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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL FABIO

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

FABIO SANTUARIO IURI SANTOS BECKER ISAEL HENRIQUE DA SILVA JÉSSICA TALANA WERLE LEANDRO MARCOS ABATI

CONSTRUÇÃO CIVIL I

ARMADURAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

São Leopoldo

2014

SUMÁRIO

  • 1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................2

  • 2. DEFINIÇÃO....................................................................................................................3

  • 3. AQUISIÇÃO....................................................................................................................7

    • 3.1 Escolha do Fornecedor....................................................................................................7

    • 3.2 Pedido de Compra...........................................................................................................8

    • 3.3 Recebimento.....................................................................................................................8

3.3.1 Aceitação..........................................................................................................................9

  • 3.4 Armazenamento.............................................................................................................10

    • 4 SISTEMATIZAÇÃO: CORTE E DOBRA EM OBRA E INDUSTRIALIZADO...11

    • 5 CONTROLE TECNOLÓGICO...................................................................................11

    • 6 CORTE E DOBRA EM OBRA....................................................................................12

    • 7 PRÉ-MONTAGEM.......................................................................................................14

    • 8 MONTAGEM DAS ARMADURAS............................................................................15

    • 9 TIPOS DE AÇO E APLICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL...............................16

      • 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................17

1. INTRODUÇÃO UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Na construção civil há uma

1.

INTRODUÇÃO

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ENGENHARIA CIVIL

Na construção civil há uma atenção especial aos elementos estruturais devido a sua importância no conjunto da obra, resistindo aos esforços da edificação. São executados através de um projeto estrutural previamente definido. Na estrutura aparece o concreto armado que possui toda a importância nesse assunto. Além de um concreto de qualidade, com fck adequado, deve haver uma boa estrutura de aço associada, denominada armadura.

Nesse trabalho vamos falar sobre as armaduras, que são compostas pela associação de peças de aço a serem caracterizadas ao longo do trabalho. Será abordada a definição dessas estruturas, o processo de sistematização (se e como a armação de pilares vai ser executada), aquisição de material (desde a escolha do fornecedor ao armazenamento na obra) e práticas para elaborar um correto corte, dobra e montagem dessas peças.

2. DEFINIÇÃO
2.
DEFINIÇÃO

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Armação trata-se de um conjunto de atividades relacionadas à preparação e posicionamento de diversas peças de aço na estrutura. Armadura, objeto de estudo do presente trabalho, é a associação de diversas peças de aço, formando um conjunto para um determinado componente estrutural.

2. DEFINIÇÃO UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Armação trata-se de um conjunto

Figura 1 – armadura para vigas

O aço é uma liga de ferro e carbono, com até 2% de carbono que confere ductilidade na hora da dobra. É utilizado nas estruturas de concreto armado para resistir aos esforços de tração devido à esses esforços serem baixos no concreto que sozinho não resiste às cargas provenientes de uma construção, por exemplo. Durante o cálculo estrutural, as regiões sujeitas aos esforços de tração deverão ser armadas.

O trabalho entre o concreto e o aço é possível pela compatibilidade física (deformações próximas durante as variações térmicas) e compatibilidade química (o aço não corrói se estiver recoberto por concreto, que torna o ambiente alcalino). Existe também aderência mecânica entre esses materiais, garantida por uma ligação mecânica, proveniente da rugosidade das barras de aço.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL A produção de barras e fios de

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A produção de barras e fios de aço para armaduras é regulamentada pela ABNT NBR 7480 - Barras e fios de aço destinados a Armaduras para Concreto Armado. Nela consta que as barras utilizadas em armaduras para concreto armado utilizam o prefixo CA na nomenclatura.

As armaduras, além de resistirem aos esforços de tração na associação com o concreto armado, auxiliam na limitação das fissuras no concreto que está sob ação de esforços mecânicos e variações de temperatura. Auxiliam também contra a flambagem em peças de concreto esbeltas.

