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2 Residência Modelo
2
Residência Modelo

O projeto de instalação elétrica da residência modelo foi dividido em etapas com o objetivo de facilitar e

simplificar seu desenvolvimento segundo informações citadas nos vários capítulos do livro Instalações

Elétricas: Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais.

Todas as informações pertinentes às várias etapas do projeto seguem as normas para instalações elétricas residenciais definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Etapa 1 - Consulta Preliminar

Referência: Capítulo 13 - Tópico 13.2

A residência modelo será construída na cidade de São Paulo, sob concessão da Eletropaulo. Em consulta

preliminar à empresa concessionária, foram obtidas as seguintes informações:

Tensão nominal de fornecimento: 127 / 220 V Sistema de fornecimento: estrela com neutro Zona de distribuição: aérea Tipo de consumidor: residencial

Etapa 2 - Levantamento de Dados e Planta Baixa do Imóvel

Referência: Capítulo 13 - Tópico 13.2

A

Tabela P2.1 apresenta as dimensões dos diversos ambientes da residência modelo. Foi adotada uma legen-

da

que representa esses ambientes por meio de uma sigla.

A

Figura P2.1 no anexo deste projeto apresenta a planta baixa dessa residência com a denominação dos seus

ambientes e áreas externas e as suas respectivas dimensões.

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 3
Projeto 2: Residência Modelo 3

3

Projeto 2: Residência Modelo 3
Projeto 2: Residência Modelo 3

Tabela P2.1 - Informações sobre a residência.

 

Dados

Dimensões

Área

Perímetro

Gerais

(m)

2 )

(m

(m)

Dimensões do terreno: área externa

13,40 . 24,20

324,28

75,20

Dimensões do terreno: área interna

13,00 . 23,80

309,40

73,60

Dimensões da área construída

13,00 . 23,80

309,40

73,60

Dimensões da casa

10,00 . 14,80

148,00

49,60

Espessura das paredes com acabamento

0,20

   
 

Dados das Dependências

Dimensões

Área

Perímetro

Sigla

Dependência

(m)

2 )

(m

(m)

ST1

Suíte 1

3,00 . 3,00

9,00

12,00

ST2

Suíte 2

3,60 . 3,00

10,80

13,20

B1

Banheiro 1

2,00 . 1,80

3,60

7,60

B2

Banheiro 2

2,00 . 1,80

3,60

7,60

B3

Banheiro 3

1,20 . 1,80

2,16

6,00

HL

Hall

0,80 . 4,20

3,36

10,00

SJ

Sala de jantar

5,00 . 4,20 + 1,40 . 2,20

24,08

21,20

SV

Sala de visitas

5,80 . 3,00

17,40

17,60

CZ

Cozinha

3,60 . 2,60

9,36

12,40

AS

Área de serviço

2,60 . 2,60

6,76

10,40

GR

Garagem

3,00 . 4,20

12,60

14,40

VR

Varanda

6,60 . 4,20

27,72

21,60

JD

Jardim

5,30 . 4,00 + 7,70 . 2,00

36,60

 

QFU

Quintal do fundo

5,30 . 1,00 + 7,70 . 3,00

28,40

 

QFR

Quintal da frente

4,00 . 13,00

52,00

 

CLD

Corredor lateral direito

1,50 . 14,80

22,20

 

CLE

Corredor lateral esquerdo

1,50 . 14,80

22,20

 
4 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
4 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
4 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais

4

Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais

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Aparelhos diferenciados desejados pelo cliente:

Ar condicionado na suíte 2;

Secadora de roupas na área de serviço;

Torneira elétrica na cozinha;

Lavadora de roupas na área de serviço;

Chuveiros elétricos nos banheiros B1 e B2;

Portão automático;

Lavadora de louças na cozinha;

Iluminação de jardim.

Etapa 3 - Previsão de Cargas de Iluminação

Referência: Capítulos 12 e 13 - Tópico 13.3

Para a previsão de cargas de iluminação, determinaremos a potência mínima de iluminação de cada ambiente a partir de sua área e a quantidade de pontos de iluminação por ambiente. Veja a Tabela P2.2.

Tabela P2.2 - Previsão de cargas de iluminação.

