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MAMC – Manutenção de Microcomputadores

MAMC – Manutenção de Microcomputadores Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo.

Escola SENAI “Suíço-Brasileira” C.F.P 1.15

Curso Técnico de Informática Redes de Comunicação

C.F.P 1.15 Curso Técnico de Informática Redes de Comunicação APOSTILA – ELETRÔNICA BÁSICA 2007 1

APOSTILA – ELETRÔNICA BÁSICA

2007

MAMC – Manutenção de Microcomputadores

1 - ELETROSTÁTICA

SUMÁRIO

1.0 – CARGA ELÉTRICA

17

1.1 – ESTRUTURA DA MATÉRIA

18

1.2 – ELETRIZAÇÃO DE UMA SUBSTÂNCIA

19

1.3 – VALOR DA CARGA ELEMENTAR

20

1.4 – PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DAS CARGAS ELÉTRICAS

22

1.5 – CONDUTORES E ISOLANTES

22

1.6 – PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO

24

1.7 – POTENCIAL ELÉTRICO

29

2.8 – DIFERENÇA DE POTENCIAL

30

1.9 – DEFINIÇÃO DE CONDENSADORES E CAPACITORES

32

1.10 – ASSOCIAÇÃO DE CONDENSADORES

33

2.0 – CORRENTE ELÉTRICA

36

2.1 – SENTIDO

38

2.2 – NATUREZA

39

2.3 – INTENSIDADE

39

2.4 – TIPOS

40

2.5 – ELEMENTOS DE CIRCUITO ELÉTRICO

40

2.6 – CIRCUITO SÉRIE DE CORRENTE CONTÍNUA

54

2.7 – CIRCUITO PARALELO DE CORRENTE CONTÍNUA

60

1.0 – CARGA ELÉTRICA

UNIDADE 1 ELETROSTÁTICA

A eletricidade como ciência data de 600 a.C., quando os gregos observaram que uma pedra de âmbar, ao ser atritada com lã, adquiria a capacidade de atrair para si pequenos objetos.

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Quando um bastão de vidro é atritado com seda, adquire essa capacidade

graças à passagem de “algo” de um corpo para outro. Esse “algo”, transferido durante

a fricção dos corpos, é chamado genericamente de carga elétrica, e os corpos nesse

estado se encontram carregados de eletricidade, isto é, se encontram eletrizados.

Experiências comprovam a existência de dois tipos de carga elétrica: positiva e

negativa.

de dois tipos de carga elétrica: positiva e negativa. Um bastão de vidro atritado com seda

Um bastão de vidro atritado com seda adquire carga positiva.

bastão de vidro atritado com seda adquire carga positiva. Um bastão de borracha atritado com seda

Um bastão de borracha atritado com seda adquire carga negativa.

Considere três bastões eletrizados, suspensos por fios de lã.

três bastões eletrizados, suspensos por fios de lã. Ao aproximarmos desses bastões um outro bastão eletrizado,
três bastões eletrizados, suspensos por fios de lã. Ao aproximarmos desses bastões um outro bastão eletrizado,
três bastões eletrizados, suspensos por fios de lã. Ao aproximarmos desses bastões um outro bastão eletrizado,

Ao aproximarmos desses bastões um outro bastão eletrizado, verificamos que

eles se atraem ou se repelem devido aos sinais de suas cargas elétricas. Quando as

cargas têm o mesmo sinal, os bastões se repelem; quando os sinais são contrários, se

atraem.

A partir dessas observações podemos enunciar o princípio da atração e

repulsão.

Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem.

1.1 – ESTRURURA DA MATÉRIA

Para explicar a eletrização dos corpos, recorre-se ao estudo de sua estrutura.

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A matéria é constituída de pequenas partículas denominados átomos. Cada átomo, por sua vez, é formado, basicamente, por uma parte central denominada núcleo e por uma parte periférica chamada eletrosfera.

No núcleo, a parte mais pesada do átomo, encontram-se os prótons e os nêutrons. Na eletrosfera encontram-se os elétrons, girando em torno do núcleo em diferentes órbitas.

, girando em torno do núcleo em diferentes órbitas. A carga elétrica é uma propriedade da

A carga elétrica é uma propriedade da matéria que se apresenta tanto nos prótons como nos elétrons com a mesma intensidade. A carga elétrica do próton é positiva e igual em módulo à carga elétrica do elétron, que é negativa.

Um corpo, no seu estado normal, é eletricamente neutro, porque os seus átomos possuem a mesma quantidade de cargas positiva e negativa, isto é, as cargas se anulam.

Como exemplo, temos o átomo de hélio, de número atômico 2, que no seu estado natural é neutro, pois apresenta dois prótons e dois elétrons.

1.2 – ELETRIZAÇÃO DE UMA SUBSTÂNCIA

Do que foi exposto anteriormente, conclui-se que uma substância estará eletrizada quando as quantidades de prótons e de elétrons forem diferentes, ou seja, quando se altera o equilíbrio entre prótons e elétrons é que a substância apresenta

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propriedades elétricas. Os prótons e os nêutrons estão fortemente ligados ao núcleo do átomo por uma força elétrica de pequena intensidade.

Durante um processo de atrito, somente os elétrons podem trocar de corpos e, quando isso ocorre, os corpos ficam eletrizados. Um corpo pode estar eletrizado de duas formas:

Positivamente: quando cede e fica com falta de elétrons;

Negativamente: quando recebe e há excesso de elétrons.

Por exemplo, um bastão de vidro e outro de borracha atritado com seda.

um bastão de vidro e outro de borracha atritado com seda. O bastão de vidro cedeu

O bastão de vidro cedeu elétrons.

2.2 – VALOR DA CARGA ELEMENTAR

de vidro cedeu elétrons. 2.2 – VALOR DA CARGA ELEMENTAR O bastão de borracha recebeu elétrons.

O bastão de borracha recebeu elétrons.

Sabe-se, experimentalmente, que a menor quantidade de carga elétrica encontrada na natureza é a carga de um elétron ou de um próton, cujo módulo é chamada de carga elementar e representado por e.

e = 1,6 . 10 -19 C

A quantidade de carga elétrica de um corpo é sempre um múltiplo inteiro de e.

Q = n . e

Em que n = número de elétrons (em falta ou excesso). A unidade de medida de quantidade de carga no Sistema Internacional é o coulomb, que se indica pela letra C.

Exercícios Resolvidos

Determinar o número de elétrons existentes em uma carga de 1,0 coulomb.

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Resolução:

Dados: Q = 1,0 C ; e = 1,6 . 10 -19 C

Da equação Q = n . e, vem:

Q = ne 1,0 = n . 1,6 . 10 -19

n

=

1

.

 

1,6 . 10 -19

n

= 6,25 . 10 18 elétrons

Resposta: 6,25 . 10 18 elétrons

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1)

É dado um corpo eletrizado com carga 6,4µC. Determine o número de elétrons em falta no corpo.

2)

Quantos elétrons devemos fornecer a um corpo inicialmente neutro, para eletriza-lo com carga 48 µC?

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2.4 – PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DAS CARGAS ELÉTRICAS

Nos fenômenos elétricos torna-se importante o conceito de sistema

eletricamente isolado, isto é, aquele que não troca cargas elétricas com o meio

exterior.

Num sistema eletricamente isolado, é constante a soma algébrica das cargas elétricas.

Como

exmplo,

considere

dois

corpos,

A

e

B,

respectivamente iguais a Q A e Q B .

eletrizados

com

cargas

Após ocorrer, por um processo qualquer, a transferência de carga de um corpo

para outro, as novas cargas de A e B ficaram respectivamente iguais a Q’ A e Q’ B .

Considerando o sistema eletricamente isolado, vale a relação:

Q A + Q B = Q’ A + Q’ B

2.5 – CONDUTORES E ISOLANTES

Denominam-se

condutores

as

substâncias

nas

quais

os

elétrons

se

locomovem com facilidade por estarem fracamente ligados aos átomos.

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Nos condutores, os elétrons mais distantes do núcleo abandonam o átomo, adquirindo liberdade de movimento: são os elétrons livres.

Num condutor eletrizado, as forças de repulsão, que agem entre as cargas de mesmo sinal, fazem com que as cargas fiquem o mais distante possível umas das outras. O maior afastamento possível ocorre na superfície do corpo.

Num condutor eletrizado, as cargas elétricas se localizam na sua superfície.

Por outro lado, chamam-se isolantes, ou dielétricos, as substâncias nas quais, ao contrário dos condutores, os elétrons não têm liberdade de movimento.

Nos isolantes, os elétrons não se movimentam com facilidade, pois estão fortemente ligados ao núcleo do átomo e dificilmente poderão se libertar.

Isto, no entanto, não quer dizer que um corpo isolante não possa ser eletrizado. A diferença é que nos isolantes as cargas elétricas permanecem na região em que apareceram, enquanto nos condutores elas se distribuem pela superfície do corpo.

Na realidade não existem condutores ou isolantes perfeitos, mas apenas bons condutores e bons isolantes. Entre os isolantes e os condutores há um grupo intermediário chamado semicondutores, de importância muito grande na eletrônica, na construção de diodos e transistores.

A tabela a seguir mostra a classificação de alguns materiais.

CONDUTOR

ISOLANTE

SEMICONDUTOR

Prata

Mica

Germânio

Cobre

Plástico

Silício

Alumínio

Vidro

Madeira

Carvão

Porcelana

Solo

Vácuo

Corpo Humano

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores 2.6 – PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO a) Eletrização por atrito Quando dois
MAMC – Manutenção de Microcomputadores 2.6 – PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO a) Eletrização por atrito Quando dois
MAMC – Manutenção de Microcomputadores 2.6 – PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO a) Eletrização por atrito Quando dois

2.6 – PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO

a) Eletrização por atrito

Quando dois corpos são atritados, pode ocorrer a passagem de elétrons de um

corpo para outro. Nesse caso diz-se que houve uma eletrização por atrito.

Considere um bastão de plástico sendo atritado com um pedaço de lã, ambos

inicialmente neutros.

A experiência mostra que, após o atrito, os corpos passam a manifestar

propriedades elétricas que se caracterizam pela atração de alguns corpos; por

exemplo, um pedaço de papel.

de alguns corpos; por exemplo, um pedaço de papel. No exemplo descrito, houve perda de elétrons
de alguns corpos; por exemplo, um pedaço de papel. No exemplo descrito, houve perda de elétrons

No exemplo descrito, houve perda de elétrons da lã, que ficou, então,

carregada positivamente, pois a carga dos prótons passou a preponderar sobre a dos

elétrons. Já o bastão de plástico ganhou esses elétrons, e, portanto, ficou com carga

negativa, pois o número de elétrons ficou maior que o de prótons.