Algumas definições e nomenclaturas utilizadas no processo de armação:

• Peça: componentes que formam a armadura de alguma estrutura existente no projeto estrutural, com dimensões e formato característicos que, ao serem associadas, geram a armadura.

• Barra: elemento de aço para concreto armado, obtido pelo processo de laminação, disponível nos diâmetros nominais a partir de 5 mm (3/16”);

• Fio: elemento obtido pelo processo de trefilação (tração da peça para redução da seção transversal), disponível nos diâmetros nominais entre 3,2 mm (3/32”) e 10 mm (3/8”);

• Vergalhão: barra ou fio de aço disponível no comprimento de 12 m; Figura 2 –
• Vergalhão: barra ou fio de aço disponível no comprimento de 12 m;
Figura
2 – vergalhões
de aço
peças que deverão ser dispostas transversalmente ao elemento estrutural, com a função de
Estribo:

resistir aos esforços transversais decorrentes das forças de cisalhamento (em vigas), auxiliar a montagem e transporte das armaduras;

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL estribos Figura 3 – • Recobrimento: camada

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estribos

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL estribos Figura 3 – • Recobrimento: camada

Figura 3 –

• Recobrimento: camada de concreto necessária para separar e proteger a armadura do meio externo (corrosão);

• Camada: conjunto de peças, de um elemento estrutural, que pertencem ao mesmo plano;

• Tela soldada: armadura formada por peças ortogonais, soldadas entre si, que formam uma malha;

• Diâmetro nominal (bitola): número correspondente ao valor em milímetros do diâmetro da seção transversal do elemento de aço;

• Armadura positiva: situada na parte inferior das lajes e vigas, responsável por resistir à tração proveniente dos momentos positivos;

• Armadura negativa: situada na parte superior das lajes e vigas, responsável por resistir à tração proveniente dos momentos negativos;

• Transpasse: emenda entre barras ou fios executada através da justaposição de duas peças, no sentido do comprimento;

• Arranque: armadura (espera) exposta do elemento estrutural, que irá, através do transpasse, dar a continuidade da transmissão dos esforços quando da solicitação da estrutura;

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 4 arranque em – sapatas •

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Figura 4

arranque em

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 4 arranque em – sapatas •

sapatas

• Armadura passiva (armadura frouxa): resiste aos esforços de tração e cisalhamento, sem haver qualquer tipo de alongamento prévio (nenhuma força de protensão);

• Armadura longitudinal: peças paralelas dispostas no sentido da maior dimensão do elemento estrutural;

• Armadura transversal: peças paralelas dispostas no sentido da menor dimensão do elemento estrutural;

• Aço beneficiado: denominação dada às barras de aço já cortadas e dobradas;

• Montagem: posicionamento da armadura em um local definitivo na estrutura (pilares e vigas, por exemplo);

• Pré-montagem: etapa de processamento das peças em armadura;

3. AQUISIÇÃO

  • 3.1 Escolha do Fornecedor

Os principais itens a serem verificados para escolher um fornecedor são:

Serviço de apoio à especificação: auxílio nas especificações de escolha de material, conforme especificação de projeto. Assistência técnica.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL  Fornecimento conforme especificações das Normas ABNT:

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Fornecimento conforme especificações das Normas ABNT: observar o cumprimento de

normas técnicas, de especificação de material, segurança, administração e sustentabilidade. Respeito humano: contratar uma empresa que trate a equipe com respeito,

comprometimento com a saúde e segurança no trabalho de seus funcionários. Responsabilidade Sócia Ambiental: verificar se a responsabilidade é aplicada a todos os

produtos da empresa ou apenas a uma linha especifica; verificar se há uma gestão de resíduos; Qualidade: é necessário verificar a qualidade do fornecedor antes de contratá-lo.