 

Área (m 2 )

 

Potência Mínima de Iluminação S (VA)

Quantidade de Pontos de Iluminação

Potência Total

Dependência

Stot (VA)

ST1

9,00

6

+ 3 (m 2 )

1

x 100

100

100

+ 0 = 100 VA

 

ST2

10,80

6

+ 4 + 0,8 (m 2 )

1 x 160

160

100

+ 60 + 0 = 160 VA

B1

3,60

3,6 (m 2 ) + 2 arandelas

1 x 100

220

100

+ 2 . 60 = 220 VA

 

2 x 60

B2

3,60

3,6 (m 2 ) + 2 arandelas

1 x 100

220

100

+ 2 . 60 = 220 VA

2

x 60

B3

2,16

2,16 (m 2 )

 

1

x 100

100

100

= 100 VA

 

HL

3,36

somente 2 arandelas

2

x 60

120

2

. 60 = 120 VA

(nota 1)

SJ

24,08

6

+ 4 + 4 + 4 + 4 + 2,08 (m 2 )

2 x 120

340

100

+ 4 . 60 + 0 = 340 VA

1 x 100

SV

17,40

6

+ 4 + 4 + 3,4 (m 2 )

2

x 110

220

100

+ 2 . 60 + 0 = 220 VA

 

CZ

9,36

6

+ 3,36 (m 2 ) + 1 campainha

1 x 100

140

100

+ 0

+ 40 = 140 VA

 

1 x 40

AS

6,76

6

+ 0,76 (m 2 )

1 x 100

100

100

+ 0 = 100 VA

   

6

+ 4 + 2,60 (m 2 )

2

x 80

 

GR

12,60

100

+ 60 + 0 = 160 VA

(nota 2)

160

VR

27,72

6

+ 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 1,72 (m 2 )

2

x 200

400

100

+ 5 . 60 + 0 = 400 VA

 

JD

36,60

(nota 3)

 

2 x 167 (B)

334

QFU

28,40

   

1 x 150 (B)

150

QFR

52,00

(nota 4)

2 x 150 (B)

300

CLD

22,20

   

3

x 100

300

CLE

22,20

(nota 5)

2

x 100

200

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 5
Projeto 2: Residência Modelo 5

5

Projeto 2: Residência Modelo 5
Projeto 2: Residência Modelo 5

Notas

1)

Como o hall é estreito e há uma abertura central para a sala de jantar, optou-se por instalar duas arandelas frontais às portas dos banheiros, já na parte interna das suítes, no lugar de uma lâmpada de teto na região central.

2)

Na garagem, optou-se por dois pontos de luz no teto para minimizar as regiões de sombra provocadas pela presença do veículo.

3)

No jardim, optou-se por duas luminárias, de uma lâmpada a vapor metálico de 150 W /220 V (alimentação bifásica indicada por B). No Exercício Resolvido 1 do Tópico 13.1 há um exemplo de cálculo da potência aparente (S = 167 VA) para esse tipo de lâmpada.

4)

Nos quintais do fundo e da frente, optou-se, respectivamente, por uma e duas luminárias com lâmpada halógena do tipo lapiseira de 150 W/220 V (alimentação bifásica indicada por B). Como esse tipo de lâmpada tem fator de potência unitário, S = P = 150 VA.

5)

Nos corredores laterais esquerdo e direito, optou-se por utilizar, respectivamente, duas e três arandelas convenientemente espaçadas.

Nos demais ambientes, o ideal será a utilização de lâmpadas fluorescentes compactas, embora a previsão de cargas permita a utilização de lâmpadas incandescentes sem que isso comprometa a segurança da instalação.

Planta Baixa com a Localização dos Pontos de Luz e de Comando

A simbologia usada para os pontos de luz e de comando segue as normas da NBR 5444, conforme o Capítulo 5. Veja a Figura P2.2 no anexo deste projeto.

Considerações sobre os Circuitos e Dispositivos de Comando dos Pontos de Luz

Suíte 1: uma lâmpada (a) com um ponto de comando (a)

(h2)

Suíte 2: uma lâmpada (b) com um ponto de comando (b)

Banheiro 1: uma lâmpada (c) com um ponto de comando (c) mais duas arandelas (d) com um ponto de

comando (d) Banheiro 2: uma lâmpada (e) com um ponto de comando (e) mais duas arandelas (f) com um ponto de

comando (f) Banheiro 3: uma lâmpada (g) com um ponto de comando (g)

Hall: uma arandela (h1) com um ponto de comando (h1) e uma arandela (h2) com um ponto de comando

Sala de jantar: duas lâmpadas (i) com três pontos de comando (i) e uma arandela (j) com um ponto de

comando (j) Sala de visitas: duas lâmpadas (k) com dois pontos de comando (k)

Cozinha: uma lâmpada (l) com um ponto de comando (l) e uma campainha (m) com um ponto de

comando (m) situado ao lado do portão de entrada, no lado externo do muro Área de serviço: uma lâmpada (n) com um ponto de comando (n)

Garagem: duas lâmpadas (o) com um ponto de comando (o)

Varanda: duas lâmpadas (p) com dois pontos de comando (p)

Jardim: duas lâmpadas (q) de 220 V com um ponto de comando (2q)

Quintal do fundo: uma lâmpada (r) de 220 V com um ponto de comando (2r)

Quintal da frente: duas lâmpadas (s) de 220 V com um ponto de comando (2s)

Corredor lateral esquerdo: duas lâmpadas (t) com um ponto de comando (t)

Corredor lateral direito: duas lâmpadas (u) com um ponto de comando (u) e uma lâmpada (v) com um ponto de comando (v)

6 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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Etapa 4 - Previsão de Cargas de Tomadas - TUG e TUE

Referência: Capítulo 13 - Tópico 13.4

Para a previsão de cargas de tomadas, determinaremos a quantidade de pontos de tomada (TUG e TUE) e respectivas potências mínimas para cada ambiente do imóvel a partir de seus perímetros e/ou suas áreas.