Na eletrização por atrito, os dois corpos ficam carregados com cargas iguais, porém de sinais contrários.

Sabe-se ainda que uma mesma substância pode ficar eletrizada positiva ou

negativamente, conforme o tipo da outra substância com que ela é atritada.

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Com base nesse fato elaborou-se uma lista de substâncias de tal modo que cada uma se eletriza com carga positiva quando atritada com qualquer outra substância que lhe é posterior a lista ficando está última, conseqüentemente, carregada negativamente. A esta lista denominou-se série triboelétrica.

Série

Triboelétrica

b) Eletrização por contato

+

. Série Triboelétrica b) Eletrização por contato + Vidro Mica Lã Seda Algodão Plástico Cobre

Vidro

Mica

Seda

Algodão

Plástico

Cobre

Quando colocamos dois corpos condutores em contato, um eletrizado e outro neutro, pode oceorrer a passagem de elétrons de um para o outro, fazendo com que o corpo neutro se eletrize. Consideremos duas esferas, uma eletrizada e oura neutra.

Consideremos duas esferas, uma eletrizada e oura neutra. As cargas em excesso do condutor eletrizado negativamente
Consideremos duas esferas, uma eletrizada e oura neutra. As cargas em excesso do condutor eletrizado negativamente
Consideremos duas esferas, uma eletrizada e oura neutra. As cargas em excesso do condutor eletrizado negativamente

As cargas em excesso do condutor eletrizado negativamente se repelem e alguns elétrons passam para o corpo neutro, fazendo com que ele fique também com elétrons em excesso, e, portanto, eletrizado negativamente.

Se a esfera estivesse eletrizada com cargas positivas, haveria também uma passagem de elétrons, porém, desta vez, do corpo neutro eletrizado, pois este está com falta de elétrons e os atrai do corpo neutro.

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Portanto, a esfera neutra também fica eletrizada positivamente, pois cedeu

elétrons.

fica eletrizada positivamente , pois cedeu elétrons. Na eletrização por contato, os corpos ficam eletrizados
fica eletrizada positivamente , pois cedeu elétrons. Na eletrização por contato, os corpos ficam eletrizados
fica eletrizada positivamente , pois cedeu elétrons. Na eletrização por contato, os corpos ficam eletrizados

Na eletrização por contato, os corpos ficam eletrizados com cargas de mesmo sinal.

Observações:

1)

Na eletrização por contato, a soma das cargas dos corpos é igual antes e após

o

contato, se o sistema for eletricamente isolado.

2)

O simples contato de dois corpos neutros pode permitir a passagem de elétrons

livres de um para o outro, eletrizando-os, desde que sejam constituídos de

substâncias que exerçam diferentes atrações por elétrons; os corpos sejam

bons condutores, etc.

3)

Em termos de manifestações elétricas, a Terra é considerada como um enorme

elemento neutro. Dessa forma, quando um condutor eletrizado é colocado em

contato com ela, há uma redistribuição de cargas elétricas proporcional às

dimensões do corpo eletrizado e da Terra, ficando, na realidade, ambos

eletrizados. Porém, como as dimensões do corpo são desprezíveis quando

comparadas as da Terra, a carga elétrica que nele permanece, após o contato,

é tão pequena que pode ser considerada nula, pois não consegue manifestar

propriedades elétricas.

Assim, ao ligarmos um condutor a Terra, dizemos que ele se descarrega, isto é,

fica neutro. Na prática, pode-se considerar a Terra como um enorme reservatório

condutor de elétrons.

c) Eletrização por indução

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A eletrização de um condutor neutro pode ocorrer por simples aproximação de

um outro corpo eletrizado, sem que haja o contato entre eles.

Consideraremos um condutor inicialmente neutro e um bastão eletrizado

negativamente. Quando aproximamos o bastão eletrizado do corpo neutro para

posições o mais distante possível.

do corpo neutro para posições o mais distante possível. Desta forma, o corpo fica com falta

Desta forma, o corpo fica com falta de elétrons numa extremidade e com

excesso de elétrons na outra.

O fenômeno de separação de cargas num condutor, provocado pela

aproximação de um corpo eletrizado, é denominado Indução eletrostática.

Na indução eletrostática ocorre apenas uma separação entre algumas cargas positivas e negativas do corpo.

O corpo eletrizado que provocou a indução é denominado indutor eo que

sofreu a indução é chamado induzido.

Se quisermos obter no induzido uma eletrização com cargas de um só sinal,

basta liga-lo a Terra, na presença do indutor.

só sinal, basta liga-lo a Terra, na presença do indutor. Nessa situação, os elétrons livres do

Nessa situação, os elétrons livres do induzido, que estão sendo repelidos pela

presença do indutor, escoam para a Terra.

Desfazendo-se esse contato e, logo após, afastando-se o bastão, o induzido

ficará carregado com cargas positivas.

12

Desfazendo-se esse contato e, logo após, afastando-se o bastão, o induzido ficará carregado com cargas positivas

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Outro caso interessante é a eletrização por indução de dois corpos inicialmente neutros.

Suponhamos dois condutores esféricos A e B, inicialmente neutros e em contato, e um bastão eletrizado, por exemplo, com cargas positivas.

Se aproximarmos da esfera A o bastão eletrizado positivamente, as suas cargas positivas atrairão os elétrons livres desses corpos para o mais perto possível. Como as esferas estão em contato, esses elétrons se localizarão no lado da esfera A próxima ao bastão. A situação final será a seguinte:

A próxima ao bastão. A situação final será a seguinte: Eliminando-se, agora, o contato entre as

Eliminando-se, agora, o contato entre as esferas A e B e, posteriormente, tirando o bastão das proximidades, obteremos a eletrização dos corpos, com cargas de sinal contrário.

eletrização dos corpos, com cargas de sinal contrário . 2.7 – POTENCIAL ELÉTRICO Para um corpo

2.7 – POTENCIAL ELÉTRICO

Para um corpo eletrizado, define-se uma grandeza chamada de potencial elétrico. É uma grandeza escalar, ficando determinado apenas pelo seu valor numérico. Pode, portanto, ser positivo ou negativo, dependendo do sinal da carga criadora do campo Q. A unidade do potencial no SI é o volt (V).

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O potencial elétrico depende da quantidade de carga que o corpo tem das suas

dimensões e do meio onde está o corpo. O potencial elétrico está relacionado com a capacidade que tem as cargas armazenadas de realizar um trabalho.

Na realidade, o conceito de potencial está relacionado com capacidade de realizar alguma coisa. Por exemplo, você é uma pessoa que tem potencial, pois tem a capacidade de aprender através da leitura.

Um volt é o potencial de um ponto que fornece a uma carga de um Coulomb, nele colocada, uma energia de um joule.

No caso do corpo ser esférico e de raio R, o seu potencial elétrico é dado pela equação:

V = K 0 .Q R
V =
K 0 .Q
R

Onde Q é a carga que a esfera tem, em Coulombs, R o seu raio em metros e K 0 é uma constante, que depende do meio no qual se encontra a esfera, cuja unidade é:

N.m 2 , (N : Newton, unidade de força).

c 2

V é o potencial da esfera em volts (v).

2.8 – DIFERENÇA DE POTENCIAL

A diferença de potencial ddp, também chamada de voltagem ou tensão elétrica,

é uma das grandezas mais importantes da eletricidade. É utilizada para explicar o

movimento das cargas elétricas.

A diferença de potencial entre os pontos A e B é indicada por

representada pela letra U.

14

U = V A - V B

V A

V B

e

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Entre os terminais de uma bateria existe uma ddp de 12 volts, de uma pilha, 1,5 volt, de uma tomada, 110V ou 220V.

volts, de uma pilha, 1,5 volt, de uma tomada, 110V ou 220V. Sejam duas esferas A
volts, de uma pilha, 1,5 volt, de uma tomada, 110V ou 220V. Sejam duas esferas A
volts, de uma pilha, 1,5 volt, de uma tomada, 110V ou 220V. Sejam duas esferas A

Sejam duas esferas A e B, a primeira eletrizada negativamente (Q A < 0) e a segunda neutra (Q B = 0), ligada por um fio condutor no qual existe uma chave inicialmente aberta.

O potencial da esfera A é negativo (V A < 0) e o potencial da esfera B é nulo (V B = 0), logo existe uma diferença de potencial (ddp) entre as esferas. Fechada a chave, existirá um deslocamento de elétrons da esfera A para a esfera B, até que os potenciais se igualem.

As situações estão representadas abaixo:

VA

Chave Aberta

VB 0 d.d.p. = VB-VA
VB
0
d.d.p. = VB-VA

Chave Fechada no equilíbrio

0 VA

VB 0
VB
0

d.d.p. = 0 (VB=VA)

0

abaixo: VA Chave Aberta VB 0 d.d.p. = VB-VA Chave Fechada no equilíbrio 0 VA VB

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Algumas conclusões podem ser tiradas:

a) Só haverá deslocamento de cargas de um condutor para o outro (só haverá corrente elétrica), enquanto houver ddp (tensão elétrica).

b) A quantidade de carga de cada condutor no equilíbrio eletrostático só

depende das suas dimensões.

c) Cargas negativas (elétrons no caso) se deslocam sempre de potenciais

menores para potenciais maiores (no exemplo V A < V B ).

Cargas positivas se deslocam de potenciais maiores para potenciais menores. No exemplo da figura acima, se considerarmos que os portadores de carga livres são cargas positivas, o mesmo resultado seria obtido. Com o deslocamento de cargas positivas, da esfera B para a esfera A, isto é, saindo cargas positivas da esfera B esta começa a ficar com potencial negativo, e chegando cargas positivas em A esta começa a ficar com potencial menos negativo. O processo para quando os potenciais se igualam, no caso da eletricidade isto ocorre num tempo muito curto. Evidentemente, a unidade de ddp é a mesma que a unidade potencial elétrico, isto é, Volt (V). Abaixo são dados os submúltiplos e múltiplos mais usados.

Submúltiplos

Múltiplos

1 milivolt (mV)

=

10 -3 V

1 Kilovolt (KV)

=

10 3 V

1 microvolt (µV) =

10 -6 V

1 Megavolt (MV)

=

10 6 V

2.9 – DEFINIÇÃO DE CONDENSADORES E CAPACITORES

Denomina-se condensador ou capacitor o conjunto de condutores e dielétricos arrumados de tal maneira que se consigar armazenar a máxima quantidade de cargas elétricas.

