguez das terras austraes. . nasceu em Gênova.NU MS. pérolas e pedras preciosas. que vai do Occidente ao Oriente. ramificações de um vasto archipelago oriental. a sua aprendizagem como descobridor na escola 'dos nossos antepassados . ainda rectifioaram> ulteriormente. o que elle cuida ingenuamente avistar nas Antilhas é o principio das índias occidentaes. ou ecoam vozes de commando. por certo. se Colombo. a informação do piloto Vicente Dias. nião -obstante perigos e trabalhos. claramente situam a oeste dos Açores. entre paroeis ignorados. Mas na rota das suas expedições ou na cifra dos seus cálculos os pilotos e capitães portuguezes não confundiam. mas acrysolada por uma fé irresistível. os mais diligentes pregoeiros de tamanha gloria. bem sabiam que essas nevoentas. Se ao genovez foram os navios recusados. cm 1474. 'Mas o erro dos sábios e a febre. Assim ouve Colombo as narrativas dos capitães. rumando para as índias. emquanto Cbristovão Colombo. com ique elle tentará demonstrar. Bartholomeu. em Gênova. nas sua<* tentadoras manifestações: a carta erudita de Toscanelli ao Conego Fernão Roriz. que é ter vindo pelo Occidente ao mais antigo dos mundos — a Ásia. maior que a Renascença itálica dos esthetas. soíiregamente pedidas ao mar pelo commercio da Europa christã. viagens ao mundo novo. as bravias terras occidentaes e as sumptuosas terras asiáticas. lembra no Diário da sua primeira viagem o caso do mareante. como resa o auto de Gomes de #anto Estevão. As duas concepções geographicas dialogam na corte portugueza. — formulada após a descoberta de Porto Santo. — mas ires vezes foi rejeitada. como um orthodoxo ao texto dogmático.rota de Colombo: q Oriente habitavel começa onde acaba o Occidente habitavel. havia mais de um decennio. e a primeira dellas. Com effeito. genericamente adoptaida para os selvagens deste hemispherio. o descobridor nasceu em Portugal. o vôo temerário e fantasioso da sua chimera geognaphica. que elle demandará mais tarde. A direcção esboçada pelo Dr.de Pavia. da Madeira. tugueza do emprebendimento colombiano. o ique sahiu da yilla de Barcellos para ir ver as sete partidas do mundo. mais tarde. a esse curto roteiro do sábio florentino elles preferiram sempre. Os navegadores educados na tradição da escola de Sagir. Tudo o fadava ao descobrimento do novo mundo. e é o próprio descobridor genovez quem cita um desses casos. podem inscrever-se todas as datas de uma epopéa marítima. entrd pianispherios e astrolabios. de Santa Maria. depois de muito jornadear entre os mercadores levantinos. a sua alliança com D. — filiando-se ás viagens remotíssimas de Marco Polo e ás doutrinas de Toseanelli. afinal descoberto pela expedição de 1497. Colombo parece fixar-se com os seus devaneios de mareante e de mystico em LisoJa. Reivindicando a prioridade do conhecimento das terras austraes. visionário das índias opulentas num crepúsculo de nomadisimo selvagem. Em 1486. da justiça hespanhola e da justiça humana. em busca da ilha da Lua. e pouco tardaria esse feito lusitano. o convite do sábio allemão Dr. João II. . por Sofala. Portuguezes foram os instruetores. irrivalisavel como poder e audácia. muito antes da visita de Colombo. se uma inspiração nascida do erro. donatário de Porto Santo. para a descoberta do caminho das índias ao poente. Florença e Gênova. ao declinar do século XV. através de uma só esperança e da mesma epopéa. para as povoar — não sendo. já investido na admini. em que Paulo Toscanelli. e seguidamente. senhoras de alto esplendor mediterrâneo e pujante commercio. quando só os nautas portuguezes. dos martyres. fechada a sete chaves musulmanas. com todos os sellos do Alcorão. Depois.'le 14 de julho de 1493. naufrágios e descobertas. posteriormente. no século XV. a serviço dos reis de Castella e Aragão. Pero de Covilhan transmitte as primeiras noticias orientaes. 'depois que os turi-os lhe antepuzeram. para a volta ao mundo. a atmosphera por-. em 1435. sem o erro de Colombo. dilatando a invariável trajectoria. o illustre convívio resultante desse consórcio. consultado por um conego de Sé de Lisboa. mas deslumbradora nos seus imprevistos resultados — a índia pelo poente. depois de quatro. O que elle avista. quando circulava na Europa dos cosmographos e dos navegadores o erro colombiano. para o Brasil. to visionário não perturbam a Junta dos Mathematicos de Lisboa. costeando a África. empallidecem Veneza. origem da concepção toscanelliana e dádiva do Senado de Veneza ao infante D. Com a sua experiência náutica. Filho de um tecelão. Fernão Roriz. Philipa Moniz.. os adiados prolissionaes de Colombo. de Nurembergia. Não era outro o caminho do Oriente. . é que o príncipe perfeito. outras noticias geographicas e outros dados experimentaes. explorado a costa de Honduras. a proposta do genovez Colombo. ainda que o monarcha não occulte a existência de terras ao austro. ambiente das suas miragens e descobertas. que era . sciencia e fé. dos videntes. "Os factos apurados — escreve Malheiro Dias — penmittem estabelecer de modo incontroverso que. Nem elle procuroiii dissimular. de Sagres — a índia pelo nascente.tração das coloni:s p navegações ultramarinas. porém. — inviolável porta do Oriente faseinador. que tornam 'de expedições. a Cbristovão Colombo. Trás vezes.. dentro da qual perpassam rijos ventos atlânticos. com as suas naves e as suas nymphas. 1474 os orientadores das expedições 'lusitanas. descriptas no famoso livro de_ Marco Polo. as próprias vozes annuneiadoras de terras incógnitas. envelhecera o genovez. suspeitadas ou localisadas pelos seus navegadores. Intimidadas por es e flamma iyonisioa e nova de segunda conquista do Oriente. concentrando a Renascença ibérica dos argonautas. séculos após. cruzavam e. as taes ilhas nas partes de Guiné" — e no anno seguinte ampliara a mesma doação. Derredor. tendo abordado ás Antilhas.es perseveram. e o reconhecimento da costa. Portugal vai desfazer semelhante miragem com a larga projeeção da sua experiência atlântica. no Atlântico Occidental. por evitar as calmarias da Guiné. Pedro. até aos quatorze annos. como na enxarcia das náos portuguezas. lera de certo a missiva e estudara o mappa. aprende. na Universidade. abre ao mysticismo de Colombo os panoramas insulares das Antilhas. um ramo insular da Ásia. Affonso V. "meu certo que aquel que vosotrps haceis para Guinéa" conforme o texto de Las Casas. como o ideal a que primeiro se entrega. antes da gloriosa aventura. Desilludido. reconhecido a foz do Orenoco. como.sas águas. • esumindo um cyclo tormentoso no mysterio do Atlântico occidental. Alli começa o navegador GbristovãQ Colombo. já o conheciam desde 1428. no BRASILEIRA pélago fechado aos navegadores de outras épocas. na corte de D. a pensar na infinita surpreza dos mares nunca dantes navegados. E outra concepção errônea. denominação. sob o reinado paterno. como inexequivel. o exame dos papeis deixados pelo sogro. anonymo entoe os anonymos da sua casta. inspiradora dos Lusíadas. a Antilia e outras ilha®. As caravelas portuguezas. o descobridor do novo contineníte suppõe estar num archipelago visinho á magnificência oriental de Cypango. o itinerário da navegação para a índia: tudo estava em perlustrar a costa da Guiné.. com a verdade repelle o erro. Ouve. fertilissimas de ouro. para buscar a terra oricntnl de Cathay mui rica. Amadurecido no trabalho e na pobreza. e um anno depois o de Andréa Bianco. . ás explorações obstinadas e clandestinas dos mares occidentaes pelos açorianos. por onde se chegaria ao extremo sul africano. morre em 1506 com a mesma illusão. como a dos apóstolos. relampeou no horisonte das caravelas portuguezas a idéa tos•anelliana — el levante por el ponienle. repelle a segunda.

Real. ultimamente acha. o mediano gooallemão Waldseemuller. toros lavrados por ins. Por mais die uma rjnh tripulação heróica e modesta sobreMalheiro Dias.es 'do Arco (1484).70 . porventura em S S r f e z aeíenhar na grande « r * in. aue o Embaixador Alberto mo a ambição torturante e algo charlamr. a missão de esclarecer.dem scientifica. logo tracam-lhe o erro continental perante a His. de navegação dos mares ignotos. antes de quasquer outras. as ilhas asiáticas de Nenhuma observação maijs aguoia.chologia dos sábios. anterior ás tico e bello. delineada entre os plamar«es de Vuvt contestar. marcado pela intcncionalidaae nuafro annos depois. i« antarcticos: a America do Norte.rprimeÍra q fdrma continental da Americuns documentos que hoje e impossível ca. «o ha um desvio conde Tordesilhas seguiu-se logicamente." tado de Tordesilhas. Faustino da Fonje. prova-o rros que a obscurecem. situam.tos oceânicos Para o velho miundo curiotração d» unidade territorial do novo nhuma outra mais opportuna sobre a psy.tou. Foi-lhe grato o mundo no bai r/tismo dess.mais firme o pela orientação mais lúcieuropéa os dad^s mais rudimentares para te Pacheco. a 'de. vindo ter daquel.tino e o manuscript.. .pos.1o Teive em 1450 até ás vismoanças de ciências positivas. no qual certifica urna dissonância cada vez maior emre a Terra Nova. que a de Malheiro Dias. reclama um extuwzes da especiaria. com sublime esforço de capitães. na impossibilidradi» dora e política a verdadeira imagem_ con. mivo.BOI na ausência de tantos cios interme.A communicação da carta de Pascuai^o. j! que surge com ella para os novos temravela que a sobredita terra é firme e es.neste sentido. e delia se afas. que Inverosimil desfecho da aventura co.m>enfe. Aqui rio das maravilhas occultas ao poente.cas e o novo espirito collectivo da ReEmpolgado aos lusos o descobrimen.. Sem o Ç J ^ S n ? ? mundo bipartido a sua metade occidental. é o mesmo que nos leva nada podem os faelos p os homens.pleno resurgimento europeu das sciências L>.AMERICA Ni:. 'fixada por sua Sahtidadt mente. ne. e nao tivesse netária na consciência e no domimo do homem civilisado. terminação do systema geographico ame. contra a qual foi descoberta a oeste por outras carave.írepitante.ctuai.MS 9 A 1: ANNO I BRASILEIRA nortuguezas.e«se documento apresentava á interpretaá ribalta e diga á humanidade eulombiana ! Depois de ter velejado para o ção de um historiador geograpbo da sua venha "Trago na mão o frueto de ouro ignoto com a segurança de um clavicula.explorado sysfernatiea. ei sublinha o depoimento de Las basas— Humboldt perplexo. geographicamente o que fez nem telluri.? aretico» ás concessões hespanholas.«ltimr-jica tempeslade. tantas descobertas. Nunca houvo um estado de> con. superpostos ás indicações de or.tinuidade que a mutilam e sem os íllogi» balho inductivo e experimental. um grande actor.nos prelos de S.. As expedições dias índias e reconhecei as terras occidenras americanas. energia. . a começar de abrangendo1 a península da. 0 continente toria.terra Estudando o planispoerio de Cannir aos olhos de toda a Europa navega. o ás outras potências.nesca da fama.João II.conhecia ainda o mtanusmpto ^ hsme. renuncia & vulgarisação dos próprios feisol reverberante. Como? Por um rasgo divinatório ! I nos apresentaria sem as soluções de con.do que elle se desviou insensivelmientc. avassalladora. pai daquelle navegante. o ! prodígio phenomenal de adivinhação e genovez delira sobre o volume.ta <<e Gabrai. as regiões ás praias dos Açores ou intan.dor veneziano Paseuáligo.e Na serie primordial dos factos ame.. an. Não era outra a perspe .victa e resplandecente. a America do Sul. foi mandado á parte occiden.o do Esmcraldo. r. Henrique.em deixando ao hemispherio.contrar uma explicação racional para as sitano é diesconhecido. frueto laborioso die 1172. que i l ^ V » r £ n ricanos Christivão Colombo representa a Antônio Leme e Affonso Sanches(14. mas .*(. no 1° volume da nara o Duque de Ferrara. e onde surge sua Historia do Brasil: "A julgar por al. Ao Tratado Entretanto. aue em 1447 fora a Groenlân.o o conhecimento da viagem do navio ntí« Suelhante unidade territorial. fecundação. resolvido as difficuldâdes aparentes que cionista. megyrista de Colombo^-attribuindo a idivinhos não poderiam os lusos çoncc os. num desvio inten. das descobertas de Vicente Dias cia um documento. Florida Des. Convictamente allir.reivindicações de Vespucio. insistindo pela revogação dos em silencio. fia Guiné portuguez. após a descoberta do Brasil. um arauto. por impenetrável.-. Ora.suppomos ser a verdade.guas a oeste de Oabo-Verde. Portugal não aviva o sulcocobertas pela Hespanha e com a Terra breves pontificaes de 1493. deii.meira viagem de Colombo ao hemisphe. pouco de.deante das magoificeneias e dos horison» sciência tão indefinido na gloria _como o etriz das suas concepções ou a estruetura tes -de um scenario ainda velado. que. navegadores.I n f b X i o antes havnun já fonmuljg^ definem o continente ampi-ioano. já eob o reinado de America Central. raça.dade de reconstruir desde os alicerce. sobre a li.mundo inquieto e erudito do século XVI. Também crêem es.. Limpioa.1 muito que a historia do descobrimento pucio revela em algumas cartas. necessariamente. faltavam ainda á cartographia D.' •nmenloquo não ê de forro.na bibliotlieca Marciana.-ai o saber nnethodico e pertinaz \ esput l .avulta na própria 'moldura epistolar. Calecut.. e conquistando pelo Tra. talvez mesmo regiões do nordeste da terceiro anno do reinado de D Manuel. E os 1 sciencia experimental portugueza.le. a expedição de que fala Duar. i -.estellar das suas caravellas. nuncia a descoberta do caminho das Ín. attribumdo a um ropéa: que esperas. Cruz. las de Sua Alteza.e das artes. em navegadores portuguezes. copois da chegada de um >GIOS navios de Gas. Pnrnue srt e. significando a integração plaravilhosa iie Cypango. em 1500.. descrevendo a Ameaça tónúu: de avenlura individual e emprenas pinheiros. Humboldt desconheLavrador. o novo mundo.ie Em 18 de Outubro de 1501. Occultando os fruetos occidentaes do seu longo cyclo marítimo entretanto. Portugal disseminadas sob a nevoa. continental. que se desenvolve como beíleza. mesmo ca.so ávido. o afeicoado a chimeras asiáticas ou edêniAmerica do Sul" venturoso. cm 1^01.d ile aue os navegadores portugueza. vez. num secreto plano.sem informações acerca de tantos prodícamente onde está. "ères de outro. ele. de Cathay. Colombo é ipadilatada para leste. O contraste medieval de Colombo.tal passando ulém a grandeza do mar nascença. pelas nãos portuguezas.do o nome com aue o baptiíou. por incomprehensivel. Américo Vessituação do thesouro encontrado. o Labrador.. chegaram a conhecer di. A iIlusão do pedições portuguezas ministraram. desde o século X. sob a dupla ex. Tanto melhor para o seu nome e a berta fazem outros remontar ao anno de a obra monumental. Marco Polo. excepcional grandeza. a proximidade ma. envolve nessa ficção Humboldt não houvesse renunciado a en. pherio occidental. o gemo luoriental os selvicotos e os brahmanes. só elle sabe e diz a verdaCB Terra Nova ou Terra Verde. em 1494.revelação. por effeito de um tra.ru. Seguiu-se o reconhecimento da. Sua \lteza descobrir a quarta parte da mo da verdade.mappa de Cantino. ou florindo ao ricano . é o do roteiro dessa frota expedida com a exacta configuração planetária das ter..5a a revelação dessa extranba carta — o fé imperativa e quasi desvairada. de longas pesquizas o S sua lenda . era IJO/.oi-te-Reaes. dia. aclaram.compellidio por motivos de ordem psycho. a Groenlândia e Duarte Pacheco Pereira que err1 1498.rio da Ásia. e é tudo.brem os dias mais refulgentes.de Vera Cruz. que fora até ás praias da um caminho que o conduziria á necessi. to solemne dia America. pana ^ de Christovão Colombo.°eo°rarjiho allemão teria visto como as ex. substituem elles a demons. como também sobre a de. que se julgava no limiar üo mentos. e das viagens dos S » a . nado Veneziano: "Greêm os dia dita ca. dá logar. visitada pelos scandinavos de Enco « diários As sciências occultas vencem oes. com a viagem de João Vaz Corte tantas meditações.teneb de terras ao occidente can mente em 1503. da ida de Diogr forte raciocínio do mago das o-rapho n. Vespucio concebei a e s s a u m bendimento official. Americanisou-4. o illusionismo da publicidade está ligada com a outra que o anno passado logica. a própria | que não podia ser senão o resultado da o tens" Vaidoso e farfalhante.. em exclama Humboldt. Rocha Pombo. portuguez. Manuel.pendência psychologica da verdade em to. o mais gramádias pelo Occidente. então assignaladas ao sul que o historiographo llanke descobri ficialisadas. cuja bsaveza teria lançado a froNada mais claro e certo. 1'ortu1484) das concessões a Fernão Domm. dos pai. após a pri.. de que foram os oceano. o planispheno com 1. assim divulga-. de hia mestres portuguezes de Colombo rectiti. além do oceano mandara poder.pela conquista da Guiné e funda o impé«Oriente ao ver nos confins occroentaes. porventura receioso de avançar por mo um semi-dpus radioso entre os mapar Corte Real. Terra Nova. suecedendo-se uma* às ouctiva senão a das índias occidentaes «só tras encadeando-se. aterrados á dire. imaginação transbordanle desse utopista.ios tontos. mais 170 lé.Esse momento da Historia. a nordeste fc a sudoeste. inagicamfT. o Embaixa. estadistas.humana de guamecer e colomsar meio ortinental deste hemispherio.invenções mais extravagantes lhe obumda pelos navios deste reino que foram a rio occidental.i das Américas septentrional e austral se duzidas e universal isad as. ás praias dt nha meridiana. O nome de America' eternisa um poder. talvez.equinoxial.ac« esclarecimento da condueta de Dom Ao revez da publicidade. Deodato. deixa o sapicn que Américo Vespucio logra revelai . navegando tar ligada com ias Antilhas que foram des. cuja desco. Lisboa em 1502 ma~o Sr. a versas terras do Atlântico taes corno a raldo de Situ Orbis. ainda lhes reserva o destino. amor supreprecursores. Elle nao sabe <Jas suas obras.a dupla missão de alargar o commercio cional da frota manuelina. impaciente como o espectadPi mundo. a sciente. iniciadas.be ao mesmo tempo que se dessangra genovez. vemos ahi o coijtorno do hemisVera.revelações contidas na carta do embaixa. E é como piloto nessas expedições já ofè vois almadia'. entre <>s areio. Deixa que as ilos Papagaios (Brasil). ' p a t e m i brumosa «o üavraaor.do transcendentes estudos.assim vemos formar-se a . Suppondo a Asi a mais do-* os seus domínios: "Se o grande gios. podemos ter como certo que os ." dor Pascuáligo escreve de Lisboa ao SeO caminho traçado a Humboldt. o gênio de Humboldt entreviu o que sahe o piloto florentino.

e o lúdio e a svnthese emfim. a coexistência geographica. fa. Catanbeda e Barros. bafejadas pela fortuna.jzões dos antepassados o arrojo e as virtudes da prole. a sisudez. a harmonia das gran. reata os elos trancamunicam o dom exeelso da -perpetuida.s habitantes selvagens. é curiosidade.rá e ao sul transpondo a Laguna.ar miais poderosa e mais sug.genhos ou á industria das minas.curso dessas qualidades varonis. Depressa virá o escol. em busca dos céos ainda não vencidos. O desenvolvimento da Historia ria Co. mas iampejantes e creadoras. de que foi mestre D . cia viesse tarada e mofina. os florões mo.| se em 1820 Hyppolito José da Costamande vossa alfeza trazer um mappa vem ac'ualisar no lodo o systema de administração está mundi que tem Pero Vaz Bisagudo e por lonixnrfln Porfuqnrza espirito brasileiro a consciência e o or. e afugentar os concorrentes extrantados. que se destacou da arvore latina. Senhor. commercio e guerra. pie Ia transposição João IT. desde a parece dizer ao soberano com a urgên. adornada h e r a l dicamente pela Cruz da Ordem Atlântica de Sagres. a sua dia. o esboço ria politica de mystuação do Brasil já estava delineada no terio dos portuguezes no século XV o pre. ano avi-tara já essas rln^ida. blemas do seu roteiro. penetrando as selvas. desamparado por uma Corte. tão soberbos da sua progenie para oeste uma esquadra imponente de abalar os erros consagrados na Historia. bullas e atlas.c i vida pela disciplina. bilidades. em Sohnlnm os vnlonfta d"scrinlivos. das nacoes amiga*. o bandeirante conquista o enorme Brasil colonial. monarchia sul-americana de D. Dessa tempestade irreal não falam os ehronistas maiores. Filho de conquistadores. que mandastes reconhecer " A si. Cabral fraes. desde logo. immarcessivel como verdor. o denodo. conforme o exame dos technicos navaes J . o aferro com que elle soube colligir e apro. despovoado llhe fosse ! o Bírasii. tal singularidade. insuperáveis trahia os interesses da protpriaraça diante na sua execução.dos pela invasão á corrente da vida saciode ao lavor n á idéa. ou irreduetiveis fossem ao commercio e ao cruzamento os priar os dados informantes desse trabalho — relíquias de museus e arehivos. obedecesdo a instrucções secre.cional. | Jorio VI. a real da colônia e da metrópole. dos mais graves e doras. tão rigorosa a sua analyse. orientada por mareantes illustres como Sancho de Tboar. imiprecisa.se historiador. o de. a D. d e ^ c comple. sem qualquer ponto d°l referencia. Manoel: mo esthela.dades e documentos.I hoje arranjado por tal mineira que Por- . não se afiguram só improváveis. oue in ( entámos pallidamente car!.ríamos já elaborados através de uma lon. luso-brasileiras. da America e da África. em 1808. "seria preciso uma corrente aérea ou marítima constante ou um erro systematico para oeste. o espirito de aventura.esses valores biológicos. mas imf" Pacheco Pereira. outros elementos ao bipm estar e á cultura vem a Colombo K . .NUMS. os arvthmo<í sempre novos de um aurora dos tempos coloniaes.fir. pensam alguns ave entre o Cabo na emipreza orientada pelo «»<=*• «"«-rifor. o pernambucano do século mento dos planos e dos motivos.w + . E a inteireza scientifica é tal nes.te ou presume.tual dos Lusíadas — esse ramo da enristandade. Pedro Escobar. Através dos novos capítulos. é nmn sm-fe d" plaro-e«cnro. os Hoje da os Leppe.vos. a exemplo A paciência. nu zona portugueza do T r a tado de Tordesilhas. nada que se propo. ou tavéz anterior. >es jesuíticas.e os seus problemas — caracterisam fun. a bibliographia inteira dos lhe daíria a força do numero. como que s-cuem ns primeiras noticias de Ve. imprensa. Mas também nos parece justo acerescentar.populações africanas á lavoura dos enrealidade apontamentos de um secretario tista. ainda se contrapõ tal os Pinzon. durante quinze dias. a inspiração. transplantada para o solo americano.poentes os mamelucos no periodo nebuloso Ainda menos elucidado fora esse rumo nofheses. Foram achadas as terras oceiden. e . que possuem algo de titanico irrevogável: admif. facto dede Boa Esperança e o limite fixado na quem devemos as linhas. dos sertanistas e dos escrarartographo Bianco trabalhara sob as in. ao -itio desta ferra toriador. que rias figuras e dos episódios.intes. mesmo depois de jungir trucções náuticas de Vasco da Gama. centralisadas Vera Cruz. BRASILEIRA gulho da nossa linhagem. "Cumprimos as vossas or. cuja independência attinge neste anno o seu primeiro centenário. J . para ros e ambiciosos. como se ao Almirante prova.200 sem um ponto de apoie indiscutível — à lusitana como inimigos da selvageria naa t. cingido de louros e coberto de jóias pela Renascença. nesse vetustissimo desenho de navegadores lusos. historicamlente. com. a configuração da mas aquelle mappa mundi não certifica esta terra ser habilada 0 u não: é mttppn mundi antigo e alli achará vossa alfeza escrita também da Mina" Ahi temos.ra.bat. Filho de des telas históricas. absorventes estudos.das ilhas do Atlântico. não explicariam sa. se gazes. em que o desdobra. cuios processos di. para engrinaldar o mundo.h espanhola. como também imriossivpís a bordo de uma csonadra conduzida ipelos mestres da m-aves-ação atlântico. quando mas a leitura dn ijilrodurção.ouanto. de historiador. ao estylo dessas fortes . nada das nossas origens? Certo. Se algum . biblinlhec-i. a gloria copela hypòthese de Oliveira .no Arespucio. as denominadas ins. o novo e forte 1. da Fonseca e Balròaque da Silva. Considera-se mesmo inadmissível. que. . debates de acadêmicos e especialistas. por insígnias e trophéos da gloriosa "cavallaria do oceano". Por vezes. a -ordem adsó elles navegavam o Mar Tenebroso. para desviar a frofa p?ra o occidente" AMERICA ahi poderá ver vossa alteza o sitio desta. veremos expandir-se. que'inbulla papal.nrciojial. Nicoláo Coelho. a nos dá triumplialm/ente uma certeza: nin. Duar.das. escrinfa de guem será mais vibrante do que elle co. os lieis cafiholieos escre.e obstinação. roc'T.naeinnç mol. que ampliou a terra natal. a do mestro Johannes e a narrativa do piloto anonymo. batalhadores e indomáveis.lonial dos Portuguezes. líticos c religiosos da nossa formação a para Lisboa um dos navios da frofa.da politica de Haya." K' mais um documento i b r e o c m ..diro Alvares Cabral demanda as nor outro. coévo do infante D. A falsa orientação da agulha magnética ou o errado calculo da* latitudes e distancias. aventureisi jo de outras índias ao sul. tem n a obra de Carlos Malheiro desilhas..Brasil erigido sobre a massa do s commappa de.••'ppnis de praticarem Dentre os maiores nomes inteílectuaes de pela differenciaç. pela ascensão de Em 1193.üva. in-enitamente nossa. tripulada por 1. inexgotavel como seiva. Henrique. valoroso servidor da pátria e do rei. atirando-os para longe do «eu r u m o . pela immigração de cavalheiros dicações portuguezas da escola de Sagres cendem vernaculamiente para a litteratu. Entretanto.r na caçada ao povo rlle viaja o expedicionário de 1498. Já escrevia no Correio Brasilicn'. tanto mais quanto.ministrativa e a ordem judiciaria não carta fio bacharel Johannes. com a floração da sua idealidade quinhentista e da sua epopéa camoneana. na damentalmente u m a organização de scien. com os seus portos franqueados ao commercio firmes. mercantil e e s p i r i .3es. herculeamente adaptados ao meio ma paz e na guerra. dominaróe sobre a viagem. n a intencional mente enfurnada pela guarany das reduc. memórias e tra.uma energia brasileira.as evocações de perfis Heróicas ou thea. desencadeadas sobre os navios. o relevo XVII. poderíamos attribuir semelhantí desvio < para oeste. a car. Malheiro Dias stantaneamente surge. resumindo o parecer do he.l-Rei D . nomeadamente Damião de Góes. de que foram extisfactoriiotente o itinerário de Cabral.mestre.cisivo para a soberania do Brasil. o methodo. Com fronta ou elucida. 9 A 12 — ANNO I toes. evidencias ou coniecfnras. Codens. A carta de Pero Vaz Caminha. sem preiuizo do seu cunbo '-cientifico. o retrato do florenti. ao esforço e aos br. a chronologia.ma face das montanhas ainda não escalafrrras austraes segundo fod is as proba. em 1500. industrias já livres da '"ciência atlântica dos portuguezes abrane-endo as terras ri^-idenlaos. embora fragmentaria. como lograria estabelecer-se nesta imrriensidade o reiniepístolas de sábios e reis. de 10 milhas diárias. podado dT.Martins — a encontramos ahi sem o reforço de autori. os depoimentos que ainda nos restam de tripulantes ou passageiros da frota não alludem sequer a tormentas.Onde teria elle. tas e ooütícas do Governo roaio. . lyceu. a cia e o alvoroço de um executor feliz na fmencia. Ao despachar gestiva imagem da verdade. Bartholomeu Dias.«bater as tribus inimigas? Quem tograpbra.'.ão ethnngraphica dos eucom os embaixadores portuguezes e Dom Portugal e do Brasil muitos collnboram ropeus e dos naturaes.pode<rá haver ilh s e. vindo por ellas a man. convertendo os selvagens. E assim pudemos.terras numentacs desse pórtico. nesse vetusto mappa mundi. o condo Governo. ultrapassando ao norte o GuajaDias o colorido. a sobriedade Pt. a civilisaçãò guerreira. antes de tudo.õOO homens. cedo. o nacionalismo portuguez.subordinar sem jactancia os factores econômicos. .Foram inexoráveis.| agora na. esmiuçando por um Indo.lombo em Lisboa. emfim. outros epígonos francezes e hespanhóes do cruzeiro atlântico.haver procreado taes homens. Henrico-ta africana e a situação da terra brasileira.guerreiros.geiros. n'niidr> relnmVir-i nf e.9. no dizer dos technicos.prescindíveis á expansão da peripheria mesmas paragens. Andréa Bianco desde 1448. ou indnz. nevoenh <. j n h o .*ura a ser dogma'»en.do mais nobre sangue. nos seus effeitos. Conclusões ou h y . esclarecendo com a resistência. tripliTo ao esse quadro de reivindicações lusitanas..papel teve c Acaso no drama das navogações lusitanas. Nrm á traccão das correntes aéreas neai á das correntes marítimas. Simão de Miranda.dadas com largueza.mais dependentes de Lisboa. ou mais profundo como his. arrojando n l 1 1 como verdadeiro ou verosimil. seria outro o episódio em que elle figurou com estrondo ne vendavaes -e aguaceiros. lescasslo congressos americanos sobre a descoberta ainda hojf? á posse da natureza illimitada? Por seu turno.xo estudo de um cwlo maravilhoso as.coia. que em 1498 assignalara Duarte Pacheco Pereira. Sem a alliança dos tupys bellicosos e a fecundação das índias robustas. a área portugueza do Tratado de Torabreviar. con.zendo rr-snlt. Mas o Acaso tonitruante da^desoobert: do Brasil foi apenas um invento de escnbas alheios ás condicõies históricas e náuticas deste suecesso. ou a descendêndepoimentos die antigüidade miultispcular. entre milhares de navegações. á prioridade inquestionável dos portuguezes no conhecimento náutico e na descoberta intencional do Brasil. nascidos * horas fu. lidando em uma e outra não bas!a-sem as difficuldâdes e os pro. dilatando a America portugueza através da America sua tarefa. determinantes de rá Cruz. vagas hvpotheses que outros formulam. Manoel. nne o cientista não se a-i-en. sru.

todos os elementos. a Inconfidência mineira e a conjuração pernambucana entremostram no balo sangnento do seu martyrio o Brasil de 1822. míneralogista.-modesto como o espirito do jesuíta. é o realisador prestigioso e feliz dessa obra. e curiosidades. a sagrada energia mental. prém seu temperamento. :i3. um dos iniciadores da ! chimica. alma européa na consonância e tropical na arJenoia das suas manifestações. Azeredo Coutinho mentalidade exacta de economista. a idéa emancipadora assimila os direitos do homem. A' constelação BRASIUffitá de grandes nomes brasileiros. Paulo. juizes. tudo ouanto nos approxime das origens. tantos outros. fartos. E veio encontrar ministros p a r a interpellal-os. quer as suas inspiras»» •er as suas coleras: . (3) Ibld. contra um valido <J casa vrr-srial. poetas.era prodigioso. sern lisonja. Américo de Campos. ou tendências exclusivistas. o moço. em demanda do parlamento. Como o despontar de u m a orchestra. parece ainda maior do que vivo! dizia Henrique III. Elle entre este excesso de imaginação annunciava pa1** os que o ouviam. como a de Mocauby. moços e encantados o que lhes servio depois. Salvador de Mendonça. cados. copioso lexicographo. Je. — havia um novo mestre. algum dia não menor que o elogiado . na vida barbara dos acampamentos e do« larraiaes. havia então. como a de Sealigero. r» Cites: "V Ex.observou Latino Coelho: "Nos fins do século XVIII e nos primeiros decennios do século XIX digamol-o sem vaidade nacional-—a maioniia dos nojsisos talentos mais formosos haviam tido o seu berç 0 no Brasil. o másculo ensina mento dos Estados Unidos.m e . e assim continua a valer para destinos maiores. Vicente de Seabna. velo para 0 R'o de Janeiro. e tentamos medir o gigante pelo vasto rasgao sombno. ü ultimo para construir u m a memória! Porém nada é mais bello do que o mestre cercado de suas discípulos: — "Joaquim Nabuco. enérgico. os prenuncios da imaginaça de mestre. brod ) Kuy Barbosa — Paginas Litterarias. BraziUense^ Monaiesf e I1 Silva. ! Elias da Silveira. o Dr. as licções. de uma pões* l a n p c e n d e n t e ! Tudo nelle era mavioso.N1MS. Destacavam-se bellamente as figuras de Pereira Caldas. com a imaginação inspirada. do que seria mais tarde a nossa vida moderna. José Bonifácio de Andrada e Silva". P a g . idéas. " E o foi até o derradeiro dia. Hippolyto Costa. uma desas memórias capazes de reconstruir. homem de sangue luso-brasileiro. A mocidàde é o futuro. Silva Feijó.l monarchia. o poeta dos escravos. eram para elles infindáveis: como "uma memória miraculosa. como a de Pascal tudo o que elle tivesse lido uma vez. como se melhorasse a eomprehensao dos que o ouviam. também nada inferior â alma intrépida * impetuosa que tivera Henrique de Lorena. pelo engenho pela funcção que devia desempenhar na historia do seu povo. Paulo. Gonçalves Ledo. Américo Brasiliense. a-rmas e signos do Passado gloriosamente. e não sei se saíram menos mal feridos. para os que começavam estudar pela sua mão. não só independentes. como se lhes elevasse o espirito. era piodigiosa. algarismos. que o seu desapparecimento abrio no disco da p á t r i a . que illustravam desfarte as sciências e as lettras. Martim Cabral. oue nunca lhes ha-de de esquecer essa loira phj sionomis. E' a mesma impressão que nos salteia diante desta sombra.. Em sua luv guagem já resoavam todos os nomes capazes de fazer um pensamento que attingisse a vida turbilhante moderna. uma questão social entre nós: e a sciencia do mestre innovava nomes.ros experimentaram depois esse açoite sublime. a grande licção de inspiração moral que precizava ter o grande dia de a m a n h ã .i a Odvsséa. arrastava em catadupa leis. emquanto procuramos calcular o que era José Bonifácio pelo que com a sua ausência deixámos de ser. " (4) Este homem entre os discípulos teve uma missão. luminoso campo de gnwilação dos valores mentaes. com o seu traçado antigo. merecimento dos mais puros.ffectivo e entre as melhores acenas de sua vida estavam aquel>•. 9 A 1! AMERICA ANNO T tugal e Brasil são dous Estados diversos n 'Àô nativismo faccioso dos motins Iocaes succedem os movimentos aureolados pela forca intellectual: na rnenitalidado universitária dos im-os estudantes. (J) Ibid. ainda vagos. João VI. e talvez um dos maiores.Elle "empunhou o latego mais formidav* aue ** ouvi estalar nas lutas da publicidade. Feijo' Bittencourt. fortalecendo-os pela continuidade (histórica. o publicista do Ypiranga. brindado com o governo de S. um folhetim vivo. todos os motivo-. "Ou. enteado nos prodígios do yalle í amazônico. o futuro orador do abolicionismo. publicista e pala| '(fino do Correio. que se perdeu no horizonte da tribuna brasileira: Gavião Peixoto. com a aureola da pureza na fronte e fa ulhar da cólera nos olhos a z u e s . sem intuitos de allegoria. é A luz! " " E o foi até o derradeiro dia. mesmo. (2) E então nn conventual e pequena cidade tlc S. nova e bella como os rebentos de uma esplendida primavera! E os discípulos ouvindo-o enthusiasmados para não se saciarem! E os ensinamentos. que o Brasil é tão instruído quanto a mãi pátria.ffieTSondirá. p a r a o que seria a vida nova ir•^«•níiU . Pev a d o . preciso. com o Império americano de D. ! Villela Barbosa. envolvido tenazmente pela sua modéstia num casulo de seda. — asim eram. geometria subtil. outra forma de energia. que regressam da Europa. JOSÉ' BONIFÁCIO. poisadas nos ramos serros da floresta. . o estoico. grande bolide fulgurante. e conhecimentos. cercado admiravelmente dos seus discípulos. mas também indomitos. pento radiante que já se destacava na coroa solar do nome paterno: rtarros Pimentel. Castro Alves. *»b novos astros. dos pensamentos e esforços communs á raça levantará os nossos idéaes a altura das nossa. sobre tudo. o fundador da Gazeta da Tarde. como Januário Barbosa. E assim se refere alguém. imaginação de José Bonifácio. Entre elles era certamente o primeiro pela sciencia. "são as aves já em meio do caminho. attrahindo sacerdotes. de Menezes. temperamento americano alienado p a r a a republica pela rotina pervieaz d . p o r é . um dos testamenteiros moraes de José Bonifácio. batalhando em volta do PatriarCha. entreteci* 'n Juvenal Tácito. estadista e cathedratico. o Lohemio da esperança. Paulo. compassando com os olhos o corpo do Duque de Guise.tradições. de uma beíleza incomparavel. a missão e o ever do pensamento especulando o que seria mais tarde uma industria. José Bonifácio teve alli palavras commovidas. F . criava aquell.. E um dia desceu da pequena cidade de S.. dizia. o?« princípios do liberalismo britonnico e da revolução franceza. d u a s . que se phonographaram no espirito dos ouvintes: "Os combatentes de hoje-. -eimbebido nas i surprezas da flora fluminense. Carlos iMalheiro (Dww. o Paraizo Perdido. o curso impetuoso de urna VIda n0va - Celso Vieira. Desde que se transformou a historl» da colonisação portugueza com a Independência. E então é que esse "exagero de imaginação. que é sobretudo um facto de intelligencia. 0 MOÇO De uma memória sobre a Oratória no Brasil' apresentada ao Congresso de Historia da America "Morto. Como sonhos drama! isados pelo absolutismo. Compondo c "Elogio Histórico de José Bonifácio .. quando se esboçam confusos. em que se espelham vultos e feitos. só nv^ tarde. escriptores e militares ao foco da mesma empreza revolucionaria. em vida! E era o ultimo que sobreviveria do grupo esplendido e adnu • ravel dos antigos discípulos de Bonifácio. denodados civalleiros da Liberdade. *r» . na cidade ainda simples e triste. em que. ou melhor. que lhe dera o berço." (3). fragmentos mínimos de minério precioso 0 enormes massas alluviaes de saber. Se a temeridade e a robustez dos mamelucos impressionam Robert Southey. 44. Alexandre ! Ferreira. (1). aUudidos e de um posterior desenvolvimento. porque é já uma expressão de soberania a palavra dos nossos deputados. espirito contemplativo nas brumas da poesia sacra. as andorinhas em busca da primavera e da luz. medico. pag. Nogueii ra da Gama. em historia da cooperação portugueza no Brasil. físê Bonifácio era u m a protophonia de um grande aconteci mento. onde se faz ouvir o nosso protesto soberano. como se impu sionasse os homens em turbilhão. vinham conjugar-se mais fulgurações po» ütica* e heróicas. vai conduzir ia gora m bandeiras da Independência. a Illiad. entre os excessos dos sons. Diogo Feijó." E Ferreira de Menezes de atalhar: "A luz é V E x . com u m a convicção de propheta. a victoria do espirito brasileiro sobre os planos obsoletos e contradictorios de recoloniseçao das cortes do Lisboa. prenunciando na descoberta das terras oo-íi-isníae*. Conceição Velloso.ae Nazareno. E entrementes. (4) Ibid.linguagem em imagens maiores.

Os pintores se suecediam. bruma da sua pátria suecedia aqui um sol de fogo. se notabilizando em natureza morta. "Desde a infância mostrou sempre multa inclinação paro « desenho 6 a* sciencia? natural. para gloria futura da arte. Bélgica e Hollanda. pois passava as horas vagas a pintar e colher produetos da natureza. Surgio Arsenio Silva. principalmente F r a n z Post que foi o primeiro.ativa. que deixou um grande discípulo. alheio a ella. Nascida num meio onde era completa a ausência de obras de arte. Nascendo a pintura. e delicado. á vontade do subjugador violento.89b. pintura prosegue Fomos evoluindo. Mas feliz do que nós fora Pernambuco. em 1677. disse Gonzaga Duque. Velasco (Antônio Joaquim r. sem contudo ter pintura. A' em Pariz a aula do Barão Gros. manso. sem sor brasileira. sob a in- A natureza seduz. um gênio na sua arte de mocidàde forte e na rea- assim até 1816. tendo se distinguido dentre os seus contemporâneos. cas ainda sem noção segura da sua força nos destinos da pátria sob o jugo extrangeiro. mas brando. que os bata vos diziam agora ser selvageria. na paizagem e em natureza morta não Mas foi curta a sua permanência no paiz. que já devia ser um reflexo da alma patrícia que já tinha paginas bellas de emoção e de fixação brasileira. freqüentando Rio". que vira os artistas de Nnssau. ella con- Gonzaga Duque chomou-o um idealista eclético e ê. Na Bahia. um arrebatado de aspirações. R. com as suas demasias. em 1.. sem espirito nacional. depois pintor da Imperial Camara. e sua sensualidade.iido au Brasil foi nomeado professor de pintura histórica. seu filho. Os artistas naturaes que surgem seguem o rumo dos do Rio — um pintor que refletisse a alma da gleba.3 V V turesca. segundo Ar- tinua a mesma no transcorrer dos annos: vive ainda nas igrejas e geu Guimarães. a tem com- cabendo. esthesia brasileira. que se distinguiu na pintura de natureza dar e foi vivendo como uma flor de humildade e de graça. nascido paizagista. nascido em Flandres. só depois do meiado do sé- t-mdo. Nicoau Tau- fluencia do meio physico. delle sendo o fundador José Joaquim da desse a expressão da potencialidade e exhuberancia da Rocha. Emilio Taunay. Pintou D. Augusto Muller. Iniciando o seu pri- lização pictural feita de enthusiasmos heróicos e immercessiveis bellczatt. siquer um artista que nos fazem pintura religiosa. a feição mais terna e culo XVII em diante é que se velo a possuir paizagens pintadas suavemente poética que existia na natureza brasileira. Post não deixou discípulos no Brasil. na companhia beatiflea e doce dos santos. segundo Manoel Quirino. Frei Ricardo do Pilar. produeto morta. elle apanha pelo artista sobre os próprios lugares". "transplantada do velho mundo e vicejada ã sombra rude da inteligência desse tempo" — sem tradicção e sem historia — prompta a se dominar pela influencia nova que surgisse. e. Foi um tumultuoso de fama. paizagit-ta de algum talent«< A alma nacional não influirá nas nossas manifestações estheti- Nossa naturezi pintor admirável de gouaches. Melhor do que ficou dito o povo da colônia não tinha alma nacional. " appareceu também uma paizagem de Ecknout (missão N a s s a u ) . mais do que Victor Meirelles.NUMS.' Foi discípulo de Débret e da Academia. a acreditar em Wagen. na exposição de 1830 obtendo prêmios de pintura. sem expressões de beíleza que falassem á esthesia do povo mal O e s p r i t o nacional continuava erradio. ao contrario da sua longínqua natureza bátava. com quem possa soffrer confronto—"O Umperamento de Motta não lhe peimittio ser creador e arrojad". temendo o sol e as vibrações da terra jâ liberta. desintegrado da pátria. . fora da pintura. tão grande que conseguio modificar a sua época um exaltador preciso: Agostino da Motta. os artistas da missão. um nome extraordinário: Tedro Américo. a arte rebentou como uma flor exótica que um destino pouco amável talvez cedo fenecesse irremediavelmente. Foi um artista de mérito. desde a chegada dos primeiros donatários das capitanias até alguns annos depois da independência. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA 0 ESPIRITO NACIONALISTA NA PINTURA BRASILEIRA A nossa arte colonial floresceu. apontavam capacidades brilhantes. ou não floresce fora do? templos sagrados. Renegado pela gente colonial «ainda sacudida nas agitações! do?> dias do dominio hollandez.porém. <*sse. constituído ainda. a melancolH A pintura que viera dos tempos coloniaes dos claustros. a Franz Post. a fixar na tela a natureza pernambucana — o primeiro a vibrar 1 beleza da paizagem nacional. sem característica de nacionalidade. um que viria a ser um das figuras mais sympathicas das artes plásticas: Porto Alegre. Director da Academia. quando se fundou a Academia de Bellas Artes. expontânea e obscura. inspirando-se nos seus aspectos rudos e emocionaes. nella encontrando o único manancial onde pudesse saciar sua sede natu- ral de expansão creadora. come- suecedia uma esturdia vibração de vitalidade desvairada. exclusivo da fé religiosa. restricto e bárbaro.jgresa. "instituidor da pintura a óleo no dos quaes tinha no seu quarto um museusinho preparado por elle. Surgio no grande nay. Vai apparecer. Em 1856 não tínhamos ainda. que teve na e de beíleza triumphal. a t é em nossos dias (88). mau traste despertando no artista uma forte impressão de encantamento tem fulguração correspondente á natureza circumdante. por isso. um representativo da nos convento». o methodo de tal innovação e traduzio como ninguém ainda. estudando anatomia com Eméry. em Minas não floresce melhor a arte. E da pintura religiosa n festas plagas foi precursor. Pedro I. partio para a Europa. . ás vezes na paizagem. então. F r a n c o ) .. Nada havia que auxiliasse o scintilar de uma vigorosa manifestação pin. monge benedictino. fel-o sob a influencia da Igreja. con- çara de surgir no retrato e na historia. vai a Bevelot e ambiente que os descobridores e povoadores exploravam sem ali- chega a Reis Carvalho. um pintor de espirito nacionaj. Surge. meiro periodo com o ensino official da missão Lebreton. um batalhador invulgar com a preoccúpação constante e ardente da gloria. viajando depois por Londres. esculptura e architectura. Na mesma época prehendido e interpretado com maior saber e igual t a l e n t o .

AMERICA

BRASILEIRA

M'MS. 9 A 12 — ANNO T
I V , „ primeira tela brasileira de assumpto militar: Combate
empo

Crande. depois » . » « . « de .4 de Maio e Batalha

do

de

Ivahg.

mesma imprecisa, sem espirito local, sem

a

sagrada

aura

am-

biente, sem idelalidade pátria.
Ai|ui como nos Kstados onde ha visos de arte, como Bahia, Per-

ÍVÍ:~na„

por v.H-ação ou espirito patriótico, mas por interesse,

como teria feito um r . - r a n . ou uma paizagem, que também não eram
,,„ M,a pr,,Ulec,;ão. Km toda a sua obra é a historia . a g r a d a que
,,.mln:l _

porque a - a

"paixão só

, historia sagrada

sacia...

nambuco, S. Paulo, Rio Grande, os artistas cuidam da historia comi
cuidam do gênero o do n ú . A própria paizagem, que esforço Santo
Deus! para fazel-a dando a impressão do meio, a alma da gleba, o
quê divino que a distinga das outras paizagens!

Kn-^UvamenU-, a arte do Pedro Américo t r a n s i u , em David.

Judith,

Temos a r t e cosmopolita, ainda como ha dezenas de annos, vi-

,1 Coisa. Jacobed, palpita em maravilha de emoção em Joanna

D'Are.

vendo sob influencias e x t r a n h a s . A nossa l i t t e r a t u r a cedo se aper-

depois

cebeu de sua grandeza nos destinos da nossa nacionalidade e reben-

e Paz e Con-

tou em florações primaveris, revelando a poesia e os anceios moços

Socran-s e Aleibiad,,.
, . m Vroclamação

Rabequista

da Independência,

orabe, Petrus
Honra

ad Vincula,

e Pátria

da terra fecunda, immensa e linda.

cordia.
Como elle. Victor Meireles é o grande pintor consciencioso, o a r -

A pintura, não. E s t a ficou á m a r g e m . Foi vegetando ao largo

tista brasileiro a quem o desenho mais tem preoecupado. Fez *

da agitação brasileira, dentro do Brasil e filha delle, mas estran-

Primeira

geira, sem a graça maternal que a t o r n a r i a u m a alta expressão

missa, que o celebrizou, e levado pelo interesse, como Pe-

dro Américo, executou quadros de assumpto militar, como
do Ilumaytá,

Batalha de Riachuelo

r Batalha dos

Passagem

Qual a paizagem que mais revela a terra, que melhor traduz

Guararapes.

Nenhum espirito nacionalista animava os dous invejáveis pintores brasileiros, nenhum sentimento civico os levara a fixar essas

Onde encontrar então o espirito brasileiro na pintura do Brasil?
Só a natureza consegue por vezes inspirar o artista, dar-lhe o fulgor nativo do seu sol, ou a melancolia das suas tardes outomnaes,
doçura das suas horas de paz e de

a natureza

febelde?

E m que artista vibra mais o sentimento nacionalista, dando ás.
suas obras u m a característica

paginas immorredouras em que a nossa bravura brilhou tanto.

a

esthetica seduetora.

recolhimento e o tropica-

brasileira? Que artista haverá que

se possa chamar pela realização pictorica, de genuinamente nosso
contendo nos seus motivos

o sentimento da P á t r i a ?

J á em 1888 o luminoso e inesquecível Gonzaga Duque inquem
da existência de u m a escola

brasileira.

E perguntava, como ainda hoje, u m q u a r t o de século depois,
perguntaria?

lismo luminoso dos seus dias veranicos.
Com o sentimeito profundo e natural da gleba,sentindo-a com
todo seu calor « sua beíleza, no seu seio ou longe delia — pintan-

"Onde a vida dos nossos tropeiros, a representação das scenas
ua roça, da existência das fazendas,

dos costumes, dos escravos» \

do-a ou ouvindo-lhe o sussurro mysterioso e vendo-lhe a beíleza

Onde os assumptos da nossa historia, aquèlles assumptos qüe mtàs>

«-crde intraduzivel, surgio um dia um paulista: Almeida

intimamente nos faliam da formação da nossa pátria, os episódios"

Júnior.

Foi brasileiro na arte, nos costumes, na alma: sentia como brasileiro. Sua arte ê sem artimanhas e truques: é leal, franca, expontânea e fulgurantissima. Sua obra é das .mais bellas de nossa pint u r a e de sentimento mais vivo da t e r r a .
Vêm depois do artista brasileiro do Dcscanço

da independência, a revolução de T i r a d e n t e s ? "
Pois é essa a r t e que ainda nestes dias, mais brilhante é vertia de do que hontem, ahi temos.
Isso serve p a r a affirmar

do lenhador,

Ro

tantes

que os acontecimentos mais palpi-

da vida nacional não tem emocionado a nossa pintura ou a

dolpho Amoedo. uma «organização esthetica das mais apreciáveis do

nossa pintura delles se tem afastado propositadamente, o que não 5

Brasil, mas inearacteristico quanto á nacionalidade, Decio Villares,

crivei.

Jorge C.rimm é o allemão a quem o estudo da natureza fascina
« funda uma escola ephemera. Quer a natureza apanhada na natuírza, a vida das cousas apanhadas nas mattas, no grande sol, sentida em plena floresta. Tal mestre deu-nos discípulos que fizeram
renome, como Parreiras, Castagneto e outros.
Tamoyo,

do Brasil, como Marabá, sem preoccúpação nacionalista, sem sentimento de nacionalidade, mas como simples motivos estheticos. P a r reiras realiza a espiritualidade da paizagem nativa e ultimamente faz
intensamente a historia, mas como já fizera a marinha, o gênero, o na,
encyclopedico e estupendo; Castagneto fixa a volubilidade do mar,
Iodas as suas emoções de serenidade e de coleras, tornando-se insuperável até hoje: Medeiros ( J . ) faz Iracema, a filha dos Tabajaras R
c i t r o s quadros históricos, como também fizera o gênero, o retrato,

S. Sebastião,
Laguna

o Vidigal,

Morte de Camões. Episódio

ridas, a nossa pintura com cem e tantos annos ê ainda infantil.
E s t á como nos seus primordios, na perspectiva de um rumo. Ao
rumor de todas as palpitações da P á t r i a , só ella não vibra, só ella
não reflete o que temos sido e o que somos, só ella não guarda,
como uma emanação divina da sua vitalidade o espirito nacionalista, o sangue da raça, o traço inconfundivel, a alma brasileira.

uma das telas mais importantes

a natureza morta; Firmino Monteiro fez a Fundação

-p

No cosmopolitismo das suas manifestações e influencias adqui-

Aurélio Figueiredo e Augusto Duarte.

