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Tecnico em Edificações
Materiais de Construção

Materiais de Construção
Introdução
Comprar material de construção requer alguns cuidados. O profissional
em Edificações deve ser capaz de orientar os construtores nessa difícil tarefa
através do conhecimento técnico e da constante atualização na pesquisa do
desenvolvimento de novos matérias e técnicas.
Realize sempre uma pesquisa de preços junto as lojas ou por meio de
cadernos especializados de jornais e revistas ou na internet.
E muito grande e variada a quantidade de materiais empregados na
construção civil. Vejamos abaixo algumas dicas sobre materiais que compõem
a estrutura da construção.

Argamassa
Iniciemos o nosso estudo sobre materiais de construção com o conceito
de argamassa:

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Chama-se argamassa (pre-lat.
arga + latim massa) a mistura
feita com pelo menos um
aglomerante, agregados miúdos
e agua. O aglomerante pode
ser a cal, o cimento ou o gesso.
O agregado mais comum é a
areia, embora possa ser
utilizado o pó de pedra.

As argamassas são empregadas com as seguintes finalidades:
• assentar tijolos e blocos, azulejos, ladrilhos, cerâmicas e tacos de madeira;
• impermeabilizar superfícies;
• regularizar (tapar buracos, eliminar ondulações, nivelar e aprumar) paredes,
pisos e tetos;
• dar acabamento as superfícies (liso, áspero, rugoso, texturizado, etc.).

Características das Argamassas
As argamassas mais comuns são constituídas por cimento, areia e agua.
Em alguns casos, costuma-se adicionar outro material como cal, saibro, barro,
caulim, e outros para a obtenção de propriedades especiais. Chama-se
proporção a proporção em volume ou em massa entre os componentes das
argamassas (cimento, cal e areia), que varia de acordo com a finalidade e as
características desejadas da argamassa.

Assim como o concreto, as argamassas também se apresentam em
estado plástico nas primeiras horas de confecção, e endurecem com o tempo,
ganhando resistência, resiliência e durabilidade. Este processo chama-se cura
da argamassa.
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A argamassa e uma cola que permite unir diversos materiais de
construção. Em muitos casos, pode-se utilizar argamassas com características
especiais para melhorar as características de adesão. Também são
importantes as características de impermeabilização, embora haja necessidade
de adição de produtos especiais para obter as propriedades
impermeabilizantes da argamassa.

Tipos de Argamassa
As argamassas são classificadas, segundo a sua finalidade, em
argamassas para assentamento de alvenarias, para revestimento e para
assentamento de revestimentos.

Argamassas para assentamento
As argamassas para assentamento são usadas para unir blocos ou
tijolos das alvenarias.
Dependendo do tipo de bloco ou tijolo, podem ser utilizadas diversas
técnicas de assentamento com argamassa. Normalmente ela e colocada com
colher de pedreiro, mas podem ser utilizadas também bisnagas.
As três primeiras fiadas de uma parede de blocos ou tijolos devem ser
revestidas inicialmente com uma camada de argamassa de impermeabilização,
que protege a parede contra a penetração da umidade.

Argamassas para revestimento
Usualmente são aplicadas três camadas de argamassa em uma parede
a ser revestida:
• Chapisco: primeira camada fina e
rugosa de argamassa aplicada sobre
os blocos das paredes e nos tetos.
Sem o chapisco, que e a base do
revestimento, as outras camadas
podem descolar e ate cair.
• Emboço: sobre o chapisco e aplicada
uma camada de massa grossa ou
emboco, para regularizar a superfície.
• Reboco: e a massa fina que da o
acabamento final. Em alguns casos não e usado o reboco, por motivo de
economia.
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Geralmente tem em seu traço areias mais finas, pois servem para dar o
acabamento ao revestimento.
Em alguns casos, como em muros, o chapisco pode ser o único
revestimento.
Por sobre as argamassas de revestimentos podem ser aplicados outros
acabamentos como textura, massa corrida, pintura, areias quartzo, estuque
veneziano etc.
O acabamento
desempenado.

destes

revestimentos

pode

ser

sarrafeado

ou

Argamassa para assentamento de revestimentos
Revestimentos
como
azulejos,
ladrilhos e cerâmicas são aplicados sobre o
emboço. Para esta aplicação, também são
utilizadas argamassas.
No piso, utiliza-se uma camada de
contrapiso e pode-se dar o acabamento por
sobre esta camada. Este acabamento e
conhecido como cimentado. O contrapeso e
uma camada de argamassa de regularização
e de nivelamento.

Argamassas industrializadas
Atualmente esta sendo cada vez mais comum o uso de argamassas
industrializadas, ou seja, a mistura dos componentes secos e realizada em
uma planta industrial. Assim, na obra, apenas deve ser acrescentada agua a
mistura previa. As argamassas industrializadas para aplicação de
revestimentos cerâmicos são conhecidas como argamassas colantes.
Elas apresentam os tipos AC-I,
AC-II, AC III e ACIIIE, segundo a norma
NBR 14081.
A AC-I e recomendada para o
revestimento interno com exceção de
saunas, churrasqueiras e estufas. A ACII e recomendada para pisos e paredes
externos com tensões normais de
cisalhamento. A AC-III e recomendada
para pisos e paredes externos com
elevadas tensões de cisalhamento. A
AC-IIIE e recomendada para ambientes
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externos, muito ventilados e com insolação intensa.

Propriedades das Argamassas
Para a obtenção de uma argamassa de boa qualidade, deve-se levar em
conta:
• A qualidade do cimento e da cal, principalmente verificando se é de um
fabricante certificado;
• A qualidade da areia, que deve apresentar grãos duros e limpeza, livre de
torrões de barro, galhos, folhas e raízes antes de ser usada (areia lavada);
• A água, que também deve ser limpa, livre de barro, óleo, galhos, folhas e raiz.
Outro ponto a ser
observado é a forma como se
faz a mistura, que pode ser
feita de forma manual, em
betoneiras ou em centrais de
mistura. Para a obtenção de
uma boa mistura, devem-se
utilizar
preferencialmente
meios mecânicos (betoneira ou
centrais).
Uma
característica
importante
da
argamassa
ainda
fresca
é
a
trabalhabilidade, que é uma
composição da plasticidade
com o tipo uso da argamassa e
com a sua capacidade de aderência inicial. Em alguns usos, como no
revestimento, e adicionado um quarto componente a mistura, que pode ser cal,
saibro, barro, caulim ou outros, dependendo da disponibilidade e uso na região.
De todos esses materiais, chamados de plastificantes, o mais recomendado é a
cal hidratada.
Quando endurecida, a argamassa deve apresentar resistência e
resiliência, de forma a suportar adequadamente os esforços sem se romper.
Para compor as argamassas, precisamos de aglomerantes, agregados e
água, cujos conceitos veremos, a seguir:

Aglomerante
Um aglomerante ou ligante e um material que tem a finalidade a
aglutinação de outros materiais (agregados), influenciando desta forma a
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resistência do material resultante. Um aglomerante, em contato com agua
forma uma pasta, a qual e moldável e maleável, permitindo o fácil
manuseamento do material. Ao juntar areia a essa pasta forma-se uma
argamassa que depois de fazer presa se torna rígida e resistente. Se a
argamassa se juntar brita está-se perante um material chamado betão.