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Num condensador o corpo indutor e o induzido recebem o nome de armaduras.

O indutor é denominado armadura coletora e o induzido, armadura condensadora. O

meio que separa as armaduras recebe o nome de dielétrico.

O que classifica um condensador é a forma das suas armaduras e a natureza

do seu dielétrico.

Quando as armaduras são planas, o condensador é dito plano, e quando são

cilíndricos os condensadores é dito cilíndrico.

Diz-se que um condensador está carregado quando as suas armaduras estão

carregadas com cargas de mesmo módulo, porém de sinais contrários.

A capacidade de um condensador vale:

C = Q U
C = Q
U

Onde C é a medida da capacitância em Farads (F), Q é a carga de uma das

armaduras e U é a diferença de potencial entre as armaduras.

2.10 – ASSOCIAÇÃO DE CONDENSADORES

Os condensadores podem ser associados entre si a fim de atender às

necessidades de certos tipos de circuito. Por exemplo: os circuitos eletrônicos.

Há três tipos de associação de condensadores: em série, em paralelo e mista.

a) Associação em séria

Numa associação em série, a armadura negativa de um capacitor está ligada à

armadura positiva do seguinte.

um capacitor está ligada à armadura positiva do seguinte. As cargas armazenadas em todos os condensadores

As cargas armazenadas em todos os condensadores são iguais, uma vez que

todos se carregam por indução.

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Essa associação pode ser substituída por um único condensador, o qual,

submetido à mesma ddp da associação, armazena a mesma quantidade de carga.

Esse condensador, denominado condensador equivalente, possui as seguintes

características:

- A carga Q é igual à dos demais condensadores.

Q 1 = Q 2 = Q 3 = Q

- A diferença de potencial é igual à soma das ddp de cada condensador.

U = U 1 + U 2 + U 3

A partir dessa expressão, pode-se calcular a capacidade do condensador

equivalente:

Como C = Q U = Q

C

U

·

Substituindo-se, vem:

Q =

C

Q

C 1

+

Q

C 2

+

Q

C 3

b) Associação em paralelo

1

=

1

+ 1

+ 1

C

C 1

C 2

C 3

Numa associação em paralelo, todas as armaduras positivas estão ligadas a

um ponto de mesmo potencial, assim como todas as negativas estão ligadas a um

outro ponto de potencial comum.

a um ponto de mesmo potencial, assim como todas as negativas estão ligadas a um outro

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A diferença de potencial é a mesma em todos os condensadores, uma vez que todos estão ligados aos mesmos dois pontos.

Essa associação também pode ser substituída por um único condensador equivalente, com as seguintes características:

- A ddp é igual à dos demais condensadores.

U 1 = U 2 = U 3 = U

- A carga armazenada é igual à soma das cargas de cada condensador.

Q = Q 1 + Q 2 + Q 3

A partir dessa expressão, pode-se calcular a capacidade do condensador equivalente:

Como C = Q Q = C . U

U

Substituindo-se, vem:

C . U = C 1 .U

+ C 2 . U + C 3 . U

C = C 1 + C 2 + C 3

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3.0 – CORRENTE ELÉTRICA

UNIDADE 3 ELETRODINÂMICA

Sabemos que os condutores metálicos possuem elétrons livres, os quais podem mover-se com facilidade, enquanto as cargas positivas estão presas ao núcleo por forças muito fortes. Ocorre, porém, que esse movimento dos elétrons no interior desses condutores é completamente desordenado.

interior desses condutores é completamente desordenado . Para que os elétrons livres se desloquem ordenadadmente ,

Para que os elétrons livres se desloquem ordenadadmente, é necessário estabelecer uma diferença de potencial entre dois pontos do condutor, Dessa forma eles passam a caminhar no sentido do potencial mais alto, devido a força elétrica F, pois F = q . E.

20

Dessa forma eles passam a caminhar no sentido do potencial mais alto, devido a força elétrica

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Esse movimento ordenado dos elétrons é denominado corrente elétrica.

Para criar e manter a corrente elétrica, usam-se dispositivos, tais como pilhas elétricas e baterias, que mantém a diferença de potencial entre os pontos A e B.

Esses dispositivos são representados por:

os pontos A e B. Esses dispositivos são representados por: A barra menor representa o pólo

A barra menor representa o pólo negativo, e a maior, o positivo.

Podemos juntar os elementos básicos para a manutenção permanete da passagem da corrente elétrica através de um condutor, ligando dois de sus pontos aos pólos desse dispositivo gerador de energia elétrica.

Tais elementos são:

- Um dispositivo que gera energia elétrica. Por exemplo: pilha.

- Um elemento que consome energia elétrica. Por exemplo: lâmpada.

- Um elemento condutor que os interliga. Por exemplo: fio de cobre.

consome energia elétrica. Por exemplo: lâmpada. - Um elemento condutor que os interliga. Por exemplo: fio

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3.1 – SENTIDO

Nos condutores sólidos, o sentido da corrente elétrica corresponde ao sentido do movimento dos elétrons, pois são eles que se deslocam. Ou seja, a corrente é do potencial menor (pólo negativo) para o potencial maior (pólo positivo). Esse é o sentido real da corrente elétrica.

positivo). Esse é o sentido real da corrente elétrica. No estudo da corrente elétrica, entretanto, adota-se

No estudo da corrente elétrica, entretanto, adota-se um sentido convencional, que é o do deslocamento das cargas positivas, ou seja, do potencial maior para o menor.

cargas positivas, ou seja, do potencial maior para o menor. Assim, sempre que falarmos em sentido

Assim, sempre que falarmos em sentido da corrente, estaremos nos referendo ao sentido convencional, e não ao sentido real.

Observação:

Esse sentido convencional foi estabelecido antes de se conhecer qual das cargas, a positiva ou negativa, movia-se nos condutores sólidos. Quando se descobriu que os deslocamentos são feitos por elétrons, todas as leis fundamentais já tinham sido formuladas, considerando-se o deslocamento das cargas positivas. Além disso, nas soluções eletrolíticas e nos gases rarefeitos, a corrente é formada pelo

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deslocamento de cargas positivas e negativas; em vista disso, conclui-se ser uma

complicação desnecessária trocar o sentido convencional da corrente elétrica.

3.2 – NATUREZA

Quanto à natureza, a corrente elétrica pode ser classificada em: eletrônica e

iônica.

- Corrente eletrônica: é aquela constituída pelo deslocamento dos elétrons

livres. Ocorre, principalmente, nos condutores metálicos.

- Corrente iônica: é aquela constituída pelo deslocamento dos íons positivos e

negativos, movendo-se simultaneamente em sentidos opostos. Ocorre nas soluções

eletrolíticas: soluções de ácidos, sais ou bases, e nos gases ionizados: lâmpadas

flourescentes.

3.3 – INTENSIDADE

Considere um condutor metálico percorrido por uma corrente elétrica.

Suponha que num intervalo de tempo t, pela secção transversal S, passe uma

quantidade de carga Q, em módulo.

Define-se como intensidade da corrente elétrica i a relação:

A quantidade de carga Q é dada por:

∆∆∆∆Q = n . e

i = ∆∆∆∆Q ∆∆∆∆t
i = ∆∆∆∆Q
∆∆∆∆t

Onde n são o número de elétrons e e a carga de um elétron. A unidade de

corrente elétrica no SI é o ampère (A).

Um ampère é a corrente que caracteriza a passagem por uma secção transversal do condutor de carga de 1 coulomb em cada segundo.

3.4 – TIPOS

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Comumente considera-se a existência de dois tipos de corrente elétrica:

corrente elétrica contínua (CC) e corrente elétrica alternada (CA).

a) Corrente contínua

É aquela cuja intensidade e cujo sentido se mantém constantes ao longo do

tempo. Como exemplos, temos as correntes estabelecidas por uma bateria de

automóvel e por uma pilha.

b) Corrente alternada

É aquela cuja intensidade e cujo sentido variam periodicamente. É o caso das

correntes existentes nas casas e fornecidas pelas usinas hidrelétricas.

3.5 – ELEMENTOS DE CIRCUITO ELÉTRICO

Empregamos a eletricidade das mais diversas formas. A partir da energia elétrica

movimentam-se motores, acendem-se luzes, produz-se calor

sejam os mais diversos, todas as aplicações da eletricidade têm um ponto em comum:

implicam na existência de um circuito elétrico.

embora os efeitos

Portanto, o circuito elétrico é indispensável para que a energia elétrica possa ser utilizada. Conhecer e compreender suas características é fundamental para assimilar os próximos conteúdos a serem estudados.

Este capítulo vai tratar das particularidades e das funções dos componentes do circuito elétrico. Ao estudá-lo, você será capaz de reconhecer um circuito elétrico, identificar seus componentes e representá-los com símbolos.

Para acompanhar bem os conteúdos e atividades deste capítulo, é preciso que você já conheça a estrutura da matéria; corrente e resistência elétrica.

Materiais condutores

Os materiais condutores caracterizam-se por permitirem a existência de corrente elétrica toda a vez que se aplica uma ddp entre suas extremidades. Eles são empregados em todos os dispositivos e equipamentos elétricos e eletrônicos.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores Existem materiais sólidos, líquidos e gasosos que são condutores elétricos.

Existem materiais sólidos, líquidos e gasosos que são condutores elétricos. Entretanto, na área da eletricidade e eletrônica, os materiais sólidos são os mais importantes.

As cargas elétricas que se movimentam no interior dos materiais sólidos são os elétrons livres.

interior dos materiais sólidos são os elétrons livres . Sem ddp Com ddp Como já vimos,

Sem ddp

dos materiais sólidos são os elétrons livres . Sem ddp Com ddp Como já vimos, os

Com ddp

Como já vimos, os elétrons livres que se movimentam ordenadamente formam a corrente elétrica.

O que faz um material sólido ser condutor de eletricidade é a intensidade de atração

entre o núcleo e os elétrons livres. Assim, quanto menor for a atração, maior será sua capacidade de deixar fluir a corrente elétrica. Os metais são excelentes condutores de corrente elétrica, porque os elétrons da última camada da eletrosfera (elétrons de valência) estão fracamente ligados ao núcleo do átomo. Por causa disso, desprendem-se com facilidade o que permite seu movimento ordenado.

Vamos tomar como exemplo a estrutura atômica do cobre. Cada átomo de cobre tem 29 elétrons; desses apenas um encontra-se na última camada. Esse elétron desprende-se do núcleo do átomo e vaga livremente no interior do material.