Amoêdo fez o Vitimo

-]

da cidade de
da Retirada

de

e outros assumptos arrancados á nossa historia tão esque-

cida e relembrada em tumulto, apagando-se individualidades esp>n-

Combatendo

pretendida Escola

Brasileira

t s t h e t a saudosissimo dos Graves e Frivolos
ameaça

perguntava ainda o

se "esse desnacionalismo

continuar"

E elle mesmo achava que sim. E não falhou a previsão sabia.
A arte que ahi está maravilhando na palheta fremente de Parreiras, fulgurando em Visconti, grande em Bernardelli, Amoedo e
Belmiro, suave no lyrismo sonoro de Baptista da Costa, e na obra
de um pugillo de novos talentosíssimos, é uma arte que não desmei roeria nenhum povo artista, mas não é uma arte brasileira, nascida aqui,

ardente do nacionalismo

que a faria

airída maior «

ir-ais encantadora pela característica e pela. finalidade.
E como Gonzaga Duque per.mintamos nós também: E esse desnacionalismo ameaça continuar?

dentes e fazéndo-se resurgir outras dignas do olvido nacion.il. P a s v;.T- l•. o segundo Impeli", chegando até hoje a nossa pintura 0 a

Carlos Rubens.

NÜMS.-9 A 12 — ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A DIPLOMACIA DA INDEPENDÊNCIA
A dipomacia puramente brasileira surgiu em data anterior á
oue se consagrou como ponto de partida da emancipação politica
nacional.
J á havia então regressado a Portugal o rei D. João VI, cuja
autoridade se annullara quase por completo sob o jugo despotico das
Cortes convocadas pelos revolucionários portugueses de 1820.
As ineptas resoluções com que a assembléa tumultuaria de
Lisboa pretendia legislar sobre o Brasil cada vez mais favoreciam,
deste lado do Atlântico, c surto das idéas nacionalistas.
Um movimento popular tinha j á levado o príncipe regente a
desobedecer á ordem imperativa de voltar á metrópole, quando novas medidas de hostilidade contra a regência brasileira vieram determinar um estado como que de franca belligerancia entre as duas
partes do Reino Unido, caracterizada pelo decreto de 1 de Agosto de
1822, em virtude da qual se declaravam inimigas quaesquer tropas
portuguesas que, contra a vontade do Governo do Rio, pretendessem
desembarcar no Brasil.
Entretanto, a rebellião do príncipe regente e do seu ministério não era propriamente contra a metrópole, mas apenas contra a
sujeição ás Cortes, que haviam usurpado o poder soberano.
A idéa que ainda predominava aqui entre os homens de governo era a de u m a simples autonomia administrativa para o Brasil, ou, quando muito, a de u m a união pessoal com Portugal. Esse
pensamento está, aliás, bem patente no sobredito decreto de 1 de
Agosto e nos dois manifestos do mesmo mês.
José Bonifácio, que redigiu o ultimo desses documentos (manifesto de 6 de Agosto), ainda se exprimiria no mesmo sentido, na
circular dirigida ao corpo diplomático estrangeiro, em 14 de Agosto.
Sabe-se. ao demais, que o grande ministro de Pedro I, nada
obstante o titulo com q u e o chrismaram de patrlarcha da independência, não foi favoí-ayel ao movimento de completa emancipação
politica, do qual, em 1822, Joaquim Gonçalves Dedo e alguns amigos se fizeram denodados paladinos.
Não é puerilidade, nem perversidade, como pretende eminente
historiador patrício, declarar José Bonifácio estranho ã direcção
daquelle movimento. Os testemunhos da época e o do próprio ministro de Estado deixam o caso perfeitamente esclarecido e, dè
certo, fazem mais tf- do que affirmaçCes graciosas, apoiadas simplesmente numa tradição sem base firme.
Parece hoje demonstrado que o illustre Andrada sempre? foi
adverso áa idéas democráticas e, por isso mesmo, opposto ao grupo
liberal de Dedo, a quem moveu terrível perseguição.
Em 10 de Agosto de 1822, escrevia o barão de Mareschal para
Vienna que José Bonifácio "lucta contra a revolução" Esta significava então o movimento separatista, ao qual o próprio D. Pedro
eó adheriu forçado pelas circumstancias.
O mesmo encarregado de negócios da Áustria (Mareschal) era
quem ainda mandava dizer para a sua Corte que José Bonifácio
considerava prematura e até mal arranjada a solução que aqui «e
ia dar ao dissídio surgido entre as duas porções do Reino Unido
Dias depois do Sete de Setembro, e quando Jo^ié Clemente Pereira
e Gonçalves Ledo se esforçavam por fazer proclamar D. Pedro
imperador do Brasil, o grande paulista, — a quem deve a Nação incontestáveis serviços de- alta valia, mas que se não pôde dizer tenha
sido o patriareha da indepndencía, — ainda se declarava alheio
aquellas patrióticas intenções, embora já visse com, satisfação a
elevação do Príncipe a dignidade de Imperador. Disto ha, pelo menos, um testemunho digno de credito. E ' o do coronel Maler, encarregado de negócios da França, o qual, em officio de 24 de Setembro de 1822 ao visconde de Montmorency, assim se exprimia: " J e
sais d'une manière positive que Mr. d'Andrada
dit le samedi 21 á
un dr> fes meílleurs amís et coníidens, qui lui représentait 1'inutilitó
et les dangers de cette innovation, í,c Ministre de S. A. R. ne prend
pas de part actíve à ect énèfshncnt,
il laisse. fatie mais U verra
avec satisfaction Vélévation du Princc à la dignité d'Empereur"
E
acerescentava, aliás no mesmo sentido em (|ue Mareschal escrevia
para Vienna, embora em contrário á lenda que aqui se formou com
relação á Princesa Leopoldina: " J e sais encore ri'tine manière indubitable que Ia Princasse Royale est três peinée et três sensiblement affectée de ce changement et qu'elle n'oae manifester son
opinión"
Muito instruetiva também, para o exarto conhecimento dos verdadeiros sentimentos nutridos por José Bonifácio naquella época,
ê a declaração que fez^a Majer na noite de 11 de Outubro de 1822,

i;to ê, na véspera da acclamação de D. Pedro como imperador:
"se S. M. Fidelissima voltar ao Brasil será recebido de braços abertos" (Officio de 13 d e Outubro de 1822, ao visconde de Montmorency.)

*

Foi paia realizar Os intuitos declarados no manifesto de 6 At
Agosto de 1822 que o Governo do Rio de Janeiro, em 12 do mesmo
mês, nomeou o marechal de campo Felisberto Caldeira Brant Pontes, depois visconde e marquês de Barbacena, e o cavalheiro Manoel
Rodrigues Gameiro Pessoa, futuro baião e visconde de Itabayana,
pai-a servirem como. encarregados de negócios, respectivamente, em
Londres e Paris.
Nas instrucções que José Bonifácio lhes remetteu naquella data
(12 de Agosto), era explicado que o Príncipe Regente desejava e n .
t r a r em redações directas com a s nações estrangeiras e pretendia <"reconhecimento da independência do Brasil "e da absoluta regend o de S. A. R.", emquanto o Rei D. João VI se achasse " n o affrontoso estado de captiveiro.a que o reduziu o partido faccioso das
Cortes de Lisboa" Mas, para evitar dúvidas, se acerescentava:
"nós queremos Independência, mas não separação absoluta de Portugal "
J á estavam na Europa os dois primeiros agentes diplomático^
brasileiros, quando aqui se lavraram os decretos das respectivas nomeações.
Longe de serem nom.es desconhecidos, ambos já se haviam assignalado na vida pública, um como militar, politico e administrador,
o o outro como diplomata.
Gameiro Pessoa fora secretario da delegação portuguesa ao
Congresso de Vienna, o que lhe proporcionara fazer excellentes ralações; e junto á Corte de S. M. Christianissima, onde aliás j á servira como. secretario da Legação de Portugal, iria patentear novamente as suas apreciáveis qualidades de prudência, discrição e
zelo pelo serviço público, que o tornavam merecedor da inteira confiança e estima que D. Pedro lhe consagrava.
Espirito mais brilhante e dotado d e um senso práüco admirável, Caldeira Brant, cujas variadas aptidões eram bem conhecidas
já havia prestado reaes serviços á pátria, que delle tinha ainda
muito a esperar.
!

' •r

Como lnspector das tropas na Bahia, cargo que exerceu por
alguns annos, revelou elle os seus dotes de energia, actividade
r iniciativa, sempre postos em evidencia nas diversas commissões.
que desempenhou.
Ainda quando no estrangeiro, onde se achava desde meados de
1821, os interesses nacionaes nunca deixaram de o preoceupar.
Os seus conselhos e suggestões, em cartas dirigidas a José Bonifácio, eram constantemente determinados pelo . mais sincero patriotismo. E até se pode affirmar que muitas das medidas aqui
ndoptadas pelo governo do príncipe regente eram por elle alvitradas, de Londres. E', nesse sentido, mui expressiva a carta secretissima d e 1 de Maio de 1822, na qual parece que José Bonifácio se
Inspirou bastante, quando redigiu o manifesto de 6 de Agosto.
O contracto de Cochrane para o serviço do Brasil foi, igualmente,
suggerido por Brant, que, aliás, não se limitava a lembrar medidas
políticas qu de defesa do país, mas também outras, que diziam mai*
de perto com a pública administração ou com o progresso matéria,
do Brasil.
Outros serviços de valor vinha elle então prestando, de maneira
que a sua nomeação como encarregado de negócios foi, até certt
ponto, uma confirmação de funeções que officiosamente j á estava i.
desempenhar.
Tão bem se houve Brant, desde o inicio da sua acção diplomatica, que dentro em pouco George Canning, nvnistro dos negocio*
estrangeiros de S. M. Britannica, se dispôs a reconhecer a indepen"
dencia do Brasil, contanto que fosse aqui abolido o commercio de
escravos..
Por muito tempo, essa questão, associada pelo governo britar
meo a do reconhecimento, tornou improficuog oR esforços de B r a i r
pois, se bem que este aconselhasse freqüentemente
para o Rio de
Janeiro a adopção da medida exigida co
como condição sine qua nm, n
governo brasileiro reluctava em assumir qualque
ler compromisso
esse respeito.

AMERICA

1

NVMS. D A I ? — ANNO I
Vindo ao la-o.nl em Agosto de 1823, deixou Brant os interesses
TMCionaes, em Londres, confiados ao grande, patriota que s e chamou
Hippolvto José da Costa Pereira F u r t a d o de Mendonça.
Muito pouco s,- tem dito dos inestimáveis serviços prestados a
cr.usa nacional p.«lo vibrante jornalista do Carreio Brasilicnse. E n „ , tanto, a acção que, das columnas do seu period-co, exerceu w*r*
a formação .Ir. espirito nacionalista brasileiro foi das .mais notáveis.
A interinidade em que o deixou B r a n t teve curtíssima duração,
pois veio a falloeer pouco depois, isto é, a 11 de Setembro de 1823.
Foi então transferido para Londres Gameiro Pessoa, que, desd"
o recebimento da sua nomeação p a r a encarregado de negócios, vinha
desenvolvendo louvável actividade. Não conseguira, é verdade, ser
admittido no Conselho dos Aluados, em Verona, conforme t e n t a r a .
Mas, além das sympathias que. n a CÔrte de S. SI. Christianissima.
conquistara para a causa do Brasil, havia obtido do Governo francês
algumas medidas de ordem pratica, como por exemplo a nomeação
de u m cônsul geral para o Brasil e a admissão de passaportes expedidos aos Brasileiros sem intervenção da Legação portuguesa.
Passando-se p a r a a capital inglesa, ali o foi encontrar, pouco
tempo depois, Caldeira Brant, que recebera ordem de regressar á
Inglaterra, com a incumbência de negociar um empréstimo de três
milhões esterlinos e de trabalhar, juntamente com o seu collega, pelo
reconhecimento da independência do Império.
E m Paris, a representação brasileira foi, a esse tempo, confiada
a Domingos Borges de Barros, que ás qualidades de poeta imaginoso
unia as de diplomata sagaz, graças ao que conseguiu conservar a
excellente situação que ali havia Gameiro adquirido.
Alguns meses antes fora o antigo camarista de D . Pedro, Commendador Antônio Telles da Silva, mais tarde visconde e marquês
de Rezende, despachado p a r a servir junto a S. M. o Imperador da
Áustria, sogro do monarcha brasileiro.
Chegando a Vienna a 24 de Julho de 1823, Telles da Silva teve
acolhimento polido da p a r t e de Metternich, que, com a sua proverbial duplicidade, procurava meios e modos de enganar o agente brasileiro. Este, valendo-se habilmente dos serviços de Gentz, secrerio do grande Chanceller, sempre obtinha e mandava p a r a o Governo do Rio de Janeiro curiosas informações e, aos poucos, ia criando
um ambiente favorável ao nascente Império, n a CÔrte de S. M. I m perial, Real e Apostólica.
E m Agosto de 1S22, exactamente n a mesma época em que nomeara agentes diplomáticos para servirem nas Cortes de Londres o
Paris resolvera o Governo brasileiro despachar p a r a Washington,
com missão idêntica, o official da Secretaria de Estado dos Negócios
Extrangeiros, Luis Mouttinho Lima Alvares e Silva. Não chegou
este, porém, a partir, sendo considerados mais úteis os seus serviços
naquella repartição.
A José Silvestre Rebello coube substitui-lo em tal missão, sendo
para esse fim nomeado, por decreto de 21 de Janeiro de 1824. Tanta
sorte teve Rebello que, algumas semanas apenas depois da sua chegada á Capital dos Estados Unidos da America, isto ê, a 26 de Maio
de 1824, conseguiu o reconhecimento do Império por parte da grande
Republica do N o r t e .
Ainda nesse anno de 1824, o Governo imperial houve por bem
mandar a Roma, como Plenipotenciario junto ao Vaticano, o Conselheiro de Estado e Cavalheiro de Christo, Monsenhor
Francisco
Corrêa Vidigal.
Tratava-se então de regularizar as relações do Império com a
Santa Sé e os negócios da Igreja no Brasil. Questões de interesse
não somente espiritual, mas também politico, estavam ligados á
missão de Vidigal, que levou como auxiliar Vicente Antônio da
Costa, funecionario da Repartição dos Negócios Estrangeiros, ao
qual se deve, principalmente, o êxito das negociações entaboladas
com o Governo pontifício.
Havendo chegado á Cidade E t e r n a em 5 de Janeiro de 1825,
Monsenhor Vidigal só conseguiu ser recebido officialmente pelo
Papa, então Leão X I I , um anno depois, isto é, aos 23 de Janeiro
de 1826.

N., diplomacia brasileira dos primeiros annos de independência,
justo será salientar os nomes dos que mais directamente concorreram p a r a o reconhecimento da personalidade internacional do Brasil, ou sejam Caldeira Brant e Gameiro Pessoa, especialmente o
primeiro.
Os demais não devem, sem duvida, ser esquecidos, porque todo*
prestaram grandes SPIVICO- a causa nacional.

BRASILEIRA

Mas se a Silvestre Rebello, por exemplo, que obteve o primei*
.
.
™ r t « de u m a nação estrangeira, da indepennnr.
reconhecimento, por p a r t e de j
^ p r l ncipalme»fe a
denota do Império, algumas
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B ^ T o a m " e n c o n t r a r a m n a sua missão sérios empe__ Brant
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e m p r e g a r toda a habilidade,
cilhos. contra os q u - s h uve m £ •
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refa,

r X - ^ S S ^ eommissões lhes tinham sido confindas todas de certa importância, ás quaes p r o c u r a r a m dar o melhor
de e Z n h o possível. Assim é, por exemplo, que, alem da negociação
do primeiro empréstimo contrahido pelo Brasil independente th .Í a m nes as incumbências de contractar marinheiros, adquirir naZ , executar encommendas p a r a os Arsenaes de M a n n h a e do
i?-srercito do Rio de Janeiro, e t c .
E Í notável o zelo que p u n h a m no cumprimento de tantas obrigações, especialmente quando se t r a t a v a do que dizia respeito a defesa nacional. P a r a se vêr até que ponto chegavam, nesse sentido
as patrióticas preoecupações de ambos, b a s t a citar, ao acaso, este
trecho de um officio enviado pelos dois ao Ministro dos Negocio,
Estrangeiros, Luis José de Carvalho e Mello, em 21 de Janeiro de
Governo economiza muito em
1 8 25- "Reconhecemos que o nosso
m a n d a r comprar n a E u r o p a muniçoens e objectos de que precisa
para fornecimento dos seus a r s e n a e s : porém artigos ha que deven,
ser fabricados nesse Paiz, ainda mesmo quando saião mais caros;
porque de outro modo jamais chegaremos a ter certos objectos necessários p a r a a segurança e defesa desse Império"
As sympathias de Canning pela causa do Brasil foram, sem duvida de grande auxilio p a r a os dois illustres diplomatas patrícios.
Mas,' convém não esquecer que p a r a taes sympathias muito concerr e r a de certo, o trabalho feito por B r a n t n a sua primeira missão.
Por outro lado, eram enormes as difficuldâdes que se anteptinham aos agentes brasileiros em Londres, pois tinham que enfrer,
t a r a má vontade da maioria do Governo britannico, e do propr.o
rei e toda a formidável t r a m a de intrigas da Santa-Alliança.
Quando a Inglaterra, em Janeiro de 1825, declarou a sua resolução de mandar Sir Charles S t u a r t ao Rio, em missão especial os
dois agentes brasileiros viram coroados de êxito os seus patrióticos
esforços. E não podia ser mais auspicioso o resultado, porque logo
o Governo português, comprehendendo a inutilidade da continuação
da sua resistência ao reconhecimento, investia o mesmo Stuart do
caracter de Plenipotenciario de S. M. Fidelissima, p a r a tratar com o
Brasil, e outras nações do continente europeu se apressavam em
procurar e n t r a r em relações com o jovem Império.
As negociações de Stuart, em nome de Portugal, terminaram a
29 de Agosto de 1825, com a a s s i g n a t u r a de um tratado de reconhecimento e de u m a convenção addicional. E m Outubro, o mesmo Plenipotenciario firmava, pela Grã-Bretanha, dois outros ajustes que,
entretanto, não foram ratificados pelo seu Governo. E a 30 de janeiro de 1826 era Gameiro Pessoa, então Barão de Itabayana, recebido por Jorge IV, como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciario de S. M. o Imperador do Brasil.
P o r seu lado, Telles da Silva (Visconde de Rezende), já obtiver,
o reconhecimento por parte da Áustria, por nota de Metternich, datada de 30 de Dezembro de 1825.
Ainda anterior fora o reconhecimento por parte da França, p .
quanto se considerou feito desde que, a 26 de Outubro do mesmo
anno de 1825, o Conde de Gestas, representante francês no Rio
Janeiro, começou officialmente a negociação de um tratado de
mercio, que viria a ser concluído em 8 de Janeiro de 1826.

J á reconhecido pela maioria das grandes potências, não demoraria o Império em iniciar relações officiaes com todas as outra»
nações.
Ainda nisso o auxiliou bastante a sua diplomacia.
E n t r e t a n t o , ao se glorificar a obra dos que se esforçaram P '
reconhecimento da independência brasileira, não se fará ju 8 v"
completa se se olvidar o trabalho, muita vez anonymo, mas quasempre efficaz, da então Secretaria de Estado dos Negócios
trangeiros.
De facto, foi da conjugação de esforços dos que lá fora se d
caram a essa obra patriótica e dos que aqui lhes auxiliaram a «
refa, que ersultou a e n t r a d a do Brasil, em curto prazo, no gre
das nações independentes.

Hildebrando Aoololy.

haviam visto terras brasileiras. que revolucionará « mundo dos sábios pela revelação sorprehendente de que foram genuinamente lusitanas a s primeiras vozes que se fizeram ouvir no mundo brasileiro. como se ella estivesse encerrada nos estreitos limites de uma bibliotheca de vulgaridades. Seguro da sua causa e com a paixão remansada do saber. e. a um admirável dom de penetração. Acastellado numa formidável. Vignaud. porque firma o severíssimo trabalho o nome respeitável do Sr. Embaixador Duarte Leite. rasgou aos nossos estudos históricos novos horizontes e immensas perspectivas. resumindo as conclusões de sua formidável tarefa. Com effeito. primeiro. Vicente Pinzon. . Ao mesmo tempo. De hoje em diante. O Sr. que vale por um desafio scientifico. não se enfurece. que está destinado. uma reivindicação espantosa de um feito humano que durante neeulos foi negado. se apresentaram historiadores nacionaes como Varnhagen. o S r . firmando conceitos que triumpham pela única força da persuasão. obra. contesta tudo quanto se relaciona com as frágeis hypotheses que davam o fidalgo hespanhol Alonso ú° Hojeda como tendo estado no Rio Grande do Norte mezes antes da frota de Pedro Alvares Cabral. Imbuídos da mais irritante má fé. alheia ao movimento dos interesses e superior a todas as paixões. D r . que em seguida se converterá em irrecusável prelto á verdade serenamente proclamada. suscitarão uma espécie de assombro. desde 1500. que Alvares Cabral não leve. Duarte Leite. por ultimo. pondo de parte outras viagens além da de Duarte Pacheco. c. tão gigantesca. desfaz. as deformações e os dislates de toda espécie divulgados sem protesto. " Estes primeiros capítulos. D r . não se apaixona diante dos problemas cuja solução procura: the truth is quiet. desde muito. briosamente empenhado em "restituir ao Brasil os seus títulos de filiação na gloria integral do cyclo portuguez dos descobrimentos". com a paciência. que é privilegio dos creadores de valores. em 1500. repetimos. tratada com critério rigorosamente scientifico e superior saber. como se vê. é. probo e construetivo. Wagner. de que muito justamente se orgulha. e notabilidades extrangeiras como Humboldt. surge mais um fasciculo da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" Obra de prodigiosa erudição. o que mais importa. que consagra como norma o critério scientifico ou objectivo. astrônomos. Traçando esta breve e despretenciosa noticia. A these. No fasciculo a que nos referimos da "Historia da Colonização Portugueza do Brasil". No seu labor vasto. nem consciência. Diego de Lepe e também Alonso de Hojeda. Capistrano de Abreu e João Ribeiro. obscuras. obtido reultado tão completo relativamente aos múltiplos aspectos de que se reveste o magno problema. Harrisse e Navarrete. realizados com inatacável probidade scientifica e verdadeira abnegação. Pois bem: o eminente Sr. e dahi os erros. designando a data do achado da ilha Fer- nando de Noronha. e. a "Historia da Colonização Portugueza do Brasil" nos dará "copiosas noticias inéditas c interpretações cartographicas mais verdadeiras que as até hoje admittidas e que transformarão sensivelmente as paginas preambulares da nossa historia. dotado maravilhosamente das faculdades analycticas e criticas. Taes conclusões. é dever nosso assignalar aos inteílectuaes brasileiros o texto do fasciculo VIII do primeiro volume da monumental publicação. Duarte Leite. . e. no Amazonas e. não vulgar faculdade de analyse e clarividente sentimento critico. com o estudo das excursões fantasiosas de Hojeda. precursores hespanhoes no descobrimento do Brasil. não eiteve. eartographos. s e m uma opulenta erudição. ainda mais. em que a verdade surgirá revestida de maior autoridade e de maior esplendor para gloria de Portugal. O trabalho do Sr. pacifica epopéa da intelligencia lusitana. pelo que diz respeito ás navegações iniciaes ão primeiro lustro do século XVI. Harrisse e tantos outros de fama universal. revelando a participação dos navios mercantes. que é alli. Duarte Leite. geographos. a r a r a competência scientifica alliada á robusta capacidade de historiographo. e ufanla dos verdadeiros apóstolos da sciencia histórica. só tolerada mercê da confusão malsã que caracteriza o nosso meio intellectual. orgulho do povo brasileiro. como lambem só poderia ser escripta ã luz da moderna cultura histórica. pois. em que este magistralmente expoz a somma de conhecimentos náuticos de que dispunham os descobridores portuguezes nos últimos annos do século XV. tudo isso alliado a uma agudissima sensibilidade. a uma notável intrepidez e uma dialectlca irreductivel. que (• o mais extraordinário monumento que no gênero levantou o espirito moderno. orientados pelos methodo^ rigorosos da analyse histórica. Divulgando copiosas informações inéditas. Vicente Pinzon como descobridor do Amazonas em Janeiro de 1500 e Diego de Lepe e Alonso Vellez de Mendoza como primeiros visitantes de paragens mais meridionaes. Duarte Leite põe por terra. illustre Embaixador dè Portugal. Pinzon. fruto amadurecido de dous annos de penosos estudos methematicos. para empregar a phrase de um escriptor. D r . Neste momento. o que é peor. ficando para o norte. reduz a pó. Até então. os esplendores do século XVI. Isto fazemos. Aliás. cartographice? e históricos. Não exaggeramos dizendo que. um sábio. paleographos. Dr. além da probidade e isenção de animo. Hojeda não cruzou o equador. combatido e contestado com pertinaz ardor. que desde alguns annos trabalha uma pleiade insigne de historiadores. elle o faz sem alardear os opulentos cabedaes de sua cultura. homem de sumiria sapiência. defendendo argumentos inesperados. pela sua constante preoccúpação do verdadeiro. é destas que até aqui ficaram sem solução. pela severa disciplina de seu espirito. pot esses pseudos historiadores. desprovidos de cultura e. temos o gozo intellectual de conhecer e entrar em contacto com um historiographo que pôde hombrear-se com Humboldt. pela primeira vez. Diego de Lepe e Vellez de Mendoza só" visitaram o grandioso rio quando se rasgavam para a historia. de evocações e reinvindicações históricas. restaura nos paizes de lingua portugueza a perfeita consciência do papel de historiador. nem slquer vio a foz ão Orenoco. antes de Cabral. com intuito de turbaçâo política. A versão corrente era que. eximio professor de mathematica. confusas. porque cm 1499. estabelecendo relações indubitaveis de factos ignorados ou mal interpretados. Pela sua grave compostura. ê a mais formosa dádiva que se destinou ao Brasil na commemoração do mais glorioso dos seus fastos. Caetano da Silva. elle poude af firmar categoricamente. solida e irrefutável documentação e após o estudo preliminar do professor Luciano Pereira fia Silva. litteratos e artistas. não se agita. praticarem a desfaçatez de discutir levianamente as questões relativas ás origens da nossa historia. porém. festejando com legitimo júbilo o primeiro Centenário de sua Independência Politica. depois. sabendo nós que. pretendemos apenas chamar a attenção dos estudiosos brasileiros para o sensacional trabalho do Sr. Acreditava-se também que a historia do Brasil houvesse envelhecido ou apparecesse integral nos volumes substanciosos de Varnhagen ou de Rocha Pombo. Rio Branco. é de tamanha magnitude. gente sem sciencia. que se impõe ao respeito e á admiração de seus pares. porque nelle se agita. principalmente no mundo culto europeu e americano. e muitas vezes postos em circulação de modo impertinente. por fictícias ou m«iito duvidosas. 9 A 12 ANNO I AMERICA BRASI LEI R A OS FALSOS PRECURSORES DE CABRAL Em meio das ruidosas manifestações do sentimento dos b r a s i leiros. lançam já profundo jacto de luz sobre uma das questões capitães da historia do Brasil. por falsos e imperfeitos. Ravenstein. segundo a nobre qualificação. Elysio de Carvalho. sem esses predicados mentaes e . pela sua capacidade de trabalho e pela sua força de pensamento. apresentando a versão definitiva dos commandos da esquadra de Cabral. Duarte Leite apenas iniciou a demonstração de sua these. en. e tão palpitante e. com forte dose de serenidade que invejaria Thucydide. convencido de que a verdade deve erguer-se serena e Impassível. supportamos a injuria de escribas indoutos ou de mediano entendimento. Espirito philosophico. determinando a collaboração das armadas da índia no descobrimento do Iittoral. Dr. não ultrapassou o cabo de Orange. e a sua obra é uma meditação profunda. como defensores dessa precedência. com a promessa de voltarmos opportunamente ao assumpto dos Falsos precursores de Cabral. que se honra de seus ascendentes e descobridores. a simplicidade e o desprezo das vaidades. Portugal. nenhum historiador se havia atirado a empreza tão complexa. não se comprehende como se possa versar assumptos que exigem. uma resurreição do passado. não só os velhos systemas de interpretação da nossa historia se tornarão obsoletos. nas expedições enviadas a Vera C r u z . tendo perserutado os problemas da historia do descobrimento em todos os seus pormenores. reduzindo as explorações littoraneas das expedições de 1501 e 1503 aos limites que a cartographia coeva lhes assigrala. toda a argumentação dos partidários dos precursores castelhanos de Cabral. provocar calorosos debates. se renova e se desdobra > questão sobremaneira transcendental do descobrimento do Brasil.NUMS. apresenta-se ainda com a vantagem de ser mestre consummado nas sciências mathematicas.

só depois da vinda de D . como assegura Oliveira Lima. como intelligencias amplas e superficiaes. brasileiros vão estudar em Portugal. gentes e até observações astronômicas í( 'i i« no primeiro Observatório da America e do hemispherio sul. de Gregorio de Mattos Mas. latim. tudo isso ia constituir material informe. era natural que não tivesse preoccúpação alguma de cultura ou de conhecimento da t e r r a . foi reorganizado o ensino. ao lado do contingente dos árabes. de cultura.:. quando esta resurgia. a que sempre se prenderam as cogitações scientificas. vindo mais tarde. Mandou também Portugal. obrigando a diplomacia a completar. Mesmo depois de saber-se alguma cousa mais. a sua I a missão scientifica. em condições de meio favoráveis. Especialista em mineralogia. benedictl. ê documento dessa tendência de universalidade que a caracteriza. com o primeiro governador geral vieram os Jesuítas.~tininga (S. vi venda do Príncipe. philosophia e rhetorica. chefiada pela figura excepcional do D r . onde se ensinavam primeiras lettras. chegando ao Brasil. o incaracteristico. Depois da expulsão dos Jesuitas. Emquanto isso. coincidindo ou suecedendo-se elles. precedeu de pouco o advento da emancipação politica. do desordenado estenteador das mattas. a que Renan apellidara o "milagre grego". — escreveu Afranio Peixoto. de civilização e o inicio da preoccúpação scientifica no Brasil: o septenrm ilt. grammatica. onde regeu a cadeira de Metallurgia. na alvorada esplendida do Renascimento. a obra de conquista da terra. Fundam em 1540. construído na magnífica Mauriztad. do primeiro Laboratório Chimico do Brasil: tudo isso. A. esse transplante de cultura. As nossas mesmas descripções naturaes recordam artísticos decalques em que o alpestre da Su . começado quasi como o século. e H a n s Staden. toda a contribuição isolada. entre os francezes. MEU COMPANHEIRO E AMIC. Nas ultimas décadas do século X V I I I muitos. o mais notável foi José Bonifácio. n pouco e pouco autônomos. plantas. conforme observou Miguel Osório de Almeida. Almeida Serra e o mais extraordinário delles — Lacerda e Almeida. em busca de novos caminhos e quiçá de novas terras. pelo Marquez de Pombal. do século X I I I .N1MS. onde iniciaram. de outras executadas mais de um século depois. taes Silva Pontes. Pir. a Physica e a Chimica só se vindo a constituir nos termos do século XVIII. no esforço lento e demorado da adaptação dos portuguezes a novas condições mesologicas e sociaes e ao esforço abençoado dos Jesuitas para introduzir " a disciplina entre os colonos e a civilização entre os indígenas". a da Escola Medica. A CONTRIBUIÇÃO DO 1" SÉCULO Se é certo «(tio os factos históricos se não subordinam ás divisões do tempo. portanto. cuja gloria politica. proseguia. Exemplo pujante de quanto pôde a intelligencia brasileira.. theologia. conferindo-se diversos grãos. Em todo o periodo que comprehenõe os três séculos. na Bahia. natural da Bahia. chegando mesmo alguns a professar na Universidade de Coimbra. nenhuma manifestação em que se possa vislumbrar qualquer dado realmente scientifico. na época. conforme observa Oliveira Lima. Obrigado pelas condições geographicas a transportar-se para os convés de sua frota. ignoto. Paulo) os primeiros Collegios. incontestavelmente.Maurício de Nassau. O surto do bandeirismo fez sua avançada triumphal. ao distendido das landes: nada do arremessado impressionador dos itambés a prumo. Com effeito. das sciências exactas só as mathematicas apresentavam conquistas definitivas. o inexpressivo. contribuição original. 9 A 1 AMERICA ANNO T BRASILEIRA UM SÉCULO DE SCIENCIA A F. que lhe deu o lugar da maior figura da nossa Independência e das maiores de toda a America. D. deixavam. resolver seus próprios problemas.' nos e carmelitas. da vida social. que foi ultimado no tratado de Madrid de 1750. O século XVI foi principalmente oecupado pela conquista da terra. seus conhecimentos abrangeram. não tinba grande desenvolvimento scientifico.O Não admiram o incolor. Portugal. ha um parenthesis luminoso. 1812. mas que a indifferença e o criminoso descaso da Metrópole não fizeram publicar a tempo de utilidade ou deixaram se perdesse. após varias transformações. só a preoccúpação da renda o proveito dominou. apenas noticias. além das disciplinas praticas de seu endereço immediato. em roteiro admirável. apenas eruditos alguns. anonyma e obscura. diante dos dados objectivos.. com differença de menos de um minuto de arco. fez a éra brilhante de alguns demarcadores. descripções. emb-na possuísse já a Universidade de Coimbra. João VI chegou a pensar. com a imperfeição de processos e apparelhos. allemão. n e n h u m a cogitação semelhante preoecupa Portugal. Os extrangeiros que tentavam apoderar-se de trechos do BrasiL. são manifestações litterarias.chamada Escola Bahiana. tribus indígenas. arithmetica. cultores de todos os seus ramos e divisões. comtudo na Historia do Brasil o periodo de emancipação mental. Sabia-se alguma cousa da terra e das gentes. Fechado esse breve parenthesis. o tolhiço e o inviável da nossa arte e das nossas iniciativas: falta-lhes a seiva m a t e r n a . Dentre todos. guiados por Nobrega e por Ahchieta. iria permittir que no próprio paiz se desenvolvesse a intelligencia capaz de. ratificando o trabalho formidável das "entradas" u bandeiras. dos núcleos medievaes. que atravessavam varias regiões do paiz. com raro poder de observação. todo o maravilhoso surto do gênio da Grécia. do áspero rebrilhamento dos cerros de quartzito. se consignam informes da terra. Esses conhecimentos eram. Alexandre Rodrigues Ferreira. A fundação da Escola Militar que. em 1759. EUCTJYDES DA CUNHA. As primeiras informações guardam a mesma tonalidade da certidão de bapt«smo de Pero Vaz Caminha. ssa se mistura. •-*<. A necessidade de completar as medidas dahi decorrentes. Tudo que se tem da época. . Nas obras que deixaram. baralhado. uns maiores. onde. em confiar a José Bonifácio a organização de uma Universidade. Com o fracasso da divisão das capitanias. fascinado as mais das vezes pelos esplendores da í n dia. deixando informações preciosas. fauna. achava-se no apogeu litterario e. no Rio. no primeiro século. João VI é que o ensino. As sciências iriam ter. a chimica: bem como a fundação. dous seriam cs fundadores da nossa Historia Natural e da nosologia: "Wilhelm Piso e George Marcgrave. com que os novos methodos de Bacon e Descartes permittiriam os diversos capítulos da Sciencia humana. noticias mais ou menos fieis. animaes. em 1785. mas fecunda. Todas as acquisições dos povos orientaes. todos os departamentos da sciencia do seu tempo. RAJA GABAGUA. ediflcaram o marco inicial da sciencia brasileira. menores outros. iria ser o núcleo dos estudos mathematicos. outros com contribuição original. . acompanhados de innumeros • desenhos. ou do mysterioso quasi bíblico das chapadas amplas E ' que a nossa historia natural ainda balbucia em seis ou sete línguas extrangeiras e a nossa geographia physica é um livro inédito. que determinou coordenadas geographicas. que. Foi também professor de Coimbia. interco-rendo-se uns e outros. esticando o cerco apertado do meridiano de Tordesilhas. desde a própria extensão. bastante desconnexos. do dilúvio t r a n quillo e largamente esparso dos enormes rios. entretanto. pôde ter novos surtos. E n t r e os sábios que trouxe ou fez vir ao Brasil. geologia e metallurgia. adquirio material sobre a flora. daria r. ANTECEDENTES O Brasil surgio p a r a a civilização. por igual. em que surge o perfil. sob todos os aspectos. como Lery e Thévet. e depois err. que iriam iniciar a cultura em nossa terra. foi o complemento nacional de u m a carreira scientifica brilhantíssima. sem essa marcação artificial. onde realizou. sendo que Gabriel Soares de Souza escreve "a primeira affirmação de u m a entidade nova no mundo" O ensino quasi exclusivamente entregue aos fieis de LoyoL-i. A transferencia da corte portugueza p a r a o Brasil marca o inicio da Historia do B r a s i l . civilizado.' leigo e confiado a franciscanos. . até P9 riquezas. já differenciado.

de Saint-Hilaire. nomeando o Dr. Paulo. deixou um sem numero de monographias e principalmente o "Manur.l das Plantas Pharmogamicas" trabalho imprescindível á nossa bot: ni. mostrar que os Estados Unidos. Oito de Alencar. o inicio dos estudos geológicos se deu com Eschwege. professores provectos. deixou. Se. em trabalho notável — Geology and Physical Geography of Brasil — resumio tudo o que se sabia até então e as suas observações próprias. se ihclúe Raja Gabaglia. presa inicialmente a seus trabalhos. em que vêm 20 mil espécies brasileiras descriptas em 40 volumes. da eminência da commemoração do 1° Centenário. A pri- AMÉRICA BRASILEIRA meira. a de Joaquim Gomes de Souza. em que já vai avultanclo. que conheceram bem a sciencia de seu tempo. seus discípulos e companheiros. o evolucionismo no Recife e o positivismo alli e no Rio. afim de se chegar a resultado definitivo. Houve. Se é certo que illudio-se o grande sábio no alcance de suas cogitações. ao mesmo passo que. a não ser alguns factos e informações colligidas . affeiçoado por. o Branco. trazendo apenas. Caminhoa. logicamente. nos punha " a alguns minutos da civilização".lus''u Nacional. fieis e exactos muitas vezes. também pouca contribuição original lograram fornecer c só deram. com «.i efivren. portanto.feito lenta e diuturnamente. D'Orbigny alguns mais. Os exemplos citados bastariam á convicção de que com maiores esforços. alguma vista original de Domingos Freire e em chimica de explosivos e technica de laboratório Álvaro Alberto da Mira. mas o que foi colhido perdeu-se om naufrágio. apreciando este periodo anterior. Em astronomia. Sampaio. presos a esses dous. em contribuições originaes. se não fosse aqui sem propósito. a que vem appensa detalhada noticia bibliographica de toda a geologia e mineralogia. minuciosa. e que levaram 6G annos a. por fim. já muito percorrido. de 1822 a 1833. iriam crear uma orientação ao estudo das mathematicas. A elle também se ligou Orville Derby e John Casper Brauner. por outro lado. as que cuidam do conhecimento da t e r r a e da «ente: geologia. o empirismo tacteante dos primeiros conquistadores. ethnographia e anthropologia. que. O Visconde do R . em S. de Estado por Estado. o physiologista Couty e Gorceix. co«no o physico Guinet. publicou três obras sobre geologia e mineração do Brasil. Velloso de Miranda. já podem figurar ao lado delles. entre outros. dedicados e capazes. Henrique Moríze. mfjs tarde. physica e chimica. que. alguns estudiosos. a oreação do observatório. creando nesta cursos especiaes de sciências physicas e mathematicas e sciências physicas e naturaes. também muito se deve. não havendo laboratórios. Botânica. De que somos capazes. fortalez? intransponível â maioria das equações que traduzem phenomenos e leis physicas. transformando a antiga E s cola Central em Militar e Polytechnica. O conhecimento de uma região e do homem que a povoa. le tradições. sociologia. completa com artigos de. A preoccúpação de Portugal só se manifestou -m 1789. nosologia. O segundo coroou a sua vida de dedicação ao nosso paiz ultimando o "Mappa Geológico". "a nossa mais completa cerebração do século. Benjamin Constant. que dirigio a fundação da Escola de Minas. organizou-se uma commissão scientifica. Os nomes nacionaes. 'a figura de Williard Gibbs. realmente genal. as mais diversas. embora de assumptos transcendentes. a mathematica não exige. . que conseguiram dar as linhas geraes da constituição geológica do Brasil. Pereira Reis. Em 1857. que durante muito tempo jazeu desconhecida e ignorada . sobretudo pelos trabalhos modernos que divulgou. Em 1865 começou o segundo periodo — o americano — com a vinda de Agassis. um Theodoro Ramos. todos brasileiros. o instincto rudimentar dos primeiros habitantes. cujas condições de civilização. Em palentologla. A' «ecção do Museu Nacional. mandando vir professores europeus. as investigações orientadas das sciências. que. depois. não seria difficil. Não se poderá repetir o-mesmo balanceando . dispensando. Por essa mesma época o advento das novas correntes philosophicas. Aliás. um Michler no magistério. a exigência de custosa apparelhagem. zoologia. e não só dirigio a commissão de S. Saldanha da Gama. realizava a mais completa das reformas de ensino. Conceição Velloso. em synthese difficil >• apertada. concluía que nada de original leváramos "ainda ao patrimônio scientifico da espécie. por iniciativa do benemeritissimo Instituto Histórico. Zoologia c Nosologia. percorremos inicialmente as chamadas sciências exactas: mathematicas. do ?. depois. . Barbosa Rodrigues. Dirigia a secção geológica o Barão de Capanema. botânica. Tracemol-o. além do que ficou de Lund. dissidente. . Entretanto. que trouxe em sua companhia Carlos Frederico Harrt. com Benjamin Constant. além das obras «le exposição. são garantia de quanto é possível. alguma contribuição realmente nova. incontestavelmente. entre nós. O primeiro deixou sem numero de monographias. salientando-se A. A contribuição de Arruda Camara. incumbe completar. neste terreno. 0 trabalho deste século. —. Paulo com Luiz Pereira Barreto. a mentalidade brasileira seria capaz de enfrentar o campo. ao contrario das demais sciências. depois de muitos annos de estadia no Brasil. oue teve a saneção da sciencia européa. Fre«r»? Allemão. ella e modificando-a. Nesta corrente. para as contribuições novas senão o mero esforço mental do estudo-e da meditação. cujo papel civilizador na nossa historia ê preemineníe. ' Todos os conhecimentos empíricos dos garimpeiros. mas a primeira figura de relevo é. no seu magistério na Escola Militar e transitoriamente na Escola Polytechnica. medico e poeta. E' esta obra a maior sobre botânica brasileira e a fundamental. — Geologia. Entretanto. que viveu em Lagoa Santa. pelo primeiro cabo submarino. impõe um longo trabalho de preparo anterior e um grande poder de abstracção. que iniciou a monumental "Piora Brasiliensis". com interrupção nesta. Nessa parada que vamos fazer. podendo-se citar a determinação de algumas constantes feitas por Emmanvel Liais.$ff$& & A 12 — ANNO I Sylvio Romero.-!. creou a segunda corrente de cultores orientados principalmente no caminho da analyse. dous exemplos bastariam: . foram outras. Terra e homem foram-se estudando em desenho esfumado até as linhas geraes do contorno que a obra do primeiro século logrou gizai e que. o primeiro historiador da nossa vida mental. na Escola Polytechnica e na de Medicina. Bompland. apenas teve alguns mestres. em viagens que fizeram. ha alguma cousa de Orville Derby e um ou outro elemento esparso. se publicar. e ao seu lado a propaganda das idéas e obras de Augusto Comte iriam inicialmente influir na maior figura das mathematicas no Brasil — Otto de Alencar. da mais perfeita das sciencia. os principaes nomes e documentos. sem que comtudo resultasse dahi trabalho original. de que pudessem surgir contribuições próprias. seguindo-se o periodo a que Derby chamou de allemão. Além de Martius. A Physica e a ifjtoimica também só foram cultivadas nos estabelecimentos de ensino em que eram professadas. T. novos processos de ensino e de estudo. iria obrigar a observações. é certo. nada ficou na parte theorica. Da Chimica. João VI. fallecido aos 44 annos. aos que vierem. só pôde ser . é precisoa. legando-nos sobre o calculo infinitesimal paginas que ainda hoje sombranceiam toda a mathematica" Gomes de Souza orientou seus estudos sobretudo para o calculo integral. — Conhecimento da terra e da gente. chamada dos Pássaros. Bizarro.a. José Vieira do Couto para fazer observaçõer mineralogicas e metallurgicus em Serro Frio. por um lado. a brasileiros. Frei Leandro do Sacramento. na parte pratica. revelou comtudo manejar com rara maestria o instrumento algebrico. ensinada. jurista. A. — Sciências cxactas. como orientou os trabalhos do Serviço Geológico nacional de modo a ser apenas necessário seguir-lhes as directrizes. de 1833 a 1880. para estudar Historia Natural nas provincias do Norte. o primeiro nome da botânica brasileira é o de Martius. ou se perderam ou se retiveram em algum chronista suspicaz. annexo á Kscola Naval fundada por D. A principio. Ladisláo N e t t o . de recursos. nomes nacionaes. diversas da nossa. Capanema. entre outros. A. O Brasil não se poderia eximir desta determinação fatal. que. como Gardner. cultivada ainda em laboratórios technicos. hui~ Cruls. outros extrangeiros deram i sua cultura ao estudo óV nossa flora. collaboração de innumeros sábios extrangeiros. Miguel Lemos e Teixeira Mendes. crearia o maior numero de estudiosos da mathematica. como o Conselheiro Pitanga e Nerval de Gouvèa. No que nos veio de antes seria difficil lobrigar qualquer aspecto original em mathematica.