Tipos de aglomerantes
Cimento, um ligante inorgânico. Existem vários tipos de aglomerantes,
tanto relativamente a sua origem, como a forma como fazem presa.
Aglomerante inorgânicos
* Aglomerantes aéreos 1
* gesso
* cal aérea
* Aglomerantes hidráulicos2
* cal hidraulica
* cimento Portland

Aglomerantes orgânicos
• Poliméricos
* resina epoxidica
* resina acrílica
* cola
* mastigue
• betuminosos
* alcatrão
* asfalto
* derivados da destilação do petróleo

AGREGADOS:
Materiais granulosos relativamente inertes, muito utilizados nas obras de
construção civil.
Também podem ser largamente empregados em:
• Lastros de vias aéreas
• Bases de calcamentos e rodovias
• Vários tipos de revestimentos e argamassas
1
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Que fazem presa em contato com o ar
Não necessitam de estar expostos ao ar para fazer presa

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No concreto, os agregados (areia e pedra) chegam a representar cerca
de 75% do seu volume. Suas propriedades e características refletem no
comportamento do concreto no estado fresco e no estado endurecido. Deste
modo, o controle destes materiais é fundamental para a obtenção de concretos
com as características especificadas.
Entre suas funções principais, podemos destacar:

Econômica
Apresenta menor custo que o cimento

Técnica
Maior stabilidade dimensional e maior durabilidade

Estética
Podem variar de colorido e textura

CLASSIFICAÇÃO:
1. QUANTO A ORIGEM:
1.1: NATURAIS – já são encontrados na natureza na sua forma
natural (areia, pedra, pedregulho, etc.)
1.2: ARTIFICIAL – necessitam de um trabalho de beneficiamento
(areia artificial, brita, escoria de alto forno, argila expandida, etc)
2. QUANTO AS DIMENSOES (GRANULOMETRIA): MIUDOS –
materiais que passam na peneira 4,8 mm e ficam retidos na peneira
0,075 mm (areia natural, pedrisco, etc)
2.1: GRAUDOS – materiais que passam na peneira 76 mm e
ficam retidos na peneira 4,8 mm (brita, pedregulho, etc)
3. QUANTO A MASSA ESPECIFICA:
3.1: LEVES – (< 2,0 Mg/m3) (Kg/dm3)
3.2: NORMAIS – ( 2,0 a 3,0 Mg/m3)
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3.3: PESADOS – ( > 3,0 Mg/m3)
Na escolha
características:

dos

agregados

devemos

analisar

as

seguintes

• Granulometria, textura e forma dos grãos;
• Resistência mecânica, inatividade química e porosidade;
• Reatividade potencial (reação álcali-agregado)
• Impurezas minerais e orgânicas
Isto posto, vamos agora, nos detalhar ao estudos de cada um deles:

Cimento e areia
Cimento Portland, foi o nome dado pelo químico britânico Joseph Aspdin
ao tipo pó de cimento, em 1824, em homenagem a ilha britânica de Portland
devido a cor de suas rochas. No mesmo ano ele queimou conjuntamente
pedras calcarias e argila, transformando-as num pó fino. Percebeu que obtinha
uma mistura que, apos secar, tornava-se tão dura quanto às pedras
empregadas nas construções. A mistura não se dissolvia em agua e foi
patenteada pelo construtor no mesmo ano, com o nome de cimento Portland,
que recebeu esse nome por apresentar cor e propriedades de durabilidade e
solidez semelhantes as rochas da ilha britânica de Portland.
A historia do cimento inicia-se no Egito
antigo, Grécia e Roma, onde as grandes obras
eram construídas com o uso de certas terras de
origem vulcânicas, com propriedades de
endurecimento sob a ação da agua. Os primeiros
aglomerantes usados eram compostos de cal,
areia e cinza vulcânica. O cimento Portland é um
aglomerante hidráulico fabricado pela moagem do
clinquer, compostos de silicato e cálcio
hidráulicos.

Processo de fabricação
A fabricação
fundamentais:

do

cimento

Portland

baseia-se

em

três

etapas

1. Mistura e moagem da matéria-prima (calcários, margas e brita
de rochas).
2. Produção do clinquer (forno rotativo a 1400oC + arrefecimento
rápido).
3. Moagem do clinquer e mistura com gesso.
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Constituição do clinquer
O clinquer de cimento Portland e constituído por:
• Oxido de cálcio (CaO) - 60 a 70%
• Sílica (SiO2) - 20 a 25%
• Alumina (Al2O3) - 2 a 9%
• Oxido de ferro (Fe2O3) - 1 a 6%
• Oxido de magnésio (MgO) - 0 a 2%

Transformações químicas no forno
Para determinadas temperaturas, durante a
fase de produção do clinquer, existem varias
alterações químicas na matéria-prima:
• T < 100oC - evaporação da agua livre;
• 100oC < T < 450oC - saída da agua
adsorvida;
• 700o < T < 900oC - Formação de oxido de cálcio (vulgo cal) e oxido de
magnésio;
• T ≈ 1260oC - fase liquida que resulta da combinação do oxido de cálcio
com o oxido de alumínio e o oxido de ferro (III); e
• 1260oC < T < 1450oC - formação de alite.
O cimento e um dos materiais de construção mais utilizados na
construção civil, por conta da sua larga utilização em diversas fases da
construção. O cimento pertence a classe dos materiais classificados como
aglomerantes hidráulicos, esse tipo de material em contato com a agua entra
em processo físico-químico, tornando-se um elemento solido com grande
resistência a compressão e resistente a agua e a sulfatos.

Os silicatos de cálcio são os principais constituintes do cimento Portland,
as matérias primas para a fabricação devem possuir cálcio e sílica em
proporções adequadas de dosagem.

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Os materiais que possuem carbonato de cálcio são encontrados
naturalmente em pedra calcaria, giz, mármore e conchas do mar, a argila e a
dolomita são as principais impurezas.
A ASTM C 150 define o cimento Portland como um aglomerante
hidráulico produzido pala moagem do clinquer, que consiste essencialmente de
silicatos de cálcio hidráulicos, usualmente com uma ou mais formas de sulfato
de cálcio como um produto de adição. O clinquer possui um diâmetro médio
entre 5 a 25 mm.
Com o passar do tempo às propriedades físico-químicos do cimento
Portland tem evoluído constantemente, inclusiva com o emprego de aditivos
que melhoram as características do cimento. Hoje o cimento Portland e
normalizado e existem onze tipos no mercado:
• CP I – Cimento portland comum
• CP I-S – Cimento portland comum com adição
• CP II-E– Cimento portland composto com escoria
• CP II-Z – Cimento portland composto com pozolana
• CP II-F – Cimento portland composto com filer
• CP III – Cimento portland de alto-forno
• CP IV – Cimento portland Pozolanico
• CP V-ARI – Cimento portland de alta resistência inicial
• RS – Cimento Portland Resistente a Sulfatos
• BC – Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação
• CPB – Cimento Portland Branco
O
cimento
Portland
desencadeou
uma
verdadeira
revolução na construção, pelo conjunto
inédito de suas propriedades de
moldabilidade,
hidraulicidade
(endurecer tanto na presença do ar
como da agua), elevadas resistências
aos esforços e por ser obtido a partir de
matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza.
A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão dos modernos
métodos de calculo e o genialidade dos
construtores impulsionaram o avanço das
tecnologias de cimento e de concreto,
possibilitando ao homem transformar o meio em
que vive, conforme suas necessidades. A
importância deste material cresceu em escala
geométrica, a partir do concreto simples,
passando ao concreto armado e finalmente, ao
concreto protendido. A descoberta de novos
aditivos, como a sílica ativa, possibilitou a
obtenção de concreto de alto desempenho
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(CAD), com resistência a compressão ate 10 vezes superiores às ate então
admitidas nos cálculos das estruturas.
Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis, que propiciam
conforto, bem-estar - barragens, pontes, viadutos, edifícios, estacoes de
tratamento de agua, rodovias, portos e aeroportos - e o continuo surgimento de
novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais
consumidos da atualidade, conferindo uma dimensão estratégica a sua
produção e comercialização.