Conversar com pessoas da área, contatar recomendações, realizar buscas pela internet. Verificar se o fornecedor está na lista de empresas qualificadas pelo PBQP-H. Se o produto não estiver nesta lista é necessário exigir do fabricante a demonstração da qualidade do produto, a partir de uma avaliação por terceira parte por uma entidade reconhecida. Competência: a empresa em avaliação deve apresentar competência para ser contratado.

Se necessário é indicado realizar uma visita às instalações e observar itens como treinamento da equipe, flexibilidade, conhecimento de mercado e recursos tecnológicos. Preço: necessário observar o custo-benefício, observar qualidade versus preço.

Cumprimento de prazos: exigir sempre pontualidade na entrega.

Agilidade e flexibilidade: escolher uma empresa da qual é rápida no atendimento e consegue absorver demandas urgentes. Estabilidade financeira: verificar questão financeira em decorrência de que fornecedores com problemas financeiros graves possam pecar na hora da entrega ou na qualidade do produto ou serviço. Verificar se o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) da empresa é válido, se não, significa que o imposto não está sendo recolhido ou que a empresa não tem existência legal. Em princípio, o CNPJ deve estar impresso na embalagem, no produto ou na nota fiscal.

3.2 Pedido de Compra

Para a elaboração do pedido de compras, o ideal é dispor de uma planilha específica, contendo as informações a serem analisadas:

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL  Aço em barras  • Número

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Aço em barras

• Número da norma que o produto deve atender - NBR 7480 Fornecedor - barras e de aço destinados às armaduras para concreto armado – especificação; • Diâmetro, categoria e classe da barra; • Quantidade, em toneladas, de acordo com a previsão de projeto. Aço em telas soldadas • Número da norma que o produto deve atender - NBR 7481 - Telas de aço soldadas para armadura de concreto – especificação; • Modo de fornecimento das telas - rolo ou painel; • Dimensões do painel ou rolo, quantidade e designação das telas, para os pavimentos ou trechos que serão executados.

3.3 Recebimento

É necessário realizar conferência do material recebimento. Verificar se o material entregue confere com o material descrito em nota fiscal, bem como é recomendado realizar uma planilha contendo os itens a serem verificados no recebimento do material, sendo alguns deles:

Aço em barras:

• Quantidade; • Comprimento das barras; • Bitola do aço; • Se os ensaios abrangem todos os lotes entregues; • Se o nome do fabricante está estampado nas barras de diâmetro superior a 10 mm; • Aspecto geral do aço, observando se há defeitos ou impurezas (fissuras, esfoliações, corrosão); • Caso a quantidade de material seja considerável, é recomendável verificar a massa, através da pesagem do caminhão em balança neutra, antes e depois da descarga. Aço em telas:

• Medir as dimensões principais (comprimento, largura, espaçamentos) com uma trena metálica com precisão de 1mm; • Se a quantidade entregue corresponde ao pedido de compra; • Aspecto geral do material (corrosão, fissuras nas barras, pontos de solda solta).

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Se o material estiver oxidado, para aceitar

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Se o material estiver oxidado, para aceitar ou não, é realizado um teste simples para essa determinação: se conseguir remover a oxidação com uma escova ou um pano grosso e, após essa atividade, não houver evidências de pontos localizados de corrosão, pode-se aceitar o aço. Caso contrário é necessário submeter o material a ensaios para verificar suas propriedades mecânicas.

3.3.1

Aceitação

É necessário conferências antes de aceitar o lote, tais como:

Aços em barras Na conferência do comprimento das barras, é aceitável se no lote não forem constatadas irregularidades na inspeção visual e se o comprimento das barras for de 12 m, a tolerância de comprimento é de 9%. Pode-se aceitar um máximo de 2% de barras curtas, as quais não devem nunca ser inferiores a 6 m. Se houver diferenças de quantidade em relação ao pedido, é necessário informar o fornecedor para que haja reposição nos materiais faltantes. Ao analisar o laudo, se houver reprovação de lotes, o laboratório deve providenciar a realização de contraprova do lote ensaiado ou proceder à inspeção de um novo lote. Telas As tolerâncias para aceitação dos produtos nas verificações visuais podem ser vistas na tabela abaixo:

Verificação

Tolerância

Largura total

± 2,5 cm ou 1% (o que for maior)

Comprimento total

± 1%

Comprimento das franjas

± 2 cm

Diâmetro (3 a 6 mm)

± 0,05 mm

Diâmetro (6,3 a 8 mm)

± 0,07 mm

Diâmetro (9 a 12,5 mm)

± 0,10 mm

Espaçamento

± 6 mm

Tabela1: Tolerância para aceitação de telas em verificação visual. Fonte: Comunidade da Construção.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL 3.4 Armazenamento O fluxo de armazenamento dos

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3.4

Armazenamento

O fluxo de armazenamento dos materiais e a área a disponibilizar no canteiro,

pode

determinar o tipo de fornecimento do aço (em telas, em barras) Aço em barras Quando se utilizam barras de aço, percebemos que precisamos de um espaço no canteiro para estocar as barras de aço em três estágios distintos: aço em barras, aço cortado, aço cortado e dobrado. Há de se considerar ainda que, na estocagem do aço em barras, é preciso disponibilizar uma área cujo comprimento seja superior a 12 m. Barras pré-cortadas Ao adquirir o aço dessa forma, o espaço para a armazenagem no canteiro não requer comprimentos tão extensos quanto o aço em barras. Na estocagem, pode-se organizar as barras por elemento estrutural (barras de pilar, de vigas) ou por pavimento. Dessa forma, em função da quantidade estocada e da forma de organização, tem-se variações no tamanho das áreas, sendo importante a realização de um estudo prévio para encontrar um ponto ótimo entre quantidade de estocagem, área de armazenamento e fluxo de transporte do aço. Barras pré-dobradas A vantagem na aquisição do aço pré-dobrado, em relação ao pré-cortado, é que, além de eliminar uma etapa no processamento do aço, o material requer somente de uma área para estocagem, ao contrário da barra em aço. Quanto à área de estocagem, considere os mesmos itens apresentados no item ”Barras pré-cortadas”. Telas soldadas As telas podem ser fornecidas em rolo ou em painéis. Em painéis, é comum a aquisição de telas de diferentes tipos, e nessa situação podemos estocá-los em pé, minimizando a necessidade de áreas maiores para sua estocagem.

  • 4 SISTEMATIZAÇÃO: CORTE E DOBRA EM OBRA E INDUSTRIALIZADO

Para a execução do corte e dobra em obra ou industrializado, a escolha estratégica está relacionada ao tipo de fornecimento. Em função do cruzamento das vantagens e desvantagens de dos processos, cada obra optará pelo sistema de armadura mais adequado à sua realidade. Cada sistema possui suas peculiaridades, sendo que, para cada solução adotada, o tempo entre o pedido

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL do material e o seu recebimento é

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do material e o seu recebimento é diferente. Além disso, as etapas inerentes em cada processo são distintas, sendo importante considerar todos esses fatores durante o planejamento do serviço. Para explorar o potencial de racionalização que o serviço oferece, a sua capacidade de planejamento e programação das atividades é muito importante. Paralelamente, deve ser considerada a sua capacidade de negociação com o fornecedor, que deve ser realizada de modo que seja assegurado e respeitado o prazo de entrega do material. Segue abaixo a tabela comparando os dois sistemas para a execução de vigas e pilares:

 

Aço em barras

Aço beneficiado

Precisão dimensional das peças

Médio

Alta

Área de estocagem de material

Grande

Baixa

Perdas de material

Variável

Zero

Produtividade

Pequena

Alta

Versatilidade

Alta

Baixa

Segue abaixo a tabela comparando os dois sistemas para a execução de lajes:

 

Aço em barras

Aço em telas

Precisão dimensional do posicionamento

Pequena

Alta

Área de estocagem de material

Grande

Média

Facilidade na execução

Média

Alta

Velocidade na execução

Baixa

Alta

De modo geral, é inviável afirmar que um processo é mais vantajoso, rentável que o outro. Para cada obra é necessário um planejamento onde os custos de materiais, homens/hora, tempo de processo, entre outros aspectos sejam quantificados e, a partir daí, seja escolhida a opção.