Cálculos e Informações

 

Dependência

 

Número Mínimo de TUGs

   

Previsão de TUGs e TUEs

Suíte 1

 

12,00

 
 

= 12,00 m

n

=

=

2,4

n

=

3

3 TUGs de 100 VA

p

 

5

 
   

3 TUGs de 100 VA 1 TUE - ar condicionado - 220 V/8.500 BTU/h-1.550 VA

Suíte 2

 

13,20

2,6

 

3

 

= 13,20 m

n

=

=

 

n

=

p

 

5

Banheiros 1 e 2

 

1 TUG de 600 VA

a

= 3,60 m 2

n

= 1

1 TUE - chuveiro - 220 V/5.400 VA

Banheiro 3

   

a

= 2,16 m 2

n

= 1

1 TUG de 600 VA

Hall

   

a

= 3,36 m 2

n

= 1

1 TUG de 100 VA

Sala de jantar

n

=

21,20

=

4,2

 

n

=

5

5 TUGs de 100 VA

p

= 21,20 m

 

5

   

Sala de visitas

 

17,60

4 TUGs de 100 VA (duas tomadas duplas para TV, DVD, som etc.)

p

= 17,60 m

n

=

5

=

3,5

n

=

4

   

1 TUG - geladeira - 600 VA 1 TUG - freezer - 600 VA

1 TUG - exaustor - 100 VA 1 TUG - fogão - 100 VA

Cozinha

 

12,40

 

n

=

=

3,5

n

=

4

1 TUG de 600 VA (tomada dupla acima da bancada da pia)

1 TUE - torneira elétrica - 220 V/3.000 VA

p

= 12,40 m

 

3,5

   

1 TUE - forno de micro-ondas - 127 V/1.500 VA 1 TUE - lavadora de louças - 220 V/2.000 VA

Área de serviço

 

10,40

 

3 TUGs de 600 VA

n

=

=

3,0

n

=

3

1 TUE - lavadora de roupas - 220 V/1.000 VA 1 TUE - secadora de roupas - 220 V/2.500 VA

p

= 10,40 m

 

3,5

Garagem

n

= 1

1 TUG de 100 VA

Varanda

n

= 1

1 TUG de 100 VA

Quintal do fundo

n

= 1

1 TUG de 1.000 VA (tomada à prova de umidade)

 

n = 1

   

Quintal da frente

Observação:

 

Potência do motor calculada no Exercí-

1 TUG de 1.000 VA (tomada à prova de umidade) 1 TUE - motor 2 do portão - 220 V/1 CV - 1.082 VA

 

cio Resolvido 2 do Tópico 13.1.

   

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 7
Projeto 2: Residência Modelo 7

7

Projeto 2: Residência Modelo 7
Projeto 2: Residência Modelo 7

A seguir, apresentamos a Tabela P2.3 com a síntese da previsão de cargas de tomadas da residência.

Tabela P2.3 - Previsão de cargas de tomadas.

Dependência

Área

Perímetro

 

TUG

TUE

(m 2 )

(m)

Qtde.

Sunit (VA)

Stot (VA)

Aparelho

Stot (VA)

ST1

9,00

12,00

3

100

300

   

ST2

10,80

13,20

3

100

300

AC(B)

1.550

B1

3,60

7,60

1

600

600

CH(B)

5.400

B2

3,60

7,60

1

600

600

CH(B)

5.400

B3

2,16

6,00

1

600

600

   

HL

3,36

10,00

1

100

100

   

SJ

24,08

21,20

5

100

500

   

SV

17,40

17,60

4

100

400

   
     

GL

600

     

FZ

600

TN(B)

3.000

CZ

9,36

12,40

EX

100

2.000

FM

1.500

FG

100

LL(B)

2.000

1

600

AS

6,76

10,40

3

600

1.800

LR(B)

1.000

SR(B)

2.500

GR

12,60

14,40

1

100

100

   

VR

27,72

21,60

1

100

100

   

JD

36,60

           

QFU

28,40

 

1

1.000

1.000

   

QFR

52,00

 

1

1.000

1.000

PA(B)

1.082

CLD

22,20

           

CLE

22,20

           

Nota: Os pontos de utilização bifásicos (220 V) estão indicados por (B).