A estrutura química do cobre compõe-se, pois, de numerosos núcleos fixos, rodeados

por elétrons livres que se movimentam intensamente de um núcleo para o outro.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores Estrutura de cobre A intensa mobilidade ou liberdade de movimentação dos

Estrutura de cobre

A intensa mobilidade ou liberdade de movimentação dos elétrons no interior da estrutura química do cobre faz dele um material de grande condutividade elétrica. Assim, os bons condutores são também materiais com baixa resistência elétrica. O quadro a seguir mostra, em ordem crescente, a resistência elétrica de alguns materiais condutores.

a resistência elétrica de alguns materiais condutores. Depois da prata, o cobre é considerado o melhor

Depois da prata, o cobre é considerado o melhor condutor elétrico. Ele é o metal mais usado na fabricação de condutores para instalações elétricas.

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Materiais isolantesisolantesisolantes

isolantes

MateriaisMateriaisMateriais

Materiais isolantes são os que apresentam forte oposição à circulação de corrente elétrica no interior de sua estrutura. Isso acontece porque os elétrons livres dos átomos que compõem a estrutura química dos materiais isolantes são fortemente ligados a seus núcleos e dificilmente são liberados para a circulação.

A estrutura atômica dos materiais isolantes compõe-se de átomos com cinco ou mais

elétrons na última camada energética.

com cinco ou mais elétrons na última camada energética. nitrogênio (N) enxofre (S) Em condições anormais,

nitrogênio (N)

enxofre (S)

Em condições anormais, um material isolante pode tornar-se condutor. Esse fenômeno chama-se ruptura dielétrica. Ocorre quando grande quantidade de energia transforma um material normalmente isolante em condutor. Essa carga de energia aplicada ao material é tão elevada que os elétrons, normalmente presos aos núcleos dos átomos, são arrancados das órbitas, provocando a circulação de corrente.

A formação de faíscas no desligamento de um interruptor elétrico é um exemplo típico

de ruptura dielétrica. A tensão elevada entre os contatos no momento da abertura fornece uma grande quantidade de energia que provoca a ruptura dielétrica do ar, gerando a faísca.

CircuitoCircuitoCircuitoCircuito elétricoelétricoelétricoelétrico

O circuito elétrico é o caminho fechado por onde circula a corrente elétrica.

Dependendo do efeito desejado, o circuito elétrico pode fazer a eletricidade assumir as

mais diversas formas: luz, som, calor, movimento.

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O circuito elétrico mais simples que se pode montar constitui-se de três componentes:

Fonte geradora;

Carga;

Condutores.

• Fonte geradora; • Carga; • Condutores. Todo o circuito elétrico necessita de uma fonte geradora.

Todo o circuito elétrico necessita de uma fonte geradora. A fonte geradora fornece a tensão necessária à existência de corrente elétrica. A bateria, a pilha e o alternador são exemplos de fontes geradoras.

A carga é também chamada de consumidor ou receptor de energia elétrica. É o

componente do circuito elétrico que transforma a energia elétrica fornecida pela fonte geradora em outro tipo de energia. Essa energia pode ser mecânica, luminosa, térmica,

sonora.

Exemplos de cargas são as lâmpadas que transformam energia elétrica em energia luminosa; o motor que transforma energia elétrica em energia mecânica; o rádio que transforma energia elétrica em sonora.

Observação Um circuito elétrico pode ter uma ou mais cargas associadas.

Os condutores são o elo de ligação entre a fonte geradora e a carga. Servem de meio de transporte da corrente elétrica.

são o elo de ligação entre a fonte geradora e a carga . Servem de meio

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Uma lâmpada, ligada por condutores a uma pilha, é um exemplo típico de circuito elétrico simples, formado por três componentes.

A lâmpada traz no seu interior uma resistência, chamada filamento. Ao ser percorrida pela corrente elétrica, essa resistência fica incandescente e gera luz. O filamento recebe a tensão através dos terminais de ligação. E quando se liga a lâmpada à pilha, por meio de condutores, forma-se um circuito elétrico. Os elétrons, em excesso no pólo negativo da pilha, movimentam-se pelo condutor e pelo filamento da lâmpada, em direção ao pólo positivo da pilha.

A figura a seguir ilustra o movimento dos elétrons livres. Esses elétrons saem do pólo negativo, passam pela lâmpada e dirigem-se ao pólo positivo da pilha.

pela lâmpada e dirigem-se ao pólo positivo da pilha. Enquanto a pilha for capaz de manter

Enquanto a pilha for capaz de manter o excesso de elétrons no pólo negativo e a falta de elétrons no pólo positivo, haverá corrente elétrica no circuito; e a lâmpada continuará acesa.

Além da fonte geradora, do consumidor e condutor, o circuito elétrico possui um componente adicional chamado de interruptor ou chave. A função desse componente é comandar o funcionamento dos circuitos elétricos.

de interruptor ou chave . A função desse componente é comandar o funcionamento dos circuitos elétricos.

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Quando aberto ou desligado, o interruptor provoca uma abertura em um dos condutores. Nesta condição, o circuito elétrico não corresponde a um caminho fechado, porque um dos pólos da pilha (positivo) está desconectado do circuito, e não há circulação da corrente elétrica.

do circuito, e não há circulação da corrente elétrica. Quando o interruptor está ligado, seus contatos

Quando o interruptor está ligado, seus contatos estão fechados, tornando-se um condutor de corrente contínua. Nessa condição, o circuito é novamente um caminho fechado por onde circula a corrente elétrica.

um caminho fechado por onde circula a corrente elétrica. Sentido da corrente elétrica Antes que se

Sentido da corrente elétrica

Antes que se compreendesse de forma mais científica a natureza do fluxo de elétrons, já

se utilizava a eletricidade para iluminação, motores e outras aplicações. Nessa época, foi

estabelecido por convenção, que a corrente elétrica se constituía de um movimento de cargas elétricas que fluía do pólo positivo para o pólo negativo da fonte geradora. Este sentido de circulação (do + para o -) foi denominado de sentido convencional da corrente. Com o progresso dos recursos científicos usados explicar os fenômenos elétricos, foi

possível verificar mais tarde, que nos condutores sólidos a corrente elétrica se constitui de elétrons em movimento do pólo negativo para o pólo positivo. Este sentido de circulação foi denominado de sentido eletrônico da corrente.

O sentido de corrente que se adota como referência para o estudo dos fenômenos

elétricos (eletrônico ou convencional) não interfere nos resultados obtidos. Por isso, ainda hoje, encontram-se defensores de cada um dos sentidos.

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Observação Uma vez que toda a simbologia de componentes eletroeletrônicos foi desenvolvida a partir do sentido convencional da corrente elétrica, ou seja do + para o -, as informações deste material didático seguirão o modelo convencional: do positivo para o negativo.

Simbologia dos componentes de um circuito

Por facilitar a elaboração de esquemas ou diagramas elétricos, criou-se uma simbologia para representar graficamente cada componente num circuito elétrico.

A tabela a seguir mostra alguns símbolos utilizados e os respectivos componentes.

Designação

Figura

 

Símbolo

Condutor

Condutor
Condutor

Cruzamento sem conexão

Cruzamento sem conexão
Cruzamento sem conexão

Cruzamento com conexão

Cruzamento com conexão
Cruzamento com conexão

Fonte, gerador ou bateria

Fonte, gerador ou bateria
Fonte, gerador ou bateria

Lâmpada

Lâmpada
Lâmpada

Interruptor

Interruptor
Interruptor

O esquema a seguir representa um circuito elétrico formado por lâmpada, condutores interruptor e pilha. Deve-se observar que nele a corrente elétrica é representada por uma seta acompanhada pela letra I.

e pilha . Deve-se observar que nele a corrente elétrica é representada por uma seta acompanhada

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Exercícios

ExercíciosExercíciosExercícios

1. Responda às seguintes perguntas.

a) Por que os metais são bons condutores de corrente elétrica?

b) Qual é a condição fundamental para que um material seja isolante elétrico?

c) O que acontece na estrutura de um isolante quando ocorre a ruptura dielétrica?

d) Qual é a condição fundamental para que um material seja bom condutor de eletricidade?

e) O que é circuito elétrico?

f) Quais são os componentes essenciais para que haja um circuito elétrico?

g) Qual é a finalidade de um consumidor de energia elétrica dentro do circuito?

h) Como se denomina a parte da lâmpada que quando é incandescida gera luz?

i) O que acontece quando se introduz em um circuito elétrico uma chave na posição desligada?

j) Desenhe os símbolos da pilha, condutor, lâmpada e chave (ou interruptor).

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k) Por que não circula corrente elétrica em um circuito que tem um interruptor

desligado?

l) O que estabelece o "sentido convencional" da corrente elétrica?

m)Explique com suas palavras o que é ruptura dielétrica.

m)Explique com suas palavras o que é ruptura dielétrica . Resistência elétrica Nas lições anteriores, você
m)Explique com suas palavras o que é ruptura dielétrica . Resistência elétrica Nas lições anteriores, você

Resistência elétrica

Nas lições anteriores, você aprendeu que para haver tensão, é necessário que haja uma diferença de potencial entre dois pontos. Aprendeu também, que corrente elétrica é o movimento orientado de cargas provocado pela ddp. Ela é a forma pela qual os corpos eletrizados procuram restabelecer o equilíbrio elétrico.

Para que haja corrente elétrica, além da ddp, é preciso que o circuito esteja fechado. Por isso, você viu que existe tensão sem corrente, mas não é possível haver corrente sem tensão.

Esta aula vai tratar do conceito de resistência elétrica. Vai tratar também das grandezas da resistência elétrica e seus efeitos sobre a circulação da corrente.

Para desenvolver os conteúdos e atividades aqui apresentadas você já deverá ter conhecimentos anteriores sobre estrutura da matéria, tensão e corrente.

Resistência elétrica

Resistência elétrica é a oposição que um material apresenta ao fluxo de corrente elétrica. Todos os dispositivos elétricos e eletrônicos apresentam certa oposição à passagem da corrente elétrica.

A resistência dos materiais à passagem da corrente elétrica tem origem na sua estrutura atômica.

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Para que a aplicação de uma ddp a um material origine uma corrente elétrica, é necessário que a estrutura desse material permita a existência de elétrons livres para movimentação.

