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FundamentosFundamentos dede MeioMeio AmbienteAmbiente

Fernando Duque Barros

FundamentosFundamentos dede EducaçãoEducação AmbientalAmbiental

Fundamentos Fundamentos de de Educação Educação Ambiental Ambiental

• A

humanidade

se

encontra

em

um

momento de definição histórica.

• Defrontamo-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da fome, das doenças e do analfabetismo, e com a deterioração contínua dos ecossistemas de que depende nosso bem-estar.

• O ser humano, dentre todas as espécies animais existentes, é a que apresenta a maior capacidade de adaptação ao meio ambiente, e pode ser encontrado no deserto mais causticante, no frio continente antártico, nas profundezas da floresta amazônica, sob o oceano ou voando na atmosfera e além dela.

• Esta

incrível capacidade de

adaptação só foi possível porque o

homem sempre criou no seu entorno um meio ambiente próprio.

• A construção pelos seres humanos de um espaço próprio se deu sempre à revelia e com modificação do ambiente natural.

• Para superar suas limitações, o homem aprendeu a criar ferramentas que multiplicavam suas capacidades.

• O homem compreendeu que sua resistência ao meio hostil era mais facilmente superada com a formação de grupos, que, organizadas em torno de um objetivo, multiplicavam suas capacidades individuais.

• Quanto maiores as aglomerações humanas, mais destrutivas eram do ponto de vista ambiental.

• Com crescimento acentuado da população humana, muitas espécies desapareceram, pois conferiam risco ao desenvolvimento local.

• A

civilização

romana

foi,

na

Antiguidade, a que mais criou

espaços

urbanos

em

todo

o

Mediterrâneo, e a que mais contribuiu

para a diminuição da diversidade.

– Uma das perdas mais sensíveis foi o leão de Atlas.

Nas Américas, a civilização Maia teve seu declínio acentuado pela destruição de seu habitat natural.

• Não obstante, caso se integrem as preocupações relativas ao meio ambiente e ao desenvolvimento, e a elas se dedique mais atenção, será possível satisfazer às necessidades básicas, elevar o nível da vida de todos, obter ecossistemas melhor protegidos e gerenciados e construir um futuro mais próspero e seguro.

O estudo da EA remonta esforços que se desdobram desde a década de

1960.

O livro PRIMAVERAPRIMAVERA SILENCIOSASILENCIOSA (Rachel Carson, 1962) transformou-se no marco ambientalista.

 O livro PRIMAVERA PRIMAVERA SILENCIOSA SILENCIOSA (Rachel Carson, 1962) transformou-se no marco ambientalista.
 O livro PRIMAVERA PRIMAVERA SILENCIOSA SILENCIOSA (Rachel Carson, 1962) transformou-se no marco ambientalista.

Datas Importantes

1972 – Conferência de Estocolmo

1975 – UNESCO cria o Programa Internacional de EA (PIEA)

1978 – Criação de cursos ambientais no Brasil

1992 – Rio-92 (Agenda 21)

1997 – Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: EducaçãoEducação ee ConscientizaçãoConscientização PúblicaPública parapara aa SustentabilidadeSustentabilidade (Grécia)

1999 – Lei 9.795 (dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental)

Definição

Lei 9795/99, Art 1º:

Definição Lei 9795/99, Art 1º: Entende-se por EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL AMBIENTAL os processos por meio dos

Entende-se por EDUCAÇÃOEDUCAÇÃO AMBIENTALAMBIENTAL os processos por meio dos quais o indivíduoindivíduo ee aa

coletividadecoletividade

constroemconstroem

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conhecimentos,conhecimentos, habilidades,habilidades, atitudesatitudes ee competênciascompetências voltadasvoltadas parapara aa conservaçãoconservação dodo meiomeio ambienteambiente, bem de uso comum do povo,

essencialessencial àà sadiasadia qualidadequalidade dede vidavida ee suasua sustentabilidadesustentabilidade.

Objetivos

Lei 9795/99, Art 5º

Objetivos Lei 9795/99, Art 5º I compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas

I compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações;

II democratização das informações ambientais;

III crítica sobre a problemática ambiental e social;

IV preservação do equilíbrio do meio ambiente, através do exercício da cidadania;

Objetivos Lei 9795/99, Art 5º

Objetivos Lei 9795/99, Art 5º V – cooperação entre as diversas regiões do país, com vistas

V – cooperação entre as diversas regiões do país, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada;

VI

tecnologia;

integração

com

a

ciência

e

a

VII – fortalecimento da cidadania.

Justificativa de se estudar EA

Justificativa de se estudar EA planeta universo conhecido oferece condições para a vida é o planeta

planeta

universo

conhecido

oferece condições para a vida é o planeta Terra.

dentro

pode

O

único

do

que

Desta forma temos a responsabilidade de

pelo nosso

habitat.

zelar

Portanto a EA cria o ciclo:

Portanto a EA cria o ciclo:

Divisão da EA

• É subdividida em formal e informal:

Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino;

Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.).

EA e o Currículo Escolar

Lei 9795:

Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. § 1º A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.

Principais Acordos Internacionais Acordos Ano Breve relato Conferência de Estocolmo 1972 A qualidade

Principais Acordos Internacionais

Acordos

Ano

Breve relato

Conferência de Estocolmo

1972

A qualidade ambiental foi reconhecida como direito humano e reafirmou-se a necessidade de realizar um uso sustentável dos recursos da Terra.

Relatório Bruntland

1987

Neste relatório define-se o conceito de desenvolvimento sustentável.

Protocolo de Montreal

1987

Discutiu os problemas da diminuição da “camada de ozônio”. Criou um cronograma de substituição dos CFCs.

Convenção de Basiléia

1989

Regulou a movimentação transfronteiriça de resíduos perigosos e a sua eliminação.

Eco-92

1992

Marco sobre as mudanças climáticas. Criou-se a “Agenda 21”.

Principais Acordos Internacionais Acordos Ano Breve relato ISO 14.000 1996 Uma série de normas genéricas

Principais Acordos Internacionais

Acordos

Ano

Breve relato

ISO 14.000

1996

Uma série de normas genéricas voluntárias desenvolvidas pela Organização Mundial de Padronização.

Rio+5 (NY)

1997

Realizada em NY, teve como objetivo analisar a implementação do programa da Agenda 21

Protocolo de Kyoto

1997

Acordo a fim de limitar as emissões de gases de efeito estufa pelos países industrializados.

I foro Mundial Ministerial (Malmo / Suécia)

2000

Aprovação da Declaração de Malmo, que examina as novas questões ambientais para o séc. XXI.

Rio+10 (Johannesburgo)

2002

Realizou-se um balanço das atividades desenvolvidas a partir da ECO-92.

Agenda 21

"A Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo de premissas e recomendações sobre como as nações devem agir para alterar seu vetor de desenvolvimento em favor de modelos sustentáveis e a iniciarem seus programas de sustentabilidade".

Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente do Brasil.

A questão ambiental

• Nos últimos 300 anos:

– O desenvolvimento tecnológico da humanidade foi inigualável.

– Em nenhum outro período histórico foram feitas tantas descobertas.

período histórico em que o ser humano

– É

o

gerou os meios que podem levá-lo à extinção.

– Segundo HOBBES, o homem, sem predadores naturais, torna-se o lobo de si mesmo.

• Pesca: Pesca e Pecuária • A produção dobrou quase 5X desde 1900; • A

• Pesca:

Pesca e Pecuária

• A produção dobrou quase 5X desde 1900;

• A pesca predatória é agora uma regra, não

a exceção.

• Pecuária:

• As áreas Triplicaram de 1950-1990, porém

a produção de carne pouco aumentou nos anos recentes.

A Agricultura

No início do séc. XX cada fazendeiro americano poderia alimentar 7 pessoas.

No

final

do

mesmo

séc.

poderia

alimentar

96

pessoas.