Matérias-primas
Lavra de calcário a céu aberto
- CALCARIO
- ARGILA
- MINERIO DE FERRO
- GESSO
a) CALCÁRIOS
São constituídos basicamente de carbonato de cálcio CaCO3 e
dependendo da sua origem geológica podem conter varias impurezas, como
magnésio, silício, alumínio ou ferro.
O carbonato de cálcio e conhecido desde épocas muito remotas, sob a
forma de minerais tais como a greda, o calcário e o mármore.
O calcário é uma rocha sedimentar, sendo a terceira rocha mais
abundante na crosta terrestre e somente o xisto e o arenito são mais
encontrados.
O elemento cálcio, que
abrange 40% de todo o calcário, e
o quinto mais abundante na crosta
terrestre, apos o oxigênio, silício,
alumínio e o ferro.
De acordo com o teor de
Magnésio o calcário se classifica
em:

- calcário calcifico (CaCO3)
O teor de MgO varia de 0 a 4%. Devido a maior quantidade de cálcio a
pedra quebra com maior facilidade e em superfícies mais uniformes e planas.
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Este calcário, também por Ter menor quantidade de carbonato de magnésio
exige maior temperatura para descarbonatar.
- calcário dolomitico (CaMg(CO3)2)
O teor de MgO e acima de 18% e por isso possui uma temperatura de
descarbonatação ainda menor do que o calcário magnesiano.
- calcário magnesiano (MgCO3)
O teor de MgO varia de 4 a 18%. A presença maior de carbonato de
magnésio faz com que este calcário tenha características bem diferentes do
calcítico:
- E uma pedra mais dura, quebrando
sempre de forma irregular, formando conchas
de onde vem o nome de pedra cascuda. O
calcário magnesiano necessita de menos
calor e uma temperatura menor para
descarbonatar do que o calcítico. É ideal
para fabricação de cal.
Observações.: Apenas o calcário vem
sendo utilizado na fabricação do cimento.
O uso de calcário com alto teor de MgO causa desvantagens na
hidratação do cimento:
MgO + H2O → Mg(OH)2
Isso provoca o aumento do
volume e produz sais solúveis que
enfraquecem o concreto quando
exposto a lixiviação.

b) ARGILA
São
silicatos
complexos
contendo alumínio e ferro como
cátions
principais
e
potássio,
magnésio, sódio, cálcio, titânio e
outros.
A escolha da argila envolve disponibilidade,
sílica/alumínio/ferro e elementos menores como álcalis.

distância, relação

A argila fornece os componentes Al2O3, Fe2O3 e SiO2. Podendo ser
utilizado bauxita, minério de ferro e areia para corrigir, respectivamente, os
teores dos componentes necessários, porem são pouco empregados.
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c) GESSO
E o produto de adição
final no processo de fabricação
do cimento, com o fim de regular
o tempo de pega por ocasião
das reações de hidratação. E
encontrado sob as formas de
gipsita
(CaSO4.
2H2O),
hemidratado
ou
bassanita
(CaSO4.0,5H2O)
e
anidrita
(CaSO4). Utiliza-se também o
gesso proveniente da indústria
de acido fosfórico a partir da
apatita:
Ca3(PO4)2 + 3H2SO4 + 6H2O
→ 2H3PO4 + 3(CaSO. 2H2O)

- ANÁLISE TÍPICA DE MATÉRIAS PRIMAS NA NATUREZA -

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Verifique o prazo de validade na embalagem do cimento, evitando
adquiri-lo com muita antecedência. E comum esse material empedrar ao ficar
muito tempo guardado, além de estar sujeito ao comprometimento de sua
qualidade, em função de condições desfavoráveis de armazenamento.
Areia e um material de origem mineral finamente dividido em grânulos,
composta basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm.
Forma-se a superfície da Terra pela fragmentação das rochas por
erosão, por ação do vento ou da agua. Através de processos de sedimentação
pode ser transformada em arenito.
E utilizada nas obras de engenharia civil em aterros, execução de
argamassas e concretos e também no fabrico de vidro. O tamanho de seus
grãos tem importância nas características dos materiais que a utilizam como
componente.
A areia pode ser grossa, fina ou misturada e deve ser adquirida de
acordo com a necessidade da obra. Pode ser vendida em grandes
quantidades, por metro cubico, ou em pequenas embalagens plásticas. Evite
comprar areia quando ela estiver úmida, pois isso pode alterar a sua
quantidade. Verifique também se não ha terra ou pó de serragem misturados a
areia, o que poderá provocar problemas na obra.
Constituída por fragmentos de mineral ou de rocha, cujo o tamanho
varia, conforme a escala de Wentworth, de maior que 64 cm (1/16 mm) e
menor que 2 mm. Como tem menor área de superfície em relação a argila e
outras partículas menores do solo, a areia possui capacidade relativamente
pequena de retenção de nutrientes no solo, que são lixiviados com facilidade.
Possui ainda poros bastante grandes, perdendo agua por gravidade facilmente,
sendo o solo arenoso geralmente seco. A pouca coesão entre suas partículas
ainda o torna especialmente suscetível à erosão. Tudo isto condiciona que um
solo com teores altos de areia precisa de uma serie de precações quanto a
adubação, que não pode ser aplicada de uma vez só no plantio, controle de
erosão e, por vezes, irrigação.

Divisão granulométrica
Microgrânulos de areia com 100 cm de
tamanho, fotografados por um microscópio
eletrônico.
O
tamanho
de
granulométricamente, em:

areia,

divide-se,


areia
areia
areia

fina (entre 0,075mm e 0,18mm),
media (entre 0,18 mm e 0,42 mm),
grossa (entre 0,42 mm e 2mm).

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Formas de extração
Normalmente e extraída do fundos dos rios com dragas, chamado
dragagem, que pode ocasionar graves danos ambientais, em seguida e lavada,
peneirada e posta para secar e utilizada conforme sua granulação.
Entretanto, em algum casos sua extração não resulta em danos
ambientais, pois em algumas situações o processo de extração contribui
sobremaneira mente para o desassoreamento dos leitos dos rios onde e
realizado, quando ha o devido acompanhamento por especialistas.

A areia e geralmente o principal componente do concreto.

É a principal componente na produção de vidro.

Em nevascas ou quando ha presença de gelo, a areia e espalhada

nas

estradas para dar maior tração aos pneus evitando acidentes.

Fabricas

de tijolos utilizam areia como aditivo a mistura de argila para o

fabrico de tijolos.

A

areia e muitas vezes misturada com tinta para criar um acabamento
texturizado para paredes e tetos ou uma superfície não escorregadia ao chão.

Areia

fina e usada, junto com outras substancias, como composto de
filtros de agua.

Solos

arenosos são ideais para certos tipos de culturas, como
melancia, pêssegos, e amendoim e muitas vezes são preferidas para a
produção leiteira intensiva devido as suas excelentes características de
drenagem.

A

areia e utilizada em paisagismo para fazer pequenas colinas e
declives (por exemplo, na construção de campos de golfe).

Sacos

de areia são usados para proteção contra inundações e,
eventualmente, contra armas de fogos. Os sacos podem ser facilmente
transportados quando vazios e, em seguida, preenchidos com areia local.

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Ferrovias usam

Areia e usada

areia para melhorar a tracao das rodas sobre os trilhos.

como peso para diversos usos, como, por exemplo,
pesos de academia e o componente interno do suporte das fitas adesivas de
escritório.
O texto, que veremos a seguir, do arquiteto Ibere
Campos, esclarece um pouco mais sobre as
propriedades e o uso desse mineral na construção
civil e nos da algumas dicas sobre como compra-la e
utiliza-la de forma mais adequada:

Areia para construção civil: como comprar e como usar
Por Arq. Ibere M. Campos
Na tecnologia do concreto, a areia e chamada
de “agregado miúdo”, em contraposição ao
“agregado graúdo” constituído pela pedra britada. A
areia nada mais e do que a parte miúda resultado da
desagregação de rochas. Esta desagregação pode
ser causada por processos naturais ou pelo homem,
através de processos mecanizados para a britagem
de rochas.
Nem todo resíduo miúdo vindo de rochas e
chamado de “areia”. Recebe este nome apenas o
produto de desagregação das rochas que passa pela
peneira com abertura de malha com no máximo 4,8
mm.
Na natureza, a areia pode ser encontrada portos de areia dos rios -- que
são as melhores -- ou em minas, quando passa a ser chamada de “areia de
cava” ou “de barranco”. Estas são as mais baratas, mas podem conter
impurezas necessitando de lavagem para que possam ser usadas em obras de
maior responsabilidade.
Quanto ao tipo, as areias são divididas em grossa, media e fina:
• Areia grossa - grãos com diâmetro entre 2 a 4 mm
• Areia media - grãos com diâmetro entre 0;42 a 2 mm
• Areia fina - grãos com diâmetros entre 0,05 a 0,42 mm