Quando os átomos de um material liberam elétrons livres entre si com facilidade, a corrente elétrica flui facilmente através dele. Nesse caso, a resistência elétrica desses materiais é pequena.

a resistência elétrica desses materiais é pequena . Por outro lado, nos materiais cujos átomos não

Por outro lado, nos materiais cujos átomos não liberam elétrons livres entre si com facilidade, a corrente elétrica flui com dificuldade, porque a resistência elétrica desses materiais é grande.

a resistência elétrica desses materiais é grande . Portanto, a resistência elétrica de um material depende

Portanto, a resistência elétrica de um material depende da facilidade ou da dificuldade com que esse material libera cargas para a circulação.

O efeito causado pela resistência elétrica tem muitas aplicações práticas em eletricidade

e eletrônica. Ele pode gerar, por exemplo, o aquecimento no chuveiro, no ferro de passar, no ferro de soldar, no secador de cabelo. Pode gerar também iluminação por meio das lâmpadas incandescentes.

Unidade dedede

UnidadeUnidadeUnidade

de medidamedidamedida

medida dedede

de resistênciaresistênciaresistência

resistência elétricaelétricaelétrica

elétrica

A unidade de medida da resistência elétrica é o ohm, representado pela letra grega

(Lê-se ômega). A tabela a seguir mostra os múltiplos do ohm, que são os valores usados na prática.

Denominação

Símbolo

Valor em relação à unidade

Múltiplo

megohm

MΩΩΩΩ

10 6 ou 100000010 3 ou 1000

quilohm

 

k

Unidade

ohm

---

Para fazer a conversão dos valores, emprega-se o mesmo procedimento usado para outras unidades de medida.

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MΩΩΩΩ

k

Observe a seguir alguns exemplos de conversão.

120

=

 

k

 

k

   

 

k

 

   

1

2

0

0

1

2

0

(posição da vírgula)

(nova posição da vírgula)

120ΩΩΩΩ = 0,12kΩΩΩΩ

390k=

 

M

M

 

k

 

M

 

k

 

     
 

3

9

0

 

0

3

9

0

 

 

5,6k=

 

390 kΩΩΩΩ = 0,39 MΩΩΩΩ

 

k

 

 

k

 

 

5

6

   

5

 

6

0

0

 

 

 

5,6 kΩΩΩΩ = 5600

 

470

=

 

M

M

 

 

M

 

k

 

       
 

4

7

0

 

0

 

0

0

0

4

7

0

↑ ↑

470 = 0,00047 MΩΩΩΩ

Observação O instrumento de medição da resistência elétrica é o ohmímetro porém, geralmente, mede-se a resistência elétrica com o multímetro.

Segunda Lei de Ohm

George Simon Ohm foi um cientista que estudou a resistência elétrica do ponto de vista dos elementos que têm influência sobre ela. Por esse estudo, ele concluiu que a resistência elétrica de um condutor depende fundamentalmente de quatro fatores a saber:

1. Material do qual o condutor é feito;

2. Comprimento (L) do condutor;

3. Área de sua seção transversal (S);

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4. Temperatura no condutor.

Para que se pudesse analisar a influência de cada um desses fatores sobre a resistência elétrica, foram realizadas várias experiências variando-se apenas um dos fatores e mantendo constantes os três restantes.

Assim, por exemplo, para analisar a influência do comprimento do condutor, manteve-se constante o tipo de material, sua temperatura e a área da sessão transversal e variou-se seu comprimento.

S

resistência obtida = R

S

resistência obtida = 2R

S

resistência obtida = 3R

Com isso, verificou-se que a resistência elétrica aumentava ou diminuía na mesma proporção em que aumentava ou diminuía o comprimento do condutor.

Isso significa que: “A resistência elétrica é diretamente proporcional ao comprimento do condutor”.

Para verificar a influência da seção transversal, foram mantidos constantes

o comprimento do condutor, o tipo de material e sua temperatura, variando-se apenas sua seção transversal.

S

apenas sua seção transversal. S • ● • resistência obtida = R resistência obtida = R/2
apenas sua seção transversal. S • ● • resistência obtida = R resistência obtida = R/2

resistência obtida = R

resistência obtida = R/2

resistência obtida = R/3

2

. S

. S

3

Desse modo, foi possível verificar que a resistência elétrica diminuía à medida que se aumentava a seção transversal do condutor. Inversamente, a resistência elétrica aumentava, quando se diminuía a seção transversal do condutor.

Isso levou à conclusão de que: “A resistência elétrica de um condutor é inversamente proporcional à sua área de seção transversal”.

Mantidas as constantes de comprimento, seção transversal e temperatura, variou-se o tipo de material:

L

S

L

S

L

S

 

L

cobre

L S • L S •   L c o b r e a l u

alumínio

S •   L c o b r e a l u m í n i

prata

L c o b r e a l u m í n i o p r

resistência obtida = R 1

resistência obtida = R 2

resistência obtida = R 3

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Utilizando-se materiais diferentes, verificou-se que não havia relação entre eles. Com o mesmo material, todavia, a resistência elétrica mantinha sempre o mesmo valor.

A partir dessas experiência, estabeleceu-se uma constante de proporcionalidade que foi

denominada de resistividade elétrica.

Resistividade elétrica

Resistividade elétrica é a resistência elétrica específica de um certo condutor com 1 metro de comprimento, 1 mm 2 de área de seção transversal, medida em temperatura ambiente constante de 20 o C.

A unidade de medida de resistividade é o mm 2 /m, representada pela letra grega ρρρρ

(lê-se “rô).

A tabela a seguir apresenta alguns materiais com seu respectivo valor de resistividade.

Material

ρρρρ (ΩΩΩΩ mm 2 /m) a 20 o C

Alumínio

0,0278

Cobre

0,0173

Estanho

0,1195

Ferro

0,1221

Níquel

0,0780

Zinco

0,0615

Chumbo

0,21

Prata

0,30

Diante desses experimentos, George Simon OHM estabeleceu a sua segunda lei que diz que: “A resistência elétrica de um condutor é diretamente proporcional ao produto da resistividade específica pelo seu comprimento, e inversamente proporcional à sua área de seção transversal.”

Matematicamente, essa lei é representada pela seguinte equação:

R =

ρ .L

S

Nela, R é a resistência elétrica expressa em ; L é o comprimento do condutor em metros (m); S é a área de seção transversal do condutor em milímetros quadrados (mm 2 ) e ρρρρ é a resistividade elétrica do material em . mm 2 /m.

Influência da temperatura sobre a resistência

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Como já foi visto, a resistência elétrica de um condutor depende do tipo de material de que ele é constituído e da mobilidade das partículas em seu interior.

Na maior parte dos materiais, o aumento da temperatura significa maior resistência elétrica. Isso acontece porque com o aumento da temperatura, há um aumento da agitação das partículas que constituem o material, aumentando as colisões entre as partículas e os elétrons livres no interior do condutor.

Isso é particularmente verdadeiro no caso dos metais e suas ligas. Neste caso, é necessário um grande aumento na temperatura para que se possa notar uma pequena variação na resistência elétrica. É por esse motivo que eles são usados na fabricação de resistores.

Conclui-se, então, que em um condutor, a variação na resistência elétrica relacionada ao aumento de temperatura depende diretamente da variação de resistividade elétrica própria do material com o qual o condutor é fabricado.

Assim, uma vez conhecida a resistividade do material do condutor em uma determinada temperatura, é possível determinar seu novo valor em uma nova temperatura. Matematicamente faz-se isso por meio da expressão:

ρρρρf = ρρρρo.(1 + αααα . ∆∆θ∆∆θθθ)

Nessa expressão, ρρρρf é a resistividade do material na temperatura final em . mm 2 /m; ρρρρo é a resistividade do material na temperatura inicial (geralmente 20 o C) em . mm 2 /m; αααα é o coeficiente de temperatura do material (dado de tabela) e θθθθ é a variação de temperatura, ou seja, temperatura final - temperatura inicial, em o C.

A tabela a seguir mostra os valores de coeficiente de temperatura dos materiais que correspondem à variação da resistência elétrica que o condutor do referido material com resistência de 1sofre quando a temperatura varia de 1 o C.

 

Coeficiente

de

temperatura

αααα

Material

(

o C -1 )

Cobre

0,0039

 

Alumínio

0,0032

Tungstênio

0,0045

Ferro

0,005

Prata

0,004

Platina

0,003

Nicromo

0,0002

Constantan

0,00001

Como exemplo, vamos determinar a resistividade do cobre na temperatura de 50 o C, sabendo-se que à temperatura de 20 o C, sua resistividade corresponde a:

0,0173 .mm 2 /m.

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ρo = 0,0173 α ( o C -1 ) = 0,0039 . (50 - 20) ρf = ? Resistência elétrica

Resistência elétrica é a oposição que um material apresenta ao fluxo de corrente elétrica. Todos os dispositivos elétricos e eletrônicos apresentam certa oposição à passagem da corrente elétrica.

A resistência dos materiais à passagem da corrente elétrica tem origem na sua estrutura

atômica.

Para que a aplicação de uma ddp a um material origine uma corrente elétrica, é necessário que a estrutura desse material permita a existência de elétrons livres para movimentação.

Quando os átomos de um material liberam elétrons livres entre si com facilidade, a corrente elétrica flui facilmente através dele. Nesse caso, a resistência elétrica desses materiais é pequena.

a resistência elétrica desses materiais é pequena . Por outro lado, nos materiais cujos átomos não

Por outro lado, nos materiais cujos átomos não liberam elétrons livres entre si com facilidade, a corrente elétrica flui com dificuldade, porque a resistência elétrica desses materiais é grande.

a resistência elétrica desses materiais é grande . Portanto, a resistência elétrica de um material depende

Portanto, a resistência elétrica de um material depende da facilidade ou da dificuldade com que esse material libera cargas para a circulação.

O efeito causado pela resistência elétrica tem muitas aplicações práticas em eletricidade

e eletrônica. Ele pode gerar, por exemplo, o aquecimento no chuveiro, no ferro de passar, no ferro de soldar, no secador de cabelo. Pode gerar também iluminação por

meio das lâmpadas incandescentes.

As resistências entram na constituição da maioria dos circuitos eletrônicos formando associações de resistências. É importante, pois, conhecer os tipos e características

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elétricas destas associações, que são a base de qualquer atividade ligada à eletroeletrônica.

Associação de resistências é uma reunião de duas ou mais resistências em um circuito elétrico, considerando-se resistência como qualquer dificuldade à passagem da corrente elétrica.

Na associação de resistências é preciso considerar duas coisas: os terminais e os nós. Terminais são os pontos da associação conectados à fonte geradora. Nós são os pontos em que ocorre a interligação de três ou mais resistências.