 

A área irrigada multiplicou-se 6X desde 1900.

 

Os Fertilizantes incrementaram a produção agrícola em 40%.

A produção de Grãos aumentou cerca de 5X desde

1900.

A revolução industrial • A exploração industrial do meio ambiente manteve-se sem contestação durante todo

A revolução industrial

• A exploração industrial do meio ambiente manteve-se sem contestação durante todo o século XIX e a maior parte do século XX.

• A visão equivocada de que os recursos naturais eram ilimitados e estavam à disposição do homem somente começou a ser questionada na década de 70.

A revolução industrial • Embora o início do desenvolvimento industrial tenha quase 3 séculos, é

A revolução industrial

• Embora o início do desenvolvimento industrial tenha quase 3 séculos, é somente nas 2 últimas décadas do séc. XX que o volume físico da produção industrial cresceu espetacularmente.

• Na 2ª metade do séc. XX foram empregados mais recursos naturais na produção de bens que em toda a história anterior da humanidade.

Principais acidentes ambientais no séc. XX

Ano

Descrição

1947

Navio com nitrato de amônia explode no Texas. 500 mortos e 3.000 feridos.

1956

Baía de Minamata. Contaminação com Hg.

1966

Feyzin, França. Vazamento de GLP causa morte de 18 pessoas e deixa 65 intoxicadas.

1976

Seveso, Itália. Fábrica libera nuvem de agente laranja. 733 famílias foram evacuadas.

1978

San Carlos, Espanha. Caminhão com propano explode. 216 mortos e mais 200 feridos

Principais acidentes ambientais no séc. XX

Ano

Descrição

1984

Bhopal, Índia. Vazamento de 25 t de isocianato de metila. 3.000 mortos e mais 200.000 intoxicados.

1984

San Juanito, México. Explosão com GLP. 650 mortos e 6.400 feridos.

1986

Chernobyl. Lançou na atmosfera radiação 30 vezes maior que bomba de Hiroshima.

1986

Basiléia, Suíça. 30 t de pesticidas derramadas no rio Reno

1989

Navio tanque encalha e vaza 44 milhões de L de petróleo no Alasca.

O caso das águas no Brasil

“O

2003/2004”

estado

real

das

águas

no

Brasil

– Relatório Águas.

– A contaminação das águas de rios, lagos e lagoas quintuplicou nos últimos 10 anos.

das

elaborado

pela

Defensoria

– O

relatório

foi

realizado

a

partir

do

mapeamento

de

35

mil

denúncias

de

agressão ao meio ambiente e ações civis que já receberam sentença judicial.

de 35 mil denúncias de agressão ao meio ambiente e ações civis que já receberam sentença

O caso das águas no Brasil

– O relatório aponta que a principal fonte de contaminação no país é o despejo de material tóxico proveniente das atividades agroindustriais e industriais. – Estas atividades são responsáveis pelo consumo de 90% das águas e que são devolvidas contaminadas após o uso.

20.000 áreas

– A

pesquisa

apontou

contaminadas no país.

90% das águas e que são devolvidas contaminadas após o uso. 20.000 áreas – A pesquisa

SÍNTESESÍNTESE DOSDOS ASPECTOSASPECTOS POLUIDORESPOLUIDORES EE EPIDEMIOLÓGICOSEPIDEMIOLÓGICOS DOSDOS LIXÕESLIXÕES

Poeiras Botulismo Mau cheiro Tétano Lençol d’água subterrâneo Cursos d’água Gases Poluição do ar
Poeiras
Botulismo
Mau cheiro
Tétano
Lençol d’água subterrâneo
Cursos d’água
Gases
Poluição do ar
Poluição do solo
Poluição da água
Poluição visual
Diretamente, atingem o homem
através de poluição.
LIXÕES
Indiretamente, atingem o homem
através de vetores
Insetos
Ratos
Suínos
Aves
Moscas
Mosquitos
Baratas
Triquinose
Toxoplasmose
(urubus)
Amebíase
Cisticercose
Verminoses
Viroses
Febre amarela
Malária
Filariose
(Elefantíase)
Giardíase
Amebíase
Gastrenterite
Peste bubônica
(pulgas de rato)
Leptospirose (urina
de rato)
Tifo murino
Disenterias
Sodoku (mordida
de rato)
Toxoplasmose
Febre tifo
Febre tifo
Para-tifo
Atrai
escorpiões
Fundamentos de Ecologia

Fundamentos de Ecologia

Fundamentos

Fundamentos Eco Eco logia logia Eco ( oikos ): casa Logia ( logos ): estudo, conhecimento

EcoEcologialogia

Eco (oikos): casa

Logia (logos): estudo, conhecimento

Portanto:

É o estudo do lugar onde se vive, com ênfase sobre a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente (Odum, 1988).

De forma simplificada:

É o estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente

Ecologia X Economia

Ecologia

Eco (oikos): casa Logia (logos): estudo

“lugar onde se vive”

): casa Logia ( logos ): estudo “lugar onde se vive” ? Economia Eco ( oikos
?
?

Economia

Eco (oikos): casa Nomia: manejo

“o manejo da casa”

se vive” ? Economia Eco ( oikos ): casa Nomia: manejo “o manejo da casa” Deveriam

Deveriam ser disciplinas companheiras

Escalas Ecológicas

NíveisNíveis

EscalaEscala EspacialEspacial (Km)(Km)

EscalaEscala TemporalTemporal (Anos)(Anos)

ÁreaÁrea

EcológicosEcológicos

RelevanteRelevante

BiosferaBiosfera

10 3 – 10 5

10 3 – 4.6X10 9

Biogeografia

Evolução

EcossistemaEcossistema

10 1 -

10 4

10 2 – 10 6

Biol./ Física/ Química/ Geol.

ComunidadeComunidade

10 0 – 10 2

10 1 – 10 3

Interações

PopulaçãoPopulação

10 0 – 10 2

10 0 – 10 4

Genética

Demografia

IndivíduoIndivíduo

10 -6 – 10 -1

10 -3 – 10 2

Fisiologia, Anatomia e Morfologia

ECOLOGIA Espécie Organização da Vida

ECOLOGIA

ECOLOGIA Espécie Organização da Vida

Espécie

Organização da Vida

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida

ECOLOGIA

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida

Espécie

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida

População

Organização da Vida

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Comunidade

ECOLOGIA

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Comunidade

Espécie

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Comunidade

População

Organização da Vida

ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Comunidade

Comunidade

ECOLOGIAECOLOGIA ECOLOGIA
ECOLOGIAECOLOGIA ECOLOGIA
ECOLOGIAECOLOGIA ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Ecossistema

Espécie

ECOLOGIAECOLOGIA ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Ecossistema

População

Organização da Vida

ECOLOGIAECOLOGIA ECOLOGIA Espécie População Organização da Vida Ecossistema

Ecossistema

Ecossistemas

• É a unidade básica no estudo da ecologia

• O conjunto de seres vivos interage entre si e com o meio natural de maneira equilibrada, por meio da reciclagem de matéria e do uso eficiente da energia solar.

Ecossistemas

• É qualquer unidade que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto numa área, interagindo com o ambiente físico de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas claramente definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e não-vivas (Odum, 1988).

• É um sistema aberto.

