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CURRÍCULO PARA A EJA:LEITURA E ESCRITA COMO
PRIORIDADES
Profª Msc. Giselma Machado*
EIXO TEMÁTICO: Currículo Escolar, Cultura, Gestão, Organização do trabalho pedagógico
RESUMO
O presente artigo destaca a importância de um currículo articulado a partir do
desenvolvimento prioritário da leitura e da escrita na Educação de Jovens e Adultos (EJA),
com vistas à formação de um aluno ativo e crítico em seu meio social. Para tanto, apresenta-se
uma alternativa pedagógica desenvolvida no curso Aprofundando Saberes na EJA (PIBIX
2011-2012), no Colégio de Aplicação da UFS. Esta opção pedagógica está baseada no ensino
de Língua Portuguesa em nível fundamental e médio, considerando o que defende a literatura
especializada quanto à necessidade de se trabalhar com gêneros discursivos que povoam o
universo do aluno, especialmente fora dos muros da escola.
Palavras-chave: Currículo na EJA, Leitura e escrita, Gêneros Discursivos.

ABSTRACT
This article highlights the importance of an articulated curriculum from the priority
development of reading and writing in Youth and Adults Education (EJA), with the intended
to train a student active and critical in their social environment. For that purpose, we present a
pedagogical alternative developed in the course "Deepening Knowledge in EJA" (PIBIX
2011-2012), in the Aplicacao School of UFS. This option is based on the teaching of
Portuguese Language in primary and secondary level, considering defending the specialized
literature on the necessity to work with discursive genres that populate the universe of
students, especially outside the school walls.

1 – Contextualização

*Mestra em Educação pela UAA/PY
Membro do Grupo de Pesquisa com registro no CNPq - SEPPEJA/CODAP/UFS
Professora do Curso Aprofundando Saberes na EJA/Projeto Pró-Docência no CODAP/UFS
giselmaaju@gmail.com

Orlandi (1996. especialmente na EJA. cabendo ao leitor apenas a transposição das idéias que estão previamente contidas no texto e superficialmente expressas (ROSA e CRUZ. Fotografias. Silva (1997). . pode-se atribuir sentidos a eles e interpretá-los. Nesse sentido. dentre outros. trata-se de procurar um sentido e questionar algo a partir de uma realidade. 11-12) expressa que o ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita. Dentro desse panorama e como ponto inicial desse artigo. pretende-se. p. Freire (1987.2 Um dos maiores desafios da escola é despertar no aluno o gosto pela leitura. de um sentido único préestabelecido pela materialidade do texto. podem ser lidos. como já expressava o mestre Paulo Freire (1987. ler é muito mais do que soletrar palavras. precisa-se considerar que textos escritos não constituem a única fonte de leitura de que se dispõe. com tal trabalho. daí que a leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. independentemente de exigências escolares. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. 2008 e 2012). p. acredita-se que trabalhar com gêneros textuais diversos deve propiciar ao aluno estabelecer uma relação entre texto e contexto.” (grifos do autor. trabalhos científicos apontam que a leitura praticada na escola. mas aquela que faz por prazer. Chartier (1997).. não só no âmbito da educação. Em outras palavras. imagens.. os quais denominamos gêneros do discurso.262) Assim. MACHADO. 2007). contribuindo para a formação de um leitor crítico que não se restringe à leitura das palavras. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. a linguagem não verbal se une à linguagem verbal. porque vai ser cobrado e avaliado. pinturas. limita-se ao nível meramente reprodutivo. 2007. Ou seja. que vai além da decodificação de signos e o acompanhará vida afora. mas em todos os setores da atividade humana. A leitura do mundo precede a leitura da palavra. que a escola favoreça a inserção do aluno em práticas sociais de letramento. considerando o que discorrem Martins (1997). como se confirma nas palavras de Bakhtin (2006.] se antecipa e se alonga na inteligência posterior do mundo. 261): “Todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem” e “cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados. Apesar disso. Numa intensidade cada vez maior. que não é aquela que ele faz por obrigação. mas [. p. desenhos. mas do mundo que elas configuram.