  • 5 CONTROLE TECNOLÓGICO

Os fabricantes de aço realizam ensaios de controle tecnológico durante a fabricação das barras. Uma das práticas que as construtoras vêm empregando para se assegurar da garantia da qualidade do material é solicitando uma cópia do laudo de ensaio referente ao lote adquirido. Aço em barras, aço pré-cortado e aço pré-dobrado

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Ao receber o laudo é necessária a

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Ao receber o laudo é necessária a verificação dos itens da tabela abaixo:

Propriedades mecânicas a serem atendidas por fios e barras de aço (NBR 7480)

 

Categoria

Valor mínimo

Valor mínimo

Alongamento mínimo em Dobramento a

fyk (MPa)

fst (MPa)

10 diâmetros

180

o

CA50

500

1,10 fy

8%

NBR 6153

CA60

600

1,05 fy

5%

NBR 6153

Tabela 2: Propriedades Mecânicas a serem atendidas NBR 7480. Fonte: Comunidade da Construção.

Telas soldadas

Os ensaios quanto às características dos fios das telas devem atender ao quadro acima, sendo ainda necessário o ensaio de resistência ao cisalhamento dos nós soldados, NBR 5916.

  • 6 CORTE E DOBRA EM OBRA

Quando

o

corte

e

a

dobra são realizados

na obra é indispensável fazer uma bom

planejamento objetivando o aproveitamento máximo de cada barra evitando assim as sobras, ou

seja, desperdícios.

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Para um trabalho eficaz na etapa de corte é necessário escolher equipamentos e ferramentas adequadas. Essa escolha precisa levar em consideração o tipo de materiais definidos no projeto o volume do serviço, o tempo disponível e a mão de obra disponível. A escolha poderá ser por equipamentos e ferramentas manuais, elétricos ou hidráulicos, destacando-se os seguintes:

Ferramentas Manuais

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Figura 05 - Arco de serra

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Figura 06 - Tesoura de cortar ferro (tesourão)

Elétricas: Em obras de pequeno, médio canteiro.

e grande porte

que realizam o corte

do aço

no

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 07 - Policorte. Hidráulicas: Utilizadas em

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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 07 - Policorte. Hidráulicas: Utilizadas em

Figura 07 - Policorte.

Hidráulicas: Utilizadas em centrais de corte e dobra de aço e em canteiros de grandes obras, devido ao seu alto custo.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 07 - Policorte. Hidráulicas: Utilizadas em

Figura 08 - Cortadeira e dobradeira hidráulica

A eficiência da etapa de corte está intimamente ligada aos equipamentos de corte que serão utilizados. As ferramentas manuais ocasionando baixa produtividade devido ao esforço físico maior do operário, pequena precisão dimensional e demanda pouco espaço pois o serviço é realizado próximo à área de estocagem, no próprio piso. As ferramenta elétrica permite o corte de várias barras de aço simultaneamente, tornando o trabalho produtivo, pois o armador não precisa medir várias vezes peças de mesma dimensão, também proporcionam uma precisão dimensional média e necessita de uma espaço maior pois é preciso fixar a policorte numa bancada de madeira que tenha o comprimento das barras de aço (12m) para que seja possível marcar na própria bancada os comprimentos de corte das barras.

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E etapa de dobra pode ser feita por dobradeiras hidráulicas ou utilizando chave de dobra e mesa preparada para esse trabalho. As dobradeiras hidráulicas são mais comumente utilizadas na indústria e em grandes obras, possuí produção elevada pois pode dobrar mais de uma barra ao mesmo tempo. Com a chave de dobra é dobrado uma barra de aço de cada vez, possui um baixo custo e é muito utilizada em obras de todos os portes.