Ecossistemas

Entidades dinâmicas integrando, de forma interdependente, as componentes biológica, física e química.

simples

dinâmicas integrando, de forma interdependente, as componentes biológica, física e química. simples Exemplos complexo

Exemplos

complexo

dinâmicas integrando, de forma interdependente, as componentes biológica, física e química. simples Exemplos complexo

ECOSSISTEMAS

ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos

Principais Componentes:

SoloECOSSISTEMAS Principais Componentes: Atmosfera Radiação solar Água Organismos

AtmosferaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Radiação solar Água Organismos

Radiação solarECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Água Organismos

ÁguaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Organismos

OrganismosECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água

ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos
ECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar Água Organismos
ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS

Principais Componentes:

SoloSolo Solo

AtmosferaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Solo Contém: •Fragmentos de rochas •Partículas minerais •Organismos

Contém: •Fragmentos de rochas •Partículas minerais •Organismos Fornece: •Nutrientes •Água •Abrigo
Contém:
•Fragmentos de rochas
•Partículas minerais
•Organismos
Fornece:
•Nutrientes
•Água
•Abrigo
•Substrato para a vegetação

Radiação•Organismos Fornece: •Nutrientes •Água •Abrigo •Substrato para a vegetação solar Água Organismos

solar

Água•Organismos Fornece: •Nutrientes •Água •Abrigo •Substrato para a vegetação Radiação solar Organismos

Fornece: •Nutrientes •Água •Abrigo •Substrato para a vegetação Radiação solar Água Organismos

Organismos

ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS

Principais Componentes:

SoloECOSSISTEMAS Principais Componentes: Atmosfera Atmosfera Radiação solar Água • Gases

AtmosferaAtmosfera Atmosfera

RadiaçãoPrincipais Componentes: Solo Atmosfera Atmosfera solar Água • Gases necessários à respiração e à

solar

ÁguaComponentes: Solo Atmosfera Atmosfera Radiação solar • Gases necessários à respiração e à fotossíntese

• Gases necessários à respiração e à fotossíntese • Circulação da água entre a atmosfera
• Gases necessários à respiração e à
fotossíntese
• Circulação da água entre a atmosfera e a
superfície da Terra através da evaporação,
transpiração e precipitação.
água entre a atmosfera e a superfície da Terra através da evaporação, transpiração e precipitação. Organismos

Organismos

ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS

Principais Componentes:

SoloECOSSISTEMAS Principais Componentes: Atmosfera Radiação Radiação solar solar Água •

AtmosferaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Radiação Radiação solar solar Água • Aquecimento da

RadiaçãoRadiação Radiação

solarsolar

ÁguaSolo Atmosfera Radiação Radiação solar solar • Aquecimento da atmosfera, promovendo a transpiração e

• Aquecimento da atmosfera, promovendo a transpiração e a evaporação. • Fornece a energia essencial
• Aquecimento da atmosfera, promovendo a
transpiração e a evaporação.
• Fornece a energia essencial à fotossíntese
da atmosfera, promovendo a transpiração e a evaporação. • Fornece a energia essencial à fotossíntese Organismos

Organismos

ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS

Principais Componentes:

SoloECOSSISTEMAS Principais Componentes: Atmosfera • Essencial aos processos biológicos (alguns

AtmosferaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo • Essencial aos processos biológicos (alguns organismos

• Essencial aos processos biológicos (alguns organismos contêm mais de 90% de água).
• Essencial aos processos biológicos (alguns
organismos contêm mais de 90% de água).

Radiação• Essencial aos processos biológicos (alguns organismos contêm mais de 90% de água). solar Água Água

solar

ÁguaÁgua Água

Organismos• Essencial aos processos biológicos (alguns organismos contêm mais de 90% de água). Radiação solar Água

ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS ECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMASECOSSISTEMAS
ECOSSISTEMAS

Principais Componentes:

SoloECOSSISTEMAS Principais Componentes: Atmosfera Radiação solar Água • Produtores

AtmosferaECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Radiação solar Água • Produtores (autotróficos) •

RadiaçãoECOSSISTEMAS Principais Componentes: Solo Atmosfera solar Água • Produtores (autotróficos) • Consumidores

solar

ÁguaPrincipais Componentes: Solo Atmosfera Radiação solar • Produtores (autotróficos) • Consumidores

• Produtores (autotróficos) • Consumidores (heterotróficos)
• Produtores (autotróficos)
• Consumidores (heterotróficos)
Atmosfera Radiação solar Água • Produtores (autotróficos) • Consumidores (heterotróficos) Organismos Organismos

OrganismosOrganismos

Habitat e Nicho Ecológico

• Habitat

– O local ocupado pela espécie, com todas as suas características abióticas.

– É o “endereço” de uma espécie ou indivíduo.

• Nicho ecológico

– É a função da espécie dentro do conjunto do ecossistema e suas relações com as demais espécies e com o ambiente.

– Seria a “profissão” da espécie ou indivíduo.

Nicho Ecológico

• Para definir nicho ecológico de uma dada espécie é necessário:

– Conhecer suas fontes de energia e alimento, suas taxas de crescimento e metabolismo, seus efeitos sobre outros organismos e sua capacidade de modificar o meio que vive.

• Num meio equilibrado, cada espécie possui um nicho diferente do de outras espécies, caso contrário haverá competição

• Espécies que ocupam nichos semelhantes, em regiões distintas, são denominadas de equivalentes ecológicos.

Homeostase

• Estado de equilíbrio dinâmico por meio de mecanismos de autocontrole e autoregulação, que entram em ação assim que ocorre qualquer mudança.

• Tem por função manter o equilíbrio do ecossistema.

ECOSSISTEMAS

Principais Componentes e Inter-relações

Energia Energia Solar Solar
Energia Energia
Solar Solar
Herbivoros Plantas Carnivoros Detritivoros Decompostores Atmosfera Solo
Herbivoros
Plantas
Carnivoros
Detritivoros
Decompostores
Atmosfera
Solo

Reciclagem de matéria e fluxo de energia

• A energia provém da alimentação.

– Autótrofos: sintetizam seu alimento.

• Quimiossintetizantes (oxidação de comp. inorg.)

• Fotossintetizantes (utilizam o sol como fonte en.)

– Heterótrofos

• Decompositores

• Herbívoros

• Carnívoros

Fotossintetizantes (utilizam o sol como fonte en.) – Heterótrofos • Decompositores • Herbívoros • Carnívoros
Fotossintetizantes (utilizam o sol como fonte en.) – Heterótrofos • Decompositores • Herbívoros • Carnívoros

FluxosFluxos dede EnergiaEnergia ee MatériaMatéria

Cadeia alimentar (exemplo)

Nível

Trófico

Heterotróficos

Decompositores

Decompositores

Nível

Trófico

Parasitas

Parasitas

Nível

Trófico

Predadores

Predadores

Autotróficos

1º Nível Trófico Parasitas Parasitas 3º Nível Trófico Predadores Predadores Autotróficos

Energia Solar

• Sol

– Gigantesco reator de fusão nuclear

– Diâmetro 110 vezes maior que a Terra

– Massa 329.400 vezes maior que a Terra

– Taxa: 2 cal/cm 2 /min constante

– Potência média: 3,92 x 10 26 W

• Reflexão e absorção

– 34% albedo

– Do que chega na superfície da Terra

• 10% UV

• 45% radiação visível

• 45% IV

Fluxo de Energia e de Nutrientes Inorgânicos

Energia Solar
Energia
Solar
Fluxo de Energia e de Nutrientes Inorgânicos Energia Solar Fluxo de Energia proveniente da quebra das
Fluxo de Energia proveniente da quebra das ligações C-C Fluxo de Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Energia
proveniente da
quebra das ligações
C-C
Fluxo de Nutrientes
Inorgânicos

Calor

Calor C-C Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes

Consumidores
Consumidores
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos

Produtores

Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos
Decompostores
Decompostores
Fluxo de Nutrientes Inorgânicos C a l o r Calor Consumidores Produtores Decompostores Calor Nutrientes Inorgânicos

Calor

Nutrientes Inorgânicos
Nutrientes
Inorgânicos

Importante

• O Sol é a fonte de energia por excelência, para a vasta maioria dos ecossitemas.

•As perdas de calor constituem o fim último da energia.

•A energia e os nutrientes são passados de um organismo para o outro através das cadeias alimentares.

•Os decompositores retiram a última parcela de energia contida nos restos dos organismos.

•Os nutrientes inorgânicos são reciclados.

•A energia não é reciclada.