modos de distribuir os alunos por grupamentos e turmas. cuja trajetória escolar anterior foi mal sucedida. dominantemente. Geraldi (2006). Santos (2004).) emerge um (. claramente percebidos pela comunidade escolar. Haddad e Di Pierro (2000. assim. Fazem parte do currículo oculto.” No tocante a currículo e considerando a sua importância para a EJA. Marcuschi (2007) e Aguilera (2007).3 1998). . fato que se apresenta como um dos maiores desafios na (re)construção de currículos e práticas pedagógicas que atendam a um perfil cada vez mais heterogêneo. Koch (2002). não sendo sempre. dentre outros. que nunca tinham tido oportunidades escolares. pelas relações sociais e pelas rotinas do cotidiano escolar.. modos de organizar o espaço e o tempo na escola. Essa modalidade educacional que antes acolhia mais adultos do que jovens. p.. a palavra currículo neste texto? [. destaca-se a seguinte posição: “Como estamos concebendo. Cabe destacar que a palavra currículo tem sido também utilizada para indicar efeitos alcançados na escola. ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas.. Soares (2003).. 2 – Currículo e EJA : Realidades que se Entrecruzam O cenário educativo que configura a EJA hoje é bastante diverso do que se apresentava há mais ou menos duas décadas. grande parte dos quais são adolescentes excluídos do ensino regular. de origem rural. representado pelo perfil crescentemente juvenil dos alunos em seus programas. percebe hoje o desencadeamento de um vertiginoso processo de juvenilização. rituais e práticas. Lerner (2002). a maioria dos educandos de programas de alfabetização e de escolarização de pessoas jovens e adultos eram pessoas maduras ou idosas. relações hierárquicas. então.. que não estão explicitados nos planos e nas propostas.] Currículo associa-se. 126-127) já chamavam a atenção para esta nova realidade: “(. Há uma ou duas décadas.. os programas de escolarização de adultos passaram a acolher um novo grupo social constituído por jovens de origem urbana. que envolve. tanto no que se refere à faixa etária quanto no tocante aos anseios desse novo público. atitudes e valores transmitidos. subliminarmente. assim. A partir dos anos 80.) novo desafio para a educação de jovens e adultos. por isso. Trata-se do chamado currículo oculto. regras e procedimentos.

em nível fundamental e médio. não algo construído ou forjado em gabinetes. especificamente. reflete a realidade que se quer atingir ou modificar.Reconhecer a leitura como elemento presente em textos verbais e não verbais . no Colégio de Aplicação da UFS.Desenvolver práticas de leitura e escrita a partir do gênero discursivo HQ/tiras. e de contribuir para a formação plural desse aluno. • Específicos: .Reconhecer. considerando. entre os textos apresentados em sala. o fragmento supracitado relacionado ao significado de currículo – “conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas” – apresenta-se o exemplo de uma sequência didática em Língua Portuguesa. Assim.Identificar tema. principalmente.4 mensagens implícitas nas falas dos(as) professores(as) e nos livros didáticos. o gênero discursivo HQ/tiras de outros gêneros .Distinguir.” (MOREIRA e CANDAU. tese ou mensagem dos textos apresentados . como forma de desenvolver prioritariamente a leitura e a escrita nesta modalidade educativa. 3 – Leitura e Escrita Exemplificados – Sequência Didática de 6 horas/aula Gênero textual: História em Quadrinhos/Tiras a) Conteúdo Programático  Leitura e escrita b) Objetivos: • Geral: . mas algo que é produto de reflexão conjunta e que.Reconhecer a HQ/tiras em suportes variados . desenvolvida no Curso Aprofundando Saberes na EJA (PIBIX 2011-2012). 2007 – grifos nossos) Os autores acima defendem que a construção do currículo deve ser fruto de um trabalho conjunto. como já se frisou anteriormente. marcas de intertextualidade nos textos apresentados . sempre que possível.

destacam-se:  Quadro e pincel/giz  Retroprojetor/datashow  Cartolina  HQ impressas  Livro didático  Jornais  Revistas em quadrinho  Computador  Papel chumbo d) Comportamentos leitores:  Utilizar conhecimentos prévios ou conhecimentos de mundo para estabelecer um sentido  Perceber que se trata de um texto humorístico que.Identificar ambiguidades.Identificar a presença de variantes linguísticas nos textos apresentados c) Metodologia c. identificando semelhanças e diferenças . pressupostos.Identificar a função da linguagem predominante em cada texto apresentado .Utilizar conhecimentos prévios para o processo de construção de sentidos dos textos . subentendidos. ironias e implícitos de uma forma geral nos textos trabalhados em sala como elementos necessários ao desenvolvimento do processo de construção de sentidos . por essa razão.1 ) Método e recursos Como método.Comparar os textos apresentados em sala com outros textos e com a sua realidade social.5 . pretende-se utilizar leitura colaborativa. considerando o desenvolvimento de comportamentos leitores e escritores descritos nos tópicos seguintes. trabalha com a quebra de expectativa em relação ao leitor  Perceber quando aborda problemas ou mazelas sociais . Dentre os recursos que se pretende utilizar.Estabelecer um sentido coerente para os textos apresentados em sala . associação entre texto e contexto e (re) escrita de textos.