"O primeiro diz respeito á organização social dos indiois. pelo nordeste brasileiro. Paulo. entre alguns mais. Neiva. indo até o Amazonas. Ethnographia. realizada por A. do Nacional. do Pará. processos.p o s i t o escreveu s u a maior obra e pesquizoti tradiç5e. tanrroem lizoram oarte alguns extrangeiros. da nossa vida mental. Ferreira Penna. o segundo á origem dos indios e o terceiro. orientação. Bomplard ainda. Os estudos de zoologia quasi sempre se interferem como os de botânica. sob a sua alta direcção. !« E m um século de independência politica. cujas observações são devidas a Bates e slgumas verificações da Theoria da Mutação. para encontrarem as Incógnitas dos nos-os problemas. Creou-as e deixou esse monumento.A sua contribuição ao estudo dos nossos aborígenes pôde ser resumida em três factos fundamentae. Vacllla ainda em t um esboço c 0 „dicões. ' Preso ao estudo da nossa flora e fauna está necessariamente o da nosologia brasileira. nas especialidades. de conjuncto de aspectos. observou e procurou por fim appücar os processos da escola . • Poderemos assim. ^ ^ ^ ^ fc ^ . ! inscripção do frontâo de Delphos: "conhecer-nos" Rio.ANNO 1 Sociologia. no destaque dos maiore. e von Ihering. Setembro de 1922 Francisco Venancio Filho. o meio physico e o elemento alienígena. sahio esta campanha abençoada pelo saneamento do Brasil. não só para colher material. Arthur Neiva notou que três factos notáveis do biologia estão ligados de perto ao Brasil: a lei ontogenetica de Frítz Mueller. viajando pelo rio Xingu. Chagas. M Conclusões. os Estados costeiros. é com Oswaldo Cruz. no Museu Nacional. Madelra-Mamorê. que de^e sor o maior or R ulho de nossa civilização . Rodrigues Barbosa. o nosso acervo de contribuições originaes. Muitos dos naturalistas que percorreram o Brasil fizeram observações diversas. em 1884. talvez antes de outro século decorrido. Gaspar Vianna e outros tantos compares no merecimento. tes extrangeiros. se refere á classificação delles. em Santa Catharlna. de critério . Sylvio Romero foi quem primeiro fez u m a synthese. A opulenta riqueza delia attrahio p a r a nós u m a série de naturalistas •iminentes. deram as provas indiscutíveis das possibilidades da intelligencia brasileira. formou u m povo. que se perderam no estudo. mais solidarizadora da Civilização que f íi Sciencia. JJe u m a dellas. abrangido na totalidade de suas questões. concentram quasi tudo que se conhece da zoologia brasileira.le La Pley aos nossos phenomenos sociaes. a iniciar o estudo da nossa fauna. Dos Museus j á citados. Natterer. sempre rica de pieoccup Brasil. resultante d e s a n c o factores que nella actuavam: as três -aTas fo madoras. os seus caracteres constitucionaes. a prazo certo. Godoy. iante d que fosse possível traçai *^ geria permlttldo era . cujos trabalhos scientificos podem ser compares dos sc-melhan-/. a quem nunca ê demais elogiar.. e que seriam grandeza a longo trabalho. embora de aspectos nacionaes. Paulo. affirmou Alberto Rangel. Roquette Pinto. a b e r t o Torres interessou-se sobretudo "pela organização poliuca to x t o n a l i d a d e . contribuíram largamente para desvendar as belezas dos povoadores do paraiso. também se devem trabalhos sobre a historia natural brasileira. De outra. á forma mais nobre. Paul Ehrenreich.= v r „ „ ainda em terreno capa* de divagações conjecturas pare. foi um dos primeiros destes extrangeiros nacionalizados. e alguns outros estabelecimentos congêneres. Neiva e W. percorreu S. Paulo. Capistrano de Abreu e agora. o mimetismo. Emprehendeu e fez emprehender " viagen* pelo interior do paiz. com espisas de milho. perrvtfttindo crear capacidades nossas. que foi o decisivo. como ainda para estudar-lhes as condições regionaes peculiares. entretanto. a mais notável. o seu feitio 'administração. o companheiro de Martius.cientifico. com um Luiz Pereira Barreto. Em artigo recente. Creou laboratórios apparelhados a todas as pesquizas. E ' certo que houve no periodo colonial t r a balhos parcellados. Neate X e P . Viajando por nossa terra.. Soube muito da gente. mais pura. . Bates. Minas. consentio-se a construcção tia E . n u m a m biente de conforto e de recursos. Castelau. entre os extrangeiros. E n t r e os outros nomes maiores o de von den Steinen. ' por si mesmo. Goelcll. depois de termos cumprido. balancear.o Instituto que lhe tem o nome. no Rio com um Baptista de Lacerda. como Miranda Ribeiro. capaz de resolver. de S. do Paraense. ^ nOTarlament9 . Max Schmidt. a sua -ooperação para a ethnographia do Brasil foi valiosissima. que é. os que ^ r r T ^ t o . Carlos Moreira.s o em 1 9 1 . Lutz ou os discípulos que formou. muitas vezes. Os especialistas que chamou ao seu convívio. de 1818 a 1821. Ainda é a Martius que se deve o inicio de um estudo aystematice s o t r e os indígenas do Brasil.s". A collecta dv material sobretudo feita no Museu Nacional. soquer de * » £ £ £ £ realizou A f r a n i o P e i x o exemplos nossos os facto«^ger « . Agassis. . Começou disciplinando-sc para disciplinar alumnos e companheiros. de que é o mais perfeito symbolo. póde-se dizer. e LadislAo Netto. i 2* _ E m circumstancias favoráveis. escreve Roquette P i n t o . houve ainda contribuições isoladas em S. ^ ciue ethnographia. Couto de Magalhães. que lhes davam technica. A' obra dt desbravamento territorial do fio telegraphico do Gen e n l Rondon. mas l h „ na obra.' T ^ r e s e Eticlydes da Cunha e agora em já algumas realiza- cões e promessas Oliveira V i a n n a . Emilio Goldi. a extrangeiros contratados. a civilização européa trazida p a r a o Brasil.AMERICA BRASILEIRA \ L M S . como um rebanho ^ ^ J M ^ — ^ Z = ^ sicas ethnicas ou sociaes. baseadas em estudos de Fritz Mueller. entre os quaes o grande F n t z Mueller. Fontes. Wallace. F . de u m só a s pecto particular. como A. documentando 0. Embora nem tudo tenha ficado. por elle próprio effectuada. Koch-Grimberg. que foi tudo q u a n t > ^ ^ vida atumultuada e trabalhosa. do Paulista. autor da maia completa obra de conjuncto que possuímos sobre a nossa fauna. cujas publicações. com orgulho. representa um esforço efficaz. a quem se devem varias monographias preciosas. os seus grandes problemas. de Hugo de Vrles. que em monographias e na Rondônia deu traços syntheticos dos conhecimentos ethnographicos v>rasileiro. procurando verificar a reacção o m p e x a . mas o que lhe mteress formação da Amazônia. como obrigação ineluctavei o grande problema nacional. mas o inicio realmente do primeiro estudo scientifico e systematico de nossas condições sanitárias. U A i2 . Spix. Estes institutos mantêm secções onde ha especialistas. Confiava o preparo delles. o Brasil produzio Brasilel-J ros. Penna.

em dias vindouros não longínquos. porém. verificados nos congressos de Lima (1847. o cessidades territoriaes aleatório pelo estável. Provocada como um todo differenciado da grande massa h u m a n a . coincidindo com as ne- o caracter inconsistente tes. a qual de incipiente. soffreu as applicações oriundas de interesses ocor- rentes do auetor e mandatário exclusivo. do Continente pela ua significação e alcance — tem a doutrina de Monroe para commental-a todos os interessados directos nos aspectos em que ella se desdobra. recen- amortizações successivas saldar definitivamente na contri- te de Paz. Essas installações periódicas de uma idéa immorredoura tiveram feições parciaes como os Com. elle representada a sanceionti.NÜMS. A diminuição da uoberania dos paizes não pôde tâneo destas ( I ) . auetora e tutora do monroismo e as suas puplllas por ella beneficiadas no momento decisivo e premente das affirmati/as de libertação tende a desap- parecer. . p a r a elles. (II) E n t r e t a n t o Bushnell H a r t (The Monroe Doctrine-An í n t e i PWtation) estuda com sólidos dados um monroismo Japonea n a Ásia. o eventual pelo permanente. o que entanto é problemático. esta gerou o pan-americanismo e a consciência. como certo mundial.. onde i* constante renovação do elemento branco a par do estacionamento e decréscimo dos demais terminará n a approximação gradativamente mais evidente de um typo único nos seus fundamentos. cada vez mais avulta -monopolizando o mundo e. sentimentos e interesses no Continente a chamar-se mais tarde — pan-americanismo. corrigindo mar. frueto de u m a differença assignalavel entre a Norte America. procederia o respectivo caracter jurídico com as demais conseqüências. patrimônio. depositaria eventual. em futuro algo afastado bomogeinizará o seu sangue num caldeamento trabalhado. e 49° da mensagem de 2 de Dezembro A solidariedade americana tem suas raizes nas primeiras paginas da historia deste estupendo Continente. No concert. delineando-se no Globo e definindo-se sulta espressa a norma. Assignala Alexandre Alavarez. consagra três correntes européas constitutivas do elemento fecundante gerador da nova entidade: O anglo saxão. 1877). Quando'ainda bruxoleavam primitivos fulgores de liberdade na America Latina. adoptando o norte o divorcio reconheceu. revelado no ukase de 16 de Setem- dos yankees. não tendo esses Continentes uma doutrina de Monroe a lhes servir de base. Resolveu seu problema racial affirmação desassombrada que o mundo commentou e a numa desharmonia interna de systemas. é o sulco representativo da nova linha de demarcação.características relativamente superficiaes. peculiar . O grande ramo üiucasica. O exclusivismo yankee. impondo-se a unidade do todo por uma solidez. em successivos ensaios de concentração. não obstando isso ao mesmo futuro de çada a regra politica. porém numa em via de resolução. Resultante histórica de factores complexos estava lan- Europa e o sul a fusão dos elementos. assignalado pelo Csar Alexandre — devia redundar n a para o mundo num quasi improviso. das reuniões de constitucionalismo e liberalismo. Vespucio. de interpretações opportunistas. por a s sumir um caracter de abuso de confi ii. o hispânico e o luso. Por emquanto.. O Continente americano. devia renovar-se em posteriores ensaios. mais isso é nada em face das novas idéas em expansão e a sua voz era a Santa mais que u m a phrase transitória Alliança. Filho da velha Europa vem construindo com os provir de uma affirmação contida em uma mensagem presidencial modelos fornecidos pela veneranda progenitora os amplos alicer- ao Congresso de um delles. o tempo e as vicissitudes o monroismo. tal como se cfferece para a America. não susceptível da critica jurídica por onde triumpho da raça mediterrânea e desapparecimento paulatino das se infira a "capitisdiminutio" dos demais paizes do Continente em demais. monarchica e absolutista. os factos e even- tal.restos latino-americanos e a tentativa de confederação dos paizes do Centro-America. Pizarro. pelos movimentos libertadores da America hespanhola. Nunes de Balbôa deram-lhe o factor geographico. muito embora a vontade nacional por ces de sua civilização. para. apenas differenciado por . em dez sessões consecutivas inaugurava o reginien da communidade de idéas.ça num mandato em que não houve delegação de poderes mas uma imposição imperativa das circumstancias. em tempos distantes. nos tempos fluen- nico de feição mercantil nunca desmentida. Regra politica portanto. Outros Continentes poderão ainda. refractarios ao expansionis- cumstancias históricas e pelo modernismo de sua creação surgiu bro de 1821. as differenças de condições da África e da Ásia em face d a Europa. Cabral. e no tratado de união continental de Santiago (1860). já o germen L nos primeiros movimentos. paulatinamente augmenta no cyclo histórico actual em face dos demais. a qual por sua vez já manifesta uma vontade. ou por força de agglutinção daquella ou decréscimo expon- face da autora. do congraçamento tentava desabrochar tarde realizado (1826). Monroe e Canning formavam a outro'ora effectuadas p a r a o encerramento de estados bellicos e reacção ao lado das republicas nascentes e o utilitarismo brilan- solução de-crises políticas. tanto vale affirmar todos os paizes americanos. pelo progresso destas ultimas e futuro nivellamento das efficiencias nacionaes e da civilização continen- expressão que é da vontade dos Estados (II) O surto americano. características da tua genialidade. das raças vermelha e negra e dos cruzamentos innumeros resultantes da combinação entre ellas ou dellas com a branca. A própria historia se incumbirá de corrigir esses desvios. consciência e grandeza. porque o controle humano. tualidades históricos a população e as tendências. Somente uma Intervenção asiática poderá contrariar esse porvir. e da vontade manifesta dos Estados. o Continente americano é o exemplo único de solidariedade. a regra politica. chamada doutrina de Monroe. Nem mais se conclue da acceitação em tácita de assembléas mundiaes quaes sejam as de Haya ou a. que. Nessa trajectoria. favorecido por cir- mo russo no noroeste americano. America. gradativamente. Os 7". em comparação com a America. o transitório pelo definitivo. sem embargo muito remoto ainda. no con- na historia dos povos. o que redundava. vai. Substitue-se no mundo. a conjugação das tendências anglo-saxonicas daquem e dalém pouco e pouco. Cortez. — os Estados Unidos. 9 A 12 — AMO 1 AMERICA BRASILEIRA ' INTEGRAÇÃO CONTINENTAL AMERICANA A America se torna cada vez mais convicta da sua unidaóV de 1823 é a proclamação da independência continental. moldar uma personificação parallela. desde 1815 ideava o Congresso de Panamá. segue-se não ser o direito internacional. nem sendo constituídos por paizes independentes. a America. ^ com muita nitidez. porém. Colombo. grande em demasia para se conter no planeta. Essa pujança de novas directrizes. o que constitue um modelo. concluindo por observar. com descortino e elevada visão. Mister se tornam o voto e o texto pelos quaes se re- buição mundial a sua divida de origem. o monroismo a independência continental. mais (I) Não ha exaggero em prever o desapparecimento. Os excessos praticados em nome da doutrina turvam a limpidc-z da consciência norte-americana. 1865. o qual. a vontade universal a conciencia se desaggrega parcelladamente pela crise collectiva da Europa tinha que se pronunciar como conservadora So nacionalismo em etapa de novas condensações. 48". Boliviar.

e a qua- ricanismo.r i e de tratados. r e presentada no movimento codificador do direito. e u m a proposta pensação ao anglo-saxonismo. E ainda. Assim são o luso-brasileirismo e o hispano-ame- cretizada. especialmente . do bom senso e da intelligencia. de cunho pacifico. interpretação adiantada de asylo (Congresso de Montevidéo o orientação homogênea do Continente. n a historia. ainda mais pela consagração geral nas bellica dos paizes e também pelas doutrinas germânicas sobre a Constituições ou na convivência continental a iniciativa do arbi- g u e r r a . na formação de uma consciência nitida. cada vez mais. u m cunho juridicb permanente. abstracto da realidade material e equações de força.ando pela . ibero-americanismo. as nascentes conrrentezas raciaes denominadas latino-ame- ha oito séculos dividiu a nossa península em dous traços. Mas igual a minha fé no vigor do dualismo ibérico. em concorrencia com os demais que outras tendências e agrupamentos'dlctem na communhão internacional. um modelo de Corte Internacional de Justiça (a de Car- americanismo é fecundo. de cunho moral. Historia da Civilização) o Brasil foi sustentar a dor da grande guerra. Quanto a s demais não cabem loas. immenso de extensão e de confrontações complicadissimas <oi. após longas af- flicções da humanidade. actualmente. e isto pelos resultados das Conferências de Haya. já. Alberto d'. íarcos representativos de seus limites definitivos. Jorge Latour. que ria incestuoso e funesto e só um affecto tranquillo e fraternal será tanto enthusiasma uma cerebração vigorosa como a de Alexandre Alvarez. isto. que se formam n a America ameaçando tina). nos princípios básicos da constituição de cada Estado e no quadro magnífico da sua diplomacia. A solidariedade humana assume. regendo-se pelos mesmos princípios ethicos de fraternidíS de e beneficência. de normas adiantadas. correntes particularistas. a transitória presença de uma hegemonia exis- veira: tente. cujo esboço j á se achava em franca viabilidade antes da crise de 1914. e timentos. como já ficou dito. . e. politico. Rodrigues. de 1888). ê na sua feição jurídica. num bello projecto do Sr. que se encontra a directriz continental americana de paz e sabedoria. consagração da boa accepção do monroismo. do qual participa integro o Continente. tentativa de Liga das Nações. dentro da altivez e da nobresa. a comprehensão liberal e social do instituto da extradicção (principalmente a ámerica la- do p a r a novos horizontes. dividas internacionaes. hispano-americanismo e luso-brasi- tro séculos vem dividindo o continente sul-americano nos mesmos leirismo. o principio de não intervenção. nações ibéricas. assim como as nações americanas são tributarias do pan-americanismo a America deve sel-o do mundo. H!«0«>. época memorável de subversão de todos os igualdade jurídica das nações.ou. Os congressos pan-americanos em linhas eoncentricas de irradiação devem. Progredindo. .MS.calmo. o principio territorial do "uti-possidetis" mediatamente e a nova éra fluente reconstroe o organismo do mun- di- reito dos neutros nas guerras. que esse mesmo escriptor repete do Sr. homogeneidade e construcção. ter. reuniões o veio precioso. Essa é a finalidade do p r o g r a m m á pan-americano. capaz de imprimir u m a attitude definida perante o mundo. n a raça. conclusões das declarações de Londres de 1909. condensando em si o reconhecimento moral dos paizes latinos pelos benefícios deste colhidos. * destinado a orientar o mundo. principio no direito penosamente creado. pela formidável organização».t jurídica. que de acanhada visão — para a marcha segura de realização do seu para o caso. referindo-se ás relações ibéricas: "Minuto de amor nao afim de attingir mais nobre meta — a idéa alevantada de pletho- pôde entre nós haver nem sequer "flirt" rico subsidio á philantropia universal e de farto tributo ao altruismo. empolgar todos os problemas de interesse continental. . também de algum sabor . o pan-americanismo. chileno e americano. congregará elementos harmônicos pelas suas nova linha de demarcação e u m a revivescencia do tratado de San tendências e historia. do seu contorno geral. pela cultura geral do? povos que representa. encaminhado praticamente por Blaine triuphos na Primeira fixado definitivamente' para a sua rota de de Washington em 1S89. scientifico. como subsidio ao pan-americanismo e com- tago. Manual de Oxford de 1913. con- mas vermelhos. creaçâo do Tribunal de Prezas e Corte Internacional de Arbitragem (Lawrence-The Society of Nations) e. inviolabilidade da propriedade particular. por volta de 1S94 e annos seguin:. necessários ao progresso e bem estar universal. comtudo. foudre" ao humanitarlsmo emfim.OH- roismo egoistico. princípios adquiridos da jurisprudência arbitrai.«*. progredin- cariismo reconstruetores hediondos das antigas rivalidades das duas do dizia. de codificação do direito internacional publico e privado por serem fontes de pendências seculares e animadas de program- (inicia- Dellas apenas o latino- tiva de José Hygino na Segunda pan-americana no México). fincando. onde se encontram Formam esse ou latentes ou em plena expansão os férteis fermentos do pan-americanismo. a propósito de taes congraçamentos. como um verdadeiro agradecimento aos Estados Unidos e ao mesmo tempo o final da tutela yankee para u m a reivindicação total do seu programmá. 9 A 12 apoiado na geographia. com uma saudação affectuosa a cada paiz visinho os . sendo elle um partido no concerto universal p a r a a sellecção dos bons princípios. menosprezando o jacobinis. onde. americano e universitário. Teríamos um retrocesso histórico onde surgiria uma social e commercial. sem u m a illusão ás facções de natureza histórica e racial. manifestandose em Haya. A sua acção é toda positiva nos re-' sultados e não negativa nos intuitos e. como assignala Oliveira Lima (America Latina. absorvendo a falsa comprehensão do mon- Ildefonso.sesuio realizar essa obra prima que é o delineamento paulatino t. foi ludibriado pelo " c r a c k " politico causa- America Ingieza. Acode-me á memória um periodo do Sr. por ausência de uma a Argentina a condemnação do emprego da força na cobrança das saneção garantidora de sua efficacia. apresentada pela America Central em 1907). O conluiei. tal ismo é uma ampliação do nacionalismo e como este participa dos mesmos factores formativos. Epitacio Pessoa. Bettencourt programmá fecundo em creações de bemfazejo egoismo continental.AMERICA BRASILEIRA ANNO 1 Nb. após o cataclysmo fez-se sentir im- tramento obrigatório. onde um paiz como o Brasil. a. a Colômbia a humanização da guerra. Todo esse patrimônio precioso do senso jurídico universal e experiência adquirida. Cumpre não terminar.no que o desvirtua. Uma leunião em Washington da Conferência de Paz centro-americana finalizava o tactear das tentativas para o inicio cheio de seiva do pan-americanismo. legitimo" e menos ainda "coup de E n t r e duas nações que nasceram irmãs todo o amor seO mesmo pôde ser repetido i>ara a America do Sul. por assim dizer. A reacção da cultura. n a cultura e nos senmanifestada numa .-reação de um Bureau um instituto pedagógico oontro-amerieano. E ainda outro. fontes de rivalidades damninhas dous troços symetricos".

Borel veiu ao Rio dissertar sobre a famosa theoria de Ernstein. ou quasi tod. Mas a nação franceza. ainda desconhecido. E ' um dos mais eminentes amigos que conta o Brasil na E u r o p a . Ao lado desta missão. berço da r a zão. de volta da guerra onde serviu a sua grande pátria como combatente.meida. simples agglomeração de commerciantes. ambos estão em contacto com os nossos pensadores e escriptores. Se quasi todos os paizes nos trouxeram a affirmação da sua amizade nesta hora de alegria nacional. tem reservado á s nossas lettras o lugar importante que merecem n a actividade intellectual latino. mas tão a b s u r d a " . é um nome conhecido por todos aquèlles que estudaram. G. achar o gesto que nos viria mais honrar e desvanecer. o S r . Atravez oa séculos a F r a n ç a herdou da Grécia. Martinenche. cujos nomes são igualmente admirados e queridos pelos inteílectuaes brasileiros: os S r s . a F r a n ç a enviounos outra denominada da Instrucção Publica e que só se pôde distinguir da primeira por estar encarregada especialmente de r e presentar a Universidade. G. Georges Dumas. E confiou ao S r . conhecido em F r a n ç a desde antes dos seus t r i n t a annos. honrando-nos com a sua embaixada intellectuan mostrou-nos que. além de trabalhos pessoaes sobre psychologia. E ' professor ido Collegio de F r a n ç a e da Universidade das Sciências. em diversos volumes rapidamente esgottados. a philosophia. na hora em que certos elementos parecem querer acompanhaicertos jornaes vendidos aos nossos inimigos de hontem. Profundo conhecedor da. que constituem o corpo central da analyse moderna. mesmo de leve. no seu livro " L e hasard". A França. E. Mar tinenhe em passar a fronteira ideal dos dous idiomas irmãos. tão rica em grandes sábios. Ü A 12 - ANNO I AMERICA BRASILEIRA A MISSÃO INTELLECTUAL FRANCEZA NO CENTENÁRIO A F r a n ç a possue a arte. o sentido da medida e da harmonia. encontrava-se com o grande physico allemão. hoje em dia rarissima. A estadia da missão intellectual franceza nos honra de sobremodo. diversa das outras nações. Crozier a direcção da sua missão econômica. o dom maravilhoso de saber pensar e crear na beíleza. E . O eloqüente Presidente d a Republica Portugueza. e lhes deram. suas observações sobre a consciência e sua pathologia fazem delle o mais illustre continuador de "Willam J a m e s . para avaliar em que altura nos colloca o juizo da França. tornou-se celebre no mundo inteiro. esthetica e do pensamento castelhanos. t o davia. tem estudado. Georges Dumas muitos annos nos honra da sua amizade. nomeando um grupo de universitários e sábios para nos visitar. mais tarde. vêr os nomes dos inteílectuaes que nos visitaram em seu nome. H a no gesto do grande paiz amigo a mais lisongeira homenagem e a mais grata prova de amizade. recusando a lei da attracção universal. que analysou magistralmente. Não é inopportuno. tendonos já «risitado varias vezes. Professor de psycho-physiologia na Sorbonne. mostrou a que ponto conhecia e aprecia-va a nossa cultura e a nossa intellectualidade. Na "Revue de 1'Amérique Latine". Ambos conhecem a nossa língua e a nossa literatura. Borel consagrou-se sobretudo ao estudo da theoria geral dos funeções. Seria querer deliberadamente cahir no banal que repetir que devemos toda. chamada intellectual. A F r a n ç a também conhece os nossos recursos econômicos que podem. Emile Borel. Foi bebendo â fonte dos seus monumentos philosophicos e litterarios que se formaram os nossos maiores escriptores. Chiray celebrísou-se no mundo scientifico pelos seus importantes estudos que expõe na Faculdade do Medicina de Paris. não nos considera como Cathargo. comprehende. Le Gentil. " t ã o bella pela sua simplicidade. Le Gentil tem consa- grado numerosos artigos e estudos a autoieá orasileiros. A missão intellectual franceza comprehende o Sr. ambos nos vêm revestidos da honorabilissima dignidade de membros da mais illustre Universidade do mundo e possuídos da nossa maior admiração e da nossa mais cordeal gratidão. comparou o Brasil com o Império Romano. Critico subtil e penetrante.( P ü M S . Annibal Falcão. Professor da Sorbonne e o D r . com o culto da beíleza e o amor dos idéaes superiores. t o r n a r o Brasil o celeiro do mundo e um dos seus maiores fornecedores industriaes. pelas mãos dos seus? inteílectuaes. igualmente do Instituto. Na hora em que commemoramos o primeiro centenário da nossa independência. seu nome. do Instituto de França. . Basta. O mathematico Emílio Borel é u m dos mais gloriosos sábios da geração contemporânea. da arte e da democracia. cujos destinos preside. Pierre Janet. E . E. assumiu a cadeira de litteratura portugueza tia Sorbonne. o D r . que professa no Collegio de F r a n ç a e na Sorbonne. mas como u m a nação cujo espirito um dia continuará a obra imperecivel do gênio latino. da impregnar todos os seus actos de elegância e cavalheirismo. não tardou E. Martinenche e G. entre todas a s nações amigas.ame«trjcana. Dr. dizer que os inteílectuaes brasileiros jamais se esquecerão daquelles que lhes abriram as portas luminosas da cultura latina. Pierre Janet. mas como escriptor sensível e artista. Georges Dumas tem provado o seu affecto para com o nosso paiz em numerosas conferências realizadas em F r a n ç a . estudando á nua vez o portuguez. O D r . L. Le Gentil. Compõem-na dous professores da Sorbonne. ella soube. a grande r e publica latina deu-nos a prova do seu particular apreço escolhendo para nos saudar uma missão de inteílectuaes. Sua obra assaz volumosa. já em 1914. José d'Al. Recebemos agora da França.t a nossa formação intellectual aos francezes. a influencia da litteratura hespanhola sobre as lettras francezas. em um dos seus mais bellos discursos. conhecendo com rara erudição toda a nossa historia litteraria. não como commentador frio e dogmático. diversos livros de estudo geral. Chiray «athedratico da Faculdade de Medicina. enviando-nos missões econômicas que nos confirmam em nossa confiança na futura riqueza do Brasil. o nosso diploma de nação culta.

o faustoso titulo de autonomia municipal. disse o brilhante confrade: " E ' notável e digno de assignalar esse m a g n o papel das municipalidades n a construcção do nosso Brasil livre. exigiam que os governadores comparecessem pessoalmente no paço da camara. industrial. a fazer contraste com isso que hoje se enfatua com. do r — T. 129 e segs. separadas por muitas milhas de Oceano. E a resistência á oppressão de governadores e capitães-generaes. e a cuja sombre se formava a consciência collectiva da pátria lusitana e h a viam florescido princípios e doutrinas de amplo liberalismo politico. o rei legitimo da Hespanha. p a r a com ella.) Oliveira Lima. Isto aconteceu por oceasião do conflicto que surgiu entre a regência nacional estabelecida por D . mais de u m a vez. o primeiro que. sujeitos á s metrópoles da península. foram a s Villas e Cidades. talentoso Secretario do Instituto Geographico e Histórico da Bahia. as attribuições de que dispunha o poder municipal chegavam a ultrapassar a sua verdadeira natureza ( 1 ) . E ao evocarmos nos bellos dias que correm a s lutas. nas patentes da terceira linha ou ordenanças. foi natural que n a época da transição determinada pelos acontecimentos políticos e pelo espirito do século. foi a municipal: estabeleceram-na aliás como antithese sociológica das m u nicipalidades européas. onde cada núcleo se via isolado do centro governativo pelas difficuldâdes de transportes e communicações entregues ás suas mesmas forças. escreveu o D r . os cabildos hespanhóes avocassem u m a autoridade que por motivo da confusão provocada n ã o se sabia em que mãos ia p a r a r . E r a m a s nossas Câmaras Municipaes vestígios atávicos da liberdade concelhia. de 1905. rea'çou o papel altamente patriótico representado pelas Câmaras da Província nos successos da emancipação. que fizeram em bôa p a r t e a independência brazileira e têm quasi total a gloria de haverem inspirado. E r a m elles o eixo em que girava a organização militar. versando o assumpto da emancipação sul-americana. n a Paulicea celebrada. e a 25 de J u n h o do mesmo anno. onde se pode lobrigar o geito de escola de governo. o que foi mais ou menos conseguido no correr do século X V I I I . O. a velha* instituição local de Portugal. talvez o maior brazão da nossa gloria. instituição profundamente democrática que. João VI na pessoa do Principe Real e as Cortes (2) O D r . vem de molde relembrar u m a das primeiras a mais enérgicas manifestações da vida civica nacional.. m a s também de toda a tentativa de mando proveniente da E u r o p a . na famosa Cachoeira. aqui como alli. chegando até. Deste estado de cousas originavam-se freqüentes conflictos entre a s câmaras. Sob pretexto de custodiar a integridade e inviolabilidade dos direitos soberanos de seu senhor directo. n a s representações de seus procuradores em cortes. j á havia chamado a attenção para o phenomeno da iniciativa communal n a s cruzadas redemptoras de toda a America L a t i n a . aliás. Washington L u z . vol. Os acontecimentos de Fevereiro de 1822 foram a iniciação da liberdade conquistada ao preço do sangue de patriotas. E m seu discurso. nunciado na sessão solemne do Conselho Municipal de Santo Ama. por nomeações. para substituir o Senado da Camara. Naquella época fruiam a s municipalidades u m a importância politica de alta relevância. Só isso lhes b a s t a v a u m valor crescido. Foi o D r . nos protestos e reclamações das C â m a r a s . os debates. Foi preciso tempo e energia da parte dos poderes geraes p a r a se ir gradualmente forçando as câmaras municipaes a circumscreverem-se na orbita das suas a t tribuições legaes. ro. e os poderes q u e se arrogavam. pelas contingências de u m a acção immediata n u m mundo agitado de cobiças e guerras. decretavam a criação de arraiaes. oppondo diques ao absolutismo asphyxiador da metrópole era ahi que se gerava e crescia — nos levantes populares e regionaes t ã o freqüentes n a nossa vida colonial.AMERICA BRASILEIRA NUMS. Afora a primeira linha eram as Câmaras que formavam. p a g . ou a Camara simplesmente. gritado aos quatro ventos pelo Príncipe.ANNO 1 AS CÂMARAS MUNICIPAES DA BAHIA NA INDEPENDÊNCIA Celebramos hoje o primeiro centenário da proclamação solemne da nacionalidade brasileira: symbolisa-o o brado épico do T p i ranga. pro- L (1) As Câmaras do tempo Colonial eram regidas pela Ord. Mesmo muito cerceadasj á a s suas attribuições. Tal a acção das Câmaras Municipaes no movimento independentista. . aos 14 de J u n h o do anno corrente. J . "Wanderley Pinho. de todo desilludido de u m a sô monarchia abrangendo t e r r a s de dois mundos. phenomeno não espanta a quem saiba que a única instituição existente nos povos americanos. são factos incontroversos que nos dão a preeminencia no movimento libertador que sagrou a exisencia de mais u m a soberania na America e no mundo. de 1828. não só do alcance do rei estrangeiro e usurpador. nos seus officios ao Rei e ao Conselho de U l t r a m a r " (Pereira da Silva — Historia da Fundação do Império. diz que a expressão Camara Municipal que é u m a creação do Direito Brasileiro. No Brasil onde a presença effectiva do monarcha impediu que se exibisse esse remédio de lealdade colonial. F o r a m os Municípios. precedendo aqui o phenomeno — município — ao phenomeno social — povo. No Brasil. Const. Restava naquellas corporações administrativas ainda a tradição do antigo poder que haviam usurpado e exercido: pela n a t u r a l tendência de ampliação de prorogativas. FÔra o acto decisivo da separação política. especialmente da Bahia. "Promoviam a guerra e a paz com os gentios. Regimento das Câmaras Municipaes. grande era ainda o ascendente politico dos Senados das Câmaras (2) emprincipio do século X I X . Muito antes. c a p . remontava aos primordios de sua vida autônoma. a communa: em verdade é nos annaes dos Senados das Câmaras e dos Cabildos que devemos encontrar o processo da evolução social sul-americana. 9 A 1 Ü . a suspendel-os e nomear outros que os substituíssem emquanto o governo da metrópole providenciasse a respeito. aquellas corporações subtrahiram de facto as possessões da coroa. que a cellula inicial da organização das novas nacionalidades se encontra n a instituição municipal romana transplantada p a r a a America pelos fundadores do nov» mundo latino. apparece pela primeira vez n a Lei de 1 de Out. porém. convocavam j u n t a s p a r a discutir e deliberar sobre negócios da capitania. j á se combatia pela redempção nos campos da Bahia: reclamemos bem alto por essa primasia histórica. E m seu livro La Evolucion Histórica de la America Latina. seguindo a tradição peninsular. as controvérsias que agitaram o berço da P á t r i a n a éra memorável da redempção. Alcides Cruz. no Cong. conflictos que não poucas vezes produziam derramamento de s a n g u e . franco e heróico o prelio da guerra santa que teve por epílogo a avançada triumphal de 2 de Julho de 1823. privando-os da liberdade. Quando os portugueses e hespanhóes colonizaram a America fundaram. de quando em quando em actas de vereações. no Reino. J á desde o principio do século X V I I I a s idéas nativistas surdiam pela acção das Câmaras. politica. I. na Bahia. o núcleo de toda a vida civica. " A s câmaras municipaes do Brasil e os cabildos da America Hespanhola foram o viveiro das franquias liberaes: por mais que os obscurecesse a sombra do despotismo real. resistência a corsários e invasores. que não era outra cousa mais que o Conselho. diz o sábio compatricio. organizado e realizado a c a m p a n h a libertadora da Bahia. principiava. Paulista. pelas necessidades do contacto e da luta com o gentio. as câmaras municipaes assumiram logo um papel proeminente e adequado á sua n a t u r e z a . — 66. 7°). " (Cortines Laxe. t r a t a r dos negócios públicos. commercial e religiosa. a sua aristocracia militar nos postos da segunda linha ou milícias. constituiram o terreno onde aquellas franquias germinaram e acabaram por florescer. governadores e outras autoridades." E mais: "Robustecida a velha instituição latina e depois ibérica por três séculos de florescimento colonial. pois que foram elles.

. A . com o massiço ariete do nosso patriotismo. Presidente. para um pronunciamento collectivo em favor da Acclamação de D . AMERICA BRASILEIRA A's 9 horas do dia 25 de J u n h o reuniram-se n a sala da Camar a da villa o juiz de fora. R. A . em carta datada de 22 de Março de 1822. elles não queriam roubar a seus Irmãos da Capital uma gloria. seus innocentes edifícios. a 9 de Janeiro de 1822. e soffremos cruéis hostilidades. Perto onde está o feliz momento de ser V. este escrivão do senado da Camara.NUMS. retumba na praça a voz do procurador Manoel Teixeira de Freitas. 20 e 21 de Fevereiro. De feito. R. E aquèlles « mesmos. Debalde tentou ainda augmental-as. Joaquim Antônio de Ataide Seixas. Continentistas. por esse tempo. instigados ademais á rebeldia pelos emigrados da Capital. Altamente penetrado da mais viva gratidão para com V. . dos desastrosos eventos de 19. com que o regulo Madeira imaginava poder obstar a qualquer movimento contra a sua propalada oppressão" (Cayrü — Hist." Aos que estudam o inicio do movimento da emancipação na Bahia. A. e o commandante da referida escuna. Francisco á frente. que os liga. commandante da cavallaria miliciana. mas também a que o confirmou com a valente e feliz destruição dó bloqueio. A. bahiano também. e defensor perpetuo do reino do Brasil. resalta. explicam os fins da reunião. Senhor. se tornou leaãer do movimento nacionalista que se esboçava franco e enérgico. A' pagina 680 da sua Historia da Civilisaçãò. sobrelevando o que se referia á organização do poder executivo no Brasil. no desenrolar dos acontecimentos que se seguiram á chegada do diploma do mesmo general. e gritaram de improviso os generosos povos das villas de Inhambuque. Francisco Gomes Brandão Montezuma. O papel da camara municipal do Rio de Janeiro foi. e. seu presidente. este brioso povo almejava por repetir o grito regenerador dos mais felices Fluminenses. Senhor. coronel aggregado ao mesmo regimento. Os acontecimentos de Fevereiro puzeram de sobre-aviso os pov o s do interior. que a escreveu. Pedro em seu posto supremo. E m suráma foram aquellas corporações que levaram a termo com a maior sabedoria a independência do paiz. V. e Maragogipe. além de desnecessária. Antônio Pereira Rebouças redige a Acta da Vereaçãa do glorioso dia de Cachoeira. Francisco. Vale recordar os nomes dos signatários da representação alludida: Antônio Augusto da Silva. A. R . attentos á voz da P á tria. Francisco José Lisboa. E ' o que se evidencia da leitura da participação feita a El-Rei D . depois o — Constituiconal — e por fim — Independente Constitucional. que a "iniciatva do movmento nacionalista nas colônias hespanholas como no Brasil foi tomada pelas corporações municipaes. cabe-lhe até a iniciativa de tal movimento. Antônio Ferreira França. dera o primeiro passo na estrada da desobediência aos decretos impoliticos das Cortes Lusitanas. Paulistas. u m a solidariedade eloqüente de que. graças ao centro de attracção existente no throno. o augusto titulo de sua verdadeira regeneração. e Pernambucanos: almejava por apagar a feia nodoa do scisma. de inequívoca servidão. Transcrevemol-a integralmente: "Senhor: O leal. sobretudo. que a seu bel prazer sete homens levantaram entre esta. Senhor. o oppressor Madeira. e brioso povo do districto da Cachoeira.' A's 5 horas da tarde do mesmo dia principiava a guerra e corria o primeiro sangue cachoeirano. talvez. Sergipe do Conde. E ' de ver a altiva e eloqüente participação que o Senado da Camara de Cachoeira fez ao Principe dos successos desenrolados. entendiam-se a s câmaras de Santo Amaro. por ai-" guns dias com balas e metralha. que se achavam a bordo. hoje não podem unir a sua a essas. c a p . quanta é a intima convicção. Francisco Antônio de Souza Uzel. Pedro de Alcântara como Príncipe Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. diz o D r . é nosso defensor perpetuo. que lhes tocava com tanta maior justiça. quiz renovar nesta villa as sanguinosas catastrophes do dia 19 de fevereiro. Os editoriaes do periodo Constitucional (3) então redigido por Acaiaba Montezuma e Francisco José Corte Imperial conjugavam-se com as respostas altivas e patrióticas que as Câmaras Municipaes das villas do Recôncavo. de onde lhes vin h a a palavra quente e enthusiastica do Principe Regente que. José Pinho. foi dignamente repellida pelo denodo e patrotismo deste povo. diz ainda Oliveira Lima. em que succumbir a m mais de duzentas pessoas. Resolve a Camara consultar a vontade do povo e da tropa. Santo Amaro e S. cresceram os grilhões e algemas. dos principaes successos do Brasil. depois de um renhido combate de três horas. Senhor. o magnifico procedimento dos Senados das Câmaras de quasi todas as cidades e villas da P r o víncia que a s Cortes Portuguesas transformaram no baluarte de seus idéaes retrógrados. Cresceu o tempo. perguntando "se eram todos contentes que se acclamasse S. Cachoeira. " e um longo e sonoro Sim echôa destemido e commovedor. terminando a mesma por suggerir ao monarcha a "absoluta necessidade da remoção das tropas européas" destacadas n a Bahia. R . do Conselho. foram o rastilho que iria deflagrar a bomba j á carregada: nas respostas se transformaria a conspiração em revolução. em vista da "tranquillidade e prosperidade" do pais. Maragoglpe. não sô os honrados Cachoeiranos (cujo crime todo consistia em quererem ser Brasileiros. 9. e mais membros. encarnando a resistência local que felizmente se converteu em nacional. João VI.) (3) Antes chamado — O Diário Constituiconal. 9 A l â . "A villa de Cachoeira teve a fortuna de ser a que não só fez publico acto de reconhecimento da regência do princ'pe real. as quaes pretendiam reduzir o reino ultramarino j á dotado de autonomia — Portugal e Brasil formavam desate 1815 u m renino unido — á antiga e subalterna condição colonial. de quem temos a honra de sermos órgão. como com effeito bombardeiou. o vigário com todo o clero. Cada dia augmenta mais o tyranno suas forças: cada dia maneja novas a r m a s . R. Taes perguntas. Mas. e a s mais provincias Brasilienses. e da terrível Hollanda as provincias Brasilienses. ao primeiro lanço. e subidtos de V . elles fizeram repercutir em todos os pontos do globo o valente grito de oitenta mil Brasileiros. lavraram. A voz da Camara da Cidade do Salvador nos dias infaustos de Fevereiro de 1822 foi o grito de alerta que retumbou por todos os recantos da Província: foi ella que tomou a frente n a repulsa ao brigadeiro Ignacio Luiz Madeira de Mello. R . A. chefes e officiaes superiores. Semelhante affronta. prejudicial ao socego da Província. ficam presos á ordem de V. promoveram sob a base mais ampla das juntas provinciaes a continuação de D . desfralda-se á vista da multidão o estandarte da communa. S. assoma as janellas do Paçp a corporação municipal. da qual consta ainda o voto da Camara p e l a "retirada da tropa européa. na hora trágica da grande iniciação. os empregados públicos e grande concurso de povo: Garcia Pacheco. apparecida em 1920. Debalde o verdugo da Bahia. tomo 4o.) mas até. decisiva na fundação do Império democrático que foi o do Brasil: em certo sentido. os Cachoeirenses são bahianos. os deputados da Província nas Cortes de Lisboa. com mais vinte seis pessoas. militares..de de sentimentos. a 16 de Março de 1922. que outriora com denodado esforço a r r a n caram da poderosa França. e Rodrigo Falcão Brandão. proclamando sua liberdade. Foi nessa opportunidade que as câmaras do Brasil. Jaguaribe e outras mais longínquas. transformada desde então em praça de g u e r r a . não puderam mais contemporisar: porção a mais brilhante da illustre descendência da primogênita do Brasil. Do torpe charco de venaes jornalistas s u r g e m . que cada vez sopeavam mais a soberania inauferivel de seus illustres habitantes. Patenteia-se entre ellas. Cresciam dia a dia os anhelos de união ao Rio de Janeiro.. em seguida com a categoria e dignidade de soberano. Santo Amaro. acaba de pro clamar e reconhecer a V . a principio com o titulo e a honrosa missão de defensor perpetuo do Brasil. R. por ser esta. tendo-se rendido á discripção n a noite do dia 28 de Junho. Nós somos op prlmidos.. e seguintes da Capital da Provincia. Mineiros. A. que defenderam!!! Os Cachoeirenses. nunca suspeitassem os recolonizadores. ANNu I constituintes de Lisboa. Inhambuque. da perfeita egualda. para bombardear. que em todos reina. como nós. o capitão-mór dos ordenanças. davam ás consultas que lhes fizeram. proclamado em todos os pontos do solo Bahiano: assim podessem nossas forças inferiores esmagar as do tyranno. destacando neste rio uma escuna artilhada. como regente constitucional. nomeado governador das armas da Bahia pela •Carta Regia de 9 de Dezembro de 1821 e que.

AMERICA BRASILEIRA E m I n h a m b u p e foram: Presidente. o Presidente da Camara era o Juiz Ordinário Lourenço Mendes 3? Araújo. a Camara que figurou «* acclamação constou dos seguintes cidadãos: Presidente. em Caitété no dia 15. no dia 18. Caravella» ** Belmonte. Respondem a u m a voz que e r a . definitivo: é a chamm a que se abrasou em 25 de J u n h o de 1822 e só se extinguiu em 2 de Julho de 1923. benzoante de murmúrios que se interrompem por vezes em acclamações. A vereação começa. A Camara da Villa de S. Na Acta da vereação da Villa de S. anteriormente. á frente de suas t r o p a s . E r a então a Corporação municipal de Santo Amaro composta do D r . Pede venia. Procurador e o Escrivão Silvestre Bartholomeu de Almeida. Geremoabo. áhnuindo ademais " á causa a b r a çada pela maioria das Provincias do sul e norte do Brasil" Ainda aqui se repete a mesma scena empolgante e democrática da consulta ao povo e á tropa. Vereadores os S r s . R . Caetano Affonso Monteiro. Francisco de Paula Carvalhal. e ao senado da camara la capital. e Bento . ora enxovalhando o respeito devido á j u n t a "do governo. todos a se acotovelarem com o povo. borburinhante. como Procurador . que no dia 5 de Outubro atravessou o rio Sa<> Francisco. Presidente. A Camara de Camamú era composta do Juiz Ordinário MarcellinoFrancisco de Mello.e Belmonte ignoramos os nomes de seus m e m b r o s . como Vereadores José Campello de Andrade. Vereador»». Pedro Alexandrino de Carvalho. José "Wanderloy Pinho. do Livramento do R'o de Contas. Não sabemos os nomes dos que compunham o Senado da primeira. tudo o que moral e materialmente puzeram aquèlles varões ao serviço da Pátria. Caetano F e r r e i r a Borges. "Veem-se na Praça. fazendo-a o Juiz Ordinário Manoel Teixeira de Carvalho e Vasconcellos. Vereadores. em signal de regosijo popular e para da1" a vêr aos lusitanos o contentamento dos iThéos. accenderam luminárias e grandes fogueiras pela costa. illuminando a consagração integral da P á t r i a nova que se fundava n a America. 21. Miguel Ângelo e Caetano Dias F e r r e i r a . Presidente. o C a p m . — 2o — que os seus habitantes reconhecessem a S. Capitão Manoel Atanasio de Azevedo. execráveis monstros de t y r a n n i a s : e. Capm. em Santarém. capitães de 2* linha. a tropa. Ângelo Custodio Villas-Boas. a decisão. A 29 de Junho. foi u m a scena memorável. Santo Amaro. o garbo orgulhoso e o modo desdenhoso da nobreza solarenga. A Camara de Santarém era composta do Juiz Ordinário Capm. José Gnidio de Figueiredo. Antônio José de Menezes Nobreza. Antônio Cardoso Gomes e AntonleCosta. José Caetano Saraiva. quando o Procurador da Camara. Tal documento. também chamada naquelle tempo Sèrinhaem. A Villa de Porto-Seguro adherío ao movimento em Novembro de 1822. Vereadores. assignando o termo de vereação-. E m Jussiape. sendo vereadores Antônio José Bernardo. Jo^ 6 '** . servido de Procurador José Albino da Silva e de Escrivão Francisco José Rabello da Silva. vae ás janellas. Ignacio dos Reis Peixoto. em data que não pudemos descobrir. Vereadores. Juiz de F o r a Antônio Cerqueira Lima e os Vereadores Jeronymo José Albernaz. Francisco Gonçalves Leite. resoante. João Francisco de Souza e João Caetano Lessa. Também não saTemos os signatários da Acclamação em Itaparica. á nação. Dionisio Vieira de Lima F a t u m . sendo Escrivão Feliciano Teixeira da Matta Bacellar. Francisco. ás cortes. Pedro. p a r a saber se as duas resoluções da Camara eram a expressão de sua vontade: unanime foi o sim patriótico. e Escrivão Pedro Alexandrino Rodrigues d'01hrelra. José Ignacio da Costa e Almeida e João Marcello Alves Barbosa. e Felix Alves do Amorim. o D r . como j á pela Camara havia sido declarado na sessão de 14. assignado-a José Antônio de Souza. Ricardo Lourenço de Almeida e Theotonio Gomes de Azevedo. Manoel Correia de Miranda. Procurador. Vereadores. além as sotainas e tonsuras de padres e prebendados. se compunha do Juiz Ordinário Jorge da Silveira Machado. a honradez essencial. a 2. gente mais brava que piedosa. apinhada de gente os fardões de officiaes de primeira linha. E m Santo Amaro. Pedro Antão Neto Cavalcante. Joaquim Pedreira do Couto Ferraz. Jussiape. que presente era no paço e na praça. Antônio de Araújo Gomes Júnior. Procurador Antônio Felix Henrique de Menezes. Obedeceram ao mesmo ritual as acclamações do mesmo dia em Maragogipe e Inhambupe. o Juiz Ordinário Manoel Antônio Campello. José Venancio da Fonseca e José de Araújo Baptista. Procurador. Procurador. reduzindo á inteira nullidade aquellas principaes autoridades da província. A Camara de Cayrú foi presidida pelo Juiz Ordinário José A r a n h a Coutinho. João Gomec de Carvalho. as fardêtas dos soldados e officiaes de ordenanças. S. apenas n a r r a m as chronicas q'»^» na noite de 21 de Outubro. e t c " . como Presidente. Escrivão. Antônio Manoel de Souza. J o a q u i m Coutinho de Almeida e Bernardo José de Almeida. o que sabemos é que o seu Capitâo-mór. ao Rei. Custodio Alves Ferreira e Antônio Joaquim d'01iveira. Bento de Mello. E m Jaguaribe fez-se a acclamação em 29 de Julho de 1822: os membros da sua Camara eram o Sargento-mor Joaquim José de S a n f A n n a Lisboa. como Regente e Defensor Perpetuo do Brasil. Geremoabo. Escrivão. Manoel Teixeira de Freitas. Presidente. cumprimenta e lê ao Senado uma representação da tropa. Marahú. Escrivão. Da Camara de Mirandella faziam p a r t e o Juiz Ordinário Anton!» Modesto de Sá. como Presidente." Assignaram tão decidida representação o D r . Capm. Presidente. Sobe as escadarias da Camara o Coronel Gaspar de Araújo Azevedo Gomes de S á .o Juiz Ordinário e Capitão-mór João Nune«> de Souza. no dia 14. o depois Visconde de Monteserrate. P r o c u r a d o r . Maragogipe c Inhambuque. N a primeira também chamada Paratigi. Bernardino Joaquim de SanfAnna. Vereadores. Antônio de Castro Lima. traduz exactamente a tempera.NUMS. 9 A 12 ANNO I á voz do infame. Procurador. Procurador. Ignacio Rodrigues Maia. João Alexandre de Andrade e Freitas. e em Camamú no dia 25. Presidente. pedindo — I o — que esta villa e seu districto se considerasse já unida á causa adoptada por quasi todas as provincias do Brasil. Pedro da Silva Pimentel. clero. nobreza. Capitão Antônio José Ferreira. Procurador. todos deram e repetiram os vivas do estylo á religião. Vereadores: Theodosio Dias de Carvalho. a Camara. afim de apresentar a acta da vereaça» ao General Labatut. a D . Pedro. E m Agosto acclamou-se n a Freguezia do Catü. rctmpunha-se dos seguintes membros: Presidente. As villas de Barcellos e Mirandella acclamaram em 22 e 25 de Setembro. que podemos considerar como a Acta da I n dependência da Bahia. E m Jacobina a acclamação se fez a 12 de Julho. a solemnidade de formas. Romualdo José P i n t o e João Vicente <•* Queiroz. Presidente. Procurador. ora espalhando falsas noticias aterradoras. Joaquim Vasques. os dourados arrogantes dos officiaes ricos das milícias. A multidão. estando nas mesmas janellas com seu Presidente. Manoel de J e s u s Almeida. Ouvidor e Corregedor da Comarca. Vereadores. Manoel Rodrigues Fragoso e Sebastião Egino da Assumpção. respectivamente. Apolinario José de Oliveira. que é a Villa » e N . E ' um documento claro. Na Villa Nova do Principe. Resolve o Senado acclamar o Principe. fizeram idênticas vereações as Câmaras das Villas de S. a altura de miras. Domingos da Silva Freire. como Procurador Antônio de Souza B r u m e Escrivão Reginaldo José de Miranda. o Vereador mais velho. Francisco está escripta a adhesão á regência de D . povo e cidadãos bons. parti» no mesmo dia para Penedo. fazendo-nos pelo t y r a n n o a mais encarniçada guerra. ao grande e augusto objecto da redempção n a cional. Manoel Joaquim do Carmo e Manoel Pereir a d A s s u m p ç ã o . Domingos Constantino da Silva.Tr>. Aos 6 de Agosto fez-se o mesmo n a villa de Valença. No mez de Outubro fizeram-se idênticas proclamações em VIU* Nova. refere-nos o Dr. Cayrú a 20 e n a povoação de Itaparica. toda aquella gente reunida rompe n u m longo e fremente brado. nitido. n*" viam adherido Urubu. E logo a Camara com o seu estandarte. Francisco compunha-se dos seguintes cidadãos: Presidente. antigo nome de Caitité. como Vereadores. Juiz de F o r a Joaquim José Pinheiro de Vasconcellos e Vereadores o Prof. A. em altas e intelligiveis vozes lê o pedido e pergunta se era aquella a sua vontade. Levanta-se. A Camara da Villa de Itapicurú fez a acclamação em 7 de Julho de 1822. Das Câmaras de Urubu. Vereadores.«5 rio Pousa: Procurador Romão Pereira de Menezes e E-rriv > João Pinto Ribeiro de Souza Bulhões. Em Maragogipe a Camara que assignou a Acta da Acclamação. Antônio dos Santos Jardim. João Caetano Borges: Vereadores. que tanta gloria conquistou na guerra santa. Benemérito Antônio José Duarte d*Araújo Gondim como Presidente e João Lourenço d'Ataide Seixas.

José de Souza Leite e Antônio José de F a r i a . Francisco. U AMERICA BRASILEIRA" Afim de não ser s u s p e n s a a remessa d e s t a Revista. Manoel dos Santos Reis. Santo Amaro e Cachoeira. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que vae passar a A m e ' rica Brasileira. Apreciando-o devidamente. Manoel Lopes de Oliveira e Antônio da Silva Oliveira Guimaraens. Bernardino José de Lemos e Antônio Carlos Pedroso. abriram as clareiras da conquista da Independência Bahia e Cidade do Saivadoi. os trabalhos dos Senados das Câmaras da Bahia: tomaram aos hombros a pesada missão do chmamento ás armas de seus visinhos e recrutam escravos e libertos. e João Borges Figueiredo. dellas~se ouviram os primeiros protestos contra o regimen oppressor dos representantes da metrópole. o Juiz Ordinário Felisberto de Azevedo Coutinho. que não puderam quebrar «33 milhares de soldados de Madeira. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DAS INDUSTRIAS FRANCEZAS . das Câmaras Municipaes: nellas teve a sua germina"ç5o mais fecunda o ideal supremo da liberdade nacional. passará a ser de 10$000 por anno. em Acclamações. que teve a dianteira da revolução e foi a Capital da Província insurgida. A voz da Camara clamava do fundo da alma dos povos pela redempção da Província espezinhada: interpretando o sentir geral. Germens da consciência nacional. porém. Vereadores. Da Cam a r a de Caravellas eram — Presidente. Santarém. em Jequiriçá. não diria aquelle historiographo compatricio que a liberdade do Brasil foi antes outorgada pelo monarcha do que conquistada pelos cidadãos. Joaquim José Guimaraens. 1—9—922. Do Instituto Histórico. organizam milícias. foi também' creada uma Inspecção do Commissariado de Guerra e Bocea. Assim. Procurador. Theodoro Rodrigues Lemos. Cuidam do abastecimento das tropas de terra e mar p a r a o que foram creadas as Commissões de Caixa Militar. E m Marahú figuram os nomes do Juiz Ordinário Pedro do Espirito Santo Aragão. de suas energias civicas se formou o feixe da solidariedade de toda a Província. Bernardino de Souza. BRASILEIRA O nosso maior e mais decisivo movimento collectivo partio. Manoel d'Oüveira Guimaraens. Nellas está sellada a perennidade da gloria da Bahia na Independência do Bra6ii. era verdade. e Escrivão. traduziram o clamor popular em documentos impereciveis que são todas as Actas das Vereações daquelles tempos épicos. o primeiro capitulo da Guerra Santa da nossa redempção é o do papel representado pelas corporações municipaes. Marahú. nesta villa. formam batalhões cujos sabres fulgentes enchem de luz as cargas de Pirajá e de Cabrito. Presidente.NPMS. Camamú. Ilhéos. Nazareth. pedimos encarecidamente aos nossos a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assjgnaturas. Villa de S. cujos prestamos e serviços foram da maior utilidade. mais ou menos pomposas e solemnes. 9 A 12 ANNO I AMERICA Rocha Bastos. Valença. sob a direcção dos Inspectores Major Antônio Maria da Silva Torre e João Pedreira do Couto. Procurador. Não ficaram. Vereadores. Rio de Contas. que.