Produtividade primária

• Apenas uma parte do que é produzido torna-se utilizável como alimento aos consumidores.

• Só se aproveita 10% por cada nível trófico.

1000 cal

Produtores

(fitoplâncton)

cada nível trófico. 1000 cal Produtores (fitoplâncton) 100 cal Consumidores Primários (zooplâncton) 10 cal

100 cal

Consumidores

Primários

(zooplâncton)

100 cal Consumidores Primários (zooplâncton) 10 cal Consumidor Secundário (peixe) 1 cal Consumidor

10 cal

Consumidor

Secundário

(peixe)

Primários (zooplâncton) 10 cal Consumidor Secundário (peixe) 1 cal Consumidor Terciário (homem)

1 cal

Consumidor

Terciário

(homem)

Amplificação Biológica

É o aumento de concentração de poluentes ao longo da cadeia alimentar.

Tabela – DDT na cadeia alimentar, Long Island (USA)

Elementos

DDT (ppm)

Água

0,00005

Plâncton

0,04

Peixe de pequeno porte

0,23

Peixe predador

1,33

Peixe espada

2,07

Gaivota

6,00

Ovo de gavião marinho

13,8

Pato que se alimenta de peixe

22,8

Pelicano

26,4

Fonte: Odum, 1971 in Braga et al. 2002

Biomas

• Ecossistemas aquáticos

– Água doce

– Água salgada

• Ecossistemas terrestres

Biomas: ecossistemas aquáticos

Os seres aquáticos podem se divididos em 3 categorias principais, em função de seu modo de vida:

Seres aquáticos

Características

Plânctons

São organismos em suspensão na água, sem meios de locomoção própria.

Bentos

São organismos que vivem na superfície sólida submersa, podendo ser fixos ou móveis.

Néctons

São organismos providos de meio de locomoção própria, como os peixes.

Biomas: ecossistemas aquáticos

Água doce

Sistemas

Exemplo

Tipo de vida

Lênticos

Lagos

Algas, moluscos, insetos, crustáceos, peixes, bactérias e fungos.

Pântanos

Lóticos

Rios

Nascentes

 

Corredeiras

Biomas: ecossistemas terrestres

Tundra

Floresta de coníferas

Florestas temperadas

Florestas tropicais

Campos

Desertos

 Tundra  Floresta de coníferas  Florestas temperadas  Florestas tropicais  Campos  Desertos

Hipótese de Gaia

• Os organismos evoluíram junto com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida as condições da Terra. James Lovelock

Gaia = deusa da Terra

DepoisDepois distodisto tudo serátudo será queque osos ecossistemasecossistemas nosnos prestamprestam algumalgum
DepoisDepois distodisto
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Ciclos biogeoquímicos

• Ciclo do carbono

• Ciclo do nitrogênio

• Ciclo do fósforo

• Ciclo do enxofre

• Ciclo hidrológico

• Ciclo do carbono • Ciclo do nitrogênio • Ciclo do fósforo • Ciclo do enxofre

Ciclo do Carbono

• Fotossíntese:

6 O 2
6 O 2

6 CO 2 + 6 H 2 O + E.S.

• Fotossíntese: 6 O 2 6 CO 2 + 6 H 2 O + E.S. C

C 6 H 12 O 6

+

• Respiração:

C 6 H 12 O 6

+

6 O 2

6 CO 2 + 6 H 2 O + 640 kcal

H 1 2 O 6 + 6 O 2 6 CO 2 + 6 H 2

• Equilíbrio entre reservatórios aquático e atmosférico

Ciclo do Nitrogênio

• Ciclo gasoso

• Segue 4 mecanismos:

– Fixação do nitrogênio atmosférico em nitratos

• Organismos simbióticos

– Amonificação

• Processo de redução

– Nitrificação

• Processo aeróbio

– Desnitrificação

• Processo anaeróbio

• Processo de redução – Nitrificação • Processo aeróbio – Desnitrificação • Processo anaeróbio

Ciclo do Fósforo

Ciclo do Fósforo

Ciclo do Enxofre

Ciclo do Enxofre

Ciclo Hidrológico

Ciclo Hidrológico

Lei do Mínimo:

fator ecológico

Lei do Mínimo: fator ecológico O crescimento é limitado pelo elemento cuja concentração é inferior ao

O crescimento é limitado pelo elemento cuja concentração é inferior ao valor mínimo (abaixo do qual não existe crescimento).

Lei da Tolerância

Cada ser vivo apresenta, face aos diversos fatores ecológicos, limites de tolerância entre os quais se situa o ótimo ecológico.

vivo apresenta, face aos diversos fatores ecológicos, limites de tolerância entre os quais se situa o

Biodiversidade

• Significa diversidade, ou seja, o número de espécies diferentes sejam elas animais, plantas e/ou microorganismos que compõe um determinado ecossistema ou mesmo o próprio planeta.

• Desta forma, toda a variedade de vida que compõe um determinado local, ou mesmo o próprio planeta pode ser chamada de biodiversidade.

Histórico da poluição ambiental

Histórico da poluição ambiental

• O domínio do fogo, há meio milhão de anos atrás, criou a primeira fonte de poluição do ar.

• Roma antiga: surgiram as primeiras reclamações (2.000 anos atrás).

• O problema ficou registrado na história do séc. XIII, na Inglaterra.

– A fumaça resultante do emprego em larga escala de carvão betuminoso, tornou-se rapidamente incomoda, particularmente em Londres. Mais tarde, em 1303, promulgou-se um decreto, proibindo- lhe o uso. Apesar desta e de outras medidas restritivas, difundiu-se o uso de combustíveis fósseis, e a contaminação do ar tornou-se problema de crescente importância.

Histórico da poluição ambiental

• No fim do século XIX, foram feitos estudos sobre as causas da poluição por fumaça e sobre sua prevenção e controle, sob a responsabilidade de uma comissão inglesa, em 1881, e de comissões alemãs e francesas, em 1894.

• Em 1890, foi fundada em Leeds a “Smoke Abatement Society”, com a finalidade de analisar a poluição causada pela fumaça de carvão, estudar o consumo deste combustível em caldeiras, fornalhas e lareiras e examinar os sistemas de controle empregados”.

Principais episódios

LocalLocal

Sintomas/MortesSintomas/Mortes

PoluentePoluente

Vale do Meuse, 1930 (Bélgica)

Dores no peito, tosse, dificuldade de respiração, irritação nasal e dos olhos. A partir do 3º dia o problema acentuou- se. Ao final de 1 semana 60 pessoas morreram, principalmente pessoas idosas portadoras de doenças do coração e pulmões.

Presumiu-se que uma combinação de diversos poluentes esteve associada com o episódio; é destacada a presença de gotículas de ácido sulfúrico resultante de altas concentrações de dióxido de enxofre com presença de gotículas d’água.

Donora, 1948 (Pensilvania,

43% da população (14.000 habitantes) adoeceu, cuja sintomatologia era de irritação do trato respiratório e dos olhos. 20 pessoas morreram, principalmente as que já eram portadoras de doenças cardíaca e do sistema respiratório.

Presumiu-se que a presença de dióxido de enxofre e material particulado em suspensão no ar esteve associada com o episódio. Uma fundição de zinco, 1 fundição de aço e numerosas metalúrgicas foram as fontes causadoras.

E.U.A.) - outubro

48

Principais episódios

LocalLocal

Sintomas/MortesSintomas/Mortes

PoluentePoluente

Poza Rica,

1955

Duração: 25 minutos. 320 pessoas

Presença de gás sulfídrico na atmosfera, lançado acidentalmente por uma indústria de recuperação de enxofre de gás natural, foi responsável pelo episódio

(México)

foram hospitalizadas, das quais 22 morreram.

Londres,

1952

Duração de 5 dias. Grande número de pessoas adoeceu sendo portadores de doenças respiratórias. Cerca de 3.500 a 4.000 pessoas morreram a mais do esperado para este período. A mortalidade foi maior para o grupo de pessoas idosas, e naqueles que já eram portadores de bronquite, bronco-pneumonia e doenças do coração.