Algumas informações sobre as areias
A areia é um elemento fundamental em qualquer construção. E usada
em varias partes, desde as fundações ate as coberturas passando pela
estrutura, vedações e acabamentos. Para cada finalidade deve ser escolhido
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um tipo, variando a granulometria e a pureza do material. Veja algumas dicas
para escolher e comprar:
1 • O concreto pode usar areia grossa, media ou fina. Entretanto, areias
finas podem conter um teor excessivo de material intruso pulverizado (outros
compostos) o que pode causar sérios danos a qualidade do concreto.
2 • Em principio, não se lava a areia de rio pois considera-se que ela já
esta lavada. Já a areia de cava (ou de barranco) pode exigir lavagem por
conter impurezas. Como saber se e preciso ou não lavar a areia? Se a areia
suja a mão necessita de lavagem. Da mesma forma, se lavarmos uma amostra
e a agua utilizada for muito turva, então devemos lavar todo o lote.
3 • A cor das areias pode ser branca,
avermelhada ou amarelada. O fato, em si,
não e importante e diz respeito apenas ao
tipo da rocha mãe. E preciso apenas
observar se a cor não esta vindo de
impurezas como, por exemplo, excesso de
solo (terra) que veio misturado a areia por
esta ser de procedência duvidosa.
4 • Areia escura pode indicar presença de produtos estranhos. Tente
lavar e, caso não resolva o problema, faça o teste da decantação (acompanhe
pela figura acima) -– misture um pouco de areia a uma boa quantidade de agua
e deixe em repouso. Depois de completada a decantação, a areia ficara no
fundo e os materiais estranhos logo acima dela. Areia contendo impurezas
deve ser utilizada apenas em funções de baixa responsabilidade (lastros,
enchimentos) e, se possível, devem ser recusadas na obra.
5 • Para fazer argamassas finas peneira-se a areia media ou fina,
retirando-se assim os grãos maiores. O peneiramento pode ser manual ou com
maquinas. Para argamassa de assentamento de tijolos usa-se areia grossa ou
media. Para chapisco usa-se areia fina ou media.
6 • A preparação do concreto requer um cuidado especial quanto a
umidade da areia. Isto porque o fator agua-cimento e de suma importância na
determinação da resistência do concreto. Como a areia pode conter grãos
muito pequenos, ela tem muita superfície (somatória da área dos grãos) pois,
quanto mais se divide uma pedra, cresce ao quadrado a área de contato com a
agua. A umidade envolvendo a superfície dos grãos de areia pode carregar
agua para o concreto.
7 • A umidade da brita3 é desprezível pois a área da brita e pequena e
não consegue carregar muita agua, enquanto que a areia úmida pode carregar
muita agua. Na preparação do concreto será adicionada mais agua, o
importante e levar em conta o quanto de agua a areia trouxe, para sabermos
quanto se adicionara a mais de agua.
3

São as pedras maiores

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8 • No concreto, a areia e a pedra são chamados de “material inerte”.
Isto porque e material que será colado, juntado, para formar artificialmente algo
como a “pedra mãe” de onde se originaram. Isto porque o concreto nada mais
e do que pedra + areia colados.
9 • Aqui no Brasil, devido a alguns “fatores culturais”, a areia e um
material que pode ate ser considerado como “comunitário”. Isto porque se ela
for deixada armazenada na calcada ou em local aberto aos passantes, durante
a noite seu volume “diminuirá”. Costuma-se dizer que um dos das obras são as
pequenas obras da vizinhança... Abra os olhos!

Como se compra areia?
A areia e comprada em volume,
medido em Metros Cúbicos em pequenas
obras, ou em numero de caminhões de
entrega para obras maiores. A compra em
caminhão traz um problema -- como
saberemos se a areia veio compacta (o
caminhão pesando bem) ou se ela esta
solta, representando o caminhão cheio e
dando uma falsa impressão?
A questão e que no porto de areia o
caminhão e enchido e, durante o
transporte, devido ao movimento e trepidação, a areia se adensa e perde agua
diminuindo o volume físico. Esta situação costuma ser disfarçada pelo
entregador que, para impressionar o freguês, pouco antes da entrega revolve a
areia com a pá “aumentando” o seu volume. Assim, quando o caminhão chega
na obra com 90% do seu volume ocupado devemos creditar essa diferença a
compactação ou será que o caminhão realmente foi carregado com apenas
parte de sua capacidade?
Nesta situação, como chegar a um acordo entre compradores e
vendedores? Pode-se exigir que a medida do volume de areia seja feita na
obra. Chegando o caminhão na obra, o volume da areia e medido e pagasse
apenas o volume medido. Nestes casos, a firma vendedora da areia costuma
cobrar algo como 10% a mais no preço unitário normal, para atender a
condição de “pagamento pelo volume posto obra”.

Como medir um caminhão de areia?
Quando se compra a areia com a condição de pagar somente o que for
efetivamente entregue, e preciso fazer a medição do caminhão em obra. A
medição e feita enfiando-se um ferro de construção no monte de areia, antes
dela ser descarregada. Deve-se também medir as dimensões internas da
caçamba (comprimento e largura).
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As medidas com o ferro de construção devem ser feitas em cinco pontos
estratégicos, a saber -- no centro do monte (parte mais alta) e em cada um dos
cantos (vide figura abaixo).

O volume será a media das alturas, multiplicado pela largura e pelo
comprimento da caçamba. Como demonstrado abaixo:

Tijolos e blocos
Tijolos e blocos possuem medidas especificas que podem ser obtidas
junto ao IPEM (Instituto de Pesos e Medidas).

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Utilizados pelo homem desde 4.000 AC, os materiais cerâmicos
destacam-se pela sua durabilidade e pela facilidade da sua fabricação, dada a
abundancia da matéria-prima que o origina, a argila.
Os blocos cerâmicos, ou tijolos, como são popularmente conhecidos,
são um dos componentes básicos de qualquer construção de alvenaria, seja
ela de vedação ou estrutural.
Os tijolos são produzidos a partir da
argila, geralmente sob a forma de
paralelepípedo,
possuem
coloração
avermelhada e apresentam canais/furos ao
longo de seu comprimento.
Os blocos de vedação são aqueles
destinados a execução de paredes que
suportarão o peso próprio e pequenas
cargas de ocupação (armários, pias,
lavatórios) e geralmente são utilizados com
os furos na posição horizontal.
Os blocos estruturais ou cortantes, além de exercerem a função da
vedação, também são destinados a execução de paredes que constituirão a
estrutura resistente da edificação, podendo substituir pilares e vigas de
concreto. Esses blocos são utilizados com os furos sempre na vertical.
Os problemas enfrentados pelo setor cerâmico brasileiro e o seu reflexo
na qualidade dos produtos disponíveis para o consumidor, principalmente em
função da existência da não conformidade técnica intencional, foi um dos
motivos que levou o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade - PBQP
a criar, através de um esforço que integra o governo, o setor produtivo e a
sociedade, a Meta Mobilizadora Nacional voltada para a área da Habitação a
fim de analisar e verificar a qualidade dos materiais empregados na construção
civil, particularmente, os blocos cerâmicos ou tijolos que entre outras metas,
espera-se:
"Elevar para 90%, até o ano 2002, o percentual médio de
conformidade com as normas técnicas dos produtos
que compõem a cesta básica de materiais de
construção".
De acordo com dados da Secretaria Executiva do Comitê Nacional de
Desenvolvimento Tecnológico da Habitação, de julho de 1998, o percentual
médio de não conformidade dos materiais e componentes da construção civil
habitacional esta em torno de 40%.
Além disso, o setor depara-se com o crescimento da atividade de não
conformidade intencional, pratica que desestabiliza grande parte do mercado.
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Essa atividade ilegal beneficia somente alguns fabricantes, revendedores de
materiais e construtores e prejudica o usuário final da habitação.
Portanto, a analise de conformidade realizada pelo Inmetro em materiais
de construção tem como um de seus objetivos principais fornecer informações
que poderão orientar os consumidores e os programas setoriais da qualidade
existentes, obtendo-se resultados mais imediatos e um engajamento maior das
partes envolvidas.
Fontes de Consulta:
Revista Viva Qualidade, nº 04 – Julho/Agosto de 1999
Jornal da Associação Nacional da Indústria Cerâmica/Agosto de 2000
Documento do Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação – CTECH:
Meta da Área de Habitação