Tipos de associação de resistências

As resistências podem ser associadas de modo a formar diferentes circuitos elétricos, conforme mostram as figuras a seguir.

circuitos elétricos, conforme mostram as figuras a seguir. ObservaçãoObservação Observação Observação A
circuitos elétricos, conforme mostram as figuras a seguir. ObservaçãoObservação Observação Observação A

ObservaçãoObservaçãoObservação

Observação

a seguir. ObservaçãoObservação Observação Observação A porção do circuito que liga dois nós consecutivos é

A porção do circuito que liga dois nós consecutivos é chamada de ramo ou braço.

Apesar do número de associações diferentes que se pode obter interligando resistências em um circuito elétrico, todas essas associações classificam-se a partir de três designações básicas:

Associação em série;

Associação em paralelo;

Associação mista.

Cada um desses tipos de associação apresenta características específicas de comportamento elétrico.

AssociaçãoAssociaçãoAssociaçãoAssociação emememem sériesériesériesérie

Nesse tipo de associação, as resistências são interligadas de forma que exista apenas um caminho para a circulação da corrente elétrica entre os terminais.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores 41
MAMC – Manutenção de Microcomputadores 41

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Associação em paralelo Trata-se de uma associação em que os terminais das resistências estão interligados de forma que exista mais de um caminho para a circulação da corrente elétrica entre os terminais.

a circulação da corrente elétrica entre os terminais. Associação mista É a associação que se compõe
a circulação da corrente elétrica entre os terminais. Associação mista É a associação que se compõe

Associação mista É a associação que se compõe por grupos de resistências em série e em paralelo.

Associação mista É a associação que se compõe por grupos de resistências em série e em
Associação mista É a associação que se compõe por grupos de resistências em série e em

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Exercícios

1. Responda às seguintes questões.

a) O que é resistência elétrica?

b) Qual é a unidade de medida da resistência elétrica? Desenhe o símbolo da

unidade.

c) Faça as seguintes conversões:

680=

k3,3k=

1,5M=

180k=

M

2,7k=

0,15K=

3,9K=

M0,0047M=

d) Qual a denominação do instrumento destinado à medição de resistência elétrica?

e) Cite duas aplicações práticas para a resistência elétrica.

2. Responda às seguintes perguntas:

a) Calcule a seção de um fio de alumínio com resistência de 2 e comprimento de

100 m.

b) Determine o material que constitui um fio, sabendo-se que seu comprimento é

de 150 m, sua seção é de 4 mm 2 e sua resistência é de 0,6488 .

c) Qual é o enunciado da Segunda Lei de Ohm?

3. Resolva os seguintes exercícios.

a) Determinar a resistência elétrica de um condutor de cobre na temperatura de 20 o C,

sabendo-se que sua seção é de 1,5 mm 2 para os seguintes casos.

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1) L = 50 cm

2) L = 100 m

3) L = 3 km

b) Determine o comprimento de um fio de estanho com seção transversal de 2 mm 2 e resistência de 3 .

c) Determine a resistividade do alumínio na temperatura de 60 o C.

d) Qual é a característica fundamental de uma associação série com relação aos caminhos para a circulação da corrente elétrica?

e) Qual é a característica fundamental de uma associação em paralelo com relação aos caminhos para a circulação da corrente elétrica?

a) Gerador de tensão

A eletrodinâmica estuda as cargas elétricas em movimento em um circuito elétrico. Chamamos de circuito elétrico a um caminho fechado, constituído de condutores, pelo qual passam as cargas elétricas. O circuito elétrico mais simples tem um gerador de tensão e um receptor. Por exemplo, uma pilha ligada a uma lâmpada constitui-se em um circuito elétrico: a pilha é o gerador e a lâmpada é o receptor.

Para que haja deslocamento de cargas (corrente elétrica) é necessário que exista uma d.d.p (tensão elétrica) entre dois pontos de um condutor. Um gerador de tensão é um dispositivo que mantém, por meio de uma ação química (pilha), mecânica

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(alternador) ou outra qualquer, uma d.d.p entre dois pontos chamados de pólos. O ponto de maior potencial é chamado de pólo positivo, e o ponto de menor potencial é chamado de pólo negativo. Existem geradores de tensão constante ou contínua (Ex.:

pilha e bateria) e geradores de tensão alternada (Ex.: alternador).

E

V + E -
V
+
E
-

Tensão Contínua

t

Na figura acima, está símbolo usado em circuito e o gráfico da tensão em função do tempo de um gerador de tensão contínua. Na figura abaixo, estão representados o símbolo e o gráfico em função do tempo de um gerador de tensão alternada senoidal.

do tempo de um gerador de tensão alternada senoidal. Uma característica importante de um gerador é

Uma característica importante de um gerador é a sua força eletromotriz (f.e.m), que é a d.d.p gerada internamente e cujo valor só depende da sua construção (do material de que é feito). Por exemplo, no caso de uma pilha E = 1,5 V.

Para que possamos entender como um gerador atua em um circuito, costumamos fazer uma analogia com a hidráulica, visto que muitas leis da eletricidade são validas na hidráulica.

Consideremos na figura abaixo duas caixas de água colocadas em níveis diferentes. A água se desloca naturalmente do nível superior para o inferior, para elevar a água é necessário fornecer energia às partículas de água na parte inferior para que possam vencer o desnível.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores O dispositivo que aumenta a pressão da água é chamado de

O dispositivo que aumenta a pressão da água é chamado de bomba hidráulica. Quanto maior for o desnível a ser vencido mais potente deve ser a bomba, isto é, maior deve ser a diferença de pressão entre a saída de água e a entrada de água.

Em um circuito elétrico, um gerador de tensão faz o mesmo que a bomba no circuito hidráulico. O gerador de tensão aumenta a energia dos elétrons, para que possam vencer os desníveis elétricos do circuito, representados pelas resistências dos condutores e pelos diversos receptores do circuito. Por exemplo, na figura a seguir temos um circuito elétrico no qual temos uma pilha ligada a uma lâmpada.

elétrico no qual temos uma pilha ligada a uma lâmpada. A lâmpada é um receptor, pois

A lâmpada é um receptor, pois transforma energia elétrica em luz e calor. Basicamente é constituída de um bulbo de vidro, do qual se retirou o ar e se colocou um gás inerte. Dentro do bulbo existe o filamento, que é um fio de tungstênio que ao ser percorrido por uma corrente elétrica aquece (efeito Joule), ficando rubro e emitindo luz.

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Os elétrons saem do gerador pelo pólo negativo, por meio de fios condutores,

chegam à lâmpada onde a energia que possuem é transformada em calor e luz. Estes

entram no gerador pelo pólo positivo onde ganham mais energia para repetir o ciclo.

b) Baterias

A PILHA VOLTAICA Uma pilha voltaica química é constituída por uma combinação de materiais usados para converter energia química em energia elétrica.

usados para converter energia química em energia elétrica. A pilha ou célula química é formada por

A pilha ou célula química é formada por dois eletrodos de metais ou por compostos metálicos, diferentes, e um eletrólito, que é uma solução capaz de conduzir uma corrente elétrica, Fig.(a). Forma-se uma bateria quando duas ou mais dessas células são conectadas

Um exemplo excelente de um par de eletrodos é o zinco e o cobre. O zinco contém uma abundância de átomos carregados negativamente, enquanto o cobre apresenta uma abundância de átomos carregados positivamente. Quando se imergem placas desses metais num eletrólito, tem início uma ação química entre eles. O eletrodo constituído pelo zinco acumula uma carga negativa muito maior, pois ele se dissolve lentamente no eletrólito. Os átomos que saem do eletrodo de zinco estão carregados positivamente. São atraídos pelos íons (-) carregados negativamente do eletrólito, enquanto repelem

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os íons (+) carregados positivamente do eletrólito em direção ao eletrodo de cobre, Fig.(b).

Isto faz com que elétrons sejam retirados do cobre, deixando-o com um excesso de carga positiva. Se uma carga como, por exemplo, uma lâmpada, for ligada através dos terminais dos eletrodos, as forças de atração e repulsão farão com que os elétrons livres do eletrodo de zinco (negativo), dos fios condutores, e do filamento da lâmpada se desloquem em direção ao eletrodo de cobre carregado positivamente, Fig.(c). A diferença de potencial resultante permite que a pilha funcione como uma fonte de tensão V.

O eletrólito de uma pilha pode ser líquido ou uma pasta. Se o eletrólito for liquido, a pilha às vezes é chamada de pilha úmida. Se o eletrólito for na forma pastosa à pilha é chamada de pilha seca

c) Resistores

Resistores são bipolos passivos, construídos com a finalidade de apresentar

resistência elétrica entre dois pontos de um circuito.

Um resistor é um componente eletrônico, a resistência elétrica é o fenômeno

físico. Deve ficar bem clara a distinção entre os dois termos, isto porque é comum, na

prática, chamar-se o componente de resistência. Os resistores normalmente são

construídos com materiais que obedecem à primeira lei de Ohm. Os materiais mais

usados na construção de resistores são: o carbono (grafite), algumas ligas como o

constantan e a manganina e mesmo metais.

Com relação ao valor da resistência que apresentam, podem ser fixos ou

variáveis. Os resistores de resistência fixa podem ser de película de carvão, de metal e

de fio.

A figura abaixo mostra o aspecto externo desses resistores e o seu símbolo.

48

película de carvão, de metal e de fio. A figura abaixo mostra o aspecto externo desses

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Os resistores variáveis são constituídos de um elemento resistivo (filme de carvão ou fio) no qual desliza um contato móvel. Este contato móvel está preso a um eixo.

contato móvel. Este contato móvel está preso a um eixo. Girando o eixo, variamos a resistência

Girando o eixo, variamos a resistência entre um dos terminais fixo e o terminal A fig.(a) mostrada acima apresenta um resistor variável de película de carvão e

móvel.

a fig.(b) um resistor variável de fio.

A diferença principal entre os dois esta na maior capacidade de corrente do resistor de fio. Um potenciômetro é um resistor variável, utilizado como divisor de tensão. Atualmente, este termo é usado para designar qualquer resistor de resistência variável.