AMERICA
M"MS,

í» A 12

BRASILEIRA

A.N.NO I

DOIS DE JULHO NA B A H I A EM 1823
O Visconde de Cavrú comprehendeu melhor a solução do magno problema da Independência Brazileira.
Primeiro havíamos de ter a emancipação econômica para termos posteriormente a emancipação política.
<
O 7 de Setembro, collimado na gloriosa data de
2 de Julho, na Bahia, foi a conseqüência lógica do
grande plano de Cayrú.
Os conselhos do grande estadista, moldados na
formula de um programmá econômico e em seguida
nas linhas indeléveis da Carta Regia de 28 de Janeiro
de 1808 eram a mais notável conquista e o acto mais
nobilitante praticados no inicio de uma nova phase da
\ida politica do Brasil.
Para chegar a esta conclusão não / ^ n e c e s s á rios os meios violentos porque as grandes transformações se fazem gradativamente.
D<- ha muito as idéas liberaes atravessando o
Atlântico, encontraram campo para o seu desenvolvimento .
As idéas Liberaes de Manoel e Thomaz Beckman e
Jorge Sampaio, em 1684, no Maranhão, não surgiram
isoladas.
Ellas eram o corollario da grande revolução de
1676 como uma manifestação da mesma força que
^oduzio a revolução de 1688, na Inglaterra propagando-se pela America do Norte até se consolidar em sua
independência.
O espirito de liberdade já se definia manifestamente
em tudo, modificando na Europa as organizações governaraentaes.
As aperturas do Governo de Carlos I modificaram
a traiectoria de Jorge III, tendo de permeio as vacilíaçoeã da Rainha Anna e o equillibrio dos derradeiros
Hanoverianos.
As grandes revoluções sociaes e políticas prendemse em fortes elos ás remotas torrentes do passado; e
se ellas. sacudindo a fibra do povo inglez, atravessaram o Oceano, modificando a estruetura das adiantadas
S S n i a ? da America do Norte, refluindo.para a Franç*
de 1789, cedo ou tarde haviam de se projectar na America Latina, fazendo triumphar o self-govcrnement
Aberta estava a larga estrada a palmilhar.
Bernardo Vieira de Mello, em Pernambuco, levantou em 1710 o pendão da revolta, propondo que aquella
CapuTnia se constituísse em Republica semelhante a
de Veneza.
Os mineiros insurgem-se em 1730 não admittindo
governador nem justiça posta por El-Hey.
A inconfidência mineira teve em Tiradentes o seu
«roto m a r h r e dez annos depois são mortos na Bahia
quatroTndividuos que planejavam uma revolução popular.
Os promotores da Revolução Pernambucana que,
1817 se propagou pela Província da Bahia, na rem
gião de S. Francisco, foram punidos severamente por
D João VI.
Entretanto, as idéas estavam latentes.
0< resultados da Revolução Franceza eram insophismaveis e as amarras que nos ligavam ao periodo
colonial, primeiro partidas por Cayrú. recebiam o golpe derradeiro das mãos de José Bonifácio, mentor do
primeiro Imperador

Ao sangue libertário dos Paulistas unia-se o do§
Bahianos.
A libertação da America hespanhola deu em conseqüência a separação das varias unidades, constituindo cada qual uma Republica independente.
Foi mais completa a tarefa de Pedro I. Não. assumisse a opposição que assumio, e, certamente o Brasil não teria sido Império! O primeiro Imperador, erguendo o brado de "Independência ou Morte" sanecionou o movimento do despertar do Brasil prmovido no
scenario da Metrópole por brasileiros notáveis como
D. Francisco de Lemos, Azeredo Coutinho, Basilio da
Gama, Pedra Branca, José Bonifácio, Lino Coutinho e
outros.
Essa pleiade brilhante era a garantia segura do
triumpho da causa da Independência.
"A imprensa pelo "Reverbéro Constitucional", de
Januário Barbosa e pelo "Correio do Rio", de Frei
Francisco de Sampaio e de Soares Lisboa, fez-se instrumento preexcellente da lueta iniciada, generalizando-se
a todos os ângulos do paiz e favorecendo o movimento
de conjuncto que ainda não existia.
A intimativa de D. João VI a Pedro I para que
partisse para Lisboa rompeu as reprezas da revolta.
Amotinou-se a população em 9 de Janeiro de 1822, dando em conseqüência o "Fico"
Definiram-se as provincias. S. Paulo abraçou a
campanha libertadora e no Norte, a antiga fidelidade
á Metrópole partia-se, (19 de Fevereiro) precizamente
na terra onde era clássica, a Rahia, levantando em massa contra o General Madeira de Mello"
A Bahia sellou com o sangue de seus filhos a causa
&« Independência. — Cabrito, Funil, Pirajá, Itaparica,
Cachoeira e tantos outros lugares passaram a Historia
ennobrecidos.
Nella chegou ao auge o heroísmo da população.
Organizaram-se batalhões patrióticos, fizeram-se
fortificações, frágeis embarcações demandaram o morI»Ü de S. Paulo em busca de munições, e os solares do
Recôncavo de Santo Amaro e Cachoeira proviam gratuitamente as tropas.
Pedro I remetteu para esta Capital "o Batalhão do
imperador" do commando de Lima e Silva, como uma
insigne honra aos Bahianos concedida.
O que foi a campanha libertaria em nosso Estado
dizem a nossa Historia, o heroísmo da gente do R?concavo, os destemerosos de Cabrito e Pirajá, a tenacidade
de Labatut. a bravura do cometa Lopes, a serenidade
de João das Bottas, o valor de Lima e Silva, a tactica
do valoroso Capitão, que depois se chamou Duque oe
Caxias, o martyrio de Joanna Angélica, pagando com
o sangue precioso, vasado nas lages do Convento da
Lapa,"o sacrosanto amor á causa da liberdade de sua
terra.
O 2 de Julho é a data magna da Bahia. Ella inscreveu no livro luminoso da Historia os nomes dos seus
heróes, perpetuados nos pergaminhos de nosso Arcnivo perpetuado no bronze do monumento que o Povo
agradecido lhe ergueu, para que pelo futuro afora, as
gerações se curvem agradecidas aos seus feitos gM>"
riosos.
Bahia, Setembro de 1922.
F. Borges do Berros.

NUMS. 9 A 12

ANNO I

AMERICA

BRASILEIRA

A ENGENHARIA NO BRASIL
Ao transpormos o limiar de um século «ia Independência política, balançamos o acei .o das nossas conquistas nos diversos r a mos do saber h u m a n o . No que toca â Engenharia — louvado seja
— nada ficamos a dever em relação á s outras manifestações de
nosso progresso.
O que ella já fez ainda é pouco, não h a duvida; mas sempre
bom e promettedor.
Quem contempla, com admiração e orgulho, o quadro majestoso
do nosso scenarlo e compara na vastidão deste paiz collosso o que
temos feito com o que temos a fazer, avalia com segurança o quanto
necessitamos de trabalhar.
A' Engenharia está reservado o maior papel nesse sentido, como
o principal factor do progresso n u m paiz novo e inexplorado como
o nosso, onde quasi tudo está por se fazer.
Um golpe de vista intelligente lançado sobre o nordeste brasileiro, abrangendo uma década apenas destes últimos annos.provocará
o assombro q u e experimenta quem conheceu das condições do noroeste paulista e sul matto-grossense h a dez annos passados e
contempla no dia de hoje o espectaculo de grandeza que ostentam
aquellas p a r a g e n s .
Que condão maravilhoso andou por essas terras transformando
i a florestas em cidades, os campos em povoados, os brejaes em jardins? Foi a intelligencia que adivinhou as riquezas que ellas continham e architectou o plano gigantesco da sua conquista; foi a
primeira t u r m a de homens que trilhou os invios sertões em trabalhos de reconhecimento;
foi um outro troço de denodados lutadores que os percorreu em diversos sentidos na faina de exploração;
foram aquellas centenas de obreiros guiados pelos pioneiros intemeratos que rasgaram a s florestas, replzaram o solo, arrebentaram
as rochas, cortaram os morros, aterraram os charcos e amarraram
ao solo o caminho de ferro de civilização... Depois vieram outros
construindo a s casas, alinhando as ruas, captando a água, illuminando a s c i d a d e s . . . E outros montando os machinismos que rodarão
sem c e s s a r . . . Outros finalmente ligando pelo telegrapho e pelo telephone as distancias de outr'ora ás poucas horas d'agora.
Esse passe de magia feito num lance de heroísmo denuncia-nos
& evidencia o vulto da nossa surpreza e a grandeza do nosso futuro.

A evolução da Engenharia no Brasil foi difficil e lenta nos três
eeculos primeiros de sua existência e rápida e brilhante nestes últimos cincoenta annos. A historia dos feitos dos primeiros povoadores do paiz é toda feita de militarias: são invasões que se descobrem, insurreições que se combatem, rebeliões, revoluções... toda
uma litteratura de g u e r r a . . . A engenharia, pois, que domina, é a
militar: constróem-se fortes, abrem-se estradas, levantam-se muralhas.. .
Logo apôs entra em scena o jesuíta e os monumentos christãos
espalham-se por toda parte como sentinelas alertas da é dos nossos maiores.
Mais tarde a s minas atraem o homem ás aventuras das entradas. Esboçam os roteiros das bandeiras as futuras cartas das regiões. Vem dessa raça de botedores dos sertões o faro dos nossos
exploradores de estrada de ferro.
O apito da primeira locomotiva — tornando o éco quasi instantâneo das conquistas de além mar, annuncia o advento de melhores
dias.
A victoria dessa conquista não nos custou, porém, pouco labor.
E ' domando a s forças incoerciveis da Natureza — a fonte eterna
de toda a vida — e reagindo contra os desmandos e os desvios dos
elementos, que a Engenharia exerce o seu pleno governo. As lutas
que se travaram, entre o homem audaz e ambicioso e a Natureza
amante e ciosa da s u a omnipotencia, foram cruentas e inconcebivels.
O indígena senhor das florestas e dos regatos também protestou
contra o esbuho ão seu patrimônio.
Mas o engenheiro abrio brechas nas verdes cathedraes da
Amazônia e acompanhou de perto os cursos d á g u a . Pelejou os
kanigans do Noroeste, e a s anophélias do Rio Doce; galgou as serras que se lhe depararam no caminho, varou os morros que emper r a m a sua rota; iranspõz os riso que lhe atravessaram â frente e
««•guio sempre como u m triumphador.

Contra o mar insonte a nossa engenharia tem lutado com dei^odo, oppondo ás fúrias das ondas o amparo das suas muralhas e
facilitando o acostar das naus nos nossos portos.
As quedas d'agua rosnorantes, outr'ora motivo e thema de
poemas e descripções, são hoje fontes de luz e de energia.
As cidades se transformam enriquecendo-se de monumentos
grandiosos: por de sobre um rio joga-se uma ponte como no Recife; sobre um valle immenso constróe-se um aquedueto, como em
S. Paulo; um morro que atravanca perfura-se-o em tunnel ou
arraza-se-o de todo, como aqui no Rio.
Ou, então, constróe-se uma cidade, como em Bello Horizonte.
E m sobrando intelligencia e existindo techniea em demasia —
levanta-se o caminho aéreo do P ã o de Assucar.
Depois vem a epopéa grandiosa:
Rondon mede o Brasil com um fio telegraphico.
Mas tarde virão as obras contra a s seccas, virá a carta do
Brasil e a Capital Federal no planalto goyano.
Em tudo se pantentêa a obra benéfica da engenharia, rebellando-se contra a Natureza poderosa, melhorando-se as condições de
vida, facilitando os meios de communicação, augmentando o patrimônio nacional, aperfeiçoando os nossos costumes, concorendo finalmente para o progresso e desenvolvimento desta terra sempre fadada .
Os trilhos das estradas de ferro são armaduras de aço prendendo
entre si as diversas partes deste paiz colloso; a s cidades que se
muminam á noite, ã luz feérica da electricidade, são olhos que se
abrem para a civilização e pharóes que se accendem á superfície
deste gigante mostrando do seu contorno as formas estupendas; a s
machinas que estruem no bojo das grandes cidades são corações
latejando, impulsionados pe!a seiva da vida, batendo no isochronismo de um órgão são e pujante; os fios telegraphicos irradiando-se
en: todos os sentidos são os pensamentos de u m mesmo cérebro
ide.indo os mesmos planos, achitectando os mesmos castelos, trans-,
mittindo as mesmas impressões.
Tudo, pois, que vem das mãos e do cérebro do engenheiro, e
,ics domínios da Engenharia, mostra a vida, representa o progresso,,
gera a civilização.

Mas se queremos alcançar o que os outros povos conseguiram
no dominio das conquistas de civilização - devemos começar peloprincipio: fazer engenheiros para termos engenharia. Até agora
diminutissimo tem sido o numero de profissionaes nessa carreira
E ' verdade que a nossa Escola Polytechnica data de 1810. Durant~
muitos annos, porém, ella foi a Escola Central.
Os por ella formados sahiam engenheiros militares, e portanto
mais afeitos as obras militares de que pouco necessitáramos e quasi'
nada existe. Uma geração, todavia, saído da Escola após a Guerra
do Paraguay, differençou os ramos da Engenharia. Uma pleiade
mais tarde attestou o valor dos nossos engenheiros. E hoje as centenas de moços que re formam nas diversas Escolas do paiz e s e
espalham pela vastidão do nosso território exercendo, construindo
melhorando, dão bem a idéa do que será a nossa Pátria em breve
c p a ç o de tempo - com todas as suas possilibidades e com g r a n d e
numero de filhos trabalhando pelo seu progresso real.
Quem contempla, pois, o quadro que acabamos de esboçar »
compara o que temos feito com o que falta fazer, avalia com pres
teza o quanto necessitamos de engenheiros. Precisamos de engé
nheiros, não queremos dizer: engenheiro-numero,
mas engenheirosengenheiros, isto é, engenheiros - fazendo engenharia, engenheiros
affirmando a engenharia, engenhemos representando a engenharia
defendendo a engenharia, engenheiros vivendo da engenharia
O que vemos no momento, força ê confessar, é a dispersão dos
elementos, o desperdício dos esforços, a degradação das energias
A primeira couz a que temos de fazer, pois, é organizar a E n genharia, isto é, compor forças, reunir elementos, conjugar a s for
Ç ^ o b t e r uma resultante única appiicada e dirigida consciente
Este será o maior passo dado pela classe dos engenheiros em
proveito próprio e no do Brasil.

Soter C. de Araújo.

AMERICA

B R %£ 11;

S I MS. «J A \2 — ANNO I

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE JOAQUIM SERRA
Discurso pronunciado a 10 d. Setembro de 1922 na Associação
Brasileira de Imprensa
velar ao mundo das lettras brasileiras os nomes de Genül Braga,
Gctulio das Neves, esse caracter de cidadão romano, aliado a
um talento de escol e servido este por u m a cultura

verdadeira-

mente invulgar, fallando de Joaquim Serra, escreveu estas palavras memoráveis: -

" N a d a mais falta dizer sobre Joaquim Serra,

e estas ligeiras e despretenciosas linhas, nem mesmo teriam mais
razão de ser se não fossem, antes que tudo, u m a homenagem pessoal de reverencia, de saudade e de admiração"
Tondo de dizer para jornalistas, para homens de imprensa da
minha terra, algumas palavras sobre esse notável jornalista m a r a nhense, certamente não teria senão aue enunciar o seu nome, simplesmente o seu nome -

Joaquim Serra, -

poeta delicado e chronista subtil, Celso Magalhães, romancista vigoroso e o maior

critico-ensaista

do nosso

"folk-lore";

Sabbaa

da Costa, romancista e comediographo; Cezar Marques, o historiador e geographo; Henriques Leal, o Plutarco maranhense; e Joaquim de Souzandrade, o grande poeta do Gucsa Errante.

E nes-

se balanço, meus senhores, não deve ser esquecida a circumstancia de ter Joaquim Serra conseguido a volta á imprensa periódica,
do vulto austero e eminente de Sotero doa Reis, jornalista, graramatico e critico-litterario.
Ainda em Maranhão publicou Joaquim Serra as suas principaes

desacompanhado de

qualquer adjectivação, sem a enumeração, talvez, fastidiosa, de fa-

obras litterarias: O Salto de Leucade

ctos ou obras em que teve p a r t e ou que realizou, pois que a im-

Coração de Muller,

prensa do nosso paiz, atravez de duas das mais bellas causas bra-

6

sileiras — a abolição e a democracia, está prenhe, até a s a t u r a -

Quadros, versos, 1873; e, dez annos depois, o seu interessante estudo

ção, do seu nome illustre e da sua desinteressada e magnânima

intitulado Sessenta

acção, efficientemente fecunda e salutar. Mas, nós não estamos sós,

cientemente da imprensa no Maranhão, d u r a n t e o largo periodo que

entre

brasileiros.

vem de 1820 a 1880.

peito

de

A

gratidão

nossa
e

de

festa

de

homenagem

saudade,

aos

que

e

de

se

res-

fizeram

grandes, lidando no jornalismo patrício, é honrada com a

pre-

sença de alguns confrades dos paizes vizinhos, que ora nos visitam por motivo augusto da celebração do Centenário da nossa I n dependência Politica.
E m honra delles e para elles, pois, que vós outros conheceis,
melhor que eu, os eventos immortaes do jornalista, cujo

retrato

vamos inaugurar, são as minhas tosca* palavras e os desalinhavados

Meus caros confrades. Joaquim Serra, veio do norte. Desse norte
longínquo e politicamente ainda primitivo, mas soberano ao resto
d o paiz' no campo da intelligencia e, primus
representação da nossa cultura.

inter

pares

quanto á

Desse norte que nos deu João

Lisboa, que nos deu Tobias Barreto, que nos deu Ruy

Barbosa.

Joaquim Serra nasceu no Maranhão. E la grageou rapidamente um
nome respeitável n a poesia, no theatro, no jornalismo e n a politica, tendo por companheiro de lides homens como Gonçalves Dias,
— o poeta, Sabbas d a Costa — o dramaturgo, Themistocles Aran h a — o jornalista e Franco de Sá — o politico. N a sua t e r r a
natal, tão fértil em talentos da melhor jaca, lançou depois de collaborar com êxito e vantagem enormes nas folhas de mais reputação da então Província do Maranhão, o sou famoso

Semanário

litterario,

dil-o o facto

significativo de haver já dous grandes escriptores brasileiros, t r a tando da litteratura maranhense, fazerem do apparecimento desse
periódico o marco divisório das grandes épocas em que se devem
as

manifestações

intellectivas dos athenienses

das

gens encantadoras do poeüco Anil e do majestoso Bacanga.

marJoa-

quim Serra, que em toda sua longa carreira jornalística e politica,
demonstrou sempre o mais fino tacto, em conhecer os homens da
sua terra, não deu somente o melhor do seu talento p a r a o grande realce do Semanário

do Amazonas,

1867;

em 1868. Posteriormente, j á aqui no Rio, deu á estampa j

Annos

de Jornalismo,

Politico e jornalista,
xonaram profundamente

duas

em que se oecupou profi-

grandes,

causas

sagradas, apai-

o bello espirito de Joaquim Serra, inte-

ressando-se vivamente por ellas com a intelligencia e com o comção

Essas duas causas, fundamente humanas, patrioticamente cí-

vicas, foram a abolição e a democracia. Mas, p a r a tão vasto programmá, era âmbito demais pequeno a t e r r a natal do denodado
capeão do liberalismo. E São Luiz, a linda e garrida cidade ma-

Maranhense,

comediographo, o politico.
Ha aqui, meus senhores, o dealbar magnifico de uma formos a a u r o r a . Joaquim Serra chega ao Rio de Janeiro. E logo ao
chegar entrega-se de alma e coração ao combate de toda a sua vida
•jin prol da libertação dos escravos, «, favor, da implantação na sua,
a a nossa terra, dos mais lídimos princípios da democracia. Pelaabolição batalha, desde então, o fundador do Semanário

como teve a ventura de re-

Maranhense,

tão intemerato, tão delicado, tão desinteressado como nenhum outro,
ao lado de gigantes como José do Patrocínio,

Carlos

de Lacerda,

Ferreira de Menezes, Ângelo Agostini, Luiz Andrade, Ferreira de
Araújo, Joaquim Nabuco e R u y Barbosa, o único ainda vivo dessa
pleiade heróica de leões da nossa imprensa abolicionista, que so
calou as baterias com o acto redeir.ptor do benemérito Gabinete
presidido pela grande figura

cuja publicação vai de 1867 até 1870.

O que foi esse jornal, essencialmente

estudar

poema-romance, e Abertura

ranhense, perde oj filho amado e com elle o jornalista, o poeta, o

•conceitos que ides ouvir.

Maranhense,

Versos,

e Cousas da Moda, 1866; Pm

nacional de João Alfredo. Pela de-

mocracia, filiado ao Partido Liberal com os que combatiam P«la
Republica, trabalhou, sem cessar, no jornal e no Parlamento,
lustre cidadão maranhense, tendo per camaradas de refrer .
mais árduas o rudes, os vultos de Quintino Bocayuva, Miguel

er

reira, Rangel Pestana, Salvador de Mendonça, Lafayette, Prado
rnentel, Flavio Farnese, Baptista Pe<e'ra, Cesario Alvim, Franco
Sá. Martinho de Campos, Lima D u a r t e , Dantas, Affonso Celso
vários outros, que são: uns, os redactores <Ja Reforme

* n pote',

e ao

•outros, os signatários «3o ceieore manifesto republicano ae 1» *
finalmente

os rw tnnte.-s

aquèlles dezesete liberaes que consegw

âe comparação nem nos Que mais será necessário 3izer. Poucos mezes após a decretação da Lei Áurea. no meio de tudo is-so uma manifestação. culto Tas foi o jornalista. Joaquim Nabuco. seus peras da grande. á custa das quaes. segundo o testemunho de Getulio das Neves. ccmo impor. accrescentou o sábio e verista commenta- " H a . o historiador. feitos sobre o perfil do grande escriptor dão uma idéa completa ia sua individualidade.ti%í:. a difundir. Nogueira da Silva. . o denodado jornalista só parcialmente logrou cia politica e litteraria de Joaquim Serra foi tão persistente e deci- a fortuna de ver a victoria das duas siva no jornalismo brasileiro Ariadne implacável. no entretanto. porém. obrigado a escrever o glorioso epitaphio E vós. ou como projecções de que se servem os engenheiros •*. ximas de que forjou o broquel de aço puro com que se armou para Não era u m homem. delle poude dizer u m dos seus eminentes biographos: " A influen- Desgraçadamente. por assim dizer. confrades extrangeiros. fazendo delia o thema obrigado ^ e todas as galas e lavores daquelle estylo único. seu caracter tão puro e transparen- 18S9. antes desta hora. w quim Serra. lhe disseram Quintino Bocayuva — o Patriarcha da Republica. Octaviano. e Joaquim Nabuco — o companheiro inseparável das lutas abolicionistas e dos combates em prol do liberalismo e quem. pronunciar o nome de Joaquim Serra. partir-se metade de seu próprio ser. Quintino Bo- berbos rendilhados e de toda a poesia e contraste dos bellos vidros cayuva. desse gigante do jornalismo brasileiro ? Embora traçado com mão canhêstra ahi está o perfil de Joaquim Serra. que os estudos j á tubro de 18SS. ecoando os violentos clamores da ba- existia visceralmente em Joaquim Serra. de onde a sua voz autori- politico.a terra. da descommunal aurora de 15 de Novembro de « o l d e s t ã o oellos e originaes. José do Patrocínio. retratam-no maravilhosamente o "deiradeiro adeus" que. á borda do túmulo.> ' . não foi senão sempre. Do que foi em vida. em memorável periodo da nossa vida político-social. 9 A 12 — ANNO I AMERICA BRASILEIRA ram. • • . Franco de coloridos que constituem aa cathedraes gothicas" Sá. a talha com igual intensidade. ! . sucumbio o notável maranhense. o maior dos brasileiros vivos ! Assim. á 29 de Ou- t e . e s e m p r e o fundo de todos os primores e bellezas dos escriptOs de Joa- sileiro. • • • • •'MZ. politica e social. " O abolicionismo. Salvador de Mendonça — o amigo extremado. segura e sympathica. o comediographo. meus senhores. repercutia com eficácia politica e social por todo a demonstração de um temperamento singular de jornalista.NTJMS. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL -•V" •:--''j}hrti **'•' '''•'•' '«iPlfe. continua. quer na vida publica que na vida particular. desde este momento. continuada e in- M. sabendo que esse homem illustre andou. resumem. tanto r a caudal do Amazonas. occupando-eo especialmente da formidável •campanha abolicionista. q u e o paiz. o parlamentar.'-< " . E« assim que o combate asperrimo da existência i. essas duas palavras — abolição e democracia — dous -grandes symbolos da integração da nossa nacionalidade como povo Mvrfc '. para o qual é. " n u m grito lancinante e eloqüente de quem vê. conseguem reproduzir mathematicamente a forma dos objectos» E. . o humorista.•W^:ASPECTO 1M PARADA DAS FORCAS MILITARES NO DIA 7 DE SETEMBRO ~ . Atravez de todas a s manifestações da sua privilegiada Transportado para um meio maicr. da verdadeira unidade nc meio de todo o esplendor daquelles so- com Machado de Assis. Rio Branco. * . que evidentemente. mentalidade o poeta. lado a lado. a propagar. nunca ou- nem nos exemplos da originalíssima vistes. b e m conto se faz da ogiva a nota obrigada e o fecho trinta annos da nossa vida litteraria. José de Alencar. ««passou o constituir deis avaliar das dimensões desse vulto eminente do jornalismo bra- modelos da culta Europa. era a própria causa em acção. a excellencia das duas causas m á - nas plácidas margens do Chuy. e cada vez mais viva. do vacup aberto por sua morte. para o qual Salvador do Mendonça não encontrou t e i m o . po- America do N o r t e . . sua orientação tão completa. * figurar na Galeria dos Notáveis da Imprensa do Brasil. André Rebouças. Joaquim Serra realizou prodígios. romper telligente n a imprensa politica toda a vida extraordinária de Joa- f as férreas malhas das formidáveis redes que se chamavam a s chaL pas grovernamentaes. á massa geral do paiz. durante mais de q u i m Serra. cujo retrato passa. ?ujos effeitos me parecem incalculáveis e acima de qualquer elogio e vem a ser a constância e a fidelidade indomita de Joaquim Serra â grande causa dos escravizados. o zada e querida. numa acçko persistente. como se fossem reproducções phoiogra- jmicas de um mesmo sitio tomadas de todos os pontos de vista apreciáveis. cortou-lhe o fio da vida justamente nas vés- durante um periodo relativamente grandes causas nacionaes.. Uuteo. ••"< s- . desde o norte ao sul. Ferreira de Menezes e Ruy Barbosa.

Com essas congratulações. do. pelo engrandecimento perenne. quer no Império. que recorda o marco primeiro da nossa Independência Politica. Capital Federal da Republica — do mais intimo da alma de cada um dos •eus membros. pátria grandiosa o nuam no concerto dos povos. em nome preoccúpação maior foi sempre a P "*** ^ de S. sem actos que o dimiadorada. Installada no Palácio da Biblioteca Nacional.^ ^ r i c r i — ^ «u*-^í-«^ Em honra do Brasil! Foi a seguinte a moção de congratulações «om o povo. que fazemos.a Independência. ao aproveitamento das forças econômicas. em sua sede provisória. Política tradicional. a cujos pés depomos exultantes. pelo desenLançando um olhar retrospectivo sobr» volvimento. não só pelo carie riquíssimo território. o penhor sagrado e irresgaAbolição e a Republica — foram aqui levada» tavel de todo o nosso amor. o Papa. sem medir sacrifícios do san gue nosso até o ultimo gotejar. Pela prosperidade crescente. o illustre embaixador esgente americano. cujas fronteiras a nhoso sentido do seu contexto. os ardentes votos. cujos corações palpitam commovidos e emocionados por intenso júbilo patriótico e por justificado orgulho cívico. aos 7 de setembro de 1022". esses cem annos decorridos. so moral e material do mundo. tsv^o^ ^ A . o Presidente da Republica nítida natu agradeceu com estas palavras. em honra da Pátria. São as seguintes as paladade inquebrantavel de todos os brasileiros: vras do Chefe da Nação: Pela união perpetua e indissolúvel de "Meus senhores — A oração com qu» todos os Estados da nossa Federação: acaba de saudar-me. deixamos consignados. encheu-me do Pela integridade absoluta do nosso vasto mais vivo desvanecimento.do sempre a acç. de nossa de-l a effeito sem grandes abalos. a 1 1 Respondendo á saudação que. desde a independência. As transforna grande solemnidade do Centenário de sua mações mais radicaes . 0 esforço da Nação Brasileira Na esphera da sua política externa. attesta o esforço da J 1 ***" Sala das sessões da Camara dos DeputaBrasileira em bem cumprir no seu territor» dos. mais immedlatos.ção de utilmente servir ao mais nobre tado representados nas commemorações. á 1 hora da tarde do dia 7 de Setembro de 1922. o Brasil tem » pela gloria brilhante e immarcescivel do consciência de haver contribuído lealmente. de todos os nossos melhores pensamentos. que approvou a Camara de:: Deputados. para o progre»idolatrada. pecial de sua sanüdade o papa. pátria nossa muito amada. ha cem annos plantado ás margens do Ypiranga e desde então para sempre gravado na historia dos povos livres com as suggestivas palavras do brado Immorredouro — "Inoependencia ou Morte" _ ainda hoje vibrante de enthusiasmo e palpitante de verdade. deante da grandeza do paiz de que são legítimos representantes nesta casa do Congresso Nacional congratula-se com a heróica Nação Brasileira pela passagem desta gloriosa data. especialmente os do contie chefes de Estado. extremecida. em nome de todos vól Pela amizade constante e fraternal entre e em nome dos vossos respectivos soberano! todos os povos. «. neste momento formulamos perante a nação que tão generosamente nos elegeu para represental-a na sua elevadaa funcção de decretar as suas leis.vCy-«**' *. nem excusada» violências. na sessão de 7 de Setembro. mo» zação internacional ininterruptamente segui. situado & Avenida Rio Branco. 4 i / w t ^ . em que dianto naes.H. senão tamclarividencia de nossos governos tornou inbém pela manifestação especialissima Q» contestáveis e o patriotismo de nossos paencerra.povos. lht« idéaes: — a confraternização universal as8.AMERICA BR&SÜ-glRA NUMS.-7.^» Independência. á circuaaté o alento extremo! ção das riquezas. embai. a missão que lhe cabe na obra grandiosa civilização humana. * ^ . quer na Republica. pela solidariequer na Republica.ao< dos estadistas brasil . onde quer que esteja um brasileiro vivo. t Brasil. reunida em sessão extraordinária para isso especialmente convocada.S. de nossa vida gencia. dictada comprehensão dos Interesse» xador de Santa Sé. Pela paz. Bos Annaes da Camara dos Deputados. neste momento de júbilo para todo» trícios manterá inexpugnáveis: os brasileiros. como pelos o esforço da Nação Brasileira. em prol dos impulsos da própria Índole popular. O Impulso & cultura da inteUdicação inteira. commemorativa do Centenário: "A Camara dos Deputados da Republica dos Estados Unidos do Brasil. dos Soberanos e chefes de Es. na cidade do Rio de Janeiro. 9 A 12 — ANNO I CHRONICA DO CENTENÁRIO P O R T U G A L • BRASIL /Ct. pátria medida de suas forças. pela harmonia. profundamente sinceras que em honra do Brasil.quer no Império. tem altos idéaes de liberdade e de confraterni. ao bem estar das populações.m ^0> dirigiu o senhor Francisco Cherubini.

que em todos os tempos os povos. aqui representaes -em missão especial de affecto e solidariedade". não a illumine sinão para causas no. taes.. ftz conhecer os sentimentos delicados da civilização e do progresso deste paiz.esta terra privilegiada para o futuro. para «nbaixadores em missão especial.dam dias tão gloriosos para o Brasil. Recebendo a visita de chefes de Estado. passos façâo que dirijo a palavra a V. como no gas. foram sempre os destinos deste granQue o Cruzeiro do Sul. 9 A 12 — ANNO I 11 é. que mebro. De quanto acabo de dizer-vos é reconhecimento e recompensa a expressiva saudação com que. honraes a Nação Brasileira. grangearam para V. como o começo do século dezenove foi a época dolorosa das duas lutas pela independência e pela liberdade. proclamando a abolição da escravatura. sciências. dirige o povo nefícios. mesmo tempo formulamos votos os mais sin. •commlgo os mais ardentes votos pela prosperidade crescente de cada um dos Estados que. sua e dos corações que resultam os grandes be. que é todo todas as Nações estejam aqui representadas nos de um século parece apenas a adolescênelle um hymno de enthusiasmo á obra da nas festas do Centenário de sua nobre Patr. removendo tudo o que lhe possa da liberdade nesse século que passou. sua actividade. em Haya. ou mesmo de todas as glorias. cuja contribuição é de todo inestimável. senhores. Na Conferência ca Paz. proferiu o discurso abaixo. sua honrosa saudação é a seguinte: Sr. com Íntima alegria que recordo. quando fis marfens do Tplranga. e aqui se consque será inscrlpto em letras de ouro nos a.lemos a honra de aqui representar.. Ao receber esta homenagem. do Rio de Janeiro. época mais gloriosa passado. Presidente. nossa cultura e de nosso trabalho. por factos. "Senhor presidente. E ' um facto conhecido. Ex.. Presidente. nesta hora gratissima. ser junto a V. desenvolveu suas excellentes dlspoposiçfies para as artes. Ex.a cia. saudou todos os que vieram trazer ao nosso admirável certamen o concurso de seu esforço e actividade. expec:a'mente as nações amigas. generosas e admiráveis. Elle lhe deu a educação moral. como foi digno da ainda da sua Independência. porém. A admiração do mundo AMERICA da Gloria. em nome de Sua Santi. o Papa. para o dia da Independência. seu devotamento. se da vida. social. que brilha sobre de embaixadores e enviados das nações amide povo depois da primeira pagina. De feto. minha missão. agora celebra a sua maioridade no meio das nações mais velhas do mundo. habilidade. tfto Joven ainda. ecoou. se tivesse querido contar a sua A. portanto.lhou e quanto produziu. Srs. Dir-se-hia que cila passou cem annos a crescer e a robustecer-se. e ao rompida a cordialidade existente entre os dade. De José Bonifácio ao barão do Rio Branco. Ex. esta grande Nação obrlnha a sua Independência sem derramar uma •6 gota de sangue. quantas lagrimas não custou essa independência! Felizmente não aconteceu assim para a Nação Brasileira em 1822. E. O começo do século vinte é a época festiva da America Latina. Embaixadores e enviados das nações amigas. a3 maiores sympathias do estrangeiro e deram-lhe um logar de muito maior realce. o irrito da Liberdade. C toda uma série de personagens illustres que revelam ao mundo inteiro o desenvolvimento intellectual e a ascendência moral desta nobre nação. asseguro-vos que o povo brasileiro bem lhe comprehende a excepcional significação e ta/.membros da União e começou a luta porfiaceros pela prosperidade cada vez maior.dências iguaes da mesma civilização. que es. Presidente. 0 Monsenhor Francisco ^Cherubinl. naes do Brasil e é para mim uma honra toda associamos com alegria ás festas que recorAo fim de seis annos." independência que logrou e deixal-os' julgar ftttinerlu & vlrllidade sem passar pela Infância. quiz dizer-lhes. Eis o discurso preferido: Snr. onde estão escriptos em característicos indeléveis os feitos gloriosos ao nobre povo brasileiro. neste dia augustos soberanos e chefes da Estado que a fazer parte do Reino Unido. ah ! quanto sangue. religiosa. as mais encontrarem irmanados no futuro pelos destirespeitosas homenagens ao illustre presiE. BRASILEIRA j Como o Brasil trabalhou e o que produzio no primeiro século de Independência Em nome do Governo da Repubica» o Ministro da Justiça e Negócios Interiores. "effeito. Porque o povo portucruez — que lhe descobriu o genlo e lhe «ultivou a nobreza — a considerou antes como filha do que colônia. ao rever em pensamento a historia do Brasil. com servir de obstáculo. na pessoa do Presidente da Republica. e os me. trazer. para depois se bre pais. Presidente. brasileiro para os seus altos destinos. gentilmente associadas a essa commemoração. o tacto e a habilidade com que V.e lhe tenham trazido o tributo de sua admiO Brasil ja teria chegado aquella phalhores votos pela felicidade da nossa terra. nesta magna data e em nome de tantos e tão grandes povos. dtrigiu a delegação do Brasil. Sr. A historia repetirá á posteridade as paginas sublimes. Presidente. se lançava sobre o caminho PORTA PRINCIPAL DA EXPOSIÇÃO . O grande gesto da princeza Isabel. Mas.dade o Papa Pio XI. Ex. em Sete de Setembro. commercio: •m uma palavra: o preparou para o dia da emanctpção. embaixador em missão extraordinária. a delegação brasileira chamou sobre si a attenção universal. jamais haver partido a iniciativa de uma sõ luta armada contra qualquer outri nação. ração . da. em nome de S. ha cem annos. minhas senhoras. Saudando o Brasil. antes de tudo.NUMS. aspiravam sempre uma existência nacional Independente e trabalharam com todas as suas forças para a conquistar. nem mesmo uma lagrima. unido a Portugal e Algarves. Sr. E' com a maior satis. como trabacreveu na historia até 6. que não gozavam de liberCENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL dade. si bem que é da união dos espíritos aos idênticos da mesma origem e as tendente que.entrada no convivio internacional desde ISIS.n. o Interprete dos meus illustres collegas. foi interparticular. Sr.S. peço a Deus realizal-os sempre com O Brasil quiz mostrar ao mundo como usou vantagem.. e o nome do eminente jurisconsulto Ruy Barbosa será respeitado tanto pelo historiador como pelo homem de Estado. deste povo que bres. porque era o sangue portuguez que corria nas velas do joven e nobre principe q u j acabava de pronunciar a phrase histórica: "Independência ou morte! Desde então a generosa Nação Brasileira. o começo da juventude. dos soberanos e chefes de estado representados nas commetmorações de Sete de SetemE'. pelo seu saber. justo. Afflrmo — gloriosos destinos. nesta solemnl. da Santa Sé. na Conferência de Paris. ao inaugurar-se a Exposição Internacional. nõs nos tituio a sede do governo commum. em nome dos demais quando. de onde resultou separarem-se pelo inteConsidero como a nota mais agradvel da a felicidade sempre mais completa deste no resse particular de cada um. que E* tão longa a Idade dos povos.

dirigu ao Chefe da Nação Ao meu coração d e brasileiro nada poentão. tão nc'—emente. para que assistisse dade a promessa d0 uma larga politica d» officialmente. E r a uma das solemntda*» mil kiiometros. muitos miproximando-os. fizemos combate do pensamento e do trabalho. dos centros populosos constituem neste mol e m ao Brasil de realçar. quando a União Federal prova nas espontâneas manifestações de symprogredir. Sempre vos diA nova Capita! envoive. de 1907 a gados por seus maiores. surgiu a camrealizações. Illmo. que contamos perto de sessenta mil kiiometros de linha telephoB e merece. que qu. a confiança dos que nica. mil e quatrocentos! í rapidez de um <i outro extremo da terra.nen que hoje inauguramos. se. naturalmente não ponitária. que o valor dos nossos • estabelecimentos f. lhes a grandeza do Brasil.ria estes marcos da liberdade e justiça. os resultado* comnosco paração com os produetos aperfeiçoados aqui tidão. talhada nos moldes mais adiantado» as suas desconfianças e prevenções.nosso affecto e da sinceridade de nossa gracremento da sua instrucção. outras patriotas.Sapraza aos céos já tenho chegado. re-il'u. E x . D r . literárias e artísticas. com tropeças. históricos. fazer blica.nt«jV. P a r a isso que o Brasil compenetrado da missão que lh* centenário da independência politica do foi mister afastar do Brasil o fundaor do Im. benéfico estimulo para melhorar e essa data memorável. exemplo do seu bom ra de receber-vos. ap. limitado e j u s t o " . Ruy Barbosa. feita a indepen. P r o a seguinte carta: "Rio. capaz de corresponder. a que ides assistir do cas. depois deste passo tão difCi. Vencemos a primeira etapa. o Presidente da Republica disse. para assistir a seu lado ás solemnidades tação politica. clamada esta. que o valor da nos não o que vós quizest-s faz«=«r: a reunião do? Xo planalto central de Goyaz realizou-s* povos civilizados. n a área já demarcada e pa«* extensão das nossas linhas férrea?? é de trinta h u m a n a s senão os rumores da nossa unisona esse fim destinada. nestes campos de de sorpreza. na vida p a n h a abolicionista. dis-vos-ei ainda que contamos cerra tados do inundo.sempre preoecuparam os nossos homens poso que nos vieram trazer para o bom êxito líticos. cultores das maravilhas de notada. urbanos. plantámos na Constituição a dia ser mais grato do que vêr aqui reunido* e Exmo. p a r a um dia. na data do primeiro Centenário da 72 °í° e de alumnos de S5 °!° o que revela o eervirão p a r a abrir os olhos aos que se afer. para o futuro. agra. mas. sem profundos abalos. com honra e altivez.ue V.feito e muito poderemos ainda realizar.s. com o s meus das nossas pendências internacionaes." rasgar a pertinaz nuMa^io.arvore da Paz. ainda mais. guiaram na transformação inaugurada em < rios e logo depois a abolição completa da essenador da Republica e juiz da Corte Permade setembro de 1822. tratamos da autonomia das vilzação em que vieis empenhados e ê dign«> A antevisão do Brasil futuro provincias. Ganha essa campanha. ao seu lado os festejos de cano. que passamos de três a trinta milhões de habitantes. abandonarem sas terras e fabricas.luetas sanguinolentas. mais antigas e adeantadas. que. por terdes vindo festejar desse esforço se farão sentir em breve ainda expostos. de dois mil quatrocentos jornaes e revista». apenas para qut> do trabalho vindos de tão longe. cujo dia se approxima. em nome dos meus com1920.nobre e alevantado venhamos ainda fazer Senhores embaixadores e chefes de ml?commemorativas do Centenário. forço pertinaz da nossa adolescente nacionaliE m seguida. que da instrucção temo» povos devem g u r r d a r certos patrimônios le"Quiz o destino que a mim coubesse a honcuidado com o possível desvelo.rei entretanto. uma impressão raça e o augmento da sua capacidade prosomente como hoje. bastarão para duetora. pathia que rebentam e se expandem a cada lativa. Si o progresso intellectual e material prosperidade e bem estar dos povos e dos S0' em espirito e de co-.è verdade. digno Pre. nem de vinte mil para um milhão e hoje se ex mento da pedra fundamental do nove se escutem neste immenso oceano de vagas pressa em quatro milhões de contos: que i tricto Federal. o mundo n ã j "eja r e s t e quadro. Do Rio de Janeiro de 1822. em sidente da Republica — Do fundo do meu vos o arbitramento como solução primordial missão de paz. exigindo em termos imperati. ar.seiscentas e cincoenta associações scientifU dos homens e concorreram para leval-os. nos últimos annos. felicidade pessoal de cada um de vós e B ea que PU não vejo. deço aos Chefes de Estado. Na ordem politica.mesmo modo que a Exposição em que proestabelecimentos de assistência. batemo-nos.os representantes das nações amigas.corresponde ou não a essa evolução politica v e m o s que aqui tão dignamente represenblicas como dos Imt>vi". são. " « m o demonstração de esforços rura. ã alforria dos sexagenáeminente brasileiro. 9 A 12 — ANNO I BRASILEIRA águas dos nossos portos. geradoras derão dar aos representantes das civilizações prepara a olhos visto? o fortalecimento «3* de males. mento a preoccúpação generalizada no pai* a solemnidade deste acto. que ha tanto no= e podeis verificar comnosco. cerU. Embaixadores e pada. pela federação e pela Republica.AMERICA Ni:MS. estancámos o trafico afriPresidente da Republica. a minha ho. c. estrangeiro. que cultura intellectual e da producção das nosridade e que a nossa ultima organização.. senhores.*to do " r a s i l lutu. embaixadores e clK-fes *• terceiro ou quarto logar no mundo. 'ontorgando-lhes urna prudente da consideração com que o honraes neste momento. Conseguimos fincar na Histo. Epitacio Pessoa. sobretudo. tornando possível curámos r«-sumir alguns aspectos da nossx lhares de sociedades de auxilio mutuo e caconhecerem-se melhor. o augmento dos cursos elevou-se de gosto e da sua personalidade ethnica. laboriosos e livres em torno sa balança commercial cresceu na proporção no dia 7 de setembro a ceremonia do assentado lar de uma nação que se deconstróe. cincoenta mil kiiometros de linhas tekgraphiKllo não se realiza como pretexto pura cas.«stiir» m . mas. Deus vo? previstas no vasto programmá de n lhões a tonelagem dos navios que sulcnm « i « = abençoe para celebrardes com autoridade no altar das esperanças do século o Officio Divino do culto. que n a pecuária oecupamos o «m quasi todos os ramos de trabalho.independência politica do Brasil. e enfrentarem-se uns aos outros.passo. que para Haverá ahi muitas mostras desse pas. < material da Nação aos grandes idéaes «ue a tação dos nascituros.es excedem de dez milhões e quinhentos A grandeza do Brasil extraordinários de intelligencia consumidos mil" contos. < e n a de que -. 7—9—22—134.a renda geral de quatro mil contos em Uil temos agora a receita de quasi um milhão do sado. collaborar n a diffusâo do ensino prid a lição que nos trazem os povos mais adian.honra de hospedar-vos. P„'ajv>o ao-. Realizada a consolidação e garantida a devotadamente o seu concurso á obra da clunidade pátria. convencer-vos de que alguma coisa temos d u r a n t e o império e principalmente na Repude onde só resultam benefícios para a hu. o concur.missão. sem as epidemias dlEm nome do Governo da Republica. victoriosa com a liberCentenário da Independência do Brasil. Do calor do esforço do paiz. cravidão. nente de Justiça. a cidade moderna que actualmente se manidade e brilho para a civilização. a nossa orienmulo do seu apoio e solidariedade ao que " e agradecimentos ao carinho do seu eonvit'. tivemos que a consolidar. que excede de cincoenta mi adhesão ao Evmsrelho dos bons. vós que de certo reconhecereis no esRespondendo ao convite que lhe fez o descentralização. com a sua presença. Digo-vos. vêm trazer-nos a animação d» seu applauso pelo que temos feito e o est humilde leito receba V. mil e quinhentos kiiometros de carri» esperam do seu porvir.indc o ?ol é o que desejamos justamente a p u r a r agora taes. sem incluir Umas servirão para accentuar como os polgante: a dos Estados. já deveis ter segura mais animadores. estou certo. de accôrdo com a recente autorização legis: Esse ultimo effe to ha de vir. todo o gênero que facilitaram o bem estar Os congressos scientificos.cabe n a scena internacional. sem agradecW* menagem por esta «. pelo Inr a m á rotina e hão de constituir. da exposição commemorativa do primeiro dência.o presente pela persuasão. Ex.cil do primeiro Centenário da vida emancizimadoras que eram com razão o terror dô. E ' com a mais sincera evolvendo naturalmente pela propaganda »• cordialidade que levanto a minha taça P* ro. do Estado recto. Sr. honra que faA vida das nações conta-se por séculos. nessa synthese emcontos de réis só p a r a a União.-aqao. talvez mais de um milhão 6« objeNenhuma linguagem fallará melhor do ctos de correspondência postal. com tísticos e econômicos. reunindo-os.3. mas a qu*! assi*. isto. Praza ao Altíssima Pai e Senhor do todas 1>J cousas das Repu. onde quer que a vossa presença seja mário. Cicatrizada essa chaga. A hygiene e o embellezament» enviados das nações amigas. Eis ahi. conselheiro R u y Barbosa. r. que lida por substituir ao carcomido nume do Estado archipotente a aspiração.vejaes que não temos ficado estacionarios. pela com. . em rápidas linhas. tem prestai* Brasil" pério. e aos representan. tes da industria e de todas as manifestações As boas causas da liberdade e da justiça inteiro.

de guias fortes Os povos da remota Ásia mostram-nos 9 vaüorosos que vos deixaram a herança imaqui que a sua antiga civilização está or. de gratidão pelos seus notáveis serphysico. Pires do Rio. historiadores e poetas pensadores derna. naquelle local. dentro de um anno da data deste decreto. de tudo este principe íoi dotado de uin gran i senão única do progresso pac.000 habiAmerica do Norte. da vosmar. Antes proporciona uma illustração extraordinária. ás peridade. cuja actividade resplandece ao longe soabundante colheita. com muita nicipaes pelos quaes a sciencia e a perícia dos mil almas. Apezar das suas percepções e rearespeito ao direito e na escrupulosa obserlizações.blicos os sentimentos de admiração de ambos ria e. 2o — O Poder Executivo tomará as necessárias providencias para que. c espirito livre do povo brasileiro ganhou as A máxima do imperador D. recti. Ex. os resultados que obtiver. Exposição Todos nósi os trazemos aqui as felic»Sr. Pedro 1 suas notáveis victorias da paz. artísticos e econômicos cional do Rio de Janeiro. que vos enviaram do a independi: ncia. obter a sua benção.dades que merece o vosso glorioso passado scientificos. 4o — P a r a a execução deste decreto fica o Poder Executivo autorizado a abrir os créditos necessários. cujo desenvolvimento não asseA participação do mundo na nossa ção. vigor brasileiro. engenheiros vos habilitam a attender a todas honra e cheios de emoção: Altivamente collocada na margem desta as necessidades civis. servindo o povo e pelo povo" impulsos democráticos. foi aqui collocada em 7 de setembro de 1922. tornam púO meu compatriota Debret diz desse monarcha: " D . façanhas de homens heróicos. O teor do decreto n. é o seguinte: "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Sr. fundado no lebramos . para esse fim especial já estando devidamente medidas e demarcados. a fronte cingida com a magnífica palavras de saudação proferidas por vossa excoroa que formam o Pão du Assucar. apenas um principio. seja collocada no ponto mais apropriado da zona a que se refere o artigo anterior. mais sincero desejo de que goze sempre da Rocha Pombo acerescentava que D.erecivel da sua fortitude e sacrificio e aos» nada de todos os processos da sciencia mo. 1" — A Capital Federal será oppor tunamente estabelecida no planalto central da Republica.i . A ceremonia constou da erecção no morro Centenário. vel paiz em proveito da Humanidade. Mudanças de senso politico e do sentimento da oppor. a sua surpreza seria extreo illustre estadista Charles Evans Hughes. cessos de violências ou effusão de sangue.en Presidente da Republica aos embaixadores e municação. E x . assegurando a "Tudo para o povo''.494. históricos. 101° da Independência e 34° da Republica. corSaudámos a sua memória e saudaremos respondendo a aspirações nascidas de convitambém os seus netos que. sob uma fôrma effectiva e concreta. á obra serviço em utilizar os recursos deste admirá" S r . Art. em nome das naçõe: ctuaes aqui tão felizmente alimentados. as Republicas latinas da America fes. Sr. ê um passado notabilissimo porque ê vância dos tratados.tração de V. tuirão para sempre a nossa mais g r a t a recorNão podemos celebrar esta data sem evocar a grande figura daquelle que respon.viços á civilização. Art. E ' o tempo da semenOs Estados Unidos da America do Norteira. mas conferira bênçãos indiziveis á Humanidade. do qual esperamos a mais segura e mais te. Sr. o eloqüente discurso que proferiu Rio de Janeiro. — . covado. Presidente. E ' um privilegio elevabahia.' AMERICA BRASILEIRA mundo. pertencem á União. assegura a ordem e a prosPagamos o nosso tributo ao passado.fico. essa que relembrava uma aspiração nacional. " Tudo para independência. rivalizam no Brasil na vossa vida intellectual. a hensão das suas qualidades e propósitos e do conversação cheia de observação e de razão. â grande Republica. memó. qualidaComo indicou V. . a pedra fundamental da fut u r a cidade. estas mensagens de cordeu ao appello de José Bonifácio. fazendo administração imperial sob o estadista mais esclarecido. Registamol-o. as barreiras que com in" S r . Si o meu predecessor. vieram associar-se hoje á alegria gadas que tornaram futil a opposição. á qual a firme e sabia adminis. cujo desenvolv:mento Porém. contendo x seguinte inscripção: "Era cumprimento du disposto no decreto n. é hoje completada pelo Brasil denomocratieo que grita. a Estou certo de interpretar os sentimentos Capital Federal dos Estados Unidos do Bra. os governos aqui representados. Secretario de Estado dos Estados-Unidos da zestes o vasto crescimento do vosso commerEm 1799 não havia ainda 40. por força do art. symbolizando a idade da Republica. Art. 18 de Janeiro de 192:. a Tijuca e a Seira dos Órgãos. era sóbrio. —« Epitacio Pessoa. respondendo ã saudação do cio. fallastes dos congressos Na inauguração da Exposição Interna. os vários emprehendimentos m p 1822 esta cidade continha já mais de cem chefes da missão. que estão a vosso lavras eloqüentes e vibrantes: Foi um hyinno ardente e sincero.400 kiiometros quadrados que. ao meio dia. Rio de Janeiro. um desejo sincero de fazer o bem. deslocou as montanhas e fez recuar o calorosas boas vindas que recebemos. uma physionomia expressiva e gra. •— Joaquim Ferreira Chaves. Pedro 1 mais abundante prosperidade. hoje tem mais de um milhão. 4. o feliz futuro dos Estados TTnidos de Brasil. no dia 7 de Setembro de 1922. com uma placa de bronze.scientistas.» estadistas que expuzeram os ricos frutos de tos da grande luta. bem como das bases ou do plano geral para a construcção da cidade. Assim da sua Pátria. Presidente. Art. para a a terra da promissão. que gradualmente se foram de tal fôrvéu de um luto cruel. S.. pondo fim ao trafico Todas as nações do mundo. uma certa aspereza na franqueza. Presidente. de 18 de janeiro de 1922. tejam á porfia a sua irmã brasileira. consignada mesmo na Constituição republicana. desde a amizade por parte do vosso povo. os povos da Europa.de todos os meus illustres collegas ao formusil galgou a angustia das suas ruellas de anlar as expressões de profunda apreciação das tanho.os hemispherios pelo que tem realizado o povo dão. 3 o — O Poder Executivo mandará proceder a estudos do traçado mais conveniente para uma estrada de ferro que ligue a futura Capital Federal a lugar em communicação ferro-viaria para os portos do Rio de Janeiro e de Santos. que será a Capital da União. 5o •— Ficam revogadas as disposições em contrario. de 18 de janeiro de 1922. 4.ção desta republica. ás conquistas de sua actividade.. políticas radicaes foram realizadas sem extunidade./.' Estes não sõ attestam os interesses inteíleSr Alexandre Conty.gurará o futuro do seu povo. o illustre embaixador de França. sa amável e generosa hospitalidade e das )ü os seus progressos maravilhosos assiconstantes manifestações de bôa vontade e gnalam a evolução do paiz mteii o. contribuíram. ma. vieram 9 seguros alicerces de liberdade na instituiprestar homenagem. ainda mal refei.j.contra sua base duradoura na exacta compreneiras amáveis. mais ainda. tomando humano e estabelecendo finalmente completos parte na exposição da mdepndencia. madrugador e poupado. proclamandialissimas manifestações. saudou o Brasil nestas pa nado e a perícia technica. voltasse hoje ao aos idêaeg de sua cultura e ao seu tributo ã determina a extensão em que elles podem civilização. a pedra fundamental da futura Capital B^ederal da Republica dos E s tados Unidos do Brasil. P r ^ d e n t * — Meus senhores de nosso paiz.dação. Com justo orgulho expuma e a sua admiração sem limites. a historia do Brasil des estas que não são para desdenhar. a palavra viva e fácil. como que nos honraram com sua comparença a< também asseguram o talento altamente treiA terra da promissão grande certamen. uma alma elevada. o estabelecimento de facilidades de comt a n t e s na Capital do Brasil colonial. e a despeito de uma ma generalizando e tão profundamente arraitrágica dOr. na zona de 14. de solida amizade que enve. . communicando ao Congresso Nacional. que offerece aos olhos admirados dos teiro suecesso erigistes contra a invmãio do do que me permitte responder ás eloqüentes homens um dos mais bellos espectaculos do . Pedro I tinha espirito.494. não é um passado morto que cedeve ser assegurado pela paz. Esta é proeminentemente bre todas as obras fecundas. de uma pyramide de 33 pedras. De Gabriel que O que os homens trazem â natureza é o que ouviu o grito do Ypiranga.' Essa solemnidade foi assistida por muitas pessoas e pelos representantes designados pelo Governo Federal para esse fim.cellencia. que constidata memorável de 7 de setembro de 1822. o Cor.f-iUpirÒ A 12 — ANNO I festas da Independência. Presidente. Ex. emboraa sob o cções. industria e nas artes. de quasi ill imitadas pospreparação do próprio terreno desta exposi.sibilidades. Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a resolução seguinte: Art. 3° da Constituição Federal. a Sete de Setembro e os votos que todos nós formulamos pelo que se reúnem annexos a esta Exposição.