Normas e Documentos de Referência Para a realização dos ensaios foram
utilizados os seguintes documentos:

NBR 7.171, de novembro de 1992: Bloco Cerâmico para Alvenaria:
Especificação

NBR 6.461, de junho de 1983: Bloco Cerâmico para Alvenaria – Verificação
da Resistencia a Compressão: Método de Ensaio

NBR 8.947, de novembro de 1992: Telha Cerâmica - Determinação da Massa
e da Absorção de Agua: Método de Ensaio

Portaria Inmetro nº 152, de 08 de setembro de 1998: estabelece as
condições para comercialização dos blocos cerâmicos para alvenaria
(dimensões e marcações) e a metodologia para execução do exame de
verificação da conformidade metrológica dos mesmos.

Características Físicas e Mecânicas (segundo NBR 7.171)
Ensaios

Requisitos

Absorção de Agua

maior que 8% e menor que25%

Resistencia a Compressão Mínima
・ Classe 10
・ Classe 15
・ Classe 25
・ Classe 45
・ Classe 60
・ Classe 70
・ Classe 100

³ 1,0 MPa
³ 1,5 Mpa
³ 2,5 Mpa
³ 4,5 Mpa
³ 6,0 Mpa
³ 7,0 Mpa
³ 10,0 MPa

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Características Geométricas (segundo NBR 7.171)
Formas
Desvio em Relação ao Esquadro (D)
Planeza das Faces / Flecha (F)
Espessura das Paredes Externas

Requisitos
£ 3mm
£ 3mm
£ 7mm

Características Físicas e Mecânicas
Determinação da Absorção de Agua
(Parâmetro: 8% < Absorção de Agua < 25%)
Esse ensaio verifica o percentual de agua absorvido pelo bloco
cerâmico, obtido a partir da diferença entre a massa seca e a massa úmida da
amostra.
De acordo com a metodologia de ensaio descrita pela norma brasileira,
primeiro determina-se a massa do bloco cerâmico apos ter sido colocada em
estufa para secagem. Feito isso, mergulha-se a amostra em agua, deixando-a
submersa por um determinado período de tempo. Desta vez, mede-se a massa
do bloco úmido. Através da diferença entre os dois valores encontrados,
obtém-se o percentual de agua absorvido pela amostra.
Esse problema fica mais evidente quando observamos casas populares
que, devido a condição econômica precária de seus moradores, permanecem
"cruas", ou seja, sem qualquer revestimento que proteja suas paredes.
Além disso, paredes de tijolos com alta absorção de agua revelam
problemas na aderência da argamassa de reboco, pois a agua existente na
composição da argamassa e absorvida, resultando em uma massa seca sem
poder de fixação.
Determinação da Resistencia a Compressão Mínima
(Parâmetro Mínimo: Resistência à Compressão > 1,0 MPa)
Esse ensaio verifica a capacidade de carga que os blocos cerâmicos
suportam quando submetidos a forcas exercidas perpendicularmente sobre
suas faces opostas e determina se as amostras oferecem resistência mecânica
adequada, simulando a pressão exercida pelo peso da construção sobre os
tijolos.
O não atendimento aos parâmetros normativos mínimos indica que a
parede poderá apresentar problemas estruturais como rachaduras e,
consequentemente, oferecera riscos de desabamento a construção.

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Conforme descrito anteriormente, a norma brasileira estabelece 07
(sete) classes de resistência a compressão. Essa resistência e determinada a
partir dos resultados obtidos pelas amostras durante o ensaio ou em função da
informação prestada pelo fabricante.
No caso de blocos cerâmicos com largura (L) inferior a 90mm, a
resistência mínima a compressão exigida e de 2,5MPa.
Independentemente da classificação, todas as amostras de blocos
cerâmicos tem de atender ao requisito mínimo de 1,0 MPa.

Determinação das Características Geométricas
Os ensaios dessa classe tem por objetivo principal verificar a
homogeneidade da fabricação dos blocos cerâmicos de um determinado
fornecedor.

Foram realizados os seguintes ensaios de conformidade:
Desvio em relação ao esquadro (D)

Planeza das faces ou Flecha (F)
Espessura das paredes externas

Desvio em Relação ao Esquadro (D)
(Parâmetro: D £ 3 mm)
O desvio D e medido com o auxilio de um
instrumento denominado esquadro metálico e visa
verificar a perpendicularidade entre a base do tijolo, onde
e feito o assentamento do bloco, e a sua face externa destinada ao
revestimento. Vide figura ao lado.
A não conformidade neste ensaio indica que a parede poderá ter
problemas de esquadro, ou seja, poderá ficar "torta".

Planeza das Faces ou Flecha (F)
(Parâmetro: F £ 3 mm)
Esse ensaio e realizado com o auxilio de uma régua
metálica e verifica se as faces externas das amostras de
blocos cerâmicos são planas, ou seja, se não apresentam
depressões acima do limite permitido por norma.
Neste caso, a não conformidade esta relacionada
com o aparecimento de irregularidades, principalmente,
durante a etapa de revestimento, pois a argamassa de
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reboco apresentara variações de espessura o que representara maiores ônus
para os consumidores que, na tentativa de corrigir o problema, terão que
utilizar quantidade maior de argamassa.

Espessura das Paredes Externas
(Parâmetro: Espessura ³ 7 mm)
A espessura das paredes
dos blocos cerâmicos esta
diretamente relacionada com a
sua resistência mecânica a
compressão. Quanto menor a
espessura, menor será a
resistência e, consequentemente, haverá o comprometimento estrutural da construção.
As não conformidades
encontradas
nas
amostras
indicam que houve falha no
controle de fabricação do
produto e no controle de aprovação de lote que libera o material para saída da
fabrica, consequentemente, o consumidor encontrara no mercado produtos
sem padronização e, ao compra-los, terá problemas ao longo da construção
em função de tijolos com tamanhos diferentes.

O gráfico a seguir descreve o numero de não conformidades detectadas
em cada um dos ensaios realizados.

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Outro ponto negativo revelado pela analise e que deve ser destacado e
o índice de não conformidades relacionadas aos critérios estabelecidos pelo
Regulamento Técnico Metrológico do Inmetro que estabelece as condições
para a comercialização dos blocos cerâmicos para alvenaria.

Uso racional da água na construção civil
As atividades relacionadas a cadeia produtiva e de consumo da área da
construção civil possuem enorme impacto ambiental. Só para ter uma ideia, o
setor e o maior consumidor individual de recursos naturais e gera,
aproximadamente, 60% de todo o lixo urbano da sociedade, que, ao ser
manipulado de forma incorreta, emite uma serie de gases poluentes.