quando necessário. tese ou mensagem. sonho. bem como implícitos  Indicar. pensamento etc  Identificar a cronologia das falas  Reconhecer a presença do discurso direto. sonoros e semânticos  Estabelecer relação do texto com a realidade social  Apontar pistas textuais tais como: inferências e intertextualidades e) Comportamentos escritores: (Re) Escrever textos à semelhança do que está lendo f) Passos a serem seguidos Primeiros questionamentos: o Já viram este texto ou algo semelhante em algum lugar? o Já tiveram a oportunidade de ler esse texto em sala de aula? E em outros espaços? o Como se chama esse texto? o Onde se podem encontrar tirinhas ou tiras? o O que esse texto tem de diferente e de semelhante em relação a HQ das revistas em quadrinhos? .6  Identificar tema. apesar de não utilizar pontuação específica para tal  Identificar o tipo de texto  Identificar recursos gráficos. pressupostos necessários à compreensão leitora  Perceber que o não verbal também faz parte da sua composição  Perceber o contorno dos balões para fala.

da esquerda ou da direita? o Quem já leu tirinha ou HQ percebe algo de diferente nesta apresentada agora? o A falta de balões prejudica de alguma forma a leitura ou a compreensão desta tirinha? Sobre o conteúdo da tirinha: o Alguém reconhece as personagens desta tirinha? o Quem são estes personagens? A que época pertencem? o Por que o Hagar disse que a palavra “amor” é um palavrão? o Em nossa sociedade esta palavra também assume o mesmo sentido? o Que sentido ela tem para você? o Alguém gostaria de contar aos colegas alguma situação que presenciou ou que aconteceu consigo que envolve o amor? o Quem conhece algum poema ou música que quando ouve ou lê relaciona ao amor? o Que outras formas de amor existem além da dedicada por um homem a uma mulher e vice-versa? Aspectos lingüísticos: o Que tipo de texto predomina na tirinha? o O que caracteriza um texto narrativo? Há a presença de um narrador nesta tirinha? o Existem verbos nesta tirinha? Em que modo se encontram. presente. podem considerar interessantes? o Como se dá a ordem da leitura deste texto? Por onde se começa a ler. pelo quadro da direita ou da esquerda? Que fala se lê primeiro. passado ou futuro? Qual modo predomina em textos narrativos? Como ficarão as duas últimas falas se os verbos forem flexionados no futuro? o Que tipo de frase predomina na tirinha apresentada? o Qual a característica principal da frase verbal? E da frase nominal? . para torná-la mais bonita? o Tirinhas são só para crianças ou jovens e adultos também se interessam em lê-las.7 o Para poder ler tirinhas ou HQ o que é necessário? É suficiente ler as palavras e frases? Ou é necessário também “ler” as imagens? Será que as imagens têm alguma relação com o que está escrito ou apenas foram colocadas aí para enfeitar a tirinha.

8 o São frases grandes ou pequenas as apresentadas nesta tirinha? Por que elas são assim? Frases assim são predominantes neste gênero textual. estratégias e recursos para favorecer o processo de ensino-aprendizagem. todos os envolvidos terminam por ser avaliados com base nos resultados obtidos. através de uma produção escrita. propiciando o reordenamento de conteúdos. em toda avaliação. ou seja. Nesse projeto. d) Final – ao se encerrarem as aulas. a avaliação será: a) Diagnóstica – a partir de questionamentos orais. direto ou indireto? o De que forma esse texto pode ser transcrito para o formato transforma um discurso direto em indireto ou vice-versa? o Que pontuação predomina em HQ/tiras? g) Avaliação Acredita-se que. h) HQ/tiras que serão utilizados nas aulas . c) Portfólio – ao longo do desenvolvimento das aulas. para indicar o nível crescente ou decrescente de leitura e escrita do aluno. b) Formativa – ao longo do desenvolvimento das aulas. em tirinhas? Quantas há neste texto? o Que tipo de discurso está presente nesta tira.

notadamente o mais carente nesse sentido. Sob este enfoque. como preconiza a literatura especializada. não se pode deixar de enfatizar a importância de que tais práticas se desenvolvam a partir de gêneros discursivos diversos. nesse sentido. consequentemente. . posto à margem do processo educativo e tentando nele (re) ingressar. de aulas mais atrativas para manter esse público em sala de aula. para favorecer o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem e. Dentro desse contexto. defende-se a necessidade da sua articulação com práticas de leitura e escrita. principalmente aqueles que integram o mundo sociocultural do aluno. A modalidade EJA que antes abrigava um público mais idoso. hoje percebe o inverso disso e carece. especialmente.9 4 – Considerações Finais O currículo representa o norte do trabalho educativo e. destaca-se especialmente o aluno da EJA.