À presença de poeira em

(Inglaterra)

suspensão (4,46 mg/m3) e de dióxido de enxofre (3,75 mg/m3) atribuiu-se o episódio.

Principais episódios

LocalLocal

Sintomas/MortesSintomas/Mortes

PoluentePoluente

Sevezo (Itália, julho de 1976)

Foram registrados pelo menos 30 casos de mortes causadas por câncer de fígado e um número não calculado de pessoas com graves distúrbios gastrintestinais que estavam na região.

Descobriu-se que foram lançados na atmosfera 2 kg de dioxina – quantidade enorme, já que ela é capaz de alterar os cromossomos humanos, mesmo à dose de 0,2 ppb.

Lago da Paz (Rep. dos Camarões, 21 de agosto de

Uma gigantesca nuvem de gases tóxicos sai do fundo de um lago vulcânico e mata mais de 1.700 pessoas.

Gás sulfídrico, monóxido de carbono, dióxido de carbono e

ácido sulfúrico (anidrido sulfuroso).

1986)

 

Características da atmosfera

Composição da atmosfera

• A atmosfera terrestre nada mais é do que uma mistura de gases, inodora e incolor que forma uma capa delgada ao redor da Terra.

• A composição desta mescla, desde o nível do solo até uma altura de 70 km é notavelmente constante, com pequenas variações devido a presença de um corpo estranho: o vapor d’água.

• A atmosfera regula a temperatura, igualando, aproximadamente, a de dia com a de noite.

– se na lua, carente de atmosfera, durante a exposição do sol a temperatura se aproxima aos 200 °C, e ao chegar da noite lunar desce a quase -200 °C.

Composição da atmosfera

O

milionésimo do peso total da Terra.

da

atmosfera

representa

peso

um

• O vapor d’água resulta de um processo físico de evaporação, não sendo integrante da mistura de gases, utiliza a ATM como meio de transporte.

– Sua composição varia de 0 - 4%, no máximo.

• 0%

• 4%

• 0-4%

ar seco

ar saturado

ar úmido

Composição da atmosfera seca

Componentes gasosos

Composição ppm (vol)

Composição ppm (peso)

Nitrogênio

780.900

755.100

Oxigênio

209.500

231.500

Argônio

9.300

12.800

Dióxido de carbono

300

460

Neônio

18

12,5

Hélio

5,2

0,72

Metano

2,2

1,2

Criptônio Óxido nitroso

1

2,9

1

1,5

Hidrogênio

0,5

0,03

Xenônio

0,08

0,36

Composição da atmosfera seca

• Outros componentes gasosos de origem natural e de concentração variável:

óxidos de nitrogênio: produzidos pelas descargas elétricas durante as tempestades;

dióxido de enxofre; fluoreto de hidrogênio e o cloreto de hidrogênio (erupções vulcânicas);

sulfeto de hidrogênio: escapa das acumulações de gás natural ou dos vulcões;

ozônio:

elétricas.

formado

fotoquimicamente

ou

por

descargas

O meio atmosférico

O meio atmosférico

O meio atmosférico

• Troposfera

• 10 km

• Onde ocorre o processos climáticos que regem a vida na Terra.

• Ocorre a maioria dos fenômenos com a poluição.

• Estratosfera

• 10 – 45 km

• No limite superior pode chegar a 270K

• Ozonosfera

– Absorção dos raios UV

O meio atmosférico

• Mesosfera

• 50 - 85 km

• A temperatura do ar diminui a quase 175 K

– Ponto mais frio da atmosfera

• Termosfera

• É a camada superior da atmosfera

• Densidade molecular = 10 3 moléculas/cm 3

– No nível do mar é 2,5x10 9 moléculas/cm 3

Distribuição da temperatura

Distribuição da temperatura
Distribuição da temperatura

Poluição do ar

Poluição do ar

• A atmosfera pode ser considerada como um local onde, permanentemente, ocorrem reações químicas.

• Ela absorve uma grande variedade de sólidos, gases e líquidos provenientes de fontes, tanto naturais como industriais, que podem dispersar ou reagir entre si (ou com outras substâncias já presentes na atmosfera).

Definição

Poluição atmosférica pode ser entendida como a contaminação da atmosfera por inserção, ou permanência temporária, de materiais alheios a sua composição natural, ou em proporção superior ao natural, nos estados de agregação da matéria – gás, líquido ou sólido – ou, ainda, na forma de radiações (BARRENETXEA et al., 2003).

Poluente atmosférico é toda e qualquer forma de matéria (sólida, líquida ou gasosa) ou de energia que, presente na atmosfera, pode torná-la poluída (ASSUNÇÃO e MALHEIROS, 2005).

Classificação do Poluente

Classificação do Poluente • Estado físico: – Material particulado; – Gases e vapores • Classe química:

• Estado físico:

– Material particulado;

– Gases e vapores

• Classe química:

– Orgânicos

– Inorgânicos

vapores • Classe química: – Orgânicos – Inorgânicos Sub-classificação : Odores incômodos Poluentes

Sub-classificação:

Odores incômodos Poluentes altamente tóxicos

• Origem:

– Primários

– Secundários

Classificação: Estado físico

• Material particulado

– Partículas sólidas e líquidas:

• poeiras, fumos, névoas e fumaças.

• Limite superior: bem definido: entre 100

• Limite inferior: 0,5

m - 200

m (no caso de poeiras).

m.

– Em aerossóis formados por condensação (fumos e névoas), o

tamanho da partícula varia entre 0,5 e 0,001

m

• Gases e vapores

CO, CO 2 , SO 2 , NO 2

Estado físico - Aerossóis

• São partículas em suspensão no ar, em forma sólida ou líquida.

• O uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo) e a queima da vegetação são algumas das causas de formação dos aerossóis.

• Os aerossóis contribuem para o resfriamento da superfície da Terra, por produzirem espalhamento e reflexão da luz solar incidente.

Estado físico - Poeiras

• São partículas sólidas produzidas por manipulação, esmagamento, trituração, impacto rápido, explosão e desintegração de substâncias orgânicas ou inorgânicas, tais como rochas, minérios, metais, madeira ou cereais. As poeiras não tendem a flocular, a não ser sob a ação de forças eletrostáticas; não se difundem no ar, porém sedimentam sob a ação da gravidade.

• Exemplo: poeira de sílica, poeira de asbesto, poeira de algodão.

Observação: 1 micron ( m ) equivale a 1/1000 de milímetro ou 1 milionésimo do metro. A menor partícula visível ao olho humano mede, aproximadamente, 1/10 de milímetro.

Estado físico - Fumos

• São partículas sólidas resultantes da condensação ou sublimação de gases, geralmente após volatilização de metais fundidos, que se acompanha amiúde de reação química, como oxidação. Os fumos floculam e as vezes coalescem. Partículas < 0,5 m diâmetro.

• Exemplos: fumos metálicos em geral (chumbo, alumínio, zinco e etc.) e fumos de cloreto de amônio.

Fumaça: fumo resultante da combustão incompleta de materiais orgânicos (combustíveis em geral). Se a combustão for completa e o combustível não tiver cinzas, não teremos fumaça. São constituídas por partículas com diâmetros inferiores a 1 m.

Estado físico - Névoas

• São gotículas líquidas em suspensão, produzidas pela condensação de gases e vapores ou pela passagem de um líquido a estado de dispersão, por respingo, formação de espumas e atomização. Partículas < 0,5 m diâmetro.

Exemplo: névoas de ácido sulfúrico, névoas de tinta e névoas de óleo.

Estado físico – Vapores

• Forma gasosa de substâncias normalmente sólidas ou líquidas (ou seja, a 25°C e 760mmHg), que podem voltar a estes estados ou por aumento de pressão, ou por diminuição de temperatura.