Residuos Sólidos
Construção civil
Outras origens

O consumo de agua durante a construção de uma obra e em prédios já
construídos, a drenagem urbana, as construções sustentáveis e os resíduos
sólidos são alguns dos temas que muito preocupam ambientalistas e
especialistas do setor.
Empresários, sindicalistas, técnicos do setor de recursos hídricos e
funcionários de áreas técnicas de diversas empresas do ramo da construção
civil de todo o pais buscam alternativas para um melhor aproveitamento e
reuso da agua.
Um dos grandes desafios para engenheiros, técnicos e projetistas e o
Imóvel Inteligente, um projeto desenvolvido com os novos conceitos de
automação residencial e construção sustentável. A ANA – Agencia Nacional de
Aguas, do governo federal tem tentado elaborar um Manual Técnico de
Conservação e Uso Racional da Agua em residenciais e construções e tarefa
urgente em nossos dias.
Segundo o superintendente da ANA, a
construção civil e uma das áreas que mais consome
agua, tanto no industrial de construir como nas
construções. "Com o manual, o setor vai construir
baseado em projetos que economizem agua, como,
por exemplo, prédios com hidrômetros individuais para
cada apartamento, condomínios com técnicas de
aproveitamento de agua de chuva".

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O momento favorável da economia brasileira traz crescimento nos
resultados das empresas e levanta discussões praticas. O sucesso empresarial
será revertido para a sociedade, mas algumas dificuldades devem trazer
preocupação aos projetistas, aos fabricantes de materiais e a mão-de-obra
técnica e gerencial. Em cidades com acelerada inserção de obras no meio
urbano, o impacto negativo da construção pode ir além do custo do metro
quadrado.
A construção civil e tão poluente quanto os carros e as indústrias, já que
contribui para o desmatamento das florestas, o aquecimento global, o uso
irracional de agua, o efeito estufa e os ruídos urbanos, entre outros fenômenos.
No mundo, a construção civil consome em torno de 25% da madeira de uso
não combustível, 40% dos materiais e energias, e 17% da agua doce. Para
combater a imagem da construção como "acidente ecológico", os princípios da
construção sustentável seriam uma nova maneira de abordar a elaboração do
programa da edificação, concepção, realização e gestão dos prédios.

Consumo da construção civil

Madeira
Energia e materiais
Água

Algumas medidas podem ser tomadas pelos arquitetos e projetistas para
reduzir o impacto dos projetos sobre o meio ambiente: optar pela implantação e
orientação de prédios que respeitem as características do terreno e o clima;
Privilegiar tratamentos paisagísticos; e
Escolher materiais adaptados ao entorno e provenientes de locais
próximos.
Outras medidas importantes dizem respeito a otimização do sistema
construtivo de forma a evitar o superdimensionamento; e
Implantação de sistemas de gestão de resíduos durante a obra e
procedimentos limpos que favoreçam o uso de luz natural.
A lista de boas praticas inclui ainda a gestão de aguas pluviais no
terreno; e
Técnicas de depuração de esgotos antes do descarte na rede publica,
entre outros.
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Existem inúmeras medidas para se criar
um projeto que provoque o menor impacto
ambiental. Porem essas medidas devem ser
analisadas e aplicadas em todas as fases do
ciclo de vida do edifício desde a programação,
concepção, execução, ocupação, manutenção,
reabilitação, ate eventual demolição.
Nas áreas do planejamento arquitetônico
e urbanismo também devem ser tomadas
algumas medidas para implantação de um
programa de desenvolvimento sustentável, tais
como: pesquisar o emprego de novos materiais na construção; reestruturar a
distribuição de zonas residenciais e industriais; reciclar materiais
reaproveitáveis e buscar fontes alternativas de energia.
A adoção de estratégias de
sustentabilidade pelas empresas do
setor da construção servira para que
sejam
atingidos
alguns
objetivos
estratégicos e, mais importante, para
desenvolver a consciência das pessoas
no ambiente de negócios.

Material hidráulico e sanitário
Consultar
um
Técnico
em
Edificações ou um encanador pode ser a
melhor maneira para saber quais são os
produtos mais adequados para sua casa. Certifique-se de que as conexões
adquiridas sejam adequadas às tubulações, para evitar problemas. Atenção
para as metragens: algumas lojas fornecem o preço do metro, mas somente
comercializam barras inteiras, com 3 ou 5 metros.
Um bom projeto hidros sanitário, além de proporcionar economia de
agua, possibilita um destino mais racional e sustentável tanto para os efluentes
domésticos como para os industriais. Portanto, cabe aos projetistas e aos
técnicos em edificações, especial atenção nesse sentido a fim de fazer um uso
racional da agua, evitar a poluição ambiental e melhorar a qualidade de vida
das pessoas.
Além do projeto, o memorial descritivo, deve ser claro e proporcionar
segurança a quem vai executar a obra e aos seus usuários finais.

Lajes
As lajes, o que são e como se dividem?
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As lajes aumentam o valor, o conforto e a segurança de sua casa. As
mais comuns são as de concreto armado, executadas no local, ou as prémoldadas de concreto, compostas de vigotas "T" ou vigotas treplicadas e
lajotas (tabelas). As lajes pré-moldadas são as mais econômicas e mais
simples de executar.
O índice de isolamento: As lajes são estruturas destinadas a servirem de
cobertura, forro ou piso para uma edificação.
Feitas de concreto armado, elas podem ser pré-moldadas ou
concretadas no próprio local.
As lajes concretadas no local, também chamadas de lajes maciças de
concreto armado, devem
ser projetadas por um
profissional
habilitado,
que também orientara e
acompanhara
a
sua
execução.
Quais os tipos de
lajes mais usadas?
Podem ser de dois
tipos básicos: as maciças
e as nervuradas. As lajes
maciças
são
mais
utilizadas
em
obras
grandes
e
especiais,
necessitando de cálculo
apropriado executado por
especialista.
Dentro
do
tipo
nervurado estão às lajes pré-fabricadas, também chamadas de mistas, que tem
utilização mais ampla, atendendo também as obras de menor porte.
As lajes pré-fabricadas são aquelas constituídas por vigas ou vigotas de
concreto e blocos que podem ser de diversos materiais, sendo mais utilizados
os de cerâmica e os de concreto. Dependendo do tipo de vigota utilizada, as
lajes pré-fabricadas podem ser: protendidas, comum ou treliçadas.
.
Protendidas, comum ou treliçadas
.
a. Protendidas
A laje protendida possui um tipo de armadura especial e, sendo na maior
parte destinada a obras maiores onde e necessário resistir a grandes cargas e
se tem grandes vãos, não entraremos em detalhes.
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b. Laje comum
As vigotas possuem formato de
um "T" invertido e tem internamente uma
armadura de barras de acho.
Os blocos (ou lajotas) usados são
predominantemente de cerâmica, tendo
em media 32cm de largura. As alturas
normais dos blocos são 7cm, 10 cm, 12
cm, 15 cm e 20 cm).
A laje e montada intercalando-se
as lajotas e as vigotas sendo finalmente
unidas por uma camada de concreto,
chamada de capa, lançado sobre as
pecas.
Em lajes de forro pode ser utilizado o tipo comum ate vãos de 4,30m
com espessura de 10cm e, para lajes de piso ate 4,80m com espessura de
12cm (mas antes, verificar com o fabricante as limitações).
As vigotas são fabricadas geralmente com comprimentos variando de
10cm em 10cm.
Este tipo de laje pode apresentar trincas depois de pronta porque o
concreto da capa não adere perfeitamente as vigotas, pois as mesmas tem a
superfície muito lisa.
Durante o transporte das vigotas dentro da obra, elas também podem
trincar, dependendo do comprimento que tenham, por isso deve-se ter muito
cuidado ao manusear para não danificar as pecas.

Qual é a laje pré-moldada mais leve que existe?
Laje com isopor (EPS)

.

30

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O
isopor
tem
características muito favoráveis
para utilização como elemento
enchimento de lajes, e leve e
resistente. O isopor não serve de
alimento a qualquer ser vivo
inclusive
microrganismos
e,
portanto,
não
favorece
a
presença
de
cupim,
nem
apodrece.
Usado em lajes prémoldadas nervuradas em uma
só direção ou em grelha, permite
grande economia de cimbramento, mão-de-obra e tempo.