Paulo. oferecido pelo Colégio de Aplicação da UFS. 1987. O texto e a construção dos sentidos. Secretaria de Educação Fundamental. São Paulo. em nível fundamental e médio. 108-130. DI PIERRO. In: Estética da criação verbal. bem como a demonstrar uma aproximação maior do currículo com o universo sociocultural do aluno. Brasília: MEC/SEF. A. ________. W. mai. Escola. 2006. CHARTIER. G. ed. 5. Rio de Janeiro : Paz e Terra. KOCH. E. Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos: 2º segmento do ensino fundamental: língua portuguesa. Roger. Parâmetros curriculares nacionais: 3º e 4º ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Práticas de leitura. deu-se a conhecer aqui uma alternativa pedagógica em Língua Portuguesa. e RODRÍGUEZ. Gêneros do discurso. 1995. Secretaria de Educação Fundamental. I. 1997. Educação e Mudança. p. . 2002.ed. GERALDI. São Paulo: Estação Liberdade. 2006. São Paulo: Cortez. n. M. Brasília: MEC/SEF. Escolarização de jovens e adultos. 2000. Revista Brasileira de Educação. Assim. leitura e produção de textos. Em vista de tal situação. J. desenvolvida no Curso Aprofundando Saberes na EJA (PIBIX 2011-2012). O texto na sala de aula: leitura & produção. mas como uma pequenina fagulha a despertar o interesse para a promoção de outras práticas de leitura e escrita com outros gêneros textuais. KAUFMAN. espera-se que iniciativas pedagógicas dessa natureza invadam a sala de aula da EJA de tal modo que façam do aluno dessa modalidade um competente leitor do texto e do contexto. BAKHTIN. Sérgio. 2007. 4. Brasil. 14. São Paulo: Martins Fontes. São Paulo: Contexto. Porto Alegre: Artes Médicas. M. Maria Clara. Referências Brasil. 1988. FREIRE. A importância do ato de ler. p. M./ago. 2001. Esse viés pedagógico não se apresenta como um modelo.10 para contribuir com a formação de sujeitos críticos e participantes ativos nos mais variados contextos. São Paulo: Ática.240. HADDAD.

Currículo. 2004. Belo Horizonte: Autêntica. 9. Língua portuguesa em debate. Gêneros textuais e ensino. C. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Maceió : FAPEAL. 2003. rev. ed.C. L. UFPE/CNPq. A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. Petrópolis: Vozes. A. São Paulo: Brasiliense. 1994. 2000. 2007. 5. LERNER. A. E. 2003. o possível e o necessário. 2ª Ed. SOARES. A gramática: conhecimento e ensino. O. SANTOS. O que é leitura. Angela P.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4SKPB_ptBRBR349BR349&q=do+texto+sem+sentido+%C3%A0+produ%C3%A7%C3%A3o+de+sen tido&meta=&aq=f&oq= > Acesso em 20 de novembro de 2009. ________. São Paulo: Brasiliense. F. TRAVAGLIA. MEC. UFS. Letramento: um tema em três gêneros. DE M. de (org. SILVA. ________. Leitura e Realidade Brasileira . P.). M. M. G.P. F. Porto Alegre: Editora Mercado Aberto. MOREIRA. Do texto sem sentido à produção de sentidos: uma experiência de leitura na Educação de Jovens e Adultos. . ed. 1998. São Paulo: Cortez. MARTINS. ORLANDI. Disponível em http://www.google. H. 6ª reimpr. _________. V. 2.com. Rio de janeiro: Lucerna. da. MARCHUSCHI. M.11 ________. Texto e coerência. 2007 NEVES. In: AZEREDO. 2002. 1996. H. Dissertação de Mestrado. 180-190. M. ________. L. Porto Alegre: Artmed.ed. da. T. O gênero discursivo história em quadrinhos e a compreensão leitora na EJA: uma relação de proximidade. Campinas : Pontes. Gêneros textuais na Educação de Jovens e Adultos. D. UAA/PY. p. 2ªed. Desvendando os segredos do texto. Monografia de Especialização. V. A leitura e os leitores. A questão do suporte dos gêneros textuais. Leitura e escrita na escola: o real. 2003. et al. São Paulo: Cortez. 2002. São Paulo/Campinas : Cortez/Editora da Unicamp. R. 8. E.google. Disponível em: <http://www. Discurso e Leitura. Conhecimento e Cultura IN: Indagações sobre Currículo. 2008. CRUZ. e CANDAU. MACHADO. A leitura no ensino de língua materna na EJA. ed.com.br/search?hl=ptBR&source=hp&q=a+quest%C3%A3o+do+suporte+dos+g%C3%AAneros+textuais&rlz=1 W1SKPB_pt-BR&aq=0&aqi=g1&aql=&oq=a+quest%C3%A3o+do+suporte+&gs_rfai= Acesso em 11 de maio de 2010. da. ROSA. J. _________. In: DIONÍSIO. L. 1996. 2012. 1988.