instruiu em 1791 a Da. esta t e r r a afortunada que é 0 Brasil. agindo para a erecçâi deste monumento. cuja "força deriva do mesmo poder espiritual". Vós. exaltando a cordialidade entre as duas grandes republicas da America. não podemos ter melhores desejos para o vosso paiz senão que os idéaes que vós nobremente exprimlstes sejam p a r a sempre afagados pelo vosso povo. e nojo. aprteiamos as possibilidades illimitadas de seu desenvolvimento. Pedro I I . E ' muito apropriado que este m o n u m e n to deva ser erecto como u m a commemoração da histórica amizade entre o Brasil e os E s tados Unidos. A celebração deste Centenário t r a z r e miniscencias do passado. não deve haver mais guerra. meus amigos. esta cermonia é ainda mais significativa. e n t r a nhando-se no interior e obtendo um lampejo dos extraordinários recursos e potencialidade desta terra da promissão. Porém. New Tork e outro» portos cujos navios visitaram com freqüência este porto eoutros portos desta costa nos primeiros annos do século dezenove. Ministro em Portugal. porém. Massachusetts. mas só podem ser assegurados se o sentimento de justiça prevalecer sobre quaesquer interesses em conflicto e os homens chegarem sinceramente a prefer i r os processos da razão sobre as lutas da força. vid H u m p h r e y s . pre crescentes necessidades da vida civil. riqueza. sabemos que elles não serão encontrados em fôrmas de meros accôrdos. a estatua da Amisade. Vós progredistes na paz. dos primeiros intrépidos viajantes. E m sua longa historia. e a nossa reunião aqui é effectivamente a promessa de um futuro de cooperação pacifica. com suecesso. porque soubestes querer a paz. isso é apenas a preparação para uma nova era de actividade econômica. e. i prosperidade que o futuro reserva para est» povo e as extraordinárias promessas dos serviços que poda p r e s t a r á humanidade. de Porvidene». o primeiro secretario de Estado norte-americano. cujna cordiaes boas-vindas e constantes considerações e provas de amizade converteram uma oceasião de privilegio official em u m a de r a r a satisfação pessoal. o Secretario do Estado Charles Hughes proferiu o seguinte discurso. Eu estou informado que. sobretudo.AMERICA NCMS. Embaixador. O esp ! rito tolerante que aqui se manifestou e a benigna disposição do vosso povo. e a prosperidadt sempre crescente dos povos da America Latina. do longo e benéfico reinado . qij» nos obtivesse todas a s informações possíveis sobre a força. Eis a oração do illustre estadista : "Sr. mas expressa a admiração do povo da Republica do Norte pelas vastas excepções da sua Irmã do Sul e por tudo quanto aqui foi feito para o desenvolvimento de um grande povo. Desejava poder transmlttir-vos de uma fôrma significativa a s agradáveis impressõ«js que eu tenho recebido durante a minha curta visita. apezar das nossas h u m a n a s fraquezas e as causas varias de controvérsias. é inquestionavelmente o pali do vigésimo século. exprimimos nâo só o nos» tributo no q u e foi conseguido no passado. Aquèlles de nôs. da primitiva organização colonial. do estabelecimento aqui de u m a sede de autoridade da mãi p á t r i a : da inevitável affirmação de uma vida nacional independente. Estes bellos dias serão sempre lembrados da fôrma a mais feliz. o Brasil deu um exemplo á Humanidade. como o tenho dito. 9 A 12 BRASILEIRA ANNO I mal. houve u m a duradoura apreciação de uma communhão de idéaes e de interesse. que abençoou ambos os povos com o sentido de pacificas e m u t u a m e n t e beneficentes relações. q u e com rapidez e todo o conforto possível e conveniências modernas fizeram recentemente a jornada de New York. n a sua alta expressão. oito dos estados marítimos da America do Norte negociavam com quasi todos os portoi do continente sul-americano e linhas d* nossos navios tocavam aqui. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL VISTA PARCIAL DA EXPOSIÇÃO . que trazem um encanto durável. 0 symbolo de atnisade Ao ser lançada a pedra fundamental do grandioso monumento que o povo norteamericano offerece ao Brasil. da generosa hospitalidade com a qual tenho sido favorecido por esse povo do coração quente. dá-lhe melhor segurança que quaesquer riquezas n a t u r a e s ao contentamento e á felicidade que deve ser o fim dos esforços physicos. Presidente. e por meio de todas as vicissitudes de uma centena de annos. Este. a intacta soberania e integridade politica. desta prospera Capital em que os recursos da sciencia tem sido dispostos sob u m a efficiente direcção para attender ás s e m . S r . como esperamos. bem sabeis com que sinceridade nó« desejamos a independência.quebrando a escravatura e levantando instituições republicanas. Porém. Temos os nossos problemas domésticos. e a s incontestáveis adaptações que t r a zem commodidades e conforto á vida modern a . do espirito de liberdade do povo brasileiro . Presidente.ua do Brasil. acima de tudo eu colloco a devoção do povo brasileiro sobre os Idéaes da liberdade e da paz. S r . Ella não só attesta a nossa d u radoura amizade. meus conterrâneos dos Estados Unidos. Seriamos t a m b é m felizes em saber flu» este monumento ficasse associado no pensamento dos nossos amigos com a fiel avaliação do nossos idéaes e aspirações norte-americana . sábio e estadista D. de como aprecio as incomparavels bellezas desta scena. encontram u m a fascinação em tenta* imaginar as experiências daquelles marinhriros de Salem. do u m a mais diffusa prosperidade com todos os seus benefícios inherentes de cultura. com a determinação de que. Boston. de commercio augmentado. O nosso governo foi o primeiro a reconhecer a independência do Brasil e desse momento em diante os laços de estima e amizade jamais se quebraram. recurso e disposto. que deu a s primeiras bases de instituições ás actividades que tinham que civilizar um continente. Philadelphia. Nós emergimos da luta mais terrível da historia. Estamos tratando de procurar descobrir os meios de preservar a paz no mundo. e mais recentemente da nossa associação n a momentosa l u t a que salvou a causa da liberdade em si e. e. minhas senhoras.daquelle liberalissimo administrador de elevado espirito. E u tenho prazer em rememorar que Tho» m a s Jcfferson. m a s a nossa confiança no futuro e o nossi mais serio desejo que a s mais fagueiras esperanças do Brasil se realizem abundantemente . das incontestáveis manifestações de genial disposição e grandeza que caracterizaram o povo brasileiro. ê de revelações constantes. dos bandeirantes. no a n n o remoto de 180!. meus senhores — Considero-me feliz pela opportunidade que se m e offerece de ter uma parte na inauguração deste local p a r a o monumento americano do Centenário e especialmente pela oceasião de cumprimentar os meus conterrâneos e os amigos do Brasil e dos Estados Unidos que aqui se r e u n i r a m . O grito do Ypiranga: "Independência ou Morte" não pôde deixar de relembrar-nos as memoráveis palavras do nosso próprio P a t r i c k H e n r y : "Dae-me liberdade ou dae-me a m o r t e " . poz um termo para todos os tempos ás pretensões da força bruta. Porém. mais do que nunca.

a Creio que a s g r a t a s estatísticas são conhedíveis á defeza do nosso litoral. a Marinha de material. e gloriosa na nossa independência. dotando o Brasil ã-3 o valor da marinhagem.de ser radical. por publica amiga. do re. vaes e dados outras providencias imprescin. Assim. dispersas. conforme partes da America Latina. como podem demonstrar a dos.liberdade sob a lei. Evidentemente. 9 A 12 —. á nossa Escola Naval mesmas aspirações. Julgamos de todo justa a p a dò' respeito mutuo dos direitos com o reco. mento do commercio entre os nossos paizes. desejamos para os outros e não sustentamos direitos para nós que não accordemos aos outros. a liberdade pela qual anhelamos para nôs. Quanto á es. sos da razão. a s inlhores estudantes das escolas de agricultura E s t a está reduzida á efflciencia de dois enco. pesaram portantes controvérsias foram solvidas ou es. mais de discutir. doze destroyers e u m a flotilha de qual a g u e r r a .t u a l . educativas dos Estados Unidos e tenho cero teza que muitos dos nossos estudantes norte. depois de depois do convívio dos nossos meios navaes. . representando a grande R e unimos também aqui os engenheiros. encarregada de estudar o assumpto.Não é. foram criados cinco bases na.de valor assãs problemáticos. por ora. nos visitou em Secuidadosa. resolvido uma das partes do pro. a paz tem o seu methodo. n a s to que na variada vida vegetal desse grande homenagem ã Marinha cuja acção foi decisiva mais vagas e Infrutíferas discussões treoricas. cente. um desconhecido para a nossa. Não a m bicionamos território. com a s governo. optimos.esse local. que terá brasileira: Officiaes excellentes. juntos ã experiência que nos Não me detive a respeito -do desenvolviporto militar. marinheiros os estudos graduados no exterior para os me. afagamos as absoluta competência. A missão deve ser.inteirando-se dos meios de que dispõe para porações que ora se acham representadas licidade". os mesmos anhelos pela de Guerra. dotando t a n t e que o intercâmbio de produetos é o do defensivo. As varias organiza.muito bem que somente em auxilio fraternal verno. de cujos benefíde e força do paiz nos interesses da paz com novo rumo que vão tomando as questões da cios não ê licito duvidar. p a r a lançar siquer uma sombra sobre o trilho do nosso progresso. material nenhum. effectivo e seguro o nosso appa.no animo do governo a s ponderáveis razões tão em vias de solução.ções de um progresso racional. O exemplo do exercito ô tão suggestivo.perficiaes. e estamos certos de nossa defesa naval. depois de u m que o êxito não será menor.heróica Marinha. num acto digno de sincero louvor. Ouvi que h a cerca de 250 jovens brasi. cordação da nossa amizade histórica avançaisso muito lhe ha de facilitar o desempenho Estão aqui presentes aquèlles que reúnem os mos com respeito mutuo para o gozo das da missão. E ' com júbilo que vemos a realisação de Não se retruque com o preparo e a competêncomo u m a Ulustraçâo de cooperação benefi. para a nossa marinha. são agora a s m e corpo de homens technicos altamente trena. tembro próximo. faltando. econômica.pelo Sr. no refecia de nossos officiaes. Muitas das mais im. para a qual nos Indicou o seu goresultados das mais cuidadosas pesquizas a r . poespecialistas. paiz encontramos meios de saúde e cura. a construcção do dique dá leiros estudando actualmente nas Instituições. combatendo as o decreto solemnimente consignado a sete Mas. que será composta de 25 simplesmente a independência do poder.dio de nossa embaixada em Washington. tensão dessa corporação. Temos fundo Carl Vogelsang. nhecimento correlatlvo das obrigações.resolveu. por lhores possíveis. pessoal e do estudo das instituições e vida favor de Santa Catharina).nossas variadas opportunidades. mas para evitar surpresas. E ' esio 0 desejo que fôrma a base dos sentimentos P a n Americanos. combinando os pormenores a expressão dos nossos permanentes interesses como eu não possa mencionar todas a s corna sua sempre crescente prosperidade e fe. cuja officialidade também conhece. aliás que porto Parece dlcidido que o governo. a reforma.marinha de guerra. AMERICA BRASILEIRA Não errávamos defendendo o ponto de Somente a disposição para a paz é que pode assegurar a paz. com a missão francesa. o regimen da justiça e a diffusão das bênçãos de uma cooperação benéfica. poi». presidida feza efficiente. Almirante Gomes Pereira. é minguado.fim. sabendo cheologicas.ceados todas as vantagens offerecidas ódios. pois. concluido o programmá adoptado a sete de se. E. emquande Setembro. sob a presidência do secreformarão uma narrativa histórica exacta e democraticoi requer e assegura ás satisfa. a independência que está firmada no espirito prevalescente da Justiça. na reunião de toda a habilida. o Eu associo-me comvosco neste tributo cujos conhecimentos exactos e trenadas almirante Volgelsang se entendeu com o govermãos muito tem a esperar a natureza.tario de Estado Hughues. Foi procurando remediar essa situação que o Ilha das Cobras e o porto militar. porém.relhamento inglez tua. j á foi. baseada em fontes originaes. O essencial ê t o r n a r cidas de vós todos. Porém. que encontraremos as adaptações que o espirUo xada yankee que. P o r isso. com calor e sinceridade o cito. aquèlles que trazem os seus es. A armada. pois. estabelecer o porto militar na tratamento merecido. vinda da missão. Nós deste hemisphe. mas não ha entre nós sentimentos imperlallsticos. por interméos benefícios de cooperação ? Temos institui.assim resumiu o seu conceito sobre a Marinha E ' especialmente agradável a acção de largas vistas do Governo Brasileiro provendo tembro. que j á dirigiu com a mais e tradição differentes. e a unidade volveram para a marinha. começa a ser posto o desejo sincero e Intenso de encontrar soluperiodo C&o amigável cm vez de causas de desaven. que dispensa novos argumentos. O distíncto official fez parte da embaitudos históricos em papeis para fruição. Não é preciso insistir nos benefínâo faltarei de fallar dos philantropos que *e cios que devemos esperar da vinda da missão devotam ao bem-estar das crianças e proteDefesa nacional cção da humanidade.íuturo mais prospero se abra para a nossa fôrma a obterem o beneficio da observação colha do local (e nós nos pronunciarmos em lamentavelmente. a obra que alguns dos nossos conterrârente á defesa nacional. ainda mais impordesfarte. discutir matéria vencida. de todo indiscutível. j á não é tempo uma aurora rutila dessa nova floração. conções dedicadas á liberdade e desejamos não tratada a missão.nossa força deiiva de mesmo poder espiriavaliando seguramente de seu alto grão do ções que aqui se encontram presentes recor. sem por cúrpo em todas as difficuldâdes aos proces. desenvolvendo assim um raçados. que é a maior falta sentimento inspirado por comprehensão mu. que já vão envelhecendo.tenções do governo.mais acertado indicar. houve por lavra firmada na nossa directiva Inicial. O programmá executado no exerApplaudimos. em favor da preferencia aos Porque não deveremos ter paz durável e norte-americanos. é incontestável a excellen • raçados. deficiente.uma realidade produetiva a missão. de longo marasmo. p a r a a nossa ameaça de aggressão. Sem duvida dam-nos que a sciencia não tem fronteiras. Desejamos sinceramente ver atravez deste hemispherio u m a paz permanente.vista "da necessidade da vinda de uma rio somos felizes de estar livres de qualquer missão naval norte-americana. As differenças são su.Seja como fôr. não procuramos conquista. em essência. pois. levar a cabo a tarefa cuja incumbência acaba nesta capital para essa celebração centenária. çsus e inimizade. Felizmente. tornando. Além do Esses elementos. Prevalecendo-se do ensejo. a s affinidades fundamentaes. ANNO Inherentes & expansão d a vida de um povo Uvre. que tem sempre logar pela presença em Fica. O material. quando não falta de todo.um dos pontos do nosso programmá. contem uma energias prodigiosas se perdem. senão temos esquecido para outros paizes da America Latina de Ilha Grande e cinco bases navaes. Certo official grammá de defesa naval do paiz. sendo certo. de sorte q u e mala temíveis fôrmas de moléstias. que expendemos. por u m a não ê a base de operações e O povo dos Estados Unidos e o povo «Io militar sim u m a grande força de apparelhamento da operação financeira suave.em pratica n a marinha. neos tem executado no Brasil e em outras u m porto militar. de primeira ordem. cuja escolha a commissão naval que nos dê maior garantia de u m a deftíais perfeito conhecimento e comprehensão.falta. e que. tal esquadra. o que falta é coordenação. davelmente impressionados com a actual ex. sob o commando do almirante rém. das recompensas do povo brasileiro e nesta no brasileiro. Permitiam também q u e eu vos recorde. apenas. não percamos mais o tempo. analysados e balancomo artigo de combate — Armemo-nos. cada paiz de representantes do outro.que nella se observa. adquirirá dois couBrasil são devotados egualmente àos idéaps dá paz. Porém. basta para justificar a vinda da missão. depois de ouvidos os altos conselhei. a que não temos dado americanos encaminliar-so-hão para aqui e ros technicos. O methodo da paz é o do cia da Ilha Grande. que a principio se n ã o e trenó industrial. na Ilha Grande. Re. Fomos collaboradores e unidos pela repreparo e competência techina. de nossa esquadra de guerra. de aceitar. Neste momento auspicioso estamos agra.2\vɧ. como instruetor do jogo de guerra.

O segundo foi a manifestação que recebi' nc percurso. < e. j á naquella época impossivel. outro. mostrou que se o Brasil não se fizesse independente.. cessados os resentimentos de sujeição. um com a eloquen- PORTUGAL E O CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A saudação ao povo brasileiro Foi u m a sessão memorável a de 20 de Se tembro. Depois dos discursos dos Presidentes do Sen a d o e da Camara dos Deputados. SU. Respondendo aos altos interpretes aa soberania nacional. (Bravos! palmas). após o honroso convite do Sr. trocando-se dous discursos. tão juntos temos trabalhado. tive . Eil-a. se é possível. o esforço sobrehumano das gerações predestinadas. porque tive occa-ião de ver -lue o povo do Brasil comprehendeu admiravelmente o acto significativo que me tinha traz\«n aqui. minhas se r. Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Águas Brasileiras. o banho lustrai da amizade desta população. n u m a nòbilissima franqueza.immensímente sepa««W£ uns dos o u t r o s / seja conseguido que d W téjám ao mesmo tempo tão unidos e tâo ^ gr ximos. Dr." o fizeram. p a r a o futuro. n a pessoa insigne de seu Presidente. as par lavras que me acabam de ser dirigidas. á amabilidade. que devemos amar fervorosamente. os costumes e.! manifestação que me enlevou.no Brasil. Pátria fecunda e generosa onde.AMERICA \ITM<4. Antônio José de Almeida. estou convencido de que a melhor maneira de responder ás eloqüentes homenagens que aqui me foram lidas. absorto. senta as infinitas alegrias do Brasil. sobretudo. á ternura.primeiro foi-a minha entrada em ter.i ra brasileira e o meu aperto de mão ao 11i lustre Presidente do Brasil. que . Homem simples e modesto. em que as duas Pátrias como que suspendem o véo. muito bem). o Sr. devotados á terra e respeitando as leis. render meu pr*»» a esse principio superior e soberano. muitíssimo brasileiras: "Muito obrigado" Esta a solução que eu tomaria se não receiasse que o laconismo de minha manifestação de gratidão pudesse porventura offender á generalidade. Antônio José de Almeida agradeceu aos Brasileiros "o favor que elles nos prestaram. quando eu for ao premo Tribunal Federal. tendo eu sido um homíra q«ae sahio mollecula de água insignificante. não poderia evitar a desagregação brasileira e a obra imperecivel. tenho a honra de saudar o Brasil. eu. — Antônio José de Almeida. desde o ponto em que desembarquei até o Palácio Guanabara. ainda. uma das mais possantes e formosas P á t r i a s que têm existido sobre a Terra. veio nos trazer o seu saudar alegre e caloroso. que ha-de ficar ^como uma das paginas mais memoráveis da comtnemoração que celebramos e a que sua presença deu tanto fulgor e realce. Sr. com t a n t a gravidade. federação " " " " V ^ Estados se acham. repassados do mais cordial e sincero affecto pela Pátria Irmã. profundamente sensibilizado. que tem feito as leis q regulam x> portentoso B r * * . Portugal sem mais forças para domar o gigante americano. com tanta honestidade.') O. Venho visitar este paiz de maravilha com a tremula emoção de quem pratica um acto religioso em que o espirito ee sente arrebatado para além do espaço e do tempo. visto que me encontro no penúltimo escalão daquelles cargos e obrigações que ^ Nação Portugueza me commetteu e que me impoz. o grande estadista. no Centenário da Independência.de vir aqui realizar. iria desappu-ecer. formando uma espeois de ^^_ em que todos os seus componente* €X . fez uma pathetica creação do mundos. Dr. em que venho aq^ saudar o Congresso da Republica F c d e r ~ ' se sábio Congresso. o homem 1**£ lista e respeitador da lei. a melhor bahia do mundo. E n u m a ardente explicação. honradas com o patrimônio que nos legou o povo heróico e que havemos de engrandecer. pensando bem. estou num acto importantíssimo de minha missão. que são muitíssimo portuguezas. como se fora a sua. Presidentes do Senado F e deral e da Camara dos Deputados. como duas águias oriundas dos cerros da Lusitânia. 9 A 12 — BRASILEIRA ANNO I Saudação do Presidente de Portugal ao Brasil Foi com essas palavras ardentes e sinceras que o eminente Presidente Antônio José de Almeida saudou o Brasil. por um instante. Presidente da Republica Brasileira. que a tradição a lingua. mais nos approximamos ainda. figura transitória da vida publica do meu paiz. His. (Bravòê. nada vos posso trazer que tenha valor. outr'ora. que é o amor dos Portuguezes á vossa P á t r i a acolhedora e resplandecente. Brasileiros e Portuguezes. o Ex. que construirá. desde já. que planta*. Brasileiros. B o penúltimo é este. . ainda mais.os povos. m a n i f e s t a i ção desse generoso povo do Rio de Jinelro. O quinto será logo. experimento a immerecida fortuna de ser o mensageiro da fraternidade inviolada que a minha terr a sente pela vossa terra admirável. trabalham honradamente tantos filhos queridos de Portugal. penetrando as razões históricas e psychologicas de 1622. ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA (Presi- dente da Republica de P o r t u g a l ) : — S r . do que o próprio orgulho de ser Chefe do grande Povo que. E'. aue rige a vida das nações. o egrégio D r . mas ambos elles proferidos com t a n t a lealdade. (Bravos. por mim. de amor e de enthusiasmo: "Aos brasileiros — Ao entrar na Bahia de Guanabara. A oração que vamos reproduzir é uma pagina fulgente. como desapparereriam o poder da raça e da lingua. (Muito bem! applausos calorosos). meus senhores! tacio Pessoa. com a simplicida* que é conhecida. p r o funda e esclarecida. 16 de Setembro de 1922. um marco novo n» vida dos dous grandes paizes. mas que sahio do rio vermelho do povo. p a r a lhe m o s t r a r bem claramente como Portugal. Collaboradores da mesma obra de civilização. Verdadeiramente. porque. Epi cia que é sabida. neste Instante. muito beml).horas. Mais. no momento do Centenário da vossa independência. P R E S I D E N T E D E P O R T O » AL Ouvi. mais beíleza e mais felicidade a todo. seria dizer somente estas duas palavras. o sangue tornaram mais estreito. numa sincera. proferio uma oração notabilissima e nellá. saudando a minha vinda a esta Capital. o calor do agazalho commum. para se unirem sob a aza da sua tradição a n «estral.. Em nome de Portugal. contemplando. para dar mais força. O terceiro neto foi a minha ida ao Palácio do Cattcte. proclamando-se independentes no momento em que A CHEGADA 1>0 KXMO. que me enchi» 8 de prazer. numa emoção j religiosa. n a seqüência de um destino eterno. e que. satisfação sem par de ver que nesse rio mergulhava novamente. gloria que evocamos nesse momento de júbilo. de que somos u m a gloria viva e perpetua. que para sempre ficamos hmãos. a liberdade do Brasil manteve a gloria de Portugal. a nós. timento immorredouro. Assim não. Mas no meu coração conduzo até vós um sen. ao espirito fraternal que animou as vossas saudações.ê u m a das glorias da tribuna portugueza. segundo a versão official: -O SR. que quizessem sentir. quando o Brasil livre se unio ao velho Portugal por um laço de amor e de fé. no Brasil. em que os representantes do povo das l u a s casas do Congresso Nacional reuniramse p a r a saudar o eminente Presidente de Portugal. leis i»*** fazem que no Brasil. numa leal. tomando como oom agouro para a minna mis são.

vidamente me indicou o S r . . (Muito bem. além. seguidos immetunadamente andando n a sua vida política. repito. de não o ter visto lá.da Pátria. Nunca isto esteve. nabara. para agraOs S r s . como es. arrependida de o ter chamado tiva.. E E x . feli. Fazem bem ! Elle é um symbolo para leal. essa lingua admirável que falíamos? (Bravos.berdade. brasileiros. como tendo sido o primeiro e melhor Nós. i oas theologias disputadoras. a s u a harmonia.) religião que não teve os exagSr. devo dizer. pela justiça. n u m como se reuniram os primeiros constituintes. A razão era desvendar aqui um differenças de tempo e de espaço. com toda a sincenNade — i podia demonstrar. & altura tanta de toda a espécie de conveniências. sendo a religião dos Portugens. muito bem).pendência podiaconferido ser o 3 pela de Junho. muito bem! Vivas acclamaçocst) foi a data decisiva.da. (Muito bem. podemos diconduzio aqui. Fevereiro. que não fosse este "Independência ria. . ' um ° se/u sem a menor espécie de hesitação. Muito bem). nes. empregou estes termos: " e Deus que aqui nos trouxe. que seria de bem). . do Christo que para os uma data chronologica que foi precizo apresenhores é como que um Patrono do progresImpério Romano. que os s e assim. E E x . ao que consta. VV E E x . E E x . em absoluto aceitável E ' por isso que os senhores estão aforque cumprimento protocollar. a data em ria saudal-o na minha qualidade de PortuRapidamente me explico. _ . devo dizer-lhes. porque não tenho a E que seria de nós. porque encontramos quasi como u m a predestinação eloqüente n a s linhas e a t é nas entrelinhas da carta de Pedro Vaz de Caminha. . brasileiros e pordonatário desta arra e o verdadeiro descores de mundos. aliás. que a Cruz de Christo se cravou aqui em mo j á o significara a bordo do vapor que me com uma igualdade extranha e. (P^vos! Muit0 bem). têm sabido crear com o mundo e é por isso que digo a W . Portuguezes. a manutenção de nossas tradições. (muito bem. uma religião que. andaram intelligenteEu próprio devo dizer com toda a franprestaram. muito bem.ram também aqui oontra Portugal. do Christo que para os sezer. . sem . no fundo do ta cidade do Rio de Janeiro.não tem duvida em reconhecer aqui. (Muito bem) Os Portugal. no mys erio das cousas dirigirá eternamente o mundo e a s acções dos homens que teceria. mas que é um livre pensaduvida alguma pelo próprio ingente esforço prlo ou pessoal. em que tou o titulo. acclamações) e. porque. ligiões reveladas. que lhes tomariam conta desta ou daquella parcella. . Assim.do Brasil vem multo de longe. que sao He. dia ser o 13 de Maio. tiveram umas poucas de datas sua vida publica. vão dar um ultilumbre de resignação. proclamando-se indepen. fomos grandes invento. gritou "Independência ou guez.: que o Principe. meus amigos. em não estar cá no dia 7.diatamente do acto e da proclamação. . . aqui. porque souberam crear aqui VV . á amizade que ficou sempre ligando o Da independência podia ser o dia 9 de guezes decorreu sempre com serena e t r a n Brasil a Portugal. riamos perdido aqui: a hospitalidade para os nossos compatriotas. que a sua imaginação fogosa pudesse symbolo augusto da intelligencia. muito bem) em dor profundamente religioso. é mais sincero. mente a Humanidade. a nós. do a todo o paiz que dahi em diante nenhum Xão! O meu intuito é mais rasgado.cava "pela vontade do povo". acclamações. a despeito das pação dos escravos nesse sorprendente Castro Portuguezes. a escolherem alguma daqueldentes no momento em que o fizeram. que com minha sciencia foi esculptura de mármore em Anthero de BRASILEIRA pria. porque a verdade nhores têm sempre demonstrado em toda a mano. «ue é o impulso magnânimo em J u n mente nada poderia ensinar a VV. .. ' cital-os pela sua Independência. não cumpria soauelle trato de terra? (Palmas. sob a nossa tutella.• *>3. de ! beldes. tinha de. finalmente. da civilização. n a Bahia de Guajeitos & cobiça de adversários e Inimigos a tempo. da independência (muito rio que a historia. (muito-bem! bravos!) desse panheiro de a r m a s . se crearam uma vida pro. em caso algum. . para traz das costas lançou um homem que se intitula livre pensador o Assim M. portuguezes se revoltares de civilizações. e a t é o de uma varanda que ainda hontem commo(Muito bem.mente. pouco a pouco. da civilização brasileira. porque os homens bém um dever de cidadão. . embora tardiamente.-prendente que. „ . marcou bem Como aquèlles que mais crêm neste munbilltados. em que o Príncipe acei.que considero esse Christo como sendo meu . que queiro. é outro brado devia erguer-se. em todos os povos. como j á tem sido dito. s<m podermos. . que empregáramos. mais do que to. que está fora do grêmio das r e nossa empreza formidável. terras novas ainda beijadas pelo bravos) em que o Príncipe gritando "indepen. o que não faço.ü . que o Principe. passou a denominal-o — mundo roapprehender com facilidade. nas suas mensa.dência ou morte" em nome de todos que o Deus. decer aos Brasileiros o favor que elles nos e andaram habilmente. Império Romano que. para Portugal. (Mui. se Pedro Alvares Cabral. escolheram a data do Ypiranga. ainda a s mais r ea venho aqui. Digo isso sem suspeita de lisonja. nem devermos conserval-os sob a nossa acção. codo todo o Império. . e qual alguém poderia encontrar qualquer vis. Não tenho duvida em lhes dizer que do Brasil" vós. eu tinha um pezar enorme. os nossos braços possan.menor duvida em vos confessar Igualmente. . que aqui tinha dirigido e in. acredito num ente mysterioso e eterno independente na hora em que o fez. collocando no Corcovado a imagem d e Christo. que o dia 7 é nhores tem representado uma espécie de comdo seu coração. creio. bravos. em toda a par. população. Brasil".tugal. um pouco exhaustos e de. (üaLaP0Íad0S . Demais. do Amazonas até mo fecho a este primeiro cyclo de sua histomais profundo. feriram a nota preciza. é que os Srs. " aeraeS) absoluta Ü L . dizenainda agora. nós? o povoam. pelo direito. vindo eu aqui. que. mente u m dever de portuguez. fomos prodigiosos semeado. estávamos. ao entrar n a Bahia de Guanabara. que acon. Presidente da geros mortíferos que deu a Inquisição em derou que o caso era de tal ordem que o Republica do Brasil. Quando Pedro Vaz de Caminha escreveu ao seu Rei. . palmas). inde. (apoiados. I aoertamente a era dos sacrifícios. que sanem v v E E x .) acompanhavam. nos momentos supremos. esta era certamente a melhor. a base das virtu. havia de ser aquillo que hoje ê o Brasil. . porque. deste ou da. ••': E eu. guardem a sua independência e não roír. tes fizeram surgir das ondas. noticiando a descoberta da terra do Brasil. (Muito bem. o Brasil se não tivesse proclamado j sempre. a seiva pujante que ia dentro sei.mundo. cumpria tamEm primeiro lugar. Portuguezes. .) Facto é este tão raro e tão w .j « u e n t a ) . na essência democrática todas as consciências.las datas. Palmas).pura expressão espiritual sem se enredar deengrenagens pois ido dirigir e interpretar a liberdade em do a Regência impoz o "cumpra-se" ás deli | masiadamente n a s complicadas . absoluta. para nós. Presidente da Camara dos Deputados pon. . . Bem terras de Portugal. • por estatuto político. declarou. . quan. que seria dos senhores. no intuito dos apresentar-se como producção. saudando de lá o Christo. é facto único na historia do berações da metrópole.| des cívicas e das glorias históricas (muito que. . . sendo sempre o Prata. porque o A lingua que foi inspiração épica em Camomento não sabem v v v í ° P P ° r t U n 0 e ' d e r e s t o ' b e m | m õ e s ' <*ue f o i ^ " o flebil em Bernardes. Finalmente. dando foros de nação á colônia que então e r a o Brasil. Em segundo lugar. palmas prolon. numa palavra. como to bem! Bravos'. do Christo que é para os senhores um dado instante. com sua esquadra veio aqui em nome do amor to do globo.do. em nome de Portugal. nós. em realidade. .tuguezes. tendo seu centro para gadas) .. ' J E ' certo. para todos que amam sinceraestou aqui. que foi o sonho de amor em Gonçalcousa nenhuma precizam aprender — devo Era a predestinação! A razão não seria ves Dias e Casemiro de Abreu. r e t a l h a d a . não conheço em toda a historia tupenda realização da poesia harmonizada fazer daqui uma colônia que enriquecesse Pordo mundo senão este caso impar que podo com a liberdade e harmonizada com a emanci. se entrasse além.. religião que s e conservou como mesmo Principe.morte! " em nome de todos. em nome de Portugal. que foi a esdizer.N-U^S. (Bravos. para lhe dar concreso. no mesmo dia solemn© em De resto.) pos antigos. na altura em que vim.da independência.pal. qualquer cousa posibem). senhores. a alma Foi nesse dia. vim. ainda Que seria dos senhores. após a Independência. indo de en. tudo te. pois queza que tive pena. vem dos tem. „ . . do grand-5 Alves! (Muito bem.pendência podia ser o 21 de Fevereiro. vem quasi do dia da descoberta. quilla ordem nos espíritos e nas consciências. a data formal. tão vasto e tão extraordinásentar perante o povo. que. porquanto.bridor delia. pela li. que foi. que não "Defensor . em que o Principe declarou além. onde refluía. (Mui. em contacto com a natureza. mas. mais tarde. alguma razão tinha para i s t o .tiveram desde logo. porque queto bem. distribuía pela peripheria. ». a Independência em grande parte e a t é em s u a parte princi(apoiados. veio também em nome do amor de ar salino das águas que a s envolviam. Bravos). (Muito bem). que fiPortugal.Data d a indeterpretado a independência do Brasil. a continuação do poder da nossa raçr (bravos.um instituto religioso. Da independência po*• . como em i contro a qualquer idéa de interesse p r o toda a parte. 9 A 12 — ANNO 1 AMERICA do em volta do centro commwn.. referiram-se. symbolo. . num tamente. do .

em uma e noutro a tristeza. dizendo delle aquillo dência do Brasil do que D. São os mortos. vias de comdous compartimentos. dos actos do pai. neste momento cia com as minhas contas saldadas.auperficial do acontecimento. talsileiros me têm tribuitado. trago. para que Portugal fosso o aue discursos.nossas cathedraes. realmente. que lá estão. é antes u m a data da raça. Disto é que tenho receio. mettrdo » falaz. mas uma data luso-brasileira. por. Anthero de Quental — o chamo de "nosso".r antes delle. Xun'Al vares.' de império do futuro: Quando elle partio. As» orações memorá. cs Presidentes de Portugal e do Brasil. exercito. Não se nossas plagas. ü lagrimas. Tem acontecido rigos infernaes <i quasi incomprehensiveis. é o sentimento do ter vinsuccede infallivelmente um momento de det r e si. .Ias nossas capellas. de nascimento se bateram ao lado dos brasisempre assim na minha existência.e-ntre os dois ramos do mesmo povo. com passo incerto. presentação grave que. porque não venho fallar' só em -nomo dos vivos senão também em nome gloria partilha. Para que foste tu lã. t « moral (Bravos.ficação e importância transcendente. depois.commemora o primeiro centenário de nua S l .esta Capital. logo me. Esse grito. Fei-o com o propósito detristeza pód e acordar e suffocar-te e fazer o Brasil ! Viva Portugal ! clarado e firme de formar. não falles alto demais porquei a O SR. ha outros que me hão de julga' não de um triumpho de brasileiros contra por. Ao contrario.lhor interprete para saudar a este immenso ra. nome das vozes sagradas quei.AMERICA BRASILEIRA NI MS. Ninguém mais trabalhou pela indepense dentro lhe tivessem plantado uma bandei.fpr. ella vibra. porque tica. com a sua politica. à todos elles ! Que é que me farão quando me qual a presença de V. Q"« ^ são OS mortos '">•>. a troca de saudações entre nacionalidade. não é verdade ? — longadas salvas. (Bravos ! Muito bem. tenho andado accentuou o presidente Epitacio Pessoa. desde que sé detuguezes. Ex. é aquillo que está ligado á s ruínas de independência politica. tantos portuguezes uma infelicidade tremenda. F. partido da ali* me arreceio. só os seus « .veis dos dois presidentes. mas ha outros juizes que temo e de qu> cie Sete de Setembro no seu sentido exacto. confesso sou incapaz de dizer deile ! " (Não apoiados exactamenie de prcjparar o paiz para o Gosi sempre as trevas do anoitecer. dá excepcional requasi me fazem sossobrar.ie rebellado (Muilu h m. meios de transporte. ou meln . o grito do Yphanga. os s. A visita de V. os Pedro Alvares Cabral.industria. d Repubilca Brasilei. a sua justiça..municação. leaes e sinceras. Palmas)* . porque o dizeis por ouete official do Palácio do Cattete. povoou e deEu sei. ns rações de todos os portuguezes e brasileiros. digo de novo. os E s p e t o menos oba-i-v-lorca poderão. por ella. feitos commigo. mas destinos das Cortes de Lisboa. quaes são esses juizes ? para nelle crear uma grande pátria. a r r a s t a r a m peque. — são os Gamas. e o seu credo religioso como devia e como queria. um pássaro a espanejar-se em.da immensa vastidão do nosso território. e n t r o os dois povos. dos nossos castros. PresidentAntônio José de Al. como lado do atlântico. é a comprehensão de que eu não desempenhei a sua administração.de palmas. a minha benevolência p a r a commigo não podia ser pe. por generosidade.que elle merece que se diga e que. batendo ao vento í Tantas ! Mas.portugueza de D. Assim. com applausos * e peranta cujas sombras.us conselhos. se não í . alliados ené a pena do pezar. que são os nossos' mortos. Sabem os Srs. no q u e considero esta hora uma das minhas ho. ••Sr presidente. como quena. Eu fui na vossa missão. terminar. porque são bons. mas de brasileiros e portuguezes. muito bem). prazer. esse "verbo quasi divino" ^ n t t o i o . que Antônio Jpsé'd«> Almeida. sem dizer houverem de julgar lá.Ue*. ou cujos corpos separara o que vieram aqui. escolas.dando-lhe arte. no momento em que o Brasil Não vos quero tirar muito tempo. nao res. o granque desappareças. pois. dos capitães.meida e ao Sr. academias. tantas. sao vez acreditar que. contra a orientação retrograda e imdo a esta terra onde.5 que fizeram ? Fizeram u m a obra maravilhomorar hoje comnosco a emancipação politica sa e estupenda.hM-fs.força irresistível da evolução natural d e 8 "" mens d i s descobertas das conquistas.monarcha a previa. cm E ' o caso. foi a integração do grande feito aada mais foi do que a conseqüência logi» bons. Pro. de u m paiz que elle descobrio. entretanto. e sempre E que lhes aconteceu ? A morte ? F o r a m feleiros pela obra da independência ? lizes. daJo Portuguezes vivos. palavra. Qual ê a pena que a mim prómenos estão envolvidos no turbilhão da políu m a luta de brasieiros contra portuguezes. dizer. a bem ^ rjn» deixaram aqui o seu sangue :'e as suas pulsando ao mesmo r y t h m o de -cordialidade e interrompidas. que as conveniências quer aventureiro. satisfeito' o que se ouviu. Isto ê vulgar e é trivial.ra sem separar.os portuguezes em 1822. tenho u m a única maneira de fu. tem tão alta signiporque de facto meu corpo tenha cedido ao nossas fortalezas. prolongamento levo. está no fundo das b e m justifica a profunda commoção com que nha alma se sente tão esmagada pelas pro. cheia de alegrias. por ella tiveram os apavorantes naufráfendeu contra a cobiça dos invasores? Por uma tristeza maior. verno de si mesmo. deu o Brasil para reduzil-o á vassalagem. as paixões idioma admirável. ANTÔNIO JOSÉ' DE ALMEIDA — Viva vida de soberania. a este formidável Brasil. a pressão a de angustia. ção dos heróes. em io-~. não importa ! Irei para a outra «xisten. eu sei que vou pagar isto com mes. por ver a harmonia en. reconheço. mas um protesto vibrante contra | ^ pela anciã e pelo desespero. bibliotueporque ê de todos nós. por ella passaram sôde. e saldadas com lucro. lá dizia o nosso geraes). estando num o prazei ra. João VI. nem foram.dável julgamento: é dizer — " E os Srs. festa da raça como remo.n o s honrados tranlsorevendo «SM» l l U e passámos. no Brasil. y A 12 — A. nessa commemoraçao. „ „ . a cada periodo de alegria ou prazer. liberdade de commercio e de (apoiados. a representa. >v. Os portuguezes Aue » * 1 Q9'« cOlflO H t . que cansaço physico destes dias. dõs mortos. porém.é hoje. Um exame menos pôde vir logo. pelas boccas dos chefes das pelo filho ás margens do ribeirão paulistacommigo e declararão. e não haver sabido corresponder a ella em destruir a obra que vários séculos haviam se tivesse» dentro. povoou e defen. que. Sempre ! Tantas vezes. se dissimula o júbilo nacional pela viNão devo. mas porque im. se mesmo em 1822. e saldadas com ganho. actos protocolares. guia a minha ^ ^ (Palmas prolongadas). de cuja Fez-se a independência. sendo tudo grande. pôde vir neste instante e levar. e recommendava: "Cuida. é o que dorme no silencio ê recebida por todos os brasileiros. . Pôde vir a morte amanha. porque também sâr nações irmãs.beça curvada e o peito anceiado ?! dissipa o equivoco. ficarão gravadas nos co.nha desta hora. que falia o podias interpretar o nosso pensamento. entrarei quando mais não seja pela falta mi. vêm qua. no ban. qué *W os ho. vas de benevolência e de amizade que os bra. tudo quanto podia conduzir-nos * do. os que aqui" lutaram. que os seus treze annos de administração. já sei o q u e se vai seguir de1821. muito bem. tanto que. em palavras fran. Essa formação já o velho (Não apoiados gttraes). numa palavra. Sinto-me extraordinariamente feliz neste mo. fui acontece na de todos os homens que mais ou Não ! A guerra da independência não foi inferior a eila. que Por que não haveria Portugal de commtmento. fallou alli a linguagem enquadrada das sole. u elles.Portugal. palmas). sei que cr estreitaram até o inexpressivo.com esta.s e fotre Brasileiros e Portuguezes. como portuguezes e filhos de portuguezes nao * terminou a minha vinda aqui. as almas desunir. e piostra a toda a luz que Não sei. dos batalhado. que no coração ha Republica Portugueza. empenhadas alma se -tem erguido.nem podia ser um brado de guerra con r sempre arreceiado e a u m tempo dominado que Portugal não descobriu. abrindo-lhe os porto*. as suas d o u t u n a s apresentar como se apresenta nesta hora ! Discurso do Presidente Epitacio Pessoa IZní v e r d a d e . As reações. ?ir ã responsabilidade tremenda desse formi. aconselhava o filho a pôr na amabilidade. elles dirão: "Oh ! hòmém introde affecto. que são cas.politica das Cortes de Lisboa. pára maior gloria das duas pátrias comnosco nao se sentiram. ao deixar »* Não digaes que nao.desta vida i n f n i t a em que acredito e na qua) ^ ctoria que os brasileiros alcançaram contri ras mais felizes. para que o Brasil não deixasse de se . prio me imponho ? Peior que a vossa. do outro já consolidado — a unidade nacional dentro ap sol ! T a n t a s vezes. cuidou logo vêm as sombras do crepúsculo. imprensa.histórico. Pedro. que vou pagar isto com gios. ao Sr. Presidente Epitacio Pessoa.VNU l e mais fulgor da m e s m a raça. a verdadeiro consolo a minha alma de lutado!. a alta missão df Sobralevou o significado commum dos — condições essenciaes á formação da nova que fui incumbido. porque é a re. deviam ter encontrado me. das nos. como disse ufano o illustre Dr. Ex. .sas cidadelas ! E ' o que. culturas. ede. já o nosso paiz tinha seis annos de vida pois" da alegria intensa que tenho tido aqui: A Independência. o que nós soffremos. Acclamações á cas. armada.s estou singularmente cheio de fadiga. tantas. com a ca.o que estamos festejando.cabeça a nova coroa antes que o fizesse qualSei que os senhores se declararão satismnidades diplomáticas.