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Como os resistores de filme de carvão são os componentes mais usados em circuitos eletrônicos, serão caracterizados um pouco mais.

circuitos eletrônicos, serão caracterizados um pouco mais. São construídas a partir de um cilindro de porcelana,

São construídas a partir de um cilindro de porcelana, fig.(a), sobre o qual é depositada uma fina camada de carvão, fig.(b). Em seguida, faz-se sulcos helicoidais na superfície do carvão, de forma à se obter o valor correspondente de resistência e coloca-se os terminais de contato, fig.(c). A distância entre os sulcos e a sua profundidade é que determinarão a resistência do condutor. A última etapa do processo, fig.(d), é a colocação de uma resina isolante, envolvendo o corpo do resistor, e a colocação de faixas coloridas às quais, através de um código, dão o valor da resistência do resistor. Esta forma de especificar o valor de resistência pode, a principio, parecer trabalhosa, e você pode estar pensando por que simplesmente não escrever no corpo do resistor o valor da resistência.

Antigamente, o valor da resistência vinha impresso no corpo do resistor, porém dois problemas impediam a continuação desta forma de se dar esta informação:

Primeiro esta forma não era muito segura, pois com o tempo perdia-se (apagava- se) parte do número ou o número inteiro;

Segundo, com o avanço da eletrônica houve uma diminuição do tamanho dos componentes, de forma que ficava cada vez mais difícil a leitura do valor da

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resistência nesta forma. A codificação através de faixas coloridas resolveu esses

problemas.

A leitura do valor nominal (valor impresso) da resistência de um resistor deve ser

feita como na figura abaixo, e com o auxilio da tabela a seguir.

como na figura abaixo, e com o auxilio da tabela a seguir. Observe que as três

Observe que as três faixas, que indicam o valor nominal estão mais afastadas

da quarta faixa, que indica a tolerância.

 

CÓDIGO DE CORES

 
 

A

B

C

D

COR

1 º ALGARISMO

2 º ALGARISMO

MULTIPLICADOR

TOLERÂNCIA

Nenhuma

-

-

-

+ 20%

Prata

-

-

10

-2

+ 10%

Ouro

-

-

10

-1

+ 5%

Preto

-

0

10

0

Marrom

1

1

10

1

+ 1%

Vermelho

2

2

10

2

+ 2%

Laranja

3

3

10

3

Amarelo

4

4

10

4

Verde

5

5

10

5

Azul

6

6

10

6

Violeta

7

7

10

7

Cinza

8

8

10

8

Branco

9

9

10

9

Os valores nominais de resistência são padronizados, isto é, não é possível

encontrar qualquer valor de resistência: De uma forma geral, os valores comerciais (1°

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e 2° algarismo significativos) mais comuns são: 10-12-15-18-22-27-33-39-47-56-68- 82. Esses valores que aparentemente não tem nenhuma lógica cobrem toda a faixa de valores possíveis, considerando uma tolerância de 20%. Para tolerâncias menores é possível achar outros valores.

3.5 – LEI DE OHM

Primeira Lei de OHM

Em um condutor que está sendo percorrido por uma corrente elétrica, os elétrons ao longo do seu percurso pelo condutor, sofreram uma oposição à sua passagem. A medida desta oposição é dada por uma grandeza chamada de resistência elétrica (R).

O valor da resistência elétrica depende do tipo de condutor considerado (ferro, cobre, alumínio, etc), da agitação térmica dos átomos e das dimensões do condutor. Georg Simon Ohm verificou experimentalmente, que a relação entre a tensão aplicada em determinados condutores e a intensidade da corrente correspondente era uma constante, qualquer que fosse a tensão. A essa constante ele chamou de resistência elétrica (R).

Os

ôhmicos.

condutores

que

apresentam

esse

comportamento

são

chamados

de

I1

V1
V1

V2

I2

I1 V1 V2 I2 V3 I3

V3

I3

I1 V1 V2 I2 V3 I3

V1

=

V2

=

V3 = constante =

R

=

resistência elétrica

I1

I2

I3

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Genericamente podemos escrever:

R

= V

ou

V = R.I

ou

I = V

I

R

A unidade de resistência elétrica é chamada de Ohm ().

Onde: I = corrente, A (amper)

R = resistência, (ohm)

V = tensão, V (volt)

1 = 1 V/A, isto é, um condutor que tem uma resistência de 1 Ω deixa passar

uma corrente de 1A, ao ser submetido a uma tensão de 1V. Se a tensão dobrar, a corrente também dobrará. Resposta Linear.

Múltiplos do Ohm

1 Kiloohm (KΩ)

= 103

1 Megaohm (M)

= 106

Conhecendo-se dois valores das grandezas: V, I ou R, pode-se calcular a terceira.

As equações da lei de Ohm podem ser memorizadas e exercitadas com eficiência utilizando-se o circulo da lei de Ohm (Figura abaixo). Quando forem conhecidas duas quantidades, para se determinar a equação para V, I ou R, cubra a terceira quantidade a ser calculada com o dedo.

V I R
V
I R
V I R I = V
V
I R
I = V

R

V I R
V
I R
V I R
V
I R

R = V

V = I.R

I

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Exercícios Resolvidos

1) Um fio de cobre ao ser submetido a uma tensão de 24V, deixa passar uma corrente de 0,2A. Qual o valor da resistência do fio?

V

= 24V

I = 0,2A

logo

R

=

V

=

24

= 120

 

I

0,2

2) A resistência de um condutor é de 20 . Calcule a intensidade da corrente no condutor quando este for submetido a uma tensão de 9V.

R = 20

-

se V = 9 V

I = V =

9

V

R 20

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

= 0,45 A = 450 mA

1)

Calcule I quando V = 120 V e R = 30 .

2)

Calcule R quando V = 220 V e I = 11 A.

3)

Calcule R para uma tensão de V = 50V e corrente de I = 15 A

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3.5 – POTÊNCIA

A potência elétrica P usada em qualquer parte de um circuito é igual a corrente

I nessa parte multiplicada pela tensão V através dessa parte do circuito. A fórmula para

o cálculo da potência é: P = V.I

Onde:

P = Potência Ativa, W (Watt)

V = Tensão, V (Volt)

I = Corrente, A (Amper)

Outras formas para P = V.I

são : I = P/V

e V = P/I

Se conhecermos a corrente I e a resistência R, mas não a tensão, pode determinar a potência P utilizando a lei de Ohm para a tensão, de modo que substituindo V = I.R na equação P = V.I temos :

P = I.R x I = I 2 .R

Da mesma maneira, se for conhecida a tensão V e a resistência R mas não a corrente I, podemos determinar a potência P através da lei de Ohm para a corrente, de modo que substituindo I = V /R temos:

P = V. V /R = V 2 / R

Exercício Resolvido

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1)

A. Calcule a especificação de potência de resistor.

A corrente através de um resistor de 100a ser usado num circuito é de 0,20

P = I 2 .R = (0,20) 2 .(100) = (0,04).(100) = 4 W

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Calcule a corrente exigida por uma lâmpada incandescente de 60W cuja especificação de funcionamento é de 120V.

2) Calcule a resistência elétrica desta mesma lâmpada

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3.6 – CIRCUITO SÉRIE DE CORRENTE CONTÍNUA

Um circuito série é aquele que permite somente um percurso para a passagem da corrente. Nos circuitos em série, Figura abaixo, a corrente I é a mesma em todos os pontos do circuito. Isto quer dizer que a corrente que passa por R1 é a mesma que passa por R2, por R3, e é exatamente aquela fornecida pela bateria.

V

R1

I + I _ I I
I
+
I
_
I
I

R3

R2

Quando as resistências são ligadas em série, a resistência total do circuito é igual à soma das resistências de todas as partes do circuito ou

RT = R1 + R2 + R3

Onde RT = resistência total,

R1, R2 e R3 = resistências em série

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Exemplo 1:

Um circuito série é formado por resistores de 50 , 75 e 100 (Figura a seguir). Calcule a resistência total do circuito.

50 Ω R1 RT R2 75 Ω R3 100 Ω
50 Ω
R1
RT
R2
75 Ω
R3
100 Ω

Utilize a Eq. RT = R1 + R2 + R3 e some os valores dos três resistores em série.

Resposta:

RT = RI + R2 + R3 = 50+ 70+100 = 225

A tensão total através de um circuito série é igual a soma das tensões nos terminais de cada resistência do circuito, ou:

VT = V I + V2 + V3

onde :

VT = tensão total(V), e:

V1 = tensão nos terminais da resistência R1 (V); V2 = tensão nos terminais da resistência R2 (V); V3 = tensão nos terminais da resistência R3 (V);

Embora as equações de RT e VT tenham sido aplicadas a circuitos que contém três resistências, elas também se aplicam a qualquer número n de resistências. Isto é,

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RT = R1 + R2 + R3 +

+ Rn

VT = V1 + V2 + V3 +

+ Vn

A lei de Ohm pode ser aplicada ao circuito todo ou a partes separadas de um circuito em série. Quando ela for aplicada a uma certa parte de um circuito, a tensão através dessa parte é igual à corrente dessa parte multiplicada pela sua resistência. Para o circuito que aparece na figura abaixo,

V1 = I.R1

V2= I.R2

V3= I.R3

V1

V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2
R1
R1

VT

I R2

V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2
V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2

R3

V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2
V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2
V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2
V1 R1 VT I R2 R3 V3 V2

V3

V2

Exemplo 2:

Num circuito série obtém-se 6V nos terminais de R1, 30V nos terminais de R2 e 54V nos terminais de R3. Qual a tensão total através do circuito?

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V1 = 6V

V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V
R1
R1

VT

I R2

V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V
V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V

R3

V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V
V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V
V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V
V1 = 6V R1 VT I R2 R3 V3 = 54V V2 = 30V

V3 = 54V

V2 = 30V

Escreva a equação VT = V1 + V2 + V3 e some as tensões nos terminais de cada uma das três resistências.

Resposta:

VT = V1 + V2 + V3 = 6 + 30 + 54 = 90 V

Para se calcular a tensão total através de um circuito série multiplica-se a corrente pela resistência total. Ou, VT = I . RT, onde:

VT = tensão total, V I = corrente, A RT = resistência total,

Lembre-se de que num circuito série passa a mesma corrente em qualquer

parte do circuito. Não some as correntes em cada parte do circuito para obter I na equação VT = I . RT

Exemplo 3:

Um resistor de 45 e uma campainha de 60 estão ligados em série (Fig. abaixo). Qual a tensão necessária através dessa associação para produzir uma corrente de 0,3 A?

1º Passo:

Calcule a corrente I. O valor da corrente é o mesmo em cada

parte de um circuito em série

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I = 0,3 A

(dado)

2º Passo:

Calcule a resistência total RT. Some todas as resistências

RT

=

R1 + R2

=

45 + 60 = 105

3º Passo:

Calcule a tensão total VT. Utilize a lei de Ohm

VT

=

I . RT

=

0,3 (105) = 31,5V

VT = ?