– Os vapores são difusíveis.

– Os vapores são substâncias que existem no estado sólido ou líquido nas condições usuais do ambiente.

– O seu tamanho é o molecular.

Estado físico – Gases

• São normalmente fluídos sem forma que ocupam o espaço que os contém e só podem liquefazer-se ou solidificar-se sob a ação combinada de aumento de pressão e diminuição de temperatura.

• Em outras palavras, os gases verdadeiros não estão presentes na forma líquida ou sólida nas condições usuais do ambiente em termos de temperatura e pressão.

– O seu tamanho logicamente é o molecular.

– Os gases são difusíveis, não sedimentam nem se aglomeram, chegando a sua divisão ao nível molecular, permanecendo, portanto, intimamente misturados com o ar, sem se separarem por si mesmos.

Estado físico Sub-classificação

• Independente

do

estado

físico,

tem

importância

a

sub-classificação

como

substâncias causadoras de:

odores incômodos

poluentes altamente tóxicos

Sub-classe: odores incômodos

• A percepção de um odor é uma resposta psicofisiológica a inalações de compostos químicos odoríferos que, infelizmente, ainda não podem ser quimicamente medidos (GODISH, 2004).

• Dentre as muitas fontes de odores desagradáveis estão as graxarias, fábricas de sabão, plantas petroquímicas, refinarias, fábricas de papel e celulose, plantas de processamento de pescado, estações de tratamento de esgoto, exaustão de diesel e operações relacionadas à agricultura, sendo que os principais compostos responsáveis são aminas, gases sulfurosos, fenol, amônia, aldeídos e ácidos graxos (GODISH, 2004).

Sub-classe: poluentes altamente tóxicos

• Estes compostos decorrem principalmente da era industrial, formados, principalmente, como subproduto de vários processos envolvendo cloro e seus compostos.

• As principais classes de componentes são:

– Dioxinas

– Furanos

– Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos HPAs

– Metais pesados e em geral.

Sub-classe: poluentes altamente tóxicos – dioxinas e furanos

• Dioxinas:

– PCDDs: dibenzo-p-dioxinas policloradas.

• Furanos:

– PCDFs: dibenzofuranos policlorados.

• São duas classes de compostos aromáticos tricíclicos, de

possuem

função

éter,

com

estrutura

quase

planar

e

que

propriedades físicas e químicas semelhantes.

• Os isômeros com substituição de cloro na posição 2,3,7 e 8 são de interesse especial devido a sua toxicidade, estabilidade e persistência.

• São formadas nas combustões entre 250 e 400ºC

Sub-classe: poluentes altamente tóxicos – HPAs

• Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos são compostos formados por dois ou mais anéis aromáticos condensados, contendo somente átomos de carbono e hidrogênio.

Sua

combustão

orgânica.

formação

se

incompleta

ou

principalmente

pirólise

por

de

matéria

• Entre os mais importantes destacam-se:

– Acenafteno,

acenaftileno,

antraceno,

fenantreno,

benzo-antraceno, benzo-pirenos, pireno e naftaleno.

Classificação: Classe Química

• Poluentes orgânicos:

– hidrocarbonetos;

– aldeídos e cetonas.

• Poluentes inorgânicos:

H 2 S;

– HF;

NH 3

Classificação: Origem

• Poluentes primários:

– estão presentes na atmosfera na forma em que são emitidos como resultado de algum processo.

• Poluentes secundários:

– são produzidos na ATM pela reação entre dois ou mais poluentes primários, ou pela reação com constituintes normais atmosféricos, com ou sem foto ativação.

Fontes de poluentes gasosos

• Tipos básicos de fontes de poluição:

FONTES ESPECÍFICAS são FIXAS em determinado território, ocupam na comunidade área relativamente limitada e permitem uma avaliação na base de fonte por fonte.

• Indústrias.

FONTES MÚLTIPLAS podem ser FIXAS ou MÓVEIS, geralmente se dispersam pela comunidade, oferecendo grande dificuldade de serem avaliadas na base de fonte por fonte.

• casas

• carros

múltiplas fixas

múltiplas móveis

Fontes: origem

• Segundo

a

origem

do

poluente,

é

possível

classificar as fontes de poluição como:

1 - Fontes naturais;

2 - Fontes Industriais;

3 - Queima de combustíveis;

4 - Queima de resíduos sólidos,

5 - Evaporação de produtos de petróleo;

6 - Atividades produtoras de odores;

7 - Fontes de radiações;

Fontes Naturais

A

fenômenos biológicos e geoquímicos.

poluição

natural

é

originada

por

• Entre as fontes naturais pode-se apontar:

– o solo,

– a vegetação (polinização),

– os oceanos,

– vulcões,

– fontes naturais de líquidos, gases e vapores,

– descargas elétricas atmosféricas, etc.

Fontes Naturais

• Vulcanismo

– joga poeira a 20-30 km de altura.

– partículas que chegam aos níveis mais altos tem

diâmetro de aproximadamente 1

m.

– Estas partículas demoram de 2 a 12 anos na estratosfera antes de cair na troposfera, onde são rapidamente lavadas.

– Um vulcão

emite óxidos

de nitrogênio

e

de

enxofre,

H 2 S,

HCl,

HF,

SCO

(sulfeto

de

carbonila), cinzas e partículas sólidas.

Fontes Naturais

A

vegetação

emite

muitos

compostos

orgânicos.

 

O

solo

emite

N 2 O

(desnitrificação),

NH 3

(processos aeróbios) e gases redutores, como CH 4 , NO, H 2 S (fermentação anaeróbia em zonas úmidas, como pântanos, arrozais, bosques úmidos, etc.)

Fontes Naturais

• Os oceanos são armazéns químicos, importantes fontes de emissão de componentes atmosféricos.

– Variações de temperatura na superfície do mar modificam as concentrações de uma grande diversidade de gases dissolvidos: CO, CO 2 , CH 4 , N 2 O, CS 2 , SCO, ClCH 3, etc.

a contaminação proveniente de

fenômenos naturais é assimilada pela natureza, a qual possui mecanismos físicos e químicos suficientes para degradar os contaminantes emitidos.

Em

geral,

Fontes Antrópicas

• O ser humano através da atividade industrial e urbana, joga resíduos à atmosfera, de forma incontrolada e constante, em amplas zonas do planeta.

• Aproximadamente 65 mil produtos químicos, provenientes de uma variedade de

na

atividades industriais, encontram-se atmosfera.

Fontes Antrópicas: industriais

• Quanto as fontes industriais, a quantidade e qualidade do poluente emitido por este tipo de fonte dependem de vários fatores interdependentes da fabricação.

• Influem no tipo e concentração do poluente expelido, em razão do processo industrial, as matérias primas e combustíveis envolvidos no processo, o produto fabricado o próprio processo e as suas operações, a eficiência dos trabalhos de processamento e o grau das medidas acauteladoras contra a poluição.

• Ex: Indústrias de petróleo; materiais não metálicos, metalúrgicas; mecânicas; têxteis, madeira e mobiliário; papel; produtos alimentares, etc.

Fontes Antrópicas: combustão

• Os poluentes do ar originam-se principalmente da combustão incompleta de combustíveis fósseis, para fins de transporte, aquecimento e produção industrial.

• Aproximadamente 80% dos contaminantes gasosos na atmosfera são formados durante a queima de combustíveis fósseis. A fonte emissora poderá ser FIXA ou MÓVEL. Ambas utilizam como matéria prima, o carvão, óleos minerais, gases liquefeitos de petróleo, álcool, etc.

• A poluição depende da eficiência da combustão e do percentual de enxofre no combustível.

Fontes Antrópicas: Radiações

• Existem as fontes de radiações, sendo que o Sol é a maior fonte produtora de radiações e tem pouca influência no cômputo geral da poluição do ar.