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Figura 09 - Chave de dobra

7

PRÉ-MONTAGEM

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Figura 10 - Mesa de dobra

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Figura 11 – Exemplo de armadura

Para que a etapa de pré-montagem seja bem sucedida é necessário um bom planejamento, definindo as peças que serão montadas na central de armação e aquelas que serão montadas na própria fôrma. Para isso, deve-se considerar s dimensões das peças, o sistema de transporte e a facilidade de execução. Ainda nessa etapa, deve ser colocado os espaçadores em quantidade suficiente para garantir o posicionamento adequado da armadura no elemento final a ser concretado. A escolha e o uso de um bom espaçador é importante para que a estrutura tenha o cobrimento adequado às condições de exposição da estrutura, protegendo a armadura contra a corrosão.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 12 - Exemplos de espaçadores 8

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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Figura 12 - Exemplos de espaçadores 8

Figura 12 - Exemplos de espaçadores

  • 8 MONTAGEM DAS ARMADURAS

Após a amarração das barras constituindo as armaduras ou parte delas (dependendo das dimensões e peso) os conjuntos devem ser levados para as fôrmas para a montagem final. No caso de armaduras de pilares e vigas recomenda-se colocar a armadura na fôrma com pelo menos uma das faces, normalmente o fundo. A seguir uma pequena listagem de itens e cuidados na montagem das armaduras:

Espaçadores conforme o projeto. Amarração das armaduras das lajes - deve amarrar alternadamente as barras cruzadas nas lajes (nó sim, nó não). Fazer uma verificação final e ajustes, momentos antes da concretagem. Verificar a necessidade de armaduras de pele em vigas e pilares e em pontos próximos às caixas e tubulações. Conferir o posicionamento dos embutidos (caixas, tubulação) e aberturas. No caso de armadura muito densa, evitar fechar totalmente a passagem do vibrador, deixando para colocar eventuais barras no momento do lançamento e adensamento do concreto. Protetores de pontas nas esperas - luvas plásticas que são colocadas nas pontas de ferro (esperas) para proteger os operários de cortes acidentais.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL 9 TIPOS DE AÇO E SUAS APLICAÇÕES

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9

TIPOS DE AÇO E SUAS APLICAÇÕES

 

Vergalhão GG 50

É fornecido na categoria CA-50 com superfície nervurada, garantindo assim maior aderência da estrutura ao concreto. É comercializado em barras retas nas bitolas de 6,3 a 40 mm, dobradas até 20 mm e em rolos de 6,3 a 16 mm. Os feixes de barras possuem comprimento de 12 m e peso de 2.000 kg. Esse tipo de aço é usado para estruturas de concreto armado de casas, edifícios, canalizações, pontes, barragens, estradas e armaduras de Pré-Moldados.

Vergalhão CA-25

O vergalhão CA-25 possui superfície lisa, é comercializado em barras retas com comprimento de 12 m de feixes de 1.000 kg ou 2.000 kg e é soldável para todas as bitolas.

Comercializado

nos diâmetros

6.3

até

40 mm,

ele

pode ser usado em

obras de

Estruturas de concreto armado, armaduras de pré-moldados, ganchos de içamento e tirantes.

Aço CA-60

O CA-60 é conhecido pela alta resistência, proporcionando estruturas de concreto armado mais leves. Além disso, o CA-60 possui superfície nervurada e é soldável em todas as bitolas. Pode ser encontrados em barras, rolos, feixes e bobinas nos diâmetros de 4.2 a 9.5 mm.