Planta Baixa com a Localização dos Pontos de Luz, de Comando e Tomadas TUG e TUE

A simbologia usada para os pontos de luz, de comando e de tomadas segue as normas da NBR 5444, con- forme o Capítulo 5. Veja a Figura P2.3 no anexo deste projeto.

Observe que os dispositivos conjugados, isto é, interruptores e/ou tomadas que se encontram em uma mesma caixa de passagem encontram-se ligados por uma linha cheia preta.

Exemplos

Na cozinha há dois interruptores bipolares de uma seção (2r e 2q) conjugados (ao lado da porta de saída para o quintal dos fundos) e duas tomadas monofásicas conjugadas, uma para o freezer (FZ) e outra para a geladeira (GL).

No banheiro B1 há um interruptor simples de uma seção (d) conjugado com uma tomada monofásica. No banheiro B2 há outro dispositivo conjugado similar.

Na sala de visitas há um interruptor simples de duas seções (t,u) conjugado com dois interruptores parale- los de uma seção (p,q).

8 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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8

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Etapa 5 - Quadro de Previsão de Cargas e Potência Instalada

Referência: Capítulo 13 - Tópico 13.5

Após a previsão parcial das cargas por categoria (iluminação e tomadas), podemos preencher o Quadro de Previsão de Cargas, que contém o levantamento detalhado de todas as cargas relevantes, para que possamos dimensionar os diversos elementos que compõem a instalação elétrica do imóvel, Tabela P2.4.

Tabela P2.4 - Quadro de previsão de cargas e potência instalada.

 

Dimensões

 

Iluminação

 

TUG

TUE

Depend.

Área (m 2 )

Perím.

Qtde.

Sunit

Stot

Qtde.

Sunit

Stot

Aparelho

Stot

(m)

(VA)

(VA)

(VA)

(VA)

(VA)

ST1

9,00

12,00

1

100

100

3

100

300

-

-

ST2

10,80

13,20

1

160

160

3

100

300

AC (B)

1.550

B1

3,60

7,60

1

100

220

1

600

600

CH (B)

5.400

2

60

B2

3,60

7,60

1

100

220

1

600

600

CH (B)

5.400

2

60

B3

2,16

6,00

1

100

100

1

600

600

   

HL

3,36

10,00

2

60

120

1

100

100

   

SJ

24,08

21,20

2

120

340

5

100

500

   

1

100

SV

17,40

17,60

2

110

220

4

100

400

   
     

1

100

 

3

600

 

TN (B)

3.000

CZ

9,36

12,40

1

40

140

2

100

2.000

FM

1.500

LL(B)

2.000

AS

6,76

10,40

1

100

100

3

600

1.800

LR (B)

1.000

SR (B)

2.500

GR

12,60

14,40

2

80

160

1

100

100

   

VR

27,72

21,60

2

200

400

1

100

100

   

JD

36,60

 

2 (B)

167

334

         

QFU

28,40

 

1 (B)

150

150

1

1.000

1.000

   

QFR

52,00

 

2 (B)

150

300

1

1.000

1.000

PA (B)

1.082

CLD

22,20

 

3

100

300

         

CLE

22,20

 

2

100

200

         

Totais

       

3.564

   

9.400

 

23.432

Determinação da potência ou carga instalada (Sinst):

Silum = 3.564 VA 3,56 kVA

STUG = 9.400 VA = 9,40 kVA

STUE = 23.432 VA 23,43 kVA

Sinst = Silum + STUG + STUE = 3,56 + 9,40 + 23,43

Sinst = 36,39 kVA

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 9
Projeto 2: Residência Modelo 9

9

Projeto 2: Residência Modelo 9
Projeto 2: Residência Modelo 9

Etapa 6 - Modalidade e Limite de Fornecimento

Referência: Capítulo 14 - Tópicos 14.1 e 14.2

Potência instalada: Sinst = 34,39 kVA

Como a potência instalada é superior a 20 kW, de acordo com as Tabelas 14.2, 14.3 e 14.4 do livro, o projeto elétrico da residência se enquadra na modalidade C, sistema trifásico, estrela com neutro aéreo, 127 / 220 V com quatro condutores, três fases e um neutro (FFFN) e limite de fornecimento até 75 kW.

Nesse caso, é necessário apresentar a guia da ART para a solicitação da ligação da energia elétrica.

Etapa 7 - Cálculo da Demanda Máxima e Dimensionamento do Ramal de Entrada

Referência: Capítulo 14 - Tópicos 14.3 e 14.4

Do quadro de previsão de cargas, Tabela P2.4, destacamos as potências de interesse para calcularmos os fatores de demanda (FD). Para isso, usaremos as Tabelas 14.5 a 14.8 do livro.