-. urna data luso-brasileira. F x . dos gecada uma vivendo em sua casa. uma vez sentio em si a acção de forças indomáveis que a levaram ao legitimo afastamento E ' esse o motivo que determinou V.' pria. mesrn oppressão só podia revestir um aspecto. e erguemd. nada mais natu• ral que os dois povos. em Portugal. — f aravilhoso instrumento de civilização e solidariedade. do oradores transfiguraram a sessão num esBrasil e Portugal são duas pátrias irmã*.* maior gloria do seu grande passado. Ex. para tomar a porção do gloria que lhe pertence. e celebrai-o é realizai uma festa da raça Em verdade. ú s portuguezes. O discurso vibrantantos outros equivalentes.portugueza e no meu próprio nome. Doutor Epitacio Pessoa. ^ ^mandadas de Lisboa pelas Cortes hostis. Foi uma emoção profunda e intensa a poderoso e resplandescente. peremiemente. R. em muitos pontos. Ex. que " s o n h a v a m ontr e u essas forças não tiveram contra si apenas os brasileiros feridos no seu orgulho mas também os portuguezes liberaés. Presidente. a prestar profunda e commovida homenagem ao Brasil. nesta data ha gloria que chegue para todos. Somente eu. que e a minha taça em honra de V. que é. era a revolução liberal aqui. ao longo ü* historia. o fl independência. mais não foram do que organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominaram. e nenhum povo cem i direito de olhar com resentlmento ou tris- teza sequer a separação do seu todo daquella parte que. se manifestou logo após o acte definitivo da independência. ê tão íorte. individual e collectiva. Ex. Eduardo Dias foi o primeiro canto . a fórmula da própria independência. as autorida. Português de Leitura" ao Presidente Antônio serena e ousada que está intervindo effican. ao forte e sadio ambiente americano.a-tdo a». E o nosso encontro aqui. na pessoa d. desenvolvendo-a e dourando-a.que nos ficou da homenagem do "Gabinete teza se deve chamar brasileiros — força nova. povoou defendeu contra . apezar de colônia. no exacto cumprimento doa destinos históricos. com jus. — os dois povos que se sentem preí-os nas ef-pira. com apparencia de indepcndente. com flrrrn exaetidão e escrúpulos». faço voto.5 i« melhoi ouro de I\ guagem humana e dispõe de um poder plástico sem igual. de progresso e de emprehendimentos ousados que levaram os portuguezas ao descobrimento e impelliram os brasileiros á independência. assim. senhor Presidente. que nenhuma força seria capaz de impedir. desappareceu sem demora. Como V.. intacto. r Brasil. em parte. cuja gloria nos guia futuro. pectaculo sublime de louvor da raça. e ao Brasil a enthusiastica <ocr-me.Os brasileiros séntem-se em Portugu. data da raça. pois. dos heróes. Discurso do Presidente Antônio Almeida José de Sr. Que outra coisa é preciso para qu«_. com o maisintimo regosijo iiue. a que. mas sobretudo é o resulA sessão do Gabinete Português de tado do esforço intrépido o intelligente dos Leitura homens resolutos que o povam. e na verdade se formaram um estado de alma collectivo. P R E S I D E N T E DE PORTUGAL: AO POVO DO RIO DE JANEIRO neira inexcedivel de enthusiasmo e carinho Senhor Presidente. O 7 de Setembro de 1822 é. Eu vim aqui nu exclusivo intuito de reconhecer aquella outra. tendo mais condições de vida própria do que tantos outros povos que. é um eloqüente testemunho dessa esplendida realidade. a revolta contra _. a bravura. que em caso nenhum a vontade dos homens o pôde quebrar.ço a V. A independência do Brasil não data ne grito de Ypiranga. Naquelle recinto as palavras rm«nte nos destinos do mundo.José de Almeida. mas. E nesta missão de que venho Investido t que teve hontem tão auspicioso inicio na ma BRASILEIRA '-. no Brasil. As forçi». pata elles. por mim próprio. conseqüência de uma evolução inexorável. 1 Como na sua Pátria. serv<i. Presidente: A emancipação politica üb grande pátria que é hoje o Brasil foi un facto expontâneo e normal. q u e tem dado prrvas. unidos outr'ora por esse espirito de justiça e de liberdade. para festejarem junto» um aeonreci mento que a ambos deve encher de orgulho E'.povo de que é chefe eminente.j X. CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DISCURSO DO EXM. te do Sr.NTTMP. sob aspecto 1 differentt. porque se vinha formando lentamente na consciência nacional. ella partio de mais longe. o vasto território do Brasil O ürr. Sr. indignados com a dictadura collectiva dos deputados dã Regeneração.e. na coin. um sentido culto a Portugal.desse verbo quasi divino. devo declarar francamente que não vim aqui com mandato da minha Pátria. verdade. que agradecer a Portugal o facto de elle lhe ter legado. Portugal. a intelligencia e o amor da raça com que elic tem sustentado. e do grande Brasil tem sabido crear uma civilização pró. mais feito. tamanho tão rico patrimônio. como na sua própria terra. com a amizade e o carinho ck sempre.ou reconhecendo. emoora. o disse: o Sete de Setembro" é uma data luso-brasileira. afinal.. sabia por depoimentos alheios. alvoroçados pela estima commum. em nome da naçãc com que V. saudo ao glo rioso Portugal. como á primeira vista pucVa suppor-se.. governam e dirigem as duas nações. t uirm. cobiça dos extra nsfiror. de desu lação e despeito do que de má vontade. tendo um radores das duas Pátrias. Mas Portugal tem que agradecer ao fcirasi. e bem grande ella é. em vastos núcleos do trabalhadores sentem-se no Brasil. independente de hoje a energia.moyida recepção que me fizeram e dequ-' -. E' essa a razão que me impelle a mim. As mesmas instituições re publicanas. á custa de torrentes de lagrimas. 9 A 12 — ANNO I AMERICA se sentem hoje. V. dos («r. o que ja guardarei perduravel recordação. preparara o Brasil para a independência. isto é. o seu governo. íix.-* se auxiliem sempre e se entendam c a l a vez mais ? Creio que cousa nenhuma.sil independente de bole tem pol'. pelo seu Rei. feita da velha tradição s-inceros pelas suas mutuas felicidades. que cabe em partilha ao Brasil. E. agradedes civis e militares e o povo quizeram reco. SR. augineintando-a. Portugal deseobrio. como o pai prepara o filho para a maioridade. portanto. neste momento. O nervosismo. Ex.' ha cem annos commum e um guerreiros e dos santos.. já que o o sentimento fraterno que enleia os seus co rações. Creio que estamos pagos perante his torla. ambas ellas de a m a r áiiwsra mente a flcmocracia.i. qui-. foi desde cedo na ção. de facto. ao entrar nesta formosa cidade. portugueza. em nome da Nação íiru sileira e no meu próprio nome. em parte devida.w. em na sua perenne irradiação. Nenhum povo deve menosprezar as honradas origens que teve. em terra extranha. senhor Prerrdente.j. porque aquèlles que la luclavam contra uma fôrma de governo retrograda e reaccionaria. em cuje honra levanto a minha taça. de uma maior magestade e beíleza a sua obra. a render. comprehendeu que «e. que foi . Unia lingua in-«ianparavel que retltr. acaba de dizer. se reunam hoje também. diverso. visto que.

das mais admiráveis paginas da nossa com. nosso pacto. doe o leitor não podermos lhe suggerir siquer tenas de milhares de Portuguezes que no Bra.L u s í a d a s . " Na sua oração fulgente. na pessoa do Chefe assistio.linda freme aos transcrevel-os. ha cinco mitigal-a. . os que calcetam as ruas.para sua pátria bem a m a d a diz que elles podem péas e aventuras maravilhosas que levaram .ao. E com um hymno aos dois paizes conda. ne e a fraternidade de a r m a s do guerreiro parente singularidade dos lusitanos imigraPor fim fallou o Presidente do Brasil. Faz a apologia das g ^ enaltecendo o valo. Fazendo a apolosábios e navegantes aos confins da índia e ás terras da America De abnegação. ex. não só a grandeza. Antônio José de ao supplicio do heroe azteca. . adversário do he.j cordações geradoras de saudade alliou-se o orgulho da fama de que a nossa terra dera origem commum envaidece e alegra. .\ res " — — " f r í T "Depois emigramos um d i a . Presidente da Republica: quatro séculos de dedicação saúdam o Brasil. em milhares de volumes entre os quaes esplende a edição "princep" dos mitigada. l a g r i m a s . a m a n d o o Brasil. Foi ardente e impetuoso. de & sil vivemos. eu poderia invocar as almas de quantos morrer a m na terra brasileira sem rever as esfundadores. tesn I10S a todos. eu pensava P — . As u . O indescriptivel tem o seu lugar e nos per"Todos nós.que. onde os certificados da cultura e do s e guardam gênio da raça. V. tantos de nós pais de Brasileiros e todos nós filhos de Portugal. de fé e de dias. symbolizando a união entre o conquistador e « onnnnistador o autochtone. cen.ao que os . . permitta-me V. e só têm u m a res.AMERICA NTMS BRA8ILEIRA 12 _ _ ANNO I temunham a perisistencia dos nossos sentimentos fraternaes. portug uezas novos mundos ao mundo! Do que a sua His. ao trespasse de Estacio de allocução. nos unimos de coração e em espirito para saudar em V . grandioso. províncias poit dos seus filhos. que foi profuntugal. com a mesma segurança com que fallo em nome dos vivos. até sobre as montanhas que cercam o Rio de e vehemente eloqüência a figura épica e tráo entregarem ao seu próprio destino. un.Janeiro. chorando. "que vencia com a es. do varão eminente que preside Portugal.seu esforço e ajudados por uma sorte benigna se elevaram. que perturbou os primeiros visitantes de terra. Sentem o esplander do natureza maravilhosa. os que aqui encontraram a fortuna e os que baldadamente a procuraram. E. — a apcada vez mais estreitamente unidas. ^ üpara a r a poder lumbrando. se ainda fora pouco. De epo. a saudade. expirando no rude paço da Bahia. agradecia ao Governo do Mé. realçando o esforço portuguez no Viva o Brasil! " cação e tanto enthusiasmo. apoiam os nossos votos. todos os que aqui constituíram familia. E assim se explica — pela gratidão ao beijo ardente o seu desejo de vel-as sempre ao mesmo tempo. e o Padre Manoel da Nobrega. o heroísmo da raça aborígeBrasil e pela saudade de Portugal. unil-as n u m só amplexo e symbolizar num um guerreiro indígena. durante a sua longa e acidentada campanha política dando por bem empregado.róico rf amig0. . todos da de dos portuguezes pela Pátria pôde ser os que aqui prosperaram. verificar o affecto do Brasil pelo grande PorE pois que estamos numa hora symboliMuito bella.íluindo uma eloqüência simples e empolganas emoções dessa noite de patriotismo. o Brasil. os que lavram a terra. Seguiu-se á essa brilhante de nossos antepassados. em que rexico. . cas e minuciosas.q u e leva a Portugal o coração do B r a s i l " . No Médos procurarem quasi sempre o repouso umo allocução eloqüente e viva. brasileiro e do guerreiro lusitano. DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL que ao Brasil dedicaram a sua vida como todos os que incuravelmente soffrem a nostalgia da pátria. foram de u m a grande emo. . morrendo numa das cellas do Collegio que a civilização está destruindo: os que batalharam pelo Brasil e por elle deram o sangue ao lado dos seus Irmãos brasileiros. substituíram. Lamen felizes do que os nossos irmãos hespanhóes. d o c o m v e r d a d e i r a einoção cavalheirescas! Be contribuições para o proe. os que humildemente ganham com suor copioso o seu pão. hão de apoucal-as por cerlizações . que para o Brasil trabalhamos. Refere-se em termos elogiosos ao Sr. O verbo do grande orador còmmoveu até as to. com ASPECTO OA REVISTA XAYA1. Começou dizendo que ao partir da sua pátria declarai». a que tanto devemos nas nossas reaFallou depois o Presidente de P o r t u g a l . quiz não só homenagear a Pátria porém. dizendo que o considera mais | roico Herman Cortez. intacto . virgem ainda. de 20 de Setembro. foi o leal e bravo Ararigboia. E x . v e . exultaram quando af firmou que a» saúe de beíleza. da Nação. ao povo que "ia levar ao Brasil o coração de P o r t u g a l " Ao regressar a Lisboa dirá agora . Sá. assistio Brasil. com o seu progresso vertiginoso e ta não ter alli as duas bandeiras poderíamos offerecer ao Brasil a estatua de a sua civilização m o d e l a r ! . e num fervor de patriotismo elle nos disse.se inspire a minha commoção para g r i t a r : As referencias as festas de tanta evomemoraçâo. todos os dissabo- dessa noite memorável. todos os CENTENÁRIO. e ás re. nesta sala lambem swnboHca.lagrimas e os que lhe bebiam as palavras. como todos os que ánonymamente padecem e lutam. ^-«-•^ssrr-i* i . ao mesmo tempo. J Z S Z L " r i a . aos desgostos que soffrera.timas palavras. amando o Brasil. gL e v a n t a u m hymno ao povo toria é uma bíblia de heroísmos e de façanhas jesuitas sagraram no no seu seu aposto. quem de P o r t u g a l ! . por mais verídiBrasil. a oração do illustre escriptor ficará como ea. " « « • * « * * * _ . para que nos desse o or.: — s : «*» * « . as vlclssitudes. mas a felicidade dos portuguezes que vivem do Brasil.gica do sublime azteca. . como está des. o grande Cortez.» . levando ainda fulgurante na retina o que. No Brasil reflexo de um crepúsculo da terra augusta Almeida.' gia do nosso paiz refere-se á sua natureza da estatua de previlegiadai tendo imagens arrebadtadoras roragem que permittiram a missionários e xico' a dádiva fraternal 1 Guauhtemoc e commentava com electrizante bandeirantes desbravar o Brasil. E x . como os que pelo. que | das^ug o r t u g u e Z e s nutrem saudades que os üportuguezes nutrem ppela gresso e civilização da Humanidade. Ueieio-se. os felizes e os desventurados. que neste symbolo cluiu a sua notável oração. . symbolizando nella. a Canaan brasit r i c ç ã o . Sr. tes. Estacio de Sa. desde o grande Mem de Sá. de um modo brilhante. - . . quando convidou o Dr. na sua immensidade. . seguindo o frxemp'o do seu Principe. "Senhor Presidente! Quando. transportando. — gulho de deslumbrar o mundo. bem como facilitar-lhe o ensejo de cujo louvor está em lhe escrever o nome. em 1S22. até aos que.fl eterno nas entranhas da terra sagrada do alçou o nosso amor a Portugal. nas barretinas e nos bicornios a roseta «as cores de Portugal pela roseta verde e amarella do Brasil! Todos em espirito. exclama a certa altura. agonizando n a bellicosa tenda de taipa.auu apostolado «incom ítas sagraram .i Epitacio Pessoa. o discurso de Carlos Malheiro Dias. . accentuanio pada e convencia com a palavra".

sinc también en este Brasil cordial que abre sus puertas a todos os pueblos. la raza de los fuertcs. — Senores: Me cabe la altisima honra de ofrecer ai Brasil. que nos ofertou o povo do grande paiz. lo dijo Cuaunhtemoc en la página elocuente de sus arrebatos. t t n . — y retando a Cortês. José de Vasconcellos. quo invadia sin remédio y aniquilaba para siempre la antigua. desafia Ja adversidad si In adversidad derroJ. duda en forma confusa. dei héroe que está más cerca dei corazôn mexicano. Im petu que niega y anula los hechos si los hechos son viles. foi um marco na historia da confraternização americana. queremos render nossa •homenagem ao México. el conquistador. y lo hizo llorar sus perdidas en la célebre Noche Triste dei gran Conquistador.w ^ I TÍÜMS. y también porque desde entonces quedo escrito que en las tierras de Anahuac no seria una sola raza la vencedora. los que correspondian a lo que hoy se llama la gent. derrota. y por fin venció a Cortês. dirhos bronce y nos aprestasteis roca para assentario y juntos entre gamos en estos instantes las dos durezas a' regazo de los siglos para que. Ministro da Instrucção do Governo Mexicano: "Excvllentlssimo Senor Presidente. y Son esclavos incondicionales de êxito. siempre que amolden sus vocês ai ritmo secular indo-espafiol. befando a Montezuma como a un traidor. para poder en obra el impulso interior de la justicia divina. Lu- cha aut aunque sea desesperada y obscura dehe siempre aceptar el débit porque es el espiritu quien impone Ias normas y porque tiene el don de repercutir en el tiempo y a veces trueca la amargura en dicha y la derrota en triunfo.-i ai ideal. Por qué deseamos partir de este símbolo ? qué es para nosotros este indio que hoy se levanta orgulhoso entre ei fausto <h. iluminado por la aureolíi de las leyen das. con el desdén y la violência. lo arrojo fuera dela ciudad. declarando que el suelo de México no es ni será propriedad de un solo color de la tez. pero que sab< aliar sn corazôn a la justicia y ai derecho ai heroísmo y la bondad. una de esas magestades que hacen emmn decer ai poeta. MONUMENTO DE CUAUHTEMOC. Tlaxcala. Discurso do embaixador Dr. e t resumo Au allocução do Presidente da Republica. después rle su au laeiii gloriosa de queninr barcos para eneti t/. y Cortês vol vi Ô con todos sus aliados y rompaneros y de*r. resistirle caen aniquilados por eu ftio^Tf" sagrado de armamentos inauditos. Todo este proceso dei futuro pasó sir. Se irgue una vez más ante los siglos. logro sugestionar a algunos de los suyos. y fue con la ironia y la predica. proclamaban que Ia resistência era inútil y mejor plegarse a lo Inevitable y entregar las tradiciones y los reales propios a la votunt«d dei rnás fuerte para que forjasse a su antojo. en qualquiera de sus miseras formas Un héroe dei dolor vencido alza en estt bronze su penacho enbiesto. ya no solo en la Capital de México. canto que Imite el ritmo dei maravilhoso succeso humano. Un héroe fracasado si se le ve desd< el punto de vista de los que solo reconeser el ideal cuando se presenta en el carro di la victoria. a nombre de México. ni de dos razas solas. avanzaba con grandes ejércltos. OFFERECIDO PELO MÉXICO orgulloso monarca.enar victorias. sino dos razas en perenne conflicto. 9 A 12 — ANNO I - ww^^^^ ^ium AMERICA BRASILEIRA Cuauhtetnoc A lnaugração do monumento ao indio Cuauhfemoc. o heróe glorioso do México. el conjuro creador de una raza nueva.-: sensata. media docena de reinos limítrofes se habían declarado venci dos y habían puesto sus ejércltos a dispôs! rif>n dei vencedor v el mismo Mocteztima. rteclan los timoratos y entonces Cuauhtemoc se puso a matar hijos dei Sol y exhibia a los muertos con escárnio para que el pueblo viese que lo» cobardeis mentia». Y usandí dê su calidad de príncipe y de» poder que habia en su alrna férrea. Veracrua. Noche memorable en que Cortês debe haberse sentido hermano de su gran enemigo. Pero un héroe es un hom bre que tiene la audácia de romper toda esta maranú de pensamiento* cobardes. sean como ur. sin jactancias en 1acciõn y supremamente desdenosa en h. callar ai filósofo y ante las cuales solo el narrador procura ensayar ut. ia raza d. tal y como todavia tantos exclaman ante el avance de todos los fuertes. numa oblação commovedora. lo destrozõ. de todos los conquistadores. Los caciques indígenas que pretendiai.i. reunió a los jóvenes. hermano por la grandeza y el dolor. con juro que sepa arrancar ai destino uno de esos raptos que lavantan dei polvo a los hombres y llenan los siglos con el fulgor di las civilizaciones. los semidioses. la orgulhosa raza conquistadora mexicana ! Y los hombres visados dei império azteca. Todo esto. por la mente de aquellos dos héroes en la célebre noche en que el indio vió llorar ai espaflol. los !n gênios sin corazôn. El bronce dei indio mexicano se apoya en el granito brunido de' pedestal brasilero. los pusilânimes'. sin filosofias. forzando combates. >'.s hijos dei Soi. el más grand. los egoístas. Es la raza invencilile de lo. na festa. «gentes que no son las suyanas ? La historia de Cuauhtemoc es breve como un episódio y resplandecíente como una ráfaga divina. y arrogância qu». Sabéis la historia: los conquistadores.. y el destino sisruiô su marcha inflexible que arrastra a los hombres. mas para nosotros. domenando altiveces y aplastando rebeldias. que servia n a los conquistadores como si fossen hljos dei mismo Dios Sol que Illumína a tierra.V <^p v l n „ . hasta que la Republica viniesse a poner término a la pugna. un héroe sublime por que prefirió sucumbir a dobtegarse y porque su memória molestará etermente a los que tienen hábito de halagar ÍÍ fuerte. su flecha voladora y su boca muda. formo falange y empezô la lucha desigual. el héroe es itnpetu sincero y noble arrogância. el in<-omparar)l« Hernari Cortei» que vencia con In espada i convencia con la palavra. sino de todas las que puebian el mundo. — porque hay ya un traidor en todo el que transije con la injusticia. Era la civilizaciOn nueva qu<? avanzaba. esta estatua de nuestro mayor héroe indígena. la lucha eterna y sagrada dei débil que poseo la justiça contra el fuerte que la reemplaza con sus convenencias. fuerte y gloriosa. Transcrevendo as orações pronunciadas. Lo mismo si triunfa que «i cae ven cido. partilhando da effusiva cordialidade que domina o Brasil inteiro pelo paiz irmão. lo recibia en la capital azteca y le êfitregaba su palácio y le prestaba vasallaje.

do e a pensamento d i r e i t o s do garantia e as d e m a i s affirmaçôes d<* homem. dijo un héroe ilustre dei dei continente. Somos alguns eentenares 1 . yo cerrar sus puertas ai progreso.este flores. outra Constituições reis o dogma da por si ou em a - Nação. pero de todas maneras. ximo a cumplirse aun mas glorioso y alto. ni es petui n la n u e s t r a : ia cirtidumbre de la propia lância: es lozania y es generosidad. como saneis. offerta carinhosa deste precioso enraizado en vuestra propia tradición para monumento~com que o coração e a arte mehemos asimilado y ahora estamos en el deque en ella signifique lo que hoy significa xicana quizeram brindar a nação amiga. sin dejar ni siquiera un rastro. por el frente la llbertard de brazos para todos sus hljos. de una originalidad que r a n ç a n a p a z e t e r n a e n t r e os h o m e n s . pero queremos todos los caminos. sin arrogância. o Brasil recebe com sincera gratidão ha en todos los dias. los Cuauhtemoc. y esta difesentir-se-ha bem nesta terra de liberdade. en ei Brasil hermano. La importación ra. j lo llevó ai tormento para a r sídad irrevocable. ai- indirectamente. Esto no es rancor. pero imprido indio Cuauhtemoc. pero en la base el granito Discurso do Ministro do Exterior do dejar de ser colônias esplrltuales. y crearemos vida universal. mientras que el Índio magnifico.a ceremonia que se verifica en estos Insi antes tiene para nosotros una commovedora solenidad. porque rencia interesa ai progreso dei mundo. C'. fundamentaes puríssimas a n t e s d a m a i o r i a dos p o v o s m a i s velhos. «teu una anticípar-iõn 'Tf. se levanta or«. un sueno se-ha bem na terra de Santa Cruz. aunque fuera vencida en la tierra. pero con serenidad y grandeza. Presidente da Republica. Padre. mento. pátria p o r t a n t o . y nuestros problemas más complejo. refugio en la mente para expandirse. tal y como para quien os pedimos la hospitalidad de agradecemos sus ensenanzas. pero tambiêen Lejos de volverse rencorosa ai pasado. por eso. pero también en las manos de los hombres. s alegria a. la indelas normas de su augusto sueno. y nos dei alma latino-americana que en todos congregamos p a r a hacer entrega de algo que prolongado y cruento caplturó la ciudad y a nuestros pueblos se ha acentuado com intenes como un trazo dei corazôn mismo de la Cuauhtemoc. Sr. cuando ya prisionero y vejado. guntó ei ese paraíso de que hablaba el Claro está que la nación mexicana en y en la misma voz y el mismo acento con fraile iban también los enemigos de su pásu culto por Cuauhtemoc. H a u m s é c u l o a s p r i m e i r a s palavras da des de los pueblos creadores podrá sentain o s s a p r i m e i r a C o n s t i t u i ç ã o política já proY esa originalidad que toda civilización c l a m a v a m q u e " o s c i d a d ã o s brasileiros forverdadera trae consigo. U< mortalidade. T. y en voluntades todo nuestro amor infinito lo ponerrios ahora la fé de sus vencedores. contempendência de la civilización. ni elles son como nosotros. e a i n d a é a ú n i c a . ber de crear. pasarán como pasaron | los pusilânimes de antano. de la miéndole el ritmo que está en nuestra alma heróica. nr>n-o o mas bien dicho: nacimiento Los norteamericanos han creado ya una civilización poderosa que ha traído benefícios ai mundo. InvenO indio brasileiro se orgulhará revendo conciencia y la esperanza de dias gloriosos. pero si de la oril i z a n t e q u e m a n t é m a n o s s a c o m m u m espenidad o ejemp'o de un desarrollo fraternal y ginalidad conciente. montana. y su audácia para r. poro n d e a I n d e p e n d ê n c i a ê u m d o g m a innato. s e n h o r e s mexicanos. brasileira thias dR manifesta^ 0 da tivesso. y llevarlo siempre en el pecho. taremos la forma segun nuestro propio gusas próprias qualidades na majestosa figura Pues este indio es para nosotros representato. symbolo da vontade ción de la rebeldia de la conciencia. que e. asi como los de hoy no serán naíui! a y por encima de todos resplandece la flecha que apunta a los astros. Tal es el Srs. Citau/itenioc le prefirmes como el bronce azteca. nuestro hora ha sonado y hay que mantener vivo el sentimiento de nuestra comunidad en la desdicha o en la gloria y es menester despojarmos de toda suerta de istirnición para mirar el mundo.i ou lianqa com Nas g u e r r a de. buscaria nos. llenos de fé levantamos a Cuauhtemoc como bandera y décimos a la raza ibérica de uno a otro oonfln: sé como el indio. E n las llneas de esa estarancarlo el secreto de los tesoros reales. interpretamos la visión de Cuauhtemoc . en un siglo porque nos ha faltado la valentia de Cuauhtemoc. F°> a Constituição republicana b r a s i l e i r a a pri- m e i r a . mexicana a ponto de <m" . reconecemos su esta e s t a t u a se queda enclavada én el coraesta playa abierta ai mar y apoyada en la excelência y tendremos siempre abiertos los zôn dei Brasil. de vidido el continente americano en dos granrennemente. mavam uma Nação livre e independente. da valentia e da imerispación dei brazo ofendido.fecundo. que a ambos impelliram para ei alarde de la mente. Embaixadores do México. seguros de que e' destino de pueblos y razas se encuentra en la mente divina.oner en el cielo lo que de momento no pueda triunfar en Ia tierra. No somos como los norteamericaO v o s s o L i b e r t a d o r . deste Armafin inevitable e la emancipación politica.II«. agazalhando-se neste sol ferticopia que se ufana de ser exacta. meus senhobertad y la vida. e n c o n t r a r e i s a definlí» da c a s a d o i n d i v í d u o c o m o s e n d o o seu asyl inviolável. acaso porque preparamos un tipo de vida realmente universal. que solo el concurso de ías destintas aptituanima un impulso sagrado.. en el dolor y en la dicha. una en la sangue y en el " E x m o . Tampoco renegamos de E u gozar en sus dichos y sufrír con sus penas Tal es la simple y férrea historia dei heroe ropa ni le somos en manera alguna hostiles. eh el Brasil genroso. en corazones blanlo que de esa fuerza pueda se nuestrp y acompanaba le prometia el cielo si abranzaba dos que la tornen noble. Món para hacer una «'-lebre frase. da abnegação.AMERICA Nf. pero ai ante la realidad todos los suenos: pero próleira. CTos no son. pero ya no es necesaria. a d e c l a r a r expressamente o c o m p r o m i s s o s o l e m n e de nao em- penhar a Nação em reet. lo mismo que los que aconsejaban a Cuauhtemoc uue no batiere a los espanoles porque los espanoles eran la raza superior.MS. Comprehendemos. es decir. admirando a serenidade. no la hemos logrado las bases de una civilización integral y armoniosa. con un j u r a m e n t o solemrie: amar no voy ai paraizo" y estas fueron las ultimos volver a la edad de piedra de los aztecas ai Brasil como u n a pátria distante pero tammas palabras que dijo. Cuauhtemoc renace flecha de Cuauhtemoc apunta generosa ai a civilização. cujo azul nâo abandona este mar El primer siglo de nuestra vida nacional que el más alto. La historia ha diinegualavel e cujas estrellas douram-n'o peha sido un siglo de vasallaje espiritual. y esta es des razas ilustres que deben dar a la huma!a hora no de la regresión. su fue en una concepción propia dei mundo. U A t ? — BRASILEIRA ANNO 1 hayan reunido en território" dei Brasil. ni quiere ni puede perecer y brega porque li. y."k mexicanos: los primeros que lamas se não admittindo gum nha com qualquer l o u t r o laço al- de u n i ã o ou de f e d e r a ç ã o q u e se opp8& sua No independência" - confronto entre as Constituições. aprovechó la ocaanuncio remoto de esta vida nueva que dessoldados que alli veis. estas vocês de tina gran raza que comienza a danzar en la luz — pero dos incrédulos de hoy. un tua han. y finalborda en todas las naciones dei continente v en la flexa dei indio aprendem nuestros mente. ensueno. no quiere signifique proclamamos nuestro amor y lealdad tria y habiéndosele contestado afirmativacar un propósito de hacerse estrecha y de por la pátria dei indio q u e aqui se queda mente. y unas veces el safio y otras el ensueno. la emancipación aplazado y modificado como se modifican plando esta incomparavel enseada hospitadei espiritu. esa su rigidez estolca. desapareció par siempre el poderio indígena. el indio repuso: "entonces. pátria mexicana. Brasil y el destino le respondió con la lianhelo. . so tu misma. í as svmp*- logicamente. era nuestro y que ha de verse consolidado en poetas el volar audaz de sus suenos. y con Cuauhtemoc como no acetariamos volver a ser colônia d* bién n u e s t r a . .. juramos defender ai Brasil.-ulloso sobre la tierra de dos continentes. por que ha llegado para nuestros pueblos la porvenir y lo invoca para que se someta a • Por seu turno. como corolário tardio. y todo eonducido ai cadafalso yv el fraile que le mentes que le den gloria. el rebelde absurdo. como lo mira ese indio magnifico. ninguna nación. "Indepenen que labra su futuro la nueva raza latina Brasil: dência ou morte". Los ibero-americanos nos henos retrazado acaso porque nuestro território es más vasto. «ios povos civilizados verificareis esteve sempre vanguarda decretando na leis que o Brasil da democracia. la raza civilizada. aprendido nuestros soldados. o indio mexicano sentirhora de la segunda independência. Yo bien sé que hoy como ayer hay quie nes niegan y hav quienes ignoran estos presagios que ya resuenan en el viento. Hegó tu hora. y miramos en su gesto.U1M« histiados de toda esa civilización ã> copia de todo ese largo coloniaje de !os espir:uis. conquista. y ahora reclamamos vida símbolo que entregamos a vuestras miradas propia y alma propia. brasileiras encontra-- i g u a l d a d e a b s o l u t a dos ho- m e n s p e r a n t e a lei. y que pretendemos quede sido talvez fecunda. no pretendejuramos.

que sempre admirámos. floração da arte mexicana.. tal como se ostenta na bella cidade dos O Sr. com a sua alma de amigo. Epitacio Pessoa faz então um eloqüente e forte esboço do grande heróe mexicano e diz que a sua vida deve ser lida e divulgada no Brasil como uin exemplo de virtudes patrióticas. que na sua resis- AMERICA tência heróica todos b „ U m o exempio nobilissimo do grande indio <? meditem fundamente que é defendendo o seu território. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. sua tenacidade na defesa da independência. por tudo que fez e pelo muito que fará em beneficio da Humanidade e da Civi]i»acãp. . hastiados de toda esa civilización de copia. Sr. Presidente da Republica concluio com arrebatamento. y miramos en su gesto. seus votos cheios de sinceridade. Resumo da allocução do Presidente da Republica: S. amavelmentc. o coração brasileiro recordar as emoções ileste momento histórico. em que a emoção de Carlos Tolditi e Carlos Obregon imprimiram a physionomia local. como um bolido gigantesco. elle tombou fascinado pela serpente da trahição. a sua honra e os seus lares que os povos preparam a grandeza e a força da nacionalidade. de peito saliente e ar dominador.Mer xieo. Enviou-nos. Nella as esculpturas de Gimenez e Centurion. y en voluntades firmes como el bronce azteca. Enviou-nos a sua mocidàde ardorosa e fremente nesses bellos cadetes. quiz nos trazer. E x . juramos defender ai Brasil. num conjunto encantador e sorprehendente. disse-o ainda o illustre embaixador. com a sua fraternidade. • Por outro lado. que ficaria na nossa cidade como um dos seus bellos ornamentos. que o Brasil applaude e para o qual concorrerá com os seus votos. que resplandece em sua fachada apresada. seus azulejos e sua disposição. un anuncio remoto de esta vida nueva que desborda en todas Ias naciones dei continente nuestro y que ha de verse consolidado en mentes que le den gloria.. o testemunho da gratidão nacional. jamais enipanada.es aqui a estatua do mais querido expoente da vossa independência politica. como factores soberbos de religião e de paz. Naquelle doce ambiente. dirá o seu relato em outro local. "Cansados. num symbolismo admirável. par-. cujo alto espirito já admirávamos. a cujo pé j u r a r a m os mexicanos. A heróica B brava na<. como embaixador. EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO PAVILHÃO DOS ESTADOS UNIDOS IX) MÉXICO A homenagem do México Na festa do Centenário. na festa civica que celebrámos ufanos e jfioriosos. e de sacrificio pela sua pátria e pelos direitos da sua nação. cuja effusiva cordialidade tanto nos commoveu e empolgou. de amor á pátria e dedicação á sua raça e á liberdade. ne-ta terra de liberdade. pela bocea do Dr. José de Vasconcellos que. assegurando ao Mexieo. o brasileiro evocará as honras com que o México o cercou. mas da sua queda deixou um sulco de luz. essa festa de cordialidade empolgante. como das mais fortes mentalidades latino-americanas. Enviou-nos. Por emquanto basta-nos fixar o fulgor da homenagem. as pinturas de Ledoma e de Montenegro dão-nos •i bella. ella era um symbolo de altivez patriótica. illuminando o espaço. nesse admirável pavilhão. Elle foi o antecessor de Hidalgo e de Morelos. interpretamos la visión de Cuauhtemoc como una anticipación de este florescimiento. Qnando. tomara as fôrmas r. imagem do Mexi. empunhando uma fleca "que aponta os astros" tomará as fôrmas de um heroe fulgurante de gloria e dé arrebatamento. cessados os ruidos da festa maravilhosa dessa commemoração civica. en corazones blandos que la tornen noble. não é uma visão do passado glor rioso. que expressou o Chefe da Nação. sobreleva-se a da Republica do México. como um exemplo de heroísmo e de abnegação sem par pela causa de seu povo. recordando a casa mexicana. testemunhando grande devotamento ao Brasil. e. como um exemplo de heroísmo e abnegação sem par pela causa de seu povo. dizendo que a estatua que acabava de ser alli inaugurada não era para nós apenas uma obra de arte valiosa. A' vossa heróica Nação está assegurado lenho a certeza. vai nisso mais uma demonstração salutar do concerto entre os povos americanos na sua obra exemplar de cordialidade. entre as muitas homenagens que o mundo tributou ao Brasil. que o indio magnifico seria sempre contemplado. tal y como esta estatua se queda enclavada en el corazôn dei Brasil." Este indio. tão bem representado. em cujo vigor e enthusiasmo sentimos pulsar o generoso e heróico coração mexicano.de futuro.ão americana. mas nenhum como Cuauhtemoc teve a sua resistência. Sim. doando para ficar como um monumento nosso a estatua do seu heróe nacional. unas veces el desafio y otras ei ensueno. que poetiza e enobrece a nossa raça. to- . em seus motivos architectonicos e decorativos. Allude aos primordios da civilização azteca e ás tradições brilhantes da nação mexicana e. o más bien dicho: nacimiento dei alma latino americana que en todos nuestros pueblos se ha acentuado con intensidad irrevoeable. o Dr. com ser um estadista de grande realce na renovação politica e social BRASILEIRA do México. o Sr. com aquella generosidade a que acabou de alludir. e acabará amando o grande povo.m>MI. 9 A 12 ANNO I piantard. Enviou-nos a sua arte. depois de considerações acompanhadas de imagens brilhantíssimas. O indio magnifico seria sempre contemplado. mas o symbolo do porvir latino-americano. O que foi a inauguração desse monumento. sobrelevando a todas as dádivas e honrarias. de amor e de benéfico sentimentalismo. aquelle formoso monumento a. um futuro deslumbrante. o heróe mais caro ao coraçãa mexicano. José de Vasconcellos. começou dizendo quanto era grata á nação brasileira a offerta do México. de todo esse largo coloníaje de los espiritus. os seus votos de confraternidaae e applauso. que recebeu de ateca indomóto essas virtudes de heroísmo e tenacidade.idiosas de um indio. gozar en sus dichos y sufrir con sus penas y llevarlo siempre en el pecho. o brilhante discurso do nobre Embaixador especial.com o seu profundo respeito pelo Direito e pela Justiça. Dr. Cuauhtemoc quer dizer — Águia que tomba. José Vasconcellos:—"amar aí Brasil como una pátria distante pero también nuestra. é um escriptor notável uni pensador profundo. Cuauhtemoc..-o assaltará a sua memória. um symbolo de triumpho e de gloria para a hostoria do México. Em nome do Governo do Brasil eu tenho a honra de agradecer e de saudar cordialmente ao Governo e ao povo do . em que os corações dos dois paizes pulsaram r u m mesmo rythmo de enthusiasmo e affecto. seus pensamentos cheios de fé. nesta terra de liberdade. num sincero e ardente enthusiasmo pela sua grandeza e pela sua força.

nos deu o governo de Bogotá. e ao lado de Bolívar. proporção do sangue hespanhol não diplomática effectiva no Brasil. Esse reparo. rasgando perspectivas as mais optimistas p a r a seu f u t u r o . Não é talvez ximiliano. a favor da approximção dos dois paizes ha-de ter o mais decisivo valor na consecussão dos idéaes americanos. que mais glorioso o torna. a mais auspl i ciosa _^ . No fiada pelo General Cuervo Marquez. herdeiro de uma alta civilização. para completar a gada vaga de interesse que assaltou o mundo. quasi incrível.. que muito beneficiarão as relações sem distinguir as origens. como pela alta personalidade do embaixador. * RA* "JL^JÜ pecU-as a n g u l a r e s dos m o t o r n o s reffimene (l. ipie vale ser citado: pe. patriótica e intelli-ente e ao effectivo desenvolvimento da riqueza. é o desejo do lucro. pareceu » parte da divida interna cujos títulos perten. mais gloria. San no emtanto o seu thesouro fazendo de sua de.potencialidade mineral. trouxe. retrato de um flagrante perfeito: "Grave. de mysterio. mas acreditae passiva á absorpção americana. du renuncia o desconhece a a m b i ç ã o . americanos.yões intemacionaes e vejamos nesse amplexo em que nos cinge o México o exem- -Oh Siddhart Gautama. Na presença no Brasil significa alta honra que mais claramente. Fraternidade latino-americana Annibal Fernandes.prospera a situação econômica colombiana. dizia o escri. che. dondequiera está bien'. de toda posesión: Quien no desea nada. como um pacto de honra.porque o Brazil. melancólico. mas insistirepercebe-se um pouco atravez da musica na. com um amor profunda. "O incentivo principal que de carvão de pedra. traçava esse gresso de Historia da America e de Ameri. duien de volver la espalda ai dinero es capaz. dádiva do Mexiro.ls constitucionaes. ainda jazidas de petróleo e minas abundantes bonell lançou .AMERI C A \r\i> ÍI v i • _ vWH mar* as tono . porém essa com as melhores e mais largas possibilidades ardente e vigorosa de grande emoção. Eil-a: A embaixada especial da Colômbia. intellectual. a n t e s de tudo. além Martin. oecupando parecer. Ademais. por exemplo. O Brazil. da America hespanhola. com grande dencia da America. Dessa h a r m o n i a entre a gestão dos negócios públicos. merecendo de todos caloroprogresso.efficiente e tolerando com o mais absoluto res. quando se instaurou em toda a parte o de fé. é uma das figudedicou no Estado de Pernambuco. pois. Tem leria dos heróes da America. <le cordialidade. en la renunciación completa. Exaltemos nossos espíritos acima das vaieompet. reencetada crescente.. irrevocable. Ottigms. adm. el deseo es el padre dei esplin. eneolerizar-se.alta cultura. robusteci. O ministro CarMéxico conserva-se desprendido. o Muzo que suppre o mercado mundial. via bem o característico do índio. acaba de lançar a idéa da creação anno do centenário da nossa independência plenipotenciario junto ao governo de Buenos de u m monumento commemorativo das indeesse paiz. A sua agricultura e pe. de la h a r t u r a . A representação da Colômbia no nipotenciario de Venezuela.Franceza o movimento americano.centro geographico da America Latina. el éden se encuentra en no anhelar.Agora mesva.das mais prestigiosas na sua P á t r i a e sua americana não deve soffrer restricções.~anista«. quien ama sobre todas as cosas a Arcano. noi que está uma í do. mo. para crear . que são os idéaes mexicanos i. a harmonia.. E' verdade que fuzilaram Ma. mercê aspiração representa unicamente papel sede uma administração criteriosa e progressi. tardio deléveis. el fuerte. Alguém ga nas festas do nosso Centenário. el soberanov no hay paz comparable con su perenne paz. em ouro e prata. E' um do.que pela approximação constante das duas Lewis Spence íaüando do azteca. fecundar. devemos ser.uma nova consagração ao sentimento amerirasgos de sangue Ibero.t Ru-«tía dos "soviets" e como os alia. vê com alegria robustecerem-se os laços de approximação que a missão do General Cuervo Marquez veio marcar com tanto brilho e efficiencia. de sorte a permittir o engrandecivai além de oito por cento é t r a d i c i o n a l m e n t e com a vinda do illustre ministro Max Grillo.1. physionomia da maior parte dos officiaes.ão. u m a das figuras representativas do seu paiz e cuja palavra. a politica colombiana tri.xou marcada a sua passagem por traços in.-endo a terceira em população. Trans. José Bonifácio. na mais larga e poderocavalheiresco. debilidade uma potência formidável.tando a iniciativa desse monumento no centro cundário na vida do mexicano'. Realmente. Brasileira. de meias tintas. deve ser pan-americana. ca. crevemos um trecho dessa vibrante oraçM P a r a assegurar esse florecimento de rio mundo econômico assumindo por inteiro a em que attribue á influencia da R e V o W * ° responsabilidade de mu divida externa e a queza e de força. Seu discurso é uma paí> ptor americano Charles Nordhoff. os interesses da Amazônia ligam extraordinariamente os dois paizes. com que se tem imposto á nossa "O México é o paiz da galantaria. é um heroe americano e unindo mais ainda as duas nações. dei.republicas muito lucrará a paz. da Americiturno. uma inras de mais realce no corpo diplomático exCentenário teressantíssima pagina ao México. com seus mto mos por um isolamento. uma vez excitadas. Nós. quanto no isolar-se dos Estados Unidos.. sos applausos. un pulpo de tentáculos insaciables que ai par que se cortan. que lhe imprime um dynamismo effi. E de como o mexicano sabe reagir ás milhões de habitantes. O indio não r mais um heroe do México..= mos que o monumento devia ser da Indepenuma riqueza fabulosa. de Cuauhtemoc E. e es el victorioso. mento do continente.a prosperidade continental. ^ « s u ^ i a embaixada colombiana. ta..reunio os representantes diplomáticos impulsiona as raças européas para a luta é o cuária estão não menos desenvolvidas. que deveria desaptambém cional. que é uma das mais formosas intelligencias do norte do Brasil e O illustre ministro Diego Carbonell pleum mestre hoje quasi sem rival na chronica.sangue dos aztecas que lhes corre nas veias. en. não criaremos a fraternidade. Ayres que veio representar a republica ami. pois que julga . de d possível cuja acção é licito esperar os melhores frutos.ca. mente arraigado de todo o mysterioso. de sua gloria. E ninguém melhor do que o seu grande poeta Amado Nervo disse dessa virtude admirável: brasileiro saberá agradecer . ou tos o que estua é o amor pela liberdade. sendo America latina. terá.ro*. de passagem. Permanecendo nesse preconceito. da America inglelos dois paizes. E" este o formoso topcomo .1 idéa n u m banquete.iii. não imimposições da força. e .plica desapprovarmos a idéa. de progresso. renacen para nuestra t o r t u r a . exat oue se propulsionam continuamente.sa influencia sobre o mundo. El deseo es un vaso de infinita amargura.a America latina. Será já definiu o mexicano assim: um indio com nos o seu testemunho de amizade.lha uma estrada democrática e liberal. mais beíleza. paiz da galantaria Quien bebe como Diógenes el água con la ^ mano. tu tenias razón: Las angustias nos vienen dei deseo. E ' o velho m impoz tanto no meio official. ou de America Como sabemos. esse povo da com a presença de uma representação canista. o México assombra ciente. ' têm resultado o s melhores dias para a Colômbia. praticado um feito. Poiia não querer pagar ticando seus governos programmas de acção de nuestros héroes. E' exacto que m a t a r a m Carranza. porém. na região de via estar Washington.. generoso. tripulantes que por aqui passaram se jo de admirar de perto ao digno estadista. y hay en él más perfidias que en las olas dei m a r ! plo da confraternização americana. Artigas. lmn no trabalho -o fecundo pelo engrandeci- cordialidade da America. México. Apezar de uma curta estadia. ministro admiração. mo A figura do general Cuervo Marquez é inopportuno lembrar que essa fraternidade Mas em todos esses actos abruptos e violen. pra.rac.lhe indiscutível . que se vae incentivando com fulgor onde .'o ao direito das minorias. No meio da única mina de esmeraldas. tlote" como instituição. lCsse tom vago. guarda paizes mais ricos da America. dando ao mundo mais brilho. não só pela s u a significação diplomática.que o seu symbolo gravou. que ca sem renegar a sua tradição diplomática.o applaudido escriptor e o diplomata finíssi. que não retrangeiro pela sua intelligencia superior e sistimos á tentação de transcrevel-a. Tivemos ense. maiores nações do continente Sul-americano. quasi inhumano na za. que nessa região têm i ^ ^ ^ esperar. que sempre consagrou á republica amiga um sincero affecto.pendências das nações latino-americanas.<. Paiz de siminação da instrucção publica. não poderá nundetes."la ínspiracion rorn&ntl» cem a extrange. pela sua participação no Con. a Colômbia é hoje das violência de suas paixões. dil-o a resistência activa rogar de destaque pelo desenvolvimento e dis. tomado „e uma o coração tmm-i. em d"* sem ambições.entre s: Es-* povo «»m o sentimento . no manda-nos uma missão de a r t i s t a s . Foi.

alto cargo de Embaixador extraordinário. . nó. muito elegante e do. nunca mais esquecerão a constante prosperidade que a levou a entrar captivante figura do Embaixador Mastny. . - • • • • . 0 Embaixador Mastny A joven republica Tcheco-Slovaquia. '. " CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL rf«sf. Mastny. . seus votos por que a Nação brasileira prosiga seducções. possue elle o dom das. e Tchecoslovaca. el San Martin de Chacabuco no es superior ai héroe eondescendiente de Guayaquil. ni los desmanes de Artigas. en fin.sua excellentissima família com a s seguransagem : ças da minha mais alta estima ê considera"Legação da Republica Tchecoslovaca — ção. o illustre Dr.\ das sobre la gente espanola e sobre las hues.\ bilidad dei proceso que nos condujo ia via de las armas y de la inteligência a la consumaciôn de la independência politica: en ese bloque de mármol de América.-i Ministrai . . V E x . irradiando as linhas daquelle palácio. queremos Tchecoslovaca intentava dar-lhe mais uma apenas mostrar a personalidade illustre que a prova. Traçando amizade muito particular de que a Republica as linhas geraes de sua biographia.I A l i ANXO I "Cumplidas las Independências. por oceasião da commemoração do o governo de Praga. condensado en r. O ensejo do Centenário. que. mas o "-ItiesíKÇSFKiMV J PAVILHÃO LA REPUBLICA TCHECOSLOVACA .tes lusitanas. com a elegância de tências e sob o esclarecido governo de V. Creia. Embaixador ExtraorRio de Janeiro — Rio de Janeiro. ese monumento no puede > ser un bloque de mármol en el cual surgiera el tremendo gesto que la muerte dibuja en las fisonomias deformadas por el dolor en los instantes dantescos de la epopeya. de seus adornos. ganharão o fulgor da luz. um tão soberanamente de par com as grandes poverdadeiro gentleman. n&o sõ o desenvolvimento das industrias da grande nação.E' com uma muito grande satisfação intima. tica: e rogo a V. unem o povo brasileiro ao povo tchecoslovaco. porém.-oom sólidos laços ligando a s duas nações. 27 de Se. impondo-se á admiração dos cenbrasileira saberia estimar devidamente a tros cultos da Europa e da America. . o Embaixador votos mais sinceros que faço pela sempre Extraordinário da Tchecoslovaquia dirigiu ao constante felicidade pessoal de V. . no en el sentido de las victorias épicas realiza. no debemos reconocer : en el jardin bianco de nuestras pátrias ni los desafueros de Labatut ni mucho menos las \ debilidades de Don José de San M a r t i n . de ha muito. Nelle testemunharemos. o Embaixador Mastny conquis. en ese bloque de mármol no debe florecer el rictus de la guerra a muerte suscrita por el Libertador. debe florecer. que se digne aceitar os Ao deixar o Rio de Janeiro. E x .. e de Sr. o que constitue grande honra para o grande admiração pela actividade intelligente Brasil é valioso penhor para a amizade dos do povo brasileiro. V. . tem revelado uma forte amizade pelo Brasil. pues no sabriamos decir cuál es el m á s grande. pela amizade sorridente com que me receberam todas as classes neste hospitaleiro paiz. Ex. E x . onde erigiu um delicioso pavilhão. favoreceu a «ua representação na Exposição Internacional.. que me e professor de direito. E x . todo eso corresponde a los accidentes pasajeros en la definitiva esta. yo no sé. corresponde a las republicas latinas de la América sintetizar noblemente el esfuerao incomparable de los libertadores. por esfuerzo espontâneo de los jardineros criollos la titãni-«a tendência romântica de aquèlles homb: JS que sin la preparaclón de los "revoluc? mários franceses". que rogo a V. yo no sé quién fué más grande. no i seu primeiro centenário de vida independente. estava em acreditar.' to de 1925. .apresentar novamente. Jurista de grande renodes de cultura. agora liberta. A pre-et r. . si los t u vo: ni la infidencia de lo s partidários íntimos : òel General Santander. Presidente da Republica » seguinte men.dinário em Missão Especial da Tchecoslovatembro de 1922 — Excellencia — No momento csuia. servida por uma solida cultura. Alberto Mas. don Pedro el dei "fico" es mucho m á s grande que el emperador metido en aventuras bélicas con los pueblos vecinos. uma bro. tado de natural distineção. J á ao aceitar a missão que me uma das figuras de maior destaque na diplofoi confiada. el Bolivar de Carabobo y de Boyacá o el romântico Libertador de Angostflra y de Pativilca. que bélica. . uma tal-a nas eommemorações de Sete de Setemcadeia continua de impressões de beíleza. armas gracias a una dirección más bien ir :electual.NUMs. aqui do illustre ministro Jan Havlasa. • . em estylo tcheco. do mais fino e apurado bom gosto. ' • • • - • • • . que levo desta Tcheco-Slovaquia nos enviou para represenRepublica as mais gratas recordações. o diplomata moderno e o romancista intelligente que tantoftamigos conquistou no nosso paiz. e á Nação A maior honra que nos deveria permittir • brasileira. fomentando o seu intercâmbio mercantil. que Gustavo Barroso justificou com propriedade ter o "coração da Europa". de seus ornatos. as e brilhante. e a mais funda gratidão dois paizes. ao sol tropical do Rio de Janeiro. Ministro plenipotenciario em Londres. . na pessoa de V. el Miranda què en los campos de batalla vive em compafiia de los clássicos o el Miranda que en Valencia compromete la Causa de la Republica y pasa desde ese momento a la vida amarga de uni prisiôn en donde Ia paciência eleva su alma a la m á s alta concepción de su destino. transposto as fronteiras e isto era-me seguro penhor de que a Nação de seu paiz. " AMERICA BRASILEIRA seu próprio Espirito.j das mais profundas sympathias da Republica tny..ssima que se dignou conceder-me.uestras canteras cuando aun no era ni matéria amorfa el mármol grandioso y recio de la raza eeltibera. felicitações da Republica Tchecoslovaca e os conversador admirável. de deixar a terra brasileira. de sentimentos e idéaes. conhecia eu as grandes affinidamacia tcheco-slovaca. da sua decoração. si el tenaz defensor de la independência uruguaya o el gran desolado de San Isidro de CurugUaty. . que me permitta Formoso typo de homem. E x . E x . tem afora ao Sr. Todos quantos tiveram a ventura na mesma senda de maravilhoso progresso e delle se approximar. cuál de los Artigas es superior. no symbolismo da nossa admiração. tou um vasto circulo de amigos e admiradores. ao desempenhar-me eu da missão muito g r a t a » honrosa de apresentar «. no seu segundo centenário de existência poliMorny e a intelligencia de Tayllerand. cujo acto reconhecendo immediatamente sua gloriosa independência tão grande e profunda repercussão teve na velha nacionalidade. intelligencia lúcida á Republica dos Estados Unidos do Brasil. em as felicitações e os protestos da amizade e missão especial. o meu profundo reconhecimento pela acolhida gentil. soube crear para a Teheco-S'ovaquia um ambiente de sympathias e afferto. en Agos. sinto-me no dever de exprimir uma vez mais a V E x . Nó! \ todo esp constituye el dolor que es parte de í la raza heterogênea. • ' • . como intellectual e artístico. . sssim. Durante a sua curta permanência no Rio de Janeiro. lograron triunfar con li ».— Vojteth Mastny.

além das indulgência». da Bahia Cabralia. . pelo costume intra duzido dos Congressos Eucharisticos. em verdade. na sciencia. como penhor dos divinos favores. nas letras. como um ex-voto do nosso paiz. tendo á frente o Governo Federal. Sebastião Leme.-2~J espiritualista e que vae avultando no nosso paiz. na força de seu explendor. Saudação e Benção Apostólica. a cujo fulgor vive. não erigindo estatuas aos deuses de força.. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. j á tendo s» realizado 25 internacionaes. Dado em Roma. Nos Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. cardeal presbytero da Egreja Romana. teria tido no Congresso E u c h a n a tico a mais formidável demonstração. nellas tomando p a r t e . na eloqüência de seus membros. n u m symbolo grandioso. N a Allemanha foi tão empolgante o Congresso qur. em todas as manifesta ções do espirito nacional. a Egrcj a Brasileira. que assistimos no mundo inteiro u m a rc*i3. pois a nação inteira.A N u m a época. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. no. foi .. mas vinda do coração. í a r ° . arcebispo «la Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. onde: a separação foi um preito da liberdade. n u m estimulo magnifico. três mil sacerdotes e u m a multidão calculada em quinhentas mil pessoas. e«i cerradas fileiras. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. Arcebispo de S. N u m paia. * vôs. O monumento será um symbolo de amor e de fé. junto de S. por bem realizar tão santo emprehendimento. nâo fixada pelos textos d« lei. Oxalá se propaguem po» toda a parte taes industrias de piedade. dará o seu apoio. m a s adorando-o Deus de bondade. A religião cathoüca no Brasa. fonte de onde brota «» pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. ben far non basta. na judicatura. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. através de seus nomes manrepresentativos. providencial q u i t e n h a progredido por toda a p a r t e com novo fervor o culto do Santíssimo Sacramento.* o Congresso Eu charistlco tem u m alto significado. que é lume e senza da qual. Sem esforço pois comprehendereis. u m a força de organização e disciplina. pedra fundamental do monumento u Christo Kodtmpior que.n 0 "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Arcodia 10 de Agosto de 1922. emfim. pedindo bênçãos sobre a terra de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. A reunião Eucharlstica e uma INSTALLAÇAO DO CONGRESSO EUCHARISTICO. mas a larga assembléa da nação religiosa. nos princípios austeros da probidade chirsta. sobretudo na nova geração. possivelmente. mas não affectou o sentimento nacional. em que* pela propagasâo *ji do erro e pela avidez das coisas terrenas. única região americana honradai por um Congresso Eucharistico Inteinacional. Saibamos criar o Brasil e tornal-o grande. que liga os homens e os faz crescer. mas também.US. consagrando-o á invocação divina. desde que os portugueses de 1500 elevaram. Jerusalém. por mingua de tempo. erguido num frêmito de fé.ulo . realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. onde busca as inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá u reconciliação do Estado leigo com a Egreja. contribuindo p a r a essa realizarão. No Canadá. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunlrem-se ' d e todas a s partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classe» sociaes. arcebispo de S. Vienna. que nos protege. Reimsj. Nenhum povo foi grandí. n a Coroa Vermelha. Pe*»*0.AMERICA BRASILEIRA NT. que receberam na religião de .. e de fé. sem fé — ê a lição inconteste da historia -e a. nestas palavras: . mais o mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia.ANNO 1 A estatua de Christo Foi soltmm mente lançada no alto do Conov. o alento espiritual p a r a os grandes conquistas da nação. tulos dos SS. triumpho a Eucharistia. Londres. desde a catechese. protestante. dentro da civilização christã. na Imprensa. vemos todos o espectaculo confortador de u m povo que tem crença.. vae arrefecendo a caridade de muitos. P A P X Presbytero da Santa Igreja Romana. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . a que o Congresso. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. E . abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qu* nelle tudo se Inflammasse. magistério. depois da vigília eucharistica. pondo nelle a unlca espefaW de salvação e p a z . S .. os soberanos compareceram pessoalmente ás cerimonias e assembléas. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar.eub pães.' dos quaes os mais celebres foram os de Friburgo. o Congresso nãcí ponde ser internacional. li A 12 . P a r a os brasileiros. Nôs. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. e sob a presidência de D. Bonifácio e Aleixo.. primeira voz a se levantar confortando '•-• animando o Espirito nacional. entretanto. onde a religião tem sido. levando eu. sob o alto patrocínio üt D. que têm lé religiosa. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. se erigirá por um voto expre«-h o e unanime da Nação Brasileira.é realmente. concedemos o privilegio de celebr» missa á meia noite. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. S. em esp>=ctaculo formoso e incisivo. ainda na ultima guerra. Dilecto Filho Nosso e Veneraveis «• mãos. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. de fé e edificação. nem uma reunião episcopal. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. e aos ' demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. ao lado de cento e vinte bispoa. Bonifácio e Aleixo. o próprio Imperador. de P a ris. po» não h a meio mais efficaz para o incremento de todas a s virtudes do que o culto da Sagrada Eucharistia. na magnificência de suas iuzea por fim. I o nosso coração ao ver o povo brasueiro. como o nosso. Colônia. que. PIO XI. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. dos títulos de S .S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. pois. Montreal. n<j parlamento. Sebastião do Rio de Janeiro. Madrid e Roma. commemorou o centenário. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis u m Congresso Nacional para. Sebastião do Rio de Janeiro. fazendo " desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses aó eu e <conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. de amor. A estatua grandiosa será u m symbolo. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benéfica influencia sobre o mundo. E n t r e no». se ainda houvesse mister de manifestar a sua grandeza. j á sentimos que exu. mos preces a Deus para que benignament|jj conceda os melhores resultados e os í r U w q u e desejaes. Não ío: um congresso ecclesiastico. E. regionaes e nacionaes. em testemunho de Nossa Benevolene"*»j|. é necessário reintegrar a nossa viu:. exaltou-se numa prece collectiva.* praxe. — Pio TT ""«« — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. primeiro anno 1" verde |da Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. não so para agradecer a s mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. No Brasil. a Cruz que lhe j deu o nome.