Laje pré-moldada
As lajes pré-moldadas são constituídas por vigas ou vigotas de concreto
e blocos conhecidos como lajotas ou tavelas.
As lajotas e as vigotas montadas de modo intercalado formam a laje. O
conjunto e unido com uma camada de concreto, chamada de capa, lançada
sobre as pecas.
As lajes pré-moldadas comuns vencem vãos ate 5m entre os apoios. Em
geral, os seus comprimentos variam de 10cm em 10cm.
Outro tipo de vigota, conhecido como vigota treliçada, utilizam
vergalhões soldados entre si formando uma treliça. Essa laje pode vencer vãos
de ate 12m entre apoios.

A execução das lajes pré-moldadas e muito rápida e fácil, mas o
fabricante deve fornecer o projeto completo da laje, incluindo as instruções de
montagem, a espessura da capa de concreto e os demais cuidados que devem
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ser seguidos a risca. acústico e uma característica dos elementos construtivos
completos e não de uma das suas capas, e por este motivo não se pode falar
de índice de isolamento acústico de um material isolante.
A incorporação de Lãs de Vidro no interior dos elementos construtivos
(enchendo os buracos) contribui para alcançar índices de isolamento acústicos
elevados graças a sua elevada elasticidade, funcionando como uma mola.

Ao construir uma laje
pré-moldada deve ter-se em
mente os seguintes aspectos:
a) A laje deve ser
protegida com um telhado,
caso contrario apresentara
infiltração de aguas da chuva.
NOTA: Caso não possa
construir um telhado logo apos
a construção da laje, tome as
seguintes providencias:
1. O concreto da
capa devera ser
mais forte (mais rico em cimento), com uma maior espessura e
com um aditivo impermeabilizante.
2. De um caimento (0,5cm para cada metro e suficiente) na laje que
facilite o escoamento das aguas. A superfície devera ficar bem
desempenada.
3. A colocação de um revestimento na laje, só poderá ser
executado, caso seja feito o prévio tratamento de
impermeabilização necessária, no caso consulte um especialista.
b) Quando ocorrerem trincas na parte superior das paredes onde se
apoiam a laje e sinal de que a necessária cinta de concreto ou foi mal feita ou
não foi executada.
Somente um técnico habilitado pode orienta-lo para sanar o problema.
c) Uma laje de forro não permite a construção de outro piso sobre ela.
Consulte um técnico habilitado para saber como proceder o reforço ou a
substituição da laje.
d) A ferragem adicional pode ser dispensada no caso de vãos de ate
2,50m. Para vãos maiores devemos seguir as instruções do fabricante ou
técnico habilitado, quanto a quantidade e posição daquela ferragem ou da
negativa
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Dica
Se você não pretende construir imediatamente o telhado, a
laje deve ser feita com caimento mínimo de 2 cm por metro.
RESUMINDO: as lajes podem ser divididas em dois grandes blocos, as que
vencem pequenos vãos (usadas em residências e pequenas obras) e as
produzidas para edificações de grande porte com vãos maiores. As primeiras
utilizam elementos pré-fabricados (vigotas, nervuras treliçadas pré-fabricadas),
moldada in loco. É necessário a molhagem frequente do concreto evitando
que a superfície chegue a secar.
Lajes Treliçadas, permitem a redução do escoramento, Redução das
cargas, aliviando estruturas, Redução de concreto, Redução do peso próprio
da laje em ate 50%, Não ha perdas por quebra, Isolante térmico, Facilidade de
Recortes nas tubulações e cortes irregulares, Facilidade de manuseio no
transporte, Não há propagação em caso de chamas em incêndio.
As Lajes são uma das estruturas mais expostas a ação do tempo, por
isso são necessários ótimos produtos e serviços.
Nas lajes preá Fabricadas, as vigotas possuem formato de um "T"
invertido e tem internamente uma armadura de barras de acho. Os blocos (ou
lajotas) usados são predominantemente de cerâmica, tendo em media 32cm de
largura. A laje e montada intercalando-se as lajotas e as vigotas sendo
finalmente unidas por uma camada de concreto, chamada de capa, sobre as
pecas. Essas vigotas servem para dar resistência a peca e facilita seu
transporte.
Verifique se as vigas tem a identificação e as marcas do fabricante para
facilitar a montagem. Solicite o manual de instruções e observe se as medidas
são adequadas para o tipo de construção Dispositivos elétricos: fusíveis,
disjuntores, fios, cabos, interruptores, etc.
Saiba que esses materiais devem conter o nome do fabricante bem
como a tensão a que se destinam. As partes condutoras de energia elétrica
devem ser de cobre ou liga de cobre, não podendo conter material ferroso. A
presença de material ferroso no produto pode ser testada através de um ima.
Somente os parafusos, rebites, ilhoses, pinos, molas e dispositivos destinados
exclusivamente a fixação das partes condutoras ao corpo do produto, ou do
condutor ao terminal, podem ser desse material.
Devem
ser
rigorosamente dimensionados
por
técnico
habilitado
e
empregado de acordo com as
especificações
e
normas
técnicas, evitando
improvisos e gambiarras.
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Dispositivos elétricos:
Fusíveis, disjuntores, fios, cabos, interruptores, etc.
Saiba que esses materiais devem conter o nome do fabricante bem
como a tensão a que se destinam. As partes condutoras de energia elétrica
devem ser de cobre ou liga de cobre, não podendo conter material ferroso. A
presença de material ferroso no produto pode ser testada através de um ima.
Somente os parafusos, rebites, ilhoses, pinos, molas e dispositivos destinados
exclusivamente a fixação das partes condutoras ao corpo do produto, ou do
condutor ao terminal, podem ser desse material.
Devem ser rigorosamente dimensionados por técnico habilitado e
empregado de acordo com as especificações e normas técnicas, evitando
improvisos e gambiarras.

ADVERTÊNCIA
“Lembramos que o dimensionamento incorreto
ou uso inadequado dos Dispositivos Elétricos pode
provocar incêndios!”

Orçamento
Todo material de construção previsto para a
obra deve ser cuidadosamente planejado e orçado
com antecedência junto a fornecedores confiáveis.
Embora tenhamos um capitulo da nossa formação
dedicado a orçamentos, desde já, salientamos a sua
importância no cronograma físico/financeiro da construção. Solicite
informações referentes a: especificações técnicas, formas de pagamento, taxas
de juros aplicadas, descontos para preço a vista, prazo de entrega, cobrança
ou não de frete.

Entrega/Recebimento do material na obra
Todo
material
recebido,
deve
ser
cuidadosamente conferido, de acordo com as Notas
Fiscais e especificações técnicas previstas, além de
avaliados quanto a quantidade, qualidade, valor e
integridade. Confira todo o material! Caso haja
irregularidades, não aceite o produto nem assine o
recibo. Faca uma observação no verso da nota
fiscal. Entre em contato com a loja para resolver a
questão.
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A função básica do recebimento de
materiais e assegurar que o produto entregue
esteja em conformidade com as especificações
constantes no Pedido de Compra.
Note que o fornecedor, no momento da
entrega, e um cliente para o setor de
recebimento da empresa compradora (por mais
paradoxal que possa parecer) e, portanto, deve
ser tratado com a deferência apropriada a um
cliente.
Assim, procedimentos adequados na
portaria da empresa, permitindo a rápida
entrada dos veículos, são necessários para que
o recebimento do material se processe sem
prejuízo para nenhuma das partes. Esses
procedimentos devem apresentar:
• comunicação eficiente entre portaria e o setor de recebimento;
• pessoal treinado para os procedimentos de entrada de fornecedores na
empresa;
• redução, ao mínimo possível, da burocracia para o preenchimento de
autorizações de entrada na empresa;
• capacidade de recebimento adequada ao volume de entrega de materiais
pelos fornecedores, inclusive em períodos de maior demanda, evitando filas e
tempo de espera que os prejudiquem sobremaneira;
• estacionamento adequado para os veículos que estão aguardando para a
entrada de material.
A liberação para o pagamento de materiais ou serviços ocorre apos a
conferencia dos mesmos.
A conferencia pode ser feita na retirada do material no fornecedor, assim
como no recebimento no site.
Todos os materiais devem estar acompanhados dos documentos
constantes dos pedidos de compra, que podem variar de um caso para outro. A
Nota Fiscal deve acompanhar todas as entregas.
Quando o fornecedor entregar os materiais nas Unidades isso deve se
feito na área de recebimento físico/fiscal. A entrega em outras áreas poderá
implicar em extravio ou atrasos indesejáveis.
Possíveis não-conformidades poderão ser:
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• especificação
• prazo de entrega
• quantidade
• preço
• impostos
• valor do frete
• outros itens específicos
Caso não possa estar no local para receber o
produto, oriente o responsável, mestre, pedreiro,
parente, vizinho, a agir dessa forma. Não
solucionando o problema, recorra a um órgão de
defesa do consumidor de sua cidade.