S1

-

Iluminação:

Silum = 3,56 kVA

 
 

Tomadas de uso geral:

STUG = 9,40 kVA

 

S1 = Silum + STUG = 3,56 + 9,40 S1 = 12,96 kVA

 

Tabela 14.5

FD1 = 0,24

S2

-

2 chuveiros:

 

SCH = 2 . 5400 = 10800 SCH = 10,80 kVA

 

1 torneira elétrica:

STN = 1 . 3000 = 3000 STN = 3,00 kVA

 

S2 = SCH + STN = 10,80 + 3,00 S2 = 13,80 kVA (3 aparelhos)

 

Tabela 14.6

FD2 = 0,56

S3

-

1 lavadora de louças:

S3 = 2,00 kVA (1 aparelho)

 
 

Tabela 14.7

FD3 = 1,00

S4

-

1 forno de micro-ondas:

S4 = 1,50 kVA (1 aparelho)

 
 

Tabela 14.7

FD4 = 1,00

S5

-

1 secadora de roupas:

S5 = 2,50 kVA (1 aparelho)

 
 

Tabela 14.7

FD5 = 1,00

S6

-

1 ar condicionado:

S6 = 1,55 kVA Tabela 14.7

(1 aparelho) FD6 = 1,00

S7

-

1 motor do portão:

S7 1,08 kVA (maior motor)

 
 

Tabela 14.8

FD7 = 1,00

10 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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10

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S8

-

1 lavadora de roupas:

S8 = 1,00 kVA (menor motor)

Tabela 14.8

FD8 = 0,50

Observação: A lavadora de roupas não consta das tabelas da Eletropaulo. Como se trata de um equipamento fixo e a sua potência foi estimada em 1,00 kVA, ela foi considerada no cálculo da demanda máxima. Sendo uma máquina a motor com potência menor que a do motor do portão (1,082 kVA), ela foi enquadrada como o segundo motor da instalação (menor motor). Assim, conforme a Tabela 14.8 do livro, o seu fator de demanda é 0,50.

Cálculo da Demanda Máxima - Dmáx

Dmáx = S1 . FD1 + S2 . FD2 + S3 . FD3 + S4 . FD4 + S5 . FD5 + S6 . FD6 + S7 . FD7 + S8 . FD8

Dmáx = 12,95 . 0,24 + 13,80 . 0,56 + 2,00 + 1,50 + 2,50 + 1,55 + 1,08 + 1,00 . 0,50

Dmáx = 3,11 + 7,73 + 2,00 + 1,50 + 2,50 + 1,55 + 1,08 + 0,50

Dmáx = 19,97 kVA

Cálculo da Corrente de Demanda Máxima - IDmáx

Como o sistema é trifásico em estrela, de acordo com a Tabela 14.10 do livro, a corrente IDmáx é calculada por:

I

Dmáx

=

D máx 19970 = 3.V 3.220
D máx
19970
=
3.V
3.220

IDmáx = 52,41 A

Dimensionamento do Ramal de Entrada

Na Tabela 14.11 do livro, segunda coluna, entramos com o valor de corrente nominal igual ou imediata- mente superior à corrente de demanda máxima calculada, IDmáx = 52,41 A, ou seja, INdp = 60 A.

Na linha dessa corrente obtemos todas as especificações para o dimensionamento do ramal de entrada:

Categoria de atendimento: C3 Dispositivo de proteção: disjuntor tripolar de 60 A Ramal de entrada: três fases de seção 16 mm 2 com capacidade de corrente de 68 A, neutro de seção 16 mm² (mesma especificação das fases), conforme a Tabela 14.13 do livro, e eletroduto de PVC com diâmetro de 32 mm Sistema de medição: direta Sistema de aterramento: condutor de 16 mm 2 , eletroduto de PVC com diâmetro de 32 mm Poste: tubular de aço seção quadrada de 80 x 80 x 3 mm Caixa de entrada: tipo E (padrão Eletropaulo)

Padrão de Entrada

A Figura P2.4 ilustra um tipo de padrão de entrada da Eletropaulo com diversos detalhes construtivos, incluindo os itens especificados nesta etapa de projeto.

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 11
Projeto 2: Residência Modelo 11

11

Projeto 2: Residência Modelo 11
Projeto 2: Residência Modelo 11

Etapa 8 - Localização dos Quadros de Medição (QM) e de Distribuição (QD)

Referência: Capítulo 10 - Tópico 10.2 e Capítulo 15 - Tópico 15.2

Quadro de Medição - QM

Em princípio, o quadro de medição QM deve ficar o mais próximo possível do quadro de distribuição QD, mas ele deve prioritariamente estar em local apropriado para a sua ligação à rede elétrica secundária da concessionária.

Em residências, é muito comum instalar o QM em garagens ou no quintal da frente, pois esses ambientes ficam próximos ao local da rede elétrica secundária. Assim sendo, vamos posicionar o QM no quintal da frente, lado direito, próximo ao portão automático da residência modelo, conforme mostra a Figura P2.5.