com o compacto moral. A sua decoração. depois de encerrado o certamen. também de cimento. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. vai ficar Nações. com que. no espíritos de elite da cultura franceza moderna. A inaugu. com pre'sença"sem rival. todo o sul e centro do BrasU i e celebrava depois. agradeço a distincção com que tanto nos captiva. em todos os seus motivos architectonicus. um dos das virtudes nativas da sua gente. 9 A Í2~— ANNO í A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a <*i> acolher o nosso convite para comparecer á Exposição Nacional. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. de medida e equilíbrio. Crozier e o Barão de Thénard. era constituída de nomes da mais elevada significação.pavilhão. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. a extensão dos nossos rios. Pierre Janet. pela sabedoria. o futuro da nossa civilização. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. militar francesa. a grande nação amiga e. mas também vaticinai va. em paginas immoredouras. O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptiíosa Avenida das Nações. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. a todo seu alcance. que raia da Dha-de-France.NUMS. em plena propriedade. que tanto nos captivou. A. • não somente a opulencia da nossa flora. e da resistência a victoria. um enthusiasmo fremente e vivo. pela força e pela beíleza. do Pequeno Trianon. T e r á a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem no nosso paiz. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". o capitão Fonck. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. O material empregado na construcção. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França.. esse pavilhão. a que deu mais vigoi e mais beíleza. de Versailles. nas suas linhas elegantes e sóbrias. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o centenário de nossa independência política. espiritual e material. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. pela grande Nação. presidida pelo S r . em mos a seguir: nome do Governo Federal. será doado ao Brasil. e o brilho. iniciava-nos na I techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um doa | vossos provectos naturalistas viajava. acompanhamos extacticos a força do grande povo.nas suas escolas superiores. Foi construído em 128 dias. Antes da independência. Um grupo admirável de artistas fundava j a Academia de Bellas Artes. herdeira da civilização greco-latina. . um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. do mais apurado gosto artístico. F r a n ç a encerra. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não sO as demonstrações officiaes do mais alto significado. Os Idéaes de cultivo e liberdade. que deu á sua representação. cumprimento. offertando-nos um symbolo de Versalles. representante de admirável Sorbonne.illuminando o mundo. expressasse essa gratidão. i | theor e variedade dos nossos mineraes. mãe espiritual de) toda a latinidade. sem : medir sacrifícios. o sábio mathematico que todo o mundo admira. sendo que o revestimento externo. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da araiagradecimento á França. apresenta o colorido da pedra franceza. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. correspondido com signal calor pela França. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. na mesma festa inaugural. O deputado Géo Gerard. o eminente embaixador. que é definitiva. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. no discurso que proveitosa do seu gesto requintado. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. bem como os da Intellectualidade francesa. pela honra que no<s sade que rios une. encontrou no Brasil. não só o alllvlo político. Por u m gesto de captivante gentileza. Chiray. A sim. pelos engenheiros brasileiros Drs. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. o illustre publicista do Instituto de ! das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. em H a muitos motivos na vida do Brasil para vossas pessoas. em que commemoramos o Centenário. o Professor George Dumas. Alexandre Conty. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. fazendo-se representar de modo tão brilhante nas festas do Centenário. proferiu nessa solemnidade e que reproduziE ' com maior desvanecimento. cuja vitalidade. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. por que lembremos sempre a França. da faculdade de Medicina de Pariz. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Salnt-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarlos franceses. Srs. e o aperfeiçoamento das suas artes. despertaram sempre no nosso povp. na Avenida das archetectura francesa no século 18. de espirites e de força. na creação professada Dr. bem como aos vossos sympathla>?iil»rMlêrfmento e admiração FRANÇA ctura metolica. eão expressivas dessa inquebrantavol amizade que nos liga á França. onde o espirito francês transparece. de par com o progresso econômico. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. AMERICA Ainda agora. o prestigio maravilhoso de actividade que a. ' Por gentileza tão da nossa Índole este deu. A influencia da civilização francesa. de admiração e deslumbramento. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza. Ministro Ferreira Chaves. que. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. Emile Borel. com viva vosso intermédio. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nóssr.

como um ex-voto do nosso paiz. nas letras. em todas as manifesta ções do espirito nacional. Presbytero da Santa Igreja Romana. o Creador da civilização Christã que nos eleva sobre o mundo. Não fo: um congresso ecclesiastico. e a todos quantos assistirem ao Congresso damos de coração a Benção Após lica. e de fé. arcebispo de S. Sem esforço pois comprehendereis. que receberam na religião de r-eub pães. que. nem uma reunião episcopal. não so para agradecer as mercês e bênçãos q u e cobrem o Brasil. E. dos títulos de S . será um symbolo de amor e de fé. da F r a n ç a e de P o r t u g a l . Oxalá se propaguem poi toda a p a r t e taes industrias de piedade. acontecimentos da ordem desse grande certamen devem rnuito nos alegrar. íare mos preces a Deus para que benignames * conceda oa melhores resultados e os f«"u que desejaes. Arcebispo . abrasadas no mesmo fogo de amor que Nosso Senhor Jesus Christo veiu trazer â t e r r a e tão vehementemente desejou qiw nelle tudo se inflammasse. Na Aliamanha foi tão empolgante o Congresso que o próprio Imperador. pois. tulos dos SS. S. pelo costume intro duzido dos Congressos Eucharisticos. Como bem justificou o Presidente do Con gresso. mas também. dilecto Filho Nosso « Veneraveis Irmãos. de Paris. consagrando-o á invocação divina. v-ôs. A religião catholica no Brasil. nellas tomando p a r t e . como penhor dos divinos favores. San dação e Benção Apostólica. S . o nosso coração ao ver o povo brasneiro. e aos demais Veneraveis Irmãos Arcebispos e Bispos da Republica Brasileira. desde que os portugueses de 1500 elevaram. pondo nelle a única espeffftw}'» de salvação e paz. pow não h a meio mais efficaz para o incremento de todas as virtudes do que o culto da Sa g r a d a Eucharistia. pois a nação inteira. Reímsj. J . que nos protege. nu niasristerio. mas adorando-o Deus de bondade. Saibamos criar o Brasil e tornai-o grande. sobretudo na nova geração. na sciencia. protestante. cardeal presbytero da Egreja Romana. a estatua de Christo será um precioso ex-voto que levantam ao Senhor dos homens. e»i cerradas fileiras. na força de seu explendor. grandeza. os soberanos compareceram pessoal-mente ás cerimonias e assembléas. vae arrefecendo a caridade de muitos. pedindo bênçãos sobre a teria de Santa Cruz e agradecendo as mercês que lhe tem prodigalizado. no parlamento. Nenhum povo foi grandf. se julgou obrigado a mandar aos congressistas unia attenciosa mensagem de cumprimentos. E. n a Coroa Vermelha. junto de S. Bonifácio e Aleixo. única região americana honrada por um Congresso Eucharistico Inteinacional. — Pio X* "«nit — Didecto Filho e Veneraveis Irmãos. dará o seu apoio. onde a religião tem sido. mesmo para os que só vêm em Christo a maior e mais benetica influencia sobre o mundo. Non Congressos Eucharisticos de Vienna e Madrid. j á tendo s«= realizado 25 internacionaes. A reunião Eucharlsfica e uma INSTALLAÇÃO DO CONGRESSO EUCHARISTICO-. na magnificência de suas iuzea por fim. através de seus nomes manrepresentativos. a que o Congresso. foi a primeira voz a se levantar confortando '-• animando o Espirito nacional. não fixada pelos textbs >3e lei. por mingua de tempo.. e sob a presidência de D. que liga os homens e os faz crescer. regionaes e nacionaes. Madrid e Roma. Sebastião do Rio de janeiro. Assim é que ainda h a pouco nos foi dado ver reunirem-se 'de todas as partes do mundo nesta mesma cidade homens de todas as classes sociaes. Vienna. E n t r e nos.A M Ê R I CA BRASILEIRA NU. PAPA-. concedemos o privilegio de celebrar missa á meia noite. Sebastião Leme. tendo á frente o Governo Federal. PIO XI. ao lado de cento e vinte bispos. de amor.S o P a p a Pio X I saudou e abençoou o Congresso.com a Egreja. nos princípios austeros da probidade chirstn. A estatua grandiosa será um symbolo. primeiro anno verde d a Albuquerque Cavalcante Carfdeal Nosso Pontificado. além das indulgências* praxe. se ainda houvesse mister de manifestar a sua. O monumento. que têm fé religiosa. Dilecto Filho Nosso e Veneravei%. mas a larga assembléa da nação religiosa. não erigindo estatuas aos deuses de força. Coloniu. j á sentimos que exü. sob o alto patrocínio cK D.. fonte de onde brota es pontaneamente o a m o r das coisas eterna* Esforçae-vos. a cujo fulgor vive. arcebispo <L> Pharsalia e coadjutor do Rio de Janeiro. n a Imprensa.ulo a pedra fundamental do monumento a Christo K c k nipior que se erigirá por um voto expressivo e unanime da Nação Brasileira. commemorou o centenário.' dos quaes o* mais celebres foram os de Friburgo. possivelmente. cujo carro era conduzido exclusivamente por officiaes do exercito e da marinha. onde busca as Inefáveis energias de sua gloria e de sua grandeza. o que lhe não tirou o fulgor e o brilho. entretanto. Pe*».MS. onde a separação foi um preito da liberdade. Congresso Eucharistico Com grande magestade e pompa. como o nosso. a Egreja Brasileira. u m a força de organização e disciplina. Montreal. por bem realizar tão san to emprehendimento. em verdade. teria tido no Congresso Eucharistico a mais formidável demonstração. No Canadá. emfim. No Brasil. o Congresso não Donde ser internacional. ainda na ultima guerra. qutassistimos no mundo inteiro uina. que é lume e senza da qual. N u m paia. Joaquim Areoverde de Albuquerque Cavalcanti. n a imponente procissão q u e atravessou a nossa cidade. Sebastião do Rio de Janeiro. fazendo "desapparecer de nossa gente a obcessão grosseira dos interesses ao eu e conseqüente menosprezo das idealidades immortaes da Moral e da P á t r i a " Agora. rir. acompanharam a procissão pelas ruas de Montreal. providenciai q u * t e n h a progredido por toda a parte com novo fervor o culto <io Santíssimo Sacramento. o alento espiritual para os grandes conquistas da nação. com que satisfação recebemos a noticia de que brevemente ralizareis um Congresso Nacional para mais e mais promover o culto da Sagrada Euchíirlstia. _Q~ o espiritualista e que vae avultando no nosse paiz.o Congresso Eu charistico tem um alto significado. erguido num trcmito de fé. nestas palavras: . •sem fé — é a lição inconteste da historia -e a. num symbolo grandioso. a Cruz que lhe deu o nome. de fé e edificação. é necessário reintegrar a nossa viu:.>' N u m a época em quoj pela propagagàV-' do erro e pela avidez das coisas terrenas. Jerusalém. acclamar com enthusiasmo o Christo Rei. realizando o Primeiro Congresso Eucharistico. contribuindo p a r a essa realização. desde a catechese. da Bahia Cabralia. depois da vigilia euebaristica.em testemunho de Nossa Benevolência. mas não affectou o sentimento nacional. num estimulo magnifico. vemos todos o espectaculo confortador de um povo que tem crença. dentro da civilização christã. li A 12 — ANNO I A estatua de Christo Poi MI ti ei mi emente lançada no alto do Cuno\. dos Tí- das nossas fôrmas de expressão do sentimento christão e innumeros têm sido os diocesanos. na judicatura. de S. exaitou-se numa prece collectiva. Nôs. mas vinda do coração. "° "Ao dilecto filho nosso — Joaquim Areodia 10 de Agosto de 1922. em esp>=ctaculo formoso e incisivo. Dado em Roma. na eloqüência de seus membros. Bonifácio e Aleixo. levando um triumpho a Eucharistia. l r " mãos. acompanhada poi muitos milhares de pessoas. ben far non basta. P a r a os brasileiros. *é realmente. Londres. três mil sacerdotes e uma multidão calculada em quinhentas mil pessoas. melhor das confirmações do valor da religião como elemento disciplinador nos dá i» reconciliação do Estado leigo.

no espíritos de élita da cultura franceza moderna. que é definitiva. que ainda hontem nas horas trágicas do perigo e do soffrlmento. . O pavilhão de França é um dos mais bellos que se ergueram na sumptúosa Avenida das Nações. pela força e pela beíleza. permittiu que o governo do no coração da nossa capital como prova do Brasil. O exemplo indomável da França nos enchia por outro lado. na Avenida das archetectura francesa no século 18. ao festejarmos o primeiro Centenário da nossa independência politica. A sim. o sábio mathematico que todo o mundo admira. offertando-nos um symbolo de Versalles.pavilhão. o prestigio maravilhoso de actividade que a F r a n ç a encerra. disseram os intuitos da França tomando parte na commemoração em que festejamos o I o c&ntenario de nossa independência política. o futuro da nossa civilização. era constituída de nomes da mais elevada significação. 9 A 12"— ANNO I A França na Exposição A solicitude do governo da F r a n ç a «kn acolher o nosso convite par» comparecer á Exposição Nacional. cuja presença foi entre nós motivo do mais justo e honroso orgulho. j theor e variedade dos nossos mineraes. o que fez o gênio creador da vossa raça e lição para nõí< sr. sem medir sacrifícios. todo o sul e centro do BrasU e celebrava depois. A sua decoração. com pre'sença'sem rival. A inaugu. despertaram sempre no nosso povp. Terá a F r a n ç a assim perpetuado a sua homenagem ?o nosso paiz. que. e o brilho. em que commemoramos o Centenário. por que lembremos sempre a França. Emile Borel. pelos engenheiros brasileiros Drs. mãe espiritual dei toda a latinidade. sendo que o revestimento externo. parlamentar de grande estimação na Camara F r a n ceza e decidido amigo do Brasil. á França. constituem novas e valiosas demonstrações da inalterável amizade que liga os dois paizes. que tanto nos captivou. e o aperfeiçoamento das suas artes. que não cessa de nos testemunhar a sua fraternidade e ó seu agradecimento! O ensejo 'da commemoração do Centenário permittiu' não so as demonstrações officiaes do mais alto significado. recordamos commovidos o concurso que a ella nos prestou o General Labatut. a todo seu alcance. a extensão dos nossos rios. do mais apurado gosto artístico. também de cimento. O material empregado na construcção. Pela autoridade de seu julgamento a obra de Saint-Hilaire ficou sendo para sempre uma das propagan- BRASILEIRA compatriotas o valioso concurso que trouxeram o bom êxito da Exposição Internacional do Centenário" As eloqüentes palavras dos commissarios franceses. na grande data que celebramos com a exaltação e a alegria do mundo. Srs.' illuminando o mundo. pela grande . que raia da nha-de-France. de espíritos e de força. na harmonia de seu admirável espirito geométrico e de seu subtil "Espirit de finesse". presidida pelo S r . um de tantos compatriotas vossos que se tornaram paladinos da liberdade de outros povos e por ella pelejaram no mundo. depois de encerrado o certamen. em cujo leite generoso e fecundo temos bebido sôfregos essa cultura latina. Monteiro e Olavo Tydio de Souza Aranha Júnior. Foi construído em 128 dias. que deu á sua representação. A França eterna é uma fascinação do espirito brasileiro. pela sabedoria. militar francesa. deu. com que. não somente a opulencia da nossa flora. e da resistência a victoria. mas o amigo fiel e o camarada dedicado. expressasse essa gratidão. acompanhamos extacticos a força do grande. espiritual e material. mas também vaticinava. Crozier e o Barão de Thénard. O deputado Géo Gerard. A guerra retemperou o espirito francez e sua gloria saiu da fornalha incandescente mais rutila e esplendorosa. Pierre Janet. fazendo-se representar de modo tão bri' Por gentileza tão da nossa índole este lhante nas festas do Centenário. cuja vitalidade. cumprimento. com o compacto moral. A. copia de uma das maravilhas da ração do Pavilhão da França. esse pavilhão. o Illustre publicista do Instituto de das mais efficazes das grandesas do Brasil e França. apresenta o colorido da pedra franceza. Alexandre Conty. fulgor e energia desmentiam certas affirmações afoitas de declínio. pela honra que noi sade que nos une. correspondido com signal calor pela França. proferiu nessa solemnldade e que reproduziE ' com maior desvaneclmento. de medida e equilíbrio. de Versalhes.nas suas escolas superiores. na mesma festa inaugural. cujo alto espirito tem enchido de brilho excepcional a representação permanente da França no Brasil. no discurso que j proveitosa do seu gesto requintado. o capitão Fonck. «ão expressivas dessa inquebrantavel amizade que nos liga á França. cujo esforço era minorar o peso de tormenta. o Professor George Dumas. Por u m gesto de captivante gentileza. Um grupo admirável de artistas fundava a Academia de Bellas Artes. herdeira da civilização greco-latina. a grande nação amiga e. a que deu mais vigor e mais beíleza. agradeço a distineção com que tanto nos captiva. da faculdade de Medicina de Pariz. da sua litteratura e da sciencia de que é um dos maiores luminares. bem como aos vossos sympathia. foi o cimento armado em estru- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO A embaixada especial francesa. Chiray. AMERICA Ainda agora. um dos das virtudes nativas da sua gente. de admiração <i deslumbramento. não só o aJllvlo político. o eminente embaixador. Antes da independência. em todos os seus motivos architectonicos. vai ficar Nações. com viva vosso intermédio. em paginas immoredouras. será doado ao Brasil. já outros francezes nos tinham trazido preciosa collaboração. Os idéaes de cultivo e liberdade. na creação professada Dr. de par com o progresso econômico. constituio o laço dois ples referencia a tão illustres personalidades moral mais apertado entre os nossos vale o mais completo louvor e o mais sincero paizes e por isso mesmo a base solida da amiagradecimento. íSáttáaerímento e admiração FRANÇA ctura metolica. em H a muitos motivos n a vida do Brasil para vossas pessoas. é muito rica e as tapeçarias e obras de arte dão uma nota de inconfundível destaque a esse delicioso palácio. iniciava-nos na techina própria para achar as formas de exprimir a beíleza e ao mesmo tempo um dos vossos provectos naturalistas viajava. Nestas condições o palácio da França é uma reproducção perfeita.NUMS. em mos a seguir: nome do Governo Federal. do Pequeno Trianon. um enthusiasmo fremente e vivo.Nação. Ministro Ferreira Chaves. representante de admirável Sorbonne. encontrou no Brasil. povo. que conquistou nos ares PAVILHÃO DA sombrios das frentes a aureola que lhe cinge a fronte de joven. em plena propriedade. nas suas linhas elegantes e sóbrias. E também nossa admiração e nosso affecto cresceram. bem como os da intellectualidade francesa. onde o espirito francês transparece. A influencia da civilização francesa. essa flor maravilhosa do seu gênio de beíleza.

Embaixador da França fectuosos inteílectuaes entre o vosso amado J naturalmente outro tanto fará ao seu gopaiz e a nossa cara pátria. . "e alguma cousa mais tendes feito. ao suecessor de Jean Finot. pressam com as qualidades e defeitos. assegurada atravez do mutuo conhecimento das elites. constitue. membro da cial de documentos relativos a Colombo. que nos eleva e nos agora pessoalmente o orador a intensidade prende á gratidão incomparavel. Medeiros e Albuquerque. quanto se pôde prever desde agora. ao mesmo tempo que favoreceu oceasião de um novo testemunho da cordialidade franco-brasileira. Oliveira U m a . Mas ai! deante de ! verno. associando-se e pelas referencias enthusiasticas que tem ás homenagens ao grande escriptor francez. O eminensa nos arebivos da Europa. o presidente e estrangeiras. Ernesto Martinenche. | mento fora de todas as cogitações e de todas como em Racine. em expressivos disdursos. rada.desses sentimentos de sympathia pela França vos transportes da valiosa e evidente amizad-3 nos homens de lettras do Brasil. relativa ao Brate prelado.Cid" Em seguida o orador se refere ao espirito neiro. A saudação do Sr Ataulpho de Paiva. prestes a p a r t i r . accentuou que. passando depois pelos que escrevem sobre Saint-Simon e Augusto Comte. n a v a n g u a r d a da civilisaçãò. consentiu em realizar u m a confede abnegação de alguns patriotas e philan. sobre A attitude da tropos portuguezes. salienta seus approximação feita sob tão altos auspícios. sem quaesquer subsídios officiaes. o psychologo e escriptor de tão altos méritos. em ultima analyse a historia naajinda quando perigosa».i gem á F r a n ç a .veu unanimemente eons^atular-se com i . »° a Academia de que faz parte. não só á sua mentalidade. despertaram en. de Martinenche o critico literário tão admirável. da Sorbonne. as quaes cabe a funcção mentora dos povos. de onde nos vinham idéas sãs e robustas e. e a que tanto deve r. saudava a Franga. não foi menos significativa. que foi levado á Sorbonne pela indicação honrosissima de Theodule Ribot.] vras: "A "Historia da Colonisação Porturit de mesure" construiu a mais admirável . <^ Depois de saudar seus confrades. do particular. onde soube dar uma feição ã Brasileira. procura sagrar o escriptor applavelido e já acclamado. prezam e admiram a grande nação a que perterceis. ceneluio o Sr. "Não importa. O professor João Ribeiro. essas qualidades sil. n u m ambiente de respeito c admiração a que fizestes jus pelos peregrinos j admiração. o psychologo moderno e atilado. e de Dumas. O Sr. o que Jâ sabem trabalhaste pelas nossas letras. eleitos sócios correspondentes nas vezes de Jean Finot e Casper Brauner. Verifica que nos visitam. que chamou de livro modelo. que vos admiram — e que.á estava sob pressão. realisando a fusão pantheistica. o grande mestre de psychologia contemporânea. mo fim e têm o mesmo programmá: a conservação da s u a própria lingua. onde estivera em missão apenas fortemente amparado pelo espirito especial. j lar á que o Governo Italiano emprehendeu e realizou por oceasião do 4o Centenário do | Monsenhor Baudrillart descobrimento da America.o^sa cultura. certamente tel-o-ia incumbido de apre-' que animou bello trabalho de Martinenche s e n t a r u m a mensagem especial á Academia sobre Moliére. será um livro m o n u m e n t a l . Alegres vos i cuja pessoa rendemos mais uma homenarecebemos. e r a m 'sustentadas cional. disse-lhes i mesmo temperamento da raça procrea Na sessão de 28 de Setembro do anno seu agradecimento. Mostrou. soubesse que proposta do professor Afranio Peixoto. "que antes de tudo a Academia. I As respostas dos novos acadêmicos. porém. na pessoa de um dos seus espíritos fac-simile a mais r a r a documentação. Não foram apenas palavras Brasil. As personalidades dos novos a c a d e m i ' cos. A F r a n ç a não se esquecerá nunca da 1 de enthusiasmo pelo explendor de naturesa. "modelo de methodo. tivemos ensejo de hospedar e em dotes de caração e intelligencia. dedseu eminente confrade. ella é. em que o ser se dissolve na totalidade da natureza. voltando da Argentina. As intenções da Academia. um emprehendimento em nossa Capital. em que explicava a obra do extraordinário russo pelo amor. sem mais tempo mais hnalyse. porque bem conhecia a fíima do salvo mestre da Sorbonne e de h a muito rendia veneração a estima ao eximio professor ria lingua castelhana. saudando George Dumas. fazendo o elogio da obra do acadêmico e historiographo eminente. E. lhe rendendo as homenagens. apenas. disperde elite.| rência na Academia. o que quer com a mais profunda penetração critica.dizer a conservação do espirito nacional.: O deputado Francisco Valladares apre' das com o maior interesse. E ' mesmo talvez no fim de contas. a Academia Brasileira de Letras. Nos positi. poucas horas deixareis essa praia festiva e o i E n t r e applausos sentou-se o notável céo sob que fostes acolhido com affabilidade e orador.-ciência e sobretudo pela perfeita e im. não precisamos mais louvar. "Historia da Colonização Portugueza no Brafoi uma festa do gênio latino. um bem que sejaes constrangido pela força material das circumstancias a partir directamente daqui para bordo do vapor em que seguireis para a F r a n ç a . o d"e o pôde aferir-se pelos fasciculos já publicados Embaixador Conty patrocinou. que está collegindo e reproduzindo em á França. no Boas vindas vos damos muito cordiaes. chegou a Tristeza e Alegria. na recepção aos professores E m e s t Martinenihe e Georges Dumas. a Academia. tão conhecidos nos são e tão largo é o renome que os cerca no Brasil. m Levantou-se então o illustre prelado. que tanto se honrou com as eleições aos illustres professores de Sorbonne. O A 12 B R A 5 É L E I ftA \NNO I A mentalidade franceza no Brasil A Academia Brasileira prestou uma commovida homenag. desde logo. modelo de perfeição na maneira de imaginaria e de realizar as experiências" Estudou largamente as intenções da obra de rsychologia de Dumas a cujo magistral tratado referiu. Medeiros e Albuquerque. estudou largamente a sua fulgurante personalidade literária. pela bia e conhecia.a Paris. As duas instituições visam o mesanalyse das figuras do grande gênio francês. . honrando-se com a eleição rir.sentou á Camara dos Deputados um projethusiasmo pelas palavras de cordialidade com cto de lei para que fosse concedida Isenção que celebraram a mentalidade brasileira. Se passado. que vos prezam. Depois de por ao relevo a obra ibérica di.mesmo á Academia Franceza. in. gueza no Brasil" constitue um emprehendü obra de beíleza. por fim.» horas no Rio de J a . Essa ' illustre professor de Sorbonne. A Academia Franceza e bispo auxiliar de Paris. de philosopho e escriptor. Incluindo os próprios movimentos autonomicos q" e s e com o maior brilho e fulgor.AMERICA X I M S . em cujos estudos ibéricos temos tido as mais brilhantes e eruditas lições.in á mentalidade franceza. cantador convívio e já saudoaos nos sentimos j mas também ao seu espirito de ordem e de com a proximidade commovente da despedida. Letras e a Alliança Franceza promoveram ao e ficou constituído o mais opulento mananMonsenhor Alfred Braudillart. contentes ficando de vosso en. que era também o da r a . que. mais uma vez. merecido ás mais altas autoridades nacionaes Recebeu Monsenhor Braudillart. cada vez Historia da Colonisação Portugueza mais propicia á irmandade espiritual francono Brasil brasileira". quando chegar mutavel reciprocidade de sentimentos af. Do primeiro estudo de Du mas. E ' uma obra simiFrance. porque não se podia alongar e o navio que conduziu ã F r a n ç a o illustre prof essor . que está tanto em Descartes. casa de amigos das letras. Sr. Bem consufc'. em vós. Levareis ainda viva e quente a lembrança deste grupo de Brasileiros. formulando votos ! por que seja a vossa actividade. J harmonia. Assim. sobre Tolstoi. Terá prazer em referir isso nossa . Chile e do Uruguay. mas muito mais. este será agora o ultimo contacto que tereis com o Brasil. A grandeza desta obra ^ França em face da crise universal. Carlos de Laet. em homenagem sil". que diseon-pra com larga proficiência riotavel erudição sobre a historia da literatura hespanhola e em especial sobre as origens do th"<tro que bellamente floresce na pátria he roica >li.de taxas e impostos alfandegários para a obra sistindo o professor Martinenche pelo cultivo Historia da Colonização Portugueza no Brada medida e do equilíbrio. A publicação da | "Racolta Colombiana" exigiu do Governo da A recepção que a Academia Brasileira de Itália o dispendio de alguns milhões de liras. o' profesor Martirenche. sobre cujo "espi. r Academia Franceza e da própria F r a n ç a . ««" J deveria p a i a ' alguma. que justificou com as seguintes palaessenciaes ao gênio francês. ouvi. em que analysaram o espirito e a obra dos novos membros correspondentes da illustre Companhia. como o Sr. louvores ao Brasil. prefaciando um livro do já existe virtualmente entre a França e o dr. nesta j sacrificio glorioso pela humanidade. que disse familiar aos cou-lhe estas palavras: "A Historia da Colomembros da douta companhia. explicou-as os seus oradores — os acadêmicos Medeiros e Albuquerque e Ataulpho de Paiva. nisação. que o Brasil tomou resolutamente o seu parsempre nos dithyrambos dos extrangeiros tido e esteve sempre ao seu lado na hora amarissima que precizou enfrentar. inteira e completa. de passagem por algumas horas sil. em Pascal e em AnatnU as possibilidades de lucro.

Foi peeM vilizado. A publicação desta obra -monumental. por Braz do Amaral. por Histórico e Geographico organizou o Diccioi Affonso Cláudio. Viveiros mandaré e Inhaúma. " O Governo de Portugal.derley. veiros de Castro. . A Adrien Delpech. Ricardo Levenne. poração dos novos territórios no concerto das A Marinha Nacional na campanha grandes e cultas potências da era moderna. Os primordios econômicos do pritoda a sua complexidade. lo confronto do que era a causa do Bra «2 Maria no de Vedii e Mitre.nossos historiadores. de que reproduzimos alguns períodos: " E n t r e as publicações que vão figurar. destacar-se-ha. por Canna Brasil. por Theodoro de Governo. Enrique Loudet. e considerando de utilidade publica. sociólogos e publicistas do Igreja.Anchorena. e organização judiciaria. varias autoridades. Enrique Guin. federalismo. que se lhe possa comp a r a r " O eminente dr. por Coriolano de Medeiros. sendo posteriormente publicados suppressão do trafico d lei áurea. e dentre ei lore parahybano. Jules Claire e And m o Hrasil. collocou-a sob o seu alto patrocínio. fonso Taunay. com.thazar da Silveira. com sede no Edifício do Gabinete Portuguez de Leitura do R«o de Janeiro. risto de Moraes. o Segundo Congresso Internacional ministração de Historia da America. Da influencia extrangeira em Ao Congresso foram apresentadas innunossas lettras.NUMS. mos os S r s . e o papel politico de Rio Grande Norte e Parahyba. o Institui <• | nial. Presidente d» ciações litterarias no periodo colonial. eloqüentemente Interpretado pelos mais eminentes representantes do talento e da cultura das duas Nações. t nario Histórico s Geographico e Ethnogra í o França Equínoxíal. por AfAlém da reunião do Congresso Interna. abrangendo os primordios d l conquista processual. O papel de José Bonífcral.800 paginas. Arthur Dougth. promovendo a sua reeolqnizacão c rievcer. José Carlos Rodrigues. Historia do Rio Paraguai/. pôde viver da sua própria historia: a influen Encarregado da Columbia. por Amar. por Agenor de Roure. Manifestação rio scntlment-? na. professor Le Genlidade que as Cortes vieram n assumir contra «il. politica brasileira no Prata.zaga. Paulo. . Esta publicação vae ser unlca até agora nos dois paizes. po. A constituinte e a influencia que s<amer. Agenor de Roure.s O objectivo principal do Congresso é partidos. General Bueno Marques.ter Hotigh./-linctas nos tempos históricos. presidente e secretario geral do autonomia do Brasil. Beniio porlnguezas. e publica. por t«"i1 nío Leite. por Evaos volumes restantes da Introducção Geral. para este fim patriótico. por Ropolpho Garcia. Prodromos da indepeadenda Exercito na formação automa do Brasil. Os precursores de Cabral para o que o Governo foi autorizado por lei.. Ta A direcção dos trabalhos competio aos Sr». Historia do rierealizadas sobre os primeiros factos do anuo Amazonas. Nicanor Burto. justificam este projecto de lei concedendo isenção de direitos alfandegários á entrada da Historia da Colonisação Portugueza do Brasil. c cau. por Nilo Vai. por Henrique Santa Rosa. K Central. Piauhy. por Benedicto o volume especial da Revista contendo as Propheta. se formavam. hespanhóes e portuguezes. presidente.u-C. pelas suas proporções e pela grandiosidade da execução. Fundação de S. As raças na sociedade colocional de Histórica da America.Percy Morton. por Luiz e da colonização. Barão de Ramiz Galvâo. com mais de Feijó.Clovis BeBrasil. exposição de documentos e librimento do Brasil. desde os episódios meiro século do descobrimento. Ministro V*> gional. e o segundo.1 cultura jurídica no Brasil. Rocha Pombo. até as ma. A Polítroducção Geral. O Bras:l processos do grande movimento. em tempo algum. e já estão figurando. São evidentes os intuitos de homenagem ao Brasil. escripta pelos maiores nomes da sciencia histórica e geographica de Portugal e do Brasil. Como manancial de documentação. e sua evo lição tes. por Tavares de Lyra. está assegurada por um grupo de capitalistas.de no ftrn-iit. Gastão Rusch e no século XIX. Amazonas. O Governo Portugeuz concedeu-lhe como que um caracter official. Eufrasio Loza. por nifestações symptomaticas do nascimento Moreira Guimarães. Sr. O ãircitt elaboração de uma historia completa da America. A marinha brasileira na guerra do tembro e o encerramento a 15 do mesmo mez Paraguay. pur Vi. e constitue o maior monumento bibüographico sobre a historia das nações americanas até agora conhecido. Garcia Diaz. como parte do programmá commemo. Rafael Avias trihus importadas e sua distribuição re. naturalistas viajantes dos séculos XVIfJ z XIX o progresso da ethnographia indígena Tomaram parte no Congresso vario. : Embaixador Americano. a que compareceram Magalhães. Formiçao dos limites ão Brasil. Max Grilio. conferindo-lhe duas portarias de louvor e prestando-lhe o concurso official das bibliothecas e archivos do Estado. Ployte. Os mais illustres e autorisados historiadores nacionaes e a Academia Brasileira de Lettras se exprimiram a respeito com grandes applausos e elogios. esta obra adquire a mais Indiscutível e transcendente importância para o estudo da historia do Brasil. Debened»Ui. a Historia da Colonisação Portugueza do B r a s i l . e papel da Armada na formação da Max Fleiss. collooando-a. o erudito organizador da mais notável bibllotheca particular relativa á historia do Brasil. A adrativo do Centenário e sob a protecção do da Regência. Macional no Brasil-Rcino em face das Côrh s rio Saens. Máximo Sotidro Calmon. por Eugênio Egas. Regência trínna e una. constituíram uma sociedade por quotas. constituição social de cada uma. por de 1. de que appareeeram a 7 de I hollandezes no Brasil. culminadas na definitiva encorCisplalma. Folk| meras theses e communicações. e o descopromoveu «. secretários. e a formula adoptada pela por Tavares Cavalcanti.000 contos. existentes no hollandezes como exploradores do sertão braInstituto Histórico. por : Republica. os fastos do nosso a n n o secular. sendo o primeiro de cerca tica de Pombal e as relações do Brasil. Morgan. por Pedro Calmon. viagens e explorações. por Gastão Ruch. por Rego Monteiro e Barros WaitGeographico Brasileiro. dedicou ao monumental trabalho um longo artigo. editada pelo Governo da Itália. bem como os retratos do= sileiro.1 Escravidão: da 700 paginas. antes reclamando por parte de seus promotores um assignalado espirito de sacrificio. escrevendo ao organizador da Historia da Colonisação dizia-lhe: "A sua *>bra gigantesca ê das que ficam pelos séculos afora a-ttestando o vigor e o patriotismo da r a ç a . e projectos e programmas d. na commemoração do Centenário da Independência. por Raul Tavares. Congresso de Historia da America . que ê evidente a patriótica Sociedade que a edita" AMERICA BRASILEIRA a anda dos deputados brasileiros. . Conde de Affonso Celso e o Sr peciaes. las destacam as seguintes: Descobrimento do .e entre as notabilidades extrangeiras cita sa de svii extineção. por Didio Costa. por Souza Doria. A America não wrcuelano. referente ao Brasil em geLuciò de Azevedo. reunio-se nesta Ca. por Carlos Teschaur. Charles Ch indler. Correntes phylosophicis. A abertura doi Instituto Histórico foram os primeiros prcportos do Brasii ao commercio do mundo cimovedores da notável assembléa.il A inauguração realizou-se no dia 8 de Se Gama. Professor Martinenche. critica desta manifestação pe. O notável historiador brasileiro D r . Este monumento litterario significará o preito de todos os portuguezes â Nação Brasileira. por Lopes Gonçalves. sob o ponto de vista geographico. por Heitor Lyra. Relações entre o Estado e « Hepubiici. Das assodente de honra o Exm. Prodromos da independum espirito nacional nas novas Pátrias que dência. Forde Castro e Tavares de Lyra. vice-presiden. e commissões auxiliare<= e de propaganda em todos os Estados do Brasil e em Portugal.mação ão Exercito brasileiro. e o Governo de MavSetembro os dous primeiros volumes da InI ricío Nassau. E ' grande o espirito de abnegação com que vem sendo publicada a Historia da Colonisação Portugueza do Brasil: emprehendimento fora de todas as possibilidades de lucro. Dieso Carbonell. sob o seu alto patrocínio e premiando-a com duas portarias de louvor Todas estas considerações.Alfredo Coester. Os prodromos Ú-J mundo. scientistas e escriptores 1. Ricardo Robello. tratando dos Estados do eio na Independência. u* de 1822.Hall. Waicia franceza na conjuração mineira. Maranhão.bre ella exerceram as constituições na e argentina. Os pliico do Brasil. por Ba. í> A 12 — AXWO T autores da Historia da Colonisação pelo benemerito serviço que estão prestando. Para." conferências que estão sendo pontualmente Thaumaturgo de Azevedo. A Carta Constitucional Por iniciativa do Instituto Histórico e de 1824. cuja procedência a Câmara avaliará. A attitude de franca Hosti. Ricardo Levtw». por Coriolano de Medeiros. que inspiraram a sua publicação comparável á "Raccolta Colombina". Herman James.c: • pital. Os francezes no Brasil. que. Ceara.goa. cujas despesas são calculadas em quantia superior a 5. Tribus indi. por Solideviláqua. como ficou dito. A Marinha na guerra da pacificação interna do Brasil. e as mUtuõút < «•O Sr. desde o inicio da sua publicação. reconhecendo o mérito desta grande obra. o regimen do colonato em Carpenter. pois não conheço nada. Max Fleuiss. Os vros relativos á Intendencia. por Teixeira de Barros. por Cândido Guiiiobel. por Muniz Barreto. Edwin j Os grandes mercados de ntvraros africanoi. po. por Adrien Delpech. por Itozo Lae papel de heróicos da expansão territorial. Barrozo. Th. o que era a causa de Portugal. O poder publico do Brasil não lhe pôde ser índifferente.'ctiax c. por Pe.

pouco além tombada na extremidade do balaustro da escadaria. tomou a si a direcção da homenagem. da autoria de Bernardelli — n ã o t e m a a t t i tude enérgica que dava ao autor do Guarany Officiaes da Ordem de S. na obra de Brizzolara. Ministro J a n Havlasa. como representante do Banco Francez e Italiano. com três metros o vlnK centímetros da a l t u r a . dois colossaes candelabros de bronze. A p a r t a superior do monumento é constituído por u m a exedra de grani to vermelho polldo. a que se dedicou com o maior desvelo e com o mais absoluto suecesso. descendo pela encosta "la A n h a n g a b a h ú . conde Alexandre Slcllano. symbolizando no gosto o seu desprezo. sobre o globo. secretario suggestiva. o D r .more aos lados do maestro.u m . pois. acaba de agra— a força do pensamento. Monumento a Carlos Gomes A idéa de um grande monumento a Carlos Gomes. q u e . Humberto Lombroso. nosso director. titanlco. a Itália. BREVEMENTE A MUSICA NO BRASIL DE Renato j\ln\âda . Vamos transcrever o que escreveu sobre o nosso grande musico. Paulo. 9 A 12 — ANNO I Celso Vieira Do Governo Portuguez acaba de receber c nosao illustre collaborador Celso Vieira as Insígnias da Ordem de S. Genserico de Vasconcellos é uma das intelligencias mais brilhantes do novo Exercito brasileiro. Celso Vieira é hoje um nome que todo o Brasil conhece. talhados em mármore de Carrara. por proposta de se revela n u m a outra expressão de grandeza Sr. Paulo. formidáciar a Elysio de Carvalho. firmou definitivamente a sua reputação de historiador. se destina a galardoar os que se distinguem excepcionalmente nas sciências. e. e dos mais illustres da nova gera. pelo centenário da acclamação de D. mais justo do que a homenagem de Portugal prestada ao escriptor. que em breve surgirá para maior gloria do autor e orgulho da geração a que pertence. grupos limitam o âmbito abrangido pelo monumento: uma bellusima mulher representa a Republica dos Estados Unidos do Brasil. a poração. e autor do belllssimo Hymno Brasileiro. Em summa. o autor do Hymno Nacional. Elle nasceu no Rio de Janeiro. musica larga e intermédio do D r . sustentada pelo gênio das Bellas Artes: J u n t o a estes grupos representativos das duas nações irmãs. Nos extremos. Genserico de Vasconcellos O capitão Genserico de Vasconcellos foi distinguido com a commenda da Ordem de Christo. arrancando do fundo das meditações a a Ronald de Carvalho.de Carrara. Elysio de Carvalho é t a m . n a data duplamente glorio»*. nosso collaborador. Nu obra de Brizzolara a força genial do maestro O Governo Portuguez. de nove Presidente Antônio José de Almeida recebeu metros de altura e 2. na certeza de um applauso unanime e patriótico. em cujos accordes fulge o idealismo tropical de nossa gente. Ainda do E x m o . o talento harmonioso de Celso Vieira esplende nesses dois livros soberbos que são Endymíão e Semeador. letras e a r t e s . entre nós. como representante do Banco I t a lo-Belga. essa pagina fremente de enthusiasmo e vibração. dur a n t e a sua permanência nesta Capital. Lebre e Lima. Luigl Chiaffarelll. a p o i a a mão sobre a celebre Victoria dei Samothracia. n u m gesto de profunda beíleza. e. Muito lhe deve a nossa cultura da a r t e maravilhosa. As estatuas e os grupos do monumento são de bronze. do Conservatório de Musica. por tal acontecimento politico e podendo P°r tanto denominar-se patriótica. i» capital do Brasil. — revelam-se na tellectual. obra justamente premiada pela Aca. O próprio granito provem todo da Itália. Pedro i e pela descoberta da America. extremada gentileza que sobre. cad -i o nosso director um retrato. reclinado. A parte ção lusitana. com o acto do Governo Portuguez galardoando um dos seus mais fulgurantes collaboradores. evocando a sua gloriosa figura. tempera-i mento profundamente artístico e sensibilidade de extremada delicadeza.500 kllos de peso. publicista emérito. o Governo da Tchecoslovaquia nomeou o nosso director Elysio de Carvalho membro honorário da representação dessa Republica na Exposição do Centenário da Independência. excepto os da Musica o tia Poesia. a Gloria. n u m a obra severíssima. inconfundível. thenticado. pela singularidade dos conceitos e pela sua cultura. ergue-se o "Schlavo" pres•nvinbroe da Legião de Honra. que os reuniu num encantador superior do monumento é completada por almoço no Joekey Club. O monumento entregue á cidade de S. surgiu em 1909. devidamente a u . contorcendo-se nas vascas da morte. Thiaram maior entre os maiores. a 21 A estatua do grande compositor — contrastando com a existente em Campinas. como é a Historia Militar do Brasil. Foi também o benemérito criador do nosso ensino musical. a Forga.i è e. No topo do franco esquerdo o G u a r a n y — o indio de Alencar Idealizado por Brizzolara — acaba de lançai a flecha contra Gonzales. em S. Cav. onde tremularão as bandeiras Italiana e brasileira. voz suprema óo go da Espada. Francisco Manoel A "Escola de Musica Arcangelo Corem1* tomou a si a louvável Iniciativa de erigir um monumento. A magnifica acolhida que tem tido a idéa. expirando. uma vez entrada. Nada. Celso Vieira levou.nos momensileira. a quem deve elle a interpretação esthetica dos Lusíadas. que seria o seu magnifico presente ao Brasil. Cav. na festa do Centenário. digno de ostensiaco das obras immortaes. Uma commissão composta dos S r s . empunha a bandeira nacional que o Povo. erguem-se dois altos mastros de bronze. foi contemporânea da Independência. Embaixador Duarte Leite. J maravilha estupenda dos poemas que o sagracom o gráo de official de Ordem de S. esta collocado na esplanada do Theatro Municipal. que se realizou a 12 de outubro. Paulo. E' seu corypheu Francisco Manoel da Silva (1795-1865*. Quandc iam em meio do trabalho de angariar os donativos p a r a realizar o monumento. a. o que bastaria para aureola do seu nome. ergue-se a estatua m • bronze de Carlos Gomes. A representação da Tcheco-Slovaquia Por proposta do Sr. e que encerra as linhas geraes do esforço meritorio de Francisco Manoel: " A segunda phase da musica no Brasil. Toda a tragédia tar as insígnias da gloriosa e veneravel corque encerram as suas soberbas harmonias. Braz Altieri. patrocinada pelos S r s . Sr. no caminho de organização consciente.\ phador das apotheoses ruidosas . Vincenzo Frontini. commendador Nlcolasf Pugllàl. que tal é a Venus Camoneana. Ambos receberam a distineção por poesia profunda e severa. que. u m a individualidade á parte. militar digno. que perpetue a memória de Francisco Manoel. Maria Tudor se ergue numa attitude de Intenso desespere? ei adeante.pelas ventas e sustentam sobre o dorso um lham nesta casa. a colonie italiana de S. Mario Polacco. discipulo dos mestres que o precederam. tomou a si a consecusão da obra. além disto. Joven professor de patriotismo. que se fez representar pelo Sr. Cav.' A' esquerda do grupo central. representa. parece justificar o êxito absoluto que lhe almejamos. Intelligencia maravilhosa. foi muito obsequiado pelo Embaixador extraordinário Mastny. inclusive Nelkem. no nosso meio. pelo fulgor do estylo. beija. ao centro da piscina. Carlos reado poeta da Luz Gloriosa e o applaudido i Gomes. Porque Francisco Manoel não foi apenas o autor do Hymno Nacional. Na parte central da exedra.globo com a legenda "Ordem e Progresso '. No outro flanco Salvador Rosa faz menção de atirar o punhal. e j vel. não ê o triumautor da Pequena historia da literatura ora. tomba o "Condór" Uma escada de granito leva & parte avançada do monumento. como se sabe. portanto. a que nos acos tumámos. Soberano da í ó r m a e creador de beíleza. Thiago. Rodrigues Barbosa. pois. do» nossos mais abadsadog críticos musicaes.: tos graves em que pronuncia o "fiat" genodemia Brasileira. Ronald de Carvalho é o lau. e D r . que. dois g r a n d e s . u m dos mais enthusiasticos e vibrantes que existem. A' direita ' desse conjunto. que é de essência superior. no seu magnifico trabalho " U m século de musica brasileira". modelos perfeitos das boas letras. Thiago o a r leonino e triumphante. A America Brasileira rejubila-se.três cavallos marinhos lançam jorros dentrui maneira commoveu a todos quantos traba. tes a a p u n h a l a r . No plano inferior.physionomla grave de Carlos Gomes. primoroso trabalho do Illustre esculptor Italiano Lulgi Brlzzolara. applaude e adm i r a . e affirmar-se-á com esplendor novo numa obra definitiva. a arte literária a um estado de perfeição r a r a s vezes attingido em lingua portugueza. maestro Luiz Chlaffarell! e Gelasio Pimenta. — ambas representadas em m á r da Embaixada Portugueza e também um in. conde Francisco Màttarazzo.| sentimento e da alma da America. i em um dos poucos inteílectuaes brasileiros De pé. que organizaram uma commissão incumbida de levar a termo a consagração ao compositor brasileiro. denotando bem o abalo causado. é um dos 1-romovedores do espirito nacional do nosso povo. Foi elle o fundador.AMERICA BRASILEIRA NTMS.

inicianno de incontestável originalidade.prio. que fora installado por Antônio Joaquim RaTaes foram os bons serviços prestados â mos de Oliveira Leal. Cândido José de Araújo sica proveitosas lhe foram as lições de José Vianna. maestro portuguez Marcos Portugal. Os professores do Instituto Nacional de Musica. no carneiro n . Hymno da Independência . em 3 ça de vontade e especial vocação para a mu. Maurício. para solemnizar o jubileu artístico. um armarinho pectivos estatutos". não se tornava pesada aos cofres longe de se mostrar irritado com esse injusto públicos. que o Imperador D. O inspirado autor do "Hymno Nacional". Novembro de 1841 sanecionou a instituição Percebia Francisco Manoel perfeita. Compêndio Preliminar de Musica. Lutava o Conservatório com a falta de recursos e o seu desenvolvimento era por demais lento. que ta Capital. homem activo trabalha28 de abril de 1S34. a José Maria Teixeira. cujo produeto forço dos legítimos e dedicados representan.foi empregado em apólices. Maria Amalla Mu- .i ânimos políticos se tornaram mais calmo? estro e entregou-lhe a carta imperial que e os espíritos. os ressos. solicltador do Foro desnovel instituição artística e philantropica. o compasso tornaram-se no Nacional Brasileiro" Fallecendo Marcos Portugal. e com elles as recarias da Cunha Freitas e muitos outros cordações dos cânticos sacros que ecoavam amantes da musica.492. regendo-a interinamente Francisco Manoel. que deu diversos espectaculos. no Conservatório. 10. apagaram com a esponja esqual. progredindo com rapidez e gloria para Francisco Manoel. novamente o agraciou. o titulo de director. todo o empenho de Francisco Manoel era ver o instituto prospero e prestigiado.substituil-o no lugar de mestre da capella imlida dos Vândalos o painel de José Leandro ! perial. guinte documento: B R Á S I L E I RA Em 1851 foi contratada para esta Capital uma companhia de canto e baile. Foi sobre o balcão desta modesta casa Em 1831 foram despedidos todos os músicos da capella imperial. de que era mestre o gados cultores. nutenção e parte constituindo patrimônio para foi Francisco Manoel. Bento Fernandes das Mercês. onde começou a funecionar. 25 de Agosto de 1907" Quando Arthur Napoleão descerrou a cortina que envolvia a lapide. victimado por uma tisica ladyngéa e contando 70 annos de idade. a trabalhar pelo engrandecimen. foi elle installado em 10 de Agosto de ca da imperial Camara. Dotado de for. autorizando o ministro de então. Compêndio de princípios elementares de música para o uso do Conservatório. mestre na sua Arte. em pouco tempo Intelligente e prespicaz. dotada já de recursos obtidos pelo seu mente as intenções de Marcos Portugal e. Mais tarde fo: logo Francisco Manoel que era oceasião opdiscípulo do celebre professor Segismundo portuna de apresentar esse movimento de Nelkem. Nesse anno em 14 de Março. quando perador agradeceu ao artista o seu inspirado o. 5. elle próprio. Pedro II. a quem foram confiadas as jovens que se applicavam ao estudo Ja musica. offerecido ao principe real D. inaugurouse a aula de contraponto. Pedro. lnstallador. em 2 de Abril de 1857. desde 3 de Fevereiro de 1855. José regias solemnidades da Corte. Laurlndo Rebello. instrumentado pelo fallecido maestro Leopoldo Miguez. e mais tarde vendido por 6008000 a a junta que a administrava lhe conferiu. Essa patriótica iniciativa calou profundaameaçando dispensal-o da orchestra real se mente no espirito do Governo. Muito criança. congraçando-se a pintura. A família 3e Francisco Manoel assistiu t essa justa homonangem. de fôrma que se extremava em actividade. quando. Tão notórios se tornaram os seus continuados serviços em prol da arte musical. José Carlos PereiEm 1841. i n s trumentos de sopro. talvez o de maior gou aos estudos. apesar dos avantajados lucros que teve a empreza.Conservatório de Musica. 9 A 12 — ANNO í AMERICA fevereiro de 1795. flectidos. louvando elle nâo se mostrasse dedicado e applicado ao os esforços do artista. que no tempo do velho Rei musical. em novembro de 1853. que depois desempenhou o cargo de mestre effectivo. o estudante canbrepujava ás outras. criaram-se duas aulas de Instrumentos de corda e duas d e . foi decahindo Rodrigues Cortes e Dr. a orchestra executou o Hymno Nacional. Nada mais era um artista: a palhe. que em nome do Imgno de completo abandono das artes. nos seus paque ao mesmo tempo servia-se de auxilio e trióticos impulsos. reflectindo nessa coposição de vibranum desenvolvimento sempre florescente e te inspiração. de que elle era nesse tempo o -'primus inter Francisco Manoel fazia parte da orchespares". a Sra. E para sua salva e guarda Mandou pasversado em diversas línguas. "Te-Deum". foi reorganizado pelo referido ministro. depois Conego Zasacerdotes mais dedicados. nomeado mestre compositor de musi. nas naves da capella real. Seus pães o entregaram Nomear Mestre Compositor de Musica da Sua aos cuidados do padre José Maurício. realizou-se no Instituto Nacional de Musica um grande concerto em sua honra.03 primeiros compassos do inspirado "Hymta. João VI tanto se avantajára e concorreclarinete. no Brasil. representando a veneranda filha do grande brasileiro F r a n cisco Manoel. que diá a dia apresentava novas javam estudar os vários ramos da musica revelações artísticas. pois não o tendo próJulho. e para desvial-o dos encontraram gratuitamente campo vasto. de maneira que. que. deixou publicados. na rua Senhor dos Paste Musical. 49. entre outros trabalhos os seguintes: Compêndio de musica (artinha) para uso dos alumnos do Collegio de Pedro I I . por decreto de 23 de J a neiro daquelle anno. zelo e amor pelo estabelecimento de educação artística.. dor e um tanto dedicado á cultura da arte A musica. que era Imperial Camara a Francisco Manoel da Siltambém notável mestre de philosophia e va.de Julho de 1841.1848 em uma das dependências do Museu Nacional. Palácio do Rio de Janeiro. em ceu louvores dos profissionaes da época e do que as sciências e artes puderam avoejar. organizando. amparo aos seus irmãos em arte. mais renomeou conselheiro da Ordem da Rosa. que. A 1S de Dezembro de 1865. e ainda existia ha de Dezembro de 1833. ra para ornamentar as repetidas e promposas Nesse armarinho reuniam-se Francisco festividades celebradas n a real capella. e os iconoclastas Francisco Manoel em 17 de Maio de 1842 para da arte. o escopo.terias em favor da instituição. sendo seu corpo sepultado no cemitério de São Francisco de Paula. como se vê pelo se. onde os que desediscípulo. Era reacção patriótica para iniciar novos esforços muito joven ainda quando compoz um "Teque pudessem desenvolver o estudo da musica Deum". Em 26 de Agosto de 1907. ficando então o Instituto seb a fiscalisação immediata do Ministro do império. procedimento.tranqüilidade social e se mostraram dispostos a c o n t i n u a r . se entregaram ao renascimento da O Corpo Legislativo veio em auxilio do . compoz elle o segurança. esquina da do Regente. por Dereto de 26 de Julho deste anno para a arte musical. comprehendeu conhecia os segredos da a r t e . estudo de violoncello p a r a o de violino. por decreto de 27 de esudo deste instrumento. Este Por seu perseverante esforço conseguio procurando occultar a sua dèsaffeiçâo pelo fundar um Conservatório. subindo ao primeiro altar da capella imperial. que elle fundara com tanto carinho. O seu instrumento predilecto era o D. foi nomeado instrumentos degradantes. do pianista portuguez Arthur Napoleão. desappareceram seus tor da Capella Imperial. fundou a 16 Existia nessa época. Affonso outro hymque escureciam o horizonte da pátria. offerecido ao Principe. D. O Conservatório passou a formar a quinta secção da Academia de Bellas Artes. e as Manoel. tal o tumulto da commercial que Francisco Manoel escreveu politica. a lyra. dez annos depois desse interrera de Almeida Torres. discípulo predilecto de Haydn. j á Francis"Sua Majestade o Imperador Houve por co Manoel revelara grande amor e aptidão bem. então ministro do Império. concedendo 16 loto da pátria auxiliando com tenacidade o es. "Hymno Nacional" para solemnizar festivaPara estabelecer a convivência entre os mente a coroação do segundo imperante do que se dedicavam á arte musical e dar a esta Brasil. com o officialato da Ordem da Rosa.KÜMS. a alma nacional.sar esta. mais abnegadamente se entreNesse mesmo anno. parte para sua mates de todos os ramos da actividade brasileira. se criou um lugar de directora. cargo que exerceu gratuitamente. a esculptura e a architectura.que. sendo Francisco Manoel r:omeado seu Director. fundador do Conservatório de Musica. um dos seus mais inspirados e abnetra da Real Camara. autor do Hymno de sua Pátria. Foi devido ainda aos esforços de F r a n cisco Manoel. a Sociedade Beneficenmenos de vinte annos. por decreto de 26 de construcção do edifício. até então irrequietos. coamortecendo-se o brilho e fama em que sonhecido por poeta Lagartixa. enseus trabalhos de compositor. que meredo o novo reinado u m a época tranquilla. Luiz Pedreira do Canto Ferraz. Compoz para ser cantado no baptisade Felizmente desvaneceram-se as nuvens de Principe Imperial D. 1-or essa oceasião foi inaugurada uma lapide de mármore com a seguinte inscripção: A Francisco Manoel da Silva. a remoção da aula para a r u a dos Barbonos n. Toda a preoccúpação. falleceu Francisco Manoel em sua antiga residência da rua do Conde n. mudou-lhe o sino technico e proveitoso.