Conheça os seus direitos
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

Os produtos devem assegurar informações corretas e precisas sobre suas
características, qualidade, quantidade e prazo de validade, bem como sobre os
riscos que apresentam a saúde e segurança dos consumidores. A oferta deve
assegurar informações claras sobre o valor a vista, total a prazo, numero de
parcelas, taxa de juros aplicada e demais encargos;

Se o produto comprado apresentar problemas ou se o conteúdo liquido não
estiver de acordo com as indicações constantes da embalagem ou da
mensagem publicitaria, e isto não for solucionado em ate trinta dias, o
consumidor poderá exigir a substituição do produto, ou a restituição da quantia
paga, ou o abatimento proporcional do preço ou a complementação do peso ou
da medida;

No caso de venda de produtos por telefone, telemarketing, etc., lembre-se de
que você pode desistir da compra em um prazo de ate sete dias, a contar da
data do recebimento do produto.
ATENÇÃO: denuncie estabelecimentos que comercializem produtos em
desacordo com as normas técnicas. Exija nota fiscal.

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O ACABAMENTO

É nesta fase da obra que revelam-se problemas não percebidos ou
negligenciados em etapas anteriores.
Técnicos e todo o corpo administrativo da obra devem ter muito cuidado
no momento do acabamento sob pena de obter um resultado de baixa
qualidade, insatisfatório ou que comprometa a estabilidade e a durabilidade da
obra.
O consumidor depara-se com um grande numero de opções no mercado
destinadas ao acabamento de uma construção. A pesquisa de preços e muito
importante e a compra de alguns itens
requer cautela e uma analise criteriosa.
Pisos e revestimentos
Verifique
com
cuidado
a
metragem da área onde vão ser
aplicados esses produtos. Cheque na
embalagem a metragem, o numero do
lote, a cor e o tamanho, que devem ser
os mesmos em todas as caixas. Por
precaução, compre sempre um pouco a
mais, que servira de reserva (cerca de
10% a 15%).
De preferencia a materiais de alta resistência e qualidade para evitar a
necessidade de troca de pecas depois do revestimento pronto e tenha toda a
atenção na aplicação.

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Louças e metais
Verifique se na embalagem
consta o nome do fabricante, CNPJ,
endereço, bem como as instruções de
instalação e uso.
Fiquem atentos as medidas
dos produtos, que devem ser
compatíveis com as da área onde
serão instalados e as especificações.

Esquadrias
Conhecem-se como esquadrias, as pecas destinadas a guarnecer os
vãos de passagem, ventilação e
iluminação, ou seja, vãos de portas,
portões, janelas e grades.
São fabricadas de
vários
materiais: madeira, ferro, alumínio, aço
inoxidável e galvanizado, latão, bronze
e PVC.
Os
materiais
comumente
empregados no fabrico das esquadrias
são a madeira, o ferro e o alumínio.
Hoje são muito utilizadas as esquadrias metálicas, sobretudo as de
alumínio e aço galvanizado, porem se optar por esquadrias de madeira, de
preferencia as produzidas em área de manejo e/ou reflorestamento, bem como,
os laminados em respeito ao meio ambiente.

Tintas
Observe o tipo de tinta mais
adequado para o local onde será aplicada
e seu prazo de validade. Consulte um
profissional da área para orienta-lo sobre
a quantidade necessária, evitando o
desperdício. Esteja atento ao código da
cor e da tonalidade da tinta, caso haja a
necessidade de adquiri-la novamente
para futuros reparos.
De preferencia aos produtos de

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baixa toxicidade, leia atentamente as orientações de advertência contidas nas
embalagens e recomende sempre a utilização de equipamentos de proteção
individual durante a aplicação.

Lâmpadas, lustres e luminárias
As lâmpadas devem conter,
no vidro, a indicação da potencia, da
corrente nominal, além do nome ou
logotipo do fabricante.
A voltagem das lâmpadas
deve ser compatível com a do local
em que serão utilizadas. Cheque
com a rede concessionaria da
região. Lembre-se: as lâmpadas
fluorescentes
duram
mais
e
economizam energia. São indicadas
para áreas de grande circulação,
como cozinha, área de serviço,
garagem, banheiro, etc.

Produto fora de linha
Produtos como pisos, azulejos e loucas sanitárias costumam sair de
linha com muita frequência. Produtos fora de linha representam um risco para o
consumidor caso haja a necessidade de reposição do mesmo. Avalie bem a
vantagem da compra.

Saiba que...

Existem órgãos oficiais e entidades credenciadas competentes para expedir
normas técnicas e certificar produtos: ABNT, INMETRO, IPT, etc.;
Os seguintes produtos possuem certificação obrigatória: fusível tipo rolha,
cartucho (CONMETRO), fio e cabo isolado ate 750V (INMETRO);

Caso o produto adquirido venha a apresentar um vicio oculto, defeito que não
pode ser constatado aparentemente ou de imediato, e seu direito reclamar.
Nessa situação, o prazo inicia-se a partir da constatação do problema.

Seus direitos:
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

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A embalagem do produto deve conter, de forma clara, correta e em língua
portuguesa, as características do produto, o prazo de validade, o nome do
fabricante e os cuidados e os possíveis riscos que apresentem a sua saúde e
segurança. A oferta deve assegurar informações claras sobre o valor a vista, o
total a prazo, o numero de parcelas, a taxa de juros aplicada e demais
encargos;

Se o produto comprado apresentar problemas ou se o conteúdo liquido não
estiver de acordo com as indicações constantes da embalagem ou da
mensagem publicitaria, e isto não for solucionado em ate trinta dias, o
consumidor poderá exigir a substituição do produto, ou a restituição da quantia
paga, ou o abatimento proporcional do preço ou a complementação do peso ou
da medida;

No caso de venda de produtos por telefone, telemarketing, etc., lembre-se de
que você pode desistir da compra em um prazo de ate sete dias, a contar da
data do recebimento do produto.
ATENCAO: denuncie estabelecimentos que comercializam produtos em
desacordo com as normas técnicas. Exija a nota fiscal!

BIBLIOGRAFIA
ALVES, Jose Dafico. Materiais de construção. 7. ed. Goiania: Ed. UFG:
CEFET, 1999.
298p.
CHAVES, Roberto. Manual do Construtor. Rio de Janeiro: Edições de Ouro,
1995.
326p.
CORDEIRO, Allisson dos Santos. Estudo sobre o uso racional de água em
edificações : 2007. 69 f.
DOYLE, Laurence Edward. Processos de fabricação e materiais para
engenheiros.
São Paulo, SP: Edgard Blucher: Editora da Universidade de São Paulo, c1962.
639 p.
GONZALEZ, Gerardo Mayor. Teoria e problemas de materiais de construção.
São Paulo: McGraw-Hill, c1978. 309p.
MEKBEKIAN, Geraldo. Qualidade na aquisição de materiais e execução de
obras.
São Paulo: PINI, 1996. 275p
SOUZA, Roberto de. Qualidade na aquisição de materiais e execução de
obras. São Paulo : Pini, 1996. 275p.

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