Quadro de Distribuição - QD

Para a melhor localização QD, vamos analisar primeiramente o quadro de previsão de cargas, Tabela P2.4, para verificarmos quais dependências concentram a maior parcela da potência total instalada, lembrando que:

Silum = 3,56 kVA

STUG = 9,40 kVA

STUE = 23,43 kVA

Sinst = 36,39 kVA

Em primeiro lugar, vemos que a maior carga se concentra nas tomadas de uso específico (STUE = 23,43 kVA), aproximadamente 2,5 vezes superior à potência atribuída às tomadas de uso geral (STUG = 9,40 kVA).

Além disso, pelo quadro de distribuição de cargas verificamos que as dependências que concentram mais potência são:

1º Banheiros B1 e B2: 440 VA (iluminação) + 1.200 VA (TUG) + 10.800 VA (TUE) = 12.440 VA

2º Cozinha: 140 VA (iluminação + campainha) + 2.000 VA (TUG) + 6.500 VA (TUE) = 8.640 VA

3º Área de serviço: 100 VA (iluminação) + 1.800 VA (TUG) + 3.500 VA (TUE) = 5.400 VA

No entanto, analisando a planta com todos os pontos de utilização alocados, Figura P2.3, verificamos que a concentração dos pontos está na região onde se situam a cozinha e a área de serviço.

Assim, achamos que a ponderação pelo processo do baricentro torna-se desnecessária, pois é claro que o centro de carga fica na região ocupada pela área de serviço, cozinha e banheiros B1 e B2.

Um local bom para a instalação do QD é ao lado da porta de entrada da cozinha, para quem vem da sala de jantar, pois o seu acesso é fácil e está geometricamente próximo das regiões de maior concentração de potência e de pontos de utilização, Figura P2.5.

12 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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Etapa 9 - Divisão da Instalação em Circuitos Terminais e Implementação dos Esquemas Unifilares

Referência: Capítulos 6 e 7 e Capítulo 15 - Tópicos 15.3 e 15.4

A divisão da instalação será feita em três blocos de circuitos, a saber: iluminação, tomadas de uso geral

(TUG) e tomadas de uso específico (TUE).

A definição dos pontos de utilização que comporão os circuitos será acompanhada do cálculo das suas

potências aparentes S (VA) e respectivas correntes de projeto IB (A). Para esses cálculos, serão consideradas

as suas tensões de alimentação, sendo v = 127 V para os circuitos monofásicos e V = 220 V para os circuitos bifásicos.

Circuitos de Iluminação

Os pontos de iluminação devem constituir circuitos independentes dos circuitos de tomadas (TUG e TUE) e respeitar as limitações de corrente de projeto IB (A) e potência S (VA) fornecidas pela Tabela 15.1 do livro.

Assim, distribuiremos as cargas de iluminação em quatro circuitos terminais a partir da Tabela P2.4, visando o balanceamento das fases de alimentação.

Circuito 1 (127 V):

 
 

CLE

 

2 pontos de 100 VA 3 pontos de 100 VA 2 pontos de 80 VA 2 pontos de 200 VA

CLD

GR

 

VR

 

S1 = 5 . 100 + 2 . 80

+ 2 . 200 S1 = 1060 VA

I

B1

=

S

1

1060

=

I

B1

=

8,35 A

 

v

 

127

Circuito 2 (127 V):

 

inferior a 1270 VA

inferior a 10 A

ST1

1 ponto de 100 VA

ST2

1 ponto de 160 VA

B1

1 ponto de 100 VA + 2 pontos de 60 VA

B2

1 ponto de 100 VA + 2 pontos de 60 VA

HL

2 pontos de 60 VA

S2 = 3 . 100 + 1 . 160 + 6 . 60 S2 = 820 VA

I B2 =

S

2

=

820

I

B2

=

6,46 A

v

127

inferior a 1270 VA

inferior a 10 A

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 13
Projeto 2: Residência Modelo 13

13

Projeto 2: Residência Modelo 13
Projeto 2: Residência Modelo 13

Circuito 3 (127 V):

   
 

B3

1 ponto de 100 VA 1 ponto de 100 VA + 1 ponto de 40 VA 1 ponto de 100 VA 2 pontos de 110 VA 2 pontos de 120 VA + 1 ponto de 100 VA

 

CZ

AS

SV

SJ

 

S3 = 4 . 100

+ 1 . 40 + 2 . 110

+ 2 . 120 S3 = 900 VA

inferior a 1270 VA

I

S

B3 =

3

=

900

I

B3

=

7,09 A

inferior a 10 A

 

v

127

Circuito 4 (220 V):

   
 

JD

2 pontos de 167 VA 1 ponto de 150 VA 2 pontos de 150 VA

 

QFU

 

QFR

S 4 = 2 . 167 + 3 . 150 S4 = 784 VA

I

B4

=

S

4

=

784

I

B4

=

3,56 A

 

V

220

inferior a 2200 VA

inferior a 10 A

Tomadas de Uso Geral (TUG)

Os pontos de tomadas de uso geral (TUG) devem constituir circuitos independentes dos circuitos de ilumina- ção e respeitar as limitações de corrente de projeto IB (A) e potência S (VA) fornecidas pela Tabela 15.2 do livro.