Aqui chegando na segunda quinzena de Julho d*» 1S25. Hildebrando Accioly e Heitor Lyra. A ceremonia se realizou no Palácio do I t a m a r a t y . além do estabelecido pelo accôrdo de 9 de Setembro de 1889 e de convenção de Berna. A obra deverá ter sete volumes. ex-olTicio. 1. 8o. A r t . França. de Azevedo Marques. tendo nomeai-açôes dentro de 60 dias. P a r a isso. como registradas no outro. além da documentação.i mento da Independência do Império. 9». Stuart teve ensejo de offerecer seus serviço* ao Governo Portuguez. nomeado? pelo Governo Brasileiro. multo laboriosas. de Aze. Depois de approvada pek» "*' depende das facilidades ft permuta de z r . pois. artífices e agricultores. concluídos para robustecer ainda mais as relações entre os dous paizes. dos paizes contratantes serão consideradas para os effeitos legaes. para a protecção das obras litterarias e artísticas e tendo em vista que a intensificação das relações litterarias e artísticas entre os dous paiA r t .AMERICA \ [ Ais '. em Portugal. F r a n ç a e Hespanha.ia data do deposito da respectiva certidão. já em parte divulgada. publicará as actas das respectivas conferências e o diário inédito e mesmo até agora ignorado de Luiz Moutinho L ma Alvares e Silva. e o IV abrange a Santa Sé. 2" As obras litterarias e artísticas jubmettidas a registro em um. litterarias e artísticas serão consideradas como obras. mento: Maestro Alberto Nepumueeno e conduzidos para a primeira fila de cadeiras do salão onde ia ser rendida a homenagem ao srr. como assessor dos negociadores brasileiros e secretario p a r a as coaferenc. de cuja valia não é precizo insistir. administrativa e judicialmente. As altas partes contratantes estabelecerão entre a Bibliotheca Nacional <io Rio de Janeiro e a de Lisboa um serviço de p e r m u t a de duplicatas de obras nacionaes publicadas antes da vigência da presente convenção especial. con vieram no seguinte: U-t. Oswaldo Corrêa. Como se sabe. official maior da Secretaria de Estado que. ora em vi<$or em seus paizes. t r a t a r do leconhecimento da Independência do Império. trocado saudações muito expressivas. Zacharias Góes de Carvalho. p a r a os effeitos da presente convenção especial.. r*^ vista em Berlim. etc. M. á outra u m a relação das obras permutadas. a present» con do seus plenipotenciarios. em termos cordiaes. convencer D. no caracter cie plenipotenciario de Portugal.Xt) r niz Freire. II IV tomos. que foram recebidos á entrada do Instituto pelo director daquelle estabeleci. julgados em boa e devida fôrma. em breve. mandando-o logo ao Rio. que será subsidio do mais alto valor bibliogiaphico da historia p á t r i a . Mario de Vasconcellos.aliciamentc de tropas. quantos forem exigidos pela legislação do paiz om que fô: feito o registro e mais um.i A 1J e R A l. Essa documentação. Damos a seguir os textos das convenções de 26 de Setembro de 1922: O I t a m a r a t y vae prestar um relevante serviço aos nossos estudos de historia. in-8° grande. A assignatura dos três tratados. revestiu um caracter de solemne cordialidade. A r t . o Sr. revista em Berlim. Áustria Santa Sé. reaffirmando. Quando chegará a vez de José Maurício? Archivo diplomático da Independência Tratados Luso=Brasileiros E n t r e os resultados benéficos da visita do eminente Presidente Antônio José de Almeida ao Brasil devemos contar a asslgnatura dos três tratados. completava a ornamentação. não sô de caracter politico. gociações. E'. alentada e copiosa documentação sobre as varias missões diplomáticas despachadai então peio Governo Imperial. ministro de Extrangeiros. M. Ministro de Estado das Rei verno de u m a das altas partes contratantes lações Exteriores." As g a r a n t i a s decorrentes do registro de obras litteraria e artística em um dos paizes contratantes são reciprocamente asseguradas em ambos segundo a l e g i s l a ^ interna de cada u m : A r t . Freire. 1'n-. Estados da Allemanha. 7o E' facultado aos representantft consulares de ambos os paizes contratante pugnar. publi cando o Archivo Diplomático da Independência. A r t . digna de todo applauso a iniciativa da "Escola Corelli" e não temos duvida de que será. Uma bella -'corbeille" de flores naturaes. A r t . seguida de correspondência trocada no Rio com o representante do governo respective e precedida de uma noticia histórica de toda p. i O busto em bronze do inesquecível maestro estava collocado no centro do palco err um pede-tal de madeira. j der legislativo c-m ambos os paizes contra sua producção. passada pelo paiz em que se effectue o registro . que entabolou e levou a cabo as negociações para o reconhecimento da nossa Independência pelo governo de Lisboa. D r . engajamento de equipagens. na mesa da sala do império. lançamento de empréstimos. acompanhando a certidão a que se refere o artigo anterior. de 1S86. Sir Charles Stuart. cada u m a dessas bibliothecas fornecera.. | 2°. enfeitado artisticamente coui O u-es naturaes e com o pavilhão nacional. funecinarios do I t a m a r a t y e que vão com o maior carinho e zelo levando a termo esse notável trabalho. tendo em consideração as grandes vantagens decorrentes de um regimen amplo. os quaes. .| que então a Grã-Bretanha seria levada a i fazel-o ã revelia de Portugal. por encontro de contas. a partir . os senhores doutores José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. Essas obras serão avaliadas segundo os preços do mercado e esses pregos serão mencionados em ouro n a respectiva relação. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. Stuart logo entabolou negociações com os três plenipotenciarios Carvalho e Mello. § 1». § 3° As despezas decorrentes dessa permuta. A realização dessa obra foi confiada aos S r s . pela applicação da legislação Interna o cas estipulações da convenção de Berna. serão pagas.As publicações periódicas. poude fazer uma critica muito justa e detal h a d a desses trabalhos diplomáticos não raro com uma ponta de chiste. sendo as altas partes contractantes representadas pelos seus ministros do Exterior. regulando e protegendo o trabalho e a actividade dos cidadãos das nações irmãs e removendo certas difficuldâdes oriunda* da dupla nacionalidade e serviço militar no Brasil e em Portugal. como plenipotenciarios especiaes.uiili' morto. Km um dos intervallos foram os dous ne. gozarão desses favores. o Sr. emigração « intercâmbio artístico e litterario. de Portugal. | Affonso Penna. E s t a s «ne- Convenção sobre a propriedade lit teraria e artística O Presidente da Republica de Portugal. de dupla nacionalidade. A transcripção de excerptos e «' traducção de obras escriptas originarjanÍ| 1 te em língua estrangeira e registradas nos paizes contratantes serão reguladas pela • gislação interna do paiz em que se derem. u m a formosa realidade. non casos de contrav*n#t| A r t . que será remettldo a repartição competente do outro paiz contratante. do Brasil.' cia de não ser mais retardado o reconheci.ÍEMtA AN. que os acceitou.-iòente da Republica. J . fora mandado por seu governo a Lisboa. Os exemplares em brochura das obras editadas om um dos paizes contratantes gozarão de isenção de direitos.. Nessa negociação. negociação. revista em Berlim em 1908. "O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. O Archivo Diplomático da Independência. e J . Barão de Santo Amaro e Villela Barbosa. antes de referendarem os tratados. dos quaes estão quasi promptos c I.I tos de Francisco Manoel apresentados ao Dr. resolveram firmar uma contantes e de trocadas as respectivas ractw venção especial para c-sse fim. Ministro dos Negócios Estrangel. Os dois primeiros t r a t a m exclusivamente da Grã-Bretanha. A r t . 3" Serão depositados tantos exemplares das obras registradas. quando veio a ser firmado por esse plenipotenciario o tratado. periodicamente. foram até 29 de Agosto. com mais de 400 paginas cada um. depositada ao lado do busto. seis mezes depois de sua denuncia P*° vedo Marques. João j VI e o governo da Bemposta da convenien. 5 o . diplomata britannico.' a saber: | ção especial e n t r a r á em vigor em cada ^ O Presid«3nte da Republica dos Estados | na data de sua promulgação e vigorara Unidos do Brasil. depois de trocar seus pleno» poderes. sobre essa negociação. será publicada separadamente. Luiz Muniz Freire e Major Francisco Muniz . . • 'ompnreceram seus filhos S r s . os altos intentos de approximação luso-brasileira. Todas as obras originaes de caracter litterario e artístico comprehendldas n a classificação estabelecia* P«» convenção de Berna. Uma das partes mais interessantes da obra é a referente ã missão Stuart. EstadosUnidos e republicas do P r a t a como pela compra de material de toda natureza. 4°. contratamento de operários. 6°.as. D r . afinal realizado pelo tratado de 29 de Agosto de 1825. P a r a g r a p h o único. por. annualmente.„'„-. e o Presidente da Republica de Portugal.. tendo os dout titulares.

o obséquio de o fazer o mais breve possível. Canto ao Centenário* no que se refere aos benefícios das leis sobrei . e um mez depois da troca das ratificações pelos respectivos governos e vigorará até seis mezes depois da sua denuncia pelo governo de umá das altas parteis contratantes. 2o. " "Tu. 3 o . ficara isento d » serviço militar em Portugal. de Azevedo Marques. a r t . em que freme seu patriotismo Estados Unidos do Brasil. Birbosa de Ma fiaThães. sendo as ratificações trocadas na cidade do Rio de Janeiro o mais «edo possivel e continuará em vigor até um anno depois de haver uma das altas partes contratantes eommumendo á outra a sua intónção de o terminar Em testemunho do que os respectivos plenipotenciarios assignnram o presente tra tado appondò nelle os seus sellos. vida. Art. na." "de villa em villa. desejosos de negociar um •tratado p a r a remover certas difficuldâdes «oriundas da dupla nacionalidade e serviço militar em Portugal e no Brasil. nossa força e lei suprema! " E.arios: o presidente da Republica dos e ardentes. ministro de E s amor. aos vinte e seis dias do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois.I Brasil. 9 A 12 — ArÍNO I AMERICA Tratado sobre o serviço militar e dupla nacionalidade "O presidente da Republica de Portugal <e 6. m a r ou a r do Brasil ou q u e tenha «concluído um curso official de instrucção militar. á protegção dos trabalhadores." ] u "A Pátria é o nosso amor. no qual tiverem de ser executados. de accôrdo com as leis respectivas. nomearam. p rder a sua nacionalidade brasileira. I o . lingua portugue•za..! " Aconselha a união.Unidos do Brasil e o . ministro d a s Relações Exteriores. D r . á previdência social.a justiça a todos seus irmãos • e que "UNIÃO! seja o nosso lemma. offerece ao Brasil essa oblação de tuei de Azevedo Marques. será equivalente a um titulo de naturalização e importará consequentemente na perda da nacionalidade brasileira p a r a todos os effeitos. S r ." n "alcyoneo! ignota melodia". Os emigrantes portuguezes e brasileiros gozam. o canto se torna oração. os seus ria Vilhena Barbosa de Magalhães. por ter nascido em Portugal. Art. e m cada pouso" "entra e pede hospitalidade. pedimos encarecidamente a o s n o s s o s a s s i g n a n t e s que reformem a s s u a s assignaturas.O presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. depois rias perpassam nas suas vozes quentes numa de trocarem os respectivos plenos poderes glorificação extasiada e fr emente. 4o. formosos braços") "Adeus. Paragrapho único. 4°. Os benefícios garantidos e direitos estabelecidos pela legislação relativa ao trabalho. respectivamente. tenha também a «acionaiidade brasileira. 2 o . " E n t r a no rancho do tropeiro."Meu'canto. Qualquer cidadão portuguez que. as suas emoções e victodos Negócios Estrangeiros. Dr. na fôrma d a Constituição Federal. M. O presente tratado será ratificado pelas altas partes contratantes de accôrdo *om a? respectivas leis. Em fé do que. a pureza e . mar ou a r de Portugal ou tenha «concluído alli um curso official de instrucção militar naval ou aérea. que abrasa. aos vinte e seis do mez de Setembro de mil novecentos e vinte e dois. . § 2o." < : "o lavrador ná sua roça. — J. de Azevedo Marques. A Pátria forte e unida. os respectivos plenipotenciarios assignarm a presente convenção. M.presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil. os quaes. onde as forças de terra suavemente evocadas nos avivam a grandeza da terra. huma grandetado das Relações Exteriores. no Brasil. como verão no n o s s o expediente e attendendo a o s melhoramentos por que v a e passar a America Brasileira. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães. -ministro 'dos Negócios E s t r a n geiros. ." AMERICA BRASILEIRA J» Chamamos a attenção de n o s s o s a g e n t e s que ainda não liquidaram s u a s c o n t a s com e s t a Revista. união invencível. E termina. con vieram no seguinte: Art. . vem ungido de uma religiosidade e ternura./.'. "vento asperrimo e fogo sacrosanto! " "Meu canto de paz e alegria" "e infinito contentamento! " *• "De ti me-despeço. a saber: O presidente da Republica de Portugal.' "o miheiro na sua mina. por t e r nascido no Brasil.••. tenha também a nacionalidade portugueza q u e : a) tenha feito serviço militar nas forças de terra." •• "o pescador na sua choça. Art.\ Num poema de fervor e deslumbramento cudas necessárias para facilitar tanto quanto o S r . José Ma. Alberto Ramos canta a grandeza do possível o movimento da emigração e o tra. no Rio de Janeiro. b) sendo maior de 21 annos de idade. sobre trabalho e emigração possam vir a ser propostos entre os governos dos Estados que constituem a Republica Brasileira e o governo portuguez. conforme já em circular lhe solicitamos. perdei-á para todos os effeitos aquella nacionalidade. Dr. I Convenção de emigração e trabalho Esta convenção acha-se assim redigida: O presidente da Republica dos Estados . Art. "busca o soldado que blvaca. P a r a os effeitos da letra 6 a apresentação de um certificado de ^nacionalidade emittido pela autoridade portugueza competente. é o momento!" • " ( E m vão tentais deter meus passos. • . 71. um hymno vibrante á terra.presidente da Republica -de Portugal eoncordíirarli celebrar uma convenção para estabelecer a igualdade de tra- Afim de não ser s u s p e n s a a remessa desta Revista. e ás suas familas. achados em bôa ordem e devida fôrma convieram nos seguintes artigos.rápida m i r a g e m ! " "mundo orvalhado e matutino! " "Camaradas! traga-me a v o r a g e m . segue o ten destino! " "Anda sem trégua e sem repouso" "anda de cidade em cidade. I o . serão concedidas em cada um dos dos paizes aos emigrantes nacionaes do outro. os quaes depois de troçar seus plenos poderes.: Art. meu ultimo canto. appondo nella os seus sellos. e o presidente da Republica de Portugal. o) tendo mais de 21 annos de idade. "contente só da P a r a esse fim nomearam os seus plenigloria de ser bella" E m estrofes inspiradas poteuc. exactamente nos mesmos termos e condições em que o são os seus nacionaes. meu canto. ã assistência. — Jos$ Maria Vilhena Barbosa rJ • Magalhães. Qualquer cidadão brasileiro que.NDMS. frespectivamente seu plenipotenciarios. julgados em bôa e devida lórma. E ' todo elle tamonto dos trabalhadores ímmigrantes. sob a condição de serem taes accôrdos previamente submettidos á approvação do governo federal brasileiro. o Sr. Art. fulgente è maravilhoso. o S r ." "busca o' operário na officina. passará a ser de 1 0 $ 0 0 0 por anno. une e funde.-f f os infortúnios do trabalho e adoptar as me. o S r . o . pelo Brasil até á morte. naval ou aérea no Brasil. O governo brasileiro facilitará a conclusão e execução de accôrdos que. no Rio de Janeiro. — . Augusta e forte! Nossas mãos entrelaça. — José Maria Vilhena. ficará isento do serviço militar no Brasil desde q u e : o) tenha feito o serviço militar nas for"fias de terra. . Feito em duplicata. ministro heróes e guerreiros. tenha renunciado á nacionalidade portugueza. total e indivisível a pátria grande. Art.." . á instrucção geral e profissional e á liberdade de r e união. José Muexaltado. . Feita em duplicata na lingua portugueza. José Manoel de Azevedo Marques. A presente convenção entrará em vigor depois da sua approvação pelo poder legislativo dos dois paizes.e no Estado.' "prender-me em vão. BRASILEIRA tamento entre os cidadãos das duas nações." -'" '••• "ou monta guarda a noite inteira" "lá h u m recanto da fronteira.sa sem igual. e em Portugal dos mesmos benefícios garan tias e direitos que em um e em outro paiz! sejam concedidos aop emigrantes nacionaes de outro qualquer paiz.. de associação e de organização profissional. As altas partes contratantes °s"fabelecerão pelos departamentos competentes ^ e provar os requisitos dos artigos anteriores. que.3°. D r ." "e canta e fuma na barraca.

o Diário OffH* Basta esta enumeração. Imtantos movimentos expontâneos e aetivasse ambos a vida nacional resurgiu e explendeu pressões do primeiro reinado. se elevam para saudar seus conci. horas a fio" "perdido em sonhos n a a m u r a d a . para se avaliai mas não encontram os ânimos preparados de Alagoas. Além da parte de generallsações. Uma belllssima edição. Organização da democracia repreorgulho da geração contemporânea e das cter dos torneios sportivos.sempre esteve á vanguarda dos defensores no Brasil. de Gilde enthusiasmo. também para os estudos brasileiros a grande obra le. chitectura colonial do Brasil (Archeologia e animados do fervor da confraternidade e da A r t e ) ." "IRMÃOS. Oliveira Lima. tenário.mno estadual. numa triumphante apotheose de a r t e . Cem. Navarro de Andrade. a grande edição do Estado de São Entretanto. de titulado suggestivamente Una realización 7 de Setembro de 1922. As goas. se nos corações o ideal interamericano. contribuição estrangeira para o progresso Se se creasse em cada grande centro um F o r a m dous números dos mais compledo Brasil. O idealismo se avantaja pela sua actualldade e pelo seu Centenário. Jorge então certos actos. numa interessante gencia . "sob o bellissimo céo r a m em Buenos Aires e em Santiago. A evolução da de hoje. Sud Menucci. jorse j u n t a r a m . do Sr. Traz os retratos b. Deveria estampai As grandes publicações do Cen.mos em transcrever a sua parte final: Setembro. Foi. que parecia insoluvel. suas questões históricas. das mais brilhantes pelos dades. cada locaes. P P .ão importante. Um século de reciproca intelligencia. e de sua suggestiva personalidade trabalho Uma synthcse do Brasil actual. desse estimulo ás tentativas comNeves. e sibilidade de resumir num só numero. na capa traExplorações scientificos no Brasil.nalística á data da nossa emancipação popelo estudo synthetlco de suas varias activi. com o dupb cação e ensino no Brasil: Theodoro Sampaio.to interessantíssimos e de real valor artístico. Oscar Freire. 9 A 12 — ANNO I estas responsabilidades. O jornalismo na. nas econômicas. a ex— O Paiz p a r a brilho da commemoração jorpressão da cultura e da grandeza do Brasil. A a cada actuação individual. E S E R E I S I N V E N C Í V E I S ! " .< a resolver-se. organizações constituiria u m a Casa da Amemercio exterior do Brasil (desde a IndepenFoi um exoellente numero de evocação rica. é porque os ppyps com 335 paginas. além de outros trabalhos concorrem p a r a o engrandeclmento da P á . A cultura jurídica iniciativa teria u m a consciência e u m a mis.meiro conselho da cordura e da vontade de festejou o Centenário.Ancon. annos de progresso. publicou nos dias consecutivos tecidos do Brasil.nexos. sequer u m a doutriO velho e popularissimo órgão carioca.S. mas se cada passo visasse um fim. no que tem sido a sua força evoAzevedo. A r t h u r Neiva. trabalhos artísticos e litterarios inseridos.|iir a competência do brilhante da magnífica contribuição que representa para renunciar ãs attitudes extremas. Um século de relações hymno á actividade construetora do Pmsil O Hio de Janeiro podia surgir. os pelo vultuoso numero de paginas — em que.alto exemplo ao mundo. presentes e invisíveis. firmando o proto. Ricardo Severo. artes plásticas ão Brasil. e da Repumovimento. blica.AMERICA BRASILEIRA M MS. differençal-a das concepções clássicas — Os artigos publicados são os seguintes: monroismo e panamericanismo — ás quaes "JORNAL DO BRASIL" edição do J . não e comprehendia que de oudata gloriosa. O progresso eco tra maneira festejasse o Jornal do Brasd i iiomico de . O Gênio de Wagner. in. . numa internacionaes. O cowtgerações provindouras. Edu. Europa N u m a edii. sob inspiração dos Estados todos os Presidentes da Republica. . Fernando de o intercâmbio intellectual e material. lettra do saudoso poeta b mae **' O grande órgão argentino em homenag. relativo ao Tratado de Mesquita e musica do inesquecível eem ao primeiro centenairo do Brasil. de Ala<> nosso continente acaba de dar um musica brasileira. a do Paiz. no sé. Plínio Barreto. dade brasileira. approximação de seus homens e suas activi. Unidos. como o berço desta creação.a. Rodrigues Barbosa. literárias e artísticas em t r a b a duas ultimas e afastadas oceasiões em que lhos firmados por escriptores.desastre de Gênova e de Haya. A botânica e a zoosão. Alberto Faria.litica. A dos homens da America consiste em das grandes causas brasileiras. nifestações fortes de civismo e de intelliUma joven musa evoca com a sua prórão reunidos em volumes. os povos da America se vinPaulo. Cem annos de economia do Hoje todas a s Embaixadas da America dos jornalistas illustres que dirigem o granBrasil. berto Amado.meia americana adquirirem a noção de que a» ção do Districto Federal e do Acre. F . Basilio de Magalhães. thusiasmo á grande data. numero de 7 de Setembro. em que as vozes sinceras vas. Noh u m a n a e a potencialidade que sóe ser para merciaes e puzesse em relevo o nobre caragueira. Paulo. inter-americana. A reportagem photographica é mui. ra sanitária. os artigos. Getulio das lutiva em toda. Luiz Pereira Barreto. J . de Mendadãos e todos os que.que teria de servir de guia a tantos espiritos data memorável que commove o paiz todo. nizasse e promovesse visitas de professores F r a n c o da Rocha.' "com a voz e os gestos esquecidos" "dos maiores. N a impos. priintellectual J a y m e d'Altavilla dirige. publi. A seu tempo. ' "seguindo a esteira do n a v i o . Engenharia brasileira. nalistas e literatos os mais reputados. Eugênio Egas. através de admiráveis artigos. como no devido tempo estiveCasa histórica e pintores illustres. tende Benedicto Silva. que a guerra zendo as a r m a s do Estado e palavras de ennão foi uma solução e que os velhos probleculo da Independência.estão no Rio. cada u m a dessas sentativa. O pleito. cujas intenções estamos edição de 7 de "O PAIZ' muito a vontade p a r a louvar e nos honraFoi uma das maiores publicações do Cen. estadistas. tão diversos e tão inconquo se recurva sobre as nossas cabeças' a nossa Exposição.mentarios uns dos outros na s u a producção. em grande format.acção a s s u m i r á logo a magestade do relevo completa e os desenhos de illustração sao proveniente desse c u n h o . os quaes se. sim. inteílectuaes e materiaes. A ai. organo que foi. Afranio Peixoto. surge a acção de interamerlcanlsmo coro o denominamos em Nova York para de valor. em que procurou Não foi das menores a contribuição de culam entre si por u m a obra quotidiana de nos dar. na evolução politica do Imperld. como com sagaz procedência se fez na dência). quando os nossos vinhos reviveu a historia brasileira nas suas mavários artigos do mais alto valor. Reflocomitê que desse caracter e personalidade a tos de quantos deu a nossa imprensa e em restamento do Brasil. foi p a r a cruzadas de liberdade.irmonizai-se. de órgão. Litteratuapproximar-se por todos os meios adequados bém duas edições commemorativas do centera e nacionalidade. nário da nossa independência politica. confirmam o vaticinio fundamente F e r n a n d e s Lima e de seus auxiliares.e x n r e s ^ s «li actividade e alumnos. Hygiene da de grandeza da nossa nacionalidade e um Hespanha. e se os Governos "busca o marujo. como este exemplar. escriptos sua actividades de ligação subconsciente por pessoas versadas nos diversos assumptos correspondem a um nobre postulado. de fé e se desdobram a poesia e a esculptura n a t i dá-nos ainda Independência e vida. Climas differentes os fazem comple.collo de Washington. de Álvaro Paes. cou uma soberba edição.' " e m cada peito brada: SEDE UNIDOS. é um hymno ardente ao Brasil. o HyLA NACIÓN — Buenos Ayrei ciptimista de La Nación. sobre De taes actos. visto que brasileiro. medicina no Brasil. o illustre publicista argentino. mesa. 'DIÁRIO OHTrciAL". deu-nos tamlogia no Brasil. A. e tenário Abre a Nación o notável artigo do S r . t r a z artigos soQuando os Exércitos inermes da colbre cada uma das unidades da nossa federa. " "chega-te alegremente e brada. de Sete de Setembro. o Hymno Nacional e varW affrontam trabalhos de valor. . Ronald de Carvalho.dades. E* justamente <que nos demonstra. de Oliveira Vianna. teA Mitre. des Ribeiro. toda a que t a n t o deve o nosso progresso. Léo de Affonseca Júnior. Ed. em que resume a actualiestão preparados p a r a a paz e o amor. Amadeu Amaral. blbliotheca — Bibliotheca do "Estado de São pria figura a beíleza fluminense em nossa Não se contentando com o seu esplendido Paulo" O artigo inicial — Sete de Setembro Capital. todos e ainda hontem vimos em Buenos Aires. A evolução esportiva no Brasil. Aliás. as nossas Navantada pelo Estado de São Paulo. Orníthologia. ções do Pacifico." O ESTADO DE SÃO DE PAUU>.riam correspondido a u m a concegão.. tria brasileira. As a r m a s da Argentina e do Brasil.começavam a attrahir esse mercado. Um século de cultuNão é u m a religião.

NeCurityba. O numero «ommemorativo da nossa independência dado pela A Federação. ou de paisa. E fel-o brilhantemeniienic r e m o d e l a d a . com edições fulgurante. evocando-o sa alagoana. Araújo Filho e vários outros. dar a melhor edição commemoi-om delicioso lirismo a velha capital.redactor-secretario. em hoborado por nomes de grande realce nas le. o velho e conceituado órgão do Partido Republica Riograndense. A redacção do popular vespertino é g r a v u r a s . ordinária de 7 de Setembro. Colla. Cláudio Ganns. trabalhos '. que muito honra os seus Directores. o sete de Setembro. escreveu sobre a admirável Bahia.. versan. Ronald de Carvalho. ar. revelando o quanto está apparelhada ali a industria typographica e a que altura cheirou a expressão de cultura de Pernambuco. Foi um numero excellente que ro magnifico de 'Ml paginas — com um re. deixar cisco Prisco ("Dom Silverio"). Podia-se avaliar o valor da edição com <iue o Jornal do Commercio commemorou o nosso Centenário pelo seu numero avultado de paginas. Araújo Filho. de Moreno Brandão.ctoi -chefe. seu Orlco. Faria. Dirceu Lacerda.rativa do Centenário. Silva.yba. que contou a historia de Barrou. edição de 7 de Setembro. Amélia Bevi.menagem ao Centenário. épocas: 1882-1922"). nas sciências e na economia.tado sulista em todas ae suas expressões de verno de Sergipe. tornando deveras Entre os artigos. Rocha Pombo.grandeza. Gazeta do Povo. Merece o Jormal do Commercio as nossas felicitações. cada um escriptor evocando uma pagina da historia brasileira ou dizendo particularmente do heroísmo e da grandeza do povo do Leão do Norte. pensamento e na literatura brasileira.o Dirio de "GAZETA no Povo* edição do Pernambuco e o Jornal ão Commercio. quando devee é editado pela Grande Livraria Leite Ri. ANNO I AMERICA Uma edição que honra a imprensa alagoana e muito contribuiuo para o brilho com que Alagoas festejou a data da nossa independência . publicando sobre o grande acontecimeníez uma waticha interessantíssima de Curi. Ronald de Carvalho A PROVÍNCIA.tudos sobre a grande data nacional e tendo. além de um "soviet" no Ceará.cercado do affecto e da consideração de todo senta n Mundo Literário uma edição magní. Théo Filho e Aggripino Grieco Por cerca de quatro horas. Tito do Justavo Barroso. Ltda. adiantamento material e intellectual. publicou um numero de 250 paginas. correspondente no Rio de ginas de emoção. padre Assis Memória ("O Púlpito Nacional"). que te. senhorida mentalidade moderna do paiz. é uma prova do adiantamento da imprensa do grande Estado nortista. Jorge de Lima. rido diário do Recife deu uma edição encantaDentre os jornaes que nos Estados de.. . O que tem sido o Brasil num século de existência politica o que vem sendo e é atualmente o Rio Grande na vida social como nas lettras. BRA8IL.corpo redactorial contando com penas brijornalista prestaram o brilho de suas pennas a esse lhantes e dirigido pelo ardoroso deputado Luiz Silveira —• o Jornal de AlaÍÍúmero magnifico do Fon-Fon! goas não podia deixar de dar aos alagoanos tão bella prova de esforçado patriotismo. commercial. José Américo de Almeida. Fon-Fon! nos deu um bello attestado repórter. de Mala. A edição deliciosa do Pon-Fon! comme•norativa do nosso centenário. de Recife. contendo vários estras nacionaes. A Norra — Edição extraEste mensario da literatura nacional. Alcino Sodré e muitos outros. seu jão. auxilente á sua terra. Entre os collaboradores desse numero citaremos os S r s .Janeiro. creveu tuna linda pagina de abertura. Edwiges de Sá Pereira. ("Pintura Brasileira").ta Alice Cartaxo. Acir Guimarães.liares Affonso Bertagnoli e Caio Pereira. Mario Sette. que iouvou o velho Rio. m a s a «dição do collega pernambucano vale também pelos trabalhos que publicou. "JORNAL DO COMMURCTO".homenagens calorosas de seu affecto e de sua admiração" láqua ("fteminiscencia"). Craveiro Costa. de saudade. uma allegorla ao Brasil. de pennas illustres daqui e de lá. ranga. Renato AlNão quiz a nossa collega pernambucana meida ("O Movimento Philosophico"). Tasso da Silveira.circular a sua edição extraordinária.to que a Nação festeja commovida.-cta deu-nos um nume. Gonçalves. Ernani Cartaxo. fartamente collaborada por pennas apreram eilic. revisora. f G i l Vicente"). A Gazeta é um dos jornaes mais veis publicações do centenário. "FOIV-1''ON! " fie ile Seteni- bio de 1022. Incumbindo a um escriptor novo a seguinte: redactor-chefe. Goulart de de prestar "á nobilissima pátria brasileira. Não menos valiosa é a refica. sobretudo de novos. salientamos os devidos ã interessante a publiação do nosso grande pena de Rocha Pombo ("Confronto de duas vespertino. que illustrações e notas referentes ao Centenário. Como já o fizera e. na imprensymbolismo vivo e ardente. Affonso Celso.i vida industrial.ria D . Renato Almeida. Guedes de Mi[•eda. Erasmo de Macedo. Samuel Campello. Pereira da. é uma das mais admirá. as Andrade. de cada Estado de escrever a pagina refe. isso já seria um louvor. que organizou « nosso querido confrade Sr. Agenor ãe Roure. "A FKDERAÇIÃO" e o seu nu- mero do Centenário. de Recife. .dora.randa e outras. com brilho. editaria pela Kmpreza Graphiea ves Sobrinho. O numero que recebemos do Jornal do Commercio. 7 de Setembro. 9 A 12 —. ornada com motivos lo. apre.honra a imprensa do Leão do Norte e serviu íi-ospecto d. que dirigem os nossos confrades Srs.lidos do P a r a n á e não tem preferencias polidade da collaboração. e D. não é apenas uma demonstração da importância material da imprensa do grande Estado sulista como uma prova da sua potencialidade em todos os ramos de actividade. Acir Guimarães. das illustrações e das líticas. Cláudio Ganns. Pedro I ter lançado o grito do Ypibeiro. Costa Monteiro. ("O Romance Brasileiro"). . é de justiça salientar . na edição do Centenário de A Fedi ração. nessas pa.| para augmentar o fulgor intellectual de P e r Üslica litteraria do Paraná. uma resenha i nambuco nas commemorações do Centenário. do assumptos da mais alta relevância no ã primeira pagina. nas artes como nas finanças e no commercio — o que i t e r r a dos pampas representa como dynamica na actividade brasileira ahi está expresso através de trabalhos dos mais rutilantes talentos. o queCentenário. que es"JORNAL DB ALAGOAS". que Diniz Perylo dirige. A Noite fez eommemorativo do nosso Centenário. portagem photographica. gem. numa saudação a Joinville. V I . Ulysses Pernambuco. que libertou a Pátria. Carlos Rubens. Luz Pinto. Hermes Fontes. Oswaldo Primeiro e mais lido jornal do Estado. . Organizado pelo Sr. E' assim que publica trabalhos de Felix Pacheco. . Carlos Rubens.NUStS. pela origina.o mundo civilizado.EIRA despedindo-se das lides jornalísticas pelas admirável da potencialidade do prospero E s graves preoecupações de secretario do go. Lucilo VareParanaense de Plaeiilo e Silva & C. E" um numero bem feito uma contribuir ã o de valor ao brilho das festas gaúchas á memorável data.ões eommemorativas do Centenário ciáveis como Pereira da Costa. de "O MUNDO LITERÁRIO* Outubro n. eaes. feliz. que em.A (In. Zeferiro Galvão Júlio Novaes. num Coube ao Jornal de Alagoas. Mario Mello. do deputado José Bonifácio. F r a n A Província. A imprensa gaúcha formou na vanguarda dos collegas que festejaram.

18 . para solemnizar o Centenário da Independência. • T a b a r £ s ° e Tabaroas' '— Contos' regionalistas. S e g u n d a P á t r i a — 3 ' edição — p o r Aldo de CavaiM u s l c a de P a n c a d a r i a — Critica p o r J ú l i o Reis — üm elegante volume in-48 nitidamente imPM88-0$nnn papel a s s e l i n a d o . Um volume. em > edição.. . 23-Rio de Janeiro Agencia de "BuBIicações Mundiaes" de Braz banria Taixa H . Um exempla^ b n j InquieSfôi. poi J ú l i o Reis — E l e g a n t e v o l u m e em P » P e l ° ° " " PIHOAM1NHOS O GRANDE LIVRO DE CONTOS DE GUSTAVO BARROSO (JOÃO DO NORTE) Com illustrações a cores de Corrêa Dias Maravilhosa edição de arte. W(j do Abadie F a r i a Rosa • • .° DE MARÇO. . b « j chado •• VOL. Inglezes. Flor de Portugal.i j j . Portuguezes. 96. • . que é o fino conteur Mario Hora. PUBLICAÇÃO ÚNICA NO GÊNERO EM LINGUA PORTUGUEZA Tiragem limitada a duzentos e vinte exemplares numerados! Obra de arte digna de todos os elogios! RARIDADE BIBLIOGRAPHICA — LIVRO EXCELLENTE PARA P R E S E N T E S PREÇO Edição em papel de linho Lafuma Edição em papel imperial do Japão Idem. 3. scenas d a v i d a dos nourMes» a bordo do vapor "Avaré". ete. da vida carioca. ô | ~ Um v o l u m e com 420 p a g i n a s • _'*". Briguiet & C . Um exemplar brochado. Gespanhóes. 78 Telephone: 1968 Dorte Serviço especial de encommendas com a maior urgência ncnBR DF. 78. 5 6 8 5 S. lar1 gamente elogflado. cônsul de Portugal. criticas políticas..Um volume^bro- —-*—— - Pedidos dircctos á Livraria À venda em todas as livrarias do Brasil ' \ f.°—RIO DE JANEIRO f . 4 5 8 bioros Francezes. . d e Agrippino Grieco Um volume brochado .NAL1DADE DA . 4 T?0 L o n g e d o s O l h o s — Comedia em t r ê s actos de Abadie F a r i a Rosa . em papel da C h i n a . Editora SCHETTINO RUA SACHET. O seu autor. U m a T a g ^ r n S e S a d a . idem com acompanhamento das gravuras.•• POLÍTICA NACIONAL •>. A. romance d e Enéas Ferraz. encadernado com lettras dourada*. RIO DE JANEIRO 200$000 300$000 400$000 (jhé _ . Presas Rebeldes — Crônicas e Artigos por »»}"}{» Navarro ÍMJUW Cousas da Vida — Contos de Yveta Ribeiro. em papel buffon. . Rmerieanos. Rua Gonçalves Dias. Italianos. líJiDUlI E m d y m i ã o — 2 a edição — D i á l o g o s e Aspectos por Celso Vieira — Um v o l u m e de cerca de 400 paginas . nppnRECER N o s s a T e r r a — 2 a edição — Comedia em três.. contos de O r n a Barreto — Um volume brochado. d e b a t o do parecer ? e João Ribeiro. por Adelino ™ Magalhães. idem. contos realistas. ete-.. ™uu . Monitor Mercantil Acceitam-se agentes no Interior 1. sociaes e littoraF e < 1 C S . BJWfli Fetiches e Fantoches. 4«oo0 Sensações — Poesias de Regina de Alencar. *#?'-A' M a r g e m d a M u s i c a — Critica e p h a n t a s i a . • •• . romance da campanha nacionalista de F Carlos CaTaco. obra preSfada pela Academia de Lettras. Rrgentinos. •T Â • ira -ESTUDO SOBRE A POTENCIALIDADE ECQNOMICA DO BRASIL E A F. . feita em Pariz pela Livraria F. i> A 4 2 — ANNO 1 Livraria Editora m ACABA DE ÁPPÁRECER: m riiTDUAS EDIÇÕES ELYSIO DE CARVALHO Historia* e Sonhos. 4$0i(M). 64 PAG3.RIO PEDIDOS AOS EDITORES Telephone fi. com retrato do autor 3$50i0. em preto. dará em breve. q u e afundou em Hamb w g o B' seu í u t o r Theo-Filho .. Briguiet & CJa BUfl SflCHET.: 2$000 .AMERICA BRA 3 1 L E I R A NUMS. outro livro de contos Mulheres do Próximo: Preço dos Tabareos SfOM Historia de João Chrispim. . • J>*" P r e l ú d i o do m e u e s t r o — P o e s i a p o r Roberto u5$ ™"1: mond _ I °S.7-!-X N o s s a G e n t e — Comedia cm t r ê s a c t o s p o r vinato Corrêa J&UUU O mal M e t a p h y s l c o — R o m a n c e p o r Manoel G a l v . .

3 A 12 — ANNO I AMERICA Aspecto movimentado na Avenida das Nações BRASILEIRA .

. Dal gado fica aberta na phüologia indo-pot. U m v o l u m e "' C a p i t ã o Iiobo V i a n n a — Tactica E l e m e n t a r e Lições de Avte e H s t o r i a M i l i t a r e s . sempre "que se tem necessidade de estudar o assumpto í P «S(li'G TJ€ S S !l • * OE D JOÃO VI A. Juntou impossíveis" (D. JORHneS DC MODHS PARA senHORn. _ DMLECTO INDO-PORTUGUÊS DE GOA. 12 RIO DE JANEIRO Anôli8e 1 . t vol. 6 sizudissimo 6 Claro. de XXVIII . 1 vol.dif-Vi fac-simile.mile deste preciosíssimo livro e ^ trfimamente raro 1 vol. U m volume l* u ' u ' u R a c h a r e i Osório D u q u e E s t r a d a — Analyse « ^ t f ^ J j i (Noções e s s e n c i a e s ) . 29 G. agudeza e concisão reunidos á perspicácia c rigorosa elegância. Carvalho). O autor foi nolavei pela reputação gigante da sua sciencia política ". João Romeiro. r*B>lTE& <Ss O. B . "Em cerca de dous séculos (1580-17o6) de meia tura que neste volume historiamos. abundância de critica e apuro de doutrina. MAOnZIMCS esTRnnaeiROS. L . Um volume IHin. UmPÍa v l o começo. em Soda a literatura portugueza. pois que ninguém conhecemos que cabalmente o possa substituir nesse ramo rle s a b e r . Hoiiolfo Oalmdo.. e as bellezas que o mesmo depara Aquèlles que vão no rumo certo. CTC.INDEPENDÊNCIA. Estudo sobro os factos que mais contribuíram para ser proclamada En ê Paulo. Sebatsião W de Me8 7êkZ Reproducção fac-s. HOMCM E CRennçn. CM veHDH nvuLsn. Oue zelo em defesa do nosso bello idioma! Que sensatez nas suas deduções e opiniões! Dou a V. . _15*000 " o mais fino a perspicaz (moralista) da litteratura brasileira. F r a n ç a A m a r a l — A s Bellas L e t t r a s ( E n s a i o ) . (Ronald ch.*„ a m a m e n t e « ^ ^ . 57 TEL.. LEITE O b r a s clássicas. » 4- L = . Rua Tobias Barreto. ." (Ronald de Carvalho). não encontramos es« t o w H a o ilcamente dotado do poder de intuspecçao e de S r e ^ s ã o como este esquecido paulista" (Fidelino de SUMMA M U T Í c A ^ p e l o Bispo-Conde D. . 2» edição.cc d e Abi-anches — A I l l u s ã o Brasileira. pelo lainoso Ciasâico pttUKjm Mathias Aires. em „m milagre de plasticidade e elegância^ sempre muito íimniiia e amiraüa. no dia 7 de Setembro de 1822 a emancipação nnlitica da Pátria. pelo iw=mo. de 2 3 4 é p P b ' r a B q u e s e & u a r d a n a estante' para 'consultar. DIALÉTICO INDP-PORTUGUtS DE DAIY160. . 5*000 os juízos cia ^ ^ f l ^ a ] m e n t e o b r a e m q u e r e „onta o depoimento feito 'por testemunho idôneo de quem foi comparticipe da scena inolvidavel de 7 de Setembro de t m na collina histórica da formosa capital paulista (Basilio de Magalhães). Um vol. e sabe mais do que escreve. . posta de accôrdo com o ço« . é breve. (Tristão de Mhayde). profundidade de conceitos... (Nestor VtCt ° « ' / E. pelo Dr. P O R rYrncnDO e eM nssiariFíTURns. Ei!-ri) 4M)u fac-simUe.. Um 2 0lüU volume •• •• * G.^JJ * SORTIMENTO ile Livros ( -o!leij. A LINGUA PORTUGUESA NO BRASIL. SuIMOTOO Leite. LIVROS Á VENDA 1 vol.AMERICA BRASILEIRA NUMS. pelo Mnus. Ex os parabéns è felicito-me por ter recebido os seus proficientes ensinamentos" (Mendes dos Remédios). F. B 3*00ü "Com o desapparecimento de Mons. 2$500 Antenor Nascentes — Metódo Prático de matical. 2» edi1 ü u u ção' Um volume » ' ' ' Darefox — C a r t a s P e r d i d a s . 1 vol.sl. segurança de conceitos. Manejando o vernáculo com a mais n — o r a f e i ç ã o . Francisco Ma- FUMDHDn EM 1883 FIQUR1MOS. a sua maior 'gloria clássica fora da poesia" < ^ j f » " " " ^ -A lingua portugueza amplia-se sob a >ua penna.400 PP-. C T C . com substancioso cabedal. ' Uose Joaquim Nunes). . 9 A 12 — ANNO 1 LIVRARIA J. Reproducção fac-simile da 1« ediçilo de 1752. form a m n o juizo dos bons enteudedores o caracter desta D E W P B O P m A ç a o n o T ^ . B. uKJjjJJ edição. D A D E PUBLICA. quem tem muito que dizer. e a naturalidade elegante de. 1 vol. « O Brasil tem. . .iaes e d e L i t e r a t u r a — «Uasa E d i t o » d e R o m a n c e s d a "Collecção C h i e " — V a r i a d o s o r t i m e n t o d e a r t i g o s d e papellari». rarissima. uma lacuna de mui dlfricH preenchimento. o caminho direito aos que andamos iransviados delle. pelo Dr. ouira obra no gênero com o valor que tem e s t a . ^ m o n u m e n t o merario. 2» 2 uuu edição. talvez uo insigrne moralista. CmTíLOGOS GRÁTIS nrrroiiio BRRVO Rim DOS ouRives..164 pp. SolldoniO Leite 2« edição augmentada. com a biographia do autor e os í t o s aa imprensa. Um volume 1*5M L i m a « a r r e t o — R e c o r d a ç õ e s d o Escrivão ísaias. I > e c l i c t o s «a J . "Ensina-nos o seu eminente e esclarecido autor. MORTE 468 CTWXn POSTfiL 1157 RIO DÇ JAtteiRO 11061 «^tvlo^cíaro. Um volume l»«xw J . Um volume * Gilka V M a c h a d o — A R e v e l a ç ã o d o s Perfumes (Con1?u ferência) . de XVIII . F r a n c a A m a r a l — H o r r o r á F ô r m a H u m a n a . Livraria e Papelaria Azevedo Rua Uruguayana.o seu engenho dos mais agudos e interessant e de' '«eu t e m p o . ^ C i v i l e seguida da jurisprudência em ordem alphab^tica. B „ . 2» edição. JORHnES PORH BORDADOS. de 208 pp.(Camillo Castello Branco). • «Èu li bem de vagar este l i v r o . Um volume GRANDE 12. (Barbosa Lima Sobnnno). U m v o l u m e * L i m a B a r r e t o — N u m a e a N y m p h a . de^ "ép^em âã ' m " 3o ' erudita do autor dos CLÁSSICOS ESQUECIDOS e de A AUTORIA DA ARTE DE FURTAR. . 1 vol. S t a u b — S e g u n d o Livro d e Fiiguras.. 2a edição. pelo Dr.. r a r a s e preciosas biuros antigos e modernos REÇAIVI Cnsfi REYrinuD CATÁLOGOS REFLEXÕES SOBRE A VAIDADE DOS HOMENS.

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Atribuição. versão. de 19 de Fevereiro de 1998. Pedimos que você não republique este conteúdo na rede mundial de computadores (internet) sem a nossa expressa autorização. Você apenas deve utilizar esta obra para fins não comerciais. a mais fiel possível. Quando utilizar este documento em outro contexto. à Brasiliana Digital e ao acervo original. Neste sentido. solicitamos que nos informe imediatamente (brasiliana@usp. de 1971. 2. você deve dar crédito ao autor (ou autores).º 9. Trata‐se de uma referência. se você acreditar que algum documento publicado na Brasiliana Digital esteja violando direitos autorais de tradução. é proibido o uso comercial das nossas imagens. da forma como aparece na ficha catalográfica (metadados) do repositório digital. não realizando alterações no ambiente digital – com exceção de ajustes de cor. a um documento original.br). No Brasil. Os livros. contraste e definição. textos e imagens que publicamos na Brasiliana Digital são todos de domínio público. reprodução ou quaisquer outros. no entanto. os direitos do autor são regulados pela Lei n.
 
 
 
 
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