• Os tipos de radiações emitidas pelas indústrias ficam restritas aos locais de produção, geralmente em ambientes fechados (raios infravermelhos, ultravioletas, etc.).

• São utilizados radiações ionizantes em vários setores industriais e na medicina.

Principais poluentes atmosférico

F

FONTES

ESTACIONÁRIAS

Poluentes do ar

• Cinco

compostos

significam

mais

de

90%

do

problema da contaminação do ar:

1. Monóxido de carbono (CO);

2. Óxidos de nitrogênio (NOx);

3. Hidrocarbonetos (HC);

4. Óxidos de enxofre (SOx);

Monóxido de Carbono - CO

• O CO é um poluente altamente tóxico, pois afeta a capacidade do sangue de transportar oxigênio.

• Ele apresenta uma afinidade química com a hemoglobina 210 vezes maior que o oxigênio.

• Forma com a hemoglobina a carboxihemoglobina, que nas concentrações de 5% provoca alterações nervosas, de comportamento e no funcionamento do miocárdio.

• Sua principal fonte antrópica é a combustão incompleta.

Compostos nitrogenados

Na atmosfera, o nitrogênio encontra-se nas seguintes formas:

N 2 O

– NO

NO

NH 3

NO

NO

NH 4

O

NO 3

O

2

3

2

N 2

N 2

– N 2 O

-

-

+

3

4

5

Compostos nitrogenados

O NO 2 absorve a luz solar na zona do espectro visível.

– Pode produzir uma névoa de cor amarela ou laranja.

O N 2 O é um gás incolor.

– Fonte natural: ação bacteriana no solo e reações na atmosfera superior.

– Fonte antrópica: queima de combustíveis sólidos.

– Incremento: 0,5-1,1 ppbv/ano (fonte antropogênica)

Os NO x são produzidos:

– Fonte natural: relâmpagos, atividade microbiana, oxidação da amônia e processos fotolíticos ou biológicos nos oceanos.

– Fonte antrópica: queima de combustíveis fósseis e biomassa.

Compostos Orgânicos Voláteis COV

O COV são hidrocarbonetos do tipo:

– Aldeídos

– Cetonas

– Solventes clorados

– Substâncias refrigerantes

– Alcanos (C1-C6)

– Aromáticos (Benzeno, tolueno e etc.)

– Compostos nitrogenados (PAN – peroxiacetil nitrato)

• As principais fontes antropogênicas dos COV são processos industriais (46%) e o transporte automotivo

(30%).

Compostos sulfurosos

• Na atmosfera, o enxofre encontra-se nas seguintes formas:

– COS : carbonil sulfeto;

CS 2 : sulfeto de carbono;

(CH 3 ) 2 S : dimetil sulfeto;

H 2 S : sulfeto de hidrogênio;

SO 2 : dióxido de enxofre;

SO 4 2- : sulfatos.

O SO 2 é um gás incolor, com odor irritante e azedo e solúvel em água.

O H 2 S é altamente tóxico e com odor de ovo podre.

Poluentes

Elemento

Poluente

Fonte

Chave

S

SO 2

Gases de caldeiras

SO 3

Fabricação de ácido sulfúrico, combustões.

H

2 S

Esgotos, processamento de gás natural, papel e celulose.

R-SH

Petroquímica e papel e celulose

N

NO /

Fabricação de ácido nítrico, oxidação em alta temperatura, nitrogenação

NO 2

NH 3

Fabricação de amônia

outros

Esgotos, processo com gorduras e tecidos cárneos

Poluentes

Elemento

Poluente

Fonte

Chave

X

HF

Fertilizante fosfático, alumínio.

SiF 4

Cerâmica, fertilizantes.

HCl

PVC, cloração e outros.

Cl

2

Cloração e fabricação de cloro.

C

CO / CO 2

Combustão.

HC

Solventes e operações petroquímicas

COV

Desengraxamento, processamento de tecidos cárneos e outros

Níveis máximos de poluentes (OMS)

Indicador

Concentração máxima recomendada (μg/m 3 )

Tempo de exposição

SO 2

125

24 h

NO 2

200

1

h

CO

10.000

8

h

O

3

120

8

h

MP

Não estipulada 1

 

1- há risco associado a qualquer exposição.

Níveis de referência

• Padrão de qualidade do Ar

– Níveis de referência para diferenciar a atm poluída da não poluída

– CONAMA 3 de 28/6/90.

• Padrão de emissão

– Limite estabelecido legalmente e que deve ser respeitado para a emissão da fonte.

– Podem estar expressos em concentração (mg / Nm 3 ), taxas (kg / hora) ou parâmetro (kg / t incinerada).

– Em geral são fixados pela autoridade estadual.

Níveis de referência

• Padrão de condicionamento e projeto

– Representa parâmetros de projeto, ou exigências, como temperatura e tempo de residência.

– Art. 38, decreto 8468/76: nos pós-queimadores é

residência

necessário

t min

de

850°C

e

tempo

de

mínimo de 0,8 segundos.

• Fator de emissão

– Expressam a emissão em função de um parâmetro da fonte.

– USEPA – AP42

– Útil

determinadas

no

inventário

de

emissões

de

regiões.

Padrão primário e secundário

Padrão primário:

– Representa a concentração de poluente que, ultrapassada, poderá afetar a saúde da população.

– É o nível máximo tolerável.

– Meta de curto e médio prazos.

Padrão secundário:

– É a concentração de poluente abaixo do qual se prevê o mínimo efeito adverso.

– É o nível desejado

– Meta de longo prazo.

Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar

• Enquadramento das áreas do território nacional em classes de uso do ar

Classe

II

IIII

IIIIII

Enquadramento

Áreas de observação, lazer e turismo (parques, reservas e etc.). Nessas áreas deverá ser mantida a qualidade do ar em nível o mais próximo possível do verificado sem a interferência antropogênica.

Áreas onde o nível da deterioração da qualidade do ar seja limitado pelo padrão secundário de qualidade.

Áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da qualidade seja limitado pelo padrão primário de qualidade.

Padrões nacionais de qualidade do Ar (CONAMA 3/90)

Poluente

Padrão primário μg/m 3

Padrão secundário μg/m 3

Período de exposição

MP

240

150

24

h

80

60

Anual

Part. Inaláveis

150

150

24

h

50

50

Anual

Fumaça

150

100

24

h

60

40

Anual

SO 2

365

100

24

h

80

40

Anual

CO

40.000

40.000

1

h

10.000

10.000

8

h

O

3

160

160

1

h

NO 2

320

190

1

h

100

100

Anual

Cálculos utilizados na poluição atmosférica

Unidades usuais

• Unidades de volume/volume:

– cm 3 /m 3 (ppm)

– mm 3 /m 3 (ppb)

• Unidades de massa/volume:

– mg/m 3

– μg/m 3

Mudanças de bases

• Para converter mg/m 3 para ppm, e vice- versa, é necessário utilizar a equação de estado:

– P.V = n.R.T

• É freqüente encontrar a letra “N” na frente de unidades de volume.

– Ela indica que o volume gasoso está na CNTP:

• 1 atm

• 273 K = 0°C

Exemplo 1

• Transforme 20 ppm de CO em mg CO/Nm 3 de ar.

20 ppm = 20 cm 3 (0,02 L) de CO em 1 m 3 de AR na CNTP.

Massa Molar (M) do CO = 28 g/mol. CNTP: 1 atm e 273K

P.V = n.R.T → P.V.M = m.R.T → 1x0,02x28=mx0,082x273

m = 0,025 g = 25 mg de CO em 1 m 3 de AR na CNTP

Portanto,

20 ppm de CO = 25 mg de CO/Nm 3 de AR

Exemplo 2

• O monitor de uma estação de controle de contaminação atmosférico indica uma concentração diária média de 480 μg SO 2 / m 3 Ar a 30ºC e 1 atm. Calcule a concentração de SO 2 em ppm.