Neste sentido, distribuiremos as cargas das TUGs em cinco circuitos terminais a partir da Tabela P2.4, visan- do o balanceamento das fases de alimentação.

Circuito 5 (127 V):

ST1

3 pontos de 100 VA

ST2

3 pontos de 100 VA

HL

1 ponto de 100 VA

SJ

5 pontos de 100 VA

SV

4 pontos de 100 VA

VR

1 ponto de 100 VA

GR

1 ponto de 100 VA

S5 = 18 . 100 S5 = 1800 VA

I

B5 =

S

5

=

1800

I

B5

=

14,17 A

 

v

127

inferior a 2100 VA

inferior a 16 A

14 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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14

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Circuito 6 (127 V) - exclusivo para os banheiros:

B1

1 ponto de 600 VA

B2

1 ponto de 600 VA

B3

1 ponto de 600 VA

S6 = 3 . 600 S6 = 1800 VA

I

B6 =

S

6

=

1800

I

B6

=

14,17 A

 

v

127

inferior a 2100 VA

inferior a 16 A

Circuito 7 (127 V) - exclusivo para a cozinha:

 

CZ

3 pontos de 600 VA + 2 pontos de 100 VA

S7 = 3 . 600 + 2 . 100 S7 = 2000 VA

 

inferior a 2100 VA

 

I

S

B7 =

7

=

2000

I

B7

=

15,75 A

inferior a 16 A

 

v

127

Circuito 8 (127 V) - exclusivo para área de serviço:

 

AS

3 pontos de 600 VA

S8 = 3 . 600 S8 = 1800 VA

 

I

S

B8 =

8

1800

=

I

B8

=

14,17 A

 

v

127

inferior a 2100 VA

inferior a 16 A

Circuito 9 (127 V) - exclusivo para áreas externas:

QFR

1 ponto de 1000 VA

QFU

1 ponto de 1000 VA

S9 = 2 . 1000 S9 = 2000 VA

I

B9 =

S

9

=

2000

I

B9

=

15,75 A

 

v

127

inferior a 2100 VA

inferior a 16 A

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 15
Projeto 2: Residência Modelo 15

15

Projeto 2: Residência Modelo 15
Projeto 2: Residência Modelo 15

Tomadas de Uso Específico (TUE)

Os pontos de tomadas de uso específico (TUE) devem constituir circuitos independentes dos demais.

Nessa residência haverá, portanto, nove circuitos de TUEs, conforme constam na Tabela P2.4.

Circuito 10 (220 V) - banheiro 1 (chuveiro):

 
 

B1

1 ponto de 5400 VA

 

S10 = 5400 VA

I

B10

=

S

10

=

5400

I

B10

=

24,55 A

 

V

220

Circuito 11 (220 V) - banheiro 2 (chuveiro):

 
 

B2

1 ponto de 5400 VA

 

S11 = 5400 VA

I

B11 =

S

11

=

5400

I

B11

=

24,55 A

 

V

220

Circuito 12 (220 V) - cozinha (torneira elétrica):

 
 

CZ

1 ponto de 3000 VA

 

S12 = 3000 VA

I

B12

=

S

12

=

3000

I

B12

=

13,64 A

 

V

220

Circuito 13 (220 V) - área de serviço (lavadora de roupas):

 

AS

1 ponto de 1000 VA

 

S13 = 1000 VA

I

B13

=

S

13

=

1000

I

B13

=

4,55 A

 

V

220

Circuito 14 (220 V) - área de serviço (secadora de roupas):

 

AS

1 ponto de 2500 VA

 

S14 = 2500 VA

I

B14

=

S

14

=

2500

I

B14

=

11,36 A

 

V

220

Circuito 15 (220 V) - cozinha (lavadora de louças):

 

CZ

1 ponto de 2000 VA

 

S15 = 2000 VA

I

B15

=

S

15

=

2000

I

B15

=

9,09 A

 

V

220

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16

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Circuito 16 (127 V) - cozinha (forno de micro-ondas):

CZ

1 ponto de 1500 VA

 

S16 = 1500 VA

I

B16 =

S

16

=

1500

I

B16

=

11,81A

 

v

127

Circuito 17 (220 V) - suíte 2 (ar condicionado):

 

ST2

1 ponto de 1550 VA

 

S17 = 1550 VA

I

B17

=

S

17

=

1550

I

B17

=

7,05 A

 

V

220

Circuito 18 (220 V) - quintal da frente (motor do portão automático):

QFR

1 ponto de 1082 VA

 

S18 = 1082 VA

I

B18

=

S

18

=

1082

I

B18

=

4,92 A

 

V

220

Após a divisão dos circuitos terminais, montamos o quadro de divisão dos circuitos terminais que sintetiza as informações e os valores obtidos anteriormente, Tabela P2.5.