As principais aplicações são: estruturas leves de concreto armado

de casas

e

edifícios, armaduras de pré-moldados, indústrias - produção de armaduras industrializadas.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL  Arame Recozido O arame recozido tem

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Arame Recozido

O arame recozido tem como principal característica a fácil trabalhabilidade, pois tem um elevado grau de maleabilidade facilitando assim a amarração de estruturas de concreto armado. O arame mais utilizado é o BWG nº 3 ao 11 e a sua principal aplicação é a amarração das armaduras.

Tela soldada Nervurada

É feita com Aço Gerdau 60 e/ou GG 50, soldada em todos os pontos de cruzamento garante melhor ancoragem, ligando os elementos estruturais, além de um excelente controle de fissuramento. Ela é utilizada para pisos industriais; pavimentos; lajes de edifícios e casas; pré-moldados de concreto; paredes de túneis; paredes de concreto.

Tela soldada nervurada para tubos

A tela soldada nervurada é usada na construção de tubos, galerias de águas pluviais, galerias de esgotos sanitários, galerias de redes de drenagens, etc. Podem ser fornecidas nos tipos Macho e Fêmea (MF) ou Ponta e Bolsa (PB), com diferentes composições e larguras.

Treliça

A Treliça é fabricada com aço CA-60 nervurado, que permite melhor aderência ao concreto. Possui uma enorme capacidade de vencer grandes vãos e suportar altas cargas com toda a segurança. A treliça é encontrada nos comprimentos de 8 m, 10 m e 12 m, em feixes de aproximadamente 65 kg. Sua utilização estrutural em lajes treliçadas e minipainéis treliçados bem como espaçador de armaduras, traz diversos benefícios para processo de construção. Sua principal aplicação é lajes pré-moldadas treliçadas, lajes planas treliçadas, e em alvenaria estrutural.

10 ONSIDERAÇÕES FINAIS UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL Segundo pesquisa realizada pela
  • 10 ONSIDERAÇÕES FINAIS

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Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Cimento Portland, o processo de armação hoje corresponde a cerca de 25% do custo da estrutura, sendo que desse percentual 47% corresponde a etapa de corte e dobra do aço, movimentação na obra e montagem, e os 57% restantes correspondem ao preço do material. Através desses dados, podemos concluir que não podemos desprezar os gastos nessas etapas e minimizá-los através da racionalização, onde deve se evitar a compra de material em excesso e executar um corte do aço que evite muitas sobras. Um bom fluxo dos materiais na obra também deve ser posto em prática, evitando um desperdício de tempo. É importante também que haja uma mão-de-obra especializada para executar a armação do concreto e garantir a sua qualidade e função estrutural compatível com o designado no projeto da edificação.

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS ENGENHARIA CIVIL 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Armação - Manual de< http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao- praticas/execucao/56/armacao-praticas.html > Acesso em 04 de novembro de 2014 Construção Civil I – 2014/02 – Turma 53 20 " id="pdf-obj-20-2" src="pdf-obj-20-2.jpg">

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  • 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Armação - Manual de Estruturas. Associação Brasileira de Cimento Portland;

Portal

Educação.

Armadura

em

uma

construção.

Disponível

em

<http://www.portaleducacao.com.br/iniciacao-profissional/artigos/40025/armadura-em-uma-

construcao>. Acesso em 29 de outubro de 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7480: barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado. Rio de Janeiro, 2007. 13 p.

Portal

Profissional

do

Aço.

Disponível

em

<https://www.profissionaldoaco.com.br/destaques_in.asp?id_destaque=197> Acesso 26 de outubro

de 2014.

Portal

Comunidade

da

Construção.

Disponível

em

<http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao-

aquisicao/execucao/55/armacao-aquisicao.html> Acesso em 26 de outubro de 2014.

Portal Metálica. Disponível em <http://www.metalica.com.br/seis-passos-para-selecao-de- insumos-e-fornecedores-com-criterios-de-sustentabilidade> Acesso em 26 de outubro de 2014.

Comunidade

da

construção.

Disponível

em

praticas/execucao/56/armacao-praticas.html> Acesso em 04 de novembro de 2014