Resolução:

ppm = cm 3 /m 3 M = 64 g/mol

P.V=n.R.T

P.V.M=m.R.T

1.V.64=0,00048.0,082.(30+273)

V=0,0001845 L = 0,1845 cm 3

ppm = 0,1845 cm 3 / 1 m 3

Resposta = 0,1845 ppm

Danos relacionados à poluição atmosférica

Efeitos atmosféricos

• Danos Materiais

• Danos à vegetação

• Efeitos Globais

– Chuva ácida

– Aquecimento global

– Diminuição da camada de ozônio

• Danos à saúde

Danos aos materiais

• Deposição de partículas de poeira e fumaça.

– Suja edificações e monumentos

• PA provoca

– Aumento de corrosão metálica

– Envelhecimento de polímeros

– Ataque químico a mármores e não-metálicos

– Perda de resistência em tecidos, com redução de vida útil

Danos à vegetação

• Principais efeitos:

– Alterações no crescimento

– Colapso foliar

– Envelhecimento precoce

– Descoloração

– Necrose do tecido foliar

• Principais poluentes

– Ozônio

– PAN (peroxiacetilnitrato)

• Algumas espécies => bioindicadores

Efeitos globais

Chuva ácida

– Lavagem da atmosfera

• Arrasta os óxidos de enxofre e nitrogênio

pH normal

pH chuvaácida

= 5,6 ( em virtude do CO 2 )

< 5,6

– Regiões com termoelétricas a carvão mineral são fortes candidatas a apresentarem águas de chuva ácida.

Efeitos globais

Efeito estufa

– Aumento da temperatura da Terra

• Provocada pela maior retenção de radiação Infravermelha.

• Gases que provocam a retenção:

CO 2 ; CH 4 ; CFC ; N 2 O

– O problema é o aumento dessa retenção de calor ocasionada pela crescente concentração dos GEE

– Kioto (1997)

• Países ind. => redução de 5% (base 1990)

Efeitos globais

Efeito estufa

Principal vilão: CO 2

– Início do séc. XX = 290 ppm

– Início do séc. XXI = 365 ppm

CO 2

– 55 % do efeito estufa

– Fonte: queima de combustíveis fósseis

CH 4 e N 2 O

– 21 % do efeito estufa

– Fonte: atividades agrícolas

• CFCs

– 24 % do efeito estufa

Efeitos globais

Efeitos globais • Efeito estufa – Efeitos adversos • Aumento do nível do mar • Alteração

Efeito estufa

– Efeitos adversos

• Aumento do nível do mar

Alteração do suprimento de H 2 O doce

• Maior número de Ciclones

• Tempestades de chuva e neve fortes e freqüentes

• Rápido e forte ressecamento do solo

Efeitos globais

Redução da camada de Ozônio

– Observou-se que a concentração de ozônio estratosférico vem se reduzindo, desde de 1995, em especial na Antártica, entre a primavera austral (set/out).

– Agentes da redução:

a primavera austral (set/out). – Agentes da redução: • Cloro e Bromo • CFCs • NO

• Cloro e Bromo

• CFCs

NO x

• Erupções vulcânicas

• Gás Halon

• Brometo de metila (inseticida)

CCl 4

Efeitos globais

Redução da camada de Ozônio

– Protocolo de Montreal (1987)

• CFCs => produção proibida desde 95

– Tem de ser eliminado até

» 2010 países desenvolvidos

» 2015 países em desenvolvimento

• Brasil => signatário (proibiu o uso de CFCs em 89)

• CFCs têm sido trocado por:

– Butano e propano em sprays

– HFCs em refrigeração

• 16 de setembro dia do ozônio

Danos à saúde

Principais efeitos

• Problemas oftálmicos

• Doenças dermatológicas

• Gastrintestinais

• Cardiovasculares

• Pulmonares

• Alguns tipos de câncer

• Doenças dermatológicas • Gastrintestinais • Cardiovasculares • Pulmonares • Alguns tipos de câncer

Efeitos à saúde

• Um aumento na temperatura do ar provoca impactos na distribuição da flora e da fauna e, consequentemente, influencia na distribuição de doenças transmitidas por vetores.

A

exposição

humana

pode

se

dar

por

inalação, ingestão ou contato com a pele,

mas a inalação pode ser considerada a via mais importante e mais vulnerável

Efeitos à saúde

• A poluição do ar é caracterizada pela OMS como um fator de risco para várias doenças, como infecções respiratórias das vias aéreas superiores.

pela OMS como um fator de risco para várias doenças, como infecções respiratórias das vias aéreas

Efeitos à saúde

• Estudos

têm verificado

associações positivas entre poluição do ar e doenças respiratórias e mesmo mortalidade.

nacionais

– Os

efeitos

são

sentidos

crianças e idosos.

principalmente

por

doenças respiratórias e mesmo mortalidade. nacionais – Os efeitos são sentidos crianças e idosos. principalmente por

Efeitos à saúde

Material Particulado (MP)

– MP

é qualquer substância que existe como líquido ou

sólido na atm e tem dimensões microscópicas, porém

maiores que as moleculares.

• Exceção: água

– Particulados

• Grossos => dp > 2,5 μm

• Finos

=> dp < 2,5 μm

– São respiráveis causando prejuízos aos alvéolos pulmonares.

Efeitos à saúde

Material Particulado (MP)

– Fontes

• Naturais

– Pólen

– Aerossol marinho

– Poeira ressuspensa do solo

• Antrópicas

– Processos industriais

– Queima de combustíveis fósseis

– Poeira ressuspensa de ruas

– Queima de biomassa

– Aerossol secundário

Efeitos à saúde

Material Particulado (MP)

– Causa

• Doenças Pulmonares

• Doenças Asmáticas

• Bronquites

• Aumento de mortandade

• Aumento de mortalidade

Efeitos à saúde

Dióxido de Enxofre

– Causa

desconforto

na

cardiovasculares.

respiração

e

doenças

– Pessoas com asma e doenças crônicas de coração e pulmão são mais sensíveis a esse poluente.

O SO 2 emitido na atmosfera sofre em poucas horas oxidação a SO 3 .

O

amônio e de distintos metais.

resultado final é a aparição do H 2 SO 4 , sulfatos de

– Causam o smog úmido.

Efeitos à saúde

Monóxido de Carbono

– Provoca

a

redução

da

habilidade

do

sistema

circulatório em transportar oxigênio.

– Altos níveis de CO estão associados a prejuízos:

• nos reflexos;

• na capacidade de estimar intervalos de tempo;

• na aprendizagem;

• no trabalho;

• na capacidade visual.

Efeitos à saúde

Monóxido de Carbono

mgCO/Nm 3 ar

% COHb no sangue

Efeitos

<4

<1

Não há efeitos aparentes.

4-12

1-2

Há alguma evidência de efeitos sobre a conduta.

12-35

2-5

Efeitos no sistema nervoso central (discernimento, acuidade visual, luminosidade e psicomotricidade).

35-74

5-10

Alterações cardíacas e pulmonares.

74-625

10-80

Dores de cabeça, fadiga, sonolência, coma, falhas respiratórias e morte.

Efeitos à saúde

Óxidos de Nitrogênio

– De todos os possíveis óxidos de nitrogênio, se detectam na atmosfera o N 2 O, NO e NO 2 , uma

são instáveis e se

vez

que

os

restantes

dissociam.

Os NO x estão implicados em um ciclo, chamado de ciclo fotolítico de óxidos de nitrogênio, que causa a aparição de um contaminante secundário, o ozônio.

Efeitos à saúde

Óxidos de Nitrogênio

– A presença de outras substâncias no meio, como os HC, pode alterar notavelmente o ciclo e conduzir a aparição de importantes contaminantes secundários.

Até alguns anos atrás o N 2 O não era considerado um poluente.

• Recentemente detectou-se sua participação:

– No controle dos níveis de ozônio estratosférico

– No efeito estufa

– Na chuva ácida

Efeitos à saúde