Tabela P2.5 - Quadro de divisão dos circuitos terminais.

 

Circuito

     

Potência

   

Tensão

Quantidade

X

Potência (VA)

 

N o

Tipo

(V)

Local

Potência Total

(VA)

     

CLE

2

x 100

 

CLD

3

x 100

1 Iluminação

127

GR

2

x 80

1.060

VR

2

x 200

     

ST1

1

x 100

 

ST2

1

x 160

2 Iluminação

127

B1

1 x 100 + 2 x 60

820

B2

1 x 100 + 2 x 60

HL

2 x 60

     

B3

1 x 100

 

CZ

1 x 100 + 1 x 40

3 Iluminação

127

AS

1 x 100

900

SV

2 x 110

SJ

2 x 120 + 1 x 100

     

JD

2 x 167

 

4 Iluminação

220

QFU

1 x 150

784

QFR

2 x 150

Projeto 2: Residência Modelo

Projeto 2: Residência Modelo 17
Projeto 2: Residência Modelo 17

17

Projeto 2: Residência Modelo 17
Projeto 2: Residência Modelo 17
 

Circuito

     

Potência

   

Tensão

Quantidade

X

 

N

o

 

Tipo

(V)

Local

Potência Total

 

Potência (VA)

(VA)

     

ST1

3

x 100

 

ST2

3

x 100

HL

1

x 100

5

TUG

127

SJ

5

x 100

1.800

SV

4

x 100

VR

1

x 100

GR

1

x 100

     

B1

1

x 600

 

6

TUG

127

B2

1

x 600

1.800

B3

1

x 600

       

3

x 600

 

7

TUG

127

CZ

2

x 100

2.000

8

TUG

127

AS

3

x 600

1.800

9

TUG

127

QFR

1 x 1.000

2.000

QFU

1 x 1.000

 

TUE

(CH)

       

10

Chuveiro

220

B1

1 x 5.400

5.400

 

TUE

(CH)

       

11

Chuveiro

220

B2

1 x 5.400

5.400

 

TUE

(TN)

       

12

Torneira elétrica

220

CZ

1 x 3.000

3.000

13

TUE (LR) Lavadora a de roupas

220

AS

1 x 1.000

1.000

14

TUE (SR) Secadora de roupas

220

AS

1 x 2.500

2.500

15

TUE (LL) Lavadora de louças

220

CZ

1 x 2.000

2.000

 

TUE

(FM)

       

16

Forno de

127

CZ

1 x 1.500

1.500

micro-ondas

 

TUE

(AC)

       

17

Ar condicionado

220

ST2

1 x 1.550

1.550

 

TUE

(PA)

       

18

Portão automático

220

QFR

1 x 1.082

1.082

Balanceamento das Fases RST

Na Etapa 6, foi definida a modalidade C de fornecimento de energia elétrica para o projeto, isto é, um QM com sistema trifásico, 127/220 V com quatro condutores, três fases e um neutro (FFFN) com capacidade de corrente de 68 A.

Com os dados do quadro de divisão dos circuitos terminais, Tabela P2.5, faremos o balanceamento (equilí- brio de cargas) das três fases RST que saem do QM para alimentar o QD.

A Tabela P2.6 apresenta a distribuição das potências instaladas em cada circuito entre as fases RST de forma convenientemente balanceada.

18 Instalações Elétricas - Fundamentos, Prática e Projetos em Instalações Residenciais e Comerciais
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Mas como o que interessa é o equilíbrio entre as demandas, e não entre as potências instaladas, foi acres- centada uma coluna com os fatores de demanda (FD) relativos à instalação como um todo, conforme haviam sido determinados na Etapa 7 do projeto.

O conhecimento dos fatores de demanda na distribuição das cargas instaladas permite antever a possibilidade

de equilíbrio entre as demandas.

É por isso que a Tabela P2.6 está dividida em blocos relativos aos respectivos fatores de demanda.

Isso nem sempre é possível, mas trata-se de uma estratégia interessante para buscar o melhor balanceamento possível entre as fases da instalação.

Tabela P2.6 - Balanceamento das fases RST.

Número

     

Potência

 

do

Circuito

Tipo

FD

Tensão

(V)

Total

(VA)

Fases do Circuito Alimentador

R

S

T

1

Iluminação