R1 = 45

+ _ I= 0,3A R2 = 60 Ω
+
_
I= 0,3A
R2 = 60 Ω

Exemplo 4:

Uma bateria de 95 V está ligada em série com três resistores:

20 , 50 e 120 . Calcule a tensão nos terminais de cada resistor.

1º Passo:

Calcule a resistência total RT.

RT

=

R1+ R2+ R3

=

20 + 50 + 120 = 190

2º Passo:

Calcule a corrente I. Pela lei de Ohm,

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de onde se obtém:

EXERCÍCIO PROPOSTO:

VT = I.RT

I = VT =

95

= 0,5 A

RT

190

Calcule a Potência dissipada pela campainha do exemplo 3.

3.7 – CIRCUITO PARALELO DE CORRENTE CONTÍNUA

Um circuito paralelo é aquele no qual dois ou mais componentes estão ligados à mesma fonte de tensão (Figura abaixo). Os resistores R1, R2 e R3 estão em paralelo entre si e com a bateria. Cada percurso paralelo é então um ramo ou malha com a sua própria corrente. Quando a corrente total IT sai da fonte de tensão V, uma parte I1 da corrente IT flui através de R1, uma outra parte I2 flui através de R2, e a parte restante I3 passa através de R3. As correntes I1, I2 e I3 nos ramos podem ser diferentes. Entretanto, se for inserido um voltímetro (um instrumento que serve para medir a tensão de um circuito) através de R1, R2 e R3, as respectivas tensões V1, V2 e V3 serão iguais. Portanto,

V = V1 = V2 = V3

62

V

Voltímetro IT I1 I2 I3 V1 V2 V3 R1 R2 R3
Voltímetro
IT
I1
I2
I3
V1
V2
V3
R1
R2
R3

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A corrente total IT é igual à soma das correntes em todos os ramos.

IT = I1 + I2 + I3

Esta fórmula aplica-se a qualquer número de ramos em paralelo sejam as resistências iguais ou não.

Pela 1ª Lei de Ohm, cada corrente de ramo é igual à tensão aplicada dividida pela resistência entre os dois pontos onde a tensão é aplicada.

Assim sendo, para cada ramo temos as seguintes equações:

Ramo 1:

I1 = V1 =

V

R1

R1

Ramo 2:

I2 = V2 =

V

R2

R2

Ramo 3:

I1 = V3 =

V

R3

R3

Com a mesma tensão aplicada, um ramo que possua menor resistência permite a passagem de uma corrente maior através dele do que um ramo com uma resistência mais alta.

Exemplo 1:

Duas lâmpadas que retiram do circuito 2A mais uma terceira lâmpada que retira 1A estão ligadas em paralelo através de uma linha de 110 V (Figura Abaixo). Qual a corrente total?

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Resposta:

A fórmula para a corrente total é

IT

A corrente total é de 5 A.

Exemplo 2:

=

= 2 + 2 + 1 = 5 A

I1 + I2 + I3

Dois ramos R1 e R2 ligados a uma linha de tensão de 110V consomem do circuito uma corrente total de 20A. O ramo R1 retira 12A do circuito. Qual o valor da corrente I2 no ramo R2?

Partindo da equação da corrente IT = I1 + I2, transponha os membros para isolar I2 e então substitua os valores dados.

Resposta :

IT

=

I1 + I2

I2

=

IT - I1

I2

=

20- 12 = 8A

A corrente no ramo R2 é de 8A.

Exemplo 3:

Um circuito paralelo é formado por uma cafeteira elétrica, um torrador de pão, e uma panela de frituras ligados às tomadas de 120 V de uma cozinha (Figura a seguir).

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Que corrente fluirá em cada ramo do circuito e qual é a corrente total consumida por todos os eletrodomésticos mencionados?

total consumida por todos os eletrodomésticos mencionados? Inicialmente, desenhe o circuito conforme o diagrama da

Inicialmente, desenhe o circuito conforme o diagrama da figura abaixo. Mostre a resistência de cada aparelho. Há um potencial de 120 V através de cada aparelho considerado. A seguir, aplique a lei de Ohm a cada aparelho ligado.

IT I1 I2 I3 V = 120 V R1 15Ω R2 15Ω R3
IT
I1
I2
I3
V = 120 V
R1
15Ω
R2
15Ω
R3

12

Cafeteira elétrica:

I1 =

V

= 120 = 8A

 

R1

15

Torrador de pão:

I2 =

V

= 120 = 8A

 

R2

15

Panela de frituras:

I3 =

V

= 120 = 10A

 

R3

12

Determine agora a corrente total, através da equação:

IT = I1 + I2 + I3.

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IT

=

I1 + I2 + I3

IT

=

8 + 8 +10 = 26A

Fórmula Geral Inversa

A resistência total em paralelo é dada pela fórmula:

1

=

1

+

1

+

1

+

.

.

.

+

1

.

RT

R1

R2

R3

Rn

onde RT é a resistência total em paralelo e R1, R2, R3 e Rn são as resistências nos ramos.

Fórmulas Simplificadas

A resistência total de resistores iguais associados em paralelo é igual à resistência do resistor dividida pelo número de resistores.

RT

=

R

N

Onde: RT = resistência total de resistores iguais em paralelo,

R

= resistência de um dos resistores iguais,

N

= número de resistores iguais

Quando quaisquer dois resistores diferentes estiverem em paralelo, é mais fácil calcular a resistência total multiplicando as duas resistências, e então dividindo o produto pela soma das resistências.

RT=

R1 . R2 R1 + R2

Onde RT é a resistência total em paralelo e R1 e R2 são os dois resistores em paralelo.

Exemplo 4:

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Calcule a resistência total de um resistor de 6 associado a um outro de 18 em paralelo.

São dados: R1 = 6 Ω e R2 = 18 .

RT =

R1.R2

=

6.(18) = 108 = 4,5

R1 + K2

6 + 18

24

EXERCÍCIO PROPOSTO:

Calcule as Potências Dissipadas pelos circuitos dos exemplos 4 e 5. Desenhe os circuitos.

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MAGNETISMO

MAMC – Manutenção de Microcomputadores MAGNETISMO Se dois pólos magnéticos iguais forem aproximados (por

Se dois pólos magnéticos iguais forem aproximados (por exemplo, norte de um próximo ao nor

O magnetismo impressionou o homem desde a antigüidade, quando foi percebido pela primeira vez. A magnetita instigava a curiosidade porque atraía certos materiais.

Muitos cientistas dedicaram anos ao estudo do magnetismo até que o fenômeno fosse completamente conhecido e pudesse ser aplicado proveitosamente.

Este capítulo, que tratará do magnetismo natural, visa o conhecimento da origem e das características do magnetismo e dos ímãs.

Magnetismo

O magnetismo é uma propriedade que certos materiais têm de exercer uma atração sobre materiais ferrosos.

têm de exercer uma atração sobre materiais ferrosos . As propriedades dos corpos magnéticos são grandemente

As propriedades dos corpos magnéticos são grandemente utilizadas em eletricidade, em motores e geradores, por exemplo, e em eletrônica, nos instrumentos de medição e na transmissão de sinais.

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Imãs Alguns materiais encontrados na natureza apresentam propriedades magnéticas naturais. Esses materiais são denominados de ímãs naturais. Como exemplo de ímã natural, pode-se citar a magnetita.

É possível também obter um imã de forma artificial. Os ímãs obtidos dessa maneira são denominados ímãs artificiais. Eles são compostos por barras de materiais ferrosos que o homem magnetiza por processos artificiais.

Os ímãs artificiais são muito empregados porque podem ser fabricados com os mais diversos formatos, de forma a atender às mais variadas necessidades práticas, como por exemplo, nos pequenos motores de corrente contínua que movimentam os carrinhos elétricos dos brinquedos do tipo “Autorama”.

Os ímãs artificiais em geral têm propriedades magnéticas mais intensas que os naturais.

Pólos magnéticos de um ímã Externamente, as forças de atração magnética de um ímã se manifestam com maior intensidade nas suas extremidades. Por isso, as extremidades do ímã são denominadas de pólos magnéticos.

Cada um dos pólos apresenta propriedades magnéticas específicas. eles são denominados de pólo sul e pólo norte.

Uma vez que as forças magnéticas dos ímãs são mais concentradas nos pólos, é possível concluir que a intensidade dessas propriedades decresce para o centro do ímã.

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Na região central do ímã, estabelece-se uma linha onde as forças de atração magnética do pólo sul e do pólo norte são iguais e se anulam. Essa linha é denominada de linha neutra. A linha neutra é, portanto, a linha divisória entre os pólos do ímã.

é, portanto, a linha divisória entre os pólos do ímã. Origem do magnetismo O magnetismo origina-se

Origem do magnetismo

O magnetismo origina-se na organização atômica dos materiais. Cada molécula de um material é um pequeno ímã natural, denominado de ímã molecular ou domínio.

ímã natural, denominado de ímã molecular ou domínio. Quando, durante a formação de um material, as

Quando, durante a formação de um material, as moléculas se orientam em sentidos diversos, os efeitos magnéticos dos ímãs moleculares se anulam, resultando em um material sem magnetismo natural.

anulam, resultando em um material sem magnetismo natural. Se, durante a formação do material, as moléculas

Se, durante a formação do material, as moléculas assumem uma orientação única ou predominante, os efeitos magnéticos de cada ímã molecular se somam, dando origem a um ímã com propriedades magnéticas naturais.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores Observação Na fabricação de ímãs artificiais, as moléculas desordenadas

Observação Na fabricação de ímãs artificiais, as moléculas desordenadas de um material sofrem um processo de orientação a partir de forças externas.

Inseparabilidade dos pólos

Os ímãs têm uma propriedade característica: por mais que se divida um ímã em partes menores, as partes sempre terão um pólo norte e um pólo sul.

as partes sempre terão um pólo norte e um pólo sul. Esta propriedade é denominada de

Esta propriedade é denominada de inseparabilidade dos pólos.

Interação entre ímãs

Quando os pólos magnéticos de dois ímãs estão próximos, as forças magnéticas dos dois ímãs reagem entre si de forma singular. Se dois pólos magnéticos diferentes forem aproximados (norte de um, com sul de outro), haverá uma atração entre os dois ímãs.

te do outro), haverá uma repulsão entre os dois.

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MAMC – Manutenção de Microcomputadores Campo magnético - linhas de força O espaço ao redor do

Campo magnético - linhas de força